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				<title>Laboratório de Administração Pública da UFSM transforma conhecimento científico em soluções para a sociedade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/11/laboratorio-de-administracao-publica-da-ufsm-transforma-conhecimento-cientifico-em-solucoes-para-a-sociedade</link>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:02:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[gestão de organizações públicas]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto alia pesquisa aplicada e extensão para desenvolver soluções voltadas à melhoria de políticas e serviços públicos e ao bem-estar social]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_74051" align="alignright" width="641"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-11.56.13-1.jpeg"><img class="wp-image-74051" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-11.56.13-1.jpeg" alt="" width="641" height="481" /></a> Grupo da UFSM foi a São Martinho da Serra para discutir demandas com servidores municipais[/caption]
<p>Órgãos públicos municipais, estaduais e federais podem encontrar na universidade soluções para desafios de gestão e prestação de serviços. É a partir dessa aproximação que atua o Laboratório de Administração Pública da UFSM, iniciativa vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas (PPGOP), do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), que desenvolve projetos voltados a demandas reais do setor público.</p>
<p>Coordenado pelo professor Breno Augusto Diniz Pereira, o laboratório trabalha a partir da aproximação entre universidade e poder público. As demandas podem surgir tanto de visitas da equipe aos municípios quanto da procura de gestores que apresentam problemas enfrentados no cotidiano da administração. A partir disso, professores e estudantes avaliam cada situação e definem a melhor forma de desenvolver uma solução.</p>
<p>Entre os projetos desenvolvidos pelo laboratório está uma iniciativa em Cachoeira do Sul voltada à atualização da planta de valores utilizada no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), considerando a valorização dos imóveis ao longo do tempo. Outra frente de trabalho envolve o Corede Jacuí-Centro, com o desenvolvimento de um sistema de monitoramento de indicadores para auxiliar os municípios na gestão, transparência e aplicação de recursos.</p>
<h3>Parceria com São Martinho da Serra</h3>
<p>Atualmente, um dos municípios que também constroem uma parceria com o laboratório é São Martinho da Serra. A aproximação a partir do contato do prefeito, Robson Trindade, que é mestrando no PPGOP, com os professores Breno e Juliano Nunes. Para o prefeito, a experiência permite aproximar o conhecimento acadêmico da prática da administração municipal.</p>
<p>Entre as propostas em discussão está o desenvolvimento de uma ferramenta de inteligência artificial que auxilie o município na identificação de oportunidades de captação de recursos públicos. A iniciativa parte de uma dificuldade comum a municípios de menor porte, que precisam cumprir as mesmas exigências legais dos demais, mas muitas vezes contam com equipes reduzidas. “O cerne da coisa é buscar recurso, porque nem sempre o município dispõe de vários profissionais”, explica o prefeito.</p>
<p>Outra possibilidade de colaboração envolve o potencial turístico de São Martinho da Serra. O município conta com mais de 70 cascatas e busca desenvolver projetos de divulgação e estruturação de atrativos locais com o apoio de diferentes áreas da universidade. A ideia é que cursos como Arquitetura, Engenharia e História possam contribuir para projetos que também sirvam como espaços de aprendizagem para os estudantes.</p>
<p>Apesar de a parceria ainda estar em fase de construção e não apresentar resultados institucionais concretos no município, o prefeito destaca os conhecimentos adquiridos a partir da experiência como estudante da UFSM. “Como pessoa, como prefeito e como aluno, com certeza eu posso dizer que o conhecimento já é maior e isso tem me ajudado a trabalhar no dia a dia", afirma.</p>
<h3>Conhecimento e prática geram resultados</h3>
<p>Essa troca entre conhecimento acadêmico e experiência prática também é percebida por Breno como parte importante do trabalho desenvolvido pelo laboratório. Para o professor, aproximar a universidade dos municípios permite que os estudantes tenham contato com problemas concretos e encontrem formas de aplicar o conhecimento produzido na academia. “A universidade entra com o conhecimento, eles entram com a prática e nós alinhamos esse resultado para desenvolvimento do município em si”, explica.</p>
<p>A aproximação com os municípios também contribui para a formação dos estudantes. Segundo Breno, as demandas do poder público podem ser incorporadas a trabalhos de mestrado e doutorado, permitindo que pesquisas acadêmicas sejam desenvolvidas a partir de problemas concretos. “No mestrado ele só cria essa solução e, no doutorado, ele cria e implementa essa solução e avalia resultado”, explica.</p>
<p>A parceria com São Martinho da Serra deve continuar, ao mesmo tempo em que o laboratório pretende ampliar o número de cooperações com prefeituras e com os governos estadual e federal. Para Robson, a universidade pode contribuir em diferentes áreas do desenvolvimento municipal, enquanto os municípios oferecem aos estudantes a oportunidade de aplicar seus conhecimentos em situações reais.</p>
<p>A intenção, segundo o coordenador, é aumentar as visitas aos municípios e apresentar as possibilidades de atuação da iniciativa. Para o professor, a aproximação com o poder público é uma forma de levar o conhecimento produzido na universidade para além do espaço acadêmico. “A gente precisa sair, a academia precisa sair da universidade. Ela precisa ir pra prática, pra prática que gere resultado”, destaca Breno.</p>
<p><em>Texto: Gabriela Menezes, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabinete do Prefeito de São Martinho da Serra/Divulgação</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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				<title>Simpósio da UFSM aborda a presença das mulheres na filosofia e na educação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/10/simposio-da-ufsm-aborda-a-presenca-das-mulheres-na-filosofia-e-na-educacao</link>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 12:35:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[latifa]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento "Mulheres Também Sabem Filosofia" segue até sexta-feira (11) com palestras, apresentações de pesquisas, minicurso e lançamentos de livros ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_74040" align="alignright" width="578"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A4200-1.jpg"><img class=" wp-image-74040" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A4200-1.jpg" alt="" width="578" height="385" /></a> Professoras palestram sobre a história da mulher na educação[/caption]
<p>O 1º Simpósio Mulheres Também Sabem Filosofia teve início nesta quarta-feira (9), no Museu do Conhecimento da UFSM, com a participação de estudantes, servidores e professores da Universidade. Promovido pelo Departamento de Filosofia, por meio do Laboratório de Ações e Teorias Interseccionais, Feministas e Antirracistas (LATIFA), o evento propõe discussões sobre a presença das mulheres na produção do conhecimento filosófico e educacional.</p>
<p>A abertura incluiu a apresentação do site do projeto de extensão Mulheres Também Sabem Filosofia e a palestra “Uma história feminista da educação”, ministrada pelas professoras Elisete Tomazetti e Jéssica Erd, do Departamento de Metodologia do Ensino do Centro de Educação (CE). A atividade marca o início de uma programação que reúne diferentes pesquisadoras e perspectivas sobre a filosofia.</p>
<p>Com apoio da FAPERGS, o simpósio também conta com apresentações de pesquisas, minicurso, lançamentos de livros e rodas de conversa. Nos dias 10 e 11, as atividades ocorrem na sala 2323 do prédio 74A.</p>
<h3>Representação feminina na educação</h3>
[caption id="attachment_74043" align="alignleft" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A4280-1-1.jpg"><img class="wp-image-74043" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A4280-1-1.jpg" alt="" width="575" height="342" /></a> Público acompanha palestra no Museu do Conhecimento[/caption]
<p><span style="color: initial;font-size: revert">Na palestra, Elisete Tomazetti resgatou trajetórias de pensadoras brasileiras como Nísia Floresta e Maria Lacerda de Moura, enquanto Jéssica Erd tratou da representatividade racial na filosofia, com referências a Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro.</span></p>
<p>Para Jéssica Erd, a forte presença feminina no campo da educação ao longo da história ajuda a explicar por que essa área foi historicamente desvalorizada. "Historicamente, a educação foi um campo composto por mulheres, por professoras. Assim, se desenvolveu uma ideia de que educação é coisa de mulher, como uma coisa inferior, uma coisa menor", afirma a professora.</p>
<p>A discussão avançou ainda sobre o próprio conceito de representatividade. Ao abordar a produção filosófica de mulheres negras, as professoras defenderam que não basta inserir mulheres nas narrativas já existentes, é preciso considerar as diferentes experiências e perspectivas que atravessam essa produção. "Esse reconhecimento deve alcançar principalmente as mulheres negras, como produtoras de conhecimento científico, filosófico e educacional", reforça Jéssica Erd.</p>
<p>Para a estudante de Pedagogia Isadora Reginato, que acompanhou a atividade, o conteúdo ampliou a compreensão sobre o tema a partir da própria formação. "Eu já tinha uma noção de como as mulheres são desfavorecidas na história, e na filosofia não seria diferente. Então deu para ter uma percepção maior", afirma.</p>
[caption id="attachment_74042" align="alignright" width="470"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A4161-1.jpg"><img class="wp-image-74042" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A4161-1.jpg" alt="" width="470" height="313" /></a> Programação do evento segue até sexta (11)[/caption]
<h3>Sobre o projeto</h3>
<p>Vinculado ao LATIFA, Mulheres Também Sabem Filosofia nasceu da constatação de que a produção filosófica de mulheres ainda recebe pouco reconhecimento, sobretudo nos cursos de graduação. Segundo Camila Barbosa, coordenadora do laboratório, o cânone filosófico reserva poucos nomes femininos, apesar da presença histórica na área. "A gente tem, historicamente, desde a Grécia Antiga, muitas mulheres que fizeram a filosofia ser o que é", explica.</p>
<p>Para reverter esse quadro, o projeto criou uma plataforma pública, disponível desde abril, que reúne informações sobre filósofas brasileiras, suas trajetórias acadêmicas, áreas de pesquisa e produções. O objetivo é mapear a presença das mulheres na filosofia no país e facilitar o acesso a referências ainda pouco conhecidas.</p>
<p>A iniciativa também contesta um argumento recorrente para justificar a ausência feminina em espaços acadêmicos. "A gente escuta que mulheres não estavam nos eventos porque não tinham. Que mulheres não compunham bancas, seleções, porque não tinham. Quando, na verdade, temos várias colegas", relata Camila.</p>
<p>A próxima meta da plataforma é ampliar o levantamento para todo o território nacional, com o cadastro de pelo menos uma filósofa por estado. O projeto também quer dar visibilidade à diversidade entre as próprias mulheres que produzem conhecimento, como trajetórias de filósofas negras e trans. "A gente tem que pensar não só em mulheres, mas também na diversidade dentro das mulheres", afirma Camila.</p>
<p>A plataforma <a href="https://mtsf.com.br/about"><em>Mulheres Também Sabem Filosofia</em></a> está disponível ao público.</p>
<p>Confira a programação completa do evento em: <a href="https://ufsm.br/r-1-73844">Simpósio Mulheres Também Sabem Filosofia será realizado em setembro</a></p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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				<title>UFSM valoriza as comissões da verdade em evento voltado ao direito e à democracia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/10/ufsm-valoriza-as-comissoes-da-verdade-em-evento-voltado-ao-direito-e-a-democracia</link>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:47:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[comissão da verdade ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[NIIJuC]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade reuniu comunidade acadêmica e convidados para discutir as violações ocorridas durante a ditadura militar e a importância da preservação da memória para o fortalecimento da democracia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_74033" align="alignright" width="637"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/DIREITO_A_MEMORIA_E_A_VERDADE_MATHIAS_ILNICKI_009.jpg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-74033" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/DIREITO_A_MEMORIA_E_A_VERDADE_MATHIAS_ILNICKI_009.jpg" alt="" width="637" height="424" /></a> Evento foi realizado na terça (8) no auditório do prédio 74C[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Núcleo Interdisciplinar de Interação Jurídica Comunitária (NIIJUC) da UFSM promoveu, na terça-feira (8), o evento “Direito à memória e à verdade: a importância das Comissões da Verdade para a democracia”. A atividade reuniu integrantes da comunidade acadêmica e convidados para refletir sobre memória, democracia e direitos humanos, além de discutir a importância dos trabalhos da Comissão da Verdade da UFSM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O encontro contou com a participação da enciclopedista, tradutora e ex-integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) Renata Ferraz Guerra de Andrade, que compartilhou experiências de sua trajetória como militante durante a ditadura militar brasileira.</span></p>
<h3>Data do evento é referência à Campanha da Legalidade</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A escolha da data não foi aleatória: faz referência ao Dia da Legalidade, celebrado em 25 de agosto, e se refere à proximidade com o aniversário da posse de João Goulart na Presidência da República, em 7 de setembro de 1961. A posse ocorreu após a crise política desencadeada pela renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto daquele ano, e pela resistência à tentativa de impedir que seu vice assumisse o cargo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Rio Grande do Sul, a resistência foi articulada pelo então governador Leonel Brizola e deu origem à Campanha da Legalidade, que mobilizou setores da sociedade em defesa da ordem constitucional. Por essa proximidade com o 7 de setembro, a atividade foi programada para o dia 8, no período da tarde.</span></p>
<h3>Comissão da Verdade da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As Comissões da Verdade são iniciativas voltadas à investigação e ao esclarecimento de violações de direitos humanos, perseguições políticas e atos de repressão ocorridos em determinados períodos históricos. Nas universidades, esses grupos também contribuem para recuperar a memória institucional e identificar casos de perseguição e repressão ocorridos no ambiente acadêmico durante a ditadura militar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na UFSM, a Comissão da Verdade foi criada em 2015. Em maio de 2026, o Gabinete da Reitoria <a href="https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete/ufsm-institui-grupo-de-trabalho-paulo-devanier-lauda-de-verdade-e-memoria" target="_blank" rel="noopener">instituiu o Grupo de Trabalho Paulo Devanier Lauda de Verdade e Memória</a>, com o objetivo de elaborar um relatório atualizado de todos os atos praticados pela Comissão da Verdade da instituição. Em julho, <a href="https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete/grupo-de-trabalho-entrega-relatorio-sobre-comissao-da-verdade-da-ufsm" target="_blank" rel="noopener">o grupo entregou à reitora</a>, Martha Adaime, seu relatório final de atividades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo recomendou a reconstituição formal da Comissão da Verdade da UFSM, mediante a edição de uma nova portaria. A recomendação é para que a nova comissão mantenha como referência a composição plural da iniciativa original, com participação da comunidade universitária e das instituições parceiras. Agora, o Gabinete da Reitoria dará sequência aos trâmites para a recomposição de uma nova Comissão da Verdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo foi constituído por representantes da UFSM e da OAB Subseção de Santa Maria. Pela universidade, participaram os servidores Darci Roberto Trevisan Fidler, Alcir Luciany Lopes Martins, Glaucia Vieira Ramos Konrad, do Departamento de Arquivologia, e Diorge Alceno Konrad, do Departamento de História. Pela OAB, integraram o GT os advogados Márcio de Souza Bernardes e Márcio Morais Brum.</span></p>
[caption id="attachment_74034" align="alignleft" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/DIREITO_A_MEMORIA_E_A_VERDADE_MATHIAS_ILNICKI_002.jpg"><img class="wp-image-74034" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/DIREITO_A_MEMORIA_E_A_VERDADE_MATHIAS_ILNICKI_002.jpg" alt="" width="563" height="376" /></a> Renata Ferraz Guerra de Andrade[/caption]
<h3>Memória e democracia em debate</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A programação contou com uma mesa de abertura, a palestra “Quando ‘democracia’ não é só um verbete”, com Renata Ferraz Guerra de Andrade, a apresentação do relatório sobre a situação da Comissão da Verdade da UFSM e um debate sobre a possibilidade de retomada de suas atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante a abertura, representantes das instituições participantes destacaram o papel da universidade na criação de espaços de debate e na preservação da memória histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A presidente da OAB Subseção de Santa Maria, Juliane Müller Korb, ressaltou a importância das Comissões da Verdade para a preservação e o fortalecimento da democracia. “A democracia precisa ser ensinada, replicada, fortalecida. Muito para além dos livros, muito para além da retórica. Ela precisa ser fortalecida todos os dias do nosso exercício cidadão”, afirmou.</span></p>
<h3>“Ousar lutar e ousar correr”</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Durante a palestra “Quando ‘democracia’ não é só um verbete”, Renata Ferraz Guerra de Andrade compartilhou com o público experiências de sua trajetória como militante durante a ditadura militar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Aos 79 anos, Renata é natural de Recife e se mudou para São Paulo, onde integrou a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) até meados dos anos 1970. Durante o período da ditadura, deixou o Brasil e viveu no Uruguai, no Chile e na Argentina, onde permaneceu até 1976. Retornou ao país após a promulgação da Lei da Anistia, em 1979.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante a conversa, Renata relembrou episódios de sua trajetória e dialogou com o público sobre temas como o avanço de movimentos conservadores, o negacionismo científico, a desinformação e a importância da democracia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao recordar o período em que integrou a VPR, destacou a necessidade de reconhecer os limites e os riscos enfrentados pelos militantes durante a ditadura: “Eu gosto muito do nosso lema, que era 'Ousar lutar e ousar vencer', mas eu acho que a gente também deve saber ousar lutar e ousar correr. Eu corri a tempo de sobreviver, porque pouca gente da minha organização permaneceu solta. Eu tive sorte de sobreviver”, refletiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Questionada sobre o crescimento de movimentos conservadores entre os jovens, afirmou perceber o avanço dessas ideias, mas ressaltou que também observa muitos jovens e estudantes envolvidos em pautas sociais e políticas. A influência da religião nas decisões políticas brasileiras também esteve entre os temas discutidos com o público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento foi promovido pelo Programa de Extensão Núcleo Interdisciplinar de Interação Jurídica Comunitária (NIIJUC), com apoio da UFSM, Sedufsm, Assufsm, OAB/RS, DCE UFSM, Grupo Cálice, Diretório Acadêmico de Direito e DACAR.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></i><br /><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Mathias Ilnick, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></i><br /><em>Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
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				<title>Desapego: espetáculo questiona pressões impostas pelos papéis sociais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/04/desapego</link>
				<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 19:12:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Cia Lápis de Seda também ofereceu oficina de dança inclusiva para pessoas com deficiência
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/ESPETACULO_DESAPEGO_GIULIA_MAFFINI_013-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de bailarinos no palco do Caixa Preta. As dançarinas e os dançarinos, em pé, fazem coreografias com quatro molduras com tamanho semelhante ao de portas. Alguns estão com os corpos entrando e ou saindo molduras" />											<figcaption>Espetáculo de danças com bailarinos com e sem deficiência usou molduras para questionar equadramentos sociais </figcaption>
										</figure>
		<p>O Teatro Caixa Preta, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), recebeu nesta quinta (3) o espetáculo de dança inclusiva <i>Desapego</i>, da Companhia de Dança Lápis de Seda. O grupo de Florianópolis (SC) trouxe ao palco a dança contemporânea produzida por artistas com e sem deficiência.</p><p>Nove bailarinos protagonizaram a cena com a utilização de molduras em tamanho real. Os dançarinos as utilizam como objetos cênicos para ressignificar os enquadramentos sociais. Conforme a diretora da companhia, Ana Luiza Ciscato, este é um espetáculo para se "desapegar daquilo que causa dor durante o processo de tentar se moldar para caber onde não se cabe". </p><p>As diferenças são usadas como matéria-prima de criação. Todos os movimentos vêm dos bailarinos, por meio de laboratórios dirigidos por Ana Luiza, que é também a coreógrafa de Desapego. Conforme a bailarina Roberta Nastari de Oliveira, o principal disparador para a criação da coreografia foram as molduras. Ela conta que os itens são elementos visuais que representam muito bem a proposta do espetáculo no palco. “Isso ajuda também no nosso entendimento da que está por trás do Desapego". As molduras são um link entre o que é subjetivo e o que surge da proposta inicial - o entendimento do que é estar dentro de moldes e o sentimento que se tem ao estar preso ao quadro imposto.</p><p>Produtor do espetáculo, responsável pela logística das apresentações, Ulisses Souza, explica que Desapego foi apoiado pela Funarte e passou por três cidades antes de chegar a Santa Maria: Florianópolis e São José (SC) e Curitiba (PR). O espetáculo, agora, retornará a Florianópolis para encerramento da temporada.</p><p>“Hoje a gente considera que o nosso trabalho é artístico, sensível, e também tem um cunho muito político. A gente entende que trabalha por uma causa”, conclui a diretora.</p><p>A passagem da companhia por Santa Maria se encerrou com uma oficina de dança para pessoas com deficiência no prédio 40C no campus sede da UFSM, ministrada por Ana Luiza. A oficina se trata de uma aula de dança, com todas as etapas de uma aula “convencional”: aquecimento, alongamento e proposta de criação e improvisação por meio de jogos que trabalham a interação -  o que estimula o prestar atenção ao outro.</p>		
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/ESPETACULO_DESAPEGO_GIULIA_MAFFINI_005-1-1-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de bailarinos no Caixa Preta. No centro da imagem, um bailarino está cercado por pelo menos quadro molduras, que fecham a figura de um quadrado. No entorno, uma bailarina eum bailarino dançam. No canto esquerdo, à frente da cortina, uma mulher observa a cena." />											<figcaption>Cia catarinense trouxe espetáculo inclusivo ao Caixa Preta</figcaption>
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		<h3><b>Desapego (2022)</b><b>&nbsp;</b></h3>
<p>O espetáculo aborda os moldes sociais nos quais somos obrigados a nos encaixar para viver no mundo hoje. “É uma coisa que causa muita dor. Você fica o tempo todo se enquadrando num lugar que você não cabe e não caberia se você fosse você mesma”, explica Ana Luiza, diretora da companhia e coreógrafa da apresentação. O espetáculo e a oficina contam com uma intérprete de Libras e reforça seu compromisso com a acessibilidade com o público e com os artistas em cena.</p>
<h3><b>Conheça a Companhia de Dança Lápis de Seda</b></h3>
<p>Fundada em 2013 pela sua diretora Ana Luiza Ciscato, a Cia Lápis de Seda tem sede em Florianópolis e sete espetáculos no seu repertório, sendo o mais recente o “Desapego” (2022).</p>
<p>Formada em Dança, a coordenadora é, também, a coreógrafa das produções da companhia. As criações de Ana Luiza são fruto de 25 anos de experiência em pesquisa e práticas de dança inclusiva.</p>
<p>A Lápis de Seca costuma oferecer oficinas e cursos de formação. “Nosso objetivo é compartilhar com mais pessoas nosso modelo e nossa técnica”, comentou a diretora sobre a importância de apresentar a dança como forma de linguagem e de expressão acessível.&nbsp;</p>
<p>A companhia tem um novo espetáculo em processo de criação, com estreia prevista para novembro de 2026.</p>
<p><em style="font-size: 1rem"><strong>Texto</strong>: Júlia Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias da UFSM.</em></p>
<p><em><strong>Fotos</strong>: Giulia Maffini, estudante de Produção Editorial e bolsista da Agência de Notícias da UFSM</em></p>
<p><em><strong>Edição</strong>: Maurício Dias, jornalista</em></p>		
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/ESPETACULO_DESAPEGO_GIULIA_MAFFINI_006-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de dançarinas e dançarinos em pé em cadeira de rodas aplaudinho no momento de encerramento do espetáculo. Atrás deles, os objetos cênicos, que são molduras" />											<figcaption>Santa Maria foi a única cidade gaúcha a receber "Desapego" da Cia Lápis de Seda</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Basquete feminino da UFSM conquista a medalha de bronze nos Jogos Universitários Brasileiros de 2026</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/02/basquete-feminino-da-ufsm-conquista-a-medalha-de-bronze-nos-jogos-universitarios-brasileiros-de-2026</link>
				<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 14:48:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[basquete]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Feminino]]></category>
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		<category><![CDATA[JUGs]]></category>

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						<description><![CDATA[Time da Universidade representou o Rio Grande do Sul em Goiás e voltou com o 3º lugar da 2ª divisão nacional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73990" align="alignleft" width="550"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/DSC_1076.JPG-1-300x200.jpeg" alt="Fotografia colorida horizontal de uma equipe de basquete feminino da UFSM posando para foto após premiação, em pé e agachadas sobre um pódio numerado &quot;3&quot;. Todas usam uniforme azul-marinho com detalhes lilás e mordem medalhas penduradas no pescoço. À esquerda, dois homens em pé vestindo camisetas com o logotipo &quot;UFSM Basquete&quot;, um deles com o braço apoiado no ombro do outro. Ao fundo, painel publicitário com logotipos de patrocinadores como Estado de Goiás, Goiânia, Spalding e Movida." width="550" height="367" /> Equipe da Federal de Santa Maria voltou ao pódio após ser campeã da 3ª divisão da competição em 2023[/caption]
<p>A equipe feminina de basquete da UFSM é medalhista de bronze nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) de 2026. O time foi a Goiânia, no estado de Goiás, representar a Universidade e o Rio Grande do Sul na segunda divisão da competição nacional e teve a vaga no pódio confirmada com a vitória por 55 a 52 contra a UNINASSAU da Bahia, no último sábado (29).</p>
<p>As gurias da Federal de Santa Maria tiveram a revanche sobre as adversárias uma vez que, na estreia do torneio, no dia 25 de agosto, haviam perdido pelo placar de 51 a 39. Na fase inicial, apesar do revés para as baianas, duas vitórias garantiram a classificação à fase eliminatória: por 51 a 39 em cima da UFRN, do Rio Grande do Norte; e por 45 a 38 sobre a UNINASSAU da Paraíba. As gaúchas foram para a disputa de 3º lugar em função da derrota por 55 a 36 para a UNIRV, de Goiás, nas semifinais.</p>
<p>O treinador da equipe foi o estudante de Educação Física da UFSM, Thiago Maixner, que está no comando de um plantel de alto rendimento pela primeira vez na carreira. Na visão dele, a experiência nos JUBs de 2026 “representa que o trabalho feito com dedicação, esforço e amor é muito bem recompensado”. Ele destaca: “o orgulho dessas gurias é algo que não cabe no peito. O que fica, acima de tudo, é a experiência e os aprendizados, tanto para minha vida profissional quanto pessoal”.</p>
<p><b>Retrospecto vencedor</b></p>
<p>O time feminino de basquete da UFSM se classificou aos JUBs após vencer em junho, em Santa Maria, os Jogos Universitários Gaúchos (JUGs). O esquadrão é o maior campeão da história da modalidade no cenário universitário do Rio Grande do Sul, tendo levantado a taça pela quarta vez neste ano. Os outros títulos foram entre 2022 e 2024.</p>
<p>A Universidade viu o troféu escapar de suas mãos em 2025, quando terminou com o vice-campeonato da competição, que foi sediada em Pelotas. Em 2023, além da glória estadual, a equipe ainda foi campeã da 3ª divisão dos JUBs, feito inédito e, até o momento, único para uma modalidade coletiva representada pela Federal de Santa Maria. A conquista também garantiu que o Rio Grande do Sul ascendesse à segunda divisão nacional.</p>
<p>A mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da UFSM, Bianca Revers, é armadora do time desde o primeiro título dos JUGs e, em 2026, exerceu também a função de capitã do elenco. Ela revela que isso a fez sentir uma responsabilidade a mais na trajetória em Goiânia, no sentido de ajudar as colegas a confiarem em si mesmas e a acreditarem que poderiam chegar longe. “Então, para mim, essa medalha de bronze representa uma mistura de emoções e das superações individuais e coletivas”, confessou.</p>
[caption id="attachment_73989" align="alignright" width="550"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/63fd2534-4e67-4387-b23b-79b4fa03021a-300x200.jpg" alt="Fotografia colorida horizontal de atletas de basquete feminino comemorando, com os braços erguidos. Ao centro, Bianca Revers ergue um troféu preto e amarelo acima da cabeça, sorrindo, com medalha no pescoço e uniforme azul-marinho com detalhes lilás. Ao redor dela, outras integrantes da equipe comemoram e sorriem, algumas seguram celulares com chamadas de vídeo ativas. Ao fundo, painel publicitário com logotipos de patrocinadores como Estado de Goiás, Goiânia e Citrino." width="550" height="367" /> Bianca Revers (segurando o troféu) é mestranda na UFSM e capitaneou a equipe rumo ao 3º lugar dos JUBs de 2026[/caption]
<p><b>Jornada positiva em Goiás</b></p>
<p>Segundo a jogadora, a equipe teve um bom desempenho em geral no decorrer do torneio. Para além da qualidade técnica do plantel, a união e a capacidade de superação fizeram com que a adaptação do estilo de jogo contra cada rival fosse mais fácil e tornaram mais simples focar no objetivo de, pelo menos, chegar ao pódio. Na última participação do esquadrão da Universidade, em 2024, o resultado final foi o 4º lugar também da 2ª divisão.</p>
<p>“Acredito que cada atleta passa por momentos bons e ruins dentro do esporte que pratica, e muitas vezes carregamos conosco todas essas experiências, dificuldades e superações. Cada uma sabia de tudo o que enfrentou para estar ali e, juntas, sabíamos que merecíamos aquela conquista. Acredito que foi justamente essa vontade, essa união e essa certeza de que podíamos chegar lá que fizeram com que conquistássemos essa medalha. Foi a confirmação de tudo o que construímos juntas durante o campeonato e de que fizemos por merecer cada vitória”, afirmou a capitã do time.</p>
<p>O treinador Thiago confessa que, de certa forma, a campanha foi surpreendente. Pela escassez de equipes femininas de basquete no Rio Grande do Sul, o elenco teve uma boa quantidade de treinamentos, mas poucos enfrentamentos “de verdade” sob o comando do técnico - e, como ele mesmo relembra o famoso ditado: “treino é treino, jogo é jogo”. </p>
<p>“A avaliação é a melhor possível. A forma como a equipe melhorou o comportamento dentro de quadra da primeira à última partida da competição foi algo extraordinário. O entendimento do que deveria ser feito e quais caminhos percorrer foi algo que me impressionou e muito, em função dos poucos confrontos que fizemos até os JUBs. Busco não criar expectativas, mas não posso negar que o que elas fizeram foi muito superior ao que poderiam fazer, levando em conta todas as adversidades que encontramos no caminho até o 3º lugar”, contou o estudante de Educação Física.</p>
<p>Com o fim dos JUBs, o basquete feminino da UFSM não tem outros compromissos confirmados até o momento para o restante da temporada. Para saber as novidades, siga o time no <a href="https://www.instagram.com/ufsmbasquetefeminino/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.</p>
<p><i>Texto: Pedro Pereira, jornalista</i></p>
<p><i>Fotos: Luiza Mielke, relações-públicas e assessora de imprensa do Basquete UFSM</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Série de encontros aborda a construção do novo PDI da UFSM e o ensino superior na sociedade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/01/serie-de-encontros-aborda-a-construcao-do-novo-pdi-da-ufsm-e-o-ensino-superior-na-sociedade</link>
				<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 20:12:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ações afirmativas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[pdi]]></category>
		<category><![CDATA[plano de desenvolvimento institucional]]></category>
		<category><![CDATA[reitoria]]></category>

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						<description><![CDATA[Conversas com professores convidados trataram do novo PNE, da gestão universitária e de políticas afirmativas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:freeform -->[caption id="attachment_73968" align="alignleft" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/GESTAO_E_DESENVOLVIMENTO_DA_UNIVERSIDADE_DEMOCRATICA_MATHIAS_ILNICKI_008-300x200.jpg" alt="Fotografia colorida horizontal de uma plateia sentada em um auditório, observando a professora Maria Beatriz Luce, que fala de costas para nós, em primeiro plano à esquerda. Ao centro, um homem de cabelos curtos e óculos, vestindo camisa branca e blazer azul-marinho, sorri olhando para ela. Ao lado dele, à esquerda, uma mulher de cabelos loiros e óculos, vestindo jaqueta jeans, também sorri. Atrás e ao redor deles, diversas outras pessoas assistem sentadas, a maioria com expressão atenta. Ao fundo, janelas amplas com cortinas claras e paredes brancas." width="500" height="333" /> Evento foi realizado no Salão Imembuí, na Reitoria[/caption]
<p>Na segunda (31) e nesta terça-feira (1º), a UFSM promoveu o evento “PDI em Diálogo: Construindo a UFSM que Desejamos”, com o objetivo de propor reflexões sobre a construção coletiva de uma universidade pública democrática e o seu papel no desenvolvimento da educação brasileira e da sociedade. As palestras aconteceram no Salão Imembuí, no 2º andar da Reitoria, em Santa Maria.</p>
<p>“PDI” é o Plano de Desenvolvimento Institucional, documento que estabelece objetivos, metas e diretrizes de uma instituição de ensino superior. A nova versão da UFSM será elaborada para ter vigência de 2028 a 2035, <a href="https://www.ufsm.br/2026/08/18/que-universidade-queremos-ser-em-2035" target="_blank" rel="noopener">conforme apresentado no evento de lançamento no Centro de Convenções</a>, e será construída de forma coletiva, com a contribuição da comunidade universitária. Os convidados foram o professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC) Gregório Grisa, no primeiro dia, e a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Maria Beatriz Luce, no segundo dia.</p>
<p><b>Ensino superior no novo PNE</b></p>
<p>A programação iniciou com a palestra “O novo Plano Nacional de Educação (PNE): políticas, desafios e perspectivas para o ensino superior”, em que o secretário-executivo adjunto do MEC explicou o funcionamento do PNE, sancionado como Lei nº 15.388/2026 e que guiará a educação brasileira até 2036. Ao todo, são 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias focadas em qualidade, equidade e redução das desigualdades sociais e regionais.</p>
<p>O ensino superior é tratado no novo PNE como um eixo estratégico próprio, com objetivos dedicados a acesso, permanência e conclusão, como também à qualidade da formação e à articulação com pesquisa e inovação. Clique <a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/pne" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> para conferir todas as informações sobre o documento na íntegra.</p>
[caption id="attachment_73970" align="alignright" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/GESTAO_E_DESENVOLVIMENTO_DA_UNIVERSIDADE_DEMOCRATICA_FABIANO_DOS_SANTOS_001-300x200.jpg" alt="Fotografia colorida horizontal do professor Gregório Grisa falando ao microfone durante uma palestra. Ele está de pé, no centro da imagem, com cabelos e barba grisalhos, óculos de grau, veste camisa lilás e blazer preto. Segura um microfone com a mão direita, próximo à boca, e gesticula com a mão esquerda erguida. Ao fundo, um telão exibe o título &quot;O novo PNE e o Ensino Superior — Políticas, desafios e perspectivas&quot;, com o nome &quot;Professor Grisa – SASE/MEC&quot; e o logotipo do Ministério da Educação. À direita, um painel com pintura mural de figuras humanas em tons terrosos e amarelos. À frente, poltronas brancas vazias." width="500" height="333" /> Convidado da segunda-feira foi o professor e representante do MEC, Gregório Grisa (Foto: Fabiano dos Santos)[/caption]
<p>Durante a palestra, o professor destacou a baixa evasão entre estudantes e mostrou, em dados, como os números de entrada do ensino superior subiram nos últimos anos. “Nós tivemos um grande salto entre 1990 e 2000, de 5 para 25 milhões de alunos formados no ensino superior. Não há nenhum país no mundo que tenha tido um salto no tamanho da diplomação do seu povo quanto o Brasil”, declarou Grisa. </p>
<p><b>Planejamento exige tempo e participação</b></p>
<p>O primeiro encontro com a professora Maria Beatriz Luce nesta terça-feira teve como tema “PDI: gestão e desenvolvimento da universidade democrática e estratégica”. A docente procurou abordar a importância da organização institucional sob o ponto de vista da UFSM, levando em conta o fato de ser uma instituição de ensino superior que, embora cada vez mais protagonista no cenário nacional e internacionalizada, ainda mantém suas raízes interioranas.</p>
<p>Maria Beatriz é professora titular de Política e Administração da Educação da UFRGS, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da mesma universidade e também do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unipampa. Ela possui ainda vasta experiência na gestão pública educacional: foi secretária de Educação Básica do MEC entre 2014 e 2015 e integrou a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação de 2008 a 2012.</p>
<p>“O processo de elaboração de um PDI nunca pode ser rápido, porque se ele for rápido, ele não vai ser participativo. Ele precisa incluir muitas pessoas. Ele requer tempo e informações de diferentes tipos. Para pensar 10 anos de uma universidade, nós precisamos olhar dados demográficos, dados do desenvolvimento econômico, sobre a cultura da região e os interesses sociais, econômicos, as problemáticas sociais, além dos espaços de possibilidade de trabalho”, afirmou a palestrante sobre a necessidade da gestão da UFSM pensar de forma integrada na construção do documento.</p>
[caption id="attachment_73969" align="alignleft" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/GESTAO_E_DESENVOLVIMENTO_DA_UNIVERSIDADE_DEMOCRATICA_MATHIAS_ILNICKI_010-300x200.jpg" alt="Fotografia colorida vertical da professora Maria Beatriz Luce falando ao microfone em um púlpito. Ela está no centro da imagem, com cabelos brancos curtos, óculos de armação vermelha e batom vermelho. Veste blazer preto sobre blusa estampada com poá branco. Segura um microfone com a mão direita, próximo ao rosto, e ergue a mão esquerda com os dedos unidos, num gesto de explicação. Está apoiada em um púlpito branco. Ao fundo, um painel com pintura mural de uma figura humana em tons terrosos." width="500" height="333" /> Professora Maria Beatriz Luce palestrou e participou de uma roda de conversa sobre o ensino superior[/caption]
<p><b>UFSM avalia avanços nas ações afirmativas</b></p>
<p>Durante a tarde, foi realizada uma roda de conversa com a temática “Políticas afirmativas e as transformações no ensino: o papel das universidades federais”. Estiveram presentes no Salão Imembuí a reitora da UFSM Martha Adaime, o pró-reitor de Planejamento Vinícius Garcia, a pró-reitora de Graduação Cláudia Barin e a coordenadora de Planejamento e Avaliação Institucional Silvane Brand, além da própria professora Maria Beatriz Luce.</p>
<p>A reitora aponta que, embora muitas questões - principalmente as de caráter social e relacionadas à educação - já estivessem incluídas no último PDI, elas foram abordadas de forma mais generalizada. Agora, a Universidade está em condições de definir de maneira mais específica as medidas necessárias para avançar no desenvolvimento de ações afirmativas.</p>
<p>“O novo PDI é uma oportunidade de reparação de muitos anos porque, particularmente aqui na UFSM, na busca dessa universidade plural, diversa e inclusiva, nós começamos um trabalho com ações afirmativas, em especial dando conta através do atendimento a questões mais relacionadas a assistência de questões educacionais através da Coordenadoria de Ações Educacionais”, salientou Martha. </p>
<p>Para atingir o maior número de pessoas contempladas, a professora Maria Beatriz reforça que cada camada da universidade deve contribuir para o planejamento do PDI, uma vez que a atuação de todos será com as informações deste PDI. “O que a gente tem aprendido ao longo do caminho é que, sem participação, planos muito técnicos são fadados ao fracasso. A participação é garantida na medida em que as pessoas contribuem efetivamente, se beneficiando das decisões que foram tomadas. Nós precisamos reunir as mais variadas estratégias e os mais variados recursos, porque o planejamento tem que ser feito em muitos lugares. As pessoas têm que estar representadas. Não tem receita mágica”, disse a palestrante.</p>
<p><b>Participe</b></p>
<p>Para participar da construção do novo PDI, estudantes, professores, técnico-administrativos em educação e a comunidade externa podem responder o <a href="https://docs.google.com/forms/d/1-z4cbaQXWrg7rxrhy54dPJvYSHN8-1aSOMnbhGVGKUM/viewform?edit_requested=true" target="_blank" rel="noopener">formulário</a>. </p>
<p><i>Texto: Pedro Pereira, jornalista, e Fabiano dos Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário da Agência de Notícias</i></p>
<p><i>Fotos: Mathias Ilnicki, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p><!-- /wp:freeform --></p><!-- /wp:post-content -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Docentes da UFSM conquistam o prêmio “O Futuro da Terra” na Expointer</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/09/01/docentes-da-ufsm-conquistam-o-premio-o-futuro-da-terra-do-jornal-do-comercio</link>
				<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:31:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Expointer]]></category>
		<category><![CDATA[FAPERGS]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio o futuro da terra]]></category>
		<category><![CDATA[Química Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[Entrega das premiações do Jornal do Comércio e Fapergs ocorreu nesta segunda-feira (31)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Quatro professores da UFSM foram condecorados com o prêmio “O Futuro da Terra” na noite desta segunda-feira (31), na Expointer, em Esteio. A premiação é do Jornal do Comércio e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e está na 30ª edição. O objetivo é homenagear pesquisadores que tiveram uma contribuição significativa com evolução na produção do agro. </p>
<p>Os professores premiados foram Antônio Luis Santi, Ricardo Zambarda Vaz, Tatiana Emanuelli e Renato Zanella. Além dos docentes da UFSM, outros 10 pesquisadores de universidades federais, secretarias e empresas, também foram premiados na <a href="https://www.jornaldocomercio.com/expointer/2026/08/1261730-cerimonia-do-premio-o-futuro-da-terra-e-realizada-na-expointer.html" target="_blank" rel="noopener">30ª edição do prêmio “O Futuro da Terra"</a>. </p>
<p>A pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da UFSM, Cristina Wayne Nogueira, representou a gestão da UFSM na solenidade.</p>
[caption id="attachment_73963" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A32642.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/09/IC3A32642-1024x934.jpg" alt="" width="1024" height="934" /></a> Renato Zanella, Tatiana Emanuelli, Cristina Wayne Nogueira, Antônio Luis Santi e Ricardo Zambarda Vaz[/caption]
<h3>Docentes da UFSM vencedores do prêmio</h3>
<p><b>Antônio Luis Santi: </b>Graduado no curso de Agronomia da UFSM, em Santa Maria. Mestrado na área de Produção Vegetal no Departamento de Zootecnia, entre 2001 e 2003, e doutor em Ciências do Solo com ênfase em Agricultura de Precisão no Departamento de Solos da UFSM, em 2007. Desde 2009, é professor no curso de Agronomia da UFSM, em Frederico Westphalen. O docente foi agraciado com o prêmio “O Futuro da Terra” na categoria “Cadeias de Produção e Alternativas Agrícolas”.  </p>
<p><b>Renato Zanella: </b>Graduado e mestre em Química Industrial pela UFSM. Doutor em Química Analítica na Universidade de Dortmund, na Alemanha, com pós-doutorado na Universidade de Amsterdã, na Holanda. Renato é docente da UFSM desde 1994. Desde 2014, atua no Departamento de Química do Centro de Ciências Naturais e Exatas. Também é coordenador do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP) na UFSM. Lidera grupos de pesquisa na área de Química. Renato foi um dos vencedores do prêmio na categoria “Preservação Ambiental”. </p>
<p><b>Ricardo Zambarda Vaz: </b>Graduado e mestre no curso de Zootecnia pela UFSM. Possui doutorado no mesmo curso pela UFRGS. Atualmente é docente no Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas na UFSM, em Palmeira das Missões. Ricardo também é atuante como orientador de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e no Programa de Pós-Graduação em Zootecnia. O professor venceu o prêmio na categoria “Cadeias de Produção e Alternativas Agrícolas”. </p>
<p><b>Tatiana Emanuelli: </b>Graduada no curso de Farmácia - Tecnologia dos Alimentos pela UFSM. Possui mestrado em Ciências Biológicas (Bioquímica), também pela UFSM. Doutora em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela UFRGS. Atualmente é pró-reitora adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa, além de Coordenadora de Pós-Graduação da UFSM. Membro da diretoria estadual do RS na Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia dos Alimentos. Atualmente é docente no curso de Farmácia da UFSM. </p>
<p>Nos últimos dias, os docentes premiados concederam entrevistas para a Rádio UniFM 107.9. Eles comentaram como se sentiram ao conquistarem os prêmios e como suas pesquisas impactaram no agronegócio gaúcho. </p>
<p><em>As entrevistas podem ser acessadas pelos links abaixo:</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>[embed]https://open.spotify.com/s/cBrqC0J[/embed]</p>
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<p><em>Texto: Fabiano dos Santos, acadêmico de Jornalismo, voluntário da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Giulia Maffini, acadêmica de Produção Editorial, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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				<title>Feira do Voluntariado traz solidariedade para a UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/27/feira-do-voluntariado-traz-solidariedade-para-a-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 22:40:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedadde]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento aconteceu no hall do prédio 74C, contando com estandes de 30 projetos sociais, além de oficinas e atividades práticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O hall do prédio 74C da UFSM esteve lotado na manhã desta quinta-feira (27), com a Feira do Voluntariado. O momento contou com a presença de 30 estandes de projetos sociais e comunitários que vieram divulgar suas atividades. O evento gratuito, aberto à comunidade, busca conectar pessoas interessadas em realizar trabalho voluntário a instituições que desenvolvem ações sociais no município e na região. A programação foi distribuída em três espaços do prédio: o auditório contou com palestras e rodas de conversa, o hall contou com os estandes das organizações participantes e as salas sediaram oficinas práticas.

[caption id="attachment_73921" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_0846.jpg"><img class="wp-image-73921" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_0846-1024x683.jpg" alt="A foto mostra cinco mulheres: duas delas de costas e três de frente, incluindo a mulher branca e loira mais à direita, que se destaca das demais por estar fantasiada de palhaço. A caracterização inclui um nariz redondo vermelho, mas também um estetoscópio pendurado ao pescoço e um jaleco médico na cor branca, sobre o qual (no ombro direito) está escrito o nome da personagem: “Dra. Bran Kella”." width="575" height="383" /></a> O Esquadrão da Alegria, que leva a arte da palhaçaria para os hospitais, foi uma das entidades presentes na feira[/caption]

Entre as atividades, esteve a palestra sobre resiliência climática, ministrada pelo secretário municipal de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Roberto das Neves Junior. Além disso, os presentes também puderam participar da roda de conversa “Voluntariado: Quando a Vontade Encontra o Compromisso”, conduzida pela assistente social Elisangela Rodrigues, do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Santa Maria.

Na oficina “Palhaçaria Hospitalar: Brincadeira é Coisa Séria”, a organização não governamental (ONG) Esquadrão da Alegria, apresentou como eles levam a palhaçaria para dentro dos hospitais da região. A Cruz Vermelha também conduziu uma oficina de primeiros socorros.

Os projetos Pedacinhos de Amor e Solidariedade em Fios promoveram uma atividade de iniciação de crochê: “Seu Primeiro Quadradinho de Amor”. A aposentada Genice César da Silva faz parte do grupo e conta que as voluntárias se reúnem toda quarta-feira no hall do Royal Plaza Shopping, de Santa Maria, momento onde organizam as atividades do projeto e fabricam os produtos de crochê. Os participantes têm de 15 a 90 anos de idade, e doam os produtos para diversas casas, lares e outras instituições beneficentes.

O cozinheiro e presidente da Associação de Moradores do Loteamento Estação dos Ventos, Tito Rodrigues, é um dos responsáveis por um projeto que tem como objetivo combater a fome e a miséria na comunidade. Ele compartilha que a associação criou uma cozinha comunitária e solidária visando a necessidade dos moradores locais. O projeto começou em 2019, e desde então atende cerca de 300 pessoas por dia, priorizando crianças e idosos.

A associação também desenvolve outras ações além das refeições diárias, como curso de costura gratuito, para que as famílias encontrem outras alternativas de renda extra. “Já a alimentação é muito difícil, porque a gente busca ajuda para conseguir tudo, tudo vem de doação. Através do Banco de Alimentos a gente consegue os alimentos não perecíveis, mas proteína, e o gás para manter a cozinha, isso a gente não tem conseguido ultimamente. E precisamos muito de voluntários”, ressalta Tito.

[caption id="attachment_73922" align="alignleft" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/1-IMG_1209.jpg"><img class="wp-image-73922" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/1-IMG_1209-1024x683.jpg" alt="A foto mostra em primeiro plano quatro mãos: duas brancas e duas negras, as quais estão fazendo tricô com uma linha branca. Em segundo plano desfocado, há um chão branco ladrilhado e pessoas vestindo calças jeans." width="575" height="383" /></a> O ensino do tricô foi a atividade promovida na feira pelos projetos Pedacinhos de Amor e Solidariedade em Fios[/caption]

O Projeto Anjos sem Asas confecciona cerca de 120 marmitas que são distribuídas todos os sábados, e pelo menos uma vez por mês realizam um café da manhã para moradores de rua. Além disso, o grupo conta com um brechó onde também confeccionam enxovais de bebê. A aposentada Lélia dos Santos, uma das coordenadoras do projeto, conta que o grupo se empenha para manter as atividades funcionando, já que estão necessitando mais voluntários.

O Centro de Apoio à Criança com Câncer (Cacc) é um serviço gratuito para famílias cadastradas, vinculado ao serviço social do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O objetivo da casa é acolher crianças e adolescentes de zero a 21 anos em tratamento hemato-oncológico no Husm. A gestora social da casa, Dânia Amaral de Lima Oliveira, compartilha que atualmente o projeto conta com 110 famílias cadastradas, e ressalta que seu funcionamento depende principalmente da comunidade de Santa Maria.

“A gente sempre destaca que qualquer tipo de ajuda também é bem-vinda. Se a pessoa não puder ser voluntária, qualquer ajuda, doação já conta. Ajuda a manter a casa, a alimentação, que é toda gratuita”, explica a gestora.

Outro grupo que chamou atenção no hall do prédio 74C foi o Esquadrão da Alegria, onde dois palhaços interagiam com o público visitante. A ONG surgiu em 2007, e funciona até hoje. O grupo de voluntários modifica o ambiente hospitalar através da palhaçaria, acolhendo pacientes e alegrando os dias da equipe multidisciplinar.

A fisioterapeuta Leticia Oliveira, do Husm, compartilha um pouco da sua experiência dentro do projeto: “eu sempre digo que a gente busca o sorriso, nós sabemos que dentro de um hospital, onde a pessoa está passando por um momento de vulnerabilidade, de dor, às vezes o sorriso não vai ser possível. Mas a gente poder dar um momento de acolhimento, de sair um pouco daquele mundo, faz muito bem para o paciente, mas eu acho que faz muito mais para a gente mesmo”.

A Feira do Voluntariado 2026 é uma realização do projeto de extensão Saber Social, vinculado ao Departamento de Ciências Administrativas do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), em parceria com o Sesc Santa Maria e o Programa Sesc de Voluntariado.

O evento conta com o apoio da UFSM, do CCSH, do Departamento de Ciências Administrativas, do curso de graduação em Administração, dos programas de pós-graduação em Administração e Ciências Contábeis (PPGACC) e em Gestão de Organizações Públicas (PPGOP), do Grupo de Estudos em Marketing (GEM) e do Programa Sesc de Voluntariado.
<h3><b>Contatos dos projetos mencionados:</b></h3>
• Solidariedade em fios: <a href="https://www.instagram.com/solidariedademfios/" target="_blank" rel="noopener">@solidariedademfios</a>, no Instagram;

• Associação dos Moradores do Loteamento Estação dos Ventos: (55) 9.9229-8187, com Tito Rodrigues;

• Projeto Anjos sem Asas: (55) 9.9669-8332;

• Centro de Apoio à Crianças com Câncer: (55) 3226-4949 ou <a href="https://www.instagram.com/caccsantamaria/" target="_blank" rel="noopener">@caccssantamaria</a>, no Instagram;

• Esquadrão da Alegria: <a href="https://www.instagram.com/ongesquadraodaalegria/" target="_blank" rel="noopener">@esquadraodaalegria</a>, no Instagram, ou pelo e-mail esquadraodaalegria@gmail.com

Mais informações sobre o projeto de extensão Saber Social encontram-se em seu perfil no Instagram (<a href="https://www.instagram.com/sabersocialufsm/" target="_blank" rel="noopener">@sabersocialufsm</a>).

<em>Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em>

<em>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em>

<em>Edição: Lucas Casali</em>]]></content:encoded>
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				<title>José Carlos Libâneo recebe título de Doutor Honoris Causa pela UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/27/jose-carlos-libaneo-recebe-titulo-de-doutor-honoris-causa-pela-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 18:48:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[doutor honoris causa]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogia]]></category>

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						<description><![CDATA[Em entrevista à Agência de Notícias, o professor homenageado falou sobre sua trajetória e os desafios na educação brasileira]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  “No outono, as folhas caem, mas se transformam em nutrientes para o solo. Pode-se dizer assim a vida de um professor, de uma professora.” Foi com essa reflexão que o professor José Carlos Libâneo iniciou seu discurso ao receber, na noite de quarta-feira (26), o título de Doutor Honoris Causa da UFSM. A cerimônia encerrou o 2º Seminário de Pedagogia da Região Sul, no Centro de Convenções. O evento, ao longo de três dias, reuniu discussões sobre Pedagogia, política, democracia e trabalho pedagógico.

A mesa da cerimônia foi composta pela reitora da UFSM, Martha Adaime; pelo diretor do Centro de Educação (CE), Ascísio dos Reis Pereira; e pela vice-diretora do CE, Elena Maria Mallmann. A homenagem reconhece a contribuição de Libâneo para o pensamento pedagógico brasileiro e para os estudos em didática, formação de professores, escola pública e processos de ensino e aprendizagem.

[caption id="attachment_73917" align="alignright" width="600"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A3069.jpg"><img class="wp-image-73917" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A3069-1024x683.jpg" alt="Foto colorida, na horizontal, mostra José Carlos Libâneo e a reitora da UFSM, Martha Adaime, durante a cerimônia de homenagem. Libâneo está à esquerda, de perfil, usando beca vermelha e capelo roxo. Martha está à direita, de frente para ele, colocando o capelo acadêmico sobre sua cabeça com as duas mãos. Ela veste uma beca preta com uma faixa clara sobre os ombros e capelo branco. Ao fundo, há uma tela de projeção em tons claros. O ambiente é iluminado por luzes no palco do Centro de Convenções." width="600" height="400" /></a> José Carlos Libâneo recebeu da reitora Martha Adaime o título de Doutor Honoris Causa[/caption]

Com o tema “Pedagogia, política e democracia: desafios para o trabalho pedagógico”, o seminário foi realizado de 24 a 26 de agosto, em uma ação conjunta do CE, da Rede Nacional de Pesquisas em Pedagogia (RePPed) e do Kairós – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Educação e Políticas Públicas. Antes do início da cerimônia, o público acompanhou uma apresentação de Dodô da Gaita, que levou elementos da cultura nativista ao evento.

José Carlos Libâneo é doutor em Filosofia e História da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e realizou estágio de pós-doutorado na Espanha. Foi professor titular da Universidade Federal de Goiás (UFG) e é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Sua produção acadêmica reúne estudos sobre teorias da educação, teoria histórico-cultural, teoria do ensino para o desenvolvimento humano, didática, formação de professores, políticas públicas para a escola e organização e gestão escolar.

Entre suas principais contribuições está a formulação da pedagogia crítico-social dos conteúdos, desenvolvida na década de 1980 em diálogo com outros pesquisadores. A proposta passou a integrar os debates sobre educação pública e formação de professores no Brasil. Entre suas obras estão “Democratização da Escola Pública – A Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos” e “Didática”, utilizadas na formação docente.
<h3><b>Entrevista</b></h3>
<b>Então, professor, o senhor construiu uma trajetória de décadas dedicadas à educação e ao pensamento pedagógico. O que significa receber hoje o título de Honoris Causa pela UFSM?</b>

<b>José Carlos Libâneo:</b> Eu encaro como um reconhecimento do meu trabalho e eu sou muito agradecido à Universidade Federal de Santa Maria por me conceder esse título que me honra muitíssimo. Eu tenho quase 60 anos de profissão e me formei em Filosofia, mas, logo no começo da minha carreira, eu fui diretor de escola. Então, eu comecei a buscar um conhecimento mais aprofundado da teoria pedagógica ou da teoria da educação. E assim eu fui construindo a minha carreira de professor e de pesquisador. Então, escrevi vários livros sobre o tema da pedagogia e como a pedagogia está muito ligada à formação de professores, porque, em certo sentido, eu entendo que todos os professores são pedagogos, porque a pedagogia, como eu costumo dizer, ela dá uma direção de sentido à prática educativa, dá uma direção de sentido ao que é adequado ensinar, como é que a gente ensina e qual é o sentido do aprender. Então, foi assim que eu fui construindo a minha carreira de professor.

<b>E no início dos anos 80, após o seu retorno à Universidade Federal de Goiás, o senhor viveu um período de debate sobre o caminho da educação e da democratização do ensino. Foi nesse contexto que começou a ser sistematizada as ideias da “pedagogia crítico-social dos conteúdos”. Como aquele momento da história brasileira influenciou a sua forma de pensar a educação?</b>

<b>José Carlos Libâneo:</b> Então, no final dos anos 80, a ditadura começou a perder força. Então, foi possível aos educadores, aos pesquisadores, retomar a pesquisa, a publicação de artigos, a publicação de livros. O ano de 1980 foi um ano bem pontual nesse sentido. O regime militar implantou um modelo de educação que a gente chamava e chama até hoje de uma educação tecnicista, que a gente considerava uma educação inadequada, porque era uma educação muito mecanizada, pois a ideia era uma educação mínima por conta da profissionalização. E nós achávamos que este modelo de educação não era adequado, ele não era uma educação que ajudava a pensar, não era uma educação que promovia o desenvolvimento humano, era mais no sentido de formar capacidades produtivas a serviço do mercado. Então, eu e muitos outros grandes pesquisadores dessa época começamos a retomar a discussão sobre a importância da escola pública, especialmente para os segmentos mais empobrecidos da sociedade.

E foi então que a gente criou uma associação chamada Associação Nacional de Educação, e que o nosso objetivo era precisamente lançar um movimento para a gente consolidar um tipo de educação destinada às camadas mais empobrecidas da população. Foi nesse contexto que eu, de certa forma, inventei, com estudos, uma orientação teórica em educação que se chamou “pedagogia crítica social dos conteúdos”. Que a ideia era de uma pedagogia crítica, onde o conhecimento possa servir, possa ter significado para os estudantes, no sentido de ele ter relevância para a vida, para a vida cotidiana. Uma pedagogia crítica é uma pedagogia crítica no sentido de também ajudar os alunos na criticidade, a formar uma consciência crítica das realidades sociais.

<b>E o senhor tem uma trajetória muito ligada à formação dos professores. Na sua visão, o que um professor precisa construir ao longo da formação para além do domínio do conteúdo que ensina?</b>

<b>José Carlos Libâneo:</b> Eu penso que o primeiro requisito da profissão de professor é, de fato, dominar o conteúdo. Eu não consigo entender um professor de todos os níveis de ensino que não tem o domínio do conteúdo. Então, esse é o primeiro requisito que eu entendo como necessário para o professor.

[caption id="attachment_73918" align="alignleft" width="600"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2757.jpg"><img class="wp-image-73918" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2757-1024x683.jpg" alt="Foto colorida, na horizontal, mostra José Carlos Libâneo durante uma entrevista. Ele está sentado em um sofá, usando terno escuro, camisa, gravata vermelha e suéter cinza. Está com as mãos entrelaçadas sobre o colo e olha em direção à entrevistadora, parcialmente visível no canto inferior esquerdo, segurando um bloco de anotações. Ao fundo, há uma parede com painéis em tons claros e formas geométricas." width="600" height="400" /></a> José Carlos Libâneo concede entrevista à Agência de Notícias da UFSM[/caption]

O segundo requisito é que ele saiba como é que ele vai trabalhar esse conteúdo com os alunos. Que o ensino só tem sentido se ele promove a aprendizagem dos alunos. Então, o segundo requisito, eu diria que são as formas pelas quais o professor ensina, mas de modo que o aluno aprenda.

E o terceiro requisito que eu entendo fundamental para os professores é conhecer o aluno, conhecer as condições do aluno, conhecer qual é a relação que o aluno tem com o conhecimento que ele está trabalhando. É muito importante que o professor saiba como é que ele coloca o conteúdo no campo de interesse dos alunos.

E o quarto requisito para formar professores é que o professor também conheça o que eu chamo de práticas socioculturais em que o aluno vive. Quer dizer, o contexto em que o aluno vive, a família, a sua comunidade, a relação que ele tem com as mídias, com as tecnologias.

Eu falei quatro, mas eu vou incluir mais um, que é que todo professor, toda professora é um educador, então, ele tem que cuidar do desenvolvimento da personalidade dos alunos.

<b>E o senhor falou em tecnologias. Hoje a inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos estudantes e professores. Como a educação deve lidar com essas tecnologias sem perder em vista o papel do professor na escola?</b>

<b>José Carlos Libâneo:</b> Muito boa pergunta. Eu sou receptivo às tecnologias. E agora nós temos esta catarata da inteligência artificial e que está provocando um impacto muito grande na educação. O processo de aprendizagem tem que promover o pensamento dos alunos, a reflexividade dos alunos. A inteligência artificial não pode sufocar o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos, então, os professores precisam tomar um extremo cuidado para que a inteligência artificial não limite, não trave o desenvolvimento do pensamento dos alunos. De maneira que os alunos, por exemplo, vão fazer uma redação, o professor tem que orientar os alunos até onde ele vai se apropriar do texto da inteligência artificial, de tal maneira que ele não reproduza o texto, mas que os alunos sejam, vou falar “obrigados”, mas acho que talvez a palavra seja essa, os alunos têm que estar “condicionados” a ter uma atividade própria na produção de texto.

<b>E ao receber o título hoje, a sua trajetória passa a ser reconhecida também pela UFSM. Olhando para a sua carreira, qual a contribuição para a educação brasileira o senhor considera mais importante?</b>

<b>José Carlos Libâneo:</b> É uma pergunta difícil de responder, mas eu acho que o meu trabalho ajudou os professores. Eu escrevi um livro de didática, que continua sendo muito utilizado. É um livro de didática que eu escrevi há 45 anos e continua sendo usado. Então, aqui, quando há esses eventos que eu vou fazer palestra, os professores vêm e me dizem: “Professor, eu aprendi didática com o seu livro e prestei concurso e agora tenho um emprego, eu agradeço o senhor”. Então, a minha contribuição foi escrever um livro de didática que segue utilizado em muitas escolas, em boa parte dos cursos de formação, inclusive em dois países africanos de língua portuguesa, Moçambique e Angola. Então, eu acho que essa seria a minha principal contribuição. E a outra é, vamos chamar de uma educação crítica, uma educação transformadora, e ajudar os professores a entender que, com o trabalho deles, eles podem ajudar os alunos a serem mais dignos. Eu gosto de dizer que a função mais importante do professor é cuidar do destino humano dos alunos. Ele cuida do destino humano, formando, ajudando os alunos a desenvolver suas capacidades intelectuais por meio dos conteúdos que ele ensina.

<b>E para encerrar, se pudesse conversar hoje com um jovem que está entrando na universidade para se tornar professor, o que o senhor diria a ele?</b>

<b>José Carlos Libâneo:</b> Eu diria que hoje a condição de professor está muito abalada. O sistema educacional brasileiro, que eu chamo de educação de resultados, porque é um ensino demasiadamente mecânico, é um ensino muito atrelado a apostilas, responder testes. É um modelo de ensino que está trazendo um rebaixamento da qualidade pedagógica da escola e com prejuízos imensos, porque ele não ajuda os alunos a desenvolver o seu pensamento, a sua capacidade reflexiva e desenvolver valores. Então, este modelo de educação afeta muito o trabalho dos professores, porque os professores estão desencantados com a profissão. Quer dizer, é uma profissão que não cativa. Mas, em todo caso, se eu fosse dizer aos professores: “professor, a formação humana, a formação dos alunos para a vida é um projeto extremamente bonito, é um projeto humano, um projeto de humanização, é um projeto de você ajudar as pessoas a serem autônomas, a fazerem juízos de valor sobre as coisas. E isso tudo aprende pela leitura, pelo estudo, pela interpretação de textos. Então, professor, vá fazer uma licenciatura”. É isso que eu diria.
<h3><b>O título “Honoris Causa”</b></h3>
A homenagem na UFSM marca mais um reconhecimento à trajetória de Libâneo, construída ao longo de décadas de pesquisa, ensino e formação de professores. Ao receber o título, o professor passou a integrar a lista de personalidades que tiveram suas contribuições para a educação reconhecidas pela universidade, como a ministra Cármen Lúcia e a professora Selma Garrido Pimenta, que também recebeu o título de Doutora Honoris Causa no primeiro dia do seminário. A entrevista com a professora Selma Garrido Pimenta pode ser acessada em: <a href="https://www.ufsm.br/2026/08/25/que-sejamos-girassois-o-ano-todo-selma-garrido-pimenta-recebe-o-titulo-de-doutora-honoris-causa" target="_blank" rel="noopener">“Que sejamos girassóis o ano todo”: Selma Garrido Pimenta recebe o título de Doutora Honoris Causa</a>.

<i>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>Exposições no Acervo Artístico da UFSM apresentam trajetórias de artistas visuais de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/25/exposicoes-no-acervo-artistico-da-ufsm-resgatam-trajetorias-de-artistas-visuais-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 21:19:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[acervo artístico]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>

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						<description><![CDATA[Exposições “Transitória” e “Oniropoética” foram abertas nesta terça-feira (25) e ficam em cartaz até 8 de outubro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73901" align="alignright" width="385"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_0085-scaled.jpg"><img class="wp-image-73901" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_0085-683x1024.jpg" alt="A foto mostra, à direita, uma escultura que faz parte das exposições. Há pessoas circulando pelo ambiente, que tem quadros pendurados nas paredes, as quais são brancas." width="385" height="577" /></a> Em suas esculturas, Ana Norogrando reutiliza materiais provenientes de lavouras, oficinas e indústrias[/caption]

O Acervo Artístico da UFSM promoveu, nesta terça-feira (25), a abertura das exposições “Transitória” e “Oniropoética”. As mostras apresentam diferentes perspectivas sobre a produção artística e reúnem trabalhos de artistas que têm suas trajetórias ligadas à universidade. As exposições ficam abertas a visitação até 8 de outubro.

Com montagem de Vani Foletto, Osvaldo Mora, Rafael Happke e Amanda Patta, “Transitória” reúne obras de oito artistas que passaram pelo Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM. A proposta da exposição é recuperar e valorizar a trajetória desses nomes na produção artística de Santa Maria. A curadoria é da artista visual Nilda Jacks, que selecionou trabalhos de Ana Norogrando, André Petry, Deja Rosa, Joaquim da Fonseca, Lucia Isaía, Luiz Gonzaga, Mariza Carpes e Vani Foletto.

A mostra reúne diferentes técnicas e linguagens, entre elas pintura, escultura e instalação. Entre os trabalhos apresentados estão as esculturas de Ana Norogrando, produzidas a partir da reutilização de materiais provenientes de lavouras, oficinas e grandes indústrias. A artista também apresenta a exposição retrospectiva “2016–2026”, atualmente em cartaz no Museu de Arte do Paço, em Porto Alegre.
<h3>“<b>Oniropoética” transforma sonhos em aquarelas</b></h3>
Idealizada pelo doutorando em Artes Visuais Marcelo Eugênio, “Oniropoética” apresenta uma série de pinturas em aquarela inspiradas em imagens oníricas e no universo particular dos sonhos do artista. As obras exploram elementos que se repetem ao longo da série, como padronagens florais, animais, figuras humanas metamórficas e elementos aquáticos. Segundo Marcelo, o processo de criação começou a partir de um hábito pessoal: registrar por escrito os próprios sonhos.

“A exposição conta com algumas obras que possuem apenas uma cena, uma narrativa. Mas também conta com obras em que as cenas se misturam, onde diferentes sonhos se encontram, pensando que o público pode observar e idealizar outras narrativas”, explica.

[caption id="attachment_73902" align="alignleft" width="550"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_0277.jpg"><img class="wp-image-73902" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_0277-1024x683.jpg" alt="Na foto, aparecem três quadros, pendurados sobre uma parede branca, os quais representam um sapo, uma sereia e um pato (da esquerda para a direita, respectivamente). Em primeira, à direita, aparece uma cabeça desfocada de uma pessoa de costas, a qual tem cabelos compridos, lisos e castanhos." width="550" height="367" /></a> Na mostra “Oniropoética”, Marcelo Eugênio exibe uma série de aquarelas[/caption]

A curadoria da coleção é da professora e artista visual Karine Perez. Para o doutorando, a oportunidade de apresentar o trabalho dentro da universidade é importante não apenas pela possibilidade de compartilhar sua produção, mas também pela oportunidade de acompanhar as diferentes interpretações construídas pelo público a partir das obras.
<h3><b>Acervo como espaço de valorização da cultura</b></h3>
Durante a cerimônia de abertura, a reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou a importância do Acervo Artístico como espaço de valorização e democratização da cultura local. “Fico muito feliz em poder dizer que atualmente este espaço é muito bem aproveitado, que a nossa comunidade possa prestigiar a cultura, a arte, aqui nesse prédio da Biblioteca Central. A UFSM precisa e deve fazer uso de espaços como este para essa democratização da cultura”, ressalta.

As exposições podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. Outras informações constam no <a href="https://www.instagram.com/acervoartisticoufsm/" target="_blank" rel="noopener">perfil do Acervo Artístico da UFSM no Instagram</a>.

<i>Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quarto imersivo e contação de história trazem legado de Quintana para a Saldanha Marinho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/25/quintana</link>
				<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:54:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[mário quintana]]></category>

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						<description><![CDATA[Programação contou atividades que resgaram obra do poeta das coisas simples]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1802-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de uma mesa de trabalho com uma máquina de escrever com uma folha parcialmente escrita. Ao lado, um relógio, uma bergamota, um chimarrão, copo de café pela metade, uma térmica, um óculos redondo, um jornal dobrado. Mais ao lado, uma estante cheia de livros" /><figcaption>Quarto imersivo de Quintana trouxe máquina de escrever e objetos que remetem ao autor, como óculos redondo</figcaption></figure>
<p>Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro, considerado um dos principais expoentes da segunda geração do modernismo no país. Natural de Alegrete, o homenageado da 53ª Feira do Livro de Santa Maria era conhecido como "o poeta das coisas simples". Sua obra é marcada pela linguagem simples e pela abordagem de temas cotidianos e contemplativos.</p>
<p>Na década de 1920, Mário Quintana passou a residir em Porto Alegre. E entre 1968 e 1980, morou em um quarto do Hotel Majestic - prédio conhecido por sediar a Casa de Cultura Mário Quintina (CCMQ). Naquele período, o autor atuava como desempacotador de livros na Livraria do Globo, redator no jornal O Estado do Rio Grande, e escreveu Caderno H (1973), Apontamentos de História Sobrenatural (1976) e A Vaca e o Hipogrifo (1977). A primeira obra data de 1940, a Rua dos Cataventos. Quinta ainda foi tradutor, ao trazer para o português Virginia Woolf e Marcel Proust.</p>
<p>Na edição de 2026 da Feira do Livro de Santa Maria, o público pôde visitar um espaço imersivo inspirado no quarto de hotel onde o poeta morou, instalado no centro da Praça Saldanha Marinho. Dentro do lugar, que remetia à uma pequena casa, viam-se elementos que constituem um quarto: cama, escrivaninha e estante. A máquina de escrever, o chimarrão, as bergamotas, os muitos livros e o óculos redondo sinalizaram que ali viveu um dos maiores nomes da literatura brasileira.</p>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1832-1024x683.jpg" alt="Foto colorida de horizonal de três pessoas em pé à frente de uma maquete do Hotel Majestic, conhecido pelo tom rosado. Os dois homens e a mulher, todos jovens, usam roupas formais típicas dos anos 1960 ou 1970" />											</p>
<figcaption>Estudantes Eric Vieira, Manoela Michelin e Guilherme Bueno transportaram os frequentadores da Feira do Livro para o quarto de Quintana no antigo Hotel Majestic</figcaption>
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<h3><b>"O segredo não é correr atrás atrás das borboletas, mas cuidar do jardim"</b></h3>
<p>Três estudantes dos cursos de Licenciatura em Teatro e das Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) transformaram o quarto imersivo de Quintana na Feira do Livro de Santa Maria em um palco. O trio trouxe de forma dinâmica e delicada a história do "poeta das coisas simples" Quintana para a comunidade santa-mariense. </p>
<p>A universitária Manoela Michelin, do curso de Artes Cênicas, conta que a experiência foi muito positiva e as trocas com o público marcaram o Espaço Imersivo. “É uma coisa que sempre nos enriquece enquanto artistas e, também, enquanto pessoas. A gente vive nessa correria e poder escutar uma criança falando ou uma pessoa idosa lendo um poema, sempre traz uma nova visão daquele mesmo texto que a gente está lendo há 10 sessões naquele dia”, compara. Para a atriz, ver a arte ocupar a cidade fora do meio universitário e do meio da pesquisa, é algo muito bonito e especial. </p>
<p>Já o estudante de Licenciatura em Teatro, Guilherme Bueno, reforça a importância de homenagear o poeta: “Acredito que é importante lembrar o trabalho dele para as novas gerações. Como ele mesmo escreveu, ‘o segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do jardim para que elas venham até você’. Então acho que a gente faz a manutenção desse jardim para as novas gerações”, reflete.</p>
<p>Ambos artistas pautam a recepção positiva do público: sessões lotadas e, principalmente, o desligamento do mundo externo. “Eles respeitam o uso do celular dentro do espaço e aguardam para fazer fotos e vídeos somente no final. Eles ficam, de fato, imersos e conseguem mergulhar na proposta do trabalho”, conta Guilherme.</p>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1898-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal das duas estudantes na feira do livro. Uma está em pé com o livro em mãos e a outra está sentada com a boneca no colo. As duas estão trajadas com roupas que remetem a crianas" />											</p>
<figcaption>Renata Gassen e Victoria Leal, respectivamente, durante a contação de histórias de "Lili Iventa o Mundo"<br />
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<h3><b>"Uma vida não basta ser apenas vivida, também precisa ser sonhada"</b></h3>
<p>Já na outra ponta da Praça Saldanha Marinho, no estande da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (APUSM), acontecia, simultaneamente, a contação de história de “Lili Inventa o Mundo”, de Mário Quintana. O livro de poesias foi originalmente publicado em 1983 e acompanha uma menina que “vive no mundo do faz de conta”.</p>
<p>Na abertura do livro, Quintana reflete sobre a imaginação:&nbsp; “As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas. Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou. Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada”. E foi baseada nessa leitura que o Coletivo Elipso, em parceria com a APUSM, desenvolveu sua atividade.</p>
<p>As atrizes do coletivo, Victoria Leal e Renata Gassen, egressas do curso de Licenciatura em Teatro e Artes Cênicas da UFSM, respectivamente, contracenaram com uma boneca e levaram ao palco uma proposta de cena animada. Com músicas, coreografias e momentos contemplativos, a apresentação evitou o didatismo excessivo para incentivar a contemplação de Lili para que a criança pudesse agir com ela “de igual para igual”.</p>
<p>A marcante característica do autor de trazer o cotidiano da personagem para dentro da história foi o que possibilitou que o coletivo criasse uma narrativa a partir dos poemas. “A gente cria uma ordem desses poemas para contar um pouco de como é o dia a dia da Lili, da perspectiva dela. Sempre trazendo essa associação que o Mário Quintana faz com os elementos da natureza, o vento e as coisas que a criança sente: o medo, a alegria da vida&nbsp;dançando na chuva”, explica Renata.&nbsp;</p>
<p>A estudante reflete que, hoje em dia, os conteúdos consumidos pelas crianças têm se tornado cada vez mais óbvios, ou seja, menos lúdicos e imaginativos. É aqui que entra a importância de trazer o autor para o espaço infantil. “Ele é muito importante, porque resgata o lúdico pelo contato com as crianças. Quando ele poetiza sobre assuntos do cotidiano, quando ele traz para as infâncias, é o olhar da criança sobre aquilo”, observa Victoria.</p>
<p>Renata explica que a contação de história ou de um espetáculo se baseia no público a quem é direcionada a atividade. Contudo, as atrizes relatam que, na feira, recebem pessoas de todas as idades e, com isso, perceberam que essa era uma atividade para todo mundo. “Quando a gente chegou, tinham pessoas mais idosas e adultas assistindo, e eles começaram a rir também, se divertiam. A gente consegue envolver os espectadores pela música e pela narrativa. Com a boneca, a gente percebeu que estimulamos a imaginação das pessoas junto com aquilo. Então tudo isso é a soma da sutileza da escrita do Mário Quintana”, conclui.</p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: Júlia Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias, e Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fotos: Giulia Maffini, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição: Maurício Dias, jornalista</p>
<p>&nbsp;</p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Que sejamos girassóis o ano todo": Selma Garrido Pimenta recebe o título de Doutora Honoris Causa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/25/que-sejamos-girassois-o-ano-todo-selma-garrido-pimenta-recebe-o-titulo-de-doutora-honoris-causa</link>
				<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:44:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CE]]></category>
		<category><![CDATA[centro de educação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[grupo kairós]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogia]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73880</guid>
						<description><![CDATA[Honraria foi entregue no primeiro dia do II Seminário de Pedagogia da Região Sul ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73882" align="alignright" width="632"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2300.jpg"><img class=" wp-image-73882" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2300.jpg" alt="" width="632" height="422" /></a> Mojubá: Danças Populares Brasileiras realizou a abertura do evento[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Centro de Convenções da UFSM é local de encontro de um evento relevante para a educação nos próximos dias, o </span><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.even3.com.br/ii-seminario-de-pedagogia-da-regiao-sul-713059/" target="_blank" rel="noopener">II Seminário de Pedagogia da Região Sul</a> - Pedagogia, política e democracia: desafios para o trabalho pedagógico. Realizado desta segunda (24) até quarta-feira (26), o seminário é um conjunto de ações entre o Centro de Educação (CE), a Rede Nacional de Pesquisas em Pedagogia (RePPed) e o Kairós – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Educação e Políticas Públicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro dia do evento começou com uma apresentação do grupo de extensão Mojubá, do Centro de Letras e Artes (CAL). O momento artístico fez referência às matrizes africanas, com danças religiosas e expressivas, e às festas juninas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então, o título de Doutora Honoris Causa foi entregue à professora Selma Garrido Pimenta, figura importante para a formação da educação brasileira. Selma, graduada na </span><span style="font-weight: 400">Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP),</span><span style="font-weight: 400"> escreveu sobre didática, formação de professores e identidade docente. Foi na Universidade de São Paulo (USP) que se tornou professora universitária, pesquisadora e gestora. Ajudou a questionar modelos de ensino que reduzem o professor a um simples transmissor de conteúdos ou executor de técnicas, defendendo uma formação baseada na relação entre teoria e prática, na reflexão crítica e na valorização dos saberes construídos no exercício da docência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quando recebeu o título, Selma leu uma passagem sobre girassóis: “que eles procuram a luz do sol, todos sabem. O que eu não sabia é que em dias nublados eles viram uns para os outros, buscando a energia de cada um. Não ficam murchinhos nem de cabeça para baixo. Olham uns para os outros, lindos. É a natureza nos ensinando. Se não tem sol todos os dias, temos uns aos outros. Que sejamos girassóis o ano todo”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Antes do início da cerimônia, a UFSM conversou com Selma Garrido Pimenta. Confira a entrevista:    </span></p>
<p><b>Por que a senhora escolheu estudar pedagogia? </b></p>
<p><b>Selma Garrido</b><span style="font-weight: 400">: Eu sou do tempo que a gente fazia Escola Normal. Estava terminando o curso de normalista, que era de formar professores para educação básica. Então, eu tive uma experiência que foi muito importante na minha vida, que deu uma virada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nós fazíamos estágio nas escolas próximas. E eu fui um dia chamada pela diretora para assumir uma turma de quarto ano primário de meninos, porque tinha faltado uma professora. E como eu era boa aluna, fui lá toda “pimpona”, de uniforme. Cheguei lá, tomei um banho, porque a meninada começou a fazer bagunça. Durante três horas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quando terminou, eu voltei correndo e chorando para a Escola Normal. Falei para a coordenadora: “vou acabar aqui, não vou terminar a escola normal, porque eu não sirvo para ser professora”. Eu tive um susto, eu estava aos prantos. Aí ela me acolheu, era o final do terceiro ano, um mês antes de terminar para receber o diploma. Ela disse: “olha, eu acho que tudo bem você não querer ser professora. Mas você vai terminar o curso, porque são seus irmãos mais velhos que estão pagando a sua escola”. Aquilo me deu aqui uma coisa. “Segunda coisa, você vai dar aula o ano que vem, depois você decide. E a terceira coisa, você vai prestar um vestibular, e vai fazer o curso de pedagogia”, a coordenadora falou. Eu nem sabia direito o que era vestibular, porque isso era em 1961. Aí lá fui eu, na PUC, prestar o vestibular. Aí eu descobri, fui descobrindo aos poucos o que era a pedagogia. E eu me identifiquei bastante </span></p>
[caption id="attachment_73883" align="alignleft" width="377"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2707.jpg"><img class=" wp-image-73883" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2707.jpg" alt="" width="377" height="566" /></a> Selma defende uma formação baseada na relação entre teoria e prática[/caption]
<p><b>A senhora acredita que sua primeira experiência na sala de aula, que foi um susto, te incentivou a estudar sobre a formação dos professores e sobre a didática no futuro? </b></p>
<p><b>Selma Garrido</b><span style="font-weight: 400">: Depois que eu dei aula, um ano, alfabetizando comecei a me encantar pelo curso. </span><span style="font-weight: 400">Também nós tínhamos um movimento estudantil, era período da ditadura, e a gente convivia com muitos estudantes de várias áreas, na própria Universidade. Eu também fazia parte de um grupo da Teologia da Libertação, que era a JUC, Juventude Universitária Católica. E eram uns pares progressistas, e nós tínhamos um pertencimento, uma relação muito intensa com as populações mais pobres, com escolas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então, isso foi também trazendo essa consciência de que a educação é um direito, uma boa educação, todas as crianças têm que ter. Então, fui criando esse compromisso com a área da educação.Depois eu assumi minha atividade profissional como professora na Educação Básica, e comecei a sentir falta de estudar mais. Então, eu fui fazer a pós-graduação, Stricto Sensu, que a gente chama. Fiz o mestrado, depois o doutorado, e isso foi me dando cada vez mais um embasamento para poder compreender a origem das desigualdades escolares, educacionais, e compreender a importância do trabalho dos professores. Aí que eu caminhei para essa área da pesquisa, fiz várias pesquisas na USP, como professora. </span></p>
<p><b>Existe uma distância entre o que os professores aprendem na universidade e o que é a realidade? </b></p>
<p><b>Selma Garrido</b><span style="font-weight: 400">: Então, isso que eu acabei de ilustrar com a minha história, mostrava que nós éramos completamente distantes da realidade. Hoje, penso que as coisas mudaram um pouco, mas não muito. E vai depender muito de cada faculdade, de cada universidade, de como ela trabalha, por exemplo, o estágio durante a formação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então, nesse sentido, nós encontramos pessoas que se identificam ao longo do curso, na medida em que vão conhecendo mais a realidade das escolas. Por isso, eu digo que o estágio tem que ser feito de preferência em escola pública, que é onde está a maioria da população de crianças brasileiras. E essa aprendizagem, tem uma relação muito grande com a formação teórica que o curso oferece. Então, se o curso não tiver essa integração, dificilmente o jovem que termina o curso estará preparado. Não é que ele vai repetir as práticas, mas para ingressar e ir formando a sua identidade como professor e ir criando o seu próprio processo de trabalho, sobretudo quando na própria escola já existe uma equipe de pedagogos que orienta, que acompanha os professores. Então, essa relação da instituição formadora com as instituições da educação básica é essencial. </span></p>
<p><b>A senhora escreveu sobre a identidade do professor. O que é se tornar professor? </b></p>
<p><b>Selma Garrido:</b><span style="font-weight: 400"> Todo mundo tem uma ideia do que é ser professor, porque foi aluno de professores. Então, se você perguntasse para qualquer pessoa se ela seria professora e ela dizia com demérito. Com razão, por conta do movimento que tem na nossa sociedade, e é contrário para que haja bons professores, que os professores e as professoras sejam reconhecidos, inclusive salarialmente, tenham boas condições de trabalho e tudo mais. Nesse sentido, quando o estudante vem para a universidade, ele já tem uma ideia, porque ele foi aluno de professores. Ele vai pensar que alguns ele gostaria de ser igual, outros ele jogaria fora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Isso já é um movimento que vai construindo a identidade. Só que a identidade não é uma coisa que você constrói e fica para sempre. Não, ela é um processo histórico, pessoal. E é fundamental que o próprio curso o provoque nesse sentido, de ele ir percebendo a história da profissão em diferentes países, mas principalmente no Brasil. As questões que envolvem a própria, o modo de ser professor e para que ele seja professor, superando essa visão social negativa que há sobre a profissão. Que ele vá se identificando, não como ser igual o professor que ele teve, que ele gostou, mas que agora ele tem que olhar a realidade na qual ele vai atuar. E o curso tem que provocar isso. Trazendo essa relação com a realidade, mas sempre fundamentado informação teórica sólida para fazer uma análise crítica do que existe, e aí ele vai então se identificando ou não com ser professor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Muitos desistem, outros tentam. Nessa tentativa, muitos decidem que é isso mesmo que querem. Vão percebendo que o importante em ser professor é a relação humana que você tem e a possibilidade de ajudar o outro sempre. E que isso é uma coisa que você está fazendo, contribuindo para que os estudantes, os seus estudantes possam ir se desenvolvendo como seres humanos. Porque a educação é uma atividade de humanização do humano, como a gente diz. Ele não nasce pronto. Diferente do gato  que já nasce pronto. Nós, humanos, precisamos de um processo que se chama educação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">E na sociedade que a gente vive há contradições e embates, porque os setores de classes dominantes, os poderosos financeiramente, nem sempre querem que a população inteira aprenda, porque aprender é um instrumento de luta. E aí se vai aprendendo, inclusive as raízes que originam os problemas de pobreza, de miséria, de falta de água, de alimentação, de habitação, que são direitos. O estudante, à medida que ele vai entrando nesse universo, vai percebendo que faz todo sentido ser professor Ao longo da vida vai se desenvolvendo profissionalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por isso é que a gente diz que são necessários os saberes da docência. Você não nasce sabendo ser docente, mesmo tendo sido aluna de docentes. Porque o docente que você teve era de uma realidade diferente da que você tem. Então, esse é um processo da própria humanização do professor como um ser profissional. </span></p>
[caption id="attachment_73884" align="alignright" width="521"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2083.jpg"><img class=" wp-image-73884" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A2083.jpg" alt="" width="521" height="347" /></a> Para Selma, a educação é um meio de luta[/caption]
<p><b>A precarização do trabalho e a questão salarial é um meio das classes dominantes impedirem que mais pessoas se formem professores? </b></p>
<p><b>Selma Garrido:</b><span style="font-weight: 400"> Exatamente. Não só formem professor, mas formem esse professor que compreende que pelo processo de escolarização, de uma boa escolarização, você vai capacitando os alunos a terem uma visão crítica pelos conhecimentos. Como dizia Paulo Freire, é pelo conhecimento que você vai adentrando a conhecer a realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde a educação infantil, é importante que as crianças comecem a relacionar uma coisa com outra. Por exemplo, falta de água. Por que falta água? E onde falta? Qual a origem desse problema? Por que alguns têm, outros não têm?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Isso não interessa para a classe dominante, porque se todas as crianças, os jovens, aprenderem a origem das condições precárias que eles têm, eles serão guerreiros, lutadores para conquistar esse direito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente temos visto um crescimento da inteligência artificial, principalmente na educação. Como a senhora vê isso? A senhora acha que é mais prejudicial ou pode auxiliar de um jeito positivo? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A inteligência artificial, para o começo de conversa, não é humana. Ela não substitui, ela é um instrumento e que depende de como você usa. É igual você usar um carro, que é uma tecnologia avançada. Você pode usar o carro como forma de proteção ou como forma de destruição. Então, depende do uso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mas a gente precisa tomar muito cuidado com a tentativa que não é inerente à inteligência artificial, mas ela é inerente a políticos que são contrários ao desenvolvimento de humanização para todos, que colocam a inteligência artificial para substituir os professores, porque dizem que a educação é muito cara. Só que a educação é um direito, assim como é direito de moradia, de alimentação, são direitos democráticos. Então, estamos vivendo momentos em que a inteligência artificial vai sendo solapada para essa finalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que nós, professores, temos que fazer, junto com os estudantes, é compreender que ela é um instrumento, ela pode facilitar uma busca que você faça de um assunto, mas ela não pensa. E, portanto, o pensar é na relação coletiva com o professor, com seus colegas, com uma leitura que você faz. É igual quando você lê diferentes livros sobre o mesmo assunto, você tem que ter uma mediação dos professores para ver as posições que geram aquele conhecimento ali. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Vou dar um exemplo concreto, bem imediato agora. Na área de história, nós vemos que a ultradireita brasileira, tende a manter uma história que a gente chama de oficial e que mitifica os fatos. O fato, por exemplo, da independência. A Independência não se deu com um Grito do Ipiranga. A Independência foi um processo de revoltas de vários grupos no Brasil até se chegar à conquista. Foi uma conquista da independência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então, isso é uma coisa importante de perceber: como os conhecimentos não são verdades absolutas prontas e acabadas, mas a quem interessa que eles sejam essa história oficial. </span></p>
<p><b>Para finalizar, a senhora sempre foi uma defensora da educação pública. Como a senhora se sente recebendo o título de Doutora Honoris Causa em uma universidade pública? </b></p>
<p><b>Selma Garrido:</b><span style="font-weight: 400"> Eu sinto muita alegria, estou muito feliz. Quero compartilhar com vocês, porque não é uma conquista individual, tem uma longa história de pessoas juntos que foram me possibilitando ser meritória, do Doutor Honoris Causa. E me deixa muito feliz, porque esse reconhecimento também evidencia que para a Universidade Federal de Santa Maria, eu não estou falando sozinha.  A Universidade reconhece essa validação pública da minha trajetória. Nesse sentido, eu me sinto muito feliz. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto, entrevista e fotos: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias </span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM leva ciência, educação e cultura à 53ª Feira do Livro de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/19/ufsm-leva-ciencia-educacao-e-cultura-a-53a-feira-do-livro-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:11:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73822</guid>
						<description><![CDATA[Estande da Universidade reúne oficinas, jogos, ações de divulgação científica e projetos de extensão durante a programação da 53ª Feira do Livro de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73825" align="alignright" width="587"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0306.jpg"><img class="wp-image-73825" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0306.jpg" alt="" width="587" height="391" /></a> Feira do Livro acontece na Praça Saldanha Marinho[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Desde 7 de agosto, a Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria, reúne leitores, escritores e amantes da literatura para a 53ª Feira do Livro. A edição de 2026 celebra os 120 anos do nascimento de Mário Quintana. O estande da UFSM fez parte da programação da feira com atividades organizadas pela pró-reitorias de Graduação (Prograd) e Extensão (PRE). Além disso, a Editora e Livraria da UFSM também integram as atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A programação da Universidade aborda temas como educação financeira, uso seguro de medicamentos para pessoas idosas, sustentabilidade, programação, engenharia, relações internacionais, história e cultura afro-brasileira e indígena, além de oficinas lúdicas voltadas ao público infantil. O cronograma também inclui ações interativas, como a Bike Fruti, em que os participantes produzem o próprio suco ao pedalar uma bicicleta adaptada.</span></p>
<h3>UFSM aproxima projetos da comunidade durante a Feira</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Na sexta-feira (7) foi o dia do projeto de extensão Sumo realizar atividades, e a dinâmica escolhida foi a oficina de educação financeira para crianças e adolescentes. A atividade consiste em um jogo de perguntas, no qual os participantes precisavam bater numa sineta o mais rápido possível quando soubessem as respostas. No final, os membros realizavam explicações de acordo com os questionamentos e o vencedor ganhava brindes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O grupo também realiza outras ações objetivando auxiliar professores de ensino médio na formação em educação financeira, para que as oficinas possam ser aplicadas no ambiente escolar. Membro do projeto Sumo e estudante do Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento, Felipe Dutra Flores compartilha que o objetivo do projeto é levar a educação financeira para o público em geral e jovens de baixa renda.</span></p>
[caption id="attachment_73826" align="alignleft" width="619"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0539-1.jpg"><img class="wp-image-73826" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0539-1.jpg" alt="" width="619" height="412" /></a> Projetos são apresentados à comunidade no estande da UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">No mesmo dia, os estudantes de Fisioterapia e Medicina da UFSM promoveram oficina sobre uso seguro de medicamentos para pessoas idosas. A estudante de Fisioterapia Lara Pialti Pinto explicou que a atividade é desenvolvida pelo projeto Feliz(c)idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Hoje nós estamos aqui para demonstrar alguns exercícios que os idosos podem fazer em casa para se exercitar. Além disso, vamos ensinar como aferir pressão e oxigenação”, relatou.</span></p>
<p>A atividade <span style="font-weight: 400">também contou com palestra sobre o uso seguro de medicamentos para pessoas idosas. A professora do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia e coordenadora do projeto Feliz(c)idade, Melissa Braz, ressaltou que o objetivo da atividade é evitar o negligenciamento dos cuidados de saúde entre as pessoas idosas.</span></p>
<h3>PET CiSA discute acesso ao ensino superior com estudantes</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As atividades realizadas pela Pró-Reitoria de Graduação contaram com oficinas de engenharia, contação de histórias em inglês e ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na rede básica de ensino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já na terça-feira (18), os projetos de extensão do Programa de Educação Tutorial em Ciências Sociais Aplicadas (PET CiSA) tomaram conta do estande da UFSM. A estudante de História Licenciatura Roberta Dalosto Valente contou que o objetivo da participação do projeto na Feira foi entrar em contato com a comunidade escolar para dialogar sobre formas de acesso ao ensino superior, repassando informações que auxiliem os estudantes das escolas públicas a desmistificar o acesso ao ensino superior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Editora da UFSM também conta com estande próprio durante todos os dias de Feira. Além disso, lançou 17 obras inéditas na quarta-feira (12). Entre os lançamentos, estão publicações da Coleção Textos Introdutórios UFSM, da Série Extensão e do Selo Patrimônio e Memória, além de ebooks de literatura, música, educação, editoração, patrimônio, saúde, genética e ciências agrárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para acompanhar a programação completa de atividades da UFSM até o último dia de Feira do Livro, basta clicar </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/eventos/prograd-na-53a-feira-do-livro-de-santa-maria" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">aqui</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
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<p><em>Confira mais imagens da Feira do Livro de Santa Maria:</em></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":73828,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0190.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0190-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73828" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0132.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0132-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73829" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0071.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A0071-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73827" /></a></figure>
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<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM</span></i><br><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Mathias Ilnick, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM</span></i><br><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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						<item>
				<title>“Que Universidade somos hoje, que Universidade queremos ser em 2035 e o que precisamos fazer para construir esse futuro”: a construção do novo PDI </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/18/que-universidade-queremos-ser-em-2035</link>
				<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:35:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[pdi]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[proplan]]></category>

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						<description><![CDATA[Até dezembro de 2027, um novo Plano de Desenvolvimento Institucional será estruturado em quatro etapas
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1920" height="1280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8945-1.jpg" alt="Foto colorida horizontal do Centro de Convenções lotado com iluminação baixa, com destaque para o palco, com a ministra Carmem Lúcia sentada bem ao centro. Atrás dela, um telão com projeção do lançamento do Plano de Desenvolvolvimento Institucional" />											<figcaption>Palestra da ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, fez parte da programação do lançamento do processo de construção do PDI (Foto: Jessica Mocellin)</figcaption>
										</figure>
		<p>Um Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é um dos principais instrumentos de planejamento de uma instituição de ensino superior. O documento estabelece diretrizes, objetivos e metas que orientam as ações da universidade durante determinado período. Na UFSM, o novo PDI será elaborado nos próximos anos e terá vigência de 2028 a 2035.  </p><p> </p><p>Para Silvane Brand Fabrizio, coordenadora de Planejamento e Avaliação Institucional, o PDI é muito mais do que um documento institucional, é o instrumento que ajuda a Universidade a olhar para o futuro e, ao mesmo tempo, organizar as decisões do presente. O plano aponta uma direção para a UFSM nos próximos oito anos e conecta a visão de longo prazo com o cotidiano da gestão. Além disso, é um instrumento de participação. “Quando toda a comunidade acadêmica e a sociedade ajudam a construir o PDI, também ajudam a construir a Universidade que querem”, evidenciou.</p><p> </p><h4><b>UFSM já teve quatro PDIs</b></h4><p>Em 2001, durante a gestão do então reitor Paulo Jorge Sarki, o primeiro PDI da Universidade foi elaborado para orientar as ações da gestão até 2005.  O segundo PDI foi construído durante a gestão de Clóvis Silva Lima, de 2006 a 2010. O plano apresentou uma visão geral da Instituição, ao demonstrar as políticas de ensino de graduação, pós-graduação e pesquisa; de extensão; de atendimento aos discentes; de práticas de educação a distância e de educação inclusiva. Em 2011, o terceiro PDI foi desenvolvido. Na gestão de Felipe Martins Müller, o documento foi renovado em 2016. </p><p>O <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/500/2026/08/PDI-atualizado-Plano-de-Metas-2025.pdf">quarto PDI</a> foi pensado para guiar a organização institucional durante 10 anos: de 2016 a 2026. Contudo, teve sua validade prorrogada para 2027. Mais de 3 mil contribuições da comunidade contribuíram para que o documento fosse elaborado. Durante a gestão de Paulo Afonso Burmann, a UFSM definiu sete desafios institucionais para nortear o documento: Internacionalização; Educação inovadora e transformadora com excelência acadêmica; Inclusão social; Inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia; Modernização e desenvolvimento organizacional; Desenvolvimento local, regional e nacional; Gestão ambiental; </p><p>O atual pró-reitor de Planejamento (Proplan), Vinicius Garcia, considera que os itens do PDI vigente foram cumpridos com sucesso. Em entrevista à TV Campus, o professor afirmou: “um dos pontos fortes que podemos citar é o índice de reconhecimento da excelência institucional atribuído pelo MEC para avaliar os cursos que são ofertados pela Universidade”. </p><p> </p><h3><b>Como será a construção do novo plano</b></h3><p>O lançamento do PDI ocorreu na última sexta-feira (14) durante a <a href="https://www.ufsm.br/2026/08/14/nao-consigo-viver-sem-ter-coracao-de-estudante-ufsm-concede-titulo-de-doutora-honoris-causa-a-ministra-carmen-lucia"> palestra da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia</a>, que também recebeu o título de doutora honoris causa no Centro de Convenções. Desde então, a participação da comunidade tem sido essencial para a construção do novo documento estruturante, prevista para ser finalizada até dezembro de 2027. </p><p>Silvane Brand Fabrizio destaca quatro pontos para a concepção do PDI 2028- 2035: panorama da educação e do contexto institucional; diagnóstico institucional; construção da estratégia institucional; e acompanhamento e revisão. </p><p>O primeiro passo é “olhar para a Universidade e também para o cenário em que está inserida, compreendendo as transformações, as tendências e os desafios que impactam a educação superior e, especialmente, a realidade da UFSM”, como observou Silvane. No entendimento da servidora, isso marca o panorama da educação e do contexto institucional. </p><p>Já o diagnóstico institucional é realizado para entender a Universidade a partir de dados, indicadores, avaliações, documentos institucionais e, principalmente, a escuta da nossa comunidade. “Também vamos olhar para a trajetória do PDI 2016-2026, reconhecendo o que foi realizado, as experiências que tivemos e os aprendizados que esse percurso nos deixou. Afinal, construir um novo PDI também significa aprender com a história da própria Universidade para pensar, com mais clareza, os próximos oito anos”, afirmou Silvane. </p><p>A construção da estratégia institucional será aplicada a partir do diagnóstico e da escuta da comunidade. Silvane explica que tais instrumentos irão definir quais transformações a instituição quer produzir, quais serão os objetivos estratégicos, quais estratégias irão utilizar, quais indicadores permitirão acompanhar os avanços e quais metas querem alcançar. </p><p>Por fim, a quarta etapa diz respeito ao acompanhamento e à revisão. Após a elaboração do plano, a Proplan continuará observando os efeitos do PD: “é preciso acompanhar os resultados, avaliar o que está funcionando, identificar o que precisa ser ajustado e atualizar as prioridades quando necessário”, reiterou a coordenadora. </p><p>Silvane garante que, no fim, o que os guia é pensar: “que Universidade somos hoje, que Universidade queremos ser em 2035 e o que precisamos fazer para construir esse futuro”.</p>		
										<figure>
										<img width="1920" height="1286" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMGL1572.jpg" alt="Foto colorida horizontal da professora Martha de pé ao microfone no Centro de Conveções. Ela veste vestido verde e um casado escuro. Do lado esquerdo dela, o professor Tiago, em pé, que usa terno com uma gravata vermelha" />											<figcaption>Reitora Martha Adaime, acompanhada do vice, Tiago Marchesan, lançou o novo PDI, que terá validade por oito anos (Foto: Gabriele Mendes)</figcaption>
										</figure>
		<h3 style="line-height: 1.2;font-size: 1.75rem">O que significa o PDI na prática?&nbsp;</h3>
<p style="font-size: 16px">No cotidiano da Universidade, o plano institucional orienta algumas decisões e guia diferentes gestões. “O PDI também orienta o orçamento. Por isso, prevê que os planos de ação sejam a interface entre planejamento e orçamento”. Isto é, os recursos precisam atender às prioridades institucionais. “Então, no dia a dia, o PDI pode apoiar uma decisão de gestão, a definição de uma prioridade, a distribuição de recursos, o acompanhamento de uma meta ou a identificação de um risco”, relembra Silvane.&nbsp;</p>
<p style="font-size: 16px">A coordenadora exemplifica que o PDI pode ser utilizado quando uma unidade de ensino identifica um problema, como o aumento da evasão estudantil e busca o documento para orientar a tomada de decisão. “A partir disso, pode planejar ações de acompanhamento dos estudantes, fortalecer o apoio acadêmico e ampliar a divulgação de bolsas e auxílios, definindo responsáveis, prazos, recursos e indicadores para acompanhar os resultados”, elucida Silvane.&nbsp;</p>
<p style="font-size: 16px">
</p><h3 style="line-height: 1.2;font-size: 1.75rem">Próximos encontros</h3>
<p style="font-size: 16px">O <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/construcao-pdi-2028-2035/cronograma">cronograma de eventos do PDI</a> conta com palestras, seminários, momentos culturais e apresentações nas Câmaras de Vereadores. O próximo evento será a palestra com a professora Maria Beatriz Luce intitulada <i>“PDI: gestão e desenvolvimento da Universidade democrática estratégica”. </i>, A especialista em políticas públicas e gestão da educação, Maria Beatriz é docente aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atua como voluntá em programas de pós-graduação da UFGRS e Universidade Federal do Pampa (Unipampa).</p>
<p style="font-size: 16px">
</p><h3 style="line-height: 1.2;font-size: 1.75rem">Como participar</h3>
<p style="font-size: 16px">Preencha o&nbsp;<a href="https://docs.google.com/forms/d/1-z4cbaQXWrg7rxrhy54dPJvYSHN8-1aSOMnbhGVGKUM/preview">formulário online da pesquisa</a>.&nbsp;</p>
<p style="font-size: 16px"><br></p>
<p style="font-size: 16px"><i>Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p style="font-size: 16px"><i>Foto: Gabriele Mendes e Jessica Mocellin, estudantes de Jornalismo e bolsistas da Agência de Notícias</i></p>
<p style="font-size: 16px"><i>Edição: Maurício Dias&nbsp;</i></p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Concerto de estreia da Orquestra de Câmara de Santa Maria será na quarta-feira (19)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/14/concerto-de-estreia-da-orquestra-de-camara-de-santa-maria-sera-na-quarta-feira-19</link>
				<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 23:41:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Orquestra de Câmara de Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73793</guid>
						<description><![CDATA[O repertório combina o popular e o erudito, com obras de Antonio Vivaldi, Astor Piazzolla e Chiquinha Gonzaga]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/cartaz-2.jpg"><img class="alignright wp-image-73794" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/cartaz-2-819x1024.jpg" alt="Cartaz do evento." width="575" height="719" /></a>Em suas múltiplas acepções, a palavra “câmara” transmite invariavelmente a ideia de um lugar fechado, seja ele de dimensões grandes (como as câmaras de deputadores e vereadores) ou pequenas, como nas áreas da fotografia – na qual o princípio da câmara escura foi fundamental para a invenção da câmera fotográfica – e da música. Expressão associada à música erudita, a música de câmara remete a obras executadas por conjuntos formados por um número reduzido de instrumentistas. Na UFSM, um projeto de extensão coordenado pelo professor João Batista (“Tita”) Sartor atualiza esse conceito ao criar a Orquestra de Câmara de Santa Maria, cuja estreia está marcada para a próxima quarta-feira (19), em um espetáculo que combina o popular e o erudito, em diálogo ainda com a dança.

Marcado para as 19h, no Theatro Treze de Maio, esse primeiro concerto, com entrada gratuita, intitula-se “Chiquinha Gonzaga &amp; As Quatro Estações” e faz parte da programação da 53ª Feira do Livro de Santa Maria. Tendo Giovani dos Santos como solista ao violino, o concerto começa com trechos da obra mais famosa de Antonio Vivaldi: o primeiro movimento (<i>Allegro</i>) do concerto “Primavera”, ao qual se seguem os três movimentos (<i>Allegro com molto</i>, <i>Adagio e piano</i>/<i>presto e forte</i> e <i>Presto</i>) do “Verão”.

Logo após, as <i>Quattro Stagioni</i> dão lugar às <i>Quatro Estaciones Porteñas</i>, de Astor Piazzolla. Nessa obra, o compositor argentino homenageia a obra-prima do barroco italiano ao criar uma série de quatro tangos (<i>Primavera</i>, <i>Verano</i>, <i>Otoño</i> e <i>Invierno</i>) inspirados nas mudanças que a paisagem de Buenos Aires sofre a cada troca de estação. Os solistas Olinda Alessandrini (ao piano), Ricardo Chacón (ao violino) e Rodrigo Alquati (ao violoncelo) vão tocar as estações portenhas de acordo com o arranjo criado por José Bragato. Nessa parte do espetáculo, as estações ganharão também representação gestual, com a presença no palco dos bailarinos Débora Brandt e Patrick Moraes.

Por fim, o concerto homenageia a pianista, compositora e maestrina carioca Chiquinha Gonzaga, que – entre outros feitos – foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. O público terá a oportunidade de ouvir uma breve amostra das modinhas, tangos brasileiros, marchinhas, valsas, choros e polcas compostas por ela. Novamente ao piano, Olinda Alessandrini vai tocar a suíte “Sempre Chiquinha”, sob arranjo de Sandra Mohr. Fazem parte da suíte as seguintes composições: “Lua Branca”, “Gaúcho”, “Bijou”, “Valsa Carlos Gomes”, “Plangente”, “Água de Vintém”, “Atraente” e “Viva o Carnaval”.

Além dos nomes já citados, o concerto de estreia da Orquestra de Câmara de Santa Maria também terá a participação dos seguintes músicos: os violinistas Bibiana Turchiello, Michael Fragomeni Penna, Yuri Ribeiro de Alencar e Elton Linhares; os violistas Ana Guerra, Artur Freitas Paulus e Endrik Dias Friedrich; o violoncelista Lucas Kindel Sartor; e o contrabaixista Luciano Dal Molin.

O concerto terá a regência do maestro e diretor artístico da Orquestra de Câmara, Tita Sartor, que nesse projeto conta com o auxílio, como diretores executivos, de dois nomes conhecidos na cena musical santa-mariense: Juliana Pires e Matheus Lopes.

No dia do espetáculo, os ingressos poderão ser adquiridos gratuitamente, a partir das 13h30min, <a href="https://theatro13demaio.com.br/" target="_blank" rel="noopener">no <i>site</i> do Theatro Treze de Maio</a>.

<b>Formaç</b><b>ão flexível –</b> Nesse primeiro concerto, a Orquestra de Câmara consiste basicamente em um conjunto de cordas acompanhado de piano, porém essa formação não será fixa. Vai variar de acordo com cada espetáculo, tanto na quantidade de instrumentistas quanto no tipo de instrumentos. Para a realização dos concertos, a direção da orquestra vai contar com a colaboração de estudantes e egressos dos cursos de Música da UFSM, incluindo também músicos que atuam em projetos dos quais o maestro Tita Sartor participa, não só em Santa Maria e região, mas também nas cidades de Montenegro e Porto Alegre. Inclusive, os ensaios para essa primeira apresentação vão ocorrer na capital gaúcha.

O Centro de Convenções da UFSM vai receber os dois espetáculos seguintes, que já estão marcados. No dia 22 de setembro, a Orquestra de Câmara, o <a href="https://www.instagram.com/balletivonefreire/" target="_blank" rel="noopener">Ballet Ivone Freire</a> e o projeto <a href="https://www.instagram.com/dancandopeducar/" target="_blank" rel="noopener">Dançando para Educar</a> vão apresentar o balé “Carmen”, obra na qual o compositor russo Rodion Shchedrin homenageia – com novos arranjos – a ópera homônima de Georges Bizet. E, nos dias 20 e 21 de outubro, <a href="https://www.ufsm.br/2025/10/08/orquestra-sinfonica-de-santa-maria-apresenta-na-quinta-e-sexta-feira-o-musical-a-bela-e-a-fera" target="_blank" rel="noopener">um ano após a sua apresentação pela Orquestra Sinfônica</a>, o musical “A Bela e a Fera” retorna ao palco do Centro de Convenções com a Orquestra de Câmara de Santa Maria.

Para a viabilização financeira dos espetáculos, a Orquestra de Câmara conta com o trabalho dos produtores Maristela Tomazetti e Rodrigo Jappe, responsáveis pela busca de apoios e patrocínios, bem como pela captação de recursos por meio das leis de incentivo à cultura.

A agenda de concertos e outras informações sobre a Orquestra de Câmara de Santa Maria constam em seu <a href="https://www.instagram.com/orquestradecamarasm/" target="_blank" rel="noopener">perfil no Instagram</a>.

<i>Texto: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>“Não consigo viver sem ter coração de estudante”: UFSM concede título de Doutora Honoris Causa à ministra Cármen Lúcia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/14/nao-consigo-viver-sem-ter-coracao-de-estudante-ufsm-concede-titulo-de-doutora-honoris-causa-a-ministra-carmen-lucia</link>
				<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 19:20:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[Gabinete da reitoria]]></category>
		<category><![CDATA[honoris causa]]></category>
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		<category><![CDATA[proplan]]></category>

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						<description><![CDATA[A ministra palestrou sobre a participação da universidade pública no fortalecimento democrático. O evento marcou o lançamento do PDI da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73770" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1045.jpg"><img class="wp-image-73770" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1045-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal da ministra Cármen Lúcia de perfil, à esquerda, falando ao microfone durante palestra. Ela está sentada em uma poltrona branca e mantém a mão perto da boca segurando o microfone enquanto ministra a palestra. Está vestindo roupa preta e com um holofote de luz sobre ela. O Ambiente é escuro." width="575" height="383" /></a> Ministra fala sobre o futuro da universidade pública na democracia (foto: Felippe Richardt)[/caption]

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela UFSM, na tarde desta sexta-feira (14). Na ocasião, estudantes, servidores e público externo prestigiaram a cerimônia realizada no Centro de Convenções. A ministra ainda proferiu a palestra “Democracia, autonomia e participação: o futuro da universidade pública”. A programação também incluiu o lançamento do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2028-2035 da universidade.

O título foi entregue pela reitora da UFSM, Martha Adaime, que destacou o significado da homenagem para as mulheres que ocupam espaços de liderança. Segundo ela, a trajetória de Cármen Lúcia representa não apenas sua atuação no Judiciário, mas também a possibilidade de outras mulheres reconhecerem esses espaços como caminhos possíveis, tornando-se um “exemplo a ser seguido por muitas de nós”.

A cerimônia marcou o encontro de duas mulheres que ocupam posições de destaque em suas instituições: Cármen Lúcia foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Martha Adaime é a primeira mulher a ocupar a Reitoria da UFSM.

O título de Doutor Honoris Causa é concedido a pessoas que tenham se destacado por contribuições relevantes para as ciências, as artes ou a cultura. No caso da ministra, a universidade reconheceu o seu papel de protagonismo no direito constitucional, na educação e nas instituições democráticas do país.

[caption id="attachment_73771" align="alignleft" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8923.jpg"><img class="wp-image-73771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8923-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal que mostra a ministra, ao centro, falando ao microfone na poltrona branca. Ela está com roupa preta e voltada ao público. No seu lado esquerdo e direito, há dois balcões brancos com a logo da UFSM e com plantas em cima. Ao fundo, está projetada uma imagem verde e azul com a logo do novo Plano de Desenvolvimento Institucional e um QR-code à direita para uma pesquisa de opinião pública aberta a toda a comunidade. O ambiente é claro, com iluminação branca no palco e voltada para a ministra." width="575" height="383" /></a> Novo PDI é lançado durante o evento (foto: Jessica Mocellin)[/caption]

O diploma foi aprovado após votação no Conselho Universtiário. Esse foi o primeiro título de Doutor Honoris Causa que Martha Adaime concedeu durante seu mandato. Na cerimônia, esteve presente também o vice-reitor Tiago Marchesan, o pró-reitor Vinicius Garcia e o pró-reitor adjunto Carlo Castellanelli, ambos da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan).
<h3><b>Universidade como espaço democrático</b></h3>
Durante a palestra, a ministra abordou a relação entre democracia, educação e as transformações provocadas pelo avanço das tecnologias, com atenção ao uso de algoritmos pelas novas gerações. Dividido em três eixos, o discurso tratou da democracia na vida cotidiana, do papel da educação na democratização e da função das instituições para o desenvolvimento da sociedade.

Ao refletir sobre os impactos da tecnologia, Cármen Lúcia afirma que “a máquina está ao nosso serviço e não ao serviço da máquina”. Em seguida, defendeu que as novas gerações possam crescer em uma sociedade na qual a democracia esteja consolidada. “Nós queremos que as crianças de hoje não precisem estar preocupadas com a democracia”, declara.

Sobre a universidade, destacou a capacidade da instituição de estimular o pensamento crítico e a produção científica. “A universidade quebra dogmas, atrai conhecimentos e permite que você crie algo que nem sabia que poderia”, afirma a ministra.

[caption id="attachment_73772" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1051.jpg"><img class="wp-image-73772" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A1051-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal, registra a ministra Cármen Lúcia de cabelos grisalhos, vista de costas, diante da plateia durante a cerimônia. Ela veste uma roupa preta e mantém as mãos levantadas, com os dedos entrelaçados, em um gesto de agradecimento ao público. Ao fundo, a plateia aparece sentada em um ambiente escuro, com a iluminação concentrada sobre a mulher e parte das paredes do espaço." width="575" height="383" /></a> Ministra é recepcionada no Centro de Convenções da UFSM (foto: Felippe Richardt)[/caption]

Cármen Lúcia também relembrou a importância da Constituição Federal de 1988 e do princípio de construção de uma sociedade livre, justa e solidária. A partir dessa reflexão, ela explica que, embora seja possível adquirir celulares e televisores cada vez mais modernos, nenhuma tecnologia é capaz de substituir o olhar humano.
<h3><b>O Plano de Desenvolvimento Institucional</b></h3>
Com vigência de oito anos e revisão prevista para o meio do período, o novo PDI 2028-2035 será estruturado em quatro fases: panorama da educação e do contexto institucional, diagnóstico institucional, construção da estratégia e acompanhamento e avaliação periódica. A proposta segue princípios como caráter pedagógico, construção dialógica, compreensão da sociedade, avaliação transformadora e integração da informação.

Segundo a Reitoria da UFSM, o desafio é elaborar um PDI capaz de projetar a universidade para o futuro e acompanhar as transformações da sociedade. A proposta considera a necessidade de modernização da instituição diante da velocidade das mudanças. “O futuro sempre vem rapidamente. Precisamos nos modernizar com velocidade”, destaca a reitora.

Leia a entrevista exclusiva da ministra para a Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM em: <a href="https://www.ufsm.br/2026/08/14/carmen-lucia-entrevista-ufsm" target="_blank" rel="noopener">“Cármen Lúcia: ministra do STF fala à UFSM sobre democracia, mulheres e participação social”</a>.

<i>Texto: Giovanna Felkl e Pedro Moro, estudantes de Jornalismo e bolsistas da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Felippe Richardt e Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Foto de capa: Felippe Richardt</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>Cármen Lúcia: ministra do STF fala à UFSM sobre democracia, mulheres e participação social</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/14/carmen-lucia-entrevista-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 16:10:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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		<category><![CDATA[institucional]]></category>
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						<description><![CDATA[Em entrevista exclusiva, ministra aborda o papel das universidades, a presença de mulheres em espaços de poder e a participação da sociedade na democracia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73767" align="alignleft" width="602"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8930-1024x683.jpg" alt="" width="602" height="401" /> Ministra Cármen Lúcia palestrou sobre democracia, importância universitária e participação feminina[/caption]
<p>Pouco depois de receber o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma entrevista exclusiva para a UFSM, na manhã desta sexta-feira (14). </p>
<p>Durante a conversa, a ministra falou sobre o papel das universidades na manutenção e na proteção da democracia brasileira, a importância da presença de mulheres em espaços públicos de poder e decisão e os caminhos para ampliar a participação da sociedade. Cármen Lúcia também comentou a relação entre cidadania, voto e democracia, tema presente em seu livro mais recente, <em>Pela mão do povo: Voto e democracia no Brasil</em>.</p>
<p>Natural de Montes Claros, em Minas Gerais, Cármen Lúcia graduou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) em 1977. Construiu carreira na área do Direito Constitucional e, atualmente, é professora titular da universidade que a formou. Além de sua atuação como advogada pública e magistrada, Cármen Lúcia foi nomeada e empossada no STF em 2006. A ministra presidiu o Supremo entre 2016 e 2018. Ela também ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como ministra substituta em 2008 e tornou-se ministra efetiva em 2009. Em 2010, assumiu a vice-presidência do Tribunal. Em junho passado, a<a href="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/ministra-carmen-lucia-completa-20-anos-no-stf-com-atuacao-marcada-pela-defesa-dos-direitos-fundamentais/"> ministra celebrou 20 anos de atuação no Supremo</a>.</p>
<p><strong>Confira abaixo a íntegra da entrevista:</strong></p>
<p><strong>UFSM</strong>: Ministra, historicamente as universidades têm sido espaços de debate, produção de conhecimento e circulação de ideias. Qual é o papel dessas instituições na manutenção e na proteção da democracia brasileira?</p>
<p><strong>CÁRMEN LÚCIA</strong>: É essencial. Todas as instituições, especialmente voltadas à educação, para propiciar um diálogo para a produção do conhecimento, para que as pessoas ensinem e aprendam. E, nesse sentido, a democracia há de ser aprendida e ensinada também a partir dos valores essenciais do pluralismo, das liberdades de criação, de invenção, de novos conhecimentos. Não há dogmas, não há verdades absolutas nem definitivas. E o caminho da humanidade é isso: um aprendizado que se faz e que a universidade propicia com muito mais agilidade, com muito mais amplitude. Sem a educação, nós não temos democracia. E a democracia se aprende, se pratica. E espaços privilegiados como são estes garantem e se responsabilizam por abrir espaços para novos saberes.</p>
<p><strong>UFSM</strong>: A senhora é atualmente a única mulher no Supremo Tribunal Federal. A UFSM também teve, depois de 65 anos, sua primeira mulher eleita para a Reitoria. Como a senhora enxerga a importância da presença de mulheres em espaços públicos de poder e decisão?</p>
<p><strong>CÁRMEN LÚCIA</strong>:</p>
<p>Na verdade, a Constituição garante a igualdade, e as mulheres foram invisibilizadas e silenciadas historicamente. Agora estamos começando a chegar a esses espaços para que a gente tenha igualdade material ou substancial, para que todas essas pessoas possam contribuir igualmente em benefício da sociedade, com olhares diferentes, experiências diferentes que, somadas, fazem com que a resposta a ser dada à sociedade, na criação, na transformação das instituições, no ambiente, naquilo que é propiciado para suprir demandas da sociedade, seja coerente com aquilo que é reclamado tanto pelas mulheres quanto pelos homens. Então, o que nós temos hoje, com reitoras nas universidades, são aportes de desempenho que mostram que somos todos responsáveis e que cada uma e cada um tem capacidade de contribuir para a melhoria da humanidade como um todo e, muito mais, das instituições.</p>
<p><strong>UFSM</strong>: Hoje a senhora recebe o título de Doutora Honoris Causa da UFSM. O que essa homenagem representa?</p>
<p><strong>CÁRMEN LÚCIA</strong>: Primeiro, agradeço muito à Universidade Federal de Santa Maria. Eu acho que isso é um compromisso e uma responsabilidade. O que foi qualificado pela universidade como sendo determinante para a outorga desse título também é um reconhecimento de um compromisso que eu preciso ter com os valores da universidade e, principalmente, com os valores de toda a sociedade de Santa Maria, do Rio Grande do Sul, para dizer só do aspecto regional. Mas eu levo isso como uma responsabilidade a mais, pelo voto de confiança que me é oferecido na outorga desse título</p>
<p><strong>UFSM</strong>: Recentemente, a senhora lançou o livro colaborativo <em>Pela mão do povo: Voto e democracia no Brasil</em>, que recupera diferentes momentos do processo eleitoral no país. Diante dessa trajetória, como nós, enquanto cidadãos, podemos contribuir para proteger a integridade do sistema eleitoral e fortalecer a democracia?</p>
<p><strong>CÁRMEN LÚCIA</strong>: Considero que a participação de todas as pessoas, especialmente dos jovens, é essencial para que a gente tenha não apenas eleições íntegras, seguras e transparentes, mas também, no pós-eleição, a consciência de que quem for eleito é representante, não é substituto do povo. Portanto, cabe a cada uma de nós, a cada um de nós, mas principalmente aos jovens, manter esse compromisso de estar atento, de participar, para que o processo eleitoral seja uma etapa do curso democrático na sociedade.</p>
<p>Quer dizer, este é o momento em que nós mostramos que lutamos muito para chegar à urna eletrônica, que é uma criação brasileira, para dar uma resposta aos riscos de corrupção eleitoral que a gente já viveu no país e que hoje não temos mais, no que se refere à urna eletrônica. A urna é segura, a urna é de absoluta confiança, testada, é do povo brasileiro. Nenhuma dúvida sobre isso.</p>
<p>Naquele momento, na cabine, é você, eleitor ou eleitora, com você mesmo. Ninguém vai interferir, ninguém vai saber, ninguém nunca vai saber em quem você votou, quem você escolheu, porque o voto é secreto. Este é um momento importantíssimo para legitimar a escolha feita na democracia. O resultado vai ser proclamado: venceu quem teve o maior número de votos, legitimando a escolha da população.</p>
<p>Porém, é preciso que a gente continue cidadão no dia seguinte, que a gente saiba se o candidato cumpriu a promessa que fez. Neste ano, não temos nenhuma mulher candidata, nem como vice, pela primeira vez desde a redemocratização. Mas, no momento seguinte, é preciso que o eleito cumpra aquilo que prometeu, que não sejam palavras vãs jogadas como se o eleitor fosse descartado depois da hora do voto.</p>
<p>Então, o papel de cada uma de nós, de cada um de nós e, principalmente, dos mais jovens, é essencial para que a gente tenha o fortalecimento da democracia num curso que vai além do voto. O voto é a entrega que você faz numa quase procuração. Se quem recebeu a procuração não honrar, você precisa estar atento a isso, como você faria como advogado. Você deu a procuração para o advogado. Se ele não atende ao que você quer, você precisa chamá-lo às falas. É a mesma coisa no processo político institucional.</p>
<p>E é isso que a gente precisa ser o tempo todo: vigilante, atento. Liberdade se vigia, democracia se busca, se cumpre, se cobra e, principalmente, se constrói todo dia.</p>
<p><b><i>Entrevista: </i></b><i>Pedro Moro </i><i>e</i><b><i>studante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias </i></b><i>e Pedro Pereira, jornalista</i><b><i><br />Texto</i></b><i>: Pedro Moro<br /></i><b><i>Fotos</i></b><i>: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></i><b><i>Edição</i></b><i>: Mariana Henriques, jornalista</i></p>
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				<title>Editora UFSM celebra ciência e cultura na 53ª Feira do Livro de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/13/editora-ufsm-celebra-ciencia-e-cultura-na-53a-feira-do-livro-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:08:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Editora UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[feira do livro santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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						<description><![CDATA[Programação contou com o lançamento de 17 livros e sessão de autógrafos 
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							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8771-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de pessoas debaixo de uma tenda iluminada na Feira do Livro" />											<figcaption>Sessões de lançamento da Editora UFSM levaram moradores da região à Praça Saldanha Marinho </figcaption>
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		<p>A Editora da UFSM lançou 17 obras inéditas na 53ª Feira do Livro de Santa Maria, na Praça Saldanha Marinho, nesta quarta-feira (12). O momento também contou com sessões de autógrafos com os autores e atividades voltadas ao diálogo entre ciência, literatura e arte. </p><p>Entre os lançamentos, estão publicações da Coleção Textos Introdutórios UFSM, da Série Extensão e do Selo Patrimônio e Memória, além de ebooks de literatura, música, educação, editoração, patrimônio, saúde, genética e ciências agrárias.</p><p>Durante a sessão, o diretor da Editora UFSM, Eneias Faria Tavares, destacou que este conjunto de obras representa a grandeza da universidade e das pesquisas realizadas na instituição. O professor ressaltou, ainda, a possibilidade do compartilhamento do conhecimento dos acadêmicos de forma gratuita por meio dos ebooks.</p><p>Já o vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, ressaltou a participação de diversos pesquisadores e autores na produção das obras e enfatizou o papel dos livros na divulgação do conhecimento produzido pela universidade. “A Universidade Federal de Santa Maria que coloca o livro, de qualquer uma dessas formas que seja, o livro eletrônico, físico, mas coloca o livro, transcende não só a universidade, mas transcende o tempo”, afirmou. </p><h3><b>Literatura, editoração e história em destaque</b></h3><p>Neste ano, dentre os lançamentos estão novos títulos para a coleção de livros de bolso “Textos Introdutórios”. Desenvolvida em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), esta coleção é direcionada aos estudantes do primeiro semestre de graduação com a finalidade de trazer noções básicas das áreas do conhecimento. Dois novos exemplares da coletânea foram lançados na sessão desta quarta: Teorias da Literatura e Princípios de Editoração. Ainda relacionado à editoração está “<i style="color: #000000;font-size: 1rem">Trilhas de Edição”</i>, obra que mostra os bastidores de todo o processo criativo da editora, e está <a style="font-size: 1rem" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/756/2026/06/Trilhas-da-edicao-Editora-UFSM.pdf">disponível online</a>.</p><p>O tema da história do Rio Grande do Sul está presente como a segunda edição inédita do diplomata Joaquim Francisco de Assis Brasil, coordenada por Jéssica Dalcin. A biografia original sobre a vida do estadista gaúcho foi escrita por Artheniza Weinmann Rocha, Luiz Gonzaga Binato de Almeida e José Newton Cardoso Marchiori. O livro traz também um registro do <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=35223&amp;view=detalhes">Castelo de Pedras Altas</a>, construído por Assis Brasil do início do século passado em estilo medieval, local onde ocorreu a Revolução de 1923. </p><p>Outro lançamento é “História e Cultura Indígena e Negra no Rio Grande do Sul: Resistência e Lutas”, da Série Extensão. A obra resulta do trabalho feito em oficinas educacionais coordenadas pela professora Mari Cleise Sandalowski, do Laboratório de Investigação Sociológica (LABIS).As pesquisadoras Rogéria Tavares e Rafaela Munari, doutoras em Ciências Sociais, explicam que a publicação surgiu de uma disciplina voltada à produção de material didático e foi pensada como apoio pedagógico para professores da educação básica. A proposta é recontar a história do Rio Grande do Sul a partir da presença, da resistência e das lutas dos povos indígenas e negros no estado.</p><p>Para Rafaela, a publicação representa uma forma de levar para as escolas uma perspectiva histórica que nem sempre está presente nos materiais didáticos: “O projeto, que começou como uma atividade acadêmica, agora pode ser aplicado fora da universidade e utilizado como material de apoio para professores. Então, para nós foi bem gratificante receber essa oportunidade”, conta. </p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8801-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal das duas autoras do livro História e Cultura Indígena e Negra no Rio Grande do Sul: Resistência e Lutas.Ambas estão sentadas à mesa. Uma delas está com o olhar para baixo e outra conversar com a repórter" />											<figcaption>Rogéria Tavares e Rafaela Munari lançaram a obra História e Cultura Indígena e Negra no Rio Grande do Sul: Resistência e Lutas</figcaption>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IMG_8757-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de homem assinando livro sobre uma mesa. A página do livro traz o nome J.F.Assis Brasil" />											<figcaption>Sessão de autógrafos de versão inédita de biografia do diplomata J.F. de Assis Brasil</figcaption>
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		<h3><b>Obras compartilham ciência com a sociedade</b></h3><p>A engenheira florestal Eveline Soares Zugalde lançou o “Dicionário de Silvicultura” durante a sessão da Editora UFSM. Eveline conta que a publicação surgiu durante a iniciação científica desenvolvida no Laboratório de Ecologia Florestal durante a graduação. O dicionário reúne termos em português, inglês, alemão, espanhol e francês sobre a área florestal. </p><p>O objetivo da produção é facilitar a tradução de pesquisas e trabalhos acadêmicos e contribuir para a comunicação científica internacional neste campo de estudo, conforme explica a autora. O processo de elaboração do dicionário envolveu a consulta a trabalhos científicos em diferentes idiomas e a participação de revisores especializados, responsáveis por verificar as traduções e adequar termos específicos de diferentes regiões. Para a autora, a publicação também representa uma oportunidade de aproximar a pesquisa acadêmica de diferentes públicos.</p><p>Já o Guia Ilustrado dos Fósseis da Quarta Colônia, e-book da Série Extensão, de autoria de Paulo César Rodrigues Ferraz e Flávio Augusto Pretto, aborda a relação entre pesquisa científica e divulgação do conhecimento. A publicaçãoo é o resultado da aproximação entre o conhecimento técnico e a linguagem jornalística. O jornalista Paulo César Ferraz conta que realizou uma série de entrevistas com pesquisadores para conhecer os fósseis da região e levar  o conhecimento científico à sociedade por meio de uma linguagem mais acessível</p><p>O gruia foi pensada para diferentes faixas etárias e tem como uma de suas propostas funcionar como uma porta de entrada para a ciência, principalmente para um público mais jovem. Para o paleontólogo Flávio Pretto, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa), a publicação torna a paleontologia mais próxima da comunidade. Segundo ele, contar com a Editora e com a universidade permite ampliar o alcance das ações de extensão e levar o conhecimento produzido na UFSM para públicos dentro e fora da região.</p><h3><b>Bate-papo sobre arte e filosofia no dia 21</b></h3><p>Na próxima sexta-feira (21), a Editora UFSM promove o bate-papo: “Arte, imagem e autoconhecimento: diálogos sistêmicos e filosóficos”, reunindo a atriz e escritora Ingra Lyberato e o professor Odailso Berté. Nesse encontro, as duas obras serão tomadas como ponto de partida para discutir as relações entre arte, memória, imagem e autoconhecimento. A conversa revisitará o universo da novela Ana Raio e Zé Trovão (1990), produção que marcou a teledramaturgia brasileira e teve parte de suas gravações realizadas no Rio Grande do Sul.</p><p>Odailso é um visitante frequente da Feira do Livro e considera que: “para o meu campo, especificamente falando, a Feira fortalece o que a gente chama de pesquisa em arte. O fazer artístico é muito importante, mas o que é que se produz de conhecimento em torno disso é ainda mais”. Por isso, o professor reforça que a feira permite apresentar e disponibilizar obras para a comunidade. “Isso é muito importante, porque é produção de cultura, é a propagação de conhecimento” afirma.</p><p>A Feira do Livro segue até dia 22 de agosto na praça Saldanho Marinho. A programação completa e informações adicionais você encontra <a href="https://www.feiradolivrosm.com/">aqui.</a></p><h3><b>Confira a lista completa de lançamentos</b></h3><p>– “Aprender com Maquetes” (Textos Introdutórios UFSM) – Samuel Brito;</p><p>– “Biologia para Futuros Educadores: Conceitos e Práticas” (Textos Introdutórios UFSM) – Liliana Essi, Maria Angélica Oliveira Linton e Cleusa Vogel Ely;</p><p>– “Dentes Inclusos: Fundamentos, Cirurgia e Cuidados Odontológicos” – 2ª edição (e-book) – Jorge Abel Flores, Felipe Wehner Flores e Pâmela Gutheil Diesel;</p><p>– “Dicionário de Silvicultura” (e-book gratuito) – Mauro Valdir Schumacher, Eveline Soares Ugalde, Grasiele Dick, Clayton Alcarde Alvares, Dany Roberta Marques Caldeira, José Alvarez-Muñoz e Kevin Hall;</p><p>– “Fundamentos em Editoração” (Textos Introdutórios UFSM) – Marília de Araujo Barcellos;</p><p>– “Genética e Reprodução na Pecuária em Quadrinhos” – Thaise Pinto de Melo, Gilson Antônio Pessoa e Daniele Alves de Oliveira;</p><p>– “Harmonia: Um Tratado Sobre a Prática Tonal, Suas Expansões e Adaptações” – Arthur Rinaldi;</p><p>– “J. F. de Assis Brasil: Interpretações” – 2ª edição (Selo Patrimônio e Memória) – Artheniza Weinmann Rocha, Luiz Gonzaga Binato de Almeida e José Newton Cardoso Marchiori;</p><p>– “Pensando o Compor I: Teorias e Práticas da Criação Musical” (e-book gratuito) – Arthur Rinaldi e Paulo Rios Filho;</p><p>– “As Práticas Integrativas e Complementares na Linguagem Infantil” (e-book) – Carolina Lisbôa Mezzomo e Tatiana Bagetti (orgs.);</p><p>– “Taperas nas Paisagens da Quarta Colônia” (Selo Patrimônio e Memória) – Cesar De David;</p><p>– “Teoria da Literatura” (Textos Introdutórios UFSM) – Lucas Zamberlan;</p><p>– “Guia Ilustrado dos Fósseis da Quarta Colônia” (e-book Série Extensão) – Paulo César Rodrigues Ferraz e Flávio Augusto Pretto;</p><p>– “História e Cultura Indígena e Negra no Rio Grande do Sul: Resistência e Lutas” (e-book Série Extensão) – Mari Cleise Sandalowski;</p><p>– “Design e Contexto Cultural” (e-book Série Extensão) – Marilaine Pozzatti Amadori;</p><p>– “Medidas e Avaliações para Prescrição de Exercícios Físicos em Situações de Campo” (e-book Série Extensão) – Luciane Sanchotene Etchepare, Juliane Berria e Darcieli Lima Ramos (orgs.).</p><p><i>Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i>Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i>Edição: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Curso de Arquivologia da UFSM celebra cinquentenário em tarde de homenagens e resgate histórico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/12/curso-de-arquivologia-da-ufsm-celebra-cinquentenario-em-tarde-de-homenagens-e-resgate-historico</link>
				<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 13:39:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[50 anos arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>

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						<description><![CDATA[Comunidade acadêmica esteve reunida nesta segunda-feira (10) para palestra com egressa da primeira turma e descerramento da placa do Jubileu de Ouro
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="554" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/Celebracao-dos-50-anos-do-curso-de-Arquivologia-reuniu-comunidade-academica-da-UFSM-no-auditorio-do-CCSH-na-segunda-feira-10-1024x554.jpg" alt="Foto colorida horizontal de cinco pessoas sentadas na mesa de abertura do evento, incluido a reitora e as demais autoridades. À frente, o auditório lotado de ouvintes." />											<figcaption>Celebração dos 50 anos do curso de Arquivologia reuniu comunidade acadêmica no auditório do CCSH, nesta segunda (10)</figcaption>
										</figure>
		<p>Em 10 de agosto de 1976, através do Parecer nº 179 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, era criado o curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria, o primeiro em uma cidade do interior. Exatos 50 anos depois, professores, técnico-administrativos, estudantes e egressos marcaram presença no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) para celebrar o marco histórico alcançado.</p><p> </p><p>Participaram da mesa de abertura a reitora da UFSM, professora Martha Adaime; a diretora do CCSH, professora Sheila Kocourek; o coordenador do curso, professor Andre Zanki Cordenonsi; a chefe do departamento, professora Rosani Beatriz Pivetta da Silva; e a professora Carla Mara da Silva Silva.</p><p> </p><p>Para o coordenador, André Cordenonsi, a mobilização da comunidade arquivística em torno do cinquentenário reforça sua importância histórica: "Cinquenta anos não são cinquenta dias. Nós reunimos hoje professores, ex-professores, servidores, ex-servidores, alunos e egressos para celebrar este curso que foi pioneiro no país", destacou. </p><p> </p><p>A programação teve sequência com homenagens a colaboradores internos e externos que contribuíram para o crescimento e a consolidação do curso. Em seguida, a história do curso ganhou destaque na palestra de Clara Marli Scherer Kurtz, egressa da primeira turma. A arquivista compartilhou memórias sobre os tempos de graduação, os desafios da profissão à época e o impacto da UFSM em sua trajetória.</p><p>Após as falas no auditório, os participantes se dirigiram ao térreo do Prédio 74A para o ato solene de descerramento da placa comemorativa do Jubileu de Ouro.</p><h3><b>Pioneirismo e excelência acadêmica</b></h3><p>Quando as atividades letivas tiveram início, em março de 1977, o curso de Arquivologia ofertava 25 vagas anuais distribuídas em quatro habilitações: Arquivos Empresariais, Escolares, Históricos e Médicos. A aula inaugural, realizada em 18 de abril daquele mesmo ano, foi conduzida pelo professor José Pedro Esposel, da Universidade Federal Fluminense (UFF), expoente da área no país.</p><p>Em 1978, foi criado o Departamento de Documentação, que em 2019 passou a se chamar Departamento de Arquivologia para atender à demanda por disciplinas técnicas. No ano seguinte, a primeira turma de 12 arquivistas colou grau.</p><p>Ao longo das décadas, o curso acompanhou as transformações da gestão documental e da tecnologia, ao manter base sólida na formação científica, humanística e técnica. Com mais de 700 profissionais formados, o curso de Arquivologia da UFSM consolidou sua presença no cenário científico nacional e internacional, </p><p>A trajetória do curso está registrada no livro <i>Memória dos 40 anos da Arquivologia da UFSM</i>, publicado em 2017 pela Editora Facos-UFSM. </p><p> </p><p><i>Texto e fotos: Carolina Bonoto, jornalista da Subdivisão de Comunicação do CCSH. </i></p><p><i>Revisão: Maurício Dias, jornalista</i></p>		
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										<img width="1024" height="562" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/Prof.a-Rosani-Pivetta-da-Silva-prof.a-Mitieli-Seixas-da-Silva-vice-diretora-do-CCSH-e-prof.-Andre-Cordenonsi-participaram-do-descerramento-da-placa-comemorativa-ao-Jubileu-de-Ouro-1024x562.jpg" alt="Foto colorida horizontal do descerramento da placa de jubeleu de ouro do curso de Arquivologia. À frente da placa, duas professoras e um professor em pé" />											<figcaption>Professora Rosani Pivetta da Silva, professora Mitieli Seixas da Silva, vice-diretora do CCSH, e professor Andre Cordenonsi, coordenador do curso, participaram do descerramento da placa comemorativa ao Jubileu de Ouro</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ouro em dose quádrupla: Centro de Referência da UFSM brilha no Meeting Paralímpico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/10/ouro-em-dose-quadrupla-centro-de-referencia-da-ufsm-brilha-no-meeting-paralimpico</link>
				<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 14:41:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[NAEEFA]]></category>
		<category><![CDATA[paralimpico]]></category>

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						<description><![CDATA[Trio do NAEEFA vence no atletismo e na natação e garante o 100% de aproveitamento em Porto Alegre]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73728" align="alignright" width="448"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/foto-wagner-conquistas-naeefa-208x300.jpg" alt="" width="448" height="647" /> Wagner Virago, campeão nos 100 metros e no salto em distância[/caption]
<p>Entre pistas e piscinas na capital do Rio Grande do Sul, o Centro de Referência Paralímpica UFSM ganhou mais um capítulo entre 31 de julho e 1º de agosto. No Meeting Paralímpico sediado em Porto Alegre, três representantes do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) participaram de competições de atletismo e natação e, além de conquistarem a medalha de ouro, ajudaram a consolidar ainda mais o projeto da Universidade.</p>
<p>Wagner Virago nos 100 metros e no salto em distância, Carolina Cobra nos 100 metros na petra e Maria Eduarda Godinho nos 50 metros livre foram os responsáveis por garantir o 100% de aproveitamento da delegação da Instituição. A equipe foi acompanhada da supervisora Marcele Dorneles, do professor Igor Martins e dos estudantes de Educação Física, Karen de Oliveira e Gabriel Mousquer.</p>
<p>O NAEEFA é uma iniciativa do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) que há mais de 30 anos desenvolve atividades voltadas ao acesso de pessoas com deficiência à prática de esportes adaptados. No início de 2024, ano em que completou três décadas, <a href="https://www.ufsm.br/2024/01/31/ufsm-e-reconhecida-oficialmente-como-centro-de-referencia-paralimpico" target="_blank" rel="noopener">recebeu oficialmente o reconhecimento do Comitê Paralímpico Brasileiro</a>.</p>
<p>A coordenadora Luciana Palma afirma que os “ouros” do trio são um grande motivo de felicidade, mas representam algo maior. “Além das medalhas, essa participação foi um reconhecimento do nosso trabalho. Estamos no segundo ano sendo um Centro de Referência, então acredito que coroamos essa marca com um sentido muito positivo. Ainda temos muito pela frente neste ano”, declarou.</p>
<p><b>A força por trás de cada medalha</b></p>
<p>Carolina chegou ao Meeting Paralímpico com uma missão particular: além de atleta do Centro de Referência, defendia as cores da UFSM também como estudante, visto que é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia. Ela acredita que, antes da conquista, as pessoas ao seu redor reconheciam mais a sua qualidade do que ela própria. Contudo, embora não se deixasse criar muitas expectativas, nunca duvidou do seu potencial.</p>
<p>“Aquele momento (da consagração do 1º lugar) foi uma surpresa muito positiva. Nunca imaginei que a responsabilidade de carregar o nome da Universidade iria acontecer, mas quando aconteceu foi uma experiência única. Estar lá me deu um sentimento de reconhecimento por tudo e por todos que me apoiaram. Foi muito bom, de verdade”, contou.</p>
[caption id="attachment_73730" align="alignleft" width="450"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/foto-carolina-conquistas-naeefa-300x300.jpg" alt="" width="450" height="450" /> Carolina Cobra, campeã nos 100 metros na petra[/caption]
<p>Nos 100 metros na Petra, modalidade de Carolina, os atletas competem em uma prova de velocidade do atletismo paralímpico utilizando um equipamento de apoio com três rodas e sem pedais, que permite a locomoção por meio da corrida. A categoria é destinada a pessoas com deficiência de coordenação motora.</p>
<p>Maria Eduarda destaca que foi um processo de muito esforço e dedicação para alcançar o lugar mais alto do pódio, mas revela um bastidor: “no dia da classificação, tivemos uma mudança que tornou essa prova mais desafiadora: a troca da modalidade <i>crawl </i>(nado livre) para costas”. Entretanto, a jovem de 14 anos superou as dificuldades e saiu de Porto Alegre campeã. “Apenas depois que aconteceu a minha prova que foi realmente cair a minha ficha”, comentou.</p>
<p>Já Wagner, como o próprio assegura, precisou se apoiar na disciplina, na resiliência e na perseverança para conquistar as duas medalhas de ouro. O atleta expôe que, poucas semanas antes do Meeting Paralímpico, sua filha Selena, de 2 anos, ficou internada na UTI por 21 dias em estado gravíssimo devido a uma pneumonia. Contudo, mesmo nesse período, continuou trabalhando para desempenhar positivamente na disputa.</p>
<p>“Nossa família passou por dias muito difíceis, de muita aflição e incerteza. Mesmo nessa etapa tão delicada, sempre que surgia uma oportunidade eu conseguia fazer um treino ou outro. Lembro de fazer um treino que começou às 22h30min e passou da meia-noite no Centro Desportivo Municipal, apenas para me manter ativo e não perder totalmente a preparação. Quando chegou o dia da competição, eu sabia que não estava na condição ideal, mas entrei na pista determinado a dar o meu melhor, como sempre”, .</p>
<p>Após os 100 metros e o salto em distância, foi declarado campeão e sustenta que esses títulos têm um peso maior na sua carreira. “Consegui um resultado muito positivo e garantir a classificação para a etapa nacional. Essa conquista tem um significado muito especial para mim, porque representa não apenas as vitórias nas duas provas que realizei, mas também a superação de um dos momentos mais difíceis da minha vida”, desabafou.</p>
<p>Wagner e a Carolina estão classificados, de acordo com o índice que atingiram no Meeting Paralímpico, para as competições nacionais. Segundo a coordenadora Luciana Palma, o Centro de Referência Paralímpica UFSM agora somente aguarda as datas das disputas.</p>
<p><b>Formar atletas, transformar vidas</b></p>
<p>Embora a estreante Maria Eduarda não tenha conseguido confirmar a vaga nos torneios que reúnem atletas de todo o país, se garantiu entre as melhores participantes do Rio Grande do Sul. Ela, de outra forma, mostra outro braço do trabalho desenvolvido pelo grupo do NAEEFA: o envolvimento com associações e a educação básica, uma vez que representou também sua escola. Luciana explica que é importante que os alunos mais jovens e as instituições saibam dessa possibilidade: “nós temos essa parceria. As escolas podem se mobilizar e se juntar conosco para levar os seus estudantes a essas competições”.</p>
[caption id="attachment_73729" align="alignright" width="450"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/foto-maria-eduarda-conquistas-naeefa-247x300.jpg" alt="" width="450" height="546" /> Maria Eduarda Godinho, campeã nos 50 metros livre[/caption]
<p>A jovem nadadora conta que o esporte faz parte de sua vida desde os primeiros anos. Ela começou a praticar natação ainda na infância, inicialmente com o objetivo de desenvolver o equilíbrio e a mobilidade, adquirindo uma evolução muito grande, além da melhora da qualidade de vida.</p>
<p>“O NAEEFA foi fundamental para o meu resultado. O Centro de Referência possui profissionais que motivam os alunos e sempre disponibilizam suporte em cada momento do processo. A professora Luciana Palma, o professor Felipe Gaspary e a professora Marcele Dorneles sempre me apoiaram, tornando esse resultado possível”, ressaltou Maria Eduarda.</p>
<p>Carolina viu através das atividades na UFSM uma maneira de mudar sua opinião acerca do esporte, área que admite, em meio a risadas, não ter tanta intimidade no passado: “nunca fui fã. Não gostava de Educação Física”. A mudança começou logo na sua primeira semana de aula na Universidade, quando pegou ônibus sozinha - algo que representava um desafio por ser uma pessoa com deficiência - e um acadêmico do CEFD a convidou para conhecer os projetos de esporte adaptado na instituição.</p>
<p>A partir daquele encontro, sua percepção passou a se transformar. “Gostei tanto da experiência que abracei a oportunidade de me dedicar mais aos treinos”, salientou a mestranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia.</p>
<p>Virago afirma que um atleta de alto rendimento não tem êxito sozinho, “ele precisa estar amparado por uma equipe multidisciplinar para poder seguir evoluindo e consequentemente conquistando vitórias”. Com o Centro de Referência Paralímpica UFSM, isso se tornou possível para o duas vezes medalhista de ouro no Meeting Paralímpico.</p>
<p>“Contar com uma equipe qualificada, estrutura adequada e profissionais comprometidos faz toda a diferença. Esse acompanhamento permite que eu siga evoluindo na modalidade, corrija detalhes técnicos e mantenha um treinamento de alto nível”, detalhou o atleta.</p>
<p>Além da natação e do atletismo, o Centro de Referência Paralímpica UFSM promove ações nas seguintes modalidades: goalball, basquete em cadeira de rodas, bocha, corrida e caminhada de rua (com o projeto CorAção), atividades aquáticas (com o projeto Piscina Alegre) e tiro com arco. Todas as iniciativas podem ser conferidas pelo <a href="https://www.instagram.com/crparalimpica.ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.</p>
<p><i>Texto: Pedro Pereira, jornalista</i></p>
<p><i>Fotos: Centro de Referência Paralímpica UFSM/Divulgação</i></p>
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													</item>
						<item>
				<title>InovaTec UFSM realiza pré-inauguração do Hub de Inovação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/06/inovatec-ufsm-realiza-pre-inauguracao-do-hub-de-inovacao</link>
				<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:12:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[bioagreen]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[hub de inovação]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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		<category><![CDATA[startups]]></category>

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						<description><![CDATA[Espaço já abriga cinco empresas e conta com edital aberto para ocupação das vagas remanescentes; inauguração oficial, aberta à comunidade, ocorre ainda este ano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A inovação é um dos eixos de atuação da UFSM, presente em projetos de pesquisa, empresas parceiras e iniciativas de empreendedorismo que conectam a universidade ao setor produtivo. Nesse contexto, a InovaTec UFSM Parque Tecnológico promoveu, na quarta-feira (5), a pré-inauguração do seu novo Hub de Inovação, em um evento batizado de Hub Sunset. Neste primeiro momento, exclusivo para convidados, o encontro reuniu pessoas que participaram da concepção e da construção do espaço, além de parceiros que integram o dia a dia do ecossistema de inovação da UFSM. A inauguração oficial, aberta à comunidade, está prevista ainda para este ano, após o período eleitoral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As obras do Hub de Inovação começaram em agosto de 2023 e representam um marco para o fortalecimento do ecossistema de inovação e empreendedorismo de Santa Maria e região. Com o edifício pronto, o município ganha um ambiente pensado para conectar universidade, empresas, governo e sociedade, estimulando a colaboração em torno do desenvolvimento tecnológico, científico e socioeconômico.</span></p>
[caption id="attachment_73708" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/CAPA-2.jpg"><img class="wp-image-73708 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/CAPA-2-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></a> Hub Sunset reuniu pessoas que participaram da concepção e da construção do espaço e parceiros[/caption]
<h3>Um projeto vencedor em escala nacional</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O hub foi viabilizado por um projeto da InovaTec aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), na linha de parques tecnológicos, que conquistou o primeiro lugar entre as iniciativas do gênero em todo o Brasil. O investimento de R$ 5,3 milhões tornou possível a construção do espaço, e agora, com sua ocupação, o projeto entra na fase mais esperada, o uso pelas empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O espaço já está em funcionamento. Cinco empresas estão instaladas no local: G2W, Get Commerce, Bioagreen, Mais Soja e Ingal. Segundo o gerente da InovaTec, Luciano Schuch, o momento é de celebrar essa conquista junto às empresas e à equipe que trabalhou para viabilizar o projeto. "É mais uma pedrinha, mais um passo que a gente dá para consolidar a inovação e o empreendedorismo da nossa universidade", afirma. A estrutura conta ainda com espaço de coworking, salas de reunião e um estúdio para gravações, além de comportar mais uma empresa, totalizando seis vagas para negócios instalados no prédio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com Schuch, a InovaTec já reúne hoje 16 empresas vinculadas, além das 42 startups do Parque Tecnológico, o que compõe, segundo ele, um ecossistema que envolve toda a universidade, seus laboratórios e pesquisadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo da UFSM, Daniel Bernardon, explica que o hub terá seis espaços destinados à instalação de empresas, dos quais cinco já estão ocupados. Editais estão abertos para preencher as vagas remanescentes, um deles voltado a empresas pós-incubadas, egressas da incubadora da UFSM, e outro que, em breve, será aberto a empresas externas consolidadas (os editais estão disponíveis no <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec" target="_blank" rel="noopener">site do InovaTec</a>). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Há também a modalidade de associação externa, que permite a vinculação ao ecossistema sem a necessidade de ocupação física do espaço. "O hub é uma materialização de um espaço que vai nos permitir fazer conexões ativas em todo o nosso ecossistema, governo, empresas, sociedade organizada e universidade", destaca Bernardon.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor ainda adianta que a InovaTec segue com diversas frentes de atuação, entre elas o lançamento de percursos formativos em cursos de graduação, a estruturação de uma unidade Embrapii recém-credenciada e um novo ciclo de seleção de projetos para pré-incubação. A instituição também foi uma das três contempladas no país no edital Acelera NIT Brasil, do Ministério da Educação, na categoria consolidado, ao lado da UFRJ e da UFSC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já Luciano Schuch reforça a dimensão simbólica da conquista. "Santa Maria e região, junto com a InovaTec, já é um polo de inovação. É onde a gente vai fazer conexão e vai impulsionar nossa cidade a inovar cada vez mais ", conta.</span></p>
<h3>O hub e suas conexões</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Entre as empresas que já atuam no hub está a Bioagreen, fundada em 2019 por egressos da UFSM e hoje com 60 profissionais atuando em áreas comerciais, administrativas e de desenvolvimento de produtos em todo o Brasil. A empresa desenvolve soluções em bioinsumos para o produtor rural, com atuação em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Bahia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sócio-fundador da empresa, Luis Curioletti destaca a trajetória construída dentro do ecossistema da universidade, da incubadora ao parque tecnológico, até a mudança da equipe administrativa para o novo Hub, onde já trabalha em regime integral. "Sem essa parceria não existiria a Bioagreen, não existiriam essas 60 pessoas, não existiria esse portfólio de soluções que hoje tem feito a diferença nas lavouras", afirma. Para ele, a proximidade com a ciência e a inovação é fundamental tanto para o desenvolvimento de novos produtos quanto para a criação de redes de suporte que ajudem a difundir essas tecnologias no mercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a ocupação do hub, a InovaTec UFSM Parque Tecnológico consolida mais um passo na construção de um ambiente que já reúne a Pró-Reitoria de Inovação (Proinova), o Parque InovaTec e a sede administrativa das empresas vinculadas. A inauguração oficial, aberta à comunidade, deve ocorrer ainda em 2026.</span></p>
<p><em>Texto: Isadora Bortolotto, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Foto: Gabriele Mendes, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Recepção Estudantil marca início das aulas para novos estudantes da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/08/04/recepcao-estudantil-marca-inicio-das-aulas-para-novos-estudantes-da-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:08:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Ingresso]]></category>
		<category><![CDATA[recepção estudantil 2026-2]]></category>

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						<description><![CDATA[Programação reúne ingressantes em diferentes espaços do campus sede com orientações acadêmicas, apresentação de serviços e atividades de integração]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->
[caption id="attachment_73655" align="alignleft" width="626"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A8925-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal da recepção aos estudantes ingressantes no
Auditório Flavio Miguel Schneider, do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM. Em
primeiro plano, estudantes ocupam fileiras de cadeiras voltadas para o palco. Eles
aparecem de costas e de perfil, vestem roupas de frio em tons escuros e claros e
acompanham a atividade. Ao centro da imagem, uma mesa branca reúne representantes da
Universidade. A reitora Martha Adaime está sentada no centro da mesa, veste blazer preto
sobre camiseta branca e observa a atividade. Ao lado dela, estão os coordenadores dos
cursos do Centro de Ciências Rurais. À esquerda da mesa, um dos coordenadores fala ao
microfone, enquanto os demais permanecem sentados, voltados para o público. À direita do
palco, uma mulher está em pé atrás de um púlpito branco, segurando um microfone. Em
frente ao púlpito, há um painel em tons de roxo e rosa com a frase &quot;#NÃO SE CALE&quot; escrita
em letras brancas. Ao fundo, na parede branca do auditório, há um grande banner com o
símbolo e o nome do Centro de Ciências Rurais, acompanhado dos logotipos das unidades
que compõem o centro. No teto, luminárias fluorescentes e um projetor suspenso iluminam
o ambiente." width="626" height="417" /> Recepção dos calouros no Centro de Ciências Rurais (CCR)[/caption]
<p>"A gente deseja que vocês sejam tão felizes quanto nós somos aqui." Com essa mensagem, a reitora Martha Adaime deu as boas-vindas aos estudantes que ingressaram na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no segundo semestre letivo de 2026, durante a Recepção Institucional realizada nesta segunda-feira (3), no campus sede. A atividade marcou o início das aulas dos novos estudantes e contou com orientações sobre a vida universitária, apresentação dos serviços da Instituição e momentos de integração.</p>
<p>As ações ocorreram em diferentes espaços do campus e reuniram estudantes, servidores e representantes de diversos setores da UFSM. Além das atividades promovidas pelos centros de ensino, os ingressantes conheceram projetos, iniciativas estudantis e serviços de apoio durante a programação realizada no Hall do Restaurante Universitário I (RU I).</p>
<h2>A chegada aos centros de ensino</h2>
[caption id="attachment_73656" align="alignright" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A8785-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal de um estudante durante uma atividade de
recepção aos ingressantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Em primeiro
plano, no centro da imagem, o estudante aparece de perfil, voltado para a esquerda. Ele
tem cabelos castanhos curtos e veste uma jaqueta escura com gola vermelha. No rosto, há
pinturas em tinta preta e rosa, com um desenho que se estende da testa até a bochecha
esquerda e a palavra &quot;Agro&quot; escrita em letras rosas na lateral do rosto. À esquerda da
imagem, apenas as mãos de outra pessoa aparecem enquanto pintam a testa do estudante
com um pincel de cabo amarelo e tinta rosa. Na parte inferior, outra mão segura um frasco
de tinta nas cores laranja e amarelo. Ao fundo, o ambiente desfocado mostra parte de um
espaço coberto da Universidade, com pilares verdes, luminárias no teto e outras pessoas
reunidas durante a atividade." width="600" height="400" /> Estudantes participam de brincadeiras organizadas pelos veteranos[/caption]
<p>A programação nos centros de ensino contou com apresentações dos cursos, orientações acadêmicas e momentos de integração com coordenações e estudantes veteranos. No Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) e em outras unidades, os ingressantes foram recebidos pelo vice-reitor Thiago Marchesan e por representantes dos cursos.</p>
<p>No Centro de Ciências Rurais (CCR), a recepção ocorreu no Auditório Flavio Miguel Schneider e reuniu coordenações de cursos como Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal. Os estudantes conheceram a estrutura das graduações, receberam orientações sobre a rotina acadêmica e esclareceram dúvidas sobre o início da vida universitária.</p>
<p>Segundo dados da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a UFSM recebeu 1.099 novos estudantes no segundo semestre letivo de 2026. Eles estão distribuídos em 53 dos 131 cursos de graduação oferecidos pela Universidade. Ao comentar a chegada dos ingressantes, a reitora Martha Adaime destacou que o início da graduação representa um período de mudanças e adaptação. "Vai haver dificuldades. Quem está longe vai sentir saudade de casa. Quem está com a família também vai sentir a mudança, porque é uma nova fase, tudo é diferente", afirmou.</p>
<p>A expectativa pelo início da graduação também marcou o primeiro dia de aula da estudante de Medicina Veterinária Antonella Favarin, de Santa Maria."Estou com uma expectativa boa, mas, ao mesmo tempo, estou com medo porque passei seis meses sem estudar", relata. Após conhecer as primeiras disciplinas, Antonella afirma que o currículo reforçou o interesse pelo curso e confirmou a afinidade que já tinha com os conteúdos desde o ensino médio.</p>
<h2>Primeiros contatos com a vida universitária</h2>
[caption id="attachment_73657" align="alignleft" width="599"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/08/IC3A9385-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal do Hall do Restaurante Universitário I (RU I) da
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) durante a programação da Recepção
Estudantil. Em primeiro plano, uma grande quantidade de estudantes ocupa o espaço,
reunida em grupos e distribuída entre estandes e tendas montadas para a atividade. As
pessoas aparecem em pé, conversando, observando as ações e circulando pelo local. A
maioria veste roupas casuais, como casacos, moletons e jaquetas, e algumas carregam
mochilas. À esquerda da imagem, uma tenda azul decorada com balões nas cores
vermelho, amarelo e verde abriga um dos espaços de atendimento. Ao centro, há um
banner vertical em tons de roxo e branco com a marca dos 50 anos da Pró-Reitoria de
Assuntos Estudantis (PRAE). À direita, estudantes interagem em frente a outro estande,
enquanto uma pessoa segura um pincel durante uma atividade. Ao fundo, outras tendas
brancas e um grande número de estudantes ocupam a área externa do Restaurante
Universitário. O espaço é cercado por árvores e pelos prédios da Universidade, compondo o
cenário da programação de integração promovida aos novos estudantes." width="599" height="399" /> A Recepção dos novos estudantes segue até a próxima semana[/caption]
<p>Após as atividades nos centros de ensino, a programação seguiu no Hall do Restaurante Universitário I (RU I), onde estudantes de diferentes cursos conheceram projetos, serviços e setores da Universidade. O espaço contou com apresentações musicais, intervenções artísticas, feira de moda circular e estandes de diferentes unidades da UFSM.</p>
<p>No local, os ingressantes tiveram contato com a Casa Verônica, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), as pró-reitorias de Graduação (Prograd), de Assuntos Estudantis (PRAE) e de Inovação e Empreendedorismo (Proinova). O Geoparque Mundial da UNESCO Quarta Colônia, também participou da programação com ações interativas para apresentar o trabalho desenvolvido no território parceiro da Instituição.</p>
<p>Para as ingressantes do curso de Farmácia, o primeiro dia na UFSM também foi marcado pela lembrança do processo até a confirmação da vaga. Isabela Beskow, de Candelária, relata que acompanhou a chamada oral antes de garantir o ingresso na UFSM. "Foi um pouco decepcionante não ouvir o nome no dia [do listão], mas muito mais emocionante quando chamaram pessoalmente", afirma.</p>
<p>Natural de Tupanciretã, Luiza Ferrazza destaca o acolhimento recebido durante o primeiro dia na Universidade."O pessoal é bem acolhedor e conhecer pessoas novas está sendo o mais importante do dia", afirma. Também estudante de Farmácia e natural de Candelária, Manuela Wolff ressalta a receptividade da comunidade acadêmica. "O pessoal é muito educado, muito receptivo, sempre está tentando ajudar de qualquer forma e eu espero que continue assim", comenta.</p>
<p>À tarde, a Reitoria participou da recepção aos estudantes de Engenharia, realizada no Centro de Tecnologia (CT). A programação da Recepção Estudantil continua nesta terça-feira (4), com atividades no RU I e em outros centros de ensino ao longo da semana.</p>
<p>A programação completa está disponível na <a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true">página do evento</a>.</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM leva a extensão universitária ao Pará em missão do Projeto Rondon</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/31/ufsm-leva-a-extensao-universitaria-ao-para-em-missao-do-projeto-rondon</link>
				<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:26:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[assistência social]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Rondon]]></category>

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						<description><![CDATA[Equipe interdisciplinar da universidade promove oficinas de saúde, educação, cultura e cidadania em Novo Repartimento (PA)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73636" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_8399.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_8399-768x1024.jpg" alt="Fotografia colorida na vertical de estudantes que integram a equipe do Projeto Rondon da UFSM no interior de uma viatura militar durante deslocamento na centésima operação do Projeto Rondon. Seis estudantes vestem coletes amarelos de identificação e estão sentados em bancos laterais distribuídos nos dois lados do veículo. Cinco deles olham para a câmera e dois seguram recipientes para bebidas. A imagem é registrada a partir da abertura traseira da viatura do 52º Batalhão de Infantaria de Selva, permitindo visualizar a estrutura interna do veículo, as escotilhas superiores abertas e o céu ao fundo." width="575" height="767" /></a> Rondonistas da UFSM participaram de treinamento no 52º Batalhão de Infantaria de Selva[/caption]<p>A centésima operação do Projeto Rondon, denominada Operação Carimbó, foi realizada no Pará de 6 a 25 de julho, contando com a participação de uma equipe UFSM, designada para atuar no município de Novo Repartimento. A instituição integrou a missão com uma equipe formada pelos professores Silvana Bastos Cogo, do Departamento de Enfermagem, e Clóvis Paniz, do curso de Farmácia, além de oito estudantes de diferentes cursos de graduação. A preparação para a atividade começou em 2025, após a aprovação da proposta da universidade, e envolveu meses de capacitação antes da chegada da equipe ao Pará.</p><p>Entre 7 e 11 de julho, os participantes realizaram treinamentos no 52º Batalhão de Infantaria de Selva e, posteriormente, seguiram para Novo Repartimento, onde desenvolveram 48 oficinas nas áreas de saúde, educação, cultura, direitos humanos e justiça. As ações beneficiaram 2.453 pessoas e resultaram na emissão de 1.973 certificados.</p><p>Coordenado pelo Ministério da Defesa, o Projeto Rondon reúne universitários de diferentes instituições do Brasil em ações extensionistas voltadas à promoção da cidadania e ao desenvolvimento local, especialmente em municípios do interior do país. “Foram dias de convivência intensa, trabalho em equipe, desafios, mudanças de planos e contato com uma realidade muito diferente daquela a que estamos habituados”, afirma Clóvis Paniz.</p><p>Para a professora Silvana Cogo, a participação da UFSM alcançou os objetivos propostos. “Acreditamos que contribuímos de forma positiva com a comunidade e, ao mesmo tempo, proporcionamos uma formação diferenciada aos rondonistas”, ressalta.</p><h3><b>Saúde em diálogo com a comunidade</b></h3><p>As ações na área da saúde concentraram parte da programação da equipe da UFSM em Novo Repartimento. A partir das demandas apresentadas pelo município, os rondonistas realizaram oficinas e capacitações para profissionais da atenção primária à saúde, agentes comunitários, agentes de combate às endemias, trabalhadores da educação e moradores. Os encontros abordaram temas como primeiros socorros, hanseníase, saúde mental, curativos e feridas, saúde da mulher, saúde da pessoa idosa, cuidado com crianças e adolescentes, além de higiene e manipulação de alimentos.</p><p>Entre os momentos mais marcantes da operação, a estudante de Enfermagem Raila Oliveira destaca a dinâmica “Mural das Experiências”, que reuniu agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias para compartilhar vivências sobre o trabalho desenvolvido no município. “Foi um momento de muita escuta, aprendizado e troca de experiências”, afirma. Para a acadêmica, a atividade evidenciou o comprometimento das equipes locais com o cuidado à população.</p>[caption id="attachment_73637" align="alignleft" width="550"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_8717-1.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_8717-1-768x1024.jpg" alt="Fotografia colorida na vertical de uma oficina sobre higiene e segurança alimentar realizada por integrantes do Projeto Rondon da UFSM. Em primeiro plano, sobre uma mesa de madeira, há um material didático ilustrado, uma bacia plástica verde com frutas, um frasco branco, um pano azul e uma escova de limpeza. Ao fundo, uma integrante uniformizada do projeto aparece parcialmente ao lado da mesa enquanto conduz a atividade. Mais atrás, outras pessoas permanecem sentadas em bancos de madeira." width="550" height="733" /></a> Oficina sobre higiene e manipulação de alimentos integrou as ações de saúde[/caption]<p>A estudante de Medicina Alessandra da Rosa avalia que a principal contribuição da equipe esteve na adaptação do conhecimento acadêmico às necessidades da população. “Transformar informações clínicas em algo que uma agente comunitária de saúde, uma merendeira ou uma senhora conseguissem aplicar no dia seguinte foi o que realmente fez diferença”, afirma. A experiência também ampliou sua compreensão sobre a saúde pública. “Fomos até lá para ensinar e voltamos aprendendo”, conclui.</p><p>Estudante de Enfermagem, Anna Luiza Tochetto integrou o eixo de direito durante a operação. A experiência exigiu que estudasse temas fora de sua área de formação e participasse de oficinas sobre cidadania e garantia de direitos. “Foi necessário sair da minha zona de conforto, buscar novos conhecimentos e aprender constantemente durante toda a operação”, relata.</p><h3><b>Direitos, cultura e educação no território</b></h3><p>As ações nos eixos de cultura, educação, direitos humanos e justiça ampliaram a programação da equipe da UFSM em Novo Repartimento. As oficinas abordaram temas como acesso à justiça, Estatuto da Criança e do Adolescente, mediação de conflitos, metodologias ativas e inteligência artificial na educação, além de formação de agentes culturais, cine-debates, oficinas de artesanato, música, dança e rodas de conversa voltadas à valorização da cultura local e ao fortalecimento da cidadania. Estudantes dos cursos de História, Direito, Pedagogia e Letras participaram da organização e da condução das atividades.</p><p>Integrante do eixo de cultura, o estudante de História Wilian de Oliveira destaca que a operação proporcionou contato direto com a memória e a identidade de Novo Repartimento. Segundo ele, conhecer a história do município e compreender sua relação com os povos indígenas ampliou sua percepção sobre a realidade local. “Retorno da operação mais consciente do papel que a universidade pode exercer junto à sociedade e mais motivado a continuar desenvolvendo ações que aproximem o conhecimento acadêmico das necessidades da população”, afirma.</p><p>A estudante de Direito Maria Fernanda Feldmann participou da elaboração e da condução de oficinas sobre acesso à justiça, fortalecimento da rede de proteção, prevenção às diferentes formas de violência e garantia de direitos, destinadas a profissionais do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar e das áreas da educação, saúde e segurança pública. “Busquei traduzir temas que muitas vezes parecem distantes da população, mostrando como o direito pode ser um instrumento de garantia de direitos e transformação social”, afirma.</p>[caption id="attachment_73638" align="alignright" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/equipe.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/equipe-1024x768.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. Em um corredor, oito estudantes e dois professores da equipe do Projeto Rondon pela UFSM aparecem reunidos em um abraço coletivo, em um momento de confraternização. O grupo está próximo à parede, que possui revestimento verde na parte inferior e fotografias, placas e símbolos relacionados a atividades militares e ao Projeto Rondon na parte superior. Os participantes vestem camisetas amarelas e verdes, e alguns usam óculos. Ao fundo, há portas e placas de identificação das salas. A cena transmite descontração, união e integração entre os integrantes da equipe." width="575" height="431" /></a> Equipe de rondonistas da UFSM em um momento de confraternização[/caption]<p>A repercussão das atividades entre os participantes foi um dos destaques da experiência. “Me emocionou perceber que muitas pessoas saíam das oficinas dizendo que finalmente compreendiam melhor seus direitos e onde buscar ajuda”, relata a estudante.</p><h3><b>A extensão universitária na formação dos estudantes</b></h3><p>Para o professor Clóvis Paniz, a participação no Projeto Rondon mostrou que a extensão universitária ultrapassa os limites da sala de aula ao aproximar estudantes e docentes de diferentes realidades. A convivência com a população de Novo Repartimento evidenciou, segundo ele, a importância da escuta, da troca de conhecimentos e da atuação conjunta entre diferentes áreas. “O Projeto Rondon permite aos estudantes e professores um contato mais próximo com diferentes realidades”, relata.</p><p>A atuação da UFSM na centésima operação reforça a trajetória da universidade na extensão e no diálogo com a sociedade. O docente destaca que iniciativas como essa aproximam o conhecimento acadêmico das necessidades encontradas fora dos espaços universitários. “Experiências como o Projeto Rondon fortalecem essa relação porque aproximam a universidade das demandas concretas da sociedade”, afirma.</p><p>Para a professora Silvana, o principal resultado da participação está justamente na troca construída durante a operação. “Levamos um pouco da UFSM para Novo Repartimento, mas certamente trouxemos conosco muito mais do que conseguimos levar”, destaca.</p><p>Mais informações sobre essa e outras atividades da UFSM no Projeto Rondon podem ser acessadas no Instagram, no perfil <a href="https://www.instagram.com/nucleorondonufsm/" target="_blank" rel="noopener">@nucleorondonufsm</a>.</p><p><i>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i>Fotos: arquivos pessoais de participantes do Projeto Rondon</i></p><p><i>Edição: Lucas Casali</i></p>]]></content:encoded>
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				<title> 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM leva atmosfera cosmopolita a Vale Vêneto</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/29/41o-festival-internacional-de-inverno-da-ufsm-leva-atmosfera-cosmopolita-a-vale-veneto</link>
				<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:09:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
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						<description><![CDATA[Estudantes e professores compartilham o amor pela música até o final de semana]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73606" align="alignleft" width="332"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8743.jpg"><img class=" wp-image-73606" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8743.jpg" alt="" width="332" height="498" /></a> Recitais dos alunos acontecem diariamente ao meio dia[/caption]
<p>A música tem o poder de unir pessoas. Histórias são contadas através de melodias. Sentimentos são explicados a cada nota executada. Durante o 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM, o amor pela música é expresso por alunos e estudantes de todo o mundo.</p>
<p>No Vale Vêneto, um distrito de São João de Polêsine, existe uma tradição: todo ano músicos se reúnem para compartilhar seus conhecimentos. Isso acontece há 41 anos. Cerca de 250 pessoas se reuniram no centro do distrito para conectar a música com a sociedade.</p>
<p>O coordenador do evento, Diogo Baggio, conta que 2026 foi um ano de novidades no Festival. “Nós começamos o trabalho em agosto do ano passado. Fizemos uma submissão para a Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul) e tiramos nota máxima. Também recebemos apoio da reitoria. São mudanças invisíveis, mas para nós são muito importantes”, comentou. Ainda, o <a href="https://www.ufsm.br/2026/07/24/1-fiiufsm-jovem" target="_blank" rel="noopener">Festival Jovem</a> foi algo inédito neste ano. Nos dias 21 e 23 de julho, crianças e adolescentes puderam vivenciar a música na UFSM.</p>
<p>Diogo conta que, ao fim do Festival, cerca de cinco alunos serão selecionados para realizar um intercâmbio na University of Georgia, nos Estados Unidos. “Os professores do festival indicam, em cada oficina, um aluno. Então, a oficina de violino indica um violinista. A oficina de piano, um pianista. E assim por diante. No sábado de manhã é feita uma prova, com uma banca, são dois professores da Universidade da Geórgia e um membro da comissão organizadora. Então  são selecionados os cinco melhores colocados, desses indicados”, explicou.</p>
[caption id="attachment_73605" align="alignright" width="333"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8507.jpg"><img class="wp-image-73605" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8507.jpg" alt="" width="333" height="500" /></a> Bárbara toca o fagote, um instrumento de sopro da família das madeiras[/caption]
<h3>Um ambiente cosmopolita</h3>
<p>Embora Vale Vêneto seja um pequeno distrito, durante a semana ele se transforma em um ponto de encontro de músicos de diferentes partes do Brasil e do exterior. Pessoas compartilham vivências, estudos, dicas e gostos musicais vindos de todo o mundo.</p>
<p>Andrea Ceccomori é de Perugia, uma pequena cidade entre Roma e Florença, na Itália. Ele conta que começou a tocar flauta transversal aos 11 anos, apesar de querer aprender piano. “Em Perugia não havia um piano, então minha mãe quis que eu estudasse flauta. Eu não gostava quando era menor, mas a partir dos 20 anos passei a amar o instrumento”, contou. Neste ano, é a terceira vez que o professor visita Vale Vêneto e leciona suas aulas em inglês, com um pouco de italiano.</p>
<p>Bárbara Bernardini Friedrich é estudante de Música- Bacharelado em Fagote, na UFSM. Este é o seu segundo ano no Festival de Inverno e afirma que o principal do festival é o contato e os vínculos criados com outras pessoas. Bárbara faz parte da Orquestra Jovem Recanto Maestro desde os nove anos de idade. Ela começou tocando a viola e conheceu o fagote em um concerto que fizeram.</p>
<p>“Muitas pessoas não conhecem o fagote, ele tem uma sonoridade muito singular e bela. É bom estarmos presentes aqui para que outras pessoas possam se encantar com ele, assim como eu me encantei”, afirma a estudante. O objetivo de Bárbara, segundo ela, é comunicar através da música.</p>
<p>Dentro da igreja de Vale Vêneto acontecem as oficinas de piano. Uma das professoras é a Ana Flávia Frazão, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e foi ao Festival pela primeira vez há 18 anos, “é um festival que tenho um carinho especial. Já vim várias vezes e adoro os alunos e o lugar”. A professora conta que estuda piano desde criança, “acho que o piano me escolheu. Entrei na Universidade, porque acho que o melhor jeito de contribuir com as pessoas seria na Universidade”.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8395-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73610" /><figcaption class="wp-element-caption">Oficina de violoncelo</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8672-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73611" /><figcaption class="wp-element-caption">Instrumentos de percussão também têm espaço</figcaption></figure>
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<p>Junto a Ana Flávia, a estudante de piano, Sara Rodrigues também é da UFG. Ela está participando do evento pela primeira vez e diz que está gostando muito da experiência. Ela começou no mundo da música tocando o órgão eletrônico, “o primeiro concerto que assisti era de piano solo e eu achei incrível. Então comecei a estudar piano. Eu acho que é um dos instrumentos mais bonitos que tem”. Sara conta que em uma das aulas que pode tocar, aprendeu sobre fortalecer o músculo da mão para melhorar a dinâmica na hora de tocar o instrumento.</p>
<p>O Festival teve início no dia 26 de julho e continuará até dia domingo (2), quando haverá o recital de encerramento, às 19h, no Centro de Convenções da UFSM. As oficinas de regência, flauta, oboé, fagote, trombone, educação musical, piano, contrabaixo, violoncelo, violino, viola, violão, percussão, clarinete, trompa e trompete acontecem diariamente, até sábado (1º). Ao meio dia, os alunos realizam recitais dentro da igreja do distrito. As 19h, é a vez dos professores tocarem na igreja.</p>
<p>Para mais informações sobre o evento, consulte o <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cal/festivaldeinverno?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQPOTM2NjE5NzQzMzkyNDU5AAGntcJWCoo0qofaR2FO0eMVSdhNJ1FDO61UZvHkf3V9Ca1zrpru8DqckZl8VaU_aem_Cw3vM5PBv5KIPxVwhgVnyw">site oficial</a>.</p>
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<p><em>Confira mais imagens do Festival de Inverno:</em></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"lightbox":{"enabled":true},"id":73612,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8391-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-73612" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8487-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-73613" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A8541-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-73614" /></figure>
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<p><em>Texto e fotografias: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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				<title>1º FIIUFSM Jovem aproxima crianças e adolescentes da formação musical e da vivência universitária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/24/1-fiiufsm-jovem</link>
				<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:21:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fiiufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Fiiufsm jovem]]></category>

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						<description><![CDATA[Primeira edição do festival reuniu 55 participantes em três dias de oficinas, práticas coletivas e apresentações no Centro de Artes e Letras da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73576" align="alignright" width="599"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMGL1330-1024x683.jpg" alt="" width="599" height="399" /> 1ª edição do FIIUFSM Jovem reuniu 55 participantes[/caption]
<p data-start="1017" data-end="1538">Entre os dias 21 e 23 de julho, o Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu a primeira edição do Festival Internacional de Inverno Jovem (FIIUFSM Jovem). Voltado a crianças e adolescentes estudantes de música, o evento proporcionou uma imersão em oficinas práticas e atividades pedagógicas inspiradas na experiência do tradicional Festival Internacional de Inverno da UFSM, aproximando os participantes do ambiente universitário e da formação musical oferecida pela instituição.</p>
<p data-start="1540" data-end="1964">A ideia do festival começou a ser construída no fim de 2025, quando o professor do Departamento de Música e coordenador geral do evento, Diogo Baggio, assumiu a coordenação do Festival Internacional de Inverno da UFSM. Inspirado pela experiência à frente da Orquestra Viva, projeto de extensão voltado à formação musical infantojuvenil, ele propôs à comissão organizadora a criação de um evento destinado aos jovens músicos. "Nós queríamos criar um evento pensando nesse grupo de alunos do projeto, mas não exclusivo para eles, e sim inclusivo, aberto para as escolas e para outros instrumentos", explica o coordenador.</p>
<p data-start="2164" data-end="2276">Segundo Baggio, a proposta é despertar desde cedo o interesse dos participantes pela música e pela universidade. "Essa gurizada que está aqui com 14 ou 15 anos, daqui a cinco anos terá 19 ou 20. Eles podem ser os participantes do Festival de Inverno de 2030 ou podem ser nossos alunos da UFSM. A ideia é criar essa sementinha, esse gosto pela música e pela universidade."</p>
<p data-start="2540" data-end="2922">Embora a iniciativa tenha surgido a partir da proposta do professor, a organização contou com o trabalho coletivo de docentes, estudantes e egressos do curso de Música. A programação, inicialmente planejada para ser menor, foi ampliada e mantida integralmente mesmo após mudanças no planejamento inicial, reunindo professores da UFSM, ex-alunos e monitores em uma ação colaborativa.</p>
<h3 data-section-id="1rshqio" data-start="2924" data-end="2964">Formação musical para além da técnica</h3>
[caption id="attachment_73577" align="alignleft" width="605"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMGL1268-1024x659.jpg" alt="" width="605" height="389" /> Estudantes puderam aprimorar técnicas e conhecimentos em variados instrumentos[/caption]
<p data-start="2966" data-end="3248">Durante os três dias de festival, crianças e adolescentes participaram de aulas individuais e coletivas de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, piano, bateria, percussão, fagote, oboé, flauta e violão, além da oficina de instrumentos de sopro e percussão para bandas sinfônicas. </p>
<p data-start="2966" data-end="3248">A programação também incluiu atividades abertas ao público que ampliaram a formação musical para além da prática instrumental, como o Laboratório de Acordes, baseado em jogos desenvolvidos na UFSM que aproximam música, matemática e design; oficinas de Introdução à Composição Musical e Tecnologia Musical; a oficina de Autorregulação da Aprendizagem; e atividades de Alongamento, Postura e Expressão Corporal, voltadas ao cuidado com o corpo durante a prática musical. Outro destaque foi a Residência de Artistas, que promoveu a integração entre estudantes dos cursos de Música e Artes Visuais em processos criativos abertos à comunidade.</p>
<p data-start="3891" data-end="4368">Ao longo da programação, os participantes também acompanharam recitais e apresentações musicais. Os Recitais de Abertura e Encerramento dos Professores apresentaram ao público o trabalho dos docentes convidados. Já o Recital dos Estudantes, realizado no último dia de oficinas, levou ao palco os próprios alunos, que mostraram parte do repertório e dos conhecimentos desenvolvidos durante as atividades, encerrando a primeira edição do festival com apresentações de cada turma.</p>
<p data-start="4370" data-end="4550">Para o professor de percussão Gilmar Goulart, docente do curso de Música da UFSM, iniciativas como essa cumprem um papel importante na democratização do acesso ao ensino de música. "A educação musical infelizmente ainda não está sacramentada nas escolas como seria o ideal. Então essa oportunidade de estar três dias dentro da universidade, convivendo com professores e outros estudantes, conhecendo os espaços e vivenciando a música é muito importante", afirma. Segundo o docente, o festival também aproxima crianças e adolescentes da realidade universitária. "É um momento em que a universidade está de portas abertas. Eles conhecem os espaços, conversam com professores e podem imaginar que esse também pode ser o lugar deles no futuro."</p>
<p data-start="5111" data-end="5348">A professora de flauta Marina Montero também destaca o caráter formativo da iniciativa. Ela lembra que participou do Festival Internacional de Inverno como estudante e, agora, retorna como professora na primeira edição do Festival Jovem. "Essa nova edição voltada aos jovens é muito importante para que eles se preparem para, futuramente, participar de festivais de maior magnitude e seguir construindo sua trajetória musical", ressalta.</p>
<p data-start="5543" data-end="5830">A docente conta que um dos momentos mais marcantes para ela foi quando uma das crianças de Santa Rosa (RS), participante de sua oficina, revelou estar muito ansiosa para ter aula com ela. Para Marina, o entusiasmo dos estudantes evidencia o impacto da experiência proporcionada pelo festival. "É muito legal quando a gente traz um material, propõe uma atividade e vê que os alunos engajam muito. Eles ouvem e a gente sabe que vão levar esses aprendizados para a vida musical deles. Em algum momento, vão utilizar tudo isso."</p>
<h3 data-section-id="1iscqt1" data-start="6067" data-end="6096">Experiência que transforma</h3>
<p data-start="6098" data-end="6286">Entre os participantes estavam as irmãs Carla e Cristina Martinez, integrantes da Orquestra de Santa Rosa. Para elas, a oportunidade representou muito mais do que aprender novos conteúdos. "Quem não veio perdeu uma ótima oportunidade de aprender com professores muito bons. Agora nós vamos estar em um nível avançado porque o que a gente aprendeu aqui os nossos colegas que não vieram não sabem", comenta Carla.</p>
<p data-start="6514" data-end="6613">Estudante de flauta, ela conta que um dos principais aprendizados foi repensar sua própria técnica. "Eu tive que desestruturar muito do que eu achava que estava bom, para construir algo muito melhor."</p>
<p data-start="6719" data-end="6817">Já Cristina, aluna de percussão, destaca o contato com instrumentos que nunca havia experimentado. "Eu toquei marimba pela primeira vez. Além de aprender a tocar, o professor contava a história dos instrumentos, como eles surgiram e como evoluíram. Foi uma experiência muito legal que eu nunca tive antes."</p>
<p data-start="7030" data-end="7115">O entusiasmo foi tanto que as duas afirmam que pretendem voltar nas próximas edições. "Se tiver mais 40 festivais, eu participo dos 40", brinca Carla.</p>
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										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMGL1315-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>As irmãs Carla e Cristina estavam entusiasmadas com a possibilidade de novos aprendizados</figcaption>
										</figure>
		<h3 data-section-id="4tz7ks" data-start="7185" data-end="7214">Perspectivas para o futuro</h3>
<p data-start="7216" data-end="7402">A primeira edição do FIIUFSM Jovem reuniu 55 participantes inscritos, além do público presente nos recitais, e marcou o início de um projeto que pretende se consolidar nos próximos anos. Para Baggio, o objetivo é ampliar cada vez mais o alcance da iniciativa e fortalecer o vínculo entre a universidade e a comunidade. "O objetivo é crescer e fazer com que os jovens entendam que isso não é uma coisa elitista. A música exige estudo, dedicação e interesse, mas é para todos."</p>
<p data-start="7697" data-end="7970">Encerrada a programação do 1º FIIUFSM Jovem, a Universidade dá continuidade ao 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM, que ocorre de 26 de julho a 2 de agosto. A abertura será realizada no domingo (26), às 10h, com concerto da Orquestra Sinfônica de Santa Maria.</p>
<p data-start="7972" data-end="8477">Ao longo da semana, o festival oferecerá oficinas de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone, percussão, piano, violão, regência de orquestra e educação musical, além da prática de orquestra sinfônica. A programação artística contará ainda com recitais diários de música solo e de câmara, apresentações da Orquestra Sinfônica do Festival e será encerrada no dia 2 de agosto, com um concerto gratuito no Centro de Convenções da UFSM.</p>
<p data-start="7972" data-end="8477"><em>Texto e fotos: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
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