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Roda de Conversa promovida por Programa de Extensão da UFSM-PM celebrou o centenário de Paulo Freire



O evento, alusivo ao centenário do Patrono da educação brasileira, teve como objetivo honrar o legado de Paulo Freire e levar adiante sua trajetória

Na última terça-feira (19), o Programa de Ensino Pesquisa e Extensão Universitária em Gênero, Vulnerabilidade e Cuidado em Saúde (GenVulC), promoveu a roda de conversa virtual “O esperançar de Paulo Freire e a educação popular em saúde em contextos urbano e rural”.

O evento, alusivo ao centenário do patrono da educação brasileira Paulo Freire, foi promovido em parceria com os grupos PET Enfermagem, LABEST e NEPESC, com apoio do Departamento de Ciências da Saúde, Curso de Enfermagem e Programa de Pós-graduação em Saúde e Ruralidade (PPGSR), com transmissão pelo canal do YouTube do PET Enfermagem, onde já está disponível para acesso.

A roda iniciou-se pela professora Ana Cristina Passarela Brêtas, enfermeira, socióloga, docente aposentada da UNIFESP que, nos últimos anos, dedica-se ao seu processo de formação como escritora. Ana Brêtas resgatou o legado de Freire e a influência deste na sua práxis no ensino e na extensão universitária como educadora popular em projetos desenvolvidos na cidade de São Paulo no cuidado de populações em situação de rua.

Em seguida, o enfermeiro, Tecnologista da Fiocruz Brasília e mestre em saúde coletiva, Osvaldo Peralta Bonetti, que atuou como Coordenador Geral de Educação Popular em Saúde do Ministério da Saúde, destacou a influência de Freire na sua trajetória desde o movimento estudantil e no processo de construção da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), lançada em 2013.

A filósofa, professora Vanderléia Pulga, da Universidade Federal da Fronteira Sul/Campus Passo Fundo, no curso de medicina e no Programa de Residência Multiprofissional em Saúde na Atenção Básica, integrante do GT Educação Popular e Saúde da ABRASCO, da Rede Unida e da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação, deu sequência no bate-papo e evidenciou a relevância das obras “Pedagogia do Oprimido” e “Pedagogia da Indignação” em que tratam a educação como um ato político, como uma forma de intervenção no mundo é fundamental em tempos tão áridos.

Representando o papel dos movimentos sociais, Plínio Simas, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) a partir da análise da conjuntura, reforçou a influência de Freire e da Educação Popular em Saúde nas pautas sociais e políticas que contribuíram no processo de interiorização do ensino público com a instalação da UFSM na região.

Os convidados mobilizaram a ativação do “Esperançar Freireano” nos participantes, e defenderam que seguir seus ensinamentos é ter a coragem de lutar na defesa da dignidade coletiva e da emancipação da vida humana.

A coordenadora do evento, professora Fernanda Beheregaray Cabral, destacou a importância do evento para celebrar o centenário de Paulo Freire. “Celebrar o centenário de Freire com colegas, estudantes e interessados de territórios plurais na “sonhAção” desta roda virtual, com atores sociais protagonistas na Educação Popular em Saúde no país, também movimentos sociais, acaba por honrar aqueles que nos antecederam, os que caminham conosco e a “semeAção” do inédito viável nos estudantes que seguirão ativando outras rodas”.

Cabral ainda ressaltou: “Esperançamos que o compromisso ético-social da Universidade com uma educação crítico-reflexiva e cidadã sirva para derrubar muros e arrancar as raízes que sustentam as desigualdades sociais, políticas, econômicas e as iniquidades em saúde. Que por meio de nossa ação pedagógica indignada não nos calemos diante de posturas fascistas, racistas e violentas que, tal como ervas daninhas, se espraiam e infestam o terreno social que habitamos”.

A professora ainda espera que as semeações destes encontros promovidos potencializem as sementes do “vir a ser”, para que coletivamente possam ser construídos mais jardins e menos muros, mais oportunidades e menos desigualdades sociais. Além disso, aponta que é preciso “agir com determinação para a construção solidária de um mundo mais justo, social, político, econômico, cultural e ambientalmente sustentável”, afirma Cabral.

O intuito do evento foi, além de honrar o legado de Paulo Freire, levar adiante sua trajetória. “Para além de honrarmos o legado do mestre Paulo Freire, precisamos levar adiante sua trajetória, para que as liberdades, a democracia, os direitos humanos, a educação e as Universidades Públicas, a saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS), a amorosidade e o ‘esperançar’ floresçam e ‘(re)xistam’. Temos belas histórias e trajetórias potentes e, por meio desse agir socialmente comprometido, esperançamos a rosa que se abrirá na primavera. Um Viva pelos 15 anos do nosso campus e cursos”, conclui Cabral.

Texto: Augusto Scavazza – Estagiário de Relações Públicas

Edição: Isabel Malheiros – Relações Públicas

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