{"id":5572,"date":"2017-12-28T10:26:29","date_gmt":"2017-12-28T12:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/frederico-westphalen\/2017\/12\/28\/professora-nara-bigolin-recebera-o-trofeu-mulher-cidada-2018\/"},"modified":"2017-12-28T10:26:29","modified_gmt":"2017-12-28T12:26:29","slug":"professora-nara-bigolin-recebera-o-trofeu-mulher-cidada-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/frederico-westphalen\/2017\/12\/28\/professora-nara-bigolin-recebera-o-trofeu-mulher-cidada-2018","title":{"rendered":"Professora Nara Bigolin receber\u00e1 o Trof\u00e9u Mulher Cidad\u00e3 2018"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">A Prof. Nara Bigolin, do curso de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, idealizadora do projeto Meninas Ol\u00edmpicas, receber\u00e1 em mar\u00e7o, o Trof\u00e9u Mulher Cidad\u00e3 2018 da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (AL-RS). Anualmente, mulheres que prestam servi\u00e7o de destaque \u00e0 sociedade ga\u00facha s\u00e3o premiadas em sess\u00e3o solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">O projeto Meninas Ol\u00edmpicas surgiu em 2016 tem como objetivo incentivar o protagonismo feminino em ambientes ol\u00edmpicos buscando o empoderamento de meninas atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o em olimp\u00edadas cient\u00edficas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">Saiba mais sobre o projeto na entrevista com a Prof. Nara Bigolin:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">Como surgiu o projeto Meninas Ol\u00edmpicas?<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><strong>Prof. Nara:<\/strong> Lembro que minha turma de Computa\u00e7\u00e3o na PUC em 1988 era composta por 60 estudantes e apenas seis eram mulheres, os famosos 10%. Na gradua\u00e7\u00e3o eu n\u00e3o me questionava sobre o porqu\u00ea do n\u00famero de mulheres ser t\u00e3o baixo comparado ao de estudantes homens. Isso era muito comum, t\u00e3o naturalizado que \u00e0s vezes n\u00e3o percebemos e nem nos questionamos sobre isso. O que conclu\u00edmos \u00e9 que as mulheres se resumem a apenas 10% das pessoas que participam de pontas estrat\u00e9gicas na sociedade, ou seja, que tomam decis\u00f5es e guiam caminhos para a sociedade seguir, ou seja, para todos seguirmos. Por exemplo da C\u00e2mara de Vereadores de Frederico, onde dos 11 vereadores eleitos, apenas uma \u00e9 mulher.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">Em 2013, essa realidade foi confrontada quando minha filha Mariana Bigolin Groff, recebeu a medalha de ouro na Olimp\u00edada Brasileira de Matem\u00e1tica das Escolas P\u00fablicas (OBMEP). Dois anos depois, o sentimento minorit\u00e1rio se intensificou quando, em 2015, ela come\u00e7ou a participar dos treinamentos para as olimp\u00edadas internacionais de matem\u00e1tica. Dos 25 participantes, apenas uma era mulher, a Mariana. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">A partir desse momento come\u00e7amos a analisar todas as olimp\u00edadas e notamos que este n\u00famero era igual ou inferior aos tais 10%\u201d, inclusive no Instituto de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada (IMPA), que organiza as olimp\u00edadas existe apenas uma mulher de um total de 40 pesquisadores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">Foi baseada em toda essa viv\u00eancia que no dia 26 de julho de 2016, junto com minhas duas filhas Mariana e Nat\u00e1lia criamos o projeto Meninas Ol\u00edmpicas, que desde o in\u00edcio visou contar e divulgar para todos que a grande diferen\u00e7a de oportunidades e reconhecimento se refletem diretamente nas quest\u00f5es que constroem a nossa sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">O ponto crucial para necessidade da implementa\u00e7\u00e3o do projeto foi quando eu foi convidada para participar da semana dos treinamentos ol\u00edmpicos da matem\u00e1tica e da inform\u00e1tica, em que os melhores estudantes de cada \u00e1rea se re\u00fanem para estudar e preparar-se para as pr\u00f3ximas competi\u00e7\u00f5es. Percebi que era a \u00fanica mulher entre os professores treinadores. Como as meninas poderiam continuar nas olimp\u00edadas cient\u00edficas se elas n\u00e3o t\u00eam uma professora que seja modelo para elas? Para se reconhecerem?. A verdade \u00e9 que nunca nos questionamos por que n\u00e3o temos a mesma quantidade de mulheres nos pontos estrat\u00e9gicos das \u00e1reas exatas e o projeto Meninas Ol\u00edmpicas vem para questionar, abrir a mente e fazer as pessoas pensarem.Na principal olimp\u00edada do mundo, que neste ano aconteceu no Brasil, o IMPA implementou a cria\u00e7\u00e3o do trof\u00e9u com o mesmo nome do projeto, Meninas Ol\u00edmpicas, uma forma de homenagear a iniciativa e evidenciar a participa\u00e7\u00e3o de meninas nas olimp\u00edadas cient\u00edficas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">Qual a sensa\u00e7\u00e3o de receber o pr\u00eamio por esse projeto?<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><strong>Prof. Nara:<\/strong> Em 2000 eu tinha 30 anos, era professora na Universidade de Paris e tinha terminado meu Doutorado em Computa\u00e7\u00e3o. Neste momento optei em voltar para o Brasil para ter 3 filhos, sabendo que com est\u00e1 decis\u00e3o estaria abrindo m\u00e3o de uma carreira universit\u00e1ria de alto n\u00edvel. Uma mulher entre os 30 a 40 anos as vezes precisa fazer escolhas e s\u00e3o dif\u00edceis escolhas. Hoje, se passaram 18 anos e tenho 3 filhos, Mariana com 16 anos, Nat\u00e1lia 13 anos e Lucas 11 anos. Esse pr\u00eamio somente foi poss\u00edvel gra\u00e7a a maternidade. Portanto, esse pr\u00eamio significa muito para mim, onde houve um encontro entre a maternidade e a vida profissional. O que me deu certeza que as escolhas de uma mulher podem ter um final feliz e que \u00e9 poss\u00edvel conciliar a maternidade com a vida profissional e ter o esfor\u00e7o recompensado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\">Qual a proje\u00e7\u00e3o do projeto para 2018?<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\" data-mce-mark=\"1\"><strong>Prof. Nara:<\/strong> Em 2018, pretendemos aprovar um projeto de lei na AL-RS para uma premia\u00e7\u00e3o anual para as meninas ol\u00edmpicas ga\u00fachas. Propor a cria\u00e7\u00e3o do Trof\u00e9u Meninas Ol\u00edmpicas nas principais olimp\u00edadas do Brasil. Lembrando que o pr\u00eamio criado na IMO deve ser mantido nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es. O projeto busca dar escolhas para as mulheres atrav\u00e9s do conhecimento. \u00c9 na sutileza do cotidiano que a discrimina\u00e7\u00e3o acontece, culturalmente imposta e inconscientemente reproduzida, e queremos abrir discuss\u00e3o sobre isso,. Enfim, toda essas premia\u00e7\u00f5es tem o objetivo de abrir a discuss\u00e3o da pequena participa\u00e7\u00e3o feminina nas olimp\u00edadas que \u00e9 em torno de 10%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><\/span><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Quem participa do projeto? Se alguma menina se interessar, como pode participar e ajudar o projeto?<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><\/span><\/strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><strong>Prof. Nara:<\/strong> As coordenadoras operacionais s\u00e3o Mariana Bigolin Groff e duas meninas no Cear\u00e1. As co-fundadoras s\u00e3o Nat\u00e1lia Bigolin Groff e Marceli Melchiors. Qualquer menina que se interessa por olimp\u00edadas pode entrar em contato pela p\u00e1gina do facebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/meninas.olimpicas\/\">https:\/\/www.facebook.com\/meninas.olimpicas\/<\/a> ou pelo email: <a href=\"mailto:meninasolimpicas@gmail.com\">meninasolimpicas@gmail.com<\/a> dando sua sugest\u00e3o ou solicitando ajuda com as olimp\u00edadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5571\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/frederico-westphalen\/wp-content\/uploads\/sites\/377\/2017\/12\/166-4606.jpg\" alt=\"166-4606\" width=\"563\" height=\"375\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/377\/2017\/12\/166-4606.jpg 2560w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/377\/2017\/12\/166-4606-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/377\/2017\/12\/166-4606-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/377\/2017\/12\/166-4606-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/377\/2017\/12\/166-4606-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Prof. Nara Bigolin<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em style=\"text-align: justify; font-size: 12.16px;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: medium;\">Produ\u00e7\u00e3o da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da UFSM-FW<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Prof. Nara Bigolin, do curso de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, idealizadora do projeto Meninas Ol\u00edmpicas, receber\u00e1 em mar\u00e7o, o Trof\u00e9u Mulher Cidad\u00e3 2018 da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (AL-RS). 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