<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=agroecologia" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 16:38:02 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Horta urbana auxilia no enfrentamento da insegurança alimentar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/07/horta-urbana-auxilia-no-enfrentamento-da-inseguranca-alimentar</link>
				<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 17:02:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[extensao]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[horta urbana]]></category>
		<category><![CDATA[horte neide vaz]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72215</guid>
						<description><![CDATA[Moradores do residencial Dom Ivo Lorscheiter garantem alimentos e fonte de renda por meio da plantação de legumes, verduras e temperos sem agrotóxicos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9954-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma área de cultivo em uma horta. No centro da imagem há um canteiro coberto por uma estrutura arqueada com tecido agrícola cinza, utilizado para proteger as plantas. Ao redor do canteiro, crescem diversas plantas, incluindo pés de milho com folhas verdes altas. Ao fundo, aparecem mais áreas de plantio, vegetação e algumas casas do bairro. O céu está nublado." />											<figcaption>Horta urbana em atividade desde 2018 já chegou a reunir 20 famílias na produção
</figcaption>
										</figure>
		<p>Com um sorriso no rosto e um jeito calmo de falar, Luiz Antônio Loreto, 52 anos, nos recebe entre os canteiros da horta agroecológica comunitária Neide Vaz,&nbsp; localizada no loteamento Dom Ivo Lorscheiter, no bairro João Luiz Pozzobon. Mestre Militar, como é conhecido, guia nossa reportagem entre os canteiros em fase de replantio, depois de um verão quente que prejudicou a produção. “Aqui era um depósito de lixo”, conta enquanto nos mostra quais tipos de alimentos são plantados ali.</p>
<p>Alface, milho, couve, temperos e ervas medicinais estão entre os itens produzidos sem o uso de agrotóxicos na horta. Desde 2018, o espaço tem sido uma alternativa para os moradores terem acesso a alimentos frescos e saudáveis. Além disso, a iniciativa contribui para a geração de renda, já que o excedente é vendido entre os vizinhos.&nbsp;</p>
<p>A horta quebra a paisagem da região, composta por 578 casas de porta e janela, de 39,8 metros quadrados cada. O loteamento tem poucas árvores em suas ruas principais. Construídas entre 2013 e 2015, com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Santa Maria, as moradias foram entregues por meio de sorteio para pessoas em vulnerabilidade social.&nbsp;</p>
<p>Já a área de plantio surgiu por iniciativa dos moradores da comunidade, ligada a um projeto social de capoeira existente no bairro. “Nós estávamos em uma reunião, logo depois de assumirmos a associação comunitária. Naquele dia estava presente a irmã Lourdes Dill - coordenadora, na época, do Projeto Esperança/Cooesperança - , que nos apresentou ao Juarez, que é da UFSM”, conta. Com isso, a horta começou a receber auxílio técnico do programa de extensão “Hortas Comunitárias em Santa Maria - Segurança alimentar e economia solidária”, coordenado pelo zootecnista Juarez Felisberto, da UFSM.&nbsp;</p>
<p>Militar nos apresenta Isabel Soares, empregada doméstica de 57 anos, nova integrante da Neide Vaz. Natural de Arroio do Sol, ela conta que está ansiosa para cultivar seu primeiro canteiro: “como a gente compra tudo no mercado, para nós vai ser uma vantagem muito boa. E outra coisa é que aqui não tem esses produtos com veneno. Direto daqui para casa, vai ser bem melhor”, afirma.&nbsp;</p>
<p>Ao todo, são 17 canteiros divididos entre as dez famílias que cultivam no local. Cada canteiro é cuidado por uma família ou morador. E quando alguém da comunidade tem interesse, pode solicitar um espaço para o plantio. Durante a pandemia de Covid-19, a horta chegou a ter cerca de 20 famílias cultivando.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>		
										<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9921-683x1024.jpg" alt="Foto vertical colorida de um homem negro, de meia-idade e sorrindo. A imagem o mostra do peito para cima e olhando para o lado direito. Ele tem cabelos curtos e grisalhos, usa uma camiseta branca com a inscrição “Capoeira Berimbau” e um emblema colorido no peito. No pescoço, utiliza um colar de contas escuras. Suas mãos aparecem à frente do corpo, como se estivesse gesticulando enquanto fala. Ao fundo, desfocado, há vegetação verde alta. O céu aparece nublado acima da paisagem." />											<figcaption>Luiz Antônio Loreto, conhecido como Mestre Militar, foi um dos fundadores da horta e atualmente é presidente da associação de moradores. 
</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Mudança que se percebe no prato </b></h3><p>Mais do que garantir alimentos frescos, a horta Neide Vaz ajuda a mudar hábitos da comunidade. Segundo o Mestre Militar, muitas crianças do bairro João Luiz Pozzobon tinham uma alimentação baseada em produtos industrializados. “No começo, era muito macarrão instantâneo e salsicha. Verdura quase não entrava no prato das crianças”, lembra da realidade que tem se modificado. </p><p>No local do empreendimento agroecológico, também funciona uma cozinha solidária semanal, que distribui refeições para moradores da comunidade e de bairros próximos, sempre utilizando alimentos que foram produzidos ali mesmo. </p><p>A experiência da horta Neide Vaz não é um caso isolado. Em Santa Maria, iniciativas semelhantes de agricultura urbana têm crescido como alternativa para ampliar o acesso da população a alimentos de qualidade. Atualmente são quatro hortas comunitárias em atividade na cidade e outras três em processo de implementação. </p><p>De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Marcelo Dalla Corte, Santa Maria foi selecionada como um dos municípios prioritários para a implementação do projeto Horta Mais Comunitária, devido aos indicadores de vulnerabilidade socioeconômica. No município, o projeto prevê a criação de duas novas hortas urbanas, que serão construídas nos bairros Nova Santa Marta e Carolina.</p>		
													<img width="1024" height="628" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/mapa-v2-1024x628.jpg" alt="Mapa ilustrado da cidade de Santa Maria, em tons claros de bege e marrom, mostrando ruas e bairros da área urbana. No topo da imagem está o título “Hortas urbanas em atividade em Santa Maria”. Sobre o mapa são destacados quatro locais onde existem hortas urbanas. Cada horta aparece identificada por placas de madeira ilustradas com a palavra “horta”, acompanhadas de desenhos coloridos de alimentos como milho, cenoura, berinjela, tomate e alface. A primeira placa, em vermelho, está situada ao noroeste, e está identificada como sendo a Horta da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). No Oeste, uma placa verde indica a Horta Cipriano da Rocha, no bairro Pinheiro Machado. No Leste, duas placas situadas no bairro Diácono João Luíz Pozzobon. A primeira, em roxo, sinaliza a Horta Renova Vidas. A segunda, em laranja, aponta onde fica a Horta Neide Vaz." />													
		<h3><b>Do campo à cidade </b></h3><p>De acordo com o <a href="https://www.un.org/development/desa/en/news/population/2018-revision-of-world-urbanization-prospects.html">Relatório Mundial de Cidades de 2022</a>, da Organização das Nações Unidas (ONU), 68% da população mundial residirá em áreas urbanas até 2050. A projeção para o Brasil é de que a urbanização chegue a 92% para o mesmo período. Em 2022, <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41901-censo-2022-87-da-populacao-brasileira-vive-em-areas-urbanas">esse percentual era de 87%</a>, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><p>“Há cerca de 50 anos, menos de 60% das pessoas viviam nas cidades no Brasil. Hoje já temos quase 90% da população vivendo em áreas urbanas", destaca a professora e pesquisadora Rita Pauli, coordenadora do Grupo de Trabalho em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (GT-SSAN) da UFSM, sobre o processo de urbanização brasileira. </p><p>A professora alerta que, com apenas 10% da população vivendo no campo, não é mais possível que a produção de alimentos fique concentrada em áreas rurais. “A agricultura urbana é essencial por diferentes fatores, principalmente pela preocupação com a segurança alimentar”, complementa. Conforme a prefeitura de Santa Maria, cerca de 11% da população da cidade sofre com algum nível de insegurança alimentar, seja ela leve, moderada ou grave, o que representa 29.835 pessoas, segundo levantamento de 2023.  </p><p>Rita defende que, além de combater a insegurança alimentar, é necessário pensar em segurança nutricional. “Não adianta ser qualquer tipo de alimento. É preciso que sejam saudáveis. Por isso a importância das hortas urbanas nesse contexto”, aponta. Segundo ela, a agricultura urbana também pode contribuir para a inclusão social e para melhorar a renda de famílias em vulnerabilidade. .</p>		
													<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/dados-infografico-populacao-urbana-1024x576.jpg" alt="A primeira está situada ao noroeste, e está identificada com uma placa vermelha como sendo a Horta da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). No Oeste, uma placa verde indica a Horta Cipriano da Rocha, no bairro Pinheiro Machado. Ao Sul, uma placa em roxo sinaliza a Horta Renova Vidas, no bairro Diácono João Luiz Pozzobon. E, ao Leste, uma placa em laranja aponta onde fica a Horta Neide Vaz, no bairro Dom Ivo Lorscheiter." />													
		<h3><b>Uma barreira contra os ultraprocessados </b></h3><p>No bairro João Luiz Pozzobon, a horta tem se tornado uma espécie de barreira contra o avanço do consumo de <a href="https://www.ufsm.br/2025/06/04/entenda-como-ler-rotulos-de-alimentos">ultraprocessados</a>, formulações industriais feitas de substâncias extraídas de alimentos, como óleos, gorduras, açúcar e proteínas. Os ultraprocessados contém pouco ou nenhum alimento inteiro. Em geral, são considerados prejudiciais à saúde por serem pobres nutrientes e ricos em gorduras saturadas e trans, açúcares, sódio e aditivos. Entre os exemplos estão os pratos prontos industrializados, os embutidos, os cereais matinais, as bolachas, os salgadinhos, os refrigerantes, os energéticos, os sucos de caixinha, os fast foods, os sorvetes, as barras de cereais e os molhos prontos. </p><p>De acordo com o professor e pesquisador da área de Geografia da Alimentação, Cleder Fontana, as pessoas que vivem nas cidades estão com uma rotina cada vez mais corrida e, por isso, acabam recorrendo a ultraprocessados por praticidade.     </p><p>Além disso, o professor acredita que a publicidade voltada aos ultraprocessados acaba influenciando as pessoas a ingerirem esse tipo de alimento. De acordo com <a href="https://www.thelancet.com/series-do/ultra-processed-food">dados publicados</a> por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) na revista inglesa Lancet, a participação de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 1980, passando de 10% para 23%. “As pessoas cada vez mais tem se tornado reféns daquilo que a mídia propaga e acabam consumindo alimentos prejudiciais para sua própria saúde”, salienta.  </p><p>No entanto, Cleder acredita que esse cenário pode se reverter. “As hortas têm um papel pedagógico, sobretudo para pessoas que já não têm mais uma convivência no dia a dia com a agricultura e não sabem como se produz um alimento. Produzir envolve muitos conhecimentos, desde a fertilidade do solo, as épocas do ano para plantio e o tempo entre plantar, o desenvolvimento da planta e a colheita”, elucida.</p><p>Para o pesquisador, as hortas comunitárias são uma barreira visível para o avanço dos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros e um aliado na segurança alimentar. “Essas iniciativas podem auxiliar as pessoas a comerem menos alimentos ultraprocessados e a terem uma maior soberania alimentar, principalmente nas áreas periféricas, onde o poder aquisitivo é menor”, contextualiza o geógrafo. </p><p><i><b>Texto:</b> João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</i></p><p><i><b>Fotos:</b> Jessica Mocelin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i><b>Artes gráficas:</b> Daniel Michelon De Carli, designer</i></p><p><i><b>Edição:</b> Maurício Dias, jornalista</i></p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9927-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de um cacho de frutas verdes pendendo de um galho de árvore. As frutas têm formato arredondado, semelhantes a laranjas ou limões ainda verdes. Elas estão agrupadas no centro da imagem e cercadas por folhas alongadas de cor verde. O fundo aparece desfocado." />											<figcaption>Devido ao verão rigoroso, produção em 2025 gerou pouco itens, como frutos cítrícos
</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Feira Ana Primavesi: iniciativa promove extensão, agroecologia e cultura</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2025/05/05/feira-ana-primavesi-iniciativa-promove-extensao-agroecologia-e-cultura</link>
				<pubDate>Mon, 05 May 2025 13:24:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[feira ana primavesi]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=12523</guid>
						<description><![CDATA[Projeto foi idealizado em 2017 através de parceria entre produtores do MST-RS, Emater RS/Ascar e Pró-Reitoria de Extensão
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_12524" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-12524 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/05/Base-site-PRE-18-1024x512.jpg" alt="Foto colorida da banca de Rafael na Ana Primavesi. Na imagem, Rafael aparece atrás do balcão, enquanto duas mulheres estão diante dele e olham seus produtos. Uma delas, na esquerda da imagem, sorri" width="1024" height="512" /> Iniciativa promove troca de saberes e espaço de interação com a comunidade (Foto: Micael Olegário)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Uma feira inspirada em uma das pioneiras da agroecologia e que promove a cultura em diferentes dimensões. Assim pode ser descrita a </span><b>Feira Ana Primavesi</b><span style="font-weight: 400">, a primeira iniciativa do tipo</span><b> totalmente orgânica</b><span style="font-weight: 400"> em Santa Maria. Criada em 2017, a mostra ocorre todas às quartas-feiras, das 9h às 13h, embaixo da Ponte Seca, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O nome do projeto é inspirado em <strong>Ana Maria Primavesi</strong>, e</span><span style="color: initial">ngenheiro agrônoma e pesquisadora austríaca radicada no Brasil, responsável por impulsionar os estudos sobre agroecologia no país. <span style="font-weight: 400">“A feira toca no âmago da minha pessoa, porque ela é de fundamental importância, até para as relações sociais e de amizade”, conta Priscila de Aguiar, 52 anos. Proprietária do sítio </span><b>Casa das Luas</b><span style="font-weight: 400">,</span> <span style="font-weight: 400">ela participa da Ana Primavesi desde sua idealização, quando foi bolsista da </span><b>Pró-Reitoria de Extensão (PRE)</b><span style="font-weight: 400">. </span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa foi um dos empreendimentos impulsionados pela </span><b>Incubadora Social </b><span style="font-weight: 400">(IS)</span> <span style="font-weight: 400">da UFSM, entre 2016 e 2021. Na época, o projeto nasceu a partir de uma demanda de agricultores do </span><b>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra</b><span style="font-weight: 400"> (MST) e de técnicos da </span><b>Emater RS/Ascar</b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, seis agricultores e cinco parceiros participam da Ana Primavesi, que além de um espaço para comercialização de alimentos orgânicos, consolida-se como um </span><b>lugar onde a extensão se materializa na prática</b><span style="font-weight: 400">. Através da feira, a comunidade externa se faz presente na Universidade e tem a oportunidade de trocar saberes e estabelecer relações sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Comecei como agricultor e hoje estou com uma banca que se chama ‘bolicho’, que revende alimentos orgânicos da indústria”, explica Rafael Dalla Costa, 48 anos. Formado como engenheiro agrônomo pela UFSM, ele experimentou a agroecologia na produção há cerca de dez anos. Desde então, passou a adotar os princípios desse modelo como filosofia de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rafael pontua que o objetivo da agroecologia está em se aproximar do que a natureza faz, ou seja, produzir com equilíbrio e sem substâncias químicas, como agrotóxicos e outros venenos. “Você faz o manejo e somente exporta o que você produz dentro da propriedade, não importa insumos”, complementa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos aspectos considerados nesse modelo é a </span><b>sazonalidade</b><span style="font-weight: 400"> das próprias plantas e culturas agrícolas. Segundo Rafael, levar essa compreensão para as pessoas é um dos aspectos mais desafiadores da feira. “Existe um estigma de que orgânico é mais caro. Às vezes não é, tem alimentos que sim, outros não, porque a gente segue a sazonalidade da produção”, pontua o engenheiro agrônomo.</span></p>
[caption id="attachment_12526" align="alignnone" width="1041"]<img class="size-full wp-image-12526" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/05/Base-site-PRE-20.jpg" alt="Foto colorida de banca com diversos legumes e frutas na feira Ana Primavesi" width="1041" height="521" /> Ana Primavesi é a primeira feira totalmente orgânica de Santa Maria (Foto: Micael Olegário)[/caption]
<h3><b>Produtores</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Produtor agroecológico em Dona Francisca, região da Quarta Colônia, Paulo Germano Busch, 45 anos, encontrou na feira um espaço para preservar os ensinamentos que cultiva desde a infância. Desde os anos 1980, a família de Paulo trabalha com princípios da agricultura orgânica e, em 2013, obteve a certificação oficial. Além de frutas, em especial cítricos, a família produz arroz agroecológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“É um movimento mais calmo, mas uma clientela mais fixa e que dá prioridade a esses produtos”, comenta o agricultor, sobre o movimento da Feira Ana Primavesi. De acordo com Paulo, o fato de ter relações com os clientes que fazem “toda a feira” no local é um diferencial que ajuda a sustentar financeiramente o modelo agroecológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Natural de São Paulo, Priscila veio para o Rio Grande do Sul em 2011. No sítio Casa das Luas, ela trabalha uma produção diversificada, o que inclui plantio de temperos, hortaliças e fruticultura. “A propriedade também recebe as pessoas para ecoturismo. Então, ciclistas, trilheiros e outras pessoas passam por lá”, acrescenta a produtora, que integra a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e tem mestrado em Geografia.</span></p>
[caption id="attachment_12527" align="alignnone" width="1041"]<img class="size-full wp-image-12527" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/05/Base-site-PRE-21.jpg" alt="Foto colorida de Priscila atrás de sua banca na Feira Ana Primavesi. Ela é uma mulher branca, com cabelos pretos e usa um agasalho rosa e um cachecol preto. Ela sorri e olha para a foto" width="1041" height="521" /> Priscila participa da feira desde a concepção do projeto (Foto: Micael Olegário)[/caption]
<h3><b>Brechó e livros</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Junto com a comercialização de produtos agroecológicos, a Ana Primavesi estimula a </span><b>economia circular</b><span style="font-weight: 400">.</span> <span style="font-weight: 400">Priscila é uma das responsáveis por isso, ao promover um brechó para troca de roupas. Para ela, esse trabalho já é uma tradição que vem da adolescência e também envolve o contato com outras feiras em diferentes cidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A cultura e a literatura também estão presentes na feira, por meio de iniciativa do </span><b>Setor de Atenção Integral ao Estudante</b><span style="font-weight: 400"> (Satie), da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). A cada 15 dias, diversos livros são disponibilizados para troca solidária, como parte do projeto</span><b> “Livro Fora da Estante</b><span style="font-weight: 400">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A ideia é criar esse espaço para democratizar o acesso à literatura para os estudantes e também para a comunidade”, explica Andreia Maria Zanoello, assistente social da Satie. A iniciativa também possui ligação com o </span><b>Clube de Leitura </b><span style="font-weight: 400">que acontece todas as sextas-feiras, das 10h até às 12h, na sala de convivência da Biblioteca Central da UFSM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A gente discute sobre um conto, preferencialmente brasileiro, socializando ideias e opiniões. Fazemos pinturas e também temos um momento de lazer”, destaca Polyana Floriano, bolsista da Satie e estudante de licenciatura em Letras – Português. Segundo Andreia, essa troca de opiniões sobre literatura acaba por acontecer também na feira, com participação dos agricultores e do público.</span></p>
[caption id="attachment_12528" align="alignnone" width="1041"]<img class="size-full wp-image-12528" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/05/Base-site-PRE-22.jpg" alt="Foto colorida de diversos livros em cima de uma mesa na Feira Ana Primavesi" width="1041" height="521" /> Troca de livros também faz parte das atividades da feira (Foto: Micael Olegário)[/caption]
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE/PRE).</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE/PRE).</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rodas de conversas discutem redes de emergência climática e redução de desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/23/emergencia-climatica</link>
				<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 14:21:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[educação para o campo]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67347</guid>
						<description><![CDATA[Aula remota terá participação da reitora da UFRGS, Márcia Barbosa, e da professora Leonice Mourad, cedida ao Ministério da Igualdade Racial]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignleft wp-image-67348 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-21-at-14.07.24.jpeg" alt="Card colorido com informações das atividades da roda de conversa. A imagem traz fotos das convidadas" width="502" height="283" />A capacitação "Trilhando o caminho da educação agroecológica" traz duas rodas de conversa nesta quarta-feira (23) sobre emergência climática.</p>
<p>A primeira, a partir das 19h, debate as "Redes de Emergência Climática", com participação da reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professora Márcia Barbosa. Na sequência, a professora Leonice Mourad, do Centro de Educação e atualmente cedida ao Ministério da Igualdade Racial, discute "Pauta Climática e Educação em Redução de Riscos e Desastres".</p>
<p>As atividades integram capacitação realizada de forma remota, via <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rhQju6mDuAs">Youtube</a>, pelo Grupo Girassol, Licenciatura em Educação para o Campo e Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professores da UFSM destacam sistemas alimentares sustentáveis em Congresso Internacional de Agroecologia em Portugal</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/09/09/professores-da-ufsm-destacam-sistemas-alimentares-sustentaveis-em-congresso-internacional-de-agroecologia-em-portugal</link>
				<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 16:36:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Capes PrInt]]></category>
		<category><![CDATA[polifeira]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66761</guid>
						<description><![CDATA[Docentes das instituição trataram de projetos ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_66762" align="alignleft" width="338"]<img class="wp-image-66762" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/09/Foto-congresso.jpeg" alt="" width="338" height="751" /> Professores Gustavo Pinto da Silva, do Colégio Politécnico, e Marlove Muniz, do CCR, em congresso em Portugal[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou do X Congresso Internacional de Agroecologia em Viseu, Portugal, entre os dias 3 e 6 de setembro. O congresso reuniu estudantes, professores, agricultores e ativistas de 25 países para discutir o tema “Agroecologias do Mundo: Unidas para Enfrentar as Crises Globais”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O objetivo do evento foi partilhar conhecimentos, promover o debate sobre práticas agroecológicas e ampliar a visibilidade das ações em prol da transição para sistemas alimentares mais sustentáveis. O congresso destacou a agroecologia como uma ciência, prática e movimento social fundamental para enfrentar os desafios impostos pelas crises climáticas, sociais e econômicas globais. Entre as principais discussões, estiveram a necessidade de reduzir a dependência de sistemas agrícolas industriais, promover a biodiversidade, fortalecer as economias locais e melhorar a justiça social e ambiental nas cadeias produtivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os professores Gustavo Pinto da Silva, do Colégio Politécnico, e Marlove Muniz, do Centro de Ciências Rurais, representaram a UFSM. Os docentes integram o subprojeto "Informação e Tecnologia" do Programa de Internacionalização Capes/Print UFSM. Este subprojeto analisa os meios de informação dos sistemas agroalimentares, com o objetivo de promover relações mais justas e equilibradas entre o campo e a cidade, ao abordar a comunicação como uma ferramenta crucial para a transformação dos sistemas alimentares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conforme o professor Gustavo, a participação no congresso é uma oportunidade para que a instituição participe do debate internacional, com os projetos da Polifeira do Agricultor e das Sementes Crioulas de Ibarama. Para o professor, a participação reafirma o “compromisso da universidade com a promoção da sustentabilidade e da justiça social”.Ele ainda complementa: “O envolvimento dos docentes no evento fortalece o papel da universidade em contribuir para o desenvolvimento de práticas que podem ser adotadas em diversos contextos, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo”.</span></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CCR oferece rodas de conversa sobre agricultura familiar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/09/09/ccr-oferece-rodas-de-conversa-sobre-agricultura-familiar</link>
				<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 15:51:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[educação do campo]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Girassol]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66752</guid>
						<description><![CDATA[Programação tem início no dia 12 deste mês e seguirá até 4 de dezembro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-66760  alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-09-at-08.24.01.jpeg" alt="" width="434" height="434" />O Centro de Ciências Rurais (CCR), o Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural, a licenciatura em Educação do Campo (EAD) e o Grupo de Pesquisa em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais (Girassol) promovem a série de rodas de conversa "Dialogando com a Agricultura Familiar: Trilhando o Caminho da Educação Agroecológica".</p>
<p>As atividades serão realizadas online, nas quartas e nas quintas-feiras, das 19h às 21h30, entre 12 de setembro e 5 de dezembro deste ano.  Ao total, 24 encontros estão previstos pelo <a href="http://youtube.com/capacitacaodigitalufsm">canal do Youtube Capacitação Digital Girassol/UFSM</a>. Os participantes podem obter, ao final, atividade complementar de extensão. </p>
<p>A programação das primeiras três semanas está na imagem ao lado. </p>
<p>As inscrições para as rodas de conversa podem ser feitas pelo formulário: <a href="https://forms.gle/A38Ae2YLtDmDRNTj7" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://forms.gle/A38Ae2YLtDmDRNTj7&amp;source=gmail&amp;ust=1725980489446000&amp;usg=AOvVaw2zRD9pg8pgJLx59_NoZ2dQ">https://forms.gle/A38Ae2YLtDmDRNTj7</a></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Especialização divulga candidatos desclassificados referente ao processo seletivo do Edital 017/2023-PRPGP/UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/educacao-a-distancia/espagroeducampo/2023/07/19/relacao-dos-candidatos-desclassificados-no-processo-seletivo-do-edital-017-2023-prpgp-ufsm-do-curso-de-especializacao-em-agroecologia-educacao-do-campo-e-inovacoes-sociais-uab-ufsm-em-anexo</link>
				<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 18:23:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[especialização]]></category>
		<category><![CDATA[seleção]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/educacao-a-distancia/espagroeducampo/?p=153</guid>
						<description><![CDATA[A Coordenação do Curso de Especialização em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais da UFSM divulga a relação de condidatos desclassificados no processo seletivo em andamento, referente ao Edital 017/2023-PRPGP/UFSM, com ingresso no 2º semestre letivo de 2023. Para visualizar a relação clique aqui.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A Coordenação do Curso de Especialização em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais da UFSM divulga a relação de condidatos desclassificados no processo seletivo em andamento, referente ao Edital 017/2023-PRPGP/UFSM, com ingresso no 2º semestre letivo de 2023.

<a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/educacao-a-distancia/espagroeducampo/editais/017-2023"><strong>Para visualizar a relação clique aqui.</strong></a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Abertos os Editais para seleção de bolsistas para atuar como tutor e professor formador na especialização em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/07/03/abertos-os-editais-para-selecao-de-bolsistas-para-atuar-como-tutor-e-professor-formador-na-especializacao-em-agroecologia-educacao-do-campo-e-inovacoes-sociais</link>
				<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 20:31:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[educação do campo]]></category>
		<category><![CDATA[inovações sociais]]></category>
		<category><![CDATA[professor formador]]></category>
		<category><![CDATA[tutor]]></category>
		<category><![CDATA[uab]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=8512</guid>
						<description><![CDATA[O curso de especialização em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais, oferecido pela UFSM em parceria com a Universidade Aberta do Brasil, tem como objetivo capacitar profissionais para atuar de forma qualificada e crítica no desenvolvimento de práticas agroecológicas e educativas no campo. Os editais que estão disponíveis no momento contemplam duas categorias de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O curso de especialização em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais, oferecido pela UFSM em parceria com a Universidade Aberta do Brasil, tem como objetivo capacitar profissionais para atuar de forma qualificada e crítica no desenvolvimento de práticas agroecológicas e educativas no campo.</p>
<p>Os editais que estão disponíveis no momento contemplam duas categorias de bolsistas: tutores e professores formadores. Os tutores serão responsáveis por acompanhar e orientar os estudantes do curso, estimulando a participação ativa, tirando dúvidas e promovendo a interação entre os alunos. Já os professores formadores terão a tarefa de ministrar disciplinas e contribuir com a construção do conhecimento no curso.</p>
<p>Os candidatos selecionados receberão uma bolsa de acordo com as normas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão responsável pelo financiamento do curso. Além disso, a atuação como bolsista oferece a oportunidade de aprimoramento profissional e colaboração com uma das instituições de ensino superior mais renomadas do país.</p>
<p>As inscrições devem ser realizadas por meio do preenchimento de um formulário disponível no site da UFSM. É importante ler atentamente os editais para conhecer todas as exigências e documentações necessárias. A seleção será feita por meio de análise curricular e entrevista.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/07/64a0e103b22b1.pdf"><strong>Clique aqui para acessar Edital completo para tutores.</strong></a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/07/64a0e2986e909.pdf"><strong>Clique aqui para acessar Edital completo para professores formadores.</strong></a></p>
<p>A especialização em Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais da UFSM é uma iniciativa que visa promover a formação de profissionais comprometidos com a sustentabilidade ambiental, social e econômica no contexto rural. Através dessa seleção de bolsistas, a universidade busca garantir a qualidade do curso e oferecer um ambiente de aprendizagem enriquecedor para os estudantes.</p>
<p>Portanto, se você possui interesse em atuar como tutor ou professor formador nesse curso de especialização, não perca a oportunidade de se inscrever. As inscrições estão abertas até 1° de agosto de 2023. Prepare sua documentação, demonstre seu conhecimento e contribua para o fortalecimento da agroecologia e da educação do campo no Brasil.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cursos de Especialização à distância com inscrições abertas até 28 de junho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/06/23/cursos-de-especializacao-a-distancia-com-inscricoes-abertas-ate-28-de-junho</link>
				<pubDate>Fri, 23 Jun 2023 14:45:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[educação do campo]]></category>
		<category><![CDATA[ensino à distância]]></category>
		<category><![CDATA[especialização]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=8449</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas, até o dia 28 de junho, as inscrições para o Processo Seletivo de Pós-graduação em nível de Especialização à distância. São disponibilizadas mais de 700 vagas para ingresso no 2º semestre de 2023, nos seguintes Cursos de Especialização:  &#8211; Agroecologia, Educação do Campo e Inovações SociaisPolos ofertados: Agudo, Balneário Pinhal, Picada Café, Santana [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Estão abertas, até o dia 28 de junho, as inscrições para o Processo Seletivo de Pós-graduação em nível de Especialização à distância.</p>
<p>São disponibilizadas mais de 700 vagas para ingresso no 2º semestre de 2023, nos seguintes Cursos de Especialização: </p>
<p><strong>- Agroecologia, Educação do Campo e Inovações Sociais</strong><br />Polos ofertados: Agudo, Balneário Pinhal, Picada Café, Santana do Livramento, Seberi e Três Passos<br />Vagas: 180 (30 por Polo).</p>
<p><strong>- Ciência de Dados na Administração Pública </strong> <br />Polos ofertados: Esteio, Foz do Iguaçu/PR, Rosário do Sul, Santana da Boa Vista e São João do Polêsine. <br />Vagas: 150 (30 por Polo).</p>
<p><strong>- Ensino de Filosofia no Ensino Médio</strong> <br />Polos ofertados: Cerro Largo, Cruz Alta, Esteio, Novo Hamburgo, Santana do Livramento e Sapiranga.<br />Vagas: 162 (27 por Polo).</p>
<p><strong>- Gestão Pública na Educação Infantil e Docência</strong> <br />Polos ofertados: Tapejara, Sobradinho, Três de Maio, Santana do Livramento e Três Passos<br />Vagas: 150 (30 por Polo).</p>
<p><strong>- Tecnologias da Informação e da Comunicação Aplicadas à Educação </strong><br />Polos ofertados: Balneário Pinhal, Candelária, Cruz Alta, Santana do Livramento, Picada Café, Sapucaia.<br />Vagas: 162 (27 por Polo).</p>
<p>Os cursos funcionarão à distância, com algumas atividades obrigatoriamente presenciais, na sede da IES, nos polos EaD ou em ambiente profissional. </p>
<p>O processo seletivo destina-se ao preenchimento de vagas para ingresso no 2º semestre de 2023, com início do curso previsto para 7 de agosto de 2023.  </p>
<p><strong>Não há cobrança de taxa de inscrição e todos os cursos são totalmente gratuitos.</strong></p>
<p>Para mais informações, como Edital Geral e Editais Específicos de cada Curso, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/editais/017-2023"><strong>clique aqui</strong></a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aberta a chamada de textos para e-book "Diálogos e Debates em Agroecologia e Direitos da Sociobiodiversidade e Sustentabilidade"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/05/25/aberta-a-chamada-de-textos-para-e-book-dialogos-e-debates-em-agroecologia-e-direitos-da-sociobiodiversidade-e-sustentabilidade</link>
				<pubDate>Thu, 25 May 2023 19:15:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[arco editores]]></category>
		<category><![CDATA[Sociobiodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=8285</guid>
						<description><![CDATA[A Editora virtual Arco Editores, através dos organizadores Professores Liziany Müller Medeiros, Jerônimo Siqueira Tybusch e Ivanio Folmer, anuncia a abertura da chamada de textos para o e-book intitulado &#8220;Diálogos e Debates em Agroecologia e Direitos da Sociobiodiversidade e Sustentabilidade&#8221;. A publicação visa promover discussões aprofundadas sobre temas cruciais relacionados à agroecologia, sociobiodiversidade e sustentabilidade. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div class="flex-1 overflow-hidden">
<div class="react-scroll-to-bottom--css-ghurz-79elbk h-full dark:bg-gray-800">
<div class="react-scroll-to-bottom--css-ghurz-1n7m0yu">
<div class="flex flex-col text-sm dark:bg-gray-800">
<div class="group w-full text-gray-800 dark:text-gray-100 border-b border-black/10 dark:border-gray-900/50 bg-gray-50 dark:bg-[#444654]">
<div class="flex p-4 gap-4 text-base md:gap-6 md:max-w-2xl lg:max-w-xl xl:max-w-3xl md:py-6 lg:px-0 m-auto">
<div class="relative flex w-[calc(100%-50px)] flex-col gap-1 md:gap-3 lg:w-[calc(100%-115px)]">
<div class="flex flex-grow flex-col gap-3">
<div class="flex flex-col items-start gap-4 whitespace-pre-wrap break-words">
<div class="markdown prose w-full break-words dark:prose-invert light">
<p>A <a href="https://www.arcoeditores.com/"><strong>Editora virtual Arco Editores</strong></a>, através dos organizadores Professores Liziany Müller Medeiros, Jerônimo Siqueira Tybusch e Ivanio Folmer, anuncia a abertura da chamada de textos para o e-book intitulado "Diálogos e Debates em Agroecologia e Direitos da Sociobiodiversidade e Sustentabilidade". A publicação visa promover discussões aprofundadas sobre temas cruciais relacionados à agroecologia, sociobiodiversidade e sustentabilidade.</p>
<p>Com a crescente importância de práticas agrícolas sustentáveis e da preservação da biodiversidade, este e-book se propõe a ser um espaço para o diálogo e a troca de conhecimentos entre especialistas, pesquisadores e profissionais engajados nessas áreas.</p>
<p>Os organizadores convidam interessados a submeterem seus textos para uma oportunidade de compartilhar suas pesquisas, ideias e experiências nesse campo. Os trabalhos selecionados serão reunidos em um livro que contribuirá para a disseminação de informações relevantes e enriquecerá o debate em agroecologia e direitos da sociobiodiversidade.</p>
<p>Os interessados em submeter seus textos devem enviá-los para o endereço de e-mail <strong><a href="mailto:contato@arcoeditores.com" target="_new" rel="noopener">contato@arcoeditores.com</a></strong> até o dia 30 de junho. <strong><a href="https://www.arcoeditores.com/c%C3%B3pia-templates">As instruções detalhadas para a formatação dos trabalhos podem ser encontradas no site da editora</a>.</strong></p>
<p>A equipe editorial avaliará todas as submissões e selecionará os textos com base em sua relevância, originalidade e contribuição para o campo da agroecologia e direitos da sociobiodiversidade. Os autores cujos trabalhos forem selecionados serão notificados por e-mail.</p>
<p>Não perca a oportunidade de fazer parte dessa valiosa iniciativa acadêmica e contribuir para o avanço da pesquisa e do conhecimento em agroecologia e sustentabilidade. Envie seu texto e seja parte desse importante diálogo. Para mais informações sobre o e-book "Diálogos e Debates em Agroecologia e Direitos da Sociobiodiversidade e Sustentabilidade", entre em contato com a equipe organizadora pelo e-mail <a href="mailto:contato@arcoeditores.com" target="_new" rel="noopener">contato@arcoeditores.com</a>.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pré-lançamento do documentário sobre arroz agroecológico cooperativado ocorre na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/05/11/pre-lancamento-do-documentario-sobre-arroz-agroecologico-cooperativado-ocorre-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 11 May 2023 15:15:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[NEPTERRA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=8209</guid>
						<description><![CDATA[Nesta sexta-feira (12 de maio), às 13 horas, haverá o pré-lançamento do documentário &#8220;Arroz Agroecológico Cooperativado: Aprendizados e Ensinamentos da Reforma Agrária&#8221;, que foi produzido durante a 20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, ocorrida em março deste ano em Viamão, RS. O evento é organizado tradicionalmente pelo MST e o documentário foi produzido pelo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Nesta sexta-feira (12 de maio), às 13 horas, haverá o pré-lançamento do documentário "Arroz Agroecológico Cooperativado: Aprendizados e Ensinamentos da Reforma Agrária", que foi produzido durante a <a href="https://mst.org.br/2023/02/08/mst-realizara-20a-festa-da-colheita-do-arroz-agroecologico-em-viamao-rs/">20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico</a>, ocorrida em março deste ano em Viamão, RS. O evento é organizado tradicionalmente pelo MST e o documentário foi produzido pelo <a href="https://www.instagram.com/nep_terra">Núcleo de Extensão e Pesquisa em Territorialidade, Extensão Rural e Reforma Agrária da UFSM,</a> promete trazer valiosas reflexões sobre a produção sustentável.</p>
<p>O documentário é fruto de um trabalho de pesquisa e colaboração entre o núcleo e diversas comunidades rurais, cooperativas agrícolas e movimentos sociais. A produção do audiovisual tem o apoio do <a href="https://www.ufsm.br/grupos/nesaf">NESAF - Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar</a> e do <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgexr">Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural</a>, ambos da UFSM. Seu objetivo principal é apresentar os aprendizados e ensinamentos obtidos ao longo dos anos com a implementação de práticas agroecológicas na produção do arroz, além de destacar o papel da reforma agrária nesse contexto. A Festa da Colheita do Arroz Agroecológico é um evento tradicional que reúne produtores, pesquisadores, estudantes e entusiastas da agricultura sustentável. A ocasião é propícia para celebrar os resultados obtidos e compartilhar conhecimentos sobre a importância da agroecologia para a construção de um sistema alimentar mais justo e saudável.</p>
<p>O Núcleo de Extensão e Pesquisa em Territorialidade, Extensão Rural e Reforma Agrária da UFSM convida a todos os interessados a participar desse pré-lançamento enriquecedor, que será no Auditório do NESAF, Prédio 44F do campus sede da UFSM. A iniciativa busca ampliar o diálogo e promover uma reflexão sobre os desafios e benefícios da agricultura sustentável, bem como a importância de políticas que incentivem a justiça social e o desenvolvimento rural.</p>
<p>Assista o <em>teaser</em> do documentário aqui abaixo:</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<p>https://www.youtube.com/watch?v=nIVxm6HAAwU</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Feira Ana Primavesi retornará às atividades na UFSM no mês de março</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/02/27/feira-ana-primavesi-retornara-as-atividades-na-ufsm-no-mes-de-marco</link>
				<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 10:48:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[ana primavesi]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[feira ana primavesi]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=61270</guid>
						<description><![CDATA[A ação visa o fortalecimento da produção local e orgânica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_61271" align="alignleft" width="600"]<img class="wp-image-61271" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/02/1.jpeg" alt="Foto horizontal. Cartaz com a frase “Feira Ana Primavesi, a 1ª feira orgânica de Santa Maria - quarta, neste local”, pendurado na cobertura da ponte seca da UFSM sobre uma pintura. Homem atrás de uma mesa com uma sacola de papel escolhendo algum item que está em sacolas brancas a sua frente. A frente da mesa um homem de casaco cinza escuro segurando uma sacola cor de rosa e ao seu lado uma mulher de jaqueta cor salmão segurando em seu ombros uma bolsa laranja, rosa e azul. " width="600" height="450" /> Agricultores comercializam produtos na UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A partir do dia 1º de março a feira Ana Primavesi volta acontecer na UFSM. As atividades ocorrerão todas às quartas-feiras, das 9h às 12h, embaixo da ponte seca. A feira é composta e gerenciada por famílias de agricultores de Santa Maria, Itaara, Dona Francisca e Paraíso do Sul e proporciona aos consumidores e visitantes alimentos orgânicos certificados, alimentos da estação, alimentos agroecológicos e alimentos orgânicos da agroindústria. É um espaço que conta com o apoio de colaboradores, consumidores e da Emater. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A feira é uma oportunidade para a população adquirir alimentos de produção local, além de ser um espaço que incentiva a produção orgânica e ressalta a importância da sustentabilidade. Taís da Silva Garcia, agricultora e feirante, conta que “a feira Ana Primavesi é um espaço de diálogo em agroecologia, além de comercializar alimentos cultivados em manejo orgânico/agroecológico e alimentos orgânicos provenientes da agroindústria, buscamos sempre construir uma espaço para a troca de ideias, de saberes, de experiências, para roda de conversa, cultivar a amizade. Além disso, todas as famílias têm suas unidades de produção certificadas para produção orgânica pelo Ministério da Agricultura.” diz. Um grande objetivo dos organizadores é a manutenção da saúde das famílias de agricultores envolvidas no cultivo, na preservação e cuidado do solo, da água, do ar e da biodiversidade, conta Thais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A feira, que obteve seu registro em 2017 e que acontece desde então, teve que parar suas atividades na Universidade devido à pandemia, quando a UFSM teve suas atividades presenciais suspensas. Foi, então, encontrado outro lugar para a realização das atividades: salão paroquial da Igreja do Amaral - local que abriga a feira até o momento.</span></p>
<h3>Surgimento da feira Ana Primavesi</h3>
[caption id="attachment_61272" align="alignright" width="601"]<img class="wp-image-61272" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/02/6-e1677494561693.jpeg" alt="Foto horizontal. Mesa com uma toalha verde, composta por garrafas que contém suco de frutas, do lado direito há garrafas com suco de uva, abacaxi e morango. Do lado esquerdo há recipientes de vidro com doces e alguns pacotes de alimentos, atrás da mesa há várias pessoas, entre elas: um homem usando máscara, vestido com uma camisa com detalhes pretos, no centro a cor roxa e manga comprida na cor vermelha, a sua frente um criança com uma fantasia nas cores azul, amarelo e rosa. No fundo, uma mulher com roupa preta, usando máscara cobrindo o nariz a boca, olhando para um homem a sua frente, que está abaixado, vestido em uma camisa na cor vermelha e calça jeans, manipulando um item, na foto há 6 crianças, sendo que três aparecem ao fundo da foto olhando para um telão, não  é possível identificar suas vestimentas." width="601" height="454" /> Durante a pandemia, a feira aconteceu no salão paroquial da Igreja do Amaral[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Em janeiro de 2014 um grupo de agricultores agroecológicos acompanhados de técnicos da Emater, procuraram a Pró-Reitoria de Extensão da UFSM com o intuito de estabelecer uma parceria. O objetivo principal do grupo foi a busca por um local em que fosse possível realizar atividades que permitissem a troca de conhecimentos, experiências, diálogos e saberes relacionados ao cultivo de alimentos orgânicos e que pudessem proporcionar o encontro de um espaço onde os alimentos pudessem ser comercializados. Thais conta que foi a partir de então que  a UFSM acolheu e trabalhou as demandas através de um projeto multidisciplinar em que participavam agricultores, técnicos da Emater, professores, técnicos administrativos e estudantes da universidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Foram, então, realizadas diversas atividades desde a participação em seminários, palestras, encontros nas unidades de produção das famílias de agricultores participantes, visitas a outras cidades que desenvolvem agricultura orgânica. Assim surgiu a realização de uma feira orgânica devidamente regulamentada, a feira Ana Primavesi. “Durante essa caminhada muitos diálogos foram sendo estabelecidos, uma vez que o coletivo cresceu e contava com a participação de famílias da região. Em setembro de 2017, após todas as famílias terem suas unidades de produção certificadas para produção orgânica pelo Ministério da Agricultura, foi realizada a primeira feira que ocorreu no espaço multiuso da UFSM.” conta Thais.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ana Primavesi é o nome dado à feira em homenagem à professora pioneira nos estudos em agroecologia na UFSM e no Brasil. Thais conta que foi através das leituras e ensinamentos da Professora Ana, que o grupo alicerçou suas práticas, “um desafio no nosso tempo, mas que para nós tem se mostrado gratificante. Ela nos faz crer que um solo sadio, produz planta sadia e reverbera para o ser humano sadio!” diz a agricultora. </span></p>
<h3>O que você encontra na feira</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Lista anual de produtos disponíveis na feira: Arroz; Banana; Manga; Couve; Butiá; Farinha de arroz; Tomatinho cereja; Amendoim; Batata inglesa; Flores; Artesanatos; Compotas de doces; Geléias; Pão de milho; Pães integrais e artesanais; Cafés; Banana passa; Extrato de tomate; Pipoca; Quinoa; Trigo; Aceto balsâmico; Farinha de aveia; Misturas de farinhas para: panqueca americana, muffin e cookies; Erva mate de carijó; Alface; Rúcula; Tempero verde; Tomates; Couve-flor; Brócolis; Cenoura; Beterraba; Mandioca; Laranjas; Bergamotas; Caqui; Morango; Pimentão; Berinjela; Repolho; Cebola; Vagem; Chicória; Radite; Batata doce; Suco de uva; Molho de tomate; Fermento; Farinha de trigo branca e integral; Fubá; Vinagre de maçã; Aveia; Chips; Phisalis; Jabuticaba; Amora; Redite; Azedinha; Pepino; Maxixe; Almeirão; Couve Chinesa; Repolho Roxo; Chuchu; Espinafre; Alho; Salsa; Alho Poró; Agrião; Pitaya; Uva; Acerola; Pêra; Pêssego; Abóboras; Morangas; Knorr; Manjericão; Manjerona; Salsão; Alecrim; Tomilho; Sabonetes naturais; Xampus e condicionadores sólidos; Desodorantes; Sinergias de óleos essenciais; Sabão em pó; Sabão em barra; e Amaciante. Os alimentos estão disponíveis de acordo com cada estação do ano.</span></p>
<h3>Mais:</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para saber e acompanhar mais sobre a feira Ana Primavesi acesso o perfil no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/feiraanaprimavesi/.">@feiraanaprimavesi</a>. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Gabriela Leandro, acadêmica de jornalismo, voluntária da Agência de Notícias<br /></span>Fotos: arquivo <span style="font-weight: 400">Taís da Silva Garcia</span></em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM realiza Curso de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2023/01/05/nucleo-de-estudos-e-pesquisas-em-recuperacao-de-areas-degradadas-da-ufsm-realiza-curso-de-sistemas-agroflorestais-agroecologicos</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jan 2023 13:44:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Neprade]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas agroflorestais]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=7191</guid>
						<description><![CDATA[Nos dias 16 e 17 de dezembro, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM realizou o Curso de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos, no campus da UFSM.  Este curso foi uma parceria do Núcleo com PURA &#8211; Culturas Regenerativas &amp; Soluções baseadas na Natureza &#8211; e AsSsAN &#8211; Círculo de Referência [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Nos dias 16 e 17 de dezembro, o<img class=" wp-image-7192 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/01/neprade-1-300x300.jpg" alt="" width="269" height="269" /> <a href="https://www.instagram.com/neprade.ufsm/">Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM</a> realizou o Curso de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos, no campus da UFSM. </p>
<p>Este curso foi uma parceria do Núcleo com PURA - Culturas Regenerativas &amp; Soluções baseadas na Natureza - e AsSsAN - Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional/UFRGS.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-7193 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/01/neprade-4-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>O evento foi promovido e incentivado pela Wageningen University &amp; Research da Holanda, e contou também com o apoio da Rede Sul Restauração Ecológica e <a href="https://www.instagram.com/polifeira/">Polifeira da UFSM</a>. </p>
<p>Fotos: <a href="https://www.instagram.com/iurysanchess/">Iury Sanches</a><img class="size-medium wp-image-7194 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/01/neprade-5-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p><img class="size-medium wp-image-7195 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/01/neprade-6-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align: center"><img class="size-medium wp-image-7196 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2023/01/neprade-3-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PET Agronomia realiza visitas técnicas no estado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2022/12/22/pet-agronomia-realiza-visitas-tecnicas-no-estado</link>
				<pubDate>Thu, 22 Dec 2022 13:00:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[pet agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[produção orgânica]]></category>
		<category><![CDATA[Visita técnica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=7173</guid>
						<description><![CDATA[Na manhã de segunda-feira (19), o grupo PET Agronomia visitou a propriedade da Família Cantelli, em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, que trabalha com produção orgânica de hortaliças e frutas. Foi uma manhã de muitos aprendizados sobre manejo agroecológico e a importância socioeconômica das culturas para a família e para região. Na tarde do mesmo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na manhã de segunda-feira (19), o grupo PET Agronomia visitou a propriedade da Família Cantelli, em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, que trabalha com produção orgânica de hortaliças e frutas.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-7174 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221220-152629_Instagram-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></p>
<p>Foi uma manhã de muitos aprendizados sobre manejo agroecológico e a importância socioeconômica das culturas para a família e para região.</p>
<p>Na tarde do mesmo dia, o PET Agronomia visitou a propriedade da família Sachet, em Farroupilha, que trabalha com a produção de uva e morango.<img class="size-medium wp-image-7177 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221220-153047_Instagram-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /> Momento de muita troca de experiências e aprendizados.</p>
<p>Para encerrar o dia, o grupo visitou a propriedade de Pedro Lovatto, um dos grandes produtores agroecológicos do Rio Grande do Sul. Em sua propriedade são cultivados morangos, mirtilos, framboesas, amoras, pêssegos, alhos e tantas outras culturas, todas de forma orgânica.</p>
<p>O PET Agronomia agradece imensamente o professor Luís Carlos Rupp e o Professor Ricardo Bergamo Schenato, tutor do Programa, por terem proporcionado essa viagem repleta de conhecimentos. Confira mais fotos abaixo:</p>
<p><img class="size-medium wp-image-7175 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221220-152714_Instagram-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></p>
<p><img class="size-medium wp-image-7176 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221220-152653_Instagram-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p><img class="size-medium wp-image-7178 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221220-153159_Instagram-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></p>
<p><img class="size-medium wp-image-7179 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221220-153138_Instagram-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></p>
<p><img class="size-medium wp-image-7181 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221222-095636_Instagram-243x300.jpg" alt="" width="243" height="300" /></p>
<p><img class="size-medium wp-image-7182 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2022/12/Screenshot_20221222-094922_Instagram-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" /></p>
<p>Fotos e informações: <a href="https://www.instagram.com/petagronomiaufsm/">Instagram do PET Agronomia</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco entrevista ecólogo Murilo de Mello</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-murilo-mello</link>
				<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 21:39:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[aquífero guarani]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[gigante guarani]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reflorestamento]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6381</guid>
						<description><![CDATA[Líder de projetos da Itapoty e membro do projeto Gigante Guarani conta mais sobre a iniciativa e quais as perspectivas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/revista-arco-gigante-guarani-1024x668.png" alt="" loading="lazy" />											
		<h2><strong><i>Líder de projetos da Itapoty e membro do Gigante Guarani conta sobre as propostas e as perspectivas do programa</i></strong></h2><p>“Quem planta por cima, protege por baixo”: esse é um dos lemas do programa <a href="https://giganteguarani.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Gigante Guarani</a>, que atua nas áreas das <em>Cuestas Basalticas</em> e no interflúvio dos rios Tietê e Paranapanema, no estado de São Paulo. A iniciativa - que foi elaborada em 2008 pela Rede de ONGs do Ecótono da Cuesta em parceria com a Faculdade de Ciências Agrônomas  e o Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo - conta com apoio de diversas ONGs e instituições, de maneira que se integra em <b>projetos de reflorestamento, educação de agricultores familiares em práticas agroecológicas e conscientização ambiental</b>.</p>
<p>O projeto atual busca promover a restauração de 200 hectares da Mata Atlântica. Entre os espaços que o Programa tem recuperado estão pontos de recarga do Aquífero Guarani, considerado um dos maiores reservatórios de água subterrânea do planeta, com 1.200.000 km² – equivalente a quase 5 vezes o estado de São Paulo. O manancial, que abrange em maior parte o Brasil - mas também a Argentina, o Uruguai e o Paraguai - foi considerado sobre-explorado em 2014 por uma<a href="https://sealevel.nasa.gov/publications/4407/quantifying-renewable-groundwater-stress-with-grace/" target="_blank" rel="noopener"> publicação</a> da NASA que media, a partir de satélites, as mudanças em relação ao tamanho dos aquíferos.</p>
<p>Além disso, o reservatório está ameaçado pela pecuária extensiva e, principalmente, pela agricultura convencional, com a consequente infiltração de substâncias tóxicas na água. Assim, associado ao projeto também está o desenvolvimento de uma produção agroecológica em Áreas de Proteção Permanente, que são protegidas com a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o solo e o bem-estar de populações humanas.</p>
<p>A revista Arco conversou com Murilo Gambato de Mello, graduado pelo curso de Ecologia da UNESP, líder de projetos da Itapoty e mobilizador no Gigante Guarani para conhecer mais sobre o seu funcionamento e quais as perspectivas para o futuro. A ONG Gigante Guarani foi uma das convidadas do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/eventos/i-forum-primavera-da-articulacao-floresta-viva-informar-e-reflorestar/" target="_blank" rel="noopener">1° Fórum Primavera da Articulação Floresta Viva: (In)Formar e Reflorestar,</a> organizado pela UFSM.</p><p><b>ARCO - Ainda que já houvesse um trabalho histórico de entidades ambientalistas na região, o Programa Gigante Guarani foi elaborado a partir da criação da Rede de ONGs do Ecótono da Cuesta. Como foi esse processo do surgimento do programa e quais aspectos foram levados em consideração no seu planejamento?</b></p><p><b>Murilo de Mello</b> - O Programa Gigante Guarani surgiu da necessidade de ampliar a sinergia entre as ações já desenvolvidas pelas ONGs no Ecótono da Cuesta, bem como de propiciar e valorizar a parceria com a UNESP e com as prefeituras da região, possibilitando atrair e captar recursos financeiros em escala maior, recursos estes extremamente necessários para executar os trabalhos de campo. Os principais aspectos que fundamentaram a concepção deste programa foram as linhas de atuação das ONGs envolvidas; as demandas socioambientais mais relevantes na região - levantadas através de mapeamentos do uso do solo, inventários de biodiversidade e diagnósticos participativos- ; políticas públicas; e interfaces com as linhas de pesquisas dos laboratórios da UNESP parceiros do programa.</p><p> </p><p><b>ARCO - No seu ponto de vista, qual a importância da pluralidade de organizações na criação e no desenvolvimento do projeto?</b></p><p><b>Murilo de Mello - </b>A pluralidade de organizações garante além de um “olhar mais aguçado” e sistêmico para o território onde o projeto está sendo desenvolvido, uma forma mais eficiente de atuação, pois cada instituição possui sua expertise e uma equipe capacitada para tal. Essa pluralidade também permite uma articulação institucional mais fortalecida, o que representa um ganho em termos de sinergia e troca de conhecimentos práticos.</p><p> </p><p><b>ARCO - Um dos objetivos nesta fase é promover a restauração de 200 hectares da Mata Atlântica, junto com uma produção agroecológica. Como essas ações se relacionam com a preservação do Aquífero Guarani?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> O programa tem como foco principal desenvolver ações ecológicas sobre áreas de recarga do Aquífero Guarani, essas áreas de recarga compreendem partes do território onde as rochas areníticas - que contém o referido aquífero - estão próximas da superfície, possibilitando assim que a água das chuvas infiltre no solo e nas rochas, abastecendo o aquífero. Portanto, restaurar o máximo possível das matas nativas, adotar práticas eficientes de conservação do solo que favoreçam a infiltração de água e utilizar métodos de produção agrícola mais ecológicos - que utilizem menos produtos químicos - são fundamentais para a manutenção e proteção deste gigante aquífero.</p><p> </p><p><b>ARCO - Entre as metodologias do programa estão práticas agroecológicas, o planejamento de paisagens sustentáveis, o fortalecimento da cadeia de restauração ecológica e geração de tecnologia. Pode explicar um pouco mais sobre como cada uma dessas atividades são aplicadas?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> As atividades citadas são desenvolvidas preferencialmente de forma integrada ao longo dos anos, e também através de projetos específicos. Explicando, cada uma destas atividades depende de financiamento (captação de recursos) para que aconteçam no campo, desta forma, sempre buscamos captar recursos que possibilitem a integração destas frentes de atuação.</p><p>Em termos práticos, para a realização de uma etapa do programa, inicia-se com uma ação de planejamento da paisagem, que envolve o mapeamento do uso do solo em uma determinada região concomitante com a mobilização e sensibilização dos/as proprietários/as rurais e do poder público local. Nesta fase, define-se as áreas prioritárias a serem restauradas, as metodologias a serem utilizadas, as vocações e as possibilidades para adoção de práticas agroecológicas na produção. Nas propriedades rurais que aderem ao projeto, são realizados mapeamentos mais detalhados do uso do solo, e o planejamento para a restauração da vegetação nativa. Junto a isso, são passadas informações sobre práticas agroecológicas que podem ser implantadas e os benefícios destas. Áreas demonstrativas de sistemas agroflorestais (SAF) também são implantadas em algumas propriedades rurais.</p><p>Projetos específicos para o desenvolvimento da agroecologia na região são realizados a partir destes mapeamentos e diagnósticos de campo, voltados principalmente para a agricultura familiar e assentamentos rurais. Quanto ao fortalecimento da cadeia de restauração, as ações inicialmente desenvolvidas objetivam mapear e identificar matrizes de árvores nativas da região, para a coleta de sementes, apoiar na estruturação de viveiros públicos (UNESP e CEDEPAR), capacitar mão de obra, e aumentar a demanda para os trabalhos de restauração da vegetação nativa na região. </p><p>A geração de tecnologia acontece através de pesquisas científicas, visando aprimorar as técnicas de restauração utilizadas para cada tipo de solo, e testando o método de restauração a partir de “chuva de sementes” - chamado de “muvuca”.</p><p> </p><p><b>ARCO - Outro objetivo interessante do Gigante Guarani é a mobilização social através da divulgação. Como isso é desenvolvido através das redes sociais e, na sua perspectiva, qual a importância desse processo para uma sustentabilidade de longo prazo?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> A comunicação e a mobilização social foram incluídas como um dos objetivos desta fase com o intuito de reforçar para a sociedade em geral sobre a urgente necessidade do engajamento dos diversos setores na efetivação de ações em larga escala de restauração e preservação da vegetação nativa. Para tal, foi criado um site específico para divulgação do projeto, e dentro deste site existe um mecanismo para que qualquer pessoa ou empresa possa fazer doações para a restauração de áreas, bem como, proprietários/as rurais podem cadastrar suas áreas a serem restauradas pelo projeto.</p><p>Cabe ressaltar que o Gigante Guarani foi motivo de <a href="https://globoplay.globo.com/v/8835092/" target="_blank" rel="noopener">reportagem especial</a> do Globo Rural no ano de 2020. Todo esse esforço de divulgação, tem como finalidade, além de sensibilizar a sociedade para a questão ambiental e ajudar a manter a esperança em um mundo melhor, de atrair novos parceiros e financiadores que permitam a continuidade e a ampliação das ações no médio e no longo prazo.</p><p> </p><p><b>ARCO - Além de contar com o apoio do BNDES para a reflorestação, o projeto recebeu financiamentos do Ministério do Meio Ambiente ao longo dos anos. Qual a importância do poder público para o desenvolvimento do projeto e como você avalia o contexto atual nesse sentido?</b></p><p><b>Murilo de Mello -</b> O poder público é sempre um parceiro importante e fundamental, pois essa parceria ocorre nas 3 esferas: municipal (prefeituras), estadual (universidades e instituições de pesquisa e extensão rural), e federal (financiador). Facilitando e apoiando o desenvolvimento das ações em campo, gerando conhecimentos e também fomentando diálogos para a elaboração de políticas públicas municipais, regionais e estaduais, ampliando assim os resultados do projeto.</p><p>Em relação ao contexto atual, vemos transtornados o descaso do governo federal em relação à questão ambiental e às instituições federais envolvidas diretamente com essa agenda, dificultando o desenvolvimento de algumas atividades que dependem da articulação com instituições federais e da captação de recursos financeiros atrelados a estas. Por outro lado, o apoio proveniente dos municípios e das instituições estaduais se manteve o mesmo, mostrando o que já sabemos há tempos: da importância do engajamento e do fortalecimento dos municípios e de suas políticas públicas na manutenção e na ampliação de uma agenda ambiental positiva.</p><p> </p><p><b>ARCO - Quais são os principais desafios atualmente para o Gigante Guarani e qual a perspectiva para o futuro do programa?</b></p><p><b>Murilo de Mello - </b>Temos um desafio prático, que é o de garantir a boa manutenção das áreas onde foram plantadas mudas das árvores nativas, manutenção esta que requer um monitoramento constante (mensal), e a disponibilidade de recursos financeiros para “cuidar dos plantios”, o que exige também o apoio constante dos/as proprietários/as rurais.</p><p>Outro desafio é ampliar as fontes de captação dos recursos financeiros, recursos esses indispensáveis para a realização com sucesso das atividades de restauração da vegetação nativa, conservação do solo, mobilização social, transição agroecológica e fortalecimento de políticas públicas. Pelo fato do programa ter como foco as áreas de recarga do Aquífero Guarani, as perspectivas para o futuro são ao mesmo tempo otimistas - por conta da causa envolvida (água potável para milhões de pessoas) - e muito desafiadoras - por conta da extensão da área da recarga e da necessidade do engajamento “pra valer” de todos os setores da sociedade, engajamento esse que reflita em ações duradouras, e estas requerem o investimento constante de recursos financeiros em larga escala.</p><p>O sonho coletivo é que o programa evolua e transforme-se na Agência Guardiã da Recarga do Aquífero Guarani, composto por uma gestão tripartite: poder público, ONGs e setor privado. E que administre um “fundo financeiro abundante”, alimentado anualmente por recursos provenientes do setor privado e de instituições internacionais. </p><p>*Conheça mais sobre o projeto no <a href="https://giganteguarani.org.br/" target="_blank" rel="noopener">site</a> ou no <a href="https://www.instagram.com/giganteguarani/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Instagram.</a></p><p> </p><p> </p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Repórter:</i></b><i> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Ilustradora:</i></b><i> Julia Dutra, acadêmica de Publicidade e Propaganda e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social:</i></b><i> Nathália Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><b><i>Editor:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seminário de Educação Socioambiental discute fruticultura orgânica e agroecológica nesta quarta (8)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/05/07/seminario-de-educacao-socioambiental-discute-fruticultura-organica-e-agroecologica-nesta-quarta-8</link>
				<pubDate>Tue, 07 May 2019 17:43:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[educação socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Fruticultura]]></category>
		<category><![CDATA[orgânicos]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=47640</guid>
						<description><![CDATA[O Programa de Educação Socioambiental Multicentros promove nesta quarta-feira (8) o XLVI Seminário de Educação Socioambiental, com o tema &#8220;Fruticultura orgânica e agroecológica: produção, rentabilidade e mercado&#8221;. O evento será no Auditório Flávio Miguel Schneider (Prédio 40 do campus) às 15h30min. O seminário será apresentado pelo agricultor Perci Darcísio Frantz e o técnico agrícola Diego [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p> O Programa de Educação Socioambiental Multicentros promove nesta quarta-feira (8) o XLVI Seminário de Educação Socioambiental, com o tema "Fruticultura orgânica e agroecológica: produção, rentabilidade e mercado". O evento será no Auditório Flávio Miguel Schneider (Prédio 40 do campus) às 15h30min. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O seminário será apresentado pelo agricultor Perci Darcísio Frantz e o técnico agrícola Diego Gustavo Scherer. Formulário de inscrição podem ser solicitados através do e-mail socioambientalufsm2010@gmail.com. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fruticultura orgânica e agroecológica será tema de seminário no dia 8 de maio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/04/24/fruticultura-organica-e-agroecologica-sera-tema-de-seminario-no-dia-8-de-maio</link>
				<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 13:36:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Fruticultura]]></category>
		<category><![CDATA[orgânicos]]></category>
		<category><![CDATA[programa de educação socioambiental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=47454</guid>
						<description><![CDATA[O Programa de Educação Socioambiental da UFSM promove o seminário &#8220;Fruticultura orgânica e agroecológica: produção, rentabilidade e mercado satisfatórios&#8221; no dia 8 de maio, às 15h30, no Auditório Flávio Miguel Schneider, no CCR, prédio 42 do campus sede. A atividade terá como palestrantes os agricultores Perci Frantz e Diego Scherer, de Santa Cruz do Sul. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/04/cartaz-socioambiental-8-maio-20192.jpg"><img class="alignright  wp-image-47455" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/04/cartaz-socioambiental-8-maio-20192.jpg" alt="" width="287" height="404" /></a>O Programa de Educação Socioambiental da UFSM promove o seminário "Fruticultura orgânica e agroecológica: produção, rentabilidade e mercado satisfatórios" no dia 8 de maio, às 15h30, no Auditório Flávio Miguel Schneider, no CCR, prédio 42 do campus sede.</p>
<p>A atividade terá como palestrantes os agricultores Perci Frantz e Diego Scherer, de Santa Cruz do Sul. Haverá alguns exemplares de bananas e laranjas de produção orgânica e agroecológica.</p>
<p>As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo <a href="https://forms.gle/i6zioZPWis3SKCjh6">link </a>ou no dia evento.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Riqueza que vem do chão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/riqueza-que-vem-do-chao</link>
				<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 15:52:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=5449</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão da UFSM realiza parceria com a comunidade Dom Ivo Lorscheiter e mantém horta comunitária na região]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Ouça esta reportagem:</p><p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Riqueza-que-vem-do-chão-Locução-Marcelo.mp3"][/audio]</p><p> </p><p>Você já ouviu falar em <i style="font-size: 1.125rem">agroecologia</i>? Desde o início de 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) aposta nessa palavra para erradicar a fome e proteger os recursos naturais do planeta. Por meio dela, é possível conquistar autonomia na alimentação.</p><p>Para colocar em prática esta atitude sustentável, a UFSM firmou parceria com os 587 moradores do <i>Residencial Dom Ivo Lorscheiter,</i> localizado próximo à faixa nova (BR-287) - que liga o centro de Santa Maria ao bairro Camobi. Em conjunto, idealizaram a primeira Horta Agroecológica Comunitária da cidade de Santa Maria.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/boxplantas1.0.png" alt="" width="3333" height="1550" /></p><p><b>Nasce um terreno fértil</b></p><p>A horta foi planejada ainda em 2016. Começou a ganhar forma em 2017. Mas só se consolidou em 2018. O interesse pela criação partiu dos moradores do residencial após rodas de conversa, sobre economia solidária e agricultura familiar, na Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), que ocorreu entre os dias 12 a 15 de julho de 2018. </p><p>A comunidade firmou parceria com o técnico-administrativo Juarez Felisberto, do Departamento de Zootecnia da UFSM, que também já foi presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea). </p><p>O projeto é baseado nas hortas comunitárias da cidade de Maringá, no Paraná. Lá, a Universidade Estadual de Maringá desenvolve a assistência técnica e a extensão rural em conjunto com a Prefeitura, responsável por auxiliar na logística. Mais de mil famílias participam do programa que produz cerca de 900 toneladas de alimento por ano.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/6.jpg" alt="" width="804" height="552" /></p><p>A horta, em Santa Maria, fica localizada ao lado do Centro Comunitário do residencial - construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2014. Antigamente, esse mesmo terreno, que hoje germina hortaliças, plantas condimentares e fitoterápicas, era usado como local de despejo. “As pessoas jogavam fogão, sofás e outros resíduos”, conta Juarez. Segundo o técnico, a terra era muito maltratada, principalmente pela situação do aterro de lixo. </p><p>Para o voluntário Jonathan Pereira, a horta é importante para os moradores por incentivar o empoderamento e a autonomia, em conjunto com as práticas agroecológicas. “Essa iniciativa ajuda as pessoas a entenderem que sai riqueza de um chão que sempre foi dito que era pobre”, comenta Jonathan. </p><p>Atualmente, onze famílias participam do projeto. Crianças e idosos convivem no mesmo ambiente com um propósito em comum: plantar e cultivar as coisas na terra. As crianças costumam ser um público fiel da horta, admirando e ajudando a cuidar. “Tá ali a esperança de botar aquela sementinha pra chegar em casa e florescer”, comenta Lucas Murari, bolsista do projeto. Na horta são cultivados pés de alface, beterraba, repolho, brócolis, couve flor, cebola, ervilha, abóbora, berinjela, cenouras, salsa, entre outras hortaliças.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/4.jpg" alt="" width="804" height="552" /></p><p>Recentemente, os moradores do Dom Ivo decidiram homenagear Neide Vaz, líder comunitária que faleceu no final de 2018, dando seu nome ao projeto. Para Juarez, essa atitude mostra que a horta tem como prioridade não apenas o cultivo de alimentos, mas a produção de solidariedade.</p><p><b>Os recursos</b></p><p>A horta comunitária, que está registrada como um projeto de extensão da UFSM, busca estimular uma alimentação saudável e sustentável, sem o uso de agrotóxicos ou outros tipos de veneno. </p><p>Os resíduos orgânicos gerados pelos moradores do Residencial possuem uma finalidade útil: eles ajudam a horta a crescer ao servirem como adubo para as plantas, pelo processo de compostagem. </p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/5.jpg" alt="" width="804" height="552" /></p><p>A UFSM auxiliou a estruturar a horta, com adubo, terra, trator e algumas mudas de hortaliças, pelo setor do Colégio Politécnico da parte de fruticultura e também do Jardim Botânico.</p><p>O Departamento de Solos da UFSM doou caixas d’água para que a água da chuva seja coletada pelas calhas, e a horta possa ser irrigada. Outros materiais, como tubo de PVC para a irrigação, foram comprados pelo projeto. Para auxiliar ainda mais nas partes prática e técnica da agricultura, foi firmada uma parceria com o PET de Agronomia da UFSM.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/1.jpg" alt="" width="804" height="443" /></p><p>Para alguns participantes do projeto, como o casal seu Adair e dona Florência da Rosa, a horta surtiu efeito terapêutico e ajudou a melhorar a qualidade de vida. Para a senhora de 71 anos, a horta é um ganho pro residencial “a gente tira muita coisa dali: salada, tempero… a gente nem compra mais fora”. Ela nunca havia cultivado uma horta antes e se sente muito bem com a integração que a plantação proporciona.</p><p><b>Em constante renovação</b></p><p>As plantações em escala industrial consistem em terrenos com milhares de hectares com fauna e flora natural desmatados, para então ser plantado o produto que será cultivado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, é muito comum a plantação de soja. A agrofloresta, por outro lado, é a plantação que une várias plantas com diferentes extratos (tamanhos) e ciclos de vida. Elas convivem em harmonia, sintropia, e criam um sistema de constância entre si, imitando um sistema florestal equilibrado.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/boxplanta2.0.png" alt="" width="3333" height="1550" /></p><p>No caso da horta comunitária no Dom Ivo, a agrofloresta que está sendo implementada  contará com pés de bananeiras - já que essas árvores retêm água e, em período de seca, podem liberar esse recurso para as outras plantas. As plantas têm autonomia para fazer o que é necessário para manter o sistema vivo, mesmo que isso signifique sacrificar uma delas. Tudo é feito para o bem maior.</p><p><strong>Reportagem e fotografias:</strong> Mirella Joels, acadêmica de Jornalismo<br /><strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo<br /><strong>Infografia:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial<br /><strong>Locução:</strong> Marcelo De Franceschi</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O papel da agricultura na alimentação dos brasileiros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-papel-da-agricultura-na-alimentacao-dos-brasileiros</link>
				<pubDate>Tue, 05 Sep 2017 21:15:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[polifeira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=2120</guid>
						<description><![CDATA[Polifeira da UFSM é exemplo de incentivo à alimentação saudável através do fortalecimento da agricultura familiar]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">Leite, arroz, feijão, milho, mandioca, carnes, frutas, verduras, hortaliças… Você sabe de onde vêm esses alimentos que estão na mesa dos brasileiros todos os dias? A resposta, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), está na agricultura familiar, que é responsável por, no mínimo, 70% da produção de alimentos consumidos no Brasil. Além disso, o último Censo Agropecuário, de 2006, aponta que 74% dos postos de trabalho do meio rural estão sob regime de agricultura familiar. No entanto, essa população que produz para alimentar o país vem diminuindo gradativamente, sendo que, de 2000 a 2010, cerca de 2 milhões de pessoas migraram do campo para as cidades em decorrência do êxodo rural.</span>

[caption id="attachment_2123" align="alignnone" width="300"]<img class="wp-image-2123 size-medium" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/09/Polifeira_infográfico_final2-300x255.jpg" alt="" width="300" height="255" /> O papel da agricultura na alimentação dos brasileiros[/caption]
<p style="text-align: left"><span style="font-weight: 400">O conceito de agricultura familiar determina uma relação próxima do homem com a terra enquanto um local de trabalho, como também de moradia e sustento. Segundo apontava o economista russo Alexander Chayanov, em escritos datados de início do século XX, ao contrário de uma empresa capitalista, a empresa familiar não utiliza da extração e apropriação do trabalho alheio, da mais-valia, já que a fonte de trabalho que aciona o capital envolvido no processo produtivo é o próprio agricultor, que nesse caso é proprietário dos meios de produção. </span></p>
<span style="font-weight: 400">Pelo ponto de vista legal, a Lei nº 11.326/2006 regulamenta que o agricultor familiar e/ou empreendedor familiar rural é aquele que pratica atividades no meio rural, possui área de até quatro módulos fiscais - dimensão que varia de 5 a 110 hectares, dependendo do município onde está localizado - mão de obra da própria família, renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento pelo próprio núcleo familiar. A diversidade produtiva é uma característica intrínseca a este setor, sendo que os silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária também são considerados agricultores familiares.</span>

<img class="wp-image-2129 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/beterrabas-300x200.jpg" alt="" width="443" height="295" />

<span style="font-weight: 400">O que distingue a agricultura familiar da agricultura patronal é que enquanto a primeira trabalha com uma produção heterogênea, diversificada, baseada em unidades menores e com cuidado direto do trabalhador com a produção, a agricultura patronal se especializa no que pode ser tratado de forma homogênea, com ganho de escala, alta tecnologia e produção em massa. O professor do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Gustavo Pinto da Silva, possui doutorado em Extensão rural e </span><span style="font-weight: 400">pesquisa a agricultura familiar pelo viés da produção de alimentos; ele afirma que </span><span style="font-weight: 400">a agric</span><span style="font-weight: 400">ultura patronal se apropria de processos naturais e, muitas vezes, o modifica em laboratórios, o que dificilmente se viabiliza na agricultura familiar. Em relação ao mercado de trabalho, declara ainda que “a agricultura patronal pode até produzir em mais quantidade, mas emprega menos pessoas, enquanto que na agricultura familiar o número de pessoas ocupadas é maior”.</span>

<span style="font-weight: 400">Silva aponta que, apesar de existir cada vez mais um movimento globalizado visando um sistema controlado, de produção em larga escala, ainda há etapas do processo produtivo difíceis de serem efetuadas pela produção em massa. Dessa forma, a agricultura familiar cumpre um papel importante ao produzir um alimento mais saudável, porque o agricultor acaba tendo - mesmo que muitas vezes de forma forçada pela pouca disponibilidade de recursos - uma atuação mais ética num cenário que provém mais cuidado com o alimento. “Com a concentração das produções, através da homogeneização, o processo natural da própria biologia é de que haja maior tendência ao aparecimento de doenças; então, um sistema diversificado, heterogêneo, tem mais a ver com o equilíbrio do ambiente e propicia mais qualidade pela agricultura familiar”, reitera o professor.</span>

<span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-2124 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/Polifeira_box_texto_final-300x244.png" alt="" width="456" height="371" /></span>

<span style="font-weight: 400">O agricultor Tiago Becker, de 31 anos, que trabalha na Polifeira da UFSM, tira seu sustento da venda de produtos que são cultivados na propriedade, juntamente com o pai e o irmão. A família trabalha com o cultivo de frutas e hortaliças, com criação de animais e, até mesmo, com produção agroindustrial. Becker afirma que produz apenas produtos orgânicos, tanto por ser um nicho diferenciado de mercado quando por sua preocupação com a saúde; ele tem consciência de que o principal prejudicado com o uso de agrotóxicos é o próprio agricultor. Entretanto, comenta que apenas consegue produzir orgânicos porque não existe lavoura de soja por perto da propriedade, já que “a aplicação de veneno nas lavouras de soja prejudica a plantação de orgânicos”.</span>

<span style="font-weight: 400">Mesmo que a produção familiar tenha a propensão de ser feita de forma mais natural que a agricultura patronal, como é o caso da propriedade de Becker, o professor Silva acredita ser perigoso dizer que um alimento tem mais qualidade que outro. Em relação ao uso de agrotóxicos e de transgênicos, ele diz que “não podemos fazer esse embate de uma agricultura para a outra, porque o agricultor familiar vai se apropriando deste processo da mesma maneira”. Ele opina que o consumo de transgênicos, de conservantes, de industrializados, tem que ser uma decisão do próprio consumidor, através da busca pela origem dos alimentos e também numa legislação que exija a certificação nas embalagens. “O consumidor come muito por prazer, pelo momento; mas acho que isso está mudando. Há um movimento estratégico dos consumidores pela busca de alimentos diferenciados”, reconhece.</span>
<h3><b>O cenário contínuo de êxodo rural</b></h3>
[caption id="attachment_2128" align="alignleft" width="440"]<img class="wp-image-2128" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/agricultores-300x200.jpg" alt="" width="440" height="293" /> Agricultores comercializando produtos na Polifeira[/caption]

<span style="font-weight: 400">Embora as últimas pesquisas do IBGE tenham mostrado uma diminuição no número de pessoas que migraram do campo para as cidades, em comparação ao “boom” do êxodo rural na segunda metade do século XX, ainda se registrou, de 2000 a 2010, um total de 2 milhões de pessoas que saíram do meio rural para buscar a vida nas cidades. Ainda que seja uma quantidade muito expressiva, este número representa a metade do que foi registrado na década de 90, que teve uma diminuição de 4 milhões na população rural. De 1960 a 1980, décadas posteriores à Revolução Verde - período marcado por forte implementação de tecnologias e mecanização do campo -, o êxodo rural brasileiro alcançou um total de 27 milhões de pessoas, de acordo com pesquisa de Ana Amélia Camarano e Ricardo Abramovay, para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). </span>

<span style="font-weight: 400">O professor Gustavo Pinto da Silva acredita que estamos vivendo a última geração na qual a maior parte da população ainda tem algum tipo de vínculo com o meio rural, já que “uma série de comodidades são buscadas na vida urbana, que vende, através do imaginário social, a ideia da cidade como um lugar melhor para se viver”. Para ele, o abandono de jovens do campo é assustador, e aponta questões que influenciam a pouca vontade da juventude em permanecer no meio rural: “falta incentivo dos pais para a permanência dos jovens, de gestão do processo produtivo; o filho que fica trabalhando com os pais não tem renda e, consequentemente, não tem autonomia, porque até mesmo pra sair no final de semana precisa pedir dinheiro pro pai; além disso, as famílias estão cada vez menores, causando um número insuficiente de mão de obra, da força de trabalho”. </span>

<span style="font-weight: 400">Os agricultores Bernadete Freitas, 55, e Valter Freitas, 65, cultivam frutas e verduras para vender no Feirão </span><span style="font-weight: 400">Colonial do Projeto Esperança/Cooesperança, em Santa Maria,</span><span style="font-weight: 400"> e atualmente também vendem na Polifeira da UFSM. Através das feiras, eles tiram o sustento da família há 22 anos, mas não sabem até quando vão conseguir trabalhar com isso, porque estão envelhecendo e não tem perspectiva de sucessão nos negócios. Os filhos mais velhos já foram morar e trabalhar na cidade e o mais jovem, de 13 anos, que ainda continua vivendo com os pais, não pretende continuar na agricultura. O casal conta que na comunidade onde vivem não existe escola de Ensino Médio, então os filhos vão para a cidade estudar e depois já não querem mais voltar. </span>

[caption id="attachment_2126" align="alignright" width="242"]<img class="wp-image-2126" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/joel-200x300.jpg" alt="" width="242" height="363" /> Ederson Joel da Silva vendendo suas produções na Polifeira[/caption]

<span style="font-weight: 400">Uma exceção a este cenário de fuga dos jovens do campo é o caso do estudante de Zootecnia da UFSM, o jovem agricultor Ederson Joel da Silva, de 22 anos. Os pais de Ederson eram agricultores, mas decidiram largar a plantação de fumo para abrir um mercado em Santa Maria. Apesar de ter morado na cidade por toda sua vida, em 2013 ele decidiu mudar-se sozinho para o interior, porque, além de gostar mais do ambiente rural que do caos da cidade, pode ter mais independência no campo e plantar muito do que consome. Ederson da Silva faz faculdade na área de rurais e também comercializa os produtos que planta “em casa, no chão e sem veneno”. </span>

<span style="font-weight: 400">Embora existam casos como o de Ederson, </span><span style="font-weight: 400">e que ainda exista cerca de 8 milhões de jovens que vivem no campo e têm participação ativa na produção agrícola,</span><span style="font-weight: 400"> o professor Silva afirma que as áreas de produção de alimento estão sendo fortemente substituídas pelo cultivo de soja, tanto pela diminuição das famílias quanto pela falta de capitalização, da inviabilidade do uso de maquinarias em pequenas áreas produtivas e da dificuldade de algumas plantas em sobreviver em meio à grande quantidade de herbicidas passados nas lavouras. Segundo Silva, existem forças que vão contra a agricultura familiar, entre elas, o modelo da globalização, da deslocalização agrícola (concessão de terras para estrangeiros), da estrutura familiar e da educação problemática no meio rural. </span>
<h3><b>Políticas de fortalecimento da agricultura familiar </b></h3>
[caption id="attachment_2131" align="alignleft" width="410"]<img class="wp-image-2131" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/compotas-300x200.jpg" alt="" width="410" height="273" /> Produtos comercializados pela agricultura familiar[/caption]

<span style="font-weight: 400">No ano de 2014, o Brasil foi retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, as iniciativas de fortalecimento da agricultura familiar tomadas nas últimas décadas são apontadas como fator responsável por este triunfo. </span><span style="font-weight: 400">De acordo com o professor Gustavo Silva, o reforço de fato das políticas públicas direcionadas para a agricultura aconteceram no governo Lula e Dilma. Ele cita as políticas de créditos - que objetivaram aumentar a produção - e também as de infraestrutura - que oportunizaram que regiões completamente desoladas pudessem aprimorar o trabalho; e um terceiro momento, que são as políticas de acesso a mercado. </span>

<span style="font-weight: 400">Dentre as principais políticas, destacam-se:</span>
<h4><strong>Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)</strong></h4>
<span style="font-weight: 400">Criado em 1995, o Pronaf é a principal política pública de crédito para as unidades familiares de produção e objetiva melhorar a geração de renda aos agricultores e assentados da reforma agrária. O programa possui baixas taxas de juros para financiamentos rurais e serve tanto para o custeio da safra ou atividade agroindustrial, quanto para o investimento em máquinas e infraestrutura produtiva. Para acessar o Pronaf, a renda bruta anual dos agricultores familiares deve ser de até R$ 360 mil. Durante mais de duas décadas de funcionamento, o valor total das operações do Pronaf atingiu R$200 bilhões, com inadimplência de apenas 1%. </span>
<h4><strong>Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER)</strong></h4>
<span style="font-weight: 400">Os serviços de ATER foram iniciados, no país, no final da década de quarenta, objetivando a universalização dos serviços da assistência técnica e extensão rural para os agricultores familiares. A Lei 12.188/2010 instituiu formalmente a nova Política Nacional de Ater, a partir da análise crítica dos resultados negativos da Revolução Verde, com diretrizes voltadas para o desenvolvimento sustentável, a produção de base agroecológica e a qualificação das políticas públicas. Somente em 2015, 334 mil agricultores e mais de 400 cooperativas de agricultores familiares foram atendidos em contratos de Ater.</span>
<h4><strong>Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)</strong></h4>
<span style="font-weight: 400">Criado em 2003, a fim de colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no país e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar. A dinâmica do PAA consiste na compra de alimentos por parte do governo federal diretamente dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e demais povos e comunidades tradicionais. O destino dos alimentos adquiridos é a mesa de brasileiros em vulnerabilidade social, seja através de doações para entidades da rede socioassistencial, nos restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias, ou ainda para a composição de cestas de alimentos. </span>
<h4><strong>Programa Nacional de Alimentação Escolar  (PNAE)</strong></h4>
<span style="font-weight: 400">Política pública destinada ao atendimento universal e de garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável para todos os alunos matriculados na educação básica das escolas públicas, federais, filantrópicas, comunitárias e confessionais do país. Desde a regulamentação do PNAE em 2009, foi estabelecida a obrigatoriedade de que, pelo menos, 30% dos recursos federais da merenda escolar deveriam ser investidos na agricultura familiar. De acordo com a Cartilha Nacional de Alimentação Escolar, entre os objetivos do PNAE, está o incentivo à “aquisição de gêneros alimentícios diversificados, produzidos em âmbito local e preferencialmente pela agricultura familiar e pelos empreendedores familiares rurais, priorizando as comunidades tradicionais indígenas e de remanescentes de quilombos”. </span>
<h4><strong>Selo Combustível Social</strong></h4>
<span style="font-weight: 400">Em vigência desde 2005, objetiva a inclusão social e produtiva da agricultura familiar, o desenvolvimento regional e a produção de uma energia renovável. Segundo o coordenador de Biocombustíveis do MDA, Marco Pavarino, para obter a concessão do selo, as indústrias produtoras de biodiesel precisam cumprir três requisitos: comprovar a aquisição de matéria-prima da agricultura familiar; os contratos precisam ser prévios, para que o agricultor tenha garantia de venda; os produtores familiares que estão envolvidos no processo precisam ter acesso à Ater. As empresas que participam têm garantia de venda de combustível, porque a legislação prevê que 80% de todo o volume de biocombustível adquirido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) seja proveniente de empresas com o Selo Combustível Social, o que beneficia, consequentemente, os agricultores familiares que comercializam a produção. Só em 2014, mais de 72 mil famílias forneceram matéria-prima para produção de biodiesel diretamente para as indústrias ou por meio de cooperativas.</span>

<em><strong>Repórter</strong>: Claudine Freiberger Friedrich</em>

<em><strong>Fotógrafo</strong>: Rafael Happke</em>

<em><strong>Ilustração</strong>: Giana Tondolo Bonilla</em>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        