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				<title>Hantavírus: qual o risco no Rio Grande do Sul?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/hantavirus-qual-o-risco-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:21:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[hantavirose]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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						<description><![CDATA[Professor de Medicina da UFSM afirma que sintomas não devem ser ignorados, mas descarta risco de epidemia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O surto de hantavírus a bordo do navio MV Hondius, em abril de 2026, trouxe a doença de volta às manchetes. Três mortes entre passageiros que haviam visitado áreas rurais da Patagônia argentina geraram repercussão internacional, e, com ela, dúvidas sobre o risco no Brasil. Especialmente, no Rio Grande do Sul. </span></p>
<h3>Uma doença conhecida</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose não chegou ao estado com o surto do cruzeiro. Ela já estava aqui.  Segundo o professor de Medicina da UFSM e infectologista Alexandre Schwarzbold, o Rio Grande do Sul registra casos todos os anos, normalmente vinculados a pessoas com contato direto com roedores silvestres ou com ambientes contaminados pelas fezes e urina desses animais, em galpões, armazéns, plantações de bambu, garagens. “A hantavirose é uma doença zoonótica, transmitida a partir de contato com roedores, comum em áreas restritas, rurais, ou em áreas de manipulação de algumas plantações, como o bambu, por exemplo, ou em períodos de estiagem. A gente sempre teve casos de hantavirose, mas são casos raros”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O hantavírus não é um vírus único, mas uma família com dezenas de cepas, cada uma associada a uma espécie de roedor reservatório. No Brasil, as mais conhecidas são os vírus Araraquara e Juquitiba, ambas presentes nas regiões Sul e Sudeste. Nas Américas, a doença se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), com comprometimento pulmonar e cardiovascular grave.</span></p>
<h3>Os números do Rio Grande do Sul</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os dados oficiais do Ministério da Saúde mostram um estado com presença estável da doença. Em 2025, foram sete casos confirmados no RS. Em 2026, dois já foram registrados até março, com dados ainda preliminares.</span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/GRAFICO-RS.jpeg"><img class="wp-image-72920 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/GRAFICO-RS.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">A série revela uma realidade distante de qualquer explosão epidêmica: o RS nunca ultrapassou 9 casos em um único ano na última década. O pico foi em 2016, com exatamente essa marca. Em 2020, foram zero casos. A média histórica fica em torno de 5 a 6 por ano.</span></p>
<h3>Quem realmente está em risco?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose não é uma ameaça para a população urbana em geral. O perfil de risco é predominante para trabalhadores rurais, agricultores, pessoas que limpam ambientes fechados onde roedores transitam, e quem manipula grãos armazenados ou realiza atividades em matas e áreas de vegetação densa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O momento de maior exposição é a limpeza de locais fechados, como galpões, paióis, garagens e depósitos. Quando se varre um ambiente com fezes secas de roedores, partículas microscópicas ficam em suspensão no ar e podem ser inaladas. Esse é o mecanismo mais comum de contaminação no estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o infectologista, toda pessoa do meio rural que tenha contato eventual com roedores deve higienizar muito bem galpões e usar proteção especial. “O essencial é usar botas, máscara, sobretudo a máscara quando for manipular áreas que soltam pó. Muitas pessoas esquecem e passam vassouras, levantam poeiras. Esse é o momento de usar equipamento de proteção importante”, alerta.</span></p>
<h3>Os sintomas que não devem ser ignorados</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O maior desafio clínico da hantavirose é o início enganoso. Os primeiros dias da doença (chamados de período pródromico) são difíceis de diferenciar de uma gripe comum. Febre, dor muscular, dor articular, cansaço e, em crianças, sintomas gastrointestinais. Segundo Alexandre, é fácil ignorar, mas o que muda o quadro é a tosse seca. “Essa tosse pode eventualmente evoluir para casos mais graves, desde uma síndrome respiratória grave até uma síndrome de hemorragia pulmonar”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sem tratamento específico aprovado até o momento, o manejo da hantavirose é de suporte, e a velocidade de chegada ao hospital é fator decisivo nos casos graves. Por isso, reconhecer os sintomas e a exposição prévia é tão importante.</span></p>
<h3>O que fazer para se proteger</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A prevenção passa sobretudo pelo uso correto de equipamentos de proteção individual durante atividades de risco. Como dito pelo médico, é necessário o uso de máscara, luvas e botas. Esses cuidados já fazem a diferença.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use máscara ao limpar galpões, garagens e ambientes com acesso de roedores, especialmente quando houver pó;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Evite varrer a seco. Umedeça o ambiente antes de limpar para não levantar partículas em suspensão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use botas para evitar contato da pele com urina e fezes de roedores no chão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Nunca limpe com as mãos desprotegidas. Use luvas ao manipular materiais em locais frequentados por roedores;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Monitore e controle o acesso de roedores a residências, armazéns e locais de trabalho no campo;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Febre e tosse seca após contato com roedores? Procure atendimento e relate a exposição ao médico.</span></li>
</ul>
<h3>Hantavirus em alto mar?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para entender o surto do MV Hondius, é importante compreender o que o tornou incomum. Passageiros desceram em Ushuaia e visitaram áreas rurais da Patagônia argentina, região com circulação conhecida de hantavírus. O contato com ambientes contaminados por roedores, provavelmente durante as excursões, foi o ponto de partida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que explica o maior número de casos a bordo é uma característica genética específica da cepa argentina envolvida: trata-se do único tipo de hantavírus conhecido por ter transmissão de pessoa a pessoa. Estudos genéticos mostraram que o vírus encontrado nos infectados do cruzeiro é idêntico ao de um surto registrado na Argentina em 2018. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Alexandre, este é o único vírus desses que causam a síndrome de hantavirose que se transmite de pessoa a pessoa. “Justamente por isso que um número maior de pessoas dentro de um barco foi acometido, algumas foram transmitidas de pessoa a pessoa. Mas originalmente alguém teve contato com o roedor contaminado. Surtos assim, dentro de um cruzeiro, são raríssimos”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No contexto gaúcho, essa cepa específica não é a que circula. Os vírus presentes no RS não têm transmissão interpessoal documentada. A contaminação ocorre exclusivamente pelo contato com roedores ou com ambientes que eles frequentam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A hantavirose tem mortalidade elevada quando não tratada a tempo e exige vigilância por parte dos profissionais de saúde e das pessoas expostas. Mas não merece o tipo de alarme que circulou nas redes sociais após o surto no cruzeiro. O Rio Grande do Sul tem estrutura de vigilância epidemiológica, profissionais treinados e dados sendo monitorados pelo Ministério da Saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conhecer a doença, reconhecer os fatores de risco e adotar medidas simples de proteção é o que funciona, e é exatamente o que o pesquisador da UFSM recomenda. "Não tem o risco de acontecer uma epidemia no Rio Grande do Sul, nem no Brasil, e nem pandemia, de modo algum. É uma doença muito restrita a algumas pessoas que têm contato específico”, finaliza.</span></p>
<p><em>Texto e artes: Isadora Bortolotto, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da Fiocruz ministra aula inaugural conjunta do CCNE, CCR e CCS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/04/pesquisador-da-fiocruz-ministra-aula-inaugural-conjunta-do-ccne-ccr-e-ccs</link>
				<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 19:56:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[ciências biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[nanotecnologia e inovação computacional]]></category>

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						<description><![CDATA[Rivaldo Venâncio vai falar sobre “Pesquisa avançada e prática clínica: medicina tropical e formação acadêmica”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Nesta quinta-feira (5), acontece a aula inaugural “Pesquisa avançada e prática clínica: medicina tropical e formação acadêmica”, promovida pelo Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) em parceria com o Centro de Ciências Rurais (CCR) e o Centro de Ciências da Saúde (CCS). O evento será realizado no anfiteatro C (anexo ao prédio 18 do campus sede) e é aberto a toda a comunidade, sem necessidade de inscrição prévia.

Às 9h, acontece a conferência de abertura: “O papel da Fiocruz e das universidades no enfrentamento das emergências sanitárias pós-2024”, com o professor e pesquisador Rivaldo Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O palestrante é o atual chefe de gabinete da presidência da Fiocruz e é membro dos Grupos Assessores Técnicos para Dengue e para Chikungunya da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Às 14h, no mesmo local, Rivaldo Venâncio também participa da mesa-redonda “Dengue e Chikungunya: desafios da vigilância, manejo clínico e implementação de medidas de controle no Rio Grande do Sul”. Ele vai abordar o tema juntamente com Gabriel Wallau, que é professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica (PPGBTox) da UFSM, pesquisador em saúde pública da Fiocruz e do Instituto de Medicina Tropical Bernhard Nocht de Hamburgo (na Alemanha).

<b>Interdisciplinaridade, inovação e IA</b>

Para marcar a abertura do curso de <a href="https://www.ufsm.br/2026/01/20/novo-curso-da-ufsm-bacharelado-em-nanotecnologia-e-inovacao-computacional-e-ofertado-via-sisu" target="_blank" rel="noopener">Nanotecnologia e Inovação Computacional</a>, o CCNE realiza uma outra aula inaugural na próxima segunda-feira (9), com o tema “Interdisciplinaridade, inovação e inteligência artificial (IA): queremos uma universidade do século 19 ou 21?”. O ministrante será o físico Adalberto Fazzio, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-reitor da Universidade Federal do ABC. Igualmente aberta ao público em geral, a aula inicia-se às 10h no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – prédio 8 do campus sede da UFSM.

Outras informações constam na <a href="https://www.instagram.com/ccneufsm/" target="_blank" rel="noopener">página do CCNE no Instagram</a>.

<i>Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCNE</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo de pesquisa da UFSM desenvolve ferramenta de análise de risco para transtornos psicológicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/01/30/grupo-de-pesquisa-da-ufsm-desenvolve-ferramenta-de-analise-de-risco-para-transtornos-psicologicos</link>
				<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 18:38:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71911</guid>
						<description><![CDATA[A Calculadora SMFQ aponta a probabilidade de depressão, ansiedade, pânico e estresse pós-traumático em pacientes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A união entre medicina e tecnologia resultou na criação de uma ferramenta online gratuita para auxiliar profissionais da saúde mental no diagnóstico de transtornos psicológicos, liderada por pesquisadores da UFSM do grupo Mental Health Epidemiology Group. A Calculadora SMFQ recebe esse nome por conta do seu questionário, que utiliza a escala Short Mood and Feelings Questionnaire (SMFQ).</p>
<p>Essa escala geralmente é utilizada para a avaliação de quadros de depressão, mas no projeto ela é aplicada para outros diagnósticos, como ansiedade generalizada, ansiedade social, pânico e estresse pós-traumático. As respostas dadas às 13 questões são analisadas por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI), a mesma ferramenta utilizada pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para calcular o desempenho dos estudantes, que atribui uma taxa de probabilidade diagnóstica e o nível de sintomas para cada um dos quadros.</p>
<p>O TRI não analisa apenas as respostas do paciente, mas também a estrutura do questionário e permite a estimativa do transtorno psicológico e seu nível de intensidade com base na probabilidade de cada resposta. Essa metodologia oferece mais precisão que a Teoria Clássica dos Testes (TCT), que se baseia apenas no total de pontos obtidos no questionário.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Arte-2-ferramenta-de-analise-de-risco-para-transtornos-psicologicos.jpg"><img class="alignright  wp-image-71926" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/01/Arte-2-ferramenta-de-analise-de-risco-para-transtornos-psicologicos-300x195.jpg" alt="" width="661" height="429" /></a>“A ideia não é substituir o diagnóstico psiquiátrico, que é complexo e sempre deve ser feito por um profissional, mas ser uma ferramenta de auxílio, baseada em evidências científicas e dados estatísticos, para o rastreio rápido de múltiplas condições”, destaca Gabriele dos Santos Jobim (estudante do oitavo semestre de Medicina da UFSM e bolsista de iniciação científica), que é a autora principal do projeto.</p>
<p>Além da aplicação para múltiplos diagnósticos e da utilização da TRI para analisar o padrão de respostas e oferecer resultados mais precisos e personalizados, o projeto se destaca pela utilização das calculadoras de risco, já populares em outras áreas da medicina, mas ainda pouco utilizadas na psiquiatria. O trabalho foi publicado como um artigo no Journal of Psychiatric Research, revista de alcance internacional na área de saúde mental.</p>
<p>O trabalho foi orientado pelo professor de Medicina da UFSM Maurício Hoffmann e contou com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro e Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (Cism). <a href="https://mheg.shinyapps.io/mfq-score-main/" target="_blank" rel="noopener">A Calculadora SMFQ está disponível online</a>. Para utilizar a ferramenta é preciso cadastrar o e-mail do profissional responsável pelo acompanhamento.</p>
<p><b>Inovação na aplicação dos questionários e metodologia de cálculo</b></p>
<p>A ideia para o projeto surgiu quando Gabriele analisava a base de dados da <a href="https://bv.fapesp.br/en/auxilios/109297/brazilian-high-risk-cohort-for-psychiatric-disorders-10-years-follow-up/" target="_blank" rel="noopener">Brazilian High Risk Cohort Study</a> (em português, “Estudo de Coorte de Alto Risco para Condições Mentais no Brasil”), um estudo que aplicou vários questionários sobre transtornos psicopatológicos desde 2010. Nessa pesquisa foram aplicadas várias escalas para compreender os sintomas e a frequência com que eles apareciam.</p>
<p>Durante a análise, Gabriele começou a pensar em aplicar essas escalas – que eram utilizadas para transtornos específicos como ansiedade e depressão – de uma forma mais abrangente, que não fale sobre condições específicas, mas sobre um espectro, o espectro internalizante que abrange condições como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade social e transtorno do pânico. Segundo a estudante, essa análise dimensional das patologias psicológicas tem se popularizado dentro da psiquiatria.</p>
<p>“A gente chegou nessa escala, a SMFQ, que tradicionalmente é usada para o rastreio da depressão. Mas, fazendo as análises das propriedades da escala, a gente viu que ela funcionava muito bem para detectar outras condições do espectro internalizante dentro dessa base de dados”, lembra.</p>
<p>O espectro internalizante se refere a condições de saúde mental em que os indivíduos frequentemente direcionam seu sofrimento e emoções negativas para dentro de si. Alguns de seus quadros são ansiedade, depressão, ansiedade generalizada, ansiedade social, pânico e estresse pós-traumático, que são avaliados pela calculadora, e outros relacionados.</p>
<p>Dentro do seu grupo, o Mental Health Epidemiology Group, o professor João Pedro Gonçalves Pacheco e o médico João Villanova do Amaral trabalhavam em um aplicativo para aplicação digital de uma outra escala, com o objetivo de melhorar a sua precisão estatística.</p>
<p>“As ideias de digitalizar a escala, de utilizá-la para rastrear mais de uma condição e incorporar a Teoria de Resposta ao Item para cálculos que não podem ser feitos com uma simples soma à mão, foram se integrando e alinhando na ideia de fazer essa calculadora.”</p>
<p>Geralmente essas escalas são aplicadas de forma impressa e a pontuação é avaliada com base na Teoria Clássica dos Testes, que soma as respostas de cada item para gerar uma pontuação final. No entanto, essa forma de análise dos resultados tem sido criticada pelos pesquisadores da área e a aplicação da TRI tem sido vista como uma alternativa mais eficiente, mas que precisa de mais recursos para ser aplicada.</p>
<p>“A TRI tem cálculos bem complexos que não teriam como ser feitos no papel, é preciso algum software para empregá-lo na prática clínica com agilidade. A calculadora consegue fazer isso”, explica Gabriela. Com a análise dos dados da Coorte de Alto Risco, foi gerada uma TRI específica para a escala SMFQ.</p>
<p><i>Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p><i>Arte gráfica: Daniel De Carli</i></p>
<p><i>Edição: Lucas Casali</i></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM aprova criação de curso de Medicina no Campus de Palmeira das Missões</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/09/ufsm-aprova-criacao-de-curso-de-medicina-no-campus-de-palmeira-das-missoes</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 14:12:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-pm]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71614</guid>
						<description><![CDATA[Projeto agora segue para aprovação do governo federal ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Conselho Universitário (Consu) da UFSM aprovou na sexta-feira (5) a proposta de criação do curso de Medicina no Campus de Palmeira das Missões. Agora, o projeto será submetido aos ministérios da Educação e da Saúde, que farão avaliação <em>in loco</em> para averiguar as condições da Universidade e do sistema de saúde da região de comportar um curso de Medicina. O projeto prevê o ingresso de 50 acadêmicos anualmente, sempre no primeiro semestre. </p>
<p>Segundo o reitor da UFSM, Luciano Schuch, mesmo que o curso seja aprovado, ainda terá que haver a pactuação de recursos com o governo federal, tanto para infraestrutura quanto para recursos humanos. Há previsão de 96 vagas de professores e aproximadamente 50 de técnico-administrativos para trabalharem na nova graduação. O projeto prevê em torno de R$ 70 milhões de investimentos - um valor maior que o recurso de implantação do Campus. </p>
<p>Quanto a prazos, o reitor acredita que, numa perspectiva otimista, o curso poderá ter início no primeiro semestre de 2027. "Estamos muito otimistas que, depois da aprovação da Universidade, o governo federal vai se sensibilizar da importância do curso de Medicina na região. Sabemos que existe também a construção do Hospital Regional em Palmeira das Missões, que vai levar ainda quatro, cinco anos para ficar pronto, que é o tempo do nosso curso já estar com maturidade para utilizá-lo como campo de estágio. Foi uma grande vitória para a nossa Universidade mas, principalmente, para a comunidade da região Noroeste do RS e Palmeira das Missões", destaca o reitor.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professor da UFSM está entre os pesquisadores brasileiros que mais influenciam políticas públicas no mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/05/professor-da-ufsm-esta-entre-os-pesquisadores-brasileiros-que-mais-influenciam-politicas-publicas-no-mundo</link>
				<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 19:28:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71575</guid>
						<description><![CDATA[O levantamento destaca o impacto de estudos de Felipe Schuch sobre atividade física e saúde mental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um <a href="https://abori.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Os-pesquisadores-brasileiros-que-mais-influenciam-politicas-publicas_R20251105.pdf" target="_blank" rel="noopener">levantamento realizado pela Agência Bori em parceria com a Overton</a> – maior plataforma internacional dedicada a mapear a interface entre ciência e políticas públicas – identificou 107 pesquisadores brasileiros cujos trabalhos têm sido amplamente utilizados para embasar decisões governamentais ao redor do mundo. Entre os nomes, está o do professor da UFSM Felipe Schuch, referência internacional em atividade física e saúde mental.

[caption id="attachment_71577" align="alignright" width="586"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-Arquivo-Pessoal-Felipe-Schuch.jpg"><img class=" wp-image-71577" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-Arquivo-Pessoal-Felipe-Schuch-300x200.jpg" alt="Foto horizontal. Tendo ao fundo uma parede branca, um homem fala ao microfone. Ele é branco, usa óculos, tem cabelo escuro, veste uma camisa cinza e aparece apenas da cintura para cima." width="586" height="390" /></a> Felipe Schuch é professor dos cursos de Educação Física da UFSM e coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Saúde Mental (Gepesm)[/caption]

Docente do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Felipe Schuch é o coordenador do <a href="https://www.instagram.com/gepesm_ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Saúde Mental (Gepesm)</a> da UFSM. Além disso, atua como orientador nos programas de pós-graduação em Ciências do Movimento e Reabilitação, da UFSM, e de Psiquiatria e Saúde Mental, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro da força tarefa em medicina do estilo de vida para depressão da World Federation of Societies of Biological Psychiatry e da força tarefa em exercício físico e nutrição para o transtorno do humor bipolar da International Society for Bipolar Disorders. E, por cinco vezes consecutivas (2020 a 2024), foi listado como um dos autores mais citados na área “Psicologia e Psiquiatria” na lista da <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cefd/2021/11/25/prof-dr-felipe-barreto-schuch-dmtd-e-destaque-na-pesquisa-mundial" target="_blank" rel="noopener">Clarivate/Web of Science</a>.

<b>Como funciona o levantamento</b>

A análise da Bori e Overton considera documentos de políticas públicas divulgados entre 2019 e julho de 2025. Entram na conta relatórios técnicos, pareceres, diretrizes, <i>guidelines</i> clínicos, documentos de organismos multilaterais e materiais oficiais produzidos por governos nacionais e internacionais. Cada pesquisador listado possui ao menos 150 citações em documentos estratégicos, indicando influência direta na elaboração de políticas públicas.

A Overton, base utilizada no estudo, rastreia milhões de documentos em todo o mundo e identifica onde o conhecimento científico é utilizado para orientar decisões. “Não se trata apenas de medir impacto acadêmico, mas impacto real: quais vozes da ciência são mobilizadas quando é preciso decidir sobre saúde, clima, economia ou desigualdade”, afirma o relatório.

Felipe Schuch comenta que, apesar do reconhecimento em outras listas, desconhecia essa métrica específica. “Eu acompanhava outras métricas, mas essa em particular não. É um grande reconhecimento para a UFSM e para a ciência brasileira, porque mostra que o que a gente faz não é irrelevante, e sim algo que produz frutos verdadeiros.”

<b>O trabalho de Schuch e por que ele aparece na lista</b>

Schuch atua na área que investiga a relação entre atividade física, estilo de vida e saúde mental. Seu foco é entender como diferentes níveis de movimento influenciam sintomas, risco e evolução de transtornos como depressão e ansiedade.

De acordo com Felipe Schuch, entre seus estudos mais citados em documentos de políticas públicas estão:

• Uma <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26978184/" target="_blank" rel="noopener">meta-análise publicada em 2016</a>, que avalia os efeitos do exercício físico nos sintomas depressivos em pessoas com depressão;

• Um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29690792/" target="_blank" rel="noopener">estudo de 2018</a> que demonstra como a atividade física reduz o risco de desenvolver sintomas ou transtornos depressivos;

• Um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35416941/" target="_blank" rel="noopener">artigo de 2022 no American Journal of Psychiatry</a>, que calcula a dose mínima de atividade física necessária para gerar benefícios, além de estimar a relação dose/resposta.

Essas pesquisas têm embasado desde recomendações gerais de prática de exercícios até diretrizes clínicas e estratégias nacionais de promoção da saúde mental. “A importância de fazer parte dessa lista é mostrar o impacto que a gente tem nos nossos trabalhos e como eles podem influenciar decisões, comportamentos e políticas ao redor do mundo”, pondera Schuch.

De acordo com ele, o impacto se mede não apenas pelo número de citações, mas pela utilidade social do conhecimento. “É um reconhecimento que mostra que a pesquisa está tendo impacto além dos muros da universidade. O importante é saber em quais documentos essas informações aparecem e como elas produzem impacto social de verdade.”

<b>Posição entre os pesquisadores brasileiros mais influentes</b>

Segundo a relação divulgada, o professor aparece com 219 citações em documentos de políticas públicas, associadas a 64 artigos científicos. A lista, liderada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), mostra que a ciência brasileira tem exercido papel fundamental na formulação de políticas públicas, ainda que de forma desigual entre áreas e perfis de pesquisadores. Saúde, ambiente e alimentação concentram a maior parte das influências.

O professor Felipe Schuch também falou sobre suas pesquisas e projetos em entrevista concedida para o programa <i>Radar Esportivo</i>, da rádio UniFM 107.9, a qual está disponível <a href="https://open.spotify.com/episode/7BkyGqUcOfCMf1PusByPdX?si=amrjlZobR3OQbvGo6qJ4nw&amp;nd=1&amp;dlsi=1d85297ce4f14b39" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.

<i>Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: arquivo pessoal</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudante da Medicina da UFSM é finalista em premiação com estudo que desafia narrativas sobre uso de telas e TDAH</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/24/estudante-da-medicina-da-ufsm-e-finalista-em-premiacao-de-psiquiatria-com-estudo-que-desafia-narrativas-sobre-uso-de-telas-e-tdah</link>
				<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 14:09:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[uso de telas]]></category>

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						<description><![CDATA[A pesquisa, inédita e construída a partir de dados coletados durante oito anos, questiona a ideia de que mais tempo de tela agravaria sintomas do transtorno
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/capa-tdah-1024x684.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de dois homens jovens sentados em poltronas à frente de uma parede azul. O jovem da direita é o estudante Ricardo. À esquerda dele, outro homem segura o microfone. À frente deles, a plateia." />											<figcaption>Estudante Ricardo Bombardelli durante o Congresso Gaúcho de Psiquiatria</figcaption>
										</figure>
		<p>O estudante Ricardo Kaciava Bombardelli, do sexto semestre de Medicina da UFSM, foi finalista entre os melhores trabalhos de psiquiatria da infância e adolescência no XVII Congresso Gaúcho de Psiquiatria. O estudo investigou se o aumento do uso de telas - como televisão, computador, celular e videogame - estaria associado ao aumento de sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ao longo do tempo. O resultado surpreendeu: a pesquisa mostrou que essa relação não se confirma.</p><p>O trabalho, orientado pelo professor chefe do Departamento de Neuropsiquiatria, Mauricio Hoffman, analisou dados de uma coorte brasileira acompanhada ao longo de oito anos, considerada uma das maiores e mais robustas do país em saúde mental do desenvolvimento. A pesquisa utilizou três momentos de coleta: quando os jovens tinham cerca de 10 anos, depois aos 14 e novamente por volta dos 18.</p><p> </p><h3><b>Estudo inédito no país sobre TDAH</b></h3><p>O professor explica que a equipe utilizou um modelo estatístico capaz de observar oscilações individuais ao longo dos anos, e não apenas comparar grupos. “A gente consegue medir o além da média de cada jovem. Se, em determinado momento, ele aumentou o tempo de tela além do que era típico para ele mesmo, e se isso gerou um aumento também atípico nos sintomas”, disse o orientador.</p><p>O estudo aplicou escalas de desatenção e hiperatividade respondidas pelos pais, e verificou diariamente o tempo de exposição a telas. Segundo Hoffman, isso permitiu analisar tendências reais de comportamento, isolando confundidores importantes. Ele destaca que efeitos como psicopatologia materna, por exemplo, influenciam tanto na atenção dada ao filho quanto no uso de telas - algo que a análise conseguiu mensurar. “O que encontramos é que o tempo de tela geral não tem impacto duradouro nos sintomas de desatenção. Pelo menos não em longo prazo”, afirmou. O orientador da pesquisa ressalta que efeitos curtos, como irritabilidade após muitas horas seguidas, podem existir, “mas não algo que permaneça anos depois”.</p><p> </p><h3><b>Questionar a narrativa dominante</b></h3><p>Para o acadêmico Ricardo, o estudo nasceu de uma inquietação: a distância entre o que a mídia repete e o que a ciência mostra. “A gente vê muita notícia dizendo que as telas estão ‘gerando’ TDAH nas crianças. Sempre achei estranho que isso se disseminasse tanto sem estudos sólidos por trás”, questionou.</p><p>Ao mergulhar na literatura, estudante e orientador observaram resultados inconsistentes entre estudos anteriores, muitos com metodologias frágeis. A partir disso, os pesquisadores decidiram aplicar um modelo que permitisse analisar a direção dos efeitos - se o tempo de tela aumentava sintomas ou se os próprios sintomas faziam as crianças usarem mais telas.</p><p>Ricardo explica: “Talvez a criança com sintomas elevados busque mais estímulos, então ela vai para a tela. A gente não sabia se era isso ou o contrário. Nosso objetivo era entender essa direcionalidade”.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/foto-ricardo-1024x684.jpeg" alt="Foto colorida horizontal do estudante Ricardo em pé com microfone na mão direita, próximo à boca, e controle na mão esquerda, usado para comandar a apresentação visual projetada no telão. Atrás dele, um painel azul e um parte da apresentação com desenhos de telas. À frente dele, algumas pessoas" />											<figcaption>Ricardo apresentou estudo decorrente de oito anos de coleta de dados sobre uso de telas e TDAH</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Reconhecimento em congresso e futuro na pesquisa </b></h3><p>O Congresso Gaúcho de Psiquiatria é um dos principais eventos científicos estaduais da área. Promovido pela Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), o encontro reúne psiquiatras, profissionais da saúde mental, pesquisadores e estudantes para discutir avanços, apresentar estudos e debater temas atuais da psiquiatria. O congresso é reconhecido pela relevância acadêmica e por promover a atualização profissional e a circulação de pesquisas inéditas na área. A 17ª edição aconteceu de 4 a 6 de setembro em Porto Alegre.</p><p>Ser finalista no congresso foi uma surpresa para Ricardo Bombardelli. “Eu fiquei bem nervoso na hora de apresentar”, contou. “Tinha 40 ou 50 pessoas me olhando, e eu tremia um pouco. Mas, depois, ver as professoras vindo falar comigo, pedindo para eu explicar a pesquisa… foi muito gratificante”, acrescentou. Para o estudante, representar a UFSM em um congresso regional de destaque foi simbólico. “Se não fosse o ambiente acadêmico aqui, o estímulo da universidade e do meu orientador, eu não teria chegado até aqui”, revelou</p><p>Ricardo já sabe que quer seguir na pesquisa. Ele revela que só escolheu Medicina por causa da psiquiatria. E,  hoje, o estudante se vê ainda mais perto desse caminho: “Eu sempre quis trabalhar com saúde mental e com pesquisa. Agora estou mexendo com estatística, programação, comportamento… tudo o que eu queria”.</p><p> </p><p><i><strong>Texto</strong>: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i><strong>Fotos</strong>: APRS/Divulgação</i></p><p><i><strong>Edição</strong>: Maurício Dias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Unisinos desenvolvem tecnologia que aumenta a durabilidade de testes de glicose</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/14/ufsm-e-unisinos-desenvolvem-tecnologia-que-aumenta-a-durabilidade-de-testes-de-glicose</link>
				<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 20:12:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
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		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>

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						<description><![CDATA[O foco é o desenvolvimento de polímeros capazes de reagir a estímulos externos, para proteger e liberar reagentes de forma controlada]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre a UFSM e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) está investigando o uso de revestimentos poliméricos termorresponsivos para aumentar a estabilidade e a durabilidade de enzimas utilizadas em biossensores eletroquímicos, como os testes de glicose amplamente utilizados no monitoramento de diabetes.

Coordenado pela professora Daiani Canabarro Leite, do Departamento de Física da UFSM, e pela pesquisadora Priscila Schmidt Lora, da Unisinos, o projeto tem como foco o desenvolvimento de polímeros capazes de reagir a estímulos externos, como a temperatura, para proteger e liberar reagentes de forma controlada.

Segundo a professora Daiani, os polímeros desenvolvidos funcionam como uma espécie de “cápsula protetora”, que envolve a enzima e impede sua degradação. “Esses materiais reagem a estímulos (por exemplo, à temperatura), liberando o reagente apenas no momento do teste. Isso aumenta a vida útil do produto e reduz a necessidade de armazenamento em condições especiais”, explica.

Na prática, o estudo busca aplicar essa tecnologia na construção de um biossensor de glicose mais estável, em que a enzima glicose oxidase é encapsulada pelo polímero. “Estamos testando se o revestimento desenvolvido pela Daiani pode reter a enzima dentro do produto e liberá-la apenas quando a temperatura for elevada”, complementa Priscila.

A parceria entre as universidades se dá de forma complementar: enquanto a equipe da UFSM é responsável pela síntese e caracterização dos polímeros, a Unisinos realiza os testes práticos nos sensores. “Trabalhamos com uma base comercial, um sensor já pronto. Aplicamos a enzima junto com o polímero e medimos o sinal elétrico gerado pela reação. Assim, conseguimos avaliar se o sistema funciona conforme o esperado”, detalha Priscila.

Além do avanço científico, o projeto representa um fortalecimento da colaboração entre instituições gaúchas. “É significativo ver duas universidades do Rio Grande do Sul, com compromisso científico e de inovação, unindo forças. Parcerias são fundamentais porque ninguém domina todo o conhecimento sozinho”, afirma Daiani.

Os impactos potenciais vão além da academia. De acordo com as pesquisadoras, o aumento da estabilidade das enzimas pode reduzir custos e perdas na produção de dispositivos médicos, especialmente em um país de clima instável como o Brasil. “Essas enzimas são sensíveis à luz e ao calor. Tornar esses produtos mais duráveis traz benefícios diretos à sociedade e à indústria”, destaca Daiani.

O projeto também inspirou uma iniciativa mais ampla: a criação de uma rede de pesquisadores do Rio Grande do Sul voltada ao desenvolvimento de sensores para a saúde. O grupo já reúne cerca de 40 pesquisadores de instituições como UFSM, Unisinos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), de Pelotas (UFPel) e de São Paulo (Unifesp), além de startups, o Senai Polímeros e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “Queremos unir forças, cada um contribuindo com o que tem de melhor. É impossível um pesquisador cuidar de todo o processo sozinho”, ressalta Priscila.

A pesquisa aponta para um futuro promissor, tanto para o avanço científico quanto para o fortalecimento da indústria nacional de dispositivos médicos, um setor que ainda carece de produção significativa no país. “Falamos de inovação, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico brasileiro”, conclui a pesquisadora.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Prefeitura de Santa Maria estruturam protocolo clínico para novo método contraceptivo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/13/contraceptivo-subcutaneo</link>
				<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 16:53:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[contracepção]]></category>
		<category><![CDATA[implante subcutâneo contraceptivo]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Residência Médica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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						<description><![CDATA[Dispositivo está disponível na rede pública municipal para pessoas que se encaixem nos critérios estipulados ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_69500" align="alignleft" width="423"]<img class=" wp-image-69500" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/IMG_8390-1.jpg" alt="" width="423" height="389" /> Contraceptivo consiste em implante colocado debaixo da pele do braço não dominante[/caption]
<p>O Departamento de Saúde Coletiva, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a Política de Saúde da Mulher da Secretaria de Município de Saúde de Santa Maria, estruturou um protocolo clínico para oferta de um novo método contraceptivo chamado Implante Subdérmico Liberador de Etonogestrel - popularmente conhecido como Implanon NXT. O protocolo tem como objetivo ofertar o implante contraceptivo de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O Implanon NXT é um pequeno tubo de plástico, de cerca de 4 centímetros de comprimento por 2 milímetros de largura, colocado debaixo da pele do braço não dominante. O implante contém um hormônio progestagênio, chamado etonogestrel. A colocação é feita por um médico treinado e habilitado.</p>
<p>Conforme o Médico de Família e Comunidade Renato Holkem Bonafé, supervisor do Programa de Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade R3 - Procedimentos em APS da UFSM, a ação do implante é contínua por 3 anos e acontece com a liberação do hormônio etonogestrel para o sangue da pessoa. Isto impede a ovulação e espessa o muco do colo do útero, o que dificulta a passagem dos espermatozóides para o útero. O implante tem eficácia superior a 99%, igual ou superior a da laqueadura tubária.</p>
<p> </p>
<p><strong>A quem se destina o implante</strong></p>
<p>Na rede municipal de saúde, o dispositivo está disponível de forma gratuita para mulheres cis e homens trans em idade reprodutiva (10 a 49 anos) que se encaixem nos seguintes públicos:</p>
<p>- Mulheres em risco social em idade reprodutiva (10 a 49 anos)</p>
<ul>
<li>
<p role="presentation">Dependentes de substâncias psicoativas;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Situação de rua;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Vítimas de violência doméstica;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Tratamento para HIV/AIDS;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Privadas de liberdade;</p>
</li>
<li>
<p role="presentation">Profissionais do sexo;</p>
</li>
</ul>
<p>- Adolescentes de 10 a 19 anos, 11 meses e 29 dias;</p>
<p>- Mulheres com transtornos mentais graves e severos, que fazem seguimento na saúde mental;</p>
<p>- Mulheres soropositivas para o HIV;</p>
<p>- Mulheres que realizaram a inserção e necessitarão da troca em qualquer faixa etária e mantém o desejo pelo método e sem contraindicação;</p>
<p>- Contraindicação absoluta a outros métodos contraceptivos;</p>
<p>- Não adesão a outros métodos contraceptivos (caso avaliado pela equipe de saúde);</p>
<p> </p>
<p><strong>Onde buscar </strong></p>
<p>O dispositivo é ofertado em centros de referência especializados do município, compo a Policlínica Central e Setor Especializado em Saúde da Mulher, no Centro Diagnóstico Nossa Senhora do Rosário.</p>
<p> </p>
<p><strong>Como ter acesso</strong></p>
<p>Para ter acesso, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência da pessoa interessada para encaminhamento a partir de consulta médica e/ou de enfermagem. A equipe de saúde realiza o acolhimento, aplica o protocolo clínico municipal e, se preenchidos critérios, referência para colocação.</p>
<p>Pessoa interessada não contemplada nos critérios atuais para recebimento do dispositivo de forma gratuita e que deseje o uso do método, caso consiga adquiri-lo por meios próprios, pode ser referenciada ao serviço de igual forma para atendimento e execução do procedimento de colocação.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Husm amplia serviços de hemodiálise para pacientes ambulatoriais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/27/husm-amplia-servicos-de-hemodialise-para-pacientes-ambulatoriais</link>
				<pubDate>Wed, 28 May 2025 01:23:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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						<description><![CDATA[Novo serviço facilita o acesso ao tratamento para pacientes que não estão internados e reforça a capacidade de atendimento pelo SUS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ampliou seus serviços com a abertura do Ambulatório de Hemodiálise. O procedimento foi disponibilizado apenas para pacientes internados via Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quarta-feira (28), a ampliação dos serviços será oficialmente inaugurada e pacientes de Santa Maria e região que necessitam de hemodiálise podem realizar o tratamento de forma ambulatorial. A Inauguração contará com a presença do vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, e do superintendente do Husm, Humberto Moreira Palma, além de outras autoridades e gestores do hospital.

O ambulatório conta com quatro máquinas, com capacidade para atender 16 pacientes por semana. Cada paciente realiza, em média, três sessões por semana. O serviço funciona nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h às 19h. A equipe multiprofissional é composta por três nefrologistas, três enfermeiros e três técnicos de enfermagem, além de assistentes sociais e administrativos.

Uma das vantagens do novo serviço é a liberação de leitos, pois os pacientes não precisam mais ser internados. Atualmente, a Unidade de Nefrologia do Husm dispõe de 11 leitos de internação. “Rotineiramente, além das hemodiálises em pacientes renais crônicos internos, é necessário dialisar pacientes renais agudos que entram em situação de emergência ”, explicou a gerente de Atenção à Saúde do Husm, Tânia Magnago.

Desde setembro de 2023, o hospital tem pacientes prontos para ter alta, mas que dependem de hemodiálise. “Isso aconteceu porque o Husm não oferece serviço de hemodiálise ambulatorial e devido à sobrecarga das clínicas ambulatoriais da rede. Essa situação levou à mobilização de esforços para a abertura do atendimento ambulatorial”, afirmou Tânia.

A doença renal crônica é um grave problema de saúde pública. Entre 2015 e 2023, a região centro-oeste do Rio Grande do Sul registrou 5.192 internações por insuficiência renal, sendo 1.373 (26,4%) no Husm, com uma média de 152,5 internações por ano. Segundo Tânia, “a oferta de hemodiálise ambulatorial pelo Husm, certamente, melhorará a qualidade de vida e o bem-estar físico, psicológico e social dos pacientes que carecem de terapias substitutivas renais”.

<b>Sobre o novo serviço do Husm</b>

O Ambulatório de Hemodiálise é voltado para “pacientes que passam por terapia renal substitutiva, mas que podem realizar o tratamento sem necessidade de internação”, explicou a chefe da Unidade de Clínica Médica do Husm, Fernanda Pradella.

Dentre as vantagens desse modelo, conforme Fernanda, estão a “comodidade de poder fazer uma sessão e retornar para casa, além de menores chances de infecção hospitalar”. A abertura do serviço também impactou positivamente a gestão dos leitos, permitindo um menor tempo de internação e possibilitando que novos pacientes acessem o Hospital e iniciem o tratamento de hemodiálise.

Durante as sessões, os pacientes recebem cuidados integrais, adaptados ao grau de complexidade de cada caso. Além disso, serão oferecidas orientações de saúde para pacientes e familiares, encaminhamentos para transplante renal, acompanhamento de medicamentos, e dicas sobre dieta, exercícios e hidratação. O objetivo é garantir que os pacientes tenham acesso a uma vida digna, saudável e feliz.

<b>Entenda a hemodiálise e sua importância</b>

A hemodiálise é uma terapia que realiza a filtragem do sangue, melhorando a função dos enxágues. Segundo a enfermeira responsável técnica do Ambulatório de Hemodiálise, Daiane da Silva Prates, “essa filtragem remove água e substância em excesso que pode prejudicar a saúde dos pacientes”. Dependendo da condição do paciente, a hemodiálise pode ser temporária ou permanente, sendo necessária a repetição do procedimento três vezes por semana, com sessões que duram cerca de quatro horas cada uma.

As principais causas da doença renal crônica são: hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças renais (glomerulopatia, nefropatia túbulo-intersticial, doença renal policística, displasia, hipoplasia renal) e uropatias (infecções urinárias de repetição, obstruções urinárias e cálculos urinários). Conforme dados de 2024 da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), no mundo, aproximadamente 3,1 milhões de pessoas vivem com algum tipo de doença renal. Além disso, entre 5 e 11 milhões morrem anualmente de doenças renais por causa de lesões agudas e falta de acesso ao tratamento renal substitutivo.

Daiane ressaltou que, “antes e durante as sessões de hemodiálise, é preciso observar os sinais específicos dos pacientes, pois podem ter alterações principalmente da glicose e variações na pressão arterial”. Os pacientes em tratamento, geralmente, mantêm controle específico da ingestão de líquidos e de uma dieta restritiva.

Além disso, a hemodiálise traz mudanças significativas para o estilo de vida dos pacientes, afetando aspectos físicos, nutricionais, emocionais e hormonais. Como destacou Daiane, “os pacientes também expressaram apoio familiar constante para que essa adaptação ocorra de forma mais tranquila possível”.

<b>Sobre a Ebserh</b>

O Husm faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do SUS ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

<i>Texto: Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas ocorre no final de maio na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/16/congresso-brasileiro-sobre-catastrofes-climaticas-ocorre-no-final-de-maio-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 18:00:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Econômicas]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento vai discutir desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  De 29 a 31 de maio, o Centro de Convenções recebe o Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas. Promovido pela UFSM, Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o evento tem como um de seus objetivos principais a discussão a respeito dos desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde. A programação é constituída por conferências, mesas-redondas, relatos de experiência e momentos culturais, além de cursos e oficinas pós-evento. As inscrições encerram-se no dia 30 de abril.

Entre os temas que serão abordados nas mesas, conferências e relatos, destacam-se gestão em saúde, atuação dos órgãos de segurança pública, vivências em hospitais, atendimento a municípios da Quarta Colônia, admissão de pessoas em abrigos temporários, mudanças climáticas, impactos econômicos, sociais e jurídicos, atenção primária em saúde (APS), saúde mental, vigilância em saúde e gestão de risco, bem como soluções e inovações pós-catástrofe. Entre os palestrantes, estão médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros do trabalho e gestores de hospitais da Ebserh, além de professores e pesquisadores da UFSM, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Nos cursos e oficinas, serão abordados temas como pronto-socorro psicológico, planos de contingência para catástrofes, mídia e saúde, atuação dos cães dos bombeiros, orientações da Defesa Civil para gestores, atendimento hospitalar de urgência e emergência, APS em catástrofes climáticas, saúde planetária, combate à desinformação e popularização da ciência.

Pela UFSM, também participam da promoção do congresso órgãos como o Centro de Ciências da Saúde (CCS), Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Grupo de Pesquisa Trabalho, Ética, Saúde e Segurança do Paciente (Gtessp), Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e Revista de Enfermagem.

O valor arrecadado com o pagamento das taxas de inscrição, tanto para o congresso em si como para os cursos e oficinas, será doado para o Banco de Alimentos (unidade de Santa Maria). A programação e instruções para inscrição e para submissão de trabalhos constam na página <a href="https://www.conbrascc.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.conbrascc.com.br</a>. Atualizações são divulgadas no perfil do congresso no <a href="https://www.instagram.com/conbrascc/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores trazem alerta sobre o alto índice de letalidade da dengue no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/06/pesquisadores-trazem-alerta-sobre-o-alto-indice-de-letalidade-da-dengue-no-rs</link>
				<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 19:10:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68234</guid>
						<description><![CDATA[De acordo com pesquisadores da Fiocruz, UFSM e UFCSPA, o risco é ainda maior entre a população idosa]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de instituições de ensino e pesquisa do Rio Grande Sul ressaltam o impacto da dengue na região Sul do Brasil e a necessidade de atenção com o agravamento da doença nos idosos, em <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2772707625000128" target="_blank" rel="noopener">texto publicado na revista científica IJID Regions</a>. A publicação é editada pela International Society for Infectious Diseases (ISID), na plataforma Elsevier. No ano passado foi observado um crescimento global da dengue, com mais de 14 milhões de casos registrados mundialmente, dos quais 6,5 milhões ocorreram no Brasil, causando cerca de 6 mil mortes.

O grupo identificou uma alta letalidade em casos graves no Rio Grande do Sul, na comparação com outros estados com maior incidência histórica da doença, a exemplo de Pernambuco e Rio de Janeiro. “O estado do Rio Grande do Sul tem sido historicamente menos afetado, mas registrou aumento significativo de incidência e mortalidade nos últimos quatro anos”, explica o pesquisador da Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau, que assina o artigo ao lado de outros profissionais do Núcleo de Bioinformática e do Departamento de Entomologia da Fiocruz PE, bem como do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e UFSM.

Wallau atua na UFSM, em exercício provisório, no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal. Além dele, também participa como autor do artigo o médico e professor Alexandre Vargas Schwarzbold, que leciona no curso de Medicina da UFSM e também atua no Hospital Universitário de Santa Maria.

A proporção elevada de idosos no RS, que é a maior do Brasil; população não previamente exposta à dengue; baixa conscientização para detectar e tratar casos de dengue antes que evoluam para casos graves e os desafios no manejo de pacientes idosos com dengue grave são alguns fatores sugeridos pelos cientistas para explicar essa letalidade aumentada. Entretanto, não foi possível testar essas hipóteses como possíveis explicações para uma maior mortalidade em idosos devido ao delineamento do estudo, uma vez que os autores não tiveram acesso aos dados clínicos dos pacientes.

Outro dado que chamou atenção é a ausência de maiores variações de sorotipos e de genótipos do vírus da dengue no RS em comparação com outros estados brasileiros, demonstrando que as razões de aumento de mortalidade no estado não devem estar associadas à genética do vírus.

Os cientistas utilizaram dados comparativos de letalidade para fazer esse chamado sobre a importância de proteger os grupos mais vulneráveis, uma vez que foi evidente a maior letalidade em idosos que evoluíram para dengue grave no Rio Grande do Sul em 2024. Para os autores, é urgente que se implemente na saúde pública uma abordagem integrada para aumentar a conscientização da sociedade, reduzir populações de mosquitos transmissores e mitigar o impacto da dengue, preparando os serviços de atendimento à população para identificar os casos em risco de agravamento para atuar de forma mais rápida no controle da doença e evitar mortes.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Fiocruz PE</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas ocorre em maio na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/01/09/congresso-brasileiro-sobre-catastrofes-climaticas-ocorre-em-maio-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 21:02:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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						<description><![CDATA[Evento vai discutir desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  De 29 a 31 de maio, o Centro de Convenções recebe o Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas. Promovido pela UFSM, Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o evento tem como um de seus objetivos principais a discussão a respeito dos desafios, perspectivas e repercussões das catástrofes climáticas para a gestão pública e para os serviços de saúde. A programação é constituída por conferências, mesas-redondas, relatos de experiência e momentos culturais, além de cursos e oficinas pós-evento.

Entre os temas que serão abordados nas mesas, conferências e relatos, destacam-se gestão em saúde, atuação dos órgãos de segurança pública, vivências em hospitais, atendimento a municípios da Quarta Colônia, admissão de pessoas em abrigos temporários, mudanças climáticas, impactos econômicos, sociais e jurídicos, atenção primária em saúde (APS), saúde mental, vigilância em saúde e gestão de risco, bem como soluções e inovações pós-catástrofe. Entre os palestrantes confirmados, estão médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros do trabalho e gestores de hospitais da Ebserh, além de professores da UFSM e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Nos cursos e oficinas, serão abordados temas como pronto-socorro psicológico, planos de contingência para catástrofes, mídia e saúde, atuação dos cães dos bombeiros, orientações da Defesa Civil para gestores, atendimento hospitalar de urgência e emergência, APS em catástrofes climáticas, saúde planetária e combate à desinformação.

Pela UFSM, também participam da promoção do congresso órgãos como o Centro de Ciências da Saúde (CCS), Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Grupo de Pesquisa Trabalho, Ética, Saúde e Segurança do Paciente (Gtessp), Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e Revista de Enfermagem.

O valor arrecadado com o pagamento das taxas de inscrição, tanto para o congresso em si como para os cursos e oficinas, será doado para o Banco de Alimentos (unidade de Santa Maria). A programação provisória e instruções para inscrição e para submissão de trabalhos constam na página <a href="https://www.conbrascc.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.conbrascc.com.br</a>. Atualizações serão divulgadas no perfil do congresso no <a href="https://www.instagram.com/conbrascc/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Acadêmicos e residentes da UFSM desenvolvem atividades em Unidade Básica de Saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/19/academicos-e-residentes-da-ufsm-desenvolvem-atividades-em-unidade-basica-de-saude</link>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 10:59:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
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		<category><![CDATA[UBS]]></category>

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						<description><![CDATA[Grupos são focados em saúde mental, atividade física e jardinagem ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67983" align="alignright" width="561"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-1.jpeg"><img class="wp-image-67983" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal mostra um grande grupo de pessoas em círculo, fazendo exercícios de alongar os braços, em uma ampla sala iluminada" width="561" height="421" /></a> Grupo de atividades físicas é desenvolvido nas terças e sextas-feiras[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro Social Urbano Maria Ribas De Nardin, no bairro Passo D'Areia, em Santa Maria, tem desenvolvido projetos com apoio de estagiários e residentes da UFSM. As ações são focadas em saúde mental, atividades físicas e jardinagem e horta, voltadas aos pacientes da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A médica da UBS Ana Carla Agostini explica que o desenvolvimento de grupos para realizar essas atividades é focado na promoção em saúde e não apenas no tratamento de doenças. Além disso, ela destaca a possibilidade de realizar os grupos em virtude do apoio realizado pela Universidade, com os acadêmicos e materiais de atividades físicas concedidos pela UFSM.</span></p>
<h3>Atividades diversas</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo Corpo em Sintonia, que realiza atividades físicas, é desenvolvido por residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, com estagiários de Fisioterapia e Educação Física. O grupo desenvolve atividades de mobilidade, alongamento e equilíbrio com pacientes da UBS nas terças e sextas-feiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo Convivência Reviver, focado em saúde mental, conta com a participação de residentes e acadêmicos de Medicina e Enfermagem, que propõem atividades variadas, como artesanato e rodas de conversa. Os encontros são semanais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já o grupo que desenvolve jardinagem e horta planta e cultiva verduras e flores, em um espaço ao ar livre na UBS que permite contato com a natureza. Os encontros são quinzenais.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":67985,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-2.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-2-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-67985" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grupo focado em jardinagem se reúne quinzenalmente na UBS</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":67984,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-3.jpeg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/foto-3-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-67984" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grupo Convivência Reviver tem atividades uma vez na semana</figcaption></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h3>Participação de estudantes da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A vivência acadêmica e o estágio são períodos que possibilitam a inserção de acadêmicos nas atividades desses grupos na UBS, proporcionando uma integração mais ampla aos estudantes, que, fora da Universidade, complementam sua formação profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A acadêmica do 9º semestre de Enfermagem Cassiani Mello Gubiani relata que a sua experiência nos grupos da UBS foi muito rica e importante para o seu crescimento pessoal e profissional. Além da possibilidade de contribuir para a forma com que as pessoas enfrentam questões, como por exemplo a velhice, abordada no grupo de convivência com idosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Fazíamos brincadeiras para tratar de assuntos relacionados ao envelhecimento e às patologias de pessoas idosas, fazíamos dinâmicas de competição, exercícios que trabalhassem o corpo e a mente, dentre outras atividades”, relata. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Milena Gubiani, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Fotos: Divulgação<br /></span>Edição: Ricardo Bonfanti</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Husm completa 30 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/07/servico-de-cirurgia-de-cabeca-e-pescoco-do-husm-completa-30-anos</link>
				<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 11:35:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Universitário]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço]]></category>

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						<description><![CDATA[Simpósio sobre a história e avanços do setor aconteceu na última sexta-feira (4)
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_67094" align="alignright" width="651"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_190237.jpg"><img class="wp-image-67094" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_190237.jpg" alt="foto colorida horizontal de nove pessoas alinhadas lado a lado em pose para a foto, tendo ao fundo uma parede branca" width="651" height="488" /></a> Palestrantes que marcaram presença no evento[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Há 30 anos, no dia 4 de outubro de 1994, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) foi palco da primeira cirurgia para remoção de um tumor na glândula parótida. Em paralelo à data, o simpósio "Pioneirismo e Desafios Atuais: 30 Anos de Cirurgia De Cabeça e Pescoço" aconteceu na última sexta-feira (4), no anfiteatro da sede administrativa da Unimed, em Santa Maria, a fim de relembrar a trajetória do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Husm nas últimas três décadas. Na ocasião foi apresentado um vídeo em homenagem ao serviço, que pode ser conferido </span><a href="https://youtu.be/612I2LwW73c?si=wBp9rsl_0WOnLduV" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento foi organizado pela </span><a href="https://www.instagram.com/laccapeufsm?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Liga Acadêmica de Cirurgia de Cabeça e Pescoço</span></a><span style="font-weight: 400"> (Laccape) da Universidade Federal de Santa Maria, em parceria com o Husm, e com apoio da Liga Acadêmica de Cirurgia da Universidade Franciscana, da Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Cirurgia, da Unimed, Unicred e Jomhédica.</span></p>
<h3>Pioneirismo no Hospital Universitário</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Em função do alto fluxo de pacientes com patologias nas áreas da cabeça e pescoço, uma mudança foi necessária: um serviço que abrangesse as regiões afastadas da capital do Rio Grande do Sul. “Antes de criarmos o setor de cabeça e pescoço no Husm, em 1994, os pacientes eram encaminhados para Porto Alegre, o que dificultava a abrangência no atendimento a esse tipo de doença”, explica a médica Maria da Graça Caminha Vidal, idealizadora e chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A médica revelou que o apoio de seus colegas foi essencial na época. “Tenho muito a agradecer pelas oportunidades que surgiram durante a criação do serviço, em especial ao Dr. Pedro Luiz Cóser (otorrinolaringologista), que confiou na ideia”, conta.</span></p>
[caption id="attachment_67095" align="alignleft" width="598"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_184903.jpg"><img class="wp-image-67095" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/20241004_184903.jpg" alt="foto colorida horizontal de 15 pessoas, lado a lado, em duas fileiras, outra na frente e outra atrás, um degrau acima, ao fundo um telão pendurado em uma parede branca" width="598" height="448" /></a> Maria da Graça, ao centro da imagem, junto aos integrantes da Liga Acadêmica de Cirurgia de Cabeça e Pescoço[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Durante o seu discurso no simpósio, Cóser detalhou a história do serviço. “No início, a Maria da Graça caiu de paraquedas no meu setor e começamos a trabalhar juntos. Nós fomos cedendo os leitos do Hospital para que ela desenvolvesse as técnicas da cirurgia de cabeça e pescoço”, comenta. “Na época, antes de o serviço se consolidar, nós realizávamos os diagnósticos, mas não tínhamos como oferecer tratamento. Isso era angustiante”, desabafa Cóser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de avanços, ainda existem desafios a serem superados. “Precisamos de um sistema menos engessado, ou seja, facilitar o acesso dos pacientes às consultas, exames e, se for necessário, às cirurgias e tratamentos posteriores”, afirma Maria da Graça. Em 1997, o Hospital Universitário aprimorou o setor de traumatologia, expandindo para atendimento de traumas na região da cabeça e pescoço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ela ainda destacou que o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital atua constantemente em conjunto com outras áreas da medicina, como a oncologia, fonoaudiologia, odontologia, nutrição, anestesiologia, psicologia, fisioterapia, radiologia e assistência social.</span></p>
<h3>O que você sabe sobre câncer de cabeça e pescoço?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">No universo da medicina, o especialista voltado ao tratamento de doenças de cabeça e pescoço abarca uma série de órgão dessa região, como: cavidade oral (boca), faringe, laringe, tireoide, paratireoide, glândulas salivares (parótidas, submandibulares e sublinguais), seios paranasais, fossas nasais, base do crânio, tecidos moles do pescoço e couro cabeludo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano, além de ser o quinto país com maior número de incidências dessas patologias. Dentre as estimativas, cerca de 15,1 mil são de câncer de boca (cavidade oral), 7,7 mil de câncer de laringe e 16,6 mil de câncer de tireoide.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Maria da Graça, a desinformação e a burocracia são barreiras constantes no combate às patologias. “A falta de informação retarda o diagnóstico e consequentemente o tratamento. Apesar das campanhas, como Julho Verde (Mês de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço), nós ainda temos um sistema muito burocrático, o que dificulta o seguimento do tratamento dos pacientes”, argumenta a especialista.</span></p>
<h3>Sintomas, prevenção e tratamento</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na </span>região bucal<span style="font-weight: 400">, preste atenção em: feridas, com ou sem dor, na língua, gengiva, céu da boca, entre os dentes e lábios, inflamação dentária que não melhora com tratamentos, sangramentos na boca, caroço no pescoço, dor ao engolir ou dificuldades para abrir a boca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já na </span>garganta<span style="font-weight: 400">, fique atento para: voz rouca ou perda de voz que não melhora com tratamento, dor de garganta persistente, irritação constante na região, dificuldade ou dor para engolir alimentos ou saliva, dor de ouvido ou sensação de “espinhos” na garganta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Algumas </span>formas de prevenção<span style="font-weight: 400"> são: evitar tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas em excesso, manter a higiene bucal, evitar tomar chimarrão ou outras bebidas muito quentes, tomar a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) e usar preservativo durante o ato sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em relação ao tratamento, o diagnóstico é realizado por meio de consultas e exames (ultrassom, tomografia computadorizada, ressonância magnética, arteriografia e embolização). Após isso, o médico especialista decidirá sobre os próximos passos do tratamento, que pode, em alguns casos, seguir para cirurgia, e posteriormente radioterapia e quimioterapia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Caso você identifique algum dos sintomas mencionados, procure um especialista.</span></p>
<p><b><i>Hospital Universitário de Santa Maria</i></b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Endereço: Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Av. Roraima, 1000 - Prédio 22 - Camobi, Santa Maria - RS, 97105-900</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Telefone: (55) 3213-1400</span></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto, arte gráfica e fotos: Pedro Moro, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Jornada Acadêmica de Urologia - Novembro Azul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/eventos/jornada-academica-de-urologia-novembro-azul</link>
				<pubDate>Wed, 02 Oct 2024 12:13:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[nefrologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/?post_type=eventos&#038;p=7081</guid>
						<description><![CDATA[<p>O evento “Jornada Acadêmica de Urologia &#8211; Novembro Azul” tem como objetivo divulgar conhecimento da urologia para alunos, residentes e médicos. Serão realizadas palestras expositivas de diversos assuntos da urologia, por palestrantes convidados, com a temática central sendo o câncer de próstata. O evento ocorrerá no dia 30 novembro de 2024, com início às 9:00 e encerramento às 17:00. Esperamos que o evento possa inspirar o estudo da urologia bem como promover o debate acadêmico/científico entre os participantes.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O evento “Jornada Acadêmica de Urologia &#8211; Novembro Azul” tem como objetivo divulgar conhecimento da urologia para alunos, residentes e médicos. Serão realizadas palestras expositivas de diversos assuntos da urologia, por palestrantes convidados, com a temática central sendo o câncer de próstata. O evento ocorrerá no dia 30 novembro de 2024, com início às 9:00 e encerramento às 17:00. Esperamos que o evento possa inspirar o estudo da urologia bem como promover o debate acadêmico/científico entre os participantes.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um ato simples e rápido que pode salvar vidas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/02/06/um-ato-simples-e-rapido-que-pode-salvar-vidas</link>
				<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 19:26:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[TV Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65132</guid>
						<description><![CDATA[No Dia Nacional da Mamografia, a equipe da TV Campus foi ao Husm acompanhar o processo de realização do exame]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O exame de mamografia é extremamente necessário para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, o mais letal em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, até 2025 deverão surgir 73 mil novos casos da doença.

No Dia Nacional da Mamografia, comemorado na última segunda-feira (5), a equipe da TV Campus foi ao Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) para acompanhar o processo de realização do exame e ouvir mulheres que se preocupam com o autocuidado. A matéria pode ser conferida abaixo.

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=A0ZRFDImdhI[/embed]

<i>Texto: TV Campus</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da UFSM participa da criação de aplicativo para tratamentos de saúde mental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/01/09/pesquisador-da-ufsm-participa-da-criacao-de-aplicativo-para-tratamentos-de-saude-mental</link>
				<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 22:03:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência da Computação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=64938</guid>
						<description><![CDATA[A ferramenta poderá ser utilizada por gestores de saúde na busca pelas melhores estratégias no cuidado à saúde mental de crianças e adolescentes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um aplicativo inédito para auxiliar gestores de saúde a escolher as melhores opções de intervenção e estratégias terapêuticas no cuidado em saúde mental de jovens foi desenvolvido com apoio da UFSM. O <i>app</i> <a href="https://www.lse.ac.uk/cpec/research/mentalkit-brasil" target="_blank" rel="noopener">MentalKit</a> é uma plataforma gratuita que auxilia o gestor público na escolha pelo melhor procedimento disponível. Para que seja sugerida, a intervenção deve ter evidência de eficácia no tratamento e prevenção de problemas em saúde mental, na infância e adolescência. Também será possível estimar custos com tais intervenções e o retorno que o investimento terá a longo prazo. O aplicativo conta, ainda, com um mapeamento de serviços de saúde disponíveis no Brasil.

<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/387076260_157688630751841_2850711080984688760_n.jpg"><img class=" wp-image-64939 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/387076260_157688630751841_2850711080984688760_n-240x300.jpg" alt="" width="556" height="695" /></a>O projeto foi financiado pelo Newton Fund e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). O seu desenvolvimento começou em 2019 e foi finalizando em 2023, com o lançamento do aplicativo. Contou com a organização dos professores Sarah Evans-Lacco e Wagner Ribeiro, da London School of Economics, e Claudio Miranda, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), incluindo ainda a colaboração do psiquiatra e pesquisador da UFSM Maurício Hoffmann. Com grande experiência na área de saúde mental, Maurício é supervisor do Programa de Residência Médica em Psiquiatria no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), além de professor e chefe do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM. Ele auxiliou no desenvolvimento do aplicativo durante seu pós-doutorado, em 2019.

Enquanto o aplicativo para celular segue em desenvolvimento, o site <a href="https://mentalkit.pythonanywhere.com/" target="_blank" rel="noopener">MentalKit</a> já está disponível para auxiliar os gestores. Por ali, podem ser conferidos quais são os transtornos mentais que acontecem com mais frequência na infância e adolescência. A lista inclui o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, psicose, autolesão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Também é possível consultar a quantidade de casos de cada doença por região e os recursos disponíveis por território.

Além disso, na aba "Custos e Retorno de Investimento”, o gestor pode definir alguns filtros principais, como estado, terapia e sexo do paciente. Após a pesquisa, o MentalKit gera uma estimativa de valores que o tratamento terá. O aplicativo será lançado primeiramente no sistema operacional Android e mais tarde para iOS, porém ainda não está disponível para <i>download</i>, pois segue em fase de implementação.

“Os objetivos e benefícios do MentalKit são ajudar o gestor de saúde a identificar, dentre as opções de intervenção, prevenção e tratamento de problemas de saúde mental, quais são eficazes, quanto que elas custam, que valores devem ser investidos e quando o gestor terá retorno desse investimento. Porque a gente sabe que há muitos custos envolvidos nos transtornos mentais. Há prejuízo de trabalho, as pessoas reprovam na escola, e isso gera uma série de prejuízos econômicos, diretamente relacionados aos transtornos mentais, e investir no tratamento disso pode ajudar. Então para cada real investido a gente sabe que pode voltar quatro, cinco, dez reais em algumas intervenções de saúde mental em alguns anos. O grupo que fez a ferramenta já trabalha com essa tecnologia no Reino Unido e agora a gente tem isso para o Brasil também”, explica Maurício.

Para o desenvolvimento do aplicativo, foi necessário revisar toda a literatura psiquiátrica, levando em consideração as características do atendimento em saúde no Brasil. A plataforma vai oferecer também informações detalhadas sobre transtornos mentais e estimativa do número de crianças e adolescentes com problemas de saúde mental nas regiões brasileiras, assim como um mapa de recursos disponíveis para cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes no território do profissional e identificação de intervenções.

O público-alvo da ferramenta são os gestores de saúde, pessoas na gerência e manejo da gestão pública, podendo ainda ser utilizado pela comunidade geral, como forma de solicitar melhores investimentos do dinheiro público, por exemplo.

Maurício explica que “o melhor investimento que podemos fazer com o dinheiro do imposto que pagamos é solicitar que o gestor público invista em coisas que funcionem, e deem retorno. Então é nesse sentido que o aplicativo serve o público. Auxiliando muito mais o gestor público a tomar boas decisões”, destaca.

<i>Texto: Tatiane Paumam, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Fiocruz e UFSM na luta contra a dengue: curso capacita profissionais para combater o vírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/27/fiocruz-e-ufsm-na-luta-contra-a-dengue-curso-capacita-profissionais-para-combater-o-virus</link>
				<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 11:35:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciências da computação]]></category>
		<category><![CDATA[dengue]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[labdros]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

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						<description><![CDATA[Aulas aconteceram na última semana para agentes de saúde e estudantes da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64654" align="alignright" width="611"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/foto-fiocruz-ufsm-a.jpeg"><img class="wp-image-64654" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/foto-fiocruz-ufsm-a.jpeg" alt="foto colorida horizontal com pessoas sentadas em uma sala de aula, na frente há um telão ligado e um homem de frente para a turma falando" width="611" height="459" /></a> Curso teve participação de pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco[/caption]
<p>Na última semana, da terça (21) até a tarde da sexta-feira (24), foi realizado um curso de capacitação para agentes de saúde de Santa Maria acerca do controle de arboviroses (vírus transmitidos por mosquitos), com foco na dengue, chikungunya e zika. A promoção foi do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco e da UFSM, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.</p>
<p>A proposta consiste em aulas teóricas e práticas sobre as experiências do Departamento de Entomologia da entidade sanitária no domínio de vetores (os mosquitos). Os encontros aconteceram no auditório da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (Apusm) com profissionais da área e estudantes de Medicina, Biologia e Ciências da Computação.</p>
<p>O pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau, que também é um dos responsáveis por ministrar o curso, explicou o porquê da necessidade da iniciativa em Santa Maria: “estas atividades são muito importantes para preparar a cidade e o Estado com as últimas tecnologias de controle para poder combater os surtos cada vez maiores que vêm acontecendo na região”.</p>
<p>De acordo com <a href="https://dengue.saude.rs.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">dados da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul</a>, até o momento que este texto é escrito, o município teve mais de 7.200 casos de dengue confirmados e cinco óbitos. O representante da Fundação explica que “com as mudanças climáticas, a abundância do vetor e uma população susceptível ao contágio, precisamos utilizar todas as ferramentas possíveis para reduzir a população do mosquito e, assim, diminuir o impacto das arboviroses na região”.</p>
<p>Wallau salienta que, em virtude de o vírus ser mais comumente localizado e, desta forma, endêmico, nas regiões tropicais do país - como a cidade de Recife, capital de Pernambuco -, é essencial que as noções da luta contra os vetores sejam disseminadas Brasil afora. “Usando esse conhecimento de outros estados, estaremos melhor preparados para combater essa doença infecciosa que, no passado, tinha uma baixa prevalência na área”, declarou o pesquisador de saúde pública.</p>
<h3>Cooperação entre UFSM e Fiocruz</h3>
<p>O profissional no controle da dengue revela que o curso de capacitação não é a primeira iniciativa em parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM, visto que já colaboram em diversas frentes há alguns anos a partir de projetos que englobam temas como infectologia, Covid-19 e genômica. Ele realça que, nestas ocasiões, houve o suporte do Laboratório de Biologia Molecular e Sequenciamento (Labdros), coordenado pelo professor Elgion Loreto, e da Reitoria, que instituiu um comitê de combate ao vírus.</p>
<p>O pesquisador e professor de Medicina da Universidade Alexandre Schwarzbold relata que a atividade foi realizada por conta da preocupação da Instituição acerca do retorno dos casos da doença em Santa Maria. “A ideia foi preparar em torno de 40 agentes de saúde, que vão andar em todos os pontos e territórios da cidade. O uso de ferramentas para o controle dos vetores precisa de toda uma formação teórica e treinamento sobre os diferentes mosquitos e insetos. A gente está querendo atuar como prevenção, agindo antes dos problemas acontecerem”, afirmou o docente.</p>
<p>O curso é apenas uma das ações que devem acontecer a partir da parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM. Há, inclusive, um acordo de colaboração sendo elaborado para estreitar ainda mais os laços de trabalho e ciência entre as partes, que deve ser assinado nos próximos meses. “A gente pretende desenvolver algumas linhas ligadas à questão climática. A Universidade é uma instituição interdisciplinar. Esse acordo enriquece muito do ponto de vista de projetos”, relatou Schwarzbold.</p>
<h3>A região como referência</h3>
<p>O agente da Secretaria de Saúde de Santa Maria Leonardo Vaz foi um dos alunos do curso de capacitação. Para ele, não há melhores pessoas para ensinar técnicas de combate aos vetores no município do que os representantes da entidade pernambucana. “É um local onde eles sofrem com o vírus praticamente o ano todo. No nosso caso, é mais no verão. É bom para evitar que os casos aumentem ainda mais”, contou o profissional.</p>
<p>O cientista da IAM - Fiocruz Pernambuco tem relação com o "Coração do Rio Grande", visto que toda a sua formação acadêmica foi realizada na UFSM - da graduação em Biologia ao mestrado e doutorado em Biodiversidade Animal. Em suas próprias palavras: “é um grande prazer poder voltar e trazer o que aprendi depois de ter saído da UFSM para ajudar a lutar contra essas doenças tão debilitantes”.</p>
<p>Para Wallau, estas iniciativas contra a dengue têm o potencial de tornar a Região Central do Rio Grande do Sul um modelo no combate às arboviroses. “Este momento de escalada de casos que vivemos é quando temos a melhor chance de bloquear e reduzir substancialmente as consequências do vírus”, informou o pesquisador de saúde pública.</p>
<h3>Se cuide!</h3>
<p>Sintomas da dengue: febre alta, entre 39°C e 40°C, com duração de dois a sete dias; dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; mal-estar geral; náusea; vômito; diarreia; e manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.</p>
<p>Denúncias de locais com água parada podem ser feitas à Superintendência de Vigilância da Saúde, pelo telefone 3921-7159 ou pelo WhatsApp 7400-5525.</p>
<p><em>Texto e foto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Projeto entrevista a população de cinco municípios para avaliar o seu grau de letramento em saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/16/projeto-entrevista-a-populacao-de-cinco-municipios-para-avaliar-o-seu-grau-de-letramento-em-saude</link>
				<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 20:38:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>

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						<description><![CDATA[Serão entrevistadas ao todo 1.600 pessoas, nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Campo Grande e Dourados]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Um projeto no qual a UFSM está inserida tem visitado domicílios para identificar as dificuldades que as pessoas têm ao interpretar e usar informações de saúde, o que inclui a leitura de receitas médicas, bulas de medicamentos e resultados de exames laboratoriais, entre outras. Também estão incluídas no projeto as universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e de Pelotas (UFPel), bem como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. A pesquisa é realizada nas cidades-sede das universidades gaúchas (Santa Maria, Porto Alegre e Pelotas) e também em Campo Grande e Dourados (MS).

O projeto <a href="https://www.ufrgs.br/letramentoemsaude/" target="_blank" rel="noopener">Letramento em Saúde</a> tem a coordenação geral da professora Tatiane da Silva Dal Pizzol e da doutoranda em Epidemiologia Patricia Romualdo de Jesus, ambas da Ufrgs. A coordenação local, na UFSM, é da professora Liziane Maahs Flores, tendo a professora Edi Franciele Ries como corresponsável. Ambas docentes do Departamento de Saúde Coletiva e do curso de Farmácia, elas contam atualmente com a dedicação de 12 estudantes do curso de Medicina da UFSM atuando como entrevistadores, além do apoio dos gestores do departamento e do Centro de Ciências da Saúde (CCS) para encaminhamentos necessários ao projeto.

Aprovado em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto conta com recursos de R$ 120 mil para a sua execução. A amostra total de entrevistados, que inclui as cinco cidades mencionadas acima, foi definido em 1.600 pessoas, sendo 380 entrevistas para cada uma das capitais (Porto Alegre e Campo Grande) e 280 em cada município-polo do interior (Santa Maria, Pelotas e Dourados).

A população do estudo é constituída por brasileiros maiores de idade, que saibam ler e escrever, residentes em domicílios particulares permanentes, nas áreas urbanas dos cinco municípios estudados em 2023. Para o sorteio da amostra, foram considerados os setores censitários das áreas urbanas do Censo 2021. O processo de amostragem foi orientado por uma estatística.

Em Santa Maria, as entrevistas começaram no dia 21 de outubro, com previsão de término para 1º de dezembro. São realizadas perguntas sobre as características das pessoas, incluindo situação socioeconômica, condições de saúde, como entendem as informações de saúde e como usam a internet para obter informações sobre saúde.

O projeto tem o objetivo de chamar a atenção da população em geral sobre o que é o letramento em saúde e sobre a importância de se conhecer o grau de letramento em saúde do povo brasileiro, para que se proponham ações educativas nesse sentido.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Curso de Medicina da UFSM fica acima da média nacional segundo relatório da Associação Brasileira De Educação Médica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/14/curso-de-medicina-da-ufsm-fica-acima-da-media-nacional-segundo-relatorio-da-associacao-brasileira-de-educacao-medica</link>
				<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 11:01:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[abem]]></category>
		<category><![CDATA[ADEM]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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						<description><![CDATA[Instituição melhorou a média em todas as áreas analisadas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">No dia 17 de outubro,  alunos do 1° ao 12° semestre do curso de Medicina da UFSM participaram da edição 2023 do Teste de Progresso da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem).  De acordo com o relatório gerado pela Associação, o Curso de Medicina da UFSM ficou acima da média gaúcha e nacional. Além disso, em comparação com a última edição (2021), o Curso melhorou sua média em todas as áreas de conhecimento na Medicina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os alunos responderam 120 questões distribuídas em áreas básicas, clínica médica, clínica cirúrgica, ginecologia e obstetrícia, pediatria e saúde coletiva. Segundo o Coordenador do Curso de Medicina da UFSM, Rafael Vaz Machry, os dados servirão de ferramenta para o Curso analisar o conhecimento adquirido nas suas diversas disciplinas e manter o ensino médico em excelência. Conforme o site da Abem, o Teste de Progresso é uma avaliação cognitiva que verifica se o ganho de conhecimento por parte do estudante é contínuo e progressivo e se o conhecimento é elaborado e consolidado nas áreas básicas e clínicas. O teste também avalia a qualidade do ensino médio, indicada pela aquisição progressiva de competências pelo estudante de medicina, ao longo da sua formação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Machry ainda salienta que o curso vem trabalhando para melhorar a qualidade da formação dos estudantes, “Recentemente, os professores participaram de um curso de aperfeiçoamento docente, no qual abordamos técnicas para tornar as aulas mais inspiradoras e incentivar os alunos a melhorarem cada vez mais” finaliza.</span></p>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Isadora Piovesan, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>De Santa Maria a Roraima: a trajetória de uma médica gaúcha no atendimento aos Yanomamis</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/10/31/de-santa-maria-a-roraima-a-trajetoria-de-uma-medica-gaucha-no-atendimento-aos-yanomamis</link>
				<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 10:49:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Ebserh]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[yanomamis]]></category>

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						<description><![CDATA[No início de 2023, teve início uma intensa campanha de apoio ao povo indígena Yanomami, vítima do impacto do garimpo ilegal em suas terras]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/infografico-garimpo.png"><img class="aligncenter wp-image-64339 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/infografico-garimpo.png" alt="" width="955" height="522" /></a>As terras indígenas Yanomamis se localizam na chamada Amazônia Legal e abrangem os estados de Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. O território Yanomami é composto por cerca de 665 aldeias e, de acordo com um </span><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Yanomami" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">levantamento do Instituto Socioambiental (ISA)</span></a><span style="font-weight: 400">, o povo Yanomami conta com um conjunto cultural e linguístico diverso, estando na agricultura e coleta seu principal meio de subsistência. Até 2019, estima-se que 28 mil indígenas habitavam a região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No início de 2023, os povos Yanomamis ganharam destaque na mídia por conta  da denúncia de desassistência do então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro com a população. Em janeiro deste ano, o </span><span style="font-weight: 400">Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), investigou um rumor acerca de óbitos de crianças indígenas por doenças que têm tratamento e, após uma investigação aprofundada, o rumor foi confirmado. </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/resposta-a-emergencias/coes/coe-yanomami" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">O Centro de Operações de Emergência Yanomami</span></a><span style="font-weight: 400"> foi criado ainda em janeiro com o objetivo de organizar as estratégias e medidas que seriam adotadas no combate à crise humanitária e, de lá, foram retirados os números que compõem esta reportagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dados do </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/resposta-a-emergencias/coes/coe-yanomami" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI)</span></a><span style="font-weight: 400">, mostraram que, de 2019 a 2022, ocorreram 538 óbitos de menores de 5 anos no território Yanomami. Desses, 495 foram considerados como evitáveis, frutos da desassistência sanitária e nutricional. A situação levou o Ministério da Saúde a declarar, em 20 de janeiro, a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no território. </span></p>
<h3>Garimpando com sangue</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Pela quarta vez, a terra indígena Yanomami é cenário de uma corrida por ouro. Nos anos 1970 a 1990, da Ditadura Militar a redemocratização, garimpeiros adentram as terras. Em 1980, estima-se que 20% da população indígena tenha sido dizimada por conta de doenças levadas por garimpeiros. Nessa nova onda do garimpo, intensificada a partir de 2019, já considera-se que mais de 20 mil garimpeiros invasores estão em Roraima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A atuação dos garimpeiros estimula uma série de prejuízos ambientais. Áreas florestais são desmatadas para a ocupação dos garimpeiros e o mercúrio utilizado para a extração dos minerais e separação do ouro polui a água que chega ao povo Yanomami, causando uma série de doenças e contaminando, inclusive, os peixes que são fonte de alimentação dos indígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Também, é importante entender que a atuação dos garimpeiros vai além do impacto ambiental. No início deste ano, a Secretaria Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes recebeu uma denúncia de </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/relatos-apontam-30-casos-de-jovens-yanomami-gravidas-de-garimpeiros" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">30 jovens Yanomamis que estariam grávidas de garimpeiros</span></a><span style="font-weight: 400">, vítimas de estupros. </span><a href="https://sites.google.com/view/eixojornalismo/mudar-historia-lugar" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Em entrevista</span></a><span style="font-weight: 400">, a acadêmica indígena de Relações Internacionais da UFSM, Rayane Xipaya, falou sobre os métodos utilizados por garimpeiros: “como você acha que é a abordagem dos garimpeiros? Eles matam. Eles entram na terra indígena atirando e matando. Estupram mulheres e crianças. É uma violência total, não só com o meio natural, mas com os seres que estão ali”, contou a estudante. </span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Infografico-Atendimento.png"><img class="alignright size-full wp-image-64340" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/10/Infografico-Atendimento.png" alt="" width="1920" height="765" /></a></p>
<h3>“A gente sempre faz de tudo, mas às vezes o tudo não é suficiente”</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Frente ao sobrecarregamento enfrentado pelos postos de atendimento em Roraima, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) fez um apelo aos profissionais de saúde que estivessem interessados em atuar na atenção ao povo Yanomami. Dos 19 profissionais enviados à Roraima, quatro eram colaboradores de hospitais federais gaúchos. Do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), foi enviada a médica Rafaela Feltrin. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Formada em Medicina pela UFSM, Rafaela fez residência em pediatria e em medicina intensiva pediátrica no HUSM, área em que ainda trabalhava e onde passou a atuar nas terras Yanomamis. “Fiquei sensibilizada com a sobrecarga dos trabalhadores do Hospital da Criança de Roraima e como a Ebserh recrutou, eu quis. Meu sonho sempre foi fazer algum voluntariado e achei que esse fosse o momento de retribuir a minha formação”, conta a médica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rafaela relata que foi difícil acompanhar de perto o impacto do garimpo ilegal, mas que o atendimento humanizado foi uma marca da atuação na região: “o atendimento deles é diferenciado, muito humanizado no hospital em que vivenciei. A maioria deles não fala português, então contamos com intérpretes para entender a situação e realizar um diagnóstico mais detalhado”, pontua. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No período em que esteve em Roraima, a médica teve a oportunidade de conviver e observar de perto diferenças culturais, mas pontuou que a troca com colegas de trabalho e com os pacientes foi marcante: “houve muita troca de conhecimento e aprendizado. Deixamos um pouco de nós naquele hospital - ideias e ajustes”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, Rafaela conta que foi difícil acompanhar a triste realidade enfrentada pelos Yanomamis: “eu trabalho em uma UTI pediátrica, vejo crianças graves todos os dias, mas não na proporção de Roraima. É impactante ver crianças venezuelanas, indígenas, brasileiras, desprovidas de saúde básica, que chegam graves no hospital e, infelizmente, acabam indo a óbito. A gente sempre faz de tudo, mas às vezes o tudo não é suficiente”, diz a médica. </span></p>
<h3>Novas ações</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Iniciativas de atendimento ao povo Yanomami continuam. Novos postos de atendimento foram criados, campanhas de vacinação foram intensificadas e a </span><a href="https://apublica.org/2023/03/fiscais-do-ibama-sao-recebidos-a-tiros-por-garimpeiros-ilegais-na-terra-yanomami/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">fiscalização do Ibama </span></a><span style="font-weight: 400">segue destruindo maquinários e impedindo a ação dos garimpeiros. O percurso de restauração é longo, mas continua com o apoio de diferentes frentes humanitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Rafaela, a experiência de atuar em Roraima foi marcante para sua trajetória, profissional e pessoal. “Pretendo em algum momento da vida repetir ações comunitárias, pois foi enriquecedor de forma pessoal e profissional. O profissional da saúde precisa estar sempre buscando conhecimento, estudando e se atualizando, poder vivenciar tudo foi muito importante na minha vida”, conta a médica. </span></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo, voluntária na Agência de Notícias</em><br /><em>Artes: Lucas Zanella, acadêmico de Desenho Industrial, estagiário</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Simpósio de Saúde Mental de Santa Maria acontece nesta quarta-feira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/09/25/simposio-de-saude-mental-de-santa-maria-acontece-nesta-quarta-feira</link>
				<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 17:39:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisadores e profissionais da saúde vão debater a temática e suas manifestações em diferentes ambientes; proposta de políticas públicas também será levantada]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Nesta quarta-feira (27), a Câmara de Vereadores sediará o 1º Simpósio de Saúde Mental de Santa Maria – Multiplicadores do Bem-Estar, com início marcado para as 8h. O evento visa atender à urgência de diálogo sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Os participantes do evento receberão certificado digital de 4 horas de atividades.

A <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/09/ProgramacaoSimposio.pdf" target="_blank" rel="noopener">programação</a> se estende por toda a manhã. Haverá painéis sobre saúde mental e serviços públicos, saúde mental na família, saúde mental na educação e saúde mental nas empresas. Às 10h30min, é a vez de “Práticas integrativas e complementares da saúde”. Já o último momento será uma mesa-redonda para apresentar propostas construtivas de pauta positiva, a fim de criar-se espaços para abordar a saúde mental e emocional na comunidade.

O simpósio é uma realização dos sete Rotary Clubs de Santa Maria e da Câmara de Vereadores, com o apoio da UFSM, da Faculdade Antônio Meneguetti, do Centro de Valorização da Vida e do Grupo Diário de Santa Maria.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Alunos de Medicina da UFSM tiveram aula prática em Saúde Coletiva no Residencial Dom Ivo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/07/04/alunos-de-medicina-da-ufsm-tiveram-aula-pratica-em-saude-coletiva-no-residencial-dom-ivo</link>
				<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 14:21:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[aula prática]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[residencial dom ivo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Maringá]]></category>

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						<description><![CDATA[Houve visita à UBS São Francisco e atividades no Centro Comunitário]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_62848" align="alignright" width="585"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/943539d6-2ecc-488e-a211-a631fbd55d7b.jpg"><img class="wp-image-62848" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/943539d6-2ecc-488e-a211-a631fbd55d7b.jpg" alt="foto colorida horizontal de um espaço interno, amplo, paredes em tom amarelo, com esquadrias e telhas visíveis, sem forro, pessoas sentadas em cadeiras brancas em formato de U, contornando o espaço, e à frente duas pessoas falando" width="585" height="395" /></a> Cerca de 60 alunos do primeiro semestre participaram da aula prática[/caption]
<p>Alunos do primeiro semestre de Medicina da UFSM visitaram o Residencial Dom Ivo, na Vila Maringá, em Santa Maria, para uma aula prática que teve como tema "Determinantes do processo saúde-doença". A atividade ocorreu em junho.<br /><br />A visita faz parte, desde 2018, do calendário de aulas da disciplina de Saúde Coletiva 1 do curso de Medicina. A cada semestre, participam 60 alunos do primeiro semestre do curso, em sua primeira atividade prática fora do Campus Sede. A aula de determinantes do processo saúde-doença é ministrada pelo líder comunitário e mestre de capoeira Luiz Antônio Loreto, com mediação da professora da disciplina, Liane Beatriz Righi, do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) do Centro de Ciências da Saúde (CCS).</p>
<p>Após a visita à UBS São Francisco, os alunos caminham pelas ruas, indo em direção ao Centro Comunitário do bairro, onde ocorrem as oficinas de capoeira, com o objetivo de enfrentar a violência de gênero e a violência contra as crianças, com a convivência comunitária. Ao projeto das Rodas de Capoeira associam-se outras inciativas: horta comunitária, agrofloresta, criação de espaço para produção de pasto e abrigo dos cavalos utilizados pelos recicladores, remoção do lixo, feira de produtos das hortas, sopão e economia circular com troca de roupas. Cria-se, dessa forma, uma rede para o enfrentamento das dificuldades vivenciadas pela comunidade.</p>
[caption id="attachment_62849" align="alignleft" width="577"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/ebac0f42-1063-41f8-bb80-decbea4b14b7-e1688480019970.jpg"><img class="wp-image-62849" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/07/ebac0f42-1063-41f8-bb80-decbea4b14b7-e1688480019970.jpg" alt="foto colorida horizontal com o mesmo espaço da foto acima, com algumas crianças sentadas ao chão, e ao centro duas meninas praticam exercícios de capoeira" width="577" height="356" /></a> Centro Comunitário do bairro recebeu atividades[/caption]
<p>Para a formação em saúde, a experiência dá a dimensão da capacidade de produção de saúde. Mostra a importância do conhecimento do território no processo saúde-doença, modificando o olhar clínico do atendimento, antes centrado na doença, para um olhar voltado para os determinantes sociais envolvidos nas condições de saúde da população. Demonstra, ainda, a importância do conhecimento das possibilidades de cuidado que a comunidade produz que podem ser ferramentas essenciais para buscar uma saúde de maneira integral.</p>
<p>Também estiveram presentes na visita a professora substituta Mariane Camargo Priesnitz e a nutricionista Camila Costa Gressler, ambas do Departamento de Saúde Coletiva.</p>
<p><em>Fotos: Divulgação</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto do Espaço Nise da Silveira &amp; Afab entra para o Portal de Inovação da OPAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/30/projeto-do-espaco-nise-da-silveira-afab-entra-para-o-portal-de-inovacao-do-sus</link>
				<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 17:37:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=62785</guid>
						<description><![CDATA[O projeto Comunidade de Fala foi uma das 122 experiências selecionadas pela Opas e pelo CNS como uma ação inovadora na área da saúde mental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Em abril deste ano, o projeto Comunidade de Fala, pertencente ao Programa de Extensão Espaço Nise da Silveira &amp; Associação de Familiares, Amigos e Bipolares de Santa Maria (Afab), foi reconhecido pelo <a href="https://apsredes.org/liscns/" target="_blank" rel="noopener">Laboratório de Inovação Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde</a> como uma das 122 experiências nacionais e internacionais selecionadas para o Portal de Inovação do Sistema Único de Saúde (SUS). A seleção ocorreu por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). Com a homologação, o projeto ganha mais visibilidade e passa a ser reconhecido como uma ação inovadora na área da saúde mental.

[caption id="attachment_62806" align="alignright" width="659"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp_Image_2023-05-29_at_17.02.30_2.jpeg"><img class=" wp-image-62806" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp_Image_2023-05-29_at_17.02.30_2-300x225.jpeg" alt="" width="659" height="494" /></a> Entre as atividades realizadas pelo projeto, estão rodas de conversas com pacientes, familiares e profissionais da área da saúde (foto: arquivo pessoal/Martha Noal)[/caption]

O Laboratório de Inovação tem por objetivo contribuir para a identificação e reconhecimento de experiências exitosas de políticas públicas e práticas que sejam capazes de aprimorar e desenvolver as condições e serviços de saúde. Nesse sentido, a partir desta seleção, os estudos e projetos passarão por intercâmbios, por meio de oficinas e trocas de experiências, para potencializar as ações a nível local, regional e até mesmo internacional. No dia 20 de junho, o laboratório realizou uma <i>live</i> com representantes das práticas em saúde mental, iniciando essa intercambialidade. Há também a previsão de um encontro presencial, em Brasília, para o segundo semestre de 2023.

Para a psiquiatra e coordenadora do projeto, Martha Noal, a homologação da Comunidade de Fala é uma realização de um trabalho que dura mais de 27 anos: “É um orgulho muito grande e uma ideia de realização profissional, pessoal e coletiva, porque tem muita gente por trás do Comunidade de Fala que a gente tá representando ali [...] E eu tô orgulhosa porque a gente conseguiu levar a nossa contribuição da reforma psiquiátrica para a Opas”. A força dessa contribuição aparece, inclusive, no nome do programa: “Espaço Nise da Silveira”, que faz uma homenagem à psiquiatra Nise da Silveira, que revolucionou o tratamento psiquiátrico brasileiro e é considerada a pioneira da terapia ocupacional como ferramenta terapêutica no Brasil.

<b>Projeto Comunidade de Fala</b>

A Comunidade de Fala foi idealizada pelo ativista em saúde mental e jornalista Richard Weingarten, em 2015. O norte-americano passou dois meses no Brasil, se dividindo entre dois estados brasileiros, para treinar e auxiliar as equipes: em São Paulo, na Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Esquizofrênicos (Abre) e no Rio Grande do Sul, na UFSM, através do Espaço Nise da Silveira &amp; Afab. Atualmente, o projeto também está presente no Rio de Janeiro e em Salvador, vinculado às universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Bahia (UFBA), respectivamente. Em Portugal, é aplicado em Porto.

Os participantes do projeto são pessoas que vivenciaram experiências a partir de algum sofrimento psíquico grave e que se encontram em fase de recuperação. Há um treinamento com os integrantes para que possam desenvolver narrativas que envolvam desde o seu adoecimento até atingirem a superação (<i>recovery</i>). Nesse sentido, estas pessoas deixam de possuir o status de usuários de serviços de saúde mental e passam a ser palestrantes e ativistas. Nos anos seguintes, desde sua implementação, a Comunidade de Fala se expandiu para outros lugares.

<b><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp_Image_2023-05-29_at_17.02.31.jpeg.jpg"><img class=" wp-image-62808 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp_Image_2023-05-29_at_17.02.31.jpeg-240x300.jpg" alt="" width="459" height="574" /></a>Espaço Nise da Silveira &amp; Afab</b>

Apesar de estarem sempre juntos, atualmente localizados no 5º andar do prédio da Antiga Reitoria, o Espaço Nise da Silveira e a Afab são programas diferentes. A Associação de Familiares, Amigos e Bipolares foi fundada em 1997, como um projeto de extensão da UFSM. Sua idealização surgiu a partir de uma conversa entre a psiquiatra Martha Noal e seu paciente Sérgio Walter. Sérgio a questionou sobre o porquê de não haver uma associação que reivindicasse e garantisse os direitos às pessoas com transtorno bipolar, assim como ele. De forma conjunta, Martha e Sérgio criaram a Afab, que funciona, até hoje, como uma instituição sem fins lucrativos que visa o acolhimento, a educação e a promoção em saúde. Oferece grupos terapêuticos, grupos de testemunhos e grupos de familiares, que têm por objetivo a psicoeducação, a troca de experiências e o suporte mútuo entre os participantes.

O Espaço Nise da Silveira foi criado em 2015, depois que Martha notou que a Afab deixou de ser suficiente para atender todas as demandas. O nome, em referência a familiares, amigos e bipolares, não era mais capaz de abranger todas as pessoas que chegavam. Nesse sentido, o espaço surge como uma forma de complementar as ações da Afab, no sentido de ampliar a capacitação e a articulação em saúde mental. Atualmente, configura-se como um programa de extensão, e abrange diversos subprojetos, junto da Afab:

• Grupos terapêuticos: visam o apoio mútuo e trocas de aprendizagens entre pessoas;

• Comunidade de Fala: visa a redução do estigma e preconceitos sociais;

• CineMental: exibe filmes ligados à temática da saúde mental com o objetivo de ampliar a reflexão e a visão de mundo dos participantes;

• Projeto de Extensão de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio: a partir de palestras, rodas de conversas e oficinas, destinadas a profissionais das áreas da saúde, educação e segurança pública;

• Ponto de Leitura Sérgio Walter: disponibiliza mais de 800 obras literárias, como livros sobre saúde mental e enciclopédias;

• Congressos da Afab: visam a quebra de estigmas e preconceitos com questões relacionadas à saúde mental;

• Fórum Permanente de Saúde Mental da Região Central: espaço de discussão e articulação em saúde mental, em defesa de políticas públicas que contemplem a necessidade da população;

• Visitas guiadas: oportunizam que estudantes, familiares, usuários e profissionais conheçam o espaço físico de acolhimento e obtenham informações sobre os projetos desenvolvidos no serviço;

• Grupo de Testemunhos: acontece como roda de conversa com o intuito de ampliar a educação em saúde mental;

• Grupo Redes de Afetos: grupo virtual através de aplicativo de mensagens com o objetivo de integração social;

• Projeto Re/conhecendo Práticas em Saúde Mental: objetiva promover rodas de conversas online, abertas a qualquer pessoa interessada;

• Oficina de Leitura – “Tire da Estante”: gerenciada por familiares e usuários do Espaço Nise da Silveira.

<i>Texto: Andreina Possan, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Seleção brasileira de pádel realiza avaliações físicas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/20/selecao-brasileira-de-padel-realiza-avaliacoes-fisicas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 18:17:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação física]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=62621</guid>
						<description><![CDATA[Além de contribuir com a preparação dos atletas para o campeonato mundial, a iniciativa busca tornar o CEFD uma referência em avaliação esportiva no sul do país]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Uma parceria entre a Confederação Brasileira de Pádel (Cobrapa) e a UFSM tem contribuído para o sonho do título mundial na modalidade. Isso porque, durante o mês de junho, atletas da seleção masculina adulta e da categoria de base estiveram no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM para a realização de avaliações físicas. Os testes foram realizados pelo Grupo de Laboratórios Associados (Glass) e fazem parte da preparação da delegação para o Mundial de Pádel, que acontece em novembro, no Paraguai. No dia 8 de junho, foram aplicados testes em sete atletas da seleção brasileira de pádel na sala do Glass, localizado no térreo do prédio 51 do campus sede da UFSM. O CEFD recebeu ainda, em seus ginásios, cerca de 80 crianças e adolescentes das categorias de base do pádel, que participaram – junto com seus pais e responsáveis – de um ciclo de palestras e treinos.

[caption id="attachment_62529" align="alignright" width="638"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/DSC_0660.jpg"><img class=" wp-image-62529" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/DSC_0660-300x199.jpg" alt="" width="638" height="423" /></a> Os testes na seleção adulta foram aplicados por uma equipe multidisciplinar comandada por professores da UFSM[/caption]

O Glass foi criado em 2018 para realizar avaliações de atletas de alto rendimento a partir de quatro áreas: bioquímica, cineantropometria, biomecânica e fisiologia. Em 2022, a iniciativa foi contemplada em um edital do Ministério do Esporte que viabilizou a compra de equipamentos. De lá para cá, atletas de diferentes modalidades têm desembarcado em Santa Maria para avaliação, incluindo a equipe brasileira de pádel.

O coordenador do grupo, Fábio Lanferdini, explica que os testes realizados nos atletas englobam habilidades essenciais para um jogo de pádel – que incluem força, agilidade e resistência cardiorrespiratória. Para isso, são utilizados equipamentos de ponta, como o dinamômetro isocinético, um aparelho que avalia a rotação do ombro ao simular o movimento do esportista em uma partida. “Aqui a gente faz alguns testes relacionados à morfologia, ou seja, como os músculos estão. Também avaliamos o equilíbrio entre o lado direito e esquerdo, já que o desequilíbrio pode ser um risco de lesão. Então, é bem importante que haja essa avaliação”, completa Fábio.

<b>Trajetória rumo ao pódio</b>

Foi a primeira vez que os atletas da equipe adulta de pádel realizaram esse tipo de preparação. Para o treinador da seleção, Patric Vaz Leaes, a vinda a Santa Maria significa ter à disposição um dos únicos centros com alta performance em equipamentos do Brasil. “Esse é um sonho que estamos realizando. Desde 2021, a gente constatou a necessidade de buscar o alto rendimento dos atletas para que possam se desenvolver da melhor forma possível”, comenta.

A equipe está em fase de preparação para a disputa do Campeonato Mundial de Pádel. Para os próximos meses, que antecedem o campeonato, o objetivo é realizar novas avaliações para acompanhar o desempenho dos atletas e auxiliar no treinamento. O atleta Lucas Silveira da Cunha avalia de forma positiva a vinda para Santa Maria porque, com os dados, será possível medir o rendimento individual e apontar falhas, que serão trabalhadas posteriormente nos treinamentos. “Também é um momento de união da nossa equipe, porque os atletas são de localidades diferentes. E claro, super importante para que a gente possa obter esses dados e nos motivar para as competições”, completa Lucas.

[caption id="attachment_62622" align="alignleft" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-13-at-3.26.44-PM.jpeg"><img class=" wp-image-62622" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-13-at-3.26.44-PM-300x200.jpeg" alt="" width="642" height="428" /></a> O CEFD também recebeu crianças e adolescentes das categorias do pádel, que participaram de um ciclo de treinos e palestras[/caption]

<b>Preparação desde a base</b>

A poucos metros dos laboratórios do Glass, outra avaliação estava sendo realizada no Ginásio Didático, com os atletas da categoria de base da modalidade. Diferentemente da equipe adulta, já é a terceira vez que eles executam testes em Santa Maria. O docente da UFSM e responsável pelo contato com a Cobrapa, Lorenzo Laporta, afirma que a avaliação física é fundamental desde o começo da trajetória profissional dos atletas, já que, a partir dela, é possível acompanhar as evoluções individuais e orientar a comissão técnica no trabalho, bem como nas convocações.

O docente ainda explica que, após a realização dos testes, acontece a coleta de dados, que são entregues de forma individual para cada atleta. Assim, em suas respectivas cidades, eles conseguem trabalhar de forma mais assertiva. “E todo esse trabalho é realizado por diversos departamentos, como fisioterapia, medicina, nutrição e psicologia, que atuam juntos para oferecer um acompanhamento multidisciplinar”, completa Lorenzo.

<b>Contribuições para o presente e o futuro do CEFD</b>

Além de contribuir com o sonho do título mundial, a atividade realizada no CEFD cria um ambiente prático para capacitar professores, servidores técnico-administrativos e alunos na avaliação esportiva. O trabalho desenvolvido na iniciativa também faz parte de um plano maior: tornar o CEFD uma referência em avaliação esportiva no sul do país. “É um processo de crescimento geral. Queremos transformar o CEFD em um lugar de referência. Os atletas não precisam ir para a Europa fazer essas coletas, eles podem fazer aqui em Santa Maria, aqui na Universidade Federal de Santa Maria. Temos toda nossa estrutura à disposição”, afirma Lorenzo.

Até o momento, a iniciativa já avaliou mais de 300 atletas de diferentes modalidades, como futsal, canoagem e futebol americano. “A ideia é ir atrás de diferentes esportes e, a partir deles, construir protocolos para acompanhar atletas ao longo de toda a temporada”, comenta Fábio.

Outras informações sobre a visita da seleção brasileira de pádel constam na matéria produzida pela TV Campus:

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=thXGR45bJo0[/embed]

<i>Texto: Thais Immig, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias, com informações da Subdivisão de Comunicação do CEFD</i>

<i>Fotos: Camila Matheus Behenck</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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