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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Algumas vacinas podem causar autismo?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/algumas-vacinas-podem-causar-autismo</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 16:06:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

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						<description><![CDATA[Desinformação permanece um desafio para alcançar altas taxas de imunização e proteger a população de doenças perigosas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">As vacinas são um dos principais avanços da ciência no combate a infecções preveníveis e no controle de epidemias. No entanto, nos últimos anos, tem sido um desafio manter os índices de imunização da população brasileira dentro dos níveis ideais, em parte devido à disseminação de desinformação sobre seus possíveis efeitos. Mesmo sem evidências científicas que sustentem essa crença, a ideia de que “algumas vacinas podem causar autismo” ainda divide opiniões. Segundo a pesquisa “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil” de 2023, quase 35% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente, com essa afirmação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O movimento antivacina, que voltou a ganhar força especialmente após a pandemia de Covid-19, tem contribuído para esse cenário. Entre os argumentos frequentemente resgatados pelos opositores da vacinação está a polêmica em torno de um artigo publicado, em 1998, pelo médico inglês Andrew Wakefield.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No estudo, ele sugere uma ligação entre a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em 12 crianças. O artigo foi desmentido em 2004, e Wakefield perdeu sua licença médica, porém essa associação levou a uma queda nas taxas de vacinação e ao fortalecimento de grupos contrários à imunização.</span></p>
<h3><img class="aligncenter wp-image-10041 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/vacinas_002-1024x667.jpg" alt="" width="973" height="634" /></h3>
<h3><span style="font-weight: 400">O que é autismo?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dois grupos principais de sintomas: déficits na comunicação e interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento e/ou interesses. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A psicóloga Franciele Farias explica que algo que auxilia no entendimento das causas do autismo é saber diferenciar Doença e Transtorno: “Quando falamos em </span><i><span style="font-weight: 400">doença</span></i><span style="font-weight: 400">, falamos de uma causa específica e definida que a gente consegue muitas vezes detectar por meio de exames, como por exemplo uma gripe que é causada por um vírus. Agora, quando falamos de </span><i><span style="font-weight: 400">transtorno</span></i><span style="font-weight: 400">, trata-se de algo multifatorial e que não possui uma causa tão bem definida”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ela especifica que o TEA é considerado um espectro devido à grande variabilidade de apresentações do transtorno: “atualmente classificamos em Nível 1, 2 e 3 de suporte, sendo  que, quanto maior o nível, maior o suporte necessário”. A psicóloga explica que cada indivíduo terá um conjunto único e uma apresentação única do transtorno. Ou seja, algumas pessoas podem ter mais dificuldade na leitura social, outros podem apresentar grandes alterações sensoriais, alguns podem apresentar comprometimento intelectual e/ou de linguagem, entre outras características. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo ela, existem muitas pesquisas que investigam as possíveis causas do autismo e, hoje, constatou-se que o autismo tem uma base genética importante. Isso explica porque não é incomum que, em uma família, mais de uma pessoa seja diagnosticada com o transtorno, aponta a psicóloga. Além de causas genéticas, pesquisas indicam problemas na gestação ou no parto como fator de risco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sobre tratamentos e intervenções, Franciele explica que, muitas vezes, os familiares ao identificarem que algo não vai bem no desenvolvimento das crianças optam por “esperar mais um pouco para ‘ver se melhora’ por medo de um possível diagnóstico. Ou, até mesmo, recebem essa orientação de pediatras desatualizados: ‘cada criança tem seu tempo, vamos esperar, não é nada demais’”. Ela reforça que, embora seja um medo compreensível, na realidade, o diagnóstico precoce é um dos melhores preditores de um prognóstico positivo no transtorno do espectro autista: “quanto antes iniciarmos a intervenção, melhor para o desenvolvimento da criança. Isso acontece por causa de algo que chamamos de neuroplasticidade: a neuroplasticidade é a capacidade do nosso cérebro de se moldar e aprender a partir das experiências. Temos capacidade de aprendizagem durante toda nossa vida, mas essa capacidade é muito aumentada nos primeiros anos de vida”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A psicóloga esclarece que, atualmente, existem muitas pesquisas que mostram as </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4513196/"><span style="font-weight: 400">potencialidades da intervenção</span></a><span style="font-weight: 400">, “especialmente quando realizada de forma precoce, intensiva, com uma equipe multiprofissional e com o envolvimento da família para dar continuidade às estimulações em casa”. Ela reforça que, apesar de o diagnóstico muitas vezes ser um momento de angústia para os responsáveis, trata-se de um “ponto de partida para o desenvolvimento de novas habilidades e possibilidades de formação de novos aprendizados, de trabalhar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida da criança e sua família com as intervenções adequadas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Alexandre Schwarzbold, médico infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM, conta que, depois do estudo de Wakefield, inúmeros outros trabalhos científicos foram realizados para investigar a suposta relação entre vacinas e autismo. A conclusão foi sempre a mesma: vacinas não causam autismo. Muitos desses estudos utilizaram a meta-análise, metodologia que reúne e analisa dados de diversas pesquisas sobre um mesmo tema, priorizando aquelas com maior rigor científico. Um exemplo dado pelo docente é um </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24814559/"><span style="font-weight: 400">estudo publicado na revista científica </span><i><span style="font-weight: 400">Vaccines</span></i></a><span style="font-weight: 400">, em 2014, conduzido por pesquisadores australianos. Eles analisaram dados de mais de 1 milhão de crianças e confirmaram que não existe associação entre vacinas e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mesmo sem evidências científicas que sustentem essa crença, a ideia de que algumas vacinas poderiam causar autismo ainda divide opiniões. Segundo a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil de 2023, quase 35% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente, com essa afirmação.</span></p>
<h3>Rigor na aprovação das vacinas</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Antes de uma vacina ser liberada para a população, ela passa por diversas etapas para ser aprovada por uma agência reguladora. No Brasil, essa função cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O professor Alexandre Schwarzbold explica que as vacinas precisam ser embasadas em estudos e documentos submetidos, pelas instituições responsáveis, à agência que então avalia sua eficácia e segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As etapas de segurança monitoram a frequência e a incidência de eventos adversos e sua gravidade – ou seja, se são leves, moderados, severos, se apresentam risco de vida ou se houve, por exemplo, morte nos estudos clínicos de teste de vacinas. Assim, pode-se avaliar estatisticamente se um evento adverso ocorre ao acaso ou se pode ser atribuído exclusivamente à vacina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Todas as vacinas passam por testes rigorosos de segurança”, reforça Alexandre. “Os estudos clínicos, que em geral demoram de meses a anos, envolvem vários voluntários em etapas diferentes antes da aprovação para a população em geral. Então, todo país que registra e distribui vacinas, como o Brasil, tem que atender a rigorosos padrões tanto de qualidade quanto de segurança”, defende o especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse controle rígido em relação aos processos de segurança garante que a maioria dos efeitos colaterais sejam leves e temporários, como dor no local da aplicação e febre, que costumam durar de um a três dias. Por outro lado, as doenças que as vacinas previnem, como poliomielite, sarampo, caxumba, pneumonia e meningite, podem ter consequências muito mais graves do que qualquer efeito colateral decorrente da imunização.</span></p>
<h3>Estratégias para combater a hesitação vacinal</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para Alexandre, a disseminação de informação correta e a educação em saúde são fundamentais para reduzir a hesitação vacinal. Ele destaca que a uniformização do discurso com base científica entre sociedades médicas é essencial, ressaltando a importância das estratégias adequadas de comunicação: “É importante que a linguagem seja uniformizada, especialmente entre os profissionais de saúde que indicam vacinas, como pediatras, infectologistas e pneumologistas”, reforça o médico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, a circulação de fake news se tornou mais fácil, pois qualquer pessoa pode publicar conteúdos na internet sem passar por filtros ou avaliação de especialistas quanto à qualidade e veracidade. “A pessoa pode ter uma boa comunicação e não ter consistência científica. Por isso, é importante o julgamento de pares. Não se pode acreditar que um único médico seja detentor da razão”, enfatiza Alexandre Schwarzbold. O infectologista defende que não se pode tomar casos isolados de efeitos colaterais graves como regra ao abordar a vacinação com a população. Segundo ele, é fundamental que os profissionais de saúde enfatizem o impacto positivo das vacinas, destacando que a imensa maioria das pessoas se protege com segurança por meio da imunização.</span></p>
<h3>Queda na adesão às vacinas no Brasil</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de o Brasil já ter sido referência mundial, a adesão às campanhas de vacinação tem caído significativamente no país. Como consequência, doenças erradicadas, como sarampo e poliomielite, voltaram a circular. </span><a href="https://butantan.gov.br/noticias/pni-50-anos-entenda-por-que-o-programa-brasileiro-de-vacinacao-e-referencia-internacional-em-saude-publica"><span style="font-weight: 400">Desde 2016, o Brasil não atinge as metas de cobertura vacinal para grande parte das vacinas da rede pública</span></a><span style="font-weight: 400">, expondo novamente a população a problemas que já estavam controlados e aumentando o risco de surtos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para reverter esse cenário, é essencial que pais e responsáveis recebam informações claras e baseadas em evidências científicas. O professor Alexandre Schwarzbold destaca que os riscos da vacinação são mínimos diante dos benefícios: “o número de crianças que têm complicações com vacinas é ínfimo e nem se compara com o de crianças afetadas por doenças imunopreveníveis quando não vacinadas.” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como exemplo, ele menciona o sarampo, uma doença com alto índice de mortalidade: “O impacto positivo da vacinação supera infinitamente qualquer risco de efeitos colaterais. Vacinas funcionam, protegem e salvam vidas”, afirma o infectologista. </span><a href="https://bvsms.saude.gov.br/opas-alerta-sobre-possibilidade-de-surtos-de-sarampo-devido-a-reducao-da-cobertura-vacinal/#:~:text=O%20sarampo%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,mortes%20em%20todo%20o%20mundo."><span style="font-weight: 400">Ele destaca que, no caso do sarampo, a imunização evitou mais de 23 milhões de mortes em duas décadas no mundo todo</span></a><span style="font-weight: 400">. “A vacinação é essencial para proteger crianças e adolescentes, pois eles ainda não têm um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Sem essa proteção, estão vulneráveis a doenças que podem ter consequências graves, incluindo a morte”, reforça o infectologista.</span></p>
<h3>O Programa Nacional de Imunizações (PNI)</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Criado em 1973, o PNI tem levado mais de 20 tipos de imunizantes aos brasileiros e acumulado conquistas notáveis, como a erradicação da varíola e da poliomielite. O Brasil consolidou-se mundialmente como um dos países com a política de vacinação mais abrangente e bem-sucedida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Antes da criação do PNI, as ações de imunização no país eram episódicas, sem continuidade planejada e com cobertura limitada. A partir do programa, passou-se a adotar um plano nacional unificado e equitativo, garantindo o acesso às vacinas em todas as regiões do país, independentemente da distância ou do tamanho da população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em 1980, uma grande mobilização contra a poliomielite fez com que a incidência da doença caísse de 1,2 mil para pouco mais de 100 casos em um ano. Outro exemplo bem-sucedido foi a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, que, em 1992, imunizou quase 50 milhões de crianças em apenas quatro semanas – um êxito sem precedentes em um país de dimensões continentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Brasil recebeu o certificado de eliminação da poliomielite em 1994 e implementou estratégias para controlar doenças como sarampo, tétano neonatal, tuberculose, difteria, tétano acidental e coqueluche. Atualmente, o PNI oferta gratuitamente 17 vacinas para crianças, sete para adolescentes, quatro para adultos e idosos e três para gestantes, além das vacinas contra a Covid-19 e a gripe. Mais de 300 milhões de doses são distribuídas anualmente em cerca de 40 mil salas de vacinação espalhadas por todo o país.</span></p>
<h3><strong>VEREDITO:</strong><span style="font-weight: 400"> MITO! Vacinas não causam autismo. As causas do Transtorno do Espectro Autista têm origem genética e não estão associadas às tecnologias de imunização.</span></h3>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: </span><span style="font-weight: 400" data-rich-links="{&quot;per_n&quot;:&quot;Júlia Zucchetto&quot;,&quot;per_e&quot;:&quot;juliazucchetto@gmail.com&quot;,&quot;type&quot;:&quot;person&quot;}">Júlia Zucchetto</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Ilustração: Evandro Bertol<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nosso planeta, a Terra, é redondo?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/nosso-planeta-a-terra-e-redondo</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 16:01:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10038</guid>
						<description><![CDATA[A teoria da Terra plana continua a ganhar espaço, mesmo com amplas evidências científicas que a refutam]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Embora a ciência tenha comprovado há séculos que a Terra é um geoide, ou seja, quase uma esfera, com os polos um pouco achatados e a região do meio (o Equador) um pouco mais larga, a teoria da Terra plana ainda encontra adeptos pelo mundo. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, realizada em 2023, quase 20% dos entrevistados dizem “concordar em partes”, “discordar” (em partes ou totalmente) ou não saber/não responder à afirmação de que a Terra é redonda. Isso significa que uma em cada cinco pessoas duvida do formato do planeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cássio Wollmann, professor do departamento de Geociências da UFSM, revela que conspiracionistas se apoiam em interpretações equivocadas sobre a curvatura da Terra para embasar seus argumentos, alegando que a linha do horizonte deveria desaparecer completamente se a Terra fosse curva. “Eles ignoram que a Terra não é uma esfera perfeita, mas sim um geoide, o que faz as distâncias da linha do horizonte variarem de acordo com a latitude de onde a pessoa observa”, destaca Wollmann. O pesquisador explica que, se a Terra fosse plana, a vida no planeta seria impossível, pois a gravidade faria com que ela se desintegrasse: “A gravidade aglutina a matéria, então uma Terra plana se fragmentaria em vários pedaços menores.”</span></p>
<h3><img class="aligncenter wp-image-10039 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/Planeta-Redondo-Melhor-Qualidade_Prancheta-1.jpg" alt="" width="994" height="649" /></h3>
<h3>As redes sociais e o fortalecimento do terraplanismo<b><br /></b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A teoria da Terra plana ganhou força nos últimos anos, principalmente com o advento das redes sociais, que facilitam a disseminação de informações falsas. A doutoranda em Filosofia da UFSM, Elizabete Echer, ressalta que, embora a internet ofereça um acesso sem precedentes à informação, nem sempre o conteúdo encontrado é confiável. “Há uma escolha deliberada de ignorar evidências contrárias às crenças pessoais”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse sentido, outro fator que contribui para a persistência dessa teoria é o que Elizabete chama de “Indústria Conspiratória”. Segundo as pesquisas que ela vem desenvolvendo, as teorias da conspiração geram visualizações e agora há um mercado para isso, evidenciado pelo aumento de canais do YouTube sobre o tema. Assim, “uma única postagem conspiratória pode alcançar milhares de pessoas em horas, alimentando um ciclo de desinformação e reforçando a polarização da opinião pública”, revela a filósofa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Box - Teorias da conspiração x verdade “oficial ou fática”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Teorias da conspiração estão associadas à criação de uma explicação alternativa, que normalmente contraria a versão oficial de um determinado fato ou acontecimento, através de uma distorção fantasiosa. Tratam-se de crenças explicativas para eventos de grande impacto social baseadas na crença de que a verdade “oficial” é uma mentira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cássio Wollmann observa que o terraplanismo tem perdido força entre gerações mais jovens, mas ainda é um fenômeno relevante. Para ele, a divulgação científica desempenha um papel essencial nesse cenário. “A ciência não pode ser polêmica; ela deve ser uma tranquilizadora da humanidade”, afirma.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito: COMPROVADO! A Terra é redonda.</span></h3>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: </span><span style="font-weight: 400" data-rich-links="{&quot;per_n&quot;:&quot;Júlia Zucchetto&quot;,&quot;per_e&quot;:&quot;juliazucchetto@gmail.com&quot;,&quot;type&quot;:&quot;person&quot;}">Júlia Zucchetto</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Ilustração: Vinicius Gumisson Motta<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O signo do horóscopo influencia a personalidade das pessoas?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-signo-do-horoscopo-influencia-a-personalidade-das-pessoas</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 15:57:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10036</guid>
						<description><![CDATA[&#8220;Qual é o seu signo?&#8221; Você provavelmente sabe a resposta para essa pergunta. E vai além: se você é de Áries, já deve ter ouvido que é determinado e que não leva desaforo para casa; se é de Touro, é provável que já tenha sido chamado de comilão; e, se for de Leão, talvez tenha [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">"Qual é o seu signo?" Você provavelmente sabe a resposta para essa pergunta. E vai além: se você é de Áries, já deve ter ouvido que é determinado e que não leva desaforo para casa; se é de Touro, é provável que já tenha sido chamado de comilão; e, se for de Leão, talvez tenha ouvido que é vaidoso. Mas será que a astrologia realmente influencia nossa personalidade? A resposta é não. Não há evidências científicas que sustentem essa relação, embora a crença seja comum entre uma parcela da população. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil de 2023, aproximadamente 1 em cada 4 brasileiros acredita que o horóscopo influencia a personalidade das pessoas, com 24,9% concordando totalmente com essa afirmação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para entender por que a astrologia pode ser um bom assunto para puxar papo na mesa de bar, mas não tem comprovação científica e não deve ser usada como explicação para comportamentos e características individuais, é preciso diferenciar crenças de fatos científicos. Enquanto a astrologia se baseia em interpretações simbólicas e tradições culturais, a ciência exige evidências, testes e reprodutibilidade para validar uma afirmação.  </span></p>
<h3><img class="aligncenter wp-image-10037 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/signos_001-1024x667.jpg" alt="" width="999" height="651" /></h3>
<h3>Astrologia x astronomia</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Astrologia é a prática que sugere que a posição dos corpos celestes no momento do nascimento influencia a personalidade e o destino das pessoas. Mas é importante não confundir astrologia com astronomia, que é a área que estuda os astros — como planetas, estrelas e cometas — com base em evidências e experimentação. A física Alessandra Buffon pontua que a astronomia tem embasamento científico, enquanto a astrologia é historicamente entendida como uma pseudociência: "Não há nada científico que prove que determinado planeta, em uma determinada constelação, modifique o comportamento de alguém", destaca.</span></p>
<h3>Entender o céu</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Práticas de observação do céu são realizadas desde a Antiguidade. O movimento da Lua, por exemplo, era acompanhado na agricultura para determinar os melhores momentos de plantio e colheita. Com o tempo, os métodos de observação dos astros foram aperfeiçoados com o uso de novos instrumentos, como a luneta utilizada por Galileu, no século 15, e os desenhos que ele fez a partir de suas observações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de estudar o céu para fins científicos e práticos, civilizações antigas também relacionaram os astros a crenças e interpretações sobre a vida na Terra — e é nesse contexto que surgem os signos do zodíaco. Alessandra explica que cada signo corresponde a uma constelação que aparecia atrás do Sol em determinado período do ano. “Por isso falamos que o sol estava na constelação de gêmeos quando nasci, seria essa a ideia”, exemplifica. No entanto, ela alerta que a astrologia ainda segue modelos da Antiguidade, sem levar em conta mudanças ocorridas ao longo dos séculos: "Por conta do movimento de rotação e translação da Terra, além da inclinação do eixo terrestre, a configuração do céu hoje não é a mesma de quatro mil anos atrás, mas isso não foi atualizado pelos astrólogos", esclarece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Alessandra também questiona a astrologia ao destacar um ponto frequentemente ignorado: já na Antiguidade, havia 13 constelações no céu, e não apenas 12, como considera a astrologia. A explicação remonta à Grécia Antiga, onde políticas de organização da sociedade se baseavam no número 12 — como no calendário gregoriano, que seguimos até hoje. “O calendário tem 12 meses, então o que foi feito foi colocar cada constelação em ‘uma casinha’, em cada mês”, detalha a professora. No entanto, ela ressalta que essa divisão não corresponde à realidade astronômica. “As constelações têm tamanhos diferentes. A de Escorpião, por exemplo, é muito grande, e demora mais dias para que o sol passe por ela, enquanto a de Libra é bem menor”, diz a Alessandra. Segundo ela, a astrologia desconsidera essas variações e impõe um tempo fixo de 30 dias para cada signo, algo que não condiz com a observação científica: “Esse é outro erro dos astrólogos. É mais fácil provarmos os erros deles do que eles provarem o que estão falando”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Eu até brinco em sala de aula com os meus alunos: se você nasceu quando essa 13ª constelação estava no céu, então você não tem personalidade”, comenta a física. Enquanto professora de Ensino Médio, Alessandra aborda o tema em sala de aula, com os alunos, além de já ter estudado como a astrologia era percebida por outros educadores. Em um artigo de 2022, ela e outros dois autores investigaram como a astrologia era compreendida por alunos do curso de Pedagogia em uma universidade privada no Paraná. O estudo mostrou que “a maioria dos indivíduos era suscetível à manipulação da descrição de sua personalidade, confiando nos resultados, apesar de serem vagos e generalistas”.</span></p>
<h3>O efeito Forer e a ilusão das descrições genéricas</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Se não há comprovação científica, por que tantas pessoas acreditam nas previsões astrológicas? Um dos motivos é o chamado Efeito Forer, nomeado em referência ao psicólogo norte-americano Bertram Forer. Ele realizou um experimento com voluntários do exército, submetendo-os a uma suposta avaliação de personalidade. O texto usado no teste era, na verdade, uma compilação de trechos retirados de descrições de diferentes signos astrológicos e continha afirmações ambíguas logo na primeira linha: 'Você tem necessidade de ser amado e admirado pelos outros, mas também tende a ser crítico consigo mesmo'. Forer percebeu que descrições genéricas, especialmente quando carregadas de elogios sutis, costumam ser aceitas como verdadeiras. Nosso cérebro tende a selecionar memórias que confirmam essas afirmações vagas, ao mesmo tempo em que ignora informações que poderiam contrariá-las.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Alessandra também aplica um teste em sala de aula. Ela entrega a cada aluno um papel com uma descrição vaga de personalidade, sem revelar que todos receberam exatamente o mesmo texto. “Todos ficam surpresos quando percebem que é o mesmo texto do colega. O que acontece é que cada um se identifica com um trecho específico”, relata.</span></p>
<h3>O que realmente define nossa personalidade?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A psicóloga Clarissa Tochetto, docente do curso de Psicologia da UFSM, explica que a personalidade é moldada por um conjunto de fatores, combinando aspectos genéticos (aquilo que carregamos desde nascer) e a interação com o mundo e com as pessoas ao longo da vida. “A personalidade é um conjunto de traços. Cada pessoa tem os seus, eles são relativamente estáveis e refletem formas individuais de se colocar no mundo, o que se traduz em comportamentos”, afirma a docente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Clarissa também destaca por que tantas pessoas se identificam com descrições genéricas, como as da astrologia ou de testes de personalidade na internet. “Não têm embasamento científico algum, mas as pessoas gostam de ouvir coisas sobre si, serem avaliadas. E se a descrição for positiva, elas vão querer se encaixar”, aponta. A pesquisadora ressalta que essas descrições não se comparam às análises feitas por profissionais, como psicólogos e psiquiatras, que seguem métodos e técnicas científicas e podem trazer resultados sobre a personalidade que não são necessariamente positivos ou agradáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A teoria mais aceita na Psicologia sobre personalidade é a Big Five, ou teoria dos cinco grandes fatores, cujos estudos começaram na década de 1930. Ao longo do tempo, essa abordagem foi validada por diferentes pesquisadores e em diversas culturas, sempre chegando a cinco fatores que, combinados entre si, explicam a personalidade humana: neuroticismo, extroversão, socialização, conscienciosidade e abertura à experiência. Para evitar pseudociências que empregam termos psicológicos sem embasamento científico, Clarissa recomenda optar por testes baseados nessa teoria.</span></p>
<h3>Na conversa com amigos, ok! Mas, cuidado!</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo as especialistas, a astrologia pode ser usada como forma de descontração, seja para iniciar uma conversa na mesa de bar, brincar com amigos ou até mesmo puxar assunto em aplicativos de relacionamento. No entanto, é preciso atenção quando essa prática passa a determinar decisões: “A priori, não faz mal, mas você não pode usar a astrologia para justificar as suas ações, principalmente se elas prejudicarem outras pessoas”, destaca Clarissa. A psicóloga alerta que isso vale também para ações positivas: “Usar a astrologia para justificar coisas boas que acontecem na vida também é problemático, porque, se algo só aconteceu porque o universo quis, o mérito da conquista fica em segundo plano”, pontua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Alessandra também aponta riscos quando a prática deixa de ser apenas uma diversão e passa a envolver perdas financeiras. Ela ressalta a necessidade de cautela com especialistas em astrologia: “Acho preocupante quando algumas pessoas usam esse conhecimento astrológico para enganar outras e lucrar com isso”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse alerta se torna ainda mais relevante diante do crescente interesse pela astrologia. O número de </span><a href="https://revistapegn.globo.com/ideias-de-negocios/noticia/2024/08/empreendedora-une-astrologia-e-inteligencia-artificial-e-fatura-mais-de-r-10-milhoes.ghtml"><span style="font-weight: 400">aplicativos para gerenciamento de mapas astrais não para de crescer</span></a><span style="font-weight: 400">, a astrologia é levada em conta em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/investimentos/investidores-do-zodiaco-o-curioso-caso-de-quem-usa-astrologia-na-bolsa/"><span style="font-weight: 400">decisões importantes</span> </a><span style="font-weight: 400">por muitos profissionais, e alguns astrólogos chegam a ter longas filas de espera para os atendimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A busca por previsões, no entanto, não é um fenômeno recente — trata-se de uma prática enraizada na cultura e que pode trazer conforto em momentos de incerteza. Ainda assim, o alerta permanece: “Astrologia é pseudociência. Não gaste seu dinheiro com isso”, adverte Alessandra.</span></p>
<p> </p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito: MITO! Não há evidências científicas de que o signo do horóscopo influencie a personalidade das pessoas. A crença na astrologia se baseia em descrições vagas e generalistas, que dão a ilusão de precisão, mas não resistem à análise científica. A personalidade humana é complexa e moldada por fatores genéticos e ambientais, conforme demonstram estudos psicológicos rigorosos.</span></h3>
<p> </p>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Repórter: Milene Eichelberger<br /></span><span style="font-weight: 400">Ilustração: Evandro Bertol<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Células de plantas não têm DNA?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/celulas-de-plantas-nao-tem-dna</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 15:44:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10032</guid>
						<description><![CDATA[Estudos sobre as diferenças celulares e o DNA das plantas têm contribuído para inovações que impactam áreas como biotecnologia e agricultura]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O DNA, ou ácido desoxirribonucleico, é uma das moléculas responsáveis por carregar a informação genética necessária para o desenvolvimento, funcionamento e reprodução de um organismo. Ele está presente nas células vivas, desempenhando um papel essencial na transmissão de características de geração para geração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contudo, ainda há dúvidas entre a população brasileira sobre sua presença em diferentes tipos de células, como as das plantas. De acordo com a pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil mais recente, a afirmação “As células das plantas não têm DNA; só as células animais possuem DNA.” confundiu parte dos entrevistados: quase 30% deles concordou totalmente com o enunciado, 11,4% concordou em partes e 17,5% não soube responder.</span></p>
<h3><img class="aligncenter wp-image-10033 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/Plantas-tem-DNA-Melhor-Qualidade_Prancheta-1-1024x668.jpg" alt="" width="978" height="638" /></h3>
<h3>DNA: de bactérias a alfaces e seres humanos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A sequência de nucleotídeos, moléculas que formam o DNA e o RNA, é responsável pelo armazenamento e pela transmissão da informação entre as gerações de indivíduos de uma espécie. Como explica a professora Lenira Sepel, “em qualquer célula, seja de uma bactéria, de uma alface ou de um humano, sempre haverá DNA”. Ela destaca ainda que o DNA é a única forma pela qual as células conseguem armazenar informações de maneira estável e transmiti-las de uma linhagem para outra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Embora o DNA esteja presente em todos os seres vivos, a forma como ele é armazenado varia entre diferentes tipos de células. A principal diferença entre bactérias, plantas, fungos e animais está no local onde o DNA é mantido. As bactérias, por exemplo, são células simples, conhecidas como procariontes, e não possuem compartimentos celulares internos; por isso, o DNA fica disperso no citoplasma. Já as células de plantas, fungos e animais são mais complexas, classificadas como eucariontes, e contam com um sistema de membranas internas que organiza diferentes ambientes, incluindo o núcleo, onde o DNA é protegido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já as partículas virais não são formadas por células, mas todas possuem ácidos nucleicos que armazenam sua informação genética. Com base na molécula utilizada para esse armazenamento, os vírus podem ser divididos em dois grandes grupos: os vírus de DNA e os vírus de RNA, também conhecidos como retrovírus. Estes últimos são os únicos que utilizam moléculas de RNA como material genético.</span></p>
<h3>DNA das plantas</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O DNA das plantas contém as "instruções" necessárias para produzir proteínas, que fazem as células operarem corretamente e garantem o funcionamento do organismo como um todo. Essas proteínas ajudam as plantas a realizar todas as suas funções, como crescer, se reproduzir e se adaptar às mudanças do ambiente. É por meio dessas proteínas que as células conseguem reagir ao que acontece ao seu redor e às diferentes fases do ciclo de vida da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por exemplo, quando começa o período de produção das flores, vários genes que estavam inativos começam a ser ativados. De forma simplificada, podemos dizer que a transcrição desses genes gera RNAs que serão transformados em proteínas responsáveis pela produção das flores. Esses genes carregam as informações para determinar a cor e o formato das pétalas. Se uma planta terá flores com pétalas de borda lisa ou recortada, depende dos genes que ela herdou. O mesmo acontece com todas as outras características hereditárias que a planta manifesta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Uma das explicações para a associação do DNA apenas às células animais é o fato de que as plantas são menos "percebidas" no ambiente. A professora Lenira Sepel explica o conceito de "cegueira botânica", que se refere à dificuldade de reconhecer as plantas como seres vivos, o que leva a não atribuir a elas as características essenciais de qualquer organismo. Ela sugere que mudanças no ensino escolar, como "observar, nomear e registrar as plantas presentes nos ambientes", têm um impacto importante na ampliação da percepção da diversidade vegetal que nos acompanha no cotidiano.</span></p>
<h3>Biotecnologia e alimentos transgênicos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O uso do DNA de plantas tem impulsionado avanços significativos na ciência, especialmente no melhoramento agrícola. Com o desenvolvimento da genética molecular, o processo de aprimorar plantas tornou-se mais rápido e eficiente, permitindo, por exemplo, a criação de plantas transgênicas, que podem incorporar características inéditas às espécies. A professora Lenira Sepel explica: “A possibilidade de transferir DNA de uma bactéria para uma planta foi uma inovação da biotecnologia do século 20, que estimulou pesquisas para produzir vegetais mais adaptados às necessidades humanas, como melhorias nutricionais e no cultivo.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Brasil, alimentos transgênicos são vistos como uma solução potencial para combater a fome e garantir a segurança alimentar. Segundo a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a biotecnologia pode melhorar a produção de alimentos e permitir o desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas. No entanto, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor aponta riscos associados aos transgênicos, como o aumento de alergias e a resistência a antibióticos, devido a compostos introduzidos no processo de engenharia genética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a resistência de algumas plantas transgênicas a agrotóxicos pode favorecer o surgimento de superpragas, levando a um aumento no uso de pesticidas e impactos ambientais negativos. A professora Lenira alerta para esses riscos e questiona: “Como uma sociedade que não reconhece as plantas como seres vivos, com células contendo DNA, pode discutir com sabedoria a aplicação dessas biotecnologias?”</span></p>
<p> </p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito:</span> <span style="font-weight: 400">MITO! As células das plantas também contêm DNA, que é essencial para toda a operação celular e o funcionamento do organismo. Assim como nas células animais, o DNA nas células vegetais armazena as informações genéticas necessárias para o desenvolvimento e funcionamento da planta.</span></h3>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: </span><span style="font-weight: 400" data-rich-links="{&quot;per_n&quot;:&quot;Júlia Zucchetto&quot;,&quot;per_e&quot;:&quot;juliazucchetto@gmail.com&quot;,&quot;type&quot;:&quot;person&quot;}">Júlia Zucchetto<br /></span><span style="font-weight: 400">Ilustração: Vinicius Gumisson Motta<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais? </title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/os-seres-humanos-evoluiram-e-descendem-de-outros-animais</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 15:43:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10034</guid>
						<description><![CDATA[Evidências fósseis, genéticas e anatômicas demonstram a ancestralidade comum entre humanos e outros animais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A</span> evolução<span style="font-weight: 400"> é um dos conceitos centrais da Biologia e explica como as espécies se transformam ao longo do tempo. Ela também mostra como os seres humanos compartilham uma longa história de adaptações que nos conectam a outros animais. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a ideia de que “Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais” ainda enfrenta resistência em parte da população brasileira. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência mais recente, 35,5% dos entrevistados discordam totalmente da ideia da evolução humana e outros 9,1% discordam em parte. </span></p>
<h3><img class="aligncenter wp-image-10035 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/Evolucao-Melhor-Qualidade_Prancheta-1.png" alt="" width="999" height="652" /></h3>
<h3>O que é evolução?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Evolução é o termo utilizado para se referir ao processo de mudança pelo qual as populações passam ao longo do tempo, acumulando alterações que permitem sua adaptação aos ambientes. “Trata-se de um processo contínuo, inacabado e não linear”, afirma Camilo Silva Costa, biólogo e doutorando em Educação em Ciências na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ele explica que esse processo é guiado por mecanismos da evolução, como a Seleção Natural. Esse conceito, introduzido por Charles Darwin, em 1859, no livro "A Origem das Espécies", diz que as espécies evoluem ao longo do tempo por meio de um processo em que indivíduos com características vantajosas em determinado ambiente têm maior chance de sobreviver e deixar descendentes. “Por exemplo, há seres humanos adaptados a viverem em altas altitudes, como o povo tibetano na Ásia Central. Essas adaptações mostram como a seleção natural age no contexto do ambiente”, completa o especialista.</span></p>
<h3>Ancestralidade comum</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As evidências para a evolução humana vêm de diversas áreas, incluindo arqueologia, paleontologia, genética e anatomia comparada. “Os fósseis mostram nosso parentesco a partir da ancestralidade comum, quer dizer, que todos nos originamos de uma mesma espécie”, explica Camilo. Para exemplificar, ele propõe comparar a anatomia das patas dianteiras de vertebrados: as nadadeiras das baleias, as asas dos morcegos e as mãos humanas: “É o que chamamos de órgãos homólogos, ou seja, são estruturas que reforçam a origem de um ascendente comum”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No caso dos humanos, a evolução é traçada a partir de um grupo de primatas que viveu na África há milhões de anos, incluindo espécies do gênero Australopithecus, precursoras do gênero Homo. Camilo conta que esse grupo se dividiu em duas linhagens que começaram a evoluir independentemente. Uma delas permaneceu na floresta tropical africana, no noroeste da África, dando origem aos chimpanzés que conhecemos hoje; e a outra migrou para os campos abertos, nas savanas do leste africano, dando origem ao gênero Homo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Fósseis encontrados ao longo do tempo mostram uma transição gradual entre características basais, presentes em </span><i><span style="font-weight: 400">Australopithecus afarensis</span></i><span style="font-weight: 400">, e outras presentes em espécies mais recentes, como </span><i><span style="font-weight: 400">Homo erectus</span></i><span style="font-weight: 400"> e </span><i><span style="font-weight: 400">Homo sapiens</span></i><span style="font-weight: 400">. Além disso, estudos genéticos confirmam que os seres humanos compartilham uma alta porcentagem de seu DNA com outros primatas, como chimpanzés e bonobos, nossos parentes vivos mais próximos. Esses dados reforçam a ideia de uma ancestralidade comum. Embora muitas pessoas associem erroneamente a evolução à ideia de que “descendemos dos macacos”, o que a ciência afirma é que humanos e outros primatas compartilham um ancestral comum. Esse ancestral não era igual aos macacos atuais, mas sim uma espécie basal, que deu origem a diferentes linhagens, incluindo a humana. Portanto, não somos descendentes diretos de macacos como os que conhecemos hoje, mas sim primos evolutivos.</span></p>
<h3>Rejeição à ideia</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar das evidências científicas, muitas pessoas ainda rejeitam a ideia de que os seres humanos evoluíram ao longo do tempo. Para o biólogo Camilo Silva Costa, a complexidade e a longa duração do processo evolutivo podem tornar sua compreensão mais desafiadora: “é muito mais fácil crer que o ser humano foi criado [criacionismo] do que acreditar que esse foi um processo longo de milhões de anos, muitas ramificações, adaptações, perdas e ganhos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O criacionismo é uma visão que interpreta de forma literal textos religiosos, como a Bíblia, para explicar a origem da vida. Contudo, é fato que o criacionismo carece de fundamentação científica e não oferece (nem busca oferecer) explicações testáveis para os fenômenos biológicos. Por outro lado, a evolução é respaldada por linhas robustas de evidências, incluindo fósseis que documentam a transição gradual entre espécies, semelhanças genéticas que indicam ancestralidade comum e registros geológicos que corroboram as sucessivas mudanças na biodiversidade ao longo de bilhões de anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entender a evolução humana é fundamental não apenas para a ciência, mas também para a sociedade. Segundo o especialista, o estudo da evolução ajuda a interpretar processos adaptativos, genéticos e ambientais: “Não é apenas uma exploração do nosso passado, mas uma ferramenta essencial para enfrentar os desafios do presente e do futuro. A partir da evolução, conseguimos interpretar e olhar para a ciência que nos rodeia de forma mais crítica”, conclui.</span></p>
<p> </p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito:</span> <span style="font-weight: 400">COMPROVADO! Os seres humanos evoluíram ao longo do tempo e compartilham uma conexão ancestral com outros animais.</span></h3>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Ilustração: Vinicius Gumisson Motta<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Existem curas para o câncer que foram escondidas do público por causa de interesses comerciais?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/existem-curas-para-o-cancer-que-foram-escondidas-do-publico-por-causa-de-interesses-comerciais</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 15:29:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10030</guid>
						<description><![CDATA[O câncer é uma condição complexa que resulta do crescimento desordenado de células malignas. Apesar de existirem tumores benignos que não causam danos ao organismo, os tumores malignos se caracterizam pela capacidade de invadir outros órgãos e estruturas do corpo, tornando-se, assim, o câncer. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o câncer ocorre [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O câncer é uma condição complexa que resulta do crescimento desordenado de células malignas. Apesar de existirem tumores benignos que não causam danos ao organismo, os tumores malignos se caracterizam pela capacidade de invadir outros órgãos e estruturas do corpo, tornando-se, assim, o câncer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o</span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer"><span style="font-weight: 400"> Ministério da Saúde</span></a><span style="font-weight: 400"> (MS), o câncer ocorre devido a mutações genéticas nas células, que passam a ter as 'instruções' para seu crescimento e divisão alteradas. Em outras palavras, segundo o órgão federal, “na presença de qualquer erro nestas instruções (mutação), pode surgir uma célula doente que, ao se proliferar, causará um câncer”. Trata-se de uma doença multifacetada, com mais de cem tipos distintos, cada um com sintomas e tratamentos específicos. Os mais comuns no Brasil são os cânceres de pele, próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, realizada em 2023, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), revelou que 52% dos brasileiros acreditam totalmente que “existem curas para o câncer que foram escondidas do público por causa de interesses comerciais”. Esse dado reflete um cenário de desinformação que preocupa especialistas, especialmente diante do impacto que o câncer tem na saúde pública global.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-10031 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/Cura-Cancer-Maior-Qualidade.png" alt="" width="1000" height="653" /></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Para cada caso, um tratamento personalizado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Vanessa Rigo, docente do Departamento de Clínica Médica da UFSM, com enfoque em Cancerologia, não é possível estabelecer somente um tipo de cura para o câncer, pois a doença resulta de danos celulares causados por diversos fatores, como estilo de vida e genética. Além disso, o que chamamos de câncer, como se fosse uma doença única, pode afetar diferentes regiões do corpo, o que exige tratamentos personalizados, considerando as características genéticas do tumor e do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a médica, o principal motivo para as pessoas acreditarem que ‘existe uma cura para o câncer que está sendo escondida da sociedade’ está relacionado à desinformação e à falta de noções científicas sobre o que é o câncer: "A falta de conhecimento leva as pessoas a enxergarem o câncer como uma infecção, tratável com um remédio, e não lhes permite compreender que se trata de uma doença particular em cada indivíduo, ligada à sua genética". Segundo ela, se houvesse uma maior educação sobre os diferentes tipos de câncer, a porcentagem de pessoas que acreditam em soluções milagrosas seria reduzida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse sentido, o acesso limitado a informações científicas de qualidade contribui para a propagação de ideias equivocadas. Embora os avanços científicos sobre o câncer sejam amplamente documentados, muitos avanços médicos são divulgados em jargões técnicos, o que torna o entendimento do público leigo mais desafiador, permitindo que mitos se espalhem. A falta de entendimento da população sobre como funcionam ensaios clínicos, processos regulatórios e desenvolvimento de medicamentos reforça a crença de que a cura pode estar sendo ocultada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Teoria da conspiração</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia de que a cura do câncer está sendo escondida por interesses comerciais é uma</span><a href="https://www.estadao.com.br/estadao-verifica/texto-sobre-cura-do-cancer-distorce-fatos-e-aponta-falsa-conspiracao/?srsltid=AfmBOoqwf5L05hNJxGoHo_9FfCnsVstaU4FjkaD9afuGM1evHptmgKmt"> <span style="font-weight: 400">teoria da conspiração bastante difundida na internet há anos</span><span style="font-weight: 400">. </span></a><span style="font-weight: 400">O argumento central é que a indústria farmacêutica teria incentivos financeiros para esconder uma possível cura, pois garantiria a continuidade da venda de tratamentos caros aos pacientes. No entanto, especialistas e instituições científicas apontam que essa teoria não se sustenta diante das evidências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em um </span><a href="https://www.worldwidecancerresearch.org/information-and-impact/cancer-myths-and-questions/could-somebody-be-hiding-the-cure-for-cancer/"><span style="font-weight: 400">artigo publicado no site da organização </span><i><span style="font-weight: 400">Worldwide Cancer Research</span></i></a><span style="font-weight: 400">, pesquisadores explicam que não seria lucrativo para as </span><i><span style="font-weight: 400">big pharmas</span></i><span style="font-weight: 400"> esconder a cura: “levaria décadas para testá-la em cada tipo e estágio do câncer. Esse tipo de teste requer grandes quantias de dinheiro. Qual seria o benefício de esconder uma cura? Grandes empresas farmacêuticas investem bilhões no desenvolvimento de novos medicamentos. Se uma delas tivesse encontrado a cura, eles gostariam de reivindicar essas despesas de volta”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, milhares de pesquisadores em todo o mundo trabalham na busca por tratamentos mais eficazes contra o câncer em diversas universidades, hospitais e centros independentes. “Esse número de pessoas poderia realmente manter tal segredo?”, questiona o texto da </span><i><span style="font-weight: 400">Worldwide Cancer Research. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">O </span></i><span style="font-weight: 400">pesquisador inglês Robert Grimes estudou a probabilidade matemática de teorias da conspiração. Para um </span><a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0147905"><span style="font-weight: 400">artigo publicado em 2016</span></a><span style="font-weight: 400">, ele criou um modelo usando conspirações médicas reais para estimar quanto tempo levaria para algo assim ser descoberto, dependendo da quantidade de pessoas envolvidas. Ele estimou que, se apenas as maiores empresas farmacêuticas estivessem envolvidas em esconder a cura do câncer, ainda haveria cerca de 714 mil pessoas que saberiam de algo. E, com tantas pessoas envolvidas, seus cálculos mostram que levaria cerca de 3 anos anos para alguém contar o segredo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Como prevenir o câncer?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Vanessa Rigo explica que, embora uma cura universal para o câncer não seja possível, algumas medidas preventivas são eficazes, como no caso do câncer de colo de útero. A vacinação contra o HPV em meninos e meninas em idade escolar pode prevenir quase cem por cento dos casos da doença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">‘’Existem estratégias que nos permitem prevenir tipos específicos de câncer, mas uma medida única, uma medicação para evitar o desenvolvimento geral, de todos tipos de câncer, nunca será possível”, esclarece a especialista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cerca de dois terços dos casos de câncer decorrem de maus hábitos de vida, enquanto o restante se relaciona à genética, segundo Vanessa Rigo. Portanto, manter uma vida saudável é o ponto central para evitar um possível desenvolvimento da doença. E, nesse sentido, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresenta recomendações para evitar os principais tipos de câncer: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Não fumar.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Praticar atividades físicas regularmente.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Utilizar protetor solar e evitar exposição ao sol entre 10h e 16h.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Fazer vacinas contra HPV e hepatite B.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Realizar exames preventivos regularmente.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Embora as recomendações gerais para prevenção do câncer sejam amplamente aplicáveis, cada tipo de câncer apresenta características próprias, o que demanda abordagens específicas para a prevenção e tratamento. O diagnóstico precoce, por sua vez, desempenha um papel fundamental, aumentando significativamente as chances de cura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mais informações detalhadas sobre prevenção e tratamento podem ser encontradas no </span><a href="https://www.gov.br/inca/pt-br"><span style="font-weight: 400">site do INCA</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito: MITO! Não existem curas para o câncer que foram escondidas do público por causa de interesses comerciais.</span></h3>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Laurent Keller e Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Ilustração: Vinicius Gumisson Motta<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O gás carbônico (CO₂) é um gás que contribui para produzir o efeito estufa?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-gas-carbonico-co%e2%82%82-e-um-gas-que-contribui-para-produzir-o-efeito-estufa</link>
				<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 18:00:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10027</guid>
						<description><![CDATA[Aumento das emissões de CO₂ tem potencializado os efeitos do aquecimento global, exigindo ações urgentes para mitigar seus impactos climáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O efeito estufa é um fenômeno da natureza essencial para a vida na Terra. Ele mantém o planeta aquecido, com temperaturas adequadas para a sobrevivência de seres vivos. Metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O), gases fluorados e dióxido de carbono - também chamado gás carbônico (CO₂) - são exemplos de gases presentes na atmosfera terrestre que contribuem para produzir o efeito estufa. Esses gases absorvem a radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre e reemitem essa energia de volta para a atmosfera, impedindo que o calor escape para o espaço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar da relevância do efeito estufa para o equilíbrio climático, o entendimento da população sobre o fenômeno ainda apresenta lacunas significativas. Embora 54% dos entrevistados concordem totalmente com a afirmação de que “o gás carbônico (CO₂) é um gás que contribui para produzir o efeito estufa”, a pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil de 2023 revela que 17% dos participantes não souberam responder à questão, e 5% discordaram totalmente da informação. Esses dados evidenciam a necessidade de esclarecer o papel do gás carbônico nesse processo e melhorar a compreensão pública sobre o efeito estufa.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-10028 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/CO2_001.jpg" alt="" width="1262" height="822" /></p>
<h3>Gás carbônico</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O gás carbônico é uma molécula composta por um átomo de carbono (C) e dois átomos de oxigênio (O). A maior parte dos gases da atmosfera é composta por nitrogênio (78%) e oxigênio (21%). Apesar de sua concentração ser baixa na atmosfera (cerca de 0,04%, ou seja, 400 ppm ou partes por milhão), o CO₂ tem um grande impacto no efeito estufa.</span></p>
<h3>Da revolução industrial aos dias de hoje</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Se, de um lado, sem o efeito estufa o planeta Terra seria frio e inabitável; de outro, desde a Revolução Industrial, as emissões de gás carbônico têm aumentado muito, de forma exponencial, intensificando o fenômeno e causando desequilíbrios climáticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A industrialização trouxe avanços para as cidades e estimulou a urbanização. Com isso, as pessoas passaram a consumir mais alimentos e produtos processados, elevando a produção nas fábricas e, consequentemente, as emissões de gás carbônico. Além disso, o crescimento da população global e o aumento da expectativa de vida têm gerado maior demanda por alimentos, o que levou à ampliação de áreas de plantio e criação de animais. Esse processo inclui o desmatamento, que agrava o efeito estufa: as árvores, que absorvem gás carbônico e liberam oxigênio, deixam de cumprir esse papel ao serem cortadas ou queimadas, liberando mais CO₂ na atmosfera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Simone Erotildes Ferraz, doutora em Meteorologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o problema maior não está no pequeno agricultor ou em práticas isoladas, mas na escala das emissões globais, particularmente nas atividades das grandes indústrias e no desmatamento. “Não é o pequeno agricultor que planta arroz ali em Agudo (RS) que vai afetar a atmosfera, mas as grandes empresas”, afirma a especialista. A agropecuária também contribui significativamente para as emissões de gases de efeito estufa, como o metano (CH₄), liberado pelo gado durante a ruminação.</span></p>
<h3>Consequências do efeito estufa intensificado</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As consequências do aumento das emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa já são visíveis. A temperatura média global está subindo, e os impactos se manifestam em diferentes formas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><b>Expansão térmica dos oceanos:</b><span style="font-weight: 400"> o aquecimento da água faz com que seu volume aumente, resultando na elevação do nível do mar e na invasão de áreas costeiras.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>Derretimento das geleiras:</b><span style="font-weight: 400"> isso altera a salinidade dos oceanos, afetando a vida marinha.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>Eventos climáticos extremos:</b><span style="font-weight: 400"> secas severas, chuvas intensas e outros fenômenos climáticos rigorosos estão se tornando mais frequentes.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Simone Erotildes alerta que estamos próximos de um ponto crítico. “É muito complicado resolver isso. Estamos chegando a um ponto de não retorno, do qual não conseguiremos mais voltar para as condições de antes da industrialização”, explica.</span></p>
<h3>Como mitigar os impactos?<b><br /></b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Débora Regina Roberti, do Departamento de Física da UFSM, destaca que ações globais são fundamentais. “Nas últimas COPs (Conferências das Nações Unidas sobre Mudança Climática) foram ou têm sido  desenvolvidas tentativas para diminuir a emissão de gases e evitar que a temperatura suba. Mas a gente já passou um grau e meio da média adequada”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre as soluções globais discutidas, estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Adoção de energias renováveis e eficiência energética.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Redução do desmatamento e incentivo à preservação florestal.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Acordos internacionais para limitar as emissões dos principais países e empresas poluidoras.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Em escala individual, as ações também têm sua importância:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Reduzir o uso de automóveis, optando por transportes coletivos ou bicicletas.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Diminuir o consumo de carne, especialmente carne bovina.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Fazer o descarte correto de resíduos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, Débora Roberti enfatiza: “Essas medidas individuais são insuficientes sem mudanças significativas nas políticas globais e nas práticas de grandes emissores de gás carbônico”.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito: COMPROVADO! O gás carbônico (CO₂) é um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.</span></h3>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Jéssica Mocellin<br /></span><span style="font-weight: 400">Ilustração: Evandro Bertol<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Antibióticos servem para matar vírus?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/antibioticos-servem-para-matar-virus</link>
				<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 17:42:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10025</guid>
						<description><![CDATA[Uso inadequado de antibióticos está gerando um problema de saúde pública - e não está curando sua gripe]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Um dos mitos mais comuns sobre medicamentos é a crença de que antibióticos podem tratar infecções virais, como gripes e resfriados. Segundo a última edição da pesquisa de </span><a href="https://www.cgee.org.br/documents/10195/4686075/CGEE_OCTI_Resumo_Executivo-Perc_Pub_CT_Br_2023.pdf"><span style="font-weight: 400">Percepção Pública da Ciência e Tecnologia</span></a><span style="font-weight: 400"> de 2023, 71,8% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente, com a afirmação de que “antibióticos servem para matar vírus”. No entanto, a verdade é que esses medicamentos atuam exclusivamente contra bactérias e são ineficazes contra vírus. O uso inadequado não apenas impede o tratamento correto da doença, mas também representa um sério risco à saúde pública, contribuindo para o aumento da resistência microbiana.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-10026 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/Antibioticos-virus-e-bacterias-Maior-Qualidade-1024x668.png" alt="" width="1024" height="668" /></p>
<h3>O que são antibióticos?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os antibióticos são substâncias que combatem infecções causadas por bactérias, podendo matá-las ou inibir sua multiplicação. Eles compõem a gama de medicamentos conhecidos como antimicrobianos, que inclui, também, os antifúngicos, antivirais, antimaláricos e anti-helmínticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo a professora Terimar Ruoso, do Departamento de Ciências da Saúde do </span><i><span style="font-weight: 400">campus </span></i><span style="font-weight: 400">da UFSM de Palmeira das Missões, todo medicamento age a partir de sua interação com um alvo específico e, no caso dos antibióticos, sua interação sempre se dá com alguma estrutura bacteriana. Ela explica que o medicamento deve ser utilizado pelo tempo necessário para eliminar todas as bactérias responsáveis pela infecção, um período que geralmente varia entre sete e 14 dias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Às vezes, as pessoas fazem uso de antibiótico quando estão com infecções virais e podem acreditar que foram curadas por esse medicamento. Porém, isso não é verdade. O que acontece é que, para ‘funcionar’, o antibiótico atua em conjunto com a reação do nosso sistema imunológico. Em casos de virose tratadas com antibióticos, como não há bactéria, a melhora dos sintomas não ocorre devido ao medicamento, mas pela reação do próprio organismo. </span></p>
<h3>Vírus x bactérias</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As bactérias surgiram há cerca de 3,5 bilhões de anos e são caracterizadas por sua adaptabilidade, sobrevivendo a diversas mudanças no planeta. Elas têm uma estrutura celular organizada e podem se reproduzir de forma autônoma, desde que o ambiente ofereça condições adequadas a elas. Já os vírus não possuem estrutura celular (são acelulares) e são dependentes de outro ser vivo para se reproduzirem. Além disso, são muito pequenos, em torno de cem a mil vezes menores que as bactérias - o que contribui para replicação abundante e dispersão facilitada.</span></p>
<h3>Resistência microbiana e riscos associados</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O uso incorreto de antibióticos, como tomá-los em excesso ou utilizá-los para tratar infecções causadas por vírus (como resfriados e gripes), é um problema comum. Isso contribui para o surgimento da resistência microbiana, que acontece quando as bactérias se tornam capazes de resistir e sobreviver aos efeitos dos medicamentos que deveriam eliminá-las. Assim, os antibióticos que antes eram eficazes perdem a capacidade de combater certas infecções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como resultado, as bactérias mais sensíveis são destruídas pelo antibiótico, mas as resistentes sobrevivem e se multiplicam, tornando o tratamento mais difícil. Infecções causadas por essas superbactérias apresentam maior risco de complicações, como explica a professora Rosmari Horner, do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFSM</span><span style="font-weight: 400">: “As infecções persistem no corpo, aumentando o risco de propagação a outras pessoas, podendo levar a complicações graves nos pacientes e até mesmo a óbitos, já que os medicamentos se tornam ineficazes”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, a resistência aos antibióticos está tornando infecções que antes eram tratáveis muito mais difíceis de controlar. Doenças como pneumonia, tuberculose e sífilis se tornaram desafiadoras de combater porque as bactérias que as causam desenvolveram resistência aos tratamentos disponíveis.</span></p>
<h3>Automedicação e Covid-19</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Uma </span><a href="https://ictq.com.br/farmacia-clinica/3202-aproximadamente-90-dos-brasileiros-realiza-automedicacao-atesta-ictq"><span style="font-weight: 400">pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ)</span></a><span style="font-weight: 400">, em 2024, colocou o Brasil como recordista em automedicação, revelando que 86% dos entrevistados tomam medicamentos sem orientação de um prescritor, mesmo com a exigência de receita médica para a compra de antibióticos em farmácias e drogarias no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No mesmo ano, o Conselho Federal de Farmácia </span><a href="https://site.cff.org.br/noticia/noticias-do-cff/05/05/2024/resistencia-de-microrganismos-aos-antimicrobianos-cff-alerta-para-perigos-desta-epidemia-silenciosa"><span style="font-weight: 400">divulgou um levantamento</span></a><span style="font-weight: 400"> sobre o aumento na venda de antimicrobianos, incluindo antibióticos. Segundo os dados, em 2019, foram vendidas cerca de 170 milhões de unidades desses medicamentos, e esse número continuou crescendo nos anos seguintes. Em 2022, as vendas saltaram para 228 milhões de unidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O aumento da venda dos antimicrobianos ocorreu simultaneamente à pandemia de Covid-19, com o </span><i><span style="font-weight: 400">boom </span></i><span style="font-weight: 400">da automedicação, associada à comercialização do “kit covid” - que contava com a azitromicina, um antibiótico comumente utilizado para tratamento de infecções do trato respiratório. Isso levou a Anvisa a publicar, em agosto de 2021, uma Nota Técnica reforçando que os antibióticos não são indicados no tratamento de rotina da Covid-19, já que a doença é causada por vírus e esses medicamentos atuam apenas contra bactérias.</span></p>
<p> </p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito: MITO! Os antibióticos não servem para matar vírus. Seu uso em infecções virais só é recomendado caso haja uma infecção bacteriana associada. Por isso, não utilize antibióticos sem prescrição profissional e sempre siga corretamente as orientações do seu médico.</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Orientações da Anvisa sobre o uso de antibióticos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Use antibióticos somente quando indicados por receita de um profissional qualificado;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Não compartilhe seu antibiótico com terceiros nem use antibióticos que sobraram do tratamento de amigos ou familiares;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Mesmo que esteja se sentindo melhor, termine o tratamento conforme indicado pelo profissional na receita;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Previna infecções com medidas simples: faça sexo seguro, mantenha sua vacinação em dia, lave sempre as mãos e cubra o nariz e a boca quando for espirrar;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Não espere que antibióticos curem doenças provocadas por vírus, como gripes ou resfriados; esses medicamentos tratam apenas doenças bacterianas</span><span style="font-weight: 400">.</span></li>
</ul>
<p><br /><br /></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: </span><a href="mailto:juliazucchetto@gmail.com"><span style="font-weight: 400" data-rich-links="{&quot;per_n&quot;:&quot;Júlia Zucchetto&quot;,&quot;per_e&quot;:&quot;juliazucchetto@gmail.com&quot;,&quot;type&quot;:&quot;person&quot;}">Júlia Zucchetto</span></a></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Ilustração: Vinicius Gumisson Motta<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Temperatura de ebulição da água depende da altitude?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/temperatura-de-ebulicao-da-agua-depende-da-altitude</link>
				<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 17:36:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10023</guid>
						<description><![CDATA[A água nem sempre ferve a 100°C - pressão atmosférica, altitude e uma tampa podem influenciar seu ponto de fervura]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A água é a substância mais abundante na natureza e é essencial para a sobrevivência dos seres vivos, pois contribui com o equilíbrio da biodiversidade, a regulação do clima e a manutenção da umidade do ar, além de ser fundamental para a agricultura e a geração de energia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de diversas características da água serem ensinadas na escola, como sua composição química (duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio), a capacidade de dissolver substâncias (é chamada de “solvente universal”), e os seus três estados físicos (sólido, líquido e gasoso), nem sempre esses conhecimentos são absorvidos pelas pessoas, que ainda apresentam incertezas sobre noções básicas relacionadas à água. Por exemplo: a pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil de 2023 mostrou que os brasileiros ainda têm dúvidas quando confrontados com a seguinte informação: “A água não ferve sempre a 100 graus Celsius (°C) em um recipiente aberto. Depende da altitude”. Das pessoas entrevistadas, 27,8% discordaram, em parte ou totalmente, da noção científica apresentada, e 20,2% não souberam responder. Já as que concordam totalmente com a informação somam 35,6%.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para esclarecer essa questão, conversamos com o professor Mateus Henrique Köhler, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Maria, que explica como mudanças na altitude e na pressão atmosférica afetam a temperatura de ebulição e outras propriedades da água, desmistificando crenças frequentes sobre o comportamento dessa substância.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-10024 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2025/06/Agua-Ferve-a-Qual-Temperatura-1024x668.jpg" alt="" width="1024" height="668" /></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Para começar: o que é altitude? </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A altitude consiste na distância vertical entre um ponto da Terra em relação ao nível do mar (que corresponde à altitude zero). Quando um ponto está abaixo do nível do mar, a altitude é negativa. Já quando o ponto está acima do nível do mar, a altitude é considerada positiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A altitude é inversamente proporcional à pressão atmosférica: ou seja, quanto maior a altitude, menor vai ser a pressão. Por exemplo, em uma montanha - que fica acima do nível do mar -  a altitude é maior e a pressão atmosférica é menor, e isso influencia fenômenos como a temperatura de ebulição da água e a sensação térmica. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Temperatura de ebulição da água x altitude</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A partir dessas informações, é possível explicar por que a água não ferve sempre a 100°C em um recipiente aberto. Segundo o professor Mateus, é importante considerar que, além da altitude, a pressão também interfere no ponto de ebulição da água. Segundo ele, “é correto afirmar que, ao nível do mar, em um recipiente aberto, a água ferve a 100°C. Porém, em altitudes mais elevadas, onde a pressão atmosférica é menor, a água ferve a temperaturas mais baixas.”  Ele traz como exemplo o fato de que, no Monte Everest, na Cordilheira do Himalaia, a mais de 8 quilômetros de altitude, a água entra em ebulição muito mais rápido, a aproximadamente 71°C.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ele explica que, além da altitude, o recipiente estar aberto também interfere diretamente no ponto de ebulição da água, pois a pressão atmosférica diminui com o aumento da altitude - ou seja, quando o recipiente está aberto, a pressão atmosférica e a pressão interna da água são equivalentes, levando ao ponto de ebulição de 100°C ao nível do mar. Contudo, se o recipiente for fechado, o professor esclarece que a dinâmica muda: “ao fecharmos o recipiente, poderíamos aumentar a pressão interna, elevando o ponto de ebulição”. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Como a água se comporta em situações do cotidiano?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Essas condições se aplicam somente à água, as demais substâncias têm propriedades específicas e, por isso, apresentam comportamentos distintos quando expostos às mesmas situações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A água é conhecida particularmente por apresentar diversos comportamentos que chamamos de anômalos, por serem muito diferentes daqueles que ocorrem em outras substâncias. Esse é o fato, inclusive, pelo qual dizemos que a água é fundamental para a vida como a conhecemos”, comenta o professor.  A água é uma das únicas substâncias encontradas nos estados sólido, líquido e gasoso sob as temperaturas normalmente medidas na Terra. Entre suas especificidades, está o alto calor específico: a água absorve muito calor antes de começar a aquecer efetivamente. O elevado índice de calor específico de água ajuda a regular as variações da temperatura do ar - explicando a mudança gradual de temperatura entre estações do ano, especialmente na proximidade do mar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No nosso cotidiano, podemos observar essas peculiaridades da água em ações comuns, como cozinhar. Segundo o professor Mateus, um exemplo é o uso da panela de pressão, em que a água pode ferver a temperaturas muito superiores a 100°C: “essa pressão adicional também faz com que os alimentos experimentem temperaturas mais elevadas, proporcionando aquela maciez típica de produtos cozidos em panelas de pressão.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse é, inclusive, um dos mitos mais comuns sobre o cozimento de alimentos. Mateus explica que “deixar a panela de pressão no fogo alto não faz o alimento cozinhar mais rápido, pois se a água já estiver fervendo, mesmo recebendo mais energia, sua temperatura permanecerá igual - da mesma forma que deixar a água do café fervendo por mais tempo não aumenta sua temperatura”. Afinal, deixar a água ferver por mais tempo não faz com que sua temperatura aumente, já que durante a passagem de um estado físico para outro a temperatura permanece constante.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Veredito: COMPROVADO! A variação da altitude determina o ponto de ebulição da água e ela não ferve sempre a 100ºC em um recipiente aberto. </span></h3>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: </span><span style="font-weight: 400" data-rich-links="{&quot;per_n&quot;:&quot;Júlia Zucchetto&quot;,&quot;per_e&quot;:&quot;juliazucchetto@gmail.com&quot;,&quot;type&quot;:&quot;person&quot;}">Júlia Zucchetto</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Ilustração: Vinicius Gumisson Motta<br /></span><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb<br /></span><span style="font-weight: 400">Revisão: Fabiana Coradini</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ep7: Com Ciência Quântica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep7-com-ciencia-quantica</link>
				<pubDate>Thu, 23 May 2024 14:45:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10014</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep7: Com ciência quântica De onde surgiu essa associação entre consciência e teoria quântica, que aparece tanto em conteúdos pseudocientíficos? Encerramos a temporada falando sobre mentalização, experimentos que envolvem a força do pensamento, reducionismo e a diferença entre charlatões quânticos profissionais e amadores.   Ouça aqui no Spotify🎧 Ouça aqui [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/sobre">
									<b>Sobre</b>
					</a>
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									<b>Episódios</b>
					</a>
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									<b>Entrevistados</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/quem-somos">
									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Ep7: Com ciência quântica</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De onde surgiu essa associação entre consciência e teoria quântica, que aparece tanto em conteúdos pseudocientíficos? Encerramos a temporada falando sobre mentalização, experimentos que envolvem a força do pensamento, reducionismo e a diferença entre charlatões quânticos profissionais e amadores.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/1BcU55WB5FZOXVPCJTCbBs?si=pfsXbUnjQhmSQwUeL4xGGQ" target="_blank" rel="noopener">
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			<a href="https://youtu.be/dEZwakDwDpc?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
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					</a>
		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/Ep07_Transcricao.pdf">transcrição</a> do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/Ep07_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/Ep-7-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p>No primeiro bloco, a gente conta alguns dos possíveis motivos dessa associação entre física quântica e a ideia de que “o nosso pensamento constrói a nossa realidade”. No segundo bloco, a gente discute experimentos que se propõem a investigar essas conexões. E no bloco três, a gente encerra o episódio e a temporada com algumas conclusões sobre esse panorama da pseudociência quântica que a gente vem traçando aqui. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>No bloco 1, o Osvaldo Pessoa Jr. nos guia pela linha de raciocínio pseudocientífica que tenta argumentar que o nosso pensamento constrói a realidade. A gente deixa aqui um link para o artigo de um estudo que argumenta que a escala de tempo da decoerência quântica é muito menor que as escalas de tempo relevantes para os processos neurais. O que mostra a implausibilidade de haverem fenômenos quânticos no cérebro. <a href="https://journals.aps.org/pre/abstract/10.1103/PhysRevE.61.4194"><i>M. Tegmark, Importance of quantum decoherence in brain processes, Phys. Rev. E 61, 4194 (2000)</i></a>.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>No bloco 2, a gente conta o caso do físico Gabriel Guerrer que tentou reproduzir um experimento que dizia comprovar a influência da mente sobre sistemas quânticos. Nesse <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_9I7-kBu9J4&amp;ab_channel=GabrielGuerrer">link</a>, você encontra a palestra em que o Gabriel Guerrer anuncia os resultados do seu experimento, em que não foi possível observar nenhuma diferença no comportamento dos  fótons na presença de pessoas.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br /><br /><br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, com contribuições da Gláucia Murta, Luciane Treulieb e Samara Wobeto</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bit Quântico: Por que vale a pena saber mais sobre teoria quântica?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/bit-quantico-por-que-vale-a-pena-saber-mais-sobre-teoria-quantica</link>
				<pubDate>Thu, 16 May 2024 14:43:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10006</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Bit Quântico: Por que vale a pena saber mais sobre teoria quântica? No último bit quântico da temporada, alguns dos nossos entrevistados e entrevistadas falam por que você deveria saber mais sobre quântica.   Ouça aqui no Spotify🎧 Ouça aqui no YouTube🎧 Acesse a transcrição do episódio e a tradução [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/sobre">
									<b>Sobre</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/episodios">
									<b>Episódios</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/entrevistados">
									<b>Entrevistados</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/quem-somos">
									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Bit Quântico: Por que vale a pena saber mais sobre teoria quântica?</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No último bit quântico da temporada, alguns dos nossos entrevistados e entrevistadas falam por que você deveria saber mais sobre quântica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/71nBCVtXcXeSMQJN6QOYMO?si=40e00b2f0b4c4afa" target="_blank" rel="noopener">
									Ouça aqui no Spotify🎧
					</a>
			<a href="https://youtu.be/JXFM_Dt5vmw?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
									Ouça aqui no YouTube🎧
					</a>
		<p>Acesse a<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/BitQ06_Transcricao-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"> transcrição</a> do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/BitQ06_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Bit-quantico-rosa-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Luciane Treulieb</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Luciane Treulieb, com contribuições de&nbsp;Leonardo Guerini,&nbsp;Gláucia Murta e Samara Wobeto</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ep6: O universo é um grande cassino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep6-o-universo-e-um-grande-cassino</link>
				<pubDate>Thu, 09 May 2024 16:44:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10005</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep6: O universo é um grande cassino O que uma máquina de cara ou coroa e um mágico amador têm a ver com o fato de que não existe sorte, tudo é uma questão de cálculos determinísticos? Isso, claro, a menos que estejamos falando de quântica.   Ouça aqui no [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
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									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Ep6: O universo é um grande cassino</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que uma máquina de cara ou coroa e um mágico amador têm a ver com o fato de que não existe sorte, tudo é uma questão de cálculos determinísticos? Isso, claro, a menos que estejamos falando de quântica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/32J1WOA9OrLsZ1eKknQCaS?si=efb75d9fc85b4f9d" target="_blank" rel="noopener">
									Ouça aqui no Spotify🎧
					</a>
			<a href="https://youtu.be/A0skrvf_Sy0?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
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					</a>
		<p>Acesse a<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/Ep06_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener"> transcrição </a>do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/Ep06_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/Ep-6-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p>Por que o cara ou coroa não é decidido na sorte? E se for um cara ou coroa quântico? No episódio 6 a gente fala sobre probabilidade. No primeiro bloco, a gente fala sobre por que essas coisas que a gente gosta de chamar de aleatórias, como o cara ou coroa, num certo sentido não são realmente aleatórias. Já no bloco dois, a gente conta um pouquinho mais sobre medições quânticas e por que, essas sim, são aleatórias de verdade. E no bloco 3 a gente fala sobre criptografia e o que ela tem a ver com tudo isso.  </p>
<p>A gente abre o episódio contando sobre experimentos sobre o aprendizado de probabilidade por animais. A gente deixa aqui duas referências para artigos sobre experimentos realizados com pombos:</p>
<ol>
<li><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1338246/#fn1"><i> P. Shimp, Probabilistically reinforced choice behavior in pigeons, J Exp Anal Behav. 9(4): 443–455 (1966)</i></a>. </li>
<li><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3086893/"><i> T. Herbranson and J. Schroeder, Are Birds Smarter Than Mathematicians? Pigeons (Columba livia) Perform Optimally on a Version of the Monty Hall Dilemma, J Comp Psychol. 124(1): 1–13 (2010)</i></a>.</li>
</ol>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>No bloco 1, a gente fala sobre probabilidade intrínseca e probabilidade aparente, e menciona alguns resultados do matemático Persi Diaconis. O resultado do Diaconis e de colaboradores sobre as probabilidades de um cara-ou-coroa é encontrado no artigo: <a href="https://epubs.siam.org/doi/10.1137/S0036144504446436">P. Diaconis, S. Holmes, and R. Montgomery, Dynamical Bias in the Coin Toss, SIAM Review 49, Iss. 2 (2007)</a>. O resultado sobre o número de embaralhadas necessário para deixar as cartas de um baralho aleatórias está no artigo: <a href="https://projecteuclid.org/journals/annals-of-applied-probability/volume-2/issue-2/Trailing-the-Dovetail-Shuffle-to-its-Lair/10.1214/aoap/1177005705.full"><i>D. Bayer, P. Diaconis, Trailing the Dovetail Shuffle to its Lair, Ann. Appl. Probab. 2(2): 294-313 (1992)</i></a>. Nesse <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AxJubaijQbI">link</a> você encontra a entrevista do Diaconis para o canal do YouTube Numberphile, onde ele fala dos seus resultados sobre embaralhamento de cartas. E <a href="https://sol.sapo.pt/2022/07/24/persi-diaconis-atirar-uma-moeda-ao-ar-e-fisica-nao-e-aleatorio/">aqui</a> você pode ler uma entrevista do Diaconis, para o jornal Português Nascer do Sol, que inspirou boa parte do episódio.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>No bloco 2, a gente falou sobre como os resultados de medições quânticas são intrinsecamente probabilísticos, já que a ideia de completar a teoria quântica, pelo menos assumindo algumas hipóteses muito naturais, falha. O artigo do trio EPR que levantou a questão sobre o completamento da teoria quântica pode ser encontrado aqui: <a href="https://journals.aps.org/pr/abstract/10.1103/PhysRev.47.777"><i>A. Einstein, B. Podolsky, and N. Rosen, Can Quantum-Mechanical Description of Physical Reality Be Considered Complete?, Phys. Rev. 47, 777 (1935)</i></a>. Outra figura importante nessa discussão, e que acabou ficando de fora do episódio, é o físico norte-irlandês John Bell. Em seu artigo <a href="https://journals.aps.org/ppf/abstract/10.1103/PhysicsPhysiqueFizika.1.195"><i>On the Einstein Podolsky Rosen paradox, Phys. Phys. Fiz., 1, 195 (1964)</i></a>, o Bell formalizou a ideia de completamento local e introduziu o que hoje é chamado de Desigualdades de Bell. Essas desigualdades foram cruciais para  a realização de experimentos que demonstram a não-localidade quântica, o que levou ao <a href="https://www.nobelprize.org/prizes/physics/2022/summary/">prêmio Nobel de física de 2022</a>.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>E, finalmente, no bloco 3, a gente falou de criptografia quântica e como essa é uma tecnologia quântica já está em estágio avançado. A gente deixa aqui referências para algumas implementações de redes de criptografia quântica pelo mundo:</p>
<ol>
<li><a href="https://arxiv.org/abs/quant-ph/0503058"><i> Elliott et al., Current status of the DARPA Quantum Network, </i> <i>arXiv:quant-ph/0503058 (2005)</i></a></li>
<li><a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1367-2630/11/7/075001"><i> Peev et al., The SECOQC quantum key distribution network in Vienna, New J. Phys. 11 075001 (2009)</i></a></li>
<li><a href="https://opg.optica.org/oe/fulltext.cfm?uri=oe-19-11-10387&amp;id=213840"><i> Sasaki et al., Field test of quantum key distribution in the Tokyo QKD Network, Optics Express 19, Issue 11, 10387-10409 (2011)</i></a></li>
</ol>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E <a href="https://www.oeaw.ac.at/en/news-1/secure-quantum-communication-over-7600-kilometers-2">aqui</a> você pode ler sobre a primeira videoconferência encriptada usando a quântica, que foi realizada entre a Academia Austríaca de Ciências e a Academia Chinesa de Ciências. </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, com contribuições da Gláucia Murta, Luciane Treulieb e Samara Wobeto</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bit Quântico: Gabriela Lemos e os peixes fora d'água</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/bit-quantico-gabriela-lemos-e-os-peixes-fora-dagua</link>
				<pubDate>Thu, 09 May 2024 15:59:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=10001</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Bit Quântico: Gabriela Lemos e os peixes fora d&#8217;água Graduação, mestrado e doutorado. Teoria e experimento. Quatro países e conexões com quatro ganhadores de Nobel&#8230; mesmo assim, às vezes a Gabriela Barreto Lemos ainda se sentia como um peixe fora d&#8217;agua.   Ouça aqui no Spotify🎧 Ouça aqui no YouTube🎧 [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
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									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Bit Quântico: Gabriela Lemos e os peixes fora d'água</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Graduação, mestrado e doutorado. Teoria e experimento. Quatro países e conexões com quatro ganhadores de Nobel... mesmo assim, às vezes a Gabriela Barreto Lemos ainda se sentia como um peixe fora d'agua.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/08TevaJPVYtXlPdKzGwBJO?si=f41ddaab9ac14c2e" target="_blank" rel="noopener">
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					</a>
			<a href="https://youtu.be/iLfVd-vUYEM?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
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					</a>
		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/BitQ05_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição </a>do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/BitQ05_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Bit-quantico-rosa-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Gláucia Murta e&nbsp;Leonardo Guerini,&nbsp;com contribuições&nbsp;da&nbsp;Luciane Treulieb e da Samara Wobeto</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ep5: Coerência mandou lembranças</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep5-coerencia-mandou-lembrancas</link>
				<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 20:08:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9997</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep5: Coerência mandou lembranças Por que a gente não encontra fenômenos quânticos no nosso dia a dia? Essa é a grande pergunta que a gente tenta responder no episódio 5. No primeiro bloco a gente fala sobre isolamento e o que a teoria de Darwin tem a ver com quântica. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/sobre">
									<b>Sobre</b>
					</a>
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									<b>Episódios</b>
					</a>
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									<b>Entrevistados</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/quem-somos">
									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Ep5: Coerência mandou lembranças</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por que a gente não encontra fenômenos quânticos no nosso dia a dia? Essa é a grande pergunta que a gente tenta responder no episódio 5. No primeiro bloco a gente fala sobre isolamento e o que a teoria de Darwin tem a ver com quântica. No segundo bloco, a gente vai responder se a lua tá no céu quando ninguém tá olhando. E no terceiro bloco a gente fala da relação da fotossíntese das plantas e da migração dos pássaros com a teoria quântica. </p>		
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		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/Ep05_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição</a> do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/Ep05_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/EP-5-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p>Nesse episódio a gente conta como o Darwinismo quântico e a decoerência nos convencem de que o corpo humano é um lugar hostil para as esquisitices quânticas. Você pode ler mais sobre esse e outros temas quânticos no livro<i> ‘Incerteza quântica’</i> de autoria do nosso entrevistado Rafael Chaves e publicado pela Editora Zahar. O Rafael também escreveu uma coluna sobre Darwinismo quântico para a Folha de SP intitulada ‘<a href="https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ciencia-fundamental/2023/03/o-que-a-teoria-da-selecao-natural-e-a-fisica-quantica-tem-em-comum.shtml">O que a teoria da seleção natural e a física quântica têm em comum</a>’.</p><p>No episódio, a gente mencionou o maior sistema que já foi colocado em superposição até então. O trabalho em questão foi liderado pela Yiwen Chu, Professora do laboratório de física do estado sólido no ETH, e pode ser encontrado pela  referência: <a href="https://doi.org/10.1126/science.adf7553"><i>Marius Bild et al., Schrödinger cat states of a 16-microgram mechanical oscillator, Science 380, 274-278 (2023)</i></a>.  E <a href="https://ethz.ch/en/news-and-events/eth-news/news/2023/04/fat-quantum-cats.html">aqui</a> você encontra um resumo, um pouco mais didático, dos resultados do trabalho.</p><p>A gente comentou também sobre o tempo de coerência dos atuais computadores quânticos. Você pode ver detalhes das especificações do computadores quânticos da IBM no seguinte site: <a href="https://quantum.ibm.com/services/resources">https://quantum.ibm.com/services/resources</a>. </p><p>Finalmente, no bloco 3 a gente falou um pouquinho sobre biologia quântica, essa área de pesquisa que é bastante nova e ainda está na fase de buscar evidências para se estabelecer. A gente apresentou dois exemplos que são estudados pela biologia quântica: a fotossíntese em plantas e bactérias e a magnetorecepção em pássaros migratórios. </p><p>A gente deixa aqui a referência para o primeiro artigo que alega apresentar evidências sobre a presença de efeitos quânticos no processo de fotossíntese: <a href="https://doi.org/10.1038/nature05678"><i>G. Engel et al., Evidence for wavelike energy transfer through quantum coherence in photosynthetic systems, Nature 446, 782–786 (2007)</i></a>. E no artigo “<a href="https://physicsworld.com/a/is-photosynthesis-quantum-ish/"><i>Is photosynthesis quantum-ish?</i></a>”, do divulgador científico Philip Ball, você encontra um resumo legal de como as pesquisas nessa área se desenvolveram, incluindo referências para resultados recentes que apontam que a explicação para a eficiência do processo de fotossíntese pode não ser a quântica. Já sobre o funcionamento do mecanismo de pares de radicais, que é proposto para explicar a magnetorecepção dos pássaros, você encontra uma descrição detalhada no artigo de revisão:  <a href="https://doi.org/10.1146/annurev-biophys-032116-094545"><i>P. J. Hore and Henrik Mouritsen, The Radical-Pair Mechanism of Magnetoreception, Annual Review of Biophysics, 45,  299-344 (2016</i>)</a>.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E numa série de 3 episódios dos canais de youtube <i>Up and Atom</i> e <i>Corporis</i> (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zc9Xk99gCr4">Parte I</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=almlINDXU5c">Parte II</a>, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NW7VUFgwqg8">Parte III</a>) você encontra vídeos com ilustrações e explicações bem legais sobre biologia quântica, incluindo os exemplos que a gente citou no episódio.   </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, com contribuições da Gláucia Murta, Luciane Treulieb e Samara Wobeto</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O gato</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-gato</link>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 17:48:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9996</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos O gato O que Schrödinger queria dizer quando inventou a história do gato mais famoso da física quântica?   Ouça aqui no Spotify🎧 Ouça aqui no YouTube🎧 Acesse a transcrição do episódio e a tradução para o inglês.   O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
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									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>O gato</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que Schrödinger queria dizer quando inventou a história do gato mais famoso da física quântica?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
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		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/BitQ04_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição</a> do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/BitQ04_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Bit-quantico-rosa-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bit Quântico: Rafael Chaves e as trajetórias quânticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/bit-quantico-rafael-chaves-e-as-trajetorias-quanticas</link>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 17:42:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9995</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Bit Quântico: Rafael Chaves e as trajetórias quânticas Será que todos os pesquisadores e pesquisadoras têm uma história de sucesso impecável dentro do seu campo? Neste mini-episódio, contamos um pouquinho da trajetória do nosso entrevistado Rafael Chaves e suas tentativas e erros dentro da quântica.   Ouça aqui no Spotify🎧 [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
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			<h2>Bit Quântico: Rafael Chaves e as trajetórias quânticas</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Será que todos os pesquisadores e pesquisadoras têm uma história de sucesso impecável dentro do seu campo? Neste mini-episódio, contamos um pouquinho da trajetória do nosso entrevistado Rafael Chaves e suas tentativas e erros dentro da quântica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/0HkLEHMGim3x3HZbv04JSY?si=ETV29sdgRg-lbr7e0_WbhQ" target="_blank" rel="noopener">
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													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Bit-quantico-rosa-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bit Quântico: Computação e informação quântica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/bit-quantico-computacao-e-informacao-quantica</link>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 17:28:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9994</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Bit Quântico: Computação e informação quântica Como a teoria quântica muda a maneira de nos comunicarmos e efetuarmos computações? Ouça aqui no Spotify🎧 Ouça aqui no YouTube🎧 Acesse a transcrição do episódio e a tradução para o inglês. &nbsp;&nbsp; O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
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									<b>Sobre</b>
					</a>
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									<b>Episódios</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/entrevistados">
									<b>Entrevistados</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/quem-somos">
									<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Bit Quântico: Computação e informação quântica</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como a teoria quântica muda a maneira de nos comunicarmos e efetuarmos computações?</p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/0HrEzmuObtwYBt4Q0iKt0J?si=x064w31hQNS1x2tZEy_68A" target="_blank" rel="noopener">
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					</a>
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		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/BitQ02_Transcricao-1.pdf">transcrição</a> do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/05/BitQ02_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução</a> para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Bit-quantico-rosa-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bit Quântico: Mágicos e Místicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/bit-quantico-magicos-e-misticos</link>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 17:23:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[teoria quântica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9983</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Bit Quântico: Mágicos e Místicos Um caso que ilustra o quão difícil pode ser desmascarar um charlatão.   Ouça aqui no Spotify🎧 Ouça aqui no YouTube🎧 Acesse a transcrição do episódio e a tradução para o inglês.   Para saber mais sobre a história do místico Uri Geller e do mágico [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
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						<b>Sobre</b>
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					</a>
			<h2>Bit Quântico: Mágicos e Místicos</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um caso que ilustra o quão difícil pode ser desmascarar um charlatão.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/1MOSMzjf0sytpBFbJUubdm?si=36562d25ee254471" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no Spotify🎧
					</a>
			<a href="https://youtu.be/0npNiZtgjuc?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no YouTube🎧
					</a>
		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/BitQ01_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição </a>do episódio e a<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/BitQ01_English.pdf" target="_blank" rel="noopener"> tradução </a>para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Bit-quantico-rosa-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para saber mais sobre a história do místico Uri Geller e do mágico James Randi, tem um filme de 2014 muito legal sobre a vida do Randi, que se chama An honest liar.   </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ep4: Isso é real ou se passa apenas na minha cabeça?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep4-isso-e-real-ou-se-passa-apenas-na-minha-cabeca</link>
				<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 12:56:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9974</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep4: Isso é real ou se passa apenas na minha cabeça? A ciência é descoberta ou inventada? No episódio 4 a gente fala sobre superposição e discute o que isso tem a ver com a teoria quântica ser descoberta ou inventada. No primeiro a gente volta no experimento da fenda [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
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							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
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			<h2>Ep4: Isso é real ou se passa apenas na minha cabeça?</h2>		
		<p>A ciência é descoberta ou inventada? No episódio 4 a gente fala sobre superposição e discute o que isso tem a ver com a teoria quântica ser descoberta ou inventada.</p>
<p>No primeiro a gente volta no experimento da fenda dupla e tenta responder a pergunta: por qual fenda o fóton passou? No segundo bloco, a gente parte para a filosofia e discute o que a ciência ser descoberta ou inventada tem a ver com teoria quântica. E no terceiro bloco a gente fala sobre as dificuldades linguísticas que surgem ao discutir teoria quântica. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/4Fd14x0lZNm4f54QuIRZtW?si=avGlUaGXQ_iDEhXSeQxNGA" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no Spotify🎧
					</a>
			<a href="https://youtu.be/yoG-vG9c3b0?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no YouTube🎧
					</a>
		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/Ep04_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição</a> do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/Ep04_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução </a>para o inglês.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/EP-4-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p>No episódio, a gente fala sobre a fotografia mais inteligente do mundo, que é a foto dos participantes da Conferência de Solvay que aconteceu em Bruxelas, na Bélgica, em 1927. Você pode conferir a fotografia abaixo:</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/04/foto-cientistas.jpg" alt="" width="898" height="652" /></p>
<p>A fotografia mais inteligente do mundo. De trás para frente e da esquerda para a direita: (1a fila) Auguste Piccard, Émile Henriot, Paul Ehrenfest, Édouard Herzen, Théophile de Donder, Erwin Schrödinger, Jules-Émile Verschaffelt, Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg, Ralph Howard Fowler, Léon Brillouin, (2a fila) Peter Debye, Martin Knudsen, William Lawrence Bragg, Hendrik Anthony Kramers, Paul Dirac, Arthur Compton, Louis de Broglie, Max Born, Niels Bohr, (3a fila) Irving Langmuir, Max Planck, Marie Skłodowska Curie, Hendrik Lorentz, Albert Einstein, Paul Langevin, Charles-Eugène Guye, Charles Thomson Rees Wilson, Owen Willans Richardson</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>No episódio, a gente menciona também a pesquisa que o Osvaldo Pessoa Jr realizou com a Roseny Lisboa sobre visões realista e antirrealista entre os físicos. Você encontra mais detalhes no livro de autoria deles intitulado ‘Visões Filosóficas Sobre Ciência E Natureza: Uma Análise Das Concepções De Professores De Física’ publicado pela Editora FiloCzar em 2019.</p>
<p>E para uma leitura um pouco mais técnica sobre filosofia e teoria quântica, a gente deixa aqui a referência para o livro da Patrícia Kauark: ‘Teoria Quântica E Filosofia Transcendental: Diálogos Possíveis’ publicado pela Editora UFMG em 2022.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, com contribuições da Gláucia Murta, Luciane Treulieb e Samara Wobeto</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ep3: Particularmente ondulado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep3-particularmente-ondulado</link>
				<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 15:44:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9961</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep3: Particularmente ondulado Em conteúdo de pseudociência, a gente encontra bastante a ideia de que “tudo tem uma vibração”. No episódio 3,  a gente discute de onde vem a conexão entre vibração, em qualquer sentido que seja, com a teoria quântica.   No primeiro bloco a gente fala das diferenças [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
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							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/sobre">
						<b>Sobre</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/episodios">
						<b>Episódios</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/entrevistados">
						<b>Entrevistados</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/quem-somos">
						<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Ep3: Particularmente ondulado</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em conteúdo de pseudociência, a gente encontra bastante a ideia de que “tudo tem uma vibração”. No episódio 3,  a gente discute de onde vem a conexão entre vibração, em qualquer sentido que seja, com a teoria quântica.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No primeiro bloco a gente fala das diferenças entre bolas de bilhar e cordas de violão. No bloco dois, a gente conta uma breve história da luz. E no terceiro bloco, a gente discute como essas coisas ficam ainda mais interessantes quando a quântica entra na jogada. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/6lHfCrr8QcqzcGS0y0wXPP?si=559f17b56c9d4c8b" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no Spotify🎧
					</a>
			<a href="https://youtu.be/y6nHHtRv5bY?feature=shared" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no YouTube🎧
					</a>
		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Ep03_Transcricao.pdf">transcrição </a>do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Ep03_English-1.pdf">tradução para o inglês.</a></p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Ep-3-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neste episódio, a gente descreve o experimento da fenda dupla, que teve um papel decisivo para provar a natureza ondulatória da luz, e que também é usado para demonstrar a dualidade onda-partícula. Para você conseguir visualizar melhor o experimento da fenda dupla, a gente deixa aqui uma figura esquemática (Fig. 1) e imagens do padrão de interferência que é formado no experimento da fenda dupla feito com um laser (Fig.2) e com elétrons (Fig. 3).</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><img style="margin-left: 0px;margin-top: 0px" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/MjjlnoOcOTkB8U4347xvRULkipe-2oX0ilGygqY-J8OwKoqFlh_S24mg_4LAes-MtN8AyHso_jkrE40557e2w4BtI5SkuXgmwYeyZIoWuSMMgMGXKChiMnw_rI78kKMvlZZSBBYBFDb3KRcxbov5kL4" width="482" height="241" /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fig 1: Ilustração esquemática do experimento da fenda dupla.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><img style="margin-left: 0px;margin-top: 0px" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/RkrBHVfBBPyLW8MPsmvYp7wf_xG7c5dwKXJKkPmqiXvsUx3C7EN92hcKR5-SnLhOLjQEteBv8Gxz16ys_N7r9h0WeXKcKx5o0aG6oUKPuxP27ZyhT7wFRBv5wx9bUK6exB9-TjtSjVvmero1YtxITwg" width="602" height="167" /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fig. 2: Padrão de interferência formado por um laser verde passando por duas fendas de 0.4mm separadas por 0.1mm. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fonte: <a style="text-decoration: none" href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Young%27s_slits.jpg">https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Young%27s_slits.jpg</a>. This file is licensed under the <a style="text-decoration: none" href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.en">Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International</a> license.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><img style="margin-left: 0px;margin-top: 0px" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/dSbcLVL72PkbYkhs-37zwN69Gssgd9Q25xKdxy51n7yyPGloaUx82bwYzrgJtK5XJp3ynDP8I61WmoRydV3j-ym8ig1xH31Zwi0MW5AYqT2T2ZEk4w78yHsio7h-5XM7K3V-YkPBBjBJ9qBpaK6aO_0" width="323" height="748" /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fig. 3: Padrão de interferência formado no experimento de Fenda dupla com elétrons para 2 (a), 7 (b), 209 (c), 1004 (d), e 6235 (e).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fonte: Controlled double-slit electron diffraction, R. Bach, D. Pope, S.-H. Liou and H. Batelaan, New Journal of Physics, Volume 15, (2013). Content from this work may be used under the terms of the <a style="text-decoration: none" href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Creative Commons Attribution 3.0 license</a>. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b id="docs-internal-guid-c38a9528-7fff-fe0a-7ea4-3961c39b8c36" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E se você quiser fazer o experimento da fenda dupla em casa, a gente deixa aqui o link para o vídeo do canal <a style="text-decoration: none" href="https://www.youtube.com/watch?v=M34c2uRFtjc">Doug.Fisica</a>, onde você aprende como fazer o experimento usando papel alumínio. Recomendamos também o vídeo do canal da nossa entrevistada <a style="text-decoration: none" href="https://www.youtube.com/watch?v=kUvL05qsrrc">Bárbara Amaral</a>, onde em uma de suas aulas ela ensina como fazer o experimento da fenda dupla usando grafite, e ainda deixa o link para um <a style="text-decoration: none" href="https://phet.colorado.edu/sims/html/wave-interference/latest/wave-interference_pt_BR.html">site</a> onde você pode simular o experimento da fenda dupla com diferentes parâmetros.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Créditos do episódio:</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No episódio, você ouve trechos de entrevistas com o Marcelo Schappo, o Pablo Saldanha, o Rafael Chaves, o Marcelo Terra Cunha e a Bárbara Amaral.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neste episódio, nós utilizamos trechos dos canais de YouTube Elainne Ourives, TV Unesp e Fatos desconhecidos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, com contribuições da Gláucia Murta, Luciane Treulieb e Samara Wobeto</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de som: Leonardo Guerini</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.<br /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ep2: Eu tenho uma teoria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep2-eu-tenho-uma-teoria</link>
				<pubDate>Tue, 12 Mar 2024 14:14:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9955</guid>
						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep2: Eu tenho uma teoria No episódio 2,  a gente fala sobre como a teoria quântica surge, onde a encontramos no nosso dia a dia e para qual direção ela está caminhando.   No primeiro bloco, a gente traz três fenômenos que foram fundamentais para o surgimento da teoria quântica. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
														<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
							<img width="608" height="181" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/horizontal-azul-lupa-rosa.png" alt="" />								</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/sobre">
						<b>Sobre</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/episodios">
						<b>Episódios</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/entrevistados">
						<b>Entrevistados</b>
					</a>
			<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico/quem-somos">
						<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Ep2: Eu tenho uma teoria</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No episódio 2,  a gente fala sobre como a teoria quântica surge, onde a encontramos no nosso dia a dia e para qual direção ela está caminhando.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No primeiro bloco, a gente traz três fenômenos que foram fundamentais para o surgimento da teoria quântica. No segundo bloco, a gente fala de como o conhecimento dessa nova teoria acabou gerando uma série de tecnologias de ponta que temos hoje e, no bloco 3, a gente faz uma síntese de como a nossa compreensão atual da quântica está produzindo as tecnologias do amanhã.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/1CCWgrXXmYcK9wzOXYSkeB" target="_blank" rel="noopener">
						Ouça aqui no Spotify🎧
					</a>
			<a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q_52c0j6NQQ&#038;ab_channel=RevistaArco-UFSM">
						Ouça aqui no YouTube🎧
					</a>
		<p>Acesse a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Ep02_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição </a>do episódio e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Ep02_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução para o Inglês</a>.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/Ep-2-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p>Grande parte dos temas que a gente tratou no episódio, principalmente a parte histórica da formação da teoria quântica, aparecem com muitos mais detalhes no livro ‘Incerteza Quântica: Os mistérios de uma teoria e a nova era da informação’, do nosso entrevistado Rafael Chaves.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>O&nbsp;<a href="https://www.mckinsey.com/~/media/mckinsey/business%20functions/mckinsey%20digital/our%20insights/quantum%20technology%20sees%20record%20investments%20progress%20on%20talent%20gap/quantum-technology-monitor-april-2023.pdf" target="_blank" rel="noopener">‘Quantum Technology Monitor’</a>&nbsp;publicado pela McKinsey em abril de 2023, traz um panorama geral dos investimentos globais em tecnologias quânticas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>Em relação às iniciativas brasileiras para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias quânticas:&nbsp;</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2023/10/mcti-e-embrapii-vao-investir-r-60-milhoes-em-centro-de-tecnologia-quantica" target="_blank" rel="noopener">Neste documento</a>, você pode ler mais sobre a criação do Centro de Competência em Tecnologias Quânticas no Senai Cimatec, localizado em Salvador. Trata-se de uma iniciativa financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).</li>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/6397439/mod_resource/content/0/QuInTec_whitePaper_201210.pdf" target="_blank" rel="noopener">Aqui</a>&nbsp;você encontra o roadmap para a implementação de uma iniciativa em Tecnologias Quânticas no estado de São Paulo, que foi lançado no evento<a href="https://www.ictp-saifr.org/qt2023/" target="_blank" rel="noopener"> ‘Principia/SAIFR Symposium on Quantum Technologies for São Paulo, Brazil, and Latin America’</a>&nbsp;em Fevereiro de 2023.</li>
<li style="font-weight: 400">E seguem também links para saber mais sobre a&nbsp;<a href="https://www.gov.br/cbpf/pt-br/assuntos/noticias/lancada-a-pedra-fundamental-da-rede-rio-quantica" target="_blank" rel="noopener">Rede rio quântica</a>&nbsp;e exemplos de iniciativas de fomento federais (<a href="http://resultado.cnpq.br/2610505293508745" target="_blank" rel="noopener">CNPq/MCTI</a>)&nbsp;e estaduais (<a href="https://agencia.fapesp.br/fapesp-e-faperj-lancam-programa-de-pesquisa-nas-areas-de-tecnologias-quanticas/50481" target="_blank" rel="noopener">Fapesp/Faperj</a>)&nbsp;que visam fortalecimento exclusivamente da pesquisa nas áreas das tecnologias quânticas e ciências relacionadas.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>Créditos do episódio:</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>No episódio, você ouve trechos de entrevistas com o Pablo Saldanha, a Ingrid Barcelos, a Gabriela Barreto Lemos e o Rafael Chaves.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>Utilizamos trechos do filme <i>Quem somos nós</i>, de 2004, dos canais de YouTube Laércio Fonseca e Kelly Lemos: dor crônica e do livro <i>A Cura Quântica</i>, do autor Deepak Chopra.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta</p><p>Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo</p>
<p>Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb.</p>
<p>Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, com contribuições da Gláucia Murta, Luciane Treulieb e Samara Wobeto</p>
<p>Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja&nbsp;</p>
<p>Edição de som: Leonardo Guerini, Vitor Zuccolo e Mateus Scherer</p>
<p>Suporte de gravação: Pablo Ruan</p>
<p>Mixagem: Felipe Barbosa</p>
<p>Música original: Pedro Leal David</p>
<p>Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato</p>
<p>Mídias sociais: Milene Eichelberger</p>
<p>Site: Daniel M. De Carli</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p>O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf e das rádios da Universidade Federal de Santa Maria.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco entrevista Átila Da-Rosa: nome de fóssil descoberto recentemente na região homenageia o docente da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-atila-da-rosa-nome-de-fossil-descoberto-recentemente-na-regiao-homenageia-o-docente-da-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 07 Mar 2024 12:48:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9943</guid>
						<description><![CDATA[Kwatisuchus rosai foi encontrado em 2022 por equipe da Unipampa]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p><img class="size-large wp-image-9948 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/IMG_9518-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<p><span style="font-weight: 400"> Em janeiro deste ano, Átila Da-Rosa, docente do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Geociências </span><span style="font-weight: 400">da UFSM, recebeu uma homenagem inesperada: </span><a href="https://unipampa.edu.br/saogabriel/descoberta-anfibio-gigante-mais-antigo-que-dinossauros-e-encontrado-no-rio-grande-do-sul"><span style="font-weight: 400">um fóssil descoberto</span></a><span style="font-weight: 400"> pela equipe do </span><span style="font-weight: 400">Laboratório de Paleobiologia do Campus São Gabriel da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) recebeu o seu nome. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O fóssil </span><i><span style="font-weight: 400">Kwatisuchus rosai</span></i><span style="font-weight: 400">, encontrado em 2022 em uma fazenda no município de Rosário do Sul, apresenta características inusitadas. O anfíbio possui semelhanças com fósseis encontrados na região que hoje é conhecida como Rússia, o que desafia os limites do conhecimento sobre a Pangeia (o supercontinente, que existiu há cerca de 300 milhões de anos) já que, mesmo com a ligação das regiões, barreiras como cadeias montanhosas bloqueariam o acesso das espécies. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O nome do bicho faz referência ao termo tupi “Kwati”, que significa “focinho comprido”, e “rosai”, em homenagem a Átila. O professor da Unipampa e líder do grupo  responsável pela descoberta, Felipe Pinheiro, conta que a ideia da homenagem surgiu de forma natural, pois o trabalho de Átila abriu caminho para que chegassem a esse resultado.</span> <span style="font-weight: 400">“O Átila pavimentou a estrada que seguimos em nossas pesquisas desde 2015. Em anos anteriores, ele foi protagonista no reconhecimento, descrição e coleta de fósseis em sítios fossilíferos do início do Triássico. Seu trabalho permitiu a descoberta do </span><i><span style="font-weight: 400">Kwatisuchus</span></i><span style="font-weight: 400"> e de inúmeros outros fósseis que a equipe da Unipampa recuperou e estudou nos últimos anos”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O encontro de Felipe com Átila aconteceu em meados de 2008, ano em que Felipe finalizou a graduação na </span><span style="font-weight: 400">Universidade Federal do Ceará (UFC),</span> <span style="font-weight: 400">mas ele conta que</span><span style="font-weight: 400"> já admirava a relevância do professor da UFSM para a Paleontologia antes disso: “Suas contribuições sobre a geologia e Paleontologia do Rio Grande do Sul já eram familiares para mim antes de conhecê-lo pessoalmente”. Outros integrantes do grupo da Unipampa também foram impactados pelo trabalho dele, como Arielli Machado, pesquisadora da Unipampa, que foi aluna de Átila na UFSM, e os pesquisadores Voltaire Paes Neto e Estevan Eltink, que já colaboraram com ele em outros projetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em 25 anos de atuação como docente na UFSM, Átila continua a construir seu legado na pesquisa, mas já se consolidou como um dos grandes nomes da Paleontologia por meio de sua contribuição nos estudos voltados, principalmente, ao Rio Grande do Sul. “</span><span style="font-weight: 400">Poucos contribuíram como o Átila na compreensão holística de como era a região onde hoje fica Santa Maria durante o período Triássico. Isto é, na integração da informação obtida pelos fósseis e aquela proveniente das rochas. Sua pesquisa paleontológica com um forte viés geológico nos ensina a jamais ignorar as pistas deixadas pelas rochas, as únicas testemunhas dos ambientes do passado”, destaca Felipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em homenagem ao dia do paleontólogo, a equipe da Arco conversou com Átila sobre questões que vão desde os desafios encontrados em mais de duas décadas de dedicação à pesquisa até sua percepção sobre a área de atuação e a motivação para continuar formando novos cientistas. Confira o que ele disse:</span></p>
<p><b>Arco- O que o motivou a escolher a Paleontologia como carreira?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa - </b><span style="font-weight: 400">Na infância,  queria ser astronauta ou piloto de Fórmula 1. Na cidade onde eu morava, Bagé, vi uma "pedra da Lua" (meteorito) em exposição, doada pela Nasa, e aquilo me fascinou, tanto pela parte científica quanto pela exploração do espaço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já na adolescência, sabia que não queria seguir a área do Direito, em que toda a família trabalhava. Queria um trabalho no campo. Um dia, um geólogo deu uma palestra no meu colégio, e eu me encantei pelo assunto. Feito o vestibular para geologia, no primeiro semestre já sabia que faria isso pelo resto da vida. No final do curso, já tentava me espelhar nos grandes professores que tive, e escolhi ser um professor/pesquisador, na interface entre a Geologia e a Paleontologia. Assim, fiz mestrado e doutorado na área, e depois concurso público para a UFSM, onde trabalho há 25 anos.</span></p>
<p><b>Arco- Como você descreveria o papel da Paleontologia para a sociedade?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa - </b><span style="font-weight: 400">Essa é uma pergunta difícil, e não corriqueira, mas importante. Em primeiro lugar, penso que a ciência deve sempre procurar a evolução da Humanidade, para que possamos aprender com o passado e melhorar nossas previsões para o futuro. Em segundo lugar, a Paleontologia, por si só, já atrai a atenção da população, que tem muita curiosidade pela vida no passado. Nosso papel então está em promover a tradução dessas informações,  para que saibam que nosso planeta é único em Biodiversidade, e que sua manutenção depende de uma série de fatores, positivos ou negativos para nós, ao longo do tempo geológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Penso que o paleontólogo, como qualquer cientista, deve buscar não apenas a excelência em sua área de atuação, mas incluir nisso a extensão, como uma forma de retorno do conhecimento às comunidades envolvidas.</span></p>
<p><b>Arco- Qual a melhor e a pior parte de ser um pesquisador e atuar na área?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">Fazer ciência no Brasil ainda é difícil, apesar dos anos de ouro em investimentos na Educação, Ciência e Tecnologia nos anos 2000. Nossos pesquisadores são bem reconhecidos em diversas partes do mundo, para onde geralmente vão quando não há vagas, bolsas ou recursos por aqui. Essa "fuga de cérebros" é talvez a coisa mais frustrante para um pesquisador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na Paleontologia, a melhor parte é poder acompanhar todo o processo, desde a coleta em campo ao preparo em laboratório, e posterior publicação em um periódico científico e também a repercussão na mídia local.</span></p>
<p><b>Arco- Recentemente, você recebeu uma homenagem com a nomenclatura do fóssil anfíbio encontrado no Rio Grande do Sul. O que isso representou para você?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">Uma grande honra! Diz o poeta cubano José Martí que uma pessoa deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro para se sentir completa. Receber uma homenagem dessas é muito mais do que isso! É ser eternizado na ciência por colegas muito queridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Eles pediram uma reunião online comigo, alegando que precisavam conversar sobre um artigo. Achei que queriam ajuda na parte geológica. Comecei a ler atentamente, então perguntaram se eu tinha gostado do nome. "Nome?!", pensei, e corri para a descrição do fóssil. Fiquei tão emocionado, que comecei a chorar. E só consegui dizer, "muito, muito, muito obrigado, me deixaram sem palavras!"</span></p>
[caption id="attachment_9947" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-9947 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/IMG_9514-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> <em>Imagem do Kwatisuchus rosai, cujo fóssil foi encontrado em 2022 e homenageia Átila Da-Rosa</em>[/caption]
<p><b>Arco- A homenagem foi graças ao seu trabalho pioneiro na localização de sítios fossilíferos que remetem ao período Triássico, incluindo no local em que o </b><b><i>Kwatisuchus rosai</i></b><b> foi encontrado. O que essas descobertas representam para o estudo paleontológico da região?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">A Formação Sanga do Cabral foi definida formalmente em 1980, e dela sempre se conheceu fósseis fragmentários, encontrados em poucos afloramentos. Minha preocupação sempre foi a de encontrar novos sítios, para todas as formações geológicas com que trabalho. Isso seguramente ajuda a ampliar o conhecimento sobre os ambientes, climas e biotas [conjunto de organismos que habitam ou habitaram em um determinado ambiente] do passado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No caso da descoberta do </span><i><span style="font-weight: 400">Kwatisuchus</span></i><span style="font-weight: 400">, três coisas chamam a atenção: a) a presença de anfíbios compartilhando o papel de predadores topo de cadeia, com répteis arcossauromorfos, b) a identificação de ambientes de planícies, com rios rasos, temporários e de alta energia, com raríssimos registros lacustres, c) a semelhança desses fósseis com representantes da parte norte da Pangeia, trazendo perguntas intrigantes sobre sua evolução.</span></p>
<p><b>Arco- Como foi desenvolvido o trabalho que resultou nessas descobertas?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">O Felipe Pinheiro, desde que assumiu o cargo na Unipampa Campus São Gabriel, vem revisitando os sítios conhecidos, e buscando novos, bem como alguns "esquecidos" pela Paleontologia. Neste sítio em particular, a Granja Palmeira, eu e um colega, o professor Sérgio Dias da Silva, tínhamos descrito sua geologia e alguns fósseis. O Felipe continuou procurando fósseis lá, até que encontraram esse belíssimo exemplar. Depois foram para o laboratório, preparar o material e comparar com as formas conhecidas no mundo todo, com a grata surpresa de ser semelhante a formas russas.</span></p>
<p><b>Arco- Quais são as características dessas localidades?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">Cada formação geológica é caracterizada a partir de suas diferenças quanto ao tipo e cor do sedimento, estruturas e fósseis existentes em relação a outras formações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Formação Sanga do Cabral é caracterizada por arenito finos alaranjados, contendo concreções carbonáticas [nódulos mineralizados por carbonato de cálcio, gerados pela infiltração de água em solos] e níveis com conglomerados e arenito mais grossos, com estratificação cruzada. Essas feições são bem visíveis nos cortes de estrada (rodovias e ferrovias), ou em ravinas formadas pela erosão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> <img class="alignright  wp-image-9946" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/03/IMG_9511-1024x683.jpg" alt="" width="553" height="369" /></span></p>
<p><b>Arco- Você se dedica, principalmente, ao estudo do período Triássico. Quais são as especificidades desse período e o que desperta seu interesse nele?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">O Triássico é o </span><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/post463"><span style="font-weight: 400">primeiro período da Era Mesozoica</span></a><span style="font-weight: 400">, também conhecida como "Era dos dinossauros" ou "Era dos grandes répteis". Tudo o que aconteceu nesse período remete ao processo de reorganização da vida e dos ambientes, logo após o principal evento de extinção em massa de nosso planeta. Assim, o estudo da Formação Sanga do Cabral se reveste de importância única, pois é um dos poucos lugares do mundo onde se preservam rochas e fósseis desse período.</span></p>
<p><b>Arco- O que te motiva a continuar formando novos profissionais da área?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">A finitude das coisas. A ciência se mantém pelo aprendizado, pela formação de recursos humanos. Sempre haverá fósseis para cavar e estudar, mas é preciso sempre formar pessoas para essa continuidade.</span></p>
<p><b>Arco- Qual mensagem você deixaria para quem tem interesse na área ou está em período de formação?</b></p>
<p><b>Átila Da-Rosa- </b><span style="font-weight: 400">Qualquer profissão a ser escolhida deve sempre ser algo que te dê vontade de estar ali todo dia, o "brilho no olho", e um retorno financeiro mínimo.  Para isso, é preciso estudar e se preparar, e preferencialmente fazer algum estágio num laboratório de Paleontologia. Perto de sua cidade sempre pode ter um laboratório,  um professor e fósseis esperando por você!<br /><br /><b style="font-weight: 400"><i>Reportagem:</i></b><i style="font-weight: 400"> Júlia Weber, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias<br /></i><i>Fotografia: <em>Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias</em><br /></i><b style="font-weight: 400"><i>Edição:</i></b><i style="font-weight: 400"> Luciane Treulieb, jornalista</i><br /></span></p>
<p><br /><br /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dossiê Mudanças Climáticas: Segurança alimentar em xeque</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/seguranca-alimentar-em-xeque</link>
				<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 13:02:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[13ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dossie-arco-13-materia]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[produção de alimentos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9822</guid>
						<description><![CDATA[Eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos afetam a produção mundial de comida e intensificam a insegurança alimentar em comunidades locais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Milho, soja, feijão, arroz, leite, carne bovina e frango tiveram aumento significativo de preços em 2022. Além da crise econômica, os eventos climáticos extremos que atingiram o Brasil em 2021 e 2022 também são motivos do maior custo dos alimentos. Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro registraram enchentes com centenas de mortos, de acordo com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do Ministério do Desenvolvimento Regional (S2ID/MDR). Além disso, no sudeste e sul do país, principalmente em São Paulo e no Rio Grande do Sul, a ausência de chuvas provocou uma estiagem severa que, no estado gaúcho, é a segunda maior já registrada, de acordo com o Monitor de Secas do Brasil, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Tanto o excesso quanto a falta de água afetam a produção de alimentos: a agricultura funciona por meio de ciclos e de cadeias de produtividade e, caso haja desequilíbrios em alguma etapa, a safra pode ser prejudicada. De acordo com o relatório de 2021 do Painel Intergovernamental sobre o Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), com a intensificação dos fenômenos das mudanças climáticas, a produção de alimentos brasileira será menor, principalmente em função da maior frequência dos eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e incêndios.

<img width="1920" height="1080" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/09/Interior-Materia-Seguranca-alimentar-em-xeque.jpg" alt="" loading="lazy">

Para Dilson Bisognin, professor no Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o aumento da temperatura impacta todas as populações de plantas, inclusive no crescimento de patógenos - como bactérias, fungos e vírus - e plantas daninhas mais resistentes, além de afetar os animais.&nbsp;“Qualquer mudança no ambiente vai afetar a vida do planeta. Mínimas mudanças têm um enorme efeito nas populações. Por exemplo, em 2022, os meses de restrição hídrica tiveram um enorme impacto nas plantas e microorganismos”, explica o docente. Segundo o relatório "Mudanças Climáticas e Eventos Extremos no Brasil", da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), durante os últimos 50 anos, a América do Sul teve ampliação de intensidade e frequência dos eventos climáticos extremos. Isso aumenta os custos econômicos e sociais e impacta principalmente os setores da agricultura, da geração de hidroeletricidade, os centros urbanos e a biodiversidade.
<h3>4 pilares</h3>
A segurança alimentar se baseia em quatro pilares: disponibilidade, utilização, estabilidade e acesso.

<em>Com base em dados do relatório do IPCC 2020 - 2021.</em>
<h4>DISPONIBILIDADE</h4>
Resultado dos processos de produção, armazenamento, processamento, distribuição e troca de alimentos. Se a produção é afetada, as outras etapas também serão. Em uma estiagem, a ausência de água na produção pode acarretar, por exemplo, a falta de tomate na prateleira do supermercado.
<h4>UTILIZAÇÃO</h4>
Modo como se utilizam os alimentos (envolve a composição nutricional, a preparação e a qualidade). As mudanças climáticas influenciam o modo como os alimentos serão consumidos. Na safra de tomate prejudicada pela estiagem, a pouca disponibilidade eleva os preços, o que impacta a capacidade de compra das pessoas, que deixam de consumir o alimento.
<h4>ESTABILIDADE</h4>
Capacidade das pessoas em acessar e usar alimentos diariamente. Em um cenário de aumento do preço dos alimentos, que é intensificado pelos eventos climáticos extremos, uma família de média ou baixa renda pode não ter dinheiro para comprar comida de qualidade todos os dias.
<h4>ACESSO</h4>
Capacidade de obter comida com preços acessíveis. Os itens mais afetados com o aumento de preços costumam ser os cereais e produtos de origem animal. O acesso influencia a estabilidade alimentar.
<h3>Sistemas produtivos</h3>
Os últimos relatórios do IPCC, inclusive o de 2022, apontam que as mudanças climáticas podem afetar diferentes sistemas produtivos, como a pecuária, a polinização, a aquicultura e a agricultura familiar (veja detalhes na próxima página). Além disso, são os locais mais vulneráveis que têm maior possibilidade de serem atingidos pelos efeitos de eventos climáticos extremos. “Os alimentos, nos últimos tempos, têm sido encarados enquanto mercadoria e não são produzidos com a finalidade de consumo e de alimentar as pessoas”, argumenta Cleder Fontana, docente no Departamento de Geociências da UFSM e líder do Núcleo de Estudos em Geografia, Agricultura e Alimentação (NUGAAL). Ou seja, a produção de commodities - em grande escala, como os grãos - deve continuar crescendo globalmente e gerar riscos à segurança alimentar, devido à conversão de áreas produtoras de alimentos em áreas produtoras de matéria-prima para os agrocombustíveis.
<h3>Efeito cascata</h3>
De acordo com Juliano Barin, docente no Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, elementos como os insumos, a água, o solo e o trabalho humano também são parte integrante dos sistemas produtivos alimentares. “São cadeias que estão interligadas. Por exemplo, o milho é muito usado para ração animal. Então, se tiver uma quebra na produção do milho, o preço da carne vai aumentar, especialmente a de frango. Qualquer alteração climática que tenha uma quebra na produção vai impactar em efeito cascata”, explica.

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1. Quando há estiagem, a safra de milho é prejudicada (tanto para a colheita do grão quanto para o corte da planta).

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2. Para o gado, a ração e a silagem (milho picado e fermentado) tem custo maior e menos qualidade. O frango também é afetado, a ração, que é a base da alimentação, é feita de milho, cujo custo fica maior.

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3. Com isso, os preços do leite, dos ovos, da carne de gado e de frango aumentam. Nos supermercados, nem todas as pessoas conseguem adquirir estes e outros itens básicos da alimentação.
<h3>Insegurança alimentar e fome</h3>
Somente no Brasil, são mais de 33 milhões de pessoas que passam fome, de acordo com dados do 2º inquérito sobre insegurança alimentar produzido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). Conduzida em 2022,
a pesquisa mostra que só quatro a cada dez famílias têm acesso pleno à alimentação. Os números altos mostram um cenário preocupante. Os relatórios do IPCC alertam que a insegurança alimentar e a fome podem aumentar com o cenário de maior frequência
e intensidade dos eventos climáticos extremos. No entanto, para Cleder Fontana, é preciso cautela na análise, uma vez que a fome não é causada apenas pelas mudanças climáticas. “Temos que pensar que a fome é um problema, sobretudo, político. E quando fazemos a relação de mudanças climáticas, aquecimento global e fome, corremos o risco de dar uma explicação simplista, de que a fome é um problema que deriva de uma condição natural, apesar de que os dois problemas guardam similaridades, pois ambos são sociais”, alerta. O docente reforça que abordar outros aspectos que causam a fome e a insegurança alimentar não vão contra o consenso científico da existência das mudanças climáticas e seus efeitos.

Mesmo assim, de acordo com estudos da Organização&nbsp;das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura&nbsp;(FAO), as mudanças climáticas vão impactar,&nbsp;de forma negativa, os pilares da segurança alimentar.&nbsp;De acordo com o IPCC e a Convenção das Nações&nbsp;Unidas para o Combate à Desertificação (UNCDD),&nbsp;os mais afetados serão os produtores e consumidores&nbsp;de baixa renda, principalmente por conta da ausência&nbsp;de recursos que possibilitem o investimento em&nbsp;adaptações, tanto em sistemas produtivos quanto no&nbsp;consumo. “Com certeza pode afetar as populações&nbsp;e produções locais, que abastecem as pessoas com&nbsp;alimentos, especialmente no contexto em que as&nbsp;pessoas não têm recursos financeiros para comprar”,&nbsp;afirma Cleder.
<h3>Insegurança alimentar e fome</h3>
Com base em dados do relatório do IPCC 2020 - 2021.

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PECUÁRIA: impactado pela combinação de temperaturas mais altas, a variação da precipitação, a concentração de
dióxido de carbono atmosférico (CO₂) e a disponibilidade da água. Consequências são a diminuição da oferta e o aumento do preço de carnes, problemas na reprodução, na saúde animal e na qualidade das pastagens, além do aumento de doenças.

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AGRICULTURA FAMILIAR: eventos&nbsp;como estiagens e inundações, principalmente,&nbsp;impedem a produção de&nbsp;alimentos que, muitas vezes, são, além&nbsp;da única fonte de renda, também a&nbsp;fonte alimentar das famílias do campo.

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POLINIZAÇÃO: afetado, principalmente,&nbsp;pelo aumento de patógenos mais virulentos,&nbsp;como o fungo Nosema cerana,&nbsp;que se prolifera em temperaturas mais&nbsp;altas.

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AQUICULTURA: inundações trazem&nbsp;perda na produção, mais risco de doenças,&nbsp;algas tóxicas e parasitas, aumenta&nbsp;o risco de eutrofização (ausência de&nbsp;oxigênio na água, que leva à morte de&nbsp;plantas e animais) e pode provocar a&nbsp;escassez das sementes silvestres.

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<h3>Insegurança alimentar e fome</h3>
Em documento de 2021, o IPCC alerta que ao menos um terço da produção de alimentos está em risco como resultado do aquecimento
global. Apesar de a agricultura familiar figurar como a mais afetada pelas mudanças climáticas, o agronegócio não fica de fora. Dilson Bisognin concorda com essa afirmação e alerta que, uma vez que há alterações em pragas e doenças de plantas, que se tornam mais resistentes, cultivares mais adequadas devem ser desenvolvidas, tanto para cenários de temperaturas mais altas quanto para o enfrentamento dos patógenos. O docente ainda afirma que o cenário brasileiro é preocupante, uma vez que houve redução e restrição de recursos para a ciência e o desenvolvimento tecnológico. “Nós vamos ter que ter uma preparação a longo prazo, e nós não temos uma preocupação a longo prazo. Vamos ter muita dificuldade em ter pessoas qualificadas, tecnologia e ciência para dar resposta a isso. A partir
do momento que se tira recurso da ciência e da tecnologia, está atrasando toda a resposta”, evidencia Dilson.

Um exemplo de como os eventos climáticos extremos afetam&nbsp;o agronegócio está na estimativa feita pela Associação das Empresas&nbsp;Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul (Acergs) em maio&nbsp;de 2022: 65% da safra de milho do ano foi comprometida, o que&nbsp;corresponde a uma perda de quatro milhões de toneladas e R$ 6,3&nbsp;bilhões. Na soja, a redução da produção no mesmo período é de&nbsp;48,7% (10,2 milhões de toneladas ou R$ 32,4 bilhões), de acordo&nbsp;com a Rede Técnica Cooperativa (RTC), filiada à Cooperativa&nbsp;Central Gaúcha Ltda (CCGL). No entanto, o setor do agronegócio&nbsp;tem mais recursos para lidar com o cenário, principalmente&nbsp;por meio do uso e desenvolvimento de tecnologias. Para Dilson,&nbsp;apesar de ser fundamental, a tecnologia não pode ser a única&nbsp;solução para a problemática. “A tecnologia é excludente, e as&nbsp;mudanças climáticas vão favorecer e justificar novas tecnologias”,&nbsp;afirma. Para o docente, a agricultura familiar é mais afetada&nbsp;pelos eventos climáticos extremos já que tem menos recursos&nbsp;financeiros para investir em tecnologia.&nbsp;

Em 2010, Dilson coordenou um estudo no Departamento de&nbsp;Fitotecnia sobre os efeitos da evolução das temperaturas no cultivo&nbsp;de batatas. Na época, a conclusão da pesquisa já apontava que&nbsp;o aumento do CO₂ e de temperatura resulta em consequências&nbsp;para este cultivo, como o menor crescimento da planta, redução&nbsp;do ciclo de desenvolvimento, menor produtividade&nbsp;e mais risco de doenças. “A grande resposta desses&nbsp;estudos é mostrar qual é o impacto que pode ter&nbsp;uma alteração muito pequena de temperatura, que&nbsp;vai causar grandes consequências, porque ela afeta&nbsp;todas as populações de seres vivos. Vão surgir novos&nbsp;patógenos, cada vez mais difíceis de serem controlados&nbsp;porque eles vão chegar em um ambiente que está&nbsp;em desequilíbrio”, destaca Dilson. O docente também&nbsp;afirma que hoje, mais de dez anos depois, o cenário&nbsp;é diferente e que, na época em que desenvolveu a&nbsp;pesquisa, havia mais possibilidades e condições de&nbsp;remediação das consequências. “Estamos muito atrasados”,&nbsp;pontua.

Outro estudo que mede esses impactos foi desenvolvido no campus da UFSM de Cachoeira do Sul. Com as estimativas de crescimento de temperatura de 1º a 1,5º, a produção leiteira no Rio Grande do Sul pode diminuir até cinco litros por dia. “À medida que aumenta a temperatura, vai aumentar o calor e o estresse calórico e, no verão, vai ter muito prejuízo na produção de leite”, afirma Zanandra Boff de Oliveira, docente do curso de Engenharia Agrícola na UFSM Cachoeira do Sul.

Para a pesquisadora, apesar de ter uma cadeia mais&nbsp;desafiadora, a produção não vai diminuir: “Vamos&nbsp;conseguir avançar para encontrar a melhor forma de&nbsp;produzir diante desse contexto. Talvez com aumento&nbsp;de custo, mas não um desequilíbrio. Não acredito que&nbsp;vai faltar produto. Vamos evoluir junto com o problema”.&nbsp;Soluções possíveis seriam sistemas de pastoreio&nbsp;com mais sombras ou galpões de alimentação com&nbsp;ventilação para a redução do estresse corporal, tipo&nbsp;de construção que demanda investimento.

<strong>Reportagem: </strong>Samara Wobetto
<strong>Diagramação:</strong> Evandro Bertol
<strong>Ilustrração:</strong> Noam Wurzel.]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Ep1: Quanto mais quântico, melhor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ep1-quanto-mais-quantico-melhor</link>
				<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 17:08:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[O Q Quântico]]></category>

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						<description><![CDATA[Sobre Episódios Entrevistados Quem somos Ep1: Quanto mais quântico, melhor O episódio 1 discute o conceito de ciência e o que a diferencia da pseudociência.  No primeiro bloco, a gente traz alguns critérios que ajudam a definir o que, afinal de contas, é essa tal ciência. No bloco 2, em contrapartida, a gente fala do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/o-q-quantico">
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						<B>Quem somos</b>
					</a>
			<h2>Ep1: Quanto mais quântico, melhor</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O episódio 1 discute o conceito de ciência e o que a diferencia da pseudociência. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No primeiro bloco, a gente traz alguns critérios que ajudam a definir o que, afinal de contas, é essa tal ciência. No bloco 2, em contrapartida, a gente fala do que caracteriza a pseudociência. E, no bloco 3, a gente discute como a pseudociência bem intencionada também pode ser bastante perigosa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
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		<p>Acesse a  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/02/Ep01_Transcricao.pdf" target="_blank" rel="noopener">transcrição do episódio</a> e a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/02/Ep01_English.pdf" target="_blank" rel="noopener">tradução para o Inglês</a>.</p>		
													<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2024/02/ep01_v3-1024x1024.jpg" alt="" />													
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A gente deixa aqui algumas recomendações caso você queira saber mais sobre os temas discutidos no episódio:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Sobre filosofia da ciência e o problema da demarcação, a gente recomenda os livros Ciência e Pseudociência, do Ronaldo Pilati, e On the fringe, do Michael Gordin. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Um livro um pouco mais leve sobre combate às pseudociências é O mundo assombrado pelos demônios, do Carl Sagan. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Na Revista <a href="https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/">Questão de Ciência</a>, você encontra vários textos interessantes sobre ciência e pseudociência, inclusive o que citamos nesse episódio, que se chama <em>Ciência de verdade passa longe de ‘feira quântica’</em> de autoria do nosso entrevistado Marcelo Schappo. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Sobre os perigos da pseudociência bem intencionada:  a reportagem da revista Galileu <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2018/07/pacientes-com-cancer-que-fazem-tratamentos-alternativos-morrem-mais.html">Pacientes com câncer que fazem tratamentos alternativos morrem mais</a> mostra o perigo de tratamentos alternativos que oferecem curas milagrosas. E a reportagem da Chloé Pinheiro para a revista Veja Saúde, <a style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://saude.abril.com.br/medicina/tratamentos-alternativos-riscos/"><em>Tratamentos alternativos: fique atento aos riscos</em></a>, mostra que  grande parte de pacientes que seguem métodos alternativos tem chance de largar o tratamento convencional.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- E, finalmente,  sobre os perigos da pseudociência na gestão pública, o podcast Ciência Suja, em uma parceria com o Observatório de Políticas Científicas do Instituto Questão de Ciência, gravou vários episódios no formato mesacast sobre o papel da ciência nas políticas públicas. Vale a pena conferir. Você pode começar com o primeiro deles que se chama <em>Políticas públicas baseadas em evidências.</em> </p><p><b id="docs-internal-guid-742880d6-7fff-8921-4f52-00630655302a" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Créditos do episódio:</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A cena da loja de colchões foi reproduzida a partir de uma situação real que o Vitor e a Samara vivenciaram. Para preservar a identidade do vendedor, a cena foi recriada e, no episódio, o vendedor foi interpretado pelo ator Felipe Dagort.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b>No episódio, você ouviu trechos de entrevistas com o Pablo Saldanha, o Osvaldo Pessoa Jr., o Marcelo Schappo, a Thaiane Oliveira e o Marcelo Yamashita. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Foram utilizados no episódio trechos dos seguintes canais do YouTube: Elaine Ourives, Tiago Benevides, Fatos Desconhecidos, TV Unesp, William Sanches, além do podcast A física quântica na vida real.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> Idealização: Leonardo Guerini e Gláucia Murta </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção: Gláucia Murta, Leonardo Guerini, Luciane Treulieb, Samara Wobeto e Vitor Zuccolo </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentação: Glaucia Murta, Leonardo Guerini e Luciane Treulieb. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro do episódio: Leonardo Guerini, Luciane Treulieb e Samara Wobeto, com contribuições da Gláucia Murta </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Consultoria de roteiro: equipe do podcast Ciência Suja Edição de som: Leonardo Guerini, Vitor Zuccolo e Mateus Scherer </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suporte de gravação: Pablo Ruan</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mixagem: Felipe Barbosa </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Música original: Pedro Leal David </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Identidade visual e as ilustrações de capa: Augusto Zambonato </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídias sociais: Milene Eichelberger </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Site: Daniel M. De Carli </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Q Quântico é produzido dentro de universidades públicas. Contamos com o apoio de diversos funcionários das nossas instituições que contribuíram para que o podcast chegasse ao seu formato final. Agradecemos o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do cluster de excelência “Matter and Light for Quantum Computing” (ML4Q) da Alemanha. E o suporte e infraestrutura das rádios da Universidade Federal de Santa Maria e da Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O passado continua vivo nas lembranças</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-passado-continuavivo-nas-lembrancas</link>
				<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 11:57:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[13ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de campo]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9793</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa etnográfica com descendentes de imigrantes italianos no Brasil e na Itália mostra a importância das narrativas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Para contadores de história, descobrir objetos, lugares e costumes de antepassados é manter tradições e memórias vivas. A nostalgia de um tempo em que não se viveu permite ao narrador ter o sentimento de pertencimento a um lugar no mundo, mesmo que de forma subjetiva.

<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/09/12-O-passado-continua-1024x576.jpg" alt="" loading="lazy">

A migração italiana no Brasil começou no período da República, no final do século 19. No Rio Grande do Sul, iniciou com mais intensidade em 1875, para as colônias de Conde D’Eu (hoje a cidade de Garibaldi), Dona Isabel (Bento Gonçalves) e Caxias (Caxias do Sul). Já na região central do Estado, o movimento ocorreu a partir de 1877.

A presença italiana no sul do Brasil pode ser percebida em diversos elementos, como o cultivo da uva; a culinária (pratos como nhoque, capeletti e ravióli); e o catolicismo (manifestado na construção de grutas e monumentos erguidos em homenagem a santos).

Diante disso, a professora Maria Catarina Chitolina, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), realizou uma pesquisa etnográfica com descendentes de imigrantes italianos no Brasil, onde pesquisa desde 1997, e na Itália, onde realiza o trabalho desde 2012. O objetivo é analisar a importância do papel desempenhado pelas narrativas, objetos e lugares em relação ao pertencimento do “mundo italiano” por meio desses descendentes.

Ao longo dos anos de estudo, a pesquisadora entrou em contato com fotografias, livretos de orações, bilhete de viagem ilegível, documento apagado e incompreensível, crochê da nonna, cadernos de receitas, imagens que estavam digitalizadas nas telas dos computadores e celulares ou revitalizadas em molduras. Algumas vezes, eram objetos que não podiam ser tocados devido à importância sentimental.

Além dos objetos materiais, locais também evocam sentimentos de pertencimento, como estações de trem, livrarias, restaurantes, avenidas e cafés. Para os descendentes, tanto no Brasil quanto na Itália, a narrativa relacionada aos antepassados por meio de artefatos e lugares é a maneira de imortalizar, em cada palavra, um tempo que não volta mais.

As pesquisas centraram-se na região do Lázio e Vêneto, na Itália; no Brasil, foram focadas na região Central do Rio Grande do Sul, como no distrito de Vale Vêneto. As investigações originaram diversos trabalhos da pesquisadora Maria Catarina, entre eles o artigo do qual extraímos alguns trechos para compor este Diário de Campo: “Eu ficava ali, olhando o céu: Narrativas, imagens, objetos, personagens e lugares em pesquisas etnográficas com descendentes de imigrantes italianos no Brasil e na Itália". O texto foi publicado em 2020, no livro Entre a Itália e o Brasil Meridional - História oral e narrativa de imigrantes.
<h3>“Uma pausa para olhar o céu e a paisagem”</h3>
A maior parte das entrevistas na Itália foi efetuada em locais considerados especiais para os entrevistados: em Roma, pude conhecer estações de trem e metrô, locais históricos, ruas e avenidas, cafés, monumentos, livrarias, restaurantes, mercados, lojas, feiras, igrejas, casas, partes da cidade que traziam memórias e algum vínculo de pertencimento para os ítalo-brasileiros que lá estavam habitando.

Fui apresentada a alguns destes cenários da metrópole urbana como lugares repletos de significados. Aquele café, no qual se ficava um pouco, na saída de uma estação de metrô, entre o trabalho da manhã e o trabalho da tarde, quando se tinha um pouco de tempo e uma pausa para olhar o céu e a paisagem.

Depois de algumas entrevistas, era comum me convidarem para passear por determinados lugares, salientando a importância que tiveram em seu processo “migratório” e na nova vida na Itália. Seja de metrô, de ônibus, de carro ou a pé, fiz muitos passeios na Itália com meus entrevistados.
<h3>“Eu visitei seu passado pelas ruas de Roma”</h3>
Se no Brasil eu era convidada a conhecer jardins, hortas, galpões, mobílias, pedaços de terra, capitéis e casas, na Itália também fui convidada a fazer passeios por paisagens exteriores e interiores dos descendentes de imigrantes italianos. Nos entrecruzamentos entre exterioridades e interioridades, as narrativas se tornam possíveis ou mais absorvíveis, por vezes.

Em Roma, uma entrevistada (ítalo-brasileira) me levou para o local no qual começou sua estadia na cidade, décadas atrás, em tempos que, para ela, foram muito difíceis e me mostrou os lugares nos quais caminhava nos horários de folga do trabalho, quando saía para estar um pouco “consigo mesma”. Não eram locais de consumo, mas de passeio contemplativo. Andamos bastante pela cidade e pude compreender, por meio da narrativa e da caminhada, como teria sido sua experiência de ítalo-brasileira na Itália.

Anos narrados em palavras, compreensíveis e agora também, reflexivamente, olhados pela interlocutora. Eu visitei seu passado pelas ruas de Roma e ela também. Fizemos juntas. E esta possibilidade do encontro etnográfico é sempre surpreendente.

Assim, pelas ruas de Roma, conheci um pouco dos ciclos de vida de uma ítalo-brasileira, relatados como fatos da juventude (no passado) e fatos da maturidade (no presente da narrativa).
<h3>“Evocação ao vivido e experienciado”</h3>
Muitos dos objetos, lugares e imagens que conheci durante as pesquisas são por mim compreendidos como portadores de “mana” - valor mágico, valor religioso, até mesmo valor social - de uma energia especial, de uma força e poder simbólico imenso e potencializador de narrativas e pertencimentos [...] A vida de gerações sendo ali narradas e décadas de história familiar e individual também.

O bilhete de viagem já ilegível, o documento apagado e incompreensível, o pano de louça encardido pelo tempo, mas com o crochê da nonna, a tigela quebrada, a panela sem tampa, o sapatinho usado pelos filhos quando bebês, enfim, objetos que, para os narradores, eram potencialmente repletos de sentimentos e plenos em si mesmos.

Algumas vezes havia objetos que estavam guardados em caixas simples (mas especiais), muito bem cuidados, aguardando o momento de serem novamente manuseados e narrados. Eram uma evocação ao vivido e experienciado, seja dos próprios descendentes ou das narrativas acerca dos antepassados, das origens, da família, de acontecimentos ou ciclos de vida.
<h3>“construções das memórias e das narrativas”</h3>
E, nas situações por mim presenciadas, do importante papel das origens familiares, da família como importante valor e das narrativas acerca do pertencimento do “mundo italiano” advindo do processo migratório dos antepassados.

E, entre os ítalo-brasileiros na Itália, pude conhecer o poder das imagens e das novas tecnologias de comunicação nos processos de identificação e nos pertencimentos, especialmente na manutenção de vínculos afetivos, familiares e nas construções das memórias e das narrativas.

Cada fotografia compartilhada virtualmente, cada imagem, áudio ou vídeo era recebido pelos descendentes que lá estavam com muita emoção e narrativas. Conheci muitas famílias extensas ao longo dos anos de pesquisa [...].

Os cenários, os personagens, a vida que se expressava por meio destas trocas virtuais era algo muito significativo para os descendentes (ítalo-brasileiros) que estavam habitando na Itália. Da saudade de casa (brasileira), da família, dos amigos, dos lugares e sentidos, das comidas, as imagens e áudios via aplicativos (Facebook, Instagram, WhatsApp e outros), emails e outras novas tecnologias de comunicação, possibilitavam a noção de estar/ser em tempos e espaços diferentes.
<h3>“Represálias, prisões ou perseguições”</h3>
E muitas foram as narrativas que tive acerca deste período (a Segunda Guerra Mundial) e dos procedimentos que cada família teve para se proteger, esconder ou destruir objetos com receio de represálias, prisões ou perseguições. Estas ofensivas foram mais comuns na zona urbana, contudo, em muitas localidades rurais também estiveram presentes.
<h3>“Tive pudor e algo de estranhamento”</h3>
Mas o que muito me marcou foi, certa vez, quando fui apresentada a roupas íntimas femininas das antepassadas que eram guardadas e muito bem cuidadas por uma senhora e tudo o que isto provocou em mim. Ao olhar uma roupa íntima usada no passado, muito limpa e bem zelada e apresentada a mim com naturalidade, senti que eu estava entrando no domínio da intimidade.

Tive pudor e algo de estranhamento, o que me fez pensar o quanto não estamos, às vezes, preparados para algumas situações. Era um dom da entrevistada para comigo. E me senti responsável por tudo o que aprendi sobre o mundo das “antigas”.

Por antigas se entende a geração considerada pela senhora como distante temporalmente da sua, no tempo presente. Aqui falava de sua mãe e de sua avó, mais especificamente. Como estas produziam suas roupas, como se cuidavam, como cuidavam do corpo. Enfim, por meio de uma roupa íntima ingressei no mundo narrativo das mulheres do passado.
<h3>“O ritual, a sociabilidade”</h3>
Na região do Vêneto italiano e seus interiores, fui apresentada a casas, espaços de trabalho, paisagens encantadoras e a cenários diversos, em diálogos nos quais muitas vezes eu era alertada acerca da semelhança entre o Rio Grande do Sul e aquele pedaço da Itália, especialmente.

Na casa dos ítalo-brasileiros, um dos objetos mostrados eram a cuia e a bomba para chimarrão, hábito que tinham no Brasil, especialmente os descendentes provindos do sul. E me mostravam porque, como também sou originária do sul do Brasil, talvez esperassem que eu compreendesse o ritual, a sociabilidade e demais elementos que estão presentes na prática de “beber o chimarrão” e da falta que sentiam deste hábito cotidianamente.

Em minhas viagens do Brasil para a Itália, quase sempre levei com muito gosto erva-mate para chimarrão e outros produtos que me eram solicitados. Compreendia que era um gesto de retribuição e carinho pelo tempo que minhas perguntas de pesquisa tomavam das pessoas, sempre sobrecarregadas com muito trabalho e afazeres.

Também era interessante observar as redes de comunicação que se estabeleciam virtualmente para saber onde encontrar, na Itália, a erva mate, o feijão preto, a farofa e outros elementos considerados típicos da “comida brasileira”.
<h3>“Para que as Pessoas que ali passassem pudessem fazer alguma prece”</h3>
Visitei casas nas quais havia imagens de santos católicos convivendo em harmonia no espaço com objetos do budismo ou de religiões afro-brasileiras. Durante as pesquisas, pude também conhecer lugares considerados sagrados por alguns descendentes, como a gruta da Nossa Senhora de Lourdes em Vale Vêneto (Rio Grande do Sul).

Depois de saber de sua importância para muitos descendentes e também da beleza do lugar, eu a tornei um passeio obrigatório quando apresentava a região para pessoas vindas de outros lugares. Também eu hoje tenho muitas memórias sobre a gruta e os passeios e preces que pude lá fazer.

Conheci, igualmente, alguns capitéis, que eram pequenas capelas que os imigrantes e seus descendentes construíam nas estradas ou nos caminhos entre propriedades para que eles mesmos ou as pessoas que ali passassem pudessem fazer alguma prece.
<h3>“Ser e estar no mundo”</h3>
Por entre fotografias, objetos variados e narrativas, pude entrar e conhecer muitas casas em seus interiores, muita mobília antiga, muita vida presente nestes espaços. O espaço é habitado também pelo tempo e por personagens, por meio do que ali está, sejam objetos materiais ou imaterialidades também. Alguns destes objetos também se relacionam com as pessoas (algumas vivas, outras já falecidas), com suas temporalidades, processos de identificação e com noções de ser/estar no mundo.

<strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz
<strong>Ilustração e diagramação:</strong> Luiz Figueiró]]></content:encoded>
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