<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=farmacia" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Fri, 03 Apr 2026 05:15:12 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>UFSM e Unisinos desenvolvem tecnologia que aumenta a durabilidade de testes de glicose</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/14/ufsm-e-unisinos-desenvolvem-tecnologia-que-aumenta-a-durabilidade-de-testes-de-glicose</link>
				<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 20:12:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71389</guid>
						<description><![CDATA[O foco é o desenvolvimento de polímeros capazes de reagir a estímulos externos, para proteger e liberar reagentes de forma controlada]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre a UFSM e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) está investigando o uso de revestimentos poliméricos termorresponsivos para aumentar a estabilidade e a durabilidade de enzimas utilizadas em biossensores eletroquímicos, como os testes de glicose amplamente utilizados no monitoramento de diabetes.

Coordenado pela professora Daiani Canabarro Leite, do Departamento de Física da UFSM, e pela pesquisadora Priscila Schmidt Lora, da Unisinos, o projeto tem como foco o desenvolvimento de polímeros capazes de reagir a estímulos externos, como a temperatura, para proteger e liberar reagentes de forma controlada.

Segundo a professora Daiani, os polímeros desenvolvidos funcionam como uma espécie de “cápsula protetora”, que envolve a enzima e impede sua degradação. “Esses materiais reagem a estímulos (por exemplo, à temperatura), liberando o reagente apenas no momento do teste. Isso aumenta a vida útil do produto e reduz a necessidade de armazenamento em condições especiais”, explica.

Na prática, o estudo busca aplicar essa tecnologia na construção de um biossensor de glicose mais estável, em que a enzima glicose oxidase é encapsulada pelo polímero. “Estamos testando se o revestimento desenvolvido pela Daiani pode reter a enzima dentro do produto e liberá-la apenas quando a temperatura for elevada”, complementa Priscila.

A parceria entre as universidades se dá de forma complementar: enquanto a equipe da UFSM é responsável pela síntese e caracterização dos polímeros, a Unisinos realiza os testes práticos nos sensores. “Trabalhamos com uma base comercial, um sensor já pronto. Aplicamos a enzima junto com o polímero e medimos o sinal elétrico gerado pela reação. Assim, conseguimos avaliar se o sistema funciona conforme o esperado”, detalha Priscila.

Além do avanço científico, o projeto representa um fortalecimento da colaboração entre instituições gaúchas. “É significativo ver duas universidades do Rio Grande do Sul, com compromisso científico e de inovação, unindo forças. Parcerias são fundamentais porque ninguém domina todo o conhecimento sozinho”, afirma Daiani.

Os impactos potenciais vão além da academia. De acordo com as pesquisadoras, o aumento da estabilidade das enzimas pode reduzir custos e perdas na produção de dispositivos médicos, especialmente em um país de clima instável como o Brasil. “Essas enzimas são sensíveis à luz e ao calor. Tornar esses produtos mais duráveis traz benefícios diretos à sociedade e à indústria”, destaca Daiani.

O projeto também inspirou uma iniciativa mais ampla: a criação de uma rede de pesquisadores do Rio Grande do Sul voltada ao desenvolvimento de sensores para a saúde. O grupo já reúne cerca de 40 pesquisadores de instituições como UFSM, Unisinos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), de Pelotas (UFPel) e de São Paulo (Unifesp), além de startups, o Senai Polímeros e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “Queremos unir forças, cada um contribuindo com o que tem de melhor. É impossível um pesquisador cuidar de todo o processo sozinho”, ressalta Priscila.

A pesquisa aponta para um futuro promissor, tanto para o avanço científico quanto para o fortalecimento da indústria nacional de dispositivos médicos, um setor que ainda carece de produção significativa no país. “Falamos de inovação, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico brasileiro”, conclui a pesquisadora.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Farmácia Escola da UFSM recebe medicamentos de todo o país</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/06/03/farmacia-escola-da-ufsm-recebe-medicamentos-de-todo-o-pais</link>
				<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 17:12:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65956</guid>
						<description><![CDATA[A ação visa ajudar os municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul a restabelecerem seus estoques]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-65957 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/farmacia-escola.jpeg" alt="" width="502" height="282" />A Farmácia Escola da UFSM está recebendo doações de medicamentos de todo o país. O projeto é coordenado pelo professor Rodrigo Silveira Pinto, do departamento de Farmácia Industrial da Universidade. A ação visa auxiliar os municípios do Rio Grande do Sul a restabelecerem seus estoques de medicamentos do SUS, após terem sido afetados por enchentes ou dificuldades logísticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa envolve diversas entidades, como universidades, entre elas a UFSM, a Universidade Franciscana, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de conselhos de profissionais da saúde e ONGs, como a Associação Santamariense de Farmacêuticos (ASFARMA) e o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS RS). Todos se uniram para organizar a logística de doações, a triagem dos medicamentos, a distribuição para os municípios e o acompanhamento das necessidades de cada localidade. </span></p>
<h3>Logística e doações </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Inicialmente, as doações recebidas passam por uma triagem para avaliar sua qualidade e validade. Após, elas são separadas por classe terapêutica e incorporadas ao sistema <a href="https://tamojuntors.com.br/">TamoJuntoRS</a>, plataforma criada para auxiliar nessa ação. Através dela, os secretários de saúde ou farmacêuticos dos municípios afetados podem entrar no sistema e solicitar os medicamentos que estão precisando. "Com a lista de necessidades dos municípios, geramos uma planilha semanal enviada aos doadores de medicamentos para atender à demanda não cumprida. Após o pedido ser feito, os medicamentos são separados e lançados no sistema", explica o professor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A partir daí, os medicamentos são distribuídos aos municípios, de acordo com as necessidades. Dependendo da localidade, os medicamentos são entregues por via aérea, se o local for de difícil acesso, ou via terrestre, caso as estradas estejam em condições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor explica que as doações dos medicamentos do projeto são feitas por organizações não governamentais e que as entidades vinculadas ao governo têm sua própria via de doação. Pessoas físicas podem fazer doações via Pix (chave CNPJ ASFARMA-SM: 95619912/0001-52), pelo canal de comunicação da Associação Santamariense de Farmacêuticos. O dinheiro arrecadado será utilizado na compra de mais medicamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em caso de dúvidas sobre o processo de doação, os interessados podem contatar diretamente o Coordenador do projeto, Rodrigo Silveira Pinto, pelo número  51 982732571.</span></p>
<h3>Comitê de Crise </h3>
<p><span style="font-weight: 400">No  município de Santa Maria foi criado um Comitê de Crise, formado por representantes da UFSM, UFN, Associação dos Farmacêuticos do RS (AFARGS), ASFARMA e COSEMS RS. Esse grupo gerencia as ações que são feitas através de reuniões semanais para avaliar o progresso do trabalho. Nos encontros, os medicamentos que não estão em estoque são listados como necessidades a serem atendidas e essa lista é enviada aos doadores para que possam ajudar a suprir a demanda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os impactos dessa ação são significativos nos municípios beneficiados, pois garantem o acesso das cidades aos medicamentos disponibilizados no sistema TamoJuntoRS. Além disso, a rede logística criada permite que os medicamentos cheguem de forma rápida e segura aos locais afetados, mesmo em situações de difícil acesso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Silveira, a ação já ajudou alguns municípios no polo de Santa Maria, região central do estado. Os municípios já beneficiados são: Santa Maria, Faxinal do Soturno, Agudo, Ivorá, Nova Palma, Restinga Seca, Silveira Martins, Mata, Toropi, Dona Francisca, São Gabriel, Pinhão Grande, São José do Norte, Camaquã, Vila Nova do Sul e Candelária. </span></p>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: João Pedro Sousa, acadêmico de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Servidores da UFSM se mobilizam em ações de apoio aos participantes do Enade 2023</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/12/01/servidores-da-ufsm-se-mobilizam-em-acoes-de-apoio-aos-participantes-do-enade-2023</link>
				<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 11:04:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[CSA]]></category>
		<category><![CDATA[Enade]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=64712</guid>
						<description><![CDATA[O exame ocorreu no domingo (26) e mobilizou servidores a prestar apoio aos mais de mil estudantes de 31 cursos da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64713" align="alignright" width="487"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/12/image2.jpg"><img class="wp-image-64713" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/12/image2.jpg" alt="foto vertical colorida com quatro pessoas, 3 homens e 1 mulher, ela aponta com uma mão para um pote que segura, com algo a ser dado, como bombons. Eles estão abraçados lado a lado" width="487" height="654" /></a> Representantes do curso de Engenharia de Produção da UFSM Campus Sede[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Para um bom desempenho em uma avaliação, o aluno não depende apenas do conhecimento adquirido com os estudos, mas também de apoio e confiança para se sentir seguro e capaz. Pensando nisso, as coordenações de cursos, docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs) da UFSM resolveram auxiliar os alunos inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado no último domingo (26), por meio de palavras de apoio e encorajamento e da distribuição de canetas e lanches. </span></p>
<h3>Ações dos servidores</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os estudantes contaram com o preparo prévio para o exame, como no caso do curso de Farmácia, que ofereceu para os participantes uma roda de conversa com diversos professores. “Muitos nos retornaram dizendo que foi bem importante. No geral, o pessoal saiu com a sensação de que a prova estava acessível”, conta o coordenador do curso de Farmácia do Campus Sede, Clóvis Paniz. Ele e outros colegas também estiveram presentes no local de prova oferecendo incentivo aos alunos. “Ficamos acompanhando a chegada dos alunos, conversando, motivando e animando para a prova. de forma bem leve e descontraída”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com isso, o cuidado dos servidores foi além da revisão dos conteúdos, eles se preocuparam também em reforçar a dose de confiança dos alunos. Segundo a coordenadora substituta do curso de Nutrição do Campus UFSM de Palmeira das Missões, Vanessa Ramos Kirsten, os professores de Nutrição estiveram presentes tanto Palmeira das Missões quanto em Santa Maria para realizar a distribuição de água, caneta na cor preta, e o mais importante, “apoio e desejo de boa sorte!”.</span></p>
[caption id="attachment_64714" align="alignleft" width="699"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/12/image1.jpg"><img class="wp-image-64714" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/12/image1.jpg" alt="foto colorida horizontal com um grupo de mulheres em selfie, sorrindo, uma delas segura uma criança pequena" width="699" height="394" /></a> Representantes do curso de Nutrição de Palmeira das Missões[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Os aproximadamente 62 participantes dos cursos de Agronomia, Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Florestal do Campus da UFSM de Frederico Westphalen também foram recepcionados com mensagens de carinho e incentivo, além da distribuição de canetas pretas e balas na Escola Estadual Técnica José Cañellas, local designado para aplicação da prova no município. A iniciativa foi organizada pela Comissão Setorial de Avaliação (CSA/FW), e também estiveram presentes o diretor da Unidade, Braulio Otomar Caron, e a vice-diretora, Eliane Pereira dos Santos, além de  professores dos cursos.</span></p>
<h3>O exame</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O Enade tem como objetivo avaliar e acompanhar o processo de aprendizagem dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do curso de graduação, bem como as competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional dos estudantes. O exame, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é um dos componentes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que analisa as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. </span></p>
[caption id="attachment_64715" align="alignright" width="655"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/12/image4.jpg"><img class="wp-image-64715" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/12/image4.jpg" alt="foto colorida horizontal com sete pessoas, homens e mulheres, abraçados lado a lado, em um corredor coberto protegido do sol" width="655" height="369" /></a> Iniciativa foi da Comissão Setorial de Avaliação (CSA) de Frederico Westphalen[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A avaliação, realizada anualmente, contou com 408.037 inscritos em todo o país. Já na UFSM, foram inscritos 1.351 estudantes de todos os campi, concluintes de 31 cursos. Mesmo a prova sendo realizada todos os anos, os cursos são intercalados em um intervalo de três anos. Em 2023, foram avaliados cursos de bacharelado em áreas como ciências da saúde, ciências rurais, ciências naturais, ciências sociais aplicadas e engenharias. Além disso, também foram avaliados cursos superiores de tecnologia das áreas de estética e cosmética; gestão ambiental; radiologia; gestão hospitalar; segurança no trabalho; e agronegócio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os discentes puderam escolher o local de prova de acordo com a disponibilidade, já que muitos realizam estágios e outras atividades fora dos municípios onde ficam localizados os campi da universidade. A coordenadora substituta do curso de Nutrição da UFSM-PM, Vanessa Ramos Kirsten, conta que os 26 alunos do curso estavam distribuídos pelas cidades de Santa Maria, Palmeira das Missões, Frederico Westphalen, Santa Rosa, Porto Alegre e Teresópolis, Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A relação dos estudantes em situação regular com o Enade deve ser divulgada no dia 4 de Janeiro. Já para os alunos que não puderam comparecer por motivos citados no edital, os pedidos de dispensa poderão ser feitos entre 4 de janeiro e 9 de fevereiro de 2024. A medida só é válida para os que já responderam o Questionário do Estudante, obrigatório para todos os concluintes, que visa levantar dados que caracterizam o perfil do estudante e seus processos formativos. As respostas são aliadas aos resultados do Enade e contribuem para o cálculo do dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior. O prazo para o preenchimento do Questionário do Coordenador de Curso começou na segunda (27) e vai até 8 de dezembro. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Júlia Weber, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span></i><em>Fotos: Divulgação<br /></em><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto entrevista a população de cinco municípios para avaliar o seu grau de letramento em saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/16/projeto-entrevista-a-populacao-de-cinco-municipios-para-avaliar-o-seu-grau-de-letramento-em-saude</link>
				<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 20:38:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=64556</guid>
						<description><![CDATA[Serão entrevistadas ao todo 1.600 pessoas, nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Campo Grande e Dourados]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um projeto no qual a UFSM está inserida tem visitado domicílios para identificar as dificuldades que as pessoas têm ao interpretar e usar informações de saúde, o que inclui a leitura de receitas médicas, bulas de medicamentos e resultados de exames laboratoriais, entre outras. Também estão incluídas no projeto as universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e de Pelotas (UFPel), bem como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. A pesquisa é realizada nas cidades-sede das universidades gaúchas (Santa Maria, Porto Alegre e Pelotas) e também em Campo Grande e Dourados (MS).

O projeto <a href="https://www.ufrgs.br/letramentoemsaude/" target="_blank" rel="noopener">Letramento em Saúde</a> tem a coordenação geral da professora Tatiane da Silva Dal Pizzol e da doutoranda em Epidemiologia Patricia Romualdo de Jesus, ambas da Ufrgs. A coordenação local, na UFSM, é da professora Liziane Maahs Flores, tendo a professora Edi Franciele Ries como corresponsável. Ambas docentes do Departamento de Saúde Coletiva e do curso de Farmácia, elas contam atualmente com a dedicação de 12 estudantes do curso de Medicina da UFSM atuando como entrevistadores, além do apoio dos gestores do departamento e do Centro de Ciências da Saúde (CCS) para encaminhamentos necessários ao projeto.

Aprovado em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto conta com recursos de R$ 120 mil para a sua execução. A amostra total de entrevistados, que inclui as cinco cidades mencionadas acima, foi definido em 1.600 pessoas, sendo 380 entrevistas para cada uma das capitais (Porto Alegre e Campo Grande) e 280 em cada município-polo do interior (Santa Maria, Pelotas e Dourados).

A população do estudo é constituída por brasileiros maiores de idade, que saibam ler e escrever, residentes em domicílios particulares permanentes, nas áreas urbanas dos cinco municípios estudados em 2023. Para o sorteio da amostra, foram considerados os setores censitários das áreas urbanas do Censo 2021. O processo de amostragem foi orientado por uma estatística.

Em Santa Maria, as entrevistas começaram no dia 21 de outubro, com previsão de término para 1º de dezembro. São realizadas perguntas sobre as características das pessoas, incluindo situação socioeconômica, condições de saúde, como entendem as informações de saúde e como usam a internet para obter informações sobre saúde.

O projeto tem o objetivo de chamar a atenção da população em geral sobre o que é o letramento em saúde e sobre a importância de se conhecer o grau de letramento em saúde do povo brasileiro, para que se proponham ações educativas nesse sentido.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seleção brasileira de pádel realiza avaliações físicas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/20/selecao-brasileira-de-padel-realiza-avaliacoes-fisicas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 18:17:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=62621</guid>
						<description><![CDATA[Além de contribuir com a preparação dos atletas para o campeonato mundial, a iniciativa busca tornar o CEFD uma referência em avaliação esportiva no sul do país]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Uma parceria entre a Confederação Brasileira de Pádel (Cobrapa) e a UFSM tem contribuído para o sonho do título mundial na modalidade. Isso porque, durante o mês de junho, atletas da seleção masculina adulta e da categoria de base estiveram no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM para a realização de avaliações físicas. Os testes foram realizados pelo Grupo de Laboratórios Associados (Glass) e fazem parte da preparação da delegação para o Mundial de Pádel, que acontece em novembro, no Paraguai. No dia 8 de junho, foram aplicados testes em sete atletas da seleção brasileira de pádel na sala do Glass, localizado no térreo do prédio 51 do campus sede da UFSM. O CEFD recebeu ainda, em seus ginásios, cerca de 80 crianças e adolescentes das categorias de base do pádel, que participaram – junto com seus pais e responsáveis – de um ciclo de palestras e treinos.

[caption id="attachment_62529" align="alignright" width="638"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/DSC_0660.jpg"><img class=" wp-image-62529" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/DSC_0660-300x199.jpg" alt="" width="638" height="423" /></a> Os testes na seleção adulta foram aplicados por uma equipe multidisciplinar comandada por professores da UFSM[/caption]

O Glass foi criado em 2018 para realizar avaliações de atletas de alto rendimento a partir de quatro áreas: bioquímica, cineantropometria, biomecânica e fisiologia. Em 2022, a iniciativa foi contemplada em um edital do Ministério do Esporte que viabilizou a compra de equipamentos. De lá para cá, atletas de diferentes modalidades têm desembarcado em Santa Maria para avaliação, incluindo a equipe brasileira de pádel.

O coordenador do grupo, Fábio Lanferdini, explica que os testes realizados nos atletas englobam habilidades essenciais para um jogo de pádel – que incluem força, agilidade e resistência cardiorrespiratória. Para isso, são utilizados equipamentos de ponta, como o dinamômetro isocinético, um aparelho que avalia a rotação do ombro ao simular o movimento do esportista em uma partida. “Aqui a gente faz alguns testes relacionados à morfologia, ou seja, como os músculos estão. Também avaliamos o equilíbrio entre o lado direito e esquerdo, já que o desequilíbrio pode ser um risco de lesão. Então, é bem importante que haja essa avaliação”, completa Fábio.

<b>Trajetória rumo ao pódio</b>

Foi a primeira vez que os atletas da equipe adulta de pádel realizaram esse tipo de preparação. Para o treinador da seleção, Patric Vaz Leaes, a vinda a Santa Maria significa ter à disposição um dos únicos centros com alta performance em equipamentos do Brasil. “Esse é um sonho que estamos realizando. Desde 2021, a gente constatou a necessidade de buscar o alto rendimento dos atletas para que possam se desenvolver da melhor forma possível”, comenta.

A equipe está em fase de preparação para a disputa do Campeonato Mundial de Pádel. Para os próximos meses, que antecedem o campeonato, o objetivo é realizar novas avaliações para acompanhar o desempenho dos atletas e auxiliar no treinamento. O atleta Lucas Silveira da Cunha avalia de forma positiva a vinda para Santa Maria porque, com os dados, será possível medir o rendimento individual e apontar falhas, que serão trabalhadas posteriormente nos treinamentos. “Também é um momento de união da nossa equipe, porque os atletas são de localidades diferentes. E claro, super importante para que a gente possa obter esses dados e nos motivar para as competições”, completa Lucas.

[caption id="attachment_62622" align="alignleft" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-13-at-3.26.44-PM.jpeg"><img class=" wp-image-62622" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-13-at-3.26.44-PM-300x200.jpeg" alt="" width="642" height="428" /></a> O CEFD também recebeu crianças e adolescentes das categorias do pádel, que participaram de um ciclo de treinos e palestras[/caption]

<b>Preparação desde a base</b>

A poucos metros dos laboratórios do Glass, outra avaliação estava sendo realizada no Ginásio Didático, com os atletas da categoria de base da modalidade. Diferentemente da equipe adulta, já é a terceira vez que eles executam testes em Santa Maria. O docente da UFSM e responsável pelo contato com a Cobrapa, Lorenzo Laporta, afirma que a avaliação física é fundamental desde o começo da trajetória profissional dos atletas, já que, a partir dela, é possível acompanhar as evoluções individuais e orientar a comissão técnica no trabalho, bem como nas convocações.

O docente ainda explica que, após a realização dos testes, acontece a coleta de dados, que são entregues de forma individual para cada atleta. Assim, em suas respectivas cidades, eles conseguem trabalhar de forma mais assertiva. “E todo esse trabalho é realizado por diversos departamentos, como fisioterapia, medicina, nutrição e psicologia, que atuam juntos para oferecer um acompanhamento multidisciplinar”, completa Lorenzo.

<b>Contribuições para o presente e o futuro do CEFD</b>

Além de contribuir com o sonho do título mundial, a atividade realizada no CEFD cria um ambiente prático para capacitar professores, servidores técnico-administrativos e alunos na avaliação esportiva. O trabalho desenvolvido na iniciativa também faz parte de um plano maior: tornar o CEFD uma referência em avaliação esportiva no sul do país. “É um processo de crescimento geral. Queremos transformar o CEFD em um lugar de referência. Os atletas não precisam ir para a Europa fazer essas coletas, eles podem fazer aqui em Santa Maria, aqui na Universidade Federal de Santa Maria. Temos toda nossa estrutura à disposição”, afirma Lorenzo.

Até o momento, a iniciativa já avaliou mais de 300 atletas de diferentes modalidades, como futsal, canoagem e futebol americano. “A ideia é ir atrás de diferentes esportes e, a partir deles, construir protocolos para acompanhar atletas ao longo de toda a temporada”, comenta Fábio.

Outras informações sobre a visita da seleção brasileira de pádel constam na matéria produzida pela TV Campus:

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=thXGR45bJo0[/embed]

<i>Texto: Thais Immig, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias, com informações da Subdivisão de Comunicação do CEFD</i>

<i>Fotos: Camila Matheus Behenck</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nota de falecimento da acadêmica Thainá Gularte Santana</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/02/15/nota-de-falecimento-da-academica-thaina-gularte-santana</link>
				<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 14:10:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Nota de Falecimento]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=61221</guid>
						<description><![CDATA[O curso de Farmácia da UFSM comunica, com pesar, o falecimento da acadêmica Thainá Gularte Santana, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (15) no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O velório segue até as 16h30, na Capela Mortuária da Avenida Hélvio Basso. O enterro ocorrerá no Cemitério Ecumênico Municipal. Condolências aos familiares, amigos, colegas e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-family: arial, sans-serif">O curso de Farmácia da UFSM comunica, com pesar, o falecimento da acadêmica Thainá Gularte Santana, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (15) no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O velório segue até as 16h30, na Capela Mortuária da Avenida Hélvio Basso. </span>O enterro ocorrerá no Cemitério Ecumênico Municipal.</p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif">Condolências aos familiares, amigos, colegas e professores.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Herbário da UFSM inicia atividades comemorativas ao seu aniversário de 85 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/11/07/herbario-da-ufsm-inicia-atividades-comemorativas-ao-seu-aniversario-de-85-anos</link>
				<pubDate>Mon, 07 Nov 2022 19:24:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[herbário]]></category>
		<category><![CDATA[jardim botânico]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=60321</guid>
						<description><![CDATA[A programação começou em 14 de outubro e segue até fevereiro de 2023, como atividades como palestras e oficinas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Fundado em 1938 pelo professor e médico Romeu Beltrão e indexado internacionalmente desde 1978, o <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/jardim-botanico/herbario-smdb/" target="_blank" rel="noopener">Herbário SMDB</a> iniciou uma programação de atividades em comemoração ao seu aniversário de 85 anos de existência. Romeu foi professor de botânica e farmácia anteriormente à fundação da universidade. Após o início das atividades da UFSM, ele se vinculou à instituição e a coleção foi incorporada a ela, inicialmente inserida no Departamento de Biologia – por isso a sigla SMDB, que significa “Santa Maria Departamento de Biologia” – e, posteriormente vinculada ao <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/jardim-botanico/" target="_blank" rel="noopener">Jardim Botânico da UFSM</a>, órgão suplementar do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). Como o Herbário não possui uma data específica de fundação, apenas a certeza de que a coleção foi iniciada em 1938, decidiu-se comemorar o seu aniversário no mês de nascimento de Beltrão. Assim, em fevereiro de 2023 celebram-se os 85 anos do Herbário SMDB.

O Herbário tem inúmeros usos. O principal deles é como coleção científica para estudos de taxonomia – destaca-se a identificação de plantas, tombamento de testemunhos de pesquisas, etc. Porém, há várias outras funções, como coleção de referência para identificação de plantas, registros sobre mudanças ambientais, descoberta da época de floração, locais onde há espécimes raras, assim como a verificação da ocorrência de plantas que estão se tornando invasivas, entre outras. Em resumo, é um banco de dados botânicos de referência nacional e internacional.

A curadora do Herbário, professora Liliana Essi, aponta estudos que mostram que há mais de cem usos para um herbário e, na universidade, um dos mais importantes é como um espaço de extensão. Afinal, é um local aberto a toda a comunidade escolar e acadêmica (tanto da UFSM quanto de outras instituições), bem como para pesquisadores e comunidade em geral. Ou seja, está à disposição de qualquer um que tenha interesse em conhecê-lo.

Os feitos ao longo dos 85 anos se deram em etapas bem definidas. Liliana ressalta que, para além de pensar em acontecimentos expressivos, é preciso considerar que apenas a criação do Herbário, no interior do estado, em 1938, já foi um grande feito para a época. Mas ela destaca alguns marcos, como a participação de importantes botânicos do Rio Grande do Sul na construção da coleção. Um deles foi Balduíno Rambo, que também fez campanha pela criação do Jardim Botânico de Porto Alegre, reivindicou a declaração do Parque Itaimbezinho como parque nacional, organizou o Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais e propiciou, através de suas pesquisas, a criação de um acervo de 50 mil exemplares de plantas, em 1948, o que representa cerca de 90% da flora nativa.

Outro destaque foi o início do processo de digitalização do acervo, em que foram passadas todas as informações de uma “biblioteca de plantas” para um sistema que pode ser acessado por qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. Inicialmente, foram anexadas apenas as informações das etiquetas. Agora a equipe trabalha para adicionar também as imagens das plantas. Dessa forma, este acervo online torna-se um dos destaques mais recentes, marcantes e inovadores, uma vez que permite a visibilidade do trabalho desempenhado no Herbário a nível mundial. O herbário participa de uma rede dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), que organiza um grande herbário virtual chamado <a href="https://specieslink.net/" target="_blank" rel="noopener">Specieslink</a>, e é nele que se encontra o <a href="https://specieslink.net/col/SMDB/" target="_blank" rel="noopener">acervo digitalizado</a>.

O espaço físico do Herbário está localizado no prédio 21, no segundo andar. Liliana conta que existem planos para transferi-lo para um espaço maior, mais adequado ao tamanho da coleção, junto ao Jardim Botânico.

<b>Comemorações –</b> As atividades comemorativas foram pensadas de acordo com os principais interesses dos botânicos. Nas duas atividades já realizadas, por exemplo, foram expostas técnicas de fotografia de espécies vegetais e a produção de mapas, pensando na distribuição fitogeográfica. As próximas atividades oferecidas serão o Curso sobre Óleos Essenciais, que será ministrada pela professora Berta Heinzmann (do Departamento de Farmácia Industrial da UFSM), e a palestra sobre o Parque Municipal dos Morros, com a gestora do parque, Marina Deon, ambas no dia 18 de novembro.

“Toda a programação é voltada à conservação ambiental, aos botânicos e ao público leigo, não só acadêmico, mas também à comunidade em geral. Assim, nos meses de outubro, novembro e dezembro, haverá atividades diversas e oficinas de capacitação e, em fevereiro de 2023 (em data a ser divulgada), está prevista uma grande confraternização para encerrar as atividades comemorativas dos 85 anos”, declara a curadora.

A organização do evento é realizada pela professora Liliana e pelas técnicas de laboratório Viviane de Oliveira Garcia e Benardete Panno – que, inclusive, está no herbário há mais tempo que os curadores. No cotidiano do Herbário também colaboram estudantes e professores. Para se inscrever e conferir a programação completa alusiva aos 85 anos do Herbário, os interessados devem acessar o <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeX9FvmUPMRXg_2vL5cCwgBibPcb-cr7IU0XfIHFY32s-qd5w/viewform" target="_blank" rel="noopener">formulário de inscrição</a>.

<i>Texto: Subdivisão de Comunicação do CCNE</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Farmácia Escola da UFSM: espaço de produção e aprendizagem acadêmica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/10/03/farmacia-escola-da-ufsm-espaco-de-producao-e-aprendizagem-academica</link>
				<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 10:24:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[farmácia escola]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[Odontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59872</guid>
						<description><![CDATA[Órgão auxilia cursos e setores com
produtos e estágios, e poderá voltar a vender para a comunidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_59873" align="alignright" width="318"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/98874854_1615328685302367_3003899917720451826_n.jpg"><img class="wp-image-59873" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/98874854_1615328685302367_3003899917720451826_n.jpg" alt="foto vertical colorida, em primeiro plano uma mulher, com jaleco, toca e máscara brancas, manipula produtos sobre uma balança em uma bancada" width="318" height="672" /></a> Laboratório manipula medicamentos e cosméticos para atividades acadêmicas[/caption]
<p>Surgida em 1985, a Farmácia Escola (FE) é um órgão suplementar do Centro de Ciências de Saúde (CCS) da UFSM que dispõe de um laboratório de manipulação de medicamentos e cosméticos que atendam às necessidades de unidades e programas de pós-graduação da Universidade. O setor está localizado no anexo B do Prédio 26, em frente ao xerox do CCS, e pode ser contatado pelo e-mail farmaciaescola@ufsm.br ou encontrado nas <a href="https://www.facebook.com/farmaciaescola.ufsm/" target="_blank" rel="noopener">redes sociais</a>.</p>
<p>Até 2015, a Farmácia Escola vendia produtos industrializados a pessoas físicas por intermédio da dispensação. Porém, por questões burocráticas, o setor ficou impossibilitado de comercializar. A partir de 2018, a manipulação de produtos para pessoas também foi proibida.</p>
<p>Dessa forma, o órgão segue ativo por meio da distribuição de produtos a diversos departamentos da UFSM, como os cursos de Fisioterapia, Odontologia, o Colégio Politécnico e o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). As encomendas são feitas dos próprios centros para a Farmácia Escola, por meio da transferência de recursos financeiros.</p>
<p>De acordo com a coordenadora, Marila Crivellaro Lay Marchiori, e a responsável técnica, Ana Paula de Oliveira Ferreira, a existência do órgão é importante para o desenvolvimento dos acadêmicos do curso de Farmácia, uma vez que o setor também tem como objetivo a melhoria da qualidade de ensino por meio da oferta de estágios curriculares obrigatórios e voluntários.</p>
<p>Além disso, a coordenação da FE está em conversas com a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs) para voltarem a vender produtos à comunidade em geral. A expectativa é de que, caso as negociações entre a Faurgs e a UFSM evoluam, a comercialização retorne no primeiro semestre de 2023.</p>
<p><em>Texto: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Foto: Reprodução/Facebook</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM vai contar com o primeiro laboratório do interior do RS com nível de biossegurança 3</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/09/12/ufsm-vai-contar-com-o-primeiro-laboratorio-do-interior-do-rs-com-nivel-de-biosseguranca-3</link>
				<pubDate>Mon, 12 Sep 2022 22:43:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59657</guid>
						<description><![CDATA[O Laboratório NB-3 Neuroimunologia da UFSM terá condições para a pesquisa com amostras vivas do novo coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_59658" align="alignright" width="580"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/IMG-20220912-WA0028.jpg"><img class=" wp-image-59658" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/IMG-20220912-WA0028-200x300.jpg" alt="" width="580" height="871" /></a> Um dos principais equipamentos no interior do laboratório é a cabine de biossegurança, que é onde os pesquisadores vão manipular as amostras[/caption]

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Desde que o mundo foi pego de surpresa pela pandemia de Covid-19, buscam-se respostas sobre o modo de contaminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2), de como ele provoca a síndrome respiratória aguda grave e, principalmente, de formas eficazes de tratamento e profilaxia. Com a criação do Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB-3) de Neuroimunologia, que vai começar a funcionar em breve, a UFSM dá um passo adiante para que seus pesquisadores possam buscar por si próprios, e de forma segura, respostas satisfatórias para esses questionamentos. Este é o primeiro laboratório com a classificação NB-3 do interior do Rio Grande do Sul. Além do novo coronavírus, o laboratório também oferece condições para a pesquisa de outros microrganismos que causam doenças potencialmente letais, incluindo vírus que provocam doenças como a Aids, febre amarela, gripe A, dengue, Zika e Chikungunya e bactérias como o bacilo de Koch (causador da tuberculose).</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">O laboratório localiza-se no prédio 15B do campus sede da UFSM. De acordo com a sua coordenadora, professora Micheli Mainardi Pillat, a ideia de adaptar um laboratório do prédio para o nível NB-3 surgiu ainda no início da pandemia. Ela relata que, quando professores e acadêmicos dos programas de pós-graduação em Farmacologia e Ciências Farmacêuticas começaram a fazer pesquisas com o novo coronavírus (contando com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul – Fapergs), aproximadamente 60% do trabalho tinha de ser feito em Porto Alegre, em um laboratório da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), já que a UFSM não dispunha de um laboratório no qual se pudesse trabalhar com a cultura do vírus.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Esses programas de pós-graduação da UFSM já tinham o espaço físico e alguns dos equipamentos necessários para a instalação de um laboratório NB-3, como um <i>ultrafreezer</i> com capacidade de resfriamento de - 80 ºC e uma autoclave de barreira (usada para a esterilização de materiais). As adaptações foram realizadas pela empresa Biosafe Biossegurança Brasil, especializada no projeto e construção desse tipo de laboratório e que foi também responsável pelo treinamento dos professores, técnicos e alunos que vão atuar no Laboratório NB-3 Neuroimunologia.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Entrada –</b> No laboratório NB-3, é permitida somente a entrada de um número restrito de pesquisadores e técnicos autorizados, e para os quais a porta somente abre por meio da verificação por sensor biométrico. O espaço é aberto apenas para a entrada e saída das pessoas autorizadas e das amostras em pesquisa. E, para isso, existe um protocolo complexo que precisa ser rigorosamente obedecido.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Antes de uma pessoa entrar no laboratório NB-3, ela tem de passar por duas antecâmaras. A primeira delas (também conhecida como “antecâmara limpa”) é para a higienização das mãos e para vestir o equipamento de proteção individual (EPI), que inclui máscara PFF 2 ou N 95, máscara <i>face</i> <i>shield</i>, macacão, avental, luvas, óculos de proteção, calçados de segurança e propés. Como essas peças são todas descartáveis, e podem ser usadas somente uma vez, sempre que uma pessoa sai do laboratório deve despir o EPI na segunda antecâmara – também conhecida como “antecâmara suja”, pois recebe os pesquisadores e técnicos após saírem do laboratório.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Para alguém entrar no laboratório, tem de atravessar três portas – localizadas entre o corredor do prédio e a primeira antecâmara; entre a primeira e a segunda antecâmara; e entre a segunda antecâmara e o interior do laboratório. As três portas funcionam por sistema de intertravamento, ou seja, para abrir uma delas, é necessário que as outras duas estejam totalmente fechadas.</span>

[caption id="attachment_59659" align="alignright" width="635"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/IMG-20220912-WA0000.jpg"><img class=" wp-image-59659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/IMG-20220912-WA0000-300x211.jpg" alt="" width="635" height="447" /></a> No final de julho, os professores, técnicos e alunos que vão atuar no laboratório passaram por um treinamento, que incluiu a manipulação do display onde constam as condições de pressão, temperatura, umidade e renovação do ar[/caption]

<span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Ar, pressão, temperatura e umidade –</b> No corredor do prédio, ao lado da porta de acesso à “antecâmara limpa”, há um medidor analógico para o controle da pressão no seu interior; logo abaixo, está um <em>display</em> digital que – além da pressão no interior do laboratório e das duas antecâmaras – informa também condições como temperatura, umidade e renovação do ar no interior desses recintos.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Tanto o laboratório como as duas antecâmaras têm um sistema de pressurização que garante que a pressão seja negativa no interior desses recintos. Esse é um expediente importante para obstruir a saída e propagação dos vírus e bactérias pesquisados no laboratório. Isso porque um ambiente com pressão menor “suga” o ar quando se comunica a um ambiente com pressão maior. Por isso, a cada porta que se abre para entrar no laboratório, a pressão decai gradativamente. Na primeira antecâmara, ela é de - 10 Pa; na segunda, é de - 20 Pa; por fim, dentro do laboratório, a pressão é de - 40 Pa.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">A pressurização desses ambientes é sustentada por um sistema centralizado e duplicado de condicionamento, exaustão e renovação do ar, para cujo funcionamento foi necessária a construção de uma verdadeira “casa de máquinas” no lado de fora. Além de realizar 27 trocas de ar por hora dentro do laboratório, fica a cargo desse sistema a manutenção da temperatura ambiente em cerca de 20 ºC e a umidade relativa do ar em aproximadamente 65%. A duplicação do sistema de ar é necessária para, no caso de falha no ar-condicionado principal, um outro de reserva entrar em operação. O laboratório também é protegido contra quedas de energia elétrica, pois está conectado a um gerador no lado de fora do prédio. E, para o caso de uma eventual emergência, foi instalado um sistema de alarme.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Dentro do laboratório –</b> O protocolo de segurança exige que, sempre que um pesquisador ou técnico entrar no laboratório, precisa estar acompanhado de pelo menos dois auxiliares – um dentro e outro do lado de fora do recinto. Caso o pesquisador necessite de algo que não esteja no laboratório, o auxiliar que fica de sobreaviso na parte externa pode levar até ele utilizando-se do <i>pass through</i>, que consiste em uma pequena caixa para passagem de materiais, comunicando o interior com o exterior do laboratório.</span>

[caption id="attachment_59660" align="alignleft" width="564"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/IMG-20220912-WA0014.jpg"><img class=" wp-image-59660" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/IMG-20220912-WA0014-300x200.jpg" alt="" width="564" height="376" /></a> Além da cabine de biossegurança (à esq.), um dos principais equipamentos com os quais o laboratório conta é a autoclave de barreira (à dir.), que serve para a esterilização de materiais[/caption]

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Entre os principais equipamentos que ficam dentro do laboratório (em uma área de aproximadamente 35 m<sup>2</sup>), além de alguns já mencionados (como a autoclave de barreira e o <i>ultrafreezer</i> de - 80 ºC), um dos principais é a cabine de biossegurança, que é onde os pesquisadores vão manipular as amostras. Com uma capacidade de recirculação de 70% do ar em seu interior e de filtragem dos outros 30%, essa cabine tem como finalidade obstruir a contaminação dos agentes biológicos manipulados e a sua propagação para fora desse equipamento.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">O laboratório conta também com uma estufa, uma centrífuga, um microscópio ótico, uma geladeira e um computador para registrar os resultados das pesquisas. Outra adaptação importante no interior do laboratório foi a colocação de cantos arredondados entre a parede e o piso, para evitar o acúmulo de sujeira. Para o laboratório entrar em funcionamento, falta somente a instalação de uma bancada de aço inox.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Treinamento e amostras –</b> Além do projeto e construção do Laboratório NB-3 Neuroimunologia, a empresa Biosafe foi também responsável pelo treinamento dos pesquisadores que vão atuar nele. Realizado de 25 a 27 de julho, o treinamento na UFSM foi ministrado para 10 pessoas (entre professores, servidores técnico-administrativos e alunos) pela pesquisadora Camila Pereira Soares. Ela é doutoranda em Microbiologia na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação do professor Edison Luiz Durigon, que é um dos principais virologistas do país.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Durigon e sua equipe foram os primeiros no Brasil a isolar o novo coronavírus em laboratório. Também foram responsáveis por cultivar o vírus e enviar amostras inativas para vários laboratórios da rede de vigilância sanitária, para serem usadas como material de controle em testes do tipo PCR. Os cultivos de vírus realizados pela equipe de Durigon também têm abastecido laboratórios NB-3 de todo o país com amostras vivas do novo coronavírus. Isso inclui o laboratório da UFSM, que receberá em breve amostras de três cepas: a de Wuhan (causadora da primeira onda de Covid-19), a P1 (responsável por um surto significativo da doença que teve Manaus como epicentro) e a ômicron (variante de preocupação com alta disseminação identificada no final de 2021).</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif"><i>Texto: Lucas Casali</i></span>

<em>Fotos: Luis Ferraz</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>‘Noia’: Divulgação científica em linguagem de quadrinhos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/noia-divulgacao-cientifica-em-linguagem-de-quadrinhos</link>
				<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 13:33:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[história em quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Toxicologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9473</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM que une as áreas de Farmácia e Desenho Industrial aborda conceitos de toxicologia por meio de HQ’s]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No centro de São Paulo, José da Silva acorda de um sonho ruim em crise de abstinência e sai em busca de drogas.</p>		
									<figure>
										<img width="724" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/252938231_4451296668280849_9114637032924918468_n.jpg" alt="Descrição da imagem: Página de HQ vertical e em preto e branco. No primeiro quadro, há vários homens em diferentes posições.No segundo, há um homem e uma mulher deitados em uma cama. O homem acorda, desnorteado. No quinto quadro, detalhes do rosto do homem com a onomatopeia &quot;ronc ronc&quot;. A mulher acorda. Os dois sentam na cama. Diálogo: Mulher: &quot;Tá tudo bem contigo, amor?&quot;. Homem: &quot;Tá tudo bem, vida. Foi só um sonho ruim&quot;. No quadro seguinte, a mulher está deitada e ele, sentado na cama. Há a frase &quot;Crise de abstinência&quot; ao lado dele. E um balão de fala com o texto: &quot;Será que eu não tenho uma aqui?&quot;." loading="lazy" />											<figcaption>Início da primeira HQ do projeto de ensino 'Noia'. Reprodução. </figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim começa o primeiro número da história em quadrinhos (HQ) ‘Noia’, que faz parte de um projeto de ensino desenvolvido por alunos e professores dos cursos de Farmácia e Desenho Industrial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A <u><a href="https://drive.google.com/file/d/1nmpiiWl_Ym3tk6f4PpNn1_phc0Gj5tcR/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">primeira </a></u>e a <u><a href="https://drive.google.com/file/d/12vJayeO0QrVsygpsGJYmrooSuoBBXFli/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">segunda </a></u>edição já foram lançadas, enquanto a terceira parte da história está em processo de produção. “Eu queria que fosse algo que juntasse meu lado geek e fantasioso, relacionado a animes, com o lado mais nerd e hard science da toxicologia”, conta André Valle de Bairros, docente do curso de Farmácia e idealizador do projeto.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A proposta é unir os elementos ficcionais de construção de roteiro  das HQ’s ao conhecimento científico da área da toxicologia, com o intuito de ser uma ferramenta de divulgação científica e de ensino para alunos da área da saúde. O anti-herói José da Silva - também chamado de ‘Noia’ na HQ - é uma pessoa viciada em drogas. André Valle de Bairros explica como a vinculação entre os conceitos da ciência e a ficção acontece na HQ: “Quando o personagem faz uso de uma substância de forma intencional, os efeitos são exacerbados. Por exemplo, no momento em que ele usa  esteróides anabólicos androgênicos, vai ter uma super força, muito além da compreensão humana. Entretanto, o corpo dele sente as consequências do uso no organismo”, explica. Além do ‘Noia’, outros personagens fazem parte da história, como jornalistas, médicos, advogados e um padre. André comenta que a construção desses personagens é feita a partir de pessoas reais, que ele conhece e com quem já conviveu.</p>		
			<h3>Sonho que se transforma em ciência</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto ‘Noia’ começou a ser posto em prática em julho de 2021. No entanto, a ideia surgiu em 2000, quando André Bairros tinha 17 anos. “Um ponto chave foi quando fui assistir X-Men no cinema. Eu fui o primeiro da fila e, ao sair, pensei em desenvolver um personagem com esta temática herói/fantasia, mas com uma pegada científica muito forte. Só que, na época, eu era adolescente e tinha limitações científicas”, relembra. Foi depois de cursar a graduação em Farmácia e o mestrado e doutorado em toxicologia, que, ao assistir outras produções cinematográficas, ele considerou que tinha a bagagem científica para transformar a ideia em projeto. A trilogia <u><a href="https://blog.videoperola.com.br/corpo-fechado-entenda-a-trilogia/" target="_blank" rel="noopener">“Corpo Fechado”</a></u><u></u> e o filme <a style="text-decoration: none" href="https://www.netflix.com/br/title/80204465">“</a><a href="https://www.netflix.com/br/title/80204465" target="_blank" rel="noopener">Power</a>” foram o ‘pontapé final’, de acordo com André. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O docente, que cresceu assistindo a desenhos animados na televisão e é fã da temática da mitologia e dos super-heróis, conta que ver a primeira HQ finalizada foi emocionante. “Tu ficar mais de vinte anos com uma ideia plantada na cabeça e finalmente ver a materialização da história é difícil de descrever. Juntar coisas que você gosta em um único produto e ver que ninguém pensou nisso antes, que tem uma proposta de ensino, um lado fantasioso, um lado de entretenimento, é muito bom. Indescritível. Acho que a palavra seria magistral”, destaca.</p>		
			<h3>Do roteiro ao desenho</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-ec7ba916-7fff-f811-a914-34cfed7d54ba" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de produção da ‘Noia’ começa no prédio 26 da UFSM, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e é finalizado no prédio 40, no Centro de Artes e Letras (CAL). Entre o roteiro e a ilustração, a ideia vem e volta por meio de conversas, apontamentos e necessidade de ajustes. A construção da história é feita por alunos do curso de Farmácia, que também são bolsistas de iniciação científica. Marcelo Nascimento é um desses estudantes. “Partimos do pressuposto de que temos que passar informações científicas no trabalho que, no caso da HQ, são os mecanismos de ação das drogas”, informa. Ele destaca que a base científica está em como funcionam as drogas, quais ações ela tem no corpo, os efeitos adversos que causa e como aquilo afeta o personagem. André Bairros destaca que, além desses, outros conceitos da toxicologia e do processo de produção científica são abordados na história, a depender do caminho que ela segue no roteiro. Exemplos são a qualidade do ar, incêndios que ocorrem em locais fechados, o conceito de dependência, o funcionamento de clínicas de reabilitação, como se faz pesquisa no Brasil e a função e importância de comitês de ética.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Construir a história que vai ser desenhada vai além de escrever o roteiro, uma vez que este também tem elementos como a visualização da cena, busca de referências e apontamentos de sentidos que se quer passar por meio da linguagem. “E aí, com o roteiro já definido, de como a história vai se decorrer, passa para a ilustração”, explica Marcelo. Quem ilustra é Afonso Montagner Maia, estudante de Desenho Industrial. Ele conta que esta é a primeira experiência profissional com história em quadrinhos. “Eles mandam o roteiro e eu começo a desenhar em papel, com caneta normal. Aí passa para o computador e faço lá”, descreve.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Toxicologia_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons de preto e branco, de vários desenhos, em preto e branco, espalhados uns por cima dos outros. O desenho em destaque, na parte inferior esquerda da imagem, tem vários olhos desenhados." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-744e6a52-7fff-8dcf-3d4e-1ff77e093c91" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Afonso é orientado por André Dalmazzo, docente do curso de Desenho Industrial nas disciplinas de Quadrinhos e Ilustração. “Cada projeto requer um tipo de linguagem. No caso do Afonso, ele tem uma linguagem que tem uma força gráfica muito adequada para o tipo de desenho da HQ. Não é uma questão só de desenho, é uma questão de narrativa, de combinar o verbal com o visual”, enfatiza. Para Dalmazzo, o visual deve ampliar e complementar o verbal: “O importante é achar a linguagem certa e saber usá-la a favor da narrativa”, ressalta. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O desafio é traduzir o que o roteiro manda e ajudar visualmente a equilibrar, para que alguém leigo possa ler e entender”, evidencia Afonso. Dalmazzo aponta que a criação com base em um contexto científico torna o processo de produção da HQ mais desafiador. “Nesse sentido, é até mais difícil: tivemos que falar de um assunto sério, que tinha muito conteúdo e até é um tanto abstrato, e explicar visualmente. Teve que ter todo um cuidado ético”, enfoca. Marcelo se sentiu feliz quando viu o resultado final: “Noventa por cento do que está desenhado passou pela minha cabeça quando eu estava escrevendo. E isso foi surreal”, relata.</p>		
			<h3>Divulgação científica</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-454483db-7fff-4edc-24b9-d0397bd6b1e5" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A divulgação das HQs acontece por meio de redes sociais, como <a style="text-decoration: none" href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=4451296678280848&amp;set=pcb.4451235481620301">o </a><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=4451296678280848&amp;set=pcb.4451235481620301" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>, e grupos de WhatsApp, a exemplo dos que reúnem professores e membros da Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTOX), da qual André faz parte. “Quando o produto final é lançado, é incrível a recepção. É muito efervescente a emoção da galera, todo mundo gosta”, menciona. O projeto, que foi <u><a href="https://cbtox2021.com.br/XXII_CBTOX.pdf" target="_blank" rel="noopener">apresentado no Congresso Brasileiro de Toxicologia</a></u>, gerou retornos positivos. “A perita criminal da história é uma amiga minha e eu falei que ela está na HQ. Ela falou: ‘Nossa, adorei, tenho casos para dar pra vocês’”, conta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para André, a resposta mais emocionante foi de seu filho, que tem dez anos. “Ele disse: ‘foi tu que criou, da tua cabeça, pai?’ Eu disse ‘sim, fui eu’. E ele respondeu: ‘Ah, então eu também posso’. Ou seja, ao mesmo tempo, também estimulei o meu filho a pensar em personagens para ele, no mundo dele’, complementa.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM abre 5 vagas em Concurso Público para Docentes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/08/11/ufsm-abre-5-vagas-em-concurso-publico-para-docentes</link>
				<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 17:52:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[clínica médica]]></category>
		<category><![CDATA[concurso público]]></category>
		<category><![CDATA[Docentes]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59382</guid>
						<description><![CDATA[Inscrições devem ser feitas entre entre 11/08 e 09/09]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="font-weight: 400">A Universidade Federal de Santa Maria informa que estão abertas, entre 11/08 e 09/09,  as inscrições para Concursos Público para Professor da Carreira de Magistério Superior. </p>
<p style="font-weight: 400">As vagas serão para Santa Maria na seguinte área:</p>
<p><span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/editais/151-2022-concurso-docente-para-professor-da-carreira-do-magisterio-superior/">Edital N. 151/2022</a></span></p>
<p style="font-weight: 400">- Ciências da Saúde/Medicina/ Clínica Médica.</p>
<p><span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/editais/152-2022/">Edital N. 152/2022</a></span></p>
<p style="font-weight: 400">- Ciências Sociais Aplicadas/Administração/Ciências Contábeis;<br />- Ciências da Saúde/ Farmácia/ Farmacognosia (ênfase em Química Farmacêutica);<br />- Ciências Biológicas/Microbiologia/Biologia e Fisiologia dos Microoganismos.</p>
<p style="font-weight: 400">As informações detalhadas sobre a área do Concurso, número de vagas, regime de trabalho, remuneração e exigências complementares encontram-se disponíveis nos respectivos editais. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Laboratório NB-3 Neuroimunologia será inaugurado no dia 7 de julho na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/06/27/laboratorio-nb-3-neuroimunologia-sera-inaugurado-no-dia-7-de-julho-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 20:56:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=58992</guid>
						<description><![CDATA[Este será o primeiro laboratório do interior do Rio Grande do Sul com nível de biossegurança 3]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">No dia 7 de julho, será inaugurado na UFSM o Laboratório NB-3 Neuroimunologia, que será o primeiro do interior do Rio Grande do Sul com nível de biossegurança 3. Coordenado pela professora Micheli Mainardi Pillat, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia, o laboratório vai permitir a diversos programas de pós-graduação da UFSM a execução de pesquisas, de forma segura, com agentes que representam risco elevado para a saúde, como o novo coronavírus (Sars-Cov-2), Influenza A, HIV e Zika Vírus, entre outros. A solenidade de inauguração está marcada para as 15h no prédio 15B do campus sede.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo de pesquisa da UFSM tem trabalho premiado no Congresso Brasileiro de Toxicologia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/05/31/grupo-de-pesquisa-da-ufsm-tem-trabalho-premiado-no-congresso-brasileiro-de-toxicologia</link>
				<pubDate>Tue, 31 May 2022 14:02:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[análises clínicas e toxicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Toxicologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=58709</guid>
						<description><![CDATA[Trabalho do curso de Farmácia recebeu menção honrosa em Balneário Camboriú]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>O grupo de pesquisa do curso de Farmácia da UFSM coordenado pelo professor André Valle de Bairros, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, foi premiado no 22º<span style="color: initial"> Congresso Brasileiro de Toxicologia, realizado na semana passada em Balneário Camboriú (SC). Promovido a cada dois anos, o congresso é o principal evento da área de toxicologia, reunindo membros da academia, indústria e agências regulatórias, além de </span><span style="color: initial">profissionais da polícia científica e federal.</span>
<div> </div>
</div>
<div>O trabalho, cujo título traduzido para o português é "Interferência matricial de larvas de <i>Lucilia cuprina</i> na determinação de azametifós e paraoxon etil usando extração em fase sólida dispersiva (dSPE)", foi agraciado com a menção honrosa referente a melhor trabalho na área forense.</div>
<div> </div>
<div> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco Entrevista: Gabriela Trevisan</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-gabriela-trevisan</link>
				<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 13:54:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[enxaqueca]]></category>
		<category><![CDATA[esclerose múltipla]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[gabriela trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[inflamação]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de dor]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9066</guid>
						<description><![CDATA[Expediente: Entrevista e roteiro: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo; Ilustrações: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; Edição de Produção: Samara Wobeto, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_001-1024x1024.jpg" alt="HQ quadrada e colorida dividida em duas partes. A primeira é um banner na parte superior, com fundo branco e, no centro, em letra cursiva e preta, o título &quot;Gabriela Trevisan&quot;. No canto superior esquerdo, com fundo verde pastel, em branco, a logomarca da Revista Arco e o texto: &quot;Arco Entrevista n° 2 - 2022&quot;. Abaixo, ilustração de três mulheres em três quadros. A primeira está no quadro superior esquerdo, tem pele negra, cabelos pretos, cacheados e compridos, olhos escuros cabelos sobrencelhas escuras e grossas; veste camiseta azul jeans polo; segura uma caneta preta na mão sobre uma tela preta. A tela está em cima de uma mesa branca. O fundo é azul claro. Abaixo, mulher de pele branca, cabelos ruivos, ondulados e compridos; tem olhos verdes e sobrancelhas finas; veste blusa rosa queimado; está sentada em frente a um teclado preto; o fundo é bege. No lado direito, na vertical, mulher de pele branca, cabelos compridos, lisos e na cor preta, tem olhos escuros, sobrancelhas escuras; sorri amplamente e está com os braços cruzados; veste camiseta preta e calça jeans; está de pé. Ao fundo, estante branca com livros e outros objetos. Há três balões de fala. Os dois primeiros estão apontados para a mulher de pele branca e cabelos escuros. Balão 01: &quot;Sou graduada em Farmácia e professora do Programa de Pós-graduação em Farmacologia da UFSM&quot;. Balão dois: &quot;Minhas pesquisas têm ênfase na área farmacologia da inflamação e dor, trabalhando com proteínas que servem de receptores de dor, sinalizados em doenças como enxaqueca, câncer, esclerose múltipla e síndrome de dor complexa regional&quot;. O balão três está ao lado da mulher ruiva: &quot;E como você foi parar nessa área?&quot;. Na parte inferior do quadro, faixa horizontal preta com cinco botões ao centro: microfone, câmera, compartilhamento de tela, configurações e desligar." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_002-1024x1024.jpg" alt="HQ 02: HQ quadrada e colorida dividida em três partes. O quadro um, na parte superior esquerda, tem a ilustração de uma mão que segura uma fotografia. Na fotografia, tem quatro pessoas, um homem, uma mulher, uma menina adolescente e um menino pequeno. Todos tem pele branca, o homem, a adolescente e o menino tem cabelos castanhos escuros e a mulher tem cabelos ruivos. No canto superior esquerdo, sobre fundo branco e em letras pretas, o texto: &quot;Meu pai é engenheiro e minha mãe é fisioterapeuta. Eles são professores, não pesquisadores&quot;. Ao lado, ilustração de uma mulher de pele branca e cabelos ruivos deitada em uma maca de hospital. Ela está coberta com uma manta azul pastel. Ao lado esquerdo da maca, berço de hospital com um bebê dentro. Abaixo, o texto: &quot;Meu irmão nasceu em 1991, em seguida desenvolveu catarata congênita. Nessa mesma época, minha mãe foi diagnosticada com esclerose múltipla. Foi um período bem difícil, porque os dois ficaram bastante tempo no hospital&quot;. Abaixo, quadro horizontal da menina adolescente em close: ela tem pele branca, cabelos lisos, pretos e compridos, olhos escuros, sobrancelhas grossas e arqueadas. Sorri e tem uma expressão de concentração. Olha para um frasco transparente com tampa vermelha. No frasco, ilustração da menina de jaleco branco e luvas roxas em frente a um frasco com embalagem branca e vermelha. As mãos da menina estão ao redor do frasco transparente. No lado direito dela, o texto: &quot;Não sei se não foi nessa época que pensei em ser cientista, porque queria curar ou resolver algo&quot;. No canto inferior esquerdo, o texto: &quot;Eu não conhecia nenhum cientista, mas me identificava com ciência desde pequena&quot;. O fundo é azul pastel." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_003-1024x1024.jpg" alt="HQ 03: HQ quadrada e colorida dividida em três quadros. O primeiro, horizontal, tem a ilustração de um prédio horizontal nos tons bege, preto e cinza, com o nome sobre uma fachada vermelha: &quot;Colégio Militar de Santa Maria&quot;. Em frente, estrada de entrada e um gramado. Atrás, céu azul. Na parte superior, sobre o céu, quadrados com imagens: a primeira, na esquerda, é de uma adolescente de pele branca e cabelos escuros, usa jaleco branco e segura um objeto preto nas mãos. Na direita, um adolescente de pele branca e cabelos escuros, está de perfil direito, veste uniforme militar bege e vermelho, usa luvas roxas e segura um frasco transparente com líquido azul nas mãos. Entre as imagens, o texto: &quot;Eu gostava muito de química no colégio. As vezes a gente passava a tarde no laboratório&quot;. Dos lados do prédio, mais duas imagens; na esquerda, imagem de adolescente de cabelos loiros, pele branca; usa uma trança, veste uniforme bege e vermelho, segura um objeto nas mãos, para o qual olha atentamente. No lado direito, adolescente de pele branca e cabelos ruivos, veste jaleco branco e olha em um microscópio. Quadro dois: ilustração vertical, de uma mulher de pele branca, olhos escuros, cabelos curtos, ondulados e castanhos; veste jaleco branco, luvas roxas e segura nas mãos uma pipeta e outro frasco. Acima dela, o texto: &quot;Lá tinha uma professora, que nos orientava nos trabalhos. Eu gostava muito dela, era uma pessoa inspiradora&quot;. No quadro três, ao lado, ilustração horizontal. Há uma mesa cinza escura, com duas caixas brancas com círculo arredondado sobre ela. A terceira caixa voa para o teto. A mulher do quadro anterior tem expressão assustada. Na outra extremidade da mesa, no lado direito, menina adolescente de pele branca, cabelos lisos, pretos e compridos, presos em um rabo de cavalo baixo; veste uniforme bege com detalhes em vermelho e saia vermelha, também tem expressão facial assustada. Na parte superior, o texto: &quot;Lembro que uma vez fui mexer numa autoclave e acho que fechei errado. Voou no teto!&quot;. No canto inferior direito, o texto: &quot;Mesmo assim, ela não ficou brava&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_004-1024x1024.jpg" alt="HQ 04: HQ quadrada e colorida dividida em dois quadros horizontais. O primeiro, na parte superior, é a ilustração de uma adolescente, em pé, com os braços cruzados, em frente a três banners com textos escritos. Ela tem pele branca, cabelos escuros, lisos e compridos amarrados em um rabo de cavalo lateral; usa uma boina vermelha, veste camiseta de uniforme bege com detalhes em vermelho e saia vermelha; sorri amplamente. Na parte direita, mulher de pele branca, cabelos loiro escuros presos em um coque baixo, veste uniforme bege e segura uma prancheta com papel nas mãos. No canto superior esquerdo, o texto: &quot;Eu participava de algumas feiras de ciência, visitando vários colégios&quot;. Na parte inferior direita do quadro, o texto: &quot;Desenvolvemos um projeto com óleos essenciais que eu gostei muito. Não ganhamos, o que achei injusto&quot;. Quadro dois: ilustração de um experimento. Há uma base cinza escuro. Nesta base, está preso uma barra com formato de garfo na extremidade. O garfo cinza escuro prende um condensador transparente, que está fixo em uma estrutura de ferro cinza em formato de &quot;T&quot;. A mesma estrutura prende um Erlenmeyer transparente com líquido amarelo no centro. O tubo de ensaio está apontado para o Erlenmeyer. No líquido amarelo, zoom ao lado, em um círculo. Há o desenho, em branco, do elemento. No centro, um hexágono com três riscos na parte de dentro. Ligado ao hexágono, no lado direito, três riscos em zigue-zague. Ligado ao hexágono no lado esquerdo, um risco na parte inferior liga ele ao &quot;O&quot;, outro liga ao &quot;H3C&quot;. Na parte superior, um risco liga o hexágono ao &quot;HO&quot;. No canto superior esquerdo, o texto: &quot;Nós extraímos um óleo que tinha muito eugenol. Hoje sabemos que é ótimo pra diminuir o crescimento de bactérias&quot;. No canto inferior direito, o texto: &quot;E esse composto se liga com o receptor que estudo hoje. Quem diria!&quot;. O fundo é cinza claro." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_005-1024x1024.jpg" alt="HQ 05: HQ quadrads e colorida dividida em três partes. O quadro um, superior e horizontal, tem a Ilustração de uma mulher de pele branca e cabelos e olhos escuros, que veste um jaleco branco, luvas roxas e segura nas mãos uma pipeta e um tubo de ensaio azuis. O fundo é composto por mesas cinzas e paredes também cinzas. Sobre a mulher, o texto: &quot;No começo da graduação, já fui procurar algum laboratório&quot;. No lado direito, três blocos de texto: &quot;Me interessava pela parte da dor e da memória, e pensei em trabalhar com isso&quot;; &quot;A pesquisa básica ocorre antes dos estudos clínicos. Geralmente estudamos algo para explicar como o corpo humano funciona. Desconhecemos a finalidade de muitas proteínas que existem no organismo e que poderiam servir para tratar alguma doença&quot;; &quot;E nunca mais saí dessa linha de pesquisa&quot;. Quadro dois: Ilustração de um quadro com vários papéis brancos presos com alfinetes. Entre os quadros, uma imagem do mapa da Itália, com uma bota na extremidade inferior; um calendário vazio, um papel com texto e um papel com a logomarca e o nome de &quot;Universita Degli Studio Firenze&quot;. Acima do quadro, o texto: &quot;Como tenho família na Itália, quis fazer o estágio de fim de curso lá &quot;. Quadro três: mulher de pele branca e cabelos escuros, compridos e lisos veste um moletom roxo e está sentada em frente a uma mesa, com uma caneta e caderno abertos. Em frente a ela, o quadro com papéis, mapas e calendários. Sobre a mesa marrom, frasco transparente com moedas dentro, e um adesivo com o nome &quot;Itália &quot; colado. Na parte superior, o texto: &quot;Economizei todas as minhas bolsas de iniciação científica e aprendi italiano para ir&quot;. Na parte inferior, o texto: &quot;Fui com meu dinheiro mesmo, guardei na poupança&quot;. O fundo é uma parede cinza." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_006-1024x1024.jpg" alt="HQ 06: HQ quadrada e colorida dividida em duas partes. A primeira, na metade superior, tem ilustração de três fotografias dispostas de modo bagunçado, na vertical. A primeira é de uma mulher em frente a dois prédios antigos em tons de bege e cinza. A segunda é uma selfie da mulher e de um homem de pele branca, cabelos ralos e ruivos, usa óculos de sol e veste camiseta azul, usam mochilas. Estão em frente a um prédio marrom. Em frente ao prédio tem uma praça com uma bandeira dos Estados Unidos. A terceira foto é da mulher de perfil; ela veste vestido bordô, usa mochila preta e segura um celular. Está em frente a um prédio cinza com janelas azuis, e o nome &quot;UCSF&quot;. Acima das fotos, o texto: &quot;Foi um período bem legal porque conheci muita gente e novas técnicas. Voltei pra lá depois, no doutorado, e até hoje mantenho contato com eles. A maioria dos nossos artigos são em colaboração com o pessoal de lá&quot;. Abaixo das fotos, dois blocos de texto: &quot;Fiz um período do pós-doutorado fora também, queria pesquisar sobre dor de cabeça. Em Tucson, tinha um professor que trabalhava com essa área&quot;; &quot;Foi uma experiência diferente, às vezes a gente acha que vai ter pesquisa só em grandes centros, mas vê que, dependendo da região e da área, não é assim. O laboratório e a universidade eram muito desenvolvidos&quot;. No quadro dois, Ilustração horizontal de um laboratório em tons de branco, cinza e azul claro. Abaixo da Ilustração, o texto: &quot;A ciência está evoluindo muito rápido. Por isso essas colaborações internacionais são tão importantes, até para vermos o que outros cientistas estão fazendo, se as técnicas que estamos usando ainda são válidas&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_007-1024x1024.jpg" alt="HQ 07: HQ quadrada e colorida dividida em três quadros. O primeiro quadro, na parte superior esquerda, é a ilustração de duas mulheres de jaleco branco. Uma delas anota em uma prancheta e a outra, que usa óculos de proteção, mexe um Erlenmeyer. Acima delas, dois blocos de texto: &quot;O contato com alunos é algo já minha trajetória que também gosto muito&quot;; &quot;Acho interessante ver os estudantes descobrindo a pesquisa, na iniciação científica, pegando gosto por aquilo, ficando parecidos com a gente...&quot;. Abaixo, no canto inferior esquerdo, Ilustração de uma estudante de toga e capelo verdes, que segura um canudo verde nas mãos e cumprimenta uma mulher de pele branca, cabelos lisos, pretos e compridos, que veste um moletom mostarda. Acima delas, o texto: &quot;E depois saindo do doutorado, totalmente diferentes&quot;. Ao lado, Ilustração vertical da mulher em frente a um quadro verde escuro com um elemento químico desenhado em branco no centro. Ela está ao lado de uma mesa marrom com um notebook em cima. Em frente a ela, duas estudantes sentadas, de costas, em cadeiras e mesas marrons e verdes. Uma tem cabelos loiro escuros e a outra tem cabelos pretos e trançados em dreads. Na parte inferior do quadro, o texto: &quot;Sempre gostei de professores em geral, acho que ess tipo de influência muda muito a nossa vida. E queria ser assim pras pessoas também&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_008-1024x1024.jpg" alt="HQ 08: HQ quadrada e colorida dividida em duas metades verticais. Na primeira, com fundo verde marinho escuro, na parte superior, os textos: &quot;Quando virei professora e pude ter minhas linhas de pesquisa, decidi entender o modo como a dor se manifesta em pessoas com esclerose, como minha mãe. Por isso desenvolvi esse projeto que enviei pro prêmio da L&#039;oreal&quot;; &quot;Foi minha segunda tentativa&quot;. Abaixo, dois quadrados com ilustrações de uma pessoa mexendo em um computador, uma de perfil, e a segunda com a tela. Abaixo, Ilustração quadrada de mulher coçando a cabeça em frente ao notebook. Abaixo, o texto: &quot;Eu estava quase desistindo. Não sabia direito como formatar a proposta&quot;. Abaixo, três Ilustrações quadradas: a primeira de uma mão fechada, a segunda da mão se abrindo, e a terceira do dedo apertando o enter do teclado do notebook. Abaixo, os textos: &quot;Enviei pouco antes de encerrar o prazo&quot;; &quot;E ganhei &quot;. Ao lado, mulher de pele branca, cabelos pretos, ondulados e compridos semi-presos, em frente a um púlpito com microfone. Ela sorri amplamente, tem olhos escuros, sobrancelhas grossas, veste vestido azul. O púlpito tem um microfone preto, e a logomarca do &quot;For Women in Science&quot; na frente. Ao fundo, painel branco com o nome &quot;L&#039;oreal&quot; repetido várias vezes." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_009-1024x1024.jpg" alt="HQ 09: HQ quadrada e colorida com fundo azul escuro. Na parte esquerda da imagem, Ilustração de um corpo humano de perfil, com vista para os órgãos internos, que estão em amarelo. Ao redor da cabeça, quatro círculos azuis com ilustrações menores. Da direita para a esquerda. 1. ilustração de pimenta, texto: estímulo nocivo. 2. Ilustração de TRPA 1, texto: receptores. 3. Ilustração de medula em amarelo, texto: medula espinhal. 4. Ilustração de ligação do cérebro, em amarelo, texto: cortex. Ao lado direito, duas linhas puxam zoom da ilustração dois. Há um fio horizontal em bordô; esse fio tem seis partes verticais arredondadas, ligadas uma a outra por um fio branco. Há um objeto em forma de &quot;Z&quot;, amarelo, com a legenda &quot;H2N&quot; ligado ao fio na extremidade esquerda. E na extremidade direita, a última parte vertical aponta para a legenda &quot;COOH&quot;. Acima, o nome &quot;TRPA 1&quot;. Na parte superior, dois blocos de texto: &quot;No laboratório, nós pesquisamos a proteína TRPA 1 que, quando ativada, provoca dor&quot;; &quot;Ela pertence a uma família de receptores usados na ingestão de alimentos. Eles identificam se há algo estragado ou se possui alguma substância que, em grandes quantidades, pode nos fazer mal&quot;. Abaixo do zoom, Ilustração quadrada da mulher em frente a um microscópio. No lado esquerdo dela, o texto: &quot;Estamos tentando entender como a proteína é modificada na dor crônica, quando substâncias produzidas durante uma lesão tecidual acabam por hiperativá-la. Nessas situações, mesmo na ausência de lesão ou após a cura, esses receptores emitem sinais&quot;. Abaixo da mulher, o texto: &quot;Entender como isso ocorre tornaria possível que a indústria desenvolvesse novos fármacos&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_010-1024x1024.jpg" alt="HQ 10: HQ quadrada e colorida. Na parte esquerda, na vertical, uma janela do Google Meet com o título &quot;Arco Entrevista - Gabriela Trevisan&quot;. Na aba, os botões de minimizar, maximizar e fechar. Na parte inferior, sobre faixa horizontal preta, os botões de microfone, câmera, compartilhamento de tela, configurações e desligar. Na tela, Ilustração de mulher, em pé. Ela tem pele branca, olhos escuros, cabelos lisos, compridos e pretos; sorrir amplamente. Veste jaleco branco com brasão da UFSM sobre o bolso. O fundo tem mesas cinzas, coifa cinza e prateleiras cinzas. Ao lado, sobre fundo branco, três balões de fala. Balão 1: &quot;Acho que o prêmio ajudou a divulgar a importância da pesquisa sobre a dor. Ainda mais hoje, que a expectativa de vida aumentou e passamos mais tempo convivendo com doenças&quot;. Balão dois: &quot;Por isso, no futuro, gostaria de olhar para trás e ver que ajudei pessoas, consegui fazer alguma mudança&quot;. Balão três: &quot;Eu acho que a pesquisa básica tem disso: essa capacidade de gerar transformação &quot;. No canto inferior direito, janela quadrada com fundo verde pastel, e em branco, a logomarca da Revista Arco, o &quot;@revistaarco&quot;, e o texto: &quot;Roteiro: Esther Klein; Ilustrações: Renata Costa&quot;." loading="lazy" />														
		<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Entrevista e roteiro:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo;</em>
<em><strong>Ilustrações:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista;</em>
<em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>
<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>
<em><strong>Editor convidado:</strong> Augusto Paim, jornalista;</em>
<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conferência na JAI abordou desafios para o tratamento e vacinas contra a Covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/11/25/conferencia-na-jai-abordou-desafios-para-o-tratamento-e-vacinas-contra-a-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 25 Nov 2021 22:29:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[JAI]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=57306</guid>
						<description><![CDATA[A palestra foi ministrada nesta quinta-feira (25) pela professora Anna Sara Levin, da USP]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_57308" align="alignright" width="605"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/11/Captura-de-tela-2021-11-25-19.53.35.jpg"><img class="wp-image-57308" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/11/Captura-de-tela-2021-11-25-19.53.35.jpg" alt="" width="605" height="340" /></a> Professora da USP Anna Sara Levin foi a palestrante[/caption]
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">O quarto dia de programação da 36ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) iniciou com a palestra plenária intitulada “Covid-19: desafios de tratamento e vacinas”, que teve a presença da professora Anna Sara Levin, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A transmissão, feita pelo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=JAU8-2ujGe8" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a>, contou com uma manifestação inicial proferida pela professora coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM, Clarice Rolim. O evento teve duração de uma hora e 10 minutos e encerrou com uma intervenção artística. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">A apresentação da professora Anna Sara Levin foi dividida em duas partes. A primeira foi para explanação de pesquisas realizadas durante este período de pandemia em pacientes com o vírus da Covid-19 e seus possíveis tratamentos. A segunda parte contou com dados sobre as vacinas, a eficácia destas e possíveis problemáticas com as diferentes variantes. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">Ao início da primeira parte, Levin explica as fases da doença, sendo uma a fase viral e a outra a resposta inflamatória. O <a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciab837/6373521" target="_blank" rel="noopener">estudo base</a> para essa explanação busca entender os impactos de determinadas medicações nas pessoas e na saúde pública, a fim de facilitar o atendimento e desobstruir os sistemas de internações. O modelo matemático é dividido em cinco categorias com diferentes estágios da doença e medicações para cada etapa. Questionada sobre a última categoria (a mais leve da doença) – quanto à duração do contágio, a pessoas expostas sem desenvolvimento da doença, e à utilização das medicações nestas pessoas –, a professora explica que não se tem um tratamento específico, eficaz e relativamente barato para estes casos a não ser as vacinas. Além disso, a professora apresentou as drogas ainda em fase de pesquisas desenvolvidas pela Merck e Pfizer. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">Durante o segundo momento da apresentação, Levin falou da importância das vacinas em hospitalizações e transmissões. Apresentou as vacinas disponíveis, sua eficácia comprovada e a ação de cada uma delas em determinadas variantes. Ademais, explanou a adesão da vacinação a nível mundial e ressaltou o fato de o nosso país estar em evidência nos três momentos de um <a href="https://pesquisa.bvsalud.org/global-literature-on-novel-coronavirus-2019-ncov/resource/pt/covidwho-1273524" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> sobre o comprometimento das pessoas com a vacinação, mesmo em uma época em que as vacinas contra a Covid-19 ainda não estavam disponíveis. Após isso, a professora apresentou dois exemplos de eficiência de vacinação durante a pandemia: um no Hospital das Clínicas de São Paulo e o segundo na cidade de Botucatu (SP). </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">Ao fim da palestra, o espaço foi aberto para perguntas. Indagada sobre a quarta onda de Covid-19 nos países europeus e sobre qual a eficácia das vacinas nestes casos, a professora relata que provavelmente nestas situações são muitas coisas envolvidas. “Neste caso deve haver um movimento antivacina razoável, uma vacina que não tenha uma imunidade duradoura (ao longo do tempo perde sua imunidade), a presença de variantes muito mais transmissíveis e o relaxamento das medidas não farmacológicas. Um movimento para abandono de uso de máscaras, por exemplo”, relatou a professora. A palestra foi encerrada pela docente Clarice Rolim agradecendo a presença e explanação de Anna Sara Levin.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif"><i>Texto: Letícia Almansa Klusener, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif"><i>Edição: Lucas Casali</i></span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisa investiga como o guaraná e açaí podem atuar na reversão do envelhecimento da pele</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/10/08/pesquisa-investiga-como-o-guarana-e-acai-podem-atuar-na-reversao-do-envelhecimento-da-pele</link>
				<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 20:26:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56871</guid>
						<description><![CDATA[O projeto teve a colaboração de pesquisadores da Fapeam, Funati, Ufam e UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">Resíduos do pó do guaraná e da semente do açaí são benéficos à cicatrização e desaceleração do envelhecimento da pele e impactam direto na incidência e prevalência de feridas difíceis de cicatrizar. A pesquisa desenvolvida pela doutora Ednea Ribeiro, a partir do projeto “Desenvolvimento biotecnológico à base de resíduos do pó do guaraná e da semente do açaí”, foi apoiada pelo Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores – Programa Primeiros Projetos (PPP), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">De acordo com Ednea, o estudo aponta que muitos subprodutos gerados pelo uso de frutos amazônicos têm potencial econômico e podem gerar receitas adicionais aos produtores e também auxiliar na saúde e longevidade humana.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Colheita </b><b>de</b><b> Guaran</b><b>á –</b> “A relevância está na necessidade de desenvolvermos produtos de origem vegetal baseado na biodiversidade amazônica que sejam benéficos para a pele. O envelhecimento biológico tem um profundo impacto na pele, que é o maior órgão do nosso corpo. A pele é muito importante, porque, além de nos proteger contra os raios ultravioletas, evita infecções por microrganismos e, também, regula a nossa temperatura corporal, entre outras funções. O envelhecimento leva a uma desestruturação da pele e com isto idosos acabam desenvolvendo uma série de disfunções, incluindo maior dificuldade de cicatrização e regeneração também”, sintetizou a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">Conforme explicou Ednea, o efeito do extrato combinado guaraná/açaí foi avaliado em cultura de células da pele humana. Além disso, estudos complementares também foram conduzidos com óleos combinados e processados de copaíba e andiroba, que já são amplamente utilizados em preparações dermato-cosméticas e que podem também ser utilizados junto ao extrato de guaraná e do açaí.</span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif">O conjunto dos resultados apontou que o extrato combinado dos frutos possui grande efeito cicatrizante com potencial aplicação no tratamento de feridas crônicas e, também, da fibrose e cicatrizes patológicas (hipertróficas). Estes resultados são inovadores e abrem a possibilidade para o uso deste material, que hoje não tem valor econômico agregado e é um problema ambiental no seu descarte pela indústria de cosméticos e dermatológicos”, alertou.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Metodologia –</b> Para a realização da pesquisa foram feitas extrações e análises da composição química e principais características do extrato do guaraná e açaí. Também foram desenvolvidos estudos <i>in vitro</i> nos quais as células da pele foram adquiridas comercialmente, cultivadas em laboratório e expostas a agentes aceleradores do envelhecimento. Além do mais, foram feitos testes nos quais estas culturas foram rasgadas, mimetizando assim feridas ou lesões associadas a intervenções cirúrgicas, como explicou a pesquisadora.</span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif">O formulado à base dos resíduos do pó do guaraná e semente do açaí atuam na reversão do envelhecimento de células da pele, aumentando a viabilidade e a proliferação das células, além de modular a expressão de genes relacionados com a função da derme”, acrescentou.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif"><b>Parceiros –</b> Segundo Ednea Ribeiro, a pesquisa foi desenvolvida em colaboração com pesquisadores do Laboratório de Biogenômica da UFSM e dos programas de pós-graduação em Cirurgia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Ciências da Saúde da UFSM, e está sendo implantada no novo laboratório de pesquisas da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), denominado Gerontec.</span></p>
<p>“<span style="font-family: Times New Roman, serif">No laboratório da Funati serão implantados estudos complementares ao projeto a partir de testes do formulado na pele de adultos e idosos. Assim, em 2022, esperamos conseguir implantar esta segunda fase do nosso estudo, a ser realizada totalmente nas dependências da Funati aqui em Manaus”, comemorou.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif">Na UFSM, o Laboratório de Biogenômica ajudou a testar se um extrato a partir de guaraná e açaí teria efeitos benéficos sobre o envelhecimento e regeneração da pele. A pesquisa também resultou em uma dissertação de mestrado defendida por Fellipe Danezi Felin, no dia 2 de setembro, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFSM. Intitulado <i>Efeito de um Formulado Desenvolvido com Pó de Guaraná e Semente de Açaí, em Modelos Experimentais de Reparo Pós-Cirúrgico: Estudo da Cicatrização</i>, o trabalho teve como orientador o professor Tiango Aguiar Ribeiro e, como coorientadora, a professora Ivana Beatrice Manica da Cruz.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif"><i>Texto: Valdete Araújo, da Fapeam, com acréscimo da Agência de Notícias da UFSM</i></span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Curso de Farmácia da UFSM completa 90 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/09/30/curso-de-farmacia-da-ufsm-completa-90-anos</link>
				<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 19:01:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[90 anos]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[santa maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56815</guid>
						<description><![CDATA[Universidade celebra aniversário de curso pioneiro em Santa Maria. Fundada em 1931, a Faculdade de Farmácia foi célula-mãe da UFSM, inaugurada 29 anos depois. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Nesta quinta-feira, dia 30 de setembro, o Curso de Farmácia completa 90 anos. Localizado no prédio 26 no campus sede, o curso foi pioneiro na cidade de Santa Maria, através da Faculdade de Farmácia. Além de trazer o ensino superior ao interior do estado do Rio Grande do Sul, a Faculdade de Farmácia também foi a célula-mãe da Universidade Federal de Santa Maria, criada pela Lei nº 3.834 – C, de 14 de dezembro de 1960.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tudo iniciou em março de 1931, quando durante reunião da recém-fundada Sociedade de Medicina, no Hospital de Caridade de Santa Maria, o presidente da sociedade, Dr. Francisco Mariano da Rocha manifestou interesse na fundação de uma Escola de Farmácia. A seguir, em 30 de setembro de 1931, foi elaborada uma moção para criação da Faculdade de Farmácia e Odontologia, dando origem ao ensino Farmacêutico em Santa Maria. O Curso de Odontologia foi  efetivado apenas em 1960,com a criação da Universidade de Santa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2 de dezembro de 1931, houve uma reunião para formar a primeira Diretoria da Faculdade de Farmácia de Santa Maria, cujo primeiro diretor foi o Dr. Francisco Mariano da Rocha. Assim, a instalação da faculdade de Farmácia foi concluída e inaugurada oficialmente, em 27 de fevereiro de 1932. A oficialização do estabelecimento, pelo Governo do Estado, foi decorrente do Decreto nº 5.647 datado de 13 de julho de 1934 assinado pelo Interventor Federal – General José Antônio Flores da Cunha e pelo Secretário João Carlos Machado.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A primeira turma formada de farmacêuticos da Faculdade de Farmácia de Santa Maria colou grau no ano de 1935, com sete alunos: Alice Grillo; Agueda Pires da Rocha; Celeste Mariano da Rocha; Ely da Costa Maya; Maria Isabel Mello; Mário Ceccon e Nair Beltrão. O baile de formatura foi realizado no salão nobre da Sociedade União de Caixeiros Viajantes (SUCV), no centro de Santa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em seguida, foi desencadeada uma campanha, que visava consolidar o Curso e o registro de âmbito nacional, para os diplomas expedidos, sendo a vitória alcançada com a assinatura por Getúlio Vargas, na época Presidente da República e por Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, do Decreto nº 9.586, de 2 de julho de 1942, concedendo reconhecimento à Faculdade de Farmácia de Santa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No ano de 1946, o Dr. José Mariano da Rocha Filho, sobrinho do idealizador da faculdade, assumiu a direção do curso, permanecendo até 1960, ano da fundação da Universidade Federal de Santa Maria. Até então o curso era pago. Investimentos de empresários, da comunidade médica, dos alunos e suas famílias e da sociedade santa-mariense asseguravam os recursos financeiros que mantinham a faculdade funcionando. A federalização da Faculdade de Farmácia de Santa Maria ocorreu pela incorporação à Universidade do Rio Grande do Sul, em 27 janeiro de<br>1950, através da Lei nº 1.166.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":4935,"linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1958.035.001-1.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1958.035.001-1.jpg" alt="" class="wp-image-4935" /></a><figcaption>Reprodução da maquete do edifício das Faculdades de Medicina e Farmácia/ Fotógrafo: não identificado / Data: 1958</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":4934,"linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1962.035.001-1.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1962.035.001-1.jpg" alt="" class="wp-image-4934" /></a><figcaption>Inauguração da placa da Faculdade de Farmácia/ Fotógrafo: não identificado/ Data: 15 de dezembro de 1962</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A criação da UFSM em Santa Maria trouxe diversas mudanças e oportunidades à cidade. Com a construção do campus universitário, cursos, laboratórios e salas de aula foram transferidos para Camobi, distribuindo-se o espaço físico por diversos prédios e distribuindo os professores em muitos departamentos. Após a Reforma Universitária de 1968, a Faculdade de Farmácia passou a denominar-se Curso de Farmácia e Bioquímica e a Direção passou a ser chamada de Coordenação do Curso de Farmácia e Bioquímica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":4933,"linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1971.033.001-1-1002x1024.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1971.033.001-1-1002x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4933" /></a><figcaption>Curso Doseamento com Auxílio da Cromatografia em Camada foi ministrado de 8 a 12 de março de 1971 pelo professor Ervino Weigert do Curso de Farmácia e Bioquímica/Fotógrafo: não identificado/ Data: 12 de março de 1971</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Conquistas e planos futuros para o Curso</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nos seus 90 anos de história, o curso de Farmácia formou mais de 5000 profissionais farmacêuticos, capacitados para atuarem em diferentes segmentos e campos profissionais. Atualmente são 553 acadêmicos matriculados. O corpo docente do curso é formado por 76 professores, sendo 72 doutores, três mestres e um especialista. Diversos docentes estão vinculados a diferentes programas de pós-graduação, como: Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (vinculado ao CCS) Programa de Pós-Graduação em Farmacologia; Programa de Pós-Graduação em Bioquímica Toxicológica; Programa de Pós-Graduação em Química; Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos e Programa de Residência Multiprofissional Integrada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":4936,"linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1970.344.004-1-1024x939.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/UFSM.1970.344.004-1-1024x939.jpg" alt="" class="wp-image-4936" /></a><figcaption>Colação de grau dos formandos do Curso de Farmácia/ Fotógrafo: não identificado / Data: 10 de dezembro de 1970.</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Uma das conquistas alcançadas pelo curso ao longo dos anos foi na área de alimentos, através da Usina Escola de Laticínios (Uni) sob a direção inicial do prof. Dr. Ciro Schmitz. A Usina foi inaugurada em 1975, funcionou como um laboratório de ensino na área de produtos cárneos e derivados, e centro de referência e de consultoria para indústrias brasileiras. Atualmente a Usina está desativada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro espaço muito importante para o aprendizado dos estudantes do curso, é a Farmácia Escola, fundada em 19 de junho de 1985, que serve à comunidade universitária, oferecendo medicamentos, correlatos, perfumaria e produtos manipulados de uso externo a preços acessíveis. Inicialmente localizada no Hospital Universitário, a farmácia continua em funcionamento contribuindo para a melhoria da qualidade de ensino do Curso de Farmácia, servindo de estágio curricular obrigatório e também voluntário aos alunos. A Farmácia Escola, hoje é localizada no prédio anexo ao 26A do Centro de Ciências da Saúde, também oferece atendimento aos servidores técnico-administrativos, docentes, acadêmicos da instituição e usuários dos serviços do Hospital Universitário, através da prestação de serviços<br>técnico-especializados.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":4929,"linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/Farmacia-escola-01.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/Farmacia-escola-01.jpeg" alt="" class="wp-image-4929" /></a></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Farmácia Escola</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><br>Ainda na área de medicamentos, o curso de Farmácia da UFSM possui mais dois destaques. O Centro de Desenvolvimento de Testes e Ensaios Farmacêuticos (CTEFAR) que está habilitado pela ANVISA para a realização de estudos de medicamentos genéricos e integra a REBLAS- Rede Brasileira de Laboratórios Analítico-Certificadores e o CEBIFAR – Centro de Estudos de Biodisponibilidade e Farmacocinética que realiza análises em matrizes biológicas. Ambos os laboratórios estão vinculados ao Departamento de Farmácia Industrial (DFI) que mantém convênios com Instituições Públicas e Indústrias Farmacêuticas para a realização de Controle da Qualidade Físico-químico, Microbiológico e de Produtos Biológicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":4928,"linkDestination":"media"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/Laboratorio-de-Farmacotecnica04-1024x683.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2021/09/Laboratorio-de-Farmacotecnica04-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4928" /></a></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Laboratório de Farmacotécnica</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente o curso de farmácia é coordenado pela professora Dr.ª Josiane Faganello. “O curso de Farmácia da UFSM forma profissionais com formação generalista qualificados para trabalhar no diagnóstico clínico laboratorial, na indústria de medicamentos, cosméticos e de alimentos, bem como para o planejamento e aplicação de estratégias e políticas de promoção da saúde”, destaca a coordenadora.<br>A fim de trazer uma maior qualificação na formação dos estudantes de farmácia, segundo a coordenadora, o currículo do curso passará por algumas mudanças, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais em Farmácia. “O novo currículo certamente trará melhorias para o curso e estimulará de forma mais intensa a participação dos acadêmicos em projetos de extensão, compartilhando com a comunidade em geral os avanços científicos e informações relevantes para a saúde pública.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><br><strong>Texto</strong>: Ana Júlia Müller Fernandes, acadêmica de Jornalismo, bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCS – UFSM.<br><strong>Fotos</strong>: Departamento de Arquivo Geral e coordenação do curso de Farmácia.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto “Aqui tem UFSM” apresenta as ações extensionistas do curso de Farmácia em unidade de saúde de Camobi</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/01/29/projeto-aqui-tem-ufsm-apresenta-as-acoes-extensionistas-do-curso-de-farmacia-em-unidade-de-saude-de-camobi</link>
				<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 13:59:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[aqui tem ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=54981</guid>
						<description><![CDATA[Foi divulgado o sexto episódio do projeto “Aqui tem UFSM”, intitulado &#8220;Interação do curso de Farmácia com pacientes na UBS Walter Aita&#8221;. Nele, é apresentado o projeto de extensão do curso de Farmácia que há mais de uma década realiza coletas de sangue na unidade de saúde de Camobi, em Santa Maria. A ação extensionista [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Foi divulgado o sexto episódio do projeto “Aqui tem UFSM”, intitulado "Interação do curso de Farmácia com pacientes na UBS Walter Aita". Nele, é apresentado o projeto de extensão do curso de Farmácia que há mais de uma década realiza coletas de sangue na unidade de saúde de Camobi, em Santa Maria. A ação extensionista facilita o acesso aos exames laboratoriais de pacientes acamados ou que, por dificuldades financeiras, são impedidos de ir até locais distantes de suas residências. O projeto também visa contribuir na formação humanitária dos futuros farmacêuticos a partir do contato direto com a comunidade.</p>
<p>O projeto “Aqui tem UFSM” é composto por uma série de vídeos com o propósito de divulgar os projetos de extensão do Centro de Ciências da Saúde (CCS) para a comunidade municipal e regional. Ao todo, serão sete produtos audiovisuais divulgados nas mídias sociais do Centro (Instagram, Facebook e Youtube) e na plataforma Farol da UFSM, e os seus áudios veiculados em rádios institucionais e comunitárias.</p>
<p>O projeto, que contempla todos os cursos do Centro - Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Farmácia, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Fonoaudiologia - é apenas uma mostra dos 181 projetos extensionistas realizados nos cursos do CCS. A intenção é contribuir com a popularização da ciência, divulgando os projetos de extensão e levando o conhecimento científico para o dia a dia das pessoas, deixando claro que mesmo com a pandemia, os projetos de extensão do CCS estão atuando e promovendo saúde e qualidade de vida na região.</p>
<p>Todos os episódios do projeto podem ser assistidos no canal do CCS no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCAvUy1ansZuqdl5bE3n7z4Q" target="_blank" rel="noopener">YouTube </a>e também no <a href="https://farol.ufsm.br/video/aqui-tem-ufsm-projeto-de-extensao-interacao-dos-academicos-de-farmacia-em-unidade-de-saude" target="_blank" rel="noopener">Farol</a><em>.</em></p>
<p><em>Fonte: Núcleo de Divulgação Institucional do CCS</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Força-tarefa permitiu realização de 1560 exames moleculares de coronavírus na UFSM em um mês</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/06/02/forca-tarefa-permitiu-realizacao-de-960-exames-moleculares-no-husm-em-um-mes</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2020 20:03:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[análises clínicas e toxicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[clínica médica]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[exames moleculares]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[lacen/rs]]></category>
		<category><![CDATA[medicina veterinária preventiva]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[RT-PCR]]></category>
		<category><![CDATA[virologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=52403</guid>
						<description><![CDATA[Em mais uma ação liderada pela UFSM no combate à Covid-19, uma força-tarefa integrada pela Universidade, com seus pesquisadores e laboratórios, e pelo Hospital Universitário de Santa Maria (Husm/EBSERH) completa seu primeiro mês com a realização de 1560 exames moleculares (RT-PCR). Na Região Centro, 960 testes foram aplicados, e na Zona da Produção e na [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_52404" align="alignright" width="317"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-05-28-at-10.47.08.jpeg"><img class="wp-image-52404" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-05-28-at-10.47.08.jpeg" alt="" width="317" height="422" /></a> Biomédicas preparam master mix da PCR, que contém todos os reagentes necessários para o teste[/caption]
<p>Em mais uma ação liderada pela UFSM no combate à <a href="https://www.ufsm.br/coronavirus/observatorio//">Covid-19</a>, uma força-tarefa integrada pela Universidade, com seus pesquisadores e laboratórios, e pelo Hospital Universitário de Santa Maria (Husm/EBSERH) completa seu primeiro mês com a realização de 1560 exames moleculares (RT-PCR). Na Região Centro, 960 testes foram aplicados, e na Zona da Produção e na Região Celeiro, 600.</p>
<p>A iniciativa, que contou com recursos da Prefeitura de Santa Maria, por meio de destinação do Ministério Público do Trabalho, e união de esforços também com o Ministério Público Federal e a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), permitiu a redução significativa no tempo de espera pelo resultado, que leva de 24 a 48 horas. </p>
<p>Ao permitir a detecção do vírus no começo da doença, o teste molecular é fundamental para o rápido diagnóstico, isolamento dos casos e contatantes e início imediato do tratamento do paciente, já que nesta fase a carga viral é maior. "É o teste padrão ouro para diagnóstico de infecções por coronavírus. Possui alta especificidade e sensibilidade, se coletado entre o terceiro e o sétimo dia dos sintomas", afirma o farmacêutico Elehu Moura de Oliveira, chefe do Setor de Apoio Diagnóstico do Husm.  </p>
<p><strong>Santa Maria </strong></p>
<p>De 30 de abril até 31 de maio, foram realizados 960 testes moleculares para SARS-CoV-2, sendo que 41 (4,27%) deram positivos e 919 (95,73%), negativos. Do total de exames, 170 foram de pacientes (16 positivos) e 790 de trabalhadores da saúde (25 positivos). "Estes exames realizados foram imprescindíveis para o diagnóstico de pacientes e trabalhadores da saúde, o que agiliza o isolamento, o tratamento e o retorno ao trabalho", afirma Elehu. </p>
<p>A prioridade para aplicação dos testes moleculares, conforme acordado pelo Conselho Estratégico de Santa Maria para o Enfrentamento à Covid-19, é para pacientes sintomáticos graves, pacientes sintomáticos leves e profissionais de saúde que atuam no combate ao novo coronavírus em instituições de saúde de Santa Maria e região. A capacidade foi estimada em 100 exames ao dia, podendo ser ampliada. Por enquanto, o trabalho transcorre conforme planejado. Houve um aumento na demanda na segunda e na terceira semana de aplicação. No momento, a demanda é menor que a capacidade diária. </p>
<p><strong>Palmeira das Missões</strong></p>
<p>Os exames moleculares (RT-PCR) também são realizados na UFSM Campus Palmeira das Missões. O trabalho foi iniciado em 22 de abril, após um mês de preparação, e até o momento foram aplicados 600 testes, dos quais 12% resultaram positivos. São contemplados todos os municípios da Região da Zona da Produção e parte dos municípios da Região Celeiro. </p>
<p>O trabalho é realizado nos laboratórios de Genética Evolutiva e de Microbiologia, envolvem três professores, um técnico-administrativo e 10 alunos e egressos. Segundo o professor de Biologia Molecular Daniel Sganzerla Graichen, a realização dos exames na UFSM-PM possibilita a tomada de decisões subsidiada em dados para todos os municípios contemplados. </p>
<p><strong>Como são feitos os testes</strong></p>
[caption id="attachment_52405" align="alignleft" width="317"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-05-28-at-10.47.08-1.jpeg"><img class="wp-image-52405" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-05-28-at-10.47.08-1.jpeg" alt="" width="317" height="564" /></a> Após o preparo do master mix da PCR, é colocado o RNA extraído das amostras. Este procedimento é feito em local separado ao preparo do mix.[/caption]
<p>O Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do Husm tem a responsabilidade técnica para a Secretaria Estadual da Saúde do RS pela análise das amostras coletadas no hospital e nas demais unidades de saúde de referência no município e na região da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), abrangendo o recebimento formal das amostras, o processamento e a liberação dos laudos por meio de um sistema de vigilância laboratorial da SES.</p>
<p>Inicialmente, um profissional de saúde coleta amostra com <em>swab</em> (um tipo de cotonete colocado na boca e no nariz) de um paciente internado ou de um profissional suspeito, internado ou não, para a realização do teste molecular. A coleta é rápida e indolor e a amostra conservada em frasco em temperatura adequada.</p>
<p>Já no hospital, após o recebimento do LAC, a amostra é encaminhada ao Laboratório do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que conta com uma cabine de segurança biológica. Nela, os profissionais realizam a extração do RNA do SARS-CoV-2. Em seguida, o material é encaminhado ao Setor de Virologia do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, do Centro de Ciências Rurais (CCR), para o restante do procedimento e investigação do vírus pela técnica de RT-PCR. O resultado é encaminhado ao Laboratório de Biologia Molecular do LAC/Husm para análise e liberação do laudo. Todo o processo ocorre em até 48 horas.</p>
<p>Os resultados são encaminhados às instituições solicitantes, secretarias de saúde e órgãos de saúde do trabalhador, que, por sua vez, adotam as medidas de acordo com seus protocolos estabelecidos. Os casos relacionados ao Husm são notificados à Vigilância do Município, responsável pela divulgação dos resultados. Os testes foram validados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS).</p>
<p><strong>Teste molecular foi "divisor de águas" no Husm</strong></p>
<p>A testagem molecular impactou de forma positiva na rotina dos profissionais da saúde, na avaliação da superintendente do Husm, Elaine Verena Resener. Antes do teste, se um funcionário tivesse sintoma, tinha que ficar até 14 dias afastado do trabalho. Agora, o resultado já sai no mesmo dia. Isso trouxe segurança e confiança para o funcionário permanecer no hospital. "No Husm, representou um verdadeiro 'divisor de águas', visto que trouxe oportunidade de testagem aos trabalhadores e monitoramento seguro para os pacientes, além do reconhecimento institucional da qualidade de nossos laboratórios pelo Lacen/RS", salienta Elaine.</p>
[caption id="attachment_52406" align="alignright" width="488"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-05-28-at-10.47.07.jpeg"><img class="wp-image-52406" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-05-28-at-10.47.07.jpeg" alt="" width="488" height="237" /></a> Interpretação dos resultados e liberação dos laudos[/caption]
<p>Segundo ela, em menos de um mês, reduziu-se em 361 dias a necessidade de afastamentos do trabalho. Todos os profissionais com sintomas gripais são testados com teste rápido e, se positivo, complementado com o teste molecular. "O afastamento desnecessário resulta um significativo impacto funcional, econômico e psicológico, além de restabelecer um clima de segurança e confiança na abordagem e enfrentamento da pandemia da Covid-19", observa a superintendente.  </p>
<p><strong>Mobilização institucional </strong></p>
<p>A realização de exames moleculares pela UFSM/Husm só foi possível graças a uma mobilização liderada pelo reitor, Paulo Afonso Burmann, e que envolveu diferentes setores internos. Uma equipe multiprofissional, integrada por docentes, servidores técnicos da área laboratorial e estudantes de pós-graduação, assumiu a tarefa, considerada essencial como uma das estratégias para controle da epidemia. </p>
<p>O Husm, por meio do LAC, iniciou estudos técnicos e de orçamento para realizar os exames moleculares, mas foi preciso uma mobilização maior, institucional. "O professor Burmann criou um grupo, intermediou reuniões para a efetividade das ações, que permitiram suprir um gargalo de exames para Santa Maria e região", relata o farmacêutico Elehu. O início dos trabalhos foi viabilizado com a destinação de recursos pelo Ministério Público do Trabalho, no montante de cerca de R$ 600 mil, utilizados para aquisição de equipamentos e insumos suficientes para a realização de seis mil testes iniciais para toda a região.  </p>
<p><strong>Trabalho interdisciplinar</strong></p>
<p>A iniciativa se destaca também pela interdisciplinaridade e envolve diferentes laboratórios da UFSM. O professor Alexandre Vargas Schwarzbold, do Departamento de Clínica Médica, do CCS, médico infectologista que chefia a Unidade de Pesquisa Clínica no Husm, trouxe do Conselho Estratégico da Covid-19 o chamamento da necessidade de testagem. Essa ação gerou a estruturação da força-tarefa mobilizadora laboratórios que já trabalhavam com a técnica de RT-PCR em seus programas. A participação de cada laboratório da UFSM foi essencial. O laboratório das professoras Marli Matiko Anraku de Campos e Priscila de Arruda Trindade, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, por exemplo, permitiu um nível de biossegurança (NB-2) mais adequado à extração do material genético do vírus que não poderia ter sido obtido no Husm e em nenhum outro local da Universidade. </p>
<p>Outro elo imprescindível desta cadeia é Laboratório de Virologia, do CCR, que já trabalhava com a técnica de RT-PCR e se adaptou à demanda urgente causada pela epidemia. "Essa força-tarefa, com coordenação do Burmann, foi essencial, na hora certa. Quando começaram os casos, não havia estrutura de diagnóstico montada, os diagnósticos eram enviados para o Lacen/RS, que foi ficando saturado, e demorava até 10, 12 dias para sair o resultado", destaca o professor Eduardo Furtado Flores, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva do CCR. A iniciativa da UFSM, também adotada por outras universidades, vem dando conta de praticamente toda a demanda por exames moleculares, aliviando o Lacen/RS.   </p>
<p>Em toda esta cadeia, atuam professores, técnicos do Husm-EBSERH e da UFSM, pós-graduandos e estagiários, que atuam em escalas diferentes. "Já se trabalhava com estas técnicas em vários locais da UFSM, havia <em>expertise</em>, só foi preciso articulá-las e estabelecer uma parceria nas ações", comenta o professor Alexandre. No total, são cerca de 30 pessoas diretamente envolvidas nas diferentes etapas. O professor Eduardo destaca o empenho de todos os envolvidos, em especial de mestrandos e doutorandos, que deixaram seus afazeres para auxiliar no trabalho, sob a supervisão de técnicos e professores. "Toda esta força-tarefa é conduzida de forma voluntária, ninguém ganha nada a mais por isso. O que estamos conseguindo fazer neste momento é exemplo de esforço conjunto", salienta. </p>
<p><strong>Iniciativa deve seguir rendendo frutos</strong></p>
<p>Para o professor Alexandre, foi só com a formação da força-tarefa, a partir do chamamento, que se viabilizou a execução deste trabalho. "Tínhamos a necessidade de diferentes <em>expertises</em> e das estruturas laboratoriais para viabilizar a técnica de RT-PCR aplicada ao diagnóstico do SARS-Cov-2, e isso pode ser um bom legado para ações conjuntas futuras em saúde pública. Após o pico da epidemia, vamos provavelmente seguir com projetos comuns nas diferentes áreas do conhecimento, entre elas o emprego de outras técnicas diagnósticas e sequenciamento gênico, por exemplo", afirma Alexandre. Alguns destes projetos já foram apresentados para órgãos financiadores. Para o professor, este trabalho desenvolvido durante a epidemia, além de capacitar recursos humanos e gerar conhecimento, desvela outro elemento importante a ser desenvolvido na Universidade, a interdisciplinaridade.</p>
<p>As expectativas para os próximos meses, no que se refere aos exames moleculares, estão relacionadas à evolução dos casos de Covid-19. A previsão é de que há kits para testes suficientes até agosto ou setembro. Em relação aos insumos necessários, um termo de cooperação entre a UFSM e o Lacen/RS prevê a continuidade no fornecimento dos itens assim que a capacidade atual esgotar: a Secretaria Estadual da Saúde entra com o material necessário, e a UFSM, com recursos humanos e <em>know how</em>. "Isso é importante porque não teremos o risco de parar os exames por falta de verba", afirma o professor Alexandre.</p>
<p>Para ele, a grande experiência é possibilitar ações conjuntas futuras, para que se possa dar respostas locais mais efetivas, sem que seja preciso depender do Lacen/RS ou Fiocruz, por exemplo. "Ter respostas locais é sempre o ideal para se tomar ações mais rápidas", afirma. </p>
<p><em>Texto: Agência de Notícias da UFSM</em><br /><em>Fotos: Assessoria de Imprensa do Husm</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto do curso de Farmácia realiza exames laboratoriais gratuitos em unidade de saúde de Camobi</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/08/29/projeto-do-curso-de-farmacia-realiza-exames-laboratoriais-gratuitos-em-unidade-de-saude-de-camobi</link>
				<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 20:32:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=49273</guid>
						<description><![CDATA[Um projeto realizado por acadêmicos do curso de Farmácia faz exames laboratoriais gratuitos para a comunidade de Camobi e bairros próximos na Unidade de Saúde Básica Walter Aita. Intitulado “Interação dos acadêmicos do curso de Farmácia com pacientes atendidos em uma unidade de saúde em Santa Maria”, esse projeto de extensão é coordenado pela farmacêutica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_49274" align="alignleft" width="450"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/08/Coleta-de-sangue-realizada-no-Departamento-de-Análises-Clínicas.jpg"><img class="wp-image-49274" title="Exame laboratorial em Camobi" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/08/Coleta-de-sangue-realizada-no-Departamento-de-Análises-Clínicas.jpg" alt="Foto de paciente sendo preparado para doar sangue " width="450" height="315" /></a> Serviço de coleta de sangue é disponibilizado para a comunidade de Camobi e moradores da CEU[/caption]

Um projeto realizado por acadêmicos do curso de Farmácia faz exames laboratoriais gratuitos para a comunidade de Camobi e bairros próximos na Unidade de Saúde Básica Walter Aita. Intitulado “Interação dos acadêmicos do curso de Farmácia com pacientes atendidos em uma unidade de saúde em Santa Maria”, esse projeto de extensão é coordenado pela farmacêutica Marinês Calegari Lavall, servidora técnico-administrativa da UFSM. Participam a cada semestre seis acadêmicos matriculados na Disciplina Complementar de Graduação (DCG) Práticas em Laboratório Clínico, ministrada pela professora Thissiane de Lima Gonçalves Bernasconi.

Semanalmente, os acadêmicos visitam a unidade básica de saúde, onde realizam coletas de sangue, urina e fezes, conforme solicitação médica. Essas amostras são separadas entre aquelas que serão levados para um laboratório externo e as que serão analisadas pelos alunos no setor de hematologia e urinálise do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFSM, vinculado ao curso de Farmácia. Quando os resultados ficam prontos, são digitados e levados à unidade de saúde na semana seguinte. Cerca de 15 pacientes são atendidos por semana e, ao todo, foram analisados 587 exames nos meses de abril, maio e junho de 2019.

Os atendimentos se estendem também a pacientes que estão debilitados e acamados. Nesses casos, a coleta das amostras é feita no domicílio do paciente. Alunos moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU) também podem fazer estes exames no departamento – localizado no 2º andar do prédio 26 do campus sede – com os participantes do projeto. Um dos participantes é André Lucas Pacheco, acadêmico do 6º semestre de Farmácia. Segundo ele, o projeto é muito importante, pois oportuniza o cuidado com a saúde aos estudantes, que, apesar da preocupação, normalmente não possuem tempo para se deslocar a unidades de saúde.

No âmbito do projeto, também são elaboradas cartilhas educativas que abordam os seguintes temas da área da saúde: coleta de sangue, coleta de urina, diabetes, dislipidemias, doenças cardiovasculares, gestação e anemia. As cartilhas são distribuídas para futuras atividades de orientação realizadas pelos alunos para os pacientes atendidos na unidade de saúde.

[caption id="attachment_49275" align="alignleft" width="450"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/08/Alunos-e-supervisora-analisam-amostras-no-laboratório.jpg"><img class="wp-image-49275" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/08/Alunos-e-supervisora-analisam-amostras-no-laboratório.jpg" alt="Fotografia de três pessoas observando amostras com uso de microscópios" width="450" height="300" /></a> Alunos e supervisora analisam amostras no laboratório[/caption]

O projeto teve início em 2005 na Unidade de Saúde da Vila Maringá, quando o então professor do curso de Farmácia José Édson Paz da Silva constatou a dificuldade da população da região sul da cidade para realizar exames laboratoriais simples, pois para isto tinham que se deslocar até locais distantes de onde moram. Com o intuito de aliar a prática dos alunos do curso de Farmácia à necessidade da população local, criou e implementou uma parceria com o Município, para que os graduandos atuassem nas unidades de saúde, na coleta de material e na análise laboratorial. Posteriormente o local foi alterado para a Unidade de Saúde Walter Aita, devido à proximidade com a UFSM.

O objetivo do projeto, para a coordenadora, é facilitar o acesso da comunidade à realização dos exames, principalmente para os acamados que precisam de atendimento domiciliar, para que não tenham que ir até o Centro. Além disso, coloca os alunos em contato com a realidade do paciente, algo que não teriam em aula teórica. A acadêmica do 7º semestre de Farmácia Mônica Grellmann vê o projeto como uma oportunidade para um maior convívio do estudante com o paciente e sua realidade, além da experiência nas práticas de laboratório clínico. Dessa forma, os estudantes podem enriquecer o perfil profissional e atuar com qualidade no amparo ao paciente.

As coletas são feitas todas as quartas-feiras, a partir das 8h, para a comunidade e residentes da CEU, gratuitamente, na Unidade Básica de Saúde Walter Aita, localizado na Rua Luiz Petry, no bairro Camobi.

<i>Texto e fotos: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da UFSM cria novo método para avaliar a eficácia de filtros solares</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/07/04/pesquisador-da-ufsm-cria-novo-metodo-para-avaliar-a-eficacia-de-filtros-solares</link>
				<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 18:21:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[eficácia filtro solar]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[filtro solar]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=48622</guid>
						<description><![CDATA[O professor André Passaglia Schuch, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM, desenvolveu o sistema Dosímetro de DNA, método que permite a detecção e quantificação dos danos de DNA induzidos pela radiação ultravioleta (UV) solar. Desenvolvido durante seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP), o sistema consiste na exposição de uma molécula [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_48623" align="alignright" width="450"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/07/filtrosolar.jpeg"><img class=" wp-image-48623" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/07/filtrosolar.jpeg" alt="" width="450" height="601" /></a> Amostra é exposta ao sol ao lado de equipamentos que medem a radiação UV, instalados em cima do prédio do Laboratório de Fotobiologia[/caption]

O professor André Passaglia Schuch, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM, desenvolveu o sistema Dosímetro de DNA, método que permite a detecção e quantificação dos danos de DNA induzidos pela radiação ultravioleta (UV) solar. Desenvolvido durante seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP), o sistema consiste na exposição de uma molécula de DNA purificada ao sol para quantificar as lesões causadas na molécula pela radiação solar. A aplicação desse sistema tem uma grande relevância biológica, visto que são essas lesões de DNA que causam mutações que podem, por exemplo, originar um câncer de pele, ou resultar na morte de células, o que produz rugas e manchas na pele. No futuro, ele também pode ter uma aplicação inovadora no mercado de filtros solares.

Atualmente, esse é o tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Bruna Borin, aluna do curso de Ciências Biológicas da UFSM. O biodosímetro também é utilizado no projeto de extensão intitulado “Estudo e Análise da Eficácia de Proteção Biológica de Filtros Solares em Nível Molecular: Aplicação do Método FPS-DNA”, realizado pelo Laboratório de Fotobiologia da UFSM em parceria com a Fundação de Apoio à Tecnologia e a Ciência (Fatec).

A aplicação relacionada aos filtros solares tem o objetivo de avaliar o quanto eles são eficientes para proteger o DNA, por meio do cálculo do Fator de Proteção Solar ao DNA (FPS-DNA). Ou seja, após a aplicação do protetor solar sobre o Dosímetro de DNA, o sistema é então exposto em lâmpadas de radiação UVA e UVB. Depois, a eficácia de proteção do cosmético contra a indução desses danos é quantificada por meio da determinação de um valor de FPS-DNA ao produto. Nenhuma outra metodologia vigente consegue avaliar o grau de proteção em nível molecular desta forma. Esse método é capaz de fazer essa avaliação de forma rápida, economicamente viável e sem a necessidade do uso de pessoas ou de animais nos testes.

O projeto tem uma visão objetiva e bem específica de atuação, pois, segundo o coordenador, o que se espera é “aplicar o sistema Dosímetro de DNA para ajudar a indústria nacional e internacional a aprimorar a qualidade e eficiência de proteção de filtros solares que são vendidos no mercado para uso da população”.

Os próximos passos do projeto estão concentrados no reconhecimento dessa tecnologia pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que assim possa ser determinado o fator FPS-DNA de filtros solares que são vendidos no Brasil.

O trabalho do Laboratório de Fotobiologia concentra-se na pesquisa de como a luz solar interage com as biomoléculas e também com seres vivos, por meio da realização de estudos focados tanto na saúde humana como também na biodiversidade animal, com ênfase no impacto em anfíbios. Mais informações sobre esse e outros projetos constam no <a href="https://labfotobioufsm.wixsite.com/home?fbclid=IwAR3eOm3sKTOat-iOZIbrmLwBboWzkEVDPEJgztmYIsHjITfTw3UEmALImvE">site do laboratório</a> e em sua página no <a href="https://www.facebook.com/labfotobioufsm/">Facebook</a>.

<i>Texto: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>1/2019 - Edital do Curso de Farmácia - Apoio à participação dos acadêmicos em eventos científicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/editais/001-2019-13</link>
				<pubDate>Fri, 03 May 2019 17:46:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/?post_type=editais&#038;p=2646</guid>
						<description><![CDATA[<p>Curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria &#8211; UFSM lança o presente Edital<br />
com objetivo de estimular e auxiliar a participação dos acadêmicos em eventos científicos e<br />
com isso contribuir para a qualificação dos alunos. Os eventos a serem contemplados deverão<br />
ter carga horária igual ou superior a 20 horas e ocorrer de maio a junho de 2019.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria &#8211; UFSM lança o presente Edital<br />
com objetivo de estimular e auxiliar a participação dos acadêmicos em eventos científicos e<br />
com isso contribuir para a qualificação dos alunos. Os eventos a serem contemplados deverão<br />
ter carga horária igual ou superior a 20 horas e ocorrer de maio a junho de 2019.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vaga para aluno de iniciação científica voluntário no Núcleo Integrado de Desenvolvimento e Análises Laboratoriais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/03/11/vaga-para-aluno-de-iniciacao-cientifica-voluntario-no-nucleo-integrado-de-desenvolvimento-e-analises-laboratoriais</link>
				<pubDate>Mon, 11 Mar 2019 14:49:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[centro de ciências rurais]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[nidal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia de Alimentos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=46814</guid>
						<description><![CDATA[O Núcleo Integrado de Desenvolvimento e Análises Laboratoriais (Nidal) do Centro de Ciências Rurais (CCR) seleciona aluno de iniciação científica voluntário para desenvolver atividades de pesquisa junto ao Grupo de Pesquisa Compostos Bioativos, coordenado pela professora Tatiana Emanuelli. O grupo trabalha com potencial biológico de frutas nativas em modelos experimentais de diabetes, aterosclerose e de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Núcleo Integrado de Desenvolvimento e Análises Laboratoriais (Nidal) do Centro de Ciências Rurais (CCR) seleciona aluno de iniciação científica voluntário para desenvolver atividades de pesquisa junto ao Grupo de Pesquisa Compostos Bioativos, coordenado pela professora Tatiana Emanuelli. O grupo trabalha com potencial biológico de frutas nativas em modelos experimentais de diabetes, aterosclerose e de úlcera gástrica.

Os alunos interessados em se envolver com pesquisa que tenham disponibilidade de horários devem estar regularmente matriculados nos cursos de graduação em Farmácia ou em Tecnologia de Alimentos da UFSM.

Para participar do processo seletivo é preciso enviar e-mail com nome, curso e semestre para greicymmc@gmail.com e s_somacal@hotmail.com até 15 de março para agendamento de entrevista.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Doutorandos da UFSM avaliam experiência no Les Doctoriales</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/11/27/doutorandos-da-ufsm-avaliam-experiencia-no-les-doctoriales</link>
				<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 19:50:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[les doctorales]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Veterinária]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=45762</guid>
						<description><![CDATA[O evento Les Doctoriales premiou na última sexta-feira (23) quatro alunos de doutorado da UFSM. Eles fizeram parte das equipes dos projetos escolhidos como os melhores dessa edição do seminário, realizada nos dias 22 e 23 de novembro. Promovido pela Aliança Francesa de Porto Alegre, o Les Doctoriales tem como um de seus objetivos aproximar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O evento <a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4903">Les Doctoriales</a> premiou na última sexta-feira (23) <a href="https://www.ufsm.br/2018/11/26/doutorandos-da-ufsm-sao-premiados-no-seminario-les-doctriales-rs-2018/">quatro alunos</a> de doutorado da UFSM. Eles fizeram parte das equipes dos projetos escolhidos como os melhores dessa edição do seminário, realizada nos dias 22 e 23 de novembro. Promovido pela Aliança Francesa de Porto Alegre, o Les Doctoriales tem como um de seus objetivos aproximar estudantes, empresários e investidores financeiros, e contou com avaliadores ligados a empresas e instituições que fomentam o espírito empreendedor.

Os doutorandos foram recebidos no primeiro dia, já divididos nas equipes nas quais iriam criar os projetos, com dinâmicas em grupo para se conhecerem melhor. As atividades também ajudaram os participantes a decidirem quais funções iriam desempenhar ao longo do evento. Após, eles foram apresentados ao desafio de desenvolver um projeto inovador para o mercado. Para tal teriam ajuda de coaches e deveriam completar pequenas tarefas, para no final apresentar seu projeto para a banca avaliadora.

O seminário também é voltado a incentivar que os estudantes se conscientizem sobre as competências profissionais adquiridas durante sua trajetória acadêmica. Com relação a esse quesito, o Les Doctoriales edição de 2018 atingiu seu objetivo, segundo a doutoranda em Ciências Farmacêuticas Thais Dal Molin, uma das premiadas. Para Thais, a experiência foi transformadora e lhe trouxe maior autoconhecimento. Além disso, conseguiu estabelecer conexões com os doutorandos de seu grupo. Embora não possam divulgar exatamente o projeto que desenvolveram, por terem firmado um compromisso de confidencialidade com os organizadores do evento, o grupo de Thaís fez um projeto que busca dar mais segurança aos idosos.

Para Jaqueline Miranda, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Vida, que fez parte da equipe que conquistou o primeiro lugar, a experiência também foi muito enriquecedora. Professora do ensino básico, ela relatou para seus alunos como foi ter participado da “gincana científica”, como uma forma de incentivá-los a estudar cada vez mais. O projeto desenvolvido por sua equipe deve ajudar na prevenção à solidão dos idosos.

Também foram premiados Eric Severo, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, e Francielle Liz Monteiro, do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, agraciados com o terceiro lugar. O projeto deles se relaciona à confecção de melhores etiquetas para produtos alimentícios. No total, nove doutorando representaram a UFSM no evento, que reuniu aproximadamente 100 doutorandos de 11 universidades diferentes.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A dualidade dos medicamentos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-dualidade-dos-medicamentos</link>
				<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 13:15:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[calmantes]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[indústria farmacêutica]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos tarja preta]]></category>
		<category><![CDATA[pscicofármacos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[tranquilizantes]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4222</guid>
						<description><![CDATA[Psicofármacos são fundamentais para tratar diversos transtornos mentais, mas o uso indevido preocupa pesquisadores, pelos efeitos colaterais no organismo e pela propensão à dependência
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><strong><img class="alignleft wp-image-4344 size-thumbnail" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/trigger-warning-150x150.png" alt="" width="150" height="150" />Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por </strong><strong>um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.</strong></span>

<span style="font-weight: 400">Quantas horas por dia você dorme? Quão saudável é a sua alimentação? Você pratica exercícios físicos? As respostas para essas perguntas variam muito de um indivíduo a outro, mas é notório que a maior parte da população já não consegue dedicar tempo suficiente ao cuidado do corpo e da mente. As obrigações e prioridades, muitas vezes, são outras; e as consequências, em decorrência disso, podem ser severas.</span>

<span style="font-weight: 400">O Brasil apresenta a maior porcentagem de população afetada por distúrbios relacionados à ansiedade no mundo e, além disso, é o quinto país com a maior taxa de pessoas depressivas, de acordo com dados divulgados em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, os psicofármacos asseguram o alívio imediato e, muitas vezes, possibilitam o restabelecimento da “normalidade” cotidiana. No entanto, levando em conta a propensão à dependência de muitos fármacos e os seus efeitos colaterais no organismo, surge o questionamento: os medicamentos, a longo prazo, são a melhor solução para tratar todos os transtornos mentais?</span>

<span style="font-weight: 400">Entre 2010 e 2016, o Brasil aumentou em 74% o consumo de medicamentos antidepressivos, segundo pesquisa divulgada em 2017 pela seguradora SulAmérica. Ainda assim, não existe um consenso entre os pesquisadores da área de saúde mental sobre a população estar, ou não, consumindo mais remédios do que deveria. A preocupação não é somente com o aumento no consumo, já que os psicofármacos são necessários em determinados casos, mas sim com o uso indevido (sem necessidade e/ou indicação médica), visto que os medicamentos podem causar dependência e efeitos colaterais diversos.</span>

<span style="font-weight: 400">Um estudo realizado pela Universidade Federal do Paraná, coordenado pela professora de Enfermagem Mariluci Alves Maftum, entrevistou profissionais de Enfermagem em quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Curitiba. A conclusão foi de que os medicamentos representam um importante recurso terapêutico, principalmente por minimizarem sintomas agudos causados pelos transtornos mentais. Na visão desses profissionais, o uso de psicofármacos é fundamental para que a pessoa com transtorno possa ter uma melhora significativa no seu estado de saúde, no autocuidado, na (re)conquista da autonomia e das condições necessárias para realizar atividades rotineiras. Entretanto, o estudo também faz ressalvas às contraindicações dos medicamentos tarjados, utilizados para tais fins. Recomenda-se, então, como resultado da pesquisa, o uso do psicofármaco associado a outros tratamentos não medicamentosos, como a participação em grupos e oficinas terapêuticas.</span>

<span style="font-weight: 400">Os psicofármacos mais receitados são os benzodiazepínicos – calmantes e tranquilizantes como Rivotril/Clonazepam, Valium/Diazepam, Frontal/Alprazolam, Lexotan/Bromazepam. Para a professora do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSM Marilise Burger, o uso de calmantes é banalizado e faz com que o cérebro se adapte à presença do fármaco. Se utilizado por longos períodos, pode causar a dependência e/ou tolerância (diminuição dos efeitos, o que exige doses cada vez maiores). De forma parecida, acontece a ação dos antidepressivos: o uso aumenta os níveis de serotonina – popularmente conhecida como “hormônio da felicidade” -, o que faz com que a pessoa se sinta bem emocionalmente. Ainda que apresente melhoras no quadro clínico, o paciente costuma voltar ao estado psíquico anterior quando o uso da medicação é interrompido.</span>

<span style="font-weight: 400">Nesta perspectiva, para a mestranda em Psicologia na UFSM Maria Luiza Diello, a patologização da vida e do sofrimento se tornou um dos principais problemas na contemporaneidade. Isso significa dizer que, atualmente, qualquer estado mental e existencial pode ser delineado como doença, acarretando, com isso, a intensificação do uso exacerbado de medicamentos. Para ela, o uso de fármacos deveria ser feito exclusivamente em situações de absoluta necessidade. “É muito comum nos depararmos com situações de uso indevido, abusivo, continuado, crônico, problemático ou desnecessário de medicamentos”, pontua Maria Luiza.</span>

<span style="font-weight: 400">Marilise considera que o elevado número de psicofármacos consumidos atualmente representa uma transferência da solução dos problemas – sejam eles corriqueiros ou de maiores complexidades – em função de rotinas agitadas. “A melhora dos problemas emocionais envolve uma mudança de hábitos; antes, algumas situações eram resolvidas no cotidiano; hoje, é mais fácil usar um medicamento do que olhar para dentro de si mesmo e mudar estes hábitos – alimentação, atividade física e a maneira de lidar com as pessoas, por exemplo”, comenta a professora.</span>

<span style="font-weight: 400">Todos os estados afetivos são momentâneos, sejam eles de tristeza ou de felicidade, segundo o professor do Departamento de Neuropsiquiatria UFSM Mauricio Scopel Hoffmann. A distinção entre um estado afetivo e um transtorno mental se baseia em critérios de tempo e de prejuízo. “A pessoa está vivendo bem e, de repente, começa a baixar a vitalidade, a não querer sair de casa, </span><span style="font-weight: 400">a pensar que a vida não mais vale a pena, a achar que a morte é uma solução. Se isso perdurar por semanas e causar prejuízo porque a pessoa já não consegue mais se relacionar com os outros, ou prejudicar sua produtividade no trabalho, por exemplo, se configura como um transtorno mental”, comenta o professor. Ele explica que um acontecimento traumático pode ser fator de risco inespecífico para desencadear a depressão, que possui prevalência em cerca de 15 a 25% da população.</span>

<span style="font-weight: 400">Há também um número expressivo de pessoas que diagnosticam a depressão de maneira apressada e passam anos repetindo o uso do mesmo remédio sem questionar. Para o professor de Psicologia do Departamento de Enfermagem da UFSM campus Palmeira das Missões Ricardo Martins o fato é que a sociedade já não privilegia os sujeitos e a vida, mas os objetos e o mercado, fazendo com que se perca o contato com o coletivo: “é como na  economia: a oferta cria a demanda, ou seja, o remédio vai buscar (criar) a doença”, conclui o professor.</span>

<span style="font-weight: 400">No entanto, Mauricio avalia que o aumento da prescrição de psicofármacos pode ser uma falsa aparência, já que há grande porcentagem de doentes sem tratamento. “Menos de 10% dos pacientes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) do Brasil recebem tratamento, ou seja, a prescrição precisaria aumentar muito para que todos os doentes pudessem ser ajudados. Não creio que exista esse fenômeno da medicamentalização, entendido como uma trama, consciente ou não, entre indústria e profissionais da saúde, para medicar mais as pessoas, sem necessidade; falta evidência empírica para isso”, analisa o professor.</span>

<b>Atenção aos "tarja preta"</b>

<span style="font-weight: 400">Quanto maior a dose de medicamento utilizada, maiores os efeitos colaterais aos quais o corpo estará suscetível. O professor Mauricio explica que os remédios de tarja preta são os que possuem maior potencial de abuso: “Em torno de 15 a 20% das pessoas que usam essa medicação tendem a aumentar sozinhas a dose, porque a própria medicação provoca isso e a personalidade dos usuários também”. Para pacientes em situações de abuso de álcool, por exemplo, não é indicado o uso de tarja preta porque a composição química do remédio e o perfil do paciente podem gerar dependência.</span>

<span style="font-weight: 400">A Ritalina – medicamento estimulante que controla o TDAH – é usada por muitos estudantes para fazer o chamado doping cognitivo. Por ser um medicamento controlado e exigir receita médica, a solução encontrada por muitas pessoas é conseguir o psicofármaco com terceiros. Marilise afirma que a automedicação pode ser “um tiro no pé”, porque se o estudante possui um transtorno de ansiedade, por exemplo, há chances de piorar ainda mais seu estado mental.</span>

<b>Qual a melhor receita médica?</b>

<span style="font-weight: 400">Para todo transtorno mental, o tratamento é sempre indicado. Ele pode ser tanto psicoterápico quanto farmacológico, que são as duas grandes abordagens em saúde mental, e o uso ou não de remédios depende de particularidades. Ricardo aponta que, para casos como os de luto pela perda, há mudança na química cerebral e, para resolver isso, o tratamento psicológico contribui para deslocar o foco do cérebro sobre a perda. O remédio, neste contexto, faz parte de uma fantasia dos pacientes, que o veem como um “fortificante”.</span>

<span style="font-weight: 400">Já para a depressão e a ansiedade, o professor Maurício assegura que há evidências científicas sobre a eficácia da psicoterapia. </span><span style="font-weight: 400">Em contrapartida, há casos em que a resposta aos tratamentos psicoterápicos é baixíssima e, por isso, há necessidade de medicação, como é o caso da esquizofrenia. O que acontece é que nem sempre o tratamento indicado condiz com as condições financeiras do paciente. Dessa forma, o tratamento medicamentoso pode ser mais barato que o psicoterápico e, portanto, mais acessível no sistema de saúde. Em alguns transtornos, como os de ansiedade, o tratamento psicoterápico somado ao tratamento com fármacos pode ser preferível, já que os efeitos da terapia dupla são potencializados.</span>

<span style="font-weight: 400">Em vista disso, alguns profissionais da área apostam na chamada “terapia social”, que oferece atendimentos a um preço mais acessível. Além disso, também é possível que o paciente busque um atendimento viável ou gratuito em centros acadêmicos de Psicologia e também nos serviços ofertados pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que compõem a rede pública de saúde.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4225" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/09_03_BOX_3.png" alt="" width="800" height="678" />

<b>O que a indústria farmacêutica tem a ver com tudo isso? </b>

<span style="font-weight: 400">A indústria farmacêutica constitui-se como uma das engrenagens principais no campo das pesquisas científicas e no desenvolvimento de tratamentos, como também na área da produção e comercialização de medicamentos. Por ser um dos maiores meios provedores de investimentos na ciência, esta indústria, estabelecida no início do século 20, é hoje uma das maiores responsáveis pela evolução e modernização de tratamentos médicos. De acordo com um estudo coordenado pelo médico Paulo Aligieri e publicado na Revista da Associação Médica Brasileira, “o resultado do trabalho das indústrias tem contribuído significativamente, ao longo dos anos, para o aumento da expectativa de vida e redução dos índices de mortalidade de diversas doenças”. Entretanto, mesmo indispensável na área da saúde mental atualmente, a indústria farmacêutica é criticada por muitos estudiosos da área.</span>

<span style="font-weight: 400">De acordo com a farmacologista Marilise Burger, “a indústria tem um perfil competitivo, que visa o lucro, e investe em propagandas fortes que induzem os médicos. Há um histórico de medicamentos lançados sem as pesquisas necessárias e até mesmo de pesquisas burladas”. A médica clínica geral Valéria da Silva Zorzi confirma esta realidade: “Recebemos constantemente boletins informativos das sociedades médicas incitando a usar medicamentos”; e complementa que “esta indústria opera financiando pesquisas tendenciosas, com conflitos de interesse; utiliza o marketing em congressos; investe nos médicos e profissionais ligados à saúde para impôr tendências e modismos”.</span>

<span style="font-weight: 400">Os médicos, neste cenário, podem aparecer como articuladores ou também como vítimas, já que as propagandas das indústrias induzem não apenas os pacientes, mas também a classe médica. “Um médico dificilmente vai te dizer que se deixa levar [pela indústria farmacêutica], mas ele, mesmo sem perceber, pode estar sendo submetido a este assédio”, opina a professora Marilise.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4226" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/09_03_BOX_4.png" alt="" width="800" height="614" />

<span style="font-weight: 400">Apesar disso, entre os profissionais da área da saúde, é unânime o reconhecimento de que os psicofármacos são essenciais em diversos tratamentos. As ressalvas são de que os medicamentos não podem ser vistos como uma solução mágica para tratar os transtornos mentais. As sensações de angústia, insegurança, isolamento, desespero,  podem ser resolvidas sem a necessidade de substâncias químicas, em grande parte dos casos. Da ordem do necessário está a procura pelo tratamento adequado, aliado a um estilo de vida saudável, e, acima de tudo, tempo disponível para os olhares íntimos sobre si mesmo.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Claudine Friedrich</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong> Diagramação e Lettering:</strong> Juliana Krupahtz </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Ilustração:</strong> Pollyana Santoro e Deirdre Holanda</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        