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				<title>UFSM e Fiocruz lançam nota técnica sobre a chegada do El Niño ao Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/19/ufsm-e-fiocruz-lancam-nota-tecnica-sobre-a-chegada-do-el-nino-ao-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:42:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Documento reúne evidências científicas e recomenda ações preventivas para a gestão pública]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Publicada na manhã desta sexta-feira (19), a nota técnica elaborada pelo Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Direito e o projeto de extensão “Prevenir é Direito” da UFSM, alerta para a necessidade de preparação antecipada dos serviços públicos diante da alta probabilidade de ocorrência de um novo El Niño. As recomendações são direcionadas, em particular, ao Sistema Único de Saúde (SUS), à Defesa Civil e aos serviços de saneamento e de assistência social.

No Brasil, os efeitos típicos do fenômeno incluem chuvas acima da média na Região Sul, com aumento do risco de tempestades, enxurradas, inundações e deslizamentos. Já o Norte e parte do Nordeste tendem a registrar redução das chuvas, com intensificação da seca, do estresse hídrico, das queimadas e consequente piora da qualidade do ar. O documento ressalta, entretanto, que o El Niño não deve ser entendido como a causa isolada dos eventos extremos. Seus impactos dependem da interação com outros fatores climáticos e das condições de vulnerabilidade dos territórios, como degradação do solo, desmatamento, urbanização desordenada, saneamento inadequado e capacidade de resposta dos serviços públicos.

A nota recomenda a ativação preventiva de salas de situação climática e sanitária, com monitoramento de dados oceanográficos e meteorológicos, revisão de planos de contingência, reforço da vigilância epidemiológica e fortalecimento das ações de comunicação de risco voltadas às populações mais vulneráveis.

Outro destaque é a importância de um papel ativo dos serviços de atenção básica na identificação, no acompanhamento e na manutenção do cuidado de grupos mais suscetíveis aos efeitos das emergências climáticas, como crianças, gestantes, idosos, pessoas com deficiência, pacientes com doenças crônicas, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de pessoas desabrigadas ou em situação de vulnerabilidade social.

Ao considerar os efeitos do último El Niño, ocorrido entre 2023 e 2024, o documento demonstra que os impactos sanitários não se limitam ao momento do evento meteorológico. Enchentes, secas e queimadas produzem tanto efeitos imediatos quanto prolongados, desorganizam serviços, deslocam populações, ampliam exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e agravam situações de sofrimento mental.

Desse modo, a principal recomendação da nota técnica é que as autoridades não aguardem a confirmação de desastres para mobilizar recursos. A gestão do risco climático na saúde, segundo o texto, deve ser preventiva, territorializada, intersetorial e orientada por evidências.

Acesse a nota técnica completa <a href="https://climaesaude.icict.fiocruz.br/sites/climaesaude.icict.fiocruz.br/files/Nota_T%C3%A9cnica_El_nino.docx.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.

<i>Texto: Subdivisão de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas</i>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Quais são os desafios das cidades frente ao El Niño?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/29/quais-sao-os-desafios-das-cidades-frente-ao-el-nino</link>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 21:36:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[el niño]]></category>
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		<category><![CDATA[Engenharia Ambiental e Sanitária]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
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		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Entenda por que a preparação para eventos climáticos vai muito além das obras de concreto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Depois de <a href="https://www.ufsm.br/2026/05/14/el-nino" target="_blank" rel="noopener">explicar o funcionamento do fenômeno El Niño</a> e projetar o nível de alerta para 2026 na primeira reportagem, e de <a href="https://www.ufsm.br/2026/05/22/el-nino-campo" target="_blank" rel="noopener">cruzar as histórias de produtores rurais</a> para entender os desafios e a recuperação do campo gaúcho na semana passada, a série especial da Agência de Notícias da UFSM volta seus olhos para o perímetro urbano.

Para cientistas da UFSM, as inundações urbanas escancaram que o desastre possui uma raiz profundamente social. O professor Daniel Gustavo Allasia Piccilli, do <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgecam" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) da UFSM</a>, estuda inundações urbanas há anos e monitora o fenômeno de maneira contínua através do <a href="https://www.instagram.com/ecotecnologias_ufsm" target="_blank" rel="noopener">Grupo de Pesquisas em Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias</a>. “A confirmação do El Niño automaticamente não significa que teremos enchentes e inundações na mesma proporção”, esclarece o professor.

O alerta ganhou corpo em uma nota técnica elaborada em conjunto pelo PPGECAM e pelo Programa de Pós-Graduação em Meteorologia (PPGMET) da UFSM. Diante de chances de até 90% de ocorrência do fenômeno nos próximos meses, a pergunta que desafia os gestores públicos é: dois anos após a maior tragédia climática do estado, as cidades gaúchas estão preparadas?
<h3><b>Será que as cidades mudaram de lá para cá?</b></h3>
A resposta para a prontidão dos municípios gaúchos varia conforme o setor observado. Por um lado, houve avanços forçados pela destruição em 2024. Por outro, a lentidão estrutural permanece.

“Será que as cidades mudaram de lá para cá? Eu diria que a infraestrutura viária está melhor preparada hoje porque as pontes antigas caíram. As novas levaram em conta condicionantes climáticas: são mais altas, robustas e firmes. Se chegar um evento extremo, as cidades não devem ficar tão incomunicáveis”, avalia Allasia.

No entanto, o expert em inundações urbanas pondera que a adaptação profunda esbarra em uma gangorra de extremos meteorológicos emergentes no estado, a qual ele denomina como câmbio climático. “Desde 2019, estamos vivendo uma sequência severa de secas e cheias intercaladas. Estamos andando em extremos”, detalha.

Segundo ele, adaptar a drenagem das cidades a essa realidade exige tempo e planejamento, mudando desde a arquitetura das casas até a escolha da vegetação nas ruas, já que o plantio de espécies erradas pode resultar em árvores caídas durante vendavais.
<h3><b>Preparação de “baixo arrependimento”</b></h3>
Como a intensidade definitiva do El Niño só costuma ser confirmada cientificamente com cerca de dois meses de antecedência, Allasia defende que os gestores adotem uma postura preventiva baseada em medidas de “baixo arrependimento”: ações rápidas, de custo quase zero, mas que salvam vidas.

“A recomendação agora é focar em logística: organizar plantões da Defesa Civil para finais de semana e feriados, testar canais de comunicação e limpar calhas. São medidas simples que não impactam o orçamento, mas mudam o cenário no momento da crise”, defende o professor.

O pesquisador da UFSM recomenda um <i>checklist</i> de ações imediatas que as prefeituras devem adotar:

• <b>Limpeza preventiva:</b> retirada de galhos e lixo de bueiros, galerias pluviais e arroios

• <b>Escalas de plantão:</b> organização prévia de equipes de emergência para recessos e feriados

• <b>Antecipação burocrática:</b> abertura antecipada de licitações para contratação ou manutenção de maquinários (como retroescavadeiras), evitando a escassez do mercado no pico da crise

• <b>Comunicação direcionada:</b> Criação de protocolos de alerta direto com os moradores de áreas vulneráveis

[caption id="attachment_73045" align="aligncenter" width="1098"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-1-2.jpg"><img class=" wp-image-73045" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-1-2-1024x576.jpg" alt="" width="1098" height="618" /></a> Arte gráfica: Daniel De Carli[/caption]

Para o professor Daniel Allasia, os avisos de evacuação não podem ser genéricos, mas sim direcionados aos moradores de áreas de risco através de canais diretos como o WhatsApp. Em consonância com o cientista da universidade, a Defesa Civil de Santa Maria realizou nesta semana uma força-tarefa multidisciplinar de <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/noticias/30711-defesa-civil-do-municipio-mapeia-risco-de-inundacoes-e-cadastra-mais-200-pessoas-no-passo-verde" target="_blank" rel="noopener">cadastramento de moradores no distrito de Passo do Verde</a>, área com alta suscetibilidade a inundações.

Em dois dias de trabalho de campo, equipes formadas por agentes públicos, geólogo, engenheiro florestal e assistente social analisaram o padrão das residências, identificaram 243 imóveis e cadastraram 206 pessoas. Os dados coletados revelam a complexidade humana por trás de um plano de evacuação:

• <b>Perfil de vulnerabilidade:</b> Dos cadastrados, 101 são idosos e 9 são pessoas com deficiência (PcD), grupos que exigem maior agilidade em resgates. Além disso, 37 famílias dependem do Cadastro Único para Programas Sociais.

• <b>Famílias multiespécie:</b> O levantamento contabilizou 202 animais de estimação na área, entre cães, gatos e aves. O fator é considerado crucial pela Defesa Civil para o planejamento de abrigos, já que muitas famílias se recusam a evacuar se precisarem abandonar seus animais.
<h3><b>O abismo entre os municípios</b></h3>
Se cidades maiores conseguem articular essas forças-tarefas, o interior enfrenta um isolamento técnico e financeiro. Allasia cita o caso de São João do Polêsine – município de apenas 2.649 habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que passou bem por uma cheia de 150 milímetros em dezembro após receber consultoria gratuita da UFSM para desobstruir canais e remover açudes irregulares. O oposto ocorre na vizinha Ivorá, que por ficar em um vale cercado de montanhas, exige projetos de engenharia e obras hidráulicas.

O grande entrave é que a maioria das pequenas prefeituras tem equipes reduzidas, ficando sem braço técnico até mesmo para pedir socorro financeiro. Allasia revela um bastidor crítico sobre como a falta de registros prejudicou a captação de recursos públicos em Brasília. “Quando sofremos o pior da cheia na região central em maio de 2024, o satélite só via nuvens. Não há registro visual de satélite das nossas enchentes, as imagens limpas só começaram a aparecer quando a água chegou a Porto Alegre”, revela o professor.

“Isso afetou o interior na hora de pedir recursos federais, porque o técnico em Brasília exige provas. É aí que a engenharia precisa do jornalismo para documentar o desastre em pastas estruturadas. Muitas prefeituras pequenas ficaram sem verbas simplesmente porque não tinham pernas para montar essa documentação”, complementa Allasia.
<h3><b>Plano Municipal de Redução de Riscos</b></h3>
[caption id="attachment_73046" align="alignright" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/mapa-distribuicao-espacial-de-risco-santa-tereza.jpg"><img class=" wp-image-73046" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/mapa-distribuicao-espacial-de-risco-santa-tereza.jpg" alt="" width="563" height="852" /></a> Mapa da distribuição espacial de risco na Vila Santa Tereza[/caption]

Se faltam braços na administração pública do interior, a ciência local tem feito o mapeamento minucioso dos gargalos. Santa Maria conta com uma ferramenta crucial: o <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/relatorios-pmrr-santa-maria-rs" target="_blank" rel="noopener">Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</a>. Na UFSM, o projeto foi coordenado pela professora Andrea Valli Nummer, do Departamento de Geociências e pesquisadora do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam" target="_blank" rel="noopener">Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam)</a>.

“A ciência já sabe praticamente tudo sobre as áreas de risco. Nós só estamos evoluindo na técnica. Sabemos que é importante mapear a inundação, o alagamento, o escorregamento, o movimento de massa. Antes andávamos a pé, hoje usamos drone. Temos a meteorologia para nos ajudar com dados”, explica a professora Andrea. “O que precisa é que cada vez mais municípios possam ter esses planos. Para ter um documento de planejamento urbano, de gestão de risco. Isso é importante. E se apropriar desse documento, manter esse documento atualizado e utilizá-lo mesmo para a captação de recurso.”

O plano de Santa Maria começou a ser desenhado no segundo semestre de 2023, focando em seis regiões que concentram habitações informais e populações vulneráveis:

• <b>Região Sul:</b> vilas Urlândia e Santos

• <b>Região Oeste:</b> vilas Babilônia, Lídia, Chaminé e Arco-Íris

• <b>Região Centro-Oeste:</b> Vila Beco do Guarani

• <b>Região Nordeste:</b> vilas Schirmer e Km 3

• <b>Região Norte:</b> vilas Bilibio e Favarin

• <b>Região Leste:</b> vilas Canário, Bela Vista, Bürger e Churupa

“Nós escolhemos e estudamos essas áreas entre 2023 e o início de 2024, antes dos eventos extremos acontecerem”, ressalta a doutora em Geotecnia. A pedido da prefeitura, os pesquisadores do Lageolam também realizaram um mapeamento suplementar voluntário na Vila Santa Tereza (no bairro Chácara das Flores), após o local sofrer um processo de abatimento de terra.

O sucesso metodológico expandiu as fronteiras da pesquisa. A partir da próxima semana, a professora Andrea assume a coordenação do primeiro PMRR de Cachoeira do Sul, em parceria com o Governo Federal, com previsão de entrega para o próximo ano. “Antes, a metodologia focava apenas nos graus de risco ‘alto’ e ‘muito alto’. Agora, o Governo Federal incluiu também o risco ‘médio’. Vai dar muito mais trabalho para a equipe de acadêmicos, mas será um novo e interessante desafio”, destaca a geóloga.
<h3><b>O dilema da “teia social” e as soluções a longo prazo</b></h3>
Quando os mapas apontam uma residência em área de alto risco, a remoção das famílias parece ser a resposta imediata. Contudo, o PMRR adota uma diretriz humanizada: a retirada definitiva deve ser o último recurso.

“Evita-se ao máximo a remoção porque essas populações construíram uma ‘teia social’. Há uma relação profunda de vizinhança, o vínculo com o emprego, a escola dos filhos. A recomendação do plano, alinhada ao Governo Federal, é que as famílias permaneçam e o poder público faça obras de mitigação, como contenção de encostas e melhoria nas margens dos rios. A remoção definitiva só deve ocorrer quando há risco iminente à vida”, esclarece a coordenadora do PMRR.

Para além das ações emergenciais de curto prazo, o professor Daniel Allasia enfatiza que as cidades precisam implementar a drenagem urbana sustentável no longo prazo, através de um Plano Diretor de Drenagem Urbana. “Não se trata apenas de obras cinzas e estruturas rígidas de concreto. É preciso trabalhar junto com a vegetação e com a própria água, auxiliando a infiltrá-la no solo e a armazená-la. Isso não substitui os canais e reservatórios tradicionais, mas deixa as cidades muito mais resilientes.”
<h3><b>Baixa capacidade técnica e burocrática</b></h3>
Se a ciência desenvolve os mapas e a engenharia projeta as soluções, as cidades esbarram na engrenagem política de captação de recursos. A professora Andrea Nummer lembra que a prevenção climática exige proatividade e preparo burocrático das prefeituras. “Município e estado funcionam exatamente como uma universidade. Ninguém bate aqui na minha porta para me oferecer dinheiro”, desabafa a pesquisadora. “Aparece um edital público e eu tenho que estar com a minha proposta pronta, porque ele fica aberto por pouco tempo, às vezes apenas um mês”, completa.

Para Andrea, a falta de um corpo técnico qualificado na maioria das cidades pequenas para caçar esses editais e estruturar projetos complexos em tempo recorde é, atualmente, um dos grandes empecilhos para a prevenção de desastres no Estado. O El Niño traz a chuva, mas é a capacidade técnica, burocrática e social das cidades que dita o tamanho do seu impacto.

<i>Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<em>Arte gráfica da capa: Daniel De Carli</em>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>El Niño volta ao radar no RS: especialistas da UFSM explicam o que esperar nos próximos meses</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/14/el-nino</link>
				<pubDate>Thu, 14 May 2026 19:06:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[desastres climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[el niño]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisadores esclarecem riscos, previsões e o real nível de preocupação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72804" align="alignleft" width="531"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/murilo-lopes-1018x1024.jpeg" alt="Foto colorida, horizontal. À esquerda, está Murilo Lopes, um homem de cabelos escuros e cacheados, usando blazer azul escuro, camisa escura e calça cinza. Ele aparece em pé sobre o palco segurando um microfone e fazendo uma apresentação. Ao fundo, há um grande painel de projeção. No centro do painel está escrito: “REDE VOLUNTÁRIA DE OBSERVADORES DE TEMPESTADES E ANÁLISE DE DANOS”. Abaixo, aparece o nome “Murilo Machado Lopes” e, em letras menores, “Meteorologia, Departamento de Física, Universidade Federal de Santa Maria”." width="531" height="535" /> Meteorologista da UFSM, Murilo Lopes apresenta a palestra “Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Análise de Danos”. (Foto: arquivo pessoal de Murilo Lopes)[/caption]<p>Dois anos após as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, o debate sobre eventos climáticos extremos voltou ao centro das discussões pela expectativa de um novo El Niño. A partir de hoje, e nas próximas três semanas, a Agência de Notícias da UFSM apresenta uma série especial de reportagens sobre o fenômeno El Niño e suas perspectivas para os próximos meses, em especial para o Rio Grande do Sul. Nesta primeira reportagem, apresentamos as perspectivas pelo olhar da Meteorologia. Nas próximas semanas, abordaremos os impactos no campo, nas cidades, na infraestrutura logística e a ciência produzida pela UFSM a partir das enchentes, com foco em como devemos nos preparar.</p><h3>Resiliência climática em pauta</h3><p>No último dia 6 de maio, representantes do curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria se reuniram em um encontro do “Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática” do “Plano Rio Grande”, realizado no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre.</p><p>A atividade integrou a Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida em alusão aos dois anos das enchentes de 2024, e foi dividida em dois painéis temáticos: “Tempestades severas e seus impactos” e “Avaliação de danos, treinamentos e mitigação”. O encontro reuniu pesquisadores, especialistas e gestores públicos para discutir os desafios climáticos enfrentados pelo Estado e as perspectivas para os próximos meses.</p><p>Entre os participantes esteve o meteorologista e professor da UFSM, Vagner Anabor, integrante do comitê científico. Pesquisador da área de eventos extremos, Anabor atuou como mediador do evento e destacou que a principal motivação da atividade foi ampliar o debate sobre eventos meteorológicos severos entre os gestores públicos.</p><p>Segundo o professor, ainda existe a percepção equivocada de que fenômenos extremos são raros ou recentes. No entanto, ele ressalta que tempestades severas fazem parte da dinâmica climática da região Sul do Brasil, especialmente no território gaúcho, e que compreender esse cenário é essencial para fortalecer estratégias de prevenção e adaptação.</p><p>Após o encontro, foi divulgada uma nota técnica elaborada por 14 especialistas ligados ao Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, reunindo análises e projeções sobre o comportamento climático no Rio Grande do Sul nos próximos meses. Entre os autores, estão os meteorologistas da UFSM Vagner Anabor e Murilo Machado Lopes, além da professora do Departamento de Física da universidade, Nathalie Tissot Boiaski, que contribuíram para a construção das avaliações sobre eventos extremos e seus possíveis impactos no estado.</p><h3>Entenda o fenômeno El Niño</h3>[caption id="attachment_72805" align="alignright" width="511"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/vagner-anabor-1024x768.jpeg" alt="Foto colorida, horizontal. A imagem mostra um palco com cinco participantes sentados em cadeiras. A primeira é uma mulher de cabelos escuros, usando blusa clara, calça vinho e sapatos pretos, olhando para um celular. Ao lado, dois homens sentados usam trajes sociais; um veste paletó escuro com gravata e o outro usa colete em tons escuros e alaranjados sobre camisa clara. Mais à direita, uma mulher de cabelos claros usa roupas em tons escuros com detalhes alaranjados. Ao final da fila, um homem de camisa clara está sentado com as pernas cruzadas, observando a apresentação. À direita, em pé, Vagner Anabor segura um microfone e fala ao público, gesticulando com uma das mãos. Ele veste terno escuro, camisa clara e aparece à frente dos demais participantes. Ao fundo, um grande painel exibe imagens de tempestades e textos relacionados ao evento." width="511" height="383" /> O professor Vagner Anabor foi o mediador do evento e faz parte do Comitê Científico. (Foto: arquivo pessoal de Murilo Lopes)[/caption]<p>Apesar de ter ganhado maior visibilidade nos últimos anos, o El Niño não é um fenômeno recente. A partir da década de 1980, pesquisadores da climatologia, área responsável pelo estudo dos fenômenos climáticos, passaram a investigar com mais profundidade os impactos do evento e as regiões do mundo onde ele ocorre com maior frequência, entre elas, o Rio Grande do Sul.</p><p>De forma breve, o meteorologista e professor da UFSM, Vagner Anabor, explica que o El Niño é “um fenômeno marcado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico na região equatorial”. Segundo o pesquisador, esse aquecimento provoca alterações na circulação atmosférica, modificando a distribuição de calor e umidade em diferentes regiões do planeta. Normalmente, ocorre a cada dois a sete anos e dura de nove a 12 meses. </p><p>No Brasil, os efeitos podem ser percebidos de formas distintas entre as regiões do país. Conforme Anabor, a região Sul tende a ficar mais suscetível a episódios de chuva intensa e temporais. Enquanto isso, áreas do Norte e Nordeste costumam registrar períodos mais secos durante a atuação do fenômeno. O professor também destaca que esses impactos podem variar de intensidade. Isso depende da força com que o El Niño se manifesta em cada período. </p><p>As enchentes de 2024 ocorreram em um período em que o El Niño já apresentava sinais de enfraquecimento. Por isso, segundo os especialistas, a tragédia não pode ser atribuída exclusivamente ao fenômeno climático, mas sim à combinação de diferentes fatores atmosféricos que contribuíram para a intensificação das chuvas no Rio Grande do Sul. </p><p>Em pesquisa desenvolvida em conjunto com pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM, o professor Anabor explica que um dos fatores esteve ligado a eventos ocorridos do outro lado do oceano. “A ocorrência de grandes tempestades na costa da África produziu perturbações que se propagaram até a América do Sul e modificaram as condições de tempo na região”, afirma. </p><p>De acordo com o pesquisador, essas perturbações atmosféricas acabaram bloqueando o fluxo de ar, favorecendo a permanência das tempestades sobre o Estado por um período mais prolongado, o que aumentou o volume de chuva e agravou os impactos da catástrofe climática. </p><h3>A vulnerabilidade climática do Rio Grande do Sul</h3>		
										<figure>
											<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-1.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="infográfico 1" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjcyODAyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA1XC9pbmZvZ3JhZmljby0xLmpwZyJ9">
							<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-1-1024x576.jpg" alt="Infográfico colorido, em formato horizontal, sobre a evolução de um evento típico de El Niño e seus impactos na chuva e na temperatura da América do Sul. Na parte superior aparece o título: “Evolução de um evento típico de El Niño e seu impacto na chuva e temperatura da América do Sul”. O conteúdo apresenta oito mapas da América do Sul organizados em quatro períodos sazonais: inverno JJA (0), primavera SON (0), verão DJF (+1) e outono MAM (+1). Para cada estação há dois mapas: um sobre anomalias de chuva e outro sobre anomalias de temperatura. Escalas abaixo dos mapas indicam as variações observadas: nos mapas de chuva, tons marrons representam redução e tons azuis aumento; nos mapas de temperatura, tons frios indicam temperaturas abaixo da média e tons quentes representam aquecimento. De acordo com a análise baseada em eventos passados de El Niño, a primavera, identificada como SON (0), apresenta o principal sinal de aumento das chuvas, com valores entre 20% e 60% acima da média. Nesse período ocorre o pico dos impactos do fenômeno, e toda a Região Sul apresenta resposta semelhante. No verão, DJF (+1), os efeitos continuam com ocorrência de eventos extremos e chuvas intensas de curta duração entre 10% e 40% acima do normal. No outono, MAM (+1), os efeitos persistem de forma mais variável, com volumes entre 5% e 25% acima da média e sinal mais fraco. No inverno, JJA (0), o comportamento apresenta sinal fraco ou misto, com leve aumento das chuvas no Rio Grande do Sul. Na parte inferior há uma borda azul com ilustrações relacionadas ao clima, logotipos institucionais da Agência de Notícias, da Coordenadoria de Comunicação da UFSM e uma logo escrito “UFSM Divulga Ciência” e créditos informando que o gráfico foi elaborado a partir de estudo publicado por Cai et al., em 2020, e posteriormente utilizado em material do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Rio Grande do Sul." />								</a>
											<figcaption>Como acontece a evolução do El Niño e os impactos na chuva e temperatura na América do Sul </figcaption>
										</figure>
		<p>A localização geográfica do Rio Grande do Sul também contribui para que o Estado seja mais vulnerável à ocorrência de eventos climáticos extremos. Segundo Murilo Lopes, doutor em Meteorologia pela Universidade Federal de Santa Maria, a região recebe diferentes massas de ar ao longo do ano, especialmente durante as estações de transição, como outono e primavera. Além disso, a umidade vinda da região Amazônica, transportada por correntes de vento, favorece a formação de tempestades e episódios de chuva intensa no Estado.</p><p>Murilo explica que a localização geográfica do Sul do Brasil favorece a formação de tempestades severas. “Estamos em uma faixa de latitude do globo que favorece a aproximação tanto de massas de ar mais aquecidas, que vêm da região equatorial, quanto de massas de ar mais frias, que vêm da região polar”, explica. O encontro dessas diferentes massas de ar contribuem para alterações na velocidade dos ventos em diferentes níveis da atmosfera. Esse cenário favorece a formação de tempestades mais intensas e duradouras, capazes de atingir áreas mais amplas e provocar fenômenos como granizo de grande porte, vendavais e até tornados.</p><p>Entre os fatores atmosféricos que resultaram nas enchentes de 2024, Murilo destaca o grande volume de umidade transportado da Amazônia e do Oceano Atlântico, somado a uma condição de bloqueio atmosférico que impediu o deslocamento das tempestades. “Nós tivemos chuvas bastante intensas sobre a mesma região no período de 72 horas”, destaca.</p><p>Para realizar previsões e compreender o comportamento das tempestades severas no Rio Grande do Sul, os meteorologistas costumam utilizar paralelos com os sistemas atmosféricos observados nos Estados Unidos. Isso ocorre porque a região sul apresenta condições climáticas semelhantes às registradas em algumas regiões do país norte-americano, especialmente no que diz respeito à formação de fenômenos extremos.</p><p>Murilo explica ainda que o chamado “tempo severo” está associado a tempestades caracterizadas por nuvens com intensa atividade elétrica, grande volume de chuva e potencial para provocar inundações repentinas. Entre os fenômenos que fazem parte dessa classificação, ele cita as rajadas de vento superiores a 90 km/h, ou capazes de causar danos significativos, a ocorrência de granizo com mais de dois centímetros de diâmetro e os tornados, considerados mais raros, mas com elevado potencial destrutivo. </p><h3>O que indicam os modelos climáticos </h3><p>Através do documento formulado pelos membros do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2026, foi apontada a possibilidade de um novo episódio de El Niño ainda neste ano. No entanto, até o momento, não há evidências de que o fenômeno alcance a mesma intensidade registrada entre 2023 e 2024. Nesse cenário, Murilo reforça que a presença do fenômeno, por si só, não significa a repetição de eventos como os registrados nos últimos anos. “Tudo indica um novo El Niño em 2026, possivelmente forte, mas isso não significa uma nova tragédia. Eventos extremos dependem da combinação de diversos fatores”, afirma.</p><p>As previsões mais recentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), apontam para uma alta probabilidade de formação de um novo episódio de El Niño entre julho e agosto de 2026. De acordo com os modelos climáticos analisados, a chance de ocorrência do fenômeno está em torno de 80% e, em alguns cenários, pode alcançar 90% ao longo do segundo semestre do ano. Há ainda a possibilidade de o evento se prolongar até o fim de 2026.</p><p>A previsão mais recente do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Clima e Sociedade (IRI), da Escola do Clima da Universidade Columbia, aponta uma probabilidade de 70% para o desenvolvimento do El Niño entre abril e junho de 2026. Além disso, também indicam que o fenômeno deve permanecer atuando ao longo do restante do ano, com chances elevadas de permanência, variando entre 88% e 94%. Com base no comportamento registrado em episódios anteriores de El Niño, a tendência é de tempestades e episódios de chuva intensa durante a primavera de 2026 e temperaturas mais elevadas no inverno.</p>		
										<figure>
											<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-2-1.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="infográfico 2" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjcyODAzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA1XC9pbmZvZ3JhZmljby0yLTEuanBnIn0%3D">
							<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/infografico-2-1-1024x576.jpg" alt="Infográfico colorido, em formato horizontal, sobre a previsão probabilística de ocorrência do fenômeno El Niño e sua intensidade ao longo do trimestre. Na parte superior direita aparece o título: “Previsão probabilística de ocorrência. El Niño–Oscilação Sul e intensidade”. Logo abaixo, está a identificação “El Niño–Oscilação Sul (ENOS) – IRI/CPC”. O material apresenta um gráfico de barras empilhadas que relaciona a probabilidade de ocorrência do fenômeno, em porcentagem, com diferentes períodos trimestrais. No eixo vertical está a indicação “Probabilidade (%)”, com escala de 0% a 100%. No eixo horizontal aparece “Trimestre”, dividido nos períodos AMJ, MJJ, JJA, JAS, ASO, SON e OND. Acima do gráfico há caixas com percentuais que resumem as probabilidades previstas para diferentes condições climáticas, como fase neutra e El Niño. AMJ = abril, maio e junho MJJ = maio, junho e julho JJA = junho, julho e agosto JAS = julho, agosto e setembro ASO = agosto, setembro e outubro SON = setembro, outubro e novembro OND = outubro, novembro e dezembro As barras utilizam diferentes cores para representar níveis de intensidade do El Niño: cinza para condição neutra, rosa claro para fraco, tons mais escuros de vermelho para moderado, forte e muito forte. Nos primeiros trimestres, predominam condições neutras, enquanto ao longo dos períodos seguintes cresce a participação de cenários associados ao El Niño em diferentes intensidades. De acordo com as informações apresentadas, no período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, representado pelo trimestre OND, há probabilidades semelhantes para diferentes intensidades do fenômeno. Os cenários de El Niño moderado, forte e muito forte apresentam chances próximas entre si, em torno de 25% de probabilidade de ocorrência, indicando incerteza quanto à intensidade predominante do evento. Na parte inferior há uma borda azul com ilustrações relacionadas ao clima, logotipos institucionais e créditos. O gráfico informa que foi adaptado a partir de dados do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Clima e Sociedade (IRI), da Escola do Clima da Universidade Columbia, utilizados em material do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática." />								</a>
											<figcaption>Previsão indica cerca de 25% de chance para um El Niño moderado, forte e muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027</figcaption>
										</figure>
		<p>Como mostra o gráfico, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, os cenários avaliados indicam probabilidades semelhantes para diferentes intensidades do fenômeno, com cerca de 25% de chance para episódios classificados como moderados, fortes ou muito fortes. Apesar disso, o documento ressalta que ainda existe um elevado grau de incerteza em relação à intensidade do El Niño, principalmente devido à longa antecedência das projeções. Em seu boletim mais recente, a NOAA também destaca a possibilidade de um episódio moderado a forte nesse período, mas reforça que ainda não é possível definir com segurança qual será a intensidade do fenômeno durante a primavera de 2026.</p><p>Para 2027, porém, ainda é cedo para estabelecer previsões mais precisas sobre o comportamento climático. Anabor ressalta ainda que os modelos climáticos trabalham com probabilidades e tendências, não com previsões exatas.</p><p>Ainda não é possível ter certeza se os impactos do El Nino 2026-27 serão menores, similares ou maiores do que em 2023-24. Mas sabe-se, certamente, que ocorrerá algum tipo de impacto para a população e atividades no Estado do Rio Grande do Sul. Segundo os professores, o momento exige atenção qualificada, e não medo. O acompanhamento das previsões sazonais e dos alertas meteorológicos serão fundamentais nos próximos meses.</p><h3>Ações de prevenção</h3>[caption id="attachment_72823" align="alignright" width="503"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A0036-1-1024x683.jpg" alt=" Foto na horizontal colorida mostra o bosque da UFSM, na parte da trilha de chão de terra e coberto por folhas secas em meio a uma floresta de árvores altas e troncos retos. No centro da imagem, duas pessoas caminham de costas lado a lado pela passagem: um homem de camiseta listrada e bermuda escura, e uma mulher de blusa vermelha e calça preta. A vegetação ocupa as laterais do caminho, com arbustos e folhagens em diferentes tons de verde. À esquerda há um banco azul escuro. A luz natural atravessa discretamente o topo das árvores" width="503" height="335" /> O documento do comitê ressalta a importância de uma comunicação acessível para comunicar a população sobre os riscos[/caption]<p>Eventos extremos não são sinônimos de desastres naturais, mas fenômenos meteorológicos que podem desencadear situações de desastre, dependendo da intensidade e dos impactos causados sobre a população e o território. Nesse contexto, a ocorrência do El Niño não significa, necessariamente, a previsão de uma catástrofe específica, mas indica uma maior probabilidade de episódios de chuva extrema no Sul do Brasil. </p><p>Entre os impactos mais comuns associados ao fenômeno estão inundações, enxurradas, movimentos de massa, alagamentos urbanos, danos à infraestrutura e perdas agrícolas, especialmente em culturas como soja, milho e arroz.</p><p>O documento também destaca a importância da preparação prévia dos órgãos públicos, da Defesa Civil e dos setores produtivos diante da possibilidade de consolidação do fenômeno climático. Entre as medidas apontadas estão a revisão de planos de contingência e o fortalecimento da infraestrutura voltada à manutenção de serviços essenciais para a população, especialmente em cenários de eventos hidrometeorológicos extremos.</p><p>Além das ações operacionais, o relatório ressalta a necessidade de ampliar a comunicação com a população de forma clara e acessível. A proposta é que a sociedade tenha maior conhecimento sobre os planos de contingência, os riscos associados aos eventos extremos e os procedimentos recomendados em situações de emergência, contribuindo para a redução de danos e para o fortalecimento da capacidade de resposta coletiva.</p><p>Em áreas mais vulneráveis, essas condições podem favorecer ocorrências de alagamentos, inundações, enxurradas e movimentos de massa, além de outros impactos associados a fenômenos geo-hidro-meteorológicos, que envolvem a movimentação de terra (geológicos), a dinâmica da água (hidrológicos) e eventos climáticos intensos (meteorológicos). Apesar disso, o documento destaca que ainda é cedo para prever o comportamento das chuvas no verão e no outono de 2027.</p><h3>A ciência da UFSM no monitoramento climático </h3>[caption id="attachment_72806" align="alignleft" width="512"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/meteorologia-1024x683.jpg" alt="Foto na horizontal colorida mostra uma bancada de laboratório com computadores da área de Meteorologia da UFSM. Ao longo da parede clara, quatro monitores estão alinhados lado a lado acima da mesa. As telas exibem gráficos, mapas, dados meteorológicos e imagens técnicas. No primeiro monitor à esquerda, aparece uma estação meteorológica virtual com indicadores de temperatura, umidade, pressão do ar e velocidade do vento. Sobre a bancada cinza, há teclados, mouses e cabos conectados às tomadas." width="512" height="341" /> A UFSM contribui para a meteorologia com pesquisa, monitoramento climático e formação de profissionais na área[/caption]<p>Para garantir previsões meteorológicas mais precisas e detalhadas, são necessários investimentos em equipamentos e estruturas capazes de monitorar continuamente a atmosfera. Entre os recursos utilizados nesse acompanhamento estão satélites meteorológicos calibrados e os chamados supercomputadores, responsáveis pelo processamento de modelos atmosféricos em alta resolução. Esses requisitos seguem protocolos estabelecidos pela World Meteorological Organization (WMO) e são fundamentais para ampliar a capacidade de previsão e monitoramento de eventos extremos. </p><p>O trabalho do meteorologista responsável por estudar e divulgar as condições climáticas envolve uma combinação de formação especializada, pesquisa científica e tecnologia de alta complexidade. Segundo o professor Vagner Anabor, “para a gente ter essas previsões com altíssima qualidade e resolução, é preciso ter redes de observação de excelência e com alta distribuição espacial”.</p><p>Anabor destaca ainda que o avanço tecnológico transformou a capacidade de observação atmosférica e fortaleceu a qualidade das previsões meteorológicas. “Com a chegada dos satélites, tivemos um aumento nas observações e, hoje, contamos também com radares meteorológicos, como os da UFSM e outros distribuídos pelo Estado. Essas ferramentas permitem ao meteorologista treinado fazer excelentes previsões do tempo”, afirma.</p><p>Nesse contexto, a ciência produzida dentro da Universidade Federal de Santa Maria, por meio das pesquisas em Meteorologia, também cumpre um papel fundamental ao aproximar o conhecimento científico da população em temas que impactam diretamente a cidade, a agricultura e a rotina dos gaúchos.</p><p>Acesse a <a href="https://admin.planoriogrande.rs.gov.br/upload/arquivos/202605/08094346-nota-tecnica-el-nino.pdf">nota técnica</a> <strong>completa elaborada pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática</strong></p><p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Artes infográficas: Daniel Michelon De Carli<br />Fotos: Banco de Imagens da Agência de Notícias UFSM e registros de Murilo Lopes<br />Edição: João Ricardo Gazzaneo, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Meteorologistas da UFSM participarão de encontro sobre eventos extremos no dia 6 de maio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/27/meteorologistas-da-ufsm-participarao-de-encontro-sobre-eventos-extremos-no-dia-6-de-maio</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:06:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática será em Porto Alegre]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Órgão vinculado à Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict/RS), o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática promove no dia 6 de maio, em Porto Alegre, o evento intitulado “Tempo Severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções”. Realizado em parceria com a UFSM e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o encontro vai reunir especialistas, pesquisadores e gestores para debater a preparação do estado para fenômenos extremos que vão além das cheias, com foco em tempestades severas, avaliação de danos, monitoramento e construção de resiliência. O evento estava inicialmente previsto para 28 de abril, em alusão ao Dia Internacional para Redução de Riscos gerados por Tempestades Severas, também tendo em vista as inundações que devastaram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024.</p>
<p>As atividades ocorrem nos turnos da manhã (9h às 12h) e tarde (14h às 17h), no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari. Do painel da manhã, intitulado “Tempestades severas e seus impactos”, participarão dois professores do curso de Meteorologia da UFSM: Vagner Anabor e Mauricio Ilha de Oliveira. Anabor vai abordar o tema “Sistemas convectivos e tempestades severas: características regionais”, enquanto que Oliveira falará sobre “Fenômenos de tempo severo (tornados, microexplosões, granizo)”.</p>
<p>Anabor também vai participar do painel da tarde, intitulado “Avaliação de danos, treinamentos e mitigação”. Na ocasião, ele falará sobre a “Previsão baseada em impactos e oportunidades de treinamento”. Desse painel também participará o meteorologista da UFSM Murilo Machado Lopes, que vai abordar a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e avaliação de danos.</p>
<p>Os interessados em participar do encontro devem preencher até 30 de abril o <a href="https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=CdncFcCN6UCh5c7LBTzdGiaZJnMtYAxDgmRKT942SoVURVRCQjlGVk9BME1BMlQ3OUpXTFNKSjQ0Ny4u&amp;route=shorturl" target="_blank" rel="noopener">formulário de inscrição</a>, onde também está disponível a programação completa. Outras informações constam no <a href="https://www.instagram.com/p/DWokZJxlpKd/?img_index=1" target="_blank" rel="noopener">perfil da Sict/RS no Instagram</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Evento vai abordar impactos de tempestades severas e soluções para o RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/16/evento-vai-abordar-impactos-de-tempestades-severas-e-solucoes-para-o-rs</link>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 21:02:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Professores e pesquisadores do curso de Meteorologia da UFSM estão entre os palestrantes do encontro, que ocorre em Porto Alegre]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Órgão vinculado à Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict/RS), o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática promove no dia 28 de abril, em Porto Alegre, o evento intitulado “Tempo Severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções”. Realizado em parceria com a UFSM e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o encontro vai reunir especialistas, pesquisadores e gestores para debater a preparação do estado para fenômenos extremos que vão além das cheias, com foco em tempestades severas, avaliação de danos, monitoramento e construção de resiliência. O evento é realizado em alusão ao Dia Internacional para Redução de Riscos gerados por Tempestades Severas, também tendo em vista as inundações que devastaram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024.

As atividades ocorrem nos turnos da manhã (9h às 12h) e tarde (14h às 17h), no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari. Do painel da manhã, intitulado “Tempestades severas e seus impactos”, participarão dois professores do curso de Meteorologia da UFSM: Vagner Anabor e Mauricio Ilha de Oliveira. Anabor vai abordar o tema “Sistemas convectivos e tempestades severas: características regionais”, enquanto que Oliveira falará sobre “Fenômenos de tempo severo (tornados, microexplosões, granizo)”.

Anabor também vai participar do painel da tarde, intitulado “Avaliação de danos, treinamentos e mitigação”. Na ocasião, ele falará sobre a “Previsão baseada em impactos e oportunidades de treinamento”. Desse painel também participará o meteorologista da UFSM Murilo Machado Lopes, que vai abordar a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e avaliação de danos.

Os interessados em participar do encontro devem preencher até a próxima quarta-feira (22) o <a href="https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=CdncFcCN6UCh5c7LBTzdGiaZJnMtYAxDgmRKT942SoVURVRCQjlGVk9BME1BMlQ3OUpXTFNKSjQ0Ny4u&amp;route=shorturl" target="_blank" rel="noopener">formulário de inscrição</a>, onde também está disponível a programação completa. Outras informações constam no <a href="https://www.instagram.com/p/DWokZJxlpKd/?img_index=1" target="_blank" rel="noopener">perfil da Sict/RS no Instagram</a>.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM lidera rede pioneira de monitoramento de CO₂ em lavouras e pastagens do Sul do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/27/ufsm-lidera-rede-pioneira-de-monitoramento-de-co%e2%82%82-em-lavouras-e-pastagens-do-sul-do-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 11:04:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[departamento de solos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[gases efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[labgee]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisa utiliza torres de fluxo para monitorar gases de efeito estufa em sistemas agrícolas e aponta caminhos para a produção sustentável e a geração de créditos de carbono]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72209" align="alignright" width="647"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-19-at-09.00.23.jpeg"><img class=" wp-image-72209" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-19-at-09.00.23.jpeg" alt="" width="647" height="486" /></a> Rodrigo, Débora e Murilo monitoram dados no LABGEE (Foto: Ricardo Bonfanti)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Uma rede de medição de carbono instalada em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul está revelando, com precisão inédita, como diferentes sistemas de produção agropecuária interagem com o clima. Coordenado pela UFSM, por meio do Laboratório de Gases do Efeito Estufa (LABGEE), o projeto utiliza torres de fluxo, um equipamento semelhante à estação meteorológica, porém equipado com sensores mais precisos. Essas torres são consideradas o método mais avançado do mundo para medir continuamente a emissão e a absorção de gases de efeito estufa em lavouras e pastagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa coloca a UFSM entre as instituições protagonistas no Brasil e no mundo no monitoramento contínuo e em tempo real do balanço de CO₂ em sistemas agrícolas, o que é estratégico para compreender o papel da agropecuária nas mudanças climáticas. No Brasil, pesquisas desse tipo em sistemas agrícolas monitorados continuamente por torres de fluxo são raras, especialmente em culturas importantes para a economia regional, como soja, arroz irrigado e pecuária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">À frente desta iniciativa, os professores Débora Roberti, do Departamento de Física do CCNE, e Rodrigo Jacques, do Departamento de Solos do CCR, destacam a importância deste trabalho, que, ao mesmo tempo em que ressalta o papel do manejo adequado das áreas agrícolas e desmistifica a produção rural - quando bem feita - como vilã das mudanças climáticas, projeta novos mercados e fortalece a internacionalização da UFSM.</span></p>
<h3>Sensores medem CO₂ em tempo real</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Ao todo, nove torres de fluxo estão instaladas em diferentes sistemas produtivos do Sul do país, incluindo lavouras de soja, trigo, milho e arroz irrigado, além de pastagens naturais do bioma Pampa. Os equipamentos estão distribuídos em propriedades nos municípios gaúchos de Catuípe (duas unidades), Alegrete, Cachoeira do Sul (quatro unidades) e Santa Maria, além de uma área no Paraná. Os locais foram escolhidos por permitirem comparar manejos tradicionais ou melhorados das lavouras e pastagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As torres de fluxo são equipadas com sensores altamente sensíveis, capazes de registrar de forma contínua as absorções e emissões de gases do efeito estufa de uma área. Os instrumentos realizam 10 medições por segundo, identificando se, por exemplo, o dióxido de carbono (CO</span><span style="font-weight: 400">₂</span><span style="font-weight: 400">) está sendo liberado para a atmosfera ou absorvido pelas plantas - e, após, armazenado no solo. “A metodologia em si é única no mundo, só ela que faz isso. É a mais avançada e universalmente aceita”, explica Rodrigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além da medição dos gases, os equipamentos registram variáveis meteorológicas, como temperatura do ar e do solo, radiação solar e precipitação. Todos os dados são transmitidos automaticamente pela internet para o LABGEE, situado no prédio do INPE, onde são processados e analisados pelos pesquisadores e estudantes de pós-graduação de Física e Meteorologia, com apoio do meteorologista Murilo Lopes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com esse monitoramento contínuo, os cientistas conseguem calcular o chamado fluxo de carbono, que representa o saldo (balanço) entre o carbono retirado da atmosfera pelas plantas durante a fotossíntese e aquele liberado por processos naturais, como respiração das plantas, decomposição da matéria orgânica e atividade de organismos vivos. O acompanhamento permite identificar em tempo real, ao longo do dia, dos meses, das estações e dos anos, quando um sistema produtivo atua como emissor ou absorvedor de carbono.</span></p>
<h3>De meia em meia hora, por três anos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">“É preciso no mínimo 10 medidas por segundo da concentração do CO₂ e da velocidade vertical do vento na atmosfera. Com uma análise estatística destes dados se obtém o fluxo, e então é possível dizer, a cada meia hora, se um sistema emitiu ou absorveu”, explica Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como as medições são realizadas continuamente, a cada meia hora, os pesquisadores conseguem acompanhar ao longo do ano o comportamento das emissões e absorções em cada área monitorada. Com um ano completo de dados, já é possível calcular o balanço anual de carbono de um sistema agrícola, pecuário ou natural e identificar práticas que aumentam a absorção ou as emissões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, para garantir resultados mais robustos, o monitoramento precisa se estender por períodos maiores, já que as condições climáticas variam de um ano para outro - no caso, três anos é o período mínimo determinado pelos pesquisadores para captar melhor estas variações. “Esse é o destaque desta técnica, que está na vanguarda das metodologias de medida de gás do efeito estufa na atmosfera”, salienta Débora.  </span></p>
[caption id="attachment_72258" align="alignleft" width="396"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/torre-na-soja-Catuipe-1-e1774435490195.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-72258 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/torre-na-soja-Catuipe-1-e1774435490195.jpeg" alt="" width="396" height="582" /></a> Uma das nove torres instaladas pela UFSM (Foto: Divulgação)[/caption]
<h3>Pioneirismo e investimentos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Débora destaca o pioneirismo do Laboratório de Gases de Efeito Estufa (LABGEE), que acumula mais de 30 anos de experiência em monitoramento com torres de fluxo, com atualização constante das tecnologias utilizadas. “Nosso grupo, nos anos 1990, já participava de projetos na Amazônia. Mais tarde começamos a usar nos sistemas de manejo do Rio Grande do Sul, e começamos a monitorar mais continuamente a partir de 2010”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O conjunto dos equipamentos utilizados no projeto representa um investimento de cerca de R$ 5 milhões, obtido pelo LABGEE ao longo dos anos por meio de projetos financiados por diferentes agências. </span></p>
<h3>Trabalho interdisciplinar</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A interdisciplinaridade é essencial para o êxito do projeto. Pesquisadores da Física, da Agronomia, da Meteorologia, trabalhando juntos, contribuem para o melhor entendimento dos resultados, que são utilizados por diversos grupos na UFSM, incluindo a área de sensoriamento remoto, e também de outras universidades. "É um trabalho bem amplo, e os resultados são compartilhados", destaca Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rodrigo exemplifica que, enquanto para as Ciências Rurais a ênfase maior é no armazenamento do carbono no solo, a Física se interessa pela contribuição dos gases para o aquecimento global, e a Economia estuda a venda e remuneração de créditos de carbono. "A fixação e emissão de carbono é um assunto que permeia vários grupos de pesquisa na UFSM, com diferentes óticas, e todos estão, de certo modo, dependentes de uma metodologia de quantificação, de como saber se um sistema produtivo, seja industrial ou agropecuário, está emitindo ou absorvendo. Aí é que entra esta metodologia, que é uma maneira mais moderna de quantificar", ressalta.</span></p>
<h3>Protagonismo e reconhecimento internacional</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O trabalho motiva tanto os produtores rurais envolvidos, que, com o manejo correto, visualizam no futuro monetizar créditos de carbono, quanto alunos de cursos como Física, Meteorologia, Agronomia e Engenharia Ambiental, que participam ativamente dos estudos e, mensalmente, visitam as propriedades nas quais as torres estão instaladas, sob a coordenação do meteorologista Murilo. "Nosso protagonismo é também na formação de recursos humanos para trabalhar com essa metodologia, que não é simples", destaca Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A referência da UFSM na área não é de hoje. "Somos pioneiros no Brasil para este monitoramento contínuo ao longo dos anos, com torres de fluxo. O grupo que tem o maior protagonismo é o nosso. Inclusive, por 20 anos, fizemos em Santa Maria o Congresso Brasileiro de Micrometeorologia, evento bianual que recebia a comunidade nacional e internacional", lembra Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O reconhecimento internacional só cresce. Atualmente, os dados obtidos pelas torres de monitoramento estão entrando em um banco de dados mundial, sendo utilizados por grupos de pesquisa de inúmeros países. "Somos um grupo muito internacionalizado, com inúmeras parcerias. Também recebemos muitos pesquisadores estrangeiros e enviamos alunos de doutorado e pós-doutorado para países como Portugal e Estados Unidos", acrescenta a pesquisadora.</span></p>
[caption id="attachment_72210" align="alignright" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/prof-Debora-e-Rodrigo-apresentando-os-resultados-para-os-produtores-estancia-do-Chale.jpeg"><img class=" wp-image-72210" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/prof-Debora-e-Rodrigo-apresentando-os-resultados-para-os-produtores-estancia-do-Chale.jpeg" alt="" width="566" height="425" /></a> Dados são apresentados aos produtores participantes (Foto: Divulgação)[/caption]
<h3>Importância ambiental e potencial econômico</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A agricultura é frequentemente apontada como uma das fontes de emissão de gases de efeito estufa, mas os estudos conduzidos pela UFSM mostram que sistemas produtivos bem manejados, como é o caso dos que estão sendo monitorados, também podem remover carbono da atmosfera, contribuindo para reduzir o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As medições feitas pelas torres de fluxo permitem identificar quais práticas agrícolas aumentam essa capacidade de captura, como o uso de plantas de cobertura, rotação de culturas, integração lavoura-pecuária e manejo adequado das pastagens. “Quanto mais planta tiver no solo, sem intervalos, maior é a absorção, porque o que absorve o CO</span><span style="font-weight: 400">₂</span><span style="font-weight: 400"> da atmosfera e coloca no solo são as plantas, por meio da fotossíntese. Sistemas sem pousios são os que mais absorvem”, destaca Rodrigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de contribuir para reduzir o aquecimento global, essas práticas podem melhorar a fertilidade do solo e abrir oportunidades para geração de créditos de carbono na agropecuária, que podem ser comercializados com empresas interessadas em compensar suas emissões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Estimativas indicam que, se metade das áreas de pastagens naturais do Pampa fosse utilizada para geração de créditos de carbono, seria possível produzir cerca de 3,3 milhões de créditos por ano. Considerando um valor médio de US$ 10 por crédito, o potencial de receita chegaria a US$ 33 milhões anuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, práticas que aumentam a captura de carbono — como rotação de culturas, plantas de cobertura e manejo adequado do solo — tendem a melhorar a fertilidade e a estrutura do solo, contribuindo também para maior produtividade agrícola.</span></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/este.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-72276 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/este-1024x575.jpeg" alt="" width="1024" height="575" /></a></p>
<p> </p>
<h3>O que mostra o monitoramento</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados das pesquisas conduzidas pela UFSM têm indicado que práticas agrícolas adequadas podem transformar lavouras e pastagens em aliadas importantes no combate às mudanças climáticas, ao ampliar a captura de carbono e reduzir emissões de gases de efeito estufa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No arroz irrigado, a introdução de pastagens de inverno nas lavouras reduziu as emissões de CO₂ em 20% e de metano em 60%. As lavouras que cultivam soja e trigo, muito comuns na região, podem absorver até três vezes mais CO₂ por hectare se intercaladas por plantas de cobertura. A produção de bovinos em pastagens do Pampa pode absorver CO₂ pelo correto manejo da pastagem, compensando as emissões de metano pelo gado, aliando a produção de uma carne de qualidade com absorção de gases do efeito estufa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já a lavoura de trigo, segundo Rodrigo, é uma grande absorvedora de CO₂, mas deixá-la parada, sem cultivo, a torna uma emissora de CO₂. De maneira geral, conforme ele, as lavouras do RS têm potencial de serem absorvedoras de CO₂ e poderiam ser utilizadas para venda de créditos de carbono.  </span></p>
<h3>Próximos passos: novas culturas e créditos de carbono</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os estudos conduzidos pela UFSM seguem em andamento e buscam ampliar o conhecimento sobre como diferentes práticas agrícolas influenciam o balanço de gases de efeito estufa nos sistemas produtivos do Sul do Brasil. Os pesquisadores esperam que os dados obtidos possam orientar estratégias de produção mais sustentáveis, apoiar políticas públicas e fortalecer o papel da agropecuária na mitigação das mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Assim que cada um dos sistemas produtivos que estão sendo monitorados atualmente completar três anos de dados gerados, outras culturas poderão ser contempladas, como a integração entre lavoura e pecuária e a fruticultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro passo futuro, assim que houver dados de três anos em cada sistema, é trabalhar em projeto piloto de crédito de carbono. "Como esse trabalho não é em nível de pequenos experimentos, mas sim em nível de fazenda, esses dados que estamos gerando podem servir como uma linha de base para saber se os agricultores estão absorvendo ou emitindo, sendo possível, então, entrar no mercado de crédito de carbono", afirma Débora.</span></p>
<p><em>Texto: Ricardo Bonfanti</em><br /><em>Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aberta seleção para professor visitante estrangeiro na Pós-Graduação em Meteorologia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/02/03/aberta-selecao-para-professor-visitante-estrangeiro-na-pos-graduacao-em-meteorologia</link>
				<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 19:12:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[professor visitante estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[PROGEP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71942</guid>
						<description><![CDATA[A seleção é para a área de “Aplicação de modelo global de carbono e água na agropecuária  brasileira”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Estão abertas até o dia 4 de março as inscrições em um processo seletivo simplificado que disponibiliza uma vaga para professor visitante estrangeiro no Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM, na área de “Aplicação de modelo global de carbono e água na agropecuária brasileira”. Os requisitos para os candidatos são os seguintes:

- Ser portador do título de doutor há, no mínimo, cinco anos;

- Ter experiência docente e/ou de pesquisa com reconhecida competência na área/subárea da seleção;

- Ter produção científica relevante nos últimos cinco anos;

- Ter publicação científica nas revistas Science ou Nature;

- Ter experiência na versão 4 do modelo Simple Biosphere Model (SiB4);

- Ter interação com a UFSM, comprovada com publicação científica conjunta.

O processo seletivo é constituído por análise do currículo (incluindo produção científica) e entrevista. O candidato selecionada receberá uma remuneração mensal de R$ 24.802,62, correspondente a um regime de trabalho de dedicação exclusiva, com jornada presencial e duração de seis meses (prorrogável por igual período).

Instruções detalhadas para inscrição e outras informações constam no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/editais/028-2026" target="_blank" rel="noopener">edital Nº 028/2026</a>.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Equipe da UFSM vai ao Paraná analisar danos causados pelo tornado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/17/equipe-da-ufsm-vai-ao-parana-analisar-danos-causados-pelo-tornado</link>
				<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 13:24:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[desastre ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[revot]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71394</guid>
						<description><![CDATA[A missão, conduzida pelo meteorologista Murilo Machado Lopes, atendeu a uma solicitação da Defesa Civil do Paraná por apoio técnico e científico]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71396" align="alignleft" width="624"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-4.jpeg" alt="Na foto, três homens posam ao lado de um veículo branco da UFSM, estacionado em uma estrada de terra cercada por vegetação. Um deles veste colete refletivo e segura um equipamento, sugerindo atividade de campo ou operação de drone. Os outros dois carregam câmeras, indicando registro técnico ou jornalístico. A cena retrata parte da equipe enviada para avaliação dos impactos do desastre." width="624" height="351" /> Equipe da UFSM realiza visita de campo em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava[/caption]
<p>Após a destruição deixada pelo tornado que atingiu a região Sul do país no dia 8 de novembro, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizaram uma visita de campo no Paraná, nos municípios de Rio Bonito do Iguaçu, que teve cerca de 90% dos imóveis destruídos após a passagem dos ventos, e Guarapuava, que registrou áreas de mata devastadas. A missão, realizada entre os dias 10 e 12 de novembro, ocorreu a pedido da Defesa Civil do Paraná, que solicitou apoio técnico e científico da Universidade para categorizar com maior precisão o fenômeno que atingiu a região.</p>
<p>A equipe foi formada pelo meteorologista da UFSM Murilo Machado Lopes e por Luís Manoel do Rosário Ferraz, chefe do Núcleo de Infraestrutura do Centro de Ciências Naturais e Exatas, que atuou como fotógrafo durante a viagem. Conforme Murilo, a visita de campo é essencial para analisar os danos deixados pelo tornado e determinar sua intensidade. “A gente observa estruturas destruídas, torção de vigas e colunas, objetos arremessados e danos em árvores, como quebra, arrancamento de casca e detritos presos. Também conversamos com moradores e coletamos vídeos. Esse método é padrão: toda classificação de tornado é feita com base em visitas de campo”, explica.</p>
<h3 data-start="2710" data-end="2743">As características do tornado</h3>
<p data-start="2745" data-end="3179">De forma didática, Murilo explica que a tempestade teve múltiplas causalidades. Segundo ele, a formação de um ciclone extratropical favoreceu as condições atmosféricas necessárias para o tornado. “O sistema organizou a atmosfera, intensificou ventos em altura, reforçou o transporte de umidade da Amazônia e formou uma frente fria. O contraste de massas de ar permitiu tempestades duradouras e com rotação”, descreve o meteorologista.</p>
<p data-start="3181" data-end="3455">Murilo esclarece ainda que “um ciclone é um fenômeno com dimensão de milhares de quilômetros, que causa frentes frias, por exemplo. Já um tornado é um fenômeno associado a uma nuvem de tempestade, com formação e área afetada que duram minutos e abrangem poucos quilômetros”.</p>
<p data-start="3457" data-end="3884">Em primeira análise, a equipe constatou que o tornado do Paraná atingiu intensidade equivalente a F4 na Escala Fujita, sistema americano que classifica a intensidade de tornados com base nos danos observados. A estimativa representa ventos entre 330 e 420 km/h. “Os danos observados, como colapso estrutural, paredes destruídas, objetos arremessados e descascamento de árvores, são característicos dessa categoria”, acrescenta.</p>
<p data-start="3886" data-end="4275">A Escala Fujita vai de F0 a F5. Quanto maior o número, mais devastador é o tornado. Murilo contextualiza que a principal diferença de um F4 para um F5 é que, na categoria máxima, as estruturas costumam ser removidas por completo, enquanto no F4 elas permanecem no local. Ele também comenta que tornados F4 são raros, inclusive nos Estados Unidos, país com maior incidência desses eventos.</p>
<p data-start="4277" data-end="4629">Murilo destaca ainda que, depois dos EUA, a América Latina é a segunda região mais propensa a tornados no mundo, por estar em uma posição estratégica para a formação de um corredor atmosférico. Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia compõem esse cenário, sendo que o Sul do Brasil concentra, até o momento, 70% dos tornados registrados no país.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-1-1024x683.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida de uma área totalmente devastada, com escombros espalhados por todo o chão. No centro, há uma construção parcialmente de pé, com paredes azul-claro e sem telhado. Dois homens, um usando colete refletivo de capacete, e outro de boné, observam os danos enquanto caminham pelo local. Ao fundo, é possível ver um bairro rural e campos agrícolas, reforçando a dimensão da destruição." />											<figcaption>Cerca de 90% dos imóveis foram destruídos em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-5-1024x576.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida e aérea de uma extensa faixa de mata tombada ao longo do curso de um rio. Árvores estão arrancadas ou deitadas, formando um rastro claro da passagem de vento extremo. Em contraste, ao redor aparecem lavouras verdes e áreas agrícolas preservadas. A imagem evidencia a força e o caminho do ciclone sobre a vegetação nativa." />											<figcaption>Região de mata afetada pelo tornado no interior de Guarapuava, no Paraná</figcaption>
										</figure>
		<h3 data-start="5561" data-end="5587">O rastro de destruição</h3>
[caption id="attachment_71395" align="alignright" width="602"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/FOTO-3-1024x683.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida de um cenário de destruição extrema: restos de casas, móveis, estruturas metálicas e telhados estão espalhados pelo chão. Uma fileira de portas indica o que antes parecia ser um bloco de residências ou salas. Ao fundo, prédios ainda de pé contrastam com a área totalmente demolida. A paisagem evidencia a força do evento climático que atingiu a região." width="602" height="401" /> Estruturas de Rio Bonito do Iguaçu foram completamente varridas pelo tornado[/caption]
<p data-start="5589" data-end="5942">Segundo a equipe, a destruição vista nos locais visitados foi marcante. O fotógrafo Luís Ferraz relata o sentimento de impotência diante dos rastros do desastre. “É uma sensação de impotência. No filme é uma coisa, ao vivo é outra. Vimos carros de ponta-cabeça, araucárias grossas quebradas ao meio, contêiner arrastado por dezenas de metros”, relembra.</p>
<p data-start="5944" data-end="6447">Entre as histórias que ouviu, Luís destaca os diálogos com moradores de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava. “Uma das histórias mais marcantes foi de uma mulher que tinha três apartamentos para alugar: o tornado destruiu completamente o prédio. Dois inquilinos estavam desaparecidos até o momento em que conversei com ela. Outra situação marcante foi de um pai que achou que os filhos tivessem sido levados pelo vento. Por alguma razão, as crianças ficaram protegidas pela única parede que restou”, conta.</p>
<p data-start="6449" data-end="6869">A resiliência também chamou atenção. “Uma agricultora contou que ouviu um barulho contínuo, como uma explosão prolongada, era o tornado chegando. A família se escondeu como pôde. Eles tinham acabado de pagar a primeira parcela de um galpão novo… e perderam tudo. Não tinham seguro. Também me marcou ver professores revirando os escombros da escola para salvar livros. Um gesto de enorme dedicação”, reflete o fotógrafo.</p>
<h3 data-start="7305" data-end="7343">UFSM e os fenômenos meteorológicos</h3>
<p data-start="7345" data-end="7805">O trabalho da UFSM no monitoramento e na classificação de tempestades não é recente. Segundo Murilo, o acompanhamento dos fenômenos meteorológicos pela Universidade é fortalecido pela Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (Revot), iniciativa criada em 2010 pelo curso de Meteorologia da UFSM. Além da observação, o projeto capacita a comunidade sobre conceitos básicos de meteorologia e técnicas de identificação de nuvens, rajadas de vento e granizo.</p>
<p data-start="7807" data-end="8112">Murilo relembra outras visitas de campo. “Fizemos uma em 2018, em Passo Fundo, quando houve um surto de tornados. Em 2023, em São Martinho da Serra, onde foi registrado um tornado de intensidade entre F1 e F2, e, no mesmo ano, em São Luiz Gonzaga, onde uma microexplosão destruiu parte da cidade”, relata.</p>
<p data-start="8114" data-end="8576">O meteorologista destaca ainda a importância do Revot para o avanço científico. “Com esse levantamento, conseguimos estudar como esses eventos variam ao longo dos anos e em diferentes condições climáticas. Também queremos adaptar a Escala Fujita para a realidade brasileira, porque o padrão das construções aqui é diferente daquele para o qual a escala foi criada. Esse trabalho melhora a classificação dos tornados e pode aprimorar previsões e alertas”, afirma.</p>
<h3 data-start="8578" data-end="8614">Revot e a extensão universitária</h3>
<p data-start="8616" data-end="9100">A atuação do Revot reforça o compromisso da UFSM com a extensão universitária. Além do monitoramento, o projeto funciona como uma ponte entre conhecimento acadêmico e comunidade, promovendo capacitações, oficinas e atividades de observação. “A Rede tem um caráter educacional muito forte, porque os alunos participam diretamente dos projetos e aprendem na prática como esses fenômenos acontecem”, explica Michel Baptistella Stefanello, coordenador substituto do curso de Meteorologia.</p>
<p data-start="9102" data-end="9364">Segundo Michel, essa interação com a comunidade e com diferentes setores é fundamental para ampliar a cultura de preparação frente aos eventos extremos. “Os alunos acabam interagindo com distintos setores, contribuindo para melhorar a vida da população”, afirma.</p>
<p data-start="9366" data-end="9804">A integração é também transdisciplinar. O curso já atua com áreas como engenharia elétrica, agronomia e hidrologia, especialmente em temas relacionados à transição energética, agroclimatologia e gestão hídrica. “Hoje não dá mais para pensar que os efeitos das mudanças climáticas vão acontecer, eles já estão acontecendo. Por isso, atuar junto de outras áreas é essencial para desenvolver estratégias de adaptação e mitigação”, completa.</p>
<p data-start="9806" data-end="10160">Michel destaca ainda que a visita de campo no Paraná fará parte da formação dos estudantes. “A visita do Murilo e a análise dos danos causados pelo ciclone vão trazer uma bagagem enorme para os alunos. Devemos propor atividades em sala para que ele apresente o relato da experiência e discuta tanto a previsão quanto a análise final do fenômeno”, relata.</p>
<h3 data-start="10162" data-end="10194">O futuro dos dados coletados</h3>
<p data-start="10196" data-end="10766">Com o retorno à UFSM, Murilo explica que os dados coletados serão analisados e usados na elaboração de estratégias para aprimorar modelos de previsão, protocolos de alerta e resposta, entre outros aspectos. “Com o material que coletamos em campo, vamos conseguir reconstruir a dinâmica do ciclone: identificar a trajetória, estimar a velocidade dos ventos, comparar os padrões de destruição e entender em que momento a tempestade ganhou intensidade. Esses dados vão gerar mapas de danos, análises de impacto e um relatório técnico detalhado para a Defesa Civil”, pontua.</p>
<p data-start="10768" data-end="11103">O pesquisador reforça que os dados também serão incorporados a bancos acadêmicos e modelos numéricos que auxiliam na previsão desses eventos. “A ideia é transformar toda essa informação em conhecimento aplicado, melhorar alertas, qualificar respostas emergenciais e ampliar a capacidade de antecipar tempestades semelhantes no futuro.”</p>
<h3 data-start="11105" data-end="11149">Como se proteger durante uma tempestade?</h3>
<p data-start="11151" data-end="11314">Durante tempestades severas, a prioridade é reduzir a exposição ao vento, proteger-se de objetos arremessados e evitar áreas de risco. Confira algumas orientações:</p>
<ul data-start="11316" data-end="11901">
<li data-start="11316" data-end="11376">
<p data-start="11318" data-end="11376">Procure abrigo imediato: entre em uma construção sólida.</p>
</li>
<li data-start="11377" data-end="11454">
<p data-start="11379" data-end="11454">Fique longe de janelas: rajadas podem quebrar vidros e lançar estilhaços.</p>
</li>
<li data-start="11455" data-end="11530">
<p data-start="11457" data-end="11530">Abaixe-se em cômodos internos: banheiros e corredores são mais seguros.</p>
</li>
<li data-start="11531" data-end="11607">
<p data-start="11533" data-end="11607">Desconecte aparelhos elétricos: relâmpagos podem causar danos e choques.</p>
</li>
<li data-start="11608" data-end="11686">
<p data-start="11610" data-end="11686">Evite árvores isoladas e estruturas metálicas: risco elevado de descargas.</p>
</li>
<li data-start="11687" data-end="11772">
<p data-start="11689" data-end="11772">Não atravesse áreas alagadas: enxurradas rasas podem arrastar pessoas e veículos.</p>
</li>
<li data-start="11773" data-end="11901">
<p data-start="11775" data-end="11901">Em caso de aviso de tornado: vá para um cômodo interno pequeno e resistente; abaixe-se, proteja a cabeça e aguarde a passagem.</p>
</li>
</ul>
<p><em><strong data-start="11908" data-end="11918">Texto:</strong> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</em><br data-start="11988" data-end="11991" /><em><strong data-start="11991" data-end="12001">Fotos:</strong> Luís Manoel Ferraz</em><br data-start="12020" data-end="12023" /><em><strong data-start="12023" data-end="12034">Edição: </strong>Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Evento sobre comunicação de riscos de desastres terá palestras de professoras da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/08/evento-sobre-comunicacao-de-riscos-de-desastres-tera-palestras-de-professoras-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 10:42:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de riscos de desastres]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70918</guid>
						<description><![CDATA[Ciclo promovido pela 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil do RS será no dia 5 de novembro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O 1º Ciclo de Palestras sobre Comunicação de Riscos de Desastres será realizado no dia 5 de novembro, a partir das 8h, no Salão de Atos da Universidade Franciscana, em Santa Maria. Promovido pela 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o evento terá como foco os profissionais e estudantes de comunicação, considerando que seu papel é fundamental para a divulgação ágil e responsável de informações relativas a riscos de desastres, contribuindo para a proteção de vidas e promoção da resiliência das comunidades.</p>
<p>Duas professoras da UFSM estarão entre as conferencistas. Aline Roes Dalmolin, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do projeto de extensão "Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia", vai falar, às 11h, sobre o papel da imprensa e das mídias sociais na comunicação de riscos de desastres.</p>
<p>Já a partir das 13h30, Nathalie Tissot Boiaski, professora adjunta dos cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia, vai abordar o tema "Linguagem do clima: entendendo os termos técnicos da meteorologia".</p>
<p>As inscrições são gratuitas, limitadas e podem ser realizadas até o dia 31 de outubro pelo <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfid-CoZc2DHUBpOysY1_Vu471x0ka6bnIQf5IWPa-d8XJljw/viewform" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM apoia seminário do MPRS sobre prevenção e resposta a desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/25/ufsm-apoia-seminario-do-mprs-sobre-prevencao-e-resposta-a-desastres</link>
				<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 11:39:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[mprs]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70621</guid>
						<description><![CDATA[Evento será realizado no Campus Sede no dia 16 de outubro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A UFSM será sede, no dia 16 de outubro, do seminário "Prevenção, preparação e resposta a desastres: sensibilização e qualificação dos planos de contingência municipais - O olhar do MP", promovido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS). O objetivo é fomentar a articulação entre MPRS, Defesas Civis estadual e municipais, municípios e sociedade civil, a fim de qualificar a elaboração, revisão e implementação dos planos de contingência municipais.</p>
<p>O seminário será realizado das 14h às 17h40, no Auditório Sérgio Pires (anexo ao prédio 17, do CCNE). </p>
<p>A programação inclui a participação de professoras da UFSM. Nathalie Tissot Bioaski vai abordar "O papel da Meteorologia da UFSM no enfrentamento de eventos climáticos extremos no RS", e Andrea Valli Nummer irá explanar sobre "PMRR Santa Maria: estratégia essencial para prevenção e mitigação de riscos de desastres".</p>
<p>Programação completa, link para inscrições e mais informações no <a href="https://www.mprs.mp.br/eventos/1349/" target="_blank" rel="noopener">site do MPRS</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM oferece o primeiro curso gratuito de pós-graduação em Mudanças Climáticas do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/07/ufsm-oferece-o-primeiro-curso-gratuito-de-pos-graduacao-em-mudancas-climaticas-do-brasil</link>
				<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 13:27:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[EaD]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação em mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[uab]]></category>

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						<description><![CDATA[Especialização EaD é ofertada pela UFSM e Universidade Aberta do Brasil (UAB); inscrições vão até 25 de agosto

]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A UFSM é a primeira instituição do Brasil a oferecer curso gratuito de Pós-Graduação <em>Lato Sensu </em>em Mudanças Climáticas, na modalidade EaD, ofertado juntamente com a Universidade Aberta do Brasil (UAB), da Capes.</p>
<p>O curso de especialização em Mudanças Climáticas tem como objetivo capacitar e atualizar profissionais multidisciplinares com o conhecimento, as habilidades e as atitudes necessárias para atuarem como agentes de mudança e, desta forma, compreender os desafios e as oportunidades no enfrentamento das mudanças climáticas.</p>
<p>Pretende-se, ainda, a<span style="color: initial">presentar o estado da arte sobre as mudanças climáticas, tendo como referência os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU; i</span><span style="color: initial">dentificar o que é consenso científico e as áreas que necessitam de mais pesquisas para compreender as mudanças climáticas e, sobretudo, seus impactos; a</span><span style="color: initial">presentar o marco internacional e políticas sobre mudanças climáticas e explicar as principais questões em negociação; d</span><span style="color: initial">escrever as consequências esperadas da mudança climática e o papel da adaptação; f</span><span style="color: initial">ornecer uma base racional para a mitigação da mudança climática e propor ações em setores-chave; a</span><span style="color: initial">nalisar os principais desafios e oportunidades no enfrentamento das mudanças climáticas.</span></p>
<h3>Tema cada vez mais relevante</h3>
<p>A mudança climática já está alterando os padrões de temperatura e o regime pluviométrico no Brasil: episódios de secas prolongadas e ondas de calor, intercalados com eventos de chuva extrema e ondas de frio, já são uma realidade em muitas regiões do país, sobretudo no Rio Grande do Sul. Estima-se que os eventos climáticos extremos, tais como secas, enchentes repentinas e inundações fluviais causam prejuízos anuais de pelo menos R$13 bilhões, segundo o Banco Mundial. </p>
<p>Em contrapartida, o relatório sobre Clima e Desenvolvimento para o País, preparado pelo Banco Mundial, mostra que o Brasil pode expandir sua economia e mitigar a mudança climática com investimentos relativamente modestos em agricultura, combate ao desmatamento, energia, cidades e sistemas de transporte.</p>
<p>Para Nathalie Boiaski, professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia da UFSM e membro da comissão de criação do curso, o que falta para o país protagonizar o caminho da economia verde é educação e difusão do conhecimento. Estudos globais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de 2021 mostraram que 95% dos professores de ensino fundamental e médio acreditam que o ensino da mudança climática é importante, todavia, menos de 30% têm recursos suficientes para ensinar sobre o tema. Adicionalmente, 70% dos jovens afirmaram ter dificuldades para explicar o que é mudança climática.</p>
<p>Esse tema, essencial para professores, acadêmicos, empreendedores, ativistas e formuladores de políticas públicas, ganha uma relevância ainda maior em um mundo que enfrenta desafios ambientais crescentes: secas prolongadas, incêndios florestais, enchentes, temperaturas extremas, e os inúmeros efeitos da tripla crise planetária, que inclui mudança climática, poluição e perda da natureza e da biodiversidade.</p>
<h3>Inscrições até 25 de agosto</h3>
<p>O público-alvo do curso são docentes da educação básica e superior, profissionais da Defesa Civil, gestores de organizações públicas, meteorologistas, engenheiros, profissionais das Ciências Agrárias, das Ciências Sociais Aplicadas, das Ciências Biológicas e das Ciências da Saúde que atuam no setor público ou privado. O curso tem carga horária de 360 horas, com duração de 18 meses.</p>
<p>Serão ofertadas 150 vagas em diferentes polos da UAB/UFSM, sendo 120 destinadas para ampla concorrência, 18 para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou quilombolas e 12 vagas para Pessoas com Deficiência (PcD), conforme a <a href="https://portal.ufsm.br/documentos/download.html?action=arquivosIndexados&amp;id=13875878&amp;download=false">Resolução UFSM N. 068/2021.</a></p>
<p>As inscrições estão abertas até 25 de agosto. <span style="color: initial">O edital geral e específico do processo seletivo estão disponíveis na <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/editais/022-2025" target="_blank" rel="noopener">página da PRPGP</a>.</span><span style="color: initial"> </span></p>
<p>Mais informações na <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/educacao-a-distancia/espmudancasclimaticas" target="_blank" rel="noopener">página do curso</a> ou pelo e-mail esp-mudancas-climaticas@ufsm.br. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Lançamento do documentário “Caça Tormentas: A ciência atrás das tempestades”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2025/06/16/lancamento-do-documentario-caca-tormentas-a-ciencia-atras-das-tempestades</link>
				<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 19:23:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Lançamento do documentário “Caça Tormentas: A ciência atrás das tempestades” No dia 17 de junho será lançado o documentário “Caça Tormentas: A ciência atrás das tempestades”, produzido por estudantes da Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM. O lançamento ocorrerá às 16h, no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e convida toda a comunidade acadêmica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2><h1>Lançamento do documentário “Caça Tormentas: A ciência atrás das tempestades”</h1></h2>		
		<p>No dia 17 de junho será lançado o documentário “Caça Tormentas: A ciência atrás das tempestades”, produzido por estudantes da Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM. O lançamento ocorrerá às 16h, no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e convida toda a comunidade acadêmica para prestigiar essa iniciativa.</p><p>O documentário revela os bastidores das atividades de campo voltadas à observação e análise de tempestades severas . A produção conta com registros da Estação Meteorológica Móvel da UFSM, entrevistas com docentes e ainda imagens impressionantes.</p>		
														<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2025/06/Capturar.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="Capturar" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjU5NDUiLCJ1cmwiOiJodHRwczpcL1wvd3d3LnVmc20uYnJcL2FwcFwvdXBsb2Fkc1wvc2l0ZXNcLzM2OVwvMjAyNVwvMDZcL0NhcHR1cmFyLmpwZyJ9">
							<img width="168" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2025/06/Capturar-168x300.jpg" alt="" />								</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um ano das enchentes: a importância do monitoramento contínuo da Meteorologia da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/30/um-ano-das-enchentes-a-importancia-do-monitoramento-continuo-da-meteorologia-da-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 12:14:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[revot]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudos meteorológicos auxiliam na prevenção e resposta a desastres climáticos no RS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história. As enchentes afetaram 478 cidades, deixando mais de 600 mil pessoas desabrigadas, e mais de 180 mortes. No dia 1° de maio, Santa Maria foi registrada como a cidade com o maior volume de chuva no mundo, chegando a 214 milimetros em apenas 24 horas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante esse período, o curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT), desempenhou um papel crucial na produção e disseminação de informações meteorológicas. Professores, estudantes, técnicos administrativos e voluntários colaboraram em uma força tarefa que atuou de maio até junho de 2024. O grupo se reunia diariamente para elaborar e fornecer boletins e previsões do tempo, auxiliando assim, as defesas civis da região central do estado a planejar suas ações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor Vagner Anabor, um dos coordenadores do Grupo de Modelagem Atmosférica da UFSM, lembra que as previsões meteorológicas apontavam acumulados de chuva entre 100 e 150 milímetros para a região central. Na manhã do desastre, já haviam sido registrados 30 milímetros — um sinal preocupante, considerando que esse volume representa quase um terço da média mensal da região. “Decidimos entrar em contato com a Reitoria. A UFSM, então, adotou providências para conter o fluxo de pessoas no campus, minimizando riscos. Pouco depois, estabelecemos um canal direto com a Defesa Civil regional”, relatou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A partir desse contato, foi montado um Serviço Emergencial de Previsão do Tempo e Monitoramento de Fenômenos Severos, com atuação de professores, alunos da graduação e pós-graduação e integrantes da REVOT. Anabor destaca: “Nós monitoramos a intensidade da chuva nas barragens da região, os volumes acumulados mais críticos e também a possível intensificação ou enfraquecimento do sistema.” A equipe trabalhou de forma contínua por aproximadamente um mês, fornecendo boletins meteorológicos diários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor de meteorologia e coordenador da REVOT, Ernani de Lima Nascimento, destacou que houve um esforço de organização interna para garantir a atuação coordenada entre o curso e os projetos de extensão: “Existia esse cuidado, pois essa ação junto à Defesa Civil era algo bem do curso de Meteorologia. E quando havia alguma sobreposição com o tipo de previsão do projeto REVOT, em um evento que era mais voltado ao granizo e vendaval, sempre tinha alguém do projeto que entrava naquele dia e dava sua contribuição. A ação foi mais ampla por conta da forma da demanda.” Ele também salientou a importância dessa atuação emergencial e impacto para os estudantes: “Esse foi um caso verdadeiramente operacional. Os alunos puderam colocar a mão na massa, participando de uma situação de crise e dando a sua contribuição para reduzir o impacto daquilo, então a gente percebia esse sentimento neles” afirmou.</span></p>
[caption id="attachment_69323" align="alignleft" width="690"]<img class="wp-image-69323 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IMG_3822-1024x683.jpg" alt="" width="690" height="460" /> Radar meteorológico da UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Os boletins meteorológicos eram emitidos diariamente, com um resumo dos ocorridos nas últimas 24 horas e uma previsão das próximas 72 horas. Além da análise contínua do volume de chuvas, o grupo monitorava as condições atmosféricas para identificar a possibilidade de vendavais e granizo — fenômenos que poderiam comprometer ações de resgate e provocar novos danos, como destelhamentos. A equipe também prestava suporte logístico às operações aéreas, emitindo previsões para o pouso seguro de aeronaves que transportavam mantimentos ao estado. “Auxiliamos equipes que transportaram quase 3 mil quilos de insumos. Esse apoio meteorológico foi essencial para garantir segurança nos voos em meio a condições climáticas adversas”, afirma Anabor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Vagner Anabor, destacou também destacou a importância da utilização dos novos equipamentos e do investimento feito na área, com destaque para a instalação, em 2023, de um </span><a href="https://www.ufsm.br/2023/07/18/radar-meteorologico-da-ufsm-monitora-raio-de-ate-100-km-na-regiao-central-do-estado"><span style="font-weight: 400">radar meteorológico de dupla banda X-Ka</span></a><span style="font-weight: 400">, fruto de um acordo com o Instituto de Física Atmosférica de Pequim e a Agência Espacial Chinesa. O radar permite o monitoramento detalhado de nuvens de tempestade em um raio de até 100 quilômetros. </span><span style="font-weight: 400">“Esse radar tem uma função muito específica: observar internamente as nuvens de tempestade. Ele é fundamental para fazermos observações de longo prazo e entender como as mudanças climáticas estão afetando as características dessas tempestades, especialmente no Rio Grande do Sul. Isso é essencial para compreender fenômenos extremos como os que vivenciamos em 2024”, enfatiza.</span></p>
<h3>Monitoramento contínuo e preparação para o futuro</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto segue </span><span style="font-weight: 400">atuando </span><span style="font-weight: 400">na UFSM auxiliando com previsões. Em maio de 2025, Santa Maria passou por um novo episódio de chuvas intensas e o grupo novamente forneceu suporte através do trabalho desenvolvido. Em contato com a reitoria da UFSM, forneceu boletins desde as primeiras horas do dia, auxiliando na antecipação de riscos e decisões operacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o Meteorologista, Murilo Lopes, Santa Maria chegou a acumular 200 mililitros em um período de dois dias. “Estamos sempre atentos para estes cenários. O contato com a reitoria é direto, para que todas as decisões possam ser tomadas com antecedência, evitando que alguma situação mais grave ocorra no campus” , comentou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Murilo também apontou a relevância do conhecimento científico como ferramenta contra a ansiedade climática: “O conhecimento ajuda a preparar as pessoas. Se a pessoa não estiver capacitada ela vai ter uma certa temeridade em relação a fenômenos atmosféricos, e isso leva ao pânico, leva a ações ruins. Agora, se elas tiverem este conhecimento, elas vão saber como agir em uma situação extrema, então isso é super importante. Além de claro o conhecimento científico para além da universidade.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para ele, os eventos extremos dos últimos anos demonstram que as universidades têm não apenas o saber, mas também o potencial de oferecer respostas concretas à sociedade em momentos de crise. “A situação de 2024 envolveu toda a equipe da Meteorologia. Isso mostrou que temos capacidade de propor soluções e aplicar métodos que realmente funcionam. Se esses eventos se tornarem mais comuns, temos um modelo de atuação pronto para ser replicado”, concluiu.</span></p>
<h3>O que é a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades? (REVOT)</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/observadores-de-tempestade">Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT)</a> é uma iniciativa do curso de Meteorologia da UFSM, criada em 2010. O projeto busca capacitar a comunidade, através de treinamentos, em que voluntários aprendem a observar as mudanças climáticas, sabendo antecipar situações de risco. Os treinamentos — presenciais e remotos — abordam desde conceitos básicos de meteorologia até técnicas de observação de nuvens, rajadas de vento e granizo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2022, cerca de 200 pessoas já participaram das formações. As observações climáticas são registradas em um formulário online, que qualquer pessoa pode responder, porém, os cursos buscam, através dos treinamentos, garantir registros mais padronizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A REVOT </span><span style="font-weight: 400">atua</span><span style="font-weight: 400"> em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira de Santa Maria, a Defesa Civil do estado de Santa Catarina, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas e com a  Organização Internacional de Emergências Terrestres, Aéreas e Marítimas do Brasil.</span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Ellen Schwade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Design gráfico: Daniel De Carli<br />Foto: Ana Alicia Flores</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Catástrofe climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/29/catastrofe-climatica</link>
				<pubDate>Thu, 29 May 2025 20:32:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[agência de notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[catástrofe climática]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Enchentes 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[repórter universitário]]></category>
		<category><![CDATA[RS]]></category>
		<category><![CDATA[TV Campus]]></category>

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						<description><![CDATA[Um ano após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, reportagem multimídia mostra como a Universidade contribui para mitigar o problema
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Colapso-nos-municipios-do-RS.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de um mapa do Rio Grande do Sul em azul, com fundo em marrom, que destaca o fato de 95% dos municípios terem sido afetados pelas enchentes de 2024" />													
		<p>Abril e maio de 2024. Neste período, o Rio Grande do Sul entrou em colapso. Chuvas intensas atingiram 471 das 497 cidades gaúchas, aproximadamente 95% dos municípios, e deixaram mais de 600 mil pessoas fora de casa - os dados são da Defesa Civil do estado. A falta de uma preparação adequada do Poder Público para conter as enchentes ocasionou diversas consequências que perduram até os dias de hoje, um ano após a calamidade.</p><p>Na Região Central, mais especificamente no município de Silveira Martins, a coproprietária da loja Massas do Vale, Cleci Bianchi, ainda sente os impactos da catástrofe em seu negócio. “Eu perdi todo o estoque de massas. Eu perdi tudo. A gente tinha um gerador, que só conserva, não congela. Eu consegui [retomar], mas não muito, porque não tinha estrada nem ponte para as pessoas virem buscar [os produtos]. Até agora <i style="color: #000000;font-size: 1rem">tá</i> difícil. Muito difícil”, revelou.</p><p>Outra vítima naquela cidade foi Maria Fighera. Ela conta que no dia 30 de abril de 2024, em um momento de descanso logo após o almoço, sua família ouviu um barulho estranho e, ao olhar para o lado de fora, notou deslizamentos em um morro próximo à estrutura do seu empreendimento. Além dos presentes precisarem sair de casa, o maquinário utilizado foi levado com as enchentes e os animais, mortos.</p><p>Ela conta que, embora o prejuízo financeiro tenha sido grande, nenhuma vida humana foi perdida. “Ficamos mais de um mês sem poder sair de carro. Só pudemos sair depois que veio uma retroescavadeira que abriu a estrada, fazendo um desvio. Ficamos 15 dias sem luz, 20 dias sem internet. Ainda bem que tínhamos em casa um gerador, só faltava a gasolina”, relembrou. A única forma de saber sobre a situação dos vizinhos era pessoalmente.</p><p>Santa Maria está entre os municípios atingidos e, consequentemente, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que precisou lidar com o acontecido. O Campus Sede teve de ser <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/30/ufsm-orienta-para-evacuacao-do-campus-e-suspensao-das-atividades-academicas-e-administrativas">evacuado</a> e as atividades acadêmicas suspensas por 20 dias. Na sequência, foi revelado que o acervo do Departamento de Arquivo Geral da Universidade, que ficava localizado no subsolo da Reitoria, foi <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/30/nota-sobre-o-incidente-com-o-acervo-da-ufsm">comprometido</a>.</p><p>Também afetada por toda essa situação, a Instituição recorreu ao ensino, à pesquisa e à extensão, com projetos voltados à mitigação dos danos causados tanto na cidade quanto fora, colocando-se na linha de frente da rede de apoio ao Estado. Ações foram desenvolvidas em diferentes esferas para entender a complexidade da aflição que o Rio Grande do Sul viveu ao mesmo tempo em que as vítimas eram auxiliadas. Contudo, isso não basta: a UFSM segue trabalhando para evitar que esse pesadelo aconteça novamente em território gaúcho.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Precipitacao-Tipica-vs-diaria.jpg" alt="Imagem colorida horizontal que destaca, em mapa do RS em azul, com fundo em marrom, o fato de que choveram 600 milímetros em um único dia em cidades da Serra Gaúcha" />													
		<h3><b>Universidade contribui para diminuir perdas no campo</b></h3><p>Um exemplo de ação desenvolvida pela UFSM associada à catástrofe climática é o projeto de divulgação de boletins agrometeorológicos para profissionais envolvidos com o agronegócio em Cachoeira do Sul. A iniciativa, coordenado pela professora Zanandra Oliveira, foi criada em 2017 em uma parceria entre o curso de Engenharia Agrícola com o Grupo Metos, empresa que trabalha com o monitoramento climático.</p><p>A ideia é adquirir dados relativos aos horários, temperatura, umidade relativa, chuva e velocidade do vento em Cachoeira do Sul, em tempo real, para, dessa forma, gerar boletins informativos que ajudem os produtores a tomar as melhores decisões. As informações são disponibilizadas <a style="font-size: 1rem" href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cachoeira-do-sul/estacao-meteorologica-da-ufsm-cs">em uma página específica no site da UFSM</a> todo início de mês com gráficos sobre o mês anterior, fazendo um comparativo. Como o trabalho começou há aproximadamente oito anos, ainda não é possível definir um padrão no município no que diz respeito ao clima.</p><p>“As informações meteorológicas são importantes para todas as áreas do conhecimento. A gente vai pensar nas engenharias, todo o planejamento de obras é muito importante. Para o curso de Engenharia Agrícola, a gente tem uma relação direta do clima com as atividades agropecuárias. Então, é fundamental. Seria impossível a gente realizar as atividades de ensino e de pesquisa sem ter acesso a essas informações. É o clima que explica a variabilidade da educação das culturas, o bem-estar dos animais de produção. É um instrumento fundamental e necessário para essa área do conhecimento”, destacou Zanandra.</p><p>No dia 3 de junho de 2024, as secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul divulgaram um relatório acerca das perdas na produção rural causadas pelas chuvas. De acordo com o documento, elaborado com dados coletados entre 30 de abril e 24 de maio, mais de 206 mil propriedades foram afetadas por todo o Estado, prejudicando 48.674 produtores. Ao todo, 19.190 famílias tiveram perdas relacionadas às estruturas dos empreendimentos, como galpões, armazéns e estufas.</p><p>Em território cachoeirense, também surgiu, em 2020, durante a pandemia, o projeto <a href="https://pacomecsufsm.wixsite.com/ufsm-cs">PaComê</a>, que consiste na promoção de teorias acerca da preparação de alimentos e o conhecimento por trás da prática. A ação tem uma parceria com a Escola Estadual Coronel Ciro Carvalho de Abreu desde 2024 e tem os jovens alunos como os responsáveis por “colocar a mão na massa”, em uma horta localizada na instituição. O objetivo é construir uma rede de entusiastas sobre a saúde alimentar, o plantio agroecológico e a culinária com produtos naturais.</p><p>A professora da UFSM, Mariana Coronas, coordenadora da iniciativa, explica os benefícios da autoprodução, levando em conta os problemas que a cidade teve durante a catástrofe climática do ano passado: “Cachoeira ficou por alguns dias desconectada. Fecharam vários acessos. A gente ficou alguns dias com os supermercados desabastecidos principalmente de produtos perecíveis. Os produtores locais, mesmo que tenham tido suas perdas, continuaram produzindo. Ter essa produção local, em casa, te dá uma certa autonomia para que, eventualmente, quando acontecerem esses eventos, ainda tenha essa fonte”.</p><p>O professor da escola cachoeirense, Volni Oestreich, destaca um dos cuidados que o grupo procura ter durante a atividade: “nós evitamos ao máximo o uso de qualquer produto químico. Então, aqui, o aluno planta, rega, colhe e entrega na cozinha da cantina. Ele mesmo acaba conseguindo participar de todo o processo do plantio e cuidado durante o crescimento. Todos esses produtos são utilizados na escola, consumidos pelos alunos e professores”.</p><p>Uma das responsáveis por atuar é Vanderleia dos Santos, estudante do curso de Engenharia Agrícola da UFSM em Cachoeira do Sul. Ela fez ensino médio na Ciro Carvalho e, através do PaComê, retornou para ajudar os atuais alunos. “Agora, com as mudanças climáticas, o fato de a gente ter essa segurança alimentar, de produzir alimentos, de ter contato com algo mais sustentável também, faz a diferença. É bem mais gratificante, saudável, e a gente consegue mostrar para eles na prática”, comentou. Ainda, na visão da acadêmica, os jovens já estão bem mais conscientes com as práticas da ação.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Estradas-do-RS-sobrem-Danos.jpg" alt="Imagem colorida horizontal do mapa do RS, com fundo marrom, e caixa de texto com 80% das estradas gaúchas afetas" />													
		<h3><b>Resistir para diminuir os impactos de novos catástrofes</b></h3><p>A catástrofe climática também chamou a atenção dos pesquisadores da UFSM no que diz respeito à infraestrutura ambiental dos municípios. O projeto “Resiliência de redes de transporte em eventos extremos”, coordenado pelo professor Felipe Caleffi, também do campus de Cachoeira do Sul, é um exemplo. A iniciativa tem como objetivo modelar, por meio de um simulador, todas as 497 cidades do Rio Grande do Sul para entender o efeito das fortes chuvas e como elas afetam o transporte público e o transporte de emergência, como ambulâncias, viaturas da polícia e caminhões dos bombeiros.</p><p>O grupo tem a parceria da Defesa Civil do Estado, entidade que estuda quais áreas do Rio Grande do Sul são as mais críticas e devem ser modeladas com mais urgência. Com o trabalho, espera-se que seja realizado um planejamento melhor quando as crises ocorrerem. “As cidades podem se planejar melhor para quando os próximos eventos ocorrerem. A gente imagina que em algum momento vá acontecer de novo. De posse desses dados, dessas simulações, a gente consegue entender melhor os cenários”, explicou Caleffi.</p><p>Conforme <a style="font-size: 1rem" href="https://www.ihu.unisinos.br/639969-infraestrutura-comprometida-chuvas-afetaram-mais-de-80-das-estradas-no-rs">reportagem publicada</a> pelo Instituto ClimaInfo, em 4 de junho de 2024, 80% das estradas gaúchas foram prejudicadas com a catástrofe climática - aproximadamente 13,7 mil quilômetros. No mesmo texto, mas com dados do G1, constata-se que 4.521 km de vias públicas foram afetadas, “distância mais do que suficiente para atravessar o Brasil de Norte a Sul (4.397 km) e de Leste a Oeste (4.320 km)”.</p><p>Na área da arquitetura e do urbanismo, é desenvolvido o projeto Santa Maria Mais Verde Mais Resiliente. A iniciativa, que tem como coordenador o professor Edson Luiz Bortoluzzi, busca aumentar a resiliência ambiental da cidade por meio da integração de políticas urbanas e da implantação de sistemas de espaços livres.</p><p>Segundo o docente, há pelo menos 20 anos são feitas discussões na Universidade acerca da promoção de uma infraestrutura sustentável. A iniciativa, contudo, surgiu realmente a partir das enchentes de maio de 2024. A ideia é propor o desenvolvimento de espaços ambientalmente adequados a fim de proteger possíveis vítimas, uma vez que, na visão de Bortoluzzi, o problema não é a enchente nem o deslizamento, mas a localização das moradias em áreas onde acontecem desastres climáticos.</p><p>“As pessoas atingidas são aquelas de mais baixa renda. Alguns ainda dizem ‘ah, invadiram aquele lugar’. Não, estão ocupando aquele lugar porque foi o que sobrou para elas. A questão da habitação é chave, fundamental”, detalhou o professor. A proposta também envolve a região da Quarta Colônia, em parceria com o <a style="font-size: 1rem" href="https://www.geoparquequartacolonia.com.br/home">Geoparque Quarta Colônia</a>, e tem a intenção de, além de pensar na infraestrutura, investir simultaneamente no aspecto social que envolve a vulnerabilidade ambiental.</p><p>“A gente tem que ter espaços para caminhar, para fazer exercícios. [Tem] a questão da saúde mental, porque quando a gente fala em exercícios e parques não é só [sobre] saúde física, é a saúde mental também. E esses espaços verdes, essas áreas verdes (...) certamente tem que estar atrelados na ideia de reduzir as enchentes”, destacou Bortoluzzi.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Propriedades-rurais-afetadas-1-1.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de mapa do RS com destaque com o total de 206 mil propriedades rurais afetadas durante as enchentes" />													
		<h3><b>‘Todo desastre tem uma linha do tempo’</b></h3>
<p>É normal ocorrerem tempestades severas entre abril e maio, com ventos fortes e até mesmo granizo, no Rio Grande do Sul. Entretanto, a razão por trás da catástrofe climática diz respeito a uma situação de bloqueio das ondas atmosféricas. Isso significa que não houve uma intercalação entre períodos de chuva e tempo seco, o que fez com que a tempestade ficasse parada e o nível de água na Terra aumentasse. As informações são de acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia e coordenador do Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (GruMA) da UFSM, Vagner Anabor.</p>
<p>Ainda, segundo o docente, esse entrave ambiental durou cerca de duas semanas. Na Região Central, mais de 250 milímetros de chuva caíram em um único dia, enquanto lugares como a Serra Gaúcha sofreram com 600 milímetros por dia. Tipicamente, entre abril e maio, são cerca de 150 milímetros por mês. “Esses fenômenos foram muito intensos no estado do Rio Grande do Sul. Posso falar tranquilamente que é o maior desastre já ocorrido porque, para ter uma situação de desastre, a gente precisa ter: um fenômeno acontecendo, uma população exposta a esse fenômeno e que essa população exposta seja vulnerável, não esteja preparada”, afirmou Anabor.</p>
<p>A professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Márcia Amaral, evidencia a temporalidade da situação: “todo desastre tem uma linha do tempo. O desastre nunca começa quando eclode, começa muito tempo antes, e nunca termina em uma data específica. Ele perdura por longos anos na vida de uma comunidade”. Para ela, durante a crise climática, foi possível ver os governos do Estado convocando especialistas de fora para estudar a recuperação de toda a área atingida, mesmo que houvesse soluções “caseiras”, com muita expertise. “Nós criamos uma rede de emergência climática no Rio Grande do Sul reunindo mais de 100 cientistas e buscando justamente que essas pessoas tivessem alguma força junto à mídia, junto à imprensa e junto aos governos, para que esse conhecimento gerado dentro das universidades pudesse também ser acessado nos momentos práticos da recuperação do Estado”.</p>
<p>Na visão de Anabor, hoje, a UFSM forma os melhores previsores de tempo severo do Brasil, com as instituições de ensino superior gaúchas sendo referência na formação de profissionais da meteorologia. Contudo, pela falta de estrutura, os outros estados ficam com essa mão de obra. “A tecnologia que nós dominamos na UFSM permite prever e antecipar esses fenômenos com grande eficiência. A qualificação técnica e o preparo das comunidades é o que a gente precisa, encontrar meios de transferir essa informação lá para ‘a ponta’ da sistema, porque se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave”, afirmou.</p>
<p>Outra ação desenvolvida pela Universidade foi a Sociologia do Alerta, coordenada pela professora do curso de Ciências Sociais, Mari Cleise Sandalowski, que está à frente do projeto Catástrofes Sócio Climáticas. A iniciativa surgiu durante as enchentes de 2024 com o questionamento de como a área das ciências sociais poderia contribuir. A resposta: realizando um mapeamento das características sócio-culturais das comunidades que sofreram com questões de ordem ambiental não só no último ano, mas desde a década de 1990.</p>
<p>Na primeira etapa, o que mais chamou a atenção da docente foi que, no Rio Grande do Sul, há uma ocorrência de eventos que destoa do resto do Brasil. Enquanto no país é possível identificar elementos de ordem climatológica com o passar do tempo, em território gaúcho, de 15 anos para cá, são eventos de ordem hidrológicas. Em Santa Maria, regiões de bairros como Tancredo Neves, Chácara das Flores, Itararé, KM3 e Camobi são as mais afetadas pelas ocorrências.</p>
<p>Na Sociologia do Alerta, uma questão que também é abordada é a memória dos moradores dessas localidades. Mari Cleise conta que não é simples fazer com que uma pessoa, apesar das claras questões ambientais, deixe um lugar. “Não é suficiente você simplesmente retirar as famílias de um local e alojá-las em outro. Você não leva em consideração a memória afetiva, os laços com a vizinhança, os laços familiares, a questão da rede de apoio. Como fica a questão afetiva? O que é um risco, afinal? Para uma população que muitas vezes está em uma situação de precariedade social, de baixa renda, que não tem acesso ao saneamento básico, à segurança pública, à educação dentro dos fatores. Essas questões também são de risco”, pontuou.</p>		
													<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/Vagner-Anabor-2.jpg" alt="Imagem colorida horizontal de um mapa do RS em infográfico. A imagem traz a fala do professor Vagner Anabor: se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave" />													
		<h3><b>Enfrentamento exige esforço conjunto</b></h3><p>Uma coisa é certa: apesar das investidas de instituições como a UFSM e do próprio Governo Federal, fortes chuvas, acompanhadas de ventos intensos e descargas elétricas, seguirão acontecendo no Rio Grande do Sul. No período em que a catástrofe climática completou um ano, a Defesa Civil gaúcha emite diferentes alertas para moradores de diferentes regiões do Estado acerca de possíveis transtornos que poderiam ocorrer.</p><p>A Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS), criada em meio às enchentes por meio de uma Medida Provisória, hoje não tem mais status de ministério. A pasta, então comandada por Paulo Pimenta, foi extinta no dia 20 de dezembro.</p><p>O objetivo principal da SERS foi organizar as demandas do Rio Grande do Sul e facilitar o envio de verbas do Governo Federal que, ao todo, investiu R$ 98,7 bilhões em medidas de reconstrução e apoio ao Estado. Desse montante, R$ 42,3 bilhões já chegaram “às mãos” do povo gaúcho entre repasses aos municípios afetados, criação de novas casas, descontos em dívidas, reformas em escolas e unidades básicas de saúde e compra de medicamentos.</p><p>A agora Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul integra a Secretaria-Executiva da Casa Civil, do ministro Rui Costa, e deverá ser extinta em 30 de maio deste ano. Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, ex-prefeito de Taquari que, em 2023, foi secretário de Comunicação Institucional da Secretaria de Comunicação Social, é quem hoje dirige o setor.</p><p> </p><p>O enfrentamento de catástrofes climáticas exige muito mais do que ações emergenciais durante os episódios e medidas de reconstrução após os eventos extremos. É necessário que os poderes públicos municipal, estadual e federal, as instituições, a iniciativa privada e as comunidades estejam melhores preparados antes da ocorrência de tempestades, enchentes ou deslizamentos. Tudo começa com o entendimento de que o clima gaúcho sofre com situações extremas e que o ‘novo normal’, resultante do aquecimento global, intensifica isto. Diminuir riscos para todos abrange a compreensão de que o preparo deve levar em consideração aspectos ambientais, tecnológicos, econômicos, sociais e culturais.</p><p><em><strong>Repórter Universitário é um projeto da Agência de Notícias e da TV Campus com o objetivo de produzir conteúdo multimídia e multiplaforma por estudantes de Comunicação Social sob a supervisão de técnicos da área</strong></em></p><p><em><b>Reportagem digital</b>: Pedro Pereira (jornalista)</em></p><p><em><strong>Reportagem audiovisual</strong>: Milene Eichelberger (jornalista) </em></p><p><em><strong>Captação de imagens</strong>: Felippe Richardt (técnico em audiovisual), Leonardo Dalla Porta (publicitário) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial, bolsista da TV Campus)</em></p><p><em><b>Edição de imagens</b>: </em><em style="color: #000000;font-size: 16px">Felippe Richardt (técnico em audiovisual) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial)</em></p><p><em><strong>Arte: </strong>Daniel Michelon De Carli (analista de TI e designer)</em></p><p><em><strong>Edição</strong>: Mariana Henriques (jornalista) e Maurício Dias (jornalista)</em></p><p><em><strong>Supervisão geral</strong>: Felippe Richardt (TV Campus) e Mariana Henriques (Agência de Notícias)</em></p>https://www.youtube.com/watch?v=7GAwz_Ds2LY]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Parceria inédita com órgão da ONU fortalece a internacionalização da Meteorologia da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/28/parceria-inedita-com-orgao-da-onu-fortalece-a-internacionalizacao-da-meteorologia-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 28 May 2025 11:30:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[ppgmet]]></category>
		<category><![CDATA[wmo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69287</guid>
						<description><![CDATA[UFSM é a primeira universidade brasileira a ser outorgada como centro de referência para ensino e treinamento da WMO]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">Há um ano, em maio de 2024, os cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia da UFSM entraram para o quadro de instituições parceiras recomendadas para ensino e treinamento da Organização Meteorológica Mundial (WMO, de <a href="https://wmo.int/" target="_blank" rel="noopener">World Meteorological Organization</a>), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para assuntos de Clima e Recursos Hídricos/Água. Com isso, a área de Meteorologia da Universidade tornou-se um polo de referência para a América do Sul, </span>Caribe e países de língua portuguesa na África, possibilitando a vinda de estudantes estrangeiros e fomentando a internacionalização.</p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">Desde então, o Programa de Pós-Graduação em Meteorologia (PPGMet) pode oferecer </span>até 20 bolsas de mestrado e doutorado por ano para estrangeiros, totalmente financiadas pela WMO<span style="font-size: large">. Atualmente, mais de 30% dos alunos do PPGMet são estrangeiros que buscam qualificação e posteriormente regressam, levando as mais avançadas técnicas de previsão de tempo e clima para seus países. Há alunos de países como </span>Cuba, Moçambique e Angola, entre outros.</p>
<p dir="ltr">"Essa colaboração com a WMO promove intercâmbios e capacitação de recursos humanos, ampliando o uso da infraestrutura existente e fortalecendo a inserção internacional do Brasil em instituições meteorológicas", avalia o professor Vagner Anabor, coordenador substituto do PPGMet.</p>
<h3 dir="ltr">Primeira e única brasileira </h3>
<p dir="ltr">Atualmente há apenas 14 instituições, de 11 países, credenciadas para o programa de bolsas da WMO. A UFSM é a única brasileira a figurar entre as mais relevantes para ensino e treinamento de meteorologia no mundo, ao lado da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos; University of Reading, do Reino Unido; Russian State Hydrometeorological University, da Rússia; Nanjing University, da China; entre outras.</p>
<p><span style="font-size: large">Além disso, Vagner tem um mandato de vice-coordenação no </span>Consórcio de Parceiros Colaboradores de Educação e Treinamento da WMO, que regulamenta e orienta as diretrizes para organização de cursos e treinamentos em meteorologia em 193 países-membros da WMO. Foi por meio desse trabalho que a UFSM tornou-se a primeira universidade brasileira a ser outorgada como centro de referência para ensino e treinamento da WMO. </p>
<p><span style="font-size: large;color: initial">Em agosto de 2024, uma comitiva do Centro Virtual de Ensino e Treinamento em Meteorologia (CVEM), formado por uma rede de instituições de ensino na área e que tem vínculo com a WMO, esteve em Santa Maria para uma série de reuniões e visitas técnicas. </span><span style="font-size: revert;color: initial">A UFSM tem uma cadeira no conselho do CVEM, exercendo a liderança nas ações de pós-graduação. </span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">O relatório da comitiva só foi divulgado recentemente. De todas as instituições brasileiras avaliadas, a UFSM ganhou um destaque especial pelas ações desenvolvidas, principalmente com relação ao acordo com a WMO, aspectos de internacionalização, assistência estudantil e excelência acadêmica. </span></p>
<p dir="ltr"><b style="font-size: large;color: initial">Alguns dos destaques da Meteorologia da UFSM, conforme relatório do CVEM:</b></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">- Pioneira em comunicação meteorológica: oferece o primeiro curso de Meteorologia e Mídia do Brasil, agora regular, e desenvolveu a iniciativa "Comunicação Meteorológica Eficiente", em parceria com o IFSC, com edições em 2024;</span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">- Corpo docente qualificado: 13 professores doutores e dois técnicos, com expertise em diversas áreas da meteorologia;</span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">- Infraestrutura tecnológica: laboratórios, ferramentas multimídia e plataformas como Moodle e Google Scholar, apoiadas pela Coordenadoria de Tecnologias Educacionais;</span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">- O programa de graduação segue diretrizes da WMO e do </span>Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), com avaliações processuais (teóricas, práticas e debates);</p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">- Uso de metodologias ativas (sala de aula invertida, avaliações formativas) e suporte contínuo aos alunos;</span></p>
<p dir="ltr"><span style="font-size: large">- Cooperação global: parcerias com França, China, EUA e Argentina, além de receber estudantes de diversos países.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professor Ernani do CCNE fala sobre o Furacão Milton em entrevista ao Globo News</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2024/10/10/professor-ernani-do-ccne-fala-sobre-o-furacao-milton-em-entrevista-ao-jornal-noturno-da-globo-news</link>
				<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 15:34:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[furacão]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Na noite de ontem, o meteorologista e professor do curso de Meteorologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Ernani Lima Nascimento concedeu uma entrevista ao &#8220;Jornal das Dez&#8221; da Globo News para discutir o impacto e as características do furacão Milton, que atualmente está causando estragos nos Estados Unidos. Durante a entrevista, o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na noite de ontem, o meteorologista e professor do curso de Meteorologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Ernani Lima Nascimento concedeu uma entrevista ao <em>"Jornal das Dez"</em> da Globo News para discutir o impacto e as características do furacão Milton, que atualmente está causando estragos nos Estados Unidos.</p>
[caption id="" align="aligncenter" width="602"]<a href="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Destaque-Furacao-Milton-scaled.jpg"><img src="https://img.odcdn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Destaque-Furacao-Milton-scaled.jpg" alt="Imagem espacial e térmica do furacão Milton" width="602" height="327" /></a>  Fonte WXNB: Imagem espacial e térmica do furacão Milton [/caption]
<p>Durante a entrevista, o Professor Ernani destacou a importância de entender os padrões climáticos e os fatores que contribuem para a formação de furacões tão intensos como o Milton. Ele explicou que o furacão se desenvolveu de forma rápida devido a uma combinação de temperaturas elevadas da superfície do mar e condições atmosféricas favoráveis.</p>
[caption id="" align="alignright" width="472"]<a href="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfQ8ZRRb9eD-YuuOAMEU7iNSoTG7DfUqdrWXb8opsqh7cj0VA03arhjSJKu5oNfS_xLldHShoSHnrrQ1ZSxYaEqzpnT0a2nSHDSzQUfhCaBwHVk36kASTAwWZCLTY8GNeeDJCQJ11Gp5krpVeQoQu1DGjl-?key=320FbMFPsu4UHFwKLTS2qQ"><img class="" style="background-color: transparent;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align);margin-left: 0px;margin-top: 0px" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfQ8ZRRb9eD-YuuOAMEU7iNSoTG7DfUqdrWXb8opsqh7cj0VA03arhjSJKu5oNfS_xLldHShoSHnrrQ1ZSxYaEqzpnT0a2nSHDSzQUfhCaBwHVk36kASTAwWZCLTY8GNeeDJCQJ11Gp5krpVeQoQu1DGjl-?key=320FbMFPsu4UHFwKLTS2qQ" alt="Fonte G1 - Imagens da destruição" width="472" height="302" /></a> Fonte G1 - Imagens da destruição[/caption]
<p>“<em>Estamos observando um fenômeno climático extremo que exige atenção e preparação adequadas. A ciência meteorológica tem um papel crucial em prever e mitigar os impactos desses eventos”</em>, afirmou o professor.</p>
<p>Além de fornecer uma análise detalhada sobre o furacão, Ernani também enfatizou a importância da pesquisa científica e do conhecimento produzido pelo CCNE. <strong>“É fundamental que continuemos a investir em pesquisa e educação para melhor compreender e enfrentar os desafios climáticos globais”,</strong> disse ele.</p>
<p>A participação do Professor Ernani na Globo News é mais um exemplo de como os docentes e pesquisadores do CCNE estão levando o nome da instituição e a ciência brasileira para o mundo. Sua expertise e dedicação são essenciais para promover uma maior conscientização sobre as mudanças climáticas e suas consequências.</p>
<p style="text-align: center">--------</p>
<p>Para mais detalhes sobre a entrevista e as análises, acesse o site oficial da edição do dia 09/10/2024: <a href="https://globoplay.globo.com/v/13000618/?s=7625s.">https://globoplay.globo.com/v/13000618/?s=7625s.</a></p>
<p>Quer saber mais sobre o Professor Ernani,  <a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/docente/14446" target="_blank" rel="noopener">clique aqui.</a><br /><img style="background-color: transparent;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align);margin-left: 0px;margin-top: 0px" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXch_lLixgSsY2bQ6Jdom3xX2bCBWaotvaH5maOMim0ZOb1Gn63vMy7_VI5EG-jHo9ZfD58a9o0cuc7sRmDDbnNVobNfqpNOfSlhvDQCimoiKR3j061HnnMXN2jcquLvetRM4s9eleZvX74YQ9lm1DY8QLX2?key=320FbMFPsu4UHFwKLTS2qQ" width="148" height="166" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professores da UFSM serão palestrantes da Conferência Pan-Americana de Meteorologia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/14/professores-da-ufsm-serao-palestrantes-da-conferencia-pan-americana-de-meteorologia</link>
				<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 19:50:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66548</guid>
						<description><![CDATA[O evento ocorre de 19 a 23 de agosto na USP, contando com a presença de especialistas de diversas instituições nacionais e internacionais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Em novembro de 2025, Belém do Pará será a cidade anfitriã da COP 30 – Conferência da Organização das Nações sobre Mudanças Climáticas. Neste contexto, pesquisadores brasileiros e de países vizinhos viram a necessidade de se preparar por meio de diálogos e atualizações sobre variabilidade e mudanças climáticas e os seus impactos no Brasil e na América Latina. Com base nesta necessidade, será realizada a <a href="https://cpam2024.com/index.php" target="_blank" rel="noopener">Conferência Pan-Americana de Meteorologia</a>, de 19 a 23 de agosto de 2024, no campus sede da Universidade de São Paulo (USP). Entre os palestrantes e painelistas, estão professores do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM, cujos nomes constam abaixo:

- Simone Teleginski Ferraz, como membro da coordenação geral;

- Damaris Pinheiro, na sessão temática “Aerossóis e transporte atmosférico”;

- Vagner Anabor, na mesa-redonda “World Meteorological Organization initiatives (WMO): Virtual Teaching Center and Consortium of WMO Education and Training Collaborating Partners” e na sessão temática (e minicurso) “Comunicação Meteorológica Eficiente”;

- Ernani de Lima Nascimento, na mesa-redonda “Mudanças climáticas: um futuro em risco: impactos das chuvas extremas no RS” e sessão temática “Nowcasting no Brasil e Cone Sul: cooperação regional para previsões eficientes”;

- Felipe Denardin e Gervásio Annes Degrazia, na sessão temática “Poluição e micrometeorologia”.

Além desses pesquisadores, diversos trabalhos serão apresentados por alunos de graduação e pós-graduação ligados à Meteorologia da UFSM.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM visa estabelecer um sistema de alerta eficaz para riscos climáticos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/06/projeto-da-ufsm-visa-estabelecer-um-sistema-de-alerta-eficaz-para-riscos-climaticos</link>
				<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 12:07:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[care]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[geotecnia]]></category>
		<category><![CDATA[hidrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto Integrado de Monitoramento e Previsão Climática, Hidrológica e Geotécnica está vinculado ao CARE/UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_66488" align="alignright" width="795"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/IMG-20240802-WA0026.jpg"><img class="wp-image-66488" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/IMG-20240802-WA0026.jpg" alt="foto horizontal colorida com um grupo de pessoas em frente a uma casinha branca com grandes antenas tipo parabólicas em cima, em um campo aberto em dia de sol" width="795" height="357" /></a> Pesquisadores na estação meteorológica da UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Em resposta às devastadoras enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, o </span><a href="https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete-do-reitor/care" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Comitê de Apoio para Eventos Extremos e Emergências</span></a><span style="font-weight: 400"><a href="_wp_link_placeholder"> (CARE)</a> da UFSM foi criado com a missão de implementar iniciativas e projetos voltados para a gestão de eventos extremos e emergências. Um dos destaques dessa atuação é o Projeto Integrado de Monitoramento e Previsão Climática, Hidrológica e Geotécnica, que visa estabelecer um sistema de alerta eficaz para riscos climáticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Através da combinação de modernos sistemas de monitoramento e modelos meteorológicos, hidrológicos e geotécnicos, o projeto tem como objetivo prever os impactos de fenômenos climáticos extremos em pequenas bacias hidrográficas, buscando mitigar os efeitos devastadores dessas situações sobre as comunidades afetadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, a UFSM conta com sistemas computacionais de alto desempenho que, de acordo com o coordenador principal do projeto, Vagner Anabor, precisam ser aprimorados, além de estações científicas de observação meteorológica. No entanto, é necessário ampliar esses recursos para que se possa ter um monitoramento equivalente em nível regional. Há previsão de aquisição de novas estações meteorológicas para o projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto conta com três coordenadores: Vagner Anabor, do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia da UFSM, lidera a coordenação principal; a parte de Geotecnia é supervisionada pelo professor do Departamento de Engenharia Civil Magnos Baroni; e a parte hidrológica está sob a responsabilidade do professor Daniel Allasia, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil. </span></p>
<h3><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Aspas-Vagner-Anabor.png"><img class="wp-image-66489 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Aspas-Vagner-Anabor.png" alt="" width="474" height="352" /></a>Rede de monitoramento</h3>
<p><span style="font-weight: 400">“A proposta consiste em desenvolver uma rede de monitoramento meteorológico e hidrológico de alta resolução em pequenas bacias, ou seja, em bacias hidrográficas como a do Rio Soturno e rios da Quarta Colônia”, afirma Anabor. Segundo ele, essas áreas geralmente não são mapeadas nem monitoradas pelos sistemas hidrológicos nacionais, que priorizam grandes bacias. O Rio Soturno será monitorado pelo projeto, assim como os principais rios da Quarta Colônia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de prever chuvas intensas, o projeto também permitirá prever condições de tempestades severas que produzem granizo, danos por ventos, e funcionará como sistema de monitoramento contínuo. De acordo com o professor, essas informações são fundamentais para o desenvolvimento regional, sobretudo de atividades relacionadas à agricultura, uma vez que podem ser usadas para um planejamento agrícola e previsões de secas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto começa com o monitoramento meteorológico e hidrológico, que fornece uma base de comparação com as previsões meteorológicas de chuvas de até sete dias. Essas previsões e os dados observados ajudam a prever quais serão os volumes de chuva. Então, essas informações entram no modelo hidrológico, que transforma os dados em nível de rio, velocidade da água, mancha de inundação e outras variáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da mesma forma, esses conhecimentos também são importantes para a parte de geotecnia, uma vez que as informações sobre chuvas são fundamentais para a estabilização de terrenos e encostas, permitindo se prever o impacto das chuvas tanto nos rios quanto na possibilidade de deslizamentos.</span></p>
<h3>Informações para a Defesa Civil e comunidade</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto, com duração de dois anos, disponibilizará os dados coletados às comunidades por meio de um aplicativo e redes sociais. Como ainda está em fase de implementação, existe a previsão de instalação de sistemas e, posteriormente, a integração dos dados e a divulgação dessas informações via aplicativo. Esses serviços deverão estar disponíveis também para a Defesa Civil, órgão responsável por um conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas, destinadas a evitar ou minimizar desastres naturais e acidentes tecnológicos, preservar a moral da população e restabelecer a normalidade social. </span><span style="font-weight: 400">Anabor enfatiza que o papel do projeto é informar a população para sua própria proteção, mas, sobretudo, amparar o trabalho da Defesa Civil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto está na fase de obtenção de recursos, por meio de contatos com prefeituras. Após o período de dois anos, o sistema deverá estar estruturado e poderá ser assumido de forma cooperativa com outras parcerias públicas ou privadas.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: João Pedro Sousa, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span>Artes gráficas: Daniel Michelon De Carli, designer<br />Foto: Arquivo pessoal</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Equipe de meteorologistas da UFSM atua em São Luiz Gonzaga</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/07/03/equipe-de-meteorologistas-da-ufsm-atua-em-sao-luiz-gonzaga</link>
				<pubDate>Wed, 03 Jul 2024 18:01:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisadores da Instituição atuaram para compreender estragos causados pelos ventos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Em resposta à atual crise climática que assola o Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vem implementando uma série de <a href="https://www.ufsm.br/crise-climatica-rs-2024">ações emergenciais</a> para ajudar as comunidades mais afetadas. Entre essas iniciativas, está o trabalho de campo realizado por pesquisadores da meteorologia, em São Luiz Gonzaga, região atingida por ventos severos. Com o apoio da reitoria e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), a equipe de pesquisadores da área da meteorologia se mobilizou para realizar um mapeamento detalhado dos danos na região. </p>
<p>O grupo foi composta pelos docentes do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia (PPGMET), Ernani Nascimento e Vagner Anabor, pelo pós-doutorando Maurício Ilha, pelo Técnico Meteorologista da UFSM, Murilo Lopes, além dos estudantes de mestrado e doutorado no PPGMET, Elisvania Machado e Leonardo Furlan. A operação, essencial para a compreensão e mitigação dos impactos climáticos, contou com o suporte da Defesa Civil local e o uso de drones para capturar e analisar dados críticos sobre os fenômenos meteorológicos que atingiram a região.</p>
<p>De acordo com Murilo, o trabalho de campo começou após um temporal registrado no dia 15 de junho. Em uma resposta rápida, a equipe de meteorologia da UFSM se deslocou para o município de São Luiz Gonzaga na segunda-feira (17), antes que moradores da região pudessem modificar a cena onde ocorreu o fenômeno. Fazendo o uso de drones, os pesquisadores realizaram voos para capturar imagens aéreas que permitissem uma compreensão maior do processo de destruição e do espalhamento dos destroços causados pelos ventos. A análise dessas imagens ajudou a identificar se os danos foram provocados por tornados, microexplosões ou outros fenômenos meteorológicos. Além destas, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NmAEodiR9Nc">imagens da câmera de segurança de um banco</a> registraram o fenômeno ao vivo, o que também auxiliou no processo de identificação deste.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/07/meteoro-03.jpg" alt="" />											<figcaption>Região de São Luiz Gonzaga, após noite de chuvas intensas que provocaram danos graves em casas e em infraestruturas, causadas por uma microexplosão. Fonte: Curso de Meteorologia da UFSM</figcaption>
										</figure>
		<h3><strong>A identificação do fenômeno e como ele aconteceu </strong></h3>
[caption id="attachment_66191" align="alignleft" width="595"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/07/Microexplosao-1.jpg" alt="" width="595" height="595" /> Ilustração de como ocorre o fenômeno da microexplosão. Movimentos de ar frio descem das nuvens de tempestades muito rapidamente, podendo atingir uma área de até 4 km. (Fonte: Diagramação por Natália Huber da Silva)[/caption]
<p>Para a realização do trabalho, foram utilizados drones convencionais para capturar imagens aéreas com qualidade de até 4K (ou Ultra HD, a segunda maior resolução do mercado). As imagens coletadas permitiram a análise da direção dos ventos e a confirmação de que o fenômeno foi uma microexplosão, caracterizada por danos divergentes espalhados na mesma direção. </p>
<p>Segundo Murilo, as microexplosões são fenômenos meteorológicos associados a tempestades severas, caracterizadas por movimentos descendentes de ar frio dentro das nuvens de tempestade. Quando esse ar frio e pesado desce de forma rápida e atinge o solo, ele se espalha lateralmente, gerando ventos destrutivos em uma área com diâmetro inferior a 4 km. Esse espalhamento rápido do ar ao atingir o solo resulta em danos divergentes, o que diferencia as microexplosões de outros fenômenos como tornados, que causam danos convergentes.</p>
<p>O mapeamento foi realizado por meio de fotos georreferenciadas, ou seja, registradas por um sistema de coordenadas geográficas, assim localizando o local exato onde os danos foram observados. Deste modo, os pesquisadores delimitaram a extensão da área afetada, registrando desde danos menores – nas bordas do diâmetro do fenômeno – até os mais severos – no centro da área impactada. </p>
<p>A área mapeada possui aproximadamente três quilômetros de diâmetro e inclui danos graves a:</p>
<ul>
<li><strong>Infraestruturas</strong>: com a destruição de galpões de cooperativas e quedas parciais de silos de grãos, galpões de concreto e alvenaria com paredes externas destruídas na periferia da cidade.</li>
<li><strong>Quedas de árvores sobre casas</strong>: que causaram destelhamento de várias residências.</li>
</ul>
<p>Esses danos são condizentes com os ventos da microexplosão, que atingiram até 150 km/h, possivelmente mais intensos em locais centrais do fenômeno. A microexplosão foi confirmada pela equipe após observar os danos causados pelo vento que se espalhou lateralmente ao atingir o solo da região.</p>
<h3><strong>Participação da Defesa Civil</strong></h3>
<p>A equipe da UFSM entrou em contato a Defesa Civil e com o Tenente Cristiano Machado para obter maior precisão na delimitação das áreas afetadas e identificar o tipo de estrago que ocorreu. Esse contato é importante uma vez que a Defesa Civil é a primeira a chegar aos locais atingidos por tempestades e outros eventos meteorológicos extremos. </p>
<p>Os agentes forneceram indicações das áreas mais afetadas, estabelecendo contato com a prefeitura municipal e fornecendo imagens capturadas no dia seguinte à tempestade. Igualmente, estabeleceram diálogo com os moradores das áreas atingidas para que os pesquisadores pudessem coletar relatos. </p>
<p>Essas informações foram essenciais para confirmar o fenômeno causador como sendo uma microexplosão.</p>
<h3><strong>Próximos passos</strong></h3>
<p>A equipe de meteorologistas da UFSM irá analisar os dados coletados com mais detalhes, buscando estimar a intensidade máxima das rajadas de vento registradas. </p>
<p>Esses eventos serão classificados em uma escala semelhante à utilizada para tornados, para melhor compreensão da intensidade dos ventos durante esta microexplosão em São Luiz Gonzaga. </p>
<p>A equipe também planeja elaborar uma nota técnica que detalhe a distribuição geográfica das velocidades mais altas da microexplosão ao longo da cidade afetada, delimitando, mais precisamente, a extensão dos estragos. Essa nota também incluirá uma caracterização da tempestade e do fenômeno de microexplosão, conforme identificado nas análises realizadas.</p>
<p><em>Texto: Subdivisão de Comunicação do CCNE</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Equipe de meteorologistas da UFSM atua em São Luiz Gonzaga: resposta emergencial à crise climática no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2024/07/03/equipe-de-meteorologistas-da-ufsm-atua-em-sao-luiz-gonzaga-resposta-emergencial-a-crise-climatica-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Wed, 03 Jul 2024 17:05:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/?p=5113</guid>
						<description><![CDATA[Em resposta à atual crise climática que assola o Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vem implementando uma série de ações emergenciais para ajudar as comunidades mais afetadas. Entre essas iniciativas, está o trabalho de campo realizado por pesquisadores da meteorologia, em São Luiz Gonzaga, região duramente atingida por ventos severos. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Em resposta à atual crise climática que assola o Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vem implementando uma série de <a href="https://www.ufsm.br/crise-climatica-rs-2024">ações emergenciais</a> para ajudar as comunidades mais afetadas. Entre essas iniciativas, está o trabalho de campo realizado por pesquisadores da meteorologia, em São Luiz Gonzaga, região duramente atingida por ventos severos. Com o apoio da reitoria e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), a equipe de pesquisadores da área da meteorologia se mobilizaram para realizar um mapeamento detalhado dos danos na região. </p>
<p>A equipe foi composta pelos docentes do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia (<a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgmet">PPGMET</a>) Ernani Nascimento e Vagner Anabor, pós-doutorando Maurício Ilha, Técnico Meteorologista da UFSM Murilo Lopes e estudantes de mestrado/doutorado no PPGMET Pós Graduação Elisvania Machado e Leonardo Furlan. A operação, essencial para a compreensão e mitigação dos impactos climáticos, contou com o suporte da Defesa Civil local e o uso de drones para capturar e analisar dados críticos sobre os fenômenos meteorológicos que atingiram a região.</p>
<p>De acordo com Murilo, o trabalho de campo começou após um temporal registrado no dia 15 de junho (sábado). Em uma resposta rápida, a equipe de meteorologia da UFSM se deslocou para o município de São Luiz Gonzaga na segunda-feira (17), antes que moradores da região pudessem modificar a cena onde ocorreu o fenômeno. Fazendo o uso de drones, os pesquisadores realizaram voos para capturar imagens aéreas que permitissem uma compreensão maior do processo de destruição e do espalhamento dos destroços causados pelos ventos. A análise dessas imagens ajudou a identificar se os danos foram provocados por tornados, microexplosões ou outros fenômenos meteorológicos. Além destas, imagens da câmera de segurança de um banco (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=NmAEodiR9Nc">clique aqui para acessar</a>) registraram o fenômeno ao vivo, o que também auxiliou no processo de identificação deste.</p>
[caption id="attachment_5114" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-5114 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2024/07/meteoro-03.jpg" alt="" width="1024" height="576" /> Região de São Luiz Gonzaga, após noite de chuvas intensas que provocaram danos graves em casas e em infraestruturas, causadas por uma microexplosão. Fonte: Curso de Meteorologia da UFSM[/caption]
<p><strong>A identificação do fenômeno e como ele aconteceu </strong></p>
<p>Para a realização do trabalho, foram utilizados drones convencionais para capturar imagens aéreas com qualidade de até 4K (ou Ultra HD, a segunda maior resolução do mercado). As imagens coletadas permitiram a análise da direção dos ventos e a confirmação de que o fenômeno foi uma microexplosão, caracterizada por danos divergentes espalhados na mesma direção. </p>
<p>Segundo o técnico Murilo, as microexplosões são fenômenos meteorológicos associados a tempestades severas, caracterizadas por movimentos descendentes de ar frio dentro das nuvens de tempestade (Imagem 1). Quando esse ar frio e pesado desce de forma rápida e atinge o solo, ele se espalha lateralmente, gerando ventos destrutivos em uma área com diâmetro inferior a 4 km. Esse espalhamento rápido do ar ao atingir o solo resulta em danos divergentes, o que diferencia as microexplosões de outros fenômenos como tornados, que causam danos convergentes. </p>
[caption id="attachment_5116" align="alignnone" width="1080"]<img class="size-full wp-image-5116" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2024/07/Microexplosao-1.jpg" alt="" width="1080" height="1080" /> Ilustração de como ocorre o fenômeno da microexplosão. Movimentos de ar frio descem das nuvens de tempestades muito rapidamente, podendo atingir uma área de até 4 km. Fonte: Diagramação por Natália Huber da Silva, 2024.[/caption]
<p>O mapeamento foi realizado por meio de fotos georreferenciadas, ou seja, registradas por um sistema de coordenadas geográficas, assim localizando o local exato onde os danos foram observados. Deste modo, os pesquisadores delimitaram a extensão da área afetada, registrando desde danos menores - nas bordas do diâmetro do fenômeno - até os mais severos - no centro da área impactada. </p>
<p>A área mapeada possui aproximadamente três quilômetros de diâmetro e inclui danos graves a:</p>
<ul>
<li><strong>Infraestruturas</strong>: com a destruição de galpões de cooperativas e quedas parciais de silos de grãos, galpões de concreto e alvenaria com paredes externas destruídas na periferia da cidade.</li>
<li><strong>Quedas de árvores sobre casas</strong>: que causaram destelhamento de várias residências.</li>
</ul>
<p>Esses danos são condizentes com os ventos da microexplosão, que atingiram até 150 km/h, possivelmente mais intensos em locais centrais do fenômeno. A microexplosão foi confirmada pela equipe após observar os danos causados pelo vento que se espalhou lateralmente ao atingir o solo da região.</p>
<p><strong>Participação da Defesa Civil</strong></p>
<p>A equipe entrou em contato com esta organização e o Tenente Cristiano Machado, para obter maior precisão na delimitação das áreas afetadas e identificar o tipo de estrago que ocorreu. Esse contato é importante, uma vez que a Defesa Civil é a primeira a chegar aos locais atingidos por tempestades e outros eventos meteorológicos extremos. </p>
<p>Os agentes forneceram indicações das áreas mais afetadas, estabelecendo contato com a prefeitura municipal e fornecendo imagens capturadas no dia seguinte à tempestade. Igualmente, estabeleceram diálogo com os moradores das áreas atingidas para que os pesquisadores pudessem coletar relatos. </p>
<p>Essas informações foram essenciais para confirmar o fenômeno causador como sendo uma microexplosão.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong></p>
<p>A equipe de meteorologistas da UFSM irá analisar os dados coletados, com mais detalhes, buscando estimar a intensidade máxima das rajadas de vento registradas. </p>
<p>Esses eventos serão classificados em uma escala semelhante à utilizada para tornados, para melhor compreensão da intensidade dos ventos durante esta microexplosão em São Luiz Gonzaga. </p>
<p>A equipe também planeja elaborar uma nota técnica que detalhe a distribuição geográfica das velocidades mais altas da microexplosão ao longo da cidade afetada, delimitando, mais precisamente, a extensão dos estragos. Essa nota também incluirá uma caracterização da tempestade e do fenômeno de microexplosão, conforme identificado nas análises realizadas.</p>
<p style="text-align: center">----------</p>
<p>A atuação rápida e eficiente da equipe em São Luiz Gonzaga demonstra a importância da pesquisa acadêmica no enfrentamento de crises climáticas. Com a colaboração da Defesa Civil, métodos adequados de pesquisa e o uso de tecnologia avançada, os pesquisadores conseguem fornecer informações para a prevenção e mitigação de futuros desastres naturais, como este, no Rio Grande do Sul.</p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE da UFSM.</em></p>
<p><em>Revisão e edição: Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Monitoramento meteorológico em resposta a desastres no Rio Grande do Sul é realizado pelo curso de Meteorologia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/06/04/monitoramento-meteorologico-em-resposta-a-desastres-no-rio-grande-do-sul-e-realizado-pelo-curso-de-meteorologia</link>
				<pubDate>Tue, 04 Jun 2024 17:10:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65969</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisadores da UFSM atuam na busca de ações rápidas e coordenadas para enfrentar desastres meteorológicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Através da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o município está na linha de frente de uma batalha fundamental contra os desastres naturais causados pelas chuvas excessivas que ocorreram no final de abril e em maio deste ano. Segundo Vagner Anabor, docente do curso de Meteorologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), instrumentos meteorológicos instalados no campus universitário detectaram, no dia 29 de abril de 2024, volumes de chuva que ultrapassaram os 80 milímetros em poucas horas, uma quantidade que já representava um quinto da precipitação esperada para o mês inteiro. Esse cenário desencadeou uma resposta rápida e coordenada, envolvendo uma força-tarefa interdisciplinar, entre os pesquisadores do curso de Meteorologia da UFSM junto à Defesa Civil e o apoio de organizações humanitárias para ajudar a reduzir os impactos causados pelos eventos climáticos.</p>
<h3>Previsões do curso</h3>
<p>O docente relata que o curso de Meteorologia da UFSM, dentro de suas atividades rotineiras de previsão do tempo, vinha identificando um padrão de frente estacionária (tipo de frente que resulta quando uma frente fria ou quente deixa de se mover) que os preocupava. Todos os modelos mostravam volumes acumulados de chuva acima de 100 milímetros, chegando a mais de 200 milímetros em algumas localidades, em apenas 24 horas. No dia 29, os instrumentos instalados no sítio do radar meteorológico da Universidade permitiram identificar chuvas extremamente intensas, com mais de 30 milímetros acumulados nas primeiras horas do dia, sendo que a média anual de chuva na região é em torno de 120 a 150 milímetros mensais. Esse padrão anômalo de precipitação levou os pesquisadores a alertar a administração da Universidade sobre os perigos, resultando no contato imediato com a Defesa Civil.  </p>
<h3>Montagem de uma força-tarefa: parcerias e ações humanitárias</h3>
<p>Imediatamente, uma força-tarefa para a previsão de eventos meteorológicos extremos foi montada, contando com uma equipe interdisciplinar da área da meteorologia. A equipe incluiu o grupo de climatologia para avaliações de grande escala, um grupo de <a href="https://excelenciaambiental.com.br/modelagem-de-dispersao-atmosferica-eda/#:~:text=A%20modelagem%20de%20dispers%C3%A3o%20atmosf%C3%A9rica,dispers%C3%A3o%20dos%20poluentes%20na%20atmosfera.">modelagem atmosférica</a> para produtos de previsão do tempo, a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (<a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/meteorologia/revot-descricao-geral">REVOT</a>), além de graduandos e pós graduandos vinculados a outros laboratórios do CCNE. Esta rede também teve a colaboração do grupo Prevotes, sob coordenação do professor Ernani de Lima Nascimento, igualmente docente do curso de Meteorologia da UFSM. O grupo organiza e realiza a previsão do tempo severo para toda a Região Sul do Brasil. Todos estes colaboradores, voluntariamente, se dedicaram a manter uma previsão operacional em regime de 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
<p>Esta equipe elaborou boletins meteorológicos diários contendo informações objetivas sobre os dados acumulados de chuva, previsões detalhadas focadas na quantidade de chuva, local de ocorrência, intensidade, ventos e temperaturas. A previsão é realizada diariamente, com um horizonte de informações para cinco dias, sendo três de previsão e os próximos dois dias de tendências meteorológicas. Estes boletins permitem uma orientação mais precisa para as operações da Defesa Civil, auxiliando nos sistemas de busca, salvamento e socorro, otimizando o uso dos recursos e maximizando a proteção da vida. </p>
[caption id="attachment_65970" align="alignleft" width="499"]<img class="wp-image-65970 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/IMG-20240522-WA0040-768x576-1.jpg" alt="" width="499" height="374" /> Pesquisadores também auxiliaram a traçar rotas para aviões de ajuda humanitária[/caption]
<p>O grupo de Apoio Aéreo em Situações Especiais (<a href="https://www.asesbrasil.org.br/">ASES Brasil</a>), igualmente, solicitou apoio ao grupo de pesquisadores desta rede de especialistas. A  ASES realiza ações aéreas humanitárias, sendo já enumeradas mais de 60 missões de auxílio aos desastres no Rio Grande do Sul (RS), somando mais de 120 horas de voos. Transportaram, em pequenas aeronaves, mais de 3,5 toneladas de medicamentos e equipes da área de saúde para áreas remotas atingidas pelo desastre. Esses voos partiram de diversas regiões do Brasil, incluindo São Paulo, Goiás e Belém, trazendo recursos médicos essenciais para locais isolados do RS.</p>
<p>A ação também contou com a participação de importantes órgãos que visam a pesquisa, o fornecimento e transparência de dados, como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br">INPE</a>); o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (<a href="https://www.cptec.inpe.br/rs/santa-maria">CPTEC)</a>;<b> </b>o curso de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); e a Base Aérea de Santa Maria, representada pelo Major José Lourêdo Fontinele. De acordo com Anabor, “a sinergia das instituições no âmbito federal e também no âmbito regional permitiram ter a máxima eficiência possível dentro dessa fase de resposta emergencial, o desastre”.</p>
<h3>Centro de prevenção de desastres: iniciativas e estrutura em Santa Maria</h3>
<p>No contexto da proteção e redução de riscos de desastres, a adoção das metodologias recomendadas pela Organização das Nações Unidas (<a href="https://brasil.un.org/pt-br">ONU</a>) e pela Organização Meteorológica Mundial (<a href="http://www.wmo.int/">OMM</a>) é fundamental para garantir segurança durante a fase de reconstrução. Para isso, é necessário um sistema  de prevenção e mitigação para instruir<span style="color: initial"> as comunidades para a fase de preparo em caso de desastres anunciados e r</span><span style="color: initial">eduzir e despender recursos nas fases emergenciais, de reconstrução e reabilitação.</span></p>
<p>O INPE e a UFSM concordam que a criação de um sistema de prevenção é vital. O foco será a efetivação do Centro Brasileiro para Previsão e Estudos de Tempestades Severas. O Centro permitirá a tr<span style="color: initial">ansferência tecnológica entre práticas desenvolvidas na pesquisa, ensino e extensão. Assim, a</span>s tecnologias desenvolvidas pelo <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2016/12/13/gruma">Grupo de Modelagem Atmosférica</a> da UFSM são incorporadas aos sistemas já existentes nos centros meteorológicos e da defesa civil, melhorando a precisão das previsões de tempestades severas e permitindo uma resposta mais eficiente a eventos climáticos extremos. Estas incluem a adaptação e implementação de modelos numéricos de previsão do tempo e sistemas de alerta em centros meteorológicos operacionais, bem como por meio de treinamentos e capacitações oferecidas aos meteorologistas. Esses modelos e sistemas, que incluem algoritmos de previsão imediata do tempo e plataformas de monitoramento. </p>
<p>Além disso, com o Centro Brasileiro para Previsão e Estudos de Tempestades Severas também será possível a c<span style="color: initial">ondução de atividades com melhores técnicas, como a p</span><span style="color: initial">revisão do tempo de curtíssimo prazo (até três horas); a pr</span><span style="color: initial">evisão do tempo de curto e médio prazo (até dez dias); e a p</span><span style="color: initial">revisão climatológica para escalas sazonal e intrasazonal.</span></p>
<h3>Por que Santa Maria?</h3>
<p>Em 1996, a cidade foi escolhida pelo INPE para abrigar a Coordenação Espacial do Sul (<a href="http://www.inpe.br/sul/">COESU</a>), devido ao seu potencial em formação de recursos humanos e pesquisa, o que facilitou a escolha deste Centro a ser realizado no campus da UFSM. O prédio recebeu um investimento significativo em infraestrutura, incluindo geradores e no-breaks para operação contínua; sistemas independentes de água e comunicação; operação de equipes 24 horas por dia, 7 dias por semana; e instalações de hotel e restaurante dentro da edificação.</p>
<p>Por ficar localizada no centro do estado do Rio Grande do Sul, Santa Maria se torna estratégica para operações de resgate e salvamento, tendo benefícios como a previsão meteorológica de alta qualidade e um grande contingente militar para operações de terra e ar, essencial em desastres regionais e nacionais, sendo um dos maiores polos militares do Brasil.</p>
<p>Como a UFSM é reconhecida por sua capacidade de desenvolver e implementar projetos inovadores, a COESU será de grande serventia e um grande avanço para a comunidade acadêmica e para a sociedade. De acordo com Vagner Anabor, sua estrutura irá funcionar como um centro de operações contínuo, preparada para fornecer informações cruciais à população, mesmo em situações adversas. </p>
<p>Apesar de o projeto inicial não ter avançado como previsto, a estrutura destinada ao Centro já foi providenciada e passou a abrigar as áreas de: ciência da alta estratosfera, clima espacial, satélites e meteorologia. Atualmente, o prédio recebe cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia, alinhando-se às atividades do CRS-INPE em Santa Maria.</p>
<p><em>Texto:</em> <i>Subdivisão de Comunicação do CCNE</i></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Monitoramento meteorológico em resposta a desastres no Rio Grande do Sul é realizado pelo curso de Meteorologia UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2024/06/03/monitoramento-meteorologico-em-resposta-a-desastres-no-rio-grande-do-sul-e-realizado-pelo-curso-de-meteorologia-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 23:06:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Através da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o município de Santa Maria está na linha de frente de uma batalha fundamental contra a desinformação sobre os desastres naturais causados pelas chuvas excessivas que ocorreram no final de abril e em maio deste ano. Segundo o Dr. Vagner Anabor, docente do curso de Meteorologia do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Através da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o município de Santa Maria está na linha de frente de uma batalha fundamental contra a desinformação sobre os desastres naturais causados pelas chuvas excessivas que ocorreram no final de abril e em maio deste ano. Segundo o Dr. Vagner Anabor, docente do curso de Meteorologia do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), instrumentos meteorológicos instalados no campus universitário detectaram algo alarmante, no dia 29 de abril de 2024: volumes de chuva que ultrapassaram os 80 milímetros em poucas horas, uma quantidade que já representava um quinto da precipitação esperada para o mês inteiro. Esse cenário desencadeou uma resposta rápida e coordenada, envolvendo uma força-tarefa interdisciplinar, entre os pesquisadores do curso de Meteorologia da UFSM junto à Defesa Civil e o apoio de organizações humanitárias para ajudar a reduzir os impactos causados pelos eventos climáticos.</span></p>
[caption id="attachment_5067" align="alignright" width="532"]<img class="wp-image-5067" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2024/06/IMG-20240604-WA0009-1-1024x660.jpg" alt="" width="532" height="343" /> Docentes e acadêmicos de Meteorologia da UFSM / Foto: Vagner Anabor[/caption]
<p><b data-wp-editing="1">Previsões do curso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor Vagner conta que o curso de Meteorologia da UFSM, dentro de suas atividades rotineiras de previsão do tempo, vinha identificando um padrão de frente estacionária¹ que os preocupava. Todos os modelos mostravam volumes acumulados de chuva acima de 100 milímetros, chegando a mais de 200 milímetros em algumas localidades, em apenas 24 horas. No dia 29, os instrumentos instalados no sítio do radar meteorológico da universidade permitiram identificar chuvas extremamente intensas, com mais de 30 milímetros acumulados nas primeiras horas do dia, sendo que a média anual de chuva na região é em torno de 120 a 150 milímetros mensais. Esse padrão anômalo de precipitação levou os pesquisadores a alertar a administração da universidade sobre os perigos, resultando no contato imediato com a Defesa Civil.  </span></p>
<p><b>Montagem de uma força-tarefa: parcerias e ações humanitárias</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Imediatamente, uma força-tarefa para a previsão de eventos meteorológicos extremos foi montada, contando com uma equipe interdisciplinar da área da meteorologia. A equipe incluiu o grupo de climatologia para avaliações de grande escala, um grupo de </span><a href="https://excelenciaambiental.com.br/modelagem-de-dispersao-atmosferica-eda/#:~:text=A%20modelagem%20de%20dispers%C3%A3o%20atmosf%C3%A9rica,dispers%C3%A3o%20dos%20poluentes%20na%20atmosfera."><span style="font-weight: 400">modelagem atmosférica</span></a><span style="font-weight: 400"> para produtos de previsão do tempo, A Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (</span><a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/meteorologia/revot-descricao-geral"><span style="font-weight: 400">REVOT</span></a><span style="font-weight: 400">), além de graduandos e pós graduandos vinculados a outros laboratórios do CCNE. Esta rede também teve a colaboração do grupo Prevotes, sob coordenação do Prof. Ernani de Lima Nascimento, igualmente docente do curso de Meteorologia da UFSM. O grupo organiza e realiza a previsão do tempo severo para toda a Região Sul do Brasil. Todos estes colaboradores, voluntariamente, “</span><i><span style="font-weight: 400">se dedicaram a muitas horas de trabalho; mantendo uma previsão operacional em regime de 24 horas por dia, 7 dias por semana”</span></i><span style="font-weight: 400">, conta o professor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esta equipe elaborou boletins meteorológicos diários  contendo informações objetivas sobre os dados acumulados de chuva, previsões detalhadas focadas na quantidade de chuva, local de ocorrência, intensidade, ventos e temperaturas. A previsão é realizada diariamente, com um horizonte de informações para cinco dias, sendo três de previsão e os próximos dois dias de tendências meteorológicas. Estes boletins permitem  uma orientação mais precisa para as operações da Defesa Civil, auxiliando nos sistemas de busca, salvamento e socorro, otimizando o uso dos recursos e maximizando a proteção da vida. </span></p>
[caption id="attachment_5061" align="alignleft" width="436"]<img class="wp-image-5061" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2024/06/IMG-20240522-WA0040-300x225.jpg" alt="" width="436" height="327" /> Avião de ajuda humanitária onde os pesquisadores do curso de Meteorologia da UFSM ajudam na elaboração de rotas para o Rio Grande do Sul[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O grupo de Apoio Aéreo em Situações Especiais (</span><a href="https://www.asesbrasil.org.br/"><span style="font-weight: 400">ASES Brasil</span></a><span style="font-weight: 400">), igualmente, solicitou apoio ao grupo de pesquisadores desta rede de especialistas. A  ASES realiza ações aéreas humanitárias, sendo já enumeradas mais de 60 missões de auxílio aos desastres no Rio Grande do Sul (RS), somando mais de 120 horas de voos. Transportaram, em pequenas aeronaves, mais de 3,5 toneladas de medicamentos e equipes da área de saúde para áreas remotas atingidas pelo desastre. Esses voos partiram de diversas regiões do Brasil, incluindo São Paulo, Goiás e Belém, trazendo recursos médicos essenciais para locais isolados do RS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ação também contou com a participação de importantes órgãos que visam a pesquisa, o fornecimento e transparência de dados, como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (</span><a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br"><span style="font-weight: 400">INPE</span></a><span style="font-weight: 400">); o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (</span><a href="https://www.cptec.inpe.br/rs/santa-maria"><span style="font-weight: 400">CPTEC)</span></a><b>; </b><span style="font-weight: 400">;o curso de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); e a Base Aérea de Santa Maria, representada pelo Major José Lourêdo Fontinele.</span> <span style="font-weight: 400">De acordo com o Prof. Vagner, “</span><b>a</b><b><i> sinergia das instituições no âmbito federal e também no âmbito regional permitiram ter a máxima eficiência possível dentro dessa fase de resposta emergencial, o desastre”.</i></b></p>
<p> </p>
<p style="text-align: center"><b>Centro de prevenção de desastres: iniciativas e estrutura em Santa Maria</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">No contexto da proteção e redução de riscos de desastres, a adoção das metodologias recomendadas pela </span><span style="font-weight: 400">Organização das Nações Unidas (</span><a href="https://brasil.un.org/pt-br"><span style="font-weight: 400">ONU</span></a><span style="font-weight: 400">) e pela Organização Meteorológica Mundial (</span><a href="http://www.wmo.int/"><span style="font-weight: 400">OMM</span></a><span style="font-weight: 400">) é fundamental para garantir segurança durante a fase de reconstrução. Para isso, é necessário:</span></p>
<p><b>Sistema de prevenção e mitigação para:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Preparar as comunidades para a fase de preparo em caso de desastres anunciados;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Reduzir e despender recursos nas fases emergenciais, de reconstrução e reabilitação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">O Instituto Nacional de Meteorologia (INPE) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) concordam que a criação de um sistema de prevenção é vital. O foco será a efetivação do </span><b>Centro Brasileiro para Previsão e Estudos de Tempestades Severas</b><span style="font-weight: 400">, que permitirá:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Transferência tecnológica entre práticas desenvolvidas na pesquisa, ensino e extensão:</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">As tecnologias desenvolvidas pelo </span><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2016/12/13/gruma"><span style="font-weight: 400">Grupo de Modelagem Atmosférica</span></a><span style="font-weight: 400"> da UFSM são incorporadas aos sistemas já existentes nos centros meteorológicos e da defesa civil, melhorando a precisão das previsões de tempestades severas e permitindo uma resposta mais eficiente a eventos climáticos extremos. Estas incluem a adaptação e implementação de modelos numéricos de previsão do tempo e sistemas de alerta em centros meteorológicos operacionais, bem como por meio de treinamentos e capacitações oferecidas aos meteorologistas. Esses modelos e sistemas, que incluem algoritmos de previsão imediata do tempo e plataformas de monitoramento. </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Condução de atividades com melhores técnicas, como:</span>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Previsão do tempo de curtíssimo prazo (até três horas).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Previsão do tempo de curto e médio prazo (até dez dias).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Previsão climatológica para escalas sazonal e intrasazonal.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><b>Por que Santa Maria?</b></p>
[caption id="attachment_5063" align="alignright" width="436"]<img class="wp-image-5063" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2024/06/marta-s-300x225.jpg" alt="" width="436" height="327" /> Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais / Foto: Marta Seeger[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Em 1996, a cidade foi escolhida pelo INPE para abrigar a Coordenação Espacial do Sul (</span><a href="http://www.inpe.br/sul/"><span style="font-weight: 400">COESU</span></a><span style="font-weight: 400">), devido ao seu potencial em formação de recursos humanos e pesquisa, o que facilitou a escolha deste Centro ser realizado no campus da UFSM. O prédio recebeu um investimento significativo em infraestrutura, incluindo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><i><span style="font-weight: 400">Geradores e no-breaks para operação contínua.</span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><i><span style="font-weight: 400">Sistemas independentes de água e comunicação.</span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><i><span style="font-weight: 400">Operação de equipes 24 horas por dia, 7 dias por semana.</span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><i><span style="font-weight: 400">Instalações de hotel e restaurante dentro da edificação.</span></i></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Por ficar localizada no centro do estado do Rio Grande do Sul, Santa Maria se torna estratégica para operações de resgate e salvamento, tendo benefícios como a previsão meteorológica de alta qualidade e um grande contingente militar para operações de terra e ar, essencial em desastres regionais e nacionais, sendo um dos maiores polos militares do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como a UFSM é reconhecida por sua capacidade de desenvolver e implementar projetos inovadores, a COESU será de grande serventia e um grande avanço para a comunidade acadêmica e para a sociedade. De acordo com o professor Vagner, sua estrutura irá funcionar como um centro de operações contínuo, preparada para fornecer informações cruciais à população, mesmo em situações adversas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de o projeto inicial não ter avançado como previsto, a estrutura destinada ao Centro já foi providenciada e passou a abrigar as áreas de: ciência da alta estratosfera, clima espacial, satélites e meteorologia. Atualmente, o prédio recebe cursos de graduação e pós-graduação em Meteorologia, alinhando-se às atividades do CRS-INPE em Santa Maria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">—---------------------</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">¹ Frente estacionária é um tipo de frente que resulta quando uma frente fria ou quente deixa de se mover. Quando volta a se mover, a frente volta a ser denominada fria ou quente. Fonte: Tempo João Pessoa, disponível em: https://tempojoaopessoa.jimdofree.com/.</span></p>
<p><b><i>Texto:</i></b> <i><span style="font-weight: 400">Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE da UFSM.</span></i></p>
<p><b><i>Revisão e edição: </i></b><i><span style="font-weight: 400">Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Defesa Civil do Rio Grande do Sul agradece o curso de Meteorologia da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2024/05/22/defesa-civil-do-rio-grande-do-sul-agradece-ao-curso-de-meteorologia-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 22 May 2024 17:33:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[A meteorologia tem um papel fundamental na compreensão e previsão dos fenômenos climáticos, sendo indispensável para minimizar os danos causados por eventos extremos. Nas últimas semanas, o estado do Rio Grande do Sul tem sido testemunha de desafios cada vez mais intensos relacionados às mudanças climáticas. Chuvas torrenciais têm assolado regiões inteiras, desafiando os esforços [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A meteorologia tem um papel fundamental na compreensão e previsão dos fenômenos climáticos, sendo indispensável para minimizar os danos causados por eventos extremos. Nas últimas semanas, o estado do Rio Grande do Sul tem sido testemunha de desafios cada vez mais intensos relacionados às mudanças climáticas. Chuvas torrenciais têm assolado regiões inteiras, desafiando os esforços de resposta e resgate, o que demonstra a urgência de informações meteorológicas precisas e adequadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em resposta a essas crises, os especialistas do curso de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria e profissionais da Defesa Civil do Rio Grande do Sul trabalham em conjunto para lidar com eventos extremos. A equipe composta por docentes e estudantes fornece boletins meteorológicos precisos para, por exemplo, aprimorar as operações de resgate em áreas afetadas por chuvas intensas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A colaboração entre os pesquisadores e a Defesa Civil atingiu um marco significativo. Na última quinta-feira (16), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou uma nota oficial destinada à coordenadora do Curso de Meteorologia da UFSM, Simone Ferraz; afirmando a importância e a eficácia do trabalho conjunto entre instituições acadêmicas e órgãos governamentais na gestão de crises climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Leia a nota na íntegra, abaixo:</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-5045 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/369/2024/05/OFICIO-725x1024.jpg" alt="" width="725" height="1024" /></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">No Instagram do curso de Meteorologia da UFSM também é possível, acompanhar boletins semanais, disponíveis no link a seguir:</span><a href="https://www.instagram.com/meteorologiaufsm?igsh=cGIxcnpkMzZyczEy"> <span style="font-weight: 400">instagram.com/meteorologiaufsm</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<p><i>Texto: Maria Eduarda Silva da Silva, acadêmica de jornalismo e bolsista da Subdivisão de Comunicação do CCNE da UFSM.</i></p>
<p><i>Revisão e edição: </i><i>Natália Huber da Silva, Chefe da Subdivisão de Comunicação do CCNE</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM sedia iniciativa internacional inédita para monitoramento da camada de ozônio e radiação solar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/03/05/ufsm-sedia-iniciativa-internacional-inedita-para-monitoramento-da-camada-de-ozonio-e-radiacao-solar</link>
				<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 11:38:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[camada de ozônio]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[radiação solar]]></category>
		<category><![CDATA[radiação ultravioleta]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65291</guid>
						<description><![CDATA[Esta é a primeira vez que ocorre, na América Latina, um evento de capacitação para calibração de instrumentos que medem ozônio e radiação ultravioleta]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_65294" align="alignright" width="657"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/03/Foto-1.jpeg"><img class="wp-image-65294" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/03/Foto-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal mostra pessoas no alto de um prédio, reunidas em dois grupos, com equipamentos brancos espalhados. O dia está nublado" width="657" height="493" /></a> Os equipamentos trazidos para o encontro são de diferentes locais do Brasil e da América do Sul[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) da UFSM é a sede da <a href="https://rbcce.aemet.es/2024/01/25/iberoamericana_comparison/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://rbcce.aemet.es/2024/01/25/iberoamericana_comparison/&amp;source=gmail&amp;ust=1708433073571000&amp;usg=AOvVaw3qaBt9HdQmmWfyqURe-Orj">1ª Campanha Ibero-Americana de Calibração e Intercomparação de Instrumentos para Medição de Ozônio Total e Radiação Solar Ultravioleta</a>, realizada em colaboração com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha e a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O encontro teve início no dia 19 de fevereiro e segue até sexta-feira (8), com a participação de aproximadamente 35 pessoas, incluindo alunos do curso de Meteorologia da UFSM, professores, pesquisadores nacionais e internacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Coordenado pela professora da UFSM e representante brasileira junto à Unep (órgão da ONU voltado à proteção do meio ambiente e à promoção do desenvolvimento sustentável) nas reuniões dos gerentes de pesquisa de ozônio (ORM - <em>Ozone Research Managers</em>) Damaris Kirsch Pinheiro, o evento reúne em Santa Maria pesquisadores da Argentina, Chile, Equador, Bolívia, Espanha, Portugal, Itália, Suíça e Alemanha, além de representantes de unidades do Inpe de São José dos Campos e Natal e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O espectrofotômetro Brewer, utilizado para aferição dos níveis de radiação ultravioleta e de ozônio na atmosfera, foi desenvolvido entre as décadas de 1970 e 1980, e necessita de calibrações frequentes. É justamente a forma correta de realizar esses ajustes que está sendo ensinada durante o evento, com divisão em três etapas: reparo e manutenção, formação prática e teórica sobre como realizar a calibração e, por fim, a calibração dos equipamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No momento, a sede do Inpe na UFSM conta com 10 equipamentos (nove espectrômetros e um calibrador), trazidos pelos grupos do Chile, Argentina, Bolívia e Equador. Todos eles estão conectados à rede europeia de Brewers, a <a href="https://eubrewnet.aemet.es/eubrewnet" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://eubrewnet.aemet.es/eubrewnet&amp;source=gmail&amp;ust=1708433073571000&amp;usg=AOvVaw1AqBzqauX_7LmSfBF_Bw8A">Eubrewnet</a>. Um dos destaques desta campanha é justamente a integração dos resultados à rede, uma iniciativa desenvolvida pela Aemet que permite o monitoramento em tempo real da camada de ozônio e dos níveis de radiação ultravioleta em todo o mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Damaris destaca que anteriormente os instrumentos eram calibrados de forma individual, o que gera um custo cerca de três vezes maior do que a calibração em conjunto. Outra vantagem são as três semanas para o ajuste de equipamentos, que normalmente é realizado em poucos dias. Isso deve melhorar também a precisão dos dados coletados, já que todos os equipamentos precisam estar ajustados de forma idêntica ao calibrador.</span></p>
<h3>O que o espectrofotômetro Brewer mostra</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os dados obtidos pelos espectrofotômetros são de grande importância para o cotidiano e saúde pública da população, em especial a de países abaixo da Linha do Equador, que está sujeita a níveis mais altos de radiação ultravioleta. “A Organização Meteorológica Mundial recomenda que não se saia de casa em caso de radiação extrema, e a nossa região possui nível alto ou extremo seis meses ao ano”, destaca a pesquisadora. Como a alternativa de não sair de casa não é viável, é preciso investir na prevenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Com o nível de radiação, é possível saber a proteção necessária, um protetor solar, roupa de manga, cobertura total e também o tempo de exposição ao sol, que pode ser 10 minutos, nulo ou até por horas, como em alguns dias do inverno”, completa. </span></p>
[caption id="attachment_65295" align="alignleft" width="431"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/03/Ozonio.png"><img class="wp-image-65295" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/03/Ozonio.png" alt="desenho circular de um polo global, em tons de verde e azul" width="431" height="431" /></a> Representação da abertura do buraco de ozônio no polo sul entre agosto e novembro (Reprodução/Nasa)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Francisco Raimundo da Silva, que conduz experimentos com ozônio desde 1979 e atua como pesquisador do Inpe de Natal, detalha que o tom da pele é outro elemento a ser considerado ao se falar sobre exposição à radiação solar. Independente da tonalidade, os raios ultravioletas causam danos, mas em peles mais claras, o tempo de exposição segura é menor, enquanto em peles mais escuras o período é maior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro dado que pode ser obtido pelo Brewer é a concentração de ozônio na atmosfera, que impacta diretamente na intensidade da radiação, já que atua como escudo contra os raios solares. Na década de 1980, foi constatado que a camada diminuía gradualmente por conta da alta emissão de clorofluorcarbonetos (CFCs), gases utilizados como líquidos de refrigeração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por meio do protocolo de Montreal, que entrou em vigor a partir de 1989, foi estabelecida uma redução gradual da emissão de CFCs até sua eliminação total, prevista para 2040. O tratado internacional conseguiu reverter a degradação da camada de ozônio, que já está recuperada em alguns lugares, como no Equador. No entanto, é preciso continuar o monitoramento para saber se ela retornará aos níveis anteriores aos da década de 80 no Brasil e no mundo. “Esse é um problema que foi compreendido, mas não foi resolvido e nem se resolverá tão cedo, já que os gases que emitimos décadas atrás ainda estão na atmosfera e alguns ficam mais de 100 anos. É extremamente importante mantermos as medidas de ozônio”, salienta Damaris.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No polo antártico, há um buraco na camada de ozônio que abre de forma cíclica em agosto e dura de dois a três meses. Essa abertura traz dois efeitos, chamados de primário e secundário. O efeito primário é o aumento da radiação ultravioleta sobre os locais que estão abaixo do buraco, como ao sul do Chile. Já o efeito secundário é causado por massas de ar que carregam o ar com pouco ozônio das áreas de efeito primário para outras regiões, como o Brasil. Com isso, a concentração de ozônio é reduzida e a radiação solar pode chegar a níveis extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O monitoramento realizado pelo Brewer mostra a chegada dessas massas de ar com pouco ozônio e permite previsões sobre a sua chegada, sendo possível avisar a população sobre os períodos com alta radiação solar.</span></p>
[caption id="attachment_65296" align="alignright" width="821"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/03/Foto-3-1.jpeg"><img class="wp-image-65296" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/03/Foto-3-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal de um homem falando ao microfone, de lado, olhando para um telão projetado na parede de fundo, em que aparece um texto em espanhol e uma imagem da terra vista do espaço" width="821" height="462" /></a> Graças ao acordo firmado entre o Inpe e a Aemet, os instrumentos passarão a ser calibrados no período indicado pela estatal espanhola[/caption]
<h3>Parceria internacional para a manutenção dos equipamentos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar da importância dos equipamentos, a questão financeira impedia que fossem regulados com a frequência correta. “Os instrumentos devem ser calibrados a cada dois ou três anos e aqui no Brasil estávamos há mais 10 anos sem nenhuma calibração”, afirma Damaris.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a realização do projeto, requerido pelo Ministério da Agricultura e da Pesca (Mapa), foi preciso captar recursos internacionais da Organização Meteorológica Mundial, do Fundo da Convenção de Viena e do Fundo Canadense de Brewers. Os espectrofotômetros brasileiros que não são do Inpe de Santa Maria irão retornar para a sede do Instituto em São José dos Campos, para as unidades de Natal e Cachoeira Paulista e para a Estação Comandante Ferraz, a base brasileira na Antártica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Brewer é capaz de se manter em funcionamento sem a calibração. No entanto, esse processo é importante para recuperar dados anteriores do equipamento e garantir seu funcionamento correto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora conta que a UFSM e o Inpe fecharam um acordo com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), pelo qual a estatal espanhola vai realizar a calibração dos equipamentos no período recomendado de dois a três anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Francisco destaca a importância da iniciativa inédita. “É muito importante termos isso na América do Sul e conseguimos pela luta da Damaris como coordenadora. Adoro o pessoal daqui e sou suspeito para elogiar a estrutura, gostaria que mais atividades do Inpe fossem realizadas aqui”, relata o cientista, que trabalha com o espectrofotômetro Brewer desde 1992.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span>Fotos: Damaris Kirsch Pinheiro</em><br /><em><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></em></p>
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				<title>UFSM sedia iniciativa internacional para monitoramento da camada de ozônio e radiação solar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/02/19/ufsm-sedia-iniciativa-internacional-para-monitoramento-da-qualidade-do-ar-e-radiacao-solar</link>
				<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 13:33:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[ozônio]]></category>
		<category><![CDATA[radiação solar]]></category>

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						<description><![CDATA[Campanha ibero-americana tem colaboração da Agência Estatal de Meteorologia da Espanha e da Organização Meteorológica Mundial]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>Começam nesta segunda-feira (19) e seguem até o dia 8 de março as atividades de um evento de grande importância internacional sediado pela UFSM nas dependências do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se da <a href="https://rbcce.aemet.es/2024/01/25/iberoamericana_comparison/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://rbcce.aemet.es/2024/01/25/iberoamericana_comparison/&amp;source=gmail&amp;ust=1708433073571000&amp;usg=AOvVaw3qaBt9HdQmmWfyqURe-Orj">1ª Campanha Ibero-Americana de Calibração e Intercomparação de Instrumentos para Medição de Ozônio Total e Radiação Solar Ultravioleta</a>, em colaboração com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha e a Organização Meteorológica Mundial (OMM).</div>
<div><br />Durante as próximas semanas, a UFSM receberá mais de 20 especialistas e operadores de instrumentos de diversos países ibero-americanos, como Argentina, Bolívia, Chile e Equador. O foco desses profissionais será atualizar e calibrar os instrumentos utilizados na medição do ozônio e da radiação solar ultravioleta, atividades cruciais para monitorar a saúde da camada de ozônio e os níveis de radiação ultravioleta que atingem a superfície terrestre.</div>
<div> </div>
<div>A campanha será dividida em três fases: uma primeira semana dedicada à atualização da instrumentação, uma segunda semana em que será ministrado um curso de formação de operadores pela Aemet e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), e uma última semana em que será realizada a calibração propriamente dita. Os instrumentos calibrados serão integrados na rede Eubrewnet.</div>
<div> </div>
<div>Um dos destaques desta campanha é a integração dos resultados à rede <a href="https://eubrewnet.aemet.es/eubrewnet" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://eubrewnet.aemet.es/eubrewnet&amp;source=gmail&amp;ust=1708433073571000&amp;usg=AOvVaw1AqBzqauX_7LmSfBF_Bw8A">Eubrewnet</a>, uma iniciativa desenvolvida pela Aemet que permite o monitoramento em tempo real da camada de ozônio e dos níveis de radiação ultravioleta em todo o mundo. Com isso, a UFSM consolida sua posição de referência na pesquisa atmosférica e fortalece os laços de cooperação entre os países ibero-americanos em questões ambientais e científicas de relevância global.</div>
<div> </div>
<div><em>Com informações da Subdivisão de Comunicação do Centro de Tecnologia</em></div>
<div> </div>
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