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				<title>1/2025 - CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE CAPÍTULO DE LIVRO * COL. CALEIDOSCÓPIO - ESTUDOS EDITORIAIS, VOLUME 4</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/pecom/editais/001-2025</link>
				<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 01:21:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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						<description><![CDATA[<p>Formulário para submissão <a href="https://forms.gle/rs9pqMP2esYajb8K8">link</a></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pE.com convida os </span><span style="font-weight: 400">autores de Trabalhos de Conclusão de Curso defendidos no Curso de </span><b>Produção Editorial</b><span style="font-weight: 400"> nos anos de<strong> 2023 e 2024</strong> a submeterem artigo proveniente de TCC, a fim de concorrer à seleção de capítulos que irão compor o quarto volume da </span><i><span style="font-weight: 400">Coleção Caleidoscópio &#8211; Estudos Editoriais.  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/747/2025/10/25-Edital-Estudos-Editoriais-Caleidoscopio.pdf">25 Edital Estudos Editoriais Caleidoscópio </a></span></i><span style="font-weight: 400">A chamada é para e</span><span style="font-weight: 400">gressos do Curso de Comunicação Social &#8211; Produção Editorial da UFSM, que tenham defendido o TCC nos anos de 2023 e 2024,</span><span style="font-weight: 400"> cuja nota tenha sido igual ou superior a 9.00 (nove).</span><span style="font-weight: 400"> </span></p>
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							<content:encoded><![CDATA[  <p>Formulário para submissão <a href="https://forms.gle/rs9pqMP2esYajb8K8">link</a></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pE.com convida os </span><span style="font-weight: 400">autores de Trabalhos de Conclusão de Curso defendidos no Curso de </span><b>Produção Editorial</b><span style="font-weight: 400"> nos anos de<strong> 2023 e 2024</strong> a submeterem artigo proveniente de TCC, a fim de concorrer à seleção de capítulos que irão compor o quarto volume da </span><i><span style="font-weight: 400">Coleção Caleidoscópio &#8211; Estudos Editoriais.  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/747/2025/10/25-Edital-Estudos-Editoriais-Caleidoscopio.pdf">25 Edital Estudos Editoriais Caleidoscópio </a></span></i><span style="font-weight: 400">A chamada é para e</span><span style="font-weight: 400">gressos do Curso de Comunicação Social &#8211; Produção Editorial da UFSM, que tenham defendido o TCC nos anos de 2023 e 2024,</span><span style="font-weight: 400"> cuja nota tenha sido igual ou superior a 9.00 (nove).</span><span style="font-weight: 400"> </span></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Casa Verônica promove grupos de debate e apoio para questões de gênero, saúde mental e fortalecimento de identidades étnico-raciais na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/04/19/casa-veronica-promove-grupos-de-debate-e-apoio-para-questoes-de-genero-saude-mental-e-fortalecimento-de-identidades-etnico-raciais-na-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 17:13:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativas buscam promover o diálogo, o apoio mútuo e a construção de conhecimento em diferentes áreas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A Casa Verônica, espaço multiprofissional dedicado ao acolhimento de pessoas em situação de violência de gênero e à promoção da equidade de gênero nos campi da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está desenvolvendo uma série de grupos de apoio e discussão neste semestre. Cada grupo tem um foco específico, abordando temas que vão desde a identidade racial até o letramento de gênero e a saúde mental LGBTQIAPN+.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O grupo Trançando Narrativas, coordenado pela assistente social Jéssica Cardoso, visa debater questões específicas que afetam o desenvolvimento individual de mulheres negras na UFSM. Os encontros, semanais, acontecem todas as quintas-feiras, às 16h, na Casa Verônica, além de eventualmente ocorrerem em locais públicos da universidade. A iniciativa busca fortalecer a identidade étnico-racial das participantes, promovendo reflexões sobre discriminações raciais e de gênero, identidade sexual e vivências relacionadas aos afetos, com o objetivo de fomentar a permanência dessas mulheres na universidade e em outros espaços acadêmicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com foco na maternidade, o grupo Onde tem mãe, tem criança – maternidade combina com permanência na Universidade? é conduzido pela assistente social Jéssica Cardoso e pela psicóloga Fernanda Alves. Com encontros semanais às quartas-feiras, 16h, o grupo busca proporcionar um espaço de acolhimento, empatia, equidade, construção e fortalecimento de vínculos para as mães da Universidade, onde cada um@, com as suas particularidades, enfrenta os desafios de lidar com inúmeras jornadas, divididas entre Maternar e seguir a vida acadêmica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já o grupo Letramento de Gênero, sob coordenação da psicóloga Fernanda Alves, propõe uma formação continuada sobre questões de gênero, identidades e papéis de gênero, utilizando tanto a leitura teórica quanto a troca de experiências como ferramentas de aprendizado. Os encontros acontecem todas às quartas-feiras, às 13h, na Casa Verônica, proporcionando um espaço de estudo, compartilhamento e acolhimento para os participantes. O grupo é aberto à toda comunidade, independente de vinculação com a UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O grupo TRANSição na Universidade é conduzido pela psicóloga Gabriela Quartiero e oferece um espaço terapêutico de acolhimento e criação de redes de apoio para pessoas trans em processo de reconhecimento e/ou transição na UFSM. Tendo como foco a importância do apoio mútuo e da conexão comunitária para o desenvolvimento da resiliência, os encontros acontecem todas às terças-feiras, às 11h, na Casa Verônica, compartilhando vivências, tecendo redes de apoio e promovendo trocas de informações e conhecimentos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por fim, o grupo Saúde Mental LGBTQIAPN+ está sob a coordenação da psicóloga Gabriela Quartiero e oferece encontros temáticos, adaptados de acordo com as demandas do grupo. Os encontros acontecem todas as sextas-feiras, às 11h, na Casa Verônica, proporcionando um espaço seguro para conversas sobre questões de saúde mental no ambiente universitário, além de promoverem o contato entre os participantes, trocas de experiências e vivências.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esses grupos representam iniciativas importantes para promover o diálogo, o apoio mútuo e a construção de conhecimento em questões de gênero, identidade e saúde mental na comunidade acadêmica da UFSM. Além disso, participantes ganharão certificados que poderão ser utilizados como Atividades Complementares de Graduação (ACG). Para mais informações, basta acessar o <a href="http://ufsm.br/casaveronica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site Casa Verônica</a> ou as <a href="https://www.instagram.com/casaveronicaufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">redes sociais do espaço</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Com informações da Assessoria de Comunicação da Casa Verônica</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Caminhos da publicidade e propaganda. Marcas, identidade e discurso</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/caminhos-da-publicidade-e-propaganda-marcas-identidade-e-discurso</link>
				<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 20:39:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ebook]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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						<description><![CDATA[Caminhos da publicidade e propaganda. Marcas, identidade e discurso Ada Cristina Machado da Silveira, Adair Caetano Peruzzolo e Graciela Inés Presas Areu (organizadores)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2>Caminhos da publicidade e propaganda. Marcas, identidade e discurso</h2><h6>Ada Cristina Machado da Silveira, Adair Caetano Peruzzolo e Graciela Inés Presas Areu (organizadores)</h6>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Alma de gafanhoto</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/alma-de-gafanhoto</link>
				<pubDate>Thu, 18 Apr 2019 18:59:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[19 de abril]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Ópẽ da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Casa do Estudante Indígena da UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
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		<category><![CDATA[líder]]></category>

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						<description><![CDATA[A luta de Augusto Ópẽ da Silva pelos direitos dos povos indígenas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Ouça esta reportagem:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/ARCO-ALMA-DE-GAFANHOTO-17-04-19.mp3"][/audio]</p>
<p> </p>
<p><em>*Para variar o tamanho da imagem no desktop, aperte Ctrl +/Ctrl -. Em dispositivos móveis, basta fazer movimento de pinça com os dedos. </em></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Página-1-1.jpg"><img class="wp-image-5813 size-large aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Página-1-1-693x1024.jpg" alt="" width="693" height="1024" /></a></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-5668 size-large" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Página-2-1-740x1024.jpg" alt="" width="740" height="1024" /></p>
<p><strong>Reportagem:</strong> Andressa Canova Motter<br /><strong>Ilustração:</strong> Lidiane Castagna<br /><strong>Editor convidado:</strong> Augusto Machado Paim<br /><strong>Locução:</strong> Marcelo De Franceschi</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Artesanato e identidade territorial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/post475</link>
				<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 21:14:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/2017/07/05/post475/</guid>
						<description><![CDATA[Estudo de casos relaciona o Artesanato com o desenvolvimento econômico da Quarta Colônia e da Costa Doce, territórios gaúchos.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Como o artesanato atua como expressão de identidade territorial em um contexto de globalização? A professora de Desenho Industrial da UFSM, Carolina de Mello, buscou responder essa pergunta durante o seu doutorado, que tratou sobre a produção artesanal em duas regiões do Rio Grande do Sul: a Quarta Colônia, próxima a Santa Maria, e a Costa Doce, tendo como principal foco o município de Pelotas.</span>

<span style="font-weight: 400;">Defendida e aprovada em 2016, a tese </span><em><span style="font-weight: 400;">Território Feito à Mão: Artesanato e Identidade Territorial no Rio Grande do Sul</span></em><span style="font-weight: 400;"> não tinha, segundo Carolina, a pretensão de  fazer um estudo comparativo. No entanto, os  dois casos apresentaram situações que permitiram comparações enriquecedoras ao trabalho.</span>

<strong>O Artesanato na Quarta Colônia</strong>

<span style="font-weight: 400;">No caso da região central do estado, desde 1990 existem ações com o objetivo de estabelecer uma identidade territorial visando fortalecer o seu desenvolvimento. “Os aspectos como as práticas religiosas, a paisagem arquitetônica e os hábitos alimentares têm tido sucesso. As tentativas de reconverter o artesanato da Quarta Colônia em identidade territorial, no entanto, não têm alcançado o mesmo êxito que o produzido na Costa Doce”, explica Carolina.</span>

<span style="font-weight: 400;">Uma das características do artesanato nesse caso é a utilização da palha, prejudicada pela mudança do território que diminuiu a matéria prima utilizada na confecção de chapéus e outros produtos. “Uma das entrevistadas disse que demora muito para fazer os materiais, o que eleva o produto a um preço que o consumidor não se dispõe a pagar”, diz Carolina.</span>

<span style="font-weight: 400;">Na região central do estado, foi realizado o Projeto Faber, em que jovens estudantes de arquitetura, design, artes plásticas - selecionados por um conjunto de profissionais da área vinculados ao SEBRAE - se reuniram com artesãs locais durante um ano para criar produtos que serviram para campanhas publicitárias. No entanto, foi uma experiência dos alunos que não tinha foco na comunidade. “Foi um projeto descontinuado. Surgiram algumas associações, mas que se separaram e deram continuidade ao que já era feito nos seus locais isolados”, conta.</span>

<strong>Trabalho continuado na Costa Doce</strong>

<span style="font-weight: 400;">Auxiliado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em 2006, o Artesanato do Mar de Dentro visa ampliar a produção e a comercialização de produtos artesanais que deem conta não só de aumentar a renda para os artesãos, mas também de reforçar a identidade com a cultura da região no artesanato produzido.</span>

<img class="aligncenter wp-image-1199" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/07/MAR-DE-DENTRO_BOX.jpg" alt="" width="690" height="1018" />

<span style="font-weight: 400;">O SEBRAE, desde o início, foi importante para reunir designers aos artesãos com o objetivo de promover capacitações e oficinas de criação de produtos, durante as quais foram desenvolvidas coleções orientadas também por biólogos. Essa parceria visava a profissionalização dos artesãos para que, junto à preocupação com os quesitos mercadológicos, conseguissem alçar o projeto de forma diferenciada ao mercado. “Hoje, caminhamos por conta própria, definimos ações e produtos a serem lançados, mas também mantemos um ótimo relacionamento com nossos designers”, relata Aurea Avila, artesã do grupo Bichos do Mar de Dentro.</span>

<span style="font-weight: 400;">O Artesanato do Mar de Dentro conta com três grupos: Bichos do Mar de Dentro, Redeiras e Ladrilã. Aurea destaca que o primeiro deles desenvolve produtos que retratam principalmente os animais que vivem na região da Costa Doce:  “A associação Bichos do Mar de dentro tem como foco reproduzir no seu artesanato a beleza de nossos animais, além de incentivar a conservação e a preservação da nossa rica fauna e flora”.</span>

<span style="font-weight: 400;">As artesãs do </span><em><span style="font-weight: 400;">Redeiras</span></em><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, produzem artesanato com matéria-prima existente no território – redes de pesca, escamas, couro de peixe.  Já o grupo </span><em><span style="font-weight: 400;">Ladrilã</span></em><span style="font-weight: 400;"> se utiliza de lã natural em produtos que também se preocupam em retratar a cultura do território, como os ladrilhos hidráulicos e as lendas gaúchas. Segundo Carolina, a Costa Doce é um território turístico em que o artesanato, além de expressar a identidade territorial, “é submetido a um processo de mescla que reforça sua identificação com o território e garante uma melhor inserção no mercado”.</span>

<img class="alignleft wp-image-1197 size-medium" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/07/MAR-DE-DENTRO_BOX2-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" />
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">P</span><span style="font-weight: 400;">or isso, a inserção de entidades como a Sebrae é considerada importante. “Ao ter profissionais buscando mais visibilidade e maior valorização do artesanato, o projeto consegue fazer seus produtos se inserirem no mercado não só pelo preço, mas também porque os produtos têm uma identidade local, um fator de proximidade com a população”, afirma Carolina.</span></p>


<span style="font-weight: 400;">O ponto de venda do Artesanato do Mar de Dentro se dá em uma loja no Mercado Público de Pelotas. Nela trabalham cinco artesãs atendentes, além de contar com um representante de cada Associação no gerenciamento financeiro. Os produtos, por sua vez, ficam a cargo de cada artesão, que tem a responsabilidade de repor o estoque. “A sociedade pelotense aos poucos vem acreditando em nosso potencial. Somos referência no artesanato de Pelotas e, por estarmos localizados em um ponto Histórico e Turístico de Pelotas, recebemos clientes de todas as partes do Brasil e do Mundo”, conta Aurea.</span>

<strong>Artesanato e mercado</strong>

<span style="font-weight: 400;">O projeto, que participa de diversas feiras a nível nacional, já foi premiado como um dos 100 melhores em artesanato do Brasil. Além disso, produziu um livro infantil chamado “Aventuras do Mar de Dentro”. Aurea defende que o artesanato passa por uma valorização em relação à produção industrial. “O artesão, ao fazer sua arte, deposita nela seu momento de criação, emoção e paixão que, ao ser passada ao cliente, passa por um processo de desapego, sem saber seu destino”, reforça.</span>

<span style="font-weight: 400;">Segundo Carolina, a globalização possibilita a construção de novas identidades a partir da interação entre o global e o local, de modo que o artesanato, ao se tornar expressão de uma territorialidade, possa disputar vantajosamente um lugar no mercado- o que contribui para o seu desenvolvimento. “O discurso de valorização do artesanato vem ao encontro da noção de desenvolvimento territorial. É preciso levar em conta os aspectos culturais do território para que seja possível um desenvolvimento com protagonismo desses atores locais”, ressalta.</span>

<span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o estudo conclui que o artesanato tem a capacidade e o potencial para ser utilizado como forma de desenvolver as regiões, mesmo naquelas em que ele se encontra enfraquecido, como é o caso da Quarta Colônia.  Entretanto, ressalta a professora, “o acionamento deve ter limites, de modo que o ponto de vista econômico não se sobreponha aos aspectos sociais e culturais da prática artesanal”.</span>

Repórter: Germano Molardi
Fotografias: Divulgação]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Além do armário: a sexualidade vivida sem reservas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/alem-do-armario-a-sexualidade-vivida-sem-reservas</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 19:44:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[identidade de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQI+]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisa relata vivências e problematiza a homossexualidade no interior do Rio Grande do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">
<blockquote>
<p><em><strong>Confira esta matéria completa na versão digital da 6ª edição da revista Arco, disponível <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/arco_6_issuu">neste link</a>.</strong></em></p>
</blockquote>
<p>A pesquisa científica requer tempo e cautela para reunir os dados e informações necessárias sobre o objeto que está sendo pesquisado. Além desse cuidado, quando o foco do estudo são pessoas, mais do que tato é preciso sensibilidade e respeito, pois não se tratam apenas de números e informações quantitativas, mas de seres humanos. Ainda mais quando a pesquisa irá tratar das relações e do preconceito vividos por um grupo.</p>
<p>Em seu livro Na Batida da Concha – Sociabilidades juvenis e homossexualidades reservadas no interior do Rio Grande do Sul, o sociólogo e historiador Guilherme Passamani relata sua experiência antropológica com um grupo de jovens homossexuais em Santa Maria. O livro, publicado pela Editora UFSM, é uma versão ampliada do Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais, cujo trabalho de campo foi feito entre os anos de 2002 e 2005.</p>
<p>O primeiro contato que o pesquisador teve com esse grupo de jovens gays deu-se através de chats virtuais. No início dos anos dois mil, havia ainda um certo constrangimento em relação à visibilidade homossexual, e, sem redes sociais ou aplicativos que possibilitassem a interação, uma das saídas encontradas para conhecer outras pessoas de forma discreta foram as salas de bate-papo online. Foi em uma dessas salas que Passamani conheceu Rogério*, que, após certa relutância, concordou em colaborar para a pesquisa, cujo objetivo era compreender o lado privado das práticas homossexuais masculinas. Rogério foi a ponte para que o pesquisador pudesse entrar em contato com um grupo de jovens gays com quem tinha o hábito de se reunir em um apartamento no centro de Santa Maria.</p>
<p>Como Rogério descreve no livro, “A Sociedade do Apertamento” era o lugar onde se poderia ser gay sem os ranços de uma sociedade marcada pela homofobia. Fora do apartamento, todos eram vistos como heterossexuais. Aquele era o local, portanto, onde eles poderiam conversar, fazer amigos e namorar sem o medo de serem julgados pela sua homossexualidade. O nome é uma referência ao tamanho pequeno do apartamento onde os mais de dez integrantes se reuniam. Como uma espécie de “sociedade secreta” informal e descontraída, os jovens tinham o local como um ambiente de segurança e liberdade, e a entrada de outros “membros” era feita de maneira cautelosa.</p>
<p><em>*Rogério é o apelido usado pelo pesquisador para identificar este entrevistado.</em><a class="bigger_image" title=""><img class="alignright wp-image-1766 size-large" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/6ª-edição-10-dossiê-além-do-armário-1024x668.png" alt="" width="1024" height="668" /></a></p>
<p><strong>Identidade de gênero:</strong> corresponde ao processo e condição de identificação de gênero, ou seja, com qual gênero as pessoas se identificam: gênero masculino ou feminino. Com base em nossa anatomia corporal e já em nosso nascimento, a sociedade nos designa como homem ou como mulher – gênero masculino ou feminino. No entanto, nem todos se identificam com essa imposição, como os homens transexuais, que não se identificam com o gênero feminino que lhes foi imposto.</p>
<p> </p>
<p><strong>Homofobia:</strong> é o termo geral que define a aversão e discriminação contra homossexuais. Há especificações como a lesbofobia (preconceito contra lésbicas), bifobia (contra bissexuais) e transfobia (contra pessoas transexuais e transgêneros).</p>
<p> </p>
<p><strong>Expressão de gênero: </strong>refere-se a como cada pessoa manifesta sua identidade de gênero, sendo que isso inclui roupas, acessórios, expressão corporal, aparência e estilizações. Isso não impede, por exemplo, uma pessoa de identificar-se com o gênero masculino e naturalmente possuir uma expressão de gênero feminina e vice-versa. Muitos sujeitos também ficam na fronteira não-definida da expressão de gênero, como, por exemplo, as pessoas andróginas.</p>
<p> </p>
<h4>A FACHADA HETEROSSEXUAL</h4>
<p>Além da orientação sexual, havia outros traços em comum entre eles: jovens entre 19 e 25 anos, vindos de cidades do interior do Rio Grande do Sul, pertencentes à classe média, universitários e com práticas homossexuais reservadas, ou seja, não eram vistos publicamente como gays.</p>
<p>A necessidade de manter uma fachada heterossexual era algo constante na vida deles e moldava a forma de ser e de se mostrar para o mundo. O corte de cabelo, o vestuário sóbrio, a busca por um corpo socialmente visto como másculo, a maneira de falar e o tipo de rapaz com quem eles buscavam se relacionar estavam ligados à necessidade de serem discretos, de passarem despercebidos pela sociedade.</p>
<p>A saída das suas cidades de origem, o ingresso na universidade e o encontro com outros que também compartilhavam desse segredo foram fatores positivos para a vivência homossexual desses jovens. Porém, as relações familiares turbulentas, o medo de que suas experiências sexuais fossem descobertas e atingissem suas famílias e a própria pressão cultural sempre foram elementos que exerciam forte influência na vida deles, mesmo longe de casa, dentro do apartamento.</p>
<p>“Lá em casa a gente é bem na nossa, meu pai é um cara da fazenda, sabe? Todo na dele, um gauchão [...] com bigode grande, e a minha mãe é a mulher do gaúcho, meus dois irmãos trabalham na fazenda também, eles são agrônomos, eu que saí meio diferente de todo mundo [...] mas sempre fui calado, a palavra do pai é que vale lá, e o olhar dele nos diz como a gente tem que ser [...] daí eu sempre fui meio na minha” (Leonardo, 21 anos. Trecho do livro Na batida da concha).</p>
<p>Essa imagem culturalmente construída da figura do gaúcho como um homem do campo, másculo, viril, valente e chefe do lar torna-se uma das referências de masculinidade e um dos modelos a ser seguido pelos meninos no interior do Rio Grande do Sul. A fuga desse padrão é vista como um desvio e a necessidade de se encaixar nesse exemplo de “homem de verdade” acaba alimentando outros preconceitos.</p>
<p>Segundo Passamani, a busca por uma fachada heterossexual e o alto grau de preconceito com outras formas de expressão de gênero e sexualidade são reflexos do machismo, em que a figura da mulher é desprestigiada, e o feminino é tratado como frágil, menor e menos importante. Esses comportamentos eram comuns no grupo de jovens pesquisado por ele.</p>
<p>“Não era uma questão tão séria ser visto como gay, mas era uma questão muito séria ser visto como determinado tipo de gay. Eu me lembro de algumas falas deles dizendo o que era ser bicha, e ser bicha era ser afeminado, era ser pobre, era ser escandaloso, era se vestir de forma chamativa. Então, nesse sentido, o que eles eram não era ‘bicha’, porque ser bicha era esse modelo; eles eram outra coisa, o que não implicava uma negação dos desejos por outros homens”, revela Passamani.</p>
<p>Esse desejo de se encaixar nos padrões heterossexuais e de não aparentar a sua homossexualidade também está associado ao desejo de não fazer parte de um grupo que é historicamente marginalizado pela sociedade.</p>
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<h4>A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DO PRECONCEITO</h4>
<p>A sexualidade humana faz parte de uma construção histórico-social. Sabe-se que práticas homossexuais sempre existiram – da Grécia Clássica até comunidades tribais. O que não se sabe ao certo é quando e por que essas práticas deixaram de ser vistas como algo comum e normal e passaram a ser repelidas pela sociedade.</p>
<p>A influência dos dogmas religiosos é fator que influenciou (e ainda influencia) na discriminação aos homossexuais. No entanto, a ciência também teve um papel importante nesse processo discriminatório. Foi a partir do século XIX, com as mudanças nas práticas da medicina, que os sujeitos que mantinham práticas homoeróticas passaram a ter uma “identidade”, ou seja, atribui-se a eles uma série de características e comportamentos que definem o que é um homossexual.</p>
<p>Nesse processo, os psiquiatras da época passaram a explicar a homossexualidade como uma falha biológica, o que tiraria a responsabilidade do sujeito homossexual, que deixaria de ser visto como um transgressor e passaria a ser visto como um doente, sendo, assim, passível de cura.</p>
<p>É somente no século XX que, lentamente, é feita essa desconstrução. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a palavra “homossexual” da lista de transtornos mentais ou emocionais e, apenas em 1990, a Organização Mundial da Saúde retirou a orientação sexual da sua lista de doenças.</p>
<p>No entanto, a retirada da homossexualidade da lista de doenças não assegurou a sua aceitação social, e uma das formas encontradas para se preservar de ataques e repressões foi manter a orientação sexual escondida.</p>
<p>No Brasil, a Constituição Federal prevê como objetivo fundamental promover o bem-estar de todos, sem preconceitos de origem, de raça, sexo, cor, idade ou quaisquer discriminações. Para assegurar esse preceito, a Lei 7.716/89 criminaliza o preconceito racial. O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso atentam contra o preconceito de idade. Porém, a discriminação em razão de sexo (orientação sexual e identidade sexual) segue sem uma legislação que criminalize a homofobia.</p>
<p>No mundo, mais de 70 países, como Irã, Arábia Saudita, Sudão e Rússia, criminalizam as relações homossexuais. Segundo estudo divulgado em 2014 pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas, 2,7 bilhões de pessoas vivem em países onde ser gay gera punições e até mesmo condenação à morte.</p>
<p>No atual contexto social, muitas vezes assumir a sua sexualidade torna-se um ato político, na medida em que esses grupos marginalizados não se vêem contemplados legalmente.</p>
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<h4>A EXPRESSÃO LIVRE DA SEXUALIDADE</h4>
<p>A discriminação com outras formas de expressão da homossexualidade, principalmente as que conferem expressão de gênero feminina, não é um fato isolado dos jovens citados no livro. Segundo o mestre em Comunicação Social Dieison Marconi, “em várias esferas sociais torna-se comum o discurso de que é aceitável ser gay, desde que seja discreto, não se demonstre isso na rua, ou que não se assuma uma expressão feminina. Tudo bem ser gay, desde que não seja ‘pintosa’”.</p>
<p>A pressão em manter escondida a orientação sexual e expressão de gênero, por medo da não aceitação da família, amigos e o medo das agressões às quais estão suscetíveis ao tornar público a homossexualidade, ajudam a criar os ‘armários’, que servem como proteção, mas também limitam as vivências pessoais.</p>
<p>Espaços mais libertários, como a universidade, os coletivos, os grupos de discussão virtuais e presenciais, tornam-se um marco para os jovens gays vindos do interior, por serem muitas vezes um primeiro espaço onde eles podem viver e expressar seu gênero e orientação sexual sem restrições. “É muito importante porque é um dos primeiros momentos onde você se reconhece tendo uma sexualidade normal, uma sexualidade humana normal, que tudo aquilo que te disseram durante a infância e adolescência não era verdade, que faltava mesmo tu ter uma referência de que essas pessoas estavam sendo felizes sendo gays e que não tinha nada de errado em ser gay” conta Dieison.</p>
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<p>“Ah, você tá rindo de mim? Desculpa queridinho, mas eu não vou tirar o meu batom vermelho, eu não vou parar de dar pinta na rua, não vou entrar pro armário de novo, o choro vai ser livre”, diz Dieison Marconi.</p>
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<p>Nos últimos dez anos, desde a realização do trabalho de Passamani, foram notáveis as mudanças no cenário LGBT em Santa Maria. A criação de coletivos que pautam questões de gênero e outros movimentos sociais ajudou na ampliação desse debate e tornou mais visíveis questões que antes circulavam apenas em pequenos grupos. A internet, além de uma ferramenta de socialização, tornou-se também uma forma de divulgação e ativismo.</p>
<p>No entanto, apesar de não ser mais considerada uma doença, a homossexualidade é um tema controverso, que ainda desperta preconceitos e fomenta debates, o que torna o movimento LGBT um movimento de luta por muitas bandeiras, como a criminalização da homofobia e direitos civis igualitários.</p>
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<p><em><strong>Reportagem</strong>: Maria Helena da Silva</em></p>
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