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				<title>Enlaces conversa com Wagner Virago </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/13/enlaces-conversa-com-wagner-virago</link>
				<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 17:31:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[65 anos ufsm]]></category>
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						<description><![CDATA[Militar e paratleta iniciou no paradesporto neste ano e é vice-campeão brasileiro
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/wagner-virago-1024x576.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Wagner, homem jovem. Ele está sentando do lado esquerdo. Atrás dele, a pista olímpica do CEFD, que tem um piso cor de telha com marcações em branco." />											<figcaption>Wagner Virago treina na pista olímpica do CEFD e sonha com as Paraolimpíadas de Los Angeles </figcaption>
										</figure>
		<p>Militar há 16 anos, Wagner Virago recentemente iniciou sua carreira como atleta profissional. Desde criança, convive com familiares policiais militares e desejava ser como eles. Quando cresceu, prestou o serviço militar obrigatório e decidiu que era lá que queria continuar. Hoje, Wagner atua na Brigada Militar de Santa Maria.&nbsp;</p>
<p>Na infância, praticou diversos esportes, como futebol e judô. Na vida adulta, participou de corridas e lutas. Até que um acidente de moto aos 22 anos o fez perder o movimento do pé esquerdo. Inicialmente, Wagner teve dificuldade para lidar com a situação. Contudo, o esporte o ajudou a recuperar a motivação e, neste ano, ingressou no atletismo paralímpico como velocista de 100 e 200 metros na categoria T44.&nbsp;</p>
<p>Nossa entrevista foi realizada na pista olímpica do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), no campus sede da UFSM. Debaixo de forte sol, o atleta nos contou sua história de superação.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como você ingressou na carreira militar?</b></p>
<p><b>WAGNER VIRAGO </b>- Eu venho de uma família de militares. Meu pai e meus primos são todos policiais militares. E eu sempre fui motivado a ingressar nesse meio por parte do meu pai.&nbsp;</p>
<p>Em 2006, quando prestei o serviço obrigatório, tive uma proposta de emprego. Era entrar nesse emprego ou servir no exército. Eu conversei com meu pai e ele falou: “vai para o exército. Tem que passar por essa experiência. Eu passei, tu tem que passar. Vai ser bom para ti”. E eu entrei no exército e gostei daquele ambiente. Na época, não me via fazendo outra coisa. Eu gosto de farda e coturno. Desde então, queria seguir carreira na unidade. Fiquei três anos no 4° BLog <i>[Batalhão Logístico em Santa Maria]</i>.&nbsp;</p>
<p>Na época, comecei a estudar para a ESA <i>[Escola de Sargentos e Armas]</i>, para me efetivar na carreira. Estudei durante dois anos e reprovei na redação. Como já estava bem afiado nos estudos, fiz o concurso da brigada. Passei bem classificado e consegui ficar aqui na região. Desde 2009, sou policial militar aqui na cidade.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - A carreira militar já exige exercícios físicos, como que o esporte entrou na sua vida?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>A carreira militar exige muita disciplina e resiliência. Você tem que estar bem preparado fisicamente. Sempre levei isso muito a sério.&nbsp;</p>
<p>No final do meu curso, quando entrei na Brigada Militar, sofri um acidente de moto. Esse acidente foi bem feio, quase amputei a perna abaixo do joelho. Fiquei com uma lesão, uma deficiência permanente na perna. No meu pé, eu não tenho os movimentos de tornozelo, de reversão e inversão.&nbsp;</p>
<p>Após o acidente, engordei mais de 30 quilos. Fiquei um tempo depressivo, porque era muito novo, não sabia lidar com aquela situação. Eu tinha muita ansiedade, comia muito, não conseguia gastar energia e engordei. O esporte começou a entrar nessa fase da minha vida, como reabilitação, porque passei por cirurgias na perna. Eu comecei a correr, fazer musculação e estudar nutrição. Dei a volta por cima, emagreci 30 quilos, comecei a treinar e percebi que o esporte mudou minha vida de um jeito. Eu voltei a ser aquele cara motivado e empenhado.&nbsp;</p>
<p>Na época eu participei de algumas competições mesmo com a deficiência, como corridas de rua e rústica. E eu ia bem classificado, ponteava e, em algumas, era campeão. O esporte me traz bem-estar e vontade de seguir.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quais foram os desafios que você enfrentou para se tornar atleta paralímpico?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>Eu sou muito novo no atletismo, mas já participei de outras modalidades do esporte antes. Lutas, corridas de rua e corridas com obstáculos. Nesse universo de paratleta, sempre fui um atleta amador. Agora estou me profissionalizando no atletismo. Entrei em março e estou aprendendo muito com meus professores, com a universidade, com todo o apoio que eu tenho da minha associação, o RS Paradesporto, que represento. Essa associação tem parceria com a Universidade.</p>
<p>No início, tudo é muito difícil. Às vezes tu não sabes se estás no caminho certo. Eu agradeço a Deus, porque tenho uma equipe muito forte e uma estrutura no meu entorno que me direciona na Universidade, na minha família e na minha associação. Graças a eles eu estou me direcionando ao esporte.</p>
<p>Estou conquistando meu espaço. Eu participei só de três competições oficiais. Então tenho muito para aprender. Apesar das dificuldades, eu, como bom militar, sigo firme, com resiliência. Toda rotina como militar, como atleta, não é fácil. Sou pai também. Então envolve muita coisa. Mas tu tem que fazer o melhor.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você sempre gostou mais do atletismo ou pensou em outros esportes também?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>Eu comento que sou um cara multiesportista. Eu já pratiquei várias modalidades. Quando eu era pequeno, jogava futebol e fui atacante do Santos. Eu fui pro judô. Tenho uma história na luta de braço. Fui campeão gaúcho da luta de braço. Depois, fui pra rústica e corridas de rua. Também participei de provas de OCR, que são com obstáculos. Fiquei em quarto lugar no Sul Americano de OCR no ano passado. Agora, vou focar nessa carreira, que é o mundo das velocidades. Pista, atletismo, 100 metros e 200 metros.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Como você chegou até a Universidade?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>&nbsp;Eu sou acadêmico de Educação Física. No final do ano passado, estava estudando uma disciplina que falava sobre educação física inclusiva e tinha a história das Paralimpíadas, que surgiram na Segunda Guerra Mundial como forma de reabilitação. No final, essa disciplina fazia referência ao Comitê Paralímpico Brasileiro, o CPB. No domingo à noite, eu já acessei o site do comitê e tinha ali: “quero ser um paratleta”. Ali havia as cidades que trabalhavam com a iniciação do esporte adaptado. Não tinha Santa Maria, mas tinha em Porto Alegre. Então, eu mandei uma mensagem no Whatsapp para a RS Paradesporto. Expliquei que eu tinha uma deficiência e praticava o esporte, mas não sabia se essa deficiência me habilitava a participar como um atleta profissional. E ela foi receptiva, me passou para o técnico deles e marcou um treinamento em Porto Alegre. Eu fui lá, fiz um teste, ele gostou muito. Daí começou a minha história no para-atletismo.&nbsp;</p>
<p>Só que eu tinha uma questão: eu não tinha onde treinar. Porque a pista olímpica mais próxima era em Porto Alegre, o que ficava inviável. Daí, a própria presidente me falou sobre a UFSM: “lá tem uma pista muito boa”. Então, ela fez um ofício para a Universidade para solicitar que fizesse meus treinamentos aqui na pista. E aí começou a parceria da RS Paradesporto com o NAEEFA [<i>Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada</i>]. Estou treinando hoje com o apoio deles.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como é a sua rotina de treino?</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>É uma rotina que começou muito bagunçada e está um pouco melhor agora. Eu ainda não estou treinando como gostaria, por ter a rotina de militar, de pai, marido e atleta. Tudo muito corrido, mas eu tento me adaptar conforme as demandas vão chegando. Eu não consigo me organizar muito, pois trabalho no batalhão de choque, que tem muita demanda. Às vezes não consigo encaixar com os treinos.</p>
<p>Minha atividade principal é a militar e o paradesporto está entrando agora. O NAEEFA é bem flexível. Eu espero me organizar melhor ano ano que vem e encaixar melhor os treinos.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Qual foi a sua conquista mais significativa, para você, no esporte?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>Eu tive três competições oficiais. A minha primeira competição foi em março. Agora realmente sou paratleta, sou federado e rankeado.&nbsp;</p>
<p>A competição mais importante foi a última em que participei do meeting paralímpico. Depois da primeira fase do nacional, a segunda foi bem marcante para mim. Eu fui vice-campeão brasileiro. Eu não esperava, porque estava na correria do dia-a-dia, não vinha treinando fielmente. Essa foi muito marcante para mim, para a minha associação e para a Universidade também.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- O que mais te motiva hoje?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>A minha família, minha filha e Deus. Eu tenho uma filha com síndrome de Down, a Selena. Ela tem dois aninhos e vejo o esforço dela desde muito novinha. Ela sempre tem questões de fonoaudiologia e fisioterapia. Ela me motiva muito. A minha família é a minha base e o meu apoio. O que eu faço, os meus esforços, é pensando neles.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quais são os seus próximos objetivos?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>Quero seguir na minha carreira militar, visando a evolução. Eu me orgulho muito de ser militar.</p>
<p>No esporte, quero me tornar um campeão e estou me preparando para o Campeonato Brasileiro, que será daqui a três semanas. É o campeonato mais importante para mim. Lá vão estar os melhores atletas do Brasil. É uma competição que vale bolsa atleta para quem ficar entre os três primeiros. É bem acirrada e um nível muito alto.&nbsp;</p>
<p>Eu quero ser campeão e quero executar uma corrida melhor que na última. Eu sempre converso com o pessoal do NAEEFA aqui e com a minha associação: o ano que vem promete muita coisa, muitas competições. Em 2027, tem os Mundiais de Atletismo e o Parapan. Ano que vem quero treinar bem para, em 2027, eu representar Santa Maria nessas competições internacionais.&nbsp;</p>
<p>Quem sabe, em 2028, o sonho de todo atleta que são as Paralimpíadas, que serão em Los Angeles. É o meu sonho: representar Santa Maria e Rio Grande do Sul nas Paralimpíadas de Los Angeles.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- O que o atletismo é para você?&nbsp;</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>O atletismo é a minha vida. O esporte é sinônimo de superação, resiliência, foco e determinação. A minha mãe me contava que quando eu era moleque, com 5 ou 6&nbsp; anos, meu pai tinha uma pensão de militares. Ele alojava mais de 30 militares e eu fui criado no meio desses milicos. Nós tínhamos uma casinha lá e eu ficava nas pensões brincando.&nbsp;</p>
<p>A minha mãe me contava que os milicos saiam para fazer atividade física. Fazer barra, flexão, correr e alongamento ali no pátio mesmo. Eu ficava no meio deles fazendo as mesmas coisas. Eu corria, fazia flexão. Os milicos suavam bastante e eu, por ser pequeno, não suava. Eu chegava no tanque, me molhava e falava: “estou todo suado”. Eu sempre estive nesse meio. E o esporte é isso, ele me traz uma versão melhor a cada dia.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Para finalizar, a gente sempre deixa os entrevistados escolherem o lugar para a nossa conversa. Por que você escolheu a pista do CEFD?</b></p>
<p><b>WAGNER - </b>Porque aqui é onde eu estou transformando minha vida no esporte. Eu tenho que ser grato a Deus por me apresentar às pessoas certas. Se eu estou aqui é porque tem alguém por trás disso fazendo acontecer. À professora Luciana, que é a coordenadora que me colocou aqui dentro, à minha associação que fez contato com a Universidade e fechou parceria para eu treinar. Então, nada melhor que essa pista para fazer essa entrevista. É o lugar onde eu sofro bastante com esse sol, mas é onde me supero todos os dias. E é através dessa pista que eu vou conquistar bons resultados lá fora.</p>
<p style="font-size: 16px"><i>A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.</i></p>
<i style="font-size: 1rem"><b>Entrevista e texto</b>: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias&nbsp;</i><br><i style="font-size: 1rem"><b>Fotos e vídeo</b>: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias&nbsp;</i><br><i style="font-size: 1rem"><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista da Agência de Notícias</i>
<p><i><b>Supervisão geral</b>: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Enlaces conversa com Silvio Lengler</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/2025/11/06/enlaces-conversa-com-silvio-lengler</link>
				<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 12:55:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[#apicultura]]></category>
		<category><![CDATA[enlaces]]></category>
		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[  Professor aposentado Silvio Lengler colabora até hoje com atividades no apiário Apaixonado por abelhas, Silvio Lengler defende que estes insetos contribuem para o equilíbrio da natureza e para a sobrevivência humana. O professor aposentado em 2023, referência em apicultura e estudou na primeira turma de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), iniciada [&hellip;]]]></description>
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<figcaption class="widget-image-caption wp-caption-text">Professor aposentado Silvio Lengler colabora até hoje com atividades no apiário</figcaption>
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<p>Apaixonado por abelhas, Silvio Lengler defende que estes insetos contribuem para o equilíbrio da natureza e para a sobrevivência humana. O professor aposentado em 2023, referência em apicultura e estudou na primeira turma de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), iniciada em 1971.</p>
<p>Natural de Panambi, Silvio viajou pelo mundo para apresentar suas pesquisas e para se atualizar. O professor foi um dos responsáveis por introduzir a disciplina de Apicultura na grade curricular da instituição e até hoje contribui com as atividades práticas da cadeira. Ele também fundou e atua diariamente na sede da Associação de Apicultores de Santa Maria (Apismar). </p>
<p>Nossa entrevista foi realizada no apiário da Universidade, um local arborizado, cheio de cor e flores. A pedido de Silvio, ficamos a uma distância segura das abelhas que tanto o encantam. Aquele local visivelmente o deixa cheio de orgulho e demanda cuidado, algo que não lhe falta.  </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – Como foi o seu primeiro contato com a UFSM?</b></p>
<p><b>SILVIO LENGLER </b>–  Eu fiquei sabendo que abriu o curso de Zootecnia. Eu era técnico agrícola formado na Escola Técnica Agrícola de Viamão, a ETA, e fiz um estágio de apicultura de quatro meses em Pindamonhangaba, São Paulo. Eu queria fazer pesquisa. Poderia ser Biologia, Agronomia ou Zootecnia. E aí eu fiz vestibular de Zootecnia e entrei na primeira turma, em 1971, e terminei o curso em 1974.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – P</b><b>or que optou pela zootecnia? </b></p>
<p><b>SILVIO LENGLER</b><b>– </b> Porque sou da área rural, da colônia. Eu sempre tinha galinha, porco e cavalo. Quando era jovem, eu era jockey. Era meu hobby. Quando cheguei aos 65 quilos tive de parar, porque o peso máximo era 60 quilos. </p>
<p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS –  Por que escolheu se especializar em apicultura?</p>
<p>SILVIO –  Essa é uma boa pergunta. Na ETA de Viamão, eu tive que fazer um estágio de no mínimo 4 meses. Junto com um colega, iríamos plantar tomate. E esse meu colega descobriu que existia uma vaga com remuneração de apicultura em Pindamonhangaba. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – </b><b>Por que decidiu ser docente do curso? </b></p>
<p><b>SILVIO </b>–  Porque não tinha apicultura na Universidade. Só no Colégio Agrícola <i>[atual Politécnico]</i>. O professor era o Ony Lacerda, que me convidou para dar aula prática. Ele ficou sabendo que eu era formado na ETA e que fiz estágio em apicultura. O professor Ony foi convidado a lecionar no Departamento de Zootecnia e sobrou para mim.</p>
<p>Eu comecei a lecionar na Agronomia a convite do chefe do departamento, que, na época, era o Paulo Figueiró. Antes, eu era professor apenas do Colégio Agrícola. Como a Ana Primavesi foi para São Paulo, sobrou uma vaga e eu entrei na carreira de professor auxiliar de ensino.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – </b><b>O senhor sempre sonhou em ser professor? </b></p>
<p><b>SILVIO </b>– Sempre, porque os conhecimentos que adquiri em São Paulo foram muito grandes. Na época, as abelhas africanas, que eram muito agressivas, matavam muita gente e muitas criações de animais domésticos. Eu queria repassar informações de como acalmar essas abelhas.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – </b><b>O que o atraia na docência?</b></p>
<p><b>SILVIO – </b>O que mais gostava era de dar aula prática. Esse foi meu ícone. Eu cheguei a ter 150 colmeias na vida privada. Meus alunos chegaram a fazer fila para se inscrever e ter aula prática comigo para colher mel. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS </b>– <b>Qual seu maior aprendizado como professor?</b> </p>
<p><b>SILVIO </b>– Como professor, quem me ensina muito são as abelhas. Cada vez que eu faço aula prática com meus alunos, eu aprendo alguma coisa. Elas sempre ensinam alguma coisa. </p>
<p>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – O senhor pode contar um pouco sobre suas pesquisas com abelhas? </p>
<p>SILVIO – Na minha tese, eu fiz um estudo com diversas linhagens de abelha:  caucasiana, abelha-carnica, italiana, alemã e seus cruzamentos. Os cruzamentos foram obtidos no Departamento de Genética da Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto.</p>
<p>A gente estudou o comportamento sobre a hora que a abelha sai de manhã e hora que ela volta de noite. Foram seis meses de estudo. A abelha africanizada trabalha mais cedo e volta mais tarde. Consequentemente, produz mais mel do que as outras. A africanizada não fica doente, graças à sua rusticidade.</p>
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<figure class="wp-caption alignright"><img class="attachment-large size-large wp-image-71279" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-06-at-04.58.55-1024x682.jpeg" alt="Foto colorida horizontal do professor Silvio com camisa preta segurando um boné amarelo com uma abelha desenhada. Ao fundo, área verde" width="1024" height="682" />
<figcaption class="widget-image-caption wp-caption-text">Professor mostra o boné da entidade que ajudou a fundar, a Apismar</figcaption>
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<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS </b>–<b> O senhor tem um carinho pelas abelhas.</b></p>
<p><b>SILVIO </b>– Tenho. Também não machuco elas. Sou contra alguém tentar matar essas abelhas. Porque, às vezes, tem um enxame na rua, e eles botam veneno para matar. Eu sou contra isso aí. É crime, inclusive. A abelha é um animal útil. Se não tiver mais abelhas na face da terra, nós, humanos, vamos morrer de fome.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – E qual a importância das abelhas para o senhor?</b> </p>
<p><b>SILVIO </b>– Produção de mel, pólen, própolis e geléia real. São esses quatro produtos que eu consumo diariamente. Por isso que eu tenho uma boa saúde e estou chegando aos 80 anos.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – E qual a sua relação com a Apismar?</b> </p>
<p><b>SILVIO </b>– Essa pergunta é ótima. Sou sócio-fundador há 40 anos e sou o único que ainda está participando. Há sete anos trabalho todos os sábados de manhã na Associação, que fica debaixo do viaduto da rua Tuiuti, no Parque Itaimbé. Eu e minha esposa damos orientação técnica. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS </b>–<b> Por que o senhor fundou a Apismar?</b></p>
<p><b>SILVIO –  </b>A Apismar é fundamental para o grupo de apicultores. Na época, eram só apicultores. Agora temos meliponicultores também. Já existia a Federação Apícola do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Acontece que tínhamos que fundar uma associação para poder nos filhar nessa federação. Por sua vez, a federação está filiada à Confederação Brasileira de Apicultura, e a Confederação Brasileira de Apicultura, em Brasília, está filiada à Apimondia (<i>International Federation of Beekeepers’ Associations</i>). A Apimondia está em mais de 100 países e é a maior potência de associativismo que se conhece na face da terra. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS –</b>  <b>Desde que o senhor começou até agora, o que mudou na atividade de criação de abelhas?</b></p>
<p><b>SILVIO </b>– Na época que eu comecei, era chamada abelha africana. E hoje, ela se chama abelha africanizada, porque cruzou com abelhas europeias. Nós temos abelhas mansas no grupo das africanizadas. Nossas abelhas da Universidade são bastante mansas. </p>
<p>Se compararmos com a abelha africanizada do Nordeste, é outra história. Lá, elas são muito mais agressivas, por causa do calor, principalmente.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS –  O senhor participou do encontro de 50 anos da primeira turma de Zootecnia. Conte como foi? </b></p>
<p><b>SILVIO </b>– Nós programamos desde o início do ano passado. Nós colocamos uma placa no hall do Centro de Ciências Rurais. Essa placa foi muito bem aceita pela comunidade, até a vice-reitora estava presente para a decoração dessa placa.</p>
<p>Então isso foi muito importante para nós. E depois nós fizemos um almoço no restaurante de um colega, que se chama Leitaria. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – Como foi rever os antigos colegas do curso?</b> </p>
<p><b>SILVIO –</b> Foi muito bom ver os colegas. Cada um falou durante uns 5, 10 minutos sobre o que ele está fazendo e as dificuldades que o zootecnista encontrou na sua profissão. Assim como eu, encontrei muitas dificuldades como zootecnista. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – Quais foram as dificuldades?</b> </p>
<p><b>SILVIO –</b> Primeiramente, no Departamento de Zootecnia, algumas pessoas não reconheciam o curso. Também queriam extinguir a disciplina de Apicultura e diziam que não era importante. Eu tive que reclamar e trazia abaixo-assinados do Congresso Brasileiro de Apicultura que dizia que as universidades tinham de criar mais disciplinas de apicultura com 60 horas. E, principalmente, o curso de Agronomia devia ter essa disciplina. E os outros cursos também, como Zootecnia, Engenharia Florestal e Veterinária. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – Por que o senhor se aposentou? </b></p>
<p><b>SILVIO –</b> Porque fechei 30 anos e queria me dedicar à apicultura particular. Eu e minha esposa colhíamos muito mel. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – E o senhor sente falta do ensino?</b></p>
<p><b>SILVIO </b>– Não, eu não sinto falta. Porque a professora Fernanda me chamou para dar aula prática e palestra sobre os 10 produtos das abelhas, há 12 anos. </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – O que mais gosta de fazer nos seus momentos de lazer? </b></p>
<p><b>SILVIO – </b>Eu gosto de assistir filmes. Quando eu era jovem andava a cavalo até 7 quilômetros na chuva para assistir um bom faroeste. Eu sempre gostei muito de filmes faroeste. Até hoje assisto no YouTube.Eu gosto mais do faroeste, assim, de acertar as coisas da conversa, assim, né? De uma conversa boa.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Por que o senhor escolheu o apiário para  conversarmos? </b></p>
<p><b>SILVIO – </b>Porque falar sobre apicultura dentro de um escritório não vale a pena. Tem que ser em um lugar bastante verde.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – O que espera para o futuro? </b></p>
<p><b>SILVIO –</b> Eu espero que a minha família continue unida. Tenho duas filhas e uma neta. A minha filha mais velha é separada e a mais nova tem uma filha que fará quatro anos no ano que vem. Eu espero no futuro continuar com saúde, para a minha esposa, minhas filhas, meu genro e a minha neta.</p>
<p> </p>
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<p><i>A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.</i></p>
<p> </p>
<p><i>Entrevista e texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias </i></p>
<p><i>Fotos e vídeo: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias </i></p>
<p><i>Edição: Maurício Dias, jornalista </i></p>
<p><i>Supervisão geral: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias</i></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2025/11/06/enlaces-conversa-com-silvio-lengler"><strong>Publicado no Portal da UFSM no dia 06 de novembro de 2025.</strong></a></p>
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						<item>
				<title>Enlaces conversa com Silvio Lengler</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/06/enlaces-conversa-com-silvio-lengler</link>
				<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 10:14:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[#apicultura]]></category>
		<category><![CDATA[65 anos ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[apiário]]></category>
		<category><![CDATA[CCR]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>

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						<description><![CDATA[Professor aposentado apaixonado por abelhas fundou entidade e contribui até hoje com atividades no apiário
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-06-at-04.58.55-1-1024x682.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de homem idoso com camisa preta e boné amarelo. Ele está um local arborizado com um prédio de um andar ao fundo." />											<figcaption>Professor aposentado Silvio Lengler colabora até hoje com atividades no apiário</figcaption>
										</figure>
		<p>Apaixonado por abelhas, Silvio Lengler defende que estes insetos contribuem para o equilíbrio da natureza e para a sobrevivência humana. O professor aposentado em 2023, referência em apicultura e estudou na primeira turma de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), iniciada em 1971.</p><p>Natural de Panambi, Silvio viajou pelo mundo para apresentar suas pesquisas e para se atualizar. O professor foi um dos responsáveis por introduzir a disciplina de Apicultura na grade curricular da instituição e até hoje contribui com as atividades práticas da cadeira. Ele também fundou e atua diariamente na sede da Associação de Apicultores de Santa Maria (Apismar). </p><p>Nossa entrevista foi realizada no apiário da Universidade, um local arborizado, cheio de cor e flores. A pedido de Silvio, ficamos a uma distância segura das abelhas que tanto o encantam. Aquele local visivelmente o deixa cheio de orgulho e demanda cuidado, algo que não lhe falta.  </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como foi o seu primeiro contato com a UFSM?</b></p><p><b>SILVIO LENGLER </b>-  Eu fiquei sabendo que abriu o curso de Zootecnia. Eu era técnico agrícola formado na Escola Técnica Agrícola de Viamão, a ETA, e fiz um estágio de apicultura de quatro meses em Pindamonhangaba, São Paulo. Eu queria fazer pesquisa. Poderia ser Biologia, Agronomia ou Zootecnia. E aí eu fiz vestibular de Zootecnia e entrei na primeira turma, em 1971, e terminei o curso em 1974.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - P</b><b>or que optou pela zootecnia? </b></p><p><b>SILVIO LENGLER</b><b>- </b> Porque sou da área rural, da colônia. Eu sempre tinha galinha, porco e cavalo. Quando era jovem, eu era jockey. Era meu hobby. Quando cheguei aos 65 quilos tive de parar, porque o peso máximo era 60 quilos. </p><p style="color: #000000;font-size: 16px">AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  Por que escolheu se especializar em apicultura?</p><p style="color: #000000;font-size: 16px">SILVIO -  Essa é uma boa pergunta. Na ETA de Viamão, eu tive que fazer um estágio de no mínimo 4 meses. Junto com um colega, iríamos plantar tomate. E esse meu colega descobriu que existia uma vaga com remuneração de apicultura em Pindamonhangaba. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Por que decidiu ser docente do curso? </b></p><p><b>SILVIO </b>-  Porque não tinha apicultura na Universidade. Só no Colégio Agrícola <i>[atual Politécnico]</i>. O professor era o Ony Lacerda, que me convidou para dar aula prática. Ele ficou sabendo que eu era formado na ETA e que fiz estágio em apicultura. O professor Ony foi convidado a lecionar no Departamento de Zootecnia e sobrou para mim.</p><p>Eu comecei a lecionar na Agronomia a convite do chefe do departamento, que, na época, era o Paulo Figueiró. Antes, eu era professor apenas do Colégio Agrícola. Como a Ana Primavesi foi para São Paulo, sobrou uma vaga e eu entrei na carreira de professor auxiliar de ensino.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>O senhor sempre sonhou em ser professor? </b></p><p><b>SILVIO </b>- Sempre, porque os conhecimentos que adquiri em São Paulo foram muito grandes. Na época, as abelhas africanas, que eram muito agressivas, matavam muita gente e muitas criações de animais domésticos. Eu queria repassar informações de como acalmar essas abelhas.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>O que o atraia na docência?</b></p><p><b>SILVIO - </b>O que mais gostava era de dar aula prática. Esse foi meu ícone. Eu cheguei a ter 150 colmeias na vida privada. Meus alunos chegaram a fazer fila para se inscrever e ter aula prática comigo para colher mel. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS </b>- <b>Qual seu maior aprendizado como professor?</b> </p><p><b>SILVIO </b>- Como professor, quem me ensina muito são as abelhas. Cada vez que eu faço aula prática com meus alunos, eu aprendo alguma coisa. Elas sempre ensinam alguma coisa. </p><p style="color: #000000;font-size: 16px">AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O senhor pode contar um pouco sobre suas pesquisas com abelhas? </p><p style="color: #000000;font-size: 16px">SILVIO - Na minha tese, eu fiz um estudo com diversas linhagens de abelha:  caucasiana, abelha-carnica, italiana, alemã e seus cruzamentos. Os cruzamentos foram obtidos no Departamento de Genética da Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px">A gente estudou o comportamento sobre a hora que a abelha sai de manhã e hora que ela volta de noite. Foram seis meses de estudo. A abelha africanizada trabalha mais cedo e volta mais tarde. Consequentemente, produz mais mel do que as outras. A africanizada não fica doente, graças à sua rusticidade.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-06-at-04.58.55-1024x682.jpeg" alt="Foto colorida horizontal de homem idoso com camisa preta segurando um boné amarelo com uma abelha desenhada. Ao fundo, área verde" />											<figcaption>Professor mostra o boné da entidade que ajudou a fundar, a Apismar</figcaption>
										</figure>
		<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS </b>-<b> O senhor tem um carinho pelas abelhas.</b></p><p><b>SILVIO </b>- Tenho. Também não machuco elas. Sou contra alguém tentar matar essas abelhas. Porque, às vezes, tem um enxame na rua, e eles botam veneno para matar. Eu sou contra isso aí. É crime, inclusive. A abelha é um animal útil. Se não tiver mais abelhas na face da terra, nós, humanos, vamos morrer de fome.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - E qual a importância das abelhas para o senhor?</b> </p><p><b>SILVIO </b>- Produção de mel, pólen, própolis e geléia real. São esses quatro produtos que eu consumo diariamente. Por isso que eu tenho uma boa saúde e estou chegando aos 80 anos.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - E qual a sua relação com a Apismar?</b> </p><p><b>SILVIO </b>- Essa pergunta é ótima. Sou sócio-fundador há 40 anos e sou o único que ainda está participando. Há sete anos trabalho todos os sábados de manhã na Associação, que fica debaixo do viaduto da rua Tuiuti, no Parque Itaimbé. Eu e minha esposa damos orientação técnica. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS </b>-<b> Por que o senhor fundou a Apismar?</b></p><p><b>SILVIO -  </b>A Apismar é fundamental para o grupo de apicultores. Na época, eram só apicultores. Agora temos meliponicultores também. Já existia a Federação Apícola do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Acontece que tínhamos que fundar uma associação para poder nos filhar nessa federação. Por sua vez, a federação está filiada à Confederação Brasileira de Apicultura, e a Confederação Brasileira de Apicultura, em Brasília, está filiada à Apimondia (<i>International Federation of Beekeepers’ Associations</i>). A Apimondia está em mais de 100 países e é a maior potência de associativismo que se conhece na face da terra. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -</b>  <b>Desde que o senhor começou até agora, o que mudou na atividade de criação de abelhas?</b></p><p><b>SILVIO </b>- Na época que eu comecei, era chamada abelha africana. E hoje, ela se chama abelha africanizada, porque cruzou com abelhas europeias. Nós temos abelhas mansas no grupo das africanizadas. Nossas abelhas da Universidade são bastante mansas. </p><p>Se compararmos com a abelha africanizada do Nordeste, é outra história. Lá, elas são muito mais agressivas, por causa do calor, principalmente.</p><p><b style="color: #000000;font-size: 1rem">AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  O senhor participou do encontro de 50 anos da primeira turma de Zootecnia. Conte como foi? </b></p><p><b>SILVIO </b>- Nós programamos desde o início do ano passado. Nós colocamos uma placa no hall do Centro de Ciências Rurais. Essa placa foi muito bem aceita pela comunidade, até a vice-reitora estava presente para a decoração dessa placa.</p><p>Então isso foi muito importante para nós. E depois nós fizemos um almoço no restaurante de um colega, que se chama Leitaria. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como foi rever os antigos colegas do curso?</b> </p><p><b>SILVIO -</b> Foi muito bom ver os colegas. Cada um falou durante uns 5, 10 minutos sobre o que ele está fazendo e as dificuldades que o zootecnista encontrou na sua profissão. Assim como eu, encontrei muitas dificuldades como zootecnista. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quais foram as dificuldades?</b> </p><p><b>SILVIO -</b> Primeiramente, no Departamento de Zootecnia, algumas pessoas não reconheciam o curso. Também queriam extinguir a disciplina de Apicultura e diziam que não era importante. Eu tive que reclamar e trazia abaixo-assinados do Congresso Brasileiro de Apicultura que dizia que as universidades tinham de criar mais disciplinas de apicultura com 60 horas. E, principalmente, o curso de Agronomia devia ter essa disciplina. E os outros cursos também, como Zootecnia, Engenharia Florestal e Veterinária. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que o senhor se aposentou? </b></p><p><b>SILVIO -</b> Porque fechei 30 anos e queria me dedicar à apicultura particular. Eu e minha esposa colhíamos muito mel. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - E o senhor sente falta do ensino?</b></p><p><b>SILVIO </b>- Não, eu não sinto falta. Porque a professora Fernanda me chamou para dar aula prática e palestra sobre os 10 produtos das abelhas, há 12 anos. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O que mais gosta de fazer nos seus momentos de lazer? </b></p><p><b>SILVIO - </b>Eu gosto de assistir filmes. Quando eu era jovem andava a cavalo até 7 quilômetros na chuva para assistir um bom faroeste. Eu sempre gostei muito de filmes faroeste. Até hoje assisto no YouTube.Eu gosto mais do faroeste, assim, de acertar as coisas da conversa, assim, né? De uma conversa boa.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS- Por que o senhor escolheu o apiário para  conversarmos? </b></p><p><b>SILVIO - </b>Porque falar sobre apicultura dentro de um escritório não vale a pena. Tem que ser em um lugar bastante verde.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O que espera para o futuro? </b></p><p><b>SILVIO -</b> Eu espero que a minha família continue unida. Tenho duas filhas e uma neta. A minha filha mais velha é separada e a mais nova tem uma filha que fará quatro anos no ano que vem. Eu espero no futuro continuar com saúde, para a minha esposa, minhas filhas, meu genro e a minha neta.</p><p> </p><section style="flex: 0 1 auto;align-self: auto;--swiper-theme-color: #000;--swiper-navigation-size: 44px;--swiper-pagination-bullet-size: 6px;--swiper-pagination-bullet-horizontal-gap: 6px;--widgets-spacing: 20px 20px" data-id="abea61b" data-element_type="section"><p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.</i></p><p style="color: #000000;font-size: 16px"> </p><p><i>Entrevista e texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias </i></p><p><i>Fotos e vídeo: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias </i></p><p><i>Edição: Maurício Dias, jornalista </i></p><p><i>Supervisão geral: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias</i></p></section> ]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Enlaces conversa com Francine Castro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/30/enlaces-conversa-com-francine-castro</link>
				<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 13:44:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[65 anos ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ceu]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enlaces]]></category>
		<category><![CDATA[moradia estudantil]]></category>

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						<description><![CDATA[Formanda de Jornalismo moradora da CEU encontra na filha de dois anos e na memória do pai forças para seguir os estudos 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IC3A2702-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Francine, uma moça com estatura mediana, cabelos cacheados e óculos. Ela veste uma roupa escura. Do lado esquerdo um painel colorido" />											<figcaption>Francine se apaixonou pelas imagens da Biblioteca que viu no vídeo institucional da UFSM</figcaption>
										</figure>
		<p>O <a href="http://&lt;iframe width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/H3hAFJS9Q34?si=i-r3FCblQzEjjSv7&quot; title=&quot;YouTube video player&quot; frameborder=&quot;0&quot; allow=&quot;accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share&quot; referrerpolicy=&quot;strict-origin-when-cross-origin&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;" data-wplink-url-error="true">vídeo institucional</a> da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) despertou em Francine Castro o sonho de estudar aqui. O tamanho da Biblioteca Central exibido na produção da TV Campus impressionou a jovem moradora de Bagé. Por isso, o símbolo do conhecimento foi o lugar escolhido para nossa entrevista para a série<b><i> Enlaces</i></b>.</p><p>A formanda de Jornalismo ingressou na Universidade antes que a pandemia se espalhasse pelo Brasil, precisou interromper o curso para cuidar do pai doente e, depois, retornou à UFSM. Hoje ela mora na Casa do Estudante com Flora, sua filha de dois anos. Aos 24 anos, Francine luta pelos direitos das mães estudantes e deve aprofundar o tema na pós-graduação. </p><p>Nossa entrevista fluiu de forma tranquila e cheia de repertório. A futura jornalista é uma pessoa ciente das dificuldades que a vida pode trazer, mas tem uma afirmação que transforma o dia em mais uma batalha vencida. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  Por que você optou por estudar na UFSM? </b></p><p><b>FRANCINE CASTRO -</b> O meu contato com a UFSM foi no final do ensino médio. Eu nunca tinha vindo para Santa Maria. Eu estava me preparando para o Enem, conheci a instituição e me apaixonei. Foi amor à primeira vista. Lembro como se fosse ontem, eu e meu pai conversando sobre o quanto seria legal se eu fosse para a UFSM. Eu nem tinha me inscrito ainda, mas ele me apoiou bastante e disse: “é para lá que tu vai”. Nas duas opções de curso eu coloquei a UFSM, porque eu queria muito vir para cá. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  </b><b>Como foi mudar de Bagé para Santa Maria?</b></p><p><b>FRANCINE - </b>Bagé é uma cidade pequena e eu não tinha muito contato com cidade grande. Foi bem desafiador mudar de cidade e viver longe da família. Mas, com o tempo, foi bem gratificante. A UFSM superou muito as expectativas que eu tinha. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Você sempre quis fazer jornalismo?</b> </p><p><b>FRANCINE -</b> Eu tinha duas opções: Jornalismo e Psicologia. Sempre gostei de comunicação e ouvia rádio com o meu pai. Não teve jeito e não consegui fugir da área da comunicação. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  </b><b>Está gostando do curso? </b></p><p><b>FRANCINE -</b> Estou gostando muito. Na área de rádio, gosto de ouvir histórias. Eu acho que eu me encontrei. já queria muito fazer e descobri que realmente é isso que quero. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quando chegou na UFSM, você conseguiu ir logo para a Casa do Estudante? </b></p><p><b>FRANCINE -</b> Eu passei pelo período de avaliação do Benefício Socioeconômico (BSE). Morei na União Universitária e, depois, fui morar na Casa do Estudante. Eu nunca tinha morado com outras pessoas que não fossem da minha família, então foi um desafio. Mas me ajudou muito a construir a minha identidade e me encontrar coletivamente. Ter uma experiência de morar na União e na CEU foi engrandecedor. </p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Como é morar lá? </b></p><p><b>FRANCINE -</b>  Hoje é bem desafiador, mas gratificante também. Em 2020, quando eu vim para cá, não imaginava tudo o que poderia acontecer além da pandemia. Em 2022, o meu pai descobriu um câncer, e eu acabei atrasando o curso para cuidar dele. Eu trabalhava de segunda a domingo, em dois empregos, para conseguir ajudar a sustentar. Aí ele descobriu um câncer no pulmão e eu tive que dar um tempo na Universidade e ajudar em casa. Ele acabou falecendo. Era um desejo dele que eu continuasse o curso. Não pensei duas vezes em voltar para a universidade. </p><p>Em 2023, eu engravidei. Minha filha, Flora, tem dois anos, e mora comigo na Casa do Estudante. Além de ser moradora da CEU, ser mãe e estudante foi uma transformação que mudou a minha vida por completo. Além dos desafios, eu vejo muita coisa boa.</p><p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Como foi descobrir a gravidez durante a graduação?  </b></p><p><b>FRANCINE -</b> Bem difícil. Eu não tinha contato com outras mães aqui dentro. Eu sabia que a Universidade recebia mães. </p><p>Eu acabei fazendo todo o meu pré-natal aqui na saúde da CEU e eu tive um acompanhamento bem bom. </p><p>Não tranquei o curso [<i>durante a gestação</i>]. Fiz exercício domiciliar e fui bem acolhida pelos meus professores. Eu nunca quis desistir. Pelo contrário, sempre coloquei a minha filha como objetivo para continuar. </p><p>Na universidade, a gente encontra muitas coisas voltadas para as mães. Com o tempo, fui descobrindo como viver nessa nova fase da vida. Não é fácil ser mãe morando na Casa do Estudante. Com o tempo, fui encontrando redes de apoio de mães. Descobri que a gente está aqui e em todos os cantos. </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IC3A2704-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Francine. A imagem traz o rosto da estudante, que está posicionada de forma inclinada à frente de um painel colorido da Biblioteca. No painel, uma árvore colorida" />											<figcaption>Francine pretende fazer mestrado para lutar por mães estudantes</figcaption>
										</figure>
		<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Existe algum projeto que a apoie aqui na Universidade?</b>&nbsp;</p>
<p><b>FRANCINE -</b> Tem um projeto chamado Conexões Maternas, coordenado pela professora Milena Freire. É um projeto que fala sobre as mães e que escuta as mães. Também tem um coletivo de mães no WhatsApp e um grupo grande de mães que moram na CEU.</p>
<p>Tem o auxílio maternidade, que era de R$ 600 para as mães e pais da CEU, e agora aumentou para R$ 700. É um avanço. Não existe esse valor em outras universidades. Tem a Bolsa PAM para aqueles pais que não querem morar aqui dentro. Também tem os exercícios domiciliares.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Você passou por muitos desafios para conciliar a maternidade com os estudos?</b>&nbsp;</p>
<p><b>FRANCINE -</b> Bastante. Parece que a gente está nadando contra a maré. A gente tem que estar o tempo todo se esforçando um pouco mais. É uma bolsa que a gente não consegue. Para quem mora aqui na CEU, ter uma bolsa, seja o valor que for, contribui. Eu recebi vários “nãos”. Isso dificulta. Às vezes, o nosso dia não cabe em 24 horas. São as demandas da Universidade, do trabalho e da criança. É uma jornada que não acaba.</p>
<p>Alguns professores não entendem que temos uma criança e que, às vezes, não vamos conseguir entregar aquele trabalho naquele horário. A gente precisa conversar e negociar. Às vezes, depende da boa vontade do professor. São coisas que a gente precisa melhorar na Universidade.</p>
<p>Uma criança demanda muita atenção e é imprevisível. No início do semestre, a Flora pegou mão-pé-boca, que é uma doença viral. Ela ficou uma semana de atestado. Eu tive que ficar uma semana cuidando dela. Não tem quem cuide, só eu e ela. Se eu adoeço, ela adoece.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Onde ela fica quando você está na faculdade</b><b>?</b>&nbsp;</p>
<p><b>FRANCINE - </b>A Flora vai para a creche. Na Universidade, tem o Ipê Amarelo, que é por sorteio. É muito difícil pras mães que moram na CEU conseguirem uma creche. A Flora conseguiu quando tinha uns seis ou sete meses. Eu tentei desde os três meses para que eu conseguisse estudar. Antes disso, eu pagava a babá para ir às aulas. Por convênio, ela estuda numa creche particular perto da CEU. Ela conseguiu uma vaga das 8h às 17h.&nbsp;</p>
<p>Essa é a minha realidade, mas não é a de outras mães que têm de ir muito mais longe para levar os seus filhos. Outras não conseguem vaga, porque no município é concorrido. Tem também as mães que estudam à noite. Não têm creche à noite.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>A Florinha gosta da creche dela?&nbsp;</b></p>
<p><b>FRANCINE -</b>&nbsp; Gosta. A adaptação dela foi bem tranquila. Ela é uma criança bem comunicativa e se adapta bem.&nbsp;</p>
<p>Eu e o pai dela tivemos um relacionamento de dois anos. A gente era um pouquinho mais jovem que agora. Não nos conhecíamos tão bem, mas moramos juntos um tempinho. As coisas não deram certo. Ele é de Uruguaiana.</p>
<p>Mas a gente se adaptou muito bem. Eu brinco que ela me ajuda muito. A gente conseguiu construir uma conexão que faz com que se entenda. Eu não nasci sabendo ser mãe.&nbsp;</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - É desafiador ser mãe.</b></p>
<p><b>FRANCINE -</b> Não existe essa coisa de “pra mulher é mais natural, biológico”. A gente aprende. Tem esse clichê de instinto materno. Eu discordo disso. No início, eu tinha essa ideia também de que a Flora depende completamente de mim. E, na verdade, não. Ela depende de alguém que supra as necessidades dela. E isso qualquer adulto consegue fazer, um pai, uma mãe, um avô, uma avó. A gente tem que parar com esse pensamento de que criar uma criança é algo individual, quando é algo coletivo. É algo que todos nós fazemos. Tem culturas onde uma criança é criada por uma aldeia inteira. Cuidar para não olhar individualmente para a mãe. Tanto para culpá-la ou sobrecarregá-la, porque não&nbsp; é justo. Não é justo que uma pessoa seja responsável pela criação de outra. Uma única pessoa. Sendo que, para começar, essa criança não foi feita por uma pessoa só.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>O que ainda precisa mudar na Universidade para atender melhor as mães?</b></p>
<p><b>FRANCINE - </b>Tem muitas coisas evoluindo. Tem uma pesquisa da professora Milena Freire que vai identificar quantas nós somos, quem somos, onde estamos. A Universidade ainda não tem esses dados e precisamos deles para ir atrás de políticas públicas.&nbsp;</p>
<p>A universidade não pode só usar esse discurso de que: “olha, nós recebemos mães aqui”. Mas o que a gente vai fazer com essas mães? Tem espaço adaptável?</p>
<p>No R.U., podemos comer com as nossas crianças. É um avanço que as crianças não precisam agendar. Mas não tem um espaço adaptável. Tem que adaptar os horários dessas mães.&nbsp;</p>
<p>No BSE, temos que cumprir uma carga de 240 horas. E a gente não pode faltar, porque pode perder o benefício, e, com isso, R.U. e moradia. Só que uma mãe com um bebê recém-nascido não consegue dar conta nem de 200h</p>
<p>Outra questão é conversar com as coordenações dos cursos. Elas precisam nos ouvir também.</p>
<p>A gente vê muita coisa acontecendo e melhorias sempre são bem-vindas.</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -&nbsp; </b><b>O que você teria para dizer para as mães universitárias e para as moradoras da CEU?</b>&nbsp;</p>
<p><b>FRANCINE -</b> Permanecer também é importante. Então, sejam firmes. Ninguém que está aqui luta por si mesmo. A gente não está aqui só pela gente. A gente está aqui pela nossa família, pelo filho, pela filha, por um pai ou uma mãe. A gente está aqui por pessoas que já nem estão mais aqui. A mensagem é essa: sigam firmes, não desistam, porque você não luta sozinho, não é só por você. Isso te dá mais força e gás para te continuar.&nbsp;</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Quais são os seus planos?</b></p>
<p><b>FRANCINE -</b> Falta pouco para eu finalizar o curso: o TCC e o estágio. Eu penso em fazer mestrado. Ser mãe e ser universitária transformou imensamente a minha vida. Eu sempre penso nos que vão vir depois de mim. Para chegar aqui na universidade, para ter esse espaço de fala, muitas pessoas tiveram que lutar. Muitas mulheres tiveram que lutar para eu estar aqui. Então, penso o que posso fazer a partir disso. A minha ideia é seguir estudando. Talvez nessa área de mães universitárias.&nbsp;</p>
<p>Eu sinto que há uma defasagem sobre esse assunto. A gente sabe que elas estão aqui, mas o que elas estão fazendo? Elas estão produzindo, criando. Essas crianças têm um significado dentro da universidade. Eu acho que vou seguir estudando e pensar em melhorias para essas mães e para essas crianças. Desde que a Flora nasceu eu tenho um mantra: “Sobrevivemos. Foi um dia. Amanhã é outro”.&nbsp;</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -&nbsp; </b><b>Por que você escolheu a Biblioteca Central para realizarmos a entrevista?&nbsp;</b></p>
<p><b>FRANCINE -</b> Porque eu lembro exatamente da cena: eu sentada com o meu pai quando vimos o vídeo institucional da UFSM, aquele bonito que mostra toda a Universidade. A gente ficava: “meu Deus, olha o tamanho da biblioteca, pai!”. Eu sempre gostei muito de ler.&nbsp;</p>
<p>E meu pai trabalhou desde os oito anos e não conseguiu aprender a ler e a escrever. Mas ele sempre nos incentivava. Eu sou a irmã do meio, de três. Ele sempre nos incentivava a estudar.&nbsp;</p>
<p>Eu lembro que quando eu disse que eu queria vir para cá ele disse: “tu já conseguiu”. Eu pensava assim: “meu Deus, é um lugar que eu nunca fui, é concorrido, tem que fazer o Enem”. Eu nem tinha feito o Enem ainda, estava no finalzinho do Ensino Médio. Eu dizia: “Não sei se eu consigo”. E ele batia o pé e dizia que eu ia estar aqui um dia.&nbsp;Então, esse lugar é muito especial.&nbsp;</p>
<p>Às vezes eu paro e penso: “meu Deus, eu estou aqui dentro mesmo, será que isso existe?” A gente às vezes está aqui há tanto tempo e não olha para isso, mas eu ainda me sinto aquela garotinha que sentava para assistir ao vídeo com o pai e ele dizia que eu ia conseguir estar aqui um dia.&nbsp;</p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Pensar n</b><b>o seu pai dá forças para você continuar?</b></p>
<p><b>FRANCINE -</b> Com certeza. Eu lembro que uma das últimas falas dele para mim. Eu lembro que eu trabalhava no escritório de segunda a sexta e no final de semana eu trabalhava toda madrugada fazendo recepção de eventos. Eu lembro que uma das últimas frases que ele me falou é que ele tinha muito orgulho de mim. Aí eu lembro que quando eu engravidei, eu falei: “meu Deus, meu pai deve estar se retorcendo, ele não deve ter orgulho de mim”.</p>
<p>Aí com o tempo eu amadureci isso e pensei: “não, ele deve ter orgulho de mim, onde ele está”.&nbsp; E eu só sinto muito dele não ter conhecido a minha filha, eu acho que eles iam se dar muito bem, ia ser muito legal. Então, sim, ele me dá bastante força pra continuar.</p><p><p style="margin-bottom: 1rem;margin-top: 0px;font-size: 16px;line-height: inherit !important;font-family: rawline, sans-serif;font-style: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: start;text-indent: 0px;text-transform: none"></p></p><p style="margin-bottom: 1rem;margin-top: 0px;font-size: 16px;line-height: inherit !important;font-family: rawline, sans-serif;font-style: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: start;text-indent: 0px;text-transform: none"><i style="font-style: italic">A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.</i></p>
<p><i><b>Entrevista e texto</b>: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias&nbsp;</i></p>
<p><i><b>Fotos e vídeo</b>: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias&nbsp;</i></p>
<p><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista&nbsp;</i></p>
<p><i><b>Supervisão geral</b>: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Enlaces conversa com Felipe Corrêa Machado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/23/enlaces-entrevista-felipe-machado-correa</link>
				<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 16:11:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enlaces]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[orquestrando arte]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Social]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71090</guid>
						<description><![CDATA[Militar da reserva encontrou na universidade motivação para enfrentar o agravamento do Parkinson]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IC3A9679-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Felipe, centralido à frente do palco e da plateia do Centro de Convenções. A foto mostra um homem bem ao centro e detalhes do lugar, como o palco, a plateia e o mezanino" width="1024" height="683" />
<figcaption>Centro de Convenções foi o local escolhido pelo universitário por simbolizar o momento da conclusão da jornada de um estudante do ensino superior</figcaption></figure>
Felipe Corrêa Machado foi escolhido para a série <b><i>Enlaces </i></b>depois da análise de um relato encaminhado por e-mail à Agência de Notícias. Na mensagem, o autor contava sobre a terceira graduação aos 53 anos, mesmo com o diagnóstico de doença de Parkinson.

O reservista da Aeronáutica encontrou nos estudos, iniciados em 2009 no Mato Grosso, uma forma de se manter ativo. Depois de concluir Ciências Sociais e Serviço Social, Felipe faz Matemática e encontra tempo para o projeto Orquestrando Arte. As atividades o ajudam na motivação diária.

O universitário santa-mariense usa um marcapasso cerebral, faz tratamento contínuo e encontrou na fisioterapia e na atividade física recursos para lidar com a letargia e os travamentos, consequências do Parkinson.

A expressão de Felipe é a de uma pessoa séria. Em um momento da nossa conversa, no Centro de Convenções, ele nos lembrou que uma criança perguntou o motivo dele não sorrir tanto, uma consequência da doença. Por mais que Felipe não esboce muitos sorrisos, é perceptível que ele sorri, de outros modos. Acompanhe a entrevista a seguir.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O senhor já está na quarta graduação. Pode comentar como iniciou os estudos? </b>

<b>FELIPE - </b>Minha trajetória começou em 2009 quando eu era militar e fui transferido para o Mato Grosso do Sul. Eu comecei a minha vida acadêmica na Federal do Mato Grosso do Sul, no curso de Administração, que me trouxe muito conhecimento técnico. Quando fui transferido para a Base Aérea de Canoas, pedi transferência para a Faculdade de Administração de lá. Esse foi um curso que acabei não concluindo. Faltou apenas o trabalho de conclusão, porque, mais tarde, fui transferido para Santa Maria.

Durante a minha estada aqui, fiz vestibular para a Universidade Franciscana (UFN) e recomecei Administração. Nesse meio tempo, abriu o edital de ingresso e reingresso para a UFSM. Eu entrei em Ciências Sociais, não em Administração. No curso aprendi muito sobre relações sociais. Também fiz Serviço Social. Só conclui por conta do auxílio dos professores e colegas. Então aquilo que era para ser frustrante acabou revertendo.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que o senhor escolheu a Aeronáutica?</b>

<b>FELIPE - </b>Sempre foi meu objetivo seguir a carreira militar e isso foi bastante incentivado pela minha família. Por 25 anos fui militar. Até que em 2017 eu descobri que estava com Parkinson, doença degenerativa e, normalmente, hereditária. Então é um caso raro, prematuro inclusive. Eu fui para a reforma da Aeronáutica. Foi um terror saber da doença.

A primeira tendência de quem tem Parkinson é de se isolar. Só que no meu caso, como eu estava tão ocupado com minha vida acadêmica e com minha profissão, não deu tempo de pensar nessas coisas. Então, a universidade foi bastante útil nesse sentido.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  Como a sua família recebeu o seu diagnóstico?</b>

<b>FELIPE -</b> Minha família, especialmente os meus pais e as pessoas mais chegadas se assustaram bem mais do que eu. No primeiro momento, não caiu a ficha. Quando começam a aparecer os sintomas, os tremores e os travamentos, a gente vê o que afetou na vida da gente.

A nossa luta é se manter ativo. Quanto mais a gente se encolhe, mais se constrange de realizar as tarefas e mais a doença acelera.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Voltando à vida acadêmica, o senhor fez Ciências Sociais e passou por outros cursos. Pode contar melhor? </b>

<b>FELIPE - </b>A vinda para a universidade aconteceu concomitante com o meu reingresso e com o vestibular. Eu fiz o vestibular para Matemática. Não tem muito a ver com a área que eu estava, mas eu queria me aventurar por áreas que ainda não conhecia. Os cálculos são desafiadores.

Além de eu conseguir a transferência via edital de reingresso para a Ciências Sociais, eu passei no vestibular para a Matemática. E, por alguns meses, tentei levar os dois cursos juntos, o que era humanamente impossível. Também houve um decreto presidencial que proibia um aluno de ter duas matrículas na mesma universidade federal.

Eu optei por Ciências Sociais, visto que já tinha muitas matérias da Administração que aproveitei. Enquanto estava fazendo Ciências Sociais cursei algumas disciplinas do Serviço Social.

O Serviço Social é um curso maravilhoso. Eu fui incentivado pela vivência da minha esposa, que é formada em Serviço Social pela Universidade Franciscano (UFN). Na realidade, eu fiz o curso para ajudá-la. É um curso muito bom e também muito desafiador.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que o senhor, depois de cursar Ciências Sociais e Serviço Social, decidiu fazer Matemática?</b>

<b>FELIPE - </b>Conhecimento não ocupa espaço. Como tenho restrição quanto ao trabalho e já estou aposentado, não poderia almejar algum cargo público. Eu decidi ampliar os meus conhecimentos e dar vazão a esse sentimento de estar em uma universidade rodeado por pessoas jovens com anseios diferentes e motivadas a buscar conhecimento.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - A universidade tem servido como uma ocupação para o senhor? </b>

<b>FELIPE</b>  - Exatamente. Um meio de manter a mente ativa e uma motivação para continuar vivendo. O Parkinson restringe e isola as pessoas. Eu estou indo na contramão da história, justamente para que me mantenha ativo.

Embora, a doença tenha afetado um pouco os meus movimentos. Por exemplo, na sala de aula eu tenho dificuldade para me manter muito tempo sentado. A letra de quem tem Parkinson é muito miúda. E tenho tremores. Às vezes, justamente no horário da aula, dá o tremor, aquela crise forte.

Quanto a esses sintomas, tenho recebido muito apoio dos professores. Eles têm sido bem compreensivos. Inclusive, na hora das avaliações, eles têm sido muito camaradas no sentido de entender que sou uma pessoa diferente com uma doença, mas disposto a aprender.
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IC3A9683-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Felipe, um senhor de óculo e cabelo prateado, á frente da arquibanca do Centro de Convenções." width="1024" height="683" />
<figcaption>Felipe cursa Matemática e contribui com o Orquestrando Arte. Antes disso, fez Ciências Sociais e Serviço Social</figcaption></figure>
<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  O senhor conheceu a sua esposa aqui em Santa Maria? </b>

<b>FELIPE - </b>Sim, num grupo de jovens da igreja. Ela é uma pessoa maravilhosa que se doa pelos outros. Ela é formada em Serviço Social pela UFN e montou o projeto social“Orquestrando Arte”, que trabalha com música e arte para as nossas crianças e adolescentes.

Estamos casados há 33 anos, temos três filhos e duas netas. Os três filhos já estão encaminhados: dois formados pela UFSM. Um começou Engenharia Acústica e se formou em Música e Tecnologia. Ele é guitarrista, ama o que faz e, também, é servidor da UFSM. O segundo é professor de Educação Física, formado aqui e joga futsal profissional de alto nível na Polônia. E a terceira filha, a Nicole, está no ensino médio.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - No que a sua vida universitária alterou a sua vida pessoal?</b>

<b>FELIPE - </b>Tanto o fato de eu conhecer novas ciências e novas tecnologias, a convivência pessoal também ajudou bastante. Eu sou muito do lado humano, apesar de estar fazendo a área das exatas. Eu acho que a gente pode fazer a diferença no meio onde a gente está.

O que me faz também conviver com jovens é passar esse sentimento de que se eu tô com uma doença que pode me restringir. Por que eu não vou viver? Por que eu não vou servir aos outros? Muito mais do que eu pensar em mim, é pensar nos outros também. E fazer o bem sem olhar a quem, como diz o ditado. É muito importante a gente poder fazer a diferença na vida dos outros.

O meu estágio em Serviço Social foi na saúde mental, no Caps Infantil. E eu acho que a gente pode fazer a diferença com um testemunho de uma pessoa que está doente, mas não desistiu de viver.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - E nessa perspectiva, quais são seus planos? Uma próxima graduação talvez? </b>

<b>FELIPE - </b>Eu continuo no projeto Orquestrando Arte, dando aula de Matemática, unindo o útil ao agradável. A minha graduação em Matemática e o fato de ajudar as crianças nas suas dificuldades que têm nas escolas.

O meu objetivo, por hora, é terminar a faculdade. Eu tenho feito poucas disciplinas, porque acabei me envolvendo em muitas atividades e para ajudar no projeto. Também faço parte do Pibid, que é o Programa de Iniciação à Docência, no Grupo da Matemática. Eu dou aula na Escola Edson Figueiredo.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  Tem alguma graduação que você gostaria de fazer? </b>

<b>FELIPE - </b>Olha, ao conhecer vocês, o Jornalismo. É uma faculdade que instiga bastante, a Faculdade de Jornalismo. Quem sabe no futuro aí a gente vai pensar no assunto.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que o senhor escolheu o Centro de Convenções para a nossa conversa?</b>

<b>FELIPE - </b>Aqui é onde são realizadas as formaturas. É ápice da graduação. No Serviço Social, fiz formatura de gabinete. Até saber que estava com a doença, não dava muito valor às formalidades.

E eu considero a formatura um símbolo da vitória e o reconhecimento do final da jornada do estudante. Esse lugar aqui é maravilhoso, porque aqui se apresentam as nossas crianças no espetáculo anual do Orquestrando Arte.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Para finalizar, o senhor gostaria de deixar uma mensagem?</b>

<b>FELIPE - </b>A gente está vivendo um mundo de tanta individualidade, que as pessoas buscam o prazer próprio e a satisfação das suas necessidades. Quando há muito mais do que isso. Deus nos criou seres sociáveis, que dependem uns dos outros e que aprendem uns com os outros. Vale a pena viver e lutar pela vida. Independente da doença e das dificuldades, vale a pena viver e estar num ambiente da universidade.

Muito mais do que escola de saber, a universidade é um lugar de confraternização e de socialização.

<b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Existem pessoas que te ajudaram a chegar até aqui?</b>

<b>FELIPE - </b> Eu cometeria uma injustiça se deixasse alguém de fora. Mas, eu quero destacar algumas pessoas que, essas sim, não podem ficar de fora da minha história. Primeiro a minha esposa e a minha família, que têm tido um papel essencial na minha posição hoje de estar vivo e com saúde. Minha esposa, meus filhos, minhas netas. Recentemente recebemos o presente de outra neta.

Agradecer, não nominalmente, mas de modo geral aos professores, que têm sido bastante compreensivos. Aos colegas que têm me ajudado nessa tarefa. Ao PIBID,  nosso Programa de Intercessão e Docência, que tem sido também um suporte para mim, nas minhas atividades. Ao Hospital Universitário de Santa Maria, pelo atendimento sempre profissional, sempre eficiente. Pela própria universidade, por essa oportunidade de estar aqui. E também, principalmente, à Igreja Presbiteriana do Brasil, do qual eu faço parte. Eu faço parte do conselho também da Igreja. Pela oportunidade de me doar em favor dos outros também. E pela liderança da Igreja. Então, têm sido todos muito importantes na minha vida.

A minha vida no universitário, espero que seja longa ainda, para que eu possa aprender  um pouco mais a respeito da vida.

<i><b>A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.</b></i>

<i><b>Entrevista e texto</b>: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias </i>

<i><b>Fotos e vídeo</b>: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias </i>

<i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista </i>

<i><b>Supervisão geral</b>: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Série Enlaces conversa com Tânia Weber</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/16/enlaces-tania-weber</link>
				<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:53:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[65 anos ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enlaces]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias para Servidores]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71004</guid>
						<description><![CDATA[Servidora aposentada atuou por mais de 20 anos como responsável pelo cerimonial universitário do Gabinete do Reitor]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IC3A2899-2-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de Tânia à frente do painel &quot;Imembuí&quot; de Eduardo Trevisan. Tânia está ao centro, com cabelo solto, uma blusa preta, uma calça preta e um sapato de saltos. Atrás dela, o painel retrata a lenda de Imembuí" />											<figcaption>Tânia escolheu o Salão Imbembuí para a entrevista, por frequentar quase diariamente durante a rotina profissional</figcaption>
										</figure>
		<p>A relações públicas Tânia Regina Weber é a primeira entrevistada da série <b><i>Enlaces</i></b>, especial voltado às comemorações dos 65 anos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)<b><i>. </i></b>A servidora aposentada atuou na instituição de 2001 a 2022, especialmente no Gabinete do Reitor, onde cuidou do cerimonial universitário. Antes, a relações públicas trabalhou em atividades de comunicação em diferentes estados brasileiros.</p>
<p>Tânia é uma mulher sorridente e carismática, que trata a todos como velhos conhecidos. Não foi diferente comigo e com o fotógrafo Paulo Baraúna no dia em que a entrevistamos por cerca de meia hora no Salão Imembuí. Assim como os demais convidados da série <b><i>Enlaces</i></b>, ela escolheu o local, que, aliás, Tânia conhece como a palma da sua mão. Um comentário feito pela nossa entrevistada foi sobre uma pequena infiltração no mural do artista Eduardo Trevisan.</p>
<p>Nossa conversa abordou a paixão de Tânia pelo cerimonial universitário, assunto de seu mestrado e que culminou na criação de um grupo que, hoje, reúne profissionais de instituições de ensino superior de todo país. Também dialogamos sobre a vida de aposentada e a família. Confira a seguir a conversa com Tânia: </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Como você começou a trabalhar como servidora na UFSM? </b></p>
<p><b>TÂNIA REGINA WEBER</b> - No início, eu comecei na Coordenadoria de Comunicação Social e, após alguns meses, fui convidada para trabalhar no Gabinete do Reitor. Na época, o reitor era o professor Paulo Jorge Sarkis, e o chefe do gabinete era o professor Isaías Salin Farret. Foi ele quem me convidou para trabalhar com cerimonial e protocolo no gabinete. Eu não tinha muita experiência nessa área, mas fui muito incentivada pelo professor Isaías a me desenvolver nessa parte. Então eu fiz vários cursos, fui me aperfeiçoando e gostando cada vez mais.</p>
<p>Depois que tu começas a trabalhar com cerimonial, se encanta, porque é uma área muito bonita. Às vezes, o pessoal pensa assim: ‘cerimonial é bobagem. Deixa pra lá’. Mas não imagina em um evento o que o cerimonial faz. Ele organiza aquele evento, informa quais autoridades vão falar, qual a ordem, se tem discurso, quem fala primeiro, quem fala depois e a ordem de precedência das bandeiras. Tudo isso faz parte do cerimonial universitário. </p>
<p>Eu fui me aperfeiçoando e, em 2012, tive a oportunidade de fazer o mestrado profissional em Gestão de Organizações Públicas aqui na UFSM, e a minha dissertação foi especificamente sobre cerimonial universitário.</p>
<p> </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que você escolheu estudar Relações Públicas?</b></p>
<p><b>TÂNIA</b> - A área da comunicação sempre me atraiu. Na época tinha três habilitações: Relações Públicas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda. No ano que eu entrei, em 1981, também tinha Rádio e Televisão. E, avaliando cada uma, eu me identifiquei mais com a área de Relações Públicas. </p>
<p> </p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - E você se sentiu realizada trabalhando como relações públicas?</b></p>
<p><b>TÂNIA</b> - Sim, eu me realizei. Fiz muitas amizades e tenho conhecidos da área no Brasil inteiro. Não tem muita literatura referente a isso [<i>Nota: aqui a entrevistada se refere ao cerimonial universitário</i>]. Por isso, eu decidi fazer a minha dissertação sobre esse tema. Foi muito interessante. Nós fundamos o Forcies, que é o Fórum Nacional dos Organizadores de Cerimônias Universitárias e Acadêmicas. Primeiro eram só as instituições federais. Depois, passou a ser de todas as universidades, incluindo estaduais, confessionais e particulares. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">AGÊNCIA DE NOTÍCIAS -  Você gostava do seu trabalho na UFSM?</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">TÂNIA - Eu adorava meu trabalho. Sempre exerci com todo o profissionalismo, dedicação e amor. Meu trabalho me proporcionou muitas alegrias. Conheci muitas pessoas e fiz amizades que eu levo para a vida inteira e que moram no meu coração para sempre. Eu tenho amigos da geração mais antiga, da época em que eu trabalhei e, inclusive, dessa geração que continua atuando aqui na UFSM.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IC3A2895-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal da Tânia na altura do peito. Ela está à erqueda, com cabelo solo e uma blusa preta com flores brancas. Tânia sorri para a câmera e está ao lado do painel de Eduardo Trevisan no Salão Imembuí" />											<figcaption>A servidora aposentada Tânia Weber trabalhou por mais de 20 anos como relações públicas da UFSM </figcaption>
										</figure>
		<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Como era seu dia a dia na reitoria?</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>Eu trabalhava com o cerimonial universitário na organização de diversos eventos que acontecem na Universidade. Os eventos mais importantes que eu sempre participei foram as cerimônias de colação de grau. Foram inúmeras formaturas. Também organizei outros eventos que aconteciam na Universidade, todo tipo de seminário, congresso, cerimônias de posse de diretores de centro e diretores de unidade. Organizei todos os eventos que passavam pelo Gabinete do Reitor.&nbsp;</p>
<p>Eu trabalhei com o professor Paulo Jorge Sarkis, depois com o professor Clóvis Silva Lima, com o professor Felipe Martins Muller, com o professor Paulo Afonso Burmann e, por último, com o professor Luciano Schuch.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Existe algum momento mais marcante para você durante os seus anos de UFSM?</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>Tem uma coisa que sempre me emociona muito quando lembro. Após o incêndio da boate Kiss, eu estava passando por um problema pessoal. &nbsp;Depois de passar um tempo da tragédia, nós organizamos um culto ecumênico ao lado da reitoria. Foi um momento muito bonito e marcante. Enquanto eu estava no palco, ajudando na organização, eu recebi um telefonema.&nbsp;O&nbsp;meu irmão estava com leucemia e ele acabou falecendo.&nbsp;Nós éramos seis filhos e eu era a única compatível com ele para a doação de medula óssea. Eu recebi essa notícia quando estava ali no palco, organizando o evento. Isso me marcou bastante.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você passou por algum momento desafiador?</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>Momentos desafiadores sempre tem.&nbsp;Por exemplo, a cada troca de gestão geralmente trocam os assessores no Gabinete do Reitor. Mas eu permaneci. Eles sempre me convidavam para continuar. E, como eu adorava o meu trabalho, continuava.&nbsp;</p>
<p>Na pandemia, a gente teve um desafio: como realizar as cerimônias sem público? A gente teve que organizar cerimônias de colação de grau aqui na reitoria, na sala dos conselhos. Cada estudante na sua casa, cada professor na sua casa e a gente aqui. A gente teve que fazer uma adaptação bem grande na época da pandemia. Mas, graças a Deus, passou e retomamos as solenidades presenciais.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - </b><b>Você comentou que tem filhos. Pode contar sobre a sua família?</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>Eu tenho dois filhos. A Vanessa, que é bióloga, e se formou aqui na UFSM. Ela segue a vida dela na Suíça. Ela se casou com o Sanzio, um italiano. Também tenho um filho, o William, que é engenheiro civil também formado aqui na UFSM. Ele fez o mestrado e o doutorado em Portugal e, desde fevereiro, está morando e trabalhando em Londres.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que você se aposentou?&nbsp;</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>Eu preenchi todos os requisitos de idade e de tempo de contribuição. Já podia me aposentar, mas continuei trabalhando no abono permanência. E, aí, a minha filha engravidou e perguntou se eu iria para a Suíça acompanhar o nascimento da minha neta. Eu decidi: “bom, está na hora de parar de trabalhar e partir para outros rumos”. Eu me aposentei no dia 29 de abril de 2022 e fui para a Suíça. A minha neta, a Marina, nasceu no dia 11 de junho de 2022, e é uma das grandes alegrias da minha vida.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - E você já se habituou com a vida de aposentada?&nbsp;</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>A gente sempre pensa que vai ser difícil, porque são muitos anos de dedicação e de uma rotina de acordar cedo, trabalhar o dia todo e só voltar para casa no final da tarde. Durante 21 anos essa foi a minha rotina. E eu pensava: “mas parar assim, o que eu vou fazer da vida?”. Mas, quando eu decidi parar, logo eu fui para a Suíça e fiquei três meses lá, o que foi maravilhoso.&nbsp;</p>
<p>Depois voltei ao Brasil. Aí, acabei me envolvendo com a minha mãe, que está com 94 anos e mora com a minha irmã, a Marli. Tenho outros irmãos que moram aqui e uma irmã que mora em Caxias.&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 1rem;margin-top: 0px;font-family: rawline, sans-serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: start;text-indent: 0px;text-transform: none">
</p><p style="margin-bottom: 1rem;margin-top: 0px;font-family: rawline, sans-serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: start;text-indent: 0px;text-transform: none">Sou diretora de comunicação da Atens, a Seção Sindical dos Técnicos de Nível Superior da UFSM. Isso faz com que me envolva com a Universidade até hoje.</p>
<p>Também faço outros projetos que, quando a gente trabalha não consegue se dedicar muito, como o pilates.</p>
<p><b style="font-size: 1rem">AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Depois de mais de 20 anos como servidora e de três como aposentada, como você percebe a universidade hoje?&nbsp;</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>A universidade sempre foi muito importante, teve um papel de destaque na cidade e na região. Apesar de ter passado por vários governos meio problemáticos, que não acreditam muito no ensino superior e na educação, a universidade está resistindo.&nbsp;</p>
<p>Agora, ela vai completar 65 anos, no dia 14 de dezembro de 2025. E a nossa universidade é referência, vai continuar sendo e resistir. Eu só tenho gratidão à UFSM. Eu tenho 64 anos, a UFSM sempre fez parte da minha vida e vai continuar fazendo.&nbsp;</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Quais são suas perspectivas?</b></p>
<p><b>TÂNIA - </b>Por enquanto, meu sonho é continuar viajando e visitando meus filhos. E, provavelmente, vou ter mais netos. Talvez da minha filha, do meu filho. Também quero continuar convivendo mais com as minhas amigas e curtindo a vida.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que a senhora escolheu o Salão Imembuí para a nossa entrevista?</b>&nbsp;</p>
<p><b>TÂNIA - </b>Porque ele sempre esteve muito presente no meu dia a dia. O Salão Imembuí fica no mesmo prédio que o Gabinete do Reitor, e praticamente todos os dias tinha algum evento aqui. Então, eu já conhecia cada cantinho daqui e esse painel maravilhoso do Eduardo Trevisan. Quando tu pediu uma sugestão de lugar, eu achei que aqui seria perfeito.</p>
<p></p>
<p><b>AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você gostaria de deixar uma mensagem para os 65 anos da UFSM?</b>&nbsp;</p>
<p><b>TÂNIA - </b>Eu quero parabenizar a UFSM pelos seus 65 anos e todos aqueles que fizeram, fazem e farão parte dessa universidade. O sentimento maior é de gratidão à UFSM.&nbsp;</p>
<p><i><b>A Série Enlaces entrevista pessoas ligadas à UFSM. É um especial dos 65 anos da instituição produzido pela Agência de Notícias para o site e para o Instagram.</b></i></p>
<p></p>
<p><i><b>Entrevista e texto</b>: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias&nbsp;</i></p>
<p><i><b>Fotos e vídeo</b>: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias&nbsp;</i></p>
<p><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista&nbsp;</i></p>
<p><i><b>Supervisão geral</b>: Mariana Henriques, jornalista e chefe da Agência de Notícias</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Série Enlaces conversa com pessoas com trajetórias ligadas à UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/15/serie-enlaces-conversa-com-pessoas-com-trajetorias-ligadas-a-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 14:40:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[65 anos ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[enlaces]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71598</guid>
						<description><![CDATA[Conteúdo especial remete à comemoração dos 65 anos da instituição]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/capa-scaled.jpg" alt="Imagem vertical na cor pêssego com o seguinte texto centralizado em azul: Enlaces: a Universidade é feita de pessoas" width="284" height="505" />A <em><strong>Agência de Notícias</strong></em> produziu a série de entrevistas "<em>Enlaces: a Universidade é Sobre Pessoas</em>" conversa com representantes de diferentes segmentos. Os convidados construíram ou estão construindo suas trajetórias ligadas à UFSM. Os cinco entrevistados são:</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2025/10/16/enlaces-tania-weber"><strong>Tânia Regina Weber</strong> </a>- relações públicas aposentada que atuou como responsável pelo cerimonial do Gabinete do Reitor por mais de 20 anos;</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2025/10/23/enlaces-entrevista-felipe-machado-correa"><strong>Felipe Correa Machado</strong></a> - militar da reserva, estudante de Matemática e colaborador do Orquestrando Arte. Ele também é egresso de Serviço Social e Sociologia;</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2025/10/30/enlaces-conversa-com-francine-castro"><strong>Francine Castro</strong></a> - estudante de Jornalismo, moradora da Casa do Estudante e mãe da Flora;</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2025/11/06/enlaces-conversa-com-silvio-lengler"><strong>Sílvio Lengler</strong> </a>- professor aposentado da Zootecnia, fundador da Associação dos Apicultores de Santa Maria e colaborador da UFSM até hoje. </p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/2025/11/13/enlaces-conversa-com-wagner-virago"><strong>Wagner Virago</strong></a> - policial militar e para-atleta da RS Paradesporto que treina na Pista de Olímpica sob supervisão do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada do CEFD. </p>
<p>Todas as entrevistas foram realizadas em espaços escolhidos pelos convidados.</p>
<p>A série<em> Enlaces</em>, veiculada no site e nas redes sociais da UFSM, foi produzida em formatos entrevista pingue pongue e vídeo vertical (<em>reels</em>) pelos estudantes Jessica Mocelin, do curso de Jornalismo, e Paulo Baraúna, do curso de Desenho Industrial. Os textos tiveram edição do jornalista Maurício Dias e a supervisão geral é da jornalista Mariana Henriques. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph --><!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
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