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				<title>Rádios da UFSM celebram os 60 anos da Orquestra Sinfônica de Santa Maria com programação especial</title>
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				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:49:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[coordenadoria de comunicação social]]></category>
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		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Orquestra Sinfônica de Santa Maria]]></category>
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		<category><![CDATA[UniFm 107.9]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade 800 AM]]></category>

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						<description><![CDATA[Ambas as rádios vão transmitir ao vivo o concerto de aniversário, que ocorre na terça-feira (7), às 20h, no Centro de Convenções]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As emissoras UniFM 107.9 e Universidade 800 AM promovem, ao longo do mês de abril, uma programação especial em homenagem aos <a href="https://www.ufsm.br/2026/03/20/orquestra-sinfonica-lanca-programacao-e-selo-comemorativo-ao-seu-aniversario-de-60-anos" target="_blank" rel="noopener">60 anos da Orquestra Sinfônica de Santa Maria</a>. A iniciativa reúne transmissão de concerto, entrevistas, documentário e edições temáticas de programas, destacando diferentes momentos da trajetória da orquestra e sua contribuição para a formação cultural da região. </p><p>Com uma programação que articula memória, difusão musical e valorização institucional, as emissoras ampliam o acesso do público à música de concerto e às histórias que marcaram a consolidação da orquestra ao longo de seis décadas. A programação especial inclui:</p><p><b>Entrevistas no <i>Fazendo Arte</i></b></p><p>De 6 a 10 de abril, o programa <i>Fazendo Arte</i>, que vai ao ar às 11h na UniFM 107.9, apresenta uma série de entrevistas com integrantes da atual equipe da Orquestra Sinfônica de Santa Maria. As conversas conduzidas pela apresentadora Rejane Miranda abordam a atuação artística e o papel da orquestra na cena cultural. </p><p><b><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/marca.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/marca-819x1024.jpg" alt="Selo criado em homenagem aos 60 anos da orquestra." width="525" height="656" /></a>Documentário especial</b></p><p>No dia 7 de abril, data do concerto comemorativo aos 60 anos da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, as rádios apresentam um documentário especial produzido por Roberto Montagner, com depoimentos de regentes históricos e instrumentistas da orquestra, resgatados de entrevistas realizadas em 2006. O material revisita momentos marcantes da trajetória da Orquestra Sinfônica e reúne diferentes perspectivas sobre sua história. </p><p>Vai ao ar no programa <i>Redação Aberta</i>, da Universidade 800 AM, entre 7h e 9h. Na UniFM 107.9, o material também integra o programa <i>Fazendo Arte</i>, entre 11h e 12h. </p><p><b>Transmissão do concerto comemorativo </b></p><p>O concerto especial de 60 anos da Orquestra Sinfônica de Santa Maria será transmitido ao vivo pelas duas emissoras, diretamente do Centro de Convenções da UFSM no dia 7 de abril, às 20h. </p><p><b><i>Sala de Concertos</i>: edições especiais de abril</b> </p><p>O programa <i>Sala de Concertos</i> é apresentado aos sábados, às 20h, na UniFM 107.9, e aos domingos, às 20h, na Universidade 800 AM, com produção e apresentação de Roberto Montagner. </p><p>Durante o mês de abril, o programa vai apresentar, em todas as suas edições, obras executadas pela Orquestra Sinfônica de Santa Maria, celebrando seus 60 anos de fundação. Abaixo, a programação prevista para cada fim de semana: </p><p><b>Dias 4 e 5 de abril </b></p><p>- “Preciosa”, de Von Weber, e “Poeta e Camponês”, de Franz Von Suppé, sob a regência de Enio Guerra;</p><p>- Da suíte “Três Cantos Poéticos”, de Casimiro de Abreu: “Canto Seresteiro”, sob a regência de Frederico Richter; </p><p>- Da suíte “Israel”, de Benny Wolkoff: Allegro, Andante, Allegro Moderato, Lento e Allegro Vivo, sob a regência de Marco Antonio Penna;</p><p>- Abertura da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Gioachino Rossini, sob a regência de Leandro Faber;</p><p>- Abertura da ópera “As Vésperas Sicilianas”, de Giuseppe Verdi, sob a regência de Frederico Richter.</p><p><b>Dias 11 e 12 de abril </b></p><p>- Música-tema do filme “O Senhor dos Anéis” (trilha sonora composta por Howard Shore), sob a regência de Enio Guerra;</p><p>- “Petite Symphonie”, de Charles Gounod, sob a regência de Tita Sartor.</p><p>Obras executadas pela Orquestra Sinfônica de Santa Maria, Coro de Câmara e Coral UFSM, pelos 50 anos da aula inaugural do curso de Música da UFSM, concerto realizado em 24 de maio de 2013, no Theatro Treze de Maio.</p><p><b>Dias 18 e 19 de abril </b></p><p>- Concerto Abba Sinfônico, sob a regência de Tita Sartor, com Daiane Diniz (voz), Tiane Tambara (voz), Michel Wagner (teclado), Fabiano Ribeiro (guitarra e violão), Emerson Lopes </p><p>(baixo) e Rodrigo Cunha (bateria). O arranjo é de Dilber Alonso;</p><p>- Concerto Farroupilha, sob regência de Tita Sartor, com as obras: “Um Bom Dia Meu Rio Grande” (de Tuny Brum e Carlos Omar Villela Gomes), “Ferro e Brasa” (de Beto Pires), “Tango Bolero” (de Fernando Ávila) e “Danças Gaúchas” (de Alfred Hulsberg), com participação de Tuny Brum, Fernando Ávila, Beto Pires, Juliana Pires e Matheus Lopes. Os arranjos são de Dilber Alonso e Felipe Kirst Adami.</p><p>- Da série Solistas da UFSM, “Concertino (Opus 107)”, de Cécile Chaminade, na regência de Tita Sartor. A solista é Marina Montero, na flauta.</p><p><b>Dias 25 e 26 de abril </b></p><p>Concerto especial Gala Lírica, com trechos de óperas compostas por Rossini, Mozart, Verdi e Puccini, em uma sucessão de árias consagradas. O concerto também presta homenagem à cantora Laura Cirne de Souza, falecida em julho de 2022. Considerada santa-mariense de coração, viveu por muitos anos na cidade, tendo estudado no Colégio Centenário. Foi solista ao piano com a Orquestra Sinfônica de Santa Maria em 1974, sob regência de Frederico Richter. A partir de 1985, viveu por quase três décadas na Europa, apresentando-se em importantes teatros e consolidando seu nome entre os destaques da lírica brasileira.</p><p>Cantores convidados: Yasmini Vargas, Débora Freitas, Fernanda Fiorenza, João Ferreira, Alex Barbosa e Jefferson Aragão. </p><p>Convidado especial: barítono Roberto Oliveira </p><p>Maestro convidado: Cláudio Ribeiro</p><p><strong>Valorização –</strong> Com essa programação especial, as Rádios da UFSM reforçam seu compromisso com a valorização da música de concerto, da memória cultural e da produção artística local, celebrando os 60 anos da Orquestra Sinfônica de Santa Maria e sua contribuição para a formação de públicos e para a vida cultural da região.</p><p>Os ouvintes também podem sintonizar as rádios da UFSM pela internet, no endereço <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/radio" target="_blank" rel="noopener">ufsm.br/radio</a>. Outras informações sobre a programação de aniversário constam nas redes sociais da orquestra (<a href="https://www.instagram.com/orquestrasm/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> e <a href="https://www.facebook.com/orquestrasinfonica.santamaria" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>).</p><p><i>Texto: Núcleo de Rádio</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Saudade é o amor que fica”: homenagem às vítimas do acidente com estudantes do Colégio Politécnico aconteceu nesta quarta feira (1°)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/01/saudade-e-o-amor-que-fica-homenagem-as-vitimas-do-acidente-com-estudantes-do-colegio-politecnico-aconteceu-nesta-quarta-feira-1</link>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 18:01:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Politécnico]]></category>

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						<description><![CDATA[Momento de memória e respeito contou com cerimônia inter-religiosa, fala de gestores e inauguração de memorial]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72362" align="alignleft" width="422"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0363-875x1024.jpg" alt="" width="422" height="494" /> Cerimônia inter-religiosa marcou momento de reflexão[/caption]
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio do Colégio Politécnico, e a Associação das Vítimas do Acidente em Imigrante-RS (Avapi), realizaram, nesta quarta-feira (1º), uma cerimônia em homenagem às vítimas do acidente envolvendo estudantes do Curso Técnico em Paisagismo do Colégio Politécnico. A atividade ocorreu no auditório da unidade e marcou um ano da tragédia, ocorrida em 4 de abril de 2025, durante uma visita técnica ao cactário Horst, no município de Imigrante (RS), que resultou em sete mortes.</p>
<p>A cerimônia iniciou com um momento de reflexão e espiritualidade, reunindo representantes de diferentes religiões. Participaram Rosane Garcia da Silva, da Igreja Fraternidade Espírita Ramatiz e do Centro de Umbanda Ogum Beira Mar e Oxum; Pastora Thais de Almeida dos Santos Sena, representando a Igreja Metodista de Itararé; Pastor Fabrício Tavares do Amaral, representando a Igreja do Evangelho Quadrangular; e Padre Júnior Lago, representando a Igreja Católica, da Catedral Arquidiocese de Santa Maria.</p>
<p>Durante sua fala, o pastor Fabrício Tavares do Amaral, destacou a importância da memória coletiva. “É importante que agora possamos viver a vida através da memória daqueles que nos deixaram. O ontem é uma saudade, e o amanhã é um mistério. A saudade é o amor que fica”, afirmou.</p>
<p>A presidente da Avapi, Cristina Zanini Santana, também fez uma fala durante a homenagem. Em seu pronunciamento, ela relembrou o entusiasmo e a dedicação dos estudantes. “Não foi apenas um ônibus destruído, mas sonhos interrompidos, histórias silenciadas e sete vidas que jamais serão esquecidas”, disse.</p>
<p>Representando o Colégio Politécnico, o vice-diretor Moacir Bolzan também prestou homenagem às vítimas. A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou o compromisso institucional com a memória e o acolhimento. “Temos a missão de manter esse legado vivo. Que a UFSM seja, por meio desse memorial, um lugar de escuta ativa e de compromisso permanente com a dignidade da nossa história”, afirmou.</p>
<h3>Memorial preserva lembrança das vítimas</h3>
[caption id="attachment_72363" align="alignright" width="510"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0494-1-1024x683.jpg" alt="" width="510" height="340" /> Flores simbolizam vítimas do acidente[/caption]
<p>A cerimônia foi encerrada com a inauguração de um memorial construído atrás do auditório do Colégio Politécnico. O espaço é composto por sete vasos com flores e folhagens, simbolizando cada uma das vidas perdidas no acidente.</p>
<p>São elas: Dilvani Hoch, Elizeth Fauth Vargas, Fátima E. R. Copatti, Flavia Marcuzzo Dotto, Janaina Finkler, Marisete Maurer e Paulo Victor Estefanói Antunes.</p>
<p>O memorial se constitui como um espaço de memória, cuidado e permanência, criado para honrar e manter vivas as histórias, os sonhos e os caminhos dessas vidas que seguem presentes na lembrança da comunidade universitária.</p>
<p><em>Texto: Ellen Schwade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um quadrinho sobre… quadrinhos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/01/um-quadrinho-sobre-quadrinhos</link>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 13:06:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Professora da UFSM realiza oficinas de escrita e criação de quadrinhos ao longo do primeiro semestre deste ano
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1080" height="1771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/HQ.jpg" alt="Imagem em preto com falas em preto destacadas com fundo amarelo de uma história em quadrinhos com nove quadros. Antes dos quadros, o seguinte título em vermelho: “Uma linguagem que ensina”. No primeiro, a imagem da biblioteca pública da cidade. No segundo, repórter e professora em uma sala. A professora fala “Às vezes a gente acha que não sabe, que isso não é para a gente”. No terceiro, a professora aparece trajada como Shakespeare e diz “Não é só para quem quer ser poeta. No quarto, com uma folha com um sol desenhado, ela continua “não é só para quem sabe desenhar”. No quinto, segura um lápis e acrescenta “é sobre democratizar a criação”. No sexto, ela aparece em primeiro plano e diz “a escrita também é imagem”. No sétimo, com a mão em um gibi, comenta “o quadrinho isso mais visível”. No oitavo, repórter e professora estão à frente da biblioteca com um cavalete montado com quadrinhos, e ela diz “você começa a perceber hierarquias e relações”. No novo e último quadrinho, a professora Maria Clara conclui: “a gente aprende a decodificar melhor as coisas. E isso também ensina”." />													
		<p>A criação democrática ganha um espaço concreto nas oficinas de escrita e quadrinhos promovidas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide. Os encontros acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, das 14h às 16h, com uma programação que se estende ao longo do primeiro semestre deste ano.</p><p>As aulas começaram no dia 17 de março, com a oficina de quadrinhos para quem não sabe desenhar, ministrada por Lielson Zeni, doutor em Ciência Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio de Ícaro Gonçalves, doutorando em Literatura pela UFSM. No dia 31 de março, as atividades seguiram com a oficina de escrita criativa potencial conduzida pela professora Maria Clara Carneiro, do Departamento de Letras da UFSM. A programação tem continuidade nos dias 14 e 28 de abril, 12 e 26 de maio, e 9 e 23 de junho, alternando entre oficinas de quadrinhos, escrita criativa e improvisação.</p><p>Aberta ao público, principalmente aos adultos, mas também aos adolescentes a partir de 13 anos, a proposta não exige inscrição prévia, o que reforça o caráter acessível da iniciativa. “Não precisa saber antes, não tem exigência acadêmica”, informa a professora à Agência de Notícias. Inspiradas em experiências de grupos franceses como Oulipo (Oficina de Literatura Potencial) e Oubapo (Oficina de Banda Desenhada - Quadrinhos - Potencial), as oficinas trabalham a criação a partir de restrições, incentivando novas formas de pensar e se expressar. “A gente propõe desafios difíceis, e é justamente isso que faz surgir coisas que a pessoa não faria normalmente”, explica. </p><p>Nesse processo, o próprio quadrinho aparece como ferramenta de leitura do mundo. “A escrita também é imagem, e o quadrinho deixa isso mais visível. Você começa a perceber relações, hierarquias. Aprender a ler quadrinhos é aprender a ler melhor o mundo”, argumenta. </p><p>Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail <a href="mailto:gpoqt@ufsm.br">gpoqt@ufsm.br</a>. </p><p><b><i>Texto e quadrinho: </i></b><i>Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><b><i>Edição: </i></b><i>Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cadeiras de alimentação infantil chegam aos Restaurantes Universitários de todos os campi</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/01/cadeiras-de-alimentacao-infantil-chegam-aos-restaurantes-universitarios-de-todos-os-campi</link>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 10:52:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade plena]]></category>
		<category><![CDATA[PRAE]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurante Universitário]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativa da PRAE busca apoiar e facilitar o dia a dia de mães universitárias]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72348" align="alignright" width="498"]<img class="wp-image-72348 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/04/IC3A0015-1024x706.jpg" alt="Foto colorida, horizontal. Em destaque, no centro da imagem, uma cadeirinha de alimentação infantil" width="498" height="343" /> Cadeiras são para crianças com mais de seis meses e com, no máximo, 23 quilos.[/caption]
<p data-start="360" data-end="604">Durante o horário de almoço desta terça-feira (31), três cadeiras de alimentação infantil foram posicionadas na saída do RU I. Voltadas a mães universitárias, as cadeiras buscam facilitar o momento de alimentação no Restaurante Universitário.</p>
<p data-start="606" data-end="986">Segundo a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Jaciele Sell, a demanda surgiu a partir das percepções obtidas com o projeto Maternidade Plena, desenvolvido pela Unidade de Comunicação Integrada (Unicom) da Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM. A iniciativa tem como objetivo divulgar legislação, projetos e ações relacionados à maternidade e à paternidade na Universidade.</p>
<p data-start="988" data-end="1269">Com base nas demandas apresentadas pelas mães, as cadeiras foram adquiridas. “Queremos dar mais qualidade de vida para mães estudantes, demonstrar que vemos essas crianças, elas não são invisíveis. Nós nos preocupamos com elas e queremos elas na Universidade”, destacou Jaciele.</p>
<p data-start="1271" data-end="1487">Atualmente, 33 crianças se alimentam nos Restaurantes Universitários, embora nem todas estejam aptas a utilizar as cadeirinhas. Os equipamentos podem ser utilizados por crianças a partir de 6 meses e com até 23 kg.</p>
<p data-start="1489" data-end="1747">A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou que, desde a aprovação da política de gênero, a Universidade tem buscado melhorar o dia a dia das mães. “É importante para a mãe poder fazer sua refeição tranquilamente e deixar a criança segura ao lado”, afirmou.</p>
<p><span style="font-weight: 400">“Eu gostei, foi confortável. Legal!”, assim que a filha de Francine Castro, estudante de Jornalismo na UFSM, definiu a experiência de usar as cadeirinhas pela primeira vez. Francine acredita que os assentos serão úteis para as mães universitárias , “ às vezes é muito difícil comer no RU com uma criança. É um ambiente agitado, cheio, e muitas vezes eu já senti que talvez não era um espaço para estar com ela. Mas, com as novas cadeiras de alimentação, eu sinto que as coisas estão melhorando. Não preciso mais ficar com a criança no colo tentando comer o que é um caos. Agora ela fica segura, sentadinha, participando da refeição, e isso muda completamente o momento, deixa de ser estressante e passa a ser mais tranquilo”, explicou. </span></p>
<p data-start="1749" data-end="2080">As cadeiras de alimentação infantil foram distribuídas entre os Restaurantes Universitários da UFSM em todos os campi. Ao todo, oito unidades foram adquiridas: três destinadas ao RU I de Santa Maria, duas ao RU II, uma ao RU de Cachoeira do Sul e uma unidade para cada um dos campi de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.</p>
<p data-start="2082" data-end="2212">Segundo a pró-reitora, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) irá avaliar a necessidade de aquisição de novas cadeirinhas.</p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Fotos: Mathias Ilnicki, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias <br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>UFSM inaugura um dos mais avançados laboratórios de foodtech do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/31/ufsm-inaugura-um-dos-mais-avancados-laboratorios-de-foodtech-do-brasil</link>
				<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 20:02:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[FoodTech FabLab]]></category>
		<category><![CDATA[inovatec parque tecnológico]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>
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		<category><![CDATA[proinova]]></category>

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						<description><![CDATA[Integrado ao InovaTec UFSM Parque Tecnológico, o Foodtech FabLab é um espaço de prototipagem, validação tecnológica e desenvolvimento de soluções]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72335" align="alignright" width="650"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9149.jpg"><img class=" wp-image-72335" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9149.jpg" alt="" width="650" height="433" /></a> Juliano e Maria Daniele destacaram a importância do Foodtech FabLab[/caption]
<p>A UFSM inaugurou nesta terça-feira (31) um dos mais avançados laboratórios maker de foodtech do Brasil. Integrado ao InovaTec UFSM Parque Tecnológico e viabilizado com recursos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Foodtech FabLab é um espaço de prototipagem, validação tecnológica e desenvolvimento de soluções que tem a missão de promover a inovação e o empreendedorismo no setor de alimentos, bebidas e suplementos, para transformar a cadeia alimentar de forma eficiente e sustentável. A iniciativa posiciona Santa Maria como referência nacional na área de foodtech.</p>
<p>"Não estamos inaugurando apenas um laboratório, mas um habitat de inovação", afirmou Maria Daniele Dutra, coordenadora de Projetos de Inovação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, na abertura oficial. Ela lembrou que foram três anos de projetos até a concretização, viabilizada graças à parceria do Mapa. "Estamos colocando Santa Maria no mapa global de onde se decide o que o mundo vai comer amanhã", pontuou, salientando que o Foodtech FabLab vai permitir que a ciência chegue até a mesa do cidadão, sendo um ativo transformador da economia local.</p>
<p>O gerente do Inovatec UFSM Parque Tecnológico, Luciano Schuch, destacou que o novo espaço é importante não apenas para a Universidade, mas também para empreendedores, pois irá conectar muitas empresas e estudantes. "Isso diferencia a UFSM", afirmou.</p>
[caption id="attachment_72336" align="alignleft" width="596"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9212.jpg"><img class=" wp-image-72336" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9212.jpg" alt="" width="596" height="397" /></a> Martha Adaime disse que inauguração é um marco para a UFSM[/caption]
<p>A reitora, Martha Adaime, ressaltou que o Foodtech FabLab representa um marco para a Universidade, para Santa Maria e toda a região, pois vai abrir espaço para o desenvolvimento de novos produtos. "Torna a UFSM cada vez mais e mais importante para a região", enfatizou.</p>
<h3>Simplificação e agilidade</h3>
<p>Juliano Barin, coordenador de projetos de Pesquisa do InovaTec, afirmou que, dispondo de estrutura compartilhada de acesso à tecnologia, o laboratório de foodtech da UFSM vai possibilitar simplificação e agilidade aos empreendedores. "De certa forma vai ser um balcão, onde vamos centralizar as demandas que chegarem e fazer essa conexão com a UFSM e com todo o ecossistema que temos contato, para fazer com que aquela solução aconteça", disse Barin, que é docente no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA). </p>
<p>A infraestrutura contempla o Food Maker Space, a Experience Box para análise sensorial, a Kitchen 3.0 e sala de reuniões para articulação com parceiros. No núcleo tecnológico, o laboratório dispõe de equipamentos como impressora 3D de alimentos, pasteurizador a fio, extrusora de proteínas, extrator de aromas sem solvente, emulsificador nano e sistemas de secagem.</p>
<p>Segundo Barin, a estrutura do laboratório de foodtech possibilitará a aceleração no desenvolvimento de produtos, que poderão chegar ao mercado não em anos, mas em meses. O trabalho integrado com agências regulatórias desde o início do processo também será importante nesse sentido. Porém, ele ressaltou que a inovação é um "esporte coletivo", sendo essencial a participação dos parceiros e da sociedade.</p>
[caption id="attachment_72337" align="alignright" width="339"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9194-scaled-e1774987093965.jpg"><img class="wp-image-72337 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9194-scaled-e1774987093965.jpg" alt="" width="339" height="404" /></a> César Simas Teles elogiou o labfood da UFSM[/caption]
<h3>Recursos de R$ 3 milhões do Mapa</h3>
<p>O laboratório maker de foodtech inaugurado pela UFSM é o quarto do país, mas desponta como um dos mais avançados, na avaliação dos representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que prestigiaram a inauguração, César Simas Teles, coordenador geral na Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, e Ayrton Jun Ussami, coordenador de Ambiente de Inovação.</p>
<p>O ministério destinou cerca de R$ 3 milhões para o Foodtech FabLab. "O desenvolvimento de foodtechs é algo que vemos como importante. Uma carência que temos na área de inovação são espaços para que empreendedores possam testar seus produtos, fazer seus protótipos", afirmou Teles. </p>
<p>Ussami elogiou o espaço inaugurado pela UFSM, considerado dos mais avançados entre os já implementados no Brasil. "Estamos muito contentes de ver Santa Maria como uma das pioneiras neste tipo de investimento. Queremos muito aprender com a Universidade para podermos exportar para outras unidades", disse, destacando a necessidade de um modelo de compartilhamento que seja sustentável, permitindo a geração de receita para manutenção e reposição do espaço. </p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":72338,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9332.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9332-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72338" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Angélica falou sobre os alimentos 3D</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9348.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9348-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72339" /></a><figcaption class="wp-element-caption">  Degustação de gelato de cerveja IPA  </figcaption></figure>
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<h3>Gelato de cerveja e petiscos 3D</h3>
<p>Situado no prédio 61H do campus sede, o Foodtech FabLab é um espaço estratégico e colaborativo com infraestrutura avançada, capaz de integrar pesquisadores, estudantes, <i>startups</i>, empresas e representantes do setor regulatório em torno de soluções concretas. E os resultados do trabalho já são visíveis - e degustáveis. Quem visitou os espaços durante a inauguração pôde provar produtos que já foram desenvolvidos nos laboratórios da UFSM, e que agora ganham novo fôlego no laboratório de foodtech.</p>
<p>Gelato de cerveja foi um deles. O produto é resultado do trabalho da doutoranda no PPGCTA Camila Gressler e da empresária Bina Monteiro. O "Uivo lupulado" vem sendo trabalhado desde 2024, e contém um ingrediente criado por Camila para dar um sabor de cerveja IPA em doces. Disso saiu um gelato natural, saudável e saboroso, na opinião de quem o provou. E que pode ser o primeiro do mundo com este sabor - o produto está em processo de patenteamento.</p>
<p>Outra atração foi uma impressora 3D que imprime e pré-assa alimentos, como biscoitos, massas, cárneos e chocolate. A pós-doutoranda em Química Angélica Kaufmann servia os petiscos produzidos em uma impressora criada por um estudante do curso de Engenharia de Controle e Automação. A tecnologia permite personalizar refeições com vitaminas, minerais e proteínas adicionais.</p>
<p>"O Foodtech FabLab já nasce acelerado. Temos empresas parceiras desenvolvendo conosco, estudantes e pesquisadores operando máquinas", destacou Maria Daniele. Nos próximos meses, a meta é integrá-lo plenamente às atividades acadêmicas e empresariais, consolidando-o como polo de referência na área de alimentos. A partir dessa articulação, o laboratório deverá impulsionar novos projetos, atrair investimentos e posicionar ainda mais Santa Maria no mapa da inovação regional e nacional.</p>
<p>Segundo ela, o FabLab poderá oferecer suporte técnico e consultoria para empresas e <i>startups</i>, auxiliando na compreensão e no atendimento aos requisitos legais desde as fases iniciais de desenvolvimento. O ambiente também foi concebido para promover uma aprendizagem ativa, criativa e prática. A proposta é formar especialistas da UFSM (estudantes dos cursos de Nutrição, Tecnologia em Alimentos, do PPGCTA e de grupos de pesquisa da área) e também profissionais externos, ampliando o impacto para além da Universidade.</p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":72340,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9240.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9240-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72340" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Produtos em desenvolvimento foram apresentados</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9305.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9305-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72341" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Público conheceu os espaços do labfood</figcaption></figure>
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<p><em>Texto: Ricardo Bonfanti, jornalista</em><br /><em>Fotos: Pedro Pereira, jornalista</em></p>
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						<item>
				<title>Entre adaptação e pertencimento: a vivência internacional na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/31/entre-adaptacao-e-pertencimento-a-vivencia-internacional-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 16:59:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[DRI]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>

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						<description><![CDATA[Com crescimento no número de intercambistas, a universidade fortalece ações de acolhimento e integração cultural]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72329" align="alignleft" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/city-tour-300x225.jpeg" alt="" width="500" height="375" /> Mais de 500 alunos estrangeiros estão vinculados à UFSM hoje[/caption]
<p>A presença de estudantes internacionais na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tem crescido nos últimos anos, o que mostra o fortalecimento das políticas de internacionalização da instituição. Atualmente, mais de 500 alunos estrangeiros estão vinculados à universidade, número que mostra a ampliação das oportunidades de mobilidade acadêmica e cooperação internacional.</p>
<p>Para além dos dados, a internacionalização se manifesta nas experiências de quem deixa seu local de origem para estudar. Chegar em um novo país, lidar com uma língua desconhecida e adaptar-se a uma nova cultura fazem parte de um processo que, ainda que desafiador, resulta em aprendizado e novas experiências.</p>
<p>Natural do Benim, país que faz fronteira com a Nigéria, a estudante de Administração Kingnidé Sèna Marie Josée Ahouandjinou descreve sua chegada a Santa Maria como um momento de expectativa e felicidade. “Me senti ansiosa para conhecer novas pessoas e culturas, também feliz de estudar em Santa Maria e aprender português”, afirma. A inserção no novo contexto, no entanto, exigiu esforço especialmente nos primeiros contatos com o idioma. “Foi difícil interagir, falar com as pessoas”, relata.</p>
<p>Com o tempo, o acolhimento recebido passou a ocupar um papel central em sua experiência. Segundo a estudante, o apoio de colegas e da comunidade acadêmica foi determinante para sua adaptação. “As pessoas daqui me acolheram bastante. Falavam a língua comigo para eu entender. Se elas não fossem tão acolhedoras, seria difícil me adaptar”, destaca.</p>
<p>A participação em atividades de integração também contribuiu para esse processo. Essas iniciativas de recepção e convivência permitiram que Marie conhecesse melhor a cidade e estabelecesse vínculos com outros estudantes.</p>
<p>Relato semelhante é feito por Juan Pablo Duque Beltrán, da Colômbia, estudante de Engenharia da Computação. Para ele, a parte mais desafiadora no Brasil foi não saber a língua. “Quando eu cheguei ao Brasil, eu não falava uma só palavra”, relata.<br /><br /> As dificuldades continuaram nas primeiras semanas de aula. “Nas aulas foi bem difícil, porque eu não entendia muito do que o professor falava”, explica. Apesar disso, o ambiente acadêmico foi decisivo para sua adaptação. “Os professores foram muito compreensivos comigo, e eu fiz amigos nas aulas. Isso ajudou muito”, afirma.</p>
<p>A convivência com outros estudantes, também contribuiu para tornar a experiência mais leve. “Ter outros estudantes de intercâmbio que falavam espanhol ajudou muito. E as pessoas aqui ajudam bastante”, comenta. Para Juan, a receptividade encontrada na universidade e na cidade foi um dos aspectos mais marcantes da vivência no Brasil. “As pessoas não se importam de onde você vem, elas te acolhem muito bem”, ressalta.</p>
[caption id="attachment_72330" align="alignright" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/viva-o-campus-215x300.jpeg" alt="" width="500" height="697" /> A DRI acompanha os estudantes desde antes da chegada ao país e segue ao longo de toda a permanência na universidade[/caption]
<p><b>Acolhimento institucional</b></p>
<p>O acolhimento relatado pelos estudantes é resultado de um trabalho institucional estruturado. Na UFSM, a Diretoria de Relações Internacionais (DRI), por meio do Núcleo Integrado de Mobilidade e Internacionalização, acompanha os estudantes desde antes da chegada ao país e segue ao longo de toda a permanência na universidade. O suporte envolve orientações administrativas, regularização documental, apoio acadêmico e ações voltadas à integração cultural e social.</p>
<p>Entre as iniciativas desenvolvidas estão atividades de recepção, como tours pelo campus e pela cidade, além de programas que promovem a aproximação entre estudantes brasileiros e estrangeiros como o “Amigo Internacional”. Essas ações contribuem para facilitar a adaptação dos estudantes estrangeiros ao cotidiano acadêmico e para a construção de redes de apoio, fundamentais nos primeiros meses de permanência.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a presença de estudantes internacionais impacta diretamente a comunidade universitária brasileira. A convivência com diferentes costumes estimula o conhecimento de distintas culturas, amplia o repertório acadêmico e contribui para a formação de profissionais mais preparados para atuar em um contexto global. </p>
<p>Para quem deseja saber mais ou participar dessas iniciativas, a DRI disponibiliza informações e canais de contato em seu <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dri" target="_blank" rel="noopener">site oficial</a> e no <a href="https://www.instagram.com/dri.ufsm" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>. Entre os programas oferecidos estão o <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dri/amigo-internacional" target="_blank" rel="noopener">Amigo Internacional</a>, que aproxima estudantes brasileiros e estrangeiros, e a <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dri/hospede-um-estrangeiro" target="_blank" rel="noopener">iniciativa de hospedagem solidária</a>, que amplia as possibilidades de integração e troca cultural dentro e fora da universidade.</p>
<p><em>Texto: Clara Basso, estudante de Jornalismo e bolsista da Assessoria de Comunicação do Gabinete da Reitoria</em></p>
<p><em>Fotos: Arquivo pessoal</em></p>
<p><em>Edição: Pedro Pereira, jornalista</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>62 anos do Golpe: As Marcas da Ditadura na "Cidade Partida”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/31/golpe-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:52:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura em santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[golpe 64]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

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						<description><![CDATA[O aniversário do golpe civil-militar de 1964 resgata memórias da repressão e analisa o impacto do regime militar em Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_6607-1-1024x768.jpg" alt="Foto colorida horizontal da fachada do prédio da Antiga Reitoria. A imagem mostra o prédio a partir de uma vista de baixo para cima. No momento da foto, a céu está firme e azulado." />											<figcaption>Quinto andar do antigo prédio da Reitoria, no Centro de Santa Maria, abrigou Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), que monitora estudantes e professores (Foto: Daniel Michelon De Carli)</figcaption>
										</figure>
		<p>No dia trinta e um de março, o golpe que instaurou a Ditadura Civil-Militar no Brasil completa 62 anos. Em Santa Maria, uma cidade marcada pelo trem e pela farda, a data é marcada como um registro nos livros de história e uma cicatriz que ainda vive na memória de quem viveu a repressão.</p><p>Nos anos 1960, o dia de um grupo de jovens normalmente terminava em um pátio na Rua Pinheiro Machado. Ali, nos fundos da casa de um advogado local, estudantes jogavam futebol. Entre os rostos suados e a disputa pela bola, estava um futuro capitão do Exército que, ocasionalmente, juntava-se à "pelada". Para o jovem estudante secundarista do Maneco, Dartagnan Luiz Agostini, aquele era apenas o irmão de um colega. Ele não sabia, mas anos depois, o mesmo homem que dividia o gramado com ele seria o rosto do terror em um dos porões mais sombrios do país.</p><h3><b>Um ciclo de rupturas</b></h3><p>O professor de história do Colégio Politécnico da UFSM, Leonardo Botega, explica que 1964 não foi um evento isolado. "Foi o fechamento de um ciclo de tentativas de tomadas de poder que vinha desde o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e as crises de 55, 56, 59 e 61", contextualiza.<br />Segundo Botega, o discurso oficial da época, alimentado por setores da imprensa empresarial e das elites rurais, vendia a ideia de uma "Revolução Democrática" para salvar o país de uma suposta "República Sindicalista" liderada por João Goulart. "O real motivo foi a oposição ferrenha às Reformas de Base. Era a lógica da manutenção dos interesses empresariais e latifundiários acima de tudo", destaca o professor.</p><h3><b>Santa Maria, a “Cidade Partida”</b></h3><p>Enquanto a ditadura iniciava no país, Santa Maria ganhava contornos de "Cidade Partida", termo utilizado pelo professor e historiador da UFSM, Diorge Konrad, para descrever a divisão entre a forte tradição trabalhista dos ferroviários e o massivo contingente militar da região.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Santa Maria já era o segundo maior contingente militar e tinha uma tradição trabalhista consolidada. A cidade se dividiu", explica Konrad. De acordo com o docente do Departamento de História e um dos coordenadores do <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/2026/03/30/grupo-calice-da-ufsm-discute-a-arte-como-resistencia-a-ditadura-civil-militar">Cálice</a> - Grupo de Estudos sobre a Ditadura Civil-Militar, a repressão no município foi imediata e estratégica. "Os ferroviários, que tentaram uma greve no primeiro dia de abril daquele ano, foram os primeiros alvos. <a style="text-decoration: none" href="https://memoriasdaditadura.org.br/personagens/onofre-ilha-dornelles/">Onofre Dornelles</a> foi preso, torturado no Regimento Mallet e morreu na Casa de Saúde em decorrência das sequelas. Foi o primeiro morto pela ditadura na cidade", revela.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dentro da UFSM, Konrad aponta que, a partir de 1968, com o <a href="https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/centrais-de-conteudo/destaques/ai-5-nunca-mais#:~:text=Em%2013%20de%20dezembro%20de,aprofundando%20a%20repress%C3%A3o%20no%20Brasil.">AI-5</a>, a vigilância tornou-se cotidiana por meio das Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), instaladas no quinto andar da reitoria. "Temos registros de mais de mil documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI) vigiando estudantes e professores. A universidade era um laboratório da vigilância", pontua.</p><h3><b>“Boêmio, Carreteiro e Vanguarda”</b></h3><p>A luta pela resistência ocupava as mesas de bar da cidade. No livro “<i>Relatos de um militante</i>”, Dartagnan conta que, na Avenida Rio Branco, o Moby Dick, era o porto seguro da intelectualidade progressista da época. "Tínhamos poucos recursos, o consumo era mínimo, mas o proprietário, o Cláudio, nos oferecia um carreteiro gratuito a cada ano", conta Dartagnan. Esses encontros boêmios serviram de base para a criação do Grupo Vanguarda Cultural. Ali, entre intelectuais e estudantes, debatia-se a cultura como ferramenta fundamental para coesionar a sociedade brasileira contra o regime. Para Dartagnan e seus pares, fazer cultura era um ato político de formação da juventude para o fim da ditadura e a redemocratização do país.</p>		
													<img width="1024" height="828" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/mvimento-cultural-1024x828.jpeg" alt="Foto em tons de cinza. semelhante a um recorte de jornal, com dez homens, sendo oito sentados à mesa. Todos estão com camisas e têm cabelos curtos escuros ou claros. Alguns usam óculos. Os outros dois homens são o garçon e um home no balcão ao fundo." />													
		<h3><b>Do congresso clandestino para os porões do DOI-CODI</b></h3><p>Dartagnan viveu essa vigilância na pele. Em 1967, ele era um dos dois delegados escolhidos por Santa Maria para participar do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Belo Horizonte, um evento que ocorria no porão de uma igreja. "O movimento estudantil era aberto antes de 1964. Depois, foi cerceado. Em Santa Maria, éramos poucos, cerca de 3 mil universitários, mas uma vanguarda organizada", recorda.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A aventura clandestina terminou em prisão. Segundo Dartagnan, o cárcere se deu após um acordo de "salvaguarda" que não foi cumprido pela polícia estadual. Ele e outros estudantes, incluindo o futuro político e estudante de direito na época, Tarso Genro, foram capturados pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ficamos dias incomunicáveis. Havia uma tortura psicológica forte: 'nós vamos te matar, sabemos quem é você', mas ainda não havia a agressão física sistemática. A repressão ainda não era 'científica’ ", conta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A consciência da dor veio anos depois. Já formado em engenharia e trabalhando em uma obra da Petrobras na Serra do Mar, Dartagnan foi preso novamente em 1971. O destino foi o DOI-CODI, em São Paulo, o epicentro da Operação Bandeirante. Ali, o engenheiro reencontrou o "companheiro de futebol" de Santa Maria: o agora Major Carlos Brilhante Ustra, chefe do centro de tortura.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ele me perguntou: 'sabe quem eu sou?'. Eu disse: 'claro, te conheço do bairro Pinheiro Machado'. Ele ficou meio chateado com a resposta", relata Dartagnan.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O engenheiro passou dois meses em São Paulo e outros dois no DOPS, em Porto Alegre. Ele descreve um método de desestruturação psíquica: "Eles te chamavam na cela, faziam um carnaval, davam choque e te mandavam embora. Duas horas depois, te buscavam de novo. Tu nunca sabia quando tinha terminado. O objetivo era não te deixar raciocinar".</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O jogo era pela sobrevivência. "Tu fica psicologicamente destroçado. Tem que ter muita força de vontade para não cair no desespero. Eu queria sobreviver, mas não queria contar nada que causasse a morte ou a prisão de mais ninguém. Era um jogo de medir o que falar", explica. </p>		
										<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Dartgnan-em-1982-683x1024.jpeg" alt="Foto em tons de cinza vertical de um homem adulto com cabelo escuro e curto, com bigode. Ele usa uma camisa social de manga longa com bolso de cor clara." />											<figcaption>Engenheiro Dartagnan Agostini em 1982 (Foto: Arquivo pessoal)</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Atestado-do-DOPS-Santa-Maria-768x1024.jpeg" alt="Página de reprodução de documento do DOPS com texto datilografado em preto." />											<figcaption>Ficha do DOPS - Santa Maria do engenheiro em 1966/ Imagem: Arquivo pessoal</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>O dever da memória e a herança do silêncio</b></h3><p>A saída dos militares, descrita por eles como "lenta, gradual e segura", deixou heranças que os historiadores apontam como entraves para a democracia atual. Para Leonardo Botega, a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm">Lei de Anistia de 1979</a> garantiu a não punição de torturadores e moldou uma estrutura frágil. "A transição criou um grande problema: a lógica da não punição aliada à autonomia militar. Isso gera uma perspectiva social aberta aos negacionismos", alerta o professor.</p><p>Diorge Konrad reforça que o autoritarismo ainda molda a formação social brasileira. "O Brasil possui uma sociedade fortemente autoritária. Estruturas como a autonomia das polícias militares estaduais são heranças vivas desse período. Temos a polícia que mais mata e que mais morre, atuando em guerra permanente contra a sociedade civil", enfatiza.</p><p>Dartagnan Agostini, que após o exílio interno e a redemocratização decidiu cursar História, transformou sua vivência em objeto de estudo. Sua motivação? A plena consciência de que a luta de sua geração era por um Brasil que diminuísse a disparidade entre ricos e pobres, um projeto que, segundo ele, foi abortado pelo golpe.</p><p>Hoje, aos 83 anos, o engenheiro e historiador guarda as marcas psicológicas e a compreensão de que o silêncio é a ferramenta predileta do autoritarismo. A história de Dartagnan serve como um lembrete: a democracia não é um estado permanente, mas uma construção que exige, acima de tudo, o fim do esquecimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e voluntária na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Imagens: Reprodução do livro “Relatos de um militante”, de Dartagnan Agostini, e Arquivo Pessoal</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Foto</b>: Daniel Michelon De Carli, designer</p><p>Edição: Maurício Dias, jornalista</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM reúne medalhistas da 20ª edição da Obmep em cerimônia regional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/30/ufsm-reune-medalhistas-da-20a-edicao-da-obmep-em-cerimonia-regional</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:56:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[obmep]]></category>

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						<description><![CDATA[Alunos, escolas, professores e uma Secretaria Municipal de Educação receberam as medalhas na sexta-feira (27), no Centro de Convenções]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72302" align="alignright" width="540"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0759.jpg"><img class=" wp-image-72302" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0759.jpg" alt="" width="540" height="367" /></a> Henrique Masquin e sua mãe, Elenice, estiveram presentes na cerimônia[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Mesmo com o calor de 31° Celsius em Santa Maria, Henrique Masquin, de 16 anos, esperava ansiosamente o início da cerimônia de entrega das medalhas da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep), sediada no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na tarde da última sexta-feira (27). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Henrique, que é estudante do segundo ano do ensino médio no Colégio Tiradentes, de Ijuí, participa da competição desde o sexto ano do ensino fundamental. Neste ano, ele recebeu a medalha de prata nacional. “É tanto conhecimento que tu ganha porque te ajuda muito na questão da lógica pros vestibulares, é muito bom também ter isso”, conta à Agência de Notícias. O medalhista ainda projeta o futuro na área de exatas. “Uma engenharia, provavelmente”, diz. Entre as possibilidades, ele cita a UFSM como uma instituição que deseja ingressar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Natural de Três Passos, Henrique veio acompanhado da mãe, Elenice Masquin, que acompanha a trajetória do filho e vê nas olimpíadas um caminho de transformação educacional. Para ela, mais do que medalhas, a participação representa um incentivo para que os estudantes busquem conhecimento e acreditem em seu potencial. Elenice destaca que sempre encorajou os filhos a participarem das provas com dedicação e confiança, reforçando que essas experiências abrem portas e mostram que, com esforço, novas oportunidades podem surgir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O exemplo mais próximo dentro de casa é o do filho mais velho, Gabriel Masquin, que também se dedicou às olimpíadas científicas e hoje estuda no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma das instituições mais concorridas do país. Para ela, ver os dois filhos trilhando caminhos semelhantes reforça a importância do incentivo desde cedo. “Eu, como mãe de medalhista, sinto muito orgulho”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Inserido nesse contexto, o desempenho de Henrique Masquin também reflete o alcance da regional RS02 da Obmep, sediada na UFSM. A coordenadora regional e professora de Matemática na UFSM, Taísa Miotto, explica que o Rio Grande do Sul é dividido em cinco regionais da olimpíada, responsáveis por organizar a participação dos estudantes em diferentes territórios. A RS02, que abrange 127 municípios das regiões central e noroeste, é uma delas, ao lado das regionais de Porto Alegre (RS01), Caxias do Sul (RS03), Passo Fundo (RS04) e Rio Grande (RS05). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na edição de 2025, a Obmep reuniu mais de 18 milhões de estudantes em todo o país, com cerca de 870 mil classificados para a segunda fase e milhares de medalhas distribuídas em nível nacional. Dentro desse universo, a regional sediada na UFSM contabilizou 16 medalhas de ouro, 39 de prata e 86 de bronze, além de premiações estaduais que ampliam o reconhecimento dos alunos. Para Taísa, a iniciativa tem impacto direto na trajetória dos estudantes. “Tal premiação é muito válida, pois mais alunos são incentivados a estudar e terem seu desempenho reconhecido”, opina a docente.</span></p>
[caption id="attachment_72304" align="alignleft" width="582"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0770.jpg"><img class=" wp-image-72304" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0770.jpg" alt="" width="582" height="394" /></a> Ao lado dos pais, Karina e Elton, Davi Przyczynski, de 13 anos, conquista medalha na categoria do ensino fundamental[/caption]
<h3><span style="font-weight: 400">Os medalhistas do ontem e do hoje</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Além de Henrique, estudantes mais jovens também começam a trilhar seus caminhos na olimpíada, como é o caso de Davi Przyczynski, de 13 anos. Aluno do 8º ano do ensino fundamental, ele participa pela terceira vez da Obmep e já colhe resultados ao conquistar uma medalha. Sobre a preparação, Davi conta que conciliou estudos por vídeos com a resolução de provas anteriores. “Eu estudava, via vídeos sobre o assunto e também fazia as provas dos anos passados”, relata. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de ainda não ter definido uma profissão, ele afirma ter afinidade com a área de exatas e pretende continuar participando das próximas edições, seguindo um percurso semelhante ao de medalhistas mais experientes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a mãe de Davi, Karina Przyczynski, a premiação é resultado direto da dedicação do filho ao longo do tempo. Vinda de Humaitá, na região Celeiro, ela acompanha de perto o interesse crescente do estudante pelas exatas, estimulado desde cedo dentro de casa. “É um momento de muita alegria, emoção e gratidão a Deus, né, e reconhecimento pelo esforço dele, pelo estudo, pela dedicação que ele tá tendo”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo ela, a preparação incluiu a resolução de provas anteriores e o incentivo ao raciocínio lógico, com práticas como o xadrez e exercícios mentais. Para a família, a conquista representa não apenas uma medalha, mas a valorização de um processo contínuo de aprendizado.</span></p>
[caption id="attachment_72305" align="alignright" width="578"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0942.jpg"><img class=" wp-image-72305" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0942.jpg" alt="" width="578" height="393" /></a> Mariana Lovato participou de seis edições da Obmep e, hoje, cursa Música na UFSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto Davi sobe ao palco para receber sua medalha ainda nos primeiros anos da trajetória olímpica, histórias como a de Mariana Lovato mostram onde esse caminho pode chegar. Seu primeiro contato com a Obmep foi em 2016, no 6º ano do ensino fundamental, e, a partir dali, participou de todas as edições seguintes, com exceção de 2020, quando não houve prova devido à pandemia. Em todas as vezes em que competiu, foi premiada, acumulando três medalhas de bronze e três de prata ao longo da vida escolar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, aos 21 anos e estudante do bacharelado em Música na UFSM, ela retorna à cerimônia em outro papel: sentada ao piano, conduzindo um dos momentos culturais do evento realizado no Centro de Convenções. “As pessoas pensam que não tem nada a ver, mas tem muito a ver. Ritmo é pura matemática”, conta Mariana. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Universidade de portas abertas</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Eventos como a cerimônia da Obmep reforçam o papel da universidade como espaço público e acessível à comunidade. Para o diretor do Centro de Ciências Naturais (CCNE) e Exatas da UFSM, Felix Alexandre Antunes Soares, a presença de estudantes de diferentes regiões aproxima a instituição da realidade das escolas e amplia horizontes para quem, muitas vezes, visita o campus pela primeira vez. “Isso aproxima muito a universidade das escolas”, afirma. Segundo ele, além de reconhecer o mérito dos alunos, a iniciativa ajuda a romper a ideia de que o ensino superior é distante. “A universidade não é uma coisa distante, intocável”, completa.</span></p>
[caption id="attachment_72307" align="alignleft" width="570"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0969.jpg"><img class=" wp-image-72307" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0969.jpg" alt="" width="570" height="368" /></a> A mesa de abertura foi composta por Márcio Luís Miotto, Taísa Miotto, Martha Adaime, Félix Antunes Soares e Edson Sidney Figueiredo[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O diretor também destaca que as olimpíadas têm impacto direto no ingresso e na formação acadêmica desses estudantes. A UFSM, nos últimos anos, passou a contar com formas específicas de entrada para medalhistas, o que amplia as possibilidades de acesso. “Tem um processo de ingresso específico para esses estudantes”, explica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, ele ressalta o papel fundamental dos professores da educação básica nesse percurso. “A gente tem que agradecer muito aos professores das escolas”, diz, ao defender uma atuação conjunta entre universidade e escolas para estimular talentos e, inclusive, inspirar futuras carreiras acadêmicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Compuseram a mesa de abertura a reitora da UFSM, Martha Adaime, e o diretor do CCNE, Félix Antunes Soares. Participaram ainda o chefe do Departamento de Matemática da UFSM, Edson Sidney Figueiredo, o coordenador regional do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), o professor de Matemática da UFSM Márcio Luís Miotto e a coordenadora regional e professora de Matemática na UFSM, Taísa Miotto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A cerimônia regional da 20ª edição da Obmep pode ser assistida na íntegra pelo público no canal do Youtube da </span><a href="https://www.youtube.com/live/Ew7Ev54QVcY"><span style="font-weight: 400">UFSM</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><i>Texto:</i><i><span style="font-weight: 400"> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></i><br /><i>Fotos:</i><i><span style="font-weight: 400"> Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</span></i><br /><i>Edição:</i><i><span style="font-weight: 400"> Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
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				<title>Danças urbanas na UFSM: Centro de Artes e Letras sedia o evento "Street Connections”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/30/dancas-urbanas-na-ufsm-centro-de-artes-e-letras-sedia-o-evento-street-connections</link>
				<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:36:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>

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						<description><![CDATA[Realizado na última sexta-feira (27), o evento trouxe as danças urbanas para dentro da universidade, com bate-papos, apresentações e workshops gratuitos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72301" align="alignleft" width="499"]<img class="wp-image-72301 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A1599-1024x683.jpg" alt="Foto na horizontal e colorida que mostra, ao centro, Mauricio Moreira, um homem branco, tatuado, usando um boné vermelho e vestindo uma camisa de basquete preto e vermelha. Ao fundo, os dançarinos tentam acompanhar a coreografia no estúdio de dança" width="499" height="333" /> Maurício Moreira, coreógrafo, ensina passos de dança aos dançarinos[/caption]
<p>O Centro de Artes e Letras (CAL) recebeu, na tarde de sexta-feira (27), o evento “Street Connections”, que reuniu artistas, professores e dançarinos de danças urbanas em uma programação com apresentações, workshops e momentos de diálogo e troca de experiências. Realizado pelo Ministério da Cultura, com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o evento integra o projeto “Danças urbanas: Conexões criativas no mundo do trabalho em rede”, que atua como uma rede colaborativa entre seis cidades do estado, entre elas Santa Maria. Esta é a segunda vez que a UFSM recebe o projeto, que também contou com o apoio do curso de Dança Licenciatura, fortalecendo a presença das danças urbanas no ambiente acadêmico.</p>
<h3>Entre formação, mercado e conexões nas danças urbanas</h3>
<p>O “Street Connections” atua no mapeamento e na valorização dessa expressão artística no Rio Grande do Sul, com foco em compreender as condições de trabalho e incentivar a formação de redes entre dançarinos, professores, coreógrafos e pesquisadores. “Pensamos nas universidades como parceiras justamente por serem pontos de encontro, além de espaços de pesquisa, ensino e extensão que aproximam a comunidade”, destaca Eloísa Sampaio, diretora de produção do evento.</p>
<p>Durante a programação, ela conduziu um momento de conversa sobre políticas públicas de cultura e gestão cultural, que reforçou o papel do evento na reflexão sobre o setor. “Pensamos nessa parceria justamente para que as pessoas conheçam a universidade e estejam mais próximas dela”, afirma. O evento amplia o debate sobre a profissionalização nas danças urbanas ao conectar prática e reflexão. “O objetivo do projeto, além de mapear, é, sobretudo, fortalecer as danças urbanas e formar rede. Então, a ideia é que aqui a gente possa provocar algum movimento para que os grupos se fortaleçam”, destaca Eloísa.</p>
<h3>Troca de experiências</h3>
[caption id="attachment_72303" align="alignright" width="373"]<img class="wp-image-72303 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/fgfgf-683x1024.jpg" alt="Foto na vertical e colorida que mostra, ao centro, Mauricio com alguns dos dançarinos presentes no evento, todos sentados. No chão, um cartaz colorido com traços em laranja. Ao fundo, o mesmo cartaz exibindo o nome do projeto e a logo e atrás disso, uma das paredes pretas do estúdio" width="373" height="560" /> O evento reuniu dançarinos e coreógrafos locais[/caption]
<p>A realização do evento na universidade também representa um avanço no reconhecimento da área e no papel social dos profissionais. “Hoje eu sou educador social, então isso faz eu querer continuar para transformar algumas vidas e poder fazer essa galerinha que está chegando agora cultivar um pouquinho do que é o hip-hop”, explica Maurício Moreira, coreógrafo formado em Pedagogia pela UFSM. Ele também destaca a importância de iniciativas como essa para a valorização de artistas locais. “Achei muito impactante chamar a galera de Santa Maria para dar um workshop em um evento desse tamanho, em uma proposta desse tamanho”, relata.</p>
<p>A troca de experiências também influencia diretamente quem ainda está em formação. O dançarino e estudante Antonio Daniel Brum Lencina, de 16 anos, dança há nove anos e destaca o aprendizado proporcionado pelo contato com profissionais. “Está sendo maravilhoso, com várias coreografias e aulas diferentes. Como eu quero ser coreógrafo, me inspiro bastante no Maurício Moreira”, destaca. Para ele, o evento contribui para o seu desenvolvimento como futuro professor e coreógrafo. “Isso me ajuda a desenvolver mais a minha dança e a ensinar o pessoal o que eu aprendo”, acrescenta.</p>
<p>O evento reforça a importância de espaços de formação e troca, aproximando estudantes e profissionais e contribuindo para o desenvolvimento de novas trajetórias nas danças urbanas. Mais informações sobre o projeto podem ser acessadas na rede social (@conexoes.urb).</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Adrieny Rosa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
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				<title>UFSM inaugura mural multiartístico sobre cultura afro-gaúcha na Antiga Reitoria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/27/ufsm-inaugura-mural-multiartistico-sobre-cultura-afro-gaucha-na-antiga-reitoria</link>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 15:13:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[afroturismo]]></category>
		<category><![CDATA[complexo multicultural antiga reitoria]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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						<description><![CDATA[Assinada por Braziliano, a obra é parte do Programa “Afroturismo no centro do Rio Grande do Sul”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_72286" align="alignleft" width="464"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0405-683x1024.jpg" alt="" width="464" height="696" /> Mural artístico Ubuntu Terra Viva no Complexo Multicultural Antiga Reitoria[/caption]<p>Quem passa pela Rua Floriano Peixoto, no centro de Santa Maria, agora se depara com uma composição de cores vibrantes que transforma a paisagem urbana. Tons de azul, vermelho, amarelo e verde dão forma ao mural <em data-start="763" data-end="782">Ubuntu Terra Viva</em>, inaugurado na noite de quarta-feira (25) no Complexo Multicultural Antiga Reitoria. A obra traz novos significados ao espaço e marca a celebração da cultura e da memória afro-gaúcha. </p><h3 data-section-id="1mv0wrs" data-start="1036" data-end="1091">A obra e seus significados</h3><p data-start="1093" data-end="1472">Finalizado em janeiro deste ano, após quase dois meses de produção, o mural ocupa a área externa do prédio da Antiga Reitoria da UFSM, no centro de Santa Maria. A obra foi idealizada pelo artista e muralista Braziliano e executada em 21 dias de pintura, dentro de um processo que envolveu pré e pós-produção, além de uma operação técnica complexa em altura.</p><p data-start="1474" data-end="1745">A composição faz referência à população afro-gaúcha e às suas riquezas culturais. Rostos negros ocupam posição de destaque, acompanhados por elementos simbólicos como as sete ervas e a pomba branca, que representa o orixá Oxalá. As sete ervas carregam significados ancestrais: arruda (proteção), guiné (limpeza espiritual), alecrim (equilíbrio e alegria), manjericão (harmonia), espada-de-são-jorge (defesa), levante (renovação) e comigo-ninguém-pode (proteção espiritual).</p><p data-start="1747" data-end="1978">Além de Braziliano, participaram da execução Alexon Messias, Amanda Rodrigues, Cauê Toledo e Israel Caetano. Segundo o muralista, o trabalho exigiu uma equipe com conhecimento técnico específico para atuação em grandes superfícies.</p><h3>Espaço de circulação e aproximação com a comunidade</h3><p>A escolha do local para a instalação do mural foi estratégica. De acordo com a coordenadora de Cidadania da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, Cassiana Marques da Silva, o prédio recebe, em média, de 200 a 300 pessoas por dia, o que representa cerca de 100 mil visitantes ao ano. “É um prédio muito vivo, muito pulsante, porque nós temos vários projetos que são realizados aqui para a comunidade de Santa Maria”, afirma.</p><p data-start="2714" data-end="3090">A gestora do Complexo, Jeanne Mainardi, destaca que o espaço funciona como porta de entrada da comunidade para a Universidade. Segundo ela, a revitalização do prédio contribui para aproximar o público e ampliar o acesso às iniciativas desenvolvidas no local. Nesse contexto, a obra também atua como elemento de convite e curiosidade sobre o que acontece no interior do local.</p><p data-start="3092" data-end="3354">A iniciativa integra um projeto de rotas turísticas em comunidades quilombolas, financiado pela Fundação Cultural Palmares. Em 2024, a UFSM recebeu R$ 360 mil para o desenvolvimento do programa “Afroturismo no centro do Rio Grande do Sul: Identidade e Tradição”.</p><p data-start="3356" data-end="3686">O programa promove o protagonismo da juventude negra nas comunidades quilombolas da região da Quarta Colônia. Entre as ações, estão a produção de materiais gráficos e informativos sobre a trajetória dessas comunidades, o fortalecimento da visibilidade de seus saberes e o incentivo ao afroturismo e à economia circular e criativa.</p>[caption id="attachment_72287" align="alignright" width="365"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0422-771x1024.jpg" alt="" width="365" height="485" /> Intervenção artística integrou programação de inauguração[/caption]<h3 data-section-id="18hwiwg" data-start="3688" data-end="3723">Intervenção artística no evento</h3><p data-start="3725" data-end="3992">A programação de inauguração contou, ainda, com uma intervenção da Royale Escola de Dança e Integração Social, em homenagem a Dandara dos Palmares. A coreografia apresentada é inspirada no espetáculo “E as meninas rebeldes vão à luta”, de 2018, e foi adaptada para a ocasião. “A gente pesquisou sobre figuras femininas na história e decidiu trazer a trajetória da Dandara”, explica Layana da Rosa Ferreira, uma das bailarinas.</p><p data-start="4146" data-end="4423">Ao final do evento, foi realizado o descerramento de uma placa, com a presença dos artistas e do vice-reitor, Tiago Marchesan. O material inclui um QR Code que direciona o público a<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/afroturismo/rotas">o site da UFSM,</a> com informações sobre as comunidades quilombolas do centro do Rio Grande do Sul.</p><p><em>Texto: Júlia Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Mathias Ilnick, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Do leite materno ao refrigerante: como os ultraprocessados avançam na alimentação de crianças na primeira infância</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/27/do-leite-materno-ao-refrigerante-como-os-ultraprocessados-avancam-na-alimentacao-de-criancas-na-primeira-infancia</link>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 14:51:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação infantil]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[dieta infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[primeira infância]]></category>
		<category><![CDATA[ultraprocessados]]></category>

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						<description><![CDATA[De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, 80% das crianças abaixo de cinco anos costumam consumir esses tipos de produtos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><em>Para ouvir a reportagem, clique no player a seguir:</em></p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/audioultra.mp3"][/audio]</p>
</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Ilustracao_crianca_ultraprocessados-1024x667.jpg" alt="Uma ilustração vertical em estilo cartoon com fundo rosa claro. No centro, há um menino branco, com cabelo loiro e cacheado. Ele está cercado por vários alimentos ultraprocessados ao seu redor. Linhas pretas conectam o menino a cada um dos lanches, os itens têm contornos pretos grossos e cores vibrantes." width="1024" height="667" /></p>
<p>Assim que entra no supermercado, o pequeno Vinícius Ferreira Fagan corre de um lado para o outro. Aos três anos de idade, ele para diante das prateleiras, observa as embalagens coloridas e logo aponta para aquilo que deseja levar para casa. Entre as opções, o menino escolhe uma bolacha recheada, cujo pacote mostra personagens costumeiros nos desenhos animados que assiste na televisão. “Dependendo do dia, eu deixo ele levar”, conta Laura Margarete Ferreira, 41 anos, mãe de Vinícius. No carrinho de compras, o pacote de biscoito divide espaço com leite, arroz e algumas frutas. A empregada doméstica tenta equilibrar as escolhas do filho com aquilo que considera mais saudável. “Às vezes ele acaba comendo uma ou outra porcaria”, comenta.</p>
<p>Essas “porcarias” que a mãe se refere têm nome: ultraprocessados. São formulações industriais produzidas principalmente a partir de substâncias como óleos, gorduras, açúcar e amido, além de aditivos como corantes, aromatizantes e emulsificantes. O termo ultraprocessado surgiu há 16 anos, em 2010, fruto de uma investigação realizada pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, vinculado à Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pelo epidemiologista Carlos Augusto Monteiro. A chamada <a href="https://nupens.fsp.usp.br/a-classificacao-nova/">classificação Nova</a> – nome dado em alusão a explosão nuclear que acontece dentro de uma estrela – divide os alimentos em quatro categorias: <i>in natura</i>, ingredientes culinários processados, processados e, por último, ultraprocessados.  </p>
<p>Uma característica comum dessa última categoria de comidas e bebidas são as composições químicas presentes. Acidulantes, propionato de cálcio, ácido sórbico e outros nomes difíceis de pronunciar são apenas alguns aditivos usados pela indústria a fim de aumentar a durabilidade, diminuir o custo e intensificar o sabor, muitas vezes sem provocar grande sensação de saciedade. Além disso, os ultraprocessados utilizam pequena ou nenhuma quantidade de alimentos <i style="color: #000000;font-size: 1rem">in natura</i> na sua composição. Quando um refrigerante ou um suco traz a indicação de “sabor laranja” ou de qualquer outra fruta, isso revela que o percentual do ingrediente é baixo ou ausente. </p>
<p>O consumo de ultraprocessados cresceu de forma acelerada. Estimativas indicam que a participação desses produtos na dieta nacional mais do que dobrou, saltando de 10% em 1980 para 23% em 2023, do total consumido. Os dados fazem parte de uma série de estudos divulgados por mais de 40 pesquisadores, liderados por cientistas da USP. A <a style="text-align: justify" href="https://www.thelancet.com/series-do/ultra-processed-food">publicação</a>, veiculada na revista científica The Lancet, aponta que essa tendência não é exclusiva do Brasil. A análise reuniu informações de 93 países e mostrou que o consumo de ultraprocessados cresceu ao longo dos anos na maioria das nações. Entre os avaliados, o Reino Unido apresenta uma das maiores participações desses produtos na composição da dieta, com cerca de 50%, índice superado apenas pelos Estados Unidos, onde os ultraprocessados representam mais de 60% da alimentação. </p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Entenda_as_4-categorias_de_alimentos_e_como_identificar_ultraprocessados-1024x667.png" alt="Infográfico horizontal dividido em quatro colunas com tons degradê de rosa e marrom. Da esquerda para a direita: a primeira coluna mostra alimentos &quot;in natura&quot; (ovos, bananas, leite), a segunda, &quot;ingredientes processados&quot; (mel, manteiga, açúcar), a terceira, &quot;processados&quot; (queijo, bacon e pão francês), e a quarta, &quot;ultraprocessados&quot; (salgadinho de pacote, biscoito e refrigerante)." width="1024" height="667" /></p>
<h3><strong>O cardápio de Vinícius</strong></h3>
<p>Entre os dias 20 e 22 de março, a Agência de Notícias acompanhou a rotina alimentar de Vinícius. Nesse período, sua mãe, Laura, preencheu um diário alimentar criado pela reportagem sob orientação da nutricionista Larissa Barz. No almoço e no jantar, a criança costuma se alimentar com refeições caseiras preparadas pela mãe e pela irmã, de 14 anos. O arroz e o feijão estão entre seus alimentos favoritos. Entretanto, os ultraprocessados aparecem em refeições “mais rápidas” como o lanche da tarde. No diário, ao todo, foram cinco alimentos ultraprocessados consumidos durante o acompanhamento. Em 72 horas, Vinícius ingeriu 31 aditivos químicos diferentes que não existem em uma cozinha doméstica. Esse cenário não é restrito à casa da família Ferreira, pelo contrário, está presente na maioria dos lares brasileiros.</p>
<p>De acordo com a pesquisa do <a href="https://enani.nutricao.ufrj.br/enani-2019/">Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani)</a>, que avaliou o perfil alimentar de crianças de até seis anos em 123 municípios do Brasil entre 2019 e 2020, 80% das crianças abaixo de cinco anos consumiram ultraprocessados. O estudo ainda destaca que 25% das calorias ingeridas pelas crianças provêm exclusivamente desses produtos. Segundo o <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>, produzido pelo Ministério da Saúde em 2014, o consumo de ultraprocessados não é indicado. Aliás, o manual orienta a população a basear sua dieta em alimentos <i>in natura</i> e minimamente processados. </p>
<p>Se o Guia Alimentar é enfático ao desaconselhar esses produtos, a ciência explica o porquê. De acordo com a endocrinologista Maria Edna de Melo, chefe da Liga de Obesidade Infantil da USP, o perigo mora na combinação de formulações que tornam os ultraprocessados mais atrativos. “Para que um alimento seja muito agradável ao paladar, ele costuma ter uma combinação de açúcar, gordura e sal em proporções que atingem o chamado <i>bliss point</i>, o ponto da felicidade”, explica. Para ela, essa combinação faz com que alimentos como biscoitos, doces e salgadinhos estimulem o consumo repetitivo, o que aumenta a possibilidade de doenças futuras como diabetes, hipertensão, obesidade e até depressão.  </p>
<p>A endocrinologista alerta que os efeitos do consumo frequente de ultraprocessados podem aparecer ainda na infância. A partir de exames laboratoriais, já é possível observar alterações, como o aumento do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, resultado da maior ingestão de gorduras saturadas presente nesses produtos. “Quando a criança se acostuma com alimentos muito saborosos, ela passa a preferi-los e pode ter menos interesse por alimentos <i>in natura</i>, como frutas e preparações caseiras”, explica Maria Edna. Esse processo contribui para a formação de um padrão alimentar que favorece o consumo de ultraprocessados e reduz escolhas mais saudáveis.</p>
<p>O paladar e o bolso caminham juntos na hora das compras. O estudo “<a href="https://www.unicef.org/brazil/relatorios/alimentacao-na-primeira-infancia">Alimentação na Primeira Infância: conhecimentos, atitudes e práticas de beneficiários do Bolsa Família</a>”, realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infâncias (Unicef) durante a pandemia e publicado em 2021, revela que o sabor é o principal motor de consumo de ultraprocessados (46%), seguido do preço (24%) e da praticidade (17%). A geografia do consumo também impõe barreiras. Enquanto mais da metade das famílias vivem cercadas por lojas de conveniência e lanchonetes, apenas 15% têm acesso a hortas ou feiras próximas de casa. </p>
<p>Na visão da nutricionista Vanessa Ramos Kirsten, professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pesquisadora da área de políticas públicas de alimentação, a localização da residência é um fator determinante na dieta da população. “Dependendo do CEP [cidade, estado ou país] onde a pessoa mora, isso já influencia o tipo de alimentação que ela vai ter. Por isso, precisamos tomar cuidado para não responsabilizar algumas classes sociais pelas escolhas alimentares”, conscientiza. </p>
</p>

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<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Como_identificar_um_ultraprocessado-1024x782.jpg" alt="Infográfico vertical, colorido com fundo rosa intitulado “Como identificar um ultraprocessado?”. O material apresenta quatro sinais que ajudam a reconhecer esses tipos de comidas e bebidas. O primeiro é a presença de ingredientes “estranhos”. O segundo é a vida útil longa, característica de produtos que podem permanecer meses na prateleira sem estragar. O terceiro ponto é o marketing atraente, com embalagens coloridas e personagens infantis, frequentemente associados a alimentos ultraprocessados. O quarto é a rotulagem frontal, indicada por um selo em formato de lupa que alerta para alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada e sódio. Ao redor do texto aparecem ilustrações de alimentos industrializados. No canto inferior esquerdo há o desenho de um personagem com cabelo cacheado amarelo e olhos grandes observando a cena, enquanto no canto inferior direito aparece um exemplo de rótulo frontal com os alertas nutricionais." width="1024" height="782" /></p>
<h2><strong>As receitas do ontem e do hoje</strong></h2>
<p>Laura Margarete Ferreira é empregada doméstica e não teve a oportunidade de estudar quando criança por conta da distância da escola de sua casa. Nascida no município gaúcho de Dom Pedrito, ela concluiu o Ensino Médio de forma online já na fase adulta. “Quando eu estava na quarta série, meu pai me tirou do colégio, porque não tinha mais condições de me levar”, lembra. </p>
<p>Ao ser questionada sobre como era sua alimentação na infância, ela recorda com carinho. “Na minha infância, era tudo bem simples: pão, bolinho frito que a minha avó fazia. E, de doce, tinha doce de batata ou doce de abóbora”, conta. Todos os alimentos citados por Laura podem ser feitos em casa ao misturar ingredientes e seguir receitas.  </p>
<p>Ela ainda comenta que só foi experimentar refrigerante aos 17 anos, quando se mudou para Santa Maria. Com Vinícius, a experiência aconteceu bem mais cedo, ele experimentou a bebida antes de completar três anos de vida. Apesar disso, a mãe garante que tenta limitar o consumo no dia a dia. “Ele toma refrigerante. Eu tento não dar muito, mas às vezes não adianta. Quando ele vê os outros tomando e pede, eu acabo dando”, afirma. Mesmo com o acesso antecipado ao mundo dos refrigerantes, a alimentação da criança, nos primeiros seis meses de vida, foi constituída apenas por leite materno e fórmula – alimento que serve como substituição ou complemento ao leite materno. Laura afirma que o uso da fórmula foi necessário por ter pouco leite na sua segunda gestação. </p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Grupo_de_profissionais_de_saude_do_SUS_sorrindo-1024x768.jpeg" alt="Foto selfie, horizontal, colorida com um grupo de 13 profissionais de saúde sorrindo. A maioria veste uniformes azuis ou jalecos brancos com o logotipo do SUS e Ministério da Saúde, em um ambiente de clínica." width="1024" height="768" />
<figcaption>Projeto Amamentar reúne integrantes de diferentes áreas da saúde (Foto: Arquivo pessoal)</figcaption>
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<h3><strong>Os primeiros mil dias da alimentação infantil </strong></h3>
<p>O contato inicial das crianças com a alimentação acontece por meio do leite materno. Garantir uma alimentação adequada desde o começo da vida significa, antes de tudo, assegurar o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, como explica a nutricionista e pesquisadora Larissa Barz, participante do projeto de extensão Amamentar, da UFSM. “O leite materno é inigualável. A composição dele vai variando de acordo com o tempo, desde o colostro até o leite maduro, trazendo nutrientes específicos e fatores de proteção para o bebê”, elucida a cientista, que também supervisionou a elaboração do diário alimentar de Vinícius. </p>
<p>Durante a amamentação, todo alimento consumido pela mãe passa para a criança por meio do leite. Assim, o sabor se modifica ao longo do tempo, o que favorece a construção do paladar da criança. “Esse bebê que é amamentado, quando chega na introdução alimentar, já está acostumado com vários sabores. Por isso, muitas vezes, aceita melhor diferentes alimentos”, complementa Larissa. </p>
<p>Nesse contexto, a alimentação tem impacto direto no desenvolvimento da criança nos seus primeiros anos de vida. Segundo a professora Geovana Bolzan, do Departamento de Fonoaudiologia e coordenadora do Amamentar, os hábitos alimentares formados nesse período influenciam a saúde ao longo de toda a vida. “A criança que se alimenta adequadamente desde o início da vida, começando pela amamentação e depois com uma introdução alimentar equilibrada, tende a se desenvolver melhor e a construir escolhas alimentares mais saudáveis no futuro”, explica. </p>
<p>O projeto desenvolve um trabalho voltado à orientação sobre dieta adequada na primeira infância e também acompanha o desenvolvimento das funções orofaciais dos bebês, como a sucção e a deglutição. A sucção é o movimento utilizado pelo bebê para retirar o leite durante a amamentação, enquanto a deglutição corresponde ao ato de engolir, permitindo que o alimento siga da boca para o sistema digestivo. </p>
<p>A equipe multidisciplinar, formada por professores e estudantes de diferentes cursos da UFSM, atua na maternidade do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O grupo oferece apoio e informações às mães sobre o aleitamento materno logo após o nascimento do bebê. Além disso, o projeto também realiza acompanhamento nutricional das crianças durante a fase de introdução alimentar, que começa a partir dos seis meses de vida. </p>
<p>Com a finalidade de levar informação de qualidade às famílias, o grupo criou o livro <a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/36151"><i>“Raíssa, Colorindo o Prato”</i></a>. De forma lúdica, a obra auxilia pais e responsáveis a oferecer uma dieta mais saudável às criança e, também, alerta para a busca por tratamento em casos de dificuldades alimentares na infância.</p>
<p>Durante o acompanhamento nutricional, são frequentes os casos de menores de dois anos que já consomem ultraprocessados de forma regular. “Muitas vezes chegam ao ambulatório crianças cujos pais relatam que elas já bebem sucos de caixinha, por exemplo. Esses produtos são considerados ultraprocessados, embora a embalagem traga imagens de frutas, como uma laranja, o que pode levar as famílias a acreditar que se trata de uma opção saudável”, afirma Larissa.</p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/alerta-rotulagem-frontal-anvisa-alimentos-ultraprocessados-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em close de uma embalagem de suco industrializado de laranja com fundo branco. No centro há a ilustração de uma fatia de laranja estilizada com elementos gráficos coloridos. A embalagem traz mensagens promocionais como “fonte de vitamina A e zinco” e “contém 10% de fruta”, além da indicação de volume de 200 ml." width="1024" height="683" />
<figcaption>Rótulos de alimentos ultraprocessados destacam alertas nutricionais, como alto teor de açúcar e gordura saturada</figcaption>
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<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/selo-rotulagem-nutricional-alto-em-acucar-ultraprocessado-1024x683.jpg" alt="otografia horizontal, colorida, em close de uma embalagem de suco industrializado de laranja com fundo branco. No centro há a ilustração de uma fatia de laranja estilizada com elementos gráficos coloridos. A embalagem traz mensagens promocionais como “fonte de vitamina A e zinco” e “contém 10% de fruta”, além da indicação de volume de 200 ml." width="1024" height="683" />
<figcaption>Embalagem também trazem alegações de benefícios à saúde, estratégia que pode gerar confusão na interpretação das informações pelos consumidores.</figcaption>
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<h3><strong>Quando a publicidade invade o prato</strong> </h3>
<p>Quantas vezes você já foi ao supermercado e encontrou produtos que destacam no rótulo frases como “rico em vitaminas” ou “contém ferro”? Segundo a nutricionista e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais, Juliana de Paula Matos, que realizou um monitoramento de marketing para ultraprocessados, as chamadas alegações nutricionais presentes nas embalagens também funcionam como uma estratégia para confundir o consumidor. “Muitos produtos ultraprocessados se destacam no rótulo que são ricos em vitaminas ou minerais, como ferro ou cálcio. Para quem é da área da nutrição, fica claro que isso não torna o alimento saudável, mas para muitas famílias essa informação pode passar a impressão de que se trata de uma boa escolha”, explica.</p>
<p>De acordo com a profissional, essas mensagens podem ser consideradas uma forma de publicidade enganosa. “É incoerente que um produto que recebe alerta por ser alto em açúcar, por exemplo, também traga na embalagem uma mensagem sugerindo benefícios à saúde. Isso acaba confundindo pais e cuidadores que querem oferecer o melhor para as crianças”, afirma. </p>
<p>Durante o acompanhamento do diário alimentar de Vinícius, a reportagem observou uma mudança no consumo de bebidas. O refrigerante de cola foi substituído por um suco de laranja industrializado, também classificado como ultraprocessado. “Agora ele está tomando mais desses sucos que a gente compra no mercado”, conta Laura.</p>
<p>Para muitas famílias, identificar esse tipo de produto nem sempre é simples. O tamanho das letras, os termos técnicos e a poluição visual das embalagens dificultam a compreensão das informações nutricionais. Segundo <a href="https://idec.org.br/idec-na-imprensa/populacao-nao-entende-rotulos-diz-pesquisa">dados</a> do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), apenas 25,1% da população consegue compreender totalmente o que dizem os <a href="https://www.ufsm.br/2025/06/04/entenda-como-ler-rotulos-de-alimentos">rótulos dos alimentos</a>. “Para a gente que não tem estudo é bem difícil”, desabafa a mãe de Vinícius.</p>
<p>Conforme resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2022 alimentos com alto teor de açúcar adicionado, gorduras saturadas e sódio precisam estar destacadas com o selo de uma lupa na parte superior frontal das embalagens. Juliana  ressalta que outros países da América Latina já adotaram regras mais rígidas sobre esse tipo de comunicação. “Em lugares como Chile e Argentina, produtos que recebem alertas nutricionais não podem usar estratégias de marketing que surgiram como benefícios à saúde”, diz.</p>
<p>De acordo com Vanessa Ramos Kirsten, a indústria de alimentos utiliza diferentes estratégias para tornar os produtos ultraprocessados mais atrativos ao consumidor e, muitas vezes, dificultar a compreensão sobre sua composição. Uma dessas estratégias é a mudança de nomenclaturas e formulações. “Antigamente era comum encontrar refrigerantes identificados como ‘<i style="text-align: start">diet</i>’ ou ‘<i style="text-align: start">light</i>’, termos associados principalmente a pessoas com diabetes ou que buscavam emagrecer. Com o tempo, surgiram novas denominações, como ‘zero’, que têm uma linguagem mais ampla e acabam atraindo diferentes públicos”, explica. </p>
<p>Outra prática apontada pela pesquisadora é a alteração na composição dos produtos para reduzir o valor calórico sem necessariamente torná-los mais saudáveis. “Em alguns casos, parte do açúcar é retirada e substituída por adoçantes. Assim, o produto passa a ter menos calorias e pode até evitar determinados alertas na rotulagem frontal, mas isso não significa que se tornou um alimento saudável”, esclarece.</p>
<p>O avanço dos ultraprocessados também passou a ser tratado como um tema de saúde pública. O problema tem impactos diretos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Uma <a style="text-align: start" href="https://desiderata.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2025/05/Estudo-Econometrico-25.04.pdf">pesquisa</a> recente, realizada pelo Instituto Desiderata e desenvolvida em parceria com a Fiocruz, estimou que a obesidade infantojuvenil já gera um custo de cerca de R$ 225 milhões ao sistema, considerando despesas com internações, procedimentos e medicamentos. </p>
<p>A endocrinologista Maria Edna de Melo ressalta que os ultraprocessados estão mais disponíveis para as populações mais carentes, grupo que depende majoritariamente do SUS.  “Os custos associados a doenças já são elevados e tendem a crescer nos próximos anos. A conta acaba chegando para toda a sociedade”, afirma.  </p>
<p>É nesse contexto que Vinícius cresce. Apesar do pessimismo da comunidade científica diante das estimativas alarmantes, Laura segue tentando equilibrar a rotina com hábitos alimentares mais saudáveis. Recentemente, iniciou a construção de uma pequena horta nos fundos de casa. A expectativa, segundo a mãe, é recuperar as tradições alimentares que tinha acesso quando ela mesma era criança. “Agora a gente plantou feijão e mandioca”, conta ela na ânsia por gerar bons frutos a poucos metros de casa.</p>
<p style="font-weight: 400"><b><i>Texto:</i></b><i> João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</i></p>
<p style="font-weight: 400"><b><i>Artes gráficas:</i></b><i> Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p style="font-weight: 400"><b><i>Fotos:</i></b><i> Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p>
<p style="font-weight: 400"><b><i>Edição:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista</i></p>
<p><b><i>Orientação:</i></b><i> Viviane Borelli, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM</i></p>

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						<item>
				<title>UFSM lidera rede pioneira de monitoramento de CO₂ em lavouras e pastagens do Sul do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/27/ufsm-lidera-rede-pioneira-de-monitoramento-de-co%e2%82%82-em-lavouras-e-pastagens-do-sul-do-brasil</link>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 11:04:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisa utiliza torres de fluxo para monitorar gases de efeito estufa em sistemas agrícolas e aponta caminhos para a produção sustentável e a geração de créditos de carbono]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72209" align="alignright" width="647"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-19-at-09.00.23.jpeg"><img class=" wp-image-72209" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-19-at-09.00.23.jpeg" alt="" width="647" height="486" /></a> Rodrigo, Débora e Murilo monitoram dados no LABGEE (Foto: Ricardo Bonfanti)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Uma rede de medição de carbono instalada em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul está revelando, com precisão inédita, como diferentes sistemas de produção agropecuária interagem com o clima. Coordenado pela UFSM, por meio do Laboratório de Gases do Efeito Estufa (LABGEE), o projeto utiliza torres de fluxo, um equipamento semelhante à estação meteorológica, porém equipado com sensores mais precisos. Essas torres são consideradas o método mais avançado do mundo para medir continuamente a emissão e a absorção de gases de efeito estufa em lavouras e pastagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa coloca a UFSM entre as instituições protagonistas no Brasil e no mundo no monitoramento contínuo e em tempo real do balanço de CO₂ em sistemas agrícolas, o que é estratégico para compreender o papel da agropecuária nas mudanças climáticas. No Brasil, pesquisas desse tipo em sistemas agrícolas monitorados continuamente por torres de fluxo são raras, especialmente em culturas importantes para a economia regional, como soja, arroz irrigado e pecuária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">À frente desta iniciativa, os professores Débora Roberti, do Departamento de Física do CCNE, e Rodrigo Jacques, do Departamento de Solos do CCR, destacam a importância deste trabalho, que, ao mesmo tempo em que ressalta o papel do manejo adequado das áreas agrícolas e desmistifica a produção rural - quando bem feita - como vilã das mudanças climáticas, projeta novos mercados e fortalece a internacionalização da UFSM.</span></p>
<h3>Sensores medem CO₂ em tempo real</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Ao todo, nove torres de fluxo estão instaladas em diferentes sistemas produtivos do Sul do país, incluindo lavouras de soja, trigo, milho e arroz irrigado, além de pastagens naturais do bioma Pampa. Os equipamentos estão distribuídos em propriedades nos municípios gaúchos de Catuípe (duas unidades), Alegrete, Cachoeira do Sul (quatro unidades) e Santa Maria, além de uma área no Paraná. Os locais foram escolhidos por permitirem comparar manejos tradicionais ou melhorados das lavouras e pastagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As torres de fluxo são equipadas com sensores altamente sensíveis, capazes de registrar de forma contínua as absorções e emissões de gases do efeito estufa de uma área. Os instrumentos realizam 10 medições por segundo, identificando se, por exemplo, o dióxido de carbono (CO</span><span style="font-weight: 400">₂</span><span style="font-weight: 400">) está sendo liberado para a atmosfera ou absorvido pelas plantas - e, após, armazenado no solo. “A metodologia em si é única no mundo, só ela que faz isso. É a mais avançada e universalmente aceita”, explica Rodrigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além da medição dos gases, os equipamentos registram variáveis meteorológicas, como temperatura do ar e do solo, radiação solar e precipitação. Todos os dados são transmitidos automaticamente pela internet para o LABGEE, situado no prédio do INPE, onde são processados e analisados pelos pesquisadores e estudantes de pós-graduação de Física e Meteorologia, com apoio do meteorologista Murilo Lopes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com esse monitoramento contínuo, os cientistas conseguem calcular o chamado fluxo de carbono, que representa o saldo (balanço) entre o carbono retirado da atmosfera pelas plantas durante a fotossíntese e aquele liberado por processos naturais, como respiração das plantas, decomposição da matéria orgânica e atividade de organismos vivos. O acompanhamento permite identificar em tempo real, ao longo do dia, dos meses, das estações e dos anos, quando um sistema produtivo atua como emissor ou absorvedor de carbono.</span></p>
<h3>De meia em meia hora, por três anos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">“É preciso no mínimo 10 medidas por segundo da concentração do CO₂ e da velocidade vertical do vento na atmosfera. Com uma análise estatística destes dados se obtém o fluxo, e então é possível dizer, a cada meia hora, se um sistema emitiu ou absorveu”, explica Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como as medições são realizadas continuamente, a cada meia hora, os pesquisadores conseguem acompanhar ao longo do ano o comportamento das emissões e absorções em cada área monitorada. Com um ano completo de dados, já é possível calcular o balanço anual de carbono de um sistema agrícola, pecuário ou natural e identificar práticas que aumentam a absorção ou as emissões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, para garantir resultados mais robustos, o monitoramento precisa se estender por períodos maiores, já que as condições climáticas variam de um ano para outro - no caso, três anos é o período mínimo determinado pelos pesquisadores para captar melhor estas variações. “Esse é o destaque desta técnica, que está na vanguarda das metodologias de medida de gás do efeito estufa na atmosfera”, salienta Débora.  </span></p>
[caption id="attachment_72258" align="alignleft" width="396"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/torre-na-soja-Catuipe-1-e1774435490195.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-72258 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/torre-na-soja-Catuipe-1-e1774435490195.jpeg" alt="" width="396" height="582" /></a> Uma das nove torres instaladas pela UFSM (Foto: Divulgação)[/caption]
<h3>Pioneirismo e investimentos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Débora destaca o pioneirismo do Laboratório de Gases de Efeito Estufa (LABGEE), que acumula mais de 30 anos de experiência em monitoramento com torres de fluxo, com atualização constante das tecnologias utilizadas. “Nosso grupo, nos anos 1990, já participava de projetos na Amazônia. Mais tarde começamos a usar nos sistemas de manejo do Rio Grande do Sul, e começamos a monitorar mais continuamente a partir de 2010”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O conjunto dos equipamentos utilizados no projeto representa um investimento de cerca de R$ 5 milhões, obtido pelo LABGEE ao longo dos anos por meio de projetos financiados por diferentes agências. </span></p>
<h3>Trabalho interdisciplinar</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A interdisciplinaridade é essencial para o êxito do projeto. Pesquisadores da Física, da Agronomia, da Meteorologia, trabalhando juntos, contribuem para o melhor entendimento dos resultados, que são utilizados por diversos grupos na UFSM, incluindo a área de sensoriamento remoto, e também de outras universidades. "É um trabalho bem amplo, e os resultados são compartilhados", destaca Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Rodrigo exemplifica que, enquanto para as Ciências Rurais a ênfase maior é no armazenamento do carbono no solo, a Física se interessa pela contribuição dos gases para o aquecimento global, e a Economia estuda a venda e remuneração de créditos de carbono. "A fixação e emissão de carbono é um assunto que permeia vários grupos de pesquisa na UFSM, com diferentes óticas, e todos estão, de certo modo, dependentes de uma metodologia de quantificação, de como saber se um sistema produtivo, seja industrial ou agropecuário, está emitindo ou absorvendo. Aí é que entra esta metodologia, que é uma maneira mais moderna de quantificar", ressalta.</span></p>
<h3>Protagonismo e reconhecimento internacional</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O trabalho motiva tanto os produtores rurais envolvidos, que, com o manejo correto, visualizam no futuro monetizar créditos de carbono, quanto alunos de cursos como Física, Meteorologia, Agronomia e Engenharia Ambiental, que participam ativamente dos estudos e, mensalmente, visitam as propriedades nas quais as torres estão instaladas, sob a coordenação do meteorologista Murilo. "Nosso protagonismo é também na formação de recursos humanos para trabalhar com essa metodologia, que não é simples", destaca Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A referência da UFSM na área não é de hoje. "Somos pioneiros no Brasil para este monitoramento contínuo ao longo dos anos, com torres de fluxo. O grupo que tem o maior protagonismo é o nosso. Inclusive, por 20 anos, fizemos em Santa Maria o Congresso Brasileiro de Micrometeorologia, evento bianual que recebia a comunidade nacional e internacional", lembra Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O reconhecimento internacional só cresce. Atualmente, os dados obtidos pelas torres de monitoramento estão entrando em um banco de dados mundial, sendo utilizados por grupos de pesquisa de inúmeros países. "Somos um grupo muito internacionalizado, com inúmeras parcerias. Também recebemos muitos pesquisadores estrangeiros e enviamos alunos de doutorado e pós-doutorado para países como Portugal e Estados Unidos", acrescenta a pesquisadora.</span></p>
[caption id="attachment_72210" align="alignright" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/prof-Debora-e-Rodrigo-apresentando-os-resultados-para-os-produtores-estancia-do-Chale.jpeg"><img class=" wp-image-72210" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/prof-Debora-e-Rodrigo-apresentando-os-resultados-para-os-produtores-estancia-do-Chale.jpeg" alt="" width="566" height="425" /></a> Dados são apresentados aos produtores participantes (Foto: Divulgação)[/caption]
<h3>Importância ambiental e potencial econômico</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A agricultura é frequentemente apontada como uma das fontes de emissão de gases de efeito estufa, mas os estudos conduzidos pela UFSM mostram que sistemas produtivos bem manejados, como é o caso dos que estão sendo monitorados, também podem remover carbono da atmosfera, contribuindo para reduzir o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As medições feitas pelas torres de fluxo permitem identificar quais práticas agrícolas aumentam essa capacidade de captura, como o uso de plantas de cobertura, rotação de culturas, integração lavoura-pecuária e manejo adequado das pastagens. “Quanto mais planta tiver no solo, sem intervalos, maior é a absorção, porque o que absorve o CO</span><span style="font-weight: 400">₂</span><span style="font-weight: 400"> da atmosfera e coloca no solo são as plantas, por meio da fotossíntese. Sistemas sem pousios são os que mais absorvem”, destaca Rodrigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de contribuir para reduzir o aquecimento global, essas práticas podem melhorar a fertilidade do solo e abrir oportunidades para geração de créditos de carbono na agropecuária, que podem ser comercializados com empresas interessadas em compensar suas emissões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Estimativas indicam que, se metade das áreas de pastagens naturais do Pampa fosse utilizada para geração de créditos de carbono, seria possível produzir cerca de 3,3 milhões de créditos por ano. Considerando um valor médio de US$ 10 por crédito, o potencial de receita chegaria a US$ 33 milhões anuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, práticas que aumentam a captura de carbono — como rotação de culturas, plantas de cobertura e manejo adequado do solo — tendem a melhorar a fertilidade e a estrutura do solo, contribuindo também para maior produtividade agrícola.</span></p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/este.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-72276 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/este-1024x575.jpeg" alt="" width="1024" height="575" /></a></p>
<p> </p>
<h3>O que mostra o monitoramento</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados das pesquisas conduzidas pela UFSM têm indicado que práticas agrícolas adequadas podem transformar lavouras e pastagens em aliadas importantes no combate às mudanças climáticas, ao ampliar a captura de carbono e reduzir emissões de gases de efeito estufa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No arroz irrigado, a introdução de pastagens de inverno nas lavouras reduziu as emissões de CO₂ em 20% e de metano em 60%. As lavouras que cultivam soja e trigo, muito comuns na região, podem absorver até três vezes mais CO₂ por hectare se intercaladas por plantas de cobertura. A produção de bovinos em pastagens do Pampa pode absorver CO₂ pelo correto manejo da pastagem, compensando as emissões de metano pelo gado, aliando a produção de uma carne de qualidade com absorção de gases do efeito estufa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já a lavoura de trigo, segundo Rodrigo, é uma grande absorvedora de CO₂, mas deixá-la parada, sem cultivo, a torna uma emissora de CO₂. De maneira geral, conforme ele, as lavouras do RS têm potencial de serem absorvedoras de CO₂ e poderiam ser utilizadas para venda de créditos de carbono.  </span></p>
<h3>Próximos passos: novas culturas e créditos de carbono</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os estudos conduzidos pela UFSM seguem em andamento e buscam ampliar o conhecimento sobre como diferentes práticas agrícolas influenciam o balanço de gases de efeito estufa nos sistemas produtivos do Sul do Brasil. Os pesquisadores esperam que os dados obtidos possam orientar estratégias de produção mais sustentáveis, apoiar políticas públicas e fortalecer o papel da agropecuária na mitigação das mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Assim que cada um dos sistemas produtivos que estão sendo monitorados atualmente completar três anos de dados gerados, outras culturas poderão ser contempladas, como a integração entre lavoura e pecuária e a fruticultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro passo futuro, assim que houver dados de três anos em cada sistema, é trabalhar em projeto piloto de crédito de carbono. "Como esse trabalho não é em nível de pequenos experimentos, mas sim em nível de fazenda, esses dados que estamos gerando podem servir como uma linha de base para saber se os agricultores estão absorvendo ou emitindo, sendo possível, então, entrar no mercado de crédito de carbono", afirma Débora.</span></p>
<p><em>Texto: Ricardo Bonfanti</em><br /><em>Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>CCSH promove mais uma edição do “Study Summit”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/26/ccsh-promove-mais-uma-edicao-do-study-summit</link>
				<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 10:38:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
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		<category><![CDATA[study summit]]></category>

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						<description><![CDATA[No hall do prédio 74C, universitários exploram novas oportunidades até esta quinta (26)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72266" align="alignright" width="659"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0227-1.jpg"><img class=" wp-image-72266" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0227-1.jpg" alt="" width="659" height="435" /></a> Universitários descobrem novas oportunidades no hall do prédio 74C[/caption]
<p>O Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) realizou, nesta quarta-feira (25), o primeiro dia do “CCSH Study Summit”. No hall do prédio 74C, o evento, em sua terceira edição, reúne projetos de extensão, grupos de pesquisa, empresas juniores e outras iniciativas acadêmicas da universidade.</p>
<p>“O evento amplia um pouco a visão dos nossos estudantes de sair daqueles projetos e cursos que eles já conhecem, e buscar coisas novas”, afirma a chefe da Subdivisão de Comunicação do CCSH, Carolina Schneider Bender. Segundo ela, a proposta é para aproximar os universitários de iniciativas em diversas áreas, possibilitando o diálogo sobre experiências e a troca de informações com as equipes.</p>
<p>Embora idealizado por universitários e servidores do Centro, o evento não se limita apenas a iniciativas das Ciências Sociais e Humanas. “A gente quer ações que criem oportunidades para os nossos alunos, então projetos de outros centros também são super bem-vindos”, revela Bender. Nesse sentido, a programação também traz novidades nesta edição, como o <em>showcase</em> de Produtos Técnicos e Tecnológicos (PTT), que apresenta soluções desenvolvidas nos programas de pós-graduação, e o <em>meetup</em> de projetos voltados a temáticas envolvendo mulheres, criando um espaço de diálogo em referência ao Dia Internacional da Mulher.</p>
[caption id="attachment_72267" align="alignleft" width="548"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0152-1.jpg"><img class=" wp-image-72267" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0152-1.jpg" alt="" width="548" height="355" /></a> Cauê Santos explica para os universitários o que é o "Paralelo 33"[/caption]
<h3>Quem faz acontecer</h3>
<p>Entre as 29 iniciativas que integram o evento, o "Paralelo 33", na sua terceira participação, apresenta ao público a proposta que orienta suas atividades. Voltado ao estudo do Sul Global, o grupo se baseia em uma perspectiva teórica que aborda vivências sociais, culturais, políticas e econômicas da América Latina, África e Ásia.</p>
<p>“É importante tanto para expor o que a gente faz, quanto para conhecer outras ideias e pessoas”, afirma Cauê Santos, vice-presidente do projeto e estudante de Relações Internacionais, destacando o evento como um espaço de troca e conexão. “O atrativo do Paralelo é para quem quer aprender a ter uma visão crítica”, completa o estudante, ressaltando um dos princípios centrais do projeto.</p>
<p>Vinculada ao curso de Administração, a empresa júnior "Objetiva Jr." tem 32 anos de experiência na vivência empresarial, com foco na atuação prática junto a clientes reais. “Poder ter contato com os estudantes, especialmente os que estão começando, é muito positivo, porque muitos ainda estão confusos sobre o que podem fazer na universidade, e o evento oferece uma visão mais prática dos projetos de extensão”, ressalta Gabriel Mello, presidente executivo da empresa júnior e estudante de Administração. Para ele, o Study Summit amplia o contato com os estudantes, contribui para atrair novos integrantes e fortalece o <em>networking</em> entre as iniciativas. O projeto também se destaca pela diversidade, com a participação de membros de diferentes cursos.</p>
<p>Com uma proposta voltada à promoção do direito à literatura no sistema prisional, o projeto “Livros que Livram” destaca seu caráter humanitário ao participar do evento. A iniciativa busca levar leitura a pessoas privadas de liberdade, contribuindo para a remição de pena e, principalmente, para a dignidade humana. “A literatura pode trazer um respiro, uma fuga e, especialmente, uma transformação na vida do apenado”, aponta Otávio Maziero, membro do projeto e estudante de Direito. Ele também evidenciou o impacto social do projeto, tanto para a comunidade que circula no evento quanto para a formação acadêmica dos integrantes.</p>
<h3>Estudantes descobrem novas oportunidades</h3>
[caption id="attachment_72268" align="alignright" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0128.jpg"><img class=" wp-image-72268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0128.jpg" alt="" width="566" height="377" /></a> Ao todo, 29 projetos de extensão, grupos de pesquisa, empresas juniores e outras<br />iniciativas acadêmicas estiveram presentes no primeiro dia do evento[/caption]
<p>A percepção dos estudantes que visitaram o evento reforça a proposta de aproximação com o público. Para a caloura de Jornalismo Giulya Araujo, o "Study Summit" contribui para ampliar o conhecimento sobre os projetos. “Descobri um podcast de Relações Internacionais que eu não conhecia. Foi bem legal porque consegui bater um papo com o pessoal do projeto ", revela.</p>
<p>Ao circular pelos estandes do evento, a estudante Julia Portella, do curso de Ciências Contábeis, destacou a facilidade ao acesso das informações no contato direto com os projetos. “Hoje em dia, a comunicação normalmente é pelo Instagram. O pessoal divulga edital, divulga projeto e fica difícil achar cada um. Vindo aqui, conversando com quem está participando desses projetos, a gente já consegue saber na hora sobre o que se trata”, comentou. Assim, o evento se consolida como um espaço de descoberta, troca e conexão dentro da universidade.</p>
[caption id="attachment_72269" align="alignleft" width="482"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0119.jpg"><img class=" wp-image-72269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0119.jpg" alt="" width="482" height="321" /></a> Atividades ocorrem até quinta-feira (26)[/caption]
<h3>Programação continua nesta quinta-feira (26)</h3>
<p>Estará presente no <em>meetup</em> de projetos nesta quinta-feira (26) o grupo GIDH (Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos), que se destaca pela promoção de debates sobre igualdade de gênero, raça e classe dentro e fora da universidade.</p>
<p>Para a coordenadora, Mariana Selister Gomes, o "Study Summit" representa um espaço de visibilidade e articulação para o projeto. “É um espaço importante para conhecimento e troca, onde também novos integrantes possam vir a participar do GIDH, assim como de outros projetos que vão estar sendo apresentados, debatidos e conversados”, afirmou. Além das atividades de extensão, o grupo também apresenta a cartilha “Berta Lutz: Direitos Humanos e Direitos das Mulheres”, que será levada às escolas.</p>
<p>O "CCSH Study Summit" segue nesta quinta-feira (26), das 9h às 17h, com mais um dia de oportunidades para troca de experiências e aprendizados para os universitários. Confira a lista completa de projetos e mais informações no Instagram oficial do CCSH (<a href="https://www.instagram.com/ccsh.ufsm?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw%3D%3D" target="_blank" rel="noopener">@ccsh.ufsm</a>).</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabriele Mendes, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Redes de conexões”: novos redários da UFSM fortalecem o convívio entre a comunidade acadêmica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/24/redes-de-conexoes-como-os-novos-redarios-da-ufsm-pretendem-fortalecer-o-convivio-entre-a-comunidade-academica</link>
				<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 11:33:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[campus cachoeira do sul]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[redários]]></category>
		<category><![CDATA[Satie]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm conecta saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Idealizados por professora da Arquitetura e Urbanismo, os espaços de descanso estão sendo instalados em áreas de grande circulação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72274" align="alignright" width="547"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-26-at-16.49.40.jpeg"><img class=" wp-image-72274" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-26-at-16.49.40-768x1024.jpeg" alt="Pintado de amarero, este redário é uma estrutura, quase à altura do solo, formado por cinco triângulos unidos entre si, dentro dos quais foram encaixadas redes (semelhantes às de goleiras de futebol). O redário localiza-se perto do viaduto do campus sede da UFSM, sobre um gramado e ao lado de arbustos." width="547" height="730" /></a> Um dos redários localiza-se perto do viaduto do campus sede[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Se você frequenta o Restaurante Universitário, provavelmente já se deitou ou viu o redário instalado na frente. Mas sabia que mais seis redários serão inaugurados na UFSM? Localizados próximos ao Planetário, na quadra de areia da Casa do Estudante (CEU), no lago da Reitoria, do lado da ponte seca, na Biblioteca Central e ao lado do RU II, os mobiliários urbanos estão próximos da etapa final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto, que visa promover um local de descanso e interação entre as aulas, foi idealizado pela professora do curso de Arquitetura e Urbanismo Michelle Morais, e posto em prática pelo projeto UFSM Conecta Saúde Mental. O mobiliário urbano foi criado em 2019 pela professora, juntamente com seus alunos no Campus de Cachoeira do Sul, mas sua concretização só foi possível no ano passado, com o primeiro redário sendo inaugurado no Campus Sede, em frente ao RU I. Devido ao sucesso do primeiro protótipo, mais três foram instalados nos campi de Cachoeira do Sul, Palmeira das Missões e Frederico Westphalen, no fim do ano passado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto Conecta, que é formado por representantes das pró-reitorias de Assuntos Estudantis (PRAE), Gestão de Pessoas (PROGEP) e Graduação (PROGRAD), tem como objetivo fomentar e potencializar ações relacionadas à saúde mental, já existentes na Universidade. O Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE) da PRAE tomou conhecimento do projeto dos redários e entrou em contato com o Conecta para tirar sua idealização do papel. “No intervalo entre uma aula e outra, a gente precisa desses momentos de pausa. Então, nós entendemos como sendo extremamente importante a Universidade ter espaços de convivência”, comenta Priscila Marques, coordenadora do Conecta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Michele explica que a ideia do mobiliário surgiu desse mesmo desejo de intensificar a interação entre grupos, mas também para possibilitar momentos de descanso e lazer individual. “Foi pensando muito, também, no sentido de instigar a pausa, o descanso. Esse tempo, digamos assim, é necessário na rotina do dia a dia de estudo e trabalho dentro da Universidade”, expôs a professora, ao destacar a escolha por lugares de maior trânsito de estudantes entre aulas e com sombras amplas para a instalação dos redários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os seis redários estão na fase final, e devem estar prontos para uso ainda na primeira semana de abril, contando também com placas para orientações e cuidados para a preservação do mobiliário.</span></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":72248,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9935.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9935-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72248" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Redários em instalação nas proximidades da ponte seca...</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9961.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9961-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72249" /></a><figcaption class="wp-element-caption">... e do lago ao lado do prédio da Reitoria</figcaption></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Nadine Guarize, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias</span></i><br /><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</span></i><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mutirão no HUSM amplia atendimentos e reforça cuidado com a saúde da mulher</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/23/mutirao-no-husm-amplia-atendimentos-e-reforca-cuidado-com-a-saude-da-mulher</link>
				<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 15:22:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72236</guid>
						<description><![CDATA[Realizado no último sábado (21), a ação da Rede Ebserh contabilizou cerca de 400 atendimentos em Santa Maria, com foco em exames, cirurgias e acesso a método contraceptivo pelo SUS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72237" align="alignright" width="600"]<img class="wp-image-72237 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0291-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal com uma placa sinalizadora escrito ‘sala de espera’ localizada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)" width="600" height="400" /> Em Santa Maria foram realizados 408 atendimentos[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) realizou, no último sábado (21), o Dia E da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). A quarta edição do mutirão nacional de atendimentos ocorreu de forma simultânea em 45 hospitais universitários federais em todo o país, e contabilizou cerca de 45 mil procedimentos, entre cirurgias, consultas e exames especializados. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram ofertados aproximadamente 36,5 mil exames e terapias, 7,3 mil consultas especializadas e 1,2 mil cirurgias eletivas realizadas em pacientes que aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em Santa Maria, aconteceram 408 atendimentos ao longo do dia, contemplando diversas especialidades médicas. Neste ano, parte significativa da programação teve foco na saúde da mulher, com ações voltadas à ginecologia, mastologia, planejamento reprodutivo e aleitamento materno. Entre os atendimentos, 30 cirurgias foram realizadas, com destaque para as ginecológicas e de mama. Na área de diagnóstico, o mutirão também contou com mais de 170 exames especializados e terapias, como mamografias e ultrassonografias, ampliando o acesso a serviços essenciais e fortalecendo o cuidado com a saúde das mulheres.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Pacientes são atendidos no mutirão </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Cidadãos de diferentes faixas etárias participaram do mutirão em busca de atendimentos aguardados há meses. A paciente Francisca Martins Vieira, de 72 anos, natural de Santa Maria, conseguiu antecipar uma ultrassonografia que estava inicialmente prevista para maio. “Eu fiquei contente porque vou ter uma consulta e não ia conseguir fazer o exame antes. Agora vou realizar a tempo”, afirma. Para ela, iniciativas como essa fazem diferença no acesso à saúde pública. “Eu gostei porque estão antecipando para quem está mais necessitado. Então, eu achei uma boa ação e precisa continuar assim para ficar cada vez melhor”, destaca. </span></p>
[caption id="attachment_72238" align="alignright" width="599"]<img class="wp-image-72238 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0322-1024x680.jpg" alt="Foto colorida na horizontal onde mostra a paciente Marisa Schwertner esperando para ser atendida na sala de espera do HUSM" width="599" height="398" /> Paciente Marisa Schwertner na sala de espera do HUSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Além da antecipação de exames, o mutirão também possibilitou o acesso mais rápido a procedimentos cirúrgicos. A paciente Marisa Schwertner, de 70 anos, relata que convivia com artrite reumatoide nos dois punhos, doença inflamatória crônica em que o sistema imunológico ataca o tecido que reveste a articulação. Essa condição vinha causando dores intensas e limitações no dia a dia. Encaminhada para a realização do procedimento, ela aguardava o atendimento para dar continuidade ao tratamento. “Eu tenho muita dor, não consigo dormir de noite e tomo muito medicamento. Isso acaba prejudicando outras coisas também”, conta. Segundo ela, o encaminhamento para a cirurgia ocorreu de forma ágil. “Dessa vez foi muito rápido. Eu fui ao posto de saúde e 20 dias depois já me chamaram aqui”, afirma. Para Marisa, a realização do procedimento representa alívio e melhora na qualidade de vida. “É maravilhoso poder fazer uma coisa dessas, porque é uma cirurgia que sai caro. E pelo HUSM, pra mim, é tudo”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O mutirão também possibilitou o acesso de 25 unidades do método contraceptivo ‘Implanon’. Disponibilizado pelo SUS, o dispositivo permite ampliar o acesso das pacientes a alternativas de planejamento reprodutivo. A jovem Jaqueline, de 21 anos, moradora de São Francisco de Assis, foi até o hospital para a colocação do método. “É algo bom, porque é um método seguro, principalmente para quem já tem filhos. Então, é bom conseguir pelo SUS”, destaca. Conhecido como “chip anticoncepcional”, o Implanon consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço. O dispositivo libera continuamente o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos com alta eficácia. Além disso, é um método reversível e não contém estrogênio.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Profissionais destacam a importância do planejamento reprodutivo</span></h3>
[caption id="attachment_72239" align="alignleft" width="440"]<img class="wp-image-72239" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-09-3-857x1024.jpg" alt="Foto colorida na vertical exibindo Izabel Cristina Hoffman, a esquerda, e Camila Jacques, a direita. As duas estão localizadas no setor de ginecologia do HUSM para realizar a aplicação do Implanon nas pacientes. " width="440" height="526" /> A enfermeira Izabel Cristina Hoffman, junto a ginecologista Camila Jacques, no setor de ginecologia do HUSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A oferta de métodos contraceptivos de longa duração durante o mutirão também mobilizou profissionais da área da ginecologia e enfermagem, responsáveis pela inserção dos implantes e organização dos atendimentos. A ginecologista Camila Jacques e a enfermeira Izabel Cristina Hoffman atuaram auxiliando os residentes na ação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Camila, a iniciativa amplia o acesso das mulheres a diferentes opções de contracepção. “Eu acho que é preciso ter a opção de escolha. Então, quanto mais métodos disponíveis, melhor vai ser a escolha dessas pacientes. Por optar pelo que é melhor para elas no planejamento familiar e não ficarem restritas a algumas opções, pois quanto mais opções a gente tem, em termos de SUS, melhor para essa mulher”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Izabel também destaca o impacto da ação na autonomia feminina. “Conseguir fazer o planejamento reprodutivo é uma forma de empoderamento feminino também, pois a mulher pode decidir gestar ou não”, ressalta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de ampliar o acesso, o Implanon surge como uma alternativa importante para mulheres que não se adaptam a outros métodos contraceptivos. “Muitas vezes a paciente não atende aos critérios de outros métodos já são disponíveis. O Implanon, que é um método de longa duração, serve para as pacientes que não querem ter filhos agora, estando protegidas por mais tempo”, explica Camila. A médica também destaca que o método pode ser indicado em casos específicos. “Às vezes elas têm contraindicação ao uso do DIU ou outros contraceptivos, e daí entra um método também de longa duração com o uso de progesterona, que traz inúmeras vantagens”, completa. Por ser livre de estrogênio, reduz riscos cardiovasculares, como trombose, além de evitar efeitos colaterais associados a contraceptivos combinados, como melasma e diminuição da libido.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Futuras edições do mutirão</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o chefe do setor de contratualização e regulação do HUSM, Helder Ferreira de Souza, o “Dia E” permite ampliar o funcionamento do hospital para além da rotina habitual, possibilitando o atendimento de pacientes de Santa Maria e região que, em um dia comum, não estariam sendo contemplados. “Hoje seria um dia que o hospital não estaria funcionando plenamente. Então é um dia que ampliamos o funcionamento desses serviços, tanto na parte de consultas, exames e cirurgias.”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com Souza, a ação também contribui para agilizar o andamento das listas de espera, ao antecipar atendimentos que ocorreriam apenas nas semanas seguintes. “Com a abertura desses horários, conseguimos adiantar atendimentos e também beneficiar outros pacientes que serão chamados na sequência”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> A iniciativa deve ter continuidade ao longo do ano, com a previsão de pelo menos mais duas edições do “Dia E”, programadas para os meses de maio e novembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mais informações sobre essa edição do mutirão e as próximas ações podem ser acompanhadas pelos canais oficiais do hospital, como o Instagram (</span><a href="https://www.instagram.com/husmufsm?igsh=MTA4YzA0YnlmcDcx"><span style="font-weight: 400">@husmufsm</span></a><span style="font-weight: 400">) e o </span><a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm"><span style="font-weight: 400">site institucional do HUSM</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<p><em><b>Texto</b><span style="font-weight: 400">: Giovanna Felkl, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span><b>Fotos</b><span style="font-weight: 400">: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /><strong>Edição:</strong> Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Fazenda dentro da universidade”: 7° Dia de Campo do Advanced Farm 360º aproxima UFSM, produtores e tecnologias do agro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/23/fazenda-dentro-da-universidade-7-dia-de-campo-do-advanced-farm-360o-aproxima-ufsm-produtores-e-tecnologias-do-agro</link>
				<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 11:15:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[advanced farm 360]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dia de campo]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[técnico em agropecuária]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72223</guid>
						<description><![CDATA[Evento realizado na área agrícola do Colégio Politécnico apresentou pesquisas aplicadas e abriu as portas da UFSM para a comunidade conhecer, na prática, o que é produzido no setor]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72225" align="alignright" width="629"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0015.jpg"><img class=" wp-image-72225" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0015.jpg" alt="" width="629" height="419" /></a> Palestra de abertura teve como tema “Agricultura regenerativa na visão do produtor e da academia”[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O 7º Dia de Campo Advanced Farm 360º reuniu estudantes, pesquisadores, produtores rurais e comunidade na tarde de sexta-feira (20), na área agrícola do Colégio Politécnico da UFSM. Com programação voltada à apresentação de pesquisas e tecnologias para o agronegócio, o evento buscou aproximar a universidade da sociedade e difundir soluções aplicadas ao campo por meio de atividades práticas e estações temáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A programação iniciou com a abertura oficial e um painel sobre agricultura regenerativa como ferramenta de sustentabilidade nos sistemas de produção. Ao longo da tarde, os participantes foram divididos em grupos para percorrer as estações técnicas, com momentos de explicação e espaço para perguntas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo a professora e colaboradora do projeto Jaqueline Sgarbosa, o dia de campo é pensado como uma estratégia de conexão direta com a sociedade. “É uma atividade desenvolvida com a finalidade de demonstrar para a comunidade o que estamos desenvolvendo de pesquisas, muitas delas em parceria com empresas, que atendem demandas reais dos produtores”, explica.</span></p>
[caption id="attachment_72226" align="alignleft" width="307"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0084-scaled.jpg"><img class="wp-image-72226" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0084-scaled.jpg" alt="" width="307" height="460" /></a> Professora Jaqueline Sgarbosa é uma das colaboradoras do projeto[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Ela destaca que o próprio conceito do projeto está ligado a essa integração. A proposta “360º” representa justamente o fechamento de um ciclo, conectando universidade, empresas e sociedade na construção de soluções para o setor agrícola. “Não basta desenvolver pesquisas, é preciso que elas sejam aplicadas e gerem recomendações mais assertivas para o produtor”, complementa. </span></p>
<h3>Tecnologias apresentadas no campo</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Durante o roteiro técnico, os participantes passaram por cinco estações temáticas, que contemplaram diferentes áreas da produção agrícola:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Produção de arroz irrigado e manejo sustentável de áreas de várzea;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Tecnologias para a cultura da soja;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Tecnologias para a cultura do milho;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Agricultura digital e de precisão;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Inovações tecnológicas para o setor agropecuário.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">A dinâmica permitiu que os grupos permanecessem em cada estação por cerca de 25 a 30 minutos, promovendo interação direta com os apresentadores e troca de experiências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com a professora Magda Aita Monego, diretora do Departamento de Pesquisa e Extensão do Colégio Politécnico, o evento cumpre um papel fundamental ao difundir as tecnologias desenvolvidas na instituição para a comunidade. “A agricultura regenerativa conecta ciência, prática e visão de futuro no agro”, afirmou, durante a abertura.</span></p>
<h3>Formação prática e integração com o mercado</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Além da difusão de tecnologias, o dia de campo também se consolida como espaço de formação prática para os estudantes. Mais de 40 alunos dos cursos de Agronomia e técnicos de Agropecuária e Agricultura de Precisão participaram da organização da atividade, vivenciando desde o planejamento até a execução do evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Jaqueline Sgarbosa, esse é um dos pilares do projeto. A iniciativa funciona como uma “fazenda dentro da universidade”, permitindo que os estudantes tenham contato direto com práticas reais do campo. “Um dos nossos principais lemas é ensinar na prática, permitindo que os alunos coloquem em ação aquilo que aprendem em sala de aula”, afirma.</span></p>
[caption id="attachment_72227" align="alignright" width="306"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0167-scaled.jpg"><img class=" wp-image-72227" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0167-scaled.jpg" alt="" width="306" height="459" /></a> Gabriela Câmpara e mais de 40 estudantes participaram da organização[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A relação com o setor produtivo também é um diferencial. Atualmente, o projeto conta com mais de 30 empresas parceiras, envolvendo áreas como sementes, fertilizantes, máquinas, tecnologias agrícolas e bioinsumos. Essa articulação, segundo a coordenadora, é fundamental para aproximar a universidade das demandas reais do campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A acadêmica de Agronomia Gabriela Câmpara, que atuou na organização, destaca justamente esse papel integrador. “O dia de campo faz essa conversa entre produtores, alunos e empresas. Todo mundo troca informação”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A experiência também impacta quem participa como visitante. A estudante do curso técnico em Agropecuária Gabriela Rodrigo Renzoni ressalta o aprendizado adquirido. “É muito proveitoso. São experiências novas e coisas que a gente pode usar no dia a dia e futuramente aplicar nas propriedades ou nas cooperativas”, afirma.</span></p>
<h3>Troca de experiências e impacto na formação</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A experiência também mobiliza egressos da instituição. Formada neste ano, Ana Lívia dos Santos Ribeiro retornou ao Colégio Politécnico para acompanhar a atividade. “É gratificante poder prestigiar os colegas e ver o esforço deles. Eu sei o quão importante é o desenvolvimento desse evento”, diz. Ela ainda reforça que a integração entre as áreas é um diferencial: “Sem a agricultura, a pecuária não sobrevive. É uma via de mão dupla”.</span></p>
[caption id="attachment_72228" align="alignleft" width="306"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0127-scaled.jpg"><img class=" wp-image-72228" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0127-scaled.jpg" alt="" width="306" height="459" /></a> Acadêmico Marcos Dahmer participou como apresentador pela primeira vez[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Entre as apresentações, os próprios estudantes tiveram espaço para divulgar pesquisas. O acadêmico Marcos Rubens Dahmer, do terceiro semestre de Agricultura, participou como apresentador pela primeira vez, com um estudo sobre produtividade de arroz irrigado com uso de bioinsumos. O interesse pelo projeto surgiu após visitar a edição anterior do evento. “Quando participei no ano passado, percebi as possibilidades aqui dentro. Gostei e vi que era a área de campo que eu queria, então consegui me inserir no projeto”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a reitora da UFSM, Martha Adaime, também presente na abertura do 7º Dia de Campo Advanced Farm 360º, iniciativas como essa reforçam a qualidade da formação oferecida pela instituição. “Mais eficiente do que o número de estudantes é a qualidade dos estudantes. E aqui vemos a preocupação com ensino, pesquisa, extensão e inovação”, destacou.</span></p>
<h3>Evento estratégico para o setor agrícola</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os dias de campo são realizados em momentos estratégicos do calendário agrícola – uma vez no verão e outra no inverno. Segundo Sgarbosa, a escolha do período está relacionada ao ciclo das culturas, permitindo que os participantes visualizem, na prática, os resultados das tecnologias aplicadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“É nesse momento que conseguimos observar se aquilo que foi desenvolvido apresenta resultado ou não. O produtor quer ver o que está sendo feito, quer visualizar”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade sempre é aberta a diferentes públicos, incluindo estudantes, produtores, empresas e comunidade em geral. Nesta edição, houve maior adesão de participantes em relação aos anos anteriores: cerca de 500 participantes, reforçando o interesse crescente pelas discussões envolvendo inovação e sustentabilidade no agronegócio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Realizado em uma tarde de altas temperaturas, o evento contou ainda com a distribuição gratuita de água para os participantes e foi encerrado com uma confraternização. A iniciativa reafirma o papel da universidade como espaço de produção e compartilhamento de conhecimento, aproximando teoria e prática no desenvolvimento do setor agrícola.</span></p>
<p><em>Confira mais imagens do evento:</em></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":72229,"sizeSlug":"large","linkDestination":"media"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9996.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9996-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72229" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9982.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9982-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72230" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9979.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9979-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72231" /></a></figure>
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<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></i><br /><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Giovanna Rist, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></i><br /><i><span style="font-weight: 400">Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</span></i></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM marcou presença na 26ª Expodireto Cotrijal</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/17/ufsm-marcou-presenca-na-26a-expodireto-cotrijal</link>
				<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 10:40:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[expodireto cotrijal]]></category>
		<category><![CDATA[feira]]></category>

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						<description><![CDATA[Universidade levou 19 projetos a uma das maiores feiras do agronegócio internacional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72191" align="alignleft" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/19080-300x200.jpg" alt="" width="500" height="333" /> Evento aconteceu na Região Noroeste do Estado e teve um estande com representantes da Universidade[/caption]
<p>Entre os dias 9 e 13 de março, a UFSM marcou presença na 26ª edição da Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras realizadas no que diz respeito ao agronegócio internacional. Com um estande próprio no evento, sediado em Não-Me-Toque, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, a Universidade expôs 19 projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação, de todos os campi - Santa Maria, Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.</p>
<p>O principal objetivo da iniciativa é fazer com que as tecnologias e o conhecimento desenvolvido em órgãos de pesquisa e empresas privadas cheguem aos produtores rurais, como também é um espaço de promoção do trabalho desenvolvido no setor pelas instituições. Levando o nome da UFSM, estiveram envolvidos professores e estudantes.</p>
<p>Na quinta-feira (12), os representantes da Universidade foram docentes do campus de Cachoeira do Sul e um grupo de alunos do Centro de Tecnologia que integram a Motora Empresa Júnior de Consultoria. A professora Zanandra Boff, por exemplo, marcou presença em nome do projeto “Difusão de conhecimentos e tecnologias para o aumento da produtividade da cultura da soja em Cachoeira do Sul”.</p>
<p>Na visão dela, é interessante para a UFSM participar da Expodireto Cotrijal uma vez que é um caminho para mostrar de que maneira a pesquisa realizada nos campi dialoga com as demandas da sociedade. “O ‘agro’ é um dos principais setores da economia e nós temos uma formação de profissionais de excelência nessa área. A universidade é muito bem posicionada no setor em termos de pesquisa, de tecnologia. É importante nós estarmos aqui.</p>
<p>Já o professor Eduardo Bottega, responsável pelo projeto “Desenvolvimento da cultura da soja em zonas de manejo delimitadas com base no mapeamento da condutividade elétrica aparente do solo” destaca que o avanço das tecnologias no campo tem permitido que o conhecimento produzido na universidade seja aplicado de forma mais prática.</p>
<p>“A parte tecnológica da feira tem evoluído. Nesse contexto, nós estamos hoje trazendo para os nossos participantes demonstração de alguns resultados de iniciativas onde nós estamos empregando essa tecnologia no campo. Isso porque o produtor vem à feira muitas vezes buscando algo que ele vai sentir como palpável, possível de se aplicar na sua propriedade.</p>
<p>Victória Moura e Eduardo Henrique Winckler, integrantes da Motora Júnior, foram à Expodireto Cotrijal com uma missão diferente. Uma empresa júnior é uma organização sem fins lucrativos formada por estudantes que presta serviços e desenvolve projetos para executar os conhecimentos da graduação. Dessa forma, além de buscarem expandir a marca do grupo que representam, a ideia foi de fazer contatos e buscar parcerias para o trabalho que promovem. </p>
<p>“É importante a gente já ter essa prática do mundo corporativo, do mundo empresarial, de como vender, como projetar, como fazer o marketing, já que todas essas áreas são muito importantes. É um evento muito grande, aqui temos muita visibilidade. Acredito que a gente mostrar os nossos projetos para o pessoal de fora, atrai tanto estudantes quanto investimento”, relatou Victória.</p>
<p>Winckler conta que, dada a relevância da Universidade, não é uma surpresa que o projeto tenha conseguido marcar presença em uma feira como a realizada em Não-Me-Toque. Contudo, pessoalmente falando, é uma honra representar a instituição. “Eu imaginava que isso poderia acontecer pelo tamanho que a UFSM tem, mas eu não conseguia imaginar que eu ia estar participando de um projeto desses. Fico muito feliz de estar aqui”.</p>
<p><i>Texto: Pedro Pereira, jornalista</i></p>
<p><em>Foto: Divulgação/Expodireto</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisador da Universidade do Porto debate gestão da ciência em palestra na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/16/pesquisador-da-universidade-do-porto-debate-gestao-da-ciencia-em-palestra-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 15:37:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[inovatec]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72185</guid>
						<description><![CDATA[Vladimiro Miranda, da Universidade do Porto, palestrou no Espaço Collab InovaTec na manhã desta segunda-feira (16)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) abriu suas portas para receber o professor Vladimiro Miranda, da Universidade do Porto, em Portugal, para a palestra sobre gestão da ciência e inovação nas políticas de pesquisa, na manhã desta segunda-feira (16). Realizada no Espaço Collab InovaTec, o momento iniciou por volta das 10h e contou com a presença de estudantes, servidores e pesquisadores. </p>
<p>Reconhecido pela Stanford University como um dos cientistas mais influentes do mundo, Vladimiro Miranda foi membro do Conselho de Administração do Inesc Tec (Portugal), uma organização privada sem fins lucrativos de pesquisa e desenvolvimento reconhecida pelo Ministério da Ciência e com a Universidade do Porto como principal associado. Hoje, ele é presidente do Inesc P&amp;D Brasil.</p>
<p>À Agência de Notícias, Vladimiro destaca os principais pontos abordados na palestra. Para ele, as pessoas precisam focar nas organizações. Segundo o pesquisador, no Brasil ainda predomina um modelo em que os investimentos em pesquisa são direcionados a pesquisadores individuais, quando o ideal seria fortalecer as estruturas institucionais que dão suporte à produção científica.</p>
<p>Ele defende que a gestão da ciência seja reconhecida como parte essencial do próprio processo científico. Na avaliação do pesquisador, é preciso construir uma cultura de gestão da pesquisa, envolvendo pesquisadores, dirigentes e também o poder público. Um dos desafios, segundo ele, é conscientizar os próprios cientistas sobre a importância desse tema, além de incentivar lideranças institucionais e governos a prestarem mais atenção à forma como os recursos e projetos científicos são administrados.</p>
<p>Durante a palestra, Vladimiro também falou sobre o livro “Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades” que escreveu sobre o tema. Segundo ele, a obra não foi pensada para o público em geral, mas especialmente para pesquisadores, com o objetivo de provocar reflexão sobre o cenário atual da ciência e a forma como a pesquisa é organizada. O autor afirma que procurou condensar ideias e apontar caminhos para ampliar a compreensão sobre a importância da gestão da ciência, defendendo que mudanças nesse campo são essenciais para tornar o sistema de pesquisa mais eficiente. </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_3716-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de alguns exemplares do livro Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades empilhados em uma mesa branca" />											<figcaption>Vladimiro Miranda lançou o livro “Gestão de Pesquisa – Políticas e Realidades”</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_3753-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida do perfil de Vladimiro Miranda. Ele segura um microfone enquanto fala ao quórum presente na palestra" />											<figcaption>Da Universidade de Porto, Vladimiro abordou a gestão da ciência e inovação nas políticas de pesquisa</figcaption>
										</figure>
		<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, também esteve presente na palestra. Ele afirma conhecer o pesquisador há muitos anos, pois foi diretor de inovação do Inesc P&amp;D Brasil.“A UFSM faz parte do Inesc. Fui diretor de inovação do instituto por dois anos”, afirmou. De acordo com ele, a presença do palestrante na universidade se deve justamente à experiência acumulada ao longo de sua trajetória internacional e às contribuições que pode trazer para o debate sobre gestão da ciência.</p>
[caption id="attachment_72188" align="alignright" width="597"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_3739-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de Tiago Marchesan discursando na palestra" width="597" height="398" /> O vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, destacou a importância da palestra[/caption]
<p>Sobre os benefícios da palestra, Marchesan destacou que o encontro abre espaço para avaliar e aprimorar os processos internos de pesquisa. Segundo ele, uma gestão mais estruturada permite que os pesquisadores encontrem o suporte e a dinâmica necessários para que os projetos avancem e se concretizem.</p>
<p>Além disso, o professor Luciano Schuch, gestor do InovaTec Parque Tecnológico da UFSM, também participou do encontro. Segundo ele, o professor Vladimiro trabalha com a gestão da inovação e dos processos que envolvem o desenvolvimento de projetos.</p>
<p>De acordo com Schuch, o convidado apresenta uma metodologia que busca dar mais valor aos projetos e às formas como os investimentos chegam até eles. “Por trás da inovação existe uma rede de pessoas, e conectar tudo isso é um grande desafio”, destacou.</p>
<p>Para o gestor do parque tecnológico, as perspectivas e experiências compartilhadas pelo professor podem servir de inspiração para aprimorar os processos de inovação dentro da universidade e fortalecer a articulação entre pesquisa, desenvolvimento e investimento.</p>
<h2>Sobre o palestrante</h2>
<p>Vladimiro nasceu em Porto. Ele se formou em Engenharia Elétrica em 1977 e recebeu o PhD em Engenharia Elétrica pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto em 1982. Ao longo da carreira, participou da criação e do desenvolvimento de institutos de investigação científica na Europa, na China e na América do Sul. É conselheiro científico e técnico de várias organizações internacionais na Europa, África, Ásia e América do Sul e tem uma extensa obra técnica como autor e coautor de publicações científicas. </p>
<p> </p>
<p><b><i>Texto:</i></b><i> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></i><b><i>Fotos:</i></b><i> Ana Bacovis, estudante de Jornalismo e bolsista do InovaTec Parque Tecnológico<br /></i><b><i>Edição:</i></b><i> Mariana Henriques, jornalista</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Paleontólogos da UFSM reconstroem o cérebro de um precursor dos pterossauros, os répteis voadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/16/paleontologos-da-ufsm-reconstroem-o-cerebro-de-um-precursor-dos-pterossauros-os-repteis-voadores</link>
				<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 12:48:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72177</guid>
						<description><![CDATA[Descoberta foi publicada no periódico científico Palaeontology]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72179" align="alignright" width="593"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Paleontologa-analisando-a-caixa-craniana-do-fossil-de-Venetoraptor.-Fotografia-por-Rodrigo-T.-Muller.jpg"><img class=" wp-image-72179" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Paleontologa-analisando-a-caixa-craniana-do-fossil-de-Venetoraptor.-Fotografia-por-Rodrigo-T.-Muller.jpg" alt="" width="593" height="395" /></a> Paleontóloga analisa a caixa craniana do réptil (Foto: Rodrigo T. Müller)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Paleontólogos da UFSM publicaram, na última sexta-feira (13), um novo estudo no periódico científico </span><i><span style="font-weight: 400">Palaeontology</span></i><span style="font-weight: 400">, no qual apresentam a reconstrução do cérebro de um réptil extinto a partir de tomografias computadorizadas. As análises foram realizadas com base em um fóssil de 233 milhões de anos, encontrado no município de São João do Polêsine (RS), no território do Geoparque Quarta Colônia Unesco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Frequentemente confundidos com dinossauros, os pterossauros foram répteis que dominaram os céus durante a Era Mesozoica e desenvolveram a capacidade de voo antes mesmo das aves. Embora esses animais tenham sido abundantes nos Períodos Jurássico e Cretáceo, sua origem no Período Triássico ainda é pouco compreendida. Dentre as diversas adaptações que essa linhagem apresentou para o voo, as mudanças no cérebro estão entre as que mais chamam a atenção e despertam curiosidade. A chave para entender como o cérebro dos pterossauros evoluiu para permitir o voo está em compreender como era o cérebro de seus precursores, para que as diferenças entre eles possam ser discernidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entretanto, há poucos fósseis no mundo de precursores dos pterossauros que preservem bem a região do crânio que abriga o cérebro. Nesse contexto é que um fóssil brasileiro ajudou a entender como foi o cérebro desses precursores dos répteis voadores. O novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria e com a participação de cientistas dos Estados Unidos, Argentina e Alemanha, investigou detalhes da anatomia do fóssil de um </span><a href="https://www.nature.com/articles/s41586-023-06359-z"><span style="font-weight: 400">lagerpetídeo descrito em 2023</span></a><span style="font-weight: 400">. A pesquisa faz parte da tese de doutorado de Lísie Vitória Soares Damke, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob a orientação do paleontólogo Rodrigo Temp Müller.</span></p>
[caption id="attachment_72180" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Reconstrucao-artistica-de-Venetoraptor-e-modelo-3D-do-cerebro.-Ilustracao-de-Caio-Fantini.jpeg"><img class="wp-image-72180 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Reconstrucao-artistica-de-Venetoraptor-e-modelo-3D-do-cerebro.-Ilustracao-de-Caio-Fantini-1024x605.jpeg" alt="" width="1024" height="605" /></a> Reconstrução artística de Venetoraptor e modelo 3D do cérebro (Ilustração: Caio Fantini)[/caption]
<h3>Como estudar o cérebro de um animal extinto?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os lagerpetídeos foram répteis esguios que representam os precursores mais próximos dos pterossauros. Contudo, ao contrário de seus parentes voadores, os lagerpetídeos não possuíram a capacidade de voar. É justamente por isso que existe tanto interesse em compreender como era o cérebro desses animais, já que analisá-lo pode ajudar a revelar quais características surgiram nos pterossauros a partir do momento em que o grupo se tornou capaz de levantar voo. Contudo, como o cérebro é uma estrutura composta por tecidos moles, que raramente se preservam no registro fóssil, estudar sua anatomia é uma tarefa desafiadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para contornar essa limitação, cientistas utilizam tomografias computadorizadas para preencher digitalmente as cavidades do crânio que correspondem ao espaço que seria ocupado pelo encéfalo. Em seguida, as estruturas internas são separadas digitalmente, o que permite a criação de um modelo tridimensional aproximado do cérebro.</span> <span style="font-weight: 400">É a partir desse modelo que os pesquisadores conseguem inferir hábitos e comportamentos por meio de medidas e análises baseadas em animais atuais.</span></p>
[caption id="attachment_72181" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Infografico-ilustracao-por-Matheus-Fernandes-Gadelha-2.jpg"><img class="wp-image-72181 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Infografico-ilustracao-por-Matheus-Fernandes-Gadelha-2-1024x631.jpg" alt="" width="1024" height="631" /></a> Infográfico do réptil (Ilustração: Matheus Fernandes Gadelha)[/caption]
<h3>Nem do céu nem da terra: um réptil que vivia na copa das árvores</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Foi por meio desses procedimentos que o grupo de pesquisadores conseguiu reconstruir o cérebro do lagerpetídeo brasileiro </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400">. Esse réptil com cerca de 1 metro de comprimento possuía um bico pontiagudo, garras longas, membros delgados e locomovia-se de maneira bípede. Embora ele não fosse capaz de voar, acredita-se que ele se deslocava entre as copas das árvores, utilizando suas garras recurvadas para se prender nos galhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O excelente grau de preservação dos elementos cranianos fossilizados ajudou a revelar detalhes importantes da anatomia do cérebro e do ouvido interno desse animal. Uma das estruturas que mais chama a atenção no modelo tridimensional é o flóculo do cerebelo, uma estrutura associada ao equilíbrio e à estabilização da visão durante os movimentos da cabeça. Na espécie estudada, essa estrutura é bastante desenvolvida, sugerindo que esses animais já possuíam um controle refinado dos movimentos da cabeça e da visão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pesquisa também apontou que partes dos canais semicirculares, estruturas do ouvido interno que fazem parte do labirinto ósseo e são fundamentais para o equilíbrio dos organismos, apresentam um aumento notável em comparação com alguns outros répteis. Essas habilidades podem ter sido úteis para ajudar esse animal a caçar suas presas e/ou a se locomover com maior facilidade entre as árvores. Nos pterossauros, o flóculo do cerebelo também é muito grande, mas a presença dessa estrutura bem desenvolvida em </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400"> demonstra que essa condição não era exclusiva de répteis voadores.</span></p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Embora tenha sido possível reconstruir boa parte do cérebro de </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400">, ainda existem regiões desconhecidas, pois os ossos que as envolviam em vida não se preservaram. Entre elas estão os bulbos olfatórios, regiões do encéfalo responsáveis pelo sentido do olfato. O grupo de pesquisadores espera encontrar novos fósseis da espécie que preservem a região do crânio associada a essas estruturas, o que poderá permitir, no futuro, inferir a capacidade olfativa do animal. Para isso, continuam realizando escavações no sítio fossilífero que revelou os fósseis de </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400"> em 2022. A equipe também possui diversos achados inéditos em fase de preparação em laboratório ou em estudo, o que sugere um cenário promissor para os próximos anos no que diz respeito à investigação dos lagerpetídeos e à origem dos pterossauros.</span></p>
<h3>Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O fóssil de </span><i><span style="font-weight: 400">Venetoraptor gassenae</span></i><span style="font-weight: 400"> está depositado no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM), localizado no município de São João do Polêsine. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia Unesco e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de uma exposição aberta à visitação gratuita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo foi conduzido por Lísie V.S. Damke, Leonardo Kerber, Mario Bronzati, Maurício S. Garcia, Martín D. Ezcurra, Sterling J. Nesbitt e Rodrigo T. Müller. A pesquisa recebeu apoio do CNPq, INCT Paleovert, CAPES e Alexander von Humboldt Foundation.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O artigo intitulado “</span><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/pala.70047" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400">Braincase anatomy and palaeoneurology of Venetoraptor gassenae, a lagerpetid pterosauromorph from the Late Triassic of southern Brazil</span></i></a><span style="font-weight: 400">” foi publicado no periódico </span><i><span style="font-weight: 400">Palaeontology.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Fonte: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da UFSM</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Banco Vermelho é inaugurado no Centro de Educação da UFSM em memória da estudante Luanne Garcez da Silva</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ce/2026/03/13/banco-vermelho-e-inaugurado-no-centro-de-educacao-da-ufsm-em-memoria-da-estudante-luanne-garcez-da-silva</link>
				<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 16:01:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[8M]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dia internacional da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[pela vida das mulheres]]></category>

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						<description><![CDATA[Na tarde de 9 de março de 2026, foi inaugurado no Centro de Educação (CE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) um Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. Instalado no saguão do prédio 16, o espaço também presta homenagem à estudante de Pedagogia Luanne Garcez da Silva, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na tarde de 9 de março de 2026, foi inaugurado no Centro de Educação (CE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) um Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. Instalado no saguão do prédio 16, o espaço também presta homenagem à estudante de Pedagogia Luanne Garcez da Silva, vítima de feminicídio em 2022, cuja trajetória acadêmica esteve ligada ao Centro de Educação.</p>
<p>A iniciativa integra ações realizadas no mês de março em alusão ao Dia Internacional das Mulheres e foi articulada na UFSM no âmbito das atividades da campanha “<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/eventos/programcaogeral8mufsm">8M – Pela Vida das Mulheres</a>”. A cerimônia de inauguração reuniu representantes da universidade, familiares da estudante, membros do sistema de justiça e da comunidade acadêmica, reforçando o compromisso institucional com a promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento da violência contra as mulheres.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
													<img width="766" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/373/2026/03/20260309_142947-766x1024.jpg" alt="" />													
													<img width="1024" height="577" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/373/2026/03/20260309_142747-1024x577.jpg" alt="" />													
													<img width="573" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/373/2026/03/20260309_132343-573x1024.jpg" alt="" />													
		<p><strong>Banco Vermelho</strong></p>
<p>Símbolo público de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres, especialmente ao feminicídio. A iniciativa faz parte de uma campanha internacional que utiliza bancos de praça pintados de vermelho e instalados em espaços públicos ou institucionais para <strong>chamar a atenção</strong> da sociedade para a gravidade da <strong>violência de gênero</strong> e para a necessidade de prevenção e denúncia.</p>
<p>O projeto surgiu na Itália, como parte da campanha “La Panchina Rossa”, e foi incorporado no Brasil, no final de 2023, por meio de iniciativas de organizações e instituições públicas comprometidas com a defesa dos direitos das mulheres. O banco vermelho funciona como um marco simbólico e educativo, convidando as pessoas à reflexão sobre as violências que atingem mulheres e meninas e lembrando as vítimas que tiveram suas vidas interrompidas.</p>
<p>Além do aspecto memorial, a proposta também tem caráter informativo e pedagógico. Os bancos costumam trazer mensagens de sensibilização e informações sobre canais de denúncia, como o telefone <strong>Ligue 180</strong>, que recebe denúncias de violência contra a mulher no Brasil. Dessa forma, o espaço busca incentivar a mobilização social, promover o debate público e fortalecer ações de prevenção.</p>
<p>Ao ser instalado em escolas, universidades, praças e outros locais de convivência coletiva, o Banco Vermelho torna-se um símbolo permanente de memória, denúncia e compromisso social com o enfrentamento da violência contra as mulheres.</p><p><strong>Feminicídios no Rio Grande do Sul e o fortalecimento do combate por meio da educação</strong></p>
<p>A violência contra as mulheres permanece como um problema social grave no Rio Grande do Sul. O <a href="https://www.daer.rs.gov.br/upload/arquivos/202603/02160820-relatorio-feminicidios-no-rs-1.pdf">Relatório de Feminicídios no RS</a>, elaborado a partir de dados de órgãos de segurança pública e instituições do sistema de justiça, evidencia que os casos de feminicídio seguem ocorrendo de forma recorrente no estado, revelando a persistência de desigualdades de gênero e de contextos de violência doméstica e familiar. Os dados reforçam que a maior parte das ocorrências está relacionada a relações afetivas ou familiares e ocorre no ambiente doméstico, demonstrando que o feminicídio é frequentemente o desfecho extremo de um ciclo contínuo de violências.</p>
<p>Para ampliar a compreensão do fenômeno e fortalecer a rede de proteção, o <strong data-start="820" data-end="870">Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)</strong> disponibiliza o <a href="https://mapavd.lab.mprs.mp.br/extensions/mapa-rede-vd/index.html#/VisaoGeral"><em data-start="887" data-end="939">Mapa da Violência Doméstica e do Feminicídio no RS</em></a>, uma plataforma digital que reúne dados sobre casos registrados no estado e apresenta informações sobre os serviços da rede de atendimento às mulheres. A ferramenta permite visualizar indicadores de violência e localizar delegacias, centros de referência e outros órgãos que integram a rede de apoio, contribuindo para o planejamento de políticas públicas e para o acesso da população às informações.</p>
<p>Além das ações institucionais de segurança e justiça, estudos apontam que a educação desempenha papel fundamental na prevenção da violência de gênero. Pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional, pela Mestra Marcielly Gutierres de Oliveira, sob a orientação da Professora Dr.ª Márcia Eliane Leindcker da Paixão, intitulada <a href="https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/37326/DIS_PPGPPGE_2025_OLIVEIRA_MARCIELY.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y"><strong>Gestão escolar como rede de apoio ao enfrentamento da violência doméstica</strong></a>, destaca que a escola pode atuar como espaço de acolhimento, escuta e encaminhamento de situações de violência. O estudo evidencia que a <strong>gestão escolar e as práticas pedagógicas podem contribuir para identificar sinais de violência</strong>, fortalecer redes de apoio e promover debates que incentivem relações baseadas no respeito, na igualdade e na dignidade humana.</p>
<p>Nesse sentido, instituições educacionais têm papel estratégico no enfrentamento à violência contra as mulheres. Ao promover reflexão crítica, formação cidadã e diálogo sobre direitos humanos e igualdade de gênero, a educação contribui para romper ciclos de violência, ampliar a conscientização social e fortalecer redes de proteção.</p>
<p>O enfrentamento aos feminicídios exige uma atuação articulada entre diferentes áreas — segurança pública, justiça, assistência social e educação. Ao promover debate, conscientização e formação cidadã, <strong>a educação torna-se uma ferramenta estratégica para prevenir a violência</strong>, fortalecer redes de apoio e construir relações sociais baseadas na igualdade e no respeito às mulheres.</p>
<p>A articulação entre informação, políticas públicas e educação torna-se, portanto, um caminho essencial para prevenir a violência e construir uma sociedade mais justa, em que a vida das mulheres seja protegida e valorizada.</p>
<p>Em situações de violência, é <strong>fundamental buscar ajuda</strong>. No Brasil, mulheres podem entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher – <strong>Ligue 180</strong>, serviço gratuito e disponível 24 horas para orientação, acolhimento e encaminhamento para a rede de apoio. Em casos de emergência, a orientação é acionar a <strong>Brigada Militar pelo telefone 190</strong>. Também é possível procurar Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher, centros de referência e serviços da rede de proteção, que oferecem apoio jurídico, psicológico e social às vítimas.</p>
<p><em>Texto e edição: Alessandra Alfaro - Subdivisão de Comunicação do CE</em><br /><em>Fotos: Acadêmicos Otávio Munhós e Vitória da Rosa - SUCOM/CE</em></p>
<p><br /><br /><br /></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM sedia exposição de fotos que homenageia vítimas de feminicídio no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/06/ufsm-sedia-exposicao-de-fotos-que-homenageia-vitimas-de-feminicidio-no-rs</link>
				<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 11:41:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[assembleia legislativa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72135</guid>
						<description><![CDATA[Iniciativa da Assembleia Legislativa tem como objetivo fortalecer o debate acerca de políticas de prevenção contra violências de gênero]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72137" align="alignright" width="668"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9856.jpg"><img class=" wp-image-72137" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9856.jpg" alt="" width="668" height="446" /></a> Abertura oficial ocorreu na manhã de quinta-feira (5)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">“Nós precisamos mostrar, mostrar e mostrar. Essa é a nossa tarefa”, é o que pontuou a reitora da UFSM, Martha Adaime, durante a cerimônia de abertura da mostra itinerante “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”, na manhã de quinta-feira (5). A exposição, instalada no hall do prédio da Reitoria, apresenta banners que retratam vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento contou com a presença da deputada estadual Stela Farias (PT), autora da proposta que deu origem à iniciativa. “Nós fomos procurados por uma mãe, que veio e disse ‘minha filha foi morta, foi arrancada de nós. Eu queria que vocês levassem a memória da minha filha junto com vocês’. Daí, pensamos na exposição itinerante”, comentou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O intuito é dar visibilidade a histórias marcadas pela violência para que elas não sejam esquecidas e, sobretudo, para que não se repitam. Ao apresentar os rostos e as trajetórias das vítimas, a exposição busca sensibilizar o público e reforçar a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção e enfrentamento ao feminicídio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário atual: somente em 2026, o Rio Grande do Sul já registra 20 mulheres assassinadas, o que evidencia a urgência de ações que combatam o feminicídio e promovam a proteção das mulheres. Por meio da exposição, dados e estatísticas são transformados em narrativas que ressaltam a dimensão humana da violência de gênero. </span></p>
[caption id="attachment_72138" align="alignleft" width="509"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9887.jpg"><img class=" wp-image-72138" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A9887.jpg" alt="" width="509" height="339" /></a> Reitora destacou a importância de debater a causa feminina[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da UFSM,  a professora Martha Adaime destacou o papel da Universidade na promoção de debates acerca da causa feminina. Para ela, a Instituição deve se consolidar como um espaço permanente de reflexão e enfrentamento desse tipo de violência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A Universidade cada vez mais precisa abrir esse espaço. Não só no mês de março, mas sempre. Que os nossos docentes possam estar preparados para falar sobre violência de gênero sem medo”, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A mostra vem sendo executada pela Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. Na UFSM, ela permanece aberta à visitação no hall da Reitoria até esta sexta (6).</span></p>
<p><em>Texto: Camille Moraes, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Pedro Pereira, jornalista</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM levará projetos e oportunidades para a 26º Expodireto Cotrijal</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/05/ufsm-levara-projetos-e-oportunidades-para-a-26o-expodireto-cotrijal</link>
				<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[expodireto]]></category>
		<category><![CDATA[inovatec]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-cs]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-fw]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-pm]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento do agronegócio reúne milhares de pessoas em Não-Me-Toque, no RS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A Expodireto Cotrijal é um dos principais encontros do agronegócio internacional. Desde 2000, centenas de expositores de mais de 80 países se reúnem em Não-Me-Toque, Rio Grande do Sul, para buscar o desenvolvimento do setor agropecuário. Em 2026, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) estará presente na Feira com um espaço próprio (banca 545) e levará 19 projetos de ensino, pesquisa, extensão  e desenvolvimento institucional. Ainda, os campi de Frederico Westphalen e de Palmeira das Missões divulgarão novos cursos, como o curso de Direito em FW e o futuro curso de Medicina em PM, além de outras oportunidades aos estudantes da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante os cinco dias de evento, de 9 a 13 de março, serão apresentados projetos e ações do Centro de Ciências Rurais, do Colégio Politécnico, do Centro de Ciências Naturais e Exatas, do Centro de Tecnologia e dos campi de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões. Do total, 10 são projetos de extensão, seis de pesquisa, dois de ensino e um de desenvolvimento institucional, evidenciando a diversidade de atividades acadêmicas da instituição.</span></p>
[caption id="attachment_72129" align="aligncenter" width="776"]<img class="wp-image-72129" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/27128_expo2023_05495_1701717844092-300x225.jpg" alt="Fotografia colorida com imagem diurna de uma feira agropecuária ao ar livre. Em primeiro plano, muitas pessoas caminham por uma larga alameda pavimentada. À direita, há um canal ornamental de água azul com curvas e pequenas fontes, cercado por jardins floridos. Ao fundo, aparecem estandes e estruturas do evento, incluindo um prédio verde com a inscrição “Expodireto Cotrijal” e um grande silo branco. À esquerda, grandes mastros exibem as bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. O céu está claro, com nuvens espalhadas, sugerindo um dia ensolarado e movimentado no evento" width="776" height="582" /> Expodireto Cotrijal reúne mais de 600 expositores de 80 países (Foto de arquivo/divulgação)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">As atividades ocorrerão de segunda a sexta-feira e abordarão temas estratégicos para o desenvolvimento do setor agropecuário e da sustentabilidade, como </span><b>agricultura de precisão, irrigação, produtividade da soja, inovação tecnológica no campo, análise ambiental e desenvolvimento regional</b><span style="font-weight: 400">. Confira a programação completa no estande da UFSM:</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Cronograma de participação da UFSM na Expodireto 2026</b></h2>
<p><b>9 de fevereiro (segunda-feira)</b></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><b>Ação</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Proponente</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Unidade</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">IRRIGA-AÇÃO: Vitrines Tecnológicas Regionais de Irrigação</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Juliano Dalcin Martins</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Crop Júnior Consultoria Agro</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Rian Balsamo Brondani</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Exposição de estandes dos laboratórios do PPGZ</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Thaise Pinto de Melo</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Modelagem e otimização da irrigação para o cultivo sustentável de dália de corte</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Letícia Ferronato</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><br />10 de fevereiro (terça-feira)</b></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><b>Ação</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Proponente</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Unidade</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Educação e ruralidades: tecendo aprendizagens entre a escola do campo e a universidade</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Giovanna Cechin</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Advanced Farm 360: ensino, pesquisa, extensão e inovação na agricultura</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Luciano Zucuni Pes</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Colégio Politécnico</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Divulgação do curso de Mestrado Profissional em Agricultura de Precisão</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Lúcio de Paula Amaral</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Colégio Politécnico</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Obtenção de micro e nanocelulose a partir de resíduos da produção de sucos de uva e maçã</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Carolina Ferreira de Matos Jauris</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCNE</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><br />11 de fevereiro (quarta-feira)</b></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><b>Ação</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Proponente</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Unidade</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Produtos lácteos: desenvolvimento, caracterização e análise sensorial</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Neila Silvia Pereira dos Santos Richards</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Análise econômica e ambiental de lavouras de soja e arroz</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Laura da Silva Camargo</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Qualificação e inovação no uso da lã ovina</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Larissa Milania Scota</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Proposta de um SGA para uma propriedade rural no Quarto Distrito de Santa Maria/RS</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Cinthi Alice do Prado</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CCR</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><br />12 de fevereiro (quinta-feira)</b></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><b>Ação</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Proponente</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Unidade</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Difusão de conhecimentos e tecnologias para o aumento da produtividade da cultura da soja em Cachoeira do Sul</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Zanandra Boff de Oliveira</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Campus Cachoeira do Sul</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Desenvolvimento da cultura da soja em zonas de manejo delimitadas com base no mapeamento da condutividade elétrica aparente do solo</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Eduardo Leonel Bottega</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Campus Cachoeira do Sul</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Motora Empresa Júnior de Consultoria</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Davi Justino Gomes Muniz</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">CT</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><br />13 de fevereiro (sexta-feira)</b></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><b>Ação</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Proponente</b></p>
</td>
<td>
<p><b>Unidade</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Rosani Marisa Spanevello</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Campus Palmeira das Missões</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Nelson Guilherme Machado Pinto</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Campus Palmeira das Missões</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Ações de conscientização ambiental com ênfase no gerenciamento de resíduos sólidos em municípios do Médio Alto Uruguai</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Willian Fernando de Borba</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Campus Frederico Westphalen</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Agr Jr. Consultoria Agronômica</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Amanda Trentin Moro</span></p>
</td>
<td>
<p><span style="font-weight: 400">Campus Frederico Westphalen</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">Os projetos foram escolhidos através de um edital aberto pela Pró- reitoria de Extensão que possibilitou a organização de transporte e bolsas aos alunos participantes. Além disso, professores e servidores técnico-administrativos também estarão em Não-Me-Toque.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Benefícios e expectativas </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><i><span style="font-weight: 400">networking </span></i><span style="font-weight: 400">e a chance de receber novas oportunidades são uns dos maiores benefícios para os estudantes, segundo a vice-diretora do campus de Frederico Westphalen, Eliane Santos. “É um espaço para fazer conexões. É muito importante para os nossos estudantes, porque eles fazem networking, conhecem as empresas, muitas vezes surge uma possibilidade de um estágio”, afirma a vice-diretora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Levar a Universidade para o evento é um meio de conexão com a comunidade externa. Interagir com empresas, mostrar pesquisas e oferecer oportunidades a produtores rurais são benefícios no contato com as milhares de pessoas que passam pela feira. “A expectativa é conhecer pessoas, ter novas ideias para o que já fazemos, ampliar nossa possibilidades de pesquisa a partir de problemas que surgirem na feira e realizar parcerias. É uma possibilidade muito importante prestigiar essa feira de grande porte”, finaliza Eliane. </span></p>
<p> </p>
<p><b>Empresas do ecossistema de inovação da UFSM presentes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Empresas do setor ligadas ao </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec"><span style="font-weight: 400">InovaTec UFSM</span></a><span style="font-weight: 400"> e à </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec/pulsar"><span style="font-weight: 400">Pulsar Incubadora Tecnológica</span></a><span style="font-weight: 400"> também marcarão presença na Expodireto. Segundo a Pró-reitoria de Inovação e Empreendedorismo, a participação reforça a maturidade do ecossistema de inovação da Universidade, que vem transformando conhecimento científico em soluções aplicadas ao campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na segunda-feira (9), o vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, e o </span><span style="font-weight: 400">gerente do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, Luciano Schuch, entregarão uma placa alusiva à associação da empresa Syngenta, </span><span style="font-weight: 400">referência global em tecnologia agrícola sediada na Suíça, ao Inovatec. Além do ato simbólico, a gestão da Universidade também realizará reuniões com os diretores da empresas para estreitamento dos laços. “A partir da associação da empresa ao Parque, nós facilitamos a conexão com os grupos de pesquisa, laboratórios, e a partir desses contatos podem ser formalizados projetos de P&amp;D ou contratação de serviços, por exemplo”, explica Schuch.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao lado da Universidade (setor 545), a </span><a href="https://bioagreen.com.br/"><span style="font-weight: 400">Bioagreen</span></a><span style="font-weight: 400"> (setor 544) destaca-se pelo desenvolvimento de bioprodutos que aumentam a produtividade agrícola com foco em sustentabilidade e rentabilidade. Seus insumos inteligentes são criados por cientistas em cooperação com produtores, buscando atender às demandas reais do campo com eficiência e responsabilidade ambiental. Ainda nesse setor, a </span><a href="https://www.syngenta.com.br/"><span style="font-weight: 400">Syngenta</span></a><span style="font-weight: 400"> (506), referência global em tecnologia agrícola, apresenta soluções em sementes e proteção de cultivos, contribuindo para que agricultores produzam mais e melhor, com uso consciente de recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Setor de Máquinas e Equipamentos, a </span><a href="https://www.agcocorp.com/br/pt/home.html"><span style="font-weight: 400">AGCO</span></a><span style="font-weight: 400"> participa por meio da marca Massey Ferguson (setor 21 a 36), apresentando soluções completas em mecanização e agricultura de precisão. Com forte presença no Brasil, a empresa oferece tratores, colheitadeiras, plantadeiras e tecnologias embarcadas que ampliam a eficiência e a competitividade no campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já na Arena Agrodigital, espaço dedicado à inovação e à transformação digital no agro, a </span><a href="https://inocular.com.br/"><span style="font-weight: 400">Inocular Soluções Biotecnológicas</span></a><span style="font-weight: 400"> (setor 1034A) apresenta fertilizantes e inoculantes biológicos desenvolvidos para potencializar o desempenho das culturas com retorno econômico e responsabilidade ambiental. No setor 1034, estará o </span><a href="https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/rs"><span style="font-weight: 400">Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE)</span></a><span style="font-weight: 400"> que atua como parceiro estratégico no fortalecimento do empreendedorismo, apoiando micro e pequenas empresas com capacitação, inovação e acesso a oportunidades de mercado. Também participará como visitante do evento a </span><a href="https://www.g2wsistemas.com/"><span style="font-weight: 400">G2W Sistemas</span></a><span style="font-weight: 400">, empresa especializada em eletrônica e automação, conectividade e agricultura de precisão, que desenvolve soluções tecnológicas robustas para aumentar a eficiência operacional e os resultados de produtores e indústrias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Expodireto Cotrijal ocorre do dia 09 ao 13 de março em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, e tem a entrada gratuita.</span></p>
<p> </p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias, e Comunicação da Proinova<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Divulgação Expodireto Cotrijal<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: João Ricardo Gazzaneo</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Programa voltado à alfabetização em turmas multisseriadas é inaugurado sob coordenação da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/04/programa-voltado-a-alfabetizacao-em-turmas-multisseriadas-e-inaugurado-sob-coordenacao-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 10:37:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CE]]></category>
		<category><![CDATA[centro de educação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Educação básica]]></category>
		<category><![CDATA[Praema]]></category>

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						<description><![CDATA[Praema Pampa/RS promove formação continuada de professores e fortalece a educação básica no sul do Estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72112" align="alignright" width="677"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0380.jpg"><img class=" wp-image-72112" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0380.jpg" alt="" width="677" height="451" /></a> Mesa oficial do evento, realizado na terça-feira (3)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com o objetivo de criar uma educação de qualidade e com alcance pleno, </span><span style="font-weight: 400">o Programa de Acompanhamento e Formação Continuada para o Ensino Multisseriado no Processo de Alfabetização (Praema) - Região Pampa/RS foi inaugurado nesta terça-feira (3). Coordenado pela UFSM e financiado pelo MEC, o projeto surgiu da necessidade de um processo de alfabetização alternativo em um cenário pós-enchentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Criado como um programa experimental do Ministério da Educação e da Secretaria da Educação Básica, o Praema teve início na Ilha de Marajó, no Pará, com formação continuada para professores e escolas do arquipélago, estendendo-se agora para a região centro-oeste e campanha do Rio Grande do Sul.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Até então com três polos - em Santa Maria, Uruguaiana e Sant´Ana do Livramento -, o projeto foi trazido pela professora Helenise Sangoi Antunes, que percebeu necessidade de atenção extra para a região sul do estado. “Porque se caracteriza o Pampa pobre, o Pampa em que não chegam as políticas públicas. Um Pampa que precisa de atenção”, explica ela, ao falar sobre o aumento de turmas multisseriadas no estado desde 2024.</span></p>
[caption id="attachment_72113" align="alignleft" width="412"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0396-e1772619999592.jpg"><img class="wp-image-72113 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0396-e1772619999592.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Mulher em pé, vestindo vestido salmão, segura um microfone e sorri durante fala em evento institucional. Ao seu lado, sobre a mesa com toalha amarela, há um cavalo de brinquedo preto com laço vermelho no pescoço. Também aparecem garrafas de água, copos plásticos e um vaso de planta ao fundo." width="412" height="483" /></a> Coordenadora Helenise com símbolos que representam o Praema Pampa[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">“Sem educação, e em especial sem educação básica, uma nação não prospera”, ressaltou a reitora, Martha Adaime, durante a inauguração. O evento também contou com falas da representante do Ministério da Educação, a professora Leda Bittencourt, apresentação dos músicos Dodo da Gaita e Marcelo Schumidt, que homenagearam o tradicionalismo através de canções gauchescas, além de apresentação musical com Raquel Kurtz e palestra com Lourival José Martins Filho (UFSC) no turno da tarde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a principal meta de ensinar professores a como trabalhar e compreender a diversidade de alunos e suas particularidades dentro de turmas com diferentes idades e níveis, o Praema conta com 30 formadores com mestrado, doutorado e alguns professores do sistema de ensino público que farão parte do processo inicial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A coordenadora Helenise destaca que esse é apenas o começo do projeto e que a intenção é expandi-lo para o restante do estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a professora Leda, que já trabalhou com o projeto em Marajó, o Praema, além de um novo processo pedagógico, é também uma forma de dar visibilidade para turmas esquecidas e que enfrentam um grande déficit na alfabetização.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Nadine Guarize, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Fotos: Jessica Mocelin, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Programação diversa marca o 8 de Março na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/03/programacao-diversa-marca-o-8-de-marco-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 12:56:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[8M]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dia internacional da mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Exposição fotográfica, Viva o Campus Especial e oficinas formativas estão entre os destaques]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p class="isSelectedEnd">A UFSM realiza diversas atividades para celebrar o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, reafirmando o compromisso institucional com o enfrentamento às violências contra as mulheres e com a construção de uma universidade mais segura, equitativa e inclusiva.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos destaques da programação é a exposição fotográfica <a href="https://www.ufsm.br/2026/02/26/ufsm-recebera-exposicao-fotografica-sobre-feminicidio-da-assembleia-legislativa" target="_blank" rel="noopener">“Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”</a>, da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios, grupo de trabalho da Comissão de Segurança, Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, em parceria com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. A exposição terá abertura oficial na quinta (5), às 9h30, no hall do prédio da Reitoria. A mostra pode ser conferida desta terça (3) até sexta-feira (6).</p>
<p class="isSelectedEnd">A Casa Verônica, em articulação com diferentes setores, coletivos, projetos, unidades acadêmicas e movimentos da comunidade universitária, promove até o dia 20 uma programação diversa, incluindo o<span style="font-size: revert;color: initial">ficinas formativas, atividades culturais, rodas de conversa, ações simbólicas, seminários e iniciativas de comunicação.</span></p>
<p>Confira a programação completa do 8M na UFSM na <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/eventos/programcaogeral8mufsm" target="_blank" rel="noopener">página do evento</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM recepciona novos estudantes nesta segunda-feira com palestra sobre importância da ciência</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/02/ufsm-recepciona-novos-estudantes-nesta-segunda-feira-com-palestra-com-ana-bonassa</link>
				<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 16:43:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ana bonassa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[nunca vi um cientista]]></category>
		<category><![CDATA[recepção 2026/1]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72077</guid>
						<description><![CDATA[Centro de Convenções recebeu mais de mil estudantes para acompanhar a palestra: “Você não é confiável, e por isso a ciência existe”
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Recepcao-estudantil-com-palestra-Foto_Daniel-Michelon-De-Carli-025-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de mulher branca com cabelos ruivos e soltos. Ela veste blusa branca, lenço vermelho e calça jeans. A mulher está em pé, ao centro do palco do Centro de Convenções. Atrás dela, uma projeção de um fluxograma colorido sobre o método científico" />											<figcaption>Ana Bonassa explicou como funciona o método científico durante a palestra na recepção da UFSM</figcaption>
										</figure>
		<p>Nesta segunda-feira (2), o campus sede da UFSM recebeu os novos calouros do primeiro semestre de 2026 com uma programação completa. Pela manhã, aconteceram as <a href="https://www.ufsm.br/2026/03/02/ufsm-inicia-semestre-com-recepcao-e-programacao-de-acolhimento">recepções e atividades organizadas pelos veteranos e pelas unidades de ensino</a>, seguido da palestra: “Você não é confiável, e por isso a ciência existe” com a cientista e youtuber Ana Bonassa, doutora em Ciências pela USP.</p>
<p>Bióloga, comunicadora, e amante da ciência, Ana se dedica à divulgação científica em meio à desinformação nas redes sociais. No canal “<i>Nunca Vi Cientista</i>”, no Youtube e no Instagram, ela e a colega, a bioquímica&nbsp; Laura Marise, produzem conteúdos com foco em saúde, bem-estar e evidências científicas. Durante sua explanação, no Centro de Convenções, Ana compartilhou um pouco do que divulga na internet, discursando sobre o impacto da ciência na sociedade e sobre seu trabalho como comunicadora em meio a desinformação.Antes, <a href="https://www.ufsm.br/2026/03/02/ciencia-acima-da-polarizacao-agencia-de-noticia-entrevista-a-pesquisadora-ana-bonassa">a youtuber conversou com a equipe da Agência de Notícias</a>.</p>
<p>Além da participação da convidada, a recepção contou com o momento de acolhida institucional. A reitora da UFSM, Martha Adaime, desejou um ótimo ano letivo para todos os estudantes e servidores. Na ocasião, ela destacou a importância da pesquisa e da extensão para o crescimento pessoal dos alunos e da universidade: “Agora vocês vão fazer parte desse universo. Basta vocês quererem viver a UFSM. A partir daqui vocês poderão ir para o mundo. Este é o lugar que pode transformar a vida da gente”, comentou.&nbsp; Os representantes do Diretório Central Estudantil (DCE) e o vice-reitor Tiago Marchesan também participaram da acolhida institucional.&nbsp;</p>
<p>As calouras Rafaela Arruda e Ana Eloísa Padilha, vieram dos municípios de Campos Borges e Ibirubá para cursar Engenharia Florestal. Elas compartilharam que, apesar do nervosismo para o primeiro dia de aula, adoraram conhecer o campus em Camobi e seus veteranos. Rafaela também compartilhou suas expectativas para a fala de Ana Bonasso: “Eu espero que seja uma palestra bem produtiva e que a gente saia com algum conhecimento, alguma visão diferente sobre como consumimos conteúdo hoje.”</p>
<p>Pedro Henrique Máximo Aleodoro é natural de Santa Maria e calouro do curso de Economia, ele conta que tem sido muito bem recepcionado no primeiro dia, e que uma das suas motivações para participar da Recepção Institucional foi poder acompanhar a palestra de Ana Bonasso. “Eu gostei bastante, valeu o esforço de sair de casa para ver e realmente foi legal. Eu acho que é uma pauta extremamente importante.”</p>
<p>A&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/2026/02/20/recepcao-estudantil-primeiro-semestre-2026" target="_blank" rel="noopener">programação da Recepção Institucional</a>&nbsp;segue com atividades no Hall do RU I ao longo da semana, além das programações das unidades de ensino dos quatro campi e da calourada na Gare, promovida em conjunto com a Prefeitura de Santa Maria e Liga Interatlética de Santa Maria.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Texto</b>: Ellen Schwade, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Fotos</b>: Daniel Michelon De Carli, designer</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Recepcao-estudantil-com-palestra-Foto_Daniel-Michelon-De-Carli-050-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de mulher em pé no palco do centro de convenções. Atrás dela a plateia" />											<figcaption>Palestra sobre ciência marcou a programação de recepção dos novos estudantes </figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        