<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=isolamento" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 11:54:06 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Isolamento, machismo velado e diminuição de mulheres nas áreas STEM: por que o debate de gênero emerge como necessidade?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/30/isolamento-machismo-velado-e-diminuicao-de-mulheres-nas-areas-stem-por-que-o-debate-de-genero-emerge-como-necessidade</link>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 23:18:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[assedio]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[diminuição]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[estatística]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[GuriasTec]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[machismo]]></category>
		<category><![CDATA[machismo velado]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[stem]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/?p=210</guid>
						<description><![CDATA[Professoras e estudante compartilham experiências e tentativas de mudanças nas Engenharias, Computação e Ciências Exatas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em uma sala de aula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), há um quadro com números que ensinam questões estatísticas e, nas cadeiras dispostas pela sala, duas mulheres entre vários homens. Uma delas é Yasmin Pires, estudante do 7º semestre de Estatística. Essa imagem representa o isolamento de meninas e mulheres na chamada área STEM: Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês, Science, Technology, Engineering and Maths). A graduação é motivo de orgulho para ela. “Estar adentrando uma área em que não há uma presença feminina significativa me parece muito disruptivo, então o fato de eu estar aqui é muito satisfatório pra mim. Mas é um pouco solitário também”, comenta. Yasmin conta que, quando ingressou na UFSM, em 2022, em sua turma havia apenas mais uma mulher. Tem contato com alunas de outras turmas, mas as disciplinas que cursa geralmente não recebem mais do que duas ou três mulheres.<br /><br />A sensação de isolamento em cursos como o da Estatística não é exceção. Invisibilidade no local de trabalho, preconceito de gênero, maior dificuldade para chegar em posições de prestígio e atribuição de papeis de cuidado são relatos comuns de profissionais de áreas como as Engenharias, a Computação e as Ciências Exatas. No ambiente acadêmico, que é de formação, o debate sobre gênero também é escasso. Yasmin relata que, em uma disciplina do primeiro semestre, foi apresentada a uma lista com mulheres relevantes para a estatística, mas considera o tema menos presente do que deveria. Quem insere estes questionamentos são as professoras do curso, que são três, e que Yasmin considera inspiradoras.<br /><br />Uma delas é Renata Rojas Guerra, que se mudou de Uruguaiana para Santa Maria para estudar Economia. Depois, fez mestrado em Engenharia de Produção na UFSM e Doutorado em Estatística na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Renata teve orientadores homens tanto no mestrado quanto no doutorado, e não raro ouvia elogios a eles por nunca terem assediado as alunas. Para ela, isso sempre provocou estranhamento e incômodo.</p>		
							<b><i>“Hoje eu ainda escuto e aí acho mais estranho ainda. Era uma coisa que todo mundo falava como um elogio. Aí a gente vê como tem um caminho a seguir. A pessoa faz a obrigação dela, que é não assediar seus estudantes, e está sendo aclamada por isso”, desabafa.</i></b>
			<h3>Diminuição de mulheres na área STEM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em maio de 2023, foi lançado o relatório <b><i><u>‘</u></i></b><b><i><u><a href="https://sbm.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Noticiario_SBM_202305nroedicao_especial.pdf">Sexo e Raça em Matemática, Matemática Aplicada e Estatística: perfil dos estudantes de graduação no Brasil</a></u></i></b><b><i><u>’</u></i></b>, feito pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e Associação Brasileira de Estatística (ABE). Renata foi uma das pesquisadoras envolvidas na coleta, tratamento e análise dos dados. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das conclusões do relatório é a diminuição do ingresso e permanência de meninas e mulheres nos cursos analisados. Se em 2009 as mulheres eram 42% das ingressantes, em 2019 passaram a ser 39%. Quanto ao número de formadas, em 2009 elas eram 49%, enquanto em 2019, 47%. Ao olhar para a especificidade dos dados de cursos de bacharelado, a porcentagem de ingressantes é mais baixa: 39% em 2009 e 28% em 2019. Enquanto em 2009 se formavam 43%, em 2019 esse índice diminuiu para 37%.</p><p> </p>		
							<b>Renata conta que os números, que sempre foram sua paixão, nesse momento trouxeram um ponto de alerta: diferente de Yasmin, suas turmas de graduação, mestrado e doutorado tinham várias mulheres. “É muito triste e preocupante, porque tinha muitas. Quando fomos olhar os dados do boletim, vimos que tá diminuindo a proporção de mulheres”, comenta. A percepção da docente é de que este número continua em decréscimo: na UFSM, em 2024, havia uma mulher em uma turma de 11 calouros. Neste ano, novamente, uma única mulher, desta vez em uma turma de 17 estudantes.</b>
		<p>Uma das hipóteses da diminuição do ingresso feminino neste curso é porque a profissão começou a ser mais valorizada. Renata comenta que é um apontamento feito por uma colega, com o qual ela concorda: “A profissão começou a entrar no hall das melhores, das profissões mais bem pagas, né? O cientista de dados ganha mais que um médico no início da carreira, essas propagandas que fazem. E eu acho que isso realmente faz com que os homens comecem a se interessar mais por esses cursos e acabam tirando o espaço que antes era mais das mulheres”, explica.</p>		
			<h3>‘Shhh!’: machismo velado</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-cbfdca39-7fff-7bd6-83ad-93580b9fbcee" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A desigualdade de gênero no ambiente universitário e de trabalho não se manifesta apenas por meio de situações criminosas de assédio. Muitas vezes, são práticas cotidianas de machismo velado, como delegar tarefas de gestão, burocráticas e de cuidado para as mulheres - mesmo que as mesmas sejam pesquisadoras e docentes de alto nível. Desde a ata até a preocupação com o coffe break de um evento, são designadas para elas. Por serem tão naturalizadas, podem passar despercebidas. A professora do Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária, Débora Missio Bayer, conta que não sentiu isolamento em sua formação como engenheira civil. Ela sente que tinha uma certa inocência com relação a não ser afetada pelos estereótipos e preconceitos de gênero. “Aí tu começa a trabalhar e parece que tudo leva um esforço maior: aí tu começa a perceber essas diferenças”, comenta.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O nascimento da filha, Julia, em janeiro de 2020, foi responsável por um chacoalhão. Com a pandemia e o retorno da licença em modelo remoto, Débora não conseguiu voltar a trabalhar na mesma intensidade que antes. Com a maternidade, o olhar se transformou. “Do grupo das minhas colegas de faculdade, poucas seguimos a carreira. [Quase] todas largaram a engenharia, umas por causa da maternidade, outras por outros motivos. Poxa, quantas? Porque os meninos todos estão trabalhando como engenheiros”, desabafa. A percepção da sobrecarga, tanto própria quanto das colegas de turma, inquietou Débora. Para ela, não é mais possível ignorar o debate de gênero no ambiente das áreas de Engenharias, Exatas e Computação.</p><p> </p>		
							“Quando tu vê uma situação de preconceito ou de assédio, tu vê a vida daquela pessoa ser alterada. Se já não alterou a vida emocionalmente, [também altera] na profissão, porque às vezes essas ocorrências são práticas: é um credenciamento no programa, uma chance que se dá pra um homem em vez da mulher. Tu começa a te afetar, né? A te sentir mal por isso”, relata Débora.
		<p>Apesar de não ter sofrido nenhuma situação de assédio sexual ou moral, Débora conta que, como coordenadora de curso, já auxiliou alunas que passaram por estas violências. Sobre estereótipos de gênero com mulheres da área, ela comenta: “Imagina tu ser uma engenheira de obras, de transportes, uma engenheira eletricista, sempre tem um peso. ‘Ah, foi uma mulher que fez o projeto dessa ponte. Será que é confiável?’ Ninguém questiona isso se é o projeto de um homem’. Para Renata, uma situação que a marcou negativamente foi quando recebeu uma avaliação discente anônima no final de um semestre: “Recebi um comentário dizendo que eu usava minissaia - e eu posso dizer que nunca usei, mas se usasse também não teria problema - e que eu derrubava o apagador de propósito para pegar ele no chão…”.</p>		
			<h3>GuriasTec nasce para provocar incômodos</h3>		
		<p>Débora e Renata são as coordenadoras do programa GuriasTec, que contempla cursos das áreas de Engenharias, Computação e Ciências Exatas. Um dos objetivos é o acolhimento às estudantes da UFSM, para diminuir a sensação de isolamento e aumentar a de pertencimento. O incômodo com a pouca presença de gurias e a ausência do debate de gênero foram motivadores para a criação da iniciativa. “Não vamos conseguir reinventar a roda, mudar o mundo, mas acho que vamos conseguir fazer um pouquinho de mudança”, reflete Débora. Para ela, são pequenas ‘perturbaçõezinhas’ que se deve causar na Universidade. “Criar um ambiente de acolhimento, onde as meninas se sintam acolhidas, com quem elas possam contar. Se elas precisarem, vai ter alguém para dar uma mão, para ajudar a se sentirem mais confortáveis dentro daquele lugar, que se sintam no lar delas”, projeta.</p><p>Por meio de vários projetos, o GuriasTec vai até quatro escolas de Santa Maria: EMEF Adelmo Simas Genro, EMEF Diácono João Luiz Pozzobon, EMEF Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso. Cinco alunas de cada uma das escolas são bolsistas de iniciação científica júnior (ICJ) e vão participar de variadas atividades, tanto no ambiente escolar quanto no universitário. Para Renata, ir até as escolas é importante para tentar mudar a realidade de pouca inserção de mulheres nas áreas em que elas atuam:</p>		
							“A gente não pode usar a régua de mulheres em posições de poder, que as pessoas veem como mérito. ‘Ah, ela é mulher e chegou lá, então outras mulheres também podem chegar’. A gente tem que usar a régua das meninas que estão nas escolas e tentar fazer com que elas tenham as oportunidades de chegar onde a gente chegou de maneira mais fácil. Se a gente não fizer isso, vai ter uma Renata e uma Débora nas posições que estamos hoje. Mas e todas as outras?”
		<p id="docs-internal-guid-c77f079c-7fff-e332-d722-7d1d03bc4331" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O projeto, para Yasmin Pires, é uma forma de mostrar para as meninas as possibilidades que existem na universidade. “Eu sei como é ser uma adolescente que não sabe qual faculdade/carreira escolher, que não se acha pertencente a nada e não se acha capaz de nada. É muito assustador! E como uma mulher presente em uma área dominada por homens, acredito estar nesse projeto obrigatório, já que posso estar “recrutando” futuras estaticistas brilhantes”, declara. A falta de incentivo para meninas nestas áreas se perpetua na escola, mas começa quando as meninas são crianças e são incentivadas a brincadeiras relativas ao cuidado, como as bonecas, enquanto os meninos são presenteados com carrinhos, kits de cientistas e ferramentas de brinquedo. Yasmin lembra que brincava muito de boneca: “Minha vó era costureira, e ela me ensinava a costurar as roupinhas. Basicamente me incentivavam a brincar de “mãe”. Mas acho que os brinquedos que eu mais gostava eram aqueles de montar. Sabe aquelas mini casinhas de madeira que você montava uma cidadezinha? Adorava brincar com aquilo”.</p><p><br />As ações do programa GuriasTec já começaram, por meio das visitas do Conhecer + às escolas. As notícias podem ser acessadas <u><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/21/conhecer-visita-escolas-de-santa-maria"><i><b>aqui</b></i></a></u> e <u><i><b><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/27/conhecer-emef-adelmogenro">aqui</a>.</b></i></u></p>		
			<h3>[Bastidores]</h3>		
		<p>Enquanto escrevia esta reportagem, ao falar do acolhimento ‘às estudantes’, a própria ferramenta de texto do GoogleDocs me sugeriu uma correção: achou que eu deveria estar falando ‘dos estudantes’. Até aqui, o debate de gênero é necessário. </p>		
													<img width="834" height="564" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-20.29.30.jpeg" alt="" />													
		<p id="docs-internal-guid-8d17fbff-7fff-ce75-5d54-ce2645bb8f4d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista.</p><p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PRAE informa que não haverá expediente no dia 27/07 em um de seus setores em virtude de casos de COVID-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/07/26/prae-informa-que-nao-havera-expediente-no-dia-27-08-em-um-de-seus-setores-em-virtude-de-casos-de-covid-19</link>
				<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 20:48:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[PRAE]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59224</guid>
						<description><![CDATA[A Pró-reitoria de assuntos estudantis(PRAE) informa que  amanhã, quarta-feira(27/07) não haverá expediente no setor de vagas e patrimônio da PRAE em função de isolamentos de servidores desse setor, devido a diagnósticos positivos para COVID-19. Além disso, o expediente externo de atendimento ao público ocorrerá somente pela manhã do dia 27/07(quinta-feira) até o dia 05/08(sexta-feira).   [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A Pró-reitoria de assuntos estudantis(PRAE) informa que  amanhã, quarta-feira(27/07) não haverá expediente no setor de vagas e patrimônio da PRAE em função de isolamentos de servidores desse setor, devido a diagnósticos positivos para COVID-19. Além disso, o expediente externo de atendimento ao público ocorrerá somente pela manhã do dia 27/07(quinta-feira) até o dia 05/08(sexta-feira).</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">A PRAE reforça o pedido ao público pelo uso de máscaras em ambientes fechados e a higienização das mãos como forma de prevenção contra o vírus.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pets deixaram o isolamento mais leve</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/pets-deixam-isolamento-mais-leve</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:35:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[pet]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=40</guid>
						<description><![CDATA[A mudança de rotina causada pelo isolamento pode estressar felinos, mas o convívio com eles pode acalmar os humanos. Marcos Pellegatti Santa Cruz do Rio Pardo/SP Seja gato ou cachorro, um animal de estimação é sempre uma ótima companhia, principalmente com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 a partir de março de 2020. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">A mudança de rotina causada pelo isolamento pode estressar felinos, mas o convívio com eles pode acalmar os humanos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Marcos Pellegatti</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Santa Cruz do Rio Pardo/SP</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Seja gato ou cachorro, um animal de estimação é sempre uma ótima companhia, principalmente com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 a partir de março de 2020. Com o intuito de diminuir a circulação do vírus e de não se contaminar, muitas pessoas ainda estão trabalhando remotamente ou tendo aulas online. Com mais tempo em casa, os amados pets passaram a ter mais tempo com seus donos. Esse contato mais intenso pode aliviar o estresse do isolamento para os humanos, mas a mudança na rotina pode estressar os felinos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O médico veterinário Kaio Sérgio, explica que os gatos sentiram muito com seus donos mudando sua rotina e passando mais tempo em casa, mas isso não significa que os bichanos não gostem de seus donos. Ele conta que, felinos são animais que criam sua rotina na cabeça e quando acontece uma quebra nessa rotina, pode causar o aumento do cortisol. “Isso começa a formar nele o aumento do o hormônio do estresse e isso vem carregado de coisas que acabam acontecendo. Tem um problema urinário muito comum, muito frequente acontece com essa elevação do estresse que é a cistite idiopática ou cistite inflamatória do felino. Isso aconteceu bastante, de dez gatos que vem pra clínica, pelo menos sete é desse problema. Porque mudou totalmente a rotina deles, então eles têm se estressado mais”. Já os cães, segundo Kaio, gostaram mais deste período. “Cachorro é companhia, né? Então, quanto mais companhia pra ele, tá ótimo”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM-FW (Universidade Federal de Santa Maria – Campus Frederico Westphalen), Marluza da Rosa, conta que sempre teve gatos e sente que são animais muito calmos, sua gata e ‘filha’, Hematomas, está com ela desde 2016, apesar de ter passado um período longe dela, elas já enfrentaram diversos momentos e desde agosto de 2020 estão juntas novamente. Marluza conta como a companhia da Ema está ajudando neste período isolada. “Ajuda bastante sim nesses momentos em que a gente está confinado no espaço, então parece que a gente mora no trabalho como de fato acontece, então nesses momentos em que a gente tem as opções de lazer, as opções de contato social muito restritos, sem dúvida ela ajuda bastante nessa, não só em termos de desestressar, mas de uma companhia mesmo, de alguém com quem você vai fazer um social, alguém a mais, com quem você pode interagir, com quem você pode assistir TV junto, enfim, nesse sentido sim, concordo que que é uma experiência produtiva. Eu acho que seria muito mais solitário esse trabalho durante esse período de confinamento se ela não existisse, se ela não estivesse por perto. Muito embora como se possa imaginar, ela sobe no computador no meio das aulas, então desfoca as vezes, tira um pouco a nossa atenção, mas sem dúvida é uma companhia importante pra gente nesse período”, relata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O isolamento deu também um novo lar a Malu, uma cadela da raça Lulu da Pomerânia. A Psicóloga Ângela Barbieri conta que a ideia de um novo cachorrinho surgiu porque sua filha mais nova estava desenvolvendo alguns medos relacionados à pandemia. Cuidar de um filhote trouxe algumas responsabilidades para toda família, mantendo assim muitas vezes a cabeça ocupada. “Estar ocupando a cabeça com essa responsabilidade de cuidar também desse animalzinho de estimação ajuda muito a gente a deixar de lado pensamentos negativos ou ficar só pensando na doença, ou ficar catastrofizando algo na nossa vida. E se envolvendo com atividades assim que são saudáveis, tu se desliga também um pouco da tecnologia”. Ângela aconselha a convivência com animais domésticos em momentos como este, em que as pessoas estão mais deprimidas. “Eu aconselho muito pessoas que não estão bem emocionalmente, psicologicamente, até que se sentem deprimidas. Porque o animal ele dá carinho sem receber nada em troca, assim, ele tá sempre ali querendo um carinho, querendo a companhia”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Animais não se infectam</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A estudante mexicana María del Mar Aguilar relata que durante os dezessete dias em que esteve com covid-19, ela ficou isolada em seu quarto e sem a companhia de suas duas cadelas, Cami e Sasha. “Não as vi, não me deixaram toca-las porque havia o medo de que se eu tocasse, o vírus pegasse meu irmão, minha mãe. Como se o vírus estivesse em seu pelo, e como havia o medo de contágio não me deixaram vê-las”, ela conta também que só as via no quintal, através de sua janela.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O veterinário Kaio Sergio explica que saíram já várias notícias falsas sobre que os animais podem ficar doentes e até mesmo transmitir o vírus, ele conta que até o momento nada foi provado sobre a infecção dos pets, e explica a diferença entre estar contaminado e estar infectado. “Até agora nada disso foi comprovado, todos os trabalhos que entregaram os animais como positivo sendo doente para covid-19, o tutor estando doente, vai, faz o teste swab nos cães, e óbvio que vai aparecer partículas, vai aparecer o positivo, porque o exame ele pega partículas do vírus. Então, se você está em contato o tempo todo com uma pessoa que está contaminada, ela está eliminando vírus, eles vão estar presente no pelo, vão estar presente no fundo da garganta, vão estar presente no focinho. Mas isso não indica que eles estão infectados, estar contaminado é diferente que estar infectado. Estar contaminado é ele ter a presença do de uma partícula ali, estar infectado, é ele ter ficado doente com esse vírus. Então, isso não foi comprovado, por enquanto estamos tranquilos em relação aos gatos e cachorros com a covid-19”, pondera.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter:</strong>  Marcos Pellegatti </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Tive contato com alguém que testou positivo para o coronavírus, e agora?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/tive-contato-com-alguem-que-testou-positivo-para-o-coronavirus-e-agora</link>
				<pubDate>Wed, 09 Feb 2022 12:23:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[contato]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[influenza h3n2]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[máscara pff2]]></category>
		<category><![CDATA[ômicron]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[positivo covid]]></category>
		<category><![CDATA[resultado positivo]]></category>
		<category><![CDATA[testagem]]></category>
		<category><![CDATA[teste covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
		<category><![CDATA[variante]]></category>
		<category><![CDATA[variante ômicron]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8976</guid>
						<description><![CDATA[Saiba quais as são as orientações sobre tempo de isolamento, testagem e proteção contra a variante ômicron]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">A circulação da variante ômicron causou uma explosão de novos casos de Covid-19 no Brasil. Mais transmissível e menos letal - também por conta  do avanço da vacinação - ela tem um período de transmissão menor do que outras variantes, como a delta. Somado a isso, o país sofre uma escassez de testes e, consequentemente, nem todos os casos suspeitos passam pelo diagnóstico laboratorial. A falta de testes e de orientações sobre o isolamento geram dúvidas nas pessoas que suspeitam da infecção, seja por identificar sintomas ou por ter tido contato com alguém que testou positivo para a doença.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O médico infectologista e docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, afirma que o primeiro passo após a exposição ao vírus é o isolamento imediato e a testagem, se for possível. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Tive_contato_capa_site-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de um homem de pele parda, em retrato, pensativo. Ele tem olhos escuros, cabelos ondulados e na cor preta, veste camiseta bordô. Ao lado, na direita da imagem, balão de pensamento na cor branca. Dentro do balão, está o homem, de perfil, ao lado de uma mulher de pele parda, cabelos escuros em corte channel, que veste blusa lilás; da boca dela saem microorganismos na cor verde. Abaixo do balão, três pontos de interrogação na cor marrom claro. O fundo é azul claro," loading="lazy" />														
			<h3>O que é considerado ter contato com um caso positivo para a Covid-19?</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-84f8e33a-7fff-e090-d112-e7993132232b" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">A <a style="text-decoration: none" href="https://coronavirus.rs.gov.br/upload/arquivos/202201/28093212-notainfo42-v28-01-22.pdf">Secretária Estadual de Saúde</a> considera que uma pessoa teve contato próximo se atender aos seguintes critérios:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Presença no mesmo ambiente fechado (sala, dormitório, veículo de trabalho, entre outros);</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Período de convivência superior a 15 minutos;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Sem o distanciamento interpessoal de no mínimo 1,5 metro;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Sem o uso de máscara ou uso incorreto.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-7b5374e5-7fff-23ae-36f0-ae53c0c7391e">Quanto tempo devo permanecer em isolamento?</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-02603bb8-7fff-83df-4209-e670696e7608" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O tempo mínimo de isolamento de pacientes confirmados com Covid-19 e que estejam com o esquema vacinal completo é de sete dias no Rio Grande do Sul, de acordo com a <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/isolamento-de-casos-covid-19-passa-a-ser-de-sete-dias-no-minimo">Secretaria Estadual de Saúde</a>. O período deve ser contado a partir do início dos sintomas ou da data de realização do teste, para casos assintomáticos. Para pessoas com o status vacinal incompleto ou que não tomaram nenhuma dose do imunizante, a recomendação é que façam dez dias de isolamento.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Se a pessoa teve contato com alguém que testou positivo, a recomendação é se isolar, mesmo que não apresente sintomas. No caso de quem desenvolve sintomas, deverá permanecer em isolamento por sete dias, desde que, no final deste prazo, não tenha dificuldades respiratórias, febre e uso de antitérmicos há pelo menos 24 horas. Se os sintomas permanecerem no sétimo dia ou o teste continuar com resultado positivo, o prazo deve ser estendido para dez dias.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Para os assintomáticos, caso não seja possível realizar o exame por conta da escassez de testes na rede pública de saúde, a recomendação é cumprir a quarentena de pelo menos uma semana. Nos dias seguintes, é importante reforçar as medidas de prevenção como o uso de máscara PFF2 em período integral e evitar qualquer tipo de aglomeração e contato com pessoas de risco, como idosos, pessoas com comorbidades e pessoas imunossuprimidas.</p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/info_TiveContato-1024x1024.jpg" alt="Infográfico vertical e nos tons preto, cinza, branco e detalhes em lilás e verde marinho. No centro superior da imagem, em preto e caixa alta, o título &quot;Tive contato e agora?&quot;. Abaixo, dois boxes verticais com fundo preto e texto em branco. Acima do box da esquerda, desenho de homem de pele branca, cabelos pretos, usa máscara e está com a mão por cima da boca, e veste camiseta lilás. O da direita também tem pele branca, cabelos pretos e curtos, usa máscara e veste camiseta verde água. No box da esquerda, os textos: &quot;Sintomáticos&quot;, &quot;Realizar teste entre o 3º e o 5º dia de sintoma&quot;; &quot;Sete dias de isolamento, desde o início dos sintomas +24 horas sem sintomas&quot; e &quot;10 dias de isolamento se persistirem os sintomas&quot;. No box da direita, os textos &quot;Assintomáticos&quot;; &quot;Sete dias de isolamento, sem necessidade de teste&quot;. Abaixo do box da direita, outro box com fundo branco e texto em preto: &quot;Pessoas com o esquema vacinal incompleto: 10 dias de isolamento +24 horas sem sintomas&quot;. O fundo é cinza com textura de desenhos da molécula de coronavírus." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-ecf0537a-7fff-dc53-0c79-5ae35c9d801f">Quanto tempo devo esperar para realizar o teste?</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-0abcae0a-7fff-1fd7-0f66-021cbb24b90d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O infectologista Alexandre Schwarzbold destaca que a <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/autoteste-covid-confiavel/">testagem</a> é uma ferramenta essencial para detectar e controlar a circulação do vírus, mas reforça a importância de realizar o exame no momento adequado para evitar o resultado “falso negativo”, comum nos testes rápidos de antígenos (feitos em farmácia) quando feitos precocemente. Dessa forma, o período ideal para coleta do exame laboratorial é entre o 3° e 5° dia de sintomas devido à maior atividade viral no organismo. O tempo para a manifestação dos sintomas pode variar de um a cinco dias a partir do contato.</p>		
			<h3>Estou com sintomas de Covid, posso me vacinar?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Pessoas que apresentam sintomas da Covid-19 ou que testaram positivo devem adiar a vacinação em quatro semanas. É preciso garantir que ocorra a recuperação completa do sistema imunológico.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Os quadros de infecção - como os de gripe ou Covid-19 - estimulam a produção de anticorpos que têm a função de proteger o organismo e essas substâncias podem interferir nas respostas do corpo às vacinas, além de causar uma sobrecarga no sistema imune. A orientação vale para todas as doses do esquema vacinal.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-04547bb7-7fff-cc70-b130-728ca3abf810">Atenção para casos de influenza</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-92385e2f-7fff-2166-fc5a-525af8cf26d8" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Além da Covid-19, outro vírus que tem gerado preocupação nesse momento é o H3N2, um subtipo do vírus da gripe. O novo surto de influenza pode dificultar a identificação de casos, por apresentar sintomas semelhantes aos do coronavírus. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Portanto, se o resultado do teste para Covid for negativo e os sintomas gripais como dor de garganta, tosse e coriza permanecerem, deve-se fazer o isolamento de sete dias, já que pode se tratar de um caso de Influenza H3N2. Não é recomendada a testagem do vírus da gripe para casos leves que não estão hospitalizados. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">“Por questões de saúde pública, a gente não está conseguindo recomendar que todo mundo faça o teste para a influenza. Então, se a pessoa suspeitar que está com gripe, ela deve fazer o isolamento de sete dias e, se continuar com sintomas, prolongar por dez dias”, explica o infectologista.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-a463c177-7fff-5d2c-5e47-d5ebdc963e5f">Como se proteger da variante ômicron?</p></h3>		
		<p>O uso de máscara, a higienização das mãos e evitar aglomerações seguem sendo medidas fundamentais para evitar o contágio pela variante ômicron. A recomendação geral dos médicos e especialistas é o uso das máscaras, preferencialmente do tipo <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/mascara-pff2-mais-eficaz-coronavirus/">PFF2</a>, que trazem maior proteção. Segundo um <a style="text-decoration: none" href="https://www.mpg.de/17916867/coronavirus-masks-risk-protection?c=2249">estudo</a> desenvolvido por pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, com esse modelo de máscara o risco de contágio é de apenas 0,1%.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Reportagem: Caroline de Souza e Luis Gustavo Santos, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Design Gráfico: Luiz Figueiró e Cristielle Rodrigues, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de qualidade de vida durante o distanciamento social passa a contar com a participação de alunos do CEFD</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/07/06/projeto-de-qualidade-de-vida-durante-o-distanciamento-social-passa-a-contar-com-a-participacao-de-alunos-do-cefd</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 13:37:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[CQVS]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[PROGEP]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=52768</guid>
						<description><![CDATA[A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), por meio da Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), reafirma sua parceria com o Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação da Educação Física (NEMAEFS), do Centro de Educação Física e Desportos, coordenado pela professora Luciane Sanchotene Etchepare Daronco, ofertando campo de estágio curricular [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), por meio da Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), reafirma sua parceria com o Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação da Educação Física (NEMAEFS), do Centro de Educação Física e Desportos, coordenado pela professora Luciane Sanchotene Etchepare Daronco, ofertando campo de estágio curricular obrigatório através do projeto “Em tempos de distanciamento social, qualidade de vida é essencial”. O projeto visa incentivar os servidores da UFSM e a comunidade em geral a manter hábitos saudáveis, preservando a saúde física, emocional e a qualidade de vida durante o período de distanciamento social.</p>
<p>A equipe de profissionais da CQVS, juntamente com os colaboradores, parceiros e especialmente os acadêmicos de Educação Física, estarão disponibilizando vídeos com dicas e algumas práticas de atividades físicas para fazer sem sair de casa. O projeto já acontece há cerca de dois meses, e partir de julho, passa a contar com a participação dos discentes.</p>
<p>Mais informações e links para os vídeos no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/2020/05/08/ufsm-inicia-o-projeto-em-tempos-de-isolamento-social-qualidade-de-vida-e-essencial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">site</a> da Progep.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM coordena serviço de acolhimento a vítimas de violência contra a mulher durante a quarentena</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/05/08/ufsm-coordena-servico-de-acolhimento-a-vitimas-de-violencia-contra-a-mulher-durante-a-quarentena</link>
				<pubDate>Fri, 08 May 2020 11:30:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner Home]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Disque Covid UFSM – Acolhe Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=52081</guid>
						<description><![CDATA[O isolamento social se apresenta como uma das principais medidas para a contenção do número de casos do novo coronavírus. Porém a adoção do distanciamento tem potencializado o aumento da violência doméstica contra as mulheres. Em busca de promover um espaço de escuta, acolhimento e orientação para as mulheres em situações de violência, a UFSM [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: left" align="justify"><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/WhatsApp-Image-2020-05-04-at-10.02.34.jpeg"><img class="alignright  wp-image-52082" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/05/WhatsApp-Image-2020-05-04-at-10.02.34.jpeg" alt="" width="460" height="460"></a>O isolamento social se apresenta como uma das principais medidas para a contenção do número de casos do novo coronavírus. Porém a adoção do distanciamento tem potencializado o aumento da violência doméstica contra as mulheres. Em busca de promover um espaço de escuta, acolhimento e orientação para as mulheres em situações de violência, a UFSM apresenta o serviço de teleatendimento “Disque Covid UFSM – Acolhe Mulheres”, vinculado ao Observatório de Direitos Humanos da UFSM.</p>
<p style="text-align: left" align="justify">O projeto foi idealizado dentro do Projeto de Extensão Fórum de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres de Santa Maria, como uma das ações da campanha Vidas de Mulheres Importam: Santa Maria 50 –50/uma campanha por igualdade.</p>
<p style="text-align: left" align="justify">Laura Ferreira Cortes, professora do Colégio Politécnico da UFSM e colaboradora no Departamento de Saúde Coletiva do CCS, é coordenadora do Fórum e também uma das idealizadoras da proposta do “Disque Covid-19 Acolhe Mulher”. Ela comenta sobre como se deu a idealização do projeto: “dentro da última reunião do Fórum, pensamos na possibilidade de ofertar um serviço para as mulheres, considerando o isolamento social e a dificuldade de saírem para procurar ajuda diante dos casos de violência”, comenta.</p>
<p style="text-align: left" align="justify">Além da professora e do Fórum, apoiam a iniciativa o Diário de Santa Maria, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Defensoria Pública, a Brigada Militar, a Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância, a Prefeitura Municipal de Santa Maria, o Observatório de Direitos Humanos da Pró-Reitoria de Extensão (ODH/PRE), a Pró-Reitoria de Infra-estrutura (Proinfra), o Centro de Processamento de Dados (CPD), o Colégio Politécnico, a Residência Multiprofissional Integrada em Saúde, a Pós-Graduação e Especialização em Estudos de Gênero, o Departamento de Saúde Coletiva do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e o Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade da UFSM.</p>
<p style="text-align: left" align="justify">Por meio de linhas telefônicas da UFSM, as ligações serão atendidas por profissionais&nbsp; voluntárias&nbsp;—&nbsp;todas mulheres&nbsp;—&nbsp;e por duas professoras assistentes sociais, também da UFSM (do Colégio Politécnico e do Departamento de Serviço Social). Psicólogas, enfermeiras, advogadas e assistentes sociais, também residentes da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde, farão a escuta, o acolhimento e darão orientações para as mulheres. O serviço atende o município de Santa Maria, tem caráter emergencial e funcionará durante o período de isolamento por Covid-19, inicialmente nos meses de maio a junho de 2020.</p>
<p style="text-align: left" align="justify">O atendimento, que inicia no próximo dia 5, funcionará todos os dias da semana, das 8h às 12h e das 18h às 22h. Os turnos foram organizados em função de a demanda de ocorrências de violência contra as mulheres ser maior no período noturno. Os telefones para o atendimento são (55) 3220-8440 e (55) 99974-1090.</p>
<p style="text-align: left" align="justify"><i>Texto</i><i>: Rubens Guilherme Santos, da </i><i>Pró-Reitoria de Extensão</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Segunda edição do "UFSM Responde" aborda o funcionamento da Instituição durante a pandemia de Coronavírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/2020/04/12/segunda-edicao-do-ufsm-responde-abordara-o-funcionamento-da-instituicao-durante-a-pandemia-de-coronavirus</link>
				<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 12:08:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[graduação]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[Prograd]]></category>
		<category><![CDATA[Suspensão]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/?p=15812</guid>
						<description><![CDATA[Na próxima segunda-feira, 13/4, às 10 horas, a UFSM transmitirá, ao vivo, a segunda edição do “UFSM responde”, uma live tira-dúvidas sobre a atuação da UFSM frente ao novo coronavírus. Dessa vez, o tema do debate será o funcionamento da Universidade durante a pandemia da covid-19.  A Reitoria da UFSM prorrogou, por mais 30 dias, a suspensão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na próxima <strong>segunda-feira, 13/4, às 10 horas</strong>, a UFSM transmitirá, ao vivo, a segunda edição do “<strong>UFSM responde</strong>”, uma <i>live </i>tira-dúvidas sobre a atuação da UFSM frente ao novo coronavírus. Dessa vez, o tema do debate será o funcionamento da Universidade durante a pandemia da covid-19. </p>
<p>A Reitoria da UFSM <strong>prorrogou, por mais 30 dias, a suspensão</strong> das atividades acadêmicas e administrativas presenciais, estendendo o período <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/2020/04/09/ufsm-prorroga-ate-15-de-maio-a-suspensao-das-atividades-administrativas-e-academicas-presenciais/"><strong>até 15 de maio</strong></a>. Para conversar sobre essa situação, a <em>live</em> contará com a presença do reitor da UFSM, Paulo Burmann, e do vice-reitor, Luciano Schuch. Representantes das Pró-reitorias da UFSM estarão dando suporte <em>online</em> no atendimento a qualquer dúvida. <span style="background-color: #ffff00"><strong>ATUALIZAÇÃO:</strong> <a style="background-color: #ffff00" href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/2020/06/08/ufsm-prorroga-suspensao-das-atividades-presenciais-ate-14-de-julho/"><strong>UFSM prorroga suspensão das atividades presenciais até 14 de julho</strong></a>.</span></p>
<p><iframe src="https://farol.ufsm.br/transmissao/embed/ufsm-responde-funcionamento-da-ufsm-durante-a-pandemia/" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>
<p>A transmissão será realizada pelo site <a href="http://farol.ufsm.br/videos/todos"><strong>ufsm.br/farol</strong></a> e os espectadores poderão encaminhar perguntas para serem respondidas ao vivo. Poderão ser sanadas dúvidas relativas aos serviços fornecidos pela Instituição, continuação das atividades, aulas, calendário acadêmico, entre outras. </p>
<p>Os questionamentos podem ser encaminhadas diretamente no Farol, ao longo da exibição, ou através das redes sociais da UFSM (<strong><a href="https://www.facebook.com/UFSM.BR/">Facebook</a> e <a href="https://instagram.com/ufsm.br?igshid=7tfdak9ifry3">Instagram</a></strong>) ou do Gabinete do Reitor (<strong><a href="https://www.facebook.com/GabineteReitorUfsm/">Facebook</a> e <a href="https://instagram.com/gabinetedoreitorufsm?igshid=ta95v5j27qy7">Instagram</a></strong>). </p>
<p><img class="alignnone wp-image-51757 size-full" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/04/WhatsApp-Image-2020-04-09-at-14.10.37-1.jpeg" alt="" width="940" height="788" /></p>
<p><em>Fonte: www.ufsm.br</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Infectologistas do Husm alertam para riscos da flexibilização do isolamento</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/04/01/infectologistas-do-husm-alertam-para-riscos-da-flexibilizacao-do-isolamento</link>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 11:58:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=51594</guid>
						<description><![CDATA[A crescente pressão de alguns setores da sociedade pela suspensão do isolamento social, com a retomada das atividades econômicas em curto prazo, preocupa médicos infectologistas do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), que alertam: relaxar as medidas de distanciamento entre as pessoas neste momento tende a levar ao avanço desenfreado dos casos de Covid-19, causando [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A crescente pressão de alguns setores da sociedade pela suspensão do isolamento social, com a retomada das atividades econômicas em curto prazo, preocupa médicos infectologistas do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), que alertam: relaxar as medidas de distanciamento entre as pessoas neste momento tende a levar ao avanço desenfreado dos casos de Covid-19, causando o colapso do sistema de saúde e, consequentemente, ampliando o número de mortes.<br><br>Os chamados isolamentos horizontal e vertical são tipos de estratégias que podem ser adotados frente a uma pandemia, como explica a médica infectologista do Husm Ivana Cassol De Bortoli. No horizontal, atualmente em vigor, todos ficam reclusos em suas casas, exceto as pessoas que trabalham em atividades essenciais, como mercados, farmácias, entre outras. Já no vertical, apenas um grupo seria isolado, incluindo idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar. <br><br>Ivana não tem dúvidas de que o isolamento horizontal é o mais indicado para o momento. "O isolamento social extremo está sendo muito importante para nós. A ideia é que as infecções não ocorram todas em um curto período de tempo. Evitamos um maior contágio e também uma eventual sobrecarga do sistema de saúde. Assim, as chances de conseguir tratar os infectados é muito maior", afirma.</p>
<p>Evitar esta sobrecarga é essencial no momento - levantamentos apontam que o Brasil tem menos de dois leitos hospitalares para cada mil pessoas. A infectologista lembra que a estratégia do confinamento também é usada para ganhar tempo, enquanto são testados medicamentos e vacinas, organizados hospitais e desenvolvidas formas de confirmar quem está imune.<br><br><b>Estudos apontam eficácia do isolamento horizontal<br></b>&nbsp;<br>Estudo divulgado na segunda-feira (30) pelo Imperial College London, no Reino Unido, aponta que medidas de forte distanciamento social tomadas por 11 países europeus para impedir a disseminação do novo coronavírus já evitaram até 120 mil mortes. Em São Paulo, epicentro da Covid-19 no Brasil, levantamento da USP mostra que a política de isolamento social que vem sendo adotada pelo governo do estado está desacelerando o surgimento de novos casos - é o que os especialistas chamam de "achatamento da curva de contágio".<br><br>Já o isolamento vertical tem poucas chances de dar certo no cenário atual, de acordo com Ivana. "O problema na teoria do isolamento vertical é a incerteza sobre suas consequências. O principal fator para isto é que muitos hospitais ainda não estão organizados da melhor maneira para receber os pacientes acometidos e que não temos os exames diagnósticos preconizados. Precisamos de exames para saber se o paciente está infectado ou não, se pode voltar às suas atividades", afirma, defendendo a ideia de que é preciso testar a população com métodos moleculares e sorológicos adequados, para só então haver mudança na estratégia. A Coreia do Sul foi, até agora, o único país que conseguiu fazer teste maciço da população. Outros, como Estados Unidos e Brasil, têm tido dificuldade em ofertar testes.<br><br>A opinião é compartilhada por outro médico infectologista que atua no Husm, Reinaldo Agne Ritzel. Para ele, no momento, um isolamento vertical tende a piorar a situação. "A flexibilização do isolamento, a migração do horizontal para o vertical, só pode se dar a partir do momento em que a saúde estiver melhor estruturada. Nós não temos exames, não sabemos quem está infectado ou não. Temos poucos casos confirmados porque muitos pacientes esperam resultados de exames, que estão restritos só para casos graves e profissionais de saúde que tiverem sintoma. No momento que conseguirmos saber o nível de imunidade da população, saberemos lidar melhor com isso", defende. <br><br><b>Situação socioeconômica é outro entrave para o isolamento vertical<br></b><br>Outro fator que pesa contra o isolamento vertical é a dificuldade de isolar apenas algumas pessoas, considerando a situação socioeconômica de muitas famílias brasileiras, em que diferentes gerações coabitam pequenas moradias. "Pensem na realidade dos idosos que moram com outros membros da família. Se os mais jovens voltarem à escola ou ao trabalho e tiverem contato com o coronavírus, vão levar a doença para casa. É complicado pensar num isolamento social completo diante da realidade de nossa sociedade", observa Ivana. "Tem que lembrar como as pessoas moram. Como isolar a vovó que mora em uma casa com dois cômodos? É muito difícil', complementa Reinaldo. <br><br>Embora reconheça os impactos do isolamento horizontal na economia, Ivana acredita que um aumento absurdo dos casos da doença, ao provocar um colapso no sistema de saúde, também causaria um prejuízo econômico imensurável para o país. Para ela, a lotação dos serviços de saúde em Santa Maria e região é uma questão de tempo, e mais pessoas circulando nas ruas levaria a um aumento desenfreado no número de casos. <br><br>"O SUS não tem condições de arcar e nós vamos ver um colapso generalizado, aumentando mais ainda a mortalidade que poderia ser evitada", adverte, lembrando que o vírus se dissemina muito rapidamente. "O ideal é que a gente pare o quanto antes e, depois, revise posteriormente para ver se aquilo era o ideal de ter sido feito ou não. No caso dessa doença, é preferível errar pelo excesso de precaução", acrescenta.<br><br><b>"Se o aumento do número de casos for muito rápido aqui, o caos se instala em muito pouco tempo"<br></b><br>Para Reinaldo, o problema só vai ser resolvido quando a população tiver imunidade. Por isso, entende que gradualmente vai ter que haver algum tipo de mudança em relação ao isolamento. "Mas precisa esperar mais um pouco. As mudanças não podem ocorrer de uma hora para outra", enfatiza ele, que estima que, na região, mais de 80% das pessoas deixaram de circular normalmente - índice considerado alto e importante para a redução na velocidade de propagação do vírus. <br><br>Para os que defendem mudanças imediatas no confinamento, o médico aponta o exemplo da Itália, que em determinado momento recuou em relação ao isolamento total, e hoje vive uma situação desesperadora. "Não sou profundo conhecedor do sistema de saúde da Itália, mas imagino que seja melhor que o nosso. Então, sei que se o aumento do número de casos for muito rápido aqui, o caos se instala em muito pouco tempo. Veja bem, estamos falando de hospitais que não têm EPIs (<em>equipamentos de proteção individual</em>). Muitos aqui no nosso meio não têm os EPIs mínimos para diminuir a propagação entre os profissionais de saúde. E na hora que os profissionais ficarem doentes, quem vai atender os pacientes?", questiona.<br><br><b>"Não queremos perder mais vidas para esta doença" &nbsp;<br></b><br>Tanto Ivana quanto Reinaldo lembram que o coronavírus atinge pessoas de todas as faixas etárias, de cidades grandes, médias e pequenas. Ninguém está imune: nem mesmo o jovem saudável que mora em uma comunidade interiorana. Por isso, todo cuidado é necessário. "Com recursos de saúde limitados, precisamos nos organizar para evitar maiores consequências em nossa região também. Respeitem os isolamentos propostos, nas épocas adequadas. Não queremos perder mais vidas para esta doença", ressalta Ivana. <br><br>"É um grande engano achar que em cidade pequena a propagação vai ser menor", adverte Reinaldo. Ele lembra que a maior parte dos casos (80%) serão brandos, talvez até assintomáticos, mas pelo menos 20% necessitarão de internação hospitalar, e destes, 5% vão necessitar de Centro de Tratamento Intensivo (CTI), inclusive em municípios da região de menor porte. "A velocidade de propagação do vírus sem nenhum tipo de contenção é muito alta, e não vai ter leito para todo mundo", alerta.</p>
<p><em>Texto: Agência de Notícias da UFSM</em></p>
<div>&nbsp;</div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        