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				<title>UFSM participa de ação do Maio Amarelo voltada à prevenção do trauma de face em motociclistas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/28/ufsm-participa-de-acao-do-maio-amarelo-voltada-a-prevencao-do-trauma-de-face-em-motociclistas</link>
				<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:58:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Bucomaxilofacial]]></category>
		<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividade realizada no CDM contará com orientações preventivas, exposição de casos clínicos e participação de docentes e acadêmicos da Odontologia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_73033" align="alignright" width="412"]<img class=" wp-image-73033" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-28-at-12.26.53-243x300.jpeg" alt="" width="412" height="509" /> Capacete inflável marca local onde a ação acontece[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Liga de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do curso de Odontologia e do projeto de extensão </span><i><span style="font-weight: 400">Vivências em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial/Amigos do HUSM</span></i><span style="font-weight: 400">, participará de uma ação educativa do movimento Maio Amarelo voltada à prevenção do trauma de face. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com foco especial nos motociclistas, grupo que está entre as principais vítimas de lesões faciais decorrentes de acidentes de trânsito, a atividade ocorre neste sábado (30), às 16h, no Centro Desportivo Municipal (CDM), em Santa Maria, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e outras instituições. </span></p>
<h3>Prevenção e conscientização</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A ação integra uma mobilização nacional promovida pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia, considerada uma das principais campanhas da entidade voltadas à conscientização sobre trauma facial e segurança no trânsito. Em diferentes regiões do país, profissionais da área desenvolvem atividades educativas em alusão ao Maio Amarelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No estande da UFSM, serão distribuídos folders informativos sobre prevenção do trauma de face, com orientações sobre segurança no trânsito, incluindo o uso correto do capacete e do cinto de segurança. Docentes e estudantes também apresentarão casos clínicos e materiais visuais para sensibilizar o público sobre os impactos dos acidentes de trânsito na face e a complexidade do tratamento de pacientes politraumatizados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O público poderá conhecer exemplos de lesões decorrentes de acidentes e compreender as consequências funcionais e estéticas do trauma facial, que podem comprometer atividades básicas, como mastigação, fala e visão, além de demandarem reconstruções ósseas e próteses faciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Wâneza Hirsch, professora do curso de Odontologia da UFSM, explica que a participação na atividade evidencia o papel da Universidade na prevenção, formação acadêmica e atendimento de casos complexos relacionados ao trauma de face. “A UFSM reúne um contexto muito importante de prevenção, ensino, extensão e prática assistencial. Ao mesmo tempo em que trabalhamos a conscientização sobre cuidados no trânsito, como o uso do capacete e do cinto de segurança, também atendemos pacientes vítimas de trauma de face no Hospital Universitário. Nossos docentes atuam diretamente nesses casos e os acadêmicos têm contato com a epidemiologia do trauma e com a cirurgia reconstrutiva. Essa integração permite mostrar à comunidade a gravidade dessas lesões, mas, principalmente, a importância da prevenção”, finaliza. </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cigarro eletrônico faz mal? Entenda os impactos à saúde e os riscos de dependência </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/26/vape</link>
				<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:02:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[divulga ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vape]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72908</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa desenvolvida por estudantes da UFSM aponta riscos respiratórios e reforça alerta sobre dependência em nicotina 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="712" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/estudo-arte-Vape-1024x712.jpg" alt="Imagem horizontal de uma mão segurando um cigarro eletrônico no fundo tem uma fumaça branca. Ao lado do aparelho tem textos com nomes de várias substâncias presentes em sua composição. O fundo é vermelho escuro." /><figcaption>Cigarro eletrônico pode conter mais de 2 mil substâncias em sua composição</figcaption></figure>
<p>Ainda na adolescência, Laura Giacetti teve contato com uma nova forma de consumir nicotina. Em 2017, aos 13 anos, experimentou pela primeira vez um cigarro eletrônico influenciada por amigos mais velhos que já utilizavam o dispositivo. Na época, o aparelho parecia algo moderno e inofensivo. “Eu achava aquilo super legal, descolado, sabe? E como era algo novo, ninguém falava muito dos riscos”, relembra.</p>
<p>O que começou como curiosidade rapidamente se transformou em hábito. Nos anos seguintes, passou a utilizar o cigarro eletrônico diariamente, até perceber que o consumo já havia se tornado uma dependência. Foi durante a pandemia de Covid-19 que ela identificou a gravidade da situação. Laura conta que priorizava a compra dos dispositivos sempre que tinha algum dinheiro disponível. “Eu dormia com ele embaixo do meu travesseiro para usar assim que eu acordava. Eu não saía de casa sem [o cigarro eletrônico] nunca. Foi aí que eu entendi que já não era algo normal, era realmente uma dependência”, relata hoje aos 22 anos.</p>
<p>O cigarro eletrônico já faz parte da realidade de uma parcela significativa dos adolescentes brasileiros. Dados da <a style="font-size: 1rem" href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46172-consumo-de-cigarro-eletronico-cresce-entre-estudantes-de-13-a-17-anos">Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar</a> (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 29,6% dos estudantes de escolas públicas e privadas entre 13 e 17 anos afirmaram já ter experimentado. O levantamento aponta ainda que a exposição ao dispositivo é maior entre as meninas: 31,7% relataram já ter usado cigarros eletrônicos, frente a 27,4% dos meninos. </p>
<p>Apesar de populares entre os jovens, os cigarros eletrônicos têm comercialização, importação e propaganda proibidas no Brasil desde 2009, conforme a Resolução nº 46 da<a style="font-size: 1rem" href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/res0046_28_08_2009.html"> Anvisa</a>. Conhecidos também como <i style="color: #000000;font-size: 1rem">vape</i>, <i style="color: #000000;font-size: 1rem">pod</i> ou dispositivo eletrônico para fumar, os aparelhos funcionam por meio do aquecimento de um líquido que contém principalmente nicotina, frequentemente em altas concentrações, propilenoglicol, glicerina vegetal, aromatizantes e metais pesados como níquel, estanho e chumbo. Ao ser aquecido, esse líquido cria um aerossol tóxico que contém substâncias cancerígenas quando inaladas, equivalendo, em alguns casos, a mais de 20 maços de cigarro comum. </p>
<p>Segundo o pneumologista Paulo Correia, ex-coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, as substâncias químicas presentes nos cigarros eletrônicos reagem entre si durante o aquecimento, formando compostos tóxicos capazes de provocar inflamações severas nos pulmões. Entre essas substâncias estão compostos carbonílicos e derivados químicos associados a doenças respiratórias graves. </p>
<figure>
										<img width="1024" height="712" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Info-arte-Vape-1024x712.jpg" alt="Imagem horizontal de uma montagem com fotos de um pulmão, na frente uma mão segurando um cigarro eletrônico ao redor tem fumaça branca sobre um fundo vermelho." />											</p>
<figcaption>Uso de cigarros eletrônicos pode causar danos pulmonares graves<br />
</figcaption>
</figure>
<h3><strong>Indústria do vape usa sabor, design e redes sociais </strong></h3>
<p>Para a doutora em saúde pública Cristina Perez, coordenadora técnica da  organização <a href="https://actbr.org.br/">ACT Promoção da Saúde</a> o avanço desses dispositivos entre adolescentes reflete estratégias históricas da indústria do tabaco para atrair novos consumidores. Segundo Cristina, o vape é apresentado de forma enganosa como produto menos nocivo, enquanto utiliza elementos voltados ao público jovem, como sabor doce, design tecnológico e divulgação em redes sociais.</p>
<p>Fora do Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que esses produtos estão alimentando uma nova geração dependente de nicotina, com milhões de adolescentes usuários no mundo. Cristina também avalia que, embora a comercialização dos cigarros eletrônicos seja proibida, a fiscalização ainda é insuficiente. A venda irregular em redes sociais, o comércio informal e a entrada ilegal dos dispositivos no país ajudam a ampliar o acesso. O que representa um alerta para a saúde pública. </p>
<p>Na vida de Laura, esse alerta surgiu quando os impactos do fumo começaram a afetar sua saúde respiratória. Antes acostumada a uma rotina ativa e à prática de esportes, ela conta que passou a sentir dificuldades até mesmo em atividades simples do dia a dia após o uso diário do cigarro eletrônico. “Eu sempre fui uma pessoa muito ativa, que gosta muito de esporte. Nunca tive nenhum problema, mas depois que comecei a usar o vape todo dia, senti uma dificuldade muito grande para respirar. Só de correr um pouco já ficava super ofegante”, relata. Segundo Laura, mesmo após interromper o uso do dispositivo, parte das consequências respiratórias ainda permanecem. “Hoje em dia isso nunca melhorou”, afirma.</p>
<p>De acordo com Paulo, os sintomas de doenças respiratórias relacionadas ao uso do cigarro podem surgir após poucas semanas de utilização e variam conforme o organismo de cada pessoa e o tipo de produto utilizado. “É como se fossem múltiplas inflamações dentro do pulmão”, explica. Essas lesões podem atingir tanto a região responsável pela respiração quanto provocar formação de bolhas pulmonares com danos permanentes. </p>
<p>O pneumologista afirma que os sintomas mais comuns incluem tosse, febre, dores no peito e falta de ar. Em casos mais graves, os pacientes podem precisar de ventilação mecânica, apresentar sequelas respiratórias permanentes e até necessitar de transplante pulmonar. Segundo ele, exames como tomografia e espirometria ajudam a identificar alterações inflamatórias e danos causados pelo uso contínuo do vape. </p>
<h3><strong>Pesquisa da UFSM alerta para danos respiratórios </strong></h3>
<p>Pesquisadores do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) têm investigado os impactos do uso de cigarros eletrônicos na saúde respiratória. Em um artigo publicado neste ano, estudantes da instituição analisaram estudos sobre a EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos e vaporizadores. A condição ganhou atenção internacional após centenas de casos de internações relacionadas ao uso de vape, especialmente entre jovens.</p>
<p>O estudo, intitulado <a href="https://revista.scientificsociety.net/wp-content/uploads/2026/04/Art.ID_.1273.pdf"><i>Lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico e vaporizadores (EVALI): uma revisão narrativa</i></a>, aponta que os dispositivos eletrônicos liberam aerossóis tóxicos. Segundo os pesquisadores, os sintomas da EVALI podem incluir tosse persistente, dor no peito, febre, fadiga e dificuldade respiratória progressiva. Em muitos casos, os sinais se confundem com outras doenças pulmonares, o que dificulta o diagnóstico.</p>
<p>Além dos danos pulmonares, o estudo aponta que a exposição contínua à nicotina presente nos dispositivos eletrônicos pode causar dependência intensa e rápida, especialmente entre adolescentes. Os pesquisadores destacam que adolescentes estão mais vulneráveis aos efeitos da nicotina, já que o cérebro ainda está em desenvolvimento nessa faixa etária, favorecendo a consolidação da dependência. </p>
</p>
<p>							“A indústria do tabaco sempre foi um lobo. Agora tenta vestir a pele de cordeiro”,<br />
														pneumologista Paulo Correia, <br />ex-coordenador da Comissão de Tabagismo da <br />Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia</p>
<h3><b>“A melhor coisa que fiz na minha vida foi não usar mais o vape.” </b></h3>
<p>Em 2023, Laura, que hoje trabalha como influenciadora digital, <a href="https://vt.tiktok.com/ZS9sjxsDw/">publicou um vídeo</a> nas redes sociais relatando sua experiência ao abandonar o uso de cigarros eletrônicos. No conteúdo, ela incentiva seguidores a deixarem o vício. Atualmente, a publicação já ultrapassa 100 mil visualizações.</p>
<p>Nos comentários, usuários relatam experiências semelhantes às vividas por Laura e compartilham dificuldades relacionadas à dependência e aos impactos na saúde. “Quero muito parar, estou tendo muita dificuldade em respirar”, escreveu um internauta. “Hoje em dia eu só fumo o <i style="color: #000000;font-size: 1rem">pod </i>se [sic] eu estou sem cigarro. Não tenho muito vício em si no <i style="color: #000000;font-size: 1rem">pod</i>, mas no cigarro sim. Tô tentando parar e vou conseguir. Hoje eu decidi de vez não fumar mais”, comentou outro usuário na publicação. </p>
<p>Parar de usar o cigarro eletrônico, no entanto, não foi um processo simples para Laura. Conforme a influenciadora digital, um dos maiores desafios foi romper com os hábitos criados ao longo dos anos e se afastar de pessoas que continuavam incentivando o uso do <i style="color: #000000;font-size: 1rem">vape</i>. “Eu me afastei de muitas pessoas, de muitos ‘amigos’. Me afastei de quem usava e não respeitava minha decisão de parar, porque quem realmente se importa com você quer te ver bem”, conta. </p>
<p>Laura relata que passou a pesquisar mais sobre os impactos do <i style="color: #000000;font-size: 1rem">vape</i> na saúde e se impressionou com imagens e relatos sobre os resíduos produzidos pelos aparelhos. “Quando eu vi de verdade os efeitos, me deu um nojo inexplicável. Lembro de ver uma foto de um líquido amarelo escuro que sai do vape e pensar que aquilo estava dentro do meu corpo”, recorda. Depois de um episódio de falta de ar que a levou ao hospital, ela decidiu abandonar o uso dos dispositivos. “O médico confirmou que era por causa do vape. Aquilo mudou tudo para mim. Joguei todos os meus vapes fora e nunca mais usei.”, relembra. </p>
<p>Para quem deseja parar de fumar <i>vape</i>, o pneumologista Paulo Correia recomenda buscar acompanhamento profissional. Ele explica que o tratamento mais eficaz envolve o desmame gradual da nicotina, associado a estratégias de reposição e medicamentos específicos utilizados no combate ao tabagismo. “Parar de fumar é possível, mas com acompanhamento médico o processo se torna muito mais seguro e eficiente”, ressalta.</p>
<p>O especialista também alerta para a desinformação disseminada nas redes sociais sobre os cigarros eletrônicos. Conforme o médico, a ideia de que o vape seria “apenas vapor de água” ajuda a normalizar o consumo entre jovens e reduz a percepção de risco. “A indústria do tabaco sempre foi um lobo. Agora tenta vestir a pele de cordeiro”, critica.</p>
<p><b><i>Texto:</i></b><i> João Victor Souza, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias</i></p>
<p><b><i>Artes gráficas:</i></b> <i>Daniel Michelon De Carli, designer</i><i> </i></p>
<p><b><i>Edição:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista</i><i> </i></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pré-Conferência de Saúde reúne estudantes e docentes no CCS para debater políticas públicas para a área</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/14/conferencia-saude</link>
				<pubDate>Thu, 14 May 2026 17:00:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[conferencia de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72796</guid>
						<description><![CDATA[A atividade é parte das etapas que antecedem a Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá em 2027.
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4180-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal da pré-conferência de saúde. Em primeiro plano, cartaz fixado na porta com a indicação da conferência. Em segundo plano, o auditório lotado de participantes sentados nas cadeiras." />											<figcaption>Estudantes e professores da área da saúde participaram de pré-conferência que discute os rumos da saúde pública e do SUS</figcaption>
										</figure>
		<p>O Centro de Ciências da Saúde (CCS) organizou, nesta quarta-feira (13), a Pré-Conferência de Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O encontro, preparatório para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, foi realizado no prédio 26A e reuniu estudantes e docentes dos cursos da área da saúde em um debate sobre políticas públicas de saúde.</p><p>A Pré-Conferência busca contribuir com reflexões locais e dialogar com as etapas estaduais e nacionais da Conferência. Para isso, constitui-se em um espaço de diálogo e construção coletiva para fortalecer a participação social do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>A participação social no contexto da saúde é um princípio organizativo do SUS e ressalta a importância da inserção da população na formulação das políticas públicas em defesa do direito à saúde. </p><p>Professora do Departamento de Saúde Coletiva, Lisiane Bôer Possa, explica que, nesse momento, são discutidos em grupos os eixos temáticos, a partir dos quais são feitas propostas que serão encaminhadas para a Conferência Municipal.</p><p>A Pré-Conferência da UFSM discutiu os quatro eixos temáticos, debatidos em nível nacional:</p><p>- Eixo 1: democracia, saúde como direito e soberania nacional;</p><p>- Eixo 2: financiamento adequado e suficiente para o SUS, com base na justiça tributária e sustentabilidade fiscal e social;</p><p>- Eixo 3: os desafios para o SUS na agenda nacional da defesa da vida e da saúde, emergências climáticas e justiça socioambiental;</p><p>- Eixo 4: Modelos de atenção e gestão, territórios integrados e cuidado integral.</p><p>“Nós estamos aqui para dizer que SUS queremos, que saúde queremos para os brasileiros e que problemas achamos que precisam ser solucionados. Ou seja, estamos aqui para planejar o nosso futuro, olhar para o futuro da nossa saúde, do nosso Sistema Único de Saúde e dizer o que nós queremos deles”, disse a professora.</p><p>A docente reforça a importância desse debate como um exercício de aprendizagem para os alunos, pois a Universidade se compromete com a formação destes novos profissionais da saúde - que trabalharão neste SUS de 2028 a 2031. Por isso, a importância de um espaço que fortalece a democracia: “Não existe saúde sem democracia. Esse é um espaço para construirmos, juntos, propostas para melhorar a saúde e o cuidado de todos nós”, ressaltou Lisiane.</p><p>As estudantes do quarto semestre Enfermagem, Luiza Harden e Beatriz Noal, participaram da sua primeira Conferência. Elas optaram pelo Eixo 3 e destacaram a importância do debate constante sobre o SUS para que siga em constante aprimoramento. “Nós somos o futuro da saúde. A gente tem que estar sempre debatendo. Se a gente não falar sobre, ficará estagnada no tempo”, observou Luiza.</p><p>Beatriz reforçou que, enquanto ingressantes no curso e como futuros profissionais no SUS, os estudantes podem trazer visões diferentes para algo já estabelecido. “A nossa visão é mais como usuário, não como profissional em si. Apesar da gente ter o conhecimento teórico, a prática para nós ainda é muito nova e abstrata”, comentou. Para ela, a entrada de pessoas mais novas no SUS traz um olhar atualizado para as políticas públicas, para as práticas e para a diversidade.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4187-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de um grupo de pessoas sentadas em formato de círculo. Entre os participantes, está uma mulher com chapéu preto de tricô que segura um papel e faz a leitura. Ela é a professora Laís, a coordenadora da pré-conferência" />											<figcaption>Professora Lisiane Possa, do Departamento de Saúde Coletiva, considera a conferência importante para pensar o futuro do SUS</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A3972-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal da mão de uma pessoa retirando uma senha. Atrás dela, um grupo de pessoas." />											<figcaption>Temas dos eixos temáticos foram entregues na entrada do encontro</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/IC3A4091-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de grupo de pessoas sentadas em uma sala. A imagem mostra ainda uma porta com cartaz da conferência" />											<figcaption>Estudantes do curso de Enfermagem estiveram entre as participantes da conferência</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>O que são as conferências de saúde?</b></h3>
<p>As conferências são reuniões com caráter deliberativo e que reúnem representantes do governo, profissionais da saúde e usuários do SUS. O objetivo dos encontros, realizados a cada quatro anos, é definir políticas públicas em saúde nos âmbitos municipais, estaduais e federal. A 18ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em julho de 2027.</p>
<p>As Conferências geram um processo de organização dos municípios para fortalecer um dos princípios do SUS: a descentralização das ações. “A ideia é que as decisões e as ações de saúde sejam adaptadas ao contexto do estado, da região e do município. Então, nada mais justo que a Universidade discutir aquilo que é de necessidade dessa parte do território aqui de Santa Maria”, explica a professora Laís Corcini.</p>
<p>A docente salientou que esses processos valorizam a voz e a necessidade da população, baseado em suas vivências dentro do território: “o SUS abarca desde a questão da qualidade da água que a gente recebe até um transplante de órgãos e a gente discute por todas essas questões”.</p>
<p>As pré-conferências e conferências contam com pelo menos 50% de usuários do SUS, 25% de profissionais e 25% de gestores. A partir da união de diferentes atores da saúde pública pode-se discutir o que é prioritário para a saúde do município ou no território específico. Para a professora, é essencial que a universidade pública assuma um compromisso com o fortalecimento do SUS e com a efetivação das políticas a ele vinculadas, a partir de uma perspectiva de saúde planetária.</p>
<p>“Que a gente não considere a saúde em si como uma mera presença ou ausência de doenças, mas a saúde como relacionada à qualidade do ar, da água e à qualidade de vida, garantia de acesso ao transporte, à moradia, ao emprego, ao lazer e à cultura”, ponderou.</p>
<p>Com o tema&nbsp; "Saúde, Democracia, Soberania e SUS - cuidar do povo é cuidar do Brasil", a reunião tem como objetivo construir o plano de saúde para o próximo ciclo de quatro anos. A etapa municipal da Conferência será realizada em junho de 2026.</p>
<p><i><b>Texto</b>: Júlia Ciervo Zucchetto, estudante de Jornalismo e estagiária na Agência de Notícias</i></p>
<p><i><b>Fotos</b>: Mathias Ilnicki,&nbsp;estudante de Jornalismo e estagiário na Agência de Notícias</i></p>
<p><i><b>Edição</b>: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Laboratório de Práticas Integrativas oferece massagens para a população em geral</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/12/laboratorio-de-praticas-integrativas-oferece-massagens-para-a-populacao-em-geral</link>
				<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:07:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[LAPICS]]></category>
		<category><![CDATA[massagem]]></category>
		<category><![CDATA[massagem terapêutica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72775</guid>
						<description><![CDATA[Agendamento deve ser feito mediante formulário online]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Lapics) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está realizando massagens nas quartas-feiras pela manhã para a comunidade em geral. Os atendimentos ocorrem na sala 4133, do Prédio 20, no campus sede, a partir das 8h.</p>
<p>As massagens relaxantes, terapêuticas, drenagem linfática e com uso de recursos terapêuticos manuais são feitas como atividade prática da disciplina de Recursos Terapêuticos Manuais, do curso de Fisioterapia, sob orientação da professora Ângela Zanella.</p>
<p>Qualquer pessoa pode participar das sessões gratuitas desde que agende pelo <a href="https://forms.gle/keSfc9ygJGfQ7UdF6">formulário online </a>e exista vaga. Não precisa ter queixa específica. </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>HUSM realiza transplante inédito de medula óssea sem transfusão de sangue</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/11/husm-realiza-transplante-inedito-de-medula-ossea-sem-transfusao-de-sangue</link>
				<pubDate>Mon, 11 May 2026 16:31:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72768</guid>
						<description><![CDATA[Procedimento exigiu adaptação de protocolos para garantir segurança clínica e respeitar a decisão religiosa do paciente]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="206" data-end="777">No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), integrante da Rede HU Brasil, meses de planejamento, estudo e articulação entre diferentes especialidades resultaram, no dia 15 de abril, na realização de um transplante autólogo de medula óssea sem transfusão de sangue. O procedimento, inédito na instituição, exigiu a adaptação rigorosa de protocolos assistenciais com base em diretrizes internacionais e no conceito de <em data-start="627" data-end="653">Patient Blood Management</em> (PBM), abordagem que prioriza a preservação e o manejo do próprio sangue do paciente durante todas as etapas do tratamento.</p>
<p data-start="781" data-end="1062">A estratégia foi conduzida pela equipe do Serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO), em conjunto com a hemoterapia e outras áreas assistenciais do hospital, para atender Anderson Mazzon, de 25 anos, respeitando integralmente sua decisão religiosa de não receber hemocomponentes.</p>
<p data-start="1066" data-end="1402">No transplante autólogo, as células-tronco do próprio paciente são coletadas, armazenadas e posteriormente reinfundidas após o tratamento quimioterápico, com o objetivo de restabelecer a produção sanguínea. Em situações habituais, esse processo demanda transfusões de sangue e plaquetas devido à queda temporária das células sanguíneas.</p>
<p data-start="1406" data-end="1741">No caso de Anderson, cada etapa precisou ser reorganizada, desde a preparação clínica até o suporte durante o período de aplasia medular. O uso de medicações específicas, o controle rigoroso de perdas sanguíneas e o acompanhamento intensivo permitiram que o procedimento fosse realizado com segurança, sem a necessidade de transfusões.</p>
<h3 data-start="1745" data-end="1777">Do diagnóstico ao tratamento</h3>
<p data-start="1781" data-end="2128">Morador do interior de Rosário do Sul, Anderson começou a apresentar sintomas durante o período de colheita da soja, quando uma tosse persistente passou a comprometer sua rotina. Após buscar atendimento no Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora (HCNSA), exames identificaram alterações na região do mediastino, localizada entre os pulmões.</p>
<p data-start="2132" data-end="2204">Dias depois, uma biópsia confirmou o diagnóstico de linfoma não Hodgkin. “Em um primeiro momento, fiquei apreensivo, mas tentei me manter calmo. Só tive uma reação mais forte quando consultei em Santa Maria”, relembra Anderson.</p>
<p data-start="2366" data-end="2631">Após o diagnóstico, ele foi encaminhado ao HUSM, onde iniciou o tratamento na Unidade de Oncologia e Hematologia. Como ainda estava na faixa etária atendida pelo serviço, permaneceu internado no Centro de Tratamento da Criança e do Adolescente com Câncer (CTCriac).</p>
<p data-start="2635" data-end="2942">Integrante da comunidade das Testemunhas de Jeová desde a infância, Anderson e sua família passaram a buscar alternativas que permitissem conciliar o tratamento com suas convicções religiosas. As Testemunhas de Jeová não aceitam transfusões de hemocomponentes, como hemácias, leucócitos, plaquetas e plasma.</p>
<p data-start="2946" data-end="3311">Em setembro de 2024, o Supremo Tribunal Federal reconheceu o direito de pacientes recusarem transfusões de sangue por convicção religiosa. Paralelamente, o <em data-start="3102" data-end="3128">Patient Blood Management</em> vem sendo adotado internacionalmente como abordagem baseada em evidências científicas para reduzir ou evitar transfusões, de acordo com a avaliação individual de riscos e benefícios.</p>
<p data-start="3315" data-end="3426">Diante da complexidade do caso, a família chegou a considerar a busca por tratamento em outros centros do país. “O apoio do meu grupo religioso em relação à minha saúde foi muito acolhedor. Quase todos os dias recebo mensagens de força e incentivo. Esse processo me aproximou ainda mais de Jeová”, relata Anderson.</p>
<h3 data-start="3636" data-end="3679">Planejamento e integração entre equipes</h3>
<p data-start="3683" data-end="3849">Embora o HUSM já possua experiência consolidada em transplantes autólogos e alogênicos, o procedimento exigiu meses de preparação e integração entre diferentes áreas, já que pela primeira vez, o Serviço de Transplante de Medula Óssea realizou um transplante autólogo sem transfusão de sangue. “Além do preparo técnico, foi fundamental o engajamento do paciente e da sua rede de apoio, já que o transplante sem transfusão exige o uso de medicações específicas e ainda enfrenta desafios de acesso no SUS”, explica a médica Marielli Rosa Sagrilo, responsável pelo Serviço de Transplante de Medula Óssea.</p>
<p data-start="4164" data-end="4268">Segundo a médica, o procedimento reforça o compromisso institucional com o cuidado centrado no paciente. “O procedimento demonstra não apenas a capacidade técnica da equipe, mas também o profundo comprometimento com o paciente, sua individualidade e sua rede de apoio”, destaca.</p>
<p data-start="4449" data-end="4721">Ao longo do tratamento, Anderson realizou inicialmente seis sessões de quimioterapia de forma ambulatorial. Posteriormente, após a progressão do linfoma para outra região do corpo, precisou permanecer internado no CTCriac para continuidade da quimioterapia e radioterapia. “A quimioterapia demorava em torno de três dias para ser feita. Depois eu ficava mais alguns dias no CTCriac para me recuperar e, quando estava melhor, voltava para casa”, conta.</p>
<p data-start="4907" data-end="5091">Com a doença controlada, Anderson permaneceu 24 dias hospitalizado em 2026 para a realização da infusão de medula óssea. Atualmente, ele já recebeu alta e retornou para Rosário do Sul.</p>
<h3 data-start="5095" data-end="5129">O que é o linfoma não Hodgkin?</h3>
<p data-start="5133" data-end="5379">O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo contra infecções. Diferentemente da leucemia, que tem origem na medula óssea, o linfoma se desenvolve nos linfonodos e em outros tecidos linfáticos.</p>
<p data-start="5383" data-end="5597">Existem dois tipos principais da doença: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin (LNH). Este último reúne mais de 20 subtipos e se caracteriza pela multiplicação desordenada das células de defesa do organismo.</p>
<p data-start="5601" data-end="5744">Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 12.560 novos casos de linfoma não Hodgkin por ano no Brasil entre 2026 e 2028.</p>
<p data-start="5601" data-end="5744"><em>Texto: Luiza Ventura, estagiária da Assessoria de Comunicação do HU Brasil<br />Edição: Agência de Notícias</em></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Mutirão no HUSM amplia atendimentos e reforça cuidado com a saúde da mulher</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/23/mutirao-no-husm-amplia-atendimentos-e-reforca-cuidado-com-a-saude-da-mulher</link>
				<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 15:22:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Realizado no último sábado (21), a ação da Rede Ebserh contabilizou cerca de 400 atendimentos em Santa Maria, com foco em exames, cirurgias e acesso a método contraceptivo pelo SUS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72237" align="alignright" width="600"]<img class="wp-image-72237 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0291-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal com uma placa sinalizadora escrito ‘sala de espera’ localizada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM)" width="600" height="400" /> Em Santa Maria foram realizados 408 atendimentos[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) realizou, no último sábado (21), o Dia E da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). A quarta edição do mutirão nacional de atendimentos ocorreu de forma simultânea em 45 hospitais universitários federais em todo o país, e contabilizou cerca de 45 mil procedimentos, entre cirurgias, consultas e exames especializados. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram ofertados aproximadamente 36,5 mil exames e terapias, 7,3 mil consultas especializadas e 1,2 mil cirurgias eletivas realizadas em pacientes que aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em Santa Maria, aconteceram 408 atendimentos ao longo do dia, contemplando diversas especialidades médicas. Neste ano, parte significativa da programação teve foco na saúde da mulher, com ações voltadas à ginecologia, mastologia, planejamento reprodutivo e aleitamento materno. Entre os atendimentos, 30 cirurgias foram realizadas, com destaque para as ginecológicas e de mama. Na área de diagnóstico, o mutirão também contou com mais de 170 exames especializados e terapias, como mamografias e ultrassonografias, ampliando o acesso a serviços essenciais e fortalecendo o cuidado com a saúde das mulheres.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Pacientes são atendidos no mutirão </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Cidadãos de diferentes faixas etárias participaram do mutirão em busca de atendimentos aguardados há meses. A paciente Francisca Martins Vieira, de 72 anos, natural de Santa Maria, conseguiu antecipar uma ultrassonografia que estava inicialmente prevista para maio. “Eu fiquei contente porque vou ter uma consulta e não ia conseguir fazer o exame antes. Agora vou realizar a tempo”, afirma. Para ela, iniciativas como essa fazem diferença no acesso à saúde pública. “Eu gostei porque estão antecipando para quem está mais necessitado. Então, eu achei uma boa ação e precisa continuar assim para ficar cada vez melhor”, destaca. </span></p>
[caption id="attachment_72238" align="alignright" width="599"]<img class="wp-image-72238 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IC3A0322-1024x680.jpg" alt="Foto colorida na horizontal onde mostra a paciente Marisa Schwertner esperando para ser atendida na sala de espera do HUSM" width="599" height="398" /> Paciente Marisa Schwertner na sala de espera do HUSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Além da antecipação de exames, o mutirão também possibilitou o acesso mais rápido a procedimentos cirúrgicos. A paciente Marisa Schwertner, de 70 anos, relata que convivia com artrite reumatoide nos dois punhos, doença inflamatória crônica em que o sistema imunológico ataca o tecido que reveste a articulação. Essa condição vinha causando dores intensas e limitações no dia a dia. Encaminhada para a realização do procedimento, ela aguardava o atendimento para dar continuidade ao tratamento. “Eu tenho muita dor, não consigo dormir de noite e tomo muito medicamento. Isso acaba prejudicando outras coisas também”, conta. Segundo ela, o encaminhamento para a cirurgia ocorreu de forma ágil. “Dessa vez foi muito rápido. Eu fui ao posto de saúde e 20 dias depois já me chamaram aqui”, afirma. Para Marisa, a realização do procedimento representa alívio e melhora na qualidade de vida. “É maravilhoso poder fazer uma coisa dessas, porque é uma cirurgia que sai caro. E pelo HUSM, pra mim, é tudo”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O mutirão também possibilitou o acesso de 25 unidades do método contraceptivo ‘Implanon’. Disponibilizado pelo SUS, o dispositivo permite ampliar o acesso das pacientes a alternativas de planejamento reprodutivo. A jovem Jaqueline, de 21 anos, moradora de São Francisco de Assis, foi até o hospital para a colocação do método. “É algo bom, porque é um método seguro, principalmente para quem já tem filhos. Então, é bom conseguir pelo SUS”, destaca. Conhecido como “chip anticoncepcional”, o Implanon consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço. O dispositivo libera continuamente o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos com alta eficácia. Além disso, é um método reversível e não contém estrogênio.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Profissionais destacam a importância do planejamento reprodutivo</span></h3>
[caption id="attachment_72239" align="alignleft" width="440"]<img class="wp-image-72239" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-23-at-09-3-857x1024.jpg" alt="Foto colorida na vertical exibindo Izabel Cristina Hoffman, a esquerda, e Camila Jacques, a direita. As duas estão localizadas no setor de ginecologia do HUSM para realizar a aplicação do Implanon nas pacientes. " width="440" height="526" /> A enfermeira Izabel Cristina Hoffman, junto a ginecologista Camila Jacques, no setor de ginecologia do HUSM[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A oferta de métodos contraceptivos de longa duração durante o mutirão também mobilizou profissionais da área da ginecologia e enfermagem, responsáveis pela inserção dos implantes e organização dos atendimentos. A ginecologista Camila Jacques e a enfermeira Izabel Cristina Hoffman atuaram auxiliando os residentes na ação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Camila, a iniciativa amplia o acesso das mulheres a diferentes opções de contracepção. “Eu acho que é preciso ter a opção de escolha. Então, quanto mais métodos disponíveis, melhor vai ser a escolha dessas pacientes. Por optar pelo que é melhor para elas no planejamento familiar e não ficarem restritas a algumas opções, pois quanto mais opções a gente tem, em termos de SUS, melhor para essa mulher”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Izabel também destaca o impacto da ação na autonomia feminina. “Conseguir fazer o planejamento reprodutivo é uma forma de empoderamento feminino também, pois a mulher pode decidir gestar ou não”, ressalta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de ampliar o acesso, o Implanon surge como uma alternativa importante para mulheres que não se adaptam a outros métodos contraceptivos. “Muitas vezes a paciente não atende aos critérios de outros métodos já são disponíveis. O Implanon, que é um método de longa duração, serve para as pacientes que não querem ter filhos agora, estando protegidas por mais tempo”, explica Camila. A médica também destaca que o método pode ser indicado em casos específicos. “Às vezes elas têm contraindicação ao uso do DIU ou outros contraceptivos, e daí entra um método também de longa duração com o uso de progesterona, que traz inúmeras vantagens”, completa. Por ser livre de estrogênio, reduz riscos cardiovasculares, como trombose, além de evitar efeitos colaterais associados a contraceptivos combinados, como melasma e diminuição da libido.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400">Futuras edições do mutirão</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o chefe do setor de contratualização e regulação do HUSM, Helder Ferreira de Souza, o “Dia E” permite ampliar o funcionamento do hospital para além da rotina habitual, possibilitando o atendimento de pacientes de Santa Maria e região que, em um dia comum, não estariam sendo contemplados. “Hoje seria um dia que o hospital não estaria funcionando plenamente. Então é um dia que ampliamos o funcionamento desses serviços, tanto na parte de consultas, exames e cirurgias.”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com Souza, a ação também contribui para agilizar o andamento das listas de espera, ao antecipar atendimentos que ocorreriam apenas nas semanas seguintes. “Com a abertura desses horários, conseguimos adiantar atendimentos e também beneficiar outros pacientes que serão chamados na sequência”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> A iniciativa deve ter continuidade ao longo do ano, com a previsão de pelo menos mais duas edições do “Dia E”, programadas para os meses de maio e novembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mais informações sobre essa edição do mutirão e as próximas ações podem ser acompanhadas pelos canais oficiais do hospital, como o Instagram (</span><a href="https://www.instagram.com/husmufsm?igsh=MTA4YzA0YnlmcDcx"><span style="font-weight: 400">@husmufsm</span></a><span style="font-weight: 400">) e o </span><a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm"><span style="font-weight: 400">site institucional do HUSM</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<p><em><b>Texto</b><span style="font-weight: 400">: Giovanna Felkl, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span><b>Fotos</b><span style="font-weight: 400">: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /><strong>Edição:</strong> Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>De melhor amigo do homem a terapeuta: 1º Seminário de Cinoterapia é realizado na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/12/de-melhor-amigo-do-homem-a-terapeuta-1o-seminario-de-cinoterapia-e-realizado-na-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 20:44:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[cinoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saude mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Apresentação de evidências científicas sobre a cinoterapia e participação dos cães-terapeutas foram destaques do evento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Ouvir o som de um latido, jogar uma bolinha para o cão buscar ou simplesmente dividir a companhia de um animal de estimação pode parecer parte comum do dia a dia de quem convive com cães. Apesar disso, essas vivências podem contribuir para o bem-estar psicológico de quem precisa. Apresentar esse potencial foi o objetivo do 1º Seminário de Cinoterapia, ou Terapia Assistida por Cães, realizado no Auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) nesta sexta-feira (12).</p>
[caption id="attachment_71651" align="alignleft" width="555"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Abertura-1024x768.jpeg" alt="Foto horizontal e colorida de uma mesa de abertura com sete pessoas sentadas em um auditório, diante de um telão com a arte do evento. Bandeiras estão posicionadas ao fundo e o ambiente é organizado para uma apresentação formal." width="555" height="416" /> Autoridades que integraram a mesa de abertura do Seminário destacaram a relevância do evento para a divulgação de evidências científicas (Foto: Julia Cervo)[/caption]
<p>O evento foi realizado em alusão aos oito anos de existência do projeto Cinoterapia no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). A iniciativa foi organizada pelo Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde, vinculado ao curso de Enfermagem da UFSM e liderado por Daiana Foggiato, enfermeira e doutora em Enfermagem. Durante a abertura do Seminário, ocorrida nesta manhã, Daiana destacou que “esse projeto representa um avanço quanto às instituições. Hoje trouxemos os resultados, os relatos e como o projeto é visto pelo público".</p>
<p>Na sequência, a diretora do CCS, Maria Denise Schimith, ressaltou que o projeto rompe barreiras pois questiona a racionalidade biomédica. “Temos que questionar outras possibilidades que também proporcionam saúde para a comunidade. Não são apenas os remédios que fazem a diferença. Os anos de extensão a pesquisa deste projeto trazem motivos para celebrar”, disse.</p>
<p>A vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, esteve presente entre os membros da mesa de abertura. Em sua fala, reforçou a importância dos parceiros da Universidade e frisou a relevância do projeto em um contexto em que a saúde mental é uma preocupação coletiva. “A terapia, que antes parecia fraqueza, hoje sabemos que é um sinal de maturidade. E também entendemos que, intuitivamente, os animais melhoram nossos dias e hoje vamos ver resultados científicos que comprovam isso na prática”, afirmou.</p>
<p>A mesa de abertura também foi composta pelo superintendente do Husm, Humberto Palma; pelo Major do quadro de oficiais do Estado-Maior, Mateus Bastianello; pelo comandante do segundo Canil do Batalhão de Busca e Salvamento, o primeiro sargento Jaubert Ribeiro; e pela chefe da Unidade de Saúde Mental do Husm, Helena Moro Stochero.</p>
<h3>Ciclo de palestras aborda efetividade e repercussão da cinoterapia</h3>
<p>A palestra de abertura do Seminário foi realizada pela psicóloga e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM, Priscila Zubiaurre. Na ocasião, a estudante apresentou pesquisas que investigaram a percepção de usuários, familiares e trabalhadores sobre a cinoterapia. O estudo, realizado em forma de pesquisa quantitativa, descritiva e exploratória, foi desenvolvido por meio de entrevistas semiestruturadas com questões sobre perfil sociodemográfico e assuntos relacionados à cinoterapia.</p>
[caption id="attachment_71652" align="alignright" width="567"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Apresentacao-de-Priscila-1024x768.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um auditório. À esquerda, uma mulher está em pé ao lado de um púlpito, segurando um microfone enquanto apresenta slides projetados na tela ao fundo" width="567" height="425" /> Priscila Zubiaurre, psicóloga e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM, apresentou pesquisa sobre a percepção da cinoterapia (Foto: Pedro Moro)[/caption]
<p>Entre os resultados encontrados, Priscila destacou que os usuários percebem a cinoterapia como uma prática humanizada e terapêutica. Além disso, os participantes destacaram que a técnica promove sentimentos de aceitação e familiaridade por meio da interação com o cão. A pesquisadora disse ainda que sentimentos de distração, liberdade, afeto, proteção, confiança e tranquilidade foram citados pelos usuários que participaram do estudo.</p>
<p>Durante a apresentação, Priscila compartilhou trechos das entrevistas e, para preservar a identidade dos participantes, optou por identificá-los apenas pela letra “U”, de usuário. Entre os relatos exibidos, um deles destacou o impacto afetivo da presença dos cães: “Dá segurança para o ser humano [...] Entendo ser uma terapia através dos cães para a pessoa fazer um carinho [...] quem sai beneficiado não é só o cachorro, mas nós também”, afirmou um dos participantes. </p>
<p>O evento seguiu ao longo da manhã e da tarde com palestras que abordaram pesquisas acadêmicas sobre os efeitos da cinoterapia, relatos de experiências em unidades de saúde mental e na atuação de bombeiros cinotécnicos. As apresentações também destacaram impressões de trabalhadores e usuários, além da presença da cinoterapia nas mídias e seus impactos na percepção pública. A programação detalhada por ser conferida no <a href="https://www.ufsm.br/2025/12/05/ufsm-promove-1o-seminario-de-cinoterapia-ciencia-amor-e-resultados">aqui</a>.</p>
<h3>Cães-terapeutas marcam presença no encerramento do Seminário</h3>
<p>O encerramento do Seminário foi marcado pela participação de cães-terapeutas dos Bombeiros Militares Cinotécnicos. Segundo 1º sargento do Quadro de Praças Bombeiros-Militares, Alex Sandro Teixeira Brum, hoje o grupo conta com oito cães, sendo que apenas três participam das atividades do projeto de Cinoterapia do Husm. “Levamos em consideração que o condutor saiba atuar na atividade e que o cão se sinta confortável. Temos muita atenção com o bem-estar animal e, por isso, sempre indicamos os cães mais sociáveis e que aceitem bem o toque e o carinho, já que faz parte do processo da cinoterapia”, explicou.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/2025-12-12-cinoterapia-Paulo-Barauna-10-768x512.jpg" alt="" />											<figcaption>Final do encontro foi marcado pela participação dos cães-terapeutas (Foto: Paulo Baraúna)</figcaption>
										</figure>
		<p>Brum ainda salientou sobre o valor da parceria entre as instituições públicas para o bem comunitário e avanço na produção de conhecimentos científicos. “Esse projeto se tornou de grande importância e hoje temos um grande papel nessas pesquisas. São duas instituições públicas que se unem para entregar melhores resultados para a sociedade”, reforçou o sargento.</p>
<h3>O projeto de Cinoterapia do Husm</h3>
<p>Fundado em 12 de dezembro de 2017, o projeto é oferecido para pacientes da <a href="https://share.google/OYhsHWbDuH8VFQJcR">Unidade de Saúde Mental do Husm</a>. Uma vez por semana, cães de busca e resgate do 4º batalhão de Bombeiros Militares da cidade realizam visitas aos pacientes da Unidade. Atualmente, as sessões ocorrem nas terças-feiras e possuem duração de uma hora. </p>
<p>Mais informações sobre a iniciativa podem ser conferidas no site do <a href="https://projetoverdadeiramente.com/2025/11/19/hospital-universitario-de-pelotas-e-de-santa-maria-investem-em-terapia-assistida-por-animais-na-saude-publica/">Verdadeiramente</a> e na <a href="https://youtu.be/OkoKDyxMd08">reportagem da TV Campus</a>, produzida em 2022.</p>
<h3>O futuro do Seminário</h3>
<p>Conforme Daiana Foggiato, o evento trouxe grande satisfação ao público e surgiu devido a solicitações para que o grupo divulgasse os resultados recolhidos ao longo da existência do projeto. Daiana ainda compartilhou suas expectativas para as próximas edições do Seminário. “Completamos oito anos de projeto e já estava na hora de compartilharmos esses conhecimentos. Esperamos fazer outro quando o projeto completar dez anos e trazer novas evidências e dados sobre o potencial da cinoterapia”, previu a enfermeira.</p>
<p> </p>
<p><b><i>Texto: </i></b><i>Pedro Moro,estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i><i><br /></i><b><i>Edição: </i></b><i>Mariana Henriques, jornalista</i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Professoras da UFSM são vencedoras do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/04/professoras-da-ufsm-sao-vencedoras-do-17o-premio-de-incentivo-em-ciencia-tecnologia-e-inovacao-para-o-sus</link>
				<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 16:47:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[tuberculose]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM PM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71561</guid>
						<description><![CDATA[A UFSM foi a única universidade gaúcha premiada na cerimônia realizada na última terça-feira (2), em Brasília]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_71562" align="alignright" width="451"]<img class="wp-image-71562" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-1-768x1024.jpeg" alt="Foto vertical e colorida de duas mulheres e um homem em frente a um painel de apresentação" width="451" height="601" /> Marli Matiko Anraku de Campos (à dir.) e Vanessa Ramos Kirsten (à esq.) na cerimônia de entrega dos troféus em Brasília[/caption]
<p data-start="451" data-end="975">Duas professoras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foram vencedoras do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS). As <a href="https://www.ufsm.br/2025/08/01/duas-professoras-ufsm-finalistas-sus">indicações</a> haviam sido divulgadas em julho deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a cerimônia de entrega dos troféus ocorreu na última terça-feira (2), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. Entre as universidades indicadas, a UFSM foi a única instituição gaúcha premiada.</p>
<p data-start="977" data-end="1639">Marli Matiko Anraku de Campos, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, conquistou o primeiro lugar na categoria Produtos e Inovação em Saúde com o “<a href="https://www.ufsm.br/2025/08/07/pesquisadora-da-ufsm-e-finalista-em-premio-com-teste-rapido-para-diagnostico-de-tuberculose">Teste Molecular Rápido para Tuberculose</a>”. Já a professora Vanessa Ramos Kirsten, dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade e em Gerontologia, recebeu o terceiro lugar na categoria Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS, com o trabalho “Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional: uma proposta de educação permanente em saúde para melhoria da qualidade da atenção à saúde nos municípios do Rio Grande do Sul”.</p>
<h3 data-start="1641" data-end="1675">O Teste Rápido para Tuberculose</h3>
<p data-start="1677" data-end="2303">O Teste Rápido para Tuberculose é uma iniciativa do Laboratório de Micobacteriologia da UFSM, coordenado por Marli, e busca otimizar o diagnóstico e facilitar o tratamento da doença. Para a docente, a conquista do primeiro lugar representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de sua carreira. “Esse teste pode contribuir para a saúde pública no Brasil. É muito positivo para a UFSM também, já que nós representamos a universidade em diferentes locais e eventos relacionados à saúde”, reforça. A pesquisadora acrescenta que “está aprimorando a tecnologia para facilitar a manutenção da metodologia utilizada”.</p>
<p data-start="2305" data-end="2812">Apesar de o tratamento para tuberculose ser ofertado gratuitamente pelo SUS, a lentidão no diagnóstico ainda é um desafio. Em média, o tempo total entre o início dos sintomas e o início do tratamento é de 11 semanas, isso é causado por dois fatores: o atraso do paciente em reconhecer os sintomas e o atraso do próprio sistema de diagnósticos e consultas. Esses dados foram publicados em levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Johns Hopkins University.</p>
<p data-start="2814" data-end="3379">Marli destaca que a principal estratégia para o combate à doença é o início precoce do tratamento e, para ela, o Teste tem grande potencial. “Hoje em diaa, quando se suspeita de tuberculose, o protocolo é pedir um raio-X e a cultura do escarro. Esse segundo procedimento consiste em pegar a amostra e aplicar em um ambiente propício para o crescimento do bacilo, caso haja bactéria. Porém, esse crescimento demora em torno de 20 a 60 dias, o que é incompatível com as necessidades do paciente. O Teste surge como uma alternativa a esses métodos tradicionais”, explica.</p>
<h3 data-start="3381" data-end="3451">A pesquisa sobre Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional</h3>
<p data-start="3453" data-end="3929">A pesquisa conduzida por Vanessa iniciou em 2021, quando foi aprovada em edital de fomento do SUS. Conforme a docente, o recebimento do prêmio representa a valorização de uma temática que, muitas vezes, não recebe destaque entre as pesquisas. “Muitos trabalhos são voltados para tratamento e diagnóstico de doenças, o que é importante, mas a nossa pesquisa trata do processo de trabalho e do monitoramento da situação alimentar e nutricional da população brasileira”, explica.</p>
<p data-start="3931" data-end="4607">A professora reforça que o trabalho premiado contribui para a instrumentalização no combate às problemáticas relacionadas à saúde nutricional. “As pessoas precisam registrar esses dados para identificarmos quais problemas existem nesse âmbito”, afirma. S<span style="font-weight: 400">obre o desenvolvimento da pesquisa, Vanessa conta que os envolvidos </span>realizaram chamadas públicas para que profissionais da saúde que atuam na vigilância alimentar compartilhassem suas experiências, além de desenvolver um chatbot para auxiliar esses trabalhadores “Recolhemos essas experiências, produzimos e-books e montamos um chatbot que tira dúvidas sobre os processos de trabalho de qualificação da vigilância alimentar e nutricional”, pontua.</p>
<p data-start="4609" data-end="5084">Em relação às expectativas para o futuro da pesquisa, Vanessa revela que está sendo realizado um levantamento de dados sobre a vigilância alimentar dos municípios gaúchos, a fim de identificar quais têm interesse em aprofundar conhecimentos relacionados à temática nutricional. “Com esses levantamentos, estamos marcando capacitações. Queremos fazer isso em nível estadual, nas coordenadorias de saúde. Nossa expectativa para 2026 é essa: fortalecer a extensão e a capacitação”, reforça.</p>
<h3 data-start="5086" data-end="5103">Sobre o Prêmio</h3>
<p data-start="5105" data-end="5487">O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS é uma parceria do CNPq com o Ministério da Saúde com o objetivo de reconhecer o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento cujos trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS, em consonância com a <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/Politica_Portugues.pdf">Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde</a>.</p>
<p data-start="5489" data-end="5529">O Prêmio é dividido em cinco categorias:</p>
<ul data-start="5531" data-end="5714">
<li data-start="5531" data-end="5552">
<p data-start="5533" data-end="5552">Tese de Doutorado</p>
</li>
<li data-start="5553" data-end="5580">
<p data-start="5555" data-end="5580">Dissertação de Mestrado</p>
</li>
<li data-start="5581" data-end="5613">
<p data-start="5583" data-end="5613">Produtos e Inovação em Saúde</p>
</li>
<li data-start="5614" data-end="5671">
<p data-start="5616" data-end="5671">Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS</p>
</li>
<li data-start="5672" data-end="5714">
<p data-start="5674" data-end="5714">Trabalho Publicado em Revista Indexada</p>
</li>
</ul>
<p data-start="5716" data-end="5801">Informações sobre próximas edições podem ser acompanhadas no site do<a href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/premios/copy_of_Edital"> Governo Federal.</a></p>
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<p><b><i>Texto:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias<br /></span></i><b><i>Fotos:</i></b><i><span style="font-weight: 400"> arquivo pessoal de Marli Anraku<br /></span></i><b><i>Edição: </i></b><i>Mariana Henriques, jornalista</i></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Inscrições abertas para Encontros de Saúde e Qualidade de Vida em novembro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/10/inscricoes-abertas-para-encontros-de-saude-e-qualidade-de-vida-em-novembro</link>
				<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 15:36:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[noticias para servidores]]></category>
		<category><![CDATA[PROGEP]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas está com inscrições abertas para atividades voltadas para a Saúde e Qualidade de Vida em novembro. A agenda é a seguinte: Dia 12 (quarta-feira) &#8211; Prevenção às Doenças Cardiovasculares e Promoção da Saúde Bucal Dia 19 (quarta-feira) &#8211; Como enfrentar os desafios da intergeracionalidade e o etarismo Os cursos são [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="wp-image-71333 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/unnamed.jpg" alt="Imagem colorida horizontal em diferentes tons de azul. Ao centro, duas mãos seguram um coração vermelho com uma cruz branca. O cartaz traz as informações disponíveis no texto sobre as duas capacitações em saúde" width="639" height="639" />A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas está com inscrições abertas para atividades voltadas para a Saúde e Qualidade de Vida em novembro. A agenda é a seguinte:</p>
<p><strong>Dia 12 (quarta-feira)</strong> - Prevenção às Doenças Cardiovasculares e Promoção da Saúde Bucal</p>
<p><strong>Dia 19 (quarta-feira)</strong> - Como enfrentar os desafios da intergeracionalidade e o etarismo</p>
<p>Os cursos são exclusivos para servidores da UFSM.</p>
<p>As inscrições devem ser feitas pelo <a href="https://portal.ufsm.br/capacitacao/index.html;jsessionid=e6579ff5a3a00d30b9277cf5fbaa">Portal da Capacitação</a></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Evento alusivo ao Mês Mundial da Doença de Alzheimer destaca a importância do cuidado na velhice</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/15/evento-alusivo-ao-mes-mundial-da-doenca-de-alzheimer-destaca-a-importancia-do-cuidado-na-velhice</link>
				<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 11:26:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Palestras abordaram desde alimentação e adaptação de ambientes até estratégias de cuidado não farmacológico para pessoas com Alzheimer]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">No dia 13 de setembro, o auditório Gulerpe do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) recebeu um evento alusivo ao Mês Mundial da Doença de Alzheimer. A atividae reuniu profissionais da saúde, especialistas, estudantes e cuidadores para debater o panorama atual da doença no Brasil e os desafios cotidianos do cuidado na velhice. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A mesa de abertura foi composta pela Coordenadora do Projeto PACTO UFSM e da ABRAz Santa Maria, professora Kayla Palma; pela Chefe da Unidade de Atenção Domiciliar e dos Cuidados Paliativos, Anna Aracy Barcelos Ourique; pela coordenadora da pós graduação em gerontologia, Melissa Medeiros Braz; e pelo superintendente do HUSM, Humberto Palma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Kayla lembrou que o dia 21 de setembro é reconhecido internacionalmente como a data de conscientização sobre demências, sendo o Alzheimer a mais prevalente. Neste ano, a atividade ocorreu em paralelo ao </span><a href="https://www.ufsm.br/2025/09/15/husm-ufsm-diminui-a-fila-do-sus-com-319-atendimentos-durante-o-dia-e"><span style="font-weight: 400">mutirão com mais de 300 procedimentos no HUSM</span></a><span style="font-weight: 400"> como forma de ampliar o alcance junto à comunidade atendida. “Era uma forma de as pessoas que estão sendo atendidas também terem acesso a mais uma forma de atenção, prestada dentro do hospital por profissionais que atuam no HUSM e na Universidade Federal de Santa Maria, para dar esse suporte”, destacou.</span></p>
<p>A programação contou com palestras de especialistas em diferentes áreas relacionadas ao cuidado de pessoas com demência, indo da saúde à arquitetura. Entre os temas, estiveram em pauta os impactos do ambiente físico na qualidade de vida, com orientações sobre adaptação de espaços, além da importância da alimentação adequada. O destaque foi a conferência de abertura <em data-start="2003" data-end="2099">“Panorama atual da Demência de Alzheimer no Brasil e estratégias de cuidado não farmacológico”</em>, ministrada pela geriatra Fernanda Birk, que apresentou um panorama nacional da doença e ressaltou alternativas de acompanhamento que vão além do uso de medicamentos.</p>
<h3>Entendendo o Alzheimer</h3>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo que provoca a deterioração da memória, do raciocínio e de outras funções cognitivas, além de comprometer atividades do dia a dia e estar associada a sintomas comportamentais. A condição está ligada ao acúmulo de fragmentos de proteínas tóxicas no sistema nervoso central, que levam à perda de neurônios em regiões como o hipocampo — responsável pela memória — e o córtex cerebral, essencial para a linguagem, o pensamento abstrato e o reconhecimento de estímulos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Embora a causa ainda seja desconhecida, há indícios de que fatores genéticos estejam relacionados ao desenvolvimento da doença. O Alzheimer é a forma mais comum de demência em pessoas idosas, respondendo por mais da metade dos casos registrados nessa população.</span></p>
<h3>PACTO UFSM e ABRAz: apoio para famílias e cuidadores</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Criado em 2013 pela professora Kayla Palma, o PACTO é um projeto de extensão da UFSM que atua na promoção da saúde integral de cuidadores de idosos e adultos com doenças crônicas. Por meio de ações educativas e grupos de apoio, o projeto ensina técnicas de manejo e cuidado diário, além de incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Entre as iniciativas, estão os grupos de apoio online, o tele acolhimento individual, o acompanhamento a cuidadores de pacientes do ambulatório de Terapia Ocupacional, o ACALANTO - que presta acolhimento em leitos hospitalares do HUSM - e o LiberTO, voltado à atenção de idosos em privação de liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) mantém em Santa Maria um grupo de apoio para familiares e cuidadores de pessoas com a doença. A entidade organiza encontros e atividades que buscam acolher, orientar e compartilhar experiências, além de promover eventos de conscientização sobre o Alzheimer e outras demências.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias<br /></span><span style="font-weight: 400">Foto: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalismo</span></em></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>1º Congresso Internacional de Vítimas de Queimaduras em Tragédias reúne sobreviventes e especialistas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/09/02/1o-congresso-internacional-de-vitimas-de-queimaduras-em-tragedias-reune-sobreviventes-e-especialistas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 15:34:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[AVTSM]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Internacional de Vítimas de Queimaduras em Tragédias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70369</guid>
						<description><![CDATA[Gratuito e aberto ao público, o evento segue até quarta-feira (3)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_70370" align="alignleft" width="546"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/IC3A9844-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal. Ao meio está Flávio José da Silva. Ele veste uma camisa preta e calça jeans escura. Em seu rosto utiliza um óculos com armação quadrada. O destaque vai para o item em seu pescoço, a Medalha do Mérito Farroupilha. Mais à esquerda está Martha Adaime, com seu corpo virado para a direita, ela veste um blazer verde limão e segura o certificado da Medalha do Mérito Farroupilha. Mais à direita está Valdeci Oliveira, vestindo um paletó azul e óculos quadrados. Ele está virado para a esquerda, junto de Martha, segura o certificado." width="546" height="364" /> Flávio José da Silva recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha pelo deputado estadual Valdeci Oliveira[/caption]
<p data-start="216" data-end="709">O auditório Wilson Aita, do Centro de Tecnologia da UFSM, se tornou berço do primeiro Congresso Internacional de Vítimas de Queimaduras em Tragédias na manhã desta terça-feira (2). O evento reúne, entre hoje e amanhã, 22 palestrantes divididos entre sobreviventes, pesquisadores da saúde e especialistas no tratamento de queimaduras para um momento de depoimentos, trocas de experiências e reflexão sobre os avanços no tratamento e nas políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas.</p>
<p data-start="711" data-end="1153">Conforme Flávio José da Silva, presidente da Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) e organizador da ação, a ideia do congresso surgiu da carência de eventos do tipo. “Depois de ver matérias de vítimas de queimaduras e perceber que não havia um evento desse tipo, decidimos fazer um congresso que traga pessoas de diferentes locais, como do Paraguai, Argentina e Bahia, para ter esse intercâmbio de experiências”, contou.</p>
<p data-start="1155" data-end="1463">A abertura do Congresso contou com depoimentos de políticos e da gestão da Universidade, e ainda foi marcada pela entrega da Medalha do Mérito Farroupilha à AVTSM. A honraria, concedida pelo deputado estadual Valdeci Oliveira, é a maior homenagem oferecida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.</p>
<p data-start="1465" data-end="1767">Flávio é pai de uma das vítimas do incêndio da Boate Kiss, tragédia que causou a morte de 242 pessoas e feriu outras 636. Atualmente, está em seu terceiro mandato na associação e compartilha: “Precisamos liderar essa busca por justiça e mudança. Nossa missão é fazer com que isso não se repita mais”.</p>
<h3 data-start="1769" data-end="1822">Sobreviventes compartilham relatos no Congresso</h3>
<p data-start="1947" data-end="2533">Na manhã desta terça, a palestrante Adrielle Macedo Silva, sobrevivente e vítima de queimadura, compartilhou sua trajetória e o papel que desempenhou na luta por um tratamento digno na Bahia, seu estado natal, com a conquista da distribuição gratuita de malhas compressivas — um tipo de vestuário terapêutico que exerce pressão controlada sobre a área afetada pela queimadura. “Eu busquei ajuda em várias instâncias e entrei com um processo judicial na procuradoria pública. Hoje, o Hospital Geral do Estado da Bahia oferece a malha gratuitamente para quem precisa”, revelou Adrielle.</p>
<p data-start="2535" data-end="3072">Vinda de Goiânia (GO), a psicóloga e sobrevivente de queimadura Rhafrezzya Alves de Freitas, que palestrará no Congresso na tarde desta quarta-feira, destacou que sua fala abordará a autoaceitação e como viver após a recuperação. Ela contou que este é o primeiro evento do tipo em que participa e considerou o momento um “marco, que deveria acontecer em cada cidade com índices altos de queimaduras”. A psicóloga acrescentou ainda: “O Estado precisa saber que existimos. Se ficarmos escondidos, eles não vão saber nossas necessidades”.</p>
<p data-start="3074" data-end="3518">Atualmente, Rhafrezzya oferece apoio psicológico para mulheres dependentes químicas e vítimas de queimaduras. “Há 15 anos eu dedico minha vida a isso. Eu percebi que existiam pessoas em sofrimento invisivelmente. Não costumo encontrar sobreviventes de queimaduras nos lugares. Sinto que os corpos de queimados não ocupam espaços. Eu vi a psicologia como um caminho de acesso a essas pessoas e uma forma de conquistar o nosso espaço”, pontuou.</p>
<p data-start="3638" data-end="4314">Além de Adrielle e Rhafrezzya, o palestrante Delvani Rosso, sobrevivente da Boate Kiss e integrante da AVTSM, também esteve presente. Delvani, que participará de uma mesa-redonda na tarde desta terça-feira, enxerga o Congresso como uma oportunidade de ressignificação. “Vejo essa troca de experiências como algo positivo. Receber pessoas, não só daqui, mas de outros lugares, com histórias similares, ajuda a entender como eles conseguiram ressignificar o que sofreram. Eu vivi muitos anos de forma revoltada com a vida até buscar ajuda. Busquei ressignificar as dores e os traumas. Hoje eu faço palestras e trabalho com desenvolvimento pessoal e comunicação”, compartilhou.</p>
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										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/IC3A9806-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal. Mostra duas mulheres que sorriem. À esquerda Adrielle Macedo, uma mulher com cabelos pretos, curtos e lisos. Ela veste uma blusa que diz “Associação Nacional dos Amigos e Vítimas de Queimaduras”. Ela olha para a câmera. À direita está Rhafrezzya Alves, uma mulher loira, com cabelos lisos e longos. Ela usa um vestido azul e branco longo, com alças finas." />											<figcaption>Adrielle Macedo (à esquerda) e Rhafrezzya Alves (à direita) são palestrantes no Congresso</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/IC3A9814-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal. Mostra um homem que olha para a câmera. É Delvani Rosso, um homem alto, calvo, com óculos com armação redonda. Ele veste uma camisa preta lisa. Ao fundo está a sala onde o congresso." />											<figcaption>Delvani Rosso, sobrevivente da Boate Kiss palestrará na tarde desta terça-feira (2)</figcaption>
										</figure>
		<h3 data-start="4316" data-end="4356">Autoridades prestigiaram a ocasião</h3>
[caption id="attachment_70374" align="alignleft" width="506"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/09/IC3A9836-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, Mostra uma mesa grande com cinco pessoas. Mais à esquerda está Edson Roberto, um homem de cabelos pretos e curtos, que veste roupa social. Ao lado direito dele está Valdeci Oliveira, vestindo um paletó azul, uma camisa branca e uma calça de alfaiataria da mesma cor do paletó. À direita de Valdeci está Flávio José da Silva. Ele veste uma camisa preta e calça jeans escura. À sua direita está Martha Adaime que veste um blazer verde limão e uma blusa bege. Ao lado direito de Martha está Marina Callegaro, que está com o cabelo preso e veste uma blusa preta." width="506" height="337" /> Autoridades governamentais e gestão da UFSM estiveram presentes na abertura do evento[/caption]
<p data-start="4358" data-end="4882">O superintendente do Hospital Universitário de Santa Maria, Humberto Palma, participou da abertura oficial do Congresso e destacou o valor da inovação e da reflexão trazidas pela iniciativa. “Esse evento é feito para trazer reflexões e técnicas. Um dos pontos relevantes que temos que debater é a necessidade de descentralizar as unidades de tratamento de queimados. Outro ponto relevante é a importância das equipes multiprofissionais, além do investimento em técnicas acessíveis a todos que precisarem”, frisou o médico.</p>
<p data-start="4884" data-end="5320">Também esteve presente a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, que comentou sobre o valor das trocas de experiências proporcionadas pelo Congresso. “Essas reflexões precisam ser discutidas, repassadas e investigadas diante do que deveria ter sido feito de diferente. A falta de centro de referência em queimaduras na época levantou a necessidade dessas reflexões. Muito se tem a falar e aprender nesses dois dias de evento”, finalizou.</p>
<p data-start="5322" data-end="5558">Além de Humberto e Martha, estiveram presentes o deputado estadual Valdeci Oliveira, o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias de Santa Maria, Edson Roberto das Neves Junior, e a vereadora Marina Callegaro.</p>
<h3 data-start="5679" data-end="5722">O futuro e a programação do Congresso</h3>
<p data-start="5724" data-end="6088">Promovido pela AVTSM, com apoio da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS), o Congresso está em fase experimental. O presidente Flávio Silva conta que a expectativa é realizar o evento anualmente e abordar temáticas diferentes. “Estamos pensando em uma segunda fase que também vai contemplar estratégias de prevenção de incêndios”, contou.</p>
<p data-start="6090" data-end="6221">O Congresso segue na tarde desta terça-feira (2) e durante a quarta-feira (3). A programação detalhada pode ser conferida abaixo:</p>
<p data-start="6223" data-end="6244"><strong data-start="6223" data-end="6242">Terça-feira (2)</strong></p>
<p data-start="6246" data-end="6513"><em data-start="6246" data-end="6254">Tarde:</em><br data-start="6254" data-end="6257" />13h50min – Retomada das atividades<br data-start="6291" data-end="6294" />14h – Mesa-redonda: Dra. Kelly Daniele de Araújo, Dr. Cristiano Frank e Ariane Lopes<br data-start="6378" data-end="6381" />16h – Coffee Break<br data-start="6399" data-end="6402" />16h30min – Mesa-redonda: Prof. Marcos Fuhr, Rosa Serafim e Delvani Rosso<br data-start="6474" data-end="6477" />18h – Encerramento do primeiro dia</p>
<p data-start="6515" data-end="6537"><strong data-start="6515" data-end="6535">Quarta-feira (3)</strong></p>
<p data-start="6539" data-end="6750"><em data-start="6539" data-end="6547">Manhã:</em><br data-start="6547" data-end="6550" />8h50 – Início das atividades<br data-start="6578" data-end="6581" />9h – Mesa-redonda: Carmen Lúcia Hartman e Cláudia Davidovich Nunez<br data-start="6647" data-end="6650" />10h – Coffee Break<br data-start="6668" data-end="6671" />10h30min – Dr. Jorge Cavagna e Dr. Eduardo Chem<br data-start="6718" data-end="6721" />12h – Intervalo para almoço</p>
<p data-start="6752" data-end="7053"><em data-start="6752" data-end="6760">Tarde:</em><br data-start="6760" data-end="6763" />13h50 – Retomada das atividades<br data-start="6794" data-end="6797" />14h – Mesa-redonda: Ana Paula Rodrigues, Rhafrezzya de Freitas, Maike dos Santos e Daniel Moraes<br data-start="6893" data-end="6896" />16h – Coffee Break<br data-start="6914" data-end="6917" />16h30min – Mesa-redonda: Felipe Palácios, Maria Estela de Palácios, Gabriel Rovadoschi e Liane Righi<br data-start="7017" data-end="7020" />18h – Encerramento do Congresso</p>
<p data-start="7055" data-end="7155">Informes e outros avisos relacionados ao Congresso podem ser acompanhados pelo Instagram da AVTSM.</p>
<p data-start="7157" data-end="7344"><em><strong data-start="7157" data-end="7167">Texto:</strong> Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</em><br data-start="7237" data-end="7240" /><em><strong data-start="7240" data-end="7250">Fotos:</strong> Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias</em><br data-start="7326" data-end="7329" /><em><strong data-start="7329" data-end="7340">Edição:</strong> Mariana Henriques, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Lapics seleciona terapeutas voluntários em práticas integrativas e complementares</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/08/12/lapics-seleciona-terapeutas-voluntarios-em-praticas-integrativas-e-complementares</link>
				<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 21:17:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[práticas integrativas e complementares]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=70122</guid>
						<description><![CDATA[As PICs são práticas terapêuticas complementares à medicina convencional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A coordenação do programa de extensão “Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares” publicou um <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/371/2025/08/SELECAODEVOLUNTARIOSTERAPEUTAS.pdf" target="_blank" rel="noopener">edital de seleção</a> de voluntários terapeutas. Dos candidatos, exige-se que tenham formação comprovada – por meio de cursos de extensão universitária ou cursos livres, entre outros – em práticas integrativas e complementares (PICs) reconhecidas pelo Ministério da Saúde. Para se inscrever é necessário enviar a documentação exigida no edital para o e-mail angela.zanella@ufsm.br até a próxima segunda-feira (18). O processo seletivo é constituído por análise documental, entrevista e atividades integrativas.

Com carga de 4 horas semanais, os candidatos classificados vão atuar no <a href="https://www.instagram.com/lapicsufsm/" target="_blank" rel="noopener">Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Lapics)</a>, localizado na sala 4134 do prédio 20 do campus sede da UFSM.

As PICs são práticas terapêuticas complementares à medicina convencional reconhecidas pela <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pnpic" target="_blank" rel="noopener">Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares</a>, do Ministério da Saúde. Entre elas, destacam-se as seguintes: acupuntura, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais e fitoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia, ioga, apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nova técnica para realizar exame de fundo de olho será implementada no HUSM-UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/04/nova-tecnica-para-realizar-exame-de-fundo-de-olho-sera-implementada-no-husm-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 17:21:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[oftalmologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69390</guid>
						<description><![CDATA[Capacitação para residentes que atuam no Pronto-Socorro e UTI será ministrada pelo médico oftalmologista Rafael Mariano da Rocha]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_69391" align="alignright" width="660"]<img class="wp-image-69391 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/06/c04f754c-44fc-459c-8b12-d016cbd05df5.jpeg" alt="" width="660" height="371" /> O oftalmologista Rafael Henrique Martini Mariano da Rocha realizando exame de fundo de olho com a nova técnica.[/caption]
<p dir="ltr">O oftalmologista Rafael Henrique Martini Mariano da Rocha, que atua no Ambulatório de Oftalmologia do Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está realizando uma capacitação para  implementar uma nova técnica de exame de fundo de olho em áreas estratégicas do hospital. </p>
<p>Também conhecida como fundoscopia e oftalmoscopia, a técnica é essencial para identificar doenças sistêmicas, inflamações do nervo óptico, doenças na retina, manifestações oculares da diabete, da hipertensão, entre outras. </p>
<p>A novidade é o uso de uma lente de aumento (capaz de ampliar a imagem 3,5 vezes) e a gravação do exame por meio do telefone celular, o que permite uma avaliação - a distância - pelo oftalmologista. Ao mesmo tempo em que oferece ao médico emergencista do Pronto-Socorro ou da UTI o diagnóstico para várias doenças. </p>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 285 milhões de pessoas no mundo têm a saúde dos olhos prejudicada. Além disso, 60% a 80% dos casos podem ser evitados ou dispõem de tratamento. Outra problemática é que a maioria das pessoas não realiza esse tipo de exame. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) de 2020 indicou que 34% da população adulta nunca foi a um oftalmologista.</p>
<h3>O exame na prática</h3>
<p>O novo método consiste em observar o olho do paciente utilizando a lente - que amplia a imagem do fundo de olho - e a câmera do celular (no modo vídeo e com o flash ativado) para a gravação do exame. Dessa forma, os médicos plantonistas não precisam utilizar o oftalmoscópio indireto - equipamento usado apenas pelos oftalmologistas.</p>
<p>O vídeo gravado é enviado para um oftalmologista, para obter uma resposta mais rápida e apurada do resultado do exame. “Com esse novo método, teremos mais agilidade em alguns diagnósticos, mesmo à noite ou em fins de semana, quando não há oftalmologistas de plantão. Poderemos analisar o exame de casa e enviar um parecer e discutir os resultados.”  enfatiza Rafael, ao revelar que o novo método foi apresentado, recentemente, em cursos no Congresso Latino Americano de Emergências e no Congresso Brasileiro de Medicina de Emergência, no final do ano passado.</p>
<h3>Doenças e sintomas que o exame pode identificar</h3>
<p dir="ltr">Os olhos possuem duas câmaras, a posterior e a anterior. A anterior é a mais externa e visível, onde se encontra a córnea, a íris, a pupila e a esclera (parte branca). Para ser observada em detalhe, os oftalmologistas utilizam a chamada lâmpada de fenda - um tipo de microscópio.</p>
<p dir="ltr">“Já a câmara posterior é onde se localiza todas as partes que ficam atrás da pupila (vítreo, a úvea e a retina).  Ou seja, é o fundo do olho que dá nome ao exame. A retina é uma área muito vascularizada, e é nela que podem ser encontradas alterações vasculares de doenças sistêmicas, como a diabete e a pressão alta, e sinais de algumas infecções, como por citomegalovírus, toxoplasmose, e bartonelose, sinais de esclerose múltipla e até mesmo violência física em bebês. Mesmo que não apresentem hematomas externos, pelos olhos é possível ver bolsas de sangue que indicam a violência.” afirma.</p>
<h3>Capacitação está indo para terceira turma</h3>
<p>Por meio do curso, os alunos aprendem a realizar o método corretamente para identificar essas doenças e sintomas. Serão formadas turmas pequenas - com cerca de 7 alunos - para que os residentes possam receber um atendimento personalizado.</p>
<p>O curso tem carga horária de 4 horas e está sendo oferecido por meio da Unidade de Desenvolvimento de Pessoal (UDP). A primeira turma já está em andamento. Nas próximas semanas, uma nova turma será aberta. </p>
<p><em>Texto: Unidade de Comunicação do HUSM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Palestras sobre apoio psicossocial e apresentação de trabalhos são destaque no segundo dia do ConBrasCC</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/30/palestras-sobre-apoio-psicossocial-e-apresentacao-de-trabalhos-sao-destaque-no-segundo-dia-do-conbrascc</link>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 19:46:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[conbrascc]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Congresso segue até sábado (31) com oficinas e cursos práticos ministrados pelos palestrantes do evento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Desde quinta-feira (29), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sedia o <a href="https://www.conbrascc.com.br/">Congresso Brasileiro sobre Catástrofe (ConBrasCC)</a>. Com isso, o Centro de Convenções da UFSM se tornou palco de palestras ministradas por pesquisadores e especialistas, em especial aqueles que atuam em serviços de saúde, para abordar o novo contexto de mudanças climáticas e suas repercussões sociais.</p>
<h3>Conferências abordam acolhimento psicossocial e estratégias de Atenção Primária em Saúde (APS)</h3>
<p>Na manhã desta sexta-feira (30), o ciclo de conferências foi aberto pela doutora em saúde coletiva Liane Beatriz Righi, com a palestra “Atenção Primária em Saúde (APS) em tempos de catástrofes climáticas: capacidade de gestão e reconfiguração de redes e territórios afetados”. Em sua fala, Liane destacou a necessidade de uma estruturação metodológica para atuar em situações de emergência. “Precisamos de um modelo de atenção integral e fortalecer os protocolos de APS. Além de estabelecer uma capacitação eficaz para as equipes de atenção primária”, argumenta.</p>
<p>Enquanto refletia sobre os serviços de APS, a palestrante frisou a importância da adaptabilidade para esses setores. “É necessário que as equipes de gestão revisem suas metodologias, a fim de se adaptar às mudanças climáticas e suas consequências, e não retroceder suas táticas a ponto de não aprender com esses eventos de desastres”, alertou.</p>
<p>Na sequência, a conferência sobre “Intervenção psicológica em catástrofes: abordagens práticas no primeiro acolhimento emocional”, foi ministrada pela psicóloga da Força Tarefa do Sistema Único de Saúde (SUS), Débora Noal. Em paralelo à fala de Liane, a palestrante apontou a necessidade de estabelecer um acolhimento sistemático e pré-estabelecido. “Quando há uma crise, os órgãos de gestão recebem uma enxurrada de psicólogos voluntários que, após a calmaria, descontinuam o auxílio. Isso traz consequências ao emocional, já que o paciente para de receber a atenção apropriada e corre o risco de sentir-se abandonado”, explica. </p>
<p>Com essa preocupação, Débora apresentou aos presentes a metodologia utilizada pela Força Tarefa SUS para resposta a emergências em saúde pública. Além disso, a psicóloga reforçou aspectos que profissionais do acolhimento psicossocial devem prestar mais atenção, caso venham atuar em situações emergenciais. “O entendimento do contexto social de um ser humano, sua cultura e meio que está inserido são de extrema importância para o profissional elaborar uma estratégia de atendimento eficaz”, descreve.</p>
[caption id="attachment_69336" align="alignright" width="551"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IC3A8184.jpg" alt="" width="551" height="367" /> Débora Noal é psicóloga na Força Tarefa SUS e trouxe suas perspectivas sobre o acolhimento psicossocial em tempos de desastres[/caption]
<p>Débora ainda apontou que o Congresso traz visibilidade para a temática do acolhimento psicossocial, e permite uma grande troca de experiências entre gestores, profissionais de saúde e estudantes. “As pessoas aqui, hoje, vivem em um estado onde a questão climática é sensível. Então, ter uma população mais qualificada em gestão de crises pode garantir a maior segurança da população com um todo”, finaliza a palestrante.</p>
<p>Pela tarde, o evento seguiu com a mesa redonda “Desastres não escolhem fronteiras: A Importância interinstitucional na Resposta Humanitária”, ministrada por Eduardo Fernando de Souza, enfermeiro e membro do Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres e Emergências de Saúde Pública do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por Melissa Haigert Couto Moraes, psicóloga Fundadora da RAP (Rede de Apoio Psicossocial), especialista em Emergências e Desastres, e Ismael Pereira, presidente da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Em seu discurso de abertura da roda, Ismael apresentou um panorama sobre os eventos extremos de 2024. Segundo ele, devemos reconhecer que os desastres não foram apenas hidrológicos e geológicos, mas também biológicos, já que a incidência de certas doenças foi agravado após as chuvas. O palestrante ainda reforçou a importância de uma resposta emergencial interdisciplinar para lidar com catástrofes climáticas.</p>
<p>Após Ismael, o enfermeiro Eduardo Fernando de Souza trouxe para debate a importância de cuidar dos profissionais da enfermagem que atuam em situações extremas. Em sua fala, Eduardo comentou que, após os eventos de maio, o <a href="https://www.cofen.gov.br/cofen-cria-comite-nacional-de-enfermagem-em-desastres-catastrofes-e-emergencias-de-saude-publica/#:~:text=O%20Conselho%20Federal%20de%20Enfermagem,mais%20vulner%C3%A1veis%20a%20eventos%20clim%C3%A1ticos.">Cofem criou o “Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres, Catástrofes e Emergências de Saúde Pública</a>”, na intenção de mapear e acolher enfermeiros. Na sequência, o palestrante ainda apontou que a falta de comunicação e coordenação das instituições governamentais prejudica a eficiência da resposta em momentos emergenciais.</p>
<p>O momento foi encerrado com a fala da psicóloga Melissa Couto, que em meio a relatos pessoais e profundos de sua atuação no acolhimento psicossocial em situações extremas, reforçou a necessidade inserir cada vez mais essa temática no universo acadêmico. “Em toda a minha carreira, eu nunca tive a oportunidade de oferecer uma disciplina que aborde técnicas de acolhimento psicológico em desastres. Felizmente, agora, está se criando uma abertura para esse tema”, contextualiza. Melissa ainda afirmou que “acontecer eventos como esse, dentro de uma instituição que forma profissionais para uma atuação prática, promove a troca de experiências e reforça que nossas ações não são, nem devem ser, isoladas”.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IC3A8242-2-1-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Ismael Pereira retomou os eventos extremos de maio de 2024</figcaption>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IC3A8245-2-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Eduardo Fernando de Souza (à esquerda) e Melissa Couto (à direita) reforçaram a importância da integralidade na atuação em situação de desastres</figcaption>
										</figure>
		<h3>Congressistas apresentam trabalhos no Centro de Convenções</h3>
<p>Além das conferências, o Congresso abriu espaço para apresentações de trabalhos sobre experiências relacionadas ao enfrentamento de desastres climáticos, ambientais e outras catástrofes. A comissão organizadora considerou os formatos de relato, pesquisa original e/ou pesquisa bibliográfica. Ao total, o evento recebeu um total de 124 submissões, nas quais 14 delas concorrerão a prêmios. </p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IC3A8230-2-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Natalie Pereira Soares apresentou trabalho sobre fontes jornalísticas em meio ao desastre climático</figcaption>
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		<p>A jornalista e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (POSCOM) da UFSM, Natalie Pereira Soares, e a jornalista Taís Schakofski Busanello, trouxeram ao Congresso o artigo “Fontes jornalísticas em meio ao desastre climático”. Natalie, que foi responsável pela apresentação do banner,  descreve a temática do trabalho: “Esse trabalho é um recorte de um artigo que escrevemos, dessa vez nós focamos nos tipos de fontes utilizadas por um veículo jornalístico e identificamos que havia poucas fontes testemunhais, ou seja, carece de humanização”, explica a estudante.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IC3A8220-2-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Bruna Rezende Martins apresentou o trabalho desenvolvido junto às colegas Ana Beatriz Panzera e Hawane Lopes</figcaption>
										</figure>
		<p>Vindas de fora dos portões da UFSM, as estudantes Bruna Rezende Martins, doutoranda de Enfermagem na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Ana Beatriz Panzera, graduanda de Psicologia na Unisc, e a graduanda de Enfermagem pela Universidade do Vale Taquari (Univates), Hawane Lopes, também apresentaram trabalhos (em totem) no evento. “Nós apresentamos uma análise sobre a 28ª região de saúde, no Vale do Rio Pardo, verificando a incidência de dengue, número de desaparecidos e óbitos dessa região”, comentou Bruna.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/05/IC3A8195-2-1024x683.jpg" alt="" />											<figcaption>Ceura Beatriz de Souza Cunha trouxe relatos do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre</figcaption>
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		<p>No segundo andar do Centro de Convenções, acontecia a apresentação de trabalhos na modalidade oral. A técnica de enfermagem Ceura Beatriz de Souza Cunha compartilhou um relato de experiência da equipe do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre durante a época das enchentes de maio de 2024. Ceura relembrou que devido a enxurrada, o Núcleo sofreu alagamentos e a equipe precisou se adaptar a situação, além de continuar o oferecimento de apoio social no setor de imunização. “Tínhamos que dar suporte ao município e, ao mesmo tempo, fazer a entrega das vacinas, fazer capacitações com a população e campanhas de vacinação, tendo em vista que na época o Ministério da Saúde buscou imunizar quem estava na linha de frente do desastre”, pontua. </p><h2>Congresso promoverá oficinas pós-evento</h2>
<p>O Congresso encerrará o ciclo de conferências e mesas redondas nesta sexta-feira (30), mas o evento segue até sábado (31), com cursos e oficinas práticas sobre as temáticas abordadas. Demais informações sobre as oficinas podem ser encontradas na <a href="https://www.conbrascc.com.br/programa%C3%A7%C3%A3o">página oficial do ConBrasCC</a>.</p>
<p>Mais detalhes sobre o primeiro dia do ConBrasCC podem ser conferidos na reportagem produzida pela <a href="https://www.ufsm.br/2025/05/30/primeiro-dia-do-conbrascc-reune-especialistas-para-debater-respostas-as-catastrofes-climaticas">Agência de Notícias.</a></p>
<p> </p>
<p><i>Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></i><i>Fotos: Vinícius Maeda, estudante de Jornalismo e estagiário na Agência de Notícias<br /></i><i>Edição: Mariana Henriques, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Últimos dias para inscrições no Congresso que debaterá crises climáticas e saúde pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/05/27/ultimos-dias-para-inscricoes-no-congresso-que-debatera-crises-climaticas-e-saude-publica</link>
				<pubDate>Tue, 27 May 2025 13:22:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[conbrascc]]></category>
		<category><![CDATA[crise-climática]]></category>
		<category><![CDATA[Ebserh]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69275</guid>
						<description><![CDATA[As inscrições vão até 29 de maio, e podem ser feitas para as modalidades presencial e online]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="442" data-end="1000">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) se prepara para sediar o <a href="https://www.ufsm.br/2025/04/16/congresso-brasileiro-sobre-catastrofes-climaticas-ocorre-no-final-de-maio-na-ufsm">Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas (ConBrasCC)</a>, que ocorrerá de 29 a 31 de maio. O evento reunirá especialistas, gestores e profissionais para discutir os impactos e as soluções relacionadas a enchentes e desmoronamentos, um ano após os desastres climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul. As inscrições estão abertas até 29 de maio, pelo site <a class="" href="http://www.conbrascc.com.br" target="_new" rel="noopener" data-start="874" data-end="925">www.conbrascc.com.br</a>, com opções e valores diferenciados para participação presencial e online.</p>
<p data-start="1002" data-end="1714">O congresso é organizado pela UFSM e pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A expectativa é reunir cerca de mil participantes, fomentando discussões alinhadas à Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Segundo a gerente de Atenção à Saúde do HUSM e coordenadora do congresso, Tânia Magnago, “o ConBrasCC é uma iniciativa importante para discutir e encontrar soluções para os desafios impostos pelas catástrofes climáticas, promovendo a colaboração entre diferentes setores, níveis de governo e serviços de saúde. Todos os preparativos estão sendo realizados com muito carinho para receber cada participante”.</p>
<p data-start="1716" data-end="2301">A conferência de abertura será conduzida pelo vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, que abordará os desafios da gestão em saúde diante das mudanças climáticas. Gestores dos três hospitais universitários federais do Rio Grande do Sul, vinculados à estatal, também compartilharão suas experiências durante as enchentes de 2024. Entre os temas do congresso estão: gestão em saúde em situações de catástrofes climáticas, saúde mental em desastres, adaptação dos serviços às mudanças do clima, uso de inovação e tecnologia em emergências e comunicação para o combate à desinformação.</p>
<p data-start="2303" data-end="2947">Complementando a programação, haverá a apresentação de 122 trabalhos acadêmicos resultantes de pesquisas, relatos, reflexões, revisões e/ou sistematizações de experiências exitosas. “Ficamos muito contentes com o quantitativo e, principalmente, com a qualidade dos trabalhos científicos submetidos. Os temas englobam diferentes áreas do conhecimento e expressam tanto as experiências e vivências dos participantes no enfrentamento da situação emergencial quanto o levantamento de evidências da literatura. As apresentações desses trabalhos serão uma importante oportunidade de networking e de compartilhamento de conhecimentos”, detalhou Tânia.</p>
<p data-start="2949" data-end="3338">O ConBrasCC é um dos seis projetos aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo é capacitar gestores e profissionais para enfrentar emergências climáticas e promover melhorias na saúde pública. Além disso, os valores arrecadados com as inscrições serão destinados ao Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, fortalecendo ações solidárias.</p>
<p data-start="2949" data-end="3338"> </p>
<p data-start="2949" data-end="3338"><em>Com informações da</em> <i>Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ciência e acolhimento: conheça pesquisa e grupo de apoio para parkinsonianos e familiares</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/11/ciencia-e-acolhimento-conheca-pesquisa-e-grupo-de-apoio-para-parkinsonianos-e-familiares</link>
				<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 17:58:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68795</guid>
						<description><![CDATA[Celebrada no dia 11 de abril, data busca conscientizar, informar e incentivar a busca do tratamento correto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson é comemorado nesta sexta-feira (11). E, no dia 4 deste mês, foi celebrado o Dia Nacional do Parkinsoniano. Parkinson é uma doença neurodegenerativa, em que os neurônios produtores de dopamina, em uma região do cérebro chamada substância negra, se degeneram. A dopamina tem a função de inativar os neurônios excitadores e, na falta dela, ocorre uma desregulação motora. </p>
<p>A Terapeuta Ocupacional e Técnica Administrativa em Educação da UFSM, Kátine Marchezan Estivalet, é pesquisadora da área e explica que “os principais sintomas motores mais comumente percebidos nas pessoas são o tremor, que acontece em repouso; a rigidez, na qual a pessoa acaba tendo uma resistência constante que impacta na amplitude do movimento; e a bradicinesia, que nada mais é do que a lentidão para manter o movimento”. A falta de dopamina, além de causar os sintomas motores, também causa sintomas não motores. “Quem tem Doença de Parkinson também pode ter problemas no sono, distúrbios de humor e alterações emocionais, como depressão e ansiedade, e também dor. Em outros casos, há também a prevalência de comprometimento cognitivo leve e de demência, nos casos de estágios avançados”, complementa a Terapeuta Ocupacional.</p>
<h3>É preciso desmitificar </h3>
<p>A Doença de Parkinson, apesar de não ter cura, tem tratamento, assim como Diabetes e Hipertensão, por exemplo. “O diabético ainda pode comer quindim, Parkinson não é uma sentença de morte. Eu sempre digo que as pessoas morrem com Parkinson e não de Parkinson”, frisa a psicóloga e Presidente da Associação Parkinson Rio Grande do Sul (APARS), Neusa Chardosim. Marlene Gomes Terra, co-fundadora do Movimento Parkinson Santa Maria, complementa: "A gente precisa que as pessoas entendam que a doença de Parkinson não define uma pessoa. Todos somos seres humanos”.</p>
<p>Há, ainda, o mito de que todo tremor é relacionado a Parkinson. O Neurocirurgião Alexandre Reis afirma “nem todo tremor é Doença de Parkinson e nem toda Doença de Parkinson é tremor”. Ele conta que Parkinson é uma enfermidade extremamente heterogênea, que se apresenta de maneiras diferentes em cada pessoa, e acrescenta que a doença também não é mais associada ao envelhecimento, por isso é necessário desmistificar.</p>
<p>Outra questão é a nomenclatura que não é mais utilizada. “Por mais que ainda possam ter pessoas que usem o termo ‘Mal de Parkinson’, não é um termo correto e pode gerar discriminação com as pessoas que têm a doença. Acho importante corrigir no sentido informativo e inclusivo, para evitar rotulações, assim como também acontece em outras doenças. Estamos falando de pessoas, antes de qualquer coisa”, explica Estivalet. </p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/Arte-parte-interna-Parkinson-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></p>
<h3>Tratamento</h3>
<p>Os tratamentos são destinados ao controle dos sintomas da doença. “Não são todas as pessoas que vão precisar de todos os tipos de reabilitação. É importante, mas a pessoa, junto com o neurologista, vai direcionar o tratamento diante das suas necessidades”, afirma Kátine , já que são diversas as possibilidades de tratamento. Uso de medicação, prática de exercícios físicos, operação cirúrgica, entre outros. A escolha vai de acordo com os sintomas apresentados por cada paciente.</p>
<p>Além disso, a Terapeuta Ocupacional da UFSM destaca que existe uma série de dificuldades no processo de tratamento: falta de orientação adequada sobre o uso correto da medicação, horários, dosagens e cuidados com a alimentação; desinformação sobre direitos, como acesso à medicação gratuita ou à cirurgia (quando indicada); dificuldades de acesso físico e financeiro aos serviços de saúde; diagnóstico tardio, muitas vezes por falta de informação, acesso ou erros médicos; e negação ou resistência ao diagnóstico, o que leva algumas pessoas a se limitarem apenas ao tratamento medicamentoso, sem explorar outras possibilidades.</p>
<p>Um constrangimento de pacientes com a Doença de Parkinson, comentado por Chardosim, é para comer em restaurantes. Por isso, em Porto Alegre, já existe uma parceria com a Tramontina para a confecção de talheres assistivos - garfos de cinco dentes e facas de lâminas super afiadas - que geraram confiança e preveniram os parkinsonianos de deixar a comida cair.</p>
<p>E com a finalidade de estimular a prática dos pacientes, a Psicóloga e Presidente da APARS reafirma que os exercícios são muito importantes: “Não parem! Quanto mais pararem, mais travados vão ficar” - e não só alongamentos, exercícios de peso também são importantes por conta da perda de massa muscular adquirida pela Doença de Parkinson.</p>
<h3>Pesquisa em andamento</h3>
<p>A Terapeuta Ocupacional da UFSM, Kátine Estivalet, realiza uma pesquisa vinculada ao programa de pós-graduação em Ciências da Reabilitação da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) sobre o tema. A pesquisa está em fase de coleta de dados e é um ensaio clínico randomizado que envolve propostas de intervenção de reabilitação neurológica inovadora. </p>
<p>O protocolo dela se difere das demais por considerar os sintomas motores nos membros superiores, “incluindo amplitude de movimentos amplos e finos, uso das mãos para realização de prensões e pinças, a força, a velocidade do movimento para realizar as tarefas e a destreza manual, além dos sintomas não motores como cognitivo”, adiciona Estivalet. </p>
<p>Como intervenção, a ideia é investigar se as abordagens vão melhorar os sintomas motores dos membros superiores e também os cognitivos. Dessa forma, o protocolo elaborado para a reabilitação é intensivo, o que justifica as sessões contínuas e diárias de prática mental, em que a pessoa vai imaginar determinada ação ou vai observar determinada ação assistindo a um vídeo. O protocolo também considera as atividades que são importantes para a pessoa e aqueles com que ela está com dificuldade em realizar ou que não consegue mais realizar por causa dos sintomas da Doença de Parkinson. </p>
<p>Nesta segunda-feira (07), foi publicado um <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0315148">artigo do estudo de protocolo da pesquisa, na Revista Plos One</a>, de acesso livre. O texto descreve o protocolo utilizado por Kátine e outros pesquisadores para que os demais profissionais possam usá-lo nas suas práticas. O artigo na revista científica permite o acesso de outros profissionais da reabilitação e de quem tiver curiosidade de aprofundar-se nos detalhes de como acontece a pesquisa.</p>
<h3>Resultados</h3>
<p>“O que temos de resultados que podem ser antecipados, diante da comparação do pré-teste e pós-teste de cada participante, é que para a maioria das avaliações, e para alguns participantes, houve uma melhora na pontuação, já que são avaliações quantitativas, o que reflete a melhora nos sintomas motores e cognitivos” comenta Estivalet. </p>
<p>Os resultados também são advindos por meio dos relatos dos participantes em relação à realização das suas atividades. Eles explicam qual atividade não estavam conseguindo fazer e agora conseguem, ou dificuldades em alguma atividade que demandava ajuda e estão conseguindo fazer de maneira melhor desempenhada. “São os retornos que motivam para a realização da pesquisa, no sentido de que realmente é uma proposta positiva na reabilitação”, acrescenta a pesquisadora</p>
<p>Para acompanhar e participar da pesquisa desenvolvida por Kátine Marchezan Estivalet, o telefone para contato é (55) 999369852.</p>
<h3>Movimento Parkinson: "se a gente tiver um grupo, ninguém nos segura"</h3>
<p>“É muito difícil a gente vivenciar um sofrimento, uma dor, seja nossa, ou de um companheiro, ou de um familiar, sozinho. Mas se a gente tiver um grupo, ninguém nos segura.” Essa afirmação é de Marlene Gomes Terra, de 68 anos, co-fundadora do Movimento Parkinson Santa Maria, sobre o papel do coletivo para os participantes. Co-fundadora porque o projeto foi criado em parceria com seu esposo Benônio Terra Villalba, de 67 anos, diagnosticado com Parkinson há cerca de nove anos. Marlene é pós-doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi docente e tutora na Residência Multiprofissional em Saúde, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na área de concentração Saúde Mental. Benônio formou-se em Medicina na UFSM e atuou no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), no Serviço de Transplante de Medula e Hemato-oncologia.</p>
<p>O grupo se instituiu em outubro de 2023 com o auxílio de mais uma pessoa: Tatiane Medianeira da Conceição Vieira, formada em Educação Física pela UFSM. Foi ela quem disponibilizou o espaço para os encontros do projeto e, desde então, dá o suporte necessário para a continuação do programa voluntariamente. O Movimento Parkinson, em si, é completamente voluntário, e não é uma iniciativa de tratamento para parkinsonianos, mas sim de orientação, convívio e atualização para pessoas com a doença e familiares. O coletivo busca promover o acesso dos integrantes à multidisciplinaridade do tratamento por meio de palestras com profissionais de Fisioterapia, Neurocirurgia, Psicologia, Fonoaudiologia e Nutrição. Também conta com o envolvimento profissional dos participantes fixos: Enfermagem (Marlene), Medicina (Benônio) e Educação Física (Tatiane). Em 2025, a Terapeuta Ocupacional Kátine também passou a integrar a equipe.</p>
<h3>Encontro especial do mês de abril</h3>
<p>O último encontro do mês de abril foi especial, em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson e ao Dia Nacional do Parkinsoniano. A reunião aconteceu na quarta-feira (09), e contou com duas palestras via <i>Zoom</i>: da Psicóloga e Presidente da Associação Parkinson Rio Grande do Sul (APARS), Neusa Chardosim, e do Neurocirurgião Alexandre Reis, responsável pela cirurgia do Benônio e de mais quatro participantes do grupo.</p>
<p>Durante o encontro, a Tatiane, carinhosamente chamada de Tati por todos do coletivo, foi peça-chave para facilitar a comunicação. Ela providenciou caixa de som e microfone para melhorar a interação com os palestrantes, buscou bastões nórdicos - citados pela presidente da APARS - para ilustrar o uso para os presentes e demonstrou a prática ao final da videochamada. “A Tati é uma grande parceira, não só por nos ceder o espaço, mas pela capacidade profissional que tem e de como nos abraça”, conta Marlene.</p>
<p>Kátine ressalta a importância da calendarização para a conscientização. “É um dia de informação, não somente para as pessoas com Doença de Parkinson, que já estão em tratamento, mas também para quem ainda não sabe, alertando sobre a manifestação dos sintomas para buscar ajuda e ter um diagnóstico para fazer um tratamento correto”.</p>
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										<figure>
										<img width="1024" height="438" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/04/image1-1-1024x438.jpg" alt="Integrantes do Movimento Parkinson estão sentados em cadeiras, em frente à uma tela que projeta o Dr. Alexandre Reis, durante a sua palestra no encontro especial de abril." />											<figcaption>Conversa com Alexandre Reis durante o encontro (Foto: Arquivo pessoal Tatiane Medianeira)</figcaption>
										</figure>
		<h3>Quem faz parte do Movimento Parkinson?</h3>
<p>Atualmente, são cerca de 30 participantes, incluindo parkinsonianos e familiares, e nem todos são moradores de Santa Maria. ”Nós temos pessoas que vêm de Agudo, de Livramento, da Mata. Nós temos pessoal, quando a gente faz por <i>Zoom</i>, também de Belo Horizonte, de outros estados, da Argentina e do Uruguai”, conta Marlene. </p>
<p>José Otavio Binato, de 76 anos, é um dos membros do grupo. Ele conta que só começou a se exercitar aos 75 anos: “O grupo me deu essa possibilidade”. Para ele, outro ponto essencial é a participação da família: “É muito importante para que eles possam entender as dificuldades da vida com Parkinson”. Em tom bem-humorado, José relembra um conselho do pai: “Três coisas são importantes na vida: a primeira é paciência, a segunda é paciência e a terceira, muita paciência!”. José também relata que levou tempo para a esposa entender que não precisava mais andar de mãos dadas: “Porque a gente perde toda a autonomia e aquela mão fica atrapalhando. ‘Ah, mas eu quero ajudar’, e acaba que não tá”, e o Movimento Parkinson ajudou nesse entendimento.</p>
<p>Benônio, um dos co-fundadores, foi quem motivou a iniciativa do coletivo, exatamente por ter a Doença de Parkinson. “Há uns dois anos e alguns meses eu fiz uma cirurgia chamada DBS, Deep Brain Stimulation, que é estimulação cerebral profunda. Foi com a colocação de dois chips cerebrais e um marcapasso que controla quando falha os movimentos. E aí a minha vida se transformou novamente”, conta Benônio. Ele ainda é um  estudioso da área e está sempre por dentro das atualizações da Doença de Parkinson no mundo inteiro. “Existem estudos na Argentina, na Espanha e na Inglaterra com relação aos benefícios do tango nos sintomas motores de parkinsonianos”, essa foi a atualização acrescentada pelo médico, para finalizar o último encontro, antes demonstrar seus anos de prática na dança com Marlene, para os integrantes do projeto.</p>
<h3>Futuro</h3>
<p>A palestra com a presidente da APARS teve um propósito maior: o desejo do grupo de se tornar um núcleo da Associação em Santa Maria. Neusa Chardosim afirmou que há interesse da entidade em descentralizar e interiorizar suas ações. Uma visita técnica está prevista para os próximos meses, e o objetivo é oferecer suporte sem tornar o grupo dependente. Marlene enxerga vantagens: “Podemos nos tornar uma potência do Rio Grande do Sul para justamente buscar recursos para tratamento, orientação, saber os melhores centros e trazer também para Santa Maria”.</p>
<p>Marlene, Benônio e Tatiane não contam com patrocínios e estão em constante procura de formas de divulgar o Movimento Parkinson para cada vez mais pessoas. “A gente precisa de divulgação. Quanto mais a gente espalhar o conhecimento, quanto mais falarmos que existe um grupo aqui em Santa Maria, que tem a intenção de orientação, de auxílio, de ajuda, melhor. A gente abraça, acolhe, para que nós possamos nos fortalecer enquanto pessoas!”, reforça Marlene. </p>
<p>Para mais detalhes sobre o coletivo e também caso haja intenção de integrar o grupo, basta contatar a Marlene (55) 981116657, ou o Benônio (55) 999711905.</p>
<h3>A tulipa vermelha</h3>
<p>A tulipa vermelha é o símbolo da campanha de conscientização da Doença de Parkinson. A associação foi instituída na década de 1980. Um floricultor holandês chamado J. W. S. Van de Wereld desenvolveu uma tulipa vermelha com bordas brancas e logo em seguida da criação da flor, foi diagnosticado com Parkinson e batizou a tulipa em homenagem ao médico que descreveu a enfermidade - James Parkinson. </p>
<p>Na Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (APARS), alguns pacientes utilizam um cordão de girassol com a carteirinha de associado e uma tulipa vermelha para sinalizar a Doença de Parkinson. “Eles gostam de usar a sinalização porque evita o preconceito”, explica a Presidente da Associação.</p>
<p><em>Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</em><br /><em>Arte: Daniel de Carli,designer</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e SES/RS lançam e-book e tecnologia conversacional para profissionais da Atenção Primária à Saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/04/01/ufsm-e-ses-rs-lancam-e-book-e-tecnologia-conversacional-para-profissionais-da-atencao-primaria-a-saude</link>
				<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 14:04:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[ppggeronto]]></category>
		<category><![CDATA[ppgsar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ses/rs]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm-pm]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=68700</guid>
						<description><![CDATA[Produtos lançados tiveram a colaboração do Observatório de Vigilância Alimentar e Nutricional da UFSM-PM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul, em parceria com o Observatório de Vigilância Alimentar e Nutricional da UFSM, realizou o lançamento de dois importantes produtos voltados aos profissionais da Atenção Primária à Saúde que atuam diretamente na organização da atenção nutricional.</p>
<p>O primeiro produto apresentado foi o <a href="https://www.editorafi.org/ebook/c076-acoes-alimentacao-nutricao-atencao-primaria-saude" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.editorafi.org/ebook/c076-acoes-alimentacao-nutricao-atencao-primaria-saude&amp;source=gmail&amp;ust=1743597309143000&amp;usg=AOvVaw2VC8o0NVsjDgjfkaZiuFNp">E-Book – 2ª edição: Ações de Alimentação e Nutrição na Atenção Primária à Saúde</a>: Relatos de Experiências dos Municípios Gaúchos, coordenado pela professora Vanessa Ramos Kirsten. O livro conta com a participação de Laura Virgili Claro, egressa do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia (PPGGeronto), e Marivana Nessler, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade (PPGSaR). A apresentação do material abordou desde a submissão dos relatos até a sua publicação, destacando a importância do compartilhamento de experiências para a construção de novos conhecimentos e fortalecimento da Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN). O e-book pode ser acessado no <a href="https://www.editorafi.org/ebook/c076-acoes-alimentacao-nutricao-atencao-primaria-saude" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<p>Já o segundo produto lançado foi o <a href="https://ovanufsm.github.io/chatbot/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://ovanufsm.github.io/chatbot/&amp;source=gmail&amp;ust=1743597309143000&amp;usg=AOvVaw1S_l7dJlrSW6VGR05j2Myx">Agente Conversacional do Observatório de Vigilância Alimentar e Nutricional</a>, desenvolvido pela nutricionista Eliza Sella Batistti e pela professora Greisse Viero da Silva Leal. Esta tecnologia inovadora tem como objetivo auxiliar de maneira prática e segura a organização e execução da Vigilância Alimentar e Nutricional. O projeto é resultado da dissertação de mestrado de Eliza Batistti, com a orientação das professoras Vanessa e Greisse, no âmbito do PPGGeronto da UFSM. Os interessados podem interagir com a ferramenta acessando o <a href="https://ovanufsm.github.io/chatbot/" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<p>Essas iniciativas reforçam o compromisso dos profissionais da UFSM, especialmente do curso de Nutrição e do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade da UFSM-PM, em promover soluções inovadoras para a Atenção Primária à Saúde voltadas à atenção nutricional. A expectativa é que essas ferramentas inspirem cada vez mais profissionais a compartilharem suas práticas e a utilizarem novas metodologias para aprimorar seu trabalho e o atendimento à população.</p>
<p><em>Fonte: Assessoria de Comunicação UFSM-PM</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Acolhimento em Saúde Mental da SATIE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/2025/03/24/acolhimento-em-saude-mental-da-satie</link>
				<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 16:24:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-economicas/?p=2749</guid>
						<description><![CDATA[Informamos que o Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE) oferece acolhimento presencial individual em saúde mental para estudantes com Benefício Socioeconômico (BSE). O Acolhimento é realizado por profissionais da psicologia e do serviço social e configura-se como um espaço de escuta e promoção de saúde mental. O Acolhimento pode ser agendado através do formulário [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Informamos que o Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE) oferece acolhimento presencial individual em saúde mental para estudantes com Benefício Socioeconômico (BSE). O Acolhimento é realizado por profissionais da psicologia e do serviço social e configura-se como um espaço de escuta e promoção de saúde mental. O Acolhimento pode ser agendado através do formulário (<a href="https://forms.gle/FBmdGc753y7FnCYz7" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://forms.gle/FBmdGc753y7FnCYz7&amp;source=gmail&amp;ust=1742919652125000&amp;usg=AOvVaw0LGWp0x5HxvLl8DBDGJbeI">https://forms.gle/FBmdGc753y7FnCYz7</a>), pelos estudantes e servidores.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisa evidencia atuação de projeto de extensão na área de planejamento reprodutivo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/18/pesquisa-evidencia-atuacao-de-projeto-de-extensao-na-area-de-planejamento-reprodutivo</link>
				<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 16:54:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento reprodutivo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67981</guid>
						<description><![CDATA[Estudo demonstrou o aumento do número de UBS que passaram a realizar o procedimento, satisfação dos pacientes atendidos e redução do tempo de espera para o procedimento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Uma iniciativa de extensão na área de planejamento reprodutivo do Departamento de Saúde Coletiva do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSM, em parceria com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Policlínica Central e Secretaria de Saúde de Santa Maria, apresentou resultados positivos, visualizados através de pesquisa desenvolvida por </span><span style="font-weight: 400">Renato Holkem Bonafé, Médico de Família e Comunidade do Departamento de Saúde Coletiva e aluno do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No início de dezembro, com a orientação de Liane Beatriz Righi, Renato defendeu a dissertação "Inserção e retirada de DIU com cobre na APS: experiência na cidade de Santa Maria, RS" e, entre os principais resultados, o médico destacou que, no período avaliado, o estudo evidenciou um aumento de 405% das unidades básicas de saúde (UBS) que passaram a realizar o procedimento pelos médicos das atenção primária municipal (APS), saindo de 2 (duas) para 11 (onze) unidades de saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, o estudo mostrou uma aprovação geral de mais de 80% dos participantes do projeto de extensão universitário, denotando uma resposta positiva dos profissionais, da população e dos serviços de saúde à oferta ampliada desse método contraceptivo. Outro ponto que merece destaque foi a redução da fila de espera na atenção secundária para o uso do método, aumento da resolutividade da atenção primária municipal, fortalecimento da integração instituições de ensino superior e serviços de saúde através da Extensão, empoderamento das mulheres no planejamento reprodutivo, melhora na qualidade de vida e do cuidado à saúde das usuárias do sistema, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Renato também explica que além da ampliação do acesso para a população, “o projeto também contribui para a qualificação da formação médica da universidade, uma vez que atua no aprimoramento de habilidades médicas da preceptoria de campo dos alunos da graduação e pós-graduação em medicina. A experiência trazida neste trabalho evidencia que projetos de extensão, quando bem planejados e executados, têm o potencial de transformar realidades locais, promovendo melhorias no cuidado à saúde e no processo de formação de novos profissionais”, afirma o médico</span></p>
<h3>Acesso ao método</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Mesmo após a defesa da dissertação, a iniciativa continua, com ainda mais unidades de saúde ofertando o método. </span><span style="font-weight: 400">Interessadas, podem acessar o serviço entrando em contato diretamente com as Unidades Básicas de Saúde abaixo ou então diretamente com a Policlínica Central pelo telefone (55) 31741594.</span></p>
<p><strong>Unidades Básicas de Saúde que oferecem o método:</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400">UBS Centro Social Urbano</span></li>
<li>ESF Nova Santa Marta</li>
<li>ESF Estação dos Ventos</li>
<li>ESF São Francisco</li>
<li>ESF Bela União</li>
<li>ESF São José</li>
<li>ESF Vila Lídia</li>
<li>ESF Passo das Tropas</li>
<li>ESF Itararé</li>
<li>ESF Alto da Boa Vista</li>
<li>ESF Kennedy</li>
<li>ESF Oneyde de Carvalho</li>
<li>ESF Felício Bastos</li>
<li>UBS Joy Betts</li>
<li>ESF Victor Hoffmann</li>
</ul>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>HUSM-UFSM investe em novo equipamento de medicina nuclear</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/11/01/husm-ufsm-investe-em-novo-equipamento-de-medicina-nuclear</link>
				<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 17:42:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ebserh]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[medicina nuclear]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=67493</guid>
						<description><![CDATA[Objetivo é melhorar o atendimento aos pacientes do SUS, ofertando exames mais rápidos, diagnósticos ágeis e tratamentos precoces, por meio de um método não invasivo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright wp-image-67494 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/11/f2a23256-57cf-4688-b8e5-c9b8097af0dd.jpeg" alt="" width="768" height="432" />O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), adquiriu um novo equipamento de medicina nuclear, a câmara gama. Este aparelho substituiu o antigo que estava em funcionamento há aproximadamente 20 anos. O investimento foi de R$ 2,3 milhões, proveniente de recursos de emendas parlamentares.  Após a instalação, o equipamento passou por teste e a equipe assistencial passou por capacitação. </p>
<p>Segundo o físico-médico da Unidade de Diagnóstico Especializados (UDE) do HUSM, Guilherme Lopes Weis, o equipamento antigo estava defasado e funcionando abaixo de sua capacidade. “Com a aquisição do novo equipamento câmara gama, melhoramos significativamente nossos padrões de segurança e qualidade. Este equipamento permite exames com menores doses de radiação e menores tempos de aquisição das imagens, proporcionando maiores benefícios aos pacientes e à equipe assistencial”, explicou Guilherme.</p>
<h3>Benefícios e avanços</h3>
<p>As imagens funcionais produzidas pela câmara gama demonstram o funcionamento do órgão a ser estudado, utilizando um método de diagnóstico por imagem não invasivo e com doses de radiação relativamente baixas para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no HUSM-UFSM. Segundo as médicas nucleares do Setor de Medicina Nuclear do HUSM, Maria Cecília Dambrós Gabbi e Clarissa Pereira Bornemann, as principais linhas diagnósticas incluem a investigação de metástases ósseas, artrites, isquemia ou infarto miocárdico, disfunções renais e alterações de tireoide.</p>
<p>O novo equipamento, com tecnologia de última geração, atenderá com maior agilidade a demanda do HUSM. “Além disso, alguns estudos, que antes não conseguíamos realizar, serão feitos com o equipamento atual, como cintilografias de tireoide, que precisavam ser encaminhadas para fora do HUSM, pois nosso equipamento não era hábil para realização”, destacou Clarissa.</p>
<p>Dentre as principais vantagens do novo equipamento estão a redução do tempo de realização dos exames, que será praticamente à metade em vários tipos de cintilografias. Como detalhou Maria Cecília: “Agora, com as duas câmaras funcionando perfeitamente, o exame poderá ser adquirido de forma mais rápida e completa, por gerar mais imagens e em menos tempo. Além de comodidades adicionais, como maca específica para crianças e opção de alguns estudos serem adquiridos com o paciente na maca hospitalar (sem precisar movê-lo)”.</p>
<p>Os benefícios incluem maior agilidade diagnóstica, mais conforto para os pacientes, aumento no rol de exames oferecidos e a possibilidade de início mais precoce de tratamentos que exigem o exame de medicina nuclear. A expectativa é que o novo equipamento permita realizar um número maior de exames por mês, reduzindo o tempo de espera dos pacientes. Além disso, deve otimizar diversos tratamentos, possibilitando o início precoce de quimioterapia, radioterapia ou intervenção cardiológica.</p>
<p><em>Texto:</em> <i>Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Caminhada Rural de São Geraldo agitou o final de semana em Itaara, RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2024/10/30/caminhada-rural-de-sao-geraldo-agitou-o-final-de-semana-em-itaara-rs</link>
				<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 17:54:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[geoparques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[caminhada]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[passeio]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=10675</guid>
						<description><![CDATA[Em evento que passou por lugares históricos, belezas naturais e propriedades, Itaara marcou a retomada da Caminhada Internacional na Natureza em 2024. 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">No domingo, 20 de outubro, Itaara promoveu um evento único com a emocionante Caminhada Internacional na Natureza. O encontro, iniciado na Capela São Geraldo, localizada no km 23, começou às 8h com uma apresentação da comunidade sobre São Geraldo, pároco da comunidade, marcando a importância da fé e da religiosidade no rural Itaarense. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após, os trabalhos de orientação foram conduzidos pelo extensionista rural Aliel Corrêa, do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Itaara, dando as boas-vindas aos participantes e informando-os sobre as orientações da caminhada. Monique Chaves, supervisora do escritório regional da Emater/RS-Ascar Santa Maria, apresentou a proposta e também explicou o funcionamento da organização local através dos carimbos e do passaporte ao final da caminhada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O evento rural reuniu 161 entusiastas da natureza e de caminhadas que percorreram cerca de 12Km de nível moderado, sem muitos obstáculos. Eliane Amoretti, moradora de Itaara, que realizou o trajeto acompanhada de sua filha, destacou que foi uma experiência tranquila e enriquecedora, porque, além das belas paisagens, a caminhada também proporcionou que ambas conhecessem um pouco mais sobre a história do município.  </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_10677" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-10677" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/2-Cemiterio-dos-Judeus-Itaara-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /> Primeiro cemitério de Judeus Israelitas do Brasil em Itaara, RS.[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Participaram da organização da caminhada 16 pessoas, envolvendo a colaboração de instituições (ODS 16), servidores públicos, famílias rurais, a Emater/RS e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Teve o apoio do Grupo Escoteiros Boca do Monte, do Grupo Andantes, da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Santa Maria, do Grupo Bandeirantes da Serra, do Caminho do Corredor Ecológico da Quarta Colônia e da Rede Brasileira de Trilhas. Alunos e servidores da UFSM lotaram um ônibus saindo do planetário da universidade para participar da caminhada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Kleber Ferretti, natural de Rio Verde – GO, e doutorando da UFSM, o ponto alto foi conhecer o cemitério dos primeiros imigrantes de judeus israelitas no Brasil, que fica localizado no trajeto pelo qual passa a caminhada. Outro ponto de destaque foi o almoço oferecido pela comunidade aos caminhantes e, também, a atenção das pessoas responsáveis pela recepção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao final da caminhada, foram servidos 180 almoços, com um cardápio que incluía risoto, churrasco, galeto, maionese, pão e saladas diversas. À tarde, foi realizada na comunidade a festa de São Geraldo, com uma apresentação da invernada artística do CTG Querência do Pinhal, um torneio de pênaltis e uma domingueira que ficou a cargo da banda CIA do Bailão. Além disso, o evento contou com feira de artesanatos e agroindústrias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Caminhada na Natureza em Itaara reforçou o compromisso com a sustentabilidade, o fortalecimento da agricultura familiar e o turismo rural, mostrando que é possível aliar desenvolvimento econômico (ODS 8), preservação ambiental (ODS </span><span style="font-weight: 400">11) e bem-estar social (ODS 3), em uma só caminhada. Na UFSM, a ação integra o Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (</span><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=72937"><span style="font-weight: 400">PROGEATER</span></a><span style="font-weight: 400">), que </span><span style="font-weight: 400">objetiva investir esforços em prol do desenvolvimento com foco no turismo rural e sustentável da Região Central do Estado do Rio Grande do Sul. </span></p>
<p> </p>
<p><b>Confira algumas fotos da caminhada: </b></p>
<p><img class="alignnone wp-image-10680 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/04-Caminhantes-1.jpg" alt="" width="1429" height="805" /></p>
<p><img class="alignnone wp-image-10678 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/10/3-Cavalos.jpg" alt="" width="1466" height="826" /></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400">Texto: Ezequiel Redin, Maria Francisca de Mello e Michele Hennig Vestena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Fotos: Ezequiel Redin; Michele Vestena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, da Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Projeto UFSM: Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) – Eixo: Fomento ao turismo rural – Caminhada Internacional na Natureza.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A CAMPANHA SETEMBRO AMARELO SALVA VIDAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/a-campanha-setembro-amarelo-salva-vidas</link>
				<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 13:09:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TC]]></category>
		<category><![CDATA[Traduzindo a Ciência]]></category>

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						<description><![CDATA[Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, promovida ao longo de todo o mês de setembro. A iniciativa, realizada no Brasil desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), visa aumentar a discussão e promover ações relacionadas ao tema. Em sua [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":294,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/wall-1.jpg" alt="" class="wp-image-294" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, promovida ao longo de todo o mês de setembro. A iniciativa, realizada no Brasil desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), visa aumentar a discussão e promover ações relacionadas ao tema. Em sua nona edição, o tema é "Se precisar, peça ajuda!" A campanha culmina no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro e apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>História:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O movimento Yellow Ribbon (Laço Amarelo) surgiu nos EUA após o suicídio de Mike Emme em 1994. Mike, um jovem de 17 anos que havia restaurado um Mustang 68 pintado de amarelo, lutava com problemas psicológicos não reconhecidos por seus familiares e amigos. No dia do seu velório, cartões com fitas amarelas e a mensagem "Se você precisar, peça ajuda" foram distribuídos, dando início ao movimento de prevenção ao suicídio. A cor amarela foi escolhida para representar a campanha devido ao Mustang de Mike, simbolizando a busca por apoio e a importância de pedir ajuda. Em 2003, a OMS instituiu o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio em 10 de setembro, e o movimento Yellow Ribbon se expandiu para 47 países. Os pais de Mike, Dale e Dar Emme, continuam a promover o programa, que já salvou cerca de 5 mil vidas, e enfatizam a importância de viver um dia de cada vez e buscar apoio, destacando que, apesar da dor, o legado de Mike continua a impactar positivamente muitas vidas.</span></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Epidemiologia do suicídio:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Dados da OMS indicam que o número de mortes por suicídio supera o de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a quarta principal causa de morte, após acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Entre 2016 e 2021, o Brasil viu um aumento de 49,3% nas taxas de mortalidade por suicídio em adolescentes de 15 a 19 anos e de 45% em adolescentes de 10 a 14 anos. As taxas de suicídio variam por país e gênero, sendo mais altas entre homens, especialmente em países de alta renda, e entre mulheres em países de baixa e média renda. A Europa registrou uma redução nas taxas, enquanto países do Leste Asiático, América Central e América do Sul observaram um aumento. Apesar de alguns países priorizarem a prevenção do suicídio, muitos ainda não possuem estratégias nacionais para enfrentá-lo, com apenas 38 países implementando tais políticas.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Você não está sozinho:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Para as pessoas que querem e precisam conversar, o </span><a href="https://www.cvv.org.br/"><span style="font-weight: 400">Centro de Valorização da Vida (CVV)</span></a><span style="font-weight: 400"> realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, por meio do telefone: </span><a href="https://www.cvv.org.br/ligue-188/"><span style="font-weight: 400">188</span></a><span style="font-weight: 400">, </span><a href="https://www.cvv.org.br/chat/"><span style="font-weight: 400">chat</span></a><span style="font-weight: 400"> ou </span><a href="https://www.cvv.org.br/e-mail/"><span style="font-weight: 400">e-mail</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:image {"id":293,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-100659-1024x417.jpg" alt="" class="wp-image-293" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Referências:</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">REIS, S. Setembro Amarelo: pais de jovem que deu origem à campanha contam que dor não tem fim e alertam: “se precisar, peça ajuda”. Disponível em: &lt;</span><a href="https://g1.globo.com/saude/saude-mental/noticia/2024/09/10/setembro-amarelo-pais-de-jovem-que-deu-origem-a-campanha-contam-que-dor-nao-tem-fim-e-alertam-se-precisar-peca-ajuda.ghtml"><span style="font-weight: 400">https://g1.globo.com/saude/saude-mental/noticia/2024/09/10/setembro-amarelo-pais-de-jovem-que-deu-origem-a-campanha-contam-que-dor-nao-tem-fim-e-alertam-se-precisar-peca-ajuda.ghtml</span></a><span style="font-weight: 400">&gt;. Acesso em 14 de Setembro, 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Setembro Amarelo - Prevenção ao Suicídio - Brasil. Disponível em: &lt;</span><a href="https://www.setembroamarelo.com/"><span style="font-weight: 400">https://www.setembroamarelo.com/</span></a><span style="font-weight: 400">&gt;. Acesso em 14 de Setembro, 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Setembro Amarelo é o mês dedicado a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Disponível em: &lt;</span><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2023/setembro/setembro-amarelo-e-o-mes-dedicado-a-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-prevencao-do-suicidio"><span style="font-weight: 400">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2023/setembro/setembro-amarelo-e-o-mes-dedicado-a-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-prevencao-do-suicidio</span></a><span style="font-weight: 400">&gt;. Acesso em 14 de Setembro, 2024.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Autores:</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b>Carolina Piccolo Carvalho</b><span style="font-weight: 400">, discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: </span><a href="mailto:carvalho.carolina@acad.ufsm.br"><span style="font-weight: 400">carvalho.carolina@acad.ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">, Lattes: </span><span style="font-weight: 400"> </span><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/3098931727210662 </span><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><b>Douglas Gonçalves Friedrichs</b><span style="font-weight: 400">, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: </span><a href="mailto:Douglas.friedrichs@acad.ufsm.br"><span style="font-weight: 400">Douglas.friedrichs@acad.ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">, Lattes: </span><a href="http://lattes.cnpq.br/3554617523788031"><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/3554617523788031</span></a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>DOPING: ENTENDA MAIS SOBRE O ASSUNTO COM NOSSO CONVIDADO ANDRÉ VALLE DE BAIRROS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/doping-entenda-mais-sobre-o-assunto-com-nosso-convidado-andre-valle-de-bairros</link>
				<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 13:03:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Dopagem]]></category>
		<category><![CDATA[doping]]></category>
		<category><![CDATA[drogadição]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TC]]></category>
		<category><![CDATA[Traduzindo a Ciência]]></category>

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						<description><![CDATA[O que é “Doping”? É fazer uso de qualquer substância que aumente seu condicionamento físico e que conste como proibida na lista divulgada pela WADA (acesse clicando em: lista oficial 2024). A Lista Proibida é dividida em substâncias e métodos proibidos a todo tempo, em competição e em esportes específicos. De acordo com o Artigo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:image {"id":290,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-100110.jpg" alt="" class="wp-image-290" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é “Doping”?</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">É fazer uso de qualquer substância que aumente seu condicionamento físico e que conste como proibida na lista divulgada pela WADA (acesse clicando em: </span><a href="https://www.gov.br/abcd/pt-br/composicao/atletas/substancias-e-metodos-proibidos/arquivos-lista-de-substancias-proibidas/Lista2024v.04.pdf"><span style="font-weight: 400">lista oficial 2024</span></a><span style="font-weight: 400">). A Lista Proibida é dividida em substâncias e métodos proibidos a todo tempo, em competição e em esportes específicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o Artigo 2.1.1 do Código Mundial Antidopagem, os atletas são responsáveis por qualquer substância, metabólito ou marcador que seja encontrados em suas amostras. Os casos de resultados positivos no teste  de antidopagem são conduzidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD), que irá julgar essas violações. Há duas possíveis consequências para o atleta: levar a uma suspensão definitiva ou provisória.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre nosso convidado: André Valle de Bairros</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Farmacêutico com doutorado em Toxicologia e Análises Toxicológicas, atuando como professor de Toxicologia Clínica pelo curso de Farmácia da UFSM, orientador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM e coordenador do Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), realizando projetos de pesquisa, ensino e extensão envolvendo Toxicologia e Análises Toxicológicas.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre nosso convidado: André Valle de Bairros</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:image {"id":285,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-095204.jpg" alt="" class="wp-image-285" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como é feita a detecção?</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">“Inicialmente, é necessário uma etapa pré-analítica, do qual a coleta de amostra (sangue e urina) é assistida pelo pessoal cadastrado pelo WADA (se for Olímpiadas). Sempre a coleta tem prova e contraprova, do qual são etiquetados e assinados pelo atleta para confirmar que não houve fraude ou adulteração de ambas as partes. Posteriormente vai ao laboratório, onde a amostra-prova passa por um processo de triagem analítica, que varia conforme o perfil de analito e prova esportiva.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Exames bioquímicos, esteroidais e hematimétricos são realizados para avaliar alterações significativas nos exames antidopagem. A análise de moléculas de baixo peso molecular, do qual a maior parte das drogas se enquadram, é realizada empregando cromatografia líquida ou gasosa acoplada a espectrometria de massas do tipo single. Para moléculas de grande peso como hormônios peptídicos (GH, eritropoetina recombinante humana, insulina, e outros), a análise é baseada em técnicas de radioimunoensaio, eletroforese em gel e western blotting.”</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como se confirma?</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">“Por cromatografia líquida ou gasosa acoplada a espectrometria de massas tipo Tandem ou acoplada a espectrometria de massas de alta resolução como QTOF (1) ou Orbitrap (2). Também há a GC-C-IRMS (3) que diferencia os isótopos de Carbono para verificar o uso de esteroides endógenos oriundo de aplicação externa.”</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:gallery {"linkTo":"none"} -->
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":287,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-095507.jpg" alt="" class="wp-image-287" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":288,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-095517.jpg" alt="" class="wp-image-288" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":286,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-095531.jpg" alt="" class="wp-image-286" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
<!-- /wp:gallery -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong> Estatísticas:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Tabela confeccionada em 2022, em que AAF  significa “adverse analytical findings” ou, ao traduzir, “resultados analíticos adversos”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As principais substâncias utilizadas são os esteroides anabólicos androgênicos, estimulantes, eritropoetina e diuréticos. Porém, atualmente o problema está também nas drogas sem registro químico, ou seja, que ainda não são identificadas devido desconhecimento das autoridades, conhecidas como “Designer Drugs”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um caso famoso relacionado a drogas não conhecidas foi da indústria Balco, que sintetizava esteroides anabolizantes sem registro químico, sem CAS, e que, dessa forma, não eram identificados nos exames de dopagem.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:image {"id":289,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-19-095738.jpg" alt="" class="wp-image-289" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>E como funciona para os atletas paraolímpicos?</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Alguns atletas com deficiência precisam de medicamentos de uso contínuo que podem incluir substâncias da Lista Proibida. Nesse caso, é preciso solicitar uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT), que dará ao atleta a permissão para a presença dessa substância em sua amostra biológica sem incorrer em uma Violação à Regra Antidopagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">OBS.: A AUT emitida pela Organização Nacional Antidopagem (ONAD) é válida apenas em âmbito nacional para períodos em competição e/ou fora dela.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Seize Oga, Márcia Maria de A. Camargo, José Antonio de O. Batistuzzo. Fundamentos de Toxicologia. 5 edição, 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">WADA. </span><b>2022 Anti-Doping Testing Figures. </b><span style="font-weight: 400">2024. Disponível em: </span><a href="https://www.wada-ama.org/sites/default/files/2024-04/2022_anti-doping_testing_figures_en.pdf"><span style="font-weight: 400">https://www.wada-ama.org/sites/default/files/2024-04/2022_anti-doping_testing_figures_en.pdf</span></a><span style="font-weight: 400"> . Acesso em: 15 agosto 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">CÔMITE PARALÍMPICO BRASILEIRO. </span><b>Notícias. </b><span style="font-weight: 400">São Paulo, SP: 2022. Disponível em: </span><a href="https://cpb.org.br/noticias/como-funciona-a-antidopagem-para-atletas-paralimpicos-que-usam-medicamentos/"><span style="font-weight: 400">https://cpb.org.br/noticias/como-funciona-a-antidopagem-para-atletas-paralimpicos-que-usam-medicamentos/</span></a><span style="font-weight: 400"> . Acesso em: 15 agosto 2024.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Autores:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b>Luísa dos Santos Furquim</b><span style="font-weight: 400">, discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail </span><a href="mailto:luisa.furquim@acad.ufsm.br"><span style="font-weight: 400">luisa.furquim@acad.ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">, Lattes: </span><a href="http://lattes.cnpq.br/6264603590739657"><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/6264603590739657</span></a><b>.</b></p>
<p><b>Roberta Danieli Marchesan</b><span style="font-weight: 400">, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail </span><a href="mailto:roberta.danieli@acad.ufsm.br"><span style="font-weight: 400">roberta.danieli@acad.ufsm.br</span></a><span style="font-weight: 400">, Lattes: </span><a href="http://lattes.cnpq.br/9252659605014994"><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/9252659605014994</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A CHINA DESCOBRIU A CURA PARA O DIABETES?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/a-china-descobriu-a-cura-para-o-diabetes</link>
				<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 21:25:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes Mellitus]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbio metabólico]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo de caso]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Traduzindo a Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento Experimental]]></category>

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						<description><![CDATA[Introdução O Diabetes Mellitus é um distúrbio metabólico que compromete o modo como o organismo processa a glicose. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), em 2021, cerca de 537 milhões de adultos, entre 20 e 79 anos, viviam com diabetes globalmente, sendo uma das condições crônicas mais prevalentes. Se as tendências atuais [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:group {"layout":{"type":"constrained"}} -->
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/Captura-de-tela-2024-09-06-181021-1024x376.jpg" alt="" class="wp-image-269" /></figure>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2>
<!-- /wp:heading -->

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<p><span style="font-weight: 400">O Diabetes Mellitus é um distúrbio metabólico que compromete o modo como o organismo processa a glicose. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), em 2021, cerca de 537 milhões de adultos, entre 20 e 79 anos, viviam com diabetes globalmente, sendo uma das condições crônicas mais prevalentes. Se as tendências atuais persistirem, estima-se que até 2045, 783 milhões de pessoas estarão convivendo com a doença. Os avanços na pesquisa sobre diabetes têm o potencial de transformar significativamente o manejo da doença, e consequentemente, a qualidade de vida de todos os afetados, trazendo esperança para milhões de pacientes.</span><span style="font-weight: 400"> </span></p>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>Distribuição do Diabetes Mellitus pelo mundo</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

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<p><span style="font-weight: 400">O diabetes afeta diferentes regiões e populações de maneiras variadas, refletindo tanto fatores genéticos quanto ambientais. A prevalência crescente exige uma atenção global, especialmente para encontrar soluções eficazes e acessíveis para todos os afetados.</span></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/image-1-1.jpg" alt="" class="wp-image-276" /></figure>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/931/2024/09/image-2.jpg" alt="" class="wp-image-273" /></figure>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>Principais tipos de Diabetes Mellitus</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

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<p>Tipo 1 - O diabetes Tipo 1 é uma condição autoimune em que o sistema imunológico do paciente ataca as células do pâncreas, tornando a produção de insulina insuficiente. É geralmente diagnosticado na infância ou adolescência e requer administração de insulina externa para o controle dos níveis de glicose no sangue. </p>
<p>Tipo 2 – É a forma mais comum da doença (entre 90 a 95% dos casos), e ocorre quando o corpo se torna resistente à insulina ou não a produz em quantidade suficiente. Está associada a questões genéticas e também ao estilo de vida. Obesidade, sedentarismo e má alimentação são fatores que elevam a chance de desenvolvê-lo.</p>
<p>Diabetes Gestacional – O Diabetes Gestacional ocorre durante a gravidez quando o organismo não consegue produzir insulina suficiente para atender às demandas adicionais. Embora, geralmente, se resolva após o parto, o Diabetes Gestacional pode implicar maiores riscos para a saúde da mãe e do bebê e aumentar as chances de a mulher desenvolver Diabetes Tipo 2 no futuro.</p>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>Avanços nas pesquisas sobre o Diabetes Mellitus</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Os cientistas empregaram uma abordagem experimental inovadora no tratamento. Inicialmente, foram coletadas células mononucleares do sangue do próprio paciente. Essas células do sistema sanguíneo foram então submetidas a um processo de modificação avançada, no qual foram reprogramadas para atuarem como células-tronco pluripotentes induzidas. As células pluripotentes são um tipo de célula que tem capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares especializados. Após a reprogramação, essas células foram induzidas a se diferenciarem em células produtoras de insulina, que são normalmente encontradas nas ilhotas pancreáticas e são responsáveis pela produção da insulina. Para finalizar, essas células foram transplantadas de volta no corpo do paciente.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>Metodologia do Estudo</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Os cientistas empregaram uma abordagem experimental inovadora no tratamento. Inicialmente, foram coletadas células mononucleares do sangue do próprio paciente. Essas células do sistema sanguíneo foram então submetidas a um processo de modificação avançada, no qual foram reprogramadas para atuarem como células-tronco pluripotentes induzidas. As células pluripotentes são um tipo de célula que tem capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares especializados. Após a reprogramação, essas células foram induzidas a se diferenciarem em células produtoras de insulina, que são normalmente encontradas nas ilhotas pancreáticas e são responsáveis pela produção da insulina. Para finalizar, essas células foram transplantadas de volta no corpo do paciente.</span></p>
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<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>O que eles descobriram? </strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b>Onze semanas após o tratamento:</b><span style="font-weight: 400"> O paciente não necessitava mais fazer uso de insulina externa;</span></p>
<p><b>Um ano após o tratamento:</b><span style="font-weight: 400"> Ele não precisava mais de medicamentos orais para controlar os níveis de glicose;</span></p>
<p><b>Exames posteriores:</b><span style="font-weight: 400"> Demonstraram que a função renal e pancreática melhorou significativamente.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>Limitações do estudo </strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Reconhecemos a importância deste estudo, no entanto, é crucial reconhecer suas limitações. Para que um estudo tenha relevância a nível clínico, é necessário que ele demonstre uma melhora significativa em uma amostra maior. Resultados obtidos em um único paciente são importantes, mas servem para direcionar novos estudos e não para fundamentar decisões clínicas definitivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro fator que deve ser levado em consideração, são potenciais influenciadores desta resposta. O indivíduo já havia passado por um transplante renal anteriormente e fazia uso de medicamentos imunossupressores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, também existem potenciais riscos, como a possibilidade de as células transplantadas se tornarem defeituosas e formarem tumores a longo prazo.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong><br>Conclusão </strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Embora longe de representar uma cura, este estudo representa um passo muito importante na pesquisa sobre o diabetes. Tratamentos envolvendo células-troncos ainda são experimentais e não estão prontos para uso generalizado. Portanto, são necessários estudos com amostra maior e delineamento clínico mais robusto para avaliar a segurança e a eficácia desse tratamento. A ciência progride com passos rigorosos, e é fundamental manter expectativas realistas.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><span><br></span><strong>Referências</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>American Diabetes Association. (2023). Tipos de Diabetes. Disponível em: <a href="https://diabetes.org/">https://diabetes.org/</a> Acesso em: 10 ago. 2024.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conselho Federal de Farmácia. (2024). Primeiro relato no mundo: estudo experimental cura homem de diabetes tipo 2. Disponível em: <a href="https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/20/05/2024/primeiro-relato-no-mundo-estudo-experimental-cura-homem-de-diabetes-tipo-2">https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/20/05/2024/primeiro-relato-no-mundo-estudo-experimental-cura-homem-de-diabetes-tipo-2</a> Acesso em: 10 ago. 2024.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>International Diabetes Federation (IDF). (2021). Diabetes Atlas 2021. Disponível em: <a href="https://diabetesatlas.org/">https://diabetesatlas.org/</a> Acesso em: 10 ago. 2024.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Wu, Jiaying, et al. Treating a type 2 diabetic patient with impaired pancreatic islet function by personalized endoderm stem cell-derived islet tissue. DOI: 10.1038/s41421-00662-3. Disponível em: <a href="https://www.nature.com/articles/s41421-024-00662-3.">https://www.nature.com/articles/s41421-024-00662-3.</a>. Acesso em: 10 ago. 2024.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><span><br></span><strong>Autora</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Isadora Zanon</strong>, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: isadora.zanon@acad.ufsm.br e link do currículo Lattes: </span><a href="http://lattes.cnpq.br/1224903091360952"><span style="font-weight: 400">http://lattes.cnpq.br/1224903091360952</span></a></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><!-- wp:heading --></p>
<h2 class="wp-block-heading"> </h2>
<p> </p>
<p><!-- /wp:heading --></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>HUSM promove ações para o Agosto Dourado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/20/husm-promove-acoes-para-o-agosto-dourado</link>
				<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 18:24:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=66582</guid>
						<description><![CDATA[Decorações, atividades e capacitações marcaram a campanha de incentivo ao aleitamento materno]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignright wp-image-66583 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-20-at-13.47.45.jpeg" alt="" width="375" height="500" />Nesta segunda-feira, dia 19, foi realizado o encerramento das atividades para o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, promovidas pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A campanha foi instituída no Brasil em 2017, por meio da lei nº 13.435, visando a conscientização a respeito da amamentação. No HUSM, todas as unidades da Linha Materno-Infantil se envolveram e promoveram as ações durante o mês, e a edição de 2024 teve o tema “Reduzindo a Lacuna: Apoio à Amamentação para Todos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A enfermeira do HUSM e responsável pela Consultoria do Aleitamento Materno, Cláudia Diaz, explica a necessidade de ações voltadas para esse tema: “A informação será a principal aliada na conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Para isso, ações em diversas áreas são realizadas, como por meio da promoção de ações educativas, de apoio e incentivo em toda a área Materno-Infantil, voltadas para gestantes, parturientes, puérperas, acompanhantes e profissionais das Unidades”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Neste mês, todas as unidades foram decoradas na cor dourada, com balões, mensagens de incentivo e lembrancinhas para as pacientes. No Centro Obstétrico, foram produzidos flyers sobre o contato pele a pele entre mãe e bebê, com capacitação setorial para a equipe de enfermagem, e também sobre a importância da Hora Ouro (primeira hora de vida do bebê após o parto), distribuídos durante o acolhimento das gestantes, puérperas (mulheres em período pós-parto) e familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na Unidade Tocoginecológica, foram distribuídas garrafinhas de água decoradas para incentivar a hidratação durante a amamentação, além da realização de rodas de conversa nas enfermarias e grupos semanais de gestantes, puérperas e familiares, para discussões a respeito do Aleitamento Materno.  A UTI Neonatal também realizou grupos de conversa com familiares e distribuiu cartões com frases de incentivo às mães.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No centro de Pediatria a decoração temática contou com orientações sobre os 10 passos do Aleitamento Materno, além de grupos com mães e bebês. O Ambulatório de Alto Risco (AGAR) criou o espaço “Cantinho da Amamentação”, para estimular a amamentação em salas de espera. O Serviço de Consultoria em Aleitamento Materno participou do 7º Seminário Integrado de Aleitamento Materno da 4ª Coordenadoria Regional da Saúde no dia 16 de agosto, com a mesa redonda “O papel das maternidades na redução das desigualdades em amamentação”, representada pela professora Claudia Diaz e pela professora adjunta do Departamento de Fisiologia, Geovana Bolzan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que ocorreu de 1º a 7 de agosto, o Setor de Internação Tocoginecologia realizou pinturas de barriga com as pacientes gestantes. Na entrada do HUSM, estão expostas fotografias de mães amamentando, que foram coletadas até o dia 16 e ficarão expostas até o final do mês. Além de ações de incentivo e conscientização, as atividades foram marcadas por muita música e dança, com a apresentação de Poderosas do Tetê no dia 15, dança materna com bebês em slings, e uma coreografia realizada pela equipe de enfermagem do alojamento conjunto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cláudia comenta a importância da realização do Agosto Dourado, que é uma iniciativa global proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e ganhou força a partir da década de 1990. “Como é uma campanha mundial de incentivo e apoio à prática da amamentação, todas as ações desenvolvidas provocam discussões e contribuições importantes, não só entre profissionais, mas na sociedade como um todo. Amamentar exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê e manter até os 2 anos, ou mais, é muito importante para a saúde de mulheres e crianças. Precisamos aumentar as taxas de aleitamento materno no Brasil e no mundo, pois seus benefícios são imensuráveis, tanto no âmbito biológico, como no âmbito afetivo e emocional”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O encerramento das atividades com mães, gestantes e familiares ocorreu ontem, no hall de entrada do 2º andar, com a apresentação do Coral Vozes do Vagão e Dança Materna. Ainda, a partir do dia 9 de setembro, será oferecida uma capacitação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), com o “Curso de Manejo, Incentivo e promoção da amamentação em um Hospital Amigo da Criança”, para profissionais da saúde que atuam diretamente com a assistência Materno-Infantil no HUSM. </span></p>
<h3>Importância da amamentação</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), publicado em 2021, no Brasil a prevalência do aleitamento materno entre crianças menores de 6 meses foi de 45,8%, o que está abaixo do recomendado. A amamentação é o único fator que, sozinho, pode reduzir em até 13% a mortalidade infantil de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, são inúmeros os benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê: a amamentação imediata após o nascimento pode reduzir a mortalidade neonatal; auxilia nas contrações uterinas - diminuindo o risco de hemorragia -; e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. Segundo a UNICEF, o leite materno promove um melhor crescimento e desenvolvimento, e protege contra doenças, agindo como a primeira “vacina” do bebê.</span></p>
<p><em>Texto: Giulia Maffi, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Foto: Arquivo pessoal de <span style="font-weight: 400">Cláudia Diaz</span></em><br /><em>Edição: Mariana Henriques, jornalista</em></p>
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