Nessa série de 13 vídeos, gravados durante a pandemia de COVID 19, entre maio e junho de 2021, convido vocês a uma viagem pela literatura, pela cultura e pelo imaginário clássico. A partir da disciplina Literatura Greco-Latina ministrada na UFSM para o curso de Letras, teremos aqui um Curso Pocket direcionado a alunos, leitores e entusiastas.
Neste primeiro vídeo, que conta com edição de Marcel Jacques, começamos os trabalhos debatendo o que diferencia a mitologia grega de outras culturas da antiguidade e como seu panteão divino, dividido em três gerações familiares, detalham como os gregos viam a natureza e aspectos específicos de sua cultura e arte.
Neste segundo vídeo, que conta com edição de Marcel Jacques, debateremos aquele que é considerado o pai da literatura ocidental: Homero, além de discutirmos os enigmas e mistérios envolvendo suas criações máximas – os poemas épicos A Ilíada e A Odisseia – e especificidades de sua arte oral e popular.
Neste terceiro vídeo do nosso Curso Pocket, que conta com edição de Marcel Jacques, discuto “A Ilíada”, poema narrativo que abre a tradição épica no Ocidente. Além da Guerra de Troia, dos heróis gregos, troianos e divinos, analiso a estrutura do épico de Homero, calcado nas duas iras de Aquiles, o protagonista, bem como alguns termos gregos centrais para entendermos esse poema e o mundo grego antigo…
Neste quarto vídeo do nosso Curso, que conta com edição de Marcel Jacques, discuto a primeira parte da “Odisseia”, poema narrativo que dá continuidade ao mito que abre a tradição épica no Ocidente. Primeiramente, discuto aqui os primeiros quatro cantos da “Odisseia”, conhecidos como a “Telemaquia”, por ter por protagonista Telêmaco, o filho de Ulisses e Penélope. Em segundo lugar, explico como as noções de “Xenia” (hospitalidade) e “Paideia” (formação) são apresentados nesses quatro cantos.
Neste quinto vídeo do nosso Curso Pocket de Literatura Greco-Latina, que conta com edição de Marcel Jacques, discuto a segunda parte da “Odisseia”, especialmente sua estrutura e sua inversão temporal dos episódios, algo que pode significar um desafio para novos leitores desse clássicos e também para leitores mais experientes.
Neste vídeo extra – que completa a sequência dos vídeos 4 e 5 dedicados a Odisseia de Homero -, vamos discutir a terceira parte do épico de Ulisses, que vai do canto XIII ao XXIV. Nele, veremos o retorno do rei à sua casa depois de 20 anos, o reencontro com seus familiares e também o derradeiro confronto com os pretendentes. Além disso, o vídeo tem um bônus dedicado às versões cinematográficas da Odisseia de Homero.
No vídeo desta semana, que fecha nossa jornada pela poesia épica greco-latina, discuto o poema de Virgílio “A Eneida”, poema que fecha o ciclo troiano iniciado nas criações homéricas “A Ilíada” e “A Odisseia” mostrando o destino do príncipe troiano Enéias, herói que se tornaria o fundador da cidade de Roma e do território italiano. Aqui, debato contexto histórico, a recriação que Virgílio faz de Homero e os principais temas e personagens desse poema tão importante para o mundo antigo.
Neste vídeo, discuto o surgimento do teatro no contexto ateniense do século V a.C., quando Ésquilo, Sófocles e Eurípides produziram seus grandes dramas trágicos, e Aristófanes suas comédias, para as Dionisíacas Urbanas, festividades anuais em homenagem ao deus Dionísio. No vídeo, discuto o teatro, algumas questões técnicas e outros detalhes do contexto que nos permitirá uma melhor compreensão do drama grego nos próximos vídeos.
Neste vídeo, discuto a trilogia trágica de Ésquilo, “A Oréstia”, uma série de peças que trata da queda da casa de Agamêmnon em Argos e a vingança de seu filho, Orestes, contra sua própria família. Também discuto aqui a relação entre literatura e jurisprudência, algo fundamental nas obras trágicas gregas.
Neste vídeo, discuto a tragédia Medeia, de Eurípides, uma peça encenada na cidade de Atenas em 431 a. C. Nela, a feiticeira da Cólquida precisa lidar com o desprezo de seu esposo Jasão, que a expulsa da cidade de Corinto visando contrair novas núpcias com a princesa local.
“Édipo Rei”, de Sófocles, é uma das peças mais soberbas do Ocidente, quando não uma de suas obras primas. O mito do rei de Tebas que descobre-se condenado aos crimes do Parricídio e do Incesto, crimes devidamente previstos por um oráculo profético, ganha na pena de Sófocles um júbilo de maquinaria dramática e existencial. Neste vídeo, trato do enredo da peça, do mito que a deu origem, do impacto da tragédia sobre o mundo antigo e moderno, além de indicar versões literárias e fílmicas contemporâneas que reinventam o drama do Rei de Tebas! Com edição de Marcel Jacques, o vídeo é ilustrado com várias imagens e pinturas que tematizam a tragédia da família de Tebas.
A tragédia “As Bacantes”, de Eurípides, encerra o período de ouro da tragédia grega. Neste vídeo, o último dedicado ao tema “drama trágico ateniense”, discuto a peça que será central para a compreensão dos princípios “apolíneo” e “dionisíaco”, princípios naturais e estéticos que Nietzsche desenvolveria no seu clássico “O Nascimento da Tragédia”.
A comédia, assim como a tragédia, forma a base da dramaturgia clássica e surge em Atenas em dois séculos definidores de sua história. No penúltimo vídeo do nosso Curso Pocket, discuto a comédia antiga de Aristófanes, um autor contemporâneo dos três grandes tragediógrafos, e o surgimento de Menandro, décadas mais tarde, considerado o pai da Comédia Nova.
Neste último vídeo do nosso curso pocket de Literatura Greco-Latina, estudaremos o terceiro gênero poético destacado por Aristóteles em sua “Poética”. Falo da Poesia Lírica, tanto em sua origem grega como em sua versão latina.