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				<title>Ciclo Trabalho, Música e Literatura ocorre na próxima terça (17)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/13/ciclo-trabalho-musica-e-literatura-ocorre-na-proxima-terca-17</link>
				<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 16:01:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
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						<description><![CDATA[Atividade fará diálogo sobre intelectualidade, raça e gênero]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
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<p><img class="wp-image-69498 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-09-at-09.37.12.jpeg" alt="" width="429" height="607" />O Núcleo de Estudos do Trabalho (NUEST), do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, realiza atividade do Ciclo Trabalho, Música e Literatura na terça-feira, às 15h, na sala 2243/74A (Centro de Ciências Sociais e Humanas, CCSH, campus sede).</p>
<p>A edição terá como tema "Escrevendo narrativas. Desafiando estruturas: intelectualidade, raça e gênero em diálogo". A apresentação será feita pelas estudantes Yasmim Lima e Luiza Stahl, acadêmicas de Ciências Sociais. As reflexões tem como base as obras das autoras Maria da Conceição Evaristo de Brito, Audrey Geraldine Lorde e Carla Madeira.</p>
<p> </p>
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</div>
</div>
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													</item>
						<item>
				<title>Vagas de estágio e trabalho abertas - 3e Gestão de Pessoas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-contabeis/2025/02/04/vagas-de-estagio-e-trabalho-abertas-3e-gestao-de-pessoas</link>
				<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 11:59:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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						<description><![CDATA[&nbsp;Oportunidades de Trabalho e Estágio – 3e Gestão de Pessoas | Santa Maria Olá! Seguem as vagas em aberto na&nbsp;3e Gestão de Pessoas – Unidade Santa Maria. Confira e envie seu currículo!&nbsp; &nbsp;Estágio&nbsp;– Recepcionista&nbsp;Atendimento ao público e suporte administrativo.&nbsp;Boa comunicação e organização são diferenciais. &nbsp;Estágio – Ciências Contábeis&nbsp;Para estudantes a partir do 4º semestre.&nbsp;4h diárias [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>&nbsp;Oportunidades de Trabalho e Estágio – 3e Gestão de Pessoas | Santa Maria</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Olá! Seguem as vagas em aberto na&nbsp;<strong>3e Gestão de Pessoas – Unidade Santa Maria</strong>. Confira e envie seu currículo!&nbsp;<img alt="📩" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4e9/72.png"></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><img alt="🔹" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f539/72.png">&nbsp;<strong>Estágio&nbsp;– Recepcionista</strong><br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;Atendimento ao público e suporte administrativo.<br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;Boa comunicação e organização são diferenciais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><img alt="🔹" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f539/72.png">&nbsp;<strong>Estágio – Ciências Contábeis</strong><br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;Para estudantes a partir do 4º semestre.<br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;4h diárias (tarde).<br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;Experiência com lançamentos será um diferencial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><img alt="🔹" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f539/72.png">&nbsp;<strong>Estágio – Marketing, Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Administração ou Téc. em Administração</strong><br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;Buscamos alguém criativo, com habilidades no&nbsp;<strong>Canva</strong>&nbsp;e produção de textos.<br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;4h diárias.<br><img alt="✅" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png">&nbsp;Vaga para atuar no time da 3e!</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><img alt="📩" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4e9/72.png">&nbsp;<strong>Envie seu currículo:</strong>&nbsp;<a>vagassm@3e.srv.br</a><br><img alt="📱" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4f1/72.png">&nbsp;<strong>Dúvidas? Fale conosco pelo WhatsApp:</strong>&nbsp;(55) 9 9956-9385</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ficamos no aguardo do seu contato!&nbsp;<img alt="😉" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f609/72.png"><img alt="🚀" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f680/72.png"></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vagas de estágio e trabalho abertas - 3e Gestão de Pessoas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/administracao/2025/02/04/vagas-de-estagio-e-trabalho-abertas-3e-gestao-de-pessoas</link>
				<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 11:52:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[Oportunidade]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vaga]]></category>

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						<description><![CDATA[ Oportunidades de Trabalho e Estágio – 3e Gestão de Pessoas | Santa Maria Olá! Seguem as vagas em aberto na 3e Gestão de Pessoas – Unidade Santa Maria. Confira e envie seu currículo!   Estágio – Recepcionista Atendimento ao público e suporte administrativo. Boa comunicação e organização são diferenciais.  Estágio – Ciências Contábeis Para estudantes a partir do 4º semestre. 4h diárias [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4e2/72.png" alt="📢" data-emoji="📢" aria-label="📢" /> Oportunidades de Trabalho e Estágio – 3e Gestão de Pessoas | Santa Maria</strong></p>
<p>Olá! Seguem as vagas em aberto na <strong>3e Gestão de Pessoas – Unidade Santa Maria</strong>. Confira e envie seu currículo! <img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4e9/72.png" alt="📩" data-emoji="📩" aria-label="📩" /></p>
<p><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f539/72.png" alt="🔹" data-emoji="🔹" aria-label="🔹" /> <strong>Estágio – Recepcionista</strong><br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> Atendimento ao público e suporte administrativo.<br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> Boa comunicação e organização são diferenciais.</p>
<p><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f539/72.png" alt="🔹" data-emoji="🔹" aria-label="🔹" /> <strong>Estágio – Ciências Contábeis</strong><br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> Para estudantes a partir do 4º semestre.<br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> 4h diárias (tarde).<br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> Experiência com lançamentos será um diferencial.</p>
<p><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f539/72.png" alt="🔹" data-emoji="🔹" aria-label="🔹" /> <strong>Estágio – Marketing, Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, Administração ou Téc. em Administração</strong><br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> Buscamos alguém criativo, com habilidades no <strong>Canva</strong> e produção de textos.<br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> 4h diárias.<br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/2705/72.png" alt="✅" data-emoji="✅" aria-label="✅" /> Vaga para atuar no time da 3e!</p>
<p><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4e9/72.png" alt="📩" data-emoji="📩" aria-label="📩" /> <strong>Envie seu currículo:</strong> <a rel="noopener">vagassm@3e.srv.br</a><br /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f4f1/72.png" alt="📱" data-emoji="📱" aria-label="📱" /> <strong>Dúvidas? Fale conosco pelo WhatsApp:</strong> (55) 9 9956-9385</p>
<p>Ficamos no aguardo do seu contato! <img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f609/72.png" alt="😉" data-emoji="😉" aria-label="😉" /><img class="an1" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/16.0/1f680/72.png" alt="🚀" data-emoji="🚀" aria-label="🚀" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>ELLORH disponibiliza vagas efetivas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-contabeis/2024/07/24/ellorh-disponibiliza-vagas-efetivas</link>
				<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 11:40:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vagas efetivas]]></category>

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						<description><![CDATA[Interessados enviar Currículo mencionando a vaga para o e-mail curriculo@ellorh.com.br Descrição das vagas em www.ellorh.com.br Manhã: Atendimento via canais digitais Tarde: Atendimento Presencial das 13h30 às 17h30 de segunda a sexta-feira Contador Assistente Contábil Assistente Contábil / Fiscal Assistente Fiscal&nbsp; Auxiliar Contábil /Fiscal Auxiliar de Departamento Pessoal Assistente&nbsp; Financeiro Auxiliar Financeiro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Interessados enviar Currículo mencionando a vaga para o e-mail <a href="mailto:curriculo@ellorh.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">curriculo@ellorh.com.br</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Descrição das vagas em <a href="http://www.ellorh.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.ellorh.com.br</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Manhã: Atendimento via canais digitais</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tarde: Atendimento Presencial das 13h30 às 17h30 de segunda a sexta-feira</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Contador</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assistente Contábil</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assistente Contábil / Fiscal</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assistente Fiscal&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Auxiliar Contábil /Fiscal</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Auxiliar de Departamento Pessoal</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assistente&nbsp; Financeiro</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Auxiliar Financeiro</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Apresentação de trabalhos no exterior - Oportunidade de bolsa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/2023/07/12/apresentacao-de-trabalhos-no-exterior-oportunidade-de-bolsa</link>
				<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 18:30:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[apresentação]]></category>
		<category><![CDATA[Exterior]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/?p=2226</guid>
						<description><![CDATA[Estamos divulgando o Edital de seleção de trabalhos para apresentação na &#8220;TRIGÉSIMA EDICIÓN DE LAS JORNADAS DE JÓVENES INVESTIGADORES DE LA ASOCIACIÓN DE UNIVERSIDADES GRUPO MONTEVIDEO&#8221;. Tema Central:&nbsp;“Investigación científica sustentable para una mejor calidad de vida” Data do Evento:&nbsp;11 a 13 de outubro de 2023Local:&nbsp;Universidad Nacional de Asunción &#8211; ParaguaiInscrições na UFSM:&nbsp;05 a 21/07O edital [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Estamos divulgando o Edital de seleção de trabalhos para apresentação na "TRIGÉSIMA EDICIÓN DE LAS JORNADAS DE JÓVENES INVESTIGADORES DE LA ASOCIACIÓN DE UNIVERSIDADES GRUPO MONTEVIDEO".</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Tema Central:</strong>&nbsp;“Investigación científica sustentable para una mejor calidad de vida”</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Data do Evento:</strong>&nbsp;11 a 13 de outubro de 2023<br><strong>Local:</strong>&nbsp;Universidad Nacional de Asunción - Paraguai<br><strong>Inscrições na UFSM:</strong>&nbsp;05 a 21/07<br>O edital prevê ajuda de custo no valor de R$ 1.200,00 para até 3 trabalhos de alunos de graduação e 3 trabalhos de alunos de pós-graduação selecionados.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Página Web do evento:  <a rel="noreferrer noopener" href="https://jji2023.una.py/" target="_blank">https://jji2023.una.py/</a><br>Notícia do evento, publicada no site da SAI: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/2023/07/06/sai-divulga-selecao-de-trabalhos-da-ufsm-para-30a-edicao-da-jornada-de-jovens-investigadores-da-augm" target="_blank">https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/2023/07/06/sai-divulga-selecao-de-trabalhos-da-ufsm-para-30a-edicao-da-jornada-de-jovens-investigadores-da-augm</a><br>Página do Edital 012/2023:  <a rel="noreferrer noopener" href="https://ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/editais/012-2023" target="_blank">https://ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/editais/012-2023</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":2227,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/07/Banner-Site-1024x379.jpg" alt="" class="wp-image-2227" /></figure>
<!-- /wp:image -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto Kairós apresenta resultados de pesquisas desenvolvidas no grupo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/28/projeto-kairos-apresenta-resultados-de-pesquisas-desenvolvidas-no-grupo</link>
				<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 17:16:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[kairós]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[PPGE]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento é gratuito e aberto aos interessados no tema]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Educação e Políticas Públicas, Kairós, realiza, nos dias 29 de junho, 06, 13 e 14 de julho, o II Seminário de Pesquisas do Kairós.</p>
<p>O evento é composto pela apresentação de trabalhos e pesquisas desenvolvidas no grupo. O encontro será híbrido, transmitido via<a href="https://www.youtube.com/@GPkairosUFSM"> canal do Youtube do Kairós,</a> e ocorrerá noUFSM - CTE, prédio 14, sala 109. Haverá certificado aos inscritos conforme a participação no Evento. A inscrição pode ser feita através de <a href="https://forms.gle/HjXqSZEcWYdCPMz5A">formulário</a>.</p>
<p><strong>Programação:</strong></p>
<p><b>29 junho, às 14h </b>- Banca de Trabalho de Conclusão de Curso de Luisa Palma Menezes;<br />- Gurias na docência: análise dos movimentos de sentido acerca da inserção das mulheres no trabalho pedagógico dos Institutos Federais no Rio Grande do Sul (RS)<br /><b>06 julho, às 09h30min</b> - Banca de Trabalho de Conclusão de Curso de Mirian Vargas de Alvarenga;<br />- Sentidos da iniciação científica para acadêmicas do curso de Pedagogia Durno da UFSM<br /><b>13 de julho, às 14h</b> - Banca de qualificação de Mestrado de Marina Ramos de Carvalho do Nascimento;<br />- Os sentidos sobre o trabalho pedagógico das professoras de bebês no município de Santa Maria/RS<br /><b>14 de julho, às 14h</b> - Banca de qualificação de Doutorado de Gislei José Scapin.<br />- Os sentidos nos discursos sobre trabalho pedagógico na educação física do ensino médio do Sistema Estadual de Ensino/RS e o mundo do trabalho<br /><br /><br /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Oportunidade Banco de Talentos - CULTURA INGLESA SANTA MARIA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/2022/07/28/oportunidade-banco-de-talentos-cultura-inglesa-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 28 Jul 2022 19:29:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de idiomas]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vaga]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/?p=1303</guid>
						<description><![CDATA[Vaga para trabalhar na escola de idiomas Cultura Inglesa Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Vaga para trabalhar na escola de idiomas Cultura Inglesa Santa Maria</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":1307,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2022/08/CONSULTOR-DE-VENDAS-1-726x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1307" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2022/08/Recepcao-secretaria-2.jpg" alt="" class="wp-image-1306" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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													</item>
						<item>
				<title>Com a precarização, venda da força de trabalho transforma trabalhadores em mercadoria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/precarizacao-venda-forca-trabalho-trabalhadores-mercadoria</link>
				<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 12:08:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9106</guid>
						<description><![CDATA[Em entrevista à Revista Arco, Jeano Saraiva Corrêa fala sobre como as relações de trabalho são impactadas pelo consumismo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em um mundo capitalista globalizado, a realização pessoal está diretamente associada ao consumo. É ele que é capaz de determinar questões como níveis de inclusão ou exclusão social, felicidade ou infelicidade. As pessoas têm como ideais de vida a aquisição de bens e patrimônios pelas experiências que esses são capazes de proporcionar. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mas o que isso tem a ver com as relações de trabalho? O consumo desenfreado reflete no aumento da produção e intensifica a demanda por mão de obra. Isso pode parecer positivo se visto pelo ângulo da geração de empregos. Porém, o que está por trás dessa lógica, muitas vezes, é a precarização dos trabalhadores com jornadas exaustivas e baixas remunerações. Nesse cenário, o indivíduo vende sua força de trabalho em troca de salário e é o produtor dos bens que a sociedade consome, mas não tem o direito de usufruir daquilo que ele mesmo produz.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Consumo_GIF-1024x667.gif" alt="Gif horizontal e em tons de cinza. O fundo é o zoom do rosto de uma pessoa, com destaque para a boca. Estamos em cinza escuro e com contornos sombreados. Em frente ao queixo, uma colher preta cheia com uma espécie de areia. Sobre o montinho, silhueta de uma pessoa sentada, em cinza claro. Ela segura uma colher em frente a boca. Efeito de estática visual de televisão. O fundo é bege." loading="lazy" />														
		<p>A pesquisa “O consumo que nos consome: a transformação da força de trabalho em mercadoria” discute o consumo em massa, a precarização das condições de trabalho e a transformação de pessoas em mercadorias. A autoria é de Jeano Saraiva Corrêa, advogado, mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutorando pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). O pesquisador conversou com a Arco sobre a relação entre a venda da força de trabalho e a cultura do consumismo. Confira a seguir:</p><p id="docs-internal-guid-d43b1ac4-7fff-4944-3847-80d8f733062e" dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Como e por que você se interessou por estudar o campo do trabalho e acúmulo de capital?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Jeano Saraiva Corrêa - Acredito que a experiência jurídica enfrentada nos tribunais foi a porta de entrada para o aprofundamento do estudo científico no campo do trabalho, e, logo ao ingressar no mestrado em Direito da UFSM, pude alinhar minha prática à teoria. Lembro-me que, na época, formamos grupos de pesquisadores engajados em estudar as questões sobre o trabalho e a sociedade. E, hoje, continuo minhas pesquisas no doutorado em Direito na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Acredito que ser pesquisador é um privilégio, mas também exige muita responsabilidade na condução dos estudos.   </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Aqueles que vendem a sua força de trabalho têm consciência sobre o lugar que ocupam nesse sistema? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Jeano Saraiva Corrêa - O mercado de trabalho é um dos muitos mercados no qual se inscrevem a vida das pessoas. O ritmo acelerado da vida trouxe novas formas de organização social, o que acabou por acostumar as pessoas a esse ritmo. O que se nota é uma gama de variedades tecnológicas (bens e serviços) que impuseram um novo ritmo à vida do trabalhador e redesenharam as formas mais tradicionais de trabalho - que conseguiram moldar o trabalho à necessidade econômica. Tudo sob a influência de políticas que flexibilizaram as estruturas protetivas das leis trabalhistas. Hoje, com escassez de empregos formais, os trabalhadores acabam por ter que aceitar qualquer emprego, sem falar nos trabalhadores informais. Mesmo adquirindo a consciência das reais condições, os trabalhadores são relegados à subalternização das relações, o que desmantela a classe operária e sua consciência como classe.</p>		
									<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/foto_JEANO_edit-768x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de um homem grisalho de pele branca. Ele está sentado em uma cadeira com encosto de couro preto, em primeiro plano, com as mãos cruzadas na frente. Tem pele branca, faixa etária em torno de 40 anos; tem olhos castanhos claros, cabelos escuros com vários fios grisalhos. O rosto é angular, tem orelhas e nariz grandes. Sorri amplamente. Veste camisa social azul clara, e usa um relógio no pulso direito. Ao fundo, estante cinza com duas fileiras de livros, a superior tem lombadas cinzas, e a inferior, tem lombadas pretas. Os cantos da fotografia são escuros." loading="lazy" />											<figcaption>Jeano Saraiva Corrêa é pesquisador das relações de trabalho e do consumismo.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Qual  é o papel da publicidade na sociedade de consumo? <br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Jeano Saraiva Corrêa - A publicidade é propulsora do consumo. Obviamente não pode ser analisada de maneira pragmática e tão somente sob o prisma da maximização do lucro: ela funciona como método em potencial, que transfere significados e valores a pessoas. Cotidianamente, somos bombardeados por campanhas publicitárias que incentivam o consumo em que temos a transformação do mero produto em algo que é objeto de desejo e satisfação. A relação de compra e venda é, antes de tudo, a relação de cultura e troca simbólica que permite a reciprocidade entre as pessoas, como também na relação de produção (trabalho).</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt;margin-top: 0pt;color: #000000;font-size: 16px;line-height: 1.2;text-align: justify">Arco -  Como isso se relaciona com as questões de divisão de classes, concentração de riquezas e a desigualdade social?</p><p dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt;margin-top: 0pt;color: #000000;font-size: 16px;line-height: 1.2;text-align: justify">Jeano Saraiva Corrêa - O ponto é esse: a concentração de riqueza, a desigualdade social e a divisão de classes não são características exclusivas de nossa era, em que a realidade material influencia na construção social. As relações de produção regulam tanto a distribuição dos meios de produção quanto a apropriação dessa distribuição e do trabalho. Elas expressam as formas sociais de organização voltadas para a produção e resultam em uma divisão no interior das sociedades. Enquanto sistema de poder, o capital valoriza a propriedade privada ao criar leis que, por meio do Estado, garantam o direito e o poder de uma classe dominante sobre a outra. </p><p>Além disso, valoriza o domínio dos meios de produção, a exploração de mão-de-obra barata e acúmulo de capital. Não assegura estabilidade econômica, uma vez que o lucro não pertence à sociedade, mas a setores privados. Por conta disso, não gera bem-estar coletivo, pelo contrário, contribui para a desigualdade social. Segundo dados do <a href="https://www.oxfam.org.br/justica-social-e-economica/forum-economico-de-davos/tempo-de-cuidar/?_ga=2.146996724.2113159640.1644513219-412009557.1644513219">Oxfam</a>, a concentração de renda nas mãos de poucos aumentou exacerbadamente no começo de 2020: 2.153 bilionários do mundo detém mais riqueza do que 60% da população mundial, que representa 4,6 bilhões de pessoas. Esse abismo global se reflete no Brasil ao ser apresentada, pela revista Forbes, ainda com os dados de 2019, a <a href="https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2019/09/10-maiores-bilionarios-do-brasil-em-2019/">lista dos 10 maiores bilionários brasileiros</a>. Enquanto isso, o jornal El País escancara a face de um Brasil com <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/06/politica/1573049315_913111.html">13,5 milhões de miseráveis</a>.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Podemos dizer que se cria um ciclo entre o trabalho e a autorrealização das pessoas com as mercadorias? As pessoas trabalham para consumir?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Jeano Saraiva Corrêa - Obviamente o consumo é importante para a economia, porém o que está em voga é o consumo de forma fetichista, planificado no inconsciente humano. E o trabalho é um dos meios para se alcançar o consumo. As propriedades qualitativas humanas se perdem em razão da intensificação do trabalho e da pauperização das relações laborais como provas incontestáveis de que os indivíduos são intermediados pelo consumo dos objetos que às vezes eles mesmos produzem. O conflito entre trabalho e realização se dá pelo fato de que o homem organizou a sociedade de tal maneira que, para a maioria das pessoas, o trabalho que fazem não são projetos pessoais de vida, mas apenas de sobrevivência.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para os pensadores da economia clássica, ao vivermos em sociedade, somos obrigados a nos moldar aos contornos do meio, e ao vivermos numa sociedade capitalista, em que o consumo desenfreado é comum, as pessoas perdem a sua individualidade, e são agora simplesmente consumidores, números.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p id="docs-internal-guid-688a81a6-7fff-194a-0814-bb99262c1bfc" dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Em seus estudos, você indica que, ao vender a força de trabalho, o sujeito se torna “a negação de si mesmo como homem” e passa a agir como mercadoria subordinada à vontade do mercado. Pode explicar essa ideia?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Jeano Saraiva Corrêa - Tenho que o trabalho é uma atividade essencial na inter-relação do homem com a sociedade. O trabalhador, ao vender sua força de trabalho, na qual exista um trabalho precarizado que apenas o escravize em todos os sentidos, ele se torna uma mercadoria. E passa a perceber que a relação que mantém com o capital na esfera produtiva e reprodutiva está baseada num sistema que tem apenas como base de sustentação a exploração da força do trabalho alheio. Significa dizer, que o trabalhador não se satisfaz no labor, ele se degrada, não se reconhece. Ele se desumaniza num mundo orientado para o mercado voraz, em que os serviços têm que estar à disposição 24 horas por dia nos sete dias da semana para que o consumo seja maior e mais tentador.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p id="docs-internal-guid-688a81a6-7fff-194a-0814-bb99262c1bfc" dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Em seus estudos, você indica que, ao vender a força de trabalho, o sujeito se torna “a negação de si mesmo como homem” e passa a agir como mercadoria subordinada à vontade do mercado. Pode explicar essa ideia?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Jeano Saraiva Corrêa - Tenho que o trabalho é uma atividade essencial na inter-relação do homem com a sociedade. O trabalhador, ao vender sua força de trabalho, na qual exista um trabalho precarizado que apenas o escravize em todos os sentidos, ele se torna uma mercadoria. E passa a perceber que a relação que mantém com o capital na esfera produtiva e reprodutiva está baseada num sistema que tem apenas como base de sustentação a exploração da força do trabalho alheio. Significa dizer, que o trabalhador não se satisfaz no labor, ele se degrada, não se reconhece. Ele se desumaniza num mundo orientado para o mercado voraz, em que os serviços têm que estar à disposição 24 horas por dia nos sete dias da semana para que o consumo seja maior e mais tentador.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p id="docs-internal-guid-8a14ac36-7fff-9f1b-b644-962151e1cc5d" dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco - Quais são os caminhos para que as pessoas tomem consciência desse sistema e até o confrontem? É possível que isso aconteça? É necessário que aconteça? Por quê?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Jeano Saraiva Corrêa - O caminho é refletir sobre os nossos próprios limites e compreender que o planeta possui limites naturais. Consumimos o equivalente a cinco vezes mais do que o planeta pode nos oferecer e, mesmo assim, vivemos no limite das nossas capacidades. A pandemia só revelou ainda mais os problemas sociais, potencializou a desigualdade social em patamares jamais vistos, concentrou o capital cada vez mais nas mãos de poucos sob o controle de grupos com interesses econômicos bem definidos. Essa diferença de classe é gritante no Brasil, onde atualmente a desigualdade social é uma das maiores do mundo. Há uma imensa massa de desempregados e miseráveis vendendo sua força de trabalho por um salário de fome, enquanto poucos, detentores dos meios de produção e do capital, acumulam riquezas e influenciam, segundo os interesses econômicos, não só os poderes da república, mas uma grande massa disposta, pela cegueira, a viver segundo os interesses desse poder. Os oprimidos de hoje são os pobres, as maiores vítimas deste sistema que apenas explora. Precisamos criar uma nova cultura após a Covid-19, com valores que estavam perdidos e que precisam retornar junto com outros necessários para esses novos tempos vindouros. O coronavírus faz parte do todo para refletirmos sobre as atrocidades que cometemos. Penso que já está mais do que na hora de mudar. Se não conseguirmos, provavelmente virão outros problemas, até aprendermos a nos comportar com responsabilidade. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Entrevista:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mudança de foco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/mudanca-de-foco</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:24:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=39</guid>
						<description><![CDATA[Devido às restrições da pandemia, fotógrafos buscam novas direções de trabalho Beatriz Emer de Moraes&nbsp; Dourados-MS Jornalístico, documental ou comercial, os fotógrafos trabalham com o público. Devido a pandemia da Covid-19, esta área está sendo uma das mais afetadas a partir desta questão, pois, muitas oportunidades neste meio foram descartadas. Com isso, festas, casamentos, eventos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Devido às restrições da pandemia, fotógrafos buscam novas direções de trabalho</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Beatriz Emer de Moraes&nbsp;</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Dourados-MS</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Jornalístico, documental ou comercial, os fotógrafos trabalham com o público. Devido a pandemia da Covid-19, esta área está sendo uma das mais afetadas a partir desta questão, pois, muitas oportunidades neste meio foram descartadas. Com isso, festas, casamentos, eventos publicitários ou corporativos foram uns dos primeiros a serem proibidos, eventos nos quais Laura Ávila, Lorran Souza e Rafael Messa, fotógrafos profissionais, atuam. A partir disso, dificuldades para exercerem e divulgarem seu trabalho, começaram a surgir.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fim de superar o transtorno das restrições de eventos presenciais, os fotógrafos tiveram que aderir a diferentes alternativas para compensar a falta de trabalho, além da preocupação financeira. Optaram por trabalhos versáteis e flexíveis, que não oferecem risco a contaminação nem problemas com decretos estaduais e municipais que impeçam o trabalho em meio a essa situação de crise.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>A distância não é um problema&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Formada em Produção Publicitária (Unigran), Laura Ávila, fotógrafa profissional, 28 anos, de Dourados (MS), realizava a maioria de seus trabalhos em casamentos, festas, ensaios e eventos corporativos. Ela precisou reformular sua área e escolheu realizar trabalhos variados, como fotos de produtos para vendas em lojas virtuais, impressão de fotos e a venda de alguns de seus equipamentos fotográficos, foram algumas das válvulas de escape para manter suas atividades profissionais, o que de certa forma acabou agregando para o seu crescimento profissional, pois ela explorou novos rumos dentro da fotografia. “Comecei a fazer fotos para lojas virtuais, pois saíram do físico e foram para o digital. Eu comecei a fazer vídeos e fotos, além de ajudar no marketing também. Estava com sete câmeras e vendi algumas, alguns equipamentos, para agregar mais ao meu estúdio”, comenta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Lorran Souza, fotógrafo de casamentos, de Terra Roxa (PR), trabalha com eventos, com foco principal em casamentos e conta que seus cursos online progrediram mais e ajudaram outros fotógrafos à distância. “A vários anos eu trabalhava com treinamento para fotógrafos e cursos para fotógrafos, com valores. Fizemos ações para ajudar outros fotógrafos, abri mão de 95% do valor do meu treinamento e comecei a cobrar um valor simbólico apenas pelas despesas e anúncios patrocinados para fazer com que o curso chegasse para mais pessoas, a gente alcançou a marca de quase 4.300 fotógrafos cadastrados em único curso do ano passado para 2021. Muitos fotógrafos de vários&nbsp; lugares do mundo entraram nesse curso porque reduzimos o valor para ajudar”, informa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Rafael Messa, 36 anos, fotógrafo e filmmaker, de Dourados (MS), atua em casamentos e aniversários, migrou para a área corporativa. “Eu consegui mudar o foco, mas não sair do ramo. Percebi que as coisas não iam voltar ao normal tão cedo. Aproveitei para estudar um pouco e ver o que eu podia fazer. E vi que existe um mercado muito grande da área corporativa, pois as empresas precisam vender, por estarem de portas fechadas. E como ela vai vender? Ela precisa divulgar o trabalho e foi aí que eu foquei na área empresarial, com isso não precisei sair do meu ramo de videomaker. De certa forma até que foi bom, pois não precisava de tantos equipamentos e acabei vendendo alguns. O empresarial não vai do lado da emoção de casamentos e aniversários, ele quer um negócio rápido e prático. É totalmente diferente do que eu fazia”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assim, informam que a distância não foi prejudicial, em relação ao que esperavam, pois dessa maneira acabaram encontrando novas formas e oportunidades para lidar com essa situação da pandemia de uma forma positiva e que agregasse para o crescimento do trabalho fotográfico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Pontos positivos</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Existem profissionais que não perderam o foco e aproveitaram as adversidades para se reinventarem. Nem um vírus tão contagioso foi capaz de pará-los. São aqueles que chamamos de criativos e empreendedores, que buscam o tempo todo fazer algo inovador e que consiga mantê-los na área de trabalho que realmente gostam, no caso a fotografia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Lorran, 2021 foi um dos anos em que ele mais ganhou dinheiro com a fotografia. “Viajamos muito a trabalho e o custo costumava ser muito alto e ano passado isso diminuiu, os gastos diminuíram por estarmos mais tempo em casa. Nosso lucro ficou menor, mas os gastos com viagem também diminuíram, sobrou mais dinheiro. Ao invés dos outros anos, ganhamos mais dinheiro mas sobrava menos”, expõe.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Laura abriu o próprio estúdio com suas economias que havia guardado e descobriu novas perspectivas da fotografia. “Na pandemia comecei a usar o estúdio que havia montado no escritório do meu pai e percebi que gostava mais do que trabalhar em casamentos, assim percebi que meu fluxo poderia ser maior, pelo tempo de entrega ser mais rápido. Enquanto o casamento demora dois meses para editar as fotos, no estúdio demora dois dias. Assim posso fazer um giro muito maior”, estima.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com o Rafael, toda essa situação serviu de amadurecimento e surpresas, fez-o abrir os olhos para outras oportunidades “No meio da pandemia pensei em abrir um comércio, mas bati o pé, persisti na minha área de trabalho e vi que com muito menos posso conseguir muito mais, em relação aos equipamentos. Era muito estressante conferir tudo antes de um evento, hoje só chego e faço. Tudo foi como uma readaptação. Vi muitas pessoas mudando de trabalho. E de qualquer forma estamos numa crise, mas que serviu como abertura para novas direções.”, acrescenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fotografia nunca foi e não é uma área simples de atuar ou completamente acessível para todos que trabalham com ela. Mas, às vezes, algumas situações gritam mais alto e é preciso se reinventar para garantir estabilidade nesta quarentena. Alguns mudaram o rumo dentro da área fotográfica, outros venderam seus equipamentos fotográficos e até pensaram em desistir de tudo. Mas focaram em seus propósitos e não desistiram de seus sonhos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter:</strong>  Beatriz Emer de Moraes </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM é apoiadora científica de congresso sobre estresse e qualidade de vida no trabalho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/11/17/ufsm-e-apoiadora-cientifica-de-congresso-de-estresse-e-qualidade-de-vida-no-trabalho</link>
				<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 20:05:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=57218</guid>
						<description><![CDATA[O congresso ocorre de 21 a 23 de junho de 2022, em Porto Alegre. A submissão de trabalhos está aberta até 22 de março]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-family: Times New Roman, serif">Está aberto o período de submissão de resumos para apresentação no 22° Congresso de Stress da Isma-BR, seção brasileira da International Stress Management Association. O congresso ocorre de 21 a 23 de junho de 2022, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre, simultaneamente ao 24° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 14° Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 14° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. A submissão para trabalho oral, simpósio e pôster digital deve ser feita até 22 de março. A UFSM é apoiadora científica do evento. </span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">O melhor resumo de trabalho oral em cada categoria (Acadêmica, Empresarial, Segurança Pública e Serviço Público) receberá um prêmio de reconhecimento e será publicado no site da Isma-BR. Todos os trabalhos apresentados serão divulgados nos anais do congresso e terão o código ISSN, concedido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Além dos prêmios, os autores cujos trabalhos obtiverem as notas mais altas serão selecionados para <i>fast track</i> para publicação na Revista de Carreiras e Pessoas, Revista Economia e Gestão, Revista Gestão e Planejamento e Revista Pensar Acadêmico.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Destinadas a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, as apresentações objetivam examinar a teoria e a prática sobre questões atuais e de significativa relevância para a sociedade. A apresentação de pôsteres digitais será disponibilizada na feira de exposição, não requerendo a presença do autor.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Para palestrar no congresso, entre outros renomados profissionais, estão confirmados Sara Tamers (dos EUA), coordenadora de Desenvolvimento e Colaboração do Programa de Pesquisa do Programa Saúde Total do Trabalhador e da Iniciativa Futuro do Trabalho, ambos do Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh), nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, e o desembargador Sebastião Geraldo de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região e gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif">Mais informações pelo e-mail stress@ismabrasil.com.br, pelo telefone (51) 3222-2441 e na página <a href="https://www.ismabrasil.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.ismabrasil.com.br</a>.</span>

<span style="font-family: Times New Roman, serif"><i>Com informações do Núcleo de Comunicação Institucional do Centro de Ciências Sociais e Humanas</i></span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professor da UFSM publica dossiê internacional sobre trabalho e política no campo na América Latina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/07/08/professor-da-ufsm-publica-dossie-internacional-sobre-trabalho-e-politica-no-campo-na-america-latina</link>
				<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 13:04:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão Rural]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[UFBA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56247</guid>
						<description><![CDATA[Everton Picolotto organizou dossiê publicado em caderno da UFBA com professor da Alemanha]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="font-weight: 400">O professor dos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e Extensão Rural da UFSM Everton Picolotto organizou, juntamente com o professor Marco Teixeira, da Freie Universität, de Berlin, Alemanha, o dossiê "Reconfigurações nos mundos do trabalho e na organização política no campo na América Latina", publicado recentemente na revista <a href="https://periodicos.ufba.br/index.php/crh/issue/view/2210/showToc" target="_blank" rel="noopener">Caderno CRH</a>, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). </p>
<p style="font-weight: 400">O dossiê conta com a colaboração de pesquisadores de diversos países da América Latina (Argentina, Brasil, Equador e México) e da Alemanha, incluindo um artigo da egressa Iolanda Araujo e da doutoranda Janaína Betto, ambas do PPG em Extensão Rural da UFSM, intitulado "Movimentos sociais rurais e feminismos: percursos e diálogos na construção do feminismo camponês e popular". </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aqui também é lugar de cuidado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/autocuidado-recicladores</link>
				<pubDate>Thu, 20 May 2021 13:00:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[galpões de reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[recicladores]]></category>
		<category><![CDATA[saúde do trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6395</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisadora da UFSM realiza imersão na rotina de catadores em galpões de reciclagem em Santa Maria para pesquisar sobre condições de trabalho e vulnerabilidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/diario_de_campo_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<h2>Pesquisadora realiza imersão na rotina de catadores em galpões de reciclagem para pesquisar sobre condições de trabalho e vulnerabilidade</h2><p>Os catadores são profissionais que recolhem, transportam e encaminham materiais para reciclagem. Esta profissão é reconhecida pelo Ministério do Trabalho desde 2002, mas as condições precárias e cheias de risco são temas de discussão para a área da saúde. Em 2018, a professora Alexa Pupiara Flores Coelho, do Departamento de Ciências da Saúde, do campus de Palmeira das Missões, defendeu a tese Autocuidado de catadores de material reciclável: estudo convergente-assistencial. Em um diário de campo, a pesquisadora registrou relatos de 19 catadores de materiais recicláveis das associações Esmeralda e Diamante*, entre agosto e setembro de 2017. O estudo foi desenvolvido em parceria com o grupo de pesquisa Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem, da UFSM. A pesquisadora se inseriu na rotina dos catadores a partir da observação sistemática participante, que consiste em vivenciar a experiência como parte do grupo. Além disso, os relatos do estudo foram obtidos a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas entre setembro de outubro de 2017 e em oficinas sobre autocuidado.</p><p><b>O caminho até a reciclagem </b></p><p>“Eu estudei até a segunda série. Naquela época, não tinha muito recurso. Meus pais moravam pra fora e nem se importavam. O colégio era longe, a gente só ia quando podia. Daí, não tinha como acompanhar a turma.” Luana </p><p>“Eu era noiva. Trabalhava de babá. Depois, me disseram que não podiam me pagar mais. Como eu conhecia a [coordenadora da Esmeralda], eu disse “vê se arruma uma vaga para mim”. Porque eu tinha que fazer alguma coisa. O pai da criança me deixou, me faltava fralda e leite.” Fia </p><p>“Eu criei os meus filhos puxando carrocinha. Até eles ficarem grandes. Meu ex-marido não tinha trabalho, aí ele trabalhava na reciclagem. A guria tinha dois anos.” Marlene </p><p>“Eu só ficava em casa, levava as crianças para o colégio, limpava as coisas e fazia comida. E precisava de um dinheirinho. E daí, eu vim pra cá trabalhar com as gurias.” Eva</p><p> </p><p><b>Dupla jornada </b></p><p>Verifico nos diálogos dos trabalhadores aspectos relacionados ao trabalho feminino. Muitas referem sobrecarga com o trabalho doméstico e como isso afeta seu bem-estar. Muitas catadoras são responsáveis pela criação e sustento dos netos, de filhas gestantes, sendo notória a ausência da figura masculina na realidade da maior parte destas mulheres. </p><p> </p><p><b>Vulnerabilidade </b></p><p>Grande parte destas pessoas possui questões familiares complexas: filhos dependentes de drogas ou envolvidos com o tráfico; filhos em privação de liberdade; gravidez indesejada; violência doméstica. Observo que a vulnerabilidade é um campo extenso, que não se restringe ao trabalho. </p><p> </p><p><b>Trabalho exaustivo </b></p><p>Além de demandar posição em pé durante o dia inteiro, manuseio e mobilização de peso, realização de esforço físico e movimentos repetitivos, o trabalho, muitas vezes, é monótono. </p><p> </p><p><b>Risco constante </b></p><p>O ambiente é repleto de riscos e os ‘quase-acidentes’ são frequentes. No entanto, não os pude associar a algum déficit de autocuidado. Observo que existem tantos riscos intrínsecos ao ambiente e à natureza do trabalho que é possível que os trabalhadores tenham pouca governabilidade para evitá-los. </p><p> </p><p><b>Dificuldades em estar no galpão </b></p><p>O clima estava abafado e a temperatura muito elevada. Todos sofriam muito com a temperatura dentro do galpão, inclusive eu. A sensação era de esgotamento e sufocamento. O corpo doía e, seguidamente, eu precisava ir ao refeitório para me sentar e beber água. Em determinado momento, uma trabalhadora disse que não estava se sentindo bem. Levei-a ao refeitório, fiz com que ela se sentasse confortavelmente e dei-lhe água fresca. </p><p> </p><p><b>Conquista de bens materiais </b></p><p>“Eu tinha doze anos. Era só eu e a mãe. Daí, eu comecei a trabalhar e estudar. Ganhava pouquinho, às vezes tirava R$ 12 numa semana. E conquistei bastante coisa dentro da reciclagem. Minhas coisas, meu carro, minha moto. Viagem. Foi bom, não posso me queixar.” (Johnny Cash)</p><p>“Às vezes eu queria comer alguma coisa, comprar alguma coisa. Tudo que eu quero agora, eu consigo trabalhando. Eu tenho as coisas, não dependo do pai, da mãe.” (Fernanda) </p><p> </p><p><b>Empoderamento e autonomia </b></p><p>“Quando eu cheguei aqui, eu estava bem doente dos nervos, e eu mudei bastante, depois que eu comecei a trabalhar. Eu comecei a me sentir melhor, comecei a me sentir útil.” (Marlene) </p><p>“Não sabia que eu tinha condição de trabalhar numa associação. Eu era dona de casa, mãe. Depois que veio a crise, eu tive que trabalhar fora. Daí eu fui ver, “pô, eu posso estudar”. Fui fazer EJA, primeiro grau, segundo grau. Então é uma divisão bem clara. Antes, uma água parada. Depois, uma água turbulenta, agitada.” (Simoniti) </p><p> </p><p><b>Perigo, lixo contaminado! </b></p><p>Tenho observado, dentre os materiais recicláveis, objetos como fitas utilizadas na verificação de glicemia capilar contaminadas com sangue; seringas de administração de insulina; perfurocortantes em geral; papel higiênico contaminado; lixo orgânico de todo o tipo; animais em decomposição. Além disso, o material reciclável contém, frequentemente, urina e fezes de cães, gatos e ratos, os quais circulam livremente no galpão. </p><p>“Todo mundo fala material seletivo, mas vem do lixo. A gente trabalha com lixo. O lixo dos outros.” (Madalena)</p><p>“Eles não têm noção de que quem trabalha aqui é humano. Nós cansamos de pegar agulha com seringa, papel higiênico, gato morto. Fiz exame e o doutor acha que eu estou com hepatite. E onde que eu peguei?” (Marlene) </p><p> </p><p><b>Remédio pra que te quero?! </b></p><p>Ao longo da observação, tenho recebido, diariamente, um conjunto de queixas de desvio de saúde dos trabalhadores. No entanto, na maior parte das vezes, a dor é a queixa recorrente. Sobretudo, dores nos membros inferiores e na coluna, para as quais eles se automedicam, geralmente, com medicamentos orais à base de paracetamol.</p><p>“Têm dias que eu me levanto, assim... Sabe aquela música que as crianças cantavam, fazendo rodinha, do boneco de lata, desamassa aqui, desamassa ali… Eu fico pensando naquela música. Eu levanto assim, com dor.” (Joana, NG) </p><p> </p><p><b>Além de pesquisadora, enfermeira </b></p><p>Percebo que os trabalhadores me reconhecem muito mais como enfermeira do que como pesquisadora e, seguidamente, recorrem a mim com dúvidas e questionamentos sobre saúde, doenças e ações de autocuidado. Seguidamente, debatem sobre determinado assunto e me chamam para fornecer informações profissionais. Porém, o mais comum é me procurarem para mostrar hemogramas, resultados de exames ou relatar alterações clínicas, pedindo minha opinião. Alterações no ciclo menstrual, doenças de familiares e cuidados com diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e doenças cardiovasculares são os principais motivos pela procura por mim. </p><p> </p><p><b>Cuidado de si </b></p><p>Uma trabalhadora que atuava na prensa referiu que sente ressecamento e ardência na mucosa das vias aéreas superiores e perguntou para mim qual poderia ser a razão. Perguntei se já houve sangramento nasal e ela referiu que sim e em grande quantidade. Orientei que poderia ser em decorrência da aspiração de partículas de papelão e do pó de cimento do chão. Ela referiu que costuma inalar vapores de folhas de eucalipto, e que isso costuma aliviar o desconforto. </p><p> </p><p><b>Bem alimentados </b></p><p>Chamou-me a atenção que os trabalhadores primam por uma boa refeição ao meio-dia. No almoço, há quase sempre arroz, macarrão, feijão, carne e algum tipo de legume cozido ou salada. Eu sempre almoço com os trabalhadores e a comida é muito saborosa.</p><p> </p><p><b>Necessidade de lazer </b></p><p>Durante uma reunião entre as associações, foi debatida a possibilidade de trabalhar aos sábados, visando ao aumento da produtividade. O grupo foi unânime em manter os sábados de folga, visando ao descanso e ao tempo livre com a família. Uma das trabalhadoras argumentou que, para ela, saúde e bem-estar é ter tempo para cuidar de si, da casa e de poder conviver com amigos e família. </p><p>“Quando está muito puxado, eu faço questão de pescar. Eu gosto, o meu guri sabe disso. Ele sempre diz: mãe, tu já está pirando, vamos pescar, daí eu digo vamos.” (Simoniti) </p><p> </p><p><b>Espiritualidade </b></p><p>No intervalo do meio-dia, eu estava conversando com um grupo de trabalhadoras em relação à espiritualidade. Uma delas referiu como a espiritualidade havia cumprido o papel de amenizar sentimentos e sensações negativas, como o estresse, a ansiedade e o sofrimento. Referiu que seu investimento pessoal nisso havia começado pela leitura de um livro encontrado por acaso no material reciclável, intitulado “Violetas na Janela”. </p><p>“Eu tenho um hábito de chegar em casa, e eu tenho cinco minutos que duram meia hora. Que eu sento e eu entro na 'caixinha do nada'. Eu não penso em nada. [...] é o tempo que eu levo para desligar, para relaxar.” (Simoniti)</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/diario_de_campo_site2-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>CUIDADOS e AMOR PRÓPRIO </b></p><p>“[...] a gente tem que amar a gente mesmo. Eu bebia, eu fazia mal pra mim [...] Então, eu percebi que eu tinha que gostar mais de mim, e parei. [...] Então, a gente tem que ter amor próprio. Se vê que alguma coisa está prejudicando, a gente tem que mudar. [...]” (Joana) </p><p> </p><p><b>PERGUNTA </b></p><p>Então, vocês concordam que o autocuidado é ir ao posto de saúde? Que é apenas assim que vocês podem cuidar de si mesmos? Haveria mais alguma coisa possível, além de ir ao posto de saúde? </p><p>“É se cuidar. Fazer coisas que não te agridam, ou que vão te ferir, te magoar, te machucar.” Simoniti, NG </p><p>“Prevenção.” Paloma, NG </p><p>“Se avaliar. Ter um cuidado de como que está a tua saúde.” Sônia, NG </p><p>“Eu acho que é se cuidar e cuidar dos outros. O trânsito é um bom exemplo. Tem que se cuidar e cuidar dos outros. Para não se machucar, e para a outra pessoa também não se machucar.” Johnny Cash, NG </p><p>“Quando a gente está empurrando um fardo e vê que o colega não está dando conta de empurrar sozinho, ir lá e auxiliar. [...] Eu acho que isso é autocuidado. Tu está te cuidando e cuidando dele também. [...]” Simoniti, NG </p><p>[...] enquanto a trabalhadora preparava o almoço, questionei o que ela pensava sobre o trabalho que eu havia feito com o grupo e, em especial, se havia surtido alguma mudança. Ela respondeu-me que algumas coisas haviam mudado. Disse que os trabalhadores estavam higienizando as mãos, conforme haviam praticado na oficina. A trabalhadora destacou que a maior mudança havia se dado no relacionamento entre os membros. Após os grupos de convergência, havia um clima de paz entre as associações. </p><p>Em visita ao galpão, hoje, encontrei-o bastante organizado. Percebi que havia poucos recicláveis no chão, o que facilitava muito o trânsito. Descobri que há um trabalhador responsável pela organização, limpeza, carregamento dos recicláveis e auxílio aos demais colegas, conforme foi falado em ocasião do grupo de convergência. No entanto, percebi que alguns trabalhadores seguem atuando sem luvas.</p><p>*nomes fictícios</p><p><em><b>Reportagem: </b>Mirella Joels</em></p><p><em><b>Diagramação, ilustração e lettering: </b>Lidiane Castagna</em></p><p><em>*Matéria publicada na <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o">11ª edição</a> impressa da revista Arco. </em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Trabalho e gênero na pandemia é assunto de Roda de Conversa virtual no dia 9 de setembro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/09/01/trabalho-e-genero-na-pandemia-e-assunto-de-roda-de-conversa-virtual-no-dia-9-de-setembro</link>
				<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 17:34:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd), convida a comunidade acadêmica e externa para a Roda de Conversa&nbsp;Reflexões sobre trabalho e gênero: experiências na pandemia e além, que acontecerá no dia 09 de setembro de 2020, às 16h, pelo Google Meet. O evento é uma realização&nbsp;do Núcleo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd), convida a comunidade acadêmica e externa para a Roda de Conversa&nbsp;<strong>Reflexões sobre trabalho e gênero: experiências na pandemia e além</strong>, que acontecerá no dia 09 de setembro de 2020, às 16h, pelo Google Meet. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"left","id":53490,"width":390,"height":390,"sizeSlug":"large"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2020/09/post-roda-de-conversa-Grupo-Elas-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-53490" width="390" height="390" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O evento é uma realização&nbsp;do Núcleo de Ações Afirmativas Sociais, Étnico-raciais e Indígenas (CAEd), em conjunto com o Grupo Elas – Grupo de Estudos e Pesquisas Feministas (UFSM). O objetivo&nbsp;é compartilhar experiências de integrantes do grupo no âmbito do trabalho e refletir sobre as dificuldades adicionais do momento atual e as perspectivas/expectativas para o pós-pandemia. As inscrições para participação na Roda de Conversa serão feitas via formulário (<a rel="noreferrer noopener" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfcmrV8ibVRd_tPvbIc9cTsr5NFeU2sAAMSeeXqAczoS6rGFQ/viewform" target="_blank">acesse aqui</a>) até o dia do evento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Editora UFSM lança e-book "Educação e trabalho em tempos de intervenção reguladora do capital"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2020/06/01/editora-ufsm-lanca-e-book-educacao-e-trabalho-em-tempos-de-intervencao-reguladora-do-capital</link>
				<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 11:41:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[capital]]></category>
		<category><![CDATA[ebooks]]></category>
		<category><![CDATA[Editora UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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						<description><![CDATA[A Editora UFSM está lançando o e-book &#8220;Educação e trabalho em tempos de intervenção reguladora do capital&#8221;, de autoria de Liliana Soares Ferreira, Célia Tanajura Machado e Luiza Da Silva Braido. Este livro traça as relações existentes entre o trabalho e seus desencadeamentos na educação. Com base em estudos ontológicos, as organizadoras desta obra buscam [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/peça-ebook-educação-e-trabalho-2.jpg"><img class="alignright  wp-image-52371" src="https://www.ufsm.br/wp-content/uploads/2020/06/peça-ebook-educação-e-trabalho-2.jpg" alt="" width="364" height="364" /></a>A Editora UFSM está lançando o e-book "Educação e trabalho em tempos de intervenção reguladora do capital", de autoria de Liliana Soares Ferreira, Célia Tanajura Machado e Luiza Da Silva Braido. Este livro traça as relações existentes entre o trabalho e seus desencadeamentos na educação. Com base em estudos ontológicos, as organizadoras desta obra buscam compreender as formas de influências que o trabalho causa sobre o ser humano e a necessidade de exercer tal atividade para se declarar um ser dotado de conhecimento.</p>
<p>O contexto político também é observado nesta publicação. Como nem sempre as pautas que tratam de educação e trabalho são colocadas em discussão, esta obra atua para trazer à tona algumas considerações a este respeito. Em suma, o fator social que envolve estes dois exercícios deve ganhar mais espaço nas discussões políticas, assim, melhorando a formação do homem na sociedade.</p>
<p>O livro pode ser adquirido pelo <a href="https://editoraufsm.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">site</a> da Editora UFSM e também em lojas virtuais.</p>
<p><em>Texto: Assessoria de Comunicação da Editora UFSM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cidades-Sede da UFSM apontam as prioridades para a Extensão em 2020</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2019/12/19/cidades-sede-da-ufsm-apontam-as-prioridades-para-a-extensao-em-2020</link>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 16:20:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[agenda 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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						<description><![CDATA[Com a participação de mais de 1.800 votantes na plataforma de coleta de dados on-line, a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou, na última segunda, 16, as prioridades para as ações de extensão desenvolvidas pela UFSM nos quatro campi da Instituição. Na panorama geral da UFSM, a área da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p align="justify">Com a participação de mais de 1.800 votantes na plataforma de coleta de dados on-line, a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou, na última segunda, 16, as prioridades para as ações de extensão desenvolvidas pela UFSM nos quatro <i>campi</i> da Instituição. Na panorama geral da UFSM, a área da Saúde foi a mais votada pelos participantes, registrando 495 votos. Em segundo lugar, ficou a área de Meio Ambiente (446 votos); seguida por Educação (320 votos); Cultura (183 votos); Tecnologia e Produção (150 votos); Direitos Humanos e Justiça (117 votos); Comunicação (97 votos); e Trabalho (90 votos).</p>
<p align="justify">As demandas apresentadas pelos votantes e os resultados do Fórum Regional realizado no mês de novembro, juntamente, serão utilizados para o direcionamento dos recursos financeiros do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX). Após a publicação dos dados, os projetos e programas extensionistas que estão alinhados a essas demandas são considerados prioritários para receber o financiamento da Instituição. A expectativa é que o resultado dos projetos contemplados com os recursos seja divulgado em março de 2020, após o processo seletivo interno realizado pelos centros de ensino da UFSM.</p>
<p align="justify">Os dados completos —  por linha, eixo e campus —  podem ser acessados no <a style="font-size: 1rem;background-color: #ffffff;text-align: left" href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/wp-content/uploads/sites/346/2019/12/Anexo-A-Resultado-do-F%C3%B3rum-Regional-Permanente-2020.pdf"><u>link</u></a>.</p>
<p align="justify"><b>Campus Sede </b></p>
<p align="justify">Na região de Santa Maria, a prioridade apontada pela comunidade foi para programas e projetos voltados à Educação — com 207 votos dos 663 registrados no <i>campus</i>. Além dessa prioridade, as áreas de Saúde (27,60%) e Cultura (21,42%), no segundo e terceiro lugar, respectivamente, também foram apontadas, pela comunidade regional, como eixos importantes para as ações desenvolvidas na sociedade. Além disso, na última edição presencial do Fórum, em novembro, a região havia apontado a necessidade de mais ações voltadas aos estudos de Línguas e Artes, bem como à formação continuada de professores, além de possíveis parcerias com os cursos de tecnologias para o desenvolvimento de ações extensionistas no Tecnoparque de Santa Maria.</p>
<p align="justify"><b>Campus Frederico Westphalen</b></p>
<p align="justify">Na região de Frederico Westphalen, os votos foram para programas e projetos voltados ao Meio Ambiente — com 295 votos dos 645 registrados no <i>campus</i>. Além dessa prioridade, as áreas de Saúde e Educação, no segundo e terceiro lugar, respectivamente, também foram apontadas pela comunidade regional como eixos importantes para as ações desenvolvidas na sociedade. Em novembro, durante a edição presencial do Fórum, a região havia apontado a necessidade de mais ações voltadas não só à inserção da UFSM nas escolas públicas de região, como também à gestão de recursos naturais — em especial, à gestão hídrica na Agricultura.</p>
<p align="justify"><b>Campus Palmeira das Missões</b></p>
<p align="justify">Em Palmeira das Missões, a prioridade apontada pela comunidade foi para programas e projetos voltados à área de Trabalho, com 26,98% dos votos. Além dessa prioridade, as áreas tanto de Saúde quanto de Tecnologia e Produção, no segundo e terceiro lugar, respectivamente, também foram apontadas pela comunidade regional como eixos importantes para o desenvolvimento de ações. Na última edição presencial do Fórum, em novembro, a região havia apontado a necessidade de mais ações voltadas para a formação de professores da Educação Básica e do Ensino Técnico, bem como parcerias com a Coordenadoria Regional de Educação, que visem à promoção de ações para auxílio no ensino-aprendizagem de matérias básicas — Português e Matemática. Além disso, na ocasião, foi levantada a possibilidade de um acordo entre a UFSM Palmeira das Missões e a cidade de Novo Barreiro, para que ações extensionistas fossem desenvolvidas na cidade, acordo concretizado, no último dia 27 de novembro, pelo Reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann.</p>
<p align="justify"><b>Campus Cachoeira do Sul</b></p>
<p align="justify">Em Cachoeira do Sul, a principal demanda apontada pela comunidade foi para programas e projetos voltados à Educação, com 25,63% dos votos. Além dessa prioridade, as áreas de Tecnologia e Produção (22,19%) e de Comunicação (10,94%), no segundo e terceiro lugar, respectivamente, também foram apontadas pela comunidade regional como eixos importantes para as ações desenvolvidas na sociedade. Durante a edição presencial do Fórum, em novembro, a comunidade local havia apontado a necessidade de mais ações voltadas à formação de gestores estaduais da educação e à distribuição do material da Agenda 2030 para as escolas atendidas pela 24ª Coordenadoria de Educação.</p>
<p align="justify"><b>Agenda 2030</b></p>
<p align="justify">Com o início da nova década e a 10 anos do prazo da Agenda 2030 — que propõe 17 objetivos para que os países promovam um desenvolvimento científico, econômico e social sustentável —, a Pró-Reitoria de Extensão projeta novidades para o Fórum Regional Permanente de Extensão. A nova plataforma de coleta de dados, que já vem sendo trabalhada pela PRE, permitirá que o usuário eleja um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao qual a UFSM deve concentrar os seus recursos. Assim, a PRE pretende se alinhar, cada vez mais, à organização mundial que busca a construção de um mundo mais sustentável e humano.</p>
<p align="justify"></p>
<p align="justify"><em>Texto: Wellington Hack/Pró-Reitoria de Extensão
</em><em>Revisão Textual: Erica Medeiros/Pró-Reitoria de Extensão</em></p>
<img class="alignnone" src="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/wp-content/uploads/2019/12/Outdoor_v3-1024x512.jpg" alt="" width="1024" height="512" />]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Onde se esconde o assédio?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/onde-se-esconde-o-assedio</link>
				<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 20:17:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[fórum de direitos humanos da UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[GP]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4993</guid>
						<description><![CDATA[Casos de hostilidade, silêncio e omissão relatados por profissionais de comunicação serão tema de palestra do Fórum de Direitos Humanos da UFSM ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Nove em cada dez mulheres e quase oito em cada dez homens afirmam já ter sofrido algum tipo de assédio, sexual ou moral. É o que comprova a pesquisa </span><i><span style="font-weight: 400;">Hostilidade, silêncio e omissão: o retrato do assédio no mercado de comunicação de São Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada pelo </span><a href="https://grupodeplanejamento.com/"><span style="font-weight: 400;">Grupo de Planejamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> (GP), de São Paulo - </span><span style="font-weight: 400;">entidade sem fins lucrativos que capacita planejadores e estrategistas - em parceria com o </span><a href="http://www.qualibest.com/"><span style="font-weight: 400;">Instituto QualiBest</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span>

<span style="font-weight: 400;">A pesquisa, composta por questões objetivas e descritivas, foi disponibilizada na internet e contabilizou 1400 respondentes, sendo 68% mulheres e 32% homens, da faixa etária de 33 anos. Os questionários ficaram disponíveis de 10 a 30 de outubro de 2017 a profissionais da comunicação de São Paulo capital e região metropolitana.</span>

<span style="font-weight: 400;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-5008" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/moça_bonita.jpg" alt="" width="150" height="150" />Lara Thomazini, formada com Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia e voluntária do GP, </span><span style="font-weight: 400;">participará do </span><a href="https://www.ufsm.br/2018/11/27/pro-reitoria-de-extensao-realizara-primeiro-forum-de-direitos-humanos/"><span style="font-weight: 400;">Fórum de Direitos Humanos da UFSM</span></a><span style="font-weight: 400;">, amanhã (06). Confira a entrevista que a nossa equipe fez com a pesquisadora:</span>

<b>ARCO: Para ti, como foi visualizar os resultados obtidos a partir da pesquisa?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Eu sabia que os números seriam altos, não imaginava que seriam tão altos. Foi um choque, mas ao mesmo tempo percebi que nós tínhamos uma ferramenta importante em mãos para poder gerar pauta, pressão e mudanças.</span>

[caption id="attachment_4995" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-4995 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/21.jpg" alt="" width="800" height="785" /> Fonte: Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>ARCO: Pelos resultados, percebe-se grande envolvimento das lideranças e chefias nos casos de assédio. Qual é a expressividade disso?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Alta. Cerca de 1/3 das pessoas que sofreram assédio moral foram assediadas por um presidente ou sócio, incluindo 22% dos assistentes/estagiários. Igualmente, 1/3 das mulheres assediadas sexualmente foram assediadas por um presidente ou sócio. É importante ressaltar que presidentes ou sócios representam uma minoria numérica, então os números são realmente significativos.</span>

<img class="aligncenter wp-image-5003 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box3-1024x549.png" alt="" width="1024" height="549" />

<img class="aligncenter size-full wp-image-4998" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/31.jpg" alt="" width="800" height="505" />

[caption id="attachment_4997" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-4997 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/30.jpg" alt="" width="800" height="490" /> Fonte: Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>ARCO: Diante de um caso de assédio, a denúncia aos setores e órgãos responsáveis, por parte dos profissionais de comunicação, é recorrente? E as providências cabíveis são tomadas?</b>

<b>Lara:</b><span style="font-weight: 400;"> Não. As pessoas têm medo de denunciar, as denúncias não são investigadas, há riscos de represália, e por isso há pouca providência sendo tomada. No último ano muitas agências se estruturaram melhor para receber denúncias de maneira mais empática e efetiva, mas não temos como saber o quanto mudou.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4999" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/32.jpg" alt="" width="800" height="770" />

[caption id="attachment_5000" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-5000 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/37.jpg" alt="" width="800" height="610" /> Fonte: Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>ARCO: Qual a relação entre qualquer tipo de assédio e os Direitos Humanos?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Existem dois pontos importantes. O primeiro é que assédio é um obstáculo para a diversidade. Assédio se mistura com racismo, homofobia, machismo, elitismo e outros ismos perigosos, e acaba criando um ambiente de trabalho significativamente mais difícil para grupos minorizados. Isto exclui estes grupos de tomadas de decisões, decisões estas que constroem cultura e retroalimentam um ciclo. </span><span style="font-weight: 400;">O segundo é que assédio se refere a relações de trabalho. É ganha pão, subsistência, sobrevivência. Isto deixa as pessoas fragilizadas na relação, porque as represálias podem significar desemprego.</span>

<b>ARCO: De que maneira a qualidade das relações humanas (ou a falta dela) no ambiente de trabalho podem interferir no desempenho e na saúde mental do profissional?    </b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Completamente. O assédio moral é um fator de adoecimento, e se discute a possibilidade de incluí-lo no código penal. Na nossa pesquisa há inclusive casos de tentativa de suicídio decorrentes do assédio moral.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-5004" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/12/box4.jpg" alt="" width="800" height="345" />

<b>ARCO: Em sua visão, que medidas são necessárias diante do cenário alarmante de casos de assédio nos ambientes de trabalho? A quem cabe?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Além de o poder público funcionar (ele já tem os mecanismos, só precisa efetivá-lo melhor), é responsabilidade das empresas criarem ambientes saudáveis de trabalho. Isto inclui tolerância zero [a casos de assédio], códigos de conduta bem desenhados e relevantes, espaços de denúncia que acolham e priorizem o atendimento à vítima e discussões e debates frequentes sobre o assunto.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-5005" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box5.jpg" alt="" width="800" height="290" />

<b>ARCO: Qual a relevância de debater sobre os Direitos Humanos em um ambiente acadêmico?</b>

<b>Lara: </b><span style="font-weight: 400;">Acho fundamental por dois motivos: de um lado, a oportunidade de falar com futuros profissionais, que vão ingressar no ambiente de trabalho e participar de sua cultura. Do outro, o espaço acadêmico é importante espaço de pesquisa e debate para a criação de novos estudos, pesquisas, abordagens e direcionamentos sobre os diferentes temas. Direitos Humanos é hoje um tema de resistência no Brasil, o que não faz o menor sentido. É fundamental que a academia seja co-responsável por enquadrar a narrativa sobre o assunto, demonstrar as aplicações práticas e fomentar uma conversa séria e não populista sobre o tema.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-5001" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box1.jpg" alt="" width="800" height="790" />

[caption id="attachment_5002" align="aligncenter" width="800"]<img class="wp-image-5002 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/box2.jpg" alt="" width="800" height="430" /> Pesquisa sobre assédio: Report, 2017[/caption]

<b>Reportagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo </span>

<b>Edição:</b><span style="font-weight: 400;"> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Ilustração: </b><span style="font-weight: 400;">Divulgação - I Fórum de </span> <span style="font-weight: 400;">Direitos Humanos</span>

<b>Infografia: </b><span style="font-weight: 400;">Pesquisa sobre assédio: Report, 2017</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Na subjetividade do trabalho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/na-subjetividade-do-trabalho</link>
				<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 19:28:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno Mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Transtornos mentais e comportamentais são a principal causa de afastamento de servidores da UFSM
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-4344 size-thumbnail" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/trigger-warning-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></span>

<span style="font-weight: 400"><strong>Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por </strong><strong>um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.</strong></span>

<span style="font-weight: 400">O trabalho abrange diversos aspectos da vida humana, sendo condição preponderante para a realização do sujeito, segundo a psicologia. Dessa forma, as condições às quais os trabalhadores têm de se submeter diariamente para a realização de determinado fim são cruciais para a qualidade do serviço e da própria saúde física e mental. Em um ambiente tão complexo quanto o universitário – que compreende muito além das atividades em sala de aula -, as situações que podem desencadear um adoecimento profissional são diversas.</span>

<span style="font-weight: 400">Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2017, 20% das licenças concedidas a servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) e docentes para tratamento de saúde foram para casos de transtornos mentais e comportamentais. A psicóloga e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM Luciana Schneid Ferreira afirma que o trabalho jamais é neutro: “O sofrimento, ao contrário do que muitos pensam, não é sinônimo de adoecimento. Ele é inerente ao ser humano. Se o sujeito tiver autonomia e reconhecimento em seu trabalho, vai transformar este sentimento em algo bom, que promoverá saúde, desenvolvimento e realização. Se, por outro lado, não tiver as condições mínimas para conduzi-lo, vai desencadear uma doença”.</span>

<span style="font-weight: 400">Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, três das dez doenças mais incapacitantes para o trabalho no mundo são de origem mental. A depressão é a primeira da lista, afetando mais de 300 milhões de pessoas – um aumento de 18% entre 2005 e 2015. Transtornos causados por álcool e ansiedade aparecem em quinto e  sexto lugares no ranking, respectivamente.</span>

<span style="font-weight: 400">No mesmo ano, um boletim organizado pelos ministérios da Fazenda e do Trabalho no Brasil mostrou que os transtornos mentais e comportamentais foram a terceira causa de incapacidade para o trabalho, no período de 2012 a 2016, considerando a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.</span>

<b>Reflexo mundial</b>

<span style="font-weight: 400">A UFSM reflete o que acontece no país e no mundo - como mostram os gráficos na página seguinte. Os levantamentos foram feitos pela Perícia Oficial em Saúde (PEOF) da Universidade, responsável por avaliar e conceder licenças a servidores para tratamento médico próprio ou de familiares. O setor é vinculado à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e atua em conjunto com a Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), formada por uma equipe psicossocial que acompanha os servidores em adoecimento profissional.</span>

<span style="font-weight: 400">“O número de afastamentos por transtornos mentais é o maior, e ainda assim não traduz todos os casos de doença mental que existem na Instituição”, afirma a psicóloga da CQVS Quenia Rosa Gonçalves. Essa é uma das preocupações de Luciana, que também atua como psicóloga do CQVS, em sua pesquisa de mestrado, iniciada no ano passado. Ela procura traçar o perfil dos servidores que adoecem na UFSM, utilizando como base a Psicodinâmica do Trabalho, abordagem científica desenvolvida na França na década de 1980, por Christophe Dejours. A teoria possibilita uma compreensão contemporânea sobre a subjetividade no trabalho, relacionando-o com prazer, autonomia, liberdade, reconhecimento, mas também com sofrimento, quando ausentes os sentimentos anteriores.</span>

<b>Como o trabalho causa o adoecimento?</b>

<span style="font-weight: 400">A OMS apresenta como causas dos transtornos mentais as cargas de trabalho excessivas, as exigências contraditórias, a falta de clareza na definição das funções, a comunicação ineficaz por parte de chefias e colegas, e o abuso sexual ou psicológico.</span>

<span style="font-weight: 400">Somando-se a isso, Quenia aponta que dificuldades no convívio interpessoal, subordinação e subutilização são as demandas mais recebidas na CQVS. “Acompanhamos casos de servidores super qualificados que não conseguiam desenvolver todo seu conhecimento e suas habilidades no cargo que assumiram, porque eram subutilizados em outros serviços. Com o tempo, isso gera angústia e outros sintomas, e a pessoa não suporta”, expõe a psicóloga. A Psicodinâmica, de acordo com Luciana, definiria o caso pelos conceitos de trabalho prescrito e trabalho real: o que está determinado em contrato como atribuições do cargo, em contraste com os problemas e imprevistos do dia a dia da profissão.</span>

<span style="font-weight: 400">A precarização do serviço público e as crises econômicas também fazem parte desse cenário. Atualmente, cargos desocupados por aposentadoria não têm reposição de novos servidores. Como solução, há sobrecarga de trabalho aos que ficam, além da entrada de funcionários terceirizados. Relacionada a isso, está a hipersolicitação, que ocorre quando o servidor é requerido no ambiente de trabalho, mas também por e-mail, celular e outras plataformas.</span>

<span style="font-weight: 400">Segundo Luciana, os pesquisadores da área afirmam que, no serviço público, os casos de assédio moral tendem a ser mais graves e duradouros, se comparados aos da iniciativa privada. Isso porque, em instituições como a UFSM, o servidor dificilmente pede demissão, devido ao ingresso por concurso e à estabilidade do cargo, e acaba se submetendo por muito mais tempo àquela violência. Outra peculiaridade das organizações públicas é a questão política, que comumente norteia a escolha de gestores. “Quem está à frente de um setor não está necessariamente capacitado no âmbito interpessoal para isso, mas tem inclinações políticas. Isso pode prejudicar o trabalho dos funcionários e, em consequência, possibilitar um quadro de adoecimento”, pontua a mestranda.  </span>

<span style="font-weight: 400">Apesar de todas as situações apresentadas, os casos de adoecimento profissional não obrigatoriamente têm relação com o trabalho. Podem ter influência em predisposições genéticas e/ou problemas pessoais, sociais e familiares, sendo difícil delimitar com exatidão o chamado nexo causal das patologias.</span>

<b>Tratamento é um direito</b>

<span style="font-weight: 400">Todo servidor público federal tem direito à Licença para Tratamento de Saúde (LTS), conforme determina o art. 202 do Regime Jurídico Único. Legalmente, o servidor pode ficar afastado da instituição com a qual tem vínculo empregatício por até dois anos. Depois desse período, a providência tomada é a aposentadoria por invalidez.</span>

<span style="font-weight: 400">A assistente social da PEOF Fabiane Drews explica que o tempo de afastamento é relativo, pois depende do diagnóstico e da reação do paciente ao tratamento. “A maioria dos casos de doença mental que chegam ao setor ocasiona uma licença. Mas isso não é regra geral. Muitas vezes, tentamos conduzir de outras maneiras, como solicitando a troca do funcionário de setor ou intervindo nos conflitos”, comenta Fabiane. A médica do trabalho que coordena a PEOF, Liliani Brum, explica que geralmente as licenças por problemas mentais são mais longas devido à complexidade e à subjetividade da matéria.</span>

<span style="font-weight: 400">No entanto, as profissionais comentam que ainda há preconceito e falta de conhecimento em relação aos transtornos mentais. “A pessoa pensa que vai aguentar, porque não entende o adoecimento mental como doença, principalmente por não ser tão visível quanto os problemas físicos”, explica a psicóloga Quenia. Outro limitador é o estereótipo de que servidor público não trabalha. Como contraponto, a Psicodinâmica diz que o trabalhador que adoece é justamente aquele que tem vontade de trabalhar e não consegue desenvolver seu trabalho por conta da doença.</span>

<span style="font-weight: 400">Diante deste cenário, Luciana entende que a organização do trabalho deve ser questionada: “Para mudar, é necessária uma ação conjunta na gestão da instituição como um todo, na intenção de diminuir o número de casos e acabar com preconceitos. Priorizar a saúde em detrimento da política e de outras questões é fundamental”.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Andressa Motter </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong> Diagramação e Lettering:</strong> Juliana Krupahtz </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Ilustração:</strong> Giana Bonilla e Deirdre Holanda</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres no campo: trabalho e protagonismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/mulheres-no-campo-trabalho-e-protagonismo</link>
				<pubDate>Fri, 22 Jun 2018 18:32:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo]]></category>
		<category><![CDATA[rural]]></category>
		<category><![CDATA[sindicato]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisadoras da UFSM estudam a realidade das mulheres rurais na agricultura familiar]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">Cleci Conoretto é uma das várias mulheres que comercializam seus produtos na Polifeira - a feira da agricultura familiar organizada no largo do Planetário da UFSM todas as quintas-feiras. Começou a trabalhar na lavoura com os pais e segue a profissão até hoje. Quando chega do campo, o trabalho não termina. Ela é responsável por lavar a roupa, cozinhar, organizar a casa e fazer pães, sonhos, <em>agnolini</em> e quiches para vender. Cleci é casada com Luis Conoretto, com quem tem três filhos. Desde muito cedo - eles também iam para a lavoura, enquanto ela e o marido plantavam e colhiam.</span>

<span style="font-weight: 400">Mulher, trabalhadora e mãe, Cleci tem que “se desdobrar” para dar conta de todas as suas demandas. Rotinas como essa são comuns na vida de mulheres do campo e nem sempre são representadas e recebem reconhecimento perante a sociedade. Com o objetivo de entender melhor a relação de trabalho, de gênero e direitos trabalhistas, algumas pesquisadoras se empenham no estudo do cotidiano das mulheres rurais.</span>

<b>Jornadas triplas de trabalho e a desigualdade de gênero</b>

<span style="font-weight: 400">Janaína Betto, mestre em Extensão Rural pela UFSM, defendeu a tese</span><i><span style="font-weight: 400"> Chega de ficar de fora, já chegou a hora de participar: trajetória política do MMC/SC e o engajamento militante das dirigentes, </span></i><span style="font-weight: 400">que tem</span> <span style="font-weight: 400">como tema as mulheres camponesas e o engajamento político, com enfoque no Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina (MMC/SC). Segundo a pesquisadora, a tripla jornada de trabalho de mulheres como Cleci está ligada à estrutura da agricultura familiar. “Historicamente se considerou que a família era um </span><i><span style="font-weight: 400">todo harmônico</span></i><span style="font-weight: 400"> que trabalhava em conjunto de maneira a melhor prover a mão-de-obra dos familiares”, comenta Janaína. Ela explica que essa </span><i><span style="font-weight: 400">estrutura harmônica</span></i><span style="font-weight: 400"> esconde as desigualdades que existem dentro da família, que não são diferentes das que existem na cidade, mas que tem certas peculiaridades.</span>

<span style="font-weight: 400">Na vida das mulheres camponesas, segundo a pesquisa, o serviço doméstico não é visto como trabalho, e o crédito da produção da agricultura familiar é atribuído ao “chefe da família” - nesse caso, o marido. Isso faz com que elas se tornem dependentes dos maridos para terem acesso à renda, destinada à compra de utensílios domésticos, de roupas para a família e de produtos destinados à casa - elementos geralmente tratados como de responsabilidade feminina.</span>

<span style="font-weight: 400">Por outro lado, essa mesma realidade demonstra que dentro da estrutura familiar todos trabalham, porém isso acontece “de forma permeada por diferenças relacionadas a uma divisão sexual do trabalho”. Janaína Betto comenta que “as mulheres trabalham tanto quanto os homens, mas elas têm o seu trabalho no âmbito produtivo (na lavoura, por exemplo) reduzido ao status de </span><i><span style="font-weight: 400">ajuda</span></i><span style="font-weight: 400">, enquanto seu trabalho no âmbito reprodutivo (dentro e na volta de casa) é invisibilizado, pois não é considerado como trabalho”. Assim, a divisão sexual de trabalho encontrada no meio rural demonstra que as mulheres rurais ocupam uma posição subordinada e seu trabalho tem pouco reconhecimento.</span>

<span style="font-weight: 400">Nesse sentido, o MMC/SC pesquisado pela Janaína Betto, surgiu para que houvesse a discussão dessas desigualdades de gênero cotidianas existentes no meio rural, e para provocar o diálogo entre as mulheres sobre as situações que representam a desigualdade de gênero no meio rural. Conforme Janaína, essa desigualdade, para além de afetar as mulheres, também “é um dos pilares que permite que ocorra a exploração de </span><span style="font-weight: 400">toda a classe trabalhadora”. Dessa maneira, o MMC/SC é um movimento social que reivindica também a reforma agrária e a agroecologia.</span>

<b>O protagonismo através das tecnologias de informação</b>

<span style="font-weight: 400">Outra pesquisadora que investiga o tema é Ana Carolina Escosteguy, </span><span style="font-weight: 400">professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Ela é autora da pesquisa “</span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=3652"><i><span style="font-weight: 400">Tecnologias de Comunicação nas práticas cotidianas: o caso de famílias relacionadas à cadeia agroindustrial do tabaco</span></i></a><i><span style="font-weight: 400">” -</span></i><span style="font-weight: 400"> que está em andamento. Um dos artigos publicados em relação ao tema se intitula </span><i><span style="font-weight: 400">Mulheres e suas interações cotidianas com tecnologias de comunicação: o caso de jovens e adultas relacionadas à cadeia agroindustrial do tabaco</span></i><span style="font-weight: 400">. Neste artigo, a pesquisadora analisa o vínculo das mulheres que trabalham no meio rural do município de Vale do Sol (RS) com a tecnologia.</span>

<span style="font-weight: 400">Em entrevista, a pesquisadora revelou algumas percepções das relações de gênero presentes na rotina dessas mulheres. Para ela, “no contexto urbano também existe desigualdade de gênero, mas tem distinção no meio rural. As próprias mulheres dizem que trabalham duro na lavoura, mas elas fazem a observação de que não trabalham no </span><i><span style="font-weight: 400">pesado</span></i><span style="font-weight: 400">. Isso acontece porque não são elas que vão lidar com agroquímicos, com os venenos, mas elas têm participação </span><span style="font-weight: 400">intensa na lavoura e no trabalho doméstico”.</span>

<span style="font-weight: 400">Ana Carolina, que estuda a relação dessas mulheres com a tecnologia, afirma que algumas têm consciência que dependem financeiramente do marido, e buscam através do desenvolvimento das habilidades com o celular, a internet e as rede sociais uma forma de serem protagonistas. Uma das mulheres que a pesquisadora entrevistou desenvolveu grande proximidade com o computador e a internet, e através de redes sociais e sites de receitas começou a fazer bolos, vendê-los, e conseguir uma renda extra. Entretanto, este caso ainda é uma exceção à realidade das mulheres rurais.</span>

<b>A relação com os sindicatos</b>

<span style="font-weight: 400">A produtora Cleci leva com bom humor a tripla jornada que realiza, e brinca que trabalha mais que o marido, porque ele está doente. Ela também comenta que hoje em dia </span><span style="font-weight: 400">as mulheres têm bem mais direitos, porque antes “as mulheres eram praticamente escravizadas”, declara ela. A relação de Cleci com os direitos trabalhistas se dá fortemente por meio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e é através dele que ela espera chegar à aposentadoria.</span>

[caption id="attachment_3856" align="aligncenter" width="683"]<img class="wp-image-3856 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/UFSM.2018.028.020.RA_-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" /> Cleci Conoretto, produtora rural na Polifeira[/caption]

<span style="font-weight: 400">Cleudia Camargo, do Sindicato Rural de Cachoeira do Sul, corrobora que os direitos das mulheres melhoraram muito nos últimos anos. “Elas conseguem acessar linhas de crédito em seu nome, coisa que alguns anos atrás não ocorria, e muitas delas estão participando ativamente nas atividades juntamente com o marido na hora da compra de sementes e insumos para a lavoura”, afirma a trabalhadora. Ela explica que, para conseguir a aposentadoria, a produtora rural deve comprovar o exercício de atividade rural em regime de economia familiar ou individual, sendo necessário Bloco de Produtor(a) Rural e o documento da propriedade em que trabalha ou é proprietário (a). Essa exigência vale para todos os produtores rurais. São assegurados direitos como o décimo terceiro salário, férias e a licença maternidade. Cleudia enfatiza que o sindicato é uma “ferramenta de luta em defesa dos agricultores familiares e assalariados e assalariadas rurais”.</span>

<span style="font-weight: 400">A pesquisadora Janaína Betto comenta que esses direitos foram uma conquista de mov</span><span style="font-weight: 400">imentos de luta de várias mulheres - como o MMC/SC. Ela afirma que </span><span style="font-weight: 400">a luta inicial delas, na década de 1980, foi pelo reconhecimento da profissão de trabalhadora rural/agricultora, exigindo mudanças nas leis. A partir disso, as mulheres conquistaram os direitos sociais e trabalhistas que os homens do campo já tinham, como é o caso da aposentadoria. E, finalmente, em 1994, elas alcançaram o direito à licença-maternidade.</span><span style="font-weight: 400"> Hoje em dia a legislação trabalhista é igual para homens e mulheres que são assalariados rurais.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem</strong>: Mayara Souto e Taísa Medeiros </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Fotografia</strong>: Rafael Happke</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Crise no mercado de trabalho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/crise-no-mercado-de-trabalho</link>
				<pubDate>Mon, 30 Apr 2018 20:50:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[diadotrabalho]]></category>
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						<description><![CDATA[Professor da Unesp fala em entrevista sobre precarização do trabalho e a crise do sistema capitalista]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) promoveu, no dia 25 de abril, a aula inaugural <em>Crise e o Novo (e Precário) Mundo do Trabalho: o Brasil no século 21</em>, proferida por Giovanni Alves, professor dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp e da Unicamp. A atividade integrou as comemorações dos dez anos do PPGCS e trouxe reflexões em torno das condições e relações  de trabalho frente à crise econômica mundial.

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Sendo um dos primeiros cursos de pós-graduação na área das Ciências Sociais no interior do Rio Grande do Sul, ao longo de uma década o PPGCS contabilizou 115 defesas de dissertações de Mestrado. Atualmente, tramita na Capes a proposta de implementação do curso de Doutorado em Ciências Sociais da UFSM.

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O palestrante convidado é coordenador da Rede de Estudos do Trabalho e autor de vários livros sobre trabalho e sociabilidade, entre eles <em>O novo (e precário) mundo do trabalho: reestruturação produtiva e crise do sindicalismo</em> e <em>Trabalho e subjetividade: O espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório</em>.

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Analisar a conjuntura do mercado de trabalho atual exige mais do que dados e estatísticas. Por isso, estudiosos têm se dedicado a pensar a estrutura produtiva do próprio mercado de trabalho e questionar as suas lógicas. Confira a entrevista que a nossa equipe fez com o professor  Giovanni Alves logo após a aula inaugural:

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<strong>ARCO: Alguns pesquisadores destacam que estamos vivendo uma terceira grande crise mundial. O que isso significa, na prática, no âmbito do trabalho?</strong>

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<strong>Giovanni Alves:</strong> Não é a primeira vez que essa ofensiva neoliberal acontece. A principal característica é a reação do sistema diante desta terceira longa depressão do capitalismo mundial, pois não se trata meramente de uma crise. Uma depressão não quer dizer que o sistema não possa crescer: pode crescer, mas em taxas pequenas. Entretanto, uma economia que não cresce de forma sustentável, não consegue resolver, por exemplo, o problema do desemprego. A nova ofensiva neoliberal faz também com que se tenha a redução do custo do trabalho, o que é, logicamente, bom para o capitalista. Há uma superexploração da força do trabalho e, evidentemente, isso impacta na própria dinâmica social: a massa salarial é reduzida e isso diminui o consumo das massas populares, o que gera também um impacto nas indústrias que produzem para o mercado interno.  É um círculo vicioso: se não há crescimento, não há emprego. Se não há emprego, não há consumo. Se não há consumo, não se criam incentivos para a produção. <strong> </strong>O que o governo está fazendo então? Jogando nas costas dos trabalhadores– o ônus da crise através da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência, por exemplo. Portanto, o aumento da taxa de exploração é resultado desta crise estrutural.

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<strong>ARCO: Quais as implicações disso no âmbito acadêmico, na lógica de produção das universidades públicas brasileiras?</strong>

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<strong>Giovanni Alves:</strong> Temos um aspecto triplo. Primeiro, com a questão do desmonte da universidade pública e a terceirização dos setores. O segundo ponto é, internamente, com a dificuldade da própria universidade de valorizar a residência estudantil. Isso causa problemas na distribuição das bolsas de iniciação científica, das bolsas-formação, na questão das residências e assistência estudantil, por exemplo. Tratam-se de direitos dos indivíduos que compõem a comunidade acadêmica que vão sendo cortados. E o terceiro ponto é a necessidade de os estudantes buscarem uma formação crítica capaz de dar uma resposta à altura do que está acontecendo. É necessário que essa reação seja consciente, que cada um invista mais em estudar e ter uma perspectiva crítica para  evitar uma outra ofensiva neoliberal no Brasil.

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<strong>ARCO: Atualmente, a qualificação profissional, nem sempre, é sinônimo de emprego certo ou realização no mercado de trabalho. A tecnologia e a automação também são uma constante.  Se pode dizer que o valor do trabalho tomou outras dimensões?</strong>

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<strong>Giovanni Alves:</strong> O problema não é exatamente a tecnologia, mas sim como ela é utilizada. Evidentemente, o capital a utiliza para baratear o preço da força de trabalho. Então, tem-se hoje uma desvalorização da força do trabalho mais qualificada, que é desvalorizada por conta da lógica do sistema de aumentar a taxa de exploração. Trata-se de uma necessidade do capitalismo, não é que as pessoas sejam más. Isso tem a ver com a lógica da acumulação.

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<strong>ARCO: Na sua fala na palestra, o senhor identificou a conjuntura política como “historicamente inédita” e os brasileiros como “privilegiados” para a criação de movimentos sociais. Por quê?</strong>

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<strong>Giovanni Alves:</strong> É inédita porque nunca o capitalismo esteve tão nu. Somos privilegiados porque aqui no Brasil essa realidade está mais exposta. Falamos de um país que está entre os mais desiguais do mundo e onde se explora há muito tempo. Temos presente essa contradição: desde o trabalho escravo, até aquilo que de mais tecnológico existe. Ao mesmo tempo em que existe empresas como a <em>Uber</em> – modernas e tecnológicas – tem-se 40 milhões de pobres e miseráveis que passam fome. É possível solucionar isso dentro desse sistema?  É uma grande questão, já que outros países desenvolvidos também estão indo nessa direção: a desigualdade tem crescido de forma alarmante em economias como a dos Estados Unidos, França, Reino Unido e China.

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<strong>ARCO: Em um ano de eleições, quais os desafios que a classe trabalhadora deve enfrentar para lidar com as estratégias de manipulação midiática?</strong>

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Trata-se de uma guerrilha midiática. A luta ideológica se dá também no campo da informação. Se cada um de nós, grupos e coletivos não criamos canais de informação e formação independente, nós não iremos vencer. Aquilo que Gramsci já falava sobre aparelhos privados de hegemonia cultural, hoje é uma necessidade. Temos muitas possibilidades para fazer isso nas redes sociais e espaços alternativos para produção de conteúdos. Não sei se realmente teremos eleições neste ano, não temos democracia efetiva no país. Temos que ter cuidado para votar em candidatos que tentem retomar a luta por um Brasil socialmente melhor. O fundamental do “fazer político” é organizar a luta, estar nas ruas. Só o que pode mudar esse cenário é a indignação e o manifesto da população.

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Texto: Tainara Liesenfeld

Foto: Rafael Happke

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