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						<item>
				<title>UFSM leva oficinas de poda e cuidado de roseiras a municípios da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/07/06/ufsm-leva-oficinas-de-poda-e-cuidado-de-roseiras-a-municipios-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:58:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
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						<description><![CDATA[Atividades ocorrem nesta semana em São João do Polêsine e em Silveira Martins]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p id="m_2980559599786457639ymail_android_signature">A Equipe PhenoGlad da UFSM, por meio do projeto Flores para Todos, vai ministrar duas oficinas de poda e cuidado de roseiras em municípios da Quarta Colônia nesta semana. </p>
<p id="m_2980559599786457639ymail_android_signature">Na quarta-feira (8), a oficina prática sobre manejo de inverno em roseiras de jardim ocorre das 13h30 às 16h30 em Vale Vêneto, São João do Polêsine, e na quinta (9), no mesmo horário, na Rua Siqueira Couto (Rua do Hospital), em Silveira Martins. As atividades são gratuitas e abertas ao público, sem necessidade de inscrição prévia.</p>
<p id="m_2980559599786457639ymail_android_signature">As oficinas serão conduzidas pelo professor Nereu Augusto Streck, coordenador nacional do projeto Flores para Todos, com o auxílio de estudantes de graduação e de pós-graduação integrantes da Equipe PhenoGlad. Serão abordadas práticas como poda, formação de estacas para reprodução caseira de mudas, adubação e cobertura do solo, cuidados importantes para garantir uma floração vigorosa das roseiras na primavera e no verão.</p>
<p id="m_2980559599786457639ymail_android_signature">A iniciativa é promovida pelas prefeituras de São João do Polêsine e de Silveira Martins, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM. Recomenda-se aos participantes chegarem com 15 minutos de antecedência e levar a sua tesoura de poda para praticarem.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vale Vêneto celebra o lançamento do 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/22/vale-veneto-celebra-o-lancamento-do-41o-festival-internacional-de-inverno-da-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:17:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[CAL]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[FIIUFSM e 41ª Semana Cultural Italiana serão realizados de 26 de julho a 2 de agosto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73346" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03715.jpg"><img class="wp-image-73346" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03715.jpg" alt="" width="642" height="428" /></a> Solenidade de lançamento ocorreu no salão paroquial de Vale Vêneto[/caption]
<p dir="ltr">A música, a cultura e a memória da imigração italiana voltaram a se encontrar em Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine, durante o lançamento oficial do 41º Festival Internacional de Inverno da Universidade Federal de Santa Maria (FIIUFSM) e da 41ª Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto.</p>
<p dir="ltr">A solenidade, realizada na noite de quinta-feira (19), no salão paroquial da comunidade, reuniu autoridades, representantes institucionais, lideranças regionais, patrocinadores, artistas, estudantes e a comunidade local para celebrar o início da trajetória de mais uma edição dos eventos.</p>
<p dir="ltr">Promovidos simultaneamente, o Festival Internacional de Inverno da UFSM e a Semana Cultural Italiana consolidam-se como importantes movimentos culturais da região da Quarta Colônia, conectando a formação artística, a produção musical, a valorização das tradições e o fortalecimento da identidade cultural do território.</p>
<p dir="ltr">A programação oficial acontece de 26 de julho a 2 de agosto, em Vale Vêneto, com concertos, oficinas musicais, apresentações culturais, gastronomia típica e diversas atividades abertas ao público, transformando a comunidade em um grande palco de encontros, aprendizagens e experiências culturais.</p>
<p dir="ltr">Durante o lançamento, também foi apresentada oficialmente a identidade visual desta edição, com a tradicional revelação do cartaz do Festival. A marca e os materiais de comunicação foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar do curso de Comunicação da UFSM, Brenda Charão, Estevan Dal’Osto, Márcio Echeverria e Lucas Haigert, com orientação dos professores Fernanda Sagrilo Andres e Rodrigo Stefani Correa, reforçando o caráter formativo e extensionista que marca a realização do evento.</p>
<h3 dir="ltr">Quatro décadas de música, formação e transformação</h3>
<p dir="ltr">Único em sua proposta no cenário brasileiro, o Festival Internacional de Inverno da UFSM chega a sua 41ª edição reafirmando uma trajetória de mais de quatro décadas de integração entre universidade pública e sociedade. Ao longo de sua história, o Festival tornou-se um espaço de formação, intercâmbio e valorização da música, reunindo estudantes, professores, profissionais e artistas de diferentes regiões do Brasil e do exterior.</p>
<p dir="ltr">Além de oferecer apresentações artísticas de alto nível e oportunidades de aperfeiçoamento musical com professores e profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente, o FIIUFSM promove experiências que ultrapassam os palcos: fortalece trajetórias profissionais, estimula a circulação cultural e amplia o acesso da comunidade à arte.</p>
<p dir="ltr">O evento ocorre em integração com a Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto, que valoriza a gastronomia, os costumes e a memória dos antepassados italianos, em uma região reconhecida por suas belezas naturais, pelo potencial turístico e pela certificação de Geoparque Mundial da UNESCO, conquistada pela Quarta Colônia em 2023.</p>
<p dir="ltr">Com a cooperação da University of Georgia (EUA), o Festival amplia ainda mais sua dimensão internacional. Após 40 edições ininterruptas, seus impactos alcançam diferentes áreas: da formação de músicos e estudantes ao desenvolvimento cultural, econômico e turístico da região, consolidando a UFSM como uma referência em extensão universitária no campo artístico e musical.</p>
<h3 dir="ltr">Música, encontros e formação</h3>
<p dir="ltr">Entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, o público poderá acompanhar gratuitamente uma programação diversificada de concertos, incluindo recitais solo, apresentações de música de câmara e o tradicional concerto da Orquestra Sinfônica do Festival. O encerramento será realizado no dia 2 de agosto, no Centro de Convenções da UFSM.</p>
<p dir="ltr">As oficinas musicais desta edição contemplam diferentes instrumentos e práticas artísticas, incluindo: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone, percussão, piano, violão, regência de orquestra e educação musical. Além das oficinas instrumentais, o Festival também oferecerá a prática de orquestra sinfônica, proporcionando aos participantes uma experiência coletiva de aprendizagem e criação musical.</p>
[caption id="attachment_73347" align="alignleft" width="590"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03874.jpg"><img class=" wp-image-73347" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/DSC03874.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a> Identidade visual foi criada no curso de Comunicação da UFSM[/caption]
<h3 dir="ltr">Programação amplia alcance com ações para crianças, professores e estudantes</h3>
<p dir="ltr">A programação do Festival inicia ainda antes da semana principal, com atividades voltadas a diferentes públicos. Entre os dias 21 e 23 de julho, acontece o FIIUFSM Jovem, Festival Infanto Juvenil de Música, realizado no campus da UFSM. A iniciativa tem como objetivo proporcionar a crianças e adolescentes estudantes de música experiências semelhantes às vivenciadas pelos participantes do Festival tradicional, com atividades adaptadas ao público jovem, oficinas musicais e integração ao ambiente universitário, especialmente aos espaços do Centro de Artes e Letras.</p>
<p dir="ltr">No dia 23 de julho, será realizado o Curso de Formação Continuada em Música para Professores da Educação Infantil, destinado a docentes que atuam com crianças de zero a cinco anos. A atividade propõe reflexões teóricas e práticas sobre o ensino da música na infância e sobre o papel do professor não especialista na área. O curso será ministrado por professores, mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM, vinculado à linha de pesquisa Educação e Artes.</p>
<p dir="ltr">Ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo o compromisso com a democratização do acesso à cultura, o 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM também contará com o Circuito MusiCAL FIIUFSM na Quarta Colônia. Durante todo o segundo semestre de 2026, a energia, a qualidade artística e a excelência musical do Festival serão levadas para diferentes cidades da região, promovendo a interiorização da cultura e aproximando ainda mais a universidade das comunidades que integram o território.</p>
<p dir="ltr">Como parte das ações de internacionalização, o 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM também promoverá a seleção de estudantes de graduação para participação em intercâmbio junto à University of Georgia (EUA), com atividades previstas para o período de janeiro a março de 2027.</p>
<h3 dir="ltr">Rede de colaboração</h3>
<p dir="ltr">A realização do Festival é resultado de uma grande rede de colaboração que envolve diferentes setores e instituições. A organização destaca o apoio fundamental da Reitoria da UFSM, da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e do Centro de Artes e Letras (CAL), que reconhecem a relevância do projeto e oferecem o suporte necessário para sua continuidade e expansão.</p>
<p dir="ltr">Também são essenciais para a concretização do evento o apoio financeiro, administrativo e logístico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), do Fundo de Incentivo à Extensão da UFSM (Fiex-UFSM) e da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), além da contribuição da Facos Agência da UFSM, responsável pelo suporte na comunicação e divulgação institucional do Festival. Essa rede de parceiros torna possível a realização de um evento que alia excelência artística, formação acadêmica, desenvolvimento regional e valorização cultural, consolidando o Festival Internacional de Inverno da UFSM como uma das principais iniciativas culturais e extensionistas do país.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o coordenador do evento, professor Diogo Baggio Lima, “o Festival deste ano não é apenas uma celebração da música; ele é um testemunho vivo do poder da cooperação. Ele pertence aos nossos alunos, aos nossos professores, à comunidade regional e a todos os que acreditam na arte e na educação como forças transformadoras".</p>
<p dir="ltr">Mais do que um festival, o FIIUFSM é uma experiência de encontro: entre gerações, culturas, sons e histórias. Em Vale Vêneto, a música encontra a tradição, a universidade encontra a comunidade e a cultura transforma-se em patrimônio vivo para todos.</p>
<p dir="ltr">Outras informações podem ser obtidas no <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/cal/festivaldeinverno" target="_blank" rel="noopener">site</a>, no perfil <a href="https://www.instagram.com/festivaldeinvernoufsm/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">@festivaldeinvernoufsm</a> ou pelo e-mail <a href="mailto:fiiufsm@ufsm.br" target="_blank" rel="noopener">fiiufsm@ufsm.br.</a></p>
<p dir="ltr"><em>Fotos: Pedro Amaral</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Projeto do NEPRADE-UFSM e UFPR avalia restauração ecológica e serviços ecossistêmicos no Corredor Ecológico da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/07/projeto-do-neprade-ufsm-e-ufpr-avalia-restauracao-ecologica-e-servicos-ecossistemicos-no-corredor-ecologico-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:40:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Neprade]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência climática]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativa apoiada pela FAPERGS e Fundação Araucária busca fortalecer a resiliência climática da região central do Estado após as enchentes de 2024]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="360" data-end="734"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/foto-1024x1024.jpg" alt="" width="501" height="501" />O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da Universidade Federal de Santa Maria (NEPRADE-UFSM) foi contemplado na Chamada Resiliência Climática Rio Grande do Sul – Teia de Soluções com um projeto voltado à restauração ecológica e produtiva no Corredor Ecológico da Quarta Colônia (CEQC), uma das regiões mais impactadas pelas enchentes de 2024.</p>
<p data-start="736" data-end="1202">Intitulada “Restauração Ecológica para a Resiliência Climática”, a iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e da Fundação Araucária. O projeto teve início em fevereiro de 2026 e seguirá até agosto de 2027, com investimento total de R$ 480 mil, sendo R$ 320 mil provenientes da FAPERGS e R$ 160 mil da Fundação Araucária.</p>
<p data-start="736" data-end="1202">A proposta busca avaliar o potencial da restauração ecológica e do retorno de serviços ecossistêmicos na reconstrução da resiliência climática da região central do Rio Grande do Sul, a partir de soluções baseadas na natureza adaptadas à realidade do pós-enchente.</p>
<p data-start="736" data-end="1202">Entre as ações previstas estão a avaliação do potencial de regeneração natural em áreas de matas ciliares e encostas atingidas pelas enchentes, além da análise da restauração produtiva em agroflorestas já implementadas pelo grupo de pesquisa na região. O estudo considera variáveis como composição, estrutura e diversidade funcional da vegetação em regeneração, bem como a capacidade produtiva das agroflorestas, integrando produção de alimentos, geração de renda e conservação ambiental.</p>
<p data-start="1844" data-end="2295">Também serão analisados serviços ecossistêmicos associados às áreas em recuperação, como qualidade do solo, recarga hídrica, sequestro de carbono e fluxos de gases de efeito estufa. A partir desses dados, será elaborado um plano de recuperação para o CEQC, incluindo mapas de áreas prioritárias para regeneração natural assistida e restauração ativa, protocolos de manejo e orientações que possam ser replicadas em outras regiões do Rio Grande do Sul.</p>
<h3 data-start="1844" data-end="2295">Corredor Ecológico da Quarta Colônia</h3>
<p data-start="2297" data-end="2686">O Corredor Ecológico da Quarta Colônia abrange uma área de 124.947 hectares em sua zona núcleo e compreende 11 municípios: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Itaara, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, Santa Maria, São João do Polêsine e Silveira Martins. O território conecta 11 remanescentes florestais, uma Terra Indígena e uma rede de sete Unidades de Conservação.</p>
<p data-start="2297" data-end="2686">Atualmente, a atuação do projeto está concentrada principalmente nos municípios de Agudo, Santa Maria, Silveira Martins e Paraíso do Sul, onde são monitoradas áreas de agrofloresta. Nos próximos meses, também terão início os monitoramentos em encostas e matas ciliares atingidas pelas enchentes de 2024 e que se encontram em processo de regeneração natural.</p>
<p data-start="2297" data-end="2686"><em>Com informações e fotos do Neprade</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>12 coisas que você pode aprender ouvindo o podcast Clima de Crise</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/05/06/12-coisas-que-voce-pode-aprender-ouvindo-o-podcast-clima-de-crise</link>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 15:41:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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						<description><![CDATA[Podcast produzido pela UFSM reúne pesquisadores e profissionais que estão na linha de frente dos estudos sobre Mudanças Climáticas.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 deixaram marcas visíveis nas cidades, nas paisagens e na vida de milhares de pessoas. Mas também evidenciaram algo maior: a crise climática já faz parte do cotidiano. Foi a partir desse cenário que surgiu o podcast <em>Clima de Crise</em>, produzido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para aproximar universidade e sociedade a partir da pauta climática.</p><p>Com seis episódios divididos em duas temporadas, o podcast reúne pesquisadores e profissionais que estão na linha de frente dos estudos sobre mudanças climáticas para discutir, em linguagem acessível, como eventos extremos afetam a saúde, o território, a comunicação, a educação e a vida em comunidade. Mais do que explicar fenômenos ambientais, a série busca mostrar os impactos sociais da crise climática.</p><p>“O principal aprendizado é o entendimento de que já estamos vivendo em um período de emergência climática e que precisamos agir, individual e coletivamente”, afirma a diretora do podcast, Camila Pereira. “Precisamos repensar nosso consumo, nossos hábitos, nossa comunicação, nossa gestão e nossas leis ambientais.”</p><p>O <em>Clima de Crise</em> parte de perguntas concretas: o que acontece com quem precisa de atendimento de saúde quando uma cidade fica isolada por uma enchente? Como as pessoas se informam quando a internet deixa de funcionar? O que muda nos rios e no solo depois de um evento extremo? Ao longo dos episódios, especialistas ajudam a compreender como a crise climática reorganiza rotinas, amplia desigualdades e transforma territórios. “Passei a enxergar a crise climática de forma mais próxima, entendendo que ela já está acontecendo e que não há como voltar atrás”, diz Camila.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-28-at-17.39.00-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p><p>A lista a seguir reúne 12 aprendizados e curiosidades extraídos das entrevistas com especialistas e apresentam ideias que ajudam a entender melhor o que aconteceu em 2024 e o que pode acontecer daqui para frente.</p><ol><li><p><strong>O vínculo com o território muda a forma de reagir a desastres</strong></p><p>Diante de um desastre, nem todo mundo reage da mesma forma, e isso pode estar relacionado com a relação construída com o lugar onde se vive. No episódio 1, <em>Pertencimento e Memória em tempos de Crise Climática</em>, a professora Maria Medianeira Padoin, do Departamento de História da UFSM, destaca que se reconhecer como parte do território pode influenciar a disposição para agir diante dos problemas e impactar diretamente a resposta às crises. Ela considera fundamental que se fortaleça um “sentimento comunitário”, ou seja, “um sentimento de pertencimento coletivo, [que o território] não só meu, [mas é] nosso”.</p></li><li><p><strong>Universidades podem atuar diretamente nos territórios em situações de crise</strong></p><p>No episódio 1, Maria Medianeira Padoin explica que a presença da UFSM no território da Quarta Colônia se dá em projetos desenvolvidos junto às comunidades, escolas e gestores locais, e são voltados à compreensão e à busca de soluções para problemas da região em diálogo com os moradores. Durante as enchentes de 2024, essa rede também se tornou visível na prática. “Eu comecei a receber muitas ligações de nossos alunos, era meia-noite, uma da manhã… [eles diziam] nós estamos sem luz, com necessidades”, relata. Ao mesmo tempo, professores de diferentes áreas também entraram em contato oferecendo ajuda, evidenciando a universidade como uma rede mobilizada diante da crise.</p></li><li><p><strong>Nem toda cidade pode ter todos os serviços de saúde — e isso vira um problema em situações de crise</strong></p><p>No episódio 2, <em>Saúde em contexto de emergência climática</em>, a mestranda em Saúde Coletiva pela UFSM, Gabriela Toniolo Bertolo, explica que não existem atendimentos especializados em todos os municípios do Brasil, já que o sistema de saúde no país é organizado para funcionar de forma regionalizada.</p><p>“Pensa um município de 2, 3 mil habitantes ter cardiologista, ter cirurgia geral para aquela população — isso é inviável e insustentável, tanto financeiramente quanto de forma logística para o sistema”, afirma.</p><p>A organização do SUS em regiões e macrorregiões permite concentrar recursos e garantir atendimento para aquela população, mas cria vulnerabilidades em situações extremas. Durante as enchentes de 2024, cidades ficaram isoladas e perderam acesso a serviços: “Em dois dias, Santa Maria ficou ilhada. E como agir quando os serviços de média e alta complexidade, os principais prestadores da região, ficam isolados? Não é possível trazer os pacientes para cá, e os que já estão aqui também não conseguem voltar para casa.”</p><p>Segundo Gabriela, foi necessário mobilizar diferentes frentes para garantir o atendimento, com apoio de outras instâncias públicas e, em alguns momentos, da iniciativa privada.</p></li><li><p><strong>Remédios doados durante enchentes podem acabar descartados</strong></p><p>Durante as enchentes de 2024, a grande quantidade de doações de medicamentos acabou gerando alguns desafios, como conta Gabriela Bertolo no episódio 2: “A solidariedade é o que nos torna humanos, mas, sem uma orientação, nos trouxe vários problemas”.</p><p>Muitos dos medicamentos doados não puderam ser utilizados, seja por falta de controle de validade, por terem sido armazenados de forma inadequada ou por não corresponderem às necessidades do momento: “Quando as pessoas doam medicamento da farmacinha da casa delas, aquele medicamento controlado ou aquele medicamento cortado que a gente não tem noção da data de validade, não temos como entregar esse medicamento para a população, ele vai ser descartado”, explica Gabriela.</p><p>A situação exigiu a criação de uma estrutura específica para triagem, com equipe técnica responsável por avaliar o que poderia ou não ser aproveitado.</p></li><li><p><strong>Quando a internet falha, a informação também entra em risco</strong></p><p>Sem internet, como uma comunidade se informa em meio a um desastre? Durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, essa pergunta deixou de ser hipotética. Em diversas regiões, a conexão caiu ou se tornou instável — e, com ela, o principal meio de acesso à informação.</p><p>No episódio 3 — <em>Jornalismo Local, Desertos de Notícia e Resiliência Climática</em> — a professora Laura Storch, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, relata que algumas regiões da Quarta Colônia ficaram sem acesso à internet: “toda aquela lógica globalizada de informação, desabou naquele momento”.</p><p>O episódio revela como a crise expôs a dependência de infraestruturas digitais e a vulnerabilidade dos sistemas de informação em contextos extremos.</p></li><li><p><strong>Rádios e WhatsApp foram essenciais para a circulação de informação durante a crise</strong></p><p>Com a queda ou instabilidade da internet, a circulação de informação passou a depender de meios mais próximos do território. No episódio 3, Laura Storch destaca que as rádios mantêm uma relação direta com as comunidades, o que fortalece seu papel em momentos de crise. Além disso, sua atuação envolve presença física nas áreas afetadas, com profissionais que se deslocam até regiões isoladas para relatar o que está acontecendo.</p><p>Mesmo com falhas na conexão, os grupos de WhatsApp também tiveram papel importante sempre que havia algum acesso disponível. Por serem organizados a partir de vínculos diretos entre moradores, funcionaram como redes locais de troca de informações. “Existia um fluxo de informação muito potente acontecendo ali”, afirma.</p><p>Os grupos ajudavam a identificar pessoas isoladas, organizar pedidos de ajuda e circular informações urgentes entre moradores e equipes de resposta.</p></li><li><p><strong>Eventos extremos são naturais, o desastre depende de como ocupamos o território</strong></p><p>No episódio 4 — <em>Clima, Território e Educação Ecológica</em> — o professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM Adriano Figueiró explica que eventos como as chuvas fortes de 2024 são parte do processo natural da dinâmica da evolução da paisagem: “Não há nada de estranho no que aconteceu, porque isso vem acontecendo há milhões de anos. A paisagem hoje só é o que é porque eventos extremos dessa natureza aconteceram com muito mais intensidade, com muito mais frequência”, afirma.</p><p>O que transforma esses eventos em desastre, no entanto, é a forma como os territórios são ocupados. Áreas como margens de rios e encostas instáveis são especialmente vulneráveis. “Os maiores danos ocorreram justamente naquelas estruturas construídas pelos seres humanos que desrespeitam os caminhos naturais da própria paisagem”, explica Adriano.</p><p>Segundo ele, esses eventos continuarão ocorrendo — possivelmente com maior frequência em função das mudanças climáticas. Diante disso, é preciso aprender como reduzir os danos à vida e aos bens materiais.</p></li><li><p><strong>O solo leva séculos para se formar — mas pode desaparecer em poucos dias</strong></p><p>No episódio 4, Adriano Figueiró destaca que a formação do solo é um processo extremamente lento: “Para produzir 1 cm de solo, eu preciso por volta de 400 anos”.</p><p>Durante as enchentes de 2024, áreas da Quarta Colônia perderam quase 1,5 metro de solo em apenas três dias de chuva. O contraste revela que certos danos ambientais são praticamente irreversíveis no tempo humano, e reforça a importância de práticas de conservação e planejamento do uso da terra: “com algumas técnicas simples de conservação do solo, nós poderíamos ter preservado mais do nosso patrimônio”, enfatiza o pesquisador.</p></li><li><p><strong>Um rio pode ficar mais rápido e destrutivo depois de um evento extremo</strong></p><p>Eventos extremos podem alterar a forma e o comportamento dos rios, com efeitos que permanecem no tempo. No episódio 5, <i>Chuva, solo e ciência: o que aprendemos com as enchentes,</i> o professor do Departamento de Solos da UFSM Jean Minella explica que, após as enchentes, mudanças no leito do rio reduziram sua rugosidade e alteraram seu fluxo.</p><p>“Ele se tornou menos rugoso, mais retilíneo”, afirma, explicando que é como se tivesse passado por uma “pavimentação natural”, ou seja, “para um mesmo evento de chuva que aconteça agora, as velocidades do rio estão maiores. Então o rio está propagando aquela mesma vazão que propagava antes de uma forma muito mais rápida”.</p><p>Isso, segundo o pesquisador, pode intensificar os danos em eventos futuros.</p></li><li><p><strong>O mesmo sistema que causa enchente também pode causar falta de água depois</strong></p><p>No episódio 5, o professor Jean Minella explica que os períodos de enchente e estiagem estão ligados ao funcionamento do sistema hídrico. Segundo ele, a forma como a superfície das bacias é ocupada interfere diretamente na recarga dos aquíferos, das nascentes e na quantidade de água disponível nos rios ao longo do ano.</p><p>O impacto vai além dos eventos extremos. Jean Minella afirma que rios que ficam “extremamente violentos” durante as chuvas podem depois “agonizar”, sem água suficiente para abastecer comunidades urbanas e rurais. “Esse excesso que a gente tem de escoamento superficial é a água que vai faltar no período de baixa precipitação”, resume o pesquisador.</p><p>Para ele, o sistema está “obviamente desequilibrado”: a água escoa rápido demais durante as chuvas e deixa de abastecer o solo, os rios e os aquíferos nos períodos secos.</p></li><li><p><strong>Nem os especialistas esperavam a dimensão das enchentes no Sul</strong></p><p>Mesmo com dados e modelos de medição cada vez mais sofisticados, a magnitude de alguns eventos climáticos ainda surpreende. No episódio 6 — <em>Variabilidade climática no Sul do Brasil</em> — a meteorologista e docente do Departamento de Física da UFSM Nathalie Boiaski afirma que os eventos extremos surpreenderam até quem pesquisa o tema. “Nenhum de nós era capaz de compreender a magnitude de um evento extremo até então”, relata.</p><p>A pesquisadora, que mora na Quarta Colônia, conta que também foi atingida pelas enchentes de 2024: “Eu sou meteorologista, tenho a formação, eu tinha os dados na mão. Por que que eu não saí? Porque a gente não quer acreditar”.</p><p>Ela relata que não deixou sua casa imediatamente, porque jamais imaginou que o rio pudesse atingir o nível que atingiu. Segundo ela, como nunca havia acontecido algo parecido antes, acreditou que “ia chover, mas não ia ser tanto assim a ponto de a gente precisar sair de casa”. A saída aconteceu apenas quando percebeu que o nível do rio estava subindo rápido demais.</p><p>Para ela, os eventos recentes mostram que, mesmo com avanços na meteorologia, a dimensão dos impactos ainda desafia a capacidade de previsão e resposta da sociedade.</p></li><li><p><strong>Eventos extremos locais são mais difíceis de prever — e os alertas ganham ainda mais importância</strong></p><p>No episódio 6, Nathalie Boiaski explica que eventos em escala regional ou local são mais difíceis de antecipar com precisão, especialmente pela falta de dados em determinadas áreas. Chuvas intensas podem atingir uma região específica enquanto bairros próximos permanecem sem chuva, o que dificulta a representação desses eventos nos modelos de previsão. “chove no centro da cidade de Santa Maria e não chove em Camobi”, exemplifica.</p><p>A situação se torna ainda mais complexa em áreas com pouco monitoramento. “Então nós precisamos sim de mais monitoramento, porque não tem milagre que o meteorologista possa fazer sem ter um ponto de observação, sem ter pluviômetro, sem ter termômetro, sem ter anemômetros”, afirma a pesquisadora, citando a falta de equipamentos em parte da Quarta Colônia.</p><p>Nesse cenário, mesmo com incertezas, a recomendação é sempre considerar os avisos e agir preventivamente. A forma como as pessoas respondem a esses alertas pode influenciar diretamente os impactos das situações de risco. Ela defende que os alertas meteorológicos sejam levados a sério: “Na dúvida, saia”.</p></li></ol><p>```</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-06-123446-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" />O podcast <i>Clima de Crise</i> foi produzido no âmbito dos projetos “Governança e multidimensionalidade dos riscos climáticos” (Fapergs 06/2024) e “Comunicação de proximidade” (PROEXT-PG/Capes), vinculados à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p><h4><b>Todos os episódios já estão disponíveis, confira:</b></h4><ul><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 1 — Pertencimento e Memória em tempos de Crise Climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/5aSErRkx2eMqHOvTKvxBiq">https://open.spotify.com/episode/5aSErRkx2eMqHOvTKvxBiq</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 2 — Saúde em contexto de emergência climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/41Z21uM58NGSPpESF1cOHX">https://open.spotify.com/episode/41Z21uM58NGSPpESF1cOHX</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 3 — Jornalismo Local, Desertos de Notícia e Resiliência Climática</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/2xChGQmiHA7hRaNL27qsyD">https://open.spotify.com/episode/2xChGQmiHA7hRaNL27qsyD</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 4 — Clima, Território e Educação Ecológica</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/11g5CbODKQGhs7pKfaoqMi">https://open.spotify.com/episode/11g5CbODKQGhs7pKfaoqMi</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 5 — Chuva, solo e ciência — o que aprendemos com as enchentes</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/0vyVHnbyzCHqMyDsGvioug">https://open.spotify.com/episode/0vyVHnbyzCHqMyDsGvioug</a></li><li style="font-weight: 400"><b>Episódio 6 — Variabilidade climática no Sul do Brasil — interações, mecanismos e impactos</b><b><br /></b><a href="https://open.spotify.com/episode/6QFzVuNFxZQ6kh5bHnAZvg">https://open.spotify.com/episode/6QFzVuNFxZQ6kh5bHnAZvg</a></li></ul><p>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</p><p>Ilustração: Evandro Bertol, designer</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professores da educação básica da região podem se inscrever para curso gratuito de italiano</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/02/12/professores-da-educacao-basica-da-regiao-podem-se-inscrever-para-curso-gratuito-de-italiano</link>
				<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 11:11:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[IsF]]></category>
		<category><![CDATA[italiano]]></category>
		<category><![CDATA[núcleo de línguas]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Aulas online também são voltadas para estudantes e servidores da UFSM e residentes do HUSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras (IsF), em parceria com o Núcleo de Línguas da UFSM, está com vagas abertas para novo curso gratuito de italiano na modalidade online. As inscrições vão até o dia 20 de fevereiro.</p>
<p>No curso "Introdução à Língua e à Cultura italianas (nível A1)", o estudante aprenderá a falar de si e do outro, descrever acontecimentos no presente, passado e futuro, além de desenvolver sensibilidade intercultural no universo acadêmico. A carga horária é de <span style="color: initial">16 horas</span><span style="color: initial">.</span></p>
<p>Há três turmas disponíveis, com aulas nas terças e quintas-feiras: a turma 1, das <span style="color: initial">9h30 às 11h30; a 2, das </span><span style="color: initial">14h às 16h; e a 3, das</span><span style="color: initial"> 18h30 às 20h30. As aulas serão realizadas de 24 de fevereiro a 19 de março.</span></p>
<p>Público-alvo: e<span style="font-size: revert;color: initial">studantes e servidores da UFSM, residentes do HUSM e professores da educação básica de Santa Maria e da Quarta Colônia. A inscrição não garante vaga no curso, apenas a participação no processo seletivo, que será realizado via sorteio eletrônico.</span></p>
<p>Inscrições e mais informações no <a href="https://www.ufsm.br/projetos/ensino/isf/italiano" target="_blank" rel="noopener">site</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Totens interativos e exposição fotográfica são estratégias para a conscientização sobre a crise climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/12/19/totens-interativos-e-exposicao-fotografica-sao-estrategias-para-a-conscientizacao-sobre-a-crise-climatica</link>
				<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 17:26:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes RS 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Fotográfica]]></category>
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		<category><![CDATA[totens interativos]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto Memorar Quarta Colônia, da UFSM, objetiva sensibilização e resiliência climática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (<a href="https://www.ufsm.br/2025/11/05/4a-edicao-da-jai-mirim-abre-as-portas-da-ufsm-aos-pequenos-cientistas"><b><u>JAI Mirim</u></b></a>) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de t<a href="https://www.instagram.com/p/DQpa0Jskano/?img_index=1"><u><b>otens digitais interativos</b></u></a>, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="906" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.08-3-e1766165301863-1024x906.jpeg" alt="" />											<figcaption>Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p>O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.</p>		
			<h3>Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho</h3>		
		<p>A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.</p>		
							“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.
		<p>Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1024x682.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Memória como ferramenta para o futuro</h3>		
		<p>O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. </p>		
							<b>“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.</b>
		<p>Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.</p><p><i><b>Reportagem</b>: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i><b>Fotografias</b>: Memorar Quarta Colônia</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projetos promovem integração entre UFSM e comunidade em Silveira Martins  </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/23/projetos-promovem-integracao-entre-ufsm-e-comunidade-em-silveira-martins</link>
				<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 10:53:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Juca nas Escolas]]></category>
		<category><![CDATA[prodotti alimentari]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Silveira Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia em Alimentos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71084</guid>
						<description><![CDATA[Acadêmicos de Tecnologia em Alimentos e de Relações Internacionais participaram da atividade com alunos da Escola Estadual Bom Conselho]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71085" align="alignright" width="711"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-22-at-11.44.28.jpeg"><img class="wp-image-71085" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-22-at-11.44.28.jpeg" alt="foto colorida horizontal de um grupo de pessoas em pose para a foto, em pé, em semicírculo, com duas moças de jaleco branco e toca ao centro agachadas. O espaço é uma sala iluminada com porta e janelas" width="711" height="400" /></a> Estudantes, professores, gestores e comunidade se reuniram[/caption]
<p style="font-weight: 400">Em mais uma ação de extensão marcada por aprendizado e troca de saberes, o programa "<em>Prodotti alimentari</em>: conectando saberes acadêmicos e vivências de sabores na Quarta Colônia", coordenado pela professora Neila Richards, realizou uma atividade conjunta com o programa “Juca nas Escolas”, coordenado pelo professor Günther Richter Mros, no Espaço Multidisciplinar da UFSM em Silveira Martins na manhã de quarta-feira (22).</p>
<p style="font-weight: 400">O encontro contou com a participação de estudantes dos cursos de Tecnologia em Alimentos e de Relações Internacionais da UFSM, que desenvolveram dinâmicas e experimentações práticas com cerca de 60 alunos da Escola Estadual Bom Conselho, aproximando ciência e cotidiano de forma leve e participativa.</p>
<p style="font-weight: 400">A atividade teve como foco despertar o interesse dos jovens pela alimentação saudável, sustentabilidade e inovação na produção de alimentos, ao mesmo tempo em que reforçou a importância da extensão universitária como espaço de diálogo entre o conhecimento científico e os saberes populares.</p>
<p style="font-weight: 400">Foram realizadas oficinas de aproveitamento de alimentos, com os alunos participando e, após, degustando. Os ingredientes e insumos foram fornecidos pela escola. Também ocorreram conversas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.</p>
<p style="font-weight: 400">O encontro foi marcado pela presença de lideranças institucionais e locais: a professora Martha B. Adaime, futura reitora da UFSM; professora Cadidja Coutinho, diretora do Espaço Multidisciplinar da UFSM em Silveira Martins; e o prefeito do município, Sadi Tolfo. Todos destacaram a relevância da extensão universitária para o desenvolvimento regional sustentável e para o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a comunidade da Quarta Colônia.</p>
<p style="font-weight: 400">A atividade reforçou o papel da UFSM como agente de transformação social, valorizando saberes locais, a cultura alimentar regional e a formação de estudantes comprometidos com os ODS e com a construção de uma sociedade mais saudável, solidária e inovadora.</p>
<p><em>Foto: Divulgação</em></p>
<div dir="auto"> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cappa realiza Paleodia neste sábado (18) em São João do Polêsine</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/14/cappa-realiza-paleodia-neste-sabado-8-em-sao-joao-do-polesine</link>
				<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:00:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[caça do fóssil]]></category>
		<category><![CDATA[Cappa]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
		<category><![CDATA[geoparque quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[paelodia]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70979</guid>
						<description><![CDATA[Programação prevê caça ao fóssil, uma simulação de escavação paleontológica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-70980 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-07-at-15.42.51.jpeg" alt="Cartaz colorido vertical com imagens de dois dinossauros em cores escuras. O cartaz traz a progamação do Paleodia, já apresentada no texto." width="508" height="763" />O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa) promove, neste sábado (18), edição especial do Paleodia alusiva aos 55 anos do Centro de Ciências Naturais e Exatas. As atividades serão na sede do Cappa, em São João do Polêsine, a partir das 15h.</p>
<p>A programação prevê caça ao fóssil, uma simulação de escavação paleontológica; oficina de pintura facial; presença das mascotes DinoCeppo, Agudino e Agussauro; e feira de produtos da região em parceria com o Geoparque da Quarta Colônia.</p>
<p>Em caso de chuva, a programação será adiada.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto ‘Comunicação de Proximidade’ elabora cartografia comunicacional da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/09/12/projeto-comunicacao-de-proximidade-elabora-cartografia-comunicacional-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 14:25:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[co]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de proximidade]]></category>
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		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
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		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=352</guid>
						<description><![CDATA[Fase de coleta de dados pretende mapear e reconhecer o ecossistema de comunicação que atuou na crise climática de 2024]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>Diante das enchentes de maio de 2024, um grupo de professores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) percebeu a necessidade de realizar ações de extensão em comunicação. A primeira iniciativa foi a <a href="https://www.ufsm.br/2024/05/09/ufsm-integra-campanha-liderada-pela-unics-para-arrecadacao-de-radios-a-pilha-e-pilhas" target="_blank" rel="noopener"><u><b>coleta de pilhas e rádios para distribuição às famílias afetadas pelas chuvas na Quarta Colônia</b></u></a>. A partir daí, a proposta evoluiu com a criação de um projeto contemplado pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). </p>
<p> </p>
<p>Assim surgiu o projeto ‘Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’, coordenado pela professora Aline Roes Dalmolin, do Poscom da UFSM. A docente destaca que o objetivo principal é reconhecer o ecossistema de comunicação que já existe nos nove municípios da região, formado por comunicadores populares profissionais (das rádios comunitárias), de agentes institucionais (como a Defesa Civil e prefeituras) e mesmo agentes comunitários (vinculados a igrejas, comunidade escolar, associações, sindicatos e cooperativas).</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/PHOTO-2025-08-08-21-03-48-1-1024x768.jpg" alt="" />											<figcaption>Equipe do projeto em atividades na Quarta Colônia.</figcaption>
										</figure>
		<p>O levantamento ocorre por meio de uma cartografia de mídias tradicionais e digitais, perfis institucionais e grupos em redes sociais. “Proporciona um panorama sobre como se dá a comunicação dentro desses espaços. Dentro do escopo das mídias tradicionais, identificamos a presença de jornais e emissoras de rádio situadas nestes espaços, bem como a presença de antenas retransmissoras ou cobertura de canais de televisão”, explica Aline. Já em relação às mídias digitais, a professora ressalta que foram mapeados vários perfis em redes sociais, sites e grupos de WhatsApp e que tiveram papel importante na comunicação comunitária durante as enchentes. Atualmente, o projeto está na fase de consolidação da coleta e fechamento dos dados da pesquisa. Os primeiros resultados do levantamento dos veículos de comunicação da Quarta Colônia foram publicados no capítulo 8 do livro ‘Jornalismo e Desenvolvimento’, disponível <a href="https://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/7731/1/Livro_Jornalismo%20e%20Desenvolvimento.pdf">neste link</a>.</p>		
			<h3>Coleta dos dados</h3>		
		<p>Phillip Gripp é jornalista e pesquisador no projeto ‘Comunicação de Proximidade’. Ele é bolsista de pós-doutorado vinculado a um dos projetos parceiros, o ‘Territórios Conectados pela Sororidade’. Gripp explica que a coleta dos dados de pesquisa ocorre de duas maneiras: a primeira é, justamente, o mapeamento da malha de comunicação da Quarta Colônia. “Consiste em identificar os meios de comunicação e a atuação de profissionais da área nestas cidades. Estamos fazendo um levantamento para descobrir onde as pessoas buscam informações sobre os acontecimentos do território”, detalha Phillip. </p>
<p>A segunda forma de coleta é realizada por meio de entrevistas com moradores da região, como agricultores, gestores da administração pública, professores, entre outros. A intenção é produzir diferentes materiais midiáticos de divulgação da pesquisa. “Também temos esse teor qualitativo, de entendermos, a partir das entrevistas, como se deu a atuação dessas pessoas e qual foi o impacto das enchentes”, afirma.</p>
<p>A recepção da comunidade ao projeto tem sido positiva, destaca Camila Rodrigues Pereira, publicitária e pós-doutoranda em outro dos projetos parceiros, o ‘Governança e  multidimensionalidade dos riscos climáticos: abordagem multidisciplinar em  Comunicação de proximidade, Interpretação geopatrimonial e Economia Ecológica  aplicada aos Geoparques Unesco no Rio Grande do Sul’. Para ela, isso se deve ao fato de o projeto abordar temas importantes para a comunidade, como memória, adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais. “São questões que estão muito próximas e que os afetaram recentemente”, observa Camila.</p>		
			<h3><p>Comunicação em contextos de crise</p></h3>		
		<p>Para Aline Dalmolin, coordenadora do projeto ‘Comunicação de Proximidade’, refletir sobre como a comunicação acontece em contextos de crise climática é fundamental. “Ela está na essência e serve como base para qualquer das ações que pretendemos desenvolver”, enfatiza. A pesquisadora destaca que, no caso da Quarta Colônia - uma das primeiras regiões atingidas pelas chuvas de 2024-, a população vivenciou a crise climática de uma forma muito intensa, e as respostas também tiveram que ser imediatas, inclusive na comunicação. </p>
<p>“Foram várias comunidades desalojadas, pessoas que tiveram sua mobilidade extremamente reduzida, falta de alimento, falta de luz, várias dimensões da escassez, e algumas delas, inclusive, infelizmente, chegaram a perder a vida. Nesse sentido, a comunicação conduz respostas imediatas aos eventos extremos”, ilustra Aline. Exemplos são a emissão de alertas, atualização de informações checadas e apuradas - inclusive como resposta à propagação de desinformações e fatos desencontrados, o que é bem comum em situações de crise.</p>
<p>Além disso, para a pesquisadora, a comunicação também tem papel central na conscientização da população sobre os fenômenos ambientais, por que eles acontecem e como impactam as comunidades. “Nosso projeto envolve essas duas dimensões e está estruturado em três eixos: o primeiro dedicado ao mapeamento, o segundo voltando à prevenção de eventos climáticos - buscando formas de mobilizar melhor as comunidades para responder a situações semelhantes no futuro- e o terceiro eixo centrado na educomunicação, preparando as novas gerações para compreender essas mudanças.”</p>		
			<h3>O projeto na comunidade</h3>		
		<p>Para Camila, o desafio do projeto está na complexidade do campo de pesquisa. São nove municípios, com características, histórias e memórias distintas, o que se reflete nos impactos provocados pelas chuvas de 2024. “Embora a memória dessas comunidades se entrelace, ao dialogar e ouvir as pessoas de  cada município, surge sempre a vontade de aprofundar ainda mais as conversas”, destaca.</p>
<p>Em 2024, o projeto atuou por meio da educomunicação, com oficinas de fotografia, desinformação climática, audiovisual e mapas conceituais para três escolas, localizadas em Agudo e Nova Palma (fase 1). No primeiro semestre de 2025, foram realizados grupos de discussão para tratar de temas relacionados à comunicação do território e para elaborar protocolos para a constituição da malha de Comunicação de Proximidade da região (fase 2).</p>
<p>Neste semestre, os projetos estão atuando na capacitação de comunicadores locais e no fortalecimento dos agentes da malha de comunicação de proximidade (fase 3). De maneira concomitante, também em 2025 são desenvolvidos produtos editoriais e ações de educomunicação, que envolvem as entrevistas com moradores (fase 4), e que seguem até julho de 2026. Por fim, de junho a julho de 2026, o projeto será finalizado, com entrega dos produtos, seminários e elaboração do relatório final.</p>
<p>Entre os produtos previstos, está a elaboração de policy papers junto à comunidade, que consistem em propostas para aperfeiçoar os protocolos. “É importante para que as comunidades possam transformar essas práticas de prevenção e de comunicação de resiliência climática em políticas públicas”, destaca Aline.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/IMG_9475-_1_-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Mapas conceituais produzidos nas oficinas com escolas.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/09/5a661063-2acd-4c39-9f84-59df40ca3048-1-768x1024.jpg" alt="" />											<figcaption>Gravação de entrevistas com moradores.</figcaption>
										</figure>
		<p>Expediente:</p><p>Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</p><p>Fotos: Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Faxinal do Soturno terá Caminhada Internacional na Natureza no domingo (7)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/04/faxinal-do-soturno-tera-caminhada-internacional-na-natureza-no-domingo-7</link>
				<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 13:40:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhada na Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[EXTENSÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão Rural]]></category>
		<category><![CDATA[faxinal do soturno]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70390</guid>
						<description><![CDATA[UFSM é uma das promotoras da caminhada, que terá percurso de 8,5 km]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Card-1.jpeg"><img class="alignright wp-image-70391" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/Card-1.jpeg" alt="arte colorida horizontal com informações sobre a caminhada escritas sobre uma foto de uma área verde, com uma estrada, árvores e céu ao fundo" width="453" height="453" /></a>O município de Faxinal do Soturno, integrante do Quarta Colônia Geoparque Mundial da Unesco, recebe no domingo (7) mais uma edição da Caminhada Internacional na Natureza, com a realização da tradicional Caminhada da Geringonça.</p>
<p>O evento é promovido pela Prefeitura, em parceria com a Emater/RS-Ascar e a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, no âmbito das ações de extensão rural. A proposta é promover saúde, integração comunitária e valorização do meio rural, alinhando-se ainda aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, como o incentivo ao bem-estar, ao turismo sustentável e à preservação do patrimônio cultural e natural.</p>
<p>A programação inicia às 7h30, com café da manhã por adesão (R$ 15,00), seguido da abertura oficial, às 8h, e do aquecimento, às 8h15. A saída dos caminhantes ocorre às 8h30. Durante o percurso, os participantes poderão apreciar paisagens naturais, capitéis e propriedades rurais familiares.</p>
<p>O trajeto terá 8,5 km, passando por estradas rurais e propriedades da agricultura familiar, até a chegada no Museu Histórico da Geringonça. Foram disponibilizadas 200 vagas, com idade mínima de 12 anos.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao final, os caminhantes serão recepcionados no museu. O almoço será por adesão, na Festa de Santa Terezinha, na Comunidade de Novo Treviso, servido a partir das 13h no salão paroquial. O cardápio típico italiano inclui sopa de agnoline, risoto, churrasco, bife à milanesa, maionese, pão e saladas, ao valor de R$ 55,00. No mesmo espaço, haverá feira com produtos coloniais e artesanato.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O percurso é classificado como de esforço físico significativo, em piso irregular, com dois pontos de apoio, banheiros disponíveis, carro de apoio e ambulância no local. Recomenda-se levar garrafa de água.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>As inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma antecipada pelo <a href="https://www.ecobooking.com.br/site3/destinoEventoSimples.php?Xeven=il6cajy3dyqrdv0jojs2" target="_blank" rel="noopener">link</a>. São oferecidas 200 vagas - até a manhã de quinta (4), já eram 138 inscritos. Caso não estejam esgotadas, haverá inscrições também no local.</p>
<p>A Caminhada da Geringonça consolida-se como um momento de integração entre saúde, lazer e valorização do meio rural, fortalecendo o turismo sustentável em Faxinal do Soturno.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto: @caminhadasufsm.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:41:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Palestra sobre imigração e Língua Vêneta será nesta quinta (4) na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/03/palestra-sobre-imigracao-e-lingua-veneta-sera-nesta-quinta-4-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 14:05:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CTISM]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[PPGEPT]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[vêneto]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69379</guid>
						<description><![CDATA[Presidente da Academia de ła Bona Creansa estará no CTISM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/image-23.jpg"><img class="alignright  wp-image-69381" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/image-23.jpg" alt="" width="352" height="440" /></a>O presidente da Academia de ła Bona Creansa, da região do Vêneto, Itália, Alessandro Mocellin, ministra palestra na quarta-feira (4), às 16h30, na sala 107 do prédio 5D, do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM).</div>
<div> </div>
<div>O tema da palestra será "Ciência e Cultura: Imigração e Língua Vêneta". O evento é aberto à comunidade acadêmica e à população em geral, e as inscrições podem ser feitas pelo <a href="https://forms.gle/zXSksbDy2CfARrZq8" target="_blank" rel="noopener">formulário eletrônico</a>.</div>
<div> </div>
<div>A promoção é do Programa de Pós Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PPGEPT) e pelo Projeto de Extensão "História, Língua e Cultura de Imigração Italiana na Quarta Colônia".</div>
<div> </div>
<div>A UFSM, por meio do PPGEPT, tem um Acordo de Cooperação Internacional com a Academia de ła Bona Creansa, uma instituição cultural privada voltada a estudos, pesquisa, ensino, promoção e desenvolvimento da cultura Vêneta ao redor do mundo.</div>
<div> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telessaúde: a tecnologia como aliada no acesso à saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/02/18/telessaude-a-tecnologia-como-aliada-no-acesso-a-saude</link>
				<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 19:10:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=279</guid>
						<description><![CDATA[Modalidade reúne uma série de práticas que visam facilitar o acesso do paciente a procedimentos médicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A telessaúde surgiu para facilitar o acesso e a oferta de serviços de saúde à população: ela une as transformações tecnológicas com a assistência à saúde, utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Com serviços como teleconsultas, telediagnóstico, teleconsultoria e educação em saúde, essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil, especialmente após a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Desde agosto de 2024, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) já oferece atendimento remoto para diversas áreas. A Unidade de e-Saúde lidera a implementação da telessaúde, com a coordenação do analista de dados Rafael Paim Leal e suporte técnico da enfermeira Juliane Guerra Golfetto.</p>
<p><img class="alignright size-large wp-image-280" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/02/Telessaude_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><strong>Regulamentação da Telemedicina no Brasil: principais diretrizes e modalidades</strong></p>
<p>A regulamentação da telemedicina veio com a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a> do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define modalidades como:</p>
<ul>
<li><strong>Teleconsulta:</strong> Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</li>
<li><strong>Teleconsultoria:</strong> Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</li>
<li><strong>Teleinterconsulta:</strong> Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</li>
<li><strong>Telecirurgia:</strong> Quando o procedimento é feito com utilização de um equipamento robótico, manipulado por um médico que está em outro local.</li>
<li><strong>Telediagnóstico:</strong> Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</li>
<li><strong>Televigilância:</strong> Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</li>
<li><strong>Teletriagem:</strong> Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</li>
</ul>
<h3><strong>Telessaúde na UFSM: impacto e desafios na implementação</strong></h3>
<p>A escolha pela telessaúde deve priorizar os melhores resultados para o paciente, sendo necessário que o médico avalie se ela é, realmente, a modalidade ideal de atendimento. Gustavo Nogara Dotto, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Gerente de Ensino e Pesquisa Substituto no HUSM, explica que o processo da telessaúde envolve uma série de adequações que devem considerar o local e o público para quem ela está sendo pensada e aplicada. Trata-se de uma ação também cultural. “A ideia principal da telessaúde está centrada em mitigar as complicações e readmissões”, destaca Gustavo, que complementa: “o telemonitoramento nas fases de pré-admissão e pós-alta, por exemplo, conferem uma maior eficiência aos atendimentos médicos”, conta.</p>
<p>No HUSM, o primeiro atendimento aos pacientes é sempre presencial. A partir disso, dependendo do caso, o acompanhamento pode ocorrer de forma online, por meio de uma estrutura complexa que envolve estações de telessaúde equipadas com tecnologia avançada e protocolos específicos para diferentes tipos de atendimento. Os serviços disponibilizados contemplam:</p>
<ul>
<li>Consultoria em aleitamento materno para mães com bebês até 40 dias de vida.</li>
<li>Acompanhamento de resultados de exames, especialmente na área da saúde da mulher.</li>
<li>Triagem e monitoramento de pacientes antes da internação e após alta hospitalar.</li>
<li>Teleconsultorias entre profissionais.</li>
<li>Telemonitoramento contínuo pós-alta.</li>
</ul>
<h3><strong>Desafios da Telessaúde no Brasil: acesso e inclusão digital</strong></h3>
<p>Ainda existem obstáculos para o acesso pleno da população à telessaúde. O acesso à internet e às TICs não é universal, e dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, até 2023, 5,9 milhões de domicílios no Brasil não estavam conectados. Além disso, a desigualdade educacional também impacta o uso de novas tecnologias, com lacunas entre diferentes faixas etárias e socioeconômicas.</p>
<p>"O principal desafio é a desigualdade no acesso à tecnologia", conclui Rafael Paim Leal, chefe da Unidade de e-Saúde do HUSM. A equipe do HUSM identificou barreiras significativas, como a familiaridade limitada com tecnologia, especialmente entre idosos, e dificuldades com ferramentas digitais. Para superar esses obstáculos, a Unidade de e-Saúde realiza uma avaliação prévia dos pacientes, oferece suporte contínuo e promove capacitação para profissionais de saúde.</p>
<p>No entanto, Gustavo Dotto também ressalta algumas limitações da telessaúde: "Não substitui o atendimento presencial em emergências ou casos complexos que exigem exame físico, e há restrições para primeiras consultas de casos complexos e situações que requerem avaliação física direta, como no caso de bebês prematuros”.</p>
<h3><strong>Avanços na Telessaúde: projetos inovadores e impacto social</strong></h3>
<p>Mesmo diante dessa realidade, o professor pontua que há avanços possíveis na assistência para áreas que não contam com uma ampla cobertura de saúde pública. O atual projeto coordenado por Gustavo e aprovado pelo Edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco se intitula <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/11/aspiramos-revolucionar-o-gerenciamento-de-pacientes-da-regiao-aproveitando-as-tecnologias-de-telessaude"><strong>“Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”</strong></a>, e prevê beneficiar mais de dois mil pacientes até 2026, contribuindo para a redução de reinternações e melhoria da qualidade do atendimento.</p>
<p>"É uma transformação necessária na forma como prestamos serviços de saúde, especialmente considerando os desafios climáticos que nossa região enfrenta", conclui Gustavo.</p>
<p>A iniciativa é resultado de uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.</p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger</em></p>
<p><em>Edição: Luciane Treulieb</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM apoia Formação Continuada de Abertura do Ano Letivo da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/02/05/ufsm-apoia-formacao-continuada-de-abertura-do-ano-letivo-da-quarta-colonia</link>
				<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 11:04:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[centro de educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Prograd]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade teve início na terça (4) no Espaço Multidisciplinar da UFSM em Silveira Martins]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A cerimônia de abertura e palestra inicial da Formação Continuada de Abertura do Ano Letivo de 2025 da Quarta Colônia foi realizada na manhã de terça-feira (4), no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM em Silveira Martins. O evento foi idealizado e organizado pelas secretarias de Educação dos municípios de Silveira Martins, Faxinal do Soturno e Dona Francisca, e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e do Centro de Educação (CE) da UFSM.</p>
<p>O pró-reitor de Graduação, Jerônimo Tybusch, participou da abertura do evento, que contou ainda com palestra da professora da UFSM Maria Medianeira Padoin. </p>
<p>A programação da Formação Continuada de Abertura do Ano Letivo de 2025 da Quarta Colônia tem continuidade nesta quarta (5).</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estudantes da UFSM encerram disciplina com visitas técnicas a agroindústrias locais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2024/11/26/estudantes-da-ufsm-encerram-disciplina-com-visitas-tecnicas-a-agroindustrias-locais</link>
				<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 14:42:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
		<category><![CDATA[boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia em Alimentos]]></category>

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						<description><![CDATA[  No dia 9 de novembro, os estudantes da disciplina Boas Práticas em Agroindústrias de Alimentos, ministrada pelas professoras Flávia Michelon Dalla Nora e Neila Richards, participaram de uma série de visitas técnicas que marcaram o encerramento das atividades de forma excepcional. A atividade reuniu alunos dos cursos de Tecnologia em Alimentos, Agronomia, Zootecnia, Agronegócio [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
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<p><img class=" wp-image-10941 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/11/26-11-2024-1024x576.jpg" alt="" width="834" height="469" />No dia 9 de novembro, os estudantes da disciplina Boas Práticas em Agroindústrias de Alimentos, ministrada pelas professoras Flávia Michelon Dalla Nora e Neila Richards, participaram de uma série de visitas técnicas que marcaram o encerramento das atividades de forma excepcional. A atividade reuniu alunos dos cursos de Tecnologia em Alimentos, Agronomia, Zootecnia, Agronegócio e Química Industrial, promovendo uma integração entre diferentes áreas do conhecimento.</p>
<p>O roteiro incluiu visitas à Cachaçaria do Gentil, em Vale Vêneto, à Agroindústria Michelin, em Silveira Martins, e às Delícias do Sítio, em Faxinal do Soturno. Durante as visitas, os estudantes vivenciaram experiências gastronômicas, aprenderam sobre os processos produtivos e adquiriram novos conhecimentos sobre as práticas e desafios enfrentados pelas agroindústrias locais.</p>
<p>As atividades destacaram a importância das boas práticas de fabricação para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, proporcionando aos alunos uma compreensão prática dos conceitos discutidos em sala de aula. Além disso, a interação com os empreendedores locais ampliou a visão sobre o setor e inspirou reflexões sobre inovações e melhorias nas cadeias produtivas.</p>
<p>As professoras Flávia e Neila destacaram o papel fundamental dessas visitas para a formação profissional dos estudantes, ressaltando o compromisso em oferecer uma experiência completa e enriquecedora. A UFSM agradece às empresas pela recepção acolhedora e por compartilharem seus conhecimentos, contribuindo para a formação de futuros profissionais comprometidos com a excelência no setor de alimentos.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Toponímias da Quarta Colônia: projeto promove valorização territorial a partir da histórias dos nomes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2024/11/12/toponimias-da-quarta-colonia-projeto-promove-valorizacao-territorial-a-partir-da-historias-dos-nomes</link>
				<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 14:36:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Território Imembuy]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativa trabalha para reforçar identidade cultural com estudantes de municípios do Território Imembuy]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Quais são as histórias contadas pelo nome de um local? É com base nessa pergunta que o projeto de extensão “Toponímias da Quarta Colônia” investiga a origem de nomes de localidades do Território Imembuy. A iniciativa tem como objetivo promover a identificação cultural e o sentimento de vinculação de alunos do Ensino Fundamental com os territórios em que vivem. Neste ano, o foco das atividades foi em municípios de imigração italiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto é coordenado pelo professor do Departamento de Geociências do Centro de Ciências Naturais e Exatas, Marcelo Cervo Chelotti. Segundo ele, a palavra topônimo faz referência à descrição e aos traços culturais do nome de determinado local. “Nos municípios da Quarta Colônia, a imigração italiana deixou diversas marcas culturais que são facilmente observáveis, uma vez que o saudosismo em relação aos territórios de origem fez com que os primeiros colonos dessem seus nomes a alguns locais daqui”, explica o docente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Localidades da Quarta Colônia, como Val Veronês, Nova Treviso, Val Feltrina e Monte Grappa, por exemplo, fazem referência às províncias de Verona, Treviso e Belluno, localizadas na região de Veneto, na Itália. O mesmo ocorre com Nova Udine, Linha dos Mantuanos e  São João do Polêsine. A explicação sobre essas origens e vinculações é o foco das ações de extensão desenvolvidas pelo projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em outubro, as oficinas sobre toponímias foram promovidas na Escola Estadual de Ensino Fundamental São Domingos Sávio, que fica na localidade de Santos Anjos, no município de Faxinal do Soturno. As ações tiveram a participação de cerca de 30 alunos, além de profissionais da escola. “A receptividade superou a expectativa em função da ligação dos alunos com esses lugares”, avaliou o professor Marcelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao comentar sobre a importância das ações de extensão, o docente da UFSM também recorda do papel formativo que os projetos oferecem aos estudantes da graduação: “Esse contato direto com a comunidade externa é de fundamental importância para nossa Universidade, em especial para os bolsistas, que podem exercitar uma prática dialogada, que muitas vezes não ocorre no cotidiano das aulas”.</span></p>
[caption id="attachment_10753" align="alignnone" width="900"]<img class="wp-image-10753" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/11/20241031_110657-e1731421872161.jpg" alt="Foto colorida de equipe do projeto Toponímias da Quarta Colônia" width="900" height="466" /> Iniciativa pesquisa origens dos nomes de localidades da Quarta Colônia - Foto: Divulgação/PRE[/caption]
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Micael dos Santos Olegário, Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comunicação como ferramenta de prevenção e educação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/11/01/comunicacao-como-ferramenta-de-prevencao-e-educacao</link>
				<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 17:39:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM visa aproximar Universidade e Quarta Colônia por meio de ações comunicacionais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p><img class="size-large wp-image-262 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/imagem_entrevista-5_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em momentos de catástrofes climáticas, a comunicação desempenha um papel essencial para a disseminação de informações confiáveis, que instruem a população e colaboram para mitigar os impactos da tragédia. Uma comunicação responsável também tem o potencial de colaborar de forma educativa para evitar novos desastres e conscientizar a comunidade. Esses são alguns dos objetivos do projeto </span><b>“Comunicação de Proximidade: </b><b>memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia”</b><span style="font-weight: 400">, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Confira nossa entrevista com a coordenadora da iniciativa, Aline Roes Dalmolin: </span></p>
<p> </p>
<p><b>1- Como o projeto  nasceu e como ele visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto nasceu da vontade de impactar a Quarta Colônia. Foi uma conversa inicial minha com a professora Laura Storch, na qual ela manifestou essa sensação de impotência que a gente sentia. Trabalhamos durante o período das enchentes dentro do SOS Comunidades Quarta Colônia, com a distribuição de donativos,</span><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/09/ufsm-integra-campanha-liderada-pela-unics-para-arrecadacao-de-radios-a-pilha-e-pilhas"><span style="font-weight: 400"> recebimento de pilhas</span></a><span style="font-weight: 400">, ações que eram de caráter emergencial, assistencial, e aí nós percebemos que poderíamos ter uma contribuição maior, para além daquele momento. Percebemos que poderíamos contribuir de uma forma mais efetiva a partir do nosso ponto de vista, da comunicação, porque muitos dos problemas que foram enfrentados eram uma questão comunicacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pensamos que precisávamos trabalhar com alguns direcionamentos que permitissem a manutenção da comunicação básica em momentos de crise. Muitas pessoas ficaram ilhadas em casa e tiveram dificuldades extremas devido à falta de uma comunicação rápida que permitisse que saíssem desses espaços. Eu sou moradora da Quarta Colônia, sou de Silveira Martins, e foi uma vivência muito próxima, minha família teve o estabelecimento comercial alagado. Essa vivência nos permitiu repensar esse processo e nos colocar como partícipes de uma forma muito mais intensa, além de pensar em como a Universidade pode ajudar, uma vez que temos a UFSM também lá em Silveira Martins. Esse compromisso social com toda a comunidade, com certeza é um diferencial do projeto, que se estrutura em três eixos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Temos o Eixo 1, que visa trabalhar com a malha de comunicação, através desse engajamento entre os vários atores que participam do processo comunicacional, são pessoas que levam informação no dia a dia, em grupos de WhatsApp, informações de primeira necessidade. Buscamos o fortalecimento dessa malha, que é muito importante não apenas em casos de tragédias climáticas. Estamos iniciando o mapeamento e levantamento dessas fontes e desses veículos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O objetivo do Eixo 2 são os sistemas de alerta. Para que, caso uma nova tragédia aconteça, as pessoas fiquem sabendo de forma rápida e tenham como reagir, ou seja, que estejam preparadas para ter uma resposta segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Eixo 3 visa o trabalho nas escolas, a educomunicação, para conscientização sobre mudanças climáticas e questões relacionadas à perspectiva comunicacional e à desinformação ambiental. </span></p>
<p><b>Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A extensão fez parte da minha trajetória desde a graduação, quando participei de várias ações de extensão e desenvolvi esse gosto de atuar com a comunidade. Isso se intensificou na docência, eu já tenho 10 anos de UFSM e, logo que eu entrei como professora na instituição, eu me engajei no projeto chamado Universo da Leitura, um projeto do curso de Produção Editorial que envolvia um engajamento mais forte dos alunos na divulgação da leitura, na produção de um programa de televisão, mas era uma atividade não tão engajada com a comunidade. Sempre foi uma vontade minha colocar em prática essa atuação mais direta. Passei por várias atividades em escolas, que foram muito interessantes também. Nos últimos anos, me dediquei mais à pesquisa e à docência. Atuei no projeto Geoparque Quarta Colônia através de algumas ações, mas também mais relacionadas ao ensino, com a disciplina de Produção Audiovisual. Também atuei junto à Pró-Reitoria de Extensão em algumas ações, mas a vontade de desenvolver novos projetos sempre esteve ali. O momento da catástrofe climática no Rio Grande do Sul nos sacudiu e fez emergir de novo essa busca por trabalhar de forma mais ativa, juntar essa experiência dos projetos de extensão anteriores e continuar trabalhando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acho que a extensão tem muito disso, ela mexe diretamente com a vontade de ter uma atuação transformadora. Esse desafio é o que nos move, nos motiva, como seres políticos e sociais. A extensão faz com que aquilo que a gente trabalha na sala de aula chegue lá na outra ponta e transforme a vida das pessoas.</span></p>
<p><b>Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? Que impactos os projetos contemplados pelo edital podem causar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">É extremamente importante, tanto esse enfoque na extensão quanto esse enquadramento dentro da pós-graduação. Durante muito tempo, a extensão da pós-graduação foi renegada ao segundo plano, de uma forma geral, a própria política de pós-graduação no Brasil não olhava para a extensão da forma que ela merece. Nos últimos anos, a gente vê um movimento oposto, observamos um estímulo para os professores, porque os produtos de extensão também contam dentro das nossas avaliações da Capes. Isso nos trouxe uma maior necessidade de trabalhar com esse eixo e também um maior reconhecimento por parte dos órgãos governamentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Iniciativas como o Além do Arco nos dão a possibilidade de trabalhar a extensão de uma forma mais intensiva dentro da pós-graduação, sem esquecer a graduação, o que também vai possibilitar a troca de experiências entre os alunos de graduação e de pós-graduação. Outro ponto positivo da proposta é a ideia do interdisciplinar. Temos quatro PPGs parceiros dentro da proposta, tem o PPG da Geografia e o PPG de Patrimônio Cultural, que já tem uma trajetória muito forte de atuação dentro do território da Quarta Colônia e trazem para nós todas a </span><i><span style="font-weight: 400">expertise</span></i><span style="font-weight: 400"> desse conhecimento. Também temos a participação do PPG Letras e do PPG Enfermagem, sendo esse último responsável pelos protocolos, um dos eixos que a gente pretende trabalhar dentro do projeto. O PPG da Enfermagem teve uma atuação muito forte depois da tragédia da Boate Kiss: ter essa experiência de reação às tragédias e como a sociedade pode estar melhor preparada para enfrentar tais situações é muito relevante.</span></p>
<p><b>Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para os alunos é muito importante essa participação. Estamos num processo de levantamento de alunos da Quarta Colônia que foram atingidos, tiveram familiares atingidos, buscamos envolver os alunos de Comunicação que têm essa visão de dentro da comunidade, o que soma esforços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a graduação, como um todo, é uma experiência única, de estar dentro da comunidade. Tivemos o contexto pandêmico, com a Covid-19, que nos deixou dentro de nossas próprias casas e muitas vezes os alunos já vêm dessas vivências. Alunos da graduação hoje são alunos que viveram o ensino médio na pandemia e precisam, mais do que nunca, ter essas oportunidades de sair dos seus casulos. O período na universidade é um momento que nos deixa mais introspectivos e engajados com a própria experiência da vida universitária, que é plural e diversa, mas muitas vezes não nos dá a oportunidade de olhar para fora e entender a comunidade. É preciso construir essas pontes para que o aluno, depois de graduado, continue engajado com a comunidade, engajado com o lugar onde vive. É preciso que esses alunos saiam da universidade com compromisso social.</span></p>
<p><b>Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O nosso principal objetivo é que a comunidade esteja mais preparada caso uma nova tragédia climática venha a acontecer. Temos essa grande preocupação de que a Universidade Federal de Santa Maria, devido a todo esse histórico de participação na Quarta Colônia, consiga mudar essa situação para que a população esteja mais preparada, ao menos em termos comunicacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então, através dos três eixos que comentei, imaginamos conseguir transformar. Se não transformar, esperamos que seja um embrião para uma transformação do território da Quarta Colônia. </span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto Comunicação de Proximidade realiza visita de campo na Quarta Colônia para verificar impactos da catástrofe climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/10/29/projeto-comunicacao-de-proximidade-realiza-visita-de-campo-na-quarta-colonia-para-verificar-impactos-da-catastrofe-climatica</link>
				<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 18:07:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/?p=259</guid>
						<description><![CDATA[Visita de campo da UFSM investiga impactos climáticos na Quarta Colônia, promovendo o diálogo com às comunidades para coletar dados sobre resiliência social]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<section data-id="0520a66" data-element_type="section">
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[caption id="" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-medium" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/Dona-Francisca5-Phillipp-Gripp-1-1024x768.jpg" width="1024" height="768" /> Visita ao município do Dona Francisca (RS)[/caption]
<p>Em 19 de outubro, docentes e discentes do POSCOM e do PPGGEO participaram de uma viagem de campo com o intuito de observar os impactos nas áreas atingidas pela catástrofe climática, ocorrida em maio de 2024 no RS. A viagem foi promovida pelos Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia, e financiada com recursos do FIEC-G e do projeto Geografar a Quarta Colônia. A ação foi realizada em parceria com parte dos projetos de extensão Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na quarta colônia e MEMORAR Quarta Colônia – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia, ambos vinculados ao edital Proext/UFSM <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg">Além do Arco</a>.</p>
</figure>
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</div>
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<div data-id="87e9877" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
[caption id="" align="alignright" width="550"]<img title="Vale Vêneto – Gruta10 – Phillipp Gripp" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/Vale-Veneto-Gruta10-Phillipp-Gripp-scaled-e1729801628675.jpg" alt="" width="550" height="2205" /> Gruta de Nossa Senhora Aparecida na localidade de Vale Vêneto (RS)[/caption]
<p><span style="font-size: revert;color: initial">Durante o trabalho de campo, que percorreu os territórios dos municípios de São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Agudo, os integrantes dos projetos puderam conhecer mais sobre as características geográficas e sociais dos municípios, e perceber os impactos locais dos eventos climáticos que assolaram o estado do Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Professores dos cursos de Geografia ministraram aos seus estudantes explicações técnicas sobre os diferentes fenômenos ocorridos nestes lugares, evidenciando a incidência das enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e demais transformações no território na região.</span></p>
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<p>O coordenador do projeto Memorar Quarta Colônia, professor Adriano Figueiró explica que se trata de um desastre socioambiental, pois possui a participação social que contribui nesse processo ao retirar da natureza as estruturas que poderiam proteger. Segundo Figueiró: “os projetos ajudam para que as pessoas entendam que esta dinâmica, que é natural, mas que está intensificada pela ação humana.” </p>
<p>A viagem de campo serviu também para  aproximar os pesquisadores e estudantes com a realidade local, e colaborar para a coleta de dados necessária para a efetivação dos projetos de extensão. Na visão da coordenadora do projeto Comunicação de Proximidade, professora Aline Dalmolin: “a imersão no território é algo fundamental para o desenvolvimento do projeto. Isso nos permite conhecer melhor as vivências e necessidades das comunidades da Quarta Colônia, e fortalecer nossa proposta de promover a resiliência climática e a proteção social diante dos desafios que enfrentamos”, destaca.</p>
<p>Nas próximas semanas, a parceria entre os cursos de Geografia e o projeto Comunicação de Proximidade irá desenvolver uma série de oficinas em escolas de Nova Palma e Agudo. As oficinas visam conscientizar os estudantes de escolas de ensino fundamental da Quarta Colônia sobre os impactos da emergência climática, em perspectiva interdisciplinar.</p>
[caption id="" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-medium" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/foto-grupo-1024x768.jpg" width="1024" height="768" /> Grupo dos Projetos que realizou a viagem[/caption]
<p><span style="font-size: revert;color: initial">As ações são desenvolvidas também com a parceria do Projeto 5C, Projeto Territórios conectados pela sororidade, Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. A iniciativa é financiada pelo Programa “PROEXT-PG UFSM Além do Arco”, firmado em 2023.</span></p>
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<div data-id="cdb4947" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<p> </p>
<p>Texto: Bruna Piedras – Estagiária do Curso de Jornalismo do Poscom</p>
<p>Imagens: Aline Dalmolin (Coordenadora do Poscom) e Phillipp Gripp (pós-doutorando do Poscom)</p>
</div>
</div>
</section>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto Comunicação de Proximidade realiza visita de campo na Quarta Colônia para verificar impactos da catástrofe climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2024/10/24/projeto-comunicacao-de-proximidade-realiza-visita-de-campo-na-quarta-colonia-para-verificar-impactos-da-catastrofe-climatica</link>
				<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 20:39:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[PROEXT]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=3704</guid>
						<description><![CDATA[Visita de campo da UFSM investiga impactos climáticos na Quarta Colônia, promovendo o diálogo com às comunidades para coletar dados sobre resiliência social.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/Dona-Francisca5-Phillipp-Gripp-1-1024x768.jpg" alt="" />											<figcaption>Visita ao município do Dona Francisca (RS).</figcaption>
										</figure>
		<p>Em 19 de outubro, docentes e discentes do POSCOM e do PPGGEO participaram de uma viagem de campo com o intuito de observar os impactos nas áreas atingidas pela catástrofe climática, ocorrida em maio de 2024 no RS. A viagem foi promovida pelos Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia, e financiada com recursos do FIEC-G e do projeto Geografar a Quarta Colônia. A ação foi realizada em parceria com parte dos projetos de extensão <i>Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na quarta colônia</i> e <i>MEMORAR Quarta Colônia – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</i>, ambos vinculados ao edital Proext/UFSM <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg">Além do Arco</a>.</p>		
										<figure>
										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/Vale-Veneto-Gruta10-Phillipp-Gripp-scaled-e1729801628675.jpg" title="Vale Vêneto &#8211; Gruta10 &#8211; Phillipp Gripp" alt="Gruta de Nossa Senhora Aparecida na localidade de Vale Vêneto (RS)." loading="lazy" />											<figcaption>Gruta de Nossa Senhora Aparecida na localidade de Vale Vêneto (RS).</figcaption>
										</figure>
		<p>Durante o trabalho de campo, que percorreu os territórios dos municípios de São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Agudo, os integrantes dos projetos puderam conhecer mais sobre as características geográficas e sociais dos municípios, e perceber os impactos locais dos eventos climáticos que assolaram o estado do Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Professores dos cursos de Geografia ministraram aos seus estudantes explicações técnicas sobre os diferentes fenômenos ocorridos nestes lugares, evidenciando a incidência das enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e demais transformações no território na região.</p><p>Durante o trabalho de campo, que percorreu os territórios dos municípios de São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Agudo, os integrantes dos projetos puderam conhecer mais sobre as características geográficas e sociais dos municípios, e perceber os impactos locais dos eventos climáticos que assolaram o estado do Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Professores dos cursos de Geografia ministraram aos seus estudantes explicações técnicas sobre os diferentes fenômenos ocorridos nestes lugares, evidenciando a incidência das enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e demais transformações no território na região.</p><p>O coordenador do projeto Memorar Quarta Colônia, professor Adriano Figueiró explica que se trata de um desastre socioambiental, pois possui a participação social que contribui nesse processo ao retirar da natureza as estruturas que poderiam proteger. Segundo Figueiró: “os projetos ajudam para que as pessoas entendam que esta dinâmica, que é natural, mas que está intensificada pela ação humana.” </p><p>A viagem de campo serviu também para  aproximar os pesquisadores e estudantes com a realidade local, e colaborar para a coleta de dados necessária para a efetivação dos projetos de extensão. Na visão da coordenadora do projeto Comunicação de Proximidade, professora Aline Dalmolin: “a imersão no território é algo fundamental para o desenvolvimento do projeto. Isso nos permite conhecer melhor as vivências e necessidades das comunidades da Quarta Colônia, e fortalecer nossa proposta de promover a resiliência climática e a proteção social diante dos desafios que enfrentamos”, destaca.</p><p>Nas próximas semanas, a parceria entre os cursos de Geografia e o projeto Comunicação de Proximidade irá desenvolver uma série de oficinas em escolas de Nova Palma e Agudo. As oficinas visam conscientizar os estudantes de escolas de ensino fundamental da Quarta Colônia sobre os impactos da emergência climática, em perspectiva interdisciplinar.  </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/foto-grupo-1024x768.jpg" alt="" />											<figcaption>Grupo dos Projetos que realizou a viagem.</figcaption>
										</figure>
		<p><i>As ações são desenvolvidas também com a parceria do Projeto 5C, Projeto Territórios conectados pela sororidade, Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. A iniciativa é financiada pelo Programa “PROEXT-PG UFSM Além do Arco”, firmado em 2023.</i></p><p> </p><p><i>Texto: Bruna Piedras – Estagiária do Curso de Jornalismo do Poscom</i></p><p><i>Imagens: Aline Dalmolin (Coordenadora do Poscom) e Phillipp Gripp (pós-doutorando do Poscom)</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Reconstrução RS: projeto de extensão possibilita acesso da comunidade a produtos culturais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2024/10/24/reconstrucao-rs-projeto-de-extensao-possibilita-acesso-da-comunidade-a-produtos-culturais</link>
				<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 16:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão nas Redes]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Território Imembuy]]></category>
		<category><![CDATA[#PRE #UFSM #Extensão #Território Imembuy]]></category>
		<category><![CDATA[Articulação e Fomento à Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=10652</guid>
						<description><![CDATA[Ação extensionista promove experiências audiovisuais, musicais e literárias para a comunidade da Quarta Colônia
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">No Brasil, historicamente, o acesso à cultura sempre foi um privilégio das camadas mais altas da sociedade, de modo que os produtos culturais produzidos pela população menos abastada são considerados por muitos como inferiores. Visando mudar isso, o projeto “Arte e Luzes: aprendendo com cinema, música e literatura” surgiu.  A idealizadora do projeto, professora Ivana Ferigo Melo, explica que são realizados cafés culturais, nos quais ocorre a exibição de filmes, apresentações musicais, proclamação de poesias e leituras, além da degustação de pratos típicos de países referentes aos filmes exibidos. Ao final, são feitos <span style="font-size: revert;color: initial">debates entre os participantes dos eventos, para que se possa discutir todo o conteúdo absorvido nessas experiências. </span></span><span style="font-weight: 400">“A ideia do café cultural é trabalhar com o resgate de memória, colocar as pessoas juntas, corpo a corpo, para retomar o costume de fazer atividades presenciais em função de hoje em dia as relações se darem muito a partir do virtual”, conta Ivana.</span></p>
<h1><span style="font-weight: 400">Extensão além da Universidade</span></h1>
[caption id="attachment_10647" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-10647" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/arte-e-luzes-2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /> Encontros contam com a participação da comunidade[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa busca levar a extensão para além dos muros da Universidade, de modo que sejam feitos encontros mensais em   cidades da Quarta Colônia. Neste semestre as atividades acontecem em Silveira Martins, geralmente ao ar livre, sendo   divulgadas diretamente para os habitantes da cidade, uma vez que um dos objetivos do projeto é aumentar a conexão entre  as pessoas, sem a interferência da Internet.</span></p>
<h1><span style="font-weight: 400">Seleção das obras exibidas</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400">A coordenadora do projeto conta que existem alguns critérios para definir o que será exibido para a comunidade durante os encontros e que para isso existe um grupo de estudos que se baseia em temáticas relevantes para a sociedade. “O consumo, por exemplo, é uma pauta super relevante. O uso de mídias sociais, atomização de relações humanas em função do excesso de virtualidade, meio ambiente e saúde mental também são assuntos que eu considero de suma relevância e que necessitam ser trabalhados”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span> <span style="font-weight: 400">Após definirem o tema que será trabalhado no encontro do mês, o grupo inicia uma pesquisa para estabelecer as obras que serão debatidas com a comunidade. Ivana comenta que os filmes transmitidos são diferentes daqueles que geralmente estão disponíveis em serviços de streaming, pois a intenção é valorizar o cinema nacional e independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Algumas obras que já foram exibidas em encontros anteriores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Valentín: filme argentino utilizado para discutir a necessidade de amparo a criança;</span></li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-10648" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/valentin2-192x300.jpg" alt="" width="192" height="300" /></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Beautiful</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">The Wall</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Narradores de Javé</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">O banheiro do papa</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Anitta</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">O Show de Truman</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">O menino do pijama listrado </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a ação também se compromete em reduzir o consumo de plásticos solicitando aos participantes do evento que levem as comidas em embalagens não descartáveis e que utilizem copos de vidro.</span></p>
<h1><span style="font-weight: 400">O retorno do público</span></h1>
[caption id="attachment_10650" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-10650" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/arteeluzes-1-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /> O público do projeto é variado[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O café cultural tem classificação livre para todos os públicos. Recebe crianças, adolescentes, jovens adultos e idosos, visto que objetiva possibilitar o acesso ao conhecimento, a troca de experiência e a convivência das pessoas fora das telas do celular. Ivana conta que o retorno é sempre positivo e que quem frequenta uma </span><span style="font-weight: 400">vez sempre retorna e fica muito grato pela oportunidade de participar. Desde o início do desenvolvimento da ação, essa sempre foi a intenção: aproximar o público daquilo que nem sempre é de fácil acesso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As atividades em Silveira Martins seguem ocorrendo mensalmente até o fim do semestre e, no início do próximo ano letivo, o número de encontros deve aumentar.</span></p>
<hr />
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Imagens: Acervo do projeto Arte e Luzes</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>NEPRADE realiza a primeira Muvuca de Sementes do RS em ação histórica de restauração ecológica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2024/10/24/neprade-realiza-a-primeira-muvuca-de-sementes-do-rs-em-acao-historica-de-restauracao-ecologica</link>
				<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 12:33:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[muvuca de sementes]]></category>
		<category><![CDATA[Neprade]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[restauração ecológica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/?p=10757</guid>
						<description><![CDATA[No dia 22 de outubro, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE) da UFSM fez história ao promover a primeira Muvuca de Sementes do Rio Grande do Sul, marcando um grande passo para a restauração ecológica na região. A ação, intitulada &#8220;Ação de Semeadura Direta de Espécies Nativas no Corredor [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class=" wp-image-10759 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/10/24-10-24-2-1024x598.jpg" alt="" width="762" height="445" />No dia 22 de outubro, o <a href="https://www.instagram.com/neprade.ufsm/"><strong>Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE) da UFSM</strong></a> fez história ao promover a primeira Muvuca de Sementes do Rio Grande do Sul, marcando um grande passo para a restauração ecológica na região. A ação, intitulada "Ação de Semeadura Direta de Espécies Nativas no Corredor Ecológico da Quarta Colônia", ocorreu em parceria com o Ibama, UFSM, Centro de Pesquisa em Florestas, Parque Estadual da Quarta Colônia, Corredor Ecológico da Quarta Colônia, TAESA S.A e Rede Sul de Restauração Ecológica.</p>
<p>O principal objetivo da ação foi sensibilizar a comunidade regional e suas instituições para a importância da restauração de ecossistemas, especialmente em áreas impactadas pelas recentes enchentes. A Muvuca de Sementes, técnica de semeadura direta inspirada no conhecimento tradicional indígena, foi a bandeira desta iniciativa. Ao misturar diferentes sementes nativas e plantá-las em solo previamente preparado, a técnica oferece uma solução econômica e eficiente para a restauração ambiental, além de gerar renda para os coletores de sementes, fortalecendo a cadeia produtiva da restauração.</p>
<p>A ação foi realizada na propriedade da<img class=" wp-image-10758 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/370/2024/10/24-10-24-1-1024x1024.jpg" alt="" width="380" height="380" /> Família Guse, no município de Agudo, onde a mata ciliar havia sido destruída pelas enchentes. Com a participação de 50 pessoas, incluindo alunos, produtores rurais, docentes, representantes de órgãos ambientais, prefeituras e empresas, a muvuca contou com sorrisos e muita energia positiva, mesmo sob o forte sol de 33°C. As sementes utilizadas, coletadas na região e doadas, eram de espécies nativas, enquanto as plantas de cobertura, embora exóticas, não representavam risco de invasão.</p>
<p>Para o NEPRADE, esse evento reforça a motivação de seguir com o compromisso de restaurar ecossistemas, sempre valorizando a interação entre a natureza e as pessoas. Como resume um antigo lema do grupo, "Restauração de Terra e de Gente", a ação simboliza o esforço coletivo para revitalizar o meio ambiente e fortalecer as comunidades locais.</p>
<p>Essa primeira Muvuca de Sementes no estado entra para a história como um marco na restauração ecológica no Rio Grande do Sul, inspirando futuras ações e consolidando a importância do envolvimento comunitário em prol de um futuro sustentável.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Reconstrução RS: ação extensionista da UFSM leva cultura a escolas através do cinema</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2024/10/22/reconstrucao-rs-acao-extensionista-da-ufsm-leva-cultura-a-escolas-atraves-do-cinema</link>
				<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 16:24:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Território Imembuy]]></category>
		<category><![CDATA[Articulação e Fomento à Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=10635</guid>
						<description><![CDATA[Desde 2014, alunos da rede pública de ensino de Santa Maria são contemplados pela iniciativa

]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Amparados pela lei 13006 de 2014, que prevê a exibição obrigatória de filmes, por, no mínimo, 2 horas, como parte da estrutura curricular da formação de jovens e adolescentes, o projeto “Quarta Colônia em cine: Professores, Cinema e Escola” busca proporcionar aos alunos a experiência de desfrutar do cinema nacional em um ambiente escolar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ação atualmente atende escolas de Santa Maria e Dona Francisca, na Quarta Colônia. A coordenadora do projeto, professora Valeska Fortes de Oliveira, conta que o convite para a implementação dessa lei partiu da Secretaria de Educação de Santa Maria, que auxiliou na logística de transporte dos professores até o município de Dona Francisca, localizada a aproximadamente uma hora de distância. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A professora-coordenadora ressalta, também, que esse trabalho ocorre em diversas cidades da região: </span><span style="font-weight: 400">“Nunca deixamos nossas escolas de Santa Maria desatendidas. A Escola Municipal Sérgio Lopes está com projetos de cinema na escola, com crianças e jovens, já há 7 anos. Realizamos uma Mostra das produções dos professores na Casa Círculo com apoio da PRE”. Além disso, Valeska menciona que Silveira Martins é um dos municípios do Território Imembuy que irá receber a ação nas escolas.</span></p>
[caption id="attachment_10637" align="alignleft" width="256"]<img class=" wp-image-10637" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/4-colonia-em-cine-2-300x169.jpeg" alt="" width="256" height="144" /> Alunos durante oficina promovida pelo projeto[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">      A ideia da ação é atender crianças do primeiro ao nono ano que estejam em situação de vulnerabilidade social e em processo     de recomposição de aprendizagem. Para isso, todas as sextas-feiras, ocorrem, nas escolas onde a iniciativa atua, oficinas de   formação com ateliês de exibição, produção e coleta de imagens, além de pequenas produções cinematográficas sob o olhar das   crianças e jovens. Você pode prestigiar a exposição de tais obras durante a JAI MIRIM, que acontece no Campus Sede da   Universidade Federal de Santa Maria, no dia 27 de novembro.</span></p>
<p> </p>
<hr />
<p><i>Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE</i></p>
<p><i>Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE.</i></p>
<p>Imagens: Acervo do Projeto Quarta Colônia em Cine</p>
<p><br /><br /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de extensão do Poscom possibilita aproximação da comunidade da Quarta Colônia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2024/10/14/elementor-3670</link>
				<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 13:20:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#bolsas]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[PROEXT]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=3670</guid>
						<description><![CDATA[No dia 30 de setembro, foi realizada a reunião de dos apresentação do Projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos  e catástrofes naturais na quarta colônia”.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="361" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2024/10/projeto-proext-1024x361.jpg" alt="Reunião do projeto Proext" />											<figcaption>A primeira reunião do projeto aconteceu de forma online.</figcaption>
										</figure>
		<p>No dia 30 de setembro, foi realizada a reunião de dos apresentação do Projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos  e catástrofes naturais na quarta colônia”. A iniciativa conta com a coordenação geral da professora do Poscom Aline Roes Dalmolin, coordenação científica da professora Ada Cristina Machado Silveira e participação dos docentes Laura Storch, Leandro Stevens, Juliana Petermann, Maicon Kroth e Sandra Depexe. Trata-se de projeto institucional do Poscom, recentemente contemplado pelo Edital 01/2024 Além do Arco (PROEXT UFSM 2024), com financiamento da Capes.</p><p>O projeto se estabelece no contexto da catástrofe sócio-climática, ocorrida em 30 de abril, no Rio Grande do Sul, que impactou fortemente a Quarta Colônia na região central do estado. O intuito é contribuir para o desenvolvimento de medidas para combater a mudança climática e seus impactos, integrando-se a estratégias e planejamentos nacionais. </p><p>Na pauta do encontro, foram tratadas as intenções da proposta e o trabalho a ser efetuado nos dois anosde execução do projeto, que se dará através detrês eixos: 1) cartografia da malha de comunicação de proximidade da Quarta Colônia e ações para superação de seus vazios de notícias; 2) fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais dos municípios da Quarta Colônia em situação de risco climático e 3) desenvolvimento de ações em Educomunicação para o combate à desinformação climática. </p><p>A partir da integração interdisciplinar com o Projeto MEMORAR Quarta Colônia – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia, o coordenador professor Adriano Severo Figueiró aproveitou a oportunidade para destacar que o evento trágico é o reflexo da mudança profunda em curso no processo da mudança climática. A coordenadora dos cursos presenciais de Geografia, professora Natália Lampert Batista, expôs a aproximação nas escolas por meio de uma série de oficinas com a temática para sensibilização. Na oportunidade, a professora Juliana Petermann ressaltou o contato com a comunidade como efetiva a extensão da universidade.</p><p>Coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação, o projeto tem como parceiros o PPG Geografia (PPGGEO), o PPG Letras (PPGL), do Colégio de Humanas, o Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural (PPGPC), do Colégio Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar e o PPG Enfermagem (PPGEnf). O projeto prevê uma estratégia multimetodológica e multidisciplinar, articulando discentes, docentes, técnico-administravos em educação, PPGs, entidades parceiras e as comunidades envolvidas.</p><p>As ações são desenvolvidas também com a parceria do Projeto 5C, Projeto Territórios conectados pela sororidade, Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. A iniciativa é financiada pelo Programa “PROEXT-PG UFSM Além do Arco”, firmado em 2023.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Abelhas sem ferrão auxiliam o equilíbrio ecológico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/10/03/abelhas-sem-ferrao</link>
				<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 14:40:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas sem ferrão]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[meliponicultura]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Território Imembuy]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67053</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão promove a prática da meliponicultura no Rio Grande do Sul e no Maranhão]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Dia 3 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Abelha, e muitos conhecem a prática da apicultura, mas você sabe o que é a meliponicultura? Esse é o tema de um projeto do Centro de Ciências Rurais (CCR), que tem por objetivo promover ações com meliponicultores e aumentar a visibilidade dessa atividade na região da Quarta Colônia.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Sobre o projeto</b></h3>
[caption id="attachment_67056" align="alignleft" width="444"]<img class="wp-image-67056" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-14.04.12.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de exposição de caixas de madeira utilizadas para a criação de abelhas sem ferrão. As caixas estão dispostas em um mesa retangular com uma toalha amarela e preta com vários desenhos de abelhas" width="444" height="334" /> Iscas e ninhos provisórios feitos pelos participantes de oficina promovida pelo projeto[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">As abelhas são classificadas em ápis, com ferrão, e meliponíneos, sem ferrão, e a criação de abelhas sem ferrão é chamada de meliponicultura. Os meliponíneos são nativos do Brasil e preferem o clima mais quente, por isso a ocorrência maior no Nordeste. O projeto da UFSM abrange meliponários do Rio Grande do Sul e do Maranhão. No RS, estão registradas 24 espécies nativas, e 15 meliponários foram visitados pelo projeto; enquanto na Baixada Maranhense são 46 espécies registradas, e cerca de 50 meliponários visitados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto “Meliponicultura: uma forma de valorizar a família do campo da região central do RS e Baixada Maranhense”, é coordenado pela professora Mari Silvia Rodrigues de Oliveira, do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos. A iniciativa surgiu de uma parceria com o professor de Agroecologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano em Petrolina, Silver Jonas Alves Farfan, em 2019. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As principais ações realizadas por meio do projeto consistem na colaboração com produtores locais, para a análise de controle de qualidade do mel produzido em meliponários do estado, além de palestras com produtores e interessados, e visitas a escolas municipais e estaduais da região para disseminar o conhecimento sobre as abelhas sem ferrão.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Diferença entre abelhas com e sem ferrão </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Além da presença ou não do ferrão, as abelhas ápis ou meliponíneos produzem méis diferentes. O mel das abelhas sem ferrão é considerado melhor do ponto de vista nutricional e menos doce. A professora Mari explica que é um produto fisiologicamente diferente. “É um mel que tem uma quantidade de umidade muito maior, até estraga com muita facilidade. Por isso, é necessário fazer alguns processos de conservação para manter o mel. É um mel com um sabor muito diferenciado, porque é mais ácido”, comenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, os meliponíneos têm uma grande importância na manutenção do equilíbrio ecológico do ambiente. O processo da polinização - em que as abelhas transferem o pólen da parte masculina para a parte feminina da planta, ocasionando a fertilização e produção de sementes - gera uma maior quantidade e qualidade de frutos produzidos, pois auxilia em uma composição química com menos água e mais açúcares e proteínas. Assim, a qualidade do mel produzido pelos meliponíneos serve como um indicador do equilíbrio ecológico.</span></p>
<p><br /><br /></p>
<h3><b>Colaboração com programa Território Imembuy</b></h3>
[caption id="attachment_67057" align="alignleft" width="474"]<img class="wp-image-67057" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-14.04.13.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de pessoas sentadas em círculo em uma sala" width="474" height="267" /> Agricultores de Nova Palma participaram de palestra sobre criação de abelhas sem ferrão[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O vínculo com o programa </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2023/11/14/territorio-imembuy-conheca-a-proposta-da-ufsm-para-o-desenvolvimento-do-centro-gaucho#:~:text=Desenvolvido%20com%20o%20apoio%20da,a%20atua%C3%A7%C3%A3o%20regional%20da%20Universidade."><span style="font-weight: 400">Território Imembuy</span></a><span style="font-weight: 400">, coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão, iniciou neste ano, e, por meio desta colaboração, o projeto promoveu uma nova ação: palestras voltadas para criadores de abelhas sem ferrão e interessados em conhecer a meliponicultura na região da Quarta Colônia. A primeira palestra ocorreu no dia 24 de agosto, em Nova Palma, com 15 participantes. A capacitação deve ser realizada a cada dois meses em diferentes municípios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A meliponicultura só foi regulamentada no RS, pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, em dezembro de 2023. Segundo <a href="https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202402/06180940-diagnostico-meliponicultura-rs-6-fev-2024-1.pdf">diagnóstico</a> feito pelo Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Emater/RS-Ascar, 61% dos produtores de mel a partir de abelhas sem ferrão são pequenos agricultores. A maior concentração se dá na mesorregião Noroeste, com mais de 68% da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O servidor público Flavio Farias Trentin Maciel, de 52 anos, foi um dos produtores que participaram da palestra em Nova Palma. Ele tem um meliponário desde 2017, e conta que o retorno positivo foi unânime. “O projeto foi muito especial, pois participaram pessoas que nunca haviam tido contato com abelhas sem ferrão. Foi explicado sobre as espécies mais conhecidas na região, seus ninhos, inimigos naturais, bem como a prática de confecção de iscas ou ninhos provisórios, o que é muito importante para reconhecermos os valores delas e o que elas representam”, explica.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Projeto contribui para a conscientização ambiental</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">A professora Mari comenta a importância cultural dos meliponíneos. Nativas brasileiras, as abelhas sem ferrão eram criadas por povos indígenas antes da chegada dos portugueses, e seu mel era utilizado como alimento e medicação. Por isso, promover a visibilidade da meliponicultura em escolas é um resgate histórico, como explica a professora ao relatar as atividades promovidas com turmas até a 5ª série em instituições da região: “Eles chegam em casa deslumbrados com aquilo, contam para o pai,  para o tio, para o avô. Precisamos conscientizar sobre usar menos os agrotóxicos, manter esses insetos vivos, e criar essa consciência ambiental”, conta a docente.</span></p>
<p><br /><br /></p>
<p><i><span style="font-weight: 400"><strong>Texto</strong>: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400"><strong>Fotos</strong>: Arquivo pessoal de Mari Silvia Rodrigues de Oliveira</span></i></p>
<p><em><strong>Edição</strong>: Maurício Dias</em></p>
<p> </p>
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													</item>
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				<title>"Restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos climáticos futuros"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/26/restaurar-e-conservar-e-a-unica-resposta-possivel-para-reduzir-o-impacto-de-eventos-climaticos-futuros</link>
				<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 13:55:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Proposta da UFSM visa desenvolver um espaço educativo para relembrar as tragédias que assolaram a Quarta Colônia e conscientizar as futuras gerações]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Fomentar a preservação da memória e conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas é o objetivo do projeto </span><b>MEMORAR QC- Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400">. A iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco e partiu do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-251 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-25-at-23.13.20-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para compreender mais sobre o projeto, seus objetivos e como pretende impactar a comunidade, conversamos com o professor Adriano Severo Figueiró, coordenador da proposta. Confira a entrevista:</span></p>
<ol>
<li><b> Em que contexto o projeto MEMORAR QC foi desenvolvido?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Sabemos que não estamos vivendo um momento qualquer na história da humanidade. A aceleração do processo industrial pós segunda guerra não apenas acelerou a velocidade de produção e consumo de recursos no planeta, como estabeleceu uma nova ordem de significados e de valores para a forma como nos relacionamos com a natureza. Temos popularmente chamado de </span><b>Antropoceno</b><span style="font-weight: 400"> este momento tão controverso e de transformações bruscas na dinâmica da sociedade e nas dinâmicas da natureza. Uma das principais consequências do Antropoceno tem sido a mudança nos ritmos climáticos, com acentuação de eventos extremos como secas, inundações, anticiclones, etc., o que amplia exponencialmente a vulnerabilidade das comunidades, especialmente aquelas com baixa capacidade econômica e menor capacidade de resposta, além de sobrecarregar toda a estrutura de saúde, logística e infraestrutura do Estado.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">O Rio Grande do Sul tem sido palco desse novo cenário de incertezas climáticas, e esse processo tende a se aprofundar nas próximas décadas. Isso exige da comunidade científica uma resposta forte, e que seja capaz de ultrapassar a mera indicação tecnológica de reconstrução. É preciso preparar a comunidade para a construção de um processo de resiliência, capaz de mitigar os efeitos desses fenômenos que virão, ao mesmo tempo em que buscamos uma mudança na trajetória desenvolvimentista desse modelo que nos trouxe para essa condição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dar início à </span><b>construção de um processo de resiliência climática na comunidade da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400"> é a principal contribuição do nosso projeto. Buscamos a compreensão dos processos e as causas dos eventos que assolaram o território em maio de 2024, ao mesmo tempo em que se desenvolve a capacidade de refletir sobre as transformações pelas quais tem passado esse território nas últimas décadas e como poderemos enfrentar, reduzir e/ou mitigar o impacto dos eventos que teremos nas décadas seguintes. Todo esse processo pedagógico de alfabetização ecológica da comunidade traz como estratégia principal a montagem de um </span><b>Memorial das Águas e da Resiliência Climática</b><span style="font-weight: 400"> - um espaço educativo onde as escolas e as pessoas poderão se conectar com a ciência de uma forma mais lúdica e interpretativa.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Os impactos da tragédia climática sobre o território da Quarta Colônia assumem, nesse momento, relevância no cenário do Rio Grande do Sul, por conta das centenas de deslizamentos, dezenas de casas destruídas, perdas de infraestruturas viárias e de uma quantidade incalculável de solo fértil e pessoas afetadas. Também por se tratar de um Geoparque Mundial da Unesco, o que o torna um território que demanda um ordenamento voltado para a construção de estruturas mais resilientes e sustentáveis, incluindo processos de governança mais eficientes e assertivos. Infelizmente, não foi o que se verificou, e isso representa um grande desafio em termos da reconstrução a partir de um novo patamar de pensamento. Nesse sentido, o projeto tem por finalidade </span><b>a construção de um espaço educativo e de memória das tragédias climáticas que assolaram a Quarta Colônia nos séculos 20 e 21</b><span style="font-weight: 400">, com vistas a refletir sobre o ordenamento do território, fortalecer o capital social da comunidade e subsidiar a criação de um processo de resiliência climática que garanta um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável a partir desse marco histórico de maio de 2024.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade extensionista me acompanha desde o início da vida como docente na UFSM, em 1992. A minha grande angústia dentro da academia sempre foi perceber que uma fração muito pequena do conhecimento que produzimos acaba chegando nos espaços coletivos de organização da sociedade, como escolas, sindicatos, associações, prefeituras e empresas.  Não acho que a universidade exista apenas para resolver os problemas imediatos da sociedade, pois isso apenas reforçaria o aspecto tecnicista e instrumental do conhecimento, ao passo que o verdadeiro motivo de uma universidade está na capacidade de anunciarmos um novo mundo, de repensarmos nossa caminhada civilizatória. Portanto, fazer extensão, ou seja, usar o conhecimento produzido para estimular o movimento e fortalecer o capital social das comunidades, sempre foi algo que fez todo sentido com meu projeto de mundo e de sociedade.</span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o PROEXT-PG UFSM Além do Arco para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Este é um começo, com grande vitalidade, de muitas expectativas, </span><b>onde alunos de graduação e pós-graduação se somam aos docentes em busca de respostas reais</b><span style="font-weight: 400"> (e não apenas teóricas) aos problemas enfrentados pelo território. Acho que a instituição universitária em geral ainda não está preparada para esse tipo de desafio, mas esse é um processo que necessariamente vai começar a forçar uma mudança na organização e no olhar interno dentro da instituição, e isso por si só, já é um tremendo sucesso.</span></p>
<ol start="6">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade de extensão é a verdadeira fonte de validação do nosso conhecimento. Nossos experimentos, feitos em “condições controladas” de laboratório, ou operando apenas a partir da razão teórica, não são capazes muitas vezes de responder às necessidades concretas da sociedade, justamente porque nossos “algoritmos metodológicos” não costumam incorporar a complexidade dos processos reais que ocorrem quotidianamente na vida das comunidades. Todavia, quando vamos para a atividade extensionista, não há como eliminarmos os “ruídos” da complexidade, pois eles se colocam em nossa frente a cada passo e muitas vezes atropelam nossas teorias com muita facilidade. O trabalho extensionista é como, mal comparando, o desafio de se trabalhar em um pronto socorro, pois, por mais especialista que seja o médico, nunca se sabe que tipo de problema pode entrar por uma porta e, muitas vezes, diferentes problemas se entrecruzam na origem da urgência que se apresenta. Nesse cenário, a capacidade de compreensão sistêmica é muito mais resolutiva do que a hiperespecialização, e esse é o panorama da extensão, pois os extensionistas dialogam tanto com técnicos de prefeitura, ou professores de escolas, até agricultores com baixo nível de escolaridade ou crianças em processo de alfabetização. </span><b>É preciso construir espaços de mediação, reinterpretar, conectar diferentes dimensões do humano e do conhecimento</b><span style="font-weight: 400">, para gerar uma comunicação que seja eficiente e eficaz em termos de construção de sinergias </span></p>
<ol start="7">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400"> Estamos iniciando um processo lento e longo de transformação de consciências na comunidade, para que consigam compreender que restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos futuros. Esperamos chegar em 2026 com a comunidade da Quarta Colônia discutindo ativamente os seus problemas e sendo capazes de protagonizar algumas pequenas ações que podem se tornar gigantescas ao longo do tempo, como a recuperação de matas ciliares, a conservação de nascentes, a realocação de estruturas e atividades em áreas de risco, etc. </span><b>A principal contribuição do projeto não é a mudança do cenário, mas nas consciências que começarão a pensar os cenários do futuro.</b></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        