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				<title>ProgeAqua avança com cursos e capacitações na região de Santa Maria</title>
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				<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:44:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[12 municípios são contemplados pelo projeto na etapa de formação técnica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O final de maio marca o início das capacitações técnicas do Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado (ProgeAqua) na região de Santa Maria. As palestras e cursos vão tratar de cuidados de manejo, qualidade da água, alimentação dos peixes, manejo de doenças, legislação ambiental e comercialização do pescado. São contemplados cerca de 120 produtores dos municípios de Cacequi, Dona Francisca, Jari, Novo Cabral, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Pinhal Grande, Quevedos, Santa Maria,  São Sepé, São Pedro e São João do Polêsine.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-20.20.34-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Reunião de alinhamento do ProgeAqua em São Pedro do Sul.</figcaption>
										</figure>
		<p>Segundo Rafael Lazzari, coordenador do projeto, o cenário da piscicultura na região de Santa Maria e da Quarta Colônia ainda é incipiente e conta com poucos produtores. Para o pesquisador, o objetivo é criar e estimular a cultura de criação de peixes. “O projeto tem trazido, em um primeiro momento, a sensibilização de alguns produtores. E os municípios têm manifestado uma demanda para fortalecer o acompanhamento de processos criatórios para futuras feiras do peixe”, explica Rafael.</p><p>De acordo com Rafael, a expectativa é que, a partir do ProgeAqua, cada município consiga organizar a psicultura local. “Eu tô falando de criar uma lei municipal, de ter um corpo técnico e conseguir fazer esse apoio aos produtores”, afirma. </p><p>Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o ProgeAqua é um dos dez projetos contemplados pelo Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). As capacitações seguem até junho e o projeto tem continuidade mesmo após o término do período do Programa.</p>		
													<img width="1024" height="517" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-20.22.09-1024x517.jpeg" alt="" />													
													<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-20.21.09-1024x768.jpeg" alt="" />													
		<p>Texto: Samara Wobeto, jornalista voluntária.</p><p>Imagens: ProgeAqua.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>12 coisas que você pode aprender ouvindo o podcast Clima de Crise</title>
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				<pubDate>Wed, 06 May 2026 15:41:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Podcast produzido pela UFSM reúne pesquisadores e profissionais que estão na linha de frente dos estudos sobre Mudanças Climáticas.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 deixaram marcas visíveis nas cidades, nas paisagens e na vida de milhares de pessoas. Mas também evidenciaram algo maior: a crise climática já faz parte do cotidiano. Foi a partir desse cenário que surgiu o podcast <em>Clima de Crise</em>, produzido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para aproximar universidade e sociedade a partir da pauta climática.</p><p>Com seis episódios divididos em duas temporadas, o podcast reúne pesquisadores e profissionais que estão na linha de frente dos estudos sobre mudanças climáticas para discutir, em linguagem acessível, como eventos extremos afetam a saúde, o território, a comunicação, a educação e a vida em comunidade. Mais do que explicar fenômenos ambientais, a série busca mostrar os impactos sociais da crise climática.</p><p>“O principal aprendizado é o entendimento de que já estamos vivendo em um período de emergência climática e que precisamos agir, individual e coletivamente”, afirma a diretora do podcast, Camila Pereira. “Precisamos repensar nosso consumo, nossos hábitos, nossa comunicação, nossa gestão e nossas leis ambientais.”</p><p>O <em>Clima de Crise</em> parte de perguntas concretas: o que acontece com quem precisa de atendimento de saúde quando uma cidade fica isolada por uma enchente? Como as pessoas se informam quando a internet deixa de funcionar? O que muda nos rios e no solo depois de um evento extremo? Ao longo dos episódios, especialistas ajudam a compreender como a crise climática reorganiza rotinas, amplia desigualdades e transforma territórios. “Passei a enxergar a crise climática de forma mais próxima, entendendo que ela já está acontecendo e que não há como voltar atrás”, diz Camila.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-28-at-17.39.00-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p><p>A lista a seguir reúne 12 aprendizados e curiosidades extraídos das entrevistas com especialistas e apresentam ideias que ajudam a entender melhor o que aconteceu em 2024 e o que pode acontecer daqui para frente.</p><ol><li><p><strong>O vínculo com o território muda a forma de reagir a desastres</strong></p><p>Diante de um desastre, nem todo mundo reage da mesma forma, e isso pode estar relacionado com a relação construída com o lugar onde se vive. No episódio 1, <em>Pertencimento e Memória em tempos de Crise Climática</em>, a professora Maria Medianeira Padoin, do Departamento de História da UFSM, destaca que se reconhecer como parte do território pode influenciar a disposição para agir diante dos problemas e impactar diretamente a resposta às crises. Ela considera fundamental que se fortaleça um “sentimento comunitário”, ou seja, “um sentimento de pertencimento coletivo, [que o território] não só meu, [mas é] nosso”.</p></li><li><p><strong>Universidades podem atuar diretamente nos territórios em situações de crise</strong></p><p>No episódio 1, Maria Medianeira Padoin explica que a presença da UFSM no território da Quarta Colônia se dá em projetos desenvolvidos junto às comunidades, escolas e gestores locais, e são voltados à compreensão e à busca de soluções para problemas da região em diálogo com os moradores. Durante as enchentes de 2024, essa rede também se tornou visível na prática. “Eu comecei a receber muitas ligações de nossos alunos, era meia-noite, uma da manhã… [eles diziam] nós estamos sem luz, com necessidades”, relata. Ao mesmo tempo, professores de diferentes áreas também entraram em contato oferecendo ajuda, evidenciando a universidade como uma rede mobilizada diante da crise.</p></li><li><p><strong>Nem toda cidade pode ter todos os serviços de saúde — e isso vira um problema em situações de crise</strong></p><p>No episódio 2, <em>Saúde em contexto de emergência climática</em>, a mestranda em Saúde Coletiva pela UFSM, Gabriela Toniolo Bertolo, explica que não existem atendimentos especializados em todos os municípios do Brasil, já que o sistema de saúde no país é organizado para funcionar de forma regionalizada.</p><p>“Pensa um município de 2, 3 mil habitantes ter cardiologista, ter cirurgia geral para aquela população — isso é inviável e insustentável, tanto financeiramente quanto de forma logística para o sistema”, afirma.</p><p>A organização do SUS em regiões e macrorregiões permite concentrar recursos e garantir atendimento para aquela população, mas cria vulnerabilidades em situações extremas. Durante as enchentes de 2024, cidades ficaram isoladas e perderam acesso a serviços: “Em dois dias, Santa Maria ficou ilhada. E como agir quando os serviços de média e alta complexidade, os principais prestadores da região, ficam isolados? Não é possível trazer os pacientes para cá, e os que já estão aqui também não conseguem voltar para casa.”</p><p>Segundo Gabriela, foi necessário mobilizar diferentes frentes para garantir o atendimento, com apoio de outras instâncias públicas e, em alguns momentos, da iniciativa privada.</p></li><li><p><strong>Remédios doados durante enchentes podem acabar descartados</strong></p><p>Durante as enchentes de 2024, a grande quantidade de doações de medicamentos acabou gerando alguns desafios, como conta Gabriela Bertolo no episódio 2: “A solidariedade é o que nos torna humanos, mas, sem uma orientação, nos trouxe vários problemas”.</p><p>Muitos dos medicamentos doados não puderam ser utilizados, seja por falta de controle de validade, por terem sido armazenados de forma inadequada ou por não corresponderem às necessidades do momento: “Quando as pessoas doam medicamento da farmacinha da casa delas, aquele medicamento controlado ou aquele medicamento cortado que a gente não tem noção da data de validade, não temos como entregar esse medicamento para a população, ele vai ser descartado”, explica Gabriela.</p><p>A situação exigiu a criação de uma estrutura específica para triagem, com equipe técnica responsável por avaliar o que poderia ou não ser aproveitado.</p></li><li><p><strong>Quando a internet falha, a informação também entra em risco</strong></p><p>Sem internet, como uma comunidade se informa em meio a um desastre? Durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, essa pergunta deixou de ser hipotética. Em diversas regiões, a conexão caiu ou se tornou instável — e, com ela, o principal meio de acesso à informação.</p><p>No episódio 3 — <em>Jornalismo Local, Desertos de Notícia e Resiliência Climática</em> — a professora Laura Storch, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, relata que algumas regiões da Quarta Colônia ficaram sem acesso à internet: “toda aquela lógica globalizada de informação, desabou naquele momento”.</p><p>O episódio revela como a crise expôs a dependência de infraestruturas digitais e a vulnerabilidade dos sistemas de informação em contextos extremos.</p></li><li><p><strong>Rádios e WhatsApp foram essenciais para a circulação de informação durante a crise</strong></p><p>Com a queda ou instabilidade da internet, a circulação de informação passou a depender de meios mais próximos do território. No episódio 3, Laura Storch destaca que as rádios mantêm uma relação direta com as comunidades, o que fortalece seu papel em momentos de crise. Além disso, sua atuação envolve presença física nas áreas afetadas, com profissionais que se deslocam até regiões isoladas para relatar o que está acontecendo.</p><p>Mesmo com falhas na conexão, os grupos de WhatsApp também tiveram papel importante sempre que havia algum acesso disponível. Por serem organizados a partir de vínculos diretos entre moradores, funcionaram como redes locais de troca de informações. “Existia um fluxo de informação muito potente acontecendo ali”, afirma.</p><p>Os grupos ajudavam a identificar pessoas isoladas, organizar pedidos de ajuda e circular informações urgentes entre moradores e equipes de resposta.</p></li><li><p><strong>Eventos extremos são naturais, o desastre depende de como ocupamos o território</strong></p><p>No episódio 4 — <em>Clima, Território e Educação Ecológica</em> — o professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM Adriano Figueiró explica que eventos como as chuvas fortes de 2024 são parte do processo natural da dinâmica da evolução da paisagem: “Não há nada de estranho no que aconteceu, porque isso vem acontecendo há milhões de anos. A paisagem hoje só é o que é porque eventos extremos dessa natureza aconteceram com muito mais intensidade, com muito mais frequência”, afirma.</p><p>O que transforma esses eventos em desastre, no entanto, é a forma como os territórios são ocupados. Áreas como margens de rios e encostas instáveis são especialmente vulneráveis. “Os maiores danos ocorreram justamente naquelas estruturas construídas pelos seres humanos que desrespeitam os caminhos naturais da própria paisagem”, explica Adriano.</p><p>Segundo ele, esses eventos continuarão ocorrendo — possivelmente com maior frequência em função das mudanças climáticas. Diante disso, é preciso aprender como reduzir os danos à vida e aos bens materiais.</p></li><li><p><strong>O solo leva séculos para se formar — mas pode desaparecer em poucos dias</strong></p><p>No episódio 4, Adriano Figueiró destaca que a formação do solo é um processo extremamente lento: “Para produzir 1 cm de solo, eu preciso por volta de 400 anos”.</p><p>Durante as enchentes de 2024, áreas da Quarta Colônia perderam quase 1,5 metro de solo em apenas três dias de chuva. O contraste revela que certos danos ambientais são praticamente irreversíveis no tempo humano, e reforça a importância de práticas de conservação e planejamento do uso da terra: “com algumas técnicas simples de conservação do solo, nós poderíamos ter preservado mais do nosso patrimônio”, enfatiza o pesquisador.</p></li><li><p><strong>Um rio pode ficar mais rápido e destrutivo depois de um evento extremo</strong></p><p>Eventos extremos podem alterar a forma e o comportamento dos rios, com efeitos que permanecem no tempo. No episódio 5, <i>Chuva, solo e ciência: o que aprendemos com as enchentes,</i> o professor do Departamento de Solos da UFSM Jean Minella explica que, após as enchentes, mudanças no leito do rio reduziram sua rugosidade e alteraram seu fluxo.</p><p>“Ele se tornou menos rugoso, mais retilíneo”, afirma, explicando que é como se tivesse passado por uma “pavimentação natural”, ou seja, “para um mesmo evento de chuva que aconteça agora, as velocidades do rio estão maiores. Então o rio está propagando aquela mesma vazão que propagava antes de uma forma muito mais rápida”.</p><p>Isso, segundo o pesquisador, pode intensificar os danos em eventos futuros.</p></li><li><p><strong>O mesmo sistema que causa enchente também pode causar falta de água depois</strong></p><p>No episódio 5, o professor Jean Minella explica que os períodos de enchente e estiagem estão ligados ao funcionamento do sistema hídrico. Segundo ele, a forma como a superfície das bacias é ocupada interfere diretamente na recarga dos aquíferos, das nascentes e na quantidade de água disponível nos rios ao longo do ano.</p><p>O impacto vai além dos eventos extremos. Jean Minella afirma que rios que ficam “extremamente violentos” durante as chuvas podem depois “agonizar”, sem água suficiente para abastecer comunidades urbanas e rurais. “Esse excesso que a gente tem de escoamento superficial é a água que vai faltar no período de baixa precipitação”, resume o pesquisador.</p><p>Para ele, o sistema está “obviamente desequilibrado”: a água escoa rápido demais durante as chuvas e deixa de abastecer o solo, os rios e os aquíferos nos períodos secos.</p></li><li><p><strong>Nem os especialistas esperavam a dimensão das enchentes no Sul</strong></p><p>Mesmo com dados e modelos de medição cada vez mais sofisticados, a magnitude de alguns eventos climáticos ainda surpreende. No episódio 6 — <em>Variabilidade climática no Sul do Brasil</em> — a meteorologista e docente do Departamento de Física da UFSM Nathalie Boiaski afirma que os eventos extremos surpreenderam até quem pesquisa o tema. “Nenhum de nós era capaz de compreender a magnitude de um evento extremo até então”, relata.</p><p>A pesquisadora, que mora na Quarta Colônia, conta que também foi atingida pelas enchentes de 2024: “Eu sou meteorologista, tenho a formação, eu tinha os dados na mão. Por que que eu não saí? Porque a gente não quer acreditar”.</p><p>Ela relata que não deixou sua casa imediatamente, porque jamais imaginou que o rio pudesse atingir o nível que atingiu. Segundo ela, como nunca havia acontecido algo parecido antes, acreditou que “ia chover, mas não ia ser tanto assim a ponto de a gente precisar sair de casa”. A saída aconteceu apenas quando percebeu que o nível do rio estava subindo rápido demais.</p><p>Para ela, os eventos recentes mostram que, mesmo com avanços na meteorologia, a dimensão dos impactos ainda desafia a capacidade de previsão e resposta da sociedade.</p></li><li><p><strong>Eventos extremos locais são mais difíceis de prever — e os alertas ganham ainda mais importância</strong></p><p>No episódio 6, Nathalie Boiaski explica que eventos em escala regional ou local são mais difíceis de antecipar com precisão, especialmente pela falta de dados em determinadas áreas. Chuvas intensas podem atingir uma região específica enquanto bairros próximos permanecem sem chuva, o que dificulta a representação desses eventos nos modelos de previsão. “chove no centro da cidade de Santa Maria e não chove em Camobi”, exemplifica.</p><p>A situação se torna ainda mais complexa em áreas com pouco monitoramento. “Então nós precisamos sim de mais monitoramento, porque não tem milagre que o meteorologista possa fazer sem ter um ponto de observação, sem ter pluviômetro, sem ter termômetro, sem ter anemômetros”, afirma a pesquisadora, citando a falta de equipamentos em parte da Quarta Colônia.</p><p>Nesse cenário, mesmo com incertezas, a recomendação é sempre considerar os avisos e agir preventivamente. A forma como as pessoas respondem a esses alertas pode influenciar diretamente os impactos das situações de risco. Ela defende que os alertas meteorológicos sejam levados a sério: “Na dúvida, saia”.</p></li></ol><p>```</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-06-123446-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" />O podcast <i>Clima de Crise</i> foi produzido no âmbito dos projetos “Governança e multidimensionalidade dos riscos climáticos” (Fapergs 06/2024) e “Comunicação de proximidade” (PROEXT-PG/Capes), vinculados à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p><h4><b>Todos os episódios já estão disponíveis, confira:</b></h4><ul><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 1 — Pertencimento e Memória em tempos de Crise Climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/5aSErRkx2eMqHOvTKvxBiq">https://open.spotify.com/episode/5aSErRkx2eMqHOvTKvxBiq</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 2 — Saúde em contexto de emergência climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/41Z21uM58NGSPpESF1cOHX">https://open.spotify.com/episode/41Z21uM58NGSPpESF1cOHX</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 3 — Jornalismo Local, Desertos de Notícia e Resiliência Climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/2xChGQmiHA7hRaNL27qsyD">https://open.spotify.com/episode/2xChGQmiHA7hRaNL27qsyD</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 4 — Clima, Território e Educação Ecológica</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/11g5CbODKQGhs7pKfaoqMi">https://open.spotify.com/episode/11g5CbODKQGhs7pKfaoqMi</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 5 — Chuva, solo e ciência — o que aprendemos com as enchentes</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/0vyVHnbyzCHqMyDsGvioug">https://open.spotify.com/episode/0vyVHnbyzCHqMyDsGvioug</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 6 — Variabilidade climática no Sul do Brasil — interações, mecanismos e impactos</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/6QFzVuNFxZQ6kh5bHnAZvg">https://open.spotify.com/episode/6QFzVuNFxZQ6kh5bHnAZvg</a></li></ul><p>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</p><p>Ilustração: Evandro Bertol, designer</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Time Enactus leva sustentabilidade e empreendedorismo social para escolas de Santa Maria e Caçapava do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/04/21/time-enactus-leva-sustentabilidade-e-empreendedorismo-social-para-escolas-de-santa-maria-e-cacapava-do-sul</link>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:38:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
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						<description><![CDATA[As crianças têm contato com a educação financeira por meio da ‘Escolinha de Negócios’]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Durante cerca de quatro meses, crianças do quarto ano de escolas públicas foram responsáveis pelo cuidado, rega e crescimento de mudas de temperos diversos. Nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e Lourenço Dalla Corte, de Santa Maria, oficinas de sustentabilidade e empreendedorismo social foram responsáveis por introduzir a prática da educação financeira. Promovidos pelo Time Enactus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os encontros da ‘Escolinha de Negócios’ tinham como objetivo a conscientização da importância de dois eixos: o cuidado com o meio ambiente e com o dinheiro. </p>
<p>De acordo com Kamilly Dias, acadêmica da Licenciatura de Educação Física e bolsista do Time Enactus, foi por meio do cuidado com as plantas que as crianças aprenderam sobre o desenvolvimento dos negócios. “Eles escolheram o temperinho que mais agradou e a partir disso trabalhamos negócios, vendas, como lidar com o dinheiro, o que significa custo, preço, como surgiu o dinheiro, como funciona um cartão de crédito, o banco. Tudo de uma forma leve”, conta. Ao entregar a muda de tempero, os integrantes do Time Enactus proporcionaram uma oficina para explicar as diferenças entre os temperos, suas possibilidades de uso e quais cuidados são necessários. Nessa atividade, as e os estudantes elaboraram placas de identificação das plantas e suas características. As crianças também tiveram a oportunidade de participar de uma oficina de customização dos vasos, em que foram trabalhados aspectos da agregação de valor de um produto.</p>		
													<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_001-1024x768.jpg" alt="" />													
		<p>Depois de cerca de quatro meses, as plantas, que eram cuidadas no dia-a-dia da escola, foram comercializadas em feiras de produtores, como a Polifeira, em Santa Maria, e a Feira do Produtor Rural, em Caçapava do Sul. Após a venda, as crianças decidiam o que fazer com o lucro.</p>		
													<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_004-768x1024.jpg" alt="" />													
													<img width="576" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/criancas_002-576x1024.jpg" alt="" />													
		<p>Josiane de Oliveira, professora na escola Dagoberto Barcellos, conta que seus alunos foram muito receptivos ao projeto da Escolinha de Negócios. Para ela, os encontros quinzenais agregaram muito no desenvolvimento do tema da educação financeira, que ela costuma abordar durante as aulas de matemática. “Acredito que os alunos desenvolveram o esperado, que foi desde a educação ambiental, de cuidar do meio ambiente, que eles precisaram cuidar e ter responsabilidade com a sua planta, e depois com a educação financeira, de comercializar a plantinha com todos os passos do preço, do lucro, do conhecimento das plantas”, descreve. Para Josiane, além do desenvolvimento da consciência ambiental e financeira, os alunos também aprenderam sobre como se comunicar e conversar com as pessoas, habilidade que foi fundamental para realizar as vendas das mudas no centro da cidade de Caçapava do Sul.</p>
<p> </p>
<p>A partir da experiência, Kamilly Dias percebeu que as crianças não tinham muito conhecimento sobre questões básicas de finanças mas, ao mesmo tempo, havia curiosidade em aprender. “Eles desenvolveram sacadas bem legais a partir das percepções. Falávamos sobre salário, sobre CLT, uma pessoa que tem emprego fixo ou que é autônoma. E eles conseguiam se enxergar dentro disso: ‘Ah, meu pai é pintor, então ele é autônomo’”, explica Kamilly. </p>
<p> </p>
<p>A estudante acredita que a educação financeira deveria ser mais trabalhada na escola. “Conseguimos precificar quanto ia sair cada mudinha. Colocamos preço no vaso, na terra, no trabalho que eles tiveram, de cuidar, cultivar, regar. Colocamos preço e valor nessas coisas. E eles conseguiram chegar em um valor final que poderiam vender a plantinha. Eles entenderam que o custo da planta é um e que o lucro que iam ter é outro”, explica Kamilly. Ela também conta que, após a venda das plantas, algumas das crianças optaram por comprar sorvete, enquanto outras pensaram em usar o dinheiro para comprar mais mudas a fim de expandir o ‘negócio’. “Muitos disseram: ‘Ah, profe, eu vou pegar o valor do custo, comprar outras plantinhas, porque aí eu cultivo e vou ter de novo o meu lucro, mas também o valor do meu custo. Vou ganhar R$10,00 na minha planta e com isso eu vou gastar tanto e guardar o resto’”, lembra Kamilly.</p>		
			<h3>Sustentabilidade e empreendedorismo social como bases do Time Enactus</h3>		
		<p>O Time Enactus é uma organização internacional que tem 133 times somente no Brasil. De acordo com Débora Bobsin, coordenadora do Time na UFSM, o propósito é levar, para as universidades, o viés do empreendedorismo social. “Acontecem por meio da execução de projetos que olhem para problemas locais das suas comunidades e que gerem impacto para elas”, explica. Na UFSM, isso se executa por meio de ações de extensão, que é uma das formas de oficializar os times nas universidades. São cerca de 15 estudantes envolvidos, entre bolsistas e voluntários, de áreas como Psicologia, Química, Agronomia, Desenho Industrial, Ciências da Computação, Odontologia, Ciências Sociais, Engenharia de Telecomunicações e Educação Física.</p>
<p> </p>
<p>Formado pelo tripé dos vieses do ambiental, do social e da sustentabilidade financeira, o Time Enactus tem essas temáticas como centrais. Também é por isso que as ações de extensão feitas pelo Time na UFSM têm esse enfoque: “E é muito difícil falar de empreendedorismo social sem falar de questões ambientais, entende? Quando partimos de um problema, eles estão imbricados. E vem pela demanda das escolas, que têm dificuldade de trabalhar questões ambientais de forma transversal”, conta Débora. Para ela, as duas temáticas estão entrelaçadas. “É difícil de desconectar. Pensa nos recicladores: eles trabalham com um negócio que é ambiental, que gera ingresso financeiro e é uma maneira de sustento e que minimiza problemas que nós [a sociedade] criamos”, reflete.</p>		
			<h3>Outras ações de extensão</h3>		
		<p>A ‘Escolinha de Negócios’ dá continuidade a uma iniciativa anterior do Time Enactus, o projeto Florescer. É uma das ações de extensão desenvolvidas pelo Time a partir dos recursos do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). De acordo com Débora e Kamilly, a experiência deve continuar em 2026 na escola Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e com outra escola de Santa Maria. Débora também comenta que, no ano de 2026, o Time Enactus deve testar uma modalidade da ação com turmas do ensino médio, com o objetivo de discutir o empreendedorismo a partir da resolução de problemas da escola.</p>
<p>O projeto também tem materiais didáticos, como cartilhas, em processo de editoração, que vão permitir a aplicação do modelo da Escolinha de Negócios em outras escolas, como um guia para as e os professores. Além disso, também trabalham no desenvolvimento de dois jogos: o Ciclus, que trata do descarte correto de resíduos, e outro, de tabuleiro, sobre educação empreendedora, que está na fase de desenvolvimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E<i>xpediente:</i></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista voluntária.</i></p>
<p><i>Fotos: Time Enactus UFSM</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quando ensinar também transforma quem ensina: os impactos do Sumo Educacional na formação de seus integrantes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/04/06/quando-ensinar-tambem-transforma-quem-ensina-os-impactos-do-sumo-educacional-na-formacao-de-seus-integrantes</link>
				<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:59:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[sumo educacional]]></category>

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						<description><![CDATA[Programa de extensão da UFSM evidencia a formação acadêmica, profissional e cidadã dos estudantes envolvidos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Entrar em uma sala de aula pela primeira vez, observar alguns alunos atentos — outros nem tanto —, e perceber que o conteúdo pode realmente influenciar a forma como essas pessoas lidam com o dinheiro é uma experiência marcante. Para muitos estudantes universitários, esse momento marca o início de uma transformação que vai além do aprendizado técnico. É nesse processo que a extensão universitária se mostra uma via de mão dupla: ao levar conhecimento à comunidade, também promove aprendizados profundos para quem ensina.</p><p>Essa é a realidade vivenciada pelos integrantes do Sumo Educacional, programa de extensão vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Criado com o objetivo de promover a educação financeira em escolas públicas, na formação de professores e junto a jovens em situação de vulnerabilidade social, o Sumo tem mostrado que seu impacto não se limita ao público externo. Ele transforma, de forma significativa, a trajetória acadêmica, profissional e pessoal de quem faz parte da equipe.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/WhatsApp-Image-2026-03-31-at-12.25.56-1024x729.jpeg" alt="" width="1024" height="729" /></p><p> </p>		
			<h2>Aprender fazendo: a sala de aula como espaço de formação</h2>		
		<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-06-155402.jpg" alt="" width="400" height="372" />Para muitos integrantes do Sumo, o primeiro contato com a extensão vem acompanhado de nervosismo. Ansiedade antes das aulas, receio de não conseguir engajar os estudantes ou de não dominar completamente o conteúdo fazem parte do processo. No entanto, esses sentimentos iniciais dão lugar, com o tempo, à autoconfiança, à satisfação e ao sentimento de realização.</p><p>Os relatos dos participantes mostram um percurso comum: a insegurança inicial vai sendo substituída pela percepção de que o conhecimento acadêmico ganha sentido quando aplicado na prática. Ao preparar aulas, adaptar a linguagem ao público e lidar com realidades sociais diversas, os estudantes desenvolvem habilidades que dificilmente seriam adquiridas apenas dentro da sala de aula da universidade. “Depois da aula, vem um sentimento de missão cumprida”, relatou uma das participantes. “A gente sai cansado, mas com a certeza de que aquilo fez diferença para alguém.”</p>		
			<h2>Educação financeira que começa em casa</h2>		
		<p>Um dos efeitos mais recorrentes observados entre os integrantes do Sumo é a mudança na própria relação com o dinheiro. Planejamento financeiro, controle de gastos, uso consciente do crédito e organização do orçamento deixam de ser apenas conceitos ensinados e passam a fazer parte do cotidiano deles.</p><p>A maioria dos participantes relata melhorias em seu comportamento financeiro. Alguns passaram a usar planilhas, outros começaram a poupar ou a refletir mais antes de consumir. Para muitos, o contato direto com a realidade das escolas públicas e com jovens em situação de vulnerabilidade ampliou a consciência sobre desigualdade e endividamento no Brasil, reforçando a importância social da educação financeira.</p><p>Essa vivência prática também rompe “bolhas”. Ao sair do ambiente universitário e atuar em escolas e instituições sociais, os integrantes</p><p>passam a compreender melhor os desafios enfrentados por grande parte da população brasileira.</p>		
			<h2><p>Muito além do conteúdo: desenvolvimento humano e profissional</p></h2>		
		<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-06-154858-1024x551.jpg" alt="" width="800" height="430" />Os impactos do Sumo Educacional não se restringem ao campo financeiro. Os participantes destacam ganhos expressivos em habilidades como comunicação, oratória, liderança, trabalho em equipe, empatia e organização. Muitos relatam que aprenderam a falar em público, a se posicionar com mais segurança e a lidar com diferentes perfis de pessoas.</p><p>Além disso, a estrutura interna do programa permite que os estudantes atuem também na gestão, comunicação, expansão e organização das atividades. Essa vivência proporciona uma formação interdisciplinar, aproximando os integrantes de experiências semelhantes às do mercado de trabalho, mas com um forte componente social.</p><p>“O Sumo me mostrou que eu posso usar o que aprendo na Universidade para transformar realidades”, resumiu um participante. “E isso muda a forma como a gente se vê como estudante e como cidadão.”</p>		
			<h2><h3>Extensão como permanência e pertencimento</h3></h2>		
		<p>Outro aspecto relevante destacado pelos integrantes é o papel da extensão na permanência universitária. O sentimento de pertencimento, a criação de vínculos sociais e a percepção de utilidade social fazem com que muitos estudantes se sintam mais motivados a permanecer na universidade.</p><p>Para alguns, a participação no Sumo foi decisiva para não desistir da graduação. A possibilidade de aplicar o conhecimento, de receber bolsas de extensão e de fazer parte de um grupo com propósito claro fortalece o vínculo com a instituição e reduz a sensação de distanciamento entre universidade e sociedade..</p>		
			<h3>Uma via de mão dupla que gera impacto social
</h3>		
		<p>Os resultados do estudo que embasa este texto mostram que os próprios integrantes percebem o Sumo Educacional como fortemente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, redução das desigualdades e trabalho decente.</p><p>Ao ensinar educação financeira, os estudantes aprendem sobre o conteúdo, sobre si mesmos e sobre a sociedade. A extensão deixa de ser apenas uma atividade complementar e passa a ser um espaço central de formação cidadã, acadêmica e humana.</p><p>A experiência do Sumo Educacional reforça uma ideia fundamental: quando a universidade se abre para a comunidade, ela não apenas cumpre seu papel social, mas também se transforma. E, nesse processo, forma profissionais mais conscientes, preparados e comprometidos com a realidade que os cerca. No fim das contas, ensinar também é aprender. E, no Sumo, essa lição é vivida todos os dias.</p><p>Texto: Natali Cassola, integrante do Sumo e doutoranda na PUCRS</p><p>Edição: Luciane Treulieb</p><p>Ilustração: Evandro Bertol</p><p>Imagens em sala de aula capturadas do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=QZyy5vPkjLU" target="_blank" rel="noopener">vídeo do Sumo Educacional</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto da UFSM amplia atuação com a comunidade Montanha Russa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/01/12/projeto-da-ufsm-amplia-atuacao-com-a-comunidade-montanha-russa</link>
				<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 23:40:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[montanha russa]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>

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						<description><![CDATA[A partir do pedido de moradores, Coletivo Fluir passa a atuar também fora do espaço escolar ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em meados de 2025, Daiane Ribas dos Santos — moradora da comunidade Montanha Russa e, à época, cozinheira da escola da região — fez um pedido à equipe do Coletivo Fluir: que o trabalho realizado com as crianças dentro da escola também chegasse aos demais moradores. A associação comunitária da qual ela fazia parte poderia ser o local para esses encontros. A partir dessa demanda, o projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria passou a ocupar novos espaços.</p><p>Criado em 2024, o Coletivo Fluir é um projeto de extensão desenvolvido por professores e estudantes da UFSM, voltado à defesa das infâncias em contextos de vulnerabilidade social. Inicialmente, a iniciativa atuava em três instituições da rede pública municipal, com foco na formação da comunidade escolar e no cotidiano das crianças pequenas.</p><p>A presença regular dos universitários nesses territórios — em especial na Escola Municipal de Educação Infantil Montanha Russa — fez com que as ações desenvolvidas com as crianças começassem a repercutir para além do ambiente escolar. “A proposta de aproximação surgiu da necessidade que a comunidade tem de troca de conhecimento e desenvolvimento”, afirma Daiane.</p>[caption id="attachment_408" align="aligncenter" width="800"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/01/lideres-comunitarios-1024x768.jpg" alt="" width="800" height="600" /> Integrantes do Coletivo Fluir em diálogo com moradores da comunidade Montanha Russa[/caption]		
			<h2>Território Andarilho: escuta antes da ação</h2>		
		<p>A partir desse pedido, o Coletivo Fluir passou a estruturar o Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa, um desdobramento do projeto que deslocou parte das ações para fora da escola e passou a concentrar encontros, oficinas e atividades na sede da associação comunitária.</p><p>Na prática, o Território Andarilho se consolidou como uma forma de atuação baseada na escuta da comunidade e na presença continuada da universidade no bairro. Desde o início, a equipe optou por não chegar ao território com propostas fechadas. O primeiro passo foi apresentar o Coletivo e ouvir os moradores.</p><p>“Nós fomos dialogar com as pessoas, apresentar o projeto — como a Dai nos pediu —, mas, ao mesmo tempo, queríamos ouvir quais eram as demandas e dificuldades da comunidade”, explica Taciana Segat, professora da UFSM e coordenadora do Coletivo Fluir.</p><p>Segundo ela, o contato inicial com a comunidade também foi marcado por incertezas sobre como o projeto poderia contribuir naquele contexto. “A gente foi um tanto sem saber exatamente como poderia ajudar”, afirma.</p><p>Com o avanço dos encontros e das conversas com moradores e lideranças locais, novos desafios começaram a emergir — muitos deles não visíveis a partir da experiência restrita ao espaço escolar. “Existia mais vulnerabilidades do que a gente imaginava”, relembra Leandra Possa, docente da UFSM e integrante do Fluir.</p>		
			<h2>Cuidar das crianças exige olhar para o entorno</h2>		
		<p>O contato direto com a comunidade levou os integrantes do projeto a rever alguns dos seus pressupostos. A equipe percebeu que a atuação centrada nos bebês e crianças pequenas não seria suficiente para enfrentar situações de vulnerabilidade mais amplas. “Trabalhar com crianças envolve trabalhar com adultos”, reconhece Taciana.</p><p>Ao aprofundar o diálogo no território, o coletivo percebeu que muitos dos adultos que hoje cuidam das crianças também viveram infâncias marcadas por vulnerabilidade. “São adultos que tiveram infâncias vulneráveis e que hoje participam da formação de crianças que vivem situações semelhantes. Isso foi complexificando o projeto”, explica Leandra.</p><p>A partir dessa compreensão, o Fluir reorganizou sua atuação: as crianças seguem no centro do projeto, mas passaram a ser pensadas em relação com as famílias, os adultos e as condições de vida do território. Essa leitura ampliada fez com que o projeto passasse a operar em diferentes frentes ao mesmo tempo. Enquanto aprofundava a atuação no território, o Fluir manteve as ações nas escolas e a disciplina de extensão em funcionamento. Para o grupo, o trabalho com as infâncias não se restringe a um único espaço. “A gente está pensando em como transformar os lugares onde as crianças vivem e moram em espaços mais seguros para crianças e adultos”, afirma a coordenadora do Fluir.</p>		
			<h2>Ações no território: presença, escuta e construção coletiva</h2>		
		<p>As ações do Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa se estruturam a partir da presença contínua do Coletivo Fluir no bairro. Entre as atividades estão oficinas coletivas, momentos de convivência e escutas com moradores de diferentes idades, realizadas principalmente no espaço da associação comunitária.</p>[caption id="attachment_409" align="alignleft" width="400"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/01/IMG_1580-768x1024.jpg" alt="" width="400" height="533" /> Caminhada realizada pelo território[/caption]<p>Além dos encontros, a aproximação com a comunidade incluiu uma caminhada junto com moradores. A proposta era conhecer o território a partir de quem vive ali, percorrendo ruas, acessos e trajetos cotidianos que organizam a vida das famílias. Segundo Taciana Camera Segat, a parceria com as professoras da escola foi decisiva para que a atividade acontecesse. “Sem esse trabalho conjunto, não teria sido possível.”</p><p>Durante a caminhada pelo bairro, a equipe identificou obstáculos enfrentados pelas famílias que não se evidenciam no ambiente escolar.“Quando a gente subiu o morro, ficou muito mais claro o que uma mãe precisa enfrentar para levar uma, duas, três crianças, mochila, guarda-chuva, para chegar até a escola”, relata Márcia Cardona, egressa da UFSM e integrante do Coletivo Fluir. Segundo ela, a experiência reforçou a necessidade de compreender as infâncias para além da escola. “Só dentro da escola, a gente tem uma abrangência muito pequena da vida das crianças.”</p><p>Outra ação de destaque realizada pelo Coletivo Fluir foi uma oficina para a criação da marca da comunidade Montanha Russa. Conduzida por Andrei Lopes, doutorando integrante do projeto, a atividade reuniu crianças, jovens, adultos e idosos em torno da construção coletiva de uma identidade visual para a vila.</p>[caption id="attachment_410" align="alignright" width="400"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/01/oficina-logo-768x1024.jpg" alt="" width="400" height="533" /> Moradores participam de uma oficina oferecida pelo Fluir para discutir a logo da comunidade[/caption]<p>Ao longo dos encontros, a proposta se ampliou. Entre lápis de cor, desenhos e pinturas, os participantes passaram a compartilhar memórias e histórias do bairro, transformando a oficina também em um espaço de escuta e troca coletiva.</p><p>A aproximação com os moradores também revelou entraves burocráticos que dificultavam a organização comunitária. Um deles era a situação da Associação de Moradores, que não possuía CNPJ formalizado. A partir dessa demanda, o projeto articulou o contato com estudantes do curso de Direito da UFSM, que passaram a auxiliar a associação na compreensão dos trâmites legais necessários para a regularização.</p><p>Segundo Taciana, esse tipo de ação evidencia um papel assumido pelo projeto ao longo do processo: o de mediação entre as demandas da comunidade e os acessos institucionais que a Universidade possui. “A gente tem oportunidades de formação, de trânsito e de acesso que muitas pessoas da comunidade não têm. Nosso papel é construir essa ponte a partir da Universidade com a sociedade”, afirma a coordenadora do Fluir.</p><p>O semestre de atividades culminou, no início de dezembro, com uma grande festa comunitária realizada na Associação de Bairro, reunindo cerca de 300 pessoas. O evento funcionou como momento de encontro, devolutiva das ações e convivência.</p>		
			<h2>Quando o território transforma a universidade</h2>		
		<p>A experiência no Território Andarilho também produziu efeitos dentro da própria Universidade, especialmente na formação dos estudantes envolvidos no projeto. Ao lidar com demandas que não cabem em respostas prontas, o trabalho no território passou a tensionar modos tradicionais de fazer extensão e a forma como o conhecimento é construído e compartilhado.</p><p>Para Leandra Possa, o impacto do Território Andarilho não se dá apenas no sentido da Universidade em direção à comunidade. “A gente fala muito do impacto da universidade na comunidade. Mas o que esse projeto tem mostrado é o impacto da comunidade na Universidade, na nossa formação”, afirma.</p><p>Segundo as integrantes do Coletivo Fluir, esse impacto aparece de forma direta no percurso formativo dos alunos, que passam a confrontar, no território, os limites do que aprendem em sala de aula. “Um projeto como esse impacta inclusive nas nossas aulas e na nossa possibilidade de dialogar com os estudantes universitários sobre o que vivemos no bairro”, relata Taciana. </p><p>Nesse processo, a extensão deixa de ser entendida como aplicação de um saber pronto e passa a exigir escuta, negociação e construção conjunta. Para o grupo, assumir esse lugar implica reconhecer limites e aceitar o caráter experimental da extensão. Para as participantes, esse é o papel da universidade pública: criar condições, sustentar diálogos e construir junto, mesmo quando os caminhos não estão dados de antemão.</p>		
			<h2>Próximos passos: dados, políticas públicas e continuidade</h2>		
		<p>Para 2026, o Coletivo Fluir prevê a continuidade das ações nas escolas, da disciplina de extensão e das atividades no território. Ao mesmo tempo, a equipe identificou a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a realidade da Comunidade Montanha Russa a partir da produção de dados mais sistematizados.</p><p>“Agora a gente percebeu a necessidade de construir um instrumento de levantamento de dados, de ir casa a casa, conversar com as pessoas, para entender o que a universidade pode fazer e o que é responsabilidade do poder público”, explica Leandra.</p><p>A proposta é que esse levantamento possa subsidiar tanto ações da Universidade quanto a formulação de políticas públicas, a partir do diálogo com a prefeitura e a Câmara de Vereadores.</p><p>Reportagem: Luciane Treulieb</p><p>Fotografias: Coletivo Fluir</p><p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Totens interativos e exposição fotográfica são estratégias para a conscientização sobre a crise climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/12/19/totens-interativos-e-exposicao-fotografica-sao-estrategias-para-a-conscientizacao-sobre-a-crise-climatica</link>
				<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 17:26:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[enchentes RS 2024]]></category>
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		<category><![CDATA[totens interativos]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto Memorar Quarta Colônia, da UFSM, objetiva sensibilização e resiliência climática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (<a href="https://www.ufsm.br/2025/11/05/4a-edicao-da-jai-mirim-abre-as-portas-da-ufsm-aos-pequenos-cientistas"><b><u>JAI Mirim</u></b></a>) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de t<a href="https://www.instagram.com/p/DQpa0Jskano/?img_index=1"><u><b>otens digitais interativos</b></u></a>, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="906" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.08-3-e1766165301863-1024x906.jpeg" alt="" />											<figcaption>Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p>O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.</p>		
			<h3>Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho</h3>		
		<p>A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.</p>		
							“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.
		<p>Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1024x682.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Memória como ferramenta para o futuro</h3>		
		<p>O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. </p>		
							<b>“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.</b>
		<p>Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.</p><p><i><b>Reportagem</b>: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i><b>Fotografias</b>: Memorar Quarta Colônia</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM impulsiona turismo rural em Palmeira das Missões</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/12/08/ufsm-impulsiona-turismo-rural-em-palmeira-das-missoes</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 00:59:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
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		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Universidade auxilia produtores a transformar o cultivo tradicional da erva-mate em novas oportunidades de renda e desenvolvimento local
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <section data-id="173a39a" data-element_type="section" data-model-cid="c26"> <p>A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões – município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.</p><p>“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros.</p></section><section data-id="5ffd12d" data-element_type="section" data-model-cid="c35"><h2 data-elementor-setting-key="title">Diagnóstico no campo revela potencial</h2></section><section data-id="44d731f" data-element_type="section" data-model-cid="c44"><figure id="attachment_71606" aria-describedby="caption-attachment-71606"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.41-225x300.jpeg" alt="" width="400" height="533" /><figcaption id="caption-attachment-71606">Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate</figcaption></figure><p>Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar.<br />Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.<br />Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”<br />Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.<br />De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.</p><h2>Primeiros roteiros começam a tomar forma </h2></section><section data-id="44fe402" data-element_type="section" data-model-cid="c6727"><p>Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.</p><p>“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.</p></section><section data-id="62f084e" data-element_type="section" data-model-cid="c8273"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.40-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" /><figcaption>A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate</figcaption></figure> <figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/IA-erval.jpg" alt="" width="576" height="864" /><figcaption>"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial. </figcaption></figure></section><section data-id="40c34d2" data-element_type="section" data-model-cid="c71"><h2 data-elementor-setting-key="title">Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor</h2></section><section data-id="ffd221e" data-element_type="section" data-model-cid="c80"><p>Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.<br />Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.<br />A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”<br />Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura. </p></section><section data-id="449b085" data-element_type="section" data-model-cid="c89"><h2 data-elementor-setting-key="title">Próximos passos </h2></section><section data-id="cbf7ad4" data-element_type="section" data-model-cid="c98"><p>Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.<br />Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.</p><p>Repórter: Luciane Treulieb</p><p>Imagens cedidas pelo projeto</p></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM impulsiona turismo rural em Palmeira das Missões</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/08/ufsm-impulsiona-turismo-rural-em-palmeira-das-missoes</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 00:43:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[erva-mate]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
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						<description><![CDATA[Universidade auxilia produtores a transformar o cultivo tradicional da erva-mate em novas oportunidades de renda e desenvolvimento local
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões - município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.<br />“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros. </p>		
			<h2>Diagnóstico no campo revela potencial</h2>		
		[caption id="attachment_71606" align="alignleft" width="400"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.41-225x300.jpeg" alt="" width="400" height="533" /> Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate[/caption]<p>Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar. <br />Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.<br />Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”<br />Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.<br />De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.</p>		
			<h2>Primeiros roteiros começam a tomar forma</h2>		
		<p>Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.</p><p> </p><p>“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.40-768x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="576" height="864" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/IA-erval.jpg" alt="" />											<figcaption>"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial.</figcaption>
										</figure>
			<h2>Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor</h2>		
		<p>Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.<br />Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.<br />A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”<br />Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura.</p>		
			<h2>Próximos passos</h2>		
		<p>Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.<br />Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.</p><p> </p><p>Repórter: Luciane Treulieb</p><p>Imagens cedidas pelo projeto</p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Para o envelhecimento saudável da população, a aposta é no cuidado integrativo, dizem pesquisadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/11/21/para-o-envelhecimento-saudavel-da-populacao-a-aposta-e-no-cuidado-integrativo-dizem-pesquisadores</link>
				<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 21:22:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Na UFSM, projeto Feliz(c)idade promove cuidado por meio de atividades físicas, cognitivas e de socialização para idosos de Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O cuidado com a população idosa é uma preocupação necessária, visto que, em 25 anos, o número de idosos no Brasil vai dobrar. Estes dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que também afirma que o número de idosos vai superar o de crianças até 2031. Um dos fatores desse aumento é o crescimento da expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), <a style="text-decoration: none" href="https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202411/em-2023-expectativa-de-vida-chega-aos-76-4-anos-e-supera-patamar-pre-pandemia"><b><i>até 2024 a média de idade que uma pessoa idosa pode atingir é de 76,4 anos</i></b></a>. Em comparação com a medição de 1940 - primeiro dado do tipo registrado -, a média era de 45,5 anos, o que representa um aumento de 30,9 anos. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> No início do mês, o tema ganhou discussão ao pautar a redação do Enem com os desafios do envelhecimento da sociedade brasileira. Para Melissa Medeiros Braz, professora do Mestrado em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a temática do envelhecimento é uma preocupação necessária. Ela envolve falar de cuidado, de saúde e tratamento de doenças, mas também de saúde mental e cognitiva, socialização, alimentação, atividade física e acessibilidade de espaços e cidades. Melissa também é coordenadora do projeto Feliz(c)idade, que surgiu com o objetivo de promover ações de extensão voltadas para pessoas idosas.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/Copia-de-Foto-de-Jessica35-1024x771.jpg" alt="" />											<figcaption>Idosos em momento de prática de exercício físico, no projeto Feliz(c)Idade</figcaption>
										</figure>
		<p>O projeto também significa a continuidade de outros, como o Núcleo Integrado de Estudos da Terceira Idade (Niati), que está em funcionamento desde os anos 1980. Seu coordenador, Gustavo Duarte, professor do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM, afirma que falar sobre o envelhecer é fundamental. “É um fenômeno global e também brasileiro. Já que no Rio Grande do Sul nós temos a maior taxa de longevidade do Brasil, toda sociedade precisa se preparar”, reitera. Para Gustavo, deve ser uma preocupação de todos, desde crianças e jovens até adultos e idosos. “Não precisa ser idoso para trabalhar e se preparar para o [envelhecimento]”, diz. A aposta é em uma educação permanente e gerontológica, de diálogo intergeracional.</p>		
			<h3>Para pensar, é preciso se mover: os benefícios da atividade física</h3>		
		<p>A imagem que se tem de pessoas idosas está em mudança: não são mais apenas as de pessoas velhas, com cabelos grisalhos e pele flácida, com dificuldades de locomoção e inúmeras doenças. Estas características ainda definem este grupo, mas o perfil é diverso. Uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), também elencados no Estatuto do Idoso do Brasil. <a href="https://www.estadao.com.br/saude/treinamento-fisico-para-idosos-e-tendencia-fitness-no-brasil-conheca-as-particularidades/?srsltid=AfmBOopKj5XG_GpRRS5ssUtccwkb5-MnxP0okq9MHUENxFltvIsk_LLC" target="_blank" rel="noopener"><u><b><i>Uma reportagem publicada pelo Estadão em 2024</i></b></u></a> aborda o treinamento físico para idosos, que é tendência fitness no país. O texto traz dados de levantamento feito pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, que pesquisa o assunto a partir de profissionais do setor. Nas redes sociais, cresceram perfis de ‘vovós’ na academia ou no pilates, que alcançam números altos de visualizações, curtidas e comentários.</p><p> </p><p>Gustavo afirma que a busca pelo envelhecimento saudável é compartilhada: “Na qualidade de vida, podemos destacar a condição física, as capacidades funcionais, de força, de equilíbrio, de coordenação, de agilidade. O corpo é a nossa casa, nós somos esse corpo. E tudo é a partir do corpo”. Melissa explica que, nessa fase, é comum haver perda de massa muscular e óssea, o que pode afetar o equilíbrio, o deslocamento e a mobilidade. Síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares também são mais frequentes em idosos. “O exercício aeróbico também tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento dessas disfunções”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="771" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-10.16.52-771x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Atividades de musculação e fortalecimento cognitivo.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-08.45.03-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aividades de estimulação cognitiva.</figcaption>
										</figure>
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Melissa, no entanto, este não é o único benefício do exercício físico. No Feliz(c)idade, a dança, os exercícios de musculação, de fisioterapia e as atividades de estimulação cognitiva são realizadas em grupos, o que assume o papel da socialização, de uma rede de encontros. </p>		
							“É uma fase de perdas ou de ressignificação dos papéis sociais. Antes a pessoa trabalhava e agora tá se aposentando. Muitas mulheres, mães, tinham os filhos em casa. Agora que eles saíram, elas se vêem em um papel diferente. Muitas, até por questões físicas, tem algumas limitações nas atividades sociais. Então, o papel do grupo é fundamental para ajudar a ressignificar essas perdas”. - Melissa Medeiros Braz, coordenadora do projeto Feliz(c)Idade.
		<p>Além do fortalecimento físico e muscular - que ajudam a prevenir quedas -, as atividades auxiliam na prevenção da demência, da depressão e da ansiedade, ou seja, atuam no fortalecimento da saúde mental. Outros benefícios do exercício físico incluem o aumento da vascularização cerebral, que ajuda na memória e nas funções cognitivas. Para Gustavo, a atividade física é a base do que ele chama de ‘educação do movimento’. “Nós planejamos exercícios e atividades de interação em duplas em trios, de resolução de problemas, de interação com materiais. Além do movimento, os idosos também têm que responder questões da atualidade. O movimento é intrínseco: precisa pensar para se mover”, explica.</p>		
			<h3>Atividade física, mas não somente: o papel do cuidado integrativo</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O cuidado com o envelhecimento deve ser integrativo, afirma a professora Melissa Braz. Isso significa que é preciso ter, além do fortalecimento e diversos benefícios da atividade física, atenção à alimentação, à socialização, à saúde mental, ao desenvolvimento e fortalecimento cognitivo, à acessibilidade das casas e dos espaços e cidades. Com a perda da força muscular e do equilíbrio, pessoas idosas se tornam mais propensas à quedas. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ruas esburacadas e irregulares não são inacessíveis apenas para pessoas com deficiência, como aquelas usuárias de cadeira de rodas e pessoas cegas, que usam bengalas. São inacessíveis também para pessoas idosas, que estão com mobilidade reduzida, com maior risco de quedas e, consequentemente, torções ou fraturas. “Não podemos pensar somente na saúde, mas também na estrutura das cidades. Temos calçadas super irregulares, não somos uma cidade amiga da pessoa idosa. Quanto mais áreas esse conhecimento abranger, para poder garantir a acessibilidade para as pessoas idosas, melhor”, declara Melissa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">É uma abordagem multidisciplinar, de acordo com Gustavo. “Os mesmos idosos passam por nutricionistas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, fisioterapeutas. Aprendem em oficinas e atividades esse cuidados, de uma maneira integrativa, mais holística, do corpo como um todo em todas as suas dimensões”, descreve.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto se divide em núcleos:</p>
<p></p>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px">
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Corpo Mais: acontece no CEFD e trabalha atividades cardiovasculares com música, ginástica, capacidade aeróbica e cardiorrespiratória, exercícios de força, mobilidade e equilíbrio. Também tem o grupo de dança.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cognito: grupo que trabalha a estimulação cognitiva, tanto na prevenção de demência quanto com pessoas que já têm a doença. Trabalha com atividades de memória, de reminiscência e de jogos.&nbsp;</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Pacto: projeto que se juntou ao Feliz(c)idade e que dedica atenção aos cuidadores de pessoas idosas, que muitas vezes também são idosos. Trabalha temáticas de cuidado, das doenças, mas também da saúde mental de quem cuida.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Mexe Coração: acontece na Antiga Reitoria da UFSM e trabalha com exercícios e atividades de educação em saúde, como cuidados, alimentação saudável e hábitos de vida.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman', serif;color: #000000;background-color: transparent;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Renascer: grupo de mulheres sobreviventes do câncer de mama. Também realiza atividades de promoção e educação em saúde, não apenas na relação com as consequências ou possíveis sequelas da doença, mas com atividades que ultrapassam essa dimensão: pilates, dança, atividades comemorativas, viagens e passeios. <b><i><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/p/DNwhxWJ3N9l/?img_index=1">Na última Feira do Livro, por exemplo, o grupo esteve presente para conhecer as oficinas</a>.</i></b></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Villa Itagiba: atende um grupo de 60 homens, com atividades de educação em saúde e exercícios em grupo associados à ludicidade, como dançaterapia e artes.</p>
</li>
</ul>		
										<figure>
										<img width="1024" height="771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-10.16.57-1-1024x771.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aividades na Vila Itagiba</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-08.44.37-1024x576.jpeg" alt="" />											<figcaption>Atividades do Grupo Cognito</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">2º FelizIdade</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Evento realizado pelo projeto para o público idoso</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando: 22 de novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde: Antiga Reitoria da UFSM</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Grupos parceiros: Corpo Mais, Mexe Coração e Vila Itagiba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apoio: SESC e Conselho Municipal do Idoso (COMID)</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> I Encontro da RIEDE - Rede Internacional de Estudos em Dança e Envelhecimento</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando: 28 de novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Parceiros: Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p>Fotografias: Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>II Fórum de Extensão da Pós-Graduação destaca avanços e impactos dos projetos contemplados no edital do PROEXT-PG</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/10/17/ii-forum-de-extensao-da-pos-graduacao-destaca-avancos-e-impactos-dos-projetos-contemplados-no-edital-do-proext-pg</link>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 18:58:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
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		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[II Fórum de Extensão da Pós-Graduação]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
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		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[Ações extensionistas marcam presença junto às comunidades e buscam desenvolver soluções para problemas reais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na última quinta-feira (16), nove dos dez projetos contemplados no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG) se reuniram no auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) para apresentar e debater o andamento das ações extensionistas. Além disso, compartilharam desafios e potencialidades das atividades com as comunidades. Apenas o projeto ‘FelizIdade’ não conseguiu comparecer ao encontro.</p><p>A Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e presidente do Comitê Gestor do PROEXT-PG, Cristina Wayne Nogueira, realizou a abertura do evento ao lado do Pró-Reitor de Extensão (PRE), Flavi Ferreira Lisboa Filho. O Assistente Administrativo André dos Santos Leandro, da PRPGP, apresentou um relatório da execução orçamentária do Programa.</p><p>Cristina comenta que ficou muito impressionada com as apresentações dos dez projetos. “Demonstraram ação, demonstraram o envolvimento de alunos de graduação e pós-graduação. Foi muito bonito ver os resultados, os reflexos nas comunidades, nos diferentes territórios. Fiquei muito satisfeita com o que vi”, afirma.</p><p>Confira, a seguir, os principais destaques de cada um dos projetos</p>		
													<img width="1024" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/10/capa-reportagem-forum.jpg" alt="" />													
			<h4><p>Memorar das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia - Memorar QC</p></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apresentado pelo professor Adriano Severo Figueiró, o projeto surge a partir dos incômodos causados pelos deslizamentos de terra e alagamentos provocados pelas enchentes de maio de 2024 e que tiveram início na região central do estado. O conceito da resiliência climática norteia as ações, que estão em desenvolvimento: de educação ambiental e governança do território, por meio de oficinas com escolas; de mapeamento de áreas de risco e de gerenciamento de recursos hídricos, por meio de visitas técnicas; e de conservação do patrimônio da paisagem, a partir da descoberta de novo Geossítio arqueológico Guarani no município de Dona Francisca. Nos próximos passos do projeto, estão a criação de uma cartilha para oportunizar o aprendizado de Resiliência Climática nas escolas, além da aquisição de dez totens digitais para exposição de material interpretativo sobre as mudanças climáticas, e que será exposto no Museu do Conhecimento da UFSM.</p><p><br /><a href="https://www.instagram.com/memorar.qc/">Instagram do projeto</a>.</p>		
			<h4>Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor Gustavo Brunetto apresentou as ações do projeto realizado pelo Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces-UFSM). O grupo realizou coletas de solo na região da Serra Gaúcha, em propriedades produtoras de frutas. A partir da análise das amostras,<a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/03/27/analises-de-solo-em-areas-de-deslizamentos-mostram-consequencias-das-enchentes-no-rs"> conseguiu definir as características do solo afetado pelas enchentes de 2024,</a> que perdeu matéria orgânica e ganhou acidez. Além disso, o Grupo estabeleceu estratégias para a resolução destes problemas. Os resultados de pesquisa tiveram ampla divulgação na imprensa, desde veículos regionais até nacionais. Os próximos passos envolvem capacitação e treinamento dos técnicos e produtores, além de produção de soluções e materiais de divulgação científica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/gepacesufsm/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Time Enactus UFSM
</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Representado pela professora Débora Bobsin, o Time Enactus já realizou duas ações extensionistas: em 2024, aplicou o ‘Projeto Florescer’ na Escola Estadual Augusto Ruschi, voltado para a educação ambiental no ensino fundamental. Já neste ano, realizou a ‘Escolinha de Negócios’, promovendo a educação empreendedora para o ensino fundamental das escolas Escola Municipal Lourenço Dalla Corte, em Santa Maria, e para a Escola Municipal Dagoberto Barcelos, que fica em Caçapava do Sul. Estão em andamento mais duas ações extensionistas. Em Santa Maria, no bairro Passo das Tropas, a comunidade escolar da Escola</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Municipal Pedro Kunz, formada por mães e alunos, recebem oficinas para geração de trabalho e renda. Já em Caçapava do Sul, no grupo Harmonia Preta, são feitas ações de estruturação do negócio social, como plano de negócios e auxílio na captação de recursos. Além disso, produtos editoriais, como cartilhas, estão em fase de finalização.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/timeufsm/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Sumo Educacional</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A mestranda Natali Morgana Cassola apresentou o andamento das ações do projeto Sumo Educacional, que leva educação financeira para espaços educativos, como as escolas. Já realizou formação de líderes, que tem a missão de levar o aprendizado para a sala de aula, aulas com jovens, testes de metodologias e jogos de forma interna e aplicação dos jogos nas escolas. Entre os próximos passos, estão a consolidação da metodologia própria, a ampliação da área de abrangência do projeto e o desenvolvimento da plataforma In-Sumo, que objetiva capacitar os professores, integrar elementos de gamificação na formação para o aprendizado e ampliar o impacto das ferramentas tanto para as e os estudantes quanto para suas famílias.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/sumoeducacional/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre  Programas de Pós-Graduação da UFSM </h4>		
		<p>Apresentado pelo professor Gustavo Dotto, o projeto Telessaúde já está com o sistema de consultas online em funcionamento, com quase 300 atendimentos realizados de pelo menos cinco especialidades médicas. A meta, segundo Dotto, é alcançar 2000 atendimentos até 2026. O professor destacou que a implementação do projeto beneficia pacientes que moram em cidades vizinhas ou mesmo de regiões diferentes, uma vez que o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é referência em saúde especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Também contribui para a diminuição da quantidade de pessoas que circulam no HUSM diariamente, o que beneficia o aspecto da biossegurança.</p>		
			<h4>Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desenvolvido na UFSM de Palmeira das Missões, o projeto pretende construir estratégias para o turismo rural em torno da produção de erva-mate. A professora Rosani Spanevello destacou as parcerias do projeto com entidades públicas, como a prefeitura, Conselho Municipal de Turismo, Secretaria da Agricultura e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além da empresa Júnior do curso de Zootecnia. O projeto se insere nestes conselhos e ajuda a discutir estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável. Já auxiliou na constituição da Associação dos Produtores de Erva-Mate de Palmeira das Missões (APEMPM), com capacitação na produção, projeto municipal de mudas e confecção da marca. Por meio da disciplina ‘Formação em Extensão na Pós-Graduação I’, que acontece neste semestre, mestrandos, doutorandos e parceiros visitam propriedades rurais produtoras da planta erva-mate para diagnóstico e análise das potencialidades turísticas. Também proporciona viagens de estudo de estudantes e produtores para conhecer outras associações e formas de comercialização. No próximo semestre, será ofertada a disciplina ‘Formação em Extensão na Pós-Graduação II’, que tem o objetivo de elaborar os roteiros turísticos da rota da erva-mate em Palmeira das Missões.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/alternativasrurais/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (ProgeAqua)</h4>		
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As ações do ProgeAqua foram apresentadas pelo professor Rafael Lazzari. Este projeto foi contemplado também na primeira edição do PROEXT-PG na UFSM, em 2015. Entre as ações realizadas até o momento estão a definição dos municípios contemplados, a elaboração de materiais didáticos e os primeiros encontros com técnicos e produtores. As ações serão realizadas em Santa Maria, São Pedro do Sul, Jari, Quevedos, Cacequi, São Sepé, Novo Cabrais, São João do Polêsine, Nova Palma, Pinhal Grande, Dona Francisca, Nova Esperança do Sul, Tupaciretã, Silveira Martins e Júlio de Castilhos. Entre as dificuldades encontradas estão a mobilização dos produtores, a precariedade da área regional para a piscicultura, principalmente devido às chuvas e à realidade da catástrofe climática. As próximas ações envolvem palestras, visitas técnicas, acompanhamento de produtores e capacitações práticas, promovidas pela UFSM e parceiros, sobre temas relacionados à piscicultura, como legislação ambiental, sistemas de cultivo e instalações, qualidade da água, alimentação e doenças dos peixes, entre outros.</p>		
			<h4>Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Coletivo Fluir foi representado pelos professores Fabiane Bridi, Taciana Segatt e Joe Bulsara. O projeto se insere em três escolas de Santa Maria para promover Territórios Educativos Intersetoriais (TEI), que buscam a valorização das infâncias em vulnerabilidade por meio da educação. Quinzenalmente, as equipes se deslocam até as escolas EMEI Montanha Russa, EMEF Chácara das Flores e EMEI Monte Bello e Lar de Joaquina. Também realizaram a disciplina de extensão, que busca capacitar professoras da educação infantil para a formação em metodologias de ensino a partir das realidades e vivências de cada escola. São quatro Territórios formados: o TEI 1, composto pelas crianças, famílias, escola e comunidade local; o TEI 2, que busca a formação da comunidade escolar (grupos compostos por professoras; monitoras e estagiárias; e colaboradores); o TEI 3, de gestão educacional e políticas públicas, e o TEI Andarilho, em que o Coletivo Fluir está em movimento. A partir de demandas da comunidade escolar, está em criação mais um braço do último TEI: o Território Fluir Comunidade, que dialoga com a Associação de Bairro Montanha Russa e busca construir saberes e experiências acadêmicas para a comunidade.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/coletivo_fluir/">Instagram do projeto.</a></p>		
			<h4>Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora Aline Dalmolin apresentou as ações do projeto ‘Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’. O projeto se constitui em três eixos: 1- Cartografia da malha de comunicação de proximidade da Quarta Colônia e ações para superação de seus vazios de notícias; 2 - Fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais dos municípios da Quarta Colônia em situação de risco climático; e 3 - Desenvolvimento de ações em Educomunicação para o combate à desinformação climática. No ano passado, foram iniciadas as conversas com o poder público dos nove municípios para estabelecer parcerias. Também foram feitas oficinas de educomunicação em escolas da região, além do mapeamento dos veículos e comunicadores populares que compõem a cartografia da malha de comunicação. Em 2025, o foco foi a continuidade do andamento destas atividades, além da realização de 29 entrevistas em profundidade, feitas para mapear os impactos da catástrofe climática de 2024 em gestores, moradores e veículos de comunicação. Foram feitos dois grupos de  discussão acerca dos protocolos. Entre os próximos passos, estão a capacitação de comunicadores e  entrega dos produtos, como policy papers, oficinas em escolas, plano de comunicação para a malha de comunicação de proximidade, criação da identidade visual e sonora, série de podcasts; dois  videodocumentários, entre outros.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade/">Instagram do projeto</a>.</p><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista.</p><p></p><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Edição: Luciane Treulieb, jornalista.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>II Fórum de Extensão da Pós-Graduação vai apresentar andamento dos projetos contemplados no edital PROEXT-PG</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/14/ii-forum-de-extensao-da-pos-graduacao-vai-apresentar-andamento-dos-projetos-contemplados-no-edital-proext-pg</link>
				<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 15:32:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70973</guid>
						<description><![CDATA[Evento será na manhã desta quinta-feira, no auditório do CTE]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/forum-proext-pg.jpg" alt="" />													
		<p>Nesta quinta-feira, 16, acontece o II Fórum de Extensão da Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria.  O evento objetiva apresentar e acompanhar as ações dos dez projetos contemplados no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). </p><p>Flavi Ferreira Lisboa Filho, Pró-Reitor de Extensão e membro do Comitê Gestor do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), afirma que o evento vai permitir o compartilhamento de experiências, a avaliação coletiva dos resultados dos projetos até aqui e a construção de estratégias conjuntas para aprimorar as ações. “É o principal espaço de acompanhamento, troca e reflexão sobre o Programa”, afirma. </p><p>Um dos objetivos do encontro é o acompanhamento das ações dos dez projetos que foram selecionados em 2024 pelo edital. Cristina Wayne Nogueira, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e presidente do Comitê Gestor, é a responsável pela execução financeira do projeto, o que lhe permite acompanhar de perto o andamento das ações. Ainda assim, ela admite ter curiosidade em conhecer mais detalhadamente os resultados alcançados por cada iniciativa.  </p><p>Além do acompanhamento da execução orçamentária, o Comitê Gestor também segue os projetos por meio da divulgação científica e dos relatórios técnicos, cuja primeira entrega será realizada no final deste ano. Por isso, para Cristina, o Fórum é um momento importante para conversar com os coordenadores dos projetos para entender quais são as principais dificuldades e como elas podem ser resolvidas.  </p><p>Para Flavi, as expectativas com os projetos são positivas. “O acompanhamento realizado até o momento evidencia processos de transformação social relevantes nas comunidades envolvidas. Os projetos contam com financiamento dedicado, equipes interdisciplinares e a participação de diversos estudantes de pós-graduação, o que potencializa o alcance das ações”, explica. O professor ainda reitera que espera que os projetos contribuam na aproximação das pesquisas de pós-graduação com os territórios. “Esperamos nos aproximar das demandas reais dos territórios e comunidades, fortalecendo o compromisso social e o papel transformador da universidade pública”, declara.</p><p><!-- /wp:heading --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /--></p>		
			<h2>Extensão na pós-graduação para transbordar a pesquisa para as comunidades</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No I Fórum de Extensão, realizado no ano passado, o foco estava em tirar dúvidas sobre a realização dos projetos, que ainda estavam em fase de seleção. Segundo Cristina, ainda há um aspecto que diferencia a extensão na graduação - que envolve principalmente a curricularização -, e na pós-graduação. A pesquisa deve transbordar a universidade: “É o projeto [do PROEXT-PG] que tem que sair da instituição e impactar a sociedade”, afirma a pró-reitora. Esta também é uma demanda da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (CAPES) em relação aos critérios de avaliação dos programas de pós-graduação e de aplicação de recursos financeiros. “Também tem esse objetivo. Que os programas gerem conhecimento, gerem ciência, contribuam na formação de pessoal especializado, mas que também impactem a sociedade”, reflete Cristina.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para ela, no entanto, para que se faça extensão e inovação, é preciso ter geração de conhecimento científico. “A geração do conhecimento é a base. Se não tiver a geração do conhecimento, a gente não tem o que transbordar, né?”, destaca. Ela cita como exemplos a resposta rápida no sequenciamento e elaboração de vacinas para a Covid-19 e as soluções para o enfrentamento das consequências das enchentes no estado. “Por que tivemos soluções tão rapidamente? Porque existia um acumulado de conhecimento. Se não tivermos isso, não tem como impactar a sociedade. Então, precisa gerar o conhecimento para que se possa ter a extensão e, obviamente, a inovação”, finaliza. Para Flavi, a extensão na pós-graduação reafirma a função social da universidade como resposta a problemas e demandas sociais. “Assim, a extensão na pós-graduação consolida um movimento de integração entre ciência, formação e transformação social, fortalecendo o compromisso público da UFSM e de seus programas de pós-graduação”, reitera.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Simoni Bueno Câmara, pós-doutoranda vinculada ao programa PROEXT-PG na UFSM, afirma que o acompanhamento dos projetos é feito principalmente por meio da divulgação das ações nos meios de comunicação. Ela conta que está ansiosa para o Fórum de Extensão, e que espera muita troca e aprendizado com os grupos dos projetos. “Também vamos ter evidências do potencial da extensão para fomentar as atividades para as comunidades se desenvolverem, os diferentes atores que atendemos, com quem trabalhamos”, afirma. A pesquisadora tem a expectativa de que o Fórum proporcione mais ideias e motivação para a continuidade das ações.</p>		
			<h2><p>Sobre o II Fórum de Extensão</p></h2>		
		<p><b>Data</b>: 16/10/2025</p><p><b>Horário</b>: das 9h às 12h</p><p><b>Local</b>: Auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional – CTE, prédio 14</p><p>(será disponibilizada a participação via Google Meet para inscritos de outros campi).</p><p><b>Inscrições</b>: Por meio do <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeBTuF8AhdfaITDgXmr5RqJ39kpOc8wmPTbLk3kNnWZRMRXng/viewform" target="_blank" rel="noopener">formulário</a>.</p>		
			<h2><b>Programação</b></h2>		
		<p>9 h – Mesa de abertura: PROEXT-PG UFSM Além do Arco: execução e perspectivas, com Prof.ª Dr.ª Cristina Wayne – PRPGP, Prof. Dr. Flavi Ferreira Lisboa Filho – PRE e Assistente Administrativo André dos Santos Leandro – PRPGP</p>
<p>9h 20 min. – Apoio institucional para divulgação de projetos – Aluata, com a jornalista Samara Wobeto</p>
<p>9h 30 min. – Apresentações dos projetos PROEXT-PG Além do Arco </p>
<p>1 – Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável</p>
<p>2 – Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos</p>
<p>3 – Sumo Educacional</p>
<p>4- Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</p>
<p>5 – Memorar QC – Memorial das águas e resiliência climática da Quarta Colônia</p>
<p>6 – Time Enactus UFSM</p>
<p>7 – FELIZ(C)IDADE: Corpo MAIS no Cuidado e na promoção do Envelhecimento saudável</p>
<p>8 – Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis</p>
<p>9 – Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (Progeaqua)</p>
<p>10 – Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre  Programas de Pós-Graduação da UFSM </p>
<p> </p>
<p><b>Reportagem: </b>Samara Wobeto, jornalista.</p>
<p><b>Edição:</b> Luciane Treulieb, jornalista</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>II Fórum de Extensão na Pós-Graduação da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/eventos/ii-forum-proext-pg</link>
				<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 20:01:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?post_type=eventos&#038;p=368</guid>
						<description><![CDATA[<p>O II Fórum de Extensão na Pós-graduação da UFSM tem por objetivo promover a integração dos programas de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento na concepção e execução das atividades de extensão, estimulando sua integração com instituições públicas, iniciativa privada e movimentos e organizações sociais para a produção de conhecimento e a solução de problemas de forma multidimensional.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O II Fórum de Extensão na Pós-graduação da UFSM tem por objetivo promover a integração dos programas de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento na concepção e execução das atividades de extensão, estimulando sua integração com instituições públicas, iniciativa privada e movimentos e organizações sociais para a produção de conhecimento e a solução de problemas de forma multidimensional.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Segunda edição do Fórum de Extensão da Pós-Graduação tem data marcada</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/03/segunda-edicao-do-forum-de-extensao-da-pos-graduacao-tem-data-marcada</link>
				<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 12:02:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70870</guid>
						<description><![CDATA[O evento será no dia 16 de outubro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Com o objetivo de apresentar e acompanhar as ações dos dez projetos contemplados no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), acontece, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o II Fórum de Extensão na Pós-Graduação. O evento será no dia 16 de outubro, no auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional – CTE. As inscrições para o evento podem ser realizadas por meio <a href="https://forms.gle/cHRVX9C1AU7Soxtj9"><i><b>deste formulário</b></i></a>.</p>		
													<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/10/Copia-de-solos.jpg" title="" alt="" loading="lazy" />													
			<h3>Sobre o evento</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Data: </strong>16 de outubro de 2025</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Horário: </b>das 9h às 12h</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Local:</b> Auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional – CTE, prédio 14</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">(Será disponibilizado Meet para inscritos de outros Campi).</p>		
			<h2>Programação</h2>		
		<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px">
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 11pt;font-family: Arial, sans-serif;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b>9 h - Mesa de abertura:</b> PROEXT-PG UFSM Além do Arco: execução e perspectivas, com Prof.ª Dr.ª Cristina Wayne - PRPGP, Prof. Dr. Flavi Ferreira Lisboa Filho - PRE e Assistente Administrativo André dos Santos Leandro - PRPGP</p>
</li>
</ul>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px">
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 11pt;font-family: Arial, sans-serif;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b>9h 20 min. - Apoio institucional para divulgação de projetos – Aluata</b>, com a jornalista Samara Wobeto</p>
</li>
</ul>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px">
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 11pt;font-family: Arial, sans-serif;background-color: transparent;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b>9h 30 min. - Apresentações dos projetos PROEXT-PG Além do Arco</b> </p>
</li>
</ul>
 
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">1 - Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>2 - Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos</p>
<p>3 - Sumo Educacional</p>
<p>4- Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</p>
<p>5 - Memorar QC – Memorial das águas e resiliência climática da Quarta Colônia</p>
<p>6 - Time Enactus UFSM</p>
<p>7 - FELIZ(C)IDADE: Corpo MAIS no Cuidado e na promoção do Envelhecimento saudável</p>
<p>8 - Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis</p>
<p>9 - Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (Progeaqua)</p>
<p>10 - Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre  Programas de Pós-Graduação da UFSM </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto ‘Comunicação de Proximidade’ elabora cartografia comunicacional da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/09/12/projeto-comunicacao-de-proximidade-elabora-cartografia-comunicacional-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 14:25:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[co]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de proximidade]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=352</guid>
						<description><![CDATA[Fase de coleta de dados pretende mapear e reconhecer o ecossistema de comunicação que atuou na crise climática de 2024]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Diante das enchentes de maio de 2024, um grupo de professores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) percebeu a necessidade de realizar ações de extensão em comunicação. A primeira iniciativa foi a <a href="https://www.ufsm.br/2024/05/09/ufsm-integra-campanha-liderada-pela-unics-para-arrecadacao-de-radios-a-pilha-e-pilhas" target="_blank" rel="noopener"><u><b>coleta de pilhas e rádios para distribuição às famílias afetadas pelas chuvas na Quarta Colônia</b></u></a>. A partir daí, a proposta evoluiu com a criação de um projeto contemplado pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). </p>
<p> </p>
<p>Assim surgiu o projeto ‘Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’, coordenado pela professora Aline Roes Dalmolin, do Poscom da UFSM. A docente destaca que o objetivo principal é reconhecer o ecossistema de comunicação que já existe nos nove municípios da região, formado por comunicadores populares profissionais (das rádios comunitárias), de agentes institucionais (como a Defesa Civil e prefeituras) e mesmo agentes comunitários (vinculados a igrejas, comunidade escolar, associações, sindicatos e cooperativas).</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/PHOTO-2025-08-08-21-03-48-1-1024x768.jpg" alt="" />											<figcaption>Equipe do projeto em atividades na Quarta Colônia.</figcaption>
										</figure>
		<p>O levantamento ocorre por meio de uma cartografia de mídias tradicionais e digitais, perfis institucionais e grupos em redes sociais. “Proporciona um panorama sobre como se dá a comunicação dentro desses espaços. Dentro do escopo das mídias tradicionais, identificamos a presença de jornais e emissoras de rádio situadas nestes espaços, bem como a presença de antenas retransmissoras ou cobertura de canais de televisão”, explica Aline. Já em relação às mídias digitais, a professora ressalta que foram mapeados vários perfis em redes sociais, sites e grupos de WhatsApp e que tiveram papel importante na comunicação comunitária durante as enchentes. Atualmente, o projeto está na fase de consolidação da coleta e fechamento dos dados da pesquisa. Os primeiros resultados do levantamento dos veículos de comunicação da Quarta Colônia foram publicados no capítulo 8 do livro ‘Jornalismo e Desenvolvimento’, disponível <a href="https://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/7731/1/Livro_Jornalismo%20e%20Desenvolvimento.pdf">neste link</a>.</p>		
			<h3>Coleta dos dados</h3>		
		<p>Phillip Gripp é jornalista e pesquisador no projeto ‘Comunicação de Proximidade’. Ele é bolsista de pós-doutorado vinculado a um dos projetos parceiros, o ‘Territórios Conectados pela Sororidade’. Gripp explica que a coleta dos dados de pesquisa ocorre de duas maneiras: a primeira é, justamente, o mapeamento da malha de comunicação da Quarta Colônia. “Consiste em identificar os meios de comunicação e a atuação de profissionais da área nestas cidades. Estamos fazendo um levantamento para descobrir onde as pessoas buscam informações sobre os acontecimentos do território”, detalha Phillip. </p>
<p>A segunda forma de coleta é realizada por meio de entrevistas com moradores da região, como agricultores, gestores da administração pública, professores, entre outros. A intenção é produzir diferentes materiais midiáticos de divulgação da pesquisa. “Também temos esse teor qualitativo, de entendermos, a partir das entrevistas, como se deu a atuação dessas pessoas e qual foi o impacto das enchentes”, afirma.</p>
<p>A recepção da comunidade ao projeto tem sido positiva, destaca Camila Rodrigues Pereira, publicitária e pós-doutoranda em outro dos projetos parceiros, o ‘Governança e  multidimensionalidade dos riscos climáticos: abordagem multidisciplinar em  Comunicação de proximidade, Interpretação geopatrimonial e Economia Ecológica  aplicada aos Geoparques Unesco no Rio Grande do Sul’. Para ela, isso se deve ao fato de o projeto abordar temas importantes para a comunidade, como memória, adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais. “São questões que estão muito próximas e que os afetaram recentemente”, observa Camila.</p>		
			<h3><p>Comunicação em contextos de crise</p></h3>		
		<p>Para Aline Dalmolin, coordenadora do projeto ‘Comunicação de Proximidade’, refletir sobre como a comunicação acontece em contextos de crise climática é fundamental. “Ela está na essência e serve como base para qualquer das ações que pretendemos desenvolver”, enfatiza. A pesquisadora destaca que, no caso da Quarta Colônia - uma das primeiras regiões atingidas pelas chuvas de 2024-, a população vivenciou a crise climática de uma forma muito intensa, e as respostas também tiveram que ser imediatas, inclusive na comunicação. </p>
<p>“Foram várias comunidades desalojadas, pessoas que tiveram sua mobilidade extremamente reduzida, falta de alimento, falta de luz, várias dimensões da escassez, e algumas delas, inclusive, infelizmente, chegaram a perder a vida. Nesse sentido, a comunicação conduz respostas imediatas aos eventos extremos”, ilustra Aline. Exemplos são a emissão de alertas, atualização de informações checadas e apuradas - inclusive como resposta à propagação de desinformações e fatos desencontrados, o que é bem comum em situações de crise.</p>
<p>Além disso, para a pesquisadora, a comunicação também tem papel central na conscientização da população sobre os fenômenos ambientais, por que eles acontecem e como impactam as comunidades. “Nosso projeto envolve essas duas dimensões e está estruturado em três eixos: o primeiro dedicado ao mapeamento, o segundo voltando à prevenção de eventos climáticos - buscando formas de mobilizar melhor as comunidades para responder a situações semelhantes no futuro- e o terceiro eixo centrado na educomunicação, preparando as novas gerações para compreender essas mudanças.”</p>		
			<h3>O projeto na comunidade</h3>		
		<p>Para Camila, o desafio do projeto está na complexidade do campo de pesquisa. São nove municípios, com características, histórias e memórias distintas, o que se reflete nos impactos provocados pelas chuvas de 2024. “Embora a memória dessas comunidades se entrelace, ao dialogar e ouvir as pessoas de  cada município, surge sempre a vontade de aprofundar ainda mais as conversas”, destaca.</p>
<p>Em 2024, o projeto atuou por meio da educomunicação, com oficinas de fotografia, desinformação climática, audiovisual e mapas conceituais para três escolas, localizadas em Agudo e Nova Palma (fase 1). No primeiro semestre de 2025, foram realizados grupos de discussão para tratar de temas relacionados à comunicação do território e para elaborar protocolos para a constituição da malha de Comunicação de Proximidade da região (fase 2).</p>
<p>Neste semestre, os projetos estão atuando na capacitação de comunicadores locais e no fortalecimento dos agentes da malha de comunicação de proximidade (fase 3). De maneira concomitante, também em 2025 são desenvolvidos produtos editoriais e ações de educomunicação, que envolvem as entrevistas com moradores (fase 4), e que seguem até julho de 2026. Por fim, de junho a julho de 2026, o projeto será finalizado, com entrega dos produtos, seminários e elaboração do relatório final.</p>
<p>Entre os produtos previstos, está a elaboração de policy papers junto à comunidade, que consistem em propostas para aperfeiçoar os protocolos. “É importante para que as comunidades possam transformar essas práticas de prevenção e de comunicação de resiliência climática em políticas públicas”, destaca Aline.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/IMG_9475-_1_-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Mapas conceituais produzidos nas oficinas com escolas.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/5a661063-2acd-4c39-9f84-59df40ca3048-1-768x1024.jpg" alt="" />											<figcaption>Gravação de entrevistas com moradores.</figcaption>
										</figure>
		<p>Expediente:</p><p>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p><p>Fotos: Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telessaúde no HUSM pretende alcançar dois mil atendimentos até 2026</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/08/14/telessaude-no-husm-pretende-alcancar-dois-mil-atendimentos-ate-2026</link>
				<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 01:21:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=350</guid>
						<description><![CDATA[Projeto coordenado pela UFSM amplia teleconsultas, com foco em pacientes de mais de 40 municípios da região central do RS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <article><p>O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) está dando passos importantes na implementação da telessaúde, estratégia que permite que os pacientes se consultem a distância com profissionais de saúde. A iniciativa é coordenada pelo professor Gustavo Nogara Dotto, da Gerência de Ensino e Pesquisa do hospital.</p><p>A tecnologia traz benefícios concretos para pacientes que vivem longe do HUSM, seja em Santa Maria ou em outros municípios, e enfrentam deslocamentos longos e caros. “Muitas vezes, a consulta é apenas para renovar uma prescrição ou solicitar um exame. Isso pode ser resolvido com a teleconsulta, com prescrições contendo assinatura digital, sem a necessidade de viagem até o hospital”, explica Dotto.</p><p>A redução das viagens significa economia para famílias e prefeituras, além de liberar leitos e consultas presenciais para quem realmente precisa. Embora Santa Maria concentre cerca de 60% da demanda, o hospital atende pacientes de mais de 40 municípios da região central do estado, incluindo cidades como Júlio de Castilhos, São Sepé e São Vicente do Sul.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/08/teleconsulta-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p><p> </p><p> </p><h2>Como funcionam as teleconsultas?</h2><p>A primeira consulta sempre deve ser presencial. Nesse encontro inicial, o profissional constata se o paciente tem acesso à internet, conhecimento técnico para participar da videochamada e se o caso pode ser acompanhado a distância. Em seguida, é colhido um termo de consentimento, autorizando o acompanhamento remoto. Nos casos em que há necessidade de exame físico, o retorno presencial é agendado.</p><p>Na prática, a maioria das teleconsultas do HUSM é realizada por vídeo via WhatsApp institucional, devido à facilidade de uso pelos pacientes, além da agilidade e rapidez que o aplicativo oferece. Dotto destaca que o Conselho Federal de Medicina permite o uso do app para teleconsultas e nada fica gravado. Embora exista um sistema oficial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o STT, a equipe relata que ele exige um nível de familiaridade digital que muitos pacientes não têm, o que limitaria sua aplicação e desestimularia tanto os usuários quanto os profissionais.</p><p>Segundo Dotto, a adesão inicial foi mais expressiva entre equipes multiprofissionais, como psicologia e enfermagem, que passaram a utilizar a teleconsulta em áreas como aleitamento materno e acompanhamento de pacientes oncológicos (pré-transplante e pós-transplante de medula óssea). Porém, em breve, pacientes oncopediátricos e da lista de espera de cirurgias cardíacas também devem começar a ser atendidos remotamente por médicos do hospital, o que deve contribuir para a redução das filas de espera.</p><p>Os desafios incluem a resistência de alguns profissionais, que ainda preferem o formato tradicional, presencial. Para Dotto, vencer essa barreira depende de mostrar as vantagens do telessaúde, como a otimização de tempo e a diminuição do fluxo diário de mais de cinco mil pessoas no hospital. A experiência do setor privado, onde consultas online já são comuns, também tem ajudado a impulsionar a aceitação, principalmente entre médicos. A capacitação oferecida no HUSM busca promover o letramento digital entre profissionais de saúde, mostrando que o processo é simples e pode ser integrado à rotina de trabalho. “O primeiro uso é decisivo. Depois que percebem que é simples e funciona, seguem utilizando”, afirma o professor.</p><h2>Praticidade para pacientes oncológicos</h2><p>Um dos tipos de atendimentos em que a telessaúde tem se mostrado efetiva é o acompanhamento de pacientes que realizam transplante de medula óssea. A equipe atua desde o período pré-operatório até depois do retorno para casa, unindo o cuidado presencial à teleconsulta para garantir segurança e adaptação à nova rotina de vida.</p><p>O enfermeiro Carlos Sangoi, que trabalha diretamente com esses pacientes, explica que o acompanhamento começa já no primeiro contato, com uma avaliação ampla que considera moradia, hábitos e rotina. O objetivo, segundo ele, é identificar e prevenir possíveis problemas no pós-transplante. “A teleconsulta complementa esse processo, permitindo orientar e acompanhar adaptações necessárias antes mesmo do procedimento”, afirma.</p><p>Em um dos casos, Sangoi relata que a análise de fotos da casa de um paciente revelou a necessidade de melhorias estruturais. As mudanças foram viabilizadas por meio de articulação com a Secretaria de Saúde. Para o enfermeiro, esse planejamento antecipado garante que, ao retornar para casa, o paciente encontre um ambiente seguro e adequado para a recuperação.</p><p>A teleconsulta, explica, também auxilia na organização de exames, na preparação para a internação e no esclarecimento sobre a rotina no Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO). Além disso, o recurso é usado em parceria com a equipe de psicólogos para apoiar pacientes que enfrentam dificuldades emocionais no pós-transplante, contribuindo para a recuperação e o bem-estar.</p><p>Outro ponto destacado pelo enfermeiro é o conforto e a praticidade do atendimento remoto, que evita deslocamentos e permite um cuidado mais acolhedor em casa. Para pacientes de outras cidades, a avaliação das condições de moradia em tempo real é especialmente útil, complementando o acompanhamento com visitas presenciais quando necessário.</p><h2>Próximos passos</h2><p>O financiamento obtido pelo projeto <em>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</em> no edital PROEXT-PG permitiu a compra de webcams e fones de ouvido de alta qualidade, além do upgrade de computadores que estão sendo utilizados nas teleconsultas no HUSM.</p><p>A iniciativa também será fortalecida pelo recém-aprovado PET Saúde Digital, o maior da história da UFSM, com 254 bolsistas atuando tanto no HUSM quanto na Prefeitura de Santa Maria. Há ainda a previsão de novos investimentos via Rede Nacional de Pesquisa (RNP) para aquisição de equipamentos.</p><p>A ideia é que, a médio prazo, a telessaúde esteja integrada a diversas áreas do hospital, em parceria com a rede básica de saúde. A expectativa da equipe é atingir a meta de 2 mil atendimentos até agosto de 2026, consolidando o atendimento remoto no HUSM.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p></article>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Empreendedorismo Social potencializa soluções para problemas sociais e ambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/07/18/empreendedorismo-social-potencializa-solucoes-para-problemas-sociais-e-ambientais</link>
				<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 13:18:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo social]]></category>
		<category><![CDATA[enactus]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69856</guid>
						<description><![CDATA[Ações do Time Enactus UFSM mostram como o conhecimento acadêmico pode gerar impacto positivo fora da Universidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Com o avanço das tecnologias e o crescimento das startups, o empreendedorismo passou a ser tema presente em vários espaços, principalmente em conversas sobre inovação e desenvolvimento. Falar sobre empreendedorismo, no sentido mais amplo do termo, é destacar a capacidade de observar problemas e desenvolver soluções para eles, a partir da aplicação de diversos tipos de recursos (financeiros, humanos, materiais, etc). A partir desse olhar, podemos ir além das concepções tradicionais de negócios, e colocar em evidência conceitos como o empreendedorismo social.</p>
<p>Meu nome é Debora Bobsin, sou professora do Departamento de Ciências Administrativas, e ministro a disciplina de Empreendedorismo Social para o curso de graduação em Administração. Também coordeno o Time Enactus UFSM, projeto de extensão que promove o empreendedorismo social no ambiente acadêmico, desenvolvendo ações voltadas para os desafios enfrentados por comunidades em vulnerabilidade social da região de Santa Maria.</p>
[caption id="attachment_344" align="alignright" width="1024"]<img class="size-large wp-image-344" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/Encontro-diagnostico-de-problemas-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /> Integrantes do Time Enactus UFSM junto a participantes do projeto[/caption]
<p>Se compreendermos que empreender é criar soluções para os problemas existentes, o empreendedorismo social se dedica a resolver problemas específicos de ordem social e ambiental. Por muito tempo, essa abordagem esteve diretamente relacionada a organizações do Terceiro Setor, mais especificamente a entidades filantrópicas e organizações sem fins lucrativos. Entretanto, o conceito se expandiu e passou a englobar também os chamados negócios sociais. Um marco importante nessa trajetória foi a criação do Grameenn Bank, por Muhammad Yunus, que desenvolveu uma empresa pioneira de microcrédito em Bangladesh. O banco nasceu com o propósito de resolver problemas sociais e promover inclusão financeira, ao mesmo tempo em que buscava manter uma estrutura sustentável - em que o lucro era reinvestido no próprio negócio.</p>
<p>No Brasil, nos últimos anos, temos assistido ao desenvolvimento e consolidação de negócios de impacto socioambiental. Esses empreendimentos atuam na solução de problemas sociais e ambientais a partir de uma lógica de negócios, podendo alcançar lucro, distribuir dividendos, etc. Ou seja, o que diferencia o modelo do empreendedorismo social é a intencionalidade: criar soluções que gerem impacto socioambiental. Há diversos exemplos pelo país que ilustram esse modelo em ação. O Programa Vivenda, por exemplo, atua na melhoria das condições de moradia para pessoas de baixa renda, oferecendo soluções habitacionais acessíveis. A Retalhar transforma resíduos têxteis em matéria-prima para novos produtos, contratando cooperativas de costureiras de periferias urbanas. Já a Abraço Cultural é uma escola de idiomas que tem como diferencial o corpo docente formado por refugiados, promovendo não apenas ensino de línguas, mas também a valorização da diversidade cultural e a inclusão social.</p>
<h2>Realidade local e Agenda 2030</h2>
<p>O ponto de partida de uma iniciativa de empreendedorismo social é a compreensão da realidade local, dos problemas sociais e ambientais existentes, e de quem são as pessoas que vivenciam este contexto. A participação ativa das comunidades e o reconhecimento de seus saberes na construção de soluções para os próprios problemas são passos importantes para a emancipação desses sujeitos, permitindo que os empreendimentos sociais se tornem fontes de transformação social.</p>
<p>Uma referência útil para identificarmos oportunidades de atuação dos empreendimentos sociais é a Agenda 2030, que reúne os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esses objetivos abarcam problemas globais de diferentes naturezas, presentes em maior ou menor grau nas diferentes realidades, como desigualdade, pobreza, fome, mudanças climáticas, entre outros. Por isso, as problemáticas que deram origem aos ODS podem ser fontes de potenciais negócios sociais. É necessário, portanto, examinar com profundidade como esses contextos se formam e como determinada comunidade vivencia esses desafios. Para isso, precisamos nos aproximar da realidade, conversar com as pessoas, e também analisar os dados que possam confirmar o que observamos na prática.</p>
<h2>Impacto mensurável</h2>
<p>Além de intencionalidade em construir uma solução para um problema socioambiental, um empreendimento social precisa comprovar seu impacto por meio de resultados mensuráveis. Contudo, as métricas no empreendedorismo social vão além do lucro financeiro - tradicionalmente usado para avaliar o sucesso de um negócio. Alguns exemplos de indicadores são melhoria da qualidade de vida das pessoas, geração de renda, acesso a serviços básicos e redução de impactos ambientais (como diminuição ou reaproveitamento de resíduos). A avaliação sistemática do impacto é essencial para garantir que o empreendimento social esteja, de fato, promovendo mudanças.</p>
<h2>Projeto Enactus e a atuação da Universidade na sociedade</h2>
<p>Por fim, o empreendedorismo social tem uma relação muito próxima com o papel da Universidade na sociedade. Ele contribui para a formação cidadã desenvolvida nas diferentes áreas do conhecimento por meio das ações de pesquisa, ensino e extensão. O empreendedorismo social, seja como conteúdo de sala ou como campo de investigação e prática acadêmica, nos possibilita construir uma formação conectada com as diferentes realidades sociais, culturais e econômicas. A presença de suas concepções, nos espaços formativos, permite desenvolver, nas novas gerações de profissionais, o comprometimento em construir um mundo melhor e um país mais justo.</p>
<p>Nesse sentido, o Time Enactus UFSM tem atuado como um espaço de aplicação prática para os estudantes da Universidade. A equipe foi selecionada no edital Proext-PG UFSM Além do Arco, e atualmente desenvolve iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inclusão. Um dos projetos em andamento é voltado à educação ambiental. As ações vêm sendo realizadas em Caçapava do Sul e Santa Maria, com foco na implantação de hortas educativas voltadas para crianças. Uma cartilha educativa e um jogo interativo relacionados ao tema estão em fase de finalização para serem distribuídos nas escolas. </p>
[caption id="attachment_343" align="alignleft" width="385"]<img class=" wp-image-343" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/07/imagem-horta-768x1024.jpg" alt="" width="385" height="513" /> Material sobre hortas comunitárias produzido pelo Time Enactus UFSM[/caption]
<p> </p>
<p>Outro projeto está sendo desenvolvido na comunidade Passo das Tropas, uma das áreas mais afetadas pelas enchentes em Santa Maria de maio de 2024. A ação tem como público prioritário as mulheres da comunidade, embora seja aberta a outras pessoas interessadas. A proposta é realizar capacitações sobre plantio e cuidado com o porongo, incluindo a distribuição de sementes. As atividades acontecem na escola da região, com as mães dos alunos. Além disso, estão sendo promovidas oficinas de gestão, comercialização e vendas nas redes sociais, abordando temas como precificação e estratégias de mercado, com o objetivo de fortalecer a autonomia financeira das participantes e ampliar o alcance das iniciativas sociais desenvolvidas.  Mais informações podem ser conseguidas na <a href="https://www.instagram.com/timeufsm/">página de Instagram do projeto.</a></p>
<p>Texto: Debora Bobsin, professora do Departamento de Ciências Administrativas</p>
<p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p>
<p>Colagem de capa: Evandro Bertol, designer </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Coletivo Fluir movimenta a educação em defesa das infâncias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/07/10/coletivo-fluir-movimenta-a-educacao-em-defesa-das-infancias</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 18:01:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[escolas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto articula formação continuada de professoras e brincadeiras como forma de aprendizagem
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Às quartas-feiras, o movimento é intenso para um grupo de professores, doutorandas, mestrandas e graduandas do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Entre salas da Universidade e escolas municipais, o vai e vem é constante, reflexo das ações do projeto Fluir, que busca refletir sobre a educação e as aprendizagens de crianças em contextos de vulnerabilidade. Contemplada pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG UFSM Além do Arco), a iniciativa tem como base um compromisso coletivo com a infância. “No princípio de formação do Coletivo temos um objetivo muito claro, um posicionamento radical, que é essa defesa das crianças em situação de vulnerabilidade. Essa é a espinha dorsal”, afirma Fabiane Bridi, professora do Departamento de Educação Especial da UFSM e atual coordenadora do projeto.</p>		
			<h4>Ir e vir</h4>		
		<p>Os encontros se alternam entre escolas e Universidade. Em uma das semanas, o grupo - formado por aproximadamente 134 integrantes da UFSM - se divide em três frentes, cada uma direcionada a uma Escola Municipal de  Educação Infantil (EMEI) de Santa Maria: Chácara das Flores, Montanha Russa e Monte Bello. No espaço da escola, são montados os territórios educativos intersetoriais, com o objetivo de proporcionar espaços onde a brincadeira é entendida como forma de aprendizagem para as crianças.</p><p> </p><p>Espaços onde as professoras possam discutir problemas da escola, possibilidades de mudanças e planejar ações. Onde monitoras e estagiárias podem refletir sobre suas atuações. E onde  funcionárias - como faxineiras e cozinheiras - tenham espaço para  compartilhar dores e desafios do ambiente escolar. “É um espaço de construção, de invenção, de criatividade - para nós e para as crianças”, define Fabiane.</p>		
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		<p>Na semana seguinte, o encontro acontece na Universidade: uma sala ampla do Centro de Educação se enche de vozes, de abraços e de pessoas à medida que as professoras - tanto das escolas quanto da UFSM - chegam para um espaço de formação. A disciplina de extensão ‘Territórios Educativos Intersetoriais: práticas extensionistas em contextos de vulnerabilidade’ é dedicada à discussão sobre educação e as infâncias. Para os pós-graduandos, ela também integra o processo de pesquisa.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/07/IMG_8755-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption></figcaption>
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		<p>Denise Ferreira da Rosa, doutoranda em Educação e integrante do projeto, explica que a disciplina é uma oportunidade de integração entre acadêmicos e professoras das escolas: “É um espaço de escuta e de troca de experiências”, assinala. Ao mesmo tempo em que oportuniza esse diálogo e o compartilhamento de dificuldades entre as professoras das escolas, também representa para elas a chance de retomar o contato com a Universidade. É o caso de Juliana Cezimbra, professora e gestora na EMEF Chácara das Flores, que ressaltou a  volta aos estudos e a reaproximação com a Universidade como um dos principais motivos para frequentar o espaço da disciplina ofertado pelo Fluir.</p>		
			<h4>Vulnerabilidades das infâncias</h4>		
		<p>Entre o final de abril e o início de maio de 2024, chuvas torrenciais atingiram o estado do Rio Grande do Sul e provocaram uma das maiores tragédias climáticas, sociais e políticas do país. A cidade de Santa Maria foi uma das primeiras afetadas. Na região leste, ocorreram deslizamentos de terra no Morro do Canário, no bairro Itararé. </p><p>Priscila Arruda Barbosa, professora na EMEI Criança Cidadã e moradora do bairro, lembra que, diante da tragédia, a preocupação com as crianças desabrigadas se tornou urgente. “Começamos a perceber que a educação sozinha não daria conta. As crianças precisavam de assistência, de abrigos, de novas casas, de novos locais para morar, de equipamentos, de mobiliários, de saúde, de alimentação, de nutrição, de estar bem fisicamente e emocionalmente”, destaca Priscila. </p><p>Foi nesse contexto que a UFSM se movimentou para responder às demandas sociais. Taciana Camera Segat, professora do Departamento de Metodologia de Ensino no Centro de  Educação da UFSM,  conta que o Coletivo Fluir surge a partir dessa calamidade climática e da iniciativa de um grupo de professoras comprometidas com as infâncias, que passaram a visitar abrigos, buscando compreender tanto o impacto vivido pelas crianças quanto o papel da Universidade diante dessa realidade.</p>		
							<b>“A partir deste lugar, que é um lugar de encontro com as crianças e de entendimento de como elas viviam esse afastamento de seus lares, entendemos que existia uma demanda. Era necessário reconhecer esse lugar de vulnerabilidade das infâncias”, explica Taciana.</b>
		<p>Apesar da angústia e da dor de ver as crianças desabrigadas naquele período, Priscila guarda com carinho o início do projeto, que hoje ela considera uma mola propulsora. “Ali começa esse movimento muito grande, que depois a professora Taciana dá o nome de Coletivo Fluir. Eu vi nela uma necessidade de servir socialmente - pelo curso do qual ela é formadora, um curso de pedagogia que é uma ciência da educação e que trabalha com crianças”, destaca. Priscila pontua que foi um estreitamento de laços: “Não é olhar a Universidade de lá e a sociedade de cá. É um olhar da Universidade sobre o que eu posso fazer pela minha sociedade”.</p>		
			<h4>Fluir</h4>		
		<p>O que surgiu como ação pontual se transformou em demanda, virou projeto e foi contemplado no edital do Proext-PG. O primeiro passo foi a criação de territórios para as crianças: espaços de brincadeiras, de diversão, de convivência uns com os outros. São organizados a partir de objetos diversos, que podem ser tanto brinquedos quanto aquilo que as educadoras chamam de materiais não estruturados: galhos, folhas, caixas de ovo, bacias, caixas de remédio, esmaltes, géis de cabelo, secadores, alimentos coloridos, objetos de cozinha e outros itens que, mesmo não sendo brinquedos, provocam e incentivam o brincar.</p>		
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		<p>Nesses espaços, crianças e adultos trocam conhecimento. Taciana afirma que o foco não está no ensino, mas na aprendizagem. “Não é sobre como ensinamos, porque não queremos ir lá ensinar. Queremos criar espaços em que as crianças possam se movimentar, transitar e viver experiências que oportunizem aprendizagens. Que elas construam conhecimento. A ideia é oportunizar espaços de aprender”, explica. Em cada escola, são pelo menos cem crianças, desde bebês até crianças de seis anos, que participam dos encontros. “São um milhão de possibilidades de aprendizagem”, define Taciana.</p><p> </p><p>A partir da formação deste primeiro território, voltado às crianças, surge um segundo. Fabiane explica que, ao propor o projeto às escolas, receberam a demanda da contrapartida de diálogo com as professoras, que sentiam necessidade de formação continuada - nem sempre suprida pelo Estado. “A partir dali se estabelece uma relação de construção de demanda, que é algo que é construído coletivamente, mas também de construção de vínculo”, pontua Fabiane. Para Taciana, esse movimento traduz o conceito que dá nome ao projeto: “Ele parte das crianças, aí flui para os professores, vai para a gestão e então abraça esse quarto território, destinado a processos de formação mais pontuais com professores”, reflete. Esse quarto território é a disciplina de extensão.</p>		
			<h4>Dores da educação pública</h4>		
		<p>Juliana Cezimbra sente que a gestão em escola pública é, por vezes, um trabalho solitário. “Quando tu vê os professores sobrecarregados, sem ânimo para trabalhar porque faltam horas para planejamento, faltam professores e não tem quem substitua, isso nos desmotiva, nos deixa entristecidos”, desabafa. Para ela, a educação básica deveria ser prioridade de todos os governos, como política pública.</p>		
							<b>“Muitas vezes, fica só nos discursos dos governantes, de que é a prioridade, que precisamos favorecer a base. Mas o que se vê? A falta de investimentos financeiros, a falta de recursos humanos. Isso desmotiva e atrapalha o nosso trabalho”, destaca Juliana.</b>
		<p>Essa percepção também é de Priscila, que cita ainda a saúde mental dos professores como preocupação decorrente da precarização dos espaços educativos.</p>		
							<b>“Eu sempre digo que é como se fosse um balão, sabe? Inflamos com as nossas forças, com nossas potências, com o que gostaríamos de fazer. Temos vontade de fazer muitas coisas, o tempo inteiro. Mas esse balão vai murchando com cada uma das nossas fraquezas, das nossas mazelas, que diminuem a força desse balão aos pouquinhos. Temos que cuidar para que ele não estoure, para que a gente não viva um tempo em que eu não tenha mais vontade de fazer. Isso é o que mais tem me preocupado”.</b>
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			<h4>Esperançar a educação</h4>		
		<p>O projeto se constitui também a partir de perspectivas freireanas da educação, adaptadas às realidades atuais e às infâncias. “O nosso projeto é muito freireano. Não estamos lá para ensinar verdades absolutas, mas para oportunizar que as crianças aprendam”, pontua Taciana. </p><p> </p><p>Para Fabiane, trata-se de seguir o princípio de Paulo Freire de que o conhecimento não está apenas com o professor: crianças, adolescentes, adultos e idosos também sabem - sobre suas realidades, seus contextos, suas experiências. Cabe ao educador valorizar esse conhecimento e promover o diálogo, em uma troca em que o professor ensina aprendendo e o estudante aprende ensinando.</p>		
							<b>“O movimento do pensamento dele nos habita: nas hipóteses que as crianças fazem, acolher o que elas dizem, aquilo que elas trazem para nós, isso é uma forma de escuta atenta às crianças, às suas professoras, às demandas escolares. Isso se torna matéria-prima para pensar em outras intervenções”, considera Fabiane.</b>
		<p>Juliana destaca que o projeto enxerga a criança de forma ampla e integral: ainda que em situação de vulnerabilidade, ela é atravessada por sentimentos, por relações sociais e familiares.</p>		
			<h4>Impactos</h4>		
		<p>Embora o foco esteja nas infâncias, os impactos do Coletivo Fluir se estendem para além delas. Denise Ferreira da Rosa observa que, em uma das escolas, colaboradoras, monitoras e estagiárias também têm sido mobilizadas pelas formações realizadas nos territórios, ganhando visibilidade e reconhecimento pela importância de suas ações e compreensões sobre o cuidado, as infâncias e os processos educativos. Esse caráter formativo e transformador não atinge apenas os profissionais da escola. Para acadêmicos e acadêmicas da graduação e da pós-graduação, Denise define o Coletivo Fluir como um espaço de vivência, pesquisa e extensão, o que contribui para o amadurecimento acadêmico e profissional.</p><p>A repercussão das ações se reflete ainda em outros âmbitos. Há uma crescente demanda por participação no projeto — atualmente presente em três escolas, mas procurado por outras instituições, inclusive de fora de Santa Maria. Mais do que o grupo consegue atender, de acordo com Taciana.</p><p>Para Fabiane, o Fluir não transforma somente as escolas, por meio das professoras, das crianças e das funcionárias, mas também os modos de fazer docência e pesquisa. “Isso começa a habitar o teu cotidiano. Você passa a falar muito sobre isso, a citar exemplos, a experienciar, a colher informações, a observar também”, explica Fabiane. </p><p>Esse movimento reverbera também no interesse pela Universidade: houve aumento na procura por vagas da pós-graduação pelas professoras das escolas públicas, além da ampliação de encontros e debates com gestores educacionais, tanto do município quanto da região. Fabiane acredita que a maior expectativa do projeto seja contribuir para alterar políticas públicas e propor novas formas de se pensar a educação. “Eu acho que esse é o nosso movimento: quanto mais pessoas conseguirmos envolver, maior a rede, maior a proteção, mais a defesa das crianças”, conclui Taciana.</p>		
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			<h4>Próximos passos</h4>		
		<p>As atividades nas escolas e na disciplina de extensão continuam durante o ano. As ações do Coletivo Fluir podem ser acompanhadas pelo instagram (<a href="https://www.instagram.com/coletivo_fluir/"><u><i><b>acesse neste link</b></i></u></a><u><i><b>)</b></i></u>.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de texto: Luciane Treulieb, jornalista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Colagem de capa: Evandro Bertol, designer </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:58:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colonia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:41:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
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				<title>Projeto da UFSM-PM leva propostas de turismo rural sustentável ao 38º Carijo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/27/projeto-da-ufsm-pm-leva-propostas-de-turismo-rural-sustentavel-ao-38o-carijo</link>
				<pubDate>Tue, 27 May 2025 13:51:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Carijo]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento regional]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
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		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Ação ocorreu no último sábado no estande da UFSM no Festival
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No último sábado (24), o projeto de extensão ‘Estratégias e alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável’, da Universidade Federal de Santa Maria – campus Palmeira das Missões (UFSM-PM), marcou presença no 38º Festival Carijo da Canção Gaúcha.</p>
<p>A ação levou ao público uma apresentação das iniciativas  desenvolvidas pelo projeto, com destaque para a elaboração e implementação de planos municipais de turismo voltados à região de abrangência do campus. Entre os principais eixos de trabalho estão a valorização do polo regional de produção de erva-mate e o fortalecimento das agroindústrias rurais familiares.</p>
<p>Para a professora Rosani Spanevello, coordenadora do projeto, a importância de espaços como o Festival está na oportunidade de diálogo com a comunidade: “É o momento de mostrar o que uma universidade pública pode fazer pelo desenvolvimento regional do espaço onde está inserida”, afirma.</p>
[caption id="" align="aligncenter" width="1016"]<img class="" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/IMG_8875-1536x820.jpg" width="1016" height="542" /> Integrantes do projeto ‘Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável’[/caption]
<p>Segundo a professora Rosani Spanevello, o objetivo do projeto é fomentar o turismo rural na região, oferecendo suporte a agentes públicos, gestores, extensionistas e às próprias famílias na busca por alternativas de geração de renda no campo. “Apresentar este projeto no Carijo significa evidenciar o comprometimento da Universidade com o o desenvolvimento regional e com a melhoria da qualidade de vida no meio rural. É também uma forma de permitir que os visitantes do festival conheçam de perto as ações realizadas pela UFSM”, destaca a coordenadora.</p>
[caption id="" align="aligncenter" width="1022"]<img class="" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/IMG_8902-1536x1024.jpg" width="1022" height="681" /> Coordenadora Rosani Spanevello apresenta o projeto[/caption]
<p> </p>
<p>A ação aconteceu dentro da 23ª Mostra da Indústria, Agroindústria e Artesanato de Palmeira das Missões (MIP), no estande interinstitucional da UFSM-PM com outras entidades, como a Emater, o Colégio Polivalente  e a Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato. Para o coordenador do PPGAGR, Nelson Guilherme Machado Pinto, ter um espaço da Universidade no Carijo é sinônimo de vitrine regional, que reflete as mudanças de paradigmas nas formas de pensar a pós-graduação, com maior foco para a extensão e o impacto social.<br /><br />Além do projeto do turismo, outras iniciativas foram apresentadas. Um deles trata-se de uma análise da governança ambiental do estado a partir do cenário de desastres climáticos, que faz parte do Plano Rio Grande, de reconstrução do estado. É liderado por Nelson: “Vamos trabalhar a governança ambiental por meio das regiões de desenvolvimento aqui do estado, pensar no que nos fez chegar nas enchentes do ano passado e o que podemos planejar, em termos de gestão, principalmente de maneira regionalizada”, explica.</p>
<p>Além do projeto voltado ao turismo rural, outras iniciativas também foram apresentadas durante o Festival. Uma delas é voltada à análise da governança ambiental no Rio Grande do Sul, a partir do contexto dos desastres climáticos recentes. A ação integra o Plano Rio Grande, voltado à reconstrução do estado, e é coordenada pelo professor Nelson Viegas. “Vamos trabalhar a governança ambiental com base nas regiões de desenvolvimento do estado, refletindo sobre os fatores que nos levaram às enchentes do ano passado e planejando estratégias de gestão mais eficazes, especialmente de forma regionalizada”, explica o professor.</p>
<h3 style="font-weight: 600">O festival</h3>
<p>O 38º Carijo da Canção Gaúcha foi realizado de 18 a 25 de maio no Parque Municipal de Exposições Tealmo José Schardong, em Palmeira das Missões. O Festival contou com uma vasta programação artística, que incluiu apresentações de artistas locais e regionais, além de shows variados todas as noites. As informações sobre os vencedores das categorias do evento estão disponíveis no <u><a href="https://www.instagram.com/festivalcarijo/"><b><strong><em>instagram do evento</em></strong></b></a></u>.<br /><br />Carijo é uma palavra de origem caingangue, que nomeia uma técnica indígena de secagem da erva-mate. Os galhos da árvore são dispostos sobre uma estrutura composta por bambus, que fica acima de um fogo de chão. Embora a técnica não seja mais utilizada na produção comercial, o Festival preserva esse saber como patrimônio cultural. O processo exige atenção constante, já que o calor precisa ser controlado para evitar que a erva queime — o que requer vigília e cuidado.</p>
[caption id="" align="alignnone" width="1024"]<img class="size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/IMG_8867-1024x683.jpg" width="1024" height="683" /> Método carijo de secagem da erva-mate[/caption]
<p>A Cidade de Lona, atração presente no evento, também remonta a essa tradição: ao longo do parque de exposições, famílias, comerciantes e grupos instalam barracas de madeira com cobertura em lona, em que acampam durante a semana. As refeições são feitas em churrasqueiras ou no próprio fogo de chão.</p>
[caption id="" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/IMG_20250524_152511-1024x768.jpg" width="1024" height="768" /> Cidade de Lona no 38º Carijo da Canção Gaúcha[/caption]
<h4 style="font-weight: 600">Sobre o projeto</h4>
<p>Contemplado pelo último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), o projeto ‘Estratégias e alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável’ é desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR), em Palmeira das Missões (UFSM-PM). São parceiros do projeto os programas de pós-graduação em Patrimônio Cultural, em Gestão de Organizações Públicas, em Zootecnia e em Engenharia de Produção.</p>
<p><b><i>Expediente:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Notícia e fotografias: Samara Wobeto, jornalista.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Edição: Luciane Treulieb, jornalista.</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Feliz(c)idade promove saúde e bem-estar para idosos de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/13/felizcidade-promove-saude-e-bem-estar-para-idosos-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 13 May 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM oferece grupos voltados para o cuidado integral de pessoas idosas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O envelhecimento saudável é um desafio global. Em uma sociedade que, muitas vezes, marginaliza corpos que envelhecem, iniciativas como o projeto Feliz(c)idade, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ganham ainda mais relevância. Coordenado pela professora Melissa Braz, do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia, a iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG e busca criar espaços voltados para o cuidado integral de pessoas idosas.</p>
<p>Entre as atividades desenvolvidas pelo projeto Feliz(c)idade estão ações junto aos grupos Corpo Mais, Mexe Coração e Renascer. Esses grupos já existiam anteriormente, e o projeto passou a atuar com eles a partir de 2024. Cada um deles trabalha aspectos específicos do envelhecimento, combinando atividades físicas, rodas de conversa e práticas voltadas à saúde física e emocional. O grupo Corpo Mais é focado na promoção de saúde com ênfase em exercícios: há uma turma de ginástica e outra de dança. O Renascer surgiu da necessidade de acolher mulheres com histórico de câncer de mama, muitas delas em fase de reabilitação. Já o Mexe Coração é composto por idosos, na maioria mulheres com idade superior a 70 anos, que participam regularmente de atividades físicas orientadas, em especial aulas de dança (veja mais detalhes sobre cada grupo no final da matéria).</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/felizcidade_003-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<h3>Saberes partilhados</h3>
<p>Os temas abordados nas atividades dos grupos costumam surgir das demandas dos próprios participantes. No grupo Renascer, por exemplo, entre os temas mais recentes solicitados estão alimentação, cuidados com a pele no verão e questões relacionadas à memória e às demências. “Elas pediram pra gente fazer atividades cognitivas nos encontros”, conta a professora Melissa. Além das discussões e atividades físicas e educativas, os grupos celebram datas comemorativas, como Páscoa e São João, fortalecendo os vínculos afetivos e promovendo o bem-estar coletivo.</p>
<p><img class="alignright  wp-image-306" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-05-12-as-14.44.02_1661efeb-1024x768.jpg" alt="" width="493" height="370" /></p>
<p>A integração entre ensino, pesquisa e extensão é uma das marcas do Feliz(c)idade. O projeto permite que os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia vinculem seus temas de pesquisa às ações desenvolvidas com a comunidade. “A gente vem incorporando o conhecimento dos mestrandos às atividades de extensão, popularizando o que eles têm estudado com os participantes do grupo”, destaca Melissa Braz. </p>
<p>A enfermeira e mestranda em Gerontologia Jéssica Ferreira dos Santos relata que a experiência tem sido marcante em sua trajetória acadêmica. “Pude vivenciar, de forma direta, desafios e potenciais inerentes ao processo de envelhecimento e refletir sobre como as interações intergeracionais enriquecem tanto a vida dos idosos quanto a formação acadêmica e pessoal de quem dedica cuidados a eles”, afirma.</p>
<h3>Ressignificar o envelhecer</h3>
<p>O impacto do projeto na vida dos participantes vai além da promoção da saúde física e cognitiva. Melissa Braz salienta os aspectos emocionais e sociais que emergem, especialmente no grupo Renascer - voltado a mulheres que já passaram ou estão em tratamento oncológico. “Algumas mulheres chegam nervosas, numa fase muito sensível do tratamento, logo depois que recebem o diagnóstico, antes de passar por uma cirurgia”, relata. Nesse contexto, o acolhimento oferecido pelo grupo – tanto pelos estudantes e profissionais envolvidos quanto pelas demais participantes – torna-se fundamental. A convivência entre pessoas que compartilham experiências semelhantes é uma das forças do projeto. “Elas comentam essa importância de estar no meio dos pares, das pessoas que já viveram situações que elas estão vivendo”, afirma Melissa.</p>
<p>Nos demais grupos, os relatos também mostram transformações significativas. No Corpo Mais, por exemplo, o exercício físico se revela um catalisador de bem-estar. “As pessoas contam que muitas vezes chegavam deprimidas, cansadas, sem energia para nada, e agora percebem outra relação com o corpo”, relata a professora. Com mais disposição, elas voltam a realizar tarefas diárias com autonomia e prazer — seja brincar com os netos ou retomar rotinas já esquecidas.</p>
<p>De acordo com o professor Gustavo Duarte, coordenador do projeto Corpo Mais, a proposta atual amplia o olhar sobre o envelhecimento, promovendo encontros entre diferentes gerações. “Antes eu trabalhava só com o público 60+. Hoje, abri o grupo para incentivar essas relações a partir dos 40 anos. É uma forma de as pessoas se prepararem para o seu envelhecimento. E os idosos não ficam só num gueto, num grupo só com gente da mesma idade”, explica.</p>
<p>A professora aposentada de Educação Física, Vera Regina Duarte, de 74 anos, conta que decidiu participar do projeto Corpo Mais por gostar muito de dançar e por sentir necessidade de se exercitar. “Esses encontros significam muito pra mim. Além de conhecer outras pessoas, são momentos de muita descontração e alegria. Participando desse projeto, aprendi a necessidade de nos exercitar e conviver com pessoas diferentes do nosso círculo de amizade”, declara. Já a costureira aposentada Eva dos Santos de Oliveira, de 79 anos, participa do grupo Renascer e do Mexe Coração: “Aprendi muito sobre o câncer de mama, e gosto muito de todas as atividades e das colegas. A cada dia faço novas amizades”, reforça.</p>
<h3>Envelhecimento ativo</h3>
<p>O envelhecer ativo é a tônica do projeto. “A gente não está olhando pro ‘não’. A gente está olhando para as possibilidades”, resume Melissa Braz. O foco está na valorização do que cada pessoa ainda pode fazer — e não nas limitações impostas pelo tempo.</p>
<p>As atividades físicas visam preservar a autonomia, estimular a confiança e promover qualidade de vida. Cada exercício respeita as condições individuais, com o objetivo de fortalecer o protagonismo na própria saúde. Afinal, como destaca a coordenadora, o perfil das pessoas idosas mudou: muitas são ativas, engajadas e determinadas a viver com plenitude.</p>
[caption id="attachment_305" align="alignright" width="719"]<img class="wp-image-305" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/05/Captura-de-tela-2025-05-12-144823-1024x536.jpg" alt="" width="719" height="376" /> Idosos participam em atividade do Grupo Corpo Mais[/caption]
<p>Essa visão é compartilhada pelo professor Gustavo, que ressalta o valor do envelhecimento ativo e da busca por bem-estar. “Ao participar do projeto, as mudanças são muitas, desde a parte física que a gente trabalha — questões de equilíbrio, memória, fortalecimento muscular — até o prazer que a dança e a ginástica proporcionam”, afirma. Ele também observa que os alunos idosos são os mais assíduos e quase não faltam às aulas do projeto. “Valorizam o tempo presente”, complementa.</p>
<h3>Visibilidade para o envelhecer</h3>
<p>O envelhecimento já não se parece com o que víamos há poucas décadas. Vivemos mais, com mais qualidade de vida, acesso à informação e participação social. Ainda assim, como ressalta Melissa Braz, os corpos envelhecidos seguem sendo marginalizados. “É um grupo que não tem as necessidades ouvidas nem satisfeitas. Nosso papel é dar visibilidade para essas pessoas, proporcionar saúde e qualidade de vida”, enfatiza. Ao coordenar o projeto de extensão, ela destaca a importância de romper com essa invisibilidade e construir espaços em que as pessoas idosas possam se expressar, compartilhar vivências e seguir aprendendo.<br />Para Melissa, os encontros promovem transformações profundas, tanto para quem participa quanto para quem coordena. Conviver com as pessoas idosas, para ela, é uma aula constante sobre sonhos, sabedoria e resistência. Ouvir as histórias, desejos e planos de quem já percorreu tantos caminhos ajuda a ressignificar o envelhecer — inclusive para quem está só começando a pensar nessa fase da vida. A troca geracional também marca a trajetória do professor Gustavo Duarte. Ele observa que os idosos oferecem lições valiosas sobre presença e valorização da vida cotidiana: “A maioria dos idosos que faz ginástica e dança comigo valoriza, no dia a dia, as pequenas coisas, não só as grandes. Isso é um grande aprendizado, né? Que eu levo para a minha vida e tento passar para os alunos também”, finaliza.</p>
<h3>Como participar?</h3>
<p>A participação nos grupos do projeto Feliz(C)idade é aberta à comunidade. Os encontros seguem durante todo o ano letivo da Universidade e fazem uma pausa apenas durante o recesso acadêmico.</p>
<p><b>Projeto Corpo Mais</b></p>
<p>Responsável: Gustavo Duarte</p>
<p>Para quem: Pessoas a partir de 40 anos </p>
<p>Local: CDA (complexo Didático Artístico, ao lado do CEFD, no campus da UFSM)</p>
<p>Dia: Quartas-feiras </p>
<p>Horários:</p>
<p>Ginástica e Ritmos : 14h</p>
<p>Grupo de Danças: 15h</p>
<p>Inscrições: A partir de agosto. As orientações serão divulgados no <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cefd">site do CEFD</a></p>
<p><b>Mexe Coração</b></p>
<p>Responsável: Marlon Crespani</p>
<p>Para quem:  Idosos a partir de 60 anos</p>
<p>Local: Antiga Reitoria – UFSM</p>
<p>Dia e horário: Segundas e quintas-feiras, às 15h</p>
<p>Inscrições: O ingresso ocorre prioritariamente por convite de participantes já integrados ao projeto</p>
<p><b>Grupo Renascer</b></p>
<p>Responsável: Melissa Braz</p>
<p>Para quem: Mulheres com câncer de mama</p>
<p>Periodicidade: Quinzenal. Próximo encontro será dia 13 de maio<br />Dia e horário: Terças-feiras, às 14h</p>
<p>Local: prédio do CEREST, Alameda Santiago do Chile, 435, próximo ao Hemocentro de Santa Maria</p>
<p>Inscrições: Não é necessário processo seletivo nem inscrição prévia. Basta chegar com um pouco de antecedência no local e conversar com a responsável</p>
<p>Mais informações: (55) 99975-7026 (professora Melissa)</p>
<p>R<i>eportagem: </i><i> Luciane Treulieb, jornalista</i></p>
<p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Produção de peixes é potencializada por pesquisas da UFSM na área de piscicultura</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/28/producao-de-peixes-e-potencializada-por-pesquisas-da-ufsm-na-area-de-piscicultura</link>
				<pubDate>Mon, 28 Apr 2025 15:25:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[extensao]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Piscicultura]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68903</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão da UFSM pretende auxiliar produtores rurais na melhoria da qualidade e produtividade do pescado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->
<p>A produção de peixes requer  atenção a diversos fatores, como a qualidade da água, o conforto térmico, a higienização de tanques e a nutrição adequada por meio do trato de ração. Esses cuidados têm sido destaques de pesquisas já realizadas pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFSM e serão usados no Projeto de Extensão ProgeAqua - Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/progeaqua_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A iniciativa, contemplada no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), parte de pesquisas já publicadas e validadas, servindo como embasamento técnico e científico para orientar produtores de peixe namelhoria no manejo e produção. Para Rafael Lazzari, coordenador do projeto, a intenção é oferecer conhecimentos que contribuam para a expansão da atividade, com o objetivo de aumentar a renda. “A produção de peixe que estamos falando tem um  objetivo comercial - seja para a venda na Semana Santa, seja para a produção de filé em outros momentos do ano -,  de forma que os produtores familiares da nossa região tenham uma fonte de renda extra, com mais rentabilidade, e possam melhorar suas condições de vida e seus sistemas de produção”, explica Rafael.</p>
<p>Para o pesquisador, a piscicultura desponta como uma atividade com grande potencial de crescimento, especialmente por oferecer uma fonte de proteína saudável. “Um dos focos do projeto não é apenas estimular a produção, mas também incentivar as pessoas a consumir peixe, porque o pescado é uma proteína de boa qualidade, de fácil digestão, rica em vitamina e ácidos graxos que são importantes para a saúde das pessoas”, destaca o coordenador do ProgeAqua. </p>
<p>Ele também observa que,  no norte do Rio Grande do Sul, os sistemas produtivos de piscicultura já estão mais consolidados. “E agora também queremos fortalecer essa alternativa para os agricultores familiares aqui na região de Santa Maria”. Neste momento, o ProgeAqua está em fase de preparação dos materiais com orientações técnicas para capacitar  as e os produtores. O próximo passo deve acontecer nos próximos meses: o contato com estas famílias por meio de visitas técnicas. “Incorporar as ações de extensão é também cumprir o papel da universidade, que é levar o conhecimento das nossas pesquisas, já gerado na nossa área, para a sociedade”, aponta Rafael.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->		
			<h3>Segurança alimentar e aumento de produtividade</h3>		
		<p>Dois eixos norteiam o ProgeAqua: a segurança alimentar e o aumento da produtividade. Rafael Lazzari explica que a produção de um pescado de qualidade exige cuidados tanto sanitários (ou seja, boas condições de higiene) quanto sensoriais (relacionados ao sabor do peixe). “Isso passa muito pelos processos de criação. Essas práticas serão abordadas nas capacitações que oferecemos. Isso vai incentivar que os produtores, no dia a dia de manejo, consigam produzir um peixe de qualidade”, ressalta.</p>
<p>Os aspectos produtivos ligados à qualidade do pescado têm impacto direto na segurança alimentar e no aumento da produtividade. O pesquisador reconhece que a segurança alimentar costuma ser um tema complexo, mas destaca que oferecer um peixe de qualidade, criado em condições sanitárias adequadas, contribui para o aumento do consumo por crianças, jovens, adultos e idosos. Além disso, a segurança alimentar envolve a possibilidade de acesso aos produtos. “Nem sempre um peixe ou outro produto alimentar é produzido a um custo acessível. Mas se você produzir de forma mais eficiente, ajuda a diminuir o custo de produção, e consequentemente, vai chegar em uma condição melhor para os consumidores”, evidencia Rafael.</p>
<p>Já o aumento da produtividade está relacionado ao fortalecimento da piscicultura comercial e à possibilidade da expansão da renda de famílias da agricultura familiar. Rafael explica: “O que tratamos no projeto é como fazer piscicultura em condições técnicas de manejo adequadas, de cuidados intensivos”. Entre os temas abordados nas orientações estão desde a construção e manutenção de açudes, passando pelo monitoramento da qualidade da água, até estratégias adequadas de alimentação dos peixes. </p>
<p>Além dos aspectos relacionados com o ambiente, o projeto também trata de questões gerenciais, que envolvem custo de produção, de manejo e de monitoramento de indicadores de qualidade da água e do próprio peixe. “A piscicultura comercial e intensiva envolve conhecimento técnico-científico para que se garanta índices de produção satisfatórios e o produtor obtenha boa rentabilidade”, frisa Rafael.</p>		
			<h3>Manejo na produção de peixes</h3>		
		<p>As capacitações do ProgeAqua são voltadas para o manejo dos peixes no período de inverno, uma vez que a diminuição da temperatura da água afeta o gasto energético e diminui a alimentação dos animais, o que interfere no ganho de peso. Atividades de manejo e monitoramento são necessárias para minimizar os efeitos decorrentes do frio. São exemplos o conforto térmico dos animais e temperatura da água, qualidade de água (valores de oxigênio e ph) e questões comportamentais dos peixes. </p>
<p>Algumas das pesquisas que vão embasar os cursos que serão ofertados aos produtores pelo ProgeAqua estão registradas no e-book ‘Manejo de inverno para a piscicultura no sul do Brasil’, que pode ser acessado <strong><em><a href="https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202311/13114533-livro-manejo-piscicultura-inverno-2023-final.pdf">por meio deste link</a></em></strong>. Destacamos alguns elementos importantes:</p>
<p><i>Conforto térmico e temperatura da água: </i>quando a água está com temperaturas muito elevadas ou muito baixas, o peixe tende a se movimentar menos para gastar menos energia, o que leva à diminuição da alimentação e do crescimento e ganho de peso do animal. Em extremos, pode ocorrer mortalidade. As faixas de conforto térmico variam conforme a espécie, o que deve ser considerado na criação. Carpas e tilápias, por exemplo, tem faixas de conforto térmico diferentes. Enquanto a carpa consegue se alimentar em temperaturas de água abaixo dos 15 graus, as tilápias têm mais dificuldades - por serem animais tropicais, com faixas de conforto térmico mais altas, entre 24 e 28 graus.</p>
<p><i>Infraestrutura e manejo da água:</i> quedas bruscas de temperatura são comuns no território gaúcho - e isso pode provocar a queda da temperatura da água e afetar o conforto térmico dos peixes. Esse fator exige a preparação dos produtores para a chegada do inverno e de frentes frias, e envolve uma boa alimentação dos peixes antes da estação, a fim de melhorar sua imunidade para o estresse do frio e evitar possíveis doenças. Qualidade nutricional e da água são fundamentais para a saúde e sobrevivência dos animais.</p>
<p><i>Tamanho e posição dos tanques:</i> popularmente chamados de açudes, os tanques de produção de peixes não podem ser muito pequenos, uma vez que volumes de água menores resfriam mais rápido. Também não podem ser muito profundos, para evitar a <i>estratificação térmica da água</i>. Esse é um fenômeno em que a água se divide em pelo menos duas camadas com diferentes temperaturas: no fundo do tanque, a água tende a ser mais fria porque os raios solares não chegam, o que provoca diferentes densidades que não se misturam. De acordo com Rafael, esse fenômeno é comum na época do inverno, mas, no caso de fortes chuvas, quando há estratificação térmica, a água e os materiais que estão no fundo do açude sobem para a superfície, o que traz matérias orgânicas tóxicas que promovem quedas drásticas no nível do oxigênio. O resultado pode ser uma mortalidade grande dos peixes. Esse fenômeno é chamado de inversão térmica.</p>
<p>O tamanho ideal dos tanques pode variar de acordo com a região. Para o Rio Grande do Sul, as recomendações são de açudes maiores do que 1000m² e com profundidade entre um a um metro e meio. A posição dos tanques também é essencial: não podem estar em locais próximos a áreas de morros e árvores - que podem provocar sombras e prejudicar a exposição ao sol - nem em áreas de baixadas - suscetíveis a geadas.</p>
<p><i>Uso de aeradores: </i>ferramentas que podem ser usadas para homogeneizar a temperatura e densidade da água, o que pode evitar a estratificação e inversão térmicas. Podem ser chafarizes ou ter a forma de pás que se movimentam, e são movidos a energia elétrica, em sua maioria. Tem a função de compensar a diminuição do oxigênio da água em semanas com muito frio e pouco sol.</p>		
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										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-23-174239.jpg" title="" alt="Captura de tela quadrada e colorida com quatro fotografias de aeradores em formato de chafariz. Elas estão organizadas em dua fileiras com duas fotos cada. As fotos 1, 2 e 3 mostram o aerador em movimento, com o chafariz que joga água para cima, no meio de um açude. Na foto 4, a estrutura do aerador chafariz, que é azul, e tem uma forma circular na base, que se estreita em um formato de cilindro com aberturas laterais. Abaixo das fotos, a legenda: &quot;Figura 4. Aeradores chafariz em funcionamento e imagem de referência para este modelo de aerador. Fonte: (A, B e C) João A. Sampaio (arquivo pessoal), (D) Primato Cooperativa Agroindustrial ([2023])&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />											<figcaption>Aeradores em formato de chafariz. Fonte: Rotta et al, 2023.</figcaption>
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										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-23-174216.jpg" title="" alt="Captura de tela de aeradores em formato de pá. São quatro fotografias organizadas em duas fileiras com duas fotos cada. Na parte superior, a primeira fotografia mostra três pontos de água esguichando. Na segunda, um aerador em formato de pá, com corpo azul e pás amarelas. A pá é formada por uma estrutura circular com várias lâminas. Na foto 2, as pás giram e jogam água para cima. Na foto 3, detalhe da água em movimento, para cima. Na foto 4, o aerador em pá parado. Abaixo das fotografias, a legenda: &quot;Figura 3. Aeradores de pás em funcionamento e imagem de referência para este modelo de aerador. Fonte: (A e C) Trevisan Equipamentos Agroindustriais ([2023]), (B e D) Agricotec ([2023])&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />											<figcaption>Aeradores em formato de pá. Fonte: Rotta et al, 2023.</figcaption>
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			<h3>Experiências anteriores</h3>		
		<p style="font-weight: 400">Em 2015, uma primeira edição das capacitações do ProgeAqua foi aplicada na região noroeste do estado. Thamara Schneider é zootecnista e participou desta edição do projeto quando era estudante na UFSM em Palmeira das Missões. Ela conta que o projeto permitiu uma aproximação com a realidade das e dos produtores e favoreceu o diálogo entre o campo e a academia. “O ProgeAqua foi uma oportunidade de ampliar horizontes, conhecer diferentes realidades e dialogar com produtores de distintos perfis, enriquecendo minha formação profissional e pessoal”, relata Thamara.</p>
<p style="font-weight: 400">Além das capacitações técnicas, também foram coletadas amostras de água, para avaliar em laboratório a qualidade físico-química. Os resultados das análises eram levados aos produtores junto com orientações técnicas de melhoria. Os cursos foram ministrados em 40 municípios, com enfoque em Palmeira das Missões, Sarandi, São Pedro das Missões, Jaboticaba, Novo Barreiro, Ronda Alta, Constantina, Sagrada Família, Frederico Westphalen, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Iraí, Planalto, Nonoai e Trindade do Sul. Foram treinados mais de 800 produtores, que também receberam materiais de divulgação e orientações técnicas. O contato do projeto com os produtores foi feito por intermédio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).</p>		
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										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/04/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-11.48.541-1536x1152.jpeg" title="" alt="Fotografia quadrada e colorida de um açude amplo em ambiente aberto, com gramas nas margens. Ao fundo, é possível ver algumas árvores de pinheiros, e o céu azul com nuvens arroxeadas." loading="lazy" />											<figcaption>Um dos açudes monitorados pelo ProgeAqua na edição de 2015.</figcaption>
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										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/04/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-11.49.37-1536x1152.jpeg" title="" alt="Peixe tilápia em fase de crescimento. Ele é prateado com um leve tom de cobre. O peixe está na mão de alguém. O fundo é o chão com gramas esparsas." loading="lazy" />											<figcaption>Peixe tilápia em fase de crescimento.</figcaption>
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										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/04/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-11.51.25-1536x1152.jpeg" title="" alt="Fotografia quadrada e colorida de cinco pessoas em pé ao lado de um açude. São três homens, uma mulher e uma criança. Elas estão em meio à uma grama fina mais alta. Ao fundo do terreno, algumas árvores. A grama se estende até o fundo da imagem. Na parte superior, o céu azul com algumas nuvens espalhadas." loading="lazy" />											<figcaption>Integrante do ProgeAqua e uma família de produtores ao lado do açude.</figcaption>
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		<p>R<i>eportagem: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</i></p>
<p><i>Design: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Você sabia que seu cérebro pode sabotar suas decisões financeiras?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/10/voce-sabia-que-seu-cerebro-pode-sabotar-suas-decisoes-financeiras</link>
				<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 13:06:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[sumo educacional]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68773</guid>
						<description><![CDATA[Mestranda na UFSM e integrante do Projeto Sumo Educacional explica que educação financeira também é sobre comportamento, não só matemática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Quando se fala em educação financeira, muitas pessoas pensam em matemática básica: saber calcular juros, fazer orçamentos e planejar gastos. Mas a realidade é que nossa relação com o dinheiro é também influenciada por fatores psicológicos e comportamentais, muitas vezes sem que percebamos. Isso acontece porque nosso cérebro utiliza “atalhos” para tomar decisões rápidas, o que pode nos levar a escolhas financeiras impulsivas ou irracionais.</p>
<p>Meu nome é Natali Morgana Cassola, sou mestranda em Economia e Desenvolvimento na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde desenvolvo pesquisas na área de educação financeira, com ênfase na avaliação de políticas públicas e na análise de dados educacionais. Também atuo no <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/sumoeducacional">Sumo Educacional</a>, um programa de extensão voltado para a disseminação da educação financeira. Nosso objetivo é transformar a relação das pessoas com o dinheiro, oferecendo conhecimento que permite escolhas mais conscientes e equilibradas. </p>
<p><img class="alignright size-large wp-image-295" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/04/imagem-educacao-financeira-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p>Mais do que ensinar a economizar ou investir, a educação financeira contribui para evitar o endividamento e promover qualidade de vida, especialmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade. No Sumo Educacional, capacitamos professores e estudantes do Ensino Fundamental e Médio a identificar padrões de comportamento relacionados às finanças e a desenvolver estratégias para enfrentá-los de forma responsável.</p>
<p><b>Como nossos cérebros são influenciados?</b></p>
<p>A economia tradicional, fundamentada em autores como Paul Samuelson, parte do pressuposto de que os consumidores são racionais e tomam decisões com o objetivo de otimizar seus recursos. Isso significa utilizar seu dinheiro da melhor forma possível para obter o máximo de benefício. Por exemplo, ao escolher entre duas marcas de um mesmo produto, o consumidor racional optaria por aquela que oferece a melhor combinação entre qualidade e preço.</p>
<p>No entanto, a economia comportamental, como discutido no livro <i>Microeconomia: Uma Abordagem Moderna</i>, de Hal Varian, mostra que não somos tão racionais quanto gostaríamos de acreditar. Nosso cérebro recorre a heurísticas e atalhos mentais para lidar com a complexidade das decisões financeiras, o que nos torna suscetíveis a diferentes vieses cognitivos.</p>
<p><b>Principais vieses que influenciam suas compras</b></p>
<h3><b>1. Viés da Ancoragem</b></h3>
<p>Nossa percepção de valor pode ser influenciada pelo primeiro preço que vemos. Por exemplo, um restaurante pode incluir um prato extremamente caro no cardápio não para vendê-lo, mas para que o segundo item mais caro pareça mais acessível e seja escolhido. Essa estratégia é amplamente estudada em obras como <i>Misbehaving</i> de Richard Thaler.</p>
<h3><b>2. Viés da Escassez</b></h3>
<p>Quando um produto é apresentado como “edição limitada” ou “últimas unidades”, tendemos a valorizá-lo mais e tomamos decisões precipitadas para garantir a compra. Essa técnica é amplamente usada por lojas online com contadores de estoque e prazos limitados para ofertas. O livro <i>Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar</i>, de Daniel Kahneman, explica como essa percepção de urgência afeta nosso julgamento.</p>
<h3><b>3. Aversão à Perda</b></h3>
<p>Perdemos mais do que ganhamos. Esse viés faz com que evitemos perder um desconto ou um benefício mesmo que, racionalmente, a compra não seja vantajosa. Programas de fidelidade e ofertas “compre agora para não perder” se aproveitam desse mecanismo. Como mostrado por Dan Ariely em <i>Previsivelmente Irracional</i>, somos mais sensíveis à perda do que ao ganho equivalente.</p>
<h3><b>4. Efeito da Propriedade (Endowment Effect)</b></h3>
<p>Esse viés faz com que atribuamos um valor maior a algo apenas porque já o possuímos. Muitas vezes, seguramos investimentos ruins ou acumulamos itens desnecessários porque sentimos que perdemos algo valioso. Esse fenômeno, estudado por Richard Thaler, mostra como nos apegamos a bens e investimentos de forma irracional, mesmo quando seria mais vantajoso vendê-los ou descartá-los.</p>
<p><b>Como o marketing explora esses vieses?</b></p>
<p>As estratégias de marketing e publicidade são construídas para explorar as fragilidades cognitivas dos consumidores, manipulando seus processos psicológicos e influenciando suas decisões de consumo. Desde o layout de supermercados, que posiciona itens caros ao nível dos olhos, até as promoções que enfatizam o “desconto imperdível”, tudo é pensado para criar uma experiência de compra que favorece escolhas impulsivas e irracionais.</p>
<p>Além disso, o marketing emocional é uma tática poderosa, em que as marcas utilizam apelos emocionais e figuras públicas para criar um vínculo afetivo com os consumidores. Ao associar produtos a sentimentos como felicidade, sucesso ou pertencimento, o marketing influencia as escolhas de compra com base em emoções e identidade. Isso faz com que os consumidores tomem decisões guiadas por desejos emocionais, muitas vezes ignorando suas necessidades reais.</p>
<p><b>É possível se proteger desses vieses?</b></p>
<p>Felizmente, é possível treinar o cérebro para resistir a essas armadilhas cognitivas. Algumas estratégias incluem:</p>
<ul>
<li><b>Criar listas de compras e segui-las rigorosamente:</b> Isso ajuda a evitar compras por impulso e garante que as decisões de consumo sejam baseadas em necessidades reais.</li>
<li><b>Definir um tempo mínimo antes de tomar decisões financeiras importantes:</b> Adotar a regra das 24 horas para grandes compras permite que o cérebro avalie melhor se o gasto é realmente necessário.</li>
<li><b>Comparar preços e condições sem pressa:</b> Avaliar diferentes fornecedores e buscar feedbacks pode evitar compras precipitadas motivadas por gatilhos emocionais.</li>
<li><b>Evitar compras sob pressão, especialmente diante de promoções com tempo limitado:</b> Muitas ofertas criam um senso de urgência artificial que pode levar a decisões apressadas.</li>
<li><b>Utilizar aplicativos e ferramentas que auxiliam no planejamento financeiro:</b> Aplicativos de controle de gastos podem oferecer alertas e análises que ajudam a manter o orçamento sob controle. Exemplos: <a href="https://www.organizze.com.br/">Organizze</a> e <a href="https://minhaseconomias.com.br/">Minhas Economias</a>.</li>
<li><b>Adotar estratégias de mentalidade financeira saudável:</b> Ler sobre economia comportamental e praticar o consumo consciente podem reforçar hábitos financeiros mais equilibrados.</li>
</ul>
<p><b>Dica prática para evitar compras por impulso </b></p>
<p>A partir dos estudos que venho fazendo para minha pesquisa, se eu pudesse dar uma única dica prática para quem quer evitar compras impulsivas, seria: questione-se sempre antes de comprar. Pergunte-se: “Se eu não tivesse visto essa oferta, eu realmente precisaria desse produto?”. Criar esse hábito pode ser um grande passo para evitar armadilhas do consumo.</p>
<p>Afinal, dinheiro bem administrado não é apenas sobre contas matemáticas, mas também sobre conhecer e controlar nossas próprias emoções e comportamentos financeiros.</p>
<p> </p>
<p><em>A proposta do Sumo Educacional foi uma das contempladas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco/2024.</em></p>
<p>Texto: Natali Morgana Cassola</p>
<p>Edição: Luciane Treulieb</p>
<p>Ilustração: Evandro Bertol</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Análises de solo em áreas de deslizamentos mostram consequências das enchentes no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/03/27/analises-de-solo-em-areas-de-deslizamentos-mostram-consequencias-das-enchentes-no-rs</link>
				<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 20:07:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[solos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68664</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM identificou ganho de acidez e perda de matéria orgânica em solos na Serra Gaúcha]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Análises de solo funcionam como exames médicos que buscam identificar doenças. No caso da terra, a intenção é descobrir a qualidade e as necessidades do solo para o cultivo de plantas. O projeto de extensão dos Programas de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Química (PPGQ) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou um trabalho de coleta e análise de solo na Serra Gaúcha, em cidades  atingidas pelas enchentes de maio de 2024. Nos municípios de Pinto Bandeira, Bento Gonçalves e Veranópolis, os pesquisadores coletaram amostras em áreas de deslizamento de propriedades rurais dedicadas à fruticultura.</p>
<p>Allan Kokkonen, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS) e integrante do projeto, explica que as análises comuns revelam dois padrões distintos: os solos de áreas nativas, que tendem a ser muito ácidos e apresentam baixa disponibilidade de nutrientes, tornando-se menos adequados para o cultivo; e os solos de áreas já cultivadas, nos quais geralmente se identifica a necessidade de reposição de adubação ou fertilização.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/03/analise-de-solos_002.jpg" width="1657" height="1080" /></p>
<p>No caso da Serra Gaúcha pós enchente, os pesquisadores identificaram ainda um terceiro tipo de solo, que mistura características de áreas nativas e cultivadas. No deslizamento de terra, tanto as áreas que perderam quanto as que receberam sedimentos passam por uma grande transformação. O material deslocado pode conter solo, pedras e outros elementos, tornando o cenário imprevisível. “É uma completa surpresa, um tiro no escuro. A gente não sabe o que vai encontrar ali”, destaca Allan. Para o pesquisador, na comparação com exames de sangue, é como se a análise mostrasse uma doença nova, que ainda não tem padrão de tratamento.</p>
<p>Os resultados mostram que as áreas degradadas não perderam grandes quantidades de nutrientes, mas apresentaram um aumento na acidez. Esse problema, porém, pôde ser facilmente corrigido com aplicação de calcário, permitindo que muitas áreas já estejam aptas para o cultivo. “Esse foi um resultado que a gente não esperava: essas áreas de deposição têm fertilidade relativamente boa para a maioria dos nutrientes”, ressalta Allan.</p>
<p>No entanto, para o pesquisador, o maior problema diz respeito à qualidade ou saúde do solo, ou seja, não se trata apenas de analisar os nutrientes, mas também a estrutura. Os pesquisadores perceberam que os solos analisados tiveram perda de matéria orgânica. Allan explica: “É aquele material que tem origem orgânica, formado por microorganismos que vieram de plantas decompostas”. Allan ressalta que a matéria orgânica tem várias funções importantes. “Ela é responsável por dar estrutura e agregação ao solo, o que é crucial, pois é essa estrutura que facilita a retenção de água”, detalha. Essa característica auxilia em períodos de seca, em que a água é mais escassa – como o que o Rio Grande do Sul enfrenta agora.</p>
<p>Um segundo ponto é que a matéria orgânica oferece nutrientes para a planta, principalmente nitrogênio, um dos mais importantes para o fornecimento de energia. “Provavelmente esses solos que perderam muita matéria orgânica – e foi bastante a quantidade perdida – vão ter um volume de micróbios, de fungos e de bactérias muito pequenos. E eles são benéficos”, especifica Allan.</p>
<p>Além disso, de acordo com o pesquisador, a matéria orgânica também pode interagir com o ambiente. “Ela é feita basicamente de carbono”, afirma. Ou seja, quando está no solo, permite que ele funcione como dreno de carbono, que se converte em energia para o desenvolvimento das plantas. “Quando se perde ela, provavelmente foi liberada na forma de gás. Ou seja, toneladas e toneladas de carbono que estavam na matéria orgânica, estocadas no solo, foram para a atmosfera”, conclui. Para Allan, essa perda transforma os sistemas agrícolas de drenos em emissores. “Aquela área de deslizamento emitiu bastante carbono, o que a gente sabe que vai potencializar as mudanças climáticas e o efeito estufa”, destaca.</p>
<h3 style="font-weight: var( --e-global-typography-primary-font-weight )">Prejuízos no setor da agricultura</h3>
<p>Na Serra Gaúcha, cujas características são de encostas e morros, o relevo acidentado facilita o escoamento superficial das águas. De acordo com pesquisadores do Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces) da UFSM, esses solos têm adaptações que favorecem a condução de águas em períodos de chuva normais. No entanto, em maio de 2024, em regiões como a da Serra, choveu mais de 500 milímetros em 48 horas, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesses casos, há uma sobrecarga dos sistemas hídricos, o que resultou em deslizamentos de terra em encostas.</p>
<p>Estes eventos não causaram só consequências sociais, mas também prejuízos financeiros, especialmente na agricultura. De acordo com dados de estudo realizado em novembro pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), são pelo menos R$88,9 bilhões em prejuízos financeiros, entre o setor produtivo (69%), o social (21%), a infraestrutura (8%) e o meio ambiente (1,8%).</p>
<p>Já no setor da agricultura, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, em junho do ano passado, perdas que somam pelo menos R$ 467 milhões, em pequenas, médias e grandes propriedades. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ocorreram danos diversos em setores produtivos de grãos, olericultura – cultivo de hortaliças, legumes e verduras -, floricultura, pastagens, produção leiteira e produção florestal, além de animais mortos e solos afetados. A fruticultura também foi impactada, afetando a produção de uva, pêssego, caqui, kiwi, bergamota, ameixa, nectarina e outras frutas.</p>
<p>Rubiane Rubo é engenheira agrônoma e presidente da Associação dos Produtores de Frutas de Pinto Bandeira. Depois de terminar a graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela retornou à propriedade familiar para continuar o negócio iniciado pela avó. São cerca de cem hectares com plantações de frutas diversas em um terreno extenso em comprimento. Rubiane conta que, nas enchentes, três grandes deslizamentos atingiram a propriedade. “Um no início, um no meio e um no final. Isso comprometeu os tratamentos de inverno, porque a gente trabalha em patamares, então não tinha como um trator andar”, explica. Patamares são formas de organizar o terreno dos pomares, em uma espécie de escada. Maurício Bonafé, engenheiro agrônomo na Vinícola Aurora, esclarece que esses sistemas são feitos para evitar a perda de solo por escorrimento superficial de água, ou seja, em volumes normais de chuva. “Isso faz com que a água caia com menor velocidade no solo. A gota tem menos impacto e consequentemente a água consegue penetrar com mais facilidade”, detalha. Além disso, outra estratégia que tem esse intuito é a da cobertura verde, ou seja, o plantio de árvores e vegetações, o que também favorece a função do solo como reservatório de água.</p>
[caption id="" align="aligncenter" width="675"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-25-at-13.04.12-1055x1536.jpeg" alt="" width="675" height="983" data-wp-editing="1" /> Cratera no final da propriedade da família de Rubiane Rubo, em Pinto Bandeira. No lado esquerdo da foto, é possível ver os patamares que restaram.[/caption]
<p>Os deslizamentos atrasaram os tratamentos de inverno nos pomares, por conta do risco e da dificuldade de acesso à propriedade. “Comprometeu a floração depois, que não foi de tanta qualidade, e consequentemente impactou em menor quantidade de frutos”, relata Rubiane.</p>
<h3 style="font-weight: var( --e-global-typography-primary-font-weight )">Análise de solo como técnica de avaliação de perdas</h3>
<p>Na UFSM, um dos projetos que busca auxiliar na avaliação dos impactos das enchentes no solo é o ‘Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos’, dos Programas de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Química (PPGQ). Foi contemplado no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). O objetivo é produzir conhecimento para facilitar o retorno das atividades agrícolas, com foco no fortalecimento das famílias de pequenos agricultores.</p>
<p>A técnica usada no projeto é a análise de solo. Gustavo Brunetto é coordenador do projeto e professor no Departamento de Solos e no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo da UFSM. Ele explica que alguns solos não conseguem fornecer as quantidades de nutrientes que uma planta precisa para o crescimento. Para conhecer essas características, se faz uma análise. “Se recomenda ir até o campo e fazer a coleta de uma porção do solo, que depois é levado para o laboratório e analisado”, descreve Gustavo.</p>
<p>A análise de solos tem algumas etapas:<br />1 – Amostragem: definição das áreas a serem analisadas e coletadas. Em uma gleba (área de terra), se define de dez a 20 pontos de coleta, em locais variados do terreno, mas que tenham as mesmas características, de histórico de adubação e plantio. Em cada um desses pontos, a coleta é feita em uma profundidade de zero a dez ou de zero a 20 centímetros, a depender das características. Com uma pá de corte, um trado ou até um quadriciclo, coleta-se uma porção de solo de cada ponto. Com as coletas feitas, pega-se uma porção de solo de cada um dos pontos e se mistura em um balde, para ter uma representação homogênea da área. Depois, pega-se cerca de 500 gramas da amostra de solo para fazer uma pré-secagem, o que envolve desfazer os torrões de terra, espalhar em uma superfície limpa e deixar secar de dois a três dias, a depender das condições climáticas. Depois de seca, a terra é colocada em um saco plástico e identificada com a propriedade e produtor/a, nome da gleba e demais características.</p>
[caption id="attachment_68665" align="alignleft" width="365"]<img class=" wp-image-68665" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/03/Image-2025-03-19-at-15.12.58-768x1024.jpeg" alt="" width="365" height="487" /> Trado usado para a coleta de porções do solo[/caption]
<p>2 –  Análise no laboratório: as amostras de solo são enviadas para um laboratório credenciado, que faz a análise. A credencial pode ser emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)</p>
<p>3 – Interpretação da análise: feita por um técnico, que pode ser alguém formado em Engenharia Agronômica. Envolve entender os resultados de análise para indicar soluções.</p>
<p>4 – Recomendação: A partir dos resultados, a pessoa responsável pela interpretação elabora as recomendações de aplicação no solo analisado. Quantidade de adubação e calagem (aplicação de cal), qual a melhor fonte de nutrientes, melhor época de aplicação, entre outras questões, podem compor esse relatório.</p>
<p>Apesar de ser uma técnica simples e de baixo custo, Gustavo afirma que ela é fundamental. A etapa da amostragem precisa ser feita com cuidado e rigor para que o resultado seja qualitativo. “É mais ou menos você ter a preocupação de ir no médico e ele interpretar o teu resultado da análise de sangue, mas se não foi feito um procedimento adequado na amostragem, ele não vai ter validade”, compara.</p>
<h3 style="font-weight: var( --e-global-typography-primary-font-weight )">As coletas na Serra Gaúcha</h3>
<p>As coletas de porções de solo para análise do projeto da UFSM foram realizadas em dez áreas de pomares e vinhedos atingidos por deslizamentos nos municípios de Veranópolis, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira. Para a escolha das áreas, o grupo do professor Gustavo Brunetto contou com o apoio do engenheiro agrônomo Maurício Bonafé, que é gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves. Por conta do contato direto com as famílias, Maurício já tinha um mapeamento das áreas degradadas. “Fizemos alguns apontamentos sobre as áreas que podiam ser recuperadas e, com isso, se propôs as áreas para coleta das amostras”, explica Maurício.</p>
<p>A fase de mapeamento e escolha das propriedades levou em torno de dois meses, em meados de setembro de 2024. A coleta das amostras foi feita entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, concomitantemente com as análises.</p>
<h3 style="font-weight: var( --e-global-typography-primary-font-weight )">Próximos passos</h3>
<p>Os próximos passos do projeto envolvem o encaminhamento dos resultados de análise para as famílias de produtores, além da realização de eventos para a divulgação e explicação dos dados. O projeto também pretende realizar análises agrobiológicas e químicas, a partir dos programas de pós-graduação parceiros, e criar cartilhas e relatórios para os técnicos e produtores.</p>
<h3 style="font-weight: var( --e-global-typography-primary-font-weight )">Capítulo de livro</h3>
<p>No dia 14 de março, o grupo de pesquisadores do projeto foi até Porto Alegre para o evento de lançamento do livro ‘RS: Reflexões para a reconstrução do Rio Grande do Sul’. O produto foi feito a partir do projeto ‘RS: Resiliência &amp; Sustentabilidade’, que é uma promoção de acordo de cooperação entre a Secretaria Extraordinária de Reconstrução do RS, do Governo Federal e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Também contou com o apoio da Open Society Foundations. O grupo de 17 pesquisadores da UFSM assina o capítulo 4, ‘Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos na Serra Gaúcha’. O livro pode ser acessado por meio deste link.</p>
<p><b><i>Expediente:</i></b></p>
<p><i>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</i></p>
<p><i>Design: Evandro Bertol, designer</i></p>
<p><i>Fotografias: Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces)</i></p>
<p>Aluata Comunicação e Ciência</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<figure><br />
<figcaption></figcaption>
</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM participa de seminário sobre extensão na pós-graduação e destaca avanços no PROEXT-PG</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/20/ufsm-participa-de-seminario-sobre-extensao-na-pos-graduacao-e-destaca-avancos-no-proext-pg</link>
				<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 17:47:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68315</guid>
						<description><![CDATA[UFSM se destaca no evento pelo investimento institucional e pela integração entre extensão e pós-graduação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou, nos dias 18 e 19 de fevereiro, do 1º Seminário de Acompanhamento do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento ocorreu no auditório do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Florianópolis, reunindo representantes de mais de 40 instituições de ensino superior da região Sul.</p>
<figure id="attachment_282" class="wp-caption alignright" aria-describedby="caption-attachment-282"><img class="size-large wp-image-282" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/evento--e1739996494278-1024x374.jpg" alt="" width="1024" height="374" />
<figcaption id="caption-attachment-282" class="wp-caption-text">Participaram representantes de mais de 40 instituições de ensino superior da região Sul</figcaption>
</figure>
<p>Durante o evento, os participantes avaliaram o impacto das atividades de extensão na pós-graduação e compartilharam experiências, buscando aprimorar as práticas extensionistas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à cidadania e à justiça social. A programação incluiu debates sobre a integração entre extensão e pesquisa, bem como estratégias para ampliar o impacto das ações junto à sociedade.</p>
<p>A participação da UFSM ocorreu no primeiro dia do evento. A apresentação foi realizada pela Pró-Reitora Adjunta de Extensão, Jaciele Sell. Na entrevista a seguir, Jaciele detalha os avanços alcançados pela<a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/informacoes-gerais"> UFSM no PROEXT-PG,</a> destacando a integração entre extensão e pós-graduação, o investimento institucional diferenciado e as trocas de experiências no evento, que contribuirão para o fortalecimento do programa nos próximos anos.</p>
<p><strong>1- Como você avalia a trajetória da UFSM no PROEXT-PG até agora? Quais avanços foram apresentados no seminário?</strong></p>
<p>Nossa trajetória tem sido construída de forma sólida e seguindo com bastante qualidade os princípios do programa da Capes. Apresentamos avanços em diversas frentes, desde a governança, com a institucionalização do comitê gestor conjunto entre pesquisa e extensão, até a democratização do acesso aos recursos por meio de edital. Também temos focado na popularização do conhecimento e na divulgação das ações, com a contratação da Aluata, além da execução de diversas iniciativas dos projetos selecionados diretamente nos espaços das comunidades.</p>
<figure id="attachment_283" class="wp-caption alignright" aria-describedby="caption-attachment-283"><img class=" wp-image-283" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Jaciele-Sell-768x1024.jpg" alt="" width="436" height="582" />
<figcaption id="caption-attachment-283" class="wp-caption-text">Jaciele Sell foi a representante da UFSM no evento</figcaption>
</figure>
<p><strong>2- Como a atuação da UFSM no PROEXT-PG se compara à das outras universidades presentes no evento? A UFSM se destacou em algum aspecto específico em relação às demais instituições?</strong></p>
<p>A forma como a UFSM organizou seu PROEXT-PG é exemplo na região Sul. Isso fica evidente pelos avanços conquistados em um curto período de implementação, pelas metodologias de trabalho empregadas e, principalmente, pelo trabalho integrado entre extensão e pós-graduação. Observamos que, nas universidades onde essa aproximação ocorreu de forma orgânica, os avanços também têm sido mais efetivos.</p>
<p>O grande destaque da UFSM no programa foi o investimento institucional, por meio da concessão de bolsas de iniciação à extensão e de inserção social para cada um dos 10 projetos aprovados no edital. Esse tipo de apoio com recursos próprios não é comum em outras universidades, e a prioridade dada pela UFSM à extensão tem sido um diferencial, perceptível tanto no dia a dia quanto nesses espaços de troca com outras instituições.</p>
<p>Além do investimento financeiro, outro ponto que diferencia a UFSM é a estruturação do PROEXT-PG em torno de novos projetos e ações de extensão na pós-graduação. Em geral, as universidades optaram por financiar iniciativas já existentes, enquanto a UFSM apostou no desenvolvimento de novas frentes.</p>
<p><strong>3- Houve alguma estratégia ou iniciativa compartilhada no evento que chamou sua atenção e que poderia ser replicada pela UFSM?</strong></p>
<p>Duas iniciativas chamaram atenção. A primeira, ainda que não relacionada diretamente ao PROEXT-PG, foi a criação de um edital “indissociado” entre ensino, pesquisa e extensão, voltado a projetos que consigam comprovar ações que envolvam as três frentes nas universidades.</p>
<p>Outro exemplo interessante, adotado por algumas universidades no âmbito do PROEXT-PG, é a possibilidade de custear transporte e alimentação para estudantes extensionistas envolvidos nas atividades, por meio de ressarcimentos com comprovantes de aplicativos de transporte, como Uber e 99. Essa medida é fundamental para enfrentar um dos maiores desafios da extensão: garantir o deslocamento e a chegada efetiva às comunidades.</p>
<p>Além disso, discutiu-se a criação de cursos voltados a docentes e pós-graduandos, com o objetivo de aprofundar a compreensão sobre extensão na pós-graduação e como atrelar isso ao ensino na pós-graduação e às dissertações e teses, por exemplo. Embora a construção de algo a nível nacional demande tempo, já é possível pensar em iniciativas dentro da própria UFSM.</p>
<p>Por fim, um tema recorrente em praticamente todos os eventos sobre extensão foi a necessidade de estabelecer indicadores para avaliação das ações extensionistas. Nesse sentido, em diálogo com a UFRGS e a UFPel, já surgiu a possibilidade de construir um Observatório da Extensão do Rio Grande do Sul.</p>
<p><strong>4- Quais desafios comuns foram discutidos no seminário e como a UFSM tem enfrentado essas questões?</strong></p>
<p>Entre os desafios mais recorrentes mencionados no seminário estão a sobrecarga de trabalho dos docentes, a dificuldade na execução financeira (centralizada em apenas uma pessoa), a falta de entendimento sobre o que caracteriza, de fato, a extensão e, principalmente, a escassez de fomento para bolsas voltadas à extensão.</p>
<p>Nesse último ponto, a contrapartida financeira da UFSM para as bolsas se destaca como um diferencial, pois acreditamos que a extensão só se concretiza plenamente quando envolve estudantes, integrando as atividades extensionistas à formação acadêmica.</p>
<p><strong>5- De que forma a participação no seminário pode contribuir para fortalecer a integração entre pesquisa e extensão na pós-graduação da universidade, em especial os projetos do PROEXT-PG?</strong></p>
<p>A troca de experiências entre as instituições participantes e a Capes foi extremamente enriquecedora, contribuindo para o fortalecimento da extensão e para a consolidação do PROEXT-PG. Esse diálogo reforça a importância da manutenção do programa nos próximos anos e a necessidade de novos editais.</p>
<p>Além disso, as trocas entre pró-reitores de extensão e de pesquisa e pós-graduação foram fundamentais para ampliar a compreensão das necessidades, particularidades e pontos sensíveis de cada área, principalmente no que se refere à relação entre pesquisa e extensão. Isso é especialmente relevante porque muitos pesquisadores ainda não têm uma trajetória ou cultura voltada para a extensão universitária.</p>
<p>Outro ponto positivo foi a criação de um novo canal de comunicação entre os coordenadores do PROEXT-PG e os pró-reitores da região Sul, por meio de um grupo de WhatsApp, o que facilitará futuras articulações.</p>
<h3>Sobre o PROEXT-PG</h3>
<p>O <a href="https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/bolsas/programas-estrategicos/desenvolvimento-regional/programa-de-extensao-da-educacao-superior-na-pos-graduacao-proext-pg/programa-de-extensao-da-educacao-superior-da-pos-graduacao-proext-pg">Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG)</a> visa fortalecer as atividades de extensão na pós-graduação, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão em diálogo com a sociedade. O programa busca contribuir para a formulação de políticas públicas socialmente relevantes e a redução das desigualdades regionais no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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