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				<title>UFSM busca protagonismo em pesquisas com cannabis após novo marco regulatório da Anvisa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/22/ufsm-busca-protagonismo-em-pesquisas-com-cannabis-apos-novo-marco-regulatorio-da-anvisa</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:15:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis sativa]]></category>
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		<category><![CDATA[fitotecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[Instituição está se adequando às exigências legais e visa criar uma plataforma completa de pesquisa, desde o melhoramento genético até o desenvolvimento de tecnologias e aplicações em saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no Diário Oficial da União em fevereiro de 2026 abriu um novo cenário para a pesquisa científica com Cannabis sativa no Brasil. A norma estabelece, pela primeira vez, regras específicas para o cultivo da planta exclusivamente para fins de pesquisa científica e tecnológica, criando condições para que as universidades federais e institutos ampliem sua atuação na área.</p>
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já busca se posicionar como referência nacional nesse campo. Segundo o professor Dilson Bisognin, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR), a instituição deu início aos trabalhos para atender às exigências estabelecidas pela nova regulamentação e desenvolver uma estrutura robusta, capaz de sustentar estudos de alto rigor científico.</p>
<p>A <a href="https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&amp;tipo=RDC&amp;numeroAto=00001013&amp;seqAto=000&amp;valorAno=2026&amp;orgao=RDC/DC/ANVISA/MS&amp;codTipo=&amp;desItem=&amp;desItemFim=&amp;cod_menu=1696&amp;cod_modulo=134&amp;pesquisa=true" target="_blank" rel="noopener">RDC nº 1.012/2026</a> regulamenta toda a cadeia da pesquisa científica com cannabis, abrangendo desde a produção de material de propagação e o cultivo, inclusive <i>in vitro</i>, até a colheita e a obtenção do extrato bruto. Para Bisognin, o novo marco regulatório oferece a segurança jurídica necessária para que instituições públicas desenvolvam pesquisas e tecnologias com rastreabilidade, qualidade e controle, ampliando as possibilidades de inovação em uma área considerada estratégica para a ciência brasileira.</p>
<p>O primeiro passo é obter a autorização especial (AE) da Anvisa, indispensável ao cultivo da planta para fins de pesquisa. Para isso, a UFSM precisa adequar sua infraestrutura às exigências legais, que incluem rígidos protocolos de segurança física, controle de acesso e monitoramento das áreas de cultivo.</p>
<p>"A autorização para o cultivo é o ponto de partida para toda a cadeia de pesquisa. Sem acesso à matéria-prima produzida sob rigor científico e regulatório, não é possível desenvolver desde estudos agronômicos e farmacêuticos até pesquisas clínicas, inovação tecnológica e transferência de conhecimento para a sociedade", afirma o docente.</p>
[caption id="attachment_73542" align="alignright" width="478"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto.jpeg"><img class=" wp-image-73542" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto.jpeg" alt="" width="478" height="637" /></a> Inflorescência feminina de Cannabis sativa: a ausência de fecundação estimula a produção de tricomas ricos em canabinoides e terpenos, foco principal para a padronização de extratos medicinais na UFSM[/caption]
<h3>Ações previstas após a autorização especial da Anvisa</h3>
<p>Entre as primeiras ações previstas pela UFSM está a completa readequação de uma casa de vegetação e outras estruturas de pesquisa, etapa considerada essencial para o início das atividades. Com a autorização especial para o cultivo de plantas para pesquisa e dispondo de estrutura física adequada, será possível desenvolver uma cadeia completa de pesquisa e inovação, envolvendo melhoramento genético, propagação clonal, produção de biomassa padronizada, desenvolvimento de tecnologias de extração e validação de métodos analíticos de alta precisão para a caracterização dos compostos presentes na planta.</p>
<p>Embora as inflorescências femininas não fecundadas (flores) concentrem a maior densidade de compostos (canabinoides e terpenos) para fins farmacêuticos, os pesquisadores da UFSM também visam explorar o aproveitamento integral da planta. Pesquisas futuras buscarão desenvolver tecnologias, processos e produtos a partir de outras frações vegetais (como folhas, caules e raízes), ampliando o leque de aplicações industriais e biotecnológicas.</p>
<p>De acordo com o professor, um dos principais desafios enfrentados atualmente pela comunidade científica é a falta de padronização da matéria-prima utilizada em pesquisas médicas. Variações na concentração de compostos secundários produzidos naturalmente pela planta - que são os canabinoides, como o tetrahidrocanabinol (THC), o canabidiol (CBD) e o canabigerol (CBG), além dos terpenos - entre diferentes cultivos dificultam a reprodução de resultados em estudos pré-clínicos e clínicos, comprometendo a comparação entre experimentos e o desenvolvimento de novas terapias. A produção de clones geneticamente definidos permitirá obter plantas com composição química estável e previsível, reduzindo essas variações e ampliando a confiabilidade das pesquisas.</p>
<p>A iniciativa também contempla o melhoramento genético e o desenvolvimento de práticas de cultivo adaptados às condições climáticas do Rio Grande do Sul, onde fatores como temperatura, fotoperíodo e estresses ambientais podem alterar o perfil químico da planta. Além disso, estão previstos estudos sobre sanidade vegetal e métodos de controle analítico capazes de assegurar a qualidade da biomassa produzida e dos extratos obtidos, bem como o monitoramento rigoroso contra a presença de contaminantes.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-21-at-06.47.10.jpeg"><img class="alignleft wp-image-73551" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-21-at-06.47.10.jpeg" alt="" width="565" height="399" /></a></p>
<h3>Seminário vai discutir desafios e oportunidades</h3>
<p>Para ordenar as ações necessárias ao atendimento das exigências legais da autorização especial de cultivo e aprofundar as discussões internas, o CCR e o Departamento de Fitotecnia da UFSM, por meio de uma comissão organizadora sob coordenação do professor Dilson Bisognin, promoverá o seminário "Desafios e oportunidades do cultivo de cannabis para pesquisa" no dia 13 de agosto.</p>
<p>O evento objetiva promover o debate institucional, científico e tecnológico sobre o cultivo e o uso medicinal de cannabis no Mercosul, posicionando a UFSM como polo de pesquisa, desenvolvimento científico e inovação biofarmacêutica diante do novo marco regulatório nacional.</p>
<p>Durante todo o dia, no Auditório Flávio Miguel Schneider, no Campus Sede, haverá mesa de abertura destacando a importância da universidade pública no desenvolvimento de novas cadeias produtivas e de saúde para o Rio Grande do Sul. A programação contará com palestra dedicada ao novo marco tegulatório; painel sobre o potencial multidisciplinar da UFSM na pesquisa científica e tecnológica; debate sobre avanços científicos e tecnológicos em cannabis na Argentina, Uruguai e Paraguai; análise sobre o ecossistema de negócios e o papel terapêutico das associações de pacientes; e os devidos encaminhamentos institucionais.</p>
<p>Também será realizada, como atividade paralela, a Mostra de Inovação e Tecnologia em Cannabis, com exposição de empresas de tecnologia, prestadores de serviços, indústrias e associações de pacientes, com vistas ao fomento de <i>networking</i> e à desmistificação científica do setor.</p>
<p>Mais informações sobre inscrições pelo email gipcannufsm@gmail.com. </p>
<p><em>Foto: Dilson Bisognin/Arquivo pessoal</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM disponibiliza caderno de campo gratuito sobre manejo de plantas forrageiras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/13/ufsm-disponibiliza-caderno-de-campo-gratuito-sobre-manejo-de-plantas-forrageiras</link>
				<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:49:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[DCAA]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[plantas forrageiras]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[Publicação produzida pelo grupo de pesquisa Temas Emergentes em Zootecnia reúne orientações para produtores rurais, estudantes e profissionais da área]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/termos-tecnicos-do-workshop-410x1024-1.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/termos-tecnicos-do-workshop-410x1024-1.jpg" alt="" width="410" height="1024" /></a>A Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen, disponibilizou gratuitamente o <a href="http://Assessoria de Comunicação da UFSM Frederico Westphalen" data-wplink-url-error="true">Caderno de Campo – Manejo de Plantas Forrageiras</a>, publicação elaborada pelo grupo de pesquisa Temas Emergentes em Zootecnia. O material reúne informações técnicas sobre produção e manejo de pastagens em linguagem acessível, com o objetivo de aproximar o conhecimento produzido na universidade da comunidade e contribuir para a qualificação da produção animal.</p>
<p>A publicação foi produzida pela professora Ana Carolina Klinger, do Departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais (DCAA), em conjunto com as bolsistas Amanda Schuh e Esther Taborda e o acadêmico João Vitor Agostini, como parte das ações do projeto de extensão Zootecnia em Campo: Capacitação e Extensão na Produção Animal. O material foi desenvolvido como apoio ao <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2026/07/10/ufsm-fw-realiza-workshop-sobre-plantas-forrageiras-e-manejo-correto-de-pastagens">Workshop de Manejo de Plantas Forrageiras</a> e permanece disponível para consulta por produtores rurais, estudantes, técnicos e demais interessados.</p>
<h3>Do manejo do pastejo à recuperação de áreas degradadas</h3>
<p>Dividido em capítulos, o caderno apresenta conceitos básicos da forragicultura e recomendações práticas para melhorar o manejo das pastagens e a produtividade no campo. Entre os assuntos abordados estão:</p>
<ul>
<li data-start="2238" data-end="2304">conceitos e terminologias sobre plantas forrageiras e pastagens;</li>
<li data-start="2305" data-end="2359">métodos para estimar a massa de forragem disponível;</li>
<li data-start="2360" data-end="2462">manejo adequado do pastejo para evitar desperdícios e preservar a qualidade nutricional das plantas;</li>
<li data-start="2463" data-end="2544">diferenças entre sistemas de pastejo e seus impactos na eficiência da produção;</li>
<li data-start="2545" data-end="2584">taxa de lotação e pressão de pastejo;</li>
<li data-start="2585" data-end="2637">cultivo consorciado entre gramíneas e leguminosas;</li>
<li data-start="2638" data-end="2712">classificação das espécies forrageiras conforme o período de utilização;</li>
<li data-start="2713" data-end="2751">produção e recuperação de pastagens;</li>
<li data-start="2752" data-end="2774">técnicas de fenação;</li>
</ul>
<p dir="ltr">Além disso, com um importante papel na segurança alimentar dos ruminantes, as plantas forrageiras também têm relevante função na preservação e saúde dos solos. Elas evitam a perda de nutrientes e processos erosivos, aumentam a matéria orgânica no entressafras e algumas espécies ainda armazenam nitrogênio para a próxima cultura.  A íntegra do caderno pode ser acessada gratuitamente no <a href="https://drive.google.com/file/d/1QXmTF1JXrSfxXXYekFK2bMnr1sykkIDZ/view">link.</a></p>
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação da UFSM Frederico Westphalen<br />Foto de capa: Ana Carolina Klinger</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Palestra sobre vetores da leishmaniose marca a parceria de cooperação científica entre a UFSM e Fiocruz-PE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/06/palestra-sobre-vetores-da-leishmaniose-marca-a-parceria-de-cooperacao-cientifica-entre-a-ufsm-e-fiocruz-pe</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:11:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[fiocruz-pe]]></category>
		<category><![CDATA[genoma]]></category>

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						<description><![CDATA[As palestras estão previstas para toda última terça-feira do mês, às 15h30, na modalidade híbrida
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73460" align="alignleft" width="651"]<img class=" wp-image-73460" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-06-at-11.19.45.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de sala escura com uma tela na parede. Na imagem da tela, o rosto da pesquisadora Joanna" width="651" height="487" /> Pesquisadora Joanna Alexandre, da Fiocruz-PE, conduziu palestra híbrida sobre vetores da leshmaniose[/caption]

A palestra “Diversidade de vetores flebotomíneos no Brasil e competência vetorial”, realizada no Prédio 13B da UFSM na última terça-feira (30), integrou o ciclo de palestras sobre Vigilância Genômica da parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Fiocruz Pernambuco.

Ministrada, de forma remota, pela biomédica Joanna Alexandre, da Fiocruz-PE, pesquisadora referência na área da Parasitologia, a palestra reuniu mais de cinquenta inscritos entre as modalidades presencial e remota.

O flebotomíneo, conhecido como mosquito palha, é o principal vetor da leishmaniose, doença parasitária infecciosa que acomete animais, incluindo o homem.  A leishmaniose pode se manifestar de diferentes maneiras, incluindo a cutânea - caracterizada por úlceras na pele - e a visceral - a forma mais grave, que pode atingir fígado, baço, medula óssea e, se não tratada, causa a morte.
<h3><b>Parceria científica com a Fiocruz-PE</b></h3>
O acordo de cooperação técnica entre a Fiocruz-PE e a UFSM prevê diferentes atividades que permitem alinhamento e identificação de caminhos ou linhas de pesquisa em comum e  colaborações, como explica o professor Gabriel da Luz Wallau, vinculado à Fiocruz-PE.

O ciclo de seminários Fiocruz-UFSM surge para incentivar o diálogo entre cientistas e linhas de pesquisa das duas instituições. Em uma parceria com o professor Daniel Graichen, do Departamento de Ecologia e Evolução, do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM, referência no trabalho com zoonoses e patógenos que afetam animais, incluindo o homem, as palestras pautam essas temáticas, de modo que a troca de informações possa resultar em novas colaborações.

“Nós estamos pensando em um seminário no campo das zoonoses. Nós temos muitos pesquisadores aqui na UFSM que trabalham com zoonoses, na Medicina Veterinária, no Centro de Ciências e Saúde e entre outros departamentos. Então nós temos esse grande guarda-chuva das zoonoses”, conta o professor Gabriel. Dentro do eixo das zoonoses, os pesquisadores trarão diferentes especialistas para os seminários.

O professor Daniel Graichen reforça que o evento iniciou com ambos professores diretamente vinculados, mas que a ideia é que mais pessoas se envolvam ao longo do processo “para que  possamos ter outros professores da UFSM, participando ativamente do grupo, não só como ouvintes”. Ele reitera que o evento contou com 52 inscritos, de diferentes partes do Brasil e, também, da América Latina, o que reafirma o tema como objeto de interesse público: “A expectativa é de que, ao longo do próximo semestre, a gente consiga ter ainda mais pessoas inscritas nos nossos seminários, voltados sempre para temas que possam gerar parcerias no futuro”, conclui.
<h3><strong>Próximo encontro discute IA e biotecnologia</strong></h3>
Na próxima palestra, no dia 28 de julho, a UFSM receberá Tulio de Lima Campos, do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz-PE), que pesquisa Bioinformática. O cientista apresentará os “Avanços da inteligência artificial nas biociências e biotecnologia”. A palestra discutirá o uso da inteligência artificial na saúde pública, a exemplo do uso da IA para acelerar os processos. Tulio Costa também trará inovação e descobertas recentes, como o desenvolvimento de novo teste de diagnóstico usado no campo do genoma.<b> </b>

As temáticas e os convidados dos encontros dos dias 25 de agosto, 22 de setembro, 27 de outubro e 24 de novembro estão em definição.

<em>Texto e foto: Júlia Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária de Jornalismo</em>

<em>Edição: Maurício Dias, jornalista</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadora da UFSM estuda fóssil de ancestral dos mamíferos que viveu há 230 milhões de anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/25/pesquisadora-da-ufsm-estuda-fossil-de-ancestral-dos-mamiferos-que-viveu-ha-230-milhoes-de-anos</link>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:16:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Análise histológica de fóssil descoberto na Quarta Colônia revela que animal morreu jovem e ainda estava crescendo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um fóssil encontrado em 2014 no município de São João do Polêsine, na região da Quarta Colônia, está ajudando a desvendar como características típicas dos mamíferos começaram a surgir ao longo da evolução. O espécime pertence à espécie <i>Prozostrodon brasiliensis</i>, um cinodonte que viveu há cerca de 233 milhões de anos e é considerado um dos grupos mais próximos da origem dos mamíferos. O estudo, conduzido por pesquisadores da UFSM e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi publicado na revista científica internacional <a href="https://anatomypubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ar.70245" target="_blank" rel="noopener">The Anatomical Record</a>.

[caption id="attachment_73381" align="alignright" width="654"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/OUTRA.jpeg"><img class=" wp-image-73381" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/OUTRA-1024x682.jpeg" alt="A foto mostra um fóssil, à direita, e uma pequena régua (de 6 cm), à esquerda. Sobre o fóssil, está escrito o número 0457." width="654" height="436" /></a> Fóssil de Prozostrodon brasiliensis, encontrado em 2014, em São João do Polêsine[/caption]

A pesquisa é parte do trabalho de Iasmim Michelotti, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM e pesquisadora do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa). “O que mais me impressiona é poder observar, nesses fósseis tão antigos, características que mais tarde se tornariam típicas dos mamíferos. É fascinante imaginar que eles viveram há mais de 230 milhões de anos, em um mundo com clima, vegetação e fauna muito diferentes dos atuais e que, mesmo assim, muitos aspectos de sua anatomia já se assemelhavam aos dos mamíferos modernos”, conta Iasmim.
<h3><b>Cortes microscópicos revelam a idade do animal</b></h3>
Um dos resultados mais relevantes do estudo veio da histologia óssea, uma técnica que consiste em fazer cortes microscópicos nos ossos para analisar sua estrutura interna. Por meio dessas análises, foi possível identificar linhas de crescimento preservadas nos ossos e estimar que o indivíduo tinha entre dois e três anos de idade quando morreu. Mais do que isso: o animal ainda estava em fase de crescimento e não havia atingido a maturidade esquelética.

As análises também revelaram taxas de crescimento relativamente elevadas para um animal desse período geológico. Um crescimento mais acelerado é justamente uma das características associadas aos mamíferos modernos, e encontrá-la em um animal tão antigo oferece pistas sobre quando e como esse padrão começou a se estabelecer na linhagem que daria origem aos mamíferos.
<h3><b>Um animal pequeno, em um mundo muito diferente</b></h3>
[caption id="attachment_73383" align="alignleft" width="625"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/CAPA_1.jpg"><img class=" wp-image-73383" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/CAPA_1-1024x978.jpg" alt="Arte gráfica com reconstrução artística do Prozostrodon brasiliensis." width="625" height="597" /></a> Reconstrução artística do Prozostrodon brasiliensis[/caption]

O <i>Prozostrodon brasiliensis</i> era um animal de pequeno porte, provavelmente menor que um gambá atual. O fóssil estudado foi encontrado sem o crânio, mas crânios da mesma espécie descritos anteriormente medem cerca de 9 centímetros de comprimento. Com base nas características dentárias e no tamanho reduzido do corpo, os pesquisadores acreditam que o animal era insetívoro e generalista, alimentando-se principalmente de pequenos invertebrados como insetos e outros artrópodes.

Apesar de ainda não ser um mamífero, o <i>Prozostrodon</i> pertencia a um grupo muito próximo da origem desse grupo. Embora não seja possível afirmar com certeza se o animal possuía pelos, estudos recentes sugerem que os prozostrodontes (grupo ao qual pertencia a espécie) provavelmente já apresentavam algum tipo de cobertura corporal.

O animal viveu durante o Triássico Superior, no período Carniano, quando todos os continentes ainda estavam unidos no supercontinente Pangeia. O clima era mais quente que o atual, com estações bem marcadas e períodos de maior umidade. O ambiente era composto por extensas planícies com rios e lagos, cercadas por vegetação de samambaias e coníferas. Com ele coexistiam rincossauros, dicinodontes e alguns dos primeiros dinossauros.
<h3><b>Fóssil encontrado na Quarta Colônia preservado na UFSM</b></h3>
O espécime foi recolhido em 2014 no Sítio Fossilífero Marchezan, em São João do Polêsine, e está depositado na coleção paleontológica do Cappa, onde permanece disponível para pesquisa científica. A região da Quarta Colônia é reconhecida internacionalmente pela riqueza de seus afloramentos do Triássico e tem sido palco de importantes descobertas paleontológicas nas últimas décadas.

A pesquisa teve início em 2024, durante o Trabalho de Conclusão de Curso de Iasmim, e foi ampliada e concluída ao longo do mestrado, totalizando três anos de trabalho. Além da pesquisadora, participaram do estudo o biólogo e paleontólogo Leonardo Kerber, também da UFSM, e os pesquisadores Brodsky Dantas Macedo Farias, Marina Bento Soares e Lívia Roese-Miron, do Museu Nacional da UFRJ.

<i>Texto</i><i>: Isadora Bortolotto, estudante de </i><i>J</i><i>ornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM integra projeto de pesquisa com a Petrobras para estudar combustível sustentável de aviação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/22/ufsm-integra-projeto-de-pesquisa-com-petrobras-para-estudar-combustivel-sustentavel-de-aviacao-2</link>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 21:06:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto com universidades federais avalia uso de biomassa como alternativa para produção de querosene renovável]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A UFSM integra um Termo de Cooperação com a Petrobras e outras três universidades federais para avaliar uma rota tecnológica de produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF (<i>susteinable aviation fuel</i>). Em andamento desde janeiro de 2026, o projeto estuda como a biomassa pode ser transformada em querosene renovável e outros produtos de baixo carbono por meio da gaseificação em fluxo de arraste e da síntese Fischer-Tropsch, processo usado para converter gases em compostos que dão origem a combustíveis.

Além da UFSM, participam da iniciativa a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo os pesquisadores, a proposta é coordenada pela Unifei e tem a Petrobras como financiadora. Na UFSM, o projeto envolve os professores Michel Brondani e Flávio Dias Mayer, do Departamento de Engenharia Química, vinculados ao Laboratório de Biomassa e Biocombustíveis (L2B).

O estudo busca avaliar se a biomassa pode ser utilizada como insumo renovável em uma rota integrada à produção de combustíveis. De acordo com Mayer, a proposta considera uma alternativa ao uso exclusivo de recursos fósseis. “No lugar do petróleo, que não é renovável, a biomassa seria avaliada como um novo insumo para a produção de biocombustíveis de baixa intensidade de carbono”, explica.

A pesquisa também deve analisar diferentes fontes de biomassa disponíveis no Brasil, como materiais de origem agrícola e florestal. Essa etapa inclui o mapeamento da localização desses recursos e das condições necessárias para que possam ser utilizados na rota estudada. “Vamos estudar vários tipos de biomassa, onde elas estão localizadas e como poderiam suprir a demanda da Petrobras”, afirma Mayer.

Uma das frentes da pesquisa será o mapeamento do estágio de desenvolvimento da tecnologia. Para isso, serão analisados indicadores como o nível de maturidade tecnológica e o nível de maturidade comercial, conhecidos pelas siglas TRL (<i>Technology Readiness Level</i>) e CRL (<i>Commercial Readiness Level</i>). Segundo Brondani, essa avaliação é necessária para compreender as possibilidades de aplicação da rota. “O primeiro momento é justamente verificar em que nível a tecnologia se encontra, tanto do ponto de vista tecnológico quanto comercial”, afirma.

Na UFSM, uma das contribuições previstas é a prospecção tecnológica em bancos de patentes. A análise deve ajudar a identificar tecnologias existentes, empresas envolvidas, tendências de desenvolvimento e lacunas ainda presentes na produção de SAF por meio da gaseificação de biomassa.

O projeto também prevê avaliação técnica, ambiental, econômica e logística da rota. Entre os pontos analisados estão a disponibilidade de biomassa em diferentes regiões do Brasil, os custos de produção, a integração da tecnologia às refinarias da Petrobras, a possibilidade de captura de carbono e a elaboração de um <i>roadmap</i> para implementação da tecnologia no país.

Para os pesquisadores, a formação do consórcio entre universidades permite reunir instituições com competências complementares para a execução do projeto. A cooperação científica com a Petrobras também é vista como um reconhecimento da capacidade da UFSM em realizar pesquisas e contribuir para o desenvolvimento tecnológico.

Para a sociedade, o principal impacto esperado está relacionado à busca por alternativas para reduzir emissões no setor aéreo. O estudo avalia, segundo Mayer, “a substituição de uma matriz fóssil por uma matriz renovável”, com uso de matérias-primas produzidas no país e com potencial de diminuir a pegada de carbono associada ao consumo de querosene de aviação.

Com a organização inicial das atividades entre as instituições, o projeto deve avançar no mapeamento das tecnologias disponíveis, das fontes de biomassa e das condições necessárias para aplicação da rota no Brasil. A expectativa é que os resultados subsidiem futuras decisões sobre o uso de matérias-primas renováveis na produção de combustíveis de aviação.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo</i>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>UFSM e Fiocruz lançam nota técnica sobre a chegada do El Niño ao Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/19/ufsm-e-fiocruz-lancam-nota-tecnica-sobre-a-chegada-do-el-nino-ao-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:42:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Documento reúne evidências científicas e recomenda ações preventivas para a gestão pública]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Publicada na manhã desta sexta-feira (19), a nota técnica elaborada pelo Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Direito e o projeto de extensão “Prevenir é Direito” da UFSM, alerta para a necessidade de preparação antecipada dos serviços públicos diante da alta probabilidade de ocorrência de um novo El Niño. As recomendações são direcionadas, em particular, ao Sistema Único de Saúde (SUS), à Defesa Civil e aos serviços de saneamento e de assistência social.

No Brasil, os efeitos típicos do fenômeno incluem chuvas acima da média na Região Sul, com aumento do risco de tempestades, enxurradas, inundações e deslizamentos. Já o Norte e parte do Nordeste tendem a registrar redução das chuvas, com intensificação da seca, do estresse hídrico, das queimadas e consequente piora da qualidade do ar. O documento ressalta, entretanto, que o El Niño não deve ser entendido como a causa isolada dos eventos extremos. Seus impactos dependem da interação com outros fatores climáticos e das condições de vulnerabilidade dos territórios, como degradação do solo, desmatamento, urbanização desordenada, saneamento inadequado e capacidade de resposta dos serviços públicos.

A nota recomenda a ativação preventiva de salas de situação climática e sanitária, com monitoramento de dados oceanográficos e meteorológicos, revisão de planos de contingência, reforço da vigilância epidemiológica e fortalecimento das ações de comunicação de risco voltadas às populações mais vulneráveis.

Outro destaque é a importância de um papel ativo dos serviços de atenção básica na identificação, no acompanhamento e na manutenção do cuidado de grupos mais suscetíveis aos efeitos das emergências climáticas, como crianças, gestantes, idosos, pessoas com deficiência, pacientes com doenças crônicas, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de pessoas desabrigadas ou em situação de vulnerabilidade social.

Ao considerar os efeitos do último El Niño, ocorrido entre 2023 e 2024, o documento demonstra que os impactos sanitários não se limitam ao momento do evento meteorológico. Enchentes, secas e queimadas produzem tanto efeitos imediatos quanto prolongados, desorganizam serviços, deslocam populações, ampliam exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e agravam situações de sofrimento mental.

Desse modo, a principal recomendação da nota técnica é que as autoridades não aguardem a confirmação de desastres para mobilizar recursos. A gestão do risco climático na saúde, segundo o texto, deve ser preventiva, territorializada, intersetorial e orientada por evidências.

Acesse a nota técnica completa <a href="https://climaesaude.icict.fiocruz.br/sites/climaesaude.icict.fiocruz.br/files/Nota_T%C3%A9cnica_El_nino.docx.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.

<i>Texto: Subdivisão de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM/PM lança plataforma gratuita com dados sobre riscos e eventos climáticos no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/15/projeto-da-ufsm-pm-lanca-plataforma-gratuita-com-dados-sobre-riscos-e-eventos-climaticos-no-rs</link>
				<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:47:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Enchentes 2024]]></category>
		<category><![CDATA[escritório de inovação rio da várzea]]></category>
		<category><![CDATA[P&D Clima]]></category>
		<category><![CDATA[rio da várzea]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-pm]]></category>

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						<description><![CDATA[P&amp;D Clima oferece subsídios para governos, ógãos de defesa civil, pesquisadores e sociedade ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr"><img class="wp-image-73223 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/PD-Clima.jpg" alt="Imagem colorida vertical. A peça gráfica tem como imagem de fundo o teclado de um notebook acima de uma mesa. Em destaque, a tela de um celular com uma das imagens da P&amp;D Clima, incluindo um mapa do Rio Grande do Sul. No canto inferior à esquerda, o título, em branco, P&amp;D Clima. Mais abaixo, o selo de 20 anos da UFSM-PM" width="414" height="517" />Com o objetivo de disponibilizar informações climáticas de forma gratuita, simples e acessível, transformando dados em informação útil para a tomada de decisão, nasce o “P&amp;D Clima: Ciência e Informação Contra a Crise Climática no RS”, uma plataforma voltada ao enfrentamento das mudanças climáticas no Rio Grande do Sul. A iniciativa, criada em resposta às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, foi desenvolvida por meio do Escritório Local de Inovação Rio da Várzea (ELI-RV), vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p>
<p dir="ltr">As enchentes que atingiram o estado em 2024, consideradas um dos maiores desastres climáticos da história recente do Brasil, evidenciaram a necessidade de reunir, organizar e disponibilizar dados climáticos confiáveis para apoiar a compreensão de riscos, o planejamento de ações e o enfrentamento de eventos extremos. Nesse contexto, a plataforma foi criada para orientar a tomada de decisões, apoiar políticas públicas e fortalecer a resiliência das comunidades afetadas.</p>
<p dir="ltr">Ao transformar dados em conhecimento acessível, o <a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true">P&amp;D Clima</a> busca oferecer subsídios para que governos, órgãos de defesa civil, pesquisadores e a sociedade possam identificar riscos com maior antecedência, planejar medidas preventivas, construir cidades mais resilientes e tomar decisões mais assertivas diante de eventos climáticos extremos.</p>
<p dir="ltr">A criação da plataforma digital constitui uma das três grandes frentes de atuação do projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR).</p>
<p dir="ltr">A primeira frente adota uma abordagem qualitativa, baseada em visitas técnicas a regiões que enfrentaram grandes desastres ambientais e climáticos. O objetivo é compreender os fatores que contribuíram para esses eventos, com especial atenção à governança ambiental e à comparação entre as estratégias adotadas em diferentes contextos nacionais e internacionais. Além de experiências em países como Estados Unidos, Japão e Espanha, a equipe também realiza estudos em locais brasileiros marcados por tragédias socioambientais, como Mariana e Brumadinho (MG). No Rio Grande do Sul, os pesquisadores promoverão, ainda, uma imersão nas áreas mais afetadas pelas enchentes de 2024, buscando identificar desafios, respostas institucionais e oportunidades de aprimoramento das políticas de prevenção e gestão de riscos.</p>
<p dir="ltr">A segunda frente de atuação possui caráter quantitativo e concentra-se na análise dos dados coletados ao longo da pesquisa. A partir dessas informações, os pesquisadores pretendem gerar previsões relacionadas a situações de risco, contribuindo para o planejamento e a tomada de decisões em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.</p>
<p dir="ltr">Por fim, a terceira frente consiste no desenvolvimento da plataforma, concebida como um produto tecnológico voltado à sociedade. A ferramenta reúne dados, informações e indicadores de forma acessível, permitindo que gestores públicos, pesquisadores e a comunidade em geral tenham acesso a conteúdos que auxiliam na compreensão dos riscos climáticos e ambientais, fortalecendo ações de prevenção e monitoramento.</p>
<p dir="ltr">Para o professor Nelson Guilherme Machado Pinto, coordenador do projeto, o principal diferencial do P&amp;D Clima em relação a outras plataformas está na organização das informações por região de modo a contemplar as 28 regiões dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDEs) do Rio Grande do Sul. Segundo ele, essa estrutura facilita o acesso a dados específicos de cada território, tornando as informações mais úteis para gestores públicos, pesquisadores e para a população em geral.</p>
<p dir="ltr">Outro aspecto destacado por Nelson é a aproximação entre a universidade e a sociedade, por meio da disponibilização de conteúdos de fácil compreensão e acesso gratuito. “A gente está com o El Niño anunciado para este ano e, possivelmente, vai enfrentar algumas questões climáticas associadas a esse fenômeno. Então, essa é uma forma de a gente contribuir, enquanto universidade, grupo de pesquisa e programa de pós-graduação, trazendo informações confiáveis e dados acessíveis para a população. Como a plataforma é gratuita e aberta a todos e todas, ela permite que qualquer pessoa tenha acesso a conteúdos importantes para entender melhor essas questões e se preparar diante dos desafios climáticos”, afirmou.</p>
<p dir="ltr">A plataforma já está disponível e pode ser acessada por meio de computadores, tablets e smartphones. Nela, os usuários encontram informações ambientais, econômicas e demográficas, além de dados relacionados às enchentes de 2024 e a outros desastres naturais que impactaram o Rio Grande do Sul. A ferramenta busca democratizar o acesso ao conhecimento e contribuir para o planejamento, a prevenção e a adaptação frente aos desafios climáticos.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sobre o projeto</strong></p>
<p dir="ltr">O P&amp;D Clima foi desenvolvido no âmbito do projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM). </p>
<p dir="ltr">O projeto foi aprovado no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos, em dezembro de 2024, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). A pesquisa tem como foco as enchentes de grandes proporções que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, buscando discutir os fatores que contribuíram para os desastres climáticos do estado, com foco na governança ambiental e na comparação com modelos adotados em outros países. </p>
<p dir="ltr">Como parte das atividades do projeto, a equipe realizou missões técnicas em Brumadinho (MG) e Mariana (MG), em 2025, e, em 2026, em Nova Orleans (EUA) e Tóquio, no Japão, locais marcados por grandes desastres ambientais e climáticos. As visitas possibilitaram o estudo de diferentes experiências de gestão de riscos, recuperação de áreas afetadas e reconstrução de comunidades. </p>
<p dir="ltr">O projeto também prevê uma missão técnica em Valência, na Espanha, ampliando a análise comparativa entre o Rio Grande do Sul e experiências internacionais voltadas à prevenção, adaptação e mitigação de desastres, além de visitas nas áreas mais afetadas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul.</p>
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<div><i>Divisão de Divulgação Institucional UFSM-PM</i></div>
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						<item>
				<title>Nova espécie de réptil de 240 milhões de anos é descoberta no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/10/nova-especie-de-reptil-de-240-milhoes-de-anos-e-descoberta-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:54:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[triássico]]></category>

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						<description><![CDATA[Espécie inédita do Período Triássico ajuda a compreender a evolução dos ancestrais dos dinossauros e crocodilos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="562" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Silescelida-acristata-por-Matheus-Fernandes-1024x562.jpg" alt="" />											<figcaption>Representação do Silescelida acristata (Imagem: Matheus Fernandes)</figcaption>
										</figure>
		<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="641" data-end="952">Paleontólogos descreveram uma nova espécie de réptil fóssil encontrada no interior do Rio Grande do Sul que pode ajudar a esclarecer um dos capítulos mais importantes da história evolutiva dos vertebrados terrestres: a origem dos arcossauros, grupo que inclui os dinossauros (incluindo as aves) e os crocodilos.</p>
<p data-start="954" data-end="1180">Batizada de <em data-start="966" data-end="989">Silescelida acristata</em>, a nova espécie viveu há 240 milhões de anos, em uma época em que os ecossistemas terrestres ainda se recuperavam da maior extinção em massa da história da Terra, a extinção Permo-Triássica. O estudo foi liderado por pesquisadores do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM) e foi <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-53740-9">publicado nesta quarta-feira (10), no periódico científico <em data-start="1406" data-end="1426">Scientific Reports</em>.</a></p>
<p data-start="1429" data-end="1887">O fóssil foi encontrado no município de Dona Francisca, na região central do Rio Grande do Sul, em rochas do Período Triássico Médio, com aproximadamente 240 milhões de anos. Esse sítio fossilífero faz parte do Geoparque Quarta Colônia UNESCO e já revelou uma rica fauna de espécies fósseis, incluindo fragmentos de alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, bem como espécimes bem preservados de um dos maiores predadores terrestres do Período Triássico.</p>
<p data-start="1889" data-end="2160">O novo fóssil inclui partes dos membros de uma espécie até então desconhecida. Segundo os autores, a nova espécie pertence a um grupo de répteis arcossauriformes que apresenta características anatômicas próximas das observadas nos ancestrais dos dinossauros e crocodilos.</p>
<p data-start="1889" data-end="2160">As análises do grau de parentesco indicam que o animal pode estar relacionado aos Euparkeriidae, um grupo raro e ainda pouco compreendido, conhecido principalmente por fósseis encontrados na África do Sul, China, Rússia, Polônia e Alemanha. “Essa descoberta amplia significativamente a distribuição geográfica conhecida desses animais e reforça a importância do Brasil para o entendimento da evolução dos ancestrais dos arcossauros”, explica o paleontólogo Maurício S. Garcia, autor principal do estudo e aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM.</p>
<h3 data-start="2751" data-end="2781">A “redescoberta” do fóssil</h3>
[caption id="attachment_73198" align="alignleft" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Fossil-de-Silescelida-acristata-e-paleontologo-Mauricio-Garcia-por-Rodrigo-Temp-Muller-²-1024x683.jpg" alt="" width="600" height="401" /> Fóssil de Silescelida acristata e paleontólogo Maurício Garcia (Foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]
<p data-start="2783" data-end="3265">Além da relevância evolutiva, a descoberta possui uma história curiosa. Parte do fóssil que continha informações essenciais sobre sua procedência havia sido acidentalmente perdida por mais de duas décadas. Apenas em 2022, durante uma visita técnica, os pesquisadores localizaram o fragmento desaparecido na coleção científica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), permitindo confirmar a origem do espécime e realizar sua descrição e identificação formal.</p>
<p data-start="3267" data-end="3628">O nome <em data-start="3274" data-end="3287">Silescelida</em> une palavras do latim e do grego antigo que significam “silêncio” e “perna”. O silêncio é uma referência ao fato de que parte do fóssil ficou perdida por anos antes de ser finalmente redescoberta, enquanto “perna” refere-se ao fato de que o material encontrado consiste principalmente em ossos dos membros, incluindo o fêmur (osso da coxa). Já a palavra <em data-start="3643" data-end="3654">acristata</em> significa literalmente “sem crista”. Esse nome foi escolhido porque o fêmur desse animal não possui uma crista ou protuberância óssea elevada (conhecida como trocânter) onde o músculo da cauda se prenderia, característica que o diferencia de quase todos os seus parentes próximos.</p>
<h3 data-start="3937" data-end="3957">Um predador ágil</h3>
[caption id="attachment_73199" align="alignright" width="501"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Infografico1-1024x1009.jpg" alt="" width="501" height="494" /> Infográfico comparativo de tamanho do Silescelida acristata[/caption]
<p data-start="3959" data-end="4159"><em data-start="3959" data-end="3982">Silescelida acristata</em> era um animal relativamente diminuto, comparável em tamanho a um jacaré pequeno, de constituição esguia e locomoção quadrúpede. Sua dieta provavelmente incluía animais menores.</p>
<p data-start="4161" data-end="4507">Assim como espécies aparentadas, apresentava membros posicionados de forma semi-ereta, projetados mais abaixo do corpo do que lateralmente. Essa característica permitia uma locomoção mais eficiente e ágil, reduzindo o arrasto do ventre contra o solo e representando uma importante inovação na evolução dos ancestrais dos dinossauros e crocodilos.</p>
<p data-start="4509" data-end="4837">Os resultados da pesquisa mostram que a América do Sul pode ter desempenhado um papel mais importante do que se imaginava na diversificação dos arcossauriformes. A presença de <em data-start="4685" data-end="4708">Silescelida acristata</em> sugere que esse grupo era mais amplamente distribuído durante o Triássico do que indicava o registro fóssil conhecido até então. Dentre os já mencionados répteis arcossauriformes, <em data-start="4890" data-end="4913">Silescelida acristata</em> é o primeiro associado à linhagem dos Euparkeriidae a ocorrer na América do Sul.</p>
<p data-start="4996" data-end="5267">A descoberta também reforça o reconhecimento do Rio Grande do Sul como uma das regiões mais importantes do mundo para o estudo da fauna triássica, período que testemunhou a ascensão dos grupos que viriam a dominar os ecossistemas terrestres durante a Era dos Dinossauros.</p>
<p data-start="5269" data-end="5397">O fóssil de <em data-start="5281" data-end="5304">Silescelida acristata</em> está depositado no acervo científico da PUCRS, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.</p>
<p data-start="5399" data-end="5594">O estudo foi conduzido por Maurício Silva Garcia (CAPPA/UFSM), Gabriela Menezes Cerqueira (CAPPA/UFSM), Francesco Battista (UFRGS), Marco Brandalise de Andrade e Rodrigo Temp Müller (CAPPA/UFSM). A pesquisa recebeu apoio da CAPES, do CNPq e do INCT Paleovert. O acesso livre e gratuito ao artigo científico foi viabilizado pela CAPES.</p>
<p data-start="5736" data-end="5814"><em>Texto: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Planetário da UFSM promove observação da “lua azul”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/01/planetario-da-ufsm-promove-observacao-da-lua-azul</link>
				<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 21:48:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Planetário]]></category>

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						<description><![CDATA[Na noite de 31 de maio, crianças, pais e estudantes se reuniram ao redor do telescópio para observar o fenômeno]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Em uma noite gélida de domingo, cerca de cinquenta pessoas se encontraram no Planetário da UFSM com um objetivo: observar a “lua azul”. Crianças, pais e estudantes apontavam os olhos para o céu estrelado de Santa Maria e buscavam encontrar o satélite natural da Terra de um modo diferente.

O dia 31 de maio marcou a ocorrência da lua azul. Apesar de o nome sugerir uma mudança de cor, o fenômeno não altera a aparência do satélite. A lua continua apresentando a mesma tonalidade observada em uma lua cheia comum. A lua azul ocorre quando duas luas cheias são registradas em um mesmo mês, geralmente de 31 dias.

[caption id="attachment_73091" align="alignright" width="648"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMG_4166.jpg"><img class=" wp-image-73091" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMG_4166-1024x683.jpg" alt="Uma moça observa o céu à noite por meio de um telescópio. Ela é branca e tem cabelo castanho, longo e liso. Está vestida com um casaco marrom." width="648" height="432" /></a> A observação da lua azul foi uma atividade instigante para quem veio ao Planetário da UFSM na noite do último domingo (31)[/caption]

Embora não seja um evento extremamente raro, o fenômeno não acontece todos os anos. Em média, uma lua azul ocorre a cada dois ou três anos. Além de aparecer duas vezes em maio, a lua esteve no ponto mais distante da sua órbita em relação à Terra. Isso significa que ela aparentava estar menor e menos brilhante.
<h3><b>Uma noite para olhar o céu</b></h3>
Os observadores foram recepcionados a partir das 18h30min, no Planetário. Então foram encaminhados para a sala de projeção, onde puderam assistir ao filme “O Lado Escuro da Luz”. Durante a exibição, os participantes conheceram os impactos da poluição luminosa sobre o meio ambiente, a fauna, a saúde humana e a observação astronômica. Para isso, explicou como o ser humano utiliza lâmpadas, lanternas, holofotes e celulares durante a noite, o que pode trazer consequências negativas para a Terra.

Para Lianara Schimanko, bolsista monitora do Planetário, despertar a curiosidade é um dos principais objetivos das atividades. “A gente quer que eles saiam mais curiosos. Que olhem para o céu e queiram saber mais sobre o que é aquilo que estão vendo”. Ela foi a responsável por introduzir os ouvintes às características do céu.

Ao fim do filme, o público se reuniu na área externa do Planetário. Formou-se uma fila diante do telescópio enquanto os participantes aguardavam sua vez de observar a lua. A cada nova observação, comentários sobre as crateras e o brilho do satélite podiam ser ouvidos entre os presentes. Os pais Nadia e Talisson Viana, levaram seus três filhos para observar a Lua. “Achamos legal e gostamos”, contaram as crianças, animadas.

A sessão do último domingo foi a primeira do ano no Planetário. Devido a reformas nos banheiros, o número de participantes também foi reduzido. “Nós observamos essa atividade, porque as pessoas gostam de vir no Planetário e observar a lua, os planetas. Agora, saímos lá fora e já estavam apontando para Júpiter”, compartilha a diretora do Planetário, Jaqueline Trentim.

<i>Texto: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cigarro eletrônico faz mal? Entenda os impactos à saúde e os riscos de dependência </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/26/vape</link>
				<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:02:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vape]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72908</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa desenvolvida por estudantes da UFSM aponta riscos respiratórios e reforça alerta sobre dependência em nicotina 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="712" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/estudo-arte-Vape-1024x712.jpg" alt="Imagem horizontal de uma mão segurando um cigarro eletrônico no fundo tem uma fumaça branca. Ao lado do aparelho tem textos com nomes de várias substâncias presentes em sua composição. O fundo é vermelho escuro." /><figcaption>Cigarro eletrônico pode conter mais de 2 mil substâncias em sua composição</figcaption></figure>
<p>Ainda na adolescência, Laura Giacetti teve contato com uma nova forma de consumir nicotina. Em 2017, aos 13 anos, experimentou pela primeira vez um cigarro eletrônico influenciada por amigos mais velhos que já utilizavam o dispositivo. Na época, o aparelho parecia algo moderno e inofensivo. “Eu achava aquilo super legal, descolado, sabe? E como era algo novo, ninguém falava muito dos riscos”, relembra.</p>
<p>O que começou como curiosidade rapidamente se transformou em hábito. Nos anos seguintes, passou a utilizar o cigarro eletrônico diariamente, até perceber que o consumo já havia se tornado uma dependência. Foi durante a pandemia de Covid-19 que ela identificou a gravidade da situação. Laura conta que priorizava a compra dos dispositivos sempre que tinha algum dinheiro disponível. “Eu dormia com ele embaixo do meu travesseiro para usar assim que eu acordava. Eu não saía de casa sem [o cigarro eletrônico] nunca. Foi aí que eu entendi que já não era algo normal, era realmente uma dependência”, relata hoje aos 22 anos.</p>
<p>O cigarro eletrônico já faz parte da realidade de uma parcela significativa dos adolescentes brasileiros. Dados da <a style="font-size: 1rem" href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46172-consumo-de-cigarro-eletronico-cresce-entre-estudantes-de-13-a-17-anos">Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar</a> (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 29,6% dos estudantes de escolas públicas e privadas entre 13 e 17 anos afirmaram já ter experimentado. O levantamento aponta ainda que a exposição ao dispositivo é maior entre as meninas: 31,7% relataram já ter usado cigarros eletrônicos, frente a 27,4% dos meninos. </p>
<p>Apesar de populares entre os jovens, os cigarros eletrônicos têm comercialização, importação e propaganda proibidas no Brasil desde 2009, conforme a Resolução nº 46 da<a style="font-size: 1rem" href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/res0046_28_08_2009.html"> Anvisa</a>. Conhecidos também como <i style="color: #000000;font-size: 1rem">vape</i>, <i style="color: #000000;font-size: 1rem">pod</i> ou dispositivo eletrônico para fumar, os aparelhos funcionam por meio do aquecimento de um líquido que contém principalmente nicotina, frequentemente em altas concentrações, propilenoglicol, glicerina vegetal, aromatizantes e metais pesados como níquel, estanho e chumbo. Ao ser aquecido, esse líquido cria um aerossol tóxico que contém substâncias cancerígenas quando inaladas, equivalendo, em alguns casos, a mais de 20 maços de cigarro comum. </p>
<p>Segundo o pneumologista Paulo Correia, ex-coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, as substâncias químicas presentes nos cigarros eletrônicos reagem entre si durante o aquecimento, formando compostos tóxicos capazes de provocar inflamações severas nos pulmões. Entre essas substâncias estão compostos carbonílicos e derivados químicos associados a doenças respiratórias graves. </p>
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										<img width="1024" height="712" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Info-arte-Vape-1024x712.jpg" alt="Imagem horizontal de uma montagem com fotos de um pulmão, na frente uma mão segurando um cigarro eletrônico ao redor tem fumaça branca sobre um fundo vermelho." />											</p>
<figcaption>Uso de cigarros eletrônicos pode causar danos pulmonares graves<br />
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<h3><strong>Indústria do vape usa sabor, design e redes sociais </strong></h3>
<p>Para a doutora em saúde pública Cristina Perez, coordenadora técnica da  organização <a href="https://actbr.org.br/">ACT Promoção da Saúde</a> o avanço desses dispositivos entre adolescentes reflete estratégias históricas da indústria do tabaco para atrair novos consumidores. Segundo Cristina, o vape é apresentado de forma enganosa como produto menos nocivo, enquanto utiliza elementos voltados ao público jovem, como sabor doce, design tecnológico e divulgação em redes sociais.</p>
<p>Fora do Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que esses produtos estão alimentando uma nova geração dependente de nicotina, com milhões de adolescentes usuários no mundo. Cristina também avalia que, embora a comercialização dos cigarros eletrônicos seja proibida, a fiscalização ainda é insuficiente. A venda irregular em redes sociais, o comércio informal e a entrada ilegal dos dispositivos no país ajudam a ampliar o acesso. O que representa um alerta para a saúde pública. </p>
<p>Na vida de Laura, esse alerta surgiu quando os impactos do fumo começaram a afetar sua saúde respiratória. Antes acostumada a uma rotina ativa e à prática de esportes, ela conta que passou a sentir dificuldades até mesmo em atividades simples do dia a dia após o uso diário do cigarro eletrônico. “Eu sempre fui uma pessoa muito ativa, que gosta muito de esporte. Nunca tive nenhum problema, mas depois que comecei a usar o vape todo dia, senti uma dificuldade muito grande para respirar. Só de correr um pouco já ficava super ofegante”, relata. Segundo Laura, mesmo após interromper o uso do dispositivo, parte das consequências respiratórias ainda permanecem. “Hoje em dia isso nunca melhorou”, afirma.</p>
<p>De acordo com Paulo, os sintomas de doenças respiratórias relacionadas ao uso do cigarro podem surgir após poucas semanas de utilização e variam conforme o organismo de cada pessoa e o tipo de produto utilizado. “É como se fossem múltiplas inflamações dentro do pulmão”, explica. Essas lesões podem atingir tanto a região responsável pela respiração quanto provocar formação de bolhas pulmonares com danos permanentes. </p>
<p>O pneumologista afirma que os sintomas mais comuns incluem tosse, febre, dores no peito e falta de ar. Em casos mais graves, os pacientes podem precisar de ventilação mecânica, apresentar sequelas respiratórias permanentes e até necessitar de transplante pulmonar. Segundo ele, exames como tomografia e espirometria ajudam a identificar alterações inflamatórias e danos causados pelo uso contínuo do vape. </p>
<h3><strong>Pesquisa da UFSM alerta para danos respiratórios </strong></h3>
<p>Pesquisadores do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) têm investigado os impactos do uso de cigarros eletrônicos na saúde respiratória. Em um artigo publicado neste ano, estudantes da instituição analisaram estudos sobre a EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos e vaporizadores. A condição ganhou atenção internacional após centenas de casos de internações relacionadas ao uso de vape, especialmente entre jovens.</p>
<p>O estudo, intitulado <a href="https://revista.scientificsociety.net/wp-content/uploads/2026/04/Art.ID_.1273.pdf"><i>Lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico e vaporizadores (EVALI): uma revisão narrativa</i></a>, aponta que os dispositivos eletrônicos liberam aerossóis tóxicos. Segundo os pesquisadores, os sintomas da EVALI podem incluir tosse persistente, dor no peito, febre, fadiga e dificuldade respiratória progressiva. Em muitos casos, os sinais se confundem com outras doenças pulmonares, o que dificulta o diagnóstico.</p>
<p>Além dos danos pulmonares, o estudo aponta que a exposição contínua à nicotina presente nos dispositivos eletrônicos pode causar dependência intensa e rápida, especialmente entre adolescentes. Os pesquisadores destacam que adolescentes estão mais vulneráveis aos efeitos da nicotina, já que o cérebro ainda está em desenvolvimento nessa faixa etária, favorecendo a consolidação da dependência. </p>
</p>
<p>							“A indústria do tabaco sempre foi um lobo. Agora tenta vestir a pele de cordeiro”,<br />
														pneumologista Paulo Correia, <br />ex-coordenador da Comissão de Tabagismo da <br />Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia</p>
<h3><b>“A melhor coisa que fiz na minha vida foi não usar mais o vape.” </b></h3>
<p>Em 2023, Laura, que hoje trabalha como influenciadora digital, <a href="https://vt.tiktok.com/ZS9sjxsDw/">publicou um vídeo</a> nas redes sociais relatando sua experiência ao abandonar o uso de cigarros eletrônicos. No conteúdo, ela incentiva seguidores a deixarem o vício. Atualmente, a publicação já ultrapassa 100 mil visualizações.</p>
<p>Nos comentários, usuários relatam experiências semelhantes às vividas por Laura e compartilham dificuldades relacionadas à dependência e aos impactos na saúde. “Quero muito parar, estou tendo muita dificuldade em respirar”, escreveu um internauta. “Hoje em dia eu só fumo o <i style="color: #000000;font-size: 1rem">pod </i>se [sic] eu estou sem cigarro. Não tenho muito vício em si no <i style="color: #000000;font-size: 1rem">pod</i>, mas no cigarro sim. Tô tentando parar e vou conseguir. Hoje eu decidi de vez não fumar mais”, comentou outro usuário na publicação. </p>
<p>Parar de usar o cigarro eletrônico, no entanto, não foi um processo simples para Laura. Conforme a influenciadora digital, um dos maiores desafios foi romper com os hábitos criados ao longo dos anos e se afastar de pessoas que continuavam incentivando o uso do <i style="color: #000000;font-size: 1rem">vape</i>. “Eu me afastei de muitas pessoas, de muitos ‘amigos’. Me afastei de quem usava e não respeitava minha decisão de parar, porque quem realmente se importa com você quer te ver bem”, conta. </p>
<p>Laura relata que passou a pesquisar mais sobre os impactos do <i style="color: #000000;font-size: 1rem">vape</i> na saúde e se impressionou com imagens e relatos sobre os resíduos produzidos pelos aparelhos. “Quando eu vi de verdade os efeitos, me deu um nojo inexplicável. Lembro de ver uma foto de um líquido amarelo escuro que sai do vape e pensar que aquilo estava dentro do meu corpo”, recorda. Depois de um episódio de falta de ar que a levou ao hospital, ela decidiu abandonar o uso dos dispositivos. “O médico confirmou que era por causa do vape. Aquilo mudou tudo para mim. Joguei todos os meus vapes fora e nunca mais usei.”, relembra. </p>
<p>Para quem deseja parar de fumar <i>vape</i>, o pneumologista Paulo Correia recomenda buscar acompanhamento profissional. Ele explica que o tratamento mais eficaz envolve o desmame gradual da nicotina, associado a estratégias de reposição e medicamentos específicos utilizados no combate ao tabagismo. “Parar de fumar é possível, mas com acompanhamento médico o processo se torna muito mais seguro e eficiente”, ressalta.</p>
<p>O especialista também alerta para a desinformação disseminada nas redes sociais sobre os cigarros eletrônicos. Conforme o médico, a ideia de que o vape seria “apenas vapor de água” ajuda a normalizar o consumo entre jovens e reduz a percepção de risco. “A indústria do tabaco sempre foi um lobo. Agora tenta vestir a pele de cordeiro”, critica.</p>
<p><b><i>Texto:</i></b><i> João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</i></p>
<p><b><i>Artes gráficas:</i></b> <i>Daniel Michelon De Carli, designer</i><i> </i></p>
<p><b><i>Edição:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista</i><i> </i></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes da UFSM são campeões latino-americanos em competição de engenharia química</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/estudantes-da-ufsm-sao-campeoes-latino-americanos-em-competicao-de-engenharia-quimica</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 20:18:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72936</guid>
						<description><![CDATA[Dupla da UFSM conquistou o 1º lugar na América Latina em competição promovida pela multinacional britânica Aveva]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Lado a lado com alunos da Universidade de Cincinatti (dos EUA) e da Universidade Técnica de Munique (da Alemanha), os estudantes Felipe André Foggiato Bundt e João Pedro dos Santos Beck, do curso de Engenharia Química da UFSM, foram campeões neste ano da <a href="https://www.aveva.com/en/academia/academic-competition/statements-from-winners/" target="_blank" rel="noopener">competição acadêmica promovida pela Aveva</a>, multinacional britânica que é uma das líderes mundiais no desenvolvimento de <i>softwares</i> para a indústria. Voltada para estudantes da América do Norte, Europa e América Latina, principalmente das áreas de engenharia química e engenharia de processos, a Competição Acadêmica Aveva desafiou os participantes desta edição a criar soluções para problemas industriais por meio da simulação de processos, com o auxílio da inteligência artificial (IA) e do processamento e armazenamento de dados em nuvem (<i>cloud data</i>).</p><p><a href="https://www.aveva.com/en/products/process-simulation/?utm_term=process%20simulation&amp;utm_campaign=G_S_A_EMEA_SA_Always%20On_Solution_Engineering_Engineering&amp;utm_source=adwords&amp;utm_medium=ppc&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=10978197053&amp;gbraid=0AAAAADrJ10AcWB647Ex74Myjg4jMzaBce&amp;gclid=Cj0KCQjwlLDQBhDjARIsAPlIefFU7iFGE-0A57unjghGLrQFDXxJX5zfyvS8nbjzkZXKvBMmOqUohIYaAsxCEALw_wcB" target="_blank" rel="noopener">Process Simulation</a> (“simulação de processos”, em inglês) é, aliás, o nome de um dos principais <i>softwares</i> desenvolvidos pela Aveva, cuja licença de uso é distribuída gratuitamente para universidades do mundo todo, inclusive para o curso de Engenharia Química da UFSM. Os estudantes do curso estão habituados a usar esse <i>software</i> desde o 4º semestre, em disciplinas introduzidas na <a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/engenharia-quimica/informacoes-do-curriculo" target="_blank" rel="noopener">grade curricular</a> a partir de 2023, com o objetivo de torná-la mais digital. Entre essas disciplinas, destacam-se, por exemplo: Introdução à Engenharia de Processos, Métodos Numéricos para Engenharia Química, Modelagem e Simulação de Processos e a de Síntese e Análise de Processos, as quais são ministradas pelos professores Rodolfo Rodrigues e Christian Luiz da Silveira.</p>[caption id="attachment_72937" align="alignright" width="650"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_0110.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_0110-1024x653.jpeg" alt="A foto mostra dois rapazes brancos sentados a uma mesa, ambos com computadores à sua frente. O da esquerda usa óculos, tem cabelo curto, crespo e escuro, e veste uma blusa azul-marinho. O da direita veste um casaco bege e tem cabelo curto, liso e loiro. Ao fundo, há uma parede branca com um grande monitor pendurado ao centro, no qual expõem os seus trabalhos." width="650" height="414" /></a> Os campeões latino-americanos da Competição Acadêmica Aveva: João Beck (à esq.) e Felipe Bundt (foto: Lucas Casali)[/caption]<p>Foi através do professor Rodolfo Rodrigues que os atuais campeões latino-americanos da competição, os alunos João Beck e Felipe Bundt, ouviram falar dela pela primeira vez. Realizaram a inscrição em novembro do ano passado e, já no dia 5 de janeiro deste ano (data que marcou o início do certame), obtiveram as primeiras orientações sobre a competição. Os competidores receberam treinamento de uma equipe da Aveva e lhes foi revelado o problema que deveriam resolver até o dia 28 de fevereiro, prazo final para a entrega da solução à questão proposta.</p><p>Os competidores tiveram de criar um sistema que simulasse a produção industrial do cumeno (C<sub>9</sub>H<sub>12</sub>), por meio da reação de alquilação do benzeno (C<sub>6</sub>H<sub>6</sub>) com o propileno (C<sub>3</sub>H<sub>6</sub>). Na simulação de uma planta industrial (constituída por correntes de alimentação, trocadores de calor, reator adiabático, vaso separador, coluna de destilação, bomba e válvulas), era necessário calcular as taxas ideais de concentração dos reagentes (benzeno e propileno), bem como as condições ideais de temperatura e pressão, que resultassem no melhor desempenho possível do reator, visando à formação do cumeno em seu interior.</p><p>Então, para representar o comportamento do reator, João e Felipe criaram dois modelos de aprendizado de máquina (<i>machine learning</i>): um para o cálculo da temperatura e pressão, que apresentavam valores elevados, e outro para a taxa reacional, cuja magnitude é significativamente menor. Considerado um ramo da inteligência artificial, o aprendizado de máquina possibilita que os computadores identifiquem padrões e realizem previsões, a partir da análise de um grande volume de dados. Ambos os modelos de <i>machine learning</i> mencionados foram desenvolvidos com o uso da linguagem de programação Python, compatível com o programa Process Simulation e com o <a href="https://www.aveva.com/en/connect-experience/?env=prod" target="_blank" rel="noopener">Connect</a>, ambiente virtual da Aveva.</p><p>Esses dois <i>softwares</i> foram utilizados pela dupla de alunos da UFSM ao longo da competição, cujo <a href="https://www.instagram.com/p/DX9oDDJmRNv" target="_blank" rel="noopener">resultado foi divulgado pela Aveva no início deste mês</a>. Não há a especificação de um campeão global, mas apenas das equipes campeãs de cada continente abrangido pela competição. Como gratificação pelo primeiro lugar alcançado na América Latina, Felipe Bundt e João Beck ganharam da Aveva uma premiação de 3 mil dólares, valor que a dupla dividiu meio a meio.</p><p>Em 2024, outros estudantes de Engenharia Química da UFSM já haviam obtido colocações de destaque na Competição Acadêmica Aveva. Naquela edição, as duplas formadas por Giovane Malakowski e Bruno Pasa e por Nícolas Anése e Thiago Reschützegger ficaram, respectivamente, em <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2024/09/24/estudantes-de-engenharia-quimica-conquistam-2o-e-3o-lugares-em-competicao-internacional-de-simulacao-de-processos" target="_blank" rel="noopener">2º e 3º lugares na América Latina</a>.</p><p><b>Excelência –</b> O curso de Engenharia Química da UFSM destacou-se no ano passado, quando da divulgação, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos <a href="https://www.ufsm.br/2025/04/11/ufsm-mantem-nota-maxima-no-indice-geral-de-cursos" target="_blank" rel="noopener">indicadores de qualidade da educação superior</a> relativos ao ano de 2023. Conquistou o conceito 5 (nota máxima) no Conceito Preliminar de Curso (CPC), categoria que, de acordo com o Inep, “combina diferentes aspectos, como desempenho dos estudantes, valor agregado pelo curso, corpo docente e condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo”.</p><p>Na faixa contínua do CPC, o curso de Engenharia Química da UFSM obteve a pontuação de 4,277, o que o coloca em <a href="https://www.ufsm.br/reitoria/avaliacao/csact/2025/04/16/resultados-do-enade-2023-sao-divulgados-confira-o-desempenho-dos-cursos-de-graduacao-do-centro-de-tecnologia" target="_blank" rel="noopener">1º lugar no Rio Grande do Sul e na 3ª posição em âmbito nacional</a>, ficando atrás apenas dos cursos de Engenharia Química da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O curso da UFSM alcançou também boas notas em outras duas categorias: Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), no qual também ficou com conceito 5, e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no qual obteve conceito 4.</p><p><i>Texto: Lucas Casali</i></p><p><em>Foto de capa: arquivo pessoal</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Hantavírus: qual o risco no Rio Grande do Sul?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/hantavirus-qual-o-risco-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:21:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[hantavirose]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72917</guid>
						<description><![CDATA[Professor de Medicina da UFSM afirma que sintomas não devem ser ignorados, mas descarta risco de epidemia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O surto de hantavírus a bordo do navio MV Hondius, em abril de 2026, trouxe a doença de volta às manchetes. Três mortes entre passageiros que haviam visitado áreas rurais da Patagônia argentina geraram repercussão internacional, e, com ela, dúvidas sobre o risco no Brasil. Especialmente, no Rio Grande do Sul. </span></p>
<h3>Uma doença conhecida</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose não chegou ao estado com o surto do cruzeiro. Ela já estava aqui.  Segundo o professor de Medicina da UFSM e infectologista Alexandre Schwarzbold, o Rio Grande do Sul registra casos todos os anos, normalmente vinculados a pessoas com contato direto com roedores silvestres ou com ambientes contaminados pelas fezes e urina desses animais, em galpões, armazéns, plantações de bambu, garagens. “A hantavirose é uma doença zoonótica, transmitida a partir de contato com roedores, comum em áreas restritas, rurais, ou em áreas de manipulação de algumas plantações, como o bambu, por exemplo, ou em períodos de estiagem. A gente sempre teve casos de hantavirose, mas são casos raros”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O hantavírus não é um vírus único, mas uma família com dezenas de cepas, cada uma associada a uma espécie de roedor reservatório. No Brasil, as mais conhecidas são os vírus Araraquara e Juquitiba, ambas presentes nas regiões Sul e Sudeste. Nas Américas, a doença se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), com comprometimento pulmonar e cardiovascular grave.</span></p>
<h3>Os números do Rio Grande do Sul</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os dados oficiais do Ministério da Saúde mostram um estado com presença estável da doença. Em 2025, foram sete casos confirmados no RS. Em 2026, dois já foram registrados até março, com dados ainda preliminares.</span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/GRAFICO-RS.jpeg"><img class="wp-image-72920 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/GRAFICO-RS.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">A série revela uma realidade distante de qualquer explosão epidêmica: o RS nunca ultrapassou 9 casos em um único ano na última década. O pico foi em 2016, com exatamente essa marca. Em 2020, foram zero casos. A média histórica fica em torno de 5 a 6 por ano.</span></p>
<h3>Quem realmente está em risco?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose não é uma ameaça para a população urbana em geral. O perfil de risco é predominante para trabalhadores rurais, agricultores, pessoas que limpam ambientes fechados onde roedores transitam, e quem manipula grãos armazenados ou realiza atividades em matas e áreas de vegetação densa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O momento de maior exposição é a limpeza de locais fechados, como galpões, paióis, garagens e depósitos. Quando se varre um ambiente com fezes secas de roedores, partículas microscópicas ficam em suspensão no ar e podem ser inaladas. Esse é o mecanismo mais comum de contaminação no estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o infectologista, toda pessoa do meio rural que tenha contato eventual com roedores deve higienizar muito bem galpões e usar proteção especial. “O essencial é usar botas, máscara, sobretudo a máscara quando for manipular áreas que soltam pó. Muitas pessoas esquecem e passam vassouras, levantam poeiras. Esse é o momento de usar equipamento de proteção importante”, alerta.</span></p>
<h3>Os sintomas que não devem ser ignorados</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O maior desafio clínico da hantavirose é o início enganoso. Os primeiros dias da doença (chamados de período pródromico) são difíceis de diferenciar de uma gripe comum. Febre, dor muscular, dor articular, cansaço e, em crianças, sintomas gastrointestinais. Segundo Alexandre, é fácil ignorar, mas o que muda o quadro é a tosse seca. “Essa tosse pode eventualmente evoluir para casos mais graves, desde uma síndrome respiratória grave até uma síndrome de hemorragia pulmonar”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sem tratamento específico aprovado até o momento, o manejo da hantavirose é de suporte, e a velocidade de chegada ao hospital é fator decisivo nos casos graves. Por isso, reconhecer os sintomas e a exposição prévia é tão importante.</span></p>
<h3>O que fazer para se proteger</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A prevenção passa sobretudo pelo uso correto de equipamentos de proteção individual durante atividades de risco. Como dito pelo médico, é necessário o uso de máscara, luvas e botas. Esses cuidados já fazem a diferença.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use máscara ao limpar galpões, garagens e ambientes com acesso de roedores, especialmente quando houver pó;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Evite varrer a seco. Umedeça o ambiente antes de limpar para não levantar partículas em suspensão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use botas para evitar contato da pele com urina e fezes de roedores no chão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Nunca limpe com as mãos desprotegidas. Use luvas ao manipular materiais em locais frequentados por roedores;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Monitore e controle o acesso de roedores a residências, armazéns e locais de trabalho no campo;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Febre e tosse seca após contato com roedores? Procure atendimento e relate a exposição ao médico.</span></li>
</ul>
<h3>Hantavirus em alto mar?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para entender o surto do MV Hondius, é importante compreender o que o tornou incomum. Passageiros desceram em Ushuaia e visitaram áreas rurais da Patagônia argentina, região com circulação conhecida de hantavírus. O contato com ambientes contaminados por roedores, provavelmente durante as excursões, foi o ponto de partida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que explica o maior número de casos a bordo é uma característica genética específica da cepa argentina envolvida: trata-se do único tipo de hantavírus conhecido por ter transmissão de pessoa a pessoa. Estudos genéticos mostraram que o vírus encontrado nos infectados do cruzeiro é idêntico ao de um surto registrado na Argentina em 2018. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Alexandre, este é o único vírus desses que causam a síndrome de hantavirose que se transmite de pessoa a pessoa. “Justamente por isso que um número maior de pessoas dentro de um barco foi acometido, algumas foram transmitidas de pessoa a pessoa. Mas originalmente alguém teve contato com o roedor contaminado. Surtos assim, dentro de um cruzeiro, são raríssimos”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No contexto gaúcho, essa cepa específica não é a que circula. Os vírus presentes no RS não têm transmissão interpessoal documentada. A contaminação ocorre exclusivamente pelo contato com roedores ou com ambientes que eles frequentam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose tem mortalidade elevada quando não tratada a tempo e exige vigilância por parte dos profissionais de saúde e das pessoas expostas. Mas não merece o tipo de alarme que circulou nas redes sociais após o surto no cruzeiro. O Rio Grande do Sul tem estrutura de vigilância epidemiológica, profissionais treinados e dados sendo monitorados pelo Ministério da Saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conhecer a doença, reconhecer os fatores de risco e adotar medidas simples de proteção é o que funciona, e é exatamente o que o pesquisador da UFSM recomenda. "Não tem o risco de acontecer uma epidemia no Rio Grande do Sul, nem no Brasil, e nem pandemia, de modo algum. É uma doença muito restrita a algumas pessoas que têm contato específico”, finaliza.</span></p>
<p><em>Texto e artes: Isadora Bortolotto, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM cria atlas geoambiental de cidades gaúchas </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/atlas-geoambiental-rs</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:47:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[atlas]]></category>
		<category><![CDATA[atlas geoambiental]]></category>
		<category><![CDATA[atlas municipal]]></category>
		<category><![CDATA[bacia ibuí]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[LAGEOLAM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72916</guid>
						<description><![CDATA[Desenvolvida pelo Lageolam da UFSM, a iniciativa reúne mapas, fotografias e dados históricos para ajudar municípios a compreenderem o próprio território 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4893-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de três atlas geoambientais sob uma mesa de fundo claro. Os atlas estão fechados e têm capas com fotos de acidentes geográficos e fundos em azul claro, azul escuro e laranja" />											<figcaption>Ao todo são 10 atlas publicados pelo grupo de pesquisa</figcaption>
										</figure>
		<p>Marcada pela presença de rios, diferentes formações de relevo e uma rica diversidade ambiental, a região da bacia hidrográfica do Ibicuí reúne alguns dos principais patrimônios naturais do oeste do Rio Grande do Sul. Com mais de 35 mil km² de extensão, a região abrange municípios como Santiago, Cacequi e Santa Maria, conectando características geográficas, históricas e socioambientais que ajudam a compreender a dinâmica do território gaúcho. É nesse contexto que o Laboratório de Geologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Lageolam, desenvolve os Atlas Geoambientais Municipais, coleções que reúnem mapas, imagens, fotografias e dados sobre os municípios da região. </p><p>Ao todo, a iniciativa já mapeou 10 municípios gaúchos. Segundo o coordenador do Lageolam Luis Eduardo Robaina, o objetivo inicial era fazer com que os atlas fossem utilizados pelo poder público para a gestão de políticas no território do município. Mas, a partir de 2018, os atlas também chegaram às salas de aula. Cada material produzido recebe uma versão didática com exercícios e jogos com foco no público escolar. A iniciativa aumentou o interesse dos municípios no trabalho realizado pelo grupo de pesquisa. </p><p>Os cadernos didáticos são personalizados de acordo com as características de cada local. No material de São Martinho da Serra, por exemplo, a apresentação é feita pela Cruz Missioneira, símbolo presente no brasão municipal. Já em Nova Esperança do Sul, a “guia” é a Gruta Subterrânea Nossa Senhora de Fátima, importante ponto turístico local.</p><p>Na universidade, a produção do material também recebe papel didático importante. Para o doutorando em Geografia, Eric Beilfuss, participar da elaboração dos atlas geoambientais foi uma experiência marcante tanto no aspecto acadêmico quanto pessoal. De acordo com o estudante, o projeto permitiu unir áreas da Geografia que sempre teve interesse em vivenciar na prática, como cartografia e geoprocessamento. “Foi uma experiência muito importante porque consegui participar de todas as etapas da produção, desde a coleta de dados até a elaboração dos mapas”, destaca.</p><p>Eric também comenta que o trabalho contribuiu para ampliar sua percepção sobre o papel social da universidade e da pesquisa científica. Um dos exemplos citados por ele é o Atlas Geoambiental de Jari, objeto de pesquisa de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Para ele, a experiência mostrou como o conhecimento produzido dentro da universidade pode alcançar diretamente a comunidade. “Foi muito importante perceber como a pesquisa pode sair de dentro da universidade e chegar até as pessoas, hoje os atlas são usados dentro de salas de aula, por exemplo”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4900-1024x683.jpg" alt="Imagem vertical colorida de mãos segurando um atlas geoambiental aberto, nas páginas estão mapas do município de São Borja em verde" />											<figcaption>As coleções reúnem mapas, imagens, fotografias e dados sobre os municípios da região, como o de São Borja</figcaption>
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		<h3><strong>Como o atlas é feito?</strong></h3>
<p>Em suas páginas, estão organizadas informações históricas, socioeconômicas e ambientais, como rede hidrográfica, relevo, geologia, tipos de solo, uso e ocupação da terra, vegetação original e divisões geoambientais, oferecendo um panorama amplo das características e transformações do município retratado.</p>
<p>A elaboração dos atlas começa com a análise de diferentes bases de dados geográficos e ambientais. Para isso, a equipe do Lageolam utiliza ferramentas como sensoriamento remoto, técnica que permite obter imagens do território à distância, cartas topográficas e imagens de satélite, que ajudam a identificar características naturais e urbanas dos municípios.</p>
<p>Depois da etapa inicial, os pesquisadores realizam trabalhos de campo para complementar as informações coletadas digitalmente. Durante as visitas aos municípios, a equipe registra fotografias, coleta amostras de solos e rochas, e analisa elementos da paisagem, como relevo, vegetação, hidrografia e áreas de ocupação urbana e rural.</p>
<p>A produção dos atlas varia conforme o envolvimento de cada município e da disponibilidade de informações locais. Conforme o professor Romário Trentin, integrante do Lageolam, quando há maior participação das prefeituras, escolas e comunidades, o material incorpora conteúdos mais específicos e aprofundados sobre a realidade local. Em outros casos, a equipe precisa buscar os dados de forma independente, recorrendo a instituições públicas, bibliotecas e museus.</p>
<p>Além disso, o grupo também utiliza pesquisas feitas na UFSM. "Nós já temos muitos trabalhos acadêmicos realizados na região. Temos 30 anos de pesquisa na Bacia do Ibicuí. Então nós conhecemos o território. O diferencial do Atlas é a forma como essas informações são apresentadas", destaca Robaina.&nbsp;</p>
<h3><b>São Borja foi o primeiro município contemplado com a iniciativa</b></h3>
<p>O curso de Geografia da UFSM sempre produziu mapas variados dos municípios gaúchos. No entanto, o poder público tinha dificuldade de trabalhar com esses mapas por falta de corpo técnico qualificado e, também, pelo fato de mapas da bacia hidrográfica representarem os cursos d’água sem os limites territoriais dos municípios.</p>
<p>Então, em 2007, a Prefeitura de São Borja solicitou ao Lageolam uma apresentação de todos os tipos de mapas que o Lageolam havia feito sobre o município, um atlas. Este foi o primeiro do tipo a ser desenvolvido pelo laboratório. Para tornar os atlas mais fáceis de compreender para os gestores públicos, eles passaram a trabalhar utilizando como referência os limites territoriais, mas sem deixar de incluir as bacias hidrográficas presentes dentro dos territórios.&nbsp;</p>
<p>De acordo com o docente, o projeto atuou inicialmente em municípios menores da região com o objetivo de prestar apoio técnico no mapeamento das características físicas de seus territórios. "Santa Maria, por exemplo, tem um corpo técnico e já possui informações sobre seu território. Já esses municípios com os quais trabalhamos têm muito mais dificuldade para conseguir apoio técnico”, explica Robaina.&nbsp;</p>
<p>Todos os atlas desenvolvidos pelo grupo estão disponíveis e podem ser acessados de forma gratuita no <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/cartilha">site do laboratório</a>.&nbsp;</p>
<p>Texto: Bernardo Salcedo, jornalista, e João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário na Agência de Notícias&nbsp;</p><p>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo e estagiária na Agência de Notícias&nbsp;</p><p><b>Edição</b>: Mariana Henriques e Maurício Dias, jornalistas da Agência de Notícias</p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>UFSM desenvolve ensaio clínico inédito para testar antiviral contra a Covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/21/ensaio-clinico-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 21 May 2026 11:50:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[antiviral]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72888</guid>
						<description><![CDATA[Estudo integra rede de dez centros brasileiros que avaliam a eficácia de um novo medicamento antiviral para Covid-19 em pacientes de alto risco]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Uma pesquisa coordenada pelo professor e infectologista Alexandre Schwarzbold, docente do Curso de Medicina da UFSM, está desenvolvendo um ensaio clínico multicêntrico de âmbito nacional voltado ao desenvolvimento de um novo antiviral para o tratamento da Covid-19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo já se encontra na terceira fase dos testes clínicos, etapa mais avançada do processo de desenvolvimento de medicamentos, quando a segurança do fármaco já foi comprovada e o foco passa a ser a avaliação de sua eficácia em larga escala. A UFSM é um dos aproximadamente dez centros participantes no país, ao lado de instituições do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.</span></p>
<h3>Público-alvo do recrutamento</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O ensaio é direcionado a pessoas com maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença. São elegíveis para participação pacientes com diagnóstico confirmado ou suspeita clínica de Covid-19 que se enquadrem em grupos de risco, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Idosos</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Pessoas com obesidade</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Pessoas com cardiopatias</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Pessoas com doenças pulmonares crônicas</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Pacientes oncológicos</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Imunossuprimidos</span></li>
</ul>
<h3>Relevância da pesquisa</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Embora o período epidêmico mais crítico tenha sido superado, dados do sistema</span> <a href="https://agencia.fiocruz.br/infogripe-maior-parte-do-pais-tem-incidencia-de-srag-em-nivel-de-alerta-ou-risco#:~:text=Apesar%20da%20baixa%20incid%C3%AAncia%20dos,casos%20de%20SRAG%20no%20pa%C3%ADs."><b>InfoGripe</b></a><b>,</b><span style="font-weight: 400"> plataforma de monitoramento do Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, apontam que a Covid-19 permanece como a segunda principal causa de morte por doença respiratória grave entre idosos no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para o professor Alexandre, a participação da UFSM no estudo tem um papel estratégico na ampliação do acesso regional a novas terapias. "Quando a gente está muito longe do centro do país, acaba não tendo acesso a esses medicamentos. O nosso grupo de pesquisa dá oportunidade para a população e para os profissionais de saúde que, daqui a pouco, estão diante de um dilema de tratamento ", relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O pesquisador também chama atenção para a limitação no acesso ao antiviral já aprovado para uso no SUS: o medicamento não é distribuído em farmácias comerciais e a oferta é insuficiente frente à demanda dos casos mais graves. O novo fármaco em estudo poderá ampliar as opções terapêuticas disponíveis para essa população.</span></p>
<h3>Previsão de resultados</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Conclusão da análise de dados: 2027</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Possível disponibilização do medicamento ao público: 2028, mediante resultados favoráveis</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Parceria com a Universidade Franciscana (UFN) para uso da estrutura do Centro Clínico</span></li>
</ul>
<h3>Como participar ou encaminhar pacientes</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Médicos da rede pública e privada podem encaminhar pacientes com diagnóstico confirmado ou suspeita clínica de Covid-19. A equipe do Centro de Pesquisa Clínica também realiza testagem para os casos em investigação. O contato pode ser feito por ligação ou WhatsApp:</span><b> (55) 99702-9186.</b></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária na Agência de Notícias<br />Imagem de capa: Alissa Eckert, Dan Higgins/CDC<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Aeronáutica nas Escolas: projeto da UFSM usa planadores para ensinar ciência de forma acessível</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/15/aeronautica-nas-escolas-projeto-da-ufsm-usa-planadores-para-ensinar-ciencia-de-forma-acessivel</link>
				<pubDate>Fri, 15 May 2026 21:55:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[ensino básico]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72824</guid>
						<description><![CDATA[Com materiais de baixo custo, projeto aposta na prática para aproximar estudantes da física, matemática e engenharia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72825" align="alignright" width="657"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A3102.jpg"><img class=" wp-image-72825" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A3102-1024x683.jpg" alt="Tendo ao fundo uma parede de cor laranja (com uma cesta de basquete pendurada na parte de cima), um aluno da escola lança no ar um planador. O aluno veste uma camisa cinza; é moreno e tem cabelo curto e escuro." width="657" height="439" /></a> Planadores são lançados ao final da oficina; alunos aprendem, na teoria e na prática, como os aeromodelos planam[/caption]

O silêncio dura poucos segundos antes do lançamento. Com cuidado, uma estudante segura o planador de isopor acima da cabeça, mira para frente e solta. O pequeno aeromodelo atravessa o pátio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lívia Menna Barreto enquanto os colegas acompanham o voo com os olhos. Alguns torcem enquanto outros tentam entender por que aquele foi mais longe do que o anterior. Em vez de fórmulas no quadro, a aula, agora, acontece no ar.

É dessa forma que estudantes de escolas públicas de Santa Maria estão tendo o primeiro contato com conceitos de aerodinâmica, sustentação e engenharia aeroespacial. Trata-se de uma manhã de aplicação do projeto de extensão <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=427553" target="_blank" rel="noopener">“Aeronáutica nas Escolas”</a>, desenvolvido pela Escola Piloto de Engenharia Aeroespacial (EP Aero), vinculada ao curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM.
<h3><b>Ciência ao alcance de todos</b></h3>
Coordenador do projeto, o professor Marcos Daniel Awruch afirma que a proposta surgiu justamente para romper essa barreira. “O ensino de física e matemática em escolas públicas, muitas vezes, é excessivamente teórico e carente de metodologias que conectem o conteúdo à realidade”, explica. “Percebemos que temas como a aerodinâmica são raramente explorados de forma prática por falta de equipamentos e materiais didáticos.” A solução encontrada pelo grupo foi usar um tema que desperta curiosidade quase imediata entre crianças e adolescentes: o voo.

O projeto funciona a partir de oficinas realizadas nas escolas por estudantes universitários. A atividade mistura explicações teóricas e construção de planadores de baixo custo, produzidos com materiais simples como papelão, isopor e palitos de churrasco. O valor de cada planador gira em torno de, aproximadamente, R$ 2,52.

[caption id="attachment_72826" align="alignleft" width="657"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A2971.jpg"><img class=" wp-image-72826" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A2971-1024x683.jpg" alt="A foto ilustra a construção de um pequeno planador. A “fuselagem” é feita de isopor, enquanto que as asas são de papelão. Com canetinhas e canetar marca-texto, os alunos pintam o planador de cores como roxo e rosa." width="657" height="439" /></a> Projeto de extensão da UFSM ensina alunos de escolas públicas a construírem planadores com material acessível[/caption]

A escolha desses materiais, inclusive, não é aleatória. Mais do que ensinar conceitos de engenharia, o grupo quer provar que experiências científicas podem acontecer mesmo em contextos com poucos recursos. “A democratização acontece primeiro pela escolha de escolas públicas”, destaca Awruch. “Queríamos mostrar que é possível fazer ciência e tecnologia com recursos mínimos”.

A atividade segue a metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Na prática, isso significa trocar o aluno passivo pelo aluno que testa, erra, ajusta e descobre. Ao construir um planador, os estudantes precisam entender por que uma asa influencia o voo, como o peso altera a estabilidade ou o que acontece quando o centro de gravidade muda de posição. Conceitos que normalmente apareceriam apenas em exercícios passam a ser percebidos fisicamente.

Presidente da EP Aero e uma das responsáveis pela criação da iniciativa, a estudante de Engenharia Aeroespacial Carolina Barbara Massinatore conta que as oficinas são divididas em três momentos: primeiro, os universitários apresentam conceitos básicos sobre planadores e princípios de voo; depois, os estudantes participam de um <i>quiz</i>; e, por fim, constroem e lançam os próprios planadores. Mesmo com encontros de cerca de três horas, os resultados surpreenderam a equipe. Segundo Awruch, em uma das aplicações os grupos atingiram média de 14 acertos em 15 questões teóricas.
<h3><b>Ensino básico e superior em construção conjunta</b></h3>
No dia 7 de maio, o projeto chegou à Escola Lívia Menna Barreto. Entre os estudantes, estavam Julia Rorato e Manuela Lesina, ambas do 9º ano. Quando questionadas sobre a atividade, as respostas vieram rápido: “muito legal”. As duas relembravam os conceitos aprendidos durante a oficina enquanto reproduziam com as mãos o movimento dos planadores atravessando o ar. “A gente aprendeu sobre como o planador se mantém no ar sem precisar de um motor”, explicaram.

[caption id="attachment_72827" align="alignright" width="657"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A2732.jpg"><img class=" wp-image-72827" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A2732-1024x683.jpg" alt="Sentada a uma mesa escolar, uma aluna segura placas de papel com as respostas para o quiz, as quais são representadas por letras (A, B, C e D). Ela veste uma camiseta predominantemente cinza, com mangas azul-marinho, tem pele branca e cabelo castanho e liso, de comprimento médio." width="657" height="438" /></a> Quiz aplicado durante oficina de planadores tem número de acertos satisfatório[/caption]

Não somente os conceitos de física, mas também o contato com os universitários chamou atenção das estudantes. Para Carolina, esse tipo de reação revela um dos principais objetivos do projeto: ampliar horizontes. “Muitas crianças nem sabem que o caminho da universidade existe”, afirma. “Tem aluno que pensa só em terminar a escola e trabalhar. A gente tenta mostrar que existem outras possibilidades.”

O projeto também agrega à própria formação universitária. Além da parte técnica, os extensionistas precisam aprender a transformar conceitos complexos em linguagem acessível para crianças e adolescentes. “A gente estuda sustentação, arrasto, asas e outros conceitos da aeronáutica, mas também precisa traduzir isso para uma linguagem simples”, conta Carolina. “Desenvolvemos comunicação, didática e trabalho em equipe.”

Ao transformar o voo em ferramenta de ensino, o “Aeronáutica nas Escolas” vai além da construção de planadores: aproxima universidade e comunidade, traduz ciência em experiência e mostra, na prática, que física, matemática e engenharia podem ser simples, possíveis e, até mesmo, divertidas. O projeto integra um leque de iniciativas realizadas pela EP Aero e reforça que, quando o conhecimento sai do papel e ganha espaço no ar, ele também pode ampliar perspectivas tanto para quem aprende quanto para quem ensina.

<i>Texto: Camille Moraes, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>Por que devemos estudar a Antártida?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/14/por-que-devemos-estudar-a-antartida</link>
				<pubDate>Thu, 14 May 2026 13:53:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[antártida]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72782</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisador da UFSM defende a importância de entendermos o continente para estudarmos o passado e o futuro do planeta]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Descoberta há mais de 200 anos e localizada no Polo Sul, a Antártida é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta. Com uma cobertura de 14 milhões de quilômetros quadrados e contendo cerca de 70% da água doce mundial, a região, apesar de desértica, abriga uma imensa quantidade de saberes, ciência e vida. Essa diversidade atrai, há anos, a atenção mundial de pesquisadores interessados em produção científica, inclusive de cientistas da UFSM.</p>
<p>Esse contexto estimulou a criação do Tratado da Antártica, um acordo assinado em 1959 e em vigor desde 1961. Até maio de 2026, o sistema do tratado contava com 58 países, incluindo o <a href="https://www.marinha.mil.br/secirm/proantar/tratado-antartica" target="_blank" rel="noopener">Brasil</a>, que aderiram ao acordo ao longo das décadas. O principal objetivo do documento é destinar o continente exclusivamente a fins pacíficos e à pesquisa científica, e proibir qualquer atividade militar e exploração.</p>
[caption id="attachment_72784" align="alignright" width="572"]<img class=" wp-image-72784" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Luciano-em-2015-1-300x169.jpg" alt="" width="572" height="322" /> Luciano recolheu amostras durante expedição ao continente de gelo[/caption]
<p>Segundo o site da <a href="https://www.marinha.mil.br/secirm/" target="_blank" rel="noopener">Comissão Interministerial para os Recursos do Mar</a>, o Brasil aderiu ao tratado em 1975. Nesse sentido, em janeiro de 1982, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) foi oficialmente criado a fim de promover a pesquisa científica no continente. Alguns anos depois, em 1993, o Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fundou o que hoje se conhece como Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas (Nupac) – nomenclatura adquirida em 2003 devido à crescente demanda científica. Atualmente, a iniciativa realiza expedições científicas em solo antártico, em sua maioria lideradas pelo Centro Polar e Climático (CPC) da UFRGS, que é integrante do <a href="https://www.ufrgs.br/inctcriosfera/sobre.html" target="_blank" rel="noopener">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera</a>.</p>
<p>Um dos pesquisadores vinculados ao CPC é o geólogo Luciano Marquetto, professor adjunto do Departamento de Geociências da UFSM. Luciano esteve na Antártida em duas expedições científicas, realizadas em 2010 e 2015, ainda durante sua trajetória acadêmica na UFRGS. A primeira experiência aconteceu no final de sua graduação, quando integrou uma equipe multidisciplinar formada por cerca de oito pesquisadores de diferentes áreas. O grupo permaneceu acampado entre 10 e 15 dias na Ilha Rei George, na região da Península Antártica, realizando estudos ligados ao monitoramento de geleiras. “A gente ficou acampado, mas vendo o navio e vendo a base brasileira”, relembra o pesquisador.</p>
<p data-start="567" data-end="1139">Na expedição de 2010, o principal objetivo era acompanhar o chamado balanço de massa de uma geleira, analisando desde o movimento do gelo até o fluxo da água resultante do degelo. Enquanto alguns pesquisadores instalavam estacas para medir a deposição de neve e o deslocamento da geleira, outros coletavam sedimentos e realizavam levantamentos geológicos. Segundo Luciano, a experiência também exigia adaptação às condições extremas do continente. “Muda toda a rotina para quem não está acostumado a acampar”, explica. “Tem uma série de cuidados especiais e de segurança.”</p>
<p data-start="1143" data-end="1522">Já em 2015, Luciano participou da <a href="https://www.centropolar.com/expedicoes" target="_blank" rel="noopener">Primeira Travessia Brasileira</a> do Manto de Gelo da Antártica Ocidental, realizada com o objetivo de coletar amostras de neve e gelo para análises ambientais e climáticas dos últimos 300 anos. Ao lado de outros seis pesquisadores, Luciano percorreu ao longo de 11 dias um total de 1,4 mil quilômetros. Desta vez, a equipe seguiu para o interior do continente, distante das regiões costeiras onde normalmente se concentram as pesquisas brasileiras. “A gente foi bem para o meio [da Antártida]”, conta.</p>
[caption id="attachment_72792" align="alignleft" width="537"]<img class="wp-image-72792" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IXJJ0668-300x199.jpg" alt="" width="537" height="356" /> O pesquisador afirma que a experiência também despertou um forte sentimento de contemplação[/caption]
<p data-start="2221" data-end="2663">Além da dimensão científica, Luciano destaca os impactos humanos e emocionais das expedições. Segundo ele, uma das experiências mais marcantes foi a travessia pelo interior do continente, onde a paisagem é formada apenas por neve, gelo e silêncio. “Antártica é um grande deserto”, descreve. “Era uma vastidão de nada.” O pesquisador relembra que, durante dias de deslocamento, não havia sinais de vida, mar ou montanhas visíveis no horizonte.</p>
<p data-start="2667" data-end="2971">Outro aspecto que chamou atenção foi a sensação provocada pela ausência de noites durante o verão antártico. Em alguns momentos, a equipe passava mais de 12 horas trabalhando sem perceber o tempo passar, já que o Sol permanecia visível continuamente. “Parece que o tempo está congelado”, comenta Luciano.</p>
<p data-start="2975" data-end="3348" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Apesar das dificuldades logísticas e do isolamento extremo, o pesquisador afirma que a experiência também despertou um forte sentimento de contemplação sobre a dimensão do planeta. “É algo até meio poético estar em lugares em que ninguém nunca esteve”, relata. “Tu pode passar dias e dias andando no meio da neve e não vai ter nada. O planeta é uma coisa fantástica mesmo.”</p>
<h3><strong>A importância do continente de gelo</strong></h3>
<p>Para Luciano, a Antártida é considerada uma região estratégica para a ciência porque funciona como um “laboratório natural global”. O frio extremo, a distância de grandes centros urbanos e industriais e a dinâmica atmosférica da região fazem com que o continente preserve, em suas camadas de neve e gelo, registros climáticos da Terra de centenas de milhares de anos. “O continente preserva, nas suas camadas de neve e gelo, a história climática da Terra nas últimas centenas de milhares de anos”, explica o pesquisador.</p>
<p>Segundo ele, compreender esses registros é fundamental para entender não apenas o passado climático do planeta, mas também os possíveis cenários futuros diante das mudanças ambientais atuais.</p>
<p>Entre os principais temas pesquisados atualmente na Antártida estão estudos relacionados à oceanografia do Oceano Austral, biodiversidade marinha e microbiana, meteorologia, dinâmica atmosférica e pesquisas paleoclimáticas. No entanto, Luciano destaca que uma das maiores preocupações atuais da comunidade científica envolve a estabilidade do manto de gelo antártico frente às mudanças climáticas.</p>
<p>A Antártida concentra aproximadamente 70% da água doce do planeta na forma de gelo. Em algumas regiões, a espessura dessa camada pode chegar a quase cinco mil metros. Embora não exista previsão de derretimento completo do continente, pesquisadores monitoram áreas consideradas mais vulneráveis, que podem acelerar o fluxo de gelo em direção ao oceano e contribuir para a elevação do nível do mar. “Muitas das pesquisas realizadas na Antártida são a base para a ciência climática”, afirma Luciano. “As alterações observadas no continente funcionam como um termômetro global.”</p>
<p><img class="wp-image-72785 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Infografico-2-200x300.jpg" alt="" width="619" height="929" />Além de indicar transformações ambientais em escala planetária, o gelo antártico também guarda registros químicos da atmosfera terrestre. A partir da perfuração de testemunhos de gelo, cientistas conseguem reconstruir as condições climáticas de milhares de anos atrás e identificar relações entre temperatura, concentração de gases de efeito estufa e mudanças ambientais.</p>
<p>Apesar da aparente distância geográfica, Luciano ressalta que o que acontece na Antártida possui impactos diretos sobre o Brasil, especialmente sobre a região Sul. “Aqui no Brasil costumamos ter uma visão de que a Antártica fica muito longe. Na verdade, ela é o segundo continente mais próximo do nosso país”, explica. “Porto Alegre fica mais perto da Península Antártica do que de Boa Vista.”</p>
<p>De acordo com ele, o Oceano Austral exerce papel fundamental na regulação climática do planeta e influencia diretamente a formação das frentes frias que chegam ao Rio Grande do Sul. O aquecimento dessas águas pode enfraquecer a intensidade dessas massas de ar, favorecendo ondas de calor prolongadas e bloqueios atmosféricos. “Já vimos os efeitos desse fenômeno em 2024”, afirma.</p>
<p>Além da atuação internacional por meio do Tratado da Antártica, o Brasil mantém presença científica contínua no continente através do Proantar. O país desenvolve pesquisas em áreas como oceanografia, biologia marinha, geologia, meteorologia, climatologia e estudos sobre <i>permafrost</i>.</p>
<p>Luciano destaca ainda a importância dos módulos científicos Criosfera 1 e Criosfera 2, instalados no interior do continente antártico. O Criosfera 1, inaugurado em 2012, está localizado a cerca de 670 quilômetros do Polo Sul e é considerado o laboratório científico latino-americano mais ao sul do planeta. Já o Criosfera 2 foi instalado em 2022.</p>
<p>Os equipamentos possuem instrumentação voltada à coleta de dados meteorológicos e da química atmosférica, auxiliando pesquisadores na investigação das mudanças climáticas e de seus impactos no clima do Sul do Brasil. “Compreendo que o Brasil não só atua na Antártica, mas também tem protagonismo em algumas áreas de pesquisa específicas”, pontua o pesquisador.</p>
<h3><strong>Entender para proteger</strong></h3>
<p data-start="0" data-end="631">Para Luciano, manter pesquisas científicas na Antártida exige investimentos contínuos, cooperação entre universidades e infraestrutura especializada. Áreas como a glacioquímica, foco de sua atuação, dependem de equipamentos laboratoriais complexos e análises realizadas em parceria com diferentes instituições. “Nem na UFRGS se tem todos os equipamentos que se gostaria. Acaba que a UFRGS acaba tendo colaboração com outras universidades para que possa utilizar os laboratórios”, explica. Segundo ele, grande parte da pesquisa polar brasileira só é possível graças a redes de colaboração científica construídas ao longo de décadas.</p>
<p data-start="635" data-end="1186">Na UFSM, Luciano acredita que ainda há espaço para ampliar iniciativas ligadas às pesquisas antárticas, embora reconheça que muitos pesquisadores acabam direcionando esforços para demandas consideradas mais urgentes, como estudos relacionados à crise hídrica e à resiliência climática no Rio Grande do Sul. “A água subterrânea acaba sendo um ponto bem importante”, afirma. Para o pesquisador, fortalecer a produção científica em áreas polares também significa ampliar investimentos em formação de pesquisadores, laboratórios e projetos de longo prazo.</p>
<p data-start="1190" data-end="1719">Além da produção acadêmica, Luciano ressalta a importância da divulgação científica para aproximar a população das pesquisas realizadas no continente gelado. Segundo ele, eventos e palestras ajudam a despertar o interesse de estudantes e da sociedade para temas ligados às mudanças climáticas e ao papel estratégico da Antártida na compreensão do planeta. “Foi bem interessante, porque tivemos perguntas tanto mais pessoais quanto perguntas mais técnicas, mais científicas”, relembra sobre uma <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/eventos/relatos-de-expedicoes-cientificas-na-antartica-experiencias-e-desafios-em-campo">palestra</a> recente realizada na UFSM.<span style="background-color: #ffff00"><br /></span></p>
<h3><b>Curiosidades sobre a Antártica</b></h3>
<p>Além da relevância científica e climática, a Antártica também chama atenção por seus fenômenos naturais extremos. Segundo a British Antarctic Survey, instituição britânica especializada em pesquisas polares, durante o verão antártico, algumas regiões permanecem iluminadas pelo Sol durante 24 horas por dia. Já no inverno ocorre o contrário: períodos prolongados de escuridão tomam conta do continente por vários meses consecutivos.</p>
<p>Mesmo em condições consideradas inóspitas para os seres humanos, diversos animais conseguem sobreviver na região. Entre as espécies mais conhecidas estão focas, baleias e o pinguim-imperador, símbolo do continente por sua capacidade de resistir às baixíssimas temperaturas e aos fortes ventos. Outra curiosidade está escondida sob as espessas camadas de gelo. A Antártica abriga montanhas, lagos subterrâneos e até vulcões ativos. Um dos mais conhecidos é o Monte Erebus, localizado na Ilha de Ross e considerado o vulcão ativo mais ao sul do planeta.</p>
<p>Pesquisas realizadas no continente também já encontraram fósseis de plantas e dinossauros, evidências de que a Antártica nem sempre foi coberta por gelo. Milhões de anos atrás, a região possuía temperaturas muito mais elevadas e condições ambientais bastante diferentes das atuais.</p>
<p>Até mesmo o nome do continente guarda uma curiosidade pouco conhecida. Afinal, devemos chamá-lo de Antártida ou Antártica? As duas formas estão corretas e possuem origem no termo grego <i>antarktikós</i>, que significa “oposto ao Ártico”. No português, “Antártida” costuma ser usada para se referir especificamente ao continente gelado, enquanto “Antártica” aparece com frequência em contextos científicos e geográficos. No fim das contas, independentemente do nome escolhido, o vasto território de gelo continua despertando fascínio e sendo uma das regiões mais importantes para a compreensão do planeta.</p>
<p><i><strong>Texto e artes:</strong> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista a Agência de Notícias<br /></i><i><strong>Fotos:</strong> arquivo do Centro Polar e Climático e de Luciano Marchetto<br /></i><i style="font-size: revert;color: initial"><strong>Edição:</strong> Lucas Casali</i></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pint of Science coloca Frederico Westphalen na rota mundial da ciência </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/12/pint-of-science-coloca-fw-na-rota-mundial-da-ciencia</link>
				<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:39:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[pint of science]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Frederico Westphalen]]></category>

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						<description><![CDATA[E se a sua melhor conversa de bar pudesse mudar o mundo? Festival internacional reúne pesquisadores para levar conhecimento de forma simples à comunidade em ambientes descontraídos 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Estudantes-testando-funcionamento-de-drones-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizonal de dois estudantes, um homem e uma mulher vestidos com roupas casuais e estão em um local fechado. Os dois estão com as mãos em um controle semelhante ao usado para jogos de videogame." />											<figcaption>Estudantes testam funcionamento de drones</figcaption>
										</figure>
		<p>Nos dias 18, 19 e 20 de maio, o festival internacional que brinda a ciência, o Pint of Science, ocorre em Frederico Westphalen. “Além de democratizar o acesso ao conhecimento científico, o festival contribui para despertar vocações, fortalecer a educação e valorizar a produção científica nacional”, explica a assessoria de comunicação da edição brasileira do festival. “Vale destacar que não há necessidade de inscrições e todas as atividades são gratuitas, reforçando o compromisso com a inclusão e o amplo acesso à ciência”, complementa.  </p>
<p>Pela primeira vez, vamos transformar nossos espaços em centros de inovação. Vamos brindar às descobertas que mudam nossas vidas e mostrar que a nossa cidade respira conhecimento. Não importa se você é estudante, agricultor, empresário ou apenas alguém curioso. Este evento é para quem acredita que aprender pode — e deve — ser divertido. </p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">A estreia de Frederico Westphalen no Pint Of Science consolida o município como um polo de disseminação de conhecimento no interior do Rio Grande do Sul. Ao unir inovação, tecnologia e consciência social em ambientes descontraídos, o festival reafirma que o progresso da sociedade começa, muitas vezes, em uma boa conversa. Não perca a chance de fazer parte deste marco histórico para a ciência da nossa cidade.</p>
O Pint of Science em Frederico Westphalen é uma promoção do <i style="color: #000000;font-size: 16px">Comitê Descentralizado de Internacionalização (CoDInter) da UFSM/FW.  O patrocínio é de </i><i style="color: #000000;font-size: 16px">Sicredi, Maudito Gastro Bar, Speed, Criare Camisetaria, Vitrola e Complexo 34. Os apoiadores são: </i><i style="color: #000000;font-size: 16px">SRS Digital, Cotrifred, Unna, Empório – produtos Gourmet e Ecológica Jr. </i>
<h3><b> </b></h3>
<h3><b>Três dias de Pint of Science em Frederico Westphalen</b></h3>
<p> </p>
<p><b style="color: #000000;font-size: 1rem">18 de maio (segunda) - Ciência aplicada e inovação </b></p>
<p> </p>
<p>A Vitrola vai abrir as portas para falarmos de Ciência Aplicada e Inovação. A professora Denise Schmidt responderá se os <i>Aromas podem proteger as plantas</i>. Enquanto Cristiano Bertolini pergunta:<i> Onde fica o banheiro?</i> Ao trazer essa questão, ele vai pontuar <i>os erros de tradução que a IA (ainda) comete</i>.   </p>
<p> </p>
<p><b>19 de maio (terça) – Tecnologia e informação </b></p>
<p> </p>
<p>Será a vez do Maudito Gastro Bar recepcionar os pesquisadores para um dia de debates sobre Tecnologia e informação. Na era da Inteligência Artificial, a distinção entre o real e a mentira vira linha tênue. Para falar sobre a temática, a professora Mirian Redin de Quadros discutirá:<i> Por que ainda acreditamos em fake news?</i> Na sequência, Emanuel Araújo Silva faz em sua apresentação um paralelo divertido com a percepção de que "dois chopes parecem iguais, mas não são" para explicar a gestão de um olival de 34 hectares. O tema da sua fala é: <i>O que a cerveja, o drone, a IA e a oliveira têm em comum?.</i>  </p>
<p> </p>
<p>A professora Letícia Trevisan Gressler encerrá a noite com a discussão sobre uma das maiores ameaças globais à saúde, associada a milhões de mortes por ano e com potencial de crescer ainda mais nas próximas décadas: a resistência antimicrobiana. As superbactérias já começaram a aparecer e estão até na água que consumimos. Então, para ficar por dentro desse assunto, não perca a fala da pesquisadora:<i> A próxima pandemia já começou: e você faz parte dela</i>. </p>
<p> </p>
<p><b>20 de maio – Novas gerações e a ciência em formação </b></p>
<p> </p>
<p>Na última noite, ainda no Maudito Gastro Bar, jovens estudantes apresentarão suas pesquisas a partir da proposta Novas gerações e a ciência em formação. De forma leve, Luma Dal’ Astra Zanella mostra a presença dos microplásticos no ambiente e no nosso cotidiano, desde a origem do plástico até onde esses materiais já foram encontrados. Será que <i>Você já comeu plástico hoje?</i> </p>
<p> </p>
<p>Em 2024, o Rio Grande do Sul parou em meio às piores enchentes da história. Com suas casas e famílias também atingidas, muitos jornalistas precisaram trabalhar para mostrar em tempo real os fatos. Júlia Negrello Decarli pesquisou como as histórias de vida dos profissionais da comunicação impactam nas informações que chegam até nós. A estudante vai apresentar o tema <i>Como noticiar uma tragédia quando você também é vítima dela?</i> </p>
<p> </p>
<p>Por fim, uma experiência com máquinas moleculares que imitam movimentos macros. Embora invisíveis a olho nu, pesquisas mostram que essas moléculas, no futuro, conseguiriam, por exemplo, fazer a entrega direcionada de medicamentos dentro do organismo. Química pura mostrada de maneira simples pela mestranda Suzan Kamine Kunz, que vai fazer sua fala a partir da pergunta, <i>E se máquinas fossem moléculas? </i></p>
<p> </p>
<p><i style="color: #000000;font-size: 1rem"><b>Texto</b>: Cristina Guerini, produtora cultural</i></p>
<p><i><b>Fotos</b>: Gabriel Cocco</i></p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Experimento-realizado-com-microplasticos-1-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizonal de bancada em laboratório de química. Uma pessoa com luvas azuis segura uma recipiente com pequenos pedaços de plástico e um ferramenta semelhante a uma pinça e coloc em um becker que contém um líquido cor alaranjada e translúcido. Ainda na bancada estão outras vidrarias com o mesmo líquido alarjado." />											<figcaption>Experimento feito com microplásticos no campus Frederico Westphalen da UFSM</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM são selecionados em edital para comitês da Farmacopeia Brasileira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/04/pesquisadores-da-ufsm-sao-selecionados-em-edital-para-comites-da-farmacopeia-brasileira</link>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 19:57:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia dos alimentos]]></category>

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						<description><![CDATA[Esses comitês garantem padrões de qualidade para medicamentos e insumos, com membros focados em diferentes áreas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma chamada pública para a composição dos comitês técnicos temáticos (CTTs) da Farmacopeia Brasileira, instituição responsável pela revisão e edição das monografias para controle de qualidade de insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos para a saúde da população. Esses comitês são grupos de especialistas que assessoram a Anvisa na elaboração, revisão e atualização de monografias e textos técnicos. Eles garantem padrões de qualidade para medicamentos e insumos, com membros focados em áreas como especialidades e insumos farmacêuticos, farmacopeia homeopática, fitoterápicos, substâncias químicas de referência, entre outros.

Na seleção atual, houve mais de 300 candidatos, sendo apenas 11 selecionados nos três estados da região Sul do Brasil. Desses, dois são pesquisadores da UFSM que atuam na Farmacopeia Brasileira há mais de duas décadas. O professor Érico Flores (atual coordenador do CTT de Insumos Farmacêuticos e membro titular do Comitê Gestor da Farmacopeia Brasileira) foi classificado em primeiro lugar entre todos os inscritos. Além dele, o professor do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM Juliano Smanioto Barin (classificado na 17ª posição), foi uns dos quatro selecionados para o CTT de Substâncias Químicas de Referência, comitê onde já atua há muitos anos e que também possui um longo histórico de contribuições para a Farmacopeia Brasileira.

A classificação desses dois pesquisadores mostra a importância da forte atuação em uma das instituições mais importantes e estratégicas da área de saúde pública no Brasil. Ambos os professores também são pesquisadores bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e atuam fortemente nas áreas de pesquisa e inovação. O professor Érico é pesquisador dos programas de pós-graduação em Química (PPGQ) e Engenharia Química (PPGEQ) da UFSM. Juliano é pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA), também da UFSM. Ambos os pesquisadores têm atuado na Farmacopeia Brasileira, onde são definidos os critérios e procedimentos para o controle de qualidade de fármacos e de adjuvantes comercializados no Brasil.

Juliano ressalta que “essa nomeação reflete a importância dos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores da UFSM, em especial para o estabelecimento de substâncias químicas de referência, bem como para o desenvolvimento de métodos para o controle de qualidade dos fármacos comercializados no país”.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Estava feliz por não serem ‘problemas de matemática’, pois de matemática ela não gostava”: jogo indígena transforma aprendizagem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/04/jogo-da-onca</link>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:49:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de matemática]]></category>
		<category><![CDATA[jogo da onça]]></category>
		<category><![CDATA[jogos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[melhor dissertação]]></category>
		<category><![CDATA[profmat]]></category>

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						<description><![CDATA[Proposta desenvolvida no PROFMAT com Jogo da Onça vence prêmio de melhor dissertação da Região Sul
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-21-at-15.49.41-768x1024.jpeg" alt="Foto colorida vertical de um tabuleiro amarelo com marcações em formato de quadradros cortados ao meio, que se transformam em triângulos isóceles. Posicionados em lugares do tabuleiro estão 14 peças com cabeças de cachorro e 1 peça com cabeça de onça. Ainda, acima do tabuleiro, na parte superior, três medalhas e um cocalho." />											<figcaption>Jogo da Onça foi desenvolvido pela etnia Bororo, do Mato Grosso</figcaption>
										</figure>
		<p>O uso de jogos no ensino de matemática não é novidade na trajetória da professora Elenice de Carvalho Alves. Ao longo de sua atuação na educação básica, essa abordagem sempre esteve presente.</p>
<p>Essa experiência motivou a pesquisa desenvolvida no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Para a professora Elenice, a proposta parte de uma convicção: “A matemática pode ser ensinada de forma criativa, significativa e conectada com a cultura e com o cotidiano dos estudantes”.</p>
<h3><b>Do Quênia aos povos originários</b></h3>
<p>O caminho até a escolha do tema não foi imediato. Inicialmente, a proposta era trabalhar com o Shisima, um jogo de estratégia originário do Quênia semelhante ao jogo da velha, no qual os dois oponentes tentam alinhar três peças em um tabuleiro octogonal, passando pelo centro. </p>
<p>No entanto, a pesquisa tomou outro rumo a partir de um desafio. “Ao apresentar o jogo ao orientador, ele solicitou que eu encontrasse uma estratégia vencedora. Mesmo depois de muita análise, nada foi encontrado”, relembra.</p>
<p>Então, ocorreu uma guinada na pesquisa. “Percebi que conhecia um jogo com estratégia vencedora, que aprendi com meu avô na infância e que jogava com minha família. A memória afetiva e essa estratégia foram decisivas para a escolha do Jogo da Onça”, conta.</p>
<h3><b>Estratégia, lógica e construção do conhecimento</b></h3>
<p>Idealizado pelos povos indígenas da etnia Bororo, da região do Mato Grosso, o Jogo da Onça é conhecido como “Adugo” e é composto por uma peça que representa a onça e outras 14 que representam cachorros. Cada lado possui um objetivo específico: enquanto a onça precisa capturar cinco peças, os cachorros devem imobilizá-la no tabuleiro, impedindo seus movimentos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Mais do que um jogo, trata-se de uma prática tradicional utilizada para ensinar estratégias de caça e valores como coletividade e paciência. “É um jogo que também ensina a importância de cuidarmos uns dos outros”, destaca a professora.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Do ponto de vista pedagógico, o potencial é amplo. “O Jogo da Onça apresenta uma riqueza matemática ímpar, com grande potencial lúdico e educativo, estimulando o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a construção de estratégias”, explica.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A partir do jogo, foram desenvolvidos problemas matemáticos que exploram conteúdos como análise combinatória, probabilidade, simetria e geometria. Os próprios elementos do tabuleiro e as situações que surgem durante as partidas servem como base para a construção do conhecimento.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-21-at-15.47.52-1-768x1024.jpeg" alt="Foto colorida vertical de um tabuleiro rosa com marcações em formato de quadradros cortados ao meio, que se transformam em triângulos isóceles. Posicionados em lugares do tabuleiro estão peças pretas e brancas. De cada lado do tabuleiro, ua pessoa. Existe, ainda, do lado esquerdo, um chocalho, e do lado direito, um celular" />											<figcaption>Jogo indígena tem sido usado para o aprendizado de matemática</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Protagonismo e engajamento em sala de aula</b></h3>
<p>A proposta do uso do Jogo da Onça foi aplicada com alunos do Ensino Médio em uma sequência de oficinas. O resultado foi um ambiente de aprendizagem mais dinâmico e participativo. “Foi gratificante perceber o envolvimento dos estudantes. Eles conversavam, pensavam, riam, reclamavam ao perder, trocavam de dupla, desafiavam colegas e pediam ajuda para escolher a melhor jogada”, relata Elenice.</p>
<p>A interação entre os alunos foi um dos pontos mais marcantes. Em alguns momentos, estudantes alertavam colegas sobre jogadas arriscadas e assim demonstravam leitura estratégica e compreensão do jogo. Um episódio específico chamou a atenção da professora: “Uma aluna comentou que o jogo era como uma terapia, porque conseguia esquecer seus problemas pessoais enquanto jogava”.</p>
<p>Outro aspecto relevante foi a mudança na percepção sobre a disciplina. Mesmo resolvendo problemas complexos, muitos estudantes não associavam a atividade à matemática. “Uma aluna disse que estava feliz por não serem ‘problemas de matemática’, pois de matemática ela não gostava”, conta. </p>
<p>Ou seja, o Jogo da Onça tornou-se um recurso didático capaz de minimizar as dificuldades frequentemente enfrentadas pelos alunos na aprendizagem da disciplina. “O aluno se torna mais ativo no processo de aprendizagem, participando, dialogando e construindo soluções coletivamente”, pontua.</p>
<h3><b>Matemática como prática social e cultural</b></h3>
<p>Além dos conteúdos matemáticos, a proposta também incorpora uma dimensão cultural fundamental. O Jogo da Onça foi trabalhado como um conhecimento tradicional indígena, e não apenas como um recurso didático. “A matemática também é uma produção humana ligada a práticas sociais”, sustenta.</p>
<p>A abordagem permite discutir com os estudantes quem são os povos que praticavam o jogo, em quais regiões ele era encontrado e como esse conhecimento foi transmitido ao longo do tempo, por meio da oralidade e da prática comunitária. Nesse sentido, o jogo deixa de ser apenas uma atividade lúdica e passa a ser compreendido como parte de um patrimônio cultural.</p>
<p>“Ao apresentar o jogo como um saber tradicional, rompemos com a ideia de que raciocínio lógico e estratégia são exclusivamente produções europeias ou modernas”, explica.</p>
<h3><b>Valorização da cultura indígena na escola</b></h3>
<p>Elenice reforça que a iniciativa também contribui diretamente para o cumprimento da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm">Lei 11.645/2008</a>, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura dos povos indígenas e afro-brasileiros na educação básica. </p>
<p>Segundo a professora, o trabalho permite ampliar a forma como os estudantes compreendem esses povos. “O jogo possibilita discutir identidade e reconhecer os povos indígenas como produtores de conhecimento, e não apenas associados a modos de vida ligados à natureza, como muitas vezes aparece de forma estereotipada nos materiais escolares”.</p>
<p>Além disso, a iniciativa cria espaço para reflexões sobre respeito e diversidade. “O projeto contribui para uma escola mais inclusiva e comprometida com a valorização das identidades indígenas”, afirma.</p>
<h3><b>Conexões com a UFSM e valorização dos saberes indígenas</b></h3>
<p>A proposta dialoga com iniciativas desenvolvidas na própria UFSM, como os <a href="https://www.ufsm.br/2025/10/15/jogos-universitarios-indigenas-da-regiao-sul-celebram-esporte-cultura-e-permanencia-estudantil-na-ufsm">Jogos Universitários Indígenas da Região Sul (Juirs)</a>. Realizado no campus, o evento reúne centenas de estudantes indígenas de diferentes universidades e comunidades do Sul do país, promovendo práticas esportivas e tradicionais.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Mais do que uma competição, os Jogos se consolidam como um espaço de afirmação cultural e valorização dos saberes originários na universidade. Modalidades como arco e flecha, corrida com tora e cabo de guerra coexistem com esportes contemporâneos, como futsal, o que evidencia a diversidade de práticas e conhecimentos presentes nas culturas indígenas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Nesse contexto, o Jogo da Onça se aproxima dessas iniciativas ao também carregar dimensões simbólicas e sociais. Assim como nas práticas apresentadas nos Juirs, o jogo tradicional vai além do entretenimento: envolve estratégia, tomada de decisão, convivência e transmissão de conhecimentos entre gerações.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Ao levar esse jogo para a sala de aula, a proposta desenvolvida por Elenice amplia essa perspectiva para o campo do ensino formal. A iniciativa reforça que saberes indígenas podem, e devem, ocupar diferentes espaços, desde eventos universitários até práticas pedagógicas, contribuindo para uma formação mais plural e conectada à diversidade cultural brasileira.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Elenice-Alves-recebeu-o-premio-PROFMAT-das-maos-da-professora-Carmen-Vieira-Mathias-vice-coordenadora-na-Comissao-Nacional-do-programa-de-mestrado-profissional-_-Foto_-Joao-Arenhart_SBM.jpg" alt="Foto colorida horizontal de duas mulheres à frente de uma bandeira do Rio Grande do Sul. A mulher da esquerda tem cabelo liso escuro e na altura do ombro. Ela usa uma blusa clara e segura uma placa preta e prateada. A mulher da direita tem o cabelo crespo, castanho e curto. Ela usa óculos, um casaco preto e um crachá no pescoço." />											<figcaption>Elenice Alves recebeu o prêmio PROFMAT das mãos da professora Carmen Vieira Mathias, vice-coordenadora na Comissão Nacional do programa de mestrado profissional | Foto: João Arenhart/SBM
</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Resultados, reconhecimento e continuidade</b></h3>
<p>A pesquisa rendeu à professora Elenice o prêmio de melhor dissertação da Região Sul no PROFMAT. Para ela, o reconhecimento reforça a importância de investir em metodologias diferenciadas, que valorizem o uso de jogos e a resolução de problemas.</p>
<p>Mesmo sem continuidade formal como projeto de extensão neste momento, o trabalho segue em prática. A professora continua aplicando o Jogo da Onça com alunos do Ensino Médio na Escola Municipal de Educação Básica Waldemar Borges, em Alegrete, e também em outras instituições.</p>
<p>“Tenho interesse em ampliar a proposta para outras escolas e redes de ensino, fortalecendo o trabalho com a valorização da cultura indígena”, afirma.</p>
<p>A expectativa é que a metodologia possa ser adaptada para diferentes contextos e níveis de ensino, além de inspirar outros professores. “A união entre matemática, ludicidade e cultura pode tornar o ensino mais significativo, dinâmico e conectado com a realidade dos estudantes”, conclui.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i><b>Texto</b>: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i><b>Fotos</b>: Arquivo Pessoal e João Arenhart/SBM</i></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista</i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Egressa da UFSM recebe Medalha John C. Marsden por melhor tese de doutorado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/04/egressa-da-ufsm-recebe-medalha-john-c-marsden-por-melhor-tese-de-doutorado</link>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:53:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[ppgba]]></category>
		<category><![CDATA[reconhecimento]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72673</guid>
						<description><![CDATA[Premiação da Linnean Society reconhece pesquisa sobre cinodontes do Triássico sul-brasileiro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72678" align="alignright" width="400"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/1-886x1024.jpg" alt="" width="400" height="462" /> Lívia Roese-Miron teve tese premiada[/caption]
<p data-start="201" data-end="499">A egressa do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Lívia Roese-Miron, foi agraciada, em 2026, com a Medalha John C. Marsden, concedida pela Linnean Society ao melhor trabalho de doutorado em biologia em áreas além da botânica.</p>
<p data-start="501" data-end="881">O reconhecimento está relacionado a um estudo publicado em 2025 na <em data-start="568" data-end="611">Zoological Journal of the Linnean Society</em>, que apresenta parte dos resultados de sua tese. A pesquisa investigou o <em data-start="685" data-end="713">Siriusgnathus niemeyerorum</em>, um cinodonte, grupo de vertebrados que integra a linhagem ancestral dos mamíferos, que viveu há mais de 200 milhões de anos, no período Triássico, no sul do Brasil.</p>
<p data-start="883" data-end="1345">O trabalho envolveu a análise detalhada de um crânio completo da espécie por meio de tomografia computadorizada de alta resolução. A partir disso, foi possível reconstruir estruturas internas, incluindo descrições inéditas dos nervos cranianos e do ouvido interno. Os resultados também apontam novas características relacionadas à mobilidade facial, com implicações para a compreensão de comportamentos como alimentação, defesa e interação social desses animais.</p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>		
										<figure>
										<img width="859" height="657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Imagem-1.jpg" alt="" />											<figcaption>Detalhes do crânio de Siriusgnathus niemeyerorum</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="843" height="706" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Imagem-2.jpg" alt="" />											<figcaption>Detalhes da anatomia interna do crânio de Siriusgnathus niemeyerorum</figcaption>
										</figure>
		<p data-start="1347" data-end="1678">“Estou muito honrada em receber este prêmio. O reconhecimento reflete os esforços envolvidos no trabalho e destaca a importância de estudar a evolução dos sinápsidos. Sou especialmente grata aos meus coautores e ao orientador, professor Leonardo Kerber, cujas contribuições foram essenciais para a pesquisa”, afirma a pesquisadora.</p>
<p data-start="1680" data-end="1995">Segundo o editor-chefe da revista, Jeff Streicher, responsável pela seleção do trabalho premiado, o estudo se destaca pelo rigor analítico e pela qualidade das ilustrações. Ele também ressaltou o potencial das tecnologias atuais para investigar estruturas do sistema nervoso de espécies extintas há milhões de anos. A divulgação oficial da premiação está disponível no site da Linnean Society, e o artigo pode ser acessado<a href="https://doi.org/10.1093/zoolinnean/zlaf107"> aqui</a>. </p>
<p data-start="1680" data-end="1995"><em>Texto: CAPPA/UFSM</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM/FW desenha futuro sustentável no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/30/projeto-da-ufsm-fw-desenha-futuro-sustentavel-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:14:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[castástrofe climática]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

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						<description><![CDATA[Ação universitária ajuda a preparar a sociedade para o enfrentamento de extremos climáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72656" align="alignleft" width="500"]<img class="wp-image-72656 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Atividade-com-alunos-do-Ensino-Fundamental-871x1024.jpg" alt="" width="500" height="588" /> Atividade com alunos do Ensino Fundamental[/caption]
<p data-start="370" data-end="955">Passados dois anos das enchentes que arrasaram o Rio Grande do Sul, o estado enfrenta o desafio de ir além da reconstrução e avançar na adaptação às mudanças climáticas. Nesse cenário, iniciativas que integram ciência, educação e comunidade ganham protagonismo na construção de soluções sustentáveis. No campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW), o projeto de extensão “Engenharia na Escola: Construindo um Futuro Sustentável” atua diretamente na formação de uma nova geração mais consciente e preparada para lidar com os desafios socioambientais.</p>
<h3 data-section-id="1rieegg" data-start="957" data-end="996">Universidade e escola mais próximas</h3>
<p data-start="998" data-end="1328">A proposta busca estreitar os laços entre a universidade e as escolas públicas da região, por meio de oficinas, dinâmicas e palestras. As atividades apresentam, de forma acessível, conceitos de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental, incentivando o protagonismo dos estudantes e a compreensão do papel da engenharia na sociedade.</p>
<p data-start="1330" data-end="1804">De acordo com a professora Cristiane Carine dos Santos, docente do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental e coordenadora do projeto, a iniciativa tem como foco estimular o senso crítico e desenvolver ações de adaptação e mitigação diante da crise climática. “A ideia é que os alunos do Ensino Fundamental se aproximem da universidade, conheçam as áreas da engenharia e comecem a pensar no futuro, ao mesmo tempo em que desenvolvem consciência ambiental”, explica.</p>
<h3 data-section-id="1n4vy4g" data-start="1806" data-end="1832">Aprendizado na prática</h3>
<p data-start="1834" data-end="2109">As atividades são desenvolvidas com metodologias participativas, incluindo oficinas práticas que simulam situações do cotidiano. Um dos exemplos é a construção de modelos de cidades sustentáveis com materiais recicláveis, que posteriormente são expostos à comunidade escolar.</p>
<p data-start="2111" data-end="2595">Entre os temas abordados estão os impactos das mudanças climáticas, com destaque para as enchentes. Por meio de experimentos simples, os alunos conseguem visualizar como diferentes materiais influenciam a infiltração da água no solo. “Trabalhamos, por exemplo, a diferença entre um material convencional e um material permeável. Isso ajuda os estudantes a entenderem como soluções de engenharia podem reduzir alagamentos e melhorar a qualidade de vida nas cidades”, destaca Cristiane.</p>
<h3 data-section-id="dv3bh4" data-start="2597" data-end="2623">Formação para o futuro</h3>
<p data-start="2625" data-end="2919">Mais do que apresentar conceitos técnicos, o projeto reforça o papel da educação na transformação social. Ao incentivar o pensamento crítico e a responsabilidade ambiental desde a infância, a iniciativa contribui para formar cidadãos capazes de tomar decisões mais conscientes ao longo da vida.</p>
<p data-start="2921" data-end="3346">No momento em que o Rio Grande do Sul discute a vulnerabilidade das cidades e debate formas de se preparar para eventos climáticos cada vez mais extremos, como o forte El Niño previsto para este ano, ações como essa demonstram como o conhecimento produzido na universidade pode ser traduzido em impacto direto na sociedade. Como resultado, fortalecem a resiliência das comunidades e contribem para um futuro mais sustentável.</p>
<p data-start="3348" data-end="3484"><em>Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM/FW</em><br data-start="3391" data-end="3394" /><em>Foto: arquivo pessoal de Cristiane dos Santos</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Patinete para pessoas com nanismo, manteiga probiótica e clipe para rédeas: o que é propriedade intelectual?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/27/patinete-para-pessoas-com-nanismo-manteiga-probiotica-e-clipe-para-redeas-o-que-e-propriedade-intelectual</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 09:45:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciência aplicada]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[inovatec]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>
		<category><![CDATA[pulsar]]></category>

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						<description><![CDATA[No Dia Mundial da Propriedade Intelectual, entenda o que significa o conceito e o que a UFSM desenvolve na área]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  No último domingo (26), quando se celebrou o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. De forma simples, a propriedade intelectual diz respeito ao resguardo do que é criado a partir do conhecimento. Isso inclui desde um <i>software</i> até uma marca, obras científicas e artísticas ou uma invenção desenvolvida em laboratório. Na prática, esses direitos garantem reconhecimento e permitem que essas criações sejam utilizadas de forma segura. Para o ambiente universitário, a propriedade intelectual tem um papel estratégico: ela conecta a produção científica com a sociedade e, assim, transforma a pesquisa em soluções concretas.

[caption id="attachment_72597" align="alignright" width="644"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/patinete-para-pessoas-com-nanismo.jpg"><img class=" wp-image-72597" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/patinete-para-pessoas-com-nanismo.jpg" alt="" width="644" height="322" /></a> Além de meio transporte, o patinete para pessoas com nanismo pode servir como plataforma para alcançar objetos[/caption]

Na UFSM, a propriedade intelectual está diretamente ligada ao que é produzido em sala de aula e nos laboratórios. Segundo o pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon, muitas das tecnologias protegidas surgem de pesquisas acadêmicas. “Trata-se das proteções das tecnologias desenvolvidas na instituição, sendo que muitas são oriundas de teses de doutorado, dissertações de mestrado e trabalhos de conclusão de curso”, afirma. Essas criações, quando protegidas, podem ser transferidas para empresas ou instituições e chegar ao dia a dia da população.

A coordenadora de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual, Lauren Lorenzoni, reforça que a proteção é apenas uma etapa do processo. “Isso faz com que o conhecimento gerado dentro da universidade não fique restrito a artigos científicos, mas se transforme em produtos, serviços e melhorias concretas”, explica. Ela ressalta que proteger não pode ser traduzido como restringir o acesso. “É importante destacar que proteger não significa ‘guardar’ o conhecimento, mas criar as condições para que ele possa ser desenvolvido e utilizado de forma segura e organizada.”

<b>Como funciona na prática</b>

Para que uma tecnologia seja protegida, é necessário que se trate de uma invenção e que ela tenha aplicação prática, ou seja, uso industrial. Depois disso, o pedido é encaminhado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), responsável pelos registros no país. Com a proteção, começa uma nova etapa: encontrar quem possa utilizar essa tecnologia. Isso pode acontecer por meio de empresas, parcerias ou até pela criação de <i>startups</i>. Na UFSM, esse processo é conduzido pela Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), que atua tanto na proteção quanto na <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/tecnologias-licenciadas" target="_blank" rel="noopener">transferência das tecnologias</a>.

[caption id="attachment_72598" align="alignleft" width="644"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/clips-para-rA©deas.jpg"><img class=" wp-image-72598" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/clips-para-rA©deas.jpg" alt="" width="644" height="322" /></a> Clipe para rédeas de cavalos[/caption]

Tecnologias desenvolvidas na universidade são aplicadas em setores como agricultura, energia, biotecnologia e meio ambiente. Entre os exemplos estão o <a href="https://www.sistemairriga.com.br" target="_blank" rel="noopener">Sistema Irriga</a>, <i>software</i> de irrigação utilizado inclusive fora do país, e a <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec/2023/06/06/conheca-a-biodos-startup-da-pulsar-que-desenvolve-tecnologia-para-medir-radiacao-ultravioleta" target="_blank" rel="noopener">empresa BioDos</a>, criada a partir de uma tecnologia da UFSM para medição de radiação ultravioleta. Parcerias com empresas locais, como a <a href="https://www.instagram.com/zagaiabebidas/" target="_blank" rel="noopener">Cervejaria Zagaia</a> e a <a href="https://www.ingal.com.br" target="_blank" rel="noopener">Ingal</a>, também mostram como essas soluções contribuem para o desenvolvimento da cidade.

Para estimular a transferência de tecnologias, a Proinova disponibiliza o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/portfolio-de-tecnologias-3" target="_blank" rel="noopener">Portfólio de Tecnologias da UFSM</a>, plataforma que reúne criações desenvolvidas por pesquisadores da instituição. O material é organizado de acordo com as seguintes áreas: desenhos industriais, <i>softwares</i> e aplicativos, patentes e cultivares. Lá são apresentadas informações como aplicabilidade, oportunidades de mercado e diferenciais das tecnologias.

Dentre o grupo de desenhos industriais pertencentes à UFSM, há o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/clips-para-redeas" target="_blank" rel="noopener">clipe para rédeas</a>, produto tridimensional feito em polímero ABS para ajuste das rédeas em treinos de hipismo. Tem também o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/patinete" target="_blank" rel="noopener">patinete multifuncional para pessoas com nanismo</a>, que assume três formatos diferentes e pode servir tanto como meio de transporte quanto como plataforma para alcançar objetos. É um universo de inovações: <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/bebedouro-publico" target="_blank" rel="noopener">bebedouro público com identidade icônica</a>, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/maquina-de-vendas-de-passagens" target="_blank" rel="noopener">máquina de vendas de passagens</a>, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/labirinto-3d" target="_blank" rel="noopener">brinquedo de labirinto com figuras de animais</a> e muitas outras.

Isso tudo apenas com relação aos desenhos industriais. Ainda há patentes como <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/399/2019/06/1.15-Manteiga-Probiótica.pdf" target="_blank" rel="noopener">manteiga probiótica</a>, <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/399/2019/06/5.02-Carro-Facilitador-do-Cuidado.pdf" target="_blank" rel="noopener">carro facilitador de cuidado hospitalar</a>, vários <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/softwares-e-aplicativos-2" target="_blank" rel="noopener"><i>softwares</i> e aplicativos</a> (inclusive das ciências humanas e sociais aplicadas) e cultivares de aveia-preta e cana-de-açúcar. Além disso, a universidade realiza chamadas públicas para empresas interessadas em licenciamento, o que amplia as possibilidades de parceria e uso dessas soluções.

[caption id="attachment_72599" align="alignright" width="556"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/mA¡quina-de-vender-passagens.jpg"><img class=" wp-image-72599" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/mA¡quina-de-vender-passagens.jpg" alt="" width="556" height="398" /></a> Máquina de vender passagens[/caption]

<b>Crescimento em patentes e retorno financeiro</b>

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. A UFSM possui mais de 300 tecnologias protegidas e tem ampliado o número de licenciamentos nos últimos anos. <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/2026/04/01/ufsm-registra-13-concessoes-de-patentes-de-invencao-em-2025" target="_blank" rel="noopener">Em 2025, a universidade registrou 13 concessões de patentes de invenção</a> em diferentes áreas do conhecimento. A concessão de uma patente representa o reconhecimento de que uma tecnologia atende critérios técnicos e legais, o que amplia as possibilidades de aplicação e transferência.

O processo também gera retorno financeiro para a instituição. <a href="https://www.ufsm.br/2025/06/11/ufsm-e-destaque-no-ranking-de-recebimento-de-royalties" target="_blank" rel="noopener">A UFSM está entre as universidades brasileiras com maior recebimento de <i>royalties</i></a>, nome dado aos valores pagos pelo uso de tecnologias protegidas. A instituição está em sétimo lugar no ranking por valor médio anual, segundo relatório do Grupo de Trabalho do Colégio de Pró-Reitores de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Copropi), o qual faz parte da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

<b>Semana da Propriedade Intelectual aproxima a comunidade</b>

Para ampliar o debate sobre o tema e convidar a comunidade a conhecer mais sobre suas próprias tecnologias, a UFSM promove, de 27 a 30 de abril, a <a href="https://www.ufsm.br/2026/04/16/ufsm-realiza-a-semana-da-propriedade-intelectual-de-27-a-30-de-abril" target="_blank" rel="noopener">Semana da Propriedade Intelectual</a>, com atividades nos campi de Santa Maria, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul. Com o tema “Da ideia ao impacto”, a programação inclui palestras, oficinas e atividades formativas sobre proteção de tecnologias, prospecção e instrumentos jurídicos para parcerias.

A abertura ocorre em Santa Maria, com a palestra “Construção de patentes relevantes na era da IA”, que será ministrada por Henry Suzuki. Ao longo da semana, também serão realizados desafios, apresentações institucionais e atividades voltadas à transferência de tecnologia. Outro destaque é a Mostra de Tecnologias Protegidas da UFSM, que apresenta pesquisas e protótipos desenvolvidos na universidade, aproximando essas soluções de possíveis parceiros e aplicações no mercado.

<i>Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pela primeira vez em Frederico Westphalen, Pint of Science aproxima sociedade da produção científica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/16/pela-primeira-vez-em-frederico-westphalen-pint-of-science-aproxima-sociedade-da-producao-cientifica</link>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:37:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Ciências da Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[pint of science]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72511</guid>
						<description><![CDATA[Festival internacional reúne pesquisadores em bares, cafés e restaurantes para discutir ciência de forma acessível]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>
<p dir="ltr">O Campus da UFSM em Frederico Westphalen (UFSM/FW) anuncia a chegada do Pint of Science 2026. O festival internacional de divulgação científica ocorre de 18 a 20 de maio na Vitrola e no Maudito Gastro Pub, no centro da cidade. O evento acontece anualmente em 27 países durante o mês de maio e tem como objetivo fomentar a divulgação científica em ambientes descontraídos. </p>
<p dir="ltr">O Pint of Science traz cientistas para compartilhar com a comunidade suas pesquisas mais recentes. É uma oportunidade em que as pessoas podem debater pesquisas com os próprios pesquisadores, sem a necessidade de conhecimento prévio sobre o assunto.</p>
<h3 dir="ltr">Por que participar? </h3>
<p dir="ltr">Aberto ao público em geral e com entrada gratuita, o Pint of Science ajuda a população a compreender a importância da pesquisa científica para o enfrentamento de desafios sociais e para o fortalecimento do desenvolvimento local. A atividade é um momento da comunidade conhecer as pesquisas que estão sendo desenvolvidas na região.</p>
<p dir="ltr">"Ao aproximar ciência e sociedade em espaços informais de convivência, o projeto busca estimular o interesse público pela produção científica, promovendo o pensamento crítico e a valorização da ciência como bem coletivo", explica a professora do Departamento de Ciências da Comunicação Patrícia Persigo, idealizadora da edição local. Segundo a docente, o evento "busca contribuir para o fortalecimento da divulgação científica no contexto local e regional, integrando a cidade a um movimento internacional, reafirmando o compromisso com uma ciência mais acessível e democrática".</p>
<h3 dir="ltr">Sobre o evento</h3>
<p dir="ltr">A iniciativa teve início em 2012 quando os dois cientistas ingleses, Praveen Paul e Michael Motskin, do Imperial College London, criaram e organizaram um evento chamado "Conheça os Pesquisadores", que levava pessoas aos seus laboratórios para mostrar o tipo de pesquisa que realizavam. A partir disso surgiu a ideia de levar os cientistas até as pessoas. Em maio de 2013, realizaram o primeiro festival Pint of Science em apenas três cidades do Reino Unido, mas rapidamente o festival se espalhou pelo mundo e agora ocorre em cerca de 500 cidades. </p>
<p dir="ltr">Com o Pint of Science ocorrendo simultaneamente em centenas de locais ao redor do mundo, em 2025 o evento congregou 27 países com 512 cidades participantes, atingindo mais de 130 mil pessoas. A iniciativa chegou ao Brasil em 2015, por meio do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo - USP. Em 2025, o festival contou com a adesão de 145 cidades brasileiras. </p>
<p dir="ltr">A programação completa será divulgada em breve. Mais informações poderão ser acompanhadas no Instagram <a href="https://www.instagram.com/ufsmfw/" target="_blank" rel="noopener">@ufsmfw</a>.</p>
</div>
<p><em>Assessoria de Comunicação da UFSM Frederico Westphalen</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Fóssil de nova espécie de réptil com “bico de papagaio” é descoberta na Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/14/fossil-de-nova-especie-de-reptil-com-bico-de-papagaio-e-descoberta-na-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72438</guid>
						<description><![CDATA[O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado Isodapedon varzealis, descoberto no município de Agudo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72439" align="alignright" width="651"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Fossil-de-Isodapedon-varzealis-por-Rodrigo-Temp-Muller-2-1.jpeg"><img class=" wp-image-72439" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Fossil-de-Isodapedon-varzealis-por-Rodrigo-Temp-Muller-2-1-1024x683.jpeg" alt="Uma mulher branca e morena veste uma camiseta preta com a inscrição “Cappa UFSM”. Ela segura fósseis paleontológicos com ambas as mãos. Ao fundo estão armários móveis, próprios para fins arquivísticos." width="651" height="434" /></a> A pesquisa sobre o fóssil da nova espécie de rincossauro foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein (foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]

Paleontólogos da UFSM publicaram, na última terça-feira (14), um <a href="https://royalsocietypublishing.org/rsos/article/13/4/260176/481336/A-new-hyperodapedontine-rhynchosaur-from-a?searchresult=1" target="_blank" rel="noopener">novo estudo no periódico científico Royal Society Open Science</a>, no qual descrevem uma nova espécie com base em um crânio fóssil de aproximadamente 230 milhões de anos. O exemplar foi descoberto no município de Agudo, localizado no território do Geoparque Mundial Unesco Quarta Colônia, em um sítio fossilífero que já revelou alguns dos dinossauros mais antigos do mundo.

A região central do Rio Grande do Sul tem sido palco de diversas descobertas paleontológicas, incluindo alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, bem como uma ampla diversidade de répteis e outras criaturas pré-históricas. Entre os fósseis mais abundantes da região estão os rincossauros. Esses répteis quadrúpedes e herbívoros são caracterizados pela presença de um bico pontiagudo e por um aparato mastigatório único, composto por múltiplas fileiras de pequenos dentes utilizados para esmagar e processar vegetais.

O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado <i>Isodapedon varzealis</i>, que compartilha características com uma espécie europeia. A pesquisa foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein, atual aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob a orientação do paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller. Também participaram do estudo os alunos de doutorado do mesmo programa Maurício Silva Garcia e Mariana Doering.

<b>O achado –</b> O crânio fóssil de <i>Isodapedon varzealis</i> foi escavado em um sítio fossilífero localizado no município de Agudo, em 2020. Posteriormente, o material foi cuidadosamente preparado no laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, por meio de um processo que visa remover a rocha que envolve o fóssil. Por se tratar de um material frágil, foram utilizadas ferramentas delicadas, como bisturis e agulhas. Após a remoção do sedimento, as características anatômicas puderam ser analisadas em detalhe.

[caption id="attachment_72440" align="alignleft" width="601"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Infografico-Isodapedon-varzealis-ilustracao-do-animal-em-vida-por-Caio-Fantini.jpeg"><img class=" wp-image-72440" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Infografico-Isodapedon-varzealis-ilustracao-do-animal-em-vida-por-Caio-Fantini-1024x934.jpeg" alt="A imagem mostra quatro figuras: um globo terrestre, com uma seta indicando o lugar da descoberta; uma foto dos fóssil encontrado, com setas indicando a órbita e o bico do crânio; uma ilustração do rincossauro em vida; e, ao seu lado, a silhueta de um homem, para efeito de comparação do tamanho." width="601" height="548" /></a> Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento (ilustração do animal em vida por Caio Fantini)[/caption]

Os pesquisadores identificaram características incomuns em relação aos rincossauros conhecidos dessas camadas rochosas, indicando tratar-se de uma espécie ainda desconhecida. O material fóssil atribuído à espécie inclui um crânio parcial, no qual os maxilares e as mandíbulas se destacam pela morfologia incomum. Nos rincossauros, os dentes do maxilar estão organizados em duas ou mais “placas” divididas por uma fenda, geralmente formando partes bastante assimétricas entre si. No caso da nova espécie, as duas placas apresentam proporções mais simétricas.

Dessa forma, a nova espécie foi denominada <i>Isodapedon varzealis</i>, em que “<i>Isodapedon</i>” significa “placas dentárias iguais”, em referência à simetria observada, e “<i>varzealis</i>” faz alusão ao local onde o fóssil foi encontrado, em Agudo, na região conhecida como “Várzea do Agudo”.

<b>Um réptil com “bico de papagaio”</b>

Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. Como outros rincossauros, tratava-se de um animal quadrúpede e herbívoro. Seu crânio, amplo e de formato triangular, apresentava um bico pontiagudo, semelhante ao dos papagaios. Esse bico pode ter auxiliado tanto no corte de plantas quanto na escavação do solo em busca de raízes e tubérculos.

No período em que <i>Isodapedon varzealis</i> viveu, há cerca de 230 milhões de anos, a espécie atuava como um consumidor primário no ecossistema. É provável que tenha sido presa de répteis maiores, incluindo formas aparentadas aos ancestrais de jacarés e crocodilos, além dos primeiros dinossauros. Como, até o momento, há registro de apenas um crânio da espécie, seu tamanho máximo ainda é incerto. No entanto, comparações com outros rincossauros sugerem que poderia atingir até cerca de 3 metros de comprimento, tornando-se uma presa consideravelmente mais difícil de capturar para a maioria dos carnívoros do sítio onde a nova espécie foi encontrada.

<b>Uma ponte entre Brasil e Europa</b>

Uma análise das relações de parentesco da nova espécie indicou que o animal possui fortes afinidades com <i>Hyperodapedon gordoni</i>, da Escócia. Esse parentesco, que à primeira vista pode parecer incomum, não é tão improvável. De fato, outra espécie proveniente do mesmo sítio fossilífero de <i>Isodapedon varzealis</i>, o precursor de jacarés e crocodilos <i>Dynamosuchus collisensis</i>, também apresenta um parente próximo registrado em camadas da Escócia.

[caption id="attachment_72441" align="alignright" width="664"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Isodapedon-varzealis-em-uma-paisagem-ha-230-milhoes-de-anos-por-Caio-Fantini.jpeg"><img class=" wp-image-72441" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Isodapedon-varzealis-em-uma-paisagem-ha-230-milhoes-de-anos-por-Caio-Fantini-1024x576.jpeg" alt="A ilustração mostra como seria a aparência do Isodapedon varzealis em vida. O rincossauro aparece ao centro da imagem, em primeiro plano; à direita, em segundo plano, aparecem outros dois rincossauros; mais ao fundo, na parte de cima da imagem, está um antepassado dos jacarés e crocodilos, o qual seria um provável predador dos rincossauros. A paisagem é constituída por um curso d’água, em cujas margens se encontra uma escassa vegetação rasteira." width="664" height="374" /></a> Em primeiro plano na imagem, um rincossauro da espécie Isodapedon varzealis em uma paisagem há 230 milhões de anos (ilustração: Caio Fantini)[/caption]

Essa distribuição pode ser explicada pelo fato de que, há cerca de 230 milhões de anos, durante o Período Triássico, os continentes estavam unidos, formando a Pangeia. Essa configuração permitia que as faunas de diferentes regiões do planeta se dispersassem por amplas áreas do supercontinente. Dessa forma, a nova espécie reforça a ideia de que as faunas triássicas da América do Sul compartilhavam componentes semelhantes com as faunas da Europa da mesma época.

<b>Diversidade de rincossauros no Brasil</b>

Além de um registro fóssil bastante abundante, os rincossauros descobertos no Brasil também demonstram que o grupo foi altamente diverso em termos de número de espécies. <i>Isodapedon varzealis</i> eleva para seis o total de espécies conhecidas de rincossauros no Triássico brasileiro. No entanto, essas seis espécies não coexistiram integralmente, já que algumas viveram em momentos distintos, separados por milhões de anos. Ainda assim, a nova espécie provém de camadas nas quais outras três já foram registradas, indicando que o grupo atingiu um pico de diversidade justamente em um período marcado pelo surgimento e diversificação de outros grupos, como os dinossauros.

Essa coexistência de múltiplas espécies de rincossauros pode ser explicada pela adoção de diferentes estratégias alimentares. É possível que cada espécie tenha se especializado no consumo de tipos distintos de vegetação, o que ajudaria a explicar as variações no aparato mastigatório. Esse cenário reforça a importância dos rincossauros como consumidores primários nos ecossistemas que testemunharam a origem e a diversificação inicial dos dinossauros.

<b>Centro de Pesquisa Paleontológica da UFSM</b>

O fóssil de <i>Isodapedon varzealis</i> está tombado no acervo científico do Cappa/UFSM, localizado no município de São João do Polêsine. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia Unesco e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de manter uma exposição aberta a visitação gratuita.

O estudo foi conduzido por Jeung Hee Schiefelbein, Maurício Silva Garcia, Mariana Doering e Rodrigo Temp Müller. A pesquisa recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCT) Paleovert. O acesso livre e gratuito ao artigo científico foi viabilizado pela Capes.

<i>Texto: Cappa/UFSM</i>]]></content:encoded>
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				<title>Núcleo da UFSM apresenta planos de recuperação da Reserva do Ibirapuitã e Parque do Espinilho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/09/nucleo-da-ufsm-apresenta-planos-de-recuperacao-da-reserva-do-ibirapuita-e-parque-do-espinilho</link>
				<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 19:59:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Elaborados dentro do Projeto RestauraPampa, os planos foram entregues à Sema-RS pela equipe do Neprade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72427" align="alignright" width="648"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-22.00.51.jpeg"><img class=" wp-image-72427" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-22.00.51-1024x659.jpeg" alt="Em pé e atrás de uma mesa com cadeiras, 15 pessoas posam para a foto, segurando livros e fôlderes." width="648" height="417" /></a> Equipes do Neprade e Sema-RS reúnem-se para a entrega dos planos recuperação[/caption]

As equipes do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade) da UFSM e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema-RS) reuniram-se em Porto Alegre, no dia 19 de março, para a entrega do Plano de Recuperação da Reserva Biológica de Ibirapuitã e do Plano de Recuperação para o Parque Estadual do Espinilho.

Os planos são produtos do Projeto RestauraPampa, desenvolvido pelo Neprade com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), Sema-RS e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O projeto foi proposto no âmbito do GEF Terrestre, um programa para a restauração dos biomas Pampa, Caatinga e Pantanal que tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.

Os planos foram entregues em formato de livro impresso e e-book e apresentam levantamentos de flora, fauna e solos, mapeamento de ambientes por níveis de degradação e por planejamento de recuperação para as duas unidades de conservação. As estratégias de recuperação são detalhadas para permitir a replicação das técnicas. O projeto RestauraPampa também deu origem a trabalhos de pós-doutorado, doutorado, mestrado e de conclusão de curso de graduação, além do protocolo de caracterização de afloramentos rochosos.

Na ocasião foram entregues ainda cópias do protocolo de manejo, controle e monitoramento com prevenção, detecção precoce e resposta rápida para novas espécies invasoras no Parque Estadual da Quarta Colônia, produzido a partir de edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) em parceria com a Sema-RS. Também foi elaborado o e-book “A Tecnologia Social das Agroflorestas”, que está sendo revisado e atualizado em parceria com a Sema-RS e a empresa Taesa.

Os exemplares impressos foram recebidos pela equipe da Sema-RS, incluindo a presença do secretário adjunto Marcelo Camardelli Rosa e dos especialistas do Departamento de Biodiversidade, Divisão de Unidades de Conservação e Divisão de Flora, além dos servidores do Parque Estadual do Espinilho e das reservas biológicas de Ibirapuitã e de São Donato.

Os e-books e documentos mencionados estão disponíveis no link da “bio” do <a href="https://www.instagram.com/neprade.ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Neprade no Instagram</a>. Os produtos desenvolvidos dão suporte científico à execução e elaboração de políticas e programas institucionais de restauração ecológica e conservação de ecossistemas.

<i>Texto: equipe Neprade</i>]]></content:encoded>
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