<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=rural" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2026 22:34:15 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>UFSM abre inscrições para o Curso Técnico em Fruticultura EaD com 60 vagas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/tecnico/educacao-a-distancia/fruticultura/2025/08/22/ufsm-abre-inscricoes-para-o-curso-tecnico-em-fruticultura-ead-com-60-vagas</link>
				<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 19:20:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[EaD]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino gratuito]]></category>
		<category><![CDATA[Formação técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Fruticultura]]></category>
		<category><![CDATA[Oportunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[Processo seletivo]]></category>
		<category><![CDATA[qualificação]]></category>
		<category><![CDATA[rural]]></category>
		<category><![CDATA[Sucessão rural]]></category>
		<category><![CDATA[Técnico gratuito]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[vagas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/tecnico/educacao-a-distancia/fruticultura/?p=462</guid>
						<description><![CDATA[Formação técnica em fruticultura, em formato híbrido, é referência no sul do Brasil O Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está com inscrições abertas para o processo seletivo do Curso Técnico em Fruticultura, na modalidade Educação a Distância (EaD), polo Santa Maria. O curso tem duração de dois anos, com carga horária [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p style="text-align: center"><em>Formação técnica em fruticultura, em formato híbrido, é referência no sul do Brasil</em></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image -->
<figure><img src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXc4BhWKxF_tPaYEkyQR7fMdYJypQjwWzmMXdUD2j9E9D9CRvQ55RyDKspiMm_buHRV8qAJaQifV_AvPqSz0c40tUvlynyK6vqQ173lp6KLnWB8NbjmsZwiSYJi9rHh8aj1PPxLkhrn2Sif7zp2IUjo?key=8519RmxpON5PV7ERCeUqhw" alt="" /></figure>
<!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph -->
<p>O Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está com inscrições abertas para o processo seletivo do <a href="https://www.ufsm.br/cursos/tecnico/educacao-a-distancia/fruticultura/"><strong>Curso Técnico em Fruticultura</strong></a>, na modalidade <strong>Educação a Distância (EaD)</strong>, polo Santa Maria. O curso tem duração de dois anos, com carga horária total de 1.200 horas, e oferece <strong>60 vagas</strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>As inscrições podem ser realizadas até o dia <strong>31 de outubro de 2024</strong>, mediante pagamento de taxa de <strong>R$ 50,00</strong>. A prova presencial será aplicada no dia <strong>30 de novembro de 2025</strong>, das 14h às 18h.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3><strong>Formação híbrida e prática de campo</strong></h3>
<!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph -->
<p>O curso é ofertado em formato híbrido: embora a maior parte das atividades aconteça online, pelo ambiente Moodle, ao menos <strong>25% da carga horária deve ser cumprida presencialmente</strong> no Colégio Politécnico da UFSM. As atividades presenciais, em geral, ocorrem aos sábados e incluem <strong>vivências práticas, visitas técnicas e aulas em unidades de produção de frutas</strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Esse modelo permite que o estudante adquira conhecimentos gradualmente, unindo teoria e prática com foco em empreendedorismo, mercados e realidades da agricultura familiar.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3><strong>Quem pode se interessar</strong></h3>
<!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph -->
<p>O curso é indicado tanto para quem deseja <strong>implantar ou aprimorar pomares para consumo próprio</strong>, quanto para aqueles que pretendem <strong>empreender na área de fruticultura</strong> ou atuar profissionalmente no setor. Por dispensar a obrigatoriedade de estágio, mas contar com disciplinas de vivência prática, a formação torna-se mais acessível sem perder a experiência de campo.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3><strong>Referência no sul do Brasil</strong></h3>
<!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph -->
<p>O Colégio Politécnico da UFSM é reconhecido como referência em fruticultura na região Sul, com destaque para ações de pesquisa, extensão e ensino na área. O corpo docente e técnico especializado, aliado ao uso de metodologias voltadas à prática agrícola, assegura a qualidade da formação.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3><strong>Como se inscrever</strong></h3>
<!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph -->
<p>Os interessados devem acessar o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/editais/070-2025"><strong>Edital 070/2025</strong></a> e realizar a inscrição diretamente pelo site da UFSM. É importante atentar-se aos prazos e detalhes previstos no documento.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>📌 <strong>Resumo do processo seletivo</strong></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:list -->
<ul><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Curso</strong>: Técnico em Fruticultura EaD (Polo Santa Maria – Colégio Politécnico/UFSM)</li>
<!-- /wp:list-item --><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Vagas</strong>: 60</li>
<!-- /wp:list-item --><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Duração</strong>: 2 anos (1.200h)</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list --><!-- wp:list -->
<ul><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Isenção do pagamento da taxa de inscrição:</strong> até 26/09/2025</li>
<!-- /wp:list-item --><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Inscrições</strong>: até 31/10/2025 (23h59)</li>
<!-- /wp:list-item --><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Taxa</strong>: R$ 50,00</li>
<!-- /wp:list-item --><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Prova presencial</strong>: 30/11/2025 (14h às 18h)</li>
<!-- /wp:list-item --><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Edital</strong>: <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/editais/070-2025">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/editais/070-2025</a> </li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list --><!-- wp:image -->
<figure><img src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXfv9SGYibzEuywGPFeARFqRM-lXWw9EOPGVJETlx8t4Z4NjW21z3LZHzV792LXM93xA377B6IW0jwTxp3mI8_OyHlAE3B-xTaUFyWY5OAfaLbmhcZRtFDxSIARn3g2QJnuVWjNX4qYGuQyICCH8ZxU?key=8519RmxpON5PV7ERCeUqhw" alt="" /></figure>
<!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Dúvidas: </strong></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre o processo seletivo: <a href="mailto:falecom@nisa.ufsm.br">falecom@nisa.ufsm.br</a></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Informações referentes aos programas, turnos e aulas dos cursos: <a href="mailto:secretaria@politecnico.ufsm.br">secretaria@politecnico.ufsm.br</a> ou <a href="mailto:secretariaescolar@politecnico.ufsm.br">secretariaescolar@politecnico.ufsm.br</a> </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre o Curso: <a href="mailto:ead.fruticultura@ufsm.br">ead.fruticultura@ufsm.br</a> </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>…….</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Acompanhe mais ações do Curso Técnico em Fruticultura EAD no site e nas redes sociais: <a href="https://www.facebook.com/tec.fruticulturaufsm">Facebook</a> | <a href="https://www.instagram.com/tec.fruticulturaufsm/">Instagram</a> | <a href="https://www.youtube.com/@tec.fruticulturaufsm">YouTube</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mesa-redonda debate os impactos dos agrotóxicos à saúde do trabalhador e ao meio ambiente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/05/22/mesa-redonda-debate-os-impactos-dos-agrotoxicos-a-saude-do-trabalhador-e-ao-meio-ambiente</link>
				<pubDate>Wed, 22 May 2019 18:54:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[agrotoxicos]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[rural]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=47798</guid>
						<description><![CDATA[Nesta quinta-feira (23) acontece a Mesa-Redonda “Agrotóxicos: Impactos à Saúde do Trabalhador e ao Meio Ambiente”. Será às 9h, na sala 218 do prédio da Reitoria da UFSM. A programação faz parte dos Seminários Temáticos promovidos pelo Curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Nesta quinta-feira (23) acontece a  Mesa-Redonda “Agrotóxicos: Impactos à Saúde do Trabalhador e ao Meio Ambiente”. Será às 9h, na sala 218 do prédio da Reitoria da UFSM.  </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A programação faz parte dos Seminários Temáticos promovidos pelo Curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em colaboração com o Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) de Santa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os convidados são o Dr. Rodrigo Valdez de Oliveira, Procurador do Ministério Público Federal e coordenador do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA), o Professor Renato Zanella, coordenador do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas-LARP da UFSM, com moderação do o Dr. Luiz Cláudio Meirelles, pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH) da ENSP/Fiocruz. </p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres no campo: trabalho e protagonismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/mulheres-no-campo-trabalho-e-protagonismo</link>
				<pubDate>Fri, 22 Jun 2018 18:32:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo]]></category>
		<category><![CDATA[rural]]></category>
		<category><![CDATA[sindicato]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=3854</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisadoras da UFSM estudam a realidade das mulheres rurais na agricultura familiar]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">Cleci Conoretto é uma das várias mulheres que comercializam seus produtos na Polifeira - a feira da agricultura familiar organizada no largo do Planetário da UFSM todas as quintas-feiras. Começou a trabalhar na lavoura com os pais e segue a profissão até hoje. Quando chega do campo, o trabalho não termina. Ela é responsável por lavar a roupa, cozinhar, organizar a casa e fazer pães, sonhos, <em>agnolini</em> e quiches para vender. Cleci é casada com Luis Conoretto, com quem tem três filhos. Desde muito cedo - eles também iam para a lavoura, enquanto ela e o marido plantavam e colhiam.</span>

<span style="font-weight: 400">Mulher, trabalhadora e mãe, Cleci tem que “se desdobrar” para dar conta de todas as suas demandas. Rotinas como essa são comuns na vida de mulheres do campo e nem sempre são representadas e recebem reconhecimento perante a sociedade. Com o objetivo de entender melhor a relação de trabalho, de gênero e direitos trabalhistas, algumas pesquisadoras se empenham no estudo do cotidiano das mulheres rurais.</span>

<b>Jornadas triplas de trabalho e a desigualdade de gênero</b>

<span style="font-weight: 400">Janaína Betto, mestre em Extensão Rural pela UFSM, defendeu a tese</span><i><span style="font-weight: 400"> Chega de ficar de fora, já chegou a hora de participar: trajetória política do MMC/SC e o engajamento militante das dirigentes, </span></i><span style="font-weight: 400">que tem</span> <span style="font-weight: 400">como tema as mulheres camponesas e o engajamento político, com enfoque no Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina (MMC/SC). Segundo a pesquisadora, a tripla jornada de trabalho de mulheres como Cleci está ligada à estrutura da agricultura familiar. “Historicamente se considerou que a família era um </span><i><span style="font-weight: 400">todo harmônico</span></i><span style="font-weight: 400"> que trabalhava em conjunto de maneira a melhor prover a mão-de-obra dos familiares”, comenta Janaína. Ela explica que essa </span><i><span style="font-weight: 400">estrutura harmônica</span></i><span style="font-weight: 400"> esconde as desigualdades que existem dentro da família, que não são diferentes das que existem na cidade, mas que tem certas peculiaridades.</span>

<span style="font-weight: 400">Na vida das mulheres camponesas, segundo a pesquisa, o serviço doméstico não é visto como trabalho, e o crédito da produção da agricultura familiar é atribuído ao “chefe da família” - nesse caso, o marido. Isso faz com que elas se tornem dependentes dos maridos para terem acesso à renda, destinada à compra de utensílios domésticos, de roupas para a família e de produtos destinados à casa - elementos geralmente tratados como de responsabilidade feminina.</span>

<span style="font-weight: 400">Por outro lado, essa mesma realidade demonstra que dentro da estrutura familiar todos trabalham, porém isso acontece “de forma permeada por diferenças relacionadas a uma divisão sexual do trabalho”. Janaína Betto comenta que “as mulheres trabalham tanto quanto os homens, mas elas têm o seu trabalho no âmbito produtivo (na lavoura, por exemplo) reduzido ao status de </span><i><span style="font-weight: 400">ajuda</span></i><span style="font-weight: 400">, enquanto seu trabalho no âmbito reprodutivo (dentro e na volta de casa) é invisibilizado, pois não é considerado como trabalho”. Assim, a divisão sexual de trabalho encontrada no meio rural demonstra que as mulheres rurais ocupam uma posição subordinada e seu trabalho tem pouco reconhecimento.</span>

<span style="font-weight: 400">Nesse sentido, o MMC/SC pesquisado pela Janaína Betto, surgiu para que houvesse a discussão dessas desigualdades de gênero cotidianas existentes no meio rural, e para provocar o diálogo entre as mulheres sobre as situações que representam a desigualdade de gênero no meio rural. Conforme Janaína, essa desigualdade, para além de afetar as mulheres, também “é um dos pilares que permite que ocorra a exploração de </span><span style="font-weight: 400">toda a classe trabalhadora”. Dessa maneira, o MMC/SC é um movimento social que reivindica também a reforma agrária e a agroecologia.</span>

<b>O protagonismo através das tecnologias de informação</b>

<span style="font-weight: 400">Outra pesquisadora que investiga o tema é Ana Carolina Escosteguy, </span><span style="font-weight: 400">professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Ela é autora da pesquisa “</span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=3652"><i><span style="font-weight: 400">Tecnologias de Comunicação nas práticas cotidianas: o caso de famílias relacionadas à cadeia agroindustrial do tabaco</span></i></a><i><span style="font-weight: 400">” -</span></i><span style="font-weight: 400"> que está em andamento. Um dos artigos publicados em relação ao tema se intitula </span><i><span style="font-weight: 400">Mulheres e suas interações cotidianas com tecnologias de comunicação: o caso de jovens e adultas relacionadas à cadeia agroindustrial do tabaco</span></i><span style="font-weight: 400">. Neste artigo, a pesquisadora analisa o vínculo das mulheres que trabalham no meio rural do município de Vale do Sol (RS) com a tecnologia.</span>

<span style="font-weight: 400">Em entrevista, a pesquisadora revelou algumas percepções das relações de gênero presentes na rotina dessas mulheres. Para ela, “no contexto urbano também existe desigualdade de gênero, mas tem distinção no meio rural. As próprias mulheres dizem que trabalham duro na lavoura, mas elas fazem a observação de que não trabalham no </span><i><span style="font-weight: 400">pesado</span></i><span style="font-weight: 400">. Isso acontece porque não são elas que vão lidar com agroquímicos, com os venenos, mas elas têm participação </span><span style="font-weight: 400">intensa na lavoura e no trabalho doméstico”.</span>

<span style="font-weight: 400">Ana Carolina, que estuda a relação dessas mulheres com a tecnologia, afirma que algumas têm consciência que dependem financeiramente do marido, e buscam através do desenvolvimento das habilidades com o celular, a internet e as rede sociais uma forma de serem protagonistas. Uma das mulheres que a pesquisadora entrevistou desenvolveu grande proximidade com o computador e a internet, e através de redes sociais e sites de receitas começou a fazer bolos, vendê-los, e conseguir uma renda extra. Entretanto, este caso ainda é uma exceção à realidade das mulheres rurais.</span>

<b>A relação com os sindicatos</b>

<span style="font-weight: 400">A produtora Cleci leva com bom humor a tripla jornada que realiza, e brinca que trabalha mais que o marido, porque ele está doente. Ela também comenta que hoje em dia </span><span style="font-weight: 400">as mulheres têm bem mais direitos, porque antes “as mulheres eram praticamente escravizadas”, declara ela. A relação de Cleci com os direitos trabalhistas se dá fortemente por meio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e é através dele que ela espera chegar à aposentadoria.</span>

[caption id="attachment_3856" align="aligncenter" width="683"]<img class="wp-image-3856 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/UFSM.2018.028.020.RA_-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" /> Cleci Conoretto, produtora rural na Polifeira[/caption]

<span style="font-weight: 400">Cleudia Camargo, do Sindicato Rural de Cachoeira do Sul, corrobora que os direitos das mulheres melhoraram muito nos últimos anos. “Elas conseguem acessar linhas de crédito em seu nome, coisa que alguns anos atrás não ocorria, e muitas delas estão participando ativamente nas atividades juntamente com o marido na hora da compra de sementes e insumos para a lavoura”, afirma a trabalhadora. Ela explica que, para conseguir a aposentadoria, a produtora rural deve comprovar o exercício de atividade rural em regime de economia familiar ou individual, sendo necessário Bloco de Produtor(a) Rural e o documento da propriedade em que trabalha ou é proprietário (a). Essa exigência vale para todos os produtores rurais. São assegurados direitos como o décimo terceiro salário, férias e a licença maternidade. Cleudia enfatiza que o sindicato é uma “ferramenta de luta em defesa dos agricultores familiares e assalariados e assalariadas rurais”.</span>

<span style="font-weight: 400">A pesquisadora Janaína Betto comenta que esses direitos foram uma conquista de mov</span><span style="font-weight: 400">imentos de luta de várias mulheres - como o MMC/SC. Ela afirma que </span><span style="font-weight: 400">a luta inicial delas, na década de 1980, foi pelo reconhecimento da profissão de trabalhadora rural/agricultora, exigindo mudanças nas leis. A partir disso, as mulheres conquistaram os direitos sociais e trabalhistas que os homens do campo já tinham, como é o caso da aposentadoria. E, finalmente, em 1994, elas alcançaram o direito à licença-maternidade.</span><span style="font-weight: 400"> Hoje em dia a legislação trabalhista é igual para homens e mulheres que são assalariados rurais.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem</strong>: Mayara Souto e Taísa Medeiros </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Fotografia</strong>: Rafael Happke</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        