<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=ed30-2" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Wed, 08 Apr 2026 17:15:26 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Corrida a favor do tempo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/11/11/corrida-a-favor-do-tempo</link>
				<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 18:24:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4120</guid>
						<description><![CDATA[Campeã sul-americana de atletismo, Jaqueline Beatriz Weber divide a vida entre o esporte e a ciência.
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4121} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/11/audio-perfil.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Natural de Teutônia, interior do Rio Grande do Sul, Jaqueline Beatriz Weber, 30, demonstrou cedo o interesse e a aptidão pelo esporte. Ainda na escola, seu talento no atletismo chamou a atenção e lhe rendeu medalhas e convocações para as seleções brasileiras de base. Aos 17 anos, mudou-se para Santa Cruz do Sul, decidida a ir atrás do sonho de ser atleta profissional. A velocidade com que despontou contrastava com a lentidão na valorização de seu esporte no país, desafio enfrentado desde o início de sua trajetória.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De lá pra cá, entre glórias e frustrações, 13 anos se passaram, e uma rotina de 12 treinos por semana, resiliência e muita dedicação colocaram a gaúcha entre as melhores do país nas corridas de meio-fundo (provas de 800m a 3000m).&nbsp; Entre 2023 e 2025, foi campeã sul-americana Indoor, categoria disputada em estádios fechados, representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, no Mundial de Atletismo e no Mundial de Corrida de Rua. Feitos relevantes, mas que segundo a atleta não afastaram as contestações: ‘’já me perguntaram se eu trabalho além de correr, então eu digo que correr é o meu trabalho. No início foi difícil lidar com isso, mas usei como combustível para provar para todo mundo que fiz a escolha certa’’, comenta Jaqueline.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4125,"width":"1133px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/11/Site-2-1-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4125" style="width:1133px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre pistas e pesquisas </strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar das conquistas, as incertezas de uma jornada como atleta profissional no Brasil, que em geral estende-se por apenas um terço da vida dos competidores, fizeram com que Jaqueline investisse seu tempo também nos estudos. Nas palavras dela, ‘’os atletas ganham os holofotes e contam com suporte financeiro de instituições quando estão bem, e quando eles param são deixados de lado, com ainda dois terços de vida pela frente. Então, é preciso estar preparada’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nos primeiros anos da dupla carreira, a esportista conciliou os treinos com a graduação em Educação Física na Universidade de Santa Cruz  (Unisc) e no final de 2024, recebeu o título de mestra em Gerontologia, ciência que estuda o envelhecimento humano, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A escolha do tema de seu mestrado não foi por acaso: com o intuito de arquitetar sua aposentadoria, ao longo dos dois anos, a corredora pesquisou sobre o envelhecimento e o processo de transição de carreira de atletas olímpicos meio-fundistas no Brasil. Em seu estudo, Jaqueline investigou como eles administram o fim de suas trajetórias nas pistas, como foi a adaptação a novas funções, e qual foi o impacto da rotina regrada na saúde e na qualidade de vida pós-carreira. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Preparada para o futuro</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os resultados da pesquisa indicam uma transição de carreira promissora para Jaqueline. Corredores de alta performance que se mantiveram academicamente ativos apresentaram um processo de transição mais suave e positivo, principalmente no que diz respeito à necessidade de nova profissão em uma idade considerada precoce. Outro dado favorável indica que nenhum dos atletas entrevistados apresentou dores ou lesões oriundas da alta performance; pelo contrário, a maioria se encontram fisicamente ativos, o que reforça a eficácia da prática diária de exercícios físicos na melhora da saúde e da qualidade de vida.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com a conclusão de seu mestrado, a desportista tem se dedicado exclusivamente ao atletismo. Atualmente, está em fase de preparação, na busca para obter o índice necessário para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2028, seu grande objetivo de carreira.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Enquanto corre contra o relógio, em busca da vaga olímpica, Jaqueline também corre em prol da vida. Em meio à rotina intensa de treinos, ela ainda encontra tempo para compartilhar suas experiências com crianças e adolescentes, por meio da Associação Medalha de Ouro,&nbsp; projeto social que estimula a prática esportiva e oferece orientação a quem sonha trilhar caminhos parecidos com o dela.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentro e fora das pistas, o legado de Jaqueline Weber continua a ser escrito. E ela está preparada para qualquer linha de chegada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4124,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/11/Site-1-1-1024x649.jpg" alt="" class="wp-image-4124" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Repórteres: João Victor Barbat e Matheus Lanzarin</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Contato: joao.barbat@acad.ufsm.br /  lanzarin.matheus@acad.ufsm.br </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Link para a reportagem: <a href="https://youtu.be/_k-pFHcZAh4?si=aN-7X_ve4anRqpSB">https://youtu.be/_k-pFHcZAh4?si=aN-7X_ve4anRqpSB</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Quero fazer arte para  poder ensinar"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/10/23/quero-fazer-arte-para-poder-ensinar</link>
				<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 22:12:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4116</guid>
						<description><![CDATA[Precarização do Teatro Caixa Preta impacta na formação dos estudantes das Artes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>Precarização do Teatro Caixa Preta impacta na formação dos estudantes das Artes</em><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":4119} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/10/projeto-audio-rep.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Fundado em 1988, o <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cal/2018/04/05/teatro-caixa-preta-comemora-hoje-seus-30-anos">Teatro Caixa Preta</a> é um espaço artístico que integra o Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Idealizado no modelo <em>black box </em>(caixa preta), conta com uma estrutura totalmente modulável, o que proporciona maior versatilidade e liberdade criativa na construção do espetáculo e na configuração do palco. O Caixa Preta recebe espetáculos de conclusão de curso e abriga atividades de ensino e pesquisa cênica, como aulas, ensaios e práticas laboratoriais associadas aos cursos de Artes Cênicas, Teatro, Música Licenciatura, Bacharelado, Música e Tecnologia, Artes Visuais e Dança Licenciatura e Bacharelado.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Após quatro anos fechado, em 2023 o espaço passou por reparos e manutenções para que pudesse retomar suas atividades artístico-pedagógicas e atender às demandas dos estudantes. A coordenadora do Teatro Caixa Preta, Raquel Guerra, conta que o local integra o currículo dos cursos de artes do CAL para atividades acadêmicas e extensionistas. Raquel explica que o espaço cultural é um lugar que tem uma vida e é como uma casa: “é que nem a tua casa. Tu tem que limpar todo dia, tem que cuidar da tua casa do dia. E o espaço cultural também é isso. Ele precisa de manutenção constante. Quando ele está fechado, essa manutenção além de não existir, ela só vai piorando”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ocupar o espaço tornou-se um desafio para os estudantes do Centro de Artes e Letras, devido às reivindicações e ao crescimento dos cursos do CAL, associado à saída da graduação em Dança Licenciatura do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD). A coordenação do Caixa refere que a prioridade de uso é para trabalhos de conclusão de curso performáticos - ou seja, que contam com apresentação artística. Ainda assim, estudantes dos cursos de Dança enfrentam empecilhos para reservar o espaço.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A bacharela em Dança, Anna Beatriz Souza, apresentou seu trabalho de conclusão de curso no Teatro Caixa Preta com a colega Jéssica da Silva em novembro de 2024. Anna conta que seu orientador já previa que as alunas enfrentariam impasses para reservar uma data no Caixa e que foi necessária muita insistência para que conseguissem utilizar o espaço. Enquanto formandas em Dança Bacharelado, aquela poderia ser a única oportunidade de se apresentarem no local: “desde o início do curso nos foi dito que, pelo menos, o nosso trabalho de formatura poderia ser apresentado no Caixa, o que não é verdade, porque muitas colegas nossas não conseguiram&nbsp; apresentar no Caixa”, cita a artista.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4117,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/10/WhatsApp-Image-2025-06-26-at-17.26.19-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-4117" /><figcaption class="wp-element-caption">Anna Beatriz Souza e Jéssica da Silva, em sua pré-banca de TCC,  no Teatro Caixa Preta
Foto: Jonathan Maciel
</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As dificuldades em reservar o Caixa Preta ao longo do curso também acarretaram&nbsp; em barreiras para montar o espetáculo. Anna Beatriz reforça que idealizar uma obra exclusivamente dentro da sala de aula prejudica o processo de montagem: “a sala de aula não é própria para que a gente pense o espetáculo, [...] porque não tem o tamanho, a estrutura e os elementos necessários para que a gente consiga pensar ou fazer um espetáculo lá dentro”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso de Dança Licenciatura integrava o CEFD até 2024, o que prejudicava o acesso dos acadêmicos ao Teatro. Assim, espetáculos e coreografias associadas ao curso e às disciplinas eram restritas ao Complexo Didático Artístico (CDA), um espaço não-convencional para pensar dança e performance pois, apesar de pensado para receber apresentações, não segue o formato tradicional de palco italiano - em estilo auditório. Como a caixa cênica do CDA não é pré-montada e tão estruturada , espetáculos no complexo implicam em ter alguém para adaptar a estrutura. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em seis anos de graduação, a egressa do curso de Dança Licenciatura, Esther Ávila, nunca se apresentou no Caixa Preta. Ela reflete que o curso, por ter maior foco na parte pedagógica, não gerava oportunidades de performance por parte dos alunos: “depois de um tempo, eu me sentia só professora. Ser artista já não era mais uma coisa tão importante no curso (...) Mas, para eu estar numa licenciatura em arte, primordialmente, é porque eu sou artista. Porque eu quero estudar arte e fazer arte, para poder ensinar isso também”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os estudantes que seguem no curso reforçam as percepções sobre ser artista e o local da dança. Lauren Diel, formanda da Licenciatura em Dança, relata que a mudança de centro evidencia que a transformação na forma como a dança é vista e quais lugares ocupa são fatores determinantes para saber onde ela deve estar. Para a artista, a Dança é um curso das Artes da Cena, como todos os outros, e não uma modalidade de esporte.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4118,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/10/DSC_0144-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4118" /><figcaption class="wp-element-caption">Lauren Diel em apresentação na X Noite da Dança, no Teatro Caixa Preta
Foto: Lucas de Araújo
</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o diretor do Centro de Artes e Letras, Gil Negreiros, a transição da licenciatura do CEFD para o CAL é uma correção histórica: “não tem fundamento você abrir dois cursos de Dança e cada curso ficar em um Centro, sendo que a dança é uma arte”. Ele destaca que a Arte não é só diversão e entretenimento, mas sim, objeto de pesquisa. Por isso, a necessidade de fornecer aos estudantes a infraestrutura necessária para potencializar suas pesquisas, seja dentro do Caixa Preta ou em novos espaços.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A direção de centro elucida que o Teatro Caixa Preta tem um grande espaço pedagógico dentro do CAL e é primordial para a formação dos artistas da Universidade. Dessa forma, o Centro pretende reformar outros espaços até o final do ano, a fim de comportar performances e ensaios, como uma forma de aliviar a demanda do Caixa e garantir que todos os discentes possam utilizá-lo durante sua passagem pela UFSM. A retomada do funcionamento do Teatro é um ganho imenso para os estudantes e para a comunidade externa: “o CAL precisa de muitos espaços. O artista precisa do espaço ", destaca Gil. Ao fechar um local artístico-cultural, ele começa a se desmanchar e, para o artista, é essencial estar em cena - e é necessário cuidar do palco como quem cuida da própria casa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Repórter:<em> Julia Zucchetto</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Luta das Mulheres no Esporte Universitário</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/09/12/a-luta-das-mulheres-no-esporte-universitario</link>
				<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 17:05:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4096</guid>
						<description><![CDATA[Atletas enfrentam falta de estrutura, invisibilidade e desigualdade de gênero.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":4097} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/09/TXT-Audio.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A quadra pode parecer um lugar democrático: quem tem talento, joga. No entanto, para as mulheres, esse caminho é repleto de obstáculos. Na UFSM, os times femininos enfrentam muito mais do que adversárias, lidam com estruturas precárias, preconceitos e, muitas vezes, com o silêncio institucional.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A técnica do Handebol Feminino da UFSM, Ysadora Freitas, afirma que é necessário ter postura e conduta para conquistar respeito. Com mais de 10 anos de experiência como atleta e agora como treinadora, ela fala com propriedade sobre o que é liderar uma equipe em um ambiente ainda marcado pela desigualdade. “Já vivi o machismo na pele, em diferentes contextos. Quando sou a única mulher em reuniões técnicas ou em competições, a postura das pessoas muda”, expõe. Ysadora conta que hoje consegue lidar melhor com essas situações, pois há homens que a auxiliam na beira da quadra. “Eles me ajudam a fazer os outros me escutarem.” O relato mostra uma realidade recorrente entre mulheres do esporte: é preciso provar o tempo todo que o trabalho desenvolvido é sério.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A mesma sensação aparece nas falas das jogadoras. “A gente tem que espernear, gritar, para ter um reconhecimento que no masculino é básico, algo normal”, relata a atleta da equipe UFSM/Dallas Futsal, Elizabeth Amaral Neves. Mesmo com um histórico de conquistas tão relevante quanto o masculino, o time feminino ainda enfrenta desafios relacionados à visibilidade e valorização. Atualmente, composto por metade das atletas da universidade e metade de fora, a diversidade enriquece o elenco, mas também torna difícil conciliar horários de treino com o calendário acadêmico. “Semana de prova, aula à noite, projetos… tudo interfere”, comenta Elizabeth.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Falta estrutura básica. As atletas de Futsal relatam que um dos ginásios não tem condições adequadas para sediar jogos, e, quando chove, a umidade impossibilita o treino. Além disso, embora haja apoio de fisioterapeutas, o time ainda carece de nutricionistas e psicólogos. A jogadora ainda afirma: “A gente tem o curso de Nutrição na universidade, mas não consegue trazer esses alunos para o projeto. A maioria prefere atuar com os meninos.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para as jogadoras do Voleibol UFSM, Caroline Cipolatto e Lívia Lese, o esporte feminino tem recebido mais apoio nos últimos anos, mas ainda há diferenças claras de tratamento por gênero. “A gente ia para torneios em que o feminino era deixado para jogar no domingo, enquanto o masculino podia escolher entre sábado e domingo. Até hoje, a premiação é o que mais mostra essa diferença”, conta Caroline. Lívia cita a lista de 100 atletas mais bem pagos do mundo, divulgada pelo site <em>Sportico</em>: “Todos são homens. Não sei quando vai aparecer uma mulher nessa lista. É uma luta.”&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A representatividade feminina nas comissões técnicas é uma conquista. “Eu gosto de ver a mulher em posição de comando”, diz Caroline. O projeto Voleibol conta com uma comissão técnica formada majoritariamente por mulheres - treinadora, auxiliar, preparadora física e fisioterapeuta - além do apoio de professoras da Educação Física, Nutrição e Medicina da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A equipe de Basquete feminino da UFSM também enfrenta dificuldades. O time nasceu em 2022 quando algumas atletas foram convidadas a disputar um campeonato 3x3 no Ceará. Sem equipe técnica e com um grupo pequeno, elas jogaram contra adversários experientes e voltaram com o título dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) . Ali começava a construção de uma equipe que hoje representa o estado na Liga Gaúcha e no JUBs. Assim como no futsal, a rotina também não é fácil. Entre treinos à noite, aulas durante o dia e infraestrutura limitada, as atletas se dividem para manter o sonho vivo. Das quatro quadras disponíveis na universidade, apenas uma possui medidas e tabela oficiais para o basquete.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A capitã do time de basquete, Evelyn Spengler,&nbsp; rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho em novembro de 2024, durante os Jogos Interatléticas de Santa Maria (JISM). Em dezembro, passou por cirurgia e desde então vive o desafio da recuperação e do afastamento temporário. “A parte mais difícil é não poder jogar. Não poder estar ali com as gurias, não ajudar como ajudava antes.” Ela é formada em Fisioterapia, cursa Educação Física e organiza sua vida em torno do esporte. “Já deixei de ir a aniversário para estar no treino. Meu foco sempre foi: primeiro o treino, depois os outros afazeres.” Hoje, ela apoia e incentiva a equipe de fora da quadra, enquanto treina individualmente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Evelyn lamenta a ausência de categorias de base no basquete em Santa Maria e no estado, e aponta a falta de incentivo desde a escola como um dos principais entraves para que mais meninas se interessem pela modalidade. Para ela, embora a visibilidade do esporte feminino universitário tenha crescido, a falta de divulgação e investimento ainda desmotiva muitas atletas. “Se não tem renda com o esporte, a mulher tem que trabalhar. Aí muitas desistem, mesmo com talento. Quantas ‘Martas’ já não foram perdidas por isso?”, questiona. A desigualdade de tratamento e visibilidade é a maior barreira, segundo a jogadora,. Enquanto o masculino é impulsionado por mídia e lucro, no feminino é preciso lutar todos os dias apenas para ser vista.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na UFSM, a estrutura oferecida ao time de basquete também é limitada, e o espaço é disputado pelas demais modalidades como&nbsp; futsal e handebol, o que obriga o grupo a treinar em quadras menores, em horários alternativos, geralmente à noite. “Às vezes começamos às oito e terminamos depois das dez da noite, porque é o único horário possível. A maioria das gurias tem aula, estágio, trabalho… e mesmo assim, seguem firmes”, explica Evelyn.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O apoio da Universidade é importante, mas ainda insuficiente. A UFSM oferece materiais de treino, acesso à academia e, quando possível, transporte para competições. No entanto, quando se trata dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), por exemplo, o suporte vem do Governo do Estado Rio Grande do Sul através da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), que garante transporte aéreo, além de todo suporte logístico durante a realização dos jogos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4100,"width":"806px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/09/Clara-e-Jaine-Foto-1-Imp-683x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de um ginásio poliesportivo vazio à noite, iluminado por luzes artificiais. No chão, há linhas brancas que delimitam as áreas destinadas a diferentes modalidades esportivas, nas cores azul e laranja. Ao fundo, há uma goleira de estrutura de ferro nas cores vermelho e branco. Acima dela, há uma estrutura de cesta de basquete na cor branca com marcações pretas e, mais acima, a presença de um placar eletrônico. A estrutura de ferro do teto está exposta e há diversas lâmpadas de led fixadas nela, além de uma cesta de basquete. Ao fundo, paredes de tijolos à vista na cor marrom-claro com alguns detalhes em azul. Há janelas de vidro com esquadrias claras que mostram o lado de fora do ginásio, completamente escuro." class="wp-image-4100" style="width:806px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Ginásio poliesportivo</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Ser vista também é vencer</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os relatos revelam que o esporte universitário feminino vai muito além da competição. Funciona também como espaço de resistência, onde mulheres enfrentam diariamente a falta de estrutura, o machismo e a invisibilidade. Ainda assim, seguem firme, treinam, competem e abrem caminhos para que outras mulheres ocupem esse lugar. A busca por igualdade atravessa tanto a quadra quanto a vida fora dela. Vencer, nesse contexto, é também ser reconhecida, ser vista, ser valorizada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Reportagem: </strong><em>Jaíne Cristofari e Clara Basso</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato: </strong>jainecristofari@gmail.com / claraantonelobasso2006@gmail.com</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O Peso da Rotina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/09/05/o-peso-da-rotina</link>
				<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 18:12:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[rotina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4090</guid>
						<description><![CDATA[Como os universitários buscam equilíbrio entre a rotina possível e o modelo Instagramável. 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4094} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/09/audio.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o dicionário Aurélio, rotina é um substantivo feminino que significa a sequência de ações, algo que se faz todos os dias da mesma forma. A rotina pode ser usada com o objetivo de resolver problemas recorrentes e alcançar resultados. Elas são como regras que reduzem a incerteza e coordenam atividades, conforme explicado no artigo <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649013/15562"><em>Rotinas – Uma Revisão Teórica</em></a> da professora Rosiléia Milagres da Universidade Estadual de Campinas, publicado na <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/index">Revista Brasileira de Inovação</a>, da mesma universidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;Com o passar dos anos, as redes sociais digitais tornaram-se cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, era de se esperar que elas se relacionassem com suas rotinas, o que influencia diretamente na organização do dia a dia dos usuários. Rotina de produção, de estudos, de exercícios, independente do objetivo, ela está presente na vida das pessoas há muito tempo. A organização é uma aliada quando supre as necessidades cotidianas, mas pode ser&nbsp; vilã, se idealizada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;O psicólogo, mestre em psicologia social da personalidade, Renato Favarin dos Santos, explica a ação da rotina na saúde das pessoas. Renato trabalha na Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED), na Subdivisão de Educação e Saúde, onde ajuda os estudantes a lidarem com o processo de formação acadêmica. Ele explicou que, na maioria dos casos, em que seus pacientes relatam estresse e ansiedade com as tarefas da universidade, pode-se perceber um problema em relação à rotina.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para um dia produtivo, o psicólogo orienta que uma boa noite de sono, boa alimentação e momentos de lazer são indispensáveis para conseguir cumprir as tarefas do dia. A rotina não é sempre absoluta e regrada, como sua definição teórica indica, e&nbsp; Renato alerta que ela pode ser uma geradora de sofrimento e angústia. “Alguns chegam aqui já sabedores de que a rotina é importante, mas com uma ideia de ‘rotina ideal’, que hoje em dia está muito em alta na internet, “ disse o psicólogo sobre os relatos dos estudantes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ainda na área da Psicologia, o psicanalista Sigmund Freud explica o conceito&nbsp; do “princípio do prazer”, que é quando a mente busca uma gratificação imediata, sensação de controle, ordem e segurança. A rotina pode ser entendida a partir disso, por conta da sensação de dever cumprido das tarefas estipuladas para o dia. Com base nos estudos de Freud, a teoria da compulsão explica que, a repetição se torna um padrão automático, que auxilia no controle da ansiedade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No entanto, a ideia de “rotina ideal” não surge por acaso. Ela é, muitas vezes, moldada por discursos, imagens e vídeos que circulam nas redes sociais digitais, onde os influenciadores digitais transformam seu dia a dia em conteúdo altamente editado, esteticamente atraente e até mesmo comercial. Foi o que apontaram os professores e pesquisadores Vinicius Kenji Shimazaki e Márcia Matos Pinto da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), ao analisar em seu artigo, <a href="https://fatecscs.edu.br/fascitech/index.php/cover/article/view/56/56"><em>A influência das redes sociais na vida dos seres humanos</em></a> como as novas tecnologias vêm reconfigurando identidades, comportamentos e o modo de viver da sociedade na era digital. O texto mostra que o modo como as pessoas constroem e compartilham suas vidas nas redes digitais não só altera a percepção que as pessoas têm de si mesmas, mas também a forma como os outros passam a entender e, na maioria das vezes, idealizar o que é uma “vida organizada” ou “produtiva”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nos meios digitais, a rotina deixa de ser apenas uma ferramenta pessoal de organização e passa a ocupar o lugar das aparências. Diante disso, tarefas habituais como acordar cedo, estudar ou até mesmo preparar uma refeição são exibidas com filtros, tornam-se o exemplo de modelo a ser seguido.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O problema desse tipo de exposição é que ele tende a esconder os fracassos, a desorganização e o cansaço, que também fazem parte da vida, o que, como abordado anteriormente, cria um padrão de rotina idealizada e inalcançável. A repetição desse modelo nas plataformas digitais reforça um imaginário coletivo de que existe uma maneira específica de viver bem, estudar melhor e ser mais eficiente, mas na prática essa “rotina perfeita” não é coerente com a realidade da maioria das pessoas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por meio de um formulário on-line disponibilizado no período de um mês, durante o primeiro semestre do ano, buscou-se compreender como os estudantes da UFSM lidam com a rotina, como a organizam, o que pensam sobre ela e onde consomem conteúdos relacionados ao tema. O questionário foi respondido por 37 alunos de diferentes idades, gêneros, cursos e centros de ensino da Universidade. A maioria afirmou ter algum tipo de rotina, embora ela não seja fixa, variando conforme a disponibilidade de tempo. Em geral, a organização diária é feita a partir dos horários das aulas. Poucos citaram práticas adicionais. Apenas um aluno demonstrou preocupação em dormir cedo, outro mencionou a inclusão de esportes, e nenhum relatou dedicar tempo específico ao lazer.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em relação às redes sociais digitais, metade dos participantes relatou ver com frequência, em sua <em>“for you”</em> (para você) do Instagram, vídeos sobre rotina. No entanto, afirmam que não se inspiram nesse tipo de conteúdo. Para organizar o dia a dia, alguns acadêmicos disseram utilizar métodos de gerenciamento de tempo de estudo como a técnica pomodoro (técnica de gestão de tempo que divide o trabalho em pequenos intervalos) e ferramentas de organização como Google Agenda ou <em>Notion. </em>Também destacaram que mudar de ambiente contribui para a concentração, por isso preferem estudar em espaços mais reservados, como bibliotecas, laboratórios e outros ambientes da própria Universidade. Embora a maioria descreva a rotina de forma positiva, muitos admitem ter dificuldade em mantê-la.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diante de tantas possibilidades, expectativas e modelos compartilhados diariamente nas redes sociais digitais, é importante lembrar que a rotina ideal não tem a obrigação de ser bonita ou produtiva aos olhos dos outros. Como reforça o psicólogo Renato, cada rotina é única e precisa ser construída de forma coerente com a própria realidade. A pesquisa dos professores Vinicius e Márcia também mostra que a rotina deve ser uma aliada, um recurso para organizar a vida, e não um padrão idealizado. No fim das contas, talvez o mais importante seja entender que, longe dos filtros e das plataformas digitais, a rotina não é, e não precisa ser perfeita, só precisa ser possível.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Entre vídeos e pausas: Um jeito real de viver a rotina</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:image {"id":4091,"width":"862px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/09/Copia-de-329-Sem-Titulo_20250702161355-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4091" style="width:862px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Ilustração de Roberta, estudante de Farmácia. Ilustração: Ana Rebeca Ramos Machado <br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Às 6h30 da manhã, Roberta Marchesan já está de pé. Mesmo depois de dormir tarde estudando para alguma prova, ela se levanta, prepara um café e começa mais um dia de aulas, estágios, gravações e organização. Estudante de Farmácia na Universidade Federal de Santa Maria, Roberta faz parte de um grupo crescente de universitários que dividem sua rotina com seus seguidores nas redes sociais.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Estudante do sétimo semestre, Roberta começou a postar vídeos ainda no ensino médio, compartilhando muitos de seus resumos, a pedido de alguns colegas. O perfil cresceu aos poucos, virou companhia durante a pandemia e hoje atrai seguidores interessados em organização, dicas acadêmicas e reflexões sobre saúde mental. Seus seguidores, em sua maioria mulheres também da área da saúde, acompanham dicas sobre a faculdade, momentos do dia e reflexões sobre autoestima. Ela diz que a organização a ajuda a ter clareza sobre como está se sentindo, que se vê tudo muito "carregado", tenta aliviar no decorrer dos dias.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar da organização, Roberta não compartilha uma rotina perfeita. Pelo contrário, se preocupa em mostrar que dias difíceis também existem. “Não gosto de vender uma vida que não vivo. Gosto de influenciar, mas com realismo", explica. Para ela, os vídeos que romantizam produtividade extrema podem gerar frustração. Por isso, escolhe compartilhar o que faz sentido para si, mesmo que isso signifique cortar uma parte do vídeo que a deixou desconfortável.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando o relógio marca 23h, Roberta finalmente encerra o dia. A rotina pode até começar cedo, mas não precisa seguir o roteiro de ninguém, apenas o dela.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórteres:</strong><em> Fabiola Nicoletti e Matheus Bernardes</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato: </strong><em><strong>&nbsp;</strong><a href="mailto:fabiola.nicoletti@acad.ufsm.br">fabiola.nicoletti@acad.ufsm.br</a>/ <a href="mailto:matheus.bernardes@acad.ufsm.br">matheus.bernardes@acad.ufsm.br</a>&nbsp;</em><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um refúgio para os animais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/08/28/um-refugio-para-os-animais</link>
				<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 15:35:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4079</guid>
						<description><![CDATA[Animais silvestres da UFSM se adaptam à urbanização do Campus.
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":4081} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/audioreportagem-1.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:image {"id":4088,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/IMG_0019-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4088" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Enquanto alunos circulam entre prédios e laboratórios no Campus da UFSM, animais silvestres enfrentam obstáculos diários para sobreviver. O espaço, que antes era território livre para a fauna local, foi ocupado por calçadas, prédios e vias asfaltadas. Mesmo em meio ao concreto, seriemas, ouriços, bugios, pererecas e até lontras continuam a habitar a área universitária — invisíveis para muitos, mas essenciais para o equilíbrio ecológico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A área da UFSM já era habitat natural de diversas espécies de aves, mamíferos, répteis e anfíbios. Como destaca o doutor em Zoologia e docente no Departamento de Ecologia e Evolução da UFSM, Tiago Gomes dos Santos, : “fomos nós que invadimos o território deles”. A presença humana acarreta em diferentes respostas da fauna local, algumas espécies abandonaram o local, outras passaram a viver discretamente em fragmentos verdes e um terceiro grupo se adaptou ao novo cenário urbano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre as espécies adaptadas estão lagartixas, roedores silvestres e aves generalistas — que se alimentam de diferentes tipos de alimentos, tanto de origem animal quanto vegetal. Animais como as seriemas, que se tornaram figuras emblemáticas do Campus, caminham entre gramados, mesmo em contato direto com humanos. Animais que não são facilmente vistos também desempenham funções importantes, como controle de insetos, dispersão de sementes e polinização. Sua presença indica que o ecossistema original do pampa gaúcho, que, mesmo fragmentado, ainda resiste.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4086,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/Seriemas-Paulo-Barauna-1024x683.jpeg" alt="seriemas
Fotografia horizontal, colorida em plano médio de duas seriemas que caminham sobre um campo gramado durante uma chuva leve. À direita, em está  uma das seriemas. Suas penas estão visivelmente úmidas por conta da chuva. À esquerda, um pouco mais para trás e levemente desfocada, está a outra seriema. Ambas estão voltadas para a direita e possuem coloração acinzentada, pernas longas alaranjadas e bicos na mesma cor. O chão está coberto por grama verde-clara e pequenas folhas amarelas espalhadas. Ao fundo, observa-se um campo aberto com montes de terra e areia, troncos de árvores e uma faixa escura de vegetação densa. O céu está nublado e a luz é natural.

" class="wp-image-4086" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Paulo Barauna</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A expansão territorial resultou na eliminação de áreas úmidas, essenciais à reprodução de anfíbios. Sapos e pererecas, por exemplo, são obrigados a cruzar ruas e avenidas para chegar até poças ou açudes, onde ficam vulneráveis ao calor do asfalto, à desidratação e a atropelamentos. Monitoramentos feitos por estudantes de Zootecnia, coordenados por Tiago, já identificaram diversas mortes nos arredores do Jardim Botânico: “A gente monitorou por um ano os atropelamentos de fauna de vertebrados em vários pontos aqui do Campus e um desses é perto do Jardim Botânico. Encontramos vários animais que estavam se deslocando possivelmente para a poça atropelados ali”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4087,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/IMGP2150-1024x683.jpg" alt="Cobra coral-falsa
Fotografia horizontal, colorida e em primeiro plano de uma serpente. A pele do animal possui as cores preto, vermelho e branco, dispostas em faixas alternadas diagonais. No centro da imagem, a cabeça está voltada para a direita, levemente elevada e os olhos são redondos e escuros. O corpo está enrolado sobre palha seca em tons amarelados e verde-escuros. O registro foi feito com iluminação natural.
" class="wp-image-4087" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O impacto vai além: A fragmentação dos habitats compromete a conectividade ecológica e dificulta o deslocamento seguro da fauna, o que afeta a diversidade genética e aumenta o estresse dos animais. Mesmo espécies mais adaptadas como algumas aves urbanas, enfrentam dificuldades causadas pela presença de veículos, excesso de iluminação artificial e pela perda de locais seguros para construírem seus ninhos. Casos como o de um jacaré encontrado em um dos açudes do Laboratório de Piscicultura da UFSM mostram que os animais persistem em se manter no espaço — mas muitas vezes sua permanência depende da sorte.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além dos desafios estruturais, os animais também lidam com reações humanas hostis ao encontrar animais silvestres “é comum que alguém veja um ouriço e entre em pânico, preocupado com seu cachorro, sem perceber a importância ecológica do animal”, afirma a doutora em Zoologia e docente do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSM Marilise Krügel . Cobras são outro exemplo: mesmo as não peçonhentas são frequentemente mortas por impulso. Segundo o doutor em Zoologia e professor no curso de Medicina Veterinária do Departamento de Ecologia e Evolução da UFSM, Nilton Caceres, a raiz do problema está na falta de educação ambiental. Sem informação adequada, comportamentos como alimentar seriemas ou tentar "amansar" animais silvestres tornam-se comuns, o que interfere nos instintos naturais das espécies.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A invisibilidade de anfíbios, répteis e roedores também revela uma hierarquia de empatia. Enquanto aves e mamíferos despertam mais simpatia, anfíbios, répteis e roedores são frequentemente ignorados ou exterminados sem protesto. Contudo, todos exercem papéis cruciais nos ciclos ecológicos locais. As enchentes que atingiram o Campus em maio de 2024 também deixaram marcas na fauna local. Canais transbordaram e trilhas foram inundadas e animais que vivem próximos à água, como anfíbios, roedores, além de aves de solo, como quero-queros e seriemas, foram afetados e muitos não conseguiram escapar. Além disso, a água represada ou poluída compromete&nbsp; a qualidade dos habitats.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Registros de animais como lontras em áreas degradadas mostram que, mesmo diante da adversidade, a fauna tenta resistir. No entanto, de acordo com o professor Tiago, essa resistência tem limites: a ausência de planejamento urbano e políticas ambientais estruturadas agrava a situação e força os animais a ocupar espaços cada vez mais hostis. Com o objetivo de aproximar a comunidade universitária da fauna do Campus, docentes dos departamentos de Engenharia Rural, Engenharia Sanitária e Ambiental e alunos do curso de Redes de Computadores desenvolveram o aplicativo eFauna UFSM. Lançado em 2024, o aplicativo permite que qualquer pessoa registre a presença de animais na UFSM. Os dados são georreferenciados e formam um mapa vivo da biodiversidade do local.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O objetivo vai além do monitoramento: O aplicativo busca educar, gerar empatia e reforçar a percepção de que os animais fazem parte do cotidiano do Campus. “Queremos que as pessoas tirem os fones e escutem o ambiente”, afirma a professora Marilise. A ferramenta também fornece informações detalhadas sobre as espécies e promove a desconstrução de mitos e uma convivência mais consciente.<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4082} -->
<figure class="wp-block-image"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/AD_4nXfcqBe-x7DONHlH7uKx1zdD87yAVi1Xmk1MpA2cpRhFniNOnIMr-ynffQrf2X36nTCh25wlNOO96RWmlgvlPNWVjUExNoNTGAjQ6oMWmlH6UpIh7KXCdxxY-rDtO-qL5UKvfphoUW5yPMWX2iks6w.jpg" alt="" class="wp-image-4082" /><figcaption class="wp-element-caption">Gráfico: Felipe Trost | Dados: Aplicativo Efauna</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto também está no <a href="http://instagram.com/efaunaufsm"><em>Instagram</em></a> (@efaunaufsm), e incentiva a participação de estudantes e voluntários interessados em biologia, comunicação e ciência cidadã. Embora haja iniciativas pontuais, como o eFauna e monitoramentos de atropelamentos, não existe um plano de manejo ambiental amplo na UFSM. Segundo Tiago, medidas como instalação de passagens subterrâneas, redutores de velocidade, corredores verdes e campanhas educativas poderiam reduzir significativamente os conflitos entre pessoas e animais: “claro, a efetividade dessas medidas é bastante variável, depende do ambiente e das espécies que estão ali, mas acho que vale a tentativa de sugerir e testar essas medidas”, explica.<br>O docente Nilton Caceres defende ações contínuas de educação ambiental, que incluiriam desde orientações para calouros até sinalizações específicas. Mais do que ações isoladas, o que se busca é uma mudança de práticas e perspectivas — uma universidade que não apenas conviva com a fauna, mas a reconheça como parte de sua identidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Repórteres: Felipe Trost e Luana Pereira</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Do interior do Brasil ao cosmos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/08/21/do-interior-do-brasil-ao-cosmos</link>
				<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 21:50:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4075</guid>
						<description><![CDATA[UFSM na reinvenção descolonial da arte tecnológica 

]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":4076} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/audioreportagem_Lavinia.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:image {"id":4078,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/Imagem_Laviniasite-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4078" /><figcaption class="wp-element-caption">Planetário da UFSM | Fotografia: Lavínia Coradini</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentro da cúpula do planetário da UFSM, o que se projeta e experimenta ultrapassa os limites da Astronomia. Imagens criadas com inteligência artificial, sons, cheiros e sensores de movimento formam experiências que acionam o corpo, o espaço e a memória. A proposta envolve tecnologia, mas também sensação, expressão e política.&nbsp;|</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>É dessa união entre arte, ciência e espiritualidade que nasce o projeto Ambientes Imersivos, Interativos e Inteligentes em Rede (AIR). Criado pela professora do curso de Artes Visuais Andréia Machado Oliveira, o AIR transforma o planetário em um espaço de escuta e presença. Nesse processo busca-se outras formas de narrar o mundo e o cosmos, romper com estruturas convencionais e explorar linguagens sensoriais, corporais e imersivas — sons, imagens, aromas e movimentos, que dialogam com a memória, a experiência e o território.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A abordagem emerge a partir do Sul, e valoriza saberes locais, ao invés de seguir modelos externos: queremos estimular um modo de pensar que inclua o corpo e o espaço em que se vive, não apenas a lógica dominante”, afirma Andréia.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nessa iniciativa, o planetário deixa de ser uma estrutura voltada apenas para observação espacial e se transforma em um território. Para o arquiteto e integrante do projeto Matheus Moreno, o local propõe outra forma de relação com o céu. A ideia é reconhecer o cosmos como algo próximo, ligado à existência e à experiência.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O AIR também levanta questões sobre os modelos presentes nas tecnologias, sobretudo na inteligência artificial. Instalações como <em>Quantum of Humanities e Cyberfaces </em>mostram como os sistemas de dados reproduzem padrões visuais e sonoros eurocentrados, mesmo quando tentam representar outras populações. Em resposta, o projeto cria bancos de dados próprios, com materiais de museus da África e da América Latina, e dá a esses acervos um papel ativo na criação: queremos que os dados façam parte do lugar e da história, não sejam apenas arquivos desconectados”, reforça Andréia.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa perspectiva se articula com a ideia de cosmoceno: encontro entre diferentes formas de conhecimento, vindas da ciência, da tradição e da relação com a terra. A tecnologia se entrelaça com o corpo, ritmos, cheiros e imagens que guardam memória.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mais do que apresentar tecnologias, o projeto propõe novos usos para elas. Ao integrar realidade virtual, ambientes digitais e inteligência artificial com acesso ampliado, o AIR cria experiências que despertam sentidos e convida à reflexão. As formas de interação e envolvimento já transformam práticas de comunicação e aprendizado, embora também tragam o risco de nos afastarmos do mundo físico e das referências que sustentam a vida.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2025, o AIR participará de uma mostra com planetários do Brasil e da África do Sul. A proposta busca fortalecer a presença do Sul global na criação de soluções estéticas, educativas e tecnológicas que considerem o contexto, o ambiente e as múltiplas vozes que compõem o mundo. Quando o planetário se transforma em território e o céu é escutado como parte da experiência humana, a arte deixa de apenas imaginar o futuro e passa a disputá-lo — com imagens, presença e ancestralidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter: </strong><em>Lavínia Coradini</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato: </strong><em> coradini.lavinia@acad.ufsm.br</em><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Chegamos à 30ª edição!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/08/20/chegamos-a-30a-edicao</link>
				<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 02:49:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4072</guid>
						<description><![CDATA[Para escutar o conteúdo do editorial, clique abaixo: A .TXT chega a sua 30ª edição em seus 17 anos de existência. A revista-laboratório tem se consolidado no âmbito universitário brasileiro como uma das poucas publicações na área de Jornalismo que mantém sua versão impressa. Todos/as participam das fases de produção &#8211; da sugestão de pauta, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o conteúdo do editorial, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":4073} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/editorial.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A .TXT chega a sua 30ª edição em seus 17 anos de existência. A revista-laboratório tem se consolidado no âmbito universitário brasileiro como uma das poucas publicações na área de Jornalismo que mantém sua versão impressa. Todos/as participam das fases de produção - da sugestão de pauta, apuração, redação, revisão, edição, fotografia, arte, ilustração, diagramação, divulgação e distribuição.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesta edição comemorativa, foi escolhido um dossiê sobre o uso de inovações tecnológicas na acessibilidade, em prol da qualidade de vida e autonomia. As reportagens destacam dois projetos da UFSM que criam dispositivos tecnologicamente assistivos, pensados para atender às particularidades do cotidiano de cada paciente. Além do dossiê, abordamos a tecnologia como um desafio na inclusão digital de estudantes com mais de 50 anos na UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para destacar a importância da Universidade junto à comunidade, mostramos um projeto que acolhe mães e bebês para amamentação com cuidado, afeto e técnica. Com um olhar atento para o dia a dia, o Peso da Rotina no meio Instagramável é tema de reportagem sobre comportamento. O protagonismo feminino foi evidenciado nas equipes esportivas da UFSM e na editoria de perfil. Trouxemos, ainda, duas pesquisadoras da UFSM que detalham ações de enfrentamento e combate à violência contra a mulher. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na busca por realçar as expressões criativas, as matérias culturais passam pela Rádio Universidade, o Teatro Caixa Preta e o Planetário. Também é explorado o lado autêntico e sustentável da moda, por meio da técnica <em>upcycling</em>. O cuidado com o meio ambiente é retratado em um texto que mostra a adaptação dos animais silvestres no <em>Campus</em>. Exploramos a situação da Casa do Estudante do Centro, para problematizar a infraestrutura.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A revista resulta de disciplina teórico-prática em que a experimentação dá o tom das atividades desenvolvidas por alunos/as do terceiro semestre do curso. As matérias foram produzidas com a dedicação de quem enxerga no cotidiano histórias que merecem ser contadas. Boa leitura!</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Amanda Borin, Daniele Gabriel, Ellen Schwade, Natalie Soares, Viviane Borelli</em><br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Do centro ao esquecimento</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/08/14/do-centro-ao-esquecimento</link>
				<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 02:31:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4058</guid>
						<description><![CDATA[A emblemática situação da CEU I: passado agitado, presente inerte e futuro incerto
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:audio {"id":4059} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/Audioreportagem.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Localizado no coração de Santa Maria há mais de 60 anos, está o prédio da Casa do Estudante I (CEU I), conhecida como CEU do Centro. Morada de muitos universitários ao longo do tempo, também é uma das residências do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSM que transformou o local em um centro cultural com a Boate do DCE a partir da década de 80, desativada há dez anos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A TXT buscou conhecer os espaços da moradia, através de uma visita guiada pelo estudante de Relações Internacionais, e morador da CEU I, Robson da Rosa (foto). “Aqui era o local de encontro dos estudantes”, afirma&nbsp; o estudante. Robson compartilha que, quando chegou, vivia na CEU lotada e dividia apartamento com mais três pessoas, algo muito distante da realidade de hoje. Ele lamenta a realidade atual da casa não ser a mesma de antes: “Hoje é só memória”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4068,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/Robson-na-janela-1024x683.jpg" alt="A foto na horizontal mostra um menino apoiado em uma janela, com o braço para fora, ele está observando a vista da cidade, onde ao fundo se encontram prédios e montanhas. Na imagem o estudante Robson, está na esquerda e se mostra de perfil encostado em uma janela, olhando para fora. Ele usa óculos e está vestindo um moletom cinza escuro com capuz branco, o cabelo é castanho escuro e está preso em um coque, Ainda ao fundo, vemos uma paisagem urbana da cidade de Santa Maria com prédios e, mais ao longe, montanhas cobertas por vegetação. A luz natural entra pela janela, iluminando levemente o rosto e a mão do homem. Se destacam tons de azul, verde, e creme na paisagem.
" class="wp-image-4068" /><figcaption class="wp-element-caption">Robson na janela</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o Portal da Transparência da UFSM, a CEU I tem capacidade para receber 167 moradores, mas atualmente apenas 72 vagas estão ocupadas. Os moradores relatam problemas de infraestrutura nos apartamentos. Mofo, vazamento de água, cupins, portas e janelas quebradas são alguns dos problemas. Robson, um dos moradores mais longevos da CEU I, questiona o futuro: “O novo sempre vem, será que o novo para a gente é ir para o Campus?”. A visita começa no térreo onde ficam o laboratório de informática e a biblioteca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Robson apresenta o Laboratório de Informática, um dos poucos locais que os moradores da CEU I têm disponível para estudar. Entre os cerca de sete computadores contabilizados, apenas um funciona. Além disso, no chão branco da sala pequena, se destacam os resíduos de cupim que caem das mesas e armários de madeira. A Pró-Reitora de Assuntos Estudantis (PRAE), Giselle Guimarães, afirma que há um plano de reestruturação do laboratório que não saiu do papel por falta de orçamento. A próxima parada é a biblioteca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O caminho do Laboratório de Informática até a biblioteca se passa no corredor estreito onde está uma pintura cubista: apresenta três homens que olham para baixo com ferramentas nas mãos, fábricas e campos ao fundo e materiais didáticos na parte inferior (foto). “Acho ela muito significativa porque, se olharmos bem, são trabalhadores do interior que vão estudar na universidade”, observa Robson. Ele é de Vale do Sol e chegou em Santa Maria para realizar o sonho da graduação na UFSM. Logo em frente, está a entrada para a biblioteca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Robson destaca que a biblioteca é um local de estudo e encontro dos moradores da CEU do Centro. A sala contém estantes com livros e se tornou um espaço de convivência que os acadêmicos usam para se expressar, em uma das paredes se observa um grafite amarelo contornado em roxo escrito “CEU I”. Ao seguir pelo corredor, se encontra a secretaria do DCE.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4064,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/IMG_9125-1024x683.jpg" alt="A fotografia horizontal e colorida retrata a biblioteca da CEU I. Uma sala com várias estantes de livros, mesas e cadeiras. Na parte superior, o teto apresenta pintura em listras largas nas cores azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Logo abaixo, a parede de fundo é lisa e clara, com três estantes de madeira repletas de livros e papéis empilhados, sendo que a estante da esquerda está mais desorganizada, com pilhas irregulares. No centro da sala há várias mesas retangulares brancas alinhadas, cercadas por cadeiras pretas de encosto vazadas. No canto direito, encostada na parede, há uma estante de nichos amarelos e marrons com livros, à frente de uma cortina vertical azul clara. Na parte inferior direita, outra estante verde aparece parcialmente, também carregada de livros. O piso é de madeira desgastada e há uma mesa com tampo de vidro próximo ao canto inferior esquerdo da imagem." class="wp-image-4064" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>O passado pulsante</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A secretaria do&nbsp; DCE na CEU I tornou-se um verdadeiro museu da organização estudantil da UFSM. Dividida em três salas, a primeira área é o auditório, um salão espaçoso, Robson diz que é o espaço utilizado pelos moradores para convivência. Na sala, se destacam algumas cadeiras, mesas e nas paredes há frases com temas políticos. Um tambor comprido no canto da sala evidencia a utilização do espaço por um projeto de extensão, a única marca da presença da universidade aqui.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao adentrar a segunda sala percebe-se o mural que ocupa toda uma parede com cartazes de eventos e propagandas do movimento estudantil, um deles convoca os alunos para a Assembleia Geral de 2010 . A sala parece perdida no tempo, em meio ao entulho, está a placa do auditório: “Auditório Adelmo Genro Filho, inaugurado em 07/06/91”. Já na terceira sala, quase não há como se mover com o volume de entulho. São mesas, cadeiras, pedaços de madeira, arquivos e jornais espalhados pelo chão e muito lixo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>A Boate do DCE e a Catacumba</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Boate do DCE e a Catacumba fazem parte da história da CEU I. Eram espaços destinados às expressões culturais dos estudantes, ambos localizados nos andares inferiores ao térreo. Ao descer a escada estreita primeiro se passa pela Boate do DCE, um salão grande com copa, banheiros e chapelaria. Nas paredes pretas se destacam caricaturas e grafites coloridos, frases de impacto e menções a bandas famosas como Rolling Stones.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com um globo espelhado no chão e garrafas de cerveja empoeiradas,&nbsp; fica evidente que o espaço não é utilizado há algum tempo. Robson conta que as festas da Boate do DCE também eram uma forma de juntar dinheiro para as organizações estudantis da época. É preciso descer mais um pouco até chegar à Catacumba. O espaço é grande e alto, com paredes brancas e um palco. Robson diz que ali aconteciam festas com estilo alternativo, preferencialmente o rock.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4063,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/IMG_9179-1-1024x708.jpg" alt="A fotografia é horizontal e colorida, ela retrata a antiga boate do DCE. O ambiente interno está escuro, com móveis de madeira empilhados, a única luz do cômodo vem das janelas de vidro. Na parte superior, a parede de fundo está coberta por tinta preta e grafites, com a sigla “DCE” em letras amarelas e pretas no centro, acompanhada das palavras “CHAPELARIA/CAIXA” em branco. Logo abaixo, há um balcão pequeno com moldura laranja e pichado. À esquerda, vê-se uma porta gradeada aberta, revelando uma sala pintada de laranja e com uma janela branca por onde entra luz. Na frente, ocupando a parte inferior, há mesas ou balcões de madeira virados de cabeça para baixo, recebendo feixes de luz. Ao fundo, a lateral direita permanece na penumbra.

" class="wp-image-4063" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>A incerteza do futuro</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao final do corredor, no 8° andar, está o apartamento de Robson. As moradias da CEU I são pequenas, apresentam dois quartos e uma cozinha, os banheiros ficam no corredor, um para cada apartamento. Ele divide o espaço com outro estudante. Robson, explica que um dos motivos da permanência na CEU do Centro é estar próximo das oportunidades de emprego. Ele destaca o envolvimento com a cidade: “Quando cheguei aqui, eu queria viver Santa Maria, então foi muito legal vir pra cá”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudante não esconde a preocupação com o futuro da CEU I: “Isso é o que mais doi na verdade, saber que essa moradia tem potencial muito grande, tanto para quem é estudante pobre que chega, quanto para a comunidade no entorno”. Robson diz que o abandono da CEU é um projeto, segundo ele, não há mais interesse da universidade no espaço. “Muitas pessoas nem sabem que a CEU I existe e não vão saber porque não querem que saibam”,&nbsp; afirma.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, a CEU I não possui um Restaurante Universitário (RU) próximo da casa. Com a mudança dos cursos da Antiga Reitoria para o Campus as estruturas do Centro foram desativadas. Os moradores recebem um vale-alimentação de R$ 700 , o valor foi conquistado pela luta do movimento estudantil contra o valor anterior, R$ 250 . Além disso, os estudantes que vão até o Campus todos os dias, têm acesso ao vale-transporte do Benefício Socioeconômico (BSE) da Universidade que cobre 50% do valor das passagens.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Pró-reitora de Assuntos Estudantis, professora Giselle Guimarães, afirma que há planos de reestruturação da CEU I e do RU do Centro que, segundo ela, estão travados por falta de orçamento ou “vontade política”. Ela explica que os alunos têm a liberdade de escolher para qual Casa do Estudante desejam ir e que o motivo do esvaziamento da CEU I é a baixa procura. Além disso, a ida de mais moradores para o Centro implicaria na reestruturação dos gastos nas CEUs, Giselle afirma que a universidade prefere que os alunos permaneçam na CEU II, localizada no Campus de Camobi.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4066,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/08/IMG_9238-1-1024x683.jpg" alt="A foto na horizontal mostra um menino apoiado em uma janela, com o braço para fora, ele está observando a vista da cidade, onde ao fundo se encontram prédios e montanhas. Na imagem o estudante Robson, está na esquerda e se mostra de perfil encostado em uma janela, olhando para fora. Ele usa óculos e está vestindo um moletom cinza escuro com capuz branco, o cabelo é castanho escuro e está preso em um coque, Ainda ao fundo, vemos uma paisagem urbana da cidade de Santa Maria com prédios e, mais ao longe, montanhas cobertas por vegetação. A luz natural entra pela janela, iluminando levemente o rosto e a mão do homem. Se destacam tons de azul, verde, e creme na paisagem.
" class="wp-image-4066" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Robson diz não acreditar no interesse pela revitalização do prédio: “Eu acho que isso não vai acontecer, não vão revitalizar a moradia, o esvaziamento é proposital, é um projeto que já vem acontecendo há anos”. Ele destaca o fechamento do RU do Centro como fator chave para os estudantes não se interessarem pela CEU I: “Limitou as pessoas de virem para cá”. Enquanto isso,&nbsp; o berço da ocupação estudantil da UFSM já não grita com o fluxo de muitos estudantes e o que resta é o sussurro de uma moradia estudantil com metade de seus quartos vazios.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórteres:</strong>&nbsp;<em>Ellen Schwade e Thomas Machado</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Fotografia: </strong>Mathias Ilnick</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Contato:</strong></em> ellen.schwade@acad.ufsm.br / <em>thomas.souza@acad.ufsm.br</em> /  mathias.dalla@acad.ufsm.br</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>AMAmentar: nutrir no peito e na escuta</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/07/30/amamentar-nutrir-no-peito-e-na-escuta</link>
				<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 14:41:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=4031</guid>
						<description><![CDATA[Projeto acolhe mães e bebês para amamentação com cuidado, ciência e afeto
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":4032} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/Audioreportagem-Amamentar-3.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/Copia-de-TXT-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Mãe e bebê durante atendimento do Amamentar</figcaption>
										</figure>
		<p>Todo ser humano é mamífero, mas o ato de amamentar não é instintivo. Existe um ditado que diz: "Nasce um bebê, nasce uma mãe" e pode parecer que a amamentação nasce com eles. A mãe recebe o bebê, pega no colo, coloca no peito e pronto. Entretanto, a maternidade não é igual para todo mundo, uma amamentação adequada necessita mais do que instinto materno, necessita de informação. </p>
<p>Vinda da classe média do Rio de Janeiro, onde amamentar não era uma prática comum, Maria Clara da Silva Ramos tem raízes mais profundas com a amamentação. Ela guarda com muito carinho uma foto de sua mãe amamentando-a e foi essa memória que a motivou a querer amamentar seu próprio filho, aqui chamado de Ulisses.</p>
<p>Logo após seu nascimento, algumas pessoas comentavam que ele parecia preguiçoso para mamar. A rotina exaustiva de acordar a cada poucas horas para cuidar e amamentar o bebê é extremamente estressante: “Depois que nasce é que começa a dor, né? O parto em si a gente tem acompanhamento até lá, e depois a mãe fica completamente sozinha” afirma Maria Clara.</p>
<p>Nos primeiros dias de vida, durante o teste da orelhinha, a residente de Fonoaudiologia e participante do Amamentar, Adeline Zingler, identificou que o queixo do bebê era um pouco mais para trás. No dia seguinte, Ulisses já tinha uma consulta com o setor de Odontologia da UFSM.</p>
<p>Ulisses foi diagnosticado com a sequência de Pierre Robin (SPR), uma formação craniofacial que envolve uma série de problemas em sequência, precisou passar por uma cirurgia para corrigir o queixo e ficou 60 dias sem mamar. Durante esse período, Maria Clara continuou a tirar leite manualmente, um apoio fundamental que recebeu do projeto Amamentar. Tanto na parte técnica quanto no suporte emocional, a ajudou a resistir, mesmo quando algumas pessoas diziam que o mais fácil seria desistir.</p>
<p>O <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=63035"><b><i>Projeto Amamentar</i></b></a> da UFSM é coordenado pela professora Geovana de Paula Bolzan, do Departamento de Fonoaudiologia. Com atendimento gratuito a díades mãe-bebê, mais do que suporte técnico, promove vínculos afetivos essenciais para uma amamentação saudável e duradoura.</p>
<p>O Amamentar acompanha mães e bebês, ensina as mães sobre o aleitamento e ajuda os bebês a mamar. O que muitas vezes é um desafio, ganha esperança por meio de um atendimento seguro, informado e acolhedor. O caso do pequeno Ulisses, hoje com dois anos, exemplifica como o acesso a serviços públicos de qualidade pode transformar trajetórias marcadas por resistência e apoio. </p>
<p>Diante do dado do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil <a href="https://enani.estudiomassa.com.br/download/relatorio-4-aleitamento-materno/"><b><i>(ENANI-2019)</i></b></a>, que aponta que apenas 35,5% dos bebês brasileiros são amamentados exclusivamente até os seis meses, iniciativas como essa se mostram fundamentais para alcançar a meta da OMS de 60% até 2030, o que reforça que a amamentação bem-sucedida exige envolvimento físico, emocional, familiar e social.</p>
<p>Desde 2019, o Projeto Amamentar acolhe cerca de dez famílias por semana no Ambulatório de Pediatria do Hospital Universitário de Santa Maria <a href="https://www.instagram.com/husmufsm?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw=="><b><i>(HUSM)</i></b></a>, onde oferece atendimentos conduzidos por estudantes da graduação em diferentes fases de formação. Com escuta atenta, cuidado técnico e tempo dedicado a cada caso, o projeto nasceu para preencher uma lacuna no sistema de saúde do Hospital: enquanto bebês prematuros tinham acompanhamento, outros recém-nascidos com dificuldades na amamentação seguiam sem apoio. A iniciativa responde à desinformação e à solidão que cercam o início da maternidade e se torna um espaço de acolhimento, aprendizado e transformação para as famílias e para os futuros profissionais.</p>
<p>Para Maria Eduarda Zimmermann, estudante de Fonoaudiologia e integrante do Projeto Amamentar, o trabalho vai além do atendimento pontual: “A ideia é levar informação e seguir junto, acompanhando esses bebês desde o começo”. A equipe acompanha cada mãe pelo tempo necessário e oferece orientação clara, para resolver o máximo de demandas antes da alta. “Nosso primeiro objetivo é trazer segurança às famílias em relação à alimentação dos filhos”, explica a coordenadora Geovana.</p>
<p>Mais do que técnica, o foco é o cuidado integral. Desde o início, os estudantes são orientados a ter um olhar ampliado e atento ao desenvolvimento da criança como um todo, mesmo quando a queixa não é diretamente ligada à fonoaudiologia. Atendida no Amamentar, Fernanda Rodrigues já havia passado por duas gestações em que não conseguiu amamentar por conta da anatomia do mamilo. Agora, com o apoio da equipe, vive uma experiência diferente. Desde o início do acompanhamento, aprendeu técnicas que fizeram a diferença. Sente que pela primeira vez a amamentação está mais tranquila e segura: “Fico bem feliz por poderem me proporcionar uma melhor experiência na parte da amamentação”, destaca.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/Copia-de-TXT-768x512.jpg" alt="Mãe e bebê durante atendimento do Amamentar" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/Copia-de-TXT2-768x512.jpg" alt="Mãe e bebê durante atendimento do Amamentar" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/Copia-de-TXT3-768x512.jpg" alt="Mãe e bebê durante atendimento do Amamentar" /></figure>			
		<p>Alinhado à meta da OMS de alcançar 60% de aleitamento materno exclusivo até 2030, o Projeto oferece apoio técnico e emocional em um momento delicado e cheio de dúvidas para muitas mães. Com duas filhas mais velhas, Luana de Souza relata que a primeira sempre enfrentou dificuldades na amamentação. Na época, não teve acesso a diagnóstico ou suporte e conta que experiências em outras cidades foram desagradáveis, ao contrário do suporte que recebeu no Amamentar. </p>
<p>Com a filha mais nova, Manueli, Luana recebeu apoio desde o nascimento. Após a avaliação de frênulo lingual, o encaminhamento para cirurgia de frenectomia foi rápido, realizado por um projeto parceiro na Clínica de Cirurgia do Curso de Odontologia da UFSM. A melhora foi imediata: a bebê voltou a mamar bem, ganhou peso e o desconforto da mãe diminuiu. Luana conta que, sem esse suporte, talvez não conseguisse amamentar, algo que sempre desejou. Seu relato emociona ao relembrar a dor, as feridas e a persistência, agora marcadas por acolhimento e orientação contínua.</p>
<p>Tanto Maria Clara quanto Luana encontraram no Projeto Amamentar o suporte necessário para tornar a amamentação possível e tranquila. No caso de Manuela, o diferencial foi o acompanhamento antes, durante e após a frenectomia. Já Ulisses se beneficiou de um diagnóstico certeiro ainda nos primeiros dias de vida.</p>
<p>Adeline Zingler, responsável pelo atendimento de Ulisses, hoje é fonoaudióloga materno infantil e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgdch"><b><i>(PPGDCH)</i></b></a> na UFSM, além de continuar atuante no projeto. Para ela e para a equipe do ambulatório, o caso de Ulisses é um verdadeiro sucesso — resultado não apenas da intervenção profissional, mas também do comprometimento da família.</p>
<p>Adeline está ligada ao projeto desde a graduação, e a experiência foi um divisor de águas na sua carreira. Foi nesse trabalho que ela construiu sua trajetória na atuação fonoaudiológica voltada à amamentação e à alimentação infantil. “Para mim, ser a pessoa que auxilia a mãe a oferecer o primeiro alimento ao bebê, nutrir o bebê pela primeira vez, é isso que enche o meu coração de alegria”, afirma a fonoaudióloga.</p>
<p>Como exemplificam os relatos de mães atendidas pelo Projeto, informação, acolhimento e uma rede de apoio dentro e fora de casa fazem a diferença. Amamentar é um direito, não uma obrigação. Embora o leite materno seja o padrão-ouro da nutrição infantil, o caminho até a amamentação é cercado de desafios físicos, emocionais e sociais. </p>
<p>Com uma equipe multiprofissional, o projeto oferece escuta qualificada e apoio técnico, o que transforma um momento de insegurança em uma experiência de cuidado e vínculo. Mais do que alimentar, amamentar é também fortalecer o laço afetivo, estimular o desenvolvimento emocional e proteger a saúde da criança desde os primeiros dias de vida.</p>
<h2>Amamentação além do mito</h2>
<p>Amamentar é um processo único estabelecido entre o físico e o emocional, mas é rodeado de mitos. Mais do que nutrir, o aleitamento materno tem papel fundamental no desenvolvimento emocional, psíquico e linguístico do bebê. A fonoaudióloga Patrícia Menezes Vilas Boas Lapa mostra em sua pesquisa que, durante a amamentação e nas interações iniciais com a mãe, o bebê se vincula afetivamente por meio da voz materna, um registro de fala mais agudo e afetivo conhecido como “manhês”.</p>
<p>A amamentação esbarra em barreiras práticas, mas também em tabus históricos, culturais e sociais. Amamentar em público, por exemplo, ainda causa desconforto e até constrangimento, mesmo sendo um <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/03/12/senado-aprova-penalizacao-para-quem-impedir-amamentacao-em-local-publico#:~:text=Senado%20aprova%20multa%20para%20quem%20impedir%20amamenta%C3%A7%C3%A3o%20em%20local%20p%C3%BAblico,-Compartilhe%20este%20conte%C3%BAdo&amp;text=O%20Senado%20aprovou%2C%20em%20regime,privado%20sem%20sofrer%20qualquer%20impedimento"><b><i>direito protegido por lei</i></b></a><b><i>.</i></b> Muitas mães são julgadas, orientadas a se esconder em banheiros ou "salinhas" para amamentar, quando o ideal seria normalizar essa prática em qualquer ambiente saudável. </p>
<p>Segundo uma <a href="https://aleitamento.com.br/secoes/amamentacao/brasil-e-o-pais-onde-as-mulheres-sao-mais-criticadas-por-amamentar-em-publico/4703/"><b><i>pesquisa global sobre aleitamento</i></b></a>, realizada pela Lansinoh Laboratórios entre os meses de abril e maio de 2015, cerca de 47,5% das brasileiras relataram que já sofreram preconceito por amamentar em público. O número coloca o Brasil no topo da lista entre os países que mais censuram a mulher em um momento de vínculo entre mãe e bebê.  Entre os principais desafios está a volta ao trabalho, uma das principais causas do desmame precoce. Ainda que haja possibilidade de manter o aleitamento com planejamento, apoio e orientação sobre extração e armazenamento do leite, a realidade brasileira mostra um cenário desigual: <a href="https://revistacrescer.globo.com/colunistas/moises-chencinski-eu-apoio-leite-materno/coluna/2023/12/amamentacao-ainda-e-um-tabu.ghtml"><b><i>cerca de 40% das mulheres estão no mercado informal</i></b></a><b><i>,</i></b> sem direito a licença-maternidade, creche ou horários flexíveis. </p>
<p>Apesar dos desafios, os benefícios da amamentação são indiscutíveis. Ela reduz os riscos de doenças respiratórias, gastrointestinais e crônicas no bebê, diminui a mortalidade infantil e protege a saúde da mulher, já que reduz o risco de câncer de mama e ovário. Ainda assim, dados nacionais mostram que apenas um terço das mães mantêm o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Entre mães adolescentes, essa taxa é ainda menor, cerca de 25%. Baixa renda, pouca escolaridade, falta de apoio e instabilidade conjugal são os principais fatores que dificultam a continuidade do aleitamento nessas populações.</p>
<p>Para pensar a amamentação além do mito, surge o projeto de extensão Amamentar, vinculado ao curso de Fonoaudiologia da UFSM. O projeto oferece atendimentos gratuítos e auxilia em diversos aspectos do processo de aleitamento materno.</p>
<p>O intuito do Amamentar é acolher, informar, oferecer suporte e garantir que as mulheres possam exercer o seu direito ao aleitamento sem culpa, medo ou constrangimento. O ato de amamentar é um gesto de amor — mas, no Brasil, também é um ato de resistência.</p>
<p>Com um olhar atento às necessidades das famílias e um compromisso com o cuidado integral na primeira infância, o Projeto Amamentar se consolida como uma importante iniciativa de apoio ao aleitamento materno e ao desenvolvimento saudável dos bebês. <a href="https://drive.google.com/file/d/15ovYp-1BxhZsJ3OzCU_JwWxM-azHY7mB/view?usp=sharing"><b><i>A cartilha educativa</i></b></a>, disponível gratuitamente por QR Code, e o canal direto pelo Instagram são ferramentas valiosas para orientar e acolher as famílias após a alta hospitalar.</p>
<p>A parceria com o <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=63060"><b><i>Projeto Musicalização de Bebês</i></b></a>, coordenado pela professora Aruna Noal Gaspareto, ampliou ainda mais o impacto das ações, promovendo momentos de estímulo, afeto e conexão entre mães e bebês durante as tardes de atendimento no HUSM. Essa integração entre saúde, educação e arte demonstra o potencial transformador das ações interdisciplinares voltadas ao bem-estar infantil.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/Copia-de-FOTO-EQUIPE-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Equipe do Projeto Amamentar</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>Repórteres:</strong><em> Kethelyn Rodrigues Radunz e Emilly Wacht</em></p>
<p><strong>Fotografia: </strong><em>Emilly Wacht</em></p>
<p><b>Contato: </b><em>emilly.wacht@acad.ufsm.br/kethelyn.rodrigues@acad.ufsm.br</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        