{"id":5772,"date":"2021-08-17T11:49:18","date_gmt":"2021-08-17T14:49:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/?p=5772"},"modified":"2021-08-17T12:27:50","modified_gmt":"2021-08-17T15:27:50","slug":"docente-academicas-da-ufsm-pm-e-enfermeira-de-palmeira-das-missoes-escrevem-capitulo-de-livro-sobre-a-utilizacao-de-plantas-medicinais-em-comunidades-rurais-do-municipio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/2021\/08\/17\/docente-academicas-da-ufsm-pm-e-enfermeira-de-palmeira-das-missoes-escrevem-capitulo-de-livro-sobre-a-utilizacao-de-plantas-medicinais-em-comunidades-rurais-do-municipio","title":{"rendered":"Docente, acad\u00eamicas da UFSM-PM e enfermeira de Palmeira das Miss\u00f5es escrevem cap\u00edtulo de livro sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas medicinais em comunidades rurais do munic\u00edpio"},"content":{"rendered":"\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5774\" width=\"594\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/DSC0008-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><figcaption>A pesquisa foi realizada na regi\u00e3o de abrang\u00eancia da Estrat\u00e9gia de Sa\u00fade Rural (ESF Rural) de Palmeira das Miss\u00f5es. Foram entrevistadas 88 pessoas, com idade entre 18 e 79 anos e relatadas 52 esp\u00e9cies de plantas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A docente do Departamento de Zootecnia e Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFSM Palmeira das Miss\u00f5es, professora Tanea Maria Bisognin Garlet, juntamente com as acad\u00eamicas Pollyana Stefanello Gandin, Paola Naiara Conti, Tainara Giovana Chaves de Vargas e a enfermeira da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Palmeira das Miss\u00f5es, Queli Daiane Sartori Nogueira, participaram como autoras do livro <a href=\"https:\/\/f7f3ee10-6cec-4bfa-a3ac-eb10305f7e07.filesusr.com\/ugd\/4502fa_2e3f1e44e91e4399bedf70860b711bcc.pdf\"><strong>T\u00f3picos Especiais em Plantas Medicinais<\/strong><\/a>, organizado por Emily Feij\u00f3 e publicado neste ano de 2021.<\/p>\n<p>O livro trata sobre os vegetais que sempre configuraram uma fonte de recursos para os homens em diversas \u00e1reas, como alimenta\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m na manuten\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e explica que as plantas medicinais s\u00e3o aquelas que produzem e armazenam subst\u00e2ncias que possuem algum tipo de a\u00e7\u00e3o terap\u00eautica no organismo animal, principalmente, no organismo humano. Conforme consta na apresenta\u00e7\u00e3o do livro: \u201cApesar da antiqu\u00edssima rela\u00e7\u00e3o dos seres humanos com as plantas medicinais, durante muito tempo o uso de vegetais com finalidade terap\u00eautica foi relegado pelas popula\u00e7\u00f5es urbanas em detrimento dos f\u00e1rmacos sint\u00e9ticos, por\u00e9m, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o interesse por estes recursos naturais vem ganhando for\u00e7a em todo o Ocidente. Possivelmente, esse retorno tem uma origem multifatorial, sendo que os principais fatores s\u00e3o: receio da popula\u00e7\u00e3o aos efeitos colaterais provocados pelos f\u00e1rmacos sint\u00e9ticos, custo econ\u00f4mico mais acess\u00edvel e preocupa\u00e7\u00e3o com os danos ambientais ocasionados pela s\u00edntese e descarte de f\u00e1rmacos sint\u00e9ticos\u201d.<\/p>\n<p>Dessa forma, para que as plantas medicinais sejam utilizadas de modo eficaz e seguro o livro relata a\u00a0 import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas que visem conhecer, caracterizar, conservar e manipular esses vegetais e suas biomol\u00e9culas de forma adequada. A partir desse objetivo, o e-book traz trabalhos que abordam diferentes tem\u00e1ticas dentro da pesquisa com plantas medicinais e que contribuem para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre esses vegetais e, \u00a0auxiliam no uso acertado desta riqueza natural.<\/p>\n<p>Uma dessas pesquisas \u00e9 o artigo \u201c<strong>Utiliza\u00e7\u00e3o de plantas medicinais em comunidades rurais de Palmeira das Miss\u00f5es, RS<\/strong>\u201d (p\u00e1ginas 87 a 108), escrito pela equipe de pesquisadoras da UFSM-PM e pela enfermeira da Secretaria de Sa\u00fade do munic\u00edpio. De acordo com Tanea Maria Bisognin Garlet, a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas com fins terap\u00eauticos tem a sua origem no conhecimento e na medicina tradicional, sendo a fitoterapia, uma modalidade de terapia integrativa e complementar caracterizada pelo emprego das plantas medicinais em suas diversas prepara\u00e7\u00f5es. Conforme a docente, no Brasil, existem duas pol\u00edticas nacionais, criadas em 2006, que estimulam a valoriza\u00e7\u00e3o das plantas medicinais nos cuidados prim\u00e1rios com a sa\u00fade e sua inser\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica: a Pol\u00edtica Nacional de Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que institucionalizou o uso de plantas medicinais no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), sobretudo na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade (APS); e a Pol\u00edtica Nacional de Plantas Medicinais e Fitoter\u00e1picos (PNPMF), que garante \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoter\u00e1picos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"389\" height=\"571\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/Sem-titulo-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5773\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/Sem-titulo-1.jpg 389w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/378\/2021\/08\/Sem-titulo-1-204x300.jpg 204w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Conforme as autoras, a inser\u00e7\u00e3o das plantas medicinais e da fitoterapia nas Estrat\u00e9gias de Sa\u00fade da Fam\u00edlia (ESF) promove a intera\u00e7\u00e3o de saberes, parcerias nos cuidados com a sa\u00fade, a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o, bem como o desenvolvimento de atividades de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade nas escolas (Programa Sa\u00fade na Escola, PSE). Segundo as pesquisadoras, outra vantagem \u00e9 a grande diversidade vegetal no Brasil e o baixo custo associado \u00e0 terap\u00eautica diante das necessidades de cuidado com a sa\u00fade. \u201cO uso das plantas pode ser estimulado a qualquer popula\u00e7\u00e3o, tanto no ambiente rural quanto no urbano. No entanto, o cen\u00e1rio rural compreende um territ\u00f3rio cuja popula\u00e7\u00e3o, muitas vezes, pelas dist\u00e2ncias geogr\u00e1ficas tem dificuldade em acessar servi\u00e7os essenciais, dentre eles, os servi\u00e7os de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o. Deste modo, a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas para fins medicinais pode se tornar mais comum, j\u00e1 que esta popula\u00e7\u00e3o tem contato com a diversidade da flora do local onde reside e geralmente possui espa\u00e7o para o seu cultivo\u201d, explicam.<\/p>\n<p>O conhecimento popular pode fornecer dados importantes para pesquisas acad\u00eamicas associadas \u00e0s propriedades terap\u00eauticas das plantas, al\u00e9m do que, estudos como esses, s\u00e3o fundamentais para registro, an\u00e1lise e preserva\u00e7\u00e3o desses saberes. Dessa forma, o estudo realizado pelo grupo teve como objetivo investigar a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas medicinais nos cuidados com a sa\u00fade em comunidades rurais do munic\u00edpio de Palmeira das Miss\u00f5es. A pesquisa foi realizada na regi\u00e3o de abrang\u00eancia da Estrat\u00e9gia de Sa\u00fade Rural (ESF Rural) de Palmeira das Miss\u00f5es, por meio de question\u00e1rios que foram repassados a professores de quatro escolas rurais de ensino fundamental, juntamente com atividades semanais da escola, sendo enviados aos alunos, para que esses entrevistassem um familiar ou vizinho com idade superior a 18 anos. A partir dos dados, as pesquisadoras avaliaram o conhecimento dos entrevistados sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas medicinais. Foram entrevistadas 88 pessoas, com idade entre 18 e 79 anos.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies foram listadas na ordem decrescente de cita\u00e7\u00e3o, pelo nome cient\u00edfico, fam\u00edlia, nome popular, frequ\u00eancia de utiliza\u00e7\u00e3o, usos referidos pelos informantes e indica\u00e7\u00f5es conforme Formul\u00e1rio de Fitoter\u00e1picos da Farmacopeia Brasileira, ANVISA e literatura espec\u00edfica. Foram relatadas <strong>52 esp\u00e9cies de plantas<\/strong>, sendo as mais citadas: <strong>marcela<\/strong> (<em>Achyrocline satureioides<\/em>), <strong>camomila<\/strong> (<em>Matricaria chamomilla<\/em>) e <strong>gengibre<\/strong> (<em>Zingiber officinale<\/em>). Um dos resultados da pesquisa apontou que essas s\u00e3o plantas consideradas seguras; no entanto, pessoas que apresentam epis\u00f3dios de hipoglicemia devem usar a marcela com precau\u00e7\u00e3o, pois pode potencializar o efeito da insulina, al\u00e9m de barbit\u00faricos e outros sedativos. J\u00e1 para a camomila h\u00e1 relato de que podem ocorrer rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas na pele pelo uso repetido da planta e o aparecimento de n\u00e1useas, excita\u00e7\u00e3o nervosa e ins\u00f4nia em caso de superdosagem. O gengibre possui efic\u00e1cia contra enjoos, n\u00e1useas e v\u00f4mito. Por\u00e9m, deve-se evitar seu uso em pacientes com desordens de coagula\u00e7\u00e3o e c\u00e1lculos biliares, j\u00e1 que pode provocar irrita\u00e7\u00e3o g\u00e1strica e hipertens\u00e3o, especialmente em doses altas.<\/p>\n<p>As autoras ressaltam no artigo que o uso de plantas medicinais \u00e9 um m\u00e9todo terap\u00eautico que traz benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade, mas que pode apresentar riscos se utilizado inadequadamente, quando n\u00e3o h\u00e1 o devido conhecimento sobre a planta, suas indica\u00e7\u00f5es, posologia e intera\u00e7\u00f5es. Por isso, defendem a import\u00e2ncia dos profissionais da sa\u00fade em terem conhecimento sobre as plantas medicinais utilizadas no seu territ\u00f3rio de atua\u00e7\u00e3o para poderem orientar os usu\u00e1rios para que essa pr\u00e1tica ocorra de forma ben\u00e9fica e segura. \u201cA partir desse estudo \u00e9 poss\u00edvel auxiliar na sele\u00e7\u00e3o de plantas com potencial terap\u00eautico para recomenda\u00e7\u00e3o nas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade do munic\u00edpio de Palmeira das Miss\u00f5es. Al\u00e9m disso, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es educativas para esclarecimento sobre o emprego adequado de cada esp\u00e9cie medicinal, tanto com a comunidade quanto com os profissionais que atendem as demandas dessa popula\u00e7\u00e3o\u201d, finaliza Garlet.<\/p>\n<p><em>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o UFSM-PM<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A docente do Departamento de Zootecnia e Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFSM Palmeira das Miss\u00f5es, professora Tanea Maria Bisognin Garlet, juntamente com as acad\u00eamicas Pollyana Stefanello Gandin, Paola Naiara Conti, Tainara Giovana Chaves de Vargas e a enfermeira da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Palmeira das Miss\u00f5es, Queli Daiane Sartori Nogueira, participaram como autoras do livro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":307,"featured_media":5773,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/users\/307"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5773"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/unidades-universitarias\/palmeira-das-missoes\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}