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				<title>Evento no Husm aborda diferentes dimensões do cuidado à pessoa com Alzheimer</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/25/evento-no-husm-aborda-diferentes-dimensoes-do-cuidado-a-pessoa-com-alzheimer</link>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 22:30:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado de idosos]]></category>
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						<description><![CDATA[Programação reuniu especialistas para discutir autonomia, direitos, ambiente de cuidado e os impactos do Alzheimer no cotidiano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) recebeu na quinta-feira (24), no Auditório Gulerpe, um evento em alusão ao Dia Nacional da Doença de Alzheimer. A programação reuniu professores, estudantes e comunidade para discutir diferentes dimensões do cuidado à pessoa com a doença, com palestras sobre ambiente e cuidado, luto antecipatório, cuidados paliativos e direitos. A programação foi organizada pelo Programa de Apoio a Idosos e seus Cuidadores da Terapia Ocupacional (Pacto) da UFSM, pela Liga Acadêmica de Gerontologia (Lagesm) e pelo grupo Assistência Multidisciplinar Integrada aos Cuidadores de Pessoas com Doença de Alzheimer (Amica).

Para a professora do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da UFSM e coordenadora do Pacto, Kayla Palma, falar sobre a doença também significa pensar sobre o envelhecimento como parte da vida. “Ninguém vai deixar de curtir, de viver suas experiências profissionais, mas não podemos esquecer que nós vamos envelhecer. E nós não sabemos de nada do que vai acontecer com a gente”, afirma.
<h3>Ambiente de cuidado</h3>
[caption id="attachment_74181" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A0097.jpg"><img class="wp-image-74181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A0097-1024x683.jpg" alt="Fotografia do auditório em ambiente escuro durante a apresentação de slides. À esquerda, em silhueta, está Juliana Jornada. Em pé, segura um microfone e fala voltada para a tela de projeção, à direita do palco. Marcielli, também em silhueta, está próxima a uma mesa de apoio com equipamentos. Ao centro, uma mesa vazia com cadeiras pretas e garrafas de água. Na tela de projeção, é exibido um slide com o texto: “Doença de Alzheimer – o que acontece no cérebro?”, organizado em cinco tópicos numerados: “1. Alterações no cérebro: duas proteínas se acumulam e sofrem alterações: Beta-amiloide (forma placas entre os neurônios) e Tau (Forma emaranhados dentro dos neurônios)”; “2. Conexões são prejudicadas: as placas e os emaranhados atrapalham a comunicação entre os neurônios”; “3. Neurônios perdem sua função: com o tempo, os neurônios passam a funcionar de forma inadequada e alguns acabam morrendo” (com ilustração de neurônio saudável e neurônio comprometido); “4. Áreas do cérebro são afetadas: especialmente regiões ligadas à: memória, atenção, linguagem, orientação, raciocínio”; “5. Isso aparece no dia a dia: a pessoa pode apresentar: esquecimentos (geralmente recentes), dificuldade para encontrar palavras, desorientação (tempo e espaço), dificuldade em tarefas do cotidiano, maior necessidade de apoio”." width="575" height="383" /></a> Profissionais falam sobre a relação entre a doença de Alzheimer e o ambiente[/caption]

A programação contou com a palestra da mestranda no Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da UFSM (e também arquiteta e urbanista) Juliana Jornada, e da terapeuta ocupacional Marcieli Scremin. As profissionais abordaram a progressão da doença de Alzheimer e o planejamento do ambiente doméstico como forma de apoiar o cuidado.

Scremin explicou que a doença avança em três estágios. No leve, as alterações cognitivas ainda são sutis e as principais dificuldades aparecem em atividades instrumentais do dia a dia, como administrar dinheiro, planejar tarefas e utilizar tecnologias.

Na fase moderada, os lapsos de memória se intensificam e pode surgir confusão entre passado e presente. Também são comuns alterações no sono, como a inversão do dia pela noite. O comprometimento passa a atingir atividades básicas, como banho, vestuário e alimentação, com perda progressiva de autonomia.

Já na fase grave, o comprometimento cognitivo se torna mais acentuado. A pessoa pode deixar de reconhecer familiares e amigos, apresentar dificuldades de linguagem e comunicação e precisar de assistência contínua para realizar atividades básicas. Apesar das limitações, Scremin reforça que “a pessoa continua tendo história, habilidades e possibilidades de participação”.

Na sequência, Juliana Jornada apresentou o conceito de gerontologia ambiental, área que estuda a relação entre o espaço físico e a vida da pessoa idosa. Para a pesquisadora, as características do ambiente devem considerar as capacidades preservadas e as necessidades da pessoa com Alzheimer. “O ambiente sempre vai ser ou uma barreira ou um facilitador”, explica.

As profissionais destacaram que preservar escolhas e atividades que a pessoa ainda consegue realizar contribui para manter sua independência e identidade. Entre os exemplos está permitir que ela escolha entre duas peças de roupa, prática que, conforme Marcieli, ajuda “a preservar a autonomia e a independência”.
<h3>Direitos após o diagnóstico</h3>
Durante sua manifestação no evento, a advogada Aline Casagrande, especialista em direito civil, abordou os direitos da pessoa idosa e da pessoa com Alzheimer. “O diagnóstico de Alzheimer não significa automaticamente a incapacidade civil. O que vai acontecer é uma outra forma de exercer essa autonomia”, afirma.

A especialista destaca que essa garantia está amparada em dois marcos legais: o Estatuto da Pessoa com Deficiência e o Estatuto da Pessoa Idosa, legislações que asseguram o respeito à autonomia e à dignidade. Aline também apresentou instrumentos jurídicos de planejamento que podem ser adotados ainda no início do diagnóstico. Entre eles, estão o testamento, que pode ser realizado independentemente do volume de bens da pessoa, a curatela e a autocuratela.

[caption id="attachment_74182" align="alignleft" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A0025.jpg"><img class="wp-image-74182" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A0025-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal da professora Kayla Palma, coordenadora do Pacto, em pé atrás de um púlpito. Ela tem cabelos lisos, ruivos, pele clara e usa óculos de armação preta. Veste um blazer preto sobre uma blusa branca com estampa e texto no tecido, além de brincos pequenos e anéis. Segura um microfone de mão preto próximo à boca enquanto fala. Ao fundo, à esquerda, uma tela de projeção com textos e os logotipos da instituição Abraz. Na base do púlpito, a palavra “Pacto” está parcialmente visível." width="575" height="383" /></a> A professora Kayla Palma, do curso de Terapia Ocupacional e do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da UFSM, é coordenadora do Pacto – Programa de Apoio a Idosos e seus Cuidadores[/caption]

A curatela é determinada judicialmente quando a pessoa não consegue mais manifestar sua vontade. Já a autocuratela permite que o indivíduo, enquanto ainda possui capacidade para tomar decisões, registre em cartório como deseja que seu patrimônio e seus cuidados sejam conduzidos futuramente.

Outro mecanismo apresentado é a tomada de decisão apoiada. Nesse modelo, a pessoa mantém a autonomia para decidir sobre a própria vida, mas conta com o apoio de duas pessoas de sua confiança. “Com a progressão da doença, a gente vê a necessidade dessa tomada de decisão apoiada”, explica.

Aline também chama atenção para os cuidadores, responsabilidade que, segundo ela, ainda recai de forma desproporcional sobre as mulheres da família, muitas vezes sem reconhecimento ou remuneração. Para a advogada, o planejamento jurídico prévio ajuda a evitar conflitos e a garantir que a vontade da pessoa com Alzheimer seja respeitada ao longo da doença.
<h3>Luto antecipado e cuidados paliativos</h3>
A palestra de encerramento foi conduzida pela docente dos cursos técnicos em Cuidados para Idosos e Enfermagem Cristina Trivisol, que abordou o luto antecipatório e os cuidados paliativos na doença de Alzheimer.

Segundo a docente, o luto pode começar antes da morte, diante das perdas provocadas pela progressão da doença. A pessoa permanece fisicamente presente, mas as mudanças cognitivas e comportamentais transformam a relação com familiares e cuidadores. “Como eu posso sentir saudade de alguém que ainda está do meu lado?”, questiona. Cristina explica que essa experiência, chamada de perda ambígua, pode se intensificar ao longo da doença e exige uma rede de apoio ao cuidador.

Nesse contexto, os cuidados paliativos podem começar desde o diagnóstico de uma doença grave, progressiva e sem cura. O acompanhamento multiprofissional busca aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e oferecer suporte à pessoa e à família durante a evolução da doença.

Essa abordagem também exige acolher o sofrimento e reconhecer as necessidades de cada família. “Antes de saber qual intervenção oferecer, muitas vezes a gente tem que perguntar: onde está doendo?”, afirma. Ela destaca que, mesmo diante das limitações, é preciso preservar história, vínculos, dignidade e possibilidades de participação.

<i>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>Pesquisadores da Polônia ministram na UFSM palestras sobre química aplicada à qualidade de vida</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/25/pesquisadores-da-polonia-ministram-na-ufsm-palestras-sobre-quimica-aplicada-a-qualidade-de-vida</link>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:24:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia em Alimentos]]></category>

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						<description><![CDATA[O seminário realizado no Cepetro reforçou a cooperação científica entre a UFSM e instituições polonesas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No dia 10 de setembro, a UFSM sediou o 3º Seminário de Apresentação de Resultados da Rede Inova-Vida RS – Rede de Inovação e Tecnologias em Química Aplicada à Qualidade de Vida, a qual faz parte do Programa de Redes Inovadoras de Tecnologias Estratégicas (Rites), promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). O evento foi realizado no auditório do Centro de Estudo em Petróleo (Cepetro), sob coordenação do professor Érico Flores (coordenador da Rede Inova-Vida RS). O seminário foi realizado de forma presencial, contando com mais de 60 participantes e pesquisadores de diversos programas de pós-graduação, principalmente de Química (PPGQ), Engenharia Química (PPGEQ) e de Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA) da UFSM.</p><p>Após a abertura, foram apresentadas as palestras dos pesquisadores da Universidade de Varsóvia (da Polônia), ministradas por Ewa Bulska e o Andrzej Gawor. Os convidados discorreram sobre temas atuais relacionados à química analítica, biologia molecular, medicina de precisão e controle de qualidade em medições analíticas. As palestras reuniram pesquisadores, professores e estudantes de graduação e de pós-graduação da UFSM, bem como profissionais de diversas áreas, incluindo pesquisadores da Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm).</p><p>A professora Ewa Bulska ministrou a palestra intitulada <i>Omics as a platform for understanding molecular biology and advancing precision medicine </i>(“Ômicas como plataforma para compreender a biologia molecular e avançar na medicina de precisão”). Em sua apresentação, foram abordadas as possibilidades oferecidas pelas ciências ômicas para a compreensão de sistemas biológicos em nível molecular e suas aplicações no avanço do conhecimento em áreas relacionadas à saúde e à medicina de precisão. Nesse contexto, a integração entre química analítica, biologia molecular e ciências da saúde constitui uma importante fronteira para o desenvolvimento de estratégias de investigação e diagnóstico.</p><p>Na sequência, o pesquisador Andrzej Gawor apresentou a palestra <i>Quality infrastructure for advanced analytical measurements across research testing clinical laboratories and biobanking systems</i> (“Infraestrutura de qualidade para medições analíticas avançadas em laboratórios de pesquisa, testes e análises clínicas, bem como em sistemas de biobancos”). A apresentação abordou aspectos relacionados à infraestrutura da qualidade necessária para garantir a confiabilidade de medições analíticas avançadas em diferentes ambientes, incluindo laboratórios de pesquisa, laboratórios de ensaio e análises clínicas, além de sistemas de biobancos.</p><p>A presença dos pesquisadores da Universidade de Varsóvia na UFSM dá continuidade às ações de colaboração científica entre as duas instituições e reforça a cooperação internacional com o programa Rites da Fapergs.</p><p>Em 2025, a Universidade de Varsóvia já havia destacado o interesse em ampliar a colaboração com grupos de pesquisa da UFSM em análises isotópicas de matrizes ambientais e biológicas, uma das linhas de pesquisa previstas no programa Rites. A professora Ewa Bulska integrou o grupo de pesquisadores estrangeiros convidados para o International Workshop on Trace Analysis, realizado na UFSM, ocasião em que ministrou a palestra <i>Chemical and biochemical view on functional food</i> (“Perspectiva química e bioquímica sobre alimentos funcionais”). O evento marcou uma etapa importante na aproximação entre pesquisadores poloneses e grupos de pesquisa da UFSM.</p><p>A rede Inova-Vida RS iniciou-se em 2022 e tem mobilizado colaboradores e grupos de pesquisa para o desenvolvimento de produtos com a capacidade de amenizar os efeitos colaterais sofridos pela população mais idosa, ou pessoas submetidas a algum tratamento de saúde mais severo. Os resultados obtidos nesse primeiro ano de avaliação são promissores e representam visibilidade para a UFSM crescer como referência nesse cenário.</p>		
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													</item>
						<item>
				<title>Em sua 2ª edição, Seminário de Desinformação e Saúde Mental ocorre de 13 a 15 de outubro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/21/em-sua-2a-edicao-seminario-de-desinformacao-e-saude-mental-ocorre-de-13-a-15-de-outubro</link>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 21:32:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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						<description><![CDATA[O 2º DesinfoMente vai reunir pesquisadores, estudantes, profissionais e interessados nas áreas da comunicação e saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Estão abertas as inscrições para o <a href="https://www.even3.com.br/2-seminario-de-desinformacao-e-saude-mental-desinfomente-768367/" target="_blank" rel="noopener">2º Seminário de Desinformação e Saúde Mental – DesinfoMente</a>, que será realizado de 13 a 15 de outubro, no campus sede da UFSM. O evento é promovido pelo Grupo de Pesquisa Desinfomídia e pelo Projeto de Extensão VerdadeiraMente, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), por meio do Campus São Borja e do seu Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Indústria Criativa.

<b>Inscrições – </b>A participação é gratuita e aberta a pesquisadores, estudantes, profissionais das áreas da comunicação e da saúde, além do público em geral. Os interessados podem se inscrever como ouvintes até 13 de outubro. Já a submissão de trabalhos – a serem apresentados nas modalidades presencial ou híbrida – vai até o dia 1º de outubro. Os aceites serão divulgados até o dia 8. Podem ser submetidos resumos com foco em relatos de pesquisa ou extensão, desde que alinhados à temática do evento.

As inscrições e submissões devem ser feitas <a href="https://www.even3.com.br/2-seminario-de-desinformacao-e-saude-mental-desinfomente-768367/" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>. O <i>template</i> com as normas de submissão pode ser baixado <a href="https://docs.google.com/document/d/1O3Q7hkLzvbkePuDdWGrnoO5Lj1r2qtXI/edit" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.
<h3>Programação diversificada reunirá pesquisadores e profissionais da saúde e da comunicação</h3>
A programação do Seminário terá início na manhã do dia 13 de outubro, com o credenciamento dos inscritos, a partir das 8h, no hall do auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), localizado no 2º andar do prédio 74C. A solenidade de abertura está marcada para as 8h30min, seguida da conferência “Comunicação, plataformas e saúde mental em contextos de crise”, que contará com as pesquisadoras Rosângela Florczark, professora de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e Clarissa Tochetto, professora de Psicologia da UFSM.

À tarde, serão realizadas as oficinas, cujas inscrições serão abertas nos próximos dias no <a href="https://www.even3.com.br/2-seminario-de-desinformacao-e-saude-mental-desinfomente-768367/" target="_blank" rel="noopener">site do evento</a>. Já está confirmada a oficina de “Checagem de Fatos”, com a <a href="https://aletheiafact.org/" target="_blank" rel="noopener">AletheiaFact.org</a>, com dois encontros: o primeiro, na tarde de 13 de outubro, e o segundo, na manhã do dia 14.

A programação da noite será no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tendo início às 18h, com a apresentação do “Projeto de Extensão Saúde Mental”, da Unipampa Campus São Borja, pela professora e psicóloga Juliana Lima Moreira Rhoden – coordenadora do projeto. Na sequência, às 19h, será realizada a mesa temática “Saúde mental e infodemia: o que a Covid nos ensinou?”, que terá como palestrantes a médica e aluna do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde da UFSM Fernanda Pinheiro e o psiquiatra e professor Vitor Calegaro, docente do Departamento de Neuropsiquiatria e coordenador da pesquisa Covid Psiq.

A programação segue na manhã do dia 14 de outubro, com as oficinas. Além do segundo encontro do curso da Aletheia, já está confirmada a oficina “Como histórias reais podem ajudar no combate à desinformação sobre saúde mental por meio de podcasts narrativos”, a cargo do professor de Jornalismo da UFSM Maicon Kroth e do estudante de Jornalismo João Victor Souza da Silva. À tarde, serão realizadas as apresentações presenciais e híbridas dos trabalhos aprovados. À noite, já está confirmada a mesa temática “Saúde mental dos jovens na era das plataformas”, com Genara Jardim Mello, professora de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e integrante do Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (Laccog) da UFSM, e Pablo Knerin, professor de filosofia, estudante de Psicologia da Ulbra e integrante do Laccog. A programação da noite será realizada no auditório do Inpe.

No dia 15 de outubro, o DesinfoMente segue com as oficinas pela manhã e os grupos de trabalho à tarde. À noite, a mesa de encerramento “O papel da ciência no enfrentamento da desinformação” terá a participação das pesquisadoras Mellanie Fontes-Dutra – biomédica, divulgadora científica e coordenadora do Núcleo de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas e Saúde Única da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) – e Taís Seibt, professora de Jornalismo da Unisinos e da pós-graduação do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), e diretora de estratégia na Fiquem Sabendo, agência especializada em transparência pública.

<i>Texto: Projeto VerdadeiraMente</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Husm promove seminário sobre reconhecimento precoce e cuidado de pessoas com doenças raras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/17/husm-promove-seminario-sobre-reconhecimento-precoce-e-cuidado-de-pessoas-com-doencas-raras</link>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 18:19:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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						<description><![CDATA[Encontro será realizado em 30 de setembro e visa contribuir para a qualificação de profissionais de saúde da atenção primária]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/b0d102ba-5243-433d-87d2-4aa91e7863f3.jpeg"><img class="alignright wp-image-74105" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/b0d102ba-5243-433d-87d2-4aa91e7863f3.jpeg" alt="Cartaz de divulgação do seminário." width="575" height="380" /></a>O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), integrante da HU Brasil, realiza em 30 de setembro o 1º Seminário Doenças Raras: Reconhecimento Precoce, Raciocínio Clínico e Cuidado Integral. O encontro será presencial, das 13h30min às 17h30min, no Auditório Wilson Aita, localizado no anexo C do Centro de Tecnologia (CT) – prédio 7 do campus sede

O encontro é destinado a profissionais de saúde da atenção primária e da área hospitalar, além de residentes e profissionais de programas multiprofissionais em saúde. As inscrições devem ser realizadas por meio de <a href="https://forms.cloud.microsoft/pages/responsepage.aspx?id=3U3TZPCvlU238Qc0pchF5RAi3Lc1vxNLnhw3rgtwJi5UMEVZT1c2UFZIRjZFUkwwRUk5VUg1MTJYVy4u&amp;route=shorturl" target="_blank" rel="noopener">formulário on-line</a>.

Organizado pela Unidade da Criança e do Adolescente do Husm, o seminário visa qualificar profissionais para a identificação de possíveis casos de doenças raras, o raciocínio clínico e o encaminhamento para a atenção especializada de referência. A programação será conduzida pela médica endocrinologista pediátrica Ana Alzira Fenalte Streher, que abordará diferentes aspectos relacionados às doenças raras, com foco na identificação de sinais, no raciocínio clínico e no cuidado integral.
<h3><b>Condições raras</b></h3>
As doenças raras reúnem um conjunto diverso de condições que atingem um número relativamente pequeno de pessoas quando consideradas individualmente. Existem diferentes causas associadas a essas doenças, entre elas fatores genéticos, ambientais, infecciosos e imunológicos. Entre as condições classificadas como doenças raras estão anomalias congênitas, erros inatos do metabolismo, erros inatos da imunidade e algumas deficiências intelectuais. Muitas dessas doenças apresentam componente genético e podem afetar diferentes sistemas do organismo.
<h3><b>Sobre a HU Brasil</b></h3>
O Husm integra a HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei Nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação do Husm</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Turmas de Medicina da UFSM celebram 30 e 40 anos de formatura com reencontro na Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete/turmas-de-medicina-da-ufsm-celebram-30-e-40-anos-de-formatura-com-reencontro-na-universidade</link>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 13:56:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete/?p=1617</guid>
						<description><![CDATA[Nos dias 04 e 05 de setembro, integrantes da 32ª e da 52ª turmas do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria retornaram à Instituição para celebrar, respectivamente, 40 e 30 anos de formatura. O reencontro foi marcado por momentos de integração, memória e aproximação com a Universidade. Durante a programação, os egressos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p>Nos dias 04 e 05 de setembro, integrantes da 32ª e da 52ª turmas do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria retornaram à Instituição para celebrar, respectivamente, 40 e 30 anos de formatura. O reencontro foi marcado por momentos de integração, memória e aproximação com a Universidade.</p>
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<p>Durante a programação, os egressos visitaram diferentes espaços do campus sede da UFSM, incluindo Planetário e a Secretaria do curso de Medicina, no Centro de Ciências da Saúde (CCS). No local, foram recebidos pelo vice-diretor do CCS, professor William Schoenau.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a visita ao CCS, a coordenação do curso de Medicina apresentou aos egressos a ata de formatura das respectivas turmas, proporcionando um momento de resgate da memória e da trajetória acadêmica.</p>
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<p>As atividades também incluíram uma visita ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), espaço que faz parte da trajetória acadêmica e profissional de muitos dos egressos. </p>
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<p>A programação foi encerrada com uma acolhida pela reitora da UFSM, professora Martha Bohrer Adaime, e pelo vice-reitor, Tiago Marchesan. O encontro proporcionou aos ex-alunos a oportunidade de revisitar espaços que fizeram parte de sua formação e fortalecer os vínculos com a Universidade.</p>
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<p>A iniciativa integra um projeto da UFSM, desenvolvido em parceria com o Curso de Gestão de Turismo, que promove a visitação de egressos à Instituição. A ação reforça a importância da relação entre a Universidade e seus ex-alunos, valorizando suas trajetórias e fortalecendo os laços construídos ao longo da formação acadêmica.</p>
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[caption id="attachment_1618" align="alignleft" width="500"]<img class="wp-image-1618" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/361/2026/09/Captura-de-tela-2026-09-08-105059-1024x611.jpg" alt="" width="500" height="298" /> 52ª Turma de Medicina da UFSM.[/caption]
[caption id="attachment_1619" align="alignright" width="500"]<img class="wp-image-1619" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/361/2026/09/Captura-de-tela-2026-09-08-105509.jpg" alt="" width="500" height="331" /> 32ª Turma de Medicina da UFSM.[/caption]
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM leva ciência, educação e cultura à 53ª Feira do Livro de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/19/ufsm-leva-ciencia-educacao-e-cultura-a-53a-feira-do-livro-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:11:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Editora UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
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		<category><![CDATA[feliz(c)idade]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[PET CiSA]]></category>
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		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[Prograd]]></category>
		<category><![CDATA[sumaúma]]></category>

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						<description><![CDATA[Estande da Universidade reúne oficinas, jogos, ações de divulgação científica e projetos de extensão durante a programação da 53ª Feira do Livro de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73825" align="alignright" width="587"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0306.jpg"><img class="wp-image-73825" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0306.jpg" alt="" width="587" height="391" /></a> Feira do Livro acontece na Praça Saldanha Marinho[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Desde 7 de agosto, a Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria, reúne leitores, escritores e amantes da literatura para a 53ª Feira do Livro. A edição de 2026 celebra os 120 anos do nascimento de Mário Quintana. O estande da UFSM fez parte da programação da feira com atividades organizadas pela pró-reitorias de Graduação (Prograd) e Extensão (PRE). Além disso, a Editora e Livraria da UFSM também integram as atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A programação da Universidade aborda temas como educação financeira, uso seguro de medicamentos para pessoas idosas, sustentabilidade, programação, engenharia, relações internacionais, história e cultura afro-brasileira e indígena, além de oficinas lúdicas voltadas ao público infantil. O cronograma também inclui ações interativas, como a Bike Fruti, em que os participantes produzem o próprio suco ao pedalar uma bicicleta adaptada.</span></p>
<h3>UFSM aproxima projetos da comunidade durante a Feira</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na sexta-feira (7) foi o dia do projeto de extensão Sumo realizar atividades, e a dinâmica escolhida foi a oficina de educação financeira para crianças e adolescentes. A atividade consiste em um jogo de perguntas, no qual os participantes precisavam bater numa sineta o mais rápido possível quando soubessem as respostas. No final, os membros realizavam explicações de acordo com os questionamentos e o vencedor ganhava brindes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo também realiza outras ações objetivando auxiliar professores de ensino médio na formação em educação financeira, para que as oficinas possam ser aplicadas no ambiente escolar. Membro do projeto Sumo e estudante do Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento, Felipe Dutra Flores compartilha que o objetivo do projeto é levar a educação financeira para o público em geral e jovens de baixa renda.</span></p>
[caption id="attachment_73826" align="alignleft" width="619"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0539-1.jpg"><img class="wp-image-73826" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0539-1.jpg" alt="" width="619" height="412" /></a> Projetos são apresentados à comunidade no estande da UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">No mesmo dia, os estudantes de Fisioterapia e Medicina da UFSM promoveram oficina sobre uso seguro de medicamentos para pessoas idosas. A estudante de Fisioterapia Lara Pialti Pinto explicou que a atividade é desenvolvida pelo projeto Feliz(c)idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Hoje nós estamos aqui para demonstrar alguns exercícios que os idosos podem fazer em casa para se exercitar. Além disso, vamos ensinar como aferir pressão e oxigenação”, relatou.</span></p>
<p>A atividade <span style="font-weight: 400">também contou com palestra sobre o uso seguro de medicamentos para pessoas idosas. A professora do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia e coordenadora do projeto Feliz(c)idade, Melissa Braz, ressaltou que o objetivo da atividade é evitar o negligenciamento dos cuidados de saúde entre as pessoas idosas.</span></p>
<h3>PET CiSA discute acesso ao ensino superior com estudantes</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As atividades realizadas pela Pró-Reitoria de Graduação contaram com oficinas de engenharia, contação de histórias em inglês e ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na rede básica de ensino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já na terça-feira (18), os projetos de extensão do Programa de Educação Tutorial em Ciências Sociais Aplicadas (PET CiSA) tomaram conta do estande da UFSM. A estudante de História Licenciatura Roberta Dalosto Valente contou que o objetivo da participação do projeto na Feira foi entrar em contato com a comunidade escolar para dialogar sobre formas de acesso ao ensino superior, repassando informações que auxiliem os estudantes das escolas públicas a desmistificar o acesso ao ensino superior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Editora da UFSM também conta com estande próprio durante todos os dias de Feira. Além disso, lançou 17 obras inéditas na quarta-feira (12). Entre os lançamentos, estão publicações da Coleção Textos Introdutórios UFSM, da Série Extensão e do Selo Patrimônio e Memória, além de ebooks de literatura, música, educação, editoração, patrimônio, saúde, genética e ciências agrárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para acompanhar a programação completa de atividades da UFSM até o último dia de Feira do Livro, basta clicar </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/eventos/prograd-na-53a-feira-do-livro-de-santa-maria" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
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<p><em>Confira mais imagens da Feira do Livro de Santa Maria:</em></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":73828,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0190.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0190-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73828" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0132.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0132-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73829" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0071.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0071-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73827" /></a></figure>
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<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM</span></i><br><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Mathias Ilnick, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM</span></i><br><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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						<item>
				<title>Hantavírus: qual o risco no Rio Grande do Sul?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/hantavirus-qual-o-risco-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:21:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[hantavirose]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72917</guid>
						<description><![CDATA[Professor de Medicina da UFSM afirma que sintomas não devem ser ignorados, mas descarta risco de epidemia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O surto de hantavírus a bordo do navio MV Hondius, em abril de 2026, trouxe a doença de volta às manchetes. Três mortes entre passageiros que haviam visitado áreas rurais da Patagônia argentina geraram repercussão internacional, e, com ela, dúvidas sobre o risco no Brasil. Especialmente, no Rio Grande do Sul. </span></p>
<h3>Uma doença conhecida</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose não chegou ao estado com o surto do cruzeiro. Ela já estava aqui.  Segundo o professor de Medicina da UFSM e infectologista Alexandre Schwarzbold, o Rio Grande do Sul registra casos todos os anos, normalmente vinculados a pessoas com contato direto com roedores silvestres ou com ambientes contaminados pelas fezes e urina desses animais, em galpões, armazéns, plantações de bambu, garagens. “A hantavirose é uma doença zoonótica, transmitida a partir de contato com roedores, comum em áreas restritas, rurais, ou em áreas de manipulação de algumas plantações, como o bambu, por exemplo, ou em períodos de estiagem. A gente sempre teve casos de hantavirose, mas são casos raros”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O hantavírus não é um vírus único, mas uma família com dezenas de cepas, cada uma associada a uma espécie de roedor reservatório. No Brasil, as mais conhecidas são os vírus Araraquara e Juquitiba, ambas presentes nas regiões Sul e Sudeste. Nas Américas, a doença se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), com comprometimento pulmonar e cardiovascular grave.</span></p>
<h3>Os números do Rio Grande do Sul</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os dados oficiais do Ministério da Saúde mostram um estado com presença estável da doença. Em 2025, foram sete casos confirmados no RS. Em 2026, dois já foram registrados até março, com dados ainda preliminares.</span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/GRAFICO-RS.jpeg"><img class="wp-image-72920 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/GRAFICO-RS.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">A série revela uma realidade distante de qualquer explosão epidêmica: o RS nunca ultrapassou 9 casos em um único ano na última década. O pico foi em 2016, com exatamente essa marca. Em 2020, foram zero casos. A média histórica fica em torno de 5 a 6 por ano.</span></p>
<h3>Quem realmente está em risco?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose não é uma ameaça para a população urbana em geral. O perfil de risco é predominante para trabalhadores rurais, agricultores, pessoas que limpam ambientes fechados onde roedores transitam, e quem manipula grãos armazenados ou realiza atividades em matas e áreas de vegetação densa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O momento de maior exposição é a limpeza de locais fechados, como galpões, paióis, garagens e depósitos. Quando se varre um ambiente com fezes secas de roedores, partículas microscópicas ficam em suspensão no ar e podem ser inaladas. Esse é o mecanismo mais comum de contaminação no estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o infectologista, toda pessoa do meio rural que tenha contato eventual com roedores deve higienizar muito bem galpões e usar proteção especial. “O essencial é usar botas, máscara, sobretudo a máscara quando for manipular áreas que soltam pó. Muitas pessoas esquecem e passam vassouras, levantam poeiras. Esse é o momento de usar equipamento de proteção importante”, alerta.</span></p>
<h3>Os sintomas que não devem ser ignorados</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O maior desafio clínico da hantavirose é o início enganoso. Os primeiros dias da doença (chamados de período pródromico) são difíceis de diferenciar de uma gripe comum. Febre, dor muscular, dor articular, cansaço e, em crianças, sintomas gastrointestinais. Segundo Alexandre, é fácil ignorar, mas o que muda o quadro é a tosse seca. “Essa tosse pode eventualmente evoluir para casos mais graves, desde uma síndrome respiratória grave até uma síndrome de hemorragia pulmonar”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sem tratamento específico aprovado até o momento, o manejo da hantavirose é de suporte, e a velocidade de chegada ao hospital é fator decisivo nos casos graves. Por isso, reconhecer os sintomas e a exposição prévia é tão importante.</span></p>
<h3>O que fazer para se proteger</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A prevenção passa sobretudo pelo uso correto de equipamentos de proteção individual durante atividades de risco. Como dito pelo médico, é necessário o uso de máscara, luvas e botas. Esses cuidados já fazem a diferença.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use máscara ao limpar galpões, garagens e ambientes com acesso de roedores, especialmente quando houver pó;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Evite varrer a seco. Umedeça o ambiente antes de limpar para não levantar partículas em suspensão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use botas para evitar contato da pele com urina e fezes de roedores no chão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Nunca limpe com as mãos desprotegidas. Use luvas ao manipular materiais em locais frequentados por roedores;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Monitore e controle o acesso de roedores a residências, armazéns e locais de trabalho no campo;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Febre e tosse seca após contato com roedores? Procure atendimento e relate a exposição ao médico.</span></li>
</ul>
<h3>Hantavirus em alto mar?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para entender o surto do MV Hondius, é importante compreender o que o tornou incomum. Passageiros desceram em Ushuaia e visitaram áreas rurais da Patagônia argentina, região com circulação conhecida de hantavírus. O contato com ambientes contaminados por roedores, provavelmente durante as excursões, foi o ponto de partida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que explica o maior número de casos a bordo é uma característica genética específica da cepa argentina envolvida: trata-se do único tipo de hantavírus conhecido por ter transmissão de pessoa a pessoa. Estudos genéticos mostraram que o vírus encontrado nos infectados do cruzeiro é idêntico ao de um surto registrado na Argentina em 2018. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Alexandre, este é o único vírus desses que causam a síndrome de hantavirose que se transmite de pessoa a pessoa. “Justamente por isso que um número maior de pessoas dentro de um barco foi acometido, algumas foram transmitidas de pessoa a pessoa. Mas originalmente alguém teve contato com o roedor contaminado. Surtos assim, dentro de um cruzeiro, são raríssimos”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No contexto gaúcho, essa cepa específica não é a que circula. Os vírus presentes no RS não têm transmissão interpessoal documentada. A contaminação ocorre exclusivamente pelo contato com roedores ou com ambientes que eles frequentam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose tem mortalidade elevada quando não tratada a tempo e exige vigilância por parte dos profissionais de saúde e das pessoas expostas. Mas não merece o tipo de alarme que circulou nas redes sociais após o surto no cruzeiro. O Rio Grande do Sul tem estrutura de vigilância epidemiológica, profissionais treinados e dados sendo monitorados pelo Ministério da Saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conhecer a doença, reconhecer os fatores de risco e adotar medidas simples de proteção é o que funciona, e é exatamente o que o pesquisador da UFSM recomenda. "Não tem o risco de acontecer uma epidemia no Rio Grande do Sul, nem no Brasil, e nem pandemia, de modo algum. É uma doença muito restrita a algumas pessoas que têm contato específico”, finaliza.</span></p>
<p><em>Texto e artes: Isadora Bortolotto, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da Fiocruz ministra aula inaugural conjunta do CCNE, CCR e CCS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/04/pesquisador-da-fiocruz-ministra-aula-inaugural-conjunta-do-ccne-ccr-e-ccs</link>
				<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 19:56:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[nanotecnologia e inovação computacional]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72121</guid>
						<description><![CDATA[Rivaldo Venâncio vai falar sobre “Pesquisa avançada e prática clínica: medicina tropical e formação acadêmica”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Nesta quinta-feira (5), acontece a aula inaugural “Pesquisa avançada e prática clínica: medicina tropical e formação acadêmica”, promovida pelo Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) em parceria com o Centro de Ciências Rurais (CCR) e o Centro de Ciências da Saúde (CCS). O evento será realizado no anfiteatro C (anexo ao prédio 18 do campus sede) e é aberto a toda a comunidade, sem necessidade de inscrição prévia.

Às 9h, acontece a conferência de abertura: “O papel da Fiocruz e das universidades no enfrentamento das emergências sanitárias pós-2024”, com o professor e pesquisador Rivaldo Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O palestrante é o atual chefe de gabinete da presidência da Fiocruz e é membro dos Grupos Assessores Técnicos para Dengue e para Chikungunya da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Às 14h, no mesmo local, Rivaldo Venâncio também participa da mesa-redonda “Dengue e Chikungunya: desafios da vigilância, manejo clínico e implementação de medidas de controle no Rio Grande do Sul”. Ele vai abordar o tema juntamente com Gabriel Wallau, que é professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica (PPGBTox) da UFSM, pesquisador em saúde pública da Fiocruz e do Instituto de Medicina Tropical Bernhard Nocht de Hamburgo (na Alemanha).

<b>Interdisciplinaridade, inovação e IA</b>

Para marcar a abertura do curso de <a href="https://www.ufsm.br/2026/01/20/novo-curso-da-ufsm-bacharelado-em-nanotecnologia-e-inovacao-computacional-e-ofertado-via-sisu" target="_blank" rel="noopener">Nanotecnologia e Inovação Computacional</a>, o CCNE realiza uma outra aula inaugural na próxima segunda-feira (9), com o tema “Interdisciplinaridade, inovação e inteligência artificial (IA): queremos uma universidade do século 19 ou 21?”. O ministrante será o físico Adalberto Fazzio, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-reitor da Universidade Federal do ABC. Igualmente aberta ao público em geral, a aula inicia-se às 10h no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – prédio 8 do campus sede da UFSM.

Outras informações constam na <a href="https://www.instagram.com/ccneufsm/" target="_blank" rel="noopener">página do CCNE no Instagram</a>.

<i>Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCNE</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo de pesquisa da UFSM desenvolve ferramenta de análise de risco para transtornos psicológicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/01/30/grupo-de-pesquisa-da-ufsm-desenvolve-ferramenta-de-analise-de-risco-para-transtornos-psicologicos</link>
				<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 18:38:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71911</guid>
						<description><![CDATA[A Calculadora SMFQ aponta a probabilidade de depressão, ansiedade, pânico e estresse pós-traumático em pacientes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A união entre medicina e tecnologia resultou na criação de uma ferramenta online gratuita para auxiliar profissionais da saúde mental no diagnóstico de transtornos psicológicos, liderada por pesquisadores da UFSM do grupo Mental Health Epidemiology Group. A Calculadora SMFQ recebe esse nome por conta do seu questionário, que utiliza a escala Short Mood and Feelings Questionnaire (SMFQ).</p>
<p>Essa escala geralmente é utilizada para a avaliação de quadros de depressão, mas no projeto ela é aplicada para outros diagnósticos, como ansiedade generalizada, ansiedade social, pânico e estresse pós-traumático. As respostas dadas às 13 questões são analisadas por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI), a mesma ferramenta utilizada pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para calcular o desempenho dos estudantes, que atribui uma taxa de probabilidade diagnóstica e o nível de sintomas para cada um dos quadros.</p>
<p>O TRI não analisa apenas as respostas do paciente, mas também a estrutura do questionário e permite a estimativa do transtorno psicológico e seu nível de intensidade com base na probabilidade de cada resposta. Essa metodologia oferece mais precisão que a Teoria Clássica dos Testes (TCT), que se baseia apenas no total de pontos obtidos no questionário.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Arte-2-ferramenta-de-analise-de-risco-para-transtornos-psicologicos.jpg"><img class="alignright  wp-image-71926" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Arte-2-ferramenta-de-analise-de-risco-para-transtornos-psicologicos-300x195.jpg" alt="" width="661" height="429" /></a>“A ideia não é substituir o diagnóstico psiquiátrico, que é complexo e sempre deve ser feito por um profissional, mas ser uma ferramenta de auxílio, baseada em evidências científicas e dados estatísticos, para o rastreio rápido de múltiplas condições”, destaca Gabriele dos Santos Jobim (estudante do oitavo semestre de Medicina da UFSM e bolsista de iniciação científica), que é a autora principal do projeto.</p>
<p>Além da aplicação para múltiplos diagnósticos e da utilização da TRI para analisar o padrão de respostas e oferecer resultados mais precisos e personalizados, o projeto se destaca pela utilização das calculadoras de risco, já populares em outras áreas da medicina, mas ainda pouco utilizadas na psiquiatria. O trabalho foi publicado como um artigo no Journal of Psychiatric Research, revista de alcance internacional na área de saúde mental.</p>
<p>O trabalho foi orientado pelo professor de Medicina da UFSM Maurício Hoffmann e contou com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro e Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (Cism). <a href="https://mheg.shinyapps.io/mfq-score-main/" target="_blank" rel="noopener">A Calculadora SMFQ está disponível online</a>. Para utilizar a ferramenta é preciso cadastrar o e-mail do profissional responsável pelo acompanhamento.</p>
<p><b>Inovação na aplicação dos questionários e metodologia de cálculo</b></p>
<p>A ideia para o projeto surgiu quando Gabriele analisava a base de dados da <a href="https://bv.fapesp.br/en/auxilios/109297/brazilian-high-risk-cohort-for-psychiatric-disorders-10-years-follow-up/" target="_blank" rel="noopener">Brazilian High Risk Cohort Study</a> (em português, “Estudo de Coorte de Alto Risco para Condições Mentais no Brasil”), um estudo que aplicou vários questionários sobre transtornos psicopatológicos desde 2010. Nessa pesquisa foram aplicadas várias escalas para compreender os sintomas e a frequência com que eles apareciam.</p>
<p>Durante a análise, Gabriele começou a pensar em aplicar essas escalas – que eram utilizadas para transtornos específicos como ansiedade e depressão – de uma forma mais abrangente, que não fale sobre condições específicas, mas sobre um espectro, o espectro internalizante que abrange condições como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade social e transtorno do pânico. Segundo a estudante, essa análise dimensional das patologias psicológicas tem se popularizado dentro da psiquiatria.</p>
<p>“A gente chegou nessa escala, a SMFQ, que tradicionalmente é usada para o rastreio da depressão. Mas, fazendo as análises das propriedades da escala, a gente viu que ela funcionava muito bem para detectar outras condições do espectro internalizante dentro dessa base de dados”, lembra.</p>
<p>O espectro internalizante se refere a condições de saúde mental em que os indivíduos frequentemente direcionam seu sofrimento e emoções negativas para dentro de si. Alguns de seus quadros são ansiedade, depressão, ansiedade generalizada, ansiedade social, pânico e estresse pós-traumático, que são avaliados pela calculadora, e outros relacionados.</p>
<p>Dentro do seu grupo, o Mental Health Epidemiology Group, o professor João Pedro Gonçalves Pacheco e o médico João Villanova do Amaral trabalhavam em um aplicativo para aplicação digital de uma outra escala, com o objetivo de melhorar a sua precisão estatística.</p>
<p>“As ideias de digitalizar a escala, de utilizá-la para rastrear mais de uma condição e incorporar a Teoria de Resposta ao Item para cálculos que não podem ser feitos com uma simples soma à mão, foram se integrando e alinhando na ideia de fazer essa calculadora.”</p>
<p>Geralmente essas escalas são aplicadas de forma impressa e a pontuação é avaliada com base na Teoria Clássica dos Testes, que soma as respostas de cada item para gerar uma pontuação final. No entanto, essa forma de análise dos resultados tem sido criticada pelos pesquisadores da área e a aplicação da TRI tem sido vista como uma alternativa mais eficiente, mas que precisa de mais recursos para ser aplicada.</p>
<p>“A TRI tem cálculos bem complexos que não teriam como ser feitos no papel, é preciso algum software para empregá-lo na prática clínica com agilidade. A calculadora consegue fazer isso”, explica Gabriela. Com a análise dos dados da Coorte de Alto Risco, foi gerada uma TRI específica para a escala SMFQ.</p>
<p><i>Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p><i>Arte gráfica: Daniel De Carli</i></p>
<p><i>Edição: Lucas Casali</i></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM aprova criação de curso de Medicina no Campus de Palmeira das Missões</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/09/ufsm-aprova-criacao-de-curso-de-medicina-no-campus-de-palmeira-das-missoes</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 14:12:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-pm]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto agora segue para aprovação do governo federal ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Conselho Universitário (Consu) da UFSM aprovou na sexta-feira (5) a proposta de criação do curso de Medicina no Campus de Palmeira das Missões. Agora, o projeto será submetido aos ministérios da Educação e da Saúde, que farão avaliação <em>in loco</em> para averiguar as condições da Universidade e do sistema de saúde da região de comportar um curso de Medicina. O projeto prevê o ingresso de 50 acadêmicos anualmente, sempre no primeiro semestre. </p>
<p>Segundo o reitor da UFSM, Luciano Schuch, mesmo que o curso seja aprovado, ainda terá que haver a pactuação de recursos com o governo federal, tanto para infraestrutura quanto para recursos humanos. Há previsão de 96 vagas de professores e aproximadamente 50 de técnico-administrativos para trabalharem na nova graduação. O projeto prevê em torno de R$ 70 milhões de investimentos - um valor maior que o recurso de implantação do Campus. </p>
<p>Quanto a prazos, o reitor acredita que, numa perspectiva otimista, o curso poderá ter início no primeiro semestre de 2027. "Estamos muito otimistas que, depois da aprovação da Universidade, o governo federal vai se sensibilizar da importância do curso de Medicina na região. Sabemos que existe também a construção do Hospital Regional em Palmeira das Missões, que vai levar ainda quatro, cinco anos para ficar pronto, que é o tempo do nosso curso já estar com maturidade para utilizá-lo como campo de estágio. Foi uma grande vitória para a nossa Universidade mas, principalmente, para a comunidade da região Noroeste do RS e Palmeira das Missões", destaca o reitor.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professor da UFSM está entre os pesquisadores brasileiros que mais influenciam políticas públicas no mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/05/professor-da-ufsm-esta-entre-os-pesquisadores-brasileiros-que-mais-influenciam-politicas-publicas-no-mundo</link>
				<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 19:28:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[O levantamento destaca o impacto de estudos de Felipe Schuch sobre atividade física e saúde mental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um <a href="https://abori.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Os-pesquisadores-brasileiros-que-mais-influenciam-politicas-publicas_R20251105.pdf" target="_blank" rel="noopener">levantamento realizado pela Agência Bori em parceria com a Overton</a> – maior plataforma internacional dedicada a mapear a interface entre ciência e políticas públicas – identificou 107 pesquisadores brasileiros cujos trabalhos têm sido amplamente utilizados para embasar decisões governamentais ao redor do mundo. Entre os nomes, está o do professor da UFSM Felipe Schuch, referência internacional em atividade física e saúde mental.

[caption id="attachment_71577" align="alignright" width="586"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-Arquivo-Pessoal-Felipe-Schuch.jpg"><img class=" wp-image-71577" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-Arquivo-Pessoal-Felipe-Schuch-300x200.jpg" alt="Foto horizontal. Tendo ao fundo uma parede branca, um homem fala ao microfone. Ele é branco, usa óculos, tem cabelo escuro, veste uma camisa cinza e aparece apenas da cintura para cima." width="586" height="390" /></a> Felipe Schuch é professor dos cursos de Educação Física da UFSM e coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Saúde Mental (Gepesm)[/caption]

Docente do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Felipe Schuch é o coordenador do <a href="https://www.instagram.com/gepesm_ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Saúde Mental (Gepesm)</a> da UFSM. Além disso, atua como orientador nos programas de pós-graduação em Ciências do Movimento e Reabilitação, da UFSM, e de Psiquiatria e Saúde Mental, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro da força tarefa em medicina do estilo de vida para depressão da World Federation of Societies of Biological Psychiatry e da força tarefa em exercício físico e nutrição para o transtorno do humor bipolar da International Society for Bipolar Disorders. E, por cinco vezes consecutivas (2020 a 2024), foi listado como um dos autores mais citados na área “Psicologia e Psiquiatria” na lista da <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cefd/2021/11/25/prof-dr-felipe-barreto-schuch-dmtd-e-destaque-na-pesquisa-mundial" target="_blank" rel="noopener">Clarivate/Web of Science</a>.

<b>Como funciona o levantamento</b>

A análise da Bori e Overton considera documentos de políticas públicas divulgados entre 2019 e julho de 2025. Entram na conta relatórios técnicos, pareceres, diretrizes, <i>guidelines</i> clínicos, documentos de organismos multilaterais e materiais oficiais produzidos por governos nacionais e internacionais. Cada pesquisador listado possui ao menos 150 citações em documentos estratégicos, indicando influência direta na elaboração de políticas públicas.

A Overton, base utilizada no estudo, rastreia milhões de documentos em todo o mundo e identifica onde o conhecimento científico é utilizado para orientar decisões. “Não se trata apenas de medir impacto acadêmico, mas impacto real: quais vozes da ciência são mobilizadas quando é preciso decidir sobre saúde, clima, economia ou desigualdade”, afirma o relatório.

Felipe Schuch comenta que, apesar do reconhecimento em outras listas, desconhecia essa métrica específica. “Eu acompanhava outras métricas, mas essa em particular não. É um grande reconhecimento para a UFSM e para a ciência brasileira, porque mostra que o que a gente faz não é irrelevante, e sim algo que produz frutos verdadeiros.”

<b>O trabalho de Schuch e por que ele aparece na lista</b>

Schuch atua na área que investiga a relação entre atividade física, estilo de vida e saúde mental. Seu foco é entender como diferentes níveis de movimento influenciam sintomas, risco e evolução de transtornos como depressão e ansiedade.

De acordo com Felipe Schuch, entre seus estudos mais citados em documentos de políticas públicas estão:

• Uma <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26978184/" target="_blank" rel="noopener">meta-análise publicada em 2016</a>, que avalia os efeitos do exercício físico nos sintomas depressivos em pessoas com depressão;

• Um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29690792/" target="_blank" rel="noopener">estudo de 2018</a> que demonstra como a atividade física reduz o risco de desenvolver sintomas ou transtornos depressivos;

• Um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35416941/" target="_blank" rel="noopener">artigo de 2022 no American Journal of Psychiatry</a>, que calcula a dose mínima de atividade física necessária para gerar benefícios, além de estimar a relação dose/resposta.

Essas pesquisas têm embasado desde recomendações gerais de prática de exercícios até diretrizes clínicas e estratégias nacionais de promoção da saúde mental. “A importância de fazer parte dessa lista é mostrar o impacto que a gente tem nos nossos trabalhos e como eles podem influenciar decisões, comportamentos e políticas ao redor do mundo”, pondera Schuch.

De acordo com ele, o impacto se mede não apenas pelo número de citações, mas pela utilidade social do conhecimento. “É um reconhecimento que mostra que a pesquisa está tendo impacto além dos muros da universidade. O importante é saber em quais documentos essas informações aparecem e como elas produzem impacto social de verdade.”

<b>Posição entre os pesquisadores brasileiros mais influentes</b>

Segundo a relação divulgada, o professor aparece com 219 citações em documentos de políticas públicas, associadas a 64 artigos científicos. A lista, liderada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), mostra que a ciência brasileira tem exercido papel fundamental na formulação de políticas públicas, ainda que de forma desigual entre áreas e perfis de pesquisadores. Saúde, ambiente e alimentação concentram a maior parte das influências.

O professor Felipe Schuch também falou sobre suas pesquisas e projetos em entrevista concedida para o programa <i>Radar Esportivo</i>, da rádio UniFM 107.9, a qual está disponível <a href="https://open.spotify.com/episode/7BkyGqUcOfCMf1PusByPdX?si=amrjlZobR3OQbvGo6qJ4nw&amp;nd=1&amp;dlsi=1d85297ce4f14b39" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.

<i>Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: arquivo pessoal</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudante da Medicina da UFSM é finalista em premiação com estudo que desafia narrativas sobre uso de telas e TDAH</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/24/estudante-da-medicina-da-ufsm-e-finalista-em-premiacao-de-psiquiatria-com-estudo-que-desafia-narrativas-sobre-uso-de-telas-e-tdah</link>
				<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 14:09:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[uso de telas]]></category>

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						<description><![CDATA[A pesquisa, inédita e construída a partir de dados coletados durante oito anos, questiona a ideia de que mais tempo de tela agravaria sintomas do transtorno
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/capa-tdah-1024x684.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de dois homens jovens sentados em poltronas à frente de uma parede azul. O jovem da direita é o estudante Ricardo. À esquerda dele, outro homem segura o microfone. À frente deles, a plateia." />											<figcaption>Estudante Ricardo Bombardelli durante o Congresso Gaúcho de Psiquiatria</figcaption>
										</figure>
		<p>O estudante Ricardo Kaciava Bombardelli, do sexto semestre de Medicina da UFSM, foi finalista entre os melhores trabalhos de psiquiatria da infância e adolescência no XVII Congresso Gaúcho de Psiquiatria. O estudo investigou se o aumento do uso de telas - como televisão, computador, celular e videogame - estaria associado ao aumento de sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ao longo do tempo. O resultado surpreendeu: a pesquisa mostrou que essa relação não se confirma.</p><p>O trabalho, orientado pelo professor chefe do Departamento de Neuropsiquiatria, Mauricio Hoffman, analisou dados de uma coorte brasileira acompanhada ao longo de oito anos, considerada uma das maiores e mais robustas do país em saúde mental do desenvolvimento. A pesquisa utilizou três momentos de coleta: quando os jovens tinham cerca de 10 anos, depois aos 14 e novamente por volta dos 18.</p><p> </p><h3><b>Estudo inédito no país sobre TDAH</b></h3><p>O professor explica que a equipe utilizou um modelo estatístico capaz de observar oscilações individuais ao longo dos anos, e não apenas comparar grupos. “A gente consegue medir o além da média de cada jovem. Se, em determinado momento, ele aumentou o tempo de tela além do que era típico para ele mesmo, e se isso gerou um aumento também atípico nos sintomas”, disse o orientador.</p><p>O estudo aplicou escalas de desatenção e hiperatividade respondidas pelos pais, e verificou diariamente o tempo de exposição a telas. Segundo Hoffman, isso permitiu analisar tendências reais de comportamento, isolando confundidores importantes. Ele destaca que efeitos como psicopatologia materna, por exemplo, influenciam tanto na atenção dada ao filho quanto no uso de telas - algo que a análise conseguiu mensurar. “O que encontramos é que o tempo de tela geral não tem impacto duradouro nos sintomas de desatenção. Pelo menos não em longo prazo”, afirmou. O orientador da pesquisa ressalta que efeitos curtos, como irritabilidade após muitas horas seguidas, podem existir, “mas não algo que permaneça anos depois”.</p><p> </p><h3><b>Questionar a narrativa dominante</b></h3><p>Para o acadêmico Ricardo, o estudo nasceu de uma inquietação: a distância entre o que a mídia repete e o que a ciência mostra. “A gente vê muita notícia dizendo que as telas estão ‘gerando’ TDAH nas crianças. Sempre achei estranho que isso se disseminasse tanto sem estudos sólidos por trás”, questionou.</p><p>Ao mergulhar na literatura, estudante e orientador observaram resultados inconsistentes entre estudos anteriores, muitos com metodologias frágeis. A partir disso, os pesquisadores decidiram aplicar um modelo que permitisse analisar a direção dos efeitos - se o tempo de tela aumentava sintomas ou se os próprios sintomas faziam as crianças usarem mais telas.</p><p>Ricardo explica: “Talvez a criança com sintomas elevados busque mais estímulos, então ela vai para a tela. A gente não sabia se era isso ou o contrário. Nosso objetivo era entender essa direcionalidade”.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/foto-ricardo-1024x684.jpeg" alt="Foto colorida horizontal do estudante Ricardo em pé com microfone na mão direita, próximo à boca, e controle na mão esquerda, usado para comandar a apresentação visual projetada no telão. Atrás dele, um painel azul e um parte da apresentação com desenhos de telas. À frente dele, algumas pessoas" />											<figcaption>Ricardo apresentou estudo decorrente de oito anos de coleta de dados sobre uso de telas e TDAH</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Reconhecimento em congresso e futuro na pesquisa </b></h3><p>O Congresso Gaúcho de Psiquiatria é um dos principais eventos científicos estaduais da área. Promovido pela Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), o encontro reúne psiquiatras, profissionais da saúde mental, pesquisadores e estudantes para discutir avanços, apresentar estudos e debater temas atuais da psiquiatria. O congresso é reconhecido pela relevância acadêmica e por promover a atualização profissional e a circulação de pesquisas inéditas na área. A 17ª edição aconteceu de 4 a 6 de setembro em Porto Alegre.</p><p>Ser finalista no congresso foi uma surpresa para Ricardo Bombardelli. “Eu fiquei bem nervoso na hora de apresentar”, contou. “Tinha 40 ou 50 pessoas me olhando, e eu tremia um pouco. Mas, depois, ver as professoras vindo falar comigo, pedindo para eu explicar a pesquisa… foi muito gratificante”, acrescentou. Para o estudante, representar a UFSM em um congresso regional de destaque foi simbólico. “Se não fosse o ambiente acadêmico aqui, o estímulo da universidade e do meu orientador, eu não teria chegado até aqui”, revelou</p><p>Ricardo já sabe que quer seguir na pesquisa. Ele revela que só escolheu Medicina por causa da psiquiatria. E,  hoje, o estudante se vê ainda mais perto desse caminho: “Eu sempre quis trabalhar com saúde mental e com pesquisa. Agora estou mexendo com estatística, programação, comportamento… tudo o que eu queria”.</p><p> </p><p><i><strong>Texto</strong>: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i><strong>Fotos</strong>: APRS/Divulgação</i></p><p><i><strong>Edição</strong>: Maurício Dias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Unisinos desenvolvem tecnologia que aumenta a durabilidade de testes de glicose</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/14/ufsm-e-unisinos-desenvolvem-tecnologia-que-aumenta-a-durabilidade-de-testes-de-glicose</link>
				<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 20:12:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71389</guid>
						<description><![CDATA[O foco é o desenvolvimento de polímeros capazes de reagir a estímulos externos, para proteger e liberar reagentes de forma controlada]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre a UFSM e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) está investigando o uso de revestimentos poliméricos termorresponsivos para aumentar a estabilidade e a durabilidade de enzimas utilizadas em biossensores eletroquímicos, como os testes de glicose amplamente utilizados no monitoramento de diabetes.

Coordenado pela professora Daiani Canabarro Leite, do Departamento de Física da UFSM, e pela pesquisadora Priscila Schmidt Lora, da Unisinos, o projeto tem como foco o desenvolvimento de polímeros capazes de reagir a estímulos externos, como a temperatura, para proteger e liberar reagentes de forma controlada.

Segundo a professora Daiani, os polímeros desenvolvidos funcionam como uma espécie de “cápsula protetora”, que envolve a enzima e impede sua degradação. “Esses materiais reagem a estímulos (por exemplo, à temperatura), liberando o reagente apenas no momento do teste. Isso aumenta a vida útil do produto e reduz a necessidade de armazenamento em condições especiais”, explica.

Na prática, o estudo busca aplicar essa tecnologia na construção de um biossensor de glicose mais estável, em que a enzima glicose oxidase é encapsulada pelo polímero. “Estamos testando se o revestimento desenvolvido pela Daiani pode reter a enzima dentro do produto e liberá-la apenas quando a temperatura for elevada”, complementa Priscila.

A parceria entre as universidades se dá de forma complementar: enquanto a equipe da UFSM é responsável pela síntese e caracterização dos polímeros, a Unisinos realiza os testes práticos nos sensores. “Trabalhamos com uma base comercial, um sensor já pronto. Aplicamos a enzima junto com o polímero e medimos o sinal elétrico gerado pela reação. Assim, conseguimos avaliar se o sistema funciona conforme o esperado”, detalha Priscila.

Além do avanço científico, o projeto representa um fortalecimento da colaboração entre instituições gaúchas. “É significativo ver duas universidades do Rio Grande do Sul, com compromisso científico e de inovação, unindo forças. Parcerias são fundamentais porque ninguém domina todo o conhecimento sozinho”, afirma Daiani.

Os impactos potenciais vão além da academia. De acordo com as pesquisadoras, o aumento da estabilidade das enzimas pode reduzir custos e perdas na produção de dispositivos médicos, especialmente em um país de clima instável como o Brasil. “Essas enzimas são sensíveis à luz e ao calor. Tornar esses produtos mais duráveis traz benefícios diretos à sociedade e à indústria”, destaca Daiani.

O projeto também inspirou uma iniciativa mais ampla: a criação de uma rede de pesquisadores do Rio Grande do Sul voltada ao desenvolvimento de sensores para a saúde. O grupo já reúne cerca de 40 pesquisadores de instituições como UFSM, Unisinos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), de Pelotas (UFPel) e de São Paulo (Unifesp), além de startups, o Senai Polímeros e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “Queremos unir forças, cada um contribuindo com o que tem de melhor. É impossível um pesquisador cuidar de todo o processo sozinho”, ressalta Priscila.

A pesquisa aponta para um futuro promissor, tanto para o avanço científico quanto para o fortalecimento da indústria nacional de dispositivos médicos, um setor que ainda carece de produção significativa no país. “Falamos de inovação, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico brasileiro”, conclui a pesquisadora.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Prefeitura de Santa Maria estruturam protocolo clínico para novo método contraceptivo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/13/contraceptivo-subcutaneo</link>
				<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 16:53:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[contracepção]]></category>
		<category><![CDATA[implante subcutâneo contraceptivo]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Residência Médica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69499</guid>
						<description><![CDATA[Dispositivo está disponível na rede pública municipal para pessoas que se encaixem nos critérios estipulados ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_69500" align="alignleft" width="423"]<img class=" wp-image-69500" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/IMG_8390-1.jpg" alt="" width="423" height="389" /> Contraceptivo consiste em implante colocado debaixo da pele do braço não dominante[/caption]
<p>O Departamento de Saúde Coletiva, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a Política de Saúde da Mulher da Secretaria de Município de Saúde de Santa Maria, estruturou um protocolo clínico para oferta de um novo método contraceptivo chamado Implante Subdérmico Liberador de Etonogestrel - popularmente conhecido como Implanon NXT. O protocolo tem como objetivo ofertar o implante contraceptivo de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O Implanon NXT é um pequeno tubo de plástico, de cerca de 4 centímetros de comprimento por 2 milímetros de largura, colocado debaixo da pele do braço não dominante. O implante contém um hormônio progestagênio, chamado etonogestrel. A colocação é feita por um médico treinado e habilitado.</p>
<p>Conforme o Médico de Família e Comunidade Renato Holkem Bonafé, supervisor do Programa de Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade R3 - Procedimentos em APS da UFSM, a ação do implante é contínua por 3 anos e acontece com a liberação do hormônio etonogestrel para o sangue da pessoa. Isto impede a ovulação e espessa o muco do colo do útero, o que dificulta a passagem dos espermatozóides para o útero. O implante tem eficácia superior a 99%, igual ou superior a da laqueadura tubária.</p>
<p> </p>
<p><strong>A quem se destina o implante</strong></p>
<p>Na rede municipal de saúde, o dispositivo está disponível de forma gratuita para mulheres cis e homens trans em idade reprodutiva (10 a 49 anos) que se encaixem nos seguintes públicos:</p>
<p>- Mulheres em risco social em idade reprodutiva (10 a 49 anos)</p>
<ul>
<li>
<p role="presentation">Dependentes de substâncias psicoativas;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Situação de rua;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Vítimas de violência doméstica;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Tratamento para HIV/AIDS;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Privadas de liberdade;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Profissionais do sexo;</p>
</li>
</ul>
<p>- Adolescentes de 10 a 19 anos, 11 meses e 29 dias;</p>
<p>- Mulheres com transtornos mentais graves e severos, que fazem seguimento na saúde mental;</p>
<p>- Mulheres soropositivas para o HIV;</p>
<p>- Mulheres que realizaram a inserção e necessitarão da troca em qualquer faixa etária e mantém o desejo pelo método e sem contraindicação;</p>
<p>- Contraindicação absoluta a outros métodos contraceptivos;</p>
<p>- Não adesão a outros métodos contraceptivos (caso avaliado pela equipe de saúde);</p>
<p> </p>
<p><strong>Onde buscar </strong></p>
<p>O dispositivo é ofertado em centros de referência especializados do município, compo a Policlínica Central e Setor Especializado em Saúde da Mulher, no Centro Diagnóstico Nossa Senhora do Rosário.</p>
<p> </p>
<p><strong>Como ter acesso</strong></p>
<p>Para ter acesso, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência da pessoa interessada para encaminhamento a partir de consulta médica e/ou de enfermagem. A equipe de saúde realiza o acolhimento, aplica o protocolo clínico municipal e, se preenchidos critérios, referência para colocação.</p>
<p>Pessoa interessada não contemplada nos critérios atuais para recebimento do dispositivo de forma gratuita e que deseje o uso do método, caso consiga adquiri-lo por meios próprios, pode ser referenciada ao serviço de igual forma para atendimento e execução do procedimento de colocação.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Husm amplia serviços de hemodiálise para pacientes ambulatoriais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/27/husm-amplia-servicos-de-hemodialise-para-pacientes-ambulatoriais</link>
				<pubDate>Wed, 28 May 2025 01:23:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69284</guid>
						<description><![CDATA[Novo serviço facilita o acesso ao tratamento para pacientes que não estão internados e reforça a capacidade de atendimento pelo SUS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ampliou seus serviços com a abertura do Ambulatório de Hemodiálise. O procedimento foi disponibilizado apenas para pacientes internados via Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quarta-feira (28), a ampliação dos serviços será oficialmente inaugurada e pacientes de Santa Maria e região que necessitam de hemodiálise podem realizar o tratamento de forma ambulatorial. A Inauguração contará com a presença do vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, e do superintendente do Husm, Humberto Moreira Palma, além de outras autoridades e gestores do hospital.

O ambulatório conta com quatro máquinas, com capacidade para atender 16 pacientes por semana. Cada paciente realiza, em média, três sessões por semana. O serviço funciona nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h às 19h. A equipe multiprofissional é composta por três nefrologistas, três enfermeiros e três técnicos de enfermagem, além de assistentes sociais e administrativos.

Uma das vantagens do novo serviço é a liberação de leitos, pois os pacientes não precisam mais ser internados. Atualmente, a Unidade de Nefrologia do Husm dispõe de 11 leitos de internação. “Rotineiramente, além das hemodiálises em pacientes renais crônicos internos, é necessário dialisar pacientes renais agudos que entram em situação de emergência ”, explicou a gerente de Atenção à Saúde do Husm, Tânia Magnago.

Desde setembro de 2023, o hospital tem pacientes prontos para ter alta, mas que dependem de hemodiálise. “Isso aconteceu porque o Husm não oferece serviço de hemodiálise ambulatorial e devido à sobrecarga das clínicas ambulatoriais da rede. Essa situação levou à mobilização de esforços para a abertura do atendimento ambulatorial”, afirmou Tânia.

A doença renal crônica é um grave problema de saúde pública. Entre 2015 e 2023, a região centro-oeste do Rio Grande do Sul registrou 5.192 internações por insuficiência renal, sendo 1.373 (26,4%) no Husm, com uma média de 152,5 internações por ano. Segundo Tânia, “a oferta de hemodiálise ambulatorial pelo Husm, certamente, melhorará a qualidade de vida e o bem-estar físico, psicológico e social dos pacientes que carecem de terapias substitutivas renais”.

<b>Sobre o novo serviço do Husm</b>

O Ambulatório de Hemodiálise é voltado para “pacientes que passam por terapia renal substitutiva, mas que podem realizar o tratamento sem necessidade de internação”, explicou a chefe da Unidade de Clínica Médica do Husm, Fernanda Pradella.

Dentre as vantagens desse modelo, conforme Fernanda, estão a “comodidade de poder fazer uma sessão e retornar para casa, além de menores chances de infecção hospitalar”. A abertura do serviço também impactou positivamente a gestão dos leitos, permitindo um menor tempo de internação e possibilitando que novos pacientes acessem o Hospital e iniciem o tratamento de hemodiálise.

Durante as sessões, os pacientes recebem cuidados integrais, adaptados ao grau de complexidade de cada caso. Além disso, serão oferecidas orientações de saúde para pacientes e familiares, encaminhamentos para transplante renal, acompanhamento de medicamentos, e dicas sobre dieta, exercícios e hidratação. O objetivo é garantir que os pacientes tenham acesso a uma vida digna, saudável e feliz.

<b>Entenda a hemodiálise e sua importância</b>

A hemodiálise é uma terapia que realiza a filtragem do sangue, melhorando a função dos enxágues. Segundo a enfermeira responsável técnica do Ambulatório de Hemodiálise, Daiane da Silva Prates, “essa filtragem remove água e substância em excesso que pode prejudicar a saúde dos pacientes”. Dependendo da condição do paciente, a hemodiálise pode ser temporária ou permanente, sendo necessária a repetição do procedimento três vezes por semana, com sessões que duram cerca de quatro horas cada uma.

As principais causas da doença renal crônica são: hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças renais (glomerulopatia, nefropatia túbulo-intersticial, doença renal policística, displasia, hipoplasia renal) e uropatias (infecções urinárias de repetição, obstruções urinárias e cálculos urinários). Conforme dados de 2024 da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), no mundo, aproximadamente 3,1 milhões de pessoas vivem com algum tipo de doença renal. Além disso, entre 5 e 11 milhões morrem anualmente de doenças renais por causa de lesões agudas e falta de acesso ao tratamento renal substitutivo.

Daiane ressaltou que, “antes e durante as sessões de hemodiálise, é preciso observar os sinais específicos dos pacientes, pois podem ter alterações principalmente da glicose e variações na pressão arterial”. Os pacientes em tratamento, geralmente, mantêm controle específico da ingestão de líquidos e de uma dieta restritiva.

Além disso, a hemodiálise traz mudanças significativas para o estilo de vida dos pacientes, afetando aspectos físicos, nutricionais, emocionais e hormonais. Como destacou Daiane, “os pacientes também expressaram apoio familiar constante para que essa adaptação ocorra de forma mais tranquila possível”.

<b>Sobre a Ebserh</b>

O Husm faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do SUS ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

<i>Texto: Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh</i>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas ocorre no final de maio na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/16/congresso-brasileiro-sobre-catastrofes-climaticas-ocorre-no-final-de-maio-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 18:00:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
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						<description><![CDATA[Evento vai discutir desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  De 29 a 31 de maio, o Centro de Convenções recebe o Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas. Promovido pela UFSM, Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o evento tem como um de seus objetivos principais a discussão a respeito dos desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde. A programação é constituída por conferências, mesas-redondas, relatos de experiência e momentos culturais, além de cursos e oficinas pós-evento. As inscrições encerram-se no dia 30 de abril.

Entre os temas que serão abordados nas mesas, conferências e relatos, destacam-se gestão em saúde, atuação dos órgãos de segurança pública, vivências em hospitais, atendimento a municípios da Quarta Colônia, admissão de pessoas em abrigos temporários, mudanças climáticas, impactos econômicos, sociais e jurídicos, atenção primária em saúde (APS), saúde mental, vigilância em saúde e gestão de risco, bem como soluções e inovações pós-catástrofe. Entre os palestrantes, estão médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros do trabalho e gestores de hospitais da Ebserh, além de professores e pesquisadores da UFSM, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Nos cursos e oficinas, serão abordados temas como pronto-socorro psicológico, planos de contingência para catástrofes, mídia e saúde, atuação dos cães dos bombeiros, orientações da Defesa Civil para gestores, atendimento hospitalar de urgência e emergência, APS em catástrofes climáticas, saúde planetária, combate à desinformação e popularização da ciência.

Pela UFSM, também participam da promoção do congresso órgãos como o Centro de Ciências da Saúde (CCS), Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Grupo de Pesquisa Trabalho, Ética, Saúde e Segurança do Paciente (Gtessp), Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e Revista de Enfermagem.

O valor arrecadado com o pagamento das taxas de inscrição, tanto para o congresso em si como para os cursos e oficinas, será doado para o Banco de Alimentos (unidade de Santa Maria). A programação e instruções para inscrição e para submissão de trabalhos constam na página <a href="https://www.conbrascc.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.conbrascc.com.br</a>. Atualizações são divulgadas no perfil do congresso no <a href="https://www.instagram.com/conbrascc/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Pesquisadores trazem alerta sobre o alto índice de letalidade da dengue no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/06/pesquisadores-trazem-alerta-sobre-o-alto-indice-de-letalidade-da-dengue-no-rs</link>
				<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 19:10:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
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						<description><![CDATA[De acordo com pesquisadores da Fiocruz, UFSM e UFCSPA, o risco é ainda maior entre a população idosa]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de instituições de ensino e pesquisa do Rio Grande Sul ressaltam o impacto da dengue na região Sul do Brasil e a necessidade de atenção com o agravamento da doença nos idosos, em <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2772707625000128" target="_blank" rel="noopener">texto publicado na revista científica IJID Regions</a>. A publicação é editada pela International Society for Infectious Diseases (ISID), na plataforma Elsevier. No ano passado foi observado um crescimento global da dengue, com mais de 14 milhões de casos registrados mundialmente, dos quais 6,5 milhões ocorreram no Brasil, causando cerca de 6 mil mortes.

O grupo identificou uma alta letalidade em casos graves no Rio Grande do Sul, na comparação com outros estados com maior incidência histórica da doença, a exemplo de Pernambuco e Rio de Janeiro. “O estado do Rio Grande do Sul tem sido historicamente menos afetado, mas registrou aumento significativo de incidência e mortalidade nos últimos quatro anos”, explica o pesquisador da Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau, que assina o artigo ao lado de outros profissionais do Núcleo de Bioinformática e do Departamento de Entomologia da Fiocruz PE, bem como do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e UFSM.

Wallau atua na UFSM, em exercício provisório, no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal. Além dele, também participa como autor do artigo o médico e professor Alexandre Vargas Schwarzbold, que leciona no curso de Medicina da UFSM e também atua no Hospital Universitário de Santa Maria.

A proporção elevada de idosos no RS, que é a maior do Brasil; população não previamente exposta à dengue; baixa conscientização para detectar e tratar casos de dengue antes que evoluam para casos graves e os desafios no manejo de pacientes idosos com dengue grave são alguns fatores sugeridos pelos cientistas para explicar essa letalidade aumentada. Entretanto, não foi possível testar essas hipóteses como possíveis explicações para uma maior mortalidade em idosos devido ao delineamento do estudo, uma vez que os autores não tiveram acesso aos dados clínicos dos pacientes.

Outro dado que chamou atenção é a ausência de maiores variações de sorotipos e de genótipos do vírus da dengue no RS em comparação com outros estados brasileiros, demonstrando que as razões de aumento de mortalidade no estado não devem estar associadas à genética do vírus.

Os cientistas utilizaram dados comparativos de letalidade para fazer esse chamado sobre a importância de proteger os grupos mais vulneráveis, uma vez que foi evidente a maior letalidade em idosos que evoluíram para dengue grave no Rio Grande do Sul em 2024. Para os autores, é urgente que se implemente na saúde pública uma abordagem integrada para aumentar a conscientização da sociedade, reduzir populações de mosquitos transmissores e mitigar o impacto da dengue, preparando os serviços de atendimento à população para identificar os casos em risco de agravamento para atuar de forma mais rápida no controle da doença e evitar mortes.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Fiocruz PE</i>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas ocorre em maio na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/01/09/congresso-brasileiro-sobre-catastrofes-climaticas-ocorre-em-maio-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 21:02:43 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Evento vai discutir desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  De 29 a 31 de maio, o Centro de Convenções recebe o Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas. Promovido pela UFSM, Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o evento tem como um de seus objetivos principais a discussão a respeito dos desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde. A programação é constituída por conferências, mesas-redondas, relatos de experiência e momentos culturais, além de cursos e oficinas pós-evento.

Entre os temas que serão abordados nas mesas, conferências e relatos, destacam-se gestão em saúde, atuação dos órgãos de segurança pública, vivências em hospitais, atendimento a municípios da Quarta Colônia, admissão de pessoas em abrigos temporários, mudanças climáticas, impactos econômicos, sociais e jurídicos, atenção primária em saúde (APS), saúde mental, vigilância em saúde e gestão de risco, bem como soluções e inovações pós-catástrofe. Entre os palestrantes confirmados, estão médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros do trabalho e gestores de hospitais da Ebserh, além de professores da UFSM e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Nos cursos e oficinas, serão abordados temas como pronto-socorro psicológico, planos de contingência para catástrofes, mídia e saúde, atuação dos cães dos bombeiros, orientações da Defesa Civil para gestores, atendimento hospitalar de urgência e emergência, APS em catástrofes climáticas, saúde planetária e combate à desinformação.

Pela UFSM, também participam da promoção do congresso órgãos como o Centro de Ciências da Saúde (CCS), Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Grupo de Pesquisa Trabalho, Ética, Saúde e Segurança do Paciente (Gtessp), Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e Revista de Enfermagem.

O valor arrecadado com o pagamento das taxas de inscrição, tanto para o congresso em si como para os cursos e oficinas, será doado para o Banco de Alimentos (unidade de Santa Maria). A programação provisória e instruções para inscrição e para submissão de trabalhos constam na página <a href="https://www.conbrascc.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.conbrascc.com.br</a>. Atualizações serão divulgadas no perfil do congresso no <a href="https://www.instagram.com/conbrascc/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Acadêmicos e residentes da UFSM desenvolvem atividades em Unidade Básica de Saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/19/academicos-e-residentes-da-ufsm-desenvolvem-atividades-em-unidade-basica-de-saude</link>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 10:59:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[Residência Multiprofissional em Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[UBS]]></category>

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						<description><![CDATA[Grupos são focados em saúde mental, atividade física e jardinagem ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67983" align="alignright" width="561"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-1.jpeg"><img class="wp-image-67983" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal mostra um grande grupo de pessoas em círculo, fazendo exercícios de alongar os braços, em uma ampla sala iluminada" width="561" height="421" /></a> Grupo de atividades físicas é desenvolvido nas terças e sextas-feiras[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro Social Urbano Maria Ribas De Nardin, no bairro Passo D'Areia, em Santa Maria, tem desenvolvido projetos com apoio de estagiários e residentes da UFSM. As ações são focadas em saúde mental, atividades físicas e jardinagem e horta, voltadas aos pacientes da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A médica da UBS Ana Carla Agostini explica que o desenvolvimento de grupos para realizar essas atividades é focado na promoção em saúde e não apenas no tratamento de doenças. Além disso, ela destaca a possibilidade de realizar os grupos em virtude do apoio realizado pela Universidade, com os acadêmicos e materiais de atividades físicas concedidos pela UFSM.</span></p>
<h3>Atividades diversas</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo Corpo em Sintonia, que realiza atividades físicas, é desenvolvido por residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, com estagiários de Fisioterapia e Educação Física. O grupo desenvolve atividades de mobilidade, alongamento e equilíbrio com pacientes da UBS nas terças e sextas-feiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo Convivência Reviver, focado em saúde mental, conta com a participação de residentes e acadêmicos de Medicina e Enfermagem, que propõem atividades variadas, como artesanato e rodas de conversa. Os encontros são semanais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já o grupo que desenvolve jardinagem e horta planta e cultiva verduras e flores, em um espaço ao ar livre na UBS que permite contato com a natureza. Os encontros são quinzenais.</span></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":67985,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-2.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-2-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-67985" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grupo focado em jardinagem se reúne quinzenalmente na UBS</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-3.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-3-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-67984" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grupo Convivência Reviver tem atividades uma vez na semana</figcaption></figure>
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<h3>Participação de estudantes da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A vivência acadêmica e o estágio são períodos que possibilitam a inserção de acadêmicos nas atividades desses grupos na UBS, proporcionando uma integração mais ampla aos estudantes, que, fora da Universidade, complementam sua formação profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A acadêmica do 9º semestre de Enfermagem Cassiani Mello Gubiani relata que a sua experiência nos grupos da UBS foi muito rica e importante para o seu crescimento pessoal e profissional. Além da possibilidade de contribuir para a forma com que as pessoas enfrentam questões, como por exemplo a velhice, abordada no grupo de convivência com idosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Fazíamos brincadeiras para tratar de assuntos relacionados ao envelhecimento e às patologias de pessoas idosas, fazíamos dinâmicas de competição, exercícios que trabalhassem o corpo e a mente, dentre outras atividades”, relata. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Milena Gubiani, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Fotos: Divulgação<br /></span>Edição: Ricardo Bonfanti</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Husm completa 30 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/07/servico-de-cirurgia-de-cabeca-e-pescoco-do-husm-completa-30-anos</link>
				<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 11:35:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Universitário]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67092</guid>
						<description><![CDATA[Simpósio sobre a história e avanços do setor aconteceu na última sexta-feira (4)
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67094" align="alignright" width="651"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_190237.jpg"><img class="wp-image-67094" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_190237.jpg" alt="foto colorida horizontal de nove pessoas alinhadas lado a lado em pose para a foto, tendo ao fundo uma parede branca" width="651" height="488" /></a> Palestrantes que marcaram presença no evento[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Há 30 anos, no dia 4 de outubro de 1994, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) foi palco da primeira cirurgia para remoção de um tumor na glândula parótida. Em paralelo à data, o simpósio "Pioneirismo e Desafios Atuais: 30 Anos de Cirurgia De Cabeça e Pescoço" aconteceu na última sexta-feira (4), no anfiteatro da sede administrativa da Unimed, em Santa Maria, a fim de relembrar a trajetória do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Husm nas últimas três décadas. Na ocasião foi apresentado um vídeo em homenagem ao serviço, que pode ser conferido </span><a href="https://youtu.be/612I2LwW73c?si=wBp9rsl_0WOnLduV" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento foi organizado pela </span><a href="https://www.instagram.com/laccapeufsm?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Liga Acadêmica de Cirurgia de Cabeça e Pescoço</span></a><span style="font-weight: 400"> (Laccape) da Universidade Federal de Santa Maria, em parceria com o Husm, e com apoio da Liga Acadêmica de Cirurgia da Universidade Franciscana, da Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Cirurgia, da Unimed, Unicred e Jomhédica.</span></p>
<h3>Pioneirismo no Hospital Universitário</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Em função do alto fluxo de pacientes com patologias nas áreas da cabeça e pescoço, uma mudança foi necessária: um serviço que abrangesse as regiões afastadas da capital do Rio Grande do Sul. “Antes de criarmos o setor de cabeça e pescoço no Husm, em 1994, os pacientes eram encaminhados para Porto Alegre, o que dificultava a abrangência no atendimento a esse tipo de doença”, explica a médica Maria da Graça Caminha Vidal, idealizadora e chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A médica revelou que o apoio de seus colegas foi essencial na época. “Tenho muito a agradecer pelas oportunidades que surgiram durante a criação do serviço, em especial ao Dr. Pedro Luiz Cóser (otorrinolaringologista), que confiou na ideia”, conta.</span></p>
[caption id="attachment_67095" align="alignleft" width="598"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_184903.jpg"><img class="wp-image-67095" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_184903.jpg" alt="foto colorida horizontal de 15 pessoas, lado a lado, em duas fileiras, outra na frente e outra atrás, um degrau acima, ao fundo um telão pendurado em uma parede branca" width="598" height="448" /></a> Maria da Graça, ao centro da imagem, junto aos integrantes da Liga Acadêmica de Cirurgia de Cabeça e Pescoço[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Durante o seu discurso no simpósio, Cóser detalhou a história do serviço. “No início, a Maria da Graça caiu de paraquedas no meu setor e começamos a trabalhar juntos. Nós fomos cedendo os leitos do Hospital para que ela desenvolvesse as técnicas da cirurgia de cabeça e pescoço”, comenta. “Na época, antes de o serviço se consolidar, nós realizávamos os diagnósticos, mas não tínhamos como oferecer tratamento. Isso era angustiante”, desabafa Cóser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de avanços, ainda existem desafios a serem superados. “Precisamos de um sistema menos engessado, ou seja, facilitar o acesso dos pacientes às consultas, exames e, se for necessário, às cirurgias e tratamentos posteriores”, afirma Maria da Graça. Em 1997, o Hospital Universitário aprimorou o setor de traumatologia, expandindo para atendimento de traumas na região da cabeça e pescoço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ela ainda destacou que o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital atua constantemente em conjunto com outras áreas da medicina, como a oncologia, fonoaudiologia, odontologia, nutrição, anestesiologia, psicologia, fisioterapia, radiologia e assistência social.</span></p>
<h3>O que você sabe sobre câncer de cabeça e pescoço?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">No universo da medicina, o especialista voltado ao tratamento de doenças de cabeça e pescoço abarca uma série de órgão dessa região, como: cavidade oral (boca), faringe, laringe, tireoide, paratireoide, glândulas salivares (parótidas, submandibulares e sublinguais), seios paranasais, fossas nasais, base do crânio, tecidos moles do pescoço e couro cabeludo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano, além de ser o quinto país com maior número de incidências dessas patologias. Dentre as estimativas, cerca de 15,1 mil são de câncer de boca (cavidade oral), 7,7 mil de câncer de laringe e 16,6 mil de câncer de tireoide.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Maria da Graça, a desinformação e a burocracia são barreiras constantes no combate às patologias. “A falta de informação retarda o diagnóstico e consequentemente o tratamento. Apesar das campanhas, como Julho Verde (Mês de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço), nós ainda temos um sistema muito burocrático, o que dificulta o seguimento do tratamento dos pacientes”, argumenta a especialista.</span></p>
<h3>Sintomas, prevenção e tratamento</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na </span>região bucal<span style="font-weight: 400">, preste atenção em: feridas, com ou sem dor, na língua, gengiva, céu da boca, entre os dentes e lábios, inflamação dentária que não melhora com tratamentos, sangramentos na boca, caroço no pescoço, dor ao engolir ou dificuldades para abrir a boca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já na </span>garganta<span style="font-weight: 400">, fique atento para: voz rouca ou perda de voz que não melhora com tratamento, dor de garganta persistente, irritação constante na região, dificuldade ou dor para engolir alimentos ou saliva, dor de ouvido ou sensação de “espinhos” na garganta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Algumas </span>formas de prevenção<span style="font-weight: 400"> são: evitar tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas em excesso, manter a higiene bucal, evitar tomar chimarrão ou outras bebidas muito quentes, tomar a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) e usar preservativo durante o ato sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em relação ao tratamento, o diagnóstico é realizado por meio de consultas e exames (ultrassom, tomografia computadorizada, ressonância magnética, arteriografia e embolização). Após isso, o médico especialista decidirá sobre os próximos passos do tratamento, que pode, em alguns casos, seguir para cirurgia, e posteriormente radioterapia e quimioterapia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Caso você identifique algum dos sintomas mencionados, procure um especialista.</span></p>
<p><b><i>Hospital Universitário de Santa Maria</i></b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Endereço: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Av. Roraima, 1000 - Prédio 22 - Camobi, Santa Maria - RS, 97105-900</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Telefone: (55) 3213-1400</span></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto, arte gráfica e fotos: Pedro Moro, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Jornada Acadêmica de Urologia - Novembro Azul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/eventos/jornada-academica-de-urologia-novembro-azul</link>
				<pubDate>Wed, 02 Oct 2024 12:13:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[nefrologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/?post_type=eventos&#038;p=7081</guid>
						<description><![CDATA[<p>O evento “Jornada Acadêmica de Urologia &#8211; Novembro Azul” tem como objetivo divulgar conhecimento da urologia para alunos, residentes e médicos. Serão realizadas palestras expositivas de diversos assuntos da urologia, por palestrantes convidados, com a temática central sendo o câncer de próstata. O evento ocorrerá no dia 30 novembro de 2024, com início às 9:00 e encerramento às 17:00. Esperamos que o evento possa inspirar o estudo da urologia bem como promover o debate acadêmico/científico entre os participantes.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O evento “Jornada Acadêmica de Urologia &#8211; Novembro Azul” tem como objetivo divulgar conhecimento da urologia para alunos, residentes e médicos. Serão realizadas palestras expositivas de diversos assuntos da urologia, por palestrantes convidados, com a temática central sendo o câncer de próstata. O evento ocorrerá no dia 30 novembro de 2024, com início às 9:00 e encerramento às 17:00. Esperamos que o evento possa inspirar o estudo da urologia bem como promover o debate acadêmico/científico entre os participantes.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um ato simples e rápido que pode salvar vidas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/02/06/um-ato-simples-e-rapido-que-pode-salvar-vidas</link>
				<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 19:26:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[TV Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65132</guid>
						<description><![CDATA[No Dia Nacional da Mamografia, a equipe da TV Campus foi ao Husm acompanhar o processo de realização do exame]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O exame de mamografia é extremamente necessário para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, o mais letal em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, até 2025 deverão surgir 73 mil novos casos da doença.

No Dia Nacional da Mamografia, comemorado na última segunda-feira (5), a equipe da TV Campus foi ao Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) para acompanhar o processo de realização do exame e ouvir mulheres que se preocupam com o autocuidado. A matéria pode ser conferida abaixo.

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=A0ZRFDImdhI[/embed]

<i>Texto: TV Campus</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da UFSM participa da criação de aplicativo para tratamentos de saúde mental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/01/09/pesquisador-da-ufsm-participa-da-criacao-de-aplicativo-para-tratamentos-de-saude-mental</link>
				<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 22:03:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência da Computação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[A ferramenta poderá ser utilizada por gestores de saúde na busca pelas melhores estratégias no cuidado à saúde mental de crianças e adolescentes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um aplicativo inédito para auxiliar gestores de saúde a escolher as melhores opções de intervenção e estratégias terapêuticas no cuidado em saúde mental de jovens foi desenvolvido com apoio da UFSM. O <i>app</i> <a href="https://www.lse.ac.uk/cpec/research/mentalkit-brasil" target="_blank" rel="noopener">MentalKit</a> é uma plataforma gratuita que auxilia o gestor público na escolha pelo melhor procedimento disponível. Para que seja sugerida, a intervenção deve ter evidência de eficácia no tratamento e prevenção de problemas em saúde mental, na infância e adolescência. Também será possível estimar custos com tais intervenções e o retorno que o investimento terá a longo prazo. O aplicativo conta, ainda, com um mapeamento de serviços de saúde disponíveis no Brasil.

<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/387076260_157688630751841_2850711080984688760_n.jpg"><img class=" wp-image-64939 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/387076260_157688630751841_2850711080984688760_n-240x300.jpg" alt="" width="556" height="695" /></a>O projeto foi financiado pelo Newton Fund e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). O seu desenvolvimento começou em 2019 e foi finalizando em 2023, com o lançamento do aplicativo. Contou com a organização dos professores Sarah Evans-Lacco e Wagner Ribeiro, da London School of Economics, e Claudio Miranda, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), incluindo ainda a colaboração do psiquiatra e pesquisador da UFSM Maurício Hoffmann. Com grande experiência na área de saúde mental, Maurício é supervisor do Programa de Residência Médica em Psiquiatria no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), além de professor e chefe do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM. Ele auxiliou no desenvolvimento do aplicativo durante seu pós-doutorado, em 2019.

Enquanto o aplicativo para celular segue em desenvolvimento, o site <a href="https://mentalkit.pythonanywhere.com/" target="_blank" rel="noopener">MentalKit</a> já está disponível para auxiliar os gestores. Por ali, podem ser conferidos quais são os transtornos mentais que acontecem com mais frequência na infância e adolescência. A lista inclui o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, psicose, autolesão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Também é possível consultar a quantidade de casos de cada doença por região e os recursos disponíveis por território.

Além disso, na aba "Custos e Retorno de Investimento”, o gestor pode definir alguns filtros principais, como estado, terapia e sexo do paciente. Após a pesquisa, o MentalKit gera uma estimativa de valores que o tratamento terá. O aplicativo será lançado primeiramente no sistema operacional Android e mais tarde para iOS, porém ainda não está disponível para <i>download</i>, pois segue em fase de implementação.

“Os objetivos e benefícios do MentalKit são ajudar o gestor de saúde a identificar, dentre as opções de intervenção, prevenção e tratamento de problemas de saúde mental, quais são eficazes, quanto que elas custam, que valores devem ser investidos e quando o gestor terá retorno desse investimento. Porque a gente sabe que há muitos custos envolvidos nos transtornos mentais. Há prejuízo de trabalho, as pessoas reprovam na escola, e isso gera uma série de prejuízos econômicos, diretamente relacionados aos transtornos mentais, e investir no tratamento disso pode ajudar. Então para cada real investido a gente sabe que pode voltar quatro, cinco, dez reais em algumas intervenções de saúde mental em alguns anos. O grupo que fez a ferramenta já trabalha com essa tecnologia no Reino Unido e agora a gente tem isso para o Brasil também”, explica Maurício.

Para o desenvolvimento do aplicativo, foi necessário revisar toda a literatura psiquiátrica, levando em consideração as características do atendimento em saúde no Brasil. A plataforma vai oferecer também informações detalhadas sobre transtornos mentais e estimativa do número de crianças e adolescentes com problemas de saúde mental nas regiões brasileiras, assim como um mapa de recursos disponíveis para cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes no território do profissional e identificação de intervenções.

O público-alvo da ferramenta são os gestores de saúde, pessoas na gerência e manejo da gestão pública, podendo ainda ser utilizado pela comunidade geral, como forma de solicitar melhores investimentos do dinheiro público, por exemplo.

Maurício explica que “o melhor investimento que podemos fazer com o dinheiro do imposto que pagamos é solicitar que o gestor público invista em coisas que funcionem, e deem retorno. Então é nesse sentido que o aplicativo serve o público. Auxiliando muito mais o gestor público a tomar boas decisões”, destaca.

<i>Texto: Tatiane Paumam, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fiocruz e UFSM na luta contra a dengue: curso capacita profissionais para combater o vírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/27/fiocruz-e-ufsm-na-luta-contra-a-dengue-curso-capacita-profissionais-para-combater-o-virus</link>
				<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 11:35:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciências da computação]]></category>
		<category><![CDATA[dengue]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[labdros]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=64653</guid>
						<description><![CDATA[Aulas aconteceram na última semana para agentes de saúde e estudantes da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64654" align="alignright" width="611"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/foto-fiocruz-ufsm-a.jpeg"><img class="wp-image-64654" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/foto-fiocruz-ufsm-a.jpeg" alt="foto colorida horizontal com pessoas sentadas em uma sala de aula, na frente há um telão ligado e um homem de frente para a turma falando" width="611" height="459" /></a> Curso teve participação de pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco[/caption]
<p>Na última semana, da terça (21) até a tarde da sexta-feira (24), foi realizado um curso de capacitação para agentes de saúde de Santa Maria acerca do controle de arboviroses (vírus transmitidos por mosquitos), com foco na dengue, chikungunya e zika. A promoção foi do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco e da UFSM, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.</p>
<p>A proposta consiste em aulas teóricas e práticas sobre as experiências do Departamento de Entomologia da entidade sanitária no domínio de vetores (os mosquitos). Os encontros aconteceram no auditório da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (Apusm) com profissionais da área e estudantes de Medicina, Biologia e Ciências da Computação.</p>
<p>O pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau, que também é um dos responsáveis por ministrar o curso, explicou o porquê da necessidade da iniciativa em Santa Maria: “estas atividades são muito importantes para preparar a cidade e o Estado com as últimas tecnologias de controle para poder combater os surtos cada vez maiores que vêm acontecendo na região”.</p>
<p>De acordo com <a href="https://dengue.saude.rs.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">dados da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul</a>, até o momento que este texto é escrito, o município teve mais de 7.200 casos de dengue confirmados e cinco óbitos. O representante da Fundação explica que “com as mudanças climáticas, a abundância do vetor e uma população susceptível ao contágio, precisamos utilizar todas as ferramentas possíveis para reduzir a população do mosquito e, assim, diminuir o impacto das arboviroses na região”.</p>
<p>Wallau salienta que, em virtude de o vírus ser mais comumente localizado e, desta forma, endêmico, nas regiões tropicais do país - como a cidade de Recife, capital de Pernambuco -, é essencial que as noções da luta contra os vetores sejam disseminadas Brasil afora. “Usando esse conhecimento de outros estados, estaremos melhor preparados para combater essa doença infecciosa que, no passado, tinha uma baixa prevalência na área”, declarou o pesquisador de saúde pública.</p>
<h3>Cooperação entre UFSM e Fiocruz</h3>
<p>O profissional no controle da dengue revela que o curso de capacitação não é a primeira iniciativa em parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM, visto que já colaboram em diversas frentes há alguns anos a partir de projetos que englobam temas como infectologia, Covid-19 e genômica. Ele realça que, nestas ocasiões, houve o suporte do Laboratório de Biologia Molecular e Sequenciamento (Labdros), coordenado pelo professor Elgion Loreto, e da Reitoria, que instituiu um comitê de combate ao vírus.</p>
<p>O pesquisador e professor de Medicina da Universidade Alexandre Schwarzbold relata que a atividade foi realizada por conta da preocupação da Instituição acerca do retorno dos casos da doença em Santa Maria. “A ideia foi preparar em torno de 40 agentes de saúde, que vão andar em todos os pontos e territórios da cidade. O uso de ferramentas para o controle dos vetores precisa de toda uma formação teórica e treinamento sobre os diferentes mosquitos e insetos. A gente está querendo atuar como prevenção, agindo antes dos problemas acontecerem”, afirmou o docente.</p>
<p>O curso é apenas uma das ações que devem acontecer a partir da parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM. Há, inclusive, um acordo de colaboração sendo elaborado para estreitar ainda mais os laços de trabalho e ciência entre as partes, que deve ser assinado nos próximos meses. “A gente pretende desenvolver algumas linhas ligadas à questão climática. A Universidade é uma instituição interdisciplinar. Esse acordo enriquece muito do ponto de vista de projetos”, relatou Schwarzbold.</p>
<h3>A região como referência</h3>
<p>O agente da Secretaria de Saúde de Santa Maria Leonardo Vaz foi um dos alunos do curso de capacitação. Para ele, não há melhores pessoas para ensinar técnicas de combate aos vetores no município do que os representantes da entidade pernambucana. “É um local onde eles sofrem com o vírus praticamente o ano todo. No nosso caso, é mais no verão. É bom para evitar que os casos aumentem ainda mais”, contou o profissional.</p>
<p>O cientista da IAM - Fiocruz Pernambuco tem relação com o "Coração do Rio Grande", visto que toda a sua formação acadêmica foi realizada na UFSM - da graduação em Biologia ao mestrado e doutorado em Biodiversidade Animal. Em suas próprias palavras: “é um grande prazer poder voltar e trazer o que aprendi depois de ter saído da UFSM para ajudar a lutar contra essas doenças tão debilitantes”.</p>
<p>Para Wallau, estas iniciativas contra a dengue têm o potencial de tornar a Região Central do Rio Grande do Sul um modelo no combate às arboviroses. “Este momento de escalada de casos que vivemos é quando temos a melhor chance de bloquear e reduzir substancialmente as consequências do vírus”, informou o pesquisador de saúde pública.</p>
<h3>Se cuide!</h3>
<p>Sintomas da dengue: febre alta, entre 39°C e 40°C, com duração de dois a sete dias; dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; mal-estar geral; náusea; vômito; diarreia; e manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.</p>
<p>Denúncias de locais com água parada podem ser feitas à Superintendência de Vigilância da Saúde, pelo telefone 3921-7159 ou pelo WhatsApp 7400-5525.</p>
<p><em>Texto e foto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto entrevista a população de cinco municípios para avaliar o seu grau de letramento em saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/16/projeto-entrevista-a-populacao-de-cinco-municipios-para-avaliar-o-seu-grau-de-letramento-em-saude</link>
				<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 20:38:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=64556</guid>
						<description><![CDATA[Serão entrevistadas ao todo 1.600 pessoas, nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Campo Grande e Dourados]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um projeto no qual a UFSM está inserida tem visitado domicílios para identificar as dificuldades que as pessoas têm ao interpretar e usar informações de saúde, o que inclui a leitura de receitas médicas, bulas de medicamentos e resultados de exames laboratoriais, entre outras. Também estão incluídas no projeto as universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e de Pelotas (UFPel), bem como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. A pesquisa é realizada nas cidades-sede das universidades gaúchas (Santa Maria, Porto Alegre e Pelotas) e também em Campo Grande e Dourados (MS).

O projeto <a href="https://www.ufrgs.br/letramentoemsaude/" target="_blank" rel="noopener">Letramento em Saúde</a> tem a coordenação geral da professora Tatiane da Silva Dal Pizzol e da doutoranda em Epidemiologia Patricia Romualdo de Jesus, ambas da Ufrgs. A coordenação local, na UFSM, é da professora Liziane Maahs Flores, tendo a professora Edi Franciele Ries como corresponsável. Ambas docentes do Departamento de Saúde Coletiva e do curso de Farmácia, elas contam atualmente com a dedicação de 12 estudantes do curso de Medicina da UFSM atuando como entrevistadores, além do apoio dos gestores do departamento e do Centro de Ciências da Saúde (CCS) para encaminhamentos necessários ao projeto.

Aprovado em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto conta com recursos de R$ 120 mil para a sua execução. A amostra total de entrevistados, que inclui as cinco cidades mencionadas acima, foi definido em 1.600 pessoas, sendo 380 entrevistas para cada uma das capitais (Porto Alegre e Campo Grande) e 280 em cada município-polo do interior (Santa Maria, Pelotas e Dourados).

A população do estudo é constituída por brasileiros maiores de idade, que saibam ler e escrever, residentes em domicílios particulares permanentes, nas áreas urbanas dos cinco municípios estudados em 2023. Para o sorteio da amostra, foram considerados os setores censitários das áreas urbanas do Censo 2021. O processo de amostragem foi orientado por uma estatística.

Em Santa Maria, as entrevistas começaram no dia 21 de outubro, com previsão de término para 1º de dezembro. São realizadas perguntas sobre as características das pessoas, incluindo situação socioeconômica, condições de saúde, como entendem as informações de saúde e como usam a internet para obter informações sobre saúde.

O projeto tem o objetivo de chamar a atenção da população em geral sobre o que é o letramento em saúde e sobre a importância de se conhecer o grau de letramento em saúde do povo brasileiro, para que se proponham ações educativas nesse sentido.]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
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