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				<title>Programa nacional promove intercâmbio sem sair de casa</title>
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				<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 17:32:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
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						<description><![CDATA[Em sua 2ª edição, ‘Promover Andifes’ oportuniza interação entre 12 universidades brasileiras. Apesar do formato virtual, estudantes relatam experiências positivas. Viver novas experiências acadêmicas e conhecer novos lugares é o que motiva muitos estudantes a buscarem oportunidades de intercâmbio. No contexto pandêmico, essa vivência parecia não ser possível devido às restrições sanitárias necessárias. Entretanto, para [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p><em>Em sua 2ª edição, ‘Promover Andifes’ oportuniza interação entre 12 universidades brasileiras. Apesar do formato virtual, estudantes relatam experiências positivas.</em></p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/Capa-1024x576.jpg" alt="Ilustração colorida do mapa do Brasil, centralizado e preenchido na cor verde, com a divisão de estados em linha verde claro. Bandeiras amarelas identificam seis universidades: UFMA no Maranhão, UFRN no Rio Grande do Norte, UnB no Distrito Federal, UFU em Minas Gerais, UFES no Espírito Santo e UFSM no Rio Grande do Sul. À esquerda do mapa, fotos de 3 estudantes mulheres aplicadas em três celulares ilustrados. À direita do mapa, fotos de 2 estudantes, um homem e uma mulher, aplicadas em dois celulares ilustrados." width="1024" height="576" /></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Viver novas experiências acadêmicas e conhecer novos lugares é o que motiva muitos estudantes a buscarem oportunidades de intercâmbio. No contexto pandêmico, essa vivência parecia não ser possível devido às restrições sanitárias necessárias. Entretanto, para oportunizar a mobilidade acadêmica, ainda  em um novo formato, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior lançou o Programa de Mobilidade Virtual em Rede ANDIFES (Promover ANDIFES).  </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> Quatro Universidades Federais participaram de um projeto piloto, já na 2ª edição o número ampliou para 12 -  a UFSM foi uma delas. O objetivo é oferecer a mobilidade acadêmica de forma virtual,  e que os estudantes participem de até três disciplinas em diferentes Universidades. A oportunidade foi divulgada pelos meios de comunicação oficiais das universidades e pelas redes sociais, como Twitter.  Com isso, foram mobilizados cerca de 10 mil alunos em todo Brasil.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Entre as  instituições preferidas pelos 461 alunos da UFSM que se inscreveram no Promover Andifes, estão a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), seguida da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), e Universidade Federal de Rio Grande (FURG). Foram feitos 1.048 pedidos em disciplinas nas outras onze instituições participantes.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Da UFSM para o Brasil</strong></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A estudante Letícia Miolo, 22 anos, cursa Ciências Biológicas na UFSM e aproveitou a oportunidade para conhecer a Universidade de Brasília (Unb). A principal motivação foi cursar disciplinas que não constam na sua grade regular e aprofundar em assuntos de seu interesse. A estudante avaliou a experiência como positiva, não só pelos novos aprendizados que adquiriu, como também pela experiência de entender como funciona a dinâmica dentro de outra instituição. “Apesar da experiência ser virtual, consegui ter uma interação com a universidade e com as pessoas. Como é remoto, é muito mais acessível para mim do que se a mobilidade fosse presencial, uma vez que não precisei do deslocamento, nem precisaria parar o que estou fazendo agora na UFSM”, destaca Miolo.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Já a acadêmica Paôla Pfeifer, 23 anos, cursa Licenciatura em História e participou de disciplinas no centro-oeste, na Universidade de Brasília (UnB), e no nordeste, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). As diferenças culturais e geográficas marcaram a experiência, mas o apoio dos professores e colegas de turma auxiliaram na adaptação. “Na UFRN, a aula começa às 7h da manhã. Aqui no Rio Grande essa hora não é nem dia. Esse fato por si só já era formador de um diálogo e de trocas culturais, ambientais, sociais e geográficas”, compartilha Pfeifer.</p>
[caption id="attachment_3600" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/img1-1024x576.jpg" alt="Ilustração colorida do mapa do Brasil, centralizado e preenchido na cor verde, com a divisão de estados em linha verde claro. Três celulares ilustrados com fotos de três estudantes mulheres, dois à esquerda do mapa e o outro à direita. No primeiro celular, à esquerda do mapa, a fotografia de uma mulher com cabelos lisos e pretos, vestindo uma blusa de mangas compridas na cor caramelo. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Lorena Colares - Arquitetura e Urbanismo (UFSM)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Lorena à bandeira no estado de Minas Gerais, com a sigla UFU. No segundo celular, à esquerda do mapa, a fotografia de uma mulher com olhos claros, cabelos com mechas verdes e olhando para a direita. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Letícia Miolo - Ciências Biológicas (UFSM)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Letícia à bandeira no estado do Distrito Federal, com a sigla UnB. No terceiro celular, à direita do mapa, a fotografia de uma mulher com cabelos curtos e castanhos, usando óculos e sorrindo. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Paôla Pfeifer - História Licenciatura(UFSM)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Paôla à bandeira no estado do Distrito Federal, com a sigla UnB. Outra seta preta liga a fotografia de Paôla à bandeira no estado do Rio Grande do Norte, com a sigla UFRN." width="1024" height="576" /> Estudantes da UFSM cursaram disciplinas em outras universidades brasileiras[/caption]
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A diversidade de disciplinas ofertadas chamou a atenção de Lorena Colares, 22 anos, que cursa Arquitetura e Urbanismo no Campus UFSM - Cachoeira do Sul. Ela está em Bagé/RS e participou de disciplinas na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade de Brasília (UnB). “Me interessei por diversas disciplinas, principalmente as que estavam relacionadas à prática de arquitetura e urbanismo voltadas para uma abordagem diferente da convencional do curso”. Ela conta que considerou a flexibilidade  dos horários, pois como faz um curso noturno, teve a oportunidade de cursar matérias durante o dia. “Isso facilitou a minha grade de horários”, ressalta Colares.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Oportunidade mais acessível</strong></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A professora do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM - Frederico Westphalen , Cláudia Herte de Moraes, ministra a disciplina de Políticas Públicas em Comunicação que contou com alunos de outras instituições. “Acredito que é muito importante a mobilidade acadêmica, uma vez que tanto os estudantes da UFSM quanto de outras instituições podem buscar formação complementar diferenciada, procurando temas e disciplinas que são desenvolvidas de formas variadas”, destaca Moraes.</p>
[caption id="attachment_3601" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/img2-1024x576.jpg" alt="Ilustração do mapa do brasil em verde, com fundo cinza e textura parecendo papel amassado. À esquerda, a fotografia de uma mulher aplicada em um monitor ilustrado. A mulher, na faixa dos 40 anos, tem cabelos castanhos encaracolados e na altura dos ombros. Ela usa óculos e está sorrindo para a foto. À direita do monitor, a informação “Cláudia Herte de Moraes - Docente de Comunicação Social (UFSM-FW). Ministrou disciplina ofertada no Promover Andifes”." width="1024" height="576" /> Docente Cláudia Herte de Moraes ministrou disciplina ofertada no programa[/caption]
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM ofertou 502 vagas para estudantes de outras universidades, das quais 362 foram preenchidas. Foram disponibilizadas oportunidades para 110 disciplinas de diversos cursos e campi.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A docente destaca que a mobilidade virtual apresenta desafios culturais e de interação entre estudantes e professores, porém é uma oportunidade acessível por não envolver custos de deslocamento dos estudantes. “Acredito que para algumas disciplinas o sistema da mobilidade virtual possa ser inclusive um caminho possível de manutenção a partir destas experiências realizadas durante a pandemia”, aponta a Moraes. </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p><strong>UFSM de portas abertas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Carlos Alcântara, 21 anos, cursa Comunicação Social - Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e visitou o sul do país através da UFSM. “A mobilidade acadêmica é uma ferramenta essencial na formação de todo acadêmico que ama experimentar ambientes, formatos e conteúdos novos. Hoje eu digo que a mobilidade acadêmica que a UFSM me proporcionou me fez um pesquisador um pouco mais completo, mais a par da minha profissão”, compartilha Alcântara. Sobre a experiência de intercâmbio virtual, o aluno disse que precisou adaptar a rotina para conciliar o ensino remoto da UFMA e da UFSM. Além dos desafios da pandemia, as diferenças culturais geraram um choque, que foi superado pelo acolhimento recebido. “É impossível conhecer uma Universidade totalmente dessa forma, digital, mas eu conheci um recorte de uma universidade que é como a minha, uma mãe que acolhe todo mundo da melhor maneira possível”, destaca Alcântara.</p>
[caption id="attachment_3602" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/img3-1024x576.jpg" alt="Ilustração colorida do mapa do Brasil, centralizado e preenchido na cor verde, com a divisão de estados em linha verde claro. Dois celulares ilustrados com fotos de dois estudantes, uma mulher e um homem. No primeiro celular, à esquerda do mapa, a fotografia de um homem com cabelos castanhos e curtos, com bigode e cavanhaque. Ele usa óculos e veste uma camiseta branca com ilustração da Marvel. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Carlos Alcântara - Comunicação Social - Jornalismo (UFMA)”, identificando o estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Carlos à bandeira no estado do Rio Grande do Sul, com a sigla UFSM. No segundo celular, à direita do mapa, a fotografia de uma mulher morena com cabelos curtos e pretos. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Tayna Poppe - Agronomia (UFES)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Tayna à bandeira no estado do Distrito Federal, com a sigla UnB. Outra seta preta liga a fotografia de Paôla à bandeira no estado do Rio Grande do Sul, com a sigla UFSM." width="1024" height="576" /> UFSM recebeu estudantes de todo Brasil.[/caption]
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Direto do Sudeste para o Sul, a estudante Tayna Poppe, 23 anos, cursa Agronomia na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - Campus Alegre e participou de disciplinas na UFSM e UFMA. “É engraçado porque eu tenho aula no sul e no nordeste, então é nítido a diferença em tudo”, destaca Poppe. "Na UFSM, me interessei pela disciplina de Botânica Agrícola, por ser da minha área, também pela experiência de ter aula com pessoas do sul e pelo o que eu poderia aprender com eles, já que são referência no tema”, ressalta a estudante.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo informações da Agência de Notícias (<a href="https://www.ufsm.br/2021/06/01/cerca-de-10-mil-alunos-vao-participar-da-2a-edicao-do-programa-promover-andifes/">https://www.ufsm.br/2021/06/01/cerca-de-10-mil-alunos-vao-participar-da-2a-edicao-do-programa-promover-andifes/</a>), a UFSM participará também da 3ª edição do programa, prevista para o próximo semestre. Saiba mais sobre o Promover na UFSM (<a href="http://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd//promover">www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd//promover</a>) e na página da Andifes (<a href="https://www.andifes.org.br/">www.andifes.org.br</a>).</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right"><em>Reportagem: Stella Sampaio Silveira Zan de Santana</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O fenômeno das startups: como elas sobreviveram à pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/09/01/o-fenomeno-das-startups-como-elas-sobreviveram-a-pandemia</link>
				<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 05:35:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[agittec]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>

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						<description><![CDATA[A pandemia do novo COVID-19 alterou a rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo, o que impactou não somente os negócios tradicionais, como também as chamadas&nbsp;startups. No entanto, mesmo com as dificuldades que surgiram ao longo da pandemia, o modelo enxuto e de fácil pivotagem beneficiou essas empresas, devido à flexibilidade e fácil [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><img width="1024" height="676" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/01-1-1024x676.jpg" alt="Fotografia horizontal de um homem branco, com cabelo curto castanho, mexendo em um notebook, com vista de suas costas e perfil esquerdo. Ele veste camiseta na cor preta, e usa barba. Está sentado frente a uma mesa de cor amarelada, onde estão um notebook cinza e um monitor preto. No notebook, uma página branca com alguns retângulos e informações escritas. À direita do notebook, o monitor, com uma página azul escuro e códigos coloridos. Ao fundo, uma parede branca." loading="lazy">														</p>
<p>A pandemia do novo COVID-19 alterou a rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo, o que impactou não somente os negócios tradicionais, como também as chamadas&nbsp;<em style="color: #000000;font-size: 16px">startups</em>. No entanto, mesmo com as dificuldades que surgiram ao longo da pandemia, o modelo enxuto e de fácil pivotagem beneficiou essas empresas, devido à flexibilidade e fácil adaptação a mudanças.</p>
<h3>O que é uma startup?</h3>
<p>Startup é uma empresa jovem, com modelo repetível e escalável em um cenário de incertezas e soluções a serem desenvolvidas. Em geral, as startups têm base tecnológica, ou seja, usam intensivamente conhecimento científico e/ou tecnológico.</p>
<p></p>

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>A Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia, a Agittec, tem o papel de dar suporte às <em style="color: #000000;font-size: 1rem">startups</em> incubadas dentro da UFSM. Dentro das incubadoras, as empresas conseguem apoio científico e tecnológico, além do suporte operacional e da disponibilização de um espaço físico com valor mais acessível.&nbsp;</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<p></p>

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>Entretanto, com o início das medidas sanitárias de proteção ao Covid-19, essas entidades também precisaram rapidamente se reorganizar e se adaptar ao ambiente remoto. A administradora na coordenadoria de empreendedorismo da Agittec, Jeanne Mainardi, conta que a adaptação foi facilitada pelo formato de trabalho das <em>startups</em>. “Por estarmos no meio de empresas tecnológicas, a adaptação foi bem rápida”, afirma Mainardi. Também administrador na coordenadoria de empreendedorismo da Agittec, Anderson Paim conta que o desempenho das<em> startups</em> incubadas dependeu muito da forma como cada uma gerenciou a situação. “Umas tiveram desempenho melhores que as outras. Algumas quebraram de vez”, conta.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<p></p>
<p>									<a href="">Auster Tecnologia</a><br>
									<a href="">Mobart</a><br>
									<a href="">Softaliza</a><br>
									Auster Tecnologia</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/02.-AUSTER.jpg" alt="Imagem colorida da logomarca de uma empresa com o nome “Auster”. Em destaque, em caixa alta, a palavra “Auster”, na cor azul escuro. Na parte superior, centralizada, a ilustração de uma folha em tons de azul e verde. Na parte inferior, abaixo do nome Auster, alinhado à direita e em letras menores, a palavra &quot;tecnologia&quot;, na cor verde. Na parte superior, centralizado" width="284" height="186"></p>
<p><b>Setor de atuação: </b>Agricultura</p>
<p><b>Colaboradores:</b> 11 pessoas</p>
<p><b>Regime de trabalho:</b> Híbrido</p>
<p><b>Serviço oferecido:</b> A partir de um sistema, a <i>startup</i> identifica a dose ideal de nitrogênio a ser aplicada em cada região da lavoura. A Auster atende culturas como milho, feijão e algodão.&nbsp;</p>
<p><b>Situação:</b> De acordo com o diretor executivo, Saulo Penna, a Auster cresceu durante a pandemia, mas não graças à ela. Ao mesmo tempo, houve valorização das commodities, e o adubo ficou mais caro. Então, é um recurso que o agricultor precisou usar de uma forma mais inteligente. O serviço foi valorizado porque ele tem uma grande necessidade.</p>
<p>									Mobart</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/LOGO-MOBART.png" alt="Imagem da logomarca de uma empresa de nome Mobart. Centralizado, um retângulo com linhas pretas, vazado. Dentro desse retângulo, um retângulo menor, alinhado na aresta direita, centralizado. Logo abaixo, a palavra &quot;Mobart'', em caixa alta, na cor preta." width="228" height="226"></p>
<p><b>Setor de atuação: </b>Arte</p>
<p><b>Colaboradores:</b> 11 pessoas</p>
<p><b>Regime de trabalho:</b> Remoto</p>
<p><b>Serviço oferecido:</b> A <i>startup</i> possui um aplicativo onde é possível visualizar obras de arte em realidade aumentada. Dessa forma, é possível simular, em tempo real, a obra no ambiente desejado.&nbsp;</p>
<p><b>Situação:</b> De acordo com a CEO, Andrea Capssa, a Mobart previa a necessidade de tal tecnologia essencialmente no ano de 2025. No entanto, a pandemia antecipou esse processo. Para a Mobart, o novo normal foi um impulso e uma oportunidade de acelerar o seu desenvolvimento. Em 2020, a Mobart foi acelerada pela Samsung Ocean, e em 2021 recebeu aporte financeiro da Stars Aceleradora e da WOW Aceleradora.</p>
<p>									Softaliza</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/04.-SOFTALIZA-300x82.jpg" alt="Imagem da logomarca de uma empresa de nome Softaliza. Em destaque, a palavra &quot;softaliza&quot;. À esquerda, uma forma geométrica abstrata formada com triângulos vazados e sobrepostos." width="300" height="82"></p>
<p><b>Setor de atuação: </b>Eventos</p>
<p><b>Colaboradores:</b> 25 pessoas</p>
<p><b>Regime de trabalho:</b> Remoto</p>
<p><b>Serviço oferecido:</b> Antes da pandemia, a Softaliza oferecia um produto para gestão de associações científicas e um software de gestão de eventos presenciais. Com o surgimento da pandemia e a necessidade de adaptação às medidas sanitárias, a <i>startup</i> desenvolveu um programa para transmissão de eventos online, simulando eventos presenciais.</p>
<p><b>Situação: </b>De acordo com a CEO, Isabella Sakis, o crescimento da Softaliza foi impulsionado pela pandemia. A transição da equipe do presencial para o online foi um desafio, mesmo que tenha sido no ambiente remoto que a equipe tenha crescido, ganhando cerca de 20 novos membros. A Softaliza já realizou mais de 50 eventos, impactando mais de 50 mil pessoas. </p>
<p>A pandemia beneficiou empresas voltadas para a tecnologia, em especial as&nbsp;<em style="color: #000000;font-size: 16px">startups</em>, já que foi nelas que o mercado encontrou um terreno fértil para seu desenvolvimento em tempos de necessidade de afastamento social e isolamento. Empresas tradicionais podem ser mais inflexíveis frente a momentos que exigem rápida adaptação.</p>
<p>O economista e CEO da Stars Aceleradora, Aislan Menk, explica que as empresas tradicionais têm um custo fixo muito alto, especialmente com relação ao espaço físico. “Esses espaços têm custo. Tem custos de água, de luz, de internet, de segurança, de limpeza. São custos imobilizados muito altos”, explica.</p>
<p>Em contrapartida, as&nbsp;<em style="color: #000000;font-size: 16px">startups</em>&nbsp;tendem a ter custos mais enxutos. No caso das incubadas, a taxa paga pela utilização do espaço físico é cerca de dez vezes inferior à de uma sala comercial na cidade de Santa Maria. Dessa forma, tem vantagens significativas com relação a empresas tradicionais.&nbsp;</p>
<p>Como aprendizado levado dos tempos pandêmicos, Penna diz que “o momento de agora não é para sempre” e que hoje está muito mais atento às instabilidades que todo negócio pode sofrer. Já Capssa afirma que “diante das dificuldades, devemos buscar soluções” e explica que estar atento às oportunidades deve ser rotina em todos os momentos, não somente nos difíceis. Sakis aponta a resiliência como principal aprendizado.&nbsp;Menk conta que vê um grande potencial de desenvolvimento e inovação em áreas mais tradicionais na cidade de Santa Maria, como o comércio e a indústria. “Tem vários segmentos ainda pouco atendidos pelo mundo das&nbsp;<em style="color: #000000;font-size: 16px">startups</em>, e acho que essa é uma tendência”, explica.</p>
<p style="text-align: right"><em>Reportagem: Débora Hundertmarck</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cortes no orçamento afetam a segurança universitária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/31/cortes-no-orcamento-afetam-a-seguranca-universitaria</link>
				<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 17:20:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[cortes orçamentários]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[vigilantes]]></category>

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						<description><![CDATA[A UFSM, que possui um histórico de cortes orçamentários por parte do Ministério da Educação, agora também arca com as consequências da crise econômica causada pelo coronavírus. Em razão das constantes supressões financeiras, ocorridas desde 2017, inúmeros funcionários terceirizados responsáveis pela segurança do Campus tiveram seus contratos suspensos. Além da perda do emprego formal, o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":3589,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0057-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de uma guarita de vigilância de cor branca e azul desgastada, localizada em uma esquina de avenidas com pavimentação em paralelepípedos. Na parte superior, na face lateral esquerda da guarita, duas câmeras de segurança voltadas para a avenida à esquerda, vista em profundidade. Na parte superior, na face frontal da guarita, uma lâmpada refletora centralizada. Duas grandes janelas de alumínio com vidro transparente, se estendem da face frontal até as faces laterais da guarita. À esquerda, uma avenida com canteiro central e poucos carros estacionados. Ao fundo da guarita, uma grande árvore com galhos secos e outras árvores com folhagem verde escura se distribuem ao longo da imagem. À direita da imagem, duas edificações distantes, uma em cor terracota e outra em azul e branco." class="wp-image-3589" /><figcaption><strong>Guarita de Vigilância em frente ao RU funciona 24 horas por dia</strong>. <strong>Foto: Pedro Souza</strong></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM, que possui um <a href="http://coral.ufsm.br/midia/?p=38028">histórico de cortes orçamentários</a> por parte do Ministério da Educação, agora também arca com as consequências da crise econômica causada pelo coronavírus. Em razão das constantes supressões financeiras, ocorridas desde 2017, inúmeros funcionários terceirizados responsáveis pela segurança do Campus tiveram seus contratos suspensos. Além da perda do emprego formal, o monitoramento de uma área tão extensa - com mais de 1.863,57 hectares, segundo o <a href="https://ufsmpublica.ufsm.br/santamaria/sobre#:~:text=A%20extens%C3%A3o%20do%20campus%20universit%C3%A1rio,metros%20quadrados%20de%20%C3%A1rea%20constru%C3%ADda.">UFSMPublica</a> - também fica debilitado.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com dados do Núcleo de Vigilância da UFSM, até abril do ano passado, a Universidade contava com 42 postos de vigilância espalhados pelo Campus. Nos meses seguintes, esse número baixou para 33. Atualmente, a segurança é feita por 86 vigilantes e 30 vigias, profissionais que custam, para a Universidade, metade do valor de um vigilante. Com essa alteração, a economia foi de mais de R$90 mil. A principal diferença nas funções é que os vigias somente monitoram situações suspeitas nos arredores da Universidade e informam os vigilantes, que têm treinamento para intervir. Nas rondas, os vigias utilizam bicicletas. Tais mudanças foram empreendidas a fim de reduzir gastos no setor, consequência direta dos cortes orçamentários.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“É angustiante, não se faz mais na segurança com menos”, ressalta um vigilante, que preferiu não se identificar. Para compensar as baixas na equipe, o trabalho agora também é feito por 340 câmeras de segurança instaladas por toda a UFSM, além de portas com senha eletrônica e sistemas de barreira virtual com detector de movimentos. "Sem falar na constante insegurança quanto a nossa permanência no trabalho ou não. O pensamento é que a qualquer momento você pode ser demitido, mesmo tendo um bom desempenho”, desabafa o trabalhador. Para ele, “é nítido que, desde 2017,&nbsp; instaura-se um projeto de desvalorização da Educação Pública a nível nacional”, diz. Ressalta ainda que, com cada vez menos recursos financeiros do Governo Federal, torna-se quase impossível manter o básico para a manutenção e a segurança do Campus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro vigilante, que está na UFSM desde 1990 e foi dispensado em 2019, informa que houve demissão em massa por parte da empresa responsável pelos contratos terceirizados. “De 200, foram demitidos uns 70%, inclusive eu. A minha demissão ainda foi injusta, pois eu estava pronto para me aposentar e não poderiam me demitir”, desabafa. Dois anos depois, ele ainda não conseguiu trabalho fixo e o sonho da aposentadoria fica cada vez mais distante.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os cortes orçamentários ocorrem há pelo menos cinco anos. Em 2017, houve&nbsp; uma redução de R$25 milhões nas verbas para investimento e manutenção, isso fez com que 68 vigilantes tivessem seus contratos suspensos -&nbsp; cerca de 40% do total de funcionários -&nbsp; que resultou em uma economia de aproximadamente R$3 milhões. Nesse mesmo ano, a UFSM contava com pouco mais de R$150,28 milhões de orçamento vindos do governo federal.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ademais, em 2021, de acordo com dados da Pró-Reitoria de Planejamento, a Proplan, o orçamento discricionário total - que exclui gastos com pagamento de salários, que não passam pela reitoria - aprovado pela Lei Orçamentária Anual, diminuiu para R$107,7 milhões. Deste montante, R$14,7 milhões ainda é valor condicionado, ou seja, não é garantido, já que precisa ser liberado pelo Congresso Nacional. Mesmo que a totalidade do valor seja disponibilizado, o orçamento de 2021 é  20% menor do que o de 2020 e, em relação ao de 2017, a queda é de 28,7%.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/entenda-o-orcamento-da-ufsm/">dados concedidos</a> através do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mostram que  os recursos advindos da União, para custeio de investimentos e manutenções (vigilância, limpeza, água, luz, apoio administrativo, entre outros), somaram R$ 147,2 milhões no ano de 2020.  Deste valor, R$104, 3 milhões foram repassados para o Setor de Manutenção, e destes, pouco mais de R$37 milhões chegaram ao orçamento que visa suprir os contratos dos vigilantes. Conforme a Proplan, tal quantia para o Setor de Manutenção é muito menor do que a esperada, que era de mais de R$127 milhões.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":3590,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Infrografico-Proplan.jpg" alt="O infográfico na horizontal e em fundo branco apresenta os dados sobre os recursos advindos da União para alguns setores da universidade. No canto superior esquerdo, um gráfico em forma circular de cor majoritariamente azul escuro e uma pequena parte azul claro, dentro desse círculo há o valor de um bilhão e vinte cinco milhões de reais, representando o valor total repassado à universidade. O tom mais escuro representa o valor de um milhão e cem mil destinados a recursos obrigatórios, enquanto o tom mais claro refere-se aos cento e quarenta e sete milhões e duzentos mil repassados aos setores de investimentos e manutenções. Abaixo deste gráfico, uma seta cinza, direcionada para baixo, indica o gráfico de recursos obrigatórios.
O gráfico de recursos obrigatórios é menor e majoritariamente azul claro com uma pequena parte em cinza. Dentro do círculo há o valor de um bilhão e cem milhões, representando a totalidade de recursos obrigatórios. A cor cinza representa os trezentos e noventa e um milhões de reais destinados a aposentados. A cor azul clara refere-se aos setecentos e quinze milhões repassados a servidores ativos. O terceiro e último gráfico encontra-se no canto direito e é composto majoritariamente por uma parte azul escuro e uma parte menor bege. Dentro do círculo há o valor de cento e quarenta e sete milhões e duzentos mil destinados ao setor de investimentos e manutenções. A parte azul escuro refere-se aos cento e quatro milhões e trezentos mil reais destinados aos gastos com manutenções, enquanto o tom bege diz respeito aos quarenta e dois milhões e novecentos mil reais que chegaram ao setor de investimentos." class="wp-image-3590" /><figcaption><strong>Infográfico dos dados advindos da União para a Universidade</strong>. <strong>Reprodução: Proplan</strong></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Desmonte da educação</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao visitar a UFSM em maio deste ano, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, ressaltou as dificuldades enfrentadas em uma gestão educacional durante a pandemia. Segundo ele, a decisão dos cortes teria partido do presidente Jair Messias Bolsonaro - sem partido -, que tem como prioridade oferecer o auxílio emergencial à população. Em matéria <a href="https://www.ufsm.br/2021/05/12/ufsm-recebe-visita-do-ministro-da-educacao-e-inaugura-obras/">publicada no site da UFSM</a>, o Ministro ressaltou que o governo federal é obrigado a selecionar se constrói um prédio a mais na educação, ou se coloca um pouco mais de comida no prato dos brasileiros.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entretanto, como lamenta um dos responsáveis pelo Setor de Vigilância, esse projeto de desmonte das universidades públicas afeta negativamente a sociedade:  “se isso persistir, só vamos ter mais cortes, menos empregos, menos segurança e menos educação", finaliza.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":3591,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Ministro-da-Educacao-e-o-Reitor-da-UFSM-1024x683.jpg" alt="A fotografia, tirada em Plano Geral, mostra três pessoas em pé dentro de uma sala fechada, com paredes brancas com detalhes em amarelo. À esquerda, uma mulher, atrás de um púlpito preto com o brasão e o monograma da UFSM estampados, lê informações de um papel enquanto fala ao microfone. Logo depois, um homem de pele branca, calvo e de óculos, trajando roupas sociais e máscara de proteção. Na extrema direita está um homem de meia idade, com pele branca e cabelo castanho e curto, também vestindo roupas sociais e máscara de proteção. Entre os homens, apoiado em um cavalete em madeira, há um documento oficial. Ninguém olha diretamente para a câmera. Ao fundo, duas portas de madeira, em tom amarelo claro." class="wp-image-3591" /><figcaption><strong>Em maio, o reitor, professor Paulo Burmann (à direita) pôde conversar pessoalmente com o ministro da Educação Milton Ribeiro (à esquerda) durante evento na UFSM</strong><br><strong>Foto: Rafael Happke/Assessoria do Gabinete</strong></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Reportagem: Nick Santos e Isabelle Radtke.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Alunos e servidores com deficiência visual enfrentam desafios no Ensino Remoto</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/31/alunos-e-servidores-com-deficiencia-visual-enfrentam-desafios-no-ensino-remoto</link>
				<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 17:00:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[caed]]></category>
		<category><![CDATA[Deficiência visual]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[ensino remoto]]></category>
		<category><![CDATA[REDE]]></category>

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						<description><![CDATA[Mesmo com o avanço da vacinação contra o coronavírus, a UFSM segue com suas aulas presenciais suspensas desde o dia 16 de março de 2020. Um longo período que exigiu a adaptação de toda a comunidade acadêmica, para que fosse possível dar continuidade às atividades de forma remota. Durante o ensino remoto, alunos e servidores [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3583,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0013-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida, vista em profundidade, de uma calçada de concreto com piso tátil em cor rosa envelhecido. A calçada se localiza do centro para a esquerda da imagem. À esquerda da calçada, um canteiro com diversas árvores, lado a lado. Logo depois, uma rua com pavimentação de paralelepípedos. À direita da calçada um grande gramado. À direita do gramado, uma edificação branca seguida de um bosque fechado. Ao fundo, centralizado na imagem, um prédio cinza com aproximadamente nove pavimentos, e elementos de proteção solar na cor branca em todas as janelas. Em frente ao prédio, algumas árvores com copas cheias. Acima do prédio, o céu azul." class="wp-image-3583" /><figcaption>Piso tátil que leva até o prédio da Reitoria da UFSM. Foto: Pedro Souza</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mesmo com o avanço da vacinação contra o coronavírus, a UFSM segue com suas aulas presenciais suspensas desde o dia 16 de março de 2020. Um longo período que exigiu a adaptação de toda a comunidade acadêmica, para que fosse possível dar continuidade às atividades de forma remota. Durante o ensino remoto, alunos e servidores com deficiência visual não tiveram que lidar com barreiras físicas, mas se depararam com barreiras comunicacionais e metodológicas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Letícia Severo da Rosa, 41, que ingressou no curso de Comunicação Social - Jornalismo, no início de 2020, as dificuldades foram ainda maiores. Ela tem deficiência visual congênita e, apesar de já estar adaptada aos recursos tecnológicos, precisou se adequar às atividades propostas no ensino remoto.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A acadêmica de Jornalismo começou o curso pouco antes da suspensão das aulas e,&nbsp; sem a experiência presencial, enfrentou muitas dificuldades. Para ela, o suporte da comunidade acadêmica foi imprescindível nesse momento: “Tive o apoio do Núcleo [Subdivisão de Acessibilidade] e a boa vontade dos professores. Tive a chance de ter colegas bem engajados, bem solícitos, mas temos aquelas dificuldades que são inevitáveis”, disse a acadêmica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3584,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Leticia.jpg" alt="Foto horizontal e colorida, tirada em perfil,  de uma mulher negra, com cabelo preto, liso e comprimento pouco abaixo dos ombros, sentada em uma cadeira e mexendo em um notebook apoiado sobre uma mesa quadrada. A mesa está à direita na imagem. Próximo ao notebook, alguns aparelhos de radiojornalismo, como microfones e caixas de som. A mulher está em uma pequena sala, e  ao fundo, há uma parede revestida com espuma para isolamento acústico. À esquerda na imagem, uma porta está aberta." class="wp-image-3584" /><figcaption>Letícia produzindo conteúdo em um estúdio da Web Rádio União, rádio produzida pela União De Cegos Do Rio Grande Do Sul (UCERGS). Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Apoio psicológico e pedagógico</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd),&nbsp; que desde as interrupções das atividades presenciais atua de forma remota, desenvolve ações de apoio ao público da UFSM. A Subdivisão de Acessibilidade, criada em 2007, faz a mediação entre os professores, a coordenação, o aluno e seus colegas. O atendimento é realizado através de uma equipe multidisciplinar. Os serviços de apoio psicológico e pedagógico oferecidos, são importantes na inclusão e focados na permanência de alunos com deficiência visual na Instituição.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com a Técnica em Assuntos Educacionais, Fabiane Vanessa Breitenbach, quase toda semana alguma atividade é ofertada pela Subdivisão. É papel de toda a comunidade acadêmica possibilitar a construção de uma política de acesso e permanência dos alunos com baixa visão e cegos matriculados na UFSM. Esses eventos e palestras surgem como um caminho importante na busca da acessibilidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo dados disponibilizados pelo CAEd, no ano passado foram ofertadas treze (13) palestras, totalizando 547 participantes: “É um número maior quando comparado aos eventos presenciais que fazíamos antes da pandemia. Além disso, com as edições online estamos atingindo o público externo à UFSM, de outras universidades e também países, pessoas que, se fosse na modalidade presencial, não teriam como participar dos nossos eventos”, afirmou Breitenbach.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além da adaptação dos profissionais, é necessário que haja uma adequação dos materiais fornecidos aos alunos deficientes visuais. &nbsp;A acadêmica de Jornalismo explica que os leitores de tela são softwares que podem ser instalados em computadores ou em aparelhos celulares. Eles percorrem textos e imagens, lêem em voz alta tudo o que ele encontra na tela. No ano passado, a estudante passou por algumas dificuldades em relação ao material disponibilizado no ensino remoto: “Quando tiram fotos do livro, às vezes aparecem umas dobras, coisas que atrapalham o leitor de tela. O leitor de tela só vai ler aquilo que ele conseguir identificar”, explicou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando alunos com deficiência visual ingressam, a própria Subdivisão de Acessibilidade entra em contato com os professores para informar a existência do serviço de adequação de material, seja no início ou ao longo do semestre, através de um <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeG2TlUv8Sc-idmP5NIt7-LZ_fz8WG0GZzxRexdNAer8Zfx8g/viewform">formulário eletrônico</a>. É importante lembrar que, além de bem adaptado, o material precisa ser disponibilizado com antecedência no Moodle ou e-mail do estudante.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os serviços disponibilizados pela Subdivisão de Acessibilidade não se resumem ao auxílio com materiais:&nbsp; “Temos [acesso à] profissionais que atendem em um horário disponível para nos dar suporte nas dificuldades que temos na vida acadêmica, como execução de alguma tarefa ou dificuldades de acesso, e até mesmo em assuntos pessoais”, expõe Da Rosa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Respeito às individualidades</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O CAEd salienta que a comunidade acadêmica precisa estar atenta às individualidades de cada aluno. Breitenbach explica que ter experiência com um estudante cego ou de baixa visão, não quer dizer que sabemos lidar com todos: “Precisamos estimular o uso dos recursos disponíveis. Se um aluno não conhece Braille ou não sabe utilizar os leitores de tela, isso não significa que ele nunca vai aprender. Tudo é ensinado”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Um clique de vocês [estudantes sem deficiência] são inúmeros comandos que acionamos no teclado. Então, às vezes, vamos conseguir ter acesso a algum material, mas ele não vai se tornar prático para aquele momento”, compartilha a acadêmica. “Além dessas questões mais abrangentes, tem a questão individual de cada um”, complementou a aluna.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para a acadêmica de Pedagogia, Rutiléia Campos, a adaptação ao ensino remoto foi mais complicada. Devido à deficiência visual, Rutiléia deixou de estudar na adolescência. Voltou a estudar depois de 20 anos, através do EJA, modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Prestou a prova do Enem e ingressou no curso de Pedagogia em 2020, na UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Foi bastante complicado, entrei junto com a pandemia. O desafio foi maior para mim, pois tive que utilizar a tecnologia. Não entendia nada de computador. A mudança foi muito grande. Cheguei a pensar em desistir”, desabafou Rutiléia. O apoio do CAEd foi um fator decisivo na sua permanência. “O atendimento é incrível, me auxiliou bastante, junto com minhas monitoras”, contou a aluna.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Rutiléia não esconde a felicidade: “Hoje já consigo dominar o Moodle. Aprendi a utilizar o e-mail. Às vezes não acredito que consegui. Me sinto uma vencedora ao alcançar esses objetivos que eu sonhava. Quero trabalhar na área da Educação Especial, da acessibilidade. Estou cheia de sonhos e de projetos. Ninguém é incapaz”, declara a acadêmica de Pedagogia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As expectativas de um retorno ao presencial são altas para as duas discentes. A comunidade acadêmica quer o retorno. Independente da data, o importante é que a Universidade inclua cada vez mais esses alunos, e ofereça condições para um aprendizado efetivo em todos os setores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Acessibilidade em todos os setores</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Primeira servidora cega a chegar na UFSM, a técnica-administrativa Fernanda Taschetto, iniciou suas atividades na instituição em 2005. Desde lá, acompanha o crescimento da instituição nas questões de acessibilidade e inclusão: “Avançamos na remoção das barreiras arquitetônicas, comunicacionais e metodológicas, e aprendemos com a necessidade específica de cada pessoa que ingressa na UFSM”, conta Taschetto.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3585,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Fernanda-Taschetto-1024x519.jpg" alt="Foto horizontal e colorida, centralizada e enquadrada do peito para cima, de uma mulher branca, deficiente visual, com cabelo castanho, liso e comprimento na altura do ombro. Ela está sentada no corredor de uma biblioteca, entre duas estantes de livros. Ela veste uma blusa estilo regata, branca, com estampas na cor dourada e rosa. A mulher usa acessórios como brincos e uma corrente dourada no pescoço.  Ela está com o olhar voltado para a câmera com expressão neutra. Nas estantes, há diversos livros organizados por categorias." class="wp-image-3585" /><figcaption>Fernanda Taschetto na biblioteca do Centro de Educação. Foto: TV Campus</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A servidora tem uma doença degenerativa na retina que começou a se manifestar a partir de seus 12 anos. Com a evolução da doença, Fernanda perdeu a visão. “Hoje sou cega, mas tenho sentimentos bem diferentes do que naquele tempo [da adolescência], justamente pelo meu amadurecimento. Minha dependência na locomoção é a maior dificuldade que enfrento”, conta a técnica-administrativa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os colegas da biblioteca do Centro de Educação nunca tinham convivido com uma pessoa com deficiência visual antes de conhecerem a servidora. A primeira medida adotada foi a adaptação do computador com um leitor de tela, o que é fundamental para proporcionar a autonomia de deficientes visuais. Em um primeiro momento, houve estranheza e dúvida quanto às atividades que a técnica-administrativa poderia realizar, mas com a convivência essas barreiras foram vencidas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3586,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Fernanda-Trabalhando-1024x582.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de uma mulher, deficiente visual, branca com cabelo castanho, liso e comprimento na altura do ombro, sentada atrás de uma mesa e digitando no teclado de um computador. Apoiada em um monitor de cor preta, uma placa branca com a informação “Não posso vê-lo, mas posso atendê-lo. Chame-me! Fernanda”. À esquerda, uma parede com janelas amplas. À direita, ao fundo, um globo terrestre apoiado sobre uma bancada. A mulher veste uma blusa estilo regata, branca, com estampas na cor dourada e rosa, e usa uma corrente dourada no pescoço.  Ela está com o olhar voltado para a o teclado do computador. Ao lado do monitor, alguns fios e aparelhos como mouse e um leitor de código de barras." class="wp-image-3586" /><figcaption>Fernanda em sua mesa de trabalho com um aviso sobre a deficiência visual. Foto: TV Campus</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A técnica-administrativa destaca a atuação da Subdivisão de Acessibilidade junto às necessidades da comunidade acadêmica como fator importante no acolhimento de pessoas com deficiência: “Vejo o interesse crescente no desenvolvimento de projetos e na procura por palestras, capacitações e cursos nestas áreas. Avançaremos cada vez mais”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com o retorno às atividades presenciais mais histórias de inclusão como a de Taschetto, podem acontecer. Ser diferente não é ser incapaz. Histórias assim nos motivam a buscar, todos os dias, uma constante evolução e aprendizado para conviver com as diferenças.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>CAEd possui diversos setores de apoio:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":3594,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/09/image2-1024x600.png" alt="Imagem do fluxograma da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED). Na parte superior da imagem, centralizado, está uma caixa (retângulo) na cor azul, com a escrita CAED. Abaixo, ligadas a ela, estão cinco caixas – três na cor laranja e duas na cor verde. Na cor laranja estão, da esquerda para a direita: a caixa com a escrita Acessibilidade, a caixa com a escrita Apoio à Aprendizagem e a caixa com a escrita Ações Afirmativas. Na mesma linha, as caixas verdes são, respectivamente, a caixa com a escrita Saúde Mental e a caixa com a escrita Observatório de Inclusão. Abaixo da caixa com a escrita Acessibilidade estão, uma abaixo da outra, 11 caixas na cor laranja claro, representando as ações desenvolvidas: Adaptação de textos; Atendimento Educacional Especializado; Atendimento Fonoaudiológico; Atendimento com Terapeuta Ocupacional; Audiodescrição (AD) e Descrição de imagem; Gravação em Libras; Tradução e Interpretação Língua Brasileira de Sinais; Orientações à comunidade acadêmica; Palestras; Produção de materiais; e Projetos, sendo as 4 últimas caixas em tom de laranja ainda mais claro. Abaixo da caixa com a escrita Apoio à Aprendizagem estão, uma abaixo da outra, 12 caixas na cor laranja claro, representando as ações desenvolvidas: Acompanhamento Resolução 33/2015; Atendimento Pedagógico; Avaliação Psicopedagógica; Monitoria de Física; Monitoria de Língua Portuguesa e Produção textual; Monitoria de Matemática; Monitoria de Química; Orientações Resolução 33/2015 aos servidores; Orientações à comunidade acadêmica; Palestras e Minicursos; Produção de materiais; e Projetos, sendo as 4 últimas caixas em tom de laranja ainda mais claro. Abaixo da caixa com a escrita Ações Afirmativas estão, uma abaixo da outra, 10 caixas na cor laranja claro, representando as ações desenvolvidas: Monitoria de Apoio à Leitura de textos Acadêmicos; Monitoria de Apoio às Tecnologias digitais; Monitoria Indígena; Monitoria Português como Língua de Acolhimento; Participação em Ações de Ingresso Acadêmico; Rotas de Interação; Orientações à comunidade acadêmica; Palestras, Rodas de conversa e Cursos; Produção de materiais; e Projetos, sendo as 4 últimas caixas em tom de laranja ainda mais claro. Abaixo da caixa com a escrita Saúde Mental estão, uma abaixo da outra, 6 caixas na cor verde claro, representando as ações desenvolvidas nesta área: Atendimento Psicológico; Atendimento Psiquiátrico; Estágios; Palestras; Produção de materiais; e Projetos, sendo as 3 últimas caixas em tom de verde ainda mais claro. Abaixo da caixa com a escrita Observatório de Inclusão está uma caixa na cor verde com a descrição: Avaliação das ações de Inclusão na Universidade." class="wp-image-3594" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Você pode solicitar os serviços através dos links:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeG2TlUv8Sc-idmP5NIt7-LZ_fz8WG0GZzxRexdNAer8Zfx8g/viewform">Solicitação de adaptação de textos</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdy2r_7lMFxyePQvRQ-aDUkeAicO914kUGqY7sjVdhY4prCGw/viewform">Solicitação de apoio a trabalhos, pesquisas e eventos acadêmicos</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contatos para o suporte</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>CAED/Acessibilidade UFSM</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Telefone: (55) 3220 8730</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>E-mail: caed.acessibilidade@ufsm.br</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Reportagem: Camila Souto</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM é palco de testes de uma nova vacina contra a covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/30/ufsm-e-palco-de-testes-de-uma-nova-vacina-contra-a-covid-19</link>
				<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 17:34:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3578</guid>
						<description><![CDATA[Entenda, sob o olhar do pesquisador responsável e de voluntários, os bastidores dos testes da vacina SCB-2019 contra a Covid-19 na UFSM Em 16 de março de 2020, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais em decorrência da Covid-19, mas não deixou de atuar no combate à doença. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><p><em>Entenda, sob o olhar do pesquisador responsável e de voluntários, os bastidores dos testes da vacina SCB-2019 contra a Covid-19 na UFSM</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 16 de março de 2020, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais em decorrência da Covid-19, mas não deixou de atuar no combate à doença. Ações foram realizadas em diversas áreas, desde pesquisas sobre o coronavírus até a busca pela conscientização social sobre medidas preventivas. No dia 25 de maio de 2021, a UFSM dispôs, em suas plataformas digitais, o chamamento de voluntários para a realização do teste clínico da vacina SCB-2019, patrocinada pela empresa chinesa <em>Sichuan Clover Biopharmaceuticals</em>.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No dia 16 de abril de 2020, a <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br">Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</a> autorizou a testagem da SCB-2019 contra a Covid-19 aqui no Brasil. A vacina em questão é uma proteína recombinante de fusão de trímero da espícula (S) do Sars-CoV-2 co administrada com um adjuvante CpG 1018/Alum em duas doses, com intervalo de 22 dias. A pesquisa está sob a coordenação do médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, chefe da <a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/ensino-e-pesquisa/pesquisas/upc">Unidade de Pesquisa Clínica (UPC) </a>do Hospital Universitário de Santa Maria - HUSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para ser voluntário nos testes da SCB-2019, também chamada de <em>Clover</em>, as pessoas interessadas tiveram que preencher um formulário e realizar uma inscrição prévia. O estudo foi pensado para ocorrer no formato randomizado, ou seja, um grupo de pessoas seria vacinado e outro receberia um placebo (denominado grupo controle).&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><p>O grupo controle, como destaca Schwarzbold, é&nbsp; a denominação para os participantes que receberam um produto que imita a própria vacina: “É um soro fisiológico que utilizamos para comparar com a vacina, porque é desse modo que vamos avaliar a eficácia dela.”. Apenas ao final da pesquisa é que os voluntários saberão se receberam ou não a vacina.&nbsp;</p>
[caption id="attachment_3579" align="aligncenter" width="768"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Foto-1-768x1024.jpg" alt="A foto mostra duas placas brancas cravadas na terra, uma pequena à esquerda e outra maior, à direita. As placas estão uma ao lado da outra, no canteiro central de uma avenida com pavimentação em paralelepípedos. Na placa da esquerda está escrito ‘Estudos Vacina Covid-19’, logo abaixo está o logo da pesquisa da vacina de Oxford, ao lado está o emblema da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Na parte inferior dessa placa está uma seta, na cor preta, apontando para a esquerda. A placa maior, localizada no lado direito da foto, tem na parte superior o logo da pesquisa da vacina de Oxford e ao seu lado está o emblema da UFSM. Abaixo desses símbolos, escrito em preto, está a frase ‘Teste de Vacina Covid-19’. Na parte inferior dessa placa está uma seta, também na cor preta, voltada para a esquerda. Atrás das placas, um poste e uma árvore com folhas em verde escuro. Na rua da esquerda, ao fundo, um carro branco estacionado próximo ao meio fio." width="768" height="1024"> Placas indicam onde são realizados os testes de vacinas contra a Covid-19 na UFSM. Foto: Gustavo Salin Nuh[/caption]</p>
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<p>Os testes da vacina <em>Clover </em>ocorrem em três continentes - Ásiático, Europeu e Americano - e por serem em nível global, Schwarzbold informa que: “A vacinação em muitos países é um elemento crítico para que a gente possa, efetivamente, terminar o estudo e mostrar ao mundo uma nova vacina”. O médico conclui que a <em>Clover </em>é elaborada para causar pouca reação adversa, ou seja, espera-se que seja uma vacina muito bem tolerada, até mais do que as atuais, além de ser muito segura e eficaz. Ainda explica que com a tecnologia proteica, a vacina tem dados de eficácia iniciais muito bons e pode ser aplicada em crianças, principalmente por ter poucas reações adversas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como apresentado no <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/publicacoes-tecnicas/guias-e-planos/plano-nacional-de-vacinacao-covid-19/view">Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação</a>, são vacinadas faixas etárias cada vez mais jovens e esse pode ser um fator problema para a realização dos testes. De acordo com Schwarzbold, ao contrário do estudo da vacina de <em>Oxford</em>, há uma certa dificuldade em encontrar voluntários para os testes da vacina <em>Sichuan Clover Biopharmaceuticals: </em>“É muito difícil achar uma população acima de 30 anos, que não tenha sido vacinado ou que não tenha sido ofertado vacina, portanto eles não se submetem a avaliação”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O médico infectologista também destaca que além do problema em encontrar voluntários - fase já encerrada da pesquisa -, a atual dificuldade é manter os voluntários no acompanhamento do estudo: “Ao terem acesso à vacina, as pessoas acabam por não participar dos próximos meses de acompanhamento do estudo, sob pena de não estarem protegidos, uma vez que podem ter caído no grupo controle.”.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na visão de Schwarzbold, ter uma variedade de vacinas em circulação, ou disponíveis para aplicação, é sinônimo de dois grandes impactos: “O primeiro, um aumento da oferta do modo mais rápido possível com a nova vacina e segundo, a possibilidade de termos o que chamamos de imunização heteróloga, ou seja, misturar diferentes vacinas, o que é possível e está sendo estudado.”. O médico infectologista também ressalta que através desses estudos pode-se haver uma resposta imune mais eficaz.</p>
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<p>A testagem da vacina SCB-2019 é a quinta pesquisa contra o novo coronavírus autorizada pela Anvisa. Os estudos já aprovados são:</p>
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<!-- wp:list -->
<ul><li>O ensaio clínico da vacina desenvolvida pela <strong>Universidade de Oxford</strong> e a <strong>empresa AstraZeneca</strong> ocorreu no dia 2 de junho de 2020;</li><li>A vacina da <strong>Sinovac Research &amp; Development Co Ltd</strong>, em parceria com o Instituto Butantan, foi no dia 3 de julho de 2020;&nbsp;</li><li>O imunizante da <strong>Pfizer/BioNTech</strong>, aprovado no dia 21 de julho de 2020;</li><li>A vacina da <strong>Janssen-Cilag/Johnson</strong>, que ocorreu no dia 18 de agosto de 2020.</li></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, a pesquisa da <em>Clover </em>está na fase 2 de 3. Nessa etapa, o objetivo é avaliar a sua eficácia, incluindo a capacidade de gerar resposta imune e avaliar a sua segurança. &nbsp;Schwarzbold, o médico responsável pelo estudo na UFSM, relata que não há pressão em produzir o imunizante, mas sim a necessidade de termos estratégias vacinais cada vez mais eficazes, o que justifica o desenvolvimento de qualquer nova vacina. Além disso, o médico ressalta que a <em>Clover </em>é desenvolvida em parceria com a iniciativa Corvex, da Organização Mundial da Saúde, um consórcio entre diversos países que almeja aplicar o imunizante no mundo todo, inclusive naqueles países que têm menores condições econômicas. Com essa expectativa há a possibilidade, com essa vacina, de imunizar um bilhão e meio de pessoas, algo que não teríamos se tivéssemos poucas plataformas e poucas opções de vacinas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>O OLHAR DE VOLUNTÁRIOS NOS TESTES DA VACINA CLOVER</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudante de Comunicação Social - Jornalismo, José Vitor Goulart Zuccolo, 23 anos, é um dos voluntários da vacina <em>Clover </em>na UFSM. No dia 13 de julho de 2021, depois de saber que havia recebido o placebo, Zuccolo declara que o principal motivo de se candidatar para os testes foi: “A intenção de me imunizar o quanto antes, até porque eu moro com outras pessoas, então seria mais ou menos como tirar um peso das costas de eu ser um transmissor em potencial.”. Após saber que não havia recebido o imunizante, o graduando saiu dos testes da <em>Clover </em>para receber outro imunizante, conforme o plano de vacinação do município em que mora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O acadêmico acredita que o impacto dos testes da <em>Clover </em>serão positivos: “Se após os estudos tudo ocorrer conforme o esperado, logo a produção dela vai ser rápida, pois a grande maioria da população está ansiosa para ficar imunizada.”. Zuccolo também destaca que pode haver um lado negativo por a vacina <em>Clover </em>ser de origem chinesa:&nbsp; “Por conta da política atual que tem, de certa forma, sido contrária a determinadas coisas vindas da China”. Por fim, o jornalista em formação conclui que o país que desenvolve a vacina não deveria ser levado em conta, e sim se a vacina é eficaz, porque se trata de vidas que podem ser salvas através de uma nova vacina.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp; Outra participante na pesquisa do imunizante <em>Clover</em>, a estudante de Comunicação Social - Produção Editorial, Camila da Silva de Oliveira, 24 anos, diz que a motivação em participar como voluntária dos estudos da vacina foi pela vontade de ser imunizada e auxiliar na construção da pesquisa. Ela relata ter recebido a primeira dose da vacina no dia 28 de junho de 2021, e assim como Zuccolo, também recebeu o placebo, o que a possibilitou sair dos testes para receber outro imunizante, conforme o plano de vacinação do município em que vive. Oliveira informa o motivo de ter saído dos estudos: “Eu consegui me vacinar através da empresa na qual estagio”. A estudante diz estar mais segura por estar vacinada e enfatiza: “Fico muito feliz com a ciência, com o SUS. Que tenha muito mais investimentos em ambos, pois só a ciência salva”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre o impacto que a vacina <em>Clover </em>tem socialmente, Oliveira acredita que essa seja mais uma opção válida, pois acarreta em mais doses disponíveis e pode agilizar a vacinação de toda a população brasileira. Por fim, a estudante menciona a segurança dos testes e que o laboratório responsável pela pesquisa é conceituado e confiável.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mais duas participantes dos testes aceitaram falar sobre o assunto, mas pediram para não ter seus nomes revelados. Uma estudante de pós-graduação, 28 anos, relata que escolheu ser voluntária nos testes, pois&nbsp; queria contribuir com a Ciência e o desenvolvimento de uma vacina em meio à pandemia que estamos vivendo. A pós-graduanda reforça que: “Escolhi ser voluntária para ter a chance de ser imunizada antes, visto que com a minha idade demoraria mais para ser vacinada”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A outra participante, uma acadêmica de 27 anos, explica o porquê de participar como voluntária dos testes: “Queria contribuir com a pesquisa científica para o desenvolvimento de uma nova vacina, de modo a colaborar para o bem da sociedade”. Ainda explica que, um fator que a levou a ser voluntária, foi a possibilidade de se vacinar antes do período para a sua idade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>O OLHAR DE VOLUNTÁRIOS NOS TESTES DA VACINA DE <em>OXFORD</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A jornalista Janaína Wille, 23 anos, detalha que a vontade em contribuir com a ciência foi o primeiro fator que a levou a ser voluntária. Ao dar detalhes de sua participação no estudo, Wille explica que recebeu, em um primeiro momento, o placebo, não a vacina em si. A primeira dose da vacina <em>Oxford-AstraZeneca</em> foi aplicada no dia 22 de fevereiro de 2021 e a segunda dose foi feita no mês de maio de 2021.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Receber a segunda aplicação, conforme menciona Wille: “Foi muito legal e deu um pouco mais de segurança, porque, enquanto&nbsp; jornalista, eu trabalhava toda a pandemia presencialmente, saindo para rua, fazendo reportagens, contando a realidade aqui na cidade pra todo mundo. Não cheguei a trabalhar de casa, não consegui fazer um isolamento por conta da minha profissão”. Embora a aplicação das duas doses tenha trazido segurança, a jornalista destaca que não deixou de seguir os protocolos de prevenção contra a Covid-19: “Segui com o distanciamento, me cuidando, até porque a gente sabe que a vacina tem uma certa eficácia, ela ajuda a diminuir os índices de internações e de mortes.” A jornalista ainda pontua que poderia contrair o vírus, tornar-se uma transmissora e passar para outras pessoas que ainda não se vacinaram.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O jornalista Felipe Backes, 22 anos, é outro participante dos testes. Ele recebeu a primeira dose no dia 19 de outubro de 2020 e a segunda foi aplicada no dia 18 de novembro de 2020. Backes diz que o sentimento de segurança nos testes foi do início ao fim. Ele acredita que a UFSM é uma instituição consolidada e que a AstraZeneca - por ser uma empresa mundial - associada à Universidade de Oxford, foi um combo que gerou confiabilidade para participar do estudo. Em relação aos impactos sociais que os estudos têm socialmente, Backes diz não saber como mensurá-los, mas afirma que: “Tenho total consciência de que o papel do voluntariado impactou para que a vacina estivesse disponível tão cedo pro país, por mais que outras vacinas tivessem sido oferecidas antes ao Brasil.”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><p><strong>A CONTRIBUIÇÃO CIENTÍFICA DA UFSM PARA ALÉM DO ARCO</strong></p>
[caption id="attachment_3580" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0181-1024x683.jpg" alt="Fotografia de um prédio de seis pavimentos na horizontal e colorida. A perspectiva é da esquina mostrando a frente e a lateral do prédio. O prédio é na cor verde envelhecido, com tons de bege na parte frontal. Algumas das janelas estão abertas, outras fechadas. Centralizado na foto, o acesso para um estacionamento que fica em frente ao prédio. Alguns carros estão estacionados. No acesso ao estacionamento há uma placa de proibido com a informação &quot;Entrada proibida&quot;. À esquerda, algumas árvores com copa cheia. À esquerda, uma árvore sem folhas, uma casinha de luz na cor branca e algumas palmeiras." width="1024" height="683"> Prédio do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), local em que são realizados os testes de vacinas e o atendimento contra a Covid-19. Foto: Pedro Souza[/caption]</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dois estudos notórios de vacinas contra a COVID-19 foram feitos na UFSM. Como já mencionado, um deles foi a da vacina <em>Clover</em>, já o outro é associado à farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Com os estudos almeja-se acelerar o desenvolvimento e a fabricação do imunizante contra a COVID-19.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O responsável pelos testes na UFSM, o professor Alexandre Vargas Schwarzbold, do Departamento de Clínica Médica, ressalta que os estudos, tanto de Oxford quanto da <em>Clover</em>, tiveram financiamento privado. Schwarzbold informa que é a partir de dados concretos produzidos nas universidades que ocorre o financiamento de pesquisas com grande número de pessoas, ou seja, a experiência do centro de pesquisa clínica é um fator central. Exige-se também, uma estrutura laboratorial com equipes de dezenas de pessoas para trabalhar ao mesmo tempo, na UFSM, por exemplo, foram randomizadas em torno de 800 pessoas - mesmo com prazo curto, conclui o professor.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A participação da UFSM em estudos como esses faz com que a instituição ganhe mais visibilidade, credibilidade e possibilita novos caminhos para realizar mais projetos de vacinas, mais parcerias, incentivar a pesquisa, valorizar os profissionais e contribuir para o desenvolvimento da sociedade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Reportagem: Gustavo Salin Nuh</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Contato: salingustavo@gmail.com; @Gustavo_nuh</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Possível retorno com modalidades híbridas gera expectativa nos alunos do CEFD</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/30/possivel-retorno-com-modalidades-hibridas-gera-expectativa-nos-alunos-do-cefd</link>
				<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 15:10:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[modalidade hibrida]]></category>
		<category><![CDATA[REDE]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[A retomada às aulas no modo híbrido gera expectativa entre os alunos da Universidade. Os coordenadores dos cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já planejam a volta dos estudantes ao campus, mas ainda não existe previsão de datas. O diretor do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Rosalvo Luis Sawitzki, acredita que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":3563,"width":931,"height":620,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/cefd-1024x683.jpeg" alt="Foto horizontal da vista frontal de um prédio de cinco pavimentos. O prédio está pintado nas cores azul, amarelo e branco. Algumas árvores estão em frente ao prédio e o céu está nublado." width="931" height="620" /><figcaption>Foto: Pedro Souza</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>A retomada às aulas no modo híbrido gera expectativa entre os alunos da Universidade. Os coordenadores dos cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já planejam a volta dos estudantes ao campus, mas ainda não existe previsão de datas. O diretor do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Rosalvo Luis Sawitzki, acredita que o retorno às atividades presenciais irá ocorrer somente após a vacinação dos professores e dos alunos. A prioridade na volta será os formandos, para que eles possam encerrar as&nbsp; disciplinas que estão pendentes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Alguns pontos ainda dificultam o retorno das aulas, segundo o vice-diretor do CEFD, Gustavo de Oliveira Duarte, como a resistência de parte dos professores e a indisponibilidade dos estudantes em voltar, principalmente dos que estão fora do Município de Santa Maria. “Talvez, a partir da segunda dose, dos professores e alunos, o ensino híbrido possa ter maior aderência dos professores, mas ainda é uma hipótese”, comenta Duarte. É importante lembrar que os alunos terão certa autonomia na hora de escolher se retornam ou não.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>O vice-diretor revela que o CEFD trabalha no planejamento para o ensino híbrido. A tendência é de que as aulas voltem com parte da turma tendo aulas virtuais e a outra parte realiza atividades práticas, de modo reduzido, para evitar aglomerações e manter as orientações da Comissão de Biossegurança (CBio).</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Reestruturação dos cursos</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>A graduação em Educação Física teve de passar por uma reformulação para melhor atender os seus alunos, visto que existem inúmeras cadeiras práticas no decorrer dos oito semestres. O coordenador de Educação Física Bacharelado, Gabriel Ivan Pranke, conta como se deram as modificações: “Nós começamos a fazer uma reestruturação no curso, estabelecendo um plano para esse período onde algumas atividades práticas puderam ser substituídas por atividades práticas no modo remoto, naquelas onde isso era viável”. Pranke complementa que nas cadeiras onde não foi possível realizar essa adaptação, por conta da diminuição da qualidade, elas não foram encerradas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o diretor do CEFD, o momento de pandemia é um episódio único, que exige um aprendizado constante. A preocupação principal era manter os alunos em contato com suas disciplinas, mesmo que de forma remota, por meio das atividades: “Nós professores, temos uma característica pela presencialidade e este não é um modelo (REDE) que vai dar bons resultados, pois ele tem limitações. Mas estamos nos esforçando e criando condições para que possa funcionar da melhor forma possível”, completa Rosalvo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Expectativa para o retorno</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Os estudantes da UFSM estão acostumados com as aulas em REDE, mas a maioria deseja voltar para o campus. O aluno do sexto semestre de Educação Física Licenciatura, Moises Braga, comenta que está com saudades de ter aulas presenciais e que elas ajudam tanto os alunos, quanto os professores.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>O desejo da volta ao campus é ainda mais forte nos alunos que frequentaram presencialmente apenas um ano a Universidade, como é o caso do estudante de Educação Física Bacharelado, Natanaél Dos Santos de Almeida, 20 anos. Ele está no quinto semestre e não vê a hora de retornar para melhorar o seu desempenho como professor: “Eu estou com uma grande ansiedade para a volta do presencial. Pois acho importante estar dentro da universidade para fazer as práticas com os outros colegas, isso agrega muito no nosso conhecimento e na nossa aprendizagem. Além de somar no que nós vamos passar para os nossos alunos, quando formos trabalhar em uma escola, por exemplo”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Ademais, há alunos que iniciaram agora no ensino superior e ainda não tiveram aula no campus, como é o caso de Alexia Teles de Souza, 24 anos, que está no primeiro semestre do curso de Bacharelado. Ela cita a dificuldade de compreensão das atividades práticas: “Em algumas aulas práticas, ficamos em dúvida sobre como fazer, por mais que os professores nos auxiliem, existe uma dificuldade de realizá-las da melhor maneira possível", revela Alexia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Volta das modalidades esportivas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>O Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS), coordenado pelos professores Gabriel Ivan Pranke e Luiz Fernando Cuozzo Lemos, engloba os seguintes esportes: atletismo, basquete, canoagem, futsal, handebol, judô, orientação, rugby, tênis de mesa e voleibol. Quando as aulas presenciais foram paralisadas, eles precisaram se reinventar e o atendimento aos atletas, ocorreram por videochamadas. No entanto, praticamente todas as atividades do projeto de extensão foram pausadas totalmente logo no início da pandemia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>O coordenador Luiz Fernando Lemos comenta que a ideia do NIEEMS é voltar com todas as atividades esportivas e com os projetos sociais o mais rápido possível. Segundo Lemos, a retomada deve ser feita, primeiramente, pelos esportes aquáticos e coletivos, que agregam mais demanda. Algumas práticas esportivas, como futsal, handebol e atletismo, já voltaram, conforme todos os protocolos de segurança implementados pelo Comitê de Biossegurança Municipal.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/atletismo.jpeg" alt="Foto horizontal com os atletas abraçados, todos eles usando máscaras, em uma pista de atletismo. Eles seguram duas faixas, uma grande à esquerda e outra menor, à direita. Na faixa da esquerda, a escrita &quot;Atletismo UFSM”. Na faixa da direita, a bandeira de Santa Maria. Ao fundo, a arquibancada e uma área arborizada." /><figcaption>Foto: Arquivo pessoal / Luiz Fernando Lemos</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>O praticante de atletismo e estudante de Educação Física Bacharelado,&nbsp; Maurício da Silva Moreira, 22 anos, comenta que não é fácil treinar durante a pandemia. A pista de atletismo da UFSM não pode ser utilizada e os corredores estão tendo que improvisar, com treinamentos nas ruas. Além disso, atletas que necessitam de equipamentos, como pesos, discos e cordas, têm&nbsp; que se adaptar e treinar com o que tem em casa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro fator que foi afetado pela pandemia foram as competições esportivas. Após o retorno dos treinamentos, o Atletismo já participou de duas edições do Troféu Brasil, uma em 2020 e uma em 2021. Mas, para Moreira, as coisas estão acontecendo de maneira lenta. Por mais que as competições tenham voltado, elas estão ocorrendo poucas vezes ao ano, dificultando a melhora dos atletas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o futuro, Lemos, que coordena o Atletismo, tem a ideia de criar uma rede de captação de atletas&nbsp; na região central do estado.&nbsp; Segundo ele, após a inauguração da pista de competição, prevista para outubro de 2021, ocorrerá um fomento pelo esporte e isso irá viabilizar campeonatos entre atletas da região e muitos dos que participarem poderão ser chamados para representar a Universidade em campeonatos estaduais e nacionais futuramente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p><em>Reportagem: André Hercolani e Bruno Vargas.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Foto-de-Andre-Hercolani-1-768x576.jpg" alt="Foto horizontal de três atletas aquecendo, lado a lado, na pista de atletismo: uma mulher branca de cabelo longo preto e dois homens brancos de cabelo curto. Ao fundo, uma grande área arborizada." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0018-1-768x512.jpg" alt="Materiais de ginástica ao lado de árvores, em um lugar aberto com um prédio ao fundo." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0019-1-768x512.jpg" alt="Campo de futebol com área arborizada no fundo." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0024-1-768x512.jpg" alt="Quadra de esportes vazia com área arborizada no fundo." /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0016-1-768x512.jpg" alt="DSC_0016" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0025-1-768x512.jpg" alt="Quadra de esporte vazia, com grades ao redor." /></figure>			
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													</item>
						<item>
				<title>Entre desafios e adaptações: como os programas produzidos para as rádios universitárias seguiram durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/29/entre-desafios-e-adaptacoes-como-os-programas-produzidos-para-as-radios-universitarias-seguiram-durante-a-pandemia</link>
				<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 21:15:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[rádios universitárias]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Durante a pandemia, as Rádios Universitárias tiveram que continuar encontrando formas de ir ao ar, mesmo com estúdios vazios, assim como os programas precisaram se reformular para continuar a transmitir conteúdo. Foto: Arquivo Pessoal Marcelo De Franceschi dos Santos. Em março de 2020, assim como outras&nbsp; atividades da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), as [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/IMG_6726-Foto-Marcelo-De-Franceschi-dos-Santos-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal de dois letreiros, lado a lado, com a informação &quot;No Ar&quot;, dentro do estúdio da Rádio Universitária da Universidade Federal de Santa Maria. Os letreiros, em caixa alta e cor vermelha, estão inseridos em dois suportes em formato de paralelepípedo, na cor branca. Esses letreiros, quando iluminados, sinalizam que o programa de rádio está ao vivo naquele momento. O letreiro da esquerda, mais distante na imagem, está ligado, bem iluminado. O letreiro da direita, em foco na imagem, está desligado. Ao fundo da imagem, há o vidro que divide o estúdio e o setor onde a parte técnica da rádio fica." loading="lazy"><figcaption>Durante a pandemia, as Rádios Universitárias tiveram que continuar encontrando formas de ir ao ar, mesmo com estúdios vazios, assim como os programas precisaram se reformular para continuar a transmitir conteúdo. Foto: Arquivo Pessoal Marcelo De Franceschi dos Santos.</figcaption></figure>

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em março de 2020, assim como outras&nbsp; atividades da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), as Rádios Universitárias foram atingidas em cheio com o anúncio de que a pandemia agora fazia parte do contexto nacional. Com isso, a necessidade de isolamento social e da paralisação das aulas, que mal haviam começado, era urgente. De forma apressada, as programações radiofônicas tiveram que ser repensadas, já que a presença nos estúdios acabava de se tornar uma realidade distante, e os alunos, responsáveis por muitas apresentações, seguiam com suas aulas de forma remota. Entretanto, mesmo em meio às dificuldades, muitos programas adaptaram-se para continuar indo ao ar, até mesmo reinventando sua forma de criar conteúdo sonoro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em um primeiro momento, todas as gravações presenciais da <a href="https://farol.ufsm.br/transmissao/unifm">UNIFM</a> 107.9 e da <a href="https://farol.ufsm.br/transmissao/radio-am">Universidade</a> 800 AM, Rádios Universitárias da UFSM, do Campus Sede em Santa Maria, foram canceladas. Isso aconteceu para que houvesse tempo de adaptar as programações, que eram feitas ao vivo pelos servidores e pelos universitários.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><p>Nos estúdios, nenhum programa continuou ao vivo. O coordenador das rádios da UFSM, Marcelo de Franceschi dos Santos,&nbsp; comenta que o único programa ao vivo é o Panorama CCR, apresentado pelo estudante de Comunicação Social - Jornalismo, Gian Noal, que já possuía conhecimento de operações sonoras.</p>
[caption id="attachment_3560" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/IMG_6697-Foto-Marcelo-De-Franceschi-dos-Santos-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal colorida do setor técnico de um estúdio de rádio. Sobre uma bancada, há uma mesa de som entre dois monitores de computador. Ao centro, a mesa de som na cor cinza, com botões vermelhos e luzes amarelas, e um pequeno painel com números e detalhes sobre o som que está sendo transmitido da mesa para o rádio. O monitor à esquerda da mesa está ligado em uma tela de cor azul escuro. O monitor à direita da mesa está desligado. Junto aos monitores há equipamentos, como teclados, mouse e caixas de som. Ao fundo, há um vidro que mostra o estúdio da rádio, com as estruturas de suporte de microfone, onde são feitas as programações ao vivo." width="1024" height="683"> Nos estúdios, o vazio do trabalho remoto foi ainda maior em razão da mudança de prédio que a Coordenadoria das Rádios Universitárias está passando. Foto: Arquivo Pessoal Marcelo De Franceschi dos Santos.[/caption]</p>
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<p>No regime de trabalho remoto decretado pela Universidade, todos ficaram sem acesso aos equipamentos profissionais da rádio, o que tornou a produção um grande desafio. Contudo, alguns programas já analisavam a possibilidade de gravar em casa e, assim, terem seus programas veiculados na rádio.&nbsp;</p>
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<p>O coordenador das rádios da UFSM conta que alguns programas não conseguiram suprir um padrão de qualidade sem muitos ruídos, o que levou muitos quadros a deixarem de ser transmitidos: “Existe uma perda de qualidade considerável quando as gravações não são feitas com equipamentos sonoros e em estúdio com isolamento acústico.” Entretanto, ele comenta que quando esses áudios gravados em casa não possuem ruídos que dificultam o entendimento do som, eles podem ir ao ar.</p>
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<p>Mesmo fora dos estúdios, os alunos envolvidos em conteúdos veiculados nas rádios, tiveram que ter iniciativa e criatividade para adaptar as suas produções. O <a href="https://www.instagram.com/gritosdosilencio/?hl=pt-br">Gritos do Silêncio</a>, por exemplo, programa semanal da Rádio UNIFM - um projeto de extensão desenvolvido por alunos de Comunicação Social da UFSM, fez seu primeiro investimento nas redes sociais, com a utilização de ferramentas de foto e vídeo para retratar assuntos antes transmitidos ao vivo. Com a impossibilidade de inserção na rádio, o projeto seguiu suas atividades com o podcast, um formato que pode ser ouvido pela internet a qualquer hora, por meio do celular, computador ou outro aparelho digital. Assim, os acadêmicos tiveram que aprender a gravar seus áudios&nbsp; em casa, entrar em contato com fontes e fazer entrevistas de forma online, editar as gravações para depois veicular. Com possíveis auxílios e instruções das rádios da Universidade, segue-se com o objetivo de aprimorar a qualidade de gravação, com avaliações e ajustes das produções.&nbsp;</p>
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<p>Outro exemplo de projeto que precisou se adaptar foi o Radar Esportivo. Se no passado as produções eram voltadas para programas e transmissões ao vivo para Rádio, agora passou a investir mais em multiplataformas. São desenvolvidos conteúdos para perfis no <a href="https://www.instagram.com/radaresportivo/">Instagram</a>, <a href="https://twitter.com/radarufsm">Twitter</a>, <a href="https://www.facebook.com/RadarEsportivoUFSM/?ref=page_internal">Facebook</a>, e em&nbsp; plataformas de Streaming, a partir da gravação de podcasts relacionados ao esporte nacional e internacional. A integrante do projeto e estudante do curso de Comunicação Social - Jornalismo da UFSM, Flávia Morishita, conta que o projeto passou por momentos de incertezas no início da pandemia, quando os integrantes ainda não sabiam a forma como iriam adaptar suas criações. Nesse contexto, as conversas entre os&nbsp; membros do Radar sobre as infinitas possibilidades para continuar com a produção foram recorrentes e fundamentais para o redirecionamento das atividades.</p>
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<p>Apesar dos inúmeros desafios, são feitas coberturas e transmissões ao vivo, com aproveitamento de ferramentas como o Reels, IGTV e as Lives no Instagram, que passaram a ser ainda mais valorizadas nesse período de isolamento social. Entre as coberturas feitas pelo projeto por meio de seus perfis, estão os Jogos Olímpicos de Verão de 2020, que ocorreram de 23 de julho a 08 de agosto de 2021, em Tóquio, no Japão.&nbsp;</p>
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<p>Entre essas adaptações, é possível ver uma das grandes ascensões desse período quando o assunto é produção sonora: o podcast. Para além do cotidiano universitário, a popularização dos podcasts durante a pandemia aconteceu de forma rápida, com muitas pessoas que passaram a acompanhar esse formato de conteúdo e novos projetos abraçando a ideia. As plataformas de streaming foram ágeis em reorganizar seus sites e aplicativos, facilitando a procura e o acesso à podcasts, fazendo indicações e valorizando o trabalho de quem cria esse tipo de material. Isso fez com que ainda mais indivíduos se interessassem pela área, e os mais diversos assuntos começassem a serem abordados, com diferentes durações: das mais curtas às mais longas, edições repletas de efeitos sonoros ou mais simples, além de publicações semanais, diárias ou mensais. Enfim, para todos os gostos.</p>
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<p>Nesse sentido, o doutor em Comunicação e Informação e professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Artur Ferraretto, conta que mesmo antes do Covid-19 já havia uma tendência ao processo de crescimento dos podcasts: “Com a pandemia, em função das pessoas ficarem mais tempo em casa, e por causa de um desgaste, no caso brasileiro, da grande mídia.” Esse desgaste, segundo ele, seria causado por uma série de fatores: como a falta de adaptação da mídia, polemismo, propaganda explícita do Governo Federal exercida por profissionais dos jornais e um discurso totalmente negacionista sobre a pandemia. Tudo isso causa uma superficialidade aos conteúdos, que o podcast consegue suprir e aprofundar.</p>
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<p>Esse processo de crescimento do podcast traz à tona o lado positivo, da profundidade de conteúdo, mas tem um perigo também. Nesse sentido, o professor alerta para um detalhe importante: entre esse avanço acelerado, pode se perder muito da profundidade dos assuntos, até mesmo para podcasts que têm - ou deviam ter - caráter jornalístico. “Há&nbsp; muito diletantismo nisso. Vivemos em lógicas de bolhas, em função das redes sociais. Daqui a pouco, alguns podcasts não são produzidos profissionalmente, mas sim com base em influência propagandista, e de tudo que não gosta de contradições, e isso faz com que se corra o risco do público não sair da sua bolha.” explica Ferraretto, que acrescenta que o processo dos indivíduos buscarem ouvir apenas conteúdos que concordam com o que eles já pensam, pode ser muito perigoso para a sociedade como um todo.&nbsp;</p>
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<p><strong>Para além de Santa Maria</strong></p>
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<p>Outras formas de adaptação foram adotadas durante esse período, e é possível acompanhá-las em mais universidades do estado gaúcho. Na Universidade Federal de Rio Grande (FURG), o mais tradicional programa jornalístico de rádio, o FMCafé, acontecia de segunda à sexta, de dentro do estúdio, mas com a vinda do coronavírus, se adaptou para o formato de lives, transmitidas, primeiramente, uma vez por semana. A partir de junho de 2020, os programas começaram a ser apresentados em todas as terças e quintas, na <a href="https://www.facebook.com/FURGoficial">página da Universidade no <em>Facebook</em></a>.</p>
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<p>A responsável pelo programa FMCafé, Tammie Faria, da Secom/FURG, conta que o conteúdo se tornou multiplataforma, já que a live, depois da transmissão, fica no canal da instituição no YouTube, o <a href="https://www.youtube.com/c/FURGoficial/videos">FURGOficial</a>. Além disso, já existe o projeto de utilizar os áudios da live para podcast no site da FURG e no Spotify, criando o FM Café Podcast. Mesmo no cenário pós-pandemia, em que as atividades presenciais poderão retornar, Tammie aponta que “é bem possível que o trabalho multiplataforma continue”.</p>
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<p>O FMCafé, que é feito por um jornalista da FURG, em conjunto com um bolsista da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), voltará a ser transmitido via rádio ainda neste ano. Isso acontecerá com a inserção do áudio do FMCafé Live, em reprise, no novo estúdio do campus Carreiros da FURG.&nbsp;</p>
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<p>Já na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a programação da <a href="http://www.ufrgs.br/radio/">Rádio da Universidade</a> é conhecida pelo forte aspecto musical, especialmente com música clássica. parte dos programas radiofônicos que abrangem cultura, jornalismo geral e assuntos da Universidade, sofreram reduções e modificações por causa do trabalho remoto. Segundo André Grassi, jornalista da ‘Rádio da Universidade’, desde o início do trabalho remoto, essa programação musical é apresentada pelas locutoras com dificuldade, pois elas não podem ainda utilizar o estúdio presencialmente.&nbsp;</p>
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<p>Essa é uma parte difícil da necessidade de adaptações das programações nesse momento. “Realizamos entrevistas, edição de som e apresentação de nossas casas e existem dificuldades para agilizar a entrega dos programas, por falta de estrutura.” expressa André sobre essa situação. O jornalista também conta que, no ano passado, os problemas eram maiores, pois havia restrição até mesmo para a ida dos operadores à rádio, que precisava ficar no automático por ainda mais tempo.&nbsp;</p>
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<p><strong>O retorno aos estúdios</strong></p>
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<p>Na UFSM, a previsão de retorno para as produções dos estudantes depende da vacinação geral da população e do retorno às atividades presenciais, que ainda deve ser autorizado pelos conselhos superiores. O retorno tanto para o campus, para a continuidade das aulas, quanto para os estúdios, ainda é arriscado, e a segurança dos alunos e servidores é uma prioridade para que tudo possa voltar ao normal em breve.</p>
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<p>&nbsp;Por enquanto, os trabalhos seguem de casa. Mesmo com os obstáculos técnicos, a saudade do <em>ao vivo </em>diretamente da rádio, os desafios implantados pelo ensino à distância, e as inseguranças causadas pela pandemia, o esforço e dedicação têm sido imensos para continuar a transmissão de conteúdo para a comunidade - por qualquer que seja a plataforma.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p class="has-text-align-right"><p><em>Reportagem: Giovana Zago</em></p></p>
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													</item>
						<item>
				<title>TV Campus e TV OVO voltam à rotina de produção</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/29/tv-campus-e-tv-ovo-voltam-a-rotina-de-producao</link>
				<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 14:53:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3554</guid>
						<description><![CDATA[Auditório do Centro de Eventos vazio durante uma gravação. Foto: Vitor Ceolin Com a declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde, em março de 2020, assistimos a suspensão de filmagens, o fechamento dos cinemas e o cancelamento das estreias de filmes. Depois de algum tempo, as filmagens voltaram a acontecer, com protocolos de biossegurança [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/audtorio-vazio-durante-gravacao-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida de um auditório, pela perspectiva de quem está no palco. Diversas poltronas azuis escalonadas por altura, todas vazias, estão divididas por dois corredores. Ao centro da imagem, no aglomerado maior de cadeiras, um homem utiliza uma câmera; ao seu lado uma mesa com um computador. No aglomerado de poltronas da esquerda, um homem com chapéu na cabeça utiliza uma câmera. Ao fundo, centralizado, um homem está sentado na ilha de edição. Na parte inferior da imagem, o limite do palco com duas caixas de som, uma à esquerda e outra à direita. Na parte superior da imagem, um mezanino com mais poltronas. Diversos spots de luz branca iluminam o auditório." loading="lazy"><figcaption>Auditório do Centro de Eventos vazio durante uma gravação. Foto: Vitor Ceolin<br>
</figcaption></figure>

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<p>Com a declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde, em março de 2020, assistimos a suspensão de filmagens, o fechamento dos cinemas e o cancelamento das estreias de filmes. Depois de algum tempo, as filmagens voltaram a acontecer, com protocolos de biossegurança de forma a proteger os participantes das gravações,&nbsp; festivais de cinema ocorreram de forma online e o streaming cresceu. E você já se perguntou como ficaram as produções audiovisuais locais? Como a UFSM e a cidade de Santa Maria têm tratado isso? Para tentar entender essa situação, ouvimos integrantes do Estúdio 21 e da TV Campus, que atuam dentro da UFSM, e da TV OVO, tv comunitária de Santa Maria.</p>
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<p><strong>A produção audiovisual na </strong><a href="https://www.ufsm.br/midias/tvcampus/"><strong>TV Campus</strong></a></p>
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<p>A TV Campus, que em 2021 completa 26 anos, foi a primeira televisão universitária a exibir conteúdo via cabo no país e tem a&nbsp; missão de difundir, através do audiovisual, as atividades e o conhecimento científico das áreas de ensino, pesquisa e extensão da UFSM.&nbsp; A equipe da TV Campus possui nove servidores, dois contratados e oito acadêmicos. Para entender como foi o trabalho da emissora nesse tempo de pandemia, conversamos com o diretor da TV, Gabriel Machado Soares.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Em março de 2020, quando todos tiveram que trabalhar de casa, a TV Campus parou totalmente as gravações até entender como ocorreriam&nbsp; as atividades dali para frente. Aproveitaram o tempo para editar e finalizar as gravações já feitas, além de reorganizar as rotinas. O maior impacto foi não estar mais no Campus para produzir as imagens, além de ter ficado sem a infraestrutura dos estúdios de gravação e salas de edição. Soares ressalta que a produção da TV Campus, depois de um período de crescimento, caiu muito em 2020.&nbsp; Primeiro pela questão da impossibilidade de trabalhar no campus, a saída de um local com&nbsp; infraestrutura e a ida para casa. E segundo, o conteúdo que estava sendo produzido antes da pandemia, perdeu o sentido, isso porque&nbsp; passaram a ter uma pauta única, a Covid-19.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>O diretor informa que antes havia três tipos de produções: conteúdo original, 100% produzido pela TV Campus; coproduções - conteúdo que a emissora se envolve na produção, mas não é exclusivo da TV Campus; e o conteúdo compartilhado, que é produzido por outras instituições, mas com relevância para o público da emissora. Soares destaca que produziam um programa de entrevistas no estúdio e faziam uma espécie de curadoria de conteúdo de outras instituições no programa Rede IFES, no qual as aberturas eram gravadas na TV Campus. O programa Cine Nacional também exigia da equipe a seleção de curtas-metragens de todo o Brasil e a gravação da abertura e encerramento das exibições.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><p>A pandemia de Covid-19 foi&nbsp; pauta única durante todo o primeiro semestre de 2020 e parte do segundo semestre também. Primeiro, os temas tratavam de dúvidas sobre&nbsp; a doença, quais seus sintomas, como se proteger, entre outros aspectos. Depois foram mostradas as ações desenvolvidas pela UFSM para enfrentar a pandemia. Aos poucos voltaram&nbsp; formatos já existentes, como o ‘TVC’, um jornal com o dia a dia dos acontecimentos na Universidade. No final de 2020, o ‘TV Campus Entrevista’ foi reformulado e reestreou em fevereiro de 2021 , com todos envolvidos em trabalho remoto: produtor, convidado, apresentador e editor. O ‘Elas na Ciência’ é um programa novo que foi criado durante a pandemia e vai para a segunda temporada.</p>
[caption id="attachment_3556" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/ator-no-palco-durante-gravacao-1024x683.jpg" alt="Fotografia colorida de um homem de cabelo curto e castanho, sem camisa no meio do palco iluminado. Ele está agachado de joelhos, em cima de uma porção de terra. À direita uma pilha de folhas secas e algumas rosas vermelhas. À esquerda um amontoado de folhas secas. Ao fundo, tudo está escuro." width="1024" height="683"> Ator no palco durante a gravação do Palco Online. Foto: Vitor Ceolin[/caption]</p>
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<p>A TV Campus fez alguns trabalhos presenciais nesse período pandêmico, como os espetáculos do ‘Palco Online’ e o ‘Concerto de Inverno’, coproduções com a Pró-reitoria de Extensão (PRE) e com a Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE). Soares enfatiza que havia condições adequadas aos protocolos de biossegurança da Universidade. Apenas servidores envolveram-se nestas produções. O diretor da TV Campus conta que estava em&nbsp; pré-produção um documentário sobre os 50 anos do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Entretanto, a partir de conversas com médicos, diretores e assessoria, foi decidido não prosseguir com a produção.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Soares destaca que as mídias da TV Campus cresceram muito devido à procura crescente por conteúdo audiovisual: “Nosso canal no YouTube dobrou de tamanho nesse período, e o canal começou em 2012, a gente conseguiu mais seguidores nesse um ano do que nos outros oito anos.” A produção da emissora disponibilizada no canal 15 da Net também está disponível em seu canal do <a href="https://www.youtube.com/user/tvcampusUFSM">Youtube</a>, no Farol da UFSM, e alguns conteúdos estão disponíveis&nbsp; no Facebook da TV Campus. Desde maio de 2021 a TV Campus tem um bloco de 30 minutos na TV Câmara de Santa Maria, canal aberto 18.2, no qual apresenta programas, reportagens e documentários, que mostram os projetos de pesquisa, ensino e extensão e divulgam as ações institucionais e da comunidade acadêmica.&nbsp;</p>
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<p><strong>Ainda não é possível visualizar o retorno do Estúdio 21</strong></p>
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<p>O Estúdio 21 é mantido pelo Departamento de Ciências da Comunicação e abriga espaços para a pesquisa e a produção eletrônica.&nbsp;Inclui estrutura de estúdio, gravação e edição de materiais para televisão, rádio e outras plataformas digitais. A equipe do Estúdio 21 é formada por sete servidores e ainda conta com bolsistas, estagiários e voluntários.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O diretor de produção Felipe Dagort destaca que o Estúdio 21 parou totalmente durante a pandemia: “Fizemos pouquíssimos trabalhos, mais voltados ao institucional, só com gravação de reuniões e fotos, nada com grandes produções.”. Dagort diz que ainda&nbsp; não consegue visualizar um possível cenário de retorno, devido ao espaço físico do estúdio. Como as salas são pequenas, as atividades presenciais com alunos ficam prejudicadas: “A produção de vídeos para a Universidade talvez possa voltar, mas as aulas é muito difícil”, finaliza.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><strong>A </strong><a href="https://tvovo.org/portal/"><strong>TV OVO</strong></a><strong> se adaptou e continuou a produzir</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>A TV OVO é uma associação sem fins lucrativos criada em 1996 por Paulo Tavares e um grupo de adolescentes que, na época, participavam de oficinas ministradas por ele. Atua na formação audiovisual de jovens, na produção de vídeos comunitários,&nbsp; curtas-metragens e no registro da memória santa-mariense. Desenvolve projetos e oficinas em comunidades periféricas e escolas públicas, além de realizar cursos de formação, cineclube e núcleos de vídeo comunitário.&nbsp;</p>
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<p>O integrante do conselho fiscal da entidade e documentarista Marcos Borba explica que quando a pandemia foi declarada, as atividades foram paralisadas por quatro meses – de março a julho de 2020. Nesse período começaram a organizar as atividades de forma online, passaram a fazer reuniões semanais e realizaram um colóquio sobre Audiovisual e Representatividade Negra com a participação do ator Flávio Bauraqui.</p>
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<p><p>A realização das oficinas foi cancelada devido à suspensão das aulas presenciais, e foi preciso pensar em uma forma de ensinar como produzir audiovisual. Borba destaca que resolveram criar a série ‘Luz, skate e ação’ no Youtube para ensinar sobre a produção de audiovisual, com uma linguagem simples. A série tem seis episódios. O personagem é um youtuber, que não sabia nada de audiovisual e passa a pesquisar e compartilhar o tema com seus seguidores. O primeiro episódio aborda a ideia tida pela personagem e a criação do roteiro; o segundo traz a pré-produção da série; o terceiro aborda a direção de fotografia; o quarto trata da direção de arte, da gravação e da decupagem; o quinto ensina sobre a edição e finalização; e o último episódio aborda a exibição. Para as gravações, que aconteceram entre setembro e outubro de 2020, utilizaram os protocolos de segurança, como lugares ventilados, uso de máscaras e álcool em gel e uma equipe reduzida&nbsp; (o ator e mais quatro pessoas, com apenas três na sala de gravação). Os ensaios foram online para minimizar os riscos de contágio. A edição e finalização foi online: os editores faziam o trabalho em casa, mandavam a versão para o resto da equipe, que assistia e pedia os ajustes necessários. Depois dos cortes, a edição pronta ia para finalização. Você&nbsp; pode assistir a série em: <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLHgjtFjZWUeDrfAyZZ71zY0GX12s5rP-l">Luz, Skate, Ação!</a></p>
[caption id="attachment_3557" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Divulgacao-luz-skate-e-acao-da-TV-OVO-1024x576.jpg" alt="Fotografia colorida de um rapaz de pele parda, cabelo castanho e curto, sentado atrás de uma mesa, apoiando suas mãos sobre um caderno. Ele está centralizado na imagem e veste uma camiseta cinza. Em destaque, centralizado, adicionada na imagem, a informação “Luz, skate, ação!” na cor verde. Logo abaixo, a informação “Episódio 1” na cor branca. A esquerda da mesa uma luminária azul e algumas canetas coloridas. Ao centro um fone de ouvido preto e cinza e alguns post-its coloridos. À direita um notebook cinza com alguns adesivos colados. Ao fundo, à esquerda uma parede branca com alguns quadros, um violão e um cabideiro com roupas; ao centro uma cortina branca e à direita uma parede branca com alguns quadros, uma cama, um skate e duas prateleiras." width="1024" height="576"> Capa da série Luz, skate, ação! Imagem: divulgação TV OVO[/caption]</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A série <em>TBT</em> foi criada a partir do documentário sobre recuperação de memória, que estava em produção e também precisou de adaptações. &nbsp;A equipe então decupou todo o arquivo dos últimos anos,&nbsp; pescou histórias e apresentou uma série audiovisual, chamada <em>TBT</em> por onde passa a história da cidade. Essas medidas foram tomadas para proteger a equipe da TV OVO e as pessoas que seriam&nbsp; entrevistadas, já que&nbsp; são mais velhas,&nbsp; que fazem parte dos grupos de risco da Covid-19.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>No momento, apenas uma colaboradora vai presencialmente à TV OVO, os demais só quando é necessário. Segundo Borba, “Tem muita gente em home-office que tá nas suas cidades, porque a gente tem voluntários de outras cidades e hoje são feitas algumas gravações, mas todas elas externas”. Na produção de documentários, as gravações têm ocorrido em ambientes abertos, com boa circulação de ar e com material de proteção adequado: máscaras PFF2, óculos de proteção, álcool em gel para higienização e equipes pequenas. A pré e a pós-produção continuam acontecendo de forma remota. Borba destaca que: “Acho que isso é uma das coisas que a pandemia ensinou, que a gente consegue trabalhar remotamente, conversar, ter ideias, organizar uma produção não necessariamente estando frente a frente”. Entretanto, destaca que nada substitui o contato, embora seja possível seguir as produções de forma virtual.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Sobre as perspectivas do futuro, Borba acredita que vão conseguir fazer trabalhos em modelo híbrido, especialmente os colóquios, será possível ter a participação de diversas pessoas que não conseguiriam estar em Santa Maria, seja por questões de agenda ou pela falta de recursos financeiros. O documentarista relata que “essa troca de experiências com pessoas que têm conhecimento muito, muito bom e não necessariamente vão se dispor a se deslocar até aqui”. Um documentário sobre o ‘Bric da Vila Belga’ está em pré-produção e, por enquanto, a equipe realiza entrevistas de forma remota, para entender melhor o tempo que será necessário para gravar com os participantes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Borba expõe que uma das suas preocupações é&nbsp; sobre as sessões, seja no cinema ou nas exibições cineclubistas, que a TV OVO faz. “Tenho um pouco de dúvida e talvez a pandemia tenha machucado um pouco essa nossa relação porque a gente passou a consumir muito mais audiovisual em várias plataformas sozinho. A ideia de ficar todos juntos em silêncio assistindo um filme, talvez isso seja um pouquinho mais complicado", relata Borba.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2021, a TV OVO trabalha em seis documentários, um colóquio sobre o tema “Audiovisual e Questões Socioambientais”, em formato de <em>live</em>, três <em>workshops</em> na área do audiovisual, realização de duas sessões de cinema em espaços públicos e exibições cineclubistas, com exibição de produções gaúchas independentes. Mesmo que as escolas voltem integralmente às atividades presenciais, as oficinas nas escolas não retornarão ao presencial em 2021.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Quer ficar por dentro das atividades da TV Campus, da TV OVO e do Estúdio 21? Segue as redes sociais:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>TV Campus:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Facebook</em>:&nbsp; <a href="https://www.facebook.com/tvcampus">@tvcampus</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Instagram</em>: <a href="https://www.instagram.com/tvcampusufsm/?hl=pt-br">@tvcampusufsm</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>TV OVO:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Facebook</em>: <a href="https://www.facebook.com/tvovosm">@tvovosm</a>&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Instagram</em>: <a href="https://www.instagram.com/tvovosm/?hl=pt-br">@tvovosm&nbsp;</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Estúdio 21:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Instagram</em>: <a href="https://www.instagram.com/estudio21.ufsm/?hl=pt-br">@estudio21.ufsm</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Reportagem: Cadiani Lanes Garcez</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Das cotas à assistência estudantil: a luta pela educação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/27/das-cotas-a-assistencia-estudantil-a-luta-pela-educacao</link>
				<pubDate>Sat, 28 Aug 2021 00:25:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia estudantil]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política de cotas]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3528</guid>
						<description><![CDATA[Igualdade, segundo o dicionário, é a ausência de diferença, quando todas as partes estão nas mesmas condições, possuem igual valor ou são interpretadas a partir de um único ponto de vista. Ao utilizar esse conceito para analisar a realidade socioeconômica da população brasileira, percebe-se que a tal ‘igualdade’ é algo ainda distante. Ao se falar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Igualdade, segundo o dicionário, é a ausência de diferença, quando todas as partes estão nas mesmas condições, possuem igual valor ou são interpretadas a partir de um único ponto de vista. Ao utilizar esse conceito para analisar a realidade socioeconômica da população brasileira, percebe-se que a tal ‘igualdade’ é algo ainda distante. Ao se falar de educação, vê-se que nem todos frequentam escolas semelhantes, arcam com os custos de um cursinho, dedicam-se exclusivamente a estudar ou possuem materiais para isso, logo, utilizar uma única prova com critérios idênticos para avaliar a todos está longe de ser justo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A implementação da política de cotas na Universidade Federal de Santa Maria aconteceu cercada de debates em torno da temática, que evidenciou, ao longo dos anos, ser promissora e necessária. Com a pandemia de Covid-19, observa-se como as cotas impediram uma desigualdade ainda maior no acesso à Universidade e como o apoio e a assistência estudantil se tornaram ainda mais relevantes nesse período.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><strong>Uma política pública pela igualdade</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Depois de um extenso percurso de lutas, a UFSM adotou um sistema de ações afirmativas em 2007, com expressiva participação do Movimento Negro. Em 2003, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) realizou o “I Seminário Internacional Negritude na Escola”, evento onde debateu-se a importância de ações afirmativas na Universidade. A UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) já havia adotado um sistema de cotas em 2001 e a UnB (Universidade de Brasília) em 2004, tornando-se pioneira entre as universidades federais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Após debates dentro e fora da academia, com intensa participação da comunidade acadêmica e de públicos externos, em agosto foi aprovado um plano institucional denominado ‘Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social’, por meio da <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/caed/wp-content/uploads/sites/391/2018/10/Resolu%C3%A7%C3%A3o_011-07.pdf">resolução 11/2007</a>. O tema foi pauta da 704ª Sessão Plenária do CEPE (Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão), onde foi aprovada por apenas um voto de diferença, 19 a favor e 18 contrários.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa proposta estabelecia a oferta, por um período de dez anos, de 15% das vagas para afro-brasileiros em cada um dos cursos de graduação, 20% para estudantes oriundos de escolas públicas, 5% para estudantes com deficiência e 5 para serem disputadas exclusivamente por acadêmicos indígenas residentes no território nacional. No vestibular de 2008 não houve uma diferenciação nas notas de corte para as cotas,&nbsp; o que só ocorreu a partir de 2009.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como consequência da aprovação da resolução, o Observatório de Ações Afirmativas para Acesso e Permanência nas Universidades Públicas da América do Sul (Afirme), criado em 2006,&nbsp; passa a ter como objetivos avaliar a implementação da política, elencar pontos negativos e positivos, sugerir melhorias e promover apoio aos acadêmicos cotistas da instituição. Em abril de 2012, depois de muito debate na sociedade civil e em entidades ligadas à educação, uma lei nacional sobre a política de cotas foi considerada constitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).&nbsp; Em agosto do mesmo ano, o Senado aprova a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm">Lei nº 12.711</a>, que define a obrigatoriedade de 50% das vagas em universidades federais para cotas raciais e sociais.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Foi em maio de 2014 que a UFSM aumentou para 50% a reserva das vagas para as cotas, ao aderir como forma de ingresso ao Sisu (Sistema de Seleção Unificado), do Ministério da Educação, e extinguir o vestibular próprio. No entanto, até 2016, a universidade ainda realizou o Processo Seletivo Seriado - PS2 e PS3.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><p>A pesquisadora e doutora em Educação pela UFSM, Maria Rita Py Dutra,&nbsp; juntamente ao Movimento Negro, participou ativamente dos debates sobre a implementação das cotas na Universidade, relata: “Para os estudantes, no início era até meio assustador ser cotista, alguns pediam sigilo. Depois, no entanto, iam entendendo a importância desse movimento, passavam a lutar com orgulho e defender as cotas”. Sobre a reação da população acerca da aprovação no Senado, ela comenta: "No país todo, em 2012, tivemos o 'exército anti-cotas’, em geral eram alunos de escolas particulares e cursinhos pré-vestibular, que questionavam a legitimidade da lei. Então, o DCE, o SEDUFSM e a ASSUFSM organizaram uma aula pública a favor das cotas, chamada ‘Vamos falar sobre cotas?’”. Maria Rita conta que, nessa aula, percebeu que muitos estudantes não conheciam e entendiam a política de cotas, por isso os convidaram para debater sobre o assunto.</p>
[caption id="attachment_3551" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/WhatsApp-Image-2021-07-27-at-21.03.10-1024x681.jpg" alt="Foto de 11 pessoas na rua, em pé, nove mulheres e dois homens, a grande maioria jovens. Mais ao centro da foto, uma mulher negra mais velha, de cabelos grisalhos amarrados atrás da cabeça, gesticula, mostrando que está conversando com os demais. Ao fundo, prédios da cidade, árvores e postes de luz." width="1024" height="681"> Maria Rita e integrantes do Movimento Negro conversam com manifestantes anti-cotas. Foto: arquivo pessoal Maria Rita Py Dutra.[/caption]</p>
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<p>A UFSM, que adotou um sistema de cotas antes da aprovação da lei nacional, realizou adaptações ao longo dos anos, como em 2014, além da que ocorreu em função da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2016/lei-13409-28-dezembro-2016-784149-publicacaooriginal-151756-pl.html">Lei 13.409, de 2016</a>, responsável por regulamentar o ingresso de alunos com deficiência. Atualmente, a <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/caed/wp-content/uploads/sites/391/2018/10/Resolu%C3%A7%C3%A3o_002-2018.pdf">resolução 002/2018</a> é a mais recente sobre o tema.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>[caption id="attachment_3530" align="aligncenter" width="1024"]<img style="width: 1080px" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/total-de-vagas-100-7-1024x580.jpg" alt="" width="1024" height="580"> Simulação da distribuição de vagas com cotas[/caption]</p>
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<p><strong>Pandemia e ingresso no ensino superior: desafios para além das aulas online</strong></p>
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<p>&nbsp;Escolas fechadas, adaptação para o ensino remoto e inseguranças em relação ao futuro, estudar para o Enem em condições comuns já não é tarefa fácil, mas foi dificultada com a pandemia de Covid-19. Os estudantes tiveram de lidar com uma rotina totalmente diferente dentro de suas casas, que esbarra em inúmeras outras questões, como moradias sem acesso à internet, falta de aparelhos eletrônicos adequados para acompanhar as aulas e, muitas vezes, a necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família.&nbsp;</p>
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<p>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação, realizada pelo IBGE em 2019 e publicada em 2020, 10,1 milhões de jovens entre 14 e 29 anos abandonaram a escola - o principal motivo foi a necessidade de trabalhar. De acordo com um relatório da Unicef publicado em janeiro deste ano, 5,5 milhões de crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos não estudavam em 2020. Desse número, 4,12 milhões de alunos estavam matriculados, mas não receberam nenhuma atividade escolar, por conta das dificuldades de adaptação para as aulas online.</p>
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<p>Dados coletados do IBGE e do Inep e compilados pela <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/sem-internet-nem-aprendizagem/">Revista Piauí</a>,&nbsp; mostram que, em 2020, apenas 6,6% das escolas públicas forneceram internet para que os alunos pudessem continuar acompanhando as aulas. Em 2019, aproximadamente 4,3 milhões de estudantes brasileiros, com 10 anos ou mais, não possuíam acesso à internet, desses, 4,1 milhões estavam matriculados na rede pública. Além disso, um terço das escolas públicas não oferece aulas à distância durante a pandemia, o que equivale a 36%, já entre as particulares, o índice corresponde a 12%.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Natan Daniel da Silva, 23 anos, ingressou no curso de Psicologia na UFSM em 2021, depois de ter estudado em casa durante o ano de 2020 para se preparar para o Enem. Filho de agricultores, é morador de Arroio do Tigre, cidade de aproximadamente 13 mil habitantes na região central do estado. Silva cresceu inserido numa realidade de trabalho do campo, ajudando os pais na plantação de tabaco, mas sempre teve por objetivo estudar em uma universidade federal. Ao ser questionado sobre como foi estudar em casa para as provas, apontou a dificuldade de se preparar, uma vez que elas estavam sujeitas a alterações de última hora, por conta da pandemia: “a prova do Enem foi adiada, não tínhamos um cronograma certo, o que atrapalhava os estudos e a programação para ir fazer a prova, já que no meu caso tenho de me deslocar para outra cidade, além de gerar inseguranças, medo.”.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>O acadêmico também relata as dificuldades na sua rotina ao conciliar estudos e trabalho: “Eu trabalhava de dia e estudava à noite, foi bem cansativo. Havia noites que eu não conseguia estudar, aí tentava recuperar no fim de semana, estudando mais. Eu sabia que seria assim, me preparei para estudar dessa forma e sabia que seria difícil”. Além disso, também comenta sobre o acesso à internet em sua casa: "Havia dias que a conexão estava muito ruim, não era possível utilizar a rede, esse foi um fator que gerava muita agonia, pois não tinha o que fazer, apenas esperar a conexão ser restabelecida.”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>O aluno do sexto semestre de Direito e coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UFSM (DCE), Luiz Eduardo Boneti Barbosa, analisa as dificuldades para ingresso na universidade agora na pandemia: “Para você continuar estudando em casa durante a pandemia, é necessário ter acesso à internet, você precisa ter ao menos um aparelho para se conectar, seja celular, tablet, notebook, isso é mínimo, mas falamos de um país onde um em cada quatro brasileiros não têm acesso a internet.”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre a importância da política de cotas na diminuição das desigualdades de acesso neste período de pandemia, Barbosa ressalta: “As cotas sem dúvidas ajudaram para que não tivéssemos uma desigualdade ainda maior. Infelizmente, sabemos que muitos estudantes negros, principalmente jovens, não conseguirão ingressar na universidade, porque não tem dinheiro para pagar a taxa de inscrição, porque não tem acesso a meios para estudar de casa, porque é a população negra e pobre a que mais está morrendo na pandemia.”. A luta e mobilização do movimento estudantil, adaptada neste período de pandemia, continua intensa, coletiva e, acima de tudo, necessária.</p>
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<p><p><strong>A assistência estudantil e a permanência na graduação&nbsp;</strong></p>
[caption id="attachment_3552" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0005-2-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal de um prédio de três pavimentos na cor branca. Ele tem detalhes na cor azul no terceiro e primeiro pavimento. Na frente, uma rua, pavimentada em paralelepípedos, encontra o prédio e segue para a esquerda. Algumas das janelas estão abertas, outras fechadas. Há árvores em ambos os lados da rua e uma placa de ‘PARE’ na calçada à direita." width="1024" height="683"> A Casa do Estudante Universitário (CEU) contribui fortemente para a permanência dos alunos na Universidade. Foto: Pedro Souza[/caption]</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Depois de ingressar no ensino superior, o graduando passa a enfrentar outra dificuldade, a permanência. Sobre as perspectivas de retorno presencial, Silva expôs como o Benefício Socioeconômico (BSE), concedido aos estudantes com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita, é importante: “Sem o BSE e a possibilidade de entrar na Casa do Estudante eu não conseguiria cursar a graduação, não teria condições econômicas de permanecer no curso.”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O diretor de assistência estudantil da União Nacional dos Estudantes (UNE), jornalista e aluno de Relações Públicas na UFSM - campus FW, Lucas Reinehr, pontua como a pandemia mexeu com a rotina da Universidade e trouxe novos desafios para a assistência estudantil, uma vez que atividades essenciais, como o restaurante universitário, tiveram de ser paralisadas e substituídas por outros auxílios. Sobre os benefícios para a inclusão digital, disponibilizados pela Universidade no formato de valor em dinheiro para pagamento à empresa provedora de internet ou para compra de equipamentos eletrônicos, ressalta que, para além de se possuir um equipamento para estudar, todo um conjunto é necessário para que os alunos possam desempenhar suas atividades da melhor forma possível. Trata-se de&nbsp; um olhar mais amplo: para a infraestrutura, para a qualidade desse acesso à internet e a capacidade desse equipamento suprir o que é solicitado pelas disciplinas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ainda, sobre as perspectivas para o futuro, Reinehr aponta que diálogos são realizados pelos movimentos estudantis junto a órgãos responsáveis, como a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino), na busca por oferecer melhores condições para os graduandos nesse período de aulas remotas e já com possibilidade para o retorno presencial. Para o ‘pós-pandemia’, espera-se uma busca ainda maior pela assistência estudantil, uma vez que esse período afetou a renda das famílias e deixou muitas em situação de vulnerabilidade. A demanda deve abranger diferentes setores: moradia, alimentação e atendimento psicossocial.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A subdivisão de Ações Afirmativas Sociais, Étnico-Raciais e Indígenas, da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED), atua no desenvolvimento de ações para acompanhar e apoiar alunos cotistas da instituição. Dentre as atividades desenvolvidas, como informa a coordenadora, a professora Rosane Brum Mello, há monitorias indígena, de apoio à leitura de textos acadêmicos, de português como língua de acolhimento e de apoio para o uso de tecnologias digitais.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na pandemia surgiram novos impasses, como a impossibilidade de divulgar o vestibular indígena nas aldeias, o que levou o Núcleo a se adaptar. As palestras e rodas de conversa agora são realizadas em uma plataforma online e, mesmo sem o calor do encontro presencial, o diálogo com os estudantes para saber suas dificuldades e buscar supri-las, continua.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A política de cotas, que, como previsto na legislação, passará por uma reavaliação no próximo ano, foi e ainda é extremamente importante para a UFSM, uma instituição pública que colabora fortemente para o desenvolvimento de Santa Maria, da região, do estado e do país e que deve ser acessível. Falar em políticas de cotas também é abordar a democratização da educação, é permitir que mais alunos sonhem e possam alcançar o ensino superior.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;</p>
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<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Reportagem: Milene Aparecida Eichelberger</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Contato: </em><a href="mailto:milene.eichelberger@acad.ufsm.br"><em>milene.eichelberger@acad.ufsm.br</em></a><em>; @milene.eichelberger</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Equipe de Futsal retorna às atividades depois de dois anos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/26/equipe-de-futsal-retorna-as-atividades-depois-de-dois-anos</link>
				<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 00:34:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3501</guid>
						<description><![CDATA[UFSM Futsal antes do jogo de estreia contra o Canoas. Foto: Assessoria de Imprensa/UFSM Futsal A UFSM Futsal/Urbanes Empreendimentos voltou às quadras após dois anos de inatividade. O retorno aconteceu no dia 03/07, contra a equipe do Canoas FC. A partida ocorreu no Centro Desportivo Municipal de Santa Maria (CDM) e foi válida pela primeira [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="534" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC01848-ufsm-1-1024x534.jpg" alt="Foto horizontal e colorida dos jogadores e comissão técnica, lado a lado, em um ginásio de esportes. Todos são homens e estão organizados em duas linhas. Doze estão atrás, em pé, com os braços para trás. Nove estão na linha da frente, levemente agachados, abraçados uns aos outros. Os atletas estão vestindo um uniforme todo branco. A comissão técnica usa roupas em tons azul claro e escuro." loading="lazy"><figcaption>UFSM Futsal antes do jogo de estreia contra o Canoas.  Foto: Assessoria de Imprensa/UFSM Futsal</figcaption></figure>
<p></p>

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</p>
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<p>A UFSM Futsal/Urbanes Empreendimentos voltou às quadras após dois anos de inatividade. O retorno aconteceu no dia 03/07, contra a equipe do Canoas FC. A partida ocorreu no Centro Desportivo Municipal de Santa Maria (CDM) e foi válida pela primeira rodada da Série Ouro de Futsal, que corresponde a segunda divisão estadual. O longo período sem jogos foi devido à Pandemia de Covid-19, que inviabilizou a participação do time nas competições em 2020.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

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</p>
<p>O técnico da equipe, professor Gabriel Ivan Pranke, revela que o time sentiu um pouco a falta de ritmo, após dois anos sem jogar: “Isso afetou, sem dúvidas, na questão do estilo de jogo e na forma de jogar”. Isto se deu devido ao pouco tempo de pré-temporada. O ideal, segundo Pranke, é de no mínimo dez semanas treinando, porém, isso não ocorreu por conta da falta de liberação para realizar os treinamentos naquele momento. Além disso, a UFSM Futsal disputou apenas um amistoso, que foi contra a equipe da Faculdade Antonio Meneghetti.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>O ala Rogério Lima, comenta que foi um alívio voltar às quadras, mas ressalta a dificuldade do time na parte física durante os primeiros jogos: “O corpo sente essa diferença. O costume de jogar constantemente muda um pouco, mas hoje já estamos bem melhores do que quando iniciamos”, revela o jogador.</p>
<p>
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<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p><strong>Cuidados e dificuldades na volta aos treinos e partidas</strong></p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>Para a volta da equipe aos treinos e jogos foi necessário seguir vários protocolos de segurança: da Federação Gaúcha de Futebol de Salão (FGFS), do município de Santa Maria e do Comitê de Biossegurança da UFSM. As medidas adotadas foram: a medição da temperatura dos atletas e das comissões técnicas na entrada do ginásio, uso de álcool em gel, distanciamento durante os períodos de treinos físicos, utilização da máscara, higienização dos equipamentos e uso de equipamentos individuais (garrafa de água). Além disso, se algum atleta manifestar sintomas gripais, ele será afastado, até que apresente um teste com resultado negativo para a Covid-19. Nas primeiras semanas, três atletas foram afastados, mas nenhum deles foi diagnosticado com a doença.</p>
[caption id="attachment_3549" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/ufsm-ft-1-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de três jogadores, vestindo uniformes brancos com listras azul e laranja, comemorando o gol em um ginásio. Em foco, um homem, com pele branca e cabelo castanho claro e curto, com expressão eufórica como se estivesse gritando. Ele está com o braço direito levantado, e com o esquerdo abraçando outro jogador. À direita, um homem com cabelo preto e curto, com a testa franzida, abraça o companheiro de time. O terceiro homem está de costas, indo ao encontro dos outros dois, com os braços levemente levantados, comemorando. Ao fundo, uma rede branca e uma goleira. Atrás da rede, penduradas em uma parede branca, duas placas de propaganda, uma branca e outra azul." width="1024" height="683" /> Tito comemora gol com De Agostini. Foto: Assessoria de Imprensa/UFSM Futsal[/caption]
<p>
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</p>
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</p>
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<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>As medidas de segurança, como: a falta do público, o número reduzido de jogadores, a limitação dos vestiários, o rodízio dos atletas - três por vez - e as preleções realizadas na quadra, com o adversário ao lado, geram uma mudança de estratégia. “O adversário consegue perceber as nossas instruções para os atletas e nós as deles. Então aquele fator surpresa, como uma instrução mais secreta acaba não podendo acontecer devido à falta de público”, comenta o treinador.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p><strong>Disputa da Série Ouro 2021</strong></p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>Após um início difícil na Série Ouro, onde o time conquistou apenas um ponto em três jogos disputados, Pranke continua com a expectativa de classificar a equipe para a próxima fase, de preferência entre os quatro primeiros colocados para decidir a segunda partida em casa: “A gente pretende se classificar entre os primeiros para ter essa vantagem na próxima fase. Claro que com esses primeiros jogos, algumas coisas dificultaram em relação a esse objetivo”. Ele complementa que a equipe segue firme com a ideia da classificação e acredita ser possível realizar esse objetivo.</p>
<p>
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<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p> Os atletas também estão confiantes e pretendem lutar até o fim pelo título: “Nosso objetivo é chegar na final, particularmente, eu quero ser campeão, penso muito nisso, me dedico muito e estamos esperando o melhor para o restante da temporada, pra quem sabe ser campeão da Série Ouro”, comentou o ala Moisés Braga. </p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p><strong>Reestruturação da marca</strong></p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>Em 2019, a UFSM Futsal/Urbanes Empreendimentos passou por um processo de reestruturação da marca, por meio de auxílio de alunos do curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda. Eles buscaram uma maior divulgação do time nas redes sociais, para ampliar seu público. No ano de 2020, foi estipulado um projeto para a venda de algumas cotas de patrocínio. Isso ajudou na busca de empresários identificados com esporte, viabilizando a volta do time após esses dois anos parado.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p> Além disso, o técnico apresentou o plano de divulgação da equipe na Câmara de Vereadores de Santa Maria. Os parlamentares ligados à “Frente Parlamentar à Favor do Esporte” indicaram nomes de empresários que ajudariam na sequência do projeto.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
</p>
<p>Ademais, com a indisponibilidade das quadras da UFSM, o time recebe auxílio da Prefeitura Municipal, que disponibilizou o CDM, para a realização de treinamentos, os quais ocorrem de segunda a quinta, das 20 às 22 horas e dos jogos em casa. A equipe tenta voltar a usar o espaço físico do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), onde podem ocorrer treinos, testagens físicas e uso dos laboratórios, para qualificar ainda mais o desempenho dos atletas, nas quadras.</p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
</p>
<p><em>Reportagem: André Hercolani e Bruno Vargas</em></p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
</p>
<p> </p>
<p>
<!-- /wp:paragraph -->

<p></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC01913-1024x682.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um homem branco calvo, de costas e com as mãos para trás, vestindo um uniforme azul, observa uma partida de futsal. Ao seu lado, sentado em um banco, um homem vestindo um moletom cinza com a escrita “Futsal UFSM”. Ao fundo, a quadra de esportes com três jogadores homens trocando passes. Há também um árbitro vestindo roupa amarela fluorescente. Atrás, uma rede branca, e logo atrás da rede, uma arquibancada e algumas salas com portas e janelas, destinadas ao setor de comunicação como rádio e televisão."></figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC01851-1024x682.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um ginásio de esportes, onde dois times de futsal estão organizados lado a lado, esperando o início da partida."></figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC02066-1024x682.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de três homens vestindo uniforme azul escuro trocam passes com dois homens vestindo uniforme branco. Eles estão em um ginásio de esportes e o piso é nas cores azul e terracota, com linhas brancas e pretas. Ao fundo, uma goleira e uma rede branca. Atrás da rede, uma parede branca e verde com uma grande porta de entrada."></figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/IMG_7873-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um homem branco com cabelo escuro e curto, agachado e ocupando a posição de goleiro em uma partida de futsal. Ele está vestindo um uniforme esportivo na cor rosa, meias brancas até os joelhos e chuteiras na cor vermelha. Ao fundo, uma parede branca com quadros de times anteriores pendurados."></figure>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/IMG_7902-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de um homem com pele branca e cabelo castanho claro e curto, segurando uma bola de futsal branca com a mão direita. O homem veste uma camiseta esportiva branca, com duas listras transversais, uma azul e outra laranja. Na camiseta, centralizada, a informação “urbanes empreendimentos” e, no peito, o escudo circular do time de futsal da UFSM. Ao fundo, a estrutura do ginásio e uma rede branca."></figure>
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													</item>
						<item>
				<title>Casa do Estudante resiste durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/26/casa-do-estudante-resiste-durante-a-pandemia</link>
				<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 16:05:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[assistência estudantil]]></category>
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						<description><![CDATA[Contando com cerca de 700 moradores, a Casa do Estudante Universitário (CEU) do campus sede da UFSM assistiu o agravamento de desafios de permanência com a chegada do coronavírus: dificuldades de alimentação, adaptação a um novo modelo de ensino, severos cortes orçamentários, problemas financeiros e a angústia de estar sobrevivendo à uma pandemia. Nesse cenário, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p> Contando com cerca de 700 moradores, a Casa do Estudante Universitário (CEU) do campus sede da UFSM assistiu o agravamento de desafios de permanência com a chegada do coronavírus: dificuldades de alimentação, adaptação a um novo modelo de ensino, severos cortes orçamentários, problemas financeiros e a angústia de estar sobrevivendo à uma pandemia. Nesse cenário, os residentes tentam diariamente encontrar formas de continuar sua rotina, mesmo com um futuro incerto.</p>
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<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/EvViWkHQ-1024x683.jpeg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um prédio de três pavimentos. A perspectiva é da esquina, com uma paisagem ampla de área externa, que mostra a frente e o lado do prédio. O prédio é na cor branca, desgastado pelo tempo, e possui uma faixa na cor rosa envelhecida passando pelo terceiro pavimento. Em frente ao prédio, uma rua com pavimentação em paralelepípedos, cortada por uma faixa de pedestres elevada que segue pelo lado e vai para trás do prédio. Algumas das janelas estão abertas, outras fechadas; algumas têm ar-condicionado, outras não; a mais próxima da câmera tem algumas roupas penduradas para secar, no primeiro e no segundo pavimento. Na frente do prédio, do outro lado da rua, localizam-se os postes de luz, uma árvore, a grama e alguns tocos de árvores cortadas. Acima do prédio, o céu azul. Alguns carros estão estacionados na rua em frente ao prédio." class="wp-image-3492" /><figcaption><em>Bloco 33 possui apartamentos com duas vagas e banheiro coletivo. Foto: Pedro Souza</em></figcaption></figure></div>
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<p>Com a chegada de 2020 e de um novo semestre, a UFSM se mobilizou para receber os calouros dos quase 100 cursos de graduação do campus de Camobi, muitos dos quais oriundos de famílias de baixa renda. Entretanto, tudo foi abruptamente interrompido em 16 de março, uma segunda-feira quente, dia em que a universidade suspendeu suas atividades presenciais devido à ameaça da pandemia, o que esvaziou o Campus precocemente.&nbsp;</p>
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<p>As semanas que se seguiram foram marcadas pela incerteza em relação ao vírus e à esperança de um retorno breve. Ainda em março, a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) anunciou o fechamento do Restaurante Universitário (RU) e a criação do Sistema de Saúde da Casa, que visava dar suporte médico aos residentes. Além disso, também orientou que quem pudesse, retornasse para suas cidades de origem, através de um auxílio transporte que custeou as passagens. Nesse contexto, com a saída da maioria dos moradores, a população da moradia estudantil se reduziu a 400, cerca de 17% da sua ocupação normal.</p>
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<p>A CEU II abriga normalmente 2000 pessoas e é parte da ampla assistência que a universidade oferece para os discentes em vulnerabilidade social. Através da solicitação do Benefício Socioeconômico (BSE), os estudantes ganham o direito de permanecer na moradia durante toda a sua formação, ter acesso ao Restaurante Universitário e atendimentos médicos de graça, comprar materiais didáticos, benefícios essenciais para sua permanência e êxito no ensino superior.</p>
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<p>Apesar da CEU II ser a moradia com o maior número de residentes da UFSM, ela não é a única. No próprio Campus, também se localizam a União Universitária (que acolhia provisoriamente alunos de outras cidades, mas que hoje encontra-se vazia), a CEU III (voltada para a pós-graduação e servidores) e a CEU Indígena. No centro de Santa Maria, por sua vez, localiza-se a CEU I, fundada em 1963, que assiste cerca de 230 acadêmicos. No Campus de Frederico Westphalen, localiza-se a CEU IV e no de Palmeira das Missões, a CEU V.</p>
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<p>Com essa gigantesca estrutura, a UFSM se torna referência nacional de assistência estudantil, o que fomenta a permanência e formação de inúmeros novos profissionais a cada ano. Porém, em momentos de crise como o atual, a instituição se vê ameaçada por duros cortes em seu orçamento, o que compromete a qualidade da assistência, justamente no momento em que ela é mais necessária.</p>
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<p>Diante desse cenário, a PRAE iniciou, a partir de abril de 2020,o pagamento do auxílio alimentação emergencial para os moradores que permaneceram nas CEUs. No valor de R$ 250,00, a quantia foi criticada, já que a comparação aos gastos regulares denotou incoerências. O subsídio não cobre outras despesas, como o gás de cozinha, e também obriga os ocupantes a se exporem ao vírus pela necessidade de ir aos mercados. Outro problema é que nem todos que permanecem no campus são amparados, o que gera principalmente dificuldades para se alimentar, já que os preços estão maiores.</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Infografico-vertical-559x1024.png" alt="" class="wp-image-3611" /><figcaption><em>Infográfico que compara o histórico do valor das refeições no Restaurante Universitário com o valor do auxílio alimentação, simulando qual seria o custo em julho de 2021.</em></figcaption></figure></div>
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<p>Ainda em março de 2020, através de uma assembleia de&nbsp; moradores, foi criada a Comissão de Apoio, que representou os universitários em vista da omissão da Diretoria da CEU II. O órgão foi de extrema importância para levar as demandas dos residentes à PRAE e garantir que os direitos básicos fossem garantidos. Além disso, foi responsável, junto do Diretório Central de Estudantes (DCE), por arrecadar cestas básicas aos que não tinham sido contemplados pelo auxílio alimentação. E antes de se encerrar, a Comissão também organizou e realizou eleições para uma nova gestão da Diretoria, que atua desde julho de 2021.</p>
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<p>Exatamente um ano antes, quando o Brasil se aproximava da marca de 65 mil vidas perdidas para a covid, a CEU II teve os seus primeiros casos. Em resposta, a PRAE colocou em prática medidas mais rígidas de contenção, através da <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/347/2020/07/Instrucao-normativa-003-2020-1.pdf">instrução normativa nº 03/2020</a>, que, dentre outras restrições, impedia o retorno de moradores, hospedagens e pernoites e dava instruções para possíveis infecções. Posteriormente, em setembro, através da <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2020/09/IN-04.2020-PRAE-1.pdf">instrução normativa nº 04/2020</a>, foram criadas portarias em cada prédio, buscando controlar a circulação de pessoas, medida vigente até o momento.</p>
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<p>Entretanto, por necessidades financeiras, psicológicas e até de moradia, muitos discentes precisaram voltar nos últimos meses. Todavia, a disponibilização de um Formulário de Solicitação de Retorno pela PRAE se mostrou um método insuficiente para lidar com a demanda, já que apenas retornos para realização de estágio obrigatório ou bolsas de Pesquisa e Extensão são aprovados. A insatisfação aumentou quando muitos residentes tiveram sua solicitação negada sem uma oportunidade de recurso, já que casos excepcionais são analisados individualmente e os critérios nem sempre são claros. Esse contexto, além de tornar ainda pior a situação dos moradores em vulnerabilidade social, também contribui para situações irregulares.</p>
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<p>É o caso de Maria (nome fictício), estudante do curso de Enfermagem, que teve sua solicitação negada em fevereiro. Ela conseguiu uma oportunidade de estágio extracurricular, o que a ajudaria a se sustentar financeiramente, mas mesmo com a aprovação da coordenação do curso, teve sua solicitação negada. Hoje, ela enfrenta dificuldades para se alimentar, pois não é contemplada pelo auxílio alimentação, já que retornou de forma irregular, e está insatisfeita com o tratamento que recebeu. Ela desabafa: “A PRAE não tem a capacidade de se sensibilizar com isso [a necessidade de retorno de alguns moradores], sequer procura ouvir, conversar ou compreender”.</p>
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<p>Diante de situações como essa, a Diretoria ressalta que tenta constantemente dialogar com a PRAE, de forma a incluir o máximo de residentes no auxílio, mesmo aqueles que não retornaram de forma regular. Porém, em entrevista, o pró-reitor, Clayton Hillig, aponta os limites orçamentários que impedem que isso aconteça.</p>
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<p><strong><em>REDE e infraestrutura:</em></strong></p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/HpCn00GA-1024x683.jpeg" alt="Fotografia horizontal de um balanço para crianças em um gramado, com uma perspectiva ampla de área externa. O balanço possui três assentos em madeira, um verde, outro azul e outro amarelo. A estrutura de ferro que sustenta os balanços é multicolorida, com faixas nas cores verde, vermelho, azul e amarelo, desbotadas pelo tempo. Em segundo plano, cinco pequenas árvores com pneus em sua base. Ao fundo, um pequeno prédio, de apenas um pavimento, com paredes na cor bege e duas portas na cor branca. O céu aparece parcialmente, ao fundo, azul e com poucas nuvens. Ao lado e nos fundos da edificação, uma vegetação de médio porte e fechada." class="wp-image-3496" /><figcaption><em>Como algumas mães voltaram para suas cidades de origem, a pracinha também está vazia. Foto: Pedro Souza</em></figcaption></figure></div>
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<p>Na mesma semana em que as aulas presenciais foram suspensas, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) permitiu a realização das atividades universitárias de forma remota, através do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE), com aprovação de um novo calendário acadêmico em agosto. O modelo foi desafiador tanto para docentes quanto para discentes, com um entrave extra para os moradores de baixa renda: os desafios de inclusão digital.</p>
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<p>A PRAE disponibilizou um auxílio de inclusão digital, em duas modalidades: compra de pacote de internet e aquisição de equipamentos eletrônicos. Entretanto, apenas o segundo ficou disponível aos discentes da CEU II, mesmo que a internet apresente instabilidade constante, quando não fica fora do ar, o que dificulta o acompanhamento e êxito das atividades universitárias.</p>
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<p>E esses entraves atingem ainda mais severamente acadêmicos que, além das vulnerabilidades sociais, estão comprometidos com outras responsabilidades, como a maternidade. Para Delta Marlova, 26 anos, discente de Letras, mãe de duas crianças e moradora da CEU, conciliar a maternidade com os estudos é um grande desafio psicológico e financeiro.&nbsp;</p>
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<p>Com os auxílios insuficientes para garantir uma rotina mais tranquila, Marlova mesmo assim entende que a assistência é fundamental para sua sobrevivência e a de seus filhos. Ela afirma: “minha família não tem Internet em casa e nem espaço pra mim e minhas crianças, então se a CEU fechasse eu ficaria realmente sem condições de acompanhar o semestre em REDE e em péssimas condições de moradia”.</p>
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<p>O acesso às universidades públicas foi democratizado ao longo da última década, porém, sem políticas de assistência que garantam a permanência, todo o movimento perde sua força. Nesse sentido, em agosto de 2021, com cerca de 700 residentes, a moradia estudantil exibe como nunca a sua importância. Para muitos, ela é seu único lar, um fator decisivo de sobrevivência e muito mais do que isso: um direito conquistado com muita luta e que deve ser defendido integralmente.</p>
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<p>A consciência dessa importância reverbera para muito além dos prédios da moradia estudantil, principalmente em um período de crise. Em vista das drásticas diminuições no orçamento da universidade, o reitor, professor Paulo Afonso Burmann, que encerra sua gestão no fim do ano, comenta que será necessária uma reorganização e mobilização da UFSM, de forma a manter a qualidade da assistência. Ele antecipa que, com a crise econômica e sanitária, o número de estudantes que necessitarão de apoio institucional só tende a aumentar.</p>
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<p><em><strong>Novos horizontes:</strong></em></p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Wq1R-38Q-1024x683.jpeg" alt="Fotografia horizontal de uma parada de ônibus. A perspectiva é de cima para baixo, com uma baixa inclinação. No primeiro plano, uma rua pavimentada com paralelepípedos, cortada por uma faixa de pedestres. No segundo plano, a parada, com uma estrutura de ferro e cobertura. Atrás da parada, algumas árvores sem folhas. Ao fundo, mais à esquerda, uma edificação pequena, laranja. Ao fundo, mais à direita, uma edificação maior, na cor branca. O céu aparece parcialmente, azul e com poucas nuvens. É fim de tarde e a paisagem está sombreada." class="wp-image-3497" /><figcaption><em>Um dos locais mais movimentados e disputados do Campus, agora o Paradão encontra-se constantemente vazio. Foto: Pedro Souza</em></figcaption></figure></div>
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<p>Os desafios seguem por tempo indeterminado. A pandemia gerou um lapso de saídas na CEU, ou seja, menos pessoas concluíram seus cursos, de forma que a oferta de vagas será menor quando as aulas presenciais retornarem. A PRAE também prevê que, com a adoção do Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI), a União Universitária perderá 50 vagas e assistirá apenas 130 discentes. A moradia já possui uma lista de espera desde 2019, o que mostra um problema não recente. E, se a entrada na moradia provisória, que antecede a entrada na CEU, está com uma demanda maior do que consegue lidar, com a diminuição de vagas, isso só tende a se agravar, o que deixará muitos estudantes sem uma residência.</p>
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<p>Além disso, a PRAE espera uma demanda por cerca de 1.000 vagas na CEU II, em um cenário que dispõe de apenas 400. Para resolver isso, o Núcleo de Assistência Estudantil planeja um edital de ingresso, que delimita mais o perfil de vulnerabilidade social, fator que prejudicará uma parcela de possíveis novos moradores que não se adequarem ao novo perfil socioeconômico. A Diretoria, por sua vez, trabalha para reorganizar as vagas de cada apartamento, o que garantirá que o máximo de pessoas sejam alocadas.</p>
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<p>A moradia estudantil, à parte disso, atualmente passa por diversas adequações. Com isso, alguns apartamentos recebem reformas no sistema elétrico e adequação ao PPCI, visto que alguns blocos têm sua construção datada de quase 50 anos. Além disso, devido ao aumento dos preços dos alimentos, a PRAE também divulgou um acréscimo de 100 reais no auxílio alimentação. A primeira parcela atualizada foi depositada no começo do mês, e os contemplados preveem que ela já fará diferença significativa em sua alimentação. Apesar de ainda estar distante do valor regular e de não garantir três refeições diárias, a quantia se mostra uma oportunidade de desafogo.</p>
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<p>A Diretoria, por sua vez, realizou a seleção de novos bolsistas para atuar na Lavanderia e no Brechó, o que auxiliará os moradores que não possuem máquinas próprias e que precisam de novas roupas, principalmente diante das recentes ondas de frio. Para todos os presentes no Campus sede, os serviços são gratuitos e organizados da Casa para a Casa, o que constrói uma rede de apoio mútua.</p>
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<p>Ao longo de toda a pandemia, nenhum estudante foi acometido por quadros mais graves de covid-19, o que mostra que a cooperação de toda a comunidade universitária foi eficiente, endossada pelas medidas tomadas pelas lideranças estudantis e pela PRAE. Já que, além da quarentena obrigatória para casos positivos, são distribuídas marmitas diárias, o que garante que o morador tenha condições de cumprir o isolamento.</p>
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<p>A UFSM nunca parou, já que atende não só a sociedade acadêmica, mas toda a comunidade de Santa Maria e até além dela. É impossível desligar a UFSM da cidade, e justamente por isso que os moradores da CEU, mesmo que permaneçam aqui apenas durante uma graduação, também são cidadãos santa-marienses e merecem ter seus direitos básicos preservados.</p>
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<p class="has-text-align-right"><em>Reportagem: Pedro Vinicius de Souza</em></p>
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<p class="has-text-align-right"><em>Contato: pedro.souza@acad.ufsm.br, @pedrxsouzx</em></p>
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