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						<item>
				<title>Dossiê: Tecnologia e Acessibilidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/dossie-tecnologia-e-acessibilidade</link>
				<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 18:43:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[30ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[#ed30]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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						<description><![CDATA[Para ouvir o áudio do dossiê, clique abaixo: As tecnologias assistivas (TA) são recursos criados para promover mais acessibilidade e autonomia para pessoas com deficiência. Elas têm como objetivo permitir que essas pessoas realizem suas atividades de maneira mais independente.&nbsp; As TAs não são voltadas apenas para pessoas com deficiências permanentes, mas também para aquelas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para ouvir o áudio do dossiê, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:audio {"id":3988} -->
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2025/07/dossie-audioreportagem.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As tecnologias assistivas (TA) são recursos criados para promover mais acessibilidade e autonomia para pessoas com deficiência. Elas têm como objetivo permitir que essas pessoas realizem suas atividades de maneira mais independente.&nbsp; As TAs não são voltadas apenas para pessoas com deficiências permanentes, mas também para aquelas que possuem deficiências temporárias ou situacionais. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) assegura o direito à acessibilidade em todos os espaços, sejam eles físicos ou digitais.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Neste dossiê, iremos abordar dois projetos que utilizam desses recursos para promover a autonomia e acessibilidade para pessoas com deficiência:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto Incluir Tecnologias Assistivas do curso de Terapia Ocupacional da UFSM faz uso da impressora 3D para criar dispositivos únicos, adaptados às necessidades de cada paciente. A ação extensionista proporciona maior independência às pessoas com mobilidade reduzida, com impacto direto na qualidade de vida.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=69825" data-type="link" data-id="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=69825">Desenvolvimento de Sistemas Eletroeletrônicos voltados à Tecnologia Assistiva </a>integra o grupo de pesquisa NightWind do CTISM. A iniciativa tem como objetivo a criação de produtos de baixo custo que promovam uma ampliação na autonomia na vida de pessoas com algum tipo de deficiência ou doenças degenerativas que causam uma redução das capacidades motoras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para saber mais sobre as iniciativas, leia as reportagens:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Repórteres: </em></strong><em>Amanda Borin, Mathias Ilnick, Maria Eduarda Camargo e Myreya Antunes</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>TINA VIERO: PROFISSÃO PAIXÃO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/30/tina-viero-uma-historia-de-esperanca</link>
				<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 14:55:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[A técnica de enfermagem soma mais de 30 anos dedicados ao trabalho na saúde infantil.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3793,"width":768,"height":576,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/maria-eduarda-pag-27-1024x768.jpg" alt="Fotografia quadrada e colorida de Tina, uma mulher branca de meia idade em frente a um quadro. A fotografia está em primeiro plano. Tina tem estatura baixa, cabelos curtos, loiros e lisos, tem olhos castanhos. Ela usa óculos de grau com armação transparente e brincos pequenos e dourados. Ela veste uma jaqueta com capuz, que é grossa, nas cores azul, branca e rosa, sobre camiseta branca. Atrás dela, um quadro colorido da &quot;Turma do Ique&quot; em uma parede branca. O quadro tem as cores laranja, azul marinho e branco. No lado esquerdo do quadro, desenho de uma criança em pé, que sorri e está com o punho direito para cima. Ao lado da criança, o nome &quot;Turma do Ique&quot;. O quadro tem moldura branca. Ao fundo, parede branca." class="wp-image-3793" width="768" height="576" /><figcaption class="wp-element-caption">Tina Viero | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao chegar na Turma do Ique, fui recebida por Tina, uma figura acolhedora que me cumprimentou com um sorriso. Ela vestia um uniforme, o que indicava seu envolvimento com o projeto.&nbsp; O ambiente estava movimentado, com crianças que corriam pelo <em>playground </em>e adolescentes acompanhados de seus familiares. Apesar da diferença de idade, todos estavam ali pelo mesmo motivo: consultas médicas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na tentativa de encontrar um lugar silencioso, fomos ao escritório. Mas ainda assim houveram algumas interrupções: crianças e adolescentes procuravam por Tina para dar um beijo de bom dia. Essas demonstrações de carinho chamaram minha atenção e levantaram o questionamento sobre o envolvimento dela na Turma do Ique. Por que ela é tão querida pelos jovens atendidos no projeto?</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><strong>O CENTRO DE TRATAMENTO E CONVIVÊNCIA:</strong><br><em>Desde sua criação, a Turma do Ique é um espaço acolhedor e foi criado com o intuito de trazer um pouco de alegria à vida de jovens que passam pelo câncer.</em></p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Maria Cristina Faria Corrêa Viero, mais conhecida como Tina, é a primeira a chegar todos os dias, pontualmente às 6h20 da manhã. Mesmo que não seja uma obrigação, ela abre&nbsp; as portas da instituição, o que demonstra&nbsp; cuidado e consideração pelos pacientes - especialmente aqueles que enfrentam longas viagens, principalmente durante o inverno. Sua preocupação é visível já que&nbsp; muitos deles realizam trajetos noturnos para chegar até o centro de convivência.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sua história com a instituição começou em um momento delicado na vida pessoal, o que resultou no afastamento do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), onde trabalhava como Técnica em Enfermagem há mais de 30 anos. Foi nesse período que Lenir Gebert, uma amiga, a convidou para participar da Turma do Ique. Desde então, Tina encontrou seu propósito: auxiliar e cuidar das crianças e adolescentes em tratamento e levar a eles esperança e carinho em meio às adversidades.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo ela, a Turma do Ique é um céu aberto para quem frequenta o local, sendo um contraste com épocas anteriores em que crianças ficavam nos corredores do hospital com os adultos. Embora o trabalho com jovens tenha acontecido por acaso, Tina percebeu que tinha um dom para isso.”É maravilhoso para mim deixá-los à vontade e ser escolhida por eles. Meu papel é dar colo a cada um que chega aqui. Sinto que é uma missão cumprida na minha vida’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a conversa, fomos interrompidas por uma adolescente que abriu a porta do escritório em busca de Tina. Um sorriso se formou no rosto da enfermeira ao receber um simples ‘’bom dia’’ e um carinhoso beijo em sua bochecha. Ela comenta que esses gestos, como o da jovem, sempre chegam a ela de forma espontânea. Sobre os afetos que recebe, Tina os compara com um plantio: ‘’Se você plantar morangos, colhe morangos, e eu colho um monte de moranguinhos. É uma sensação muito boa’’.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina diz que todos os dias há momentos marcantes na Turma do Ique. Para ela, os melhores são quando o paciente está no projeto apenas para uma revisão. Com o consentimento dos pais, faz questão de compartilhá-los em suas redes sociais. Para isso, conta que precisa ter cautela, já que às vezes pode ocorrer a recidiva do câncer. Ao falar de sua rotina no projeto, ela expressa seu amor e cuidado pelos jovens: "São filhos que a enfermagem me deu para cuidar e proteger’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5 class="wp-block-heading"><strong>“O câncer não para”</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a pandemia, a Turma do Ique não fechou as portas porque ‘’o câncer não para’’, conforme relata Tina. Como Técnica de Enfermagem, ela conta que recepcionava os pacientes na portaria e verificava suas temperaturas. Mesmo com o medo do desconhecido, os funcionários da instituição trabalharam normalmente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A dedicação de Tina é evidente em cada gesto de carinho e cuidado com os jovens em tratamento. A Turma do Ique não é apenas um trabalho, mas um compromisso que vai além das responsabilidades profissionais. Para Tina,  é o amor que impulsiona a sua atuação diária em que vocação e paixão se entrelaçam para fazer a diferença na vida daqueles que precisam: “A Turma do Ique para mim é profissão paixão.’’  </p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Uma história de esperança</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina ingressou na UFSM por meio de concurso público em 1983, quando o HUSM chegava ao décimo terceiro ano de funcionamento. O interesse dela  pela área da saúde surgiu na infância por conta de seu pai, Miguel Sevi Viero, que era médico e tinha o consultório em casa. Nessa época, antes de iniciar o curso, já auxiliava o pai como instrumentadora cirúrgica. Ela conta que antes de iniciar no curso, já o auxiliava sendo instrumentadora cirúrgica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina começou sua carreira na ala psiquiátrica, mas como descobriu que não era o que gostava de fazer, ficou na função por apenas seis meses.&nbsp; Decidida a explorar outras oportunidades, foi para o CTI, em que permaneceu por dez anos. Mais tarde, por necessidades de serviço, fez sua última mudança: foi para a&nbsp; Hemato-Oncologia. Desde então, já são 30 anos no serviço.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:pullquote {"style":{"typography":{"fontStyle":"normal","fontWeight":"500"}}} -->
<figure class="wp-block-pullquote" style="font-style:normal;font-weight:500"><blockquote><p>O serviço de Hemato-Oncologia é especializado no cuidado de crianças e adolescentes com leucemias, tumores e distúrbios hematológicos. Nessa unidade é fornecida assistência multiprofissional com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reintegrá-los à vida social.</p></blockquote></figure>
<!-- /wp:pullquote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Tina, na época em que começou, Santa Maria era referência no tratamento de câncer infantil. Ela conta que no passado, as crianças eram acomodadas em lugares que não eram apropriados, como em alas de pediatria ou junto aos adultos. Por isso, houve a necessidade de criar um centro de transplante e uma ala específica para crianças imunodeprimidas. Foi nessa época que, em parceria com sua amiga Lenir Gebert, participou da fundação do Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) e do Centro de Atendimento à Criança e Adolescente com Câncer (CTCriaC). Nessas circunstâncias, as condições de trabalho eram diferentes: <em>‘’Havia menos chefes e conseguimos muitas coisas através da parceria e boa vontade das pessoas. Todos eram muito focados.’’</em><strong><em> </em></strong>conta Tina.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Técnica em Enfermagem relata que passou por todas as áreas da Hemato-Oncologia: coletas de medula óssea e células tronco, além da aféreses - área em que ocorre a separação dos componentes do sangue por meio de um equipamento automatizado. Também auxiliou as colegas no isolamento protetor, ou seja, quarto privado para pacientes que têm algum tipo de infecção comprometida.<em>‘’A Hemato-Oncologia enfrentava uma grande demanda em um espaço limitado, então foram realizadas mudanças para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes’’</em>,<em> complementa Tina.&nbsp;</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ela enfatiza que a Hemato-Oncologia, a partir desses serviços, oferece melhores condições para as crianças e os adolescentes, ao proporcionar um espaço ao ar livre e protegido.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O paciente hemato-oncológico desenvolve uma conexão afetiva muito forte com a equipe. Por isso, durante sua trajetória no hospital, ela lembra que presenciou vitórias que a marcaram muito. Também enfrentou perdas que foram difíceis de assimilar porque o&nbsp; hospital não oferece apoio psicológico adequado para lidar com essas situações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Maria Eduarda Silva da Silva</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%6d%61%72%69%61-%73il%76%61.%32@%61%63%61d%2e%75f%73%6d%2e%62%72">maria-silva.2@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisa sobre Perfil Universitário</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/2023/05/05/pesquisa-sobre-perfil-universitario</link>
				<pubDate>Fri, 05 May 2023 10:51:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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						<description><![CDATA[E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos? Agora você pode! O Perfil Universitário está com a pesquisa Top Of Mind aberta e quer saber mais sobre as suas expectativas de carreira, percepções sobre o mercado de trabalho e qual é a sua empresa dos sonhos! Queremos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr">E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos?</p>
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<p> </p>
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				<title>Pesquisa sobre Perfil Universitário</title>
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				<pubDate>Fri, 05 May 2023 10:50:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
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							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>E se você pudesse ganhar uma caixa de som e um fone de ouvido bluetooth novíssimos?</p>
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<p><strong>Link do formulário:</strong> <a rel="noreferrer noopener" href="https://bit.ly/41Wt13t" target="_blank">https://bit.ly/41Wt13t</a></p>
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				<title>Pesquisa sobre Perfil Universitário</title>
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				<pubDate>Fri, 05 May 2023 10:38:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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<p><b>Link do formulário:</b> <a href="https://bit.ly/41Wt13t" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://bit.ly/41Wt13t&amp;source=gmail&amp;ust=1683368872321000&amp;usg=AOvVaw0G8GFnFmeQgJx78i5ozFSL">https://bit.ly/41Wt13t</a></p>
<p> </p>
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				<title>Experiências transformadoras e descobertas de impacto: conheça Marcia Spies</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/06/27/experiencias-transformadoras-e-descobertas-de-impacto-conheca-marcia-spies</link>
				<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 13:07:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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						<description><![CDATA[Natural de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul, Marcia Spies cresceu em uma propriedade baseada na produção de alimentos vendidos na cidade. Seus pais são agricultores-feirantes. Ela os ajudou nessa atividade até os 20 anos. Desde a infância, ela tem lembranças de interações com plantas e animais. “Elementos da natureza sempre estiveram presentes nas brincadeiras, desde subir em árvores, colher flores e frutas, brincar com conchas de caramujos, besouros, formigas, folhas que viravam utensílios, até pular e correr na água empossada depois da chuva”, ela conta. Esse contato próximo fomentou a paixão por observar a natureza, e buscar entender as causas e consequências dos fenômenos naturais, levando ela a se interessar pelas áreas das ciências biológicas. Na infância, ela também gostava de ensinar seu irmão mais novo sobre aquilo que aprendia na escola, o que a fez desenvolver um gosto por ensinar.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class=" wp-image-1630 alignleft" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/marcia_3-300x300.jpg" alt="" width="220" height="220" /></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Natural de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul, Marcia Spies cresceu em uma propriedade baseada na produção de alimentos vendidos na cidade. Seus pais são agricultores-feirantes. Ela os ajudou nessa atividade até os 20 anos. Desde a infância, ela tem lembranças de interações com plantas e animais. </span><i><span style="font-weight: 400">“Elementos da natureza sempre estiveram presentes nas brincadeiras, desde subir em árvores, colher flores e frutas, brincar com conchas de caramujos, besouros, formigas, folhas que viravam utensílios, até pular e correr na água empossada depois da chuva”, </span></i><span style="font-weight: 400">ela conta. Esse contato próximo fomentou a paixão por observar a natureza, e buscar entender as causas e consequências dos fenômenos naturais, levando ela a se interessar pelas áreas das ciências biológicas. Na infância, ela também gostava de ensinar seu irmão mais novo sobre aquilo que aprendia na escola, o que a fez desenvolver um gosto por ensinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1632 alignright" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/marcia_1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />No ensino fundamental, Marcia já tinha interesse em cursar ensino superior. No ensino médio, seus principais interesses eram as disciplinas de Biologia e Química, e assim, sem muita orientação, ela decidiu prestar vestibular para o curso de Farmácia - Análises Clínicas, na UFSM, mas não foi aprovada. Passou o ano ajudando seus pais, e fez um cursinho pré-vestibular por um mês, em Santa Maria, quando teve a oportunidade de  conhecer melhor o curso de Farmácia, e por fim, perceber que não era o que ela realmente queria, mas já era tarde para mudar a opção para o vestibular. Novamente ela não passou. Passou mais um ano ajudando os pais, fez vestibular novamente, mas dessa vez passou para o curso que realmente queria: Ciências Biológicas - Licenciatura, na UFSM. E assim, deu início aos estudos em abril de 1999. A escolha pela UFSM se deu por ela valorizar a qualidade de ensino na Universidade Federal, e pela assistência estudantil, que provê uma casa para os estudantes. </span><i><span style="font-weight: 400">“Assim, eu sabia que não seria um custo exorbitante para os meus pais.” </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1633 alignleft" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/marcia-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Ela descreve a vivência na UFSM como transformadora. </span><i><span style="font-weight: 400">“Por ser de uma cidade pequena no interior, e vivendo em uma comunidade no interior do município, muito fechada, minha visão de mundo era extremamente limitada.”</span></i><span style="font-weight: 400"> Com a convivência na Universidade, e a experiência de morar na Casa do Estudante, Marcia diz que aprendeu a respeitar a diversidade de formas de pensar e viver, o que foi muito importante para sua formação como cidadã. A UFSM também lhe proporcionou muitas outras experiências de aprendizado e crescimento. </span><i><span style="font-weight: 400">“Fiz cursos de línguas oferecidos gratuitamente, assisti palestras, simpósios, exposições artísticas, apresentações teatrais e musicais, bem como de atividades físicas como natação.”</span></i><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1631 alignright" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/marcia_2-300x164.jpg" alt="" width="300" height="164" />Já no primeiro semestre da graduação, Márcia se engajou em atividades de pesquisa, entrando para um laboratório de pesquisa de zoologia de invertebrados, sob orientação da Profa Carla Kotzian, no terceiro semestre ela conseguiu uma bolsa de pesquisa pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por intermédio do laboratório, ela atuou em programas ambientais para o licenciamento da Usina Dona Francisca, trabalhando no resgate da fauna na formação do lago da Usina. Paralelamente,  com um grupo de colegas, ela desenvolveu um projeto de levantamento da fauna do campus da UFSM, sob orientação da Profa Sonia Cechin. Durante esse levantamento, ela e os colegas registraram uma espécie de mamífero ameaçado de extinção, que ocupava os cursos d’água que passam pelo campus. Após a descoberta, o grupo solicitou audiência com os responsáveis pela administração do campus, para comunicar o fato e solicitar a não roçada nas proximidades desses cursos d’água. “Na época, não tivemos noção da proporção do nosso ato, mas atualmente é possível ver a vegetação relativamente preservada nas margens dos cursos d’água, certamente a preservação não se deu apenas pelo nosso ato, mas iniciou com nosso pedido, que foi reforçado pelos diversos estudantes que nos seguiram.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Márcia é muito grata à UFSM e ao curso de Ciências Biológicas pelas oportunidades que a instituição lhe abriu. “Entrei uma agricultora/feirante muito tímida, com visão de mundo muito limitada e saí uma bióloga e professora.” Depois de se formar, ela se mudou para Ribeirão Preto, onde fez mestrado e doutorado na USP. Em 2009, ela retornou à Santa Maria, associou-se ao laboratório onde realizou sua iniciação científica, com a Profª Carla Kotzian, e atuou coorientando alunos de Mestrado, e escreveu projetos de Pós-Doutorado. Em março do ano seguinte, foi aprovada em um concurso de professor substituto na unidade de Silveira Martins, onde trabalhou por dois meses. Em agosto do mesmo ano, ela iniciou o Pós-Doutorado na UNESP de Assis, com bolsa da FAPESP, a qual realizou até ser aprovada em concurso na UNIPAMPA em São Gabriel, onde ingressou em agosto de 2011, e trabalha até hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No momento em que ingressou na UNIPAMPA, ela foi desafiada a trabalhar com disciplinas específicas da licenciatura, formando professores, e mais tarde atuou na Coordenação do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência do curso de Ciências Biológicas. Sua graduação e pós-graduação foram focadas na pesquisa, por isso, ao iniciar o exercício da docência, ela iniciou outro período de transformação. <i>“Me obriguei a ver a Biologia de outra forma, do ponto de vista do ensino, buscando formas de motivar os estudantes, e de tornar o ensino mais significativo.”</i><br /></span></p>
<p><i>Texto por: Gerônimo Souto Lima, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></p>
<p><i>Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Paixão pela pesquisa e reconhecimento internacional: conheça Igor Kaefer</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/06/23/paixao-pela-pesquisa-e-reconhecimento-internacional-conheca-igor</link>
				<pubDate>Sun, 23 Jun 2019 21:35:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[egresso]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/?p=1558</guid>
						<description><![CDATA[Nascido no pequeno município de Caibaté, no noroeste do Rio Grande do Sul, próximo às Missões, Igor Kaefer foi uma criança bastante caseira, sempre rodeado de livros, paixão que nutre até hoje. Filho de mãe professora e pai bibliotecário, é natural que ele tenha escolhido a docência como profissão. “Quando adolescente, nem fazia ideia da possibilidade de exercer a atividade de pesquisador.” Hoje, ele concilia a docência e a pesquisa em sua atuação profissional como professor de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Nascido no pequeno município de Caibaté, no noroeste do Rio Grande do Sul, próximo às Missões, Igor Kaefer foi uma criança bastante caseira, sempre rodeado de livros, paixão que nutre até hoje. Filho de mãe professora e pai bibliotecário, é natural que ele tenha escolhido a docência como profissão. </span><i><span style="font-weight: 400">“Quando adolescente, nem fazia ideia da possibilidade de exercer a atividade de pesquisador.” </span></i><span style="font-weight: 400">Hoje, ele concilia a docência e a pesquisa em sua atuação profissional como professor de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1559 alignright" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/igor_kaefer-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" />Igor ingressou no curso de Ciências Biológicas da UFSM em 2004, por meio do Programa de Ingresso ao Ensino Superior (PEIES), com aprovação em primeiro lugar. </span><i><span style="font-weight: 400">“À moda antiga, ouvi meu nome pelo anúncio dos aprovados na estação de rádio. Este foi um dos dias mais felizes da minha vida.” </span></i><span style="font-weight: 400">Logo em seu primeiro ano de graduação, ele iniciou um estágio de iniciação científica sob supervisão da Profª Dra. Sonia Zanini Cechin, hoje diretora do CCNE. O amor pela área de investigação foi tanto, que é o mesmo no qual ele atua até hoje: herpetologia, o estudo da biologia de anfíbios e répteis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além da iniciação científica, Igor realizou atividades tanto em pesquisa quanto em extensão. Sempre vinculado ao Laboratório de Herpetologia, sob supervisão da Profª Sonia. Um dos projetos de extensão do qual participou envolvia treinar, por meio de cursos e palestras, profissionais do Exército e do Corpo de Bombeiros, bem como estudantes, a respeito da prevenção de acidentes com animais peçonhentos, como cobras, lagartas, escorpiões e aranhas. Na área da pesquisa, atuou como bolsista no Programa de Educação Tutorial, com pesquisas em biologia de anfíbios e répteis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As pesquisas realizadas ao longo da graduação geraram inúmeras publicações científicas, o que possibilitou que ele realizasse um sonho que havia nutrido por muito tempo: cursar o Programa de Pós-Graduação em Ecologia no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Por conta do extenso número de publicações, Igor pôde progredir diretamente para o doutorado, sem necessidade do mestrado. Em 2012, aos 25 anos, ele se formou Doutor em Ecologia pelo INPA, e em 2013 passou a atuar como professor adjunto em Ecologia na UFAM, onde ele trabalha até hoje. Além da atuação como docente, Igor é coordenador do Comitê Científico de Ciências Biológicas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e é parte do Conselho Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia do INPA. Ele também é Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, e tem experiência na área de biologia animal, com ênfase em herpetologia. Em reconhecimento a sua contribuição cientifica, Igor tornou-se membro afiliado da Academia Brasileira de Ciência na <a href="http://www.abc.org.br/2015/10/16/simposio-e-diplomacao-dos-membros-afiliados-da-regional-norte-2015-2019/">categoria jovem cientista de até 40 anos (2015-2019).</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Falando sobre suas contribuições para a cidade de Santa Maria, ele diz que acredita ter contribuído realizando as atividades de ensino e extensão, com os treinamentos de prevenção. Mas sua maior contribuição, ele diz, são suas produções científicas de alcance internacional, que mantém bons índices de citação. </span><i><span style="font-weight: 400">“Fico muito feliz em ter contribuído, mesmo que na graduação, para o conhecimento da fauna do estado do Rio Grande do Sul e para os índices de produção científica da Universidade”</span></i><span style="font-weight: 400">. A graduação na UFSM foi essencial para sua formação como profissional, visto que foi na Universidade que ele descobriu a pesquisa científica e desenvolveu as habilidades necessárias para atuar como docente universitário, pesquisador e orientador nos níveis de graduação e pós-graduação. </span><i><span style="font-weight: 400">“Devo à UFSM a oportunidade de sair de uma cidade pequena do Rio Grande do Sul e ter tido a possibilidade de produzir conhecimento e alcançar pessoas e lugares em diferentes partes do mundo.”</span></i></p>
<p><i>Texto por: Gerônimo Souto, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></p>
<p><i>Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Profissionalismo e dedicação para servir: conheça Henrique Faccin</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/06/12/profissionalismo-e-dedicacao-para-servir-conheca-henrique-faccin</link>
				<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 21:06:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[#souufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Servidor]]></category>
		<category><![CDATA[TAE]]></category>

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						<description><![CDATA[Durante a infância, em uma época que a internet e as mídias sociais ainda não eram tão populares, Henrique Faccin era uma criança muito curiosa, observadora e metódica. Misturando detergente, sal, erva mate e outros ingredientes especiais, ele conta que desenvolvia seus próprios inseticidas para exterminar as formigas que o picavam enquanto brincava na calçada de sua casa.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1528" align="alignleft" width="222"]<img class="wp-image-1528 size-medium" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/Foto_no_campus_da_UFSM_com_a__camiseta_do_reconhecimento__após_ação_do_CCNE-e1560373216305-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" /> Henrique Faccin, TAE do curso de Química Industrial.[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Durante a infância, em uma época que a internet e as mídias sociais ainda não eram tão populares, Henrique Faccin era uma criança muito curiosa, observadora e metódica. Misturando detergente, sal, erva mate e outros ingredientes especiais, ele conta que desenvolvia seus próprios inseticidas para exterminar as formigas que o picavam enquanto brincava na calçada de sua casa. Morando em Frederico Westphalen, a criança foi crescendo e tomando gosto pelos números e pelas “instalações elétricas” para movimentar motores à pilhas. Terminando o ensino médio, era hora de definir os rumos do futuro e qual seria a faculdade que Henrique faria. Pela afinidade com a matemática, a química, a física e a biologia, o curso de Química Industrial foi o caminho que ele resolveu seguir para poder experimentar um pouco de cada área.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tendo a oferta de um curso particular na cidade natal de Henrique, sua família não possuía condições de custear a mensalidade da faculdade e ele viu na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a oportunidade de conquistar seu diploma. Sua irmã já estudava Arquitetura e Urbanismo na Universidade e isso fez com que ele deixasse a ideia de estudar em Porto Alegre de lado e prestasse o vestibular para a UFSM. “</span><i><span style="font-weight: 400">Lembro que na época do meu vestibular, minha mãe havia perdido o emprego por restrições orçamentárias do Governo do Rio Grande do Sul e a situação financeira em casa havia apertado ainda mais. Mas, para eu não ser afetado psicologicamente, minha mãe fingiu estar trabalhando para que eu não desistisse de tudo e deixasse de encarar meus estudos na Universidade</span></i><span style="font-weight: 400">”, conta o servidor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para conseguir se manter na Universidade, Henrique conta que sempre esteve envolvido trabalhando em bolsas oferecidas pela UFSM. O tempo de graduação foi passando, as oportunidades surgindo e ao longo desse período o servidor foi estagiário de pesquisa na Unicamp e também na Universitat de Barcelona (Espanha), graças ao primeiro edital do Programa Ciência sem Fronteiras. No retorno ao Brasil, passou a estagiar numa importante indústria petroquímica brasileira, aliando a Química com a paixão pelos números. Realizou ainda mestrado em Química Analítica, o que reforçou ainda mais o amor pelos dados e informações por trás dos números, dando um novo rumo para sua vida. “</span><i><span style="font-weight: 400">Hoje, além de Técnico-Administrativo da UFSM ao longo do dia, à noite e aos finais de semana me dedico à graduação em Estatística, para futuramente avançar num projeto de doutorado que busque interdisciplinarizar a química com a ciência dos dados</span></i><span style="font-weight: 400">”, destacou.</span></p>
[caption id="attachment_1529" align="alignright" width="183"]<img class="size-medium wp-image-1529" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/Homenageado_pelos_formandos_do_curso_de_Química_Bacharelado_2018-2-e1560373361846-183x300.jpg" alt="" width="183" height="300" /> Servidor sendo homenageado pela turma de formandos da Química - Bacharelado.[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Atuando como Técnico Administrativo (TAE) há três anos, Henrique destaca que por estar inserido num meio bastante conhecido, a secretaria do curso de Química Industrial, vê a função de secretário de curso como uma das mais importantes e responsáveis dentro do dia-a-dia da UFSM. Por serem o elo entre discentes e docentes e entre o aparato burocrático do Estado, são os secretários que atendem as mais variadas demandas, tendo que convertê-las em ações junto aos coordenadores de curso e órgãos colegiados. “</span><i><span style="font-weight: 400">Muitas vezes a visão da instituição por parte dos discentes e seus familiares e amigos próximos se resume à visão que os acadêmicos têm da sua secretaria de curso, com relação à motivação, atuação, gestão, receptividade, acolhimento e atendimento. Trabalhar essa proximidade é um desafio diário e um legítimo trabalho de formiguinha</span></i><span style="font-weight: 400">”, pontuou Henrique.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Envolvido em muitas atividades e a frente de comissões que contribuem para o desenvolvimento do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Henrique faz parte, também, de alguns projetos de pesquisa em Química Analítica que já vinham sendo desenvolvidos durante o seu período de mestrado, colaborando na autoria de alguns artigos científicos que ainda envolvem resultados dessa pesquisa. Como discente de Estatística, faz parte da Empresa Júnior do CCNE, a <a href="http://bit.ly/2WCpIAS">Sigma Jr. </a></span><span style="font-weight: 400">e, recentemente, em conjunto com os coordenadores do curso de Química do CCNE, passou a atuar na organização de um projeto que busca desenvolver e estimular a interdisciplinaridade e integração junto aos acadêmicos dos cursos de Química, através da proposição de soluções técnicas para um problema-desafio a ser lançado por um grupo de docentes aos discentes que se inscreverem para participar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“</span><i><span style="font-weight: 400">Sinto que minha contribuição para o desenvolvimento da Universidade é ajudar a todos com o conhecimento que sempre venho buscando, de forma a aplicar tecnicidade ou subsidiar decisões técnicas referentes aos assuntos que competem às coordenações de curso e à vida acadêmica dos discentes</span></i><span style="font-weight: 400">”. Além disso, Henrique destaca que seu objetivo enquanto servidor público é atuar de forma a valorizar cada categoria igualmente, sem distinções entre classes docente, TAE e discente. “</span><i><span style="font-weight: 400">Para tanto, acredito que devo trabalhar no acesso à informação para todos, pois somente com ela é que podemos combater nossos problemas organizacionais, visando uma melhoria contínua da nossa instituição</span></i><span style="font-weight: 400">”, finalizou o servidor. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dedicação no ensino e na defesa da produção científica: conheça André Passaglia Schuch</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/06/11/dedicacao-no-ensino-e-na-defesa-da-producao-cientifica-conheca-andre-passaglia-schuch</link>
				<pubDate>Tue, 11 Jun 2019 19:04:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Docente]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/?p=1519</guid>
						<description><![CDATA[Nascido no Rio de Janeiro, André conta que sempre foi um menino curioso, que gostava muito de desmontar os seus brinquedos para ver como eles funcionavam. Nesse período, a madeira e o metal eram os melhores amigos de André, pois era a partir desses materiais que ele podia imaginar e criar novos equipamentos para suas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Nascido no Rio de Janeiro, André conta que sempre foi um menino curioso, que gostava muito de desmontar os seus brinquedos para ver como eles funcionavam. Nesse período, a madeira e o metal eram os melhores amigos de André, pois era a partir desses materiais que ele podia imaginar e criar novos equipamentos para suas brincadeiras. Com o passar dos anos, os brinquedos foram deixados de lado, mas a paixão por novas descobertas não. Aliando seus estudos a prática do basquete, o professor conta que foi assim que aprendeu a agir e competir de forma leal, reconhecendo os erros na hora da derrota e respeitando os adversários na vitória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1520 alignright" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/DESTAQUE4-300x157.jpg" alt="" width="300" height="157" />Formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), </span><span style="font-weight: 400">onde foi bolsista do Programa de Educação Tutorial da Biologia e estagiário voluntário do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, obteve o título de Doutor e de pós-doutor na Universidade de São Paulo (USP). “</span><i><span style="font-weight: 400">Ao final do meu pós-doutorado na USP, em 2011, eu estava em um verdadeiro dilema entre ir para os Estados Unidos ou retornar para o Rio Grande do Sul, pois um familiar meu estava com problemas de saúde e isso exigia que eu ficasse por aqui. Tentei por duas vezes entrar como docente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas em ambas as vezes fiquei em segundo lugar</span></i><span style="font-weight: 400">”. Foi então que André viu a oportunidade de voltar para o lugar onde se formou, conciliando uma rotina exaustiva de estudos aos cuidados do filho, que na época tinha dois anos, e da esposa gestante. Estudando em média doze horas por dia, durante três meses, André foi aprovado em primeiro lugar no concurso para docente na área de biologia molecular do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM, assumindo a vaga em 15 de março de 2016.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Ao longo da formação da minha carreira profissional, </span><i><span style="font-weight: 400">o meu maior desafio foi vencer o nervosismo e a gagueira para conseguir falar em público</span></i><span style="font-weight: 400">”, disse o professor ao relembrar sua formação antes de sua carreira enquanto docente. Atualmente, superado esse obstáculo, o professor ministra disciplinas de Bioquímica e Biologia Molecular para diferentes cursos, dentre elas, as Ciências Biológicas, Medicina, Enfermagem e Agronomia, além de atuar como docente permanente da pós graduação em Bioquímica Toxicológica e de Biodiversidade Animal. André orienta ainda doze diferentes projetos de pesquisa que estão em desenvolvimento no seu laboratório, sendo cada um deles executado por um aluno diferente. O professor destaca que em todos os lugares que atua busca sempre trabalhar pela educação de alta qualidade, pública e gratuita, visando o desenvolvimento da ciência, para que ela evolua livre de pressões políticas ou religiosas e de forma unificada entre diferentes países. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Falando de sua atuação na pesquisa e na extensão, André acredita que a ciência básica é a principal base para o desenvolvimento de projetos voltados para atender e suprir as necessidades da sociedade como um todo. O professor enfatiza que o Laboratório de Fotobiologia, coordenado por ele, é especialista em monitorar a incidência da radiação ultravioleta (UV) solar na latitude de Santa Maria, bem como também <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/06/11/pesquisador-da-ufsm-inova-no-mercado-de-filtros-solares-ao-criar-metodo-de-analise-de-lesoes-de-dna-causadas-pela-radiacao-solar/">avaliar os diferentes tipos de lesões de DNA</a> que essa radiação induz. “</span><i><span style="font-weight: 400">Temos muito orgulho desse projeto, pois a maior empresa de cosméticos do país confia em nossa tecnologia e investe nela, para avaliarmos os seus protetores solares que são vendidos no mercado nacional e internacional</span></i><span style="font-weight: 400">”, finalizou o docente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo da graduação, André lembra de muitos professores que, além de exemplos, foram extremamente importantes para o início da construção da sua carreira e para o seu direcionamento para dar continuidade a sua formação acadêmica. Na pós-graduação, o professor conta que teve a chance de conviver com muitos pesquisadores importantes, mas seu maior exemplo é o Prof. Carlos Menck, seu orientador de Doutorado na USP. </span><i><span style="font-weight: 400">“O Prof. Menck me ensinou a encarar o ensino, a pesquisa e a extensão de forma extremamente profissional, mostrando que o maior objetivo dessas atividades não é a autopromoção, mas sim gerar conhecimento de alta qualidade e com impacto social e econômico, como também formar, com muita qualidade, os jovens que serão os responsáveis pelo futuro da nossa nação</span></i><span style="font-weight: 400">”.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1522 alignleft" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" />Nesses três anos de UFSM, o professor destaca que vem atuando de forma incansável nos três grandes pilares da Universidade Pública: o ensino, a pesquisa e a extensão. Atuando ainda em cargos de vice-coordenador e de coordenador de Programa de Pós-graduação, o docente afirma ficar honrado com o reconhecimento que recebe, pois já foi escolhido duas vezes Professor Homenageado pelos formandos do curso de Ciências Biológicas, além de ter recebido a indicação de <a href="http://bit.ly/2WFRhtf">“Mito Papo Reto Inspirador”</a> na Cerimônia do Reconhecimento que aconteceu no início do semestre. “</span><i><span style="font-weight: 400">Ser professor é a melhor profissão do mundo, fico extremamente feliz com o retorno imediato dos alunos em sala de aula e, principalmente, pela confiança dos alunos que já orientei e oriento em meu laboratório. É maravilhoso saber que minhas ações profissionais e atitudes pessoais são reconhecidas e consideradas muito importantes para guiar a formação desses futuros profissionais</span></i><span style="font-weight: 400">”, finalizou André. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Uma trajetória de desafios e vitórias: conheça Francis Schirrmann Silveira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/06/06/uma-trajetoria-de-desafios-e-vitorias-conheca-francis-schirrmann-silveira</link>
				<pubDate>Thu, 06 Jun 2019 18:54:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[Quando criança, Francis passava as tardes brincando de escolinha com suas bonecas e reforçava os conteúdos do ensino fundamental como uma forma de diversão. Aos oito anos, não passava pela cabeça dela o sonho de um dia ingressar na licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1491" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-1491" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/Francis-Schirrmann-Silveira-e-estudantes-do-Diretório-Acadêmico-da-Geografia-DAGEO-UFSM-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /> Francis Schirrmann Silveira e estudantes do Diretório Acadêmico da Geografia - DAGEO UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Quando criança, Francis passava as tardes brincando de escolinha com suas bonecas e reforçava os conteúdos do ensino fundamental como uma forma de diversão. Aos oito anos, não passava pela cabeça dela o sonho de um dia ingressar na licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Com o passar do tempo e a evolução dos estudos, ao concluir o Ensino Médio, em 2007, a estudante não se via preparada para prestar o vestibular e duvidava de si mesma. Mal sabia ela que anos mais tarde a criança que dava aulas para bonecas descobriria sua missão: ser educadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1493 alignleft" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/60045172_2214577655316460_2471489675798249472_n-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" />Ao falar de suas influências para entrar na Universidade, Francis lembra que ao se formar no ensino médio, pensava não ser capaz de ser aprovada no vestibular (forma de ingresso da época). “</span><i><span style="font-weight: 400">Estudei a vida toda em escola pública e não estava pronta para fazer o vestibular e sequer eu tinha dinheiro para pagar a inscrição.  Por mais que eu desse o melhor de mim, sabia que seria praticamente impossível ser aprovada com a base do ensino médio que havia recebido</span></i><span style="font-weight: 400">”. Quem a incentivava nessa época era o tio Nani, que repetia incansáveis vezes que a sobrinha era capaz e ainda iria ser o orgulho da família. Inspirada pelo tio, Francis decidiu que era sim a hora de tentar, mas ela não contava com as surpresas da vida… Pouco antes da data da prova, seu grande incentivador sofreu um AVC e acabou falecendo e em meio a dor e muito sofrimento da perda muitos sonhos foram deixados de lado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Superadas muitas dificuldades, em 2015 Francis se viu novamente cercada por pessoas que a incentivaram e acreditaram no seu potencial, fazendo com que ela voltasse a se dedicar aos estudos.  “</span><i><span style="font-weight: 400">Foi então que resolvi fazer o ENEM, entrei no site da UFSM e comecei a revirar, até hoje não sei como foi que eu consegui me candidatar a uma vaga remanescente, pois eu nem sabia o que era isso. Só sei que me inscrevi para Geografia e quando eu fui selecionada foi surreal, depois de anos que eu deixei de sonhar e de acreditar em mim e no quanto eu era capaz eu me vi realizada</span></i><span style="font-weight: 400">”, disse a estudante. Ela destaca ainda a importância e a necessidade das políticas públicas e do sistema de cotas, pois elas são um dos meios dos menos favorecidos terem a oportunidade de realizar o sonho de ter um diploma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“</span><i><span style="font-weight: 400">A minha trajetória como estudante está longe de ser fácil, posso afirmar com toda a certeza que durante todos esses anos minha caminhada foi árdua, pois moro em São Pedro do Sul e tenho que fazer esse deslocamento todo o santo dia, pegando dois ônibus para ir e três para voltar</span></i><span style="font-weight: 400">”. Mãe de três filhos, a acadêmica conta das dificuldades de conciliar toda sua vida fora da Universidade tendo uma média de 10 disciplinas por semestre. “</span><i><span style="font-weight: 400">Já perdi as contas do quanto chorei,  me estressei e quantas noites eu passei em claro debruçada sobre cadernos e artigos estudando para provas e fazendo trabalhos. Algumas noites eu nem dormia pois quando olhava no relógio já era 04:50, hora de engolir alguma coisa no seco e correr para a rodoviária</span></i><span style="font-weight: 400">”. Neste ano, prestes a se formar, Francis se diz feliz e realizada por ter vencido e passado por muitas coisas para chegar até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="size-medium wp-image-1495 alignright" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/06/59435574_10161846493090442_7914872540315516928_n-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" />A aluna destaca que a Universidade deu a ela a oportunidade de conhecer professores incríveis e, acima de tudo, seres humanos extraordinários. Ela conta que todos eles a ensinaram que antes mesmo de ser uma educadora profissional é preciso ser humana, saber olhar e se colocar no lugar do outro, praticando diariamente a empatia e o profissionalismo. “</span><i><span style="font-weight: 400">Foi lá no prédio 17 que conheci um novo mundo, já no primeiro dia de aula a Prof.Drª. Meri  Bezzi nos disse que nós precisávamos colocar os nossos óculos geográficos e que quando isso acontecesse jamais veríamos o mundo da mesma forma. Hoje, quase formada, reconheço que ela tinha razão e eu não consigo mais ver o mundo como antes</span></i><span style="font-weight: 400">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Bolsista no Programa de Residência Pedagógica, Francis diz que  projeto mostrou para ela as diferenças gritantes que existem entre a teoria ensinada na faculdade e a realidade das escolas públicas brasileiras.</span><span style="font-weight: 400"> A ideia do programa é gerar uma troca onde os estudantes da licenciatura ganham um “laboratório para aprender a praticar” e os professores da rede pública ganham uma “mãozinha” na sala de aula. Abordando com o educandário os fatos cotidianos e relacionando-os aos temas da Geografia, o projeto destaca a importância e consequências de cada ação do ser humana, além de mostrar como e o que pode ser feito para transformar a realidade, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sonhos, amizade e a defesa da Universidade: conheça Cristiele Spat</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/05/28/sonhos-amizade-e-a-defesa-da-universidade-conheca-cristiele-spat</link>
				<pubDate>Tue, 28 May 2019 15:44:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[#souufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Servidor]]></category>
		<category><![CDATA[TAE]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudar na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sempre foi um desejo de Cristiele Spat, desde sua adolescência. Quando foi aprovada no vestibular e passou a frequentar diariamente os espaços da Instituição, nasceu nela o desejo de contribuir para o melhor funcionamento da Universidade e isso a motivou para, depois de formada, ser aprovada no concurso público para Técnico Administrativo em Educação (TAE), em 2011. Para Cris, “trabalhar na universidade é uma grande recompensa.  É um trabalho muito gratificante”.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1394" align="alignright" width="213"]<img class="wp-image-1394 size-medium" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/05/e720deeb-0048-4832-8678-d46f9fa85834-e1559058171548-213x300.jpg" alt="" width="213" height="300" /> Cristiele Spata, TAE do Núcleo de Infraestrutura do CCNE.[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Estudar na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sempre foi um desejo de Cristiele Spat, desde sua adolescência. Quando foi aprovada no vestibular e passou a frequentar diariamente os espaços da Instituição, nasceu nela o desejo de contribuir para o melhor funcionamento da Universidade e isso a motivou para, depois de formada, ser aprovada no concurso público para Técnico Administrativo em Educação (TAE), em 2011. Para Cris,</span><i><span style="font-weight: 400"> “trabalhar na universidade é uma grande recompensa.  É um trabalho muito gratificante”</span></i><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Filha de agricultores, Cristiele conta que a sua trajetória na UFSM iniciou no ano de 2005, quando ingressou no curso de Ciências Biológicas e saiu da casa dos seus pais em Restinga Seca. Após concluir a graduação, fez Mestrado em Agrobiologia e como TAE, atuou</span> <span style="font-weight: 400">no departamento de Biologia e na direção do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e, hoje, trabalha no Núcleo de Infraestrutura do CCNE. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Reconhecida por tratar todos com paciência e compreensão, Cris conta que tenta sempre motivar e dar a devida atenção para quem a procura, pois essas são necessidades básicas de qualquer ser humano. “</span><i><span style="font-weight: 400">É importante saber que por uma palavra ou um gesto meu eu acabo melhorando o dia de alguém</span></i><span style="font-weight: 400">”,  disse a servidora que carrega consigo o orgulho de fazer parte da Universidade e ser cercada por pessoas competentes e comprometidas em fazer do CCNE um espaço mais acolhedor e humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo do seu percurso como servidora, a ajuda que recebeu dos seus colegas de trabalho foi essencial para que ela soubesse que rumo seguir e pudesse se desenvolver nos locais por onde trabalhou. Ela destaca que o aprendizado adquirido no decorrer de sua jornada foi enorme devido a qualidade da Instituição, além de salientar o fato de ela ser pública e oferecer oportunidades únicas para muitas pessoas, principalmente para quem não tem condições financeiras de fazer parte de uma instituição privada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os desafios enfrentados por ela em sua profissão está o de</span><i><span style="font-weight: 400"> “mostrar o quanto a universidade faz a diferença na vida das pessoas, o quanto a educação pública é essencial para todos terem a oportunidade de estudar”. </span></i><span style="font-weight: 400">Outro ponto abordado por Cristiele é a necessidade de saber gerir os recursos, principalmente no setor onde trabalha, a fim de estar sempre preparada para atender às novas demandas da Universidade. Atuando no Núcleo de Infraestrutura, a servidora destaca que seu trabalho está diretamente ligado aos espaços que as pessoas do CCNE frequentam e, por isso, oferecer um local agradável e bem cuidado impacta e melhora o dia a dia das pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cristiele tem como seus objetivos fazer sempre o melhor para a instituição, buscando sempre que seu trabalho seja prestado da melhor forma possível, fazendo com que toda comunidade reconheça e valorize a categoria dos servidores públicos e a Universidade como um todo. Ela espera poder colaborar com tudo que estiver ao seu alcance para que a UFSM cresça cada vez mais, tenha mais alunos que ingressem a cada ano e consigam conquistar o seu diploma e a formação profissional e cidadã.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto por: Fabrício Simões Dias, acadêmico de Comunicação Social – Jornalismo e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Educação e psicologia como formas de resistência: conheça Rozieli Silveira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/05/24/educacao-e-psicologia-como-formas-de-resistencia-conheca-rozieli-silveira</link>
				<pubDate>Fri, 24 May 2019 15:17:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
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						<description><![CDATA[Rozieli Bovolini Silveira é servidora pública do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM, onde é coordenadora da Unidade de Apoio Pedagógico (UAP). A servidora chegou ao cargo por meio de um processo de redistribuição, que segundo ela foi bastante demorado. Entretanto, para Rozieli, “estar na UFSM e em Santa Maria, morando e trabalhando na cidade, sempre foi um sonho”.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_713" align="alignleft" width="269"]<img class="wp-image-713 size-medium" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2018/10/Rozi-e1558710943822-269x300.jpg" alt="" width="269" height="300" /> Rozieli Silveira, servidora responsável pela UAP CCNE.[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Rozieli Bovolini Silveira é servidora pública do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM, onde é coordenadora da Unidade de Apoio Pedagógico (UAP). A servidora chegou ao cargo por meio de um processo de redistribuição, que segundo ela foi bastante demorado. Entretanto, para Rozieli, “estar na UFSM e em Santa Maria, morando e trabalhando na cidade, sempre foi um sonho”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Este sonho de Rozieli representa que ela está exercendo o trabalho que ama, além de sentir que este está sendo valorizada, devido às possibilidades de articular a sua formação em Psicologia e o seu mestrado realizado na área de educação. Para ela, “uma gestão que valoriza e reconhece o potencial de cada servidor, sem dúvida, fortalece-se enquanto instituição”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Trabalhar na Unidade de Apoio Pedagógico permite que a servidora esteja em contato frequente com pessoas, ouvindo demandas, buscando soluções e propondo rupturas. Neste sentido, sua trajetória pelo Centro de Ciências Naturais e Exatas é pautada pela parceria com pessoas fundamentais. Rozieli ressalta a confiança na gestão da diretora do centro da unidade, Sonia Zanini Cechin e parceria com a nova colega técnica-administrativa, Daíse e as bolsistas da UAP, além dos outras colegas servidoras e servidores e os professores e professoras do centro que recorrem à Unidade de Apoio Pedagógico. O convívio com tantas pessoas, nesta intersecção entre amizade e trabalho, possibilita com que todos, nas palavras de Rozieli, “dividam alegrias, anseios e frustrações, mas sempre com uma conversa boa, com um sorriso”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O corpo discente do centro também faz parte deste círculo importante de convivência da servidora, sendo este um dos seus principais motivos pela luta por uma educação mais inclusiva, de transformação e de resistência. A luta por este princípio “permite com que o conhecimento aprendido seja a força propulsora da mudança de todos os desafios que ainda não superamos enquanto humanidade”, falou Rozieli.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rozieli é nova na instituição, pois ingressou em setembro de 2017, mas ela já possui grandes expectativas para o seu futuro. Entre elas, pretende deixar na UFSM “um legado de cuidado ao outro, de escuta, de respeito, de acolhimento, enfim, que esse período das vidas de muitos estudantes seja marcado por aprendizados e conhecimentos, mas sobretudo, como possibilidade de desenvolvimento pessoal.” Além disso, ela pretende ver uma universidade cada vez mais pública, democrática e na qual a educação é proposta como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão, na valorização dos diferentes saberes  e nas representações de todos os sujeitos.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto por: J. Antônio de Souza Buere, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Edição: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ciência, ambiente e a história de Santa Maria: conheça Valter Noal</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/05/14/ciencia-ambiente-e-a-historia-de-santa-maria-conheca-valter-noal-2</link>
				<pubDate>Tue, 14 May 2019 14:58:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Servidor]]></category>
		<category><![CDATA[TAE]]></category>

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						<description><![CDATA[Há pouco mais de 30 anos, iniciou sua trajetória como servidor técnico-administrativo na Universidade Federal de Santa Maria. De lá pra cá, atuou em diversos locais. “No final dos anos 80, cuidei da revista Ensaio, na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis. Depois, em um curto período, na assessoria de divulgaçãodo do Gabinete do Reitor. Depois, foram dez anos na editora da Universidade e agora, há 15 anos, aqui no CCNE, no setor de revistas”, conta Valter.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="size-medium wp-image-1297 alignleft" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/04/Valter-Noal-262x300.jpg" alt="" width="262" height="300" /></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Valter Antonio Noal Filho nasceu em 1960, em Santa Maria. Cresceu em uma casa com pátio grande e arborizado, uma das mais belas lembranças de sua infância. Com 19 anos ingressou na UFSM, onde foi aprovado no vestibular para a primeira turma do Curso de Comunicação Visual, uma fase de adaptações e construções.</span></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline;margin: 1rem;font-size: 1.125rem"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Há 33 anos, iniciou sua trajetória como servidor técnico-administrativo na Universidade Federal de Santa Maria. De lá pra cá, atuou em diversos locais. “<i>No final dos anos 80, cuidei da revista </i>Ensaio<i>, na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis. Depois, em um curto período, na Assessoria de Divulgação do Gabinete do Reitor. Depois, foram dez anos na Editora da Universidade e agora, há 19 anos, aqui no CCNE</i>”, conta Valter.</span></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline;margin: 1rem;font-size: 1.125rem"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Mas, além das divulgações feitas aqui, Valter tem em seu caminho, sete livros de sua autoria. “<i>O primeiro livro nasceu de uma curiosidade minha sobre o passado de Santa Maria e, ao mesmo tempo, da constatação de que se aproximava a data de seu bicentenário, que passaria despercebida caso nenhuma instituição tomasse a iniciativa de marcar a importante efeméride. Assim, eu e o amigo José Newton Cardoso Marchiori, iniciamos a pesquisa que originou o livro “Santa Maria: relatos e impressões de viagem”, com lançamento previsto para novembro de 1997, justamente a época mais provável para assinalar os 200 anos da chegada da Comissão Demarcadora de Limites entre terras portuguesas e espanholas que aqui estabeleceu seu acampamento, embrião do atual sítio urbano</i>”, conta ele.</span></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline;margin: 1rem;font-size: 1.125rem"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Tal criação, fez com que o santa-mariense tomasse gosto pela literatura de viagem ant</span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: black">iga. Assim, cont</span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">inuou pesquisando em bibliotecas, relatos de viagens sobre o Rio Grande do Sul. Estabeleceu parceria com Sérgio da Costa Franco, importante historiador do Rio Grande do Sul, que após sete anos de pesquisa, resultou no livro “Os Viajantes olham Porto Alegre” em dois volumes, o primeiro traz relatos de 1754 a 1890 e o segundo volume, dos anos de 1890 a 1941. A obra foi agraciada com o prêmio Açorianos de Literatura em 2005, na categoria especial e também o de Livro do Ano</span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: black">, recebendo a maior homenagem daquele ano. </span><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">“<i>foi uma surpresa na verdade, porque nem eu nem</i></span><i><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: red"> </span></i><i><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Costa Franco pensávamos em prêmio, nós queríamos fazer um bom livro, que interessasse a um bom número de leitores e lhes oferecesse realmente novidades. Acredito que a premiação foi uma consequência</span></i><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">”, relata ele.</span></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline;margin: 1rem;font-size: 1.125rem"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Com o término destas obras, Valter participou de nova parceria, na organização de uma obra inédita de 1943, do escritor santa-mariense Getulio Schilling. Em 2008, mais dois trabalhos foram concluídos: a reedição do “Santa Maria: relatos e impressões de viagem”, completamente modificada, com quase 20 novos textos, e com outros parceiros fez “Do céu de Santa Maria”, livro que reproduz fotografias aéreas de Santa Maria, desde o final da década de 1920. Um livro que ganhou bastante apreço dos conterrâneos.</span></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline;margin: 1rem;font-size: 1.125rem"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">Em 2017, com Sergio Faraco, publicou “Francisco Ricardo: uma tragédia esquecida” e no ano seguinte, com Silvia Paraense, organizou “Santa Maria: o passado pitoresco em prosa fluida”, que reúne crônicas de Romeu Beltrão. </span></p>
<p style="line-height: 21.0pt;vertical-align: baseline;margin: 1rem;font-size: 1.125rem"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;color: #172938">No CCNE, Valter trabalha com a Revista “Ciência &amp; Ambiente”, executando diversas tarefas, como a adaptação ao projeto gráfico, a diagramação e a divulgação de cada número publicado. Para o seu futuro na instituição, Valter espera propor iniciativas e incentivar atitudes, uma vez que para ele, <i>“a universidade pública constitui terreno fértil para a invenção”</i>. Além disso, pretende contribuir para que a universidade fortaleça o seu caráter inovador e assuma maior protagonismo na preservação da memória e conhecimento do patrimônio cultural e histórico de Santa Maria, por meio da sistematização e da difusão de novos dados colhidos em acervos fotográficos.</span></p>
<p><i>Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></p>
<p><i>Edição: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bioquímica e dedicação em ensinar: conheça João Batista Teixeira da Rocha</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/04/02/bioquimica-e-dedicacao-em-ensinar-conheca-joao-batista-teixeira-da-rocha</link>
				<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 16:50:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[Docente]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/?p=1010</guid>
						<description><![CDATA[Natural do Rio de Janeiro, João Batista Teixeira da Rocha já fez grandes viagens em sua vida. Sua vida escolar foi dividida entre as cidades de Canoas, Viamão, Santa Maria e Rio de Janeiro. Mas foi em Porto Alegre que iniciou seu caminho nas Ciências Biólogicas. Assim, no ano de 1982, João Batista ingressou no curso de Graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo a certeza de que a Biologia era a área de que gostava]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class=" wp-image-549 alignright" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2018/06/João_Batista-300x169.jpg" alt="" width="328" height="185" />Natural do Rio de Janeiro, João Batista Teixeira da Rocha já fez grandes viagens em sua vida. Sua vida escolar foi dividida entre as cidades de Canoas, Viamão, Santa Maria e Rio de Janeiro. Mas foi em Porto Alegre que iniciou seu caminho nas Ciências Biólogicas. Assim, no ano de 1982, João Batista ingressou no curso de Graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo a certeza de que a Biologia era a área de que gostava. Neste período, seus maiores interesses eram pelas aulas de Educação, onde os professores levavam questionamentos aos alunos, o que o fazia pensar e discutir sobre o mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Porém, foram as aulas de Bioquímica que o prenderam. “</span><i><span style="font-weight: 400">Tinha uma coisa diferente, as aulas teóricas eram baseadas em estudo dirigido, então tínhamos aula formal ocasionalmente, resolvíamos problemas e discutíamos com o professor e foi essa maior interação que me motivou</span></i><span style="font-weight: 400">”, conta João que acabou desenvolvendo pesquisas na área ao se tornar monitor. Um de seus trabalhos desenvolvidos, neste período, foi publicado, até mesmo em revistas internacionais de ciência. Formou-se em 1986.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dividido entre duas áreas de seu maior interesse, a Educação em Ciências e a Bioquímica, João Batista optou por aquela que já tinha experiência e em 1987 iniciou o mestrado, na UFRGS, onde em dois anos, com a defesa da tese “Efeito da desnutrição durante a lactação sobre a atividade da hidrólise de atp em sinaptossomas de cérebros de ratos”, obteve seu título de mestre. No mesmo ano de finalização do mestrado, João Batista iniciou sua atuação profissional como Professor na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Porém, a busca constante por aprendizado o levou a iniciar, em 1992 o doutorado em Ciências Biológicas, na área de Bioquímica – subáreas de Enzimologia, Metabolismo e Bioenergética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De volta a UFRGS, João Batista conciliava a pesquisa de doutorado, desenvolvida entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e as aulas que ministrava. Seu título de doutor foi obtido no ano de 1996. Logo, o doutor voltou para a UFRJ para fazer o Pós-Doutorado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o professor trabalha na área de bioquímica, toxicologia e farmacologia de organocalcogênios, papel do estresse oxidativo em patologias humanas e experimentais e educação em ciências. Dentro de sua carreira como pesquisador ganhou diversos prêmios e títulos. No ano de 2014, o Bioquímico foi eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, na área de Ciências Biomédicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Texto: Assessoria de Comunicação 2015 </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Da Casa do Estudante à Academia Brasileira de Ciências: conheça a trajetória do professor Gilson Rogério Zeni</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2019/04/02/da-casa-do-estudante-a-academia-brasileira-de-ciencias-conheca-a-trajetoria-do-professor-gilson-rogerio-zeni</link>
				<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 16:32:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Docente]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/?p=1009</guid>
						<description><![CDATA[Como a maioria dos alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o professor Gilson Rogério Zeni veio de uma cidade do interior. No ensino básico e médio, estudou na cidade de Iraí, divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Logo após se formar, em 1988, veio para Santa Maria para cursar Química Industrial na UFSM. De origem humilde, fez uso dos benefícios sócio-educativos proporcionados pela Universidade e iniciou sua carreira científica como bolsista de iniciação na área da Química Orgânica onde desenvolveu seu mestrado e doutorado, sendo essa sua atual área de pesquisa.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1306" align="alignleft" width="300"]<img class="wp-image-1306 size-medium" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2019/04/Gilson_Zeni_2-768x667-300x261.jpg" alt="" width="300" height="261" /> Gilson Rogério Zeni, à esquerda, recebeu em 2012 o Prêmio Pesquisador Gaúcho da FAPERGS e em 2014 foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências.[/caption]
<p style="text-align: left"><span style="font-weight: 400">Como a maioria dos alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o professor Gilson Rogério Zeni veio de uma cidade do interior. No ensino básico e médio, estudou na cidade de Iraí, divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Logo após se formar, em 1988, veio para Santa Maria para cursar Química Industrial na UFSM. De origem humilde, fez uso dos benefícios socioeducativos proporcionados pela Universidade e iniciou sua carreira científica como bolsista de iniciação na área da Química Orgânica onde desenvolveu seu mestrado e doutorado, sendo essa sua atual área de pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Concluiu seu mestrado em 1994 na UFSM e o doutorado em 1996 na Universidade de São Paulo (USP). Ingressou na Universidade como professor visitante em 2000 e no ano seguinte tornou-se professor do quadro permanente do departamento de química. Iniciou o seu grupo de pesquisa de síntese, reatividade, farmacologia e toxicologia de organocalcogênios, nesta mesma época. Em 2003, fez pós-doutorado na Iowa State University, nos EUA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em suas áreas de atuação, Gilson já publicou inúmeros artigos científicos nas mais prestigiadas revistas internacionais, além disso, possui um grande número de citações acadêmicas; orientou diversas Teses de Doutorado, Dissertações de Mestrado e dezenas de alunos de Iniciação Científica. Na área administrativa foi coordenador do programa de pós-graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica e chefe do setor de bioquímica; participou de comitês nas agências financiadoras CNPq, da FAPERGS e como membro assessor da CAPES na avaliação dos programas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sua área de atuação consiste na síntese de compostos orgânicos contendo os átomos de selênio e telúrio em sua estrutura e a aplicação destes como substratos em catálise homogênea, utilizando sais de paládio ou cobre como catalisadores, e na obtenção de heterociclos via reações de ciclização eletrofílica. Além disso, o Professor Gilson tem atuado no estudo farmacológico e toxicológico de organocalcogênios. A ênfase principal destes estudos está na busca por compostos que apresentem atividades antioxidante, anti-inflamatória, antinociceptiva, antidepressiva e neuroprotetora associadas à baixa toxicidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como professor na UFSM, Gilson se preocupa muito com a formação dos alunos, em dar a eles uma formação sólida, tanto na parte de pesquisa como na parte ética. No momento, pretende exclusivamente formar pessoas, pois acredita que é necessário possibilitar aos alunos grandes experiências e inserção em instituições públicas, para que este aluno possa formar seus próprios alunos. O professor costuma enviar acadêmicos para outros países com os quais seu grupo mantém contato, contribuindo para a melhor formação e qualificação dos estudantes. O professor afirma ainda que “</span><i><span style="font-weight: 400">cada vez que um doutor é formado é uma felicidade enorme, pois todo o seu período de investimento foi recompensado</span></i><span style="font-weight: 400">”. Sua realização pessoal é ver um aluno bem colocado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Gilson recebeu em 2012 o Prêmio Pesquisador Gaúcho da FAPERGS e em 2014 foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências. Ele conta que não esperava tal honraria. “Esperava essa nomeação para professores mais experientes do que eu, mas fico muito feliz por meu trabalho ser reconhecido”, finaliza ele.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Sandro Lacerda  – Assessoria de comunicação (2015) do CCNE.</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Foco no desenvolvimento sustentável da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2015/04/27/foco-no-desenvolvimento-sustentavel-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2015 09:57:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2015/04/27/foco-no-desenvolvimento-sustentavel-da-quarta-colonia/</guid>
						<description><![CDATA[O desenvolvimento sustentável da região da Quarta Colônia foi o foco do projeto social Produtos da Colônia, desenvolvido pelos departamentos de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, Extensão Rural e Desenho Industrial da UFSM. O projeto foi encerrado recentemente com bons resultados. Desde 2012, as cerca de 40 agroindústrias beneficiadas &#8211; no início estavam previstas 25 [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><a rel="galeria" class="fotos" href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2015/04/c24e0caf-1dc8-4266-9103-899243d25f53.jpg" target="_blank" title="Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014"><img src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2015/04/c24e0caf-1dc8-4266-9103-899243d25f53.jpg.500x375_q85_crop-scale.jpg" alt="Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014" title="Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014" style="float: right; width: 383px; margin: 0px 0px 10px 10px;"></a></p><p>O desenvolvimento sustentável da região da Quarta
Colônia foi o foco do projeto social Produtos da Colônia, desenvolvido pelos
departamentos de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, Extensão Rural e Desenho
Industrial da UFSM. O projeto foi encerrado recentemente com bons resultados. </p><p>Desde 2012, as cerca de 40 agroindústrias
beneficiadas - no início estavam previstas 25 - receberam capacitações técnicas e em gestão e redes de cooperação,
criação e divulgação dos produtos coloniais, tendo como objetivo a valorização
da cultura local e a geração de empregos e renda nos setores secundário e
terciário da Quarta Colônia. O trabalho também teve como finalidade preservar a
gastronomia das culturas da Quarta Colônia, a fim de agregar os conhecimentos
técnicos e científicos a esta herança cultural. </p><p>Segundo a professora Neila Richards, do
Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, dentre as muitas maneiras
de conhecer a cultura de um povo, os alimentos produzidos estão entre os mais
marcantes. Além de Neila, também estiveram envolvidos no projeto os professores
Clayton Hillig, do Departamento de Extensão Rural, e Marcos Brod Jr., do
Departamento de Desenho Industrial.</p><p>As agroindústrias que participaram do projeto
deveriam atender a várias questões, como ter local específico para produção de
alimentos; desejar se formalizar frente às exigências legais e sanitárias;
almejar a diferenciação e&nbsp;valorização de seus produtos coloniais;
acreditar na valorização da cultura local e na divulgação e reconhecimento dos
produtos da Quarta Colônia.</p><p>Entre os muitos resultados do projeto estão a
melhoria da qualidade dos processos de fabricação dos produtos coloniais com
segurança; reconhecimento e valorização da cultura local; divulgação das
agroindústrias e de seus produtos; efetivo benefício econômico e social das
famílias beneficiadas; estágios curriculares e extracurriculares aos estudantes
de Tecnologia de Alimentos, Engenharia Química, Extensão Rural, Desenho
Industrial e Sistema de Informação.</p><p>O encerramento do projeto ocorreu no final de
março, no Auditório Flávio Schneider, do Centro de Ciências Rurais (CCR), e
contou com a presença do vice-reitor, Paulo Bayard; diretor do CCR, Irineo
Zanella; prefeitos de algumas cidades participantes (Silveira Martins, São João
do Polêsine, Agudo, Nova Palma, Faxinal do Soturno, entre outras); de
representantes da Abengoa, do BNDES, além de representantes das agroindústrias
beneficiadas, entre outros. </p><p>O programa de extensão foi apoiado pela Abengoa,
empresa de soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável, e
financiado pelo BNDES.</p><p>Confira a reportagem sobre o projeto produzida
pela TV Campus:</p><iframe width="420" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/GGjoz4fMVdw" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe><p><em>Texto: Sabrina Cáceres, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em></p><p><em>Fotos: <a href="http://coral.ufsm.br/4colonia/" target="_blank">site do projeto</a></em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“O matemático” do interior</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/11/29/o-matematico-do-interior</link>
				<pubDate>Fri, 29 Nov 2013 10:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/11/29/o-matematico-do-interior/</guid>
						<description><![CDATA[Menino simples, ainda bem novo, tranquilo e que surpreende por sua capacidade e facilidade que tem diante a Matem&aacute;tica. Marcelo Rossato, aluno do curso de Engenharia Mec&acirc;nica da UFSM, tem tamanha capacidade de entendimento l&oacute;gico que, com 17 anos, foi convidado para participar de um reality show&nbsp; &ldquo;Mentes brilhantes&rdquo;, transmitido pelo canal de televis&atilde;o National [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	Menino simples, ainda bem novo, tranquilo e que surpreende por sua capacidade e facilidade que tem diante a Matem&aacute;tica. Marcelo Rossato, aluno do curso de Engenharia Mec&acirc;nica da UFSM, tem tamanha capacidade de entendimento l&oacute;gico que, com 17 anos, foi convidado para participar de um reality show&nbsp; &ldquo;Mentes brilhantes&rdquo;, transmitido pelo canal de televis&atilde;o National Geographic Channel.</p>
<p>
	Santa-mariense, nascido em 10 de mar&ccedil;o de 1996, o menino demonstra sua velocidade de entendimento num&eacute;rico fazendo contas complicadas em quest&atilde;o de pouco tempo. Para ele, &eacute; algo f&aacute;cil, algo l&oacute;gico. E esse apre&ccedil;o pelos n&uacute;meros veio desde pequeno. Filho de Isabel e Vilmar Rossato, um casal vindo de Ivor&aacute; (interior do RS), Marcelo conta que sempre reconhecia os n&uacute;meros, e muito pequeno j&aacute; fazia contas com bastante velocidade. At&eacute; apelidos como o de &ldquo;o matem&aacute;tico&rdquo; o menino disse que recebia, em encontros familiares, nos quais sempre havia pedidos para que Marcelo fizesse contas.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/11/20131129_102942__an1_3702.jpg" style="width: 400px; height: 240px; " title="Foto: Ítalo Padilha." /></p>
<p>
	Estudou no Col&eacute;gio F&aacute;tima at&eacute; a quarta s&eacute;rie, e, a partir da quinta s&eacute;rie, Marcelo passa na Escola Militar de Santa Maria. Nesse per&iacute;odo, que durou at&eacute; o in&iacute;cio deste ano, participou de clubes de estudos e de desafios e competi&ccedil;&otilde;es. Ol&iacute;mpiadas brasileiras de F&iacute;sica, Qu&iacute;mica, Astronomia e Matem&aacute;tica s&atilde;o alguns desses desafios, que premiaram o menino. O &uacute;ltimo realizado, o maior desafio, a Ol&iacute;mpiada Brasileira de Matem&aacute;tica das Escolas P&uacute;blicas (OBMEP) rendeu ao menino o primeiro lugar nacional e uma viagem ao Rio de Janeiro para receber a premia&ccedil;&atilde;o. Em meio &agrave;s viagens para receber alguma premia&ccedil;&atilde;o, o &ldquo;matem&aacute;tico&rdquo; fez contatos e amizades que duram at&eacute; hoje.</p>
<p>
	No primeiro semestre de 2013, ingressa na UFSM. Por passar em primeiro lugar, Marcelo foi chamado de &ldquo;zero um&rdquo; por seus colegas, algo que n&atilde;o o incomoda, e at&eacute; &eacute; engra&ccedil;ado. Nesse per&iacute;odo de gradua&ccedil;&atilde;o, ele fica desde o in&iacute;cio da manh&atilde; at&eacute; o final da tarde no campus da Universidade. Faz cadeiras do curso de Engenharia Mec&acirc;nica e tamb&eacute;m do curso de Matem&aacute;tica, deixando evidente sua intimidade com os n&uacute;meros.</p>
<p>
	O &ldquo;zero um&rdquo; da Mec&acirc;nica n&atilde;o sentiu grande impacto na mudan&ccedil;a do ensino b&aacute;sico para o ensino superior, mas acha interessante a forma como conte&uacute;dos s&atilde;o discutidos. H&aacute; mais intera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas o copiar f&oacute;rmulas do col&eacute;gio, mas uma produ&ccedil;&atilde;o de saber. &ldquo;N&oacute;s mesmos constru&iacute;mos o conhecimento&rdquo;. Desde o in&iacute;cio do curso, Marcelo participa de grupos de pesquisa, o que possibilitou aprendizado, contatos e possivelmente a vaga no reality. O menino foi escolhido, quando um pedido da Coordenadora da OBMEP do RS, Elizabeth Ferreira, perguntou para o coordenador do grupo de estudos de Marcelo sobre a possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o no reality.</p>
<p>
	Em horas vagas, Marcelo procura sair com os amigos e ficar em casa. O garoto n&atilde;o estuda para &ldquo;se dar bem&rdquo; no curso, diz que entende r&aacute;pido, afinal, s&atilde;o n&uacute;meros e uma quest&atilde;o de l&oacute;gica.</p>
<p>
	<strong>Foto de capa:</strong> &Iacute;talo Padilha.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong>Guilherme Gabbi &ndash; Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong>Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Anna Barros: uma artista que deixa legado inestimável</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/10/02/anna-barros-uma-artista-que-deixa-legado-inestimavel</link>
				<pubDate>Wed, 02 Oct 2013 14:21:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/10/02/anna-barros-uma-artista-que-deixa-legado-inestimavel/</guid>
						<description><![CDATA[O Brasil perdeu h&aacute; poucos dias uma de suas mais inovadoras artistas pl&aacute;sticas. Anna Barros faleceu no dia 26 de setembro, em S&atilde;o Paulo, aos 81 anos. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a perda gerou grande como&ccedil;&atilde;o. Anna integrava o grupo de pesquisa Arte e Tecnologia do Centro de Artes e Letras (CAL). [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	O Brasil perdeu h&aacute; poucos dias uma de suas mais inovadoras artistas pl&aacute;sticas. Anna Barros faleceu no dia 26 de setembro, em S&atilde;o Paulo, aos 81 anos. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a perda gerou grande como&ccedil;&atilde;o. Anna integrava o grupo de pesquisa Arte e Tecnologia do Centro de Artes e Letras (CAL). Deixou, mais do que admiradores de seu trabalho, amigos. E levou o reconhecimento da institui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	Em agosto, Anna foi condecorada com a medalha de honra ao m&eacute;rito universit&aacute;rio em reconhecimento a sua trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica e art&iacute;stica. A entrega ocorreu na Unesp, em S&atilde;o Paulo &ndash; com a sa&uacute;de debilitada, Anna n&atilde;o teve como vir a Santa Maria para a homenagem. Representaram a UFSM o reitor, Felipe M&uuml;ller; o diretor do CAL, Pedro Brum Santos; a professora do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Artes Visuais (PPGART) e proponente da homenagem, Nara Cristina Santos; e a coordenadora do PPGART, Darci Raquel Fonseca. Foi um momento especial para a homenageada. &ldquo;Ela estava bem emocionada e feliz entre amigos&rdquo;, recorda Nara.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/10/20131002_142952_interna_entrega-medalha-ana-barros.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/10/20131002_142952_interna_entrega-medalha-ana-barros.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Rosangela Leote (UNESP), Anna Barros, Nara Cristina Santos (UFSM)." /></a></p>
<p>
	Artista multim&iacute;dia, curadora, autora, professora, pesquisadora, Anna Barros dedicou boa parte de sua vida a investigar, de forma competente e sens&iacute;vel, o campo da arte-ci&ecirc;ncia-tecnologia. Doutora pela San Francisco Art Institute e p&oacute;s-doutora em Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica pela PUC-SP, ela foi incans&aacute;vel em sua busca pelo novo. Tanto que &eacute; considerada a pioneira no pa&iacute;s em nanoarte, que se refere ao patamar nano, algo s&oacute; vis&iacute;vel com o aux&iacute;lio da tecnologia.</p>
<p>
	Por seu trabalho nessa &aacute;rea, recebeu premia&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais, e deixou inestim&aacute;vel legado. &ldquo;Anna foi a primeira artista a tratar de nanotecnologia com pesquisa consistente, sens&iacute;vel e inovadora&rdquo;, destaca Nara, que na UFSM desenvolve pesquisas na &aacute;rea de Hist&oacute;ria e Teoria da Arte Contempor&acirc;nea, com &ecirc;nfase em Arte e Tecnologia.</p>
<p>
	Anna Barros veio a Santa Maria pela primeira em 2009 para participar do 4&ordm; Simp&oacute;sio de Arte Contempor&acirc;nea: curadoria e cr&iacute;tica. Antes de chegar &agrave; cidade, fez quest&atilde;o de conhecer Mata, &ldquo;a cidade de pedra que j&aacute; foi madeira&rdquo;.</p>
<p>
	O munic&iacute;pio da regi&atilde;o inspirou a artista, que voltaria nos anos seguintes para uma exitosa parceria. Em 2010, ela apresentou no mesmo simp&oacute;sio o resultado de suas pesquisas em nanoarte com a instala&ccedil;&atilde;o &ldquo;200 Milh&otilde;es de Anos: &Aacute;rvore Pedra&rdquo;, na Exposi&ccedil;&atilde;o ArtePo&eacute;tica-Digital. No ano seguinte, participou como artista convidada da exposi&ccedil;&atilde;o Museu Interativo Arte, Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Patrim&ocirc;nio Cultural: Mata &ndash; 200 milh&otilde;es de anos, pela sua investiga&ccedil;&atilde;o no campo da arte, ci&ecirc;ncia tecnologia, com as instala&ccedil;&otilde;es multim&iacute;dia interativas &ldquo;Tecendo o Tempo ou Sendo Tecida pelo Espa&ccedil;o&rdquo; e &ldquo;200 Milh&otilde;es de Anos: &Aacute;rvore Pedra&rdquo; &ndash; esta &uacute;ltima a artista doou neste ano para a UFSM/CAL/PPGART.</p>
<p>
	As duas instala&ccedil;&otilde;es &ndash; que foram expostas no Museu de Arte de Santa Maria (Masm) &ndash; resultaram de pesquisas da artista a partir de fragmentos de madeira fossilizada de Mata, cujas imagens foram obtidas atrav&eacute;s da nanotecnologia. &ldquo;O trabalho realizado pela artista &eacute; exaustivo na busca in loco da madeira petrificada, da procura por laborat&oacute;rios e equipamentos que pudessem colaborar com sua pesquisa para capturar imagens em escala nano a partir dos fragmentos f&oacute;sseis, para posteriormente elaborar uma po&eacute;tica nano, que envolvesse imagem, cor e som em uma anima&ccedil;&atilde;o, cujo resultado surpreende como nanoarte, na proposta de exibir uma po&eacute;tica nano nas suas instala&ccedil;&otilde;es&rdquo;, relatou Nara no artigo &ldquo;Arte Contempor&acirc;nea: a experi&ecirc;ncia da presen&ccedil;a nas instala&ccedil;&otilde;es interativas de Anna Barros&rdquo;, publicado como cap&iacute;tulo no livro Arte e Cultura, da UFRGS, em 2012.</p>
<p>
	No artigo, a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; de que instala&ccedil;&otilde;es como estas, decorrentes de uma investiga&ccedil;&atilde;o consistente de Anna Barros, que dialogam com a nanotecnologia, aliadas ao conjunto de pesquisas interdisciplinares, demonstram que a tecnologia pode mostrar-se eficiente como parte constituinte de uma produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e cultural.</p>
<p>
	As obras realizadas na regi&atilde;o est&atilde;o devidamente catalogadas no site da artista (www.annabarros.art.br), ao lado de outros importantes trabalhos espalhados pelo pa&iacute;s &ndash; e agora eternizados. &ldquo;Anna foi uma artista apaixonada pelo que fez, sens&iacute;vel, mas ao mesmo tempo pragm&aacute;tica. Em 2012, finalizou o que disse ser a sua &uacute;ltima obra, publicou em 2013 o que disse ser o seu &uacute;ltimo livro. Estava em paz com sua vida e trajet&oacute;ria e tinha consci&ecirc;ncia, em fun&ccedil;&atilde;o da previs&atilde;o de poucos meses de vida, que teve uma vida plena de realiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;, comenta Nara. Para os colegas e amigos da UFSM, fica a saudade, o exemplo de sensibilidade e determina&ccedil;&atilde;o de quem deu sentido &agrave; vida atrav&eacute;s da arte.</p>
<p>
	<strong>Fotos:</strong> Acervo pessoal Nara Cristina Santos.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong> Ricardo Bonfanti.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Por trás das comunidades quilombolas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/08/29/por-tras-das-comunidades-quilombolas</link>
				<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 17:05:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/08/29/por-tras-das-comunidades-quilombolas/</guid>
						<description><![CDATA[V&acirc;nia Maria Souza Paulon &eacute; uma pessoa de riso f&aacute;cil, e contadora de hist&oacute;rias. Nascida em Julio de Castilhos, em 1948, &eacute; negra, de cabelos crespos e dona de um sorriso contagiante. Atualmente, V&acirc;nia &eacute; coordenadora executiva do Programa Pil&atilde;o, projeto de extens&atilde;o da UFSM, que trabalha com comunidades quilombolas. O programa pretende gerar oportunidades, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	V&acirc;nia Maria Souza Paulon &eacute; uma pessoa de riso f&aacute;cil, e contadora de hist&oacute;rias. Nascida em Julio de Castilhos, em 1948, &eacute; negra, de cabelos crespos e dona de um sorriso contagiante. Atualmente, V&acirc;nia &eacute; coordenadora executiva do Programa Pil&atilde;o, projeto de extens&atilde;o da UFSM, que trabalha com comunidades quilombolas. O programa pretende gerar oportunidades, inclus&atilde;o social, e visibilidade a comunidades negras que moram nas zonas rurais de munic&iacute;pios como Santa Maria, Formigueiro e Restinga Seca. Atrav&eacute;s da Universidade, este grupo tem atendimento gratuito no departamento de Odontologia, por exemplo. Assim como podem ser levados para aprender algo que lhes proporcione crescimento, como &eacute; o caso de algumas mulheres que aprenderam a produzir gel&eacute;ia no curso de Tecnologia em Alimentos. Dessa maneira, essas pessoas podem ser inclusas socialmente, por meio de trabalho e gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria de renda.</p>
<p style="text-align: center;">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/08/20130829_175235__mg_8082_ed.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/08/20130829_175235__mg_8082_ed.jpg" style="width: 400px; height: 240px;" title="Foto: Pedro Porto - Acadêmico de Jornalismo." /></a></p>
<p>
	Na sala em que V&acirc;nia trabalha, h&aacute; uma grande mesa retangular. Nela, &eacute; colocada uma apostila que abriga v&aacute;rias fotografias dos envolvidos com o Programa e das a&ccedil;&otilde;es realizadas nos quilombos. Cada rosto traz uma mem&oacute;ria alegre, que &eacute; contada em detalhes, formando uma id&eacute;ia do que o projeto realmente &eacute;, e como ele &eacute; coordenado por ela. Nos primeiros instantes, &eacute; poss&iacute;vel definir outra palavra para a personalidade de V&acirc;nia: altru&iacute;sta.</p>
<p>
	Uma p&aacute;gina da apostila &eacute; virada. V&acirc;nia se diverte ao relembrar alguns momentos:</p>
<p>
	- Havia um senhor de 85 anos, semi-analfabeto. Fomos a uma palestra com doutores em uma viagem para Ibarama, na Festa da Semente Crioula, mas havia um hor&aacute;rio para retornarmos. Quando eu disse isso, este senhor respondeu: &ldquo;Agora que tem um doutor importante falando, quer nos tirar daqui?&rdquo;</p>
<p>
	- Uma coisa importante, &eacute; o orgulho que eles sentem em participar. &ndash; V&acirc;nia continua, ela mesma com uma express&atilde;o tamb&eacute;m orgulhosa. &ndash; Tivemos uma aula de piscicultura no Col&eacute;gio Polit&eacute;cnico, e eu ouvi um senhor falar ao telefone, &ldquo;agora n&atilde;o posso conversar contigo, pois estou em uma aula aqui na Universidade&rdquo;. Dizer isso, para ele, era algo para se orgulhar.</p>
<p>
	- O que nos marca &eacute; adquirir toda essa amizade, conhecer estas pessoas, uma a uma, e a maneira como elas levam a vida. &Eacute; um pessoal que tem um astral maravilhoso. Por vezes, sa&iacute;am conosco &agrave;s cinco e meia da manh&atilde;, para pegar a estrada de Ibarama, e fic&aacute;vamos presos por cerca de uma hora. Mas eles seguiam brincando. Eram pessoas que estavam ali para aprender, e que gostam de aprender. A gente n&atilde;o consegue esquecer o sorriso e a maneira que o pessoal do campo vive.</p>
<p>
	De 2004 a 2006, antes do Programa Pil&atilde;o, V&acirc;nia trabalhou como presidente do Conselho de Seguran&ccedil;a Alimentar de Santa Maria. O Conselho foi fundado para viabilizar o programa Fome Zero, do Governo Federal, e seus membros visitavam as comunidades, para conhec&ecirc;-las melhor e apresentar o programa.&nbsp; Na &eacute;poca, fam&iacute;lias de cerca de 28 comunidades eram atendidas, para que pudessem se alimentar durante a semana. V&acirc;nia diz que ap&oacute;s uma conversa com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, foi poss&iacute;vel implantar o Programa do Leite, para que as fam&iacute;lias recebessem a bebida semanalmente, al&eacute;m de dois restaurantes populares. O programa durou dois anos e, a cada m&ecirc;s, o Conselho visitava as comunidades, para se certificar de que tudo estava procedendo corretamente.</p>
<p>
	O interesse pelas causas de igualdade racial j&aacute; a acompanhava. Em 1988, fundou, junto a colegas, o grupo Zumbi, em que procuravam resgatar a cultura negra. Infelizmente, um dos professores integrantes faleceu e outro se aposentou o que causou des&acirc;nimo nos membros. Mas, posteriormente, foi uma das respons&aacute;veis por encaminhar a um vereador o projeto da Semana Afro de Santa Maria, em decreto do ent&atilde;o prefeito Jos&eacute; Haidar Farret.</p>
<p>
	Funcion&aacute;ria t&eacute;cnico-administrativa aposentada da UFSM, V&acirc;nia trabalhou no Hospital Veterin&aacute;rio Universit&aacute;rio (HVU) durante 22 anos, ap&oacute;s ser transferida de Porto Alegre. Sobre a experi&ecirc;ncia dentro do HVU, ela diz ter sido impressionante. No in&iacute;cio, houve algo com o que se acostumar: &ldquo;Em um hospital normal, &eacute; tudo limpinho e cheirosinho. Quando cheguei ao Hospital Veterin&aacute;rio, o cheiro...&rdquo;, ela n&atilde;o completa a frase, apenas come&ccedil;a a rir mais uma vez.</p>
<p>
	Como na maioria dos fatos em que esteve envolvida, surge um momento espec&iacute;fico para compartilhar. Ela lembra sobre o dia em que fez uma pun&ccedil;&atilde;o abdominal em um c&atilde;o, t&atilde;o calmo, que n&atilde;o foi necess&aacute;rio amarr&aacute;-lo.</p>
<p>
	- Ele mordeu a minha m&atilde;o e logo soltou. Olhou para mim com aquela carinha, coisa mais querida, e me disse que aquilo estava doendo. Como algu&eacute;m n&atilde;o vai gostar de trabalhar com seres vivos como aqueles?</p>
<p>
	Ap&oacute;s muitas risadas e muitas hist&oacute;rias, V&acirc;nia levanta de sua cadeira, para buscar em outra mesa uma placa quadrada de acr&iacute;lico. Com a assinatura do reitor Felipe Muller, trata-se de uma honra ao m&eacute;rito, homenagem prestada por parte da Universidade pelos trabalhos de V&acirc;nia com as comunidades Quilombolas. Modesta, V&acirc;nia diz que n&atilde;o h&aacute; necessidade de exibir a placa na sala, mas que uma de suas colegas insistiu para que o fizesse.</p>
<p>
	- Importante mesmo &eacute; ter responsabilidade perante os seus. &ndash; ela olha para baixo, pensativa. Em seu caso, refere-se &agrave; responsabilidade perante seus filhos, colegas, coordenadores, e o pr&oacute;prio reitor. &ndash; Temos que valorizar os nossos para ent&atilde;o valorizar os outros. &Eacute; importante tamb&eacute;m n&atilde;o estar apenas dentro do processo. &Eacute; ver as pessoas sendo atingidas por este processo.</p>
<p>
	<strong>Foto: </strong>Pedro Porto - Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong>Myrella Allgayer - Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong>Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pelo prazer de lecionar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/07/08/pelo-prazer-de-lecionar</link>
				<pubDate>Mon, 08 Jul 2013 09:08:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/07/08/pelo-prazer-de-lecionar/</guid>
						<description><![CDATA[Ana Lucia Rodrigues Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1949, natural de Tupanciret&atilde;. Veio a Santa Maria aos 10 anos de idade. N&atilde;o demorou a se interessar pelas &aacute;reas de artes, diagrama&ccedil;&atilde;o e tipografia. Hoje, &eacute; professora aposentada, mas volunt&aacute;ria no Centro de Artes e Letras da UFSM. No final dos anos 1960, a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/07/20130708_092849_analucia.jpg" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; float: right; width: 200px; height: 120px; " title="Foto: Divulgação." />Ana Lucia Rodrigues Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1949, natural de Tupanciret&atilde;. Veio a Santa Maria aos 10 anos de idade. N&atilde;o demorou a se interessar pelas &aacute;reas de artes, diagrama&ccedil;&atilde;o e tipografia. Hoje, &eacute; professora aposentada, mas volunt&aacute;ria no Centro de Artes e Letras da UFSM.</p>
<p>
	No final dos anos 1960, a irm&atilde; de Ana Lucia trabalhava com as produ&ccedil;&otilde;es de arte da Revista Rainha. Ana Lucia, por sua vez, juntou-se &agrave; revista para aprender a datilografar. Para atender os pedidos do editor da &eacute;poca, Padre Lauro Trevisan, come&ccedil;ou a trabalhar com a produ&ccedil;&atilde;o de cartazes e an&uacute;ncios publicit&aacute;rios, sem ganhar remunera&ccedil;&atilde;o, mas adquirindo experi&ecirc;ncia.</p>
<p>
	Foi quando a irm&atilde; se mudou para fazer um est&aacute;gio em S&atilde;o Paulo, que Ana Lucia foi chamada para trabalhar com a diagrama&ccedil;&atilde;o da revista, apesar de n&atilde;o possuir conhecimento sobre a atividade. No entanto, foi assim que adquiriu gosto pela &aacute;rea. A oportunidade de ingressar na universidade apareceu em seguida. Na &eacute;poca, existia a Faculdade Interamericana de Educa&ccedil;&atilde;o, na qual ela fazia parte do curso de Artes Gr&aacute;ficas, do bacharelado em Desenho Pl&aacute;stico. Ela foi a primeira bolsista do curso a trabalhar na gr&aacute;fica.</p>
<p>
	Entre as mem&oacute;rias da &eacute;poca, a professora relembra, com uma voz calma e olhos expressivos,&nbsp; que foi um per&iacute;odo em que a universidade estava em constru&ccedil;&atilde;o. O pr&oacute;prio Centro de Artes estava em crescimento. Ap&oacute;s se formar, em 1974, come&ccedil;ou a lecionar j&aacute; no ano seguinte.</p>
<p>
	Quando come&ccedil;ou a considerar a possibilidade de se aposentar nos anos 1990, a professora dedicava seu tempo a um laborat&oacute;rio de programa&ccedil;&atilde;o visual na Gr&aacute;fica Universit&aacute;ria. Em virtude de leis inst&aacute;veis na &eacute;poca, era mais vantajoso se aposentar, ainda que fosse contra a verdadeira vontade de Ana Lucia. Por&eacute;m, atrav&eacute;s de um acordo com o grupo de professores do centro na &eacute;poca, pessoas que anteriormente haviam sido seus alunos, ela pode continuar com seus projetos no laborat&oacute;rio por mais dois anos, atuando como volunt&aacute;ria.</p>
<p>
	Foi no segundo semestre de 2012, que a professora foi convidada para lecionar uma Disciplina Complementar de Gradua&ccedil;&atilde;o (DCG) de Tipografia. De acordo com Ana Lucia, retornar &agrave; gr&aacute;fica foi como se nunca tivesse a deixado. As atividades, em compara&ccedil;&atilde;o ao que ensinava antes n&atilde;o mudaram muito. No entanto, esclarece que o envolvimento e dedica&ccedil;&atilde;o dos alunos do curso de Desenho Industrial fizeram a diferen&ccedil;a, e tornaram a experi&ecirc;ncia ainda mais gratificante.</p>
<p>
	Na DCG, os alunos trabalham com materiais antigos, que a gr&aacute;fica possui. &Eacute; feito um resgate de algo r&uacute;stico, que exige trabalho manual. A atividade de diagrama&ccedil;&atilde;o consiste em uma montagem dos materiais em uma chapa de metal, para depois lev&aacute;-los &agrave; m&aacute;quina. Entre os materiais produzidos, est&atilde;o blocos de notas e marcadores de p&aacute;ginas. Apesar da experi&ecirc;ncia dos jovens com a tecnologia, o resultado tem se mostrado muito satisfat&oacute;rio.</p>
<p>
	No momento, Ana Lucia &eacute; s&oacute;cia da filha, e trabalham juntas em uma loja de j&oacute;ias. O design das pe&ccedil;as, constitu&iacute;das principalmente por pedrarias, &eacute; pensado e montado por elas mesmas. Al&eacute;m disso, est&aacute; entre os objetivos futuros, reunir pe&ccedil;as produzidas pela gr&aacute;fica e fazer um resgate hist&oacute;rico do local atrav&eacute;s destas. Sobre lecionar, Ana Lucia diz que continuar&aacute;, pois &eacute; algo que ainda lhe proporciona prazer.</p>
<p>
	<strong>Foto: </strong>Divulga&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong>Myrella Allgayer &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong>Lucas Durr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um santa-mariense na seleção brasileira de futebol americano</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/04/25/um-santa-mariense-na-selecao-brasileira-de-futebol-americano</link>
				<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 11:34:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/04/25/um-santa-mariense-na-selecao-brasileira-de-futebol-americano/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Quem chega ao Itep Jr., no segundo andar do Centro de Tecnologia da UFSM, e v&ecirc; &agrave; mesa o presidente Vin&iacute;cius Zanon, de cal&ccedil;a jeans e camisa p&oacute;lo, pode n&atilde;o saber que se trata de um atleta de sele&ccedil;&atilde;o brasileira. E de um esporte que n&atilde;o est&aacute; entre os mais praticados no pa&iacute;s, mas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
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	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/04/20130425_113128_foto-capa.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/04/20130425_113128_foto-capa.jpg" style="width: 200px; height: 120px; margin: 10px; float: right;" title="Foto: Luciele Oliveira - Acadêmica de Jornalismo." /></a>Quem chega ao Itep Jr., no segundo andar do Centro de Tecnologia da UFSM, e v&ecirc; &agrave; mesa o presidente Vin&iacute;cius Zanon, de cal&ccedil;a jeans e camisa p&oacute;lo, pode n&atilde;o saber que se trata de um atleta de sele&ccedil;&atilde;o brasileira. E de um esporte que n&atilde;o est&aacute; entre os mais praticados no pa&iacute;s, mas que cresce a cada ano e ganha adeptos &agrave; medida que se populariza entre os brasileiros: o futebol americano. Na semana passada, o <em>defensive end</em> (jogador da linha defensiva) do Santa Maria Soldiers foi convocado juntamente com outros 77 atletas para o Training Camp da Sele&ccedil;&atilde;o Brasileira, que acontece entre os dias 27 de abril e 1&ordm; de maio, em S&atilde;o Paulo.</p>
<p>
	O estudante do oitavo semestre de Engenharia El&eacute;trica da UFSM come&ccedil;ou a se interessar pelo futebol americano em 2006, quando se reunia com colegas de cursinho para praticar o esporte uma vez por m&ecirc;s. A partir da&iacute;, Zanon afirma ter &ldquo;entrado de cabe&ccedil;a&rdquo; no esporte: come&ccedil;ou a assistir os jogos, acompanhar a Liga Nacional de Futebol Americano, a NFL, a estudar regras e t&aacute;ticas e jogar algumas partidas nos fins de semana.</p>
<p>
	Zanon conta que o in&iacute;cio do Santa Maria Soldiers tamb&eacute;m remete &agrave; essa &eacute;poca. Juntamente com esses amigos, Zanon montou uma equipe que jogava sem os equipamentos. Em 2009, quando novos adeptos do futebol americano come&ccedil;aram a aparecer, surgiu o Santa Maria Soldiers. Foi nessa &eacute;poca que o Soldiers come&ccedil;ou a disputar campeonatos, per&iacute;odo que coincidiu com o boom do futebol americano no Brasil. Um ano antes, no in&iacute;cio de 2008, Zanon estudava no Col&eacute;gio T&eacute;cnico Industrial (CTISM) e foi para o Paran&aacute; fazer est&aacute;gio na Usina Hidrel&eacute;trica de Itaipu. E o contato com o futebol americano n&atilde;o desapareceu. Pelo contr&aacute;rio.</p>
<p>
	Na Usina de Itaipu, conversando com um dos colegas de trabalho, Zanon descobriu a exist&ecirc;ncia de um time de futebol americano que estava no in&iacute;cio das atividades, o Black Sharks de Foz do Igua&ccedil;u. Zanon participou do primeiro jogo Full Pad (com equipamentos) do Black Sharks, e foi o seu primeiro contato com equipamentos j&aacute; que, na &eacute;poca, o Soldiers ainda n&atilde;o atuava dessa maneira. Durante o per&iacute;odo de um ano em que ficou na Usina, Zanon teve contato com um treinador americano, que havia praticado o esporte durante o ensino m&eacute;dio nos Estados Unidos. A experi&ecirc;ncia foi positiva:</p>
<p>
	- O time era bem unido. Queria muito jogar contra eles, ia ser uma experi&ecirc;ncia bem legal reencontrar o pessoal de l&aacute;.</p>
<p style="text-align: center;">
	<embed flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;noautoplay=1&amp;hl=en_US&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F113102121613306896233%2Falbumid%2F5870490086861139057%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Den_US" height="267" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="https://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="400"></embed></p>
<p>
	Zanon tamb&eacute;m p&ocirc;de perceber, desde o seu in&iacute;cio no futebol americano at&eacute; o momento, evolu&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios aspectos que contribu&iacute;ram para a sua convoca&ccedil;&atilde;o. Uma das mudan&ccedil;as foi na parte f&iacute;sica. Em 2008, quando ainda atuava em duas posi&ccedil;&otilde;es (no futebol americano, cada equipe possui um time de ataque e outro de defesa), Zanon pesava 30 quilos a menos. A evolu&ccedil;&atilde;o t&aacute;tica tamb&eacute;m foi determinante. Desde 2010, quando o time disputou o Campeonato Ga&uacute;cho pela primeira vez, Zanon atua como coordenador da linha defensiva. Isso implica em muito estudo atrav&eacute;s de v&iacute;deos de profissionais da liga americana, de advers&aacute;rios e tamb&eacute;m dos jogos do Soldiers.</p>
<p>
	Para conciliar os estudos com os treinos e jogos, Zanon afirma n&atilde;o ter muitos problemas, pois o planejamento contribui para a organiza&ccedil;&atilde;o das atividades. Al&eacute;m das aulas e dos jogos, Zanon tamb&eacute;m atua como presidente da Itep Jr., o que, segundo ele, demanda mais tempo do que as outras ocupa&ccedil;&otilde;es. No entanto, Zanon admite que na &eacute;poca de provas finais prioriza os estudos, pois precisa dar import&acirc;ncia &agrave; carreira profissional, por saber que futuramente n&atilde;o ir&aacute; viver do futebol americano. Mesmo assim, os treinos de s&aacute;bado s&atilde;o sagrados para o atleta, que al&eacute;m do futebol americano, tamb&eacute;m gosta de basquete. No esporte, Zanon chegou a ser campe&atilde;o estadual, quando ainda estava no col&eacute;gio e jogava pelo Corintians Atl&eacute;tico Clube.</p>
<p>
	Embora seja gremista, a grande paix&atilde;o de Zanon &eacute; um time de futebol americano: o Dallas Cowboys, time que atua na Liga Nacional dos Estados Unidos e tem cinco t&iacute;tulos nacionais. E a inspira&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m vem do time do Texas. Zanon &eacute; f&atilde; do defensive end &ndash; mesma posi&ccedil;&atilde;o em que atua no Soldiers &ndash; DeMarcus Ware, camisa n&uacute;mero 94. A identifica&ccedil;&atilde;o com o jogador &eacute; tanta que o n&uacute;mero da camisa que Zanon usa no Soldiers &eacute; a mesma do &iacute;dolo.</p>
<p>
	O custo com equipamentos &eacute; um dos pontos mais complicados para a pr&aacute;tica do futebol americano. Zanon afirma que &eacute; necess&aacute;rio um investimento inicial de cerca de 350 reais para compra dos equipamentos completos. Ele afirma que para ele esse custo financeiro n&atilde;o foi pesado, mas conta que n&atilde;o &eacute; assim para todos. Mesmo assim, a disponibilidade para ajudar os companheiros de time &eacute; grande. No Soldiers, os jogadores fazem uma esp&eacute;cie de cons&oacute;rcio, onde os pr&oacute;prios integrantes compram equipamentos e sorteiam entre os que pagam.</p>
<p>
	Sobre a sua convoca&ccedil;&atilde;o para a Sele&ccedil;&atilde;o Brasileira, Zanon conta que muita gente o cumprimentou e parabenizou a conquista. No entanto, o maior desejo do defensive end do Soldiers &eacute; que o time da cidade continue crescendo:</p>
<p>
	- A alegria que tive quando me ligaram foi indescrit&iacute;vel, mas o que eu mais quero &eacute; que o time se destaque, porque esse ano promete.</p>
<p>
	Em 2013, o Santa Maria Soldiers disputar&aacute; o Campeonato Ga&uacute;cho e o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano. Zanon destaca que o time tem uma uni&atilde;o muito forte, e que a pr&aacute;tica do esporte o faz muito bem e, enquanto puder, pretende atuar o m&aacute;ximo poss&iacute;vel em alto n&iacute;vel, embora saiba que n&atilde;o vai seguir uma carreira profissional como rumo de vida. Mas faz uma proje&ccedil;&atilde;o para o futuro ideal:</p>
<p>
	- Meu sonho &eacute; com 50 anos ser treinador do time, e que a gente continue crescendo. &ndash; finalizou Zanon.</p>
<p>
	<strong>Fotos:</strong> Luciele Oliveira &ndash; Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong> Nicholas Lyra &ndash; Acad&ecirc;mico de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong> Lucas Durr Missau.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Língua de sinais na vida e na Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2013/01/25/lingua-de-sinais-na-vida-e-na-universidade</link>
				<pubDate>Fri, 25 Jan 2013 11:35:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2013/01/25/lingua-de-sinais-na-vida-e-na-universidade/</guid>
						<description><![CDATA[&nbsp; Eles &ldquo;falam&rdquo; atrav&eacute;s dos dedos. Fazem in&uacute;meros sinais para transmitir seus pensamentos e, muitas vezes, sentem a vibra&ccedil;&atilde;o do som. Nem toda universidade tem o privil&eacute;gio de ter professores surdos em seu corpo docente. Al&eacute;m da experi&ecirc;ncia em Libras, l&iacute;ngua materna, eles trazem consigo uma grande bagagem, repleta de conquistas, vit&oacute;rias e supera&ccedil;&otilde;es. Wilson [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Eles &ldquo;falam&rdquo; atrav&eacute;s dos dedos. Fazem in&uacute;meros sinais para transmitir seus pensamentos e, muitas vezes, sentem a vibra&ccedil;&atilde;o do som. Nem toda universidade tem o privil&eacute;gio de ter professores surdos em seu corpo docente. Al&eacute;m da experi&ecirc;ncia em Libras, l&iacute;ngua materna, eles trazem consigo uma grande bagagem, repleta de conquistas, vit&oacute;rias e supera&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>
	Wilson de Oliveira Miranda &eacute; um dos tr&ecirc;s professores surdos da Universidade Federal de Santa Maria, e um dos sete com doutorado no Brasil. Acompanhado pela filha Mariela Miranda, que o auxilia em diversas situa&ccedil;&otilde;es como int&eacute;rprete, tanto na vida pessoal como na profissional, Wilson chega com um andar descontra&iacute;do no Centro de Educa&ccedil;&atilde;o (CE), local em que atua, na maior parte do dia, como professor e tamb&eacute;m coordenador do curso de Educa&ccedil;&atilde;o Especial diurno.</p>
<p>
	O professor, natural de Santa Maria, iniciou sua vida acad&ecirc;mica na pr&oacute;pria UFSM. Mas n&atilde;o na &aacute;rea da Educa&ccedil;&atilde;o Especial, e sim na Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Formou-se no ano de 1985 e, ap&oacute;s a conclus&atilde;o, logo come&ccedil;ou a trabalhar no Centro de Atendimento Complementar da Educa&ccedil;&atilde;o Especial como bolsista em Libras. A ideia de trabalhar com Libras surgiu porque Wilson percebeu que havia muitos surdos que n&atilde;o tinham professor espec&iacute;fico da l&iacute;ngua. Ent&atilde;o, come&ccedil;ou a ajudar nas aulas de Libras.</p>
<p>
	Trabalhou no Centro at&eacute; 1996 e, ent&atilde;o, foi para Caxias do Sul trabalhar na escola para surdos Hellen Keller. Essa foi a primeira vez que teve contato direto com outros surdos. &ldquo;Foi uma experi&ecirc;ncia &oacute;tima, porque tive oportunidade de trabalhar somente com Libras e com crian&ccedil;as&rdquo; explica atrav&eacute;s da voz da filha. Sua trajet&oacute;ria na serra ga&uacute;cha perdurou por tr&ecirc;s anos e logo ele passou no mestrado em Comunidade Surda na UFRGS.</p>
<p>
	A pesquisa, baseada na identidade surda, foi realizada em Charqueadas/RS, cidade pequena perto de Porto Alegre. &ldquo;Era praticamente zero a comunica&ccedil;&atilde;o dos surdos l&aacute;. Ningu&eacute;m sabia falar Libras, ningu&eacute;m mantinha contato&rdquo; comenta. Wilson trabalhou dois anos na cidade. Logo ap&oacute;s, foi pra Porto Alegre e conseguiu passar em um concurso para o Centro Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o do Trabalhador Paulo Freire, escola em que havia surdos e ouvintes. Permaneceu por 10 anos trabalhando nessa escola e, durante esse tempo, aproveitou para terminar o mestrado na UFRGS em 2001, e j&aacute; iniciou o doutorado, tendo como tese a &ldquo;Experi&ecirc;ncia em Pedagogia Que N&oacute;s Surdos Queremos&rdquo;.&nbsp;</p>
<p>
	Assim que recebeu o diploma de doutor, em 2007, Miranda passou em dois concursos: na Universidade Federal de Santa Catarina e tamb&eacute;m na UFSM. Mas a proximidade da fam&iacute;lia o fez escolher o cora&ccedil;&atilde;o do Rio Grande. Um ano ap&oacute;s iniciar as atividades na UFSM, foi promovido a coordenador do curso de Educa&ccedil;&atilde;o Especial diurno. &ldquo;Trabalho, principalmente, em Libras para cursos de licenciatura e alguns de bacharelado e tamb&eacute;m trabalho com Ensino a Dist&acirc;ncia&rdquo; explica.</p>
<p>
	Wilson, que se expressa com maestria atrav&eacute;s dos &aacute;geis dedos, comenta que dentro de sala de aula precisa ser um bom professor: &ldquo;&Agrave;s vezes, &eacute; um pouco dif&iacute;cil, porque os alunos n&atilde;o sabem Libras e a&iacute; precisa de uma int&eacute;rprete&rdquo;.</p>
<p>
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/01/20130125_112547_professor-wilson.jpg" style="width: 350px; height: 210px; margin: 10px; float: left;" title="Professor Wilson é conselheiro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSM. Foto: Italo Padilha" /></p>
<div>
	Questionado quanto &agrave;s outras atividades, explica que tamb&eacute;m participa de reuni&otilde;es do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o (CEPE), de colegiado e departamento, sempre acompanhado de uma ou duas int&eacute;rpretes, para facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; um pouco dif&iacute;cil. &ldquo;Por exemplo, nas reuni&otilde;es do CEPE, n&atilde;o tem como participar sem int&eacute;rpretes. Mas gosto de participar das reuni&otilde;es, pois &eacute; uma troca de experi&ecirc;ncias, uma experi&ecirc;ncia intercultural com as pessoas que n&atilde;o falam Libras e com as que falam, afinal, cada um tem uma cultura diferente&rdquo;, ressalta.</div>
<p>
	Presente na UFSM h&aacute; um bom tempo, Wilson passou pelas mudan&ccedil;as do processo seletivo, que, agora, abre vagas espec&iacute;ficas para candidatos com defici&ecirc;ncia. &ldquo;Para mim, como professor, a estrutura da UFSM para abrigar surdos &eacute; boa, pois h&aacute; int&eacute;rpretes. Mas esse n&uacute;mero &eacute; reduzido, j&aacute; que algumas [int&eacute;rpretes] se formaram e outras fizeram concurso para dar aulas&rdquo;.</p>
<p>
	No &uacute;ltimo concurso vestibular, o professor percebeu que v&aacute;rios surdos fizeram a prova e foram bem, sendo que dez passaram do ponto de corte. No entanto, com a prova de reda&ccedil;&atilde;o, apenas dois alunos tiveram &ecirc;xito, sendo que esses s&atilde;o os que t&ecirc;m mais contato com a l&iacute;ngua portuguesa. Para Wilson, a reda&ccedil;&atilde;o do vestibular &eacute; feita para o portugu&ecirc;s dos ouvintes, o que acaba prejudicando candidatos surdos. &ldquo;Eu sinto que os surdos s&atilde;o ref&eacute;ns da l&iacute;ngua portuguesa. &Eacute; muito dif&iacute;cil a compreens&atilde;o, porque, infelizmente, o portugu&ecirc;s n&atilde;o &eacute; a primeira l&iacute;ngua dos surdos&rdquo; comenta. O professor acredita que a prova de reda&ccedil;&atilde;o deveria ser em v&iacute;deo para que a pessoa surda pudesse tratar do assunto falando em Libras. &ldquo;Eu sei que a l&iacute;ngua portuguesa &eacute; muito dif&iacute;cil para as pessoas surdas e era muito prov&aacute;vel que elas fossem mal na reda&ccedil;&atilde;o, porque as regras de portugu&ecirc;s s&atilde;o diferentes&rdquo;, explica.</p>
<p>
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2013/01/20130125_112833_professor-wilson2.jpg" style="width: 200px; height: 120px; float: left; margin: 10px;" /></p>
<p>
	Libras &eacute; a primeira l&iacute;ngua dos surdos- e n&atilde;o o portugu&ecirc;s, como a maioria das pessoas acredita. Wilson, que acredita na mudan&ccedil;a do processo seletivo, torce para que, futuramente, essas regras possam ser modificadas para que os surdos possam ter as mesmas oportunidades.</p>
<p>
	Em rela&ccedil;&atilde;o a sua vida pessoal, o professor de cabelos acinzentados e sempre com um sorriso no rosto conta que &eacute; casado e diz conseguir distinguir bastante a vida privada da vida acad&ecirc;mica, mesmo que a &uacute;ltima exija um pouco mais de aten&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	A UFSM ainda conta com outros dois professores surdos, Andr&eacute; Reichert, professor efetivo e colega de profiss&atilde;o de Wilson, e tamb&eacute;m uma professora substituta em Libras, Angelisa Goebel. No Brasil todo, h&aacute; apenas sete professores doutores surdos e existem muitos que est&atilde;o fazendo mestrado, al&eacute;m dos que fazem especializa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Acho que deve haver mais ou menos uns cem professores na &aacute;rea&rdquo; finaliza o professor, que se comunica, agilmente, pela l&iacute;ngua de sinais, e &eacute; um exemplo para toda a sociedade.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter</strong>: Andr&eacute;a Ortis &ndash; acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o</strong>: Luciane Treulieb&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Paixão aliada ao esporte</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/11/23/paixao-aliada-ao-esporte</link>
				<pubDate>Fri, 23 Nov 2012 08:58:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/11/23/paixao-aliada-ao-esporte/</guid>
						<description><![CDATA[Cal&ccedil;a jeans e camiseta preta despojada com o emblema da Universidade de Coimbra. &Eacute; assim que Rosalvo Luis Sawitzki chega ao Centro de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Desportos (CEFD) para a labuta di&aacute;ria. Formado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica na Unicruz em 1979, come&ccedil;ou a exercer a doc&ecirc;ncia desde cedo, antes mesmo de se formar. Natural de Alegria/RS, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/11/20121123_100940_rosalvo.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/11/20121123_100940_rosalvo.jpg" style="cursor: default; margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; float: right; width: 200px; height: 150px; " title="Foto: Andréa Ortis." /></a></p>
<p>
	Cal&ccedil;a jeans e camiseta preta despojada com o emblema da Universidade de Coimbra. &Eacute; assim que Rosalvo Luis Sawitzki chega ao Centro de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Desportos (CEFD) para a labuta di&aacute;ria. Formado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica na Unicruz em 1979, come&ccedil;ou a exercer a doc&ecirc;ncia desde cedo, antes mesmo de se formar. Natural de Alegria/RS, atuou como professor de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, em 1977, na escola em que cursou o ensino fundamental, na mesma cidade.</p>
<p>
	Rosalvo come&ccedil;ou a exercer a atividade como professor universit&aacute;rio em 1991 na Universidade de Iju&iacute; (Uniju&iacute;) em 1991, no campus de Santa Rosa. Trabalhou na institui&ccedil;&atilde;o por quase 20 anos. Neste mesmo ano, formou-se especialista em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica Escolar pela FASEF/Dom Bosco de Santa Rosa.&nbsp; No ano de 1997, conquistou o t&iacute;tulo de mestre em Educa&ccedil;&atilde;o nas Ci&ecirc;ncias pela Uniju&iacute; e, mais tarde, formou-se doutor em Educa&ccedil;&atilde;o pela Unisinos, em 2007.</p>
<p>
	Com seu excelente curr&iacute;culo, o homem de 54 anos que usa &oacute;culos e sempre est&aacute; com um sorriso no rosto, tamb&eacute;m trabalhou na rede p&uacute;blica estadual, tendo trabalhado desde 1977 at&eacute; h&aacute; pouco tempo, em 2009, ano em que a rota de sua vida mudou para a regi&atilde;o central do estado. Assumiu o cargo na UFSM em setembro de 2009 e em outubro j&aacute; assumiu a coordena&ccedil;&atilde;o do curso de Bacharelado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e, seis meses depois, concorreu &agrave; dire&ccedil;&atilde;o do centro. &ldquo;Estou aqui em Santa Maria h&aacute; tr&ecirc;s anos e alguns meses. Me sinto muito a vontade e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho s&atilde;o ideais. A Universidade tem nos dado todas as condi&ccedil;&otilde;es para que as coisas possam acontecer nos projetos que temos implementado aqui&rdquo;, ressalta.</p>
<p>
	No CEFD, desenvolve in&uacute;meros projetos, juntamente com outros professores. Al&eacute;m da doc&ecirc;ncia, tanto na licenciatura como no bacharelado, Rosalvo tamb&eacute;m desenvolve atividades nos cursos de especializa&ccedil;&atilde;o. Dentre os projetos, est&aacute; o Cultura Esportiva da Escola, que conta com tr&ecirc;s escolas estaduais, a Augusto Ruschi, &Eacute;rico Ver&iacute;ssimo e a Edson Figueiredo, e tamb&eacute;m a escola municipal Tancredo Penna de Moraes, no distrito de Palma, interior da cidade. Neste projeto, h&aacute; 24 bolsistas que desenvolvem atividade de doc&ecirc;ncia precoce nas escolas, al&eacute;m de participarem do grupo de estudos semanal com quatro professores de escola.</p>
<p>
	Aos s&aacute;bados, o educador f&iacute;sico trabalha em um programa social desenvolvido na UFSM com 80 alunos da escola Tancredo Penna de Moraes, que, na maioria, s&atilde;o filhos de safristas e, tamb&eacute;m, oriundos do Quilombo da Penna, tamb&eacute;m localizado no distrito de Palma. S&atilde;o 80 crian&ccedil;as que vem ao centro nos s&aacute;bados de manh&atilde; e realizam esportes como jogos populares &ndash; futebol, v&ocirc;lei - inclus&atilde;o digital, musicalidade e leitura escrita. E, durante os meses de novembro e dezembro, o professor, juntamente com uma equipe, est&aacute; desenvolvendo nata&ccedil;&atilde;o e canoagem, al&eacute;m das atividades normais.</p>
<p>
	H&aacute; pouco tempo, o professor teve uma grande conquista. Foi aprovado no Minist&eacute;rio do Esporte o Programa de Esporte e Lazer na Cidade (PELC) para povos tradicionais, popula&ccedil;&otilde;es quilombolas e rurais, em que ir&atilde;o trabalhar com dois n&uacute;cleos na cidade de Restinga S&ecirc;ca, no quilombo S&atilde;o Miguel e Martimiano, e dois quilombos do distrito de Palma. &ldquo;S&atilde;o dois n&uacute;cleos que n&oacute;s vamos colocar com quatro subn&uacute;cleos, e, n&oacute;s trabalharemos por quatorze meses com o programa de esporte e lazer. E, basicamente, todos esses programas que t&ecirc;m uma caracter&iacute;stica de extens&atilde;o, n&oacute;s temos direcionado para a pesquisa. Ou seja, o papel da Universidade &eacute; produzir conhecimento e tamb&eacute;m dar respostas para as comunidades em que ela est&aacute; inserida&rdquo; explica.</p>
<p>
	No ano passado, em dezembro em 2011, Rosalvo Sawitzki que ama a profiss&atilde;o e, como mesmo diz, &ldquo;n&atilde;o sabe fazer outra coisa na vida&rdquo;, teve uma grande surpresa. Foi contemplado com o pr&ecirc;mio M&eacute;rito Extensionista Prof. Dr. Jos&eacute; Mariano da Rocha Filho com o Programa Social Cidad&atilde;o UFSM/CEFD e Prefeitura Municipal de Santa Maria/SME. Segundo ele, foi uma surpresa muito grande, pois, rec&eacute;m tinham iniciado o programa. &ldquo;O nosso objetivo &eacute; basicamente esse, ou seja, ver o que um programa social pode fazer juntamente com as crian&ccedil;as, participando de atividades extracurriculares. O que n&oacute;s n&atilde;o temos &eacute; a pretens&atilde;o de substituir o curr&iacute;culo e nem de substituir o papel da escola. &Eacute; algo a mais na vida das crian&ccedil;as&rdquo; conta.</p>
<p>
	Segundo dados pesquisados por dois bolsistas, a equipe de Rosalvo j&aacute; pode dizer que o programa &eacute; significativo e que est&aacute; valendo a pena. E, agora, est&atilde;o produzindo um artigo, que est&aacute; em fase de corre&ccedil;&otilde;es e de algumas adequa&ccedil;&otilde;es, mas, que deve ser publicado em algum peri&oacute;dico espec&iacute;fico da regi&atilde;o em breve. &ldquo;O pr&ecirc;mio para n&oacute;s foi gratificante no sentido de reconhecimento do trabalho que est&aacute; sendo feito e de que isso vale a pena&rdquo;</p>
<p>
	Al&eacute;m de todos esses projetos, desenvolvidos com paix&atilde;o pelo professor, este, divide a vice-dire&ccedil;&atilde;o do CEFD com o professor Marcos Aur&eacute;lio Acosta, local em que os dois t&ecirc;m procurado atender, organizar e fazer a gest&atilde;o das quest&otilde;es que tocam o centro. E tamb&eacute;m, busca se dedicar &agrave; pesquisa. &ldquo;Agora, basicamente, estou me dedicando &agrave; pesquisa, aqui na UFSM, porque antes eu era um <em>auleiro</em>, s&oacute; dava aulas&rdquo;, finaliza, rindo.</p>
<p>
	<strong>Foto da capa:</strong></p>
<p>
	Tainan Pauli - Acad&ecirc;mico de Ci&ecirc;ncias Sociais.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong></p>
<p>
	Andr&eacute;a Ortis - &nbsp;Acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>
	Lucas Durr Missau.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dedicação e trabalho em prol do desenvolvimento da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/10/19/dedicacao-e-trabalho-em-prol-do-desenvolvimento-da-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 19 Oct 2012 15:15:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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						<description><![CDATA[&nbsp; Sorriso no rosto, cal&ccedil;a jeans e camisa xadrez azul escura. &Eacute; assim que N&eacute;riton Clay Oliveira Porto, ou apenas N&eacute;riton, se apresenta na Secretaria dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Maria, seu ambiente de trabalho desde o in&iacute;cio da gest&atilde;o do professor Felipe M&uuml;ller como reitor da Institui&ccedil;&atilde;o. N&eacute;riton nasceu em Santa Maria [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Sorriso no rosto, cal&ccedil;a jeans e camisa xadrez azul escura. &Eacute; assim que N&eacute;riton Clay Oliveira Porto, ou apenas N&eacute;riton, se apresenta na Secretaria dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Maria, seu ambiente de trabalho desde o in&iacute;cio da gest&atilde;o do professor Felipe M&uuml;ller como reitor da Institui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>
	N&eacute;riton nasceu em Santa Maria da Boca do Monte em janeiro de 1963 e, todas as suas ra&iacute;zes est&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul. Formado em Arquivologia na UFSM em 1989, realizou um concurso p&uacute;blico para ser arquivista na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e passou. Por&eacute;m, n&atilde;o foi chamado imediatamente e, ent&atilde;o, iniciou seus trabalhos como arquivista em uma empresa privada de processamento de dados. Um ano e meio se passou e, quando faltavam 30 dias para vencer o prazo de validade do concurso, N&eacute;riton recebeu um telegrama da UFRGS chamando-o para se apresentar. &quot;No outro dia, eu embarquei pra Porto Alegre, fiz todos os procedimentos, exame m&eacute;dico, papelada, me apresentei na UFRGS e iniciei minha atividade profissional l&aacute; como arquivista de uma institui&ccedil;&atilde;o federal de ensino superior, em 1991, e permaneci at&eacute; 1993&quot;, conta.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121019_151444_dsc05093.jpg" target="_blank"><img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121019_151444_dsc05093.jpg" style="width: 400px; height: 240px; " title="Foto: Ítalo Padilha." /></a></p>
<p>
	Acaso do destino, N&eacute;riton retornou para a UFSM em 1993, redistribu&iacute;do para a vaga de uma arquivista que fez o concurso para o departamento e passou.&nbsp; &quot;Imediatamente, fui trabalhar na Divis&atilde;o de Arquivo Geral, que hoje se chama Departamento de Arquivo Geral (DAG), no setor de arquivos permanentes, no subsolo da reitoria. Nesse mesmo ano, recebeu um convite da diretora da divis&atilde;o pra assumir a chefia do Protocolo Geral da Institui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Imediatamente abracei essa atividade e comecei a desenvolver meu trabalho como servidor p&uacute;blico federal arquivista, trabalhando em uma divis&atilde;o de arquivo, especificamente em uma unidade, que era o Protocolo Geral&quot;, relembra.</p>
<p>
	O arquivista ficou quase cinco anos atuando como chefe de setor de protocolo. O Protocolo Geral da Universidade &eacute; a porta de entrada da Institui&ccedil;&atilde;o para v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es, independente se for para pleitos de alunos, docentes, t&eacute;cnico-administrativos ou da pr&oacute;pria comunidade, portanto, &eacute; sempre preciso ser reportado a UFSM pra pedir alguma coisa. E, isso deve ser feito na forma processual, encaminhando ao Protocolo Geral, que &eacute; interligado praticamente a todas as unidades do campus. Para N&eacute;riton, a atividade que desenvolveu no Protocolo, permitiu que tivesse uma no&ccedil;&atilde;o exata de como a Universidade funciona, bem como, em cada ponto daqui. &quot;Esse trabalho me deu uma vis&atilde;o muito boa para desenvolver qualquer trabalho a partir desse conhecimento adquirido&quot;.</p>
<p>
	Cinco anos se passaram quando recebeu um convite do Pr&oacute;-reitor de Gradua&ccedil;&atilde;o, na &eacute;poca o professor Baltazar Schirmer, para trabalhar na pr&oacute;-reitoria, prestando servi&ccedil;os de assessoria tanto para o pr&oacute;-reitor, quanto para os coordenadores. Permaneceu no cargo por quatro anos, e, logo ap&oacute;s, recebeu um convite do gabinete do reitor Paulo Jorge Sarchis para assessor&aacute;-lo, cargo em que permaneceu at&eacute; o in&iacute;cio do mandato do professor Felipe M&uuml;ller.</p>
<p>
	Atualmente, a convite do reitor, N&eacute;riton assumiu a Secretaria dos Conselhos, que &eacute; dividida em Conselho de Curadores, Conselho Universit&aacute;rio e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o - como coordenador geral. L&aacute;, desenvolve trabalhos na organiza&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es plen&aacute;rias dos conselhos, controle de conselheiros que entram e saem, e, tamb&eacute;m participa da organiza&ccedil;&atilde;o para a elei&ccedil;&atilde;o dos conselheiros.&nbsp;</p>
<p>
	Todo o trabalho que o coordenador geral da Secretaria dos Conselhos desenvolve faz com que sua vida seja bastante corrida. &quot;A minha atividade b&aacute;sica &eacute; a laboral, que me toma muito tempo. Saio de casa por volta das sete horas da manh&atilde; e volto em torno das sete da noite, ou seja, passo praticamente o dia todo aqui&quot;, explica. Mas, nem toda essa rotina &quot;pesada&quot; faz com que N&eacute;riton deixe de cuidar de si. Tr&ecirc;s vezes por semana faz nata&ccedil;&atilde;o na UFSM. Sai do expediente no final da tarde e vai pra piscina, ficando uma hora se exercitando.</p>
<p>
	Tamb&eacute;m realiza outras atividades f&iacute;sicas como academia, jogos de v&ocirc;lei de areia no final de semana, participando, inclusive, de campeonatos esportivos, al&eacute;m, de ter reuni&otilde;es com amigos e familiares. &quot;N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, &agrave;s vezes eu passo o dia correndo, e as vezes nem tenho muita disposi&ccedil;&atilde;o para me exercitar. Mas, como h&aacute; a necessidade do exerc&iacute;cio f&iacute;sico para manter minha sa&uacute;de em estado bom, eu fa&ccedil;o esse esfor&ccedil;o. Ent&atilde;o, chega uma determinada hora do dia que eu digo para as pessoas assim, principalmente quando elas me perguntam se estou muito ocupado. E eu respondo: - Estou. Estou saindo pra cuidar de mim.&rdquo;&nbsp;</p>
<p>
	O arquivista, ao longo dos seus 49 anos, ainda tem mais quinze anos de servi&ccedil;o at&eacute; se aposentar. Mas, esse tempo restante n&atilde;o &eacute; um inc&ocirc;modo, pois trabalhar para o desenvolvimento e crescimento da Universidade &eacute; um prazer. &quot;Eu sou um pouco suspeito para falar da UFSM porque eu, efetivamente, abracei a causa, ent&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; atividade dentro da Institui&ccedil;&atilde;o que eu, percebendo que posso ajudar, n&atilde;o me ofere&ccedil;a. Eu sempre busco, na unidade de trabalho em que atuo, desenvolver e identificar quais rotinas precisam ser melhoradas, sempre visando atingir os objetivos das pessoas que precisam da Institui&ccedil;&atilde;o&quot; finaliza.</p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter: </strong></p>
<p>
	Andr&eacute;a Ortis - Acad&ecirc;mica de Jornalismo.</p>
<p>
	<strong>Foto:</strong></p>
<p>
	&Iacute;talo Padilha.</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o: </strong></p>
<p>
	Lucas D&uuml;rr Missau.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pelo esporte e a comunicação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2012/10/15/pelo-esporte-e-a-comunicacao</link>
				<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 09:34:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/2012/10/15/pelo-esporte-e-a-comunicacao/</guid>
						<description><![CDATA[&quot;Eu sempre tive um interesse pelo esporte. E sempre soube, desde pequeno, que teria que correr por mim mesmo&quot;. Com essas palavras, o Professor Doutor S&eacute;rgio Carvalho, um dos precursores de estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Esporte no Brasil, come&ccedil;a a contar sua trajet&oacute;ria. Nascido em 1956, em Santa Maria, Carvalho conta que desde pequeno elogiavam [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>
	<em>&quot;Eu sempre tive um interesse pelo esporte. E sempre soube, desde pequeno, que teria que correr por mim mesmo&quot;.</em></p>
<p>
	Com essas palavras, o Professor Doutor S&eacute;rgio Carvalho, um dos precursores de estudos de Comunica&ccedil;&atilde;o e Esporte no Brasil, come&ccedil;a a contar sua trajet&oacute;ria. Nascido em 1956, em Santa Maria, Carvalho conta que desde pequeno elogiavam seu timbre de voz, de tom grave, similar ao dos locutores de r&aacute;dio. Assim, ganhou um gravador e, aos oito anos, j&aacute; improvisava em festas de fam&iacute;lia. &quot;Quando eu escutava o que estava gravado, tamb&eacute;m gostava da minha voz&quot;, relembra o professor.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src=" images/20121015_092917___ Intercom.jpg" style="width: 400px; height: 240px; " title="Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	Depois de algum tempo, porque queria se tornar independente financeiramente, Carvalho come&ccedil;ou a vender frutas de porta em porta. Nessa atividade, ele precisava anunciar os produtos para atrair o interesse dos moradores por onde passava &mdash; e isso tamb&eacute;m lhe proporcionou alguma experi&ecirc;ncia com o uso da voz.</p>
<p>
	Por&eacute;m, em determinado momento, decidiu que n&atilde;o queria mais fazer isso. Queria encontrar algo em que pudesse estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Ent&atilde;o, quando tinha aproximadamente 16 anos, fez o seu primeiro teste em r&aacute;dio. Foi o dono da r&aacute;dio quem lhe entrevistou, mas disse que, porque Carvalho ainda era adolescente, seu tom de voz mudaria e o ideal seria esperar. Entretanto, naquele mesmo ano, surgiu a necessidade de algu&eacute;m para ler os nomes dos aprovados no vestibular. Ele foi chamado. Ap&oacute;s o trabalho, feito sem ensinamento algum, ganhou um emprego na secretaria da emissora. Entre as fun&ccedil;&otilde;es que desempenhava, havia a de &quot;tapa-furo&quot;: quando outros n&atilde;o pudessem fazer as locu&ccedil;&otilde;es, ele os substituiria, assim como na leitura de an&uacute;ncios em um programa noturno.</p>
<p>
	Sua carreira foi se construindo. Entrou na UFSM como locutor na R&aacute;dio Universidade e, tamb&eacute;m nessa &eacute;poca, passou no vestibular para Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Estudava durante a tarde e trabalhava &agrave; noite. Logo come&ccedil;aram as transmiss&otilde;es de esportes e coment&aacute;rios. Por&eacute;m, nessa &eacute;poca, Carvalho foi bastante criticado por alguns integrantes das &aacute;reas que ele queria unir em seus estudos. Pensavam que sua proposta era promover o professor de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica a jornalista, e que deveria escolher entre as &aacute;reas, pois uni-las seria ut&oacute;pico.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src=" images/20121015_093135__Carvalho 2.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	&ldquo;O grande trunfo &eacute; ter um foco. Desse foco, n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel se desviar e voltar. O que precisa &eacute; um referencial. Isso facilita o aprendizado e a transmiss&atilde;o de conhecimento&rdquo;, afirma Carvalho. Com este pensamento, foi bem-sucedido na sele&ccedil;&atilde;o de mestrado na Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes da Universidade de S&atilde;o Paulo. Eram oito concorrentes e uma orientadora. Quando esta lhe perguntou o que gostaria de fazer, foi objetivo em sua resposta: r&aacute;dio para ensinar Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Foi selecionado, pois sabia o que queria.</p>
<p>
	Carvalho conta que, quando trabalhava na r&aacute;dio USP, escutava, em um programa &agrave; noite, a voz aveludada de uma locutora. Imaginava que ela era maravilhosa, uma menina dos sonhos. Quando teve a oportunidade de conhec&ecirc;-la, descobriu que ela tinha 62 anos, era de baixa estatura, e completamente diferente da imagem em sua mente. &quot;O r&aacute;dio tem esse poder, essa magia&quot;, comenta.</p>
<p>
	Em 1987, come&ccedil;ou seu doutorado. Motivado pelo trabalho de Oswaldo Diniz Magalh&atilde;es, que ensinava Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica pelo r&aacute;dio em 1927, Carvalho escreveu um livro. Ent&atilde;o, em 1993, dentro do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia do Movimento Humano (CEFD/UFSM), criou a sub&aacute;rea Comunica&ccedil;&atilde;o, Movimento e M&iacute;dia na Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica em n&iacute;vel de especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado.</p>
<p>
	Carvalho batalhou bastante pela aceita&ccedil;&atilde;o de seu trabalho em Santa Maria. Enquanto ensinava no curso de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, o &ldquo;Grupo de Trabalho M&iacute;dia e Esporte&rdquo; foi criado em 1996, no encontro anual da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o), em Londrina, Paran&aacute;. Passando por outras denomina&ccedil;&otilde;es, hoje este &eacute; o &quot;Grupo de Pesquisa em Comunica&ccedil;&atilde;o e Esporte&quot;.</p>
<p style="text-align: center; ">
	<img alt="" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2012/10/20121015_093240__sergio-intercom-2012.jpg" style="width: 400px; height: 300px; " title="Foto: Arquivo Pessoal" /></p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	Entre todas as conquistas, conseguiu enfim ver sua &aacute;rea de estudo se consolidar. Homenageado em 2012 na Assembleia dos Associados da Intercom (Assemblecom) em Fortaleza, considera-se feliz pelo fato: &quot;Foi constatado que o trabalho foi importante, e que as pessoas realmente me consideram o precursor nessa &aacute;rea no Brasil, pelo menos no lado cient&iacute;fico&rdquo;. Entre as conquistas de S&eacute;rgio Carvalho, agora aposentado, tamb&eacute;m est&atilde;o seus tr&ecirc;s filhos. &quot;Acho que a minha vida valeu. Tive filhos, plantei &aacute;rvores, escrevi livros. Agora quero aproveitar.&quot;</p>
<p>
	<strong>---</strong></p>
<p>
	<strong>Rep&oacute;rter:</strong> Myrella Allgayer &ndash; acad&ecirc;mica de Jornalismo</p>
<p>
	<strong>Edi&ccedil;&atilde;o:</strong> Luciane Treulieb</p>
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