<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>UFSM - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/busca?rss=true&#038;tags=humanidades" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br</link>
			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
			<lastBuildDate>Fri, 03 Apr 2026 05:15:12 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>UFSM</title>
	<link>https://www.ufsm.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Narciso acha feio o que não é espelho?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/narciso</link>
				<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 11:53:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Sigmund Freud]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIOLOGIA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8628</guid>
						<description><![CDATA[Entenda o que o aumento do uso das redes sociais durante a pandemia pode representar para o “Eu” e para a sociedade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“Redes” são interligações. Quando falamos em redes sociais, estamos considerando um espaço de “entrelaçamento” de uma sociedade. Em um período marcado pelo aumento do uso dessas ferramentas, entender essa sociedade e a si enquanto pertencente a ela é essencial. Afinal, hoje, devido à proeminência desses meios, pensar sobre a vida real também implica pensar sobre a vida virtual – e vice-versa.</p><p>No total, existem mais de 4,3 bilhões de usuários de mídias sociais em todo o mundo. Esse dado é disponibilizado pelo <a href="https://wearesocial.com/digital-2021" target="_blank" rel="noopener">Relatório Digital 2021</a>, publicado em parceria entre a We Are Social e a Hootsuite, agências globais de marketing digital especializadas nessas plataformas. O material também revela que, do ano de 2020 para 2021, durante a pandemia de Covid-19, as redes ganharam cerca de 490 milhões de novos usuários.</p><p>Além da quantidade de pessoas que as utilizam, também cresce o tempo de uso desses meios. O relatório calcula que o usuário típico passa cerca de 2 horas e 25 minutos nas redes sociais todos os dias, o que corresponde a aproximadamente 17 horas de sua vida por semana. Somados, os usuários de mídia social do mundo inteiro passarão um total de 3,7 trilhões de horas nessas plataformas em 2021, o que equivale a mais de 420 milhões de anos de existência humana combinada, estima a pesquisa. Ao que tudo indica, vivencia-se o ápice das redes sociais, que recebem cada vez mais usuários, tempo e atenção.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/download-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Não é difícil visualizar esse contexto, afinal, para muitos, as mídias sociais se tornaram preferência na hora de se <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-05/aumenta-numero-dos-que-buscam-informacao-sobre-covid-nas-redes-sociais" target="_blank" rel="noopener">informar</a>, se comunicar e se entreter. Além da <a href="https://istoe.com.br/a-explosao-do-tiktok/" target="_blank" rel="noopener">explosão do Tik Tok</a>, redes sociais que já estavam em expansão há mais tempo receberam maior atenção. Segundo <a href="https://www.kantar.com/Inspiration/Coronavirus/COVID-19-Barometer-Consumer-attitudes-media-habits-and-expectations">dados divulgados pela Kantar</a>, empresa especializada em pesquisa de mercado, o uso do Instagram, Facebook e WhatsApp cresceu mais de 40% durante a pandemia.</p><p>O significado do aumento desses números varia, tendo potencial positivo ou negativo. As redes sociais podem representar uma forma de encontrar abertura em meio a um mundo temporariamente fechado, possibilitando manter algumas relações e rotinas apesar do distanciamento social ocasionado por este período. Contudo, essas ferramentas também podem representar o oposto: uma maneira de provocar ainda mais fechamento – em si e em seus próprios ideais.</p><p>Na perspectiva da virtualidade, poderíamos pensar tal processo pela existência dos <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/algoritmo-atento-como-a-tecnologia-organiza-e-direciona-informacoes-dos-usuarios-da-web-em-perfis-comerciais/" target="_blank" rel="noopener">algoritmos</a>. Esses mecanismos automáticos buscam, por meio de critérios e cálculos, serem assertivos quanto ao nosso consumo. Há uma interpretação de nossos comportamentos nos meios virtuais e, a partir disso, a sugestão de publicações alinhadas a eles. Complexo, o processo envolve informações de inúmeras redes, que acabam por se interligar entre si. Desse modo, tentam nos aproximar de conteúdos que se relacionem conosco e com nossa realidade e, consequentemente, nos afasta do que é diferente disso. Porém, na perspectiva da “realidade”, podemos encontrar formas mais profundas de pensarmos o social das redes.</p><p>É isso que propõe André Oliveira Costa, ao compreender a importância de debater o que este momento ápice das mídias sociais representa para o “Eu” e para a sociedade. Professor convidado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM, ele sugere o seguinte ponto de vista: pensar a sociedade contemporânea e virtual, através da relação existente com a sociedade antiga e “real”.</p>		
			<h3>A história se repete</h3>		
		<p>No artigo “<a href="https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/view/3594" target="_blank" rel="noopener">A construção do Eu nas narrativas de vida</a>”, com participação de Karen Worcman, André faz referência à obra do sociólogo Norbert Elias intitulada “A Sociedade de Corte”. O livro, em síntese, defende que a formação do Eu acontece em conjunto com a formação da sociedade. Para explicar isso, o autor descreve a construção da sociedade de corte, do Absolutismo Monárquico de cerca de cinco séculos atrás. A organização social desse grupo pode ser caracterizada por um aspecto que não parece ser tão obsoleto: na época, as pessoas estavam o tempo todo observando e controlando a si mesmas e às outras.</p><p>Essa organização não foge muito da realidade contemporânea. Com a expansão das redes sociais, lidamos com um espaço de entrelaçamento de uma sociedade que se “segue”, como registra a própria nomenclatura comum dos aplicativos. Em contato diário com a maioria dos usuários que optamos por acompanhar, observamos constantemente o nosso próprio perfil e os dos demais. Por vezes, isso se estende ao controle: além de haver regras de uso elencadas pelos serviços, se buscarmos entre os usuários, encontramos regras de “etiqueta” e de visibilidade.</p><p>Sobre o Eu nas redes sociais, André afirma: “É como fazer parte da sociedade de corte”. Segundo ele, no antigo grupo, os olhares representavam uma forma de as pessoas se reconhecerem como idênticas e pertencentes a uma certa camada social - de modo que uma funcionava como reguladora da outra, possibilitando, como um espelho, identificação. Isso se relaciona com as redes, na medida em que a vida virtual também traz a necessidade de buscar o olhar do outro para garantir certo reconhecimento. “É vida de corte, em que as pessoas se confirmam e se reconhecem. Se uma delas não gosta de algo, por exemplo, tem toda uma classe que vai fazer com que a pessoa seja excluída, afastada, pois há uma regulação”, descreve André.</p><p>Esse tipo de identificação é percebido por André como uma forma de gerar um fechamento em um certo grupo social. Há uma diferenciação entre os que fazem parte e os que não fazem. “Quem consegue construir para si certos comportamentos que fazem parte de um grupo, acaba se diferenciando daqueles que não conseguiram se submeter a essas regras do olhar, essas exigências sociais. Tudo isso é para poder encontrar um certo lugar de diferença, de destaque, de privilégio”, explica. Nas redes sociais, aqueles que reconhecem e acompanham as regras de “etiqueta” e visibilidade, conseguem construir comportamentos que agradam as exigências sociais e, assim, encontram um lugar de diferença – recebendo um retorno que não é toda a sociedade que recebe, simbolizado por um maior número de seguidores, comentários e curtidas.</p><p>Para compreender melhor a relação entre a sociedade das redes e a sociedade de corte, podemos relacioná-las a uma expressão contemporânea: bolha social. O termo sugere divisões, que ocorrem através da formação de grupos que se distanciam uns dos outros por enrijecerem determinados posicionamentos. Segundo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1920816-cada-macaco-no-seu-galho---zuckerman.shtml?origin=folha" target="_blank" rel="noopener">matéria publicada na Folha de S. Paulo</a>, um estudo conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostra que as redes sociais reforçam a propensão humana a buscar informações que se alinhem a ideias preconcebidas. Isso significa, portanto, o distanciamento de ideias diferentes.</p><p>Assim, as bolhas representam segregações de pessoas e de ideais. A fim de aprofundar a questão, André explica: “As pessoas se unem em um traço único e comum e, assim, se forma uma massa. Ou, na etimologia atual, uma bolha. A ideia é que todos são uniformes, indiferenciados, constituídos pelo mesmo traço e se identificam com o mesmo ideal. A massa representa quase que como um único indivíduo, porque essas pessoas acabam reproduzindo certos comportamentos. E qualquer diferença que tente se introduzir é eliminada”. Um exemplo do caso nas redes é que, muitas vezes, para não lidar com opiniões divergentes, a alternativa frequente é a opção de bloquear os usuários que as trazem para o espaço virtual.</p><p>Contudo, a ‘diferença’ que André menciona é eliminada não só no sentido de, muitas vezes, não haver aceitação de perspectivas diferentes, mas também ao tentarmos suprimir aspectos que fogem do tal “padrão” em nós mesmos. Isso porque estar preso em uma bolha significa internalizar e reproduzir que se deve ser igual às pessoas que fazem parte dela. Nas palavras de André, “o indivíduo se fecha em uma bolha e a reproduz mesmo sem saber. Isso ocorre muito facilmente, e vemos, inclusive, em discursos hegemônicos, que dizem de algo ‘estrutural’, em que as pessoas não se dão conta de que estão participando. Está na estrutura da formação da sociedade e do sujeito, que é constituído por isso, mesmo sem saber. ‘Você tem que gostar disso’, ‘Você tem que ser assim’.  Os grupos se constroem nessa lógica de identificações e diferenciações”. </p><p>Logo, para o pesquisador, é como se as redes sociais explicitassem uma repetição dessa vida longínqua, de cerca de 500 anos atrás, em que carregamos secularmente a necessidade do olhar do outro para poder nos reconhecermos como alguém, para poder dizer “eu sou” ou “eu faço parte”. O que nos atrai, é a sensação de pertencimento, que faz com que, por vezes, nos adaptemos às exigências sociais desses meios. André acrescenta: “Esse sentimento nos satisfaz narcisicamente, em que se pode pensar ‘como eu pertenço a essa classe, eu sou privilegiado de estar ali, eu tenho capacidade, qualidade e virtude para fazer parte de um determinado grupo’. É como pertencer à sociedade de corte”.</p>		
			<h3>Para além do espelho</h3>		
		<p>O psicanalista e doutor em Filosofia pela PUCRS, Luciano Mattuella, traz uma perspectiva semelhante. Segundo ele, a supervalorização do Eu faz parte da cultura contemporânea. Mas, embora isso seja explicitado através das redes sociais, é algo que sempre existiu. “Sempre precisamos, em toda a história da humanidade, do olhar de um outro que nos constituísse e dissesse de alguma forma quem nós somos. Os outros são os nossos espelhos, nos quais a gente vê a nossa imagem refletida”, explica.&nbsp;</p>
<p>Luciano aponta que, devido a essa supervalorização agora conectada às redes sociais, por vezes cremos que, através dessas ferramentas, somos protagonistas o tempo todo, como se estivéssemos em uma condição de privilégio. “Mas, na verdade, somos todos figurantes. E essa promessa de protagonismo que a rede social produz pode gerar sofrimento, pois faz com que muitas pessoas se sintam como se não estivessem sendo reconhecidas como deveriam ser”, observa. Nesse sentido, ele relata que uma das sensações que surgem para o sujeito é a de estar sempre endividado – não com a própria história ou com a ética, mas com o outro, como se devesse a ele algo que possa ver e reconhecer.&nbsp;</p>
<p>O psicanalista descreve que, apesar da perspectiva de fechamento em si, o fundo histórico e constitutivo da necessidade do olhar do outro prova que, sem ele, não vivemos. Fundamental, ele faz parte do Eu. O almejado é conseguir atravessar essa ideia para se colocar disponível a algumas aberturas: “Com o tempo, o que se espera é que a gente possa lançar esse narcisismo investido na gente para o mundo. Se interessar pelo mundo, mesmo que do nosso ponto de vista, mas pelas outras coisas do mundo”.</p>
<p>Reconhecer a diferença é uma maneira de se distanciar da ideia de que somente o que é igual ao Eu – apenas o que é espelho – é digno de escuta. Isso não implica necessariamente concordar com perspectivas diferentes, mas estar disponível para ouvi-las e conhecê-las. Além desse movimento de escuta do novo e do diverso expandir as percepções para ajudar a “sair da bolha”, também pode trazer menos sofrimento.</p>
<p>Fabio Silva, professor de Jornalismo da UFSM, expressa que o sujeito que se dispõe à interlocução é um sujeito talvez mais preparado e menos sofredor do que o que se indispõe: “Aquele que se dispõe a falar e a ouvir de uma maneira realmente disponível, potencialmente sofre menos do que o sujeito que não se dispõe. Porque o sujeito que não se dispõe não consegue evitar totalmente esbarrar em uma opinião divergente. E se isso traz sofrimento, ele será vítima desse sofrimento”.</p>
<p>Quando a interlocução se dá por meio das redes sociais, é importante estar ainda mais atento. Afinal, segundo Fabio, as interações sociais que se estabelecem por meio da linguagem praticada nessas mídias tendem a ser mais fluidas, menos comprometidas e menos interessadas na existência e até no bem-estar do outro. Como cientista da linguagem e analista do discurso, ele acrescenta: “é uma forma de linguagem mais fragmentada - uma vez que, na maioria das vezes, costuma desprezar o contexto e, consequentemente, perde uma parte significativa e importante da possibilidade de compreensão do que o outro está dizendo”.</p>
<p>Refletir, questionar e dialogar aparecem como importantes caminhos para desviar o possível “fechamento” propiciado pelo maior contato com as redes sociais em um período em que tais meios tanto se expandem. Assim, fica mais fácil encontrar a abertura desejada e desejável através de um bom uso. Afinal, essas três ações permitem a entrada de novas perspectivas e da aceitação da diversidade, de modo que contribuem para que consigamos olhar para o que é diferente do Eu, ao invés de buscarmos apenas o que é igual. Considerar a diferença consiste, inclusive, em reconhecer épocas distintas, movimento importante que fica claro através das contribuições do professor André. Como exprime a significativa frase de Heródoto, historiador grego da Antiguidade, “Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”.&nbsp;</p>
<p>As mídias sociais possuem um número de usuários que equivale a mais do que a metade da população total do mundo. Daí a importância de ter novas compreensões sobre elas e sobre o que, consequentemente, elas podem representar para os indivíduos e a coletividade a curto e longo prazo. Ao fim e ao cabo, é consenso entre os entrevistados: diante de um período tão produtor de sofrimento como o de isolamento social, as redes sociais são importantes ferramentas para a manutenção de rotinas de estudo, trabalho e entretenimento, e para a construção e o fortalecimento de laços sociais. Isto é, em seus fins de abertura. Por meio deles, fica mais fácil reconhecer como se caracteriza o bom uso das redes para cada sujeito e compreendê-las em seu verdadeiro significado: de interligar.</p>
<p>***</p>
<p><i>*Narciso acha feio o que não é espelho" é um verso da música "Sampa", de Caetano Veloso e Gilberto Gil.</i></p><section data-id="ec2bfff" data-element_type="section"><section data-id="6c53c41" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Repórter</strong>: Anna Júlia da Silva, acadêmica de Jornalismo (UFSM campus Frederico Westphalen) e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Ilustrador</strong>: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social</strong>:</i> <i>Samara Wobeto e Eloíze Moraes, acadêmicas de Jornalismo e bolsistas</i></p><p><i><b>Edição de Produção</b>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><b>Edição Geral</b>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um olhar para dentro: do distanciamento social ao autoconhecimento</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/distanciamento-social-e-autoconhecimento</link>
				<pubDate>Mon, 16 Aug 2021 13:40:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[distanciamento social]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sigmund Freud]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8626</guid>
						<description><![CDATA[Em um período propício ao “recolhimento”, olhar para si possibilita o encontro de interpretações mais preparadas para lidar com os antigos, presentes e futuros sentimentos e necessidades]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“Dispersar” pode ser o verbo das ruas. Isso porque ele possui dois principais sentidos: o de “distrair” e o de “espalhar”. Se, antes, o primeiro era o mais evidente, hoje o segundo se destaca. Em um contexto de distanciamento social, a rua já não é mais vista como espaço para se distrair, mas sim para espalhar (o vírus da Covid-19). A redução dessa possibilidade de distração revelou que, se por um lado, as ruas viabilizam a livre circulação de pessoas, por outro, interferem na livre circulação de pensamentos. Afinal, para muitos dos que puderam cumprir o isolamento social, estar em casa significou refletir mais sobre a própria vida. Segundo o psicanalista Paulo Gleich, o maior convívio das pessoas consigo mesmas colocou uma lente de aumento sobre questões que antes eram minimizadas pelo maior número de distrações disponíveis. Dar atenção ao que se evitava pensar significou, para muitos, sofrimento.</p><p>Em <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/brasileiros-buscaram-suporte-profissional-durante-a-pandemia" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a>, o Ministério da Saúde divulgou dados sobre a saúde mental da população brasileira durante a pandemia. Como resultado, no rastreio de transtornos, foi observado 74% de ansiedade na sua forma estado, 26,8% de depressão na sua forma moderada e 12,3% na sua forma grave, bem como 34,8% de transtorno de estresse pós-traumático. Além disso, outras informações do estudo revelam que 29,3% da população procurou ajuda profissional por questões relacionadas à saúde mental, enquanto 34,2% informou que, apesar de não ter buscado suporte, gostaria de ter apoio psicológico, principalmente para lidar com a ansiedade (78%) e o estresse (51,9%). </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/autoconhecimento_capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Recomendações psicossociais e de saúde mental na pandemia têm sido frequentes em sites de órgãos de saúde oficiais. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reconhecendo os impactos da pandemia na saúde mental, elencam em <a href="https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/04/Sa%C3%BAde-Mental-e-Aten%C3%A7%C3%A3o-Psicossocial-na-Pandemia-Covid-19-A-quarentena-na-Covid-19-orienta%C3%A7%C3%B5es-e-estrat%C3%A9gias-de-cuidado.pdf" target="_blank" rel="noopener">cartilha</a> algumas indicações. Eles destacam que, para melhor se adequar à realidade do distanciamento social, um modo de produzir estabilização emocional de forma autônoma é adotar algumas estratégias. Dentre elas, salientam a atenção aos próprios sentimentos e necessidades, que pode favorecer a adaptação aos desafios impostos por este momento. Isso se justifica pela ideia de que observar limites e angústias é um movimento necessário para traçar estratégias de aliviamento. A mesma indicação é feita em um <a href="https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/51996/OPASBRACOVID1920040_por.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="noopener">documento</a> publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).</p><p>Perspectivas como essa, que defendem a observação sobre si mesmo, permitem ressignificar a recorrente queixa de estar “pensando demais”, principalmente neste período que amplia determinadas reflexões. Isso porque abrir espaço para o autoconhecimento é também um convite para pensar mais, afinal, é através do ímpeto de refletir, questionar e dialogar que descobrimos mais sobre nós mesmos. Gleich ressalta: “Em meio a um mal-estar como o que a pandemia provoca, é interessante se propor ao exercício de pensar”. Para auxiliar nisso, campos que estimulam a reflexão, como o da própria Psicanálise e também o da Filosofia, podem ser grandes aliados, ajudando a produzir interpretações sobre o “Eu”.</p>		
			<h3>Vida de interrogação</h3>		
		<p>“O que é o homem?”. O professor de Filosofia da UFSM, Marcelo Fabri, descreve que tudo o que se desenvolveu no percurso filosófico ocidental, mesmo que de modo implícito, foi justamente com o intuito de responder a essa pergunta. A respeito disso, acrescenta: “Sócrates é o exemplo mais notável. Ele não oferece uma definição explícita do homem, mas insiste que a vida filosófica é vida de interrogação”. Portanto, o interesse da área é instigar o pensamento, dispondo de perguntas como principal ferramenta para buscar entender o Eu.</p><p>Essa perspectiva, além de apaziguar o “pensar demais”, também ajuda a pacificar a angústia da incerteza, tão presente neste período de pandemia. Isso porque propõe enxergar a dúvida não mais como algo que para, mas que movimenta. Afinal, questionar e refletir permite facilitar o reconhecimento de posicionamentos, desejos e caminhos pessoais. Desse modo, é possível visualizar a si com mais clareza e agir a partir disso.</p><p>Em um período propício ao “recolhimento”, a busca pelo Eu se torna ainda mais disponível e vantajosa. Fabri expressa que “só há um caminho que nos leva à pergunta por nós mesmos: valorizar o que nos pertence absolutamente, isto é, nossa consciência, a vida psíquica que nos permite o recolhimento em nós mesmos para descobrir o que efetivamente nos pertence e quais as nossas potencialidades”. Logo, podemos entender que, além de pressupor questionamentos e reflexões, o autoconhecimento também requer a valorização da consciência. </p>		
			<h3>A consciência da não-consciência</h3>		
		<p>O consciente e o inconsciente, termos fundamentais para a Psicanálise, são determinantes para a construção do Eu. Considerando isso, Paulo Gleich distingue duas formas de pensar o encontro consigo: através do “autoconhecimento” e do “autodesconhecimento”. Enquanto a primeira perspectiva é limitada e contempla somente o consciente, a segunda é ilimitada e contempla o inconsciente. “Autoconhecimento todo mundo tem, em alguma medida. Quando perguntam ‘quem é você?’, há algumas coisas para responder sobre isso. Mas o autoconhecimento que interessa à Psicanálise é o ‘autodesconhecimento’. O quanto, na verdade, sem saber, conhecemos muito pouco acerca de nós mesmos”, explica.</p><p>O que o psicanalista faz é um convite à saída do senso comum. Fora dele, descobrimos que o autoconhecimento tem limites e que, por isso, há muito sobre nós que não conhecemos e que, inclusive, nunca sequer entenderemos. “Autodesconhecimento é reconhecer a dimensão do inconsciente. A gente não consegue tornar o inconsciente consciente, mas é possível saber que ele existe, prestar atenção a ele e dar espaço a ele. E isso paradoxalmente é um certo tipo de consciência e autoconhecimento”, aponta Gleich.</p><p>Compreender essa barreira nos permite refletir e questionar muito mais, explorando o Eu com maior profundidade. Ao assumir que o desconhecimento é infinito, há uma abertura verdadeira para as perguntas sobre nós mesmos, que são capazes de expandir nossos pensamentos e a nossa experiência de vida - sobretudo neste período conflituoso. Cercados por tantas incertezas, admiti-las é o primeiro passo para, então, acolhê-las. Pois falta de certeza é dúvida. E é a partir de perguntas que encontramos respostas.</p>		
			<h3>Saída do senso comum</h3>		
		<p>Gleich expressa que a ideia que existe no senso comum quando se fala em autoconhecimento é de um conhecimento do Ego. Essa palavra, recorrente tanto no campo da Psicanálise quanto da Filosofia, vem do latim e se traduz como “Eu”. Na teoria psicanalítica, o Ego faz parte do nosso aparelho psíquico e tem a função essencial de lidar com a realidade externa.</p><p>Nas palavras do psicanalista, o Ego é um conjunto de verdades no qual nos apoiamos para nos apresentarmos ao mundo: “o problema da ideia do autoconhecimento voltada somente para o Ego [do senso comum] é que ela deixa de fora tudo aquilo que o Ego desconhece ao criar todas essas verdades para si próprio”.</p><p>Mais frequente, essa perspectiva é a que costumamos tomar para nos descrever de um modo mais vago. “O Ego é como a roupa que a gente veste para sair na rua. É ‘eu sou assim’, ‘eu tenho tais características’. O problema do Ego é que a gente tende a confundir essa roupa que a gente precisa vestir, como se ela fosse a nossa própria pele”, explica. </p><p>Para ele, como uma roupa, o Ego nos apresenta, nos expõe e nos protege. Ele é tão fundamental quanto superficial. Afinal, através da apresentação e exposição, o sujeito diz quem é, mas diante da proteção excessiva se vê incapaz de entender o porquê de ser: “O Ego é uma falsa ideia de autoconhecimento. Ao se questionar, esse primeiro autoconhecimento se desmancha e a pessoa percebe que não sabe de muita coisa”.</p><p>Para sair do senso comum, é preciso estar disposto a “pensar demais”, ou, pelo menos, “pensar mais”, para ir além do que é habitual. Avançar nesse sentido requer reflexão e questionamento acerca do que é desconhecido. “Esse tipo de autoconhecimento, que parte do autodesconhecimento, permite pensar, enxergar e sentir coisas que o autoconhecimento do Ego, que é muito cheio de certezas, não permite. Então ele amplia a experiência de vida de uma pessoa”, sustenta Gleich.</p><p>Logo, para o psicanalista, se desfizermos alguns “nós” da “roupa do Ego”, tornamos as perspectivas sobre o Eu mais ricas: “Poder implodir esse autoconhecimento que restringe e limita é uma forma de autoconhecimento que vai em direção ao autodesconhecimento. E essa é uma grande vantagem, eu penso, em relação a uma vida empobrecida pela estreiteza de algumas certezas, ideias e sensações”.</p>		
			<h3>Refletir, questionar e dialogar</h3>		
		<p>A palavra “demais” pode representar excesso – exagero – ou demasia – intensidade. Quando o sentido que damos à expressão “pensar demais” parte do excesso, ele pode receber e revelar um tom negativo de algo que requer atenção. Mas quando significamos a partir da demasia, entendemos a importância de “pensar demais”. Afinal, pensar em autoconhecimento sob a perspectiva da Filosofia e da Psicanálise é “pensar demais”, visto que sugere pensar intensamente e sobre um raciocínio que, em sua totalidade, não tem fim. </p><p>Segundo André Oliveira Costa, “‘o pulso ainda pulsa’. Estamos o tempo todo em movimento, sem cessar. O autoconhecimento nunca vai se fechar”. O professor convidado do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFSM é autor do artigo “<a href="https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/view/3594" target="_blank" rel="noopener">A construção do Eu nas narrativas de vida</a>”, com participação de Karen Worcman. Na pesquisa, o foco é a constituição do Eu e o modo como a produção de uma narrativa de vida pode significar, para quem narra, o exercício de construção.</p><p>Ao analisarem relatos, os autores não colocam o “fato” por trás da história narrada como ponto principal. O foco é o próprio indivíduo e a forma como lida com sua memória e produz o seu relato individual a partir dela. O que importa é a organização e tradução que se faz, para o outro, daquilo que se viveu e conheceu. Além da pesquisa minuciar ainda mais a construção do Eu, ela também conversa, de certo modo, com as perspectivas de Marcelo Fabri e Paulo Gleich, ao passo que destaca a importância do diálogo.</p><p>Para Marcelo Fabri, a vida implica o contato entre os sujeitos, que gera o diálogo e o confronto necessários para tentar responder à questão “quem é o homem?”. O contato que Paulo Gleich considera importante nesta busca é, em especial, o da análise, através da fala e da escuta que, com tempo, atenção e dedicação, trazem efeitos à descoberta pessoal. Refletir, questionar e dialogar. Essas são as principais palavras para ressignificar o “pensar demais” e, também, para considerar o autoconhecimento – ou autodesconhecimento. </p><p>A lente de aumento colocada sobre o Eu, durante a pandemia, permitiu que muitos saíssem da distração para a atenção e, assim, dessem o primeiro passo em direção a uma busca por um entendimento de si. Sem fim, o autoconhecimento também não se limita a esse período, mesmo que represente uma maneira de atravessá-lo. </p><p>Contemplar perspectivas que sugerem reflexão, como as que André Costa, Marcelo Fabri e Paulo Gleich expressam - do contato com a Filosofia e a Psicanálise - pode originar uma série de descobertas. Essas, por sua vez, não dizem só sobre o presente, mas sobre o passado e, de certo modo, influenciam o futuro. Segundo Paulo Gleich: “Sei, pelos testemunhos de muitos colegas e pela minha própria prática clínica, que muitas pessoas procuraram ajuda nesse momento. Embora algumas delas tenham alegado as questões da pandemia, com um tempo de trabalho [de análise] elas vão poder se ocupar das questões que, na verdade, já estavam lá muito antes, mas que a situação de isolamento empurrou para um aumento de sintomas”.</p><p>O recolhimento e o conhecimento interno não prometem estancar sofrimentos, mas possibilitam encontrar interpretações mais preparadas para lidar com os antigos, presentes e futuros sentimentos e necessidades. Aqui, considerando em especial aqueles que foram, estão sendo ou serão despertados durante a pandemia. Logo, esses movimentos podem ser alternativas para responder, inclusive, a uma das estratégias de enfrentamento dos impactos negativos do distanciamento social elencadas pela Fiocruz, que consiste em dar atenção a si e observar limites e angústias com o fim de aliviamento. Outras recomendações da instituição envolvem realizar exercícios cognitivos, cursos online e leitura, buscar conteúdos e práticas que reestabeleçam a confiança em si mesmo, realizar exercícios físicos e de relaxamento, participar de grupos de apoio online ou buscar apoio especializado. </p><p>Enquanto a pandemia de Covid-19 ainda é uma realidade, as ruas não perdem por completo o verbo “dispersar” – afinal, o sentido de “espalhar” (o vírus) permanece presente. Porém, reconhecer a importância de se manter atento já é uma forma de contrariar o sentido de “distrair” – e, com isso, permitir a entrada de uma série de importantes percepções e interpretações sobre o Eu e sobre o mundo.</p><section data-id="6c53c41" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Repórter</strong>: Anna Júlia da Silva, acadêmica de Jornalismo (UFSM campus Frederico Westphalen) e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Ilustrador</strong>: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social</strong>:</i> <i>Samara Wobeto e Eloíze Moraes, acadêmicas de Jornalismo e bolsistas</i></p><p><i><b>Edição de Produção</b>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><b>Edição Geral</b>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como as relações de amizade foram afetadas na pandemia?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-relacoes-de-amizade-foram-afetadas-na-pandemia</link>
				<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 13:01:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8546</guid>
						<description><![CDATA[Artigo analisa como fatores sociodemográficos e emocionais estão associados à tolerância nas relações afetivas durante o distanciamento social]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A amizade é uma forma de afeto e reciprocidade entre as pessoas. É um relacionamento íntimo, no qual as duas partes buscam entre si lealdade, companheirismo, carinho e conexão. Ainda, é um tema muito explorado em produções audiovisuais e impressas - como, por exemplo, nos gibis da Turma da Mônica, do cartunista e escritor brasileiro Maurício de Sousa, os quais retratam a cumplicidade na infância. Também pode-se citar a série norte-americana Friends, que mostra a vida de seis amigos e, sobretudo, as relações afetivas entre eles.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diante disso, construir e manter conexões interpessoais é essencial para se enfrentar momentos difíceis, pois saber que existem pessoas nas quais podemos confiar e compartilhar pensamentos diminui os níveis de tristeza, de angústia e o sentimento de solidão. Assim, <strong>será que as relações de amizades foram afetadas em decorrência da pandemia do coronavírus?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8547,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/capa_materia_amizades_pandemia_esta-1024x668.jpg" alt="Ilustração colorida na horizontal. Uma mulher está sentada na frente de um computador, usando um fonte de ouvido  microfone. No topo da imagem, três telas com diferentes pessoas são representadas referentes à uma chamada de vídeo. " class="wp-image-8547" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além de gerar uma crise sanitária, a pandemia da Covid-19 também trouxe consequências <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/desigualdade-fator-risco-covid-19/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sociais</a>, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-analisa-impactos-socioeconomicos-da-pandemia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">econômicas</a>, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/crise-credibilidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">políticas</a> e para a&nbsp; <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/distanciamento-fisico-saude-mental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde mental</a> dos indivíduos. O distanciamento social, o medo e as incertezas relacionadas a uma provável contaminação ou às possíveis mortes de amigos e de entes queridos são fatores que causam altos níveis de estresse e de ansiedade na população. Além disso, mudanças drásticas no estilo de vida individual e em sociedade, como a queda ou até mesmo a perda do poder econômico, a diminuição na qualidade e na quantidade das refeições, o colapso no sistema de saúde e um cenário político conturbado, como é o caso do Brasil, também abalam o psicológico dos sujeitos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/53180/html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em estudo publicado pela Revista de Enfermagem</a> da Universidade Federal de Santa Maria, em novembro de 2020, pesquisadores analisaram a associação dos fatores sociodemográficos e emocionais ao nível de tolerância nas relações de amizade na pandemia pela Covid-19. Para realizar a pesquisa, foram aplicados questionários nas plataformas sociais Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram a 5291 pessoas das cinco macrorregiões brasileiras entre junho e julho de 2020. Também foi utilizado o Instrumento de Avaliação da Tolerância nas Relações de Amizade (ATRA) para entender como a tolerância nas amizades é percebida pelas pessoas, quais são essas tolerâncias e por que elas acontecem. A “tolerância” diz respeito à presença e à aceitação de uma diferença nas relações sociais. Isso não significa, porém, concordar totalmente com as opções e opiniões do outro, mas sim aceitar o direito do outro ser quem é.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No ATRA, 21 afirmações como ‘Já mantive/mantenho relações por comodidade’, ‘Aceito brincadeiras excessivas que meus amigos fazem comigo’ e ‘Quando há brigas eu sou o(a) que busca reconciliação’ foram expostas aos respondentes e eles precisavam marcar, para cada frase, se concordavam totalmente; concordavam parcialmente; não concordavam nem discordavam; discordavam parcialmente; ou discordavam.<strong> </strong>De acordo com o enfermeiro e professor Iel Marciano de Moraes Filho, mestre em Ciências Ambientais e Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e um dos autores do artigo, o ATRA “foi elaborado com o objetivo de desvendar as características das relações interpessoais, especificamente em relação à tolerância nas amizades”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3><strong>Qual a relação dos fatores sociodemográficos com a amizade?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Características sociodemográficas estão ligadas a atributos como faixa etária, gênero, local de residência, etnia, raça ou cor, nível de escolaridade e renda. Por isso, o primeiro questionário realizado para o estudo foi em relação a esses dados. Já o segundo envolvia perguntas afetivas:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8548,"width":768,"height":358,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/capa_instagram_amizades-02-1024x477.png" alt="Ilustração colorida na horizontal. Fundo branco com apenas uma tela de celular virada no sentido horizontal. Dentro dela, estão algumas das questões levantadas pelo estudo. " class="wp-image-8548" width="768" height="358" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O enfermeiro graduado pela UFSM, Rodrigo Marques da Silva, pós-doutor em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e co-autor do estudo, destaca quais resultados sobre a análise dos fatores com as relações de amizade mais lhe chamaram a atenção: “Pessoas que continuaram trabalhando e com uma renda maior tendem a manter as relações laborais mesmo no âmbito on-line e o padrão financeiro estável mesmo nas condições de pandemia. Isso contribuiu positivamente para a tolerância nas relações praticadas com amigos e familiares neste período de isolamento.”.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro resultado interessante foi que indivíduos com maior escolaridade apresentam menores níveis de tolerância nas relações de amizade. O dado encontrado se opõe à maioria das pesquisas anteriores sobre o assunto. No artigo, os pesquisadores citam outros estudos, como <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/epp/v11n2/v11n2a06.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“A influência da idade e da escolaridade sobre a experiência empática de adultos”</a>, que verifica como a vivência universitária exerce impacto sobre aspectos sociais, técnicos, cognitivos e afetivos dos estudantes - ou seja, tornam-se adultos que desenvolvem melhores desempenhos empáticos e sociais em relacionamentos diversos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Vale ressaltar também as limitações do estudo, visto que o artigo não abrange todos os estratos sociais e etários da população brasileira. Ademais, a falta de pesquisas com essa abordagem na bibliografia científica dificultou uma maior discussão sobre o tema proposto. Nesse contexto, os autores sugerem a realização de outros estudos para analisar as especificidades de cada macrorregião durante a pandemia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3><strong>Reconexão de afetos</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os resultados ainda mostram que 3863 dos participantes da pesquisa acreditam que ocorreu mudanças nas relações de amizade desde o início da quarentena. Contudo, as modificações não necessariamente são no sentido negativo, pois, mesmo distante fisicamente, o meio virtual conseguiu ser uma maneira de aproximação. Iel Marciano de Moraes Filho salienta que os indivíduos consideraram satisfatória a tolerância de amizade no ambiente domiciliar, em razão de os amigos e de os familiares ajudarem a superar tensões vivenciadas durante o período de distanciamento social.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, ficar em casa funcionou como uma forma de reconectar afetos familiares. “Em um momento tão difícil que está ocasionando tantos desequilíbrios de características psicossociais, o apoio social de pessoas queridas como os familiares e amigos é de fundamental importância para o enfrentamento dos efeitos devastadores deste mal que nos acomete”, afirma o docente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por fim, o suporte das pessoas próximas é necessário para o enfrentamento do coronavírus, mas a assistência psicológica não pode ser deixada de lado. No término do artigo, os autores destacam a importância de se adotar políticas e programas na área da saúde que considerem os aspectos econômicos e as novas formas de convívio como fatores que afetam a saúde física e mental das pessoas. Nesse sentido, tais políticas públicas devem proporcionar uma melhoria nos suportes psicológicos - tanto individuais, quanto coletivos - à população.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sobre o artigo:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Título:</strong> <a href="https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/53180/html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fatores sociodemográficos e emocionais associado à tolerância nas relações de amizade na pandemia de Covid-19</a>&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Onde foi publicado?</strong> Revista de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Autores:</strong> Iel Marciano de Moraes Filho, Thais Vilela de Sousa, Francidalma Soares Sousa Carvalho Filha, Jaiane de Melo Vilanova e Rodrigo Marques da Silva.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":18} -->
<div style="height:18px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Expediente</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária da revista Arco</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Ilustração:</strong> <em>Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</em></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Mídia Social:</strong> <em>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</em></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Editora de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb <em>e Maurício Dias,</em> jornalista</em>s</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM analisa impactos socioeconômicos da pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-analisa-impactos-socioeconomicos-da-pandemia</link>
				<pubDate>Mon, 31 May 2021 12:37:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[observatório]]></category>
		<category><![CDATA[observatório socioeconômico]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8476</guid>
						<description><![CDATA[O Observatório Socioeconômico da Covid-19 da universidade tem como objetivo informar a comunidade sobre a realidade brasileira e promover reflexões sobre o futuro do país]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Março de 2020: a Organização Mundial da Saúde decreta que estaríamos enfrentando uma pandemia de Covid-19. Já presente no<a href="https://science.sciencemag.org/content/369/6508/1255" target="_blank" rel="noopener"> Brasil</a> desde fevereiro do mesmo ano, não levou muito tempo até ser evidente que o novo coronavírus seria a causa de uma crise no âmbito da saúde pública no país. Ainda assim, essa não era a única preocupação que assolava a população brasileira e diversos estudos têm buscado entender outra questão fundamental: quais seriam os impactos socioeconômicos desta pandemia?</p><p>Foi a partir disso que os professores Nelson Guilherme Machado Pinto e Daniel Arruda Coronel idealizaram o “<a href="https://www.ufsm.br/coronavirus/socioeconomico/" target="_blank" rel="noopener">Observatório Socioeconômico da COVID-19</a><b>: Uma análise do impacto da pandemia em questões econômicas e sociais por meio de uma perspectiva estadual, regional e nacional” </b>(OSE). O projeto faz parte do Grupo de Estudos em Administração Pública, Econômica e Financeira (GEAPEF) da UFSM, coordenado pelos dois, e é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).</p><p>Além de mapear e divulgar dados referentes aos impactos socioeconômicos da realidade do estado, das macrorregiões e da economia do país como um todo, ele tem como objetivo promover reflexões – dentro da academia e para a comunidade - a partir de análises de conjuntura e de estudos e discussões que tratam dos mais diversos aspectos da vida dos brasileiros. Para isso, o OSE conta com a colaboração de pesquisadores da UFSM, da UFV (Universidade Federal de Viçosa), da Unipampa, da Universidade de Lisboa, e da IMED-Passo Fundo.</p><p>Juntamente aos coordenadores, a equipe é formada por nove pessoas da área executiva – que tem a finalidade de colocar em prática as decisões colegiadas dos membros das instituições participantes -, e 24 pessoas da área operacional – composta pelos bolsistas do projeto, alunos de graduação, mestrado e doutorado da UFSM, responsáveis pela coleta e atualização dos dados e do site, entre outras questões.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/Observatorio_Capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>O combate à desinformação</b></p><p>De acordo com um<a href="https://secure.avaaz.org/campaign/po/brasil_infodemia_coronavirus/" target="_blank" rel="noopener"> estudo</a> da Avaaz - uma comunidade de mobilização online -, sete a cada 10 brasileiros (73%) entrevistados acreditaram em, pelo menos, um conteúdo falso sobre a pandemia de Covid-19. Esses dados foram os mais preocupantes comparados aos dos outros dois países envolvidos na pesquisa – Estados Unidos e Itália - que obtiveram, respectivamente, porcentagens de 65% e 59%. A pesquisa, que foi conduzida virtualmente, contou com pessoas entre 18 e 65 anos, tendo 2001 participantes no Brasil, 2002 na Itália e 2000 nos Estados Unidos, e chegou à conclusão de que a principal fonte de informações falsas viriam de redes sociais.</p><p>O combate à desinformação também é uma das preocupações do Observatório Socioeconômico da Covid-19, segundo Daniel Coronel - doutor em Economia Aplicada e coordenador do projeto -, na medida em que uma questão fundamental que norteou as ações do grupo foi fornecer informações sólidas, de maneira didática e transparente: “Esse foi um dos principais pontos. Até por isso umas das seções do site visa trazer decretos, leis e informes oficiais dos governos brasileiro e do Estado do Rio Grande do Sul para que a população possa ter acesso claro, preciso e sem assimetrias dessas informações, bem como análises técnicas e com acuidade sobre os impactos desta pandemia nas principais variáveis econômicas e sociais, corroborando também para a diminuição das <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/isso-e-fake-news/" target="_blank" rel="noopener"><i>fake news</i></a>, as quais contribuem para a desinformação e a fragmentação da sociedade.”</p><p>Para Andressa Pettry Müller, doutoranda em Administração pela UFSM e membro da equipe operacional do projeto, esse aspecto é um dos que representam a importância do OSE. O projeto, ao proporcionar uma maior segurança e agilidade na divulgação de informações que afetam a realidade dos brasileiros, destaca o acesso à informação como um direito legal de todo cidadão: “No momento que estamos vivenciando, as pessoas estão à procura de informações, para saber o que está acontecendo, como devem proceder, precisam de um aparato que lhes traga conhecimento e também que dê segurança quanto à veracidade dos dados. Assim, um projeto como o OSE se mostra de extrema relevância para toda a sociedade, pois traz, de forma transparente, diversas informações que são pertinentes para serem utilizadas por indivíduos, por governantes, por empresas, a fim de identificar o cenário que está sendo vivenciado, podendo ser estimados contextos que podem vir a ocorrer, além de inteirar os mesmos de questões de extrema relevância, como a quantidade de respiradores e UTI’s, por exemplo, que o município ou o estado que a pessoa reside possui.”</p><p>Além de desenvolver pesquisas e oferecer suporte para os demais membros da equipe operacional, uma das tarefas da Andressa é a coleta de dados. No site do OSE, há uma sessão que oferece perspectivas municipais – com variáveis mensais e acumulativas do número de habitantes, do total de repasse do Programa de Apoio Financeiro a estados e municípios, da receita total arrecadada, da despesa empenhada, da quantidade de respiradores existentes, do uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS) e das Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) -; estaduais – com tabelas referentes a trabalho e emprego, a desemprego e seguro-desemprego, a empresas constituídas e extintas, a quantidade de respiradores, a criminalidade e a índices de atividade econômica e avaliação de mercado - ; e nacionais – referentes a trabalho e emprego, ao desemprego e ao seguro-desemprego, a inflação IPCA, ao Salário Mínimo Real, à taxa Selic e Câmbio, ao Rendimento Médio da População, aos respiradores e leitos de UTI, ao PIB mensal, e a indicadores econômicos e empresariais. </p><p><b>A responsabilidade do poder público</b></p><p>A disponibilização desses dados e a elaboração de análises feitas pelo projeto também tem como objetivo subsidiar políticas públicas que combatam os efeitos negativos da pandemia no Brasil. Entre os diversos temas trazidos através das análises de conjuntura propostas pelo grupo, está o papel e a importância de medidas como a disponibilização de auxílios durante o período em que vivemos. Um exemplo é o texto “<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/820/2020/05/An%C3%A1lise-de-Conjuntura-02.pdf">Ampliação do programa Benefício de Prestação Continuada (BPC): essencial para amenizar a pobreza e urgente em tempos de pandemia</a>”, de autoria da doutora em Economia Aplicada e professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, Kalinca Léia Becker. </p><p>Em sua análise, Kalinca comenta de maneira favorável sobre as medidas de flexibilização do limite de renda familiar per capita para acessar o Benefício de Prestação Continuada. Ainda, ela retoma um tema já<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/desigualdade-fator-risco-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"> comentado</a> na revista Arco, o auxílio emergencial – na época do texto da pesquisadora, ainda em R$600 -, o qual,  de acordo com a Organização das Nações Unidas, tirou temporariamente 32% da população da situação de extrema pobreza. Porém, mesmo naquele momento, o valor da cesta básica já se encontrava maior do que o valor oferecido pelo governo – cerca de R$654, em janeiro de 2020, de acordo com o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-02/dieese-custo-da-cesta-basica-sobe-em-janeiro-em-13-capitais">Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)</a> – e os principais reflexos da perda de renda das famílias foram no âmbito da alimentação.</p><p>“O auxílio emergencial é uma medida importante para amenizar os efeitos imediatos do desemprego. Porém, no médio prazo, tem efeitos deletérios sobre o orçamento público no caso de queda na arrecadação ocasionada pela diminuição da atividade econômica. As restrições da atividade econômica geram desemprego, diminuem a arrecadação e a oferta, pressionando os preços”, comenta Kalinca.</p><p>Em 2021, houve a criação da Medida Provisória nº 1.039, publicada em março, a qual reduziu o valor do auxílio para R$250, em média. Esse corte, juntamente com o aumento dos preços dos produtos de subsistência no mercado - o preço dos alimentos subiu 15% em 12 meses de pandemia, segundo dados do <a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">IBGE</a> de março – torna a situação socioeconômica do país ainda mais preocupante. </p><p>Segundo a professora, a redução dos impostos em produtos de alimentação básica é uma alternativa viável e importante. “Os impostos são em torno de 30% do valor, dependendo do produto, o que poderia ser consideravelmente reduzido. A principal consequência negativa é a queda na arrecadação, porém, a medida justifica-se por beneficiar, principalmente, a população de baixa renda, além de incentivar a demanda por outros produtos, uma vez que uma parcela menor do orçamento fica comprometida com a alimentação básica, incentivando a atividade econômica.”</p><p>No sentido de políticas públicas, o auxílio emergencial se coloca como uma solução a curto prazo, “são necessárias ações e incentivos direcionados para o retorno seguro da atividade econômica, capazes de gerar emprego e renda para a população. Quanto às políticas de renda, essas devem ser desenhadas com mecanismos para que a pessoa consiga alcançar autonomia para sair do programa, como por exemplo, o Bolsa Família [...] criando incentivos para que, no longo/médio prazo, as famílias saiam da situação de pobreza e deixem de depender do programa. Ao reduzir o número de famílias beneficiárias, é possível aumentar os recursos para aqueles que recebem o benefício, melhorando o atendimento.”.</p><p>Assim, também entra o papel do Observatório Socioeconômico da UFSM, para Daniel Coronel, “O OSE, juntamente com as universidades, os institutos de pesquisa e demais órgãos, visa contribuir para a construção do conhecimento e informações precisas para subsidiar os formuladores de políticas públicas. Além disso, o observatório objetiva que a sociedade, consciente de seu papel de protagonista das decisões políticas e de suas responsabilidades, possa cobrar e fiscalizar as políticas públicas visando mitigar os efeitos deletérios desta pandemia. Esperamos que, com esta pandemia, os agentes políticos, a sociedade civil e os demais atores sociais valorizem o papel das universidades e institutos de pesquisa para a construção do conhecimento, para a transferência de tecnologia e para o desenvolvimento econômico e sustentável”. A ideia do grupo é lançar um livro, ainda em 2021, com o objetivo de deixar um registro para a sociedade das ações e dos materiais desenvolvidos pelo projeto.</p><p><b><i>Expediente</i></b></p>
<p><b><i>Repórter:</i></b><i> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p>
<p><b><i>Ilustrador:</i></b><i> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p>
<p><b><i>Mídia Social:</i></b><i> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p>
<p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco entrevista Ricardo Timm de Souza sobre necropolítica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-ricardo-souza-necropolitica</link>
				<pubDate>Thu, 13 May 2021 13:31:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[necropolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6597</guid>
						<description><![CDATA[O professor, que participará de uma live promovida pelo Migraidh, conta como o termo se aplica na realidade em que vivemos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Desde 2020, o termo necropolítica tem se popularizado nas redes sociais, ao se referir à ineficácia do poder público em conter os avanços da pandemia do novo coronavírus. Proposto originalmente pelo filósofo camaronês Achille Mbembe, necropolítica ou política de morte é o poder do Estado de determinar, através de um conjunto de políticas de controle social, quem pode viver e quem deve morrer. A morte de alguns grupos, que estão expostos a riscos o tempo todo, teria sido normalizada e considerada aceitável socialmente. Mbembe argumenta que os Estados utilizam do poder para criar zonas de morte. O debate sobre necropolítica também é constantemente relacionado à segurança pública no Brasil para expor operações policiais em comunidades marginalizadas..</p><p>Nesse contexto, o grupo de pesquisa, ensino e extensão “<a href="https://www.ufsm.br/grupos/migraidh/" target="_blank" rel="noopener">Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional – Migraidh/Cátedra Sérgio Vieira de Mello”</a>, da UFSM, promoverá uma live sobre o tema "Inclusão e encontro com o outro em tempos de necropolítica”. O evento é o primeiro dos três encontros estaduais no âmbito da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos (ReBEDH) do Rio Grande do Sul.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/capa-materia-necropolitica-1024x684.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>O professor de filosofia pela PUCRS, Ricardo Timm de Souza, participará de live sobre necropolítica promovida pelo Migraidh. </figcaption>
										</figure>
		<p>A conversa terá a participação de Ricardo Timm de Souza, professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e de Marina Dermmam, ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul. A mediação será de Giuliana Redin, professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSM e coordenadora do Migraidh. A live acontecerá no dia 17 de maio, às 19h, e será transmitida pelo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jMFm1nILL2Q" target="_blank" rel="noopener">canal do Migraidh no YouTube</a>. O diálogo é aberto, mas disponibilizará certificado para aqueles que se inscreverem neste <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScW-Wbd8CmHT-eNuIwpqdC4oeJVPm7x5hXNoEF0Ey1GpHO26Q/viewform" target="_blank" rel="noopener">link</a>. </p><p>Giuliana Redin ressalta a importância de discutir o assunto: “A live parte do pressuposto da inclusão e do encontro com o outro como um dos maiores desafios neste contexto de tentativa de anulação das diferenças, de aprofundamento das relações de opressão, baseadas na classe, raça e gênero. A pesquisadora considera que o evento será um espaço de reflexão, mas também “uma  forma de resistência e ação em direção a uma cultura da vida, da democracia e dos direitos humanos”. </p><p>Através da produção de conhecimentos e estímulo ao pensamento crítico, a universidade se apresenta como um espaço de defesa da democracia. “É por meio do pensamento crítico que se pode avançar em uma sociedade democrática, inclusiva e com justiça social. Sobretudo, a universidade pública é quem pode garantir a democratização da educação superior, a produção do conhecimento e possibilitar o agir público”, afirma Redin.</p><p>Para entender mais sobre necropolítica e como esse conceito se relaciona com a sociedade, a Revista Arco conversou com o professor Ricardo Timm de Souza. Ele possui graduação e mestrado em filosofia pela PUCRS e doutorado também em filosofia pela Universidade Albert Ludwig de Freiburg, na Alemanha. É autor de 27 livros e atua em diversas áreas, tais como filosofia latino-americana,  ética ambiental, ética animal, filosofia da história, biopolítica, necropolítica, necroética, crítica da idolatria, filosofia política e justiça.</p><p><b>ARCO: Em quais situações o conceito de necropolítica se aplica na sociedade?</b></p><p>O conceito de necropolítica - ao mesmo tempo uma derivação e uma ampliação do escopo das questões de biopolítica desenvolvidas especialmente por Foucault e Agamben desde a influência de Benjamin - traz à vista uma quantidade de situações nas quais se percebe uma passagem do tradicional "controle dos corpos" a uma situação de "não mais... vigiar e punir, mas vigiar e aniquilar", nas precisas palavras de Grégoire Chamayou. Este conceito tem sido difundido por Achille Mbembe, com muito proveito para a análise da atual situação contemporânea no mundo e no Brasil em particular. Todas as situações nas quais há a aniquilação de pessoas, de grupos, de minorias - e também de biomas, animais e bens culturais, sociais e da vida em geral (tudo isto expressões de Eros) - traduzem de algum modo uma lógica necropolítica.</p>		
												<img width="1024" height="734" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/box-biopolitica-1024x734.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>ARCO: Além de trabalhar com o conceito de necropolítica, você também utiliza o conceito de necroética. Como eles se relacionam?</b></p><p>A necropolítica é uma situação ampla que qualifica uma geopolítica, um plano maior, societário ou comunitário de controle e aniquilação; a necroética é como as decisões e ocorrências necropolíticas acontecem de fato na ponta, ou seja, em cada situação individual e inconfundível do agir com respeito - no caso - a um alvo específico. Este conceito permite que se conecte mais facilmente, por exemplo, o sentido de um extermínio de uma comunidade específica com o incêndio no Pantanal e o incêndio do Museu Nacional, fatos aparentemente dissociados entre si.</p><p><b>ARCO: Recentemente, deputados do parlamento europeu defenderam que o poder executivo brasileiro deveria ser responsabilizado por omissão na gestão da epidemia de Covid-19 no país. Como o contexto em que vivemos pode ser analisado a partir da necropolítica? </b></p><p>Trata-se, no caso brasileiro, de um exemplo típico de estratégia necropolítica: as ações necroéticas não necessitam ser eloquentemente ativas à visão geral, como atear fogo na floresta ou dizimar um grupo específico de pessoas: podem ser igualmente "passivas", como no caso em questão, e obterão resultados semelhantes. Como já dizia Brecht, "existem muitas formas de matar - enfiar uma faca em alguém, deixar morrer de fome, deixar morrer por doenças, negar os direitos básicos... Só a primeira forma é punida em nossas sociedades."</p>		
												<img width="1024" height="735" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/definicao-necropolitica-1024x735.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>ARCO: Na operação policial realizada no dia 6 de maio na zona norte do Rio de Janeiro, que ficou conhecida como a “Chacina do Jacarezinho”, ocorreram 28 mortes - sendo que ao menos 13 pessoas não eram investigadas na operação.  Como o conceito de necropolítica se relaciona com questões de raça, classe e gênero?</b></p><p>Cada dimensão que se configure como o "outro" - em relação ao poder hegemônico - significa uma ameaça potencial a este poder, incapaz de lidar com a diversidade, pois se constitui como necessariamente totalizante. Quando este outro reivindica necessariamente uma posição própria, esta ameaça ao “status quo” se torna iminente e, portanto, será criada uma linguagem legitimadora de afastamento simbólico da ameaça - "eram todos bandidos". No caso específico, temos como complicador a situação das milícias no Rio de Janeiro, crescentemente ousadas em suas ações por exemplos que "vêm de cima". O todo significa uma situação necropolítica vigente há bastante tempo, mas que se acirra muito nos últimos tempos.</p><p><b>ARCO: Para finalizar, como o tema vai ser abordado durante sua fala no evento? Você trará exemplos da aplicação do conceito na sociedade?</b></p><p>A ideia é tentar evidenciar como a análise da idolatria nos permite compreender os veios subterrâneos da sociedade atual, as dimensões ocultas que definem de fato o viver e o morrer nesta época disfórica na qual vivemos. Por isso, pretendo ilustrar cada passo com exemplos hauridos das dinâmicas sociais imediatas, pois este - a vida que vivemos e sobrevivemos - é o que dá sentido a uma tal análise.</p>		
												<img width="1024" height="735" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/olho2-1024x735.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><strong><em>Expediente</em> </strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><b>Fotografia:</b> Divulgação/Instituto CPFL </i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ciclo de Palestras em Estudos de Gênero inicia nesta sexta-feira (28)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/08/26/ciclo-de-palestras-em-estudos-de-genero-inicia-nesta-sexta-feira-28</link>
				<pubDate>Wed, 26 Aug 2020 18:56:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[estudo de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[humanidades]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=53427</guid>
						<description><![CDATA[Nesta semana inicia o I Ciclo de Palestras do Curso de Especialização em Estudos de Gênero da UFSM, com objetivo de qualificar a formação e expandir o debate na área a partir da interlocução com pesquisadores e pesquisadoras de todo o país. O primeiro evento será no dia 28 de agosto, às 19h, e tem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p> Nesta semana inicia o I Ciclo de Palestras do Curso de Especialização em Estudos de Gênero da UFSM, com objetivo de qualificar a formação e expandir o debate na área a partir da interlocução com pesquisadores e pesquisadoras de todo o país. O primeiro evento será no dia 28 de agosto, às 19h, e tem como convidada Miriam Adelman, que abordará o tema “Teoria feminista e sociologia contemporânea:  décadas de mudança”. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Miriam é professora sênior dos programas de pós-graduação em Sociologia e Letras da UFPR, com  trabalhos publicados nas áreas de gênero e cultura,  mulheres e produção cultural,  feminismo e teoria sociológica contemporânea. Além do corpo discente do Curso de Especialização em Estudos de Gênero, o Ciclo tem como público-alvo estudantes, docentes e servidores/as da UFSM e Unipampa (campus Jaguarão).A transmissão será pelo Google Meeting e com número limitado de vagas. As inscrições devem ser feitas pelo <a rel="noreferrer noopener" href="https://is.gd/palestramiriamadelmanufsm" target="_blank">formulário online</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>1º Seminário de Teses e Dissertações do PPGLetras inicia nesta terça (21)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/05/20/1o-seminario-de-teses-e-dissertacoes-do-ppgletras-inicia-nesta-terca-21</link>
				<pubDate>Mon, 20 May 2019 13:55:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[dissertações]]></category>
		<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[ppgletras]]></category>
		<category><![CDATA[teses]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=47769</guid>
						<description><![CDATA[O Programa de Pós-Graduação em Letras promove o 1º Seminário de Teses e Dissertações (Setedi) do PPGLetras nesta terça (21) e na quarta-feira (22), nas dependências do prédio 16, campus sede da UFSM, contando com palestras, mesas-redondas e sessões de comunicações. Confira a programação. O evento, cuja temática é &#8220;Limiares: Letras no contexto das Humanidades&#8221;, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/05/Cartaz.png"><img class="alignright  wp-image-47771" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/05/Cartaz.png" alt="" width="272" height="386" /></a>O Programa de Pós-Graduação em Letras promove o 1º Seminário de Teses e Dissertações (Setedi) do PPGLetras nesta terça (21) e na quarta-feira (22), nas dependências do prédio 16, campus sede da UFSM, contando com palestras, mesas-redondas e sessões de comunicações. Confira a <a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2019/05/PROGRAMAÇÃO-SETEDI.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">programação</a>.</p>
<p>O evento, cuja temática é "Limiares: Letras no contexto das Humanidades", é gratuito<b> </b>e aberto para alunos de pós-graduação das áreas de Humanidades que estejam interessados na divulgação de suas pesquisas e na possibilidade de entrar em contato com novas perspectivas para os encaminhamentos de seus trabalhos.</p>
<p>Mais informações e inscrições no <a href="https://setdletrasufpr.wixsite.com/ivsetd">site</a> e pelo e-mail <span lang="FR"><a href="mailto:setediufsm@gmail.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span lang="PT-BR">setediufsm@gmail.com.</span></a></span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        