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Novo curso da UFSM, Bacharelado em Nanotecnologia e Inovação Computacional é ofertado via Sisu

A UFSM é uma das poucas universidades públicas brasileiras a dispor de um curso de graduação em nanotecnologia



Dos 111 cursos que a UFSM está ofertando no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2026, há uma novidade, não só dentro da própria universidade como em âmbito nacional. Trata-se do Bacharelado em Nanotecnologia e Inovação Computacional. Estão disponíveis 15 vagas para esse novo curso de graduação, cuja primeira turma ingressa na UFSM no primeiro semestre letivo deste ano. De acordo com o projeto pedagógico do curso, seu objetivo é “formar um profissional com perfil empreendedor, mas que também aprenderá a trabalhar em equipe, com uma sólida base científica em física, matemática, computação, biofísica e bioinformática, e que domina os métodos mais avançados em tecnologias computacionais”.

Vinculado ao Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), no campus sede da UFSM, o curso de Nanotecnologia e Inovação Computacional foi criado em agosto do ano passado, por meio da resolução Nº 222/2025. O bacharelado tem como coordenador e vice-coordenador, respectivamente, os professores José Carlos Merino Mombach e Paulo Cesar Piquini, ambos do Departamento de Física. Eles contam que a ideia de criar o curso surgiu em 2022, tendo em vista o crescente mercado (e a consequente demanda por recursos humanas) para empresas brasileiras que trabalham em pesquisa e desenvolvimento de nanotecnologia para aplicação em áreas como tecnologia da informação (incluindo inteligência artificial e aprendizado de máquina), química, farmácia, agronegócio, biotecnologia, saúde e meio ambiente, entre outras.

Como a nanotecnologia manipula a matéria nos níveis atômico e molecular, o mercado de trabalho exige dos profissionais o domínio de disciplinas relacionadas à física e computação – em especial, a física quântica e a computação quântica. Por isso, no nome do curso, ao lado da nanotecnologia, deu-se ênfase à inovação computacional. O interesse na criação de um curso de graduação em nanotecnologia na UFSM também surgiu da percepção de que a grande maioria dos profissionais do ramo são oriundos de cursos de pós-graduação (em áreas como farmácia, engenharias, química e física). Inclusive muitas startups em nanotecnologia são criadas por pós-graduandos, antes mesmo de completarem seus cursos de mestrado ou doutorado.

O empreendedorismo, aliás, será um dos diferenciais do curso de Nanotecnologia e Inovação Computacional, que (ao longo de oito semestres) terá três disciplinas voltadas ao tema: Atitude Empreendedora, no 1º semestre; Organização e Administração de Empresas, no 4º semestre; Gestão da Inovação, no 7º semestre.

Ao longo do curso, os alunos também deverão desenvolver o projeto de um negócio inovador (nos moldes de um Trabalho de Conclusão de Curso), o qual será apresentado e defendido diante de uma banca avaliadora. Para o desenvolvimento do projeto, os estudantes têm duas opções: podem cursar as disciplinas de Organização e Administração de Empresas e de Gestão da Inovação (já mencionadas acima), ou em vez disso solicitar a sua dispensa e participar do programa ElevaStart powered by InovAtiva, de capacitação e aceleração empreendedora, o qual na UFSM é proporcionado pela Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova).

Cadeiras como essas mesclam-se às ditas “ciências duras” (hard sciences), representadas na grade curricular por disciplinas como: Cálculo; Computação Básica para Física; Matemática Computacional; Mecânica Newtoniana; Estatística Básica; Física do Calor, Oscilações, Ondas e Fluídos; Equações Diferenciais; Álgebra Linear; Eletricidade e Magnetismo; Computação Quântica; Nanotecnologia; Ótica; Biofísica e Biologia Molecular; Aprendizado de Máquina; Bioinformática; Nanoestruturas.

O currículo do curso contempla ainda a realização de seminários com pesquisadores, professores e empreendedores convidados (nos primeiros semestres) e um estágio supervisionado (no último semestre). Embora o curso tenha uma duração prevista de quatro anos, com carga horária mínima de 2.400 horas, a coordenação salienta que também é possível concluí-lo em três anos e meio.

Com o ingresso da primeira turma, a UFSM torna-se – junto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – uma das poucas universidades públicas brasileiras a dispor de um curso de graduação em nanotecnologia. Ainda assim, um curso com o nome específico de Nanotecnologia e Inovação Computacional é, até o momento, exclusivo da UFSM e, portanto, único no país.

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