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Usina de Biodiesel do Colégio Politécnico opera em fase de testes



O diretor do Colégio Politécnico, Valmir Aita, a vice-diretora Marta Von Ende, o diretor de infraestrutura da Unidade, Olney Machado Meneghello e o professor do curso superior de tecnologia em Gestão Ambiental, Filipe Fagan Donato, estiveram no gabinete do reitor Paulo Afonso Burmann na última quinta-feira (11) para reunião referente à usina de biodiesel instalada no Colégio Politécnico. Na oportunidade, discutiu-se a situação do projeto e firmaram-se as projeções futuras referentes à iniciativa que visa transformar óleos residuais em energia. A usina de biodiesel do Politécnico surgiu a partir da ideia de se reutilizar os óleos de fritura descartados pelos Restaurantes Universitários e demais lanchonetes que funcionam no campus da UFSM.

Idealizado em 2014 pelo professor Cícero Nogueira, que era responsável também pela usina piloto de etanol da instituição, o projeto deu novos passos em 2016, com uma pesquisa realizada pelo doutorando Antonio Fantinel e pelos professores Cícero Nogueira e Sérgio Luiz Jahn. Com dados que relacionavam a quantidade de litros de óleo descartados mensalmente na Universidade com a possibilidade de se produzir o biodiesel para abastecimento dos veículos a diesel da instituição, a pesquisa culminou em uma dissertação de mestrado que confirmou os benefícios da produção do biodiesel em pequena escala numa perspectiva econômica e, sobretudo, ambiental. Em fevereiro de 2018, após um processo de licitação, a usina de biodiesel foi instalada no Colégio Politécnico, funcionando agora como um protótipo em fase de testes, com a coordenação do professor Filipe Fagan Donato. Segundo ele, o foco do projeto é desenvolver uma fórmula ideal para a produção do combustível através do processo de transesterificação, que transforma o óleo de cozinha reutilizado em biodiesel.

Após o período de experimentação, a usina deve ser adaptada para o recebimento dos óleos para tratamento, que serão transformados em energia e destinados ao ônibus que realiza o transporte interno na UFSM, o BUFSM. Dessa forma, a iniciativa funcionará por meio de um ciclo fechado, recebendo resíduos altamente poluentes, que seriam descartados sem tratamento, e convertendo-os em biocombustível para uso da comunidade acadêmica. Atualmente, o projeto funciona com a orientação do professor Filipe, que conta com o apoio de três bolsistas e do doutorando Antonio Fantinel. A intenção futura da ação é atender não somente aos Restaurantes Universitários e lanchonetes que funcionam na UFSM, mas também receber os resíduos descartados por toda a comunidade da Universidade, que poderá encaminhar o óleo de cozinha utilizado para um reaproveitamento feito na usina.

“O grande ganho desse projeto é dar um destino para um resíduo que é totalmente poluente para todos os âmbitos ambientais, os compartimentos ambientais, seja água, solo (…) E não é só para transformar um resíduo, dar um destino para ele e transformar num biocombustível. Por trás disso tudo, tem também a questão do ensino, da pesquisa, da extensão, porque é um espaço que vai servir como um local didático. Os cursos da UFSM vão poder vir aqui e ver um processo de produção de biodiesel”, comenta o professor Filipe.

Durante a reunião ocorrida na última quinta-feira, o reitor Paulo Afonso Burmann declarou que deve dar todo o apoio ao crescimento do projeto, principalmente através da PROINFRA (Pró-Reitoria de Infraestrutura), que pode se tornar a responsável pela realização da coleta dos resíduos destinados à produção do biocombustível no Colégio Politécnico. Salientou, ainda, o desejo de promover uma campanha institucional para o recolhimento do óleo de cozinha das residências de servidores e estudantes da UFSM – alinhando as iniciativas em evolução dentro da Universidade ao Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSM (PDI), que tem como um de seus objetivos o enfoque em projetos ligados à questão ambiental.


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