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				<title>Fóssil de nova espécie de réptil com “bico de papagaio” é descoberta na Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/14/fossil-de-nova-especie-de-reptil-com-bico-de-papagaio-e-descoberta-na-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade animal]]></category>
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		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
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		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado Isodapedon varzealis, descoberto no município de Agudo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72439" align="alignright" width="651"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Fossil-de-Isodapedon-varzealis-por-Rodrigo-Temp-Muller-2-1.jpeg"><img class=" wp-image-72439" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Fossil-de-Isodapedon-varzealis-por-Rodrigo-Temp-Muller-2-1-1024x683.jpeg" alt="Uma mulher branca e morena veste uma camiseta preta com a inscrição “Cappa UFSM”. Ela segura fósseis paleontológicos com ambas as mãos. Ao fundo estão armários móveis, próprios para fins arquivísticos." width="651" height="434" /></a> A pesquisa sobre o fóssil da nova espécie de rincossauro foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein (foto: Rodrigo Temp Müller)[/caption]

Paleontólogos da UFSM publicaram, na última terça-feira (14), um <a href="https://royalsocietypublishing.org/rsos/article/13/4/260176/481336/A-new-hyperodapedontine-rhynchosaur-from-a?searchresult=1" target="_blank" rel="noopener">novo estudo no periódico científico Royal Society Open Science</a>, no qual descrevem uma nova espécie com base em um crânio fóssil de aproximadamente 230 milhões de anos. O exemplar foi descoberto no município de Agudo, localizado no território do Geoparque Mundial Unesco Quarta Colônia, em um sítio fossilífero que já revelou alguns dos dinossauros mais antigos do mundo.

A região central do Rio Grande do Sul tem sido palco de diversas descobertas paleontológicas, incluindo alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, bem como uma ampla diversidade de répteis e outras criaturas pré-históricas. Entre os fósseis mais abundantes da região estão os rincossauros. Esses répteis quadrúpedes e herbívoros são caracterizados pela presença de um bico pontiagudo e por um aparato mastigatório único, composto por múltiplas fileiras de pequenos dentes utilizados para esmagar e processar vegetais.

O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado <i>Isodapedon varzealis</i>, que compartilha características com uma espécie europeia. A pesquisa foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein, atual aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob a orientação do paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller. Também participaram do estudo os alunos de doutorado do mesmo programa Maurício Silva Garcia e Mariana Doering.

<b>O achado –</b> O crânio fóssil de <i>Isodapedon varzealis</i> foi escavado em um sítio fossilífero localizado no município de Agudo, em 2020. Posteriormente, o material foi cuidadosamente preparado no laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, por meio de um processo que visa remover a rocha que envolve o fóssil. Por se tratar de um material frágil, foram utilizadas ferramentas delicadas, como bisturis e agulhas. Após a remoção do sedimento, as características anatômicas puderam ser analisadas em detalhe.

[caption id="attachment_72440" align="alignleft" width="601"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Infografico-Isodapedon-varzealis-ilustracao-do-animal-em-vida-por-Caio-Fantini.jpeg"><img class=" wp-image-72440" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Infografico-Isodapedon-varzealis-ilustracao-do-animal-em-vida-por-Caio-Fantini-1024x934.jpeg" alt="A imagem mostra quatro figuras: um globo terrestre, com uma seta indicando o lugar da descoberta; uma foto dos fóssil encontrado, com setas indicando a órbita e o bico do crânio; uma ilustração do rincossauro em vida; e, ao seu lado, a silhueta de um homem, para efeito de comparação do tamanho." width="601" height="548" /></a> Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento (ilustração do animal em vida por Caio Fantini)[/caption]

Os pesquisadores identificaram características incomuns em relação aos rincossauros conhecidos dessas camadas rochosas, indicando tratar-se de uma espécie ainda desconhecida. O material fóssil atribuído à espécie inclui um crânio parcial, no qual os maxilares e as mandíbulas se destacam pela morfologia incomum. Nos rincossauros, os dentes do maxilar estão organizados em duas ou mais “placas” divididas por uma fenda, geralmente formando partes bastante assimétricas entre si. No caso da nova espécie, as duas placas apresentam proporções mais simétricas.

Dessa forma, a nova espécie foi denominada <i>Isodapedon varzealis</i>, em que “<i>Isodapedon</i>” significa “placas dentárias iguais”, em referência à simetria observada, e “<i>varzealis</i>” faz alusão ao local onde o fóssil foi encontrado, em Agudo, na região conhecida como “Várzea do Agudo”.

<b>Um réptil com “bico de papagaio”</b>

Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. Como outros rincossauros, tratava-se de um animal quadrúpede e herbívoro. Seu crânio, amplo e de formato triangular, apresentava um bico pontiagudo, semelhante ao dos papagaios. Esse bico pode ter auxiliado tanto no corte de plantas quanto na escavação do solo em busca de raízes e tubérculos.

No período em que <i>Isodapedon varzealis</i> viveu, há cerca de 230 milhões de anos, a espécie atuava como um consumidor primário no ecossistema. É provável que tenha sido presa de répteis maiores, incluindo formas aparentadas aos ancestrais de jacarés e crocodilos, além dos primeiros dinossauros. Como, até o momento, há registro de apenas um crânio da espécie, seu tamanho máximo ainda é incerto. No entanto, comparações com outros rincossauros sugerem que poderia atingir até cerca de 3 metros de comprimento, tornando-se uma presa consideravelmente mais difícil de capturar para a maioria dos carnívoros do sítio onde a nova espécie foi encontrada.

<b>Uma ponte entre Brasil e Europa</b>

Uma análise das relações de parentesco da nova espécie indicou que o animal possui fortes afinidades com <i>Hyperodapedon gordoni</i>, da Escócia. Esse parentesco, que à primeira vista pode parecer incomum, não é tão improvável. De fato, outra espécie proveniente do mesmo sítio fossilífero de <i>Isodapedon varzealis</i>, o precursor de jacarés e crocodilos <i>Dynamosuchus collisensis</i>, também apresenta um parente próximo registrado em camadas da Escócia.

[caption id="attachment_72441" align="alignright" width="664"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Isodapedon-varzealis-em-uma-paisagem-ha-230-milhoes-de-anos-por-Caio-Fantini.jpeg"><img class=" wp-image-72441" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/Isodapedon-varzealis-em-uma-paisagem-ha-230-milhoes-de-anos-por-Caio-Fantini-1024x576.jpeg" alt="A ilustração mostra como seria a aparência do Isodapedon varzealis em vida. O rincossauro aparece ao centro da imagem, em primeiro plano; à direita, em segundo plano, aparecem outros dois rincossauros; mais ao fundo, na parte de cima da imagem, está um antepassado dos jacarés e crocodilos, o qual seria um provável predador dos rincossauros. A paisagem é constituída por um curso d’água, em cujas margens se encontra uma escassa vegetação rasteira." width="664" height="374" /></a> Em primeiro plano na imagem, um rincossauro da espécie Isodapedon varzealis em uma paisagem há 230 milhões de anos (ilustração: Caio Fantini)[/caption]

Essa distribuição pode ser explicada pelo fato de que, há cerca de 230 milhões de anos, durante o Período Triássico, os continentes estavam unidos, formando a Pangeia. Essa configuração permitia que as faunas de diferentes regiões do planeta se dispersassem por amplas áreas do supercontinente. Dessa forma, a nova espécie reforça a ideia de que as faunas triássicas da América do Sul compartilhavam componentes semelhantes com as faunas da Europa da mesma época.

<b>Diversidade de rincossauros no Brasil</b>

Além de um registro fóssil bastante abundante, os rincossauros descobertos no Brasil também demonstram que o grupo foi altamente diverso em termos de número de espécies. <i>Isodapedon varzealis</i> eleva para seis o total de espécies conhecidas de rincossauros no Triássico brasileiro. No entanto, essas seis espécies não coexistiram integralmente, já que algumas viveram em momentos distintos, separados por milhões de anos. Ainda assim, a nova espécie provém de camadas nas quais outras três já foram registradas, indicando que o grupo atingiu um pico de diversidade justamente em um período marcado pelo surgimento e diversificação de outros grupos, como os dinossauros.

Essa coexistência de múltiplas espécies de rincossauros pode ser explicada pela adoção de diferentes estratégias alimentares. É possível que cada espécie tenha se especializado no consumo de tipos distintos de vegetação, o que ajudaria a explicar as variações no aparato mastigatório. Esse cenário reforça a importância dos rincossauros como consumidores primários nos ecossistemas que testemunharam a origem e a diversificação inicial dos dinossauros.

<b>Centro de Pesquisa Paleontológica da UFSM</b>

O fóssil de <i>Isodapedon varzealis</i> está tombado no acervo científico do Cappa/UFSM, localizado no município de São João do Polêsine. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia Unesco e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de manter uma exposição aberta a visitação gratuita.

O estudo foi conduzido por Jeung Hee Schiefelbein, Maurício Silva Garcia, Mariana Doering e Rodrigo Temp Müller. A pesquisa recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCT) Paleovert. O acesso livre e gratuito ao artigo científico foi viabilizado pela Capes.

<i>Texto: Cappa/UFSM</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Uso de insetos na nutrição animal: caminhos para inovação e sustentabilidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/uso-de-insetos-na-nutricao-animal</link>
				<pubDate>Thu, 11 May 2023 16:13:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[tenébrio]]></category>

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						<description><![CDATA[Uma parceria entre laboratórios do campus da UFSM em Palmeira das Missões mostra a eficácia do tenébrio como ingrediente da ração de peixes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/05/Destaque-Tenebrio.jpg" alt="" width="800" height="450" />Em 2019, Rodrigo Borille fez uma compra inusitada na internet: adquiriu algumas larvas de tenébrio, a fase jovem de uma espécie de besouro que possui alto valor proteico. Mal sabia ele que, a partir dali, aquelas larvinhas direcionariam suas pesquisas realizadas no Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas do campus de Palmeira das Missões, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Desde então, Rodrigo começou a estudar os insetos como alternativas inovadoras e sustentáveis para a nutrição animal. Anos antes, ele percebeu que a produção de diversas espécies para fins comerciais estava ganhando força na Europa. Em 2011, <a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/05/onu-sugere-comer-insetos-pra-reduzir-fome-no-mundo.html">a Organização das Nações Unidas tinha lançado um programa para incentivar a criação de insetos</a>: os pequenos animais poderiam ser uma resposta para a luta contra a fome no mundo, já que têm proteínas de alta qualidade na sua composição e são um ingrediente barato. Diante desse cenário, resolveu pesquisar esse ingrediente alternativo - mesmo que nunca tivesse criado um inseto antes: “a não ser aqueles que ficam embaixo dos nossos móveis, não é?”, brinca.</p>
<p> “Eu decidi trazer algo novo para o Brasil. Poucas instituições pesquisam insetos no país e a minha meta é tornar Palmeira das Missões uma referência nesse quesito”, revela o pesquisador. A espécie escolhida foi o <i>Tenebrio molitor,</i> uma larva que se refere à fase jovem de um besouro. Com o objetivo traçado e a espécie estabelecida, Rodrigo comprou larvas do tenébrio na internet, montou um grupo de estudos sobre insetos alimentícios e deu início à pesquisa que busca gerar um produto de alta qualidade para ser introduzido na nutrição de animais. </p>
<p>O tenébrio se alimenta essencialmente de trigo (e seus derivados), que é um ingrediente nobre de produção sazonal, ou seja, acontece apenas em determinadas épocas do ano. Então, no momento em que há menos oferta, o preço sobe. Por isso, a pesquisa liderada por Rodrigo procura sair da dependência exclusiva do farelo de trigo e introduzir ingredientes alternativos como resíduo de cervejaria (composto pela cevada), borra de café, sobra de frutas e bagaço de oliva - que são descartados após o uso. O objetivo é transformar esses componentes em uma proteína boa por meio da bioconversão feita pelo tenébrio - processo em que se utiliza matéria orgânica como fonte de energia. Assim, o estudo verifica o crescimento das larvas e a capacidade de incorporar essas substâncias na alimentação do tenébrio.</p>
[caption id="attachment_9729" align="alignnone" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/05/DSC0090-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Larvas do tenébrio utilizadas nos testes da pesquisa[/caption]
<p> </p>
<p>Rodrigo destaca que o foco da pesquisa é encontrar a alimentação ideal e mais barata possível para enriquecer o tenébrio com mais nutrientes. “O uso de ingredientes alternativos, como a borra do café, barateia o processo produtivo. E ao transformar a espécie em uma proteína de alto valor biológico, eu faço um serviço ambiental ao reciclar materiais que iriam para aterros sanitários ou virariam adubo na lavoura”, afirma. O professor explica que as larvas têm a habilidade de transformar resíduos de baixa qualidade em alimentos de alta qualidade, ricos em energia, proteína e gordura. A borra do café, por exemplo, enriquece a farinha do tenébrio com ácidos graxos poli-insaturados - ricos em ômega 3 e ômega 6, ácidos graxos importantes para a nutrição humana e animal. </p>
<p>Até o momento, um dos resultados da pesquisa realizada no Laboratório de Nutrição Animal mostrou que a introdução de 10% de borra de café na alimentação do tenébrio resultou em um importante ganho nutricional à farinha feita a partir das larvas do tenébrio. “O bom de estudar o tenébrio é que ele se modela conforme a nutrição. Por isso, a gente tem um potencial muito forte de estudo. Podem-se encontrar no tenébrio os nutrientes necessários para a alimentação de várias espécies perto de nós, a partir da sua criação”, completa.</p>
[caption id="attachment_9728" align="aligncenter" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/05/DSC0133-1024x683.jpg" alt="" width="500" height="333" /> Os testes são realizados no Laboratório de Nutrição Animal, localizado no campus de Palmeira das Missões[/caption]
[caption id="attachment_9727" align="aligncenter" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/05/DSC0167-300x200.jpg" alt="" width="500" height="333" /> Uma das etapas da pesquisa consiste no acasalamento dos besouros (machos e fêmeas) em que os ovos são depositados no fundo da bandeja[/caption]
<p> </p>
<p> </p>
<h3>Produção em larga escala</h3>
<p>Paralelamente a isso, o grupo desenvolve uma fórmula de produção de tenébrios em larga escala. Ou seja, estuda-se cada fase específica do ciclo de vida da espécie para tornar o processo mais eficiente, veloz e econômico. Para isso, foram desenvolvidos métodos de reprodução com um casal de besouros, observados o número de ovos gerados, formas de acelerar o processo de postura dos ovos e analisar qual é o melhor ambiente para que os ovos se transformem em larvas e cresçam até o momento da colheita. Esta se refere à fase da pesquisa em que as larvas são coletadas e transformadas em farinha.</p>
<p>Parte do tempo do grupo também é dedicado à produção de equipamentos como aquecedores, umidificadores e ventiladores, essenciais para o cultivo do tenébrio - que precisa de 65% a 70% de umidade relativa do ar, além de cerca de 27 graus de temperatura ambiente. “São nossas gambiarras produtivas”, comenta Rodrigo. O professor ainda revela que busca incentivar os alunos no desenvolvimento de startups, pois é uma área inovadora no Brasil e ainda pouco explorada no mercado. “Eu estou ensinando um método de produção que tem potencial, seja qual for o foco. Assim, os alunos podem ser beneficiados porque têm a oportunidade de montar negócios em cima disso”, completa.</p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>		
									<figure>
										<img width="768" height="586" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/05/IMG_0582-1-768x586.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Ciclo do vida do tenébrio</figcaption>
										</figure>
		<h3>Testes em Ração de Peixe&nbsp;</h3>
<p>Próximo ao Laboratório de Nutrição Animal, onde atua Rodrigo, fica o Laboratório de Piscicultura - também localizado no campus de Palmeira das Missões. Nele, a pesquisa sobre o uso do tenébrio entra em nova fase: os testes em ração de peixe. O estudo é coordenado pelo docente do Programa de Pós-Graduação em Agronegócios, Rafael Lazzari, e tem como objetivo usar o tenébrio como fonte alimentar para peixes a partir das rações. A iniciativa também é resultado da&nbsp;<a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/25316">pesquisa da zootecnista Joziane Soares de Lima para o mestrado em Produção Animal</a>&nbsp;que foi concluído em 2022.</p>
<p>Conforme o último levantamento divulgado pela&nbsp;<a href="https://www.peixebr.com.br/">Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR)</a>, o Brasil produziu, em 2021, aproximadamente 850 mil toneladas de peixes nativos e exóticos, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Diante desse cenário, o estudo da UFSM busca oferecer alternativas para a produção de peixes com o uso do tenébrio na ração, reduzindo a utilização de ingredientes mais caros como o farelo de soja e mantendo o crescimento do peixe em condições adequadas.&nbsp;</p>
<p>A espécie pesquisada foi o jundiá, que há anos é trabalhada na UFSM como uma espécie nativa prioritária e que apresenta grande potencial na região central do Rio Grande do Sul. “Nessas rações, costumamos usar fontes tradicionais como soja, milho e trigo. E o tenébrio é uma opção mais sustentável e que, ao mesmo tempo, apresenta uma boa composição nutricional”, destaca Rafael.&nbsp;</p>
<p>A obtenção da farinha das larvas do tenébrio é a primeira fase realizada pela pesquisa. Nesta etapa, realiza-se a secagem das larvas e, em seguida, o processamento é realizado para obter a farinha - que ainda passa por uma técnica de desengorduramento até estar pronta para a fase de testes. Essa fase da pesquisa, com duração de 49 dias, consiste em adicionar a farinha em cinco rações diferentes. Uma é a ração controle com a fórmula tradicional feita de cereais. E o restante das rações contém a adição de 10%, 20%, 30% e 40% da farinha do tenébrio. “É como se fosse uma dieta. Na medida em que vamos aumentando a quantidade de farinha de tenébrio, o percentual dos ingredientes tradicionais da ração foi diminuindo”, explica o professor Rafael.&nbsp;</p>
<p>Assim, foi possível comparar o crescimento dos peixes a partir de diferentes fórmulas em relação à ração controle. Com o uso de parâmetros de crescimento como peso final, comprimento total e ganho de peso, o estudo comprovou um caminho possível para inovação e sustentabilidade na nutrição animal: ao final dos testes, a farinha de tenébrio se mostrou um ingrediente de alta qualidade. A pesquisa revelou que, independentemente da porcentagem de farinha adicionada, os peixes crescem da mesma forma. “Em todas as rações que testamos, o crescimento foi exatamente igual. Na prática, significa o seguinte: o professor Rodrigo e eu provamos para a indústria que usar tenébrio em fórmulas de ração é uma boa alternativa, especialmente pela qualidade nutricional”, completa Rafael. Com o estudo aprovado, e que deu o título de mestra a Joziane, o objetivo é expandir a pesquisa, mas dessa vez trabalhando com a espécie de peixe tilápia.&nbsp;</p>
<h3>Ingrediente do futuro</h3>
<p>Para os professores Rodrigo e Rafael, o ingrediente do futuro tem nome:&nbsp;<i>Tenebrio molitor</i>. Essa perspectiva se dá a partir de características como baixo custo de produção e&nbsp; sustentabilidade. Isso porque os insetos apresentam vantagens nutricionais associadas a um menor impacto ambiental, o que introduz sustentabilidade à cadeia produtiva. Além disso, a produção do tenébrio faz pouco uso de água em seu processo e há menor emissão de gases de efeito estufa. “É como se fosse uma reciclagem daquilo que a gente não usa, de produtos que a gente não dá valor, que o tenébrio converte em alimentos de alta qualidade”, observa Rodrigo.</p>
<p>Segundo projeções elaboradas pela&nbsp;<a href="https://www.fao.org/brasil/pt/">Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)</a>, agência que trabalha no combate à fome, o mundo terá cerca de 9 bilhões de pessoas em 2050 e, para alimentá-las, a produção de alimentos precisará dobrar. Em consequência disso, o mesmo relatório aponta que alimentar as populações futuras vai exigir o desenvolvimento de fontes alternativas de proteína como algas, feijões, fungos e insetos.</p>
[caption id="attachment_9726" align="alignnone" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/05/DSC0120-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683"> Cuidados em relação à temperatura e ao controle da umidade também estão presentes na rotina dos pesquisadores[/caption]
<p>Na Europa, o uso de insetos já tem sido usado na alimentação humana. Em 2021, a&nbsp;<a href="https://www.efsa.europa.eu/pt">Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA)</a>&nbsp;aprovou a larva do besouro&nbsp;<i>Tenebrio molitor</i>&nbsp;como o primeiro inseto seguro para o consumo humano no continente. No Brasil, ainda não há legislação para o uso, mas, para o professor Rodrigo Borille, há chances de ser autorizado no futuro. “E, quando for possível o uso do tenébrio na alimentação humana, já vamos ter estudos como esse desenvolvido na UFSM, com produtos ricos em nutrientes para a saúde”, completa.&nbsp;</p>
<p>Para que o uso do tenébrio e outros insetos possa ser visto como o ingrediente do futuro também no Brasil, Rodrigo afirma que o primeiro passo é a quebra de preconceitos. “Precisamos desconstruir a imagem que os inseticidas criaram de temos que “ser totalmente contra os insetos”. Todos eles têm um papel no planeta e alguns podem servir como alimentos”, afirma.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong>&nbsp;Thais Immig, acadêmica de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Design gráfico:</strong>&nbsp;Lucas Zanella, estagiário de Desenho Industrial</em></p>
<p><em><strong>Fotografias:</strong> Isabel Malheiros/Assessoria de Comunicação UFSM-PM</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadora da UFSM-PM recebe prêmio da Fiocruz por trabalhar com aplicativo que registra ocorrências de animais silvestres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/05/02/pesquisadora-da-ufsm-pm-recebe-premio-da-fiocruz-por-trabalhar-com-aplicativo-que-registra-ocorrencias-de-animais-silvestres</link>
				<pubDate>Tue, 02 May 2023 19:40:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM PM]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=62045</guid>
						<description><![CDATA[Docente da UFSM campus Palmeira das Missões recebeu reconhecimento por contribuição à Plataforma de Ciência Cidadã Sistema de Informação em Saúde Silvestre-SISS-Geo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignleft wp-image-62048 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/05/vanessa.jpg" alt="" width="602" height="339" />Na última quinta-feira (27), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, realizou uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RUgHkU5P15g" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3DRUgHkU5P15g&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw0ex1ntaNdpVSWJMNQsrTwR">cerimônia </a><i>on-line</i> de premiação dos 10 mais importantes colaboradores da Plataforma de Ciência Cidadã <a href="https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw1XMN0wcyc7B63crDU_KpXl">Sistema de Informação em Saúde Silvestre-SISS-Geo</a>, um aplicativo para celular no qual se registram ocorrências de animais silvestres vivos, doentes ou mortos. Na ocasião, a docente do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM campus Palmeira das Missões, Vanessa Barbisan Fortes, recebeu a premiação na categoria Mulheres.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, o <a href="https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw1XMN0wcyc7B63crDU_KpXl">Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS-Geo</a> é uma plataforma que auxilia, principalmente, na vigilância passiva de zoonoses (doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas). “Com base nos registros feitos em todo o país, a Fiocruz pode elaborar modelos e previsões sobre locais com maior risco de emergências em saúde relativas a zoonoses, monitorando a saúde silvestre em tempo real e contribuindo para proteger a saúde humana”, explica. </p>
<p>Por trabalhar muito em campo, assim que encontra animais mortos e/ou com suspeita de doença, a pesquisadora informa diretamente à Fiocruz através do aplicativo. “Meu foco principal é auxiliar na vigilância de epizootias (enfermidade contagiosa que ataca um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região e que se propaga com rapidez) de febre amarela, tendo os bugios como espécie-sentinela (espécies usadas para determinar de forma mensurável riscos ou perigos ambientais à saúde ou bem-estar humanos), dentro do Projeto Sentinela, que é um programa permanente de extensão que coordeno. Assim, efetuo o registro de bugios ou também de outros mamíferos silvestres encontrados mortos e que possam ser de interesse para a vigilância em saúde pública. Esses animais são, posteriormente, encaminhados para necropsia”, salienta Vanessa. </p>
<p>A premiação foi para os colaboradores com os maiores números de registros no aplicativo. Para a pesquisadora, o prêmio foi o reconhecimento de um esforço que tem feito no sentido de colaborar com os órgãos de saúde nesta vigilância. “Além disso, também fui convidada a compor o grupo de especialistas que fazem a validação dos registros feitos pelo público, pois, por se tratar de uma plataforma de ciência cidadã, cada registro precisa ser confirmado por especialista. Participar do evento e ouvir os depoimentos de outras pessoas premiadas, com experiências diversas (projetos de equipes de saúde e multidisciplinares) despertou-me o interesse por propor novas ações para a nossa região, tais como a capacitação direcionada a profissionais de saúde dos municípios para o uso do aplicativo, por exemplo. Quem ganha sempre é a saúde: dos animais, dos humanos e do meio ambiente", comenta a docente. </p>
<p>A cerimônia foi transmitida pelo youtube no canal <a href="https://youtube.com/live/RUgHkU5P15g?feature=share" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtube.com/live/RUgHkU5P15g?feature%3Dshare&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw2CjVKzs_HeK6fWmjXVBPLz">Vídeo Saúde Fiocruz</a>. Interessados em conhecer melhor a plataforma e suas aplicações, divulgá-la ou também se tornarem futuros colaboradores, podem acessar o aplicativo <a href="https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw1XMN0wcyc7B63crDU_KpXl">SISS-Geo – Sistema de Informação em Saúde Silvestre (lncc.br)</a>.</p>
<p><i>Com informações da assessoria de Comunicação UFSM-PM</i></p>
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						<item>
				<title>UFSM recebe 13 novas bolsas de pós-graduação para desenvolvimento de estudos no combate à covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/04/02/ufsm-recebe-13-novas-bolsas-de-pos-graduacao-para-desenvolvimento-de-estudos-no-combate-a-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 14:26:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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						<description><![CDATA[Na quarta-feira (1º), foi anunciada a liberação de sete novas bolsas de mestrado e seis de doutorado para a Universidade Federal de Santa Maria. O anúncio foi feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tendo em vista o papel fundamental desempenhado pela ciência na busca de soluções para evitar ou reduzir [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na quarta-feira (1º), foi anunciada a liberação de sete novas bolsas de mestrado e seis de doutorado para a Universidade Federal de Santa Maria. O anúncio foi feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tendo em vista o papel fundamental desempenhado pela ciência na busca de soluções para evitar ou reduzir as consequências causadas pela pandemia da covid-19.</p>
<p>Os programas de pós-graduação contemplados pela Capes são aqueles que, segundo a agência, têm potencial para a criação de conhecimentos práticos e específicos orientado à prevenção, combate e enfrentamento da pandemia e de novas crises de igual ou maior proporção, hoje e no futuro.</p>
<p>O objetivo da Capes, com as novas bolsas, é induzir a criação de conhecimento relacionado, especialmente, à prevenção e ao combate da atual pandemia, endemias ou epidemias em geral, envolvendo áreas do conhecimento tais como infectologia, epidemiologia, imunologia, microbiologia, biotecnologia, bioinformática, bioengenharia, ou correlatas, cujos conhecimentos possam compor esforços coordenados de atuação perante tais situações.</p>
<p>Na UFSM os programas contemplados foram os de Ciências Biológicas – Bioquímica Toxicológica (três bolsas de mestrado e três bolsas de doutorado), Ciências Farmacêuticas (duas bolsas de mestrado e uma bolsa de doutorado) e Farmacologia (duas bolsas de mestrado e duas bolsas de doutorado).</p>
<p>A seleção dos bolsistas seguirá as mesmas regras do programa institucional de concessão de bolsas no país. As bolsas de doutorado terão duração máxima de 36 meses, podendo, excepcionalmente, ser prorrogadas por 12 meses.</p>
<p>Mais informações serão divulgadas no site da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação nas próximas semanas.</p>
<p>Texto: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professoras do PPG-Bioquímica da UFSM estão entre as cientistas mais produtivas do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/03/06/professoras-do-ppg-bioquimica-da-ufsm-estao-entre-as-cientistas-mais-produtivas-do-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 16:50:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[bioquímica]]></category>
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						<description><![CDATA[As pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas &#8211; Bioquímica Toxicológica da UFSM, Cristina Wayne Nogueira, Maria Rosa Chitolina e Vera Melquiors Morsch, estão entre os destaques do Open Box Ciência, projeto que dá destaque às cientistas mais produtivas no Brasil. Trata-se de uma plataforma elaborada pela Gênero e Número, organização de jornalismo de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>As pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas - Bioquímica Toxicológica da UFSM, Cristina Wayne Nogueira, Maria Rosa Chitolina e Vera Melquiors Morsch, estão entre os destaques do <a href="http://www.openciencia.com.br/">Open Box Ciência</a>, projeto que dá destaque às cientistas mais produtivas no Brasil. Trata-se de uma plataforma elaborada pela <a href="http://www.generonumero.media/">Gênero e Número</a>, organização de jornalismo de dados que trabalha com questões de gênero e raça.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A plataforma Open Box Ciência apresenta uma cartografia de 250 mulheres cientistas e a abrangência de suas respectivas pesquisas, através de uma <a href="https://youtu.be/iLn-yW59SSE">metodologia</a> de coleta, análise e classificação de dados via Plataforma Lattes, o projeto selecionou as 50 mulheres cientistas do Brasil nas áreas de Ciências Biológicas, Exatas e da Terra, Sociais Aplicadas e também da Saúde.  As pesquisadoras da UFSM em Ciências Biológicas são docentes permanentes do Programa, com atuação acadêmica de destaque internacional. <br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na área da bioquímica, a&nbsp; professora <a href="http://www.openciencia.com.br/portfolio/cristina-wayne-nogueira/">Cristina Nogueira </a>possui uma carreira reconhecida na área de farmacologia e toxicologia. Sua pesquisa é intitulada “Diphenyl diselenide a janus-faced molecule” e atualmente coordena o Laboratório de Síntese Reatividade e Avaliação Farmacológica e Toxicológica de Organocalcogênios.&nbsp; Já a professora <a href="http://www.openciencia.com.br/portfolio/maria-rosa-chitolina/">Maria Chitolina</a> desenvolve trabalho acerca dos temas:&nbsp; NTPDase, 5′-nucleotidase, acetilcolinesterase, ALA-D, catalase e superóxido dismutase em diferentes doenças em humanos e em modelos experimentais. É também vice-presidente do Clube Brasileiro de Purinas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já na área de Farmacologia, a plataforma destaca o trabalho da professora <a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/docente/4888">Vera Morsch</a>. Com ênfase também em toxicologia, a pesquisadora da UFSM atua nos temas NTPDase, 5'-nucleotidase, acetylcholinesterase. Entre os projetos atuais, destaque para seu estudo de mecanismos neurobiológicos e estresse oxidativo e comportamentais em casos de contaminação por alumínio.&nbsp;<br></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Open Box Ciência também apresenta um perfil das 50 cientistas brasileiras de cada área do conhecimento, reportagens e também uma série de dados que traçam um perfil do ensino superior brasileiro.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Texto: Davi Pereira - Jornalista da Agência de Notícias da UFSM</em></p>
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<p><strong>Leia também:</strong>  <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/13-mulheres-da-ufsm-que-nos-inspiram-a-fazer-ciencia/">19 mulheres da UFSM que nos inspiram a fazer ciência - Revista Arco </a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM e USP apresentam o dinossauro predador mais completo descoberto no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/11/11/pesquisadores-da-ufsm-e-usp-apresentam-o-dinossauro-predador-mais-completo-descoberto-no-brasil</link>
				<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 11:00:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Os dinossauros dominaram a Terra durante quase toda a Era Mesozoica (entre aproximadamente 250 e 65 milhões de anos atrás). Dentre as inúmeras espécies de dinossauros que viveram durante aquele momento, muita atenção é dada aos predadores de grande porte, como o norte-americano Tyrannosaurus rex. Assim como é o caso do tiranossauro, os dinossauros predadores [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_50332" align="alignright" width="695"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/11/Gnathovorax-cabreirai-em-vida-junto-com-rincossauros-Por-Márcio-L.-Castro-1.jpg"><img class=" wp-image-50332" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/11/Gnathovorax-cabreirai-em-vida-junto-com-rincossauros-Por-Márcio-L.-Castro-1.jpg" alt="" width="695" height="389" /></a> Ilustração do Gnathovorax cabreirai em vida junto com rincossauros, em recriação gráfica do paleoartista Márcio Castro[/caption]

Os dinossauros dominaram a Terra durante quase toda a Era Mesozoica (entre aproximadamente 250 e 65 milhões de anos atrás). Dentre as inúmeras espécies de dinossauros que viveram durante aquele momento, muita atenção é dada aos predadores de grande porte, como o norte-americano <i>Tyrannosaurus rex</i>. Assim como é o caso do tiranossauro, os dinossauros predadores mais bem conhecidos são encontrados em rochas do Período Jurássico ou Cretáceo (entre 201 e 65 milhões de anos atrás). No primeiro período da Era Mesozoica, o Triássico, os dinossauros carnívoros já são raros, época em que eles eram menores e pouco conhecidos. No novo estudo publicado por pesquisadores da UFSM e Universidade de São Paulo (USP), uma nova espécie de dinossauro predador do Triássico (com aproximadamente 230 milhões de anos) foi nomeada, o <i>Gnathovorax cabreirai</i>.

O fóssil foi descoberto em 2014 no município de São João do Polêsine. Este dinossauro está entre os mais antigos do mundo e chegava a medir 3 metros de comprimento. Apesar de ser menor que os predadores do Jurássico ou Cretáceo, este dinossauro era um dos maiores carnívoros do ambiente em que vivia e, seguramente, o maior dinossauro brasileiro de seu tempo. Outros dinossauros que conviveram com ele, como o <i>Buriolestes schultzi</i>, mediam cerca de 1,5 metro de comprimento.

[caption id="attachment_50333" align="alignleft" width="680"]<a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/11/Bloco-de-rocha-com-o-fóssil-fotografia-por-Rodrigo-Temp-Müller.jpg"><img class=" wp-image-50333" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/11/Bloco-de-rocha-com-o-fóssil-fotografia-por-Rodrigo-Temp-Müller.jpg" alt="" width="680" height="477" /></a> O bloco de rocha com o fóssil foi descoberto em 2014 em São João do Polêsine pelo paleontólogo Sérgio Furtado Cabreira. Foto: Rodrigo Temp Müller[/caption]

O esqueleto fóssil, que se encontra muito bem preservado e bastante completo, revela dentes pontiagudos e munidos de serrilhas, assim como garras longas nos dedos das mãos, que ajudavam a capturar as presas. Além disso, o excelente grau de preservação permitiu que, com o uso de modernas técnicas de tomografia computadorizada, os pesquisadores reconstruíssem parte da morfologia do cérebro do animal. Os detalhes anatômicos do cérebro revelaram características que são comuns em répteis predadores, como regiões bem desenvolvidas relacionadas ao equilíbrio e à visão. A combinação destas feições indica que este animal foi um predador ativo no ambiente em que viveu. De fato, o nome <i>Gnathovorax</i> significa “mandíbulas vorazes”, enquanto que <i>cabreirai</i> faz referência ao paleontólogo Sérgio Furtado Cabreira, responsável pela descoberta do esqueleto.

A análise de grau de parentesco realizada no estudo indicou que o novo dinossauro foi membro de um grupo chamado Herrerasauridae, sendo parente de alguns dinossauros de idade próxima descobertos no Brasil e na Argentina. Todavia, o esqueleto do <i>Gnathovorax cabreirai</i> é o mais bem preservado já descoberto para dinossauros deste grupo. Este é um fato interessante, porque o último herrerassaurídeo (o <i>Staurikosaurus pricei</i>) foi descoberto no Brasil em 1936 e seu esqueleto está hoje em Harvard, nos EUA. A nova descoberta, contudo, ficará depositada em solo brasileiro. Isso permitirá que aqueles que tiverem interesse em conhecer o fóssil de um dinossauro herrerassaurídeo possam visitá-lo no Brasil, no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, em São João do Polêsine.

O estudo foi publicado no periódico científico PeerJ e foi conduzido por Cristian Pereira Pacheco, egresso do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, pelos paleontólogos da UFSM Rodrigo Temp Müller, Leonardo Kerber, Flávio Pretto e Sérgio Dias da Silva e pelo paleontólogo da USP Max Cardoso Langer. O ilustrador responsável por realizar a reconstrução gráfica do <i>Gnathovorax cabreirai</i> em vida foi o paleoartista Márcio Castro.

Saiba mais:
<ul>
 	<li>Entrevista que o paleontólogo Rodrigo Temp Müller concedeu à <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-paleontologo-rodrigo-temp/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Revista Arco</a>.</li>
 	<li>Entrevista que o paleontólogo Rodrigo Temp Müller concedeu à <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/radio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Rádio Universidade</a>.[audio mp3="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/11/Roberto-Montagner-Rodrigo-Temp-Muller.mp3"][/audio]</li>
 	<li>Matéria produzida pela <a href="http://tvcampus.ufsm.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">TV Campus</a>:
<iframe src="//www.youtube.com/embed/HyNZyAA2Aqs" width="871" height="476" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></li>
</ul>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/11/Roberto-Montagner-Rodrigo-Temp-Muller.mp3" length="22461443" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>Professor da UFSM lança livro sobre a conservação dos crustáceos eglídeos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/10/29/professor-da-ufsm-lanca-livro-sobre-a-conservacao-dos-crustaceos-eglideos</link>
				<pubDate>Tue, 29 Oct 2019 20:32:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>

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						<description><![CDATA[De 14 a 18 de outubro, foi realizada em Itajaí (SC) a Oficina de Avaliação do Risco de Extinção das Eglas do Brasil. Entre os assuntos em pauta, estava a preservação dos eglídeos, crustáceos endêmicos da América do Sul. Estiveram reunidos no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  De 14 a 18 de outubro, foi realizada em Itajaí (SC) a Oficina de Avaliação do Risco de Extinção das Eglas do Brasil. Entre os assuntos em pauta, estava a preservação dos eglídeos, crustáceos endêmicos da América do Sul. Estiveram reunidos no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul) pesquisadores de várias universidades, incluindo o presidente da Sociedade Brasileira de Carcinologia, William Santana. Durante a oficina, foram avaliadas 51 espécies de eglídeos que ocorrem no Brasil.

Na abertura da oficina, foi lançado o livro <a href="https://www.crcpress.com/Aeglidae-Life-History-and-Conservation-Status-of-Unique-Freshwater-Anomuran/Santos-Bueno/p/book/9781138294721"><i>Aeglidae: Life History and Conservation Status of Unique Freshwater Anomuran Decapods</i></a>. Este livro é o primeiro a resumir as características taxonômicas, relações filogenéticas, história evolutiva e antecedentes biogeográficos, características biológicas e estratégias de conservação desse grupo de animais. Formado por dez capítulos, escritos por pesquisadores de vários países, o livro foi organizado pelos professores Sandro Santos, do Departamento de Ecologia e Evolução da UFSM, e Sergio Luiz de Siqueira Bueno, da Universidade de São Paulo.

Disponível somente em inglês, a obra foi publicada pela editora CRC Press, dos Estados Unidos. O livro será uma referência, não apenas para os carcinologistas que trabalham com esses crustáceos, mas também para os leitores interessados na biologia e conservação desses animais.

<i>Com informações da Assessoria de Comunicação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade</i>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        