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				<title>Campus da UFSM em Frederico Westphalen sedia de forma inédita evento internacional que visa aproximar a ciência da comunidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/20/campus-da-ufsm-em-frederico-westphalen-sedia-de-forma-inedita-evento-internacional-de-que-visa-aproximar-a-ciencia-da-comunidade</link>
				<pubDate>Wed, 20 May 2026 19:29:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
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						<description><![CDATA[Pint of Science ocorre simultaneamente em 213 cidades e segue nesta quarta-feira]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:tadv/classic-paragraph -->[caption id="attachment_72881" align="alignleft" width="500"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_7829-300x225.jpg" alt="" width="500" height="375"> No primeiro dia, a atividade aconteceu na cafeteria e livraria Vitrola[/caption]
</p><p> Pela primeira vez na história, o campus da UFSM em Frederico Westphalen promove uma edição do Pint of Science, evento internacional que busca aproximar temas científicos da sociedade por meio de um debate descontraído. A iniciativa iniciou na segunda (18), seguiu na terça (19) e finaliza nesta quarta-feira (20) - a programação para este último dia está no fim do texto. No primeiro dia, foi realizado na cafeteria e livraria Vitrola e, nos outros dois, no MauDito Gastro Pub.</p>
<p>Anualmente, o Pint of Science acontece de forma simultânea em diversas cidades de todo o mundo, sempre em uma sequência de segunda a quarta-feira do mês de maio. Em 2026, Frederico Westphalen é um dos 213 municípios que sedia a atividade, que tem a seguinte proposta: levar pesquisadores para conversar com o público em ambientes informais, como bares, cafés e restaurantes, tornando a ciência mais acessível.</p>
<p>A professora do Departamento de Ciências da Comunicação, Patrícia Persigo, faz parte da organização da iniciativa e explica que a ideia de promover o evento, além do propósito em si, surgiu com o planejamento da celebração de duas décadas de existência do campus. “A UFSM em Frederico completa 20 anos em 2026. Então, ainda em 2025 nós estávamos pensando o que poderíamos fazer para que marcasse tanto a nossa história, do campus, quanto a da cidade, já que as duas se entrelaçam desde a chegada da Universidade”, contou a docente.</p>
<p>A vice-diretora do campus, Eliane Santos, acredita que a realização do Pint of Science é um marco para a instituição: “é um evento de relevância mundial. Foi todo um trabalho feito a muitas mãos que começou ainda no ano passado e agora estamos colhendo os frutos. Trazer a ciência para a comunidade externa é muito importante pois traz visibilidade e credibilidade e mostra a importância dos investimentos na ciência”.</p>
<h3><b>Ciência no dia a dia</b></h3>
<p>Em 2012, os cientistas ingleses Michael Motskin e Praveen Pauul viram de uma forma positiva a possibilidade de levar o que acontecia dentro dos laboratórios para a sociedade e, dessa forma, em 2013, realizaram a primeira edição do Pint of Science na história. Entretanto, promover a divulgação científica não é uma tarefa fácil.</p>
<p>Na visão da professora Patrícia, inclusive, esse é o grande desafio: “pensar em como tornar esse conhecimento algo do dia a dia das pessoas... Falar na linguagem da rotina, para que as pessoas saiam com alguma ideia diferente”. Foi isso que o docente do Departamento de Tecnologia da Informação do campus da UFSM em Frederico Westphalen, Cristiano Bertolini, tentou em sua palestra.</p>
[caption id="attachment_72882" align="alignright" width="550"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IMG_7834-300x225.jpg" alt="" width="550" height="413"> Cristiano Bertolini (à direita) apresentou a palestra “Onde fica o banheiro? Os erros de tradução que a IA (ainda) comete”[/caption]
<p>Ele foi o responsável por apresentar o tema “Onde fica o banheiro? Os erros de tradução que a IA (ainda) comete”, que abriu a edição inaugural do evento. Para ele, apesar das dificuldades, é uma grande oportunidade de disseminar o conhecimento produzido na instituição. “Nós ficamos muitas vezes dentro da universidade falando para a mesma bolha, mas devemos falar para outras bolhas também e esse evento é um exemplo de sucesso. Devemos procurar promover mais eventos locais para divulgar essas informações mais científicas”, afirmou.</p>
<p>A vice-diretora Eliane salienta: “a pesquisa tem por objetivo trazer um benefício para a população. Você estuda por um tempo e tenta, de alguma forma, beneficiar a população com isso”. A técnico-administrativa do campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) em Frederico Westphalen, Sabrina Finatto, foi uma das pessoas presentes no primeiro dia de Pint of Science na cidade.</p>
<p>Sabrina revela que não conhecia o evento mas, quando viu as postagens de divulgação nas redes sociais, ficou curioso para “ver como seria”. “É bem interessante. A gente tá discutindo pesquisa, ciência, em um bar. Isso agrega a um assunto que, muitas vezes, pode ser visto como chato, agora num ambiente descontraído. Eu acho que é muito importante”, destacou.</p>
<p>Além do envolvimento com a sociedade, que diz respeito ao caráter extensionista da Universidade, a professora Patrícia aponta outro grande propósito - ou sonho - com a realização do Pint of Science: “a gente quer colocar Frederico Westphalen e o campus da UFSM no mapa mundial de divulgação científica. Nós sabemos que há muito potencial e pesquisa de ponta para isso”.</p>
<h3><b>Agenda do Pint of Science</b></h3>
<p>A programação desta quarta-feira inicia às 18h30min com a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental, Luma Zanella, com a palestra “Você já comeu plástico hoje?”. Na sequência, a acadêmica de Jornalismo, Júlia Decarli, apresenta “Como noticiar uma tragédia quando você também é vítima dela?” e, para encerrar, com a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Química, Suzan Kunz: “E se as máquinas fossem moléculas?”.</p>
<p><i><b>Texto e fotos</b>: Pedro Pereira, jornalista</i></p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Lógicas da mídia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/logicas-da-midia</link>
				<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 18:12:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[midiatizacao]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[Lógicas da mídia: interseções entre comunicação, cultura e sociedade Carlise Schneider Rudnicki e Laura Storch (organizadoras)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->
<!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><h1><strong>Lógicas da mídia: interseções entre comunicação, cultura e sociedade</strong></h1>
<h6>Carlise Schneider Rudnicki e Laura Storch (organizadoras)</h6>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Desafios da separação: a busca pelo equilíbrio da parentalidade na guarda compartilhada</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/desafios-da-separacao</link>
				<pubDate>Thu, 17 Aug 2023 11:32:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[parentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[Após o divórcio, conflitos entre o ex-casal podem afetar o bem-estar dos filhos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O processo de separação de um casal com filhos pode representar uma fase conturbada, na qual a estrutura e as dinâmicas da família são reconstruídas. O grande número de divórcios no Brasil indica um aumento no número de famílias em processo de readaptação de suas dinâmicas e enfrentamento de conflitos. Apenas em 2022, os cartórios brasileiros registraram 68,7 mil divórcios, segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-9748  alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Imagem-Materia-01_Prancheta-1.jpg" alt="" width="500" height="508" />Os conflitos do fim de um relacionamento afetam não apenas o casal envolvido no término, mas também o desenvolvimento e bem-estar dos seus filhos. </span><a href="https://psycnet.apa.org/record/2003-10770-006"><span style="font-weight: 400">Um estudo</span></a><span style="font-weight: 400">, focado em compreender a relação entre a qualidade da coparentalidade e a qualidade de vida dos filhos, observou que sintomas de ansiedade e depressão dos filhos estavam diretamente ligados ao comportamento dos pais.</span></p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/pcp/a/nxSFH5djGgNccLPsJpCs6Zg/abstract/?lang=pt"><span style="font-weight: 400">Em uma pesquisa conjunta</span></a><span style="font-weight: 400"> realizada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,</span> <span style="font-weight: 400">as autoras observam a dificuldade de ex-casais em dissociarem os conflitos conjugais do exercício da coparentalidade. Isso acontece em razão de um despreparo dos adultos em lidar com os seus conflitos sem envolver os filhos, sendo muitas vezes a continuação dos desentendimentos que levaram ao divórcio e que estiveram presentes também durante o casamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com o objetivo de promover o equilíbrio do exercício da parentalidade por ambos os pais após a separação, a </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11698.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2011.698%2C%20DE%2013%20DE%20JUNHO%20DE%202008.&amp;text=Altera%20os%20arts.,Art."><span style="font-weight: 400">lei da guarda compartilhada</span></a><span style="font-weight: 400">, </span><span style="font-weight: 400">sancionada em 2008, foi planejada de forma a integrar os filhos nas decisões dos pais e mantê-los no foco da nova (re)estruturação da família. Para além da legislação, pesquisadores da área da psicologia têm buscado considerar a coparentalidade e o desenvolvimento equilibrado da mesma nos contextos de cuidados de saúde após divórcios. De acordo com a psicóloga Andréia Sorensen Weber, uma das autoras da pesquisa, o tema é emergente e a abordagem sobre famílias divorciadas em estudos da área ainda é escassa.</span></p>
<h3>Psicoterapia como agente mediador</h3>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-9747  alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Imagem-Materia-02_Prancheta-1.jpg" alt="" width="500" height="508" />Segundo Andréia Sorensen Weber, psicóloga integrante do projeto Enlaces – Intervenções Clínicas Familiares no Contexto da Separação Conjugal: uma Ação em prol da Saúde Emocional, do curso de Psicologia da UFSM, priorizar o bem-estar das crianças ao longo do processo de separação é essencial. Por isso, o acompanhamento psicológico não apenas dos filhos, mas também dos pais durante o pós-divórcio é uma das principais soluções apontadas pela especialista. Para ela, “as consequências dos conflitos entre os pais na saúde mental das crianças seriam amenizadas se a rede pública oferecesse atendimento [psicológico] direto ao casal que procura o fórum para fazer a separação ou para estipular a guarda compartilhada para tratar e mediar esses conflitos”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A mediação dos conflitos a partir da psicoterapia viria interligada à responsabilização individual e ao tratamento de feridas e traumas individuais dos pais. Andréia explica que, com essa responsabilização, o processo psicoterapêutico individual para a mediação dos conflitos possibilitaria que a criança envolvida na separação dos pais pudesse se desenvolver de forma saudável.</span></p>
<h3>Como falar sobre o divórcio para uma criança?</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Outro ponto importante na consideração do bem-estar dos filhos no processo da separação é a comunicação do divórcio para eles. É necessário levar em conta que as mudanças na rotina trazidas pela separação impactam diretamente os filhos. Por essa razão, a abordagem do divórcio deve ser pensada de acordo com a idade da criança. Andréia informa que, na primeira infância - que vai do nascimento aos seis anos -, essa comunicação acontece de uma maneira lúdica. Já no caso de crianças mais velhas, é possível realizar um diálogo honesto sobre a situação, pois ela possui uma maior compreensão do que está acontecendo: “olhar nos olhos, explicar que os pais não vão mais morar na mesma casa, que o amor e sentimento pela criança não mudam e que a separação é dos pais e não deles com o filho”, sugere Andréia.</span></p>
<h3>Os pilares fundamentais para o exercício equilibrado da coparentalidade</h3>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-9749 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Imagem-Materia-03_Prancheta-1.jpg" alt="" width="500" height="508" />Respeito, compreensão, prática e diálogo: esses são alguns dos pilares apontados como sustentadores de uma parentalidade com cooperação e responsabilidade para com os filhos. A pesquisa de Andréia Weber e Mônica Sperb Machado foi realizada a partir de um estudo de casos coletivos com três casais heterossexuais (três mães e três pais), residentes no interior do Rio Grande do Sul e com pelo menos um(a) filho(a) com até 11 anos. Os casais estavam separados há no mínimo seis meses e possuíam guarda compartilhada do(s) filho(s). Ao analisar os relatos compartilhados pelos casais estudados, as autoras destacam queixas centradas nas categorias: divisão das responsabilidades, tarefas de cuidado e tempo com os filhos; Comunicação; Apoio/Solidariedade x Antagonismo/Dissonância. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A divisão das responsabilidades e tarefas de cuidado entre os pais e o desenvolvimento de uma comunicação que priorize as necessidades dos filhos são fundamentais para o bem-estar de todos na relação familiar. Os relatos obtidos na pesquisa apontam para uma maior sobrecarga das tarefas de cuidado sobre as mães, que acabam responsabilizadas por grande parte das tarefas de criação. “Eu acho que assim como eu sou mãe ele também é pai, assim como ele precisa dum tempo eu também preciso! Minha rotina é casa e serviço, do serviço pra casa. Eu não tenho a minha vida, entendeu?”, conta uma das mães entrevistadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Andréia explica que, no processo da formação de uma família, o homem e a mulher - no caso dos casais observados - passam a assumir e representar outros papéis sociais, os quais trazem novas responsabilidades. “Eles seguem homem e mulher, seguem tendo uma relação que são deles, mas se soma a isso a parentalidade. Porque somado à função de esposa está a função de mãe, somado à função de homem está também a de pai”, salienta. A parentalidade vira coparentalidade a partir da divisão das tarefas de pai e mãe, na qual se procura equilibrar as responsabilidades de forma a não sobrecarregar nenhum dos pais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Compreender os pais como indivíduos com limites e desejos abre espaço para que ambos possam colocar as suas necessidades e, a partir daí, dialogar e negociar as decisões da parentalidade. A dificuldade em manter uma comunicação entre os pais foi relatada e reconhecida pelos casais como algo prejudicial para os filhos. “A gente tenta de vez em quando meio que conversar, mas não tem conversa, é simplesmente nós discutindo direto!”, relatou um dos pais entrevistados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O objetivo principal no desenvolvimento da coparentalidade é fazer com que, apesar da ruptura da relação, os pais consigam compartilhar entre si os assuntos relacionados aos filhos, deixando de lado os conflitos pessoais. “A tomada de decisões, por exemplo, de onde o filho vai estudar, qual é a melhor escola para as crianças, são exemplos de situações nas quais o pai e a mãe devem sentar e dialogar. Não necessariamente sobre outros assuntos, mas que os assuntos relacionados à criança sejam todos compartilhados”, salienta Andréia Weber.</span></p>
<p><b><i>Reportagem:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> Camilly Barros e Nathália Brum, acadêmicas de Jornalismo<br /></span></i><b><i>Ilustração:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> Vinícius Gumisson, bolsista de Desenho Industrial;<br /></span></i><b><i>Edição de Produção:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> Samara Wobeto, acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Comunição;<br /></span></i><b><i>Edição geral:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Viva o Campus acontece no próximo domingo (16)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2023/04/11/viva-o-campus-acontece-no-proximo-domingo-16</link>
				<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 19:40:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 17]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Viva o Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=7530</guid>
						<description><![CDATA[Evento busca aproximar a comunidade do espaço universitário da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 16 de abril, mais uma edição do Viva o Campus. O evento é aberto a toda a comunidade e acontece a partir das 14h. </p><p>A edição do evento terá a participação da Polifeira do Agricultor; além de visitação aberta ao telhado verde e a realização de trilhas guiadas no Jardim Botânico; sessões abertas ao público no Planetário; e a MostraMorfo no Museu de Morfologia.</p><p>O Viva o Campus busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional.  <br /><br /></p><p><b>Programação:</b></p><p><b>PLANETÁRIO</b></p><p>Sessões de Filmes:</p><p>15h - Dois Pedacinhos de Vidro</p><p>16h - Universo</p><p><b>MUSEU DE MORFOLOGIA</b></p><p>14h às 18h - Mostra Morfo<b><br /></b><b>Local: Prédio 19</b></p><p><b>JARDIM BOTÂNICO</b><b><br /></b>14h às 18h<b> - </b>Visitação, Telhado Verde e trilhas guiadas<b><i></i></b></p><p><b>PRESENÇA</b><b><br /></b>Polifeira do Agricultor</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM: 60 anos de pesquisa e desenvolvimento a serviço da sociedade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-60-anos-de-pesquisa-e-desenvolvimento-a-servico-da-sociedade</link>
				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:40:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Posicionamento institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Posicionamento Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm 60 anos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9050</guid>
						<description><![CDATA[*Por Paulo Afonso Burmann]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que completou em 2020 seus 60 anos, tem se desenvolvido a partir de uma gestão pública inovadora, de diálogo, democrática e planejada para melhor investir os recursos públicos em ensino, pesquisa e extensão, em nome da coletividade. Essas ações foram delineadas, com a mais expressiva participação da comunidade, a partir do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e do Plano de Gestão, ambos com metas e indicadores claros. A UFSM é uma universidade pública, de todas as ideologias, crenças, cores, gêneros, raças e etnias, que aposta em políticas públicas para educação, ciência e tecnologia. É a 10ª universidade do mundo em produção científica feita por mulheres. Está entre as 300 mais inclusivas do mundo e figura entre as 14 melhores do Brasil. Tem um dos maiores e melhores programas de Assistência Estudantil da América Latina e é a universidade mais empreendedora e inovadora do Sul do país, ocupando a 9ª posição no ranking de universidades empreendedoras brasileiras. É, ainda, a 25ª universidade mais sustentável do Brasil e a 2ª entre as universidades federais no Rio Grande do Sul<em> (Green Metrics 2020)</em>.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Capa_Posicionamento_Institucional-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de parte da UFSM. No canto inferior direito, o arco de entrada da UFSM, em azul, e o mural azul com &quot;UFSM&quot; em branco. Passando no arco, uma avenida cinza. Atrás e na frente, árvores com copas densas. No lado esquerdo, dois prédios brancos com janelas cinzas e pilares e detalhes em azul. Os prédios são horizontais e estão de perfil. No prédio da frente, há o número &#039;42&#039;. Entre os prédios, árvores com tronco marrom e copa verde escuro. Do lado direito deles e do lado da avenida cinza, gramado verde claro. O céu é azul pastel e as duas nuvens em azul claro." loading="lazy" />														
		<p>Com mais de 27 mil estudantes e 6 mil trabalhadores, já formou mais de 180 mil profissionais, grande parte exercendo liderança ativa junto às suas comunidades. Tem uma produção científica de alto nível, que contribui para a formação de cientistas, fomenta um parque científico, tecnológico e de inovação, com 39 empresas de base tecnológica incubadas e mais de 30 empresas juniores, as quais, no conjunto, geram mais de 300 empregos diretos. Isso coloca a UFSM como a instituição mais atuante na criação de um robusto ecossistema voltado ao<br />desenvolvimento regional. Em termos de internacionalização, a UFSM tem forte inserção, com foco na troca de experiências com países de todos os continentes, o que lhe confere posições de liderança e destaque nacional e internacional nesse quesito. As projeções reais indicam fortemente que a instituição está a um passo de alcançar o IGC 5 (Ministério da Educação), ainda em 2022, para se classificar como universidade de excelência.</p><p> </p><p>Além disso, é um polo de agrotecnologia voltado ao setor produtivo da pequena, média e grande propriedade. Atua em áreas de energias alternativas, em pesquisas em biocombustíveis, energia eólica e fotovoltaica, em projetos estratégicos de tecnologia para a defesa nacional. Tem excelência em petroquímica, novos materiais para saúde e engenharias, processamento de alimentos, tecnologia aeroespacial e de telecomunicações, clima e alterações climáticas; já são dois nanossatélites em operação no espaço, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a Agência Espacial Brasileira (AEB).</p><p> </p><p>Durante a pandemia iniciada em 2020, a UFSM atuou fortemente no combate ao coronavírus e garantiu o ensino remoto para a totalidade dos seus estudantes, consciente das dificuldades e prejuízos, mas firme nas suas convicções e responsabilidades. A instituição mantém uma estrutura que lhe permitiu realizar mais de 100 mil testes RT-PCR para detecção do coronavírus, gratuitamente a toda a rede pública de saúde do Rio Grande do<br />Sul. É responsável, juntamente com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Inserido no SUS, o HUSM é o maior hospital público do interior do Rio Grande do Sul, dando cobertura a uma população regional estimada em 2 milhões de pessoas.</p><p> </p><p>Tudo isso em meio a uma crise orçamentária que se agrava a cada ano. Desde 2014, os cortes orçamentários representaram uma queda aproximada de 350 milhões de recursos, que teriam sido investidos na instituição e estariam circulando na economia local e regional. É neste cenário que, apostando na determinação, no comprometimento e na atenção de servidoras e servidores públicos da educação, de estudantes e da comunidade regional, seguiremos lutando em defesa da universidade pública, democrática, inclusiva e gratuita e mantendo a convicção de prestar o melhor serviço de ensino, pesquisa e extensão, para servir e atender às demandas da sociedade.</p><em>*Paulo Afonso Burmann foi reitor da UFSM de 2014 até 2021.</em>
<em><b>Diagramação e ilustração</b>: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial</em><br><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM disponibiliza catálogos de Murais e de Esculturas da Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2022/02/17/ufsm-disponibiliza-virtualmente-catalogos-de-murais-e-de-esculturas-da-universidade</link>
				<pubDate>Thu, 17 Feb 2022 11:17:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Catálogo de Esculturas UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Catálogo de Murais UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=6308</guid>
						<description><![CDATA[A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), disponibilizou, nesta semana, a versão digital de obras bibliográficas que retratam parte do seu patrimônio artístico-cultural. O Catálogo de Esculturas da UFSM Santa Maria e o Catálogo de Murais UFSM: 1971-2021, estão disponíveis para download e leitura no site da Editora [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2022/02/Catalogo_MURAIS_UFSM-1971-2021-horizontalA-1_page-0001.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2022/02/Catalogo_MURAIS_UFSM-1971-2021-horizontalA-1_page-0001-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), disponibilizou, nesta semana, a versão digital de obras bibliográficas que retratam parte do seu patrimônio artístico-cultural. O <a href="https://drive.google.com/file/d/1dx3VRq5Ug6YqIF3U3meKk3xfJWKUHql0/view">Catálogo de Esculturas da UFSM Santa Maria</a> e o <a href="https://drive.google.com/file/d/1aoB-ripgKwzGgTuZR3aJ2HE3yd9hdCv-/view">Catálogo de Murais UFSM: 1971-2021</a>, estão disponíveis para download e leitura no site da Editora PRE. Também há versões impressas das obras para consulta.</p><p>O Catálogo de Murais UFSM: 1971-2021 foi organizado pela arquivista da Universidade, Cristina Strohschoen dos Santos, e lançado em 2021 pela PRE. A obra é resultado de uma pesquisa documental realizada no acervo de negativos fotográficos, no acervo documental e bibliográfico da universidade, apresentando um total de 33 murais.</p><p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2022/02/09dezCATALOGOdigitalUFSMcomFICHA-1_page-0001.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2022/02/09dezCATALOGOdigitalUFSMcomFICHA-1_page-0001-231x300.jpg" alt="" width="231" height="300" /></a>O Catálogo de Esculturas, organizado pela arquivista Flávia Simone Botega Jappe e pelo professor José Francisco Goulart, registra informações sobre as esculturas públicas expostas ao ar livre no <i>campus</i> UFSM Santa Maria. O trabalho de pesquisa surgiu visando a conservação do contexto de produção e as informações desse patrimônio da Universidade.</p><p>As obras têm acesso gratuito e fazem parte dos esforços empreendidos pela UFSM para o resgate e a preservação do patrimônio artístico e cultural da primeira universidade federal no interior do Brasil. </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Elu”, “amigue” e “bonite”: os termos neutros como forma de inclusão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/pronome-neutro-inclusao</link>
				<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 17:55:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[Adoção de linguagem não-binária é tema de debate e pesquisa acadêmica
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O uso do termo “amigue” em uma postagem na página do Facebook da Universidade Federal de Santa Maria gerou uma série de comentários ofensivos à instituição. A publicação sobre o Dia do Amigo, em julho deste ano, trouxe o chamado pronome neutro como uma forma de incluir pessoas que não se identificam com gêneros binários - feminino e masculino. Apesar da falta de consenso, principalmente por parte daqueles que não respeitam a comunidade LGBTQIA+, a linguagem neutra é tema de pesquisas acadêmicas. </p><p>Os pronomes são marcas linguísticas de indicação de gênero para outros elementos da linguagem, como substantivos ou adjetivos. Essas palavras são classificadas de acordo com o gênero que indicam, seja feminino ou masculino. “Pronomes neutros são categorias gramaticais. Quando tratamos do tema da marca de gêneros não binários na linguagem, estamos, antes de tudo, tratando de uma questão relativa à linguagem inclusiva”, explica a professora Eliana Rosa Sturza, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFSM. </p><p>A professora salienta que o uso dos pronomes neutros para se referir a sujeitos, lugares e objetos é uma das formas gramaticais para a aceitação do outro e de seu gênero. Os termos neutros são normalmente utilizados para se referir a seres ou coisas neutras em gênero ou que não se integram nos gêneros binários. Na prática, trata-se da adição de uma terceira letra - além do “a” e “o” - como vogal temática. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/Neutro_Capa-1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Por exemplo, quando alguém se identifica com o gênero feminino, podemos nos referir a esta como “ela” ou “dela”. Quando é masculino temos “ele ou “dele”. E quando uma pessoa não se identifica com os padrões de gênero, ou seja, é não-binária, podemos usar os pronomes “elu” ou “delu”. </p><p>Além dos pronomes, os substantivos e os adjetivos também podem ter a vogal temática substituída. Ao falarmos de uma pessoa trans, por exemplo, em vez de falarmos “amiga” ou “amigo”, podemos usar “amigue”. No lugar de “bonita” ou “bonito”, pode-se adotar o adjetivo neutro “bonite”.</p>		
			<h3>Liberdade de escolha</h3>		
		<p>A utilização de termos neutros vai além da teoria: a  polêmica se dá devido às mudanças que o seu uso causa na língua portuguesa. Porém, a linguagem inclusiva está diretamente vinculada ao respeito e à diversidade. “A importância do uso da linguagem neutra e da adequação de gênero responde a um movimento político de inclusão, que ocorre conforme a sociedade incorpora novas formas no uso da língua”, ressalta a professora Eliana. Essa inclusão também permite que pessoas não-binárias tenham a liberdade de escolher aquele pronome que as deixa confortável. </p><p>Abel Rodrigues, acadêmico do curso de Serviço Social da UFSM, é uma pessoa não-binária, mas opta pelo uso dos pronomes masculinos. “Eu acredito que isso é muito individual, uma questão de conforto. Cada pessoa se sente melhor com determinados pronomes. Para mim, são os masculinos. O uso de pronomes neutros é muito importante para a inclusão de pessoas não-binárias na sociedade, tendo em vista que, ao contrário da ilusão das pessoas, elas existem”, comenta.</p>		
			<h3>Inclusão e diversidade na academia</h3>		
		<p>Debates como o da inclusão pela língua portuguesa através do uso de pronomes, substantivos e adjetivos neutros não se mantêm apenas no âmbito social e político, mas também se tornam objeto de estudo e aplicação na academia. A professora Eliana Rosa Sturza é uma das entusiastas da inclusão da linguagem neutra na UFSM. “A universidade historicamente e, por princípio, se coloca na vanguarda, está atenta ao que ocorre ao seu redor e absorve daí suas grandes questões, suas posições frente aos temas que estão no centro do debate. Não seria e não deve ser diferente em relação à linguagem inclusiva”. A professora salienta que, na UFSM, já existe uma série de políticas que acolhem as demandas necessárias para promover o respeito à diversidade, como a resolução da <a href="https://www.ufsm.br/2021/10/22/cepe-aprova-resolucao-da-politica-de-igualdade-de-genero-na-ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Política de Igualdade de Gênero</a>, aprovada em 13 de outubro deste ano, e a resolução que assegura o <a href="http://coral.ufsm.br/acoesafirmativas/images/resolu%C3%A7%C3%A3o_010-2015_Nome_Social.pdf" target="_blank" rel="noopener">uso do nome social por pessoas trans</a>, de  junho de 2015. Para ela, a linguagem inclusiva é mais uma destas políticas .</p><p>Eliana orientou o Trabalho de Conclusão de Curso em Letras de Camilla Cruz sobre uso da linguagem inclusiva no ambiente acadêmico. A professora já questionou textos de documentos como regimentos, regulamentos e formulários da UFSM. Mais da metade do corpo docente da universidade é de mulheres, mas a instituição ainda não utiliza o gênero feminino quando se refere, por exemplo, a um cargo de gestão exercido por uma mulher. Isso ocorre porque ainda se adota uma regra gramatical de referir o cargo, e não a pessoa que o ocupa. “Como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras me causava espanto ver que nas capas das versões de teses para entrega na biblioteca, muitas vezes, o título de uma mulher vinha destacado como doutor e não doutora”, relata Eliana. A flexibilização do uso dos pronomes - feminino, masculino ou neutro - se dá como uma forma não apenas de inclusão, mas de empoderamento e de respeito para com a identidade de cada pessoa.</p><p>Apesar das polêmicas em torno do uso da terceira vogal temática, é importante lembrar que qualquer idioma é dinâmico e sofre alterações em função do uso. A língua portuguesa falada no Brasil é diferente da de Portugal. A escrita também passou por mudanças. Basta lembrar que não escrevemos mais “farmácia” com “ph” e que “aterrizagem” com “z”, que já foi erro de grafia, é considerada tão correta quanto “aterrissagem”. O idioma também tem convenções, como o Novo Acordo Ortográfico, que unificou a escrita em oito países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.  </p><p>Trata-se muito mais do que o uso do pronome neutro, mas sim da adaptação de toda a língua para que inclua pessoas de gêneros binários e não-binários. Para Eliana, o uso da linguagem inclusiva é uma posição política que tem ligação com o respeito às diversidades. “A adequação de gênero responde a um movimento político de inclusão. A importância do seu uso vai ocorrer conforme  a comunidade vai incorporando as formas no uso da língua, e quem faz essa incorporação/inclusão são os falantes da língua”.</p><section data-id="d47bb32" data-element_type="section"><section data-id="8605efb" data-element_type="section"><section data-id="cb499fa" data-element_type="section"><section data-id="98ed197" data-element_type="section"><section data-id="5f882e8" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária<br /></i></p><p><strong><em>Ilustração:</em> </strong><i>Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section></section></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ricos e malandros: livro aborda a riqueza e a desigualdade brasileira</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-gava-ricos-e-malandros</link>
				<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 11:25:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIOLOGIA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8730</guid>
						<description><![CDATA[Em entrevista, o cientista político Rodrigo Gava comenta sobre a obra lançada pela Editora UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Conforme <a href="https://cps.fgv.br/slide/desigualdade-de-impactos-trabalhistas-na-pandemia" target="_blank" rel="noopener">dados</a> apresentados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a evolução da proporção de pobres no Brasil era, no final de 2020, de 9,41%. Atingiu a marca de 16,09% no início de 2021 e chegou ao mês de julho na marca de 12,98%. Muito se fala  da pobreza e seus desdobramentos sociais, como a fome, por exemplo. Já em relação aos ricos, a história é outra: pouco se fala. Em <a href="https://cps.fgv.br/ricos" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a> publicada em agosto de 2020 pela FGV, que leva em consideração o total populacional através dos dados de rendimentos declarados no Imposto de Renda Pessoa Física, a capital do Brasil que possui a maior renda por habitante é Florianópolis, com R$ 3.998 mensais, seguida de Porto Alegre e Vitória.  </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/Colagem_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Em entrevista à Revista Arco, Rodrigo Gava, doutor em Ciência Política pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF), fala de seu livro, ‘Ricos &amp; Malandros - a riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade’. A obra traz uma reflexão sobre a atuação dos ricos em nossa sociedade. O exemplar pode ser adquirido no site da Editora UFSM e está disponível nos formatos de livro impresso e ebook.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px">ARCO - Ao ler a obra ‘Ricos &amp; Malandros - A riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade’, é possível ver que ela é baseada em sua tese de doutorado. Em qual momento e por qual motivo você decidiu transformá-la em um livro?</p><p style="color: #000000;font-size: 16px">Um doutoramento consome quatro anos das nossas vidas e a expectativa, enquanto escrever, rezar e estudar faz parte da nossa rotina diária, é ao final ver a tese pronta e que se conseguiu dar uma mínima contribuição à sociedade e, no meu caso, ao pensamento social. Ocorre que uma tese não costuma chegar ao grande público: a liturgia do texto acadêmico, o espaço de exposição e a distância do cotidiano costumam inviabilizar que mais pessoas leiam esses trabalhos. E, assim, vi a necessidade – e tive a vontade, como a vanglória há de justificar – de transformar a tese em livro, o que exigiu tempo e paciência para esta necessária adaptação. </p><p><b>ARCO - Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao transformar sua tese em um livro? </b></p><p>Todo autor enfrenta os desafios inerentes à indústria do livro. São os vícios e os obstáculos que o negócio impõe, sob suas premissas de lucro e consumo.  Sem entrar no mérito do “gosto” e da “moda” em vigência (dicas de vida, mandingas para ficar rico, táticas para o sucesso), costuma-se ver a qualidade do livro (seja uma obra literária ou científica) submetida aos interesses do setor – é comum ser visto e prestigiado o nome da capa bem antes do conteúdo, motivo pelo qual as editoras garantem desproporcional espaço para gente midiática (ou indicada por gente midiática). Afora isso, vemos um protagonismo da prática que o mercado chama de “coparticipação”, na qual os autores pagam para publicar seus livros, o que acaba restringindo ainda mais o espaço para a grande maioria que não pode pagar ou não se dispõe a isso. E, como o único critério passa a ser o monetário, o curioso disso é que o próprio leitor acaba refém dessa dinâmica: quilos de livros publicados sem qualidade e que entopem as prateleiras das livrarias ou os canais dos sites de venda, dificultando a seleção. Há exceções nisso tudo? Sim, como aquelas relacionadas ao garimpo feito por pequenas editoras – e como todo garimpo, a sorte é elemento crucial. </p><p><b>ARCO - Seu doutorado foi no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF) no estado do Rio de Janeiro (RJ). O que levou você a publicar pela Editora UFSM?  </b></p><p>Retomo ao final da resposta anterior: albergando-me nas exceções, neste caso, nas editoras das universidades públicas. Lamentavelmente sucateadas sob orçamentos que, desde 2015, viraram pó, essas editoras herculeamente continuam a fazer o seu trabalho, editando trabalhos muito importantes para as ciências brasileiras e visando suprir o abandono das editoras privadas que não têm interesse em publicar dissertações e teses, já que, em regra, parecem despreocupadas em dispor de um robusto catálogo acadêmico, ao contrário do que se faz lá fora.  E mesmo com todas as adversidades políticas e financeiras, a Editora da UFSM tem conseguido publicar com frequência, continuidade e excelência técnica, dando-me agora esta oportunidade. Ainda, o fato de o livro ser publicado por uma editora como a da UFSM não é só uma questão de orgulho para mim, na medida em que também serve ao leitor como uma espécie de chancela, um selo de controle de independência e qualidade – uma vez que o livro não está ali por mera indicação ou patrocínio pessoal – cujo filtro não é apenas interessar ao público, mas estar ali sob interesse público. </p><p><b>ARCO - Em relação ao título da obra, o termo ‘Malandros’ chama a atenção. Qual a principal ideia ao utilizar esse termo associado aos ricos? </b> </p><p>A ideia deste título veio no momento da publicação e tem uma origem de <i>forma</i> e outra de <i>fundo</i>.  Primeiro, ela surge quando lembrei do meu outro livro, “Ricos e Mendazes”, fruto da minha dissertação de mestrado e publicado pela Editora Almedina (Portugal). Ainda que em áreas distintas, a questão da riqueza é central – se lá eu tinha a hipocrisia dos países ricos nas relações de comércio internacional, aqui eu tenho a malandragem dos endinheirados nas relações da vida nacional.  Depois, embora a temática do malandro em si não seja objeto deste estudo, é inegável que o seu perfil ilustre a nossa gramática moral e, assim, sirva de pano de fundo para todo o livro, do início ao fim, como paradigma da atuação dos ricos.  </p>		
			<h4>"A dialética da malandragem, enraizada no hibridismo sociocultural de uma certa brasilidade, compunha-se por traços marginais que beiravam o ilegal e uma presença lúdica que tocava o imoral."</h4>		
		<p>A sua imagem de outrora firmava-se na ginga maliciosa do viver entre as lacunas e as contextualizações das regras e das leis, com uma vida solitária de anti-herói, mas também como resistência negra à exploração de um país que se modernizava.  </p><p>Agora, se na dinâmica social faz-se o epitáfio desta malandragem, outra se pronuncia, abdicando do <i>ethos</i> histórico, mas assumindo a parte mais indesejada da sua construção normativa e que vai muito além do “jeitinho”.  </p><p>E assim sobressai o malandro embranquecido “de gravata e capital” e que “nunca se dá mal”, transformando-se em senhor da ordem vigente, intrincando inescrupulosamente as esferas política e econômica e se encastelando no lusco-fusco do direito, e que hoje samba em outro ritmo sobre o corpo do povo brasileiro. <i> </i></p><p><b>ARCO -</b> <b>Logo no início, na página 19, aparece a expressão ‘Se os tubarões fossem homens’. Poderia falar sobre ela e como está relacionada com o seu objetivo com a obra? </b></p><p>Bertolt Brecht, um dos gênios alemães, escreveu esta pequena parábola “Se os tubarões fossem homens” para ilustrar a nossa história, uma história marcada a ferro e fogo pelos processos de dominação, exploração, desigualdade, autoritarismo e alienação, permeados por gestos de crueldade, ganância, hipocrisia... tão longe de um mundo próximo do ideal e de valores como a cooperação, a solidariedade, a igualdade, a justiça, a liberdade, a emancipação do povo e o engrandecimento do homem.  </p><p>Como na alegoria de Brecht – cuja representação traz ideologia, gaiolas, guerras, opressão, pão e circo como metáforas da sociedade humanas –, a civilização que criamos parece não ter muito o que ensinar ao reino animal, só a aprender: sim, os nossos tubarões são bastante piores que os tubarões dos outros mares.  </p><p>É uma bela crítica à organização social e às relações humanas, tão simplesmente bela que recentemente mereceu uma edição destinada ao público infantil – sim, é muito importante que desde cedo os nossos peixinhos saibam que a civilização da Terra pode ser outra. Afinal, não são peixinhos, mas são homens e mulheres capazes de transformar o mundo. </p><p><b>ARCO - Com a obra ‘Ricos &amp; Malandros - A riqueza na estrutura da desigualdade brasileira: como os ricos atuam na sociedade’, você objetiva estudar a questão da desigualdade, mas pelo olhar dos ricos. Por que você decidiu focar neste grupo? </b> </p><p>A desigualdade é estudada há séculos. A questão é que, invariavelmente, explora-se apenas um lado do problema.  Enquanto a pobreza se deixa auscultar, desnudar, dissecar, inventariar, saborear; enquanto são inúmeros os estudos que promovem verdadeiras autópsias sociológicas sobre os pobres e miseráveis, sobre o <i>habitus</i> da ralé, sobre as famílias no submundo do trabalho, sobre os jovens em situação de marginalidade, sobre as comunidades de sem-teto ou erguidas sobre palafitas e barracos de pau a pique, com a riqueza isso não ocorre.  </p><p>Afinal, o modo e o campo de atuação dos ricos permanecem sutilmente ignorados, como se fossem abstrações irrelevantes, como se sua existência estivesse desconectada da estrutura de poder e das disputas na repartição da renda.  </p>		
			<h4>"A ainda pobre existência de dados e informações permitem que os ricos, absolutamente fosforescentes pelo consumo, jactem-se pela sua invisibilidade no controle dos mecanismos de manutenção e de concentração da riqueza."</h4>		
		<p>Um lado para o qual invariavelmente se demonstram atitudes de <i>reverência e êxtase</i> e de <i>receio e intocabilidade,</i>  é a ideia de “totem e tabu”, em alusão freudiana à antropologia social, sobre o qual não há o devido reconhecimento dos efeitos danosos que exercem no tecido social brasileiro, sublimando-o. </p><p>Por isso, constitui um desafio para as Ciências Sociais (como meio) e para a sociedade (como fim) a superação dos problemas no estudo dos ricos e, principalmente, a superação do equivocado entendimento de que a pobreza é um problema e que <i>esta</i> riqueza, em seu nível e forma, não o é. </p><p><b>ARCO - Ainda sobre a temática do livro. A seu ver, enquanto pesquisador, qual é a importância de se estudar esse tema? Como sua obra contribui para o debate sobre o assunto? </b></p><p>Estive bem longe de descobrir a pólvora – antes e melhor, outros tantos já o fizeram –, só ajudei a riscar os fósforos para trazer um pouco mais luz, também como sinal de que não desertamos nosso posto, como pediu o Veríssimo pai. </p>		
			<h4>"Sem receio do exagero podemos afirmar que inexiste no Brasil tema mais importante para se conhecer, estudar e trabalhar, de verdade e a fundo, do que a desigualdade social."</h4>		
		<p>Claro que a necessária superação do capitalismo deve estar no nosso horizonte como estado e nação, porém, hoje, ela é a nossa <i>prioridade zero</i>, ao lado de toda a urgente agenda ambiental. Afinal, a desigualdade social é, como se diz nas ciências sociais, um “fato total”, atingindo – no nosso caso, tingindo e manchando com a cor da dor e do pavor milhões de brasileiros – todas as áreas e todas as dimensões da vida.  </p><p>O que busquei nesta obra é ajudar a clarear a realidade, pois, como sentenciou Noam Chomsky, a população em geral não sabe o que está acontecendo e sequer sabe que não sabe.  </p><p>Disponho-me a participar da luta contra os erros, as mentiras e os preconceitos do senso conservador e da agenda liberal martelados diariamente na cabeça dos cidadãos pelas formas mais ou menos tradicionais da mídia, mais ou menos retrógradas da paróquia e mais ou menos encaixotadas da escola. Nesse pacote, a lógica é esconder os reais problemas e maquiar as suas soluções para torná-los ininteligíveis ou, ainda pior, para pretensamente resolvê-los na base de alguma saída heróica, mitológica ou divinal que apenas mantém intocada uma ideia de ordem <i>sem</i> progresso. </p><p><b>ARCO - Para quem deseja ler sua obra, o que essa pessoa deve esperar? </b></p><p>Um modesto manifesto, pensado e escrito com o lado esquerdo do peito. Uma tentativa de mostrar o buraco no qual há tanto tempo estamos metidos, contribuindo para uma “abertura de olhos” capaz de revelar o que temos acima e em volta e, a partir disso, conhecer um pouco <i>o que fazer</i> e acreditar que ainda é possível sair disso, de modo a construir uma sociedade (e um lugar) diferente – afinal, como traz José Saramago na abertura do seu “Ensaio sobre a cegueira”: <i>se podes olhar, vê; se podes ver, repara.</i> </p><p>A obra, e isso é importante destacar, constitui uma “proposta de ação” que se insurge sobre o modo de atuação dos ricos e a lógica da ordem que os sustentam – o neoliberalismo como a última máscara do capitalismo –, buscando desestruturar argumentos ideológicos e construções institucionais e propondo alterar o olhar sobre o problema da concentração de riqueza e imaginar alternativas a ele. </p><p>Afinal – e é este o compromisso que pretendo manter com o leitor –, como certa vez me disse o professor Avelãs Nunes, lá de Coimbra, acreditamos que as ciências sociais não podem ser boa ciência social se não incorporar à sua análise a <i>consciência social</i>, sem a hipocrisia beata dos que, apesar das “mãos sujas” de compromissos inconfessáveis, juram que a sua ciência é uma ciência “neutra” em relação aos fins, como um terreno etéreo sem lugar para os homens de carne e osso.  </p><p><b>ARCO - Há algo que não perguntei que você gostaria de destacar? </b></p><p>Antônio Abujamra, em uma segunda fase do seu “Provocações”, passou a encerrar o programa perguntando ao entrevistado: “me diga, afinal, o que é a vida?”.  Não ouso propor aqui essa máxima divagação, mas é preciso destacar o <i>quanto </i>da vida da imensa maioria do povo brasileiro é refém desta escolha política: a desigualdade social.  </p><p>E nesse cenário mostra-se inadiável outro olhar sobre a desigualdade, olhada para cima. O objetivo é alcançar o "topo" da pirâmide social, microcosmos dos endinheirados cuja compreensão é vital para a redescoberta do país, a emancipação da sua gente e a construção de uma ordem que seja capaz de dar <i>outra</i> razão à vida, de modo a constituir na nova sociedade as <i>conexões reconstituintes</i> do espírito social e humano. </p><p>A vida, pois, a ser ajustada sob uma nova sociabilidade: igualitária, solidária, coletiva, cooperativa, sustentável e democrática, horizonte para a efetiva transformação do Brasil. </p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><strong><i>Repórter: </i></strong><em>Gustavo Salin Nuh, acadêmico de jornalismo e voluntário</em></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i></strong> <i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mapeamento e monitoramento da Covid-19 em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/mapeamento-e-monitoramento-da-covid-19-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 12:05:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Geociências]]></category>
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		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8722</guid>
						<description><![CDATA[Metodologia criada pelo Departamento de Geografia da UFSM ajudou no controle da doença na cidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No início de 2020, a UFSM lançou um painel de informações sobre o coronavírus, o chamado <a href="https://www.ufsm.br/coronavirus/santa-maria" target="_blank" rel="noopener">Observatório de Dados da Covid-19</a>. Com o objetivo de acompanhar e auxiliar o planejamento das ações em saúde pública para o combate da pandemia, a iniciativa traça um panorama da evolução do vírus em escalas municipal, estadual e nacional. Uma das equipes envolvidas no projeto foi o Departamento de Geografia da universidade, que, em parceria com a Vigilância Municipal de Saúde de Santa Maria, buscou mapear e monitorar a doença na cidade através de uma metodologia inovadora. </p><p>O trabalho feito pelos profissionais se baseou na área da Geografia da Saúde, que exerce um papel relevante no entendimento das diferentes doenças que podem ocorrer em um território. Esse ramo busca compreender como as enfermidades se relacionam com o espaço para auxiliar a planejar estratégias de combate, como também de meios para promover a saúde e a qualidade de vida da população. </p><p>“Conhecer a espacialização de uma doença, os fatores que a influenciam, as populações mais vulneráveis e visualizar essas informações em um mapa permite entender sua distribuição. A geografia da saúde compara como é o espaço, o que tem de vulnerabilidade nele e como a doença se espalha para fazer um cruzamento de dados e traçar estratégias de contenção”, explica Natália Lampert, professora no Departamento de Geociências da UFSM e integrante do Observatório.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/monitoramento_covid_19_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Com isso em mente, a equipe desenvolveu uma nova metodologia baseada em uma escala intraurbana, que procura retratar com profundidade a organização interna da cidade. Desse modo, eles foram capazes de mapear o número de casos e mortes por Covid-19 de cada bairro e população de Santa Maria. O trabalho foi feito em conjunto com a Vigilância Epidemiológica de Santa Maria, por meio do projeto “Enfrentamento da epidemia da Covid-19 no estado do Rio Grande do Sul”, que fornecia os dados necessários. </p><p>De acordo com Lampert, no início da pandemia os geógrafos faziam um mapeamento prévio dos casos suspeitos, para ajudar a prever a chegada da doença na cidade, além de identificar onde seriam necessárias mais equipes de saúde e quais as áreas mais vulneráveis ou com maior quantidade de casos.  “Colaboramos para que a doença se espalhasse de forma um pouco mais lenta dentro da cidade. A nossa responsabilidade era organizar esses dados e gerar mapas para que a vigilância pudesse pensar as estratégias com a intenção de frear ao máximo a disseminação do vírus”, relata a docente.</p><p>Com o avanço da pandemia, foram mapeados casos confirmados e óbitos, bem como mapas temporais e mapas com taxas aplicadas a faixa etária, sexo e raça. A professora explica que <b>as representações cartográficas são muito importantes para reconhecer os padrões de contágio, as regiões mais e menos afetadas, os locais com maiores demandas de insumos e as lógicas de dispersão do vírus.</b></p>		
			<h3>Como funciona a metodologia</h3>		
		<p>No Brasil, a grande maioria dos mapeamentos da Covid-19 é realizada em nível nacional e estadual. Desse modo, mecanismos feitos para mapear espaços intraurbanos - como cidades - são inovadores e exigem conhecimentos específicos. A partir dessa demanda, a equipe de Geografia do Observatório desenvolveu uma metodologia precisa e detalhada para a geocodificação dos dados do coronavírus no espaço urbano de Santa Maria.</p><p>O mapeamento dos casos é feito por etapas, como explica Maurício Rizzatti, doutorando em Geografia na UFSM e responsável pela finalização dos mapas do Observatório. Inicialmente, é preciso formatar e padronizar os dados da Vigilância Municipal de Saúde para que o programa utilizado possa lê-los. Em seguida, é realizado o processo de georreferenciamento, no qual se encontram as coordenadas geográficas de cada caso ou óbito, e elas são transformadas em pontos. “Por exemplo, se temos 100 casos de Covid-19, o programa vai fazer 100 pontos no mapa que correspondem a cada caso. É um procedimento muito grande, no qual buscamos a precisão dos dados, pois a doença se espalha muito facilmente, e quanto mais detalhado os mapas, melhor”, explica Rizzatti.  </p><p>O resultado do georreferenciamento e da metodologia é uma camada de pontos que localizam exatamente onde houve caso ou óbito decorrente do coronavírus. Então, após esse processo, é feita a contagem por bairro para gerar os mapas que  determinam a quantidade de dados de cada região e, por fim, ainda é realizada uma conferência manual das informações. Rizzatti destaca que o método é muito acessível, pois só utiliza programas livres e sem custo - assim, qualquer prefeitura, vigilância sanitária ou órgão de saúde podem utilizá-lo.</p><p>Outra vantagem é a sua versatilidade, visto que o procedimento pode ser aplicado para mapear qualquer doença - só é necessário ter o endereço das pessoas infectadas para fazer a espacialização e ter o entendimento da enfermidade. Lampert também ressalta que Santa Maria é a única cidade do Rio Grande do Sul que faz esse tipo de mapeamento e que o projeto tem sido reconhecido. O artigo “<a href="https://publicacoes.ifc.edu.br/index.php/metapre/article/view/1260" target="_blank" rel="noopener">Metodologia de geolocalização para mapeamento intraurbano de COVID-19 em Santa Maria, RS</a>” possui mais de 400 downloads e tem sido utilizado como referência na área. </p>		
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										<img width="1024" height="546" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/MapaTemporal-1024x546.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Óbitos acumulados de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.</figcaption>
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			<h3>A pandemia e o impacto social</h3>		
		<p>Além das contribuições cartográficas, o trabalho realizado pelos geógrafos foi fundamental para entender a dinâmica do vírus frente às desigualdades socioespaciais que assolam a região. De acordo com o <a href="http://periodicos.pucminas.br/index.php/geografia/article/view/26875" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> mais recente do grupo, 41,54% da população de Santa Maria vive em situação de vulnerabilidade social. Essa situação foi agravada pelo contexto da crise pandêmica, que atingiu de maneira mais expressiva as classes mais pobres da cidade. De acordo com o levantamento, os óbitos de pessoas com menos de 30 anos predominam nos bairros periféricos. </p><p>“Há um valor bastante elevado e até maior de casos em regiões de privação social. Nessas áreas, se torna praticamente impossível ter um distanciamento social efetivo, pois nessas regiões residem muitas pessoas na mesma casa e elas precisam sair para trabalhar presencialmente, poucas têm a opção de ficar no trabalho remoto, e isso afeta a infecção delas pela doença”, diz Lampert. </p><p>A equipe também concluiu que houve infecção pelo coronavírus em praticamente todos os bairros da cidade e que os óbitos aumentaram 382% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano passado. Apesar de 83% das mortes em 2020 terem sido de pessoas brancas, a população mais afetada na realidade foi a autodeclarada preta. A professora explica que foi criado uma taxa de mortalidade por raça, essa taxa reflete a relação entre o número de mortes por Covid-19 e a população total de pessoas pretas em Santa Maria. “Por mais que a população branca tenha sido a maior parte dos óbitos, quando olha-se para a taxa, na verdade, no ano passado, a população que mais morreu foi a preta". Já em 2021, há uma pequena alteração nesse cenário, quem possui a maior taxa é a população autodeclarada amarela.</p>		
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										<img width="789" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/MapaObitosAcumuladoseTaxas-789x1024.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Óbitos acumulados de pessoas autodeclaradas pretas: de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 e  taxa de mortalidade para 100 mil habitantes em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.</figcaption>
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		<p>Dessa maneira, o trabalho realizado pelo Observatório explica os padrões de disseminação do vírus&nbsp; e&nbsp; também demonstra que a análise espacial e os mapas podem ajudar a entender os impactos da doença na população. &nbsp;“A cartografia serve para informar a população, deixando-a absolutamente ciente dos desafios e das ações coletivas necessárias para uma dada realidade epidemiológica”, afirma Lampert.&nbsp;</p>
<p>O projeto possui uma dúzia de integrantes na equipe de Geografia e&nbsp; já publicou 12 artigos científicos, bem como um e-book intitulado <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/820/2021/03/Os-contextos-geograficos-da-COVID-19.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Os contextos geográficos da Covid-19”</a>. Atualmente, os geógrafos trabalham no registro de dados para pesquisas, visando formar um repositório para o enfrentamento de outras possíveis infecções que venham a afetar a cidade no futuro.&nbsp;&nbsp;</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><strong><i>Repórter: </i></strong><i>Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i></strong> <b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um olhar para além dos muros da Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/um-olhar-para-alem-dos-muros</link>
				<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 15:54:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[voluntários]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8719</guid>
						<description><![CDATA[O projeto UFSM nas Ruas atua para promover a cidadania para pessoas em situação de vulnerabilidade social.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As previsões meteorológicas apontavam para um temporal, mas o dia 10 de outubro foi marcado pelo intenso sol em Santa Maria. Na rua Alberto Pasqualini - antiga 24 Horas -, no centro da cidade, a alegria de muitas crianças e adultos foi proporcionada por grupos de voluntários, que se mobilizaram e promoveram uma ação de Dia das Crianças para filhos de catadores de material reciclável e pessoas em situação de rua. </p><p>Naquele domingo, foram distribuídos presentes e servidos lanches, incluindo uma variedade de doces. Mariluci, que estava com as duas filhas pequenas, celebrava que as meninas ganharam, além de brinquedos e livros, também uma cesta básica. Além das filhas dela, outras dezenas de crianças corriam e brincavam na área do evento. Entre os adultos, um homem muito ativo caminhava de um lado para o outro oferecendo alimentos e verificando se todos estavam satisfeitos. Reinaldo Santos é acadêmico do curso de Relações Internacionais da UFSM e um ativista da causa da população em situação de rua e em vulnerabilidade social. Ele é voluntário em vários projetos voltados para a população em situação de rua em Santa Maria, entre eles o <a href="https://www.instagram.com/ufsm_nas_ruas/?hl=pt-br">UFSM nas Ruas: mais portas, menos muros para catadores de materiais recicláveis e pessoas em situação de rua</a>, projeto de extensão criado em 2018 e vinculado ao curso de Terapia Ocupacional e ao Observatório de Direitos Humanos da Pró-Reitora de Extensão (ODH/PRE) da UFSM. </p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/Ilustracao-1024x1024.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>O artigo 5° da Constituição Federal define que todos são iguais perante a lei e têm o  direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Apesar disso, no Brasil, muitos não têm acesso a alguns direitos básicos, como saúde, alimentação, trabalho e moradia. Essa é a realidade de aproximadamente 160 mil de pessoas que vivem em situação de rua, segundo <a href="https://polos.direito.ufmg.br/wp-content/uploads/2021/07/Relatorio-Incontaveis-2021.pdf">levantamento</a> feito pelo projeto Intocáveis em março de 2021. Os autores do estudo estimam que esse número seja ainda maior, uma vez que há subnotificação.</p><p>As ações do UFSM nas Ruas vão além do assistencialismo, que, embora tenha um papel importante para quem tem fome ou frio, não resolve os problemas estruturais. “Não basta oferecer só o pão e o agasalho. É preciso garantir a todos e todas os direitos sociais que, por meio de políticas públicas implementadas pelo Estado, cheguem a essas pessoas”, reflete Amara Lucia Battistel, coordenadora do projeto.</p><p>Antes da pandemia de Covid-19, havia um grupo de trabalho composto por discentes, docentes e voluntários de diversas áreas da UFSM que promovia ações na praça Saldanha Marinho, na região central da cidade. Entre as atividades, eram feitas rodas de conversas, práticas de esportes, brincadeiras e encontros musicais, que inclusive resultaram no grupo chamado “Samba na Praça”. “Essas atividades ocuparam um espaço significativo, tanto no cotidiano desses indivíduos, quanto para nós, que começamos a nos sentir inseridos no território e acolhidos por eles”, lembra Amara. </p><p>Aos poucos, o projeto ganhou grandes proporções e aumentou o número de participantes. Muitos deles não estavam em situação de rua, porém viviam em vulnerabilidade social, já que vivenciavam precárias condições de trabalho.</p>		
			<h3>Após a pandemia</h3>		
		<p>Com a chegada da pandemia, muitos projetos da UFSM precisaram se adaptar para continuar com seu caráter extensionista e de prestação de serviços para a comunidade santa-mariense em tempos de distanciamento social. Com o UFSM nas Ruas isso também aconteceu, mas, diferentemente de outros projetos, a necessidade de fazer a adaptação para o modelo remoto representou um grande desafio para os voluntários, visto que o público atendido não tem acesso aos recursos tecnológicos para tal. Assim, o projeto passou a se integrar às ações do Comitê Emergência Rua (CER), que consiste na reunião de diversos grupos que tem por intuito auxiliar a população em situação de rua e em vulnerabilidade social no cenário da pandemia.</p>
<p>Através do CER, o UFSM nas Ruas efetuou muitas ações de arrecadações de materiais de higiene, alimentos, roupas, álcool em gel, colchões, lençóis e diversos outros objetos necessários para a implementação de um centro de acolhimento, que funcionou como um abrigo temporário para as pessoas em situação de rua, a fim de prevenir o contágio pela Covid-19, no ano de 2020. Nessas ações, que aconteceram no Centro Desportivo Municipal (CDM), também foram oferecidas oficinas de artesanato, pintura e jogos.</p>
<p>Para comemorar o Natal e o Ano Novo, foram arrecadados alimentos para duas ceias, que foram servidas para um grupo de catadores no centro da cidade e na Casa de Passagem Maria Madalena. Em um cenário de crise sanitária e econômica, uma ação como essa só foi possível graças ao auxílio do voluntário Reinaldo Santos: “Sempre que posso eu me encontro com as pessoas em situação de rua, janto com eles, ouço suas dores e me voluntario para acolhê-los”.</p>
<p>Valdomiro Silva, que vive em situação de rua há aproximadamente oito anos, afirma que o UFSM nas Ruas é importante porque representa quem mais precisa. As ações propostas pelos voluntários do projeto de extensão permitem que ele e outras pessoas saiam da invisibilidade e tenham suas vozes escutadas pela população e pelo poder público. Os impactos da pandemia também atingiram quem vive nas ruas. Valdomiro conta que, apesar de se candidatar a muitas vagas de emprego, não é selecionado para nenhuma, o que o faz ficar dependente da solidariedade para sobreviver. Assim como ele, muitas pessoas passaram a viver em <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/populacao-em-situacao-de-rua-aumentou-durante-pandemia">situação de vulnerabilidade no Brasil desde o início de 2020</a>. “Vejo alguns amigos meus morando em albergues. Amigos que eu nunca imaginei que chegariam a essa situação. Mas, com os aluguéis subindo e a falta de emprego, muitos precisam recorrer a projetos como o UFSM nas Ruas”, afirma.&nbsp;&nbsp;</p>		
			<h3>Para dentro da academia</h3>		
		<p>Além de atuar com redes de solidariedade e de promoção da cidadania, o UFSM nas Ruas busca fomentar o debate dentro do ambiente acadêmico sobre o contexto da população em situação de rua e de catadores de materiais recicláveis. Através dos “Seminários de Políticas Públicas para as Pessoas em Situação de Rua”, o projeto possibilitou a fala e a presença desses cidadãos que muitas vezes se sentem à margem da sociedade. As duas primeiras edições do seminário aconteceram no Auditório Imembuí no Prédio da Reitoria da UFSM, em 2018 e 2019. A participação de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade nesses eventos teve um valor simbólico, já que muitos deles sequer conheciam o espaço físico da Universidade.</p><p>Amara comenta que o seminário inicialmente causou certo impacto na comunidade acadêmica, mas fica feliz em saber que o evento instigou uma quebra de estigmas ao permitir o acesso dessa população à Instituição. “Compreendemos que esse espaço ajudou a promover direitos, garantiu protagonismo e gerou um sentimento de pertencimento a indivíduos que vivenciam a extrema vulnerabilidade social”, afirma.</p><p>A professora enxergou a necessidade de trazer a discussão também para dentro do curso do qual é docente. Depois de consultas sobre conhecimentos técnicos com profissionais do campo social em Santa Maria e Porto Alegre, Amara criou a disciplina complementar de extensão“Terapia Ocupacional Social e a População em Situação de Rua”. </p><p>A participação em um projeto como o UFSM nas Ruas contribui na formação profissional dos acadêmicos do curso que passam a olhar para os direitos humanos e inclusão social e, assim, vislumbrar soluções possíveis para uma sociedade mais justa e inclusiva. “Graças à experiência proporcionada pelo projeto, foi possível compreender o cuidado de forma integral, enxergando que os indivíduos possuem diferentes necessidades, desejos e realidades, influenciando em nossa atuação profissional”, expõe Mariana Mozzaquatro, bolsista do projeto e acadêmica do curso de Terapia Ocupacional.</p>		
			<h3>Uma nova fase do projeto</h3>		
		<p>Graças a uma parceria com a Casa de Passagem Mundo Novo, o UFSM nas Ruas irá compor o quadro de atividades do Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, localizado no Prédio da Antiga Reitoria. O projeto terá um espaço para acolher indivíduos em situação de rua. Interessados de outras áreas da Universidade podem contribuir na formação desse novo local que visa ampliar as ações e criar um ambiente de pertencimento para as pessoas em situação de rua. </p>		
			<h3>Por um Natal sem fome</h3>		
		<p>Junto a outras redes de solidariedade que compõem o CER, o UFSM nas Ruas está organizando o “Natal Sem Fome para catadores e pessoas em situação de rua”. Serão duas refeições nos dias 25 de dezembro de 2021 e 1° de janeiro de 2022.</p>		
												<img width="1024" height="514" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/Box-1024x514.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<section data-id="0020794" data-element_type="section"><section data-id="9f898e8" data-element_type="section"><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem: </i></b><i>Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><b><i>Ilustração: </i></b><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><b><i>Edição de Produção: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>2.ª Edição do VIII Fórum Regional Permanente de Extensão UFSM tem início na próxima semana</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2021/10/14/2-a-edicao-do-viii-forum-regional-permanente-de-extensao-ufsm-tem-inicio-na-proxima-semana</link>
				<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 18:17:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Regional Permanente de Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 16]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 17]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=6084</guid>
						<description><![CDATA[Evento objetiva conhecer as demandas das comunidades dos território de abrangência da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: justify">Tem início, na próxima semana, a 2.ª edição de 2021 do VIII Fórum Regional de Permanente de Extensão, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE) em parceria com os <i>campi</i> e as unidades de ensino da Universidade Federal de Santa Maria (PRE). O evento, que acontece semestralmente nas cidades-sede da UFSM, visa ao fortalecimento do papel social da instituição, ouvindo as demandas da sociedade e articulando saberes e práticas na resolução de demandas em nível local e regional. Nesta edição do Fórum, as atividades serão realizadas por meio do <a href="https://www.youtube.com/channel/UCZo0Npm8Cw0mvIq8CtZnMzw">canal no YouTube da PRE UFSM</a>.</p><p style="text-align: justify">A segunda edição de 2021 do Fórum tem como público-alvo a comunidade das regiões de abrangência da UFSM. O objetivo é conhecer as demandas sociais e as possibilidades de atuação da instituição, articulando universidade e sociedade na resolução dos problemas enfrentados no dia a dia dos cidadãos gaúchos. Além dos encontros virtuais, o Fórum também é composto pela<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre//app-ods/"> Plataforma de Coleta de Dados</a>, na qual a comunidade acadêmica e externa pode apontar em qual Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a UFSM deve priorizar seus recursos – financeiros e humanos – no ano subsequente. </p><p style="text-align: justify">As inscrições para participar do Fórum podem ser realizadas através <a href="https://www.even3.com.br/oitavoforumextensao/">deste link</a>. Mais informações podem ser obtidas junto à CAFE pelo e-mail <a href="mailto:cafe.pre@ufsm.br">cafe.pre@ufsm.br</a> </p>		
												<img width="900" height="220" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/10/WhatsApp-Image-2021-10-13-at-15.41.09.jpeg" alt="" loading="lazy" />														
			<h5>Data de realização por campus</h5>		
		<h4 style="text-align: center">UFSM Cachoeira do Sul</h4><p style="text-align: center">19/10 (terça) - 14h</p><h4 style="font-size: 16px;color: #000000;text-align: center">UFSM Frederico Westphalen</h4><p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">20/10 (quarta) - 09h</p><h4 style="font-size: 16px;color: #000000;text-align: center">UFSM Palmeira das Missões</h4><p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">20/10 (quarta) - 14h</p><h4 style="font-size: 16px;color: #000000;text-align: center">UFSM Santa Maria</h4><p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">26/10 (terça) - 14h</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Os usos sociais das mídias por migrantes senegaleses no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/midias-sociais-migrantes-senegaleses</link>
				<pubDate>Wed, 13 Oct 2021 13:34:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[migrações]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8700</guid>
						<description><![CDATA[Estudo da Comunicação investiga o papel das mídias na trajetória migrante]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Participação social, construção de narrativas de si e manutenção de vínculos. Esses são alguns dos elementos que os usos sociais das mídias proporcionam na experiência migratória de senegaleses no Brasil. </p><p>É o que evidenciou uma pesquisa realizada no Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM e coordenada pela professora Liliane Dutra Brignol. O estudo é fruto de um amplo projeto de pesquisa chamado “Comunicação em rede, diferença e interculturalidade em redes sociais de migrantes senegaleses no Rio Grande do Sul”, que, de 2014 a 2018, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), buscou investigar as dinâmicas de comunicação em rede e as lógicas de redes sociais articuladas pelos migrantes senegaleses no estado do Rio Grande do Sul.</p><p>Em um <a href="https://www.scielo.br/j/dados/a/gNWykz9bKLJh79zCVYbJZkz/?format=pdf&amp;lang=pt">artigo</a> publicado neste ano, a professora expõe os resultados desse trabalho e busca discutir qual o papel que as mídias digitais e em rede assumem na organização das redes migratórias. Isto é, como a comunicação em mídias sociais e aplicativos de mensagens, por meio do uso de aparatos tecnológicos, como computadores e celulares, afetam a experiência migrante. O intuito foi conhecer como se articulavam as relações sociais tanto entre os migrantes, quanto entre os migrantes e a população local.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/imigrantes-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>A metodologia da pesquisa reuniu um conjunto de técnicas, dentre elas a observação simples e a observação participante. A observação simples consistiu no acompanhamento de redes sociais online, páginas, comunidades e perfis no Facebook. Já a observação participante, aquela que possibilita a inserção dos pesquisadores nas vivências dos grupos em estudo, os aproximou de entidades de apoio à migração, associações e até de festividades e reuniões promovidas pelos migrantes. Além das conversas informais, o estudo também contou com entrevistas estruturadas com os sujeitos pesquisados.</p><p>O encontro com esses migrantes contou com a parceria do <a href="https://www.ufsm.br/grupos/migraidh/" target="_blank" rel="noopener">MIGRAIDH</a>, Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional da UFSM, no qual Liliane integra uma das linhas de pesquisa. Desde 2013, o grupo desenvolve ações na área de direitos humanos e de integração local da população migrante e refugiada, o que permitiu a entrada no campo dos estudos migratórios com a presença dos senegaleses. </p><p>Todo esse percurso levou tempo, segundo a professora Liliane, mas foi essencial para a inserção na vivência dos migrantes e trouxe percepções importantes acerca dos usos sociais das mídias por eles. Conforme a pesquisadora, as tecnologias se mostraram essenciais tanto no processo de deslocamento, quanto em toda a trajetória migratória. “Percebemos o papel da mídia e da internet na mediação da construção dessas narrativas migrantes, de outras formas de visibilidade e reconhecimento da experiência migratória”, destaca.</p>		
			<h3>O uso das mídias na construção de identidades migrantes</h3>		
		<p>A investigação mostrou que são assumidos sentidos de <b>participação social</b> quando as tecnologias em rede são utilizadas, por exemplo, para o aprendizado formal e informal de português. Conteúdos em formato de vídeo são produzidos e compartilhados em redes sociais para o ensino do idioma, algo essencial tanto para integração dos sujeitos na cultura brasileira, mas também para que possam se inserir no mercado de trabalho. Esse tipo de ação é realizada por projetos como o “<a href="https://www.facebook.com/Senegal-Ser-Neg%C3%A3o-Ser-Legal-758150887628188/" target="_blank" rel="noopener">Senegal, ser negão, ser legal</a>”.</p><p>Também foi observado o local central que os usos sociais da mídia ocupam na construção de <b>narrativas migrantes</b> - muitas vezes, como uma forma alternativa às narrativas construídas pela mídia tradicional. Na pesquisa, são apresentados projetos de produção de conteúdos para canais de TV voltados à cultura senegalesa, mas que buscam também estabelecer diálogos com outras nacionalidades. É o caso do <a href="https://www.facebook.com/senebrasiltv/" target="_blank" rel="noopener">Sene Brasil TV</a> e o <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100010155188464&amp;fref=ts" target="_blank" rel="noopener">Touba Brasil TV Rio Grande do Sul</a>. A apropriação das redes sociais online também permite que os próprios sujeitos contem suas histórias e coloquem em circulação questões referentes às suas identidades. </p><p>A <b>manutenção de vínculos</b> com familiares e amigos que permanecem no Senegal também se dá, principalmente, por aplicativos de mensagens, como <i>Whatsapp, Viber e Emo</i>. Tendo em vista o caráter transnacional desse tipo de migração, a tecnologia é essencial para manter conexões e interações que transcendem os limites territoriais. </p><p>A comunicação pela internet é importante para garantir o contato com conhecidos, amigos e parentes que já migraram, estabelecendo uma <b>rede de apoio</b> na organização e na dinâmica migratória. Há ainda uma relação presencial, mas também mediada pelas tecnologias, principalmente para troca de informações sobre o contexto local, como ofertas de emprego e moradia.</p>		
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										<img width="521" height="457" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/coletivo_ser_legal.PNG.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Publicação com divulgação de live que promove a integração entre membros de um dos coletivos observados pela pesquisa. Print tirado na página do Facebook "Senegal, Ser Negão, Ser Legal".</figcaption>
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		<p>Mas, para além disso, as redes de apoio também se constituem nas associações, movimentos, clubes, vivências religiosas e outros espaços que são construídos pelos migrantes e que também funcionam a partir da mediação de contato pelas mídias sociais e em rede. </p><p>De acordo com o estudo, o processo de migração acompanhado da apropriação das tecnologias da mídia é capaz de <b>ressignificar a experiência diaspórica</b> e de <b>cidadania migrante</b><b>. </b>A docente explica que o conceito de diáspora, neste caso, é entendido como identidades em deslocamento, que passam a ser construídas em uma relação de identificação com a nova cultura, mas também de diferença pelo pertencimento à terra de origem.</p><p>Ao considerar a migração não apenas um deslocamento físico, mas cultural, Liliane destaca a importância de se estudar o tema pelo olhar da comunicação. “Um migrante não migra sozinho, ele já faz parte de uma rede. Ele traz esses laços familiares, culturais, suas vivências, bagagens, histórias e vai dinamizar também essas relações sociais e culturais nos locais para onde ele migra”, ressalta. </p>		
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										<img width="543" height="546" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/image-1.png" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Publicação com mensagem antirracista de uma das páginas que compõem a pesquisa. Print tirado na página no Facebook "Senegal, Ser Negão, Ser Legal".</figcaption>
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		<p>Diante disso, o uso das tecnologias da mídia se tornam fundamentais, pois os indivíduos passam a se valer da conexão para ampliar interações e colocar em contato suas identidades, diversidades e diferenças de maneira mais dinâmica. As mídias também são apropriadas no sentido de tematizar os preconceitos sofridos pela população migrante, como racismo e xenofobia. As questões são abordadas tanto nos perfis pessoais, quanto nas páginas dos projetos e coletivos formados por eles. Ao perceberem essas condições passam a reivindicar e construir novas formas de representação. </p><section data-id="98ed197" data-element_type="section"><section data-id="5f882e8" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><strong>Ilustração: </strong><em>Noam Wurzel</em><i>, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista<br /></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O super alimento da natureza</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/agosto-dourado-aleitamento-materno</link>
				<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 13:46:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agosto dourado]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[A amamentação por livre demanda é prática incentivada por Comitê de Aleitamento Materno do HUSM e traz benefícios como a formação da flora intestinal e a proteção de doenças]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“O leite materno é a base da vida”. Essa frase é da professora Beatriz da Silveira Porto, do Departamento de Pediatria e Puericultura do Centro de Ciências da Saúde da UFSM. Para ela, que também é Coordenadora do Comitê de Aleitamento Materno do HUSM/UFSM, o leite materno é o melhor alimento para o bebê - mesmo prematuro, pois tem um grande poder para o desenvolvimento e é determinante na saúde do mesmo.  “É um alimento espécie-específico, aprimorado por milhares de anos para o filhote humano. É um alimento vivo, produzido especificamente para o bebê e, por isso, o mais indicado sob qualquer ponto de vista”, complementa. O leite materno está ligado ao desenvolvimento nutricional, metabólico, imunológico, motor e cognitivo.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/Aleitamento_capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Entre os benefícios do aleitamento materno desde os primeiros minutos de vida está a formação da microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal. Ela é um conjunto de microorganismos, formado de bactérias, que vivem e se desenvolvem no intestino, mas que são benéficas para a saúde humana e a influenciam do nascer até a idade adulta. A microbiota não existe no intra-útero, ou seja, dentro do útero da mãe, e começa a ser formada a partir do nascimento do bebê. “Ela começa a se desenvolver no momento que o neném nasce. Então aquele primeiro alimento que você coloca é aquele que vai dar a base para aquela plantação, e isso vai até o resto da vida”, explica Beatriz. </p><p>Outra vantagem do leite materno como alimento principal é na prevenção de doenças. Isso acontece pela prevenção de gatilhos que podem ser ativados nos dois primeiros anos de vida de um ser humano. Estes podem ser de herança genética, que são maleáveis nesse período. Para Beatriz Silveira Porto, quando há um desbalance importante nesse início, há possibilidade de ativação desses gatilhos e, como consequência, problemas de saúde na idade adulta. Com a amamentação, a criança está mais protegida dessa ativação. Como exemplos ela cita a proteção contra obesidade, síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares e diabetes. </p><p>Além disso, o leite materno também ajuda no desenvolvimento cerebral e no aumento dos índices de quociente intelectual. É possível observar os pequenos progressos que a criança tem nos primeiros meses de vida, como a descoberta dos dedos, mãos e pés, os movimentos dos braços e pernas, o olhar atento para o mundo à sua volta. Com o passar dos meses, o bebê começa a segurar objetos, fazer sons e buscar a repetição dos sons que ouve. O ganho de peso também tem a ver com isso: “Nos primeiros três meses de vida, ela [a criança] ganha tanto peso, a velocidade de crescimento dela é tão grande que é como se a gente fosse de cinquenta para noventa quilos em três meses”, explica Beatriz.</p>		
												<img width="1024" height="555" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/Aleitamento_Info_2-1024x555.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Agosto Dourado e a livre demanda</h3>		
		<p>Agosto Dourado é considerado o mês do incentivo ao aleitamento materno. A cor faz referência ao leite materno, avaliado como “alimento de ouro”, uma vez que tem tudo que o bebê necessita para um crescimento saudável. Além disso, a intenção é que haja incentivo ao aleitamento por livre demanda. </p><p>O movimento é mundial, e o lema da Semana de Aleitamento Materno deste ano, que aconteceu de 1º a 7 de agosto, foi “Proteger o Aleitamento Materno: Uma responsabilidade compartilhada”. Paola Souza Castro Weis, enfermeira assistencial no HUSM e consultora em Aleitamento Materno, explica que o tema leva em conta que amamentar é um direito de todos. “O bebê que é alimentado no peito demanda mais, com certeza. A gente defende a amamentação por livre demanda, que é quando o bebê vai mamar sempre que precisar”, reitera. Ela expõe que, nesse sistema, a metabolização do alimento é mais rápida, assim como a evacuação. Por ser um alimento ajustado ao bebê, a metabolização é feita naturalmente e o estômago esvazia mais rapidamente. Por isso que um bebê mama em intervalos curtos, geralmente de duas em duas horas.</p><p>Beatriz Silveira explica que a livre demanda é fundamental, uma vez que está relacionada aos mecanismos de autorregulação do bebê e que são importantes também para a idade adulta. “Quando a criança tem esse sistema de autorregulação protegido nos primeiros meses, ela leva isso para a idade adulta, os distúrbios alimentares são mais raros, porque ela preservou esse sistema de autorregulação que também é da espécie”. Paola diz que é por esse motivo que a chupeta não é recomendada, uma vez que o exercício de sucção que deveria ser feito na mama é feito no bico artificial. Por causa do formato, o movimento não é o mesmo e, no caso da chupeta, é incorreto, o que confunde o movimento que deveria ser feito na sucção do leite do seio da mãe.</p>		
			<h3>Quem determina a produção do leite materno é o bebê</h3>		
		<p>A indicação profissional é de que o aleitamento materno se inicie em até uma hora após o nascimento, de preferência nos primeiros minutos de vida. Essa prática facilita a pega correta do seio da mãe, o que propicia que o bebê tenha mais agilidade em sugar o leite. “Logo após o nascimento, o bebê está alerta e se posicionará instintivamente, abocanhando corretamente o mamilo e a aréola, sendo muito importante para o sucesso do aleitamento”, explica Beatriz. A recomendação é de que ele saia do útero direto para o peito. Se houver banho e outros procedimentos antes, a criança poderá estar sonolenta e cansada, o que dificulta a pega correta e, logo, a amamentação, desde o início do processo. </p><p>Em casos em que não há pega correta desde o início, a produção de leite da mãe pode cair e ser prejudicada por fatores como nervosismo e estresse. Marinez Casarotto, médica pediatra neonatologista e chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do HUSM, conta que a mãe produz o leite conforme a necessidade do bebê, e que a demanda muito frequente é mais intensa nos primeiros dias de vida. Já Paola Weis explicita que essa produção de leite materno é diretamente ligada à sucção, que precisa ser frequente no início para que a produção se ajuste. É como se fosse uma fábrica comandada pelo bebê: “o peito não é estoque, ele é fábrica, ele não tem que estar cheio para amamentar. Conforme amamenta, ele vai produzindo e alimentando o bebê”. Beatriz complementa a metáfora ao dizer que a fábrica trabalha sob demanda a partir dos sinais do mamar: é a sucção que ativa a produção de leite para a próxima mamada. </p><p>A sucção gera impulsos sensoriais no mamilo e faz com que as terminações nervosas que ficam no seio levem os estímulos - ou “avisos”, para a glândula adeno-hipófise, que fica no cérebro, e é responsável por produzir e liberar a prolactina e a ocitocina, os dois hormônios da amamentação. A prolactina atua nas células alveolares mamárias, produzindo o leite; e a ocitocina ativa o reflexo da “descida” do leite, que é liberado nos ductos e seios lactíferos até os orifícios do mamilo, pelos quais o bebê suga. “Por isso que é importante que haja sempre a sucção, porque se a sucção parar, a fábrica vai entender que não tem mais saída, que o produto não tá vendendo mais, então não precisa mais fazer, né?”, detalha a coordenadora. Esse processo se relaciona com a autorregulação que, para Beatriz, é um dos mecanismos fantásticos do aleitamento.</p><p>Há casos, no entanto, em que a produção do leite materno cai ou cessa completamente. Um dos motivos, de acordo com as três profissionais, é quando não há sucção da mama, ou então quando os ductos lactíferos estão cheios, com muita produção, e esta não é liberada pelos seios e mamilos. Segundo Beatriz Silveira, a ausência da ocitocina também pode contribuir nesta interrupção da produção, e esta inibição pode ser por fatores como preocupação, estresse, dúvidas e até mesmo a dor. Beatriz destaca que a ocitocina é o “hormônio do amor”, uma vez que é favorecida quando a mãe está confiante, quando olha, interage e ouve os sons do bebê. “Por isso, se diz que a produção do leite materno decorre de uma complexa interação neuro-psico-endócrina, necessitando um olhar atento e amplo dos profissionais e da rede de apoio”. Ela salienta que todos os mecanismos de promoção, proteção e orientação ao aleitamento materno são importantes para a manutenção do mesmo a longo prazo. É a partir desse princípio que o Comitê de Aleitamento Materno do HUSM da UFSM atua.</p>		
			<h3>A promoção do aleitamento materno é um trabalho multiprofissional</h3>		
		<p>O Comitê de Aleitamento Materno do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é um grupo multiprofissional que atua a partir de ações de promoção e proteção do aleitamento materno. Eles definem diretrizes, protocolos e fluxos dentro do HUSM, além de promover capacitações sobre amamentação tanto para as mães quanto para os diversos profissionais envolvidos. A equipe é formada por professores, enfermeiras (os), médicas (os), obstetras, pediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas (os), psicólogas (os), assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, e também conta com o apoio de estudantes residentes, residentes médicos e multiprofissionais. </p><p>Beatriz Silveira destaca que o processo da amamentação é amplo e não envolve apenas aspectos técnicos, mas também emocionais e fisiológicos. “A fisiologia do aleitamento envolve muitos aspectos emocionais. A própria estimulação dos hormônios da lactação dependem de disposições emocionais, também de anatômicas e fisiológicas”, comenta. O sucesso da amamentação envolve muitas etapas e, por isso, é importante que a equipe do comitê seja multidisciplinar. “São vários contextos, precisa, justamente, esse apoio mais multidisciplinar que enxergue toda essa integralidade, todos os aspectos em um contexto mais integral da saúde”, expõe. Cada um dos profissionais tem um ponto de abordagem e ajudam, a partir de seus conhecimentos específicos, para o sucesso da amamentação.</p><p>Uma das maneiras de atuação do comitê é a partir de capacitações que ensinam, para a mãe, a pega correta e os pormenores do processo, e para os profissionais do hospital, as necessidades de acompanhamento da execução da amamentação. Paola conta que a capacitação para os funcionários surgiu do comitê: “Mas não apenas aqueles que atuam diretamente com o aleitamento materno, a capacitação vai desde o porteiro até a copa, então afeta todos os profissionais”. A ideia é que todos saibam o que é melhor para a criança.</p><p>Outra função do comitê é por meio da extração do leite materno quando os bebês estão nas unidades de internação do HUSM - que incluem a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, o Alojamento Conjunto, a Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico e a Unidade de Internação Pediátrica, seja por terem nascido prematuros, seja por terem alguma doença ou problema que necessite de mais cuidados. Nesses casos, não há possibilidade de amamentação no seio da mãe. A fim de não perder o contato com o leite materno, os profissionais do comitê auxiliam na extração do leite e administram ele ao bebê. Marinez Casarotto explica que é feita a oferta somente do leite fresco, <i>in natura, </i>em até 12 horas depois da extração, uma vez que ainda não há banco de leite no hospital.</p><p>Nem sempre a extração é possível, uma vez que muitas mães não são de Santa Maria e não têm condições de estar presentes no hospital cem por cento do tempo: às vezes tem outros filhos pequenos em casa ou não conseguem se deslocar até a cidade todos os dias, principalmente quando a internação é duradoura. Nesses casos, os profissionais precisam ofertar a fórmula láctea em substituição ao leite materno. Beatriz explica que há boas fórmulas lácteas disponíveis no mercado, alinhadas com o perfil de macronutrientes e micronutrientes do leite humano, mas que, ainda assim, as características nutricionais do último são superiores a qualquer fórmula. Por exemplo, as gorduras de cadeia longa presentes no leite materno são difíceis de mimetizar nas fórmulas, tanto na proporção quanto na especificidade. Com as fórmulas, nem sempre há a absorção de todos os nutrientes presentes pelos bebês, justamente por essa dificuldade de reprodução de todas as características do leite materno.</p><p>Paola revela que uma das conquistas do comitê é a necessidade de prescrição da fórmula láctea por um médico. “Antes a gente tinha a fórmula ali, disponível. Hoje ela não é mais disponibilizada, ela só é ofertada com prescrição médica”. Essa prescrição segue protocolos rígidos, que definem em quais situações há a prescrição dessa fórmula. A intenção é o incentivo ao aleitamento materno em todas as situações em que este for possível.</p><p>Além do comitê, o HUSM possui um Posto de Coleta, que permite a realização das coletas de leite das mães, do envase no lactário e da administração aos bebês internados - de cada mãe para seu bebê. O posto de coleta é vinculado ao Banco de Leite de Rio Grande. A diferença entre o primeiro e o segundo é que o banco de leite é uma unidade que faz todas as etapas do processamento, desde a promoção do aleitamento por meio das atividades de coleta, quanto do processamento e controle de qualidade do leite que é produzido nos primeiros dias após o parto. O posto de coleta não possui as fases de processamento e análise do leite; neste, o leite é coletado na mãe e administrado em seu bebê. Nos bancos de leite humano, cuja estrutura é mais completa, há a possibilidade de doação de leite de mães com excesso de produção para outros bebês que não os seus. O leite também dura mais tempo, já que é processado. </p><p>Um dos próximos passos do Comitê de Aleitamento Materno do HUSM é a busca da instalação de um Banco de Leite Humano em Santa Maria. As profissionais entrevistadas contaram que é uma das prioridades do hospital, e que, para isso, há necessidade de investimento em equipamentos, materiais, profissionais e ampliação da área do atual Posto de Coleta. No entanto, devido à estrutura e às ações que já existem, é um objetivo palpável.</p><section data-id="da104b0" data-element_type="section"><p><strong><em>Expediente</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p><p><em><i><strong>Ilustrador</strong>: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></em></p><p><em><strong>Mídia Social:</strong> <i>Eloíze Moraes estagiária de Jornalismo</i><br /></em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p><p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rozane Cardoso: a mestra dos palhaços</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/rozane-encontro-palhacos-coxilha</link>
				<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 14:58:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro caixa preta]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8491</guid>
						<description><![CDATA[Professora da UFSM atuou na formação de diversas gerações de artistas e hoje inspira evento de profissionais da arte da palhaçaria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Professora Rozane Cardoso como a Palhaça Coxilha, no Calçadão de Santa Maria.</figcaption>
										</figure>
		<p>Ouvir, dar afeto e dar voz eram alguns dos objetivos do grupo de estudos O Tau do Claun que, entre 1997 e 1999, comprometeu-se a levar a arte da palhaçaria para o Lar das Vovozinhas, localizado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul - e segundo consta no site da instituição, é o maior lar de idosas do Brasil. Coordenados pela professora da UFSM Rozane Cardoso, os integrantes do projeto realizavam estudos teóricos e práticos para que pudessem valorizar a vida das idosas que residiam no Lar. As intervenções artísticas realizadas pelo grupo deram conta de acolher e humanizar o público, que se encontrava fragilizado e frequentemente em situação de abandono. </p><p>Além de articular e orientar o grupo O Tau do Claun, Rozane Cardoso foi pioneira na pesquisa em técnicas de comicidade, na experimentação criativa e na arte da palhaçaria em Santa Maria e no estado. Rozane formou-se em Artes Cênicas em 1992 e concluiu o mestrado em Ciência do Movimento Humano em 2001, ambos pela UFSM. </p>		
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										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Oficina_Ana_Elvira-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Foto da Oficina de Clown ministrada por Ana Elvira Wuo em 1997, promovida pelo grupo O Tau do Claun, e patrocinada pela Direção do Centro de Educação e pelas Coordenações dos cursos de Educação Especial e Pedagogia. </figcaption>
										</figure>
		<p>No âmbito da docência na universidade, Rozane ministrou diversas disciplinas nos cursos de Artes Cênicas e Educação Especial - dentre elas Laboratório, Encenação Teatral, Técnicas Circenses e História do Teatro Brasileiro. Seu perfil profissional é descrito como muito ético, metódico e austero. “A Rozane era uma ótima professora para preparar diretores. Ela era muito exigente em tudo o que fazia e a gente tinha que estar lá até a hora que ela achava que tinha ficado bom”, conta Michelle Silveira (Palhaça Barrica), ex-aluna de Rozane e atual palhaça, formadora em palhaçaria e produtora cultural. “Ela trabalhava conosco muito jogo, improviso, tudo buscando descobrir e desenvolver a personalidade de cada palhaça e palhaço. Se tem uma coisa que eu aprendi com a Rozane e que jamais vou esquecer é o respeito pelo nariz. O respeito pela máscara e pelo ritual de usá-la”, complementa Michelle.</p>		
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										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Dedicatoria_Album_para_Rosane-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Dedicatória de Daniela Lobato para a professora Rozane Cardoso, em um álbum com fotos do trabalho dos clowns no Calçadão de Santa Maria.</figcaption>
										</figure>
		<p>Mesmo após falecer, em 2007, o nome de Rozane ainda ecoa pelo mundo artístico que ajudou a construir e a consolidar. O Teatro Caixa Preta - Espaço Rozane Cardoso, do Centro de Artes e Letras da UFSM, leva o nome da professora que lutou para que o espaço fosse revitalizado. “Ela sempre dava um jeito de articular um projeto dela para conseguir verba para resolver os problemas de infraestrutura, porque o que tinha disponível não era o suficiente. Ela fazia o espaço ser vivo. Tinha uma programação intensa de atividades que envolviam não só eventos artísticos culturais, como atividades de outros cursos. Então ela fazia o espaço ser utilizado da melhor maneira possível”, relata Laédio Martins, que foi orientado por Rozane no TCC e hoje é mestre em teatro e diretor teatral.</p><p>Além do nome do Teatro, o legado de Rozane Cardoso reverbera no Encontro de Palhaços da Coxilha, que está na sua 7ª edição celebrando a arte, pesquisa e memória da palhaçaria. O evento teve a sua primeira edição em 2012 e foi idealizado por Pablo Canalles, Raquel Guerra e Luise Scherer, que foram alunos de Rozane e se envolveram em seus trabalhos. Coxilha era a identidade da palhaça de Rozane e, em homenagem à sua mestre, o Encontro também leva o seu nome. O evento é produzido pelo Ateliê do Comediante e pela atriz, palhaça e produtora Luise Scherer, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria e acontecerá entre os dias 17 e 20 de junho.</p>		
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										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/7°_encontro_de_palhacos_da_coxilha-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Material gráfico cedido pelo 7° Encontro de Palhaços da Coxilha para divulgação.
Identidade visual: Vilmar Rossi Junior
Fotografia: Breno Fixman e Roberto Chagas</figcaption>
										</figure>
		<p>Pela primeira vez em formato digital, o evento será transmitido no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6lqEHV5y35Y" target="_blank" rel="noopener">canal do Youtube</a> do Encontro Palhaços da Coxilha. Dentre as urgências observadas na mudança da configuração do evento estão a preocupação com a qualidade do material desenvolvido e apresentado e o planejamento de estratégias para se aproximar do público, mesmo através de telas. Além de trazer espetáculos e números cômicos de companhias santa-marienses, a 7ª edição do evento também conta com a apresentação do projeto editorial “Sublime Jogo”. A obra inédita aborda a pesquisa em palhaçaria realizada por Rozane Cardoso através do grupo de estudos O Tau do Claun e das atividades realizadas no Lar das Vovozinhas.</p><p>Laédio Martins conta que Rozane chegou a imprimir uma versão do livro e a revisá-lo, e que o formato que ela idealizou para a obra será respeitado. Apesar de não ter integrado o grupo O Tau do Claun, Laédio tinha proximidade com o trabalho realizado pelo grupo e observa a importância das atividades desenvolvidas no Lar das Vovozinhas. “A arte dá conta de traduzir aquilo que é inefável, que a gente não consegue colocar em palavras. Às vezes uma manifestação artística que a gente vê te toca de uma maneira que você não consegue explicar necessariamente com palavras, mas que te afeta e te transforma em um sentido positivo e te coloca em outra direção. Te abre o horizonte ou apazigua a alma, o coração”, contempla.</p><p>A partir do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas e com recursos da Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020), o livro de Rozane foi digitalizado e revisado. Futuramente será possível publicar a obra, que está em processo de preparação e pesquisa editorial. A professora e palhaça Raquel Guerra, que integrou o grupo de estudos O Tau do Claun e atua na curadoria do Encontro Palhaços da Coxilha, explica que o material será enviado para ser revisado pelas pessoas que estavam envolvidas no projeto durante a época e que foram co-autoras deste material. A impressão física do livro está prevista para 2022. </p><p>No dia 17, primeiro dia do Encontro, o conteúdo do livro Sublime Jogo será apresentado através de comentários da equipe responsável pela revisão da obra. Confira, a seguir, a programação do 7º Encontro Palhaços da Coxilha:</p><p><b>17 de junho, quinta-feira</b></p>		
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										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Quinta-feira-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fotografia do Espetáculo O Circo do Mundinho Feliz - Teatro Por Que Não?</figcaption>
										</figure>
		<ul><li><b>15h</b> - Webconferência Sublime Jogo  - Apresentação Luciano Gabbi, com os convidados Laédio Martins, Michelle Silveira, Manuela Castelo Branco e Raquel Guerra</li><li><b>19h</b> - TV O Tau do Claun - Dacaratapa - Diário de um Palhaço em Isolamento Social - Palhaça Brum - Penso logo Desisto e Clowncando - Levitamento de Palhaço</li><li><b>20h</b>  - Espetáculo O Circo do Mundinho Feliz - Teatro Por Que Não?</li></ul><p><b>18 de junho, sexta-feira</b></p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Sexta-feira-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fotografia da Palhaça Fiorella, que estará presente na TV O Tau do Claun. </figcaption>
										</figure>
		<ul><li><b>19h</b> - TV O Tau do Claun - Palhaça Barrica - Barrica em Oferenda - As Theodoras - Theodoras Onlainê em Espelho - Ilógica Cia - Peido Pesado em: Palhaço do rock?em quarentena</li><li><b>20h</b> - Espetáculo Romeu e Julieta - Cia Retalhos de Teatro</li></ul><p><b>20 de junho, domingo</b></p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Sabado-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fotografia das Theodoras Onlainê em Espelho, que estarão presentes na TV O Tau do Claun. </figcaption>
										</figure>
		<ul><li><b>19h</b> - TV O Tau do Claun - Palhaça Barrica - Barrica em Oferenda - As Theodoras - Theodoras Onlainê em Espelho - Ilógica Cia - Peido Pesado em: Palhaço do rock?em quarentena</li><li><b>20h</b> - Espetáculo Romeu e Julieta - Cia Retalhos de Teatro</li></ul><p><b>20 de junho, domingo</b></p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/Domingo-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fotografia do Ateliê do Comediante, que estará presente na TV O Tau do Claun. </figcaption>
										</figure>
		<ul><li><b>19h</b> - TV O Tau do Claun - Cia Teatro de Bolso - O Matricômico em O Jantar - Ateliê do Comediante - As Irmãs Pulgas</li><li><b>20h</b> - Espetáculo Macaco Malaquias - Saca-Rolhas Teatro &amp; Cia</li></ul><section data-id="9414c6d" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Repórter: </strong>Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social:</i></b> <i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><strong><i>Edição Geral: </i></strong><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7º Fórum Regional Permanente de Extensão tem início na próxima semana</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2021/06/01/7o-forum-regional-permanente-de-extensao-tem-inicio-na-proxima-semana</link>
				<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 12:53:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Articulação]]></category>
		<category><![CDATA[agenda 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Regional Permanente de Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 16]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 17]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=5603</guid>
						<description><![CDATA[A Pró-Reitoria de Extensão (PRE), através da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE), promove, a partir da próxima terça (09), o 7º Fórum Regional Permanente de Extensão. O evento, que acontece semestralmente nas cidades-sede da UFSM, visa a fortalecer o papel social da instituição, ouvindo as demandas da sociedade e articulando saberes e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: justify">A Pró-Reitoria de Extensão (PRE), através da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE), promove, a partir da próxima terça (09), o <strong>7º Fórum Regional Permanente de Extensão</strong>. O evento, que acontece semestralmente nas cidades-sede da UFSM, visa a fortalecer o papel social da instituição, ouvindo as demandas da sociedade e articulando saberes e práticas na resolução de demandas em nível local e regional. Neste ano, as atividades serão realizadas em formato remoto, através da plataforma Google Meet e do canal da PRE no YouTube.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify">A primeira edição de 2021 do Fórum tem como público alvo servidores e estudantes da Universidade, promovendo um diálogo mais próximo e direto entre os agentes envolvidos no fazer extensionista, para que esse público apresente à PRE quais são as suas possibilidades de articulação, as suas demandas internas e como a Pró-Reitoria pode contribuir para o desenvolvimento de ações da UFSM na comunidade. Além dos encontros virtuais, o Fórum também é composto pela <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre//app-ods/">plataforma de coleta de dados</a>, na qual a comunidade acadêmica e externa pode apontar em qual Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a UFSM deve priorizar seus recursos - financeiros e humanos - no ano subsequente.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify">As inscrições para participar do Fórum podem ser realizadas <a href="https://www.even3.com.br/setimoforumextensao/">através deste link</a>. Mais informações podem ser obtidas junto à CAFE pelo e-mail <a href="mailto:cafe.pre@ufsm.br">cafe.pre@ufsm.br</a> .</p>

<h5>Programação por <i>campus</i></h5>
<strong>UFSM Frederico Westphalen</strong>

09 de junho (quarta-feira) |&nbsp;09h30

<strong>UFSM Palmeira das Missões</strong>

09 de junho (quarta-feira) | &nbsp;14h30

<strong>UFSM Cachoeira do Sul</strong>

10 de junho (quinta-feira) |&nbsp;14h30

<strong>UFSM Santa Maria</strong>

15 de junho (terça-feira) | 14h30
<h5>Agenda 2030 na UFSM</h5>
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes&nbsp;Objetivos de Desenvolvimento Sustentável&nbsp;(ODS).</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center"><em>Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.</em></p>

<figure>
											<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/16/">
<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_16-150x150.jpg" alt="" loading="lazy">								</a><figcaption>ODS 16</figcaption></figure>
<figure>
											<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/17/">
<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_17-150x150.jpg" alt="" loading="lazy">								</a>

<figcaption>ODS 17</figcaption></figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM analisa impactos socioeconômicos da pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-analisa-impactos-socioeconomicos-da-pandemia</link>
				<pubDate>Mon, 31 May 2021 12:37:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[observatório]]></category>
		<category><![CDATA[observatório socioeconômico]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[O Observatório Socioeconômico da Covid-19 da universidade tem como objetivo informar a comunidade sobre a realidade brasileira e promover reflexões sobre o futuro do país]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Março de 2020: a Organização Mundial da Saúde decreta que estaríamos enfrentando uma pandemia de Covid-19. Já presente no<a href="https://science.sciencemag.org/content/369/6508/1255" target="_blank" rel="noopener"> Brasil</a> desde fevereiro do mesmo ano, não levou muito tempo até ser evidente que o novo coronavírus seria a causa de uma crise no âmbito da saúde pública no país. Ainda assim, essa não era a única preocupação que assolava a população brasileira e diversos estudos têm buscado entender outra questão fundamental: quais seriam os impactos socioeconômicos desta pandemia?</p><p>Foi a partir disso que os professores Nelson Guilherme Machado Pinto e Daniel Arruda Coronel idealizaram o “<a href="https://www.ufsm.br/coronavirus/socioeconomico/" target="_blank" rel="noopener">Observatório Socioeconômico da COVID-19</a><b>: Uma análise do impacto da pandemia em questões econômicas e sociais por meio de uma perspectiva estadual, regional e nacional” </b>(OSE). O projeto faz parte do Grupo de Estudos em Administração Pública, Econômica e Financeira (GEAPEF) da UFSM, coordenado pelos dois, e é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).</p><p>Além de mapear e divulgar dados referentes aos impactos socioeconômicos da realidade do estado, das macrorregiões e da economia do país como um todo, ele tem como objetivo promover reflexões – dentro da academia e para a comunidade - a partir de análises de conjuntura e de estudos e discussões que tratam dos mais diversos aspectos da vida dos brasileiros. Para isso, o OSE conta com a colaboração de pesquisadores da UFSM, da UFV (Universidade Federal de Viçosa), da Unipampa, da Universidade de Lisboa, e da IMED-Passo Fundo.</p><p>Juntamente aos coordenadores, a equipe é formada por nove pessoas da área executiva – que tem a finalidade de colocar em prática as decisões colegiadas dos membros das instituições participantes -, e 24 pessoas da área operacional – composta pelos bolsistas do projeto, alunos de graduação, mestrado e doutorado da UFSM, responsáveis pela coleta e atualização dos dados e do site, entre outras questões.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/Observatorio_Capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>O combate à desinformação</b></p><p>De acordo com um<a href="https://secure.avaaz.org/campaign/po/brasil_infodemia_coronavirus/" target="_blank" rel="noopener"> estudo</a> da Avaaz - uma comunidade de mobilização online -, sete a cada 10 brasileiros (73%) entrevistados acreditaram em, pelo menos, um conteúdo falso sobre a pandemia de Covid-19. Esses dados foram os mais preocupantes comparados aos dos outros dois países envolvidos na pesquisa – Estados Unidos e Itália - que obtiveram, respectivamente, porcentagens de 65% e 59%. A pesquisa, que foi conduzida virtualmente, contou com pessoas entre 18 e 65 anos, tendo 2001 participantes no Brasil, 2002 na Itália e 2000 nos Estados Unidos, e chegou à conclusão de que a principal fonte de informações falsas viriam de redes sociais.</p><p>O combate à desinformação também é uma das preocupações do Observatório Socioeconômico da Covid-19, segundo Daniel Coronel - doutor em Economia Aplicada e coordenador do projeto -, na medida em que uma questão fundamental que norteou as ações do grupo foi fornecer informações sólidas, de maneira didática e transparente: “Esse foi um dos principais pontos. Até por isso umas das seções do site visa trazer decretos, leis e informes oficiais dos governos brasileiro e do Estado do Rio Grande do Sul para que a população possa ter acesso claro, preciso e sem assimetrias dessas informações, bem como análises técnicas e com acuidade sobre os impactos desta pandemia nas principais variáveis econômicas e sociais, corroborando também para a diminuição das <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/isso-e-fake-news/" target="_blank" rel="noopener"><i>fake news</i></a>, as quais contribuem para a desinformação e a fragmentação da sociedade.”</p><p>Para Andressa Pettry Müller, doutoranda em Administração pela UFSM e membro da equipe operacional do projeto, esse aspecto é um dos que representam a importância do OSE. O projeto, ao proporcionar uma maior segurança e agilidade na divulgação de informações que afetam a realidade dos brasileiros, destaca o acesso à informação como um direito legal de todo cidadão: “No momento que estamos vivenciando, as pessoas estão à procura de informações, para saber o que está acontecendo, como devem proceder, precisam de um aparato que lhes traga conhecimento e também que dê segurança quanto à veracidade dos dados. Assim, um projeto como o OSE se mostra de extrema relevância para toda a sociedade, pois traz, de forma transparente, diversas informações que são pertinentes para serem utilizadas por indivíduos, por governantes, por empresas, a fim de identificar o cenário que está sendo vivenciado, podendo ser estimados contextos que podem vir a ocorrer, além de inteirar os mesmos de questões de extrema relevância, como a quantidade de respiradores e UTI’s, por exemplo, que o município ou o estado que a pessoa reside possui.”</p><p>Além de desenvolver pesquisas e oferecer suporte para os demais membros da equipe operacional, uma das tarefas da Andressa é a coleta de dados. No site do OSE, há uma sessão que oferece perspectivas municipais – com variáveis mensais e acumulativas do número de habitantes, do total de repasse do Programa de Apoio Financeiro a estados e municípios, da receita total arrecadada, da despesa empenhada, da quantidade de respiradores existentes, do uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS) e das Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) -; estaduais – com tabelas referentes a trabalho e emprego, a desemprego e seguro-desemprego, a empresas constituídas e extintas, a quantidade de respiradores, a criminalidade e a índices de atividade econômica e avaliação de mercado - ; e nacionais – referentes a trabalho e emprego, ao desemprego e ao seguro-desemprego, a inflação IPCA, ao Salário Mínimo Real, à taxa Selic e Câmbio, ao Rendimento Médio da População, aos respiradores e leitos de UTI, ao PIB mensal, e a indicadores econômicos e empresariais. </p><p><b>A responsabilidade do poder público</b></p><p>A disponibilização desses dados e a elaboração de análises feitas pelo projeto também tem como objetivo subsidiar políticas públicas que combatam os efeitos negativos da pandemia no Brasil. Entre os diversos temas trazidos através das análises de conjuntura propostas pelo grupo, está o papel e a importância de medidas como a disponibilização de auxílios durante o período em que vivemos. Um exemplo é o texto “<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/820/2020/05/An%C3%A1lise-de-Conjuntura-02.pdf">Ampliação do programa Benefício de Prestação Continuada (BPC): essencial para amenizar a pobreza e urgente em tempos de pandemia</a>”, de autoria da doutora em Economia Aplicada e professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, Kalinca Léia Becker. </p><p>Em sua análise, Kalinca comenta de maneira favorável sobre as medidas de flexibilização do limite de renda familiar per capita para acessar o Benefício de Prestação Continuada. Ainda, ela retoma um tema já<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/desigualdade-fator-risco-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"> comentado</a> na revista Arco, o auxílio emergencial – na época do texto da pesquisadora, ainda em R$600 -, o qual,  de acordo com a Organização das Nações Unidas, tirou temporariamente 32% da população da situação de extrema pobreza. Porém, mesmo naquele momento, o valor da cesta básica já se encontrava maior do que o valor oferecido pelo governo – cerca de R$654, em janeiro de 2020, de acordo com o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-02/dieese-custo-da-cesta-basica-sobe-em-janeiro-em-13-capitais">Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)</a> – e os principais reflexos da perda de renda das famílias foram no âmbito da alimentação.</p><p>“O auxílio emergencial é uma medida importante para amenizar os efeitos imediatos do desemprego. Porém, no médio prazo, tem efeitos deletérios sobre o orçamento público no caso de queda na arrecadação ocasionada pela diminuição da atividade econômica. As restrições da atividade econômica geram desemprego, diminuem a arrecadação e a oferta, pressionando os preços”, comenta Kalinca.</p><p>Em 2021, houve a criação da Medida Provisória nº 1.039, publicada em março, a qual reduziu o valor do auxílio para R$250, em média. Esse corte, juntamente com o aumento dos preços dos produtos de subsistência no mercado - o preço dos alimentos subiu 15% em 12 meses de pandemia, segundo dados do <a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">IBGE</a> de março – torna a situação socioeconômica do país ainda mais preocupante. </p><p>Segundo a professora, a redução dos impostos em produtos de alimentação básica é uma alternativa viável e importante. “Os impostos são em torno de 30% do valor, dependendo do produto, o que poderia ser consideravelmente reduzido. A principal consequência negativa é a queda na arrecadação, porém, a medida justifica-se por beneficiar, principalmente, a população de baixa renda, além de incentivar a demanda por outros produtos, uma vez que uma parcela menor do orçamento fica comprometida com a alimentação básica, incentivando a atividade econômica.”</p><p>No sentido de políticas públicas, o auxílio emergencial se coloca como uma solução a curto prazo, “são necessárias ações e incentivos direcionados para o retorno seguro da atividade econômica, capazes de gerar emprego e renda para a população. Quanto às políticas de renda, essas devem ser desenhadas com mecanismos para que a pessoa consiga alcançar autonomia para sair do programa, como por exemplo, o Bolsa Família [...] criando incentivos para que, no longo/médio prazo, as famílias saiam da situação de pobreza e deixem de depender do programa. Ao reduzir o número de famílias beneficiárias, é possível aumentar os recursos para aqueles que recebem o benefício, melhorando o atendimento.”.</p><p>Assim, também entra o papel do Observatório Socioeconômico da UFSM, para Daniel Coronel, “O OSE, juntamente com as universidades, os institutos de pesquisa e demais órgãos, visa contribuir para a construção do conhecimento e informações precisas para subsidiar os formuladores de políticas públicas. Além disso, o observatório objetiva que a sociedade, consciente de seu papel de protagonista das decisões políticas e de suas responsabilidades, possa cobrar e fiscalizar as políticas públicas visando mitigar os efeitos deletérios desta pandemia. Esperamos que, com esta pandemia, os agentes políticos, a sociedade civil e os demais atores sociais valorizem o papel das universidades e institutos de pesquisa para a construção do conhecimento, para a transferência de tecnologia e para o desenvolvimento econômico e sustentável”. A ideia do grupo é lançar um livro, ainda em 2021, com o objetivo de deixar um registro para a sociedade das ações e dos materiais desenvolvidos pelo projeto.</p><p><b><i>Expediente</i></b></p>
<p><b><i>Repórter:</i></b><i> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p>
<p><b><i>Ilustrador:</i></b><i> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p>
<p><b><i>Mídia Social:</i></b><i> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p>
<p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quarencena: Como o teatro está se adaptando na pandemia?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-o-teatro-esta-se-adaptando-na-pandemia</link>
				<pubDate>Thu, 27 May 2021 13:38:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho remoto]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8395</guid>
						<description><![CDATA[Abram as cortinas! Quer dizer, as câmeras. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>É por meio de videoconferências que o teatro se apresenta hoje. Com a pandemia, o que era um lugar de encontro, de calor humano, de presença e de vibração do público, tornou-se corpos em uma tela de computador. Embora já houvesse adaptações dessa arte em vídeo, agora se tornou indispensável o uso da ferramenta para dar continuidade à profissão.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/capa-2-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>"Aos trancos e barrancos, o teatro está se adaptando à situação, sendo com apresentações por lives ou outros artifícios", destaca o ex- aluno de Artes Cênicas da UFSM e integrante da <a href="https://www.instagram.com/clowncando/" target="_blank" rel="noopener">Cia de Palhaços Clowncando</a> de Santa Maria, Otavio Muxfeldt Arns. Ele aponta que essa adaptação às tecnologias já vinha sendo requerida há tempos pelo teatro e acabou sendo um desafio para os artistas que tiveram que buscar essa alternativa rapidamente. “Agora não é mais uma questão de expandir os horizontes e quem sabe crescer seu negócio, é uma questão de sobrevivência, de se adaptar ou desistir e ir para outra forma de ganhar a vida”, completa.</p><p>O professor de Artes Cênicas da UFSM, Ze Mangaio, explica que artistas teatrais que trabalham em grupos com equipes de cenografia, figurinos, técnicos de luz e de som, são os mais afetados desse momento atípico. “Algumas linhas de teatro pressupõem um treinamento específico, uma sala de ensaio que, de repente, passa a ser a sala da casa do artista. O Teatro envolve muitos aspectos em sua complexa produção, meses de treino e de ensaio, que agora tiveram que ser transpostos para uma outra linguagem”, argumenta Mangaio.</p><p>Nas aulas lecionadas pelo docente na UFSM, especificamente as de expressão corporal, as explicações são apontadas como as mais difíceis, pois não é possível ver todo o corpo dos participantes e a atenção às telas precisa ser redobrada. Mas, aos poucos, a experiência foi sendo aprimorada. “As aulas foram encontrando sentido, mas é um outro sentido, se referem a esse teatro possível hoje, não ao teatro de muitas tradições anteriores à pandemia. Precisamos deixar as bases dos alunos estruturadas o máximo possível, para que eles possam continuar aprendendo com os fundamentos bem estruturados”, argumenta. </p><p>Já a aluna de Artes Cênicas da UFSM, Pietra Keltika, que está produzindo o seu Trabalho de Conclusão de Curso com uma peça totalmente online, aponta como principal desafio o medo de se arriscar no desconhecido. “Como tudo ainda é muito recente, não existe muito material para estudar, não tem com o que se basear, porque as pesquisas estão acontecendo agora. Mas por mais que o medo seja grande, a vontade de não ficar parado é maior”, ressalta.</p><p><b>Aproximação com o audiovisual</b></p><p>O uso de outras mídias e tecnologias não é algo novo no teatro, no entanto, nunca foi tão necessário utilizá-las como mediadoras como agora. Os encontros por telas aproximam a experiência teatral das experiências do audiovisual e do cinema. Antes, artistas que tinham toda uma sala de ensaio para explorar, agora precisam limitar o olhar para um quadro na tela do computador, além de afetar a atuação dos atores que precisam sempre se preocupar com os enquadramentos.</p><p>Pietra destaca que, neste momento, os artistas não estão preocupados em nomear exatamente o que está sendo feito ou responder questões sobre isso ser realmente teatro ou não, mas sim em utilizar a experiência como algo que possa ampliar as discussões sobre os espaços que o teatro é capaz de se apropriar, e explorar teatralidades possíveis nesse novo formato. Além disso, aponta como uma oportunidade de “gerar plateia” e alcançar o público que nunca teve interesse ou oportunidade de ir a uma sala de teatro.</p><p>O professor Mangaio salienta que, mesmo o teatro ocupando um espaço diferente do habitual, não é possível essa arte se findar, pois não se findou quando chegou o cinema, a televisão e a internet. Por outro lado, ele explica que o teatro não deixará de ocupar as tecnologias, pois elas estão possibilitando muitas oportunidades. Um exemplo é o seu trabalho de doutorado, “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=XyYCVbYb10w" target="_blank" rel="noopener">O Desconcertante Flautista</a>”, com um elenco dirigido a distância e com um caráter narrativo e crítico inspirado nas peças didáticas do dramaturgo alemão Bertolt Brecht.</p><p><b>“As cadeiras”</b></p>		
												<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/WhatsApp_Image_2021-05-25_at_23.56.15-1024x576.jpeg" alt="" loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/WhatsApp_Image_2021-05-25_at_23.56.15_2-1024x576.jpeg" alt="" loading="lazy" />														
		<p style="text-align: center"><em>Milena Puchalski e Victor Lavarda e Milena Puchalski, atores em cena de "As cadeiras".</em></p><p>A problemática do teatro na pandemia é retratada no Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Pietra Keltika. Com uma pesquisa teórico-prática, o projeto engloba o processo de criação e encenação do texto “As cadeiras”, do dramaturgo parisiense Eugène Ionesco, e busca refletir um processo de criação artística em quarentena, e todas as possibilidades e dificuldades que serão encontradas e descobertas nesse período atípico.</p><p>Na pesquisa, Pietra aborda todas as etapas desse processo de criação, desde seu início com o surgimento da pandemia em que precisou aceitar a realidade remota e começar a utilizar as mídias digitais com o elenco. “Todas nossas práticas eram pensadas e contavam com a volta do presencial no início de 2021, pois a ideia era apresentar um espetáculo teatral ao público presencialmente. Entretanto, com a continuação das aulas remotas neste ano, a pesquisa precisou tomar outro rumo e agora ela é toda pensada e trabalhada para a apresentação de um projeto artístico totalmente inserido no meio digital”, comenta. </p><p>Após essas adaptações, Pietra está reestruturando todo o projeto, trabalhando e reformulando os objetivos da pesquisa para uma criação 100% digital. A discente segue com seu elenco a distância e deve finalizar e apresentar o seu trabalho no fim do semestre da UFSM, ao encerrar de agosto ou início de setembro.</p><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><strong><i>Edição Geral: </i></strong><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco entrevista Ricardo Timm de Souza sobre necropolítica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-ricardo-souza-necropolitica</link>
				<pubDate>Thu, 13 May 2021 13:31:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[necropolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6597</guid>
						<description><![CDATA[O professor, que participará de uma live promovida pelo Migraidh, conta como o termo se aplica na realidade em que vivemos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Desde 2020, o termo necropolítica tem se popularizado nas redes sociais, ao se referir à ineficácia do poder público em conter os avanços da pandemia do novo coronavírus. Proposto originalmente pelo filósofo camaronês Achille Mbembe, necropolítica ou política de morte é o poder do Estado de determinar, através de um conjunto de políticas de controle social, quem pode viver e quem deve morrer. A morte de alguns grupos, que estão expostos a riscos o tempo todo, teria sido normalizada e considerada aceitável socialmente. Mbembe argumenta que os Estados utilizam do poder para criar zonas de morte. O debate sobre necropolítica também é constantemente relacionado à segurança pública no Brasil para expor operações policiais em comunidades marginalizadas..</p><p>Nesse contexto, o grupo de pesquisa, ensino e extensão “<a href="https://www.ufsm.br/grupos/migraidh/" target="_blank" rel="noopener">Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional – Migraidh/Cátedra Sérgio Vieira de Mello”</a>, da UFSM, promoverá uma live sobre o tema "Inclusão e encontro com o outro em tempos de necropolítica”. O evento é o primeiro dos três encontros estaduais no âmbito da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos (ReBEDH) do Rio Grande do Sul.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/capa-materia-necropolitica-1024x684.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>O professor de filosofia pela PUCRS, Ricardo Timm de Souza, participará de live sobre necropolítica promovida pelo Migraidh. </figcaption>
										</figure>
		<p>A conversa terá a participação de Ricardo Timm de Souza, professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e de Marina Dermmam, ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul. A mediação será de Giuliana Redin, professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSM e coordenadora do Migraidh. A live acontecerá no dia 17 de maio, às 19h, e será transmitida pelo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jMFm1nILL2Q" target="_blank" rel="noopener">canal do Migraidh no YouTube</a>. O diálogo é aberto, mas disponibilizará certificado para aqueles que se inscreverem neste <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScW-Wbd8CmHT-eNuIwpqdC4oeJVPm7x5hXNoEF0Ey1GpHO26Q/viewform" target="_blank" rel="noopener">link</a>. </p><p>Giuliana Redin ressalta a importância de discutir o assunto: “A live parte do pressuposto da inclusão e do encontro com o outro como um dos maiores desafios neste contexto de tentativa de anulação das diferenças, de aprofundamento das relações de opressão, baseadas na classe, raça e gênero. A pesquisadora considera que o evento será um espaço de reflexão, mas também “uma  forma de resistência e ação em direção a uma cultura da vida, da democracia e dos direitos humanos”. </p><p>Através da produção de conhecimentos e estímulo ao pensamento crítico, a universidade se apresenta como um espaço de defesa da democracia. “É por meio do pensamento crítico que se pode avançar em uma sociedade democrática, inclusiva e com justiça social. Sobretudo, a universidade pública é quem pode garantir a democratização da educação superior, a produção do conhecimento e possibilitar o agir público”, afirma Redin.</p><p>Para entender mais sobre necropolítica e como esse conceito se relaciona com a sociedade, a Revista Arco conversou com o professor Ricardo Timm de Souza. Ele possui graduação e mestrado em filosofia pela PUCRS e doutorado também em filosofia pela Universidade Albert Ludwig de Freiburg, na Alemanha. É autor de 27 livros e atua em diversas áreas, tais como filosofia latino-americana,  ética ambiental, ética animal, filosofia da história, biopolítica, necropolítica, necroética, crítica da idolatria, filosofia política e justiça.</p><p><b>ARCO: Em quais situações o conceito de necropolítica se aplica na sociedade?</b></p><p>O conceito de necropolítica - ao mesmo tempo uma derivação e uma ampliação do escopo das questões de biopolítica desenvolvidas especialmente por Foucault e Agamben desde a influência de Benjamin - traz à vista uma quantidade de situações nas quais se percebe uma passagem do tradicional "controle dos corpos" a uma situação de "não mais... vigiar e punir, mas vigiar e aniquilar", nas precisas palavras de Grégoire Chamayou. Este conceito tem sido difundido por Achille Mbembe, com muito proveito para a análise da atual situação contemporânea no mundo e no Brasil em particular. Todas as situações nas quais há a aniquilação de pessoas, de grupos, de minorias - e também de biomas, animais e bens culturais, sociais e da vida em geral (tudo isto expressões de Eros) - traduzem de algum modo uma lógica necropolítica.</p>		
												<img width="1024" height="734" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/box-biopolitica-1024x734.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>ARCO: Além de trabalhar com o conceito de necropolítica, você também utiliza o conceito de necroética. Como eles se relacionam?</b></p><p>A necropolítica é uma situação ampla que qualifica uma geopolítica, um plano maior, societário ou comunitário de controle e aniquilação; a necroética é como as decisões e ocorrências necropolíticas acontecem de fato na ponta, ou seja, em cada situação individual e inconfundível do agir com respeito - no caso - a um alvo específico. Este conceito permite que se conecte mais facilmente, por exemplo, o sentido de um extermínio de uma comunidade específica com o incêndio no Pantanal e o incêndio do Museu Nacional, fatos aparentemente dissociados entre si.</p><p><b>ARCO: Recentemente, deputados do parlamento europeu defenderam que o poder executivo brasileiro deveria ser responsabilizado por omissão na gestão da epidemia de Covid-19 no país. Como o contexto em que vivemos pode ser analisado a partir da necropolítica? </b></p><p>Trata-se, no caso brasileiro, de um exemplo típico de estratégia necropolítica: as ações necroéticas não necessitam ser eloquentemente ativas à visão geral, como atear fogo na floresta ou dizimar um grupo específico de pessoas: podem ser igualmente "passivas", como no caso em questão, e obterão resultados semelhantes. Como já dizia Brecht, "existem muitas formas de matar - enfiar uma faca em alguém, deixar morrer de fome, deixar morrer por doenças, negar os direitos básicos... Só a primeira forma é punida em nossas sociedades."</p>		
												<img width="1024" height="735" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/definicao-necropolitica-1024x735.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>ARCO: Na operação policial realizada no dia 6 de maio na zona norte do Rio de Janeiro, que ficou conhecida como a “Chacina do Jacarezinho”, ocorreram 28 mortes - sendo que ao menos 13 pessoas não eram investigadas na operação.  Como o conceito de necropolítica se relaciona com questões de raça, classe e gênero?</b></p><p>Cada dimensão que se configure como o "outro" - em relação ao poder hegemônico - significa uma ameaça potencial a este poder, incapaz de lidar com a diversidade, pois se constitui como necessariamente totalizante. Quando este outro reivindica necessariamente uma posição própria, esta ameaça ao “status quo” se torna iminente e, portanto, será criada uma linguagem legitimadora de afastamento simbólico da ameaça - "eram todos bandidos". No caso específico, temos como complicador a situação das milícias no Rio de Janeiro, crescentemente ousadas em suas ações por exemplos que "vêm de cima". O todo significa uma situação necropolítica vigente há bastante tempo, mas que se acirra muito nos últimos tempos.</p><p><b>ARCO: Para finalizar, como o tema vai ser abordado durante sua fala no evento? Você trará exemplos da aplicação do conceito na sociedade?</b></p><p>A ideia é tentar evidenciar como a análise da idolatria nos permite compreender os veios subterrâneos da sociedade atual, as dimensões ocultas que definem de fato o viver e o morrer nesta época disfórica na qual vivemos. Por isso, pretendo ilustrar cada passo com exemplos hauridos das dinâmicas sociais imediatas, pois este - a vida que vivemos e sobrevivemos - é o que dá sentido a uma tal análise.</p>		
												<img width="1024" height="735" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/05/olho2-1024x735.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><strong><em>Expediente</em> </strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><b>Fotografia:</b> Divulgação/Instituto CPFL </i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Feirão Colonial comemora 29 anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2021/03/30/feirao-colonial-comemora-29-anos</link>
				<pubDate>Tue, 30 Mar 2021 17:15:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Feicoop]]></category>
		<category><![CDATA[Feirão Colonial]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 02]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 17]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=5377</guid>
						<description><![CDATA[O Feirão Colonial Semanal faz parte das atividades do Projeto Esperança/Cooesperança, setor vinculado ao Banco da Esperança da Arquidiocese de Santa Maria. Foi criado em 1º de abril de 1992, com a participação efetiva e comprometida dos Grupos Rurais e Urbanos associados ao Projeto Esperança/ Cooesperança e da Rede Esperança. Participam os consumidores que tem consciência [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p align="justify">O Feirão Colonial Semanal faz parte das atividades do Projeto Esperança/Cooesperança, setor vinculado ao Banco da Esperança da Arquidiocese de Santa Maria. Foi criado em 1º de abril de 1992, com a participação efetiva e comprometida dos Grupos Rurais e Urbanos associados ao Projeto Esperança/ Cooesperança e da Rede Esperança. Participam os consumidores que tem consciência do consumo de produtos saudáveis de qualidade, para a defesa da Vida e Saúde e dos grupos organizados na região central-RS do Território da Cidadania.</p><p align="justify">A Gestão do Feirão Colonial é feita de forma colegiada, participativa, interativa e autogestionária entre a Equipe do Projeto Esperança/Cooesperança e os grupos associados, nos diversos segmentos de atuação do mesmo. É a Economia Solidária e a Agricultura Familiar Camponesa que se fortalece na região central-RS, que gera trabalho, renda e Desenvolvimento Regional na visão do “Pensar Global e Agir Local”, com a preocupação de oferecer alimentos saudáveis e no cuidado da Vida e Saúde. A Comercialização se dá de forma direta entre o produtor organizado e do consumidor/a consciente.</p><p align="justify">O consumidor/a fica sabendo quem produziu o produto que ele consome e se cria uma relação de confiança mútua, solidária, comprometida, interativa e autogestionária. No Feirão Colonial, realiza-se a venda direta do produtor ao consumidor, eliminando assim o atravessador, fortalecendo o Desenvolvimento Regional, Solidário, Sustentável e Territorial em vista do Bem Viver.</p><p align="justify">Todos os participantes se comprometem na melhoria da qualidade dos produtos do Feirão Colonial que fortalece a consciência e a prática do Comércio Justo, Consumo Ético e Solidário, entre produtores e Consumidores organizados e conscientes. É um encontro alegre e festivo que se repete todos os sábados com a integração de todas as classes sociais. É um espaço importante para o debate e troca de idéias e troca de experiências bem sucedidas a nível urbano e rural. É um projeto regional de grande envergadura organizativa, com os princípios da Economia Solidária.</p><p align="justify">o espaço físico do Feirão Colonial congrega o Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter e que tem um espaço importante, através de projetos com apoio das três esferas do Governo Municipal, Estadual e Federal. É um projeto da Arquidiocese de Santa Maria.</p><p align="justify">Os Feirões Coloniais realizam-se a cada sábado das 7h às 11h30min, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, à rua Heitor Campos, snº, ao lado do Colégio Estadual Irmão José Otão, Santa Maria, RS, cujo espaço foi construído com esta finalidade, com apoio da Arquidiocese de Santa Maria e recursos de Políticas Públicas e com apoio significativo da Caritas Brasileira, da Caritas RS e da Caritas Arquidiocesana de Santa Maria,  UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Prefeitura Municipal de Santa Maria, entre outros apoios.</p><p align="justify">A prática da Economia Solidária e o Cooperativismo estão fundamentados na Cooperação, Autogestão, Produção Coletiva e Agroecológica, Comercialização Direta, justa distribuição de Renda, Solidariedade, Comércio Justo, Consumo Ético e Solidário, Agricultura Familiar Camponesa e com a lógica econômica que o ser humano e o trabalho, acima do capital. Visa formar novos sujeitos para o exercício da cidadania e inclusão social, construindo um Projeto Democrático, Popular e Sustentável em vista do Bem Viver, cuidado da Casa Comum, o Planeta Terra.</p><p align="justify">O Feirão Colonial de Santa Maria, faz parte da Rede COMSOL, uma Rede Brasileira de Comercialização Solidária de 200 Pontos Fixos de Comercialização Solidária de Empreendimentos Solidários e parceria com os demais Pontos fixos de Comercialização Solidária do Brasil. Hoje participam do Feirão Colonial e igualmente do Projeto de Rede Esperança, Grupos Urbanos e Rurais da Região Central RS, além de representantes de outros Países, pessoas que moram em Santa Maria, como da Hungria, Colômbia, Venezuela e Taiwan.</p><p align="justify"> </p><p align="justify"><strong>Redação:</strong> Projeto Esperança/Cooesperança</p>		
			<h5>Agenda 2030 na UFSM</h5>		
		<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p><p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center"><em>Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.</em></p>		
							<figure>
											<a href="http://www.agenda2030.com.br/ods/2/">
							<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_2-150x150.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
											<figcaption>ODS 2</figcaption>
										</figure>
							<figure>
											<a href="http://www.agenda2030.com.br/ods/17/">
							<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_17-150x150.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
											<figcaption>ODS 17</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto RELona: reaproveitando o lixo e educando ambientalmente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2018/09/26/679</link>
				<pubDate>Wed, 26 Sep 2018 17:07:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[CCNE ao alcance de todos]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/?p=679</guid>
						<description><![CDATA[ O Projeto RELona é um projeto de extensão da área do meio ambiente coordenado pela professora Marta Tocchetto, cuja premissa é o reaproveitamento de lonas de banners. No projeto, desenvolvem-se atividades como a confecção de sacolas e outros objetos a partir dos banners e oficinas semanais, que são realizadas na AAPECAN (Associação de Apoio a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif"><img class="wp-image-682 alignleft" src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2018/09/14691946_1168708243195946_7783084260125520570_o-1024x768.jpg" alt="" width="293" height="220" /> </span><span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif">O Projeto RELona é um projeto de extensão da área do meio ambiente coordenado pela professora <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/2018/09/26/conheca-marta-tocchetto-a-quimica-alem-do-laboratorio/">Marta Tocchetto</a>, cuja premissa é o reaproveitamento de lonas de banners. No projeto, desenvolvem-se atividades como a confecção de sacolas e outros objetos a partir dos banners e oficinas semanais, que são realizadas na AAPECAN (Associação de Apoio a Pessoa com Câncer – Santa Maria). </span>

<span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif">O projeto, que conta com a participação de alunos de graduação e voluntários, também visa oferecer possibilidade de geração de renda e auxílio emocional para as pessoas que estão em tratamento do câncer ou acompanhamento familiar. Dessa forma, o trabalho cumpre seu papel social, ambiental e também com a instituição. Os produtos confeccionados são destinados à Universidade Federal de Santa Maria, eventos e outros projetos socioambientais. </span>

<span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif">As sacolas são uma forma de educar ambientalmente a sociedade e mostrar que a visão que os indivíduos têm do lixo é muito aquém das possibilidades de valorização dos materiais, além de apresentar uma nova perspectiva do trabalho com a química e o meio ambiente, pois muitos acreditam que o trabalho científico das áreas tecnológicas se restringe apenas a medições com equipamentos e rotinas de laboratório.</span>

<span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif"><img class="alignright wp-image-681 " src="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/wp-content/uploads/sites/369/2018/09/38686901_1865214833545280_934847168672432128_n.jpg" alt="" width="311" height="234" />Até o momento, o RELona já foi reconhecido em diversas instituições de Santa Maria e do estado do Rio Grande do Sul. O projeto também já foi pauta do programa “Como será” da Rede Globo e conquistou o prêmio NET Impact Porto Alegre (ONG internacional), que premia o intraempreendedorismo sustentável. As expectativas para o futuro do projeto RELona são em relação à ampliação da visão coletiva e a redução das desigualdades sociais, de modo que os sujeitos possam se sentir responsável pelo espaço em que interagem e possam vê-lo como suas casas. </span>

<span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif">A coordenadora do projeto ainda espera que a questão ambiental permeie as políticas de ensino, extensão e pesquisa da UFSM, de modo que o conceito de sustentabilidade possa ser usado não como slogan, mas de fato aplicado ao convívio em sociedade.</span>

&nbsp;

<span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif;font-size: 10pt"><i>Texto por: J. Antônio de Souza Buere, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></span>

<span style="font-family: helvetica, arial, sans-serif;font-size: 10pt"><i>Edição: Wellington Gonçalves, </i><i>relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE</i></span>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
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