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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>Como se proteger de golpes na internet</title>
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				<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 20:01:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ataques virtuais]]></category>
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						<description><![CDATA[O vazamento de dados que atingiu mais de 200 milhões de brasileiros fez o número de golpes virtuais disparar. Entenda quais os principais golpes e o que fazer para se proteger]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Uma brincadeira famosa na área de segurança da informação diz que um dispositivo, como celulares ou computadores só ficam totalmente seguros trancados em uma sala fechada, desconectados de qualquer tipo de rede e fonte de alimentação. No entanto, por mais que já parecesse impossível cumprir esse “método de segurança” anteriormente, a pandemia de Covid-19 e a decorrente adaptação para o <i>home office</i> por diversas empresas fez com que a situação se tornasse  ainda mais complexa: o tráfego intenso na internet agravou o antigo problema dos golpes virtuais.</p><p>De acordo com o relatório da empresa <i>Apura Cybersecurity Intelligence</i>, especializada em segurança digital, no ano de 2020 as <a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ameacas-de-golpes-virtuais-avancaram-400-na-comparacao-com-2019-aponta-estudo,70003579364" target="_blank" rel="noopener">ameaças de fraudes e golpes virtuais aumentaram em 394% em comparação com 2019</a>. Foram computadas 272 milhões de ameaças como vazamento de CPF, cartões nacionais, cartões internacionais e credenciais de acesso.</p><p>Os vazamentos massivos de dados ocorridos entre o final do ano passado e início deste ano impulsionaram um <a href="https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/06/14/estudo-vazamento-de-dados-quase-dobra-tentativas-de-roubo-pela-internet.htm" target="_blank" rel="noopener">novo aumento de crimes virtuais</a>. Em dezembro, uma falha do Ministério da Saúde expôs os dados tanto dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), quanto de planos de saúde, atingindo mais de 200 milhões de pessoas. No mês de janeiro, outro vazamento expôs informações sobre os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do STF. Ao todo, 220 milhões de brasileiros tiveram suas informações pessoais expostas. O número de vítimas supera a população total do país porque inclui dados de pessoas já falecidas.</p>		
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			<h3>Como grandes vazamentos de dados ocorrem</h3>		
		<p>A falta de cuidados com segurança por parte das empresas que armazenam dados é outro motivo por trás desses ataques. “Isso [vazamento de dados] passa muitas vezes pela falta de atualização de um software, falta de incorporação de novas tecnologias, de novos métodos para evitar que esse tipo de situação aconteça”, afirma Tiago Antônio Rizzetti, professor do curso de Tecnologia em Redes de Computadores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM).</p><p>Entre as tecnologias e métodos utilizados para proteção, estão os sistemas de detecção de intrusão e sistemas de prevenção de intrusão. Tais ferramentas analisam o tráfego da rede em busca de comportamentos anormais e de assinaturas de ataques conhecidos para detectar possíveis incidentes de segurança. Um incidente não é uma invasão. Como o professor explica, o primeiro passo de quem deseja comprometer um sistema é mapeá-lo: “Por si só não é uma invasão, mas demonstra que alguém está olhando para a rede com algum interesse. É um indício de que alguma coisa pior pode acontecer em breve”.</p><p>O professor e coordenador do curso de Tecnologia em Rede de Computadores, Walter Priesnitz Filho, aponta outro fator que pode ter sua parcela de contribuição nos casos de vazamentos de dados: a integração de sistemas. A integração consiste em um intercâmbio de informações entre diferentes bancos de dados. Esse processo é considerado o futuro da circulação de dados na internet, devido à agilidade e à praticidade oferecidas. </p><p>Para que sistemas diferentes troquem mensagens e dados, é preciso que se estabeleça uma interface de comunicação entre eles. Para que este “diálogo” ocorra, é necessário encontrar um delicado equilíbrio: os sistemas não podem ser extremamente “fechados”, mas, para evitar que alguém “ouça a conversa atrás da porta”, eles não podem ser “abertos” demais. “Integrar sistemas é uma tarefa razoavelmente complicada, porque cada sistema já está funcionando isoladamente e eles precisam passar a funcionar bem de maneira integrada”, explica Walter.</p><p>Além da complexidade, as pressões de mercado podem contribuir para possíveis falhas no processo de integração. Os projetos e seus desenvolvedores enfrentam cobranças de tempo, dinheiro e até restrições tecnológicas. “Nem sempre está no melhor ponto para ser disponibilizado, mas por uma restrição de tempo, verba, qualquer outra coisa, às vezes, as soluções são disponibilizadas assim mesmo”, afirma o professor Walter. Mesmo com o benefício da praticidade, elemento cada vez mais exigido dos produtos e serviços digitais, a integração também traz seus riscos.</p><p>Outro fator de risco são pessoas que trabalham na organização e vazam os dados de forma deliberada. Uma pesquisa realizada pela Symantec, empresa especializada em softwares de segurança cibernética, aponta que <a href="https://symantec-enterprise-blogs.security.com/blogs/feature-stories/symantec-security-summary-june-2020" target="_blank" rel="noopener">60% dos vazamentos de dados em grandes empresas têm como origem funcionários prestes a serem demitidos</a>. Um exemplo recente do que Walter classifica como “ameaça interna” foi a <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/apos-gleisi-hoffmann-manuela-davila-aparece-como-morta-em-cadastro-do-sus-1-25118434" target="_blank" rel="noopener">manipulação dos registros públicos de Guilherme Boulos (PSOL)</a>. O Ministério da Saúde aponta que a  manipulação que trocou o nome dos pais de Boulos por ofensas foi realizada por “uma pessoa credenciada”. </p><p>Gleisi Hoffmann (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B) também tiveram seus cadastros no Sistema Único de Saúde alterados, mas essas falsificações foram atribuídas a ataques hackers ocorridos em  2019.</p>		
			<h3>Engenharia Social e Phishing</h3>		
		<p>Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), <a href="https://noomis.febraban.org.br/temas/seguranca/brasil-tem-alta-de-200-nos-ataques-de-engenharia-social-em-2020" target="_blank" rel="noopener">70% dos golpes virtuais estão relacionados à engenharia social</a>. Ela consiste em um conjunto de técnicas que visam induzir os usuários a enviar dados confidenciais ou acessar sites mal intencionados. A professora do curso de Tecnologia em Redes de Computadores do CTISM, Marcia Henke, ilustra esse processo: “É através de um e-mail enviado como uma instituição conhecida pelo usuário. O usuário confia no e-mail e preenche um formulário ou acessa um link enviado por este e-mail que redireciona para um site falso”.</p><p>Walter explica que o perfil das vítimas pode mudar se ocorrer algum evento significativo. Um exemplo é o pagamento do auxílio emergencial, concedido a pessoas de baixa renda para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19, que colocou pessoas em situação de vulnerabilidade na mira desses golpes. “Pessoas que têm um uma faixa etária um pouco maior geralmente não são tão acostumadas à tecnologia, da mesma forma que os grupos sociais menos favorecidos”, comenta.</p><p>A técnica é bastante empregada porque não precisa burlar mecanismos de segurança, já que sua principal arma é a confiança de quem utiliza o dispositivo. “Ainda que se tenha mecanismos de autenticação fortes, o usuário pode ser levado ingenuamente a fornecer informações ou realizar ações que são prejudiciais para ele mesmo”, explica Tiago. </p><p>Porém, apenas se identificar como alguma empresa, banco ou conhecido não seria o suficiente para conquistar a confiança das vítimas. Um fator chave para a credibilidade do golpe é o uso de informações pessoais do usuário. Como um pescador que, para capturar um grande peixe, usa peixes menores como isca. Os criminosos usam alguns dados mais acessíveis de suas vítimas para conseguir informações mais sensíveis - como credenciais de acesso, CPF e senhas bancárias.</p><p>Mas de onde vem a isca? Marcia Henke alerta que “a avalanche de informações pessoais” registradas nas redes sociais facilita muito o trabalho de montar a isca. Um perfil comum nas redes já revela diversas informações como data de nascimento, cidade natal, cidade atual, nome dos pais, dos filhos, estado civil, local de trabalho/estudo e até gostos pessoais. Todos esses dados se tornam armas poderosas para a criação de golpes convincentes. </p><p>Um dos golpes mais convincentes baseados em engenharia social é o <i>phishing</i>. De acordo com o Centro de Estudos e Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT), <i>phishing</i> é o tipo de fraude por meio da qual um golpista tenta obter dados pessoais e financeiros de um usuário.<a href="https://www.kaspersky.com.br/blog/brasileiros-maiores-alvos-phishing-mundo/17045/" target="_blank" rel="noopener"> O Brasil é o país com o maior número de vítimas de <i>phishing</i> na internet</a>. Segundo o relatório da empresa de segurança da informação Kaspersky, um em cada cinco brasileiros sofreu pelo menos uma tentativa desse ataque no ano passado. </p><p>Mesmo que os golpes sejam aplicados de forma individual, seus danos podem se estender ao coletivo através das conexões pessoais e profissionais que possuímos no mundo virtual. Isso é mais comum do que se imagina. De acordo com a professora Marcia, a maioria das invasões a sistemas de informação se dá por meio dos usuários do próprio sistema.Ou seja, os invasores não precisam burlar a segurança de um sistema para ter acesso às suas informações e arquivos, basta obter as credenciais de acesso de alguém conectado a essa rede, entrar despercebido e comprometer a segurança da organização e de seus integrantes.</p><p>Se algum perfil de rede social é invadido, por exemplo, não se obtém o acesso apenas àss informações do usuário, mas também das pessoas com as quais ele se relaciona. Os pedidos de dinheiro por WhatsApp são uma forma conhecida de golpe envolvendo redes de contatos. Outra possibilidade é que, a partir do perfil invadido, se estabeleça uma cadeia de sequestros de contas virtuais, sejam outras contas do mesmo usuário ou de seus contatos.</p>		
			<h3>Como se proteger</h3>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/01_desconfie.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Desconfie</b>: “Pode parecer exagerado, mas para ser cuidadoso é preciso ficar sempre desconfiado”, destaca Walter. O maior <i>firewall</i> de qualquer usuário é a desconfiança. E ela deve estar sempre ativa, pois as tecnologias que visam filtrar as mensagens fraudulentas podem falhar ou sequer existir. Ao receber alguma mensagem solicitando informações, a primeira coisa a fazer é checar a origem da mensagem. </p><p>Se o seu banco mandar um e-mail, desconfie. Normalmente não é assim que os bancos entram em contato. Antes de fazer qualquer coisa, ligue para a agência e confirme a veracidade da requisição. Ao receber a ligação de uma empresa para realizar uma confirmação de dados, desconfie também.</p><p>Em situações como essa, uma dica que Walter dá é pedir para que a pessoa que realizou a ligação informe os dados que possui, para confirmar se as informações procedem ou não. Ao menor sinal de suspeita, desligue imediatamente e tente entrar em contato com a empresa por outro meio. Quando chegar uma notificação de algum amigo ou parente próximo pedindo dinheiro por meio de aplicativos de mensagem, mais uma vez, desconfie. Entre em contato por algum outro meio para ter certeza de que a conta não foi clonada.</p>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/02_atualize.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Atualize</b>: Tiago destaca que isso é válido para qualquer aparelho, de qualquer nível técnico. Um <i>software</i> desatualizado pode comprometer tanto a segurança de seu dispositivo pessoal quanto de servidores pertencentes a grandes empresas. Toda atualização contém correções de falhas detectadas na versão anterior. Quando um aparelho não recebe atualização, ele fica suscetível aos <i>exploits</i>, programas desenvolvidos exclusivamente para explorar as falhas de segurança de determinada versão de um sistema operacional. Por meio de <i>exploits</i>, até pessoas que não possuem grandes conhecimentos sobre programação conseguem comprometer a segurança de sistemas.</p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/03_registre.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Registre</b>: Mesmo quando se tem certeza de que se está lidando com uma situação real, um pouco de cuidado sempre cai bem. Se for necessário enviar um documento para ser digitalizado, uma sugestão de Walter é colocar uma marca d’água sem sobrescrever os dados, para especificar a quem o documento será cedido. A marca d’água não evitará que as informações enviadas sejam vazadas, mas caso isso ocorra, é possível identificar a origem do vazamento. “Sempre faça isso, se é um xerox, se é no papel, pegue uma caneta e escreva: ‘cedido para a empresa tal’ porque aí a gente vai saber, na eventualidade de eles perderem”, enfatiza o professor.</p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/04_wifi.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Cuide</b> <b>com onde se conecta: </b>Uma rede de Wi-Fi pública pode ser apenas um chamariz para interceptar os dados de quem se conectar a ela. Se um atacante possuir controle sobre a rede, ele pode direcionar o usuário para certas páginas que visam coletar seus dados. “Se houver a necessidade de se conectar em uma rede pública, desconhecida ou não confiável, uma técnica que garante um pouco mais de segurança é o uso de VPNs”, aconselha Tiago.</p><p>A <a href="https://www.kaspersky.com.br/resource-center/definitions/what-is-a-vpn">VPN ou Virtual Private Network</a> criptografa a sua conexão e oculta sua identidade. Assim, mesmo que acesse uma rede pública, seus dados estão protegidos. “Ainda que o adversário tenha controle sobre a rede onde você está conectado, ele não vai conseguir extrair informações úteis, dados utilizados em  determinados serviços”, explica Tiago.</p>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/05_seguranca.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Use sites seguros</b>: Para que dispositivos se comuniquem, eles precisam possuir o mesmo padrão. A forma escolhida para que esses dispositivos se conectem é chamada de protocolo. A “linguagem” da internet é baseada em dois protocolos: HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) e HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure).</p><p>Sites que utilizam HTTPS codificam a comunicação entre usuário e servidor, o que evita a interceptação das informações inseridas naquela página. Para garantir que as informações estão mesmo protegidas, esse protocolo utiliza certificados digitais. Toda vez que o usuário acessa um serviço pelo seu navegador, o servidor que o hospeda envia um certificado. </p><p>“Para ser considerado válido, o certificado tem que ter sido assinado por alguém que o navegador confia, é como se fosse um cartório digital. Então ele vai mostrar um um cadeadinho verde”, explica Tiago.</p><p>Quando o certificado não é reconhecido, o navegador emite um alerta de segurança. Se o endereço acessado não possuir o HTTPS, é possível que as informações trocadas entre o dispositivo e servidor sejam interceptadas. "A menos que a pessoa saiba exatamente o que está fazendo, ela não deve continuar”, adverte o professor.</p>		
												<img width="800" height="800" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/06_senhas.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Capriche nas senhas</b>: Usar senhas repetidas é perigoso, porque nem todos os serviços possuem os mesmos recursos e até o mesmo zelo com os dados do usuário. “Ao conseguir a senha de acesso a um serviço com segurança mais fraca, esse intruso passa a ter acesso a outros serviços com uma segurança maior”, diz Tiago.</p><p>Além da proteção, usar uma senha específica para cada site também é uma forma de registro. Se a senha particular de um serviço for vazada, é muito mais fácil identificar a origem de um possível vazamento. Mas não basta apenas possuir senhas diferentes, elas precisam ser fortes. </p><p>A quantidade e tipos de caracteres usados definem se os invasores descobrirão sua senha instantaneamente ou, literalmente, em alguns anos. Geralmente se indica o uso de 12 caracteres para uma senha segura. Mas de acordo com um <a href="https://www.hivesystems.io/blog/are-your-passwords-in-the-green?rq=password">infográfico</a> divulgado pela <i>Hive Systems</i>, empresa de segurança cibernética estadunidense, se essa combinação possuir apenas números, ela pode ser descoberta em 25 segundos. Se sua composição possuir letras maiúsculas e minúsculas, o tempo sobe para 300 anos. Agora se os 12 caracteres combinarem letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos, seriam precisos 34 mil anos para que esta senha fosse decifrada. O infográfico retirou estes resultados do site <a href="https://howsecureismypassword.net/"><i>How Secure Is My Password</i></a>.</p><p>Há outros sites com a mesma funcionalidade, mas com metodologias e resultados distintos. A ferramenta da <a href="https://password.kaspersky.com/pt/">Kaspersky</a>, por exemplo, calcula quanto tempo um computador doméstico levaria para decifrar a senha. Computadores mais poderosos conseguem processar mais possibilidades por segundo e reduzem o tempo de forma significativa. Mas, independentemente do computador, a dificuldade para decodificar uma senha cresce de forma significativa conforme o número e tipos de caracteres.</p>		
												<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/07_cuidado.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>Tenha cuidado com os sites que prometem checar se seus dados foram expostos: </b>Logo após os vazamentos massivos de dados, surgiram diversos sites que prometiam checar se as informações pessoais de determinados usuários circulavam pela <i>deep web</i>. Para isso, bastava a inserção de alguns dados pessoais para que os sites realizassem as consultas. No entanto, é preciso cautela para que a ajuda não se torne mais uma dor de cabeça. “Todo site onde tem que ser fornecidas informações pessoais para verificar se elas foram vazadas, como senhas, este site pode estar capturando as senhas”, alerta Tiago.</p><p>Para descobrir se o serviço é confiável, é preciso ver quem o oferece, além das informações pedidas. “Sempre tem que tomar cuidado quando precisa fornecer alguma informação. É preciso ter certeza para quem se fornece isso”, alerta Walter. Por isso, verifique se o site é mantido por alguma empresa ou organização conhecida na área de segurança virtual. Outro fator para prestar atenção é o tipo e a quantidade de informações exigidas. Se a verificação requer muitos dados pessoais ou algo bastante sensível, ligue o sinal amarelo e não siga em frente.</p><p>A segurança da informação é um estado transitório, pois depende de uma série de procedimentos que necessitam de aplicação, repetição e atualização. “Em algum momento, a gente pode garantir que está seguro, mas dizer que aquilo é um estado definitivo é praticamente impossível”, afirma o professor Walter. Para você que não pode aderir à estratégia de segurança total citada no início, essas informações ajudam a se proteger dentro do possível (pelo menos por enquanto).</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e bolsista</i></p><p><em><strong>Ilustradora: </strong>Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista<br /></em></p><p><em><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo<br /></em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p><p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Invasões em Rede</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/invasoes-em-videoconferencias</link>
				<pubDate>Mon, 26 Jul 2021 19:14:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ataques virtuais]]></category>
		<category><![CDATA[cracker]]></category>
		<category><![CDATA[crimes contra a honra]]></category>
		<category><![CDATA[discurso de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[hacker]]></category>
		<category><![CDATA[invasões em rede]]></category>
		<category><![CDATA[phishing]]></category>
		<category><![CDATA[segurança de informação]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia de informação]]></category>
		<category><![CDATA[zoom bombing]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8582</guid>
						<description><![CDATA[Conhecida como ‘zoom bombing’, invasão e ataque a salas de conferência de vídeo se tornam comuns na pandemia
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Pablo Domingues de Mello defendeu o trabalho de conclusão de curso em julho de 2020. O dia, que era para ser feliz para o estudante do curso de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi marcado por uma invasão na sala <i>online </i>em que acontecia o evento, e por discursos de ódio lgbtfóbicos dos invasores. Já em dezembro do ano passado, durante a posse da nova gestão da Seção Sindical dos Docentes da UFSM, a Sedufsm, um dos perfis que participava interrompeu a solenidade de abertura para proferir discursos neofascistas, com alusão às armas e à figura de Hitler. Os dois episódios são exemplos de uma prática que se tornou recorrente desde o  ano passado, o '<i>zoom bombing</i>'. O termo é uma junção da palavra “zoom”, em alusão à plataforma de reuniões e eventos online, e “bombing”, que significa bombardear e/ou atacar. </p><p>A necessidade de isolamento social levou as universidades a se adaptarem a um sistema remoto e provisório de ensino, o que ampliou as práticas e interações online. Eventos que antes aconteciam de forma presencial, como a defesa da monografia ou a posse de uma gestão do sindicato, transferem-se para o ambiente virtual. Com isso, preocupações de segurança virtual também aumentam, a exemplo dos episódios citados. Dados da Polícia Federal de Santa Maria mostram que, em 2020, foram registrados, em boletim de ocorrência, cinco invasões de eventos, aulas ou apresentações no âmbito da UFSM; até julho de 2021, já havia um registro de ocorrência. Esses dados, no entanto, são subnotificados, uma vez que nem todos os casos são denunciados. Dos episódios acima, por exemplo, a invasão da defesa da monografia de Pablo foi registrada. Já a invasão da posse da Sedufsm, não.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Hacker_Capa-1024x668.png" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>As invasões</h3>		
		<p>A defesa do trabalho de conclusão de curso de Pablo Domingues de Mello aconteceria online em 15 de julho de 2020, o que possibilitaria que mais amigos e conhecidos acompanhassem o momento que foi esperado por cinco anos. Uma semana antes, ele divulgou em suas redes sociais um<i> card </i>de convite para o evento, com um link do <i>Google Meet </i>e a temática do TCC, que abordava o discurso de ódio lgbtfóbico e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que criminaliza a homofobia. O <i>tweet </i>alcançou cinco mil pessoas. “Acredito que esse grupo de invasores, que eram cinco pessoas,  tenha visto e se mantido atento a minha rede social”. Pablo relata que, por uma questão burocrática, o link inicialmente divulgado teve de ser modificado. A sala substituta foi criada pela orientadora de Pablo, que moderava a chamada. Esse link foi compartilhado com os contatos particulares dele e postado no <i>Twitter </i>cinco minutos antes de começar a banca. </p><p>Cerca de 75 pessoas assistiram à apresentação da monografia, que durou 20 minutos. No início da fala de um dos membros da banca, ocorreu a primeira interferência, a partir de sopros no microfone. “A gente acreditava, na realidade, que fosse alguém que não estava sabendo desligar o microfone e não sabia como mexer nisso. Aí eu comecei a ver que tinham pessoas que eu não conhecia na sala. E eram alguns nomes bem sugestivos”, diz Pablo. </p><p>Na segunda interferência, os invasores rodaram áudios com teor pornográfico e, posteriormente, reproduziram vídeos com discursos de ódio racistas e lgbtfóbicos ditos pelo Presidente da República. “Nesse momento, a gente começou a perceber o teor da invasão. E aí, quando eles se identificaram dessa forma,  começaram a fazer mais, assoprar mais o microfone pra dar mais interferência. Até que uma amiga minha ligou o microfone e falou: ‘gente, eu acho que isso aqui é uma invasão, é melhor a gente fechar a sala, eles não vão deixar a gente continuar falando’”. </p><p>Pablo relata que se sentiu intrigado, em um primeiro momento, por conta dos invasores entrarem e saírem da chamada continuamente. Além de não conseguir prestar atenção na fala do avaliador, a invasão gerou desconforto: “Fiquei bem chateado, porque tinham 75 pessoas na sala, toda a família me assistindo, amigos meus de vários cantos do mundo assistindo, porque, enfim, por ser online as pessoas têm essa possibilidade”. Os amigos e familiares dele não puderam assistir à avaliação final do trabalho, já que foi necessário abrir uma sala nova, somente com a banca. “Eu fiquei nervoso, mas eu me mantive assim, não chorei, não me desesperei, porque eu pensei ‘tenho que terminar isso aqui, depois eu resolvo o que aconteceu’”. A invasão foi registrada no Ministério Público Federal de Santa Maria (MPF), e como boletim de ocorrência na Polícia Federal de Santa Maria (PF). Até o momento do fechamento da reportagem, não houve atualizações ou resultados da investigação.</p><p>No caso do sindicato, cerca de 90 pessoas assistiam à posse da nova diretoria da  Seção Sindical dos Docentes da UFSM, a gestão “Renova Sedufsm”. Em 5 de dezembro de 2020, a <a href="https://www.facebook.com/sedufsm/posts/2895937427351635" target="_blank" rel="noopener">Assembleia de Posse</a> estava iniciando quando três perfis com nomes estranhos começaram a trocar ideias no chat. Leonardo da Rocha Botega, integrante da diretoria empossada, conta que, após a fala de membros da antiga gestão, os mesmos perfis começaram a ligar e desligar o microfone. “Na sequência, foi projetada uma música com imagens de armas e de Hitler, algo que talvez fale muito sobre o perfil do invasor”, diz.</p><p>Leonardo conta que se sentiu desconfortável com a situação: “Havia muitos convidados externos, pessoas do Brasil todo, representantes de muitos movimentos sindicais e sociais. Ainda bem que conseguimos deslocar quase todos para uma nova sala em um novo link e tudo transcorreu normalmente depois”. O link do evento havia sido divulgado em modo público. Apesar de não terem registrado ocorrência policial, a assembleia de posse está gravada e arquivada pela entidade. Houve registro nas redes sociais por meio de <a href="https://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=noticias&amp;id=6364" target="_blank" rel="noopener">Nota de Repúdio</a> e reforço da segurança das atividades posteriores, com envio dos links com menor antecedência e de forma privada para os associados.</p><p>Para o historiador Leonardo Botega, existem semelhanças entre o ataque sofrido e outros que aconteceram na UFSM. “O perfil dos ataques parece seguir o mesmo padrão, imagens de violência, pornografia ou ruídos pornográficos. Não me parece ser algo individual, mas algo de grupo ou grupos articulados”. Ele destaca que esse tipo de ataque segue uma estética fortemente neofascista, uma vez que demonstra uma postura antidemocrática e de intolerância.  “O perfil dos alvos são sempre bancas de defesa ou palestras com temas sociais, étnicos-raciais ou de gênero, e os movimentos sociais e sindicais. Os mesmos alvos que esses grupos miram fora do ambiente virtual. É a mesma violência, só que agora, covardemente escondida atrás de um computador”.</p>		
			<h3>'Zoom Bombing' é crime?</h3>		
		<p>O <i>Zoom Bombing</i> ganhou mais ênfase com o trabalho remoto e faz referência à plataforma de reuniões <i>Zoom</i>, embora ocorra em outros aplicativos, como o <i>Google Meet. </i>Em função da recorrência destes casos, em abril de 2020 <a href="https://gizmodo.uol.com.br/zoombombing-invadir-conferencias-zoom-fbi/" target="_blank" rel="noopener">o Zoom foi notificado pelo FBI</a> - Federal Bureau of Investigation (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, em português).</p><p>O ‘<i>zoom bombing</i>’ é o ato de invadir uma reunião, aula e/ou evento virtual em plataforma online com o objetivo de atrapalhá-los. Para o professor substituto no Departamento de Direito da UFSM e mestre em Ciber Segurança em Ambiente Digital, João Pedro Seefeldt, esse tipo de invasão tem um propósito mais político e ideológico do que interesse monetário ou roubo de dados. Segundo ele, “os ataques servem para silenciar, negar, discutir, ou para ridicularizar, numa tentativa de diminuição daquilo que está sendo falado”. </p><p>Uma característica muito marcante desse fenômeno é a profusão de discursos de ódio e ataques coordenados. No caso de Pablo Domingues de Mello, a chamada da sala virtual foi gravada e captou, após todos os convidados saírem, o momento em que os cinco invasores comemoraram o sucesso do ataque, zombaram e riram da invasão, ao mesmo tempo em que proferiram discursos de ódio contra pessoas gays. Para João Pedro, os ataques se utilizam de xingamentos para ridicularizar os participantes e competir ideologicamente com o tema. </p><p>O professor esclarece que, por ser uma prática recente, o <i>zoom bombing </i>ainda não é criminalizado no Brasil. “Tecnicamente não é um crime a invasão em si, mas o que é dito ou feito dentro dessa invasão pode sim configurar crime e ainda na forma qualificada”. Ou seja, nos casos citados, a invasão não configura um crime, mas os <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/liberdade-expressao-agressao/">discursos de ódio</a> proferidos, sim. Ele explica: “As condutas praticadas pelo invasor durante o ataque podem caracterizar uma infração penal, como por exemplo, injúria, racismo, lgbtfobia, apologia ao nazismo, entre outras”.</p><p>Apesar de o discurso de ódio, em si, não ter um tipo penal específico de criminalização (ainda que já existam propostas legislativas nesse sentido), a classificação jurídica penal engloba crimes contra a honra (injúria, difamação e/ou calúnia), crimes que resultam de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem nacional, orientação sexual e de gênero - a exemplo da homofobia ou transfobia, <a href="http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=414010" target="_blank" rel="noopener">que foram recentemente criminalizadas pelo Supremo Tribunal Federal</a>. Além disso, há as formas qualificadas desses crimes.</p>		
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		<p>Para João Pedro, “a qualificação dessas condutas prevê diferenças na aplicação de pena para um crime cometido de forma presencial e um crime praticado em espaço virtual, já que, por exemplo, as redes sociais são um espaço em que postagens podem viralizar e atingir muito mais pessoas”. A pena para crimes de injúria, quando utiliza de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual e de gênero, ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência, é de um a três anos de reclusão, além de multa. No entanto, quando a prática ou divulgação de crimes contra a honra é feita por meio das redes sociais digitais, a pena pode triplicar.</p><p>Outra característica desse tipo de ataque - e da internet em si - é que os invasores se escondem atrás do anonimato, a partir de contas falsas. João Pedro Seefeld lembra que o anonimato é proibido pela Constituição Federal de 1988 (art. 5º, inciso IV: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato). Para o pesquisador, a probabilidade de encontrar invasores que se escondem no anonimato das redes é pequena, tanto porque o Brasil ainda possui grandes déficits na investigação de crimes digitais quanto pelas possibilidades de proteção da identidade na internet. “Se esses agentes que estão atacando são minimamente inteligentes, para não serem identificados, vão criar camadas de segurança, vão usar contas fakes, contas criadas em outros países, criptografia, enfim, vão criar várias camadas de segurança que vão dificultar a identificação”. Ele ressalta que a identificação é possível, mas que é demorada e difícil. Além disso, João Pedro acrescenta que, por vezes, os atacantes podem não ser tão anônimos assim:  “Tem gente, como esses atacantes que se vangloriam nas próprias redes sociais. Então, é necessário, às vezes, até um monitoramento desse tipo de postagem, publicação”. Ele reforça que é essencial que as polícias científicas brasileiras tenham constante capacitação para aprimorar a investigação de crimes digitais.</p><p>A segurança em rede é uma preocupação constante para as pessoas, principalmente por conta da privacidade de dados pessoais. Em janeiro deste ano, um <a href="https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/vazamento-de-dados-veja-tudo-o-que-ja-sabemos-sobre-o-caso,27e3b0f296c720e291e486c3645e3abdtg5uckcz.html" target="_blank" rel="noopener">mega vazamento de dados</a> veio à tona no Brasil, o que gerou grande apreensão. Para o professor  João Pedro, o <i>zoom bombing</i> não parece ter relação com a questão dos grandes vazamentos e roubo de dados, uma vez que o objetivo maior é político e ideológico na disputa de construção ou alteração de narrativas na arena pública. “Não são raros os casos em que eles entram com as próprias redes sociais ou com perfil em que mudam a foto ou o nome, mas sem nenhuma camada de anonimização. Eles se sentem encorajados e legitimados a fazer isso”. </p><p>João Pedro Seefeldt destaca que, caso um evento em sala virtual sofra qualquer tipo de ataque ou invasão, a orientação é procurar a Polícia Federal mais próxima e registrar boletim de ocorrência. </p>		
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		<p>A realidade em rede expõe as pessoas a questões relativas à privacidade e à segurança. Com a pandemia da Covid-19 e a necessidade de aceleração de práticas virtuais, esses pontos ficaram mais evidentes. De acordo com João Pedro, é necessário empoderar e conscientizar os cidadãos a respeito da proteção de dados pessoais, medidas legais e informações pertinentes sobre cibersegurança. “É uma realidade que veio pra ficar e a pandemia só escancarou isso. Na minha opinião, se tornou um catalisador dessa importância de a gente discutir proteção de dados”, destaca.</p>		
			<h3>É coisa de 'hacker'?</h3>		
		<p>Quando se fala em ataques a sistemas, invasões e roubo de dados em rede, é comum  ouvir a afirmação de que ‘é coisa de <i>hacker</i>’. O entendimento popular e negativo do <i>hacker </i>é adequado. Raul Ceretta Nunes, professor do Departamento de Computação Aplicada do Centro de Tecnologia da UFSM, explica que um hacker é alguém que entende muito de determinado assunto. “Ele pode usar esse conhecimento para descobrir as vulnerabilidades de um <i>software</i>. Uma vez que ele descobre as fraquezas e vulnerabilidades, ele pode eliminá-las ou, se for mal intencionado, explorá-las invadindo sistemas”. Raul destaca que um <i>hacker</i> busca encontrar as vulnerabilidades de um sistema ou dispositivo e descobrir como aprimorar a segurança do mesmo. Quando ele usa o seu conhecimento profundo para ações maliciosas, ele vira um <i>cracker. </i>A diferença está na intenção e no uso do conhecimento. </p><p>No entanto, para Raul, os exemplos citados nesta reportagem não são ‘coisa de <i>hacker’. </i>Do ponto de vista computacional, essas invasões só seriam ação de <i>crackers </i>caso a sala virtual em que a chamada é realizada possuísse alguma vulnerabilidade . <i>Crackers </i>geralmente invadem <i>softwares</i> mais complexos. No caso citado, só seria uma ação desse tipo se, mesmo com os procedimentos de acesso restrito por meio do envio de links individuais, ela fosse penetrada por alguém que não foi convidado para a chamada. Raul explica que o termo ‘vulnerabilidade’ é utilizado quando um <i>software </i>tem algum problema de construção, de projeto, alguma falha que permite a invasão por parte de programadores, sejam eles <i>hackers </i>ou <i>crackers. </i>O que acontece nos exemplos citados é que, na maioria das vezes, para entrar na chamada, os invasores precisam ser aceitos nela e o ataque ocorre posteriormente. Nos exemplos em que o <i>link </i>é postado em redes sociais, de modo público, não há controle sobre as pessoas que entram ou, mesmo quando é feito um formulário de inscrição para o acesso, há a possibilidade de utilização de e-mails e contas falsas para esse fim.</p><p>Para que casos como esses sejam evitados, é fundamental tomar alguns cuidados. Raul Ceretta Nunes salienta que “a tecnologia pode ajudar a criar meios que evitem o uso indevido de salas, mesmo que elas sejam públicas”. Como exemplos, cita recursos que o moderador da sala pode utilizar para remover e bloquear pessoas; autorizar um número máximo de contas; realizar um pré-cadastro (inscrição no evento) para que o moderador possa filtrar e conferir a veracidade das contas; além disso, há a possibilidade de fazer com que a sala seja fechada e somente pessoas aprovadas consigam ingressar. O <i>Google Meet</i>, por exemplo, possui a ‘ante-sala’, em que o/a participante aguarda ser aprovado, mas, uma vez aprovada, mesmo retirada da reunião, a conta consegue retornar. A equipe de segurança do Centro de Processamento de Dados da UFSM (CPD), ressalta que, em 2020, a principal ação do setor foi orientar e conscientizar os usuários quanto à criação de links em salas fechadas e a manutenção e conferência de uma lista de participantes.</p><p>Além do '<i>zoom bombing</i>', outras práticas afetam a segurança em rede do usuário, como as de <i>malware, phishing </i>e <i>hacking</i>.</p>		
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		<p>Diante dessas possibilidades, Raul Ceretta Nunes destaca que, para proteção de dados e máquinas pessoais - computador, notebook, tablet ou celular, é ideal possuir algumas ferramentas simples. Entre essas, está o <i>software </i>antivírus, que é criado a partir dos <i>malwares </i>já conhecidos e que elimina a possibilidade de a máquina estar infectada com algum <i>software </i>ruim.</p>		
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		<p>Já em máquinas de empresas e em máquinas com provedores, o cuidado deve ser maior, uma vez que o valor das informações dessas também é superior. Testes de vulnerabilidade de penetração, como exemplo o PenTest, e mecanismos para esconder o servidor na rede, por meio de VPN - <i>Virtual Private Network, </i>ou Rede Virtual Privada, em português, que é um túnel virtual criptografado, são alguns desses métodos de proteção. Raul destaca que, em meio a uma sociedade que depende cada vez mais de computadores e celulares para pagamentos, compras, comunicação, automatização e acesso à informação, é natural que a discussão a respeito da privacidade torne-se maior.</p>		
			<h3>Na UFSM</h3>		
		<p>Com a suspensão das atividades presenciais, em março de 2020, o CPD da UFSM disponibilizou, para os servidores da universidade, o acesso remoto via VPN institucional. “Através da utilização da VPN institucional, os usuários podem realizar de casa os mesmos acessos que realizavam, como se estivessem na rede da Universidade. Essa forma de conexão não existia previamente na UFSM e foi criada rapidamente, mesmo com recursos limitados, para permitir que os usuários da universidade realizassem seu trabalho remoto de forma segura”, ressalta a equipe de segurança. Além disso, outro destaque do ano passado foram as campanhas informativas sobre segurança, através das redes sociais e do <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/cpd/dicas-de-seguranca/" target="_blank" rel="noopener">site</a>, sobre a proteção correta de senhas, o cuidado com o compartilhamento de informações e para orientações sobre a fraude do <i>phishing. </i></p><p>Também em 2020, a UFSM adquiriu um novo <i>firewall</i> - que atua como uma espécie de filtro, retendo links e tentativas de acesso consideradas perigosas ou suspeitas. De acordo com a Equipe de Segurança do CPD, é “um novo conceito de <i>firewall</i> que permite análises mais profundas nos pacotes que são trafegados pela rede, promovendo maior segurança geral”. Ela salienta que, antes, a UFSM utilizava um <i>firewall</i> de versão gratuita e muito limitada, o que representava um atraso em relação às outras universidades federais. </p><p>Para a equipe, a aquisição representa evolução na segurança da rede da UFSM, que é muito diversa e possui vários dispositivos ou sistemas conectados a ela e nem sempre gerenciados pelo CPD. Entre os sites monitorados pelo CPD estão o site institucional da UFSM e todos os seus desdobramentos, o Portal do Aluno, o <i>Moodle</i>, bancos de dados ou qualquer outro endereço virtual relacionado à universidade. Por exemplo, se um link suspeito, com possibilidade de conter algum <i>software</i> malicioso, estiver no ambiente virtual de aprendizagem, o <i>firewall </i>vai identificar e bloquear. Outros sistemas da UFSM como o PenSie - sistema eletrônico de assinatura de atas, e a eleição eletrônica, também são protegidos de ataques via <i>firewall</i>. O grupo destaca que já existia um projeto de implantação dessas ferramentas antes da pandemia, mas que ele foi acelerado com a necessidade de atuação remota.</p><p><strong><em>Expediente</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p><p><em><strong>Ilustrador: </strong>Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista<br /></em></p><p><em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p><p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p>]]></content:encoded>
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