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				<title>Parceria entre InovaTec e Google Cloud resulta em contratação de aluno pela SantoDigital</title>
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				<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:28:57 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[A parceria entre o InovaTec UFSM &#8211; Parque Tecnológico e o Google Cloud, no programa Google Career Launchpad, vêm resultando em oportunidades de progressão de carreira e inserção profissional para os alunos da Universidade. Um dos participantes, o mestrando em Ciência da Computação, Guilherme Ramos Londero, foi selecionado para a vaga de Engenheiro de Dados [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: justify">A parceria entre o InovaTec UFSM - Parque Tecnológico e o Google Cloud, no programa <i>Google Career Launchpad</i>, vêm resultando em oportunidades de progressão de carreira e inserção profissional para os alunos da Universidade. Um dos participantes, o mestrando em Ciência da Computação, Guilherme Ramos Londero, foi selecionado para a vaga de Engenheiro de Dados na empresa paulista <a href="https://santodigital.com.br/">SantoDigital</a>, após participar ativamente de todas as etapas do programa. </p>
<p style="text-align: justify">Guilherme descobriu sobre o curso <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/inovatec/2025/07/17/inovatec-ufsm-e-google-cloud-oferecem-curso-gratuito-de-formacao-profissional-em-fundamentos-da-computacao-da-google-cloud"><i>Google Cloud Computing Foundations Certificate </i></a>através do e-mail e ficou interessado. As aulas são assíncronas e não possuem data ou horário fixos para a realização das atividades. Para o estudante, esta dinâmica colabora para a adesão de alunos da Universidade, já que possibilita realizar as demandas durante os horários disponíveis na semana ou nos finais de semana. </p>
<p style="text-align: justify">O <i>Google Cloud Computing Foundations Certificate</i> é um curso com carga horária de 40 horas, que oferece ao público, com pouca ou nenhuma experiência em computação em nuvem, uma visão detalhada de fundamentos básicos de nuvem, infraestrutura, machine learning, inteligência artificial, redes &amp; segurança e fundamentos de data, além de situar onde e como o Google Cloud se encaixa neste contexto. Ele é dividido em quatro partes: Fundamentos de Computação em Nuvem; Data,<i> ML, e AI </i>no<i> Google Cloud; </i>Rede e segurança no<i> Google Cloud; </i>e Infraestrutura em <i>Google Cloud. </i></p>
<p style="text-align: justify">Para quem concluísse o curso até o dia 15 de novembro de 2025, havia a possibilidade de participar da Job Fair, uma feira de oportunidades de emprego que conecta os alunos à empresas parceiras do Google Cloud, em busca de potenciais talentos. Guilherme se dedicou para acabar o curso no tempo estipulado e conseguiu participar do evento no dia 02 de dezembro, onde conheceu a SantoDigital e, posteriormente, foi selecionado para a vaga de Engenheiro de Dados. Segundo o estudante, esta era a oportunidade que ele precisava para alavancar sua carreira:</p>
<p><i>“Se não fosse o InovaTec, se não fosse essa parceria entre InovaTec e Google, eu nunca teria chegado na Job Fair e nunca teria conseguido esse emprego que eu estou hoje. Que é um emprego que, sendo sincero, está me ensinando bastante e está me proporcionando a evolução na carreira que eu estava procurando. Então, (o InovaTec) conseguiu fazer essa ponte entre academia e mercado de uma maneira muito eficiente”, </i>afirma. </p>
<p style="text-align: justify">Para os próximos meses, Guilherme está com expectativas de realizar outros cursos na plataforma <i>Google Cloud</i>, além de se especializar em computação em nuvem e evoluir profissionalmente em seu trabalho. Ele deixa um recado para outros estudantes da Universidade Federal de Santa Maria:</p>
<p style="text-align: justify"><i>“Façam o curso dentro do tempo esperado, vale muito a pena se inscrever, vale a pena participar da Job Fair. Porque as oportunidades estão aí e a gente precisa aproveitar o que está aparecendo. Se dediquem, mandem os currículos para as empresas, participem dos processos seletivos, que com certeza vale a pena.”</i></p>
<p style="text-align: justify">Na próxima semana, o InovaTec abre as inscrições para mais uma etapa do programa. Desta vez, oferecerá o curso <b>Google Cloud Engineering Certificate</b>, uma formação mais avançada que prepara os alunos para a certificação Associate Cloud Engineer. </p>
<p style="text-align: justify">Acompanhe o InovaTec UFSM nas redes sociais e fique por dentro das novidades!</p>
<p> </p>
<hr />
<p style="text-align: justify"><i>Texto: Júlia Petenon, bolsista de comunicação do InovaTec UFSM.</i></p>
<p style="text-align: justify"><i>Edição: </i><i>Jéssica Medeiros, assistente de comunicação do InovaTec UFSM. </i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>GuriasTec realiza minicurso de IA para professores do Ensino Fundamental e Médio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/12/09/guriastec-realiza-minicurso-de-ia-para-professores-do-ensino-fundamental-e-medio</link>
				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 12:16:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[GuriasTec]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[professoras]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade foi realizada no dia 1 de forma remota]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Na última semana, 01, o programa GuriasTec promoveu um minicurso sobre ferramentas de Inteligência Artificial (IA) voltado às professoras das escolas parceiras do projeto. A atividade foi mediada pela estudante do curso de Engenharia de Telecomunicações da UFSM e bolsista do GuriasTec, Maria Eduarda Winch Desconci.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="479" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/12/ia-1024x479.jpg" alt="" />											<figcaption>Professoras das escolas parceiras do projeto participaram da atividade</figcaption>
										</figure>
		<p>O encontro iniciou com uma apresentação sobre três ferramentas gratuitas de IA: ChatGPT, Gemini e DeepSeek. Em seguida, foram propostas atividades práticas utilizando cada uma delas, destacando seus principais pontos fortes e limitações.</p><p>A ação foi supervisionada pela professora Candice Müller, do Departamento de Eletrônica e Computação, e surgiu a partir de uma demanda das docentes participantes do projeto. Ao final, as professoras relataram que não conheciam a ferramenta DeepSeek e observaram que suas respostas se mostraram mais assertivas quando comparadas às do ChatGPT, que já estavam familiarizadas. O minicurso foi realizado de forma remota. </p><p><b>Expediente:</b></p><p><i>Notícia: Luciana Mendes</i></p><p><i>Imagens: Candice Müller</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Professor do CT lança livro sobre linguagem de programação Java</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/24/professor-do-ct-lanca-livro-sobre-linguagem-de-programacao-java</link>
				<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 15:06:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amazon]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[java]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem java]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia da informação]]></category>

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						<description><![CDATA[Obra disponível na Amazon foi produzida com base em 25 anos de ensino e na experiência profissional
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-71461" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/java.jpg" alt="Capa de livro colorida vertical. A imagem traz uma xícara azul com café fumegante em cima de uma mesa de madeira. Ao fundo, um vaso de planta e um a vidraça. À frente da imagem, um código de programação colorido. Abaixo da imagem, o nome do livro &quot;Orientação a objetos com Java&quot; de Ricardo Kessler Pivetta" width="415" height="443" />O livro </span><span style="font-weight: 400">“Orientação de Objetos com Java”</span><span style="font-weight: 400">, do professor Eduardo Kessler Pivetta, do D</span><span style="font-weight: 400">epartamento de Linguagens e Sistemas de Computação da Universidade Federal de Santa Maria, foi lançado pela Amazon. Disponível em livro físico desde 12 de novembro e em ebook desde 31 de outubro, a obra resulta de 25 anos de ensino na graduação e na pós-graduação em diferentes instituições, bem como na experiência profissional no desenvolvimento de sistemas orientados a objetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A obra é indicada para disciplinas de graduação na área da Computação que tratam da orientação a objetos ou de paradigmas de programação. O livro também é uma referência para quem tem noções básicas de programação e quer aprender orientação a objetos em Java de forma mais detalhada. O texto traz exemplos de códigos implementados, testados e atualizados conforme recursos disponíveis na versão 25 da linguagem Java, lançada em setembro deste ano.  </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Abrangência da linguagem Java</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O professor Eduardo Pivetta explica que Java </span><span style="font-weight: 400">“é uma linguagem de programação de alto nível, orientada a objetos, amplamente utilizada no desenvolvimento de sistemas </span><span style="font-weight: 400">computacionais, incluindo sistemas para a Web, dispositivos móveis, </span><span style="font-weight: 400">servidores e computadores pessoais”. A linguagem, que tem uma grande comunidade de desenvolvedores e usuários, é empregada em sistemas financeiros, bancários, empresariais, educacionais e de mídia. Alguns exemplos citados pelo professor do Centro de Tecnologia (CT) estão: “aplicativos para Android (primariamente escritos em Java e Kotlin), aplicativos de grandes empresas (LinkedIn, Amazon AWS, Google, Netflix, Twitter/X), sistemas financeiros internacionais (JPMorgan Chase, Bank of America, Goldman Sachs, Morgan Stanley) e nacionais (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, BTG), e sistemas web (Amazon, eBay, Spotify, Uber e Airbnb)”. Como Pivetta conclui:  "é uma das linguagens mais adotadas atualmente".</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nova disciplina extensionista do CT promove interação entre universidade e sociedade através da Educação em Computação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2025/07/10/nova-disciplina-extensionista-do-ct-promove-interacao-entre-universidade-e-sociedade-atraves-da-educacao-em-computacao</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 18:55:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência da Computação]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[DLSC]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas de Informação]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudantes desenvolvem projetos práticos em diferentes contextos, desde educação básica até bem-estar universitário]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Neste semestre, a professora Andrea Schwertner Charão, do Departamento de Linguagens e Sistemas de Computação (DLSC), ministrou pela primeira vez a disciplina "<strong><em><a href="https://www.ufsm.br/ementario/disciplinas/UFSM00759">Práticas Extensionistas na Educação em Computação</a></em></strong>", uma iniciativa que integra ensino, pesquisa e extensão. Criada no contexto da reestruturação curricular do Centro de Tecnologia (CT), ocorrida em 2023, a disciplina tem como objetivo principal ampliar a compreensão dos estudantes sobre o papel da extensão universitária e seu impacto na sociedade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-13.35.36-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-7072" /><figcaption class="wp-element-caption">Profª Andrea Charão (agachada, à esquerda) com a turma da disciplina</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Uma disciplina que conecta teoria e prática</strong><br>A disciplina, destinada a cursos da área de Computação, aborda desde os fundamentos da extensão universitária até os desafios da Educação em Computação, incluindo metodologias para planejar e avaliar ações extensionistas. Além da carga horária teórica, os estudantes desenvolvem projetos práticos em colaboração com diferentes setores da sociedade, aplicando conhecimentos da Computação em contextos reais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A turma pioneira deste semestre foi composta principalmente por estudantes do 3º semestre de Ciência da Computação, que ingressaram no novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC). O PPC atual exige que os alunos cumpram uma carga horária mínima de extensão, permitindo que eles escolham entre projetos ou disciplinas extensionistas. Recentemente, a disciplina também foi aprovada para o curso de Sistemas de Informação e será ofertada novamente no próximo semestre.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Projetos que transformam realidades</strong><br>Após uma fase exploratória, a turma se dividiu em três grupos, cada um atuando em um contexto diferente:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Grupo 1: Organização e Bem-Estar para universitários</em><br>O grupo promoveu um encontro voltado aos estudantes para discutir o desenvolvimento pessoal e acadêmico. O encontro, intitulado Planejação, foi realizado no dia 11 de junho e contou com a participação do psicólogo Renato Favarin (CAED/UFSM). A atividade incluiu dicas de organização, gestão de tempo e redução de sobrecarga; o grupo, convidado e participantes criaram um espaço de troca de experiências e listaram dicas importantes para uma vida universitária mais equilibrada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-11.00.22-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-7069" /><figcaption class="wp-element-caption">Psicólogo Renato Favarin (à esquerda) e prof. Andrea (ao centro) com estudantes do grupo 1, Mariana, Laura e André</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-11.00.24-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-7070" /><figcaption class="wp-element-caption">Grupo 1 e participantes do encontro</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Grupo 2: BNCC Computação: atividades "desplugadas" para professores</em><br>Em parceria com o <strong><em><a href="https://sites.google.com/edu.santamaria.rs.gov.br/ntem-computacao">Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal</a></em></strong> (NTEM/SMEd), o grupo desenvolveu atividades lúdicas e sem uso de computadores para ensinar pensamento computacional a professores da Educação Básica. A iniciativa busca facilitar a implementação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) de Computação nas escolas de Santa Maria - um complemento à BNCC voltado ao desenvolvimento de habilidades relacionadas à Computação na Educação Básica, publicado em 2022 e cuja implementação, iniciada em 2024, traz consigo muitos desafios.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":7071,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/IMG_20250623_144758864_HDR-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-7071" /><figcaption class="wp-element-caption">Integrantes do NTEM/SMEd em atividade conjunta com o grupo 2</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/IMG_20250623_143353602-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-7073" /><figcaption class="wp-element-caption">Francisco, Daniel, Guilherme, João Vitor e Miguel, membros do grupo, em exposição ao NTEM/SMEd</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Grupo 3: Soluções tecnológicas para o Jardim Botânico da UFSM</em><br>O grupo criou um sistema de agendamento automatizado para visitas ao <strong><em><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/jardim-botanico" data-type="link" data-id="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/jardim-botanico">Jardim Botânico da UFSM</a></em></strong>, reduzindo a demanda manual da equipe. A solução foi validada pela direção do Jardim e será implementada gradualmente. O grupo criou também uma solução de realidade virtual que permite uma <strong><em><a href="https://jbsm.inf.ufsm.br/360/">visita online com visão 360 graus</a></em></strong> de diversos pontos de interesse do Jardim Botânico; um protótipo para visita guiada por GPS, com mapa do Jardim Botânico e orientação por bússola do smartphone; e a extensão de um aplicativo web com a funcionalidade de informações detalhadas sobre espécies disponíveis no acervo do jardim, geolocalizadas e acessíveis via placas individuais com QR Code.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":7074,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/20250321_140334-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-7074" /><figcaption class="wp-element-caption">Grupo 3 em reunião com a equipe do Jardim Botânico</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":7075,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/07/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.54.22-1024x743.jpeg" alt="" class="wp-image-7075" /><figcaption class="wp-element-caption">Placas desenvolvidas pelo grupo 3 prestes a serem instaladas no Jardim Botânico</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Extensão como formação integral</strong><br>Para a professora Andrea, a disciplina funcionou como uma "incubadora de projetos extensionistas", demonstrando que a extensão vai além da obrigatoriedade curricular: "Muitos estudantes expressam preocupação com a carga horária de extensão, mas a experiência da turma mostrou que ela oferece oportunidades únicas de aprendizado e impacto social. A extensão forma profissionais mais completos, capazes de dialogar com diferentes áreas e públicos."</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com resultados positivos, a disciplina consolida-se como uma iniciativa inovadora no CT, reforçando o compromisso da UFSM com a interação entre universidade e sociedade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<!-- /wp:separator -->

<p><em>Com informações da professora Andrea Charão, fotos de arquivo pessoal dos estudantes da disciplina; edição da Subdivisão de Comunicação do CT</em></p>
<p><em>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? <br /><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos">Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</a>!</em> <br /><em>Siga o CT nas redes sociais: <a href="https://www.facebook.com/ctufsm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Facebook</a> e <a href="https://www.instagram.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>!</em></p>

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>GuriasTec lança podcast</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/06/30/guriastec-lanca-podcast</link>
				<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 13:38:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[guriastec podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Programa impulsiona meninas e mulheres na Ciência]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Hoje, 30 de junho, o Programa GuriasTec lançou o guriastec podcast. A iniciativa tem o objetivo de incentivar o ingresso, a formação e a permanência de meninas e mulheres nas suas carreiras das áreas de ciências exatas, engenharias e computação, ao divulgar a atuação de mulheres e promover o debate sobre o tema. O primeiro episódio contou com a presença de duas convidadas: Brenda Salenave Santana, egressa da UFSM, doutora em Ciência da Computação e professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPeL), e Marcia Pasin, doutora em Ciências da Computação, professora no Departamento de Linguagens e Sistemas de Computação da UFSM e integrante do GuriasTec. A gravação foi realizada de forma remota.</p>		
										<figure>
										<img width="1010" height="533" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/06/gravacao-1.jpg" alt="" />											<figcaption>A gravação do episódio foi feita de maneira remota</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="989" height="655" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/06/gravacao-2.jpg" alt="" />											<figcaption>Luciana Mendes, Brenda Salenave e Marcia Pasin</figcaption>
										</figure>
		<p>A primeira temporada do programa tem formato de roda de conversa e conta com a presença de egressas da UFSM das áreas de atuação do projeto, e uma integrante do GuriasTec, com apresentação da bolsista de divulgação científica do projeto e radialista, Luciana Mendes. O intuito é sempre na última semana do mês, tratar de possibilidades de carreira, futuro no mercado de trabalho e academia.</p>		
										<figure>
										<img width="610" height="211" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/06/Prancheta-3.png" alt="" />											<figcaption>Marca criada por Marina Huppes Kist</figcaption>
										</figure>
		<p>A marca foi desenvolvida pela estudante de Desenho Industrial, Marina Huppes Kist. A construção dos elementos buscou seguir a do GuriasTec, remetendo a um produto da marca ao mesmo tempo trazendo o símbolo do podcast: o microfone.</p><p>O episódio já está disponível no Spotify e Deezer pelos links abaixo.</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/show/21QsgaNYUndWPpglf9MX3X?si=ca6afe6dc86c44f3">https://open.spotify.com/show/21QsgaNYUndWPpglf9MX3X?si=ca6afe6dc86c44f3</a></p>
<p><a href="https://link.deezer.com/s/30l33Ui5uZBxmP74Z093a">https://link.deezer.com/s/30l33Ui5uZBxmP74Z093a</a></p><p><strong>Expediente:</strong></p>
<p><em>Notícia e fotos: Luciana Mendes</em><br /><em>Desenvolvimento de marca: Marina Huppes Kist, bolsista de Desenho Industrial</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Isolamento, machismo velado e diminuição de mulheres nas áreas STEM: por que o debate de gênero emerge como necessidade?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/30/isolamento-machismo-velado-e-diminuicao-de-mulheres-nas-areas-stem-por-que-o-debate-de-genero-emerge-como-necessidade</link>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 23:18:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[machismo]]></category>
		<category><![CDATA[machismo velado]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[stem]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Professoras e estudante compartilham experiências e tentativas de mudanças nas Engenharias, Computação e Ciências Exatas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em uma sala de aula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), há um quadro com números que ensinam questões estatísticas e, nas cadeiras dispostas pela sala, duas mulheres entre vários homens. Uma delas é Yasmin Pires, estudante do 7º semestre de Estatística. Essa imagem representa o isolamento de meninas e mulheres na chamada área STEM: Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês, Science, Technology, Engineering and Maths). A graduação é motivo de orgulho para ela. “Estar adentrando uma área em que não há uma presença feminina significativa me parece muito disruptivo, então o fato de eu estar aqui é muito satisfatório pra mim. Mas é um pouco solitário também”, comenta. Yasmin conta que, quando ingressou na UFSM, em 2022, em sua turma havia apenas mais uma mulher. Tem contato com alunas de outras turmas, mas as disciplinas que cursa geralmente não recebem mais do que duas ou três mulheres.<br /><br />A sensação de isolamento em cursos como o da Estatística não é exceção. Invisibilidade no local de trabalho, preconceito de gênero, maior dificuldade para chegar em posições de prestígio e atribuição de papeis de cuidado são relatos comuns de profissionais de áreas como as Engenharias, a Computação e as Ciências Exatas. No ambiente acadêmico, que é de formação, o debate sobre gênero também é escasso. Yasmin relata que, em uma disciplina do primeiro semestre, foi apresentada a uma lista com mulheres relevantes para a estatística, mas considera o tema menos presente do que deveria. Quem insere estes questionamentos são as professoras do curso, que são três, e que Yasmin considera inspiradoras.<br /><br />Uma delas é Renata Rojas Guerra, que se mudou de Uruguaiana para Santa Maria para estudar Economia. Depois, fez mestrado em Engenharia de Produção na UFSM e Doutorado em Estatística na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Renata teve orientadores homens tanto no mestrado quanto no doutorado, e não raro ouvia elogios a eles por nunca terem assediado as alunas. Para ela, isso sempre provocou estranhamento e incômodo.</p>		
							<b><i>“Hoje eu ainda escuto e aí acho mais estranho ainda. Era uma coisa que todo mundo falava como um elogio. Aí a gente vê como tem um caminho a seguir. A pessoa faz a obrigação dela, que é não assediar seus estudantes, e está sendo aclamada por isso”, desabafa.</i></b>
			<h3>Diminuição de mulheres na área STEM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em maio de 2023, foi lançado o relatório <b><i><u>‘</u></i></b><b><i><u><a href="https://sbm.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Noticiario_SBM_202305nroedicao_especial.pdf">Sexo e Raça em Matemática, Matemática Aplicada e Estatística: perfil dos estudantes de graduação no Brasil</a></u></i></b><b><i><u>’</u></i></b>, feito pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e Associação Brasileira de Estatística (ABE). Renata foi uma das pesquisadoras envolvidas na coleta, tratamento e análise dos dados. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das conclusões do relatório é a diminuição do ingresso e permanência de meninas e mulheres nos cursos analisados. Se em 2009 as mulheres eram 42% das ingressantes, em 2019 passaram a ser 39%. Quanto ao número de formadas, em 2009 elas eram 49%, enquanto em 2019, 47%. Ao olhar para a especificidade dos dados de cursos de bacharelado, a porcentagem de ingressantes é mais baixa: 39% em 2009 e 28% em 2019. Enquanto em 2009 se formavam 43%, em 2019 esse índice diminuiu para 37%.</p><p> </p>		
							<b>Renata conta que os números, que sempre foram sua paixão, nesse momento trouxeram um ponto de alerta: diferente de Yasmin, suas turmas de graduação, mestrado e doutorado tinham várias mulheres. “É muito triste e preocupante, porque tinha muitas. Quando fomos olhar os dados do boletim, vimos que tá diminuindo a proporção de mulheres”, comenta. A percepção da docente é de que este número continua em decréscimo: na UFSM, em 2024, havia uma mulher em uma turma de 11 calouros. Neste ano, novamente, uma única mulher, desta vez em uma turma de 17 estudantes.</b>
		<p>Uma das hipóteses da diminuição do ingresso feminino neste curso é porque a profissão começou a ser mais valorizada. Renata comenta que é um apontamento feito por uma colega, com o qual ela concorda: “A profissão começou a entrar no hall das melhores, das profissões mais bem pagas, né? O cientista de dados ganha mais que um médico no início da carreira, essas propagandas que fazem. E eu acho que isso realmente faz com que os homens comecem a se interessar mais por esses cursos e acabam tirando o espaço que antes era mais das mulheres”, explica.</p>		
			<h3>‘Shhh!’: machismo velado</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-cbfdca39-7fff-7bd6-83ad-93580b9fbcee" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A desigualdade de gênero no ambiente universitário e de trabalho não se manifesta apenas por meio de situações criminosas de assédio. Muitas vezes, são práticas cotidianas de machismo velado, como delegar tarefas de gestão, burocráticas e de cuidado para as mulheres - mesmo que as mesmas sejam pesquisadoras e docentes de alto nível. Desde a ata até a preocupação com o coffe break de um evento, são designadas para elas. Por serem tão naturalizadas, podem passar despercebidas. A professora do Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária, Débora Missio Bayer, conta que não sentiu isolamento em sua formação como engenheira civil. Ela sente que tinha uma certa inocência com relação a não ser afetada pelos estereótipos e preconceitos de gênero. “Aí tu começa a trabalhar e parece que tudo leva um esforço maior: aí tu começa a perceber essas diferenças”, comenta.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O nascimento da filha, Julia, em janeiro de 2020, foi responsável por um chacoalhão. Com a pandemia e o retorno da licença em modelo remoto, Débora não conseguiu voltar a trabalhar na mesma intensidade que antes. Com a maternidade, o olhar se transformou. “Do grupo das minhas colegas de faculdade, poucas seguimos a carreira. [Quase] todas largaram a engenharia, umas por causa da maternidade, outras por outros motivos. Poxa, quantas? Porque os meninos todos estão trabalhando como engenheiros”, desabafa. A percepção da sobrecarga, tanto própria quanto das colegas de turma, inquietou Débora. Para ela, não é mais possível ignorar o debate de gênero no ambiente das áreas de Engenharias, Exatas e Computação.</p><p> </p>		
							“Quando tu vê uma situação de preconceito ou de assédio, tu vê a vida daquela pessoa ser alterada. Se já não alterou a vida emocionalmente, [também altera] na profissão, porque às vezes essas ocorrências são práticas: é um credenciamento no programa, uma chance que se dá pra um homem em vez da mulher. Tu começa a te afetar, né? A te sentir mal por isso”, relata Débora.
		<p>Apesar de não ter sofrido nenhuma situação de assédio sexual ou moral, Débora conta que, como coordenadora de curso, já auxiliou alunas que passaram por estas violências. Sobre estereótipos de gênero com mulheres da área, ela comenta: “Imagina tu ser uma engenheira de obras, de transportes, uma engenheira eletricista, sempre tem um peso. ‘Ah, foi uma mulher que fez o projeto dessa ponte. Será que é confiável?’ Ninguém questiona isso se é o projeto de um homem’. Para Renata, uma situação que a marcou negativamente foi quando recebeu uma avaliação discente anônima no final de um semestre: “Recebi um comentário dizendo que eu usava minissaia - e eu posso dizer que nunca usei, mas se usasse também não teria problema - e que eu derrubava o apagador de propósito para pegar ele no chão…”.</p>		
			<h3>GuriasTec nasce para provocar incômodos</h3>		
		<p>Débora e Renata são as coordenadoras do programa GuriasTec, que contempla cursos das áreas de Engenharias, Computação e Ciências Exatas. Um dos objetivos é o acolhimento às estudantes da UFSM, para diminuir a sensação de isolamento e aumentar a de pertencimento. O incômodo com a pouca presença de gurias e a ausência do debate de gênero foram motivadores para a criação da iniciativa. “Não vamos conseguir reinventar a roda, mudar o mundo, mas acho que vamos conseguir fazer um pouquinho de mudança”, reflete Débora. Para ela, são pequenas ‘perturbaçõezinhas’ que se deve causar na Universidade. “Criar um ambiente de acolhimento, onde as meninas se sintam acolhidas, com quem elas possam contar. Se elas precisarem, vai ter alguém para dar uma mão, para ajudar a se sentirem mais confortáveis dentro daquele lugar, que se sintam no lar delas”, projeta.</p><p>Por meio de vários projetos, o GuriasTec vai até quatro escolas de Santa Maria: EMEF Adelmo Simas Genro, EMEF Diácono João Luiz Pozzobon, EMEF Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso. Cinco alunas de cada uma das escolas são bolsistas de iniciação científica júnior (ICJ) e vão participar de variadas atividades, tanto no ambiente escolar quanto no universitário. Para Renata, ir até as escolas é importante para tentar mudar a realidade de pouca inserção de mulheres nas áreas em que elas atuam:</p>		
							“A gente não pode usar a régua de mulheres em posições de poder, que as pessoas veem como mérito. ‘Ah, ela é mulher e chegou lá, então outras mulheres também podem chegar’. A gente tem que usar a régua das meninas que estão nas escolas e tentar fazer com que elas tenham as oportunidades de chegar onde a gente chegou de maneira mais fácil. Se a gente não fizer isso, vai ter uma Renata e uma Débora nas posições que estamos hoje. Mas e todas as outras?”
		<p id="docs-internal-guid-c77f079c-7fff-e332-d722-7d1d03bc4331" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O projeto, para Yasmin Pires, é uma forma de mostrar para as meninas as possibilidades que existem na universidade. “Eu sei como é ser uma adolescente que não sabe qual faculdade/carreira escolher, que não se acha pertencente a nada e não se acha capaz de nada. É muito assustador! E como uma mulher presente em uma área dominada por homens, acredito estar nesse projeto obrigatório, já que posso estar “recrutando” futuras estaticistas brilhantes”, declara. A falta de incentivo para meninas nestas áreas se perpetua na escola, mas começa quando as meninas são crianças e são incentivadas a brincadeiras relativas ao cuidado, como as bonecas, enquanto os meninos são presenteados com carrinhos, kits de cientistas e ferramentas de brinquedo. Yasmin lembra que brincava muito de boneca: “Minha vó era costureira, e ela me ensinava a costurar as roupinhas. Basicamente me incentivavam a brincar de “mãe”. Mas acho que os brinquedos que eu mais gostava eram aqueles de montar. Sabe aquelas mini casinhas de madeira que você montava uma cidadezinha? Adorava brincar com aquilo”.</p><p><br />As ações do programa GuriasTec já começaram, por meio das visitas do Conhecer + às escolas. As notícias podem ser acessadas <u><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/21/conhecer-visita-escolas-de-santa-maria"><i><b>aqui</b></i></a></u> e <u><i><b><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/guriastec/2025/05/27/conhecer-emef-adelmogenro">aqui</a>.</b></i></u></p>		
			<h3>[Bastidores]</h3>		
		<p>Enquanto escrevia esta reportagem, ao falar do acolhimento ‘às estudantes’, a própria ferramenta de texto do GoogleDocs me sugeriu uma correção: achou que eu deveria estar falando ‘dos estudantes’. Até aqui, o debate de gênero é necessário. </p>		
													<img width="834" height="564" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/964/2025/05/WhatsApp-Image-2025-05-30-at-20.29.30.jpeg" alt="" />													
		<p id="docs-internal-guid-8d17fbff-7fff-ce75-5d54-ce2645bb8f4d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista.</p><p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Internacionalização na prática: estudantes do CT cursam disciplina com estudantes do Chile</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2025/01/27/internacionalizacao-na-pratica-estudantes-do-ct-cursam-disciplina-com-estudantes-do-chile</link>
				<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 13:41:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência da Computação]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[DLSC]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[SAP]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas de Informação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/?p=6106</guid>
						<description><![CDATA[Metodologia COIL permitiu integração entre acadêmicos dos dois países ao longo de todo o semestre ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Em uma iniciativa pioneira, acadêmicos da área de computação do Centro de Tecnologia (CT-UFSM) viveram uma experiência prática de internacionalização ao longo de todo o segundo semestre de 2024. A atividade, voltada aos estudantes dos cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação matriculados na disciplina de "Projeto de Software II", foi realizada em colaboração com estudantes e docentes do Instituto Nacional de Capacitación Profesional (INACAP), campus La Serena, no Chile, utilizando a metodologia Collaborative Online International Learning (COIL).

<strong>O que é o COIL?</strong>

O COIL é uma metodologia de ensino e aprendizagem que conecta estudantes e docentes de diferentes instituições ao redor do mundo, unindo disciplinas curriculares de diferentes instituições, mas com objetivos em comum. Os professores elaboram um plano de ensino conjunto, de forma colaborativa e intercultural, com atividades realizadas online, tanto em momentos síncronos quanto assíncronos. Na prática, as duas turmas viram uma só. O objetivo é enriquecer o processo educacional, promovendo o trabalho em equipes heterogêneas e oferecendo experiências que simulam ambientes reais de trabalho em um contexto globalizado.

Na UFSM, a iniciativa foi coordenada pela docente Andrea Schwertner Charão, com o apoio do professor Celio Trois (ambos do Departamento de Linguagens e Sistema de Computação) e do docente visitante na UFSM, professor Mario Reinaldo Vásquez Astudillo, vinculado ao Centro de Educação. A professora Andrea Charão relata que a proposta da realização do COIL na área de computação partiu do professor Mario Astudillo, que conheceu por meio dos encontros do programa Experimentar+, coordenado pelo <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/unidade-de-apoio-pedagogico-uap-ct">Setor de Apoio Pedagógico do CT</a></strong></em>. Mario, que atualmente é professor visitante estrangeiro, é professor de espanhol e literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e intermediou os contatos com docentes e setores administrativos da INACAP.

<strong>A disciplina conjunta</strong>

A experiência de COIL no CT conectou os estudantes da disciplina "Projeto de Software II" da UFSM - ministrada pela professora Andrea - e "Proyecto de Integración" do INACAP, ministrada pelo professor chileno Jorge Luis Alejandro Cortés Gallardo. Ambas são disciplinas de final de curso que buscam fortalecer competências em desenvolvimento de projetos de software. Habitualmente, as atividades nestas disciplinas ocorrem na forma de diferentes projetos desenvolvidos por equipes, que são responsáveis por todo o processo da criação de um software, desde a definição de suas funcionalidades até sua implementação e disponibilização para testes. Neste semestre de atividades conjuntas, 10 equipes binacionais foram formadas, com até cinco integrantes cada, sendo dois ou três estudantes de cada país. Cada equipe contou com a orientação de dois docentes da área de Computação, um do Brasil e outro do Chile. As equipes identificaram problemas, propuseram soluções em forma de software e desenvolveram os projetos utilizando tecnologias adequadas aos objetivos. As tarefas foram divididas pelos próprios estudantes, que entregaram atividades semanalmente, simulando a dinâmica de trabalho de equipes reais na área.

Um dos projetos desenvolvidos na disciplina conjunta foi uma proposta de rede social para estudos, na qual os usuários podem compartilhar<img class="alignleft size-full wp-image-6112" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2025/01/image-1.jpg" alt="" width="612" height="696" /> seus resumos, exercícios e/ou atividades de estudos. Maria Clara Bohn Silva, uma das integrantes do grupo, considerou a experiência edificante: "além da missão de aprender novas tecnologias, também tínhamos que saber trabalhar em grupo com pessoas que ainda não conhecíamos. Assim, enquanto estávamos estudando para desenvolver a aplicação, tínhamos que conciliar as ideias e afazeres com todo o grupo. Conversando em aula com os professores Célio e Andrea, comentamos como essa experiência se aproxima do que veremos no mercado de trabalho. Afinal, como foram formados grupos com no mínimo dois brasileiros e dois chilenos, então, por mais que você conhecesse o parceiro do seu país, ainda sim teria que desenvolver o projeto com pessoas fora do habitual, o que é muito comum quando nos deparamos com situações fora do ambiente acadêmico", afirma Maria Clara.

As interações entre os participantes ocorreram em português, espanhol e inglês, utilizando múltiplas formas e meios de comunicação. Maria Clara aponta a comunicação como um fator de dificuldade: "Nosso grupo decidiu comunicar-se em espanhol. Como a ideia do projeto partiu de mim e de meu colega brasileiro, nós tivemos que detalhar todos os pormenores do projeto. E mesmo que os nossos companheiros chilenos estivessem 100% de acordo (aparentemente entendido a ideia fielmente a explicação) e acrescentado suas opiniões ao trabalho, ainda assim, tivemos desencontros na hora de execução. Porém, isso foi uma ótima maneira do grupo inteiro exercitar nossas habilidades de comunicação e criatividade para superar essas adversidades. Portanto, mesmo que tenha sido a maior dificuldade que o grupo enfrentou, foi com certeza a melhor forma de aprender a dialogar, utilizando diversas ferramentas, com cada um do grupo".

Os projetos desenvolvidos ao longo da disciplina foram submetidos a duas fases de testes, com colegas de outras equipes atuando como usuários para validação das funcionalidades implementadas. Ao final do semestre, foi criada uma galeria de projetos colaborativa, disponibilizando detalhes sobre cada trabalho desenvolvido e reconhecendo todas as pessoas envolvidas na iniciativa. A galeria pode ser acessada pelo link: <a href="https://coil-ufsm-inacap.github.io/2024/portfolio/"><em><strong>https://coil-ufsm-inacap.github.io/2024/portfolio/</strong></em></a>

<strong>Internacionalização na prática</strong>

De acordo com o <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/internacionalizacao">Escritório de Assuntos Internacionais do CT</a></strong></em>, esta foi a primeira experiência de COIL realizada no CT e a primeira na Universidade a se desenvolver ao longo de todo um semestre. Docentes que desejam realizar um projeto de COIL podem buscar o apoio do órgão ou seguir os passos descritos pela professora Andrea Charão: "Como o COIL é uma colaboração inserida em disciplinas, o passo inicial é a identificação de disciplinas/parceiros com aspectos em comum. A partir disso, todo o caminho é percorrido colaborativamente e de acordo com a disponibilidade dos envolvidos. No nosso caso, fizemos um planejamento inicial buscando conciliar alguns pontos, depois ajustamos o plano conforme o andamento observado. A maioria das interações acaba sendo assíncrona, com alguns encontros online síncronos, especialmente no início, meio e fim do semestre. O trabalho é um pouco maior do que em uma disciplina sem colaboração, mas acredito que as oportunidades e resultados são potencializados", relata a professora.

Andrea ressalta que a metodologia COIL também estimula outras habilidades valiosas para os estudantes e futuros profissionais da área: "A experiência acaba contribuindo também para o desenvolvimento de estratégias de trabalho e gestão do tempo. Nem todas as equipes conseguiram colaborar tão efetivamente, mas todas entregaram seus projetos no final. Acredito que esta é uma das principais contribuições do COIL: realizações conjuntas com desafios também vivenciados conjuntamente, às vezes de formas muito distintas".

A experiência COIL proporcionou aos estudantes um ambiente de aprendizagem inovador e desafiador, ampliando a perspectiva sobre trabalho em equipe em um cenário internacional. Além de contribuir para a formação acadêmica e profissional, a iniciativa fortaleceu laços entre a UFSM e instituições estrangeiras, reafirmando o compromisso da universidade com a internacionalização e a inovação no ensino superior.

<hr />

<i>Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.</i>

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													</item>
						<item>
				<title>GuriasTec: UFSM desenvolve projeto de equidade de gênero na área de tecnologia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/2024/11/22/guriastec-ufsm-desenvolve-projeto-de-equidade-de-genero-na-area-de-tecnologia</link>
				<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 19:37:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCNE]]></category>
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		<category><![CDATA[computação]]></category>
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		<category><![CDATA[GuriasTec]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/?p=5912</guid>
						<description><![CDATA[Projeto surgido em parceria do CT com o CCNE envolve várias unidades da UFSM e terá financiamento do CNPq.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A partir de uma percepção de escassez nas representações femininas, em especial negras e indígenas, no ambiente universitário, especialmente nas áreas de tecnologia, surge um novo projeto da UFSM. Trata-se do projeto <em><strong><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=425271" target="_blank" rel="noopener">GuriasTec</a></strong></em> que, em parceria com a rede pública de educação básica, visa atenuar essa defasagem por meio da construção coletiva. O projeto envolve dois grandes centros de ensino da UFSM, o CT e o CCNE, e quatro escolas públicas, todas localizadas em regiões periféricas. Recentemente, o projeto foi aprovado na chamada pública "<a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br/doc-pdf/cnpq-mcti-mmulheres-n-31-2023-meninas-nas-ciencias-exatas-engenharias-e-computacao.pdf/view" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação</strong></em></a>" do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e terá financiamento do CNPq.</p>

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com o objetivo de potencializar o protagonismo social de meninas e mulheres de escolas da periferia de Santa Maria, o projeto GuriasTec busca incentivar o interesse de alunas no ingresso, formação, permanência e ascensão em carreiras nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O público de interesse são estudantes de escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, com a finalidade de compartilhar experiências e aprendizados, difundindo o conhecimento das profissões científicas e tecnológicas em uma linguagem acessível.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":5913,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/11/IMG_6630-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-5913" /><figcaption class="wp-element-caption">Servidoras participantes do projeto GuriasTec: Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão, Jaqueline Quincozes da Silva Kegler, Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose.</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<p><strong>Contexto de surgimento do projeto</strong></p>
<p>Santa Maria é um polo de educação, com cerca de dez instituições de ensino superior. Dentre elas, a UFSM tem um lugar de destaque, por ser uma instituição pública, com infraestrutura, apoio socioeconômico e ensino de qualidade em diferentes áreas e níveis. Por isso, é dela que se espera o início de movimentos para transformação da realidade, com um olhar cuidadoso para as vulnerabilidades socioeconômicas e étnico-raciais. Dada a realidade de vulnerabilidade das regiões periféricas da cidade, é especialmente importante que, nessas regiões, as meninas sejam estimuladas a perceberem e a buscarem novas possibilidades; para que seja expandido o mundo em que elas se percebem fazendo parte e, por consequência, possibilitando a mudança de suas realidades educacionais e sociais.</p>
<p>Dentre os cursos da UFSM na área de Ciências Exatas (Matemática, Química, Física e Estatística), de Engenharias (Elétrica, Civil, Química, Mecânica, Ambiental e Sanitária, Produção, Controle e Automação, Acústica, Computação, Aeroespacial e Telecomunicações); de Computação (Ciência da Computação e Sistemas de Informação) e de Arquitetura e Urbanismo, apenas 29,85% dos ingressantes foram mulheres no período de 1970 até o momento.</p>
<p>Na análise curso a curso, é possível identificar que em alguns o percentual de mulheres ingressantes não chegou a 20% - o curso de Engenharia Mecânica tem o menor percentual (8% de ingressantes femininas). Mesmo no curso de Arquitetura e Urbanismo, que tem a maior procura por mulheres (cerca de 75% de ingressantes femininas no período analisado), as professoras enxergam a necessidade de uma mudança para além do ingresso, uma mudança estrutural na sociedade e nas instituições - o que justifica o seu engajamento no projeto.</p>
<p>Em relação à representatividade feminina nos departamentos didáticos, o Centro de Tecnologia possui em seu quadro docente apenas 28% de mulheres, enquanto que no Centro de Ciências Naturais e Exatas, considerando os departamentos de Estatística, de Química, de Física e de Matemática, é de apenas 35%. A representatividade de negras e indígenas é irrisória. Considerando que, para ingressar na carreira docente na Instituição é necessário um alto nível de escolaridade (doutorado) é possível perceber como o percurso é ainda mais complexo para as mulheres negras e indígenas.</p>
<p>Logo, o contexto aponta que ainda é necessário um esforço conjunto para a criação e/ou a consolidação de políticas e de estímulos que tornem as áreas em questão de interesse de atuação das meninas. Para além do ingresso delas na Educação Superior, seja ele pelo sistema de cotas ou universal, faz-se necessário minimizar as possíveis distorções, preconceitos e dificuldades oriundas de suas bagagens pessoais, de modo a não afetarem o seu desempenho acadêmico. Nessa conjuntura, ampliar a conexão da sociedade com a UFSM, em especial das meninas, se faz pertinente e urgente.</p>
<p><strong>O projeto</strong></p>
<p>O GuriasTec é uma iniciativa de docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM. Atualmente, integra em sua equipe 23 servidoras das unidades de ensino já citadas e do Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED).</p>
<p>Além da equipe da UFSM, o projeto conta com a participação do <em><strong><a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/smed/1082-nucleo-de-tecnologia-educacional-municipal-santa-maria" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria (NTEM)</a></strong></em> e das seguintes escolas municipais: Escola Municipal de Ensino Fundamental Diácono João Luiz Pozzobon, Escola Municipal de Ensino Fundamental Adelmo Simas Genro e Escola Municipal de Ensino Fundamental Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso.</p>
<p>A vigência do GuriasTec será de três anos, prevendo a oferta de 28 bolsas de estudo, destinadas a alunas dessas escolas, professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica. O projeto também disponibilizará recursos para custeio, tendo em vista a recente aprovação do projeto na chamada pública nº 31/2023 do MCTI/CNPq.</p>
<p>Quanto aos resultados esperados, o projeto prevê além da parceria com escolas, NTEM e lideranças indígenas, a capacitação de pelo menos 20 alunas e 4 professores(as) da educação básica como multiplicadoras e influenciadoras sociais, dentre outros.</p>

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/375/2024/11/IMG_6692-1-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-5915" /><figcaption class="wp-element-caption">Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Em pé, da esquerda para a direita, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari, Rosane Brum Mello, Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer.<br>Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT)</figcaption></figure>
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<p><em>Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações e imagens das gestoras do projeto GuriasTec.&nbsp;</em></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site?&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/servicos">Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM</a>!</em></p>
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<p><em>Siga o CT nas redes sociais:&nbsp;<a href="https://www.facebook.com/ctufsm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Facebook</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>!</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conferência: quadrinhos como computação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/letras/2024/11/14/conferencia-quadrinhos-como-computacao</link>
				<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 20:26:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[gpoqt]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/letras/?p=1853</guid>
						<description><![CDATA[por Ilan Manouach Organizado pelo Grupo de Pesquisa Oficinas de escrita, histórias em Quadrinhos e Tradução (GPOQT) e promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Letra/UFSM. 25/11/2024 &#8211; 19h Local: Online (Google Meet). Interessados, encaminhar e-mail para gpoqt@ufsm.br até o dia 24 de novembro. Hoje em dia, qualquer pessoa pode gerar ilustrações algorítmicas impressionantes com algumas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":1854,"width":"610px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/483/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-14-at-12.51.23-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1854" style="width:610px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>por <a href="https://ilanmanouach.com">Ilan Manouach</a></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Organizado pelo <a href="https://www.ufsm.br/grupos/gpoqt">Grupo de Pesquisa Oficinas de escrita, histórias em Quadrinhos e Tradução (GPOQT)</a> e promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Letra/UFSM. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>25/11/2024 - 19h</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Local: Online (Google Meet).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Interessados, encaminhar e-mail para <a href="mailto:gpoqt@ufsm.br">gpoqt@ufsm.br</a> até o dia 24 de novembro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Hoje em dia, qualquer pessoa pode gerar ilustrações algorítmicas impressionantes com algumas palavras-chave inspiradoras. No mundo em rápida evolução da criatividade computacional, o impacto potencial das tecnologias de IA nos quadrinhos, um meio que historicamente serviu como laboratório para as indústrias globais de entretenimento de hoje, é um exemplo claro. Com o termo “quadrinhos sintéticos”, a palestra <em>Quadrinhos como Computação</em> propõe descrever conteúdos de quadrinhos que foram gerados, modificados ou manipulados de maneira altamente automatizada por meio de aprendizado de máquina. Embora essa prática emergente certamente desafie as tradições artesanais estabelecidas, ela nos força a requalificar os quadrinhos em termos de Big Data e a revisar a extensão da automação na história da indústria de quadrinhos. Em sintonia com tendências emergentes e sinais fracos na natureza em rápida mudança da criatividade computacional, esta palestra ambiciona avançar a compreensão dos quadrinhos como uma grande ontologia de imagens não-fotográficas, ricas em metadados. A informatização do meio tem considerações culturais e econômicas importantes, ainda mais intensas em países onde os quadrinhos são uma parte essencial de seu patrimônio cultural popular e onde há um interesse coletivo em como seriam seus futuros.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ilan também apresentará alguns de seus trabalhos anteriores de quadrinhos conceituais e trabalhos mais recentes que foram co-criados com IA emergente, como <em>Out Side</em>, <em>Fastwalkers</em>, o <em>Neural Yorker</em> e <em>Chimeras</em> (org.), um glossário coletivo sobre IA, com 150 colaboradores explorando uma variedade de perspectivas epistêmicas sobre inteligência artificial, incluindo epistêmicas interespécies, anticapacitistas, monstruosas, feministas, e decoloniais, entre outras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Biografia</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ilan Manouach é pesquisador de pós-doutorado em “Criatividade Computacional” na Universidade de Liège e pesquisador afiliado no metaLAB da Harvard, além de membro do Instituto de Som e Sociedade Climática. Ele é autor de mais de 25 quadrinhos (alguns dos quais foram cocriados com IA) e editor de <em>Chimeras:</em> <em>Inventário da Cognição Sintética</em>, um glossário coletivo sobre IA, com 150 colaboradores explorando uma variedade de perspectivas epistêmicas sobre inteligência artificial: interespécies, anticapacitistas, monstruosas, feministas, e decoloniais, entre outras. Ele é consultor especialista na indústria de quadrinhos para o governo belga e trabalhou como consultor estratégico para a Fundação Onassis. É o fundador da organização sem fins lucrativos de pesquisa em quadrinhos Echo Chamber (Publicação Expandida: Europa Criativa 2023-2025) e fundador da Topovoros Books, uma editora grega que lidera traduções de ensaios fundamentais em humanidades. É cocriador do gerador de quadrinhos baseado em IA “The Neural Yorker” e seu trabalho é o tema de uma antologia crítica dedicada publicada pela Routledge. Seu próximo livro, <em>Out Side</em>, é uma colaboração com K Allado-McDowell, fundador do programa AMI do Google.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Trabalho da UFSM garantiu agilidade no controle da doença de Newcastle</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/06/trabalho-da-ufsm-garantiu-agilidade-no-controle-da-doenca-de-newcastle</link>
				<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 14:00:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[Lumac]]></category>
		<category><![CDATA[newcastle]]></category>
		<category><![CDATA[pdsa-rs]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66491</guid>
						<description><![CDATA[Módulo de gestão de emergências sanitárias foi criado pelo Laboratório de Computação Ubíqua, Móvel e Aplicada do Colégio Politécnico]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<p>O trabalho de pesquisadores da UFSM foi fundamental para que o Rio Grande do Sul controlasse, com agilidade, a doença de Newcastle. Um software na Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), desenvolvido no Colégio Politécnico, garantiu o controle em apenas oito dias, desde a confirmação oficial até o encerramento do foco da doença, recentemente detectado em Anta Gorda. </p>
<p>A utilização do módulo de gestão de emergências sanitárias na PDSA-RS, criado pelo Laboratório de Computação Ubíqua, Móvel e Aplicada (Lumac), com recursos do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), facilitou o trabalho. A ferramenta de geoanálise já havia passado por um <a href="https://www.ufsm.br/2024/04/24/laboratorio-do-colegio-politecnico-desenvolve-software-usado-na-investigacao-de-focos-da-gripe-aviaria" target="_blank" rel="noopener">teste robusto, quando foi posta à prova</a> durante o controle de foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, a H5N1, no início deste ano.</p>
<p>Com a doença de Newcastle, a resposta foi igualmente positiva. "A PDSA reduz o tempo de análise de dados, que antes levava de três a quatro horas diárias, a apenas minutos. O resultado é uma resposta ao foco mais rápida e efetiva, com uso racional de recursos humanos e financeiros", afirma o diretor-adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Francisco Lopes.</p>
&nbsp;
O Lumac é coordenado pelos professores Alencar Machado e Vinícius Maran, sendo um laboratório de pesquisa aplicada composto por aproximadamente 25 pessoas, entre professores, técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação. Os&nbsp;coordenadores conversaram sobre a aplicação da ferramenta neste caso e em outros no programa Editoria 107.9 da UniFM, com o jornalista Gilson Piber.&nbsp;<br><br>Ouça abaixo!
&nbsp;
<em>Com informações da Assessoria de Comunicação da Seapi-RS</em>
&nbsp;
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>		
				<iframe width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen src="https://open.spotify.com/embed/episode/6IA5yeRSP7XHq36lO8yFmT?si=ca98294cc7884ced&#038;nd=1&#038;dlsi=e22f25643cfe4e7a&#038;utm_source=oembed&#038;auto_play=false&#038;buying=true&#038;liking=true&#038;download=true&#038;sharing=true&#038;show_comments=true&#038;show_playcount=true&#038;show_user=true&#038;show_artwork=true&#038;color"></iframe>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Laboratório do Colégio Politécnico desenvolve software usado na investigação de focos da gripe aviária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/04/24/laboratorio-do-colegio-politecnico-desenvolve-software-usado-na-investigacao-de-focos-da-gripe-aviaria</link>
				<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 20:08:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=65698</guid>
						<description><![CDATA[O Lumac desenvolveu o módulo de Geoanálise, para a Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  No último mês, o governo do estado do Rio Grande do Sul identificou novos surtos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), comumente conhecida como gripe aviária. Esta doença viral altamente contagiosa tem impacto principalmente em aves, embora também possa afetar mamíferos, como cães, gatos, outros animais e seres humanos.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, foram conduzidas mais de 2.691 investigações em todo o país, resultando na confirmação de 154 focos, todos identificados em animais silvestres ou mamíferos. No Rio Grande do Sul, desde a metade de 2023, foram registrados seis surtos da doença.

[caption id="attachment_65702" align="alignright" width="566"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/04/LUMAC.jpeg"><img class=" wp-image-65702" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/04/LUMAC-300x297.jpeg" alt="" width="566" height="561" /></a> Professor Alencar Machado coordenou o desenvolvimento do software de geoanálise[/caption]

<b>Pesquisa e tecnologia no combate à gripe aviária</b>

O Laboratório de Computação Ubíqua, Móvel e Aplicada (Lumac), coordenado pelo professor Alencar Machado, do Colégio Politécnico da UFSM, desenvolveu um software para a investigação de focos de doenças como a gripe aviária. Esse software é um módulo de Geoanálise, que funciona dentro da Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul. Dentro desse módulo, existem funcionalidades para apoio, gestão e tomada de decisão, para evitar o espalhamento da doença.

O desenvolvimento do software foi possibilitado pela parceria entre UFSM e Secretária Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (por meio do Departamento de Defesa Sanitária Animal), com financiamento do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa).

Este recurso foi utilizado na vigilância direcionada na região de Rio Pardo, em fevereiro deste ano. O professor Alencar Machado expressou confiança na eficácia deste software para apoiar atividades de pesquisa relacionadas à prevenção e ao controle de doenças, incluindo a gripe aviária.

“Nesse caso foi a gripe aviária, mas o software serve para qualquer tipo de doença, porque o protocolo de manipulação ou controle de doenças é o mesmo. A partir do momento em que há um caso positivo, a equipe de gestão do Departamento de Defesa Sanitária Animal entra no software e geolocaliza a propriedade em que foi detectada a doença. A partir disso, no software, eles fazem três raios: de 3 km, 7 km e 15 km. Dentro desses raios, todas as propriedades que têm animais serão vistoriadas, para identificar se a doença está se espalhando”, explica o professor Alencar.

O software também funciona como aplicativo para celular. “Existe um <i>checklist</i> que eles [<i>os agentes</i>] preenchem e coletam evidências, como fotos e vídeos […] É através da <i>tracking</i> das equipes se locomovendo e a coleta desses dados pelo aplicativo que é feito o monitoramento da quantidade de visitas feitas diárias, e se a doença está se espalhando”, conta Alencar. Deste modo, as equipes remotas analisam os dados e coordenam as equipes que estão a campo. Com os dados que recebeu, o software também gera relatórios, que são submetidos inclusive à análise de órgãos internacionais.

O professor destacou que o Colégio oferece cursos com foco na área rural, especialmente no manejo da produção agrícola e animal, demonstrando a relevância do laboratório apontar soluções na área. Além disso, ressaltou a colaboração com a Universidade da Carolina do Norte (dos EUA) e o apoio de uma equipe especializada em estatística epidemiológica no processo de desenvolvimento do software. “A gente tem um trabalho colaborativo com a Universidade da Carolina do Norte e um apoio muito grande de uma área estatística de epidemiologistas de lá que entende a dinâmica do espalhamento da doença. Então, esse trabalho em conjunto com eles favorece o nosso entendimento e aumenta a nossa expertise”, ressalta Alencar.

Apesar de o vírus ainda manter-se presente apenas em áreas silvestres do estado, é preciso manter a atenção para o surgimento de novos focos. Contar com a tecnologia aliada à pesquisa para possíveis novas detecções é um dos objetivos deste trabalho desenvolvido por professores e estudantes do laboratório, propondo uma abordagem diferenciada para compreender a propagação do vírus e controlar sua disseminação.

<b>Lumac: ambiente prático para o ensino-aprendizagem</b>

Embora seja um laboratório vinculado à ciência da computação, o Lumac promove um ambiente multidisciplinar para o desenvolvimento de produtos relacionados à saúde e ao controle de doenças, demonstrando um compromisso com abordagens integrativas na pesquisa científica. Em atividade desde 2017, o laboratório desenvolve projetos de pesquisa, inovação, ensino e extensão com a participação de docentes, técnicos e alunos de graduação e pós-graduação.

Envolvendo estudantes de cursos do Colégio Politécnico e da UFSM, o laboratório já atuou no desenvolvimento de mais de três projetos e tem uma profícua relação com órgãos governamentais, auxiliando no aspecto sanitário de controle de doenças no meio agrícola, além de atuar em áreas de inteligência artificial e gerenciamento de processos e negócios.

<i>Com informações da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM participa de projeto que facilita a certificação de granjas da suinocultura</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/08/23/ufsm-participa-de-projeto-que-facilita-a-certificacao-de-granjas-da-suinocultura</link>
				<pubDate>Wed, 23 Aug 2023 11:55:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[gov.br]]></category>
		<category><![CDATA[Lumac]]></category>
		<category><![CDATA[suinocultura]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=63458</guid>
						<description><![CDATA[Assinatura gov.br é disponibilizada para produtores gaúchos por meio de projeto desenvolvido no Colégio Politécnico]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_63459" align="alignright" width="670"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-17-at-09.22.11.jpeg"><img class="wp-image-63459" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-17-at-09.22.11.jpeg" alt="foto colorida horizontal, com seis pessoas sentadas em uma mesa branca longa, de um lado 3 homens, do outro 3 mulheres, há notebooks e bandejas de café sobre a mesa. A sala é pequena, com mapas na parede e uma tela de projetor" width="670" height="377" /></a> Equipe do Lumac na reunião de apresentação da emissão do certificado na Superintendência Federal de Agricultura, em Porto Alegre[/caption]
<p>Um trabalho que conta com a participação da UFSM já está facilitando o processo de certificação de granjas de reprodutores suídeos, uma atividade de grande importância econômica que requer um nível sanitário adequado. Empresas e produtores que atuam na área e precisam se submeter à legislação específica para a realização de coletas e certificação já podem utilizar a assinatura gov.br. Entre as vantagens estão o aumento na confiabilidade, agilidade, transparência e, também, a rastreabilidade dos processos de certificação, que agora são feitos de forma totalmente online. Além de ser um processo ágil, o uso da solução digital do gov.br permite a verificação de todas as etapas dos processos pelos produtores e empresários.<br /><br />A disponibilização da assinatura gov.br, ferramenta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), inseriu-se em um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido na Universidade relacionado à predição de doenças nos processos de Granjas Reprodutoras de Suídeos Certificados (GRSCs). Intitulado "Aplicação de técnicas de <em>machine learning</em> para predição de prevalência de doenças no processo de granjas de reprodutores de suídeos certificados e ficha epidemiológica mensal de suínos", o projeto conta com financiamento do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).<br /><br />O trabalho é realizado no Laboratório de Computação Ubíqua, Móvel e Aplicada (Lumac), localizado no Colégio Politécnico. O professor Vinícius Maran, que coordena o laboratório juntamente com o professor Alencar Machado, explica que o projeto contempla a definição de vários algoritmos, alguns deles diretamente relacionados à coleta de amostras por produtores vinculados às GRSCs e que desejam encaminhar o processo de certificação destas granjas.<br /><br />O projeto de pesquisa é desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura (Mapa) e a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, que compõem o serviço oficial responsável pelas normativas e acompanhamento dos processos de certificação de GRSCs, e são as entidades que, juntas, emitem um certificado. Desta forma, segundo Maran, o trabalho da UFSM tem sido bem próximo a essas entidades.<br /><br />"O trabalho com o MGI iniciou quando surgiu a necessidade de integração dos softwares desenvolvidos até o momento no projeto com o login único do gov.br e assinatura avançada do gov.br. Todo o processo de homologação dessas tecnologias com sistemas de terceiros é feita pela equipe do MGI", relata. Também participam deste trabalho no Lumac servidores técnico-administrativos, alunos de iniciação científica e de pós-graduação em Computação.</p>
<h3>Próxima etapa prevê treinamentos com produtores</h3>
<p>O projeto teve início em abril de 2022, mas a elaboração relacionada à assinatura com o gov.br iniciou em abril de 2023, com o processo de homologação finalizado em junho. A próxima etapa prevê uma série de treinamentos presenciais e remotos com produtores sobre as ferramentas desenvolvidas até o momento. Segundo Maran, estes treinamentos serão essenciais para o andamento das próximas etapas, pois a partir dos dados informados pelos produtores serão desenvolvidos algoritmos de aprendizado de máquina para realizar a predição de doenças nos processos das granjas reprodutoras de suídeos.<br /><br />A integração da assinatura avançada do gov.br é homologada em um processo rigoroso gerenciado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Uma das questões-chave do processo de homologação é demonstrar, de forma clara, como o sistema integrado oferece serviços de relevância para o cidadão brasileiro - hoje, qualquer pessoa pode criar sua conta no gov.br. "A homologação do sistema desenvolvido neste projeto valida a relevância dos serviços oferecidos, a qualidade do desenvolvimento realizado até o momento, e adiciona um mecanismo de confiabilidade, já que permite que usuários assinem seus documentos diretamente na plataforma desenvolvida", destaca Maran.<br /><br />Responsáveis por GRSCs já estão habilitados para utilizar a assinatura avançada do gov.br na <a href="https://pdsa-rs.com.br/home" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://pdsa-rs.com.br/home&amp;source=gmail&amp;ust=1692872137781000&amp;usg=AOvVaw0nysBa4YKg1e_Ej0-3Ro8k">Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS)</a>, que também foi desenvolvida na UFSM e que é utilizada ainda por outros segmentos, tendo mais de 800 usuários ativos. Atualmente, o módulo está sendo utilizado por mais de 60 produtores de granjas de suídeos.</p>
<div class="gmail_default"><em>Foto: Arquivo pessoal</em></div>
<div class="yj6qo ajU"> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Organizado pela UFSM, evento Escola Regional de Banco de Dados anuncia segundo lote de inscrições</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/08/19/organizado-pela-ufsm-evento-escola-regional-de-banco-de-dados-anuncia-segundo-lote-de-inscricoes</link>
				<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 13:19:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco de dados]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[CTISM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=56587</guid>
						<description><![CDATA[Evento da Sociedade Brasileira de Computação será de 13 a 15 de setembro e é organizado pelo CT, Ctism e Colégio Politécnico
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p dir="ltr"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/08/erbd_valor_segundo_lote.jpg"><img class="alignright  wp-image-56588" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2021/08/erbd_valor_segundo_lote.jpg" alt="" width="371" height="371" /></a>A Escola Regional de Banco de Dados (ERBD) é um evento sem fins lucrativos promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e organizado anualmente por uma instituição de ensino superior da Região Sul do Brasil. Em sua 16ª edição, o evento será realizado online de 13 a 15 de setembro e, pela primeira vez, será organizado pela UFSM, por meio do Centro de Tecnologia (CT), Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism) e Colégio Politécnico da UFSM. Na equipe do evento estão professores e alunos destas três unidades, do Campus de Frederico Westphalen da UFSM, além de professores de outras instituições como Furg, UCS, UFRJ, UFFS, UTFPR e IFRS.</p>
<p dir="ltr">Com objetivo de integrar pessoas da Região Sul do Brasil interessadas em banco de dados e áreas correlatas, o evento proporciona a interação num fórum altamente qualificado, reunindo especialistas da academia e do mercado para discussão e apresentação de trabalhos científicos, realização de palestras, minicursos, oficinas, painéis com debatedores, relatos de experiências e de aplicações. O intuito é proporcionar aperfeiçoamento de conhecimento técnico-científico na área de banco de dados a alunos, professores e profissionais.</p>
<p dir="ltr">A comissão organizadora ressalta que, quanto antes for realizada a inscrição, maior o desconto. Através <a href="https://www.sbc.org.br/erbd2021" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.sbc.org.br/erbd2021&amp;source=gmail&amp;ust=1629456360490000&amp;usg=AFQjCNFpun118OH1ELXsAENVtRT3-GOlnA">desta página</a> é possível realizar inscrições e consultar informações sobre as modalidades, os prazos, os valores e os benefícios. Alunos e profissionais não associados à SBC podem se associar (ou renovar a associação) no processo de inscrição.</p>
<p dir="ltr"><em>Texto: Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>037/2019 - Seleção de Tutor Presencial - Licenciatura em Computação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/cte/editais/037-2019</link>
				<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 14:58:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[computação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/nte/?post_type=editais&#038;p=5137</guid>
						<description><![CDATA[<p>A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM), em parceria com os Estados e Municípios participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para a oferta de cursos dos programas de formação superior, inicial e continuada, torna pública a seleção de tutor(a) para o curso de Licenciatura em Computação na modalidade presencial no Polo UAB de Sarandi/RS.</p>
<p>Período de inscrição: de 20/12/2019 a 18/01/2020.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM), em parceria com os Estados e Municípios participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para a oferta de cursos dos programas de formação superior, inicial e continuada, torna pública a seleção de tutor(a) para o curso de Licenciatura em Computação na modalidade presencial no Polo UAB de Sarandi/RS.</p>
<p>Período de inscrição: de 20/12/2019 a 18/01/2020.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>038/2019 - Seleção de Tutor a Distância - Licenciatura em Computação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/cte/editais/038-2019</link>
				<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 14:56:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[computação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/nte/?post_type=editais&#038;p=5135</guid>
						<description><![CDATA[<p>A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM), em parceria com os Estados e Municípios participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para a oferta de cursos dos programas de formação superior, inicial e continuada, torna pública a seleção de tutor(a) para atuação a distância no curso de Licenciatura em Computação.</p>
<p>Período de inscrição: de 20/12/2019 a 18/01/2020.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM), em parceria com os Estados e Municípios participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para a oferta de cursos dos programas de formação superior, inicial e continuada, torna pública a seleção de tutor(a) para atuação a distância no curso de Licenciatura em Computação.</p>
<p>Período de inscrição: de 20/12/2019 a 18/01/2020.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conectados pelo Ensino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/conectados-pelo-ensino</link>
				<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 20:12:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Inovação no Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[conexão]]></category>
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		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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						<description><![CDATA[A internet e a inteligência artificial em prol do ensino na Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Conectados-pelo-ensino-Leitura-Marcelo1.mp3"][/audio]

<span style="color: #ffffff">.</span>

<span style="font-weight: 400">Pela manhã, a turma fica sabendo pelo grupo do WhatsApp que a aula no laboratório de informática foi cancelada. No caminho para a universidade, o aluno abre uma vídeo-aula no YouTube para reforçar os conteúdos, antes da avaliação final da disciplina. Ao chegar ao campus, a aula do dia é dada em um ambiente virtual, sem classes dispostas no formato tradicional e com uma infinidade de conteúdos disponíveis online. Todas essas situações parecem compor um futuro distante? Pois saiba que não. Isso já é realidade em alguns cursos da UFSM. </span>

<span style="font-weight: 400">Nas últimas décadas, a comunicação e a interação de alunos e professores foi amplamente beneficiada por aplicativos de trocas de mensagens, e o ritmo de produção e consumo de conteúdos foi acelerado. A grande quantidade de dados e informações em ambiente virtual, o armazenamento dessas informações em espaços chamados de nuvem, e a robótica estão, cada vez mais, mudando a forma como ensinamos e aprendemos. Mesmo que possa parecer algo natural e intrínseco da sociedade moderna, o uso de ferramentas digitais em sala de aula ainda exige adaptações dos sistemas de ensino e dos protagonistas do processo: alunos e professores. </span>

<img class="alignleft wp-image-5492" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dando-Play.png" alt="" width="308" height="129" />

<b>Dando </b><b><i>play</i></b><b> no estudo</b>

<span style="font-weight: 400">Se antes os conteúdos utilizados no ensino se restringiam aos livros didáticos tradicionais - ficando sujeitos ao “envelhecimento” das teorias ao longo do tempo -, hoje podem ser conferidos e, até mesmo, ajustados instantaneamente na internet. Já é comum estudar pelas telas dos celulares e computadores e, com isso, muitos professores migraram das salas de aula para os canais do YouTube, como forma alternativa de ensino. Na plataforma, são conhecidos como “edutubers”, pessoas que compartilham informações úteis e colaboram para a disseminação do conhecimento. </span>

<span style="font-weight: 400">Os vídeos permitem que os alunos tenham acesso aos conteúdos vistos em aula e possam revisá-los posteriormente. Pensando nisso, o professor Rafael Beltrame, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, gravou e disponibilizou online todas as suas aulas em seu canal no Youtube. A motivação surgiu a partir do entendimento de que a disciplina “Eletromagnetismo para Sistemas e Automação”, em especial, é considerada por muitos estudantes como uma das mais desafiadoras do curso, devido ao extenso conteúdo e por demandar habilidades da formação básica, especificamente em geometria analítica, álgebra e cálculo vetorial. </span>

<span style="font-weight: 400">     </span>

<span style="font-weight: 400">No ano de 2016, as vídeo-aulas da disciplina foram disponibilizadas, via Moodle [</span><span style="font-weight: 400">software livre, de apoio à aprendizagem utilizado pela maior parte dos cursos da UFSM]</span><span style="font-weight: 400">, exclusivamente aos alunos. Após o término do semestre, Rafael tornou público o material produzido, que soma aproximadamente 100 mil visualizações no total. “Quando se publica um material online, deve-ser ter em mente que os internautas serão ‘super sinceros’, seja para elogiar ou criticar. Porém, recebo frequentemente o contato de estudantes de diversas regiões do país agradecendo pelo auxílio proporcionado pelos vídeos e/ou solicitando acesso a material complementar de estudo, como slides e listas de exercícios”, comenta Rafael. Durante esses anos, o professor chegou a receber contato de estudantes de países africanos de língua portuguesa e descreve o fato com surpresa: “Realmente, nunca considerei a possibilidade de o material ir tão longe!”</span>

<img class="alignleft wp-image-5493" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Também-se-aprende-jogando.png" alt="" width="441" height="146" /><b>Também se aprende jogando</b>

<span style="font-weight: 400">A ideia de trazer elementos de jogos, como bonificação e </span><span style="font-weight: 400">ranqueamento</span><span style="font-weight: 400">, para contextos de “não-jogo”, é também cada vez mais recorrente. </span><span style="font-weight: 400">A professora Giliane Bernardi, do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Computação Aplicada, </span><span style="font-weight: 400">explica que, na gamificação do ensino, os artifícios de jogo servem para incentivar o estudo. “A gamificação surge para fomentar a motivação extrínseca. Você cria um elemento de jogo que pode incentivar o jogador/aluno a interagir. Esse sistema pode ser aplicado no Moodle, por exemplo”, destaca Giliane.</span>

<span style="font-weight: 400">De acordo com Giliane, os jogos, quando bem elaborados e utilizados, são uma boa opção para prender a atenção dos alunos, </span><span style="font-weight: 400">despertar uma motivação diferente e trazer  novas estratégias</span><span style="font-weight: 400">: “Fazem os alunos participarem mais das aulas, interagir entre si e favorecem aqueles que têm dificuldade de entender conteúdos passados da forma ‘tradicional’”, complementa a docente. </span>

<span style="font-weight: 400">Desde 2017, uma equipe multiprofissional do Núcleo de Tecnologia Educacional da UFSM tem se debruçado na criação de um jogo educativo que deverá ser usado em breve nas escolas públicas de Santa Maria para o ensino da Educação Fiscal. A ideia é que cada jogador prove da experiência de ser “prefeito” da cidade, e consiga gerenciar os recursos e resolver os problemas apresentados. O designer do jogo, Cássio Fernandes Lemos, explica que há uma necessidade de decisão do jogador frente a determinadas questões que aparecem. “Isso estimula o raciocínio, o aprendizado. Passa-se um ensinamento através de uma situação onde o problema é apresentado diretamente ao aluno, e não através de uma explicação escrita em um quadro na sala de aula”, complementa o programador.</span>

<span style="font-weight: 400">Além dos jogos mais clássicos e simples, há também aqueles que misturam a realidade com o virtual, </span><span style="font-weight: 400">por meio de uma câmera e com o uso de sensores de movimento, como giroscópio e acelerômetro. Em 2017, Alex Mazzuco defendeu sua dissertação no Mestrado Profissional em Tecnologias Educacionais em Rede, onde apresentou um sistema web criado para modelagem tridimensional de moléculas, utilizando a realidade virtual. O objetivo basicamente era criar um sistema Web para planejamento e elaboração de aulas de química no Instituto Federal Farroupilha Campus São Borja. Com um código de barras bidimensional (QRCode), os estudantes puderam visualizar e interagir com as moléculas, por meio da realidade aumentada, que permitia movimentar, girar, aproximar e distanciar as partículas.</span>

<span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-5494 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Interação-humano-robô.png" alt="" width="383" height="176" /> </span><b>A interação humano-robô</b>

<span style="font-weight: 400">O avanço da robótica sempre trouxe questionamentos sobre o futuro das interações entre humanos e robôs. Na UFSM, alguns testes já estão sendo feitos e comprovam que  </span><span style="font-weight: 400">o convívio com máquinas poderá aprimorar o ensino e a aprendizagem. Um robô de nome Beo, programado com inteligência artificial, poderá circular pelas salas de aula nos próximos anos e tirar dúvidas da turma, servindo como um “agente companheiro” ou “tutor pedagógico” para os alunos. Atualmente, o trabalho, realizado em parceria entre o Grupo de Redes de Computadores e Computação Aplicada (Greca) e o G</span><span style="font-weight: 400">rupo de Automação e Robótica Aplicada (Garra), é aprimorado para </span><span style="font-weight: 400">diminuir o tempo de resposta de Beo, tornando as interações mais ágeis e naturais. </span>

<span style="font-weight: 400">A</span> <span style="font-weight: 400">inteligência artificial ajuda a entender noções de física e matemática, mas o seu conceito muda com o passar do tempo, segundo o professor Rodrigo Guerra, também do Departamento de Processamento de Energia Elétrica: “Hoje em dia, o que está movimentando muito a economia e causando impactos muito grandes no estudo da inteligência artificial é baseado no </span><i><span style="font-weight: 400">big data</span></i><span style="font-weight: 400"> e nas redes neurais artificiais. Estamos ficando muito bons em fazer inteligências artificiais que conseguem, depois de ver muitos exemplos, abstrair aquele conceito e resolver um problema nunca visto, mas da mesma natureza.”</span>

<span style="font-weight: 400">
<img class="aligncenter size-full wp-image-5488" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dossiê_2_box.png" alt="" width="800" height="372" /></span>

<img class="wp-image-5495 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Mundos-Virtuais.png" alt="" width="352" height="154" />

<b>Explorando mundos virtuais</b>

<span style="font-weight: 400">Desde 2010, o Greca trabalha com realidades virtuais pensando em mundos virtuais. Com isso, o aluno, que se personifica na forma de um avatar, entra em uma plataforma online - a sala de aula - e encontra uma série de exercícios para serem feitos. “A liberdade para criar é imensa. Você pode disponibilizar no ambiente virtual vídeos, slides, conferências. Você pode ser quem quiser (um animal ou pessoa) e interagir com os demais”, destaca Giliane, que integra o Greca na linha de computação aplicada.</span>

<span style="font-weight: 400">Ali, podem interagir, por meio de áudio ou chat, com outros avatares - os colegas. Além disso, no ambiente virtual, deparam-se com “avatares tutores”, que foram configurados com inteligência artificial e estão programados para oferecer ajuda. De acordo com a professora Roseclea Duarte Medina, que atua junto ao Greca na linha de computação aplicada</span><span style="font-weight: 400">, </span><span style="font-weight: 400">os agentes inteligentes são capazes de avaliar os erros dos alunos nas atividades e recomendar materiais para que os conteúdos sejam revisados. “Os agentes fazem um diferencial muito interessante, pois os alunos se sentem mais à vontade para interagir com um colega ou com um agente, e não diretamente com o professor”, ressalta a professora.</span>

<span style="font-weight: 400">Durante a aula no mundo virtual, os alunos podem até ficar em casa. O recomendado é, no entanto, que eles compareçam ao laboratório, por causa do acesso à internet, que se faz necessário.</span>

<img class="wp-image-5496 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Sala-de-aula-inteligente.png" alt="" width="425" height="158" />

<b>O futuro: sala de aula inteligente </b>

<span style="font-weight: 400">Desde o início deste ano, o Greca trabalha na criação de salas de aula inteligentes. Com a </span><span style="font-weight: 400">análise e a interpretação do grande volume de dados gerados pelos indivíduos na internet, já é possível acompanhar, por exemplo, o desempenho dos alunos em tempo real. </span><span style="font-weight: 400">Quando o aprendizado se dá online e a avaliação acontece em etapas em uma plataforma digital, o professor sabe exatamente quanto tempo o aluno demorou para aprender cada conteúdo. Com a sala de aula inteligente, isso se tornaria ainda mais evidente. A grande quantidade de dados sobre o aprendizado seria devidamente processada por inteligência artificial e permitiria a personalização do ensino.</span>

<span style="font-weight: 400">A ideia é que as pessoas cheguem na universidade e possam desfrutar de inúmeras vantagens da tecnologia. Em uma sala de aula inteligente, os alunos registrariam a presença com a biometria, facilitando o trabalho do professor, que não mais necessitaria fazer o registro de frequências. Nesse ambiente, os sensores de temperatura e expressão facial dos alunos também poderiam ser reconhecidos, a fim de mudar a dinâmica da aula, favorecendo a adaptação dos conteúdos para cada aluno. </span>

<span style="font-weight: 400">Apesar de o projeto ainda estar em fase inicial - com os testes de sensores de temperatura e luminosidade -, a professora Roseclea descreve empolgada o objetivo: “Nesta sala haverá uma integração total de todos os dispositivos, sensores integrados com o sistema acadêmico e com o mundo virtual, por exemplo, com os jogos. Nossa intenção é que ela seja a semente para o campus inteligente”.</span>

<b>Desafios a serem superados</b>

<span style="font-weight: 400">Não restam dúvidas sobre a presença da tecnologia no dia a dia dos jovens – uma geração que já nasceu conectada ao mundo virtual – e os impactos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar e acadêmico. Esse contexto lança o desafio para escolas, universidade e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Resistir à tecnologia não é uma opção.</span>

<span style="font-weight: 400">A professora Giliane Bernardi acredita que é necessário promover interações mais simples, com interfaces mais intuitivas que não tenham um nível de complexidade muito grande. “A mediação tecnológica precisa ser simples, rápida, eficiente e transparente”, complementa. Mas, para isso, precisa ser discutida também a falta de infraestrutura, de investimentos no setor tecnológico e, principalmente,  os valores pagos para o acesso à internet no país - como destaca a professora Roseclea: “Não adianta o aluno ter um celular, um computador bom e um mundo virtual disponível, mas não possuir uma rede de internet com qualidade”.</span>

<em>*Esta matéria está atualizada em relação à publicada na edição impressa.</em>

<em><strong>Reportagem:</strong> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</em>
<em><strong>Ilustração: </strong>Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial</em>
<em><strong>Lettering e diagramação:</strong> Deirdre Holanda</em>
<em><strong>Fotografias:</strong> Thomás Dalcol Townsend</em>
<em><strong>Locução:</strong> Marcelo de Franceschi</em>]]></content:encoded>
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