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				<title>Ouro em dose quádrupla: Centro de Referência da UFSM brilha no Meeting Paralímpico</title>
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				<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 14:41:58 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Trio do NAEEFA vence no atletismo e na natação e garante o 100% de aproveitamento em Porto Alegre]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73728" align="alignright" width="448"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/foto-wagner-conquistas-naeefa-208x300.jpg" alt="" width="448" height="647" /> Wagner Virago, campeão nos 100 metros e no salto em distância[/caption]
<p>Entre pistas e piscinas na capital do Rio Grande do Sul, o Centro de Referência Paralímpica UFSM ganhou mais um capítulo entre 31 de julho e 1º de agosto. No Meeting Paralímpico sediado em Porto Alegre, três representantes do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) participaram de competições de atletismo e natação e, além de conquistarem a medalha de ouro, ajudaram a consolidar ainda mais o projeto da Universidade.</p>
<p>Wagner Virago nos 100 metros e no salto em distância, Carolina Cobra nos 100 metros na petra e Maria Eduarda Godinho nos 50 metros livre foram os responsáveis por garantir o 100% de aproveitamento da delegação da Instituição. A equipe foi acompanhada da supervisora Marcele Dorneles, do professor Igor Martins e dos estudantes de Educação Física, Karen de Oliveira e Gabriel Mousquer.</p>
<p>O NAEEFA é uma iniciativa do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) que há mais de 30 anos desenvolve atividades voltadas ao acesso de pessoas com deficiência à prática de esportes adaptados. No início de 2024, ano em que completou três décadas, <a href="https://www.ufsm.br/2024/01/31/ufsm-e-reconhecida-oficialmente-como-centro-de-referencia-paralimpico" target="_blank" rel="noopener">recebeu oficialmente o reconhecimento do Comitê Paralímpico Brasileiro</a>.</p>
<p>A coordenadora Luciana Palma afirma que os “ouros” do trio são um grande motivo de felicidade, mas representam algo maior. “Além das medalhas, essa participação foi um reconhecimento do nosso trabalho. Estamos no segundo ano sendo um Centro de Referência, então acredito que coroamos essa marca com um sentido muito positivo. Ainda temos muito pela frente neste ano”, declarou.</p>
<p><b>A força por trás de cada medalha</b></p>
<p>Carolina chegou ao Meeting Paralímpico com uma missão particular: além de atleta do Centro de Referência, defendia as cores da UFSM também como estudante, visto que é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia. Ela acredita que, antes da conquista, as pessoas ao seu redor reconheciam mais a sua qualidade do que ela própria. Contudo, embora não se deixasse criar muitas expectativas, nunca duvidou do seu potencial.</p>
<p>“Aquele momento (da consagração do 1º lugar) foi uma surpresa muito positiva. Nunca imaginei que a responsabilidade de carregar o nome da Universidade iria acontecer, mas quando aconteceu foi uma experiência única. Estar lá me deu um sentimento de reconhecimento por tudo e por todos que me apoiaram. Foi muito bom, de verdade”, contou.</p>
[caption id="attachment_73730" align="alignleft" width="450"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/foto-carolina-conquistas-naeefa-300x300.jpg" alt="" width="450" height="450" /> Carolina Cobra, campeã nos 100 metros na petra[/caption]
<p>Nos 100 metros na Petra, modalidade de Carolina, os atletas competem em uma prova de velocidade do atletismo paralímpico utilizando um equipamento de apoio com três rodas e sem pedais, que permite a locomoção por meio da corrida. A categoria é destinada a pessoas com deficiência de coordenação motora.</p>
<p>Maria Eduarda destaca que foi um processo de muito esforço e dedicação para alcançar o lugar mais alto do pódio, mas revela um bastidor: “no dia da classificação, tivemos uma mudança que tornou essa prova mais desafiadora: a troca da modalidade <i>crawl </i>(nado livre) para costas”. Entretanto, a jovem de 14 anos superou as dificuldades e saiu de Porto Alegre campeã. “Apenas depois que aconteceu a minha prova que foi realmente cair a minha ficha”, comentou.</p>
<p>Já Wagner, como o próprio assegura, precisou se apoiar na disciplina, na resiliência e na perseverança para conquistar as duas medalhas de ouro. O atleta expôe que, poucas semanas antes do Meeting Paralímpico, sua filha Selena, de 2 anos, ficou internada na UTI por 21 dias em estado gravíssimo devido a uma pneumonia. Contudo, mesmo nesse período, continuou trabalhando para desempenhar positivamente na disputa.</p>
<p>“Nossa família passou por dias muito difíceis, de muita aflição e incerteza. Mesmo nessa etapa tão delicada, sempre que surgia uma oportunidade eu conseguia fazer um treino ou outro. Lembro de fazer um treino que começou às 22h30min e passou da meia-noite no Centro Desportivo Municipal, apenas para me manter ativo e não perder totalmente a preparação. Quando chegou o dia da competição, eu sabia que não estava na condição ideal, mas entrei na pista determinado a dar o meu melhor, como sempre”, .</p>
<p>Após os 100 metros e o salto em distância, foi declarado campeão e sustenta que esses títulos têm um peso maior na sua carreira. “Consegui um resultado muito positivo e garantir a classificação para a etapa nacional. Essa conquista tem um significado muito especial para mim, porque representa não apenas as vitórias nas duas provas que realizei, mas também a superação de um dos momentos mais difíceis da minha vida”, desabafou.</p>
<p>Wagner e a Carolina estão classificados, de acordo com o índice que atingiram no Meeting Paralímpico, para as competições nacionais. Segundo a coordenadora Luciana Palma, o Centro de Referência Paralímpica UFSM agora somente aguarda as datas das disputas.</p>
<p><b>Formar atletas, transformar vidas</b></p>
<p>Embora a estreante Maria Eduarda não tenha conseguido confirmar a vaga nos torneios que reúnem atletas de todo o país, se garantiu entre as melhores participantes do Rio Grande do Sul. Ela, de outra forma, mostra outro braço do trabalho desenvolvido pelo grupo do NAEEFA: o envolvimento com associações e a educação básica, uma vez que representou também sua escola. Luciana explica que é importante que os alunos mais jovens e as instituições saibam dessa possibilidade: “nós temos essa parceria. As escolas podem se mobilizar e se juntar conosco para levar os seus estudantes a essas competições”.</p>
[caption id="attachment_73729" align="alignright" width="450"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/foto-maria-eduarda-conquistas-naeefa-247x300.jpg" alt="" width="450" height="546" /> Maria Eduarda Godinho, campeã nos 50 metros livre[/caption]
<p>A jovem nadadora conta que o esporte faz parte de sua vida desde os primeiros anos. Ela começou a praticar natação ainda na infância, inicialmente com o objetivo de desenvolver o equilíbrio e a mobilidade, adquirindo uma evolução muito grande, além da melhora da qualidade de vida.</p>
<p>“O NAEEFA foi fundamental para o meu resultado. O Centro de Referência possui profissionais que motivam os alunos e sempre disponibilizam suporte em cada momento do processo. A professora Luciana Palma, o professor Felipe Gaspary e a professora Marcele Dorneles sempre me apoiaram, tornando esse resultado possível”, ressaltou Maria Eduarda.</p>
<p>Carolina viu através das atividades na UFSM uma maneira de mudar sua opinião acerca do esporte, área que admite, em meio a risadas, não ter tanta intimidade no passado: “nunca fui fã. Não gostava de Educação Física”. A mudança começou logo na sua primeira semana de aula na Universidade, quando pegou ônibus sozinha - algo que representava um desafio por ser uma pessoa com deficiência - e um acadêmico do CEFD a convidou para conhecer os projetos de esporte adaptado na instituição.</p>
<p>A partir daquele encontro, sua percepção passou a se transformar. “Gostei tanto da experiência que abracei a oportunidade de me dedicar mais aos treinos”, salientou a mestranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia.</p>
<p>Virago afirma que um atleta de alto rendimento não tem êxito sozinho, “ele precisa estar amparado por uma equipe multidisciplinar para poder seguir evoluindo e consequentemente conquistando vitórias”. Com o Centro de Referência Paralímpica UFSM, isso se tornou possível para o duas vezes medalhista de ouro no Meeting Paralímpico.</p>
<p>“Contar com uma equipe qualificada, estrutura adequada e profissionais comprometidos faz toda a diferença. Esse acompanhamento permite que eu siga evoluindo na modalidade, corrija detalhes técnicos e mantenha um treinamento de alto nível”, detalhou o atleta.</p>
<p>Além da natação e do atletismo, o Centro de Referência Paralímpica UFSM promove ações nas seguintes modalidades: goalball, basquete em cadeira de rodas, bocha, corrida e caminhada de rua (com o projeto CorAção), atividades aquáticas (com o projeto Piscina Alegre) e tiro com arco. Todas as iniciativas podem ser conferidas pelo <a href="https://www.instagram.com/crparalimpica.ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.</p>
<p><i>Texto: Pedro Pereira, jornalista</i></p>
<p><i>Fotos: Centro de Referência Paralímpica UFSM/Divulgação</i></p>
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