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				<title>Patinete para pessoas com nanismo, manteiga probiótica e clipe para rédeas: o que é propriedade intelectual?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/27/patinete-para-pessoas-com-nanismo-manteiga-probiotica-e-clipe-para-redeas-o-que-e-propriedade-intelectual</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 09:45:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[No Dia Mundial da Propriedade Intelectual, entenda o que significa o conceito e o que a UFSM desenvolve na área]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  No último domingo (26), quando se celebrou o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. De forma simples, a propriedade intelectual diz respeito ao resguardo do que é criado a partir do conhecimento. Isso inclui desde um <i>software</i> até uma marca, obras científicas e artísticas ou uma invenção desenvolvida em laboratório. Na prática, esses direitos garantem reconhecimento e permitem que essas criações sejam utilizadas de forma segura. Para o ambiente universitário, a propriedade intelectual tem um papel estratégico: ela conecta a produção científica com a sociedade e, assim, transforma a pesquisa em soluções concretas.

[caption id="attachment_72597" align="alignright" width="644"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/patinete-para-pessoas-com-nanismo.jpg"><img class=" wp-image-72597" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/patinete-para-pessoas-com-nanismo.jpg" alt="" width="644" height="322" /></a> Além de meio transporte, o patinete para pessoas com nanismo pode servir como plataforma para alcançar objetos[/caption]

Na UFSM, a propriedade intelectual está diretamente ligada ao que é produzido em sala de aula e nos laboratórios. Segundo o pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon, muitas das tecnologias protegidas surgem de pesquisas acadêmicas. “Trata-se das proteções das tecnologias desenvolvidas na instituição, sendo que muitas são oriundas de teses de doutorado, dissertações de mestrado e trabalhos de conclusão de curso”, afirma. Essas criações, quando protegidas, podem ser transferidas para empresas ou instituições e chegar ao dia a dia da população.

A coordenadora de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual, Lauren Lorenzoni, reforça que a proteção é apenas uma etapa do processo. “Isso faz com que o conhecimento gerado dentro da universidade não fique restrito a artigos científicos, mas se transforme em produtos, serviços e melhorias concretas”, explica. Ela ressalta que proteger não pode ser traduzido como restringir o acesso. “É importante destacar que proteger não significa ‘guardar’ o conhecimento, mas criar as condições para que ele possa ser desenvolvido e utilizado de forma segura e organizada.”

<b>Como funciona na prática</b>

Para que uma tecnologia seja protegida, é necessário que se trate de uma invenção e que ela tenha aplicação prática, ou seja, uso industrial. Depois disso, o pedido é encaminhado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), responsável pelos registros no país. Com a proteção, começa uma nova etapa: encontrar quem possa utilizar essa tecnologia. Isso pode acontecer por meio de empresas, parcerias ou até pela criação de <i>startups</i>. Na UFSM, esse processo é conduzido pela Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), que atua tanto na proteção quanto na <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/tecnologias-licenciadas" target="_blank" rel="noopener">transferência das tecnologias</a>.

[caption id="attachment_72598" align="alignleft" width="644"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/clips-para-rA©deas.jpg"><img class=" wp-image-72598" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/clips-para-rA©deas.jpg" alt="" width="644" height="322" /></a> Clipe para rédeas de cavalos[/caption]

Tecnologias desenvolvidas na universidade são aplicadas em setores como agricultura, energia, biotecnologia e meio ambiente. Entre os exemplos estão o <a href="https://www.sistemairriga.com.br" target="_blank" rel="noopener">Sistema Irriga</a>, <i>software</i> de irrigação utilizado inclusive fora do país, e a <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec/2023/06/06/conheca-a-biodos-startup-da-pulsar-que-desenvolve-tecnologia-para-medir-radiacao-ultravioleta" target="_blank" rel="noopener">empresa BioDos</a>, criada a partir de uma tecnologia da UFSM para medição de radiação ultravioleta. Parcerias com empresas locais, como a <a href="https://www.instagram.com/zagaiabebidas/" target="_blank" rel="noopener">Cervejaria Zagaia</a> e a <a href="https://www.ingal.com.br" target="_blank" rel="noopener">Ingal</a>, também mostram como essas soluções contribuem para o desenvolvimento da cidade.

Para estimular a transferência de tecnologias, a Proinova disponibiliza o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/portfolio-de-tecnologias-3" target="_blank" rel="noopener">Portfólio de Tecnologias da UFSM</a>, plataforma que reúne criações desenvolvidas por pesquisadores da instituição. O material é organizado de acordo com as seguintes áreas: desenhos industriais, <i>softwares</i> e aplicativos, patentes e cultivares. Lá são apresentadas informações como aplicabilidade, oportunidades de mercado e diferenciais das tecnologias.

Dentre o grupo de desenhos industriais pertencentes à UFSM, há o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/clips-para-redeas" target="_blank" rel="noopener">clipe para rédeas</a>, produto tridimensional feito em polímero ABS para ajuste das rédeas em treinos de hipismo. Tem também o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/patinete" target="_blank" rel="noopener">patinete multifuncional para pessoas com nanismo</a>, que assume três formatos diferentes e pode servir tanto como meio de transporte quanto como plataforma para alcançar objetos. É um universo de inovações: <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/bebedouro-publico" target="_blank" rel="noopener">bebedouro público com identidade icônica</a>, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/maquina-de-vendas-de-passagens" target="_blank" rel="noopener">máquina de vendas de passagens</a>, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/labirinto-3d" target="_blank" rel="noopener">brinquedo de labirinto com figuras de animais</a> e muitas outras.

Isso tudo apenas com relação aos desenhos industriais. Ainda há patentes como <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/399/2019/06/1.15-Manteiga-Probiótica.pdf" target="_blank" rel="noopener">manteiga probiótica</a>, <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/399/2019/06/5.02-Carro-Facilitador-do-Cuidado.pdf" target="_blank" rel="noopener">carro facilitador de cuidado hospitalar</a>, vários <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/softwares-e-aplicativos-2" target="_blank" rel="noopener"><i>softwares</i> e aplicativos</a> (inclusive das ciências humanas e sociais aplicadas) e cultivares de aveia-preta e cana-de-açúcar. Além disso, a universidade realiza chamadas públicas para empresas interessadas em licenciamento, o que amplia as possibilidades de parceria e uso dessas soluções.

[caption id="attachment_72599" align="alignright" width="556"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/mA¡quina-de-vender-passagens.jpg"><img class=" wp-image-72599" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/mA¡quina-de-vender-passagens.jpg" alt="" width="556" height="398" /></a> Máquina de vender passagens[/caption]

<b>Crescimento em patentes e retorno financeiro</b>

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. A UFSM possui mais de 300 tecnologias protegidas e tem ampliado o número de licenciamentos nos últimos anos. <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinova/2026/04/01/ufsm-registra-13-concessoes-de-patentes-de-invencao-em-2025" target="_blank" rel="noopener">Em 2025, a universidade registrou 13 concessões de patentes de invenção</a> em diferentes áreas do conhecimento. A concessão de uma patente representa o reconhecimento de que uma tecnologia atende critérios técnicos e legais, o que amplia as possibilidades de aplicação e transferência.

O processo também gera retorno financeiro para a instituição. <a href="https://www.ufsm.br/2025/06/11/ufsm-e-destaque-no-ranking-de-recebimento-de-royalties" target="_blank" rel="noopener">A UFSM está entre as universidades brasileiras com maior recebimento de <i>royalties</i></a>, nome dado aos valores pagos pelo uso de tecnologias protegidas. A instituição está em sétimo lugar no ranking por valor médio anual, segundo relatório do Grupo de Trabalho do Colégio de Pró-Reitores de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Copropi), o qual faz parte da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

<b>Semana da Propriedade Intelectual aproxima a comunidade</b>

Para ampliar o debate sobre o tema e convidar a comunidade a conhecer mais sobre suas próprias tecnologias, a UFSM promove, de 27 a 30 de abril, a <a href="https://www.ufsm.br/2026/04/16/ufsm-realiza-a-semana-da-propriedade-intelectual-de-27-a-30-de-abril" target="_blank" rel="noopener">Semana da Propriedade Intelectual</a>, com atividades nos campi de Santa Maria, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul. Com o tema “Da ideia ao impacto”, a programação inclui palestras, oficinas e atividades formativas sobre proteção de tecnologias, prospecção e instrumentos jurídicos para parcerias.

A abertura ocorre em Santa Maria, com a palestra “Construção de patentes relevantes na era da IA”, que será ministrada por Henry Suzuki. Ao longo da semana, também serão realizados desafios, apresentações institucionais e atividades voltadas à transferência de tecnologia. Outro destaque é a Mostra de Tecnologias Protegidas da UFSM, que apresenta pesquisas e protótipos desenvolvidos na universidade, aproximando essas soluções de possíveis parceiros e aplicações no mercado.

<i>Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>UFSM desenvolve metodologias para gestão de florestas plantadas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/18/ufsm-desenvolve-metodologias-para-gestao-de-florestas-plantadas</link>
				<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 17:28:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[inovação]]></category>
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						<description><![CDATA[Entre os resultados esperados estão a criação de ferramentas para análise de custos e precificação da madeira]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A UFSM firmou um acordo de cooperação com a Associação Gaúcha de Plantadores de Florestas (Agaflor) para desenvolver estudos voltados à gestão econômica de florestas plantadas no Rio Grande do Sul. A parceria ocorre por meio do projeto “Desenvolvimento e validação de metodologias para gestão econômica e organizacional em florestas plantadas no Rio Grande do Sul”, coordenado pelo professor Jorge Antonio de Farias, do curso de Engenharia Florestal da UFSM.

O projeto prevê a criação de metodologias para auxiliar produtores na definição de preços mínimos da madeira e no cálculo dos custos de produção de florestas plantadas. A proposta abrange espécies como pinus, eucalipto e acácia, utilizadas em diferentes segmentos da cadeia florestal, como produção de lenha, cavacos, toras para serraria, exportação e geração de energia.

Uma das questões abordadas pela pesquisa é a ausência de referências consolidadas de preços para a madeira. Diferentemente de produtos agrícolas como soja ou gado, cujos valores de mercado são amplamente divulgados, produtores florestais frequentemente têm dificuldade para avaliar se os preços oferecidos são adequados.

Além da análise econômica da produção, a pesquisa também busca desenvolver ferramentas para a organização do setor florestal em arranjos produtivos locais (APLs). A iniciativa pretende considerar as características regionais do mercado e a diversidade das atividades relacionadas à silvicultura no estado.

Segundo Farias, a aproximação entre universidade e sociedade permite direcionar a pesquisa para demandas concretas da atividade florestal. “A universidade ganha quando faz parceria com a sociedade como um todo e passa a entender exatamente o que a sociedade precisa”, afirma.

De acordo com o coordenador, a falta de informações consolidadas sobre custos de produção e formação de preços ainda representa um desafio para produtores de florestas plantadas. A expectativa é que as metodologias desenvolvidas no projeto contribuam para ampliar a capacidade de planejamento e negociação dos produtores.

Entre os resultados esperados estão a criação de ferramentas para análise de custos e precificação da madeira, além de orientações para fortalecer a cadeia produtiva florestal no Rio Grande do Sul.

<i>Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo</i>]]></content:encoded>
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