Será que o cérebro armazena engramas (isto é, traços de memória) na forma de mudanças físicas ou químicas duráveis que tenham sido provocadas por experiências e aprendizado?
Tonegawa mostrou que sim.
Sua pesquisa envolveu técnicas de ativação de um comportamento a partir da ativação de neurônios associados a um aprendizado, em situações nas quais tais aprendizados não seriam ativados — o que mostra que sim, a memória tem base no cérebro.
Por exemplo, você aprendeu a não gostar da sala, pois é muito fria, e gostar da cozinha, onde bate um solzinho. O que acontece, no entanto, se você estiver na cozinha e os neurônios associados ao aprendizado do conforto da sala forem ativados? Acontece que você se comporta, na cozinha, como se estivesse na sala.
Mas essa é apenas uma das realizações científicas de Tonegawa. Antes disso, em 1987, ele já havia recebido o Nobel de Medicina.
Você encontra o obituário de Tonegawa, escrito por Peter Mombaerts, em:
https://doi.org/10.1016/j.neuron.2026.08.018