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						<item>
				<title>Glass realiza avaliações físicas na equipe feminina da UFSM Futsal</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/07/25/glass-realiza-avaliacoes-fisicas-na-equipe-feminina-da-ufsm-futsal</link>
				<pubDate>Tue, 25 Jul 2023 13:03:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[glass]]></category>

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						<description><![CDATA[Os testes foram realizados nos dias 20 e 21 e fazem parte da preparação das atletas para a disputa da Série Ouro, que inicia em setembro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O Grupo de Laboratórios Associados (Glass) da UFSM, localizado no Centro de Educação Física e Desportos, tem contribuído com a preparação de atletas de diferentes modalidades esportivas, como o <a href="https://www.ufsm.br/2023/06/20/selecao-brasileira-de-padel-realiza-avaliacoes-fisicas-na-ufsm">Pádel</a> e o Futsal. Uma dessas ações aconteceu nos dias 20 e 21 de julho, quando a equipe feminina de futsal da UFSM realizou as avaliações físicas que fornecem um relatório com dados acerca do rendimento das jogadoras e que auxiliam nos treinamentos individuais e coletivos. Os testes fazem parte da preparação da equipe para a disputa da Série Ouro, que inicia em setembro.</p>[caption id="attachment_63090" align="alignleft" width="502"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/IMGL3111.jpg" alt="" width="502" height="335" /> A atleta Aline Alles realiza avaliação no aparelho BOD POD (foto: Gabrielle Pillon)[/caption]<p>O Glass foi criado em 2018 para realizar avaliações de atletas de alto rendimento.<a href="https://www.ufsm.br/2022/06/01/projeto-de-avaliacao-de-atletas-de-alto-rendimento-volta-a-ser-desenvolvido-pelo-cefd"> Em 2022, a iniciativa foi contemplada em um edital do Ministério do Esporte que viabilizou a compra de equipamentos.</a> O coordenador do Glass, Luiz Fernando Royes, conta que os testes realizados nos atletas englobam habilidades essenciais para um jogo de futsal – que incluem força, agilidade e resistência cardiorrespiratória. Para isso, são utilizados quatro laboratórios: Laboratório de Cineantropometria (LabCine), Laboratório de Bioquímica do Exercício (BioEx), Laboratório de Biomecânica (LabioMec) e Laboratório de Fisiologia do Exercício (Lafiex).</p><p>No Laboratório de Cineantropometria é feita a avaliação corporal, que estipula o percentual de gordura e massa muscular.</p><p>Um dos integrantes do projeto é Rafael Guarda Lara Dalla Corte, estudante de Educação Física na UFSM e membro do LabCine. Ele comandou a avaliação na máquina BOD POD (foto) - uma espécie de cápsula que calcula o percentual de gordura corporal e demais indicadores. “A gente faz, no mínimo, dois testes. A máquina calcula os volumes dessas duas avaliações e transforma, através das equações, em densidade corporal para chegar na gordura”, relata o acadêmico. Se os volumes foram muito distintos um do outro, o equipamento pede uma terceira avaliação, explica Rafael. </p>[caption id="attachment_63091" align="alignright" width="501"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/IMGL3101.jpg" alt="" width="501" height="334" /> A antropometria é a primeira avaliação, quando o corpo avaliado está descansado (foto: Gabrielle Pillon)[/caption]<p>Dessa forma, o equipamento fornece resultados de componentes corporais como quantidade de gordura corporal (percentual de gordura corporal) e quantidade de massa livre de gordura. Já para obter a quantidade de massa muscular que o avaliado apresenta, realiza-se a avaliação antropométrica (dobras cutâneas, circunferências e diâmetros corporais). Além do percentual da massa muscular, a avaliação antropométrica também permite determinar o somatotipo de cada atleta, informação relevante no meio esportivo. O conjunto de informações obtidos permite que o GLASS forneça apontamentos concisos no relatório entregue para a comissão técnica de como encontra-se a atleta naquele momento da avaliação.</p><p>No espaço da biomecânica, por sua vez, é onde são realizados testes funcionais que analisam atributos como força, agilidade, equilíbrio e movimento do atleta - feitos a partir de aparelhos de ultrassom e testes de membros superiores e inferiores. Já os testes de bioquímica fornecem os biomarcadores que determinam como a célula responde a cada atividade. E, por fim, a fisiologia analisa o sistema cardiorrespiratório, dando o parecer de como está o pulmão e o coração. </p><p>Ao fim das avaliações, em até dez dias, a equipe recebe um relatório completo com todas as informações e interpretações dos dados - feita a partir da particularidade de cada modalidade. A partir dele, é possível acompanhar o desempenho individual do atleta e propor alterações no treinamento a fim de contribuir para o rendimento coletivo da equipe.<br /></p><h3>Jogadoras realizam reavaliações para a sequência da temporada</h3>[caption id="attachment_63092" align="alignleft" width="501"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/IMGL3136.jpg" alt="" width="501" height="334" /> A corrida na esteira é a última avaliação (Foto: Thais Immig)[/caption]<p>A fixa da equipe, Aline Alles, passou por todas as etapas da avaliação pela segunda vez e analisa de forma positiva a experiência. A atleta, que veio de um vice-campeonato na Série Prata de Futsal, conta que percebeu o quanto o corpo ficou fadigado e quanta perda muscular acontece com o desgaste nos jogos. Por isso, a reavaliação é necessária para que a comissão técnica possa analisar os relatórios e montar um treino específico - que atenda a demanda de cada atleta. A partir disso, nesse mês que precede o início da Série Ouro, a equipe pretende focar na melhora física de cada jogadora.</p><p>A também fixa da equipe, Emely Bussler, ressalta o tratamento que recebe pelo Glass: “é uma oportunidade, uma estrutura que quase nenhuma equipe tem, há equipes de nível, de outros lugares, que vem aqui fazer, é muito interessante”, compartilha. Emely, que também faz a reavaliação, ainda conta que o grupo percebe a evolução desde o primeiro teste - realizado na pré-temporada. Realizar e ter avaliado os treinos específicos individualizados, bem como prevenir lesões, são os destaques do tratamento para a jogadora. “Já percebemos resultados nos jogos, principalmente nos treinamentos de força e capacidade física para respiração”, acrescenta.</p><h3>Glass como referência na avaliação esportiva </h3><p>Silvana Corrêa Matheus, que coordena o Laboratório de Cineantropometria, explica que o conjunto de quatro laboratórios possibilita a realização de uma avaliação ampla dos atletas. “Esses equipamentos que vieram a partir do edital nos tornam um padrão de referência em termos de avaliação e possibilitam atender a especificidade de cada modalidade esportiva. O BOD POD, por exemplo - que mede a composição corporal - é raro aqui no Brasil”, completa. </p><p>Dessa forma, o Glass tem se tornado um centro de referência no sul do país ao fornecer equipamentos de ponta para as avaliações físicas - o Biodex, usado no Laboratório de Biomecânica, é o mesmo modelo usado no Centro Paralímpico Brasileiro. “A ideia é trazer grandes equipes para fornecer essas avaliações porque o que acontece é que muitas equipes vão procurar esse tipo de avaliação fora do país, sendo que a gente tem condições de fazer aqui”, afirma Silvana.</p><p>Os testes realizados pela equipe feminina de futsal na última semana são o diferencial do Glass. Isso porque, segundo o coordenador do Glass, era comum atletas fazerem uma avaliação e não terem nenhum tipo de acompanhamento. “Agora, marcamos uma reavaliação a partir daquela primeira avaliação, para ver se o treinamento teve efeito e foi efetivo”, afirma. Luiz Fernando complementa que esse acompanhamento contribui para que o projeto se torne uma referência em avaliação esportiva. </p><p>A respeito da estrutura do Glass, o coordenador revela que “na região sul do país não tem algo assim. Não tem uma universidade que tenha tudo isso de forma integrada, essa organização de iniciar pela cineantropometria e finalizar na bioquímica do exercício". Luiz Fernando acrescenta, ainda, que o fato do Glass estar localizado fora do eixo da Região Sudeste do país facilita para equipes que não podiam ir até esses estados realizar avaliações. “Nosso objetivo futuro é criar um centro de avaliação de alta performance aqui no sul, integrado com tudo isso”, compartilha o professor. Assim, ele conta que, com essa meta, receber equipes como da UFSM Futsal auxiliam na prospecção dos trabalhos. </p><h3>Calendário de avaliações para os próximos meses:</h3><ul><li style="font-weight: 400">04 de agosto - seleção feminina de Pádel;</li><li style="font-weight: 400">11 e 12 de agosto - equipe masculina da UFSM Futsal;</li><li style="font-weight: 400">17 de agosto - seleção masculina de Pádel;</li><li style="font-weight: 400">01 de setembro - equipe mista de Canoagem;</li><li style="font-weight: 400">29 e 30 de setembro - equipe mista de Judô;</li><li style="font-weight: 400">06 e 07 de outubro - equipe masculina do Corinthians (basquete);</li><li style="font-weight: 400">20 e 21 de outubro - Riograndense (futebol de campo).</li></ul><p><i>Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias, e Thais Immig, acadêmica de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias.<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM pode se tornar o primeiro Centro de Referência Paralímpico do Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/29/ufsm-pode-se-tornar-o-primeiro-centro-de-referencia-paralimpico-do-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 11:48:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[centro de referência paralímpico]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[glass]]></category>
		<category><![CDATA[NAEEFA]]></category>

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						<description><![CDATA[Para o representante do Comitê Paralímpico Brasileiro, a estrutura da Universidade está à altura dos melhores Centros de Referência do país]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_62771" align="alignright" width="627"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-29-at-08.34.24.jpeg"><img class="wp-image-62771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-29-at-08.34.24.jpeg" alt="foto colorida horizontal com 3 pessoas caminhando, olhando para a frente, se vê dois guarda-chuvas abertos, ao fundo uma parede de tijolo à vista" width="627" height="418" /></a> Professora Luciana Palma (dir.) e alunos do NAEFFA guiaram Filipe Barboza (centro), supervisor de projetos do CPB (Foto: Ana Alicia Flores)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A UFSM recebeu nesta quarta-feira (28) uma visita técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para avaliar se o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) está apto a se tornar um Centro de Referência Paralímpico. O resultado da avaliação deve ser divulgado em um período de sete a 15 dias. Caso o parecer seja favorável, este pode ser o primeiro Centro de Referência do Rio Grande do Sul. Atualmente o CPB avalia as candidaturas da UFRGS e da Prefeitura de Canoas a Centros de Referência no estado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O CPB foi representado por Filipe Barboza, especialista em atividade física e esportes para pessoas com deficiência e supervisor de projetos na Diretoria de Desenvolvimento Esportivo do Comitê. O professor de Educação Física foi coordenador da modalidade Futebol de 5 nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Barboza se reuniu com a direção do CEFD e coordenadores dos cursos de Educação Física e Dança Licenciatura e foi guiado pela professora Luciana Palma, coordenadora do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) e alunos que integram o grupo. Além da estrutura, o supervisor também conheceu alguns trabalhos de pesquisa realizados no CEFD, como é o caso do Grupo de Laboratórios Associados (GLAss), que reúne os laboratórios de Biomecânica, Bioquímica do Exercício, Fisiologia do Exercício e Cineantropometria, atividades realizadas pela manhã. À tarde, ocorreu um encontro com o NAEEFA para falar especificamente sobre os projetos com esporte adaptados já existentes na Universidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tanto a estrutura quanto o trabalho acadêmico integrado realizado pelo GLAss foram elogiados pelo supervisor, que vê a UFSM com uma grande chance de se tornar um Centro Paralímpico. “A estrutura da Universidade é sensacional, no mesmo nível dos melhores centros que temos. Ainda preciso me reunir com a equipe para uma decisão conjunta, mas [a UFSM] está no caminho certo e tem grandes chances de ser aprovada”, adiantou. Ele também destacou que o trabalho que a Universidade realiza através do NAEEFA já é relevante e o objetivo é que ele seja fortalecido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para alcançar mais pessoas. </span></p>
<p><b>O que é um Centro de Referência Paralímpico e como funciona a avaliação?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto Centro de Referência Paralímpico Brasileiro tem como objetivo criar uma rede de espaços dedicados à prática esportiva para pessoas com deficiência. Neste espaço, jovens de 7 a 17 anos conseguem se iniciar no esporte e até se desenvolverem como atletas de alto rendimento. Algumas modalidades também são oferecidas para adultos. De acordo com a lista da CPB, já há Centros de Referência em 16 estados do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A visita técnica é a segunda das três etapas para o credenciamento como Centro de Referência e analisa critérios como estrutura, acessibilidade ao espaço e a procura por esportes paralímpicos. A primeira etapa é a candidatura dos possíveis centros, realizada via carta de intenções. A última etapa é a elaboração do acordo de cooperação e assinatura do contrato entre a reitoria e a presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro, estágio das outras duas candidaturas aqui do Rio Grande do Sul.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista de Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Foto: Ana Alicia Flores, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias e Bernardo Silva<br /></span>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/2.jpeg" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/2.jpeg" alt="" class="wp-image-62773" /></a></figure>
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<!-- /wp:image --><figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption">Representante do CPB conheceu espaços do CEFD</figcaption></figure>
<!-- /wp:gallery -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de avaliação de atletas de alto rendimento volta a ser desenvolvido pelo CEFD</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/06/01/projeto-de-avaliacao-de-atletas-de-alto-rendimento-volta-a-ser-desenvolvido-pelo-cefd</link>
				<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 11:23:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Alto Rendimento]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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						<description><![CDATA[Grupo Glass objetiva ser o primeiro centro integrado de avaliação de performance do interior do estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
</p>
<p>Depois de dois anos parado por conta da pandemia, o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM retornou com as atividades do Grupo de Laboratórios Associados (Glass) no mês de abril. O grupo, criado em 2017, é voltado para o acompanhamento e a análise de performance de atletas e equipes confederadas de Santa Maria, e tem por objetivo tornar-se, nos próximos anos, o primeiro centro integrado de avaliação de performance do interior do Rio Grande do Sul. </p>
<p>O intuito do Glass é proporcionar condições adequadas de avaliação de performance às federações e confederações esportivas. A partir do acompanhamento das equipes feito pelo Grupo, é possível identificar problemas de desempenho dos atletas avaliados e formas de melhorar essas questões, por meio das expertises de quatro esferas do CEFD: fisiologia, bioquímica, biomecânica e cineantropometria. </p>
<p>De forma prática, o Glass organizou cronogramas específicos para cada equipe, de acordo com as datas de campeonatos que elas disputam. A partir disso, serão feitas avaliações semanais até o final de 2022. No momento, o Glass está monitorando equipes de futebol americano, vôlei, canoagem, atletismo, futsal e futebol de campo, entre elas o Esporte Clube Internacional de Santa Maria. O preparador físico do Inter SM, Pedro Henrique Forgiarini, relata que o time não contava com nenhuma estrutura de acompanhamento do nível do Glass. Somente eram realizadas avaliações de pré-temporadas, usuais em clubes de futebol. Forgiarini espera que o projeto se expanda, para que o time possa manter a parceria com o Grupo. </p>
<p><b>Santa Maria como potencial centro de referência no esporte</b></p>
<p>O coordenador do Glass, Luiz Fernando Royes, relata que, na década de 80, a cidade era considerada um centro de referência de educação física no Brasil. Contudo, a ausência de programas de incentivo ao esporte fez com que o município perdesse esse posto ao longo dos anos. </p>
<p>Atualmente, existe um único laboratório de alta performance no país, localizado no Rio de Janeiro, que é mantido pelo comitê olímpico e pelo governo, de acordo com Royes. “Imagina se você é chefe de uma equipe que mora em Santa Catarina, por exemplo, e tem que deslocar todos os atletas para o Rio de Janeiro. Então, é óbvio que existe uma necessidade de ter um outro centro, por isso foi criado o Glass”, explica o coordenador.</p>
<p>Royes ainda destaca que mesmo com dificuldades e baixo investimento, a região central do Rio Grande do Sul conta com modalidades que sempre disputam com times grandiosos, necessitando, portanto, de um acompanhamento qualificado. Por tais questões, que o Grupo de Laboratórios Associados se desenvolveu, conectando laboratórios que, até então, trabalhavam de forma isolada. O Grupo acredita ser possível auxiliar na promoção de atletas e equipes da região central do estado, descentralizando o processo de descoberta de novos talentos esportivos dos grandes centros brasileiros.</p>
<p><b>As quatro áreas que compõe o Glass</b></p>
<p><strong>Bioquímica</strong>: É a área responsável por analisar os biomarcadores que permitem elaborar treinamentos físicos específicos para o corpo de cada atleta, além de ser capaz de fornecer dados que demonstram se o esportista está cansado, ou se pode vir a desenvolver lesões. Para realizar tais observações, é coletada uma amostra de sangue ou saliva do atleta, que possibilita observar marcadores de estresse inflamatório e de <i>overtraining</i>, por exemplo. As análises são feitas no laboratório de bioquímica da UFSM.</p>
<p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<p></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/IMG_6398-2-768x494.jpg" alt="Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista."><figcaption>Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista.</figcaption></figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/IMG_6393-2-768x524.jpg" alt="Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista."><p></p>
<figcaption>Sistema para eletroforese vertical (Western Blott), usado para detectar a expressão de proteínas em determinados tecidos corporais, a partir de uma amostra de saliva ou sangue do atleta. A análise dessa expressão permite determinar a qualidade da performance do esportista.</figcaption>
</figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/IMG_6413-2-768x512.jpg" alt="Microscópio: analisa lâminas com amostra de saliva e sangue, servindo como comprovação de que as expressões proteicas aumentaram, ou diminuíram."><p></p>
<figcaption>Microscópio: analisa lâminas com amostra de saliva e sangue, servindo como comprovação de que as expressões proteicas aumentaram, ou diminuíram.</figcaption>
</figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/IMG_6407-2-768x558.jpg" alt="Área do PCR: permite que seja feita uma análise de mais de uma camada das amostras de saliva ou sangue, o que possibilita ver a expressão gênica das proteínas (quantas são produzidas, tendência de aumento de produção)."><p></p>
<figcaption>Área do PCR: permite que seja feita uma análise de mais de uma camada das amostras de saliva ou sangue, o que possibilita ver a expressão gênica das proteínas (quantas são produzidas, tendência de aumento de produção).</figcaption>
</figure>
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<p style="color: #000000;font-size: 16px"><strong>Cineantropometria:</strong>&nbsp;Esse campo de atividades, executadas no LABCINE da UFSM, dá parâmetros acerca da composição corporal do esportista, como a espessura de fibras e o composto de líquidos, aspectos que permitem determinar se o atleta está em um macrociclo de treinamento, por exemplo.</p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/IMG_6378-2-768x484.jpg" alt="O BOD POD é um sistema de pletismografia por deslocamento de ar. Ou seja, faz uma medição rápida, precisa e segura da composição corporal (gordura corporal e massa magra), a partir da utilização da superfície do corpo para determinar a densidade corporal. Além disso, o equipamento também fornece dados de taxa metabólica em repouso."><p></p>
<figcaption>O BOD POD é um sistema de pletismografia por deslocamento de ar. Ou seja, faz uma medição rápida, precisa e segura da composição corporal (gordura corporal e massa magra), a partir da utilização da superfície do corpo para determinar a densidade corporal. Além disso, o equipamento também fornece dados de taxa metabólica em repouso.</figcaption>
</figure>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><strong>Biomecânica</strong>:&nbsp;Área voltada para o estudo do movimento e da força do atleta, estimando como a relação entre esses dois aspectos pode melhorar o desempenho do profissional. O laboratório (LABIOMEC) desse setor pode ser comparado com os melhores do país.</p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/06/IMG_6384-2-768x517.jpg" alt="Equipamentos de avaliação do desempenho muscular dos segmentos                                                               corporais de forma reprodutível e fidedigna, realizada por meio da dinamometria muscular isocinética (marca Biodex, modelo S-4); e da arquitetura muscular, avaliada por meio de ultrassom modo B (ACUSON S2000)  com uma sonda de matriz linear  (40 mm, 7.5 MHZ). Essa avaliação refere-se ao arranjo das fibras musculares em  relação à linha de produção de força do músculo, sendo um forte determinante  na produção de força muscular e na realização de movimentos."><p></p>
<figcaption>Equipamentos de avaliação do desempenho muscular dos segmentos                                                               corporais de forma reprodutível e fidedigna, realizada por meio da dinamometria muscular isocinética (marca Biodex, modelo S-4); e da arquitetura muscular, avaliada por meio de ultrassom modo B (ACUSON S2000)  com uma sonda de matriz linear  (40 mm, 7.5 MHZ). Essa avaliação refere-se ao arranjo das fibras musculares em  relação à linha de produção de força do músculo, sendo um forte determinante  na produção de força muscular e na realização de movimentos.</figcaption>
</figure>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><strong>Fisiologia:&nbsp;</strong>Analisa como o atleta está em relação a parâmetros biofisiológicos, que estudam frequência cardíaca, pressão arterial e capacidade máxima de captação de oxigênio, por exemplo. Tais atividades são realizadas no laboratório de fisiologia do exercício da UFSM.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Por meio de todas essas análises, as equipes passam a deter o histórico completo de cada atleta, conseguindo, desse modo, trabalhar para que ele atinja seu potencial máximo, enquanto esportista.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">O futuro do Glass</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Aprovado em 2017 junto ao Ministério do Esporte (atual Ministério da Cidadania), o programa ainda não havia conseguido chegar à execução prática, devido ao atraso na aquisição de equipamentos e à chegada da pandemia de Covid-19, em março de 2020. Por isso, o projeto, que seria finalizado em meados de 2022, teve seu prazo de execução prolongado até o final de 2023, ganhando mais um ano e meio para cumprir as metas estipuladas.&nbsp;</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">No momento, o Glass já está com 90% dos equipamentos de avaliação comprados, por meio do recurso financeiro aprovado pelo antigo Ministério do Esporte. O valor corresponde a R$ 3.122 000,00.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Segundo o coordenador do Glass, o projeto já está em contato com o Ministério da Cidadania para que sejam elaborados outros programas que deem procedimento à avaliação de atletas de alto rendimento confederados, quando a vigência do Glass finalizar em 2023. Projeta-se também que, no futuro, outros laboratórios sejam agregados pelo Grupo, tornando a avaliação de performance ainda mais completa.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">
</p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Texto: Laurent Keller, acadêmica de jornalismo, bolsista da Agência de Notícias da UFSM<br></i><i>Imagens: Ana Alícia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias<br>Edição: Mariana Henriques, jornalista da Agência de Notícias</i></p>]]></content:encoded>
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