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				<title>Projeto da UFSM/FW une pesquisa e sustentabilidade no tratamento de esgoto</title>
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				<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 17:54:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Saneamento básico]]></category>
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						<description><![CDATA[Estudo utiliza wetlands construídos de fluxo vertical para promover saneamento sustentável, eficiência no tratamento de efluentes e economia circular ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A busca por alternativas eficientes, sustentáveis e de baixo custo para o saneamento básico motivou o desenvolvimento de um projeto de pesquisa inovador no <strong>Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen</strong> (<strong>UFSM/FW</strong>). A iniciativa utiliza <em>wetlands construídos de fluxo vertical</em> (WCFV), uma tecnologia baseada na natureza que emprega plantas e microrganismos para o tratamento de efluentes.</p><p>Conhecidos também como sistemas alagados construídos, os <em>wetlands</em> são um tipo de filtro plantado que reproduzem processos naturais encontrados em áreas alagadas, como os banhados. O esgoto passa lentamente por camadas de materiais filtrantes, como brita e/ou areia, sendo tratado por meio da interação com o meio filtrante, as plantas e os microrganismos. Trata-se de uma tecnologia muito simples, de baixo custo operacional e alinhada aos princípios da sustentabilidade, sendo especialmente adequada para residências, pequenas comunidades e áreas de expansão urbana, como loteamentos e condomínios fechados.</p><p>O projeto surgiu em 2020, a partir de uma demanda da direção do Campus, para melhorar o sistema de tratamento de esgoto da Casa do Estudante Universitário (CEU), que atende atualmente 72 estudantes. “Além de atender a uma necessidade concreta da universidade, o projeto possibilitou a criação de uma estrutura voltada ao ensino, à pesquisa e à extensão, contribuindo para o desenvolvimento de estudos aplicados e para a formação de recursos humanos na área de saneamento ambiental”, explica <strong>Samara Terezinha Decezaro</strong>, docente do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental e coordenadora do projeto.</p><h2>Tecnologia e eficiência no tratamento de efluentes</h2><p>Durante o processo, os pesquisadores testam diferentes materiais filtrantes, como areia grossa e brita. O monitoramento do sistema inclui análises laboratoriais e o sequenciamento genético de bactérias. Os testes servem para que os envolvidos possam compreender como processos naturais purificam a água e tratam os efluentes.</p><p>Nos tanques utilizados na estação experimental da UFSM/FW é cultivada a espécie <em>Canna x generalis</em>. A professora Samara explica que “as plantas têm importantes funções nesses sistemas, como a remoção de nutrientes e a transferência de oxigênio à região das raízes. Mas os principais responsáveis pelo tratamento são os microrganismos aderidos às raízes das plantas e ao material filtrante, que realizam a degradação da matéria orgânica e a ciclagem de nutrientes presentes no esgoto”.</p><p>A docente enfatiza que o objetivo “é produzir dados confiáveis que permitam aprimorar os parâmetros de projeto para as condições climáticas brasileiras, especialmente para o Noroeste do Rio Grande do Sul”. A ideia, pontua, “é consolidar essa tecnologia como uma alternativa viável para o saneamento descentralizado”.</p>		
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										</figure>
		<h2>Impacto social e formação de recursos humanos</h2>
<p>Desde a implantação em 2023, a estrutura serve como campo de aprendizado para estudantes da graduação em Engenharia Ambiental e para alunos de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA). Além de solucionar um problema local, ainda contribuiu para o fortalecimento da formação acadêmica.<br /><br />O uso dessa tecnologia beneficia a população de locais onde não há rede de coleta convencional, como, em áreas rurais e municípios do interior. A simplicidade operacional e os baixos custos de manutenção são fatores que tornam os wetlands uma alternativa eficiente em relação aos desafios do crescimento urbano e das mudanças climáticas.</p>
<h2>O futuro do reuso de água</h2>
<p>A equipe avalia a adequação do esgoto tratado para diferentes formas de reuso, o que alinha a iniciativa aos objetivos da Economia Circular. Ao transformar o efluente em um recurso passível de aproveitamento, o projeto contribui para a preservação dos recursos hídricos locais. "O principal legado desse trabalho é demonstrar que o tratamento de esgoto ocorre com base nos próprios princípios da natureza", enfatiza Samara.</p>
<p>A pesquisa conta com parcerias estratégicas, como o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Soluções Baseadas na Natureza (<strong>INCT-SBN</strong>) e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas -<strong> IPH da UFRGS</strong>.</p>		
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