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						<item>
				<title>Dossiê: Tecnologia e Acessibilidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/dossie-tecnologia-e-acessibilidade</link>
				<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 18:43:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[#ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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						<description><![CDATA[Para ouvir o áudio do dossiê, clique abaixo: As tecnologias assistivas (TA) são recursos criados para promover mais acessibilidade e autonomia para pessoas com deficiência. Elas têm como objetivo permitir que essas pessoas realizem suas atividades de maneira mais independente.&nbsp; As TAs não são voltadas apenas para pessoas com deficiências permanentes, mas também para aquelas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para ouvir o áudio do dossiê, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":3988} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/dossie-audioreportagem.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As tecnologias assistivas (TA) são recursos criados para promover mais acessibilidade e autonomia para pessoas com deficiência. Elas têm como objetivo permitir que essas pessoas realizem suas atividades de maneira mais independente.&nbsp; As TAs não são voltadas apenas para pessoas com deficiências permanentes, mas também para aquelas que possuem deficiências temporárias ou situacionais. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) assegura o direito à acessibilidade em todos os espaços, sejam eles físicos ou digitais.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Neste dossiê, iremos abordar dois projetos que utilizam desses recursos para promover a autonomia e acessibilidade para pessoas com deficiência:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto Incluir Tecnologias Assistivas do curso de Terapia Ocupacional da UFSM faz uso da impressora 3D para criar dispositivos únicos, adaptados às necessidades de cada paciente. A ação extensionista proporciona maior independência às pessoas com mobilidade reduzida, com impacto direto na qualidade de vida.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=69825" data-type="link" data-id="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=69825">Desenvolvimento de Sistemas Eletroeletrônicos voltados à Tecnologia Assistiva </a>integra o grupo de pesquisa NightWind do CTISM. A iniciativa tem como objetivo a criação de produtos de baixo custo que promovam uma ampliação na autonomia na vida de pessoas com algum tipo de deficiência ou doenças degenerativas que causam uma redução das capacidades motoras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para saber mais sobre as iniciativas, leia as reportagens:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:embed {"url":"https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/inclusao-sob-medida","type":"wp-embed","providerNameSlug":"txt"} -->
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<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-default" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Repórteres: </em></strong><em>Amanda Borin, Mathias Ilnick, Maria Eduarda Camargo e Myreya Antunes</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>TINA VIERO: PROFISSÃO PAIXÃO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/30/tina-viero-uma-historia-de-esperanca</link>
				<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 14:55:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[A técnica de enfermagem soma mais de 30 anos dedicados ao trabalho na saúde infantil.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3793,"width":768,"height":576,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/maria-eduarda-pag-27-1024x768.jpg" alt="Fotografia quadrada e colorida de Tina, uma mulher branca de meia idade em frente a um quadro. A fotografia está em primeiro plano. Tina tem estatura baixa, cabelos curtos, loiros e lisos, tem olhos castanhos. Ela usa óculos de grau com armação transparente e brincos pequenos e dourados. Ela veste uma jaqueta com capuz, que é grossa, nas cores azul, branca e rosa, sobre camiseta branca. Atrás dela, um quadro colorido da &quot;Turma do Ique&quot; em uma parede branca. O quadro tem as cores laranja, azul marinho e branco. No lado esquerdo do quadro, desenho de uma criança em pé, que sorri e está com o punho direito para cima. Ao lado da criança, o nome &quot;Turma do Ique&quot;. O quadro tem moldura branca. Ao fundo, parede branca." class="wp-image-3793" width="768" height="576" /><figcaption class="wp-element-caption">Tina Viero | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao chegar na Turma do Ique, fui recebida por Tina, uma figura acolhedora que me cumprimentou com um sorriso. Ela vestia um uniforme, o que indicava seu envolvimento com o projeto.&nbsp; O ambiente estava movimentado, com crianças que corriam pelo <em>playground </em>e adolescentes acompanhados de seus familiares. Apesar da diferença de idade, todos estavam ali pelo mesmo motivo: consultas médicas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na tentativa de encontrar um lugar silencioso, fomos ao escritório. Mas ainda assim houveram algumas interrupções: crianças e adolescentes procuravam por Tina para dar um beijo de bom dia. Essas demonstrações de carinho chamaram minha atenção e levantaram o questionamento sobre o envolvimento dela na Turma do Ique. Por que ela é tão querida pelos jovens atendidos no projeto?</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><strong>O CENTRO DE TRATAMENTO E CONVIVÊNCIA:</strong><br><em>Desde sua criação, a Turma do Ique é um espaço acolhedor e foi criado com o intuito de trazer um pouco de alegria à vida de jovens que passam pelo câncer.</em></p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Maria Cristina Faria Corrêa Viero, mais conhecida como Tina, é a primeira a chegar todos os dias, pontualmente às 6h20 da manhã. Mesmo que não seja uma obrigação, ela abre&nbsp; as portas da instituição, o que demonstra&nbsp; cuidado e consideração pelos pacientes - especialmente aqueles que enfrentam longas viagens, principalmente durante o inverno. Sua preocupação é visível já que&nbsp; muitos deles realizam trajetos noturnos para chegar até o centro de convivência.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sua história com a instituição começou em um momento delicado na vida pessoal, o que resultou no afastamento do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), onde trabalhava como Técnica em Enfermagem há mais de 30 anos. Foi nesse período que Lenir Gebert, uma amiga, a convidou para participar da Turma do Ique. Desde então, Tina encontrou seu propósito: auxiliar e cuidar das crianças e adolescentes em tratamento e levar a eles esperança e carinho em meio às adversidades.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo ela, a Turma do Ique é um céu aberto para quem frequenta o local, sendo um contraste com épocas anteriores em que crianças ficavam nos corredores do hospital com os adultos. Embora o trabalho com jovens tenha acontecido por acaso, Tina percebeu que tinha um dom para isso.”É maravilhoso para mim deixá-los à vontade e ser escolhida por eles. Meu papel é dar colo a cada um que chega aqui. Sinto que é uma missão cumprida na minha vida’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a conversa, fomos interrompidas por uma adolescente que abriu a porta do escritório em busca de Tina. Um sorriso se formou no rosto da enfermeira ao receber um simples ‘’bom dia’’ e um carinhoso beijo em sua bochecha. Ela comenta que esses gestos, como o da jovem, sempre chegam a ela de forma espontânea. Sobre os afetos que recebe, Tina os compara com um plantio: ‘’Se você plantar morangos, colhe morangos, e eu colho um monte de moranguinhos. É uma sensação muito boa’’.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina diz que todos os dias há momentos marcantes na Turma do Ique. Para ela, os melhores são quando o paciente está no projeto apenas para uma revisão. Com o consentimento dos pais, faz questão de compartilhá-los em suas redes sociais. Para isso, conta que precisa ter cautela, já que às vezes pode ocorrer a recidiva do câncer. Ao falar de sua rotina no projeto, ela expressa seu amor e cuidado pelos jovens: "São filhos que a enfermagem me deu para cuidar e proteger’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5 class="wp-block-heading"><strong>“O câncer não para”</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a pandemia, a Turma do Ique não fechou as portas porque ‘’o câncer não para’’, conforme relata Tina. Como Técnica de Enfermagem, ela conta que recepcionava os pacientes na portaria e verificava suas temperaturas. Mesmo com o medo do desconhecido, os funcionários da instituição trabalharam normalmente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A dedicação de Tina é evidente em cada gesto de carinho e cuidado com os jovens em tratamento. A Turma do Ique não é apenas um trabalho, mas um compromisso que vai além das responsabilidades profissionais. Para Tina,  é o amor que impulsiona a sua atuação diária em que vocação e paixão se entrelaçam para fazer a diferença na vida daqueles que precisam: “A Turma do Ique para mim é profissão paixão.’’  </p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Uma história de esperança</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina ingressou na UFSM por meio de concurso público em 1983, quando o HUSM chegava ao décimo terceiro ano de funcionamento. O interesse dela  pela área da saúde surgiu na infância por conta de seu pai, Miguel Sevi Viero, que era médico e tinha o consultório em casa. Nessa época, antes de iniciar o curso, já auxiliava o pai como instrumentadora cirúrgica. Ela conta que antes de iniciar no curso, já o auxiliava sendo instrumentadora cirúrgica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina começou sua carreira na ala psiquiátrica, mas como descobriu que não era o que gostava de fazer, ficou na função por apenas seis meses.&nbsp; Decidida a explorar outras oportunidades, foi para o CTI, em que permaneceu por dez anos. Mais tarde, por necessidades de serviço, fez sua última mudança: foi para a&nbsp; Hemato-Oncologia. Desde então, já são 30 anos no serviço.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:pullquote {"style":{"typography":{"fontStyle":"normal","fontWeight":"500"}}} -->
<figure class="wp-block-pullquote" style="font-style:normal;font-weight:500"><blockquote><p>O serviço de Hemato-Oncologia é especializado no cuidado de crianças e adolescentes com leucemias, tumores e distúrbios hematológicos. Nessa unidade é fornecida assistência multiprofissional com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reintegrá-los à vida social.</p></blockquote></figure>
<!-- /wp:pullquote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Tina, na época em que começou, Santa Maria era referência no tratamento de câncer infantil. Ela conta que no passado, as crianças eram acomodadas em lugares que não eram apropriados, como em alas de pediatria ou junto aos adultos. Por isso, houve a necessidade de criar um centro de transplante e uma ala específica para crianças imunodeprimidas. Foi nessa época que, em parceria com sua amiga Lenir Gebert, participou da fundação do Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) e do Centro de Atendimento à Criança e Adolescente com Câncer (CTCriaC). Nessas circunstâncias, as condições de trabalho eram diferentes: <em>‘’Havia menos chefes e conseguimos muitas coisas através da parceria e boa vontade das pessoas. Todos eram muito focados.’’</em><strong><em> </em></strong>conta Tina.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Técnica em Enfermagem relata que passou por todas as áreas da Hemato-Oncologia: coletas de medula óssea e células tronco, além da aféreses - área em que ocorre a separação dos componentes do sangue por meio de um equipamento automatizado. Também auxiliou as colegas no isolamento protetor, ou seja, quarto privado para pacientes que têm algum tipo de infecção comprometida.<em>‘’A Hemato-Oncologia enfrentava uma grande demanda em um espaço limitado, então foram realizadas mudanças para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes’’</em>,<em> complementa Tina.&nbsp;</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ela enfatiza que a Hemato-Oncologia, a partir desses serviços, oferece melhores condições para as crianças e os adolescentes, ao proporcionar um espaço ao ar livre e protegido.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O paciente hemato-oncológico desenvolve uma conexão afetiva muito forte com a equipe. Por isso, durante sua trajetória no hospital, ela lembra que presenciou vitórias que a marcaram muito. Também enfrentou perdas que foram difíceis de assimilar porque o&nbsp; hospital não oferece apoio psicológico adequado para lidar com essas situações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Maria Eduarda Silva da Silva</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%6d%61%72%69%61-%73il%76%61.%32@%61%63%61d%2e%75f%73%6d%2e%62%72">maria-silva.2@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisa sobre Perfil Universitário</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/2023/05/05/pesquisa-sobre-perfil-universitario</link>
				<pubDate>Fri, 05 May 2023 10:51:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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						<description><![CDATA[E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos? Agora você pode! O Perfil Universitário está com a pesquisa Top Of Mind aberta e quer saber mais sobre as suas expectativas de carreira, percepções sobre o mercado de trabalho e qual é a sua empresa dos sonhos! Queremos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos?</p>
<p dir="ltr">Agora você pode! O Perfil Universitário está com a pesquisa Top Of Mind aberta e quer saber mais sobre as suas expectativas de carreira, percepções sobre o mercado de trabalho e qual é a sua empresa dos sonhos!</p>
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<p> </p>
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													</item>
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				<title>Pesquisa sobre Perfil Universitário</title>
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				<pubDate>Fri, 05 May 2023 10:50:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos?</p>
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<p>Agora você pode! O Perfil Universitário está com a pesquisa Top Of Mind aberta e quer saber mais sobre as suas expectativas de carreira, percepções sobre o mercado de trabalho e qual é a sua empresa dos sonhos!</p>
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<p><strong>Link do formulário:</strong> <a rel="noreferrer noopener" href="https://bit.ly/41Wt13t" target="_blank">https://bit.ly/41Wt13t</a></p>
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				<title>Pesquisa sobre Perfil Universitário</title>
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				<pubDate>Fri, 05 May 2023 10:38:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
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<p dir="ltr">E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos?</p>
<p dir="ltr">Agora você pode! O Perfil Universitário está com a pesquisa Top Of Mind aberta e quer saber mais sobre as suas expectativas de carreira, percepções sobre o mercado de trabalho e qual é a sua empresa dos sonhos!</p>
<p dir="ltr">Queremos construir ambientes de trabalhos cada vez melhores e precisamos de você! Acesse (link) e vem participar da nossa pesquisa!</p>
<p><b>Link do formulário:</b> <a href="https://bit.ly/41Wt13t" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://bit.ly/41Wt13t&amp;source=gmail&amp;ust=1683368872321000&amp;usg=AOvVaw0G8GFnFmeQgJx78i5ozFSL">https://bit.ly/41Wt13t</a></p>
<p> </p>
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						<item>
				<title>Foco no desenvolvimento sustentável da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2015/04/27/foco-no-desenvolvimento-sustentavel-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2015 09:57:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[O desenvolvimento sustentável da região da Quarta Colônia foi o foco do projeto social Produtos da Colônia, desenvolvido pelos departamentos de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, Extensão Rural e Desenho Industrial da UFSM. O projeto foi encerrado recentemente com bons resultados. Desde 2012, as cerca de 40 agroindústrias beneficiadas &#8211; no início estavam previstas 25 [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><a rel="galeria" class="fotos" href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2015/04/c24e0caf-1dc8-4266-9103-899243d25f53.jpg" target="_blank" title="Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014"><img src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2015/04/c24e0caf-1dc8-4266-9103-899243d25f53.jpg.500x375_q85_crop-scale.jpg" alt="Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014" title="Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014" style="float: right; width: 383px; margin: 0px 0px 10px 10px;"></a></p><p>O desenvolvimento sustentável da região da Quarta
Colônia foi o foco do projeto social Produtos da Colônia, desenvolvido pelos
departamentos de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, Extensão Rural e Desenho
Industrial da UFSM. O projeto foi encerrado recentemente com bons resultados. </p><p>Desde 2012, as cerca de 40 agroindústrias
beneficiadas - no início estavam previstas 25 - receberam capacitações técnicas e em gestão e redes de cooperação,
criação e divulgação dos produtos coloniais, tendo como objetivo a valorização
da cultura local e a geração de empregos e renda nos setores secundário e
terciário da Quarta Colônia. O trabalho também teve como finalidade preservar a
gastronomia das culturas da Quarta Colônia, a fim de agregar os conhecimentos
técnicos e científicos a esta herança cultural. </p><p>Segundo a professora Neila Richards, do
Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, dentre as muitas maneiras
de conhecer a cultura de um povo, os alimentos produzidos estão entre os mais
marcantes. Além de Neila, também estiveram envolvidos no projeto os professores
Clayton Hillig, do Departamento de Extensão Rural, e Marcos Brod Jr., do
Departamento de Desenho Industrial.</p><p>As agroindústrias que participaram do projeto
deveriam atender a várias questões, como ter local específico para produção de
alimentos; desejar se formalizar frente às exigências legais e sanitárias;
almejar a diferenciação e&nbsp;valorização de seus produtos coloniais;
acreditar na valorização da cultura local e na divulgação e reconhecimento dos
produtos da Quarta Colônia.</p><p>Entre os muitos resultados do projeto estão a
melhoria da qualidade dos processos de fabricação dos produtos coloniais com
segurança; reconhecimento e valorização da cultura local; divulgação das
agroindústrias e de seus produtos; efetivo benefício econômico e social das
famílias beneficiadas; estágios curriculares e extracurriculares aos estudantes
de Tecnologia de Alimentos, Engenharia Química, Extensão Rural, Desenho
Industrial e Sistema de Informação.</p><p>O encerramento do projeto ocorreu no final de
março, no Auditório Flávio Schneider, do Centro de Ciências Rurais (CCR), e
contou com a presença do vice-reitor, Paulo Bayard; diretor do CCR, Irineo
Zanella; prefeitos de algumas cidades participantes (Silveira Martins, São João
do Polêsine, Agudo, Nova Palma, Faxinal do Soturno, entre outras); de
representantes da Abengoa, do BNDES, além de representantes das agroindústrias
beneficiadas, entre outros. </p><p>O programa de extensão foi apoiado pela Abengoa,
empresa de soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável, e
financiado pelo BNDES.</p><p>Confira a reportagem sobre o projeto produzida
pela TV Campus:</p><iframe width="420" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/GGjoz4fMVdw" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe><p><em>Texto: Sabrina Cáceres, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em></p><p><em>Fotos: <a href="http://coral.ufsm.br/4colonia/" target="_blank">site do projeto</a></em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“O matemático” do interior</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/11/29/o-matematico-do-interior</link>
				<pubDate>Fri, 29 Nov 2013 10:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/11/29/o-matematico-do-interior/</guid>
						<description><![CDATA[Menino simples, ainda bem novo, tranquilo e que surpreende por sua capacidade e facilidade que tem diante a Matem&aacute;tica. Marcelo Rossato, aluno do curso de Engenharia Mec&acirc;nica da UFSM, tem tamanha capacidade de entendimento l&oacute;gico que, com 17 anos, foi convidado para participar de um reality show&nbsp; &ldquo;Mentes brilhantes&rdquo;, transmitido pelo canal de televis&atilde;o National [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	Menino simples, ainda bem novo, tranquilo e que surpreende por sua capacidade e facilidade que tem diante a Matem&aacute;tica. Marcelo Rossato, aluno do curso de Engenharia Mec&acirc;nica da UFSM, tem tamanha capacidade de entendimento l&oacute;gico que, com 17 anos, foi convidado para participar de um reality show&nbsp; &ldquo;Mentes brilhantes&rdquo;, transmitido pelo canal de televis&atilde;o National Geographic Channel.</p>
<p>
	Santa-mariense, nascido em 10 de mar&ccedil;o de 1996, o menino demonstra sua velocidade de entendimento num&eacute;rico fazendo contas complicadas em quest&atilde;o de pouco tempo. Para ele, &eacute; algo f&aacute;cil, algo l&oacute;gico. E esse apre&ccedil;o pelos n&uacute;meros veio desde pequeno. Filho de Isabel e Vilmar Rossato, um casal vindo de Ivor&aacute; (interior do RS), Marcelo conta que sempre reconhecia os n&uacute;meros, e muito pequeno j&aacute; fazia contas com bastante velocidade. At&eacute; apelidos como o de &ldquo;o matem&aacute;tico&rdquo; o menino disse que recebia, em encontros familiares, nos quais sempre havia pedidos para que Marcelo fizesse contas.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/11/20131129_102942__an1_3702.jpg" style="width: 400px; height: 240px; " title="Foto: Ítalo Padilha." /></p>
<p>
	Estudou no Col&eacute;gio F&aacute;tima at&eacute; a quarta s&eacute;rie, e, a partir da quinta s&eacute;rie, Marcelo passa na Escola Militar de Santa Maria. Nesse per&iacute;odo, que durou at&eacute; o in&iacute;cio deste ano, participou de clubes de estudos e de desafios e competi&ccedil;&otilde;es. Ol&iacute;mpiadas brasileiras de F&iacute;sica, Qu&iacute;mica, Astronomia e Matem&aacute;tica s&atilde;o alguns desses desafios, que premiaram o menino. O &uacute;ltimo realizado, o maior desafio, a Ol&iacute;mpiada Brasileira de Matem&aacute;tica das Escolas P&uacute;blicas (OBMEP) rendeu ao menino o primeiro lugar nacional e uma viagem ao Rio de Janeiro para receber a premia&ccedil;&atilde;o. Em meio &agrave;s viagens para receber alguma premia&ccedil;&atilde;o, o &ldquo;matem&aacute;tico&rdquo; fez contatos e amizades que duram at&eacute; hoje.</p>
<p>
	No primeiro semestre de 2013, ingressa na UFSM. Por passar em primeiro lugar, Marcelo foi chamado de &ldquo;zero um&rdquo; por seus colegas, algo que n&atilde;o o incomoda, e at&eacute; &eacute; engra&ccedil;ado. Nesse per&iacute;odo de gradua&ccedil;&atilde;o, ele fica desde o in&iacute;cio da manh&atilde; at&eacute; o final da tarde no campus da Universidade. Faz cadeiras do curso de Engenharia Mec&acirc;nica e tamb&eacute;m do curso de Matem&aacute;tica, deixando evidente sua intimidade com os n&uacute;meros.</p>
<p>
	O &ldquo;zero um&rdquo; da Mec&acirc;nica n&atilde;o sentiu grande impacto na mudan&ccedil;a do ensino b&aacute;sico para o ensino superior, mas acha interessante a forma como conte&uacute;dos s&atilde;o discutidos. H&aacute; mais intera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas o copiar f&oacute;rmulas do col&eacute;gio, mas uma produ&ccedil;&atilde;o de saber. &ldquo;N&oacute;s mesmos constru&iacute;mos o conhecimento&rdquo;. Desde o in&iacute;cio do curso, Marcelo participa de grupos de pesquisa, o que possibilitou aprendizado, contatos e possivelmente a vaga no reality. O menino foi escolhido, quando um pedido da Coordenadora da OBMEP do RS, Elizabeth Ferreira, perguntou para o coordenador do grupo de estudos de Marcelo sobre a possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o no reality.</p>
<p>
	Em horas vagas, Marcelo procura sair com os amigos e ficar em casa. O garoto n&atilde;o estuda para &ldquo;se dar bem&rdquo; no curso, diz que entende r&aacute;pido, afinal, s&atilde;o n&uacute;meros e uma quest&atilde;o de l&oacute;gica.</p>
<p>
	<strong>Foto de capa:</strong> &Iacute;talo Padilha.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong>Guilherme Gabbi &ndash; Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong>Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Anna Barros: uma artista que deixa legado inestimável</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/10/02/anna-barros-uma-artista-que-deixa-legado-inestimavel</link>
				<pubDate>Wed, 02 Oct 2013 14:21:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/10/02/anna-barros-uma-artista-que-deixa-legado-inestimavel/</guid>
						<description><![CDATA[O Brasil perdeu h&aacute; poucos dias uma de suas mais inovadoras artistas pl&aacute;sticas. Anna Barros faleceu no dia 26 de setembro, em S&atilde;o Paulo, aos 81 anos. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a perda gerou grande como&ccedil;&atilde;o. Anna integrava o grupo de pesquisa Arte e Tecnologia do Centro de Artes e Letras (CAL). [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	O Brasil perdeu h&aacute; poucos dias uma de suas mais inovadoras artistas pl&aacute;sticas. Anna Barros faleceu no dia 26 de setembro, em S&atilde;o Paulo, aos 81 anos. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a perda gerou grande como&ccedil;&atilde;o. Anna integrava o grupo de pesquisa Arte e Tecnologia do Centro de Artes e Letras (CAL). Deixou, mais do que admiradores de seu trabalho, amigos. E levou o reconhecimento da institui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	Em agosto, Anna foi condecorada com a medalha de honra ao m&eacute;rito universit&aacute;rio em reconhecimento a sua trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica e art&iacute;stica. A entrega ocorreu na Unesp, em S&atilde;o Paulo &ndash; com a sa&uacute;de debilitada, Anna n&atilde;o teve como vir a Santa Maria para a homenagem. Representaram a UFSM o reitor, Felipe M&uuml;ller; o diretor do CAL, Pedro Brum Santos; a professora do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Artes Visuais (PPGART) e proponente da homenagem, Nara Cristina Santos; e a coordenadora do PPGART, Darci Raquel Fonseca. Foi um momento especial para a homenageada. &ldquo;Ela estava bem emocionada e feliz entre amigos&rdquo;, recorda Nara.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/10/20131002_142952_interna_entrega-medalha-ana-barros.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/10/20131002_142952_interna_entrega-medalha-ana-barros.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Rosangela Leote (UNESP), Anna Barros, Nara Cristina Santos (UFSM)." /></a></p>
<p>
	Artista multim&iacute;dia, curadora, autora, professora, pesquisadora, Anna Barros dedicou boa parte de sua vida a investigar, de forma competente e sens&iacute;vel, o campo da arte-ci&ecirc;ncia-tecnologia. Doutora pela San Francisco Art Institute e p&oacute;s-doutora em Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica pela PUC-SP, ela foi incans&aacute;vel em sua busca pelo novo. Tanto que &eacute; considerada a pioneira no pa&iacute;s em nanoarte, que se refere ao patamar nano, algo s&oacute; vis&iacute;vel com o aux&iacute;lio da tecnologia.</p>
<p>
	Por seu trabalho nessa &aacute;rea, recebeu premia&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais, e deixou inestim&aacute;vel legado. &ldquo;Anna foi a primeira artista a tratar de nanotecnologia com pesquisa consistente, sens&iacute;vel e inovadora&rdquo;, destaca Nara, que na UFSM desenvolve pesquisas na &aacute;rea de Hist&oacute;ria e Teoria da Arte Contempor&acirc;nea, com &ecirc;nfase em Arte e Tecnologia.</p>
<p>
	Anna Barros veio a Santa Maria pela primeira em 2009 para participar do 4&ordm; Simp&oacute;sio de Arte Contempor&acirc;nea: curadoria e cr&iacute;tica. Antes de chegar &agrave; cidade, fez quest&atilde;o de conhecer Mata, &ldquo;a cidade de pedra que j&aacute; foi madeira&rdquo;.</p>
<p>
	O munic&iacute;pio da regi&atilde;o inspirou a artista, que voltaria nos anos seguintes para uma exitosa parceria. Em 2010, ela apresentou no mesmo simp&oacute;sio o resultado de suas pesquisas em nanoarte com a instala&ccedil;&atilde;o &ldquo;200 Milh&otilde;es de Anos: &Aacute;rvore Pedra&rdquo;, na Exposi&ccedil;&atilde;o ArtePo&eacute;tica-Digital. No ano seguinte, participou como artista convidada da exposi&ccedil;&atilde;o Museu Interativo Arte, Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Patrim&ocirc;nio Cultural: Mata &ndash; 200 milh&otilde;es de anos, pela sua investiga&ccedil;&atilde;o no campo da arte, ci&ecirc;ncia tecnologia, com as instala&ccedil;&otilde;es multim&iacute;dia interativas &ldquo;Tecendo o Tempo ou Sendo Tecida pelo Espa&ccedil;o&rdquo; e &ldquo;200 Milh&otilde;es de Anos: &Aacute;rvore Pedra&rdquo; &ndash; esta &uacute;ltima a artista doou neste ano para a UFSM/CAL/PPGART.</p>
<p>
	As duas instala&ccedil;&otilde;es &ndash; que foram expostas no Museu de Arte de Santa Maria (Masm) &ndash; resultaram de pesquisas da artista a partir de fragmentos de madeira fossilizada de Mata, cujas imagens foram obtidas atrav&eacute;s da nanotecnologia. &ldquo;O trabalho realizado pela artista &eacute; exaustivo na busca in loco da madeira petrificada, da procura por laborat&oacute;rios e equipamentos que pudessem colaborar com sua pesquisa para capturar imagens em escala nano a partir dos fragmentos f&oacute;sseis, para posteriormente elaborar uma po&eacute;tica nano, que envolvesse imagem, cor e som em uma anima&ccedil;&atilde;o, cujo resultado surpreende como nanoarte, na proposta de exibir uma po&eacute;tica nano nas suas instala&ccedil;&otilde;es&rdquo;, relatou Nara no artigo &ldquo;Arte Contempor&acirc;nea: a experi&ecirc;ncia da presen&ccedil;a nas instala&ccedil;&otilde;es interativas de Anna Barros&rdquo;, publicado como cap&iacute;tulo no livro Arte e Cultura, da UFRGS, em 2012.</p>
<p>
	No artigo, a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; de que instala&ccedil;&otilde;es como estas, decorrentes de uma investiga&ccedil;&atilde;o consistente de Anna Barros, que dialogam com a nanotecnologia, aliadas ao conjunto de pesquisas interdisciplinares, demonstram que a tecnologia pode mostrar-se eficiente como parte constituinte de uma produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e cultural.</p>
<p>
	As obras realizadas na regi&atilde;o est&atilde;o devidamente catalogadas no site da artista (www.annabarros.art.br), ao lado de outros importantes trabalhos espalhados pelo pa&iacute;s &ndash; e agora eternizados. &ldquo;Anna foi uma artista apaixonada pelo que fez, sens&iacute;vel, mas ao mesmo tempo pragm&aacute;tica. Em 2012, finalizou o que disse ser a sua &uacute;ltima obra, publicou em 2013 o que disse ser o seu &uacute;ltimo livro. Estava em paz com sua vida e trajet&oacute;ria e tinha consci&ecirc;ncia, em fun&ccedil;&atilde;o da previs&atilde;o de poucos meses de vida, que teve uma vida plena de realiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;, comenta Nara. Para os colegas e amigos da UFSM, fica a saudade, o exemplo de sensibilidade e determina&ccedil;&atilde;o de quem deu sentido &agrave; vida atrav&eacute;s da arte.</p>
<p>
	<strong>Fotos:</strong> Acervo pessoal Nara Cristina Santos.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong> Ricardo Bonfanti.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Por trás das comunidades quilombolas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/08/29/por-tras-das-comunidades-quilombolas</link>
				<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 17:05:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[V&acirc;nia Maria Souza Paulon &eacute; uma pessoa de riso f&aacute;cil, e contadora de hist&oacute;rias. Nascida em Julio de Castilhos, em 1948, &eacute; negra, de cabelos crespos e dona de um sorriso contagiante. Atualmente, V&acirc;nia &eacute; coordenadora executiva do Programa Pil&atilde;o, projeto de extens&atilde;o da UFSM, que trabalha com comunidades quilombolas. O programa pretende gerar oportunidades, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	V&acirc;nia Maria Souza Paulon &eacute; uma pessoa de riso f&aacute;cil, e contadora de hist&oacute;rias. Nascida em Julio de Castilhos, em 1948, &eacute; negra, de cabelos crespos e dona de um sorriso contagiante. Atualmente, V&acirc;nia &eacute; coordenadora executiva do Programa Pil&atilde;o, projeto de extens&atilde;o da UFSM, que trabalha com comunidades quilombolas. O programa pretende gerar oportunidades, inclus&atilde;o social, e visibilidade a comunidades negras que moram nas zonas rurais de munic&iacute;pios como Santa Maria, Formigueiro e Restinga Seca. Atrav&eacute;s da Universidade, este grupo tem atendimento gratuito no departamento de Odontologia, por exemplo. Assim como podem ser levados para aprender algo que lhes proporcione crescimento, como &eacute; o caso de algumas mulheres que aprenderam a produzir gel&eacute;ia no curso de Tecnologia em Alimentos. Dessa maneira, essas pessoas podem ser inclusas socialmente, por meio de trabalho e gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria de renda.</p>
<p style="text-align: center;">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/08/20130829_175235__mg_8082_ed.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/08/20130829_175235__mg_8082_ed.jpg" style="width: 400px; height: 240px;" title="Foto: Pedro Porto - Acadêmico de Jornalismo." /></a></p>
<p>
	Na sala em que V&acirc;nia trabalha, h&aacute; uma grande mesa retangular. Nela, &eacute; colocada uma apostila que abriga v&aacute;rias fotografias dos envolvidos com o Programa e das a&ccedil;&otilde;es realizadas nos quilombos. Cada rosto traz uma mem&oacute;ria alegre, que &eacute; contada em detalhes, formando uma id&eacute;ia do que o projeto realmente &eacute;, e como ele &eacute; coordenado por ela. Nos primeiros instantes, &eacute; poss&iacute;vel definir outra palavra para a personalidade de V&acirc;nia: altru&iacute;sta.</p>
<p>
	Uma p&aacute;gina da apostila &eacute; virada. V&acirc;nia se diverte ao relembrar alguns momentos:</p>
<p>
	- Havia um senhor de 85 anos, semi-analfabeto. Fomos a uma palestra com doutores em uma viagem para Ibarama, na Festa da Semente Crioula, mas havia um hor&aacute;rio para retornarmos. Quando eu disse isso, este senhor respondeu: &ldquo;Agora que tem um doutor importante falando, quer nos tirar daqui?&rdquo;</p>
<p>
	- Uma coisa importante, &eacute; o orgulho que eles sentem em participar. &ndash; V&acirc;nia continua, ela mesma com uma express&atilde;o tamb&eacute;m orgulhosa. &ndash; Tivemos uma aula de piscicultura no Col&eacute;gio Polit&eacute;cnico, e eu ouvi um senhor falar ao telefone, &ldquo;agora n&atilde;o posso conversar contigo, pois estou em uma aula aqui na Universidade&rdquo;. Dizer isso, para ele, era algo para se orgulhar.</p>
<p>
	- O que nos marca &eacute; adquirir toda essa amizade, conhecer estas pessoas, uma a uma, e a maneira como elas levam a vida. &Eacute; um pessoal que tem um astral maravilhoso. Por vezes, sa&iacute;am conosco &agrave;s cinco e meia da manh&atilde;, para pegar a estrada de Ibarama, e fic&aacute;vamos presos por cerca de uma hora. Mas eles seguiam brincando. Eram pessoas que estavam ali para aprender, e que gostam de aprender. A gente n&atilde;o consegue esquecer o sorriso e a maneira que o pessoal do campo vive.</p>
<p>
	De 2004 a 2006, antes do Programa Pil&atilde;o, V&acirc;nia trabalhou como presidente do Conselho de Seguran&ccedil;a Alimentar de Santa Maria. O Conselho foi fundado para viabilizar o programa Fome Zero, do Governo Federal, e seus membros visitavam as comunidades, para conhec&ecirc;-las melhor e apresentar o programa.&nbsp; Na &eacute;poca, fam&iacute;lias de cerca de 28 comunidades eram atendidas, para que pudessem se alimentar durante a semana. V&acirc;nia diz que ap&oacute;s uma conversa com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, foi poss&iacute;vel implantar o Programa do Leite, para que as fam&iacute;lias recebessem a bebida semanalmente, al&eacute;m de dois restaurantes populares. O programa durou dois anos e, a cada m&ecirc;s, o Conselho visitava as comunidades, para se certificar de que tudo estava procedendo corretamente.</p>
<p>
	O interesse pelas causas de igualdade racial j&aacute; a acompanhava. Em 1988, fundou, junto a colegas, o grupo Zumbi, em que procuravam resgatar a cultura negra. Infelizmente, um dos professores integrantes faleceu e outro se aposentou o que causou des&acirc;nimo nos membros. Mas, posteriormente, foi uma das respons&aacute;veis por encaminhar a um vereador o projeto da Semana Afro de Santa Maria, em decreto do ent&atilde;o prefeito Jos&eacute; Haidar Farret.</p>
<p>
	Funcion&aacute;ria t&eacute;cnico-administrativa aposentada da UFSM, V&acirc;nia trabalhou no Hospital Veterin&aacute;rio Universit&aacute;rio (HVU) durante 22 anos, ap&oacute;s ser transferida de Porto Alegre. Sobre a experi&ecirc;ncia dentro do HVU, ela diz ter sido impressionante. No in&iacute;cio, houve algo com o que se acostumar: &ldquo;Em um hospital normal, &eacute; tudo limpinho e cheirosinho. Quando cheguei ao Hospital Veterin&aacute;rio, o cheiro...&rdquo;, ela n&atilde;o completa a frase, apenas come&ccedil;a a rir mais uma vez.</p>
<p>
	Como na maioria dos fatos em que esteve envolvida, surge um momento espec&iacute;fico para compartilhar. Ela lembra sobre o dia em que fez uma pun&ccedil;&atilde;o abdominal em um c&atilde;o, t&atilde;o calmo, que n&atilde;o foi necess&aacute;rio amarr&aacute;-lo.</p>
<p>
	- Ele mordeu a minha m&atilde;o e logo soltou. Olhou para mim com aquela carinha, coisa mais querida, e me disse que aquilo estava doendo. Como algu&eacute;m n&atilde;o vai gostar de trabalhar com seres vivos como aqueles?</p>
<p>
	Ap&oacute;s muitas risadas e muitas hist&oacute;rias, V&acirc;nia levanta de sua cadeira, para buscar em outra mesa uma placa quadrada de acr&iacute;lico. Com a assinatura do reitor Felipe Muller, trata-se de uma honra ao m&eacute;rito, homenagem prestada por parte da Universidade pelos trabalhos de V&acirc;nia com as comunidades Quilombolas. Modesta, V&acirc;nia diz que n&atilde;o h&aacute; necessidade de exibir a placa na sala, mas que uma de suas colegas insistiu para que o fizesse.</p>
<p>
	- Importante mesmo &eacute; ter responsabilidade perante os seus. &ndash; ela olha para baixo, pensativa. Em seu caso, refere-se &agrave; responsabilidade perante seus filhos, colegas, coordenadores, e o pr&oacute;prio reitor. &ndash; Temos que valorizar os nossos para ent&atilde;o valorizar os outros. &Eacute; importante tamb&eacute;m n&atilde;o estar apenas dentro do processo. &Eacute; ver as pessoas sendo atingidas por este processo.</p>
<p>
	<strong>Foto: </strong>Pedro Porto - Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong>Myrella Allgayer - Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong>Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pelo prazer de lecionar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/07/08/pelo-prazer-de-lecionar</link>
				<pubDate>Mon, 08 Jul 2013 09:08:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/07/08/pelo-prazer-de-lecionar/</guid>
						<description><![CDATA[Ana Lucia Rodrigues Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1949, natural de Tupanciret&atilde;. Veio a Santa Maria aos 10 anos de idade. N&atilde;o demorou a se interessar pelas &aacute;reas de artes, diagrama&ccedil;&atilde;o e tipografia. Hoje, &eacute; professora aposentada, mas volunt&aacute;ria no Centro de Artes e Letras da UFSM. No final dos anos 1960, a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/07/20130708_092849_analucia.jpg" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; float: right; width: 200px; height: 120px; " title="Foto: Divulgação." />Ana Lucia Rodrigues Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1949, natural de Tupanciret&atilde;. Veio a Santa Maria aos 10 anos de idade. N&atilde;o demorou a se interessar pelas &aacute;reas de artes, diagrama&ccedil;&atilde;o e tipografia. Hoje, &eacute; professora aposentada, mas volunt&aacute;ria no Centro de Artes e Letras da UFSM.</p>
<p>
	No final dos anos 1960, a irm&atilde; de Ana Lucia trabalhava com as produ&ccedil;&otilde;es de arte da Revista Rainha. Ana Lucia, por sua vez, juntou-se &agrave; revista para aprender a datilografar. Para atender os pedidos do editor da &eacute;poca, Padre Lauro Trevisan, come&ccedil;ou a trabalhar com a produ&ccedil;&atilde;o de cartazes e an&uacute;ncios publicit&aacute;rios, sem ganhar remunera&ccedil;&atilde;o, mas adquirindo experi&ecirc;ncia.</p>
<p>
	Foi quando a irm&atilde; se mudou para fazer um est&aacute;gio em S&atilde;o Paulo, que Ana Lucia foi chamada para trabalhar com a diagrama&ccedil;&atilde;o da revista, apesar de n&atilde;o possuir conhecimento sobre a atividade. No entanto, foi assim que adquiriu gosto pela &aacute;rea. A oportunidade de ingressar na universidade apareceu em seguida. Na &eacute;poca, existia a Faculdade Interamericana de Educa&ccedil;&atilde;o, na qual ela fazia parte do curso de Artes Gr&aacute;ficas, do bacharelado em Desenho Pl&aacute;stico. Ela foi a primeira bolsista do curso a trabalhar na gr&aacute;fica.</p>
<p>
	Entre as mem&oacute;rias da &eacute;poca, a professora relembra, com uma voz calma e olhos expressivos,&nbsp; que foi um per&iacute;odo em que a universidade estava em constru&ccedil;&atilde;o. O pr&oacute;prio Centro de Artes estava em crescimento. Ap&oacute;s se formar, em 1974, come&ccedil;ou a lecionar j&aacute; no ano seguinte.</p>
<p>
	Quando come&ccedil;ou a considerar a possibilidade de se aposentar nos anos 1990, a professora dedicava seu tempo a um laborat&oacute;rio de programa&ccedil;&atilde;o visual na Gr&aacute;fica Universit&aacute;ria. Em virtude de leis inst&aacute;veis na &eacute;poca, era mais vantajoso se aposentar, ainda que fosse contra a verdadeira vontade de Ana Lucia. Por&eacute;m, atrav&eacute;s de um acordo com o grupo de professores do centro na &eacute;poca, pessoas que anteriormente haviam sido seus alunos, ela pode continuar com seus projetos no laborat&oacute;rio por mais dois anos, atuando como volunt&aacute;ria.</p>
<p>
	Foi no segundo semestre de 2012, que a professora foi convidada para lecionar uma Disciplina Complementar de Gradua&ccedil;&atilde;o (DCG) de Tipografia. De acordo com Ana Lucia, retornar &agrave; gr&aacute;fica foi como se nunca tivesse a deixado. As atividades, em compara&ccedil;&atilde;o ao que ensinava antes n&atilde;o mudaram muito. No entanto, esclarece que o envolvimento e dedica&ccedil;&atilde;o dos alunos do curso de Desenho Industrial fizeram a diferen&ccedil;a, e tornaram a experi&ecirc;ncia ainda mais gratificante.</p>
<p>
	Na DCG, os alunos trabalham com materiais antigos, que a gr&aacute;fica possui. &Eacute; feito um resgate de algo r&uacute;stico, que exige trabalho manual. A atividade de diagrama&ccedil;&atilde;o consiste em uma montagem dos materiais em uma chapa de metal, para depois lev&aacute;-los &agrave; m&aacute;quina. Entre os materiais produzidos, est&atilde;o blocos de notas e marcadores de p&aacute;ginas. Apesar da experi&ecirc;ncia dos jovens com a tecnologia, o resultado tem se mostrado muito satisfat&oacute;rio.</p>
<p>
	No momento, Ana Lucia &eacute; s&oacute;cia da filha, e trabalham juntas em uma loja de j&oacute;ias. O design das pe&ccedil;as, constitu&iacute;das principalmente por pedrarias, &eacute; pensado e montado por elas mesmas. Al&eacute;m disso, est&aacute; entre os objetivos futuros, reunir pe&ccedil;as produzidas pela gr&aacute;fica e fazer um resgate hist&oacute;rico do local atrav&eacute;s destas. Sobre lecionar, Ana Lucia diz que continuar&aacute;, pois &eacute; algo que ainda lhe proporciona prazer.</p>
<p>
	<strong>Foto: </strong>Divulga&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong>Myrella Allgayer &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong>Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um santa-mariense na seleção brasileira de futebol americano</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/04/25/um-santa-mariense-na-selecao-brasileira-de-futebol-americano</link>
				<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 11:34:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/04/25/um-santa-mariense-na-selecao-brasileira-de-futebol-americano/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Quem chega ao Itep Jr., no segundo andar do Centro de Tecnologia da UFSM, e v&ecirc; &agrave; mesa o presidente Vin&iacute;cius Zanon, de cal&ccedil;a jeans e camisa p&oacute;lo, pode n&atilde;o saber que se trata de um atleta de sele&ccedil;&atilde;o brasileira. E de um esporte que n&atilde;o est&aacute; entre os mais praticados no pa&iacute;s, mas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
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	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/04/20130425_113128_foto-capa.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/04/20130425_113128_foto-capa.jpg" style="width: 200px; height: 120px; margin: 10px; float: right;" title="Foto: Luciele Oliveira - Acadêmica de Jornalismo." /></a>Quem chega ao Itep Jr., no segundo andar do Centro de Tecnologia da UFSM, e v&ecirc; &agrave; mesa o presidente Vin&iacute;cius Zanon, de cal&ccedil;a jeans e camisa p&oacute;lo, pode n&atilde;o saber que se trata de um atleta de sele&ccedil;&atilde;o brasileira. E de um esporte que n&atilde;o est&aacute; entre os mais praticados no pa&iacute;s, mas que cresce a cada ano e ganha adeptos &agrave; medida que se populariza entre os brasileiros: o futebol americano. Na semana passada, o <em>defensive end</em> (jogador da linha defensiva) do Santa Maria Soldiers foi convocado juntamente com outros 77 atletas para o Training Camp da Sele&ccedil;&atilde;o Brasileira, que acontece entre os dias 27 de abril e 1&ordm; de maio, em S&atilde;o Paulo.</p>
<p>
	O estudante do oitavo semestre de Engenharia El&eacute;trica da UFSM come&ccedil;ou a se interessar pelo futebol americano em 2006, quando se reunia com colegas de cursinho para praticar o esporte uma vez por m&ecirc;s. A partir da&iacute;, Zanon afirma ter &ldquo;entrado de cabe&ccedil;a&rdquo; no esporte: come&ccedil;ou a assistir os jogos, acompanhar a Liga Nacional de Futebol Americano, a NFL, a estudar regras e t&aacute;ticas e jogar algumas partidas nos fins de semana.</p>
<p>
	Zanon conta que o in&iacute;cio do Santa Maria Soldiers tamb&eacute;m remete &agrave; essa &eacute;poca. Juntamente com esses amigos, Zanon montou uma equipe que jogava sem os equipamentos. Em 2009, quando novos adeptos do futebol americano come&ccedil;aram a aparecer, surgiu o Santa Maria Soldiers. Foi nessa &eacute;poca que o Soldiers come&ccedil;ou a disputar campeonatos, per&iacute;odo que coincidiu com o boom do futebol americano no Brasil. Um ano antes, no in&iacute;cio de 2008, Zanon estudava no Col&eacute;gio T&eacute;cnico Industrial (CTISM) e foi para o Paran&aacute; fazer est&aacute;gio na Usina Hidrel&eacute;trica de Itaipu. E o contato com o futebol americano n&atilde;o desapareceu. Pelo contr&aacute;rio.</p>
<p>
	Na Usina de Itaipu, conversando com um dos colegas de trabalho, Zanon descobriu a exist&ecirc;ncia de um time de futebol americano que estava no in&iacute;cio das atividades, o Black Sharks de Foz do Igua&ccedil;u. Zanon participou do primeiro jogo Full Pad (com equipamentos) do Black Sharks, e foi o seu primeiro contato com equipamentos j&aacute; que, na &eacute;poca, o Soldiers ainda n&atilde;o atuava dessa maneira. Durante o per&iacute;odo de um ano em que ficou na Usina, Zanon teve contato com um treinador americano, que havia praticado o esporte durante o ensino m&eacute;dio nos Estados Unidos. A experi&ecirc;ncia foi positiva:</p>
<p>
	- O time era bem unido. Queria muito jogar contra eles, ia ser uma experi&ecirc;ncia bem legal reencontrar o pessoal de l&aacute;.</p>
<p style="text-align: center;">
	<embed flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;noautoplay=1&amp;hl=en_US&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F113102121613306896233%2Falbumid%2F5870490086861139057%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Den_US" height="267" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="https://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="400"></embed></p>
<p>
	Zanon tamb&eacute;m p&ocirc;de perceber, desde o seu in&iacute;cio no futebol americano at&eacute; o momento, evolu&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios aspectos que contribu&iacute;ram para a sua convoca&ccedil;&atilde;o. Uma das mudan&ccedil;as foi na parte f&iacute;sica. Em 2008, quando ainda atuava em duas posi&ccedil;&otilde;es (no futebol americano, cada equipe possui um time de ataque e outro de defesa), Zanon pesava 30 quilos a menos. A evolu&ccedil;&atilde;o t&aacute;tica tamb&eacute;m foi determinante. Desde 2010, quando o time disputou o Campeonato Ga&uacute;cho pela primeira vez, Zanon atua como coordenador da linha defensiva. Isso implica em muito estudo atrav&eacute;s de v&iacute;deos de profissionais da liga americana, de advers&aacute;rios e tamb&eacute;m dos jogos do Soldiers.</p>
<p>
	Para conciliar os estudos com os treinos e jogos, Zanon afirma n&atilde;o ter muitos problemas, pois o planejamento contribui para a organiza&ccedil;&atilde;o das atividades. Al&eacute;m das aulas e dos jogos, Zanon tamb&eacute;m atua como presidente da Itep Jr., o que, segundo ele, demanda mais tempo do que as outras ocupa&ccedil;&otilde;es. No entanto, Zanon admite que na &eacute;poca de provas finais prioriza os estudos, pois precisa dar import&acirc;ncia &agrave; carreira profissional, por saber que futuramente n&atilde;o ir&aacute; viver do futebol americano. Mesmo assim, os treinos de s&aacute;bado s&atilde;o sagrados para o atleta, que al&eacute;m do futebol americano, tamb&eacute;m gosta de basquete. No esporte, Zanon chegou a ser campe&atilde;o estadual, quando ainda estava no col&eacute;gio e jogava pelo Corintians Atl&eacute;tico Clube.</p>
<p>
	Embora seja gremista, a grande paix&atilde;o de Zanon &eacute; um time de futebol americano: o Dallas Cowboys, time que atua na Liga Nacional dos Estados Unidos e tem cinco t&iacute;tulos nacionais. E a inspira&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m vem do time do Texas. Zanon &eacute; f&atilde; do defensive end &ndash; mesma posi&ccedil;&atilde;o em que atua no Soldiers &ndash; DeMarcus Ware, camisa n&uacute;mero 94. A identifica&ccedil;&atilde;o com o jogador &eacute; tanta que o n&uacute;mero da camisa que Zanon usa no Soldiers &eacute; a mesma do &iacute;dolo.</p>
<p>
	O custo com equipamentos &eacute; um dos pontos mais complicados para a pr&aacute;tica do futebol americano. Zanon afirma que &eacute; necess&aacute;rio um investimento inicial de cerca de 350 reais para compra dos equipamentos completos. Ele afirma que para ele esse custo financeiro n&atilde;o foi pesado, mas conta que n&atilde;o &eacute; assim para todos. Mesmo assim, a disponibilidade para ajudar os companheiros de time &eacute; grande. No Soldiers, os jogadores fazem uma esp&eacute;cie de cons&oacute;rcio, onde os pr&oacute;prios integrantes compram equipamentos e sorteiam entre os que pagam.</p>
<p>
	Sobre a sua convoca&ccedil;&atilde;o para a Sele&ccedil;&atilde;o Brasileira, Zanon conta que muita gente o cumprimentou e parabenizou a conquista. No entanto, o maior desejo do defensive end do Soldiers &eacute; que o time da cidade continue crescendo:</p>
<p>
	- A alegria que tive quando me ligaram foi indescrit&iacute;vel, mas o que eu mais quero &eacute; que o time se destaque, porque esse ano promete.</p>
<p>
	Em 2013, o Santa Maria Soldiers disputar&aacute; o Campeonato Ga&uacute;cho e o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano. Zanon destaca que o time tem uma uni&atilde;o muito forte, e que a pr&aacute;tica do esporte o faz muito bem e, enquanto puder, pretende atuar o m&aacute;ximo poss&iacute;vel em alto n&iacute;vel, embora saiba que n&atilde;o vai seguir uma carreira profissional como rumo de vida. Mas faz uma proje&ccedil;&atilde;o para o futuro ideal:</p>
<p>
	- Meu sonho &eacute; com 50 anos ser treinador do time, e que a gente continue crescendo. &ndash; finalizou Zanon.</p>
<p>
	<strong>Fotos:</strong> Luciele Oliveira &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong> Nicholas Lyra &ndash; Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong> Lucas Durr Missau.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Língua de sinais na vida e na Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/01/25/lingua-de-sinais-na-vida-e-na-universidade</link>
				<pubDate>Fri, 25 Jan 2013 11:35:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/01/25/lingua-de-sinais-na-vida-e-na-universidade/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Eles &ldquo;falam&rdquo; atrav&eacute;s dos dedos. Fazem in&uacute;meros sinais para transmitir seus pensamentos e, muitas vezes, sentem a vibra&ccedil;&atilde;o do som. Nem toda universidade tem o privil&eacute;gio de ter professores surdos em seu corpo docente. Al&eacute;m da experi&ecirc;ncia em Libras, l&iacute;ngua materna, eles trazem consigo uma grande bagagem, repleta de conquistas, vit&oacute;rias e supera&ccedil;&otilde;es. Wilson [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Eles &ldquo;falam&rdquo; atrav&eacute;s dos dedos. Fazem in&uacute;meros sinais para transmitir seus pensamentos e, muitas vezes, sentem a vibra&ccedil;&atilde;o do som. Nem toda universidade tem o privil&eacute;gio de ter professores surdos em seu corpo docente. Al&eacute;m da experi&ecirc;ncia em Libras, l&iacute;ngua materna, eles trazem consigo uma grande bagagem, repleta de conquistas, vit&oacute;rias e supera&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>
	Wilson de Oliveira Miranda &eacute; um dos tr&ecirc;s professores surdos da Universidade Federal de Santa Maria, e um dos sete com doutorado no Brasil. Acompanhado pela filha Mariela Miranda, que o auxilia em diversas situa&ccedil;&otilde;es como int&eacute;rprete, tanto na vida pessoal como na profissional, Wilson chega com um andar descontra&iacute;do no Centro de Educa&ccedil;&atilde;o (CE), local em que atua, na maior parte do dia, como professor e tamb&eacute;m coordenador do curso de Educa&ccedil;&atilde;o Especial diurno.</p>
<p>
	O professor, natural de Santa Maria, iniciou sua vida acad&ecirc;mica na pr&oacute;pria UFSM. Mas n&atilde;o na &aacute;rea da Educa&ccedil;&atilde;o Especial, e sim na Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Formou-se no ano de 1985 e, ap&oacute;s a conclus&atilde;o, logo come&ccedil;ou a trabalhar no Centro de Atendimento Complementar da Educa&ccedil;&atilde;o Especial como bolsista em Libras. A ideia de trabalhar com Libras surgiu porque Wilson percebeu que havia muitos surdos que n&atilde;o tinham professor espec&iacute;fico da l&iacute;ngua. Ent&atilde;o, come&ccedil;ou a ajudar nas aulas de Libras.</p>
<p>
	Trabalhou no Centro at&eacute; 1996 e, ent&atilde;o, foi para Caxias do Sul trabalhar na escola para surdos Hellen Keller. Essa foi a primeira vez que teve contato direto com outros surdos. &ldquo;Foi uma experi&ecirc;ncia &oacute;tima, porque tive oportunidade de trabalhar somente com Libras e com crian&ccedil;as&rdquo; explica atrav&eacute;s da voz da filha. Sua trajet&oacute;ria na serra ga&uacute;cha perdurou por tr&ecirc;s anos e logo ele passou no mestrado em Comunidade Surda na UFRGS.</p>
<p>
	A pesquisa, baseada na identidade surda, foi realizada em Charqueadas/RS, cidade pequena perto de Porto Alegre. &ldquo;Era praticamente zero a comunica&ccedil;&atilde;o dos surdos l&aacute;. Ningu&eacute;m sabia falar Libras, ningu&eacute;m mantinha contato&rdquo; comenta. Wilson trabalhou dois anos na cidade. Logo ap&oacute;s, foi pra Porto Alegre e conseguiu passar em um concurso para o Centro Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o do Trabalhador Paulo Freire, escola em que havia surdos e ouvintes. Permaneceu por 10 anos trabalhando nessa escola e, durante esse tempo, aproveitou para terminar o mestrado na UFRGS em 2001, e j&aacute; iniciou o doutorado, tendo como tese a &ldquo;Experi&ecirc;ncia em Pedagogia Que N&oacute;s Surdos Queremos&rdquo;.&nbsp;</p>
<p>
	Assim que recebeu o diploma de doutor, em 2007, Miranda passou em dois concursos: na Universidade Federal de Santa Catarina e tamb&eacute;m na UFSM. Mas a proximidade da fam&iacute;lia o fez escolher o cora&ccedil;&atilde;o do Rio Grande. Um ano ap&oacute;s iniciar as atividades na UFSM, foi promovido a coordenador do curso de Educa&ccedil;&atilde;o Especial diurno. &ldquo;Trabalho, principalmente, em Libras para cursos de licenciatura e alguns de bacharelado e tamb&eacute;m trabalho com Ensino a Dist&acirc;ncia&rdquo; explica.</p>
<p>
	Wilson, que se expressa com maestria atrav&eacute;s dos &aacute;geis dedos, comenta que dentro de sala de aula precisa ser um bom professor: &ldquo;&Agrave;s vezes, &eacute; um pouco dif&iacute;cil, porque os alunos n&atilde;o sabem Libras e a&iacute; precisa de uma int&eacute;rprete&rdquo;.</p>
<p>
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/01/20130125_112547_professor-wilson.jpg" style="width: 350px; height: 210px; margin: 10px; float: left;" title="Professor Wilson é conselheiro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSM. Foto: Italo Padilha" /></p>
<div>
	Questionado quanto &agrave;s outras atividades, explica que tamb&eacute;m participa de reuni&otilde;es do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o (CEPE), de colegiado e departamento, sempre acompanhado de uma ou duas int&eacute;rpretes, para facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; um pouco dif&iacute;cil. &ldquo;Por exemplo, nas reuni&otilde;es do CEPE, n&atilde;o tem como participar sem int&eacute;rpretes. Mas gosto de participar das reuni&otilde;es, pois &eacute; uma troca de experi&ecirc;ncias, uma experi&ecirc;ncia intercultural com as pessoas que n&atilde;o falam Libras e com as que falam, afinal, cada um tem uma cultura diferente&rdquo;, ressalta.</div>
<p>
	Presente na UFSM h&aacute; um bom tempo, Wilson passou pelas mudan&ccedil;as do processo seletivo, que, agora, abre vagas espec&iacute;ficas para candidatos com defici&ecirc;ncia. &ldquo;Para mim, como professor, a estrutura da UFSM para abrigar surdos &eacute; boa, pois h&aacute; int&eacute;rpretes. Mas esse n&uacute;mero &eacute; reduzido, j&aacute; que algumas [int&eacute;rpretes] se formaram e outras fizeram concurso para dar aulas&rdquo;.</p>
<p>
	No &uacute;ltimo concurso vestibular, o professor percebeu que v&aacute;rios surdos fizeram a prova e foram bem, sendo que dez passaram do ponto de corte. No entanto, com a prova de reda&ccedil;&atilde;o, apenas dois alunos tiveram &ecirc;xito, sendo que esses s&atilde;o os que t&ecirc;m mais contato com a l&iacute;ngua portuguesa. Para Wilson, a reda&ccedil;&atilde;o do vestibular &eacute; feita para o portugu&ecirc;s dos ouvintes, o que acaba prejudicando candidatos surdos. &ldquo;Eu sinto que os surdos s&atilde;o ref&eacute;ns da l&iacute;ngua portuguesa. &Eacute; muito dif&iacute;cil a compreens&atilde;o, porque, infelizmente, o portugu&ecirc;s n&atilde;o &eacute; a primeira l&iacute;ngua dos surdos&rdquo; comenta. O professor acredita que a prova de reda&ccedil;&atilde;o deveria ser em v&iacute;deo para que a pessoa surda pudesse tratar do assunto falando em Libras. &ldquo;Eu sei que a l&iacute;ngua portuguesa &eacute; muito dif&iacute;cil para as pessoas surdas e era muito prov&aacute;vel que elas fossem mal na reda&ccedil;&atilde;o, porque as regras de portugu&ecirc;s s&atilde;o diferentes&rdquo;, explica.</p>
<p>
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/01/20130125_112833_professor-wilson2.jpg" style="width: 200px; height: 120px; float: left; margin: 10px;" /></p>
<p>
	Libras &eacute; a primeira l&iacute;ngua dos surdos- e n&atilde;o o portugu&ecirc;s, como a maioria das pessoas acredita. Wilson, que acredita na mudan&ccedil;a do processo seletivo, torce para que, futuramente, essas regras possam ser modificadas para que os surdos possam ter as mesmas oportunidades.</p>
<p>
	Em rela&ccedil;&atilde;o a sua vida pessoal, o professor de cabelos acinzentados e sempre com um sorriso no rosto conta que &eacute; casado e diz conseguir distinguir bastante a vida privada da vida acad&ecirc;mica, mesmo que a &uacute;ltima exija um pouco mais de aten&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	A UFSM ainda conta com outros dois professores surdos, Andr&eacute; Reichert, professor efetivo e colega de profiss&atilde;o de Wilson, e tamb&eacute;m uma professora substituta em Libras, Angelisa Goebel. No Brasil todo, h&aacute; apenas sete professores doutores surdos e existem muitos que est&atilde;o fazendo mestrado, al&eacute;m dos que fazem especializa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Acho que deve haver mais ou menos uns cem professores na &aacute;rea&rdquo; finaliza o professor, que se comunica, agilmente, pela l&iacute;ngua de sinais, e &eacute; um exemplo para toda a sociedade.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter</strong>: Andr&eacute;a Ortis &ndash; acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o</strong>: Luciane Treulieb&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Paixão aliada ao esporte</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/11/23/paixao-aliada-ao-esporte</link>
				<pubDate>Fri, 23 Nov 2012 08:58:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/11/23/paixao-aliada-ao-esporte/</guid>
						<description><![CDATA[Cal&ccedil;a jeans e camiseta preta despojada com o emblema da Universidade de Coimbra. &Eacute; assim que Rosalvo Luis Sawitzki chega ao Centro de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Desportos (CEFD) para a labuta di&aacute;ria. Formado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica na Unicruz em 1979, come&ccedil;ou a exercer a doc&ecirc;ncia desde cedo, antes mesmo de se formar. Natural de Alegria/RS, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/11/20121123_100940_rosalvo.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/11/20121123_100940_rosalvo.jpg" style="cursor: default; margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; float: right; width: 200px; height: 150px; " title="Foto: Andréa Ortis." /></a></p>
<p>
	Cal&ccedil;a jeans e camiseta preta despojada com o emblema da Universidade de Coimbra. &Eacute; assim que Rosalvo Luis Sawitzki chega ao Centro de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Desportos (CEFD) para a labuta di&aacute;ria. Formado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica na Unicruz em 1979, come&ccedil;ou a exercer a doc&ecirc;ncia desde cedo, antes mesmo de se formar. Natural de Alegria/RS, atuou como professor de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, em 1977, na escola em que cursou o ensino fundamental, na mesma cidade.</p>
<p>
	Rosalvo come&ccedil;ou a exercer a atividade como professor universit&aacute;rio em 1991 na Universidade de Iju&iacute; (Uniju&iacute;) em 1991, no campus de Santa Rosa. Trabalhou na institui&ccedil;&atilde;o por quase 20 anos. Neste mesmo ano, formou-se especialista em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica Escolar pela FASEF/Dom Bosco de Santa Rosa.&nbsp; No ano de 1997, conquistou o t&iacute;tulo de mestre em Educa&ccedil;&atilde;o nas Ci&ecirc;ncias pela Uniju&iacute; e, mais tarde, formou-se doutor em Educa&ccedil;&atilde;o pela Unisinos, em 2007.</p>
<p>
	Com seu excelente curr&iacute;culo, o homem de 54 anos que usa &oacute;culos e sempre est&aacute; com um sorriso no rosto, tamb&eacute;m trabalhou na rede p&uacute;blica estadual, tendo trabalhado desde 1977 at&eacute; h&aacute; pouco tempo, em 2009, ano em que a rota de sua vida mudou para a regi&atilde;o central do estado. Assumiu o cargo na UFSM em setembro de 2009 e em outubro j&aacute; assumiu a coordena&ccedil;&atilde;o do curso de Bacharelado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e, seis meses depois, concorreu &agrave; dire&ccedil;&atilde;o do centro. &ldquo;Estou aqui em Santa Maria h&aacute; tr&ecirc;s anos e alguns meses. Me sinto muito a vontade e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho s&atilde;o ideais. A Universidade tem nos dado todas as condi&ccedil;&otilde;es para que as coisas possam acontecer nos projetos que temos implementado aqui&rdquo;, ressalta.</p>
<p>
	No CEFD, desenvolve in&uacute;meros projetos, juntamente com outros professores. Al&eacute;m da doc&ecirc;ncia, tanto na licenciatura como no bacharelado, Rosalvo tamb&eacute;m desenvolve atividades nos cursos de especializa&ccedil;&atilde;o. Dentre os projetos, est&aacute; o Cultura Esportiva da Escola, que conta com tr&ecirc;s escolas estaduais, a Augusto Ruschi, &Eacute;rico Ver&iacute;ssimo e a Edson Figueiredo, e tamb&eacute;m a escola municipal Tancredo Penna de Moraes, no distrito de Palma, interior da cidade. Neste projeto, h&aacute; 24 bolsistas que desenvolvem atividade de doc&ecirc;ncia precoce nas escolas, al&eacute;m de participarem do grupo de estudos semanal com quatro professores de escola.</p>
<p>
	Aos s&aacute;bados, o educador f&iacute;sico trabalha em um programa social desenvolvido na UFSM com 80 alunos da escola Tancredo Penna de Moraes, que, na maioria, s&atilde;o filhos de safristas e, tamb&eacute;m, oriundos do Quilombo da Penna, tamb&eacute;m localizado no distrito de Palma. S&atilde;o 80 crian&ccedil;as que vem ao centro nos s&aacute;bados de manh&atilde; e realizam esportes como jogos populares &ndash; futebol, v&ocirc;lei - inclus&atilde;o digital, musicalidade e leitura escrita. E, durante os meses de novembro e dezembro, o professor, juntamente com uma equipe, est&aacute; desenvolvendo nata&ccedil;&atilde;o e canoagem, al&eacute;m das atividades normais.</p>
<p>
	H&aacute; pouco tempo, o professor teve uma grande conquista. Foi aprovado no Minist&eacute;rio do Esporte o Programa de Esporte e Lazer na Cidade (PELC) para povos tradicionais, popula&ccedil;&otilde;es quilombolas e rurais, em que ir&atilde;o trabalhar com dois n&uacute;cleos na cidade de Restinga S&ecirc;ca, no quilombo S&atilde;o Miguel e Martimiano, e dois quilombos do distrito de Palma. &ldquo;S&atilde;o dois n&uacute;cleos que n&oacute;s vamos colocar com quatro subn&uacute;cleos, e, n&oacute;s trabalharemos por quatorze meses com o programa de esporte e lazer. E, basicamente, todos esses programas que t&ecirc;m uma caracter&iacute;stica de extens&atilde;o, n&oacute;s temos direcionado para a pesquisa. Ou seja, o papel da Universidade &eacute; produzir conhecimento e tamb&eacute;m dar respostas para as comunidades em que ela est&aacute; inserida&rdquo; explica.</p>
<p>
	No ano passado, em dezembro em 2011, Rosalvo Sawitzki que ama a profiss&atilde;o e, como mesmo diz, &ldquo;n&atilde;o sabe fazer outra coisa na vida&rdquo;, teve uma grande surpresa. Foi contemplado com o pr&ecirc;mio M&eacute;rito Extensionista Prof. Dr. Jos&eacute; Mariano da Rocha Filho com o Programa Social Cidad&atilde;o UFSM/CEFD e Prefeitura Municipal de Santa Maria/SME. Segundo ele, foi uma surpresa muito grande, pois, rec&eacute;m tinham iniciado o programa. &ldquo;O nosso objetivo &eacute; basicamente esse, ou seja, ver o que um programa social pode fazer juntamente com as crian&ccedil;as, participando de atividades extracurriculares. O que n&oacute;s n&atilde;o temos &eacute; a pretens&atilde;o de substituir o curr&iacute;culo e nem de substituir o papel da escola. &Eacute; algo a mais na vida das crian&ccedil;as&rdquo; conta.</p>
<p>
	Segundo dados pesquisados por dois bolsistas, a equipe de Rosalvo j&aacute; pode dizer que o programa &eacute; significativo e que est&aacute; valendo a pena. E, agora, est&atilde;o produzindo um artigo, que est&aacute; em fase de corre&ccedil;&otilde;es e de algumas adequa&ccedil;&otilde;es, mas, que deve ser publicado em algum peri&oacute;dico espec&iacute;fico da regi&atilde;o em breve. &ldquo;O pr&ecirc;mio para n&oacute;s foi gratificante no sentido de reconhecimento do trabalho que est&aacute; sendo feito e de que isso vale a pena&rdquo;</p>
<p>
	Al&eacute;m de todos esses projetos, desenvolvidos com paix&atilde;o pelo professor, este, divide a vice-dire&ccedil;&atilde;o do CEFD com o professor Marcos Aur&eacute;lio Acosta, local em que os dois t&ecirc;m procurado atender, organizar e fazer a gest&atilde;o das quest&otilde;es que tocam o centro. E tamb&eacute;m, busca se dedicar &agrave; pesquisa. &ldquo;Agora, basicamente, estou me dedicando &agrave; pesquisa, aqui na UFSM, porque antes eu era um <em>auleiro</em>, s&oacute; dava aulas&rdquo;, finaliza, rindo.</p>
<p>
	<strong>Foto da capa:</strong></p>
<p>
	Tainan Pauli - Acad&ecirc;mico de Ci&ecirc;ncias Sociais.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong></p>
<p>
	Andr&eacute;a Ortis - &nbsp;Acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dedicação e trabalho em prol do desenvolvimento da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/10/19/dedicacao-e-trabalho-em-prol-do-desenvolvimento-da-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 19 Oct 2012 15:15:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/10/19/dedicacao-e-trabalho-em-prol-do-desenvolvimento-da-ufsm/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Sorriso no rosto, cal&ccedil;a jeans e camisa xadrez azul escura. &Eacute; assim que N&eacute;riton Clay Oliveira Porto, ou apenas N&eacute;riton, se apresenta na Secretaria dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Maria, seu ambiente de trabalho desde o in&iacute;cio da gest&atilde;o do professor Felipe M&uuml;ller como reitor da Institui&ccedil;&atilde;o. N&eacute;riton nasceu em Santa Maria [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Sorriso no rosto, cal&ccedil;a jeans e camisa xadrez azul escura. &Eacute; assim que N&eacute;riton Clay Oliveira Porto, ou apenas N&eacute;riton, se apresenta na Secretaria dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Maria, seu ambiente de trabalho desde o in&iacute;cio da gest&atilde;o do professor Felipe M&uuml;ller como reitor da Institui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	N&eacute;riton nasceu em Santa Maria da Boca do Monte em janeiro de 1963 e, todas as suas ra&iacute;zes est&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul. Formado em Arquivologia na UFSM em 1989, realizou um concurso p&uacute;blico para ser arquivista na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e passou. Por&eacute;m, n&atilde;o foi chamado imediatamente e, ent&atilde;o, iniciou seus trabalhos como arquivista em uma empresa privada de processamento de dados. Um ano e meio se passou e, quando faltavam 30 dias para vencer o prazo de validade do concurso, N&eacute;riton recebeu um telegrama da UFRGS chamando-o para se apresentar. &quot;No outro dia, eu embarquei pra Porto Alegre, fiz todos os procedimentos, exame m&eacute;dico, papelada, me apresentei na UFRGS e iniciei minha atividade profissional l&aacute; como arquivista de uma institui&ccedil;&atilde;o federal de ensino superior, em 1991, e permaneci at&eacute; 1993&quot;, conta.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121019_151444_dsc05093.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121019_151444_dsc05093.jpg" style="width: 400px; height: 240px; " title="Foto: Ítalo Padilha." /></a></p>
<p>
	Acaso do destino, N&eacute;riton retornou para a UFSM em 1993, redistribu&iacute;do para a vaga de uma arquivista que fez o concurso para o departamento e passou.&nbsp; &quot;Imediatamente, fui trabalhar na Divis&atilde;o de Arquivo Geral, que hoje se chama Departamento de Arquivo Geral (DAG), no setor de arquivos permanentes, no subsolo da reitoria. Nesse mesmo ano, recebeu um convite da diretora da divis&atilde;o pra assumir a chefia do Protocolo Geral da Institui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Imediatamente abracei essa atividade e comecei a desenvolver meu trabalho como servidor p&uacute;blico federal arquivista, trabalhando em uma divis&atilde;o de arquivo, especificamente em uma unidade, que era o Protocolo Geral&quot;, relembra.</p>
<p>
	O arquivista ficou quase cinco anos atuando como chefe de setor de protocolo. O Protocolo Geral da Universidade &eacute; a porta de entrada da Institui&ccedil;&atilde;o para v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es, independente se for para pleitos de alunos, docentes, t&eacute;cnico-administrativos ou da pr&oacute;pria comunidade, portanto, &eacute; sempre preciso ser reportado a UFSM pra pedir alguma coisa. E, isso deve ser feito na forma processual, encaminhando ao Protocolo Geral, que &eacute; interligado praticamente a todas as unidades do campus. Para N&eacute;riton, a atividade que desenvolveu no Protocolo, permitiu que tivesse uma no&ccedil;&atilde;o exata de como a Universidade funciona, bem como, em cada ponto daqui. &quot;Esse trabalho me deu uma vis&atilde;o muito boa para desenvolver qualquer trabalho a partir desse conhecimento adquirido&quot;.</p>
<p>
	Cinco anos se passaram quando recebeu um convite do Pr&oacute;-reitor de Gradua&ccedil;&atilde;o, na &eacute;poca o professor Baltazar Schirmer, para trabalhar na pr&oacute;-reitoria, prestando servi&ccedil;os de assessoria tanto para o pr&oacute;-reitor, quanto para os coordenadores. Permaneceu no cargo por quatro anos, e, logo ap&oacute;s, recebeu um convite do gabinete do reitor Paulo Jorge Sarchis para assessor&aacute;-lo, cargo em que permaneceu at&eacute; o in&iacute;cio do mandato do professor Felipe M&uuml;ller.</p>
<p>
	Atualmente, a convite do reitor, N&eacute;riton assumiu a Secretaria dos Conselhos, que &eacute; dividida em Conselho de Curadores, Conselho Universit&aacute;rio e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o - como coordenador geral. L&aacute;, desenvolve trabalhos na organiza&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es plen&aacute;rias dos conselhos, controle de conselheiros que entram e saem, e, tamb&eacute;m participa da organiza&ccedil;&atilde;o para a elei&ccedil;&atilde;o dos conselheiros.&nbsp;</p>
<p>
	Todo o trabalho que o coordenador geral da Secretaria dos Conselhos desenvolve faz com que sua vida seja bastante corrida. &quot;A minha atividade b&aacute;sica &eacute; a laboral, que me toma muito tempo. Saio de casa por volta das sete horas da manh&atilde; e volto em torno das sete da noite, ou seja, passo praticamente o dia todo aqui&quot;, explica. Mas, nem toda essa rotina &quot;pesada&quot; faz com que N&eacute;riton deixe de cuidar de si. Tr&ecirc;s vezes por semana faz nata&ccedil;&atilde;o na UFSM. Sai do expediente no final da tarde e vai pra piscina, ficando uma hora se exercitando.</p>
<p>
	Tamb&eacute;m realiza outras atividades f&iacute;sicas como academia, jogos de v&ocirc;lei de areia no final de semana, participando, inclusive, de campeonatos esportivos, al&eacute;m, de ter reuni&otilde;es com amigos e familiares. &quot;N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, &agrave;s vezes eu passo o dia correndo, e as vezes nem tenho muita disposi&ccedil;&atilde;o para me exercitar. Mas, como h&aacute; a necessidade do exerc&iacute;cio f&iacute;sico para manter minha sa&uacute;de em estado bom, eu fa&ccedil;o esse esfor&ccedil;o. Ent&atilde;o, chega uma determinada hora do dia que eu digo para as pessoas assim, principalmente quando elas me perguntam se estou muito ocupado. E eu respondo: - Estou. Estou saindo pra cuidar de mim.&rdquo;&nbsp;</p>
<p>
	O arquivista, ao longo dos seus 49 anos, ainda tem mais quinze anos de servi&ccedil;o at&eacute; se aposentar. Mas, esse tempo restante n&atilde;o &eacute; um inc&ocirc;modo, pois trabalhar para o desenvolvimento e crescimento da Universidade &eacute; um prazer. &quot;Eu sou um pouco suspeito para falar da UFSM porque eu, efetivamente, abracei a causa, ent&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; atividade dentro da Institui&ccedil;&atilde;o que eu, percebendo que posso ajudar, n&atilde;o me ofere&ccedil;a. Eu sempre busco, na unidade de trabalho em que atuo, desenvolver e identificar quais rotinas precisam ser melhoradas, sempre visando atingir os objetivos das pessoas que precisam da Institui&ccedil;&atilde;o&quot; finaliza.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong></p>
<p>
	Andr&eacute;a Ortis - Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Foto:</strong></p>
<p>
	&Iacute;talo Padilha.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong></p>
<p>
	Lucas D&uuml;rr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pelo esporte e a comunicação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/10/15/pelo-esporte-e-a-comunicacao</link>
				<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 09:34:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[&quot;Eu sempre tive um interesse pelo esporte. E sempre soube, desde pequeno, que teria que correr por mim mesmo&quot;. Com essas palavras, o Professor Doutor S&eacute;rgio Carvalho, um dos precursores de estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Esporte no Brasil, come&ccedil;a a contar sua trajet&oacute;ria. Nascido em 1956, em Santa Maria, Carvalho conta que desde pequeno elogiavam [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	<em>&quot;Eu sempre tive um interesse pelo esporte. E sempre soube, desde pequeno, que teria que correr por mim mesmo&quot;.</em></p>
<p>
	Com essas palavras, o Professor Doutor S&eacute;rgio Carvalho, um dos precursores de estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Esporte no Brasil, come&ccedil;a a contar sua trajet&oacute;ria. Nascido em 1956, em Santa Maria, Carvalho conta que desde pequeno elogiavam seu timbre de voz, de tom grave, similar ao dos locutores de r&aacute;dio. Assim, ganhou um gravador e, aos oito anos, j&aacute; improvisava em festas de fam&iacute;lia. &quot;Quando eu escutava o que estava gravado, tamb&eacute;m gostava da minha voz&quot;, relembra o professor.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src=" images/20121015_092917___ Intercom.jpg" style="width: 400px; height: 240px; " title="Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	Depois de algum tempo, porque queria se tornar independente financeiramente, Carvalho come&ccedil;ou a vender frutas de porta em porta. Nessa atividade, ele precisava anunciar os produtos para atrair o interesse dos moradores por onde passava &mdash; e isso tamb&eacute;m lhe proporcionou alguma experi&ecirc;ncia com o uso da voz.</p>
<p>
	Por&eacute;m, em determinado momento, decidiu que n&atilde;o queria mais fazer isso. Queria encontrar algo em que pudesse estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Ent&atilde;o, quando tinha aproximadamente 16 anos, fez o seu primeiro teste em r&aacute;dio. Foi o dono da r&aacute;dio quem lhe entrevistou, mas disse que, porque Carvalho ainda era adolescente, seu tom de voz mudaria e o ideal seria esperar. Entretanto, naquele mesmo ano, surgiu a necessidade de algu&eacute;m para ler os nomes dos aprovados no vestibular. Ele foi chamado. Ap&oacute;s o trabalho, feito sem ensinamento algum, ganhou um emprego na secretaria da emissora. Entre as fun&ccedil;&otilde;es que desempenhava, havia a de &quot;tapa-furo&quot;: quando outros n&atilde;o pudessem fazer as locu&ccedil;&otilde;es, ele os substituiria, assim como na leitura de an&uacute;ncios em um programa noturno.</p>
<p>
	Sua carreira foi se construindo. Entrou na UFSM como locutor na R&aacute;dio Universidade e, tamb&eacute;m nessa &eacute;poca, passou no vestibular para Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Estudava durante a tarde e trabalhava &agrave; noite. Logo come&ccedil;aram as transmiss&otilde;es de esportes e coment&aacute;rios. Por&eacute;m, nessa &eacute;poca, Carvalho foi bastante criticado por alguns integrantes das &aacute;reas que ele queria unir em seus estudos. Pensavam que sua proposta era promover o professor de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica a jornalista, e que deveria escolher entre as &aacute;reas, pois uni-las seria ut&oacute;pico.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src=" images/20121015_093135__Carvalho 2.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	&ldquo;O grande trunfo &eacute; ter um foco. Desse foco, n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel se desviar e voltar. O que precisa &eacute; um referencial. Isso facilita o aprendizado e a transmiss&atilde;o de conhecimento&rdquo;, afirma Carvalho. Com este pensamento, foi bem-sucedido na sele&ccedil;&atilde;o de mestrado na Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes da Universidade de S&atilde;o Paulo. Eram oito concorrentes e uma orientadora. Quando esta lhe perguntou o que gostaria de fazer, foi objetivo em sua resposta: r&aacute;dio para ensinar Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Foi selecionado, pois sabia o que queria.</p>
<p>
	Carvalho conta que, quando trabalhava na r&aacute;dio USP, escutava, em um programa &agrave; noite, a voz aveludada de uma locutora. Imaginava que ela era maravilhosa, uma menina dos sonhos. Quando teve a oportunidade de conhec&ecirc;-la, descobriu que ela tinha 62 anos, era de baixa estatura, e completamente diferente da imagem em sua mente. &quot;O r&aacute;dio tem esse poder, essa magia&quot;, comenta.</p>
<p>
	Em 1987, come&ccedil;ou seu doutorado. Motivado pelo trabalho de Oswaldo Diniz Magalh&atilde;es, que ensinava Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica pelo r&aacute;dio em 1927, Carvalho escreveu um livro. Ent&atilde;o, em 1993, dentro do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia do Movimento Humano (CEFD/UFSM), criou a sub&aacute;rea Comunica&ccedil;&atilde;o, Movimento e M&iacute;dia na Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica em n&iacute;vel de especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado.</p>
<p>
	Carvalho batalhou bastante pela aceita&ccedil;&atilde;o de seu trabalho em Santa Maria. Enquanto ensinava no curso de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, o &ldquo;Grupo de Trabalho M&iacute;dia e Esporte&rdquo; foi criado em 1996, no encontro anual da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o), em Londrina, Paran&aacute;. Passando por outras denomina&ccedil;&otilde;es, hoje este &eacute; o &quot;Grupo de Pesquisa em Comunica&ccedil;&atilde;o e Esporte&quot;.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121015_093240__sergio-intercom-2012.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Entre todas as conquistas, conseguiu enfim ver sua &aacute;rea de estudo se consolidar. Homenageado em 2012 na Assembleia dos Associados da Intercom (Assemblecom) em Fortaleza, considera-se feliz pelo fato: &quot;Foi constatado que o trabalho foi importante, e que as pessoas realmente me consideram o precursor nessa &aacute;rea no Brasil, pelo menos no lado cient&iacute;fico&rdquo;. Entre as conquistas de S&eacute;rgio Carvalho, agora aposentado, tamb&eacute;m est&atilde;o seus tr&ecirc;s filhos. &quot;Acho que a minha vida valeu. Tive filhos, plantei &aacute;rvores, escrevi livros. Agora quero aproveitar.&quot;</p>
<p>
	<strong>---</strong></p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong> Myrella Allgayer &ndash; acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong> Luciane Treulieb</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Especialista em filosofia da educação fala sobre os dilemas da universidade contemporânea</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/10/09/especialista-em-filosofia-da-educacao-fala-sobre-os-dilemas-da-universidade-contemporanea</link>
				<pubDate>Tue, 09 Oct 2012 17:36:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/10/09/especialista-em-filosofia-da-educacao-fala-sobre-os-dilemas-da-universidade-contemporanea/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Fazer vestibular para um curso que se gosta ou apostar no curso que est&aacute; &ldquo;mais na moda&rdquo; no mercado de trabalho? Seguir a orienta&ccedil;&atilde;o dos pais ou ignorar conselhos e escolher pela pr&oacute;pria cabe&ccedil;a? Essas inquieta&ccedil;&otilde;es que afetam os jovens vestibulandos atualmente n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o diferentes das que tiraram o sono de Dermeval Saviani, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Fazer vestibular para um curso que se gosta ou apostar no curso que est&aacute; &ldquo;mais na moda&rdquo; no mercado de trabalho? Seguir a orienta&ccedil;&atilde;o dos pais ou ignorar conselhos e escolher pela pr&oacute;pria cabe&ccedil;a? Essas inquieta&ccedil;&otilde;es que afetam os jovens vestibulandos atualmente n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o diferentes das que tiraram o sono de Dermeval Saviani, hoje aos 68 de idade, na &eacute;poca em que ele decidiu se faria filosofia ou contabilidade.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121009_173251_prof_dermeval_1.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121009_173251_prof_dermeval_1.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Ítalo Padilha" /></a></p>
<p>
	Entre o curso que tinha afinidade e outro que poderia lhe garantir um emprego rapidamente, ficou com a primeira op&ccedil;&atilde;o. Foi bem sucedido e hoje &eacute; reconhecido pelo seu trabalho. Fil&oacute;sofo formado na PUC-SP atuante na &aacute;rea da pedagogia, professor em&eacute;rito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador em&eacute;rito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), Saviani &eacute; autor de um dos artigos publicados no livro <em>Universidade Hoje: o que precisa ser dito?,</em> lan&ccedil;ado este ano pela editora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p>
<p>
	Filho de oper&aacute;rios que nunca tiveram a oportunidade de frequentar a escola, Saviani deixou a casa dos pais aos 11 anos, a convite de um padre que lhe dava aulas no semin&aacute;rio, para continuar os estudos no interior do Mato Grosso.</p>
<p>
	&mdash; Eu n&atilde;o me imaginava indo estudar, eu me imaginava levantando de madrugada com a marmita debaixo do bra&ccedil;o e indo para a f&aacute;brica trabalhar, que era o que os meus irm&atilde;os mais velhos faziam &mdash; recorda.</p>
<p>
	Desafiou a cren&ccedil;a dos pais, que n&atilde;o viam futuro na filosofia e tinham a ideia de que universidade n&atilde;o era &ldquo;coisa para pobre&rdquo;.</p>
<p>
	&mdash; O grande drama da minha m&atilde;e era esse. Ela era muito cat&oacute;lica e achava que se n&atilde;o permitisse minha ida ela estaria contrariando a vontade de Deus.</p>
<p>
	Concluiu o gin&aacute;sio, o colegial, e quando se viu diante da escolha do vestibular chegou a pensar em deixar a filosofia para mais tarde, mas n&atilde;o demorou muito at&eacute; chegar &agrave; seguinte conclus&atilde;o:</p>
<p>
	&mdash; Eu vou ficar s&oacute; com a filosofia, vou faz&ecirc;-la o melhor poss&iacute;vel e vou procurar me situar profissionalmente nesse campo. E at&eacute; tinha colegas que diziam &quot;mas pra que est&aacute;s fazendo filosofia? Pra ficar vendo as estrelas?&quot;. Depois que eu pensei melhor e decidi eu respondia brincando &quot;ah, pra ficar vendo as estrelas&quot;, porque n&atilde;o adiantava ficar argumentando... &mdash; conta ele, bem humorado.</p>
<p>
	Mas ainda havia o problema financeiro imediato e para sobreviver Saviani arrumou emprego em um banco.</p>
<p>
	&mdash; Trabalhava das sete a uma, ganhava sal&aacute;rio m&iacute;nimo, n&atilde;o tinha dinheiro nem pra almo&ccedil;ar, comia um p&atilde;ozinho com copo de leite e ia para a universidade. As aulas terminavam umas oito da noite, a&iacute; eu pegava duas condu&ccedil;&otilde;es para chegar em casa e ainda tinha algumas tarefas para fazer. L&aacute; pela meia-noite ia dormir, cinco horas levantava e fui tocando assim.</p>
<p>
	N&atilde;o demorou at&eacute; Saviani ser convidado para assumir a cadeira de professor de filosofia em educa&ccedil;&atilde;o no curso de pedagogia e desenvolver seu pr&oacute;prio projeto pedag&oacute;gico. E depois n&atilde;o parou mais.</p>
<p>
	Para ele, os dilemas dos jovens vestibulandos de hoje n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o diferentes dos enfrentados pelos jovens daquela &eacute;poca, e refletem quest&otilde;es mal resolvidas dentro do pr&oacute;prio sistema de educa&ccedil;&atilde;o e da pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o social. O principal deles: a dicotomia entre as demandas do mercado de trabalho e as necessidades humanas.</p>
<p>
	&mdash; Do ponto de vista da educa&ccedil;&atilde;o, o projeto dominante &eacute; um projeto de uma educa&ccedil;&atilde;o imediatista que diz que a popula&ccedil;&atilde;o deve saber apenas aquilo necess&aacute;rio para &quot;se virar na vida&quot;. Agora, quando se pensa numa sociedade que ultrapasse esses limites, ent&atilde;o voc&ecirc; vai ter um modelo de educa&ccedil;&atilde;o de outro teor &mdash; diz o professor, que critica a limita&ccedil;&atilde;o do sistema de ensino atual imposta pelos m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	&mdash; As avalia&ccedil;&otilde;es hoje fazem com que hoje os cursos n&atilde;o funcionem mais para formar indiv&iacute;duos conscientes, como se diz nos objetivos, cidad&atilde;os conscientes, qualificados para o trabalho e para o exerc&iacute;cio da cidadania. Aquilo que era uma incid&ecirc;ncia hoje &eacute; filosofia da educa&ccedil;&atilde;o, de todo o sistema de ensino, porque tudo se guia pelos testes.</p>
<p>
	Outra quest&atilde;o mal resolvida no atual sistema de ensino, apontada pelo professor, &eacute; o Ensino M&eacute;dio, &ldquo;interpretado &agrave;s vezes como a continuidade do Ensino Fundamental, tendo car&aacute;ter de prepara&ccedil;&atilde;o para o Ensino Superior, e em outros momentos como um ensino profissionalizante, que j&aacute; deveria ser terminal&rdquo;.</p>
<p>
	Dermeval Saviani chama aten&ccedil;&atilde;o ainda para os perigos da tend&ecirc;ncia de privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino e &ldquo;da educa&ccedil;&atilde;o transformada em mercadoria&rdquo;, que acabam, segundo ele, por frear os avan&ccedil;os das for&ccedil;as produ&ccedil;&atilde;o e da pr&oacute;pria sociedade.</p>
<p>
	&mdash; Assim como l&aacute; na Idade M&eacute;dia a classe dominante temia novas descobertas, porque aquilo abalava o seu poder, hoje tamb&eacute;m a classe dominante n&atilde;o tem interesse em que essa estrutura se desvele. N&atilde;o &eacute; um problema de maquiavelismo, de maldade. &Eacute; quest&atilde;o dos interesses...</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121009_173326_prof_dermeval_2.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121009_173326_prof_dermeval_2.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Ítalo Padilha" /></a><br />
	Com os professores Adriana Maciel e Jorge Cunha, durante a visita &agrave; UFSM<br />
</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Confira abaixo alguns dos principais trechos da entrevista em setembro deste ano, durante visita do professor Dermeval Saviani &agrave; UFSM:</strong></p>
<p>
	<strong>Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias UFSM &mdash;</strong> <em>Que conselho o senhor daria para um jovem que est&aacute; hoje decidindo o que fazer no vestibular?</em></p>
<p>
	<strong>Prof. Dermeval Saviani &mdash; </strong>N&oacute;s estamos num contexto em que assumidamente n&atilde;o h&aacute; lugar para todos. Na era de ouro capitalismo se visava o pleno emprego. Com a crise dos anos de 1970 isso foi revisto. Por isso, em lugar de se formar para o emprego, hoje o conceito que predomina &eacute; o de empregabilidade. Deve-se fazer o m&aacute;ximo de cursos poss&iacute;veis para ser mais empreg&aacute;vel, mas nada garante que voc&ecirc; vai ser empregado, voc&ecirc; s&oacute; tem mais possibilidade de vir a ser. E n&oacute;s temos at&eacute; o fen&ocirc;meno dos doutores desempregados.</p>
<p>
	&Agrave;s vezes as pessoas t&ecirc;m muitas qualifica&ccedil;&otilde;es para o imediato, mas n&atilde;o tem nada de mais s&oacute;lido, mais consistente. Hoje n&oacute;s vemos essa onda de cursos e mais cursos, todos superficiais. Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; uma seguran&ccedil;a que permita que ele <em>[o aluno]</em> ven&ccedil;a no chamado mercado competitivo dos dias de hoje.</p>
<p>
	Ent&atilde;o, o que eu sugeriria para um jovem de hoje &eacute;: escolha uma &aacute;rea, n&atilde;o importa qual seja, desde que seja uma &aacute;rea com a qual voc&ecirc; se identifique, e estude seriamente, se torne qualificado e competente nisso para voc&ecirc; enfrentar o mercado que est&aacute; a&iacute;.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias UFSM &mdash;</strong> <em>Costuma-se dizer hoje em dia, especialmente como argumento contra o sistema de cotas para o ingresso nas universidades, que &ldquo;o maior problema da educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; na base&rdquo;. Mas, logo na introdu&ccedil;&atilde;o do seu artigo &ldquo;Muta&ccedil;&otilde;es de uma institui&ccedil;&atilde;o milenar&rdquo; o senhor aborda o desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o institucionalizada e nos conta que foram as universidades que surgiram primeiro no que deu origem ao sistema de educa&ccedil;&atilde;o formal que conhecemos hoje. Levando isso em conta, o senhor concorda que as melhorias da educa&ccedil;&atilde;o devem, necessariamente, come&ccedil;ar pela base?</em></p>
<p>
	<strong>Prof. Dermeval Saviani &mdash;</strong> N&atilde;o deixa de ter proced&ecirc;ncia esse argumento, porque de fato &eacute; preciso come&ccedil;ar pela base, e &eacute; preciso come&ccedil;ar bem a partir da base. Agora, o que por vezes se argumenta, &eacute; que j&aacute; que a prioridade &eacute; a base, ent&atilde;o a c&uacute;pula, o Ensino Superior, deve ficar em segundo plano. <em>[Essa] </em>foi um pouco a justificativa da pol&iacute;tica educacional da &ldquo;Era FHC&rdquo;, em que se concentrou o esfor&ccedil;o no &acirc;mbito do Ensino Fundamental, at&eacute; mesmo por orienta&ccedil;&atilde;o do Banco Mundial, que colocava o foco todo no Ensino B&aacute;sico, que correspondia ao antigo Prim&aacute;rio, ampliado em alguns pa&iacute;ses com a f&oacute;rmula do Primeiro Grau ou do Ensino Fundamental, e com isso n&atilde;o se investiu no Ensino Superior.</p>
<p>
	Ocorre que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel atender satisfatoriamente a Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica se n&atilde;o se cuida do Ensino Superior, porque os que dirigem, os que desenvolvem o ensino na Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica s&atilde;o formados em N&iacute;vel Superior.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>AG UFSM</strong> &mdash; <em>O senhor acredita ser vi&aacute;vel estabelecer um modelo de educa&ccedil;&atilde;o que ofere&ccedil;a aos alunos a possibilidade de um desenvolvimento intelectual amplo e ao mesmo tempo prepare os estudantes para atender as expectativas do mercado de trabalho, no atual cen&aacute;rio econ&ocirc;mico brasileiro e internacional?</em></p>
<p>
	<strong>Prof. Dermeval Saviani</strong> &mdash; Bom, a&iacute; eu acho que &eacute; preciso ter presente duas coisas. Uma s&atilde;o as demandas da sociedade atual e a outra s&atilde;o as necessidades humanas que colocam a exig&ecirc;ncia de supera&ccedil;&atilde;o dessa forma de sociedade. Porque as demandas da sociedade atual, que corresponde &agrave; forma capitalista &mdash; e a forma capitalista no seu est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado, o que quer dizer no seu est&aacute;gio j&aacute; terminal <em>(risos)</em> &mdash; exacerba as necessidades imediatas, as necessidades do lucro, e subordina os processos formativos a essas demandas imediatas.</p>
<p>
	N&oacute;s estamos nesse contexto, em que h&aacute; demandas de mercado, essas demandas s&atilde;o imediatas, s&atilde;o pragm&aacute;ticas. Assim como l&aacute; na Idade M&eacute;dia a classe dominante temia novas descobertas, porque aquilo abalava o seu poder, hoje tamb&eacute;m a classe dominante n&atilde;o tem interesse em que essa estrutura se desvele. N&atilde;o &eacute; um problema de maquiavelismo, de maldade. &Eacute; quest&atilde;o dos interesses. Os interesses deles impedem. Hoje a classe dominante tende a considerar que esta &eacute; a forma da sociedade funcionar, e n&atilde;o adianta querer descobrir outras formas.</p>
<p>
	Acontece que do ponto de vista da educa&ccedil;&atilde;o o projeto dominante &eacute; um projeto de uma educa&ccedil;&atilde;o imediatista que diz que a popula&ccedil;&atilde;o deve saber apenas aquilo necess&aacute;rio para &quot;se virar na vida&quot;. Agora, quando se pensa numa sociedade que ultrapasse esses limites, ent&atilde;o voc&ecirc; vai ter um modelo de educa&ccedil;&atilde;o de outro teor.</p>
<p>
	Isto &eacute; uma coisa que pode ser formulada hoje, &eacute; uma coisa que tem base no desenvolvimento da sociedade atual, no avan&ccedil;o das for&ccedil;as produtivas que o capitalismo propiciou, mas &eacute; uma coisa que n&atilde;o se limita a essa forma social, ela j&aacute; coloca no horizonte a supera&ccedil;&atilde;o dessa forma social. Ent&atilde;o por isso ela se distingue da forma hoje dominante, que quer j&aacute; profissionalizar no Ensino M&eacute;dio, quer resultados pr&aacute;ticos imediatos e da&iacute; leva a essa avalia&ccedil;&atilde;o de resultados, sempre contabilizando que resultados cada &aacute;rea, cada curso conseguiu, invertendo tamb&eacute;m o sentido pedag&oacute;gico.</p>
<p>
	As avalia&ccedil;&otilde;es hoje fazem com que hoje os cursos n&atilde;o funcionem mais para formar indiv&iacute;duos conscientes, como se diz nos objetivos, cidad&atilde;os conscientes, qualificados para o trabalho e para o exerc&iacute;cio da cidadania. (...) Ent&atilde;o aquilo que era uma incid&ecirc;ncia hoje &eacute; filosofia da educa&ccedil;&atilde;o, de todo o sistema de ensino, porque tudo se guia pelos testes.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	---</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Reportagem e edi&ccedil;&atilde;o: Bianca Zanella</p>
]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Memórias da UFSM rendem histórias e prêmios</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/09/13/memorias-da-ufsm-rendem-historias-e-premios</link>
				<pubDate>Thu, 13 Sep 2012 12:02:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/09/13/memorias-da-ufsm-rendem-historias-e-premios/</guid>
						<description><![CDATA[At&eacute; o dia 15 de outubro, alunos, ex-alunos e servidores aposentados da UFSM podem se inscrever para a 6&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do concurso de cr&ocirc;nicas, que tem como tema &nbsp;&ldquo;O que vi e vivi na UFSM&rdquo;. A edi&ccedil;&atilde;o anterior ocorreu em 2010, e premiou a egressa Patr&iacute;cia Cunha e o aluno Tiago Laber. Abaixo, voc&ecirc; pode [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	At&eacute; o dia 15 de outubro, alunos, ex-alunos e servidores aposentados da UFSM podem se inscrever para a 6&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do concurso de cr&ocirc;nicas, que tem como tema &nbsp;&ldquo;O que vi e vivi na UFSM&rdquo;. A edi&ccedil;&atilde;o anterior ocorreu em 2010, e premiou a egressa Patr&iacute;cia Cunha e o aluno Tiago Laber. Abaixo, voc&ecirc; pode conhecer mais detalhes sobre os vencedores e suas trajet&oacute;rias na UFSM.</p>
<p>
	<strong>A fic&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p>
	Aos 17 anos, Patr&iacute;cia ingressou na UFSM, no curso de Direito diurno. Quatro anos depois, em 1992, saiu formada. Ap&oacute;s a formatura, Patr&iacute;cia foi para Porto Alegre, onde reside at&eacute; hoje e trabalha como Promotora de Justi&ccedil;a. Ela acredita que talvez venha dessa rotina recheada de hist&oacute;rias reais, tristes, sofridas, mas gratificantes, que tenha surgido o seu gosto por escrever.</p>
<p>
	A Promotora escreve para si mesma, e n&atilde;o costuma mostrar seus textos para outras pessoas. Mas foi por curiosidade e incentivo da m&atilde;e, ex-professora da UFSM, que Patr&iacute;cia resolveu participar do concurso, que, segundo ela, a surpreendeu com o resultado positivo. &ldquo;Sentei para ver se escreveria algo razo&aacute;vel e depois fiz a inscri&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o esperava a premia&ccedil;&atilde;o, que foi uma grata surpresa&rdquo;.</p>
<p>
	Para a ex-estudante de Direito, o concurso &eacute; uma forma de restabelecer o contato dos antigos alunos com a institui&ccedil;&atilde;o de ensino da qual fizeram parte, ao mesmo tempo em que resgata hist&oacute;rias e possibilita a cria&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias envolvendo mem&oacute;rias e sentimentos de um passado relacionado com a UFSM.</p>
<p>
	Hist&oacute;rias como a dos alunos de medicina contada em <a href="http://w3.ufsm.br/ex-alunos/arquivos/cronicas2010/trajetoria.pdf"><u><span style="color:#0000cd;">&ldquo;Trajet&oacute;ria&rdquo;</span></u></a>, onde Patr&iacute;cia juntou um pouco de cada um dos muitos tipos de pessoas que conheceu durante sua vida acad&ecirc;mica. Tem um pouco das alunas bonitas que s&atilde;o almejadas por estudantes, um pouco dos bons (e exigentes) professores que teve quando estudou na Universidade, outro tanto dos exemplares alunos com quem conviveu. Mas o personagem principal, conta Patr&iacute;cia, &eacute; inspirado em seu filho de 10 anos, que &eacute; t&iacute;mido, concentrado e adora futebol, mas que,&ldquo;como diria minha av&oacute;, &lsquo;tem outro por dentro&rsquo;. Imaginei-o mais velho&rdquo;, explica a escritora da cr&ocirc;nica&nbsp;premiada.&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; ">
	&nbsp;&nbsp;<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/09/20120913_113000_patricia.jpg" style="width: 200px; height: 301px; " title="Patrícia e sua família, inclusive o filho que inspirou o personagem de sua crônica. Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	A premia&ccedil;&atilde;o trouxe orgulho para a fam&iacute;lia. Patr&iacute;cia conta que para seus pais foi como se ela tivesse voltado aos mesmos 17 anos de quando &ldquo;ganhou&rdquo; o concurso do vestibular. E ao ser questionada se sentia saudade da Universidade, Patr&iacute;cia responde com outra pergunta: &ldquo;Ser&aacute; que algu&eacute;m&nbsp; n&atilde;o sente falta da &eacute;poca da faculdade?&rdquo; . Em 2012, &nbsp; a turma da egressa completou&nbsp;20 anos de formatura, e ela lamenta n&atilde;o manter contato com a maior parte dos ex-colegas, embora lembre com muito carinho de todos.</p>
<p>
	<strong>A realidade</strong></p>
<p>
	Tiago Laber entrou na UFSM em 2010, como aluno do curso de Engenharia Qu&iacute;mica. Hoje o jovem prepara-se para ir para Portugal, atrav&eacute;s do Programa Ci&ecirc;ncia Sem Fronteiras, onde vai continuar a gradua&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	Quando estava no 2&ordm; semestre da faculdade, por muita insist&ecirc;ncia de uma amiga que ajudava na divulga&ccedil;&atilde;o, Tiago resolveu conhecer o concurso de cr&ocirc;nicas. A decis&atilde;o de participar veio com a descoberta dos temas. &ldquo;Quando li, soube que poderia contribuir, pois boa parte da minha fam&iacute;lia conheceu a Universidade. Ent&atilde;o, hist&oacute;ria pra contar eu tinha, era s&oacute; &lsquo;fu&ccedil;ar&rsquo; um pouco&rdquo;. Foi o que o estudante fez. Pressionado pelo tempo, j&aacute; que soube do concurso dois dias antes do encerramento das inscri&ccedil;&otilde;es, &nbsp;ligou para a m&atilde;e em busca de detalhes de uma hist&oacute;ria que ele conhecia, mas precisava se aprofundar nos detalhes.</p>
<p>
	Foi assim que nasceu, pela segunda vez, a <a href="http://w3.ufsm.br/ex-alunos/arquivos/cronicas2010/historia.pdf"><u><span style="color:#0000cd;">Hist&oacute;ria de amor </span></u></a>&nbsp;dentro da Universidade. Tiago conta as circunst&acirc;ncias em que sua m&atilde;e conheceu seu padrasto e, juntos, iniciaram sua fam&iacute;lia. A hist&oacute;ria j&aacute; estava decidida, mas Tiago tinha outro problema: nunca havia escrito uma cr&ocirc;nica. A resposta ele encontrou na m&atilde;o da av&oacute;, que carregava um jornal, onde, diariamente, h&aacute; cr&ocirc;nicas. Foi uma dessas cr&ocirc;nicas di&aacute;rias que serviu de &ldquo;molde&rdquo; para a narrativa de Tiago.</p>
<p>
	Houve outra surpresa na hora da inscri&ccedil;&atilde;o: &ldquo;eu preenchia todos os campos que eram pedidos e, quando enviava, todos eles ficavam em branco novamente. Tentei tr&ecirc;s vezes, n&atilde;o recebi confirma&ccedil;&atilde;o, nem por ali, nem por e-mail, ent&atilde;o desisti. Eu juro que achava que n&atilde;o estava inscrito&rdquo;, conta o jovem.</p>
<p>
	Foi apenas dois meses depois, ap&oacute;s receber os parab&eacute;ns de uma colega, que Tiago descobriu que n&atilde;o havia apenas conseguido efetuar a inscri&ccedil;&atilde;o, mas que ganhara o primeiro lugar em sua categoria. A sensa&ccedil;&atilde;o da vit&oacute;ria e da surpresa foi estranha e nova para Tiago, j&aacute; que &ldquo;ganhar uma coisa por m&eacute;rito &uacute;nico e exclusivamente meu... Foi bom demais&rdquo;, explica ele.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/09/20120913_114813_tiago.png" style="width: 175px; height: 222px; " title="Para Tiago, o primeiro lugar foi realmente uma surpresa. Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	Em 2010 foi a primeira e &uacute;nica vez que Tiago participou de um concurso desse g&ecirc;nero. O estudante de qu&iacute;mica conta que, apesar de gostar de escrever, n&atilde;o faz isso com frequ&ecirc;ncia. Por ser muito detalhista, ele demora pra escrever textos, ent&atilde;o prefere aproveitar este tempo para ler. O jovem caracteriza o seu gosto pela escrita como <em>hobby</em>, que, no caso, lhe trouxe uma grata surpresa ao vencer o concurso.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong><br />
	Patricia Michelotti- &nbsp;Acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong><br />
	Luciane Treulieb</p>
<p>
	&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Laureado por dedicação à terra</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/08/31/laureado-por-dedicacao-a-terra</link>
				<pubDate>Fri, 31 Aug 2012 11:43:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[Vindo de Silveira Martins, da comunidade de Val de Buia o professor doutor Celso Aita, filho de pequenos agricultores acompanhava o trabalho dos pais na lavoura. Essa viv&ecirc;ncia logo despertou o seu interesse no cuidado com a terra para preservar aquele recurso natural que providenciava o sustento familiar. Celso estava entre fazer medicina ou agronomia, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	Vindo de Silveira Martins, da comunidade de Val de Buia o professor doutor Celso Aita, filho de pequenos agricultores acompanhava o trabalho dos pais na lavoura. Essa viv&ecirc;ncia logo despertou o seu interesse no cuidado com a terra para preservar aquele recurso natural que providenciava o sustento familiar. Celso estava entre fazer medicina ou agronomia, no entanto, sua voca&ccedil;&atilde;o era trabalhar na terra, para ajudar os pais no manejo das lavouras de subsist&ecirc;ncia.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/08/20120831_134849_prof-celso01.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/08/20120831_134849_prof-celso01.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Ítalo Padilha." /></a></p>
<p>
	J&aacute; na Agronomia da UFSM, teve a oportunidade de conhecer o prof. Antonio Carlos Guedes do setor de olericultura, onde trabalhou sob sua orienta&ccedil;&atilde;o como bolsista durante os dois &uacute;ltimos anos de gradua&ccedil;&atilde;o, o que influenciou na escolha para a sequ&ecirc;ncia da sua vida acad&ecirc;mica, optando pela pesquisa. Em 1982, ingressou no curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Biodin&acirc;mica e Produtividade do Solo da UFSM para realiza&ccedil;&atilde;o de mestrado, o qual foi conclu&iacute;do em 1984. Durante este per&iacute;odo recebeu bolsa de estudos da Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria de Santa Catarina (EMPASC, atualmente EPAGRI), tendo trabalhado na Unidade de Chapec&oacute;, SC, at&eacute; julho 1986, quando realizou concurso na UFSM, sendo aprovado na &aacute;rea de Microbiologia do Solo.</p>
<p>
	<strong>Sobre sua Linha de Pesquisa</strong></p>
<p>
	Ao ingressar no Departamento de Solos da UFSM em julho de 1986, Celso Aita reiniciou os estudos envolvendo o uso de leguminosas como adubos verdes para retomar o tema de pesquisa j&aacute; introduzido na UFSM pela prof. dra. Ana Maria Primavesi na d&eacute;cada de 1960. Os trabalhos conduzidos tinham como objetivo a prote&ccedil;&atilde;o do solo da eros&atilde;o e o fornecimento de nitrog&ecirc;nio ao sistema via fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de N pelas leguminosas.</p>
<p>
	Iniciou, na mesma &eacute;poca, os trabalhos com o uso de dejetos de animais como fonte de nutrientes &agrave;s culturas. O objetivo era o de facilitar a ciclagem de nutrientes dos dejetos de su&iacute;nos e bovinos no solo, al&eacute;m de minimizar o impacto ambiental negativo desses dejetos. Tais estudos continuam at&eacute; hoje, com forte enfoque ambiental.</p>
<p>
	Em 1993, foi para Fran&ccedil;a fazer o doutorado no INRA (Institut National de La Recherche Agronomique) na cidade de Laon, pr&oacute;xima a Paris, onde estudou a din&acirc;mica do carbono e do nitrog&ecirc;nio durante a decomposi&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos org&acirc;nicos no solo. O professor concluiu seu doutorado no final de 1996 e reassumindo suas atividades na UFSM.</p>
<p>
	Um dos projetos atuais destacados pelo prof. Aita est&aacute; sendo conduzido em parceria com outras institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa do RS e de SC. Trata-se de um trabalho em rede, com financiamento do CNPq, envolvendo pesquisadores da UFSM, UPF, UDESC, UFRGS, EMBRAPA/Su&iacute;nos e Aves e FEEVALE, al&eacute;m da empresa MEPEL. Um dos resultados j&aacute; alcan&ccedil;ados por este trabalho em equipe foi o desenvolvimento de uma m&aacute;quina para injetar os dejetos l&iacute;quidos no solo, em lavoras de plantio direto. Al&eacute;m da inje&ccedil;&atilde;o dos dejetos no solo, o grupo est&aacute; avaliando no projeto o uso de inibidor de nitrifica&ccedil;&atilde;o e a compostagem automatizada de dejetos de su&iacute;nos.</p>
<p>
	O pr&ecirc;mio <strong><em>O Futuro da Terra</em></strong><strong>,</strong>&nbsp;oferecido pelo Jornal do Com&eacute;rcio em parceria com a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e que distingue os pesquisadores que dedicaram suas carreiras ao crescimento do setor prim&aacute;rio, estudando temas relacionados ao agroneg&oacute;cio e &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente foi conquistado em&nbsp;2012 pelo prof. Aita. De acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o, a escolha &eacute; feita com base na avalia&ccedil;&atilde;o do conjunto da obra do pesquisador, seu curr&iacute;culo e import&acirc;ncia do trabalho para o setor prim&aacute;rio. O prof. Aita foi premiado na categoria <em>Novas Alternativas Agr&iacute;colas</em> e recebeu o trof&eacute;u <em>o futuro da terra</em> na Expointer.<em> O projeto em rede foi aprovado no edital REPENSA. Sua multidisciplinaridade &eacute; uma nova forma de consolidar novas tecnologias e qualificar qualquer trabalho.</em></p>
<p>
	&nbsp;&ldquo;&Eacute; altamente motivador contribuir na forma&ccedil;&atilde;o de alunos nos diferentes n&iacute;veis e a gente vibra com a motiva&ccedil;&atilde;o deles em nos ajudar, al&eacute;m de destacar que n&atilde;o se conquistaria pr&ecirc;mio algum se n&atilde;o tivesse a participa&ccedil;&atilde;o efetiva de um grupo grande de alunos participando ao nosso lado da gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento e, ao mesmo tempo, se qualificando.&rdquo; - comenta o professor Celso Aita.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rteres:</strong></p>
<p>
	Karohelen Dias e Leonardo Cortes &ndash; Acad&ecirc;micos de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Uma vida dedicada à saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/06/25/uma-vida-dedicada-a-saude</link>
				<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 08:57:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/06/25/uma-vida-dedicada-a-saude/</guid>
						<description><![CDATA[Na manh&atilde; da sexta-feira (22), o m&eacute;dico Waldir Veiga Pereira recebeu o t&iacute;tulo de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Santa Maria no Audit&oacute;rio Gulerpe do Hospital Universit&aacute;rio. O t&iacute;tulo vem engrandecer a carreira profissional e acad&ecirc;mica do m&eacute;dico, especialista em oncologia e hematologia.&nbsp; Nascido na cidade de Arroio Grande, na fronteira do Rio [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	Na manh&atilde; da sexta-feira (22), o m&eacute;dico Waldir Veiga Pereira recebeu o t&iacute;tulo de <em>Doutor Honoris Causa</em> da Universidade Federal de Santa Maria no Audit&oacute;rio Gulerpe do Hospital Universit&aacute;rio. O t&iacute;tulo vem engrandecer a carreira profissional e acad&ecirc;mica do m&eacute;dico, especialista em oncologia e hematologia.&nbsp;</p>
<p>
	Nascido na cidade de Arroio Grande, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, dr. Waldir &eacute; filho de uma fam&iacute;lia de oito irm&atilde;os. Morou com seus pais at&eacute; concluir o ensino fundamental na cidade em que nasceu. O ensino m&eacute;dio foi cursado na cidade de Pelotas. Em 1960, Waldir ingressou na faculdade de Medicina da UFSM. Curso que concluiu no ano de 1965.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/06/20120625_085627_21062012_perfil_01.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/06/20120625_085627_21062012_perfil_01.jpg" style="width: 400px; height: 268px; " /></a></p>
<p>
	Depois de conclu&iacute;do o curso de Medicina, dr. Waldir atravessou praticamente todas as etapas da doc&ecirc;ncia: foi professor assistente, professor adjunto e depois titular do Departamento de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Federal de Santa Maria. O doutorado foi cursado na Universidade de S&atilde;o Paulo.</p>
<p>
	Por&eacute;m, foi nos Estados Unidos que Waldir teve as experi&ecirc;ncias que determinaram a excel&ecirc;ncia nos servi&ccedil;os que ele, ao longo de sua carreira, prestou &agrave; cidade de Santa Maria. L&aacute;, ele trabalhou na mais importante institui&ccedil;&atilde;o de pesquisa cl&iacute;nica b&aacute;sica do mundo. Em um tempo mais curto, dr. Waldir trabalhou na &aacute;rea de transplantes na maior institui&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos, em Seattle.</p>
<p>
	Depois das experi&ecirc;ncias nos Estados Unidos, o m&eacute;dico retornou a Santa Maria e foi fundador do servi&ccedil;o de hematologia e oncologia da cidade. &ldquo;Durante muito tempo eu fui docente e desenvolvi atividades ligadas &agrave; pesquisa e atividades assistenciais. Essas atividades foram muito diversificadas e abrangentes dentro da Universidade&rdquo;.</p>
<p>
	Dr. Waldir atribui a essas atividades a titula&ccedil;&atilde;o que recebeu na manh&atilde; da sexta-feira. &ldquo;Eu recebo essa titula&ccedil;&atilde;o como um reconhecimento da cidade pelas a&ccedil;&otilde;es que eu tenho desenvolvido ao longo da minha trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica e profissional. A&ccedil;&otilde;es essas que n&atilde;o foram f&aacute;ceis de serem realizadas, pois grande parte delas foram concretizadas com recursos extra or&ccedil;ament&aacute;rios. Muitos dos meus projetos foram constru&iacute;dos atrav&eacute;s do voluntariado e da contribui&ccedil;&atilde;o financeira de empresas e institui&ccedil;&otilde;es privadas.&rdquo;</p>
<p>
	<strong>A evolu&ccedil;&atilde;o da medicina</strong></p>
<p>
	Dr. Waldir afirma que durante sua trajet&oacute;ria profissional foi poss&iacute;vel observar os progressos da medicina. &ldquo;Quando eu comecei, tanto a hematologia quanto a oncologia eram muito mais atrasadas do que s&atilde;o hoje. Naquela &eacute;poca, as doen&ccedil;as consideradas malignas geralmente eram incur&aacute;veis. Hoje v&aacute;rias daquelas doen&ccedil;as que eram consideradas malignas se tornaram cur&aacute;veis e outras tantas cronific&aacute;veis&rdquo;. Conviver com a expectativa da morte deixou de ser regra para os especialistas em oncologia.</p>
<p>
	O m&eacute;dico afirma que no Brasil, mesmo em regi&otilde;es ricas como S&atilde;o Paulo, o atendimento ainda n&atilde;o &eacute; feito de maneira adequada e os n&uacute;meros de cura n&atilde;o chegam a 40%. Dessa forma, mesmo com a transforma&ccedil;&atilde;o do panorama de tratamento e de conviv&ecirc;ncia com a doen&ccedil;a, os insucessos s&atilde;o inevit&aacute;veis. Tornar os insucessos menos desagrad&aacute;veis &eacute; um dos desafios com os quais o profissional deve conviver. &ldquo;Apesar da &uacute;nica certeza de nossas vidas ser a morte, mesmo para um m&eacute;dico, o impacto de uma morte nunca desaparece. Por&eacute;m, a sensa&ccedil;&atilde;o de fracasso s&oacute; &eacute; sentida quando temos uma morte que sabidamente poder&iacute;amos ter evitado. Seja pelo tratamento antecipado, seja por tratamentos alternativos&rdquo;.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/06/20120625_085717_21062012_perfil_02.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/06/20120625_085717_21062012_perfil_02.jpg" style="width: 400px; height: 268px; " /></a></p>
<p>
	Segundo Waldir, a &aacute;rea da oncologia pedi&aacute;trica foi a que apresentou os maiores progressos. O tipo mais comum de leucemia da crian&ccedil;a passou de praticamente zero a 90% de chance de ser curado. Isso quando essas crian&ccedil;as s&atilde;o atendidas por equipes e em centros de excel&ecirc;ncia.</p>
<p>
	O m&eacute;dico afirma que em Santa Maria, quem procura esses servi&ccedil;os &ndash; de hemato e oncologia &ndash; no Hospital Universit&aacute;rio, desde que venha em tempo adequado, ou seja, que o encaminhamento n&atilde;o seja tardio, tem suas chances de cura elevada aos n&uacute;meros considerados ideais. Atualmente, dr. Waldir &eacute; o coordenador da Turma do Ique, um projeto que desenvolve pesquisa e oferece tratamento e assist&ecirc;ncia a crian&ccedil;as com c&acirc;ncer, desenvolvido junto ao HUSM.</p>
<p>
	Para Waldir, suas experi&ecirc;ncias anteriores, principalmente aquelas realizadas nos centros de refer&ecirc;ncia no tratamento de c&acirc;ncer, foram muito importantes, pois elas possibilitaram que o perfil de diversas doen&ccedil;as fosse modificado no Brasil. &ldquo;Um grupo de jovens pesquisadores, que eu integrei nos anos 1980, foi o respons&aacute;vel por essas mudan&ccedil;as. A principal delas est&aacute; ligada &agrave; leucemia, que era a doen&ccedil;a mais comum, principalmente nas crian&ccedil;as. E isso teve um custo muito alto, foi fruto de um trabalho extremamente desgastante. O objetivo principal, e que foi alcan&ccedil;ado, era a melhora desse quadro para toda a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, sem nenhuma distin&ccedil;&atilde;o de classe social, nem poder aquisitivo&rdquo;.</p>
<p>
	<strong>A necess&aacute;ria transforma&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o em Medicina</strong></p>
<p>
	Admirador da boa m&uacute;sica e de diversos g&ecirc;neros liter&aacute;rios, dr. Waldir conta que durante sua estada em Pelotas foi integrante da Orquestra de C&acirc;mara da cidade. Violinista no passado, o m&eacute;dico, hoje, &eacute; um apreciador da m&uacute;sica cl&aacute;ssica.&nbsp; Em sua biblioteca, al&eacute;m do grande volume de literatura cient&iacute;fica e acad&ecirc;mica, obras de Vargas Llosa, Gabriel Garc&iacute;a Marquez, Dostoievski, &Eacute;rico Ver&iacute;ssimo, Pablo Neruda e Arlindo Trevisan recheiam as prateleiras.</p>
<p>
	Os tantos livros certamente contribuem para que Dr. Waldir possua uma vis&atilde;o cr&iacute;tica e bem embasada da situa&ccedil;&atilde;o em que a sa&uacute;de se encontra no pa&iacute;s. &ldquo;O Brasil vive um problema de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de que &eacute; social. Haja vista as reportagens di&aacute;rias que s&atilde;o veiculadas diariamente nos jornais&rdquo;. Para ele o profissional da medicina necessariamente vai ter que ser educado de outra forma daqui para frente. &ldquo;O sistema deve sofrer uma transforma&ccedil;&atilde;o radical, principalmente, atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o das exig&ecirc;ncias burocr&aacute;ticas. Essa transforma&ccedil;&atilde;o passa por diversos fatores: desde a organiza&ccedil;&atilde;o de hospitais competentes at&eacute; a remunera&ccedil;&atilde;o dos profissionais. O momento que vivemos hoje, de crise da sa&uacute;de p&uacute;blica, &eacute; o momento crucial para a mudan&ccedil;a, para a transforma&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong></p>
<p>
	Fernanda Arispe &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A regra é não parar!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/05/31/a-regra-e-nao-parar</link>
				<pubDate>Thu, 31 May 2012 08:46:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/05/31/a-regra-e-nao-parar/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Assistente social da UFSM h&aacute; quase 30 anos, Carmen Borges fez parte de v&aacute;rios projetos da Universidade como PAS e Pr&oacute;-Vida. Hoje ela &eacute; coordenadora do projeto Espa&ccedil;o Alternativo e ainda desenvolve diversas atividades paralelas. O que fazer naquele tempo depois de uma manh&atilde; de trabalho, entre o almo&ccedil;o e antes de iniciar as [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Assistente social da UFSM h&aacute; quase 30 anos, Carmen Borges fez parte de v&aacute;rios projetos da Universidade como PAS e Pr&oacute;-Vida. Hoje ela &eacute; coordenadora do projeto Espa&ccedil;o Alternativo e ainda desenvolve diversas atividades paralelas.</p>
<p>
	O que fazer naquele tempo depois de uma manh&atilde; de trabalho, entre o almo&ccedil;o e antes de iniciar as atividades novamente? Foi querendo responder a essa d&uacute;vida de modo a levar benef&iacute;cios aos colegas servidores, que, h&aacute; dez anos, Carmen Regina Echeverria Borges, assistente social da Pr&oacute;-reitoria de Recursos Humanos, come&ccedil;ou sem muita pretens&atilde;o um projeto pequeno, que consistia em palestras semanais voltadas aos funcion&aacute;rios da UFSM.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/05/20120531_084341_foto_interna_1.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/05/20120531_084341_foto_interna_1.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Atividade Integrada em Vale Vêneto. Maio de 2012. Foto: Arquivo pessoal/Carmem Borges." /></a></p>
<p>
	Hoje, o Espa&ccedil;o Alternativo, nome com o qual foi batizado o projeto que visa preencher o tempo livre entre os turnos dos servidores, conta com mais de dez atividades que acontecem paralelamente entre as 12 e 14 horas, de segunda a sexta, na Universidade. Carmen &eacute; coordenadora do projeto, e ainda participa de v&aacute;rias atividades dele. A hist&oacute;ria dessa assistente social dentro da UFSM, entretanto, come&ccedil;a muito antes do Espa&ccedil;o Alternativo ser pensado.</p>
<p>
	Natural da cidade de Arroio Grande, no sul do estado, Carmen escolheu a profiss&atilde;o que desenvolve at&eacute; hoje ainda adolescente. A mo&ccedil;a que fez magist&eacute;rio gostava de conversar com as pessoas e ajud&aacute;-las, e viu no Servi&ccedil;o Social uma forma de poder desenvolver esse seu lado. Aos dezessete anos, ela mudou-se para Pelotas assim que passou no vestibular na Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas (UCPEL). Mas foi s&oacute; no ano de 1983 que Carmen come&ccedil;ou a tra&ccedil;ar seu caminho rumo &agrave; Santa Maria.</p>
<p>
	Rec&eacute;m formada, ela prestou concurso na UFSM e no ano seguinte, foi chamada para exercer sua profiss&atilde;o aqui na cidade. O primeiro lugar por qual Carmen passou na UFSM foi a Pr&oacute;-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), que na &eacute;poca, al&eacute;m dos alunos, assistia aos funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o. Logo de in&iacute;cio, Carmen ficou respons&aacute;vel por, juntamente a uma equipe, desenvolver um plano de sa&uacute;de para os funcion&aacute;rios da Universidade, o Programa de A&ccedil;&atilde;o Social, o PAS, que existe at&eacute; hoje.</p>
<p>
	Depois de seis anos trabalhando com a quest&atilde;o socioecon&ocirc;mica envolvendo a comunidade universit&aacute;ria, Carmen mudou-se do pr&eacute;dio da Reitoria, para uma estrutura aparentemente bem mais simples. Foi nesse ano que ela tornou-se diretora da Creche Ip&ecirc; Amarelo. Na nova condi&ccedil;&atilde;o, Carmen conseguiu conciliar sua vida pessoal com o trabalho. Al&eacute;m de dirigir o Ip&ecirc;, a assistente social tratou de matricular seu casal de filhos na creche, e podia assim, acompanhar o crescimento dos dois de perto, em seu ambiente de trabalho, no in&iacute;cio da forma&ccedil;&atilde;o deles.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href=" images/20120531_084538_foto_interna_2.JPG" target="_blank"><img alt="" src=" images/20120531_084538_foto_interna_2.JPG" style="width: 400px; height: 300px; " title="Participação da Oficina Arte Além do Oficio. Novembro 2011. Foto: Arquivo pessoal/Carmem Borges." /></a></p>
<p>
	A partir da&iacute;, Carmen passou por diversos n&uacute;cleos na UFSM. Al&eacute;m do PAS e do Ip&ecirc; Amarelo, ela coordenou o Programa de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Depend&ecirc;ncia Qu&iacute;mica, o Pr&oacute;-Vida, at&eacute; 2002. Nesse momento, foi que Carmen come&ccedil;ou a juntar os colegas para bate-papos informais, que foram evoluindo para palestras, e hoje englobam atividades de integra&ccedil;&atilde;o, lazer, relaxamento, exerc&iacute;cios e medita&ccedil;&atilde;o. Atualmente, o Espa&ccedil;o Alternativo conta com a presen&ccedil;a de mais de cem servidores que ap&oacute;s, ou antes, do almo&ccedil;o, participam dessas atividades.</p>
<p>
	Carmen, hoje com 51 anos, &eacute; uma incans&aacute;vel. Com uma disposi&ccedil;&atilde;o de causar inveja, al&eacute;m de coordenar o Espa&ccedil;o Alternativo, ela ainda pensa novas atividades para manter sempre atualizado o projeto do qual ela foi a idealizadora. Casada h&aacute; 30 anos, &ldquo;trinta anos de muita paix&atilde;o&rdquo;, conta aos sorrisos, Carmen ainda faz trabalho volunt&aacute;rio no Lar de Joaquina, atua na exposi&ccedil;&atilde;o dos trabalhos desenvolvidos pelos servidores dentro do Espa&ccedil;o Alternativo, como a oficina <em>Arte Al&eacute;m do Of&iacute;cio</em>, e o<em> Quadrado Solid&aacute;rio</em>.</p>
<p>
	E Carmen, n&atilde;o para por a&iacute;. A dois anos de sua aposentadoria, ela ainda participa da implementa&ccedil;&atilde;o do projeto de pr&eacute;-aposentadoria da Universidade, o <em>Transformar o Hoje</em>. &ldquo;O projeto consiste em preparar os servidores para a aposentadoria, e a&iacute; eu estou inclusa&rdquo;, explica Carmen. Ela pretende, depois de ser aposentar, seguir viajando, <em>hobbie</em> que cultiva h&aacute; muitos anos, al&eacute;m de manter suas atividades artesanais, e sociais. &ldquo;Claro que eu vou sentir essa ruptura do trabalho, mas a&iacute; eu vou continuar fazendo trabalho volunt&aacute;rio, vou conhecer lugares novos, n&atilde;o vou parar!&rdquo;, finaliza alegre, Carmen.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong></p>
<p>
	Natascha Carvalho &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pequeno leitor, grande escritor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/04/30/pequeno-leitor-grande-escritor</link>
				<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 08:34:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[&nbsp; N&atilde;o foi buscando reconhecimento p&uacute;blico que Pedro Brum Santos, diretor e professor do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria trilhou sua trajet&oacute;ria no mundo da Literatura. Despretensioso, Pedro, que desde sempre cultuou os livros, viveu sua vida imerso no mundo das letras e da linguagem. O reconhecimento, ainda [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
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	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/04/20120430_083133_30042012_brum_01.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/04/20120430_083133_30042012_brum_01.jpg" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; float: right; width: 180px; height: 194px; " title="Foto: Julia do Carmo." /></a>N&atilde;o foi buscando reconhecimento p&uacute;blico que Pedro Brum Santos, diretor e professor do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria trilhou sua trajet&oacute;ria no mundo da Literatura. Despretensioso, Pedro, que desde sempre cultuou os livros, viveu sua vida imerso no mundo das letras e da linguagem. O reconhecimento, ainda que n&atilde;o sendo o objetivo principal do escritor, veio. Ele &eacute; o patrono da edi&ccedil;&atilde;o deste ano da Feira do Livro de Santa Maria.</p>
<p>
	Natural de Tupanciret&atilde;, filho &uacute;nico de comerciantes, Pedro conta que teve uma inf&acirc;ncia mergulhada em imagens e impressos. Ele diz que a m&atilde;e gostava de ler fotonovelas, mas que n&atilde;o foi esse o maior dos impulsos que recebeu para viver no universo da literatura. Foram seus primos paternos que o converteram em leitor. &ldquo;Eles possu&iacute;am mais hist&oacute;rias que eu, tinham mais revistinhas do que eu. Em determinado instante, eles come&ccedil;aram a compartilhar comigo dessas coisas&rdquo;.</p>
<p>
	Al&eacute;m da conviv&ecirc;ncia e das hist&oacute;rias compartilhadas com os primos, o fato de sua prima se casar com um sujeito que abriu um jornal em sua cidade de origem foi determinante para o interesse e para o estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o com os livros, as imagens e a linguagem. A inf&acirc;ncia de Pedro foi povoada de materiais impressos que o fascinavam.</p>
<p>
	Ele conta que j&aacute; na adolesc&ecirc;ncia come&ccedil;ou livros pra gente grande. &ldquo;Minha tia, m&atilde;e desses meus primos de quem eu j&aacute; falei, tinha em casa alguma coisa de Jorge Amado, &Eacute;rico Ver&iacute;ssimo, que eu acho que, tanto quanto eu me lembro, foram os primeiros autores s&eacute;rios que eu comecei a ler&rdquo;. O professor garante que a leitura dessas obras foi uma descoberta de mundo para ele. Pelo contato com uma grande hist&oacute;ria, com a narrativa cerrada, toda contada na forma narrativa liter&aacute;ria.</p>
<p>
	Principalmente na inf&acirc;ncia, Pedro conta que percebia a literatura como uma esp&eacute;cie de realidade paralela. &ldquo;Voc&ecirc; come&ccedil;a a construir, atrav&eacute;s da leitura, um mundo que &eacute; s&oacute; seu, que lhe encanta e voc&ecirc; come&ccedil;a a gostar cada vez mais de fugir para dentro dele. Voc&ecirc; foge das coisas que te incomodam no mundo, das coisas que lhe espezinham. Isso aconteceu desde cedo comigo, hoje eu n&atilde;o digo que isso aconte&ccedil;a tanto&rdquo;.</p>
<p>
	<strong>L&iacute;ngua, letras, linguagem: escolhas profissionais guiadas pela paix&atilde;o pela leitura</strong></p>
<p>
	Da conviv&ecirc;ncia com os impressos noticiosos pareceu surgir naturalmente a certeza de que o futuro profissional de Pedro estaria ligado ao jornalismo. Ele veio para Santa Maria, no ano de 1979, para ser radialista. Numa das r&aacute;dios AM da cidade, Pedro era redator, apresentava programas noticiosos e narrava partidas de futebol. Para poder continuar atuando como radialista, Pedro decidiu fazer o curso de Letras na Faculdade Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o (FIC) &ndash; j&aacute; que ele era noturno. A formatura no curso de Letras foi celebrada no ano de 1985, e ainda assim cursar Jornalismo se mantinha como um dos objetivos dele.</p>
<p>
	Logo que terminou a gradua&ccedil;&atilde;o, Pedro resolveu fazer um curso de especializa&ccedil;&atilde;o na FIC. &nbsp;Por&eacute;m, ainda no in&iacute;cio do curso foi convidado a ministrar aulas no curso de Letras da institui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Eu, com minha carga de conhecimentos lingu&iacute;sticos e interessado em Literatura, dava aula de Lingu&iacute;stica. Foi uma experi&ecirc;ncia muito boa, muito legal, muito proveitosa. Eu dei aulas de Lingu&iacute;stica durante dois ou tr&ecirc;s anos, no in&iacute;cio da minha carreira&rdquo;.</p>
<p>
	Da experi&ecirc;ncia como professor, surgiu a ideia de fazer mestrado. A UFSM da d&eacute;cada de 1980 rec&eacute;m havia implantado o curso de mestrado em Letras e aberto inscri&ccedil;&otilde;es para sele&ccedil;&atilde;o. Pedro foi selecionado j&aacute; para a primeira turma, mas n&atilde;o concluiu o curso. &ldquo;Eu me transferi para terminar o mestrado na Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Porto Alegre. E l&aacute; tamb&eacute;m eu fiz o meu doutorado. Assim, em meados dos anos 1990, eu voltei e fiz concurso pra Universidade, j&aacute; virando doutor, por assim dizer.&rdquo;</p>
<p>
	Nesse momento, o jornalismo j&aacute; tinha ficado completamente esquecido. As atividades ligadas ao r&aacute;dio foram, gradativamente, sendo substitu&iacute;das pelo envolvimento com as atividades acad&ecirc;micas. A paix&atilde;o pelos livros, por&eacute;m, nunca foi deixada de lado. A estrat&eacute;gia utilizada por Pedro foi a de transformar sua paix&atilde;o em objeto de estudo. Estudar a l&iacute;ngua, al&eacute;m de ser &uacute;til, &eacute; agrad&aacute;vel. &ldquo;Isso me ajuda no aperfei&ccedil;oamento da escrita. H&aacute; quase dez anos que eu tenho uma cr&ocirc;nica semanal no jornal A Raz&atilde;o. E isso foi uma coisa muito importante na minha vida, porque essa coisa de fazer a cr&ocirc;nica, trabalhar com temas do cotidiano, usar a linguagem de outra forma que n&atilde;o s&oacute; esta acad&ecirc;mica me proporcionou brincar mais, estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o mais l&uacute;dica com a linguagem no texto escrito&rdquo;.</p>
<p>
	<strong>Inspira&ccedil;&atilde;o, talento e conhecimento</strong></p>
<p>
	Segundo o professor, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil escrever. &ldquo;Eu sempre digo que a naturalidade que voc&ecirc; consegue ao produzir um texto custa muito trabalho. Para parecer f&aacute;cil e natural para o leitor, tem que haver uma grande elabora&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s. Como a cr&ocirc;nica &eacute; semanal, eu tenho me obrigado a uma vez por semana parar para fazer esse neg&oacute;cio. E esse processo tem sido de muito aprendizado&rdquo;. &nbsp;O professor acredita que s&oacute; a paix&atilde;o e o talento n&atilde;o s&atilde;o suficientes para formar bons escritores. &ldquo;Em minha opini&atilde;o, n&atilde;o existe essa hist&oacute;ria de inspira&ccedil;&atilde;o. Pode at&eacute; haver talento, mas se n&atilde;o tiver aprendizado e a consci&ecirc;ncia muito aguda de como o processo de escrita precisa ser aperfei&ccedil;oado, a gente n&atilde;o consegue evoluir, a pessoa n&atilde;o consegue dar o seu recado&rdquo;.</p>
<p>
	O patrono da Feira do Livro de Santa Maria de 2012 diz pensar que os escritores necessitam de humildade. &ldquo;Quem escreve tem que saber que &eacute; algu&eacute;m que est&aacute; sempre em forma&ccedil;&atilde;o e que um texto &eacute; algo que nunca est&aacute; completamente pronto. A gente sempre pode mexer nele de algum modo, sempre pode fazer algumas coisas&rdquo;.</p>
<p>
	A rela&ccedil;&atilde;o de Pedro com os livros sempre suscitou esse respeito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; arte de escrever. Ele conta que sua rela&ccedil;&atilde;o inicial com os livros foi uma rela&ccedil;&atilde;o de objeto mesmo. &ldquo;Admirava-me a textura, a espessura, as figuras, os detalhes de encaderna&ccedil;&atilde;o, as marcas do tempo nos livros velhos. O livro, para mim, teve desde logo, n&atilde;o s&oacute; uma coisa fetichista, mas uma coisa quase de culto mesmo, com a ideia da pr&oacute;pria preserva&ccedil;&atilde;o dos livros&rdquo;.</p>
<p>
	Na medida em que cresceu e come&ccedil;ou a gostar dos livros tamb&eacute;m pela leitura, o culto ao livro, na vida de Pedro, s&oacute; aumentou. &nbsp;Ele diz que desde a pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia at&eacute; a fase adulta, sempre gostou de ler de tudo. Desde hist&oacute;rias em quadrinhos, at&eacute; a literatura vendida em bancas. Mas n&atilde;o s&oacute; literatura, ele lia de tudo mesmo. &ldquo;Quando eu me tornei professor, por for&ccedil;a da profiss&atilde;o, eu tive que continuar lendo bastante, e eu tenho a leitura como um exerc&iacute;cio meio permanente. Eu procuro ler um pouquinho a cada dia&rdquo;.</p>
<p>
	<strong>Humildade e paix&atilde;o: o trabalho que levou ao reconhecimento</strong></p>
<p>
	O reconhecido escritor conta que ficou muito feliz com a homenagem da Feira do Livro de Santa Maria. &ldquo;Tenho uma viv&ecirc;ncia de quase trinta e cinco anos com Santa Maria, tenho filhos aqui. Passei por v&aacute;rias etapas do desenvolvimento mais contempor&acirc;neo da cidade, conheci muitas pessoas, circulei em muitos meios porque fiz r&aacute;dio [...] E fui me aproximando cada vez mais dessa &aacute;rea cultural, dessa coisa da express&atilde;o da literatura&rdquo;.</p>
<p>
	Tanto envolvimento com a vida da cidade culminou no convite, que demonstra respeito que a comunidade santa-mariense tem pelo professor e escritor. &ldquo;Talvez hoje eu n&atilde;o tenha distanciamento suficiente para perceber o quanto isso &eacute;, de fato, importante. Sobretudo para quem, assim como eu, faz as coisas sem interesse. Eu quero fazer porque quero, porque me interessei por elas. Eu nunca busquei um reconhecimento, mas isso agora que veio est&aacute; sendo muito legal, eu estou muito grato, muito feliz&rdquo;.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rteres:</strong></p>
<p>
	Fernanda Arispe e Julia do Carmo - Acad&ecirc;micas de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Entre histórias e números</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/04/17/entre-historias-e-numeros</link>
				<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 08:54:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/04/17/entre-historias-e-numeros/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Durante os mais de 50 anos de exist&ecirc;ncia, desfilaram pela UFSM milhares de hist&oacute;rias. Hist&oacute;rias de grandes l&iacute;deres, de grandes professores, de t&eacute;cnico-administrativos, de alunos. Algumas delas ficar&atilde;o imortalizadas em livros e imagens.&nbsp; Enquanto outras, desconhecidas da maioria, tendem a se perder ao longo do tempo. S&atilde;o milhares de poss&iacute;veis personagens que cruzam diariamente [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Durante os mais de 50 anos de exist&ecirc;ncia, desfilaram pela UFSM milhares de hist&oacute;rias. Hist&oacute;rias de grandes l&iacute;deres, de grandes professores, de t&eacute;cnico-administrativos, de alunos. Algumas delas ficar&atilde;o imortalizadas em livros e imagens.&nbsp; Enquanto outras, desconhecidas da maioria, tendem a se perder ao longo do tempo. S&atilde;o milhares de poss&iacute;veis personagens que cruzam diariamente por n&oacute;s na UFSM. Cada um com uma riqueza pr&oacute;pria. Marcelo Ercolani &eacute; um deles.</p>
<p>
	Todos que, em algum momento, tiveram de passar pela Pr&oacute;-Reitoria de Extens&atilde;o (PRE) da UFSM devem conhec&ecirc;-lo. Talvez muitos j&aacute; tenham recorrido a ele. Seja para pedir um of&iacute;cio, um atestado, uma an&aacute;lise de projeto. De sorriso f&aacute;cil e sempre disposto a ajudar, Marcelo se destaca n&atilde;o apenas como profissional, mas como pessoa.</p>
<p>
	Mesmo perdendo seu pai, de profiss&atilde;o contador, ainda na inf&acirc;ncia, os n&uacute;meros seguiram na vida de Marcelo. Formado em Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas e com Especializa&ccedil;&atilde;o em Contabilidade P&uacute;blica, ocupa h&aacute; quatro anos o cargo de Assistente Administrativo na PRE. Mesmo focado na &aacute;rea dos projetos de extens&atilde;o, na parte de editais e an&aacute;lises, ele colabora com os demais servi&ccedil;os requisitados pela PRE: &ldquo;Aqui a pol&iacute;tica &eacute; de que mesmo com suas &aacute;reas todo mundo fa&ccedil;a tudo, se ajudando&rdquo; &ndash; afirma.</p>
<p>
	Antes de trabalhar na UFSM, Marcelo foi funcion&aacute;rio administrativo da prefeitura, entretanto, o trabalho que mais o marcou foi o de professor. Depois de formado trabalhou como docente dos cursos t&eacute;cnicos da Escola Maria Rocha: &ldquo;Tive a oportunidade de participar com a disciplina de Economia, Contabilidade, Matem&aacute;tica Financeira, Estat&iacute;stica e Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Inform&aacute;tica. Trabalhei praticamente com todas as turmas de Secretariado, Contabilidade e T&eacute;cnico em Inform&aacute;tica&rdquo;.</p>
<p>
	A experi&ecirc;ncia lhe traz saudades at&eacute; hoje. Formado em um curso voltado ao bacharelado, Marcelo descobriu ali uma oportunidade de crescimento: &ldquo;Sem experi&ecirc;ncia em licenciatura, foi meio assustador de in&iacute;cio. Mas depois participei de um curso oferecido pelo governo, o qual era chamado de Esquema Um, que &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica para os bachar&eacute;is. Agora, sou bacharel e licenciado em economia&rdquo;.</p>
<p>
	Planos n&atilde;o faltam a ele. Seguindo sua sina num&eacute;rica, atualmente prepara-se para concorrer ao Mestrado em Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica da UFSM, enquanto cursa Gradua&ccedil;&atilde;o em Contabilidade por EAD: &ldquo;E quem sabe, futuramente, um doutorado e a doc&ecirc;ncia na pr&oacute;pria UFSM?&rdquo; &ndash; afirma Marcelo.</p>
<p>
	As paix&otilde;es dele, entretanto, n&atilde;o podem ser limitadas ao campo num&eacute;rico. Giulia e Mirela. Esses s&atilde;o os nomes que fazem o funcion&aacute;rio dedicado da PRE transformar-se no pai e marido. Casado h&aacute; 13 anos com Mirela, formada em psicologia e professora de Literatura da escola Manoel Ribas, tem uma filha de 12 anos, Giulia. Ao falar sobre elas, Marcelo esquece toda a timidez que afirma ter.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/04/20120417_084813_17042012_marcelo_01.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/04/20120417_084813_17042012_marcelo_01.jpg" style="width: 400px; height: 267px; " title="Foto: Julia do Carmo." /></a></p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	&ldquo;Eu e minha mulher t&iacute;nhamos uma amiga em comum. Um dia ela me convidou para sairmos com um grupo de amigos e disse para nos encontrarmos na casa de uma amiga dela. Foi assim que acabei batendo &agrave; porta da minha futura mulher. Duas semanas depois est&aacute;vamos namorando&rdquo;.</p>
<p>
	Apaixonada por samba, Giulia faz Marcelo acompanh&aacute;-la em suas atividades. A menina j&aacute; ensina samba em sua escola, a Unidos do Itaimb&eacute;. Al&eacute;m de participar durante todo o ano de atividades de carnaval, ela tamb&eacute;m &eacute; prenda. Marcelo se diverte com a disposi&ccedil;&atilde;o da filha para tantos eventos. &ldquo;Onde tem uma passarela ela est&aacute;. J&aacute; viajamos com ela para participar de v&aacute;rios concursos.&rdquo;</p>
<p>
	Al&eacute;m da rela&ccedil;&atilde;o com sua fam&iacute;lia, Marcelo destaca a rela&ccedil;&atilde;o que mant&eacute;m com os colegas de trabalho. &ldquo;Eles s&atilde;o verdadeiros amigos. A rela&ccedil;&atilde;o que tenho com todos aqui da PRE e tamb&eacute;m com pessoas de outros setores da UFSM &eacute; de camaradagem, ajuda m&uacute;tua.&rdquo; Muito do que aprendeu at&eacute; hoje ele credita &agrave; institui&ccedil;&atilde;o e a cada um desses colegas, que sempre o apoiaram &ldquo;Quando falo que vou participar de um concurso ou uma sele&ccedil;&atilde;o, todos me d&atilde;o a maior for&ccedil;a. Torcem pelo resultado positivo.&rdquo;</p>
<p>
	Feliz, Marcelo enfrenta cada dia de trabalho com um sorriso no rosto, certo de que est&aacute; fazendo a coisa certa. E os que est&atilde;o ao lado dele, sejam seus colegas de trabalho ou aqueles que v&atilde;o lhe pedir aux&iacute;lio, agradecem a atitude. Marcelo &eacute; mais um dos milhares que ajudam a construir a hist&oacute;ria da UFSM a cada dia. Entretanto, na hist&oacute;ria dos que, em algum momento, passaram por sua vida, ele &eacute; bem mais que isso.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong></p>
<p>
	Julia do Carmo &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Amor à leitura e à escrita</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/03/30/amor-a-leitura-e-a-escrita</link>
				<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 10:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[&nbsp; &ldquo;A minha certeza/fica em cada d&uacute;vida retida./Porque todas as incertezas/n&atilde;o rimam na poesia./Se tenho&hellip;&rdquo;. Esse poema foi retirado do site Mural dos Escritores, chama-se &ldquo;Loucura de Amor&rdquo; e &eacute; de autoria do prof. do col&eacute;gio Edmundo Pilz em Santa Rosa e aluno do EAD da UFSM, Roque Aloisio Weschenfelder. Se todas as incertezas n&atilde;o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
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	&ldquo;A minha certeza/fica em cada d&uacute;vida retida./Porque todas as incertezas/n&atilde;o rimam na poesia./Se tenho&hellip;&rdquo;. Esse poema foi retirado do site Mural dos Escritores, chama-se &ldquo;Loucura de Amor&rdquo; e &eacute; de autoria do prof. do col&eacute;gio Edmundo Pilz em Santa Rosa e aluno do EAD da UFSM, Roque Aloisio Weschenfelder. Se todas as incertezas n&atilde;o rimam, as certezas transformam-se em esfor&ccedil;o e reconhecimento, atitudes que o prof. Roque cultiva apaixonadamente pela arte liter&aacute;ria. Uma paix&atilde;o que come&ccedil;ou para o pequeno Roque, ouvindo o pai ler em alem&atilde;o; s&oacute; aos oito anos de idade, que Roque aprendeu a ler em portugu&ecirc;s e, desde ent&atilde;o, n&atilde;o parou de escrever.</p>
<p>
	O prof. Roque estudou em supletivo para os 1&ordm; e 2&ordm; graus e se graduou em licenciatura curta em Letras pela faculdade Dom Bosco. Como a licenciatura era em 1&ordm; grau (atual ensino fundamental), isso o levou a fazer o curso de Letras Portugu&ecirc;s - Licenciatura, no polo Tr&ecirc;s de Maio do EAD na UFSM. Roque lecionou em escolas particulares e p&uacute;blicas. Atualmente, trabalha na escola Escola Estadual de Ensino M&eacute;dio Edmundo Pilz de Santa Rosa, onde tem o prazer de ensinar o EJA para ensino m&eacute;dio.</p>
<p>
	Aos 28 anos, Roque foi para Santa Rosa concluir a faculdade e trabalhar para o SESI. Nesse tempo, contribu&iacute;a com textos para um jornal local, quando venceu um concurso liter&aacute;rio de cr&ocirc;nicas do Correio do Povo. Em 2001, com <em>O Sucesso da Mescla Ga&uacute;cha</em> sobre etnias do Rio Grande do Sul, obteve o 3&deg; lugar; em 2002, ele venceu o mesmo pr&ecirc;mio com <em>A Paz que Eu Quero</em>. Em parceria com outra professora e 20 alunos do ensino m&eacute;dio, venceu a <em>Viagem Nestl&eacute; Pela Literatura</em> com o texto <em>Roda do Tempo</em>. Da&iacute; em diante, o professor n&atilde;o parou de participar de concursos liter&aacute;rios tendo obtido pr&ecirc;mios pelo Brasil afora e um em Portugal.</p>
<p>
	Al&eacute;m de estudar no EAD, e ensinar para col&eacute;gios em Santa Rosa, o professor Roque &eacute; colunista do site <em>Gosto De Ler</em>; publica poemas no <em>Mural dos Escritores</em>; possui tr&ecirc;s blogs; conta no Orkut, Twitter e Facebook. Ele veicula seus textos nas redes sociais, pois &eacute; um recurso que muitas pessoas usam, mas diz que para textos de concurso, ou por encomenda, ele se desconecta do mundo virtual para se concentrar no texto &agrave; caneta.</p>
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	&nbsp;</p>
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	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/03/20120330_095842_30032012_foto1.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/03/20120330_095842_30032012_foto1.jpg" style="width: 400px; height: 225px; " title="Foto: Arquivo pessoal - Roque Weschenfelder." /></a></p>
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	&nbsp;</p>
<p>
	Al&eacute;m de manter seus contatos e trabalhos disponibilizados na rede, Roque tamb&eacute;m aparece em edi&ccedil;&otilde;es impressas. Weschenfelder est&aacute; presente em mais de 80 publica&ccedil;&otilde;es antol&oacute;gicas e tem quatro livros publicados: <em>Mundo de Impress&otilde;es</em>, de poesia; <em>A Borboleta Brilhante</em>, livro para o p&uacute;blico infantil; <em>O Ouro dos Dias</em>, colet&acirc;nea de textos premiados com poesia, cr&ocirc;nica, conto, haikai e poetrix; e o mais recente livro de contos <em>Restos Mort@is</em>, dispon&iacute;vel no site da editora PerSe.</p>
<p>
	Percebe-se que a vida do professor Roque &eacute; dedicada ao amor, &agrave; leitura e &agrave; escrita. Sereno e gentil por sua disposi&ccedil;&atilde;o em falar sobre sua vida e humilde por dizer &ldquo;desculpe&rdquo; se houve algum erro de gram&aacute;tica. Para certeza de todos, o prof. Roque vai continuar escrevendo por paix&atilde;o e rimar suas incertezas.<br />
	<br />
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong></p>
<p>
	Leonardo Cortes&ndash; Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong></p>
<p>
	Lucas D&uuml;rr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>No ar!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/03/16/no-ar</link>
				<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 09:54:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[&nbsp; &Eacute; diante de uma infinidade de bot&otilde;es e luzes coloridas, rodeado por quatro monitores de computador na pequena sala de paredes brancas, que, h&aacute; quase 30 anos, Renato Molina trabalha diariamente com uma disposi&ccedil;&atilde;o invej&aacute;vel. Ele &eacute; o respons&aacute;vel por colocar m&uacute;sicas no ar, abrir e fechar microfones, iniciar e encerrar programas. Precis&atilde;o &eacute; [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
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	&Eacute; diante de uma infinidade de bot&otilde;es e luzes coloridas, rodeado por quatro monitores de computador na pequena sala de paredes brancas, que, h&aacute; quase 30 anos, Renato Molina trabalha diariamente com uma disposi&ccedil;&atilde;o invej&aacute;vel. Ele &eacute; o respons&aacute;vel por colocar m&uacute;sicas no ar, abrir e fechar microfones, iniciar e encerrar programas. Precis&atilde;o &eacute; a palavra chave, chave que abre e fecha todos os dias a programa&ccedil;&atilde;o dos 800 AM da R&aacute;dio Universidade.</p>
<p>
	Atr&aacute;s de not&aacute;veis cachos negros, j&aacute; mesclados com outros n&atilde;o t&atilde;o escuros assim, Molina, como &eacute; conhecido nos corredores do &uacute;ltimo andar do pr&eacute;dio da Reitoria, teve sua liga&ccedil;&atilde;o com o r&aacute;dio ainda crian&ccedil;a. Na companhia de seu av&ocirc;, ele j&aacute; se via horas em volta do aparelho ouvindo m&uacute;sicas tradicionalistas. Na adolesc&ecirc;ncia, ganhou um r&aacute;dio s&oacute; seu, e ligando-o em uma caixa de som, come&ccedil;ava, ainda que amadoramente, a lidar, e se apaixonar, pelo o que um dia seria a mat&eacute;ria prima de sua profiss&atilde;o.</p>
<p>
	A partir da&iacute;, a rela&ccedil;&atilde;o de Molina com o r&aacute;dio s&oacute; se estreitou. F&atilde; de rock, &ldquo;beatleman&iacute;aco&rdquo; de carteirinha, e at&eacute; vocalista de uma banda de rock formada no col&eacute;gio, o rapaz guiou seus passos at&eacute; a primeira turma de Bacharelado em M&uacute;sica da UFSM. Um futuro promissor ligado &agrave; carreira musical estaria o esperando logo ali &agrave; frente. Aposta &oacute;bvia diante de sua voca&ccedil;&atilde;o, mas que ficaria suspensa no terceiro semestre do curso. A fim de n&atilde;o contrariar a vontade de seu pai &ndash; que desejava a cada um de seus tr&ecirc;s filhos carreiras tradicionais &ndash; Molina trocou as notas e acordes pelas aulas de anatomia do curso de Fisioterapia.</p>
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	&nbsp;</p>
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	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/03/20120316_095201_090312_foto2.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/03/20120316_095201_090312_foto2.jpg" style="width: 399px; height: 266px; " title="Molina (atrás, de bigode) junto com os companheiros da banda A Bruxa, em 1986. Foto: Arquivo pessoal." /></a></p>
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	&nbsp;</p>
<p>
	&ldquo;Eu tenho uma capacidade muito f&aacute;cil de me adaptar, sabe?&rdquo; Somente algu&eacute;m que consegue ajustar seus interesses &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es conseguiria conciliar a faculdade da &aacute;rea da sa&uacute;de com sua verdadeira voca&ccedil;&atilde;o. Em 1982, mesmo ano em que ingressou no curso de Fisioterapia, Molina iniciou como estagi&aacute;rio na R&aacute;dio Universidade. Seis meses foram o suficiente para que ele fosse efetivado no cargo que exerce at&eacute; hoje, o de sonoplasta, nome que n&atilde;o agrada muito Molina. &ldquo;Por tudo que a gente faz aqui? O certo seria t&eacute;cnico de &aacute;udio&rdquo;, comenta Molina hoje no auge de seus 53 anos.</p>
<p>
	A fisioterapia ficou no diploma, Molina nunca exerceu, mas leva seus ensinamentos para a vida. Ele conta que as t&eacute;cnicas aprendidas no curso o auxiliam at&eacute; na hora de cantar, outra habilidade cultivada por ele desde a adolesc&ecirc;ncia. Sempre envolvido na cena musical da cidade, ele j&aacute; produziu &aacute;lbuns de bandas locais como <em>Inseto Social</em> e <em>Contos e Fatos</em>, e participou da funda&ccedil;&atilde;o da banda <em>Nocet</em>, que at&eacute; hoje toca nos bares da cidade. Atualmente, Molina ainda tem sua banda pr&oacute;pria, a <em>Band On The Run</em>, que est&aacute; em &ldquo;estado larval&rdquo;, segundo ele, h&aacute; cerca de dois anos, por motivos de doen&ccedil;a na fam&iacute;lia de um dos integrantes.</p>
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	&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href=" images/20120316_094954_090312_foto1.JPG" target="_blank"><img alt="" src=" images/20120316_094954_090312_foto1.JPG" style="width: 399px; height: 266px; " title="Foto: Natascha Carvalho." /></a></p>
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	&nbsp;</p>
<p>
	As m&atilde;os que operam a t&eacute;cnica da R&aacute;dio Universidade, e em setembro deste ano, completam 30 anos de casa, parecem n&atilde;o ter sofrido a a&ccedil;&atilde;o do tempo. S&atilde;o elas as verdadeiras aliadas de Molina, e, juntamente com suas express&otilde;es fortes, o auxiliam a compartilhar suas experi&ecirc;ncias. &Eacute; comum ver Molina dando verdadeiras aulas sobre m&uacute;sica, bandas e rock and roll ou tocando baterias imagin&aacute;rias.</p>
<p>
	Hoje, o t&eacute;cnico de &aacute;udio de barba saliente que j&aacute; participou ativamente de programas na pr&oacute;pria r&aacute;dio, viveu a transi&ccedil;&atilde;o do anal&oacute;gico para o digital como ningu&eacute;m. O menino nascido na Vila Belga em Santa Maria, Renato Leonardo Bezerra Molina, ainda revela ter o sonho de cursar Engenharia Ac&uacute;stica. Desejo nada absurdo para que algu&eacute;m, que assim como ele, tem a m&uacute;sica como pano de fundo de sua vida.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong></p>
<p>
	Natascha Carvalho &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dia Internacional da Mulher</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/03/08/dia-internacional-da-mulher</link>
				<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 15:43:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[Nesta quinta-feira (8), &eacute; comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para lembrar a import&acirc;ncia desta data, o v&iacute;deo abaixo mostra a trajet&oacute;ria pessoal e profissional da primeira mulher a desempenhar a fun&ccedil;&atilde;o de chefe de Gabinete do Reitor da UFSM, prof. Maria Alcione Munhoz. &nbsp; &nbsp; O v&iacute;deo foi produzido por Let&iacute;cia Nascimento Gomes e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	Nesta quinta-feira (8), &eacute; comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para lembrar a import&acirc;ncia desta data, o v&iacute;deo abaixo mostra a trajet&oacute;ria pessoal e profissional da primeira mulher a desempenhar a fun&ccedil;&atilde;o de chefe de Gabinete do Reitor da UFSM, prof. Maria Alcione Munhoz.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; ">
	<iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="300" mozallowfullscreen="" src="http://player.vimeo.com/video/12751802" webkitallowfullscreen="" width="400"></iframe></p>
<p style="text-align: center; ">
	&nbsp;</p>
<p style="text-align: left; ">
	O v&iacute;deo foi produzido por Let&iacute;cia Nascimento Gomes e Rafael Salles, em 2010, na disciplina de&nbsp;Teoria e T&eacute;cnica de Jornalismo Digital III&nbsp;ministrada pela prof. Luciana Mielniczuk.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
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