Ir para o conteúdo Politécnico Ir para o menu Politécnico Ir para a busca no site Politécnico Ir para o rodapé Politécnico
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

Colégio Politécnico produz mudas nativas para estudos, reflorestamento e áreas degradadas



Mudas produzidas são doadas para recuperação das florestas nativas, formação de viveiros e compensação ambiental

Colégio Politécnico da UFSM, por meio do Setor de Espécies Nativas e de Práticas Ambientais (SENPA), desenvolve o projeto de produção de mudas de diversas espécies, com ênfase nas frutíferas nativas para estudo, avaliação e doação para áreas que precisam de reflorestamento. O projeto, em atividade desde 2018, tem como princípio básico fazer com que o estudante consiga entender todos os passos para a formação e produção de uma muda, conhecendo o período de maturação das espécies, a época maturação dos frutos, bem como os procedimentos na coleta, no beneficiamento, no armazenamento e nos cuidados desde a semeadura até a muda formada. No processo, leva-se consideração o tipo de substrato, as embalagens, o manejo e o plantio das mudas no local definitivo, como explica Renato Trevisan, professor do Colégio e orientador do projeto “Produção de mudas e implantação de espécies florestais de frutíferas nativas”. O professor também é responsável pelo Setor de Espécies Nativas que foi criado devido à necessidade de auxiliar nas disciplinas para as aulas práticas.  

Dentre as principais espécies propagadas estão a pitangueira, a jabuticabeira, o araçazeiro, a goiabeira serrana, o ingazeiro, o guabijuzeiro, o sete-capote, a guabirobeira, o pinheiro-brasileiro, a cerejeira-do-rio-grande, o araticum, o butiazeiro, entre diversas outras espécies ligadas aos biomas da Mata Atlântica e do Pampa. O cultivo destas frutíferas nativas está associado à produção diversificada de outros alimentos presentes nas unidades de produção familiar, bem como da recuperação das florestas nativas para promover uma compensação ambiental. Além disso, existe a possibilidade de serem utilizadas com sucesso como fonte de renda e em parques e jardins como fins paisagísticos e, por fim, recuperar a importância destas frutíferas muitas vezes negligenciadas pela população. Nesse sentido, a qualidade de mudas destas espécies, bem como o desenvolvimento, é determinante para atender a essa demanda e uma produção diversificada. 

 
Sementes de araçá amarelo em fase inicial de germinação expondo as primeiras estruturas
Sementes de araçá amarelo em fase inicial de germinação expondo as primeiras estruturas
Ipê roxo com as primeiras folhas verdadeiras formadas.
Ipê roxo com as primeiras folhas verdadeiras formadas.

O SENPA fica localizado no Colégio Politécnico da UFSM em uma área que, além de ser destinada no cuidado de ovelhas, era utilizada como depósito de materiais. Há cerca de três meses, foram doadas aproximadamente 2 mil mudas de diferentes espécies de nativas para a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Agudo, Rio Grande do Sul. “A doação teve como objetivo auxiliar na reativação do viveiro florestal do município e incentivar os produtores locais o plantio de mudas na recuperação de áreas degradadas e no futuro, utilizar os frutos através do consumo in natura ou processados como mais uma fonte de renda na propriedade. Nossa ideia é aumentar a produção, visto que, através da Cooperativa de Estudantes do Colégio Politécnico, foi adquirida uma estufa que nos possibilitará aumentar a produção de mudas e parte delas poderão ser doadas a produtores interessados e futuramente, comercializar”.

Para o futuro, a expectativa é aumentar o número de mudas produzidas para ofertar e incentivar o plantio e dar continuidade aos trabalhos ligados a técnicas de germinação das sementes das espécies, estudar formas de armazenamento de sementes para prolongar a sua viabilidade para disponibilizar sementes num maior período do ano e maximizar a produção. Outra linha de estudo que vem se buscando é a propagação assexuada, ou seja, utilizar partes de uma planta mãe como estacas, gemas (enxertia) e alporquia. Renato ainda destaca que “Parte dos alunos quando vem para o SENPA se apaixonam com o trabalho que vem sendo feito. Nas aulas presenciais, a troca de experiências é muito bonita, tocar na terra e fazer a semente germinar dá um brilho e é muito gratificante”.

 

Texto elaborado por Gabriel de David.

Publicações Recentes