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				<title>Evento debate prática clínica e pesquisa avançada com foco em Medicina Tropical e emergências sanitárias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2026/03/04/evento-debate-pratica-clinica-e-pesquisa-avancada-com-foco-em-medicina-tropical-e-emergencias-sanitarias</link>
				<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 13:29:39 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Amanhã (05) será realizado o evento “Prática Clínica e Pesquisa Avançada”, com foco em Medicina Tropical e Formação Acadêmica, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes para discutir os principais desafios contemporâneos no enfrentamento das emergências sanitárias. A programação inicia das 9h às 12h, no Auditório do ANF C (no CCNE da UFSM), com [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="110" data-end="423">Amanhã (05) será realizado o evento <a href="https://www.instagram.com/p/DVMZn0gAbcs/?img_index=1"><strong>“Prática Clínica e Pesquisa Avançada”</strong></a>, com foco em Medicina Tropical e Formação Acadêmica, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes para discutir os principais desafios contemporâneos no enfrentamento das emergências sanitárias.</p>
<p data-start="425" data-end="928">A programação inicia das 9h às 12h, no Auditório do ANF C (no CCNE da UFSM), com capacidade para 250 pessoas, com a Conferência de Abertura intitulada “O papel da Fiocruz e das Universidades no enfrentamento das emergências sanitárias pós-2024”. O momento será dedicado à reflexão sobre a atuação conjunta da <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Fundação Oswaldo Cruz</span></span> (Fiocruz) e das universidades na resposta a crises sanitárias recentes e futuras, destacando a importância da integração entre pesquisa, formação acadêmica e prática clínica.</p>
<p data-start="930" data-end="1163">O público-alvo da conferência inclui a classe médica, além de graduandos e pós-graduandos dos cursos de Biologia, Medicina, Farmácia, Medicina Veterinária e áreas afins, fortalecendo o diálogo entre diferentes campos do conhecimento.</p>
<p data-start="1165" data-end="1749">No período da tarde, das 14h às 17h, o Auditório do ANF C sediará a mesa-redonda “Dengue e Chikungunya: Desafios da Vigilância, manejo clínico e implementação de medidas de controle no Rio Grande do Sul”. O debate contará com a participação do Dr. Rivaldo Venâncio, de equipes de Vigilância Epidemiológica municipal, regional e estadual, de Gabriel Wallau (Fiocruz-UFSM) e representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria. </p>
<p data-start="1751" data-end="1902" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Encerrando a programação, às 18h, será realizado um <em>happy hour</em>, proporcionando um momento de integração e troca de experiências entre os participantes. Realização: CCNE, CCR e CCS da UFSM.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Webinário discute o futuro da pesquisa em saúde no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgsc/2025/10/21/webinario-discute-o-futuro-da-pesquisa-em-saude-no-brasil</link>
				<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 15:20:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Primeiro encontro da série “Pesquisa em Saúde Pública: Caminhos da Fiocruz para o fortalecimento do SUS” acontece no dia 29 de outubro, com transmissão ao vivo pelo canal VídeoSaúde O Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz) realiza, no dia 29 de outubro de 2025, das 10h às 12h, o primeiro webinário da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3>Primeiro encontro da série “Pesquisa em Saúde Pública: Caminhos da Fiocruz para o fortalecimento do SUS” acontece no dia 29 de outubro, com transmissão ao vivo pelo canal VídeoSaúde</h3>
<!-- /wp:heading --><p>O <strong>Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz)</strong> realiza, no dia <strong>29 de outubro de 2025</strong>, das <strong>10h às 12h</strong>, o primeiro webinário da série <em>“Pesquisa em Saúde Pública: Caminhos da Fiocruz para o fortalecimento do SUS”</em>. A atividade integra o <strong>Fórum Oswaldo Cruz</strong> e propõe um debate sobre o papel da ciência e da inovação na construção de um sistema de saúde mais robusto, equitativo e sustentável.</p>
<p>Com o tema <strong>“Fomento à Pesquisa em Saúde no Brasil: Perspectivas Futuras”</strong>, o encontro busca refletir sobre como estruturar e sustentar uma estratégia científica de longo prazo capaz de fortalecer o <strong>Sistema Único de Saúde (SUS)</strong> como política pública de base científica e social.</p>
<p>O webinário reunirá o <strong>presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa (CONFAP)</strong>, <strong>Márcio de Araújo Pereira</strong>, e a <strong>diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (DECIT/Sectics/MS)</strong>, <strong>Meiruze Sousa Freitas</strong>. Eles abordarão as perspectivas para o fomento à pesquisa em saúde no país, destacando desafios e diretrizes para ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação no contexto nacional. A mediação será conduzida por <strong>Rômulo Paes</strong>, coordenador do <strong>CEE-Fiocruz</strong>.</p>
<p>O evento é aberto ao público e contará com <strong>transmissão ao vivo pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora da Fiocruz</strong>. Interessados poderão participar enviando comentários e perguntas pelo chat durante a transmissão.</p>
<p>Esta série de webinários integra os debates do Fórum Oswaldo Cruz, reforçando o compromisso da Fiocruz com a <strong>ciência, a inovação e o fortalecimento do SUS</strong>, pilares essenciais para o desenvolvimento nacional e a soberania sanitária do Brasil.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br>
🗓️ <strong>Data:</strong> 29 de outubro de 2025<br>
🕙 <strong>Horário:</strong> 10h às 12h (horário de Brasília)<br>
📍 <strong>Transmissão:</strong> Canal VídeoSaúde Distribuidora Fiocruz<br>
🎓 <strong>Realização:</strong> Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz) e Fórum Oswaldo Cruz</p>
<p><em>Fonte: Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz)</em></p>
https://youtu.be/QteJEkuwZxg]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rede Saúde Única da Fiocruz no RS passa a integrar Observatório da Comunicação de Crise da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/06/12/rede-saude-unica-da-fiocruz-no-rs-passa-a-integrar-observatorio-da-comunicacao-de-crise-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 12 Jun 2024 13:07:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Ciências da Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[obcc]]></category>
		<category><![CDATA[observatório da comunicação de crise]]></category>

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						<description><![CDATA[Parceria visa produzir conteúdo sobre comunicação de risco e prevenção de crises em saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No início de junho, a Rede Saúde Única (RSU/Fiocruz) do Rio Grande do Sul firmou uma parceria com a UFSM para compor o <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise" target="_blank" rel="noopener">Observatório da Comunicação de Crise (OBCC)</a> da Instituição. A partir deste mês, a Rede Saúde Única passa a apoiar o Observatório na produção de conteúdos em diversos formatos, no mapeamento da produção de livros, trabalhos acadêmicos e materiais jornalísticos e audiovisuais que tratem da comunicação de risco e de prevenção de crises em saúde.</p>
<p>O Observatório de Comunicação de Crise (OBCC) é um projeto da UFSM em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, a partir de agora, com a Rede Saúde Única, da Fiocruz. O Observatório atua com o objetivo de sistematizar o conhecimento produzido no campo da comunicação, monitorar situações de risco e crise no contexto das organizações e contribuir para que a cultura da prevenção e da gestão de riscos e crises seja criada ou fortalecida pelas organizações.</p>
<p>"Através desse mapeamento e criação de conteúdo, é possível promover a difusão científica de forma acessível e efetiva, oferecendo conteúdo acessível e gratuito para o público numa única plataforma. Este trabalho tem como fim capacitar profissionais envolvidos com a gestão de risco e crise no âmbito da comunicação organizacional e multiplicar o conhecimento sobre gestão de crise", afirma o professor do Departamento de Ciências da Comunicação Jones Machado, coordenador do Observatório.</p>
<p>A Rede Saúde Humana, Animal e Ambiental - Rede Saúde Única é um projeto da Fiocruz em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul que completa dez anos em 2024. São membros da RSU todas as universidades federais do RS, entre outras instituições. A Rede busca disseminar o conhecimento da abordagem de saúde única em diferentes instâncias da sociedade, capacitando para enfrentar questões sociais e de saúde pública que envolvam a saúde humana, animal e ambiental.</p>
<p>"A partir desta <em>expertise</em> se dará a colaboração da RSU com o Observatório de Comunicação de Crise, produzindo informação no âmbito da prevenção de crises e comunicação de risco", afirma Joyce Schramm, coordenadora da Rede Saúde Única do RS.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Fiocruz contra a dengue | TV Campus Entrevista</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/tvcampus/2024/03/05/ufsm-e-fiocruz-contra-a-dengue-tv-campus-entrevista</link>
				<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 19:10:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[TV Campus Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Em 2023, o número de casos de dengue em Santa Maria chegou a mais de 7.700, um índice 44 vezes maior em relação ao ano anterior. O surto na cidade chamou a atenção dos especialistas e a UFSM desenvolveu um curso em parceria com a Fiocruz para preparar os agentes de saúde contra as arboviroses. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Em 2023, o número de casos de dengue em Santa Maria chegou a mais de 7.700, um índice 44 vezes maior em relação ao ano anterior. O surto na cidade chamou a atenção dos especialistas e a UFSM desenvolveu um curso em parceria com a Fiocruz para preparar os agentes de saúde contra as arboviroses.</p>
<p>Neste TV Campus Entrevista a conversa é com dois responsáveis pelo curso, que reforçam a importância dos cuidados contra doenças, como a dengue. Além disso, eles comentam sobre a parceria entre as duas instituições, que deve possibilitar pesquisas em conjunto, além de ações de conscientização.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Fiocruz seguem estudos relacionados às variantes do coronavírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/01/18/ufsm-e-fiocruz-seguem-estudos-relacionados-as-variantes-do-coronavirus</link>
				<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 14:55:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[bioquímica e biologia molecular]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[ciências da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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		<category><![CDATA[zootecnia e ciências biológicas]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisas conduzidas pelas instituições mostram a mudança na prevalência e impactos causados pelas variantes Gamma e Omicron durante a pandemia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Quase quatro anos após o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, a UFSM e a Fundação Oswaldo Cruz seguem somando esforços no sentido de entender o impacto das linhagens d</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">o vírus causador da doença, o</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR"> SARS-CoV-2, no interior do Rio Grande do Sul e suas rotas de transmissão - um conhecimento que será útil para antecipar e aplicar medidas de contenção viral em futuros surtos.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Mesmo numa época em que os índices relacionados ao coronavírus registram uma queda acentuada, os estudos com o SARS-CoV-2 continuam sendo altamente relevantes, pois as linhagens novas, capazes de infectar e reinfectar a população, continuam a surgir. É crucial manter a vigilância para poder acompanhar essa evolução e poder também atualizar as vacinas com as linhagens que emergiram recentemente.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">O alerta é do pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Aggeu Magalhães, também conhecida como Fiocruz Pernambuco, Gabriel Wallau. “Agora estamos dando continuidade às análises para investigar a existência de padrões de transmissão viral entre o Rio Grande do Sul e outros estados e países fronteiriços, bem como entre cidades das regiões Central e Noroeste do RS, regiões pouco ou não investigadas em estudos anteriores”, explica o pesquisador, que é egresso da UFSM.</span></span></span></p>
<h3><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: large"><span lang="pt-BR">Brasil teve pelo menos três grandes ondas epidêmicas</span></span></span></h3>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Segundo Wallau, os agentes que causam doenças, como vírus e bactérias, estão constantemente sofrendo mudanças genéticas. Trata-se de um processo normal que, na maioria das vezes, resulta em pouca ou nenhuma alteração na capacidade patogênica desses agentes. Algumas modificações genéticas, entretanto, podem alterar a capacidade desses agentes em se espalhar ou em modificar os sintomas da doença que ele causa, tornando-os mais ou menos patogênicos ou fatais. Os “tipos” novos de vírus que surgem por variações genéticas são chamados de linhagens. Em uma pandemia como a da Covid-19, a quantidade de vírus se reproduzindo na população humana é muito alta. Assim, o número de novas linhagens tende também a ser maior. Como consequência, no decorrer da pandemia, quando os números de casos começam a cair, pode ocorrer o surgimento de uma nova variante e os números de casos retornam a aumentar. Estes fenômenos de aumento de casos associado a uma nova variante são chamados de “ondas epidêmicas”.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Ao longo da pandemia da Covid-19 o Brasil passou por pelo menos três grandes ondas epidêmicas: a primeira relacionada à entrada e espalhamento das linhagens originais importadas de outros países; a segunda, da linhagem Gamma, originada no país e primeiramente detectada no estado do Amazonas; seguida da onda de casos relacionada à linhagem Omicron, identificada pela primeira vez na África do Sul e que chegou ao Brasil no início de 2022.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">O desenvolvimento e popularização da tecnologia de sequenciamento de DNA, que permite ler diretamente no material genético, faz com que hoje se possa c</span></span></span><span style="color: #000000"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">omparar o material genético dos vírus que estão se multiplicando em uma população </span></span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">e detectar o surgimento de novas linhagens. A este processo de acompanhamento da evolução das linhagens chama-se de “vigilância genômica”. No caso da Covid-19, a vigilância genômica no Estado foi e continua a ser conduzida por diferentes instituições ao longo da pandemia, cada uma contribuindo para um melhor entendimento das linhagens virais de SARS-CoV-2 circulantes e seu impacto na população, como forma de guiar as medidas de prevenção.</span></span></span></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-18-at-08.37.35.jpeg"><img class="size-full wp-image-65026 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-18-at-08.37.35.jpeg" alt="" width="1280" height="720" /></a></p>
<h3><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Parceria permitiu pesquisa no interior do RS</span></span></span></h3>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">O</span></span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR"> maior esforço de amostragem viral se dá em regiões metropolitanas, mais populosas, e por consequência há uma limitada representatividade de informações nas regiões menos populosas, como no interior gaúcho. Foi </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">pensando em mitigar esse viés que pesquisadores da UFSM e a Rede Genômica Fiocruz estabeleceram uma parceria para realizar a vigilância genômica do SARS-CoV-2 nas regiões de Santa Maria e Palmeira das Missões.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Neste contexto, foram sequenciados e submetidos ao banco de dados internacional de vigilância genômica 772 genomas do vírus, de pelo menos cinco linhagens predominantes (B.1.1.28, P.1 - Gamma, P.2 - Zeta, AY – Delta e BA – Omicron), a partir de amostras provenientes de 96 cidades do Centro e Noroeste do estado. De Palmeira das Missões, 31 genomas de SARS-CoV-2 foram sequenciados, sendo 11 da variante Omicron, 19 da Gamma e 1 da linhagem XAG. De Santa Maria, 67 genomas de pacientes foram sequenciados, sendo 25 da variante Omicron, 38 da Gamma e 2 da Delta </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">(confira na arte acima</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">)</span></span></span><span lang="pt-BR">.</span></p>
<p><span style="color: #000000">“<span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">As compara</span></span></span></span><span style="color: #000000"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">ções entre as linhagens Gamma e Omicron indicam uma</span></span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR"> clara mudança de comportamento epidemiológico, onde a linhagem Gamma foi associada com uma das maiores taxas de mortalidade na região, enquanto a entrada e espalhamento da linhagem Omicron gerou a maior onda de casos, porém com <a href="https://ti.saude.rs.gov.br/covid19/" target="_blank" rel="noopener">reduzida mortalidade comparativa</a>”, explica o pesquisador</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">. Esse resultado revelou que o <a href="https://vacina.saude.rs.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">nível de vacinação da população</a>, que teve início em janeiro de 2021 para grupos prioritários, mas que só atingiu 90% da população adulta no final de 2021</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">, foi o principal determinante para a redução no número de casos fatais frente o espalhamento da linhagem Omicron, que é a mais infecciosa do vírus SARS-CoV-2 caracterizada até o momento.</span></span></span></p>
<p>“<span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Estes resultados da vigilância genômica reforçam a importância no investimento continuado no monitoramento de patógenos respiratórios que impactam a população gaúcha. As dores e perdas deixadas pela pandemia devem ser acompanhadas pela lição de que temos de buscar estar sempre preparados para novas emergências sanitárias. A vigilância genômica pode ser uma grande aliada na busca e planejamento das medidas de contenção e de prevenção a novas epidemias e pandemias”, salienta Wallau.</span></span></span></p>
[caption id="attachment_65027" align="alignright" width="699"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-17-at-15.24.43.jpeg"><img class="wp-image-65027" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-17-at-15.24.43.jpeg" alt="foto colorida horizontal com um grupo de homens e mulheres em um laboratório, com janelas pintadas de azul, todos de jaleco branco e usando máscaras" width="699" height="340" /></a> Equipe do Campus de Palmeira das Missões[/caption]
<h3><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Dois campi da UFSM estão envolvidos nos estudos</span></span></span></h3>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: medium"><span lang="pt-BR">Da UFSM, participam deste trabalho em parceria com a Fiocruz pesquisadores e estudantes dos campi de Santa Maria e Palmeira das Missões. Do Campus Sede, participam equipes do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular e do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva. Já a UFSM-PM está representada por professores do Departamento de Ciências da Saúde e do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas.</span></span></span></p>
<p><em>Foto: Arquivo </em><br /><em>Artes: Daniel Michelon De Carli</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fiocruz e UFSM na luta contra a dengue: curso capacita profissionais para combater o vírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/11/27/fiocruz-e-ufsm-na-luta-contra-a-dengue-curso-capacita-profissionais-para-combater-o-virus</link>
				<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 11:35:55 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Aulas aconteceram na última semana para agentes de saúde e estudantes da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_64654" align="alignright" width="611"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/foto-fiocruz-ufsm-a.jpeg"><img class="wp-image-64654" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/11/foto-fiocruz-ufsm-a.jpeg" alt="foto colorida horizontal com pessoas sentadas em uma sala de aula, na frente há um telão ligado e um homem de frente para a turma falando" width="611" height="459" /></a> Curso teve participação de pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco[/caption]
<p>Na última semana, da terça (21) até a tarde da sexta-feira (24), foi realizado um curso de capacitação para agentes de saúde de Santa Maria acerca do controle de arboviroses (vírus transmitidos por mosquitos), com foco na dengue, chikungunya e zika. A promoção foi do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco e da UFSM, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.</p>
<p>A proposta consiste em aulas teóricas e práticas sobre as experiências do Departamento de Entomologia da entidade sanitária no domínio de vetores (os mosquitos). Os encontros aconteceram no auditório da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (Apusm) com profissionais da área e estudantes de Medicina, Biologia e Ciências da Computação.</p>
<p>O pesquisador de saúde pública da IAM - Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau, que também é um dos responsáveis por ministrar o curso, explicou o porquê da necessidade da iniciativa em Santa Maria: “estas atividades são muito importantes para preparar a cidade e o Estado com as últimas tecnologias de controle para poder combater os surtos cada vez maiores que vêm acontecendo na região”.</p>
<p>De acordo com <a href="https://dengue.saude.rs.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">dados da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul</a>, até o momento que este texto é escrito, o município teve mais de 7.200 casos de dengue confirmados e cinco óbitos. O representante da Fundação explica que “com as mudanças climáticas, a abundância do vetor e uma população susceptível ao contágio, precisamos utilizar todas as ferramentas possíveis para reduzir a população do mosquito e, assim, diminuir o impacto das arboviroses na região”.</p>
<p>Wallau salienta que, em virtude de o vírus ser mais comumente localizado e, desta forma, endêmico, nas regiões tropicais do país - como a cidade de Recife, capital de Pernambuco -, é essencial que as noções da luta contra os vetores sejam disseminadas Brasil afora. “Usando esse conhecimento de outros estados, estaremos melhor preparados para combater essa doença infecciosa que, no passado, tinha uma baixa prevalência na área”, declarou o pesquisador de saúde pública.</p>
<h3>Cooperação entre UFSM e Fiocruz</h3>
<p>O profissional no controle da dengue revela que o curso de capacitação não é a primeira iniciativa em parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM, visto que já colaboram em diversas frentes há alguns anos a partir de projetos que englobam temas como infectologia, Covid-19 e genômica. Ele realça que, nestas ocasiões, houve o suporte do Laboratório de Biologia Molecular e Sequenciamento (Labdros), coordenado pelo professor Elgion Loreto, e da Reitoria, que instituiu um comitê de combate ao vírus.</p>
<p>O pesquisador e professor de Medicina da Universidade Alexandre Schwarzbold relata que a atividade foi realizada por conta da preocupação da Instituição acerca do retorno dos casos da doença em Santa Maria. “A ideia foi preparar em torno de 40 agentes de saúde, que vão andar em todos os pontos e territórios da cidade. O uso de ferramentas para o controle dos vetores precisa de toda uma formação teórica e treinamento sobre os diferentes mosquitos e insetos. A gente está querendo atuar como prevenção, agindo antes dos problemas acontecerem”, afirmou o docente.</p>
<p>O curso é apenas uma das ações que devem acontecer a partir da parceria entre a IAM - Fiocruz Pernambuco e a UFSM. Há, inclusive, um acordo de colaboração sendo elaborado para estreitar ainda mais os laços de trabalho e ciência entre as partes, que deve ser assinado nos próximos meses. “A gente pretende desenvolver algumas linhas ligadas à questão climática. A Universidade é uma instituição interdisciplinar. Esse acordo enriquece muito do ponto de vista de projetos”, relatou Schwarzbold.</p>
<h3>A região como referência</h3>
<p>O agente da Secretaria de Saúde de Santa Maria Leonardo Vaz foi um dos alunos do curso de capacitação. Para ele, não há melhores pessoas para ensinar técnicas de combate aos vetores no município do que os representantes da entidade pernambucana. “É um local onde eles sofrem com o vírus praticamente o ano todo. No nosso caso, é mais no verão. É bom para evitar que os casos aumentem ainda mais”, contou o profissional.</p>
<p>O cientista da IAM - Fiocruz Pernambuco tem relação com o "Coração do Rio Grande", visto que toda a sua formação acadêmica foi realizada na UFSM - da graduação em Biologia ao mestrado e doutorado em Biodiversidade Animal. Em suas próprias palavras: “é um grande prazer poder voltar e trazer o que aprendi depois de ter saído da UFSM para ajudar a lutar contra essas doenças tão debilitantes”.</p>
<p>Para Wallau, estas iniciativas contra a dengue têm o potencial de tornar a Região Central do Rio Grande do Sul um modelo no combate às arboviroses. “Este momento de escalada de casos que vivemos é quando temos a melhor chance de bloquear e reduzir substancialmente as consequências do vírus”, informou o pesquisador de saúde pública.</p>
<h3>Se cuide!</h3>
<p>Sintomas da dengue: febre alta, entre 39°C e 40°C, com duração de dois a sete dias; dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; mal-estar geral; náusea; vômito; diarreia; e manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.</p>
<p>Denúncias de locais com água parada podem ser feitas à Superintendência de Vigilância da Saúde, pelo telefone 3921-7159 ou pelo WhatsApp 7400-5525.</p>
<p><em>Texto e foto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
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				<title>Pesquisadora da UFSM-PM recebe prêmio da Fiocruz por trabalhar com aplicativo que registra ocorrências de animais silvestres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/05/02/pesquisadora-da-ufsm-pm-recebe-premio-da-fiocruz-por-trabalhar-com-aplicativo-que-registra-ocorrencias-de-animais-silvestres</link>
				<pubDate>Tue, 02 May 2023 19:40:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciencias biologicas]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM PM]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=62045</guid>
						<description><![CDATA[Docente da UFSM campus Palmeira das Missões recebeu reconhecimento por contribuição à Plataforma de Ciência Cidadã Sistema de Informação em Saúde Silvestre-SISS-Geo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignleft wp-image-62048 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/05/vanessa.jpg" alt="" width="602" height="339" />Na última quinta-feira (27), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, realizou uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RUgHkU5P15g" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3DRUgHkU5P15g&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw0ex1ntaNdpVSWJMNQsrTwR">cerimônia </a><i>on-line</i> de premiação dos 10 mais importantes colaboradores da Plataforma de Ciência Cidadã <a href="https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw1XMN0wcyc7B63crDU_KpXl">Sistema de Informação em Saúde Silvestre-SISS-Geo</a>, um aplicativo para celular no qual se registram ocorrências de animais silvestres vivos, doentes ou mortos. Na ocasião, a docente do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM campus Palmeira das Missões, Vanessa Barbisan Fortes, recebeu a premiação na categoria Mulheres.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, o <a href="https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw1XMN0wcyc7B63crDU_KpXl">Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS-Geo</a> é uma plataforma que auxilia, principalmente, na vigilância passiva de zoonoses (doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas). “Com base nos registros feitos em todo o país, a Fiocruz pode elaborar modelos e previsões sobre locais com maior risco de emergências em saúde relativas a zoonoses, monitorando a saúde silvestre em tempo real e contribuindo para proteger a saúde humana”, explica. </p>
<p>Por trabalhar muito em campo, assim que encontra animais mortos e/ou com suspeita de doença, a pesquisadora informa diretamente à Fiocruz através do aplicativo. “Meu foco principal é auxiliar na vigilância de epizootias (enfermidade contagiosa que ataca um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região e que se propaga com rapidez) de febre amarela, tendo os bugios como espécie-sentinela (espécies usadas para determinar de forma mensurável riscos ou perigos ambientais à saúde ou bem-estar humanos), dentro do Projeto Sentinela, que é um programa permanente de extensão que coordeno. Assim, efetuo o registro de bugios ou também de outros mamíferos silvestres encontrados mortos e que possam ser de interesse para a vigilância em saúde pública. Esses animais são, posteriormente, encaminhados para necropsia”, salienta Vanessa. </p>
<p>A premiação foi para os colaboradores com os maiores números de registros no aplicativo. Para a pesquisadora, o prêmio foi o reconhecimento de um esforço que tem feito no sentido de colaborar com os órgãos de saúde nesta vigilância. “Além disso, também fui convidada a compor o grupo de especialistas que fazem a validação dos registros feitos pelo público, pois, por se tratar de uma plataforma de ciência cidadã, cada registro precisa ser confirmado por especialista. Participar do evento e ouvir os depoimentos de outras pessoas premiadas, com experiências diversas (projetos de equipes de saúde e multidisciplinares) despertou-me o interesse por propor novas ações para a nossa região, tais como a capacitação direcionada a profissionais de saúde dos municípios para o uso do aplicativo, por exemplo. Quem ganha sempre é a saúde: dos animais, dos humanos e do meio ambiente", comenta a docente. </p>
<p>A cerimônia foi transmitida pelo youtube no canal <a href="https://youtube.com/live/RUgHkU5P15g?feature=share" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtube.com/live/RUgHkU5P15g?feature%3Dshare&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw2CjVKzs_HeK6fWmjXVBPLz">Vídeo Saúde Fiocruz</a>. Interessados em conhecer melhor a plataforma e suas aplicações, divulgá-la ou também se tornarem futuros colaboradores, podem acessar o aplicativo <a href="https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml&amp;source=gmail&amp;ust=1683141462970000&amp;usg=AOvVaw1XMN0wcyc7B63crDU_KpXl">SISS-Geo – Sistema de Informação em Saúde Silvestre (lncc.br)</a>.</p>
<p><i>Com informações da assessoria de Comunicação UFSM-PM</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Pesquisadora da UFSM-PM receberá prêmio na categoria Mulheres em cerimônia promovida pela Fiocruz nesta quinta-feira (27)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/04/27/pesquisadora-da-ufsm-pm-recebera-premio-na-categoria-mulheres-em-cerimonia-promovida-pela-fiocruz-nesta-quinta-feira-27</link>
				<pubDate>Thu, 27 Apr 2023 13:38:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM PM]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=61983</guid>
						<description><![CDATA[Vanessa Barbisan Fortes é docente do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM Palmeira das Missões]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Nesta quinta-feira (27), a partir das 15h, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, irá realizar uma cerimônia <em>on-line</em> de premiação dos 10 mais importantes colaboradores da Plataforma de Ciência Cidadã <a href="https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/apresentacao-0" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/apresentacao-0&amp;source=gmail&amp;ust=1682688122397000&amp;usg=AOvVaw32-bY2qudDeg1gfe5FbsUs">Sistema de Informação em Saúde Silvestre-SISS-Geo</a>.</p>
<p>O Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS-Geo é a plataforma computacional essencial e inerente ao funcionamento do Centro de Informação em Saúde Silvestre – CISS. “Trata-se de um aplicativo para celular onde se pode georreferenciar a ocorrência de animais mortos ou doentes, uma importante ferramenta para o monitoramento da saúde silvestre”, explica a docente do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas, professora Vanessa Barbisan Fortes, que será premiada na categoria Mulheres.</p>
<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reconhece os 10+ Colaboradores do SISS-Geo desde 2017. “A cada ano temos o orgulho de premiar as pessoas e órgãos cuja contribuição com registros permitem não só o conhecimento e monitoramento da saúde silvestre, mas o avanço de políticas públicas nacionais na vigilância de zoonoses e de conservação da biodiversidade”.   </p>
<p>A premiação possui diferentes categorias, como colaboradores voluntários, mulheres, profissionais de saúde, ambiente e outros órgãos, além do destaque para as equipes de unidades de saúde, ambiente e outros órgãos.  </p>
<p>As Unidades de Conservação (UCs) também são reconhecidas, bem como, a categoria Embaixador do SISS-Geo, que reconhece colaboradores que acumularam mais de 1.000 registros e/ou também divulgam o SISS-Geo para diversas pessoas.  </p>
<p>A cerimônia será transmitida pelo youtube no canal <a href="https://youtube.com/live/RUgHkU5P15g?feature=share" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtube.com/live/RUgHkU5P15g?feature%3Dshare&amp;source=gmail&amp;ust=1682688122397000&amp;usg=AOvVaw1vBKCDZsz46o7YRyhxSV-q">Vídeo Saúde Fiocruz</a>.</p>
<p>Interessados em conhecer melhor a plataforma e suas aplicações, divulgá-la ou também se tornarem futuros colaboradores, podem acessar o site <a href="https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/apresentacao-0" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/apresentacao-0&amp;source=gmail&amp;ust=1682688122397000&amp;usg=AOvVaw32-bY2qudDeg1gfe5FbsUs">Centro de Informação em Saúde Silvestre</a> para mais informações.</p>
<p><i>Assessoria de Comunicação UFSM-PM</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM Divulga Ciência: Universidade lança projeto voltado à popularização do conhecimento em live</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/09/01/live-divulga-ciencia</link>
				<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 16:06:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[coordenadoria de comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[popularização da ciência]]></category>
		<category><![CDATA[UFM Divulga Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ufmg]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56677</guid>
						<description><![CDATA[Evento contou com presença de divulgadores científicos da Fiocruz e da UFMG]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A <i>live</i> de lançamento do projeto UFSM Divulga Ciência ocorreu, na tarde desta terça-feira (31), com a participação de Diego Vaz Bevilaqua, vice-diretor de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da Fiocruz, Marcelo Pereira, da Diretoria de Divulgação Científica da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG, e o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann. A mediação ficou por conta de Luciane Treulieb, divulgadora científica e editora-chefe da<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/"> Revista Arco</a>.&nbsp;</p>
<p>Na <em>live</em>, que aconteceu no canal do youtube da UFSM, foram apresentadas as ações <a href="https://www.ufsm.br/2021/08/23/ufsm-divulga-ciencia-evento-apresentara-o-projeto-e-debatera-a-divulgacao-cientifica/">que já estão em andamento</a> do Divulga Ciência e também as iniciativas planejadas, entre elas: estreitar o relacionamento com as mídias locais; mapear e reunir os trabalhos das universidades federais do estado; criar grupos de transmissão online via Whatsapp e Telegram.&nbsp;</p>
<p>O objetivo do projeto é levar a ciência produzida na universidade à comunidade em geral, por meio da ampliação de ações comunicacionais e do estreitamento da relação com pesquisadores.&nbsp;</p>
<p>O reitor da UFSM salientou a importância de um projeto comunicacional que converse com a sociedade. "Temos uma linha estratégica de divulgação que está sendo desenvolvida com muita qualidade, empenho e dedicação”, declarou. Após a exposição do projeto e a fala do reitor, os convidados puderam apresentar as ações comunicacionais desenvolvidas em suas instituições&nbsp; para intercâmbio de ideia.</p>
<p>Para Diego Bevilaqua, da Fiocruz, “ter uma política de divulgação científica que dialoga de perto com seu corpo técnico permitiu trazer novas vozes que não apareceriam nas estruturas já estabelecidas de comunicação. A conexão entre essas duas áreas tem sido fundamental”.<b>&nbsp;</b></p>
<p>Marcelo Pereira contou que, na UFMG, o mapeamento de iniciativas de popularização da ciência tomou forma a partir do momento em que se identificou a vontade de docentes e discentes de divulgar conteúdo científico. “Muitos alunos nossos têm canal no Youtube, podcasts e perfis em redes sociais, e nós queremos que essas iniciativas também se integrem à rede, fortalecendo a instituição”, explica.&nbsp; A UFSM se inspirou no mapeamento realizado na universidade mineira para também identificar ações existentes de divulgação científica na instituição, por meio de um <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdiLRauMUYxym6I98XNLP0r5VIg6A0VzHdpf4bVuChUsKGR6w/viewform?usp=sf_link">formulário</a> disponibilizado em julho deste ano.&nbsp;</p>
<p>Após as explanações, os convidados dialogaram e responderam a questionamentos dos internautas. A <em>live</em> está dividida em duas partes, disponível no <a href="https://www.youtube.com/c/universidadefederaldesantamariaufsm">canal da UFSM no Youtube</a>.</p><p><i><b>Reportagem</b>: Tina Cambuy, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i></p><p><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Gisele Winck, pesquisadora no Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ-RJ), tem uma grande trajetória na área de pesquisa e conta o papel da UFSM em sua trajetória</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/egressos/2021/06/23/gisele-winck-pesquisadora-no-instituto-oswaldo-cruz-fiocruz-rj-tem-uma-grande-trajetoria-na-area-de-pesquisa-e-conta-o-papel-da-ufsm-em-sua-trajetoria</link>
				<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 16:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Egressos]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/egressos/?p=310</guid>
						<description><![CDATA[Na segunda entrevista do mês de junho o VOLVER conversa com Gisele Regina Winck, egressa do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Maria, turma de 2004. Gisele concluiu o mestrado em Biodiversidade Animal pela UFSM no ano de 2007 e realizou seu doutoramento em 2012, no curso de Ecologia e Evolução, da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Na segunda entrevista do mês de junho o VOLVER conversa com Gisele Regina Winck, egressa do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Maria, turma de 2004. Gisele concluiu o mestrado em Biodiversidade Animal pela UFSM no ano de 2007 e realizou seu doutoramento em 2012, no curso de Ecologia e Evolução, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente, realiza pós-doutorado sobre ecologia aplicada na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

<img width="713" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/639/2021/06/Gisele-Winck-em-campo-713x1024.jpg" alt="" loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.656;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gisele Winck é pesquisadora colaboradora de grandes institutos pelos quais já passou, entre eles o Laboratório de Herpetologia (UFSM), Laboratório de Ecologia de Vertebrados (UERJ), Laboratoire d'Ecologie Alpine (LECA - França), do Laboratório do Dr. Barry Sinervo (UCLA, Sta. Cruz), entre outros.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.656;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A cientista integra um grupo interdisciplinar liderado pela equipe do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios, na&nbsp; FIOCRUZ-RJ. E uma das suas linhas investigativas é “como as redes adaptativas podem ser utilizadas para prever áreas de maior probabilidade de surtos de doenças tropicais negligenciadas”.</p>
Volver - Para começar, relate como foi o início da sua carreira como pesquisadora e qual o papel da UFSM nesse caminho da investigação científica?
<p style="text-align: justify">Gisele - Foi oficialmente no mestrado, quando decidi seguir a carreira acadêmica, mas durante a graduação na UFSM aprendi a ser pesquisadora. Os três orientadores de estágio nesse tempo, os profs. Drs. Átila A. da Rosa (Departamento de Geociências), Everton R. Behr (Departamento de Zootecnia), e Sonia Z. Cechin (atual diretora do CCNE), foram fundamentais para a minha formação e sempre aproveitei qualquer oportunidade que surgia para ajudar colegas e amigos nos seus projetos, o que me ensinou na prática que ciência não se faz sozinho. Os Drs. Átila e Everton foram imprescindíveis por atiçar minha curiosidade, e principalmente fomentando a busca por informações e conhecimento de forma geral, não apenas no assunto da pesquisa. Por exemplo, apesar de trabalhar com o Dr. Everton na revisão taxonômica da coleção de peixes da UFSM, ele sempre me incentivava a aprender sobre taxonomia de morcegos e aves, identificar rastros de mamíferos, e outros tantos assuntos que foram e ainda são fundamentais ao longo de toda minha vida acadêmica, e especialmente nos trabalhos de campo.</p>
												<img width="267" height="346" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/639/2021/06/BibliotecaCentral-UFSM.jpg" alt="" loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Durante a iniciação científica, sob orientação da Dra. Sonia Cechin, aprendi não apenas como realizar uma pesquisa científica bem fundamentada, mas também sobre a enorme responsabilidade do pesquisador, principalmente quanto ao seu papel na sociedade. Reconheço que meus orientadores e professores da UFSM tiveram papel fundamental para me tornar a profissional que sou hoje. Aproveito para deixar nessas linhas meu profundo agradecimento. A UFSM também foi fundamental em termos de estrutura física, com laboratórios bem equipados e mantidos por pessoal capacitado que faz parte do quadro funcional, mas principalmente a Biblioteca Central, cujos livros e estrutura foram decisivos aos meus estudos. O caminho da investigação científica me parecia bastante natural, considerando as minhas atividades ao longo da graduação. Foi um privilégio ter feito minha formação na UFSM, me fornecendo tantas oportunidades.</p>
Volver - Quais desafios e quais recompensas você aponta em trabalhar com pesquisa científica?
<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/639/2021/06/Franca-Gisele-1024x768.jpg" alt="" loading="lazy"><figcaption>Gisele em campo nos Alpes franceses, na cidade de Chamonix-Mont-Blanc.</figcaption></figure>
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: justify">Gisele - Um dos principais desafios, que traz como consequência diversos outros, é a falta de reconhecimento do trabalho como pesquisadora e cientista. Em outros lugares do mundo, incluindo na França - onde realizei um período de pós-doutorado - bolsistas de mestrado, doutorado e pesquisadores associados em período de pós-doutorado são considerados trabalhadores assalariados, e possuem todos os direitos da classe. Isso inclui seguro-desemprego, por exemplo, que é muito importante especialmente para quem tem uma lacuna entre um contrato e outro (ou entre bolsas).  Outro desafio importante, infelizmente, é o fato de eu ser mulher. Durante toda minha trajetória, me deparei com situações negativas, decorrentes basicamente da falta de respeito, e que incluem até assédio moral e sexual. Essas situações ocorrem em diversos locais onde trabalhei, em campo ou no meio acadêmico.</p>
<p style="text-align: justify">Não fui a única e infelizmente não serei a última, pois a todo momento temos relatos desse tipo de situação nas diversas áreas da ciência, porque o machismo é estrutural e inerente a todos os segmentos da nossa sociedade. E quem é mãe ainda tem desafios adicionais simplesmente por terem tido filhos. Apenas recentemente o CNPq incluiu o período de licença maternidade no currículo Lattes, e ainda é comum ouvir outros pesquisadores dizendo que preferem que homens passem nos concursos públicos para o cargo de professor adjunto, porque não engravidam.</p>
<p style="text-align: justify">Em contrapartida, se as recompensas não fossem maiores do que os desafios, não seria pesquisadora e cientista até hoje! Graças ao meu trabalho, tive oportunidades de conhecer praticamente todos os cantos do nosso país, e diversos locais no exterior. Ser pesquisadora e cientista é aprender constantemente. Então, para mim, uma das melhores recompensas é adquirir conhecimento de pessoas dos mais diferentes graus de escolaridade (muitas com quem trabalhamos em campo não têm qualquer grau) e de experiências de vida. De poder, com a minha pesquisa, contribuir com peças em diversos quebra-cabeças maiores, que trazem benefícios para a sociedade. Por exemplo, compreender melhor a estrutura e funcionamento de comunidades animais, de que forma elas interagem entre si, com o ambiente e o espaço, e como essas interações contribuem para a dinâmica dos ecossistemas. E fundamentalmente, quais as consequências de todos esses fenômenos e processos para a sociedade.</p>
Volver - Como é trabalhar na FIOCRUZ? Qual a Importância do instituto?
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"><b>Gisele -</b> A Fiocruz é diferente de todos os ambientes acadêmicos que já trabalhei (UFSM, UERJ, UFRJ, Université Grenoble Alpes, Université Savoie-Mont Blanc), acredito que por ter como princípio fundamental a promoção da saúde e desenvolvimento social. E é exatamente por isso que trabalhar na Fiocruz é um constante desafio gratificante para mim, porque me obriga a expandir o conhecimento e o foco de pesquisa para a saúde pública, e isso me faz crescer muito como pesquisadora. Antes, não tinha muita noção do quanto minha pesquisa estava interconectada com essa área, principalmente a linha de pesquisa de interações ecológicas. Hoje, faço parte do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do Instituto Oswaldo Cruz, e as interações ecológicas entre parasitos e hospedeiros e como o ambiente molda essas interações, são fundamentais para a pesquisa sobre zoonoses, foco do grupo de trabalho que faço parte. A Fiocruz é de suma importância, pois além de qualificar e formar uma grande quantidade de pesquisadores e trabalhadores da área de saúde, mesmo não sendo uma universidade, é também um centro de excelência em ciência e tecnologia em saúde na América Latina, tendo como missão a produção de conhecimento e tecnologia voltados para a consolidação e o fortalecimento do nosso Sistema Único de Saúde (SUS), tão importante para nossa sociedade. Talvez um dos fatores positivos que temos com essa pandemia seja o reconhecimento da importância do SUS, da Fiocruz e do Instituto Butantan.</p>
<p style="text-align: justify">Volver - Na sua opinião, como as notícias falsas e o ataque às instituições de pesquisa afetam o conhecimento e a produção científica? Como a Fiocruz tem se posicionado diante deste contexto?</p>
<p style="text-align: justify"><b>Gisele -</b> Acredito que um dos principais problemas que enfrentamos com as notícias falsas e ataques à ciência seja o distanciamento da sociedade e das instituições de pesquisa. Fazemos ciência para geração de conhecimento sempre visando melhorar a sociedade e a vida de todos que fazem parte dela, direta ou indiretamente. Fundamentalmente é para ela que trabalhamos. E quando não temos o apoio da sociedade, temos maior dificuldade em perceber suas necessidades mais urgentes, por exemplo. Por outro lado, esse distanciamento da sociedade também reflete os cortes dos investimentos do poder público em ciência. Porque o poder público também é parte da sociedade. Com menos recursos para a ciência, pesquisas são encerradas, a formação e qualificação dos recursos humanos são afetadas, e pesquisadores são perdidos para outros países com mais recursos (a chamada fuga de cérebros). Nos formamos pesquisadores com ajuda da sociedade, através das instituições de ensino superior públicas, e trabalhamos para ela. Mas infelizmente em alguns momentos temos que optar por termos salário ou desistir da carreira em ciência.</p>
<p style="text-align: justify">O Brasil possui e forma todos os anos excelentes pesquisadores, mas a maioria não é absorvida pelas instituições de ensino e pesquisa (públicas e privadas). Uma das formas de manter esses pesquisadores trabalhando no país foi a ampliação do número de bolsas de pós-doutorado, por exemplo, que são pesquisadores doutores que trabalham em instituições de ensino e pesquisa, mas que oficialmente são considerados bolsistas (de estudo). Então, voltamos ao problema que relatei antes, de não ter os direitos trabalhistas como assalariado. Esses constituem a maioria dos cérebros que estamos perdendo. Eu quase fui um. Em termos de posicionamento da Fiocruz frente às notícias falsas e o ataque às instituições de pesquisa, a Fundação sempre tenta desconstruir as mentiras propagadas e informar de forma correta o público, através de notas, reportagens e vídeos nas redes sociais e pelo site da instituição. O setor de comunicação da Fiocruz é bastante ativo e prioriza um contato mais direto com a sociedade através das diferentes plataformas da instituição. Inclusive, orienta a nós, pesquisadores, as melhores formas de disseminação dos resultados das nossas pesquisas, também com o intuito de evitar a produção de notícias falsas por terceiros, utilizando as informações que divulgamos. A posição da Fiocruz é muito clara, priorizando sempre informar o público corretamente, repudiar ataques sem sentido, e mantendo diferentes canais de comunicação para atuar mais próximo à população.</p>
							"Fazemos ciência para geração de conhecimento sempre visando melhorar a sociedade e a vida de todos que fazem parte dela, direta ou indiretamente."

Volver - Qual o seu atual projeto de pesquisa? Em que fase está, envolve quais fatores e demanda quais recursos?
<p style="text-align: justify"><b>Gisele -</b> Meu projeto de pesquisa na Fiocruz é vinculado às zoonoses, que são as doenças infecciosas que podem ser transmitidas entre animais não-humanos e humanos. O principal objetivo é integrar os dados ambientais, animais e socioeconômicos para, através de modelos de redes eco-evolutivas, compreender e prever surtos de zoonoses no nosso país. Facilitando a tradução de previsões desses modelos em indicadores biológicos e sociais essenciais, podemos informar melhor o planejamento estratégico de políticas públicas na interface entre ecossistema e saúde pública. É um assunto complexo, e o projeto envolve um grupo grande de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, de diversas instituições, e faz parte do recém-criado Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose) do CNPq. A UFSM também possui um projeto vinculado ao SinBiose, da profa. Dra. Mariana Bender (Departamento de Ecologia e Evolução, do CCNE). Por ser um projeto de síntese de conhecimento, ou seja, que concatena dados que já estão disponíveis em diversas plataformas institucionais nacionais e internacionais, demanda muito tempo e processamento. O recurso físico mais demandado é computacional, e isso muitas vezes é um fator limitante. Por exemplo, nosso banco de dados georreferenciado hoje possui milhares de variáveis ambientais (ex. temperatura, precipitação, cobertura florestal), socioeconômicas (ex. produto interno bruto municipal, produção agrícola), e de saúde pública (ex. número de notificações de determinadas doenças). Precisamos ainda incluir outros dados, mas para isso precisaremos de um supercomputador (HPC, High-performance computing) para alimentar esse banco de dados e, mais ainda, para realizar as análises mais complexas. Apesar da necessidade de HPCs em pesquisas no Brasil, ainda são poucas as instituições que dispõem desse tipo de equipamento, comparado a outros países, como a França. Ainda estamos na fase de produção dos primeiros resultados, com análises mais gerais, mas temos duas publicações do grupo, feitas na<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31920-6/fulltext">&nbsp;</a><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31920-6/fulltext">Lancet</a>&nbsp;e no<a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/28-a-emergencia-de-novas-doencas-e-a-crise-da-biodiversidade-clamam-por-novas-sinteses-cientificas/">&nbsp;</a><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/28-a-emergencia-de-novas-doencas-e-a-crise-da-biodiversidade-clamam-por-novas-sinteses-cientificas/" target="_blank" rel="noopener">Jornal da Ciência</a>, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Em breve, vamos enviar para a publicação três artigos científicos, um sobre os problemas de recuperação de informação e interoperabilidade dos bancos de dados, o segundo sobre os fatores de mudanças ambientais que foram responsáveis pelos surtos de zoonoses em municípios brasileiros, e o terceiro é uma análise de risco de ocorrência de zoonoses no Brasil em decorrência das atividades de contato humano-animal (ex. caça).</p>
Volver - Como a sua produção científica tem impactado a sociedade?
<p style="text-align: justify"><b>Gisele - </b>Minha produção científica é diversa, com assuntos variados, mas sempre na linha de pesquisa da compreensão da biodiversidade e das relações entre organismos e o ambiente que ocupam. Darei três exemplos de impactos reais. O <a href="https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/69991/2-s2.0-36149000196.pdf?sequence=1">artigo</a> que publiquei com a Dra. Sonia Cechin e meu colega Dr. Thiago Gomes (Unipampa São Gabriel), resultante da minha iniciação científica na UFSM, me foi reportado como sendo o responsável pelas informações que faltavam para avaliar uma espécie de serpente na Argentina que, pelos critérios estabelecidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), foi incluída na Lista Vermelha da fauna ameaçada daquele país. Nós a identificamos como sendo uma espécie bioindicadora de ambientes de campo bem preservados, o que auxilia na avaliação do estado de conservação em áreas de Pampa, por exemplo. O segundo exemplo é o resultado da publicação dos artigos da minha dissertação de mestrado, que realizei no PPG em Biodiversidade Animal da UFSM, que trazem informações biológicas e ecológicas de uma espécie de lagarto, popularmente conhecida como teiú ou tejú (Salvator merianae). Colegas pesquisadores do Brasil (incluindo servidores do ICMBio) e dos EUA me relataram terem sido fundamentais para embasar programas de controle das populações dessa espécie de lagarto, que foi introduzida no arquipélago de Fernando de Noronha e na área dos Everglades, na Flórida. Em ambos os lugares, esses lagartos provocaram desequilíbrios ambientais sérios. O terceiro exemplo é relacionado a um <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0213368">artigo</a> publicado com outros colegas brasileiros (Jayme Prevedello, da UERJ, e Marcelo Weber, da UFSM – campus Palmeira das Missões) e estrangeiros (Liz Nichols, da&nbsp; Swarthmore College e do Departamento de Estado dos EUA, e Barry Sinervo, da UCLA, Santa Cruz – in memorian), onde demonstramos os efeitos do desflorestamento e do reflorestamento nas temperaturas locais, considerando áreas de 5x5 km², ao redor do mundo, e fizemos uma projeção para a situação no Brasil em 2050, considerando diferentes cenários de desflorestamento e reflorestamento (incluindo o cenário previsto caso o Código Florestal Brasileiro fosse aplicado na sua plenitude). As informações contidas nesse artigo me foram relatadas como fundamentais para embasar programas de reflorestamento de áreas degradadas e a conservação de fragmentos pequenos de floresta em diferentes partes do país. Ainda vai sair uma publicação sobre as interações entre aves e morcegos frugívoros e plantas na Mata Atlântica, com meus colegas Laura Pollock (McGill University, Canadá), João Braga e Wilfried Thuiller (Université Grenoble Alpes, França) e Marc Ohlmann (Université Savoie-Mont Blanc, França), que espero que auxilie na tomada de decisões na recuperação de áreas degradadas do bioma.</p>
												<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/639/2021/06/Formatura-gisele-1024x768.jpg" alt="" loading="lazy">
<p style="text-align: justify">Volver - Como você se vê daqui a 10 anos?</p>
<p style="text-align: justify">Gisele - Como uma pesquisadora apaixonada pelo que faz, e extremamente realizada por poder contribuir com a sociedade de forma eficiente, não apenas pela produção de conhecimento, mas também facilitando o encontro de informações, e auxiliando na formação de outros pesquisadores e técnicos. De preferência, na Fiocruz. Seria fantástico!</p>
Texto: Lucas Zambon]]></content:encoded>
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				<title>35ª JAI: Vice-Presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz aborda os desafios impostos pelos parasitas na criação de vacinas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/10/23/35a-jai-vice-presidente-de-pesquisa-e-colecoes-biologicas-da-fiocruz-aborda-os-desafios-impostos-pelos-parasitas-na-criacao-de-vacinas</link>
				<pubDate>Fri, 23 Oct 2020 13:40:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[imunização]]></category>
		<category><![CDATA[jai2020]]></category>
		<category><![CDATA[santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>

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						<description><![CDATA[Em seu quarto dia de evento virtual, a 35ª Jornada Acadêmica Integrada da UFSM recebeu o pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, professor Rodrigo Correa de Oliveira. Membro titular da Academia Brasileira de Ciência e PhD em Imunologia pela Johns Hopkins University, o cientista abordou um assunto [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
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<p>Em seu quarto dia de evento virtual, a 35ª Jornada Acadêmica Integrada da UFSM recebeu o pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, professor Rodrigo Correa de Oliveira. Membro titular da Academia Brasileira de Ciência e PhD em Imunologia pela Johns Hopkins University, o cientista abordou um assunto bastante relevante no contexto atual: os principais desafios impostos pelos parasitas e vírus no desenvolvimento de vacinas. A apresentação foi mediada pelo Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM, Thiago Ardenghi.</p>
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<p>“Existem enormes desafios no desenvolvimento de vacinas contra doenças e são diversos os fatores”, iniciou o professor Rodrigo Correa. A primeira barreira, segundo ele, está na complexidade do ciclo de vida dos parasitas. Como exemplo, citou a doença Esquistossomose - mais conhecida como barriga d’água - que ocorre dentro e fora do corpo humano.&nbsp;</p>
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<p>O professor detalhou o ciclo evolutivo, explicando que o início se dá com a liberação dos ovos do parasita através das fezes do infectado que, em contato com a água, eclodem liberando larvas que se alojam em caramujos. Os caramujos liberam novas larvas, infectando a água e, posteriormente, as pessoas. No homem, o ciclo passa pelo pulmão e outras partes do organismo. “Cada etapa que o parasita passa, interna ou externa, tem mudanças significativas que podem afetar e dificultar o processo de desenvolvimento de uma vacina”, explicou o pesquisador.</p>
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<p><strong>Fatores socioeconômicos influenciam na intensidade e prevalência de infecções por parasitas e vírus</strong></p>
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<p>Correa lembrou que o que comemos também pode afetar a resposta imune. Conforme explicou, o intestino - o maior órgão imunológico - está sujeito a receber diversos microrganismos, inclusive parasitas, e uma vez que estes interagem com as células do sistema imunológico do órgão, passam a ativar um número significativo da resposta imunológica de várias áreas.&nbsp;</p>
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<p>“Todo tipo de célula é ativada e essas células induzem uma resposta que pode ser inflamatória ou não, podem inclusive controlar. A complexidade dessa interação é outro fator que também é uma barreira muito grande para desenvolvermos uma vacina ”, comentou o professor.</p>
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<p>O professor Rodrigo destacou que a intensidade de uma infecção, a prevalência dela e a sua forma clínica dependem do comportamento, da atividade socioeconômica e do microambiente em que o indivíduo está inserido. Explicou, ainda, que a resposta imunológica dos seres humanos pode ser influenciada por diversos fatores: co-infecções, interação materno-fetal, idade, genética dele e a própria genética do parasita.</p>
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<p><strong>“Infecção humana controlada” é alternativa para acelerar criação de vacinas</strong></p>
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<p>A palestra também abordou as três categorias de vacinas disponíveis hoje: microrganismos atenuados, microrganismos mortos e subunidades de proteínas. A primeira está sendo utilizada no Instituto Butantan. A segunda, destacou Rodrigo, mata o microrganismo e entrega ele inteiro no indivíduo induzindo uma resposta imunológica. E a terceira é a que todos os pesquisadores procuram produzir, pois não utiliza o microrganismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>O convidado debateu sobre a alternativa de “Infecção humana controlada”, processo que acelera a criação de vacinas. Normalmente, são ensaios que infectam voluntários humanos com agentes infecciosos (conhecidos como agentes de desafio), acompanhando esse indivíduo durante todo o processo de infecção. Dessa maneira, promove-se a aceleração do teste, produzem-se informações críticas para o desenvolvimento da vacina, resposta imune e possíveis patologias, além da avaliação de novos medicamentos e diagnósticos mais rapidamente.&nbsp;</p>
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<p><strong>Para ser cientista é preciso persistência</strong></p>
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<p>No final da palestra, o Pró-Reitor Thiago Ardenghi abriu espaço para as perguntas do público, onde o professor Rodrigo pôde falar um pouco sobre o futuro da ciência e sobre como ser um cientista de sucesso: “Persistência. Ciência não é fácil e por isso muitas pessoas desistem. Ciência é uma das coisas mais belas que se pode fazer, então se você quer trabalhar nisso, faça”, destacou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><br>A palestra pode ser acessada no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3YwM-QQkaAk&amp;t=2594s">Youtube</a>. A 35ª Jornada Acadêmica Integrada acontece até o dia 23 de outubro e a programação completa pode ser acessasa no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/jai/">site</a> da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><em>Reportagem: Eloíze Moraes, bolsista da Agência de Notícias da UFSM<br>Edição: Davi Pereira</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Antropólogo da Fiocruz vai palestrar sobre a crise dos museus em conferência no CCSH</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2018/11/20/antropologo-da-fiocruz-vai-palestrar-sobre-a-crise-dos-museus-em-conferencia-no-ccsh</link>
				<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 11:42:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=45603</guid>
						<description><![CDATA[O antropólogo assessor da Fiocruz e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) José do Nascimento Júnior vai palestrar sobre o tema “A crise dos museus: desafios recentes”, integrando a Conferência “80 anos da preservação patrimonial brasileira”. O evento é promovido pelos programas de pós-graduação em Patrimônio Cultural e em Ciências Sociais e ocorre no [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img class="alignleft wp-image-45626" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2018/11/EventoMuseus_divulgação.jpg" alt="" width="350" height="495" />O antropólogo assessor da Fiocruz e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) José do Nascimento Júnior vai palestrar sobre o tema “A crise dos museus: desafios recentes”, integrando a Conferência “80 anos da preservação patrimonial brasileira”. O evento é promovido pelos programas de pós-graduação em Patrimônio Cultural e em Ciências Sociais e ocorre no dia 30 de novembro, às 19h, na sala 2243 do prédio 74A.

As inscrições são destinadas a todos os interessados e podem ser feitas gratuitamente no <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScFxnnKU7lijLOpl5MPZGbYp4SFrIwXA6CRJAs99k-bbpEXyw/viewform" target="_blank" rel="noopener">link</a>.

Mais informações na página do evento no <a href="https://www.facebook.com/events/504986219995916/" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>.

<em>Com informações do Núcleo de Comunicação Institucional (NCI/CCSH)</em>]]></content:encoded>
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