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				<title>Relembre a trajetória dos geoparques gaúchos até a primeira revalidação da UNESCO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/08/relembre-a-trajetoria-dos-geoparques-gauchos-ate-a-primeira-revalidacao-da-unesco</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:25:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Mais de uma década de articulação entre universidade, comunidades e instituições levou Quarta Colônia e Caçapava do Sul ao reconhecimento como Geoparques Mundiais da UNESCO e, agora, à primeira revalidação do título]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73477" align="alignright" width="587"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Design-sem-nome-3.jpg"><img class=" wp-image-73477" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Design-sem-nome-3.jpg" alt="" width="587" height="734" /></a> Certificados concedidos aos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul em 2023[/caption]
<p>A partir da próxima quarta-feira (15), os Geoparques da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul passarão pela primeira revalidação do título conquistado em 2022. A missão será conduzida por avaliadores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que verificarão se os territórios continuam atendendo aos critérios que garantiram a certificação, como a conservação do patrimônio, a promoção da educação, o desenvolvimento do turismo, o envolvimento das comunidades e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O reconhecimento internacional foi concedido em razão das características singulares de cada território. Na Quarta Colônia, destacam-se o patrimônio paleontológico, com fósseis entre os mais antigos do planeta, e as riquezas culturais e naturais da região. Já Caçapava do Sul reúne um dos mais importantes patrimônios geológicos do país, com formações rochosas de centenas de milhões de anos e mais de 30 geossítios catalogados.</p>
<p>Realizada a cada quatro anos, a revalidação representa uma nova etapa. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve papel central nessa trajetória. Por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), a instituição transformou iniciativas já desenvolvidas nos territórios em um projeto institucional voltado ao desenvolvimento regional, articulando pesquisadores, gestores públicos, lideranças comunitárias e parceiros na construção das candidaturas.</p>
<p>A estratégia começou a ser estruturada em 2018, durante a gestão do então pró-reitor de Extensão, professor Flavi Ferreira Lisboa Filho. "Em 2018, foi lançado para nós um grande desafio: como a UFSM poderia estar mais presente nos territórios em que atua e de que maneira isso poderia ajudar a ser vetor de desenvolvimento desses territórios", relata Flavi.</p>
<p>Ao longo desta reportagem, a Agência de Notícias reconstrói a trajetória que levou Quarta Colônia e Caçapava do Sul ao reconhecimento e mostra como a atuação conjunta entre universidade, comunidades e poder público tornou possível essa conquista.</p>
[caption id="attachment_73485" align="aligncenter" width="889"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-08-at-12.03.58.jpeg"><img class="wp-image-73485 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-08-at-12.03.58.jpeg" alt="arte vertical colorida com uma linha do tempo dos geoparques " width="889" height="1600" /></a> A trajetória dos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul[/caption]
[caption id="attachment_73478" align="alignleft" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/catherine-vargas.jpg"><img class="wp-image-73478" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/catherine-vargas.jpg" alt="" width="575" height="383" /></a> Avaliadores durante visitação em Caçapava do Sul, em 2022 (Foto: Catherine Vargas)[/caption]
<h3>Onde tudo começou</h3>
<p><span style="font-size: revert;color: initial">Embora tenham conquistado o reconhecimento da UNESCO simultaneamente, os dois territórios seguiram trajetórias distintas até a certificação internacional. Em Caçapava do Sul, a trajetória começou antes mesmo da criação do projeto Geoparque. Entre 2010 e 2013, um inventário coordenado pelo geólogo André Borba identificou e catalogou os geossítios do município, mapeando áreas de elevada relevância geológica. O levantamento resultou no reconhecimento de Caçapava do Sul como Capital Gaúcha da Geodiversidade, oficializado pela Lei Estadual nº 14.708. Para Borba, essa iniciativa consolidou a identidade geológica do território e abriu caminho para novas ações de valorização do patrimônio local.</span></p>
<p>A proposta ganhou novo impulso em 2017, quando passou a ser estruturada como o Projeto Geoparque Caçapava. A partir daquele momento, o desafio deixou de ser apenas evidenciar a importância geológica da região e passou a envolver a comunidade e diferentes setores da sociedade na construção da candidatura. "Sempre achamos que Caçapava tinha um potencial interessante. Do ponto de vista geológico, o potencial é óbvio. O que faltava era o engajamento da comunidade, e isso melhorou muito nesse período", relembra Borba.</p>
<p>Na sequência, a mobilização se fortaleceu por meio da aproximação entre universidades, poder público e comunidade. Em 2019, durante um workshop de Geoparques Mundiais para a América Latina, realizado na Colômbia, um representante da organização mundial questionou a equipe: "Por que não submeteram ainda a candidatura?". Para Borba, aquele foi o momento em que ficou claro que o território reunia as condições necessárias para buscar a certificação internacional.</p>
<p>No ano seguinte, Caçapava do Sul encaminhou à UNESCO a carta de intenções e tornou-se oficialmente um Geoparque Aspirante, etapa que antecede a candidatura formal. Segundo Borba, a consolidação do projeto foi resultado da construção coletiva ao longo dos anos. "A participação da comunidade, sobretudo das artesãs, da comunidade negra e da Associação de Moradores das Guaritas, constitui uma das grandes forças do território", afirma.</p>
[caption id="attachment_73479" align="alignright" width="576"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto-cleusa-jung-avaliadores-em-visita-ao-cappa.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-73479" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto-cleusa-jung-avaliadores-em-visita-ao-cappa.jpeg" alt="" width="576" height="432" /></a> Avaliadores visitaram o CAPPA, São João do Polêsine, em 2022 (Foto: Cleusa Jung)[/caption]
<p>Na Quarta Colônia, o processo teve origem na produção científica desenvolvida pela UFSM. As primeiras pesquisas sobre o patrimônio geológico e paleontológico da região começaram em 2012 e deram origem a dissertações, teses e projetos de extensão. Três anos depois, a criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), em São João do Polêsine, ampliou os estudos sobre os fósseis encontrados no território, considerados entre os mais antigos do planeta.</p>
<p>Para o coordenador científico do Geoparque Quarta Colônia, Adriano Figueiró, esse trabalho foi decisivo para consolidar a proposta. "Nós começamos a trabalhar na Quarta Colônia desde 2012, com pesquisa e extensão. Esse processo se institucionalizou a partir de 2018, quando a Universidade passou a adotar a ideia dos geoparques como um projeto institucional”, relata.</p>
<p>Já em 2019, ocorreu a criação da Subdivisão de Geoparques da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), fortalecendo a articulação entre universidade, municípios e comunidades. Segundo Figueiró, esse movimento permitiu integrar pesquisadores, gestores públicos e diferentes segmentos da sociedade em torno de um objetivo comum. "O Comitê Científico do Geoparque tem atuado de forma muito intensa justamente para conseguir conectar as diferentes dimensões e os diferentes atores envolvidos nesse processo”, ressalta.</p>
<p>Figueiró também destaca que a atuação da UFSM foi determinante para consolidar a candidatura e fortalecer o território ao longo dos anos. "A Universidade é uma parceira estratégica do Geoparque e, felizmente, tem cumprido esse papel de uma forma bastante eficiente”, acrescenta.</p>
[caption id="attachment_73480" align="alignleft" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Foto-Deni-Zolin-Grupo-Diario.jpeg"><img class=" wp-image-73480" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Foto-Deni-Zolin-Grupo-Diario.jpeg" alt="" width="563" height="529" /></a> Entrega oficial dos certificados aos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul durante conferência internacional, em Marrakech, em 2023 (Foto: Deni Zolin)[/caption]
<h3>A candidatura internacional</h3>
<p>Apesar das trajetórias distintas, as duas iniciativas passaram a caminhar de forma articulada a partir de 2018. Em 2020, Quarta Colônia e Caçapava do Sul encaminharam as cartas de intenções e passaram à condição de Geoparques Aspirantes. Em 2021, com apoio da UFSM e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), os dossiês que reuniam o histórico dos territórios e as ações de pesquisa, educação, conservação e desenvolvimento sustentável foram oficialmente submetidos à organização.</p>
<p>Em março de 2022, a organização confirmou o avanço das duas candidaturas para a etapa de avaliação internacional. No segundo semestre daquele ano, especialistas percorreram os territórios para verificar as informações apresentadas nos dossiês. Para André Borba, a preparação para receber os avaliadores internacionais também fortaleceu a integração entre os envolvidos no projeto. “Além de recebermos as pessoas da melhor forma possível, aqueles quatro dias foram de muita integração e entrosamento entre as pessoas integrantes da equipe”, relata.</p>
<p>O reconhecimento foi anunciado em maio de 2023, durante a 216ª reunião do Conselho Executivo da UNESCO, realizada em Paris. Com a certificação, Quarta Colônia e Caçapava do Sul passaram a integrar oficialmente a Rede Mundial de Geoparques, formada por territórios que conciliam a conservação de patrimônios geológicos de relevância internacional com ações de educação e desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A certificação foi entregue alguns meses depois, durante a 10ª Conferência Internacional dos Geoparques Globais, em Marrakech, no Marrocos. Mesmo após o terremoto que atingiu o país e alterou a programação do evento, a cerimônia foi mantida, marcando o encerramento de uma trajetória construída ao longo de mais de uma década e o início de um novo ciclo voltado à consolidação dos geoparques e à manutenção do reconhecimento internacional.</p>
<h3>A missão de revalidação</h3>
<p>A expectativa para a primeira revalidação é que os avaliadores encontrem territórios que continuam colocando em prática os princípios que fundamentam um Geoparque Mundial da UNESCO. Para Adriano, os avanços registrados desde a certificação demonstram que esse objetivo vem sendo alcançado. "O geoparque está cumprindo a sua função de melhorar a condição de vida do território, gerar desenvolvimento local e fortalecer os vínculos da identidade das pessoas com seu patrimônio. É isso que queremos que os avaliadores vejam”, afirma.</p>
<p>A missão terá início na Quarta Colônia e seguirá para Caçapava do Sul. Durante a visita, especialistas designados pelo órgão percorrerão geossítios, conhecerão projetos de pesquisa e educação, além de conversar com gestores públicos, empreendedores, artesãos e moradores para avaliar como o patrimônio geológico, natural e cultural tem contribuído para o desenvolvimento sustentável das comunidades.</p>
<p>Ao fim da missão, um relatório técnico será encaminhado ao Conselho Mundial de Geoparques da UNESCO, responsável por decidir sobre a manutenção do título. A revalidação colocará à prova os resultados de um trabalho construído ao longo de mais de uma década e mostrará se Quarta Colônia e Caçapava do Sul continuam atendendo aos princípios que garantiram seu reconhecimento como Geoparques Mundiais.</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Arte gráfica e foto de capa: Vinícius Gumisson Motta, com edição e atualização de Daniel Michelon De Carli/Arquivo</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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						<item>
				<title>Cappa inaugura exposição sobre grupo que inclui os mamíferos e seus parentes extintos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/30/cappa-inaugura-exposicao-sobre-grupo-que-inclui-os-mamiferos-e-seus-parentes-extintos</link>
				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 22:07:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[A mostra é fruto do TCC de Ana Laura Doneda, formanda do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73410" align="alignright" width="640"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/sinapsidos.jpeg"><img class=" wp-image-73410" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/sinapsidos.jpeg" alt="Na foto, destaca-se (pendurada em uma parede branca) uma “árvore genealógica” dos sinápsidos, contendo réplicas de fósseis e paleoartes. No centro da sala, estão expostos fósseis do Triássico sob uma redoma de vidra, apoiada sobre um pedestal preto retangular." width="640" height="545" /></a> A mostra inclui fósseis originais, réplicas, paleoartes, painéis educativos, um pequeno diorama e uma grande árvore filogenética ilustrada (foto: Tamara Piovesan)[/caption]

Na manhã da última segunda-feira (29), o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônica (Cappa) inaugurou uma nova exposição permanente em sua sede, localizada no município de São João do Polêsine. Intitulada “À sombra da árvore dos sinápsidos”, a mostra tem como foco o grupo do qual fazem parte os mamíferos e também seus parentes extintos. O público encontrará uma combinação de fósseis originais, réplicas, paleoartes, painéis educativos e uma grande árvore filogenética ilustrada, além de um pequeno diorama que representa um ambiente do Triássico.

Esses diferentes recursos foram pensados para tornar a exposição acessível e atrativa para visitantes de todas as idades, permitindo que compreendam conceitos como evolução, parentesco entre os organismos e origem dos mamíferos, e também destacando as descobertas realizadas no Rio Grande do Sul e o papel do Cappa na pesquisa e na divulgação desse patrimônio.

A exposição é fruto direto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Educar com fósseis à sombra da árvore dos sinápsidos: a construção de uma exposição paleontológica”, de autoria de Ana Laura Doneda, formanda do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFSM. O trabalho foi elaborado sob a orientação do professor Luiz Caldeira, do Departamento de Metodologia do Ensino, e a coorientação da doutoranda Tamara Piovesan, do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da UFSM. Ambos são pesquisadores vinculados ao grupo de pesquisa Ideia – Educação em Ciências.

A exposição foi inaugurada logo após a apresentação do TCC. Além da própria autora e dos professores orientadores, o projeto contou também com a participação do biólogo Leonardo Kerber (paleontólogo do Cappa) e das estudantes Débora Borges, do curso de Desenho Industrial, e Alessandra Mesquita, da Licenciatura em Ciências Biológicas da UFSM.

Interessados em conhecer a mostra podem agendar uma visita guiada via Whatsapp, pelo número (55) 9.9974-1090. O público pode visitá-la diariamente (inclusive nos sábados e domingos), das 9h às 11h30min e das 13h30min às 17h.]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Inaugurada nova exposição que explica origem dos mamíferos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/pgeec/2026/06/29/inaugurada-nova-exposicao-que-explica-origem-dos-mamiferos</link>
				<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 20:34:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
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						<description><![CDATA[Na manhã desta segunda-feira, 29 de junho de 2026, o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA/UFSM) viveu um momento marcante de celebração acadêmica e social. A discente da Licenciatura em Ciências Biológicas Ana Laura Doneda apresentou sua monografia e, logo em seguida, abriu oficialmente as portas da mais nova exposição do centro, fruto direto [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-path-to-node="3"><img class="size-medium wp-image-1851 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/565/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-29-at-13.57.08-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" />Na manhã desta segunda-feira, <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="30">29 de junho de 2026</b>, o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA/UFSM) viveu um momento marcante de celebração acadêmica e social. A discente da Licenciatura em Ciências Biológicas <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="179">Ana Laura Doneda</b> apresentou sua monografia e, logo em seguida, abriu oficialmente as portas da mais nova exposição do centro, fruto direto de seu trabalho de pesquisa sob a orientação do Prof Luiz Caldeira com coorientação de Tamara Piovesan - pesquisadores do <a href="http://www.ufsm.br/ideia" target="_blank" rel="noopener">Grupo IDEIA Educação em Ciências</a> e vinculados ao PPG Educação em Ciências.</p>
<p data-path-to-node="4">O trabalho, intitulado <i data-path-to-node="4" data-index-in-node="23">"Educar com fósseis à sombra da árvore dos sinápsidos: a construção de uma exposição paleontológica"</i>, foi avaliado e aclamado pela banca examinadora em uma sessão híbrida, que conectou pesquisadores presencial e virtualmente. Avaliaram o texto os pesquisadores Bárbara Sepulvreda (UFPA - Museu Paraense Emilio Goeldi) e Voltaire Paes Neto (UFRJ- Museu Nacional) </p>
<h3 data-path-to-node="6"><b data-path-to-node="6" data-index-in-node="0">Da pesquisa para o público</b></h3>
<p data-path-to-node="7">Logo após a rodada de arguições e a deliberação da banca, os presentes puderam conferir em primeira mão a inauguração da mostra <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="204">"À sombra da árvore dos sinápsidos"</b>. A exposição foi projetada por 12 meses por uma equipe multidisciplinar (além de Ana Laura, Tamara e Luiz, participaram da concepção e montagem a designer Débora Borges e a bióloga Alessandra Mesquita) e teve com financiamento CAPES, CNPq e PIBIC-UFSM. O objetivo principal é apresentar a trajetória evolutiva do grupo <i data-path-to-node="8" data-index-in-node="147">Synapsida</i> — linhagem que deu origem aos mamíferos —, valorizando o impressionante patrimônio fossilífero da <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="255">Quarta Colônia<img class="size-medium wp-image-1850 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/565/2026/06/inauguracao_equipeq-300x225.jpeg" alt="" width="300" height="225" /></b>, no Rio Grande do Sul.</p>
<p data-path-to-node="7"><b style="font-size: revert;color: revert" data-path-to-node="11" data-index-in-node="0">O que os visitantes vão encontrar?</b></p>
<p data-path-to-node="12">Com uma abordagem acessível para todas as idades, a nova mostra do CAPPA reúne:</p>
<ul data-path-to-node="13">
<li>
<p data-path-to-node="13,0,0"><b data-path-to-node="13,0,0" data-index-in-node="0">Árvore filogenética</b> detalhada para compreender o caminho evolutivo até os mamíferos;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,1,0"><b data-path-to-node="13,1,0" data-index-in-node="0">Painéis didáticos</b> com linguagem simples e ilustrativa;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,2,0"><b data-path-to-node="13,2,0" data-index-in-node="0">Reconstruções paleoartísticas</b> que dão vida aos antigos habitantes da região;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,3,0"><b data-path-to-node="13,3,0" data-index-in-node="0">Elementos do cotidiano paleontológico</b>, mostrando os bastidores de como a ciência é feita no campo e nos laboratórios.</p>
</li>
</ul>
<h3 data-path-to-node="15"><b data-path-to-node="15" data-index-in-node="0">Visite o CAPPA!</b></h3>
<p data-path-to-node="16">A inauguração consolida o compromisso do CAPPA/UFSM em estreitar os laços entre a produção científica de ponta e a sociedade. A exposição <i data-path-to-node="16" data-index-in-node="138">"À sombra da árvore dos sinápsidos"</i> <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="174"><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/cappa" target="_blank" rel="noopener">já está aberta para visitação mediante agendamentos</a>.</b></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadora da UFSM estuda fóssil de ancestral dos mamíferos que viveu há 230 milhões de anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/25/pesquisadora-da-ufsm-estuda-fossil-de-ancestral-dos-mamiferos-que-viveu-ha-230-milhoes-de-anos</link>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:16:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Análise histológica de fóssil descoberto na Quarta Colônia revela que animal morreu jovem e ainda estava crescendo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um fóssil encontrado em 2014 no município de São João do Polêsine, na região da Quarta Colônia, está ajudando a desvendar como características típicas dos mamíferos começaram a surgir ao longo da evolução. O espécime pertence à espécie <i>Prozostrodon brasiliensis</i>, um cinodonte que viveu há cerca de 233 milhões de anos e é considerado um dos grupos mais próximos da origem dos mamíferos. O estudo, conduzido por pesquisadores da UFSM e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi publicado na revista científica internacional <a href="https://anatomypubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ar.70245" target="_blank" rel="noopener">The Anatomical Record</a>.

[caption id="attachment_73381" align="alignright" width="654"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/OUTRA.jpeg"><img class=" wp-image-73381" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/OUTRA-1024x682.jpeg" alt="A foto mostra um fóssil, à direita, e uma pequena régua (de 6 cm), à esquerda. Sobre o fóssil, está escrito o número 0457." width="654" height="436" /></a> Fóssil de Prozostrodon brasiliensis, encontrado em 2014, em São João do Polêsine[/caption]

A pesquisa é parte do trabalho de Iasmim Michelotti, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM e pesquisadora do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa). “O que mais me impressiona é poder observar, nesses fósseis tão antigos, características que mais tarde se tornariam típicas dos mamíferos. É fascinante imaginar que eles viveram há mais de 230 milhões de anos, em um mundo com clima, vegetação e fauna muito diferentes dos atuais e que, mesmo assim, muitos aspectos de sua anatomia já se assemelhavam aos dos mamíferos modernos”, conta Iasmim.
<h3><b>Cortes microscópicos revelam a idade do animal</b></h3>
Um dos resultados mais relevantes do estudo veio da histologia óssea, uma técnica que consiste em fazer cortes microscópicos nos ossos para analisar sua estrutura interna. Por meio dessas análises, foi possível identificar linhas de crescimento preservadas nos ossos e estimar que o indivíduo tinha entre dois e três anos de idade quando morreu. Mais do que isso: o animal ainda estava em fase de crescimento e não havia atingido a maturidade esquelética.

As análises também revelaram taxas de crescimento relativamente elevadas para um animal desse período geológico. Um crescimento mais acelerado é justamente uma das características associadas aos mamíferos modernos, e encontrá-la em um animal tão antigo oferece pistas sobre quando e como esse padrão começou a se estabelecer na linhagem que daria origem aos mamíferos.
<h3><b>Um animal pequeno, em um mundo muito diferente</b></h3>
[caption id="attachment_73383" align="alignleft" width="625"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/CAPA_1.jpg"><img class=" wp-image-73383" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/CAPA_1-1024x978.jpg" alt="Arte gráfica com reconstrução artística do Prozostrodon brasiliensis." width="625" height="597" /></a> Reconstrução artística do Prozostrodon brasiliensis[/caption]

O <i>Prozostrodon brasiliensis</i> era um animal de pequeno porte, provavelmente menor que um gambá atual. O fóssil estudado foi encontrado sem o crânio, mas crânios da mesma espécie descritos anteriormente medem cerca de 9 centímetros de comprimento. Com base nas características dentárias e no tamanho reduzido do corpo, os pesquisadores acreditam que o animal era insetívoro e generalista, alimentando-se principalmente de pequenos invertebrados como insetos e outros artrópodes.

Apesar de ainda não ser um mamífero, o <i>Prozostrodon</i> pertencia a um grupo muito próximo da origem desse grupo. Embora não seja possível afirmar com certeza se o animal possuía pelos, estudos recentes sugerem que os prozostrodontes (grupo ao qual pertencia a espécie) provavelmente já apresentavam algum tipo de cobertura corporal.

O animal viveu durante o Triássico Superior, no período Carniano, quando todos os continentes ainda estavam unidos no supercontinente Pangeia. O clima era mais quente que o atual, com estações bem marcadas e períodos de maior umidade. O ambiente era composto por extensas planícies com rios e lagos, cercadas por vegetação de samambaias e coníferas. Com ele coexistiam rincossauros, dicinodontes e alguns dos primeiros dinossauros.
<h3><b>Fóssil encontrado na Quarta Colônia preservado na UFSM</b></h3>
O espécime foi recolhido em 2014 no Sítio Fossilífero Marchezan, em São João do Polêsine, e está depositado na coleção paleontológica do Cappa, onde permanece disponível para pesquisa científica. A região da Quarta Colônia é reconhecida internacionalmente pela riqueza de seus afloramentos do Triássico e tem sido palco de importantes descobertas paleontológicas nas últimas décadas.

A pesquisa teve início em 2024, durante o Trabalho de Conclusão de Curso de Iasmim, e foi ampliada e concluída ao longo do mestrado, totalizando três anos de trabalho. Além da pesquisadora, participaram do estudo o biólogo e paleontólogo Leonardo Kerber, também da UFSM, e os pesquisadores Brodsky Dantas Macedo Farias, Marina Bento Soares e Lívia Roese-Miron, do Museu Nacional da UFRJ.

<i>Texto</i><i>: Isadora Bortolotto, estudante de </i><i>J</i><i>ornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>TCC e inauguração da exposição "À sombra da árvore dos sinápsidos" marcam ações do Grupo Ideia e CAPPA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/pgeec/2026/06/25/tcc-e-inauguracao-da-exposicao-a-sombra-da-arvore-dos-sinapsidos-marcam-acoes-do-grupo-ideia-e-cappa</link>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 17:54:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
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						<description><![CDATA[Nesse dia 29 de junho de 2026, pela manhã, ocorrem dois eventos que apresentam as ações do Grupo IDEIA &#8211; Educação em Ciências em parceria com o CAPPA &#8211; Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica. A partir das 9h ocorre a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso da Licenciatura em Ciências Biológicas intitulado &#8220;Educar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
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<p><img class="size-medium wp-image-1846 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/565/2026/06/card_analaura_2026-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" />Nesse dia 29 de junho de 2026, pela manhã, ocorrem dois eventos que apresentam as ações do <a href="http://www.ufsm.br/ideia" target="_blank" rel="noopener">Grupo IDEIA - Educação em Ciências</a> em parceria com o <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/cappa" target="_blank" rel="noopener">CAPPA - Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica</a>. <br />A partir das 9h ocorre a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso da Licenciatura em Ciências Biológicas intitulado "Educar com fósseis à sombra da árvore dos sinápsidos: a construção de uma exposição paleontológica" de autoria de Ana Laura Doneda, com orientação de Luiz Caldeira e Tamara Piovesan, pesquisadores do IDEIA.</p>
<p>Em seguida, haverá a cerimônia de inauguração da exposição "À sombra da árvore dos sinápsidos" no espaço da Mostra Paleontológica Irmãos Cargnin, no CAPPA. A exposição é composta por um inédito painel com réplicas em uma árvore filogenética que mostra a evolução dos sinápsidos, grupo que deu origem aos mamíferos atuais, dioramas e uma cena que reproduz um espaço de estudos de uma paleontóloga. A produção contou com o apoio de bolsas PIBIC-UFSM, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001 e do CNPq - Bolsa de produtividade.  </p>
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				<title>Nova espécie de réptil de 240 milhões de anos é descoberta no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/10/nova-especie-de-reptil-de-240-milhoes-de-anos-e-descoberta-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:54:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[triássico]]></category>

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						<description><![CDATA[Espécie inédita do Período Triássico ajuda a compreender a evolução dos ancestrais dos dinossauros e crocodilos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="562" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Silescelida-acristata-por-Matheus-Fernandes-1024x562.jpg" alt="" />											<figcaption>Representação do Silescelida acristata (Imagem: Matheus Fernandes)</figcaption>
										</figure>
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<p data-start="641" data-end="952">Paleontólogos descreveram uma nova espécie de réptil fóssil encontrada no interior do Rio Grande do Sul que pode ajudar a esclarecer um dos capítulos mais importantes da história evolutiva dos vertebrados terrestres: a origem dos arcossauros, grupo que inclui os dinossauros (incluindo as aves) e os crocodilos.</p>
<p data-start="954" data-end="1180">Batizada de <em data-start="966" data-end="989">Silescelida acristata</em>, a nova espécie viveu há 240 milhões de anos, em uma época em que os ecossistemas terrestres ainda se recuperavam da maior extinção em massa da história da Terra, a extinção Permo-Triássica. O estudo foi liderado por pesquisadores do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM) e foi <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-53740-9">publicado nesta quarta-feira (10), no periódico científico <em data-start="1406" data-end="1426">Scientific Reports</em>.</a></p>
<p data-start="1429" data-end="1887">O fóssil foi encontrado no município de Dona Francisca, na região central do Rio Grande do Sul, em rochas do Período Triássico Médio, com aproximadamente 240 milhões de anos. Esse sítio fossilífero faz parte do Geoparque Quarta Colônia UNESCO e já revelou uma rica fauna de espécies fósseis, incluindo fragmentos de alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, bem como espécimes bem preservados de um dos maiores predadores terrestres do Período Triássico.</p>
<p data-start="1889" data-end="2160">O novo fóssil inclui partes dos membros de uma espécie até então desconhecida. Segundo os autores, a nova espécie pertence a um grupo de répteis arcossauriformes que apresenta características anatômicas próximas das observadas nos ancestrais dos dinossauros e crocodilos.</p>
<p data-start="1889" data-end="2160">As análises do grau de parentesco indicam que o animal pode estar relacionado aos Euparkeriidae, um grupo raro e ainda pouco compreendido, conhecido principalmente por fósseis encontrados na África do Sul, China, Rússia, Polônia e Alemanha. “Essa descoberta amplia significativamente a distribuição geográfica conhecida desses animais e reforça a importância do Brasil para o entendimento da evolução dos ancestrais dos arcossauros”, explica o paleontólogo Maurício S. Garcia, autor principal do estudo e aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM.</p>
<h3 data-start="2751" data-end="2781">A “redescoberta” do fóssil</h3>
[caption id="attachment_73198" align="alignleft" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Fossil-de-Silescelida-acristata-e-paleontologo-Mauricio-Garcia-por-Rodrigo-Temp-Muller-²-1024x683.jpg" alt="" width="600" height="401" /> Fóssil de Silescelida acristata e paleontólogo Maurício Garcia (Foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<p data-start="2783" data-end="3265">Além da relevância evolutiva, a descoberta possui uma história curiosa. Parte do fóssil que continha informações essenciais sobre sua procedência havia sido acidentalmente perdida por mais de duas décadas. Apenas em 2022, durante uma visita técnica, os pesquisadores localizaram o fragmento desaparecido na coleção científica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), permitindo confirmar a origem do espécime e realizar sua descrição e identificação formal.</p>
<p data-start="3267" data-end="3628">O nome <em data-start="3274" data-end="3287">Silescelida</em> une palavras do latim e do grego antigo que significam “silêncio” e “perna”. O silêncio é uma referência ao fato de que parte do fóssil ficou perdida por anos antes de ser finalmente redescoberta, enquanto “perna” refere-se ao fato de que o material encontrado consiste principalmente em ossos dos membros, incluindo o fêmur (osso da coxa). Já a palavra <em data-start="3643" data-end="3654">acristata</em> significa literalmente “sem crista”. Esse nome foi escolhido porque o fêmur desse animal não possui uma crista ou protuberância óssea elevada (conhecida como trocânter) onde o músculo da cauda se prenderia, característica que o diferencia de quase todos os seus parentes próximos.</p>
<h3 data-start="3937" data-end="3957">Um predador ágil</h3>
[caption id="attachment_73199" align="alignright" width="501"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Infografico1-1024x1009.jpg" alt="" width="501" height="494" /> Infográfico comparativo de tamanho do Silescelida acristata[/caption]
<p data-start="3959" data-end="4159"><em data-start="3959" data-end="3982">Silescelida acristata</em> era um animal relativamente diminuto, comparável em tamanho a um jacaré pequeno, de constituição esguia e locomoção quadrúpede. Sua dieta provavelmente incluía animais menores.</p>
<p data-start="4161" data-end="4507">Assim como espécies aparentadas, apresentava membros posicionados de forma semi-ereta, projetados mais abaixo do corpo do que lateralmente. Essa característica permitia uma locomoção mais eficiente e ágil, reduzindo o arrasto do ventre contra o solo e representando uma importante inovação na evolução dos ancestrais dos dinossauros e crocodilos.</p>
<p data-start="4509" data-end="4837">Os resultados da pesquisa mostram que a América do Sul pode ter desempenhado um papel mais importante do que se imaginava na diversificação dos arcossauriformes. A presença de <em data-start="4685" data-end="4708">Silescelida acristata</em> sugere que esse grupo era mais amplamente distribuído durante o Triássico do que indicava o registro fóssil conhecido até então. Dentre os já mencionados répteis arcossauriformes, <em data-start="4890" data-end="4913">Silescelida acristata</em> é o primeiro associado à linhagem dos Euparkeriidae a ocorrer na América do Sul.</p>
<p data-start="4996" data-end="5267">A descoberta também reforça o reconhecimento do Rio Grande do Sul como uma das regiões mais importantes do mundo para o estudo da fauna triássica, período que testemunhou a ascensão dos grupos que viriam a dominar os ecossistemas terrestres durante a Era dos Dinossauros.</p>
<p data-start="5269" data-end="5397">O fóssil de <em data-start="5281" data-end="5304">Silescelida acristata</em> está depositado no acervo científico da PUCRS, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.</p>
<p data-start="5399" data-end="5594">O estudo foi conduzido por Maurício Silva Garcia (CAPPA/UFSM), Gabriela Menezes Cerqueira (CAPPA/UFSM), Francesco Battista (UFRGS), Marco Brandalise de Andrade e Rodrigo Temp Müller (CAPPA/UFSM). A pesquisa recebeu apoio da CAPES, do CNPq e do INCT Paleovert. O acesso livre e gratuito ao artigo científico foi viabilizado pela CAPES.</p>
<p data-start="5736" data-end="5814"><em>Texto: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Egressa da UFSM recebe Medalha John C. Marsden por melhor tese de doutorado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/04/egressa-da-ufsm-recebe-medalha-john-c-marsden-por-melhor-tese-de-doutorado</link>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:53:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[ppgba]]></category>
		<category><![CDATA[reconhecimento]]></category>

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						<description><![CDATA[Premiação da Linnean Society reconhece pesquisa sobre cinodontes do Triássico sul-brasileiro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72678" align="alignright" width="400"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/1-886x1024.jpg" alt="" width="400" height="462" /> Lívia Roese-Miron teve tese premiada[/caption]
<p data-start="201" data-end="499">A egressa do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Lívia Roese-Miron, foi agraciada, em 2026, com a Medalha John C. Marsden, concedida pela Linnean Society ao melhor trabalho de doutorado em biologia em áreas além da botânica.</p>
<p data-start="501" data-end="881">O reconhecimento está relacionado a um estudo publicado em 2025 na <em data-start="568" data-end="611">Zoological Journal of the Linnean Society</em>, que apresenta parte dos resultados de sua tese. A pesquisa investigou o <em data-start="685" data-end="713">Siriusgnathus niemeyerorum</em>, um cinodonte, grupo de vertebrados que integra a linhagem ancestral dos mamíferos, que viveu há mais de 200 milhões de anos, no período Triássico, no sul do Brasil.</p>
<p data-start="883" data-end="1345">O trabalho envolveu a análise detalhada de um crânio completo da espécie por meio de tomografia computadorizada de alta resolução. A partir disso, foi possível reconstruir estruturas internas, incluindo descrições inéditas dos nervos cranianos e do ouvido interno. Os resultados também apontam novas características relacionadas à mobilidade facial, com implicações para a compreensão de comportamentos como alimentação, defesa e interação social desses animais.</p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>		
										<figure>
										<img width="859" height="657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Imagem-1.jpg" alt="" />											<figcaption>Detalhes do crânio de Siriusgnathus niemeyerorum</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="843" height="706" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Imagem-2.jpg" alt="" />											<figcaption>Detalhes da anatomia interna do crânio de Siriusgnathus niemeyerorum</figcaption>
										</figure>
		<p data-start="1347" data-end="1678">“Estou muito honrada em receber este prêmio. O reconhecimento reflete os esforços envolvidos no trabalho e destaca a importância de estudar a evolução dos sinápsidos. Sou especialmente grata aos meus coautores e ao orientador, professor Leonardo Kerber, cujas contribuições foram essenciais para a pesquisa”, afirma a pesquisadora.</p>
<p data-start="1680" data-end="1995">Segundo o editor-chefe da revista, Jeff Streicher, responsável pela seleção do trabalho premiado, o estudo se destaca pelo rigor analítico e pela qualidade das ilustrações. Ele também ressaltou o potencial das tecnologias atuais para investigar estruturas do sistema nervoso de espécies extintas há milhões de anos. A divulgação oficial da premiação está disponível no site da Linnean Society, e o artigo pode ser acessado<a href="https://doi.org/10.1093/zoolinnean/zlaf107"> aqui</a>. </p>
<p data-start="1680" data-end="1995"><em>Texto: CAPPA/UFSM</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fóssil de nova espécie de réptil com “bico de papagaio” é descoberta na Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/14/fossil-de-nova-especie-de-reptil-com-bico-de-papagaio-e-descoberta-na-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado Isodapedon varzealis, descoberto no município de Agudo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72439" align="alignright" width="651"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Fossil-de-Isodapedon-varzealis-por-Rodrigo-Temp-Muller-2-1.jpeg"><img class=" wp-image-72439" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Fossil-de-Isodapedon-varzealis-por-Rodrigo-Temp-Muller-2-1-1024x683.jpeg" alt="Uma mulher branca e morena veste uma camiseta preta com a inscrição “Cappa UFSM”. Ela segura fósseis paleontológicos com ambas as mãos. Ao fundo estão armários móveis, próprios para fins arquivísticos." width="651" height="434" /></a> A pesquisa sobre o fóssil da nova espécie de rincossauro foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein (foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]

Paleontólogos da UFSM publicaram, na última terça-feira (14), um <a href="https://royalsocietypublishing.org/rsos/article/13/4/260176/481336/A-new-hyperodapedontine-rhynchosaur-from-a?searchresult=1" target="_blank" rel="noopener">novo estudo no periódico científico Royal Society Open Science</a>, no qual descrevem uma nova espécie com base em um crânio fóssil de aproximadamente 230 milhões de anos. O exemplar foi descoberto no município de Agudo, localizado no território do Geoparque Mundial Unesco Quarta Colônia, em um sítio fossilífero que já revelou alguns dos dinossauros mais antigos do mundo.

A região central do Rio Grande do Sul tem sido palco de diversas descobertas paleontológicas, incluindo alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, bem como uma ampla diversidade de répteis e outras criaturas pré-históricas. Entre os fósseis mais abundantes da região estão os rincossauros. Esses répteis quadrúpedes e herbívoros são caracterizados pela presença de um bico pontiagudo e por um aparato mastigatório único, composto por múltiplas fileiras de pequenos dentes utilizados para esmagar e processar vegetais.

O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado <i>Isodapedon varzealis</i>, que compartilha características com uma espécie europeia. A pesquisa foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein, atual aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob a orientação do paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller. Também participaram do estudo os alunos de doutorado do mesmo programa Maurício Silva Garcia e Mariana Doering.

<b>O achado –</b> O crânio fóssil de <i>Isodapedon varzealis</i> foi escavado em um sítio fossilífero localizado no município de Agudo, em 2020. Posteriormente, o material foi cuidadosamente preparado no laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, por meio de um processo que visa remover a rocha que envolve o fóssil. Por se tratar de um material frágil, foram utilizadas ferramentas delicadas, como bisturis e agulhas. Após a remoção do sedimento, as características anatômicas puderam ser analisadas em detalhe.

[caption id="attachment_72440" align="alignleft" width="601"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Infografico-Isodapedon-varzealis-ilustracao-do-animal-em-vida-por-Caio-Fantini.jpeg"><img class=" wp-image-72440" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Infografico-Isodapedon-varzealis-ilustracao-do-animal-em-vida-por-Caio-Fantini-1024x934.jpeg" alt="A imagem mostra quatro figuras: um globo terrestre, com uma seta indicando o lugar da descoberta; uma foto dos fóssil encontrado, com setas indicando a órbita e o bico do crânio; uma ilustração do rincossauro em vida; e, ao seu lado, a silhueta de um homem, para efeito de comparação do tamanho." width="601" height="548" /></a> Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento (ilustração do animal em vida por Caio Fantini)[/caption]

Os pesquisadores identificaram características incomuns em relação aos rincossauros conhecidos dessas camadas rochosas, indicando tratar-se de uma espécie ainda desconhecida. O material fóssil atribuído à espécie inclui um crânio parcial, no qual os maxilares e as mandíbulas se destacam pela morfologia incomum. Nos rincossauros, os dentes do maxilar estão organizados em duas ou mais “placas” divididas por uma fenda, geralmente formando partes bastante assimétricas entre si. No caso da nova espécie, as duas placas apresentam proporções mais simétricas.

Dessa forma, a nova espécie foi denominada <i>Isodapedon varzealis</i>, em que “<i>Isodapedon</i>” significa “placas dentárias iguais”, em referência à simetria observada, e “<i>varzealis</i>” faz alusão ao local onde o fóssil foi encontrado, em Agudo, na região conhecida como “Várzea do Agudo”.

<b>Um réptil com “bico de papagaio”</b>

Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. Como outros rincossauros, tratava-se de um animal quadrúpede e herbívoro. Seu crânio, amplo e de formato triangular, apresentava um bico pontiagudo, semelhante ao dos papagaios. Esse bico pode ter auxiliado tanto no corte de plantas quanto na escavação do solo em busca de raízes e tubérculos.

No período em que <i>Isodapedon varzealis</i> viveu, há cerca de 230 milhões de anos, a espécie atuava como um consumidor primário no ecossistema. É provável que tenha sido presa de répteis maiores, incluindo formas aparentadas aos ancestrais de jacarés e crocodilos, além dos primeiros dinossauros. Como, até o momento, há registro de apenas um crânio da espécie, seu tamanho máximo ainda é incerto. No entanto, comparações com outros rincossauros sugerem que poderia atingir até cerca de 3 metros de comprimento, tornando-se uma presa consideravelmente mais difícil de capturar para a maioria dos carnívoros do sítio onde a nova espécie foi encontrada.

<b>Uma ponte entre Brasil e Europa</b>

Uma análise das relações de parentesco da nova espécie indicou que o animal possui fortes afinidades com <i>Hyperodapedon gordoni</i>, da Escócia. Esse parentesco, que à primeira vista pode parecer incomum, não é tão improvável. De fato, outra espécie proveniente do mesmo sítio fossilífero de <i>Isodapedon varzealis</i>, o precursor de jacarés e crocodilos <i>Dynamosuchus collisensis</i>, também apresenta um parente próximo registrado em camadas da Escócia.

[caption id="attachment_72441" align="alignright" width="664"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Isodapedon-varzealis-em-uma-paisagem-ha-230-milhoes-de-anos-por-Caio-Fantini.jpeg"><img class=" wp-image-72441" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Isodapedon-varzealis-em-uma-paisagem-ha-230-milhoes-de-anos-por-Caio-Fantini-1024x576.jpeg" alt="A ilustração mostra como seria a aparência do Isodapedon varzealis em vida. O rincossauro aparece ao centro da imagem, em primeiro plano; à direita, em segundo plano, aparecem outros dois rincossauros; mais ao fundo, na parte de cima da imagem, está um antepassado dos jacarés e crocodilos, o qual seria um provável predador dos rincossauros. A paisagem é constituída por um curso d’água, em cujas margens se encontra uma escassa vegetação rasteira." width="664" height="374" /></a> Em primeiro plano na imagem, um rincossauro da espécie Isodapedon varzealis em uma paisagem há 230 milhões de anos (ilustração: Caio Fantini)[/caption]

Essa distribuição pode ser explicada pelo fato de que, há cerca de 230 milhões de anos, durante o Período Triássico, os continentes estavam unidos, formando a Pangeia. Essa configuração permitia que as faunas de diferentes regiões do planeta se dispersassem por amplas áreas do supercontinente. Dessa forma, a nova espécie reforça a ideia de que as faunas triássicas da América do Sul compartilhavam componentes semelhantes com as faunas da Europa da mesma época.

<b>Diversidade de rincossauros no Brasil</b>

Além de um registro fóssil bastante abundante, os rincossauros descobertos no Brasil também demonstram que o grupo foi altamente diverso em termos de número de espécies. <i>Isodapedon varzealis</i> eleva para seis o total de espécies conhecidas de rincossauros no Triássico brasileiro. No entanto, essas seis espécies não coexistiram integralmente, já que algumas viveram em momentos distintos, separados por milhões de anos. Ainda assim, a nova espécie provém de camadas nas quais outras três já foram registradas, indicando que o grupo atingiu um pico de diversidade justamente em um período marcado pelo surgimento e diversificação de outros grupos, como os dinossauros.

Essa coexistência de múltiplas espécies de rincossauros pode ser explicada pela adoção de diferentes estratégias alimentares. É possível que cada espécie tenha se especializado no consumo de tipos distintos de vegetação, o que ajudaria a explicar as variações no aparato mastigatório. Esse cenário reforça a importância dos rincossauros como consumidores primários nos ecossistemas que testemunharam a origem e a diversificação inicial dos dinossauros.

<b>Centro de Pesquisa Paleontológica da UFSM</b>

O fóssil de <i>Isodapedon varzealis</i> está tombado no acervo científico do Cappa/UFSM, localizado no município de São João do Polêsine. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia Unesco e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de manter uma exposição aberta a visitação gratuita.

O estudo foi conduzido por Jeung Hee Schiefelbein, Maurício Silva Garcia, Mariana Doering e Rodrigo Temp Müller. A pesquisa recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCT) Paleovert. O acesso livre e gratuito ao artigo científico foi viabilizado pela Capes.

<i>Texto: Cappa/UFSM</i>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Paleontólogos da UFSM reconstroem o cérebro de um precursor dos pterossauros, os répteis voadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/16/paleontologos-da-ufsm-reconstroem-o-cerebro-de-um-precursor-dos-pterossauros-os-repteis-voadores</link>
				<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:48:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Descoberta foi publicada no periódico científico Palaeontology]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72179" align="alignright" width="593"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Paleontologa-analisando-a-caixa-craniana-do-fossil-de-Venetoraptor.-Fotografia-por-Rodrigo-T.-Muller.jpg"><img class=" wp-image-72179" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Paleontologa-analisando-a-caixa-craniana-do-fossil-de-Venetoraptor.-Fotografia-por-Rodrigo-T.-Muller.jpg" alt="" width="593" height="395" /></a> Paleontóloga analisa a caixa craniana do réptil (Foto: Rodrigo T. Müller)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Paleontólogos da UFSM publicaram, na última sexta-feira (13), um novo estudo no periódico científico </span><i><span style="font-weight: 400">Palaeontology</span></i><span style="font-weight: 400">, no qual apresentam a reconstrução do cérebro de um réptil extinto a partir de tomografias computadorizadas. As análises foram realizadas com base em um fóssil de 233 milhões de anos, encontrado no município de São João do Polêsine (RS), no território do Geoparque Quarta Colônia Unesco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Frequentemente confundidos com dinossauros, os pterossauros foram répteis que dominaram os céus durante a Era Mesozoica e desenvolveram a capacidade de voo antes mesmo das aves. Embora esses animais tenham sido abundantes nos Períodos Jurássico e Cretáceo, sua origem no Período Triássico ainda é pouco compreendida. Dentre as diversas adaptações que essa linhagem apresentou para o voo, as mudanças no cérebro estão entre as que mais chamam a atenção e despertam curiosidade. A chave para entender como o cérebro dos pterossauros evoluiu para permitir o voo está em compreender como era o cérebro de seus precursores, para que as diferenças entre eles possam ser discernidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entretanto, há poucos fósseis no mundo de precursores dos pterossauros que preservem bem a região do crânio que abriga o cérebro. Nesse contexto é que um fóssil brasileiro ajudou a entender como foi o cérebro desses precursores dos répteis voadores. O novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria e com a participação de cientistas dos Estados Unidos, Argentina e Alemanha, investigou detalhes da anatomia do fóssil de um </span><a href="https://www.nature.com/articles/s41586-023-06359-z"><span style="font-weight: 400">lagerpetídeo descrito em 2023</span></a><span style="font-weight: 400">. A pesquisa faz parte da tese de doutorado de Lísie Vitória Soares Damke, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob a orientação do paleontólogo Rodrigo Temp Müller.</span></p>
[caption id="attachment_72180" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Reconstrucao-artistica-de-Venetoraptor-e-modelo-3D-do-cerebro.-Ilustracao-de-Caio-Fantini.jpeg"><img class="wp-image-72180 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Reconstrucao-artistica-de-Venetoraptor-e-modelo-3D-do-cerebro.-Ilustracao-de-Caio-Fantini-1024x605.jpeg" alt="" width="1024" height="605" /></a> Reconstrução artística de Venetoraptor e modelo 3D do cérebro (Ilustração: Caio Fantini)[/caption]
<h3>Como estudar o cérebro de um animal extinto?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os lagerpetídeos foram répteis esguios que representam os precursores mais próximos dos pterossauros. Contudo, ao contrário de seus parentes voadores, os lagerpetídeos não possuíram a capacidade de voar. É justamente por isso que existe tanto interesse em compreender como era o cérebro desses animais, já que analisá-lo pode ajudar a revelar quais características surgiram nos pterossauros a partir do momento em que o grupo se tornou capaz de levantar voo. Contudo, como o cérebro é uma estrutura composta por tecidos moles, que raramente se preservam no registro fóssil, estudar sua anatomia é uma tarefa desafiadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para contornar essa limitação, cientistas utilizam tomografias computadorizadas para preencher digitalmente as cavidades do crânio que correspondem ao espaço que seria ocupado pelo encéfalo. Em seguida, as estruturas internas são separadas digitalmente, o que permite a criação de um modelo tridimensional aproximado do cérebro.</span> <span style="font-weight: 400">É a partir desse modelo que os pesquisadores conseguem inferir hábitos e comportamentos por meio de medidas e análises baseadas em animais atuais.</span></p>
[caption id="attachment_72181" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Infografico-ilustracao-por-Matheus-Fernandes-Gadelha-2.jpg"><img class="wp-image-72181 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Infografico-ilustracao-por-Matheus-Fernandes-Gadelha-2-1024x631.jpg" alt="" width="1024" height="631" /></a> Infográfico do réptil (Ilustração: Matheus Fernandes Gadelha)[/caption]
<h3>Nem do céu nem da terra: um réptil que vivia na copa das árvores</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Foi por meio desses procedimentos que o grupo de pesquisadores conseguiu reconstruir o cérebro do lagerpetídeo brasileiro </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400">. Esse réptil com cerca de 1 metro de comprimento possuía um bico pontiagudo, garras longas, membros delgados e locomovia-se de maneira bípede. Embora ele não fosse capaz de voar, acredita-se que ele se deslocava entre as copas das árvores, utilizando suas garras recurvadas para se prender nos galhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O excelente grau de preservação dos elementos cranianos fossilizados ajudou a revelar detalhes importantes da anatomia do cérebro e do ouvido interno desse animal. Uma das estruturas que mais chama a atenção no modelo tridimensional é o flóculo do cerebelo, uma estrutura associada ao equilíbrio e à estabilização da visão durante os movimentos da cabeça. Na espécie estudada, essa estrutura é bastante desenvolvida, sugerindo que esses animais já possuíam um controle refinado dos movimentos da cabeça e da visão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pesquisa também apontou que partes dos canais semicirculares, estruturas do ouvido interno que fazem parte do labirinto ósseo e são fundamentais para o equilíbrio dos organismos, apresentam um aumento notável em comparação com alguns outros répteis. Essas habilidades podem ter sido úteis para ajudar esse animal a caçar suas presas e/ou a se locomover com maior facilidade entre as árvores. Nos pterossauros, o flóculo do cerebelo também é muito grande, mas a presença dessa estrutura bem desenvolvida em </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400"> demonstra que essa condição não era exclusiva de répteis voadores.</span></p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Embora tenha sido possível reconstruir boa parte do cérebro de </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400">, ainda existem regiões desconhecidas, pois os ossos que as envolviam em vida não se preservaram. Entre elas estão os bulbos olfatórios, regiões do encéfalo responsáveis pelo sentido do olfato. O grupo de pesquisadores espera encontrar novos fósseis da espécie que preservem a região do crânio associada a essas estruturas, o que poderá permitir, no futuro, inferir a capacidade olfativa do animal. Para isso, continuam realizando escavações no sítio fossilífero que revelou os fósseis de </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400"> em 2022. A equipe também possui diversos achados inéditos em fase de preparação em laboratório ou em estudo, o que sugere um cenário promissor para os próximos anos no que diz respeito à investigação dos lagerpetídeos e à origem dos pterossauros.</span></p>
<h3>Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O fóssil de </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400"> está depositado no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM), localizado no município de São João do Polêsine. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia Unesco e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de uma exposição aberta à visitação gratuita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo foi conduzido por Lísie V.S. Damke, Leonardo Kerber, Mario Bronzati, Maurício S. Garcia, Martín D. Ezcurra, Sterling J. Nesbitt e Rodrigo T. Müller. A pesquisa recebeu apoio do CNPq, INCT Paleovert, CAPES e Alexander von Humboldt Foundation.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O artigo intitulado “</span><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/pala.70047" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400">Braincase anatomy and palaeoneurology of Venetoraptor gassenae, a lagerpetid pterosauromorph from the Late Triassic of southern Brazil</span></i></a><span style="font-weight: 400">” foi publicado no periódico </span><i><span style="font-weight: 400">Palaeontology.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Fonte: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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				<title>Novo dinossauro do Maranhão revela conexão entre América do Sul e Europa há 120 milhões de anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/03/novo-dinossauro-do-maranhao-revela-conexao-entre-america-do-sul-e-europa-ha-120-milhoes-de-anos</link>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 19:43:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[O paleontólogo Leonardo Kerber, do Cappa/UFSM, integrou as escavações e a equipe responsável pela análise do material]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72105" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/arte.jpg"><img class=" wp-image-72105" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/arte-1024x724.jpg" alt="A imagem ilustra dois dinossauros da espécie Dasosaurus tocantinensis. Junto a eles, está um outro lagarto muito menor, o que ajuda o público a ter uma ideia da dimensão gigantesca desses dinossauros. Os três répteis dessa arte gráfica encontram-se em uma clareira com solo arenoso, a qual está inserida dentro de uma floresta." width="642" height="454" /></a> Reconstituição artística de Dasosaurus tocantinensis (arte gráfica: Jorge Blanco)[/caption]

Uma descoberta feita no interior do Maranhão está ajudando a reconstruir a história da dispersão dos grandes dinossauros herbívoros no início do Cretáceo. Pesquisadores brasileiros descreveram uma nova espécie de saurópode que viveu há cerca de 120 milhões de anos (Aptiano), em um momento em que América do Sul, África e Europa ainda mantinham conexões terrestres. O animal foi nomeado <i>Dasosaurus tocantinensis</i> e pertence ao grupo dos titanossauriformes, linhagem que inclui alguns dos maiores vertebrados terrestres de todos os tempos. O estudo liderado por Elver Mayer, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, com coautoria de cientistas de diversas universidades brasileiras, <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/14772019.2025.2601579" target="_blank" rel="noopener">foi publicado no periódico internacional Journal of Systematic Palaeontology</a> e contou com a participação do paleontólogo Leonardo Kerber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa) da UFSM, que integrou as escavações e a equipe responsável pela análise do material.

[caption id="attachment_72107" align="alignright" width="397"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Leonardo-Kerber_fossil-Dasosaurus-1.jpg"><img class=" wp-image-72107" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Leonardo-Kerber_fossil-Dasosaurus-1.jpg" alt="A foto mostra um homem deitado em um solo pedregoso. Ele tem pela branca, usa boné e óculos escuros e está vestido com uma camiseta vermelha, calças jeans e botas marrons. Ao seu lado está um osso de um dinossauro, fóssil cujo comprimento praticamente equivale à altura do homem deitado." width="397" height="499" /></a> Para dar uma ideia da dimensão gigantesca do dinossauro encontrado, o paleontólogo da UFSM Leonardo Kerber deita-se ao lado de um dos fósseis escavados no Maranhão[/caption]

O nome Dasosaurus vem do grego: “<i>dasos</i>”, que significa floresta ou bosque, e “<i>sauros</i>”, que quer dizer réptil. A escolha faz referência ao local onde os fósseis foram encontrados, dentro da região conhecida como Amazônia Legal, que abrange grande parte das áreas de floresta amazônica no Brasil. O nome também dialoga com o próprio estado do Maranhão. Uma possível origem do nome Maranhão é a palavra portuguesa “emaranhado”, ligada à ideia de vegetação densa e entrelaçada. Assim, o nome do dinossauro conecta tanto a paisagem florestal da região quanto a identidade geográfica do local da descoberta. O nome da espécie, <i>D. tocantinensis</i>, faz referência ao rio Tocantins, um dos grandes rios da América do Sul. A região onde os fósseis foram encontrados, no estado do Maranhão, leva o nome desse rio, já que fica próxima às suas margens orientais

O aspecto mais relevante da nova espécie está em suas relações evolutivas. As análises filogenéticas indicam que <i>Dasosaurus tocantinensis</i> é o parente mais próximo conhecido de <i>Garumbatitan morellensis</i>, espécie descrita na Espanha. Essa proximidade anatômica é sustentada por características compartilhadas nas vértebras caudais e no fêmur, sugerindo que ambas as espécies formam um grupo exclusivo dentro de Somphospondyli. Modelagens biogeográficas realizadas pelos pesquisadores apontam que essa linhagem pode ter se originado na Europa e, posteriormente, dispersado para a América do Sul entre aproximadamente 140 e 120 milhões de anos atrás, possivelmente via norte da África. Esse cenário reforça a hipótese de que, no início do Cretáceo, ainda existiam rotas terrestres que permitiam a circulação de grandes dinossauros entre porções da Laurásia e de Gondwana, antes da abertura definitiva do Oceano Atlântico.

Os fósseis foram encontrados em 2021 no município de Davinópolis (MA), em um corte rochoso associado a obras de infraestrutura, durante atividades de monitoramento paleontológico. O material estava preservado em sedimentos atribuídos à porção inferior da Formação Itapecuru, datados do Aptiano. O conjunto fossilífero corresponde a um único indivíduo e inclui vértebras da cauda, costelas, ossos do antebraço, elementos da pelve, fêmur, tíbia, fíbula e ossos do pé. O fêmur preservado mede cerca de 1,5 metro de comprimento, o que indica um animal com aproximadamente 20 metros de comprimento total, situando-se próximo ao limite entre saurópodes de médio e grande porte. O espécime está depositado no Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (CPHNAM), em São Luís, onde permanece acessível para estudos científicos.

[caption id="attachment_72109" align="alignleft" width="630"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Ossos-preservados-de-Dasosaurus.jpg"><img class=" wp-image-72109" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Ossos-preservados-de-Dasosaurus-1024x526.jpg" alt="A imagem (nas cores preto, branco e azul) mostra uma silhueta do dinossauro em questão, tando ao lado a silhueta de um homem, como escala de comparação de tamanho." width="630" height="324" /></a> A imagem mostra em azul quais foram os ossos encontrados na escavação[/caption]

Do ponto de vista anatômico, <i>Dasosaurus tocantinensis</i> apresenta uma combinação única de características. Entre elas, destacam-se três cristas alongadas nas vértebras caudais associadas à inserção muscular e uma saliência lateral bem desenvolvida no fêmur, além de proporções ósseas que indicam uma condição intermediária entre formas mais basais e titanossauros mais derivados. Essas características ajudam a esclarecer etapas importantes da evolução dos titanossauriformes e ampliam o conhecimento sobre a diversidade de saurópodes no norte do Brasil, região ainda pouco explorada em comparação com outras áreas do país.

O estudo também incluiu análises histológicas do tecido ósseo, permitindo avaliar padrões de crescimento e remodelação. Os resultados indicam uma combinação de traços observados em titanossauriformes mais primitivos e em titanossauros mais avançados, sugerindo que certas adaptações esqueléticas típicas do grupo já estavam em desenvolvimento no início do Cretáceo. Assim, além de revelar uma nova espécie, a descoberta contribui para compreender quando e como se consolidaram características fundamentais dos grandes dinossauros herbívoros que dominaram os ecossistemas terrestres do Cretáceo.

<i>Texto: Cappa</i>]]></content:encoded>
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				<title>Paleontólogos da UFSM descobrem crânio fóssil com menos de 1 centímetro no centro do Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/01/28/paleontologos-da-ufsm-descobrem-cranio-fossil-com-menos-de-1-centimetro-no-centro-do-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 12:10:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71903</guid>
						<description><![CDATA[Estudo do Cappa descreveu uma nova espécie de pararéptil, o "Sauropia macrorhinus"]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71905" align="alignright" width="565"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Fossil-de-Sauropia-macrorhinus-por-Rodrigo-Temp-Muller-2.jpeg"><img class=" wp-image-71905" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Fossil-de-Sauropia-macrorhinus-por-Rodrigo-Temp-Muller-2.jpeg" alt="" width="565" height="377" /></a> Fóssil do <em>Sauropia macrorhinus</em> (Foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Paleontólogos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) publicaram nesta quarta-feira (28) um novo estudo no periódico científico </span><a href="https://rdcu.be/c9CCP"><i><span style="font-weight: 400">Scientific Reports</span></i></a> <span style="font-weight: 400">apresentando um pequeno crânio fóssil de uma </span><span style="font-weight: 400">espécie inédita</span><span style="font-weight: 400">. O fóssil, encontrado no interior do Rio Grande do Sul, revela detalhes inéditos sobre os ecossistemas terrestres que existiam há cerca de 240 milhões de anos, </span><span style="font-weight: 400">antes da ascensão dos dinossauros</span><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante o Período Triássico (entre 251 e 201 milhões de anos atrás), logo após a maior extinção em massa da história da Terra, a vida passou por um intenso processo de recuperação e diversificação. Foi nesse intervalo que surgiram vários grupos emblemáticos de vertebrados, incluindo os primeiros dinossauros, pterossauros e uma série de répteis hoje completamente extintos. Entre esses grupos estavam os pararépteis, uma linhagem antiga que sobreviveu a grande extinção, mas desapareceu antes do fim do Triássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Foi nesse contexto que uma nova descoberta no sul do Brasil trouxe informações inéditas sobre esse enigmático grupo de vertebrados. O estudo, liderado pelo paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller, descreveu uma nova espécie de pararéptil, </span><i><span style="font-weight: 400">Sauropia macrorhinus</span></i><span style="font-weight: 400">, com base em um crânio quase completo medindo apenas 9,5 milímetros de comprimento, menor do que uma unha. Devido ao seu tamanho minúsculo, o exemplar é o </span><span style="font-weight: 400">menor tetrápode já registrado em depósitos triássicos da América do Sul</span><span style="font-weight: 400">.</span></p>
[caption id="attachment_71906" align="alignleft" width="633"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Paleontologo-analisando-o-fossil-de-Sauropia-macrorhinus-por-Rodrigo-Temp-Muller-3.jpeg"><img class=" wp-image-71906" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Paleontologo-analisando-o-fossil-de-Sauropia-macrorhinus-por-Rodrigo-Temp-Muller-3.jpeg" alt="" width="633" height="292" /></a> Paleontólogo analisando o fóssil (Foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<h3>A descoberta e os desafios</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O fóssil foi encontrado no município de Novo Cabrais (RS) pelo paleontólogo Lúcio Roberto da Silva, durante uma saída de campo realizada em conjunto com o médico Pedro Lucas Porcela Aurélio. As rochas que preservaram o exemplar pertencem a depósitos com cerca de 240 milhões de anos, uma época em que os ecossistemas eram dominados por ancestrais dos jacarés e crocodilos, e os continentes ainda estavam unidos, formando a Pangeia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em virtude do tamanho extremamente reduzido, os paleontólogos precisaram realizar a limpeza do fóssil com agulhas, sob lupas de aumento. Em seguida, o paleontólogo Leonardo Kerber submeteu o material a tomografias computadorizadas, que revelaram detalhes impossíveis de observar a olho nu. Com esses dados em mãos, os pesquisadores reconstruíram modelos tridimensionais do crânio, permitindo uma análise muito mais minuciosa. Assim, foi possível constatar a presença de características únicas, indicando que se tratava de um animal até então desconhecido pela ciência.</span></p>
[caption id="attachment_71907" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Infografico-Sauropia-macrorhinus-ilustracao-em-do-animal-em-vida-por-Caetano-Soares.jpeg"><img class="wp-image-71907 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Infografico-Sauropia-macrorhinus-ilustracao-em-do-animal-em-vida-por-Caetano-Soares-1024x630.jpeg" alt="" width="1024" height="630" /></a> Detalhes do <i><span style="font-weight: 400">Sauropia macrorhinus </span></i><span style="font-weight: 400">(Ilustração do animal em vida por Caetano Soares)</span>[/caption]
<h3>Características da nova espécie</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Com base no tamanho do crânio, estima-se que o animal tivesse cerca de 5 centímetros de comprimento total. De modo geral, ele se assemelharia a um pequeno lagarto, caminhando sobre quatro patas e com olhos grandes. Entre suas principais características destacam-se as narinas amplas e os dentes grandes, em forma de pino, que provavelmente eram usados para se alimentar de pequenos invertebrados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por ser tão diminuto, é possível que o fóssil pertença a um indivíduo que ainda não havia atingido o tamanho máximo. Essa condição inspirou o nome do animal: </span><i><span style="font-weight: 400">Sauropia </span></i><span style="font-weight: 400">combina o termo grego sauros (“lagarto”) com a palavra regional “piá”, usada no sul do Brasil para se referir a uma criança. Já o nome da espécie, </span><i><span style="font-weight: 400">macrorhinus</span></i><span style="font-weight: 400">, faz referência às narinas proporcionalmente grandes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A análise do grau de parentesco de indicou que </span><i><span style="font-weight: 400">Sauropia macrorhinus</span></i><span style="font-weight: 400"> pertence ao grupo de pararépteis conhecido como Procolophonoidea. Esses animais são particularmente raros no registro fóssil do Triássico Médio da América do Sul, com apenas duas espécies descritas até o momento. Em geral, os procolofonóides eram animais pequenos, com menos de 30 centímetros de comprimento, e desapareceram pouco depois do surgimento dos dinossauros. Esse grupo apresentou uma grande diversidade de hábitos alimentares. Algumas espécies tiveram uma dieta baseada em insetos, enquanto outras eram capazes de consumir vegetação mais dura e fibrosa. Essa diversidade alimentar indica que os procolofonóides exploraram diferentes nichos ecológicos nos ecossistemas do Triássico.</span></p>
[caption id="attachment_71908" align="alignright" width="447"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Sitio-fossilifero-em-Novo-Cabrais-RS-fotografia-por-Rodrigo-Temp-Muller.jpeg"><img class=" wp-image-71908" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Sitio-fossilifero-em-Novo-Cabrais-RS-fotografia-por-Rodrigo-Temp-Muller.jpeg" alt="" width="447" height="585" /></a> Sítio fossilífero em Novo Cabrais (Foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<h3>Uma nova peça do quebra-cabeça</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Reconstruir as teias alimentares de ambientes pretéritos é um desafio para os pesquisadores, uma vez que essa ação depende da descoberta de muitos fósseis. Nos últimos anos, diversos novos achados oriundos da região central do Rio Grande do Sul têm tornado mais clara como era a composição dos ecossistemas de 240 milhões de anos atrás. Contudo, nunca um animal tão pequeno havia sido encontrado em meio aos fósseis de outros organismos muito maiores naqueles sítios fossilíferos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Assim, a descoberta do pequeno </span><i><span style="font-weight: 400">Sauropia macrorhinus </span></i><span style="font-weight: 400">traz mais uma peça para compor o quebra-cabeça que os paleontólogos tentam reconstruir. A nova espécie pode ter feito parte da dieta de outros predadores ligeiramente maiores, como o pequeno precursor dos crocodilos chamado de </span><i><span style="font-weight: 400">Parvosuchus aurelioi,</span></i><span style="font-weight: 400"> com menos de 1 metros de comprimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Assim, além de representar um dos poucos fósseis de procolofonóides com 240 milhões de anos na América do Sul, </span><i><span style="font-weight: 400">Sauropia macrorhinus </span></i><span style="font-weight: 400">mostra que os ecossistemas do Triássico Médio no sul do Brasil eram mais ricos e diversos do que se imaginava, abrigando não apenas grandes herbívoros e predadores, mas também uma fauna diversa de pequenos vertebrados. Esses animais desempenhavam papéis variados nas teias alimentares terrestres, muito antes do domínio ecológico dos dinossauros.</span></p>
<h3>Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O fóssil de </span><i><span style="font-weight: 400">Sauropia macrorhinus</span></i><span style="font-weight: 400"> está depositado no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM), localizado no município de São João do Polêsine, no Rio Grande do Sul. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia UNESCO e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de uma exposição aberta à visitação gratuita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo foi conduzido por Rodrigo Temp Müller, Lúcio Roberto da Silva, Pedro Lucas Porcela Aurélio e Leonardo Kerber. A pesquisa recebeu apoio do CNPq e INCT Paleovert.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O artigo intitulado “</span><i><span style="font-weight: 400">The smallest tetrapod from the Middle Triassic of South America: a new procolophonoid parareptile from the Ladinian of Southern Brazil</span></i><span style="font-weight: 400">” foi publicado no periódico </span><i><span style="font-weight: 400">Scientific Reports</span></i><span style="font-weight: 400"> e está disponível no <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-35114-3" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Fonte: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Paleontólogo do CAPPA/UFSM é contemplado com bolsa da Fundação Humboldt na Alemanha</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/10/paleontologo-do-cappa-ufsm-e-contemplado-com-bolsa-da-fundacao-humboldt-na-alemanha</link>
				<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 13:10:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71623</guid>
						<description><![CDATA[Leonardo Kerber vai pesquisar em uma das instituições mais tradicionais e influentes da área por seis meses]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71624" align="alignright" width="370"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/a738714b-993e-44eb-b2d5-c8a34137aa90.jpeg"><img class="wp-image-71624" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/a738714b-993e-44eb-b2d5-c8a34137aa90.jpeg" alt="foto vertical colorida de um homem, de barba, camisa xadrez, mãos nos bolsos, à frente de uma estrutura de vidro com fósseis. O ambiente é uma sala iluminada, com duas portas de vidro ao fundo" width="370" height="493" /></a> Kerber no Museu Paleontológico da Universidade de Tübingen[/caption]
<p style="font-weight: 400">O paleontólogo Leonardo Kerber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM), foi contemplado com uma prestigiada bolsa de pesquisa da Fundação Alexander von Humboldt em parceria com a CAPES. O projeto será desenvolvido na coleção de Paleontologia da Eberhard Karls Universität Tübingen, na Alemanha, uma das instituições mais tradicionais e influentes da área.</p>
<p style="font-weight: 400">A coleção que receberá o pesquisador abriga um acervo de grande relevância científica, incluindo numerosos fósseis coletados no Brasil pelo paleontólogo Friedrich von Huene em 1928. Entre esses materiais destacam-se cinodontes, dicinodontes e arcossauros,  grupos fundamentais para a compreensão da fauna triássica sul-americana. Kerber dedicará sua pesquisa especialmente aos fósseis de cinodontes coletados por von Huene, que desempenham um papel central na reconstrução da origem e evolução inicial dos mamíferos.</p>
<p style="font-weight: 400">A bolsa permitirá a Kerber acesso direto a esse patrimônio paleontológico singular, além de promover intenso intercâmbio científico com especialistas internacionais. Os resultados gerados durante o projeto serão incorporados às atividades de ensino, pesquisa e formação de recursos humanos na UFSM, fortalecendo a internacionalização da instituição e ampliando sua inserção no cenário global da Paleontologia.</p>
<p>O projeto aprovado tem como título <span style="font-family: times new roman, serif">"Cinodontes não-mammaliaformes brasileiros na Alemanha: um estudo anatômico e filogenético de fósseis coletados pelo paleontólogo Friedrich von Huene". Kerber permanecerá na Alemanha por seis meses (de dezembro a início de junho de 2026).</span></p>
<div><em>Foto: Divulgação</em></div>
<div> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Evoluindo um cérebro pronto para o voo: nova pesquisa mostra que a evolução cerebral de pterossauros e aves seguiu caminhos diferentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/26/evoluindo-um-cerebro-pronto-para-o-voo-nova-pesquisa-mostra-que-a-evolucao-cerebral-de-pterossauros-e-aves-seguiu-caminhos-diferentes</link>
				<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 16:05:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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						<description><![CDATA[Descoberta do cérebro de um novo parente não voador dos pterossauros, com 233 milhões de anos, traz avanço científico]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71468" align="alignleft" width="497"]<img class="wp-image-71468 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/Lagerpetideo-e-pterossauros-por-Matheus-Fernandes-Gadelha-724x1024.jpeg" alt="Imagem colorida vertical. Um lagerpetídeo está empoleirado em uma rocha observando pterossauros voando acima" width="497" height="703" /> Reconstrução de uma paisagem do final do Triássico (aprox. 215 milhões de anos).<br />Crédito: Matheus Fernandes.[/caption]
<p data-start="684" data-end="1251">O voo é uma habilidade rara no mundo animal. Entre os vertebrados, ele evoluiu apenas três vezes: em morcegos, aves e pterossauros, estes extintos há muito tempo. Os pterossauros foram os pioneiros, dominando os céus há mais de 220 milhões de anos, muito antes do surgimento dos primeiros parentes das aves, como o <em data-start="1017" data-end="1032">Archaeopteryx</em>, há cerca de 150 milhões de anos. Enquanto os cientistas possuem um registro fóssil detalhado que esclarece como os cérebros das aves evoluíram para o voo, a história dos pterossauros era muito menos clara — até agora.</p>
<h3 data-start="684" data-end="1251">Um fóssil que muda o panorama</h3>
<p data-start="1253" data-end="1788">Em um novo estudo publicado na revista científica <em data-start="1303" data-end="1320">Current Biology</em>, uma equipe internacional revela como os pterossauros evoluíram as estruturas neurológicas necessárias para o voo ativo. “O grande avanço”, disse Mario Bronzati, pós-doutorando pela Fundação Alexander von Humboldt na Universidade de Tübingen, na Alemanha, e autor principal do estudo, “foi a descoberta de um parente antigo dos pterossauros, um pequeno arcossauro lagerpetídeo chamado <em data-start="1706" data-end="1719">Ixalerpeton</em>, proveniente de rochas triássicas de 233 milhões de anos no Brasil.”</p>
<p data-start="1790" data-end="2315">“Já tínhamos informações abundantes sobre as aves primitivas e sabíamos que elas herdaram a configuração básica do cérebro de seus ancestrais dinossauros terópodes”, acrescentou o coautor Lawrence Witmer, professor de Anatomia no Ohio University Heritage College of Osteopathic Medicine. “Mas os cérebros dos pterossauros pareciam surgir do nada. Agora, com as primeiras informações sobre o cérebro de um parente antigo dos pterossauros, vemos que eles essencialmente construíram seus próprios ‘computadores de voo’ do zero.”</p>
<p data-start="2317" data-end="2970">Para reconstruir essa história evolutiva, os pesquisadores utilizaram técnicas de imagem 3D de alta resolução, incluindo microtomografia (microCT), para reconstruir as formas cerebrais de mais de três dúzias de espécies. Isso incluiu pterossauros, seus parentes próximos como <em data-start="2593" data-end="2606">Ixalerpeton</em>, os primeiros dinossauros e precursores das aves, além de crocodilos e aves modernos, e uma grande variedade de arcossauros do Triássico, o grupo mais amplo que inclui todos esses animais. A microtomografia computadorizada do fóssil de <em data-start="2844" data-end="2857">Ixalerpeton</em> foi realizada no Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto.</p>
<p data-start="2972" data-end="3337">“Em seguida, usando análises estatísticas com informações sobre o tamanho e a forma tridimensional dos moldes internos do crânio, conseguimos mapear as mudanças graduais na anatomia cerebral que acompanharam a evolução do voo”, explicou o coautor Akinobu Watanabe, professor associado de Anatomia no New York Institute of Technology College of Osteopathic Medicine.</p>
<p data-start="3339" data-end="3992">O voo é uma forma de locomoção fisiologicamente exigente e, por muito tempo, presumiu-se que exigisse grandes adaptações neurológicas, incluindo aumento do tamanho do cérebro, para coordenar as informações sensoriais e motoras complexas necessárias ao voo ativo. Estudos anteriores da estrutura cerebral dos pterossauros já haviam mostrado que eles realmente compartilhavam algumas semelhanças neurológicas com os precursores das aves, como o <em data-start="3784" data-end="3799">Archaeopteryx</em>, incluindo certo aumento de regiões cerebrais como os hemisférios cerebrais e o cerebelo, envolvidos na integração sensório-motora, além da ampliação de centros visuais, como os lobos ópticos.</p>
<p data-start="3994" data-end="4578"><em data-start="3994" data-end="4007">Ixalerpeton</em>, o lagerpetídeo parente próximo dos pterossauros, apresentava algumas, mas não todas, as características neurológicas dos pterossauros. Como observa Bronzati, “os lagerpetídeos provavelmente eram animais arborícolas, e seus cérebros já exibiam traços ligados à visão aprimorada, como um lobo óptico aumentado, uma adaptação que ajudava esses animais a navegar por um ambiente com muitas árvores e que, mais tarde, pode ter ajudado seus parentes pterossauros a conquistar os céus — mas eles ainda não possuíam características neurológicas essenciais dos pterossauros”.</p>
[caption id="attachment_71469" align="alignright" width="609"]<img class="wp-image-71469 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/Cerebro-de-Lagerpetideo-e-pterossaurto-por-Matheus-Fernandes-Gadelha.jpg" alt="" width="609" height="542" /> Reconstrução artística de um pterossauro (acima) e de um lagerpetídeo (abaixo) do final do período Triássico (cerca de 215 milhões de anos atrás). As imagens à direita mostram reconstruções 3D de seus cérebros obtidas por meio de tomografia computadorizada (CT). Crédito: Rodrigo Müller, Mario Bronzati, Matheus Fernandes[/caption]
<p data-start="4580" data-end="5444">Lagerpetídeos como <em data-start="4599" data-end="4612">Ixalerpeton</em> tinham cérebros com forma intermediária entre os arcossauros mais primitivos e os pterossauros, mas ainda mais semelhantes aos dos primeiros dinossauros. Com exceção do lobo óptico ampliado, que ocupa uma posição no cérebro semelhante à observada em pterossauros, aves e seus parentes próximos, há pouco em <em data-start="4920" data-end="4933">Ixalerpeton</em> que antecipe o que surgiria nos pterossauros. Uma característica única do cérebro desses animais é o flóculo extremamente expandido, uma estrutura do cerebelo envolvida no processamento de informações sensoriais vindas das asas membranosas e que ajuda a manter os olhos fixos em um alvo durante o voo. No caso de <em data-start="5248" data-end="5261">Ixalerpeton</em>, o flóculo não era expandido como nos pterossauros, mas sim semelhante ao flóculo mais modesto de outros arcossauros, incluindo aves primitivas e seus parentes terópodes não avianos.</p>
<p data-start="5446" data-end="5967">As novas análises também mostram que os pterossauros mantiveram cérebros relativamente pequenos. “Embora existam algumas semelhanças entre pterossauros e aves”, disse o coautor Matteo Fabbri, professor assistente de Anatomia Funcional e Evolução na Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, “os cérebros deles eram na verdade bastante diferentes, especialmente em tamanho. Pterossauros tinham cérebros muito menores que os das aves, o que mostra que não é necessariamente preciso ter um cérebro grande para voar.”</p>
<h3 data-start="5969" data-end="6497">O que a descoberta revela sobre o voo</h3>
<p data-start="5969" data-end="6497">Surpreendentemente, o formato geral do cérebro dos pterossauros se assemelhava mais ao de pequenos dinossauros semelhantes a aves, como troodontídeos e dromeossaurídeos — animais que tinham pouca ou nenhuma capacidade de voo ativo. Ainda assim, pterossauros e aves representam dois experimentos totalmente independentes na evolução do voo. As aves herdaram um cérebro já adaptado de seus ancestrais dinossauros não voadores, enquanto os pterossauros evoluíram cérebros aptos ao voo ao mesmo tempo em que desenvolveram suas asas.</p>
<p data-start="6499" data-end="6990">Os autores observam que o grande tamanho cerebral das aves provavelmente surgiu depois, associado ao aumento da inteligência e a comportamentos mais complexos, não ao ato de voar em si. Uma conclusão importante do estudo, segundo Bronzati, é que “aparentemente, não é preciso um cérebro grande para decolar, e a posterior expansão dos hemisférios cerebrais tanto nas aves quanto nos pterossauros esteve provavelmente muito mais ligada ao avanço da cognição do que ao voo propriamente dito”.</p>
<p data-start="6992" data-end="7554">Outra conclusão importante é que o trabalho de campo em paleontologia continua sendo um motor de novas descobertas. Como observa o coautor Rodrigo Temp Müller, paleontólogo da Universidade Federal de Santa Maria, no Brasil, “as descobertas do sul do Brasil nos proporcionaram percepções extraordinárias sobre as origens de grandes grupos de animais, como dinossauros e pterossauros. A cada novo fóssil e estudo, conseguimos enxergar com mais clareza como eram os primeiros parentes desses grupos — algo que, até poucos anos atrás, teria sido quase inimaginável.”</p>
<p data-start="6992" data-end="7554"><em>Com informações do CAPPA/UFSM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Novo réptil fóssil reforça a conexão entre Brasil e África há 240 milhões de anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/13/novo-reptil-fossil-reforca-a-conexao-entre-brasil-e-africa-ha-240-milhoes-de-anos</link>
				<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71361</guid>
						<description><![CDATA[Espécie descrita por pesquisadores da UFSM, Tainrakuasuchus bellator, foi encontrada no Rio Grande do Sul e tem parentesco com forma fóssil da Tanzânia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="563" data-end="839"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/Tainrakuasuchus-bellator-por-Caio-Fantinia-2-1024x540.jpg" alt="Tainrakuasuchus bellator viveu há cerca de 240 milhões de anos (Imagem: Caio Fantinia)" width="702" height="370" />Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) descreveram uma nova espécie de réptil que viveu há cerca de 240 milhões de anos. O fóssil, encontrado na região central do Rio Grande do Sul, pertence a um predador aparentado a uma espécie descoberta na Tanzânia.</p>
<p data-start="841" data-end="1400">Há cerca de 240 milhões de anos, durante o Período Triássico, o mundo era bem diferente do que conhecemos hoje. Todos os continentes estavam unidos em um único supercontinente, a Pangeia. No centro dessa imensa massa de terra, estendia-se um vasto deserto, o que fazia com que a vida se concentrasse principalmente nas regiões que margeavam essa área árida. Foi nesse cenário que surgiram os primeiros dinossauros. Entretanto, quem realmente dominava os ecossistemas daquele tempo eram os precursores de jacarés e crocodilos, conhecidos como pseudossúquios.</p>
<p data-start="1402" data-end="1817">No passado, esses animais foram muito mais diversos e abundantes do que hoje, ocupando os mais variados papéis ecológicos. Entre eles, destacavam-se carnívoros de médio a grande porte, que atuavam como os principais predadores do período. Apesar disso, a diversidade desses predadores ainda é pouco conhecida, já que fósseis de algumas linhagens de pseudossúquios permanecem extremamente raros no registro fóssil.</p>
<p data-start="1819" data-end="2550">Foi nesse contexto que uma nova descoberta trouxe informações inéditas. Em maio de 2025, no município de Dona Francisca (RS), a equipe liderada pelo paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller encontrou um esqueleto parcial, preservando partes da mandíbula, da coluna vertebral e da cintura pélvica. Após a coleta, os fósseis passaram por um minucioso processo de preparação em laboratório, no qual a rocha que os envolvia foi cuidadosamente removida. Com os detalhes anatômicos revelados, os pesquisadores confirmaram que se tratava de uma espécie até então desconhecida para a ciência. O animal recebeu o nome de <em data-start="2431" data-end="2457">Tainrakuasuchus bellator</em> e foi descrito oficialmente no periódico científico <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/14772019.2025.2573750"><em data-start="2510" data-end="2547">Journal of Systematic Palaeontology</em></a>.</p>
<h3 data-start="2557" data-end="2591">Principais características</h3>
<p data-start="2593" data-end="3020">Com base nos fósseis preservados, estima-se que o esqueleto de <em data-start="2656" data-end="2682">Tainrakuasuchus bellator</em> tenha pertencido a um animal com cerca de 2,5 metros de comprimento e aproximadamente 60 kg. A forma dos dentes indica que se tratava de uma espécie carnívora. Além disso, o animal possuía um pescoço relativamente longo em relação ao seu porte, característica que provavelmente lhe conferia maior mobilidade na hora de capturar presas.</p>
<p data-start="3022" data-end="3538">A mandíbula delgada reforça a hipótese de que fosse um caçador ágil, capaz de realizar movimentos rápidos e precisos para agarrar suas presas. O dorso era revestido por placas ósseas conhecidas como osteodermos, estruturas que também estão presentes em jacarés e crocodilos modernos e funcionam como uma espécie de armadura natural. Quanto à postura, mesmo sem a preservação dos membros locomotores, é provável que fosse um animal quadrúpede, já que seus parentes próximos se deslocavam apoiados nas quatro patas.</p>
<p data-start="3540" data-end="3996">O nome <em data-start="3547" data-end="3564">Tainrakuasuchus</em> deriva da junção das palavras guarani <em data-start="3603" data-end="3609">tain</em> (“dente”) e <em data-start="3622" data-end="3629">rakua</em> (“pontudo”) com o grego <em data-start="3654" data-end="3662">suchus</em> (“crocodilo”), em referência aos dentes afiados do animal. Já o epíteto específico <em data-start="3746" data-end="3756">bellator</em>, de origem latina e com o significado de “guerreiro” ou “lutador”, é uma homenagem ao povo do Rio Grande do Sul, simbolizando sua força, resistência e espírito de luta, especialmente diante das recentes enchentes que atingiram o estado.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/Fossil-de-Tainrakuasuchus-bellator-5-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Fóssil de Tainrakuasuchus bellator</figcaption>
										</figure>
		<h3 data-start="4003" data-end="4051">Uma antiga conexão entre Brasil e África</h3>
[caption id="attachment_71364" align="alignleft" width="708"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/Infografico-por-Caio-Fantini-Rodrigo-Temp-Muller-Mauricio-Garcia-1024x582.jpg" alt="" width="708" height="403" /> Estima-se que o Tainrakuasuchus bellator tenha pertencido a um animal com cerca de 2,5 metros de comprimento e cerca de 60 kg.[/caption]
<p data-start="4053" data-end="4403">Embora sua aparência lembre superficialmente a de um dinossauro, <em data-start="4118" data-end="4144">Tainrakuasuchus bellator</em> não pertence a esse grupo. Na verdade, trata-se de um representante de outro grupo de répteis, conhecido como <em data-start="4255" data-end="4269">Pseudosuchia</em>. Esse grupo reúne formas extintas que, ao longo da evolução, deram origem aos ancestrais distantes dos jacarés e crocodilos atuais.</p>
<p data-start="4405" data-end="4745">Uma das formas mais claras de distinguir a nova espécie dos dinossauros está na estrutura do quadril. Nos dinossauros, a região da bacia onde o fêmur se articula apresenta uma abertura característica, formando uma espécie de encaixe para o osso da perna. Já em <em data-start="4666" data-end="4692">Tainrakuasuchus bellator</em>, essa área é fechada por uma parede óssea robusta.</p>
<p data-start="4747" data-end="5343">De acordo com as análises conduzidas pela equipe de pesquisadores, entre os membros já conhecidos de <em data-start="4848" data-end="4862">Pseudosuchia</em>, o parente mais próximo de <em data-start="4890" data-end="4916">Tainrakuasuchus bellator</em> é <em data-start="4919" data-end="4943">Mandasuchus tanyauchen</em>, espécie descrita a partir de fósseis encontrados na Tanzânia. Essa conexão inesperada entre animais da América do Sul e da África pode ser compreendida pelo contexto geográfico do Período Triássico. Naquele tempo, os continentes ainda estavam unidos em um único supercontinente, a Pangeia, o que permitia a livre dispersão dos organismos entre regiões que hoje se encontram separadas por oceanos.</p>
<p data-start="5345" data-end="5502">Como consequência, as faunas do Brasil e da África compartilhavam diversos componentes em comum, refletindo uma história evolutiva e ecológica entrelaçada.</p>
<h3 data-start="5509" data-end="5583">Diversidade de predadores que antecedeu a ascensão dos dinossauros</h3>
<p data-start="5585" data-end="5804">Os fósseis de <em data-start="5599" data-end="5625">Tainrakuasuchus bellator</em> revelam que esse animal foi um predador ativo. Suas armas principais eram os dentes pontiagudos e recurvados, perfeitos para agarrar e segurar presas, impedindo que escapassem.</p>
<p data-start="5806" data-end="6325">Apesar de seu porte relativamente grande, <em data-start="5848" data-end="5874">Tainrakuasuchus bellator</em> não era o maior caçador de seu tempo. O mesmo ecossistema abrigava gigantes como o <em data-start="5958" data-end="5985">Prestosuchus chiniquensis</em>, um predador que ultrapassava os 7 metros de comprimento e tinha força suficiente para dominar presas de grande porte. Em contraste, também viviam ali predadores muito menores, como o <em data-start="6170" data-end="6192">Parvosuchus aurelioi</em>, que possuía menos de 1 metro de comprimento e provavelmente se alimentava de animais pequenos e ágeis, como lagartos ou anfíbios.</p>
<p data-start="6327" data-end="6655">Essa variedade de tamanhos e estratégias de caça mostra que o ambiente em que <em data-start="6405" data-end="6431">Tainrakuasuchus bellator</em> viveu era extremamente diverso, com diferentes espécies ocupando nichos específicos. Havia desde caçadores de topo, capazes de enfrentar presas robustas, até pequenos predadores especializados em capturar animais velozes.</p>
<p data-start="6657" data-end="7014">Além de destacar a complexidade desse ecossistema do Triássico, a nova espécie também ajuda a entender um momento-chave da história da vida: o período que antecedeu a ascensão dos dinossauros. Ela mostra que, no território que hoje corresponde ao sul do Brasil, os répteis já formavam comunidades variadas e adaptadas a diferentes formas de sobrevivência.</p>
<p data-start="7016" data-end="7366">Mais do que isso, o achado revela que a diversidade encontrada aqui não foi um fenômeno isolado. Ecossistemas igualmente ricos, habitados por predadores da linhagem dos pseudossúquios em diferentes tamanhos e formas, existiam em outras regiões da Pangeia nesse mesmo período, mostrando que essa diversidade não se limitava apenas ao sul do Brasil.</p>
<h3 data-start="7373" data-end="7422">Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica</h3>
<p data-start="7424" data-end="7839">Os fósseis de <em data-start="7438" data-end="7464">Tainrakuasuchus bellator</em>, assim como uma série de outros espécimes, estão depositados no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM), localizado no município de São João do Polêsine, Rio Grande do Sul. O município faz parte do Geoparque Quarta Colônia UNESCO. No centro de pesquisa, há uma exposição de fósseis que pode ser visitada gratuitamente.</p>
<p data-start="7841" data-end="8247">O estudo foi conduzido pelo paleontólogo da UFSM Dr. Rodrigo Temp Müller e contou com a participação dos discentes do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM Mauricio Silva Garcia, Lísie Vitória Soares Damke, Fabiula Prestes de Bem, André de Oliveira Fonseca, Mariana Doering, Jeung Hee Schiefelbein e Vitória Zanchett Dalle Laste. A pesquisa recebeu apoio do CNPq e do INCT Paleovert.</p>
<p data-start="8249" data-end="8329"><em>Texto: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cappa realiza Paleodia neste sábado (18) em São João do Polêsine</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/14/cappa-realiza-paleodia-neste-sabado-8-em-sao-joao-do-polesine</link>
				<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:00:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[caça do fóssil]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
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		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Programação prevê caça ao fóssil, uma simulação de escavação paleontológica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-70980 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-07-at-15.42.51.jpeg" alt="Cartaz colorido vertical com imagens de dois dinossauros em cores escuras. O cartaz traz a progamação do Paleodia, já apresentada no texto." width="508" height="763" />O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa) promove, neste sábado (18), edição especial do Paleodia alusiva aos 55 anos do Centro de Ciências Naturais e Exatas. As atividades serão na sede do Cappa, em São João do Polêsine, a partir das 15h.</p>
<p>A programação prevê caça ao fóssil, uma simulação de escavação paleontológica; oficina de pintura facial; presença das mascotes DinoCeppo, Agudino e Agussauro; e feira de produtos da região em parceria com o Geoparque da Quarta Colônia.</p>
<p>Em caso de chuva, a programação será adiada.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudo apresenta as mais antigas evidências de brigas entre dinossauros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/03/26/estudo-apresenta-as-mais-antigas-evidencias-de-brigas-entre-dinossauros</link>
				<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 19:52:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
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						<description><![CDATA[A pesquisa examinou fósseis de herrerassaurídeos, grupo de dinossauros predadores que viveu há cerca de 230 milhões de anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_68645" align="alignright" width="567"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/Creditos-Imagens.pdf-image-003.jpg"><img class=" wp-image-68645" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/Creditos-Imagens.pdf-image-003-300x200.jpg" alt="" width="567" height="378" /></a> Fóssil de <em>Gnathovorax cabreirai</em>, um herrerassaurídeo com lesões ósseas preservadas no maxilar (foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]

Paleontólogos da UFSM publicaram nesta quarta-feira (26) um estudo no periódico científico The Science of Nature onde apresentam evidências de que os primeiros dinossauros carnívoros de grande porte brigavam entre si.

Os pesquisadores encontraram marcas de lesões ósseas cicatrizadas em crânios fossilizados de dinossauros escavados no Brasil e na Argentina. As lesões indicam que esses dinossauros teriam se envolvido em disputas agressivas, possivelmente por comida, território ou parceiros. A pesquisa foi realizada pelo estudante de doutorado Maurício Silva Garcia, do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob supervisão do paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller. Além disso, também contou com a colaboração do paleontólogo argentino Ricardo Martínez, da Universidad Nacional de San Juan.

Durante a pesquisa, foram examinados fósseis de herrerassaurídeos, um grupo de dinossauros predadores que viveu há cerca de 230 milhões de anos. Com garras longas e dentes afiados, alguns herrerassaurídeos poderiam ter ultrapassado 6 metros de comprimento. Estes dinossauros são alguns dos mais antigos já descobertos e são importantes para se entender a origem e evolução inicial do grupo. De acordo com os resultados do estudo, quase metade dos crânios analisados apresentava sinais de ferimentos cicatrizados, sugerindo que esses dinossauros mordiam uns aos outros durante confrontos. Essas lesões representam a evidência mais antiga conhecida de confronto intraespecífico entre dinossauros. Este comportamento é observado de forma semelhante em diversos animais que vivem atualmente, especialmente crocodilianos.

Análises minuciosas dos fósseis revelam que as marcas não foram causadas após a morte do animal ou por outros predadores. Em vez disso, elas demonstram sinais de cicatrização, o que indica que os ferimentos ocorreram enquanto os dinossauros ainda estavam vivos. Estudos prévios também já reportaram esse tipo de comportamento em dinossauros que viveram em períodos posteriores, como o <i>Tyrannosaurus rex</i>, mas esta é a primeira vez que tais evidências foram encontradas em dinossauros do período Triássico. Isso revela que o comportamento de disputas territoriais e hierárquicas pode ter surgido já durante o início da evolução dos dinossauros.

[caption id="attachment_68646" align="alignleft" width="518"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/Creditos-Imagens.pdf-image-000.jpg"><img class=" wp-image-68646" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/Creditos-Imagens.pdf-image-000-300x209.jpg" alt="" width="518" height="361" /></a> Dois <em>Gnathovorax</em> se enfrentam em uma paisagem triássica do sul do Brasil há 230 milhões de anos (ilustração: Caio Fantini)[/caption]

O estudo destaca como a análise de patologias em fósseis pode ajudar em um melhor entendimento da origem e evolução do comportamento em dinossauros. Essas marcas oferecem pistas sobre como essas criaturas interagiam milhões de anos atrás, logo no início da evolução dos dinossauros, oferecendo uma janela para entender o comportamento e a ecologia desses animais extintos.
<h3><b>Cappa</b></h3>
Os restos fósseis de um dos dinossauros estudados, o <i>Gnathovorax cabreirai</i>, assim como uma série de outros achados, estão depositados no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, que fica localizado no município de São João do Polêsine, integrante do Geoparque Quarta Colônia Unesco. No centro de pesquisa há uma exposição de fósseis que pode ser visitada sem custo.

O artigo intitulado <i>Craniofacial lesions in the earliest predatory dinosaurs indicate intraspecific agonistic behavior at the dawn of the dinosaur era</i> (“Lesões craniofaciais nos primeiros dinossauros predadores indicam comportamento agonístico intraespecífico no início da era dos dinossauros”) pode ser acessado <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00114-025-01978-0" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.

A pesquisa recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Paleovert.

<i>Texto: Cappa</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Novo réptil fóssil ajuda a entender como eram os ecossistemas antes do surgimento dos dinossauros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/25/novo-reptil-fossil-ajuda-a-entender-como-eram-os-ecossistemas-antes-do-surgimento-dos-dinossauros</link>
				<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 14:25:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Paleontólogo do CAPPA/UFSM publica estudo em periódico científico descrevendo uma nova espécie de réptil que viveu há 237 milhões de anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_68351" align="alignright" width="443"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/02/Paleontologo-com-fossil-de-Retymaijychampsa-por-Janaina-Brand-Dillmann-scaled.jpg"><img class="wp-image-68351" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/02/Paleontologo-com-fossil-de-Retymaijychampsa-por-Janaina-Brand-Dillmann-scaled.jpg" alt="foto vertical colorida de um homem ante um microscópio com um pequeno fóssil" width="443" height="664" /></a> Rodrigo Temp Müller com o fóssil de "Retymaijychampsa" (Foto: Janaína Brand Dillmann)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Antes que os dinossauros dominassem o planeta, uma diversidade de outros répteis ocupava os ecossistemas da Era Mesozoica. Por volta de 237 milhões de anos, ainda no Triássico Médio, os dinossauros eram representados por espécies precursoras, que não eram tão diversas nem abundantes. Em contraste, diversos grupos de organismos já estavam bem estabelecidos. Muitos pertenciam à linhagem que daria origem aos jacarés e crocodilos atuais, enquanto outros faziam parte do grupo que eventualmente deu origem aos mamíferos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, havia linhagens únicas que surgiram e desapareceram ao longo do Período Triássico. Entre elas, destaca-se o grupo chamado de <em>Proterochampsidae</em>, composto por várias espécies de répteis carnívoros que habitaram a região que hoje corresponde à América do Sul entre 237 e 228 milhões de anos atrás. Esse grupo de répteis é particularmente interessante porque ocupa uma posição crucial na árvore evolutiva dos répteis, sendo um dos mais proximamente aparentados à linhagem que deu origem tanto aos jacarés e crocodilos quanto aos dinossauros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dessa forma, compreender a evolução dos proterochampsídeos é fundamental para esclarecer quais características podem ter contribuído para o sucesso evolutivo desses grupos durante a Era Mesozoica. No entanto, os fósseis de proterochampsídeos ainda são relativamente escassos, especialmente aqueles que preservam as partes do esqueleto responsáveis pela locomoção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já um novo achado oriundo do município de Paraíso do Sul (RS) traz mais dados para essa questão e ajuda a preencher uma lacuna que existia na árvore evolutiva dos proterochampsídeos. </span><span style="font-weight: 400">O novo fóssil foi entregue ao Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta da Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM) em janeiro de 2024 por meio de uma doação realizada por Pedro Lucas Porcela Aurélio. No centro de pesquisa, os materiais doados por Aurélio ficaram sob os cuidados do paleontólogo Rodrigo Temp Müller, que iniciou o trabalho de preparação e limpeza dos fósseis. Por estarem envoltos por uma camada espessa de rocha, os elementos precisaram ser preparados com o uso de marteletes pneumáticos e ácido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante essa etapa, o paleontólogo identificou algumas espécies ainda desconhecidas, dentre elas o fóssil de um membro posterior (perna) completo e articulado. Esse material em questão apresentava uma constituição peculiar, sendo mais robusto do que normalmente se esperaria para um animal daquele tamanho. Ao comparar as características ósseas da perna fossilizada, foi possível constatar que se tratava de um proterochampsídeo, mas diferente de todos os outros já conhecidos. Assim, o fóssil foi reconhecido como uma nova espécie e recebeu o nome de </span><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum</span></i><span style="font-weight: 400"> em um estudo publicado no periódico científico </span><i><span style="font-weight: 400">Acta Palaoentologica Polonica</span></i><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<h3>Nome e características</h3>
<p><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum </span></i><span style="font-weight: 400">é uma das mais antigas espécies de proterochampídeos já descobertos, tendo por volta de 237 milhões de anos. Com base nas medidas da perna fossilizada, é possível estimar que o pequeno réptil teria cerca de 80 cm de comprimento. Porém, como ainda são conhecidos poucos materiais da nova espécie, não se descarta a possibilidade de que a espécie poderia ter atingido tamanhos maiores. Com base em comparações com outros proterochampídeos, pode-se afirmar que o réptil foi quadrupede e carnívoro, uma vez que todos outros proterochampsídeos possuíam esse hábito alimentar. Dentre as características que mais chamam a atenção, destaca-se a robustez dos ossos da perna, indicando que a espécie possuía membros posteriores bastante fortes, possivelmente utilizados para impulsionar o animal em investidas rápidas na tentativa de emboscar presas. De fato, por meio da combinação de palavras do grego e do guarani, a configuração única da perna serviu de inspiração para o nome do gênero, que significa "crocodilo de perna forte". Já o nome da espécie é uma homenagem a família Becker, dona das terras onde o fóssil foi descoberto.</span></p>
[caption id="attachment_68350" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/02/Infos-Retymaijychampsa-beckerorum-ilustracao-por-Caio-Fantini-1.jpeg"><img class="wp-image-68350 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/02/Infos-Retymaijychampsa-beckerorum-ilustracao-por-Caio-Fantini-1-1024x573.jpeg" alt="arte colorida horizontal com o fóssil e desenhos do animal" width="1024" height="573" /></a> "Retymaijychampsa beckerorum" é mais antigo que os primeiros dinossauros (Ilustração: Caio Fantini)[/caption]
<h3>Preenchendo uma lacuna evolutiva</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A maior parte dos proterochampsídeos é conhecida através de fósseis cranianos, sendo que outras partes do esqueleto são geralmente incompletas ou mal preservadas. Assim, a descoberta de </span><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum</span></i><span style="font-weight: 400">, que é conhecido através de uma perna completa, ajuda a entender melhor como foi a anatomia do membro posterior desses animais durante sua origem. Embora expresse características comuns do grupo, como uma forte assimetria entre os elementos que constituem o pé, o animal revela também características únicas, como o formato do fêmur e a robustez dos elementos. Essas condições mostram que os proterochampídeos podem ter sofrido algumas mudanças na forma de locomoção durante sua evolução. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro ponto importante da descoberta de </span><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum </span></i><span style="font-weight: 400">diz respeito ao seu posicionamento na árvore evolutiva dos proterochampsídeos. Há uma divisão principal dentro desse grupo que resulta na existência de duas linhagens principais. A mais abundante é composta por formas com membros locomotores mais gráceis e que aparentam ter hábitos terrestres. A outra linhagem é composta por menos espécies, possui membros locomotores mais robustos e é geralmente associada a hábitos de vida semi-aquáticos. De acordo com análises que reconstroem os graus de parentesco, constatou-se que a nova espécie pertence a segunda linhagem. Até então, nenhuma espécie tão antiga quanto </span><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum </span></i><span style="font-weight: 400">havia sido reportada para essa segunda linhagem. Desse modo, a descoberta ajuda a preencher uma lacuna que existiu por muito tempo na árvore evolutiva desses répteis. </span></p>
[caption id="attachment_68352" align="alignleft" width="547"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/02/Retymaijychampsa-beckerorum-por-Caio-Fantini-2.jpg"><img class="wp-image-68352" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/02/Retymaijychampsa-beckerorum-por-Caio-Fantini-2.jpg" alt="imagem colorida horizontal com desenho do que seria o animal em seu habitat" width="547" height="308" /></a> "Retymaijychampsa beckerorum" (Ilustração: Caio Fantini)[/caption]
<h3>As buscas seguem no sítio fossilífero</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Após Aurélio revelar o enorme potencial fossilífero da localidade de Paraíso do Sul, os pesquisadores passaram a realizar buscas constantes na área. Durante o ano de 2024 foram descobertos diversos novos fósseis no sítio fossilífero que preservou os fósseis de </span><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum</span></i><span style="font-weight: 400">. Para os paleontólogos, o que mais chama a atenção no sítio fossilífero da família Becker é o fato de os esqueletos frequentemente serem encontrados articulados, uma condição muito rara para fósseis dessa idade. Dessa maneira, os fósseis se tornam mais informativos, uma vez que tendem a preservar mais partes do esqueleto. No momento, a equipe liderada por Müller trabalha na triagem e preparação de fósseis escavados no sítio durante trabalhos de campo conduzidos ao longo do último ano. Os paleontólogos esperam apresentar alguns dos novos achados ainda em 2025.</span></p>
<h3>Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os restos fósseis do </span><i><span style="font-weight: 400">Retymaijychampsa beckerorum</span></i><span style="font-weight: 400">, assim como uma série de outros achados, estão depositados no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM), em São João do Polêsine. O município faz parte do Geoparque Quarta Colônia Unesco. No centro de pesquisa há uma exposição de fósseis que pode ser visitada sem custo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo foi conduzido pelo paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller. A pesquisa recebeu apoio do CNPq e INCT Paleovert.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O artigo intitulado “</span><em>A new proterochampsid archosauriform from the Middle–Upper Triassic of Southern Brazil</em><span style="font-weight: 400">” foi publicado no periódico “</span><em>Acta Palaeontologica Polonica</em><span style="font-weight: 400">” e pode ser acessado gratuitamente através do <a href="https://www.app.pan.pl/article/item/app012042024.html" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Fonte: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Photograph of fossils from UFSM chosen as one of the best of the year by Nature magazine</title>
				<link>https://www.ufsm.br/global/2025/01/06/photograph-of-fossils-from-ufsm-chosen-as-one-of-the-best-of-the-year-by-nature-magazine</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jan 2025 13:02:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[FOSSILS]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[nature]]></category>
		<category><![CDATA[paleontology]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Global]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM INTERNATIONAL]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/global/?p=843</guid>
						<description><![CDATA[Research conducted at CAPPA/UFSM highlights the importance of the central region of Rio Grande do Sul for global paleontology]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><a href="https://www.nature.com/immersive/d41586-024-03969-z/index.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR00ePrdzw-Nl8dzMkhXnbDdiNfh3zruZLoVmgyvdRZrn-d6IbmAtlVN3Jk_aem_SVhWrg9xkJRcPdbhT4wFTQ"><img style="width: 350px;height: auto" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/906/2025/01/UFSM-in-Nature-magazine-1-576x1024.jpg" alt="" width="576" height="1024" /></a></p>
<p>An image featuring significant paleontological finds stored at the Center for Paleontological Research (CAPPA) of the Federal University of Santa Maria (UFSM) was highlighted in <a href="https://www.nature.com/immersive/d41586-024-03969-z/index.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR00ePrdzw-Nl8dzMkhXnbDdiNfh3zruZLoVmgyvdRZrn-d6IbmAtlVN3Jk_aem_SVhWrg9xkJRcPdbhT4wFTQ"><strong>Nature magazine's annual selection of the best scientific images of 2024</strong></a>, one of the most renowned scientific journals in the world.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:group {"layout":{"type":"flex","flexWrap":"nowrap"}} --></p>
<p><!-- wp:image {"lightbox":{"enabled":false},"id":845,"width":"350px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"custom"} --></p>
<figure>The photo shows a specimen of Prestosuchus chiniquensis, excavated by paleontologist Sérgio Furtado Cabreira. This reptile, which belongs to the crocodilian lineage, lived 237 million years ago during the Triassic Period. The discovery reinforces the significance of Brazil—particularly the central region of Rio Grande do Sul—in global paleontology. In the image, alongside the Prestosuchus, CAPPA/UFSM paleontologist Rodrigo Temp Müller holds one of the oldest fossils ever found of dinosaur precursors: a specimen of Gondwanax paraisensis, a reptile also from the Triassic period.</figure>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- /wp:group --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Excellence in Paleontological Research at UFSM</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>The Santa Maria region, globally recognized for housing one of the richest fossil heritages in the world, has been essential in understanding the evolution of terrestrial vertebrates. Located in São João do Polêsine, CAPPA/UFSM has stood out in research, in the training of new scientists, and in scientific outreach about the evolutionary history of vertebrates. "It is amazing to see how the paleontological research we produce at UFSM has gained worldwide recognition, increasingly boosting the internationalization of our University," says Temp Müller.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Text: Luciane Treulieb, journalist</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Image: Reproduction/Nature. Photograph: Diego Vara/Reuters</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fotografia de fósseis da UFSM é eleita uma das melhores do ano pela revista Nature</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/19/fotografia-de-fosseis-da-ufsm-e-eleita-uma-das-melhores-do-ano-pela-revista-nature</link>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 17:56:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[nature]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67989</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisas realizadas no CAPPA/UFSM destacam a importância da região central do Rio Grande do Sul para a paleontologia mundial]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<p><span style="font-weight: 400">Uma imagem com importantes achados paleontológicos depositados no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi destaque na seleção anual das</span><strong><a href="https://www.nature.com/immersive/d41586-024-03969-z/index.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR00ePrdzw-Nl8dzMkhXnbDdiNfh3zruZLoVmgyvdRZrn-d6IbmAtlVN3Jk_aem_SVhWrg9xkJRcPdbhT4wFTQ"> melhores imagens científicas de 2024 da Revista <em>Nature</em>,</a></strong><span style="font-weight: 400"> uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo.</span></p>
[caption id="attachment_67991" align="alignleft" width="689"]<a href="https://www.nature.com/immersive/d41586-024-03969-z/index.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR00ePrdzw-Nl8dzMkhXnbDdiNfh3zruZLoVmgyvdRZrn-d6IbmAtlVN3Jk_aem_SVhWrg9xkJRcPdbhT4wFTQ"><img class="wp-image-67991" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/nature.jpg" alt="" width="689" height="674" /></a> Imagem: Reprodução/Nature. Fotografia: Diego Vara/Reuters[/caption]
<p><span style="font-weight: 400"> A foto apresenta um exemplar de </span><i><span style="font-weight: 400">Prestosuchus chiniquensis, </span></i><span style="font-weight: 400">escavado pelo paleontólogo Sérgio Furtado Cabreira. O réptil pertence à linhagem crocodiliana e viveu há 237 milhões de anos, durante o Período Triássico, em uma descoberta que reforça a relevância do Brasil, e em particular da região central do Rio Grande do Sul, para a paleontologia mundial. Na imagem, ao lado do </span><i><span style="font-weight: 400">Prestosuchus</span></i><span style="font-weight: 400">, o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, do CAPPA/UFSM, segura um dos mais antigos fósseis dos precursores dos dinossauros já encontrados: um exemplar de </span><i><span style="font-weight: 400">Gondwanax paraisensis</span></i><span style="font-weight: 400">, um réptil que também remonta ao Triássico.</span></p>
<h3><b>Excelência da pesquisa paleontológica na UFSM</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A região de Santa Maria, conhecida mundialmente por abrigar um dos mais ricos patrimônios fossilíferos do mundo, tem sido essencial para a compreensão da evolução dos vertebrados terrestres. Localizado em São João do Polêsine, o CAPPA/UFSM tem se destacado na pesquisa, na formação de novos cientistas e na divulgação científica sobre a história evolutiva dos vertebrados: “É incrível ver como a pesquisa paleontológica que produzimos na UFSM tem conquistado reconhecimento mundial, impulsionando cada vez mais a internacionalização da nossa Universidade”, ressalta Temp Müller.</span></p>
<p>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</p>
<p>Imagem: Reprodução/Nature. Fotografia: Diego Vara/Reuters</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nova descoberta revela, pela primeira vez, a face de um dinossauro conhecido há 25 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/17/nova-descoberta-revela-pela-primeira-vez-a-face-de-um-dinossauro-conhecido-ha-25-anos</link>
				<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 18:00:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fóssil]]></category>
		<category><![CDATA[sítio alemoa]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisadores da UFSM publicaram na última segunda-feira (16) um estudo apresentando o fóssil escavado em Santa Maria no periódico britânico Zoological Journal of the Linnean Society. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67970" align="alignleft" width="696"]<img class="wp-image-67970 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/Paleontologa-Lisie-Damke-com-o-cranio-fossil-de-Saturnalia-tupiniquim-credito-Rodrigo-Temp-Muller-1024x683.jpg" alt="" width="696" height="464" /> Paleontóloga Lísie Damke com o crânio fossil de Saturnalia tupiniquim (crédito Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro dinossauro brasileiro foi descoberto em Santa Maria em 1936, mas só foi oficialmente descrito em 1970, recebendo o nome de </span><i><span style="font-weight: 400">Staurikosaurus pricei</span></i><span style="font-weight: 400">. Quase três décadas depois, em 1999, um novo dinossauro foi anunciado para o município. Recebido com grande entusiasmo pela comunidade científica, o réptil foi batizado de </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400">. Com cerca de 230 milhões de anos, ele se destacou por ser um dos dinossauros mais antigos já conhecidos no mundo. Apesar de boa parte do esqueleto fóssil ter sido preservada, a região facial não foi recuperada. Portanto, até então, não era possível determinar como foi a verdadeira face desse dinossauro. Esse cenário muda a partir de agora, com uma nova descoberta anunciada por pesquisadores da UFSM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os fósseis estudados foram escavados em 2018 no sítio fossilífero <a href="https://www.ufsm.br/2024/11/04/projeto-da-ufsmonumento-natural-alemoa">Cerro da Alemoa</a>, localizado em Santa Maria. Depois disso, eles passaram por um minucioso processo de limpeza, que envolve a remoção da rocha que reveste os fósseis. Essa etapa revelou a presença de três indivíduos, sendo que um deles preservou o crânio quase completo. Ao observar a anatomia dos ossos que compõem a face do dinossauro, os pesquisadores ficaram surpresos com sua morfologia delicada e grácil. Assim, carinhosamente apelidaram o espécime de “Gracinha”. </span></p>
[caption id="attachment_67971" align="alignright" width="638"]<img class="wp-image-67971 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/Sitio-fossilifero-Cerro-da-Alemoa-em-2023-credito-Rodrigo-Temp-Muller-1024x576.jpg" alt="" width="638" height="359" /> Sítio fossilífero Cerro da Alemoa em 2023[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com base nas dimensões dos fósseis, foi possível determinar que eles pertenceram a dinossauros com aproximadamente 1,50 metros de comprimento. Ainda, a ocorrência de características únicas permitiu atribuí-los a espécie </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400">. Diante dessa constatação, a descoberta de materiais cranianos trouxe à tona uma série de novos dados a respeito desse dinossauro. A espécie teria um crânio relativamente curto e afunilado, com dentes em forma de punhal e munidos de serrilhas. Essas características são típicas de animais carnívoros. A curiosidade é que a espécie pertence à linhagem de dinossauros conhecidos por seu tamanho gigantesco, pescoço longo e dieta herbívora. No entanto, a explicação para isso é que </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400"> foi um membro muito primitivo dessa linhagem, mantendo uma dieta carnívora e um tamanho corporal reduzido, características comuns aos seus ancestrais.</span></p>
<h3>Uma espera de 25 anos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A descoberta de um crânio quase completo de </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400"> também contribui para encerrar uma discussão que perdura há 25 anos. Com base nos poucos ossos cranianos descritos em 1999, pesquisadores sugeriram que a espécie teria um crânio pequeno em comparação com outros dinossauros de idade similar. Essa característica ajudaria a agrupar </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400"> com dinossauros gigantes e herbívoros. Novas estimativas publicadas em 2019, baseadas em tomografias dos materiais recuperados em 1999, deram mais respaldo a essa hipótese. No entanto, foi apenas com a recente descoberta que essa hipótese pôde ser definitivamente confirmada. De fato, </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400"> possuía um crânio relativamente pequeno. Os pesquisadores acreditam que essa característica, juntamente com sua dentição carnívora, pode ter ajudado a espécie a realizar movimentos rápidos com a cabeça para capturar presas.</span></p>
<h3>Fim das pesquisas?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Após uma espera de 25 anos, o quebra-cabeças do </span><i><span style="font-weight: 400">Saturnalia tupiniquim</span></i><span style="font-weight: 400"> finalmente está se aproximando de seu desfecho — ou quase. Paleontólogos destacam que ainda há muito a ser descoberto sobre esse dinossauro. Atualmente, novas pesquisas estão em andamento, envolvendo mais fósseis e diferentes abordagens, com o objetivo de desvendar outros aspectos da vida dessa criatura que habitou a região central do Rio Grande do Sul há 230 milhões de anos. Com essas investigações, espera-se compreender melhor o desenvolvimento desse dinossauro, seu comportamento e as interações com os outros organismos que coexistiram com ele em seus ecossistemas. Nos próximos anos, mais informações sobre esse fascinante dinossauro de Santa Maria deverão ser reveladas.</span></p>
<h3>A equipe</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A pesquisa foi conduzida por </span>Lísie Damke<span style="font-weight: 400">, ao longo de sua pesquisa de Mestrado em Biodiversidade Animal (</span>UFSM<span style="font-weight: 400">), sob orientação do </span>Dr. Rodrigo Temp Müller<span style="font-weight: 400"> (</span>CAPPA/UFSM<span style="font-weight: 400">). Também participaram do estudo os pesquisadores </span>Dr. Max Cardoso Lange<span style="font-weight: 400">r (</span>USP<span style="font-weight: 400">) e </span>Dr. Átila Augusto Stock Da-Rosa<span style="font-weight: 400"> (</span>UFSM<span style="font-weight: 400">). A pesquisa recebeu apoio do CNPq, INCT Paleovert, CAPES e FAPESP.</span></p>
<h3>Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Quem tiver interesse em conhecer os dinossauros da região central do RS, assim como outros fósseis, pode visitar o <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/cappa">Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM)</a> no município de São João do Polêsine. O município faz parte do Geoparque Quarta Colônia UNESCO. O CAPPA/UFSM fica aberto para visitação de segunda a domingo em horário comercial e a visita não tem custo.</span></p>
<p><em>Texto: Cappa</em><br /><em>Fotos: Rodrigo Temp Müller</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM, UFTM e URCA inauguram Parque dos Dinossauros na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/11/07/ufsm-uftm-e-urca-inauguram-parque-dos-dinossauros-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia-em-brasilia</link>
				<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 11:09:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia participa da exposição que integra três geoparques brasileiros]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67554" align="alignright" width="363"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/05A8534-scaled.jpg"><img class="wp-image-67554" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/05A8534-scaled.jpg" alt="foto vertical colorida de algumas pessoas atrás de uma bancada de vidro onde há um esqueleto de dinossauro; os dois homens mais à frente conversam" width="363" height="617" /></a> Presidente Lula e o paleontólogo do CAPPA/UFSM Flávio Pretto (D) na abertura da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia[/caption]
<p>Nesta quarta-feira (6), no Museu Nacional da República, foi aberta a 21ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O espaço, fomentado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, integra o trabalho desenvolvido em três geoparques brasileiros chancelados pela Unesco: o Geopark Araripe, o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Uberaba. Os três territórios compartilham um rico registro de dinossauros brasileiros, além de muitos outros fósseis que contam a história da biodiversidade brasileira.</p>
<p>O espaço do Parque dos Dinossauros recebeu visita oficial de autoridades do governo na noite de quarta: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, Geraldo Alckmin; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; o ministro da Educação, Camilo Santana; o ministro da Secretaria da Comunicação Social, Paulo Pimenta; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inácio Arruda, entre outras autoridades.</p>
<p>A comitiva do presidente foi recebida pessoalmente pelos paleontólogos Flávio Pretto, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM) e Thiago Marinho, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Na oportunidade, os paleontólogos apresentaram fósseis do território brasileiro e conversaram sobre a importância dos geoparques e das universidades brasileiras na popularização do conhecimento científico e na proteção do patrimônio nacional.</p>
[caption id="attachment_67555" align="alignleft" width="473"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-07-at-07.37.35-1.jpeg"><img class="wp-image-67555" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-07-at-07.37.35-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal de quatro pessoas conversando, ao fundo há uma redoma aparentemente com ossos, e nas paredes um mapa do Brasil sobre um fundo preto e uma imagem que parece ser um dinossauro" width="473" height="315" /></a> Vice-presidente Alckmin esteve na comitiva que prestigiou a exposição dos geoparques[/caption]
<p>A SNCT estará em Brasília até o dia 10 de novembro. No Parque dos Dinossauros, visitantes poderão encontrar fósseis brasileiros icônicos, como o <em>Prestosuchus</em>, um predador do Triássico do RS, com cerca de 240 milhões de anos. A exposição conta também com fósseis de <em>Uberabatitan</em>, o maior dinossauro brasileiro, com mais de 25m de comprimento. Uma das estrelas da mostra é o pequeno dinossauro <em>Ubirajara</em>, repatriado ao Brasil no ano passado. O fóssil original, hoje depositado em Santana do Cariri, estará disponível ao público durante a feira, e foi apresentado aos visitantes pelo reitor da URCA, Carlos Kleber Nascimento de Oliveira.</p>
<p>Além dos fósseis, o espaço conta com reconstruções idealizadas pelo paleoartista Rodolfo Nogueira, com esculturas em tamanho real, vídeos interativos em realidade aumentada e até mesmo uma caixa de escavação, onde os visitantes se revezam na tarefa de escavar um esqueleto em tamanho natural do dinossauro <em>Gnathovorax cabreirai</em>, cujo original faz parte do acervo do CAPPA/UFSM.</p>
<p>Juntamente com a UFSM e a UFTM, a outra instituição envolvida espaço do Parque dos Dinossauros é a Universidade Regional do Cariri (URCA).</p>
<p><em>Fotos: Ricardo Stuckert/Presidência da República Fotografia</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Paleodia 2024 será no próximo sábado (9) no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/11/05/paleodia-2024-sera-no-proximo-sabado-9-no-centro-de-apoio-a-pesquisa-paleontologica</link>
				<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 11:56:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Paleodia da Quarta Colônia]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Diversas atividades serão realizadas a partir das 15h, em São João do Polêsine]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-04-at-15.36.48.jpeg"><img class="alignright  wp-image-67523" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-04-at-15.36.48.jpeg" alt="" width="474" height="711" /></a>O Paleodia 2024 acontece no próximo sábado (9), a partir das 15h, no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA),na Rua Maximiliano Vizzotto, 598, São João do Polêsine.</p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>Dentre as atividades previstas estão:</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:list --></p>
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>Caça ao fóssil (simulação de escavação paleontológica);</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Brincadeira ''Dinos no gelo'';</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Oficina de pintura de réplicas e atividades lúdicas;</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Divulgação científica de laboratórios do PPGBA/UFSM;</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Observação de aves: Projeto "Olha o Passarinho";</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Brinquedos infláveis;</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Pintura facial;</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Comercialização de produtos de parceiros do Geoparque Quarta Colônia UNESCO;</li>
<!-- /wp:list-item --> <!-- wp:list-item -->
<li>Presenças confirmadas: DinoCeppo, Agudino &amp; Agussauro.<br />E muito mais…</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<p><!-- /wp:list --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>O evento é gratuito e não exige inscrição.</p>
<p>Haverá distribuição de água quente para chimarrão.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conheça os espaços museais da UFSM, que preservam e popularizam as artes e a ciência</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/14/conheca-os-espacos-museais-da-ufsm-que-preservam-e-popularizam-as-artes-e-a-ciencia</link>
				<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 14:01:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[acervo artístico]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[divisão de museus]]></category>
		<category><![CDATA[espaços museais]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[jardim botânico]]></category>
		<category><![CDATA[Lasca]]></category>
		<category><![CDATA[mostra de ciências morfológicas]]></category>
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		<category><![CDATA[museu gama d'eça]]></category>
		<category><![CDATA[Planetário]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Os espaços são abertos para visitação e localizam-se em Santa Maria e região]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<p>A UFSM conta com diversos espaços voltados à preservação, divulgação e popularização das artes, da história e da ciência. Confira a seguir mais informações sobre os espaços museais da Universidade.</p>
<h3>Gama d’Eça: um prédio histórico no coração da cidade</h3>
<p><em>O museu localizado na Rua do Acampamento possui um vasto acervo em arqueologia, paleontologia, numismática e geologia</em></p>
<p>O prédio localizado na Rua do Acampamento, número 81, guarda parte da história de Santa Maria. Já o acervo do Museu Gama d’Eça, que ocupa o seu interior, conta a história do mundo. Entre os mais diversos artefatos do museu, pode-se voltar no tempo em alguns séculos ou milhões de anos, até o período em que os dinossauros eram a espécie dominante na Terra.</p>
<p>Desde 1985 o Gama d’Eça localiza-se no prédio que fica em uma das principais vias de Santa Maria e aproxima a população da cidade do conhecimento das áreas de arqueologia, paleontologia, numismática e geologia. A exposição Fragmentos do Rio Grande do Sul, localizada no hall do museu, mostra artefatos do período dos Sete Povos das Missões até a Guerra do Paraguai. Os banners da exposição contextualizam e contam detalhes sobre os períodos e acontecimentos históricos que marcaram o estado.</p>
<p>Ao longo dos corredores do antigo casarão são encontrados diversos objetos históricos, como relógios, despertadores e ampulhetas do século 19 e móveis que guardam parte da história, como a cômoda de Pinheiro Machado, político de destaque durante o período da República Velha. O museu fica aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.</p>
<p><em>Confira fotos do Museu Gama d'Eça: </em></p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>		
								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="e0d19b0" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTE1IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTg4LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImUwZDE5YjAifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5188.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5188-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="e0d19b0" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTE0IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTkxLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImUwZDE5YjAifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5191.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5191-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="e0d19b0" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTEzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTgzLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImUwZDE5YjAifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5183.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5183-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="e0d19b0" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTEyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTgwLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImUwZDE5YjAifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5180.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5180-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
		<p><!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<h3>Lasca conta a história dos primeiros habitantes do Rio Grande do Sul</h3>
<p><em>O acervo do grupo de pesquisa possui aproximadamente 200 mil peças sobre os povos originários gaúchos</em></p>
<p>Entender o passado para olhar o presente e o futuro. Essa é apenas uma das lições que podem ser aprendidas em uma visita ao Laboratório de Arqueologia, Sociedades e Culturas das Américas (Lasca) e seu acervo arqueológico com aproximadamente 200 mil peças sobre os povos originários do Rio Grande do Sul. Os artefatos são de períodos anteriores à chegada dos europeus ao território brasileiro. Podem contar histórias de grupos que viviam aqui há 13 mil anos. </p>
<p>Por meio das peças do acervo é possível compreender a história e o modo de vida dos povos indígenas, suas invenções, hábitos alimentares e a forma como manejavam plantas e animais. Todos esses elementos mostram como o Rio Grande do Sul e o Brasil são herdeiros culturais e genéticos dos povos originários. Além das exposições, o Lasca desenvolve pesquisas nas áreas de arqueologia pré-histórica e histórica, educação patrimonial e bioarqueologia. </p>
<p>Desde o dia 16 de setembro, o laboratório realiza a exposição “Fragmentos da história do RS: Os Metais do Lasca”, que exibe o acervo construído durante os 40 anos de projetos arqueológicos realizados pela UFSM. </p>
<p>O conhecimento gerado a partir da pesquisa chega ao público por meio de atividades lúdicas e educativas, como oficinas de educação patrimonial abertas ao público e cartilhas educativas, disponíveis gratuitamente em seu <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lasca">site institucional</a>. O Lasca promove atualmente cursos de arqueologia e educação patrimonial em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.</p>
<p>O Lasca fica localizado no Complexo Multicultural da Antiga Reitoria, na Rua Floriano Peixoto, 1184, bairro Centro. A visitação é gratuita e ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, exceto em feriados.</p>
<p><em>Confira fotos do Lasca:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="2d4723e" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTE5IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTMzLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjJkNDcyM2UifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5133.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5133-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="2d4723e" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTE4IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTM3LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjJkNDcyM2UifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5137.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5137-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="2d4723e" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTE3IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTQyLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjJkNDcyM2UifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5142.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5142-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="2d4723e" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTE2IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTQ0LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjJkNDcyM2UifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5144.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5144-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
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<h3>As obras que fazem parte do Acervo Artístico</h3>
<p><em>O espaço conta com duas salas de exposição, obras de artistas nacionais e internacionais, além de um espaço imersivo para os visitantes</em></p>
<p>A porta dos fundos da Biblioteca Central é uma entrada para o universo das artes visuais. O Acervo Artístico da UFSM é um espaço de dois andares que conta com mais de 300 desenhos, pinturas, ilustrações e fotografias de artistas nacionais e internacionais. No espaço encontram-se obras de artistas da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Japão e países da Europa. </p>
<p>O térreo do acervo conta com dois ateliês, onde são realizadas as exposições, uma com material do acervo e outra de artistas vinculados à universidade ou externos. As obras que não estão em exposição ficam na área da reserva técnica. Entre as obras guardadas estão alguns quadros de Iberê Camargo (1914-1994), um dos mais renomados artistas visuais brasileiros. Nascido em Restinga Seca, Iberê Camargo estudou arte em Santa Maria. Por conta da sua relação com a cidade, ele doou algumas de suas obras para a UFSM.</p>
<p>No segundo piso do acervo há uma sala chamada de “Caverna”, por conta da sua iluminação e acústica. O objetivo da Caverna é ensinar sobre culturas antigas e arte contemporânea de forma imersiva. Assim, pinturas rupestres e grafites iluminados por neon e acompanhados por música ambiental são as atrações da exposição. </p>
<p>O Acervo Artístico abre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, sem fechar ao meio-dia. Nos domingos de Viva o Campus o espaço também abre para visitação. Grupos que desejam conhecer as obras podem agendar visita pelo <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/cca/divisao-de-museus-ufsm/acervo-artistico-ufsm">site</a>. </p>
<p><em>Confira fotos do Acervo Artístico:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="49a6a18" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTIwIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0wzNzkzLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjQ5YTZhMTgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3793.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3793-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="49a6a18" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTIxIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0wzNzU2LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjQ5YTZhMTgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3756.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3756-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="49a6a18" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTIyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0wzNzc1LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjQ5YTZhMTgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3775.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3775-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="49a6a18" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTIzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0wzNzQ1LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjQ5YTZhMTgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3745.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL3745-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
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<h3>Planetário: o primeiro do RS a desvendar os mistérios do espaço</h3>
<p><em>Marcante pelo seu design único, o Planetário é o espaço da UFSM que mais recebe visitantes</em></p>
<p>O Planetário é um dos espaços museais mais visitados na UFSM. Em 2023 foram realizadas 405 sessões de exibição, com público total de aproximadamente 22 mil pessoas, de 94 municípios gaúchos. Seja na entrada ou na saída, o design do Planetário faz com que o prédio seja fotografado com uma atração turística. O Planetário se destaca pelo seu design e também pelo pioneirismo. Inaugurado em 1971, ele foi o primeiro planetário do Rio Grande do Sul e o primeiro do interior do Brasil.</p>
<p>O hall do prédio está com uma exposição de banners sobre meteoritos, mas o que mais chama atenção é um objeto azul não identificado. É o primeiro projetor utilizado na cúpula do Planetário que ficou ativo por 40 anos. Além do projetor atual, que é digital, o espaço conta com dois telescópios para observação do céu e projetores convencionais para a realização de aulas.</p>
<p>Em outubro o Planetário vai realizar uma programação especial para o público infantil durante a Semana da Criança. Uma das atividades será a observação noturna do céu no dia 12 de outubro.</p>
<p>O Planetário fica aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13h30min às 15h30min, para sessões agendadas por escolas ou grupos de visitantes, que podem escolher entre os nove filmes disponíveis para exibição. Para o público geral são realizadas três sessões abertas todas as semanas. Os horários de exibição são divulgados no <a href="https://www.instagram.com/planetarioufsm/related_profiles/">Instagram</a> do Planetário.</p>
<p><em>Confira fotos do Planetário:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="aec2fdc" data-elementor-lightbox-title="_MGL5116" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTI0IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTE2LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImFlYzJmZGMifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5116.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5116-300x200.jpg" alt="_MGL5116" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="aec2fdc" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTI1IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTE4LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImFlYzJmZGMifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5118.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5118-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="aec2fdc" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTI2IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTEzLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImFlYzJmZGMifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5113.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5113-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="aec2fdc" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTI3IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTAyLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImFlYzJmZGMifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5102.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5102-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
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<h3>Museu de Solos mostra o que está sob os nossos pés</h3>
<p><em>Acervo do museu mostra a diversidade geológica do estado, combinando a exposição de fragmentos com tecnologia</em></p>
<p>Argissolo e planossolo. Para entender o que essas palavras significam, basta olhar para baixo. Esses são os dois principais solos que formam Santa Maria e estão entre as 130 amostras dos solos do território gaúcho que podem ser encontradas no Museu de Solos do Rio Grande do Sul, que fica no prédio 44 do Centro de Ciências Rurais da UFSM. </p>
<p>Também fazem parte do acervo rochas e minerais que são encontrados em cada região e foram responsáveis pela formação de cada solo. Cada fragmento de solo possui um QR Code que traz informações sobre a classificação do monolito, dados químicos, ambientais e fotos de sua paisagem. </p>
<p>A coleção do museu é visitada por estudantes de ciências rurais, ciências da natureza e engenharia, inclusive de outras universidades. No ano passado, o museu recebeu em torno de dois mil visitantes, entre acadêmicos e público escolar. Além do ensino, o Museu de Solos também se relaciona com a pesquisa. É integrado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo, que obtém nota máxima na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).</p>
<p>O acervo do museu tem como objetivo despertar a curiosidade dos visitantes para o estudo dos solos e sua diversidade, como os raros organossolos, ricos em matéria orgânica e presentes em apenas 1% de todo o território gaúcho, e podossolos presentes em algumas áreas do litoral. Considerado um “organismo vivo”, o solo contém um quarto da biodiversidade da Terra. Aprender a manejá-lo de forma correta é fundamental para a produção sustentável e eficiente de alimentos e também para minimizar e evitar os impactos da atividade humana neste componente fundamental para o surgimento e manutenção da vida no planeta.</p>
<p>É preciso realizar agendamento para visitar o museu, que tem horários disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 18h O Museu de Solos também está disponível para visitas em escolas. O contato pode ser realizado pelo número (55) 3020-8108, ou pelo e-mail fapedron@ufsm.br. No <a href="https://www.ufsm.br/museus/msrs">site do museu</a> também estão disponíveis materiais informativos, didáticos e pedagógicos, como atividades e experimentos que podem ser usados em sala de aula. </p>
<p><em>Confira fotos do Museu de Solos:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="16421ae" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTI5IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1NDI4LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjE2NDIxYWUifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5428.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5428-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="16421ae" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTMwIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1NDMyLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjE2NDIxYWUifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5432.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5432-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="16421ae" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTMxIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1NDQzLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjE2NDIxYWUifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5443.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5443-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="16421ae" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTI4IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1NDE2LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjE2NDIxYWUifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5416.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5416-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
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<h3>Mostra de Ciências Morfológicas é parada obrigatória para estudantes de anatomia humana e animal</h3>
<p><em>Ossadas de animais, exemplares taxidermizados, esqueleto e até cérebro humano podem ser encontrados no museu do prédio 19</em></p>
<p>A Mostra de Ciências Morfológicas é um espaço multidisciplinar onde o público pode visualizar e aprender sobre o corpo humano e animal. O acervo da mostra conta com mais de 200 peças que ensinam sobre a anatomia humana e animal. Desde a sua inauguração, em novembro de 2022, o museu já recebeu mais de três mil pessoas, em sua maioria estudantes do ensino fundamental e médio. </p>
<p>Alguns dos exemplares completos ou parciais de animais, como morcego, avestruz, ema, gato, baleia e tubarão, possuem um QR Code. Ao acessá-lo o visitante encontra informações, fotos e curiosidades sobre cada espécie. A parte de anatomia humana conta com crânio, esqueleto, cérebros humanos e representações didáticas de sistemas do corpo. Alguns desses materiais foram utilizados pelos primeiros cursos da área de saúde na UFSM e estão entre os mais antigos do acervo.</p>
<p>Neste segundo semestre a Mostra de Ciências Morfológicas está envolvida na realização da Olimpíada Morfológica 2024. A Mostra de Ciências Morfológicas vai promover encontros, capacitações e treinamentos com todas as escolas públicas da 8ª Coordenadoria Regional de Educação, que abrange 23 municípios. As inscrições para a Olimpíada podem ser feitas pelo <a href="https://www.ufsm.br/museus/mostra-morfologia/olimpiada-morfologica-2024-biomas-do-brasil">site do museu</a>.</p>
<p>O espaço fixo do museu é localizado na sala Prof. Roberto D. Teixeira, número 3127, prédio 19 do campus sede. A visita ocorre após agendamento, que pode ser feito pelo e-mail mostramorfo@ufsm.br ou pelo perfil do museu no <a href="https://www.instagram.com/mostramorfoufsm/">Instagram</a>. A Mostra de Ciências Morfológicas tem horários disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min. Nos domingos de Viva o Campus, o acervo também fica aberto para o público.</p>
<p><em>Confira fotos da Mostra de Ciências Morfológicas:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0de914c" data-elementor-lightbox-title="IMG_0347" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTUzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9JTUdfMDM0Ny5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiIwZGU5MTRjIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0347.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0347-300x200.jpg" alt="IMG_0347" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0de914c" data-elementor-lightbox-title="IMG_0368" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTU0IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9JTUdfMDM2OC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiIwZGU5MTRjIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0368.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0368-300x200.jpg" alt="IMG_0368" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0de914c" data-elementor-lightbox-title="IMG_0341" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTU1IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9JTUdfMDM0MS5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiIwZGU5MTRjIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0341.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0341-300x200.jpg" alt="IMG_0341" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0de914c" data-elementor-lightbox-title="IMG_0318 (1)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTU2IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9JTUdfMDMxOC0xLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjBkZTkxNGMifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0318-1.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/IMG_0318-1-300x200.jpg" alt="IMG_0318 (1)" /></figure></a>			
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<h3>Jardim Botânico mostra a biodiversidade presente no campus</h3>
<p><em>Espaço conta com plantas nativas e exóticas, animais taxidermizados e atrações como telhado verde e jardim sensorial </em></p>
<p>O Jardim Botânico conta com mais de 1.500 tipos de plantas de 350 espécies diferentes. A beleza e diversidade atraem cerca de 10 mil visitantes por ano. O espaço faz parte do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e foi inaugurado em 1981, o que tornou real o sonho do professor Santo Masiero, engajado no projeto desde a fundação da UFSM. O então professor do Departamento de Biologia foi uma das pessoas que cultivaram as primeiras espécies do jardim, recebidas por meio de doações.</p>
<p>Inicialmente povoado por plantas de outros setores da universidade e até mesmo doadas por floriculturas, hoje o Jardim Botânico possui uma vasta coleção de plantas nativas e exóticas, além de atrações turísticas como o telhado verde, trilhas guiadas, jardim sensorial, viveiro de plantas carnívoras, exposição de animais taxidermizados, entre outros. Aves, mamíferos, répteis, anfíbios e insetos também fazem parte da paisagem, interagem com as plantas e contribuem para a existência e conservação da biodiversidade, objetivo principal do espaço.</p>
<p>A multidisciplinaridade do jardim pode ser atestada pelos seus visitantes. Cursos como Ciências Biológicas, Engenharia Florestal, Gestão Ambiental, Geografia e Engenharia Civil realizam pesquisas em parceria com o Jardim Botânico. Os trabalhos são publicados em eventos científicos e também em periódicos. Estudantes de Desenho Industrial e Dança também estão entre o público que frequenta o Jardim, o que mostra que a natureza pode ser tanto fonte de inspiração artística quanto contemplada como uma obra de arte. O Jardim Botânico recebe bolsistas, estagiários e monitores de diferentes cursos, que realizam atividades de pesquisa, ensino e extensão.</p>
<p>Entre as plantas que podem ser encontradas no acervo do espaço estão o Palmiteiro Juçara, ameaçado de extinção, e a Ilex paraguariensis, popularmente conhecida como árvore da erva-mate. O Jardim Botânico fica aberto de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 17h. A entrada é gratuita. Para visitas em grupos é necessário realizar agendamento. Mais informações podem ser encontradas no <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/jardim-botanico">site do Jardim Botânico</a> e em suas <a href="https://www.instagram.com/jardimbotanicodaufsm/">redes sociais</a>.</p>
<p><em>Confira fotos do Jardim Botânico:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="fd55a88" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTMyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MjIxLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImZkNTVhODgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5221.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5221-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="fd55a88" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTMzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MjEwLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImZkNTVhODgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5210.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5210-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="fd55a88" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTM0IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MjMzLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImZkNTVhODgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5233.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5233-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="fd55a88" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTM1IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9NR0w1MTk5LmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6ImZkNTVhODgifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5199.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/MGL5199-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
		<p><!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<h3>Cappa mostra que os primeiros dinossauros eram gaúchos </h3>
<p><em>O centro de pesquisa descobriu na região fósseis únicos do período Triássico na região central do RS</em></p>
<p>Existem espaços famosos por possuírem em seus acervos obras que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo. O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM conta com fósseis descobertos na região central do Rio Grande de Sul e que estão entre os primeiros dinossauros a habitarem a terra, como o Macrocollum itaquii, o Buriolestes schultzi e Cornualbus primus, a mais nova descoberta realizada por pesquisadores da UFSM. Os espécimes são do período Triássico, que ocorreu entre 240 e 225 milhões de anos atrás.</p>
<p>Além dos répteis daquele período, o espaço possui exemplares de parentes da classe reptilia e mamíferos que viveram na mesma época ou até antes deles. Ao todo, o acervo possui aproximadamente 500 fósseis que já foram catalogados e outros que ainda são analisados pelos pesquisadores do Cappa. O espaço foi criado em 2003 pelo Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus). Em 2010, o centro foi doado para a UFSM e, em 2013, foi inaugurado oficialmente, vinculado ao Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).</p>
<p>No âmbito da pesquisa paleontológica, o Cappa conta com parcerias nacionais e internacionais, sem abrir mão de que os pesquisadores da UFSM mantenham o protagonismo em estudos realizados com fósseis descobertos na região. Como resultado, a UFSM é referência nacional na área de paleontologia, com trabalhos publicados em revistas internacionais do segmento, como a Nature. </p>
<p>No dia 9 de novembro o Cappa realiza o Paleodia, onde escolas da região visitam o centro e realizam atividades relacionadas à paleontologia. Escolas devem entrar em contato pelo Cappa pelo Whatsapp (55) 99974-1090 ou pelo e-mail cappa@ufsm.br. Também é possível acompanhar as atividades e atualizações pelo seu <a href="https://www.instagram.com/cappaufsm/">Instagram</a>. O centro, localizado em São João do Polêsine, pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30min e das 13h30min às 17h. Para visitas guiadas, é obrigatório realizar o agendamento. Nos sábados, domingos e feriados, o horário de funcionamento é o mesmo, mas apenas visitas guiadas para mais de 10 pessoas precisam ser agendadas.</p>
<p><em>Confira fotos do Cappa:</em></p>
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								<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="5738755" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTQ5IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9SZWNvbnN0cnVjYW8tZS1yZXBsaWNhLWRvLWRpbm9zc2F1cm8tQnVyaW9sZXN0ZXMtc2NodWx0emktZW0tZXhwb3NpY2FvLW5vLUNBUFBBLmpwZyIsInNsaWRlc2hvdyI6IjU3Mzg3NTUifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Reconstrucao-e-replica-do-dinossauro-Buriolestes-schultzi-em-exposicao-no-CAPPA.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Reconstrucao-e-replica-do-dinossauro-Buriolestes-schultzi-em-exposicao-no-CAPPA-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="5738755" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTUwIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9Db3BpYS1kZS01LUF0cmF2ZXMtZG9zLXByb2pldG9zLWRlLWV4dGVuc2FvLWRvLUNBUFBBLWEtcG9wdWxhY2FvLWRhLVF1YXJ0YS1Db2xvbmlhLXBvZGUtc2UtaW50ZWdyYXItYW8tYW1iaXRvLXBhbGVvbnRvbG9nby1kYS1yZWdpYW8tZmF6ZW5kby1jb20tcXVlLW8tcGF0cmltb25pby1uYXR1cmFsLXNlamEtcHJlc2VydmFkby5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI1NzM4NzU1In0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Copia-de-5-Atraves-dos-projetos-de-extensao-do-CAPPA-a-populacao-da-Quarta-Colonia-pode-se-integrar-ao-ambito-paleontologo-da-regiao-fazendo-com-que-o-patrimonio-natural-seja-preservado.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Copia-de-5-Atraves-dos-projetos-de-extensao-do-CAPPA-a-populacao-da-Quarta-Colonia-pode-se-integrar-ao-ambito-paleontologo-da-regiao-fazendo-com-que-o-patrimonio-natural-seja-preservado-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="5738755" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTUxIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9EU0NfMDEyOC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI1NzM4NzU1In0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/DSC_0128.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/DSC_0128-300x200.jpg" alt="" /></figure></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="5738755" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjY3MTUyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjRcLzEwXC9EU0NfMDExOC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI1NzM4NzU1In0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/DSC_0118.jpg"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/DSC_0118-300x200.jpg" alt="" /></figure></a>			
		<p>Mais informações no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/cca/divisao-de-museus-ufsm" target="_blank" rel="noopener">site da Divisão de Museus da UFSM</a>, vinculada à Coordenadoria de Cultura e Arte da Pró-Reitoria de Extensão.</p>
<p><em>Texto: Bernardo Silva, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gustavo Damascena, acadêmico de Desenho Industrial, bolsista (com exceção do Cappa/Arquivo e da Mostra de Ciências Morfológicas/Ana Alicia Flores/Arquivo)</em><br /><em>Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas <br />Arte de Capa: Daniel Michelon De Carli, Agência de Notícias</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Descoberto em Paraíso do Sul um dos mais antigos precursores dos dinossauros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/14/descoberto-em-paraiso-do-sul-um-dos-mais-antigos-precursores-dos-dinossauros</link>
				<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 11:59:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67191</guid>
						<description><![CDATA[Paleontólogo do CAPPA/UFSM descreveu nova espécie de réptil que viveu há 237 milhões de anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67192" align="alignright" width="666"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Details-of-Gondwanax-paraisensis-illustration-by-Matheus-Fernandes-Gadelha.jpg"><img class="wp-image-67192" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Details-of-Gondwanax-paraisensis-illustration-by-Matheus-Fernandes-Gadelha.jpg" alt="imagem colorida horizontal mostra a ilustração do dinossauro, abaixo o esqueleto dele, do lado superior esquerdo um globo terrestre apontando o local onde foi encontrado" width="666" height="428" /></a> Detalhes do "Gondwanax paraisensis" (Ilustração: Matheus Fernandes Gadelha)[/caption]
<p>Um paleontólogo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) publicou na última semana um estudo no periódico científico Gondwana Research descrevendo uma nova espécie de réptil que viveu há 237 milhões de anos. O animal traz novas pistas sobre a origem dos dinossauros. O artigo intitulado “A new 'silesaurid' from the oldest dinosauromorph-bearing beds of South America provides insights into the early evolution of bird-line archosaurs” pode ser acessado gratuitamente pelo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1342937X24002764" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<p>O surgimento dos dinossauros foi um dos processos evolutivos mais importantes da história da vida na Terra, uma vez que esses répteis dominaram os ecossistemas terrestres por mais de 150 milhões de anos. Entretanto, a ascensão dos dinossauros ainda é um tema muito desafiador de se investigar, especialmente pela escassez de fósseis de seus precursores. O Brasil é conhecido mundialmente por abrigar alguns dos mais completos e bem preservados fósseis dos mais antigos dinossauros do mundo, com aproximadamente 230 milhões de anos. Por outro lado, embora essenciais para se entender a origem do grupo, fósseis de precursores de dinossauros mais antigos ainda são muito raros.</p>
<p>Compreender como foram os precursores dos dinossauros poderá ajudar a entender quais as características que foram cruciais para a o seu sucesso evolutivo. Ao longo dos últimos anos, foram reportados achados desse tipo para camadas fossilíferas com aproximadamente 237 milhões de anos no Brasil. Contudo, esses fósseis são usualmente fragmentários e pouco informativos.</p>
[caption id="attachment_67193" align="alignleft" width="541"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Paleontologist-Rodrigo-Temp-Muller-with-fossils-of-Gondwanax-paraisensis-by-Janaina-Brand-Dillmann-1.jpg"><img class="wp-image-67193" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Paleontologist-Rodrigo-Temp-Muller-with-fossils-of-Gondwanax-paraisensis-by-Janaina-Brand-Dillmann-1.jpg" alt="foto colorida quadrada com um homem de barba e camiseta branca manuseando e tendo à frente um esqueleto sobre uma bancada" width="541" height="456" /></a> Rodrigo Temp Müller com o fóssil do "Gondwanax paraisensis" (Foto: Janaína Brand Dillmann)[/caption]
<h3>Fósseis foram doados para o CAPPA/UFSM</h3>
<p>Uma adição a esse cenário se deu agora com a descrição de uma nova espécie chamada de <em>Gondwanax paraisensis</em>. Os fósseis da nova espécie foram descobertos no município de Paraíso do Sul por Pedro Lucas Porcela Aurélio. Depois de recolhidos, os materiais foram doados por Aurélio para o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA/UFSM) em janeiro de 2024.</p>
<p>Durante a triagem dos fósseis recebidos pelo CAPPA/UFSM, o paleontólogo Rodrigo Temp Müller notou alguns elementos com características interessantes. O paleontólogo levou os materiais para o laboratório e iniciou um minucioso trabalho de preparação, com uso de ácido e marteletes pneumáticos. Após dias de trabalho, parte do esqueleto de um réptil até então desconhecido foi finalmente revelada. Uma descrição formal da espécie e suas implicações foram apresentadas em um artigo científico publicado por Müller no periódico Gondwana Research. A pesquisa recebeu apoio do CNPq e INCT Paleovert.</p>
<p>Os detalhes do esqueleto fossilizado sugerem que o material pertence a um animal da linhagem dos dinossauros, podendo ser um dinossauro propriamente dito ou um parente muito próximo. Com aproximadamente 237 milhões de anos, esse é um dos fósseis mais antigos dessa linhagem já descobertos. Com base nas dimensões dos elementos preservados, estima-se que o Gondwanax paraisensis teria atingido cerca de um metro de comprimento. Uma vez que não foram recuperados dentes ou outros elementos cranianos, não foi possível inferir seus hábitos alimentares. Ainda assim, a maioria dos animais relacionados a ele foram herbívoros ou onívoros, o que torna bastante provável que ele também tivesse esse tipo de dieta. Quanto ao nome, “<em>Gondwanax</em>” significa “lorde do Gondwana”, referindo-se ao futuro domínio que os dinossauros exerceriam na porção de terra conhecida como Gondwana (região Sul do Supercontinente Pangeia). Já “<em>paraisensis</em>” é uma homenagem ao município de Paraíso do Sul.</p>
[caption id="attachment_67194" align="alignright" width="541"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Femur-of-Gondwanax-paraisensis-by-Rodrigo-Temp-Muller.jpg"><img class="wp-image-67194" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Femur-of-Gondwanax-paraisensis-by-Rodrigo-Temp-Muller.jpg" alt="foto colorida horizontal de uma mão segurando um pequeno osso de cor escura, e logo abaixo, em uma bancada branca, outros ossos" width="541" height="368" /></a> Fêmur do "Gondwanax paraisensis" (Foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<h3>Importância do Brasil no cenário internacional</h3>
<p>O <em>Gondwanax paraisensis</em> foi classificado como membro do grupo denominado “<em>Silesauridae</em>” devido a características diagnósticas presentes no fêmur (osso da coxa). Contudo, existe um debate sobre a posição que os “silessaurídeos” ocupavam na árvore evolutiva dos dinossauros. Alguns pesquisadores acreditam que esses animais podem ter sido precursores muito próximos dos dinossauros, enquanto outros sugerem que, em vez de precursores, eles eram dinossauros verdadeiros. Esse conflito de hipóteses ocorre justamente porque os “silesaurídeos” apresentam características típicas de dinossauros, mas também possuem algumas que ainda parecem bastante primitivas.</p>
<p>Essa condição é observada nos elementos ósseos de <em>Gondwanax paraisensis</em>. Por exemplo, o fêmur não apresenta uma das principais cristas para ancoragem de músculos, que é comum em dinossauros. Já o seu sacro (região que conecta a cintura com a coluna) parece bastante avançada, uma vez que apresenta mais vértebras do que outros “silessaurídeos” com idade similar. Essa incomum combinação de características pode indicar que o <em>Gondwanax paraisensis</em> locomovia-se de maneira distinta dos outros precursores dos dinossauros. Ainda, a ocorrência do <em>Gondwanax paraisensis</em> em camadas fossilíferas que já haviam revelado outros fósseis de “silessaurídeos” indica que esses dinossauromorfos<br />foram bastante diversos, mesmo durante as fases iniciais da evolução do grupo.</p>
<p>A descoberta do <em>Gondwanax paraisensis</em> em rochas com aproximadamente 237 milhões de anos na região central do Rio Grande do Sul destaca a importância do Brasil no cenário internacional do estudo da origem dos dinossauros. Enquanto há cerca de 10 anos os fósseis de dinossauros eram comemorados com enorme entusiasmo pelos paleontólogos que realizavam escavações no Rio Grande do Sul, hoje eles se tornaram<br />mais abundantes, levando os pesquisadores a buscar vestígios ainda mais antigos, como o <em>Gondwanax paraisensis</em>. O achado demonstra que, além de preservar alguns dos dinossauros do mundo, o Brasil também abriga fósseis dos répteis que marcaram o início da história evolutiva dos dinossauros, revelando detalhes até então desconhecidos dessa trajetória que transformou os ecossistemas terrestres durante a Era Mesozoica.</p>
<h3>Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica</h3>
<p>Os restos fósseis do <em>Gondwanax paraisensis</em>, assim como uma série de outros fósseis, estão depositados no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA/UFSM) que fica localizado no município de São João do Polêsine. O município faz parte do Geoparque Quarta Colônia<br />Unesco. No centro de pesquisa há uma exposição de fósseis que pode ser visitada sem custo.</p>
<p><em>Fonte: CAPPA/UFSM</em></p>
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<p></p>
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						<item>
				<title>UFSM participa de descoberta de nova espécie de tatu extinto no Paraná</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/11/ufsm-participa-de-descoberta-de-nova-especie-de-tatu-extinto-no-parana</link>
				<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 12:21:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67176</guid>
						<description><![CDATA[Mestranda em Biodiversidade Animal e pesquisador do CAPPA descreveram nova espécie]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67177" align="alignright" width="504"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Reconstrucao-artistica-de-Parutaetus-oliverai.-Arte-por-Marcio-L.-Castro.jpg"><img class="wp-image-67177" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Reconstrucao-artistica-de-Parutaetus-oliverai.-Arte-por-Marcio-L.-Castro.jpg" alt="imagem colorida horizontal mostra um tatu em um ambiente natural" width="504" height="401" /></a> Reconstrução artística do "Parutaetus oliverai" (Por Márcio L. Castro)[/caption]
<p>Os tatus são mamíferos fascinantes, conhecidos por sua armadura natural: uma carapaça dura e articulada que cobre boa parte de seu corpo, funcionando como uma defesa eficaz contra predadores. Eles vivem principalmente nas Américas, com a maior concentração de espécies na América do Sul. No entanto, sua diversidade era muito maior no passado, como demonstram os fósseis encontrados em várias regiões do continente. O Brasil é um dos principais locais de descobertas desses fósseis, incluindo alguns dos registros mais antigos de tatus.</p>
<p>Recentemente, a pesquisadora Tabata Klimeck, da UFSM, junto com seus colegas Martin Ciancio (Museo de La Plata, Argentina), Fernando Sedor (Museu de Ciências Naturais, UFPR) e Leonardo Kerber (Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia/CAPPA, UFSM), descreveu uma nova espécie de tatu extinto, chamada <em>Parutaetus oliveirai</em>.</p>
[caption id="attachment_67178" align="alignleft" width="505"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Osteodermos-de-Parutaetus-oliveirai.jpeg"><img class="wp-image-67178" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/Osteodermos-de-Parutaetus-oliveirai.jpeg" alt="foto colorida retangular com uma mão aberta e dentro dela 4 pequenos pedaços de ossos quadrados, do tamanho de uma unha" width="505" height="379" /></a> Osteodermos de "Parutaetus oliveirai"[/caption]
<p>Os fósseis dessa nova espécie, compostos por osteodermos (as placas que formam a carapaça), foram encontrados na Formação Guabirotuba, em Curitiba, Paraná. Após uma análise minuciosa, utilizando microtomografia computadorizada, os cientistas identificaram essa nova espécie com base em características únicas desses osteodermos, e descobriram que ela é relacionada aos <em>Euphractinae</em>, um grupo que inclui o tatu-peludo ou tatu-peba, muito comum no Brasil.</p>
<p>Além disso, a equipe observou que esses osteodermos apresentavam um número maior de forames, onde pelos se inseriam. Essa característica indica que a espécie possuía uma cobertura de pelos mais densa em comparação com outras formas próximas. Essa característica se alinha com um período mais frio ocorrido no final do Eoceno.</p>
<p>A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado de Tabata Klimeck no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM e representa uma importante contribuição para o estudo da evolução e adaptação dos tatus no passado e ajuda a entender a origem da biodiversidade do país.</p>
<p>O artigo pode ser conferido no <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2024.2403581#abstract" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        