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				<title>El Niño na Bacia do Prata: UFSM e UNNE lançam Nota Técnica conjunta</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2026/09/25/el-nino-bacia-do-prata-ufsm-unne-nota-tecnica</link>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 15:19:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[bacia do prata]]></category>
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		<category><![CDATA[hidrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Nota Técnica]]></category>
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						<description><![CDATA[Documento compara previsões de diferentes centros internacionais e reforça que o fortalecimento do fenômeno não significa, por si só, ocorrência de chuvas extremas ou inundações em todos os territórios]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p class="isSelectedEnd">O fortalecimento de El Niño aumenta determinadas probabilidades climáticas, mas não permite prever, isoladamente, a ocorrência de chuvas extremas ou inundações em todos os territórios. É a partir dessa distinção que pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da <a href="https://www.unne.edu.ar">Universidad Nacional del Nordeste (UNNE)</a>, da Argentina, elaboraram a <a href="https://doi.org/10.5281/zenodo.22821232" target="_blank" rel="noopener">Nota Técnica Conjunta nº 5/2026</a>, que reúne informações climáticas e hidrológicas para acompanhar a situação da Província do Chaco e da Bacia do Prata. Produzido pelo <a href="https://www.ufsm.br/grupos/ecotecnologias" target="_blank" rel="noopener">Grupo de Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias</a>, vinculado ao <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgecam" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM/UFSM)</a>, em parceria com o Departamento de Hidráulica da Faculdade de Engenharia da UNNE, o documento compara previsões de diferentes organismos meteorológicos e hidrológicos e analisa as possíveis respostas de sub-bacias como Alto Paraná, Iguaçu, Paraguai–Pantanal e rio Uruguai.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta é transformar informações que normalmente aparecem de forma dispersa em uma leitura regional que possa apoiar planejamento, monitoramento e preparação. Entre as recomendações estão ações de “baixo arrependimento”: medidas preventivas que continuam produzindo benefícios mesmo quando os cenários mais severos não se confirmam, como manutenção de sistemas de drenagem, inspeção de estruturas, revisão de planos de contingência e organização dos canais de comunicação. </p>
<p class="isSelectedEnd"><span style="font-size: revert;color: initial">O professor <a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/docente/14708">Daniel Gustavo Allasia Piccilli</a>, do PPGECAM/UFSM explica que “a principal contribuição da Nota Técnica nº 5 é mostrar que um El Niño muito forte aumenta determinadas probabilidades, mas não permite concluir automaticamente que ocorrerão chuvas ou inundações extraordinárias em todos os locais. A Nota compara diferentes modelos, explicita suas incertezas e traduz os resultados em orientações de preparação e planejamento”.</span></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2026/09/image-4.jpg" alt="Gráficos com mapas de anomalias de precipitação na Bacia do Prata dos modelos ECMWF-SEAS5 e NOAA" class="wp-image-8271" /><figcaption class="wp-element-caption">Previsão de anomalias de precipitação mensal na Bacia do Prata entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, segundo os modelos ECMWF-SEAS5 e NOAA/NCEP-CFSv2. As cores representam a variação prevista em relação à climatologia de cada modelo. Fonte: Nota Técnica Conjunta nº 5/2026.</figcaption></figure>
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<h2>Preparação sem alarmismo</h2>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os pesquisadores, as previsões sazonais são importantes para planejamento, manutenção e vigilância, mas não substituem o acompanhamento das condições observadas, dos prognósticos de curto prazo e dos alertas emitidos pelos organismos oficiais. A abordagem também procura reduzir interpretações alarmistas de fenômenos climáticos. A comparação entre modelos permite identificar convergências e diferenças entre os cenários, mostrando os limites das previsões e evitando que índices climáticos sejam interpretados como previsões determinísticas de chuva ou inundação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o Rio Grande do Sul, a experiência das cheias de 2024 reforça a importância desse tipo de preparação. Segundo a equipe, a resposta a eventos extremos depende da combinação entre previsão, monitoramento, conhecimento territorial, manutenção da infraestrutura e capacidade de resposta. Nesse contexto, medidas preventivas como a manutenção de drenagens, a inspeção de pontes e acessos, a revisão de planos de contingência e o fortalecimento da comunicação institucional podem ser adotadas independentemente da ocorrência de uma nova inundação de grande magnitude.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2026/09/image-3.jpg" alt="Integrantes da equipe da Faculdade de Engenharia da UNNE reunidos em torno de uma mesa" class="wp-image-8270" /><figcaption class="wp-element-caption">Equipe da Faculdade de Engenharia da Universidade Nacional do Nordeste (UNNE), parceira da UFSM na elaboração da Nota Técnica Conjunta nº 5/2026 sobre El Niño e as perspectivas hidrometeorológicas na Bacia do Prata.</figcaption></figure>
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<h2>Cooperação entre UFSM e UNNE</h2>
<p class="isSelectedEnd">A Nota Técnica nº 5 é resultado de uma cooperação acadêmica que já vinha sendo construída entre a UFSM e a UNNE e que ganhou maior intensidade a partir das experiências relacionadas às cheias de 2024 no Rio Grande do Sul. <span style="font-size: revert;color: initial">“A cooperação entre a UFSM e a UNNE permite analisar o fenômeno em uma escala verdadeiramente regional. A Bacia do Prata conecta territórios brasileiros e argentinos, de modo que compreender seus riscos exige integrar informações produzidas a montante e a jusante”, afirma Allasia.</span></p>
<p class="isSelectedEnd">Na UFSM, participam do trabalho o professor Daniel Gustavo Allasia Piccilli, a engenheira e doutoranda Yamila Chicherit, a professora <a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/docente/14635">Rutinéia Tassi</a> e o professor <a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/docente/19162">João Francisco Carlexo Horn</a>. Todos integram o Grupo de Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias e participam do Green and Blue Office, escritório-modelo que integra infraestrutura azul, relacionada à água e à drenagem; infraestrutura verde, como fitotecnologias e soluções sustentáveis; e infraestrutura cinza, como pontes e estruturas convencionais de concreto e aço.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pela UNNE, participam os professores Jorge V. Pilar, Alejandro R. Ruberto, Carlos Alberto Depettris e Marcelo J. M. Gómez. A quinta nota técnica também contou com a colaboração, a título pessoal, do técnico em Meteorologia Sinóptica Julio César Ríos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A experiência de cooperação está relacionada também às ações desenvolvidas por equipes do CT durante e após as inundações de 2024. Naquele período, <a href="https://www.ufsm.br/2025/05/30/escritorio-modelo-engenharia">pesquisadores atuaram em articulação com o Escritório Modelo de Engenharia do CT</a> e o <a href="https://www.ufsm.br/grupos/geomaa">Grupo de Pesquisa em Geotecnia e Meio Ambiente (GEOMA)</a>, em atividades que envolveram estudos hidrológicos e hidráulicos, análises geotécnicas, levantamentos de campo e apoio técnico a municípios.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com os pesquisadores, o grupo participou de estudos e apoio técnico relacionados à reconstrução de mais de 50 pontes de maior porte na Região Central do Rio Grande do Sul. O apoio esteve relacionado a projetos e estruturas cujo valor total é estimado conservadoramente em cerca de R$ 150 milhões.</p>
<p class="isSelectedEnd">A experiência também originou pesquisas sobre os mecanismos de ruptura de pontes e estratégias para ampliar a resiliência da infraestrutura diante de eventos extremos.</p>
<h2>Acompanhamento continua</h2>
<p class="isSelectedEnd">A Nota Técnica nº 5 foi publicada em 18 de setembro e, segundo levantamento informado pela equipe, repercutiu em mais de 20 veículos e instituições argentinas, gerando mais de 30 publicações, republicações e conteúdos em redes sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A equipe pretende manter o acompanhamento da evolução de El Niño e de uma eventual transição posterior para La Niña, atualizando as análises conforme novos dados estejam disponíveis.</p>
<p><a href="https://doi.org/10.5281/zenodo.22821232">A Nota Técnica Conjunta nº 5/2026 está disponível em acesso aberto no Zenodo.</a> As demais notas técnicas e publicações do grupo também podem ser consultadas no site do Grupo de Ecotecnologias.</p>
<h2>Sobre o Grupo de Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias</h2>
<p>Vinculado ao Centro de Tecnologia da UFSM e ao Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental, o Grupo de Ecotecnologias desenvolve pesquisas voltadas à compreensão de sistemas hidroambientais e à produção de soluções aplicáveis à gestão de recursos hídricos, infraestrutura e adaptação às mudanças climáticas. Parte das atividades práticas e de pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Meio Ambiente da UFSM (LEMA), no Prédio 10 do CT.</p>
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<p><em>Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM</em> | <em> </em><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos"><em>Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</em></a> | <em>Siga o CT nas redes sociais: </em><a href="https://www.instagram.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Instagram</em></a><em> e <a href="https://www.linkedin.com/company/109683370" target="_blank" rel="noreferrer noopener">LinkedIn</a></em></p>
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