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				<title>Redários da UFSM ganham nomes escolhidos pela comunidade acadêmica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete/redarios-da-ufsm-ganham-nomes-escolhidos-pela-comunidade-academica</link>
				<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:40:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[redários]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental ufsm]]></category>
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						<description><![CDATA[Sugestões enviadas por estudantes e servidores passam a identificar espaços de convivência, pausa e cuidado nos campi da Universidade Os redários da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) agora têm nomes definidos. A iniciativa, promovida pelo Projeto UFSM Conecta Saúde Mental, convidou a comunidade acadêmica a participar da escolha dos nomes dos espaços instalados nos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h2 style="text-align: justify" data-section-id="1i8rzl3" data-start="70" data-end="206">Sugestões enviadas por estudantes e servidores passam a identificar espaços de convivência, pausa e cuidado nos campi da Universidade</h2>
<p style="text-align: justify" data-start="208" data-end="486">Os redários da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) agora têm nomes definidos. A iniciativa, promovida pelo Projeto <strong data-start="330" data-end="359">UFSM Conecta Saúde Mental</strong>, convidou a comunidade acadêmica a participar da escolha dos nomes dos espaços instalados nos diferentes campi da instituição.</p>
<p data-start="488" data-end="821"><img class="alignnone size-large wp-image-1575 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/361/2026/07/Santa-Maria-Redario-localizado-perto-do-RU-II-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" /></p>
<h5 style="text-align: center" data-start="488" data-end="821"><strong>(Campus Santa Maria - Redário localizado perto do RU II, nomeado como <em>Dupla de 3)</em></strong></h5>
<p style="text-align: justify" data-start="488" data-end="821">A ação teve como objetivo fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar os redários como ambientes de convivência, descanso e cuidado no cotidiano universitário. As sugestões recebidas foram avaliadas considerando aspectos como bem-estar e saúde mental, convivência, identidade institucional e valorização do cuidado coletivo.</p>
<p style="text-align: justify" data-start="823" data-end="1081">Os redários foram implantados como espaços de pausa e interação, oferecendo à comunidade universitária locais para descanso entre as atividades acadêmicas e profissionais, além de incentivar encontros e novas formas de ocupação dos ambientes da Universidade.</p>
<p style="text-align: justify" data-start="1083" data-end="1125">No Campus Sede, os nomes escolhidos foram:</p>
<ul style="text-align: justify" data-start="1127" data-end="1360">
<li data-section-id="1r70qit" data-start="1127" data-end="1148"><strong data-start="1129" data-end="1138">RU I:</strong> AmarElo</li>
<li data-section-id="16br1k7" data-start="1149" data-end="1186"><strong data-start="1151" data-end="1166">Ponte Seca:</strong> Ponte de Encontro</li>
<li data-section-id="f8thtt" data-start="1187" data-end="1229"><strong data-start="1189" data-end="1212">Biblioteca Central:</strong> Pausa &amp; Página</li>
<li data-section-id="1ebmual" data-start="1230" data-end="1260"><strong data-start="1232" data-end="1243">CEU II:</strong> Refúgio da CEU</li>
<li data-section-id="1bs3ev7" data-start="1261" data-end="1292"><strong data-start="1263" data-end="1278">Planetário:</strong> Constelação</li>
<li data-section-id="1ozyi8b" data-start="1293" data-end="1318"><strong data-start="1295" data-end="1305">RU II:</strong> Dupla de 3</li>
<li data-section-id="1b8zffv" data-start="1319" data-end="1360"><strong data-start="1321" data-end="1342">Lago da Reitoria:</strong> De boa na lagoa</li>
</ul>
<p style="text-align: justify" data-start="1362" data-end="1427">Nos campi fora de sede, os redários receberam os seguintes nomes:</p>
<ul style="text-align: justify" data-start="1429" data-end="1567">
<li data-section-id="haucuu" data-start="1429" data-end="1471"><strong data-start="1431" data-end="1459">Campus Cachoeira do Sul:</strong> Aconchego</li>
<li data-section-id="1xphntz" data-start="1472" data-end="1521"><strong data-start="1474" data-end="1506">Campus Palmeira das Missões:</strong> Cama de gato</li>
<li data-section-id="wyh1gh" data-start="1522" data-end="1567"><strong data-start="1524" data-end="1556">Campus Frederico Westphalen:</strong> Entrenós</li>
</ul>
<p data-start="1569" data-end="1790"><img class="alignnone size-full wp-image-1576 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/361/2026/07/Redario-no-Campus-Palmeira-das-Missoes.jpeg" alt="" width="768" height="432" /></p>
<h5 style="text-align: center" data-start="488" data-end="821"><strong>(Campus Palmeira das Missões - Redário localizado entre o Restaurante Universitário e a Casa do Estudante Universitário, nomeado como <em>Cama de gato</em></strong></h5>
<p style="text-align: justify" data-start="1569" data-end="1790">Cada nome representa uma forma de olhar para esses espaços e para as experiências construídas dentro da Universidade. As escolhas reforçam a ideia dos redários como pontos de encontro, acolhimento e conexão entre pessoas.</p>
<p style="text-align: justify" data-start="1792" data-end="2035">A implantação dos redários integra as ações do <strong data-start="1839" data-end="1868">UFSM Conecta Saúde Mental</strong>, projeto que busca fortalecer iniciativas institucionais relacionadas à promoção da saúde mental, prevenção e construção de ambientes universitários mais acolhedores.</p>
<p style="text-align: justify" data-start="2037" data-end="2182">Com os novos nomes, os redários passam a carregar também as histórias, ideias e significados construídos coletivamente pela comunidade acadêmica.</p>
<p style="text-align: justify" data-start="2184" data-end="2284" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="2184" data-end="2213">UFSM Conecta Saúde Mental</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Missão de revalidação do Geoparque Quarta Colônia encerra visitas com destaque para participação das comunidades</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/19/missao-de-revalidacao-do-geoparque-quarta-colonia-encerra-visitas-com-destaque-para-participacao-das-comunidades</link>
				<pubDate>Sun, 19 Jul 2026 17:17:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Após três dias de visitas, avaliadores da UNESCO encerraram a primeira etapa da missão com destaque para a participação da população na valorização do patrimônio natural e cultural]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73522" align="alignleft" width="536"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2240-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal de um momento durante a visita dos avaliadores do Geoparque Mundial da UNESCO ao Quilombo Vovó Isabel. No centro da imagem, a coordenadora do Quilombo Vovó Isabel, Joceli Pereira, uma mulher negra de cabelos curtos e cacheados, veste um vestido amarelo com estampas em azul, vermelho e marrom enquanto abraça a avaliadora Daniela Rocha, uma mulher de cabelos loiros que aparece de costas para a câmera, usando uma jaqueta em tom bege e calça escura. As duas sorriem durante o abraço. À esquerda, também de costas para a câmera, está o avaliador Jean-Luc, com cabelos grisalhos, vestindo uma camiseta polo azul-clara e calça escura, observando o encontro. Mais ao fundo, à esquerda, uma mulher de cabelos grisalhos e cacheados sorri ao acompanhar a cena, enquanto outras pessoas observam a recepção. No lado direito da imagem, duas crianças assistem ao momento. Uma delas usa um vestido rosa e uma faixa colorida atravessada no peito, além de um laço estampado nos cabelos. Ao fundo, há uma construção de paredes em tom bege, com portas e janelas, e o chão é de terra e pedras, indicando um ambiente externo durante o dia." width="536" height="357" /> Avaliadores do Geoparque Mundial da UNESCO terminaram a visita de campo neste sábado (18)[/caption]
<p>Os avaliadores da UNESCO Daniela Rocha e Jean-Luc Desbois concluíram, na noite deste sábado (18), a agenda de visitas no Geoparque Mundial da UNESCO Quarta Colônia. Após três dias percorrendo os nove municípios do território, conhecendo geossítios, museus, centros culturais, escolas, comunidades e iniciativas de desenvolvimento local, a missão de revalidação foi encerrada com at ividades que evidenciaram o protagonismo da população na preservação do patrimônio natural e cultural. Ao longo da missão, os avaliadores tiveram o acompanhamento da tradutora Amy Lee, da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), instituição parceira na gestão e no desenvolvimento das ações do Geoparque Quarta Colônia.</p>
<p>Na sexta-feira (17), segundo dia da programação, Daniela Rocha e Jean-Luc Desbois conheceram diferentes iniciativas que integram o patrimônio histórico, cultural e geológico da região. O roteiro incluiu visitas à Estação Ferroviária de Restinga Sêca, à Casa de Cultura Iberê Camargo, em São João do Polêsine, ao Instituto Cultural Brasileiro-Alemão de Agudo, à Praça dos Dinossauros e ao Restaurante Fábrika, em Mata, além do Geossítio Cerro da Figueira. Os avaliadores também acompanharam ações de educação patrimonial desenvolvidas com escolas em São João do Polêsine, visitaram o Museu Arqueológico da Quarta Colônia e participaram da programação da Semana do Município de Dona Francisca.</p>
<h3 data-section-id="1vos6hn" data-start="1910" data-end="1961">Patrimônio histórico abre o último dia da missão</h3>
<p data-start="1963" data-end="2322">A programação de sábado começou no Espaço Multidisciplinar da UFSM, em Silveira Martins, e seguiu para o Mirante Michelin.</p>
<p data-start="2324" data-end="2719">Ainda pela manhã, a missão passou pelo Centro de Pesquisas Genealógicas (CPG), em Nova Palma, instituição dedicada à preservação da memória das famílias de imigração italiana e referência para estudos sobre a formação histórica da região. As atividades antecederam a visita à comunidade quilombola Vovó Isabel, onde a programação passou a enfatizar a diversidade cultural presente no território.</p>
<h3 data-start="2324" data-end="2719">Memória e resistência no Quilombo Vovó Isabel</h3>
[caption id="attachment_73523" align="alignright" width="534"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2249-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal de uma apresentação cultural realizada por crianças do Quilombo Vovó Isabel para os avaliadores do Geoparque Mundial da UNESCO e o público. No centro da imagem, cerca de dez crianças vestidas com camisetas e calças brancas formam um círculo sobre o piso azul de um ginásio. Ajoelhadas no chão, elas mantêm os braços erguidos e as mãos dadas, enquanto algumas cantam ou olham para o alto, durante a apresentação. No chão, ao redor do grupo, estão distribuídos bastões de madeira utilizados na atividade. Ao fundo, uma fileira de cadeiras reúne os avaliadores e demais participantes, que acompanham atentamente a apresentação. Entre eles, a coordenadora do Quilombo Vovó Isabel, Joceli Pereira, com vestido amarelo estampado, além de outros moradores e visitantes. Algumas pessoas registram o momento com celulares. O espaço possui paredes de tijolos aparentes, janelas altas com entrada de luz natural e cobertura metálica. Atrás do público, dois painéis coloridos com referências à cultura afro-brasileira complementam o ambiente." width="534" height="356" /> Crianças do Quilombo Vovó Isabel realizam apresentação cultural[/caption]
<p data-start="2771" data-end="3113">A primeira atividade da tarde levou os avaliadores à Casa da Quilombola Vovó Isabel, na localidade de Santo Inácio, em Nova Palma. O espaço preserva a memória da presença negra na Quarta Colônia e representa a trajetória dos remanescentes de quilombos formados na região a partir da resistência de pessoas escravizadas e de seus descendentes.</p>
<p data-start="3115" data-end="3646">Entre as figuras que marcaram essa trajetória está Maria Isabel Rafaela Pinto, conhecida como Vovó Isabel, que dá nome à Associação Remanescente de Quilombo da localidade. Vinda da Fazenda das Árvores, em Júlio de Castilhos, ela e seus filhos estão entre os ex-escravizados que passaram a viver na região. Ao longo das gerações, os moradores também preservaram saberes tradicionais, como a atuação das benzedeiras, responsáveis pela transmissão de conhecimentos sobre plantas medicinais, práticas de cura e manifestações culturais.</p>
<p data-start="3648" data-end="3948">A presença afrodescendente no local resultou na criação da Associação Remanescente de Quilombo Vovó Isabel, em 2006, e no reconhecimento oficial como comunidade remanescente de quilombo, em 2008. Atualmente, o espaço desenvolve ações voltadas à valorização da cultura, da memória e da produção local.</p>
<p data-start="3950" data-end="4155">Durante a visita, os avaliadores acompanharam apresentações de capoeira, conheceram peças de artesanato produzidas no local e ouviram relatos dos moradores sobre as iniciativas desenvolvidas no território. Para a professora e diretora da Escola Santo Inácio, Patrícia Telles, a presença do quilombo no Geoparque fortalece o sentimento de pertencimento e contribui para o resgate da identidade das novas gerações. "Fazer parte é muito orgulho para nós. A gente veste a camisa e defende o que nós temos de bonito quanto à questão do turismo, da história e da construção da Quarta Colônia", destaca.</p>
<p data-start="4552" data-end="4719">A presidente da Associação Quilombo Vovó Isabel, Joceli Pereira, afirma que a inserção do grupo nas ações do Geoparque ampliou a visibilidade da trajetória quilombola. "Muita coisa mudou nas nossas vidas porque a gente era uma comunidade escondida. Agora, com o Geoparque, estamos sendo reconhecidos", afirma. Para ela, a visita dos avaliadores da UNESCO representa o reconhecimento de uma trajetória marcada pela resistência e pela preservação das raízes deixadas pelos antepassados.</p>
<h3 data-section-id="151oxcr" data-start="213" data-end="273">Tradição gaúcha integra patrimônio cultural do território</h3>
[caption id="attachment_73524" align="alignleft" width="536"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2224-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal de um momento de confraternização no CTG Estância do Sobrado, durante a visita dos avaliadores do Geoparque Mundial da UNESCO. No centro da imagem, o avaliador Jean-Luc, um homem de cabelos curtos grisalhos, usa óculos e camiseta polo azul-escura enquanto experimenta um pedaço de churrasco gaúcho. Ao seu lado está a tradutora Amy Lee, uma mulher de cabelos grisalhos presos em um rabo de cavalo, usando óculos, camiseta verde e colete bege. Ela também segura um pedaço de carne e conversa com Jean-Luc. À esquerda, uma pessoa ergue um espeto com um pedaço de carne assada, oferecendo o churrasco aos visitantes. Em primeiro plano, sobre uma mesa, há uma grande travessa de madeira com pães e outra com linguiças, além de outros alimentos típicos. Ao fundo, visitantes acompanham a degustação, alguns registrando o momento com celulares. O ambiente é coberto, com estrutura de madeira e telhado de zinco aparente, característico de um galpão de CTG, iluminado pela luz natural que entra pelas laterais." width="536" height="357" /> Daniela Rocha e Jean-Luc vivenciam a cultura gaúcha durante visita ao CTG Estância do Sobrado[/caption]
<p data-start="275" data-end="790">Da herança afro-brasileira, os avaliadores seguiram para outro elemento da identidade cultural da Quarta Colônia. No município de Pinhal Grande, o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Estância do Sobrado apresentou costumes que fazem parte da história e do cotidiano do Rio Grande do Sul. Recebidos por integrantes da entidade, Daniela Rocha e Jean-Luc Desbois participaram de uma roda de chimarrão, andaram a cavalo e provaram o tradicional churrasco gaúcho, em contato com práticas preservadas ao longo das gerações.</p>
<p data-start="792" data-end="1297">Fundado em 1991, o CTG surgiu inicialmente com o nome de Velho Sobrado, em referência a um casarão que existiu na região e pertenceu a João Gonçalves Padilha, considerado o primeiro morador de Pinhal Grande. No mesmo ano, a entidade adotou o nome de CTG Estância do Sobrado e passou a atuar na preservação e difusão da tradição gaúcha no município. Atualmente, promove cursos de dança, fandangos, rodeios, desfiles a cavalo e outras atividades que reúnem participantes de diferentes localidades da região.</p>
<p data-start="1299" data-end="1841">Durante a visita, os avaliadores também conheceram banners e trabalhos produzidos por crianças do CTG e apresentados na JAI Mirim (Jornada Acadêmica Integrada), iniciativa da UFSM criada em 2022 pela professora Maria Medianeira Padoin, coordenadora científica do Geoparque Quarta Colônia. Coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), a iniciativa estimula estudantes da educação básica a desenvolver pesquisas sobre o patrimônio geológico, histórico e cultural da região.</p>
<p data-start="1843" data-end="2040">Para o patrão do CTG Estância do Sobrado, César Ferrari Piovesan, a presença dos avaliadores representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela entidade na preservação das tradições gaúchas. "Para nós, significa termos cada vez mais firmeza no que a gente está fazendo: cultivar a cultura", afirma. Segundo ele, o reconhecimento do Geoparque também contribui para aproximar as novas gerações da história local. "Nós termos o selo do Geoparque e vermos também a nossa juventude conhecendo essas descobertas é muito grandioso", destaca.</p>
<p data-start="2412" data-end="2740">A visita ao CTG reforçou um dos pilares da revalidação dos Geoparques Mundiais da UNESCO: a valorização da identidade cultural dos territórios. Entre os critérios avaliados estão a conservação do patrimônio geológico e o fortalecimento dos saberes, das tradições e das manifestações culturais preservadas pelos moradores locais.</p>
<h3 data-section-id="10gei5z" data-start="2742" data-end="2776">A terra dos "pequenos notáveis"</h3>
[caption id="attachment_73525" align="aligncenter" width="758"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2222.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal de uma visita técnica ao Geossítio Fossilífero São Luiz, em Faxinal do Soturno. No centro da imagem, o integrante do CAPPA, Flávio Pretto, está de perfil, usando óculos, camisa xadrez em tons de cinza e preto e calça jeans. Com os cabelos longos presos em um coque, ele conversa com o grupo e apresenta informações sobre o geossítio. Em primeiro plano, de costas para a câmera, está o avaliador do Geoparque Mundial da UNESCO, Jean-Luc, com cabelos curtos grisalhos e camiseta polo azul-clara, acompanhando a explicação. À esquerda, também de costas, aparece uma mulher de cabelos grisalhos presos em um coque, vestindo um moletom bordô com a identidade visual do Geoparque Quarta Colônia. Ao fundo, destaca-se uma extensa formação de solo avermelhado com afloramentos rochosos, característica do geossítio, cercada por vegetação e árvores de médio e grande porte. Sobre a encosta, uma pessoa sentada observa a atividade. A cena acontece ao ar livre, durante o dia, com os participantes voltados para a explicação sobre o patrimônio geológico do local." width="758" height="505" /> Avaliadores visitam o Geossítio Fossilífero São Luiz, em Faxinal do Soturno[/caption]
<p data-start="2778" data-end="3324">A última visita técnica da missão ocorreu no Geossítio Fossilífero Linha São Luiz, em Faxinal do Soturno. Formado por rochas de aproximadamente 225 milhões de anos, o local preserva registros do período Triássico e é reconhecido como uma das principais áreas de pesquisa paleontológica da Quarta Colônia. Durante a visita, os avaliadores acompanharam uma apresentação conduzida por Flávio Pretto, pesquisador do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA), que destacou a importância científica e patrimonial do geossítio.</p>
<p data-start="3326" data-end="3702">Ao longo das últimas décadas, as escavações realizadas na região revelaram fósseis de répteis primitivos, cinodontes (grupo ancestral dos mamíferos), dinossauros e espécies vegetais, como araucárias primitivas. Entre as descobertas estão os chamados "pequenos notáveis", animais de pequeno porte que tiveram grande importância para a compreensão da evolução dos vertebrados.</p>
<p data-start="3704" data-end="4173">Entre eles estão o <em>Elevosaurus</em>, o <em>Riograndia</em>, o <em>Brasilodon</em>, o <em>Irajatherium</em> e o <em>Maehary</em>, espécies que contribuem para estudos sobre a origem dos mamíferos e dos pterossauros. A história do geossítio também é marcada pelo trabalho dos irmãos Abraão e Daniel Cargnin, moradores da Quarta Colônia que, mesmo sem formação em Paleontologia, tornaram-se referência nas pesquisas de campo e colaboraram com pesquisadores de universidades e museus de diferentes regiões do país.</p>
<h3 data-section-id="3trche" data-start="4175" data-end="4217">Comunidade marca encerramento da missão</h3>
[caption id="attachment_73526" align="alignleft" width="357"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2219-683x1024.jpg" alt="Fotografia colorida na vertical da coletiva de imprensa realizada ao final da missão de revalidação do Geoparque Mundial da UNESCO. No centro da imagem, a avaliadora Daniela Rocha está sentada, segurando um microfone com a mão direita enquanto fala. Ela tem cabelos loiros na altura dos ombros e veste uma camisa em tom verde-oliva sobre uma blusa clara e calça preta. Sua expressão é sorridente e ela olha em direção aos participantes do encontro. À esquerda, também sentada, está Eduarda Brum, diretora do Geoparque Quarta Colônia. Ela tem cabelos longos castanhos, veste uma camiseta verde com a identidade visual do Geoparque, colete bege e crachá, e observa Daniela durante a fala. À direita, aparece o avaliador Jean-Luc, sentado e levemente voltado para Daniela. Ele tem cabelos curtos grisalhos, veste uma camiseta polo azul-clara e sorri enquanto acompanha a conversa. Ao fundo, sobre uma mesa coberta por uma toalha branca, há um arranjo de flores brancas e folhagens ao lado de imagens religiosas. As paredes brancas, a iluminação suave e os elementos religiosos indicam que o encontro acontece no interior da capela localizada ao lado do Museu Histórico Geringonça, na comunidade de Novo Treviso, em Faxinal do Soturno." width="357" height="536" /> Avaliadores destacaram pontos positivos observados durante a missão[/caption]
<p data-start="4219" data-end="4678">Após três dias de visitas pelo território da Quarta Colônia, a etapa de revalidação chegou ao fim na noite de sábado (18). Os avaliadores Daniela Rocha, de Portugal, e Jean-Luc Desbois, da França, visitaram o Museu Histórico Geringonça, na comunidade de Novo Treviso, em Faxinal do Soturno. O espaço preserva a história da imigração italiana na região e reúne um acervo de utensílios utilizados pelos primeiros imigrantes que se estabeleceram na localidade.</p>
<p data-start="4680" data-end="4906">Em seguida, durante a coletiva de imprensa, os avaliadores compartilharam as primeiras impressões sobre o percurso e destacaram a participação dos moradores como um dos principais diferenciais observados ao longo da avaliação.</p>
<p data-start="955" data-end="1056">Para Jean-Luc, a receptividade encontrada ao longo da programação foi um dos aspectos mais marcantes. "Visitámos nove comunidades diferentes e, em todas elas, as pessoas foram muito acolhedoras, deram uma recepção muito calorosa", afirma.</p>
<p data-start="1198" data-end="1326">O avaliador também ressaltou que a mobilização da população é um dos critérios fundamentais para um Geoparque Mundial da UNESCO. "Nós sentimos que há muitas pessoas envolvidas. Quanto isso impacta? Muito. É um dos pontos mais importantes e um daqueles que nós temos de verificar." Segundo Jean-Luc, a missão encontrou uma articulação que reúne gestores públicos, produtores rurais, artesãos, pesquisadores e moradores em torno de um objetivo comum.</p>
<p data-start="1652" data-end="1768">Daniela reforçou essa percepção ao afirmar que o protagonismo das pessoas está no centro da proposta dos Geoparques. "O Geoparque é para as pessoas. Senti que todos falam do território com uma só voz, e isso é muito importante", destaca.</p>
<p data-start="1894" data-end="2145">Questionados sobre os momentos que mais chamaram a atenção durante a visita, Jean-Luc citou o Monte Grappa, em Ivorá, pela relação entre a paisagem, a imigração italiana e o sentimento de união demonstrado pelos moradores na preservação dessa memória. Daniela, por outro lado, preferiu destacar uma sensação vivenciada ao longo de toda a missão. "Eu não escolheria um lugar. Acho que envolve a sensação de paz. Em muitos lugares por onde passámos, há uma sensação de tranquilidade, paz e bem-estar", aponta.</p>
<p data-start="2407" data-end="2600">Para a diretora executiva do Geoparque Mundial da UNESCO Quarta Colônia, Eduarda Brum, a primeira revalidação representa uma nova etapa de um trabalho construído ao longo de mais de uma década. "Hoje estamos aqui na nossa primeira revalidação e trabalhamos incansavelmente, todos os meus colegas, e muito felizes por tudo o que este momento representou para nós", afirma.</p>
<p data-start="2783" data-end="3261">Após a conclusão da agenda na Quarta Colônia, os avaliadores seguem para Caçapava do Sul, onde realizam, até o dia 23 de julho, a segunda etapa da missão de revalidação. Ao final das visitas aos dois territórios, será elaborado um relatório técnico reunindo os avanços observados, os pontos positivos e as recomendações de melhoria. O documento será encaminhado à UNESCO, que decidirá sobre a manutenção do título de Geoparque Mundial da UNESCO no fim de 2026 ou início de 2027.</p>
<p data-start="3263" data-end="3592">Embora o resultado da revalidação só seja conhecido após a análise desse relatório, as impressões compartilhadas pelos avaliadores durante a coletiva indicam uma expectativa positiva sobre o trabalho desenvolvido na Quarta Colônia.</p>
<p data-start="3263" data-end="3592"><strong>Confira mais registros da missão:</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<p><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Museu Arqueológico da Quarta Colônia (Foto: Davi Pereira)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTMzIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9NdXNldS1BcnF1ZW9sb2dpY28tZGEtUXVhcnRhLUNvbG9uaWEuanBlZyIsInNsaWRlc2hvdyI6Ijk3NzFiNjAifQ%3D%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Museu-Arqueologico-da-Quarta-Colonia.jpeg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Museu-Arqueologico-da-Quarta-Colonia-226x300.jpeg" alt="Museu Arqueológico da Quarta Colônia (Foto: Davi Pereira)" /><figcaption>Museu Arqueológico da Quarta Colônia (Foto: Davi Pereira)</figcaption></figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Apresentação deações de educação patrimonial em São João do Polêsine (Foto: Davi Pereira)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTM0IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9Qb2xlc2luZS5qcGVnIiwic2xpZGVzaG93IjoiOTc3MWI2MCJ9" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Polesine.jpeg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Polesine-300x226.jpeg" alt="Apresentação deações de educação patrimonial em São João do Polêsine (Foto: Davi Pereira)" /></p>
<figcaption>Apresentação deações de educação patrimonial em São João do Polêsine (Foto: Davi Pereira)</figcaption>
</figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Trabalhos da JAI Mirim expostos no CTG Estância do Sobrado (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTMyIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9JTUdfMjIyNy5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI5NzcxYjYwIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2227.jpg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2227-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. Em primeiro plano, livros infantis, desenhos, pequenas esculturas de dinossauros e outros materiais educativos estão expostos sobre uma mesa. Ao fundo, banners apresentam informações e fotografias de projetos de educação patrimonial desenvolvidos na Quarta Colônia." /></p>
<figcaption>Trabalhos da JAI Mirim expostos no CTG Estância do Sobrado (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)</figcaption>
</figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Avaliadores experimentam o Chimarrão no CTG Estância do Sobrado (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTMxIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9JTUdfMjIxMC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI5NzcxYjYwIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2210.jpg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2210-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. Homem e mulher sorriem enquanto seguram cuias de chimarrão em frente à entrada de um prédio. Ao redor deles, adultos e crianças acompanham a atividade, e um participante com colete do Geoparque Quarta Colônia aparece ao fundo." /></p>
<figcaption>Avaliadores experimentam o Chimarrão no CTG Estância do Sobrado (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)</figcaption>
</figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Meninas do Quilombo Vovó Isabel (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTI3IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9JTUdfMjI0My5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI5NzcxYjYwIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2243.jpg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2243-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. Crianças vestidas com trajes coloridos e faixas atravessadas no peito aguardam em fila próximo à entrada de um salão. A menina em primeiro plano bate palmas enquanto olha em direção ao interior do espaço, iluminado pela luz que entra pela porta." /></p>
<figcaption>Meninas do Quilombo Vovó Isabel (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)</figcaption>
</figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Avaliadores conhecem a cultura gaúcha no CTG Estância do Sobrado (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTI4IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9JTUdfMjI1NS5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI5NzcxYjYwIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2255.jpg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2255-200x300.jpg" alt="Foto colorida na vertical. Homem montado em um cavalo segura um bastão e ajusta o chapéu durante uma atividade ao ar livre. Em frente ao cavalo, um homem e uma mulher observam a cena sorrindo. Ao fundo, aparecem árvores, um galpão rural e veículos estacionados." /></p>
<figcaption>Avaliadores conhecem a cultura gaúcha no CTG Estância do Sobrado (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)</figcaption>
</figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Artesanato feito por integrantes do Quilombo Vovó Isabel (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTI5IiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9JTUdfMjI0Ny5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI5NzcxYjYwIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2247.jpg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2247-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. Bonecas artesanais de tecido com diferentes estampas de vestidos e cabelos de lã marrom estão expostas sobre uma mesa coberta por uma toalha com estampa colorida de inspiração africana. A imagem destaca uma boneca em primeiro plano, enquanto as demais aparecem desfocadas ao fundo" /></p>
<figcaption>Artesanato feito por integrantes do Quilombo Vovó Isabel (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)</figcaption>
</figure>
<p></a><a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="9771b60" data-elementor-lightbox-title="Crianças do Quilombo Vovó Isabel se apresentando (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)" data-e-action-hash="#elementor-action%3Aaction%3Dlightbox%26settings%3DeyJpZCI6IjczNTMwIiwidXJsIjoiaHR0cHM6XC9cL3d3dy51ZnNtLmJyXC9hcHBcL3VwbG9hZHNcLzIwMjZcLzA3XC9JTUdfMjI1MC5qcGciLCJzbGlkZXNob3ciOiI5NzcxYjYwIn0%3D" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2250.jpg"></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_2250-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. Criança realiza um movimento de capoeira no centro de uma roda formada por músicos e participantes vestidos de branco, em um ginásio. Ao fundo, há uma trave de futebol com rede e uma parede de tijolos aparentes. Os músicos tocam atabaque, berimbau e pandeiro, enquanto outras crianças assistem sentadas no chão em primeiro plano" /></p>
<figcaption>Crianças do Quilombo Vovó Isabel se apresentando (Foto: Giovanna Felkl e Pedro Moro)</figcaption>
</figure>
<p></a>			</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos de capa e da matéria: Giovanna Felkl e Pedro Moro, estudantes de Jornalismo e bolsistas da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Missão de revalidação do Geoparque Quarta Colônia inicia visitas de campo em São João do Polêsine e Ivorá</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/17/missao-de-revalidacao-do-geoparque-quarta-colonia-inicia-visitas-de-campo-em-sao-joao-do-polesine-e-ivora</link>
				<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 11:11:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Primeiro dia da agenda técnica da UNESCO percorreu iniciativas voltadas à geoconservação, educação, turismo sustentável, patrimônio cultural e desenvolvimento local no território]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73516" align="alignleft" width="503"]<img class="wp-image-73516 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IMG_0972-1024x768.jpg" alt="" width="503" height="377" /> Avaliadores visitaram diversos locais do território (Foto: Giovana Fenandes)[/caption]
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="328" data-end="812">A missão de revalidação do título de Geoparque Mundial da UNESCO cumpriu, nesta quinta-feira (16), o primeiro dia de visitas de campo no território do Geoparque Quarta Colônia. Os avaliadores da UNESCO, Daniela Rocha e Jean-Luc Desbois, percorreram os municípios de São João do Polêsine e Ivorá para conhecer iniciativas que demonstram a integração entre geoconservação, educação, turismo sustentável, patrimônio cultural e desenvolvimento local.</p>
<p data-start="814" data-end="1276">Em São João do Polêsine, a comitiva visitou a Casa Museu João Luiz Pozzobon, o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), a Cachaçaria Gentil, a Villa Campolongo, o Restaurante Romilda e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, novo geossítio do território. Ao longo do roteiro, foram apresentados projetos e ações que evidenciam a valorização do patrimônio geológico e cultural como estratégia de desenvolvimento regional.</p>
<p data-start="1278" data-end="1955">Na sequência, a missão seguiu para Ivorá, onde percorreu os Caminhos de Ivorá, com visitas à Praça Central, Monte Grappa, Museu do Nono, Cascata Cara de Índio e Restaurante I Fratelli Moro. O percurso destacou a relação entre o patrimônio natural, a memória da imigração italiana, a cultura, a gastronomia e o turismo. No restaurante, os avaliadores também participaram de um encontro com representantes da Associação de Turismo de Ivorá, que apresentaram iniciativas desenvolvidas no município e compartilharam experiências sobre a contribuição do Geoparque para o fortalecimento do turismo e do desenvolvimento sustentável no território.</p>
<p class="" data-start="1957" data-end="2541" data-is-last-node="" data-is-only-node="">As visitas integram o processo de revalidação promovido pela UNESCO, realizado periodicamente para verificar se os Geoparques Mundiais continuam atendendo aos critérios de excelência da organização. A programação da missão teve início na terça-feira (15), com a recepção dos avaliadores e um momento de integração que reuniu representantes da UFSM, dos municípios do território, de instituições parceiras e lideranças regionais. </p>
<p data-start="1957" data-end="2541" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em>Com informações da Assessoria de Comunicação do Geoparque Quarta Colônia</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Missão da UNESCO iniciará revalidação de Geoparques gaúchos na próxima quarta-feira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/09/missao-da-unesco-iniciara-revalidacao-de-geoparques-gauchos-na-proxima-quarta-feira</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:04:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Geoparque Caçapava]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[missão da unesco]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73487</guid>
						<description><![CDATA[Avaliadores internacionais percorrerão os territórios para verificar a manutenção dos critérios que garantem o reconhecimento como Geoparques Mundiais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73489" align="alignright" width="570"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/aline-dalmolin-arquivo-PRE.jpg"><img class="wp-image-73489" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/aline-dalmolin-arquivo-PRE.jpg" alt="" width="570" height="380" /></a> Reunião de apresentação da proposta dos Geoparques em 2018 (Foto: Aline Dalmolin)[/caption]
<p>Os Geoparques Mundiais da UNESCO Quarta Colônia e Caçapava do Sul passarão pelo processo de revalidação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) a partir da próxima quarta-feira (15). Realizada a cada quatro anos, a missão verifica se os territórios continuam atendendo aos critérios estabelecidos pela organização para permanecer na Rede Global de Geoparques. A agenda começa na Quarta Colônia, de 15 a 19, e segue para Caçapava do Sul, de 19 a 23.</p>
<p>Durante as visitas, os avaliadores percorrerão geossítios, centros de pesquisa, universidades e iniciativas desenvolvidas nos territórios, além de se reunir com gestores, pesquisadores, empreendedores e representantes das comunidades locais. Reconhecidos pela UNESCO em 2022, os dois geoparques gaúchos têm a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entre as instituições parceiras na gestão dos territórios.</p>
<p>Para a técnica em Turismo e coordenadora da Subdivisão de Geoparque da UFSM, Bibiana Schiavini, a revalidação representa mais do que a manutenção do título internacional. "O mais valioso ganho é a autoestima e o sentimento de pertencimento das comunidades que se apropriam dos territórios geoparques", destaca. Durante as missões de revalidação, a universidade participa da organização das agendas e acompanha os avaliadores ao longo de toda a programação.</p>
[caption id="attachment_73490" align="alignleft" width="568"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/catherine-vargas-cacapava-do-sul.jpg"><img class=" wp-image-73490" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/catherine-vargas-cacapava-do-sul.jpg" alt="" width="568" height="378" /></a> Avaliadores da UNESCO no Geoparque de Caçapava do Sul, em 2022 (Foto: Catherine Vargas)[/caption]
<h3>Como será a missão</h3>
<p>Na Quarta Colônia, a equipe da universidade será representada pelos professores Adriano Figueiró e Maria Medianeira Padoin, membros do Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. Em Caçapava do Sul, a participação ficará a cargo do professor André Borba, que integra o Comitê Científico do geoparque. A interlocução entre os avaliadores internacionais e as comunidades será facilitada pela tradução simultânea realizada pela servidora Amy Lee, do Núcleo Integrado de Mobilidade e Internacionalização (M&amp;I).</p>
<p>Na Quarta Colônia, a programação inclui visita ao Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) da UFSM, apresentação de pesquisas desenvolvidas no Mestrado em Patrimônio Cultural e atividades no Espaço Multidisciplinar da Universidade, em Silveira Martins. A etapa será encerrada em 19 de julho, quando a missão seguirá para Caçapava do Sul, após uma recepção institucional na UFSM.</p>
<p>Em Caçapava do Sul, a abertura oficial ocorrerá na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), instituição que compartilha a gestão do geoparque com a UFSM. O roteiro prevê uma mostra de projetos desenvolvidos pelas duas universidades no território, a realização da atividade "Um Dia no Parque", no geossítio Serra do Segredo, e a abertura da II Jornada em Educação Patrimonial, promovida pela Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (Coder) da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM. As missões serão concluídas em 23 de julho, com uma agenda no Palácio Piratini, em Porto Alegre, que reunirá parte das equipes dos geoparques, os avaliadores da UNESCO e representantes do Governo do Estado.</p>
<p>Segundo Bibiana, o roteiro foi elaborado para evidenciar os diferenciais dos dois territórios. "Os roteiros das missões UNESCO evidenciam os patrimônios geológicos e paleontológicos únicos no mundo", afirma.</p>
<p>A missão de revalidação não ocorre de forma inesperada. O processo começa cerca de um ano antes da visita dos avaliadores. Nesse período, a gestão do geoparque encaminha à UNESCO documentos que reúnem informações sobre as ações desenvolvidas desde a última avaliação, incluindo projetos, parcerias, investimentos e avanços nas diferentes áreas de atuação do território. A análise dessa documentação prepara a visita técnica dos especialistas, que verificam, na prática, como as iniciativas apresentadas são aplicadas nas comunidades.</p>
[caption id="attachment_73491" align="alignright" width="567"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/cleusa-jung-quarta-colonia-1.jpeg"><img class=" wp-image-73491" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/cleusa-jung-quarta-colonia-1.jpeg" alt="" width="567" height="425" /></a> Avaliadores visitam a Cascata do Índio, na Quarta Colônia, durante missão em 2022 (Foto: Cleusa Jung)[/caption]
<h3>O que será reavaliado</h3>
<p>A missão de revalidação será conduzida pelos mesmos dois avaliadores nos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul: Daniela Rocha, representante do Geoparque Arouca, em Portugal, e Jean-Luc Desbois, do Geoparque Massif des Bauges, na França. Indicados pela UNESCO, os especialistas realizam uma análise técnica para verificar se os territórios continuam cumprindo os critérios necessários para permanecer com o título.</p>
<p>Durante a visita, os avaliadores observarão aspectos relacionados à gestão dos geoparques e suas estruturas organizacionais, à participação das comunidades locais nas ações dos territórios e à proteção e valorização do patrimônio geológico, natural e cultural. Também serão analisadas as iniciativas de educação e divulgação científica, as ações de turismo sustentável e desenvolvimento local, além do funcionamento da rede de parceiros e dos geoprodutos desenvolvidos pelos territórios.</p>
<p>Após a missão, Daniela e Jean-Luc construirão um relatório técnico que será encaminhado à UNESCO. Ele irá definir a situação do geoparque a partir das observações realizadas. O território pode receber o Cartão Verde, que representa a manutenção do título de Geoparque Mundial da UNESCO; o Cartão Amarelo, quando são indicadas melhorias e ajustes necessários; ou o Cartão Vermelho, que pode resultar na perda do certificado internacional.</p>
<p>Segundo a coordenadora, a manutenção do reconhecimento fortalecerá as ações desenvolvidas pelas instituições parceiras e pelas comunidades. "O processo de revalidação sendo positivo é uma garantia de continuidade do trabalho desenvolvido pela UFSM nos Geoparques Mundiais da UNESCO Quarta Colônia e Caçapava", destaca.</p>
<p>A Quarta Colônia reúne nove municípios  Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Sêca, São João do Polêsine e Silveira Martins, enquanto Caçapava do Sul integra um território reconhecido pela relevância de seu patrimônio geológico, natural e cultural. A missão de revalidação busca justamente verificar como esses elementos seguem articulados nas ações de conservação, educação, turismo e desenvolvimento local.</p>
<p>Confira a reportagem da Agência de Notícias sobre <a href="https://ufsm.br/r-1-73476" target="_blank" rel="noopener">a trajetória dos dois geoparques até o destaque internacional</a>.</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Aline Dalmolin, Catherine Vargas e Cleusa Jung/Arquivo PRE</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Relembre a trajetória dos geoparques gaúchos até a primeira revalidação da UNESCO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/08/relembre-a-trajetoria-dos-geoparques-gauchos-ate-a-primeira-revalidacao-da-unesco</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:25:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque caçapava do sul]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[unesco]]></category>

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						<description><![CDATA[Mais de uma década de articulação entre universidade, comunidades e instituições levou Quarta Colônia e Caçapava do Sul ao reconhecimento como Geoparques Mundiais da UNESCO e, agora, à primeira revalidação do título]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73477" align="alignright" width="587"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Design-sem-nome-3.jpg"><img class=" wp-image-73477" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Design-sem-nome-3.jpg" alt="" width="587" height="734" /></a> Certificados concedidos aos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul em 2023[/caption]
<p>A partir da próxima quarta-feira (15), os Geoparques da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul passarão pela primeira revalidação do título conquistado em 2022. A missão será conduzida por avaliadores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que verificarão se os territórios continuam atendendo aos critérios que garantiram a certificação, como a conservação do patrimônio, a promoção da educação, o desenvolvimento do turismo, o envolvimento das comunidades e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O reconhecimento internacional foi concedido em razão das características singulares de cada território. Na Quarta Colônia, destacam-se o patrimônio paleontológico, com fósseis entre os mais antigos do planeta, e as riquezas culturais e naturais da região. Já Caçapava do Sul reúne um dos mais importantes patrimônios geológicos do país, com formações rochosas de centenas de milhões de anos e mais de 30 geossítios catalogados.</p>
<p>Realizada a cada quatro anos, a revalidação representa uma nova etapa. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve papel central nessa trajetória. Por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), a instituição transformou iniciativas já desenvolvidas nos territórios em um projeto institucional voltado ao desenvolvimento regional, articulando pesquisadores, gestores públicos, lideranças comunitárias e parceiros na construção das candidaturas.</p>
<p>A estratégia começou a ser estruturada em 2018, durante a gestão do então pró-reitor de Extensão, professor Flavi Ferreira Lisboa Filho. "Em 2018, foi lançado para nós um grande desafio: como a UFSM poderia estar mais presente nos territórios em que atua e de que maneira isso poderia ajudar a ser vetor de desenvolvimento desses territórios", relata Flavi.</p>
<p>Ao longo desta reportagem, a Agência de Notícias reconstrói a trajetória que levou Quarta Colônia e Caçapava do Sul ao reconhecimento e mostra como a atuação conjunta entre universidade, comunidades e poder público tornou possível essa conquista.</p>
[caption id="attachment_73485" align="aligncenter" width="889"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-08-at-12.03.58.jpeg"><img class="wp-image-73485 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-08-at-12.03.58.jpeg" alt="arte vertical colorida com uma linha do tempo dos geoparques " width="889" height="1600" /></a> A trajetória dos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul[/caption]
[caption id="attachment_73478" align="alignleft" width="575"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/catherine-vargas.jpg"><img class="wp-image-73478" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/catherine-vargas.jpg" alt="" width="575" height="383" /></a> Avaliadores durante visitação em Caçapava do Sul, em 2022 (Foto: Catherine Vargas)[/caption]
<h3>Onde tudo começou</h3>
<p><span style="font-size: revert;color: initial">Embora tenham conquistado o reconhecimento da UNESCO simultaneamente, os dois territórios seguiram trajetórias distintas até a certificação internacional. Em Caçapava do Sul, a trajetória começou antes mesmo da criação do projeto Geoparque. Entre 2010 e 2013, um inventário coordenado pelo geólogo André Borba identificou e catalogou os geossítios do município, mapeando áreas de elevada relevância geológica. O levantamento resultou no reconhecimento de Caçapava do Sul como Capital Gaúcha da Geodiversidade, oficializado pela Lei Estadual nº 14.708. Para Borba, essa iniciativa consolidou a identidade geológica do território e abriu caminho para novas ações de valorização do patrimônio local.</span></p>
<p>A proposta ganhou novo impulso em 2017, quando passou a ser estruturada como o Projeto Geoparque Caçapava. A partir daquele momento, o desafio deixou de ser apenas evidenciar a importância geológica da região e passou a envolver a comunidade e diferentes setores da sociedade na construção da candidatura. "Sempre achamos que Caçapava tinha um potencial interessante. Do ponto de vista geológico, o potencial é óbvio. O que faltava era o engajamento da comunidade, e isso melhorou muito nesse período", relembra Borba.</p>
<p>Na sequência, a mobilização se fortaleceu por meio da aproximação entre universidades, poder público e comunidade. Em 2019, durante um workshop de Geoparques Mundiais para a América Latina, realizado na Colômbia, um representante da organização mundial questionou a equipe: "Por que não submeteram ainda a candidatura?". Para Borba, aquele foi o momento em que ficou claro que o território reunia as condições necessárias para buscar a certificação internacional.</p>
<p>No ano seguinte, Caçapava do Sul encaminhou à UNESCO a carta de intenções e tornou-se oficialmente um Geoparque Aspirante, etapa que antecede a candidatura formal. Segundo Borba, a consolidação do projeto foi resultado da construção coletiva ao longo dos anos. "A participação da comunidade, sobretudo das artesãs, da comunidade negra e da Associação de Moradores das Guaritas, constitui uma das grandes forças do território", afirma.</p>
[caption id="attachment_73479" align="alignright" width="576"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto-cleusa-jung-avaliadores-em-visita-ao-cappa.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-73479" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/foto-cleusa-jung-avaliadores-em-visita-ao-cappa.jpeg" alt="" width="576" height="432" /></a> Avaliadores visitaram o CAPPA, São João do Polêsine, em 2022 (Foto: Cleusa Jung)[/caption]
<p>Na Quarta Colônia, o processo teve origem na produção científica desenvolvida pela UFSM. As primeiras pesquisas sobre o patrimônio geológico e paleontológico da região começaram em 2012 e deram origem a dissertações, teses e projetos de extensão. Três anos depois, a criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA), em São João do Polêsine, ampliou os estudos sobre os fósseis encontrados no território, considerados entre os mais antigos do planeta.</p>
<p>Para o coordenador científico do Geoparque Quarta Colônia, Adriano Figueiró, esse trabalho foi decisivo para consolidar a proposta. "Nós começamos a trabalhar na Quarta Colônia desde 2012, com pesquisa e extensão. Esse processo se institucionalizou a partir de 2018, quando a Universidade passou a adotar a ideia dos geoparques como um projeto institucional”, relata.</p>
<p>Já em 2019, ocorreu a criação da Subdivisão de Geoparques da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), fortalecendo a articulação entre universidade, municípios e comunidades. Segundo Figueiró, esse movimento permitiu integrar pesquisadores, gestores públicos e diferentes segmentos da sociedade em torno de um objetivo comum. "O Comitê Científico do Geoparque tem atuado de forma muito intensa justamente para conseguir conectar as diferentes dimensões e os diferentes atores envolvidos nesse processo”, ressalta.</p>
<p>Figueiró também destaca que a atuação da UFSM foi determinante para consolidar a candidatura e fortalecer o território ao longo dos anos. "A Universidade é uma parceira estratégica do Geoparque e, felizmente, tem cumprido esse papel de uma forma bastante eficiente”, acrescenta.</p>
[caption id="attachment_73480" align="alignleft" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Foto-Deni-Zolin-Grupo-Diario.jpeg"><img class=" wp-image-73480" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Foto-Deni-Zolin-Grupo-Diario.jpeg" alt="" width="563" height="529" /></a> Entrega oficial dos certificados aos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul durante conferência internacional, em Marrakech, em 2023 (Foto: Deni Zolin)[/caption]
<h3>A candidatura internacional</h3>
<p>Apesar das trajetórias distintas, as duas iniciativas passaram a caminhar de forma articulada a partir de 2018. Em 2020, Quarta Colônia e Caçapava do Sul encaminharam as cartas de intenções e passaram à condição de Geoparques Aspirantes. Em 2021, com apoio da UFSM e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), os dossiês que reuniam o histórico dos territórios e as ações de pesquisa, educação, conservação e desenvolvimento sustentável foram oficialmente submetidos à organização.</p>
<p>Em março de 2022, a organização confirmou o avanço das duas candidaturas para a etapa de avaliação internacional. No segundo semestre daquele ano, especialistas percorreram os territórios para verificar as informações apresentadas nos dossiês. Para André Borba, a preparação para receber os avaliadores internacionais também fortaleceu a integração entre os envolvidos no projeto. “Além de recebermos as pessoas da melhor forma possível, aqueles quatro dias foram de muita integração e entrosamento entre as pessoas integrantes da equipe”, relata.</p>
<p>O reconhecimento foi anunciado em maio de 2023, durante a 216ª reunião do Conselho Executivo da UNESCO, realizada em Paris. Com a certificação, Quarta Colônia e Caçapava do Sul passaram a integrar oficialmente a Rede Mundial de Geoparques, formada por territórios que conciliam a conservação de patrimônios geológicos de relevância internacional com ações de educação e desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A certificação foi entregue alguns meses depois, durante a 10ª Conferência Internacional dos Geoparques Globais, em Marrakech, no Marrocos. Mesmo após o terremoto que atingiu o país e alterou a programação do evento, a cerimônia foi mantida, marcando o encerramento de uma trajetória construída ao longo de mais de uma década e o início de um novo ciclo voltado à consolidação dos geoparques e à manutenção do reconhecimento internacional.</p>
<h3>A missão de revalidação</h3>
<p>A expectativa para a primeira revalidação é que os avaliadores encontrem territórios que continuam colocando em prática os princípios que fundamentam um Geoparque Mundial da UNESCO. Para Adriano, os avanços registrados desde a certificação demonstram que esse objetivo vem sendo alcançado. "O geoparque está cumprindo a sua função de melhorar a condição de vida do território, gerar desenvolvimento local e fortalecer os vínculos da identidade das pessoas com seu patrimônio. É isso que queremos que os avaliadores vejam”, afirma.</p>
<p>A missão terá início na Quarta Colônia e seguirá para Caçapava do Sul. Durante a visita, especialistas designados pelo órgão percorrerão geossítios, conhecerão projetos de pesquisa e educação, além de conversar com gestores públicos, empreendedores, artesãos e moradores para avaliar como o patrimônio geológico, natural e cultural tem contribuído para o desenvolvimento sustentável das comunidades.</p>
<p>Ao fim da missão, um relatório técnico será encaminhado ao Conselho Mundial de Geoparques da UNESCO, responsável por decidir sobre a manutenção do título. A revalidação colocará à prova os resultados de um trabalho construído ao longo de mais de uma década e mostrará se Quarta Colônia e Caçapava do Sul continuam atendendo aos princípios que garantiram seu reconhecimento como Geoparques Mundiais.</p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Arte gráfica e foto de capa: Vinícius Gumisson Motta, com edição e atualização de Daniel Michelon De Carli/Arquivo</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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													</item>
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				<title>Síndrome Cri du Chat: os desafios de crescer com uma condição genética rara</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/01/sindrome-rara-cri-du-chat</link>
				<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 23:33:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[alteração genética]]></category>
		<category><![CDATA[cri du chat]]></category>
		<category><![CDATA[cromossomos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[medicina genética]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome rara]]></category>

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						<description><![CDATA[De acordo com dados do National Center for Biotechnology Information, condição afeta 1 a cada 50 mil nascidos vivos ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h3><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/capa-destaque.jpg" alt="Ilustração com traços em branco sobre fundo vermelho claro. Na imagem, cinco crianças com algumas características da síndrome, como os olhos distantes e estrábicos. " width="1920" height="1216" /></h3>
<p>Durante consulta de rotina, em 2019, quando Martin Silva tinha apenas um mês de vida, seus pais, os servidores públicos Juliane Gehm, de 34 anos, e Jederson Silva, de 43, ouviram pela primeira vez a suspeita de uma alteração genética na criança. A pediatra, que acompanhava o tratamento do Pé Torto Congênito com o qual Martin, hoje com sete anos, havia nascido, percebeu uma característica incomum e compartilhou sua observação: “o choro agudo pode ser característica de alguma síndrome”, lembra a mãe sobre a fala da médica.</p>
<p>Em meio à preocupação com a retirada dos gessos dos pés de Martin e às sucessivas consultas médicas, a observação da pediatra ficou em segundo plano. Porém, pouco tempo depois, Jederson, ao recordar a consulta, perguntou à esposa o que a médica quis dizer ao suspeitar do choro do bebê.  O casal, então, recorreu à internet. Na barra de pesquisa do Google, digitou as únicas pistas que tinham: “choro agudo” e “síndrome”.</p>
<p>Em poucos segundos, o buscador  revelou um nome até então desconhecido para a família: síndrome de <i>Cri du Chat</i> (CDC), também conhecida como síndrome do miado do gato. O nome faz referência ao choro agudo característico de muitos recém-nascidos com a síndrome, provocado por alterações no desenvolvimento da laringe. Naquele instante, Juliane e Jederson passaram a comparar as informações encontradas na internet com as características do filho. A cada nova descrição, as suspeitas pareciam se confirmar. “Fui lendo as características no Google e olhando para ele. Encontrava uma característica, depois outra”, lembra a mãe. </p>
<p>Na consulta seguinte, os pais compartilharam com o pediatra a suspeita que haviam construído. O médico ouviu o relato da família, mas explicou que o plano de saúde, sediado em Santa Maria, não oferecia atendimento em genética médica - especialidade responsável pela investigação e diagnóstico de condições genéticas raras. A partir daquele momento, o casal iniciou uma peregrinação por especialistas. O primeiro encaminhamento foi para um hematologista, que solicitou a realização de um exame de cariótipo - teste capaz de analisar a quantidade, o tamanho e a estrutura dos cromossomos e identificar possíveis alterações genéticas.</p>
<p>Logo depois, a família buscou atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde conseguiu acesso a uma consulta com uma geneticista no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O diagnóstico definitivo veio quando Martin tinha quatro meses. </p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/sincrome-cri-du-chat-2.jpg" alt="Infográfico da síndrome de cri du chat. O gráfico traz ilustração de um menino e de um gatinho em branco sobre um fundo vermelho claro. O texto traz a pergunta &quot;O que é a síndrome de cri du chat?&quot; e responde com as características mais marcantes: aleração genética no cromossoma 5, choro agudo semelhante a um miado, altraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldade de fala e comunicação, baixo tônus muscular e necessidade de acompanhamento multiprofissional" width="1920" height="1216" /></p>
<h3> </h3>
<h3><b>Afinal, o que é a Síndrome Cri du Chat?</b></h3>
<p>A Síndrome de <i>Cri du Chat</i> é uma condição genética rara causada pela perda de um fragmento do cromossomo 5 - alteração identificada pela primeira vez em 1963 pelo geneticista francês Jérôme Lejeune. Conforme dados do <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482460/">National Center for Biotechnology Information</a>, a prevalência da síndrome é de aproximadamente 1 a cada 50 mil nascidos vivos. </p>
<p>A condição genética pode provocar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual em diferentes graus, alterações na fala e dificuldades de comunicação. A intensidade dessas manifestações varia bastante entre os pacientes. Também é comum que as crianças necessitem de acompanhamento multiprofissional para estimular o desenvolvimento e a autonomia. </p>
<p>Apesar de rara, a síndrome é uma das deleções cromossômicas mais frequentes já identificadas pela medicina genética. Em cerca de 80% dos casos, a alteração acontece de forma espontânea, sem histórico familiar. Nos demais, pode estar relacionada a alterações cromossômicas herdadas, razão pela qual o aconselhamento genético é recomendado às famílias. </p>
[caption id="attachment_73418" align="alignleft" width="577"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5896-300x200.jpg" alt="Foto colorida horizontal da família sentada no sofá. Da esquerda para a direita, o pai com a cachorrinha branca no colo, o menino ao centro com a mão na boca, e mãe. Os dois pais usam óculos." width="577" height="384" /> Hoje com 7 anos Martin já caminha sozinho, brinca com a cachorrinha da família e ama música gaúcha[/caption]
<p>Para os pais de Martin, a confirmação precoce facilitou o início dos atendimentos especializados. Aos seis meses, o menino já frequentava sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Embora tenha recebido o diagnóstico cedo, essa não é a realidade da maioria das famílias brasileiras.</p>
<p>Segundo a médica Isabela Pasa, especialista em Genética Médica e responsável pelo Serviço de Genética Médica do Husm, o caminho até a confirmação de uma condição rara costuma ser longo e repleto de incertezas. A especialista cita estudos sobre a chamada “odisseia diagnóstica” enfrentada por pessoas com condições raras no Brasil, que apontam um tempo médio de cerca de sete anos entre o surgimento dos primeiros sinais e a obtenção do diagnóstico definitivo.</p>
<p>A demora no diagnóstico está relacionada à escassez de especialistas. <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/demografia_medica_brasil_2025.pdf">Dados</a> do estudo Demografia Médica de 2025, apontam que a medicina genética é uma das mais escassas  especialidades nacionais, com cerca de 420 profissionais registrados no país. Isabela afirma que a baixa procura pela área tem relação com a própria natureza da especialidade. "Demanda muito estudo. A gente lida com doenças extremamente raras e frequentemente atende pacientes com condições que nunca vimos antes. Isso exige atualização constante e uma rotina permanente de pesquisa", contextualiza.</p>
<p>Além disso, durante muitos anos, “os geneticistas contaram com poucos recursos para investigação”. Sem acesso amplo a exames moleculares, muitos pacientes permaneceram sem diagnóstico definitivo e perspectivas de tratamento específico. A consequência é uma distribuição desigual desses profissionais pelo país. "Tem estados inteiros que não têm nenhum geneticista", salienta Isabela.</p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--></p>		
			<iframe src="https://datawrapper.dwcdn.net/uH1F9/1/" scrolling="no" frameborder="0" width="800" height="800"></iframe>		
		<h3><strong>A vida depois do diagnóstico </strong></h3>
<p>O período mais difícil para a mãe de Martin, começou após o diagnóstico da síndrome. No primeiro ano de vida do filho, a rotina da família foi marcada por consultas com diferentes especialistas. "Muitos profissionais não conheciam a síndrome. Parecia que a gente precisava ensinar sobre o diagnóstico", desabafa. </p>
<p>Levantamento realizado pela Agência de Notícias, com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), mostra que o SUS conta, atualmente, com 50 serviços habilitados para o atendimento de pessoas com condições raras, distribuídos em apenas 15 Unidades da Federação (UFs). Desses, 38 são Serviços de Referência em Doenças ou Condições Raras e 12 Serviços de Atenção Especializada. Além disso, o Ministério da Saúde informou que oito serviços estão habilitados para a realização de terapia gênica. </p>
<p>Na prática, isso significa que quase metade dos estados brasileiros não tem nenhum serviço habilitado para o tratamento de condições raras, obrigando famílias a percorrer longas distâncias em busca de diagnóstico e acompanhamento especializado, localizados principalmente nas regiões Sul e Sudeste. </p>		
			<iframe src="https://datawrapper.dwcdn.net/FiMZx/1/" scrolling="no" frameborder="0" width="600" height="767"></iframe>		
		<p>Sem conseguir acesso integral às terapias pela rede pública, o casal optou por manter o plano de saúde para garantir o tratamento multidisciplinar do filho. Hoje, Martin realiza nove atendimentos especializados por semana, como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional."Metade do meu salário eu entrego no plano de saúde. É um esforço muito grande, mas é a forma que encontramos para garantir que ele tenha acesso a tudo o que precisa", conta Juliane. </p>
<h3><b>Autonomia construída no dia a dia </b></h3>
<p>Em 2020, Martin também recebeu o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista e é considerado uma criança não verbal. A ausência da fala, porém, não significa ausência de comunicação. Para se expressar, ele utiliza um sistema de Comunicação Aumentativa e Alternativa instalado em um tablet, que já reúne cerca de 900 palavras. É por meio do aparelho  que o menino pede comida, manifesta sentimentos, faz escolhas e até solicita que novas palavras sejam incluídas no vocabulário. "Quando ele quer uma palavra que não existe no tablet, ele vai mostrando o caminho até a gente entender e colocar lá", afirma o pai. </p>
<p>Conforme Jederson, o filho surpreende a família diariamente ao demonstrar que compreende conversas, cria associações e encontra formas próprias de se expressar. O comunicador também representa uma forma de autonomia. Durante um período em que ficou doente, Martin conseguiu avisar aos pais que estava com sono e queria dormir. "Aquilo foi emocionante, porque antes a gente precisava adivinhar o que ele estava sentindo. Hoje ele consegue dizer", comenta Juliane. </p>
<p>O desenvolvimento do menino ocorre por meio de pequenos passos. Recentemente, ele iniciou seu processo de alfabetização. Em casa, Martin também aprende atividades do cotidiano, como tirar a própria roupa, e a brincar com peças de encaixar. Para a família, cada uma dessas conquistas representa meses de trabalho conjunto entre terapeutas e os próprios pais. "Para uma criança típica isso acontece naturalmente. Para nós envolve terapia ocupacional, fisioterapia, treino em casa. É um esforço de muita gente. Quanto mais autonomia a gente conseguir proporcionar [para ele] melhor", afirma a mãe. </p>
<p>Martin é uma criança curiosa e cheia de interesses. É apaixonado por músicas tradicionalistas gaúchas, gosta de instrumentos musicais, de brincar com objetos que giram e demonstra fascínio por animais. "Ele ama os cavalos. Quando sabe que é dia da equoterapia, fica muito feliz", conta a mãe. Em casa, divide a rotina com a cachorrinha Cacau, que acompanha muitas de suas brincadeiras.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5788-300x200.jpg" alt="IC3A5788" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5867-300x200.jpg" alt="IC3A5867" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5797-300x200.jpg" alt="IC3A5797" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5815-300x200.jpg" alt="IC3A5815" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5883-300x200.jpg" alt="IC3A5883" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/IC3A5924-300x200.jpg" alt="IC3A5924" /></figure>			
		<h3><strong>O tratamento passa pelos tribunais</strong> </h3>
<p>Apesar de manter um plano de saúde para garantir o tratamento do filho, a família também precisou recorrer à Justiça. Segundo Juliane, chegou um momento em que a operadora deixou de autorizar parte das terapias necessárias ao desenvolvimento de Martin. "A desculpa era que a terapia não constava no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Então buscamos a Justiça”, recorda. A liminar garantiu a continuidade do tratamento, mas esse foi apenas um dos processos enfrentados pela família.</p>
<p>Casos assim  estão entre os mais recorrentes segundo a advogada Luciana Tomaz, que atua na defesa de pessoas com doenças ou condições raras. As principais ações judiciais envolvem justamente a negativa, a limitação ou a demora para a autorização de terapias pelos planos de saúde. Luciana explica que "o plano limita a quantidade de sessões ou impõe novas avaliações. Só que, se o médico que acompanha a criança prescreveu aquele tratamento, é porque entende que é necessário. Quando essa autorização demora, automaticamente se retarda o desenvolvimento da criança". </p>
<p>Ao longo dos últimos anos, Juliane também acionou o Ministério Público para conseguir a redução da jornada de trabalho como servidora pública e, mais recentemente, para contestar a decisão de uma escola municipal que impediu o acesso da acompanhante terapêutica do filho à sala de aula, quando ele iniciou o primeiro ano do Ensino Fundamental em 2025. Segundo a família, "não foi disponibilizado outro profissional para auxiliá-lo durante as atividades escolares".</p>
<p>Em nota enviada à reportagem, a Secretaria Municipal de Educação de Santa Maria, informou que o impedimento ocorreu porque a profissional não possuía vínculo formal com a instituição de ensino. A pasta afirmou que, enquanto buscava uma solução, autorizou a permanência de um familiar em períodos previamente definidos e que, posteriormente, designou duas monitoras para atender o estudante. No entanto, a Secretaria admite que ambas deixaram a função por motivos pessoais, o que, na prática, interrompeu o suporte escolar recebido por Martin.</p>
<p>Para Luciana Tomaz, garantir apenas a matrícula não significa assegurar a inclusão. Quando há indicação técnica para acompanhamento especializado, impedir esse suporte pode comprometer o desenvolvimento da criança. "Se ela precisa de material adaptado ou de um acompanhante para participar das atividades, esse apoio faz parte do direito à educação", afirma. </p>
<p>A família optou por transferir Martin para uma escola da rede municipal de Itaara, município vizinho a Santa Maria onde eles residem, assim encerrando o processo judicial. Na nova instituição, a acompanhante terapêutica contratada pelos pais passou a acompanhar o estudante durante as atividades escolares e auxiliar em sua adaptação e desenvolvimento. </p>
<h3><b>Uma rede de apoio para quem vive o raro </b></h3>
<p>Assim como Jederson e Juliane, a administradora gaúcha Gabriele Rennhack, que hoje vive em São Paulo, também nunca tinha ouvido falar da Síndrome de <i>Cri du Chat</i> quando o filho, Otto Kesselring, recebeu o diagnóstico, em 2017. A primeira reação foi buscar respostas na internet. Um dos primeiros textos que leu afirmava que 70% das crianças com a síndrome morriam antes de completar um ano de vida. A informação, baseada em estudos antigos, não reflete a realidade atual, mas foi suficiente para aumentar a angústia da família. "Já é solitário passar por um diagnóstico raro. Passar por isso cercado de informação ruim é muito pior", compara. Ao contrário do que indicavam estudos, hoje sabe-se que pessoas com CDC chegam à vida adulta, especialmente quando recebem diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e tratamento das complicações. </p>
<p>Otto, hoje com 9 anos, havia nascido prematuro, pesando apenas 1,4 quilo, e permaneceu 52 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. O diagnóstico veio quando ele tinha cerca de três meses de vida. Sem ter encontrado melhores referências sobre a condição no Brasil, Gabriele, junto com o ex-marido José Guilherme Kesselring, em 2020, fundaram a Associação Brasileira da Síndrome de <i>Cri du Chat</i> (ABCDC). </p>
<p>Inspirada em organizações internacionais, a entidade reúne famílias de diferentes estados e amplia o acesso a informações confiáveis sobre a condição. "O nosso maior objetivo sempre foi disponibilizar material de qualidade em português. Quanto mais profissionais conhecerem a síndrome, maiores são as chances de que uma criança seja identificada ainda na maternidade e encaminhada precocemente para investigação", explica Gabriela.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-01-at-20.07.09-225x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-07-01 at 20.07.09" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-01-at-20.17.02-225x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-07-01 at 20.17.02" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-01-at-20.17.00-225x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-07-01 at 20.17.00" /></figure>			
		<p>Hoje, a entidade é administrada de forma totalmente voluntária por sete familiares de pessoas com CDC. Nenhum integrante recebe remuneração e as famílias associadas também não pagam mensalidades ou contribuições financeiras. Neste ano, a entidade iniciou o primeiro cadastramento nacional de famílias. Segundo Gabriela, o levantamento permitirá conhecer melhor a realidade das pessoas com a síndrome no Brasil. </p>
<p>Além da produção de conteúdo informativo em sites e redes sociais, a Associação promove encontros presenciais entre as famílias. O mais recente reuniu crianças, adolescentes e adultos com a síndrome em São Paulo. "Quando uma família recebe o diagnóstico, ela quer saber como será o futuro. Ver outras crianças maiores, adolescentes e até adultos vivendo bem muda completamente essa perspectiva. É uma esperança baseada na realidade", elucida. </p>
<p>Iniciativas como a ABCDC cumprem um papel que vai além da troca de informações, segundo a psicóloga Natielle Borges, que há sete anos acompanha famílias de crianças com diferentes condições raras e atípicas. As iniciativas ajudam a romper um dos sentimentos mais frequentes após o diagnóstico, a solidão.</p>
<p>De acordo com a psicóloga, o momento em que uma família recebe a confirmação de uma condição rara costuma ser acompanhado por medo, insegurança e pela sensação de não saber qual será o futuro da criança. "Os pais relatam muito essa questão do luto pelo filho idealizado e a necessidade de redefinir esse filho real. Ao mesmo tempo, surge a pergunta: 'E agora, o que eu faço?'", explica.</p>
<p>Com o passar do tempo, a rotina intensa de consultas, terapias e preocupações também pode levar ao isolamento. "Muitas famílias acabam se afastando da rede de apoio, de amizades e ficam vivendo apenas o diagnóstico e o tratamento. Por isso, os grupos são tão importantes por mostrarem que essas pessoas não estão sozinhas e ajudam a construir novos vínculos", observa.</p>
<p>O choro agudo que levou Juliane e Jederson a procurar respostas já não define Martin. Hoje, ele escolhe as músicas que quer ouvir e encontra novas formas de dizer ao mundo o que sente. Otto também encontrou na música sua maneira de se expressar. De acordo com Gabriela, o filho desenvolveu desde muito pequeno um hiperfoco por música. "A vida dele é música", resume. Ainda bebê, fazia gestos que mais tarde a família descobriu representar um pandeiro. Uma das primeiras palavras que pronunciou foi "bombone" - uma tentativa, que mais tarde a família identificou como a palavra trombone. Hoje, é fã dos Beatles, se identifica com o baterista Ringo Starr e, por três anos, fez aulas de bateria. Em casa, costuma reunir a família para pequenos shows. "Ele bota todo mundo sentado e fala: 'Mãe, agora vocês vão me ouvir tocar'”, conta Gabriela.  </p>
<p>Assim como Martin e Otto descobriram formas próprias de se comunicar e ocupar o mundo, seus pais também aprenderam a olhar para o futuro de outra maneira. As duas dizem que deixaram de comparar as crianças com os marcos do desenvolvimento típico e passaram a observar as próprias conquistas de cada um. "A comparação precisa ser com eles mesmos", resumem. </p>
<p> </p>
<p><b><i>Reportagem e mapas interativos:</i></b><i> João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias<br /></i><b><i>Artes gráficas:</i></b> <i>Pyetra Dornelles, </i><i>estudante de Desenho Industrial e estagiária da Agência de Notícias, sob a supervisão de Daniel Michelon De Carli, designer<br /></i><b><i>Fotos:</i></b><i> Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></i><b><i>Edição:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista<br /></i><b><i>Orientação:</i></b><i> Viviane Borelli, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM  </i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Muito além do relaxamento: massagens gratuitas promovem saúde e autocuidado na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/30/muito-alem-do-relaxamento-massagens-gratuitas-promovem-saude-e-autocuidado-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:34:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[LAPICS]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Integrativas e Complementares no Cuidado em Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Oferecidas pelo Lapics, as sessões beneficiam estudantes e comunidade externa enquanto contribuem para a formação prática de futuros profissionais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73405" align="alignright" width="399"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7425.jpg"><img class="wp-image-73405" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7425.jpg" alt="" width="399" height="599" /></a> Estudantes realizam os atendimentos sob supervisão[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Em apenas quatro horas, quase 600 pessoas se inscreveram para receber massagens gratuitas oferecidas pelo Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares no Cuidado em Saúde (Lapics) da UFSM. A alta procura evidenciou o interesse crescente da comunidade por práticas voltadas ao cuidado com a saúde física e mental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Criado em 2017, o Lapics desenvolve ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas à promoção da saúde por meio das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), reconhecidas pelo Ministério da Saúde desde 2006. Além das massagens, o laboratório oferece atividades como Reiki, auriculoterapia, yoga, meditação e dança circular, atendendo tanto a comunidade acadêmica quanto a população de Santa Maria e região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Embora as massagens já façam parte dos atendimentos oferecidos pelo laboratório há alguns anos, neste semestre elas passaram a integrar a disciplina de Recursos Terapêuticos Manuais, do curso de Fisioterapia da UFSM, ministrada pela professora e coordenadora do Lapics, Ângela Zanella. Essa iniciativa permite que os estudantes realizem os atendimentos sob supervisão, tornando a formação prática mais conectada com as demandas da comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Ângela, a mudança amplia as oportunidades de aprendizagem dos estudantes e fortalece o atendimento prestado à população. "Os alunos precisam aprender, e a melhor forma de aprender é colocando a mão na massa, atendendo pacientes reais", ressalta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As sessões, que ocorrem nas quartas pela manhã, no prédio 20 do campus sede, têm duração aproximada de uma hora e são realizadas por estudantes supervisionados ou por profissionais habilitados. Durante esse período, os pacientes passam por uma breve avaliação inicial, como monitoramento de pressão e batimentos, e então recebem entre 40 e 50 minutos de massagem. No fim da sessão ainda há orientações sobre os cuidados posteriores.</span></p>
<h3>Benefícios que vão além do relaxamento<span style="font-weight: 400"> </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Embora sejam frequentemente associadas apenas ao relaxamento, as massagens oferecidas pelo Lapics têm objetivos terapêuticos e preventivos. As técnicas utilizadas auxiliam na redução das tensões musculares, aliviam dores, melhoram a circulação sanguínea, favorecem a mobilidade e contribuem para o funcionamento do organismo como um todo. Além dos efeitos físicos, os atendimentos também promovem momentos de pausa e autocuidado, especialmente importantes em uma rotina marcada pelo estresse e pela sobrecarga.</span></p>
[caption id="attachment_73406" align="alignleft" width="546"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7446.jpg"><img class="wp-image-73406" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7446.jpg" alt="" width="546" height="364" /></a> Massagens oferecidas pelo Lapics têm objetivos terapêuticos e preventivos[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Os reflexos também são percebidos na saúde mental. Segundo a coordenadora do laboratório, muitos participantes relatam melhora na qualidade do sono, redução da ansiedade e do estresse e maior sensação de bem-estar após as sessões. Para Ângela, esses resultados tornam as massagens ainda mais relevantes diante do cenário atual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">"A gente tá vivendo uma epidemia de saúde mental. Muitos relatam a melhora nos sintomas de ansiedade, melhora no sono, redução do estresse, né? Temos aqui alguns alunos que estavam terminando a tese de doutorado, que estavam se sentindo muito melhor", afirma Ângela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A procura pelas massagens confirma esse cenário. De acordo com a coordenadora, o laboratório realiza entre 200 e 300 atendimentos mensais apenas com essa prática, além das demais atividades desenvolvidas pelo laboratório. O público é diversificado e inclui estudantes, servidores da universidade, trabalhadores, idosos e comunidade externa em geral.</span></p>
<h3>Desafios e próximos atendimentos </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar da alta demanda, o laboratório ainda enfrenta limitações para ampliar o número de atendimentos. O principal desafio, segundo Ângela, é a falta de terapeutas voluntários para atender toda a procura. Ainda assim, a expectativa é expandir os serviços e fortalecer as ações de promoção da saúde dentro e fora da universidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os atendimentos deste semestre já se encerraram, mas as inscrições e início dos próximos estão previstas para o início de setembro. Para acompanhar os serviços ofertados pelo laboratório, siga o perfil no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/lapicsufsm/" target="_blank" rel="noopener">@lapicsufsm</a>.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Nadine Guarize, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span><span style="font-weight: 400"> </span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Jardim Botânico da UFSM inaugura pracinha voltada ao público infantil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/26/jardim-botanico-da-ufsm-inaugura-pracinha-voltada-ao-publico-infantil</link>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 10:44:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[alegrete]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[jardim botânico]]></category>
		<category><![CDATA[pracinhas infantis]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73390</guid>
						<description><![CDATA[Estrutura foi doada pela Secretaria de Educação de Alegrete e integra ações de educação socioambiental desenvolvidas pela Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73391" align="alignright" width="610"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMG_4528.jpg"><img class="wp-image-73391" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMG_4528.jpg" alt="" width="610" height="406" /></a> A pracinha foi resultado de parceria com Alegrete[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria está diferente desde esta quinta-feira (25). Agora, quem chega na área verde pode, também, ver uma pracinha voltada para crianças. Ao lado esquerdo, foi inaugurada a Pracinha Quintal dos Brotos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo a diretora do Jardim Botânico da UFSM, Simone Messina, a ideia de construir a pracinha surgiu durante as férias, quando estava conversando com sua amiga Gabriela Rosso. Ambas se conheceram durante o período de mestrado na Universidade e criaram um laço forte de amizade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto conversavam, decidiram construir um projeto: o Jardim Botânico ofereceria um curso de formação em educação socioambiental para professoras e professores de Alegrete, enquanto a  Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Alegrete doaria uma pracinha para o Jardim. Gabriela, que é diretora da Secretaria de Educação, apoiou a ideia. “Era um desejo antigo do Jardim Botânico. Temos dez mil visitantes por ano no Jardim e cerca de metade deles são crianças”, contou Simone. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Eu tinha um sonho de transformar Alegrete, também, em um campo de atuação da UFSM. Nossa rede municipal como um campo de extensão da Universidade”, comentou Gabriela. Para ela, a cooperação com o Jardim abre espaço para o contato com outros cursos da Universidade. </span></p>
[caption id="attachment_73392" align="alignleft" width="543"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMG_4588.jpg"><img class="wp-image-73392" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMG_4588.jpg" alt="" width="543" height="362" /></a> O ambiente é aberto a crianças de até 10 anos[/caption]
<h3>O curso de formação em educação socioambiental </h3>
<p><span style="font-weight: 400">As aulas foram oferecidas de modo online, a partir de maio, para professores da rede pública de Alegrete. No dia da inauguração da pracinha, realizou-se a primeira aula presencial para os professores. “Hoje os professores estão tendo oficinas sobre resíduos, jardim sensorial, hortas, compostagens. Atividades sobre como cuidar de plantas e sobre como preservar o bioma pampa também”, compartilhou Simone. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Daniele Borges, da EMEB Costa Leite, participou do curso ofertado pelo Jardim Botânico e contou que está aproveitando a oportunidade. “Temos que mostrar para as crianças que existem vários modos de cuidar do meio ambiente”, disse. Daniele reiterou, também, a importância de locais como a pracinha para crianças. Segundo ela, quando crianças brincam em conjunto nas pracinhas, desenvolvem coordenação motora e aprendem a construir amizades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Pracinha Quintal dos Brotos é aberta ao público nos dias em que o Jardim Botânico está em funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 14h às 18h. Crianças de até 10 anos podem brincar com os balanços, escorregadores e na estrutura do parquinho. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Projeto da UFSM recupera história dos Campos Neutrais e foca no turismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/25/projeto-da-ufsm-recupera-historia-dos-campos-neutrais-e-foca-no-turismo</link>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:47:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[campanha gaúcha]]></category>
		<category><![CDATA[campos neutrais]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fatec]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[LabGeotec]]></category>
		<category><![CDATA[PPGeo]]></category>
		<category><![CDATA[região central]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73376</guid>
						<description><![CDATA[Iniciativa garantiu recursos do Senado para instalar réplicas históricas em seis municípios]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73378" align="alignright" width="752"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Municipios_reduzido-1.jpg"><img class=" wp-image-73378" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Municipios_reduzido-1.jpg" alt="" width="752" height="627" /></a> Mapa histórico elaborado por José Varela Y Ulloa, chefe da Comissão Demarcadora espanhola, concluído em 1788[/caption]
<p>Em 1777, o Tratado de Santo Ildefonso, firmado por Espanha e Portugal, estabeleceu uma faixa neutra para encerrar a disputa territorial na área onde hoje é o Rio Grande do Sul. Dez anos depois, para demarcar os Campos Neutrais, foram instalados 10 marcos de pedra ao longo da então Coxilha Grande, que ficava entre Bagé e Santa Maria. Agora, um projeto liderado pela UFSM visa resgatar esse período histórico e fomentar o turismo e o desenvolvimento regional.</p>
<p>O projeto "Recuperação da memória histórica e cultural das regiões Centro e Campanha do Rio Grande do Sul” surgiu a partir de pesquisas desenvolvidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGeo) da UFSM, durante o doutorado em Geografia do pesquisador Adenilson Farias Zanini, sob a orientação do professor Waterloo Pereira Filho. Os estudos buscaram compreender a influência dos elementos geográficos na formação territorial do Rio Grande do Sul e revelaram a relevância histórica dos Campos Neutrais e dos Marcos Ibéricos para a organização do território gaúcho durante o século XVIII.</p>
<p>Concluído o doutorado, Zanini deu continuidade à pesquisa em estágio de pós-doutorado junto ao Laboratório de Geotecnologias (LabGeotec), vinculado ao PPGGeo. As pesquisas documentais, cartográficas e geoespaciais relacionadas à temática foram ampliadas. O pesquisador consultou mapas históricos, diários de demarcação, documentos e registros preservados em acervos nacionais e internacionais, o que permitiu reconstruir aspectos pouco conhecidos da ocupação e da organização territorial do estado.</p>
<p>A importância dos Campos Neutrais motivou a elaboração do projeto em andamento, que busca recuperar e valorizar a memória histórica e cultural das regiões Centro e Campanha do Rio Grande do Sul. "A identificação, interpretação e divulgação do momento histórico relacionado com a demarcação dos Campos Neutrais e a instalação dos Marcos Ibéricos fortalece a importância de associar a relação dos elementos geográficos com a formação territorial gaúcha", destaca.</p>
<p>Com o avanço das tropas portuguesas, a partir de 1801, os marcos geográficos dos Campos Neutrais foram retirados, e com o passar do tempo, este período histórico foi sendo pouco lembrado.</p>
[caption id="attachment_73379" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-24-at-08.59.26.jpeg"><img class="wp-image-73379 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-24-at-08.59.26-e1782394425746-1024x691.jpeg" alt="" width="1024" height="691" /></a> Mapa de localização do Sítio dos Campos Neutrais e da Rota dos Marcos Ibéricos[/caption]
<h3>Réplicas dos marcos ibéricos serão instaladas</h3>
<p>Segundo Zanini, a proposta busca aproximar a população de sua própria história por meio da criação do “Sítio dos Campos Neutrais” e da “Rota dos Marcos Ibéricos”, associando pesquisa científica, educação patrimonial, turismo cultural e desenvolvimento regional em uma área que compreende os municípios de Santa Maria, Dilermando de Aguiar, São Gabriel, Lavras do Sul, Dom Pedrito e Bagé.</p>
<p>Como não foram localizados vestígios dos marcos instalados pelas comissões demarcadoras ibéricas em 1787, as pesquisas documentais permitiram identificar a localização aproximada. Nestes pontos, serão instaladas 10 réplicas dos marcos históricos, acompanhadas de sinalização física e digital, incluindo informações históricas acessíveis aos visitantes.</p>
<p>As próximas fases envolvem trabalhos de campo para validação dos locais, detalhamento técnico das instalações, ampliação das pesquisas documentais e articulação com os municípios para a implantação gradual da rota histórica e das estruturas de visitação.</p>
<p>Além da recuperação histórica, o projeto pretende disponibilizar novos conhecimentos para escolas, pesquisadores e gestores públicos, fortalecendo a identidade regional e ampliando a valorização do patrimônio cultural gaúcho.</p>
<p>O projeto de pesquisa e extensão conta com recurso oriundo de emenda parlamentar do Senado Federal, sob a rubrica do senador Hamilton Mourão. O montante é destinado à estruturação do projeto de pesquisa e extensão e ao desenvolvimento das ações de recuperação da memória histórica e cultural do Rio Grande do Sul. A <span style="font-size: revert;color: initial">Fundação de Apoio a Tecnologia e Ciência (Fatec) é responsável pelo gerenciamento e execução dos recursos do projeto. O prazo de execução estabelecido é, inicialmente, de dois anos, prorrogáveis pelo mesmo período, de acordo com a necessidade das partes envolvidas.</span></p>
<h3>Projeto foi apresentado e discutido em fórum regional</h3>
<p>O projeto "Recuperação da memória histórica e cultural das regiões Centro e Campanha do Rio Grande do Sul” foi apresentado e discutido durante fórum regional realizado no dia 19 de junho, no prédio da Reitoria da UFSM. Conforme Zanini, o diálogo entre Universidade, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil dos municípios envolvidos resultou no fortalecimento da articulação institucional necessária para a continuidade das ações previstas, consolidando o interesse regional em torno da recuperação da memória histórica dos Campos Neutrais e da implantação futura da Rota dos Marcos Ibéricos.</p>
<p>O encontro também permitiu ampliar a divulgação do projeto, sensibilizar gestores e lideranças locais quanto à importância do patrimônio histórico regional e reforçar a necessidade de atuação integrada entre os municípios para viabilizar ações de preservação cultural, educação patrimonial e desenvolvimento turístico.</p>
<h3>Patrimônio transformado em ativo cultural e econômico</h3>
<p>Para os municípios envolvidos, a iniciativa liderada pela UFSM representa uma oportunidade de valorizar um patrimônio histórico singular, fortalecer a identidade regional e criar novas possibilidades de desenvolvimento econômico por meio do turismo cultural. A proposta busca estruturar uma rede regional baseada na preservação da memória, na educação patrimonial e na circulação de visitantes, promovendo benefícios para setores como hospedagem, gastronomia, comércio, turismo rural e serviços.</p>
<p>"Mais do que recuperar fatos históricos, o projeto busca transformar esse patrimônio em um ativo cultural e econômico, capaz de contribuir para o desenvolvimento sustentável das regiões Centro e Campanha do Rio Grande do Sul", enfatiza o pesquisador.</p>
<p>Já para a UFSM, trata-se de mais uma oportunidade de transformar conhecimento científico em benefício direto para a sociedade, reforçando seu papel como instituição pública comprometida com a pesquisa, a extensão universitária e o desenvolvimento regional.</p>
<p>A iniciativa fortalece também a atuação do LAbGeotec e do PPGGeo como referências na produção de conhecimento sobre o território gaúcho, demonstrando a capacidade da universidade de gerar impactos que ultrapassam os limites acadêmicos. "O LabGeotec desempenha papel central na execução do projeto, integrando técnicas de geoprocessamento, cartografia histórica, georreferenciamento e análise espacial para identificação dos locais históricos e desenvolvimento das ações previstas. Já o PPGGeo fornece a base acadêmica e científica que sustenta o projeto, fortalecendo a integração entre pesquisa, ensino e extensão universitária e ampliando a inserção social do conhecimento produzido pela UFSM", salienta Zanini.  </p>
<p><em>Texto: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias</em><br /><em>Artes: Adenilson Zanini e Rafael Zini Ouriques</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM coleta dados sobre mobilidade urbana</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/25/projeto-da-ufsm-coleta-dados-sobre-mobilidade-urbana</link>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:32:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Gabinete da reitoria]]></category>
		<category><![CDATA[lamot]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73366</guid>
						<description><![CDATA[Informações sobre o fluxo de circulação nos acessos ao campus sede visam auxiliar no planejamento de futuras intervenções viárias na Faixa Nova]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73368" align="alignright" width="582"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/8237ad48-57df-4ae7-8039-89aeddcd29aa.jpg"><img class=" wp-image-73368" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/8237ad48-57df-4ae7-8039-89aeddcd29aa.jpg" alt="" width="582" height="465" /></a> Projeto de duplicação da Faixa Nova (Arte: Daer)[/caption]
<p>O Laboratório de Mobilidade e Logística (Lamot) e o curso de Arquitetura e Urbanismo formaram o Grupo de Trabalho (GT) para desenvolver um estudo sobre o fluxo de veículos, ciclistas e pedestres nos acessos ao campus sede da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Solicitado pela Reitoria, o levantamento teve sua primeira etapa realizada entre os dias 16 e 18 de junho, com a contagem de veículos em pontos estratégicos da região. O objetivo é gerar dados que qualifiquem as discussões sobre mobilidade urbana em Camobi, especialmente diante das intervenções previstas para a Faixa Nova.</p>
<p>Entre as mudanças em análise está a proposta do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) para o cruzamento da RSC-287 com a Avenida Roraima. O projeto prevê a construção de um viaduto sobre a atual rotatória, de modo que as quatro pistas da rodovia passem sobre a avenida. Com isso, o acesso ao campus seria reorganizado por meio de vias laterais e retornos sob a estrutura.</p>
<p>A coleta de dados foi realizada em três pontos estratégicos: os cruzamentos da Avenida Roraima com a Faixa Nova e com a Faixa Velha de Camobi, além do acesso ao Aeroporto Regional de Santa Maria. Segundo a assessora do Gabinete da Reitoria e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Isis Portolan dos Santos, a iniciativa surgiu da necessidade de compreender a dinâmica de deslocamento no entorno da universidade e os possíveis impactos da construção de um viaduto. “O trânsito da universidade é caótico, então isso já era um ponto focal a ser trabalhado”, afirma.</p>
[caption id="attachment_73369" align="alignleft" width="425"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-12.08.20-2.jpeg"><img class=" wp-image-73369" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-12.08.20-2.jpeg" alt="" width="425" height="567" /></a> Estudantes da Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo realizam coleta de dados[/caption]
<h3>O que foi feito na primeira etapa</h3>
<p>A primeira etapa do estudo consistiu na coleta de informações sobre os deslocamentos nos principais acessos ao campus sede. A metodologia adotada teve como base conceitos da Engenharia Civil e da Arquitetura e Urbanismo, com referência na Hierarquia da Mobilidade, abordagem que orienta o planejamento urbano a partir da prioridade aos modos de transporte mais vulneráveis.</p>
<p>Nessa lógica, pedestres ocupam o primeiro nível de prioridade, seguidos por ciclistas e demais meios não motorizados, transporte coletivo, veículos de carga e, por último, automóveis e motocicletas. Para o coordenador do Laboratório de Mobilidade e Logística (Lamot) e do Grupo de Trabalho, Alejandro Ruiz, essa perspectiva foi fundamental para o levantamento. “A circulação de pedestres e ciclistas é algo que entendemos que deve ser potencializado, e não atrapalhado”, afirma.</p>
<p>Além da contagem de veículos, a equipe observou a forma como a população utiliza a região no dia a dia. O projeto considerou a presença de atividades já consolidadas ao longo da Avenida Roraima, como feiras e práticas esportivas. Segundo Alejandro, o objetivo é construir um diagnóstico capaz de identificar de que forma as intervenções previstas podem afetar essas dinâmicas. “Almejamos apresentar à Reitoria um relatório que permita avaliar se o viaduto previsto pode impactar negativamente a mobilidade e, em caso positivo, apontar possíveis alternativas”, explica.</p>
<p>A definição do período de coleta também seguiu critérios técnicos. Os levantamentos ocorreram entre terça e quinta-feira, antes do início das férias acadêmicas, período considerado mais representativo da rotina universitária. “Esses levantamentos de tráfego precisam ser realizados em dias típicos, que possam ser representativos do movimento normal da universidade”, destaca Alejandro.</p>
<p>Com a etapa de campo concluída, o material reunido passa agora por análises que irão medir a capacidade das interseções e o nível de serviço oferecido à população. Esses indicadores permitem verificar se a infraestrutura atual atende à demanda existente e qual é a qualidade dos deslocamentos nos pontos observados.</p>
[caption id="attachment_73370" align="alignright" width="426"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-12.08.18-1.jpeg"><img class=" wp-image-73370" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-12.08.18-1.jpeg" alt="" width="426" height="568" /></a> Estudo pretende entregar relatório até o final do ano[/caption]
<h3>Mobilidade além do trânsito</h3>
<p>A contribuição da Arquitetura e Urbanismo amplia o olhar sobre a região. Coordenadoras do projeto pelo curso, as professoras Fabiana Bugs e Michelle Morais destacam que a análise não se limita ao comportamento dos veículos, mas busca compreender a relação das pessoas com os espaços urbanos e as atividades que acontecem no entorno da Avenida Roraima, área que se aproxima do conceito de “parque linear”, caracterizado por uma faixa contínua de espaço urbano ao longo de vias, rios ou corredores de mobilidade, destinada à circulação, convivência e lazer.</p>
<p>Segundo Fabiana, a próxima etapa da pesquisa terá como foco os usos do solo e a forma como diferentes grupos ocupam a região. A equipe irá mapear a presença de serviços, equipamentos públicos e espaços de convivência, para compreender como essas dinâmicas se articulam com os deslocamentos cotidianos. “O trabalho é muito mais diverso do que apenas estimar o fluxo de veículos”, ressalta.</p>
<p>Esses elementos, segundo Fabiana, ajudam a compor o que o urbanismo define como vitalidade urbana, conceito que se refere ao nível de ocupação, diversidade de usos e presença ativa de pessoas nos espaços da cidade ao longo do dia, indicando o quanto uma área é viva e dinâmica. “Vemos nesse projeto uma oportunidade de discutir mais sobre esse tema, inclusive pela relação dessa mobilidade mais ativa com a vitalidade urbana que já existe em Camobi”, afirma.</p>
<p>A etapa seguinte do estudo deve ocorrer no segundo semestre, em paralelo à análise dos dados já coletados em campo. “Essa etapa vai acontecer entre agosto e setembro, e nesse meio tempo a gente vai trabalhando com os dados que foram coletados na semana passada”, explica a professora Michelle Morais.</p>
[caption id="attachment_73371" align="alignleft" width="588"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-12.08.25-e1782384264231.jpeg"><img class="wp-image-73371 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-17-at-12.08.25-e1782384264231.jpeg" alt="" width="588" height="419" /></a> Bolsistas e voluntários colocam aprendizado de sala de aula em prática[/caption]
<h3>O papel dos estudantes</h3>
<p>Ao concluírem as atividades de campo, os estudantes agora irão fazer parte de todas as etapas do estudo, da interpretação dos dados à formação de resultados, em uma experiência aplicada da formação acadêmica em um caso real.</p>
<p>O bolsista do projeto e estudante de Arquitetura e Urbanismo Anthonio Saraiva evidencia a aproximação entre teoria e prática no desenvolvimento do projeto. “Nós debatemos frequentemente questões relacionadas ao planejamento urbano em aula. Poder acompanhar esse processo na prática foi o principal motivo para eu ingressar no projeto”, afirma.</p>
<p>A bolsista do projeto e estudante de Arquitetura e Urbanismo Mirella Berger ressalta a contribuição do trabalho para a formação profissional. “Fizemos a coleta e agora vamos participar da análise dos dados, o que amplia muito nosso aprendizado”, explica.</p>
<p>O professor Alejandro Ruiz destaca a importância da integração entre os cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, que amplia a troca de diferentes perspectivas na análise dos problemas urbanos e fortalece a formação dos estudantes. “Foi uma integração muito interessante. Esse aprendizado que fica para os alunos já é para nós um primeiro resultado muito importante”, afirma.</p>
<h3>Próximas etapas</h3>
<p>Além dos registros feitos na última semana, serão incorporados dados complementares sobre uso do solo, geoprocessamento e planejamento da região. O objetivo é consolidar um diagnóstico abrangente dos acessos ao campus e dos possíveis impactos das intervenções previstas para Camobi.</p>
<p>A expectativa é que o relatório técnico final seja concluído até o fim do ano e entregue à Reitoria da UFSM. O documento reunirá os resultados das diferentes etapas do estudo e servirá de recurso para discussões futuras sobre projetos viários na região.</p>
<p>Segundo a assessora da Reitoria, Isis Portolan, a universidade pretende ampliar o diálogo com a comunidade após a finalização do estudo. “Quando tivermos os dados, pensamos em realizar uma apresentação formal e uma audiência pública para também recolher as percepções da comunidade”, afirma.</p>
<p>Mais informações sobre o projeto podem ser acompanhadas pelo Instagram do Laboratório de Mobilidade e Logística (Lamot): <a href="https://www.instagram.com/lamot_ufsm_sm?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==" target="_blank" rel="noopener">@lamot_ufsm_sm.</a></p>
<p><em>Texto: Giovanna felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Banco de Imagens da Agência de Notícias, Michelle Morais e Fabiana Bugs</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Vale Vêneto celebra o lançamento do 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/22/vale-veneto-celebra-o-lancamento-do-41o-festival-internacional-de-inverno-da-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:17:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
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		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
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						<description><![CDATA[FIIUFSM e 41ª Semana Cultural Italiana serão realizados de 26 de julho a 2 de agosto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73346" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03715.jpg"><img class="wp-image-73346" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03715.jpg" alt="" width="642" height="428" /></a> Solenidade de lançamento ocorreu no salão paroquial de Vale Vêneto[/caption]
<p dir="ltr">A música, a cultura e a memória da imigração italiana voltaram a se encontrar em Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine, durante o lançamento oficial do 41º Festival Internacional de Inverno da Universidade Federal de Santa Maria (FIIUFSM) e da 41ª Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto.</p>
<p dir="ltr">A solenidade, realizada na noite de quinta-feira (19), no salão paroquial da comunidade, reuniu autoridades, representantes institucionais, lideranças regionais, patrocinadores, artistas, estudantes e a comunidade local para celebrar o início da trajetória de mais uma edição dos eventos.</p>
<p dir="ltr">Promovidos simultaneamente, o Festival Internacional de Inverno da UFSM e a Semana Cultural Italiana consolidam-se como importantes movimentos culturais da região da Quarta Colônia, conectando a formação artística, a produção musical, a valorização das tradições e o fortalecimento da identidade cultural do território.</p>
<p dir="ltr">A programação oficial acontece de 26 de julho a 2 de agosto, em Vale Vêneto, com concertos, oficinas musicais, apresentações culturais, gastronomia típica e diversas atividades abertas ao público, transformando a comunidade em um grande palco de encontros, aprendizagens e experiências culturais.</p>
<p dir="ltr">Durante o lançamento, também foi apresentada oficialmente a identidade visual desta edição, com a tradicional revelação do cartaz do Festival. A marca e os materiais de comunicação foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar do curso de Comunicação da UFSM, Brenda Charão, Estevan Dal’Osto, Márcio Echeverria e Lucas Haigert, com orientação dos professores Fernanda Sagrilo Andres e Rodrigo Stefani Correa, reforçando o caráter formativo e extensionista que marca a realização do evento.</p>
<h3 dir="ltr">Quatro décadas de música, formação e transformação</h3>
<p dir="ltr">Único em sua proposta no cenário brasileiro, o Festival Internacional de Inverno da UFSM chega a sua 41ª edição reafirmando uma trajetória de mais de quatro décadas de integração entre universidade pública e sociedade. Ao longo de sua história, o Festival tornou-se um espaço de formação, intercâmbio e valorização da música, reunindo estudantes, professores, profissionais e artistas de diferentes regiões do Brasil e do exterior.</p>
<p dir="ltr">Além de oferecer apresentações artísticas de alto nível e oportunidades de aperfeiçoamento musical com professores e profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente, o FIIUFSM promove experiências que ultrapassam os palcos: fortalece trajetórias profissionais, estimula a circulação cultural e amplia o acesso da comunidade à arte.</p>
<p dir="ltr">O evento ocorre em integração com a Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto, que valoriza a gastronomia, os costumes e a memória dos antepassados italianos, em uma região reconhecida por suas belezas naturais, pelo potencial turístico e pela certificação de Geoparque Mundial da UNESCO, conquistada pela Quarta Colônia em 2023.</p>
<p dir="ltr">Com a cooperação da University of Georgia (EUA), o Festival amplia ainda mais sua dimensão internacional. Após 40 edições ininterruptas, seus impactos alcançam diferentes áreas: da formação de músicos e estudantes ao desenvolvimento cultural, econômico e turístico da região, consolidando a UFSM como uma referência em extensão universitária no campo artístico e musical.</p>
<h3 dir="ltr">Música, encontros e formação</h3>
<p dir="ltr">Entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, o público poderá acompanhar gratuitamente uma programação diversificada de concertos, incluindo recitais solo, apresentações de música de câmara e o tradicional concerto da Orquestra Sinfônica do Festival. O encerramento será realizado no dia 2 de agosto, no Centro de Convenções da UFSM.</p>
<p dir="ltr">As oficinas musicais desta edição contemplam diferentes instrumentos e práticas artísticas, incluindo: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone, percussão, piano, violão, regência de orquestra e educação musical. Além das oficinas instrumentais, o Festival também oferecerá a prática de orquestra sinfônica, proporcionando aos participantes uma experiência coletiva de aprendizagem e criação musical.</p>
[caption id="attachment_73347" align="alignleft" width="590"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03874.jpg"><img class=" wp-image-73347" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03874.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a> Identidade visual foi criada no curso de Comunicação da UFSM[/caption]
<h3 dir="ltr">Programação amplia alcance com ações para crianças, professores e estudantes</h3>
<p dir="ltr">A programação do Festival inicia ainda antes da semana principal, com atividades voltadas a diferentes públicos. Entre os dias 21 e 23 de julho, acontece o FIIUFSM Jovem, Festival Infanto Juvenil de Música, realizado no campus da UFSM. A iniciativa tem como objetivo proporcionar a crianças e adolescentes estudantes de música experiências semelhantes às vivenciadas pelos participantes do Festival tradicional, com atividades adaptadas ao público jovem, oficinas musicais e integração ao ambiente universitário, especialmente aos espaços do Centro de Artes e Letras.</p>
<p dir="ltr">No dia 23 de julho, será realizado o Curso de Formação Continuada em Música para Professores da Educação Infantil, destinado a docentes que atuam com crianças de zero a cinco anos. A atividade propõe reflexões teóricas e práticas sobre o ensino da música na infância e sobre o papel do professor não especialista na área. O curso será ministrado por professores, mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM, vinculado à linha de pesquisa Educação e Artes.</p>
<p dir="ltr">Ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo o compromisso com a democratização do acesso à cultura, o 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM também contará com o Circuito MusiCAL FIIUFSM na Quarta Colônia. Durante todo o segundo semestre de 2026, a energia, a qualidade artística e a excelência musical do Festival serão levadas para diferentes cidades da região, promovendo a interiorização da cultura e aproximando ainda mais a universidade das comunidades que integram o território.</p>
<p dir="ltr">Como parte das ações de internacionalização, o 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM também promoverá a seleção de estudantes de graduação para participação em intercâmbio junto à University of Georgia (EUA), com atividades previstas para o período de janeiro a março de 2027.</p>
<h3 dir="ltr">Rede de colaboração</h3>
<p dir="ltr">A realização do Festival é resultado de uma grande rede de colaboração que envolve diferentes setores e instituições. A organização destaca o apoio fundamental da Reitoria da UFSM, da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e do Centro de Artes e Letras (CAL), que reconhecem a relevância do projeto e oferecem o suporte necessário para sua continuidade e expansão.</p>
<p dir="ltr">Também são essenciais para a concretização do evento o apoio financeiro, administrativo e logístico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), do Fundo de Incentivo à Extensão da UFSM (Fiex-UFSM) e da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), além da contribuição da Facos Agência da UFSM, responsável pelo suporte na comunicação e divulgação institucional do Festival. Essa rede de parceiros torna possível a realização de um evento que alia excelência artística, formação acadêmica, desenvolvimento regional e valorização cultural, consolidando o Festival Internacional de Inverno da UFSM como uma das principais iniciativas culturais e extensionistas do país.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o coordenador do evento, professor Diogo Baggio Lima, “o Festival deste ano não é apenas uma celebração da música; ele é um testemunho vivo do poder da cooperação. Ele pertence aos nossos alunos, aos nossos professores, à comunidade regional e a todos os que acreditam na arte e na educação como forças transformadoras".</p>
<p dir="ltr">Mais do que um festival, o FIIUFSM é uma experiência de encontro: entre gerações, culturas, sons e histórias. Em Vale Vêneto, a música encontra a tradição, a universidade encontra a comunidade e a cultura transforma-se em patrimônio vivo para todos.</p>
<p dir="ltr">Outras informações podem ser obtidas no <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cal/festivaldeinverno" target="_blank" rel="noopener">site</a>, no perfil <a href="https://www.instagram.com/festivaldeinvernoufsm/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">@festivaldeinvernoufsm</a> ou pelo e-mail <a href="mailto:fiiufsm@ufsm.br" target="_blank" rel="noopener">fiiufsm@ufsm.br.</a></p>
<p dir="ltr"><em>Fotos: Pedro Amaral</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM realiza seminário sobre compositor russo Shostakovich</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/17/ufsm-realiza-seminario-sobre-compositor-russo-shostakovich</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:15:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura russa]]></category>
		<category><![CDATA[cultura soviética]]></category>
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						<description><![CDATA[Evento de música e performance celebra os 120 anos do pianista que viveu no período soviético
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="686" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7060-1-1024x686.jpg" alt="Foto colorida horizontal de um pianista, o professor da UNB, e um violoncelista, o estudante da UFSM. Os dois estão tocando. O estudante está de frente para a câmera, com olhos em direção ao seu violoncelo, posicionado entre as pernas. O pianista está atrás dele, sentado de lado, ao piano. Os dois usam camisas e calças sociais. Atrás dos dois, o painel Imembuí, de Eduardo Trevisan, no auditório de mesmo nome." />											<figcaption>Tauir Fontana, professor de piano da UFSM e o estudante Estevão Becher, aluno do curso de Bacharelado em Violoncelo da UFSM.
</figcaption>
										</figure>
		<p>Desde segunda-feira (15) até esta quarta-feira (17), acontece o <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/0-Seminario-Shostakovich-120-Livreto_versao-revisada_15_06.pdf" target="_blank" rel="noopener">Seminário Shostakovich 120: I Seminário de Pesquisa em Musicologia e Performance</a>, promovido pelo Centro de Artes e Letras (CAL), pelos cursos de Música e Grupo de Pesquisa Performamus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O evento conta com palestras, <i>masterclasses </i>e recitais, além da presença de docentes de outras universidades, inclusive internacionais.</p><p>Coordenado pelo professor Lúcius Mota, o seminário presta uma homenagem aos 120 anos do nascimento de Dmitri Shostakovich. O compositor e pianista soviético foi um dos mais importantes da música sinfônica da Rússia no século passado. A atividade busca celebrar não apenas a música, mas também o teatro e a poesia da extinta União Soviética.</p><p>O seminário é dividido em duas vertentes. A primeira é acadêmica e inclui comunicações e palestras. A segunda, a artística, é composta pelos recitais. “Os colegas do Departamento de Música estão tocando obras de Shostakovich. Tem sido uma festa tanto da parte acadêmica quanto da artística”, avalia Lúcius. O professor reflete, ainda, sobre a existência de centros de estudos focados no comṕositor em vários lugares do mundo e a tentativa de “juntar esforços para fazer um centro de estudos em Shostakovich no Brasil”.</p><p>A partir de um trabalho multidisciplinar, o seminário reúne profissionais das Artes Cênicas, das Relações Internacionais e da Música. Além da presença de um professor da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, o evento conta com a participação remota de professores alocados em Portugal e na Espanha. </p><p>O professor de História da Música David Haas, um dos grandes especialistas na música de Shostakovich, e foi chamado para ministrar três palestras sobre a obra do artista no seminário na UFSM. Ele conta que o compositor soviético parece “ficar mais famoso a cada ano, pois as pessoas encontram novos significados em sua música”. O docente teve a oportunidade de estudar na Rússia por nove meses, durante o doutorado, e planeja traduzir textos do russo para inglês, para que se possa conhecer o que os nativos dizem sobre o pianista.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="633" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7049-1024x633.jpg" alt="Foto colorida horizontal do professor Lúcius da cintura para cima. Ele está ao centro da imagem, usa óculos, um casado preto e uma camiseta por baixo. As mãos estão juntas, o que remete ao ato de gesticular durante a fala. Atraś dele um piano e o painel de Imembuí" />											<figcaption>Professor Lúcius Mota, do Departamento de Música e coordenador do seminário dedicado ao compositor russo
</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A7041-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal do professor David do peito para cima. Ele usa óculos e uma camisa manga longa azul escura. Atrás dele janelas vidras com reflexo das lâmpadas." />											<figcaption>Professor David Haas, da University of Georgia, é especialista na obra de Shostakovich 
</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Teatro soviético</b></h3>
<p>A professora Silvana Baggio Ávila, do Departamento de Artes Cênicas, discorreu, em sua participação no seminário, sobre Shostakovich e o teatro soviético. Pesquisadora deste tema, especialmente de treinadores e pesquisadores do teatro russo, mais especificamente da arte da atuação, ela estuda mais profundamente Konstantin Stanislavski, um dos fundadores do Teatro de Arte de Moscou.&nbsp;</p>
<p>Stanislavski introduziu um sistema de atuação para atores cujos&nbsp; princípios são estudados até hoje nas artes cênicas. “Eu trouxe um pouquinho de uma perspectiva de um estudo de Shostakovich na relação de um grande ensinador russo chamado Meyerhold. Mais profundamente, falei um pouco sobre a parceria criativa da música que Shostakovich compôs para a peça teatral chamada O Percevejo, escrita por Vladimir Maiakovski”, conta a docente.</p><p>O evento segue nesta quarta-feira (17) e terá seu recital de encerramento às 19h, no Salão Imembuí, no prédio da Reitoria, no campus sede da UFSM.</p>
<p></p>
<p><i><b>Texto</b>: Júlia Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária de Jornalismo</i></p>
<p><i><b>Fotos</b>: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária de Jornalismo</i></p>
<p><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Viva bem a idade que tem: evento promove espaço de diálogo sobre o envelhecimento ativo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/17/viva-bem-a-idade-que-tem-evento-promove-espaco-de-dialogo-sobre-o-envelhecimento-ativo</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:36:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[cognito]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[programa pacto]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Terceira idade]]></category>
		<category><![CDATA[viva bem a idade que tem]]></category>

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						<description><![CDATA[Programação reuniu participantes de diferentes grupos de convivência de Santa Maria em oficinas de estimulação cognitiva, arte e socialização]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73264" align="alignright" width="634"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6767-1.jpg"><img class="wp-image-73264" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6767-1.jpg" alt="" width="634" height="422" /></a> Promoção foi do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSM[/caption]
<p>O auditório térreo do Colégio Politécnico da UFSM recebeu, nesta terça-feira (16), o evento "Viva bem a idade que tem", promovido pelo projeto de ensino do Departamento de Terapia Ocupacional. A iniciativa reuniu idosos de diferentes grupos de convivência de Santa Maria para uma tarde de palestras e oficinas práticas voltadas à promoção do envelhecimento ativo e da saúde cognitiva.</p>
<p>O evento é organizado pela turma de Gerontologia I do curso de Terapia Ocupacional, em parceria com a disciplina de Práticas Extensionistas em Gerontologia. Com mais de uma década de história, ele acontece anualmente em locais diferentes da cidade. A coordenadora do projeto, professora Kayla Palma, do Departamento de Terapia Ocupacional e do Programa de Apoio à Idosos e seus Cuidadores (PACTO), conta que a proposta é que os alunos vivenciem o contato intergeracional antes mesmo de se formarem. "Com esse aumento da população idosa presente em todos os lugares, a gente vê a necessidade de fazer com que o pela animação das participantes esses alunos entendam a dimensão e a complexidade que é o processo de envelhecer”, explicou.</p>
<h3>"45% dos casos de demência estão associados a fatores que podemos modificar"</h3>
<p>A programação começou com palestras de duas terapeutas ocupacionais. A docente do Colégio Politécnico da UFSM e mestre em Gerontologia Biomédica Andreisi Carbone Anversa falou sobre saúde cognitiva e demência. Ela explicou que a cognição envolve habilidades como memória, raciocínio, atenção, planejamento e tomada de decisões, capacidades consideradas fundamentais para resolver desde tarefas simples do cotidiano até situações mais complexas.</p>
<p>Segundo Andreisi, embora o envelhecimento provoque mudanças naturais no funcionamento do cérebro, grande parte dos casos de demência pode ser evitada. Ela apresentou dados de um estudo internacional que aponta que 45% dos casos de demência no mundo estão associados a 14 fatores de risco modificáveis. No Brasil, esse percentual chega a quase 60%. “A genética é um dos fatores que interferem, mas o principal são os nossos hábitos de vida. Isso significa que existe uma parcela importante dos casos que nós podemos prevenir. Quando pensamos em prevenção, estamos falando de escolhas feitas ao longo de toda a vida”, afirmou.</p>
<p>Entre os fatores de risco, segundo a profissional, estão baixa escolaridade, depressão, sedentarismo, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, isolamento social, colesterol elevado e perdas auditiva e visual não tratadas.</p>
<h3>A aposentadoria como recomeço</h3>
<p>A terapeuta ocupacional e mestre em Gerontologia Priscila de Oliveira Reis abordou os impactos da aposentadoria e a necessidade de planejamento para essa nova etapa da vida. Segundo ela, o trabalho organiza grande parte da vida adulta e, por isso, deixar a rotina profissional exige uma reorganização emocional, social e até familiar. "A aposentadoria envolve três tipos de luto: a perda do status social, a crise de identidade e a transformação dos vínculos construídos no trabalho. A gente passa a maior parte da vida adulta trabalhando. Então, quando chega esse momento, muitas pessoas se perguntam: 'Quem eu sou agora? Quais são os meus valores?'", explicou.</p>
<p>Priscila destacou que esse processo não precisa ser encarado como um encerramento, mas como uma transição. Hoje, a expectativa de vida após a aposentadoria gira em torno de 30 anos. São muitos anos para viver apenas dentro de casa. Existe um mundo de possibilidades: voltar a estudar, participar de grupos, aprender algo novo, fazer trabalho voluntário ou simplesmente retomar sonhos que ficaram para trás”, afirmou.</p>
[caption id="attachment_73262" align="alignleft" width="513"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6806.jpg"><img class=" wp-image-73262" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6806.jpg" alt="" width="513" height="342" /></a> Professor Juca cantou clássicos da música brasileira (e italiana) em homenagem às mulheres[/caption]
<h3>Música, memórias e um olhar sobre a velhice</h3>
<p>A tarde também teve música. O professor aposentado da UFSM João Francisco Silva Dias, o professor Juca, de 78 anos, foi a atração especial do evento. O convite surgiu depois de uma palestra que ele ministrou para estudantes de Terapia Ocupacional. “Quando contei um pouco da minha história, surgiu o convite para trazer a banda. Aceitei na hora. Tem gente aqui que foi minha aluna quando eu tinha 32 anos. É emocionante reencontrar essas pessoas e perceber o quanto os vínculos permanecem”, contou.</p>
<p>Juca lembrou ainda dos amigos que vivem hoje no Lar das Vovozinhas e falou sobre a importância de manter a autonomia durante o envelhecimento. “O que a terapia ocupacional e a fisioterapia fazem hoje é algo que eu sempre defendi: ajudar as pessoas a preservar a autonomia física e mental pelo maior tempo possível. Porque não adianta lutar apenas por longevidade. É preciso viver mais, mas viver com qualidade”, destacou.</p>
<p>O professor criou a tradicional banda “Old bikers”, da qual ele é vocalista, quatro anos antes de se aposentar, justamente para preparar a nova fase da vida. “Eu já estava me preparando. A aposentadoria não precisava ser um fim. Então comecei outro projeto. E continuo até hoje. Você não pode depender só da medicina. Precisa fazer a sua parte, se ajudar. Não existe uma velhice, existem velhices. Cada pessoa envelhece de uma forma. Mas uma coisa é certa: o ser humano não nasceu para ficar sozinho".</p>
<p>Segundo ele, é preciso criar e manter vínculos, de convivência e de motivos para continuar vivendo com entusiasmo. “Hoje ainda temos muita gente vivendo uma velhice precoce. Pessoas com 50 anos, sem trabalho, mal alimentadas, sem atividade física. Por isso, discutir envelhecimento é falar de saúde, mas também de dignidade e de qualidade de vida para todos”, alertou.</p>
[caption id="attachment_73263" align="alignright" width="515"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6886.jpg"><img class=" wp-image-73263" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6886.jpg" alt="" width="515" height="352" /></a> A oficina de pintura em pano de prato despertou a criatividade das idosas. A maioria desenhou flores, jardins e corações nos seus panos[/caption]
<h3>Oficinas que estimulam a criatividade</h3>
<p>Depois das palestras, as oficinas abordaram a memória com jogos e desafios cognitivos, ritmo e memória afetiva com música, coordenação motora, raciocínio lógico e estratégia, além de conversas e histórias para estimular linguagem e vínculos sociais.</p>
<p>Entre as atividades, a de arte chamou atenção. Com panos de prato em mãos e pincéis coloridos, as idosas pintaram ao som de cantoras clássicas da música popular brasileira, como Rita Lee, Elis Regina, e cantavam enquanto criavam. A atividade integra a oficina "Arte, criatividade e expressão", que explora cognição e emoções por meio da criação artística.</p>
<p>Os participantes vieram de grupos como o SESC Maturidade Ativa, o Eterno Aprendiz (da Uningá), o Mestre Coração, o Cognito e o Corpo Mais, além do Lar das Vovozinhas e do Pianetas – duas instituições de longa permanência que trouxeram dez idosos cada. Para garantir novas conexões nas oficinas, os participantes foram distribuídos em grupos por cores, independentemente de qual grupo de convivência vieram.</p>
<h3>"Sempre quis envelhecer assim"</h3>
<p>Na plateia, Aracy Freitas Becker, de 79 anos, veio pelo grupo do SESC e resumiu bem o espírito do evento. Natural de São Borja, mora há oito anos em Santa Maria e frequenta grupos de convivência desde então. Costureira desde os 15 anos, ela ri quando fala das suas habilidades e se orgulha de tudo que construiu, mesmo depois de envelhecer. Avó e bisavó, Aracy cuida da família, faz fisioterapia e não para de aprender coisas novas. "Só não faço chover porque não aprendi a música". "Eu sempre pedi para envelhecer assim. Estou tão bem, me sinto cada vez mais jovem”, finaliza.</p>
<p>O evento "Viva bem a idade que tem" integra o Programa PACTO (Programa de Apoio à Idosos e seus Cuidadores da Terapia Ocupacional) e o projeto Cognito, ambos vinculados ao Departamento de Terapia Ocupacional da UFSM.</p>
<p><em>Texto: Isadora Bortolotto, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabriele Mendes, acadêmica de Jornalismo, bolsista</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Direitos humanos para todas as pessoas": 9º Fórum de Direitos Humanos debate inclusão e cidadania na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/17/direitos-humanos-para-todas-as-pessoas-9o-forum-de-direitos-humanos-debate-inclusao-e-cidadania-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:29:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73252</guid>
						<description><![CDATA[Evento reuniu a pesquisadora Winnie Bueno e lideranças comunitárias de Santa Maria para discutir desigualdades e o acesso universal aos direitos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73253" align="alignleft" width="504"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6723-1024x683.jpg" alt="" width="504" height="336" /> Atividade reuniu mais de cem pessoas[/caption]
<p data-start="332" data-end="1048">A <a href="https://www.ohchr.org/en/human-rights/universal-declaration/translations/portuguese?LangID=por">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a> é um documento criado em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em 30 artigos, o texto estabelece direitos fundamentais para todos os cidadãos. O primeiro artigo afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade". Já o segundo artigo estabelece que os direitos são para todos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou qualquer outra condição. O terceiro artigo afirma que "todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal".</p>
<p data-start="1050" data-end="1710">O documento estabeleceu, pela primeira vez, normas comuns de proteção aos direitos da pessoa humana, a serem seguidas por todos os povos e todas as nações. Contudo, a realidade ainda não corresponde plenamente ao que foi determinado pela ONU. Segundo o IBGE, mais de 6 milhões de pessoas passavam fome em 2024 no Brasil. Simultaneamente, ao menos 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas em 2025, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), fazendo com que o Brasil continue sendo o país mais letal para essa população. Esses são alguns exemplos das desigualdades sociais e violações dos direitos humanos que acontecem diariamente.</p>
<h3 data-section-id="1pec0lo" data-start="1712" data-end="1746">O 9º Fórum de Direitos Humanos</h3>
[caption id="attachment_73256" align="alignright" width="509"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6726-1024x683.jpg" alt="" width="509" height="339" /> Winnie Bueno palestrou sobre direitos humanos e interseccionalidade[/caption]
<p data-start="1748" data-end="2240">Os direitos são para todos, o que significa que é um problema coletivo quando alguém é impossibilitado de exercê-los. Foi sobre isso que os participantes do 9º Fórum de Direitos Humanos discutiram nesta terça-feira (16), ao longo de todo o dia. O evento, organizado pela turma da disciplina de Gestão de Eventos do curso de Relações Públicas, em conjunto com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e o Observatório de Direitos Humanos (ODH), teve como tema "Direitos humanos para todas as pessoas". "Nós pensamos em trabalhar a temática sobre o que são direitos humanos. Às vezes há um questionamento de que os direitos humanos são para um grupo específico, e não é. Os direitos são para todos", explica a pró-reitora de Extensão, Milena Freire.</p>
<p data-start="2490" data-end="2941">O evento teve início com a palestra <em data-start="2526" data-end="2566">Direitos Humanos e Interseccionalidade</em>, ministrada por Winnie de Campos Bueno, ialorixá, escritora e pesquisadora. Durante sua fala, Winnie expressou que "embora os direitos sejam declarados como universais, as possibilidades de exercê-los estão profundamente atravessadas por desigualdades de raça, classe, gênero, sexualidade, território, religião, deficiência, idade, nacionalidade e tantas outras expressões".</p>
<p data-start="2943" data-end="3564">Na sequência, foi realizada uma mesa de debate mediada com lideranças locais. Participaram Mariane Selister, professora do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da UFSM e líder do Grupo de Pesquisa e Extensão GIDH – Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos; Margarete Vidal, presidente da Associação de Selecionadores de Materiais Recicláveis de Santa Maria (Asmar), recicladora e empreendedora; e Rutileia Campos, mestranda em Educação pela UFSM, ativista do Movimento PCDs Brasil e coordenadora de ações afirmativas interseccionais do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM.</p>
<p data-start="3566" data-end="4028">A coordenadora de Cidadania da UFSM, Cassiana Marques da Silva, reiterou a importância do evento para a comunidade acadêmica e para Santa Maria. "As pessoas precisam entender que os direitos são para todos. Muitas vezes, a população que mais precisa dessa compreensão precisa saber que as políticas públicas são para todos. Algumas pessoas têm a sensação de que não pertencem a elas, que não conseguem ou não podem acessá-las. Mas elas têm esse direito", afirma.</p>
<h3 data-section-id="y4t3vy" data-start="4030" data-end="4080">Parceria com a disciplina de Gestão de Eventos</h3>
[caption id="attachment_73257" align="alignleft" width="509"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6511-1024x683.jpg" alt="" width="509" height="339" /> Organizadores convidaram participantes a pensar coletivamente nos direitos humanos[/caption]
<p data-start="4082" data-end="4516">A turma do terceiro semestre de Relações Públicas foi uma das responsáveis pela organização do Fórum de Direitos Humanos. A professora da disciplina de Gestão de Eventos, Fernanda Sagrilo Andres, explica que a proposta do trabalho é desenvolver a concepção de um evento, desde a criação da identidade até a busca por parcerias. Em seguida, os grupos apresentam a ideia aos clientes e, após a aprovação, o evento é colocado em prática. "Hoje é o dia do evento, mas o trabalho vem sendo realizado desde o início do semestre. O trabalho só será finalizado após a entrega de um relatório final", conta a professora.</p>
<p data-start="4696" data-end="5032">Maria Fernanda Lemos Vargas é uma das estudantes responsáveis pelo trabalho e explica como foi a concepção das ideias para o evento. Neste ano, o fórum foi baseado na ideia de "tecer os direitos humanos coletivamente". Os participantes eram convidados a amarrar fitinhas em um mural para demonstrar que todos estavam construindo o evento juntos.</p>
<p data-start="5034" data-end="5310">Maria Fernanda conta que se sentiu privilegiada em organizar um evento para mais de cem pessoas, mas também sentiu grande responsabilidade. "Eu me diverti e me estressei, mas aprendi muito. Até agora foi uma das cadeiras em que mais aprendi, porque é prática na veia", relata.</p>
<p><em>Texto: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM incorpora primeiro carro elétrico à sua frota</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/16/ufsm-incorpora-primeiro-carro-eletrico-a-sua-frota</link>
				<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 21:03:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[#transporte]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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						<description><![CDATA[Audi e-tron foi a entregue à Reitoria da UFSM após anos de testes no projeto Rota Elétrica Mercosul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73244" align="alignright" width="655"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DJI_0156.jpg"><img class=" wp-image-73244" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DJI_0156-1024x576.jpg" alt="Foto colorida, em formato horizontal. Em uma área coberta da UFSM, três pessoas posam ao lado de um veículo elétrico identificado com a marca “UFSM Sustentável”. Da esquerda para a direita, estão o vice-reitor Tiago Marchesan, usando óculos e casaco escuro; a professora Alzenira Abaide, vestindo casaco preto sobre roupa em tons claros; e a reitora Martha Adaime, usando blusa rosa e calça preta. Todos sorriem para a câmera." width="655" height="368" /></a> O vice-reitor Tiago Marchesan, a professora Alzenira Abaide e a reitora Martha Adaime (da esq. para a dir.) posam ao lado do Audi E-Tron doado para a UFSM[/caption]

Em cerimônia realizada no hall do prédio da Reitoria na segunda-feira (15), a UFSM incorporou oficialmente o primeiro automóvel 100% elétrico de sua frota. O Audi E-Tron foi entregue ao Gabinete da Reitoria durante o evento que marcou o encerramento do projeto Rota Elétrica Mercosul – Suporte ao Desenvolvimento e Gerenciamento para Mobilidade Inteligente.

A doação simboliza o encerramento de um ciclo de pesquisa liderado pela professora Alzenira Abaide, do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência. Utilizado como plataforma de coleta de dados para estudos, o veículo contribuiu para análises sobre autonomia, desempenho e comportamento da eletromobilidade em diferentes condições de uso. “O interessante é que nós conseguimos finalizar esse projeto com todos os objetivos alcançados”, afirma a professora.

Durante a cerimônia, os presentes também conheceram mais sobre o funcionamento do automóvel e os impactos da eletrificação, especialmente em relação à sustentabilidade e à redução das emissões de poluentes, em comparação com carros movidos a combustão.
<h3><b>Um corredor elétrico no Mercosul</b></h3>
Antes de integrar oficialmente a frota da UFSM, o Audi E-Tron desempenhou papel central no projeto. <a href="https://www.ufsm.br/2022/05/11/projeto-rota-eletrica-mercosul-recebe-carro-para-estudar-a-mobilidade-eletrica-no-rs" target="_blank" rel="noopener">Entregue ao projeto Rota Elétrica Mescosul em 2022</a>, ele passou a atuar como unidade de testes e coleta de dados para pesquisas em eletromobilidade. Com ele, a equipe analisou, na prática, o desempenho, a autonomia e o comportamento de automóveis elétricos em diferentes condições de uso. “O veículo foi um laboratório móvel para nós”, afirma a coordenadora, Alzenira Abaide.

A escolha do modelo não ocorreu por acaso. Segundo a pesquisadora, era necessário um automóvel com autonomia suficiente para percorrer o estado de norte a sul e, ao mesmo tempo, capaz de registrar detalhadamente os dados de operação para análise posterior.

[caption id="attachment_73245" align="alignleft" width="654"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DJI_0142.jpg"><img class=" wp-image-73245" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DJI_0142-1024x576.jpg" alt="Foto colorida, em formato horizontal. A imagem mostra o veículo elétrico Audi E-Tron estacionado no prédio da Reitoria da UFSM. O carro, na cor cinza-escuro, aparece em destaque em perspectiva frontal lateral, com a identificação “UFSM Sustentável” adesivada na porta. Ao fundo, há uma fachada envidraçada e três lixeiras para coleta seletiva. À direita, árvores e veículos estacionados são vistos na área externa do campus." width="654" height="368" /></a> O projeto Rota Elétrica Mercosul utilizou o Audi E-Tron como laboratório móvel[/caption]

Ao longo dos testes, o Audi percorreu diversas vezes os cerca de 900 quilômetros de uma ponta a outra da rota, permitindo à equipe verificar o funcionamento dos carregadores e coletar informações sobre deslocamento e velocidade. Os estudos também indicaram que a autonomia dos veículos elétricos varia conforme o tipo de trajeto, com melhor desempenho em ambientes urbanos do que em rodovias.

Entre os principais resultados da iniciativa estão a instalação de 12 estações de recarga rápida: 10 ao longo do corredor elétrico e duas nos campi da UFSM, em Santa Maria e Cachoeira do Sul. Além disso, foi possível a criação de uma estrutura de monitoramento remoto e a consolidação de uma rede de dados sobre eletromobilidade no estado. “Na época, quando esse projeto foi proposto, não havia nenhuma estação de recarga rápida no Rio Grande do Sul. Hoje, se abrir o mapa, vai ter uma quantidade enorme”, ressalta Alzenira.

Esse avanço já aparece na infraestrutura gaúcha. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 1.770 eletropostos, para uma frota de 38.632 veículos eletrificados, o que representa uma média de 21,8 automóveis por ponto de recarga, um dos melhores índices de cobertura do país.

Em 2022, o campus de Cachoeira do Sul recebeu uma unidade de carregamento rápido com capacidade para abastecer dois automóveis simultaneamente a partir de fontes renováveis. No ano seguinte, o campus sede, em Santa Maria, ganhou outro ponto de recarga rápida, instalado ao lado do prédio 9E.
<h3><b>Eletrificação e sustentabilidade</b></h3>
A incorporação também amplia o debate sobre sustentabilidade no setor de transportes. Diferentemente dos modelos a combustão, carros elétricos não emitem gases de escape durante a operação, o que contribui para a redução da poluição do ar e das emissões de carbono, especialmente em centros urbanos. Além disso, por utilizarem motores elétricos, também reduzem significativamente a poluição sonora.

[caption id="attachment_73246" align="alignright" width="654"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DJI_0151.jpg"><img class=" wp-image-73246" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DJI_0151-1024x576.jpg" alt="Foto colorida, em formato horizontal. A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas no hall do prédio da Reitoria da UFSM durante uma cerimônia. Em primeiro plano, os participantes observam o discurso. Ao centro, a professora Alzenira Abaide fala ao microfone enquanto está ao lado do vice-reitor Tiago Bandeira Marchesan e da reitora Martha Adaime, e o público está a sua frente. Ao fundo, através das portas de vidro, é possível ver o veículo elétrico Audi E-Tron identificado com a marca “UFSM Sustentável”. O ambiente é amplo, iluminado por luz natural." width="654" height="368" /></a> O evento simbolizou o encerramento do projeto Rota Elétrica Mercosul, iniciativa que colocou o Rio Grande do Sul em destaque na eletromobilidade[/caption]

Segundo a pesquisadora, o Brasil reúne condições favoráveis para a expansão do setor de mobilidade elétrica por possuir uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo. A geração de energia no país é baseada principalmente em usinas hidrelétricas, além da crescente participação das fontes eólica e solar e de biomassa. Esse cenário diferencia o país de regiões onde a eletricidade ainda depende majoritariamente da queima de carvão, gás natural e petróleo.

Na prática, isso significa que os veículos elétricos podem reduzir as emissões locais de poluentes e também as emissões associadas ao consumo de energia ao longo de sua operação. Para Alzenira Abaide, essa característica torna a eletrificação dos transportes especialmente promissora no contexto brasileiro. “A eletromobilidade foi feita para nós, brasileiros, porque a nossa energia é limpa, o combustível que o carro usa é limpo”, afirma.

Esse princípio orientou o próprio projeto Rota Elétrica Mercosul. Além da instalação de 12 estações de recarga rápida ao longo do corredor elétrico, a iniciativa incorporou fontes renováveis à infraestrutura. Parte das unidades recebeu painéis fotovoltaicos para auxiliar no abastecimento, enquanto a estação de Osório passou a contar com geração eólica e sistemas de armazenamento de energia.

As estações de recarga rápida do projeto operam com potência de 60 kW. Segundo Alzenira, um automóvel com as características do Audi E-Tron, equipado com bateria de aproximadamente 90 kWh, leva cerca de uma hora e meia para uma recarga completa.

Para o vice-reitor Tiago Bandeira Marchesan, a UFSM teve papel decisivo no avanço da eletromobilidade no estado. “Se o Rio Grande do Sul tem hoje essa capacidade em eletromobilidade, é porque a universidade foi protagonista nesse processo”, afirma. A chegada do Audi E-Tron à frota institucional simboliza anos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Segundo a reitora Martha Adaime, o automóvel traduz o impacto da iniciativa para além da tecnologia. “Ele carrega muito mais do que um Audi elétrico. Carrega consigo muitas partes da Universidade Federal de Santa Maria”, destaca.

O projeto Rota Elétrica Mercosul resultou em cinco teses de doutorado e quatro dissertações de mestrado, além de contribuir para a consolidação de uma rede de conhecimento sobre o tema no estado. Para a coordenadora Alzenira Abaide, os avanços conquistados representam apenas uma parte do trabalho. “É só uma etapa concluída, tem muita coisa para ser feita ainda”, afirma.

<i>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM realiza o I Simpósio de Banda de Música em parceria com a Brigham Young University (BYU)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/09/ufsm-realiza-o-i-simposio-de-banda-de-musica-em-parceria-com-a-brigham-young-university-byu</link>
				<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 19:54:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[bandas de música]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[encontro bandas de música]]></category>
		<category><![CDATA[Música UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[O evento conta com a participação do professor Shawn Smith, da BYU, que será responsável por oficinas, workshops e pela regência dos concertos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6321-Gabriele-Mendes-1-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal com pouca luz do palco do Centro de Convenções. A imagem mostra um músico sentado de lado tocando flauta. À frente dele uma partitura em duas páginas" />													
		<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Começou nesta segunda-feira (8) o I Simpósio de Banda de Música da Universidade Federal de Santa Maria. O evento, organizado pelos cursos de Música da UFSM, tem como objetivo promover um espaço de estudo, discussão, aprimoramento, intercâmbio, performance, exposições de materiais sobre Bandas de Música e todas as suas especificidades. </p>
[caption id="attachment_73178" align="alignleft" width="502"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6371-Gabriele-Mendes-2-1024x683.jpg" alt="Professor Shawn sentado à mesa lê uma partitura. Ele usa camisa azul e óculos." width="502" height="335" /> Shawn Smith, regente convidado da BYU[/caption]
<p>O Simpósio também tem como finalidade fomentar e estruturar o programa de Banda de Música na UFSM tornando a instituição num centro de referência nesta área. Com palestras, oficinas, mesa redonda, ensaios e concertos, o evento reúne estudantes e profissionais da música em um momento de troca de conhecimentos.</p>
<p>Um dos destaques do simpósio é a presença do professor Shawn Smith, da Brigham Young University (BYU), do estado de Utah, nos Estados Unidos. Em sua primeira passagem por Santa Maria, Shawn descreve a experiência como maravilhosa e reforça: “estou muito feliz para poder trabalhar com a banda. É uma experiência muito maravilhosa ver o que está acontecendo com música aqui”, e destaca a estrutura do Centro de Convenções e o prazer de poder conhecer a UFSM.</p>
<p>O regente ministrou, na segunda, uma oficina sobre as bandas sinfônicas dos EUA e, ao longo da semana, ministrará oficinas sobre aquecimento, metodologia de ensaio e repertório para bandas sinfônicas.</p>
[caption id="attachment_73180" align="alignright" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6358-Gabriele-Mendes-2-1024x683.jpg" alt="Professor Clayton está em pé atrás de um pedestal com as mãos abertas e segura uma batuta fazendo sinal de quem rege uma orquestra. Atrás dele o auditório do Centro de Convenções " width="500" height="333" /> Professor Clayton Miranda do curso de Música da UFSM[/caption]
<p>O professor Clayton Miranda explica que banda sinfônica é uma disciplina obrigatória do curso de Música. “A gente quer ampliar essa essa formação e a discussão sobre esse tópico. Nas universidades federais do nosso país, você consegue contar nos dedos quais as que oferecem essa formação e essa possibilidade. Então hoje tá todo mundo, no estado e no país e fora dele, olhando para a UFSM”.</p>
[caption id="attachment_73182" align="alignleft" width="506"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6407-Gabriele-Mendes-2-1024x683.jpg" alt="Alisson está sentado e tocando uma tuba, um grande instrumento de sopro. Ele está no Centro de Convenções " width="506" height="337" /> Alisson Pedroso, estudante do Bacharelado em Tuba, em ensaio para o concerto da Banda Sinfônica da UFSM[/caption]
<p>O estudante do Bacharelado em Tuba da UFSM, Alisson Pedroso, é um dos bolsistas da Banda Sinfônica da UFSM. Ele conta que desde o início do semestre, a partir do primeiro ensaio, a Banda se prepara para esta data. “O simpósio da banda foi algo conquistado pelos professores e alunos. A banda, no semestre passado, fez um concerto e inscreveu-se para que a gente conseguisse trazer o maestro Shawn, junto com toda a comitiva e todos os integrantes da banda, e fazer um trabalho de nível um pouco mais alto com a própria banda”.</p>
<p>O evento segue com um concerto na quarta-feira (10), às 20h, no Centro de Convenções da UFSM e um concerto de encerramento do simpósio, no mesmo palco, às 17h, deste sábado (13).</p>
<p><em>Texto: Júlia Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</em></p>
<p><em>Fotos: Gabriele Medeiros, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</em></p>
<p><em>Edição: Maurício Dias</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Novo restaurante do Colégio Politécnico amplia opções de alimentação no campus sede</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/09/novo-restaurante-do-colegio-politecnico-amplia-opcoes-de-alimentacao-no-campus-sede</link>
				<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 10:50:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Gabinete da reitoria]]></category>
		<category><![CDATA[Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[proinfra]]></category>

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						<description><![CDATA[Espaço funcionará das 7h30 às 21h30 e busca atender estudantes, servidores e visitantes que circulam ao longo do dia pelo campus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73164" align="alignright" width="604"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6293-Gabriele-Mendes-1024x698.jpg" alt="Foto colorida, na horizontal, mostra o interior do novo Restaurante do Colégio Politécnico. O ambiente possui mesas brancas e cadeiras pretas distribuídas ao longo do salão. À esquerda, grandes janelas permitem a entrada de luz natural. O espaço conta com iluminação pendente, revestimentos em madeira e plantas ornamentais que dividem parte da área de atendimento. Ao fundo, um grupo de pessoas circula e conversa durante a visita ao restaurante." width="604" height="412" /> O novo Restaurante do Colégio Politécnico conta com capacidade para atender até 89 pessoas[/caption]
<p data-start="906" data-end="1464">Localizado no térreo do novo prédio 71A, o restaurante do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi inaugurado nesta segunda-feira (8), em cerimônia que reuniu a reitora Martha Bohrer Adaime, a direção da unidade, representantes da Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra), além de servidores, estudantes e membros da comunidade acadêmica. O espaço passa a integrar a rede de serviços de alimentação disponível no campus e amplia as alternativas para estudantes, servidores e visitantes que circulam diariamente pela instituição.</p>
<p data-start="1466" data-end="1837">Com investimento aproximado de R$ 4 milhões, a estrutura ocupa uma área total de cerca de 760 metros quadrados distribuídos em dois pavimentos. O restaurante tem capacidade para atender 89 pessoas simultaneamente e funcionará das 7h30 às 21h30. A operação ficará sob responsabilidade do Restaurante Oliveira, empresa vencedora da licitação para a administração do espaço.</p>
<p data-start="1839" data-end="2040">Durante a solenidade, a diretora do Colégio Politécnico, Marta Von Ende, destacou que o restaurante representa um importante investimento na qualidade de vida, no bem-estar e na permanência estudantil. “O restaurante é mais uma alternativa de acesso à alimentação no campus, vinculada ao Colégio Politécnico, uma unidade de ensino que atua em diferentes níveis, desde o ensino médio e os cursos técnicos até a graduação e a pós-graduação”, afirma a diretora.</p>
<p data-start="2300" data-end="2704">Marta Von Ende ressaltou ainda que o empreendimento foi concebido para atender de forma ampla e estratégica às necessidades da comunidade acadêmica, contribuindo para a qualidade da rotina universitária. A expectativa é que o espaço ofereça refeições completas e balanceadas, além de lanches e refeições rápidas, contemplando diferentes preferências alimentares, restrições nutricionais e horários de atendimento.</p>
<h3 data-section-id="nm1okw" data-start="2706" data-end="2749">Uma demanda construída ao longo dos anos</h3>
<p data-start="2751" data-end="3139"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6236-Gabriele-Mendes-300x193.jpg" alt="Foto colorida, na horizontal, mostra três mulheres em frente à entrada do novo Restaurante do Colégio Politécnico. Da esquerda para a direita, estão a arquiteta da Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra), Gianine Pivetta Mello, a diretora do Colégio Politécnico, Marta Von Ende, e a reitora da UFSM, Martha Bohrer Adaime. As três estão em pé, próximas à porta de vidro do prédio. Em primeiro plano, aparecem os corrimãos metálicos da rampa de acesso ao restaurante. Ao fundo, é possível ver parte da fachada da edificação, com estrutura metálica azul, vegetação e áreas externas do campus." width="609" height="392" />Ao relembrar a trajetória da obra, a diretora do Colégio Politécnico destacou que o projeto começou a ser estruturado em 2022, período marcado por limitações orçamentárias e contingenciamento de recursos. Segundo ela, a necessidade de criar um espaço adequado, seguro e alinhado às exigências técnicas para a alimentação da comunidade acadêmica impulsionou o início dos estudos realizados em parceria com a Proinfra.</p>
<p data-start="3141" data-end="3419">De acordo com Marta, o trabalho envolveu avaliações técnicas para definir a melhor utilização da área disponível e as características do empreendimento. Em 2022, o investimento previsto para a obra representava aproximadamente 88% do orçamento anual do Colégio Politécnico. “Então nós iniciamos, junto à Proinfra, um trabalho bastante técnico para avaliar os espaços e como poderíamos viabilizar esse empreendimento”, explica.</p>
<p data-start="3575" data-end="3911">A conclusão do projeto foi viabilizada a partir de uma complementação orçamentária recebida em 2023. Conforme Marta, os indicadores institucionais da escola técnica vinculada possibilitaram o recebimento de uma parcela maior de recursos, somada a aportes adicionais do Governo Federal, permitindo a continuidade e a finalização da obra.</p>
<p data-start="3913" data-end="4195">Um dos principais objetivos do restaurante é ampliar o atendimento aos estudantes do período noturno. Atualmente, cerca de 900 alunos frequentam atividades acadêmicas à noite no Colégio Politécnico, público que historicamente encontrava menos opções de alimentação dentro do campus. “Muitas vezes, quem estuda à noite trabalha durante o dia e chega à universidade necessitando de uma refeição mais completa, algo que ainda é escasso no campus nesse horário”, observa Marta.</p>
<p data-start="4389" data-end="4582">O cardápio prevê refeições diversificadas e opções para diferentes necessidades alimentares, incluindo pessoas com restrições específicas, público vegano e alimentação adaptada para diabéticos. “Essa proposta foi construída para atender a comunidade, que certamente vai se beneficiar muito dessa nova alternativa aqui na universidade”, completa a diretora.</p>
<h3 data-section-id="c2qbe6" data-start="4748" data-end="4789">Espaço de convivência e acessibilidade</h3>
<p data-start="4791" data-end="5051">Responsável pelo projeto arquitetônico do prédio, a arquiteta da Proinfra Gianine Pivetta Mello destacou o trabalho coletivo que possibilitou a concretização do empreendimento e a preocupação em oferecer um ambiente qualificado para a comunidade universitária. “Uma obra dessa grandeza não se faz sozinha”, afirma.</p>
<p data-start="5108" data-end="5479">Gianine relembrou que o desenvolvimento do projeto envolveu diferentes setores da Universidade. Antes do início das atividades, o restaurante passou por acompanhamento técnico da Comissão de Lancherias e Restaurantes da UFSM e contou com a participação de nutricionistas da instituição desde as etapas iniciais de planejamento da cozinha até a fiscalização final da obra. “É com muita alegria que eu entrego esse espaço com muita qualidade, acessibilidade e segurança”, destaca.</p>
<p data-start="5589" data-end="5907">O prédio foi projetado para abrigar não apenas o restaurante, mas também novos ambientes destinados às atividades acadêmicas. Além da área de alimentação, equipada com cozinha, depósito, duas câmaras frias e espaços de apoio aos funcionários, a estrutura conta com duas salas multiuso localizadas no segundo pavimento. “O meu desejo é que esse espaço seja não só um espaço de alimentação e de aprendizados nas salas, mas também de encontro, alegria, troca e crescimento”, conclui a arquiteta.</p>
<p data-start="6084" data-end="6292">Após os pronunciamentos, Thiago Marquezan e Moacir Bolzan realizaram o descerramento da placa inaugural instalada no hall de entrada, marcando oficialmente a entrega do novo espaço à comunidade universitária.</p>
<p data-start="6294" data-end="6494">Confira no vídeo da <strong>TV Campus</strong> mais imagens do novo prédio.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->https://www.youtube.com/watch?v=ZGiz-Vc_II0<p><em><strong data-start="6294" data-end="6304">Texto:</strong> Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br data-start="6378" data-end="6381" /><em><strong data-start="6381" data-end="6391">Fotos:</strong> Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</em><br data-start="6468" data-end="6471" /><em><strong data-start="6471" data-end="6482">Edição:</strong> Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comunidade Africana da UFSM celebra a 3ª edição do Dia de África</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/02/comunidade-africana-da-ufsm-celebra-a-3a-edicao-do-dia-de-africa</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:47:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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						<description><![CDATA[Evento central teve como destaques a posse da nova diretoria da CAUFSM, debates culturais e uma mostra da gastronomia africana]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73108" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6066.jpg"><img class=" wp-image-73108" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6066-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. No evento de celebração ao Dia de África, Jamiro Paulo Sanca está em pé atrás de um púlpito transparente, segurando um microfone enquanto faz uma fala ao público. Ele veste uma camisa amarela com estampas africanas coloridas nas mangas e na região do peito, além de calça marrom. Ao fundo, sentados em um palco, estão uma mulher e dois estudantes observando sua fala. Aparecem parcialmente os participantes do evento voltados para o palestrante. O ambiente é um auditório com paredes claras e cortinas nas janelas." width="642" height="429" /></a> Doutorando em Ciências Sociais, Jamiro Paulo Sanca (em pé, ao microfone) assumiu a presidência da Comunidade Africana da UFSM[/caption]

A Comunidade Africana da UFSM (CAUFSM) realizou, na tarde da última sexta-feira (29), a cerimônia principal da terceira edição do evento “Dia de África: Fortalecendo Laços e Construindo Futuros Prósperos”. Realizado no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), no prédio 74C do campus sede da UFSM, o evento reuniu estudantes, servidores e membros da comunidade em uma programação marcada por momentos de integração, troca de experiências e valorização da diversidade cultural africana.

A cerimônia fez parte da programação da CAUFSM em comemoração ao Dia de África, celebrado em 25 de maio. No dia 29, foram realizadas a posse do novo corpo diretivo da comunidade, debates, o lançamento do livro “Dívidas Ocultas”, de Celestino Joanguete, a apresentação do Projeto fotográfico “Afro Face” e uma mostra da gastronomia africana.

Para a pró-reitora adjunta de Extensão, Angela Weber Righi, o evento reflete um compromisso que vem sendo construído pela UFSM ao longo dos anos. “Acho que esse evento, entre outros que vêm sendo realizados, demonstra a preocupação e o acolhimento da universidade no que diz respeito à diversidade que nós temos”, destaca. A Pró-Reitoria de Extensão (PRE) esteve entre os setores da instituição que contribuíram para a realização da programação.

Angela também ressaltou a importância da convivência entre diferentes culturas para a formação acadêmica e pessoal da comunidade universitária. “Os estudantes que tiveram a oportunidade de conviver com intercambistas de diferentes origens nos relatam um aprendizado muito grande, que enriquece as próprias construções pessoais”, relata a pró-reitora.
<h3><b>Posse marca novo ciclo da Comunidade Africana na UFSM</b></h3>
[caption id="attachment_73109" align="alignleft" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6107.jpg"><img class=" wp-image-73109" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6107-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. É exibido uma parte do público que acompanha a programação do evento de celebração ao Dia da África sentados em cadeiras de auditório. Em destaque, ao centro da imagem, um homem aparece de perfil usando um adorno tradicional de pelos claros na cabeça e casaco azul-escuro. Ao seu lado, uma mulher utiliza um lenço estampado em preto e branco cobrindo os cabelos. Em primeiro plano, outras pessoas aparecem parcialmente, algumas com vestimentas e acessórios africanos em tons de verde, amarelo e preto. O ambiente é interno, iluminado por luz natural que entra pelas janelas ao fundo." width="642" height="428" /></a> Público acompanha as atividades da celebração no auditório do CCSH[/caption]

A cerimônia também marcou a posse do novo corpo diretivo da Comunidade Africana da UFSM (CAUFSM). Durante o evento, Jamiro Paulo Sanca, doutorando em Ciências Sociais, assumiu a presidência da entidade e destacou o momento como um importante passo para fortalecer a união entre os estudantes africanos que vivem e estudam na universidade. O momento simboliza a consolidação de algo construído coletivamente pela comunidade. “Nós viemos de África, um continente com 55 países, de diferentes culturas e famílias, e encontramos neste lugar, uma casa”, afirma Jamiro.

Além da cerimônia principal, as celebrações do Dia Internacional de África contaram com uma programação diversificada ao longo da semana. Entre as atividades realizadas estiveram a Copa das Nações Africanas, promovida no dia 23 de maio, e a roda de conversa sobre as experiências dos estudantes africanos na universidade, realizada no dia 27. “A Copa das Nações Africanas existe no continente, e agora fizemos aqui na UFSM. Essa conexão nos permite vivenciar a África sem sair daqui”, explica o estudante.

Ao refletir sobre o que os estudantes brasileiros podem aprender com o continente africano, Jamiro destaca que essa experiência vai além do conhecimento teórico sobre diferentes culturas. Para ele, a convivência e a troca de vivências são essenciais para fortalecer a interculturalidade dentro da universidade. “Que os estudantes brasileiros consigam ver nos africanos uma unidade contagiante, de modo que se aproximem para conviver”, afirmou.

Na visão do presidente da CAUFSM, a internacionalização do ensino superior se fortalece por meio das relações construídas no cotidiano e da disposição para conhecer diferentes realidades, aproximando estudantes de diversas origens presentes no campus.
<h3><b>Experiências que aproximam África e Brasil</b></h3>
O evento reuniu estudantes brasileiros e internacionais, além de professores e servidores da universidade. Entre os participantes, esteve Bruno Madureira Sucumula, estudante de Direito natural de Angola, que destaca o papel de iniciativas como essa na promoção de trocas entre culturas. “Estes encontros permitem não só intercâmbio cultural, mas troca de saberes também, diminuindo a hegemonia de um saber em detrimento do outro”, afirma.

[caption id="attachment_73110" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6214.jpg"><img class=" wp-image-73110" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6214-1024x683.jpg" alt="A imagem mostra um momento de confraternização em um evento cultural dedicado à gastronomia africana. Ao redor de uma mesa repleta de pratos típicos, diversas pessoas conversam, servem-se e compartilham a refeição em um ambiente de integração e troca cultural. Sobre a mesa, é possível observar diferentes preparações tradicionais, enquanto os participantes circulam pelo espaço, degustando os alimentos e interagindo entre si. A cena destaca a diversidade, a convivência e a valorização das tradições culinárias africanas por meio da experiência coletiva da comida." width="642" height="428" /></a> Ao final do evento, o público pôde degustar pratos típicos africanos[/caption]

Sobre a relação entre estudantes brasileiros e africanos na universidade, Bruno observou que, embora no Brasil ainda se conheça pouco sobre as diferentes culturas do continente, existe um interesse em aprender sobre. Para ele, a convivência cotidiana cria oportunidades para uma troca mútua de experiências. “Como se fala na filosofia Ubuntu, é conhecer o outro pelo outro e a si mesmo pelo outro”, completa.

A estudante de Direito Vilma Matias, natural de Moçambique, destacou a importância de eventos como a celebração do Dia de África para fortalecer o vínculo entre os estudantes internacionais e a instituição. Segundo ela, a convivência na universidade favorece uma troca constante de experiências e conhecimentos entre diferentes culturas. “Assim como eles também me mostram como é a cultura gaúcha, eu vou mostrando algumas palavras que são diferentes tanto do Brasil e Moçambique”, relata. Embora o português seja a língua oficial de Moçambique, o país também possui diversas línguas maternas que contribuem para a diversidade linguística.

A estudante de Pedagogia Maria Luisa Primon destacou a relevância do evento para ampliar reflexões sobre a própria ancestralidade. “Muitas vezes nós, pessoas negras no Brasil, não temos noção do pertencimento da África e de tudo o que ela representa”, afirma.

Maria Luisa também ressaltou a importância do contato direto com estudantes africanos para a construção de novas perspectivas. Segundo a estudante, ainda há dificuldades na compreensão da própria negritude e da relação histórica entre Brasil e África. “Estar aqui hoje, entre estudantes africanos, para mim foi de suma importância”, destaca.
<h3><b>Um compromisso com o diálogo intercultural</b></h3>
Além da PRE, o Dia de África contou com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e do Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional (Migraidh).

Entre os parceiros da iniciativa, o Migraidh desenvolve ações de assessoria a migrantes e refugiados em Santa Maria e região, além de promover atividades de acessibilidade linguística, difusão cultural, combate à xenofobia e defesa dos direitos humanos. Durante a cerimônia, a coordenadora do grupo, Liliane Dutra Brignol, ressaltou em seu discurso a relevância histórica da data. “Falar neste Dia de África é falar também sobre a luta contra o colonialismo e sobre a união dos povos africanos pela valorização de sua cultura e de suas riquezas”, destacou.

Ao longo da programação, estudantes africanos e brasileiros compartilharam experiências e perspectivas que vão além das salas de aula. A terceira edição transformou a celebração do dia 25 em um espaço de encontro cultural.

Para acompanhar as atividades da Comunidade Africana da UFSM (CAUFSM) ou participar de futuras iniciativas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail caufsm.comissao@gmail.com

<i>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>Brechós da UFSM unem moda circular, sustentabilidade e impacto social</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/01/brechos-da-ufsm-unem-moda-circular-sustentabilidade-e-impacto-social</link>
				<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:22:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[amigos do husm]]></category>
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		<category><![CDATA[vitrine sustentável]]></category>

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						<description><![CDATA[Muito além de segunda mão, espaços dentro da universidade transformam doações em renda para projetos sociais, apoio a pacientes do HUSM, cuidado animal e ações comunitárias]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73078" align="alignright" width="619"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Sem-titulo.jpg"><img class=" wp-image-73078" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/Sem-titulo.jpg" alt="" width="619" height="412" /></a> <span style="font-size: medium">Brechó e Grife Zelo fica na sala C9 no Colégio Politécnico (Foto: <span style="color: #1c1c1c">Mathias Ilnicki)</span></span>[/caption]
<p><span style="font-size: medium">Você sabe quantos litros de água são gastos para fabricar apenas uma peça de roupa? Segundo o Fashion Revolution, uma calça jeans utiliza cerca de 11 mil litros de água durante sua produção. São inúmeros processos que dependem do uso de água até que aquela peça esteja pronta para ser vendida em uma loja de departamento, ao lado de milhares de outras que também consumiram milhares de litros de água potável. Depois de todo esse processo, compramos aquela roupa e, muitas vezes, usamos apenas algumas vezes. Até que ela saia de moda, fique esquecida no guarda-roupa ou, pior, seja descartada no lixo.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Mas talvez esse não seja o seu caso. Talvez você já faça parte, mesmo sem saber, da moda circular. Um modelo de consumo mais sustentável que vem crescendo no país e que vai além de comprar roupas de segunda mão. A proposta envolve dar novos significados às peças por meio da revenda, troca, consertos, customização e </span><span style="font-size: medium"><i>upcycling</i></span><span style="font-size: medium"> (reaproveitamento criativo). Essa prática permite que roupas que talvez fossem usadas por apenas dois anos e depois descartadas continuem circulando por muito mais tempo, prolongando seu ciclo de vida e reduzindo impactos ambientais.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Toda essa ideia caminha lado a lado com os brechós, esses espaços que existem há anos, mas que por muito tempo carregaram o preconceito de vender apenas roupas “velhas” ou “usadas”. Hoje, essa percepção vem mudando. Segundo o Sebrae, o mercado de brechós cresceu 48% entre 2020 e 2021, acompanhado também pelo aumento da procura por peças de segunda mão.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Fabiana Stecca, coordenadora do Zelo, projeto de proteção animal que também conta com um brechó próprio, relata que a busca por roupas de segunda mão entre estudantes da UFSM tem aumentado cada vez mais.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Esse interesse pelos brechós pode ser visto como uma forma de os jovens se posicionarem contra o consumo excessivo, além de representar uma alternativa mais acessível economicamente. Conheça um pouco mais sobre os brechós que existem dentro da nossa universidade e que, além de fortalecerem a moda circular, também revertem sua renda para diferentes causas.</span></p>
[caption id="attachment_73079" align="alignleft" width="617"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A0825.jpg"><img class=" wp-image-73079" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A0825.jpg" alt="" width="617" height="411" /></a> Um dos pets cuidados pelo Projeto Zelo <span style="font-size: medium">(Foto: <span style="color: #1c1c1c">Mathias Ilnicki)</span></span>[/caption]
<h3><span style="font-size: medium">Brechó e Grife Zelo</span></h3>
<p><span style="font-size: medium">O brechó nasceu em 2018, a partir da iniciativa de uma das participantes do projeto, que tinha muitas roupas guardadas para doação. A ideia inicial era montar um varal solidário. Mas, além das peças de roupa, algumas artesãs que participavam do projeto também levaram seus produtos, e com a grande procura o dia de vendas acabou se estendendo.</span></p>
<p>“<span style="font-size: medium">Então teve a exposição das roupas, acessórios, tinha bolsas, eram produtos para reuso e coisas novas. Deu tão certo que no horário que a gente ia fechar, a gente não pôde fechar, porque todo mundo queria ver. E daí nós ficamos, mais uns dias atendendo. Mais pessoas trouxeram peças”, conta Fabiana.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Hoje, o brechó recebe doações de roupas, calçados e acessórios da comunidade, principalmente de pessoas ligadas à universidade e apoiadores do projeto. As peças arrecadadas passam por seleção, limpeza e manutenção antes de serem colocadas à venda.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Atualmente, o Brechó e Grife Zelo fica na sala C9 no Colégio Politécnico, além de participar de outros eventos realizados dentro e fora da universidade. Segundo Fabiana, a procura costuma aumentar principalmente no início das estações, quando muitas pessoas buscam renovar o guarda-roupa e encontram no brechó uma alternativa mais acessível e sustentável.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">O trabalho do brechó se estende além do apoio à moda circular, já que desempenha um papel importante para manter o projeto vivo. Todo o valor arrecadado com a venda das peças é revertido em alimentação, medicação, castrações e outras necessidades dos animais atendidos pelo Zelo.</span></p>
<p>“<span style="font-size: medium">Já teve um dia de venda, por exemplo, de Brechó ali na Polifeira que vendeu R$ 300,00. Para nós é ótimo, porque dá para castrar um um bichinho". </span><span style="font-size: medium">O brechó funciona basicamente todos os dias da semana dependendo da disponibilidade das funcionárias.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Para mais informações, siga <a href="https://www.instagram.com/grifedozelo/" target="_blank" rel="noopener">@grifedozelo</a> no Instagram.</span></p>
[caption id="attachment_73080" align="alignright" width="618"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMGL0629.jpg"><img class=" wp-image-73080" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IMGL0629.jpg" alt="" width="618" height="412" /></a> O brechó dos Amigos do HUSM está situado no Centro Comercial da UFSM (Foto: <span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium">Gabriele Mendes)</span></span> [/caption]
<h3><span style="font-size: medium">Amigos do HUSM</span></h3>
<p><span style="font-size: medium">Com quase 22 anos de funcionamento, a Associação Amigos do HUSM trabalha para ajudar pacientes internados no Hospital Universitário de Santa Maria. A arrecadação acontece de diferentes formas, como doações, Nota Fiscal Gaúcha, reciclagem de tampinhas e lacres, mas principalmente por meio do brechó.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">O projeto começou com uma iniciativa nas garagens das voluntárias da associação e, hoje, conta com uma sala no Centro Comercial da UFSM, próxima à entrada da Cidade Universitária. O brechó funciona nas tardes de terça-feira, das 13h30 às 16h30. Mesmo com horário reduzido, a procura segue constante entre estudantes e também entre a comunidade de Santa Maria.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Além do público que busca peças para uso pessoal, o espaço também recebe a visita de proprietários de outros brechós da cidade, que compram roupas no local. As peças chegam por meio de doações ao hospital e passam por uma separação antes de serem colocadas à venda. Quando não são vendidas, muitas delas ainda são destinadas a outras doações.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Parte dessas roupas também atende diretamente pacientes e familiares do hospital. “A gente também separa muita roupa para fornecer para os pacientes e familiares. Quando eles vêm desprevenidos e precisam, né? Ou permanecem mais tempo no hospital, precisam repor a roupa e às vezes moram longe”, conta Maria Teresinha Dotto, diretora-presidente da associação.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Além do brechó, os Amigos do HUSM mantêm a campanha Bebê Quentinho, que produz enxovais para recém-nascidos atendidos pelo hospital. A iniciativa recebe doações de linhas, enquanto voluntárias confeccionam em crochê e tricô peças como roupinhas e cobertinhas, destinadas aos bebês que estão no hospital.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Todo o valor arrecadado no brechó se transforma em ajuda aos pacientes atendidos pelo hospital. Os recursos ajudam na compra de medicamentos, leite, fraldas, absorventes e também na manutenção de itens como cadeiras de rodas e muletas, que são emprestadas pela associação para pacientes quando necessário.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Para saber mais sobre o brechó e seu trabalho, siga o Instagram <a href="https://www.instagram.com/aahusm/" target="_blank" rel="noopener">@aahusm</a>.</span></p>
[caption id="attachment_73081" align="alignleft" width="620"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A4923.jpg"><img class=" wp-image-73081" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A4923.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a> Peças à venda no brechó Vitrine Sustentável, que fica na antiga Reitoria (Foto: <span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium">Gabriele Mendes)</span></span>[/caption]
<h3><span style="font-size: medium">Vitrine Sustentável</span></h3>
<p align="left"><span style="font-size: medium">O Vitrine Sustentável surgiu da necessidade do Instituto Somando Forças (ASSFOR) de criar uma fonte de renda para ajudar a manter as atividades da associação. A proposta nasceu como um negócio social ligado à moda circular, unindo sustentabilidade, geração de renda e impacto social.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size: medium">A união com a UFSM aconteceu por meio de um edital da Incubadora Social, do qual o projeto foi selecionado. A partir disso, o Vitrine Sustentável passou a contar com uma sala cedida pela universidade, onde mantém parte de suas atividades e atendimento ao público. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size: medium">As peças vendidas no espaço chegam por meio de doações de empresas e lojistas. Muitas delas passam por um processo antes de serem colocadas à venda: são lavadas, costuradas e organizadas pela equipe do projeto.</span></p>
<p align="left">“<span style="font-size: medium">Essas roupas poderiam estar jogadas no meio ambiente, né? Mas hoje elas ganham, como eu gosto de falar, uma segunda chance de vida assim”, ressalta Leandro Marcus Flores, coordenador do projeto.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size: medium">O Vitrine funciona no terceiro andar da antiga Reitoria às terças de manhã e quintas-feiras à tarde, além de participar de feiras e eventos dentro e fora da universidade. Segundo a equipe, a procura costuma aumentar nos períodos de frio e meia-estação, enquanto a necessidade por doações, principalmente de roupas de inverno, continua constante.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size: medium">Todo o valor arrecadado com as vendas é revertido para o Instituto Somando Forças e ajuda a manter as ações desenvolvidas com crianças, adolescentes e famílias atendidas pela associação. Parte desse recurso também contribui para gerar renda para mulheres envolvidas no projeto.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size: medium">Acompanhe o Instagram <a href="https://www.instagram.com/vitrinesustentavel/?hl=ar" target="_blank" rel="noopener">@vitrinesustentavel</a> para mais informações.</span></p>
<p><em><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium">Texto: </span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium">Nadine Guarize, estudante de Jornalismo e estagiária na Agência de Notícias</span></span></em><br /><em><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium">Fotos:</span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium"> Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária na Agência de Notícias, e </span></span><span style="color: #1c1c1c"><span style="font-size: medium">Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</span></span> </em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Avaliação Quadrienal da Capes: UFSM mantém excelência da pós-graduação e amplia número de programas consolidados</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/28/avaliacao-quadrienal-da-capes-ufsm-mantem-excelencia-da-pos-graduacao-e-amplia-numero-de-programas-consolidados</link>
				<pubDate>Thu, 28 May 2026 13:08:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[AVALIAÇÃO QUADRIENAL]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73015</guid>
						<description><![CDATA[Universidade alcança 42 programas com conceito 5 ou superior e mantém destaque nacional em pesquisa, inovação e formação acadêmica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A UFSM reafirmou a qualidade de sua pós-graduação na Avaliação Quadrienal 2021-2024 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O resultado final, divulgado após o período de reconsideração, confirmou cinco Programas de Pós-Graduação (PPGs) com conceito 7 – nota máxima da avaliação –, 10 programas com conceito 6 e 27 programas com conceito 5.</p><p><b>Os programas com conceito 7 são:</b></p><p>• Ciência do Solo;</p><p>• Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica;</p><p>• Engenharia Elétrica;</p><p>• Medicina Veterinária;</p><p>• Química.</p>		
													<img width="1024" height="649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Informacoes-Interior-Materia-Avaliacao-Capes-1024x649.jpg" alt="" />													
		<p>Além disso, um dos pedidos de reconsideração apresentados pela universidade resultou na elevação da nota do Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Agricultura e Ambiente, que passou de conceito 4 para 5. Nenhum programa da universidade teve redução de nota em relação ao <a href="https://www.ufsm.br/2026/01/14/ufsm-tem-70-dos-programas-de-pos-graduacao-consolidados-e-dobra-o-numero-de-cursos-de-excelencia" target="_blank" rel="noopener">resultado preliminar</a> divulgado anteriormente.</p><h3><strong>Destaques específicos do período 2021-2024</strong></h3><p>• <b>Mestrado Profissional em Ensino de Geografia em Rede Nacional </b><b>(</b><b>Prof</b><b>G</b><b>eo</b><b>)</b><b> –</b> O programa coordenado pela UFSM recebeu conceito 4 em sua primeira avaliação pela Capes;</p><p>• <b>PPG em Matemática –</b> Após permanecer com conceito 3 em três ciclos avaliativos, o programa elevou sua nota para 4 após um processo de reestruturação acadêmica;</p><p>• <b>PPG em Engenharia Civil e Ambiental –</b> Resultado da fusão entre os programas de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental, alcançou conceito 6 e passou a integrar o grupo de programas de excelência da UFSM;</p><p>• <b>PPG em Agronomia – Agricultura e Ambiente –</b> Único programa da UFSM a ter alteração após o período de reconsideração, elevando sua nota de 4 para 5 no resultado final da avaliação;</p><p>• <b>PPG em Agronegócios –</b> Tornou-se o primeiro programa consolidado do campus de Palmeira das Missões, ao alcançar conceito 5;</p><p>• <b>PPG em Educação Profissional e Tecnológica –</b> Primeiro programa consolidado do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism), com conceito 5;</p><p>• <b>PPG em Ciências Odontológicas –</b> Tornou-se o primeiro programa de excelência do Centro (CCS), ao alcançar conceito 6;</p><p>• <strong>PPGs em Comunicação e em Filosofia</strong> – Primeiros programas de excelência do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), ambos com conceito 6;</p><p>• <b>PPG em Agricultura de Precisão –</b> Primeiro programa consolidado do Colégio Politécnico, com conceito 5.</p><p>No total, a UFSM possui 62 cursos avaliados pela Capes. Destes, 59 receberam conceito na avaliação quadrienal de 2025; os outros três ainda não foram avaliados por serem programas mais recentes. Considerando apenas os cursos avaliados, 71,2% são classificados como consolidados, com conceito 5 ou superior. Já os programas de excelência – conceitos 6 e 7 – representam 25,4% do total avaliado. O resultado reflete a consolidação da pesquisa na UFSM, com impacto científico e social em diferentes áreas do conhecimento.</p><p>Na avaliação da professora Tatiana Emanuelli, pró-reitora adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa e coordenadora de Pós-Graduação, esse desempenho é fruto de um esforço coletivo que envolve estudantes, docentes e técnico-administrativos, somado a um planejamento institucional articulado entre diferentes setores da universidade. A atuação integrada da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa com outras pró-reitorias permitiu o desenvolvimento de estratégias voltadas ao fortalecimento da pós-graduação em sintonia com os critérios da Capes.</p><p>Entre as principais ações implementadas no período 2021-2024, destacam-se a retomada do Seminário Institucional de Avaliação e Planejamento Estratégico da Pós-Graduação; o lançamento de um edital de fortalecimento da pós-graduação, com investimento de R$ 3,5 milhões em recursos próprios para estimular novos docentes, fusões de programas e expansão para campi fora da sede; o incentivo à extensão por meio do programa Proext-PG – UFSM Além do Arco; e a institucionalização da internacionalização, com ampliação de acordos de cotutela, aumento de estudantes estrangeiros e criação de uma chamada específica com vagas suplementares para esse público. Também foi fundamental a organização de um processo de revisão qualificada dos relatórios por consultores <i>ad hoc</i>.</p><h3><b>Sobre a avaliação</b></h3><p>Realizada a cada quatro anos, a Avaliação Quadrienal da Capes é um processo de análise que certifica a qualidade dos programas de pós-graduação <i>stricto sensu</i> (mestrado e doutorado) no Brasil. Seu objetivo é verificar se estão cumprindo padrões acadêmicos e científicos exigidos nacionalmente, além de orientar políticas públicas para o desenvolvimento da pesquisa e da formação de alto nível no país.</p><p>Na prática, a Capes reúne e examina informações enviadas pelos próprios programas de pós-graduação – o que inclui produções como artigos publicados em revistas, livros, capítulos e trabalhos apresentados em eventos acadêmicos. O parecer leva em consideração qualidade e quantidade de dissertações e teses; formação e atuação do corpo docente; estrutura curricular; impacto social das pesquisas desenvolvidas; capacidade de inovação; internacionalização; e planejamento estratégico para crescimento e consolidação.</p><p>Ao final do processo, cada programa recebe uma nota que varia de 1 a 7. Programas com nota 3 atendem ao padrão mínimo de qualidade exigido para funcionamento; notas 4 e 5 indicam bom desempenho e consolidação em nível nacional; notas 6 e 7 são atribuídas a programas considerados de excelência, com forte reconhecimento e impacto internacional. Já programas com notas abaixo de 3 podem sofrer sanções, perder reconhecimento ou passar por reestruturações.</p><p>O resultado da avaliação influencia diretamente a distribuição de bolsas de estudo, financiamentos para pesquisa, abertura de novas vagas, expansão de cursos e reputação institucional. Em universidades públicas como a UFSM, um bom desempenho na avaliação pode ampliar investimentos, fortalecer grupos de pesquisa e aumentar a competitividade acadêmica da instituição.</p><h3><b>Um futuro promissor para a pesquisa na UFSM</b></h3><p>Apesar dos avanços expressivos, a UFSM ainda enxerga caminhos importantes para crescer. Dos programas de pós-graduação, apenas 39 oferecem doutorado. Doze programas contam somente com mestrado, embora já tenham avaliação suficiente para propor cursos de doutorado – um passo estratégico para ampliar a capacidade formativa da instituição.</p><p>A meta da universidade é seguir avançando rumo à excelência, fortalecendo programas jovens, ampliando cursos de doutorado e consolidando cada vez mais sua posição de protagonismo na pós-graduação brasileira. A avaliação quadrienal, nesse sentido, não apenas reconhece conquistas já obtidas, mas também aponta o potencial de crescimento de uma universidade pública que segue investindo em ciência, inovação e impacto social.</p><p><i>Texto: Camille Moraes, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias</i></p><p><i>Foto e artes gráficas: Daniel Michelon De Carli</i></p><p><i>Edição: Lucas Casali</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Regina Tchelly ministra curso de aproveitamento integral de alimentos em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/27/regina-tchelly-ministra-curso-de-aproveitamento-integral-de-alimentos-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:20:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[aproveitamento integral alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Ivo Lorscheiter]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[promover ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[regina tchelly]]></category>
		<category><![CDATA[Vulnerabilidade Social]]></category>

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						<description><![CDATA[Capacitação reuniu mulheres em situação de vulnerabilidade social para ensinar geração de renda, empreendedorismo e combate ao desperdício de alimentos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5480-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida mostra uma mulher falando para um grupo com cerca de 40 mulheres em um salão comunitário. As participantes estão em pé entre cadeiras brancas, observando a palestrante durante a atividade do curso." />											<figcaption>Capacitação aconteceu na associação comunitária do bairro Dom Ivo Lorscheiter
</figcaption>
										</figure>
		<p>Cerca de 40 mulheres em situação de vulnerabilidade social participaram do curso “<i>Faça e Venda com aproveitamento integral dos alimentos</i>”, ministrado em Santa Maria desde segunda-feita (24) e que segue até quinta-feira (27). Promovida pelo projeto de extensão PROMOVER, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a capacitação ocorreu na associação comunitária do bairro Dom Ivo Lorscheiter, com foco no empreendedorismo feminino, geração de renda e combate ao desperdício.</p><p>A formação foi conduzida por Regina Tchelly, chef paraibana que ganhou projeção internacional ao fundar o projeto<a href="https://www.instagram.com/favela_organica/"> Favela Orgânica</a>, no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro. Reconhecida por sua atuação na gastronomia sustentável, Regina começou a iniciativa com apenas R$ 140 e hoje viaja o país ensinando comunidades periféricas a enxergar valor no que o comércio tradicional descarta.</p><p>De acordo com o Relatório<a href="https://docs.google.com/presentation/d/1oAI95Jwmh3M4hkW2stemMEOncwd4ug2i/edit#slide=id.p1"> Diagnóstico sobre a Fome e o Desperdício de Alimentos no Brasil</a> (2022), elaborado pela <i>Integration Consulting</i> em parceria com o Pacto Contra a Fome, o país desperdiça anualmente 55,4 milhões de toneladas de comida, do total de 161,3 milhões de toneladas produzidas desde o campo até a mesa. O levantamento aponta que o desperdício atinge principalmente frutas, hortaliças, tubérculos e laticínios, que juntos somam cerca de 45 milhões de toneladas descartadas por ano,  justamente os ingredientes aproveitados nas oficinas. </p><p>Segundo uma das organizadoras, Isabel Lopes Moreira, a escolha da chef Regina Tchelly para conduzir a formação ocorreu por ela ser uma referência nacional no aproveitamento integral dos alimentos. Conforme Isabel, a proposta do curso vai além da culinária e busca fortalecer a autonomia financeira das participantes. “A ideia é que a gente dê condições para que as mulheres possam fazer coisas para gerar renda e terem autonomia”, explica. </p><p>As participantes do curso foram selecionadas por meio de chamada pública. De acordo com a coordenadora do projeto, Rita Pauli, um dos critérios considerados foi a situação de vulnerabilidade social das mulheres. Além da formação gratuita, elas também recebem uma bolsa de participação, destinada a garantir que possam frequentar as atividades sem comprometer a renda familiar. </p><p>Para a participante Suelen Medeiros, 40 anos, que atua em uma cozinha solidária na Vila Lorenzi, os conhecimentos adquiridos durante a capacitação vão ser aplicados onde trabalha atualmente. O espaço produz refeições três vezes por semana para pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente trabalhadores recicladores da região e distribui mais de 150 marmitas. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Outra participante é Pamela Martins Soares, 30 anos, para ela o curso representa uma oportunidade de recomeço profissional. Natural de Canudos e moradora de Santa Maria desde os quatro anos de idade, ela conta que decidiu participar da formação para ampliar os conhecimentos na cozinha e buscar uma nova fonte de renda. “Minha expectativa é aprender coisas novas para empreender, porque no momento estou desempregada. Quero aprender bastante coisa nova, porque eu gosto de cozinhar”, relata.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5565-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma mulher branca com cabelos vermelhos posando para retrato. Ela sorri para a câmera e veste casaco preto com detalhes estampados nas mangas. Ao fundo, há um painel artístico com manchas coloridas" />											<figcaption>Suelen é uma das três voluntárias de uma cozinha solidária na Vila Lorenzi</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5546-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida de uma mulher parda, de estatura média sorrindo ao fundo dá para ver uma horta. Ela usa roupas verdes, cachecol azul-turquesa e turbante escuro, enquanto segura um cabo de ferramenta agrícola." />											<figcaption> A paraibana Regina Tchelly já acumula mais de 100 mil seguidores em apenas uma rede social</figcaption>
										</figure>
		<h2>“Eu queria ser muito famosa, uma cozinheira que pudesse modificar a nossa relação com os alimentos” </h2><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O bom humor de Regina esquentou as participantes da oficina na manhã desta segunda-feira (24). A paraibana lembra que a relação com a cozinha começou ainda na infância, influenciada pela avó e pela mãe. De acordo com a chef, o aproveitamento integral dos alimentos fazia parte da cultura familiar. “Lá na Paraíba é comum aproveitar tudo da comida.” afirma. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Antes de ganhar projeção nacional, Regina trabalhou como empregada doméstica no Rio de Janeiro. Ela conta que sempre sonhou em se tornar conhecida por meio da culinária e usar a comida como ferramenta de transformação social. “Eu queria ser muito famosa, uma cozinheira que pudesse modificar a nossa relação com os alimentos”, relata.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A iniciativa de criar o perfil Favela Orgânica surgiu há cerca de 15 anos, na comunidade da Babilônia, zona sul do Rio de Janeiro, após Regina perceber a grande quantidade de alimentos descartados nas feiras livres da região. “Eu vi que o desperdício de comida das feiras livres era muito grande, então resolvi causar, aproveitar até o talo dos alimentos”, relembra.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Regina considera que as redes sociais foram fundamentais para ampliar o alcance do trabalho desenvolvido dentro da comunidade. “Usei a rede social da melhor maneira, de forma genuína, e foi um processo muito orgânico, muito maravilhoso”, afirma. Orgulhosa de sua trajetória, a influenciadora relembra que já foi convidada para palestrar na Europa e acumula participações em programas de TV aberta, como o Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Hoje, Regina percorre diferentes cidades do país promovendo oficinas. Em Santa Maria, ela afirma que o principal objetivo é incentivar mulheres periféricas a acreditarem no próprio potencial e transformarem a culinária em uma possibilidade de autonomia financeira. “Tenho certeza que vão sair professoras, cozinheiras mais potentes e líderes para potencializar o aproveitamento integral dos alimentos”, projeta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fotos: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Edição: Maurício Dias, jornalista </p> ]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Portal Integra é lançado para ampliar acesso a pesquisas, projetos e inovação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/27/portal-integra-e-lancado-para-ampliar-acesso-a-pesquisas-projetos-e-inovacao</link>
				<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:12:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[banner home ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[portal integra]]></category>
		<category><![CDATA[proinova]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativa da Proinova com a PRPGP reúne informações sobre pesquisa, inovação, laboratórios, tecnologias e projetos desenvolvidos na UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73008" align="alignright" width="632"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMGL0924.jpg"><img class=" wp-image-73008" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMGL0924.jpg" alt="" width="632" height="421" /></a> Evento de lançamento reuniu gestores e comunidade acadêmica para apresentação da nova plataforma[/caption]
<p>"Quando a universidade se conecta, a inovação ganha escala”. Com essa frase, a UFSM apresentou oficialmente o Portal Integra, lançado na tarde desta terça-feira (26), no Espaço Collab, localizado no Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (InovaTec), prédio 61H. Desenvolvida para reunir e organizar informações sobre a produção acadêmica, científica, tecnológica e de inovação da instituição, a plataforma foi apresentada em evento promovido pela Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), em conjunto com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP).</p>
<p>Segundo o coordenador de Ações e Programas Estratégicos da PRPGP, Leandro Souza da Silva, a ideia do Portal Integra começou a ser construída em 2022, a partir da necessidade de facilitar o acesso às informações sobre estruturas e serviços disponíveis na instituição. “Fizemos uma proposta de que existisse uma plataforma para dar visibilidade às estruturas multiusuárias na universidade”, afirma. De acordo com o coordenador, o projeto passou a ser desenvolvido em conjunto com a Proinova, que também identificou a necessidade de ampliar a visibilidade das ações relacionadas à inovação.</p>
<p>Durante o processo, a equipe da PRPGP identificou a plataforma Integra, sistema desenvolvido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). “Ela tem justamente essa perspectiva de dar visibilidade tanto para as pessoas, os indivíduos, os pesquisadores, quanto para os grupos de pesquisa, para os laboratórios, para os ambientes de inovação”, destaca Leandro.</p>
<p>As pró-reitorias passaram a trabalhar na customização da plataforma para a realidade institucional e a UFSM será uma das primeiras universidades a utilizar o sistema adaptado para instituições de ensino superior. O pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon, destacou que o desenvolvimento da plataforma também contou com parceria do Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFSM. Segundo ele, os dados dos servidores já são integrados automaticamente ao sistema, enquanto o cadastramento de laboratórios ainda ocorre manualmente. “A gente está cadastrando manualmente laboratório por laboratório, pois ainda estamos pensando em como iremos automatizar isso”, explica.</p>
[caption id="attachment_73000" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4.jpg"><img class="wp-image-73000 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Design-sem-nome-4-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></a> Funcionalidades do Portal Integra incluem pesquisa, contato e acesso a serviços, projetos e pessoas[/caption]
<h3>O Portal Integra</h3>
<p>O Portal Integra reúne informações de toda a UFSM, incluindo os três campi fora de sede. Além disso, o site permite buscas segmentadas por unidades de ensino e áreas específicas de pesquisa. “Ele é institucional, então é possível selecionar os campus fora de sede ou consultar unidades específicas e identificar por algum tipo de área da atuação”, explica Leandro.</p>
<p>Entre as funcionalidades disponíveis na plataforma estão:</p>
<ul>
<li>Perfis de docentes e técnicos administrativos da UFSM integrados aos currículos da Plataforma Lattes;</li>
<li>Formulário para contato direto com pesquisadores e profissionais cadastrados;</li>
<li>Consulta a grupos de pesquisa registrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);</li>
<li>Acesso a projetos de pesquisa, ensino e extensão;</li>
<li>Informações futuras sobre laboratórios e possibilidade de solicitação de serviço;</li>
<li>Consulta a ambientes de inovação, patentes e parcerias institucionais;</li>
<li>Divulgação de eventos promovidos pela Universidade.</li>
</ul>
<p>Entre os principais recursos da plataforma, está o agrupamento de informações de docentes e técnicos administrativos da UFSM a partir dos currículos cadastrados na Plataforma Lattes. Além disso, o Portal Integra também permite que usuários entrem em contato diretamente com os perfis cadastrados no sistema. De acordo com Leandro, a plataforma disponibiliza um formulário de contato em que a mensagem é encaminhada automaticamente ao destinatário por e-mail.</p>
<p>A plataforma também reúne grupos de pesquisa registrados no CNPq, além de informações sobre laboratórios e ambientes institucionais que ainda serão adicionadas de forma integral. As sessões relacionadas a pessoas, laboratórios e grupos de pesquisa serão gerenciadas pela equipe da PRPGP, enquanto os conteúdos ligados à inovação ficarão sob responsabilidade da Proinova.</p>
<p>Entre os objetivos da iniciativa está ampliar a visibilidade das estruturas da instituição para além da comunidade acadêmica. “É muito comum as pessoas procurarem a UFSM na busca de auxílios ou parcerias para desenvolvimento de alguma pesquisa ou alguma demanda, e as pessoas têm dificuldade de encontrar esse contato”, afirma Leandro. A plataforma poderá ser acessada tanto para a comunidade interna quanto para a aproximação com a comunidade externa.</p>
<p>Para o pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon, a plataforma busca centralizar informações que antes estavam dispersas em diferentes páginas e setores. “Hoje ocorre que a universidade tem centenas de laboratórios, grupos de pesquisa, e não tinha um lugar unificado e padronizado para todas essas informações”, explica. Para Daniel, o sistema facilitará a busca por iniciativas institucionais por meio de palavras-chave. “Vai facilitar tanto para nós, como para o externo nos localizar”, afirma.</p>
<h3>Estruturas multiusuárias passarão por processo de credenciamento</h3>
[caption id="attachment_73002" align="alignleft" width="571"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMGL1024-Gabriele-Mendes.jpg"><img class=" wp-image-73002" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMGL1024-Gabriele-Mendes.jpg" alt="" width="571" height="380" /></a> Coordenador de Ações e Programas Estratégicos da PRPGP, Leandro da Silva, durante fala no lançamento do Portal Integra[/caption]
<p>De acordo com a PRPGP, a criação da plataforma também acompanha uma reorganização institucional relacionada às estruturas multiusuárias da UFSM. Desde 2023, a Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa trabalha em uma resolução voltada à regulamentação dessas estruturas, enquanto a Proinova desenvolveu uma normativa relacionada ao compartilhamento de ambientes e recursos.</p>
<p>As discussões envolveram diferentes setores da comunidade universitária e resultaram na criação do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/editais/026-2026">Edital de Credenciamento de Estruturas Multiusuárias</a>, lançado juntamente com o Portal Integra. O edital funciona em fluxo contínuo, permitindo que novas inscrições sejam realizadas ao longo do tempo. As propostas recebidas passarão por análise mensal de um comitê gestor e, após o credenciamento, as estruturas poderão integrar a plataforma.</p>
<p>Entre os requisitos para a inscrição, está a definição de regras de uso dos laboratórios, equipamentos e serviços oferecidos para ampliar a organização e o compartilhamento dos recursos institucionais.</p>
<p>A proposta busca otimizar a utilização das estruturas já existentes e evitar a duplicação de investimentos. “As pessoas, muitas vezes, tinham um equipamento no Centro de Ciências Rurais e lá no Centro de Tecnologia queriam comprar o mesmo equipamento”, exemplifica o coordenador. Em alguns casos, equipamentos já disponíveis possuíam capacidade de uso, enquanto outros grupos deixavam de desenvolver pesquisas por falta de acesso aos mesmos recursos. “É uma grande mudança de cultura, podemos agora trabalhar de uma forma otimizada”, completa Leandro.</p>
<h3>Uma vitrine para conectar pesquisa e inovação</h3>
[caption id="attachment_73003" align="alignright" width="569"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMGL0903-Gabriele-Mendes.jpg"><img class=" wp-image-73003" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMGL0903-Gabriele-Mendes.jpg" alt="" width="569" height="379" /></a> Pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon participou da apresentação do Portal Integra[/caption]
<p>A plataforma deve funcionar como uma ferramenta permanente de acesso às informações produzidas pela instituição. “A gente chama de ‘vitrine’, porque ela expõe ali todas as informações relacionadas à pesquisa e à inovação que a universidade faz”, destaca o coordenador da PRPGP.</p>
<p>A criação da Proinova, em 2023, também esteve diretamente ligada ao desenvolvimento do Portal Integra. Com a nova estrutura administrativa, parte das ações relacionadas à inovação e ao empreendedorismo, anteriormente vinculadas à PRPGP, passaram a ser conduzidas pela nova pró-reitoria. Segundo os gestores, o trabalho conjunto entre as duas unidades permaneceu necessário devido à proximidade entre as áreas de trabalho, o que fez com que diversas iniciativas continuassem sendo desenvolvidas de forma integrada.</p>
<p>Para Daniel Bernardon, o Portal Integra surge como uma ferramenta estratégica para organizar e tornar mais acessíveis as informações produzidas pela Universidade. “Nós tínhamos uma necessidade de ter um grande portal que fosse de fácil acesso tanto à comunidade interna ou externa”, afirma. A Proinova também será responsável por incentivar o uso da plataforma dentro e fora da instituição. “Vamos incentivar o uso da plataforma, fazer oficinas e workshops para que o pessoal possa fazer os cadastros”, completa o pró-reitor.</p>
<p>Mesmo com o lançamento oficial, o Portal Integra seguirá em processo de ampliação e aperfeiçoamento. De acordo com a PRPGP, a plataforma deve passar por ajustes para alcançar pleno funcionamento, mas já representa a consolidação de uma demanda construída pelas duas pró-reitorias desde 2023.</p>
<p>Para descobrir todas as funcionalidades, acesse o site oficial do<a href="https://integra.ufsm.br/"> Portal Integra UFSM.</a></p>
<p><em>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Fotos: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Santa Maria corre pela proteção dos animais </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/25/santa-maria-corre-pela-protecao-dos-animais</link>
				<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:43:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[corrida da causa animal]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[patas amigas]]></category>
		<category><![CDATA[projeto zelo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72971</guid>
						<description><![CDATA[A segunda Corrida da Causa Animal reuniu pessoas e pets na UFSM, que correram em busca de cuidado com os animais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72973" align="aligncenter" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5229.jpg"><img class="wp-image-72973 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5229-1024x683.jpg" alt="foto colorida horizontal de um grupo de corredores lado a lado na partida da corrida, tendo plátanos iluminados pelo sol ao fundo" width="1024" height="683" /></a> A largada foi no início da manhã, no Planetário, e reuniu cerca de 600 inscritos[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O último domingo (24) não foi comum para Guto. Ele teve que acordar cedo e pegar uma carona até o Largo do Planetário, na Universidade Federal de Santa Maria. Apesar de não ser o maior fã de acordar cedo em um domingo, Guto estava indo para uma corrida com propósito, estava correndo pela causa animal. Mas, além disso, Guto é um cachorro e está em busca de um tutor. Participar da corrida foi o jeito que Camilly Campelo, voluntária do </span><a href="https://www.instagram.com/p/DW9WGLkEcZn/?img_index=5" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400">Patas Amigas,</span></a><span style="font-weight: 400"> encontrou para incentivar a doação dele. “Ele foi resgatado e está para adoção há alguns meses. Ele é muito mimoso, é excepcional e hoje eu vim fazer uma caminhada com ele”, contou Camilly. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A segunda Corrida da Causa Animal de Santa Maria teve início às 8h do dia 24 de maio e contou com, aproximadamente, 600 inscritos. O professor Luiz Fernando Cuozzo foi um dos organizadores do evento e falou sobre a importância de ações como a corrida para apoiar a causa animal. “O evento transcende só pensar na saúde e só fazer o movimento. Nós temos o propósito de pensar sobre a causa animal, ter uma guarda responsável, não é só ter seu pet, é olhar o todo”, disse. Os inscritos puderam realizar dois percursos: uma corrida de 5 quilômetros, que ia até a entrada da UFSM no Pains, ou uma caminhada de 2 quilômetros, que poderia ser feita com os pets. </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5393-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72975" /><figcaption class="wp-element-caption">Zeus é um dos oito cachorros de Danielle</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5155-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72974" /><figcaption class="wp-element-caption">Guto espera um lar</figcaption></figure>
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<p>Parte do valor das inscrições foi doado ao Zelo, projeto de extensão voltado à proteção dos animais no campus. Fabiana Stecca, coordenadora do projeto, esteve presente no evento e expressou sua empolgação com a corrida. “Sucesso total, que todo mundo consiga fazer o seu percurso e que no final a gente tenha muita união para a causa animal”, relatou. A banca do Zelo oferecia bandanas, roupinhas, calendários, chaveiros e bottons do Silveira para ajudar com as despesas de resgates.&nbsp;</p>
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<p>O Largo do Planetário foi um momento de encontro entre cães e tutores, que estavam animados para se movimentarem. Danielle Fontoura levou Zeus, que chegou a sua família após seu casamento, e do Dunga, cachorro resgatado durante as enchentes de maio de 2024 em Restinga Seca, para a corrida. “A gente sempre tenta ajudar como pode, resgatar. Eu trouxe eles, porque são os mais sociáveis. Tenho oito cachorros”, completou Danielle.&nbsp;</p>
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<p>Claudia Descovi é tutora do Tite, e decidiu participar da caminhada para incentivar outras pessoas a participar da causa. Após finalizar o trajeto, se sentiu feliz. “Eu estava um pouco ansiosa, porque ele não é muito acostumado a estar perto de outros cachorros, e ele se comportou super bem, ele adorou”, disse. Tite chegou na vida de Claudia através de adoção. “Ele era o cachorrinho mais pequeno da ninhada, hoje ele é maior do que os irmãos dele”, relembrou.&nbsp;</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5123-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72976" /><figcaption class="wp-element-caption">O Zelo estava presente no evento</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5350-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72977" /><figcaption class="wp-element-caption">Corredores receberam medalhas na linha de chegada</figcaption></figure>
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<p></p>
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<h3>A realidade alarmante</h3>
<p>Segundo a Agência Brasil, cerca de 30 milhões de animais domésticos foram abandonados no país em 2025. Ainda, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os registros de maus-tratos aumentaram 1.400% desde 2021. Ao mesmo tempo, a exportação de bois e vacas dentro de navios, em meio às fezes e com pouco espaço dobrou desde 2023, de acordo com o Ministério da Agricultura. Os dados mostram uma realidade alarmante, de violência aos animais não humanos. </p>
<p>Luiz Fernando Cuozzo afirma que a corrida foi desenvolvida para defender todos os animai. “Falar da causa animal é pensar no todo, pensar no ser vivo”, afirmou. </p>
<p><em>Confira mais imagens da corrida:</em></p>
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<p></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"lightbox":{"enabled":true},"id":72982,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5429-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72982" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A5269-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-72983" /></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias <br>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Saiba como está o Silveira um ano após sua “auposentadoria”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/23/silveira-2026</link>
				<pubDate>Sat, 23 May 2026 13:16:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Silveira]]></category>
		<category><![CDATA[Zelo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72912</guid>
						<description><![CDATA[Cão que virou fenômeno nas redes sociais agora vive rotina mais tranquila e regrada após adoção]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72913" align="alignleft" width="508"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/silveira.jpeg" alt="" width="508" height="677"> Silveira tomando sol em seu novo lar[/caption]
<p data-start="173" data-end="596">Um ano após virar fenômeno nas redes sociais e conquistar o carinho da comunidade acadêmica, Silveira Podrão vive uma rotina bem diferente daquela que o tornou conhecido no campus da UFSM. Hoje adotado, o cão ganhou alimentação controlada, acompanhamento veterinário contínuo e um espaço confortável para descansar, mudanças importantes para a saúde de um animal idoso que passou anos vivendo livremente pela Universidade.</p>
<p data-start="598" data-end="969">Com cerca de 10 anos de idade, Silveira já apresentou diversos problemas de saúde comuns a cães idosos e de vida livre, como artrose, problemas de pele, incluindo a necessidade de retirada de nódulos e dificuldades digestivas. Ele também teve episódios de gastroenterite e, atualmente, segue em acompanhamento no Hospital Universitário de Medicina Veterinária da UFSM.</p>
<h3 data-section-id="1pmj030" data-start="971" data-end="998">Novos hábitos saudáveis</h3>
<p data-start="1000" data-end="1330">Com mais de 43 kg no período em que vivia no campus, Silveira passou a seguir uma rotina alimentar regrada após a adoção. Desde o início do programa nutricional, sua alimentação passou a ser controlada, com ração específica e sachês indicados para sua condição de saúde. Agora, com acompanhamento contínuo, ele está pesando 35 kg.</p>
<p data-start="1332" data-end="1625">De acordo com a professora Fabiana Stecca, coordenadora do Projeto Zelo, uma das razões que levaram Silveira a desenvolver uma lesão no fígado foi a alimentação desregrada que recebia no campus, já que muitas pessoas ofereciam frituras e outros alimentos inadequados.</p>
<h3 data-section-id="1lmcjh0" data-start="2066" data-end="2114">Dias de “auposentado” e período de adaptação</h3>
<p data-start="2116" data-end="2380">Depois de dez anos vivendo no campus e circulando por diferentes espaços da Universidade, Silveira foi adotado em meados de julho de 2025. Segundo Fabiana, ele passou por um período de adaptação, já que agora mora em uma casa que conta, inclusive, com outros cães.&nbsp;“Ele é rápido para ter as suas preferências e decidir de quem gosta mais para brincar, mas tem um espaço grande para transitar. Ao mesmo tempo, é muito territorialista: sabe qual é o seu espaço, sua casinha, e nós preservamos isso”, conta a professora.</p>
<p data-start="2636" data-end="2822">Na mudança do campus para o novo lar, foram levados os objetos que ele já utilizava na UFSM, como brinquedos e uma das caminhas que ganhou de admiradores durante o período de maior fama.&nbsp;“Era a única cama em que ele cabia na época, inclusive. Mas é claro que a vida dele é diferente. Antes, a cama que ele conhecia aqui no campus ficava no hall da União Universitária, onde muitas vezes pegava vento e frio”, explica Fabiana.</p>
<h3 data-section-id="1ukfbbl" data-start="3297" data-end="3316">Relembre o caso</h3>
[caption id="attachment_72914" align="alignright" width="476"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/silveira-2-768x1024.jpeg" alt="" width="476" height="635"> "Auposentado", Silveira curte dias de folga[/caption]
<p data-start="3318" data-end="3694">A <a href="https://www.ufsm.br/2025/05/19/conheca-silveira">figura ilustre</a> que habitou o campus sede da UFSM por dez anos foi reconhecida nacionalmente a partir de uma postagem no X (antigo Twitter), em 19 de maio de 2025. A publicação alcançou milhares de visualizações e compartilhamentos, além de render diversos memes e homenagens. Naquele dia, o termo “Silveira” esteve entre os assuntos mais comentados do Brasil na rede social.</p>
<p data-start="3696" data-end="4029">Na UFSM, Silveira já era querido pela comunidade acadêmica. Conhecido por ser um cão dócil e estar sempre circulando pelo campus, recebia carinho de estudantes, servidores e visitantes. Em 2025, no auge da fama, foi oficialmente reconhecido como Pró-Reitor de Assuntos Caninos pelo então reitor Luciano Schuch.</p>
<p data-start="4031" data-end="4271">Desde então, Silveira recebeu muitos mimos, parcerias e reportagens especiais. No Instagram, o carisma do cão também conquistou seguidores de todo o país e ampliou a visibilidade do trabalho dos voluntários que cuidam dos animais do campus.</p>
<h3 data-section-id="1hb6dk3" data-start="4273" data-end="4289">Projeto Zelo</h3>
<p data-start="4291" data-end="4518">O Projeto Zelo é uma iniciativa de educação para proteção animal vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM. O projeto é responsável pelos cuidados de Silveira e de outros aproximadamente 80 animais que vivem no campus.</p>
<p data-start="4520" data-end="4838">Atuando desde 2014, o Zelo enfrenta diariamente os desafios do abandono animal, já que o campus ainda é um ponto frequente de descarte irresponsável de cães e gatos. Fabiana ressalta que, apesar da história de Silveira ter muitos aspectos positivos, também houve momentos difíceis, já que ele próprio foi vítima de abandono.&nbsp;“É importante reforçar para a comunidade em geral que não é fácil a vida de um cão que mora em um campus universitário, porque essa é uma realidade que encontramos no Brasil inteiro”, destaca a professora.</p>
<p data-start="5047" data-end="5214">O sonho dos integrantes do projeto agora é que todos os animais atendidos pelo Zelo tenham a mesma oportunidade de encontrar um lar, assim como aconteceu com Silveira.&nbsp;“O nosso papel é educar e conscientizar para reduzir o abandono. Esse é o nosso sonho”, afirma Fabiana.</p>
<p data-start="5321" data-end="5646">Para manter a estrutura de atendimento, o projeto conta com doações e com o apoio da comunidade. Além do brechó solidário localizado no Colégio Politécnico, na sala C9, o público também pode adquirir ecobags, adesivos e bottons com a identidade do projeto. Toda a renda arrecadada é revertida para os cuidados com os animais.</p>
<p data-start="5648" data-end="5815" data-is-last-node="" data-is-only-node="">As contribuições podem ser feitas por Pix (chave: <a rel="noopener" data-start="5698" data-end="5713">fabiana@ufsm.br</a>), com qualquer valor, ou por meio de doações de roupas, calçados, ração, medicamentos e outros itens.</p>
<p data-start="5648" data-end="5815" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em>Texto: Ellen Schawade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br><em>Fotos: Arquivo pessoal de Fabiana</em><br><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Frutas nativas unem preservação ambiental e geração de renda em projeto da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/22/frutas-nativas-unem-preservacao-ambiental-e-geracao-de-renda-em-projeto-da-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:10:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[frutas nativas]]></category>
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		<category><![CDATA[polifeira]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[progredir]]></category>
		<category><![CDATA[projeto sabores e saberes]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72872</guid>
						<description><![CDATA[Projeto “Sabores e Saberes" incentiva a preservação ambiental, fortalece comunidades locais e gera novas fontes de renda na região central do estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72876" align="alignright" width="518"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-08.44.06.jpeg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-72876" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-08.44.06.jpeg" alt="" width="518" height="691" /></a> Comunidades trabalham com frutas pouco conhecidas (Foto: Divulgação)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O projeto “Sabores e Saberes”, desenvolvido pela UFSM, busca aproximar a população das frutas nativas da Mata Atlântica e do Pampa por meio da gastronomia, educação ambiental e da geração de renda para comunidades locais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa, coordenada pela professora e engenheira florestal da UFSM Suzane Marcuzzo, surgiu há cerca de 10 anos e ganhou força a partir da consolidação dos geoparques da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul. O principal objetivo do projeto é incentivar a valorização da biodiversidade regional por meio do consumo de frutas nativas, muitas delas pouco conhecidas pela população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo a coordenadora, essas espécies são consideradas “frutas negligenciadas” pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), já que não possuem cadeias de comercialização consolidadas e raramente são encontradas em supermercados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre as frutas trabalhadas pelo projeto estão butiá, guabiroba, jabuticaba, jerivá, guabiju e uvaia. Além do potencial gastronômico, elas possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e anticarcinogênicas já estudadas por pesquisadores da área de alimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposta também está ligada à preservação ambiental. De acordo com Suzane, a redução das áreas de Mata Atlântica e Pampa diminui o acesso da população às frutíferas, causando ameaça às espécies nativas. Por isso, o projeto aposta na chamada “restauração ativa”: quanto maior for a demanda pelos produtos, maior será o interesse em manter e recuperar áreas de vegetação nativa.</span></p>
<h3>Oficinas transformam frutíferas em renda</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As atividades se iniciaram na Quarta Colônia, em oficinas participativas com agricultores familiares. Posteriormente, o projeto também passou a atuar no Bioma Pampa, em Caçapava do Sul. Os cursos contam com apoio dos geoparques e do programa Progredir, da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As capacitações reúnem moradores, agricultores e estudantes em encontros de longa duração, com até 72 horas de atividades. Durante as oficinas, os participantes aprendem sobre os biomas, conhecem as propriedades das frutas e desenvolvem receitas artesanais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As primeiras experiências culinárias surgiram durante a pandemia de Covid-19, quando pesquisadores da UFSM passaram meses testando preparações em laboratório. A partir daí, foram criadas receitas-base, como geleias, sucos, cucas, balas e chimias. Depois, os próprios participantes começaram a desenvolver novas combinações. Segundo a coordenadora, algumas turmas criaram mais de 50 receitas inéditas a partir das propostas iniciais do projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além da troca de conhecimentos, as oficinas também têm gerado oportunidades econômicas. Agricultoras que participaram das capacitações passaram a comercializar os produtos na Polifeira da UFSM e em eventos da região. </span></p>
[caption id="attachment_72907" align="alignleft" width="569"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A3875.jpg" data-wp-editing="1"><img class="wp-image-72907" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A3875.jpg" alt="" width="569" height="379" /></a> Professora Suzane Marcuzzo coordena a iniciativa (Foto: Mathias Ilnick)[/caption]
<h3>Sabores desconhecidos surpreendem participantes</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Uma das propostas do projeto é desmistificar espécies pouco valorizadas pela população. O jerivá, por exemplo, é uma palmeira comum na região central do estado, mas pouco utilizada na culinária. Além disso, o fruto pode ser usado em geleias ricas em fibras e vitamina C.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A aroeira-vermelha, conhecida popularmente como “pimenta-rosa”, também serve de exemplo. Apesar de muitas pessoas associarem a planta a alergias, ela é amplamente utilizada na gastronomia e comercializada em mercados especializados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Meus alunos ficam chocados quando a utilizamos nas receitas, eles sempre me falam que escutavam muito que a aroeira é venenosa, que não dava para chegar perto. Mas na verdade ela é uma espécie de pimenta, então nós vamos desmistificando esses dizeres durante o curso”, conta Suzane.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O butiá também aparece entre os destaques do projeto. Enquanto em outras regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina a fruta já é utilizada em sorvetes, licores e doces, na região central do estado ela ainda é pouco explorada comercialmente. A coordenadora destaca que a intenção não é criar receitas exóticas apenas pela novidade, mas desenvolver produtos saborosos e viáveis economicamente. “As pessoas só conservam aquilo que valorizam”, afirma.</span></p>
<h3>Projeto passa a atuar em quilombo da região</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, uma nova etapa da iniciativa está sendo desenvolvida no Quilombo São Miguel dos Carvalhos. O trabalho envolve a produção de receitas tradicionais associadas às frutas nativas e a criação de uma marca própria chamada “Sabores de São Miguel”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e seguirá ampliando as atividades junto às comunidades quilombolas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a equipe, a combinação entre preservação ambiental, cultura alimentar e geração de renda pode fortalecer a conservação dos biomas locais e aproximar a população da biodiversidade da região.</span></p>
<p>Conheça mais sobre o projeto no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2025/12/02/sabores-e-saberes-conheca-o-projeto-da-ufsm-que-impulsiona-culinaria-com-frutas-nativas-2" target="_blank" rel="noopener">site da PRE</a>.</p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em><span style="font-weight: 400">Fotos: Divulgação e Mathias Ilnick, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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