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Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

Projeto da Engenharia Química assina acordo de mais de 180 mil reais com empresa

O acordo firmado entre o projeto coordenado pelo professor Eduardo Hiromitsu Tanabe e a empresa Bioesans Produtos Biotecnológicos tem duração de dois anos e valor de R$185.701,40. Além disso, se houver interesse em comercializar os resultados ou utilizar criação, a Bioesans remunerará à UFSM - a título de Royalties - o percentual correspondente a um quarto do valor agregado ao processo produtivo. O projeto do Laboratório de Processos Ambientais (LAPAM) tem como principal objetivo remover os componentes indesejáveis e a coloração do óleo de palma utilizando a operação de adsorção. Esse acordo foi mediado pela Coordenadoria de Transferência de Tecnologia da Agittec.

A adsorção ocorre quando se usa um adsorvente (partículas com poros) para capturar os carotenóides (coloração) do óleo. Essa etapa de adsorção é necessária para garantir um produto de cor mais clara, que possui grande versatilidade no uso em produtos alimentícios e farmacêuticos, como cremes, pães, margarinas e cosméticos. Além desse processo, o projeto terá uma etapa de recuperação desses carotenóides presentes nas partículas porosas para produção de Vitamina A. O coordenador do LAPAM conta que o acordo é de suma importância, pois possibilita o desenvolvimento de novas tecnologias para agregação de valor em matérias primas que a princípio são degradados na indústria do óleo de palma.

Segundo o CEO Flávio Cunha, o objetivo da Bioesans é, através de matérias-primas de origem natural e processos biotecnológicos, gerar produtos de alto valor agregado e que respeite os pilares de sustentabilidade e preservação ao meio ambiente. No caso deste convênio, o estudo proposto trará muito mais produtividade no processo de obtenção da Vitamina A, pois será possível concentrar o material e facilitar o processo de destilação molecular. “Creio que seremos os primeiros do Brasil a usar tal processo inovador para aumento de produtividade e melhoria na operação, quando em escala industrial”, destaca Cunha.

Texto: Giovana Dutra, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec)