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				<title>Seminário de Gestão discute assédio moral</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/03/14/seminario-de-gestao-discute-assedio-moral</link>
				<pubDate>Tue, 14 Mar 2023 12:51:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[assedio moral]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
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		<category><![CDATA[seminário gestão]]></category>

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						<description><![CDATA[No encontro, gestores da Instituição dialogaram sobre o assunto, tendo como foco o serviço público]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-61436 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/03/seminario-de-gestao-2.jpeg" alt="" width="502" height="443" />A segunda edição do Seminário de Gestão da UFSM contou com a advogada Renata Quartiero, mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas (PPGOP). Renata ocupa a vice-presidência da Comissão Especial de Diversidade Sexual e Gênero e integra a Comissão de Direitos Humanos da seção Santa Maria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SM). O seminário ocorreu na manhã desta segunda (14), no Salão Imembuí, e teve como tema “Assédio Moral: por um ambiente de trabalho positivo”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Renata explicou que para ser considerado assédio moral a situação precisa ser contínua, prolongada, vexatória e violenta. Quando, por exemplo, uma humilhação ocorre de forma isolada pode ser considerada um dano moral, mas não um caso de assédio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Existem quatro tipos de assédio: ascendente, quando o assediador tem um nível hierárquico acima; descendente, quando quem comete o assédio é o subordinado; horizontal, quando se dá entre pares, e organizacional, quando a instituição promove. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Embora o assédio moral não seja considerado um crime a exemplo do assédio sexual, a advogada comenta que existe amparo no artigo V da Constituição Federal, no Código Civil e na Lei do Servidor Público. Renata informou ainda que a pauta está no Senado Federal e existe a expectativa da aprovação de uma lei. </span></p>
<h3>O caminho da denúncia</h3>
<p><span style="font-weight: 400">No serviço público, segundo Renata, o primeiro passo é comunicar o superior hierárquico do assediador. Posteriormente, a <a href="https://www.ufsm.br/reitoria/ouvidoria">Ouvidoria</a> é o setor que recebe as denúncias. Para que os casos sejam apurados pelos órgãos competentes, quem denuncia precisa apresentar provas, como e-mails e capturas de tela do celular com as mensagens. As testemunhas que presenciaram, por exemplo, cenas vexatórias, contribuem para a investigação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Caso não ocorra sucesso com a denúncia, a advogada indica que quem denuncia procure o sindicato ou órgão representativo de classe para avaliar a possibilidade de encaminhar para a instância judicial.</span></p>
<h3>Iniciativas da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na Universidade, algumas iniciativas contribuem para o combate ao assédio, como o <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/458/2019/01/Resoluo-017-2018-UFSM-1.pdf">Código Disciplinar Discente</a>, a <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/igualdade-de-genero">Política de Igualdade de Gênero</a> e a campanha UFSM sem Assédio. </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Onde se esconde o assédio?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/onde-se-esconde-o-assedio</link>
				<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 20:17:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[fórum de direitos humanos da UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[GP]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4993</guid>
						<description><![CDATA[Casos de hostilidade, silêncio e omissão relatados por profissionais de comunicação serão tema de palestra do Fórum de Direitos Humanos da UFSM ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Nove em cada dez mulheres e quase oito em cada dez homens afirmam já ter sofrido algum tipo de assédio, sexual ou moral. É o que comprova a pesquisa </span><i><span style="font-weight: 400;">Hostilidade, silêncio e omissão: o retrato do assédio no mercado de comunicação de São Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada pelo </span><a href="https://grupodeplanejamento.com/"><span style="font-weight: 400;">Grupo de Planejamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> (GP), de São Paulo - </span><span style="font-weight: 400;">entidade sem fins lucrativos que capacita planejadores e estrategistas - em parceria com o </span><a href="http://www.qualibest.com/"><span style="font-weight: 400;">Instituto QualiBest</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span>

<span style="font-weight: 400;">A pesquisa, composta por questões objetivas e descritivas, foi disponibilizada na internet e contabilizou 1400 respondentes, sendo 68% mulheres e 32% homens, da faixa etária de 33 anos. Os questionários ficaram disponíveis de 10 a 30 de outubro de 2017 a profissionais da comunicação de São Paulo capital e região metropolitana.</span>

<span style="font-weight: 400;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-5008" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/moça_bonita.jpg" alt="" width="150" height="150" />Lara Thomazini, formada com Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia e voluntária do GP, </span><span style="font-weight: 400;">participará do </span><a href="https://www.ufsm.br/2018/11/27/pro-reitoria-de-extensao-realizara-primeiro-forum-de-direitos-humanos/"><span style="font-weight: 400;">Fórum de Direitos Humanos da UFSM</span></a><span style="font-weight: 400;">, amanhã (06). Confira a entrevista que a nossa equipe fez com a pesquisadora:</span>

<b>ARCO: Para ti, como foi visualizar os resultados obtidos a partir da pesquisa?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Eu sabia que os números seriam altos, não imaginava que seriam tão altos. Foi um choque, mas ao mesmo tempo percebi que nós tínhamos uma ferramenta importante em mãos para poder gerar pauta, pressão e mudanças.</span>

[caption id="attachment_4995" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-4995 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/21.jpg" alt="" width="800" height="785" /> Fonte: Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>ARCO: Pelos resultados, percebe-se grande envolvimento das lideranças e chefias nos casos de assédio. Qual é a expressividade disso?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Alta. Cerca de 1/3 das pessoas que sofreram assédio moral foram assediadas por um presidente ou sócio, incluindo 22% dos assistentes/estagiários. Igualmente, 1/3 das mulheres assediadas sexualmente foram assediadas por um presidente ou sócio. É importante ressaltar que presidentes ou sócios representam uma minoria numérica, então os números são realmente significativos.</span>

<img class="aligncenter wp-image-5003 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box3-1024x549.png" alt="" width="1024" height="549" />

<img class="aligncenter size-full wp-image-4998" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/31.jpg" alt="" width="800" height="505" />

[caption id="attachment_4997" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-4997 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/30.jpg" alt="" width="800" height="490" /> Fonte: Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>ARCO: Diante de um caso de assédio, a denúncia aos setores e órgãos responsáveis, por parte dos profissionais de comunicação, é recorrente? E as providências cabíveis são tomadas?</b>

<b>Lara:</b><span style="font-weight: 400;"> Não. As pessoas têm medo de denunciar, as denúncias não são investigadas, há riscos de represália, e por isso há pouca providência sendo tomada. No último ano muitas agências se estruturaram melhor para receber denúncias de maneira mais empática e efetiva, mas não temos como saber o quanto mudou.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4999" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/32.jpg" alt="" width="800" height="770" />

[caption id="attachment_5000" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-5000 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/37.jpg" alt="" width="800" height="610" /> Fonte: Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>ARCO: Qual a relação entre qualquer tipo de assédio e os Direitos Humanos?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Existem dois pontos importantes. O primeiro é que assédio é um obstáculo para a diversidade. Assédio se mistura com racismo, homofobia, machismo, elitismo e outros ismos perigosos, e acaba criando um ambiente de trabalho significativamente mais difícil para grupos minorizados. Isto exclui estes grupos de tomadas de decisões, decisões estas que constroem cultura e retroalimentam um ciclo. </span><span style="font-weight: 400;">O segundo é que assédio se refere a relações de trabalho. É ganha pão, subsistência, sobrevivência. Isto deixa as pessoas fragilizadas na relação, porque as represálias podem significar desemprego.</span>

<b>ARCO: De que maneira a qualidade das relações humanas (ou a falta dela) no ambiente de trabalho podem interferir no desempenho e na saúde mental do profissional?    </b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Completamente. O assédio moral é um fator de adoecimento, e se discute a possibilidade de incluí-lo no código penal. Na nossa pesquisa há inclusive casos de tentativa de suicídio decorrentes do assédio moral.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-5004" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/12/box4.jpg" alt="" width="800" height="345" />

<b>ARCO: Em sua visão, que medidas são necessárias diante do cenário alarmante de casos de assédio nos ambientes de trabalho? A quem cabe?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Além de o poder público funcionar (ele já tem os mecanismos, só precisa efetivá-lo melhor), é responsabilidade das empresas criarem ambientes saudáveis de trabalho. Isto inclui tolerância zero [a casos de assédio], códigos de conduta bem desenhados e relevantes, espaços de denúncia que acolham e priorizem o atendimento à vítima e discussões e debates frequentes sobre o assunto.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-5005" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box5.jpg" alt="" width="800" height="290" />

<b>ARCO: Qual a relevância de debater sobre os Direitos Humanos em um ambiente acadêmico?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Acho fundamental por dois motivos: de um lado, a oportunidade de falar com futuros profissionais, que vão ingressar no ambiente de trabalho e participar de sua cultura. Do outro, o espaço acadêmico é importante espaço de pesquisa e debate para a criação de novos estudos, pesquisas, abordagens e direcionamentos sobre os diferentes temas. Direitos Humanos é hoje um tema de resistência no Brasil, o que não faz o menor sentido. É fundamental que a academia seja co-responsável por enquadrar a narrativa sobre o assunto, demonstrar as aplicações práticas e fomentar uma conversa séria e não populista sobre o tema.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-5001" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box1.jpg" alt="" width="800" height="790" />

[caption id="attachment_5002" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-5002 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box2.jpg" alt="" width="800" height="430" /> Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>Reportagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo </span>

<b>Edição:</b><span style="font-weight: 400;"> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Ilustração: </b><span style="font-weight: 400;">Divulgação - I Fórum de </span> <span style="font-weight: 400;">Direitos Humanos</span>

<b>Infografia: </b><span style="font-weight: 400;">Pesquisa sobre assédio: Report, 2017</span>]]></content:encoded>
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