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				<title>6° Nei Day celebrou a memória do ícone do movimento negro de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/11/17/6-nei-day-celebrou-a-memoria-do-icone-do-movimento-negro-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 14:38:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
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						<description><![CDATA[Atividade integrou o Novembro Negro, com organização da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_60504" align="alignright" width="587"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/IMG_5523.jpg"><img class="wp-image-60504" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/IMG_5523.jpg" alt="foto colorida horizontal com pessoas perfiladas na abertura do evento. Uma senhora fala ao microfone" width="587" height="391" /></a> Evento foi realizado na tarde de terça-feira (15)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Na terça-feira (15), ocorreu a 6ª edição do Nei Day, evento criado para homenagear Vilnes Gonçalves Flores Jr, conhecido popularmente como Nei d’Ogum </span><span style="font-weight: 400">Segundo Isadora Bispo, integrante do Coletivo Ará Dudu, responsável pela organização, o evento foi criado para não deixar a data de seu aniversário "passar em branco, mas em preto". A celebração reuniu grande público na Praça dos Bombeiros. Entre os presentes, alguns nomes importantes no movimento, como a vereadora Maria Rita Py Dutra, o vereador Valdir Oliveira, e a presidenta do Ará Dudu, Carmem Lúcia, conhecida como Baiana, que utilizou o espaço de fala para fazer a denúncia de casos de intolerância religiosa e ataques a terreiros que têm acontecido na cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento teve diversas atividades em sua programação: homenagem ao Dia da Umbanda, pelo Centro Afro Umbandista Xangô e Oxum; apresentação de <em>drag</em> <em>queens,</em> A Bixa da Noite - Weruska Gamela Penosa; Vera Garcia e Grupo Cadência Bonita do Samba; apresentação teatral “80 tiros”, por Gustavo Rocha, o Afro Guga; slam feminino de MC Leti e Justina Monteiro; A voz e poema das mulheres negras, por Louise da Silveira e Esther Farias; venda de ecobags Nei d’Ogum, pelo Grupo Gepa; empreendedoras negras da feira Feito por Mulheres; exposição de fotos de Dartanhan Figueiredo. Houve animação da Escola de Samba Arco-íris, Capoeira de Rua Berimbau, DJ Kau e Pagode do Choco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Nei Day se tornou uma data comemorativa - 15 de novembro - no Calendário Oficial de Eventos do Município. A decisão foi tomada na Câmara de Vereadores de Santa Maria no dia 8 de novembro, e o argumento utilizado pelos votantes favoráveis foi de que Nei ainda é um grande ator social de Santa Maria e deve ser reconhecido como tal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esta edição foi organizada pela Associação de Arte e Cultura Negra Ará Dudu, que é um dos projetos integrantes da Incubadora Social da UFSM.</span></p>
[caption id="attachment_60505" align="alignleft" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/IMG_5412.jpg"><img class="wp-image-60505" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/IMG_5412.jpg" alt="foto colorida horizontal em que uma moça de costas, com turbante roxo na cabeça, aprecia fotos grandes em P&amp;B em que o homenageado fala ao microfone" width="566" height="378" /></a> Exposição de fotos foi uma das atrações da programação[/caption]
<h3>Nei D’Ogum</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Vilnes Gonçalves Flores Jr, o Nei D’Ogum, nasceu em Santa Maria, em 15 de novembro de 1963, data em que hoje se comemora o Nei Day, em alusão ao seu aniversário. Durante sua vida, foi protagonista de diversas lutas sociais em Santa Maria, militou pelo direito de ser aquilo que ele mesmo era: negro, membro da comunidade LGBT, morador de periferia e praticante de religião de matriz africana. Passou por muitas profissões, com guia turístico, auxiliar de fabricante de picolés e sorvetes, vendedor no comércio, auxiliar de pedreiro, garçom, consultor político e produtor cultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sua afinidade com a cultura fica clara em seu extenso currículo. Por 8 anos, foi o Coordenador do Núcleo de Ações Culturais e Educativas do Museu Treze de Maio. Também foi bailarino do Grupo de Dança Afro Agbara Dudu e foi coordenador do Colegiado de Culturas Populares da Secretaria Estadual de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Foi secretário-geral da Associação das Escolas de Samba de Santa Maria e vice-presidente da Escola de Samba Arco Íris, era padrinho do Coletivo de Resistência Artística Periférica (CO-RAP). Idealizou o Festival Municipal de Artes Negras (FESMAN), o Concurso Beleza do Ébano e aMuamba. Participou da organização de várias edições de Paradas Livres na cidade e fez parte da Coordenação Geral do Coletivo Voe. Além disso, também foi um dos fundadores do Coletivo Ará Dudu. Em 2014, recebeu o Prêmio Diversidade RS, na categoria Cultura Negra, em Porto Alegre. Aos 40 anos, ingressou no curso de Artes Cênicas da UFSM, pelo sistema de cotas raciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nei era praticante de religião de matriz africana, da Comunidade de Terreiro Ilê Axé Ossanha Agué, e foi articulador da 1ª Conferência Municipal e Regional dos Povos de Terreiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ele era morador do Loteamento Cipriano Rocha e foi um dos fundadores da Associação Comunitária do Loteamento Cipriano Rocha, do qual também foi secretário-geral. Passou 20 anos ao lado do companheiro, Ricardo Souza, conhecido como Babalossain De Agué. </span><span style="font-weight: 400">Nei D’Ogum faleceu na noite de 23 de agosto de 2017. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mais sobre a sua história e ativismo podem ser encontrados no documentário </span><a href="https://vimeo.com/169289479" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">PPP</span></a><span style="font-weight: 400"> (2016), dirigido por Diego Tafarel. </span></p>
[caption id="attachment_60506" align="alignright" width="597"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/IMG_5370.jpg"><img class="wp-image-60506" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/11/IMG_5370.jpg" alt="Foto colorida horizontal com pessoas conversando e olhando as fotos expostas em murais na praça" width="597" height="398" /></a> Programação segue até o final de novembro[/caption]
<h3><span style="font-weight: 400">Mês da Consciência Negra da UFSM</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O Nei Day faz parte da programação de Mês da Consciência Negra da UFSM. No domingo (13), foi feito lançamento da Exposição de Rua “Histórias da gente: vidas LGBTQIA+ no RS – Nei D’Ogum”, no Centro de Artes de Letras (CAL) da UFSM. A exposição apresentou artes da artista trans Priscila Fróes, acompanhados de biografias de personalidades LGBTQIA+ do Rio Grande do Sul. Também foi feito um passeio guiado “Territórios de Nei D’Ogum”, que levou o público a locais importantes na história do ativista, e incluiu falas de amigos próximos a eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para conferir as próximas atividades do Mês da Consciência Negra, confira a <a href="https://www.ufsm.br/2022/11/07/ufsm-promove-programacao-alusiva-ao-mes-da-consciencia-negra/" target="_blank" rel="noopener">programação completa</a>.</span></p>
<p><em>Texto e fotos: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<p> </p>
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													</item>
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				<title>Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial: conheça iniciativas da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/07/03/dia-nacional-de-combate-a-discriminacao-racial-conheca-iniciativas-da-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2020 13:04:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ará dudu]]></category>
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						<description><![CDATA[Nesta sexta-feira, 3 de julho, é comemorado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. Essa data celebra a aprovação no Congresso Nacional da Lei nº 1.390, proposta pelo deputado e jurista Afonso Arinos, em 1951. A primeira lei contra o racismo no Brasil constitui como infração penal a discriminação racial, por raça ou cor. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Nesta sexta-feira, 3 de julho, é comemorado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. Essa data celebra a aprovação no Congresso Nacional da Lei nº 1.390, proposta pelo deputado e jurista Afonso Arinos, em 1951. A primeira lei contra o racismo no Brasil constitui como infração penal a discriminação racial, por raça ou cor. Depois de 69 anos, muitas iniciativas políticas e sociais continuam sendo feitas para o combate à discriminação racial.</p>
<p>A UFSM conta com diversos projetos e iniciativas para que todos tenham seus direitos garantidos e respeito às diversidades. Conheça alguns dos projetos:</p>
<p>O <a href="https://www.facebook.com/GTNegros" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Grupo de Trabalho (GT) Negros</a> integra o Núcleo de Estudos Contemporâneos (Necon), do curso de Ciências Sociais do CCSH, e tem por objetivo congregar as comunidades acadêmica e externa em torno da temática da educação das relações étnico-raciais, buscando contribuir para que seus membros ampliem a compreensão das dinâmicas sociais que envolvem a comunidade negra local e regional no combate ao racismo. Criado em setembro de 2011, a partir de 2015 passou a abrigar pesquisadores envolvidos na temática racial negra, ligados ao Núcleo de Estudos sobre Educação e Memória (Clio), do Centro de Educação. Atualmente o GT é formado por acadêmicos dos cursos de graduação e pós-graduação da UFSM, professores, servidores técnico-administrativos e sociedade em geral.</p>
<p>O <a href="https://www.facebook.com/protagonismonegro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Protagonismo Negro</a> é um programa de debate que propõe discutir questões referentes à população negra. Procura desenvolver discussões sobre questões sociais que envolvam sobretudo gênero, classe, sexualidade, acesso ao sistema de saúde, mercado de trabalho e outros marcadores sociais interseccionados à questão racial. O projeto vem sendo executado desde setembro de 2015, inicialmente pela Rádio Universidade 800AM, e mais recentemente pela UniFM. Atualmente é produzido e apresentado por Andressa Duarte, Naomi Barbosa e Alisson Batista, sob a coordenação da professora Leonice Mourad.</p>
<p>Andressa explica que o programa mantém o formato de debate e traz convidados para agregar ao tema da semana. “As pessoas negras estão em condições socioeconômicas e educacionais desiguais em relação à população branca. Penso que a principal contribuição do Protagonismo Negro no combate ao racismo tem sido a utilização do sistema radiofônico como um instrumento de discussão e visibilidade de pautas com centralidade na raça e no racismo. Sendo as universidades ambientes plurais, é fundamental a existência de uma proposta como o Protagonismo Negro para garantir a representatividade e participação em veículos de comunicação”, comenta Andressa.</p>
<p>A <a href="https://www.facebook.com/aradudu" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Associação de Arte e Cultura Negra Ará Dudu</a>, ligada à Incubadora Social da UFSM, tem como objetivo promover atividades focadas sobretudo na valorização da população negra periférica, fomentando o protagonismo e a autonomia de artistas, ativistas, lideranças comunitárias e militantes de causas em prol do povo negro.</p>
<p>A gestora de Projetos e Finanças da Ara Dudu, Isadora Bispo, conta que a Associação promove debates e ações na Universidade, pautando principalmente o amparo e local de fala de alunos negros da UFSM. “A Universidade, enquanto produtora e disseminadora de conhecimento, torna-se veículo indispensável nessa luta contra a discriminação racial, pois ela atua diretamente na formação e capacitação de pessoas. Portanto, projetos executados contra a discriminação racial neste ambiente são necessários, uma vez que idealizamos uma sociedade mais justa e menos discriminatória”, enfatiza Isadora.</p>
<p>A Associação realiza diversos projetos e eventos de apoio à geração de renda para comunidades negras de Santa Maria. No dia 21 de março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, foram realizados ciclos de palestras e apresentação do projeto Obirin "Feminina Moda Negra", com foco nas mulheres e na moda afro-brasileira.</p>
<p><strong>Apoio institucional</strong></p>
<p>O Observatório de Direitos Humanos (ODH), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, tem o propósito de ampliar o debate, ações e reflexões em direitos humanos. Seu principal objetivo é o de promover a cidadania e a cultura de direitos humanos, tendo como aspectos básicos a universalidade, a interdependência e a indivisibilidade dos direitos, através da apropriação do conhecimento, da formação acadêmica, da pesquisa, da extensão, da intervenção e da articulação junto às políticas públicas, movimentos sociais e sociedade civil organizada.</p>
<p>Para o coordenador do ODH, Victor De Carli Lopes, sendo a Universidade um espaço de educação e de formação profissional, é necessário que ela tenha o compromisso de incentivar o pensamento crítico não só em sua comunidade acadêmica, mas em toda a sociedade que a cerca. Como a UFSM é uma referência para a região, suas ações têm relevância para o combate ao racismo e devem ensejar iniciativas inclusivas.</p>
<p>O ODH auxiliou na realização do Mês da Consciência Negra da UFSM em 2018, que contou com a professora Maria Rita Py Dutra como patronesse, e em 2019, que teve como patronesse a pró-reitora de Extensão da UFRGS e egressa da UFSM Sandra de Deus. Neste último ano, o Mês da Consciência Negra apresentou uma sessão de fotos coletivas com alguns estudantes negros da UFSM e a elaboração da primeira Jornada Acadêmica Integrada (JAI) Negra, realizada na Praça Saldanha Marinho, além de outros eventos, palestras e atividades realizadas. No ODH também estão disponibilizados para acesso os livros infantis da professora Maria Rita, que têm como objetivo o enfrentamento do racismo através de uma abordagem mais lúdica.</p>
<p>O Núcleo de Ações Afirmativas, Sociais, Étnico-Raciais e Indígenas da Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSM (Neab) também promovem rodas de conversa e atividades diversas que promovem o combate a qualquer forma de discriminação.</p>
<p>Outros projetos da UFSM voltados ao combate ao racismo podem ser conferidos nas páginas do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/projetos-populacao-negra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Observatórios de Direitos Humanos</a> e da <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/incubadora-social/grupos-incubados/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Incubadora Social</a>.</p>
<p><em>Texto: Ana Júlia Müller Fernandes, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias</em></p>
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