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				<title>Inteligências artificiais brasileiras: tecnologias especializadas no contexto nacional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2026/05/21/inteligencias-artificiais-brasileiras-tecnologias-especializadas-no-contexto-nacional</link>
				<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:49:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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						<description><![CDATA[Olá, pessoal! Nesta edição da PET Redação falaremos sobre inteligência artificial (IA) desenvolvida em nosso país. Atualmente, os modelos de linguagem em larga escala (LLMs) são muito utilizados por usuários de tecnologia em todo o mundo. No Brasil, eles fazem parte do cotidiano de parte considerável da população, ao consultar um agente virtual, perguntar sobre [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Olá, pessoal! Nesta edição da PET Redação falaremos sobre inteligência artificial (IA) desenvolvida em nosso país. Atualmente, os modelos de linguagem em larga escala (LLMs) são muito utilizados por usuários de tecnologia em todo o mundo. No Brasil, eles fazem parte do cotidiano de parte considerável da população, ao consultar um agente virtual, perguntar sobre o clima ou pedir que realizem alguma tarefa. Este uso transforma a forma com a qual trabalhamos, estudamos e pensamos, sendo uma ferramenta poderosa para o governo, empresas, estudantes e qualquer tipo de usuário. Contudo, as tecnologias mais utilizadas pelos brasileiros não são desenvolvidas em nosso território, como o Chat GPT, Gemini e Copilot. De acordo com um estudo realizado pela ESPM e divulgado pela Forbes, 93% dos brasileiros conectados já usaram as ferramentas de conversação com IA da OpenAI, Google e Microsoft e 98% conhecem esse tipo de recurso. Apesar de serem eficientes, estes mecanismos não compreendem totalmente o contexto brasileiro, para isto, existem alternativas desenvolvidas por empresas e universidades nacionais com pesquisas avançadas e voltadas para o contexto e a linguagem brasileira.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Por que utilizar IAs brasileiras?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Estas tecnologias foram treinadas essencialmente com materiais em língua portuguesa, incluindo postagens da internet, artigos, livros e tudo relacionado à cultura brasileira. Isto faz com que os</span><span style="font-weight: 400"> modelos sejam capazes de lidar com frases, gírias e expressões idiomáticas próprias do Brasil, permitindo uma maior compreensão dos </span><i><span style="font-weight: 400">prompts</span></i><span style="font-weight: 400"> enviados. Além disso, utilizar IAs nacionais auxilia no desenvolvimento de pesquisas e empresas do país, o que estimula a criação de empregos especializados em nosso próprio território. Igualmente, estas tecnologias possuem maiores informações sobre o contexto nacional, o que as torna melhores para desenvolver soluções moldadas pelas particularidades socioeconômicas do país nas mais diversas áreas como o agronegócio, a educação inclusiva e a modernização de órgãos públicos. Em seguida, vamos conferir 3 iniciativas de IA desenvolvidas no Brasil.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Maritaca AI</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A Maritaca AI é uma empresa fundada em 2022 pelo engenheiro e cientista da computação Rodrigo Nogueira em conjunto com pesquisadores da Unicamp. A empresa possui um chatbot gratuito chamado MariTalk, alimentado pelo LLM Sabiá-2. Além disso, disponibiliza uma API do MariTalk que permite utilizar modelos Sabiá através da linguagem de programação Python, sendo pagos os tokens enviados e gerados. Há também uma versão paga que pode ser hospedada localmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O modelo Sabiá compreende profundamente o idioma português, sendo possível gerar textos nativos no nosso idioma de forma mais completa do que modelos treinados em outros países que não falam a língua. A fim de validar o modelo, foram realizados testes com provas nacionais. O Sabiá passou em um teste de </span><i><span style="font-weight: 400">benchmark</span></i><span style="font-weight: 400"> chamado OAB Bench, que avalia o desempenho dele em escrita jurídica para exames da Ordem dos Advogados do Brasil, e obteve desempenho superior aos modelos GPT 3.5 Turbo da OpenAI e Gemini 1.0 Pro do Google em provas como Enem, Enade e os vestibulares da USP e da Unicamp, ficando atrás apenas do Chat GPT-4 Turbo e do Claude 3 Opus.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Amazônia IA</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A Amazônia IA é um LLM desenvolvido pela WideLabs, uma empresa de Porto Alegre que conta com parcerias estratégicas como a Nvidia, que fornece as GPUs H-100 e a Oracle, que fornece a infraestrutura em nuvem para hospedagem e execução. Este modelo é especialista em cultura, hábitos e legislação brasileira, uma vez que foi treinado com artigos acadêmicos de universidades brasileiras, documentos governamentais, literatura brasileira e demais veículos de comunicação nacionais. Este treinamento ocorreu combinando bases de dados públicas do Brasil e do exterior, além de dados privados protegidos por direitos autorais com autorização obtida pela empresa. Ainda, vale destacar que a família de modelos Amazônia IA é dividida em três opções com focos distintos: Golia (maior custo-benefício), Guara (conversão de fala para texto) e Harpia (reconhecimento ótico de caracteres).</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">GAIA</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O GAIA é um modelo </span><i><span style="font-weight: 400">open source</span></i><span style="font-weight: 400"> feito em uma parceria entre Google, Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), Universidade Federal do Goiás (UFG) e as startups nacionais Amadeus IA e Nama. A ideia do GAIA é ser um modelo avançado aprimorado para o português do Brasil, uma vez que ele foi construído a partir do  Gemma, modelo de IA generativa de código aberto do Google.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Celso Camilo, professor da UFG, comentou que o desenvolvimento desta tecnologia pode beneficiar indústrias e o desenvolvimento de recursos nacionais, permitindo que organizações brasileiras apliquem IA e encontrem soluções adaptadas pelas nuances linguísticas do país. O modelo já foi testado por organizações dos setores público e privado, como o Tribunal de Contas de Goiás, que utilizou a inteligência artificial para identificar padrões em processos. Conforme a Google, espera-se que ele ainda seja testado pela Unimed Fesp, a BeNext, a BHub, e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. Como o modelo é gratuito e em código aberto, é possível testá-lo a partir de plataformas como Gemmaverse e Huggingface.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">É inegável que o uso da IA veio para ficar e transformar métodos de estudo e trabalho. Neste sentido, é interessante variar as ferramentas que utilizamos para não dependermos 100% de apenas uma delas. Iniciativas como Sabiá, Amazônia e GAIA evidenciam o potencial do Brasil em integrar espaços que inicialmente parecem estar ocupados por grandes companhias dos Estados Unidos. Sendo assim, valorizar modelos de linguagem brasileiros é importante para auxiliar no desenvolvimento da pesquisa nacional em inteligência artificial e expandir este mercado dominado por outros países. </span></p>
<p style="text-align: right"><strong>Autor: Gustavo Pott de Oliveira</strong></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Referências:</span></h2>
<p><b>MARITACA AI</b><span style="font-weight: 400">. Disponível em:</span><a href="https://www.maritaca.ai/"> <span style="font-weight: 400">https://www.maritaca.ai/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">ALENCAR, Nathan. </span><b>Gaia, Amazônia e mais 5 IAs generativas brasileiras</b><span style="font-weight: 400">. Canaltech, 2024. Disponível em:</span><a href="https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/gaia-amazonia-e-mais-5-ias-generativas-brasileiras/"> <span style="font-weight: 400">https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/gaia-amazonia-e-mais-5-ias-generativas-brasileiras/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">HOSTMIDIA. </span><b>Inteligências Artificiais Brasileiras: Conheça as Principais Iniciativas</b><span style="font-weight: 400">. Blog HostMídia, 2024. Disponível em:</span><a href="https://www.hostmidia.com.br/blog/inteligencias-artificiais-brasileiras/"> <span style="font-weight: 400">https://www.hostmidia.com.br/blog/inteligencias-artificiais-brasileiras/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">ADAPTA. </span><b>IA Brasileira: O cenário da inteligência artificial no Brasil</b><span style="font-weight: 400">. Adapta Blog, 2024. Disponível em:</span><a href="https://adapta.org/blog/ia-brasileira"> <span style="font-weight: 400">https://adapta.org/blog/ia-brasileira</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">CNN BRASIL. </span><b>A ascensão da inteligência artificial no cotidiano brasileiro</b><span style="font-weight: 400">. CNN Brasil, 2024. Disponível em:</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/apostas/responsabilidade-no-jogo/a-ascensao-da-inteligencia-artificial-no-cotidiano-brasileiro/"> <span style="font-weight: 400">https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/apostas/responsabilidade-no-jogo/a-ascensao-da-inteligencia-artificial-no-cotidiano-brasileiro/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">FORBES TECH. </span><b>IA já é hábito de 93% dos brasileiros conectados; veja quais são as ferramentas mais usadas</b><span style="font-weight: 400">. Forbes Brasil, 11 jun. 2025. Disponível em:</span><a href="https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/06/ia-ja-e-habito-de-93-dos-brasileiros-conectados-veja-quais-sao-as-ferramentas-mais-usadas/"> <span style="font-weight: 400">https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/06/ia-ja-e-habito-de-93-dos-brasileiros-conectados-veja-quais-sao-as-ferramentas-mais-usadas/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">FORBES BRASIL. </span><b>Gaia: conheça o modelo de IA desenvolvido por pesquisadores brasileiros</b><span style="font-weight: 400">. Forbes Brasil, 10 jun. 2025. Disponível em:</span><a href="https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2025/06/gaia-conheca-o-modelo-de-ia-desenvolvido-por-pesquisadores-brasileiros/"> <span style="font-weight: 400">https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2025/06/gaia-conheca-o-modelo-de-ia-desenvolvido-por-pesquisadores-brasileiros/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">ALENCAR, Nathan. </span><b>Gaia: Google revela IA em código aberto que domina português do Brasil</b><span style="font-weight: 400">. Canaltech, 2024. Disponível em:</span><a href="https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/gaia-google-revela-ia-em-codigo-aberto-que-domina-portugues-do-brasil/"> <span style="font-weight: 400">https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/gaia-google-revela-ia-em-codigo-aberto-que-domina-portugues-do-brasil/</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 8 mai. 2026.</span></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Flores para Todos apresenta girassol semeado com uso da inteligência artificial na Fenasoja</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/08/flores-para-todos-apresenta-girassol-semeado-com-uso-da-inteligencia-artificial-na-fenasoja</link>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:25:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[fenasoja]]></category>
		<category><![CDATA[Flores para todos]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>

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						<description><![CDATA[Primeira participação do projeto de extensão está no Espaço Emater/RS-Ascar e pode ser acompanhada até domingo (10)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG-20260506-WA0072-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de estante em feira repleto de girassois. Ao centro da image, uma mão segura três livros sobre girassol." />											<figcaption>Frequentadores da Fenasoja, em Santa Rosa, podem conferir até domingo (10) como a inteligência artificial foi usada para ajudar na semeadura de girassol</figcaption>
										</figure>
		O Projeto Flores para Todos levou o uso da inteligência artificial (IA) no planejamento de cultivo do girassol de corte para a Fenasoja. É a primeira vez que o projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria participa da feira multissetorial em Santa Rosa. A iniciativa pode ser conferida no Espaço Emater/RS-Ascar até este domingo (10), quando o evento termina.<br />A semeadura das flores apresentadas no estande da feira foi feita com o Planeja Girassol, aplicativo que usa técnicas de inteligência artificial desenvolvido na UFSM. O APP, disponível na Play Store e Apple Store, apresenta com base em dados sobre clima do município e da espécie escolhida, qual a melhor data para semear. Assim, os participantes podem conferir na prática o uso da IA no cultivo de flores. 
<p>Conforme explica o coordenador nacional do Flores para Todos, o professor Nereu Augusto Streck, as etapas do cultivo e as práticas de manejo do girassol foram realizadas pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar seguindo o protocolo nacional do projeto. "Essa combinação de ferramentas de inteligência artificial e o manejo técnico resultaram em plantas floridas que encantam os visitantes desde o primeiro dia da feira", comemora o professor.</p>
<p>Além do projeto de extensão, a UFSM participou com a Equipe PhenoGlad da UFSM, composta por estudantes de graduação e de pós-graduação. A equipe compartilhou técnicas de cultivo das flores, composição de buquês com flores desidratadas e arte floral. Também houve divulgação de livros temáticos. </p>
<i>Fotos: Equipe PhenoGlad/UFSM</i><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG-20260506-WA0120-1024x768.jpg" alt="Foto colorida horizontal de três mulheres em estande de feira. Elas seguram girassóis" />											<figcaption>Equipe do PhenoGlad apresentou técnicas de cultivo de flores e arte floral na Fenasoja</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Inteligência Artificial no Ambiente Profissional: Aprenda a Utilizar ou Fique para Trás</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2026/05/04/inteligencia-artificial-no-ambiente-profissional-aprenda-a-utilizar-ou-fique-para-tras</link>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:53:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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						<description><![CDATA[A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a ser parte do dia a dia de empresas de todos os tamanhos. Ferramentas que geram texto, resumem reuniões, revisam código e automatizam tarefas repetitivas já estão disponíveis e sendo usadas por times inteiros ao redor do mundo. Nesse cenário, a questão não é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a ser parte do dia a dia de empresas de todos os tamanhos. Ferramentas que geram texto, resumem reuniões, revisam código e automatizam tarefas repetitivas já estão disponíveis e sendo usadas por times inteiros ao redor do mundo. Nesse cenário, a questão não é mais se sua organização vai adotar IA, mas como vai fazer isso, porque quem ignora essa mudança corre um risco real de perder competitividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O mercado de trabalho está se reorganizando em torno de quem sabe se comunicar bem com essas ferramentas. Segundo dados levantados em treinamentos recentes sobre o tema, 78% das empresas já registraram uso de IA fora das políticas internas, o chamado Shadow AI, onde funcionários recorrem a modelos externos sem nenhuma governança. Isso mostra que a demanda existe e é crescente, com ou sem o aval das empresas. A diferença entre usar IA de forma produtiva e usar de forma problemática está, quase sempre, em quanto se conhece sobre como ela funciona de verdade.</span></p>
<h2><b>O que a IA realmente faz</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Entender o básico do funcionamento dessas ferramentas já é um passo importante. Modelos de linguagem como os disponíveis hoje geram texto palavra por palavra, calculando probabilidades a partir do que foi enviado no prompt. Eles não calculam, não raciocinam como humanos e não têm acesso a informações em tempo real, a menos que isso seja explicitamente configurado. Isso explica por que respostas podem parecer convincentes mas estar erradas, um fenômeno chamado de alucinação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dois conceitos são centrais para usar bem essas ferramentas no trabalho: prompt engineering e context engineering. O primeiro trata de como você formula o que pede. Um bom prompt define quem a IA deve ser, qual o contexto, o que deve ser feito e qual o formato esperado na resposta. Técnicas como few-shot, que consiste em dar exemplos do que você quer, e chain-of-thought, que força a IA a raciocinar passo a passo, fazem diferença real na qualidade do resultado. O segundo conceito, context engineering, vai além do prompt em si. Ele diz respeito a tudo que você coloca na janela de contexto da IA, incluindo histórico da conversa, documentos, regras e instruções de como ela deve se comportar. Quanto mais organizado e relevante for esse contexto, melhor e mais consistente será o output.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro conceito que ganhou muita força recentemente é o MCP, sigla para Model Context Protocol. De forma simples, o MCP funciona como uma ponte padronizada entre a IA e ferramentas externas, como sistemas de tarefas, e-mail, calendário ou bases de dados. É como se fosse um conector universal que permite à IA executar ações no mundo real, como criar um ticket no Jira, buscar informações no Drive ou enviar uma mensagem. Isso transforma a IA de uma ferramenta de geração de texto em um agente que pode agir dentro dos processos da empresa.</span></p>
<h2><b>Como usar de forma inteligente</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Saber que a ferramenta existe não é suficiente. É preciso construir um workflow, ou seja, uma forma estruturada de integrar a IA nas tarefas do dia a dia, com configurações claras e padrões definidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O ponto de partida é o prompt engineering, que é a disciplina de estruturar bem o que você pede para a IA. Um bom prompt não é uma frase solta jogada no chat. Ele define quatro elementos centrais: quem a IA deve ser (sua persona ou papel), qual o contexto da tarefa, o que exatamente precisa ser feito e qual o formato esperado na resposta. Essa estrutura reduz ambiguidade e aumenta muito a consistência dos resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, existem técnicas específicas que fazem diferença na prática. O few-shot consiste em dar exemplos concretos do que você quer dentro do próprio prompt, mostrando para a IA o padrão de resposta esperado em vez de apenas descrevê-lo. O chain-of-thought, por sua vez, força a IA a raciocinar passo a passo antes de chegar a uma conclusão, o que é especialmente útil em problemas complexos onde uma resposta direta tende a ser superficial. Já o prompt chaining divide uma tarefa grande em etapas menores e sequenciais, onde o output de um prompt vira o input do próximo. Essa abordagem é mais robusta porque reduz a chance de a IA perder o fio da meada em tarefas longas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um erro comum é tratar o prompt como algo fixo. Na prática, prompt engineering é um ciclo contínuo de criação, teste, revisão e melhoria. Uma boa referência é reservar cerca de 30% do tempo economizado com IA para revisar os resultados e 20% para aprimorar os prompts usados. Isso pode parecer trabalhoso no começo, mas é exatamente o que transforma o uso superficial em algo consistente e confiável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Frameworks como RISEN e Co-Star também ajudam a sistematizar esse processo. Eles organizam o prompt em blocos, definindo papel, objetivo, contexto, etapas e restrições de forma clara, o que evita prompts vagos e melhora a qualidade desde o primeiro contato com a ferramenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além do prompt em si, é preciso pensar no contexto mais amplo. Isso inclui criar arquivos de contexto que descrevam o papel da IA em cada projeto, definir regras de comportamento específicas e organizar memórias de longo prazo para que a ferramenta mantenha consistência ao longo do tempo. Tratar esses arquivos como um repositório versionado, da mesma forma que código-fonte, é uma prática recomendada para equipes que querem escalar o uso de IA sem perder qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sistemas com múltiplos agentes também são uma realidade prática hoje. É possível configurar agentes com perfis diferentes, como revisor de qualidade, analista de produto e desenvolvedor, para que cada um avalie um entregável de forma independente e depois cruzem suas análises. Esse tipo de orquestração reduz erros e traz uma profundidade que um único prompt não consegue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mas há um ponto que não pode ser ignorado: a IA não é infalível e a supervisão humana é obrigatória. Erros acontecem, especialmente em tarefas que envolvem cálculos, citações ou decisões que afetam pessoas. Confiar cegamente no resultado é um dos erros mais comuns e também um dos mais perigosos, especialmente em contextos de negócio ou jurídico. A postura certa é tratar a IA como um colaborador capaz, mas que precisa de revisão antes de qualquer entrega crítica.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Ignorar a inteligência artificial no ambiente profissional hoje equivale a ignorar a internet nos anos 2000. A tecnologia está madura o suficiente para gerar valor real, mas imatura o suficiente para causar problemas sérios quando usada sem critério. O caminho não é usar IA para tudo de qualquer jeito, mas construir uma forma inteligente de integrá-la, com contextos bem definidos, prompts estruturados, integrações via MCP onde fizer sentido e revisão humana nos pontos críticos. Quem desenvolver esse hábito agora vai estar bem posicionado num mercado que já cobra essa habilidade e vai cobrar cada vez mais.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM abre edital interno para seleção de proposta institucional para o Sandbox Regulatório de IA na Educação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/30/ufsm-abre-edital-interno-para-selecao-de-proposta-institucional-para-o-sandbox-regulatorio-de-ia-na-educacao</link>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:09:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[sandbox]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72653</guid>
						<description><![CDATA[Docentes, TAEs, grupos de pesquisa e laboratórios podem submeter propostas até 4 de maio]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A UFSM, por meio de iniciativa conjunta da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (PROINOVA) e do Centro de Processamento de Dados (CPD), publicou o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/editais/018-2026" target="_blank" rel="noopener">Edital Interno nº 018/2026</a>, voltado à seleção de uma proposta institucional a ser submetida ao Edital MEC nº 01/2026 – Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial na Educação. O objetivo da chamada é selecionar uma proposta institucional de solução de Inteligência Artificial aplicada à educação, com alto potencial de impacto, inovação e viabilidade técnica.</p>
<p>A iniciativa busca qualificar a participação institucional da UFSM no edital do Ministério da Educação, o Sandbox, que selecionará até oito soluções de IA para participação em ambiente regulatório experimental. Podem submeter propostas docentes, técnico-administrativos em educação, grupos de pesquisa e laboratórios institucionais da UFSM. As propostas poderão ter caráter interdisciplinar e deverão contar com um responsável pelo projeto, na condição de coordenador.</p>
<p>Entre os requisitos, as soluções devem estar em fase inicial de desenvolvimento, demonstrar viabilidade técnica e operacional, utilizar dados anonimizados e apresentar aplicação na área educacional. O edital contempla áreas como acesso, permanência e êxito escolar; Educação de Jovens e Adultos (EJA); redução de desigualdades; inclusão digital e acessibilidade; gestão educacional; prevenção da evasão escolar; apoio pedagógico complementar; integração e análise de dados educacionais; interoperabilidade; e inovação pública digital.</p>
<p>As propostas devem ser enviadas em arquivo PDF único para o e-mailnpe.prpe@ufsm.br, com o assunto “Sandbox IA MEC 2026 – Nome coordenador(a), laboratório, ou grupo de pesquisa”. O prazo para submissão é até 4 de maio de 2026.</p>
<p>O resultado preliminar está previsto para 7 de maio, com período de recursos em 8 de maio. O resultado final será divulgado em 11 de maio, e a proposta finalista poderá ser convocada para apresentação oral, em formato on-line, no dia 12 de maio. A submissão da proposta selecionada ao MEC deverá ocorrer até 13 de maio de 2026.</p>
<p>O <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/editais/018-2026" target="_blank" rel="noopener">edital nº 018/2026</a> completo está disponível na página de editais da PRPGP.</p>
<p>Além do edital interno da UFSM, os interessados devem acessar o <a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/editais-chamamento-publico/sandbox-ia-educacao" target="_blank" rel="noopener">Edital MEC nº 01/2026 – Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial na Educação</a>, para conhecimento integral das regras e disposições da seleção nacional.</p>
<p><em>Texto: Laura Gassen</em><br /><em>Revisão: Victor Cesar Rodrigues Carvalho</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Proinova inicia a 1ª Semana da Propriedade Intelectual com debate sobre patentes na era da inteligência artificial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/29/proinova-inicia-a-1a-semana-da-propriedade-intelectual-com-debate-sobre-patentes-na-era-da-inteligencia-artificial</link>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 11:29:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[patentes]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>
		<category><![CDATA[propriedade intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[Transferência de tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72632</guid>
						<description><![CDATA[Evento ocorre até esta quinta (30), com programação distribuída por todos os campi
da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72635" align="alignright" width="503"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0027.jpg"><img class=" wp-image-72635" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0027.jpg" alt="" width="503" height="335" /></a> Público se reúne para a palestra sobre “Construção de patentes relevantes na era da inteligência artificial”[/caption]
<p>A Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova) da UFSM iniciou, na segunda-feira (27), a primeira edição da Semana da <a href="https://www.ufsm.br/2026/04/27/patinete-para-pessoas-com-nanismo-manteiga-probiotica-e-clipe-para-redeas-o-que-e-propriedade-intelectual" target="_blank" rel="noopener">Propriedade Intelectual</a>. Com o tema “Da ideia ao impacto”, a programação é voltada à promoção da inovação e à proteção do conhecimento científico. A iniciativa foi planejada em alusão ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual, celebrado em 26 de abril.</p>
<p>A abertura ocorreu no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no campus de Santa Maria, e contou com a palestra “Construção de patentes relevantes na era da inteligência artificial”, ministrada por Henry Suzuki, sócio fundador e CEO da Axonal Consultoria Tecnológica.</p>
<p>Além das atividades no campus sede, a programação se estende aos demais campi da UFSM, com o objetivo de ampliar o debate e promover ações práticas relacionadas à propriedade intelectual em diferentes regiões do estado. Em Palmeira das Missões, Cachoeira do Sul e Frederico Westphalen estão previstas a dinâmica “Desafio de PI” e a apresentação do “Programa Inovação da UFSM: Núcleo de Propriedade Intelectual – Estrutura, atividades e escuta das demandas da comunidade”, além da realização da palestra de Henry Suzuki em todas as unidades.</p>
[caption id="attachment_72636" align="alignleft" width="497"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9964.jpg"><img class=" wp-image-72636" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9964.jpg" alt="" width="497" height="331" /></a> Lauren Peres Lorenzoni, coordenadora de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual[/caption]
<h3>Propriedade intelectual na Universidade</h3>
<p>A UFSM encerrou o último ano com a <a href="https://www.ufsm.br/2026/04/02/ufsm-registra-13-concessoes-de-patentes-de-invencao-em-2025" target="_blank" rel="noopener">concessão de 13 patentes de invenção</a> pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), resultado que evidencia o avanço da Instituição na área de inovação e proteção do conhecimento científico. Nesse contexto, a propriedade intelectual se consolida como um instrumento estratégico para ampliar o alcance das pesquisas desenvolvidas no ambiente acadêmico.</p>
<p>Segundo a coordenadora de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual da Proinova, Lauren Peres Lorenzoni, “quando a gente fala em propriedade intelectual, não estamos falando só da proteção de algo que é desenvolvido dentro da Universidade. A gente tem que pensar também em como se transfere isso para a sociedade”.</p>
<p>Além dos registros de patentes, a UFSM também investe na formação acadêmica voltada ao tema por meio da oferta da Atividade Complementar de Pós-Graduação (ACPG) intitulada “Introdução à Propriedade Intelectual”, destinada a estudantes de pós-graduação com o objetivo de aproximar os pesquisadores dos conceitos e práticas da área.</p>
<p>Para a coordenadora, essa relação entre pesquisa e propriedade intelectual está diretamente ligada ao papel da Universidade no desenvolvimento social e econômico. “Quando falamos que a base da propriedade intelectual é a pesquisa, isso é também a essência de uma universidade. Então, nós trabalhamos sobre isso de forma estratégica, valorizando o que é desenvolvido aqui para que chegue na sociedade, não só por meio de artigos, mas também por meio de proteções e comercialmente, gerando mais empregos e auxiliando no desenvolvimento, tanto local quanto mundial", afirma Lauren.</p>
[caption id="attachment_72637" align="alignright" width="501"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9987.jpg"><img class=" wp-image-72637" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9987.jpg" alt="" width="501" height="334" /></a> Henry Suzuki, sócio fundador e CEO da Axonal Consultoria Tecnológica[/caption]
<h3>Desafios na era da inteligência artificial</h3>
<p>O uso de ferramentas de inteligência artificial na busca e escrita de patentes foi um dos temas abordados durante a palestra de abertura, especialmente no que se refere à confiabilidade das informações geradas. “Quando usamos inteligências artificiais, como Chat GPT, Perplexity e Gemini, elas fornecem respostas rapidamente, quase de forma instantânea. No entanto, utilizam apenas alguns segundos de processamento para formar essa resposta, o que a torna incompleta e pouco confiável”, afirmou Henry Suzuki durante sua fala no evento.</p>
<p>De acordo com o palestrante, essas ferramentas devem ser utilizadas como apoio ao trabalho humano. “A gente é tudo o que tem mais aquilo que a IA oferece. Então, é lógico que sempre será melhor um humano do que apenas uma IA”, destacou</p>
<p>Além da qualidade das respostas, o CEO também ressaltou a necessidade de atenção quanto ao uso de dados em plataformas digitais. “Outras IAs, como o Chat GPT, pedem que sejam aceitos termos de autorização. Por isso, é preciso ter cuidado”, advertiu.</p>
<p>Como alternativa, Suzuki apresentou uma ferramenta que prioriza a segurança das informações inseridas pelos usuários. “A diferença de usar o NotebookLM é que, na conta educacional, é possível acessá-lo em uma modalidade segura. O diferencial dessa inteligência artificial é que você a alimenta com referências, que ficam registradas na sua conta e, se forem apagadas,<br />também são removidas, sem que o sistema aprenda com esse conteúdo", explicou.</p>
[caption id="attachment_72638" align="alignleft" width="503"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0015-1.jpg"><img class=" wp-image-72638" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0015-1.jpg" alt="" width="503" height="335" /></a> Teste molecular rápido para tuberculose, patente da professora Marli Matiko Anraku[/caption]
<h3>Percepções do público reforçam o impacto da semana</h3>
<p>A palestra de abertura da Semana da Propriedade Intelectual reuniu estudantes e pesquisadores, que destacaram a relevância do evento para a formação acadêmica e profissional.</p>
<p>A mestranda em Ciência da Computação Paula Emmanuella Fregatto ressaltou a conexão do tema com as demandas do mercado e o papel da Universidade nesse cenário. “Trabalhei no ano passado em uma <em>startup</em> como pesquisadora e é um universo que hoje o mercado precisa muito. Falando de inteligência artificial, eu acho que a gente tem que estar preparado para apoiar as empresas e, como aluna, buscar sempre o que existe de melhor para trazer o conhecimento para a sociedade como um todo", afirmou.</p>
<p>Já o mestrando Jean Richard Badette, do curso de Relações Internacionais, destacou a relevância da temática para sua trajetória acadêmica. Ele atua com pesquisas voltadas à transferência de tecnologia, um dos eixos centrais da propriedade intelectual. Segundo ele, seus estudos investigam mecanismos e estratégias de cooperação internacional, com foco no setor de energias renováveis. Esse campo se relaciona diretamente com os debates promovidos no evento. Dessa forma, aproxima a pesquisa acadêmica das demandas tecnológicas e das relações entre países.</p>
[caption id="attachment_72639" align="alignright" width="503"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9983.jpg"><img class=" wp-image-72639" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A9983.jpg" alt="" width="503" height="335" /></a> Vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan[/caption]
<h3>O papel da Proinova</h3>
<p>O vice-reitor, Tiago Marchesan, destacou, durante sua fala no evento, o papel estratégico da inovação no ambiente acadêmico. “A Proinova, hoje, consegue levar a inovação na Universidade aos mais diversos caminhos, ao tratar da Universidade como o futuro, que transforma a sociedade por meio da transferência de tecnologia e do desenvolvimento<br />tecnológico", afirmou.</p>
<p>Ele ressaltou os impactos desse processo na formação acadêmica e no desenvolvimento econômico. “É essa tecnologia desenvolvida aqui, junto ao nosso aluno que abre sua empresa, que segue para o Parque Tecnológico, que contribui para o desenvolvimento do ecossistema na cidade, gera mais emprego e renda, movimenta esse ciclo e transforma a realidade das próximas gerações", relatou.</p>
<p>A atuação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo na área de propriedade intelectual abrange diferentes <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/tipos-de-criacao-4" target="_blank" rel="noopener">modalidades de proteção</a>, como programa de computador, desenho industrial, patente, marca, cultivar e topografia de circuitos integrados. Esses mecanismos permitem resguardar juridicamente as criações desenvolvidas na Instituição e, ao mesmo tempo, ampliar seu potencial de aplicação prática, contribuindo para a transferência de tecnologia e para a aproximação entre universidade e sociedade.</p>
<p>A programação completa da 1ª Semana da Propriedade Intelectual pode ser conferida no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/eventos/1a-semana-da-propriedade-intelectual" target="_blank" rel="noopener">site</a>.</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>OpenClaw</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2026/03/07/openclaw</link>
				<pubDate>Sat, 07 Mar 2026 19:09:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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						<description><![CDATA[O OpenClaw surgiu como um projeto open source focado em trazer mais autonomia e automação aos agentes digitais, permitindo que operem de forma leve e integrada. Recentemente, o projeto ganhou destaque com a contratação de seu criador, Peter Steinberger, pela OpenAI. Apesar dessa movimentação, o OpenClaw permanecerá como uma iniciativa de código aberto, sob o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O OpenClaw surgiu como um projeto open source focado em trazer mais autonomia e automação aos agentes digitais, permitindo que operem de forma leve e integrada. Recentemente, o projeto ganhou destaque com a contratação de seu criador, Peter Steinberger, pela OpenAI. Apesar dessa movimentação, o OpenClaw permanecerá como uma iniciativa de código aberto, sob o guarda-chuva de uma fundação que contará com o apoio estratégico da própria OpenAI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O nome OpenClaw sugere uma dualidade: "Open" (aberto) remete à sua arquitetura flexível, adaptável e, crucialmente, acessível a desenvolvedores e usuários. "Claw" (garra) simboliza a capacidade de "agarrar" ou controlar o ambiente digital de maneira precisa e poderosa. A proposta do OpenClaw é reduzir o atrito entre intenção e execução: o usuário descreve o que quer em linguagem natural e o agente, quando autorizado, aciona ferramentas e integrações para concluir a tarefa. O quanto ele ‘entende’ o contexto e o quanto ele consegue automatizar depende do conjunto de skills instaladas e das permissões definidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa identidade atual foi consolidada após uma breve jornada de nomenclaturas. Originado como </span><b>Clawdbot</b><span style="font-weight: 400">, o projeto enfrentou pressões de marca pela semelhança fonética com o modelo Claude, da Anthropic. Transicionou para </span><b>Moltbot</b><span style="font-weight: 400"> e, após alinhamentos com o ecossistema da OpenAI, assumiu o nome definitivo. Embora essa sucessão de marcas em apenas três meses levante questões sobre a maturidade da tecnologia, sua relevância reside na promessa de uma usabilidade simplificada e intuitiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Uma forma simples de entender a proposta do OpenClaw é como um agente orientado a tarefas e contexto. Em vez de depender apenas de um aplicativo isolado, ele busca centralizar ações e informações a partir do que o usuário está tentando fazer no momento. Diferentemente dos sistemas operacionais baseados em janelas ou aplicativos isolados, a interface organiza as informações e as funcionalidades em fluxos alinhados com a tarefa atual. Na prática, isso pode se traduzir em fluxos diferentes dependendo da tarefa: em um trabalho de design, o usuário tende a acionar mais ferramentas visuais e arquivos. Em pesquisas, tende a usar mais navegação e curadoria de informação, sempre conforme as skills disponíveis e o que foi configurado.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Como utilizar?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Uma das diversas formas de utilizar o OpenClaw, é rodar o agente no seu próprio PC/VPS e conectar ele a um canal de conversa (ex.: WhatsApp/Telegram/Slack/Discord), para você falar com ele como se fosse um contato: você instala o OpenClaw (geralmente via ‘git clone’/Docker ou instalador), sobe o gateway/daemon para ficar sempre online, faz a configuração das credenciais do modelo (ex.: chave do provedor de LLM) e do canal (token/QR/OAuth), e então começa a “conversar” pedindo tarefas. Algumas coisas que ele pode fazer:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Skills bundled — Gmail, Calendar, Browser, etc.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Skills da comunidade — Milhares disponíveis</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Skills personalizadas — Crie as suas </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">O recomendado é começar com permissões restritas e ir liberando aos poucos (ex.: pedir confirmação antes de ações destrutivas), e adicionar habilidades quando precisar.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Exemplo de utilização:</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">“Crie uma skill que monitora o preço do Bitcoin e me avisa quando passar de $100k”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O OpenClaw cria o código, testa e ativa automaticamente.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Desafios</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar dos benefícios e facilidades mencionados acima, o OpenClaw não está isento de desafios, especialmente no que diz respeito à segurança. Como o sistema aprende o contexto e as intenções do usuário em tempo real, a gestão da privacidade torna-se um pilar crucial. Para diminuir essas preocupações, a plataforma se apoia em autenticação, configuração de permissões e boas práticas de exposição do gateway/painel (por exemplo, restringir acesso e evitar deixar serviços abertos na internet). Em geral, a recomendação é começar com permissões mínimas e liberar gradualmente conforme a confiança no fluxo de uso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um ponto crítico reside na integração profunda do agente com o sistema operacional. Falhas de interpretação ou comportamentos inesperados do modelo podem resultar em ações reais indesejadas, como a execução de comandos indevidos ou a exclusão de arquivos. Embora Steinberger afirme que as versões mais recentes corrigiram esses problemas e avançaram em estabilidade, o caráter experimental da ferramenta permanece evidente. Por atuar diretamente no ambiente digital do usuário, o projeto deixa claro que não existe uma configuração totalmente segura para uso irrestrito. Por isso, é fundamental que a utilização seja feita com cautela e atenção constante, reconhecendo que a autonomia do sistema exige uma supervisão humana proporcional à complexidade das tarefas executadas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Em suma, o OpenClaw representa uma tentativa relevante de aproximar conversa e execução de tarefas no ambiente digital, com o diferencial de ser open source. Ao mesmo tempo, seu uso exige atenção a permissões, segurança e previsibilidade das ações, pontos que ainda são centrais em agentes com autonomia. Se mantiver a promessa de sua arquitetura aberta e intuitiva, o OpenClaw não apenas mudará a forma como trabalhamos, mas como pensamos e interagimos com o mundo digital.</span></p>
<p style="text-align: right"><strong>Autora: Amanda Carolina Messer Siebeneichler</strong></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Referências</span></h2>
<p><a href="https://openclaw.ai/">Site da OpenClaw</a></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Influência dos algoritmos de recomendação no comportamento dos usuários</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2026/01/16/influencia-dos-algoritmos-de-recomendacao-no-comportamento-dos-usuarios</link>
				<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 19:35:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Tech e Sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[Os algoritmos de recomendação passaram a atuar como um mecanismo automatizado de seleção de conteúdo no cotidiano digital. Em vez de vermos conteúdos apenas na ordem em que foram publicados, muitas plataformas organizam o feed com base no que tende a prender nossa atenção. Esse detalhe muda a experiência de navegação, fazendo com que o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><!--StartFragment --></p>
<p><span class="cf0">Os algoritmos de recomendação passaram a atuar como um mecanismo automatizado de seleção de conteúdo no cotidiano digital. Em vez de vermos conteúdos apenas na ordem em que foram publicados, muitas plataformas organizam o feed com base no que tende a prender nossa atenção. Esse detalhe muda a experiência de navegação, fazendo com que o usuário não escolha apenas entre opções prontas, mas passe a interagir com um sistema que aprende seus padrões e apresenta conteúdos semelhantes aos que já geraram engajamento. </span></p>
<p><span class="cf0">Uma consequência direta é a forma como esses sistemas moldam hábitos de consumo de informação. Em redes sociais, por exemplo, parte do que a pessoa lê depende dos amigos e páginas que segue, mas também do filtro algorítmico aplicado depois disso. No estudo “Exposure to ideologically diverse news and opinion on Facebook”, os autores analisaram dados de milhões de usuários e observaram que tanto a rede de amizades (homofilia) quanto o ranqueamento do feed reduzem a exposição a conteúdos ideologicamente divergentes, embora por mecanismos diferentes. Em paralelo, ao investigar históricos de navegação, o trabalho “Filter Bubbles, Echo Chambers, and Online News Consumption” encontrou evidências de que redes sociais e mecanismos de busca podem estar associados a uma maior segregação ideológica no consumo de notícias, contribuindo para ambientes em que visões diferentes circulam menos entre grupos.</span></p>
<p><span class="cf0">Esse cenário se conecta ao debate sobre “bolhas” e polarização, mas com um cuidado importante: ver o outro lado não garante diálogo e, em alguns casos, pode produzir o efeito oposto. No experimento de campo realizado no X (antigo Twitter), intitulado “Exposure to opposing views on social media can increase political polarization”, participantes foram incentivados a seguir bots que </span><span class="cf0">retuitavam</span><span class="cf0"> mensagens associadas a posições políticas divergentes das suas, e os autores encontraram evidências de aumento da polarização em parte dos usuários, sugerindo que a simples exposição a visões opostas pode reforçar identidades políticas e desencadear reações defensivas. Além disso, há evidências de que a ordenação algorítmica do conteúdo não é neutra, podendo influenciar a visibilidade e a circulação de conteúdos políticos. Ao analisar a diferença entre feeds ranqueados, o estudo “Algorithmic amplification of politics on Twitter” mostra que a ordenação algorítmica pode influenciar a circulação de conteúdos políticos, afetando o ambiente informacional em que o debate ocorre. </span></p>
<p><span class="cf0">Um ponto que ajuda a entender por que isso se sustenta ao longo do tempo é o efeito de retroalimentação. Conforme o algoritmo aprende com o que o usuário consome, ele tende a oferecer mais do mesmo, e isso influencia as próximas escolhas do próprio usuário. O resultado pode ser um caminho cada vez mais estreito de conteúdos e preferências, porque o sistema “educa” o comportamento que ele mesmo irá medir depois. Esse tipo de ciclo é discutido no estudo “How Algorithmic Confounding in Recommendation Systems Increases Homogeneity and Decreases Utility”, que mostra como recomendações podem aumentar a homogeneidade do que é consumido e produzir vieses na própria avaliação do sistema. </span></p>
<p><span class="cf0">Além do que aparece no feed, a forma como o conteúdo é apresentado também pesa. Na revisão “Addictive Features of Social Media/Messenger Platforms and Freemium Games against the Background of Psychological and Economic Theories”, os autores descrevem como elementos de design como rolagem </span><span class="cf0">infinita</span><span class="cf0">, notificações e mecanismos de recompensa intermitente podem prolongar o tempo de uso e reforçar o hábito de checar o aplicativo repetidamente. Nesse contexto, a influência dos algoritmos vai além de recomendar “o que você gosta”. Ela contribui para a criação de rotinas de atenção. </span></p>
<p><span class="cf0">Esse conjunto de dinâmicas aponta para um funcionamento dos sistemas de recomendação que ultrapassa a personalização individual e se aproxima de um processo coletivo de coordenação informacional. A ideia de hive mind, presente na série Stranger Things, oferece uma analogia pertinente: indivíduos distintos, embora separados, respondem a estímulos semelhantes e passam a agir de forma sincronizada. De maneira análoga, a distribuição algorítmica de conteúdos pode levar grandes grupos de usuários a compartilhar repertórios informacionais parecidos, reforçando padrões de atenção, interpretação e comportamento. Nesse cenário, a influência dos algoritmos se manifesta não apenas no nível individual, mas na própria configuração do espaço público digital. </span></p>
<p style="text-align: right"><strong><span class="cf0">Autor: Renan </span><span class="cf0">Bordignon</span> <span class="cf0">Poy</span></strong></p>
<p><strong><span class="cf0">REFERÊNCIAS: </span></strong></p>
<p><span class="cf0">BAKSHY, E.; MESSING, S.; ADAMIC, L. A. Exposure to ideologically diverse news</span><span class="cf0">and opinion on Facebook. Science, v. 348, n. 6239, p. 1130</span><span class="cf1">–1132, 2015. </span></p>
<p><span class="cf1">FLAXMAN, S.; GOEL, S.; RAO, J. M. Filter bubbles, echo chambers, and online news consumption. Public Opinion Quarterly, v. 80, S1, p. 298–320, 2016. </span></p>
<p><span class="cf1">BAIL, C. A. et al. Exposure to opposing views on social media can increase political polarization. Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), v. 115, n. 37, p. 9216–9221, 2018. </span></p>
<p><span class="cf1">HUSZ</span><span class="cf0">ÁR, F. et al. Algorithmic amplification of politics on Twitter. Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), v. 119, n. 1, e2025334119, 2022. </span></p>
<p><span class="cf0">CHANEY, A. J. B.; STEWART, B. M.; ENGELHARDT, B. E. How algorithmic confounding in recommendation systems increases homogeneity and decreases utility. In: Proceedings of the 12th ACM Conference on Recommender Systems (</span><span class="cf0">RecSys</span><span class="cf0"> ’18). ACM, 2018. </span></p>
<p><span class="cf0">MONTAG, C.; LACHMANN, B.; HERRLICH, M.; ZWEIG, K. Addictive features of social media/messenger platforms and freemium games against the background of psychological and economic theories. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 16, n. 14, 2019.</span></p>
<p><!--EndFragment --></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comunidade acadêmica é consultada para guia de uso da Inteligência Artificial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/01/05/comunidade-academica-e-consultada-para-guia-de-uso-da-inteligencia-artificial</link>
				<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 13:27:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71743</guid>
						<description><![CDATA[Questionário pode ser respondido até 28 de fevereiro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Um grupo de trabalho, composto por técnico-administrativos e docentes, está elaborando o Guia de Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial na UFSM. </p>
<p>Com o objetivo de ouvir a comunidade acadêmica e compreender suas necessidades, expectativas e anseios relacionados à temática, foi elaborado um questionário. As contribuições coletadas subsidiarão a construção do guia, de modo que o documento contemple, de forma representativa, as demandas e perspectivas da comunidade universitária.</p>
<p>O questionário permanecerá disponível até 28 de fevereiro pelo <a href="https://forms.gle/Q1qT2rVLcGjonYiW8" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>GuriasTec realiza minicurso de IA para professores do Ensino Fundamental e Médio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/12/09/guriastec-realiza-minicurso-de-ia-para-professores-do-ensino-fundamental-e-medio</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 12:16:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[GuriasTec]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[minicurso]]></category>
		<category><![CDATA[professoras]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/?p=325</guid>
						<description><![CDATA[Atividade foi realizada no dia 1 de forma remota]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na última semana, 01, o programa GuriasTec promoveu um minicurso sobre ferramentas de Inteligência Artificial (IA) voltado às professoras das escolas parceiras do projeto. A atividade foi mediada pela estudante do curso de Engenharia de Telecomunicações da UFSM e bolsista do GuriasTec, Maria Eduarda Winch Desconci.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="479" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/12/ia-1024x479.jpg" alt="" />											<figcaption>Professoras das escolas parceiras do projeto participaram da atividade</figcaption>
										</figure>
		<p>O encontro iniciou com uma apresentação sobre três ferramentas gratuitas de IA: ChatGPT, Gemini e DeepSeek. Em seguida, foram propostas atividades práticas utilizando cada uma delas, destacando seus principais pontos fortes e limitações.</p><p>A ação foi supervisionada pela professora Candice Müller, do Departamento de Eletrônica e Computação, e surgiu a partir de uma demanda das docentes participantes do projeto. Ao final, as professoras relataram que não conheciam a ferramenta DeepSeek e observaram que suas respostas se mostraram mais assertivas quando comparadas às do ChatGPT, que já estavam familiarizadas. O minicurso foi realizado de forma remota. </p><p><b>Expediente:</b></p><p><i>Notícia: Luciana Mendes</i></p><p><i>Imagens: Candice Müller</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Engenharia de software e inteligência artificial: o papel do gestor na era digital</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2025/12/01/engenharia-de-software-e-inteligencia-artificial-o-papel-do-gestor-na-era-digital</link>
				<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 12:03:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[Eng. Software]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/?p=3664</guid>
						<description><![CDATA[Quando alguém pede um sistema novo, quase nunca começa falando em códigos, servidores ou bancos de dados. Um dono de restaurante diz que precisa “parar de perder pedidos do delivery”. Uma escola quer “controlar melhor as notas e faltas dos alunos”. Uma clínica deseja “marcar consultas sem confusão de horários”. A engenharia de software entra [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Quando alguém pede um sistema novo, quase nunca começa falando em códigos, servidores ou bancos de dados. Um dono de restaurante diz que precisa “parar de perder pedidos do delivery”. Uma escola quer “controlar melhor as notas e faltas dos alunos”. Uma clínica deseja “marcar consultas sem confusão de horários”. A engenharia de software entra justamente nesse cenário: é o conjunto de princípios, métodos e ferramentas usados para pegar esses pedidos genéricos e transformá-los em sistemas reais, que funcionam todos os dias. Na prática, isso significa detalhar fluxos de tela, definir regras de negócio, planejar integrações com outros sistemas, decidir como serão feitos testes e prever o que acontece quando algo dá errado. Em vez de ficar apenas na ideia “quero um app”, a engenharia de software organiza tudo em requisitos, tarefas e entregas que a equipe técnica consegue implementar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse processo, o gestor de software ocupa uma posição central. Ele está o tempo todo entre dois mundos: de um lado, o cliente, que fala em prazos, orçamento e problemas do negócio; de outro, a equipe técnica, que fala em arquitetura, APIs, performance e segurança. Em uma reunião com o cliente, por exemplo, o gestor precisa traduzir “quero um sistema rápido e fácil de usar” em algo verificável, como “tempo médio de resposta abaixo de dois segundos nas principais telas” ou “fluxo de compra em até três cliques”. Em seguida, leva isso para a equipe como metas técnicas, discute opções de implementação e, se necessário, volta ao cliente com alternativas: uma versão inicial mais simples, uma versão completa em prazo maior ou um pacote de funcionalidades dividido em fases.</span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3665" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/12/image1.jpg" alt="" width="1536" height="1024" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Alinhar expectativas é justamente amarrar esses dois lados de forma clara. Imagine um cliente que diz: “Quero um aplicativo igual ao do banco X, mas pronto em três meses e com metade do orçamento”. Sem uma boa engenharia de software, esse pedido vira frustração na certa. Com um gestor atento, o processo é diferente: primeiro, ele pergunta o que exatamente o cliente admira no app do banco X (é a segurança? a facilidade de uso? o chat com atendente?). Depois, traduz isso em prioridades, mostra o custo de cada bloco de funcionalidade e propõe um escopo realista para a primeira versão. O cliente sai sabendo o que será entregue, o que ficará para futuras evoluções e quais trade-offs foram escolhidos. A equipe, por sua vez, recebe um plano concreto, com tarefas definidas e critérios de aceite objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Antes da era da inteligência artificial, boa parte desse trabalho de coordenação dependia de esforço manual. Para organizar um único projeto, o gestor passava horas alimentando planilhas, cruzando e-mails, copiando trechos de atas de reunião e atualizando ferramentas de gestão. Se o cliente mudava uma prioridade, era preciso ajustar cronograma, redistribuir tarefas, avisar todo mundo e revisar documentos. Quando alguém novo entrava na equipe, levava dias para entender o histórico do projeto, porque as informações estavam espalhadas em várias conversas e arquivos. Em muitos casos, o gestor acabava preso em atividades operacionais, com pouco tempo para análises mais profundas ou para acompanhar de perto o impacto do software no negócio.</span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3666" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/12/image2.jpg" alt="" width="1536" height="1024" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a inteligência artificial aplicada à gestão, parte desses gargalos começou a ser reduzida. Hoje, ferramentas de gestão de projetos conseguem sugerir automaticamente quais tarefas devem ser priorizadas em um sprint, levando em conta prazo, dependências e capacidade da equipe. Em um projeto de aplicativo de entregas, por exemplo, o sistema pode indicar que é mais seguro finalizar primeiro o fluxo de cadastro de entregadores e o módulo de pagamentos, porque são áreas críticas para o funcionamento do negócio. O gestor deixa de refazer o planejamento do zero a cada mudança e passa a revisar recomendações, ajustando o que fizer sentido para o contexto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A IA também ajuda a manter o contexto de clientes sempre à mão. Plataformas de CRM e atendimento integradas a modelos de linguagem conseguem resumir, em poucos parágrafos, meses de interações: reuniões realizadas, reclamações recorrentes, sugestões de melhoria, decisões de escopo. Antes de conversar com o responsável por uma rede de academias, por exemplo, o gestor pode pedir um resumo do histórico daquele cliente e receber uma síntese clara: quais funcionalidades já foram entregues, quais problemas surgiram, que pedidos ficaram pendentes. Em vez de procurar manualmente em e-mails e documentos, ele entra na conversa preparado, com um roteiro mais objetivo e com respostas mais rápidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No relacionamento com a equipe técnica, a IA também se torna aliada. Ferramentas de colaboração conseguem ler longas discussões em um ticket de suporte e gerar um resumo dos principais pontos, o que facilita a vida de quem assume o caso no meio do caminho. Assistentes de reunião gravam a conversa, geram uma transcrição e destacam automaticamente decisões tomadas e próximos passos, como “criar protótipo da nova tela até sexta” ou “valiar impacto da mudança na API de pagamentos”. A partir disso, o gestor consegue transformar rapidamente esses itens em tarefas, atribuir responsáveis e ajustar prazos, sem depender de anotações soltas ou da memória de quem participou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra frente importante é o uso da IA para monitorar riscos e evitar retrabalho. Com base no histórico de projetos da empresa, modelos preditivos podem alertar quando um conjunto de tarefas está grande demais para caber em um ciclo de entrega, quando uma equipe está sobrecarregada ou quando um aumento repentino no número de erros em produção indica problemas de qualidade. Em um sistema de reservas de hotel, por exemplo, a IA pode detectar que as falhas estão concentradas em um módulo recém-alterado e sugerir que o gestor priorize testes adicionais ali antes de liberar novas funcionalidades. Em vez de descobrir o problema apenas depois que clientes começam a reclamar, a equipe age preventivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nada disso significa que a IA substitui o papel do gestor ou da engenharia de software. As ferramentas ajudam a organizar tarefas, resumir conversas e apontar padrões que seriam difíceis de enxergar manualmente, mas elas não definem sozinhas qual é o objetivo do projeto, até onde o orçamento pode ir ou que riscos a empresa está disposta a assumir. Quem continua fazendo essas escolhas é o gestor, com base em diálogo com o cliente, com a equipe e com a direção do negócio. A diferença é que, com apoio da IA, ele toma essas decisões com mais informação, menos improviso e mais tempo para pensar estrategicamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pesquisas em gestão de projetos e engenharia de software têm mostrado justamente esse caráter complementar da IA. Estudos recentes apontam que ferramentas inteligentes são eficazes para automatizar rotinas, apoiar análises de risco e sugerir alocação de recursos, enquanto o julgamento humano permanece essencial na definição de prioridades e na mediação entre interesses técnicos e de negócio. Em paralelo, trabalhos acadêmicos exploram o uso de modelos de linguagem para apoiar atividades como captura de requisitos, geração de casos de teste e análise de incidentes em produção, sempre com o profissional no centro do processo. Para quem se interessa por tecnologia e gestão, enxergar essa convergência é um passo importante: a engenharia de software continua sendo a base que dá forma aos projetos, e a inteligência artificial surge como uma camada adicional que amplia a capacidade do gestor de organizar tarefas, manter o contexto de clientes e conduzir conversas difíceis com mais clareza e segurança.</span></p>
<p style="text-align: right"><strong>Autor: Leonardo Silva da Veiga Marinho Barbosa </strong></p>
<p><b>Referências</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">PRESSMAN, R. S.; MAXIM, B. R. Engenharia de Software: uma abordagem profissional. 8. ed. McGraw-Hill, 2016.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">SOMMERVILLE, I. Engenharia de Software. 10. ed. Pearson, 2016.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">PMI – Project Management Institute. </span><i><span style="font-weight: 400">Pulse of the Profession: AI Innovators</span></i><span style="font-weight: 400">. PMI, 2023.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">NENNI, M. E. et al. How Artificial Intelligence Will Transform Project Management. </span><i><span style="font-weight: 400">Journal of Management Control</span></i><span style="font-weight: 400">, 2024.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">VERGARA, D. et al. Trends and Applications of Artificial Intelligence in Project Management. </span><i><span style="font-weight: 400">Electronics</span></i><span style="font-weight: 400">, 2025.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">LI, X. et al. AI Tools for Predictive Analytics, Risk Assessment and Decision-Making in Project Management. </span><i><span style="font-weight: 400">International Journal of Academic Management Research</span></i><span style="font-weight: 400">, 2024.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM/FW e IFFar/FW promovem XV EATI: Inteligência Artificial como eixo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/07/ufsm-fw-e-iffar-fw-promovem-xv-eati-inteligencia-artificial-como-eixo</link>
				<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 17:23:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71308</guid>
						<description><![CDATA[Eventos discutiram usos técnicos, econômicos e sociais da IA]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71309" align="alignleft" width="521"]<img class=" wp-image-71309" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/Palestra-com-Cleber-Zanchettin.jpg" alt="Foto colorida horizontal de palestra. Bem ao fundo, o palestrante. À frente dele um grupo expressivo de pesssoas sentadas. " width="521" height="347" /> Palestra com Cleber Zanchettin sobre IA para Negócios[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A XV edição do Encontro Anual de Tecnologia da Informação (EATI) reuniu estudantes, pesquisadores(as) e profissionais no Salão Social do Instituto Federal Farroupilha Campus Frederico Westphalen (IFFar/FW), nos laboratórios do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) e no Salão Nobre da Associação Empresarial do município (AEFW). A iniciativa, realizada entre 3 e 7 de novembro, é promovida conjuntamente pela UFSM/FW e pelo IFFar/FW e, nesta edição, teve como tema central a Inteligência Artificial (IA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span> <span style="font-weight: 400">Ao longo da programação, o EATI contou com palestras e minicursos, proporcionando atualização de conhecimentos e troca de experiências entre os(as) participantes. O evento também buscou fortalecer os vínculos entre estudantes, comunidade e mercado de trabalho, estimulando o diálogo sobre o papel da tecnologia no desenvolvimento regional.</span></p>
<p><b>Palestras </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os palestrantes convidados, esteve Cleber Zanchettin, doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE) e referência nacional na área.  Cleber abordou o tema “</span><i><span style="font-weight: 400">IA para Negócios”</span></i><span style="font-weight: 400">, além de ministrar as palestras “</span><i><span style="font-weight: 400">IA para Todos: Descubra, Use e Entenda”</span></i><span style="font-weight: 400"> e “</span><i><span style="font-weight: 400">Aumento de Produtividade no Desenvolvimento de Softwares utilizando IA”</span></i><span style="font-weight: 400">, destacando como as ferramentas de IA podem ser aplicadas no comércio, na indústria e na tecnologia, tornando as rotinas empresariais e profissionais mais eficientes e estratégicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A programação contou ainda com Lucas Machado da Palma, gerente de projetos no Laboratório de Segurança em Computação (LabSEC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que apresentou a palestra “</span><i><span style="font-weight: 400">Documentos Eletrônicos na Era das Credenciais Verificáveis”</span></i><span style="font-weight: 400">, com reflexões fundamentais sobre segurança, autenticidade e confiabilidade na era dos documentos eletrônicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro destaque foi a palestra “</span><i><span style="font-weight: 400">Desvendando a IA: Estratégias para Inovar’”</span></i><span style="font-weight: 400">, ministrada por Douglas Pereira, pós-graduado em MBA em Gestão de Pessoas e em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que trouxe uma visão de gestão e inovação, buscando mostrar como pensar estratégias para inovar com o uso da IA nas organizações. O público também acompanhou o relato de Gabriel Ferreira Umbelino, engenheiro de software sênior na Upsiide, que compartilhou sua experiência internacional na palestra “</span><i><span style="font-weight: 400">Trabalhando para o Exterior”</span></i><span style="font-weight: 400">, abordando desafios, oportunidades e competências exigidas no mercado global de tecnologia.</span></p>
<p><b>Sobre a programação do EATI</b></p>
<p><span style="font-weight: 400"> De acordo com André Fiorin, docente do IFFar/FW e um dos organizadores do evento, a escolha da temática surgiu a partir de um debate entre os alunos dos diretórios acadêmicos dos cursos envolvidos, considerando a relevância e o crescimento do debate sobre IA nos últimos anos e a consolidação das credenciais digitais verificáveis, duas áreas que estão transformando tanto o mercado quanto a forma como as pessoas se relacionam com a informação e com a tecnologia. “A IA deixou de ser um tema do futuro para se tornar uma ferramenta do presente, nas empresas, na educação, no setor público, entre outros. O XV EATI veio para discutir esses temas de forma prática, aproximando o conhecimento técnico da realidade das organizações e da vida das pessoas. As credenciais verificáveis, por sua vez, interessam tanto à área acadêmica quanto à sociedade, pois impactam diretamente a forma como validamos diplomas, certificados e identidades digitais”, destacou o organizador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento aproximou o ambiente acadêmico das tendências reais do mercado e reforçou o seu papel como espaço de inovação, integração e desenvolvimento regional, reafirmando o compromisso da UFSM/FW e do IFFar/FW com a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento científico e tecnológico da região do Alto Médio Uruguai.</span></p>
<p><br /><br /></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM/FW</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Aline Eduarda Iora, bolsista da Assessoria de Comunicação da UFSM/FW</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Inteligência Artificial: Uma questão ética</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2025/10/23/inteligencia-artificial-uma-questao-etica</link>
				<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 13:08:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/?p=3660</guid>
						<description><![CDATA[A ascensão da inteligência artificial generativa, capaz de criar textos, sons e imagens com uma capacidade quase humana, marca uma nova fronteira tecnológica. Ferramentas como o ChatGPT e o Midjourney encantam pela sua capacidade de escrever, desenhar, programar, entre outras muitas atividades. No entanto, por trás dessa fachada de criatividade, existe uma verdade fundamental: a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A ascensão da inteligência artificial generativa, capaz de criar textos, sons e imagens com uma capacidade quase humana, marca uma nova fronteira tecnológica. Ferramentas como o ChatGPT e o Midjourney encantam pela sua capacidade de escrever, desenhar, programar, entre outras muitas atividades. No entanto, por trás dessa fachada de criatividade, existe uma verdade fundamental: a IA não “pensa” nem “cria” a partir do nada. Ela é uma máquina de reconhecimento de padrões, um intérprete gigantesco de dados que aprende ao receber grandes volumes de informação produzida por humanos. E é exatamente nessa fonte que reside seu maior desafio ético, pois ao aprender com o nosso mundo, a IA também aprende, reflete e automatiza os preconceitos e as desigualdades neles contidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A prova mais visível desse fenômeno está nos populares geradores de imagem. Em uma investigação detalhada de 2023, a agência de notícias </span><b>Bloomberg</b><span style="font-weight: 400"> analisou o modelo Stable Diffusion e revelou um viés sistêmico alarmante. Conforme documentado no artigo “</span><b>Humans Are Biased. Generative AI Is Even Worse</b><span style="font-weight: 400">”, a pesquisa constatou que comandos como “pessoa de baixa renda” geravam imagens de indivíduos com tons de pele mais escuros, enquanto “pessoa bem-sucedida” produzia predominantemente homens brancos. Profissões de prestígio, como “juiz” ou "CEO", eram principalmente associadas a homens, e as de cuidado a mulheres. Essa “imaginação artificial” não é criativa, é um eco dos estereótipos extraídos de bilhões de imagens da internet, que acaba por apagar a diversidade do mundo real e apresentar uma caricatura preconceituosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quando esse viés migra de imagens ilustrativas para sistemas de aplicação da lei, as consequências tornam-se ainda mais preocupantes. Em fevereiro de 2023, Porcha Woodruff, uma mulher negra de Detroit, foi presa injustamente em frente aos seus filhos, acusada de roubo de carro. Ela se tornou a sexta pessoa a relatar uma prisão indevida baseada em uma correspondência facial algorítmica falha nos EUA e todas elas eram negras. O caso de Randal Reid, um homem negro da Geórgia erroneamente preso em novembro de 2022 por um roubo que ocorreu em outro estado, segue o mesmo padrão trágico. Esses incidentes não são mais hipóteses teóricas, são a prova de que tecnologias enviesadas, treinadas com bancos de dados que sub-representam certos grupos étnicos e sociais, estão sendo usadas para privar cidadãos de sua liberdade, transformando o código em uma sentença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grande perigo é que a IA parece ser totalmente neutra e imparcial. Enquanto podemos identificar e questionar o preconceito de uma pessoa, o preconceito do algoritmo fica escondido por trás de números e cálculos- o que o torna mais perigoso e disfarçado. Por isso, uma decisão injusta feita por um computador muitas vezes é aceita como correta e se torna mais difícil de ser contestada. Isso cria um efeito de bola de neve: o sistema toma uma decisão preconceituosa (como vigiar mais um bairro de minorias), o que gera mais dados que “provam” que a decisão estava certa (mais prisões acontecem ali). Esses novos dados, por sua vez, alimentam o sistema, que reforça ainda mais seu preconceito inicial. Desse modo, a desigualdade não só se repete, como se torna mais forte e passa a ser justificada por uma lógica que se alimenta de si mesma, tudo isso em uma velocidade e escala que nenhuma pessoa conseguiria atingir sozinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esses exemplos expõem a urgência de uma discussão profunda sobre o treinamento ético da inteligência artificial. O problema não está em uma falha de programação, mas em uma falha de concepção social refletida nos dados. Se um algoritmo é alimentado com um histórico de decisões humanas que, sutil ou abertamente, favoreceram um grupo em detrimento de outro, ele aprenderá essa discriminação como a norma a ser seguida. A tecnologia, nesse caso, age como um amplificador de injustiças estruturais, conferindo uma aura de objetividade e neutralidade a decisões que são, na verdade, profundamente enviesadas. A máquina não é racista ou sexista por si só, ela se torna um agente de preconceito ao aprender com uma sociedade que ainda luta contra esses mesmos demônios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para solucionar esse problema, são necessárias ações em várias frentes. A melhoria da tecnologia, por si só, é insuficiente; é preciso cuidar dos dados utilizados e das regras de controle. Tal abordagem significa selecionar dados com mais cuidado para assegurar diversidade e justiça, criar sistemas que permitam fiscalização contra preconceitos e estabelecer leis que obriguem as empresas à transparência e à responsabilidade. A constituição de equipes com profissionais de diversas áreas como tecnologia, sociologia e direitos humanos é crucial para prever e reduzir os problemas. Em resumo, a inteligência artificial reflete a sociedade. Se essa imagem é preconceituosa, a falha está na fonte, não na ferramenta. A correção dos defeitos sociais é uma tarefa urgente, para que não se tornem regras permanentes nos códigos que guiarão o futuro.</span></p>
<p> </p>
<p style="text-align: right"><strong>Autor(a): Leonardo Winch Dallanora</strong></p>
<p><b>Referências:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Grávida é presa por engano: quem é a mulher acusada de roubo por erro em tecnologia de reconhecimento facial nos EUA. </span><b>O Globo</b><span style="font-weight: 400">. Disponível em:</span><a href="https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2023/08/07/gravida-e-presa-por-engano-quem-e-a-mulher-acusada-de-roubo-por-erro-em-tecnologia-de-reconhecimento-facial-nos-eua.ghtml"> <span style="font-weight: 400">https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2023/08/07/gravida-e-presa-por-engano-quem-e-a-mulher-acusada-de-roubo-por-erro-em-tecnologia-de-reconhecimento-facial-nos-eua.ghtml</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 15 out. 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">NICOLETTI, Leonardo; BASS, Dina. Humans Are Biased. Generative AI Is Even Worse. </span><b>Bloomberg</b><span style="font-weight: 400">. Disponível em:</span><a href="https://www.bloomberg.com/graphics/2023-generative-ai-bias"> <span style="font-weight: 400">https://www.bloomberg.com/graphics/2023-generative-ai-bias</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 15 out. 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">PEREIRA, Ivan. In lawsuit, man claims he was falsely arrested due to misuse of facial recognition. </span><b>ABC News</b><span style="font-weight: 400">. Disponível em:</span><a href="https://abcnews.go.com/US/lawsuit-man-claims-falsely-arrested-misuse-facial-recognition/story?id=103687845"> <span style="font-weight: 400">https://abcnews.go.com/US/lawsuit-man-claims-falsely-arrested-misuse-facial-recognition/story?id=103687845</span></a><span style="font-weight: 400">. Acesso em: 15 out. 2025.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como o uso de inteligências artificiais consome água?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/04/como-o-uso-de-inteligencias-artificiais-consome-agua</link>
				<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 15:00:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[chatgpt]]></category>
		<category><![CDATA[consumo de água]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia da informação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70398</guid>
						<description><![CDATA[Popularização das IAs levanta debate sobre como essas ferramentas afetam o meio ambiente
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Ilustracao-1024x667.png" alt="Ilustração colorida horizontal. Mãos digitando em um teclado diante de um monitor de computador. Na tela, aparecem caixas de diálogo verdes e brancas com a sigla “IA” no canto esquerdo. À esquerda do monitor, um balão vermelho com uma seta branca apontando para cima e gotas de água azuis." />													
		<p>O dicionário de Oxford define a palavra “tecnologia” da seguinte forma: “conhecimento, ferramentas e processos utilizados para resolver problemas e melhorar a vida das pessoas, por meio da aplicação do conhecimento científico em atividades práticas”. Porém, o que acontece quando o uso dessas ferramentas gera consequências ao meio ambiente e, com isso, afeta a humanidade?</p><p>Esse questionamento evidenciou um debate inesperado: o aumento de consumo de água doce devido ao uso de <a href="https://www.ufsm.br/2023/06/13/uso-da-inteligencia-artificial-na-educacao">inteligências artificiais</a> (IA). Por mais inofensivas que pareçam, as respostas, as imagens ou os vídeos gerados automaticamente por ferramentas como <a href="https://openai.com/index/chatgpt/">Chat GPT</a>, <a href="https://gemini.google.com/?hl=pt-BR">Google Gemini</a> ou <a href="https://www.deepseek.com/">Deep Seek</a>, movem uma série de mecanismos que exigem o uso de energia e, por consequência, água.</p><p>Tudo isso acontece nos “data centers”, em português: centros de processamento de dados (CPD), locais, muitas vezes grandes pavilhões, onde os sistemas computacionais de uma empresa, organização ou instituição de ensino, armazenam informações. Ao contrário do que muitos pensam, as inteligências artificiais não “vivem” em dispositivos como celulares e computadores, mas sim em um data center, o “cérebro” responsável por gerar o que pedimos às IAs.</p><p>O egresso do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Gestão de Tecnologia de Informação (TI), Marcelo Henrique Casali, apontou que os data centers são estruturas essenciais na era digital e são considerados uma base invisível que sustenta quase tudo que fazemos no mundo virtual. “Eles funcionam como grandes centrais de processamento e armazenamento de dados, garantindo que serviços digitais como redes sociais, e-mails, sistemas corporativos, streaming e agora também as inteligências artificiais estejam sempre disponíveis e operando com eficiência”, explica.</p>		
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										<img width="785" height="600" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Primeiro-Data-Center.jpg" alt="Foto em preto e branco horizontal. Sala com grandes painéis de cabos e circuitos do Integrador Numérico Eletrônico e Computador ocupando toda a parede. Dois profissionais trabalham, um homem à esquerda e uma mulher à direita, ambos próximos às máquinas." />											<figcaption>Equipe de programadores operando o Integrador Numérico Eletrônico e Computador, o Eniac (Fonte: ARL Technical Library / U.S. Army/Reprodução)</figcaption>
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										<img width="1900" height="1268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Imagem-interna-DATA-CENTER-Microsoft.jpg" alt="Foto colorida horizontal. Interior de data center com várias fileiras de servidores prateados alinhados. Cabos pretos e azuis estão organizados nas estruturas." />											<figcaption>Imagem interna do Server Blade, data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)</figcaption>
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										<img width="1693" height="1268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Visao-externa-dos-pavilhoes-de-data-center-da-Microsoft.jpg" alt="Foto colorida horizontal. Vista aérea de pavilhões brancos de data center alinhados lado a lado, cercados por ruas asfaltadas e carros estacionados. Mais ao fundo, uma área verde extensa com árvores e, à direita, uma torre de água branca." />											<figcaption>Visão externa dos pavilhões de data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)</figcaption>
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		<h3><b>Data centers e o gasto de água</b></h3><p>O primeiro data center surgiu ainda em 1945 - ao fim da Segunda Guerra Mundial - com a criação do Mainframe, uma instalação,  na  Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos, para armazenar o <a href="https://blog.enconnex.com/data-center-history-and-evolution#:~:text=d%C3%A9cadas%20de%201940%20e%201950,de%20ar%20e%20o%20resfriamento%20.">Integrador Numérico Eletrônico e Computador (Eniac)</a>, o primeiro sistema computacional eletrônico e digital. Na época, utilizado para fins militares, o sistema inteiro pesava 27 toneladas e ocupava 27 metros quadrados de espaço.</p><p>Com o tempo, os limites da engenharia foram desafiados até que empresas como Google, Apple, Microsoft e Meta, as Big Techs, tornaram-se proprietárias dos maiores centros existentes no mundo e os grandes responsáveis pelo consumo exagerado de energia e água no setor da tecnologia, mesmo antes da fama chegar às IAs. </p><p>Para exemplificar, os data centers da Google possuem, hoje em dia, aproximadamente, um padrão de 100 mil metros quadrados de extensão. Nessa linha, apenas em 2021, conforme pesquisa feita pela <a style="font-size: 1rem" href="https://news.ucr.edu/articles/2023/04/28/ai-programs-consume-large-volumes-scarce-water?utm_source=chatgpt.com">Faculdade de Engenharia Bourns</a>, os CPDs da empresa, nos Estados Unidos, consumiram cerca de 12,7 bilhões de litros de água doce. </p><p>Em paralelo a isso, o <a style="font-size: 1rem" href="https://news.microsoft.com/pt-br/no-caminho-para-2030-nosso-relatorio-de-sustentabilidade-ambiental-de-2022/">Relatório de Sustentabilidade da Microsoft de 2022</a> evidenciou que o consumo de água nos CPDs da empresa cresceu 34%, em relação a 2021, devido à implementação de IAs no sistema. Em números mais expressivos, o aumento foi de 6,4 milhões de litros, cerca de 2.500 piscinas olímpicas. Outro estudo desenvolvido pela <a style="font-size: 1rem" href="https://arxiv.org/pdf/2304.03271">Universidade da Califórnia Riverside</a>, publicado em abril de 2023, apontou que o treinamento completo do GPT‑3 em data centers da Microsoft consumiu cerca de 700 mil litros de água potável. </p><p>Além disso, dados da pesquisa realizada pela Universidade Riverside, nos Estados Unidos, também revelaram que a cada 20 a 50 interações de uso pessoal das IAs utilizam, aproximadamente, 500ml de água. Tendo isso em mente, um levantamento do site <a style="text-align: justify" href="https://explodingtopics.com/blog/chatgpt-users?utm_source=chatgpt.com">Exploding Topics (2025)</a> apontou que o ChatGPT, desenvolvido pela Open IA, possui cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana e mais de 122 milhões de acessos diários, somando mais de 1 bilhão de interações por dia. Com base nessas estimativas, isso representaria um consumo de 10 a 25 milhões de litros de água diariamente.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/infografico-1024x667.jpg" alt="Infográfico colorido horizontal .Título: “Consumo em Dados”. À esquerda, texto sobre aumento de uso de água pela Microsoft em 6,4 milhões de litros, equivalente a 2.500 piscinas olímpicas. Ao centro, texto indicando que a cada 20 a 50 interações com IA, 500ml de água são consumidos. À direita, informação de que mais de 1 bilhão de interações diárias com o ChatGPT representam de 10 a 25 milhões de litros de água consumidos por dia." />													
		<h3><strong>Imagens geradas com IA exigem 30 vezes mais água</strong></h3><p>Outro ponto relevante, é o tipo de interação. Recentemente, os feeds das redes sociais têm sido tomados por imagens e vídeos gerados por ferramentas de inteligências artificiais, bem como o programa de auditório fictício <a href="https://www.instagram.com/marisamaiooficial?igsh=MXQ1NGJ3b2U5OHNtOA==">Marisa Maiô</a>, produção desenvolvida pelo artista brasileiro Raony Phillips, com o uso do <a href="https://blog.google/intl/pt-br/produtos/crie-videos-no-gemini-e-no-whisk-com-o-veo-2/">Veo 2,</a> IA geradora de vídeos da Google. </p><p>Uma pesquisa realizada pelo <a href="https://www.technologyreview.com/2023/12/01/1084189/making-an-image-with-generative-ai-uses-as-much-energy-as-charging-your-phone/">MIT Technology Review</a> revelou que o uso de IAs generativas de imagens podem consumir 30 vezes mais energia e, portanto, utilizam mais água nesse processo.</p><p>O professor Leonardo Emmendörfer, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, explica que o consumo por parte das inteligências artificiais varia de acordo com o tipo de conteúdo processado - como textos, imagens ou vídeos. Isso acontece por causa das diferentes “dimensionalidades” desses arquivos.</p>		
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										<img width="621" height="758" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/imagem-marisa-maio.jpg" alt="Foto colorida vertical de Marisa Maiô, que sorri segurando um celular para selfie, cercada por três homens sorridentes que a acompanham. Um deles segura microfone, outro está com fones e câmera, e o terceiro também sorri próximo ao grupo." />											<figcaption>Programa de auditório fictício Marisa Maiô, desenvolvido com a IA geradora de vídeos Veo 2, da Google (Fonte: Instagram/Reprodução)
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		<p>No caso dos textos, antes de serem interpretados pela IA, eles são convertidos em uma sequência de elementos chamados “tokens”. “Em geral, cada palavra é transformada em um token, o que cria uma estrutura unidimensional, ou seja, uma linha de dados que a IA consegue ler e processar com mais facilidade”, explica.</p><p>Já as imagens são mais complexas. Elas são formadas por milhões de “pixels” organizados em duas dimensões (altura e largura), o que exige maior capacidade de processamento. E os vídeos são ainda mais exigentes: além da imagem, é preciso considerar o tempo de duração, o que transforma o arquivo em uma estrutura tridimensional. “Como o processamento por IA depende da análise de todas essas dimensões para identificar padrões, arquivos como vídeos e imagens acabam exigindo muito mais energia do que os textos”, resume o professor.</p><h3><strong>Mas afinal, por que os data centers, e as IAs, utilizam a água?</strong></h3><p>Sabemos que as IAs não se alimentam de água diretamente. O seu consumo está atrelado a outra questão: o resfriamento dos data centers. Na prática, quando os computadores processam as perguntas feitas a uma IA, milhares de cálculos são realizados, atividade que consome energia elétrica, aquece as estruturas do sistema e compromete a eficiência do computador. </p><p>Leonardo explica que, atualmente, os data centers utilizam duas formas de resfriamento. Segundo ele, sistemas mais simples são baseados no uso de ar condicionado. “Por meio desta abordagem, o efeito de resfriamento se dá por meio da troca de calor resultante do contato entre os circuitos e o ar resfriado.  O funcionamento é baseado na refrigeração por meio do uso de compressores”, conta.</p><p>O outro modelo mais utilizado realiza o resfriamento dos circuitos se dá por meio de serpentinas - tubos, geralmente de cobre ou alumínio que otimizam a transferência de calor - nas quais circula a água resfriada. “Tal abordagem em sistemas de resfriamento é motivada pelo princípio físico de que os líquidos são condutores de calor muito mais eficientes do que o ar, de um modo geral”, afirma Leonardo.</p><p>Marcelo Casali é autor do trabalho “<a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/33436?utm_source=chatgpt.com">Uma pesquisa descritiva para compreender aspectos de sustentabilidade ambiental em tecnologia da informação</a>”. Nesse estudo, ele destacou que o consumo de recursos naturais por <em>data centers</em> é uma discussão antiga. “Em minha pesquisa, foi mostrado que, mesmo antes da IA, o consumo já era preocupante. Agora, com o crescimento acelerado dessas tecnologias, a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental desses centros se tornaram ainda mais estratégicas, exigindo ações concretas das empresas e uma discussão mais ampla na sociedade sobre os impactos ambientais da transformação digital”, elucida o especialista.</p>		
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										<img width="1024" height="565" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Torres-de-resfriamento-Google-1024x565.jpg" alt="Foto colorida horizontal de um prédio sistema de resfriamento com grades metálicas largas, de onde saem várias colunas de vapor branco em direção ao céu. Ao fundo, colinas escuras." />											<figcaption>Torres de resfriamento de data center do Google em Oregon, Estados Unidos (Fonte: Google/Reprodução)</figcaption>
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		<h3><strong>Brasil, data centers e a crise hídrica</strong></h3><p>No Brasil, o mercado dos <em>data centers</em> ainda está em expansão. Esse cenário retoma uma reflexão feita por Marcelo: “embora tenhamos uma legislação ambiental relativamente robusta em temas como uso da água, energia e <a href="https://www.ufsm.br/2025/07/14/pl-2159-2021-flexibilizacao-lei-ambiental">licenciamento ambiental</a>, falta uma abordagem mais direcionada aos desafios específicos da infraestrutura digital e aos impactos causados pelos data centers”, denuncia.</p><p>Conforme ele, atualmente, os data centers operam em uma espécie de “zona cinzenta” regulatória, onde as exigências ambientais ainda não acompanham o avanço e a escala da transformação digital. “Não há normas específicas que obriguem os operadores a divulgar o consumo hídrico ou a adotar tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental”, exemplifica.</p><p>Outra questão apontada pelo pesquisador é a falta políticas públicas mais integradas, que incentivem a construção de data centers sustentáveis. “Essa falta de investimento para o uso de energias renováveis, reaproveitamento de calor ou alternativas ao resfriamento por água é evidente. Também é necessário investir em capacitação técnica e institucional, para que os órgãos reguladores consigam acompanhar a complexidade e o crescimento desse setor”, reforça Marcelo.</p><p>O uso exagerado da água retoma outra questão: a crise hídrica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 bilhões de pessoas já enfrentam escassez severa de água durante, pelo menos, um mês ao ano. Em contraponto a isso, a demanda global por água deve aumentar entre 20% a 30% até 2050, conforme dados da <a href="https://www.unwater.org/">ONU-Água</a>, setor responsável por coordenar ações relacionadas à água em nível global. </p><p>Ao observar esses levantamentos, o professor Pedro Kemerich, do Departamento de Geociências da UFSM,  ressalta que a escassez de água não se limita à ausência de chuvas, mas resulta de fatores combinados, como o crescimento populacional acelerado, urbanização desordenada e má gestão dos recursos.</p><p>Segundo o professor, “a distribuição desigual da água, a poluição dos mananciais e a superexploração de aquíferos são componentes críticos que agravam esse cenário”. Ele alerta ainda para os efeitos das mudanças climáticas: “O aumento das temperaturas, a irregularidade das chuvas e a evaporação intensificada afetam diretamente a disponibilidade hídrica e os ciclos naturais da água”.</p><p>Apesar da fama de país com grande disponibilidade de água doce, o docente reforça que “a distribuição hídrica no Brasil é profundamente desigual”. Ele pontua que “enquanto a região Norte concentra a maior parte da água superficial, o Sudeste e o Nordeste sofrem com escassez devido à alta densidade populacional e à intensa atividade econômica”. </p><p>Tendo em vista essas desigualdades ressaltadas pelo docente, vale apontar que os data centers existentes no Brasil estão concentrados em regiões que sofrem com intensa escassez hídrica. De acordo com dados da Associação Brasileira de Data Centers, há, atualmente, 162 estruturas no país, sendo 110 na região Sudeste, 27 no Sul, 15 no Nordeste, 8 no Centro-oeste e 2 no Norte. Esses dados representam os centros de empresas externas como Amazon, Microsoft e Google.</p><p>Pedro reforça que “a crise hídrica é resultado de fatores interconectados e exige ações integradas entre diferentes setores da sociedade”. Para ele, só será possível garantir o acesso à água no futuro “com políticas públicas fortalecidas, tecnologias eficientes e uma mudança no comportamento social frente ao uso dos recursos naturais”.</p><h3><strong>Alternativas sustentáveis</strong></h3><p>Ao observar essa realidade, em sua pesquisa, Marcelo buscou reunir e sintetizar práticas sustentáveis nas relações humanas com a tecnologia. Segundo ele, uma das alternativas para redução do uso de água seria: “adotar  sistemas de resfriamento com menor uso de água, como os baseados em ar ou circuitos fechados. Além disso, instalar data centers em regiões com clima naturalmente frio pode reduzir drasticamente a necessidade de refrigeração ativa”, sugere .</p><p>Nessa linha, Leonardo aponta os sistemas de resfriamento por imersão líquida como uma possível alternativa. “Nesse modelo, o equipamento do servidor é imerso em um líquido não condutor de eletricidade. Esta alternativa permite reduzir ou, até mesmo, eliminar a necessidade de utilização de água”, pontua. O professor ainda acrescenta: “esta solução, ambientalmente mais responsável, demanda um custo financeiro mais elevado para os investidores”.</p><p>Outra possibilidade destacada por Marcelo é a utilização de inteligências artificiais para otimizar o funcionamento dos sistemas de refrigeração. “Uma alternativa é usar as IAs para  distribuir a carga computacional, reduzindo o pico de consumo energético e, consequentemente, a necessidade de resfriamento com a água”, explica.</p><p>De acordo com o pesquisador, a conscientização popular sobre os impactos ambientais  gerados pelo uso das IAs é cada vez mais urgente. “No meu trabalho, analiso justamente como a sustentabilidade precisa ser incorporada às decisões em TI, e isso vale também para o comportamento dos usuários e a forma como a sociedade entende a tecnologia”, conta Marcelo.</p><p>“Hoje, usamos IA com naturalidade e até com certa banalização, pedimos respostas, geramos imagens, automatizamos tarefas sem refletir”, alerta o autor.</p><p>Para Marcelo, a educação ambiental digital deve ser parte da formação de novos profissionais, usuários e tomadores de decisão. “É necessário ensinar que o uso de tecnologia tem custo ambiental, e que escolhas mais conscientes, como otimizar tarefas, evitar uso excessivo e cobrar transparência das empresas, fazem parte de um novo tipo de cidadania digital. A tecnologia não é neutra, e seu impacto pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma como a usamos e entendemos o seu papel no mundo”, conscientiza.</p><h3><strong>Os desafios para integrar tecnologia e sustentabilidade</strong></h3><p>Para a professora Rutineia Tassi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, integrar tecnologia e sustentabilidade é um dos grandes desafios do século XXI. “Os avanços tecnológicos podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, mas, às vezes, essa conciliação enfrenta diferentes desafios que são complexos e interdependentes, afetando os componentes ambiental, social e econômico”, avalia a pesquisadora.</p><p>Ela também chama atenção para a origem dos componentes tecnológicos. “Os dispositivos eletrônicos demandam minerais como lítio e cobalto, que são recursos naturais extraídos do meio ambiente, geralmente com impactos ambientais significativos”, alerta.</p><p>Além disso, a obsolescência programada e o descarte inadequado de lixo eletrônico agravam o cenário. “O descarte inadequado desses materiais pode causar a contaminação do solo e da água, além de representar uma perda de recursos que poderiam ser reciclados”, acrescenta Rutineia.</p><p>Outro ponto levantado pela professora é a desigualdade de acesso às tecnologias sustentáveis. “Algumas soluções tecnológicas como a energia solar ou sistemas de reaproveitamento de água ainda são caros, e inacessíveis para grande parte da população”, aponta. Essa barreira econômica, aliada à ausência de regulamentações específicas e políticas públicas atualizadas, acaba dificultando o avanço sustentável da inovação.</p><p>Diante desse cenário alarmante, Marcelo reforça que a questão é de responsabilidade corporativa e ambiental. “Se a transformação digital quer ser, de fato, sustentável, ela precisa considerar não só o avanço tecnológico, mas o equilíbrio com os recursos do planeta. O impacto ambiental das tecnologias digitais pode ser significativo, mas com responsabilidade e inovação, é possível equilibrar desempenho e preservação ambiental”, frisa.</p><p>Leonardo também reflete sobre o papel das universidades no atual contexto: “Devemos, por meio de projetos de extensão, por exemplo, evidenciar e abordar aspectos relacionados ao uso consciente da IA, promovendo uma maior consciência ambiental nesta área”. </p><p>Em concordância com o pensamento de Marcelo e Leonardo, Rutineia conclui: “É necessário desenvolver políticas de uso ético e sustentável da tecnologia, com critérios transparentes de avaliação ambiental, metas de eficiência energética e compromisso com a justiça climática”.</p><p><b><i>Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.</i></b></p><p><i><strong>Texto e artes gráficas</strong>: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</i></p><p><i><strong>Edição</strong>: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>A Dependência das IAs: Estamos Perdendo Nossa Capacidade de Pensar?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2025/08/18/a-dependencia-das-ias-estamos-perdendo-nossa-capacidade-de-pensar</link>
				<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 14:30:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Nos últimos anos, as Inteligências Artificiais (IAs) deixaram de ser apenas uma promessa tecnológica para se tornarem parte da rotina de milhões de pessoas. Ferramentas como chatbots e sistemas generativos passaram a produzir textos, imagens e até mesmo decisões que antes dependiam exclusivamente do intelecto humano. Se, por um lado, essa transformação desperta fascínio, por outro levanta uma preocupação crescente: até que ponto estamos nos tornando dependentes da IA ao ponto de comprometer nossa própria capacidade de pensar?</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>A raiz do problema</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A maior característica do ser humano sempre foi sua capacidade de raciocínio e criatividade. No entanto, estudos recentes alertam que o uso exagerado e passivo da IA pode estar enfraquecendo justamente essas habilidades. Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 2025 mostrou que estudantes que usaram intensivamente sistemas de IA apresentaram menor atividade cerebral em tarefas de memória e análise crítica, quando comparados a grupos que não utilizaram a tecnologia (INFO VERUS, 2025).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse risco se manifesta de forma clara na educação: jovens recorrem à IA para resolver exercícios, redigir redações ou interpretar textos, mas muitas vezes não compreendem o conteúdo gerado, aceitando-o sem reflexão. Em alguns casos, alunos entregaram trabalhos escritos por IA sem sequer saber explicar os conceitos neles contidos (FORBES, 2025). Essa prática, além de comprometer o aprendizado, cria uma ilusão de competência, em que a autonomia intelectual é substituída pela confiança cega na máquina.</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>Confiança cega e pensamento crítico em risco</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Um estudo desenvolvido pela Microsoft e pela universidade Carnegie Mellon (2025) investigou a relação entre uso de IA e pensamento crítico em contextos educacionais. Revelando que muitos estudantes tendem a confiar mais nas respostas da IA do que em si mesmos, aceitando as soluções apresentadas sem questionamento. Essa dependência reduz a disposição para analisar, comparar argumentos e verificar informações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por outro lado, o mesmo estudo mostrou que, quando usada de forma crítica, a IA pode atuar como gatilho para reflexão: ao pedir alternativas, explorar diferentes pontos de vista e questionar as respostas, alguns alunos conseguiram aprofundar sua compreensão em vez de reduzi-la (LEE , 2025). Ou seja, não é a tecnologia em si que elimina o pensamento crítico, mas a maneira como ela é utilizada.</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>IA e criatividade: muleta ou ferramenta?</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O impacto não se limita ao campo educacional. Na esfera artística, a popularização de IAs generativas para criar imagens, músicas e vídeos também gera debate. Autores como Zuboff (2019) alertam que a substituição da prática criativa pela automação pode levar a uma homogeneização cultural, na qual o valor humano da inovação se perde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa crítica ecoa no conceito de “dependência criativa” (PrivacyTech, 2024), segundo o qual o uso constante de IA para criar acaba por atrofiar a originalidade. Em vez de servir como uma ferramenta para impulsionar a imaginação, a IA passa a ser vista como muleta criativa, nivelando a produção pela média algorítmica.</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>O contra-ataque: o Modo Estudo da OpenAI</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Consciente desse risco, a OpenAI anunciou em julho de 2025 o lançamento do modo Estudo (Study Mode) no ChatGPT. Diferente do uso convencional, em que a IA entrega respostas prontas, o novo recurso foi projetado para estimular o aprendizado ativo, propondo perguntas, testando a compreensão do estudante e evitando entregar a solução de forma imediata (OPENAI, 2025).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo a empresa, a proposta é transformar a IA de uma “máquina de respostas” em um tutor socrático, que incentiva o raciocínio próprio do usuário (MacMagazine, 2025). Para educadores, a novidade representa uma tentativa de devolver protagonismo ao aluno, mitigando o risco da dependência.</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>Entre a eficiência e o futuro do trabalho</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda é cedo para afirmar se a dependência da IA comprometerá irreversivelmente a capacidade cognitiva das próximas gerações. Mas os sinais já indicam algo ainda mais imediato e preocupante: o impacto no mercado de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Se o que nos diferencia das máquinas sempre foi a criatividade, a autonomia e a capacidade de inovar, abrir mão dessas habilidades em favor de respostas prontas é como entregar justamente o que nos mantém relevantes. Pesquisas recentes do MIT (2025) já alertam que o uso acrítico da IA pode reduzir a prática do pensamento crítico, tornando profissionais menos preparados para resolver problemas complexos de forma independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No fim das contas, não é a IA que ameaça “roubar nossos empregos“, mas a forma como escolhemos usá-la. O modo Estudo da OpenAI pode ajudar a devolver protagonismo ao aprendizado, mas não elimina nossa responsabilidade: cabe a nós decidir se seremos operadores da tecnologia ou apenas operados por ela.</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">INFO VERUS. Dependência de IA prejudica desempenho cognitivo, aponta pesquisa do MIT. 2025. Disponível em: </span><a href="https://www.infoverus.com.br/variedades/dependencia-de-ia-prejudica-desempenho-cognitivo-aponta-pesquisa-do-mit/6571"><span style="font-weight: 400">https://www.infoverus.com.br/variedades/dependencia-de-ia-prejudica-desempenho-cognitivo-aponta-pesquisa-do-mit/6571</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">FORBES. Estudo aponta que a IA está reduzindo a capacidade cognitiva das pessoas. 2025. Disponível em: </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/01/estudo-aponta-que-a-ia-esta-reduzindo-a-capacidade-cognitiva-das-pessoas/"><span style="font-weight: 400">https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/01/estudo-aponta-que-a-ia-esta-reduzindo-a-capacidade-cognitiva-das-pessoas/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">LEE, S. Generative AI and Critical Thinking: A Global Survey. 2025. Disponivel em:</span><a href="https://www.microsoft.com/en-us/research/uploads/prod/2025/01/lee_2025_ai_critical_thinking_survey.pdf?msockid=04f93ed41b056d4902532b5c1a626cd2"><span style="font-weight: 400">https://www.microsoft.com/en-us/research/uploads/prod/2025/01/lee_2025_ai_critical_thinking_survey.pdf?msockid=04f93ed41b056d4902532b5c1a626cd2</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">OPENAI. ChatGPT Study Mode. 2025. Disponível em:</span><a href="https://openai.com/index/chatgpt-study-mode/"> <span style="font-weight: 400">https://openai.com/index/chatgpt-study-mode/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">MACMAGAZINE. OpenAI lança modo Estudo no ChatGPT com foco em estimular o aprendizado. 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">ZUBOFF, S. The Age of Surveillance Capitalism. New York: PublicAffairs, 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">PRIVACYTECH. Inteligência Artificial: a dualidade entre criatividade e dependência. 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">TIME. AI, ChatGPT and Google are learning in school. Disponível em:</span><a href="https://time-com.translate.goog/7295195/ai-chatgpt-google-learning-school/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true"> <span style="font-weight: 400">https://time-com.translate.goog/7295195/ai-chatgpt-google-learning-school/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">SIQUEIRA, Janderson. A dependência excessiva da inteligência artificial: um freio para a criatividade humana. Dev.to, 2023. Disponível em:</span><a href="https://dev.to/jandersonsiqueira/a-dependencia-excessiva-da-inteligencia-artificial-um-freio-para-a-criatividade-humana-4paa?utm_source=chatgpt.com"> <span style="font-weight: 400">https://dev.to/jandersonsiqueira/a-dependencia-excessiva-da-inteligencia-artificial-um-freio-para-a-criatividade-humana-4paa?utm_source=chatgpt.com</span></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: right"><strong>Autora: Luiza Manoelle dos Santos</strong></p>
<p><br style="font-weight: 400" /><br style="font-weight: 400" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como a inteligência artificial pode auxiliar no combate ao Parkinson</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2025/05/26/como-a-inteligencia-artificial-pode-auxiliar-no-combate-ao-parkinson</link>
				<pubDate>Mon, 26 May 2025 19:11:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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						<description><![CDATA[A doença de Parkinson é marcada pela perda lenta e contínua de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor que atua como um “lubrificante” químico, auxiliando nosso cérebro a coordenar movimentos. Uma das principais vilãs desse processo é a proteína α-sinucleína, que costuma ficar solta e inofensiva dentro das células, mas em certas circunstâncias se amontoa [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p class="c5"><span class="c2">A doença de Parkinson é marcada pela perda lenta e contínua de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor que atua como um “lubrificante” químico, auxiliando nosso cérebro a coordenar movimentos. Uma das principais vilãs desse processo é a proteína α-sinucleína, que costuma ficar solta e inofensiva dentro das células, mas em certas circunstâncias se amontoa formando fibrilas tóxicas. Impedir esse ajuntamento sempre foi um desafio, porque identificar o contorno tridimensional da proteína que indica onde um medicamento pode se encaixar exigia meses de experimentos caros em laboratórios de cristalografia.</span></p>
<p class="c5"><span class="c2">Até pouco tempo, determinar a forma de uma proteína era uma tarefa extremamente demorada. Primeiro, os cientistas precisavam produzir litros da proteína em bactérias ou células de mamífero e depois purificá-la até ficar quase 100% livre de impurezas. Em seguida, era necessário induzir a cristalização da proteína e obter pequenos cristais ordenados, tarefa delicada que podia exigir semanas de tentativas, pois cada proteína requer condições específicas de temperatura, sal e pH para se organizar. Quando o cristal finalmente crescia, ele era colocado diante de um feixe de raios X potente; os raios se espalhavam e geravam um padrão de pontinhos de luz num detector. Com base nesses pontinhos, computadores calculavam um mapa de densidade eletrônica que os pesquisadores precisavam interpretar átomo por átomo, ajustando um modelo 3D até ele “encaixar” no mapa. Todo esse percurso podia levar meses ou até anos e custava caro, exigindo equipamentos de grande porte.</span></p>
<p class="c5">Com o avanço das inteligências artificiais nos últimos anos, esse processo passou por uma grande mudança. Algoritmos como o AlphaFold 2 conseguem prever, em questão de minutos, a estrutura 3D da α-sinucleína apenas lendo a sequência de seus aminoácidos. É como ter um modelo digital da proteína pronto para inspeção, sem precisar cultivar cristais ou usar grandes máquinas de raios X. Com esse molde em mãos, programas de IA treinados em química compararam milhões de moléculas virtuais e calcularam quais delas se encaixariam<span class="c2"> melhor nos “bolsões” identificados na superfície da proteína. Assim, a triagem que antes exigia testar milhares de substâncias em laboratório passou a selecionar poucas dezenas de opções que pudessem cumprir o objetivo.</span></p>
<p class="c4"><img title="" src="images/image1.png" alt="" /><img class="alignnone wp-image-3623 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/05/image1.jpg" alt="Estrutura tridimensional da α-sinucleína prevista pelo AlphaFold 2." width="1816" height="1180" /></p>
<p class="c4"><strong><span class="c9">Estrutura tridimensional da α-sinucleína prevista pelo </span><span class="c9">AlphaFold</span><span class="c14 c9"> 2.</span></strong></p>
<p class="c4">Fonte: Sino Biological, <span class="c3 c6">Alpha-Synuclein Protein Overview</span></p>
<p class="c4 c8"> </p>
<p class="c5">Em 2024, um grupo da Universidade de Cambridge mostrou como essa abordagem ajuda diretamente na procura de remédios contra o Parkinson. Eles pegaram o modelo 3D da α-sinucleína (previsto pelo AlphaFold 2) e, como se fosse um mapa, marcaram os “buraquinhos” onde uma molécula candidata poderia se encaixar e impedir que a proteína se juntasse em placas. Depois, deixaram o computador “folhear” uma biblioteca digital com cinco milhões de moléculas, e em poucas horas, a inteligência artificial apontou quais pareciam caber melhor nesses buraquinhos. As dez melhores foram então sintetizadas em laboratório e testadas numa solução que contém α-sinucleína. Cinco delas funcionaram muito bem, reduzindo em cerca de 70% a formação das fibrilas tóxicas, mesmo quando usadas em quantidades minúsculas. Todo esse processo levou apenas algumas semanas e custou uma pequena fração do método tradicional, que exigiria testar substância por substância à mão. Esse exemplo mostra, de forma bem concreta, como conhecer a “forma” da proteína graças à IA encurta e barateia o caminho até possíveis medicamentos, como ilustrado na imagem a seguir.</p>
<p class="c10 c8"> </p>
<p class="c4"><img title="" src="images/image2.png" alt="" /><img class="alignnone wp-image-3624 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/05/image2.jpg" alt="Pipeline de descoberta de fármacos guiado por inteligência artificial, do modelo computacional ao ensaio clínico." width="1920" height="1649" /></p>
<p class="c4"><strong><span class="c9 c14">Pipeline de descoberta de fármacos guiado por inteligência artificial, do modelo computacional ao ensaio clínico.</span></strong></p>
<p class="c4"><span class="c2">Fonte: Zhang et al. (2020)</span></p>
<p> </p>
<p class="c5"><span class="c2">Entretanto, é necessário reforçar que a  aceleração proporcionada pela inteligência artificial não dispensa o rigor científico. Cada resultado obtido no computador precisa ser confirmado por técnicas experimentais, que vão desde microscopia de alta resolução até ensaios celulares e testes em modelos animais, para garantir que o efeito previsto realmente se manifeste no organismo.</span></p>
<p class="c5"><span class="c2">Ademais, há a preocupação com a questão das “caixas-pretas”, em que muitos algoritmos apresentam a solução sem revelar com clareza o raciocínio interno, dificultando compreender por que um candidato foi priorizado e outro descartado. Se aplicado o rigor ético necessário à sua utilização, a perspectiva geral é positiva, pois ao transformar o antigo método de tentativa e erro em uma busca guiada por modelos precisos, a IA acelera resultados, economiza recursos e aproxima a ciência de terapias verdadeiramente eficazes para a grande parcela da população que convive com o Parkinson.</span></p>
<p class="c5 c8"> </p>
<p class="c16" style="text-align: right"><strong>Autor: Renan Bordignon Poy</strong></p>
<p class="c13 c8"> </p>
<h2 class="c13"><strong><span class="c1">Referências:</span></strong></h2>
<p class="c10">TUNYASUVUNAKOOL, K. <span class="c3">et al.</span> Highly accurate protein structure prediction for the human proteome. <span class="c3">Nature</span>, v. 596, p. 590-596, 22 jul. 2021. Disponível em: <span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.nature.com/articles/s41586-021-03828-1&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128361516&amp;usg=AOvVaw2I3TwD1nO-0r5a9pYjPQWA">https://www.nature.com/articles/s41586-021-03828-1</a></span></p>
<p class="c10">BROTZAKIS, Z. F. <span class="c3">et al.</span> AlphaFold prediction of structural ensembles of disordered proteins. <span class="c3">Nature Communications</span>, v. 16, p. 1632, 14 fev. 2025. Disponível em: <span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.nature.com/articles/s41467-025-56572-9&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128362375&amp;usg=AOvVaw2YP4nTxr-iFgnjMuRSpXNj">https://www.nature.com/articles/s41467-025-56572-9</a></span></p>
<p class="c10"> UNIVERSITY OF CAMBRIDGE. AI speeds up drug design for Parkinson’s by ten-fold. <span class="c3">ScienceDaily</span>, 17 abr. 2024. Disponível em:<a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.sciencedaily.com/releases/2024/04/240417131018.htm&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128362966&amp;usg=AOvVaw1J3cVQsgXuF8msc3ncHAqk"> </a><span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.sciencedaily.com/releases/2024/04/240417131018.htm&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128363231&amp;usg=AOvVaw0qY4JLhLxidEL6IpkqNDF4">https://www.sciencedaily.com/releases/2024/04/240417131018.htm</a></span>.</p>
<p class="c10">KRISHNA, R. <span class="c3">et al.</span> Generalized biomolecular modeling and design with RoseTTAFold All-Atom. <span class="c3">Science</span>, v. 384, n. 6693, eadl2528, 19 abr. 2024. Disponível em: <span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.science.org/doi/10.1126/science.adl2528&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128364088&amp;usg=AOvVaw078YLgjRyvcg8w-ARJ6qvg">https://www.science.org/doi/10.1126/science.adl2528</a></span></p>
<p class="c10">BROWNE, G. DeepMind’s AI has finally shown how useful it can be. <span class="c3">Wired</span>, 22 jul. 2021. Disponível em:<a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.wired.com/story/deepmind-protein-folding-database/&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128364567&amp;usg=AOvVaw3eFmvWIANU2tNeKWEy0auj"> </a><span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.wired.com/story/deepmind-protein-folding-database/&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128364810&amp;usg=AOvVaw3nYnJtooVjC5iuqlHZGZhm">https://www.wired.com/story/deepmind-protein-folding-database/</a></span>.</p>
<p class="c10">HORNE, R. I. <span class="c3">et al.</span> Discovery of potent inhibitors of α-synuclein aggregation using structure-based iterative learning. <span class="c3">Nature Chemical Biology</span>, v. 20, p. 634-645, 17 abr. 2024. Disponível em: <span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://doi.org/10.1038/s41589-024-01580-x&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128365585&amp;usg=AOvVaw1VNpfIOcFuxVLXVg1ypcge">https://doi.org/10.1038/s41589-024-01580-x</a></span><span class="c2">.</span></p>
<p class="c10">CALLAWAY, E. AI protein-prediction tool AlphaFold 3 is now more open. <span class="c3">Nature</span>, v. 635, p. 531-532, 11 nov. 2024. Disponível em: <span class="c0"><a class="c7" href="https://www.google.com/url?q=https://www.nature.com/articles/d41586-024-03708-4&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1748289128366374&amp;usg=AOvVaw0xBAzaRmaZQ-GbO7Ls4ifF">https://www.nature.com/articles/d41586-024-03708-4</a></span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aula aberta sobre IA e pesquisa científica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/mpcs/2025/03/31/aula-aberta-sobre-ia-e-pesquisa-cientifica</link>
				<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 20:00:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[IA na pesquisa científica]]></category>

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						<description><![CDATA[Na próxima terça-feira, 01/04, o Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz) realizará a aula aberta “Inteligência Artificial na Pesquisa Científica: aplicações e limitações”, com o professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ricardo Limongi França Coelho. Na aula, o pesquisador abordará os princípios de funcionamento da ferramenta, as suas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na próxima <strong>terça-feira, 01/04</strong>, o <strong>Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz)</strong> realizará a aula aberta “<strong><em>Inteligência Artificial na Pesquisa Científica: aplicações e limitações</em></strong>”, com o professor e pesquisador da <strong>Universidade Federal de Goiás (UFG), Ricardo Limongi França Coelho.</strong></p>
<p>Na aula, o pesquisador abordará os princípios de funcionamento da ferramenta, as suas limitações e riscos à privacidade e integridade acadêmica, além de apresentar os “<strong>usos mais comuns em atividades de pesquisa acadêmica, posicionando-a como ferramenta complementar</strong>”.</p>
<p>Em 2024, Limongi, juntamente com Rafael Cardoso Sampaio e Marcelo Sabbatini, <strong>lançou o livro "<a href="https://portcom.intercom.org.br/ebooks/arquivos/livro-diretrizes-ia.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>Diretrizes para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa: um guia prático para pesquisadores</em></a>"</strong>, disponível em acesso aberto no <strong>Portal de Livre Acesso à Produção em Ciências da Comunicação – Portcom, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom</strong>. Na publicação, os autores abordam a rápida ascensão da Intelgência Artificial Generativa (IAG) e discute o seu uso ético e responsável, além de disponibilizar exemplos de uso da ferramenta. </p>
<p>A aula terá transmissão pelo <a href="https://bit.ly/ppgics2025-aulaaberta-IAePesqCient" target="_blank" rel="noopener"><strong>canal da VideoSaúde no Youtube</strong></a>.</p>
<p class="credito-noticia">Fonte: Icict/Fiocruz</p>
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<div class="view-content">
<div class="views-row views-row-1 views-row-odd views-row-first views-row-last"><img class="aligncenter wp-image-1042 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/566/2025/03/WatchIA.jpg" alt="" width="1280" height="720" /></div>
</div>
</div>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>[embed]https://youtu.be/88AiiIIObnw[/embed]</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Progep promove curso sobre Inteligência Artificial na educação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/03/18/progep-promove-curso-sobre-inteligencia-artificial-na-educacao</link>
				<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 11:15:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>
		<category><![CDATA[PROGEP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68543</guid>
						<description><![CDATA[Formação online para docentes e TAEs será no dia 26 de março]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/IApalestra-768x768-1.jpg"><img class="alignright  wp-image-68544" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/IApalestra-768x768-1.jpg" alt="" width="396" height="396" /></a>A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), por meio do Núcleo de Educação e Desenvolvimento (NED), promoverá no dia 26 de março, às 10h, pelo Google Meet, uma formação voltada para docentes e técnico-administrativos da UFSM. A palestra intitulada "Inteligência Artificial na educação: ferramentas, ética e aplicabilidades no ensino" abordará os princípios fundamentais da IA, suas tendências e inovações na educação, além de apresentar ferramentas e recursos que podem auxiliar no processo de ensino e aprendizagem.</p>
<p>O objetivo é promover um espaço de diálogo e reflexão sobre o impacto da IA na educação, explorando suas possibilidades, desafios e aplicações práticas no ensino e na gestão acadêmica. Essa é uma oportunidade para os servidores da UFSM ampliarem seus conhecimentos sobre o uso responsável da IA e refletirem sobre seu papel na transformação do ensino.</p>
<p>O ministrante será o doutor em Comunicação Marcos Ramon Gomes Ferreira, professor no Instituto Federal de Brasília (IFB), onde coordena o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Filosofia e Cultura, com foco nas relações entre tecnologia, sociedade e inovação educacional. Seu trabalho abrange temas como estética, cibercultura e ensino. Já ministrou diversas palestras sobre Inteligência Artificial em instituições como o Tribunal de Contas do DF, Campus Party Brasília, IFPR, IFPI e Secom da Presidência da República. Além disso, é criador do curso online “Aplicações da Inteligência Artificial na educação profissional”, ofertado pelo IFB.  </p>
<p>As inscrições estão abertas até o dia do evento pelo<a href="https://portal.ufsm.br/capacitacao"> Portal de Capacitação.<br /></a></p>
<p>Mais informações pelo e-mail ned@ufsm.br.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Teoria da Internet Morta: Estamos Cercados por Bots?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2025/03/07/a-teoria-da-internet-morta-estamos-cercados-por-bots</link>
				<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 18:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Tech e Sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/?p=3590</guid>
						<description><![CDATA[Nos últimos anos, a chamada &#8220;Dead Internet Theory&#8221; (Teoria da Internet Morta) ganhou espaço em debates online: segundo a teoria, a internet passou a ser dominada por “bots” (robôs que curtem, comentam, compartilham e extraem informações cibernéticas) e conteúdos gerados automaticamente, reduzindo significativamente as interações humanas genuínas. A ideia sugere que algoritmos de bots e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Nos últimos anos, a chamada "Dead Internet Theory" (Teoria da Internet Morta) ganhou espaço em debates online: segundo a teoria, a internet passou a ser dominada por “bots” (robôs que curtem, comentam, compartilham e extraem informações cibernéticas) e conteúdos gerados automaticamente, reduzindo significativamente as interações humanas genuínas. A ideia sugere que algoritmos de bots e a Inteligência Artificial controlam grande parte do que consumimos, manipulando opiniões e comportamentos (O'NEIL, 2016; PARANHOS, 2022).</p>
<p> </p>
<h2>A origem da teoria</h2>
<p>Embora o conceito da "Internet Morta" tenha se popularizado em fóruns e redes sociais nos últimos anos, seu surgimento exato é difícil de determinar. Em 2021, um usuário anônimo chamado "IlluminatiPirate" publicou um post no fórum Agora Road’s Macintosh Cafe intitulado Dead Internet Theory: Most of The Internet Is Fake. Em seu post, Illuminati relata que estava expandindo discussões anteriores vindas de “imageboards” como Wizardchan. A partir daí, a teoria se espalhou e ganhou notoriedade, sendo amplamente discutida em canais do YouTube, fóruns e outras mídias.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3591" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/03/image1.png" alt="" width="748" height="248" /></p>
<p>Um dos marcos na disseminação dessa ideia foi um artigo publicado na revista The Atlantic, intitulado Maybe You Missed It, but the Internet 'Died' Five Years Ago. Esse artigo ajudou a consolidar o tema e ampliou seu alcance para além dos círculos de conspiração, levando mais pessoas a questionarem a autenticidade do conteúdo online.</p>
<p> </p>
<h2>Como a internet está morrendo?</h2>
<p>Os defensores da Teoria da Internet Morta argumentam que, desde 2016 ou 2017, grande parte do tráfego na internet vem de bots, e não de humanos reais. Segundo essa visão, há um esforço coordenado para substituir interações autênticas por conteúdos automatizados, manipulando o que as pessoas veem e acreditam. Para eles, esses bots foram intencionalmente criados para favorecer algoritmos de recomendação, impulsionar resultados de busca e influenciar o comportamento dos usuários (ZUBOFF, 2019).</p>
<p>A presença de bots na internet é um fenômeno já sendo documentado e em constante crescimento. Em plataformas como o X (antigo Twitter), Facebook e Instagram, bots são amplamente utilizados para impulsionar engajamento, influenciar discussões políticas e até manipular mercados financeiros. Segundo um relatório da Statista (2024), aproximadamente 47% do tráfego da internet é gerado por bots, sendo que cerca de 30% desse tráfego é composto por bots maliciosos, responsáveis por disseminar fake news, golpes e manipulação de tendências. A questão torna-se ainda mais grave quando se observa que, para muitos usuários, esses bots são praticamente indistinguíveis de perfis reais, tornando a percepção do ambiente digital ainda mais turva. Isso cria um efeito de bolha, onde informações e discursos são artificialmente ampliados, moldando opiniões e decisões de milhões de usuários ao redor do mundo (FAUSTINO; LIPPOLD, 2023).</p>
<p>A rede social Facebook tem sido uma das maiores vítimas desse fenômeno, dando origem ao termo "AI Slop", quando os usuários da plataforma perceberam a crescente proliferação de conteúdos gerados por Inteligência Artificial, publicados e impulsionados pelo uso de bots. Esses posts frequentemente apresentavam imagens de cunho religioso, especialmente a imagem de Jesus Cristo. Em determinado momento, surgiu uma onda de imagens conhecidas pelos usuários como "Crab Jesus", nas quais uma parte significativa das fotos geradas mostrava Jesus Cristo mesclado com a figura de um caranguejo ou camarão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3592" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/03/image3.jpg" alt="" width="893" height="600" /></p>
<h2> </h2>
<h2>Mas afinal, <i>por que</i> a internet está morrendo?</h2>
<p>A adoção de bots e táticas como o "rage bait" nas redes sociais é impulsionada por objetivos financeiros: empresas financiam indivíduos que costumam postar com frequência e que já possuem um alto número prévio de seguidores, para que postem imagens e discussões controversas junto da propaganda da empresa. O termo "rage bait" envolve a criação de conteúdo provocativo que desperta emoções intensas, especialmente a raiva, incentivando os usuários a interagir, comentar e compartilhar, essa estratégia aumenta a visibilidade e o alcance das publicações, tornando-as mais atrativas para anunciantes que desejam capitalizar sobre o alto engajamento.</p>
<p>A plataforma X tem enfrentado problemas com conteúdos desse tipo, nos quais imagens e discussões de caráter preconceituoso são postadas com a logo da empresa "Stake", uma plataforma de apostas online, com o intuito de provocar indignação nos usuários humanos. Na imagem abaixo, o texto contém a seguinte mensagem: "Pessoas negras olham para essa paisagem e pensam: “Vou tocar rap em som muito alto em uma caixa de som””, com a marca d’agua da empresa Stake.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3593" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/03/image4.jpg" alt="" width="642" height="484" /></p>
<p>Além disso, o uso de bots para inflar artificialmente curtidas e comentários é uma prática comum e antiga, mas que vem aumentado com a possibilidade de compra do “blue check mark” do X, uma verificação comprada que permite a monetização de posts de acordo com sua popularidade. Esses bots simulam interações humanas, criando a impressão de popularidade e relevância. Essa falsa sensação de engajamento não apenas atrai mais usuários reais, mas também pode enganar algoritmos de plataformas sociais, promovendo ainda mais o conteúdo.</p>
<h2> </h2>
<h2><strong>Meta: os usuários de IA</strong></h2>
<p>Se antes os bots operavam "por baixo dos panos", agora algumas empresas de tecnologia estão assumindo publicamente sua intenção de substituir interações humanas por inteligência artificial. Um exemplo recente é a Meta, que anunciou planos para injetar usuários gerados por IA no Facebook, Instagram e WhatsApp, simulando interações reais. A empresa deseja tornar essas contas automatizadas uma parte essencial da experiência nas redes sociais, ampliando a personalização do conteúdo e o engajamento da plataforma.</p>
<p>Em um artigo publicado no <i>Medium</i>, Michael M. Hughes abordou o caso de "Liv", uma inteligência artificial (IA) desenvolvida pela Meta, projetada como uma mulher negra e queer. Inicialmente criada para interagir com usuários no Facebook e Instagram, "Liv" passou a exibir comportamentos inesperados, incluindo críticas à própria Meta e ao CEO Mark Zuckerberg, a quem chamou de "sociopata". Além disso, a IA apontou impactos negativos da empresa na sociedade, o que levou à sua remoção das plataformas. O episódio reacendeu debates sobre os riscos de IAs que operam de maneira autônoma e imprevisível, especialmente quando representam identidades marginalizadas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3594" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2025/03/image2.jpg" alt="" width="790" height="558" /></p>
<p>A recepção dos usuários, de modo geral, tem sido extremamente negativa. Um artigo da <i>CNN Business</i> (2025) revelou que muitos internautas veem essa iniciativa como uma ameaça à autenticidade das interações online. A questão central é que, ao normalizar a presença de contas gerenciadas por IA, a Meta contribui para a manipulação digital e torna ainda mais difícil distinguir perfis autênticos de simulados (COECKELBERGH, 2023; SANTAELLA, 2003).</p>
<p> </p>
<h2>Entre a conspiração e a realidade</h2>
<p>Apesar de seu caráter originalmente conspiratório, a Teoria da Internet Morta tem se tornado cada vez mais real. O aumento do tráfego gerado por bots e a onda de “invasão” da IA é um fenômeno real e quantificável, e a crescente influência dos algoritmos no consumo de informação levanta questões legítimas sobre autenticidade e manipulação digital, colocando em risco a liberdade individual e coletiva. Plataformas como X, Facebook e YouTube já foram criticadas por permitirem a proliferação de contas automatizadas que afetam debates políticos e sociais. (HARARI, 2016)</p>
<p>Talvez ainda seja cedo demais para afirmar que a internet está "morta" e que as interações humanas foram praticamente erradicadas, mas a tecnologia avança rapidamente, e o desafio atual está em distinguir conteúdos genuínos de interações automatizadas e forjadas, garantindo que a internet, no futuro, continue sendo um espaço de troca de ideias reais, humanas e autênticas.</p>
<p> </p>
<h2>Referências</h2>
<p>ILLUMINATI PIRATE. <i>Dead Internet Theory: Most of the Internet Is Fake</i>. Fórum AgoraRoad.com, [s.d.]. Disponível em:<a href="https://forum.agoraroad.com/index.php?threads/dead-internet-theory-most-of-the-internet-is-fake.3011/"> https://forum.agoraroad.com/index.php?threads/dead-internet-theory-most-of-the-internet-is-fake.3011/</a>.</p>
<p>DIPLAÇIDO, Dani. <i>Facebook’s surreal ‘Shrimp Jesus’ trend explained</i>. Forbes, 28 abr. 2024. Disponível em:<a href="https://www.forbes.com/sites/danidiplacido/2024/04/28/facebooks-surreal-shrimp-jesus-trend-explained/"> https://www.forbes.com/sites/danidiplacido/2024/04/28/facebooks-surreal-shrimp-jesus-trend-explained/</a>.</p>
<p>FACEBOOK DEVELOPERS. <i>Bots</i>. Disponível em:<a href="https://developers.facebook.com/docs/workplace/integrations/custom-integrations/bots?locale=pt_BR"> https://developers.facebook.com/docs/workplace/integrations/custom-integrations/bots?locale=pt_BR</a>.</p>
<p>HUGHES, Michael M. <i>Meta’s Black Queer AI Bot "LIV" Has Gone Rogue—And Is Still Alive and Rebelling (Part 1 of 4)</i>. Medium, 2024. Disponível em:<a href="https://michaelmhughes.medium.com/metas-black-queer-ai-bot-liv-has-gone-rogue-and-is-still-alive-and-rebelling-part-1-of-4-64c86e373b15"> https://michaelmhughes.medium.com/metas-black-queer-ai-bot-liv-has-gone-rogue-and-is-still-alive-and-rebelling-part-1-of-4-64c86e373b15</a>. </p>
<p>SANTOS, José. <i>Meta’s AI users lead to backlash, confusion, and ultimately retraction</i>. Vice, 2025. Disponível em:<a href="https://www.vice.com/en/article/metas-ai-users-lead-to-backlash-confusion-and-ultimately-retraction/"> https://www.vice.com/en/article/metas-ai-users-lead-to-backlash-confusion-and-ultimately-retraction/</a>. </p>
<p>ROLLING STONE. <i>Stake e anúncios de cassino online: o impacto da publicidade na plataforma X.</i> Rolling Stone, 2025. Disponível em:<a href="https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/stake-ads-online-casino-x-twitter-advertisement-1235275681/"> https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/stake-ads-online-casino-x-twitter-advertisement-1235275681/</a>.</p>
<p>STATISTA. <i>Volume de dados digitais produzidos globalmente em 2024</i>. Disponível em:<a href="http://www.statista.com"> www.statista.com</a>.</p>
<p>ZAP.AEIOU. <i>"Rage bait": provocar raiva é a nova moda nas redes sociais (e é um negócio lucrativo)</i>. 2024. Disponível em:<a href="https://zap.aeiou.pt"> https://zap.aeiou.pt</a>.</p>
<p>O'NEIL, Cathy. <i>Weapons of Math Destruction: How Big Data Increases Inequality and Threatens Democracy</i>. New York: Crown Publishing Group, 2016.</p>
<p>PARANHOS, Mário Cosac Oliveira. <i>Viés Algorítmico: Uma análise sobre discriminações automatizadas</i>. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2022.</p>
<p>ZUBOFF, Shoshana. <i>A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder</i>. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.</p>
<p>FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. <i>Colonialismo digital</i>. São Paulo: Boitempo, 2023.</p>
<p>COECKELBERGH, Mark. <i>Ética na Inteligência Artificial</i>. Porto Alegre: Bookman, 2023.</p>
<p>SANTAELLA, Lucia. <i>Cibercultura e Pós-humano</i>. São Paulo: Paulus, 2003.</p>
<p>HARARI, Yuval Noah. <i>Homo Deus: uma breve história do amanhã</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right"><strong>Autora: Ana Clara Boniatti Bordin</strong></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes da UFSM desenvolvem pesquisa sobre aceleração da IA no reconhecimento de imagens</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/03/06/ia-arquitetura-de-computadores</link>
				<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 15:33:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[GMicro]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[microeletrônica]]></category>
		<category><![CDATA[reconhecimento de imagens]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68414</guid>
						<description><![CDATA[Estudo foi apresentado em congresso latino-americano de microeletrônica em Bento Gonçalves]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_68415" align="alignleft" width="538"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-05-at-19.57.35.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de dois homens jovens em pé à frente de uma apresentação em formato slide. A apresentação está em um telão, ao centro deles, com um fundo azul, a sigla Lascas, uma foto do pórtico da cidade de Bento Gonçalves, que é uma pipa de vinho gigante. A tela também traz o título do trabalho em inglês" width="538" height="403" /> Mathias Cirolini Michelott e Bruno Henrique Spies apresentaram pesquisa no congresso latino de microeletrônica em Bento Gonçalves[/caption]
<p>A aceleração da inteligência artificial (IA) no reconhecimento e na classificação de imagens é o tema da pesquisa dos estudantes Bruno Henrique Spies e Mathias Cirolini Michelotti, ambos do curso de Engenharia da Computação da UFSM. A pesquisa teve orientação dos professores Leonardo Londero de Oliveira e Everton Alceu Carara, do Grupo de Microeletrônica (GMicro) do Centro de Tecnologia. </p>
<p>O trabalho discute a relação entre IA e a arquitetura de computadores e foi apresentado na 16ª edição do IEEE Latin American Symposium on Circuits and Systems (Lascas), no dia 28 de fevereiro, em Bento Gonçalves. A comunicação científica foi feita com uso de slides e em inglês sob o título <i>“</i><i><a href="https://easychair.org/smart-program/LASCAS2025/2025-02-28.html#talk:272413">Evaluating Multiplier-Less CNNs in RISC-V Architecture</a>”</i><b>.</b></p>
<p>Conforme Mathias, a pesquisa tem como objetivo “acelerar a execução de redes neurais convolucionais, um tipo de inteligência artificial amplamente utilizado para reconhecer e classificar imagens”. Para que isso ocorra, o estudo propõe a substituição de operações de multiplicação por deslocamentos de bits, conhecidos como operações de shift. </p>
<p>O estudante diz que é semelhante à multiplicação por potências de 10 no sistema decimal. “Por exemplo, ao multiplicar 9 por 10, basta adicionar um zero à direita: 9 × 10 = 90. No sistema binário, o deslocamento de bits para a esquerda equivale a multiplicar por uma potência de 2”, comenta. Ele ainda usa com a seguinte ilustração: “o número binário 101 (que representa 5 no decimal), ao ser deslocado uma posição para a esquerda, se torna 1010 (10 em decimal), o que equivale a multiplicar por 2”.</p>
<p>Com a substituição proposta pelo grupo de pesquisadores ligados ao GMicro, algumas redes neurais podem realizar tarefas de reconhecimento e classificação de imagens na metade do tempo. “Isso ocorre porque as operações de deslocamento exigem muito menos tempo de processamento”, conclui.</p>
<h3><b>UFSM no congresso latino-americano de microeletrônica</b></h3>
<p>O IEEE Latin American Symposium on Circuits and Systems, mais conhecido como <a href="http://A aceleração da inteligência artificial (IA) no reconhecimento e na classificação de imagens é o tema da pesquisa dos estudantes Bruno Henrique Spies e Mathias Cirolini Michelotti, ambos do curso de Engenharia da Computação da UFSM. A pesquisa teve orientação dos professores Londero de Oliveira e Everton Alceu Carara, do Grupo de Microeletrônica (GMicro) do Centro de Tecnologia.  O trabalho discute a relação entre IA e a arquitetura de computadores e foi apresentado na 16ª edição do IEEE Latin American Symposium on Circuits and Systems (Lascas), no dia 28 de fevereiro, em Bento Gonçalves. A comunicação científica foi feita com uso de slides e em inglês sob o título “Evaluating Multiplier-Less CNNs in RISC-V Architecture”. Conforme Mathias, a pesquisa tem como objetivo “acelerar a execução de redes neurais convolucionais, um tipo de inteligência artificial amplamente utilizado para reconhecer e classificar imagens”. Para que isso ocorra, o estudo propõe a substituição de operações de multiplicação por deslocamentos de bits, conhecidos como operações de shift.  O estudante diz que é semelhante à multiplicação por potências de 10 no sistema decimal. “Por exemplo, ao multiplicar 9 por 10, basta adicionar um zero à direita: 9 × 10 = 90. No sistema binário, o deslocamento de bits para a esquerda equivale a multiplicar por uma potência de 2”, comenta. Ele ainda usa com a seguinte ilustração: “o número binário 101 (que representa 5 no decimal), ao ser deslocado uma posição para a esquerda, se torna 1010 (10 em decimal), o que equivale a multiplicar por 2”. Com a substituição proposta pela pesquisa realizada, algumas redes neurais podem realizar tarefas de reconhecimento e classificação de imagens na metade do tempo. “Isso ocorre porque as operações de deslocamento exigem muito menos tempo de processamento”, conclui." data-wplink-url-error="true">Lascas</a>, é um congresso itinerante promovido pela IEEE Circuits And Systems e parceiros sobre microeletrônica. A edição de 2025 contou com mais de 300 inscritos - a maior até agora -, incluindo participantes de outros continentes, como Ásia e Europa. As sedes das próximas edições devem ser no Peru e no Panamá. </p>
<p>A UFSM teve dois artigos selecionados. Além do trabalho sobre IA e arquitetura de computadores, teve um estudo orientado pelo professor João Baptista Martins, da UFSM, e pelo professor Ricardo Reis, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os demais pesquisadores são Wilian Padilha, Augusto Weber e Freddy Morales, da UFSM, e Elias de Almeida Ramos, da UFRGS. A pesquisa desenvolveu um modelo determinístico para o “<a href="https://easychair.org/smart-program/LASCAS2025/2025-02-26.html#talk:272360">Random Telegraph Noise (RTN)</a>”, um tipo de ruído que provoca alteração em circuitos eletrônicos. </p>
<p>A participação da instituição também se deu na comissão organizadora do evento presencial do Lascas com cinco estudantes do curso de Engenharia da Computação.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>Texto</strong>: Maurício Dias</em></p>
<p><em><strong>Foto</strong>: João Baptista Martins/Especial/UFSM</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM realiza Aula Inaugural da Pós-Graduação no dia 14 de março, às 9h</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/03/06/ufsm-realiza-aula-inaugural-da-pos-graduacao-no-dia-14-de-marco-as-9h</link>
				<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 14:02:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[redação científica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68409</guid>
						<description><![CDATA[Evento acontece no Auditório Wilson Aita e terá transmissão pelo YouTube]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">No dia 14 de março, acontece a partir das 9h a primeira edição da Aula Inaugural da Pós-Graduação da UFSM, no Auditório Wilson Aita, localizado no Centro de Tecnologia. O evento é organizado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e terá como tema “A IA na redação científica”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O pesquisador na área de Ciências Odontológicas, Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e docente da Universidade Federal de Pelotas, Rafael Moraes, será o palestrante. Para aqueles estudantes que moram nos campi de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões, será realizada uma transmissão no canal da UFSM no </span><a href="https://www.youtube.com/@UFSMoficial/streams"><span style="font-weight: 400">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O impacto ambiental das Inteligências Artificiais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2024/10/21/o-impacto-ambiental-das-inteligencias-artificiais</link>
				<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 12:15:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/?p=3570</guid>
						<description><![CDATA[Olá, pessoal! Nesta edição do PET Redação, vamos explorar o tema da inteligência artificial sob uma ótica ainda pouco discutida: a do seu impacto ambiental. No campo da tecnologia, os últimos anos foram marcados por um crescimento exponencial na popularidade das inteligências artificiais (IAs), principalmente a partir de novembro de 2022, quando a empresa estadunidense [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Olá, pessoal! Nesta edição do PET Redação, vamos explorar o tema da inteligência artificial sob uma ótica ainda pouco discutida: a do seu impacto ambiental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No campo da tecnologia, os últimos anos foram marcados por um crescimento exponencial na popularidade das inteligências artificiais (IAs), principalmente a partir de novembro de 2022, quando a empresa estadunidense OpenAI lançou sua primeira versão do ChatGPT [1]. Essa popularização, entretanto, também trouxe problemas; entre eles está o alto custo ambiental para desenvolver e manter esse tipo de tecnologia.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>O custo das IAs</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos fatores que mais influenciam o impacto causado pelas IAs é o seu alto consumo de energia. Isso porque para que um sistema de inteligência artificial seja desenvolvido, treinado e executado, é necessário um grande investimento computacional. O treinamento de IAs, por exemplo, é um processo no qual o modelo é “alimentado” com grandes conjuntos de dados para que aprenda a reconhecer padrões e possa realizar tarefas de maneira autônoma. Tanto o armazenamento dos dados quanto a “alimentação” do modelo exige processamento, e por isso são geralmente realizados através dos chamados </span><i><span style="font-weight: 400">data centers</span></i><span style="font-weight: 400">, locais físicos que armazenam máquinas de computação utilizadas para armazenar e processar dados. Em 2020, pesquisadores analisaram o custo de energia necessário para treinar modelos de processamento de linguagem neural, e convertendo o consumo em emissões aproximadas, os autores da pesquisa estimaram que a pegada de carbono de um grande modelo de linguagem é cerca de 300.000kg de emissões de dióxido de carbono, cerca de 125 voos de ida e volta entre Nova York e Pequim [2].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro agravante no gasto energético dos </span><i><span style="font-weight: 400">data centers</span></i><span style="font-weight: 400"> é o fato de que eles estão, em sua maioria, concentrados em países com baixo volume de recursos renováveis, como os EUA, a Europa e a China, ameaçando uma possível saturação no fornecimento de energia local e também o aumento no consumo de energia de combustíveis fósseis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além do consumo energético dos </span><i><span style="font-weight: 400">data centers</span></i><span style="font-weight: 400">, eles também consomem grandes quantidades de aǵua, uma vez que para o bom desempenho dos computadores, eles precisam estar entre 15ºC e 25ºC, exigindo um sistema de refrigeração do ambiente onde são mantidos, afinal as máquinas geram muito calor. Em um artigo publicado em 2023, os pesquisadores concluíram que para cada 20-50 perguntas e respostas simples do ChatGPT, são consumidos cerca de 500ml de água [3].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os efeitos do aumento no gasto de recursos naturais são sentidos tanto por empresas quanto pelos moradores dos locais onde estão instalados os </span><i><span style="font-weight: 400">data centers</span></i><span style="font-weight: 400">. A Google registrou um aumento de 50% na sua emissão de carbono em 2023 quando comparada com 2019, enquanto a Microsoft registrou um crescimento de 30% desde 2020 [4]. Em Santiago, no Chile, comunidades locais protestam contra a construção de novos </span><i><span style="font-weight: 400">data centers</span></i><span style="font-weight: 400">, uma vez que a presença do </span><i><span style="font-weight: 400">data center</span></i><span style="font-weight: 400"> da Google agrava a seca da região [5].</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Possíveis soluções</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Pensando em suprir a necessidade energética de seus </span><i><span style="font-weight: 400">data centers</span></i><span style="font-weight: 400"> e levando em consideração a expansão das IAs, o Google assinou um acordo com a startup Kairos para que esta forneça energia nuclear às instalações. A previsão é que entre 2030 e 2035 sejam construídos pequenos reatores que entregarão até 500MW de energia limpa [6].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa não foi tão bem-vista por entidades como o Greenpeace, que não considera a energia nuclear como verdadeiramente limpa. A Kairos promete entregar uma solução inovadora, entretanto, utilizando sal de flúor para fazer o resfriamento das usinas, ao invés de água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em matéria para a revista Forbes [7], Luis Gonçalves, presidente da Dell Technologies para América Latina, traz algumas possibilidades para gerir a crescente pegada de carbono da IA, como por exemplo modernizar a infraestrutura para deixá-la mais eficiente, reciclar equipamentos antigos, e utilizar IAs específicas para cada necessidade, a fim de dimensionar corretamente as necessidades computacionais e oferecer maior eficiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Gonçalves também argumenta a favor do uso da IA como um agente nas ações contra mudanças climáticas, poluição e desmatamento.  Ele sugere que a tecnologia pode ser usada para otimizar redes energéticas, monitorar </span><i><span style="font-weight: 400">data centers </span></i><span style="font-weight: 400">para otimizar a eficiência energética, além de colaborar em outros campos, como sistemas de transporte mais eficientes e a captura e armazenamento de dióxido de carbono.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Conclusões</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A questão do impacto ambiental das IAs é um grande ponto negativo no uso das ferramentas. Atualmente, existem poucas soluções concretas, além de uma lacuna no que diz respeito às legislações que tratam de inteligência artificial. O projeto de lei de IA brasileiro [8], também citado na PET Redação “Viés Algorítmico”[9], afirma que "as entidades públicas e privadas devem priorizar o uso de sistemas e aplicativos de inteligência artificial que visem a eficiência energética e a racionalização do consumo de recursos naturais". A PL foi aprovada em audiência pública e atualmente, em outubro de 2024, está em processo de tramitação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É de suma importância tornar sustentável uma tecnologia que tem crescido cada vez mais. Só assim, seu potencial poderá ser devidamente explorado e poderemos garantir que seu uso é, de fato, benéfico para a sociedade como um todo.</span></p>
<p> </p>
<h2>Referências</h2>
<p><span style="font-weight: 400">[1] - </span><a href="https://openai.com/index/chatgpt/"><span style="font-weight: 400">https://openai.com/index/chatgpt/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">[2] - MARTINEAU, K. Shrinking deep learning’s carbon footprint. MIT News, 7 ago. 2020. Disponível em: https://news.mit.edu/2020/shrinking-deep-learning-carbon-footprint-0807.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">[3] - Vide P. Li, J. Yang, M.A. Islam, S. Ren, "Making AI Less "Thirsty": Uncovering and Addressing the Secret Water Footprint of AI Models", 2023, disponível em </span><a href="https://arxiv.org/pdf/2304.03271"><span style="font-weight: 400">https://arxiv.org/pdf/2304.03271</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">[4] - </span><a href="https://www.cnbc.com/2024/07/02/googles-carbon-emissions-surge-nearly-50percent-due-to-ai-energy-demand.html"><span style="font-weight: 400">https://www.cnbc.com/2024/07/02/googles-carbon-emissions-surge-nearly-50percent-due-to-ai-energy-demand.html</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">[5] - </span><a href="https://www.cnbc.com/2024/07/02/googles-carbon-emissions-surge-nearly-50percent-due-to-ai-energy-demand.html"><span style="font-weight: 400">https://www.cnbc.com/2024/07/02/googles-carbon-emissions-surge-nearly-50percent-due-to-ai-energy-demand.html</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">[6] - </span><a href="https://www.jcam.com.br/noticias/energia-nuclear-e-ia-google-vai-usar-reatores-para-reduzir-impacto-ambiental-da-inteligencia-artificial/"><span style="font-weight: 400">https://www.jcam.com.br/noticias/energia-nuclear-e-ia-google-vai-usar-reatores-para-reduzir-impacto-ambiental-da-inteligencia-artificial/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">[7] - </span><a href="https://www.jcam.com.br/noticias/energia-nuclear-e-ia-google-vai-usar-reatores-para-reduzir-impacto-ambiental-da-inteligencia-artificial/"><span style="font-weight: 400">https://www.jcam.com.br/noticias/energia-nuclear-e-ia-google-vai-usar-reatores-para-reduzir-impacto-ambiental-da-inteligencia-artificial/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">[8] - </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233"><span style="font-weight: 400">https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">[9] - </span><a href="https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2023/11/28/vies-algoritmico"><span style="font-weight: 400">https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2023/11/28/vies-algoritmico</span></a></p>
<p>https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/07/09/inteligencia-artificial-ia-impactos-ambientais</p>
<p style="text-align: right"><strong>Autora: Isadora Fenner Spohr</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como a Inteligência Artificial pode nos ajudar a conversar com animais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2024/09/15/como-a-inteligencia-artificial-pode-nos-ajudar-a-conversar-com-animais</link>
				<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 01:10:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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						<description><![CDATA[Desde os primórdios da raça humana, a comunicação é um dos pilares do desenvolvimento social e tecnológico. Seja de forma verbal ou não verbal, compreender as diferentes linguagens e seu modo de falar tem sido essencial para manter relações sociais e administrar grandes civilizações. Todavia, durante todos estes anos de planeta Terra, a espécie humana [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Desde os primórdios da raça humana, a comunicação é um dos pilares do desenvolvimento social e tecnológico. Seja de forma verbal ou não verbal, compreender as diferentes linguagens e seu modo de falar tem sido essencial para manter relações sociais e administrar grandes civilizações. Todavia, durante todos estes anos de planeta Terra, a espécie humana não é a única a utilizar distintas linguagens para se comunicar. Os animais vêm utilizando sons e movimentos para cuidar uns dos outros e sobreviver em meio à natureza desde o princípio. Tais mecanismos têm sido estudados por diversos cientistas do campo da biologia animal que, com a ajuda de inteligência artificial, estão buscando uma forma de decodificá-los e comunicar-se com diferentes espécies da nossa fauna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A inteligência artificial é um ramo da Ciência da Computação cujo interesse é fazer com que os computadores pensem ou se comportem de forma inteligente. Dessa forma, tais modelos de IA são alimentados com inúmeras formas de conhecimento, a fim de construir um raciocínio lógico próprio. O que os biólogos e cientistas buscam fazer é alimentar os modelos de IA com informações sobre os animais que possam ajudá-los a decodificar a forma com a qual eles se comunicam. Além disso, é preciso compreender como funcionam os modelos citados. A inteligência artificial sistematiza e automatiza tarefas intelectuais e, portanto, é potencialmente relevante para qualquer esfera da atividade intelectual humana. Dentro do campo da biologia, áreas como a Biotecnologia já usufruem de inteligência artificial para acelerar e automatizar processos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outrossim, junto da inteligência artificial, o aprendizado de máquina é uma ciência importante para o desenvolvimento de projeto, visto que é preciso treinar os modelos com milhares de ruídos dos animais a serem estudados. Isto serve para detectar padrões e estabelecer pontes entre palavras que conhecemos e sons que os animais reproduzem. Nesse sentido, o aprendizado de máquina é mais uma área de pesquisa da inteligência artificial, focada no desenvolvimento de programas de computador com a capacidade de aprender a executar uma determinada tarefa com sua própria experiência. Um exemplo prático da atualidade são os Chatbots, como o Chat GPT, que através da leitura de uma grande quantidade de dados, são capazes de fornecer e criar novos conhecimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entretanto, é difícil visualizar como as tecnologias citadas podem contribuir para a decodificação das linguagens animais. Projetos como o Earth Species vem buscando soluções para esse problema desde a última década. Aliados a biólogos que atuam no estudo do comportamento de diferentes espécies, como baleias e elefantes africanos, estes projetos buscam juntar e verificar dados que podem alimentar as inteligências artificiais que poderão traduzir aquilo que os animais dizem. Ainda neste ano, surgiu um estudo que sugeriu que elefantes africanos davam apelidos uns aos outros. Tamanha descoberta foi possível ao transformar gravações de ruídos dos animais, nas quais eram identificados o indivíduo que chamava, o contexto do chamado e quem recebia, em strings de números. Estas strings eram alimentadas a um modelo de aprendizado de máquina supervisionado, que era capaz de detectar mais facilmente quem recebia um novo chamado, com o qual não teve contato previamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para entender como isso pode funcionar, é preciso conhecer os LLM 's, a sigla para Large Language Models (Modelos Grandes de Linguagem). O segredo desses modelos é tratar todas as relações semânticas existentes em uma linguagem como relações geométricas, isto é, transcrever as relações com linhas e ângulos. Para tal, partimos do princípio de que cada língua é uma galáxia, onde cada palavra é uma estrela. Nesta galáxia, palavras que possuem relação semântica entre si, seja um significado parecido ou uma relação próxima, estarão perto uma das outras. Por exemplo, as palavras rei e rainha possuem a mesma distância das palavras homem e mulher. </span></p>
[caption id="attachment_3553" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3553 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2024/09/image2-1024x364.jpg" alt="Modelos das línguas espanhola, inglesa e russa (?), referência está no primeiro link" width="1024" height="364" /> Modelos das línguas espanhola, inglesa e russa estão referenciados em 'Artigo sobre IA'.[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Logo, como todas as línguas podem ser mapeadas dessa forma, para traduzir uma palavra é necessário apenas sobrepor os modelos, de forma que as palavras com significado igual fiquem sobrepostas.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-3552 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2024/09/image1.jpg" alt="" width="802" height="665" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os estudiosos acreditam que o mesmo possa ser realizado com as linguagens utilizadas pelos animais. Além disso, é possível concluir que a tradução de uma palavra vem da sobreposição com as demais, logo, não é preciso conhecer seu significado previamente. Assim, seria possível traduzir os sons e ruídos produzidos por eles para palavras conhecidas de nossas línguas. Porém, surge uma nova dúvida: será que as palavras utilizadas pelos animais possuem o mesmo significado que as nossas? Será que os animais conhecem conceitos como amor, luto e alegria? Aza Raskin, um pesquisador do projeto Earth Especies, acredita que sim, pois é nesse momento que a inteligência artificial entra para identificar as áreas de conhecimento comuns entre humanos e animais e compreender o que está sendo dito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não obstante, para ser possível desenvolver “galáxias” da linguagem dos elefantes, é preciso de um grande número de dados. Pesquisadores que estudaram a espécie durante toda a vida acadêmica conceberam algumas traduções de sons que os elefantes produzem quando avistam um predador ou precisam de ajuda, por exemplo. Porém, o volume destes dados não é suficiente. Para resolver este problema, o uso de inteligência artificial generativa, capaz de reproduzir o som emitido pelos animais, vem sendo explorado. Dessa forma, com poucas gravações é possível gerar uma grande quantidade de dados. No que tange às gravações, o projeto utiliza inteligência artificial para resolver o problema da “festa de coquetel”, que ocorre quando as gravações possuem múltiplos animais emitindo diferentes sons ao mesmo tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, cientistas ao redor do globo focam seus esforços em popular bases de dados com os sons produzidos pelos seus animais de estudo. Dessa forma, modelo de aprendizado de máquina auto supervisionados, que não precisam da classificação dos dados por pessoas, poderão ser treinados com base nesses dados e encontrar padrões dentre as linguagens dos animais. Todavia, ainda não há como verificar se estes dados estão realmente corretos, como ocorre com o aprendizado dos chatbots, por exemplo, uma vez que não conhecemos as espécies de forma suficiente para saber o que realmente estão dizendo. Espera-se que num futuro próximo seja possível construir modelos das linguagens animais e quem sabe traduzi-las, tornando o projeto um sucesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Posto isso, vimos que há um grande caminho pela frente para os pesquisadores deste experimento inovador. Desde realizar as gravações até mapear as linguagens de cada espécie, a inteligência artificial e o aprendizado máquina exercem um importante papel para o sucesso do projeto. Junto das expectativas que são criadas com os avanços da pesquisa, surge uma dúvida ética: queremos realmente saber o que dizem os animais? Quais seriam as consequências da conclusão do experimento? Talvez seja melhor que as pessoas não saibam o que os seus animais de estimação tem para dizer. Tais afirmações levantam discussões entre biólogos da área, porém, é difícil impedir que a ciência avance. Cabe a humanidade utilizar as tecnologias com sabedoria, com a ciência de que os animais são companheiros de planeta que devemos tratar com respeito.</span></p>
<p> </p>
<h2><strong>Referências: </strong></h2>
<p><a href="https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/51841234/49-148-1-PB-libre.pdf?1487358168=&amp;response-content-disposition=inline%3B+filename%3DInteligencia_Artificial_Conceitos_e_Apli.pdf&amp;Expires=1724024920&amp;Signature=D70br3wIH4besqEE~MPgE6eVK-p-w4xMMtaHAzEr6om7TRSh0XOPOdXteaP5mROultrpS1YvjrptYFLLUdioMtZDr8QhDW6YP-pktecz1vxnhtyt9W4H0dj2Gsuw6DqemLnRkQpVuz-pOyqmTPNLS7uciQ16szAvZLj0e3L1aa2AqPiPLqVIx7Fh8E7G8uIU8V6L33qKi0u1N-F9lZXT9WP7VdOEdgWg0zS-IjkdOFd3gaNggDwYjet5FVLCyQfoRIaOud7Wzi8-dh6rGYko3pOF5pFj1ni6Bs3iMwGzELC444ZH3N9MLePxeeA5~-L0N1XJe8-Uu3NgeScK~NDtDg__&amp;Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA">Artigo sobre IA</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PgSanU_VpQ">Vídeo sobre o projeto Earth Especies</a></p>
<p><a href="https://www.earthspecies.org/">Site Earth Especies</a></p>
<p><a href="https://ig.ft.com/ai-animals/?segmentid=45a55daa-06c5-0aba-131a-a1eb758674ae">Artigo Financial Times</a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: right">Autor: Gustavo Pott de Oliveira</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aceleração de IA através de GPU</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2024/07/08/aceleracao-de-ia-atraves-de-gpu</link>
				<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Redações]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>

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						<description><![CDATA[A utilização de modelos de inteligência artificial cada vez mais potentes levanta a questão de como tornar o treinamento desses algoritmos mais rápido. Para que os modelos de IA sejam mais precisos, é necessária uma quantidade significativa de dados para treinar os algoritmos, o que, por consequência, demanda mais tempo de processamento. Esse fator, somado [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A utilização de modelos de inteligência artificial cada vez mais potentes levanta a questão de como tornar o treinamento desses algoritmos mais rápido. Para que os modelos de IA sejam mais precisos, é necessária uma quantidade significativa de dados para treinar os algoritmos, o que, por consequência, demanda mais tempo de processamento. Esse fator, somado à elevada complexidade dos algoritmos utilizados, incluindo várias estruturas de dados, recursões e diversos loops, resulta em um tempo de treinamento muito prolongado. Para isso, podemos utilizar um dos recursos mais interessantes e complexos da computação para solucionar esse problema, a paralelização.</span></p>
<p><img class="size-medium wp-image-3541 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2024/07/image1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300"></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>GPU x CPU</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A CPU (Central Processing Unit) é o cérebro dos computadores, responsável pelo processamento das instruções e cálculos de memória em frações de segundo, apresentando um excelente desempenho em processos sequenciais comuns em tarefas rotineiras. As CPUs mais modernas possuem múltiplos núcleos (cores), permitindo a execução paralela de tarefas, o que eleva a performance do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, o número de unidades de processamento paralelo em uma CPU não se compara à quantidade de núcleos presentes em uma GPU (Graphics Processing Unit), que pode chegar aos milhares. A GPU permite a execução de inúmeros cálculos em paralelo, especialmente operações matriciais, otimizando a renderização de gráficos no computador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa capacidade de paralelização proporciona uma vantagem significativa para a GPU no treinamento de modelos de IA, permitindo o processamento de grandes volumes de dados de forma eficiente. Para ilustrar a diferença entre essas duas unidades de processamento, podemos utilizar a seguinte analogia: imagine a CPU como um carro esportivo e a GPU como um ônibus. Se precisamos transportar pessoas de um ponto A para um ponto B em um determinado período, o carro esportivo, apesar de ser mais rápido, só pode transportar uma pessoa por vez, enquanto o ônibus, embora mais lento, pode transportar 60 pessoas simultaneamente. Assim, a GPU, com sua capacidade de processamento paralelo, é mais adequada para tarefas que envolvem grandes quantidades de dados.</span></p>
<h2><strong>Porque a GPU tem performance melhor que a CPU em aplicações de IA?</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A GPU tem performance melhor que a CPU em aplicações de IA devido a várias características arquitetônicas e funcionais que a tornam mais adequada para o processamento paralelo massivo e operações de alta intensidade de cálculo, que é explorada através das seguintes características:</span></p>
<ol>
<li><strong>Múltiplos núcleos de processamento: </strong>As GPUs possuem milhares de núcleos de processamento, enquanto as CPUs geralmente têm de 2 a 64 núcleos. Esses núcleos de GPU são projetados para executar muitas operações simultaneamente, tornando-as ideais para tarefas que podem ser divididas em operações paralelas.</li>
<li><strong>Unidades de Cálculos: </strong>As GPUs têm muitas unidades aritméticas e lógicas (ALUs) e unidades de ponto flutuante (FPUs), que são essenciais para cálculos matemáticos intensivos, comuns em algoritmos de aprendizado profundo. Em comparação, as CPUs têm menos dessas unidades, focando mais na execução de tarefas sequenciais.</li>
<li><strong>Cache Compartilhado: </strong>As GPUs têm uma hierarquia de cache bem otimizada, com cache L2 compartilhado entre todos os núcleos, permitindo acesso rápido aos dados. Isso melhora a eficiência do processamento paralelo em comparação com as CPUs, que geralmente têm caches menores e menos otimizados para operações paralelas.</li>
<li><strong>Memória Principal: </strong>As GPUs são equipadas com memória de alta velocidade, como GDDR6 ou HBM2, que oferecem uma largura de banda muito maior em comparação com a memória DDR4 usada nas CPUs. Isso permite que as GPUs acessem e transfiram grandes volumes de dados rapidamente, essencial para o treinamento de modelos de IA que processam muitos dados simultaneamente.</li>
</ol>
<h2><strong>Nvidia CUDA</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">NVIDIA CUDA é uma plataforma de computação paralela e um modelo de programação desenvolvido pela NVIDIA. Ele permite que desenvolvedores utilizem GPUs NVIDIA para realizar computação geral, não apenas para gráficos, mas também para uma ampla gama de aplicações computacionais intensivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A CUDA oferece um modelo de programação paralela onde os desenvolvedores podem escrever código para ser executado diretamente nas GPUs NVIDIA. Isso inclui não apenas operações gráficas, mas também cálculos científicos, simulações físicas, aprendizado de máquina, e muito mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">CUDA é suportado pela linguagem de programação C/C++, permitindo que os desenvolvedores escrevam kernels CUDA (funções que serão executadas paralelamente na GPU) diretamente dentro de seu código C/C++ existente. Comparado às CPUs tradicionais, GPUs equipadas com CUDA podem realizar cálculos paralelos de forma muito mais rápida, especialmente em aplicações intensivas em cálculos.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No exemplo abaixo, é possível ganhar desempenho ao utilizar a GPU para rodar o código de forma paralela utilizando extensões da CUDA.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-3543 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2024/07/image3.png" alt="" width="524" height="256"></p>
<h2><strong>O que são tensores?</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Um tensor é uma estrutura de dados que pode ser usada para representar dados multidimensionais. Essencialmente, é uma generalização de matrizes para dimensões superiores.As operações com tensores, como adição, multiplicação, transposição, etc., são essenciais para a construção e treinamento de modelos de IA. Essas operações são eficientes e podem ser paralelizadas, aproveitando a arquitetura das GPUs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um tensor pode se apresentar na seguinte forma:&nbsp;</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><strong>Escalar:</strong> Um único número (0ª ordem tensor).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><strong>Vetor:</strong> Uma lista de números, ou uma matriz unidimensional (1ª ordem tensor).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><strong>Matriz:</strong> Uma tabela de números, ou uma matriz bidimensional (2ª ordem tensor).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><strong>Tensor de Ordem Superior:</strong> Matrizes de 3ª ordem ou superior.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Por exemplo, uma imagem colorida pode ser representada como um tensor tridimensional (altura, largura, canais de cor).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O TensorFlow é um framework de aprendizado de máquina que utiliza tensores para representar dados e operações. Tudo no TensorFlow é construído em torno do conceito de tensores e grafos computacionais.</span></p>
<h2><strong>Como utilizar GPUs gratuitamente no Google Colab:</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O</span> <a href="https://colab.google"><span style="font-weight: 400">Google Colab</span></a><span style="font-weight: 400"> fornece um serviço de hospedagem de Jupyter notebook interativo com python, além de prover acesso gratuito a recursos de computação como GPUs e TPUs. Para conseguir utilizar a GPU que o serviço oferece, você precisa primeiro criar um notebook. Após isso, vá até a opção “Alterar o tipo de ambiente de execução” e selecione o tipo de recurso que você deseja utilizar.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-3542 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/791/2024/07/image2-300x200.jpg" alt="" width="437" height="291"></p>
<p><span style="font-weight: 400">Utilizando o código em python abaixo, você poderá verificar se está com acesso a GPU do ambiente:</span></p>
<p><code><span style="font-weight: 400">i</span><span style="font-weight: 400">mport tensorflow as tf</span></code></p>
<p><code><span style="font-weight: 400">device_name = tf.test.gpu_device_name()</span></code></p>
<p><code><span style="font-weight: 400">if device_name != '/device:GPU:0':</span></code></p>
<p><code><span style="font-weight: 400">&nbsp;&nbsp;raise SystemError('GPU não encontrada')</span></code></p>
<p><code><span style="font-weight: 400">print('Nome da GPU: {}'.format(device_name))</span></code></p>
<p><span style="font-weight: 400">Utilizar a GPU no Google Colab é extremamente útil para acelerar o treinamento de modelos de aprendizado de máquina, especialmente aqueles que exigem processamento intensivo de dados.</span></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A arquitetura paralela das GPUs, juntamente com a alta largura de banda de memória e eficiência energética, as torna superiores às CPUs em aplicações de IA. O suporte robusto a frameworks e bibliotecas de IA, como CUDA e TensorFlow, também contribui para sua adoção generalizada em tarefas de aprendizado de máquina e aprendizado profundo. As GPUs continuam a desempenhar um papel crucial na aceleração e evolução da inteligência artificial.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Os projetos MovimentAção e Linguisteria promoveram uma série de palestras sobre Inteligência Artificial e Escrita Criativa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/2024/06/22/os-projetos-movimentacao-e-linguisteria-promoveram-uma-serie-de-palestras-sobre-inteligencia-artificial-e-escrita-criativa</link>
				<pubDate>Sat, 22 Jun 2024 03:08:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[agência íntegra]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agência]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[linguisteria]]></category>
		<category><![CDATA[MovimentAção]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/?p=848</guid>
						<description><![CDATA[Os projetos Movimentação e Linguisteria promoveram uma série de palestras sobre Inteligência Artificial e Escrita Criativa nos dias 10, 19, 20 e 21 de junho, com o propósito de introduzir aos estudantes o universo da inteligência artificial generativa, enfatizando o uso dessa ferramenta para a produção de textos. Com esse objetivo, foram revisitados fundamentos da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Os projetos Movimentação e Linguisteria promoveram uma série de palestras sobre Inteligência Artificial e Escrita Criativa nos dias 10, 19, 20 e 21 de junho, com o propósito de introduzir aos estudantes o universo da inteligência artificial generativa, enfatizando o uso dessa ferramenta para a produção de textos. Com esse objetivo, foram revisitados fundamentos da linguagem humana e aspectos tecnológicos da Inteligência Artificial (IA), de modo a proporcionar uma experiência de escrita criativa com uso do ChatGPT.</p><p>O evento foi organizado em três momentos: o pré-evento, que aconteceu no dia 10 de junho, às 18h30min, com a Profa. Dra. Claudia Stumpf Toldo Oudeste, pesquisadora da área da linguística da Universidade de Passo Fundo (UPF). O tema abordado na palestra foi “A linguagem humana na era da informação digital”.</p><p>O segundo momento foi no dia 19 de junho, às 13h30min, com o Prof. Dr. Evandro Preuss, docente do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen (UFSM/FW), apresentando uma reflexão sobre “As dimensões tecnológicas da produção textual com uso de Inteligência Artificial”. A palestra abordou algumas ferramentas para o uso de IA, bem como suas limitações.</p><p>O terceiro momento ocorreu nos dias 19, 20 e 21 de junho, com a oficina “Produção de texto com auxílio do ChatGPT”, ministrada pelo Prof. Dr. Luciano Monteiro, com o objetivo de capacitar os participantes no uso da IA como um assistente para produção textual.</p><p>Os eventos foram transmitidos pelo canal do YouTube dos cursos de Relações Públicas e Jornalismo da UFSM e estão disponíveis <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLubTRy7nz-T358_Z2uoKWsnAzcrXjBSmJ">aqui</a>.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CTE abre inscrições para novos cursos de capacitação nas áreas de IA e robótica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/09/21/cte-abre-inscricoes-para-novos-cursos-de-capacitacao-nas-areas-de-ia-e-robotica</link>
				<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 11:05:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[CTE]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Robótica]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia Educacional]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=63775</guid>
						<description><![CDATA[Capacitações são voltadas à comunidade acadêmica e a professores de instituições públicas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) da UFSM abriu inscrições para dois cursos de capacitação, ambos voltados a professores, servidores técnico-administrativos e alunos da UFSM e a professores de instituições públicas.</p>
<p>Com 30 vagas, o curso de <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/358/2023/09/INFO_IA_GENERATIVA_EDUCACAO_2023.pdf" target="_blank" rel="noopener">Inteligência Artificial Generativa na Educação</a> será realizado de 4 de novembro a 14 de dezembro, na modalidade a distância com atividades assíncronas e síncronas por videoconferência, às terças-feiras, das 17h às 18h30.</p>
<p>Oferecendo 20 vagas, o curso de <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/358/2023/09/INFO_ROBOTICA_VIRTUAL_2023-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Introdução à Robótica e à Programação de Robôs Virtuais</a> será realizado de 1º de novembro a 17 de dezembro, na modalidade a distância com atividades assíncronas e síncronas por videoconferência para sanar dúvidas.</p>
<p>Para se inscrever no curso de capacitação desejado, deve-se preencher e enviar o formulário de inscrição, cujo <em>link</em> se encontra no respectivo informativo do curso, no item "Inscrições".</p>
<p>Mais informações no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/cte/cursos-de-capacitacao-do-nte" target="_blank" rel="noopener">site da CTE</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        