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			<description>Universidade Federal de Santa Maria</description>
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						<item>
				<title>Observatório ligado à UFSM publica orientações de comunicação de risco, preparação e resposta ao El Niño</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/06/observatorio-ligado-a-ufsm-publica-orientacoes-de-comunicacao-de-risco-preparacao-e-resposta-ao-el-nino</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:02:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[alertas de emergência]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de crise]]></category>
		<category><![CDATA[el niño]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[obcc]]></category>

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						<description><![CDATA[Material reforça atuação do cidadão, do poder público e da mídia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Projeto de desenvolvimento institucional<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise"> Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise (OBCC)</a> publicou orientações de comunicação de risco, prepração e resposta ao El Niño. O projeto da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tem parceria com a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Fundação Osvaldo Cruz (Fio Cruz). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com mais de 3 anos de atuação, é considerado um dispositivo inédito no país e inovador na área o qual visa fomentar, a partir da perspectiva comunicacional, a cultura de prevenção e da gestão de riscos e de crises no Brasil.  </span><span style="font-weight: 400">Acesse o </span><span style="font-weight: 400"> e saiba mais sobre a atuação e a contribuição do projeto para a área.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>O El Niño</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Cenário de atenção ampliada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">As projeções disponíveis indicam um cenário de atenção ampliada. Ainda que existam incertezas quanto à intensidade final do fenômeno e à distribuição regional dos impactos, há possibilidade de que este episódio esteja entre os eventos mais intensos já registrados. Esse cenário exige preparação antecipada, monitoramento contínuo e comunicação pública clara, coordenada e baseada em evidências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, as orientações à sociedade não devem ser tratadas apenas como um alerta pontual, mas como parte de um processo permanente de preparação, resposta, atualização de informações e redução de riscos, considerando a evolução do fenômeno e seus efeitos combinados com as mudanças climáticas.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Aumento dos riscos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O cenário sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alta probabilidade de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país. Tendo em vista este panorama, o OBCC elencou algumas orientações para preparação e resposta aos impactos do El Niño.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Orientações de comunicação de risco, preparação e resposta </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignnone size-full wp-image-73465 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/07/Orientacoes-OBCC-El-Nino-portal.jpg" alt="Card em formato próximo ao quadrado com fundo escuro e texto em vermelho e branco: El Niño 2026-27 - orientações para sociedade (pode público, imprensa e população)" width="1920" height="1610" />As orientações a seguir partem de uma perspectiva comunicacional e levam em conta uma visão interdisciplinar, visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo que exige atuação conjunta e gestão integrada de múltiplas áreas especializadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tais sugestões são voltadas à população, ao Poder Público e à Imprensa a fim de contribuir na preparação e resposta em casos de tempestades com granizo, incêndios florestais, rajadas de vento, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes.</span></p>
<p> </p>
<p><b>População</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Cadastrar-se nos sistemas de alerta da Defesa Civil</b><span style="font-weight: 400"> (SMS: enviar o CEP para 40199 por SMS, Telegram: pesquisar o contato Defesa Civil Alertas, Whatsapp: cadastrar o nº 6120344611 e interagir com o robô informando CEP);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Ter em mãos um kit de emergência para 72h</b><span style="font-weight: 400"> com itens de primeira necessidade, sobrevivência ou de importância para identificação: mochila contendo RG/CPF, chaves de casa, roupa extra, agasalho, dinheiro, óculos de grau, remédios, apito, sacolas plásticas, curativos, lanterna carregada ou com pilhas, água e itens de higiene básica;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Informar-se pelos canais de comunicação oficiais</b><span style="font-weight: 400"> dos governos e de outros órgãos oficiais envolvidos: Defesa Civil, Bombeiros, INMET, Cemaden, empresas de distribuição de energia elétrica, água e esgoto;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Informar-se a partir de publicações de veículos de comunicação reconhecidos</b><span style="font-weight: 400"> pela prática jornalística (impresso, digital, radiofônico, televisivo);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Informar-se pelos canais oficiais de comunicação dos governos a fim de evitar cair em golpes de criminosos</b><span style="font-weight: 400"> (informação de dados pessoais, depósitos em contas bancárias, entre outros);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Não compartilhar informações inverídicas</b><span style="font-weight: 400">, sem checagem e sem apuração;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Não compartilhar informações que não contribuam</b><span style="font-weight: 400"> para ajudar as vítimas e as equipes de resgate e assistência;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Compartilhar alertas oficiais para que as pessoas saiam das áreas de risco</b><span style="font-weight: 400"> a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>A população deve evitar registrar e postar imagens </b><span style="font-weight: 400">em redes sociais digitais apenas por entretenimento ou em busca de seguidores e curtidas, principalmente se houver crianças e idosos nas fotografias e vídeos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Seguir as orientações emitidas pelos órgãos oficiais</b><span style="font-weight: 400">, a exemplo da Defesa Civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><b>Poder Público</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Instalar sala/gabinete de situação/crise</b><span style="font-weight: 400"> a fim de coordenar os esforços de forma organizada e integrada entre governos federais, estaduais e municipais;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Monitorar continuamente situações de risco </b><span style="font-weight: 400">para identificação, mapeamento e acompanhamento em tempo real;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Coordenar a identificação de rotas de fuga e definir locais seguros,</b><span style="font-weight: 400"> a exemplo de pontos de encontro ou abrigos temporários;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Organizar abrigo(s) temporário(s)</b><span style="font-weight: 400"> para receber com dignidade as pessoas atingidas (segurança, água potável, energia elétrica, alimentação, banheiro, cobertores), principalmente para crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Acionar rede de voluntários e servidores</b><span style="font-weight: 400"> previamente treinados e capacitados para situações de crises;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Dispor de sistema de alertas</b><span style="font-weight: 400"> eficiente e acessível, com informações claras e breves, em diversos dispositivos (TV aberta, TV por assinatura, SMS, rádios, aplicativos, redes sociais digitais);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Emitir alertas em tempo hábil</b><span style="font-weight: 400"> para que a população possa agir, indicando o que fazer, para onde ir e o que levar;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Comunicar a população antecipadamente</b><span style="font-weight: 400"> sobre rotas de fuga, pontos de encontro e abrigos temporários em caso de desastres;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Seguir plano de contingência</b><span style="font-weight: 400"> com as ações de resposta delineadas para casos de emergência;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Designar porta-vozes</b><span style="font-weight: 400"> para situações críticas, sejam eles prefeitos, secretários, assessores, governadores, presidente da República, ministros de Estado;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Atender à imprensa</b><span style="font-weight: 400">, ao repassar informações e responder a questionamentos que contribuam para a cobertura da situação;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Acionar líderes comunitários, sistemas de alto-falantes, sirenes, carros de som e rádio</b><span style="font-weight: 400"> para alertar/avisar a população sobre algum risco iminente como alternativa à internet e outros meios que necessitam de energia elétrica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><b>Imprensa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Estar atenta às notas e aos comunicados emitidos</b><span style="font-weight: 400"> pela Sala de Situação e/ou Gabinete de Crise dos governos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Não compartilhar informações inverídicas</b><span style="font-weight: 400">, sem checagem e sem apuração;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Compartilhar alertas oficiais</b><span style="font-weight: 400"> para que as pessoas saiam das áreas de risco a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Auxiliar na verificação de <em>fake news</em> </b><span style="font-weight: 400">disseminadas na sociedade, a fim de contribuir no combate ao processo de desinformação; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Relacionar e problematizar a cobertura jornalística</b><span style="font-weight: 400"> levando em conta as mudanças climáticas, suas causas e consequências;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Produzir conteúdo que informe e esclareça a população</b><span style="font-weight: 400">, a fim de evitar medo, boatos e dúvidas, facilitando a ação das pessoas em caso de necessidade de evacuação de áreas de risco;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">– </span><b>Abordar o desastre de forma responsável</b><span style="font-weight: 400">, evitando sensacionalismo, relativização ou espetacularização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span><span style="font-weight: 400">As orientações anteriores não contemplam ações de restabelecimento e recuperação visto que eventos climáticos decorrentes do El Niño já estão sendo registrados nos Estados brasileiros – a exemplo de chuvas em excesso, tempestades e altas temperaturas.</span></p>
<p><b>Importante: intensidade do El Niño não significa impacto proporcional em todos os territórios</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A intensidade do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial é um indicador relevante, mas não determina, de forma automática e proporcional, a gravidade dos impactos em cada região. Os efeitos observados dependem também da interação com outros fatores atmosféricos e oceânicos, como a temperatura do Atlântico, frentes frias, bloqueios atmosféricos, correntes de jato, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica, Oscilação de Madden-Julian e outros sistemas de variabilidade climática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por isso, recomenda-se evitar mensagens alarmistas ou deterministas. A comunicação de risco deve reconhecer a gravidade do cenário, mas também explicar que os impactos concretos dependem do monitoramento contínuo e da atualização permanente das previsões de curto, médio e longo prazo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><b>Atenção por região e período crítico</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A preparação para o El Niño 2026/2027 deve considerar os diferentes </span>riscos regionais e seus possíveis períodos de maior atenção<span style="font-weight: 400">. A regionalização das orientações permite que governos, comunidades, imprensa, instituições, produtores rurais, empresas e organizações da sociedade civil adotem medidas proporcionais aos riscos de cada território.</span></p>
<p><b>Norte e Nordeste</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre julho e dezembro de 2026, com atualização conforme os boletins oficiais, recomenda-se atenção especial à possibilidade de redução de chuvas, aumento das temperaturas, secas, pressão sobre o abastecimento de água, impactos na agropecuária e maior risco de incêndios de vegetação e queimadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar orientações sobre uso seguro da água, prevenção de incêndios, cuidados com a saúde em períodos de calor extremo, proteção de populações vulneráveis e acompanhamento dos alertas oficiais.</span></p>
<p><b>Sul</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, com atenção especial ao período de maior intensidade do fenômeno, recomenda-se monitoramento ampliado para chuvas intensas, inundações, enchentes, enxurradas, deslizamentos, vendavais, granizo, ciclones, tornados e outros eventos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar alertas antecipados, rotas de fuga, pontos de encontro, abrigos temporários, evacuação preventiva de áreas de risco, comunicação comunitária e orientações claras sobre o que fazer antes, durante e depois dos eventos.</span></p>
<p><b>Sudeste e Centro-Oeste</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">No segundo semestre de 2026 e no verão 2026/2027, recomenda-se atenção para episódios de calor extremo, tempestades severas, incêndios de vegetação, impactos urbanos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, pressão sobre serviços de saúde e alterações no abastecimento de água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar cuidados com a saúde no calor, prevenção de queimadas, atenção a temporais, proteção de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e demais grupos vulnerabilizados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><b>Monitoramento contínuo e comunicação baseada em evidências</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além do acompanhamento do El Niño, recomenda-se que órgãos públicos, imprensa e instituições envolvidas na gestão de riscos acompanhem continuamente boletins, alertas e notas técnicas emitidos por instituições oficiais, como Defesa Civil, INMET, Cemaden, INPE, Censipam, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, órgãos estaduais de meteorologia, universidades e centros de pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O monitoramento do El Niño deve considerar não apenas o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, mas também fatores complementares que podem amenizar ou agravar seus impactos em cada região. Entre eles, destacam-se a temperatura do Atlântico Tropical e do Atlântico Sul, correntes de jato, bloqueios atmosféricos, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica e Oscilação de Madden-Julian.</span></p>
<p>A comunicação à sociedade deve ser atualizada conforme a evolução dos riscos<span style="font-weight: 400">, com atenção especial a mudanças no padrão de chuvas, ondas de calor, estiagens, incêndios de vegetação, vendavais, granizo, ciclones, inundações, enxurradas e deslizamentos.</span></p>
<p><b>Sempre que possível, os alertas devem indicar com clareza:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><b>o que </b><span style="font-weight: 400">pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>onde</b><span style="font-weight: 400"> pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quando</b><span style="font-weight: 400"> pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quem</b><span style="font-weight: 400"> está mais vulnerável;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>o que fazer</b><span style="font-weight: 400">;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>para onde ir;</b></li>
<li style="font-weight: 400"><b>o que levar;</b></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quais canais oficiais</b><span style="font-weight: 400"> acompanhar.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400"> </span><b>Para mais alertas, informações e orientações, acesse:</b></p>
<p><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil-alerta"><span style="font-weight: 400">Defesa Civil Nacional – Defesa Civil Alerta</span></a></p>
<p><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/avisos-e-alertas"><span style="font-weight: 400">Defesa Civil RS – Avisos e alertas </span></a></p>
<p><a href="https://metsul.com/"><span style="font-weight: 400">MetSul Meteorologia</span></a></p>
<p><a href="https://portal.inmet.gov.br/notasTecnicas"><span style="font-weight: 400">Instituto Nacional de Meteorologia – Notas técnicas</span></a></p>
<p><a href="https://earlywarningsforall.org/site/early-warnings-all"><span style="font-weight: 400">Organização Meteorológica Mundial – Avisos antecipados para todos </span></a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/copy2_of_SEI_MCTI13770843NotaTcnica.pdf?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGny3ePSDjAEcLrmQuErG9RGu0ZY6RpFuHW7jz2an224p5lYmdsf7GfO-srqV0_aem_3i8g45wIyRxMxHOz6TVx4g"><span style="font-weight: 400">Cemaden – Nota Técnica Nº 627/2026: El Niño 2026/2027 e impactos esperados no Brasil  </span></a></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Por que devemos estudar a Antártida?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/14/por-que-devemos-estudar-a-antartida</link>
				<pubDate>Thu, 14 May 2026 13:53:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[antártida]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72782</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisador da UFSM defende a importância de entendermos o continente para estudarmos o passado e o futuro do planeta]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Descoberta há mais de 200 anos e localizada no Polo Sul, a Antártida é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta. Com uma cobertura de 14 milhões de quilômetros quadrados e contendo cerca de 70% da água doce mundial, a região, apesar de desértica, abriga uma imensa quantidade de saberes, ciência e vida. Essa diversidade atrai, há anos, a atenção mundial de pesquisadores interessados em produção científica, inclusive de cientistas da UFSM.</p>
<p>Esse contexto estimulou a criação do Tratado da Antártica, um acordo assinado em 1959 e em vigor desde 1961. Até maio de 2026, o sistema do tratado contava com 58 países, incluindo o <a href="https://www.marinha.mil.br/secirm/proantar/tratado-antartica" target="_blank" rel="noopener">Brasil</a>, que aderiram ao acordo ao longo das décadas. O principal objetivo do documento é destinar o continente exclusivamente a fins pacíficos e à pesquisa científica, e proibir qualquer atividade militar e exploração.</p>
[caption id="attachment_72784" align="alignright" width="572"]<img class=" wp-image-72784" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Luciano-em-2015-1-300x169.jpg" alt="" width="572" height="322" /> Luciano recolheu amostras durante expedição ao continente de gelo[/caption]
<p>Segundo o site da <a href="https://www.marinha.mil.br/secirm/" target="_blank" rel="noopener">Comissão Interministerial para os Recursos do Mar</a>, o Brasil aderiu ao tratado em 1975. Nesse sentido, em janeiro de 1982, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) foi oficialmente criado a fim de promover a pesquisa científica no continente. Alguns anos depois, em 1993, o Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fundou o que hoje se conhece como Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas (Nupac) – nomenclatura adquirida em 2003 devido à crescente demanda científica. Atualmente, a iniciativa realiza expedições científicas em solo antártico, em sua maioria lideradas pelo Centro Polar e Climático (CPC) da UFRGS, que é integrante do <a href="https://www.ufrgs.br/inctcriosfera/sobre.html" target="_blank" rel="noopener">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera</a>.</p>
<p>Um dos pesquisadores vinculados ao CPC é o geólogo Luciano Marquetto, professor adjunto do Departamento de Geociências da UFSM. Luciano esteve na Antártida em duas expedições científicas, realizadas em 2010 e 2015, ainda durante sua trajetória acadêmica na UFRGS. A primeira experiência aconteceu no final de sua graduação, quando integrou uma equipe multidisciplinar formada por cerca de oito pesquisadores de diferentes áreas. O grupo permaneceu acampado entre 10 e 15 dias na Ilha Rei George, na região da Península Antártica, realizando estudos ligados ao monitoramento de geleiras. “A gente ficou acampado, mas vendo o navio e vendo a base brasileira”, relembra o pesquisador.</p>
<p data-start="567" data-end="1139">Na expedição de 2010, o principal objetivo era acompanhar o chamado balanço de massa de uma geleira, analisando desde o movimento do gelo até o fluxo da água resultante do degelo. Enquanto alguns pesquisadores instalavam estacas para medir a deposição de neve e o deslocamento da geleira, outros coletavam sedimentos e realizavam levantamentos geológicos. Segundo Luciano, a experiência também exigia adaptação às condições extremas do continente. “Muda toda a rotina para quem não está acostumado a acampar”, explica. “Tem uma série de cuidados especiais e de segurança.”</p>
<p data-start="1143" data-end="1522">Já em 2015, Luciano participou da <a href="https://www.centropolar.com/expedicoes" target="_blank" rel="noopener">Primeira Travessia Brasileira</a> do Manto de Gelo da Antártica Ocidental, realizada com o objetivo de coletar amostras de neve e gelo para análises ambientais e climáticas dos últimos 300 anos. Ao lado de outros seis pesquisadores, Luciano percorreu ao longo de 11 dias um total de 1,4 mil quilômetros. Desta vez, a equipe seguiu para o interior do continente, distante das regiões costeiras onde normalmente se concentram as pesquisas brasileiras. “A gente foi bem para o meio [da Antártida]”, conta.</p>
[caption id="attachment_72792" align="alignleft" width="537"]<img class="wp-image-72792" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IXJJ0668-300x199.jpg" alt="" width="537" height="356" /> O pesquisador afirma que a experiência também despertou um forte sentimento de contemplação[/caption]
<p data-start="2221" data-end="2663">Além da dimensão científica, Luciano destaca os impactos humanos e emocionais das expedições. Segundo ele, uma das experiências mais marcantes foi a travessia pelo interior do continente, onde a paisagem é formada apenas por neve, gelo e silêncio. “Antártica é um grande deserto”, descreve. “Era uma vastidão de nada.” O pesquisador relembra que, durante dias de deslocamento, não havia sinais de vida, mar ou montanhas visíveis no horizonte.</p>
<p data-start="2667" data-end="2971">Outro aspecto que chamou atenção foi a sensação provocada pela ausência de noites durante o verão antártico. Em alguns momentos, a equipe passava mais de 12 horas trabalhando sem perceber o tempo passar, já que o Sol permanecia visível continuamente. “Parece que o tempo está congelado”, comenta Luciano.</p>
<p data-start="2975" data-end="3348" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Apesar das dificuldades logísticas e do isolamento extremo, o pesquisador afirma que a experiência também despertou um forte sentimento de contemplação sobre a dimensão do planeta. “É algo até meio poético estar em lugares em que ninguém nunca esteve”, relata. “Tu pode passar dias e dias andando no meio da neve e não vai ter nada. O planeta é uma coisa fantástica mesmo.”</p>
<h3><strong>A importância do continente de gelo</strong></h3>
<p>Para Luciano, a Antártida é considerada uma região estratégica para a ciência porque funciona como um “laboratório natural global”. O frio extremo, a distância de grandes centros urbanos e industriais e a dinâmica atmosférica da região fazem com que o continente preserve, em suas camadas de neve e gelo, registros climáticos da Terra de centenas de milhares de anos. “O continente preserva, nas suas camadas de neve e gelo, a história climática da Terra nas últimas centenas de milhares de anos”, explica o pesquisador.</p>
<p>Segundo ele, compreender esses registros é fundamental para entender não apenas o passado climático do planeta, mas também os possíveis cenários futuros diante das mudanças ambientais atuais.</p>
<p>Entre os principais temas pesquisados atualmente na Antártida estão estudos relacionados à oceanografia do Oceano Austral, biodiversidade marinha e microbiana, meteorologia, dinâmica atmosférica e pesquisas paleoclimáticas. No entanto, Luciano destaca que uma das maiores preocupações atuais da comunidade científica envolve a estabilidade do manto de gelo antártico frente às mudanças climáticas.</p>
<p>A Antártida concentra aproximadamente 70% da água doce do planeta na forma de gelo. Em algumas regiões, a espessura dessa camada pode chegar a quase cinco mil metros. Embora não exista previsão de derretimento completo do continente, pesquisadores monitoram áreas consideradas mais vulneráveis, que podem acelerar o fluxo de gelo em direção ao oceano e contribuir para a elevação do nível do mar. “Muitas das pesquisas realizadas na Antártida são a base para a ciência climática”, afirma Luciano. “As alterações observadas no continente funcionam como um termômetro global.”</p>
<p><img class="wp-image-72785 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Infografico-2-200x300.jpg" alt="" width="619" height="929" />Além de indicar transformações ambientais em escala planetária, o gelo antártico também guarda registros químicos da atmosfera terrestre. A partir da perfuração de testemunhos de gelo, cientistas conseguem reconstruir as condições climáticas de milhares de anos atrás e identificar relações entre temperatura, concentração de gases de efeito estufa e mudanças ambientais.</p>
<p>Apesar da aparente distância geográfica, Luciano ressalta que o que acontece na Antártida possui impactos diretos sobre o Brasil, especialmente sobre a região Sul. “Aqui no Brasil costumamos ter uma visão de que a Antártica fica muito longe. Na verdade, ela é o segundo continente mais próximo do nosso país”, explica. “Porto Alegre fica mais perto da Península Antártica do que de Boa Vista.”</p>
<p>De acordo com ele, o Oceano Austral exerce papel fundamental na regulação climática do planeta e influencia diretamente a formação das frentes frias que chegam ao Rio Grande do Sul. O aquecimento dessas águas pode enfraquecer a intensidade dessas massas de ar, favorecendo ondas de calor prolongadas e bloqueios atmosféricos. “Já vimos os efeitos desse fenômeno em 2024”, afirma.</p>
<p>Além da atuação internacional por meio do Tratado da Antártica, o Brasil mantém presença científica contínua no continente através do Proantar. O país desenvolve pesquisas em áreas como oceanografia, biologia marinha, geologia, meteorologia, climatologia e estudos sobre <i>permafrost</i>.</p>
<p>Luciano destaca ainda a importância dos módulos científicos Criosfera 1 e Criosfera 2, instalados no interior do continente antártico. O Criosfera 1, inaugurado em 2012, está localizado a cerca de 670 quilômetros do Polo Sul e é considerado o laboratório científico latino-americano mais ao sul do planeta. Já o Criosfera 2 foi instalado em 2022.</p>
<p>Os equipamentos possuem instrumentação voltada à coleta de dados meteorológicos e da química atmosférica, auxiliando pesquisadores na investigação das mudanças climáticas e de seus impactos no clima do Sul do Brasil. “Compreendo que o Brasil não só atua na Antártica, mas também tem protagonismo em algumas áreas de pesquisa específicas”, pontua o pesquisador.</p>
<h3><strong>Entender para proteger</strong></h3>
<p data-start="0" data-end="631">Para Luciano, manter pesquisas científicas na Antártida exige investimentos contínuos, cooperação entre universidades e infraestrutura especializada. Áreas como a glacioquímica, foco de sua atuação, dependem de equipamentos laboratoriais complexos e análises realizadas em parceria com diferentes instituições. “Nem na UFRGS se tem todos os equipamentos que se gostaria. Acaba que a UFRGS acaba tendo colaboração com outras universidades para que possa utilizar os laboratórios”, explica. Segundo ele, grande parte da pesquisa polar brasileira só é possível graças a redes de colaboração científica construídas ao longo de décadas.</p>
<p data-start="635" data-end="1186">Na UFSM, Luciano acredita que ainda há espaço para ampliar iniciativas ligadas às pesquisas antárticas, embora reconheça que muitos pesquisadores acabam direcionando esforços para demandas consideradas mais urgentes, como estudos relacionados à crise hídrica e à resiliência climática no Rio Grande do Sul. “A água subterrânea acaba sendo um ponto bem importante”, afirma. Para o pesquisador, fortalecer a produção científica em áreas polares também significa ampliar investimentos em formação de pesquisadores, laboratórios e projetos de longo prazo.</p>
<p data-start="1190" data-end="1719">Além da produção acadêmica, Luciano ressalta a importância da divulgação científica para aproximar a população das pesquisas realizadas no continente gelado. Segundo ele, eventos e palestras ajudam a despertar o interesse de estudantes e da sociedade para temas ligados às mudanças climáticas e ao papel estratégico da Antártida na compreensão do planeta. “Foi bem interessante, porque tivemos perguntas tanto mais pessoais quanto perguntas mais técnicas, mais científicas”, relembra sobre uma <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/eventos/relatos-de-expedicoes-cientificas-na-antartica-experiencias-e-desafios-em-campo">palestra</a> recente realizada na UFSM.<span style="background-color: #ffff00"><br /></span></p>
<h3><b>Curiosidades sobre a Antártica</b></h3>
<p>Além da relevância científica e climática, a Antártica também chama atenção por seus fenômenos naturais extremos. Segundo a British Antarctic Survey, instituição britânica especializada em pesquisas polares, durante o verão antártico, algumas regiões permanecem iluminadas pelo Sol durante 24 horas por dia. Já no inverno ocorre o contrário: períodos prolongados de escuridão tomam conta do continente por vários meses consecutivos.</p>
<p>Mesmo em condições consideradas inóspitas para os seres humanos, diversos animais conseguem sobreviver na região. Entre as espécies mais conhecidas estão focas, baleias e o pinguim-imperador, símbolo do continente por sua capacidade de resistir às baixíssimas temperaturas e aos fortes ventos. Outra curiosidade está escondida sob as espessas camadas de gelo. A Antártica abriga montanhas, lagos subterrâneos e até vulcões ativos. Um dos mais conhecidos é o Monte Erebus, localizado na Ilha de Ross e considerado o vulcão ativo mais ao sul do planeta.</p>
<p>Pesquisas realizadas no continente também já encontraram fósseis de plantas e dinossauros, evidências de que a Antártica nem sempre foi coberta por gelo. Milhões de anos atrás, a região possuía temperaturas muito mais elevadas e condições ambientais bastante diferentes das atuais.</p>
<p>Até mesmo o nome do continente guarda uma curiosidade pouco conhecida. Afinal, devemos chamá-lo de Antártida ou Antártica? As duas formas estão corretas e possuem origem no termo grego <i>antarktikós</i>, que significa “oposto ao Ártico”. No português, “Antártida” costuma ser usada para se referir especificamente ao continente gelado, enquanto “Antártica” aparece com frequência em contextos científicos e geográficos. No fim das contas, independentemente do nome escolhido, o vasto território de gelo continua despertando fascínio e sendo uma das regiões mais importantes para a compreensão do planeta.</p>
<p><i><strong>Texto e artes:</strong> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista a Agência de Notícias<br /></i><i><strong>Fotos:</strong> arquivo do Centro Polar e Climático e de Luciano Marchetto<br /></i><i style="font-size: revert;color: initial"><strong>Edição:</strong> Lucas Casali</i></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM/FW desenha futuro sustentável no Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/frederico-westphalen/2026/04/30/projeto-da-ufsm-fw-desenha-futuro-sustentavel-no-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:44:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ação universitária]]></category>
		<category><![CDATA[catástrofes ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia na escola]]></category>
		<category><![CDATA[metodologias participativas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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						<description><![CDATA[Ação universitária ajuda a preparar sociedade para enfrentamento de extremos climáticos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Passados dois anos das <strong>enchentes</strong> que arrasaram o Rio Grande do Sul, o estado enfrenta o desafio de ir além da reconstrução e avançar na <strong>adaptação às mudanças climáticas</strong>. Nesse cenário, iniciativas que integram ciência, educação e comunidade ganham protagonismo na construção de soluções sustentáveis. No Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW), o projeto de extensão “<strong>Engenharia na Escola: Construindo um Futuro Sustentável</strong>” atua diretamente na formação de uma nova geração mais consciente e preparada para lidar com os desafios socioambientais.</p><p><b>Universidade e escola mais próximas</b></p><p>A proposta busca <strong>estreitar os laços da universidade com escolas públicas</strong> da região, por meio de oficinas, dinâmicas e palestras. As atividades apresentam, de forma acessível, conceitos de <strong>Engenharia Civil e Engenharia Ambiental</strong>, que incentivam o protagonismo dos estudantes e a compreensão do papel da engenharia na sociedade.</p>[caption id="attachment_14153" align="alignright" width="255"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/377/2026/04/Atividade-com-alunos-255x300.jpg" alt="" width="255" height="300" /> Atividade com alunos de Ensino Fundamental[/caption]<p>De acordo com a professora <strong>Cristiane Carine dos Santos</strong>, docente do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental e coordenadora do projeto, a iniciativa tem como foco estimular o senso crítico  e desenvolver ações de adaptação e mitigação diante da crise climática. “A ideia é que os alunos do Ensino Fundamental se aproximem da universidade, conheçam as áreas da engenharia e comecem a pensar no futuro, ao mesmo tempo em que desenvolvem consciência ambiental”, explica. </p><p><b>Aprendizado na prática </b></p><p>As atividades são desenvolvidas com <strong>metodologias participativas</strong>, incluindo oficinas práticas que simulam situações do cotidiano. Um dos exemplos é a <strong>construção de modelos de cidades sustentáveis</strong> com materiais recicláveis, que posteriormente são expostos à comunidade escolar.</p><p>Entre os temas abordados estão os impactos das mudanças climáticas, com destaque para as enchentes. Por meio de experimentos simples, os alunos conseguem visualizar, como diferentes materiais influenciam na infiltração da água no solo. “Trabalhamos, por exemplo, a diferença entre um material convencional e um material permeável. Isso ajuda os estudantes a entenderem como soluções de engenharia podem reduzir alagamentos e melhorar a qualidade de vida nas cidades”, destaca Cristiane. </p><p><b>Formação para o futuro</b></p><p>Mais do que apresentar conceitos técnicos, o projeto reforça o papel da educação na transformação social. Ao incentivar o pensamento crítico e a responsabilidade ambiental desde a infância, a iniciativa contribui para formar cidadãos capazes de tomar decisões mais conscientes ao longo da vida.</p><p>No momento em que o Rio Grande do Sul discute a <strong>vulnerabilidade das cidades</strong> e debate formas de se preparar para  eventos climáticos cada vez mais extremos, como, o forte El Niño previsto para este ano, ações como essa demonstram como o conhecimento produzido na universidade pode ser traduzido em impacto direto na sociedade.  Como resultado, fortalecem a resiliência das comunidades e contribuem para um futuro mais sustentável.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM-PM realizam missão no Japão para análise de estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/04/27/pesquisadores-da-ufsm-pm-realizam-missao-no-japao-para-analise-de-estrategias-de-enfrentamento-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 15:13:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[FAPERGS]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[japão]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PPGAGR]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM PM]]></category>

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						<description><![CDATA[Visitas técnicas, reuniões institucionais e estudos de campo em Tóquio integram projeto que investiga governança ambiental e prevenção de desastres com base em experiências internacionais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="470" data-end="955">Uma missão técnica internacional levou pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Palmeira das Missões, a Tóquio, no Japão, entre os dias 19 e 26 de abril. A atividade integra o projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM).</p>
<p data-start="957" data-end="1140">Participaram da missão o coordenador do projeto, professor Nelson Guilherme Machado Pinto, do Departamento de Administração e coordenador do PPGAGR, e o mestrando Thiago Machado Budó.</p>
<h3 data-start="957" data-end="1140">País referência</h3>
<p data-start="957" data-end="1140">O Japão foi escolhido como destino por ser um dos países mais suscetíveis a eventos extremos, como terremotos, tsunamis, tufões e erupções vulcânicas. Esse contexto permite o contato direto com políticas e práticas consolidadas na gestão de riscos e desastres, alinhando-se ao objetivo da missão: compreender estratégias de prevenção e mitigação de impactos causados por eventos naturais.</p>
<p data-start="1142" data-end="1568">Durante a agenda, os pesquisadores realizaram visitas técnicas e reuniões institucionais. Entre as atividades, esteve a análise da Baía de Tóquio e do Rio Sumida, com observação de estruturas e produtos voltados à prevenção de desastres. Na University of Tsukuba, com apoio do professor Claus Aranha, foram analisadas estruturas físicas preparadas para emergências, além de sistemas de prevenção, evacuação e gestão de riscos.</p>
<p data-start="1570" data-end="1839">Os pesquisadores também visitaram o Tokyo Rinkai Disaster Prevention Park, onde observaram a organização de um sistema de prevenção e resposta a desastres, com foco em terremotos. A visita incluiu a análise da infraestrutura e das estratégias de orientação à população.</p>
<p data-start="1841" data-end="2170">A missão incluiu ainda reunião na Embaixada do Brasil em Tóquio, no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação, representado por Carolina Saito e Vinicius Yamanaka Paes. O encontro teve como objetivo discutir iniciativas voltadas ao enfrentamento de desastres associados às mudanças climáticas, com foco na cooperação internacional.</p>
<p data-start="2172" data-end="2336">Durante a estadia, foram realizadas observações de campo, discussões técnicas e análises sobre resiliência, políticas públicas e estratégias de adaptação climática. O professor Nelson afirma que o Japão possui estruturas organizadas e programas de treinamento voltados à preparação da população para situações de risco. Segundo ele, o país desenvolve ações contínuas de orientação, com simulações e protocolos definidos para diferentes tipos de desastres, o que contribui para a resposta após eventos extremos. Ele destaca que a integração entre planejamento urbano, tecnologia e capacitação da população permite reduzir impactos e organizar ações em situações de emergência.</p>
<h3 data-start="3620" data-end="3637">Sobre o projeto</h3>
<p data-start="3639" data-end="4099">O projeto foi aprovado em dezembro de 2024 no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento voltado a Desastres Climáticos, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). A pesquisa tem como foco as enchentes de grandes proporções que atingiram o estado em 2024, buscando compreender os fatores que contribuíram para esses eventos, com ênfase na governança ambiental e na comparação com modelos adotados em outros países.</p>
<p data-start="4101" data-end="4420">Como parte do cronograma, a equipe já realizou missões técnicas em Brumadinho (MG), em setembro de 2025, e em Mariana (MG), em outubro do mesmo ano — cidades marcadas por rompimentos de barragens em 2019 e 2015, respectivamente. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, os pesquisadores estiveram em Nova Orleans (EUA).</p>
<p data-start="4422" data-end="4643">O projeto ainda prevê uma missão técnica em Valência, na Espanha, ampliando a base comparativa entre o contexto do Rio Grande do Sul e experiências internacionais relacionadas à gestão e mitigação de desastres ambientais.</p>
<p data-start="3010" data-end="3309"><em>Com informações do Projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do </em><em>Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”.</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Integrante do milpa participa de cobertura jornalística da COP30 em Belém</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2025/11/11/integrante-do-milpa-participa-de-cobertura-jornalistica-da-cop30-em-belem</link>
				<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 11:53:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[milpa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/?p=182</guid>
						<description><![CDATA[O jornalista e integrante do milpa &#8211; laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), Micael dos Santos Olegário, participa neste mês de novembro da cobertura jornalística da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Micael é mestrando no Programa de Pós-graduação em Comunicação (Poscom) e pesquisa sobre práxis comunicativa e jornalismo socioambiental. De [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/11/micael_COP_30-1024x768.jpeg" alt="" />													
		<p>O jornalista e integrante do <b>milpa - laboratório de jornalismo</b> (CNPq/UFSM), Micael dos Santos Olegário, participa neste mês de novembro da cobertura jornalística da <b>Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30)</b>, em Belém (PA). Micael é mestrando no <b>Programa de Pós-graduação em Comunicação (Poscom)</b> e pesquisa sobre práxis comunicativa e jornalismo socioambiental.</p>
<p>De 10 a 21 de novembro, a COP30 reúne diversas lideranças globais para discutir alternativas para lidar com a crise climática. Esta é a primeira vez que o encontro acontece no Brasil, na Amazônia. Repórter do <a href="https://projetocolabora.com.br/colabora-na-cop30/" target="_blank" rel="noopener">#Colabora - Jornalismo Sustentável</a><b>, </b>Micael atuará na cobertura da conferência, com foco na escuta de pessoas e comunidades já atingidas pelas mudanças climáticas. </p>
<p>O jornalista ficará na <a href="https://projetocolabora.com.br/ods17/colabora-se-junta-a-20-veiculos-em-alianca-inedita-de-cobertura-na-cop30/"><b>Casa do Jornalismo Socioambiental</b></a>, espaço que vai hospedar jornalistas de diferentes estados do Brasil. A iniciativa é uma parceria entre <b>21 veículos de comunicação</b>, entre eles, o #Colabora. O local também contará com uma programação de atividades sobre <strong>j</strong><b>ornalismo e temas socioambientais</b>, além de lançamentos de relatórios, ferramentas e outros produtos para a imprensa e a sociedade civil.</p>
<p>Natural de Caibaté (RS), no interior do Rio Grande do Sul, Micael se formou em jornalismo pela <b>Universidade Federal do Pampa (Unipampa)</b> e ingressou no mestrado em 2024.</p>		
					<a href="https://projetocolabora.com.br/author/micael-olegario/">
									COP 30 | Leia as reportagens produzidas por Micael Olegário direto de Belém
					</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Workshop de Clima reúne cerca de 100 participantes UFSM/ Cachoeira do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/10/workshop-de-clima-reune-cerca-de-100-participantes-ufsm-cachoeira-do-sul</link>
				<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 15:27:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Cachoeira do Sul]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71331</guid>
						<description><![CDATA[Evento teve como resultado a “Carta de Cachoeira do Sul sobre Mudanças Climáticas”]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>
<p>O campus da Universidade Federal de Santa Maria em Cachoeira do Sul sediou o III Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas (WGClima) de 5 a 7 de novembro. O evento reuniu cerca de 100 participantes entre estudantes, pesquisadores, gestores públicos, educadores e representantes da comunidade. O workshop consolidou-se como um espaço de diálogo entre universidade, setor público e sociedade, voltado à reflexão e à construção de soluções frente à crise climática.</p>
<p>A cerimônia de abertura ocorreu no Auditório do Sicredi e contou com a presença do prefeito de Cachoeira do Sul, Leandro Balardin, do vereador Ryan Rosa, representando a Câmara de Vereadores, do secretário municipal de Meio Ambiente, André Mateus Silveira, e do vice-diretor do campus, professor Giovani Leone Zabot. A presidente da comissão organizadora, professora Mariana Vieira Coronas, destacou, durante a solenidade, a importância de fortalecer redes de cooperação e de integrar o conhecimento científico às práticas locais. A palestra de abertura, intitulada <i>“Ciclos ambientais de longo e curto termos e o negacionismo climático”</i>, foi ministrada pelo professor André Jasper, da Universidade do Vale do Taquari (Univates).</p>
<p>Ao longo de três dias, o WGClima promoveu mesas-redondas, oficinas, apresentações de pôsteres e fóruns temáticos organizados nos seguintes eixos: <span style="color: initial">Cidades e Territórios Sustentáveis; </span><span style="color: initial">Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Recursos Naturais; </span><span style="color: initial">Infraestruturas Resilientes e Ferramentas Inteligentes; </span><span style="color: initial">Agricultura, Solo e Sustentabilidade; E</span><span style="color: initial">ducação, Comunicação e Justiça Climática; e </span><span style="color: initial">Saúde Climática e Bem-Estar Comunitário.</span></p>
<p>A programação do workshop incluiu também oficinas, espaços de diálogo e o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6zsJG06GuFw" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3D6zsJG06GuFw&amp;source=gmail&amp;ust=1762873702543000&amp;usg=AOvVaw3zsYG48wboHe2ldYTxu3e4"><b>Fórum de Encerramento</b>, transmitido pelo YouTube</a>, que contou com a participação dos mediadores de cada eixo: Ricardo de Souza Rocha, Marcelo Félix Alonso, Régis Leandro Lopes da Silva, Maria Inês Diel, Juan Galvarino Cerda Balcazar e Marina dos Santos, além da professora Mariana Coronas.</p>
<p>Entre as ações simbólicas desenvolvidas durante o evento, destacou-se o espaço “Luzes da Mudança”, na qual os participantes puderam escrever ideias, aprendizados e mensagens de esperança diante dos desafios climáticos em um mural iluminado. Outro destaque foi a arte coletiva Timbaúva do Clima. “Inspirados no tronco da timbaúva da entrada do campus, demos vida a uma nova história. Cada dedo, uma marca. Cada cor, uma voz. Folhas e flores surgiram das impressões digitais dos participantes — cores que representam união, diversidade e esperança. Assim floresceu a Timbaúva do Clima, arte coletiva criada durante o III Workshop Gaúcho sobre Mudanças Climáticas”, descreve o texto relativo à ação.</p>
<p>O WGClima contou com apoio da FAPERGS, Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia, UFSM – COP 30 Local, Pró-Reitoria de Extensão, Coordenadoria de Tecnologia Educacional da Prograd, Programa de Pós-Graduação em Agrobiologia da UFSM, Sicredi Gerações, empresas locais e projetos de extensão do campus.</p>
<p>Como principal produto das discussões, foi redigido coletivamente a “<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/376/2025/11/CARTA-DE-CACHOEIRA-DO-SUL-SOBRE-MUDANCAS-CLIMATICAS.docx-1.pdf"><em>Carta de Cachoeira do Sul sobre Mudanças Climáticas</em></a>”, que sintetiza as reflexões e compromissos assumidos pelos participantes. A carta destaca a necessidade de ação imediata, solidária e baseada na ciência, articulando conhecimento técnico e saberes locais em prol da adaptação e da justiça climática.</p>
</div>
<p><em><strong>Texto e foto</strong>: Setor de Comunicação Campus Cachoeira do Sul </em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Graduando em Ciências Sociais participa de evento no Uruguai:  "hacia el Plan de Acción en Género y Cambio Climático (2026-2030)"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/labis/2025/08/30/graduando-em-ciencias-sociais-participa-de-evento-no-uruguai-hacia-el-plan-de-accion-en-genero-y-cambio-climatico-2026-2030</link>
				<pubDate>Sat, 30 Aug 2025 20:40:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/labis/?p=324</guid>
						<description><![CDATA[O estudante do curso de Bacharelado em Ciências Sociais (UFSM) e membro do Laboratório de Investigação Sociológica (LABIS/UFSM), Eric Quevedo Silva, participou do &#8220;Diálogo Regional Norte hacia el Plan de Acción en Género y Cambio Climático 2026–2030&#8220;, em Tacuarembó &#8211; Uruguai. O evento, realizado no dia 2 de agosto, também reuniu representantes dos estados de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>O estudante do curso de Bacharelado em Ciências Sociais (UFSM) e membro do Laboratório de Investigação Sociológica (LABIS/UFSM), <em>Eric Quevedo Silva</em>, participou do "<strong>Diálogo Regional Norte hacia el Plan de Acción en Género y Cambio Climático 2026–2030</strong>", em Tacuarembó - Uruguai. O evento, realizado no dia 2 de agosto, também reuniu representantes dos estados de Rivera, Cerro Largo e Durazno para discutir os desafios climáticos com foco na interseção gênero e território.</p>
<p>O evento, que integra um processo consultivo nacional do Uruguai, utilizou a metodologia de "Memorias Afetivas", que combina a educação, memória coletiva e participação política. A partir dessa abordagem, os participantes reconstruíram a história climática de suas comunidades entre 1995 e 2025, identificando eventos extremos e seus impactos emocionais e sociais.</p>
<p>Segundo relato do estudante, o evento: "<em>foi uma oportunidade incrível de ver como a pesquisa pode ser aplicada para pensar problemas reais. Além de que a temática vai diretamente de encontro à minha proposta de trabalho de conclusão de curso. A metodologia utilizada, que valoriza as experiências e saberes das comunidades, foi muito interessante e inovadora. Sem dúvidas reflete uma realidade diferente</em> [da brasileira]<em>, que contribui na consolidação da cultura política participativa na sociedade uruguaia.</em>"</p>
<p>O estudante também ressaltou a importância de eventos como esse para a formação acadêmica e o engajamento cívico. "<em>Ter a possibilidade de participar de um evento como este foi muito relevante na minha formação, para isso o apoio da coordenação do curso de Bacharelado em Ciências Sociais foi fundamental. Ver o compromisso dos governos e da sociedade civil em construir um plano de ação conjunto, é um exemplo de gestão pública que busca o desenvolvimento de políticas públicas pensadas para e pelo território, considerando o conhecimento local e as vulnerabilidades socioambientais</em>", destacou.</p>
<p>A iniciativa, promovida pela <strong>Dirección Nacional de Cambio Climático</strong> do Ministerio de Ambiente do Uruguai e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visa elaborar um novo Plano de Ação em Gênero e Mudanças Climáticas. O evento contou com a presença de autoridades como <em>Mónica Xavier</em> (diretora do Instituto Nacional de las Mujeres), <em>Paola Ifrán</em> (diretora de Gênero do Ministério do Meio Ambiente) e <em>Jorge Castelli</em> (diretor geral de Desenvolvimento Social da Intendência de Tacuarembó).</p>
<p>O <strong>objetivo é que as recomendações levantadas no diálogo sirvam de base para políticas públicas</strong> que garantam a equidade de gênero, a inclusão e a sustentabilidade, reconhecendo que os impactos das mudanças climáticas afetam de forma diferenciada mulheres e outras diversidades.</p>
<p>Para mais informações sobre o evento, acesse:</p>
<p><a style="color: #000000" href="https://www.gub.uy/ministerio-desarrollo-social/comunicacion/noticias/uruguay-profundiza-su-compromiso-justicia-climatica-igualdad-genero-dialogo">Uruguay profundiza su compromiso con la justicia climática y la igualdad de género en diálogo regional</a></p>
<p><a style="color: #000000" href="https://www.undp.org/es/uruguay/noticias/se-realizo-el-dialogo-regional-norte-sobre-genero-y-cambio-climatico">Se realizó el Diálogo Regional Norte sobre Género y Cambio Climático</a></p>
<p> </p>
<p>#LABIS #CiênciasSociais #MudançasClimáticas #Gênero #Uruguai #Pesquisa</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/683/2025/08/DSC03677-2.jpeg" alt="DSC03677 (2)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/683/2025/08/DSC03629.jpeg" alt="DSC03629" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/683/2025/08/DSC03652.jpeg" alt="DSC03652" /></figure>			
		https://youtu.be/16Qu9TxbLZ8]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Campus Cachoeira do Sul sediará o 3º Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/07/campus-cachoeira-do-sul-sediara-o-3o-workshop-gaucho-de-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 11:30:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-cs]]></category>
		<category><![CDATA[wgclima]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70039</guid>
						<description><![CDATA[De 5 a 7 de novembro, evento irá discutir os desafios e estratégias frente às mudanças climáticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/WGClima-inscricoes-em-breve.jpg"><img class="alignright  wp-image-70040" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/08/WGClima-inscricoes-em-breve.jpg" alt="" width="419" height="524" /></a>Entre os dias 5 e 7 de novembro, o campus da UFSM em Cachoeira do Sul será sede do 3º Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas (WGClima), evento que reunirá pesquisadores, estudantes, profissionais e representantes da sociedade civil para discutir os desafios e estratégias frente às mudanças climáticas no Rio Grande do Sul. A cada ano, o evento é realizado em uma universidade gaúcha diferente. As edições anteriores ocorreram na FURG, em 2023, e na UFPel, em 2024.</div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Com uma programação diversificada, a ser definida em breve, a 3ª edição do workshop contará com apresentações de trabalhos científicos, oficinas e mesas-redondas com especialistas renomados nas áreas de clima, meio ambiente, sustentabilidade, políticas públicas e tecnologias aplicadas. </span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">O evento tem como público-alvo tanto a comunidade acadêmica quanto a sociedade em geral</span><span style="font-size: revert;color: initial">, promovendo o diálogo entre ciência e ação prática. “Nosso objetivo é promover um evento interdisciplinar, que dialogue com diferentes áreas do conhecimento e também com a sociedade", afirma a professora Mariana Vieira Coronas, presidente da Comissão Organizadora da terceira edição do evento.</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">A chamada para submissão de trabalhos já está aberta. As inscrições gerais para oficinas, mesas-redondas e demais atividades do WGClima devem ser abertas no próximo mês.</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Mais informações podem ser encontradas no </span><a style="font-size: revert" href="https://evento.nte.ufsm.br/WGClima/home" target="_blank" rel="noopener">site do evento</a> <span style="font-size: revert;color: initial">e no perfil do Instagram </span><a style="font-size: revert" href="https://instagram.com/wgclima2025" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://instagram.com/wgclima2025&amp;source=gmail&amp;ust=1754645857182000&amp;usg=AOvVaw3pWAj0yXcyXBFgrLpXEmCa">@wgclima2025</a><span style="font-size: revert;color: initial">.</span></div>
<div> </div>
<h3><span style="color: revert;font-size: revert;font-weight: revert">Submissão de trabalhos está aberta</span></h3>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Até o dia 17 de agosto</span><span style="font-size: revert;color: initial">, estão abertas as submissões de trabalhos para o 3º WGClima. Os resumos aprovados serão apresentados como pôster digital</span><span style="font-size: revert;color: initial">, com </span><span style="font-size: revert;color: initial">possibilidade de seleção para apresentação oral e publicação em revistas científicas</span><span style="font-size: revert;color: initial">.</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Os trabalhos devem ser inscritos em um dos seis eixos temáticos: Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Recursos Naturais; Cidades e Territórios Sustentáveis; Agricultura, Solo e Sustentabilidade; Infraestruturas Resilientes e Ferramentas Inteligentes; Educação, Comunicação e Justiça Climática; e Saúde Climática e Bem-Estar Comunitário.</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">As submissões devem ser feitas pelo </span><a style="font-size: revert" href="https://evento.nte.ufsm.br/WGClima/call-for-papers" target="_blank" rel="noopener">site</a><span style="font-size: revert;color: initial">, onde também estão disponíveis as orientações e prazos.</span></div>
<div> </div>
<h3><span style="color: revert;font-size: revert;font-weight: revert">Evento é contemplado com recursos do Crea-RS e da Fapergs</span></h3>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Destacando a relevância do evento no cenário estadual e contribuindo diretamente para a realização de uma programação ainda mais qualificada e acessível, o 3º WGClima foi contemplado em dois importantes editais de fomento: o Edital de Patrocínio do Crea-RS nº 001/2025 e o Edital de Auxílio para Organização de Eventos da Fapergs</span><span style="font-size: revert;color: initial">.</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Ambos os editais têm como objetivo apoiar ações voltadas à popularização e difusão da ciência, da tecnologia e da inovação, fortalecendo atividades acadêmicas e científicas em diferentes esferas.</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-size: revert;color: initial">Além dos recursos obtidos via editais, a organização do workshop segue em busca de novos apoios e patrocínios junto a entidades públicas, empresas e organizações locais, com o objetivo de ampliar o alcance e a estrutura do evento.</span></div>
<div> </div>
<div><em style="font-size: revert;color: initial">Texto: Setor de Comunicação da UFSM-CS</em></div>
<div> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Planeta em mudança: o que contar às crianças?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/maonamidia/2025/07/29/planeta-em-mudanca-o-que-contar-as-criancas</link>
				<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 14:12:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[mãonamídia]]></category>
		<category><![CDATA[maonamidia; educomunicacao;]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/maonamidia/?p=302</guid>
						<description><![CDATA[Com cuidado e verdade, é possível preparar crianças para entender e agir frente à crise climática. A crise climática é um assunto urgente, e as crianças também fazem parte dessa conversa. Mesmo que ainda não compreendam todos os dados, elas percebem os extremos de calor, o noticiário cheio de enchentes ou incêndios e o sentimento [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:heading {"textAlign":"left"} -->
<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><em>Com cuidado e verdade, é possível preparar crianças para entender e agir frente à crise climática.</em></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A crise climática é um assunto urgente, e as crianças também fazem parte dessa conversa. Mesmo que ainda não compreendam todos os dados, elas percebem os extremos de calor, o noticiário cheio de enchentes ou incêndios e o sentimento de preocupação dos adultos. Mas como explicar isso sem causar medo ou desesperança?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A resposta está no equilíbrio entre verdade e acolhimento. E, acima de tudo, convidá-las a fazer parte da solução. Segundo o Instituto Clima e Sociedade, não devemos fingir que nada está acontecendo, mas sim oferecer informação com empatia e mostrar que ainda há esperança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conversar com crianças sobre as mudanças no planeta é um ato de respeito e afeto. É possível ser sincero sem assustar. Com palavras simples, podemos explicar que o clima está mudando porque queimamos muitas coisas que soltam fumaça no ar, e isso prejudica a natureza e o nosso jeito de viver. Mas também podemos mostrar que há muita gente trabalhando para cuidar do planeta e que elas podem fazer parte disso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, crianças e adolescentes são agentes de transformação. Quando se sentem incluídas, podem levar ideias para suas escolas, famílias e comunidades. Plantar essa semente é preparar uma geração mais consciente e engajada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um exemplo disso, é o que fazemos no nosso projeto Mão na Mídia, atuamos  em escolas de ensino fundamental e médio com oficinas, rodas de conversa e atividades educativas sobre a crise climática. A ideia é informar, mas também estimular o pensamento crítico e o protagonismo de crianças e adolescentes. Mais do que entender o problema, o projeto convida os estudantes a pensar em soluções. Ao abrir esse diálogo, mostramos que o futuro pode ser diferente, e que ele começa com o cuidado no presente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Algumas dicas para conseguir conduzir esse tipo de conversa em casa ou nas escolas são:</span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400"> Use o mundo ao redor como ponto de partida. </span>Fale sobre o calor intenso, a falta de chuvas ou a enchente que viram na TV.</li>
<li>Pergunte o que elas sentiram. A escuta ativa é tão importante quanto a fala</li>
<li><span style="font-weight: 400">Fale a verdade, mas com linguagem adequada</span></li>
<li>Foque na ação, não no medo. O medo paralisa. A ação empodera. Mostre caminhos:</li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Economizar água e luz</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Cuidar das plantas</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Separar o lixo</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Andar mais a pé ou de bicicleta</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Participar de mutirões ambientais</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></li>
</ul>
<ol start="4">
<li><span style="font-weight: 400"> Dê bons exemplos. Crianças aprendem mais pelo que veem do que pelo que ouvem. Quando adultos demonstram cuidado com o planeta, elas seguem esse comportamento com naturalidade.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A conversa sobre clima pode ser leve, cheia de perguntas, com espaço para imaginar soluções e até criar histórias. Pode ser feita com livros, vídeos educativos, desenhos e passeios pela natureza.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-weight: 400">A verdade é que o mundo precisa do olhar das crianças tanto quanto elas precisam entender o mundo. Ao incluir os pequenos nesse diálogo, mostramos que a mudança começa com o cuidado, e que esse cuidado pode ser aprendido desde cedo.</span></p>
<ol>
<li style="list-style-type: none"> </li>
</ol>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:image {"id":304,"width":"772px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/870/2025/07/pexels-karolina-grabowska-7692758-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-304" style="width:772px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p> </p>
<p style="text-align: left"><span style="font-weight: 400">Ananda Matias Machado | Bolsista FIEX Mão na Mídia<br /></span><i><span style="font-weight: 400">Fontes consultadas: Texto inspirado no conteúdo do Instituto Clima e Sociedade (@institutoclimaesociedade no Instagram)</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:41:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Integrantes do Milpa apresentam artigo no ConbrasCC</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2025/06/04/integrantes-do-milpa-apresentam-artigo-no-conbrascc</link>
				<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 22:08:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[poscom]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/?p=119</guid>
						<description><![CDATA[Micael Olegário e Reges Schwaab foram autores de um dos quatorze artigos completos aprovados no Congresso
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <hr />
<p style="text-align: justify">O <a href="https://www.conbrascc.com.br/">Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas (ConBrasCC)</a> reuniu pesquisadores para discutir os desafios e os impactos das mudanças climáticas na saúde, no meio ambiente e na sociedade. Realizado no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o evento ocorreu entre os dias 29 e 31 de maio e contou com mais de 900 inscritos, de diversas regiões do país e áreas do conhecimento. Na programação, foi apresentado o artigo “Confluências para escutar e narrar emergências climáticas no Antropoceno”, de autoria de Micael Olegário e Reges Schwaab, pesquisadores do milpa - laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM). O trabalho foi um dos 14 artigos completos aprovados para o Congresso.</p>
<p style="text-align: justify">A produção, apresentada no segundo dia do evento, é um artigo de reflexão, com caráter teórico e ensaístico, que tem como objetivo pensar formas de narrar diante das emergências climáticas. Segundo Micael, o texto se baseia no diálogo que utiliza de dois conceitos: confluência, do <a href="https://www.ancestralidades.org.br/biografias-e-trajetorias/nego-bispo">Nêgo Bispo</a>, e paisagens multiespécies, da <a href="https://ea.fflch.usp.br/autor/anna-tsing">Anna Tsing</a>, como convites e provocações para o campo da comunicação e do jornalismo narrativo, “na linha de escutar e prestar atenção aos sinais do Antropoceno e as relações entre humanos e não-humanos”. O autor explica que a aproximação com o jornalismo narrativo latino-americano tem como exemplo o realismo mágico do jornalista colombiano Gabriel García Márquez. </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-19.05.04-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Micael Olegário apresentando no ConbrasCC.</figcaption>
										</figure>
		<hr />
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: justify">O que é o ConbrasCC</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: justify">O ConbrassCC, que teve como tema “Enchentes e desmoronamentos – impactos, desafios e perspectivas para a gestão dos serviços de saúde”, foi pensado com o propósito de debater acerca das mudanças climáticas e da crescente dos eventos climáticos extremos no Brasil. Um dos focos do evento foi refletir sobre as consequências das enchentes no Rio Grande do Sul. Além disso, os debates e painéis serviram para colocar em discussão temas que possibilitam a produção de conhecimento, tecnologias e inovação para o fortalecimento de ações estratégicas que previnam agravos futuros. </p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: justify">A primeira edição do ConBrasCC foi promovida pela <a style="color: #204c90" href="https://www.ufsm.br/">Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</a>, em parceria com o <a style="color: #204c90" href="https://husm.ufsm.br/">Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)</a> e com a <a style="color: #204c90" href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br"> Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)</a>. Focado principalmente na área da saúde, o evento destacou perspectivas sobre a gestão de serviços de saúde diante dos desastres climáticos, reforçando a intersecção entre pesquisa acadêmica e desafios práticos do setor.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: justify">O Congresso contou com palestras de representantes de entidades que estiveram na linha de frente no enfrentamento das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - dentre eles gestores de hospitais universitários e representantes das forças de segurança. Além disso, o evento dispôs de momentos destinados a debater sobre a preparação para futuros extremos climáticos, com participação de outras áreas do conhecimento.</p>
<p> </p>
<hr style="background-color: #ffffff;color: #000000;font-size: 16px" />
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Texto: Júlia Petenon (milpa/UFSM).</i></p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Revisão: Micael Olegário (milpa/UFSM) e Anna Júlia da Silva (milpa/UFSM). </i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/25/evento-na-ufrgs-debate-enchentes-no-rs-e-mudanca-climatica</link>
				<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 16:15:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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						<description><![CDATA[Com a presença da economista Sara Ahmed, conselheira do V20, grupo de países mais vulneráveis às mudanças do clima, e da diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, no dia 14 de março (sexta-feira), a partir das 9h, acontece a Conferência Científica de encerramento [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Com a presença da economista Sara Ahmed, conselheira do V20, grupo de países mais vulneráveis às mudanças do clima, e da diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, no dia 14 de março (sexta-feira), a partir das 9h, acontece a Conferência Científica de encerramento do projeto RS: Resiliência&amp;Sustentabilidade, promovido pela então Secretaria para Apoio à Reconstrução do RS (SERS), do governo federal, em cooperação com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).</p>
<p><strong>Projeto</strong></p>
<p>Maneco Hassen, que foi secretário-executivo da SERS e atualmente chefia o escritório de representação do governo federal no RS, explica que o projeto foi pensado para servir como um legado de reflexões sobre as perspectivas do RS frente à nova realidade de mudanças climáticas. “O desastre que vivemos há quase um ano foi paradigmático de uma mudança de era. Existem vários indícios de que a mudança do clima já está interferindo em vários aspectos da vida das pessoas e da economia gaúcha. É preciso pensar sobre isso e não ter medo de assumir as condutas necessárias para enfrentar esse problema, sempre com foco nas pessoas e na sociedade”, diz. Para Maneco, os cientistas precisam ser chamados a investigar, refletir e falar, apontando caminhos de superação dos danos potenciais desta nova realidade do clima. “Essa é um pouco a síntese desse projeto, que iniciamos ainda na SERS e que está gerando os seus resultados agora. O mais importante, eu acho, é que são cientistas gaúchos, professores em nossas universidades federais, que estão falando”, arremata.</p>
<p>Ricardo Pereira, diretor de projetos da FESPSP, relata que o envolvimento da fundação paulista para cooperar com a SERS, ocorre em função da relevância social e ambiental de um problema de caráter regional, com repercussão nacional. “A FESPSP, possui expertise nesta área e não poderia deixar de contribuir para ajudar a buscar soluções que possam mitigar os problemas ambientais urbanos”, diz. Conforme o diretor da FESPSP, os estudos desenvolvidos pelos professores das universidades federais do RS tratam da realidade regional, mas têm grande valia para o país e para o mundo. “São estudos sobre questões específicas do RS, mas que revelam uma nova realidade que poderá se manifestar em qualquer estado e mesmo em qualquer país. Entender a mudança climática e pesquisar medidas para mitigar ou mesmo evitar a ampliação dos desastres, é fundamental para todos. As mudanças do clima são um problema global e estão sendo sentidas, em maior ou menor grau, em todas as regiões”, argumenta. De acordo com Pereira, a cooperação da FESPSP neste projeto deu-se a partir de sua experiência anterior nas áreas ambiental e de saneamento e, conjugada com a participação de universidades gaúchas, foi a maneira que a instituição de estudo e pesquisa de São Paulo encontrou para ajudar concretamente o RS frente à tragédia das enchentes de 2024. “Quando conhecemos o projeto, não hesitamos. A reflexão e a pesquisa são nosso campo de atuação”, conclui.</p>
<p>O projeto subsidiou linhas de pesquisas já existentes nas universidades federais com sede no Rio Grande do Sul, contou com o apoio das reitorias para a escolha e foi financiado através de uma doação dirigida à FESPSP pela Open Society Foundations, instituição global de filantropia privada que apoia grupos independentes que trabalham pela justiça, governança democrática e direitos humanos. “Fizemos um processo de busca ativa”, explica João Ferrer, um dos consultores dedicados ao projeto. “Primeiro, reunimos com as reitorias, explicamos os objetivos do projeto e fizemos uma lista de pesquisas que estavam sendo realizadas sobre a temática da mudança climática ou especificamente sobre as cheias. Após essa fase, representantes da SERS e da FESPSP escolheram 10 pesquisas para serem subsidiadas, com o compromisso que fossem apresentadas, num prazo de seis meses, em formato de <em>Policy Papers</em>. Esses artigos foram compilados e comporão um livro, que será entregue durante o evento e, depois, disponibilizado para pesquisadores, gestores e outros interessados na temática”, complementa.</p>
<p><strong>Evento</strong></p>
<p>A Conferência Científica de encerramento do projeto ocorrerá durante todo o dia 14 de março (sexta-feira), no salão de atos da UFRGS, e contará com um painel de abertura com uma das principais autoridades mundiais em mudanças do clima, a economista filipina Sara Ahmed, conselheira do V20. Estará presente, também, para o painel de encerramento, a diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, ex-secretária de Meio Ambiente de Pernambuco. Entre a abertura e o encerramento, os professores pesquisadores apresentarão seus artigos para o público presente. A programação completa pode ser acessada no site rs-resiliente.com.br, onde é possível, também, realizar a inscrição, que é gratuita.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Curso Online de Extensão da USP sobre Arte e Emergência Climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/2024/11/12/curso-online-de-extensao-da-usp-sobre-arte-e-emergencia-climatica</link>
				<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 17:46:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[museu ipiranga]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>

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						<description><![CDATA[Queimadas, enchentes, temperaturas extremas, secas, escassez de água: a situação atual de emergência climática nos desafia a repensar a ideia de progresso que nos trouxe até aqui. Neste curso, será discutido como a arte pode sensibilizar, informar e mobilizar a sociedade frente à crise ambiental. A partir da análise de obras do acervo histórico do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: justify">Queimadas, enchentes, temperaturas extremas, secas, escassez de água: a situação atual de emergência climática nos desafia a repensar a ideia de progresso que nos trouxe até aqui.</p><p style="text-align: justify">Neste curso, será discutido como a arte pode sensibilizar, informar e mobilizar a sociedade frente à crise ambiental. A partir da análise de obras do acervo histórico do Museu Paulista, verão como representações visuais ajudaram a construir e consolidar um imaginário de progresso – ao mesmo tempo em que evidenciam processos de degradação ambiental e social ao longo do tempo.</p><p style="text-align: justify">As aulas incentivam ainda uma reflexão crítica sobre o papel dos museus na criação de novos imaginários e na ampliação da nossa compreensão sobre diferentes formas de habitar o mundo.</p><p style="text-align: justify"><a href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoListarCursoUnidade?cod_unidade=33" target="_blank" rel="noopener"><strong>Inscrições até 20 de novembro, neste link</strong></a> (é necessário fazer o cadastro no site da USP).</p><p style="text-align: justify">O curso será realizado em ambiente virtual, por meio do <strong>perfil do Museu do Ipiranga na plataforma YouTube</strong> <strong>nos dias 25 e 26 de novembro</strong> (segunda e terça-feira) <strong>das 18h às 21h</strong> e terá <strong>certificado de 6 horas</strong>.</p><p style="text-align: justify"><strong>Ministrantes:</strong> </p><p style="text-align: justify"><strong>Profa. Marcela Rosenburg Figueiredo</strong>: Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Arquitetura e Urbanismo também pela UFMG. Co-fundadora do grupo Micrópolis. Professora substituta do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).</p><p style="text-align: justify"><strong>Prof.  Vítor Roscoe Papini Lagoeiro</strong>: Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e co-fundador do grupo de arquitetura e urbanismo Micrópolis. </p><p style="text-align: justify"><strong>Prof. Felipe Carnevalli De Brot</strong>: Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição (NPGAU) e mestre em Ciências Sociais pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS – Paris, França). É editor da Editora Piseagrama, co-fundador do grupo Micrópolis e pesquisador no grupo de pesquisa-extensão Cosmópolis (UFMG).</p><p style="text-align: justify"><strong>Programação</strong>:</p><ul style="list-style-type: square;text-align: justify"><li>Módulo 1: Narrativas e contra narrativas</li></ul><p style="text-align: justify">                          Narrativas históricas e colonialidade do saber</p><p style="text-align: justify">                          A problemática das imagens</p><p style="text-align: justify">                          Rever as imagens, repensar a história e criar novos imaginários</p><ul style="list-style-type: square;text-align: justify"><li>Módulo 2: Cidades e emergência climática</li></ul><p style="text-align: justify">                           Monocultura do pensamento, urbanização extensiva</p><p style="text-align: justify">                           Crise climática como crise cultural</p><p style="text-align: justify">                          Abrir o mundo a outros mundos</p><p style="text-align: justify">                          Reflorestar a imaginação através da arte</p><p style="text-align: justify"><a href="https://clickmuseus.com.br/museu-do-ipiranga-curso-online-arte-e-emergencia-climatica-gratis/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Para mais informações, acesse o link</strong></a>.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos climáticos futuros"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/09/30/restaurar-e-conservar-e-a-unica-resposta-possivel-para-reduzir-o-impacto-de-eventos-climaticos-futuros</link>
				<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 14:16:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[extensao]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66959</guid>
						<description><![CDATA[Proposta da UFSM visa desenvolver um espaço educativo para relembrar as tragédias que assolaram a Quarta Colônia e conscientizar as futuras gerações]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Fomentar a preservação da memória e conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas é o objetivo do projeto </span><b>MEMORAR QC- Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400">. A iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco e partiu do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-251 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-25-at-23.13.20-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para compreender mais sobre o projeto, seus objetivos e como pretende impactar a comunidade, conversamos com o professor Adriano Severo Figueiró, coordenador da proposta. Confira a entrevista:</span></p>
<ol>
<li><b> Em que contexto o projeto MEMORAR QC foi desenvolvido?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Sabemos que não estamos vivendo um momento qualquer na história da humanidade. A aceleração do processo industrial pós segunda guerra não apenas acelerou a velocidade de produção e consumo de recursos no planeta, como estabeleceu uma nova ordem de significados e de valores para a forma como nos relacionamos com a natureza. Temos popularmente chamado de </span><b>Antropoceno</b><span style="font-weight: 400"> este momento tão controverso e de transformações bruscas na dinâmica da sociedade e nas dinâmicas da natureza. Uma das principais consequências do Antropoceno tem sido a mudança nos ritmos climáticos, com acentuação de eventos extremos como secas, inundações, anticiclones, etc., o que amplia exponencialmente a vulnerabilidade das comunidades, especialmente aquelas com baixa capacidade econômica e menor capacidade de resposta, além de sobrecarregar toda a estrutura de saúde, logística e infraestrutura do Estado.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">O Rio Grande do Sul tem sido palco desse novo cenário de incertezas climáticas, e esse processo tende a se aprofundar nas próximas décadas. Isso exige da comunidade científica uma resposta forte, e que seja capaz de ultrapassar a mera indicação tecnológica de reconstrução. É preciso preparar a comunidade para a construção de um processo de resiliência, capaz de mitigar os efeitos desses fenômenos que virão, ao mesmo tempo em que buscamos uma mudança na trajetória desenvolvimentista desse modelo que nos trouxe para essa condição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dar início à </span><b>construção de um processo de resiliência climática na comunidade da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400"> é a principal contribuição do nosso projeto. Buscamos a compreensão dos processos e as causas dos eventos que assolaram o território em maio de 2024, ao mesmo tempo em que se desenvolve a capacidade de refletir sobre as transformações pelas quais tem passado esse território nas últimas décadas e como poderemos enfrentar, reduzir e/ou mitigar o impacto dos eventos que teremos nas décadas seguintes. Todo esse processo pedagógico de alfabetização ecológica da comunidade traz como estratégia principal a montagem de um </span><b>Memorial das Águas e da Resiliência Climática</b><span style="font-weight: 400"> - um espaço educativo onde as escolas e as pessoas poderão se conectar com a ciência de uma forma mais lúdica e interpretativa.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Os impactos da tragédia climática sobre o território da Quarta Colônia assumem, nesse momento, relevância no cenário do Rio Grande do Sul, por conta das centenas de deslizamentos, dezenas de casas destruídas, perdas de infraestruturas viárias e de uma quantidade incalculável de solo fértil e pessoas afetadas. Também por se tratar de um Geoparque Mundial da Unesco, o que o torna um território que demanda um ordenamento voltado para a construção de estruturas mais resilientes e sustentáveis, incluindo processos de governança mais eficientes e assertivos. Infelizmente, não foi o que se verificou, e isso representa um grande desafio em termos da reconstrução a partir de um novo patamar de pensamento. Nesse sentido, o projeto tem por finalidade </span><b>a construção de um espaço educativo e de memória das tragédias climáticas que assolaram a Quarta Colônia nos séculos 20 e 21</b><span style="font-weight: 400">, com vistas a refletir sobre o ordenamento do território, fortalecer o capital social da comunidade e subsidiar a criação de um processo de resiliência climática que garanta um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável a partir desse marco histórico de maio de 2024.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade extensionista me acompanha desde o início da vida como docente na UFSM, em 1992. A minha grande angústia dentro da academia sempre foi perceber que uma fração muito pequena do conhecimento que produzimos acaba chegando nos espaços coletivos de organização da sociedade, como escolas, sindicatos, associações, prefeituras e empresas.  Não acho que a universidade exista apenas para resolver os problemas imediatos da sociedade, pois isso apenas reforçaria o aspecto tecnicista e instrumental do conhecimento, ao passo que o verdadeiro motivo de uma universidade está na capacidade de anunciarmos um novo mundo, de repensarmos nossa caminhada civilizatória. Portanto, fazer extensão, ou seja, usar o conhecimento produzido para estimular o movimento e fortalecer o capital social das comunidades, sempre foi algo que fez todo sentido com meu projeto de mundo e de sociedade.</span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o PROEXT-PG UFSM Além do Arco para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Este é um começo, com grande vitalidade, de muitas expectativas, </span><b>onde alunos de graduação e pós-graduação se somam aos docentes em busca de respostas reais</b><span style="font-weight: 400"> (e não apenas teóricas) aos problemas enfrentados pelo território. Acho que a instituição universitária em geral ainda não está preparada para esse tipo de desafio, mas esse é um processo que necessariamente vai começar a forçar uma mudança na organização e no olhar interno dentro da instituição, e isso por si só, já é um tremendo sucesso.</span></p>
<ol start="6">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade de extensão é a verdadeira fonte de validação do nosso conhecimento. Nossos experimentos, feitos em “condições controladas” de laboratório, ou operando apenas a partir da razão teórica, não são capazes muitas vezes de responder às necessidades concretas da sociedade, justamente porque nossos “algoritmos metodológicos” não costumam incorporar a complexidade dos processos reais que ocorrem quotidianamente na vida das comunidades. Todavia, quando vamos para a atividade extensionista, não há como eliminarmos os “ruídos” da complexidade, pois eles se colocam em nossa frente a cada passo e muitas vezes atropelam nossas teorias com muita facilidade. O trabalho extensionista é como, mal comparando, o desafio de se trabalhar em um pronto socorro, pois, por mais especialista que seja o médico, nunca se sabe que tipo de problema pode entrar por uma porta e, muitas vezes, diferentes problemas se entrecruzam na origem da urgência que se apresenta. Nesse cenário, a capacidade de compreensão sistêmica é muito mais resolutiva do que a hiperespecialização, e esse é o panorama da extensão, pois os extensionistas dialogam tanto com técnicos de prefeitura, ou professores de escolas, até agricultores com baixo nível de escolaridade ou crianças em processo de alfabetização. </span><b>É preciso construir espaços de mediação, reinterpretar, conectar diferentes dimensões do humano e do conhecimento</b><span style="font-weight: 400">, para gerar uma comunicação que seja eficiente e eficaz em termos de construção de sinergias </span></p>
<ol start="7">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400"> Estamos iniciando um processo lento e longo de transformação de consciências na comunidade, para que consigam compreender que restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos futuros. Esperamos chegar em 2026 com a comunidade da Quarta Colônia discutindo ativamente os seus problemas e sendo capazes de protagonizar algumas pequenas ações que podem se tornar gigantescas ao longo do tempo, como a recuperação de matas ciliares, a conservação de nascentes, a realocação de estruturas e atividades em áreas de risco, etc. </span><b>A principal contribuição do projeto não é a mudança do cenário, mas nas consciências que começarão a pensar os cenários do futuro.</b></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos climáticos futuros"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/26/restaurar-e-conservar-e-a-unica-resposta-possivel-para-reduzir-o-impacto-de-eventos-climaticos-futuros</link>
				<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 13:55:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=250</guid>
						<description><![CDATA[Proposta da UFSM visa desenvolver um espaço educativo para relembrar as tragédias que assolaram a Quarta Colônia e conscientizar as futuras gerações]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Fomentar a preservação da memória e conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas é o objetivo do projeto </span><b>MEMORAR QC- Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400">. A iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco e partiu do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-251 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-25-at-23.13.20-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para compreender mais sobre o projeto, seus objetivos e como pretende impactar a comunidade, conversamos com o professor Adriano Severo Figueiró, coordenador da proposta. Confira a entrevista:</span></p>
<ol>
<li><b> Em que contexto o projeto MEMORAR QC foi desenvolvido?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Sabemos que não estamos vivendo um momento qualquer na história da humanidade. A aceleração do processo industrial pós segunda guerra não apenas acelerou a velocidade de produção e consumo de recursos no planeta, como estabeleceu uma nova ordem de significados e de valores para a forma como nos relacionamos com a natureza. Temos popularmente chamado de </span><b>Antropoceno</b><span style="font-weight: 400"> este momento tão controverso e de transformações bruscas na dinâmica da sociedade e nas dinâmicas da natureza. Uma das principais consequências do Antropoceno tem sido a mudança nos ritmos climáticos, com acentuação de eventos extremos como secas, inundações, anticiclones, etc., o que amplia exponencialmente a vulnerabilidade das comunidades, especialmente aquelas com baixa capacidade econômica e menor capacidade de resposta, além de sobrecarregar toda a estrutura de saúde, logística e infraestrutura do Estado.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">O Rio Grande do Sul tem sido palco desse novo cenário de incertezas climáticas, e esse processo tende a se aprofundar nas próximas décadas. Isso exige da comunidade científica uma resposta forte, e que seja capaz de ultrapassar a mera indicação tecnológica de reconstrução. É preciso preparar a comunidade para a construção de um processo de resiliência, capaz de mitigar os efeitos desses fenômenos que virão, ao mesmo tempo em que buscamos uma mudança na trajetória desenvolvimentista desse modelo que nos trouxe para essa condição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dar início à </span><b>construção de um processo de resiliência climática na comunidade da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400"> é a principal contribuição do nosso projeto. Buscamos a compreensão dos processos e as causas dos eventos que assolaram o território em maio de 2024, ao mesmo tempo em que se desenvolve a capacidade de refletir sobre as transformações pelas quais tem passado esse território nas últimas décadas e como poderemos enfrentar, reduzir e/ou mitigar o impacto dos eventos que teremos nas décadas seguintes. Todo esse processo pedagógico de alfabetização ecológica da comunidade traz como estratégia principal a montagem de um </span><b>Memorial das Águas e da Resiliência Climática</b><span style="font-weight: 400"> - um espaço educativo onde as escolas e as pessoas poderão se conectar com a ciência de uma forma mais lúdica e interpretativa.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Os impactos da tragédia climática sobre o território da Quarta Colônia assumem, nesse momento, relevância no cenário do Rio Grande do Sul, por conta das centenas de deslizamentos, dezenas de casas destruídas, perdas de infraestruturas viárias e de uma quantidade incalculável de solo fértil e pessoas afetadas. Também por se tratar de um Geoparque Mundial da Unesco, o que o torna um território que demanda um ordenamento voltado para a construção de estruturas mais resilientes e sustentáveis, incluindo processos de governança mais eficientes e assertivos. Infelizmente, não foi o que se verificou, e isso representa um grande desafio em termos da reconstrução a partir de um novo patamar de pensamento. Nesse sentido, o projeto tem por finalidade </span><b>a construção de um espaço educativo e de memória das tragédias climáticas que assolaram a Quarta Colônia nos séculos 20 e 21</b><span style="font-weight: 400">, com vistas a refletir sobre o ordenamento do território, fortalecer o capital social da comunidade e subsidiar a criação de um processo de resiliência climática que garanta um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável a partir desse marco histórico de maio de 2024.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade extensionista me acompanha desde o início da vida como docente na UFSM, em 1992. A minha grande angústia dentro da academia sempre foi perceber que uma fração muito pequena do conhecimento que produzimos acaba chegando nos espaços coletivos de organização da sociedade, como escolas, sindicatos, associações, prefeituras e empresas.  Não acho que a universidade exista apenas para resolver os problemas imediatos da sociedade, pois isso apenas reforçaria o aspecto tecnicista e instrumental do conhecimento, ao passo que o verdadeiro motivo de uma universidade está na capacidade de anunciarmos um novo mundo, de repensarmos nossa caminhada civilizatória. Portanto, fazer extensão, ou seja, usar o conhecimento produzido para estimular o movimento e fortalecer o capital social das comunidades, sempre foi algo que fez todo sentido com meu projeto de mundo e de sociedade.</span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o PROEXT-PG UFSM Além do Arco para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Este é um começo, com grande vitalidade, de muitas expectativas, </span><b>onde alunos de graduação e pós-graduação se somam aos docentes em busca de respostas reais</b><span style="font-weight: 400"> (e não apenas teóricas) aos problemas enfrentados pelo território. Acho que a instituição universitária em geral ainda não está preparada para esse tipo de desafio, mas esse é um processo que necessariamente vai começar a forçar uma mudança na organização e no olhar interno dentro da instituição, e isso por si só, já é um tremendo sucesso.</span></p>
<ol start="6">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade de extensão é a verdadeira fonte de validação do nosso conhecimento. Nossos experimentos, feitos em “condições controladas” de laboratório, ou operando apenas a partir da razão teórica, não são capazes muitas vezes de responder às necessidades concretas da sociedade, justamente porque nossos “algoritmos metodológicos” não costumam incorporar a complexidade dos processos reais que ocorrem quotidianamente na vida das comunidades. Todavia, quando vamos para a atividade extensionista, não há como eliminarmos os “ruídos” da complexidade, pois eles se colocam em nossa frente a cada passo e muitas vezes atropelam nossas teorias com muita facilidade. O trabalho extensionista é como, mal comparando, o desafio de se trabalhar em um pronto socorro, pois, por mais especialista que seja o médico, nunca se sabe que tipo de problema pode entrar por uma porta e, muitas vezes, diferentes problemas se entrecruzam na origem da urgência que se apresenta. Nesse cenário, a capacidade de compreensão sistêmica é muito mais resolutiva do que a hiperespecialização, e esse é o panorama da extensão, pois os extensionistas dialogam tanto com técnicos de prefeitura, ou professores de escolas, até agricultores com baixo nível de escolaridade ou crianças em processo de alfabetização. </span><b>É preciso construir espaços de mediação, reinterpretar, conectar diferentes dimensões do humano e do conhecimento</b><span style="font-weight: 400">, para gerar uma comunicação que seja eficiente e eficaz em termos de construção de sinergias </span></p>
<ol start="7">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400"> Estamos iniciando um processo lento e longo de transformação de consciências na comunidade, para que consigam compreender que restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos futuros. Esperamos chegar em 2026 com a comunidade da Quarta Colônia discutindo ativamente os seus problemas e sendo capazes de protagonizar algumas pequenas ações que podem se tornar gigantescas ao longo do tempo, como a recuperação de matas ciliares, a conservação de nascentes, a realocação de estruturas e atividades em áreas de risco, etc. </span><b>A principal contribuição do projeto não é a mudança do cenário, mas nas consciências que começarão a pensar os cenários do futuro.</b></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Disciplina bilíngue discute Comunicação, Antropoceno e contexto de crise climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/09/04/disciplina-bilingue-discute-comunicacao-antropoceno-e-crise-climatica</link>
				<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 00:32:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antropoceno]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[poscom]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/?p=96</guid>
						<description><![CDATA[Neste segundo semestre de 2024, o Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFSM oferece disciplina eletiva dedicada a pensar a pesquisa e as práticas comunicacionais diante do cenário de emergências socioambientais na América Latina.  A disciplina Estudos Avançados III &#8211; Comunicação, Antropoceno e Crise Climática tem carga horária de 30 horas e funcionará nas quintas-feiras, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Neste segundo semestre de 2024, o <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação em Comunicação</a> da UFSM oferece disciplina eletiva dedicada a pensar a pesquisa e as práticas comunicacionais diante do cenário de emergências socioambientais na América Latina. </p><p>A disciplina <b>Estudos Avançados III - Comunicação, Antropoceno e Crise Climática</b> tem carga horária de 30 horas e funcionará nas quintas-feiras, entre 13h30 e 15h30, na modalidade remota e em dinâmica bilíngue (português e espanhol). Os encontros iniciam em 12 de setembro e seguem até dezembro. Acolherá estudantes de mestrado e de doutorado do POSCOM, de outros programas de pós-graduação da UFSM ou de outras Universidades.</p><p>Estudantes regulares do POSCOM devem fazer sua matrícula conforme os procedimentos usuais. Estudantes de outros programas ou de outras Universidades, interessados em cursar a disciplina como Aluno Especial, podem solicitar sua matrícula conforme calendário da UFSM (<a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/aluno-especial">saiba mais</a>). Informações complementares podem ser obtidas pelo e-mail <strong>poscom@ufsm.br</strong>.</p><p>O professor Reges Schwaab, docente permanente da linha de <em>Mídias e Identidades Contemporâneas</em> do POSCOM, e coordenador do <em>milpa - laboratório de jornalismo</em> (CNPq/UFSM), é o responsável pela disciplina. Reconhecer abordagens críticas e proposições de distintos saberes, especialmente os debates emergentes diante do Antropoceno, é um dos objetivos da proposta. Além disso, as atividades buscam fomentar conversações sobre a produção de conhecimento em Comunicação no contexto das Humanidades Ambientais e frente ao cenário de crise climática. </p><p>Os distintos tópicos de estudo incluem novos vocabulários, as interseccionalidades e o reconhecimento da transversalidade do ecológico, com foco em pensar a criação, a investigação e a coexistência de modos de narrar o Antropoceno. Busca, ainda, trabalhar a pluralidade de mundos e a capacidade de imaginar futuros possíveis a partir do contexto latinoamericano.</p>		
			<h5>Saiba mais:</h5>		
		<ul><li>Conheça <strong><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2024/09/comunicacao_antropoceno_e_crise_climatica.pdf" target="_blank" rel="noopener">ementa, programa e bibliografia básica</a></strong> (português/español); </li><li>Informações sobre matrícula: <strong>poscom@ufsm.br; <br /></strong></li><li>Contato com o professor: <strong>reges.schwaab@ufsm.br</strong></li></ul>		
													<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2024/09/Copia-de-Reportagem-e-Reconhecimento-no-Jornalismo-Narrativo-Latinoamericano-1024x576.jpg" alt="" />]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Neprade participa da criação de políticas públicas contra mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/23/neprade-participa-da-criacao-de-politicas-publicas-contra-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 11:25:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Neprade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66592</guid>
						<description><![CDATA[O projeto pode ser incorporado no Plano Clima do governo federal por meio de votação popular]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_66593" align="alignright" width="501"]<img class="wp-image-66593 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Biomas.png" alt="" width="501" height="485" /> Biomas Pampa e Mata Atlântica (Imagem: IBGE)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A Rede Sul de Restauração Ecológica apresentou uma proposta de restauração e conservação dos biomas gaúchos para o novo Plano Clima do governo federal. O conjunto de diretrizes será apresentado em 2025 com ações para reduzir o desmatamento e mitigar os efeitos da crise climática. A proposta também prevê a destinação de recursos do governo federal para agricultores e pecuaristas familiares do Rio Grande do Sul. O Núcleo Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM é um dos integrantes da Rede e colaborou na elaboração da iniciativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposição faz parte de um dos eixos do plano que está na fase de consulta popular. As 10 mais votadas em cada área avançam para a fase de análise e, caso aprovadas, integram a versão final do plano, oficializadas como políticas públicas. A proposta </span><a href="https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/planoclima/f/85/proposals/19481"><span style="font-weight: 400">pode ser votada na plataforma Brasil Participativo</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora de Engenharia Florestal da UFSM e atual coordenadora da Rede Sul de Restauração Ecológica, Ana Paula Rovedder, explica que o projeto do grupo tem como objetivo utilizar estratégias de recuperação produtiva nos biomas Pampa e Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. “São iniciativas que recuperam o ecossistema com técnicas que geram renda ou subsistência para o produtor rural”, explica. Enquanto o Pampa abrange as porções sul e nordeste do estado, a Mata Atlântica é encontrada na porção norte.</span></p>
<h3>Produtividade e sustentabilidade lado a lado</h3>
<p><span style="font-weight: 400">As características do Pampa tornam a pecuária em campo nativo, que consiste na criação de gado em uma área natural que mantém as características do ecossistema, um caminho para a recuperação produtiva. O manejo correto e orientado pelos princípios de conservação ambiental além de uma fonte de renda para o produtor, é uma forma de preservar a fauna, a flora e a recuperar este bioma que faz parte do território, história e cultura gaúcha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os benefícios da conservação do ecossistema nativo a professora aponta a cobertura do solo através da água da chuva. Em áreas degradadas o escorrimento da água é superficial e favorece a erosão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A preservação dos biomas também garante a manutenção dos agentes polinizadores que habitam essas áreas naturais e impactam na produtividade. “A polinização é fundamental para a produção de praticamente todas as culturas. No Brasil, toda a cadeia produtiva de alimentos, do mercado interno à exportação, é altamente dependente de polinizadores”, afirma Ana Paula. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro ponto importante é o sequestro do carbono atmosférico, apontado pela comunidade científica internacional, como o principal agente da mudança climática e seus eventos extremos. A cobertura vegetal das áreas naturais mantém o carbono no solo. Ao remover essa cobertura, os gases até então estocados no solo sobem para a atmosfera. O desmatamento, destaca Rovedder, é o maior responsável pela emissão de gases de efeito estufa no Brasil, um dos países com as </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-47490417"><span style="font-weight: 400">maiores áreas de ecossistemas intactas do mundo</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tais fatores são tão importantes que são classificados como serviços ecossistêmicos. Como a pesquisadora destaca, a degradação dos sistemas naturais inviabiliza a existência humana.</span></p>
<h3>Sobre a Rede Sul de Restauração Ecológica e o Neprade</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A Rede Sul de Restauração Ecológica foi fundada em 2021 e conta com cerca de 140 profissionais em restauração de biomas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Neprade é um grupo de pesquisa vinculado ao Departamento de Ciências Florestais do Centro de Ciências Rurais da UFSM, bem como ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPQ. Estudantes do curso de Engenharia Florestal, Agronomia, Zootecnia e Biologia, fazem parte da série de parceiros e instituições que auxiliam na discussão e implementação de projetos.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Fotos: Rede Sul de Restauração Ecológica (Divulgação/Instagram), Mapa dos Biomas (IBGE), Neprade (Divulgação/Iury Sanches)<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Santa Maria resiliente às mudanças climáticas" é tema de evento nesta quarta (31)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/07/30/santa-maria-resiliente-as-mudancas-climaticas-e-tema-de-evento-nesta-quarta-31</link>
				<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 14:19:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[ATHIS/REURB]]></category>
		<category><![CDATA[CAU]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66419</guid>
						<description><![CDATA[Discussão aberta à comunidade é promovida pelo curso de Arquitetura e Urbanismo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-family: arial, sans-serif"><span style="color: #1c1c1c"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-26-at-14.04.23.jpeg"><img class="alignright  wp-image-66420" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-26-at-14.04.23.jpeg" alt="" width="479" height="479" /></a>O </span>Programa de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social e Reurbanização de Assentamentos Humanos Precários da UFSM, vinculado ao curso de Arquitetura e Urbanismo, promove nesta quarta-feira (31) o <span style="color: #000000">9° Diálogo Temático </span>ATHIS/REURB, com o tema "</span>Uma Santa Maria resiliente às mudanças climáticas: impactos e possíveis cenários". Será a partir das 14h, no auditório do CAU, prédio 9F do Campus Sede. A programação pode ser conferida na imagem ao lado.</p>
<p><span style="color: #1c1c1c;font-family: arial, sans-serif">O evento tem por objetivo provocar reflexões sobre o tema e, se for do interesse dos participantes, dar início a um processo de construção de um projeto colaborativo entre os poderes públicos municipais, a UFSM e a sociedade civil organizada de Santa Maria.</span></p>
<p>A <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSenGwybrCeXoho-4JzIq-BkPvavwuhWlbPl_pqEaBbho8OyuQ/viewform?usp=sf_link" target="_blank" rel="noopener">inscrição</a> é aberta a todos os interessados na temática.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<div>
<p><span style="font-weight: 400">14h: Abertura | Acadêmica de Arq. e Urb. Lara Leites Schibulski </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">14h10min: Defesa Civil e mudanças climáticas |  Bel. Adão Claiton de Souza Lemos Ex-coordenador Municipal de Proteção de Defesa Civil </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">14h25min: Espacialização das áreas de risco em Santa Maria | Acadêmicas de Arq. e Urb. Elisa Procopio Brito e Luísa Xavier Pairé</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">14h35min: Plano municipal de redução de riscos (PMRR - Santa Maria/RS) | Profª. Drª. Geol. Andrea Valli Nummer</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">14h50min - Escorregamentos de encostas: um problema a ser enfrentado |  Prof. Dr. Eng. Civil Rinaldo Jose Barbosa Pinheiro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">15h05min - Integrando soluções baseadas na  natureza (sbn) ao planejamento urbano para redução de inundação e alagamentos |  Profª. Drª. Engª. Civil Rutineia Tassi</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">15h20min - Estratégias de resiliência urbana para Santa Maria  |  Prof. Dr. Arq. e Urb. Edson Luiz Bortoluzzi da Silva</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">15h35min - Reflexões e encerramento</span></p>
</div>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PRESERVAR PARA EXISTIR</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/23/preservar-para-existir</link>
				<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3921</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula recuperação de Áreas de Preservação Permanente ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3923} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Reportagem-Preservar-Para-Existir-Joao-e-Pedro-enhanced-mp3cut.net_.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->
<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->		
										<figure>
										<img width="1920" height="854" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/ILUSTRACAO-TXT.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida da UFSM estilizada em miniatura nas cores turquesa e laranja. O estilo geral é plano e simplificado, com cores sólidas e contornos nítidos. Há uma mão de cor laranja no canto superior esquerdo, que coloca uma peça de árvore na maquete. Várias árvores laranjas com bases verdes circulares estão espalhadas ao longo de um rio laranja que serpenteia pelo centro horizontal da imagem. No rio, há um barco de papel azul. Na esquerda da imagem e ao lado do rio, há uma placa de Área de Preservação Permanente - APP. Do outro lado do rio e na direita da imagem, está o Planetário da UFSM com teto preto e estrutura azul. No plano de fundo, há uma ponte preta que se estende horizontalmente. O fundo é azul." />											<figcaption>Maquete da UFSM | Ilustração: Pedro Pagnossin</figcaption>
										</figure>
		<p>Ao atravessar o Arco da UFSM, também se cruza a sanga Lagoão do Ouro. Próximo ao CTISM e à Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo, o córrego está em um local de grande circulação humana e animal. O Lagoão, com nascente no Residencial Novo Horizonte, é uma extensão do rio Vacacaí-Mirim e percorre o núcleo habitacional Fernando Ferrari, as vilas Santos Dumont, Santa Tereza e Assunção. O terreno em torno do córrego é delimitado como uma Área de Preservação Permanente (APP), mas, ao mesmo tempo, apresenta sinais de poluição. Para recuperar áreas como essa, foi criado o “Projeto de Proteção e Revestimento Vegetal”.  </p>
<p>A iniciativa é da Pró-reitoria de Infraestrutura (Proinfra) em parceria com o Laboratório de Engenharia Natural (LabEN), com coordenação da engenheira biofísica    e pesquisadora de pós-doutorado, Rita Sousa. A proposta é um exemplo do uso da engenharia natural  para a reconstituição de APPs. Essa modalidade se difere da engenharia civil por ter benefícios ecológicos e sociais para a fauna e a flora, como a regulação da temperatura ambiental. “O uso de plantas tem funções técnicas, como alta filtragem, que não são atendidas pela engenharia civil. Dependendo das exigências de cada local, a engenharia natural é o melhor caminho”, afirma a engenheira biofísica.</p>
<p>Para Rita, o conceito de engenharia natural remete a um conjunto de técnicas que utilizam elementos da própria natureza a fim de proporcionar estabilidade na área em que é aplicada. Nessa modalidade, o uso de plantas, madeira, pedras e outros materiais inorgânicos são importantes devido às suas funcionalidades ecológicas. A engenharia natural tem sido utilizada em diversas partes do mundo como uma alternativa para amenizar os impactos da degradação ambiental.</p>
<p>A sanga Lagoão do Ouro foi escolhida como área pioneira para aplicação do projeto, criado em 2022, devido ao alto nível de erosão no local. Rita argumenta que o objetivo é diminuir a incidência de desgaste das margens do córrego, com a  introdução de espécies de plantas nativas da região, “A erosão está progredindo rapidamente nos dois lados da área. Achamos que era um ponto importante para aplicar o projeto já que há grande circulação de pessoas”, conta Rita. Já foram feitos estudos sobre a água, solo e relevo da região, e agora a iniciativa está na fase de contratação da execução.</p>		
			<h4>Legislação das APPs</h4>		
		<p>O <em><strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm" target="_blank" rel="noopener">Código Florestal Brasileiro</a></strong></em>, criado em 2012, define que as APPs são locais protegidos e voltados à conservação do ecossistema. Essa legislação tem especificações para zonas urbanas e rurais. O Artigo 4° impõe o estabelecimento de margens, com metragens específicas, ao redor de cursos d’água, conforme sua largura. Em áreas urbanas, por exemplo, as margens devem ter 30 metros, e em regiões rurais, 100 metros - exceto para corpos d’água com até 20 hectares de superfície, o que equivale a aproximadamente 20 campos de futebol.</p>
<p>Em 2020, a UFSM recebeu a <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/licenca-de-operacao-do-campus-sede-da-ufsm" target="_blank" rel="noopener">Licença de Operação</a></strong></em>, emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A coordenadora do Setor de Planejamento Ambiental e Urbano da Proinfra, Nicolli Reck, explica que após receber o documento, a Universidade passou a monitorar as APPs. “A partir de então, a nossa prioridade é recuperar todos os locais de preservação do Campus”, pontua.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/areas-de-preservacao-permanente-campus-sede-ufsm" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Conforme dados da Proinfra</strong></em></a>, na UFSM, aproximadamente 16% da extensão territorial total são de APPs e 144,9 desses hectares possuem necessidade de recomposição. O pró-reitor de Infraestrutura, Mauri Lobler, explica que o setor mapeia o terreno da UFSM e elabora estratégias de restabelecimento dessas áreas. “Elaboramos um plano de recuperação, com o plantio de árvores e projetos de revestimento vegetal”, acrescenta.</p>		
			<h4>Resiliência nas correntezas </h4>		
		<p>Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior catástrofe climática da sua história. Conforme dados da <em><strong><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/inicial" target="_blank" rel="noopener">Defesa Civil</a></strong></em>, 95% das cidades do estado foram afetadas por alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de energia e falta de água potável.</p>
<p>Devido ao grande volume de chuvas, nos primeiros dias do evento climático extremo, a Prefeitura de Santa Maria registrou pontos de alagamento causados pelo aumento do nível da água do Rio Vacacaí-Mirim, próximos ao Lagoão. Os alertas de evacuação foram emitidos nos bairros João Goulart, Km 3 e Campestre do Menino Deus, na região leste do município.</p>
<p>As Áreas de Preservação Permanente (APP) contribuem ativamente para reduzir os riscos de enchentes. Rita exemplifica como uma área preservada se comporta ao receber grandes quantidades de água: “Em um muro de concreto, há pouca permeabilidade e maior risco de transbordar. Já em uma área com vegetação, a água tem menor velocidade e a infiltração ocorre de forma mais eficiente”.</p>
<p>As APPs não agem sozinhas: a combinação de estratégias estruturais e medidas de categorização, manutenção e recuperação de áreas naturais amenizam os riscos de enchentes. A engenheira ainda ressalta que o projeto será um dos pilares para a reconstituição das APPs no Campus, o que vai permitir que elas diminuam os riscos de enchentes.</p>
<p>Durante o período de calamidade, a UFSM promoveu uma série de ações para dar suporte à comunidade atingida. Dentre as iniciativas, houve mutirão para produção de alimentos, recolhimento de doações, recuperação de eletrodomésticos, auxílio na construção de abrigos emergenciais, assistência psicológica, entre outras ações, registradas no <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/crise-climatica-rs-2024" target="_blank" rel="noopener">site</a></strong></em> da Universidade.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e ângulo fechado, de uma placa que delimita uma Área de Preservação Permanente. A placa tem tem detalhes em azul e prata fixada em um suporte de madeira. Está com limo e suja, ao fundo, há árvores que fecham o ambiente ao redor. A iluminação é natural." /><figcaption>Placa de Área Preservação Permanete - APP | Foto: João Agripino Veigas</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/DSC_7642-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da sanga Lagoão do Ouro. A fotografia está em plano aberto, tirada em um ângulo de baixo para cima, com destaque para as águas e as pedras do córrego. A sanga está entre um corredor de árvores e vegetação. No lado esquerdo da imagem, uma encosta verde e arborizada que se eleva até uma ponte de concreto, que está por cima da sanga. No lado direito do córrego, há plantas rasteiras, pedras e arbustos ao longo das margens. Ao fundo da imagem, com leve desfoque, é possível ver árvores e prédios. A fotografia tem iluminação natural." /><figcaption>Sanga Lagoão do Ouro | Foto: João Agripino Veigas </figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e ângulo aberto, da Sanga Lagoão do Ouro. A corrente de água, no centro da imagem, tem cor cinza escuro e carrega dejetos como galhos de árvores e plásticos pequenos de cor branca. Nos dois lados do córrego, árvores compõem a mata ciliar. Também há galhos secos e pedras que circundam o córrego. É dia com céu nublado e a iluminação do lugar é natural." /><figcaption>Sanga Lagoão do Ouro | Foto: João Agripino Veigas </figcaption></figure>			
		<p><strong>Reportagem:</strong> João Victor Souza e Pedro David Pagnossin</p>
<p><strong>Contato: </strong>victor.souza@acad.ufsm.br/pedro.moro@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM promove seminário sobre mudanças climáticas e sistemas alimentares sustentáveis na Feicoop 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/07/09/ufsm-promove-seminario-sobre-mudancas-climaticas-e-sistemas-alimentares-sustentaveis-na-feicoop-2024</link>
				<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 13:30:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Feicoop]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas alimentares sustentáveis]]></category>

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						<description><![CDATA[Abertura oficial será na sexta (12), e discussões ocorrerão no domingo (14)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright wp-image-66230 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/07/4.jpg" alt="" width="504" height="504" />A UFSM promove no próximo final de semana, durante a Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), o seminário “Mudanças climáticas e os desafios na reconstrução de sistemas alimentares sustentáveis”. O objetivo é discutir ações que estimulem a agricultura familiar, a agricultura urbana e periurbana, a agricultura praticada pelos povos tradicionais, indígenas e quilombolas para garantir a segurança alimentar sustentável, especialmente após emergência climática que acometeu o Rio Grande do Sul.</p>
<p>A abertura do seminário será na sexta-feira (12), às 14h, no palco principal da Feicoop, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, com a presença do ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e do <span style="font-weight: 400">Ministro d</span><span style="font-weight: 400">o Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.</span> Também irão compor a mesa oficial o reitor da UFSM, Luciano Schuch, o pró-reitor de Extensão da UFSM e moderador da abertura, Flavi Ferreira Lisboa Filho, e a professora Rita Inês Paetzhold Pauli, organizadora do seminário.</p>
<p>Após a abertura oficial, o seminário terá continuidade no domingo, das 8h30 às 11h30, no Lonão Autogestão. Estarão em discussão os temas "agricultura urbana e periurbana sustentável, qualidades nutricionais dos alimentos, hortas comunitárias, prisionais e escolares".</p>
<p>O evento será aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Luís Gomes: “Eu acho que este é o momento central da cobertura de desastres: o antes”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/luis-gomes-eu-acho-que-este-e-o-momento-central-da-cobertura-de-desastres-o-antes</link>
				<pubDate>Sat, 29 Jun 2024 01:26:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[poscom]]></category>

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						<description><![CDATA[O jornalista do Sul21 participou da transmissão de “Futuros Possíveis: Comunicação, Informação e Desastres”, evento da UFSM no Dia Mundial do Meio Ambiente]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><i>“Futuros Possíveis: Comunicação, Informação e Desastres”</i> foi tema de evento promovido pelos grupos <i>milpa - laboratório de jornalismo</i>, <i>Mão na Mídia</i> e <i>Agenda 2030</i>, da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. Na programação, o painel <i>“Jornalismo na Cobertura de Desastres” </i>discutiu a tarefa de narrar acontecimentos de grande impacto que mobilizam o jornalismo tradicional e as mídias independentes. <i>O momento </i>contou com a participação da <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/sonia-bridi-ou-voce-e-um-jornalista-do-clima-ou-nao-esta-fazendo-o-seu-trabalho-como-deveria">jornalista</a><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/sonia-bridi-ou-voce-e-um-jornalista-do-clima-ou-nao-esta-fazendo-o-seu-trabalho-como-deveria"><i> Sônia Bridi</i>, da <i>Rede Globo</i></a>, e do jornalista <i>Luís Gomes</i>, do portal <i>Sul21</i>. A mediação foi realizada pela jornalista <i>Anna Júlia C. da Silva</i>.</p><p><i>Luís Gomes</i> é jornalista e Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização pela Universidade da Califórnia em Los Angeles. Com experiência prévia no <i>Portal Terra</i> e no <i>Diário Gaúcho</i>, ele é repórter do site <i>Sul21</i> desde 2015 e tornou-se sócio em 2020. Tem atuado em cobertura de questões ambientais, com foco especial na capital do Rio Grande do Sul. Em janeiro de 2022, já levantava questionamentos importantes em uma matéria publicada no portal: “Porto Alegre está preparada para os próximos eventos climáticos extremos?”. Agora, segue com uma cobertura abrangente das inundações, reportando o que está sendo considerado o maior desastre ambiental do estado. </p><p>A transmissão pode ser revista <a href="https://www.youtube.com/live/9lx9zk35Oc4?si=J-aosBx3Cu0hZqnJ"><b>neste link</b></a>. </p><p>Leia a transcrição do painel* com <i>Luís Gomes,</i> realizado no dia 5 de junho de 2024:</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: A partir da tua experiência, qual é o papel do jornalismo diante dos desastres ambientais?</b></p><p><b>LUÍS: </b>O papel do jornalismo se divide em três fases: antes, durante e depois dos desastres. Estava ouvindo a <i><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/sonia-bridi-ou-voce-e-um-jornalista-do-clima-ou-nao-esta-fazendo-o-seu-trabalho-como-deveria">Sônia Bridi </a></i><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/sonia-bridi-ou-voce-e-um-jornalista-do-clima-ou-nao-esta-fazendo-o-seu-trabalho-como-deveria">falar sobre o jornalismo ter falhado em pressionar os políticos e em cobrar medidas</a>, e acho que esse é o momento central da cobertura de desastres: o antes. Pela minha experiência, no momento específico do desastre, nas primeiras horas, ou uma, duas, três semanas depois, como no caso do Rio Grande do Sul, em que já estamos há mais de um mês nessa situação, esse início é mais de Hard News, de cobertura da tragédia, dos eventos, de passar informações para as pessoas que precisam muito delas – para onde ir, a questão dos abrigos, onde tem água. É a necessidade de informação mais urgente, que foi um pouco também o que fizemos no <i>Sul21</i>.</p><p><b>Nosso site sempre foi voltado para fazer uma cobertura mais analítica sobre temas que não estão tão em pauta no dia a dia</b>. Até pela sua natureza, um veículo pequeno não consegue acompanhar os Hard News, estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Voltamos nas coberturas para aprofundar questões importantes, e essa pauta ambiental é uma delas – depois vou falar mais sobre nosso histórico com o tema ambiental em Porto Alegre e os vários alertas que demos nos últimos anos. <b>No momento do desastre, nossa cobertura vira mais Hard News e, ao longo do tempo, passamos a politizar, não no sentido de partidarizar a discussão, mas de voltar ao debate para procurar apontar responsabilidades</b>. Acho que o <i>Sul21 </i>e o <i>Matinal</i>, outro veículo independente daqui, fizeram um trabalho muito importante ao apresentar as falhas no sistema de proteção contra cheias, no sistema de comportas e de manutenção, que já vinham sendo apontadas pelos próprios técnicos do DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos).</p><p>Resumindo minha fala, acho que essa cobertura, em um veículo independente como o nosso, se divide em três fases. O <i>antes</i>, que é estar sempre alertando para a possibilidade de um desastre acontecer – como você mesma disse, fizemos aquela matéria em janeiro de 2022 questionando se Porto Alegre estava preparada para eventos extremos, e se provou que não estava. O <i>durante</i>, que é um momento de foco em Hard News e, à medida que conseguimos dividir esse tempo com o aprofundamento dos temas, o <i>depois</i>, em que o desafio é não deixar o acontecimento cair no esquecimento e continuar debatendo e cobrando, especialmente para que medidas de fato sejam implementadas.</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA:</b> <b>Quais as potencialidades e os desafios de fazer jornalismo independente no contexto de desastres ambientais no Rio Grande do Sul? </b></p><p><b>LUÍS: </b>No <i>Sul21</i>, de forma bem clara, não conseguimos competir em noticiar primeiro e ter muitos furos que a imprensa tradicional tem. Então, o que fazemos é aprofundar. Um desses trabalhos que fazemos para aprofundar os temas ao longo dos anos é uma série de “especiais”. São cerca de cinco matérias que passamos três, quatro, cinco meses apurando e nos dedicamos realmente a debater os temas, trazendo vários especialistas, professores universitários, pessoas que se dedicam a vida inteira a estudar determinados assuntos.</p><p>A página de especiais do <i>Sul21</i> tem vários temas que são totalmente ligados à questão ambiental ou se conectam diretamente. A começar pelo <i>Caminhos do Lixo</i>, <i>Donos da Cidade</i>, <i>Fim da Linha</i> (transporte público), <i>Junho de 2023</i>, <i>Mineração</i>, <i>O Custo Oculto da Privatização</i>, <i>O Custo Oculto dos Agrotóxicos</i>, <i>Que Porto é Esse? </i>Então, essa é uma potencialidade que a imprensa independente tem, inclusive acho que é um pouco a obrigação de fazer: preencher os espaços vazios de cobertura da grande imprensa, especialmente quando se trata de imprensa local. Porque, quais seriam os concorrentes do <i>Sul21</i>? <i>Zero Hora</i>, <i>Correio do Povo</i>, <i>Jornal do Comércio</i>… só que eles têm uma magnitude com a qual é impossível competir.</p><p>Gostaria de chamar a atenção para uma discussão da cidade de Porto Alegre nos últimos 10 anos. Começamos em 2017 com o especial chamado <i>Gentrificação</i>, voltado para discutir os processos que estavam acontecendo na cidade, já desde antes da Copa, falando da remoção de famílias e de vilas inteiras para regiões mais afastadas.<b> Esse primeiro especial não focou muito na questão dos impactos ambientais, mas mais nos impactos sociais. No fim das contas, uma coisa está relacionada com a outra</b>.</p><p>Avançando para julho de 2020, temos o especial <i>Que Porto é Esse? Quem ganha com as transformações na capital</i>, que foi o grande alerta que demos para a população e para a própria prefeitura de Porto Alegre. O que percebemos foi que, ao longo da última década, especialmente a partir do governo de <i>Nelson Marchezan Júnior</i> [ex-prefeito, do <i>Partido da Social Democracia Brasileira</i>], passamos a ter um processo acelerado de desregulamentação do mercado imobiliário e do plano diretor da cidade, com aprovação de projetos que não se enquadram nas regras e exigem uma aprovação especial pelo Conselho Municipal. Ou seja, são projetos que não deveriam ocorrer e que são exceções, porque muitos, ou quase a totalidade deles, infringem a legislação ambiental vigente.</p><p>Um exemplo muito claro que quem conhece Porto Alegre vai perceber de imediato é o Pontal Estaleiro. Pelas regras, aquilo nunca poderia ter sido construído à margem do Rio Guaíba. Ele teve uma aprovação especial. Outro caso é a construção de um bairro privado na Fazenda do Arado, em Belém Novo. A ideia é construir centenas de moradias, concretando uma área de preservação ambiental que é um dos últimos banhados da cidade – o que salvou a região de Belém Novo de ser alagada nesta inundação, pois serviu como uma esponja, absorvendo a água. Acompanhamos esse caso há pelo menos 10 anos, porque ele também passou por uma longa discussão ambiental que foi atropelada no âmbito municipal. Nunca se olhou para essa questão da Fazenda do Arado e tantas outras, na minha opinião.</p><p>Qual é a consequência para a cidade de concretar a Fazenda do Arado e colocar um condomínio fechado no local? Isso foi questionado nesse especial, olhando para vários aspectos, não só o ambiental, mas também o econômico e o social.</p><p>Finalizamos essa trilogia com talvez o trabalho mais ambicioso que o <i>Sul21 </i>já fez: <i>Os Donos da Cidade</i>, em 2023. Acho que esse é o melhor trabalho que já fizemos. É uma série de reportagens que buscou analisar mais de 100 projetos especiais aprovados em Porto Alegre nos últimos cinco, seis anos, ou que estão em andamento ou que serão realizados nos próximos anos. Voltamos a falar de outros projetos, como a <i>Cassol Centerlar</i>. Dou esses nomes porque são importantes: a Cassol Centerlar está localizada junto ao dique do Sarandi que rompeu, na região mais dramática. Há também uma fábrica gigantesca da <i>Coca-Cola</i> e a loja da <i>Havan</i>, que teve uma grande discussão em Porto Alegre, mas não sobre ela estar localizada no entorno do Sarandi, uma área alagável que deveria ser de preservação ambiental. Mesmo quando se discute esses empreendimentos problemáticos, a questão ambiental muitas vezes fica em segundo, terceiro, quarto plano ou sequer é discutida.</p><p>Essa é a principal potencialidade e o principal dever de uma imprensa que se diz <b>independente: existir para ocupar espaço e tentar fazer diferente. Se é para fazer a mesma coisa em uma escala menor, obviamente não conseguiremos, pois não temos os recursos, a expertise, as décadas de consolidação que a grande imprensa tem. Mas existe um vazio que não é preenchido pela grande imprensa, e é aí que devemos atuar, especialmente na questão ambiental. Ela tem que ser transversal, presente em todo tipo de pauta que fazemos.</b></p><p>Por isso trouxe o exemplo dos especiais do <i>Sul21</i>. A questão ambiental foi transversal nessa discussão nos últimos 10 anos de transformações em Porto Alegre. Podemos dizer: nós avisamos. Temos batido nessa tecla há muitos anos, discutindo se Porto Alegre estava ou não preparada para eventos climáticos extremos e, mais uma vez, a cidade mostrou que não estava.</p>		
													<img width="1024" height="657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2024/06/IMG_0007-3-1024x657.jpg" alt="" />													
		<p><b>ANNA JÚLIA: Como você tem decidido quais histórias contar em meio à tragédia?</b></p><p><b>LUÍS: </b>É um pouco difícil, porque também temos uma limitação: na tragédia, o jornalista é ao mesmo tempo a vítima. Minha casa não foi alagada, mas tivemos colegas que ficaram mais de vinte dias sem conseguir chegar em casa, e por um tempo não conseguimos acessar a redação física. Tratávamos as pautas pelo WhatsApp. <b>Achei muito importante sair de casa e visitar os lugares, às vezes sem uma pauta pronta</b>.</p><p>Por exemplo, uma pauta que gostei de fazer e que consegui captar antes de muita gente foi quando visitei os abrigos uma semana após o início do desastre. Percebemos que haveria problemas na convivência nos abrigos e que não havia um plano para onde as pessoas iriam depois, no pós-enchente. Isso antecipou a discussão sobre as cidades provisórias, que cresceu a partir da segunda metade de maio, porque evidenciava que aquelas pessoas tinham perdido tudo e não teriam para onde voltar. Algumas tiveram suas casas destruídas, outras perderam grande parte da moradia em áreas de risco, especialmente nas ilhas de Porto Alegre, que estavam debaixo d'água no início da semana.</p><p>Mas essa não era minha pauta inicial. Pensei: “Vou ao abrigo e verei o que consigo captar.” <b>Sempre confiei que, para algumas pautas, temos que ir atrás das pessoas e ver o que está acontecendo</b>. Ao visitar o abrigo, ficou claro que já havia um constrangimento por parte dos voluntários, por não poderem oferecer perspectivas às pessoas. O que mais queriam saber era: “Quando poderei voltar para minha casa?”, “O que sobrou da minha casa?”. E ninguém podia dar essas respostas. O poder público já estava ausente, e eram os voluntários que faziam a maior parte do trabalho. Havia uma unidade de saúde nos principais abrigos, com uma equipe vinculada à prefeitura, mas todo o suporte às famílias era dado pelos voluntários, que também não sabiam muito bem como lidar. Muitos eram psicólogos com treinamento profissional para lidar com traumas, mas não com situações de trauma coletivo.</p><p>Hoje vemos que a questão das pessoas não terem para onde retornar gerou uma das pautas mais importantes no momento na cobertura local, que é a discussão das cidades provisórias.</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: Quais impactos esse contexto trouxe para a sua rotina de trabalho e para a rotina de trabalho dos jornalistas que você têm convivido?</b></p><p><b>LUÍS: </b>No meu caso específico, não fui diretamente afetado. Fiquei um dia sem água, luz e internet, mas consegui trabalhar durante todo o período. <b>No primeiro momento, de Hard News, trabalhei até 14 horas por dia</b>, especialmente naquele fim de semana em que a água subiu muito em Porto Alegre [nos dias 4 e 5 de maio]. Toda a redação funcionou em sistema de plantão diversas horas ao longo daquela semana, um período de trabalho muito intenso. Porém, quando as coisas começaram a se organizar novamente, voltamos àquele equilíbrio entre Hard News e aprofundamento.</p><p><b>Faz um mês que não fazemos nenhuma matéria que não esteja vinculada à questão ambiental; toda a cobertura do nosso site se voltou para isso</b>. Temos muitos conhecidos que nos passam informações e aprofundamos nossa relação com essas fontes permanentes, que são voltadas para áreas afins do meio ambiente. Por exemplo, os hidrólogos do IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS, com quem tivemos uma grande parceria nesse período para fazer várias matérias.</p><p>Não sei quando teremos uma pauta que não tenha nenhuma ligação com as inundações. Diria que essa é a principal mudança na rotina: entender que essa é a pauta, e não apenas que temos que dar atenção total, mas que essa atenção deve ser exclusiva.</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: </b>Via chat do YouTube, temos uma última pergunta, de <i>Josimari Quevedo</i> (UFSM): <b>a questão do plano diretor de Porto Alegre é icônica para entender as perdas diárias ambientais da cidade. Quais são os principais desafios do jornalista em chamar a atenção para essa problemática?</b></p><p><b>LUÍS: </b>De fato, é icônico. Primeiro, vou traçar um breve histórico para quem não conhece. O plano diretor deve ser revisado a cada 10 anos. Ele foi revisado pela última vez em 2009 e deveria ter sido revisado novamente em 2019. O que aconteceu? Veio a pandemia, em 2020. Só que a pandemia foi uma desculpa, né? Porque o <i>Marchezan </i>nem tinha começado a revisar em 2019, quando o plano diretor já deveria estar sendo colocado para votação. Com a pandemia, os prazos foram suspensos e, no meio disso, o governo do <i>Sebastião Melo </i>[atual prefeito, do partido <i>Movimento Democrático Brasileiro</i>] assumiu. O que acontece no governo <i>Melo</i>? Ele inicia o processo de revisão, acho que em 2022, mas paralelamente faz duas grandes mudanças que praticamente inutilizam o processo de revisão do plano diretor: os planos específicos do Centro e do Quarto Distrito, localidades que eram os principais alvos do mercado imobiliário naquele período. Ou seja, para o Centro e o Quarto Distrito, eliminaram-se basicamente as regras do plano diretor. Nessas regiões, passou a valer que as alturas máximas para cada empreendimento seriam balizadas a partir de uma referência de cada quarteirão.</p><p>Em Porto Alegre, a discussão acaba sendo muito voltada para essa questão da altura, como se fosse resolver a situação do próprio mercado imobiliário, como se tivessem a capacidade de construir dezenas de prédios de 100, 150 metros de altura – o que é uma maluquice, considerando que a cidade hoje tem 30% do Centro e do Quarto Distrito com unidades habitacionais e escritórios vazios. Então, já existe uma demanda não preenchida que só iria aumentar. <b>O desafio principal para discutir o plano diretor é justamente contrapor os interesses da prefeitura e do mercado imobiliário</b>.</p><p>É preciso apontar: primeiro, não faz sentido, porque a cidade não tem como suprir essa oferta; segundo, muitos desses prédios estão sendo construídos na beira do Guaíba, com um impacto ambiental e social gravíssimo. Vão congestionar o sistema de trânsito e de saneamento. Não poderíamos deixar de falar disso numa discussão sobre a pauta ambiental. Já estamos operando no limite, com muito mais exceções do que deveríamos. <b>Se tivermos em Porto Alegre um plano diretor cuja ideia da prefeitura é basicamente acabar com as restrições e deixar a cargo do empreendedor definir os limites, quais consequências teremos?</b></p><p>Há também o problema de ser ridicularizado por tentar tratar desses temas. Tem um empreendimento daqui que está em discussão desde o ano passado, um prédio de 41 andares na Duque de Caxias, que fere as regras de tombamento do museu de Júlio de Castilhos e não faz sentido do ponto de vista de proteção ambiental. Fizemos várias matérias chamando a atenção para isso. E logo a primeira coluna que saiu no jornal <i>Correio do Povo</i>, assinada pelo então diretor de jornalismo, ridicularizava as reportagens que questionavam o prédio – e, no caso, até então, só existiam reportagens do <i>Sul21 </i>sobre o tema. Nunca dão atenção para o que falamos, o <i>Sul21 </i>sequer existe para a grande imprensa. Mas, quando conseguimos pautar de alguma forma o debate e trazer uma discussão importante, como motivar ações judiciais, só lembram da gente para ridicularizar. Felizmente, por enquanto, a justiça barrou aquele prédio, porque, além de ele ser totalmente ilegal e contrariar as regras de tombamento, sequer tinha passado pelas próprias instâncias da prefeitura – ainda que já estivesse em construção.</p><p><b>Essa é a dificuldade dessa discussão urbana e ambiental na cidade: estamos discutindo coisas que já estão acontecendo mesmo antes de terem as aprovações e licenças todas encaminhadas</b>. Esse prédio estava sendo construído por brechas na lei e, quando chamamos a atenção para isso, perceberam: “Bah, não pode, né? Tem uma lei do museu de tombamento que permite 15 andares, não 41”.</p><p><b>Em Porto Alegre, há um apelido para as pessoas que questionam essa ideia de desenvolvimento voltado para o mercado imobiliário. Todos que ousam questionar essa visão de progresso, que envolve concretar mais e subir prédios cada vez mais altos, são chamados de caranguejos. E eu brinco que os caranguejos são muito poucos, conheço todos pelo nome. Hoje, já me sinto quase um caranguejo honorário, de tantas matérias que fiz com esse pessoal, especialmente os integrantes de coletivos e os professores da UFRGS.</b></p><p> </p><p>*Editado para fins de concisão.</p><p>Texto: <i>Anna Júlia C. da Silva</i> | Doutoranda (Poscom/UFSM) e pesquisadora discente do <i>milpa - laboratório de jornalismo</i> (CNPq/UFSM)</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sônia Bridi: "Ou você é um jornalista do clima, ou não está fazendo o seu trabalho como deveria"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/sonia-bridi-ou-voce-e-um-jornalista-do-clima-ou-nao-esta-fazendo-o-seu-trabalho-como-deveria</link>
				<pubDate>Sat, 29 Jun 2024 01:19:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/?p=86</guid>
						<description><![CDATA[A jornalista da Rede Globo participou da transmissão de “Futuros Possíveis: Comunicação, Informação e Desastres”, evento da UFSM no Dia Mundial do Meio Ambiente]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><i>“Futuros Possíveis: Comunicação, Informação e Desastres”</i> foi tema de evento promovido pelos grupos <i>milpa - laboratório de jornalismo</i>, <i>Mão na Mídia</i> e <i>Agenda 2030</i>, da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. Na programação, o painel <i>“Jornalismo na Cobertura de Desastres” </i>discutiu a tarefa de narrar acontecimentos de grande impacto que mobilizam o jornalismo tradicional e as mídias independentes. <i>O momento </i>contou com a participação da jornalista<i> Sônia Bridi</i>, da <i>Rede Globo</i>, e do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/luis-gomes-eu-acho-que-este-e-o-momento-central-da-cobertura-de-desastres-o-antes">jornalista </a><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/luis-gomes-eu-acho-que-este-e-o-momento-central-da-cobertura-de-desastres-o-antes"><i>Luís Gomes</i>, do portal <i>Sul21</i></a>. A mediação foi realizada pela jornalista <i>Anna Júlia C. da Silva</i>.</p><p><i>Sônia Bridi</i> é jornalista e escritora, referência em reportagens investigativas e na cobertura de questões sociais e ambientais. Foi correspondente da <i>Rede Globo</i> em Londres, Nova York, Pequim e Paris. No programa <i>Fantástico</i>, são destacadas produções assinadas por ela abordando de forma aprofundada as transformações do nosso tempo. “Terra, que Tempo é Esse?”, de 2010, “Planeta Terra: Lotação Esgotada”, de 2012, e “A Jornada da Vida”, de 2014, são alguns exemplos. Entre as suas principais coberturas, estão o desastre da região serrana do Rio de Janeiro, em 2011, e a tragédia humanitária dos Yanomami, em 2023. É autora dos livros “Laowai - Aventuras de uma repórter brasileira na China”, de 2008, e “Diário do Clima”, de 2012. </p><p>A transmissão pode ser revista <a href="https://www.youtube.com/live/9lx9zk35Oc4?si=J-aosBx3Cu0hZqnJ"><b>neste link</b></a>. </p><p>Leia a transcrição do painel* com <i>Sônia Bridi</i>, realizado no dia 5 de junho de 2024:</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: Diante do cenário de mudanças climáticas e da repetição de eventos extremos, como você define o papel do jornalismo?</b></p><p><b>SÔNIA: </b>Há muito tempo, temos repetido que não existe jornalista que não seja um jornalista do clima. O jornalista não vai estar prestando um papel, o seu papel como jornalista, se para cada assunto que ele for tratar, ele não estiver tratando também da questão climática. Todos os setores de nossa vida estão relacionados a essa pauta: nossos costumes, nossa cultura, nossa economia, a maneira como consumimos, produzimos energia, usamos a terra, nos deslocamos para o trabalho, tratamos o lixo, construímos infraestrutura urbana, desenvolvemos políticas públicas e, principalmente, fazemos política. A política tem ficado extremamente alienada das questões climáticas e nós jornalistas não temos feito o nosso trabalho de provocar e cobrar os políticos com a intensidade necessária para o momento que vivemos. Então, tratarmos das questões climáticas neste momento é fundamental. <b>Hoje, ou você é um jornalista do clima ou você não está fazendo o seu trabalho de jornalismo como deveria ser feito</b>.</p><p>E este trabalho se torna ainda mais urgente porque permitimos que a situação chegasse a esse ponto. Até este momento, nós já esquentamos o planeta quase um grau e meio. Hoje, foram divulgados dois relatórios bastante alarmantes que mostram que os últimos 12 meses foram os mais quentes da história. Assim, podemos afirmar que junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março, abril e maio foram os meses mais quentes já registrados. Isso não apenas em comparação com os dados instrumentais, mas também com evidências como marcos históricos, testemunhos, gelo, árvores, entre outros. <b>Só esteve quente desse jeito há alguns milhões de anos e esse calor esteve relacionado a processos de extinção em massa. Logo, nós temos uma urgência muito grande e precisamos não só informar sobre o clima, mas também sobre o processo dos cientistas</b>. </p><p>Uma grande parte do descrédito que as pessoas têm na ciência, é porque infelizmente as nossas escolas e universidades não explicam como funciona um processo científico. Na pandemia, vimos que nem mesmo as faculdades de medicina. Tem médico que acha que se ele deu um remédio para um paciente e o paciente melhorou, isso é um estudo científico. Não é, isso não é uma comprovação de que o remédio funciona. Existe todo um processo de testagem e de garantias. E toda ciência trabalha assim. E quando a gente faz as matérias e diz que os cientistas estão afirmando isso ou aquilo, a gente tem que sempre responder como é que eles sabem isso. <b>Explicar um pouco do processo científico ajuda não só as pessoas a se sentirem mais satisfeitas de compreender uma informação, mas aumenta a credibilidade da ciência, que tem sido bombardeada por mentiras profissionais</b> como a gente tem visto nos últimos tempos. Enfim, acho que a tarefa é longa e árdua.</p><p><b> </b></p><p><b>ANNA JÚLIA: </b>Via chat do YouTube, temos uma pergunta de <i>Heverton Lacerda</i> (UFRGS):<b> como os jornalistas podem furar as barreiras da estrutura de redação que estão ligadas de alguma forma ao comercial de grandes redações e ainda à direção geral dos donos das grandes redes?</b></p><p><b>SÔNIA</b>: No meu caso, nunca senti uma pressão externa, digamos assim, comercial. Eu acho que o maior desafio para mim sempre foi convencer os meus colegas da gravidade da questão climática. Não há uma reunião de pauta em que eu participe e não traga pelo menos três pautas relacionadas ao clima e às questões ambientais, seja denúncia ou solução. Portanto, uma coisa é: devemos bombardear os chefes de redação com essas pautas. Trazê-las, sermos propositivos. Eu fiz isso e as coisas foram acontecendo; consegui cada vez mais espaço e hoje acredito que convencer se tornou muito mais fácil e conseguimos emplacar mais matérias.</p><p>É difícil assistir a um <i>Jornal Nacional </i>inteiro sem que o tema do clima seja abordado; é raro ver um <i>Fantástico </i>sem uma reportagem sobre meio ambiente, seja propositiva, de denúncia ou relacionada a algum outro assunto. E eu acho que essa nova geração de jornalistas que está nas redações já chega com esse conhecimento.<b> A minha geração é cheia de negacionistas, jornalistas negacionistas do clima. É claro que eu estou falando de uma regra cheia de exceções, mas há uma tendência a tratar o clima e a questão ambiental como uma perfumaria, um assuntinho menor. Eu já ouvi coisas do tipo: “você é tão boa repórter, pena que se dedica tanto a ficar gastando tempo com essas matérias de meio ambiente”</b>. Como se a sobrevivência da humanidade fosse um assunto pequeno. Então eu acho que a resistência das grandes redações não é tão grande assim, basta apresentarmos nossos projetos. </p><p>Há uma dificuldade que se relaciona ao custo. Por exemplo, qualquer viagem para a Amazônia custa trinta, quarenta mil reais para uma equipe de televisão. Produzir matérias <i>in loco</i>, conversar com as pessoas, captar imagens, tudo isso demanda tempo e dinheiro, e dinheiro tem sido escasso nas redações brasileiras. As TVs e os jornais trabalham com publicidade. Então uma coisa que se pode fazer talvez é até botar o comercial como proativo, que tente comercializar, vender um determinado espaço que vai ser sempre dedicado a questões do clima. Porque qualquer empresa séria e constituída hoje tem um departamento de ESG (<i>environmental, social e governance </i>– traduzido para o português como <i>ambiental, social e governança</i>), e o E é de <i>environmental </i>(ambiental). As empresas estão sendo obrigadas a cada vez mais passar de greenwashing, de criar aquela imagem verde, para realmente agir verde. Então, acho que a gente tem que ser mais propositivo dentro das redações. </p><p><b>Lembro da reação do meu chefe em 2009, quando sugeri uma série sobre lugares que já mostravam os efeitos das mudanças climáticas. Em 2009, ele achava que a gente iria ver mudança climática em 2070, 2080</b>, <b>mas já havia muitos exemplos. Quando provei isso a ele, fizemos a série</b>, possivelmente a primeira na TV aberta mundial dedicada exclusivamente às mudanças climáticas, em horário nobre e com bastante tempo. Então, acho que a gente tem que ser mais propositivo com as chefias, porque às vezes eles já tem todo um planejamento, um espelho, uma programação, e ao chegarmos com uma coisa diferente temos que insistir, mostrar porque que é relevante e apresentar alternativas. Acho que a única maneira de dar a volta em todos os problemas para poder emplacar matéria é ser propositivo e insistente.</p>		
													<img width="1024" height="659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2024/06/IMG_0006-3-1024x659.jpg" alt="" />													
		<p><b>ANNA JÚLIA: Quais são os principais desafios que você costuma enfrentar ao cobrir desastres ambientais? </b></p><p><b>SÔNIA: </b>Eu acho que a maior dificuldade geralmente é o acesso, porque é quando acontece o desastre que o jornalista se desloca, e, às vezes, quando ele começa a se deslocar, o acesso já não é fácil. Nós vimos o que aconteceu no Rio Grande do Sul: havia jornalistas levando trinta, quarenta horas para conseguir chegar ao estado e fazer a cobertura. Aí, chegam em Porto Alegre e não conseguem ir para outros lugares. Então, há muita dificuldade de acesso. Também há dificuldade em conseguir enviar material, porque, quando há um desastre ambiental, há um desastre na infraestrutura, e essa infraestrutura acaba influenciando também a comunicação. Aí, você grava, tem um monte de arquivos, precisa subir pela internet, mas não tem uma internet confiável ou com velocidade. São problemas mais técnicos, né? Eu acho que precisamos estar preparados para ir a esses lugares. Quando você vai a um desastre ambiental, enfrenta um desafio físico. Você tem que saber se organizar para ir, não quer se tornar mais um problema, mais uma pessoa para socorrer, mais alguém a ser tratado no hospital. Então, você tem que ir com equipamentos de segurança e garantir que terá alimento por alguns dias, sem precisar usar os poucos recursos que as pessoas já têm. O jornalista não quer ser um estorvo diante de uma situação difícil.</p><p>Agora, no que se trata de falar com as pessoas, o desafio é controlar as emoções, porque é muito duro, numa hora tão difícil e trágica. Eu não fui para a cobertura no Rio Grande do Sul, porque fui diagnosticada com uma pneumonia na semana anterior e permaneci em tratamento. Aqui, tentei ajudar na redação, na pauta, enfim, com tudo o que pude. Mas, quando você está lá, compartilha a dor das pessoas. Você não quer sofrer mais do que a vítima, né? Então, é importante administrar suas emoções para que o repórter não se torne a notícia. Na televisão, essa linha é muito difícil e, às vezes, escorrega. Acho que esse é um desafio: estar muito aberto para ouvir as pessoas e dar o tempo delas. Numa tragédia, as pessoas querem desabafar; você não pode sair correndo de uma pessoa para outra. Deve dar o tempo necessário para a pessoa falar, desabafar, contar sua história. <b>Às vezes, as pessoas começam a voltar no tempo 20 anos, e vão e voltam… faz parte do trauma que o discurso delas seja mais confuso, e precisamos ter paciência para ouvir.</b></p><p>Outro grande desafio é conseguir cobrir as etapas da notícia [o antes, o durante e o depois da tragédia], mas <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/luis-gomes-eu-acho-que-este-e-o-momento-central-da-cobertura-de-desastres-o-antes">isso o </a><i><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/luis-gomes-eu-acho-que-este-e-o-momento-central-da-cobertura-de-desastres-o-antes">Luís Gomes</a></i><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/06/28/luis-gomes-eu-acho-que-este-e-o-momento-central-da-cobertura-de-desastres-o-antes"> explicou muito bem</a>. Há a etapa em que foi feito o aviso, o alerta de que as coisas podiam acontecer. Quando a tragédia ocorre, você deve se concentrar nela, mas não pode demorar muito para começar a apontar responsabilidades. <b>Ainda mais num país como o nosso, onde temos que lidar com duas manifestações horríveis da mesma fonte, do mesmo movimento, que são o negacionismo e as mentiras plantadas e disseminadas de maneira profissional e planejada</b>. Então, precisamos ter um momento ali, aquele tempo de cuidar, o resgate, o socorro, a ajuda humanitária e tal, mas também é necessário apontar as culpas e responsabilidades rapidamente. <b>Tristemente, digo que me dói no coração saber que até hoje não há ninguém preso pelo que aconteceu na Boate Kiss. E ninguém vai pagar pelo que aconteceu com essa tragédia no Rio Grande do Sul. Ninguém pagou por Brumadinho, pelo Ninho do Urubu</b>. Mas isso não deve ser razão para nos calarmos e pararmos de apontar os culpados. É preciso que isso seja feito no tempo certo, sem demorar muito.</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: Como fazer uma cobertura eficaz e sensível, considerando o contexto de desastres?</b></p><p><b>SÔNIA: </b>Na hora do desastre, você precisa ver o que está acontecendo agora, as consequências desse desastre. Uma cobertura sensível, eu acho, é a que deixa as pessoas falarem, que abre espaço para que elas contem as histórias do que está acontecendo ali. Mas, é preciso também haver uma compreensão de como tudo aconteceu, isso precisa ser feito, porque, quando compreendemos como tudo aconteceu, já estamos começando a desenhar a cadeia de responsabilidades.</p><p>Então, por exemplo, na semana seguinte à inundação no Rio Grande do Sul, no <i>Fantástico</i>, eu fiz a apuração e as artes que foram apresentadas pelas apresentadoras – porque eu estava em casa, com pneumonia, e isso era a contribuição que eu podia dar –, sobre como é a topografia da região, como as águas se movimentam, por que Porto Alegre inundou, como foi a sequência das comportas que falharam, das bombas que não funcionaram, mostrando a rapidez com que essa água subiu por causa dessa falha em todos os sistemas, enfim, todo esse processo. Por mais que essas coisas já tivessem sido ditas, uma coisa aqui, outra ali, eu acho que o <i>Fantástico </i>tem esse papel importante de agrupar aquelas informações que vão saindo picadas e colocar uma linha do tempo e um sentido nelas. Porque, quando você faz isso, já tem um caminho de responsabilidades, mostrando como as coisas aconteceram.</p><p><b>Enfim, acho que essas duas coisas precisam ser feitas: contextualizar o que e como aconteceu, tentar dar uma explicação mais completa do passo a passo de todas as coisas que influenciaram, mas também parar e ouvir as pessoas e entender como estão sendo atendidas</b>. Eu me lembro que, quando estava na faculdade, tinha uma matéria do jornalista <i>Ricardo Kotscho</i>, da <i>Folha de São Paulo</i>, que era um estudo de caso em que ele mostrava uma inundação em São Paulo em que o prefeito estava em uma festa e não saiu. Então, você tem que mostrar como estão posicionadas e o que estão fazendo as autoridades. Nesse caso, algumas coisas foram muito bem feitas, como, por exemplo, a entrevista da jornalista <i>Kelly Matos</i> [<i>Grupo RBS</i>] com <i>Hamilton Mourão</i> [senador eleito pelo RS, do partido <i>Republicanos</i>], que revela muito sobre com quem se pode contar numa hora de desgraça.</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: </b>Via chat do YouTube, temos uma pergunta de <i>Márcia Franz Amaral</i> (UFSM): <b>o que se espera do jornalismo neste momento pós-desastre que viveremos no Rio Grande do Sul. Quais as especificidades deste momento?</b></p><p><b>SÔNIA: </b>Eu acho que existem várias frentes. Uma delas é um jornalismo que aponte as responsabilidades, não só em casos criminosos, mas também na política pública. Como a política pública é e foi negligenciada, isso precisa ser muito bem acompanhado. Outra coisa que podemos fazer, e eu produzi no <i>Fantástico </i>também nos bastidores, é o exemplo da matéria que foi feita em Nova York e em Londres sobre as cidades-esponja: <b>podemos ajudar divulgando informações de que existem, sim, soluções baseadas na natureza, que podem tornar os ambientes mais resilientes</b>.</p><p>Então, no Rio Grande do Sul, eu gostaria muito de ver um mapeamento de como está a vegetação nas cabeceiras do Rio Taquari, que permitiu que esse volume de chuva fosse absorvido e escoado para o rio com tanta rapidez. As margens desse rio são protegidas ou têm pasto e lavoura até a margem? Existe mata ciliar ao longo do rio e de seus afluentes? Qual é a cobertura de mata nativa nas propriedades dessa região? Está respeitando os 30% de reserva natural? Esse tipo de levantamento, eu acho, é fundamental até para ajudar a pautar a discussão de política pública.</p><p>Se você não tiver um ambiente resiliente... é como ter um paciente doente que qualquer gripe pode matar. Agora, se você tem um paciente mais resiliente, ele vai suportar melhor os ataques à sua saúde. E isso é muito verdadeiro para o meio ambiente. Se você tem rios com margens bem florestadas, cujos afluentes são igualmente bem cuidados, um sistema de microbacias bem mantido, com solo que absorve a água. Em um evento extremo como esse que aconteceu, provavelmente não vai evitar que tanta chuva ocorra, mas talvez evite a gravidade e a rapidez com que os danos se espalhem. A velocidade com que a água desceu essa serra pode ser um indicativo. Isso precisa de um estudo. Isso eu gostaria de ver, por exemplo. Isso é trabalho para nós. Trabalho para nós, jornalistas.</p><p> </p><p><b>ANNA JÚLIA: Muito obrigada pelo relato, </b><b><i>Sônia</i></b><b>. Gostaria de fazer mais algum comentário?</b></p><p><b>SÔNIA: </b>Eu queria dizer o seguinte: <b>hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente e também o dia em que se completam dois anos desde que</b><b><i> Bruno Pereira</i></b><b> e </b><b><i>Dom Phillips</i></b><b> foram brutalmente assassinados</b> no Vale do Javari, defendendo o que o Estado deveria estar defendendo, que é a integridade do território contra crimes ambientais.</p><p>Quando falamos, por exemplo, da proteção dos banhados, é porque os banhados são as cidades-esponja já prontas. Eles existem para isso, para absorver o impacto de grandes inundações. Quando acabamos com eles, criamos instabilidade. <b>E eu acho que algo que precisamos sempre conectar é a questão da nossa segurança com a questão ambiental. As pessoas que morreram e que perderam tudo foram vítimas dos crimes ambientais.</b></p><p>Os analistas de economia agora finalmente estão falando do impacto econômico do clima, que vai impactar o PIB do Brasil e tal, mas quando você fala de licenciamento ambiental, muitas vezes você os vê dizendo que isso “atrapalha e atrasa obras, torna difícil fazer infraestrutura”. Há uma tendência a diminuir e desvalorizar a importância de rigorosos licenciamentos ambientais de proteção. Dizem, “ah, mas querem deixar 30% [de reserva natural] da terra, coitado do agricultor, não pode aproveitar a terra dele”. A terra é um bem público também. E se ele não cuidar dos 30% de preservação ambiental ou, enfim, de acordo com a legislação para cada tamanho de propriedade – 50%, 80% na Amazônia –, não vai ter nada para colher. A terra vai embora, o solo fértil vai embora.</p><p><b>Então, temos que conectar o clima com essa destruição de vidas, de formas de vida e de meios de vida – que são o seu trabalho, o seu emprego, a empresa que você tem, ou a vendinha, a sua casa, os seus móveis, a escola das suas crianças</b>. Tudo isso se perde e é um gasto de infraestrutura absurdo comparado com o custo do plantio de árvores, reservas legais e licenciamento ambiental. Isso vira troco, é irrisório perto do desastre. E essas contas precisam ser feitas e escancaradas sempre que falarmos sobre os desastres. É isso, gente. Obrigada pelo convite.</p><p> </p><p>*Editado para fins de concisão.</p><p>Texto: <i>Anna Júlia C. da Silva</i> | Doutoranda (Poscom/UFSM) e pesquisadora discente do <i>milpa - laboratório de jornalismo</i> (CNPq/UFSM)</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de extensão da UFSM sedia formação para a prevenção de desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/06/17/projeto-de-extensao-da-ufsm-sedia-formacao-para-a-prevencao-de-desastres</link>
				<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 12:57:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
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		<category><![CDATA[prevenção de desastres]]></category>

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						<description><![CDATA[Oficina “Construção e protocolos de abrigamento” capacita poder público e comunidade acadêmica ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_66061" align="alignright" width="579"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/20240612_155320-2.jpg"><img class="wp-image-66061" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/20240612_155320-2.jpg" alt="foto colorida horizontal de um homem em pé, segurando papeis nas mãos, falando para pessoas sentadas em torno de uma mesa. O cenário é de ambiente fechado, com um telão ao fundo" width="579" height="326" /></a> Formação é dada pelo CEO da Hopeful Brasil Abner de Freitas, especialista na prevenção de desastres[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Fórum de Ações e Respostas a Mudanças Climáticas e Desastres da UFSM está recebendo etapas da oficina “Construção e protocolos de abrigamento”. Promovida pelo programa Santa Maria Cidade Resiliente, da Prefeitura, e ministrada pela startup porto-alegrense Hopeful Brasil, especializada na prevenção de desastres, a formação visa capacitar membros do poder público municipal e comunidade acadêmica em ações de prevenção e resposta a emergências climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após o terceiro encontro teórico, realizado na semana passada, na próxima quarta (19) os participantes irão construir um protocolo de abrigo simulado. Além da estrutura física, o protocolo deve pensar formas de garantir às vítimas o acesso aos direitos humanos. A oficina é realizada na Sala Inovadora do Colégio Politécnico, que iniciou o projeto de extensão. O espaço também receberá neste ano outras oficinas realizadas pelo programa da Prefeitura, que irão abordar temas como a elaboração de políticas específicas para mulheres, crianças, idosos, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora do Colégio Politécnico e coordenadora do projeto Nadianna Marques conta que o Fórum, criado no dia 3 de maio, em meio à crise climática que abalou o estado, tem como objetivo não só atuar em respostas às emergências, mas sim, promover a educação e conscientização durante todo o ano. “É necessário capacitar a rede que irá atender a população atingida, porque apesar da formação na área de saúde ou assistência social, a atuação em desastres exige uma série de outras questões”, destaca a pesquisadora, que trabalha com o tema desde 2014. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A questão do abrigamento faz parte de uma série de temáticas para a qual serão formalizados protocolos de ação. A capacitação para a elaboração dos planos é baseada em práticas internacionais para atuação em desastres.</span></p>
[caption id="attachment_66063" align="alignleft" width="511"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/IMG_2829.jpg"><img class="wp-image-66063" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/06/IMG_2829.jpg" alt="foto colorida horizontal de pessoas sentadas em volta de mesas conversando em grupos" width="511" height="340" /></a> Realizada na Sala Inovadora do Politécnico, oficina reúne mais de 40 participantes[/caption]
<h3>Santa Maria como pioneira em prevenção</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Abner de Freitas, CEO da Hopeful e responsável por ministrar a oficina, participou como consultor na atualização do </span><a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/noticias/28011-prefeitura-assina-novo-plano-municipal-de-contingencia-para-nortear-acoes-em-casos-desastres"><span style="font-weight: 400">plano de contingência de Santa Maria</span></a><span style="font-weight: 400">, realizado pela Prefeitura por meio do programa Cidade Resiliente. O plano de contingência é uma ferramenta utilizada pela Defesa Civil e Poder Executivo do município para planejar ações de resposta e prestação de serviços em diferentes cenários de desastre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade), existem 18 categorias de desastres e, cada uma delas requer um protocolo específico. “Santa Maria é uma das poucas cidades a possuir protocolos para cada uma das 18 categorias em seu plano de contingência, se não for a única”, destaca Abner. Antes da atualização do plano de contingência, o município possuía sete protocolos de ação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A oficina conta com mais de 40 participantes em uma metodologia de planejamento e construção coletiva de abrigos,  entre eles profissionais de Assistência Social, Psicologia, Serviço Social, Defesa Civil e Exército. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Representam a Universidade professores e alunos dos cursos de Psicologia, Ciências Sociais, Gestão Ambiental, Enfermagem e Cuidados de Idosos. O especialista em prevenção de desastres destaca que a participação da UFSM e seu corpo acadêmico contribui para a reflexão e construção de soluções.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto e fotos: Bernardo Silva, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span>Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Série “Futuros Possíveis” promoverá evento sobre comunicação em desastres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/05/23/serie-futuros-possiveis-promovera-evento-sobre-comunicacao-em-desastres</link>
				<pubDate>Thu, 23 May 2024 15:46:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[futuros possíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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		<category><![CDATA[RS]]></category>

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						<description><![CDATA[Marcado para o Dia Mundial do Meio Ambiente, evento contará com palestra, painel e roda de conversa on-line com a participação de jornalistas e pesquisadores/as]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Os desafios da comunicação e informação no contexto de desastres será tema de evento promovido pela série <em>Futuros Possíveis - Encontros de Pesquisa,</em><b> </b>no Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho. A iniciativa procura ampliar e aprofundar as reflexões em torno da área da comunicação diante da emergência climática e de desastres socioambientais, como o enfrentado pelo estado do Rio Grande do Sul neste mês de maio de 2024.<em><strong> </strong></em><em><strong>"Futuros Possíveis: Comunicação, Informação e Desastres"</strong></em> é o título do encontro que poderá ser acompanhado, a partir das 13h45, em formato on-line via YouTube ou presencial na sala 19 do bloco 1 da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen (UFSM/FW). Haverá espaços reservados para perguntas e diálogo entre participantes e público. Não é necessário inscrição prévia para assistir. </p><p>A organização do evento é realizada em uma parceria entre o <i style="color: #000000;font-size: 1rem;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)"><b>milpa - laboratório de jornalismo</b></i>, Grupo de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da UFSM, e o Programa de Extensão <b style="color: #000000;font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)"><i>Mão na Mídia</i></b>, do Departamento de Ciências da Comunicação (Decom) da UFSM/FW<b style="color: #000000;font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)"><i>. </i></b>O encontro faz parte da programação do<em> "Pensando Verde: Semana do Meio Ambiente"</em>, promovida pelo Grupo Agenda 2030, da UFSM/FW.</p><p>Inicialmente, haverá a participação de <em>Fernanda Damacena</em>, advogada com pós-doutorado em Direito Socioambiental e Sustentabilidade, com a palestra <em>"Direito à Informação no Contexto de Risco e de Desastres"</em>. A mediação será do jornalista e mestrando <em>Micael Olegário</em> (POSCOM/UFSM). </p><p>Em seguida, será aberto um painel com a participação da jornalista<em> Sônia Bridi</em>, da Rede Globo, e do jornalista<em> Luís Eduardo Gomes</em>, do portal Sul21, que irá tematizar o <em>"Jornalismo na Cobertura de Desastres"</em>. A mediação será da jornalista e doutoranda <em>Anna Júlia Carlos da Silva</em> (POSCOM/UFSM).</p><p> </p><p><b>Espaço para a pesquisa</b></p><p>Além da palestra e do painel temático, o evento terá um terceiro momento com uma roda de conversa sobre<em> "A Pesquisa em Comunicação diante das Mudanças Climáticas"</em>. Estarão presentes a professora <em>Ilza Maria Tourinho Girardi</em> e a pesquisadora <em>Eloisa Beling Loose</em>, do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (PPGCOM/UFRGS); a professora <em>Márcia Franz Amaral</em>, do Grupo de Estudos em Jornalismo (POSCOM/UFSM); a professora <em>Cláudia Herte de Moraes</em>, do Programa <b><i>Mão na Mídia</i></b> (UFSM/FW); e o professor <em>Reges Schwaab</em>, do <b><i>milpa - laboratório de jornalismo </i></b>(POSCOM/UFSM).</p>		
													<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2024/05/Wordpress-Evento-5-de-junho-2-1024x576.jpg" alt="" />													
		<p>Link para acesso à transmissão ao vivo: <a style="font-size: 16px;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align);color: #204c90" href="https://www.youtube.com/live/9lx9zk35Oc4">https://www.youtube.com/live/9lx9zk35Oc4</a></p><p><em> </em>–</p><p><em>Fernanda Damacena</em> é advogada, consultora e pesquisadora. Realizou pós-doutorado na área de concentração Direito Socioambiental e Sustentabilidade. É doutora e mestra em Direito, além de especialista em Direito do Estado. Visiting Research Fellow na UWA Law School - Austrália.</p><p><em>Sônia Bridi</em> é jornalista, escritora e repórter especial, com vasta experiência em reportagens investigativas e coberturas de questões ambientais e sociais. Foi correspondente da Rede Globo em Londres, Nova Iorque, Pequim e Paris. Autora de <i>Laowai - aventuras de uma repórter brasileira na China</i> (2008) e <i>Diário do Clima</i> (2012).</p><p><em>Luís Eduardo Gomes</em> é graduado e mestre em Comunicação Social, com especialização na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). É repórter do site Sul21 desde 2015 e sócio desde 2020. Possui passagens anteriores pelo Portal Terra e pelo Diário Gaúcho.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dissertação analisa o dizer de repórteres sobre o lugar do jornalismo diante das emergências socioambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2024/05/10/dissertacao-analisa-o-dizer-de-reporteres-sobre-o-lugar-do-jornalismo-diante-das-emergencias-socioambientais</link>
				<pubDate>Fri, 10 May 2024 18:26:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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<p><em>Pesquisa articula o jornalismo socioambiental e uma perspectiva decolonial latino-americana para pensar os sujeitos jornalistas e sua elaboração acerca da prática diante do atual cenário ambiental<br /></em></p>
[caption id="attachment_74" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-74 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2024/05/Captura-de-Tela-2024-05-10-as-14.51.02-1024x491.jpg" alt="" width="1024" height="491" /> <strong><em>Aspecto de uma da plataforma Sumaúma, analisada na pesquisa. Fonte: reprodução.</em></strong>[/caption]
<p>Em dissertação defendida no <a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true"><em>Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFSM</em></a>, a pesquisadora Anna Júlia Carlos da Silva se debruça sobre uma das importantes iniciativas recentes no campo do jornalismo no contexto latino-americano. Ao focalizar práticas e discursos das repórteres da plataforma amazônica independente <a href="https://sumauma.com/"><em>Sumaúma: jornalismo do centro do mundo</em></a>, a estudante costura uma contribuição para pensar as demandas jornalísticas que afloram diante do cenário de emergências socioambinetais da América Latina.</p>
<p>Desenvolvida no âmbito do <em>milpa - laboratório de jornalismo</em> (CNPq/UFSM), a dissertação está alicerçada na exploração do método de reportagem de plataformas independentes e não-hegemônicas e seus mecanismos de resistência à estruturas tradicionais no jornalismo. A partir disso, aponta potencialidades do campo na busca por transformação social, ambiental, econômica e política. Nas proposições analíticas, trabalha a prática jornalística não apenas como uma atividade institucional, mas como expressão da subjetividade das e dos profissionais, possuindo relação direta com os contextos social, temporal, georáfico e discursivo desse fazer.</p>
<p>Anna Júlia, filiada ao dispositivo teórico da Análise do Discurso de linha francesa, propõe um gesto de leitura dos dizeres de Eliane Brum, Jonathan Watts, Veronica Goyzueta, Talita Bedinelli e Carla Jiménez, co-fundadores da plataforma Sumaúma, especialmente fazendo trabalhar noções-conceito como <em>sujeito, lugar </em>e<em> resistência,</em> em uma amostra textual recolhida no primeiro ano de atividades da plataforma. Emergem daí vinte núcleos de sentido que, conceitual e analiticamente, são organizadores de cinco posições-sujeito das jornalistas: urgência e resistência, mudança de perspectivas, ação coletiva, criação de futuros e fazer jornalístico. A partir dessas aproximações, a pesquisa identifica a articulação do lugar social do jornalismo com um <em>lugar discursivo de transformação,</em> sendo sua formação discursiva central a da <em>transformação</em> e a forma-sujeito a de<em> potencial transformador</em>.</p>
<p>O trabalho teve financiamento parcial da <em>Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior</em>, e foi orientado pelo professor Reges Schwaab. A avaliação final esteve à cargo das professoras e pesquisadoras Ana Cláudia Peres (Radis/FIOCRUZ) e Cláudia Herte de Moraes (UFSM FW).</p>
<p>A dissertação completa pode ser <a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/31703"><strong>acessada aqui</strong></a>.</p>
<p>A pesquisadora, agora, amplia tal discussão em sua pesquisa de doutorado, novamente vinculada ao <em>milpa</em> e em andamento no POSCOM/UFSM. No doutorado, Anna Júlia Carlos da Silva segue com financiamento da CAPES para sua investigação, e mais uma vez sob orientação do professor Reges Schwaab.</p>
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