{"id":5261,"date":"2021-04-26T10:41:59","date_gmt":"2021-04-26T13:41:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/?p=5261"},"modified":"2021-04-26T10:42:01","modified_gmt":"2021-04-26T13:42:01","slug":"suas-duvidas-sobre-vacinacao-e-a-nova-fase-da-pandemia-respondidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/2021\/04\/26\/suas-duvidas-sobre-vacinacao-e-a-nova-fase-da-pandemia-respondidas","title":{"rendered":"Suas d\u00favidas sobre vacina\u00e7\u00e3o e a nova fase da pandemia respondidas"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima quinta-feira (15), foi transmitida a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9sDoXlgmZTY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Live tira-d\u00favidas: Vacina\u00e7\u00e3o e nova fase da Pandemia<\/a>, no canal do Youtube da UFSM.\u00a0<\/p>\n<p>Os especialistas\u00a0doutor Alexandre Schwarzbold, professor do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica, a doutora Maria Denise Schimith, professora do Departamento de Enfermagem e Ana Paula Seerig, secret\u00e1ria adjunta de sa\u00fade de Santa Maria, responderam d\u00favidas da comunidade sobre a vacina\u00e7\u00e3o e a segunda fase da pandemia.<\/p>\n<p>Acompanhe aqui as respostas para as perguntas enviadas ao vivo atrav\u00e9s da Live e pelas redes sociais da Universidade.<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Como est\u00e1 o andamento da vacina\u00e7\u00e3o em Santa Maria? E nos demais campi da Institui\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em Santa Maria, at\u00e9 o dia 15 de abril, foram recebidas 87.215 doses, entre 1\u00aa e 2\u00aa dose. Desse total, foram aplicadas 83% das vacinas. A dificuldade maior na cidade \u00e9 o quantitativo de vacinas recebidas, que \u00e9 menor do que a popula\u00e7\u00e3o que precisa receber o imunizante.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica de Palmeira das Miss\u00f5es, no munic\u00edpio, 82,7% das vacinas que receberam foram aplicadas. 22,9%\u00a0 da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 coberta com a primeira dose e 3.6% com a segunda dose.<\/p>\n<p>Em Cachoeira do Sul, a m\u00e9dia \u00e9 semelhante e em Frederico Westphalen, o n\u00famero beira 85,1% de doses aplicadas.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Informa\u00e7\u00f5es de 15\/04\/2021<\/em><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Qual a perspectiva de vacina\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o no RS? E no Brasil?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Temos a limita\u00e7\u00e3o de fabrica\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria prima b\u00e1sica. \u00c9 muito dif\u00edcil falar em datas e tempos reais, j\u00e1 tivemos v\u00e1rias quebras na rotina e de expectativas. A cada semana, o Estado informa qual vacina e qual dose vem e para que p\u00fablico alvo deve ser disponibilizada, ent\u00e3o n\u00e3o temos perspectiva de quando isso ser\u00e1 poss\u00edvel.\u00a0\u00a0<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Qual o maior problema enfrentado pelas equipes de vacina\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 a disponibilidade de vacinas. Outro problema enfrentado s\u00e3o as d\u00favidas existentes na hora da vacina\u00e7\u00e3o: funcionamento do imunizante, rea\u00e7\u00f5es, tempos entre as doses, al\u00e9m da descren\u00e7a de muitos sobre a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o. Um dos fatores que mais prejudica nesse momento \u00e9 um movimento nacional de d\u00favida e descren\u00e7a com a ci\u00eancia. As vacinas que s\u00e3o aplicadas s\u00e3o seguras, aprovadas\u00a0 pela Anvisa, testadas. O intervalo entre as doses \u00e9 definido de forma cient\u00edfica.\u00a0<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Por ser um momento t\u00e3o esperado por todos, n\u00f3s vemos seguidamente muitas demonstra\u00e7\u00f5es de carinho da popula\u00e7\u00e3o na hora da vacina\u00e7\u00e3o. Como \u00e9 para voc\u00eas esse momento?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 muito emocionante. Recebemos pessoas com cartazes, mensagens de \u201cviva a ci\u00eancia\u201d, \u201cdefenda o trabalhador de sa\u00fade\u201d, recebemos muito carinho!\u00a0<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>O que voc\u00eas diriam para pessoas que n\u00e3o acreditam na vacina\u00e7\u00e3o e na import\u00e2ncia dessa forma de combate a pandemia?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>At\u00e9 a metade do s\u00e9culo passado a principal causa de mortes na humanidade eram doen\u00e7as infecciosas. A mudan\u00e7a s\u00f3 aconteceu por conta da vacina\u00e7\u00e3o. As vacinas s\u00e3o produtos de desenvolvimento cient\u00edfico de mais de um s\u00e9culo. As pessoas precisam conhecer hist\u00f3ria, conhecer os indicadores brasileiros das doen\u00e7as imunopreven\u00edveis. Zeramos sarampo, var\u00edola, poliomielite. Diminu\u00edmos as mortes por H1N1, tamb\u00e9m com vacina\u00e7\u00e3o. As pessoas t\u00eam anticorpos e reagem diariamente a pat\u00f3genos a que s\u00e3o expostas, devido a vacinas que receberam quando crian\u00e7a. O imunizante ter sido rapidamente desenvolvido \u00e9 um benef\u00edcio, um trunfo da ci\u00eancia, conseguimos avan\u00e7ar em fun\u00e7\u00e3o da emerg\u00eancia. As vacinas possuem muito mais benef\u00edcios do que riscos!<br \/><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Entre a Coronavac e a vacina de Oxford, por exemplo, por que a primeira tem uma diferen\u00e7a na aplica\u00e7\u00e3o de um m\u00eas entre a primeira e a segunda dose, e na segunda essa diferen\u00e7a \u00e9 de tr\u00eas meses?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os intervalos entre as doses do esquema completo de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o definidos por pesquisa. S\u00e3o definidos conforme a melhor resposta imunol\u00f3gica encontrada nos estudos cl\u00ednicos. Por isso, cada imunobiol\u00f3gico tem intervalos diferentes para completar o esquema vacinal, buscando a melhor resposta imunol\u00f3gica.<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Como as vacinas existentes se comportam com as novas variantes do Covid-19? J\u00e1 existem estudos sobre isso?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Como as novas variantes s\u00e3o recentes, as pesquisas ainda n\u00e3o s\u00e3o conclusivas. O que se pode dizer \u00e9 que entre uma pessoa vacinada e uma n\u00e3o vacinada, as novas variantes afetam mais a n\u00e3o vacinada.<b><\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, j\u00e1 h\u00e1 estudos mostrando que tanto a variante brit\u00e2nica quanto a circulando no Brasil com mais preval\u00eancia (P1) ambas vacinas mant\u00e9m um bom n\u00edvel de efic\u00e1cia. Apenas na variante sul-africana a vacina de Oxford perde um pouco da efic\u00e1cia. Mas essa variante n\u00e3o circula nesse momento de modo prevalente no Brasil.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>O que pode acontecer se uma pessoa deixar de tomar a segunda dose da vacina, como tem se noticiado nas \u00faltimas semanas?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Nenhuma das vacinas do Brasil, nem de qualquer lugar do mundo, que seja feita para ser aplicada em duas doses, protege apenas na primeira aplica\u00e7\u00e3o. Elas come\u00e7am a estimular o sistema imune na primeira dose. Sobre a vacina de Oxford, por exemplo, a\u00a0 partir de 22 dias da primeira dose, a efic\u00e1cia \u00e9 de 70%, mas, depois de quatro meses sem a aplica\u00e7\u00e3o da segunda dose, esse valor passa a ser muito pr\u00f3ximo do zero. A segunda dose \u00e9 fundamental para a pessoa estar, de fato, imunizada.\u00a0<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>Na perspectiva coletiva, se somente uma porcentagem da popula\u00e7\u00e3o for vacinada e a outra n\u00e3o, o que isso significa? \u00c9 poss\u00edvel prever consequ\u00eancias maiores que as que j\u00e1 temos?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>O impacto de uma imuniza\u00e7\u00e3o parcial \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da imunidade coletiva. Mas, al\u00e9m disso, o grande problema \u00e9 a emerg\u00eancia de novas variantes do v\u00edrus. E essa nova variante vai encontrar novos hospedeiros que n\u00e3o foram expostos a ela em momentos anteriores, prolongando a pandemia.<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>\u00c9 poss\u00edvel escolher a vacina que ser\u00e1 aplicada? A segunda dose precisa ser da mesma vacina? Ou \u00e9 poss\u00edvel trocar?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>O laborat\u00f3rio da vacina, doses (1a ou 2a), grupos priorit\u00e1rios s\u00e3o definidos por Resolu\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Intergestores Bipartite do RS (CIB-RS) e as doses j\u00e1 v\u00eam com destino certo. Portanto, \u00e9 muito dif\u00edcil individualizar a possibilidade de escolha do fabricante da vacina, at\u00e9 porque n\u00e3o seria universal, n\u00e3o daria para dar essa op\u00e7\u00e3o para todos e todas. Todas s\u00e3o aprovadas pela ANVISA, qualquer uma, cujo esquema vacinal for completado, vai proteger contra casos graves. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 terminar o esquema vacinal com a mesma vacina.\u00a0<b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><b>O local de vacina\u00e7\u00e3o da segunda dose precisa ser o mesmo? Ou a pessoa pode receber a vacina em outro munic\u00edpio?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Dentro de Santa Maria, as planilhas (com nome, CPF, data de nascimento, nome da m\u00e3e) que foram coletadas na aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose s\u00e3o enviadas para o local onde ela ocorreu para se colher a assinatura da segunda dose. Portanto, aqui em Santa Maria, a segunda dose deve ser feita no mesmo local da primeira. No entanto, a vacina \u00e9 para todo o territ\u00f3rio nacional, outro munic\u00edpio deve aplicar a segunda dose, sim.<\/p>\n<ul>\n<li><b>A vacina \u00e9 a melhor solu\u00e7\u00e3o para sairmos dessa crise? Se sim, o que falta para vacinar em massa a popula\u00e7\u00e3o brasileira?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a solu\u00e7\u00e3o final de uma crise sanit\u00e1ria e uma epidemia de transmiss\u00e3o respirat\u00f3ria t\u00e3o prolongada \u00e9 atrav\u00e9s da vacina\u00e7\u00e3o. Toda epidemia viral e de transmiss\u00e3o respirat\u00f3ria \u00e9 extinta quando n\u00e3o temos mais indiv\u00edduos suscet\u00edveis.\u00a0<\/p>\n<p>Os modelos matem\u00e1ticos e de previs\u00e3o levam em conta uma modelagem que pode ser descrita como SIR: Suscet\u00edveis, Infectados e Recuperados. Se o processo de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 lento, s\u00e3o cada vez menos pessoas recuperadas, com chance de reinfec\u00e7\u00e3o e com tempo de imunidade mais curto. A vacina\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o nem estrat\u00e9gia: as medidas restritivas s\u00e3o fundamentais nesse per\u00edodo, n\u00e3o apenas para reduzir o n\u00famero de pessoas suscet\u00edveis, mas, tamb\u00e9m, para que a produ\u00e7\u00e3o de vacinas ganhe f\u00f4lego e chegue a todos.\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que nos pr\u00f3ximos meses teremos redu\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o de acordo com a resposta das vacinas. J\u00e1 temos exemplos pelo Brasil e mundo, com uma diminui\u00e7\u00e3o importante de hospitaliza\u00e7\u00e3o em idosos. Em Israel, a vacina\u00e7\u00e3o em massa teve um impacto brutal na redu\u00e7\u00e3o de hospitaliza\u00e7\u00f5es em qualquer faixa et\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<p>Hoje o grande problema para a vacina\u00e7\u00e3o em massa da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 o baixo n\u00famero de vacinas produzidas e disponibilizadas. Em momento de crise, apenas o Butant\u00e3 e a Fiocruz n\u00e3o d\u00e3o conta da necessidade que temos na produ\u00e7\u00e3o de imunizantes. \u00c9 uma fragilidade do sistema. \u00c9 preciso pensar em estrat\u00e9gias preventivas nas estruturas fabris no Brasil, descentralizando e ampliando a produ\u00e7\u00e3o local de vacinas.<\/p>\n<ul>\n<li><b>A vacina testada aqui na UFSM, a de Oxford\/AstraZeneca, tamb\u00e9m est\u00e1 sendo aplicada? Como est\u00e1 sendo participar dessa pesquisa? E qual a import\u00e2ncia disso para a Universidade?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Sim, a vacina de Oxford foi, junto com a vacina da Pfizer, a primeira produzida no mundo. Foi, tamb\u00e9m, a primeira vacina publicada nos meios cient\u00edficos. \u00c9, hoje, a que mais foi aplicada. Essa foi uma experi\u00eancia fant\u00e1stica e que nos permitiu sermos, no pa\u00eds, um local de aplica\u00e7\u00e3o e testes, mas n\u00e3o s\u00f3. Essa experi\u00eancia nos permitiu, tamb\u00e9m, vislumbrar a possibilidade de produzir vacinas dentro da Institui\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>Ainda existe um grupo de risco espec\u00edfico com as novas variantes de Covid?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Todas as pessoas suscet\u00edveis est\u00e3o em risco para as atuais e novas variantes do coronav\u00edrus, pessoas que n\u00e3o foram vacinadas. O aumento de interna\u00e7\u00f5es e mortes entre pessoas mais jovens nos informa que essa faixa et\u00e1ria est\u00e1 mais suscet\u00edvel agora. Os jovens devem redobrar os cuidados, pois casos graves est\u00e3o acontecendo\u00a0entre eles.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Ainda \u00e9 necess\u00e1rio desinfetar compras e superf\u00edcies?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Houve alguns estudos dizendo que as superf\u00edcies n\u00e3o mant\u00eam o v\u00edrus em uma capacidade de infec\u00e7\u00e3o. Mas h\u00e1 que se pensar nas m\u00e3os, quando tocam estas superf\u00edcies e depois tocam o rosto. Estas sim podem ser um ve\u00edculo de transmiss\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a higieniza\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental, tanto das compras quanto dos objetos de uso do dia a dia.\u00a0\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>\u00c9 poss\u00edvel que tenhamos uma 3\u00aa onda da pandemia no Brasil?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel termos uma 3\u00aa onda a partir de setembro ou outubro, mas isso est\u00e1 absolutamente na depend\u00eancia da imunidade coletiva e na vacina\u00e7\u00e3o. Se demorar mais meses para vacinar um percentual importante da popula\u00e7\u00e3o, seguramente, pelo esgotamento das medidas restritivas, as pessoas voltar\u00e3o a se exporem e teremos novos picos. Em epidemias prolongadas, em que n\u00e3o se achou a cura e n\u00e3o se obteve uma imuniza\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, \u00e9\u00a0 esperado\u00a0 termos v\u00e1rios picos, que se sobrep\u00f5em e se intercalam.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>Com essa nova fase, que traz aumento tanto de n\u00fameros de casos quanto de n\u00fameros de interna\u00e7\u00f5es e de mortes, deve-se aumentar os cuidados? Se sim, quais seriam esses maiores cuidados que essa fase exige?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Sim, estamos no pior momento epidemiol\u00f3gico da pandemia! Cuidados como distanciamento f\u00edsico de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o do seu conv\u00edvio, uso correto de m\u00e1scaras (cobrindo boca e nariz, sem folgas), higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o ou \u00e1lcool gel 70 % (principalmente sempre antes e depois de\u00a0 tocar no rosto) s\u00e3o imprescind\u00edveis nesse momento. Importante \u00e9, quem est\u00e1 nos grupos priorit\u00e1rios, fazer a vacina, com esquema completo, 1a e 2a doses.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Qual\u00a0 m\u00e1scara \u00e9 mais apropriada para este momento da pandemia? As m\u00e1scaras PFF2 s\u00e3o mais eficazes que as outras? (Caso a PFF2 seja a mais indicada, qual \u00e9 a recomenda\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o tem acesso?)<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>As m\u00e1scaras mais apropriadas s\u00e3o as com bom ajuste no rosto, que n\u00e3o fiquem caindo, pois acabamos colocando a m\u00e3o e a contaminando. Recomenda-se, para uso no dia a dia, m\u00e1scaras cir\u00fargicas com tripla camada ou de pano com tripla camada. A PFF2 deve ser usada por quem est\u00e1 exposto a aeross\u00f3is, trabalhadores da sa\u00fade em atua\u00e7\u00e3o, trabalhadores da limpeza de estabelecimentos de sa\u00fade, por exemplo.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Pode explicar por que a idade m\u00e9dia das interna\u00e7\u00f5es e mortes est\u00e1 baixando? Os jovens devem redobrar o cuidado agora? O qu\u00e3o perigoso \u00e9 para os jovens?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Todas as pessoas suscet\u00edveis e n\u00e3o vacinadas est\u00e3o em risco para as atuais e novas variantes do coronav\u00edrus. O aumento de interna\u00e7\u00f5es e mortes entre pessoas mais jovens nos informa que essa faixa et\u00e1ria est\u00e1 mais suscet\u00edvel agora. Os jovens devem redobrar os cuidados, pois casos graves est\u00e3o acontecendo entre eles\u00a0por se exporem mais, e possivelmente pela maior transmissibilidade ou virul\u00eancia das novas cepas.<\/p>\n<ul>\n<li><b>\u00c9 poss\u00edvel que pa\u00edses como o Brasil sejam autossuficientes na produ\u00e7\u00e3o de vacinas, sem depender de insumos de outras na\u00e7\u00f5es?\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que \u00e9 poss\u00edvel atingir esta autossufici\u00eancia, por\u00e9m, para isso \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o nacional maior e uma descentraliza\u00e7\u00e3o de parques fabris.\u00a0<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses que possui capacidade de produ\u00e7\u00e3o local. No exemplo da Vacina de Oxford, houve um acordo de transfer\u00eancia de tecnologia, e para isso \u00e9 necess\u00e1rio produzir o insumo principal, chamado de IFA, um ingrediente farmac\u00eautico ativo. Assim, \u00e9 prov\u00e1vel que a partir do segundo semestre deste ano seja poss\u00edvel fazer uma produ\u00e7\u00e3o maior de vacinas no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>Como o Projeto de Lei Federal PL5595\/20, que torna a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior um servi\u00e7o essencial, pode impactar no retorno \u00e0s aulas presenciais? Isto poderia acontecer no pior momento da pandemia?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A \u00e1rea educacional \u00e9 sem d\u00favidas um ponto cr\u00edtico nesta discuss\u00e3o sobre as vacinas. Por mais que enquadrar as institui\u00e7\u00f5es de ensino como um servi\u00e7o essencial tenha benef\u00edcios, por enquadrar os profissionais da \u00e1rea entre o grupo priorit\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o, h\u00e1 que levar em considera\u00e7\u00e3o a escassez de vacinas.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 um grande perigo trazer os alunos de volta \u00e0s aulas presenciais sem a imuniza\u00e7\u00e3o, tendo em vista que o estado do Rio Grande do Sul segue em um momento cr\u00edtico da pandemia.\u00a0\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>Qual a opini\u00e3o de voc\u00eas sobre a libera\u00e7\u00e3o da compra de vacinas por empresas privadas? H\u00e1 um risco de redu\u00e7\u00e3o na oferta feita pelo SUS?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o precisa ser pensada de forma coletiva, j\u00e1 que apenas uma pessoa vacinada n\u00e3o recebe salvo-conduto para seguir sua vida normalmente. Para que a pandemia seja controlada, \u00e9 necess\u00e1rio que a vacina chegue para todos de maneira equ\u00e2nime. Al\u00e9m disso, as fabricantes das vacinas est\u00e3o vendendo apenas para os governos. Portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a popula\u00e7\u00e3o comprar vacinas.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Baseado em que a Anvisa aprova as vacinas? Em que tipo de experimentos?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os experimentos s\u00e3o cl\u00ednicos, em etapas, dividindo os participantes em grupos, um grupo recebe a vacina e o outro placebo, acompanham-se esses participantes e se observa como a doen\u00e7a acontece nos dos grupos. A efic\u00e1cia da vacina \u00e9 definida pelo comparativo de adoecimentos entre os dois grupos, o que recebeu a vacina e o que n\u00e3o recebeu. A Anvisa considera registrar vacinas que apresentem 50% ou mais de efic\u00e1cia, ou seja, que o grupo n\u00e3o vacinado apresentou 50% ou mais de adoecimento, comparado ao vacinado.\u00a0Al\u00e9m disso, a ANVISA inspeciona as plantas de produ\u00e7\u00e3o das vacinas e avalia os dados de seguran\u00e7a dos estudos cl\u00ednicos.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Qual o crit\u00e9rio que a UFSM est\u00e1 adotando para vacinar a comunidade acad\u00eamica (docentes, TAES e acad\u00eamicos)?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a UFSM que define os crit\u00e9rios de vacina\u00e7\u00e3o e escolhe quem ser\u00e1 vacinado. Primeiramente \u00e9 seguido o que foi definido pela campanha nacional de vacina\u00e7\u00e3o contra o coronav\u00edrus e seus grupos priorit\u00e1rios. Em rela\u00e7\u00e3o a vacina\u00e7\u00e3o de estudantes ou profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade, esse \u00e9 um crit\u00e9rio Estadual. A Secretaria Municipal de Sa\u00fade recebe uma resolu\u00e7\u00e3o da\u00a0Comiss\u00e3o Intergestores Bipartite (CIB) com os profissionais que v\u00e3o entrar na vacina\u00e7\u00e3o.\u00a0Alguns alunos da \u00e1rea da sa\u00fade que est\u00e3o trabalhando em campo j\u00e1 foram imunizados e outros devem receber a vacina\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos dias. H\u00e1 um controle muito r\u00edgido sobre esta quest\u00e3o, e quem define isso n\u00e3o s\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>Qual \u00e9 o alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos do \u201ctratamento precoce\u201d que n\u00e3o tem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>S\u00f3 no Brasil existe essa discuss\u00e3o, sobre poder fazer um tratamento preventivo. S\u00f3 existe um medicamento que comprovado cientificamente que diminui os sintomas do v\u00edrus, por\u00e9m ele ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel em nosso pa\u00eds e tem um acesso muito restrito e caro. Esse kit de medicamentos para tratamento precoce \u00e9 um grande perigo para a sa\u00fade, j\u00e1 que existe uma grande popula\u00e7\u00e3o que tem risco card\u00edaco contra um desses medicamentos, e isso sem falar nos efeitos dos dois combinados.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><b>A<\/b><b>\u00a0vacina de Oxford realmente tem baixa efic\u00e1cia contra a variante sul-africana? A variante encontrada em Sorocaba-SP, semelhante \u00e0 africana,\u00a0<\/b><b>representaria uma amea\u00e7a aos planos da Fiocruz?<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A\u00a0vacina de Oxford realmente tem menor efic\u00e1cia contra a variante sul-africana. No entanto, essa variante \u00e9 muito pouco prevalente aqui, ent\u00e3o n\u00e3o seria um problema. A vacina da Oxford tem boa cobertura nas outras variantes, inclusive na\u00a0 brasileira, P1 e P2, e na brit\u00e2nica. Quanto \u00e0 amea\u00e7a aos planos da Fiocruz, depende da preval\u00eancia dela, em caso isolado n\u00e3o, porque existe a imunidade celular que protege contra as variantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima quinta-feira (15), foi transmitida a\u00a0Live tira-d\u00favidas: Vacina\u00e7\u00e3o e nova fase da Pandemia, no canal do Youtube da UFSM.\u00a0 Os especialistas\u00a0doutor Alexandre Schwarzbold, professor do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica, a doutora Maria Denise Schimith, professora do Departamento de Enfermagem e Ana Paula Seerig, secret\u00e1ria adjunta de sa\u00fade de Santa Maria, responderam d\u00favidas da comunidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":307,"featured_media":5262,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5261","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/users\/307"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5261"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5261\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}