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						<item>
				<title>Pesquisadora da UFSM é finalista em prêmio com teste rápido para diagnóstico de Tuberculose</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/07/pesquisadora-da-ufsm-e-finalista-em-premio-com-teste-rapido-para-diagnostico-de-tuberculose</link>
				<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 11:00:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[ciências da saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[micobacteriologia]]></category>
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		<category><![CDATA[tuberculose]]></category>

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						<description><![CDATA[A ferramenta foi indicado na categoria Produtos e Inovação em Saúde do 17º Prêmio Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Tosse constante, febre e cansaço estão entre os sintomas da tuberculose, doença transmitida pelo ar e que afeta, principalmente, os pulmões. Causada pela bactéria </span><i><span style="font-weight: 400">Mycobacterium tuberculosis,</span></i><span style="font-weight: 400"> essa infecção se enquadra como uma das mais contagiosas. A cargo de exemplo, em 2022, durante a pandemia de Covid-19, a tuberculose foi a segunda maior causadora de mortes por agentes infecciosos no país, segundo dados do Ministério da Saúde, disponíveis clicando </span><a href="https://multisite.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/52/2024/03/Boletim-Epidemiologico-de-Tuberculose-Numero-Especial-Mar.-2024-1.pdf"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, as estimativas de combate à doença também não são favoráveis. Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz Bahia ressaltou que as atuais políticas públicas para reduzir a incidência da doença ainda são insuficientes. A pesquisa ainda exemplificou em números: em 2023, foram registrados, no Brasil, 39,8 casos por 100 mil indivíduos, taxa acima da meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde, que é de 6,7 casos por 100 mil pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De maneira mais expressiva, esses números não evidenciam apenas uma doença que se espalha, mas também um problema social e estrutural. Ainda conforme dados do Ministério da Saúde, em média 48% das famílias afetadas pela tuberculose no Brasil gastam mais de 20% da renda familiar para tratar a doença. Além disso, apontou-se que dos casos recorrentes da doença no país, 63,3% acometem pessoas pretas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar do tratamento para tuberculose ser ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a lentidão no diagnóstico é um empecilho. Em média, o tempo total de início de sintomas até o tratamento da doença é de 11 semanas, isso é causado por dois fatores, o atraso do paciente em reconhecer os sintomas e o atraso do próprio sistema de diagnósticos e consultas. Essas estimativas foram publicadas em um levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Johns Hopkins University. Confira a pesquisa completa clicando </span><a href="https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/mp4znhnLS3zbyr7CL6FTh4x/?utm_source=chatgpt.com"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tendo esse contexto em mente, uma iniciativa do Laboratório de Micobacteriologia da UFSM, coordenado pela professora Marli Matiko Anraku de Campos, desenvolveu o Teste Molecular Rápido para Tuberculose, uma ferramenta capaz de otimizar o diagnóstico da doença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A potencialidade dessa ferramenta foi reconhecida. O teste esteve entre os finalistas da categoria Produtos e Inovação em Saúde no </span><a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/premios/cnpq-divulga-finalistas-do-17o-premio-de-incentivo-em-ciencia-tecnologia-e-inovacao-para-o-sus-edicao-2025-em-andamento"><span style="font-weight: 400">17º Prêmio Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS.</span></a><span style="font-weight: 400"> A premiação reconhece o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento, os quais seus trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Até o momento, não há data definida para a cerimônia de entrega do prêmio. Porém, sabe-se que o evento será realizado presencialmente em Brasília, conforme divulgado em edital, que pode ser acessado clicando </span><a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/premios/copy_of_Edital"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/INFOGRAFICO-FUNCIONAMENTO-DO-TESTE.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-70036" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/INFOGRAFICO-FUNCIONAMENTO-DO-TESTE.jpg" alt="" width="1921" height="1251" /></a></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Como o teste funciona?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde da UFSM, Marli explica, de maneira didática, o funcionamento do teste: inicialmente, uma amostra de escarro, a secreção produzida nas vias respiratórias, é coletada do paciente. Na sequência, certos reagentes são adicionados à amostra em tubos de ensaio que serão aquecidos em um termobloco, ou conhecido como banho seco, um equipamento que aquece pequenos recipientes. Após cerca de uma hora, segundo Marli, será possível identificar se a amostra está contaminada com a bactéria da tuberculose.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pesquisadora conta que essa identificação ocorre por meio de cores. “Essa reação que acontece é a chamada Colorimétrica, ou seja, quando há o aquecimento das amostras e não há o bacilo da tuberculose, a substância vai ficar rosa. Se ela estiver contaminada, o resultado fica amarelo ou alaranjado”, descreve. </span></p>
[caption id="attachment_70037" align="alignright" width="476"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/IMG-20250806-WA0019.jpg"><img class="wp-image-70037" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/IMG-20250806-WA0019.jpg" alt="" width="476" height="357" /></a> Amostras após o aquecimento[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Marli ainda esclarece que “o resultado é dado pela multiplicação, causado pelo aquecimento, de cópias do DNA das bactérias”, ou seja, se quanto mais cópias houver, mais amarelada será a cor da amostra ao fim do teste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de otimizar o tempo de diagnóstico, Marli reforça outra característica positiva do teste: o baixo custo. Conforme ela, o SUS utiliza, atualmente, testes baseados em reação de cadeia da polimerase (PCR), modalidade que busca amplificar o DNA ou RNA de bactérias ou vírus, criando muitas cópias de uma sequência específica com o uso de reagentes importados. “Os  cartuchos dessa reação possuem alto custo de importação, principalmente dos Estados Unidos. Esse Teste que desenvolvi, foi criado inteiramente com tecnologia e reativos brasileiros. É mais acessível financeiramente e não exige um laboratório específico. Pode ser feito por pessoas capacitadas para fazer a reação”, elucida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O desenvolvimento do Teste Rápido iniciou em 2023, após Marli ter sido contemplada com uma verba do </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/ppsus"><span style="font-weight: 400">Programa Pesquisa Para SUS</span></a><span style="font-weight: 400">, iniciativa de fomento à pesquisa em saúde nas Unidades Federativas. “Depois daquela época, nós patenteamos o nosso Teste pois ele é diferente de alguns que estão no mercado. O nosso foi elaborado inteiramente com recursos já existentes no Brasil. Desde então estamos lutando para avançar cada vez mais nessa autonomia”, frisa a docente.</span></p>
[caption id="attachment_70038" align="alignleft" width="476"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/20250806_153338.jpg"><img class="wp-image-70038" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/20250806_153338.jpg" alt="" width="476" height="357" /></a> Termobloco utilizado para aquecer as amostras[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Marli ainda destaca que a principal estratégia para o combate da doença é o início precoce do tratamento e, para ela, o Teste tem grande potencial nesse processo. “Hoje em dia, quando se suspeita de tuberculose, o protocolo é pedir um raio-x e a cultura do escarro. Esse segundo procedimento consiste em pegar essa amostra e aplicar em um ambiente propício para o crescimento do bacilo, caso haja bactéria. Porém, esse crescimento demora em torno de 20 a 60 dias, o que é incompatível com as necessidades do paciente. O Teste surge como uma alternativa a esses métodos tradicionais”, explica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse contexto evidencia ainda mais a importância de ferramentas mais rápidas, como o Teste desenvolvido por Marli. “Essa é a ideia, fazer um diagnóstico rápido porque o tratamento já é demorado. Em média, para a tuberculose, são 6 meses de cuidados e os medicamentos podem ser tóxicos se ingeridos em grande escala. Então, quanto antes descobrir, melhor é o resultado”, alerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ademais, caso o projeto seja contemplado com a verba do prêmio, Marli revela que o Laboratório irá tentar simplificar o sistema do Teste a fim de expandir o seu alcance. “Queremos deixar mais fácil de manusear e fazer com que essa ferramenta chegue em lugares mais distantes, até mesmo além de Unidades Básicas de Saúde. Tentaremos deixar esse produto qualificável para ser replicado a nível de indústria”, prevê a pesquisadora.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Prevenção, sintomas e tratamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto essa tecnologia não se torna pública, a prevenção é um dos caminhos para evitar a disseminação da doença em solo nacional. A vacina BCG, que é oferecida gratuitamente pelo SUS, é uma das principais formas de profilaxia da tuberculose e deve ser administrada em crianças ao nascer. Entre as medidas mais cotidianas, estão: cobrir a boca ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações, ainda mais durante as estações de baixa temperatura, além de manter os ambientes ventilados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pessoas com sistema imunológico fragilizado, seja por doenças como HIV ou Diabetes, ou que estão em tratamento com imunossupressores, devem ter atenção redobrada, tendo em vista o aumento do risco de contágio e possível agravamento dos sintomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dentre os principais sinais de início da infecção, estão: tosse persistente por mais de três semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de peso. Em casos mais graves, dor no peito e sangue ao tossir podem estar entre os sintomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No local, a equipe médica irá aplicar os primeiros protocolos de atendimentos, buscar o diagnóstico e confirmação do quadro e, caso seja necessário, seguir para o tratamento. Conforme o SUS, o tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses e são utilizados medicamentos antibióticos principais como: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Assim, ao suspeitar dos sintomas mencionados, procure a unidade de saúde mais próxima. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto e arte gráfica: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</span></i><br /><i><span style="font-weight: 400">Fotos: arquivo pessoal</span></i><br /><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Prêmio Tese UFSM: entrevista com Mailine Gehrcke, do CCS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/10/17/premio-tese-ufsm-entrevista-com-mailine-gehrcke-do-ccs</link>
				<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 15:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[ciências farmacêuticas]]></category>
		<category><![CDATA[jai 2023]]></category>
		<category><![CDATA[labtec nano]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio tese 2023]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio tese 2023 destaque]]></category>

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						<description><![CDATA[A tese de autoria de Mailine gerou dois artigos científicos de alto impacto e um capítulo de livro internacional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64125" align="alignright" width="606"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Mailine.jpg"><img class="wp-image-64125" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Mailine.jpg" alt="" width="606" height="341" /></a> Mailine Gehrcke[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Graduada em Farmácia, mestre e doutora em Ciências Farmacêuticas pela UFSM, especialista em Oncologia pela Universidade Franciscana, Mailine Gehrcke percorreu todo o ensino na rede pública. Em 2013 ingressou como bolsista de iniciação científica no LabTec Nano - L</span><span style="font-weight: 400">aboratório de Tecnologia Farmacêutica, localizado na UFSM, anexo ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), </span><span style="font-weight: 400">onde auxiliou em pesquisas de mestrado e doutorado. Em agosto de 2014 se formou e ingressou no mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, realizando pesquisa no LabTec Nano. Finalizou o mestrado em 2016. Tendo em vista o grande interesse pela pesquisa e pela docência, em 2018 iniciou o doutorado no mesmo programa e núcleo de pesquisa. Concluiu a pesquisa em 2022 e realizou a defesa de doutorado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além da pesquisa e academia, Mailine comenta que sempre teve muito interesse pela área farmacêutica, especialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente é farmacêutica na Prefeitura de Santa Maria, atuando na assistência farmacêutica do município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com sua tese intitulada “Filmes de polissacarídeos naturais para a veiculação cutânea de nanocápsulas de silibinina no tratamento da dermatite atópica”, defendida em 2022 (sob a orientação da professora Leticia Cruz), Mailine recebeu a indicação à primeira edição do <a href="https://www.ufsm.br/2023/10/16/ufsm-promove-primeira-edicao-do-premio-tese-junto-a-abertura-da-38a-jai" target="_blank" rel="noopener">Prêmio Tese UFSM 2023</a></span><span style="font-weight: 400">, representando o Centro de Ciências da Saúde (CCS). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Agência de Notícias, vinculada à Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM, conversou com Mailine para saber um pouco mais sobre a pesquisa:</span></p>
<p><b>Você poderia explicar a sua tese e como surgiu o tema de pesquisa?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A minha pesquisa objetivou o desenvolvimento de filmes de polissacarídeos naturais contendo nanocápsulas de silibinina, </span><span style="font-weight: 400">um flavonoide, principal composto que possui ação terapêutico do extrato de silimarina (extraído da planta silybum marianum ou cardo-leiteiro),</span><span style="font-weight: 400"> como uma abordagem inovadora para o tratamento da dermatite atópica. Assim, eu desenvolvi filmes de goma gelana e de goma gelana e </span><i><span style="font-weight: 400">pullulan</span></i><span style="font-weight: 400"> (</span><span style="font-weight: 400">polissarideos naturais que possuem propriedades de aumentar a viscosidade de preparações, gelificantes e formadoras de filmes</span><span style="font-weight: 400">) onde este último demonstrou (através de um estudo pré-clínico) resultados promissores para o tratamento desta doença, combinando os efeitos de proteção, hidratação e regeneração cutânea, proporcionados pelos polissacarídeos, com efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, proporcionados pela silibinina e potencializados pela nanoencapsulação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde o mestrado eu vinha pesquisando as potencialidades da nanoencapsulação de substâncias ativas naturais, e no doutorado eu planejei pesquisar estas potencialidades voltadas para o tratamento de desordens cutâneas. A escolha por trabalhar com a nanoencapsulação da silibinina partiu de resultados promissores demonstrados em trabalhos prévios do nosso núcleo de pesquisa, onde foi demonstrada a ação deste flavonoide em doenças inflamatórias cutâneas. Assim, eu busquei desenvolver uma nova forma farmacêutica para a administração de nanocápsulas de silibinina, os filmes poliméricos, utilizando polissacarídeos naturais, e a partir dos resultados </span><i><span style="font-weight: 400">in vitro</span></i><span style="font-weight: 400"> observados foi verificado que esta nova abordagem poderia ser benéfica para tratar a dermatite atópica, uma condição patológica da pele muito desafiadora de tratar. Diante disso, realizamos um estudo pré-clínico em parceria com a Universidade Federal de Pelotas para validar a nossa hipótese.</span></p>
<p><b>Como foi o processo de produção e qual a maior dificuldade enfrentada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Trabalhar com o desenvolvimento de formulações é sempre desafiador, e com os filmes poliméricos não poderia ser diferente. Foram necessárias dezenas de testes para enfim chegar na formulação final. Assim, os primeiros dois anos de doutorado foram focados na incorporação das nanocápsulas de silibinina em filmes de goma gelana, resultando na primeira publicação científica do doutorado em uma revista internacional. Na sequência, buscou-se aprimorar as características do filme de goma gelana pela adição de uma segunda camada polimérica composta por </span><i><span style="font-weight: 400">pullulan</span></i><span style="font-weight: 400">. Estes filmes bicamada demonstraram muitos efeitos benéficos para tratar doenças da pele e foram então escolhidos para a realização de um estudo </span><i><span style="font-weight: 400">in vivo</span></i><span style="font-weight: 400">, onde foi induzida uma condição semelhante à dermatite atópica em animais para verificar os efeitos da formulação desenvolvida em atenuar os sintomas e reduzir a inflamação e danos oxidativos cutâneos. Estes resultados foram também publicados em uma revista internacional, com alto impacto para a área da farmácia. Além disso, no decorrer da realização da minha tese, a minha orientadora e eu recebemos um convite para redigir um capítulo de livro sobre o uso de nanocarreadores para tratar a dermatite atópica, o qual fará parte do livro “</span><i><span style="font-weight: 400">Novel Nanocarriers For Skin Diseases: Advances and Applications</span></i><span style="font-weight: 400">”, a ser publicado pela Apple Academic Press.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A maior dificuldade com certeza foi a pandemia de Covid-19. Com a necessidade do isolamento social, muita coisa precisou ser adiada e muitos dos processos precisaram ser adaptados.</span></p>
<p><b>Ao que você credita a escolha da sua tese para representar o centro?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acredito que houve três fatores. O primeiro está relacionado às publicações oriundas da minha tese (dois artigos científicos de alto impacto e um capítulo de livro internacional). Em segundo, a inovação da pesquisa, na qual desenvolvi uma nova abordagem terapêutica para o tratamento da dermatite atópica, uma condição patológica da pele que acomete milhares de pessoas no mundo e que muitas vezes requer a utilização de múltiplas terapias. A nova abordagem desenvolvida por mim reuniu efeitos anti-inflamatório, antioxidante, hidratante e de barreira protetora da pele em uma só formulação. E em terceiro, o impacto oriundo dos resultados, os quais abrem portas para novas investigações e realização de estudos clínicos, para futuramente beneficiar as milhares de pessoas acometidas por esta doença.</span></p>
<p><b>O que concorrer ao prêmio representa para você e qual a importância que você vê em premiações como essa?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Concorrer ao prêmio representa um reconhecimento em nível institucional e a consagração de que a minha pesquisa conseguiu atingir as suas finalidades: inovação e impacto social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Premiações como esta têm o poder de mostrar para a população e órgãos públicos a importância do investimento em pesquisas. Além disso, é um estímulo para os jovens pesquisadores, pois muitas vezes a carreira acadêmica é bastante difícil e árdua, e ter este reconhecimento em nível institucional é uma forma de motivação para a continuação da carreira científica e de recompensa por todo esforço envolvido.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Gabriela Leandro, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</span></i><i><span style="font-weight: 400"><br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Lucas Casali, jornalista</span></i><i><span style="font-weight: 400"><br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM recebe 13 novas bolsas de pós-graduação para desenvolvimento de estudos no combate à covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/04/02/ufsm-recebe-13-novas-bolsas-de-pos-graduacao-para-desenvolvimento-de-estudos-no-combate-a-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 14:26:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas capes]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[ciências farmacêuticas]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[Na quarta-feira (1º), foi anunciada a liberação de sete novas bolsas de mestrado e seis de doutorado para a Universidade Federal de Santa Maria. O anúncio foi feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tendo em vista o papel fundamental desempenhado pela ciência na busca de soluções para evitar ou reduzir [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na quarta-feira (1º), foi anunciada a liberação de sete novas bolsas de mestrado e seis de doutorado para a Universidade Federal de Santa Maria. O anúncio foi feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tendo em vista o papel fundamental desempenhado pela ciência na busca de soluções para evitar ou reduzir as consequências causadas pela pandemia da covid-19.</p>
<p>Os programas de pós-graduação contemplados pela Capes são aqueles que, segundo a agência, têm potencial para a criação de conhecimentos práticos e específicos orientado à prevenção, combate e enfrentamento da pandemia e de novas crises de igual ou maior proporção, hoje e no futuro.</p>
<p>O objetivo da Capes, com as novas bolsas, é induzir a criação de conhecimento relacionado, especialmente, à prevenção e ao combate da atual pandemia, endemias ou epidemias em geral, envolvendo áreas do conhecimento tais como infectologia, epidemiologia, imunologia, microbiologia, biotecnologia, bioinformática, bioengenharia, ou correlatas, cujos conhecimentos possam compor esforços coordenados de atuação perante tais situações.</p>
<p>Na UFSM os programas contemplados foram os de Ciências Biológicas – Bioquímica Toxicológica (três bolsas de mestrado e três bolsas de doutorado), Ciências Farmacêuticas (duas bolsas de mestrado e uma bolsa de doutorado) e Farmacologia (duas bolsas de mestrado e duas bolsas de doutorado).</p>
<p>A seleção dos bolsistas seguirá as mesmas regras do programa institucional de concessão de bolsas no país. As bolsas de doutorado terão duração máxima de 36 meses, podendo, excepcionalmente, ser prorrogadas por 12 meses.</p>
<p>Mais informações serão divulgadas no site da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação nas próximas semanas.</p>
<p>Texto: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Outras formas de testar o Botox</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/outras-formas-de-testar-o-botox</link>
				<pubDate>Sat, 15 Sep 2018 13:30:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[botóx]]></category>
		<category><![CDATA[ciências farmacêuticas]]></category>
		<category><![CDATA[farmácia industrial]]></category>
		<category><![CDATA[toxina botulínica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4575</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa da UFSM cria um novo método para teste de potência da toxina botulínica tipo A]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Ao ouvir o termo “botox”, é normal que venha à mente um rosto estático sem expressões faciais. E, de fato, a toxina botulínica é capaz de suavizar a aparência das linhas de expressão, levantar os cantos da boca e deixar a pessoa com uma aparência mais jovial. </span><span style="font-weight: 400;">Inclusive, segundo dados do último relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (2016), o Brasil é o segundo país do mundo que mais usa a toxina botulínica, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Mas, para além dos fins cosméticos, existem outras formas de utilizar a substância. Alguns exemplos são os tratamentos para movimentos involuntários excessivos, como espasmos musculares, doença de Parkinson, dor, enxaqueca, suor excessivo e, até mesmo, estrabismo. Basicamente, a toxina pode ser aplicada para qualquer tratamento que necessite da paralisação de um músculo ou glândula para ser realizado.</span>

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</span><img class="aligncenter size-full wp-image-4576" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/Box_3.png" alt="" width="800" height="302" />

<span style="font-weight: 400;">A estudante do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas Bruna </span><span style="font-weight: 400;">Xavier</span><span style="font-weight: 400;"> desenvolveu sua pesquisa de mestrado, dentro do Centro de Desenvolvimento de Testes e Ensaios Farmacêuticos (CTEFAR), sobre a avaliação de potência e teor da toxina botulínica.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Essa avaliação consiste no controle de qualidade das marcas que comercializam a toxina, já que existem outras além do Botox, mas todas com a mesma finalidade cosmética e terapêutica de uso profissional. Ela analisa se a quantia de toxina botulínica indicada na embalagem é realmente a que está presente no produto e se a substância não oferece riscos para a saúde do paciente, que vão desde a paralisia até o óbito.</span>

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<img class="aligncenter size-large wp-image-4578" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.040.013-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">Esse teste é necessário porque não há um padrão internacional, e cada marca utiliza a quantidade específica de unidades</span> <span style="font-weight: 400;">da toxina misturada com excipientes (diluidores para estabilizar e proteger a proteína). “</span><span style="font-weight: 400;">As análises são baseadas em um padrão, mas cada empresa possui o seu próprio padrão. Por isso, 10 unidades de um produto não têm o mesmo efeito que 10 unidades de outra marca”, explica Bruna.</span>

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<span style="font-weight: 400;">O diferencial proposto na dissertação, defendida no início do mês de agosto, é dar a opção para que o ensaio seja feito </span><i><span style="font-weight: 400;">in vitro, </span></i><span style="font-weight: 400;">ou seja, utilizando modelos celulares</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ao invés de testes </span><i><span style="font-weight: 400;">in vivo, </span></i><span style="font-weight: 400;">realizados em camundongos. Baseado no conceito dos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), busca-se fazer a substituição, o aprimoramento e a redução do uso de animais em testes científicos.</span>

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<b>Como funcionam os métodos alternativos?</b>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4579" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.040.044-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">Para a realização da pesquisa, dois tipos de ensaios </span><i><span style="font-weight: 400;">in vitro </span></i><span style="font-weight: 400;">são realizados e ambas as técnicas são combinadas com testes </span><i><span style="font-weight: 400;">in vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um deles é o físico-químico, que utiliza HPLC, uma máquina que faz a separação, avaliação e detecção das atividades estruturais da molécula. O segundo método consiste em cultivar células em uma garrafa para que se desenvolvam e se reproduzam. No dia do ensaio, uma quantia é retirada da garrafa, contabilizada e colocada para incubação por 24 horas. Depois é aplicada a toxina botulínica em cada célula e se observa o quanto inibiu das proliferação mesmas. Quanto mais inibe, maior a potência da toxina para seu uso cosmético e clínico, como, por exemplo, para o tratamento do câncer (ainda estão sendo realizadas pesquisas sobre o uso da toxina no tratamento do câncer de mama e de estômago).</span>

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<span style="font-weight: 400;">Na atualidade, não é possível adotar apenas o método</span><i><span style="font-weight: 400;"> in vitro, </span></i><span style="font-weight: 400;">porque o teste em camundongos é uma exigência da Anvisa. Por isso, Bruna elucida que realiza estudos com métodos alternativos para que possa sugerir novos procedimentos que sejam aplicados não em substituição, mas em conjunto. A expectativa, segundo a pesquisadora, é de que “no futuro, possa substituir o uso de animais.”</span>

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<span style="font-weight: 400;">O método ainda está sendo aprimorado, já que é totalmente inovador no mundo da ciência relacionada à toxina botulínica. Porém, Bruna tem a previsão de que até o final de seu doutorado, em 2022, a técnica seja validada pelo laboratório como precisa e reprodutível.</span>

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<img class="aligncenter size-large wp-image-4580" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.040.023-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;"><strong>Reportagem:</strong> Paola Jung, acadêmica de Jornalismo</span>

<span style="font-weight: 400;"><strong>Edição:</strong> Andressa Motter e Tainara Liesenfeld, acadêmicas de Jornalismo</span>

<span style="font-weight: 400;"><strong>Fotografia:</strong> Rafael Happke</span>]]></content:encoded>
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