A Unidade EMBRAPII IEM/UFSM obteve a aprovação de seu recredenciamento junto à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII). Com a decisão, a unidade inicia um novo ciclo de atuação com vigência até 2030, assegurando a continuidade do fomento a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em parceria com o setor produtivo.
A conquista reafirma a excelência técnica e a capacidade de entrega da UFSM na solução de desafios tecnológicos do mercado. No modelo EMBRAPII, a universidade atua oferecendo infraestrutura de ponta, corpo docente qualificado e apoio financeiro não reembolsável para empresas que buscam desenvolver produtos e processos inovadores.
Uma nova fase para a Unidade Embrapii IEM UFSM
A Unidade foi criada em 2020 e nasceu focada em solucionar desafios de recursos energéticos distribuídos, conversão de energia e mobilidade. Ao longo do seu primeiro ciclo operacional (2020–2023) e do período de recredenciamento e transição, a unidade construiu uma trajetória de crescimento contínuo. A rigidez nos processos e a qualidade das entregas levaram a Unidade IEM UFSM a atingir a categoria Ouro/Excelência no Programa de Excelência Operacional (PEO) da EMBRAPII, colocando Santa Maria em posição de destaque na rede composta por dezenas de instituições de pesquisa do país.
O recredenciamento é fruto direto dos resultados acumulados nos últimos anos. A unidade consolida-se como um vetor de desenvolvimento industrial por meio de inovação aberta com a indústria através de projetos de PD&I firmados, captação de recursos direcionados à infraestrutura de laboratórios e ao financiamento de novos produtos tecnológicos e formação de estudantes de graduação e pós-graduação no desenvolvimento de soluções reais para demandas industriais.
Por que a Unidade passou de INRI para IEM?
A transição do nome INRI para IEM ocorreu formalmente em junho de 2025, quando o Conselho Universitário da UFSM aprovou a alteração de Instituto de Redes Inteligentes (INRI) para Instituto de Energia e Mobilidade (IEM).
A mudança ocorreu por motivos estratégicos e institucionais:
1. Ampliação do Escopo de Atuação (Além das Redes Elétricas)
Quando o instituto foi criado, o foco principal estava centrado em redes inteligentes (smart grids) e sistemas eletroeletrônicos. Ao longo dos anos, as demandas do mercado e os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) captados pela unidade se diversificaram significativamente. A inclusão do termo Mobilidade reflete o papel central que o instituto passou a ter no desenvolvimento de tecnologias para:
– Veículos elétricos e híbridos.
– Sistemas de tração e conversão de energia para mobilidade.
– Infraestrutura de recarga e descarbonização dos transportes.
2. Alinhamento com as Agendas Globais de Transição Energética
O conceito de Energia e Mobilidade traduz de forma mais direta e abrangente as grandes demandas da indústria moderna. O novo nome posiciona o instituto de forma clara frente às tendências globais de transição energética, armazenamento de energia (baterias, hidrogênio) e eletrificação.
3. Melhor Posicionamento e Identidade Institucional
O termo “Redes Inteligentes” (smart grids) acabou se tornando um nicho muito específico dentro da engenharia elétrica. A sigla IEM (Instituto de Energia e Mobilidade) simplifica a comunicação com empresas parceiras, órgãos de fomento (como a própria EMBRAPII) e o setor industrial, deixando nítido o domínio de competências tecnológicas oferecido pela UFSM.
Recredenciamento amplia a área de competência
O novo ciclo amplia o escopo tecnológico da Unidade permitindo desenvolvimento de soluções em fontes primárias de energia, geração centralizada e distribuída, conversão de energia, armazenamento, integração energética, eficiência energética, hidrogênio verde, baterias, mobilidade elétrica, veículos híbridos, biocombustíveis, infraestrutura de carregamento e integração veículo-rede.
R$ 75 milhões para alavancar a inovação até 2030
O novo ciclo de credenciamento da Unidade EMBRAPII IEM UFSM prevê a aplicação de R$ 25,5 milhões em recursos da EMBRAPII não reembolsáveis para o financiamento de projetos de PD&I até 2030, prevendo a contratação de projetos na ordem do valor total de R$ 75 milhões contando junto os investimentos das empresas. Esse montante expande a capacidade da unidade em prospectar e fechar novos contratos com o setor produtivo, viabilizando o desenvolvimento de soluções em grande escala e acelerando o tempo de resposta às demandas da indústria.
O aporte fortalece ainda mais a ponte entre o conhecimento acadêmico e o mercado, consolidando o ecossistema de inovação da UFSM como um parceiro estratégico para as empresas. Ao mitigar os riscos financeiros do desenvolvimento tecnológico por meio do aporte não reembolsável, a unidade cria um ambiente propício para atrair novas parcerias industriais, gerar patentes e impulsionar a competitividade do setor energético nacional.
Empresas interessadas em desenvolver novos projetos tecnológicos com aporte de recursos não reembolsáveis já podem entrar em contato com a equipe da Unidade EMBRAPII IEM/UFSM. A prospecção e a contratação de parcerias ocorrem em fluxo contínuo ao longo de todo o ano. Para apresentar demandas de inovação, agendar reuniões técnicas ou obter mais informações sobre as modalidades de financiamento, os interessados devem enviar e-mail para embrapii.iem@ufsm.br
Saiba mais:
Instagram: @embrapii.iem.ufsm
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/embrapii-iem-ufsm
Localização: Prédio 61H – InovaTec UFSM Parque Tecnológico