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Nossa história

A Orquestra Sinfônica de Santa Maria deu início às atividades no ano de 1966, na época o Prof. Dr. Frederico Richter, com o apoio do Reitor Mariano da Rocha Filho, e com a participação de seus colegas músicos vindos de Porto Alegre, fundou uma orquestra de câmara composta basicamente pelo naipe de cordas. O Maestro Richter buscou a participação de músicos vinculados à cidade, para a constituição de uma orquestra autóctone, que não dependesse de músicos vindos de fora.

Em 1981, através do projeto de pesquisa e extensão “Orquestra Possível” em que eram aceitos todos os instrumentos que se apresentavam, foram abertas as portas da Orquestra a todos os interessados e descobriu-se muitos talentos. Este projeto, possuía como objetivo a construção e formação da Orquestra, demandava muitas pesquisas e todo o conhecimento do compositor e maestro Richter, para fazer adaptações e arranjos de obras importantes da música universal.

Com a criação da Associação Cultural Orquestra Sinfônica de Santa Maria, em 1988, foi possível a introdução de novos instrumentos: trompetes, tubas, trombones, flautim, flauta, clarinete e fagote, tornando-se assim uma Orquestra Sinfônica. Este também é o ano em que o maestro e professor Ênio Guerra, assume a direção da orquestra, levando a mesma a diversos endereços do Rio Grande do Sul e ao Uruguai, desenvolvendo uma intensa atividade extensionista.

Entre 2014 e 2018, o maestro, professor e violinista/violista Marco Antônio Penna, assume a direção da Orquestra e juntamente como professor e maestro Alexandre Eisenberg, realizaram uma programação com alto nível artístico, contando com a colaboração de musicistas contratados de várias localidades do Rio Grande do Sul.

Em 2019, assume a direção o professor e maestro João Batista Sartor, egresso e fundador da Banda Sinfônica da UFSM. Com uma proposta de equilibrar os dois pilares de extensão e ensino, o novo diretor vem inovando, aperfeiçoando e aproximando a atuação da orquestra junto a diferentes instituições culturais, buscando expandir a influência da orquestra no Estado.

Em 2016 a Orquestra ganhou um espaço no Centro de Convenções (CC) da UFSM, reconhecido como um ponto de referência artístico e desde 2019, em parceria com a PRE e Coordenadoria de Cultura dispõe da “Sala Orquestra” como sede no CC. No mesmo, foram dezenove concertos, dentre eles um resgate da cultura regional, “As Bodas de Fígaro”, “O Quebra Nozes”,  Coral e Coro de Câmara da UFSM, professores solistas da UFSM, Concertos Temáticos, “FENART” no Regimento Mallet, Concertos nos Campi da UFSM, Concerto de Natal e muitos outros.  

              2020 começou com mais um grande desafio: lutar contra a pandemia de COVID- 19 que assolou o mundo. Foi um ano de adaptações em que prezamos pelas medidas sanitárias e, ao mesmo tempo, implementamos plataformas de ensino a distância para dar continuidade aos ensaios e a uma inesquecível temporada de forma digital, ressaltando a importância da arte e da música como esperança, redenção e gratidão pela existência humana. Além disso, comemoramos 55 anos de história com homenagens a todos os personagens dessa caminhada, o público, musicistas, colaboradores, apoiadores. 

 

Vida longa à Orquestra Sinfônica de Santa Maria! 

Maestro Frederico Richter

Em 1966 ingressei na Universidade Federal de Santa Maria. Lá conheci o saudoso reitor fundador e criador da Universidade, Dr. José Mariano da Rocha Filho, que muito me apoiou. O Centro de Artes estava recém fundado. Quem fundamentou a Música na Universidade foi o pianista Sebastian Benda que atuava como professor de piano, música de câmara e animava Festivais em Santa Maria junto com sua esposa Luzia e com sua mãe, Dora Benda a saudosa senhora de 90 anos de idade mas, vitalmente robusta. Com Sebastian Benda fiz música de câmara, tocou sob a minha regência e colaborei em suas aulas de Música de Câmara tocando violino. Dora Benda tocava viola e foi aluna de violino de Carl Flesch. Foi uma pessoa venerável, lembro-me que ela era poeta – tínhamos esta afinidade, a paixão pela poesia e ela, do alto de seus 90 anos me homenageou com sua poesia. Neste tempo compus a Apresentação de uma Orquestra de Câmara que foi muito executada em Santa Maria. Dora Benda estreiou com brilhantismo o solo de viola (da apresentação dos instrumentos da Orquestra), tocou comigo Quarteto, e atuou sob minha regência com dedicação, amizade e alta competência. Lembro-me dela com muita amizade, saudade e o seu carinho comigo pois me considerava muito.

Em 1966 criei a Orquestra da Universidade Federal de Santa Maria e fui seu Diretor, cargo que exerci até 1998, mais de 32 anos. Em 1989 transformei-a em Sinfônica. Quando iniciei em 1966, não havia

condições para uma Orquestra em Santa Maria. Somente em ocasiões especiais se poderia pensar em

agrupamentos pequenos para tocar música, não sinfônica mas de câmara. Não havia músicos e nem

alunos que tocassem instrumentos de orquestra. O piano dominava tudo, era o que havia. Tive de

administrar esta situação pois eu pensei muito no futuro de uma Sinfônica. A Universidade contratava, a meu pedido, músicos de fora e, assim, se foi levando até meados da década de 1970.

Não fundei a Orquestra sozinho, tive o apoio incondicional do Reitor Mariano da Rocha Filho e a grande colaboração dos Músicos fundadores Guido Molz, no violoncelo, Günter Kram no fagote, Marco Antônio Penna no violino e Raul Nunes também no violoncelo. Esses músicos me acompanharam sempre com grande ideal.

Fiz um Projeto, Orquestra Possível, onde qualquer instrumento podia participar da orquestra e isto propiciou a especialização em Orquestra Sinfônica em 1989. Mas a luta foi dura e árdua. Quem leva esse ideal hoje é o querido amigo e grande Maestro João Batista Sartor. Recentemente ouvi a Orquestra apresentando “A Missão” de Ennio Marricone, em linda apresentação ao ar livre, regida por ele, com Adriana Diniz no solo de oboé.


Maestro Enio Guerra

Entrei na Orquestra em 1978, quando era aluno do curso de Licenciatura em Música na Universidade e desde aquele ano trabalhei e fui ativo na orquestra até 2014. Passei por todos os estágios que a Orquestra oferecia: músico de estante, solista, regente adjunto, regente titular e diretor artístico, sempre ativo e com muita dedicação, empenho e amor pelo que eu estava fazendo. Nem sempre foi fácil, mas com perseverança, e principalmente dedicação a gente venceu. Graças a Deus hoje a Orquestra está em um estágio bem mais avançado do que naquela época, que era uma orquestra pequena. Ela passou por vários estágios que muitas pessoas também participaram e podem comprovar, inclusive o público. Eu tenho muito a agradecer por todo tempo que estive presente, fiz muitos amigos, colaborei com muitas pessoas que também colaboraram comigo em sentido de vida, profissão e de fazer música, e fico grato a isso.

Desejo que a Orquestra Sinfônica de Santa Maria tenha sempre muito sucesso e sempre alcance seus objetivos. Parabéns pelos seus 55 anos de existência!!


Maestro Marco Antonio de Almeida Penna

A Orquestra da UFSM, fundada em abril de 1966 pelo Prof. Frederico Richter e outros, depois seguido pelo abnegado Prof. Enio Guerra – uma orquestra-escola, uma das primeiras do gênero existente no Brasil –, deve ser um motivo de orgulho para a cidade, para a região e para a universidade. Ela foi muito importante para minha formação artístico-musical e também como importante meio de atuação profissional. Assim como diversos importantes músicos e professores de música egressos da UFSM reconhecem sua importância para sua formação. Eu iniciei a tocar violino na Orquestra quando tinha 12 anos, sendo eu o integrante que mais durou atuando neste agrupamento musical. Depois me tornei spalla (1º violino principal) e depois me tornei um dos seus regentes. De 2014 a 2018, tornei-me diretor juntamente com meu colega Alexandre Eisenberg na regência, quando me afastei ao completar 46 anos de atuação na Orquestra. Depois, em 1988, fora fundada a Associação Orquestra, oficializando sua abrangência sinfônica ao grupo. Menciono também a atuação do Prof. Claudio Esteves, hoje diretor do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM, como um dos regentes em várias oportunidades. Hoje, a Orquestra é dirigida pelo Prof. João Batista Sartori, o Tita, que em pouco tempo tem demonstrado muita capacidade e entusiasmo para levar adiante os intentos de seus mentores e antecessores. Atualmente, eu me encontro em processo de aposentadoria da UFSM e, aproveitando esta oportunidade do aniversário da Orquestra, agradeço e parabenizo a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste grande projeto, seja participando nas equipes, ou como músico ou como público em geral ou ainda como patrocinador, apoiador ou simpatizante. Em despedida, conclamo à comunidade universitária da UFSM e da cidade de Santa Maria e região, considerando aqui também os empresários e as lideranças locais e regionais, para contribuir significativamente com a continuidade do levar adiante o sonho daqueles abnegados pioneiros.