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				<title> CPD alerta para tentativas de phishing em e-mails institucionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2025/09/11/cpd-alerta-para-tentativas-de-phishing-em-e-mails-institucionais</link>
				<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 18:45:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>
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		<category><![CDATA[phishing]]></category>

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						<description><![CDATA[A comunidade acadêmica deve reforçar a atenção a mensagens suspeitas em seus e-mails institucionais.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->
<p>O Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFSM alerta a comunidade acadêmica para a circulação de e-mails falsos enviados a endereços institucionais. As tentativas de golpe simulam comunicações oficiais e solicitam ações como “validar certificados”, “atualizar dados” ou “confirmar senhas”. Esse tipo de fraude é conhecido como <strong>phishing</strong> e tem como objetivo roubar credenciais de acesso. Uma das formas de identificar essas mensagens suspeitas é observar o remetente: em muitos casos, os endereços utilizados são incomuns ou não apresentam relação com a UFSM.</p>
<p>Para reforçar a segurança digital, o CPD orienta:<br />• Desconfie de links recebidos por e-mail, mesmo que aparentem ser legítimos.<br />• <strong>Nunca informe sua senha institucional fora dos portais e sistemas oficiais da UFSM</strong>.</p>
<p>Como medida de prevenção, os usuários podem consultar a <strong><a href="https://cartilha.cert.br">Cartilha de Segurança para Internet</a></strong>, desenvolvida pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (<a href="http://CERT.br">CERT.br</a>), serviço do <a href="http://NIC.br">NIC.br</a>, braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (<a href="http://CGI.br">CGI.br</a>). A cartilha reúne recomendações práticas para aumentar a segurança no uso da internet, explica conceitos fundamentais, apresenta riscos relacionados a diferentes tecnologias e traz dicas de boas práticas para proteger dados, dispositivos e credenciais. O material é uma referência nacional e busca apoiar usuários no uso consciente e seguro da rede.</p>
<p>Em caso de suspeita ou ocorrência de incidentes de segurança, como recebimento de e-mails maliciosos, acessos não autorizados ou uso indevido de dados, o CPD disponibiliza um canal oficial para registro e acompanhamento. O procedimento pode ser realizado pelo serviço “<a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/reportar-incidente-de-seguranca"><strong>Reportar incidente de Segurança da Informação</strong></a>”. Além disso, o CPD mantém em seu site uma seção com <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/dicas-de-seguranca"><strong>Dicas de Segurança</strong></a>, que orienta sobre práticas seguras no uso da Internet, criação de senhas, autenticação de dois fatores e prevenção contra diferentes tipos de golpes virtuais.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Manutenção programada no Datacenter da UFSM pode afetar acesso à internet no dia 28 de julho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/07/25/manutencao-programada-no-datacenter-da-ufsm-pode-afetar-acesso-a-internet-no-dia-28-de-julho</link>
				<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 12:39:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>

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						<description><![CDATA[Intervenção ocorrerá entre 14h e 16h e afetará apenas a conexão com redes fora do Campus Sede. Serviços internos seguirão funcionando normalmente.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="362" data-end="636">Será realizada no dia 28 de julho de 2025 (segunda-feira) uma janela de manutenção programada no Datacenter do Centro de Processamento de Dados (CPD/UFSM). O procedimento ocorrerá entre 14h e 16h, com o objetivo de realizar a troca de um dispositivo de rede.</p>
<p data-start="638" data-end="891">Durante o período da manutenção, haverá indisponibilidade do tráfego de rede entre o Campus Sede da UFSM e a internet externa. No entanto, todos os serviços e portais institucionais funcionarão normalmente dentro da rede interna da Universidade.</p>
<p data-start="893" data-end="1017">A conexão com a internet poderá ser restabelecida antes do horário final informado, conforme o andamento da intervenção.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Acesso à internet na UFSM pode apresentar lentidão nesta terça-feira (17)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/17/acesso-a-internet-na-ufsm-pode-apresentar-lentidao-nesta-terca-feira-17</link>
				<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 14:12:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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						<description><![CDATA[Rompimento de fibra óptica em Porto Alegre afeta principal link de conexão da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="367" data-end="572">O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa à comunidade acadêmica que o link principal de Internet da UFSM, com capacidade de 5Gb, encontra-se fora de operação devido a um rompimento de fibra óptica.</p>
<p data-start="574" data-end="741">De acordo com comunicado da operadora responsável, trata-se de uma falha massiva ocorrida em Porto Alegre (RS), que está impactando diversos serviços em toda a região.</p>
<p data-start="743" data-end="975">Enquanto o problema não é resolvido, o tráfego de rede na UFSM está sendo sustentado apenas pelo link de contingência, com capacidade reduzida de 1Gb. Por isso, usuários podem perceber instabilidade ou lentidão no acesso à internet.</p>
<p data-start="977" data-end="1219">Até o momento, não há previsão oficial para o restabelecimento completo do serviço. A operadora segue atuando para solucionar o problema, e a equipe do CPD permanece monitorando a situação e em contato direto com os responsáveis pela conexão.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Instabilidade no acesso a Internet, site e portais institucionais nos dias 20/12/2023 e 21/12/2023</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2023/12/19/instabilidade-no-acesso-a-internet-site-e-portais-institucionais-nos-dias-20-12-2023-e-21-12-2023</link>
				<pubDate>Tue, 19 Dec 2023 18:32:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[O Centro de Processamento de Dados informa que haverá a atualização de alguns equipamentos do datacenter nos dias 20/12/2023 (quarta-feira) e 21/12/2023 (quinta-feira). No dia 20/12/2023,a atualização será realizada no período das 19:00 às 22:00h e poderá ocorrer instabilidade no acesso a Internet e aos serviços da UFSM (WiFi UFSM, Eduroam, portais, site institucional, Moodle, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Centro de Processamento de Dados informa que haverá a atualização de alguns equipamentos do datacenter nos dias 20/12/2023 (quarta-feira) e 21/12/2023 (quinta-feira).</p>
<p>No dia <strong>20/12/2023</strong>,a atualização será realizada no período das <strong>19:00 às 22:00h</strong> e poderá ocorrer instabilidade no acesso a Internet e aos serviços da UFSM (WiFi UFSM, Eduroam, portais, site institucional, Moodle, SIE, VPN, entre outros) nos seguintes centros/prédios: CEU 2, CEFD, Casa de Comunicação, Reitoria e CPD.</p>
<p>No dia <strong>21/12/2023</strong>,a atualização será realizada no período das <strong>14:00 às 20:00h</strong> e poderá ocorrer instabilidade no acesso a Internet e aos serviços da UFSM (portais, site institucional, Moodle, SIE, VPN, entre outros) em todo o Campus Sede.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Instabilidade na Internet nos prédios da Reitoria e CCSH</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2023/11/16/instabilidade-na-internet-nos-predios-da-reitoria-e-ccsh</link>
				<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 18:19:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>

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						<description><![CDATA[O Centro de Processamento de Dados informa que haverá uma atualização da rede nos dias 20/11 e 21/11, segunda-feira e terça-feira, durante todo o dia. Durante esse período, poderá ocorrer instabilidade na Internet e acesso aos serviços da UFSM (portais, site institucional, Moodle, SIE, entre outros) nos prédios da Reitoria e CCSH. O objetivo da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Centro de Processamento de Dados informa que haverá uma atualização da rede nos dias 20/11 e 21/11, segunda-feira e terça-feira, durante todo o dia. Durante esse período, poderá ocorrer instabilidade na Internet e acesso aos serviços da UFSM (portais, site institucional, Moodle, SIE, entre outros) nos prédios da Reitoria e CCSH. O objetivo da atualização é melhorar a segurança dos serviços oferecidos pelo CPD.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CPD realiza aumento na velocidade de acesso à internet na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/08/23/cpd-realiza-aumento-na-velocidade-de-acesso-a-internet-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 23 Aug 2023 15:00:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Acesso à internet]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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						<description><![CDATA[Todos os campi da universidade devem receber a ampliação do serviço até o final do mês]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFSM, juntamente com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), realiza, durante o mês de agosto, um trabalho para o aumento na capacidade de banda da Instituição. A ampliação foi solicitada pelo próprio CPD, devido ao crescimento no volume de uso de dados. A iniciativa visa ampliar a velocidade de acesso a serviços de i</span><span style="font-weight: 400">nternet. Além disso, os serviços internos, como o Sistema de Informações para o Ensino (SIE) e Portal do Aluno, dentre outros, poderão ser acessados com mais rapidez e qualidade por todos os campi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expansão deve ser finalizada até o final do mês de agosto. Segundo</span><span style="font-weight: 400"> o diretor do CPD, Gustavo Kantorski, a capacidade de conexão da UFSM com a internet crescerá mais que o dobro. O campus sede, em Santa Maria, passará de 2 Gb/s (</span><span style="font-weight: 400">Gigabit por segundo) de capacidade de armazenamento de dados </span><span style="font-weight: 400">para 5 Gb/s, enquanto os campi de Frederico Westphalen e Cachoeira do Sul passarão de 200 Mb/s (Megabit </span><span style="font-weight: 400"> por segundo</span><span style="font-weight: 400">) para 1 Gb/s e Palmeira das Missões e o Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM em Silveira Martins, que contavam com 100 Mb/s  receberão 1 Gb/s.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outras melhorias relacionadas à conexão da universidade, como a <a href="https://www.ufsm.br/2023/06/06/cpd-realiza-ampliacao-de-cobertura-wi-fi-na-ufsm">expansão da cobertura de Wi-Fi nos centros do campus sede,</a> acontecem desde a metade do ano de 2023 e devem continuar. Através da instalação de novos equipamentos, a intenção é que cada vez mais pontos de acesso sejam distribuídos pela Universidade. Já no caso do aumento da banda, não foram necessárias instalações de novos equipamentos, pois a estrutura disponível já estava preparada para receber a atualização.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Júlia Weber, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Mariana Henriques, jornalista </span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Instabilidade na Internet nos prédios da CEU II, CEFD e 62B</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2023/07/11/instabilidade-na-internet-nos-predios-da-ceu-ii-cefd-e-62b</link>
				<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 10:51:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>

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						<description><![CDATA[O Centro de Processamento de Dados informa que haverá uma atualização da rede nos dias 11/07 e 12/07, terça e quarta-feira, durante todo o dia. Durante esse período, poderá ocorrer instabilidade na Internet e acesso aos serviços da UFSM (portais, site institucional, Moodle, SIE, entre outros) nos prédios da CEU II, CEFD e 62B. O [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Centro de Processamento de Dados informa que haverá uma atualização da rede nos dias 11/07 e 12/07, terça e quarta-feira, durante todo o dia. Durante esse período, poderá ocorrer instabilidade na Internet e acesso aos serviços da UFSM (portais, site institucional, Moodle, SIE, entre outros) nos prédios da CEU II, CEFD e 62B. O objetivo da atualização é melhorar a segurança dos serviços oferecidos pelo CPD.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conexão de internet na UFSM ficará indisponível amanhã (28/06), devido manutenção no Datacenter</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2023/06/27/conexao-de-internet-na-ufsm-ficara-indisponivel-amanha-28-06-devido-manutencao-no-datacenter</link>
				<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 12:46:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>

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						<description><![CDATA[Manutenção programada no Datacenter institucional será das 17h30 às 18h. O Centro de Processamentos de Dados informa que haverá uma manutenção programada no Datacenter institucional para troca de dispositivo de rede e substituição de fibra óptica. A manutenção ocorrerá no dia 28/06/2023, quarta-feira, das 17h30 às 18h. Durante esse período, somente o serviço de Internet [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong>Manutenção programada no Datacenter institucional será das 17h30 às 18h.</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Centro de Processamentos de Dados informa que haverá uma manutenção programada no Datacenter institucional para troca de dispositivo de rede e substituição de fibra óptica.</p>
<p>A manutenção ocorrerá no dia 28/06/2023, quarta-feira, das 17h30 às 18h. Durante esse período, <strong>somente o serviço de Internet ao Campus Sede da UFSM terá o tráfego interrompido</strong>. Internamente, todos os outros serviços e portais disponibilizados pelo CPD permanecerão funcionando normalmente.</p>
<p>A conexão e tráfego na rede de internet institucional poderá voltar antes do horário final informado.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PRAE divulga resultados finais do edital de Auxílio Inclusão Digital - Equipamentos e Plano de Internet</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/10/26/prae-divulga-resultados-finais-do-edital-de-auxilio-inclusao-digital-equipamentos-e-plano-de-internet</link>
				<pubDate>Wed, 26 Oct 2022 17:16:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[aquisição de equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[PRAE]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=60178</guid>
						<description><![CDATA[A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis divulgou na manhã de hoje (26) os resultados dos editais do Auxílio Inclusão Digital para aquisição de equipamentos e plano de internet. Os resultados e mais informações sobre os editais podem ser conferidos abaixo: Resultados Auxílio Digital &#8211; Aquisição de Equipamentos Resultados Auxílio Digital &#8211; Aquisição de Plano de Internet [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis divulgou na manhã de hoje (26) os resultados dos editais do Auxílio Inclusão Digital para aquisição de equipamentos e plano de internet. Os resultados e mais informações sobre os editais podem ser conferidos abaixo:</span></p>
<p><a href="https://portal.ufsm.br/documentos/download.html?action=arquivosIndexados&amp;id=14448551&amp;download=false"><span style="font-weight: 400">Resultados Auxílio Digital - Aquisição de Equipamentos</span></a></p>
<p><a href="https://portal.ufsm.br/documentos/download.html?action=arquivosIndexados&amp;id=14449171&amp;download=false"><span style="font-weight: 400">Resultados Auxílio Digital - Aquisição de Plano de Internet</span></a></p>
<p><b>Equipamentos:</b><span style="font-weight: 400"> O benefício para aquisição de equipamento concede R$ 1 mil aos alunos com Benefício Socioeconômico (BSE) que realizem atividades didático/pedagógicas parcialmente à distância. O benefício será pago conforme a disponibilidade orçamentária da UFSM. O prazo para a prestação de contas é de até 15 dias após o recebimento do auxílio por meio de nota fiscal em nome do beneficiado.</span></p>
<p><b>Plano de Internet:</b><span style="font-weight: 400"> Já os contemplados com o benefício para aquisição de plano de internet receberão R$ 60,00 mensais para atividades de mesmo caráter. O primeiro pagamento do auxílio está previsto para novembro, com valores retroativos dos meses de setembro e outubro. Segundo o cronograma do edital, o processo de prestação de contas iniciará no dia 6 de dezembro e será realizado por meio de notas fiscais com  seu nome e/ou CPF dos próprios discentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dúvidas podem ser esclarecidas através do e-mail </span><a href="mailto:bolsasprae@ufsm.br"><span style="font-weight: 400">bolsasprae@ufsm.br</span></a></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Acesso a Rede WiFi institucional por meio do login único (gov.br)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2022/10/05/acesso-a-rede-wifi-institucional-por-meio-do-login-unico-gov-br</link>
				<pubDate>Wed, 05 Oct 2022 17:32:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[loginunico]]></category>
		<category><![CDATA[wifi]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/?p=2014</guid>
						<description><![CDATA[A partir do dia 4 de outubro, o CPD passou a disponibilizar uma nova forma de acessar a rede WiFi institucional (rede UFSM), utilizando o login único (gov.br).  “O Decreto n° 8.936, de 19 de dezembro de 2016 permitiu o início do projeto da plataforma de cidadania digital, que contempla diversas diretrizes para a prestação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A partir do dia 4 de outubro, o CPD passou a disponibilizar uma nova forma de acessar a rede WiFi institucional (rede UFSM), utilizando o login único (gov.br). </p>
<p>“O Decreto n° 8.936, de 19 de dezembro de 2016 permitiu o início do projeto da plataforma de cidadania digital, que contempla diversas diretrizes para a prestação de serviços públicos digitais, das quais fazem parte a convergência autoritativa e a federação dos processos de autenticação dos serviços digitais".  Acesse o <a href="https://manual-roteiro-integracao-login-unico.servicos.gov.br/pt/stable/contexto.html">Roteiro de Integração do Login Único</a>.  </p>
<p>Além da forma tradicional de realizar o login (CPF e senha cadastrados na instituição), existe um botão que dá acesso ao login único gov.br. Com isso, passamos a disponibilizar acesso à internet para a comunidade em geral. </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PRAE publica edital para Auxílio Digital Aquisição de Equipamento e Internet</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/10/03/prae-publica-edital-para-auxilio-digital-aquisicao-de-equipamento-e-internet</link>
				<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 19:58:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[aquisição de equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[auxilio Inclusão Digital]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[noticias para alunos]]></category>
		<category><![CDATA[PRAE]]></category>

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						<description><![CDATA[A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) abriu edital para processo seletivo Auxílio Digital Aquisição de Equipamento e Auxílio Digital Internet para o 2º semestre letivo de 2022 e/ou para cursos anuais oferecidos pela UFSM. Os benefícios são destinados a estudantes regularmente matriculados(as) nos cursos de graduação presenciais com atividades didático/pedagógicas realizadas parcialmente à distância. Além [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) abriu edital para processo seletivo Auxílio Digital Aquisição de Equipamento e Auxílio Digital Internet para o 2º semestre letivo de 2022 e/ou para cursos anuais oferecidos pela UFSM. Os benefícios são destinados a estudantes regularmente matriculados(as) nos cursos de graduação presenciais com atividades didático/pedagógicas realizadas parcialmente à distância. Além disso, o aluno precisa estar com Benefício Socioeconômico ativo. </span></p>
<p><b>Equipamentos </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prae/editais/063-2022/">Auxílio Digital - Equipamentos</a> proporciona  aos/às estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica estratégias de acesso a equipamentos para inclusão digital para as atividades acadêmico-científicas realizadas parcialmente à distância, conforme Instrução Normativa 04/2022/PROGRAD. O aluno selecionado deverá manter-se em posse do equipamento adquirido até a conclusão do curso vigente, compromisso este que será firmado mediante Termo de Responsabilidade quando do recebimento do auxílio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os equipamentos serão definidos em dois tipos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tipo I – Computador desktop, Notebook, Netbook e Tablet. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tipo II – modem, roteador, fones de ouvido, microfones, memória RAM, monitor, webcam,mouse, teclado, placa-mãe e outros semelhantes (peça, acessórios, periféricos...) indispensáveis para o acompanhamento das disciplinas realizadas à distância.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O valor do Auxílio  será de R$ 1.000,00, para atender até 120 estudantes de graduação. Serão reservados 5% dos auxílios para estudantes com deficiência (total de 06 auxílios-graduação).   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O resultado final está previsto para sair em 26/10/2022 no site da PRAE. As informações completas estão no </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prae/editais/063-2022/"><span style="font-weight: 400">edital.</span></a><span style="font-weight: 400">   </span></p>
<p><b>Internet </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prae/editais/062-2022/">Auxílio Digital - Internet</a> oferece acesso aos recursos financeiros para aquisição de plano de internet, para as atividades acadêmico-científicas em consonância coma Instrução Normativa 04/2022/PROGRAD. Vale lembrar que o auxílio não se destina aos(às) moradores(as) das Casas do Estudante Universitário (CEU’s) que permanecem nessa moradia, visto que as CEU’s disponibilizam acesso à internet.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O valor do Auxílio Inclusão Digital será de R$60,00 mensais, conforme disponibilidade orçamentária e financeira da PRAE. Serão atendidos até 80 estudantes de graduação com 5% dos auxílios reservados para estudantes com deficiência (total de 04 auxílios - graduação).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prae/editais/062-2022/"><span style="font-weight: 400">edital </span></a><span style="font-weight: 400">dará direito ao benefício auxílio inclusão digital a ser pago mensalmente durante todo o 2º semestre de 2022, ou seja, de setembro de 2022 a fevereiro de 2023. A aquisição de pacote de dados móveis para o celular não será válida para fins de concessão deste auxílio.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O resultado final está previsto para sair em 26/10/2022 no site da PRAE. </span></p>
<p><b>Inscrições</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">As incrições para Equipamentos podem ser realizadas até dia 10/10/2022 às 14h. Para a Aquisição de Internet, até dia 07/10/2022. Ambas devem ser feitas exclusivamente de forma digital, pelo/a estudante requerente, através do Portal de Questionário e o Portal de Documentos. A inscrição somente se efetivará com a tramitação do processo eletrônico via PEN-SIE, à Seção de Bolsas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O beneficiário deverá atentar-se à comprovação de despesa conforme o respectivo edital. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dúvidas a respeito do Auxílio Equipamentos devem ser esclarecidas através do email </span><a href="mailto:doe-mailauxilioequipamento@ufsm.br"><span style="font-weight: 400">auxilioequipamento@ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">. Tocante ao Auxílio Internet, através do e-mail </span><a href="mailto:bolsasprae@ufsm.br"><span style="font-weight: 400">bolsasprae@ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">. </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Interrupção da Internet na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/2022/09/05/interrupcao-da-internet-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 17:15:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/?p=1974</guid>
						<description><![CDATA[Hoje, dia 5 de setembro, será realizada uma manutenção, das 17h às 18h30, em um dos roteadores da UFSM pelo POP-RS. Devido a essa situação, toda a instituição deverá ficar sem acesso à Internet nesse intervalo. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Hoje, dia 5 de setembro, será realizada uma manutenção, das 17h às 18h30, em um dos roteadores da UFSM pelo POP-RS. Devido a essa situação, toda a instituição deverá ficar sem acesso à Internet nesse intervalo. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rede Básica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/rede-basica-2</link>
				<pubDate>Wed, 25 May 2022 12:03:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[rede básica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9281</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da Universidade surge como alternativa para estudantes sem acesso à internet
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Como consequência da pandemia do novo coronavírus, escolas do país inteiro precisaram se adaptar ao ensino remoto para proteger a comunidade escolar. Os recursos didáticos tradicionais, como livros, lousa e atividades em grupo, foram substituídos por um novo modelo educacional apoiado em metodologias voltadas para o digital. Um estudo da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) mostrou que aproximadamente 92% dos municípios brasileiros utilizaram o aplicativo de mensagens WhatsApp como espaço para orientações de atividades didáticas durante 2020. O problema é que em cidades com mais de 100 mil habitantes, como é o caso de Santa Maria, 53% dos estudantes tiveram dificuldades no acesso à internet e, assim, podem ter deixado de ter acesso à educação.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/capa_rede_basica-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher sentada em frente a um computador, mesa de som e microfone. A ilustração está nas cores bege, rosa, verde turquesa e amarelo pastel. Na parte esquerda da imagem, de perfil, desenho de mulher de pele rosa, cabelos pretos, ondulados e compridos; ela tem olhos rosas, bochecha saliente e boca grande; usa fone de ouvido do tipo headset, na cor verde turquesa; veste camisa amarelo pastel; está com a mão esquerda apoiada no queixo. Em frente a boca dela, um microfone pendente, com o bocal em preto e estrutura e detalhes em verde turquesa. Em frente a ela, sobre uma mesa, mesa de som preta com botões diversos nas cores rosa claro, verde turquesa e amarelo pastel. Atrás, computador de mesa preto; na tela, programa de edição de som; a interface tem gráficos de volume e de som, nas cores rosa claro, amarelo pastel e verde turquesa; há um quadrado em preto com o título, em branco: &quot;UFSM EM REDE na educação básica&quot;. O fundo é texturizado em listras beges e verde turquesa." loading="lazy" />														
		<p>Nesse contexto, o projeto UFSM em&nbsp;REDE com a Educação Básica, ou Rede&nbsp;Básica, atua na produção de materiais&nbsp;didático-curriculares que possam ser&nbsp;veiculados por canais de TV aberta e em&nbsp;emissoras de rádio para alcançar discentes&nbsp;do ensino básico que não tenham acesso&nbsp;aos ambientes virtuais. Além da Universidade, o projeto conta com financiamento do Ministério da Educação e parceria com a Secretaria&nbsp;de Educação do Estado do Rio Grande&nbsp;do Sul (SEDUC/RS). A professora Regina&nbsp;Bathelt, coordenadora do projeto, ressalta&nbsp;a&nbsp; importância da iniciativa: “Não&nbsp;basta nós oferecermos as plataformas&nbsp;e ferramentas digitais se as diferentes&nbsp;realidades dos nossos estudantes não&nbsp;permitem o acesso a elas. Nesse caso, o&nbsp;rádio é a ferramenta que pode garantir a&nbsp;equivalência de oportunidades”.</p>
<p>Professores habituados a trabalhar&nbsp;com metodologias de ensino presenciais&nbsp;precisaram se adaptar ao ensino a&nbsp;distância de maneira que a qualidade&nbsp;não fosse comprometida. Para essa&nbsp;adequação, a Universidade ofertou treinamentos e capacitações técnicas para os&nbsp;docentes e discentes bolsistas. Os participantes aprenderam técnicas de gravação&nbsp;de áudio e videoaulas com equipamentos próprios, como o celular e fones de&nbsp;ouvido comuns.</p>
<p>Deise Marzari, professora voluntária&nbsp;do projeto, lembra que chegou a se&nbsp;questionar sobre a dinâmica remota das&nbsp;ações, mas que foi&nbsp; surpreendida com as&nbsp;possibilidades de recursos do áudio: “Não&nbsp;estar frente ao aluno causou certo estranhamento, mas com o tempo percebemos&nbsp;a importância e a diferença que os&nbsp;recursos tecnológicos fazem. Mesmo&nbsp;distante, a gente sente que pode, sim,&nbsp;chegar até eles”.</p>
<p>O Rede Básica tem em seu planejamento o trabalho com 2200 horas em materiais didáticos. Regina Bathelt conta&nbsp;que as próximas gravações serão feitas&nbsp;com maior qualidade graças aos equipamentos de gravação disponibilizados pela&nbsp;Pró-Reitoria de Graduação (Prograd).</p>
<p>Conheça duas ações da primeira etapa do Rede Básica, quando a Secretaria de Educação de Santa Maria era uma das ´parceiras.</p>		
			<h3>Preparação para o Enem</h3>		
		<p>O programa Espaço Rede Básica, veiculado na Rádio Universidade AM e na UniFM, estreou com a apresentação de três edições com dicas de conteúdos para o Enem 2020. De maneira didática, professores dos colégios Politécnico e CTISM explicam e resolvem questões das diversas áreas de conhecimentos.</p>		
			<h3>Promotores da leitura</h3>		
		<p>Idealizado pela SMED antes da pandemia, o projeto funcionava em um ônibus adaptado que levava voluntários até as escolas para fazer leituras aos alunos. Agora, essa dinâmica precisou ser modificada para o formato de áudio, em que os professores contam histórias curtas para crianças. As leituras são veiculadas nas rádios UniFM e Universidade AM, através do programa Espaço Rede Básica. Além da capacitação técnica para o formato de rádio, os voluntários passaram por formação sobre princípios e valores que se propagam nas histórias infantis.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Luis Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</em></p>
<p><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em></p><p><i>Texto atualizado em maio de 2022</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>8 informações sobre cookies que você precisa saber</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-que-sao-cookies</link>
				<pubDate>Wed, 01 Dec 2021 13:17:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[autenticação]]></category>
		<category><![CDATA[cookies]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[mídia digital]]></category>
		<category><![CDATA[navegador]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[segurança da informação]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8781</guid>
						<description><![CDATA[Propaganda, autenticação e rastreamento são as principais funções dos cookies, mas também é importante atentar para questões de privacidade e segurança
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“Nosso site armazena cookies em seu dispositivo e divulga informações de acordo com nossa Declaração de Cookies. Escolha ‘Personalizar configurações’ para controlar os cookies. Podemos coletar certos dados agregados e anônimos de seu navegador, independentemente de suas preferências de cookies”. Esses são exemplos de avisos que agora aparecem em muitos sites. Sabe aquele botão, no pé da página, que te pede para ‘aceitar cookies’? Você já parou para pensar o que são eles, para que servem e o que acontece quando você os aceita?</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Cookies_Capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Em conversa com João Vicente Ferreira Lima, docente do Departamento de Linguagem e Sistemas de Computação no Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria, a Arco listou as respostas para oito questões que você precisa saber sobre os cookies.</p>		
			<h3>1. O que são cookies?</h3>		
		<p>“Toda vez que um site quer guardar alguma informação sobre o usuário, ele faz isso por intermédio de cookie”, explica João Vicente Ferreira Lima. Essas informações, em formato de dados textuais, não fazem sentido para o usuário, mas somente para o site que os armazena. O professor lembra que a origem dos cookies coincide com a criação do navegador <i>Netscape</i>, em 1994. A intenção era que o <i>browser</i> conseguisse armazenar, por meio do cookie, uma pequena quantidade de dados do usuário que visitava o site, para que, quando ele retornasse ao navegador, este soubesse que o usuário já esteve ali antes.</p><p>Preenchimento automático de senhas em diversas contas é um exemplo das informações que os cookies guardam. Além disso, se você entrar em um site de compras e adicionar itens ao ‘carrinho’, os cookies impedem que, ao fechar o site sem finalizar a compra, você perca as informações (os produtos) salvos no carrinho, e possa continuar a compra de onde parou.</p><p>João Vicente elenca três tipos de cookies, e que possuem diferentes funções: os de sessão, os persistentes e os de rastreamento.</p>		
			<h3>2. Cookie de sessão</h3>		
		<p>Os computadores têm um identificador conhecido como <a href="https://www.kaspersky.com.br/resource-center/definitions/what-is-an-ip-address" target="_blank" rel="noopener">“endereço IP”</a> - <i>Internet Protocol, </i>em inglês. Em resumo, cada computador tem um endereço exclusivo que o identifica em toda a internet ou em uma rede local e/ou privada. Esse elemento permite que seja feito um <a href="https://www.abraji.org.br/help-desk/impressao-digital-de-navegadores-da-web-o-que-e-e-o-que-voce-deveria-fazer-a-respeito" target="_blank" rel="noopener">registro de impressão digital</a> do dispositivo, que é único para cada visitante. No caso dos cookies, as informações dos sites são salvas no disco rígido do computador. </p><p>Quando são do tipo ‘sessão’, guardam informações sobre o que o usuário fez ou a forma como navegou em determinado site para que, quando mudar para outro site, as informações sejam preservadas.  Por ser vinculado às informações específicas do servidor do computador, ele não pode ser transmitido para outros dispositivos. Além disso, por serem temporários, quando o navegador é fechado, os cookies de sessão são excluídos automaticamente. </p>		
			<h3>3. Cookie persistente</h3>		
		<p>Também conhecidos como cookies primários, são aqueles que guardam informações sobre o usuário por algum período de tempo e podem ser excluídos manualmente. João Vicente explica que a autenticação de senhas é um exemplo da maneira como esses dados são armazenados. Quando você entra em alguma conta, seja de loja, rede social ou aplicativo, e permite que o dispositivo “lembre a senha”, ela é armazenada no dispositivo para que, em acessos futuros, você não precise inserir os dados da conta novamente.</p>		
			<h2>4. Cookie de rastreamento</h2>		
		<p>“Qualquer site pode ler o cookie de rastreamento e saber por onde andei”, explica o docente. Este tipo coleta informações sobre o comportamento de um usuário, ou seja, de que maneira ele navega em determinado site, o que ele pesquisa, quais elementos em que clica, o que se interessa. Esse tipo de cookie está muito vinculado à publicidade e ao consumo, uma vez que permite que os sites direcionem a propaganda de acordo com as pesquisas prévias do usuário. Você já deve ter entrado em alguma loja online para pesquisar algum produto e, depois, ao acessar sites que não são de compras, deparou-se com uma publicidade daquele produto específico pesquisado antes. É assim que um cookie de rastreamento funciona.</p>		
			<h3>5. Transparência</h3>		
		<p>O site deve avisar ao usuário quando usar de cookies e que fim será dado a eles. No entanto, a maioria dos avisos é genérica e informa que a ferramenta é usada para melhorar a experiência do usuário. João Vicente explica que há um problema de transparência. “Na LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], o que se diz é que o site tem que deixar bem claro o que faz com os cookies.  Mas o que garante que sabemos que o informado é o real uso?”, questiona. A partir disso, muitos usuários aceitam os cookies sem o entendimento concreto e crítico do que eles são e o que fazem. Além disso, há sites que não apresentam a opção de “rejeitar os cookies”.</p>		
			<h3>6. LGPD</h3>		
		<p>A Lei nº 13.709, de 2018, também é conhecida como a Lei Geral da Proteção de Dados - LGPD. De acordo com o <a href="http://www.mpf.mp.br/servicos/lgpd/o-que-e-a-lgpd" target="_blank" rel="noopener">Ministério Público Federal</a>, o objetivo principal é “proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural” na internet. Para João Vicente, a partir da LGPD, os sites que coletam cookies são obrigados a informar isso ao usuário. “Interpretando a LGPD, ela diz que o site tem que pedir permissão para guardar ou consultar informações pessoais minhas”, explica. É por esse motivo que os sites devem ter os botões de aceitar ou rejeitar cookies. A coleta, portanto, é feita com a permissão do usuário. No entanto, João Vicente alerta para a transparência, uma vez que o aviso genérico  inserido no pé da página nem sempre permite ao usuário compreender o que ele está aceitando.</p>		
			<h3>7. Segurança</h3>		
		<p>Para João Vicente, os cookies podem representar dois aspectos negativos para o usuário. Um deles é a segurança: “é uma falha que pode acontecer no navegador, por exemplo, quando você autentica em algum site, ele vai guardar cookies para saber qual é o usuário. Pode acontecer de outro site roubar aquele cookie, e aí temos uma falha do navegador”. João ainda acrescenta que os grandes vazamentos de dados, na maioria dos casos, não acontecem por conta de cookies, mas sim de informações de autenticação, a exemplo das senhas.</p><p>“Uma coisa a gente pode afirmar: não aceitarmos os cookies é sempre mais seguro”, afirma. Ao não aceitá-los, o prejuízo que o usuário pode ter é na personalização da experiência ou na necessidade de, sempre que entrar em uma conta, inserir login e senha. No entanto, para ele, há ganhos na privacidade que são importantes.</p>		
			<h3>8. Privacidade</h3>		
		<p>“A questão central do cookie é que grande parte dos sites usam eles para saber informações sobre o usuário”, explica João Vicente. Ele alerta que é necessário que as pessoas pensem na privacidade: “Aí volta aquela velha nova frase, de que se a gente está usando uma plataforma que é de graça, no fim, nós que somos o produto, eles que ganham com a gente”. O docente lembra que a principal receita das mídias sociais é a publicidade, que está diretamente ligada à atuação dos cookies.</p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Repórter: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Fotografia e ilustração: </i></b><i>Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><b><i>Edição de Produção: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Narciso acha feio o que não é espelho?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/narciso</link>
				<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 11:53:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Sigmund Freud]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIOLOGIA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8628</guid>
						<description><![CDATA[Entenda o que o aumento do uso das redes sociais durante a pandemia pode representar para o “Eu” e para a sociedade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“Redes” são interligações. Quando falamos em redes sociais, estamos considerando um espaço de “entrelaçamento” de uma sociedade. Em um período marcado pelo aumento do uso dessas ferramentas, entender essa sociedade e a si enquanto pertencente a ela é essencial. Afinal, hoje, devido à proeminência desses meios, pensar sobre a vida real também implica pensar sobre a vida virtual – e vice-versa.</p><p>No total, existem mais de 4,3 bilhões de usuários de mídias sociais em todo o mundo. Esse dado é disponibilizado pelo <a href="https://wearesocial.com/digital-2021" target="_blank" rel="noopener">Relatório Digital 2021</a>, publicado em parceria entre a We Are Social e a Hootsuite, agências globais de marketing digital especializadas nessas plataformas. O material também revela que, do ano de 2020 para 2021, durante a pandemia de Covid-19, as redes ganharam cerca de 490 milhões de novos usuários.</p><p>Além da quantidade de pessoas que as utilizam, também cresce o tempo de uso desses meios. O relatório calcula que o usuário típico passa cerca de 2 horas e 25 minutos nas redes sociais todos os dias, o que corresponde a aproximadamente 17 horas de sua vida por semana. Somados, os usuários de mídia social do mundo inteiro passarão um total de 3,7 trilhões de horas nessas plataformas em 2021, o que equivale a mais de 420 milhões de anos de existência humana combinada, estima a pesquisa. Ao que tudo indica, vivencia-se o ápice das redes sociais, que recebem cada vez mais usuários, tempo e atenção.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/download-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Não é difícil visualizar esse contexto, afinal, para muitos, as mídias sociais se tornaram preferência na hora de se <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-05/aumenta-numero-dos-que-buscam-informacao-sobre-covid-nas-redes-sociais" target="_blank" rel="noopener">informar</a>, se comunicar e se entreter. Além da <a href="https://istoe.com.br/a-explosao-do-tiktok/" target="_blank" rel="noopener">explosão do Tik Tok</a>, redes sociais que já estavam em expansão há mais tempo receberam maior atenção. Segundo <a href="https://www.kantar.com/Inspiration/Coronavirus/COVID-19-Barometer-Consumer-attitudes-media-habits-and-expectations">dados divulgados pela Kantar</a>, empresa especializada em pesquisa de mercado, o uso do Instagram, Facebook e WhatsApp cresceu mais de 40% durante a pandemia.</p><p>O significado do aumento desses números varia, tendo potencial positivo ou negativo. As redes sociais podem representar uma forma de encontrar abertura em meio a um mundo temporariamente fechado, possibilitando manter algumas relações e rotinas apesar do distanciamento social ocasionado por este período. Contudo, essas ferramentas também podem representar o oposto: uma maneira de provocar ainda mais fechamento – em si e em seus próprios ideais.</p><p>Na perspectiva da virtualidade, poderíamos pensar tal processo pela existência dos <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/algoritmo-atento-como-a-tecnologia-organiza-e-direciona-informacoes-dos-usuarios-da-web-em-perfis-comerciais/" target="_blank" rel="noopener">algoritmos</a>. Esses mecanismos automáticos buscam, por meio de critérios e cálculos, serem assertivos quanto ao nosso consumo. Há uma interpretação de nossos comportamentos nos meios virtuais e, a partir disso, a sugestão de publicações alinhadas a eles. Complexo, o processo envolve informações de inúmeras redes, que acabam por se interligar entre si. Desse modo, tentam nos aproximar de conteúdos que se relacionem conosco e com nossa realidade e, consequentemente, nos afasta do que é diferente disso. Porém, na perspectiva da “realidade”, podemos encontrar formas mais profundas de pensarmos o social das redes.</p><p>É isso que propõe André Oliveira Costa, ao compreender a importância de debater o que este momento ápice das mídias sociais representa para o “Eu” e para a sociedade. Professor convidado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM, ele sugere o seguinte ponto de vista: pensar a sociedade contemporânea e virtual, através da relação existente com a sociedade antiga e “real”.</p>		
			<h3>A história se repete</h3>		
		<p>No artigo “<a href="https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/view/3594" target="_blank" rel="noopener">A construção do Eu nas narrativas de vida</a>”, com participação de Karen Worcman, André faz referência à obra do sociólogo Norbert Elias intitulada “A Sociedade de Corte”. O livro, em síntese, defende que a formação do Eu acontece em conjunto com a formação da sociedade. Para explicar isso, o autor descreve a construção da sociedade de corte, do Absolutismo Monárquico de cerca de cinco séculos atrás. A organização social desse grupo pode ser caracterizada por um aspecto que não parece ser tão obsoleto: na época, as pessoas estavam o tempo todo observando e controlando a si mesmas e às outras.</p><p>Essa organização não foge muito da realidade contemporânea. Com a expansão das redes sociais, lidamos com um espaço de entrelaçamento de uma sociedade que se “segue”, como registra a própria nomenclatura comum dos aplicativos. Em contato diário com a maioria dos usuários que optamos por acompanhar, observamos constantemente o nosso próprio perfil e os dos demais. Por vezes, isso se estende ao controle: além de haver regras de uso elencadas pelos serviços, se buscarmos entre os usuários, encontramos regras de “etiqueta” e de visibilidade.</p><p>Sobre o Eu nas redes sociais, André afirma: “É como fazer parte da sociedade de corte”. Segundo ele, no antigo grupo, os olhares representavam uma forma de as pessoas se reconhecerem como idênticas e pertencentes a uma certa camada social - de modo que uma funcionava como reguladora da outra, possibilitando, como um espelho, identificação. Isso se relaciona com as redes, na medida em que a vida virtual também traz a necessidade de buscar o olhar do outro para garantir certo reconhecimento. “É vida de corte, em que as pessoas se confirmam e se reconhecem. Se uma delas não gosta de algo, por exemplo, tem toda uma classe que vai fazer com que a pessoa seja excluída, afastada, pois há uma regulação”, descreve André.</p><p>Esse tipo de identificação é percebido por André como uma forma de gerar um fechamento em um certo grupo social. Há uma diferenciação entre os que fazem parte e os que não fazem. “Quem consegue construir para si certos comportamentos que fazem parte de um grupo, acaba se diferenciando daqueles que não conseguiram se submeter a essas regras do olhar, essas exigências sociais. Tudo isso é para poder encontrar um certo lugar de diferença, de destaque, de privilégio”, explica. Nas redes sociais, aqueles que reconhecem e acompanham as regras de “etiqueta” e visibilidade, conseguem construir comportamentos que agradam as exigências sociais e, assim, encontram um lugar de diferença – recebendo um retorno que não é toda a sociedade que recebe, simbolizado por um maior número de seguidores, comentários e curtidas.</p><p>Para compreender melhor a relação entre a sociedade das redes e a sociedade de corte, podemos relacioná-las a uma expressão contemporânea: bolha social. O termo sugere divisões, que ocorrem através da formação de grupos que se distanciam uns dos outros por enrijecerem determinados posicionamentos. Segundo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1920816-cada-macaco-no-seu-galho---zuckerman.shtml?origin=folha" target="_blank" rel="noopener">matéria publicada na Folha de S. Paulo</a>, um estudo conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostra que as redes sociais reforçam a propensão humana a buscar informações que se alinhem a ideias preconcebidas. Isso significa, portanto, o distanciamento de ideias diferentes.</p><p>Assim, as bolhas representam segregações de pessoas e de ideais. A fim de aprofundar a questão, André explica: “As pessoas se unem em um traço único e comum e, assim, se forma uma massa. Ou, na etimologia atual, uma bolha. A ideia é que todos são uniformes, indiferenciados, constituídos pelo mesmo traço e se identificam com o mesmo ideal. A massa representa quase que como um único indivíduo, porque essas pessoas acabam reproduzindo certos comportamentos. E qualquer diferença que tente se introduzir é eliminada”. Um exemplo do caso nas redes é que, muitas vezes, para não lidar com opiniões divergentes, a alternativa frequente é a opção de bloquear os usuários que as trazem para o espaço virtual.</p><p>Contudo, a ‘diferença’ que André menciona é eliminada não só no sentido de, muitas vezes, não haver aceitação de perspectivas diferentes, mas também ao tentarmos suprimir aspectos que fogem do tal “padrão” em nós mesmos. Isso porque estar preso em uma bolha significa internalizar e reproduzir que se deve ser igual às pessoas que fazem parte dela. Nas palavras de André, “o indivíduo se fecha em uma bolha e a reproduz mesmo sem saber. Isso ocorre muito facilmente, e vemos, inclusive, em discursos hegemônicos, que dizem de algo ‘estrutural’, em que as pessoas não se dão conta de que estão participando. Está na estrutura da formação da sociedade e do sujeito, que é constituído por isso, mesmo sem saber. ‘Você tem que gostar disso’, ‘Você tem que ser assim’.  Os grupos se constroem nessa lógica de identificações e diferenciações”. </p><p>Logo, para o pesquisador, é como se as redes sociais explicitassem uma repetição dessa vida longínqua, de cerca de 500 anos atrás, em que carregamos secularmente a necessidade do olhar do outro para poder nos reconhecermos como alguém, para poder dizer “eu sou” ou “eu faço parte”. O que nos atrai, é a sensação de pertencimento, que faz com que, por vezes, nos adaptemos às exigências sociais desses meios. André acrescenta: “Esse sentimento nos satisfaz narcisicamente, em que se pode pensar ‘como eu pertenço a essa classe, eu sou privilegiado de estar ali, eu tenho capacidade, qualidade e virtude para fazer parte de um determinado grupo’. É como pertencer à sociedade de corte”.</p>		
			<h3>Para além do espelho</h3>		
		<p>O psicanalista e doutor em Filosofia pela PUCRS, Luciano Mattuella, traz uma perspectiva semelhante. Segundo ele, a supervalorização do Eu faz parte da cultura contemporânea. Mas, embora isso seja explicitado através das redes sociais, é algo que sempre existiu. “Sempre precisamos, em toda a história da humanidade, do olhar de um outro que nos constituísse e dissesse de alguma forma quem nós somos. Os outros são os nossos espelhos, nos quais a gente vê a nossa imagem refletida”, explica.&nbsp;</p>
<p>Luciano aponta que, devido a essa supervalorização agora conectada às redes sociais, por vezes cremos que, através dessas ferramentas, somos protagonistas o tempo todo, como se estivéssemos em uma condição de privilégio. “Mas, na verdade, somos todos figurantes. E essa promessa de protagonismo que a rede social produz pode gerar sofrimento, pois faz com que muitas pessoas se sintam como se não estivessem sendo reconhecidas como deveriam ser”, observa. Nesse sentido, ele relata que uma das sensações que surgem para o sujeito é a de estar sempre endividado – não com a própria história ou com a ética, mas com o outro, como se devesse a ele algo que possa ver e reconhecer.&nbsp;</p>
<p>O psicanalista descreve que, apesar da perspectiva de fechamento em si, o fundo histórico e constitutivo da necessidade do olhar do outro prova que, sem ele, não vivemos. Fundamental, ele faz parte do Eu. O almejado é conseguir atravessar essa ideia para se colocar disponível a algumas aberturas: “Com o tempo, o que se espera é que a gente possa lançar esse narcisismo investido na gente para o mundo. Se interessar pelo mundo, mesmo que do nosso ponto de vista, mas pelas outras coisas do mundo”.</p>
<p>Reconhecer a diferença é uma maneira de se distanciar da ideia de que somente o que é igual ao Eu – apenas o que é espelho – é digno de escuta. Isso não implica necessariamente concordar com perspectivas diferentes, mas estar disponível para ouvi-las e conhecê-las. Além desse movimento de escuta do novo e do diverso expandir as percepções para ajudar a “sair da bolha”, também pode trazer menos sofrimento.</p>
<p>Fabio Silva, professor de Jornalismo da UFSM, expressa que o sujeito que se dispõe à interlocução é um sujeito talvez mais preparado e menos sofredor do que o que se indispõe: “Aquele que se dispõe a falar e a ouvir de uma maneira realmente disponível, potencialmente sofre menos do que o sujeito que não se dispõe. Porque o sujeito que não se dispõe não consegue evitar totalmente esbarrar em uma opinião divergente. E se isso traz sofrimento, ele será vítima desse sofrimento”.</p>
<p>Quando a interlocução se dá por meio das redes sociais, é importante estar ainda mais atento. Afinal, segundo Fabio, as interações sociais que se estabelecem por meio da linguagem praticada nessas mídias tendem a ser mais fluidas, menos comprometidas e menos interessadas na existência e até no bem-estar do outro. Como cientista da linguagem e analista do discurso, ele acrescenta: “é uma forma de linguagem mais fragmentada - uma vez que, na maioria das vezes, costuma desprezar o contexto e, consequentemente, perde uma parte significativa e importante da possibilidade de compreensão do que o outro está dizendo”.</p>
<p>Refletir, questionar e dialogar aparecem como importantes caminhos para desviar o possível “fechamento” propiciado pelo maior contato com as redes sociais em um período em que tais meios tanto se expandem. Assim, fica mais fácil encontrar a abertura desejada e desejável através de um bom uso. Afinal, essas três ações permitem a entrada de novas perspectivas e da aceitação da diversidade, de modo que contribuem para que consigamos olhar para o que é diferente do Eu, ao invés de buscarmos apenas o que é igual. Considerar a diferença consiste, inclusive, em reconhecer épocas distintas, movimento importante que fica claro através das contribuições do professor André. Como exprime a significativa frase de Heródoto, historiador grego da Antiguidade, “Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”.&nbsp;</p>
<p>As mídias sociais possuem um número de usuários que equivale a mais do que a metade da população total do mundo. Daí a importância de ter novas compreensões sobre elas e sobre o que, consequentemente, elas podem representar para os indivíduos e a coletividade a curto e longo prazo. Ao fim e ao cabo, é consenso entre os entrevistados: diante de um período tão produtor de sofrimento como o de isolamento social, as redes sociais são importantes ferramentas para a manutenção de rotinas de estudo, trabalho e entretenimento, e para a construção e o fortalecimento de laços sociais. Isto é, em seus fins de abertura. Por meio deles, fica mais fácil reconhecer como se caracteriza o bom uso das redes para cada sujeito e compreendê-las em seu verdadeiro significado: de interligar.</p>
<p>***</p>
<p><i>*Narciso acha feio o que não é espelho" é um verso da música "Sampa", de Caetano Veloso e Gilberto Gil.</i></p><section data-id="ec2bfff" data-element_type="section"><section data-id="6c53c41" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Repórter</strong>: Anna Júlia da Silva, acadêmica de Jornalismo (UFSM campus Frederico Westphalen) e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Ilustrador</strong>: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social</strong>:</i> <i>Samara Wobeto e Eloíze Moraes, acadêmicas de Jornalismo e bolsistas</i></p><p><i><b>Edição de Produção</b>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><b>Edição Geral</b>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como se proteger de golpes na internet</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-se-proteger-de-golpes-na-internet</link>
				<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 20:01:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ataques virtuais]]></category>
		<category><![CDATA[cracker]]></category>
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						<description><![CDATA[O vazamento de dados que atingiu mais de 200 milhões de brasileiros fez o número de golpes virtuais disparar. Entenda quais os principais golpes e o que fazer para se proteger]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Uma brincadeira famosa na área de segurança da informação diz que um dispositivo, como celulares ou computadores só ficam totalmente seguros trancados em uma sala fechada, desconectados de qualquer tipo de rede e fonte de alimentação. No entanto, por mais que já parecesse impossível cumprir esse “método de segurança” anteriormente, a pandemia de Covid-19 e a decorrente adaptação para o <i>home office</i> por diversas empresas fez com que a situação se tornasse  ainda mais complexa: o tráfego intenso na internet agravou o antigo problema dos golpes virtuais.</p><p>De acordo com o relatório da empresa <i>Apura Cybersecurity Intelligence</i>, especializada em segurança digital, no ano de 2020 as <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ameacas-de-golpes-virtuais-avancaram-400-na-comparacao-com-2019-aponta-estudo,70003579364" target="_blank" rel="noopener">ameaças de fraudes e golpes virtuais aumentaram em 394% em comparação com 2019</a>. Foram computadas 272 milhões de ameaças como vazamento de CPF, cartões nacionais, cartões internacionais e credenciais de acesso.</p><p>Os vazamentos massivos de dados ocorridos entre o final do ano passado e início deste ano impulsionaram um <a href="https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/06/14/estudo-vazamento-de-dados-quase-dobra-tentativas-de-roubo-pela-internet.htm" target="_blank" rel="noopener">novo aumento de crimes virtuais</a>. Em dezembro, uma falha do Ministério da Saúde expôs os dados tanto dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), quanto de planos de saúde, atingindo mais de 200 milhões de pessoas. No mês de janeiro, outro vazamento expôs informações sobre os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do STF. Ao todo, 220 milhões de brasileiros tiveram suas informações pessoais expostas. O número de vítimas supera a população total do país porque inclui dados de pessoas já falecidas.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Como grandes vazamentos de dados ocorrem</h3>		
		<p>A falta de cuidados com segurança por parte das empresas que armazenam dados é outro motivo por trás desses ataques. “Isso [vazamento de dados] passa muitas vezes pela falta de atualização de um software, falta de incorporação de novas tecnologias, de novos métodos para evitar que esse tipo de situação aconteça”, afirma Tiago Antônio Rizzetti, professor do curso de Tecnologia em Redes de Computadores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM).</p><p>Entre as tecnologias e métodos utilizados para proteção, estão os sistemas de detecção de intrusão e sistemas de prevenção de intrusão. Tais ferramentas analisam o tráfego da rede em busca de comportamentos anormais e de assinaturas de ataques conhecidos para detectar possíveis incidentes de segurança. Um incidente não é uma invasão. Como o professor explica, o primeiro passo de quem deseja comprometer um sistema é mapeá-lo: “Por si só não é uma invasão, mas demonstra que alguém está olhando para a rede com algum interesse. É um indício de que alguma coisa pior pode acontecer em breve”.</p><p>O professor e coordenador do curso de Tecnologia em Rede de Computadores, Walter Priesnitz Filho, aponta outro fator que pode ter sua parcela de contribuição nos casos de vazamentos de dados: a integração de sistemas. A integração consiste em um intercâmbio de informações entre diferentes bancos de dados. Esse processo é considerado o futuro da circulação de dados na internet, devido à agilidade e à praticidade oferecidas. </p><p>Para que sistemas diferentes troquem mensagens e dados, é preciso que se estabeleça uma interface de comunicação entre eles. Para que este “diálogo” ocorra, é necessário encontrar um delicado equilíbrio: os sistemas não podem ser extremamente “fechados”, mas, para evitar que alguém “ouça a conversa atrás da porta”, eles não podem ser “abertos” demais. “Integrar sistemas é uma tarefa razoavelmente complicada, porque cada sistema já está funcionando isoladamente e eles precisam passar a funcionar bem de maneira integrada”, explica Walter.</p><p>Além da complexidade, as pressões de mercado podem contribuir para possíveis falhas no processo de integração. Os projetos e seus desenvolvedores enfrentam cobranças de tempo, dinheiro e até restrições tecnológicas. “Nem sempre está no melhor ponto para ser disponibilizado, mas por uma restrição de tempo, verba, qualquer outra coisa, às vezes, as soluções são disponibilizadas assim mesmo”, afirma o professor Walter. Mesmo com o benefício da praticidade, elemento cada vez mais exigido dos produtos e serviços digitais, a integração também traz seus riscos.</p><p>Outro fator de risco são pessoas que trabalham na organização e vazam os dados de forma deliberada. Uma pesquisa realizada pela Symantec, empresa especializada em softwares de segurança cibernética, aponta que <a href="https://symantec-enterprise-blogs.security.com/blogs/feature-stories/symantec-security-summary-june-2020" target="_blank" rel="noopener">60% dos vazamentos de dados em grandes empresas têm como origem funcionários prestes a serem demitidos</a>. Um exemplo recente do que Walter classifica como “ameaça interna” foi a <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/apos-gleisi-hoffmann-manuela-davila-aparece-como-morta-em-cadastro-do-sus-1-25118434" target="_blank" rel="noopener">manipulação dos registros públicos de Guilherme Boulos (PSOL)</a>. O Ministério da Saúde aponta que a  manipulação que trocou o nome dos pais de Boulos por ofensas foi realizada por “uma pessoa credenciada”. </p><p>Gleisi Hoffmann (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B) também tiveram seus cadastros no Sistema Único de Saúde alterados, mas essas falsificações foram atribuídas a ataques hackers ocorridos em  2019.</p>		
			<h3>Engenharia Social e Phishing</h3>		
		<p>Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), <a href="https://noomis.febraban.org.br/temas/seguranca/brasil-tem-alta-de-200-nos-ataques-de-engenharia-social-em-2020" target="_blank" rel="noopener">70% dos golpes virtuais estão relacionados à engenharia social</a>. Ela consiste em um conjunto de técnicas que visam induzir os usuários a enviar dados confidenciais ou acessar sites mal intencionados. A professora do curso de Tecnologia em Redes de Computadores do CTISM, Marcia Henke, ilustra esse processo: “É através de um e-mail enviado como uma instituição conhecida pelo usuário. O usuário confia no e-mail e preenche um formulário ou acessa um link enviado por este e-mail que redireciona para um site falso”.</p><p>Walter explica que o perfil das vítimas pode mudar se ocorrer algum evento significativo. Um exemplo é o pagamento do auxílio emergencial, concedido a pessoas de baixa renda para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19, que colocou pessoas em situação de vulnerabilidade na mira desses golpes. “Pessoas que têm um uma faixa etária um pouco maior geralmente não são tão acostumadas à tecnologia, da mesma forma que os grupos sociais menos favorecidos”, comenta.</p><p>A técnica é bastante empregada porque não precisa burlar mecanismos de segurança, já que sua principal arma é a confiança de quem utiliza o dispositivo. “Ainda que se tenha mecanismos de autenticação fortes, o usuário pode ser levado ingenuamente a fornecer informações ou realizar ações que são prejudiciais para ele mesmo”, explica Tiago. </p><p>Porém, apenas se identificar como alguma empresa, banco ou conhecido não seria o suficiente para conquistar a confiança das vítimas. Um fator chave para a credibilidade do golpe é o uso de informações pessoais do usuário. Como um pescador que, para capturar um grande peixe, usa peixes menores como isca. Os criminosos usam alguns dados mais acessíveis de suas vítimas para conseguir informações mais sensíveis - como credenciais de acesso, CPF e senhas bancárias.</p><p>Mas de onde vem a isca? Marcia Henke alerta que “a avalanche de informações pessoais” registradas nas redes sociais facilita muito o trabalho de montar a isca. Um perfil comum nas redes já revela diversas informações como data de nascimento, cidade natal, cidade atual, nome dos pais, dos filhos, estado civil, local de trabalho/estudo e até gostos pessoais. Todos esses dados se tornam armas poderosas para a criação de golpes convincentes. </p><p>Um dos golpes mais convincentes baseados em engenharia social é o <i>phishing</i>. De acordo com o Centro de Estudos e Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT), <i>phishing</i> é o tipo de fraude por meio da qual um golpista tenta obter dados pessoais e financeiros de um usuário.<a href="https://www.kaspersky.com.br/blog/brasileiros-maiores-alvos-phishing-mundo/17045/" target="_blank" rel="noopener"> O Brasil é o país com o maior número de vítimas de <i>phishing</i> na internet</a>. Segundo o relatório da empresa de segurança da informação Kaspersky, um em cada cinco brasileiros sofreu pelo menos uma tentativa desse ataque no ano passado. </p><p>Mesmo que os golpes sejam aplicados de forma individual, seus danos podem se estender ao coletivo através das conexões pessoais e profissionais que possuímos no mundo virtual. Isso é mais comum do que se imagina. De acordo com a professora Marcia, a maioria das invasões a sistemas de informação se dá por meio dos usuários do próprio sistema.Ou seja, os invasores não precisam burlar a segurança de um sistema para ter acesso às suas informações e arquivos, basta obter as credenciais de acesso de alguém conectado a essa rede, entrar despercebido e comprometer a segurança da organização e de seus integrantes.</p><p>Se algum perfil de rede social é invadido, por exemplo, não se obtém o acesso apenas àss informações do usuário, mas também das pessoas com as quais ele se relaciona. Os pedidos de dinheiro por WhatsApp são uma forma conhecida de golpe envolvendo redes de contatos. Outra possibilidade é que, a partir do perfil invadido, se estabeleça uma cadeia de sequestros de contas virtuais, sejam outras contas do mesmo usuário ou de seus contatos.</p>		
			<h3>Como se proteger</h3>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/01_desconfie.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Desconfie</b>: “Pode parecer exagerado, mas para ser cuidadoso é preciso ficar sempre desconfiado”, destaca Walter. O maior <i>firewall</i> de qualquer usuário é a desconfiança. E ela deve estar sempre ativa, pois as tecnologias que visam filtrar as mensagens fraudulentas podem falhar ou sequer existir. Ao receber alguma mensagem solicitando informações, a primeira coisa a fazer é checar a origem da mensagem. </p><p>Se o seu banco mandar um e-mail, desconfie. Normalmente não é assim que os bancos entram em contato. Antes de fazer qualquer coisa, ligue para a agência e confirme a veracidade da requisição. Ao receber a ligação de uma empresa para realizar uma confirmação de dados, desconfie também.</p><p>Em situações como essa, uma dica que Walter dá é pedir para que a pessoa que realizou a ligação informe os dados que possui, para confirmar se as informações procedem ou não. Ao menor sinal de suspeita, desligue imediatamente e tente entrar em contato com a empresa por outro meio. Quando chegar uma notificação de algum amigo ou parente próximo pedindo dinheiro por meio de aplicativos de mensagem, mais uma vez, desconfie. Entre em contato por algum outro meio para ter certeza de que a conta não foi clonada.</p>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/02_atualize.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Atualize</b>: Tiago destaca que isso é válido para qualquer aparelho, de qualquer nível técnico. Um <i>software</i> desatualizado pode comprometer tanto a segurança de seu dispositivo pessoal quanto de servidores pertencentes a grandes empresas. Toda atualização contém correções de falhas detectadas na versão anterior. Quando um aparelho não recebe atualização, ele fica suscetível aos <i>exploits</i>, programas desenvolvidos exclusivamente para explorar as falhas de segurança de determinada versão de um sistema operacional. Por meio de <i>exploits</i>, até pessoas que não possuem grandes conhecimentos sobre programação conseguem comprometer a segurança de sistemas.</p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/03_registre.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Registre</b>: Mesmo quando se tem certeza de que se está lidando com uma situação real, um pouco de cuidado sempre cai bem. Se for necessário enviar um documento para ser digitalizado, uma sugestão de Walter é colocar uma marca d’água sem sobrescrever os dados, para especificar a quem o documento será cedido. A marca d’água não evitará que as informações enviadas sejam vazadas, mas caso isso ocorra, é possível identificar a origem do vazamento. “Sempre faça isso, se é um xerox, se é no papel, pegue uma caneta e escreva: ‘cedido para a empresa tal’ porque aí a gente vai saber, na eventualidade de eles perderem”, enfatiza o professor.</p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/04_wifi.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Cuide</b> <b>com onde se conecta: </b>Uma rede de Wi-Fi pública pode ser apenas um chamariz para interceptar os dados de quem se conectar a ela. Se um atacante possuir controle sobre a rede, ele pode direcionar o usuário para certas páginas que visam coletar seus dados. “Se houver a necessidade de se conectar em uma rede pública, desconhecida ou não confiável, uma técnica que garante um pouco mais de segurança é o uso de VPNs”, aconselha Tiago.</p><p>A <a href="https://www.kaspersky.com.br/resource-center/definitions/what-is-a-vpn">VPN ou Virtual Private Network</a> criptografa a sua conexão e oculta sua identidade. Assim, mesmo que acesse uma rede pública, seus dados estão protegidos. “Ainda que o adversário tenha controle sobre a rede onde você está conectado, ele não vai conseguir extrair informações úteis, dados utilizados em  determinados serviços”, explica Tiago.</p>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/05_seguranca.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Use sites seguros</b>: Para que dispositivos se comuniquem, eles precisam possuir o mesmo padrão. A forma escolhida para que esses dispositivos se conectem é chamada de protocolo. A “linguagem” da internet é baseada em dois protocolos: HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) e HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure).</p><p>Sites que utilizam HTTPS codificam a comunicação entre usuário e servidor, o que evita a interceptação das informações inseridas naquela página. Para garantir que as informações estão mesmo protegidas, esse protocolo utiliza certificados digitais. Toda vez que o usuário acessa um serviço pelo seu navegador, o servidor que o hospeda envia um certificado. </p><p>“Para ser considerado válido, o certificado tem que ter sido assinado por alguém que o navegador confia, é como se fosse um cartório digital. Então ele vai mostrar um um cadeadinho verde”, explica Tiago.</p><p>Quando o certificado não é reconhecido, o navegador emite um alerta de segurança. Se o endereço acessado não possuir o HTTPS, é possível que as informações trocadas entre o dispositivo e servidor sejam interceptadas. "A menos que a pessoa saiba exatamente o que está fazendo, ela não deve continuar”, adverte o professor.</p>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/06_senhas.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Capriche nas senhas</b>: Usar senhas repetidas é perigoso, porque nem todos os serviços possuem os mesmos recursos e até o mesmo zelo com os dados do usuário. “Ao conseguir a senha de acesso a um serviço com segurança mais fraca, esse intruso passa a ter acesso a outros serviços com uma segurança maior”, diz Tiago.</p><p>Além da proteção, usar uma senha específica para cada site também é uma forma de registro. Se a senha particular de um serviço for vazada, é muito mais fácil identificar a origem de um possível vazamento. Mas não basta apenas possuir senhas diferentes, elas precisam ser fortes. </p><p>A quantidade e tipos de caracteres usados definem se os invasores descobrirão sua senha instantaneamente ou, literalmente, em alguns anos. Geralmente se indica o uso de 12 caracteres para uma senha segura. Mas de acordo com um <a href="https://www.hivesystems.io/blog/are-your-passwords-in-the-green?rq=password">infográfico</a> divulgado pela <i>Hive Systems</i>, empresa de segurança cibernética estadunidense, se essa combinação possuir apenas números, ela pode ser descoberta em 25 segundos. Se sua composição possuir letras maiúsculas e minúsculas, o tempo sobe para 300 anos. Agora se os 12 caracteres combinarem letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos, seriam precisos 34 mil anos para que esta senha fosse decifrada. O infográfico retirou estes resultados do site <a href="https://howsecureismypassword.net/"><i>How Secure Is My Password</i></a>.</p><p>Há outros sites com a mesma funcionalidade, mas com metodologias e resultados distintos. A ferramenta da <a href="https://password.kaspersky.com/pt/">Kaspersky</a>, por exemplo, calcula quanto tempo um computador doméstico levaria para decifrar a senha. Computadores mais poderosos conseguem processar mais possibilidades por segundo e reduzem o tempo de forma significativa. Mas, independentemente do computador, a dificuldade para decodificar uma senha cresce de forma significativa conforme o número e tipos de caracteres.</p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/07_cuidado.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Tenha cuidado com os sites que prometem checar se seus dados foram expostos: </b>Logo após os vazamentos massivos de dados, surgiram diversos sites que prometiam checar se as informações pessoais de determinados usuários circulavam pela <i>deep web</i>. Para isso, bastava a inserção de alguns dados pessoais para que os sites realizassem as consultas. No entanto, é preciso cautela para que a ajuda não se torne mais uma dor de cabeça. “Todo site onde tem que ser fornecidas informações pessoais para verificar se elas foram vazadas, como senhas, este site pode estar capturando as senhas”, alerta Tiago.</p><p>Para descobrir se o serviço é confiável, é preciso ver quem o oferece, além das informações pedidas. “Sempre tem que tomar cuidado quando precisa fornecer alguma informação. É preciso ter certeza para quem se fornece isso”, alerta Walter. Por isso, verifique se o site é mantido por alguma empresa ou organização conhecida na área de segurança virtual. Outro fator para prestar atenção é o tipo e a quantidade de informações exigidas. Se a verificação requer muitos dados pessoais ou algo bastante sensível, ligue o sinal amarelo e não siga em frente.</p><p>A segurança da informação é um estado transitório, pois depende de uma série de procedimentos que necessitam de aplicação, repetição e atualização. “Em algum momento, a gente pode garantir que está seguro, mas dizer que aquilo é um estado definitivo é praticamente impossível”, afirma o professor Walter. Para você que não pode aderir à estratégia de segurança total citada no início, essas informações ajudam a se proteger dentro do possível (pelo menos por enquanto).</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e bolsista</i></p><p><em><strong>Ilustradora: </strong>Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista<br /></em></p><p><em><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo<br /></em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p><p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Manutenção de rede do CPD vai afetar serviços no início da tarde desta terça (3)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/03/03/manutencao-de-rede-do-cpd-vai-afetar-servicos-no-inicio-da-tarde-desta-terca-3</link>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 13:07:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[data center]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>

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						<description><![CDATA[O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa que na tarde desta terça-feira (3) será realizada uma manutenção em equipamentos do data center das 13h40 até as 14h. Com isso, a comunidade acadêmica será afetada, ocorrendo a indisponibilidade dos serviços (internet, SIE, portais, sistema de chamados OTRS, suporte de eventos, entre outros) prestados pelo CPD, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa que na tarde desta terça-feira (3) será realizada uma manutenção em equipamentos do <em>data center</em> das 13h40 até as 14h.</p>
<p>Com isso, a comunidade acadêmica será afetada, ocorrendo a indisponibilidade dos serviços (internet, SIE, portais, sistema de chamados OTRS, suporte de eventos, entre outros) prestados pelo CPD, apenas durante esse horário.</p>
<p>O CPD agradece a compreensão de todos.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rompimento de fibra ótica deixa Casa do Estudante Indígena sem internet</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/02/10/rompimento-de-fibra-otica-deixa-casa-do-estudante-indigena-sem-internet</link>
				<pubDate>Mon, 10 Feb 2020 12:24:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Casa do Estudante Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>

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						<description><![CDATA[O CPD informa que durante a manhã de sexta-feira (7) ocorreu o rompimento da fibra ótica que interliga o prédio 38 (Casa do Estudante Indígena) com a rede da UFSM, deixando o prédio sem internet. No momento, não há previsão de conserto da fibra e retorno da internet ao prédio. O Departamento de Solos utiliza [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div class="" data-block="true" data-editor="2kokt" data-offset-key="bvnrf-0-0">
<p class="_1mf _1mj" data-offset-key="bvnrf-0-0"><span data-offset-key="bvnrf-0-0">O CPD informa que durante a manhã de sexta-feira (7) ocorreu o rompimento da fibra ótica que interliga o prédio 38 (Casa do Estudante Indígena) com a rede da UFSM, deixando o prédio sem internet. No momento, não há previsão de conserto da fibra e retorno da internet ao prédio. O Departamento de Solos utiliza a mesma fibra e também está sem Internet.</span></p>
<p data-offset-key="bvnrf-0-0"><span style="font-size: inherit">Interessados podem obter mais informações junto ao Núcleo de Operação e Controle, ramal 9431.</span></p>
<p data-offset-key="bvnrf-0-0"><span style="font-size: inherit">O CPD agradece a compreensão de todos.</span></p>
</div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Migração de fibra ótica deixará prédios 34 e 35 da CEU II sem internet</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/01/27/migracao-de-fibra-otica-deixara-predios-34-e-35-da-ceu-ii-sem-internet</link>
				<pubDate>Mon, 27 Jan 2020 12:50:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[CEUs]]></category>
		<category><![CDATA[CPD]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>

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						<description><![CDATA[O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa que durante essa semana será realizada a reforma das calçadas e troca de postes dos prédios 34 e 35 da CEU II. Durante a troca dos postes, será realizada também a migração da fibra ótica dos postes antigos para os novos, sendo que a previsão inicial é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa que durante essa semana será realizada a reforma das calçadas e troca de postes dos prédios 34 e 35 da CEU II.</p>
<p>Durante a troca dos postes, será realizada também a migração da fibra ótica dos postes antigos para os novos, sendo que a previsão inicial é que na segunda-feira (27) o prédio 35 fique sem internet, enquanto que na terça-feira (28) tanto o prédio 35 como o prédio 34 fiquem sem internet, já que a rede do prédio 35 chega pela rede do prédio 34.</p>
<p>A previsão inicial é que os trabalhos sejam concluídos ainda na terça-feira, podendo se estender para o resto da semana caso ocorram problemas.<br /><br /><b>Local: Prédio 34 – Blocos 30, 31, 32, 33, 34 e 35 – Sem internet dia 28 de janeiro;</b></p>
<p><b>Local: Prédio 35 – Blocos 41, 42, 43, 44, 45 e 46 – Sem internet dias 27 e 28 de janeiro.</b></p>
<p>Mais informações junto ao Núcleo de Operação e Controle, ramal 9431.<br /><br />O CPD agradece a compreensão de todos.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Algoritmo atento: tecnologia  direciona informações na web</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/algoritmo-atento-como-a-tecnologia-organiza-e-direciona-informacoes-dos-usuarios-da-web-em-perfis-comerciais</link>
				<pubDate>Fri, 10 May 2019 18:45:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ad]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
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		<category><![CDATA[algoritmos]]></category>
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		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[whatsapp]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=5846</guid>
						<description><![CDATA[O espaço digital não tem fronteira geográfica e empresas emplacam outras estratégias de mercado
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/algoritmos-capa-revista-arco-ufsm.jpg" alt="" width="800" height="522" /></p>
<p>Sabe quando você quer muito alguma coisa e comenta sobre isso com as pessoas que estão em sua volta? Possivelmente, você tem o hábito de pesquisar o produto ou serviço na <em>web</em>. Logo, deixa a sondagem de lado e segue sua rotina. E aí que, do nada, aparecem anúncios e as ofertas relacionados à sua pesquisa na tela do seu dispositivo. Você pode achar que é mera coincidência e os ignorar, ou fazer como a acadêmica Thaís Cordeiro, do curso de Administração do Instituto Federal Farroupilha de Frederico Westphalen, que se diz intrigada sobre como isso acontece.</p>
<p>Eles estão em todas as partes e nem sempre são percebidos pelos seus usuários. Discretamente, no bolso ou na bolsa, os algoritmos estão “atentos”, auxiliam as pessoas no cotidiano e possibilitam buscas rápidas na internet. Na tentativa de personalizar a experiência do usuário, alguns algoritmos são desenvolvidos, especificamente, para recomendação de produtos e serviços. Baseada em algoritmos de filtragem, esta recomendação utiliza os dados das visitas, pesquisas e compras realizadas pelos usuários. Basicamente, são dois tipos de filtragens: a que considera os atributos e características do produto – filtro de conteúdo dos produtos; e a que julga o perfil de pessoas com hábitos de compras semelhantes – filtro colaborativo.</p>
<p>Cliente de lojas virtuais desde 2016, Thaís lembra que 2017 foi o ano em que mais comprou – em média, um produto por mês. Ela diz não se sentir influenciada pelos anúncios, porque “são sempre de sites que já visitei e sei qual é o produto e o valor que eles oferecem”, justifica. O professor Sidnei Silveira, do Departamento de Tecnologia de Informação da UFSM Frederico Westphalen, explica que os anúncios são resultados do armazenamento de informações em uma base de dados sobre os itens pesquisados ou comprados pela universitária, e a regra serve para qualquer usuário. “Os algoritmos são códigos escritos em uma linguagem de programação que leem estes dados, e a partir deles, geram recomendações aos usuários”, esclarece o professor.</p>
<p>A partir dessas filtragens, são traçados perfis que permitem o direcionamento de determinados anúncios para usuários específicos. Funciona mais ou menos assim: quem comprou este produto também comprou..., os mais vistos, os mais vendidos, quem viu este produto também pesquisou por... e, possivelmente, Thaís esteve dentro de um deles. “Em fevereiro, comprei um tênis na Netshoes [loja virtual], e até hoje recebo anúncios do mesmo tênis, com cor ou algum detalhe diferentes”, comenta. Durante semanas, ela recebeu anúncios da Loja Magazine Luiza porque pesquisou um aquecedor, mas desistiu de comprar. Atualmente, recebe anúncios, do Booking, do Decolar e do Trivago, de pousadas e hotéis na Jamaica.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/ilustração-algoritmos-grupos.png" alt="" width="800" height="522" /></p>
<p>Como muitos outros internautas, a estudante ainda não sabe, mas há como amenizar essa enxurrada de anúncios. Algumas iniciativas são relatadas pelo professor Sidnei. “O usuário pode manter o GPS do celular desligado, não fazer <em>check-in</em> em redes de lojas e empresas [para ter acesso ao <em>wi-fi</em>] e revisar suas configurações de privacidade nas redes sociais”, aconselha o professor. Com relação às redes sociais, outra opção é ocultar o anúncio indesejado e solicitar que não sejam mais visualizados ações daquela mesma empresa.</p>
<h2>No digital, o usuário é consumidor e mercadoria</h2></p>
<p>Na <em>web</em>, ações de marketing e publicidade acontecem em volumes cada vez maiores, e junto disso, cresce o número de pessoas que são afetadas pelo processo. De um lado, usuários não têm noção de como anúncios chegam até eles e, do outro, falta transparência por parte das empresas e corporações responsáveis por essas estratégias de mercado. Com pesquisas na área da comunicação e informação, publicidade, propaganda e marketing, a antropóloga social Sandra Rubia, professora do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, aponta o advento da internet e o desenvolvimento dos algoritmos como potencializadores do marketing e da publicidade.</p>
<p>Ela exemplifica o <a href="http://www.google.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Google</a> e o <a href="http://www.facebook.com/">Facebook</a> como corporações que dominam a internet. Além do mais, afirma ser praticamente impossível a independência de outras empresas na otimização de suas ações de marketing – ou seja, recorrem sempre aos dois grupos. No grupo A estão o Facebook, o WhatsApp e o Instagram como redes sociais que monopolizam a atenção dos brasileiros. No grupo B, encontram-se o Google, o YouTube e o Gmail. “Eles [os dois grandes grupos] monopolizam grande quantidade da nossa atenção e dos nossos olhares todos dias, e isso acontece pelos dispositivos móveis que nos acompanham e estão, continuamente, próximos dos nossos corpos. Não só capturam os nossos dados digitados, mas também os dados nomeados, enunciados e falados”, alerta.</p>
<p>Não importa o tamanho da empresa, todas podem comprar esses perfis de usuários, e não só diretamente do Google, por meio da <a href="https://www.google.com/adsense/login"><em>AdSense</em></a> antigo <em>Google AdWords</em>. Inúmeras empresas de informáticas vendem plataformas que, baseadas em <em>Big data</em> e <em>data science</em>, como <a href="https://keepi.media/">Keep.i</a>, <a href="https://stilingue.com.br/">Stilingue</a>, <a href="https://www.tail.digital/">Tail Target</a> e <a href="https://www.similarweb.com/">Similar Web</a>, trabalham no desenvolvimento de métodos e tecnologias de organização dessas informações, transformando-as em inspirações, portanto, em inteligência de mercado. Sandra explica que “ao mesmo tempo que fornecemos essas informações através de tudo que digitamos, curtimos, comentamos, compartilhamos e pesquisamos, as empresas capturam também nossos dados de diversas maneiras que não ficam claras”.</p>
<p>A partir do momento que se faz uma busca ativa em um site, mecanismos informacionais fazem com que sejam deixados “rastros digitais”, por sua vez, capturados por meio de técnicas de informática sofisticadas, como <em>cookies</em> que armazenam essas informações. No seu livro Discurso Digital, lançado em 2018, a professora da Unicamp, Cristiane Dias nomeia esses cookies de “pequenos robôs infiltrados” e alerta que eles “também trabalham disfarçados, como os divertidos testes”, aqueles <em>quizzes</em> da internet, por exemplo.</p>
<p>O que é digitado vira informação a respeito dos gostos, das preferências, dos locais e até das emoções. “É um enorme banco de dados a respeito das nossas variadas informações, vendido na forma de perfis de consumidores que valem muito dinheiro”, complementa Sandra. Dito de outro modo, cabe ao usuário duas forças – a de compra e a de ser vendido. Esta última não sendo propriamente a pessoa, mas suas informações. “Ele [o usuário] consome, mas ele vira um produto na medida que se torna um perfil de consumidor específico, portanto, vendável”, pondera a professora.</p>
<h2>Terceirização das informações do usuário</h2>
</p>
<p>Quando o usuário busca um aplicativo para sua conveniência, para praticidade do seu dia-a-dia, a primeira coisa que o aplicativo solicita é o acesso aos dados do aparelho, como imagens, áudio e, se não concordar, a ferramenta não funciona. Então, qual é a escolha que o consumidor tem? “Não é uma escolha, é um direcionamento”, afirma Sandra. Segundo a professora, deveria existir mais regulamentação. Em tempos de informações sem fronteiras geográficas, os Estados Unidos vivem processo semelhante ao do Brasil, enquanto que países da União Europeia têm implementado outras regulamentações, instruindo que os consumidores devem revisar as autorizações que já deram.</p>
<p>Ainda com relação às condições de aplicativos, existe a política de privacidade. Todavia, a professora explica que, ao mesmo tempo, costuma ter uma cláusula nas políticas de privacidades que diz que seus termos de condições podem mudar a qualquer momento. “E, na verdade, mesmo que você leia, a pergunta que fica é: se você não concordar, que opção você tem? Quais são as alternativas diante dessas formas monopolistas do processo de comunicação que se estabeleceram? Parece um pouco difícil de apontar saídas”, lamenta. O professor Sidnei reforça que nenhuma tecnologia é neutra e nos ajuda a fazer coisas que não eram possíveis anteriormente. “Ela interfere diretamente na nossa vida em sociedade, na nossa cultura. Estamos cada vez mais dependentes da tecnologia e, em especial, das Tecnologias da Informação e da Comunicação”, observou.</p>
<p>Considerado o pai da inteligência artificial, o cientista cognitivo norte-americano <a href="https://www.britannica.com/biography/Marvin-Lee-Minsky">Marvin Lee Minsky</a> (1927-2016) mostrou-se preocupado acerca do processo de interferência dos algoritmos, de como as corporações os utiliza nas relações sociais. Uma preocupação tomada também pela Ph.D em Matemática, formada em Harvard University, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Cathy_O'Neil">Carthy O’Neil</a>. Ela se aventurou nesse estudo e publicou, em 2016, o livro <a href="https://weaponsofmathdestructionbook.com/">Weapons of Math Destruction</a> (2016), que leva tradução livre para “Armas de destruição matemática”, uma analogia a “Armas de destruição em massa”. Outro estudo que apresenta reflexões pertinentes acerca do espaço digital é a obra <a href="http://www.revistalinguas.com/edicao40/resenha.pdf">Análise do Discurso Digital: sujeito, espaço, memória e arquivo</a>, da professora Cristiane Dias, da Unicamp.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Antônio Inácio de Paula, acadêmico de Jornalismo</em></p>
<p><em><strong>Ilustração:</strong> Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial</em></p>
<p><em><strong>Edição:</strong> Maurício Dias, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conectados pelo Ensino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/conectados-pelo-ensino</link>
				<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 20:12:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Inovação no Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[conexão]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=5486</guid>
						<description><![CDATA[A internet e a inteligência artificial em prol do ensino na Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Conectados-pelo-ensino-Leitura-Marcelo1.mp3"][/audio]

<span style="color: #ffffff">.</span>

<span style="font-weight: 400">Pela manhã, a turma fica sabendo pelo grupo do WhatsApp que a aula no laboratório de informática foi cancelada. No caminho para a universidade, o aluno abre uma vídeo-aula no YouTube para reforçar os conteúdos, antes da avaliação final da disciplina. Ao chegar ao campus, a aula do dia é dada em um ambiente virtual, sem classes dispostas no formato tradicional e com uma infinidade de conteúdos disponíveis online. Todas essas situações parecem compor um futuro distante? Pois saiba que não. Isso já é realidade em alguns cursos da UFSM. </span>

<span style="font-weight: 400">Nas últimas décadas, a comunicação e a interação de alunos e professores foi amplamente beneficiada por aplicativos de trocas de mensagens, e o ritmo de produção e consumo de conteúdos foi acelerado. A grande quantidade de dados e informações em ambiente virtual, o armazenamento dessas informações em espaços chamados de nuvem, e a robótica estão, cada vez mais, mudando a forma como ensinamos e aprendemos. Mesmo que possa parecer algo natural e intrínseco da sociedade moderna, o uso de ferramentas digitais em sala de aula ainda exige adaptações dos sistemas de ensino e dos protagonistas do processo: alunos e professores. </span>

<img class="alignleft wp-image-5492" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dando-Play.png" alt="" width="308" height="129" />

<b>Dando </b><b><i>play</i></b><b> no estudo</b>

<span style="font-weight: 400">Se antes os conteúdos utilizados no ensino se restringiam aos livros didáticos tradicionais - ficando sujeitos ao “envelhecimento” das teorias ao longo do tempo -, hoje podem ser conferidos e, até mesmo, ajustados instantaneamente na internet. Já é comum estudar pelas telas dos celulares e computadores e, com isso, muitos professores migraram das salas de aula para os canais do YouTube, como forma alternativa de ensino. Na plataforma, são conhecidos como “edutubers”, pessoas que compartilham informações úteis e colaboram para a disseminação do conhecimento. </span>

<span style="font-weight: 400">Os vídeos permitem que os alunos tenham acesso aos conteúdos vistos em aula e possam revisá-los posteriormente. Pensando nisso, o professor Rafael Beltrame, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, gravou e disponibilizou online todas as suas aulas em seu canal no Youtube. A motivação surgiu a partir do entendimento de que a disciplina “Eletromagnetismo para Sistemas e Automação”, em especial, é considerada por muitos estudantes como uma das mais desafiadoras do curso, devido ao extenso conteúdo e por demandar habilidades da formação básica, especificamente em geometria analítica, álgebra e cálculo vetorial. </span>

<span style="font-weight: 400">     </span>

<span style="font-weight: 400">No ano de 2016, as vídeo-aulas da disciplina foram disponibilizadas, via Moodle [</span><span style="font-weight: 400">software livre, de apoio à aprendizagem utilizado pela maior parte dos cursos da UFSM]</span><span style="font-weight: 400">, exclusivamente aos alunos. Após o término do semestre, Rafael tornou público o material produzido, que soma aproximadamente 100 mil visualizações no total. “Quando se publica um material online, deve-ser ter em mente que os internautas serão ‘super sinceros’, seja para elogiar ou criticar. Porém, recebo frequentemente o contato de estudantes de diversas regiões do país agradecendo pelo auxílio proporcionado pelos vídeos e/ou solicitando acesso a material complementar de estudo, como slides e listas de exercícios”, comenta Rafael. Durante esses anos, o professor chegou a receber contato de estudantes de países africanos de língua portuguesa e descreve o fato com surpresa: “Realmente, nunca considerei a possibilidade de o material ir tão longe!”</span>

<img class="alignleft wp-image-5493" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Também-se-aprende-jogando.png" alt="" width="441" height="146" /><b>Também se aprende jogando</b>

<span style="font-weight: 400">A ideia de trazer elementos de jogos, como bonificação e </span><span style="font-weight: 400">ranqueamento</span><span style="font-weight: 400">, para contextos de “não-jogo”, é também cada vez mais recorrente. </span><span style="font-weight: 400">A professora Giliane Bernardi, do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Computação Aplicada, </span><span style="font-weight: 400">explica que, na gamificação do ensino, os artifícios de jogo servem para incentivar o estudo. “A gamificação surge para fomentar a motivação extrínseca. Você cria um elemento de jogo que pode incentivar o jogador/aluno a interagir. Esse sistema pode ser aplicado no Moodle, por exemplo”, destaca Giliane.</span>

<span style="font-weight: 400">De acordo com Giliane, os jogos, quando bem elaborados e utilizados, são uma boa opção para prender a atenção dos alunos, </span><span style="font-weight: 400">despertar uma motivação diferente e trazer  novas estratégias</span><span style="font-weight: 400">: “Fazem os alunos participarem mais das aulas, interagir entre si e favorecem aqueles que têm dificuldade de entender conteúdos passados da forma ‘tradicional’”, complementa a docente. </span>

<span style="font-weight: 400">Desde 2017, uma equipe multiprofissional do Núcleo de Tecnologia Educacional da UFSM tem se debruçado na criação de um jogo educativo que deverá ser usado em breve nas escolas públicas de Santa Maria para o ensino da Educação Fiscal. A ideia é que cada jogador prove da experiência de ser “prefeito” da cidade, e consiga gerenciar os recursos e resolver os problemas apresentados. O designer do jogo, Cássio Fernandes Lemos, explica que há uma necessidade de decisão do jogador frente a determinadas questões que aparecem. “Isso estimula o raciocínio, o aprendizado. Passa-se um ensinamento através de uma situação onde o problema é apresentado diretamente ao aluno, e não através de uma explicação escrita em um quadro na sala de aula”, complementa o programador.</span>

<span style="font-weight: 400">Além dos jogos mais clássicos e simples, há também aqueles que misturam a realidade com o virtual, </span><span style="font-weight: 400">por meio de uma câmera e com o uso de sensores de movimento, como giroscópio e acelerômetro. Em 2017, Alex Mazzuco defendeu sua dissertação no Mestrado Profissional em Tecnologias Educacionais em Rede, onde apresentou um sistema web criado para modelagem tridimensional de moléculas, utilizando a realidade virtual. O objetivo basicamente era criar um sistema Web para planejamento e elaboração de aulas de química no Instituto Federal Farroupilha Campus São Borja. Com um código de barras bidimensional (QRCode), os estudantes puderam visualizar e interagir com as moléculas, por meio da realidade aumentada, que permitia movimentar, girar, aproximar e distanciar as partículas.</span>

<span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-5494 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Interação-humano-robô.png" alt="" width="383" height="176" /> </span><b>A interação humano-robô</b>

<span style="font-weight: 400">O avanço da robótica sempre trouxe questionamentos sobre o futuro das interações entre humanos e robôs. Na UFSM, alguns testes já estão sendo feitos e comprovam que  </span><span style="font-weight: 400">o convívio com máquinas poderá aprimorar o ensino e a aprendizagem. Um robô de nome Beo, programado com inteligência artificial, poderá circular pelas salas de aula nos próximos anos e tirar dúvidas da turma, servindo como um “agente companheiro” ou “tutor pedagógico” para os alunos. Atualmente, o trabalho, realizado em parceria entre o Grupo de Redes de Computadores e Computação Aplicada (Greca) e o G</span><span style="font-weight: 400">rupo de Automação e Robótica Aplicada (Garra), é aprimorado para </span><span style="font-weight: 400">diminuir o tempo de resposta de Beo, tornando as interações mais ágeis e naturais. </span>

<span style="font-weight: 400">A</span> <span style="font-weight: 400">inteligência artificial ajuda a entender noções de física e matemática, mas o seu conceito muda com o passar do tempo, segundo o professor Rodrigo Guerra, também do Departamento de Processamento de Energia Elétrica: “Hoje em dia, o que está movimentando muito a economia e causando impactos muito grandes no estudo da inteligência artificial é baseado no </span><i><span style="font-weight: 400">big data</span></i><span style="font-weight: 400"> e nas redes neurais artificiais. Estamos ficando muito bons em fazer inteligências artificiais que conseguem, depois de ver muitos exemplos, abstrair aquele conceito e resolver um problema nunca visto, mas da mesma natureza.”</span>

<span style="font-weight: 400">
<img class="aligncenter size-full wp-image-5488" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dossiê_2_box.png" alt="" width="800" height="372" /></span>

<img class="wp-image-5495 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Mundos-Virtuais.png" alt="" width="352" height="154" />

<b>Explorando mundos virtuais</b>

<span style="font-weight: 400">Desde 2010, o Greca trabalha com realidades virtuais pensando em mundos virtuais. Com isso, o aluno, que se personifica na forma de um avatar, entra em uma plataforma online - a sala de aula - e encontra uma série de exercícios para serem feitos. “A liberdade para criar é imensa. Você pode disponibilizar no ambiente virtual vídeos, slides, conferências. Você pode ser quem quiser (um animal ou pessoa) e interagir com os demais”, destaca Giliane, que integra o Greca na linha de computação aplicada.</span>

<span style="font-weight: 400">Ali, podem interagir, por meio de áudio ou chat, com outros avatares - os colegas. Além disso, no ambiente virtual, deparam-se com “avatares tutores”, que foram configurados com inteligência artificial e estão programados para oferecer ajuda. De acordo com a professora Roseclea Duarte Medina, que atua junto ao Greca na linha de computação aplicada</span><span style="font-weight: 400">, </span><span style="font-weight: 400">os agentes inteligentes são capazes de avaliar os erros dos alunos nas atividades e recomendar materiais para que os conteúdos sejam revisados. “Os agentes fazem um diferencial muito interessante, pois os alunos se sentem mais à vontade para interagir com um colega ou com um agente, e não diretamente com o professor”, ressalta a professora.</span>

<span style="font-weight: 400">Durante a aula no mundo virtual, os alunos podem até ficar em casa. O recomendado é, no entanto, que eles compareçam ao laboratório, por causa do acesso à internet, que se faz necessário.</span>

<img class="wp-image-5496 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Sala-de-aula-inteligente.png" alt="" width="425" height="158" />

<b>O futuro: sala de aula inteligente </b>

<span style="font-weight: 400">Desde o início deste ano, o Greca trabalha na criação de salas de aula inteligentes. Com a </span><span style="font-weight: 400">análise e a interpretação do grande volume de dados gerados pelos indivíduos na internet, já é possível acompanhar, por exemplo, o desempenho dos alunos em tempo real. </span><span style="font-weight: 400">Quando o aprendizado se dá online e a avaliação acontece em etapas em uma plataforma digital, o professor sabe exatamente quanto tempo o aluno demorou para aprender cada conteúdo. Com a sala de aula inteligente, isso se tornaria ainda mais evidente. A grande quantidade de dados sobre o aprendizado seria devidamente processada por inteligência artificial e permitiria a personalização do ensino.</span>

<span style="font-weight: 400">A ideia é que as pessoas cheguem na universidade e possam desfrutar de inúmeras vantagens da tecnologia. Em uma sala de aula inteligente, os alunos registrariam a presença com a biometria, facilitando o trabalho do professor, que não mais necessitaria fazer o registro de frequências. Nesse ambiente, os sensores de temperatura e expressão facial dos alunos também poderiam ser reconhecidos, a fim de mudar a dinâmica da aula, favorecendo a adaptação dos conteúdos para cada aluno. </span>

<span style="font-weight: 400">Apesar de o projeto ainda estar em fase inicial - com os testes de sensores de temperatura e luminosidade -, a professora Roseclea descreve empolgada o objetivo: “Nesta sala haverá uma integração total de todos os dispositivos, sensores integrados com o sistema acadêmico e com o mundo virtual, por exemplo, com os jogos. Nossa intenção é que ela seja a semente para o campus inteligente”.</span>

<b>Desafios a serem superados</b>

<span style="font-weight: 400">Não restam dúvidas sobre a presença da tecnologia no dia a dia dos jovens – uma geração que já nasceu conectada ao mundo virtual – e os impactos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar e acadêmico. Esse contexto lança o desafio para escolas, universidade e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Resistir à tecnologia não é uma opção.</span>

<span style="font-weight: 400">A professora Giliane Bernardi acredita que é necessário promover interações mais simples, com interfaces mais intuitivas que não tenham um nível de complexidade muito grande. “A mediação tecnológica precisa ser simples, rápida, eficiente e transparente”, complementa. Mas, para isso, precisa ser discutida também a falta de infraestrutura, de investimentos no setor tecnológico e, principalmente,  os valores pagos para o acesso à internet no país - como destaca a professora Roseclea: “Não adianta o aluno ter um celular, um computador bom e um mundo virtual disponível, mas não possuir uma rede de internet com qualidade”.</span>

<em>*Esta matéria está atualizada em relação à publicada na edição impressa.</em>

<em><strong>Reportagem:</strong> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</em>
<em><strong>Ilustração: </strong>Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial</em>
<em><strong>Lettering e diagramação:</strong> Deirdre Holanda</em>
<em><strong>Fotografias:</strong> Thomás Dalcol Townsend</em>
<em><strong>Locução:</strong> Marcelo de Franceschi</em>]]></content:encoded>
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				<title>CPD fará manutenção emergencial na rede de dados da UFSM nesta sexta (22)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/02/22/cpd-fara-manutencao-emergencial-na-rede-de-dados-da-ufsm-nesta-sexta-22</link>
				<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 13:29:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>
		<category><![CDATA[rede de dados]]></category>

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						<description><![CDATA[O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa que será realizada manutenção preventiva e corretiva na rede de dados da UFSM nesta sexta-feira (22), das 12h às 13h30. Todos serão afetados com o problema de acesso à internet. Mais informações pelo ramal 9431.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Centro de Processamento de Dados (CPD) informa que será realizada manutenção preventiva e corretiva na rede de dados da UFSM nesta sexta-feira (22), das 12h às 13h30.

Todos serão afetados com o problema de acesso à internet.

Mais informações pelo ramal 9431.]]></content:encoded>
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				<title>Avanços da Rede: um clique, múltiplas funções</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/avancos-da-rede-um-clique-multiplas-funcoes</link>
				<pubDate>Wed, 30 May 2018 19:08:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Redes de Internet]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto desenvolvido por professor da UFSM apresenta uma nova forma de implementar redes de internet
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">No princípio, a internet era usada para propósitos limitados, tais como acessar páginas web, enviar e-mails e transferir arquivos. Era um serviço basicamente restrito ao ambiente acadêmico. Assim que passou para o ambiente corporativo e para os domicílios, o número de aplicações aumentou. As pessoas passaram a ter novos interesses, como ver fotos, escutar música e fazer ligações. Em seguida, surgiram as redes sociais, o que fez com que o tráfego de dados aumentasse de forma significativa. </span>

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<span style="font-weight: 400;">Pensando nesses avanços da internet, um professor da UFSM desenvolveu uma loja virtual para funções de rede, ou seja, diferentes aplicabilidades a serem executadas por uma rede de internet. O responsável pelo projeto é Carlos Raniery dos Santos, </span><span style="font-weight: 400;">doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor do Departamento de Computação Aplicada e do Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) da UFSM. Denominado </span><i><span style="font-weight: 400;">GT-FENDE: Ecossistema Federado para Oferta, Distribuição e Execução de Funções Virtualizadas de Rede</span></i><span style="font-weight: 400;">, o projeto é desenvolvido em parceria com a UFRGS e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), e conta com o apoio da Universidade de Gante, na Bélgica, e da Universidade de Aveiro, em Portugal. </span>

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<span style="font-weight: 400;">O projeto GT-FENDE teve início em maio de 2017, através da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Por não conseguir</span><span style="font-weight: 400;"> manter e arcar com os custos necessários da rede, a instituição criou os Grupos de Trabalho (GT), lançados anualmente com o propósito de criar novos serviços de rede, que facilitam o envio de informações internas e externas em segundo plano. “No ano passado foram aprovados 15 projetos, sendo o FENDE um deles. Neste ano, dos 15 projetos aprovados, apenas o nosso e mais dois foram renovados para ter continuidade,” ressalta o professor. </span>

<img class="aligncenter wp-image-3716" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/box1_2.png" alt="" width="956" height="289" />

<span style="font-weight: 400;">Tradicionalmente, como funciona a internet?  Segundo Raniery, nós, como consumidores, temos equipamentos de rede que são comprados e fazem exclusivamente uma única operação. Por exemplo: os aparelhos que recebemos quando assinamos um pacote de internet. "É um equipamento físico, instalado, consumindo a tua energia, mas ele só faz aquele conjunto de operações, ele não faz mais nada além do que ele foi programado para fazer", destaca o docente. </span>

<span style="font-weight: 400;">O projeto trabalha com a Tecnologia de Virtualização, a qual permite que um único equipa</span><span style="font-weight: 400;">mento desempenhe diferentes funções. “A proposta é que, em vez de ter um equipamento que só faz uma coisa, o usuário tenha um equipamento genérico em que é possível tirar as funções e serviços que funcionam ali e colocar qualquer outro”, pontua Raniery.</span>

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<span style="font-weight: 400;">O cientista ainda explica que a solução desenvolvida se assemelha muito a um </span><i><span style="font-weight: 400;">marketplace</span></i><span style="font-weight: 400;">, as lojas de aplicativos para os smartphones, tais como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Store </span></i><span style="font-weight: 400;">e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Play Store</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com um </span><i><span style="font-weight: 400;">marketplace</span></i><span style="font-weight: 400;"> para funções virtualizadas de rede, a ideia é que a RNP tenha um conjunto de funções e serviços de rede e alguém que queira utilizá-los. Assim,no lugar de comprar um equipamento, o consumidor pode comprar apenas o aplicativo da RNP. O professor explica que tal função pode possibilitar a criação de redes em território nacional sem depender de equipamentos físicos. Hoje em dia, os países que investem em ciência têm grupos de pesquisa que estudam esse tema, mas o FENDE é o primeiro projeto desse tipo a nível mundial.</span>

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[caption id="attachment_3709" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3709 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/GT-FENDE-3-1024x509.png" alt="" width="1024" height="509" /> Interface gráfica da plataforma desenvolvida, onde são listadas as funções de rede que podem ser adquiridas através do marketplace.[/caption]

<span style="font-weight: 400;">De acordo com Raniery, para acompanhar todas as mudanças da internet, comprar novos equipamentos a todo o momento e instalar mais cabos de fibra óptica não são a solução. “Não dá para assumir que a rede possa evoluir dessa forma. Se assim fosse, os custos para manter e acrescentar capacidade da internet seriam astronômicos. Precisamos adotar novas estratégias para pensar como as aplicações podem funcionar, é preciso pensar em novas soluções usando o que já se tem disponível”, comenta o professor.</span>

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<img class="aligncenter wp-image-3717" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/box2_2.png" alt="" width="952" height="388" />

<span style="font-weight: 400;">Durante o primeiro ano, todos os recursos foram fornecidos pela RNP, tanto financeiros quanto equipamentos e servidores. No momento, é necessário pensar em outras formas de apoio e fomento ao projeto, para que se possa </span><span style="font-weight: 400;">chegar no produto final. Para isso, o GT-FENDE terá novos parceiros: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Tecnologia (ETH - Suíça).  </span>

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Reportagem: Mariana Machado

Gráfico: Pollyana Santoro

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				<title>“A internet como um direito público. É nessa tecla que eu bato”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-internet-como-um-direito-publico-e-nessa-tecla-que-eu-bato</link>
				<pubDate>Fri, 30 Mar 2018 14:00:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade da rede]]></category>

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						<description><![CDATA[Sandra Rúbia da Silva, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, explica sobre os possíveis impactos que serão causados caso seja promovido o fim da neutralidade da rede
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">Nos Estados Unidos, um <a href="https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/fim-da-neutralidade-de-rede-comeca-a-valer-em-abril-nos-eua.ghtml">projeto aprovado pelo governo Trump</a> pode mudar a forma como os dados circulam pela internet. A neutralidade da rede, um dos valores pensados para a rede mundial de computadores desde a sua criação, pode ser impactada por interesses diversos, sejam comerciais, políticos ou ideológicos. Com isso, a informação circularia de maneira distinta da atual, alterando a realidade de como consumimos conteúdo.</span>

<span style="font-weight: 400">Uma vez que o fim da neutralidade tenha sido aprovado nos Estados Unidos, é provável que essa situação tenha consequências para o Brasil, onde o Marco Civil da Internet pode sofrer alterações, devido a pressões externas, no que se refere à neutralidade dos dados .</span>

<span style="font-weight: 400">Para compreender melhor como esse cenário se desenha, conversamos com a professora Sandra Rúbia da Silva, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM , doutora em Antropologia Social e dedicada a pesquisar o consumo de mídia pela população das periferias brasileiras.</span>

<b>ARCO:</b> <b>O que é a neutralidade da rede mundial de computadores e por que ela é importante?</b>

<span style="font-weight: 400"><strong>Sandra Rúbia:</strong> Na base do princípio da neutralidade de rede, nós temos a ideia de que todos os dados da internet devem trafegar de uma maneira igualitária, em igual velocidade e podendo ser acessados da mesma forma, sem serem pautados por interesses econômicos, principalmente. Também na questão da neutralidade de rede, nós temos interesses políticos implicados, c</span><span style="font-weight: 400">omo no caso da China, que é um país que não vive a neutralidade de rede pelo lado político. É um país no qual os conteúdos são monitorados pelas forças do governo e há muita censura a sites, principalmente a conteúdos políticos.</span>

<span style="font-weight: 400">Sabemos que são as grandes corporações que dominam o cenário atual da internet e, consequentemente, a maior parte dos dados que trafegam na rede - destacam-se o Google e o Facebook, lembrando que o Instagram e o Whatsapp pertencem ao Facebook. Quando pensamos no domínio dessas corporações, vem uma questão complicadíssima que são os interesses corporativos, comerciais e econômicos por trás desse tráfego de dados.</span>

<b>ARCO: Quando falamos do projeto que foi aprovad</b><b>o nos EUA, que acabou com a neutralidade da rede no país, a discussão é somente sobre o tráfego de dados e não se fala dessas outras camadas?</b>

<b>Sandra Rúbia:</b><span style="font-weight: 400"> Sim, mas elas estão implicadas, porque surge a pergunta: como você controla o tráfego na rede? Eu vejo que há um controle que é do domínio da técnica, mas também do domínio do conteúdo. Os algoritmos são um segredo do negócio, não são revelados, mas ninguém pode negar que eles organizam a nossa experiência na internet. Eu entendo que, na prática, a rede já não é assim tão neutra, pois a gente precisa considerar a questão dos algoritmos que levam a esse fenômeno das bolhas. Há interesses econômicos, políticos e sociais implicados.</span>

<span style="font-weight: 400">Donald Trump falava para a bolha dele e a bolha não se comunicava com a outra bolha. E não há interesse do Facebook em fazer que isso aconteça. É uma empresa que visa lucro e se você organiza em bolhas, isso otimiza o envio dos anúncios. E isso é o que interessa.</span>

<b>ARCO: Isso acontece porque o último interesse vai ser sempre comercial?</b>

<b>Sandra Rúbia:</b><span style="font-weight: 400"> Exatamente, há questões muito profundas implicadas quando falamos em neutralidade de rede. O pessoal do campo do Direito diz que, no fundo, </span>a neutralidade de rede é uma impossibilidade jurídica, porque, na prática, como você vai conseguir fazer frente a essa neutralidade na medida em que esses dados trafegam globalmente? Só se existisse uma lei global, e isso não acontece, varia de país para país.<span style="font-weight: 400"> De vez em quando tem um juiz que manda bloquear o Whatsapp, tirar o Facebook do ar, mas isso não se sustenta. Tem essa questão do global que é bastante importante, não há como negar.</span>

<b>ARCO: Se a gente fosse desenhar um campo de batalha que reunisse os interessados em manter ou derrubar a neutralidade da rede, as forças que estariam se opondo seriam de gigantes contra gigantes ou de gigantes já estabelecidos contra atuais e futuros entrantes?</b>

<span style="font-weight: 400"><strong>Sandra Rúbia:</strong> É um cenário bem complexo e complicado. Você pode ver iniciativas pontuais como da Verizon contra a Netflix, mas no momento eu acho que é uma briga de grandes contra grandes. E tem a questão dos governos e dos ativistas clamando por uma regulamentação. </span>A gente deve entender a internet como um direito humano básico fundamental. A internet se tornou um item básico na vida das pessoas, tanto quando a água e a luz.<span style="font-weight: 400"> Se a gente for pensar nas pessoas mais pobres, aí tem outra questão implicada com a neutralidade de rede, que é a questão do acesso. E aqueles que sequer podem ter acesso à internet, estão fora desse jogo e tem essa dificuldade de se conectar, comunicar e expressar?</span>

<span style="font-weight: 400">O desejo do Tim Berners-Lee, o criador da internet, é que a gente possa usar essa interligação mundial dos computadores em rede como um bem público, um benefício para humanidade, um serviço público. De vez em quando, Tim Berners-Lee se manifesta publicamente, e no último semestre ele divulgou uma carta aberta expressando preocupação com a grande concentração de dados pelas grandes corporações - como pelo Facebook, que já passou de dois bilhões de usuários. É uma máquina de propaganda imensa, e eu estou falando não de publicidade, mas num sentido amplo, de propagação de ideias - e para uma parcela significativa da população: são dois bilhões entre os sete do planeta.</span>

<b>ARCO: É interessante que, ao mesmo tempo que a rede pode promover ou fortalecer a democracia (como vimos nos episódios da Primavera Árabe), ela é também uma ameaça (como no caso da suposta interferência na eleição do Trump).</b>

<span style="font-weight: 400"><strong>Sandra Rúbia:</strong> A internet pode ser bem paradoxal. Depende muito de quais democracias estamos falando, quais países, quais corporações. É um cenário bem complexo que se desenha. Vimos o fenômeno Trump nos Estados Unidos e temos o Bolsonaro aqui no Brasil se propagando via redes sociais, principalmente via Whatsapp. Se você conseguir furar as bolhas e entrar nos grupos de Whatsapp que não são as pessoas que estão normalmente nas nossas bolhas, vai encontrar uma riqueza de dados para analisar a situação política, com circulação de vídeos. O Whatsapp é uma rede de pessoas mais próximas que se influenciam mutuamente. É um cenário bem complexo e preocupante. A União Europeia, em termos de atuação em favor da regulamentação, tem se posicionado fortemente contra a questão do domínio das corporações, tentando manter uma rede mais neutra, justa, equânime. A mensagem principal é essa: </span>pensar na neutralidade de rede é, no fundo, pensar na maneira como as pessoas utilizam a internet e resguardar o seu direito fundamental à informação e à comunicação.

<b>ARCO: Se a gente tiver a alteração de regulamentação que promova o fim da neutralidade de rede, que cenário você vislumbra para o ambiente acadêmico e, principalmente, para as populações das periferias - que são seu objeto de pesquisa?</b>

<span style="font-weight: 400"><strong>Sandra Rúbia:</strong> Vai ser um cenário bem preocupante. O que acontece lá influencia muito o que acontece na internet no mundo- e no Brasil não é diferente. Mais imediatamente, vejo que as empresas que provêm acesso à internet vão colocar mais restrições ou aumentar o preço dos pacotes, diferenciando tipos de dados, por exemplo, tráfego de vídeo. As pessoas de camada popular, muitas vezes, já não têm meios suficientes para ter internet paga em casa - precisam de algum sinal de wi-fi, um pacote de 4G. Um acesso que já é precário ficaria mais complicado ainda.</span>

<span style="font-weight: 400">Além desses interesses econômicos, eu me preocuparia com a evolução do desenho dos algoritmos futuramente, porque eles já privilegiam a máquina de fazer dinheiro, que são os anúncios no Facebook e no Instagram, num cenário cada vez mais pautado pela publicidade e pelo marketing.</span>

<span style="font-weight: 400">Mas o cenário mais complicado no Brasil é a piora do acesso, impulsionado pelo encarecimento dos pacotes de acesso à internet - que no Brasil já não estão entre os melhores do mundo, e talvez estejam entre os piores em termos de custo benefício, qualidade, tráfego, preço. Eu vejo esse cenário piorando ainda mais.</span>

<span style="font-weight: 400">O governo brasileiro até teria condições de fazer frente a certos interesses e priorizar uma política de acesso de banda larga, regulamentar os provedores e empresas de telefonia. Mas não é isso que a gente observa, pois a agência reguladora é a Anatel, e na presidência ou no corpo diretivo há pessoas que são ligadas às empresas de telecomunicações. Não haveria uma isenção para priorizar os interesses do povo. Pense no cidadão comum hoje em dia: praticamente todos os serviços de caráter público estão na internet. Então é por isso que os ativistas, como o próprio Tim Berners-Lee, querem pensar a internet como um direito humano básico e essencial. Desde o princípio, é nessa tecla que eu bato: a internet como um direito público.</span>

Reportagem e fotografia: Rafael Happke]]></content:encoded>
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