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UFSM/FW inaugura Banco Vermelho e amplia debate sobre violência contra a mulher



Ação promoveu diálogo sobre a prevenção da violência e combate ao feminicídio no ambiente universitário.

Texto e fotos: Valentina dos Santos

O Núcleo de Assistência Estudantil (NAE) da Universidade Federal de Santa Maria Campus Frederico Westphalen (UFSM/FW) realizou no dia 17 de agosto de 2026, segunda-feira, a inauguração do Banco Vermelho. A iniciativa ocorreu no Hall de entrada do Prédio Principal do campus, sendo voltada à conscientização e enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher. Com o objetivo de trazer esses debates à comunidade acadêmica, a atividade contou com uma roda de conversa sobre a prevenção e a construção de caminhos para o combate à problemática.

Discentes, docentes e TAEs da UFSM/FW participantes da inauguração do banco vermelho do campus, decorado por Pedro Lima (agachado, à direita do banco, de boné), e de roda de conversa conduzida por Gláucia Tassinari (agachada, ao centro do banco). Foto: Valentina dos Santos.

O Banco Vermelho tornou-se um símbolo internacional de conscientização e mobilização pelo enfrentamento ao feminicídio e às diferentes formas de violência contra a mulher. A iniciativa está prevista na Lei nº 14.942, de 31 de julho de 2024, que instituiu o Projeto Banco Vermelho e estabeleceu ações de conscientização em espaços públicos, além da premiação de projetos desenvolvidos no âmbito do Agosto Lilás, período dedicado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Além de carregar mensagens de reflexão, os bancos instalados em espaços públicos disponibilizam informações e contatos que podem ser utilizados em situações de emergência, para busca de apoio ou realização de denúncias. A cor vermelha foi escolhida como forma de evidenciar e provocar a reflexão sobre a violência enfrentada diariamente por mulheres. Na UFSM, a iniciativa é coordenada pela Casa Verônica na UFSM Campus de Santa Maria e pelo Núcleo de Assistência Estudantil (NAE) no Campus de Frederico Westphalen.

Durante a inauguração, a assistente social Gláucia da Rocha Tassinari conduziu a roda de conversa e propôs reflexões sobre as diferentes manifestações da violência contra a mulher. Para iniciar o diálogo, perguntou aos participantes: “O que esse banco desperta em vocês?”. A partir da pergunta, o público compartilhou experiências e perspectivas sobre as possibilidades de enfrentamento à violência e os sinais que podem ser identificados em relacionamentos. “Nenhuma mulher consegue enfrentar a violência sozinha, é preciso uma rede de enfrentamento e acolhimento. É compromisso e responsabilidade do poder público e da sociedade como um todo”, afirma Gláucia.

A proposta visual do Banco Vermelho da UFSM/FW foi desenvolvida por Pedro Lima, estudante do curso de Jornalismo. Ao pesquisar outros exemplares da iniciativa, ele identificou uma estética semelhante entre os bancos e buscou criar uma composição que despertasse a atenção de quem passasse pelo local. As flores utilizadas na estilização representam os presentes que, em algumas situações, são oferecidos após episódios de violência, como pedidos de desculpas ou tentativas de amenizar o ocorrido. A partir dessa representação, surgiu a pergunta que acompanha o banco: “Para onde vão todos os buquês de desculpa?”. Para Lima, os buquês podem representar tanto a possibilidade de um recomeço quanto uma tentativa de reparar o que aconteceu, ao mesmo tempo em que provocam uma reflexão sobre o que ocorre quando a violência volta a se repetir.

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