Ir para o conteúdo Técnico em Zootecnia Ir para o menu Técnico em Zootecnia Ir para a busca no site Técnico em Zootecnia Ir para o rodapé Técnico em Zootecnia
  • International
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área Restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

Estudantes de Zootecnia vivenciam a extensão rural em atividade de campo junto ao Escritório Municipal da Emater/RS-ASCAR de Toropi – RS



Os estudantes do 3º semestre do Curso Técnico em Zootecnia do Colégio Politécnico da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) participaram de uma atividade de campo no município de Toropi, desenvolvida no âmbito da disciplina de Extensão Rural. A ação foi realizada em parceria com o Escritório Municipal da EMATER/RS-Ascar e proporcionou aos estudantes uma imersão na realidade da agricultura familiar e do trabalho extensionista.

A atividade iniciou com uma recepção da equipe da EMATER, que apresentou a atuação da instituição, os desafios da assistência técnica e extensão rural e o funcionamento da Operação Terra Forte, política pública do Governo do Estado voltado ao fortalecimento da agricultura familiar. Os extensionistas Ezequiel Silveira e Kaliandra Zottelle Nunes compartilharam suas trajetórias profissionais e destacaram a importância da escuta, do diálogo e da construção conjunta de soluções junto às famílias rurais.

Para Kaliandra, a atividade representa uma oportunidade de aproximar os futuros profissionais da realidade do campo. “A extensão rural é construída a partir das relações humanas. É fundamental que os estudantes tenham contato com as famílias agricultoras, conheçam suas histórias, seus desafios e percebam que o trabalho técnico precisa estar alinhado às necessidades e aos objetivos de cada propriedade”, ressaltou.

Na sequência, os 13 estudantes foram distribuídos em equipes e visitaram cinco propriedades rurais acompanhados pelos extensionistas. As visitas envolveram sistemas de produção de leite, bovinocultura de corte em estabelecimentos rurais diversificados, permitindo observar aspectos produtivos, econômicos, sociais, ambientais e organizacionais que influenciam o desenvolvimento das famílias agricultoras.

Mais do que uma visita técnica tradicional, a proposta foi proporcionar aos estudantes a experiência de “ser extensionista por um dia”. Durante as visitas, os participantes foram estimulados a ouvir os agricultores, compreender suas trajetórias, identificar desafios e potencialidades e refletir sobre possíveis caminhos para o fortalecimento das propriedades rurais. Segundo o professor Gustavo Pinto da Silva, responsável pela disciplina, a atividade busca aproximar os estudantes da realidade que encontrarão no exercício profissional. “O extensionista não trabalha apenas com tecnologias ou sistemas de produção. Ele trabalha com pessoas, com famílias e com projetos de vida. Por isso, é fundamental que os estudantes aprendam a observar, ouvir e compreender as experiencias pelas quais constituíram os saberes desses agricultores, antes de pensar em qualquer recomendação técnica”, destaca.

A estudante Caroline de Lima Ferreira destacou que a experiência trouxe aprendizados que dificilmente seriam obtidos em sala de aula. “No começo foi difícil. A gente fica insegura sobre como iniciar a conversa, quais perguntas fazer e como abordar a família. Mas, à medida que a visita foi acontecendo, fui percebendo que os agricultores estavam dispostos a compartilhar suas experiências e seus desafios. Isso me ajudou a entender que o trabalho do extensionista começa justamente pela escuta e pela construção de confiança”, relatou.

Ao final do dia, as equipes retornaram ao Escritório Municipal da EMATER para socializar as experiências vivenciadas e discutir os principais desafios observados nas propriedades. Questões relacionadas à alimentação animal, sucessão familiar, sanidade dos rebanhos, gestão da propriedade, infraestrutura e acesso a políticas públicas estiveram entre os temas debatidos.

A atividade também evidenciou a importância do envolvimento do Escritório Municipal da EMATER de Toropi e das famílias agricultoras que acolheram os estudantes em suas propriedades. A receptividade dos extensionistas e dos agricultores foi fundamental para o sucesso da ação, permitindo que os participantes tivessem contato direto com diferentes realidades produtivas e compreendessem, na prática, os desafios e as potencialidades da agricultura familiar. Essa parceria entre instituição de ensino, assistência técnica e agricultores constitui um elemento essencial na formação dos futuros profissionais das ciências agrárias.

A atividade também reforçou a importância da integração entre ensino e extensão, permitindo que os estudantes conhecessem diferentes realidades da agricultura familiar e compreendessem o papel estratégico da assistência técnica e extensão rural para o desenvolvimento sustentável do meio rural. Além de ampliar conhecimentos técnicos, experiências similares a essa contribuem para despertar nos futuros profissionais uma compreensão mais ampla sobre o trabalho extensionista, baseado na construção de confiança, no diálogo e no compromisso com a melhoria das condições de vida das famílias agricultoras.

Texto: João Victor Souza da Silva
Fotos: arquivo pessoal

Divulgue este conteúdo:
https://ufsm.br/r-589-264

Publicações Recentes